9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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PNc0426 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Fatores sociodemográficos, comportamentais e psicológicos associados ao aleitamento materno e ao desmame precoce
Fernanda Jobim Mattos Paixão, Nara Muniz Lopes, Camila Faria Carrada, Maisa Costa Tavares, Fernanda Campos Machado, Flávia Almeida Ribeiro Scalioni
UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi avaliar a associação entre características sociodemográficas, hábitos comportamentais, fatores perinatais e aspectos psicológicos parentais com o desmame precoce e o aleitamento materno exclusivo. Mães responderam à um questionário com informações sociodemográficas, práticas de amamentação e hábitos de sucção não nutritiva dos filhos, além da Escala de Locus de Controle da Saúde Parental (PHLCS) e do Questionário de Estilos e Dimensões Parentais. Realizou-se análise descritiva e regressão logística binária. A amostra incluiu 92 mães; 79,3% possuíam ≥9 anos de estudo e 45,7% pertenciam à classe C. As crianças tinham média de 62,1 meses, 58,7% eram do sexo feminino e 63% tinham irmãos. A amamentação ocorreu em 94,5% dos casos, sendo exclusiva em 65,2%. O desmame após 6 meses ocorreu em 68,5% e 34,8% após 24 meses. O desmame precoce associou-se à presença de irmãos (p=0,02), classe social (p=0,044), uso de chupeta (p<0,001) e experiência prévia de amamentação (p=0,026). O aleitamento materno exclusivo associou-se ao não uso de chupeta (p=0,007) e à sua introdução tardia (p=0,032).

Conclui-se que o desmame precoce associou-se à presença de irmãos, classe social, uso de chupeta e experiência prévia de amamentação, enquanto o aleitamento materno exclusivo associou-se ao não uso de chupeta e à sua introdução tardia.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  FAPEMIG  N° RED-00204-23  |  CNPq  N° 406840/2022-9)
PNc0427 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Fatores associados à interrupção precoce do aleitamento materno
Gabriela Beraldo Dalben, Laís Albuquerque Marengoni, Daniela Fernandes Ceron, Roberta Lopes de Castro Martinelli, Carolina Semiguen, Juliana Cardoso da Silva Bigonha, Gabriela Cristina Santin
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O aleitamento materno exerce papel fundamental no desenvolvimento do sistema estomatognático e das funções orais fisiológicas, porém sua manutenção exclusiva pode ser comprometida precocemente. Este estudo avaliou a associação entre variáveis maternas e neonatais com a interrupção precoce do aleitamento materno exclusivo. Trata-se de estudo de coorte, com coleta de dados ao nascimento, alta hospitalar e aos 7 e 30 dias de vida. Foram analisadas varíaveis como dor ao amamentar, primiparidade, via de parto, uso de chupeta, anquiloglossia, torcicolo e assimetria craniana. Incluíram-se 101 díades mãe-bebê, com seguimento de 83 após alta, 74 aos 7 dias e 42 aos 30 dias. Os dados foram obtidos por questionário materno e exame clínico por avaliadores calibrados. A anquiloglossia foi investigada pela Triagem Neonatal do Protocolo de Martinelli. O torcicolo por goniômetro Tot Baby, e a assimetria craniana por inspeção superior do crânio com balaclava padronizadora. Os dados foram submetidos ao teste de Fisher e regressão logística binária (p<0,05). Todos os recém-nascidos receberam alta em aleitamento materno exclusivo, porém 23,8% introduziram fórmula aos 30 dias. Na análise multivariada, apenas a dor materna permaneceu associada à introdução de fórmula infantil (OR=44,44; IC95%=2,42-815,58; p=0,011).

Conclui-se que a manutenção do aleitamento materno exclusivo no primeiro mês de vida depende menos de alterações anatômicas isoladas e mais do manejo adequado das intercorrências maternas, especialmente da dor durante a amamentação, reforçando a importância do acompanhamento clínico contínuo e de ações educativas individualizadas no período pós-alta.

