9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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PNf1132 - Painel Aspirante
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 12/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

A influência do estresse crônico em marcadores oxidativos na periodontite apical experimental
Maria Eduarda Santos Ferreira, Paula Cristina Marcelino Marinho, Maryane Pereira Rezende, Gabriella Serrao Abreu Conceicao, Maria Antonia Dos Santos Miranda, Julia Karoline Figueiredo, Márcia Carneiro Valera, Rayana Duarte Khoury
Dpt. Odontologia Restauradora INSTITUTO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA / ICT-UNESP-SJC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A periodontite apical é uma doença inflamatória associada ao estresse oxidativo, podendo ser influenciada por fatores sistêmicos, como o estresse crônico.O objetivo foi avaliar a influência do estresse crônico sobre parâmetros sistêmicos de estresse oxidativo em ratos com periodontite apical induzida. Dezesseis ratos Wistar, distribuídos em dois grupos (n=8): estresse crônico (E) e estresse crônico associado à periodontite apical (E+PA). Foram submetidos a protocolo de estresse crônico imprevisível por seis semanas, com indução da periodontite apical no 21º dia por exposição pulpar dos primeiros molares. No 42º dia, amostras séricas foram coletadas para análise de albumina, bilirrubina total, direta e indireta, ácido úrico, capacidade antioxidante total (CAT) e malondialdeído (MDA). A análise estatística incluiu teste de normalidade, seguido de teste t de Student ou teste de Mann-Whitney (p<0,05). Observou-se redução significativa da bilirrubina total no grupo E+PA (0,045 ± 0,015) em relação ao grupo E (0,070 ± 0,028) (p=0,0402). Os níveis de albumina foram de 3,89 ± 0,34 (E) e 4,05 ± 0,38 (E+PA) (p=0,2236). Para bilirrubina direta, os valores observados foram 0,035 ± 0,015 (E) e 0,024 ± 0,007 (E+PA) (p=0,1579), enquanto para bilirrubina indireta foram 0,035 ± 0,021 (E) e 0,020 ± 0,009 (E+PA) (p=0,1060). Os níveis de ácido úrico foram de 0,913 ± 0,264 (E) e 1,075 ± 0,406 (E+PA) (p=0,3616). Os valores de MDA foram 492,4 ± 501,9 (E) e 743,9 ± 444,7 (E+PA) (p=0,3798), enquanto os valores de CAT foram de 1068 ± 186,0 (E) e 1062 ± 175,0 (E+PA) (p=0,9486).

Portanto, a associação entre estresse crônico e periodontite apical promove redução sistêmica dos níveis de bilirrubina total, sem alterações significativas nos demais parâmetros avaliados.

(Apoio: FAPs - Fapesp  N° 2023/16696-6 )
PNf1133 - Painel Aspirante
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 12/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Avaliação da interface adesiva e resistência de união de cimentos biocerâmicos e resinoso à dentina radicular
Dione Tavares Reis, Gustavo Alexandre de Castro Vasconcelos, Gustavo Creazzo, Gabrielle Jacob, Manoel Damião Sousa-neto, Jardel Francisco Mazzi-Chaves, Fabiane Carneiro Lopes-Olhê
ODONTOLOGIA RESTAURADORA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou a resistência de união (RU), o padrão de falha e a interface adesiva de cimentos endodônticos à base de silicato de cálcio BioRoot Flow (BRF) e BioRoot RCS (BRR) em comparação ao cimento resinoso AH Plus (AHP). Trinta dentes unirradiculares foram preparados com sistema Reciproc (R50), irrigados com hipoclorito de sódio a 2,5% e EDTA a 17% e obturados pela técnica do cone único (n=10). Os espécimes foram seccionados em slices de 1 mm, sendo dois destinados ao teste de push-out e um à microscopia confocal a laser para análise da interface adesiva. A RU diferiu entre os terços radiculares (p=0,035) e entre os cimentos (p<0,001), com maiores valores para o AHP nos terços cervical (4,10±1,64 MPa) e médio (3,19±2,19 MPa), seguido pelo BRF (2,69±0,96 e 2,38±1,37 MPa) e BRR (1,78±1,15 e 1,19±1,00 MPa). Observou-se predominância de falhas adesivas no AHP e falhas mistas nos cimentos biocerâmicos. A análise confocal não evidenciou diferença entre os terços (p=0,773), porém revelou melhor adaptação interfacial do AHP em relação aos biocerâmicos (p<0,001), que apresentaram áreas de desadaptação.

