9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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PNd0688 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Influência do meio e do período de armazenamento em propriedades físico-químicas de espécimes de dentina humana
Jaqueline Nunes Martins, Rafaela Caires Santos, Samuel da Silva Palandi, Marina Angélica Marciano, Adriana de Jesus Soares, Talita Tartari
FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O armazenamento de espécimes de dentina humana é uma etapa crítica em estudos in vitro na odontologia, pois pode alterar suas propriedades físico-químicas e comprometer a validade dos resultados. Este estudo investigou o efeito de diferentes meios e períodos de armazenamento sobre a microdureza superficial e a composição química da dentina, avaliadas por microdureza Knoop e espectroscopia de reflectância total atenuada no infravermelho por transformada de Fourier (ATR-FTIR), por meio da razão amida III/fosfato. Discos de dentina (4,2 mm × 1,8 mm), obtidos de coroas de dentes humanos hígidos, foram distribuídos aleatoriamente em cinco grupos (n=5): solução salina, timol, saliva artificial, leite esterilizado e congelamento a seco. As análises foram realizadas imediatamente após o preparo e após 7, 15 e 30 dias de armazenamento. Os dados obtidos foram analisados estatisticamente (α < 0,05). Solução salina, timol e saliva artificial promoveram aumento significativo da razão amida III/fosfato (p<0,05), indicando desmineralização, mais acentuada na solução salina (+109%), seguida pela saliva artificial (+55%) e timol (+43,2%). Paralelamente, observou-se redução da microdureza, mais pronunciada na solução salina (40,6% do valor inicial; p<0,05), seguida por timol (65,2%; p<0,05) e saliva artificial (79,0%; p >0,05). Leite esterilizado e congelamento a seco não apresentaram alterações significativas em nenhuma das análises (p>0,05). Observou-se relação inversa nas alterações da razão amida III/fosfato e microdureza.

Conclui-se que leite esterilizado e congelamento a seco preservam de forma mais eficaz as propriedades da dentina, sendo o armazenamento seco potencialmente mais seguro quanto ao risco de contaminação.

(Apoio: CNPq  N° 139642/2024-2 )
PNd0689 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Efeito clareador irreal induzido por protocolo de manchamento dental prévio
Maria Fernanda Monnerat, Alessandra Bühler Borges, Carlos Rocha Gomes Torres
Odontologia Restauradora INSTITUTO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA / ICT-UNESP-SJC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi avaliar a influência da lixiviação na alteração de cor de dentes previamente manchados, bem como seu potencial de superestimar resultados em protocolos experimentais de clareamento dental, comparando-os com os limites de perceptibilidade (LP = 0,8) e aceitabilidade (LA = 1,8). 56 espécimes circulares de esmalte e dentina bovinos (n=14) foram distribuídos em 4 grupos conforme os tratamentos. No grupo CN (controle negativo) os espécimes não foram manchados, permanecendo em saliva artificial durante todo o experimento. Nos demais, os espécimes foram submetidos ao manchamento por imersão em solução com café solúvel, chá-preto, vinho tinto e corantes artificiais vermelho e amarelo por 7 dias, sob agitação. Em seguida, receberam os tratamentos: PH - clareamento com peróxido de hidrogênio 35%; FC - falso clareamento com gel placebo sem princípio ativo; SA - imersão em saliva artificial. A cor foi avaliada por espectrofotômetro CM-2600d (Konica Minolta) após o manchamento e 24h após os tratamentos, obtendo-se L*, a* e b*. As diferenças de cor foram calculadas pela fórmula Delta E00. Os dados foram analisados por ANOVA 1 fator e teste de Tukey (α=0,05). Os valores de média e DP e os resultados do teste de Tukey foram: CN-0,23(0,13)a, SA-4,91(3,27)b, FC-5,42(3,27)b, PH-11,30(5,09)c (p=0,001). Grupos seguidos das mesmas letras não apresentam diferenças significativas.

Em virtude do protocolo de manchamento, a imersão em saliva artificial e a aplicação do gel placebo inerte produziram uma alteração de cor substancialmente maior que o controle negativo, sendo também maior que os LP e LA, gerando um efeito clareador falso. O gel clareador real produziu uma alteração de cor maior que a saliva artificial e o placebo.

