9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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PSUS42 - Pesquisa Odontológica no Sistema Único de Saúde
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco C - Laranja

AVALIAÇÃO DA PERCEPÇÃO DE PROFISSIONAIS, UTILIZAÇÃO E DESEMPENHO DA PRÓTESE EM CENTROS DE ESPECIALIDADES ODONTOLÓGICAS REGIONAIS NO CEARÁ
Gemakson Mikael Mendes, Isadora Maria Paiva Simplício, Paola Gondim Calvasina, Mariana Ramalho de Farias, Nalber Sigian Tavares Moreira, Ana Karine Macedo Teixeira
UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O trabalho objetivou avaliar a especialidade de prótese nos 22 Centros de Especialidades Odontológicas (CEOs) Regionais sob gerência de consórcios no Ceará quanto à utilização das consultas, percepção dos profissionais e desempenho da produção. Trata-se de um estudo observacional e descritivo que analisou dados do Sistema Integrado de Gestão em Saúde (SIGES) e do Sistema de Informações Ambulatoriais (SIA/SUS), além dos contratos de programa dos consórcios. Também foi realizada uma análise qualitativa por meio de entrevistas semiestruturadas com gestores e profissionais. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Ceará. Observou-se baixo cumprimento das metas de produção, com apenas três serviços apresentando desempenho superior a 90%, enquanto metade alcançou desempenho abaixo de 50%. Em contrapartida, verificou-se elevada utilização das consultas pactuadas, sugerindo dificuldades na confecção e entrega das próteses. Os profissionais apontaram como principais desafios a demora dos Laboratórios Regionais de Prótese Dentária (LRPD), especialmente atrasos na entrega das peças, falhas laboratoriais, dificuldades de comunicação com laboratórios terceirizados e escassez de protéticos. Também foram relatados absenteísmo, dificuldades de transporte, falhas na regulação municipal e inadequado preparo bucal dos pacientes para a reabilitação.

Os achados sugerem que o desempenho da especialidade é afetado de modo substancial pela capacidade operacional dos LRPD e pela organização da rede de atenção.

(Apoio: CNPq  N° 409049/2023-9)
PSUS43 - Pesquisa Odontológica no Sistema Único de Saúde
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco C - Laranja

Contrarreferência em prótese dentária no SUS: falhas da APS, iniquidade racial e gestão da rede
Max Fernandes Melo, Pedro Torres Dantas, João Pedro de Mello Dutra Magalhães, Marcia Alexandra Pimentel Casseres, Marcia Frias Pinto Marinho, Keith Bullia da Fonseca Simas, Katlin Darlen Maia
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A reabilitação protética no Sistema Único de Saúde (SUS) depende da articulação entre a Atenção Primária à Saúde (APS) e os Centros de Especialidades Odontológicas (CEO), responsáveis pelo atendimento especializado. Entretanto, mesmo diante da elevada demanda reprimida por próteses dentárias, muitos pacientes chegam ao CEO sem condições clínicas adequadas para iniciar o tratamento, exigindo contrarreferência à APS e prolongando o tempo de espera na rede. Diante desse cenário, analisou-se o perfil clínico e sociodemográfico de pacientes contrarreferenciados em um CEO do Rio de Janeiro, bem como os principais motivos de retorno à APS e a concordância entre as indicações protéticas. Realizou-se estudo transversal descritivo-analítico com 210 pacientes contrarreferenciados entre 2024 e 2025, a partir de dados obtidos em prontuários e registros de encaminhamento. A maioria dos pacientes era do sexo feminino, com média de 65,1 anos, e 68,6% autodeclararam-se negros. A principal causa de contrarreferência foi necessidade cirúrgica prévia (70,0%). Em metade dos casos, o CEO modificou a indicação protética inicialmente realizada pela APS, principalmente em decorrência de elementos com prognóstico desfavorável identificados na reavaliação especializada.

Os achados evidenciam fragilidades no fluxo de referência e contrarreferência da rede de saúde bucal, com impacto na resolutividade da APS, ampliação do tempo de espera e repercussões na equidade do acesso à reabilitação protética no SUS.

PSUS44 - Pesquisa Odontológica no Sistema Único de Saúde
Área: 9 - Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais / Odontologia Hospitalar