Conclui-se que o AHP apresenta superior desempenho adesivo à dentina radicular, enquanto o BRF se destaca entre os biocerâmicos, exibindo comportamento intermediário e potencial promissor para aplicação clínica.

(Apoio: FAPESP  N° 2024/03732-7)
PNf1134 - Painel Aspirante
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 12/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Avaliação da resposta inflamatória e capacidade de biomineralização de cimentos endodônticos obturadores resinosos
Ana Laura Ribeiro Ruiz, Gabriele Oliveira Amaral Franciscon, Ana Laura Alves da Costa, Patricia Venturini Florencio, Ana Maria Veiga Vasques, Gustavo Sivieri-araújo, Rogério de Castilho Jacinto, Carlos Roberto Emerenciano Bueno
Departamento de Dentística e Endodontia UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do presente estudo foi avaliar a biocompatibilidade e capacidade de biomineralização de cimentos obturadores resinosos recém introduzidos no mercado. Foram utilizados 20 ratos Wistar em dois períodos de 7 e 30 dias (n=10) submetidos à implante subcutâneo de tubos de polietileno, preenchidos por cimentos endodônticos obturadores resinosos Endosealer, Endosealer Plus, Endosealer Premium e um tubo vazio como controle, para avaliação da resposta inflamatória e indução de mineralização. Após 7 e 30 dias, os animais foram eutanasiados e os tubos de polietileno removidos com os tecidos adjacentes. Infiltrado inflamatório e espessura da cápsula fibrosa foram avaliados histologicamente, através da atribuição de escores inflamatórios (escores 0, 1, 2 e 3), de acordo com a intensidade da inflamação. A presença ou ausência de biomineralização foi avaliada pela coloração de Von Kossa e sem coloração para análise de cristais birrefringentes sob luz polarizada. Os dados foram tabulados e submetidos ao teste estatístico com significância de 5%. Aos 7 dias, não houve diferença significante entre os cimentos e grupo controle (P>.05). Após 30 dias, o grupo Endosealer Premium apresentou maior reação inflamatória em relação ao grupo controle (P<.05). Embora tenha ocorrido biomineralização em algumas amostras, a maioria dos espécimes não apresentou indícios de biomineralização.

Com base nos resultados obtidos neste estudo, pode-se concluir que todos os cimentos testados foram biocompatíveis nos períodos experimentais avaliados, porém induziram pouca biomineralização. Mais estudos de citotoxicidade in vitro e imunohistoquimico in vivo, além de testes físico-químicos, são recomendados para complementares esses resultados.