PNd0690 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Estudo clínico randomizado sobre eficácia clareadora e sensibilidade dental: 40 min versus 2×20 min com peró-xido de hidrogênio a 40%
Sthefane Brandão Barbosa, Tâmmile Vallentine Soares Amado, Sarah Arruda Gonçalves Ferraz da Costa, Luiz Augusto da Costa Poubel, Fernanda Signorelli Calazans, Alessandro D. Loguercio, Marcos de Oliveira Barceleiro
FACULDADE DE ODONTOLOGIA DA UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE- PÓLO NOVA FRIBURGO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Protocolos clínicos distintos podem influenciar a eficácia e a sensibilidade associadas ao clareamento dental em consultório. Este estudo clínico randomizado comparou uma aplicação de 40 minutos versus duas aplicações de 20 minutos de peróxido de hidrogênio a 40% (Opalescence Boost, Ultradent). Quarenta participantes foram alo-cados em: grupo controle (40 min; n=20) e grupo teste (2×20 min; n=20). Foram realizadas duas sessões com intervalo de 7 dias, associadas ao clareamento caseiro entre consultas. A cor foi avaliada no início do clareamento, antes da segunda consulta, uma semana e 30 dias após a finalização do clareamento, por espectrofotometria (ΔE00) e escala VITA. A sensibilidade dental foi registrada por escala visual analógica (0-10). Os dados foram analisados pelos testes de Mann-Whitney e exato de Fisher (α=5%). Não houve diferença significativa na alteração de cor entre os grupos no baseline/segunda consulta (5,65±2,94 vs 4,23±2,51; p=0,184), baseline/7 dias (6,55±3,10 vs 5,39±2,88; p=0,421) e baseline/30 dias (5,80±2,76 vs 5,09±2,63; p=0,511). O risco de sensibilidade após a primeira sessão foi de 90,5% e 95,0% (RR=1,05; IC95%:0,88-1,25; p=1,00), e após a segunda sessão de 85,7% e 90,0% (RR=1,05; IC95%:0,84-1,32; p=1,00). A intensidade da sensibilidade também foi semelhante entre os protocolos (p>0,05). Conclui-se que o fracionamento do tempo clínico em duas aplicações de 20 minutos promove eficácia clareadora e sensibilidade dental semelhantes ao protocolo convencional de 40 minutos contínuos.

Conclui-se que o fracionamento do tempo clínico em duas aplicações de 20 minutos promove eficácia clareadora e sensibilidade dental semelhantes ao protocolo convencional de 40 minutos contínuos.

(Apoio: CAPES  N° 00.889.834/0001-08)
PNd0691 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Influência de neutralizantes à base de bicarbonato de sódio na difusão do peróxido, eficácia clareadora e propriedades físico-químicas
Fernanda Novak Gumy, Leticia Caroline Condolo, Laryssa Mylenna Madruga Barbosa, Michael Willian Favoreto, Fernando Roberto Kohlbeck Siqueira, Christiane Philippini Ferreira Borges, Alessandro D. Loguercio, Alessandra Reis
Odontologia UNIVERSIDADE ESTADUAL DE PONTA GROSSA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo in vitro foi avaliar neutralizantes comerciais de kits clareadores de consultório de dois frascos à base de bicarbonato de sódio (Potenza Bianco, DFL e DSP) quanto às suas propriedades físico-químicas que incluiu: pH (imediato e após 10 minutos), viscosidade por reometria, teor de bicarbonato por titulação com HCl e composição por FTIR. Adicionalmente, foi avaliado o efeito de um neutralizante (DFL) na difusão do peróxido de hidrogênio (PH) na câmara pulpar e na eficácia clareadora (EC) do clareamento em consultório. Foram utilizados 60 pré-molares humanos (n = 10), distribuídos em seis grupos, de acordo com o momento de aplicação do neutralizante: controle negativo, controle positivo do clareamento, controle do neutralizante, aplicação antes, antes e após, e após o clareamento. Observou-se diferença significativa no pH entre os produtos (p < 0.05), com estabilidade ao longo do tempo para a maioria dos materiais, exceto o DFL. A titulação indicou variações no teor de bicarbonato entre todos os materiais (p < 0.05). A análise reológica revelou comportamentos distintos, sugerindo diferenças na consistência e no escoamento, enquanto o FTIR confirmou o bicarbonato de sódio como principal componente. A penetração de PH na câmara pulpar foi menor no grupo tratado com gel clareador associado ao neutralizante após o clareamento (p < 0.05). Em relação à EC, todos os grupos submetidos ao clareamento apresentaram maior alteração de cor em comparação ao controle (p < 0.05).

