9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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PO012 - POAC
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco B - Verde

Policy Lab como método para construção de políticas públicas em saúde bucal no Brasil
Luana Camila Brisolla Ferreira, Edson Hilan Gomes de Lucena, Dionatan de Oliveira, Yuri Wanderley Cavalcanti, Mariana Minatel Braga, Nigel B Pitts, Fernanda Campos de Almeida Carrer
Odontologia Social UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A formulação de políticas públicas em saúde bucal exige métodos capazes de articular evidências, contexto e atores estratégicos em processos coletivos de decisão. Este estudo descreve a construção do Policy Lab Brasil, concebido para apoiar estratégias de prevenção da cárie dentária e de Odontologia de Mínima Intervenção no Sistema Único de Saúde. Trata-se de estudo analítico-descritivo, fundamentado na análise do planejamento, organização e condução de evento de 24 horas realizado em São Paulo, com participação de gestores, pesquisadores, profissionais de saúde, representantes da educação, sociedade civil e organizações nacionais e internacionais. O Policy Lab foi estruturado como processo colaborativo e orientado por evidências, organizado em quatro etapas: preparação, organização, condução das atividades e sistematização pós-evento. A preparação envolveu definição da pergunta norteadora, alinhamento institucional, mobilização de atores estratégicos e sistematização de evidências científicas e contextuais. A organização contemplou programação, composição dos grupos, capacitação de facilitadores, materiais orientadores e logística. Durante o laboratório, foram empregadas apresentações dialogadas, grupos facilitados, ferramentas do Design Thinking, priorização coletiva e registro sistemático das contribuições. A etapa posterior compreendeu consolidação dos materiais, sistematização temática, tradução técnica e devolutiva aos participantes.

Ao integrar deliberação, facilitação e coprodução em sequência metodológica estruturada, o Policy Lab evidenciou relevância para aproximar evidências e tomada de decisão na formulação e implementação de políticas públicas em saúde bucal no Brasil.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  Alliance for a Cavity-Free Future)
PO013 - POAC
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco B - Verde

Impacto de um Programa de Promoção de Saúde Bucal na comunidade e na formação de recursos humanos
Leonardo de Oliveira Santos, Suzely Adas Saliba Moimaz, Fernando Yamamoto Chiba, Ronald Jefferson Martins, Tânia Adas Saliba, Lia Borges de Mattos Custódio
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Objetivou-se avaliar o impacto de ações de saúde bucal desenvolvidas em um Programa de Promoção de Saúde. Trata-se de um estudo transversal, de análise documental, realizado entre 2023 e 2025. O Programa é realizado no âmbito de uma universidade pública e instituições parceiras ofertando cuidado à bebês, crianças, jovens e gestantes. Para promover a melhoria da condição de saúde bucal e autocuidado, foram realizados atendimentos odontológicos e ações de educação em saúde em escolas, creche, associação de capacitação profissional de jovens e clínica de gestantes. As práticas de educação em saúde foram desenvolvidas, com metodologias ativas, por graduandos e pós-graduandos sob supervisão docente, integrando universidade-comunidade. Foram levantados relatórios técnicos de produção do período e analisados os atendimentos odontológicos, a população beneficiada, o tipo de procedimento odontológico, taxa de tratamentos completados, as ações de educação de saúde e os recursos humanos qualificados. Foram realizados 3680 atendimentos odontológicos, beneficiando 1402 indivíduos com 9911 procedimentos preventivos e 1588 curativos; e 1028 tratamentos completados com taxa de finalização de 73,32% tratamentos. Foram beneficiadas 5343 pessoas nas ações de educação em saúde, 684 nas orientações de higiene bucal e 1376 na escovação supervisionada. Quanto aos recursos humanos, 240 graduandos e 15 pós-graduandos foram qualificados em práticas de saúde comunitária.

Conclui-se que o Programa teve impacto positivo e promoveu melhoria da condição de saúde bucal da população, além de empoderar indivíduos sobre sua saúde e qualificar graduandos e pós-graduandos nas ações de promoção, proteção e recuperação da saúde bucal da comunidade.

(Apoio: CAPES  N° 001)
PO014 - POAC
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco B - Verde

Impacto de uma intervenção digital no aleitamento materno exclusivo
Aryane Kame Tamanaha, Tânia Adas Saliba, Lia Borges de Mattos Custódio, Suzely Adas Saliba Moimaz
Odontologia Infantil e Social UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A amamentação é considerada o padrão-ouro da nutrição e, apesar dos inúmeros benefícios dessa prática, a adesão a essa recomendação ainda está aquém do ideal. Objetivou-se avaliar a prática de aleitamento materno exclusivo até o 6º mês de vida do bebê, e as principais causas relacionadas à sua interrupção. Trata-se de uma pesquisa longitudinal, prospectiva, de seguimento de 130 pares mãe-filho. Foram incluídas no estudo gestantes que realizaram a primeira consulta pré-natal odontológica e aleatoriamente divididas em: Grupo Intervenção (GI), que semanalmente foi acompanhado e recebeu conteúdo educativo sobre a temática do aleitamento materno, a partir da data do parto, por 6 meses, via WhatsApp, e identificadas as dificuldades; e Grupo Controle (GC), no qual foi realizado aconselhamento individual somente na primeira consulta odontológica. Do total, 65 gestantes foram alocadas para o GC e 65 para o GI. No seguimento do estudo, houve perda de 7 pares no GC e 6 no GI, devido à recusa em continuar no estudo. Do total de mães, 23/58 (39,66%) do GI interromperam o aleitamento materno exclusivo antes dos 6 meses de idade, sendo a causa mais frequente relacionada a problemas de saúde materna/bebê (20,69%), dificuldade na pega (8,62%) e necessidade da mãe em se ausentar de casa (3,45%). Já no GC, 37/59 (62,71%) das mães iniciaram o desmame precoce, principalmente relacionado à questão psicológica materna (20,33%), problemas de saúde materna/bebê (20,33%) e dificuldade na pega (8,47%). Houve diferença estatística entre os GC e GI (p<0,05).

Conclui-se que a taxa de aleitamento materno exclusivo foi maior no GI. As principais causas de interrupção identificadas em ambos os grupos envolvem fatores clínicos, dificuldades técnicas e aspectos psicossociais.

(Apoio: CAPES  N° 001)



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