9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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PNc0549 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Tendências temporais das desigualdades sociais e cárie dentária em adultos no Brasil: uma análise de 20 anos dos projetos SB Brasil
Lucas Xavier Bezerra de Menezes, Mario Vianna Vettore, Sarah Verônica Andrade Silva, Debora Lana Alves Monteiro, Armando Cabral de Lira Neto, Laura Maria de Almeida Martins, Yuri Wanderley Cavalcanti
DCOS UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou a tendência temporal e o impacto da desigualdade de renda contextual na cárie dentária nos últimos 20 anos em adultos (35-44 anos) no Brasil. Dados dos inquéritos nacionais em saúde bucal de 2003 (N=13430), 2010 (N=9779) e 2023 (N=9019) (Projetos SB Brasil), incluindo índice CPOD, número de dentes cariados, perdidos e obturados, e o Índice de Gini municipal (IG-M) em 1990, 2000 e 2010 foram analisados. Análises de pseudo-painel com modelos de regressão de Poisson multiníveis foram usados para estimar razões de prevalência (RP) e IC de 95% entre IG-M normalizado, ano do estudo e a interação IG-M x ano do estudo (diferença na RP [DRP]), ajustados para idade, sexo, raça/cor da pele e renda familiar. As médias do índice CPOD, número de dentes cariados e perdidos em adultos reduziram, respectivamente, 44,9%; 27,5% e 70,7% ao longo dos últimos 20 anos no Brasil (P < 0,01). A média do número de dentes restaurados aumentou 4% (P > 0,05). No entanto, houve um aumento significativo da relação entre desigualdade de renda contextual e CPOD (DRP=1,2 vezes maior), número de dentes cariados (DRP=3.9 vezes maior), perdidos (DRP=1,9 vezes maior) e obturados (DRP=1.98 vezes maior). As médias do CPOD, dentes cariados e perdidos aumentaram 18%, 25% e 22% nos municípios com maior desigualdade de renda (IG-M acima da média normalizada) no período do estudo.

As estimativas de experiência de cárie, lesão cavitada, e dentes perdidos por cárie em adultos reduziram no Brasil nos últimos 20 anos. Porém, o impacto das desigualdades sociais sobre a cárie aumentou, com maior concentração da cárie em adultos residentes em cidades socialmente mais desiguais.

(Apoio: CNPq  N° 406840/2022-9  |  CAPES)
PNc0550 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

ANÁLISE ECONÔMICA COMPARATIVA DO PREÇO DE CHUPETAS COMERCIALIZADAS NO ESTADO DA BAHIA
Cleberson Marcon, Bruna Mayara da Veiga, Angela Scarparo, Manoelito Ferreira Silva-Junior
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE PONTA GROSSA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O estudo comparou o preço unitário de chupetas comercializadas no Estado da Bahia. Trata-se de análise econômica com dados secundários, baseado em chupetas categorizadas na Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM: 3926.90.40, 3923.90.00 e 4014.90.90). Informações de código de barras (EAN), tipo, tamanho e quantidade foram obtidas por consultas no Gemini. Os preços médios anuais (01/04/2025 a 01/04/2026) foram extraídos para Bahia no aplicativo Preço da Hora. Os valores foram padronizados por unidade e a análise foi realizada pelas medianas (Md), utilizando os testes Mann-Whitney ou Kruskal Wallis/Dunn (p<0,05). Foram identificados 1709 chupetas, sendo 128 comercializadas na Bahia e incluídas. A maioria foi do tipo ortodôntica (n=89; 69,5%). As chupetas convencionais apresentaram menor custo (Md=R$9,21) comparada às ortodônticas (Md=R$18,44) e simétricas (Md=R$26,52) (p<0,001). As chupetas de número 1 (0 a 6 meses) apresentaram menor custo (Md=R$4,26) em relação às de número 2 (6 a 18 meses) (Md=R$6,14), e ambas inferiores ao preço da número 3 (18 meses ou mais) (Md=R$40,32) (p=0,0091). Produtos não temáticos (Md=R$15,90) foram mais baratos que os temáticos (Md=R$18,44) (p=0,0417), e a compra unitária (Md=R$14,55) foi mais econômica do que o preço unitário em kits (Md=R$31,73) (p=0,0065).

Conclui-se que houve grande variação de preços das chupetas comercializadas na Bahia. Sendo os valores influenciados por tipo, tamanho e características comerciais.