Conclui-se que a aplicação do neutralizante após o clareamento em consultório reduziu a difusão de PH na câmara pulpar, sem comprometer a EC.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  CNPq INCT Saúde Oral e Odontologia  N° 406840/2022-9  |  CNPq  N° 304444/2025-1)
PNd0692 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Controle da hipersensibilidade dentinária utilizando diferentes protocolos: ensaio clínico randomizado controlado em boca dividida
Júlia Marques Martins, Maria Fernanda Ferreira Nogueira, Guilherme José Pimentel Lopes de Oliveira, Alexandre Coelho Machado, Paulo César Freitas Santos Filho, Hugo Lemes Carlo, Carlos José Soares, Gisele Rodrigues da Silva
UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O estudo comparou três protocolos dessensibilizantes no controle da dor causada pela hipersensibilidade dentinária e seu efeito na qualidade de vida relacionada à saúde bucal por até 180 dias. Foi realizado um ensaio clínico randomizado, controlado, em boca dividida, com 33 participantes e 99 dentes tratados, dos quais 31 participantes e 93 dentes foram incluídos na análise por intenção de tratar modificada. Foram avaliados três protocolos: nitrato de potássio a 3% associado a dessensibilizante à base de glutaraldeído e hidroxietilmetacrilato; o mesmo protocolo acrescido de adesivo universal; e o mesmo protocolo acrescido de adesivo universal e resina bulk-fill flow. A dor foi avaliada pela Escala Numérica de Dor, de 0 a 10, após estímulos evaporativo e tátil, no início do estudo, imediatamente após o tratamento e após 7, 30, 90 e 180 dias. A qualidade de vida relacionada à saúde bucal foi avaliada pelo questionário Oral Health Impact Profile de 14 itens, no início do estudo e após 90 e 180 dias.

Houve redução significativa da dor ao longo do tempo para ambos os estímulos, sem diferença entre os protocolos e sem interação entre tempo e tratamento. Também houve melhora significativa da qualidade de vida aos 90 e 180 dias. Conclui-se que os três protocolos foram eficazes e apresentaram resultados semelhantes, sem benefício adicional com a inclusão do adesivo universal e da resina bulk-fill flow.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  FAPs - FAPEMIG RED  N° 00204-23  |  CNPq INCT Saúde Oral e Odontologia  N° 406840/2022-9)
PNd0693 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Eficácia de gomas mastigáveis a base de fitoesfingosina no esmalte dentário como aliado na saúde bucal
Lívian Melissa Gomes de Almeida, Rafaella Marchi, Floris Jacob Bikker, Fernanda de Carvalho Panzeri
Odontopediatria UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo teve como objetivo avaliar a eficiência da incorporação da fitoesfingosina (PHS) em gomas mastigáveis experimentais, bem como sua efetividade na prevenção da desmineralização do esmalte dentário. As gomas foram formuladas em três concentrações de PHS: 0% (controle), 0,01% e 0,02% em massa. Fragmentos de esmalte bovino (6×6×2mm) foram obtidos e polidos até atingir rugosidade superficial padronizada de até 0,2µm. As amostras foram submetidas a protocolos de desmineralização e remineralização (DES/RE) a 37°C por 8 dias e distribuídas em oito grupos experimentais de acordo com a condição do esmalte (hígido ou desmineralizado) e a concentração de PHS na goma utilizada, além dos seus respectivos controles. Nos grupos desmineralizados, foi aplicado um ciclo DES de 14 horas seguido de RE, enquanto os grupos hígidos foram mantidos sem desafio cariogênico, com ou sem aplicação de PHS. Nos grupos experimentais, a PHS foi aplicada previamente ao processo de remineralização. Antes e após os tratamentos, foram realizadas análises de microdureza Knoop e de rugosidade de superfície, cujas alterações foram avaliadas para determinar o potencial protetor e remineralizante das gomas experimentais. Os dados foram analisados por 1-way ANOVA seguida do teste de Tukey (p < 0,05). Não foram observadas diferenças significativas na rugosidade de superfície e na microdureza, independentemente da condição do esmalte ou do tratamento. Não foram encontradas diferenças entre os grupos controle (hígido ou desmineralizado) e os grupos tratados, independente do tratamento aplicado.

Conclui-se que as gomas mastigáveis experimentais podem atuar como um potencial sistema de liberação de PHS e proteger o esmalte hígido contra a desmineralização.