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco C - Laranja

Sedação consciente em pacientes com deficiência no Sistema Único de Saúde: perfil farmacológico e vias de administração
Fernanda Regina Ribeiro Santos Athayde, Camilla Siqueira de Aguiar, Maria Eduarda de Moura Silva Albuquerque, Isabela Campos de Castro, Verônica Maria de sá Rodrigues, Mônica Vilela Heimer, Priscila Prosini, Arnaldo de França Caldas Junior
PPGO UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Descreveu-se o perfil farmacológico e as vias de administração na sedação consciente de pacientes com deficiência submetidos a procedimentos cirúrgicos odontológicos em Centro de Especialidades Odontológicas vinculado ao Sistema Único de Saúde. Estudo analítico, série de casos, com abordagem quantitativa, realizado na Clínica de Pacientes com Necessidades Especiais da Universidade Federal de Pernambuco, entre janeiro e novembro de 2025, incluindo 124 sedações em 73 pacientes. Dados de fichas padronizadas contemplaram protocolo farmacológico, via de administração e estabilidade hemodinâmica, com análise descritiva e teste Qui-quadrado (5%). A sedação multimodal ocorreu em 66,1% e a monoterapia em 33,9%. Os protocolos mais frequentes foram Alprazolam associado à Hidroxizina (19,4%), Dexmedetomidina isolada (13,7%), Midazolam isolado (12,1%), Midazolam associado à Prometazina (4,8%) e Midazolam associado à Dexmedetomidina (3,2%). Predominaram as vias oral (47,6%) e intranasal (18,5%). Não houve associação entre tipo de sedação e instabilidade hemodinâmica (p>0,05), com todos os casos estáveis. Os achados evidenciam a viabilidade e segurança da sedação consciente no cuidado odontológico especializado no SUS.

Os protocolos de sedação consciente em pacientes com deficiência no contexto do SUS apresentaram predomínio de estratégias multimodais e uso preferencial das vias oral e intranasal, com estabilidade hemodinâmica, evidenciando a viabilidade e segurança dessa abordagem no cuidado odontológico especializado em Centros de Especialidades Odontológicas para pacientes com limitações comportamentais, motoras ou cognitivas.

PSUS45 - Pesquisa Odontológica no Sistema Único de Saúde
Área: 9 - Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais / Odontologia Hospitalar

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco C - Laranja

Sedação consciente no Sistema Único de Saúde: avaliação comportamental e fisiológica em pacientes cirúrgicos com deficiência
Maria Eduarda de Moura Silva Albuquerque, Camilla Siqueira de Aguiar, Arnaldo de França Caldas Junior, Isabela Campos de Castro, Mônica Vilela Heimer, Verônica Maria de sá Rodrigues, Gyovanna Borges Pessoa, Fernanda Regina Ribeiro Santos Athayde
Odontologia UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Objetivou-se avaliar a efetividade comportamental e estabilidade fisiológica da sedação consciente em pacientes com deficiência submetidos a procedimentos cirúrgicos odontológicos em um Centro de Especialidades Odontológicas vinculado ao Sistema Único de Saúde (SUS). Trata-se de estudo analítico, tipo série de casos, executado entre janeiro e novembro de 2025 realizado na Clínica de Pacientes com Necessidades Especiais da Universidade Federal de Pernambuco. Após aplicação de critério de elegibilidade, incluíram-se 124 sedações em 73 pacientes cirúrgicos. A resposta comportamental foi mensurada pela Richmond Agitation-Sedation Scale (RASS), comparando os escores pré e pós-sedação, e a estabilidade fisiológica imediata foi avaliada por frequência cardíaca, saturação periférica de oxigênio e pressões arteriais sistólica e diastólica. Aplicaram-se testes Qui-quadrado, t pareado, Wilcoxon e correlação de Spearman, com p<0,05. Os escores RASS deslocaram-se de mediana +2 no pré-sedação para -2 no pós-sedação, indicando transição de agitação moderada para sedação leve a moderada adequada ao procedimento, com diferença significativa (p<0,001). Frequência cardíaca, saturação periférica de oxigênio e pressões sistólica e diastólica não apresentaram alterações estatisticamente significativas. Também não houve correlação entre RASS final e parâmetros fisiológicos finais.

A sedação consciente, sob monitoramento, apresentou efetividade comportamental e manutenção da estabilidade fisiológica, configurando recurso clínico capaz de ampliar a resolutividade da cirurgia odontológica para pacientes com deficiência no SUS.

PSUS46 - Pesquisa Odontológica no Sistema Único de Saúde
Área: 9 - Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais / Odontologia Hospitalar

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco C - Laranja

Perfil clínico-epidemiológico de pacientes com deficiência submetidos à cirurgia oral sob sedação no Sistema Único de Saúde
Isabela Campos de Castro, Camilla Siqueira de Aguiar, Arnaldo de França Caldas Junior, Maria Eduarda de Moura Silva Albuquerque, Mônica Vilela Heimer, Verônica Maria de sá Rodrigues, Gyovanna Borges Pessoa, Fernanda Regina Ribeiro Santos Athayde
Odontologia UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Descreveu-se o perfil clínico-epidemiológico de pacientes com deficiência submetidos à sedação odontológica em procedimentos cirúrgicos no Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) vinculado ao Sistema Único de Saúde (SUS). Realizou-se estudo analítico, tipo série de casos, na clínica de Pacientes com Necessidades Especiais Universidade Federal de Pernambuco, entre janeiro e novembro de 2025, incluindo 124 sedações em 73 pacientes. Analisou-se idade, sexo, diagnóstico de base e recorrência de procedimentos sob sedação. A idade média foi de 19,84±14,40 anos, variando de 6 a 75 anos, com predomínio do sexo masculino (58,9%). O Transtorno do Espectro Autista foi o diagnóstico mais frequente (46,6%), seguido por Síndrome de Down (8,2%), Paralisia Cerebral (5,5%), Deficiência Intelectual (5,4%) e Doença de Alzheimer (2,7%); outros diagnósticos corresponderam a 31,6%. Entre os pacientes, 64,4% realizaram uma sedação e 35,6% duas ou mais, indicando demanda recorrente por cuidado cirúrgico odontológico especializado. Não houve associação entre sexo e principais diagnósticos (p>0,05). Os achados caracterizam o perfil assistencial de um serviço especializado do SUS que atende pacientes com necessidades complexas e barreiras ao manejo convencional, contribuindo para avaliação do CEO, dimensionamento da oferta, organização de agendas e definição de fluxos na rede de atenção à saúde bucal.

