9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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 186 Resumo encontrados. Mostrando de 181 a 186


PNc0552 - Painel Efetivo
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Disparidades em saúde bucal e barreiras de acesso ao cuidado odontológico na população transgênero: revisão sistemática
Thalita Santana Conceição, Carlos Gabriel Valério da Silva, Karla Viviane Costa Froes, Camila Dayla Melo Oliveira, Lorena Lúcia Costa Ladeira
Odontologia CENTRO UNIVERSITÁRIO DO MARANHÃO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo objetivou sintetizar evidências sobre condições de saúde bucal, barreiras de acesso ao cuidado odontológico e necessidades da população transgênero. Métodos: Revisão sistemática conduzida conforme o PRISMA 2020, com protocolo registrado no PROSPERO (CRD420251007460). As buscas foram realizadas nas bases PubMed/MEDLINE, EMBASE, Web of Science, LILACS e SciELO, além de busca manual, utilizando descritores e termos livres combinados pelos operadores booleanos "AND" e "OR". Não houve restrição de idioma ou período. Foram incluídos estudos observacionais, qualitativos e de métodos mistos com adultos transgênero (≥18 anos). A seleção foi realizada por dois revisores independentes, e a qualidade metodológica foi avaliada pelos instrumentos JBI e Newcastle-Ottawa. A síntese dos dados foi narrativa. Foram incluídos 17 estudos de seis países, totalizando mais de 557.000 participantes. Observou-se elevada experiência de cárie (CPO-D: 6,86-8,4), além de doença periodontal, lesões de mucosa oral e impacto negativo na qualidade de vida relacionada à saúde bucal. As principais barreiras de acesso incluíram medo decorrente de discriminação prévia, despreparo profissional, misgendering, limitações financeiras e discriminação institucional. A terapia hormonal de afirmação de gênero esteve associada a alterações no fluxo salivar e na resposta gengival.

Evidenciam-se importantes disparidades em saúde bucal na população transgênero, relacionadas a fatores estruturais e programáticos. Destaca-se a necessidade de estudos longitudinais sobre os efeitos da terapia hormonal, bem como de intervenções baseadas no cuidado afirmativo e na qualificação profissional em saúde bucal.

(Apoio: CAPES)
PNc0556 - Painel Efetivo
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Uso de drogas e saúde bucal em pessoas trans, travestis e não binárias em projeto de extensão
Andreia Maria Araujo Drummond, Leticia Ramos Pereira, Hudson Vinicius de Almeida Lima, Luciana Gravito de Azevedo Branco, Hebertt Gonzaga dos Santos Chaves
Odontologia Social e Preventiva UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo foi identificar a frequência do uso de drogas lícitas e ilícitas, compreender motivações para o consumo e avaliar a saúde bucal de pessoas trans, travestis e não binárias (TTNB+) atendidas no TransOdonto, projeto de extensão da FAO UFMG. Realizou-se estudo de método misto com 20 participantes entre outubro de 2024 e abril de 2025. Foram coletados dados de fichas clínicas, aplicado o ASSIST v3.1 modificado e conduzidas entrevistas semiestruturadas. Testes estatísticos foram realizados (p<0,05) e procedeu-se à análise temática das entrevistas. A maioria era jovem, com idade entre 23 e 27 anos, ensino superior incompleto, baixa renda e histórico de vulnerabilidade. As principais demandas odontológicas incluíram presença de cárie, necessidade de avaliação clínica e outras patologias. O ASSIST indicou necessidade de intervenção breve para álcool (n=10), além de uso frequente de tabaco e maconha (n=9). As entrevistas evidenciaram início precoce do uso de substâncias, associado a influências sociais e familiares, além de experiências de violência e exclusão.

Conclui-se que pessoas TTNB+ apresentam elevada vulnerabilidade social, associada a demandas em saúde bucal e uso de substâncias, reforçando a necessidade de atenção integral, acolhedora e sensível no SUS.

