9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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 186 Resumo encontrados. Mostrando de 121 a 130


PNc0524 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Associação entre barreiras territoriais e uso preventivo de serviços odontológicos no envelhecimento
Thiago Gargaro Zamarchi, Gabriela Scortegagna de Souza, Maria Clara de Oliveira Patricio, Échiley da Silva Rios, Jordana Pavanelo Pivetta, Orlando Luiz do Amaral Júnior, Jessye Melgarejo do Amaral Giordani, Maria Laura Braccini Fagundes
Estomatologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O território e a mobilidade urbana configuram condicionantes do acesso aos serviços de saúde bucal, especialmente entre idosos, para quem barreiras ambientais podem determinar padrões de utilização predominantemente curativos. Este estudo avaliou a associação entre percepção de barreiras territoriais e uso preventivo de serviços odontológicos em brasileiros com 50 anos ou mais. Estudo transversal com dados da segunda onda do Estudo Longitudinal de Saúde do Idoso (ELSI-Brasil 2019). O desfecho foi o motivo da última consulta odontológica (prevenção vs. tratamento). As barreiras territoriais foram analisadas através da percepção de lixo ou entulho no bairro e pela preocupação em atravessar ruas. Utilizou-se regressão de Poisson com variância robusta, considerando o desenho amostral complexo (svy), estimando razões de prevalência (RP; IC95%) ajustadas por sexo, idade, cor da pele, renda domiciliar, sintomas depressivos e número de dentes. Foram analisados 6.390 indivíduos. Preocupação em atravessar ruas (RP=0,83; IC95%: 0,70-0,97) e percepção de lixo no bairro (RP=0,83; IC95%: 0,70-0,98) associaram-se a 17% menor prevalência de uso preventivo dos serviços odontológicos.

Os achados evidenciam a influência do território e da mobilidade no acesso à saúde, reforçando a necessidade de integrar o planejamento urbano às políticas de saúde bucal.

PNc0525 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Fibrina rica em plaquetas no manejo de DTM e fibromialgia em mulheres
Gabriely Belardi, Maria Lúcia Bressiani Gil, Maria Imaculada de Lima Montebello, Maria da Luz Rosario de Sousa
FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A associação entre disfunção temporomandibular (DTM) e fibromialgia vem sendo relatada como quadro clínico crônico cada vez mais frequente. A acupuntura é reconhecida como terapia efetiva para o manejo dessas alterações, entretanto, estudos sugerem que sua aplicação pode estar associada a um gasto de energia do organismo. A fibrina rica em plaquetas injetável (I‑PRF), aplicada em pontos de acupuntura, surge como prática integrativa que pode atuar como energia de suporte, potencializando os efeitos da acupuntura. O objetivo deste estudo foi avaliar o impacto da aplicação de I‑PRF em pontos de acupuntura em mulheres com DTM e fibromialgia. Trata-se de série de 10 casos com pacientes do sexo feminino, entre 18 e 60 anos, com diagnóstico concomitante de fibromialgia e DTM, acompanhadas durante 14 sessões semanais. Em 5 sessões foi realizada aplicação de 1 mL de I‑PRF em acupontos Shu dorsais, intercaladas com 9 sessões de acupuntura nos mesmos pontos, associada à moxabustão. As variáveis analisadas foram padrão energético (Ryodoraku), abertura bucal (mm) e a Escala Visual Analógica (VAS) para dor geral, registradas no início e ao término de cada sessão. Foi realizada análise de variância (ANOVA) para medidas repetidas, seguida do teste pós-hoc de Bonferroni, utilizando o SPSS versão 21. Não houve queda de energia ao longo das sessões (p > 0,05), tanto com I‑PRF quanto nas de acupuntura, sugerindo manutenção do padrão energético. Observou-se melhora da abertura bucal (de 36,44 mm; para 43,55 mm; p = 0,01) e redução da dor (VAS de 7,5; para 1,2; p = 0,00).

Esses achados sugerem que a associação da acupuntura com I‑PRF contribui para manutenção do padrão energético, com redução da dor geral e melhora da abertura bucal em pacientes com DTM e fibromialgia.