(Apoio: CAPES)
PNc0428 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Padrões de prescrição de melatonina para crianças por pediatrias brasileiros e sua relação com a formação em sono
Celina Mazzini, Ivana Meyer Prado, Ana Elisa Ribeiro, Gustavo Antonio Moreira, Oliviero Bruni, Lucas Guimarães Abreu, Letícia Lima Morais Carvalho, Júnia Maria Cheib Serra-negra
Saúde Bucal da Criança e do Adolescente UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A melatonina é um hormônio do sono e o uso sintético em crianças deve ser cauteloso. Este estudo avaliou os critérios de prescrição de melatonina por pediatras brasileiros e investigou sua associação com o conhecimento dos mesmos sobre saúde do sono. Desenvolveu-se um estudo transversal com 381 pediatras cadastrados na Sociedade Brasileira de Pediatria. Os dados foram coletados por meio de questionário online, contemplando informações sobre algum tipo de formação em sono e práticas de prescrição de melatonina para crianças. Realizaram-se análises descritivas e o teste do qui-quadrado de Pearson (p < 0,05). A prescrição de melatonina foi relatada por 36,2% dos participantes, sendo que 28,1% possuíam algum conhecimento prévio em saúde do sono. Relatou-se prescrições mais frequentes para crianças entre 2 e 5 anos de idade (68,8%), sobretudo para dificuldades no início do sono (77,5%), mas, observou-se ampla variabilidade nos padrões de prescrição entre os participantes. A melatonina como terapêutica isolada foi destacada por apenas 5,8% dos participantes, sendo a higiene do sono (89,9%) e terapia comportamental (51,4%) as estratégias mais citadas. A dose mais comumente prescrita foi de 1 mg/dia (39,9%) 30 a 60 minutos antes de dormir. Pediatras com alguma formação em sono apresentaram maior probabilidade de prescrever melatonina em comparação àqueles sem formação (OR = 1,76; IC95%: 1,11-2,77).

Concluiu-se que houve variabilidade nas prescrições. Aspectos comportamentais e práticas de higiene do sono junto com a prescrição de melatonina foram relatadas pela maioria dos pediatras. Profissionais com alguma formação em sono apresentaram quase duas vezes mais chance de prescrição desse hormônio comparados àqueles sem formação no tema.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  FAPEMIG  N° RED-00204-23  |  CNPq  N° 406840/2022-9)
PNc0429 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

SINAIS FISIOLÓGICOS E COMPORTAMENTAIS DE PACIENTES PEDIÁTRICOS COM TRANSTORNO DO NEURODESENVOLVIMENTO: REVISÃO CIENTOMÉTRICA
Mariana Farias da Cruz Zefiro , Rafael Dos Reis Moraes, Andréa Fonseca-gonçalves, Laura Guimarães Primo, Gloria Fernanda Barbosa de Araujo Castro
Odontopediatria e Ortodontia UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Objetivou-se identificar e descrever os parâmetros fisiológicos e/ou comportamentais (PFC) observados em pacientes pediátricos com transtornos do neurodesenvolvimento (TND) frente a estratégias de manejo comportamental odontológico (EMCO). Realizou-se busca em seis bases eletrônicas, sem restrições. Selecionaram-se ensaios clínicos randomizados (ECR) e não randomizados (EC), comparando EMCAO com outras estratégias ou nenhuma, e extraíram-se dados bibliométricos, diagnóstico do TND, tipo de EMCAO, PFC, instrumentos de avaliação e sucesso das intervenções. Utilizaram-se VantagePointTM e Excel® para análises. De 7927 estudos, 31 foram incluídos, sendo a maioria EC (58%), publicados entre 2017-2025 (75%), com os Estados Unidos concentrando o maior número (25,8%). A maior parte (64,5%) da população apresentava Transtorno do espectro Autista. O Consultório Sensorialmente Adaptado (CSA) foi a EMCAO mais relacionada a PFC (36%), e a ansiedade foi o PFC mais avaliado (29%) e o mais frequentemente associado às estratégias (56,2%). Dizer-Mostrar-Fazer (DMF) foi a EMCAO mais estudada (45,1%) e aplicada para todos os TND. Nenhuma estratégia apresentou insucesso. A escala de Frankl foi o instrumento mais predominante (30,0%) para avaliação comportamental.

