9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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RCR-R075 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 2

Saúde Periodontal em Contextos de Modulação Hormonal: Evidências Fisiológicas e Perspectivas para Pessoas Transgênero
Cássia Alves de Lima Luna, Lina Valentina Ribeiro Chaves, Cíntia Rodrigues Correa, Marcela Castro de Oliveira, Jôice Dias Corrêa
Pós-Graduação em Clínicas Odontológicas PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

As alterações hormonais influenciam a homeostase periodontal por modularem vascularização, resposta imune e metabolismo ósseo. Nesse contexto, a terapia hormonal de afirmação de gênero (THAG), constitui um modelo relevante e ainda pouco explorado para investigar a relação entre hormônios sexuais, inflamação periodontal e equidade em saúde bucal. O objetivo deste trabalho foi avaliar, por meio de revisão integrativa, a influência das alterações hormonais, incluindo a THAG, na saúde periodontal. Foram realizadas buscas nas bases PubMed, SciELO e Web of Science, considerando estudos dos últimos dez anos, em português e inglês. A estratégia foi organizada em três eixos: THAG e doença periodontal; hormônios sexuais e tecidos periodontais; e condições fisiológicas associadas a variações hormonais, como puberdade, gravidez e menopausa. A literatura demonstra que hormônios sexuais regulam citocinas inflamatórias, atividade de fibroblastos, remodelação óssea, síntese de matriz extracelular e função salivar. A deficiência estrogênica tem sido associada à maior perda óssea, xerostomia e vulnerabilidade periodontal, enquanto a testosterona pode modular mediadores inflamatórios e resposta tecidual. Estudos diretamente conduzidos com pessoas transgênero ainda são limitados, mas sugerem que a THAG pode repercutir na inflamação periodontal, no metabolismo ósseo e na saúde oral.

Conclui-se que as alterações hormonais desempenham papel relevante na fisiologia periodontal, e que a THAG representa uma fronteira emergente de investigação em Medicina Periodontal, demandando estudos longitudinais, clinicamente padronizados e sensíveis às especificidades da população transgênero.

RCR-R076 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 7 - Estomatologia

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 2

TENDÊNCIAS GLOBAIS DA PESQUISA EM FOTOBIOMODULAÇÃO NA ODONTOLOGIA: ESTUDO BIBLIOMÉTRICO
Yvina Beserra de Sousa, Sofia Hiluey de Aguiar Leite, Maria Helena Chaves de Vasconcelos Catão
Odontologia UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Esta revisão bibliométrica teve como objetivo analisar a produção científica sobre fotobiomodulação aplicada à odontologia nos últimos cinco anos (2021-2026). A busca foi realizada na base Web of Science Core Collection, incluindo estudos com diferentes delineamentos metodológicos. A seleção e extração dos dados contemplaram informações como temática, número de citações, ano de publicação, periódico, países de origem, instituições, autores e palavras-chave. As redes de colaboração entre autores e países foram analisadas graficamente por meio do VOSviewer. Observou-se dissociação entre produtividade e impacto científico entre autores, com identificação de líderes de pesquisa caracterizados por forte conectividade nas redes de coautoria. Em relação à distribuição geográfica, Brasil, Índia, Estados Unidos, Irã e Itália apresentaram maior produção, enquanto Brasil, Estados Unidos, Irã, Itália e Reino Unido destacaram-se quanto ao impacto. Países como Índia, Austrália e Polônia apresentaram alta produtividade com menor impacto relativo, enquanto França e Taiwan demonstraram maior impacto com menor volume de publicações. A análise temática evidenciou predominância de estudos relacionados à dor, ortodontia, periodontia, terapia fotodinâmica e mucosite oral, além de tendência recente voltada à cicatrização de feridas e inflamação.

Conclui-se que a produção científica apresenta crescimento recente, com distribuição heterogênea entre países e dissociação entre produtividade e impacto, além da consolidação de aplicações clínicas e avanço de investigações voltadas aos mecanismos biológicos, indicando evolução e diversificação do campo.

