9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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PNc0415 - Painel Aspirante
Área: 3 - Fisiologia / Bioquimica / Farmacologia

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Avaliação dos efeitos da suplementação oral com biotina sobre a cicatrização de feridas cutâneas induzidas em ratos
Ruan Henrique Delmonica Barra, Ester Oliveira Santos, Elisa Mara de Abreu Furquim, Luiz Guilherme Fiorin, Gabriela Carrara Simionato, Otávio Augusto Pacheco Vitória, Juliano Milanezi de Almeida
Diagnóstico e Cirurgia UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A cicatrização cutânea é um processo fisiológico complexo, influenciado por fatores sistêmicos como o estado nutricional. A biotina, vitamina hidrossolúvel do complexo B, atua como cofator de enzimas envolvidas no metabolismo energético e na síntese de substratos essenciais à organização da matriz extracelular. Este estudo avaliou os efeitos da suplementação oral deste micronutriente na cicatrização de feridas cutâneas em ratos. Quarenta ratos Wistar foram distribuídos em dois grupos: controle, recebendo água destilada, e biotina, recebendo 2 mg/dia por gavagem iniciada 30 dias antes da indução das lesões e mantida até o fim dos períodos experimentais. Foram confeccionadas feridas circulares de espessura total na região dorsal, com eutanásia aos 3, 7, 14 e 21 dias para análises macroscópica, histológica, organização de fibras colágenas por Picrosírius-red sob luz polarizada e mensuração da contração da ferida. Ambos os grupos apresentaram redução progressiva da área da lesão, porém o grupo biotina exibiu maior contração aos 14 e 21 dias. Observou-se epitelização mais avançada e menor presença de crostas no grupo biotina aos 14 dias. A análise colagênica revelou maior proporção de fibras maduras e maior área total de colágeno aos 21 dias.

Conclui-se que a suplementação com biotina favorece a fase de remodelação da cicatrização, promovendo maior contração da ferida e maturação colagênica.

PNc0416 - Painel Aspirante
Área: 3 - Cariologia / Tecido Mineralizado

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Efeito do leite zero lactose na desmineralização do esmalte por biofilme enriquecido com polissacarídeos extracelulares
Raymi Rodrigo Leitão de Souza, Cínthia Pereira Machado Tabchoury, Jaime Aparecido Cury, Antônio Pedro Ricomini Filho
FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O leite zero lactose contém glicose e galactose, carboidratos potencialmente cariogênicos para o esmalte. Além disso, sua cariogenicidade pode ser potencializada quando fermentado por biofilme previamente exposto à sacarose, em razão da presença de polissacarídeos extracelulares (PEC), o que não tem sido explorado experimentalmente. Este estudo piloto avaliou in vitro o efeito do leite zero lactose na desmineralização do esmalte promovida por biofilme enriquecido com PEC. Biofilmes de Streptococcus mutans UA159 (n=4) foram formados sobre blocos de esmalte dental bovino com dureza de superfície conhecida, recobertos por película adquirida, em meio UTYEB e expostos 5 vezes ao dia, durante 48 h, à sacarose 10% para formação de PEC. Em seguida, os biofilmes foram expostos 8 vezes ao dia, durante 72 h, aos tratamentos: (i) água ultrapurificada (controle negativo), (ii) leite bovino zero lactose UHT (Jussara®), (iii) leite bovino convencional UHT (Jussara®), (iv) glicose 2,25% + galactose 2,25% (Gli+Gal), (v) lactose 4,5% e (vi) sacarose 10% (controle positivo). Após 120 h, avaliou-se a perda de dureza de superfície (%PDS). Os dados foram analisados por ANOVA e teste de Tukey (α=5%). O leite zero lactose (15,1 ± 7,3) e convencional (15,2 ± 6,4) não diferiram da água (4,3 ± 3,5) (p>0,05) quanto à %PDS, mas apresentaram valores inferiores aos observados para Gli+Gal (37,1 ± 5,7) e lactose (38,0 ± 9,0) (p<0,05). A sacarose apresentou a maior %PDS (77,3 ± 2,6) (p<0,05).

Os resultados deste estudo piloto sugerem que leite zero lactose não apresenta potencial de desmineralização do esmalte, ao contrário da solução de Gli+Gal, o que pode estar relacionado às propriedades anticariogênicas do leite. 