PNc0551 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Modelos de atenção primária em saúde bucal e desfechos comportamentais em adultos jovens: um estudo de coorte de 5 anos
Jocelaine Vieira Vione, Letícia Donato Comim, Orlando Luiz do Amaral Júnior, Julio Eduardo do Amaral Zenkner, Luana Severo Alves
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Compreender se modelos organizacionais de serviços de saúde bucal influenciam desfechos comportamentais é essencial para orientar políticas públicas. O objetivo deste estudo foi avaliar a associação prospectiva entre a ausência e diferentes modelos de atenção primária à saúde bucal (unidades tradicionais e Estratégia Saúde da Família [ESF]) e a realização de consultas odontológicas preventivas, além do início do tabagismo e aumento do consumo de álcool em adultos jovens do sul do Brasil. Trata-se de uma coorte de base populacional iniciada em 2018 (T1), com 1.197 adolescentes de 15 a 19 anos, reavaliados após um período médio de 5 (±0,5) anos (T2). Foram coletadas informações sociodemográficas, uso de serviços, comportamentos de risco e endereço em ambos os momentos. Os desfechos foram consulta preventiva, início do tabagismo e aumento do consumo de álcool. A principal variável preditora foi a cobertura de serviços odontológicos públicos no bairro (ausente, tradicional ou ESF com equipe de saúde bucal). Modelos de regressão de Poisson multinível estimaram o risco relativo (RR) e os intervalos de confiança de 95% (IC95%). No T2, 570 indivíduos foram reavaliados (47,6%). Após ajuste, residentes em bairros com ESF apresentaram maior probabilidade de consulta preventiva (RR: 1,59; IC95%: 1,29-1,97) e menor risco de iniciar o tabagismo (RR: 0,45; IC95%: 0,21-0,97) e de aumentar o consumo de álcool (RR: 0,80; IC95%: 0,67-0,97), em comparação com áreas sem cobertura. A cobertura por atenção primária tradicional não apresentou associação significativa com os desfechos.

Conclui-se que o modelo da ESF, com equipes de saúde bucal integradas, favorece a promoção do cuidado preventivo e a redução de comportamentos de risco nesta população.

(Apoio: CNPq  N° 162320/2022-1  |  CAPES)
PNc0553 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Saúde mental e período acadêmico associados a acidentes perfurocortantes em estudantes de Odontologia: um estudo caso-controle
Caio César Bartnack, Juliana Schaia Rocha, Susiane Queiroz Bastos, Everdan Carneiro
Programa de Pós-Graduação em Odontologia PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliar a presença de sintomas depressivos para episódio depressivo maior e o período acadêmico dos estudantes de Odontologia como variáveis para ocorrência de acidentes perfurocortantes (APCs). Estudo caso-controle realizado com dados obtidos por meio dos registros de APCs e questionários respondidos por estudantes do curso de Odontologia. Os participantes foram divididos em dois grupos: estudantes que sofreram APCs (caso) e aqueles que não sofreram (controle). Foi aplicado o Patient Health Questionnaire-9 (PHQ-9) para rastrear estudantes com risco para depressão maior. O período acadêmico foi categorizado conforme a etapa formativa em: do 4º ao 6º período e do 7º ao 9º período. A análise estatística foi realizada por teste Qui-quadrado de Pearson e regressão logística binária adotando-se nível de significância de p<0,05. Entre 2021 e 2023 foram registrados 86 APCs entre os pesquisados, onde 32,3% dos participantes 6 do grupo caso apresentavam risco para depressão maior (p = 0,591). A maioria dos acidentes (67,7%) ocorreu entre alunos do 4º ao 6º período, mas sem diferença significativa em relação ao grupo do 7º ao 9º período (p = 0,221). Na presente amostra, os sintomas depressivos e o período acadêmico não influenciaram na ocorrência dos APCs nos estudantes de Odontologia.

O risco para episódio depressivo maior e o período acadêmico não influenciaram a ocorrência de APCs em estudantes de Odontologia da PUCPR.