(Apoio: CNPq  N° 001)
RCR-R077 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 2

Acesso aos serviços odontológicos por imigrantes e refugiados: Revisão Integrativa da Literatura
Gabriel Zopolatto Turci Dias, Suzely Adas Saliba Moimaz, Fernando Yamamoto Chiba, Ronald Jefferson Martins, Tânia Adas Saliba
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Objetivou-se investigar o acesso de imigrantes e refugiados aos serviços de saúde bucal. Foram realizadas buscas nas bases de dados PubMed, BVS, Web of Science e Scopus. Incluíram-se estudos primários publicados entre 2021 e 2024, em português, inglês e espanhol. Os estudos selecionados foram analisados por dois revisores. Foram identificados 2087 artigos, removidos 1253 duplicatas, restando 834 e excluídos 626 pelo recorte temporal. Foram identificados 208 estudos dentro do recorte e, após a leitura na íntegra dos estudos, 28 compuseram a amostra final. Observou-se que as principais motivações para migração foram: conflitos armados; instabilidade política; perseguição ideológica. Foi identificado acesso odontológico limitado em assentamentos e campos de refugiados (10,71%), bem como nos serviços públicos (21,43%). A maior taxa de acesso aos serviços odontológicos identificada foi de 88,70% e a menor foi de 23,10%, sendo sempre menor quando comparada à população anfitriã. A procura pelos serviços odontológicos geralmente ocorre em situações mais graves. Principais agravos à saúde bucal: dor de dente (10,71%) e cárie (21,43%). Barreiras enfrentadas no acesso aos serviços: obstáculos geográficos (14,29%); dificuldades linguísticas (17,86%); desconhecimento do sistema de saúde (17,86%); problemas financeiros (25,00%); crenças culturais (14,29%). Os imigrantes relatam que se existisse melhor preparo dos profissionais, seria possível chegar a uma melhora na qualidade da saúde bucal.

Conclui-se que, apesar das iniciativas de acolhimento, os cuidados odontológicos aos imigrantes e refugiados não são plenamente acessíveis ou adequados às suas necessidades, devido às barreiras geográficas, culturais e financeiras.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  CNPq  N° 445056/2023-1)
RCR-R078 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 2

Acurácia da IA no diagnóstico de lesões periapicais em tomografia computadorizada de feixe cônico: revisão sistemática e meta-análise
Jefferson Augusto, Manoel Damião Sousa-neto, Amanda Pelegrin Candemil
ODONTOLOGIA RESTAURADORA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Esta revisão sistemática e meta-análise teve como objetivo avaliar a acurácia da inteligência artificial (IA), por meio de redes neurais convolucionais profundas, no diagnóstico de lesões periapicais em imagens de tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC). O estudo foi conduzido conforme o PRISMA e registrado no PROSPERO (CRD42024569939). Uma busca bibliográfica foi realizada nas bases PubMed, Embase, Scopus e Web of Science. Os critérios de inclusão contemplaram estudos in silico que utilizaram algoritmos de IA para detectar lesão periapical em TCFC, tendo como padrão-referência a avaliação por radiologistas experientes. Dois revisores independentes selecionaram os estudos, extraíram os dados e avaliaram o risco de viés pelo QUADAS-2. Dez estudos foram incluídos. A IA demonstrou alta acurácia diagnóstica, com sensibilidade variando entre 77,78% e 96,1%, especificidade entre 77,1% e 99,83%, e acurácia global de até 99,35%. A maioria dos estudos apresentou baixo risco de viés.

Conclui-se que o uso de inteligência artificial para diagnóstico de lesões periapicais em TCFC é altamente preciso, apresentando desempenho comparável ou superior ao de especialistas, com potencial para auxiliar o clínico na detecção precoce dessas lesões.