(Apoio: CAPES  N° 001  |  CNPq  N° 130026/2026-3  |  CNPq  N° 421581/2025-5)
PNc0418 - Painel Aspirante
Área: 3 - Controle de infecção / Microbiologia / Imunologia

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

EXPRESSÃO DE NLRP3 E TLR4 EM LESÕES PERIRRADICULARES DE PACIENTES COM DIABETES MELLITUS TIPO 2
Thiago Inoue, Cíntia Gonçalves Vimercati Ferreira Pinto, Cinthya Cristina Gomes, Josue da Costa Lima-junior, Luciana Armada
UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliar a influência do Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) na expressão de NLRP3 e na ativação de TLR4 em lesões perirradiculares (LP). Foram coletadas 26 LP (13 DM2 e 13 C) de dentes com infecção endodôntica primária. Lâminas silanizadas contendo cortes de parafina foram utilizadas para a realização das reações de imuno-histoquímica e imunofluorescência. A análise das imagens foi realizada com auxílio de microscópio óptico, e cada lâmina foi subdividida em 5 campos de grande aumento. Foram atribuídos valores (0-2) para cada campo, de acordo com o número de marcações positivas para o anticorpo. Os dados foram analisados considerando como significância estatística o valor de p < 0,05. A avaliação qualitativa de NLRP3 revelou 46% de marcações fraco/moderado e 54% de forte em diabéticos e 31% de marcações focal, 38% fraco/moderado e 31% de forte em controles. A análise quantitativa revelou maior expressão em diabéticos (p=0,009). A avaliação qualitativa de TLR4 revelou 31% de marcações negativo/focal, 38% fraco/moderado e 31% de forte em diabéticos e 46% de marcações negativo/focal e 54% fraco/moderado em controles. A análise quantitativa revelou maior expressão em diabéticos (p=0,003). Indivíduos com DM2 apresentaram alterações importantes na expressão de TLR4 e no inflamassoma NLRP3, promovendo uma resposta inflamatória mais intensa frente à infecção endodôntica.

Indivíduos com DM2 apresentaram alterações importantes na expressão de TLR4 e no inflamassoma NLRP3, promovendo uma resposta inflamatória mais intensa frente à infecção endodôntica.

PNc0419 - Painel Aspirante
Área: 3 - Controle de infecção / Microbiologia / Imunologia

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Atividade antimicrobiana e antibiofilme do extrato de Psidium guajava L. como irrigante endodôntico in vitro e ex vivo
Mariana Gadelho Gimenez Diamantino, Caroline Trefiglio Rocha, Júlia Andrade de Oliveira, Gustavo Henrique de Assis Silva, Felipe Bernardo de Moura, Amjad Abu Hasna, Luciane Dias de Oliveira, Claudio Antonio Talge Carvalho
Odontologia Restauradora UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - SÃO JOSÉ DOS CAMPOS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Enterococcus faecalis está frequentemente associado ao insucesso do tratamento endodôntico, devido à sua elevada resistência aos protocolos de preparo e desinfecção, favorecendo sua persistência e reinfecção do sistema de canais radiculares. Nesse cenário, o desenvolvimento de alternativas terapêuticas de origem natural tem se mostrado promissor. Este estudo teve como objetivo produzir o extrato de Psidium guajava L. (goiabeira) e avaliar sua atividade antimicrobiana e antibiofilme frente a cepa clínica de E. faecalis, além de investigar sua eficácia em modelo ex vivo com dentes humanos unirradiculares. A atividade antimicrobiana foi determinada por microdiluição em caldo (CLSI M100-S15), para obtenção da concentração microbicida mínima (CMM). As concentrações mais eficazes foram testadas em biofilmes monotípicos formados por 48 horas, expostos ao extrato por 20 minutos, com avaliação da viabilidade por contagem de unidades formadoras de colônia (UFC/mL) e ensaio de MTT. No modelo ex vivo, dentes unirradiculares tiveram coroas removidas e raízes padronizadas em 15 mm, sendo esterilizados por radiação gama (cobalto-60) e contaminados com E. faecalis. Após 21 dias de formação de biofilme, os espécimes foram divididos em três grupos (n=12): água apirogênica, NaOCl 2,5% e extrato de goiabeira. Amostras microbiológicas foram coletadas antes e após o preparo biomecânico com sistema Reciproc R40 e irrigação. Dois espécimes por grupo foram analisados em MEV. Os dados foram submetidos aos testes ANOVA/Tukey ou Kruskal-Wallis/Dunn (p<0,05).

O extrato de goiabeira isolado apresentou atividade antimicrobiana e antibiofilme em cepas clínicas de E. faecalis durante preparo biomecânico.