Conclui-se que as publicações se concentram em algumas estratégias (CSA e DMF) e no parâmetro ansiedade, indicando tendência de pesquisa e adoção clínica desses manejos para crianças com TND; contudo, a distribuição heterogênea de desenhos, instrumentos e locais, sinaliza necessidade de investigação mais padronizada e comparativa para orientar práticas e políticas.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  FAPs - FAPERJ  N° E-26/204.233/2024)
PNc0430 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Orientação das Associações de Odontopediatria sobre sedação consciente: análise de sites institucionais das Américas e Europa
Rafael Dos Reis Moraes, Ana Clara Tapajós Pinto, Mariana Farias da Cruz Zefiro , Luana Mota Kort-Kamp , Andréa Fonseca-gonçalves, Gloria Fernanda Barbosa de Araujo Castro
Odontopediatria e Ortodontia UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Objetivou-se avaliar a disponibilidade de diretrizes sobre sedação consciente em websites de associações de Odontopediatria das Américas e da Europa e comparar o conteúdo entre elas. Foram identificados países americanos e europeus com sociedades nacionais de odontopediatria afiliadas à International Association of Paediatric Dentistry e/ou à Asociación Latinoamericana de Odontopediatría. Entre julho e agosto de 2025, foram realizadas buscas avançadas (via ChatGPT e Gemini) e manuais nos websites para localizar normativas sobre sedação consciente. Diretrizes elegíveis tiveram seu conteúdo extraído por um único revisor, em 7 domínios: indicações, contraindicações, fármaco, dose e requisitos pré-, trans- e pós-operatórios. A análise foi descritiva. Dos 46 países elegíveis, 39 possuíam websites; 16 sociedades fornecem diretrizes, totalizando 15 documentos. Indicações para crianças ansiosas ou não cooperadoras apareceram em 100%. Infecções vias aéreas foram contraindicadas em 60,0%. O uso de óxido nitroso/oxigênio (N₂O/O₂) foi a técnica principal em 93,3% dos documentos, e midazolam (MDZ) foi mencionado em 40,0%. Protocolos de titulação do N₂O/O₂ apareceram em 73,3% das diretrizes, enquanto doses de MDZ (mg/kg) foram especificadas em 26,7%. Entre os requisitos de segurança, consentimento/orientações prévias constaram em 73,3%, jejum em 66,7%, monitorização transoperatória em 86,7% e critérios de alta/recuperação em 86,7%; instruções domiciliares foram mencionadas em 33,3%.

Conclui-se que poucas associações disponibilizam diretrizes de sedação em seus websites. Houve consenso quanto ao uso de N₂O/O₂ e às indicações comportamentais, mas há diferenças no uso do MDZ e no detalhamento das recomendações de segurança.

PNc0431 - Painel Aspirante
Área: 4 - Ortodontia

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Comparação entre o Invisalign Palatal Expander e o expansor de Hyrax: Análise interina de um Ensaio Clínico Randomizado
Luana Karine Amaro Silva, Luciana Quintanilha Pires Fernandes, Tainá de Moraes Corrêa Manso, Deise Caldas Kuhlman, José Augusto Mendes Miguel
Odontologia UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo preliminar teve como objetivo avaliar a eficácia do dispositivo Invisalign Palatal Expander System (IPE) por meio de uma análise multidimensional da expansão rápida da maxila, em comparação com o expansor convencional tipo Hyrax (HY). A amostra foi composta por 12 indivíduos, média de idade de 9,33 anos (HY=9,5 e IPE=9,17), em dentição mista, com deficiência transversal esquelética da maxila, alocados aleatoriamente (n=6 por grupo). Tomografias computadorizadas e modelos dentários digitais foram avaliados nos momentos pré-tratamento (T0) e pós-expansão (T1) para analisar alterações esqueléticas e oclusais, incluindo a abertura da sutura palatina mediana (SPM) e as dimensões transversais do arco. Os resultados demonstraram que ambos os aparelhos foram eficazes, promovendo aumentos estatisticamente significativos nas variáveis transversais de T0 para T1, com abertura da SPM observada em todos os participantes. Na comparação direta entre os sistemas, não foram observadas diferenças estatisticamente significativas na distância intermolar, com ganhos médios de 6,27 mm para o grupo HY e 6,77 mm para o grupo IPE, apresentando um p-valor de 0,573. Entretanto, o grupo IPE apresentou aumento superior na largura gengival entre primeiros pré-molares/molares decíduos de 6,53 mm, superando os 3,8 mm obtidos pelo grupo HY (p=0,011). As medidas de inclinação dos molares e profundidade palatina não apresentaram diferenças significativas entre os grupos (p>0,05).