(Apoio: CAPES  N° 88887.712700/2022-00  |  Pró-Reitoria de Extensão da UFMG  N° S/N  |  CAPES  N° 88881.127935/2025-01)
PNc0557 - Painel Efetivo
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Entre a vivência e a formação: análise do estigma em saúde mental em graduandos de Odontologia
Waleska Fernanda Souto Nóbrega, Luisa Espadinha Rossi de Barros, Maria Luiza Matos Carvalho França, Milene Aparecida da Conceição, Madson Henrique Soares Pinheiro, Danilo Vieira Barbosa, Gustavo Correia Basto da Silva
Odontologia Social e preventiva UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Os transtornos mentais representam importante problema de saúde pública, e o estigma associado pode comprometer o acesso e a continuidade do cuidado em saúde. Este estudo analisou a presença de atitudes estigmatizantes entre graduandos de Odontologia frente a pessoas com transtorno mental, comparando ingressantes e concluintes. Trata-se de estudo transversal, quantitativo e analítico, realizado com 92 estudantes do primeiro e décimo períodos do curso de Odontologia da Universidade Federal de Minas Gerais. Utilizou-se a Escala de Atitudes em Saúde Mental (EASM), considerando-se como variável dependente a média dos itens relacionados ao paradigma biomédico. As análises foram realizadas no SPSS, empregando teste t, ANOVA e regressão linear múltipla stepwise (p≤0,05). O modelo final foi significativo (F=5,087; p<0,001). Maior faixa etária (β=-0,231; p=0,017) e histórico de uso de medicação relacionada à saúde mental (β=-0,207; p=0,039) associaram-se à menor presença de atitudes estigmatizantes e menor influência do paradigma biomédico. Por outro lado, não ter recebido conhecimento sobre saúde mental durante a graduação associou-se ao aumento de atitudes estigmatizantes e da influência do paradigma biomédico (β=0,213; p=0,037). Ter familiar com transtorno mental também esteve associado ao aumento do escore biomédico (β=0,286; p=0,006).

Os achados sugerem menor presença de atitudes estigmatizantes entre participantes de maior faixa etária e com histórico de uso de medicações em saúde mental, enquanto maior ocorrência foi observada entre indivíduos sem formação e com familiares com transtornos mentais. Os resultados reforçam a importância da educação e do contato qualificado na promoção do cuidado psicossocial.

(Apoio: PROBIC/FAPEMIG)
PNc0563 - Painel Efetivo
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Fatores individuais e contextuais associados à cárie dentária e ao uso de selantes aos 12 anos - estudo baseado nos resultados do SBBrasil 2023
Wander Barbieri, Tatiane Fernandes Novaes, Danielle da Costa Palacio, Daniele Boina de Oliveira, Danielle Viana Ribeiro, Stela Verzinhasse Peres, Nidia Cristina Castro dos Santos, Renata Oliveira Guaré
UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo analisou fatores individuais e contextuais associados à cárie dentária e uso de selantes de fossas e fissuras em brasileiros de 12 anos de idade, utilizando dados do Levantamento Nacional de Saúde Bucal (SB Brasil), realizado em 2023. Trata-se de estudo epidemiológico transversal baseado em dados do SB Brasil 2023 (n = 6.698). Variáveis individuais e contextuais analisadas: sexo, cor/raça, capacidade de ler e escrever, região de moradia (Norde, Nordeste, Sul, Centro-Oeste ou Sudeste; capital ou interior), posse de bens duráveis, classe econômica e renda, tempo de utilização e tipo de serviço odontológico (público, privado ou plano de saúde/convênio), experiência de dor e autoavaliação da necessidade de tratamento e do serviço de saúde bucal. Variáveis de desfecho: CPO-D e a presença de selante. Um Mapa de Similaridade foi construído para visualização dos perfis de vulnerabilidade e proteção à doença. Observou-se forte polarização epidemiológica. CPO-D elevado associou-se significativamente a residentes do interior, regiões Norte e Nordeste, piores condições econômicas e usuários do serviço público (aOR = 2,43 para CPOD ≥ 6,6). A prevalência de selantes foi criticamente baixa (3,2%). Notavelmente, a presença de selantes em pré-molares associou-se a categorias superiores de CPO-D (aOR = 11,50 para CPOD 2,7- 4,4).

A experiência de cárie aos 12 anos reflete iniquidades sociais e de acesso no Brasil.O CPO-D funciona como a expressão da carga acumulada da doença, enquanto a baixa prevalência de selantes aponta a carência de medidas preventivas. A severidade da doença é modulada por fatores estruturais e de acesso, com a dor e a percepção de necessidade de tratamento indicando a busca tardia por cuidados.