(Apoio: CAPES)
PNf1135 - Painel Aspirante
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 12/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Influência da condição de presa na resistência à lavagem de cimentos endodônticos biocerâmicos pré-misturados: estudo in vitro
Brenda Xavier Dos Santos, Stephanie Bramili Pinheiro, Cláudio Malizia Alves Ferreira, Luciana Moura Sassone, Ana Flávia Almeida Barbosa, Karem Paula Pinto, Emmanuel João Nogueira Leal da Silva
PROCLIN UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo teve como objetivo avaliar a resistência à lavagem de diferentes cimentos obturadores endodônticos: TotalFill BC Sealer (TF), Well-Root ST (WR), Bio-C Sealer (BIOC), NeoSealer Flo (NF) e AHPlusJet (AP). Foram realizados dois protocolos experimentais distintos, utilizando cimentos recém-manipulados (frescos; f) e após a presa (pós-presa; s). As amostras foram armazenadas a 37 °C em placas de Petri contendo 50 mL de solução salina tamponada com fosfato (PBS; pH 7,3). Imagens foram obtidas imediatamente após a inserção do material (T0), e após 15 minutos (T1), 1 hora (T2), 4 horas (T3) e 24 horas (T4). A resistência à lavagem foi avaliada por meio de scores variando de 0 a 4, conforme critérios previamente estabelecidos. A análise estatística foi realizada utilizando os testes Kruskal-Wallis, pós-hoc de Dwass-Steel-Critchlow-Fligner, Friedman e Mann-Whitney com significância de 5% no software Jamovi 2.3.18.0. AP apresentou alta resistência à lavagem e estabilidade em ambas as condições experimentais. Na condição fresca, TF também demonstrou estabilidade ao longo do tempo, embora com resistência inferior ao AP. WR e NF apresentaram redução da resistência à lavagem em T3 e T4. O BIOC apresentou a menor resistência à lavagem entre os cimentos avaliados, exceto em comparação ao NF em T4 e ao WR em T3 e T4, nos quais não houve diferença entre eles. Na condição pós-presa, todos os cimentos exibiram alta resistência à lavagem, sem diferenças significativas ao longo do tempo, exceto TF, que apresentou redução em T4.

A condição pós-presa esteve associada a maior resistência à lavagem para os cimentos avaliados. Os resultados sugerem que a escolha do cimento pode influenciar o desempenho clínico e a estabilidade do selamento endodôntico.

PNf1136 - Painel Aspirante
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 12/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Avaliação da viabilidade celular de dois cimentos endodônticos obturadores à base de silicato de cálcio associados ou não ao Resveratrol
Otávio Francischetti Rodrigues Alves, Carlos Eduardo da Silveira Bueno, Alexandre Sigrist De Martin, Rina Andrea Pelegrine, Carlos Eduardo Fontana, Carolina Pessoa Stringheta, Andrea Huey Tsu Wang, Cláudia Fernandes de Magalhães Silveira
Endodontia.. FACULDADE DE ODONTOLOGIA SÃO LEOPOLDO MANDIC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi avaliar a viabilidade celular dos cimentos obturadores biocerâmicos N-Root SP e TotalFill BC Sealer associados ou não ao resveratrol (RSV). Células Saos-2 foram cultivadas e expostas a extratos dos cimentos nas concentrações 1:5 e 1:10 para determinar a concentração mais adequada para a associação ao RSV. Os grupos foram: controle, NRSP - cimento N Root SP, TFBC - TotalFill BC Sealer, AHP - AH Plus Jet e nas diluições 1:5 e 1:10. Em seguida, os cimentos foram adicionados ao RSV nas concentrações de 0,25 µM e 0,50 µM. Os extratos foram preparados conforme a ISO 10993-5. A viabilidade celular foi determinada pelo ensaio de MTT em 3 tempos: 24h, 48h e 72h. Os dados foram analisados por modelos lineares mistos para medidas repetidas, considerando grupo, tempo e interação grupo×tempo, com teste de Tukey-Kramer (α=5%). Sem resveratrol, houve efeito de grupo, tempo e interação (p<0,0001). Foi observado aumento da atividade metabólica em 72 horas para controle, N-Root SP e Total Fill 1:5 (p<0,05). Em 48 horas, AH Plus e Total Fill diluídos apresentaram maior atividade que controle e N-Root SP, enquanto em 72 horas o AH Plus puro apresentou menor atividade (p<0,05). Com resveratrol, também houve efeito de grupo, tempo e interação (p<0,0001). O N-Root SP com 0,50 µM apresentou redução da atividade em 72 horas (p<0,05) e, de modo geral, os cimentos associados ao resveratrol apresentaram menor atividade metabólica que seus respectivos controles, especialmente em 48 e 72 horas (p<0,05).