PNc0420 - Painel Aspirante
Área: 3 - Controle de infecção / Microbiologia / Imunologia

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Análise metatranscriptômica do impacto de Enterococcus faecalis em biofilmes endodônticos multiespécies
Daniela Mita, Ana Carolina Cambui Pereira, Giulia Queiroz de Oliveira, Mário Fortes de Araújo Filho, Ericka Tavares Pinheiro
Dentística UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A metatranscriptômica permite avaliar a expressão gênica em comunidades microbianas complexas. Este estudo investigou a influência de Enterococcus faecalis no perfil transcriptômico de biofilmes multiespécies em diferentes estágios de maturação. Foram avaliados dois modelos de biofilme: (1) 9 espécies bacterianas (Actinomyces oris, Veillonella dispar, Fusobacterium nucleatum, Streptococcus anginosus, Streptococcus oralis, Prevotella intermedia, Campylobacter rectus, Porphyromonas gingivalis e Tannerella forsythia) e (2) as mesmas espécies acrescidas de E. faecalis. Os biofilmes foram cultivados sobre discos de hidroxiapatita por 3 e 21 dias em anaerobiose. O sequenciamento de RNA foi realizado na plataforma NovaSeq 6000 (Illumina). A análise taxonômica foi baseada no Human Oral Microbiome Database (HOMD), enquanto a anotação funcional utilizou os bancos DIAMOND e EggNOG. A expressão gênica diferencial (DEG) foi explorada utilizando DESeq2 (P<0,05). Biofilmes contendo E. faecalis apresentaram maior abundância transcricional de P. gingivalis, enquanto S. oralis apresentou maior abundância transcricional no biofilme de 21 dias sem E. faecalis. C. rectus e T. forsythia apresentaram maior atividade transcricional nos biofilmes maduros de 21 dias. Diferenças transcriptômicas globais foram observadas entre os biofilmes com e sem E. faecalis.

Conclui-se que E. faecalis pode modular a atividade transcricional de biofilmes endodônticos multiespécies, potencialmente influenciando características associadas à virulência microbiana.

(Apoio: CAPES  N° 88887.246029/2026-00  |  FAPs - FAPESP  N° 2021/14434-9)
PNc0421 - Painel Aspirante
Área: 3 - Controle de infecção / Microbiologia / Imunologia

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Influência de diferentes meios de cultura na contagem de Unidades Formadora de Colônias (UFC) em teste de atividade antimicrobiana
Victória Stülpen Muniz Maia, Monique Corrêa Rocha Ferrari Barbosa, Emmanuel João Nogueira Leal da Silva, Luciana Moura Sassone, Ana Flávia Almeida Barbosa
Endodontia UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

As infecções orais derivam de uma microbiota heterogênea com habilidade de formar biofilmes em diferentes substratos. A técnica de referência para a contagem bacteriana total é a contagem padrão em placas, fundamentada na capacidade das bactérias formarem colônias em meio de cultura sólido. O presente estudo teve como objetivo avaliar a influência do uso de meios seletivos comparado a um meio cromogênico diferencial no crescimento de Enterococcus faecalis, Escherichia coli e Staphylococcus aureus em molares inferiores antes e após o preparo com instrumentos reciprocantes de diferentes conicidades. Trinta e oito molares inferiores foram microtomografados e pareados de acordo com a anatomia, área e volume. Após o acesso, os canais mesiais foram contaminados com E. faecalis, E. coli e S. aureus. Após os sete dias de contaminação, a primeira coleta microbiológica foi realizada (S1), procedeu-se à instrumentação dos canais radiculares, e a realização de uma nova coleta microbiológica (S2). As amostras foram plaqueadas em meios seletivos (Enterococcossel, MacConkey e Manitol salgado) e no meio cromogênico diferencial (Chromagar orientation), a contagem de UFC foi realizada. As análises foram conduzidas de forma pareada por amostra, independentemente do sistema de instrumentação empregado. Os dados foram submetidos aos testes de Kruskal-Wallis para comparação intergrupos, e ao teste Wilcoxon para análise intragrupo.

Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas entre MacConkey, Enterococcosel e Manitol quando comparados ao CHROMagar nas contagens de UFC em S1, S2 e no percentual de redução microbiana. Portanto, o CHROMagar apresentou desempenho microbiológico equivalente aos meios seletivos tradicionais.