(Apoio: CAPES  N° 88887.980326/2024-00)
PNd0694 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

INFLUÊNCIA DE SISTEMAS ADESIVOS NA MIMETIZAÇÃO DA COR E RESISTÊNCIA AO CISALHAMENTO DE ATTACHMENTS DE RESINA UNICROMÁTICA
Juliana Drumond Neves, Felipe Marchiori Guimarães, Luiz Felipe Cardoso de Araujo, Maíra do Prado, Andréa Vaz Braga Pintor, Marcela Baraúna Magno
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Objetivou-se avaliar influência de diferentes sistemas adesivos (SA) na mimetização da cor do esmalte bovino, na resistência ao cisalhamento de attachments confeccionados com uma resina unicromática (RU) (Omnichroma®). Cinquenta coroas bovinas foram distribuídas, aleatoriamente, em 5 grupos de SA - G1 Universal Âmbar®, G2 Single Bond Universal®, G3 Clearfil SE Bond®, G4 Optibond FL® e G5 Palfique® - receberam o SA e attachments confeccionados com RU. A cor do dente foi mensurada inicialmente, após aplicação do adesivo e da RU, 24h e 48h após polimerização da RU. A resistência ao cisalhamento foi avaliada após 48h e o índice de remanescente de adesivo (IRA) foi determinado. Valores do índice de brancura (WID), alteração de cor ΔE00, ΔEab, e resistência ao cisalhamento intra e/ou intergrupos foram avaliados estatisticamente. O peso das gotas dos SA foi mensurado e a correlação entre o custo por gota e os valores de WID em 48h, ΔE00 em 48h e resistência ao cisalhamento foram correlacionados. O tempo influenciou significativamente os parâmetros de cor (p<0,001), enquanto tipo de adesivo não (p>0,05). Houve aumento do WID ao longo do tempo, independentemente do adesivo. Não foram observadas diferenças na resistência ao cisalhamento (p=0,602), embora G3 tenha mostrado maior preservação de adesivo sobre a superfície dental (p=0.021). Há correlação negativa moderada entre custo por gota de adesivo e ΔE00 em 48h (r=-0,528; p<0,001), sugerindo menor diferença de cor em adesivos mais caros, sem ganho mecânico

O sistema adesivo não interfere na cor ou resistência de attachments confeccionados com a RU avaliada. O custo do adesivo está correlacionado a benefícios estéticos relacionados a estabilidade da cor da resina, sem ganhos mecânicos.

PNd0695 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Desenvolvimento e caracterização reológica de dentifrícios experimentais contendo micropartículas de quitosana e própolis verde
Letícia de Sousa Franco, Renata Siqueira Scatolin, Karen Pintado Palomino, Luiza Araújo Gusmão, Antonio Claudio Tedesco, Mario Sadaiti Ogasawara, Silmara Aparecida Milori Corona
Odontologia Restauradora UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi desenvolver e caracterizar dentifrícios experimentais contendo extrato de própolis incorporado em micropartículas de quitosana. Foram elaboradas diferentes formulações: dentifrício placebo (PL); dentifrício contendo extrato de própolis (PROP); dentifrício contendo micropartículas de quitosana (MicroChi); dentifrício contendo micropartículas de quitosana encapsuladas com própolis verde (MicroChi+Prop); e um dentifrício comercial dessensibilizante (Elmex Sensitive). As propriedades físico-químicas foram avaliadas por análise reológica, com aplicação de taxa de cisalhamento crescente de 1 a 60 s⁻¹, em intervalos de 60 segundos. Os dados obtidos foram submetidos ao teste de normalidade de Shapiro-Wilk, seguido do teste não paramétrico de Kruskal-Wallis para comparação entre grupos e do pós-teste de Dunn com correção de Bonferroni, considerando um nível de significância de 5% (α = 0,05). Os resultados demonstraram efeito significativo do tipo de dentifrício sobre a tixotropia (χ²=10,800; gl=4; p=0,028). O dentifrício contendo micropartículas de quitosana (MicroChi) apresentou tixotropia significativamente maior em comparação ao dentifrício comercial (Elmex sensitive) (p<0,05). As formulações contendo micropartículas de quitosana associadas à própolis, placebo e própolis, apresentaram comportamento tixotrópico moderado.

Conclui-se que os diferentes dentifrícios experimentais possuem propriedades reológicas favoráveis, apresentando uma boa tixotropia ao substrato dental.