Em conclusão, o IPE demonstrou efetividade na promoção da expansão transversal da maxila, com resultados comparáveis aos do HY.

(Apoio: CAPES  N° 88887.966143/2024-00)
PNc0432 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Fatores de risco associados à hipomineralização de segundos molares e caninos decíduos: estudo piloto
Beatriz Tebalde Albuquerque de Souza, Larissa Azevedo de Souza, Michele Baffi Diniz, Renata Oliveira Guaré
UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A hipomineralização de segundos molares decíduos (HSMD) e de caninos decíduos (HCD) pode representar um marcador para hipomineralização molar-incisivo, auxiliando na identificação precoce e no planejamento preventivo. Este estudo investigou fatores de risco associados à HSMD e HCD em pré-escolares atendidos em clínica-escola. A prevalência e gravidade foram avaliadas por examinador calibrado, utilizando o índice MIH Severity Scoring System (MIH-SSS), em crianças de 2 a 5 anos, com dentição decídua completa. As mães responderam a questionário sobre saúde gestacional, condições da criança nos primeiros anos de vida e variáveis sociodemográficas. Foram aplicados os testes Qui-quadrado de Pearson, exato de Fisher e regressão logística com seleção Stepwise, considerando variáveis com p < 0,50 nas análises bivariadas. A amostra incluiu 82 crianças, com predominância do sexo feminino (54,9%). A prevalência de HSMD foi de 11% e de HCD inferior a 5%. A maioria dos dentes não apresentou alterações; entre os afetados, predominaram defeitos leves, sendo raros os moderados ou graves. O dente mais acometido foi o 85 (6,1% moderados ou graves). Nos caninos, as alterações foram pouco frequentes e leves. Não houve associação significativa entre variáveis sociodemográficas, gestacionais ou clínicas e HSMD ou HCD, sugerindo ausência de preditores robustos nesta amostra.

Observou-se baixa prevalência, com predominância de defeitos leves, possivelmente relacionados a fatores intrínsecos ainda não elucidados.

(Apoio: CAPES  N° 88887.203805\2025-00)
PNc0433 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Efeito da incorporação de clorexidina na atividade antibacteriana de selante resinoso: avaliação em curto e médio prazo
Maria Julia Cazotti de Castro, Cynthia Luiza Lopes de Oliveira, Iago Torres Cortês de Sousa, Karina Cogo-Müller, Fernanda Miori Pascon
Odontopediatria FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O estudo avaliou a atividade antimicrobiana de um selante resinoso comercial após a incorporação de 0,2%, 1% e 2% de clorexidina (CHX) em diferentes intervalos de tempo após incubação (24h, 7 e 14 dias). Espécimes (6 mm de diâmetro × 2 mm de espessura) foram distribuídos nos grupos (n=3): selante resinoso (FluroShield®) (controle), selante resinoso + 0,2% CHX, selante resinoso + 1% CHX e selante resinoso + 2% CHX. Uma solução de CHX 2% foi utilizada como controle positivo. A atividade antimicrobiana foi avaliada pelo método da concentração inibitória mínima (CIM) contra S. mutans e S. sanguinis. Os espécimes foram armazenados individualmente em BHI (1 mL) por 24 h, 7 e 14 dias (37 °C). A atividade antimicrobiana foi avaliada por microdiluição seriada (1:2) em placas de 96 poços, preenchidos inicialmente com 100µL de BHI e 100µL de BHI do armazenamento dos espécimes na coluna 1. O processo foi realizado sucessivamente até a coluna 12, onde 100µL foram descartados e então as colunas foram inoculadas com 100µL de culturas microbianas frescas em BHI. Após 24 h, não houve inibição de S. mutans nos grupos controle e 0,2% CHX. 1% CHX apresentou inibição apenas na menor diluição, enquanto 2% CHX não inibiu S. sanguinis e inibiu S. mutans até a diluição de 16 vezes. Aos 7 dias, observou-se para o grupo 2% CHX inibição de S. mutans até 8 vezes e de S. sanguinis apenas na menor diluição, sem alterações adicionais até 14 dias. O controle positivo (CHX 2%) manteve inibição significativa em todos os tempos.

Os achados corroboram o potencial da clorexidina como aditivo antimicrobiano em selantes resinosos, entretanto, investigações adicionais são necessárias para validar sua efetividade em condições clínicas e avaliar a estabilidade ao longo do tempo.