(Apoio: CAPES)
PNc0564 - Painel Efetivo
Área: 9 - Odontogeriatria

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Menor número de dentes e maior risco de disfagia orofaríngea são associados com o fenótipo de fragilidade em idosos não institucionalizados
Juciane Fagundes Durães Benitez, Luciana Mara Barbosa Pereira, Carla Dayana Durães Abreu, Francineude Bento Moraes, João Marcos Sena Figueiredo, Stheycie de Oliva Mota Alkmim, Desirée Sant Ana Haikal, Alfredo Mauricio Batista de Paula
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A fragilidade em idosos aumenta o risco de desfechos adversos e sua identificação precoce é essencial ao manejo clínico. Este estudo transversal analítico investigou fatores associados à pré-fragilidade e fragilidade. Foram avaliados 708 idosos não institucionalizados (75,5±8,0 anos; razão homens/mulheres=1:1,95) atendidos em serviço público de atenção à saúde de idosos. Os diagnósticos de pré-fragilidade e fragilidade seguiram o fenótipo de Fried et al. (2001). Achados do estado de saúde bucal dos participantes, assim como fatores sociodemográficos, clínicos, antropométricos e bioquímicos, foram coletados.O risco de desnutrição, disfagia orofaríngea (DO) e estado cognitivo foram avaliados pelos instrumentos MNA, MWST e Mini-Mental. A regressão logística multinomial identificou como fatores associados à pré-fragilidade menor número de dentes (OR=0,97), menor risco de DO (OR= 0,55), menor IMC (OR=1,09), menor área muscular do braço (OR=0,97), diagnóstico de polifarmácia (OR=1,16), pobre estado nutricional (OR= 0,24) e estado cognitivo preservado (OR=0,36). A fragilidade associou-se a um menor número de dentes presentes (OR=0,95), baixo risco de DO (OR= 0,40), maior idade (OR=1,05), menor índice de massa corporal (OR=1,13), menor área muscular do braço (OR=0,95), polifármacia (OR=1,32), menor expressão sérica de vitamina D (OR= 0,97), pobre estado nutricional (OR= 0,10) e estado cognitivo preservado (OR=0,16).

Conclui-se que a fragilidade associa-se a patologias sistêmicas. Parâmetros de saúde bucal, como número de dentes presentes e risco de DO, associam-se à pré-fragilidade e à fragilidade em idosos não institucionalizados, reforçando a integração da saúde bucal ao rastreamento e cuidado geriátrico.

(Apoio: CNPq  N° 176077/2023-5, 441306/2023 e 300935/2025-0  |  CAPES  |  FAPEMIG  N° RED-031-21, APQ-04800-24 e APQ-08594-25)
PNc0576 - Painel Efetivo
Área: 10 - Implantodontia básica e biomateriais

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Disbiose Induzida por Partículas de Titânio e Perfil Metabólico Peri-Implantar
Ewerton Garcia de Oliveira Mima, Danyal Siddiqui, li Xie, Morgana Rodrigues Guimarães Stabili, Daniela Leal Zandim-Barcelos, Georgios Kotsakis
Materiais Odontológicos e Prótese UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo investigou a associação entre partículas de titânio (Ti), a composição microbiana e os perfis metabólicos na saúde e na doença peri-implantar. Amostras de placa peri-implantar e periodontal e fluido crevicular peri-implantar de 46 participantes com saúde peri-implantar ou peri-implantite (PI) foram analisadas por sequenciamento de rRNA 16S, espectrometria de massa com plasma indutivamente acoplado e metabolômica não direcionada. A integração multiômica (DIABLO) avaliou a diversidade microbiana e a metabolômica para identificar determinantes da disbiose. Implantes com PI apresentaram concentrações de Ti significativamente maiores do que implantes saudáveis (p=0,036), o que foi associado ao aumento da disbiose e a uma estrutura distinta da comunidade microbiana. O microbioma da peri-implantite foi caracterizado pelo enriquecimento de Porphyromonas endodontalis, enquanto a periodontite demonstrou o perfil clássico do complexo vermelho dominado por Porphyromonas gingivalis. Rothia dentocariosa e Haemophilus parainfluenzae foram associados à saúde periodontal e peri-implantar, respectivamente. A análise metabolômica identificou nove metabólitos enriquecidos em implantes saudáveis, predominantemente fosfatidilserina e fosfatidiletanolamina. PI foi associada ao aumento da fosfatidilcolina, consistente com o metabolismo lipídico alterado. DIABLO identificou táxons e metabólitos lipídicos associados à saúde com alto desempenho discriminatório (AUC = 0,89-0,92).

Esses achados destacam as interações microbioma-biomaterial como uma característica distintiva que remodela a homeostase peri-implantar e define uma assinatura disbiótica distinta da periodontite.

(Apoio: FAPs - Fapesp  N° 2023/00382-2  |  NIH/NIDCR  N° R01DE031746)



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