PNc0554 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Capacidade preditiva de variáveis de saúde bucal para estimativa do sexo utilizando dados do SBBrasil 2023
Laura Maria de Almeida Martins, Lucas Xavier Bezerra de Menezes, Isla Camilla Carvalho Laureano, Yuri Wanderley Cavalcanti, Pablo de Lima Marques Estrela, Armando Cabral de Lira Neto, Adhalida Zaira de Oliveira Gonçalves, Bianca Marques Santiago
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliar a associação e a capacidade preditiva das variáveis de saúde bucal para estimativa do sexo em diferentes faixas etárias, com dados do SBBrasil 2023. Considerou-se o desenho amostral complexo do estudo, usando R e Python, com sexo como desfecho binário. As variáveis independentes abrangeram variáveis do CPO-D, nas faixas etárias de 12 anos, 15-19 anos, 35-44 anos e 65-74 anos, analisadas em conjunto e estratificadamente; e variáveis de prótese para indivíduos de 35-44 e 65-74 anos. Usou-se regressão logística para amostras complexas e algoritmos de aprendizado de máquina (Regressão Logística, Multi-Layer Perceptron, Random Forest e Gradient Boosting). O desempenho foi avaliado por métricas ponderadas: área sob a curva (AUC), acurácia, sensibilidade, especificidade e F1-score. Na regressão logística do conjunto, restaurações sem cárie associaram-se ao sexo feminino (OR=1,048; IC95%:1,019-1,077). Aos 12 anos, dentes hígidos associaram-se à menor chance de classificação como sexo feminino (OR=0,945; IC95%:0,903-0,988). Entre 65 e 74 anos, dentes cariados (OR=0,844; IC95%:0,799-0,893) e dentes hígidos (OR=0,961; IC95%:0,936-0,987) associaram-se à menor chance de classificação como sexo feminino. As variáveis de prótese não apresentaram associação significativa. Os modelos preditivos baseados no CPO-D apresentaram desempenho limitado (AUC entre 0,488 e 0,616), sendo o Random Forest o algoritmo de aprendizado de máquina com melhor desempenho (AUC = 0,616). Nas análises estratificadas, o melhor desempenho em cada faixa etária foi: AUC de 0,550 aos 12 anos, 0,560 de 15 a 19 anos, 0,514 de 35 a 44 anos e 0,598 de 65 a 74 anos.

Portanto, as variáveis de saúde bucal tiveram baixa capacidade discriminatória na predição do sexo.

PNc0555 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Letramento em saúde bucal e qualidade de vida: diferenças entre adolescentes e adultos em um estudo multicêntrico
Franciele Lorena Covatti Terra Simoes, Elisaura Cristina Macêdo Dos Santos, Alexandre Meireles Borba, Ivan Onone Gialain, Luciana Prado Maia, Thais Maria Freire Fernandes, Sofia Bauer Rieger, Laís Salomão Arias
Odontologia UNIVERSIDADE PARA O DESENVOLVIMENTO DO ESTADO E DA REGIÃO DO PANTANAL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O presente estudo analisou a associação entre letramento em saúde bucal e qualidade de vida, explorando diferenças entre adolescentes e adultos atendidos em clínicas odontológicas de ensino. Foram avaliados 867 indivíduos (192 adolescentes e 675 adultos). O letramento em saúde bucal e a qualidade de vida foram mensurados, respectivamente, pelos instrumentos HeLD-14 e OHIP-14. Foram realizadas análises descritivas, bivariadas e regressão multinível com intercepto aleatório para centro, ajustados por idade, sexo, cor autodeclarada, escolaridade e renda. Adultos apresentaram maiores escores de letramento em saúde bucal (52 vs. 49), funcional (28 vs. 24) e digital (31 vs. 29) (p<0,001). Também apresentaram maior impacto negativo na qualidade de vida (OHIP-14: 6 vs. 4; p<0,001), concomitante a piores condições clínicas, como experiência de cárie (CPO-D: 7 vs. 0; p<0,001), maior número de dentes ausentes e maior frequência de sangramento gengival e bolsas periodontais. Diferenças entre adolescentes e adultos foram observadas para sexo, escolaridade, renda e cor (p<0,05), com maiores níveis de escolaridade e renda entre adultos, enquanto o acesso à internet foi semelhante.

Os achados evidenciam desigualdades entre grupos etários e reforçam a importância do letramento em saúde bucal na redução de iniquidades.