(Apoio: DEAPE)
PNc0434 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Impacto na percepção de dor durante a remoção químico-mecânica de cárie em crianças: ensaio clínico randomizado
Ana Carolina Alvares Dias Todt, Priscila Fernanda Schiavon Scarafissi Gregorio, Eduarda Cristina de Oliveira Benedito, Hayder Egg Gomes, Sandra Kalil Bussadori, Thais Marchini de Oliveira, Natalino Lourenço Neto, Maria Aparecida de Andrade Moreira Machado
Odontopediatria UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - BAURU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A remoção de cárie em crianças pode estar associada à dor e ao desconforto, interferindo no comportamento durante o atendimento odontológico. Nesse contexto, abordagens baseadas na mínima intervenção têm sido propostas como alternativas mais conservadoras e acolhedoras. Este estudo avaliou o impacto da remoção químico-mecânica na percepção de dor e desconforto em comparação à remoção convencional. Foi realizado um ensaio clínico randomizado em boca dividida com crianças de 8 a 12 anos, no qual dois dentes com lesões de cárie oclusais e ICDAS ≥ 4 (International Caries Detection and Assessment System) foram alocados para remoção químico-mecânica com gel à base de papaína ou remoção seletiva com instrumentos manuais, seguidas de restauração com resina composta. A dor foi avaliada imediatamente após os procedimentos por meio da escala visual analógica. Como desfechos adicionais, foram considerados o tempo clínico total, a qualidade das restaurações segundo critérios clínicos padronizados e a qualidade de vida relacionada à saúde bucal. Observou-se menor percepção de dor no grupo submetido à remoção químico-mecânica, com diferença de 2 pontos na escala (p<0,05), além de menor tempo clínico. As restaurações apresentaram desempenho satisfatório aos 6 e 12 meses, sem diferença entre os grupos, e houve melhora da qualidade de vida após o tratamento.

A remoção químico-mecânica mostrou-se mais confortável e eficiente que a técnica convencional, configurando uma alternativa viável para o atendimento odontológico infantil e reforçando a importância de abordagens baseadas na mínima intervenção.

PNc0435 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

A reabsorção radicular influencia a acurácia de localizadores apicais em dentes decíduos? Estudo in vitro
Isabela do Carmo Custodio, Ana Carolina Alvares Dias Todt, Murilo Priori Alcalde, Thais Marchini de Oliveira, Maria Aparecida de Andrade Moreira Machado, Thiago Cruvinel, Marco Antonio Hungaro Duarte, Natalino Lourenço Neto
Odontopediatria, Ortodontia e Saúde Cole UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - BAURU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Foram avaliados diferentes métodos na determinação do comprimento radicular em dentes decíduos com diferentes graus de reabsorção radicular. Sessenta dentes foram distribuídos em três grupos (n=20): sem reabsorção, reabsorção de 3mm e de 6mm. O comprimento radicular foi obtido pelos métodos visual-táctil, radiografia digital e localizadores apicais Propex Pixi e E-Connect S (independente e monitorado). Foram analisados o erro absoluto e a acurácia nas faixas de ±0,5 mm e ±1,0 mm. A comparação entre métodos foi realizada pelo teste de Friedman com pós-teste de Dunn, entre grupos pelo teste de Kruskal-Wallis e a acurácia pelo teste de Cochran's Q com pós-teste de McNemar. Na análise global, não houve diferença quanto ao erro absoluto (p=0,396). Na análise estratificada, radiografia (p<0,001), Propex Pixi (p=0,005) e E-Connect monitorado (p<0,001) apresentaram diferenças, sendo este último associado aos maiores erros. Houve diferença entre métodos na acurácia (p<0,001), com melhor desempenho do E-Connect S independente (88,3% e 98,3%), seguido pelo Propex Pixi (56,7% e 93,3%) e radiografia (35% e 85%), nas faixas de ±0,5 mm e ±1,0 mm, respectivamente. O modo monitorado apresentou menor precisão, especialmente com maior reabsorção.

Os resultados obtidos sugerem que localizadores eletrônicos utilizados de forma independente representam uma alternativa confiável para determinação do comprimento de trabalho em dentes decíduos, mesmo na presença de reabsorção radicular, enquanto o modo monitorado apresentou limitação em dentes com reabsorção.

(Apoio: FAPs - Fapesp  N° 2024/07412-7)



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