PNc0422 - Painel Aspirante
Área: 3 - Cariologia / Tecido Mineralizado

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Determinação de fluoreto em dentifrícios à base de Na₂FPO₃/CaCO₃ comercializados no Peru
Karen Milagros Salas Huamani, Jaime Aparecido Cury, Antônio Pedro Ricomini Filho, Cínthia Pereira Machado Tabchoury
ODONTOLOGIA FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A eficácia anticárie de dentifrícios fluoretados está diretamente relacionada à concentração de fluoreto solúvel total (FST= íon F + íon PO₃F²⁻), sendo recomendado valor mínimo de 1000 ppm F. Formulações à base de Na₂FPO₃/CaCO₃ apresentam redução do FST ao longo do armazenamento. No Peru, a Direção Geral de Medicamentos, Insumos e Drogas (DIGEMID) classifica dentifrícios com até 1500 ppm F como cosméticos com finalidade preventiva e estabelece, para produtos com 1000-1500 ppm F, concentrações mínimas de 600 ppm FST no ano de fabricação e 450 ppm até o final do prazo de validade. Entretanto, a concentração de FST não é informada nos rótulos, dificultando a avaliação da qualidade desses produtos. O objetivo deste estudo foi determinar as concentrações de fluoreto total (FT= FST+ F insolúvel) e FST em dentifrícios à base de Na₂FPO₃/CaCO₃ comercializados no Peru. Foram analisadas 17 marcas (n=3/marca), adquiridas em estabelecimentos comerciais, dentro do prazo de validade. As análises foram realizadas em duplicata, sendo FT e FST determinados por eletrodo íon-seletivo, utilizando metodologia validada, com resultados expressos em ppm F (mg/kg). As concentrações médias de FT variaram de 555,6 a 1482,3 ppm F, enquanto os valores de FST oscilaram entre 465,4 e 1361,7 ppm F. Todos os dentifrícios atenderam ao limite mínimo de FST estabelecido pela DIGEMID (≥450 ppm). Contudo, 6 dos 17 apresentaram FST inferior a 1000 ppm F, valor considerado mínimo para potencial anticárie com base na melhor evidência científica.

Conclui-se que, embora os produtos analisados estejam em conformidade com os critérios regulatórios vigentes, 35% deles apresenta concentrações de FST insuficientes para eficácia anticárie.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  PEC-PG)
PNc0423 - Painel Aspirante
Área: 3 - Controle de infecção / Microbiologia / Imunologia

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Temporina-SHa conjugado ao ácido gálico: efeito antibiofilme e biocompatibilidade contra Candida albicans resistente ao fluconazol
Luana Calili Goffi Romeiro , Luana Mendonça Dias , Paula Aboud Barbugli, Sarah Tolentino Rocha Brandão, Eduardo Maffud Cilli, Ana Cláudia Pavarina
Departamento de Materiais Odontológicos UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Em razão da crescente resistência antimicrobiana e a toxicidade dos antifúngicos convencionais, novas estratégias para inativar espécies fúngicas resistentes têm sido exploradas, como o uso dos peptídeos antimicrobianos. O objetivo do estudo foi investigar o efeito do peptídeo Temporina-SHa conjugado ao ácido gálico (AG-Temp-SHa) sobre Candida albicans resistente ao fluconazol (CaR - ATCC 96901) e avaliar sua biocompatibilidade em queratinócitos espontaneamente imortalizados (NOK-si). A inibição da adesão fúngica e o efeito sobre a permeabilidade de membrana foram avaliados em três momentos distintos: após a fase de adesão (1h30), 24 h e 48 h. A produção de espécies reativas de oxigênio (EROs) foi avaliada após 10 minutos de exposição. A biocompatibilidade foi analisada pelo ensaio de viabilidade celular (MTT) e complementada pelo ensaio de permeabilidade de membrana. Os resultados indicaram redução da UFC/mL nas concentrações de 44 µM e 88 µM em relação ao controle (p < 0,05), com reduções de 0,61 log₁₀ e 0,84 log₁₀, respectivamente. Não foram observadas diferenças significativas entre os tempos avaliados (1h30, 24 h e 48 h). Microscopia confocal confirmou qualitativamente a redução na adesão celular nas maiores concentrações (44 µM e 88 µM). A baixa incorporação de iodeto de propídio sugere que o efeito antibiofilme do peptídeo decorre da inibição da adesão celular, e não da permeabilização da membrana. Não foi observada indução de EROs pelo peptídeo, sem diferença significativa em relação ao controle não tratado. AG-Temp-SHa apresentou biocompatibilidade com células NOK-si em todas as concentrações testadas.

AG-Temp-SHa demonstrou efeito antibiofilme contra CaR e foi biocompatível com células NOK-si em monocamada.