(Apoio: CAPES  N° 88887.902967/2023-00)
RCR-R079 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 2

Cimentos de silicato de cálcio vs resinosos na cicatrização apical em molares: revisão sistemática de ECRs
Eduardo da Costa Nunes, Ary Alves Mesquita Junior, Ingrid Luiza Mendonça Cunha, Luana Barros da Matta Santos, Ana Cyra Dos Santos Lucas, Emílio Carlos Sponchiado Júnior
programa de pós-graduação em odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo desta revisão sistemática foi comparar a cicatrização periapical obtida com cimentos endodônticos à base de silicato de cálcio e resina epóxica em molares permanentes com periodontite apical crônica. O protocolo foi registrado no PROSPERO (CRD42024613472). Buscas abrangentes foram realizadas em sete bases eletrônicas (Cochrane CENTRAL, ClinicalTrials.gov, MEDLINE/PubMed, Scopus, Web of Science, Embase e LILACS), além de literatura cinzenta (ProQuest Dissertations & Theses Global, La Referencia, CAPES e BDTD), sem restrição de idioma ou tempo. Apenas ensaios clínicos randomizados foram incluídos. A seleção, extração de dados e avaliação do risco de viés foram conduzidas por dois revisores independentes, utilizando a ferramenta ROB-2. Foram identificados 5.572 registros; após triagem, apenas um estudo atendeu aos critérios de inclusão. Não foi possível realizar metanálise, sendo adotada síntese narrativa. O estudo demonstrou que ambos os materiais promoveram cicatrização periapical significativa, com maior redução da lesão aos 3 e 6 meses e menor dor pós-operatória inicial no grupo tratado com cimento à base de silicato de cálcio (BioRoot RCS). A evidência é limitada, pois se baseia em um único estudo, com alto risco de viés para dor e algumas preocupações para cicatrização, relacionadas à ausência de cegamento e a dados ausentes.

Conclui-se que não é possível estabelecer superioridade entre os materiais, sendo necessários novos ensaios clínicos robustos.

RCR-R080 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 3 - Fisiologia / Bioquimica / Farmacologia

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 2

Segurança e Aplicabilidade Clínica de Anestésicos Locais com Vasoconstritores em Pacientes Cardiopatas: Análise Bibliométrica
Vandressa De Marco, Luciana Butini Oliveira, Henrique Ballassini Abdalla, Juliana Cama Ramacciato, César Antonio Pereira, Rogério Heládio Lopes Motta
FACULDADE DE ODONTOLOGIA SÃO LEOPOLDO MANDIC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste trabalho foi analisar, por meio de abordagem bibliométrica ampliada, a produção científica sobre o uso de anestésicos locais com vasoconstritores em pacientes cardiopatas, identificando padrões de segurança e implicações para a prática odontológica. Foi realizado um estudo retrospectivo, quantitativo e bibliométrico, baseado na análise sistematizada de artigos indexados em bases nacionais e internacionais, com estratégia de busca estruturada por descritores relacionados à anestesia local, vasoconstritores e doenças cardiovasculares. Foram incluídos estudos publicados até outubro de 2025. Os registros passaram por padronização, triagem temática e validação. A análise contemplou indicadores bibliométricos clássicos e avaliação qualitativa dos desfechos clínicos, incluindo segurança cardiovascular, eficácia anestésica e fatores de risco. A produção científica apresentou crescimento progressivo, com intensificação nas últimas décadas e predominância de estudos observacionais, evidenciando baixa representatividade de ensaios clínicos randomizados em populações de maior risco. Lidocaína e articaína associadas à epinefrina foram os anestésicos mais investigados. Eventos cardiovasculares adversos graves mostraram-se raros e de natureza multifatorial, mais frequentemente associados à instabilidade clínica prévia, polifarmácia, técnica inadequada e resposta ao estresse do que ao uso controlado de vasoconstritores. Observou-se heterogeneidade nas recomendações clínicas e ausência de padronização baseada em estratificação de risco.

O uso criterioso e individualizado de anestésicos locais com vasoconstritores apresenta perfil de segurança favorável em pacientes cardiopatas.