Foi possível concluir que os cimentos biocerâmicos apresentaram comportamento biocompatível ao longo do tempo, com diferenças entre materiais. A associação ao RSV reduziu a viabilidade celular de forma dependente da concentração e do tempo.

PNf1137 - Painel Aspirante
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 12/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Efeito do quimioterápico cisplatina na modulação de fibroblastos do ligamento periodontal in vitro
Rafael Victor Albuquerque de Abreu, Alexandre Guimarães Dos Santos, Carina Domaneschi, Carla Renata Sipert
Dentística UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O câncer de cabeça e pescoço é o sétimo tipo mais comum a nível global. A cisplatina é considerada a droga antineoplásica padrão-ouro. São escassos os estudos sobre possíveis interferências dos quimioterápicos no reparo tecidual esperado após procedimentos odontológicos. O estudo teve como objetivo investigar o potencial citotóxico da cisplatina na modulação de fibroblastos do ligamento periodontal in vitro combinada a substâncias utilizadas no tratamento endodôntico. Cultura primária foi estabelecida a partir da técnica de explante (n = 1). As células foram submetidas a ensaio de citotoxicidade com cisplatina. Extratos de materiais foram preparados através de corpos de prova de AH Plus Jet e da dissolução de Ultracal e hipoclorito de sódio em meio de cultura e submetidos à diluição seriada. A citotoxicidade foi avaliada pelo método de MTT após 72h. Por fim, foi feita a ranhura com ponteiras estéreis, seguida de captura de imagens dos poços no microscópio de contraste de fases entre 0 e 8h, seguida de coloração com panótico rápido e determinação da porcentagem de fechamento da ranhura. Em 72h, os fibroblastos expostos à cisplatina apresentaram redução da atividade metabólica em relação ao controle, intensificada diante da combinação do quimioterápico com hipoclorito de sódio, hidróxido de cálcio e AH Plus. O mesmo padrão foi observado na migração celular.

A cisplatina é citotóxica aos fibroblastos do ligamento periodontal em uma relação concentração-dependente e compromete a migração celular in vitro. Quando combinados com a cisplatina, hidróxido de cálcio, hipoclorito de sódio e cimento AH Plus manifestam alteração na viabilidade e na migração celular, sugerindo interação entre os agentes químicos endodônticos e o quimioterápico.

(Apoio: CAPES  N° 88887.984724/2024-00  |  FAPs - FAPESP  N° 2020/12726-0  |  CNPq  N° 408574/2021-6)
PNf1138 - Painel Aspirante
Área: 2 - Biologia pulpar

Apresentação: 12/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

A evolução dos cimentos biocerâmicos e sua influência no capeamento pulpar direto: um estudo in vivo
Maria Aparecida Barbosa de sá, Fabiana Dantas Meirelles, Lucyana Conceição Farias, Alfredo Mauricio Batista de Paula, Rodrigo Villamarim Soares, André Luiz Sena Guimarães, Kênia Maria Pereira Soares de Toubes, Frank Ferreira Silveira
Programa de pós graduação em odontologia PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi avaliar in vivo a biocompatibilidade e bioatividade dos cimentos biocerâmicos MTA White, Biodentine e Bio-C Repair empregados no capeamento pulpar direto, por meio de microtomografia computadorizada e análise histológica. Foram utilizados 48 ratos Wistar distribuídos em três grupos (n=16), submetidos à exposição pulpar provocada nos primeiros molares superiores esquerdos e tratados com os respectivos materiais. Após o capeamento, os dentes foram restaurados com cimento de ionômero de vidro fotoativado. Decorridos 60 dias, os animais foram submetidos à eutanásia e as hemimaxilas esquerdas removidas para análise em microtomografia computadorizada e coloração hematoxilina-eosina. Avaliaram-se a formação de ponte dentinária, organização tecidual e intensidade do infiltrado inflamatório. A análise estatística pelo teste Qui-quadrado de Pearson demonstrou diferença estatisticamente significativa entre os grupos (p<0,05). O Bio-C Repair apresentou maior quantidade de células inflamatórias, áreas de necrose pulpar e ausência de formação de ponte dentinária. Os grupos MTA White e Biodentine apresentaram resposta inflamatória predominantemente leve a moderada, preservação das camadas de pré-dentina e odontoblastos, além de formação consistente de ponte dentinária.