(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2025/14607-1)
PNc0527 - Painel Aspirante
Área: 9 - Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais / Odontologia Hospitalar

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Desenvolvimento e validação de guia clínico para o manejo odontológico de pacientes com hepatites virais
Larissa Ribeiro Spinelli, Maria Vitória Freitas Carvalhosa Taveira, Bruno Augusto Benevenuto de Andrade, Jefferson da Rocha Tenorio, José Alcides Almeida de Arruda
Patologia e Diagnóstico Oral UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

As hepatites virais permanecem como relevante problema de saúde pública, com implicações epidemiológicas e clínicas. Apresentam cursos distintos, com risco de cronificação e evolução para desfechos graves, como cirrose e carcinoma hepatocelular. Persistem dúvidas entre cirurgiões-dentistas, sobretudo quanto à biossegurança, vias de transmissão e condutas clínicas. Desenvolveu-se guia clínico voltado ao manejo odontológico de indivíduos com hepatites virais. Realizou-se revisão narrativa da literatura, com busca de estudos clínicos e diretrizes nacionais e internacionais publicados nos últimos dez anos, abordando hepatites A, B e C. As evidências foram sintetizadas e organizadas em: classificação e curso clínico, transmissão, biossegurança e acidentes ocupacionais, manifestações orofaciais, manejo em fases aguda e crônica, interpretação de exames laboratoriais, terapêutica e interações medicamentosas. O material foi avaliado por três docentes especialistas quanto à clareza, relevância e aplicabilidade.

Como produto, elaborou-se e-book estruturado, com abordagem sistematizada e foco na prática clínica. O guia constitui ferramenta baseada em evidências, com potencial para qualificar a assistência odontológica e favorecer a tomada de decisão clínica.

PNc0528 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

IMPACTO DA SAÚDE BUCAL NA QUALIDADE DE VIDA DE PROFESSORES DA EDUCAÇÃO BÁSICA DA REDE PÚBLICA DE MONTES CLAROS: PROJETO PROFSMOC2
Kristian Junielly Pereira Fonseca, Lucileia Soares de Jesus, Amanda Mota Lacerda, Rose Elizabeth Cabral Barbosa, Natália Karla de Oliveira, Ana Carolina Ferreira Camargos, Maria Clara Fernandes Moreira Salatiel, Desirée Sant Ana Haikal
Odontologia UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Objetivou-se analisar a prevalência do impacto das condições de saúde bucal na qualidade de vida (QV) de professores da rede pública de Montes Claros (MG) e fatores associados. Trata-se de dados parciais do projeto ProfSMoc2, estudo epidemiológico sobre as condições de saúde e trabalho de professores da educação básica pública (n=776). A variável dependente foi obtida pelo Oral Health Impact Profile (OHIP-14). Foram considerados com presença de impacto os que responderam "repetidamente" ou "sempre" a pelo menos uma das questões do instrumento. As frequências de impacto foram analisadas segundo os domínios do OHIP-14. As variáveis explicativas foram agrupadas em sociodemográficas, relativas ao trabalho, saúde geral e bucal. Foi conduzida regressão de Poisson com variância robusta e as associações foram expressas por razões de prevalência (RP). Até o momento, foram avaliados 172 professores, a maioria do sexo feminino (77,3%), com idade entre 40 e 59 anos (64%). A prevalência de impacto da saúde bucal na QV foi de 22,7% (n = 39), com média de 0,74 impactos (±1,98). Entre os domínios do OHIP-14, destacaram-se desconforto psicológico (18%) e dor física (11,6%). Observou-se maior prevalência de impacto entre professores contratados/designados (RP = 2,03), com pior autoavaliação de saúde (RP = 4,19) e necessidade de tratamento odontológico autorreferida (RP = 16,41).

Os achados sugerem que o impacto da saúde bucal na QV dos professores transcende a dimensão clínica, refletindo a interação entre o contexto ocupacional e a percepção subjetiva de saúde geral e bucal. Ressalta-se, assim, a necessidade de maior atenção à saúde bucal de professores, com estratégias de promoção da saúde integradas aos contextos psicossociais e de trabalho docente.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais - FAPEMIG  N° APQ-03499-25)
PNc0529 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