RCR-R081 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 9 - Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais / Odontologia Hospitalar

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 2

Restaurações indiretas em resina composta em um adolescente com dentinogênese imperfeita associada à osteogênese imperfeita
Mariana Laís Silva Celestino, Laura Silva Jerônimo, Gabriela Lopes Angelo Dornas, Letícia Veloso de Freitas, Emmanuel Felipe Marques Almeida, Natália Cristina Ruy Carneiro, Ana Cristina Borges Oliveira
Odontologia Social e Preventiva UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi descrever um relato de caso sobre o uso de restauração indireta em resina composta como tratamento conservador da dentinogênese imperfeita (DI) em um adolescente com a doença genética rara denominada Osteogênese Imperfeita (OI). O trabalho descreveu o tratamento de um paciente de 18 anos com OI tipo III na clínica de atendimento de pacientes com deficiência do curso de odontologia de uma universidade pública em Belo Horizonte, Minas Gerais. O diagnóstico de OI foi obtido por meio do relato da mãe e o diagnóstico de DI tipo I foi realizado por exame clínico bucal e radiografias periapicais intraorais. Clinicamente, todos os dentes apresentavam coloração marrom-acinzentada e aspecto translúcido. Cinco deles tinham estrutura comprometida, com fraturas de esmalte e dentina. As restaurações indiretas em resina foram realizadas nos pré-molares e molares afetados com DI, que apresentavam perda de estrutura. Após o final do tratamento, foram estabelecidos retornos periódicos com intervalos de seis meses para acompanhamento. A resposta clínica se mostrou satisfatória.

A restauração indireta em resina mostrou-se como uma opção de tratamento eficaz para DI, restabelecendo a função dentária. A fim de prevenir ou interceptar doenças bucais, bem como minimizar problemas dentários, é importante que os indivíduos diagnosticados com OI e DI recebam cuidado odontológico precoce e acompanhamento odontológico regular.

(Apoio: CAPES)
RCR-R082 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 2

Manejo de fenestração tecidual após cirurgia de recobrimento radicular no quinto sextante: relato de caso clínico
Bruna Soares Pereira, Jessica de Figueiredo Lopes, Loreley Carlos Agostinho Bragard, Roberta Carpes Imperial, Ricardo Guimarães Fischer, Alexandra Tavares Dias
Programa de Pós-graduação em Odontologi UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O presente relato de caso tem como objetivo descrever o manejo de fenestração tecidual ocorrida durante o processo de cicatrização após cirurgia de recobrimento radicular com enxerto de tecido conjuntivo subepitelial. Ao exame clínico, observou-se recessão gengival no elemento 32, sem perda de inserção interproximal, caracterizando recessão do tipo RT1, associada a fenótipo gengival fino, ausência de faixa de gengiva queratinizada e presença de contenção ortodôntica fixa na face lingual dos dentes anteroinferiores. Após 14 dias da intervenção, identificou-se pequena fenestração na porção apical da área operada. Optou-se por aguardar a maturação tecidual inicial e, decorridos 30 dias, realizou-se novo procedimento cirúrgico para fechamento da sequela, por meio de incisão vertical de acesso, descolamento tecidual com tunelizadores e inserção de novo enxerto de tecido conjuntivo, com suturas em poliamida 7-0. Após 14 dias, observou-se recobrimento radicular, ganho de tecido queratinizado e estabilidade periodontal, sem sangramento à sondagem ou profundidade de sondagem patológica, apesar de discreta cicatriz residual.

Conclui-se que fenestrações teciduais podem ocorrer mesmo em procedimentos adequadamente indicados, sendo o manejo microcirúrgico complementar fundamental para resultados previsíveis e estáveis.