PNc0559 - Painel Aspirante
Área: 9 - Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais / Odontologia Hospitalar

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Condição de saúde bucal à beira-leito e síndrome respiratória aguda grave em adultos hospitalizados: estudo transversal
Luciana de Melo Souza, Laise Nunes Rodrigues, Müller Rodrigues Santos, Robinson Sabino-silva, Daniela Bassi Dibai, Meire Coelho Ferreira, Cyrene Piazera Silva Costa
CENTRO UNIVERSITÁRIO DO MARANHÃO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A condição de saúde bucal de pacientes hospitalizados pode refletir vulnerabilidade clínica e maior complexidade assistencial, especialmente em quadros respiratórios agudos. Este estudo investigou a associação entre a condição de saúde bucal avaliada à beira-leito e a presença de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) em adultos hospitalizados. Trata-se de estudo transversal realizado com 941 adultos internados em enfermarias e unidades de terapia intensiva de dois hospitais terciários de referência em São Luís, Maranhão, Brasil. O exame bucal à beira-leito foi realizado por cirurgiã-dentista calibrada (Kappa=0,89). O desfecho foi a presença de SRAG, definida segundo critérios de vigilância sindrômica do Ministério da Saúde. A principal exposição foi o estado de saúde bucal avaliado pelo Bedside Oral Exam (BOE), categorizado em bom, comprometimento moderado e ruim. Também foram avaliados índice de higiene oral simplificado, saburra lingual, uso de prótese e lesões bucais. As associações foram estimadas por regressão de Poisson com variância robusta. Dos 941 participantes, 685 (72,8%) apresentaram SRAG. Houve diferenças significativas segundo presença de SRAG para índice de higiene oral simplificado (p=0,022), saburra lingual (p<0,001), uso de prótese (p=0,007) e BOE (p<0,001). No modelo ajustado, comparados aos indivíduos com boa saúde bucal, aqueles com comprometimento moderado apresentaram maior prevalência de SRAG (RP=1,736; IC95%: 1,524-1,976), e aqueles com condição bucal ruim apresentaram associação ainda mais forte (RP=2,097; IC95%: 1,853-2,372).

Pior condição de saúde bucal à beira-leito esteve associada à maior prevalência de SRAG, reforçando a relevância da avaliação bucal estruturada no ambiente hospitalar.

(Apoio: FAPs - FAPEMA/PPSUS  N° 02103/20)
PNc0560 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Desigualdades na cárie não tratada ao longo da vida no brasil: uma análise multinível
Armando Cabral de Lira Neto, Lucas Xavier Bezerra de Menezes, Laura Maria de Almeida Martins, Sarah Verônica Andrade Silva, Yuri Wanderley Cavalcanti, Maria Letícia Barbosa Raymundo, Lilian Nadja Silva Brito, Rafael Aiello Bomfim
Dep. de Clínica e Odontologia Social UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Objetivou-se analisar os fatores individuais e contextuais associados à cárie não tratada em diferentes faixas etárias da população brasileira. Foi realizado estudo transversal com dados da Pesquisa Nacional de Saúde Bucal 2023 (SB Brasil 2023), incluindo indivíduos de 5, 12, 15-19, 35-44 e 65-74 anos. O desfecho foi a presença de pelo menos um dente com cárie não tratada. Foram estimadas prevalências ponderadas e modelos de regressão logística multinível. Os modelos consideraram o efeito das variáveis sexo, raça/cor, escolaridade, acesso a plano odontológico, tipo de município (capital ou interior), cobertura de saúde bucal na atenção primária e disponibilidade de CEO no município. As estimativas foram expressas em razão de chances (OR), sendo considerado o intervalo de confiança de 95%. A prevalência de cárie não tratada nas faixas etárias estudadas foi a seguinte: 40,5% (5 anos), 36,8% (12 anos), 43,6% (15 a 19 anos), 52,7% (35 a 44 anos) e 29,0% (65 a 74 anos). Em comparação aos brancos, pretos e pardos apresentaram maiores chances de cárie em todas as idades, com OR variando de 1,16 a 1,66. O acesso a plano odontológico foi associado a menores chances de cárie não tratada em todas as faixas etárias, exceto entre idosos (OR variando de 0,44 a 0,66). Maior escolaridade foi associada a menor chance de cárie não tratada (OR<1,00), exceto aos 12 anos. A presença de CEO foi associada a menor chance de cárie aos 12 anos (OR=0,69). A cobertura de saúde bucal na atenção primária acima de 80% foi associada a maior chance de cárie em adolescentes (OR=1,48) e adultos (OR=1,33).