O Biodentine destacou-se pela maior consistência das pontes dentinárias formadas. Conclui-se que MTA White e Biodentine apresentaram melhor desempenho biológico no capeamento pulpar direto quando comparados ao Bio-C Repair, demonstrando maior capacidade de preservação pulpar e reparo tecidual.

PNf1139 - Painel Aspirante
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 12/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

HEDP: análise da desmineralização e capacidade de remoção de debris em diferentes métodos de irrigação em molares inferiores ex vivo
Gabriela Milani
Dentística UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo teve como objetivo analisar a capacidade de desmineralização do ácido etidrônico (HEDP), nas concentrações de 9% e 18%, utilizado puro ou em associação ao hipoclorito de sódio a 2,5%, em comparação ao EDTA 17% e ao ácido cítrico 15%, bem como avaliar os efeitos do ácido etidrônico a 18%, associado ao hipoclorito de sódio 2,5%, na remoção de hard tissue debris em canais radiculares instrumentados. Inicialmente, sessenta discos de dentina bovina foram distribuídos em seis grupos experimentais, de acordo com a solução irrigante utilizada, sendo realizada a pesagem em balança analítica antes e após 15 minutos de imersão, para determinação da perda de massa dentinária. Após este experimento, canais mesiais de molares inferiores com anatomia tipo II, segundo Vertucci, foram preparados mecanicamente, utilizando-se a associação HEDP 18% + hipoclorito de sódio a 2,5% ou hipoclorito de sódio isolado. A formação e a remoção de hard tissue debris foram avaliadas por meio de microtomografia computadorizada (Micro-CT), realizadas antes e após a instrumentação e após diferentes protocolos de irrigação final, incluindo ativação ultrassônica e ativação ultrassônica associada à pressão negativa.

Como resultado, o ácido cítrico 15% apresentou a maior capacidade desmineralizante, enquanto o EDTA 17% e o HEDP 18% associado ao hipoclorito de sódio apresentaram comportamento semelhante. A associação HEDP 18% + hipoclorito de sódio resultou em maior produção de hard tissue debris durante o preparo químico-cirúrgico. Na análise da irrigação final, não foram observadas diferenças estatisticamente significativas entre os métodos avaliados na análise global do canal radicular, embora diferenças dependentes do terço tenham sido identificadas.