A caracterização clínico-epidemiológica da demanda por sedação odontológica no SUS evidencia necessidades complexas e recorrentes, subsidiando fluxos, agendas e equipes na atenção especializada da rede de atendimento.

PSUS47 - Pesquisa Odontológica no Sistema Único de Saúde
Área: 9 - Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais / Odontologia Hospitalar

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco C - Laranja

Validação de um Instrumento de Triagem Odontológica para tomada de decisão de encaminhamento de pessoas com deficiência
Maria Luiza Marins Mendes de Avila, Lisandrea Rocha Schardosim, José Ricardo Sousa Costa, Marina Sousa Azevedo, Vanessa Polina Pereira da Costa
Odontopediatria UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Foi realizado um estudo metodológico de validação com o objetivo de avaliar as propriedades psicométricas de um instrumento de triagem odontológica desenvolvido para auxiliar na tomada de decisão de encaminhamento de pessoas com deficiência entre diferentes níveis de atenção em saúde bucal. A validade de conteúdo foi avaliada por três experts por meio do Índice de Validação de Conteúdo (IVC). A validade de construto foi analisada a partir das respostas de 36 cirurgiões-dentistas atuantes na atenção primária à saúde de municípios do sul do Brasil, utilizando três casos clínicos padronizados. As análises de confiabilidade incluíram consistência interna, estabilidade teste-reteste e concordância interavaliadores por meio do coeficiente Kappa de Cohen. O IVC global do instrumento foi de 0,79, com valores dos itens variando entre 0,63 e 1,00. A validade de construto demonstrou taxas de acerto de 89%, 76% e 71% nos três casos clínicos. O instrumento apresentou consistência interna satisfatória (alfa de Cronbach = 0,81). A concordância interavaliadores demonstrou concordância substancial (Kappa = 0,769; p < 0,001).

O instrumento proposto apresentou validade e confiabilidade satisfatórias, podendo auxiliar na decisão de encaminhamento, na organização da rede de atenção em saúde bucal e na otimização do acesso odontológico de pessoas com deficiência no Sistema Único de Saúde.

PSUS48 - Pesquisa Odontológica no Sistema Único de Saúde
Área: 9 - Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais / Odontologia Hospitalar

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco C - Laranja

Barreiras, facilitadores e percepção de preparo no atendimento odontológico de pessoas com deficiência no Brasil: estudo transversal
Nicole Aimée, Felipe Ribeiro Cardoso, Camila Harumi Oda de Oliveira, Victor Emanuel Guimarães da Silva, Ingrid Quaresma Diniz de Queiroz, Raquel Ribeiro Gomes, Edson Hilan Gomes de Lucena, Erica Torres de Almeida Piovesan
Odontologia UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliou-se barreiras e facilitadores ao atendimento odontológico de pessoas com deficiência no Brasil. Trata-se de estudo transversal, aprovado por comitê de ética (CAEE 90340025.0.0000.0030), com questionário online, cujas respostas contabilizadas foram de profissionais de saúde bucal atuantes nos setores público e privado,incluindo atenção primária, serviços especializados e instituições de ensino, sendo excluídos questionários incompletos. Foram realizadas análises descritivas, teste do qui-quadrado de Pearson e regressão logística multivariada. Ao total, a amostra foi composta de 605 participantes, principalmente cirurgiões-dentistas (91,1%) e do sexo feminino (73,9%), com maior atuação no setor público (47,6%) e em serviços não especializados (78%), observando-se diferença na frequência de atendimento a pessoas com deficiência entre os níveis de atenção (p < 0,001). Observou-se predominância de estratégias não farmacológicas, como estabilização protetora (13,7%) nos serviços especializados. Entre os recursos farmacológicos, a sedação foi relatada por 16% e a anestesia geral por 7,3% dos profissionais. A percepção de preparo foi maior para deficiência física (81,0%) e menor para paralisia cerebral (46,1%). Profissionais com mais de 20 anos de formação apresentaram menor percepção de preparo comparados àqueles com até 5 anos (OR 0,54; 0,33-0,89; p = 0,016, 95%). Maior frequência de atendimento associou-se a maior percepção de preparo (OR 1,40;1,16-1,70; p < 0,001, 95%).

São necessárias mudanças estruturais na formação e nos serviços odontológicos para ampliar o acesso e a equidade em saúde bucal às pessoas com deficiência no Brasil.




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