A cárie não tratada ainda é uma condição prevalente no Brasil, sendo marcada por desigualdades de raça/cor, escolaridade e de acesso a serviços odontológicos.

(Apoio: CNPq  N° 406840/2022-9)
PNc0561 - Painel Aspirante
Área: 9 - Odontogeriatria

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

FREQUÊNCIA E FATORES ASSOCIADOS À CONSULTA ODONTOLÓGICA EM PESSOAS IDOSAS ACAMADAS E DOMICILIADAS
Ana Patrícia de Freitas Lopes, Maria Monica de Jesus Carvalho, Lidiane Oliveira Leão, Kenio Costa de Lima
Departamento de Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Trata-se de um estudo transversal que avaliou a frequência e os fatores associados à consulta com Cirurgião-Dentista em pessoas idosas acamadas e domiciliadas. O estudo foi realizado em Natal/RN, com 263 pessoas idosas (≥60 anos) cadastradas em unidades de atenção primária à saúde. A coleta de dados incluiu entrevistas estruturadas e exame clínico. A variável dependente foi a frequência de consulta odontológica, categorizada conforme o tempo desde a última consulta. As associações foram analisadas por meio do teste do qui-quadrado e de regressão logística, com intervalos de confiança de 95%. Observou-se que 81,7% dos participantes não realizaram consulta odontológica há mais de três anos. Na análise bivariada, esse desfecho foi mais frequente entre pessoas idosas longevas (80 anos ou mais; p=0,007), de raça/cor preta ou parda (p=0,003), não casadas (p=0,001), com menor escolaridade (p<0,001), que recebiam visitas do Agente Comunitário de Saúde (p=0,046), que não realizavam consulta médica há mais de um ano (p=0,030), que avaliaram sua saúde geral como muito ruim, ruim ou regular (p=0,018), com incontinência urinária (p=0,019), que não realizavam higiene bucal ou a faziam apenas com água (p=0,002) e com menor frequência de higiene bucal (p=0,002). Na análise multivariada, a consulta odontológica mais recente esteve associada à raça/cor branca (OR=2,77; IC95%: 1,22-6,31), ausência de edentulismo (OR=3,73; IC95%: 1,85-7,52) e maior escolaridade (OR=4,21; IC95%: 1,98-8,94).

A baixa frequência de consulta odontológica em pessoas idosas acamadas e domiciliadas esteve associada a desigualdades sociodemográficas e condições clínicas, com destaque para menor escolaridade, edentulismo e raça/cor preta ou parda.

(Apoio: CNPq  N° 405916/2021)
PNc0562 - Painel Aspirante
Área: 9 - Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais / Odontologia Hospitalar

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Alterações bucais e fatores clínicos em crianças internadas em UTI pediátrica
Susana Balbino Vilela Cajango Smiljanic, Ingrid Garcia Santos, Luiz Evaristo Ricci Volpato, Paulo Sérgio da Silva Santos, Cristhiane Almeida Leite da Silva
Stricto-sensu UNIVERSIDADE DE CUIABÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Alterações bucais em pacientes pediátricos críticos podem influenciar desfechos clínicos durante a internação hospitalar. Este estudo tem como objetivo analisar a associação entre condição de saúde bucal e variáveis clínicas relacionadas ao tempo de internação em pacientes internados em unidade de terapia intensiva pediátrica. Trata-se de estudo observacional, coorte prospectiva longitudinal, com abordagem quantitativa, realizado na unidade de terapia intensiva pediátrica do Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá. Serão incluídas crianças de 1 mês a 12 anos internadas por período superior a 48 horas. O estudo encontra-se em fase inicial, com coleta clínica em andamento. A condição de saúde bucal está sendo avaliada por meio do Bedside Oral Exam, associada à obtenção de dados clínicos e demográficos de prontuários, incluindo o Pediatric Index of Mortality 3. Serão analisadas variáveis relacionadas ao tempo de internação, ventilação mecânica e antibioticoterapia. Os dados serão submetidos à análise estatística descritiva e inferencial.

Pretende-se identificar possíveis associações entre condição de saúde bucal e fatores clínicos relacionados à permanência hospitalar, contribuindo para o reconhecimento precoce de alterações orais e para o aprimoramento do cuidado multiprofissional em pacientes pediátricos críticos.

(Apoio: CAPES)



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