(Apoio: FAPESP  N° 2024/12845-0 )
PNd0696 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Enxaguatórios bucais de óleos essenciais: efeitos sobre estabilidade de cor e integridade estrutural dos tecidos dentais bovinos
Izabella Cristina Bandeira Saldanha, Ana Karoline Oliveira Nunes, Yuri da Silva Borges, Gabriella Lucina Monteiro Xavier, Joanne Brasil Araujo, Helder Henrique Costa Pinheiro, Roberta Souza D'Almeida Couto
Instituto de Ciências da Saúde/ Faculdad UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliou-se o efeito de formulações experimentais de enxaguatórios bucais de óleos essenciais (OE) associados ao fluoreto de sódio (NaF) na estabilidade de cor e integridade estrutural do esmalte e dentina bovinos. Os grupos experimentais foram: água destilada (controle); NaF (fluoreto de sódio a 0,05%); BaCloTea (manjericão/cravo/melaleuca + NaF); EucaLem (eucalipto/limão + NaF); Cinnamon (casca de canela + NaF); List AC (Listerine® Anticáries) e List CM (Listerine® Cool Mint). O protocolo de tratamento consistiu em exposições as respectivas soluções (2×/dia; 30 s) por 14 dias. Alteração de cor (ΔE), microdureza (KHN) e espectroscopia Raman foram as variáveis analisadas por ANOVA de Welch/Games-Howell (ΔE/esmalte); ANOVA a um fator/Tukey (ΔE/dentina e Raman) e testes de Wilcoxon e Kruskal-Wallis para KHN. Os enxaguatórios experimentais à base de OE não apresentaram alterações cromáticas significativas, com comportamento semelhante ao controle, NaF e às formulações comerciais (p>0,05). Os grupos BaCloTea, EucaLem e Cinnamon preservaram a dureza do esmalte e da dentina após 14 dias, sem diferenças em relação aos demais tratamentos (p>0,05). Raman revelou maior intensidade da banda característica do fosfato (PO₄³⁻) em 960 cm⁻¹ em ambos os tecidos dentais, não havendo diferenças significativas nos valores de área relativa entre os grupos (p>0,05), indicando preservação do conteúdo mineral.

Assim, os enxaguatórios bucais de OE não promoveram alterações de cor nem prejuízos à integridade estrutural do esmalte e dentina bovinos, indicando potencial como alternativas seguras para a preservação dos tecidos dentais.

PNd0698 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Influência de gel antioxidante a base de açaí clarificado a 10% na resistência da união adesiva do esmalte clareado
Bernardo Viegas Bernardino Vallinoto, Renata Aline Bezerra Elleres, Bianca Nicoli Lopes de Vasconcelos, Thaís Figueiredo Barros, Cristiane de Melo Alencar, Herve Rogez, Rafael Rodrigues Lima, Sandro Cordeiro Loretto
CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO PARÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliou-se a influência de um gel antioxidante à base de açaí (Euterpe oleracea) a 10% na resistência de união adesiva ao esmalte dental clareado. Cinquenta e seis dentes incisivos bovinos hígidos foram divididos aleatoriamente em 7 grupos (n=8): G1 (Controle) (sem clareamento); G2 e G3 (clareamento + adesão após 24h e 7 dias, respectivamente); G4 e G5 (clareamento + ascorbato de sódio 10% [AS10] + adesão após 24h e 7 dias, respectivamente); G6 e G7 (Clareamento + gel de açaí 10% [AÇAÍ10] + adesão após 24h e 7 dias, respectivamente). O gel de peróxido de hidrogênio a 40% foi aplicado em 3 sessões de 40 minutos cada, com intervalo de 3 dias entre estas. Os antioxidantes foram aplicados após a última sessão de clareamento. Decorridas 24h ou 7 dias, cilindros de resina composta foram confeccionados e o teste mecânico realizado, seguido da análise do padrão de fratura (40x). Os dados foram analisados pela ANOVA two-way e teste de Tukey (α=5%). A maior média de resistência de união foi observada no G1 (19,62 MPa), diferindo estatisticamente dos demais grupos, com exceção do G7 (18,43 MPa). Os grupos tratados com AÇAÍ10 (G7: 18,43 MPa) e AS10 (G5: 12,97 MPa) diferiram estatisticamente entre si quando a união adesiva foi realizada após 7 dias, o que não se observou no tempo de 24h. A fratura do tipo mista foi predominante.

Concluiu-se que o gel de AÇAÍ10 foi eficaz na recuperação da resistência de união 7 dias após o clareamento, apresentando desempenho superior ao AS10.




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