(Apoio: FAPs - Fapesp   N° 2025/14771-6  |  CAPES  N° 001)
PNc0424 - Painel Aspirante
Área: 3 - Controle de infecção / Microbiologia / Imunologia

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Atividade antimicrobiana de chalconas modificadas quimicamente contra patógenos orais
Paola da Mata Siqueira Mesut, Luana Santana Maejo Correa, Tatiane Tiemi Macedo, Luciene Cristina de Figueiredo, Ana Claudia Castelã Nascimento Prates, Guilherme Arantes de Carvalho, Luis Octavio Regasini, Janaina de Cássia Orlandi Sardi
UNIVERSIDADE GUARULHOS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A periodontite é uma doença inflamatória crônica e multifatorial que afeta os tecidos de sustentação do periodonto, incluindo gengiva, ligamento periodontal, osso alveolar e cemento radicular. Sua principal causa está relacionada à resposta inflamatória do hospedeiro frente às bactérias presentes no biofilme dental. As chalconas são precursores dos flavonoides e apresentam atividades antibacteriana e antifúngica descritas na literatura. Atualmente, modificações estruturais desses compostos têm sido exploradas para potencializar suas propriedades farmacodinâmicas e reduzir a toxicidade, destacando seu potencial no desenvolvimento de novos antimicrobianos. Nesse contexto, o objetivo deste estudo foi avaliar o efeito de quatro chalconas quimicamente modificadas contra patógenos orais. A concentração inibitória mínima (CIM), assim como a concentração bactericida e fungicida mínima, foram determinadas frente aos patógenos Porphyromonas gingivalis, Fusobacterium nucleatum, Aggregatibacter actinomycetemcomitans, Streptococcus sanguinis, Streptococcus mutans e Candida albicans. Também foram avaliadas a atividade antibiofilme e a toxicidade em larvas de Tenebrio molitor. Todas as chalconas apresentaram atividade antimicrobiana, com CIM variando de 6,25 a 100 μg/mL. Entre os compostos estudados, foi selecionada a chalcona com melhor desempenho contra o biofilme de Porphyromonas gingivalis, promovendo redução das células do biofilme e baixa toxicidade nas concentrações testadas.

Os resultados demonstram o potencial das chalconas como adjuvantes no tratamento periodontal.

(Apoio: CAPES  N° 88881847736/2023-1)
PNc0425 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Análise automatizada da expressão de LL-37 e de SOSTDC1 em cistos radiculares de dentes decíduos e permanentes de humanos
Daniella Dos Anjos Rodrigues Barauna, Lea Assed Bezerra da Silva, Raquel Assed Bezerra da Silva, Amanda Silva Bertasso, Alexandra Mussolino de Queiroz, Jorge Esquiche León, Ricardo Barbosa Lima, Paulo Nelson Filho
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo desse estudo foi quantificar a expressão imunohistoquímica de LL-37 e de SOSTDC1 em cistos radiculares de dentes decíduos e permanentes de humanos (epitélio e cápsula), e correlacionar essa expressão com o tamanho da lesão radiográfica. Foram avaliados 58 cistos radiculares (29 de dentes decíduos e 29 de dentes permanentes). Após a imunohistoquímica as lâminas foram avaliadas automaticamente pelo sistema Olympus BX61VS Slide Scanner, utilizando o software VS120 Virtual Slide Microscope. O programa QuPath foi empregado para detectar a quantidade de células imunopositivas de ambos os marcadores em 10 campos (5 no epitélio e 5 na cápsula cística) por amostra. O programa ImageJ foi utilizado para medir as dimensões radiográficas dos cistos radiculares. Para análise estatística, foi empregado o Teste de Mann-Whitney e a correlação de Spearman, adotando-se o nível de significância de 5%. LL-37 e SOSTDC1 foram expressos tanto no epitélio quanto na cápsula de ambos os grupos. O LL-37 apresentou maior expressão epitelial nos cistos associados a dentes decíduos e permanentes em relação à cápsula (p<0,05). Por sua vez, SOSTDC1 teve maior expressão epitelial apenas nos dentes decíduos (p<0,05), não sendo observada diferença significativa nos dentes permanentes (p>0,05). A expressão de LL-37 na cápsula correlacionou-se negativamente com a área dos cistos de dentes decíduos (p=0,035; ρ=-0,392), e a de SOSTDC1 com a área dos cistos de dentes permanentes (p =0,009; ρ=-0,471).

Conclui-se que LL-37 exerce efeito protetor em cistos de dentes decíduos, enquanto SOSTDC1 pode atuar como um agente regulador da progressão, em permanentes.

(Apoio: CAPES  N° 88887.234710/2025-00)



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