RCR-R083 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 6 - Prótese

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 2

Efeito de tratamentos de superfície na resistência de união de cerâmicas de matriz vítrea: Uma revisão de escopo
Ana Beatriz de Souza Albergardi, João Pedro Justino de Oliveira Limírio, Nathan Felipini Ferreira, Eduardo Piza Pellizzer, Jessica Marcela de Luna Gomes
Materiais odontológicos e Prótese UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Ainda que a literatura seja muito robusta em dados a respeito dos tratamentos de superficie utilizadas no processo de cimentação de cerâmicas de matriz vítrea , os artigos apresentam uma grande variabilidade no protocolo de cimentação, desde a concentração do ácido fluorídrico, tempo de condicionamento e utilização de silano em conjunto com adesivos universais, ou ambos utilizados isoladamente. Com isso o objetivo do estudo foi avaliar as evidências existentes sobre técnicas de condicionamento pré cimentação de cerâmicas vítreas e seus efeitos na resistência de união a curto e longo prazo. Esta revisão de escopo foi conduzida seguindo as diretrizes PRISMA-ScR para revisões de escopo e foi registrada na plataforma Open Science Framework. Com base no conceito PCC, onde P: Cerâmicas vítreas, C: Resistência de ligação e C: Tratamentos de superfície. Uma busca foi conduzida nas bases de dados PubMed, Embase, Web of Science, Scopus, Lilacs e Proquest até julho de 2025, sem restrições de idioma ou data.Um total de 100 estudos foi incluído na análise qualitativa; destes, 80 analisaram cerâmicas de dissilicato de lítio, 22 cerâmicas feldspáticas, 13 cerâmicas de silicato de lítio reforçadas com zircônia, 9 cerâmicas de leucita e 1 cerâmica de alumina reforçada com dissilicato de lítio. Independente da cerâmica avaliada, o tratamento mais frequentemente utilizado foi o condicionamento com ácido fluorídrico seguida da aplicação de silano e ou/adesivo.

Foi possível concluir que a combinação de mais de um tratamento químico é a melhor opção como tratamento de superfície.

RCR-R084 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 1 - Cirurgia bucomaxilofacial

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 2

Manejo cirúrgico reconstrutivo de extensa lesão cística associada à fenestração bicortical em região anterior da maxila: relato de caso
Gustavo Mendes de Oliveira, Ana Beatriz Torres Cavalcante, Maria Clara Mendes Gomes, João Paulo Veloso Perdigão, Nadine Luísa Guimarães Albuquerque, Juliana Ximenes Damasceno, Maria Elisa Quezado Lima Verde
CENTRO UNIVERSITÁRIO CHRISTUS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O cisto periapical inflamatório (CPI) é uma lesão associada à necrose pulpar, geralmente causada por cárie ou trauma, sendo a endodontia a abordagem inicial mais conservadora. Contudo, lesões extensas podem demandar intervenção cirúrgica. Este trabalho visa relatar o caso cirúrgico reconstrutivo de lesão cística em região anterior da maxila. Paciente do sexo feminino, 20 anos, atendida na Clínica Escola de Odontologia da Universidade Christus, com queixa de "inchaço no céu da boca". Ao exame intraoral: presença de nódulo séssil, normocrômico, consistência firme, medindo cerca de 5 cm, em região anterior do palato duro, com evolução de três meses e ausência de dor. Os exames de imagem mostraram extensa lesão osteolítica envolvendo os terços anterior e médio do palato duro, com fenestração das corticais vestibular e palatina. Realizaram-se punção exploratória, marsupialização e biópsia incisional. O histopatológico confirmou o diagnóstico de CPI. Inicialmente, optou-se por tratamento conservador; contudo, devido à baixa adesão da paciente, indicou-se abordagem cirúrgica definitiva. O tratamento consistiu em enucleação da lesão associada à apicectomia do dente 12, precedida da endodontia dos dentes 11 e 12. A reconstrução óssea foi realizada com xenoenxerto particulado e membrana de colágeno. O acompanhamento clínico-imaginológico de um ano e seis meses evidenciou ausência de sinais flogísticos ou infecciosos, reabsorções e recidiva, além de adequada integração do enxerto.

A cirurgia reconstrutiva mostrou-se eficaz após a falha do manejo conservador, promovendo regeneração óssea e reabilitação funcional e estética, reforçando a importância do planejamento multidisciplinar e do seguimento pós-operatório.




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