PNf1140 - Painel Aspirante
Área: 2 - Biologia pulpar

Apresentação: 12/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Hidrogel termorreversível de Pluronic como veículo de medicações intracanal em procedimentos endodônticos regenerativos
Lídia de Oliveira Fernandes, Igor Paulino Mendes Soares, Victória Peruchi, Juliana Rios de Oliveira, Maria Luiza Barucci Araujo Pires, Filipe Koon wu Mon, Carlos Alberto de Souza Costa, Josimeri Hebling
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Encontrar o equilíbrio entre compatibilidade biológica e eficácia antimicrobiana em procedimentos endodônticos regenerativos (REPs) ainda é um desafio. Este estudo avaliou a citocompatibilidade, propriedades físico-químicas e atividade antimicrobiana do hidrogel termorreversível de Pluronic (PLU) como veículo para medicações intracanais (MI). Inicialmente, foram investigadas a reologia de diferentes concentrações de hidrogéis de PLU (15 - 30% m/v) e a citocompatibilidade desses hidrogéis sobre células da papila apical humana (hAPCs; 6 molares). Em seguida, PLU 25% foi comparado à água (H₂O) e ao polietilenoglicol (PEG), com e sem incorporação de pasta triantibiótica (TAP), dupla antibiótica (DAP) e hidróxido de cálcio (HC), quanto a solubilidade (Sol) e pH do meio, citotoxicidade (pastas puras e diluições 1:2 - 1:32) e atividade antimicrobiana contra E. faecalis em culturas planctônicas e biofilme de 7 dias formados sobre blocos de raízes bovinas. Controles e análises estatísticas específicas foram adotados para cada etapa (α=5%). Houve aumento da viabilidade de hAPCs dependente da concentração de PLU. PLU 25% apresentou o melhor perfil reológico para aplicação clínica. TAP, DAP e HC exibiram citotoxicidade concentração-dependente, para todos os veículos. TAP e DAP aumentaram a Sol e acidificaram o pH do meio, enquanto HC manteve o pH alcalino, independentemente do veículo. PLU reduziu a citotoxicidade das medicações, especialmente da TAP, sem prejudicar a atividade antimicrobiana contra E. faecalis.

PLU se mostrou um veículo promissor para MI em REPs, por ser citocompatível com hAPCs sem comprometer a ação antimicrobiana das medicações sobre E. faecalis.

(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2024/17247-3  |  FAPs - FAPESP  N° 2025/02243-5)
PNf1141 - Painel Aspirante
Área: 2 - Biologia pulpar

Apresentação: 12/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Avaliação dos efeitos biológicos de protocolos de fotoativação em modelo biomimético de câmara pulpar artificial
Carolina Alves Andrade, Emilie Maria Cabral Araujo, Matheus de Castro Costa, Marcella Fernandes Lovison, Priscila Toninatto Alves de Toledo, Carlos Alberto Kenji Shimokawa, Rafael Francisco Lia Mondelli, Diana Gabriela Soares
Dentística UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - BAURU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo fo trabalho foi avaliar o efeito da alteração de temperatura (ΔT) trans-dentinária mediada por protocolos de fotoativação sobre a viabilidade de células pulpares humanas. Um modelo de câmara pulpar artificial foi desenvolvido para simular o complexo dentino-pulpar in vitro. O dispositivo permitiu o posicionamento de discos de dentina humana simulando cavidades médias (1 mm) e profundas (0,4 mm), em íntimo contato com uma cultura 3D de células pulpares humanas (HDPC), sob pressão hidrostática a 15 mm.H2O. Um termostato tipo K foi posicionado com a face pulpar da dentina para avaliar o ΔT gerado por fotopolimerizadores polywave (Valo Grand, Valo X, Quazar, Bluephase NG4). Os equipamentos foram posicionados a 1 ou 4 mm de distância da superfície oclusal da dentina, operando nos modos Standard (Std; 10, 20, 30s) e High Power (HP; 3 ou 5s). Ensaios biológicos foram conduzidos no cenário mais crítico (0,4 mm dentina, 1 mm distância, 30s), sendo a viabilidade celular (Live/Dead, Alamar Blue) avaliada imediatamente após a fotoativação. Os dados foram analisados por ANOVA/Tukey (p<0.05). Nenhum protocolo testado atingiu ΔT>5.5oC. O aumento do ΔT foi proporcional ao tempo de fotoativação para todos os equipamentos (p<0,001). A redução da espessura dentinária e a aproximação da ponta aumentaram o ΔT de forma significativa no modo Std por 30s apenas para o Valo X (p<0,001). Para todos os equipamentos, o modo HP apresentou os menores valores de ΔT. Biologicamente, nenhum cenário alterou a viabilidade celular em relação ao grupo controle (p>0,05).

Os protocolos de fotoativação testados não promoveram aumento da temperatura trans-dentinária capazes de gerar toxicidade sobre células pulpares humanas.

(Apoio: 2024/18070-0  N° FAPESP)



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