ALÉM DO CLÍNICO: AUTOAVALIAÇÃO DA SAÚDE BUCAL E FATORES ASSOCIADOS EM PROFESSORES DA REDE PÚBLICA DE MONTES CLAROS, PROFSMOC2
Lucileia Soares de Jesus, Kristian Junielly Pereira Fonseca, Amanda Mota Lacerda, Rose Elizabeth Cabral Barbosa, Milene Moreira Dos Santos, Daiane Ferreira Mendes, Maria Clara Silva Dos Santos, Desirée Sant Ana Haikal
ODONTOLOGIA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Pouco se sabe sobre as condições de saúde bucal de professores da educação básica. Objetivou-se investigar fatores associados à autoavaliação da saúde bucal, caracterizando o perfil de professores da educação básica pública com autopercepção negativa. Trata-se de dados preliminares do projeto ProfSMoc2, inquérito epidemiológico sobre as condições de saúde e trabalho dos professores da rede estadual de Montes Claros - MG (n=776). A autoavaliação da saúde bucal foi obtida pela questão "Como você classificaria sua saúde bucal?", categorizada em positiva (excelente/boa) e negativa (regular/ruim/muito ruim). As variáveis independentes foram agrupadas em sociodemográficas, trabalho, saúde geral e bucal. Foi conduzida Regressão logística binária. Até o momento, participaram 172 docentes, a maioria do sexo feminino (77,3%), com média de idade de 46,0 anos. A prevalência de autoavaliação negativa da saúde bucal foi de 51,7%. No modelo ajustado, professores mais jovens apresentaram menor chance de autoavaliação negativa da saúde bucal (OR = 0,28; IC95%: 0,11-0,70). A autoavaliação negativa da saúde geral (OR = 6,36; IC95%: 2,77-14,57), ocorrência de dor de dente (OR = 3,27; IC95%: 1,25-8,58) e a necessidade de tratamento odontológico autorreferida (OR = 9,86; IC95%: 3,87-25,07) associaram-se ao desfecho.

Os achados indicaram que a autoavaliação da saúde bucal foi influenciada principalmente por sintomas e pela percepção da saúde geral. Não foi observada nenhuma associação da autopercepção com variáveis sociodemográficas e relativas às condições de trabalho, exceto idade. Reforçando a necessidade de políticas de promoção da saúde com abordagem integrada, com ênfase no bem-estar geral e nas condições clínicas da categoria.

(Apoio: Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig)  N° APQ-03499-25  |  CAPES  N° 001)
PNc0530 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

QUALIDADE DA FLUORETAÇÃO DA ÁGUA DE ABASTECIMENTO PÚBLICO NA CIDADE DE FORTALEZA/CE: UMA ANÁLISE DE 60 MESES
Julia Luiza Azevedo Barbosa, Isadora Maria Paiva Simplício, Maria Yasmin Cavalcante Galeno, Ana Katia Barbosa Dos Santos, Cinthia Nara Gadelha Teixeira, Paola Gondim Calvasina, Paulo Frazão, Ana Karine Macedo Teixeira
UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo foi analisar a qualidade da fluoretação da água de abastecimento público de Fortaleza/CE. Realizou-se um estudo em painel, baseado em dados oficiais de amostras de concentração de fluoreto coletados pelo programa de vigilância municipal e registrados no Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (SISAGUA), relativos ao período de 2020 a 2024. Os valores de concentração de fluoreto foram classificados em: zero (= 0 mg/L ), baixa (0,001-0,544 mg/L), ótimo (0,555-0,844 mg/L) e alto (≥ 0,855 mg/L) conforme parâmetros do CECOL/USP. O indicador de qualidade foi a porcentagem de amostras no intervalo ótimo segundo as categorias muito ruim (<20,0%); ruim (20-39,9%); regular (40-59,9%); boa (60-79,9%) e muito boa (80% e mais). A análise abrangeu 2.873 registros distribuídos em 60 meses. Em 2020, 66% das amostras apresentaram concentração ótima, reduzindo progressivamente até 44,7% em 2023 e com aumento para 54,4% em 2024. Amostras com concentração alta aumentaram de 25% (2020) para 52% (2022), recuando para 40% em 2024.

A qualidade da fluoretação na cidade de Fortaleza variou entre boa, em 2020 e 2021, e regular nos anos seguintes, reforçando a necessidade de vigilância contínua para garantir os benefícios da fluoretação sem riscos de fluorose para a população assistida.

(Apoio: FAPs - FUNCAP  N° 31052.002987/2025-81)
PNc0531 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

AVALIAÇÃO DO CONHECIMENTO DOS DOCENTES DE UMA REGIÃO DO SUDESTE BRASILEIRO ACERCA DE TRAUMATISMOS DENTÁRIOS
Paulo Felipe Dias, Jéssica Giovani da Silva, Maria Helena Monteiro de Barros Miotto, Lorena Lirio Sossai, Liliana Aparecida Pimenta de Barros
CLÍNICA ODONTOLÓGICA UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo observacional, quantitativo e transversal foi avaliar o conhecimento de 117 professores dos anos iniciais do ensino fundamental da rede pública do município de Brejetuba/ES, sobre as condutas imediatas diante de eventos traumáticos. A análise descritiva foi realizada por meio de tabelas de frequência com número e porcentagem para variáveis sociodemográficas, variáveis funcionais e conhecimento sobre traumatismo dentário. O pacote estatístico IBM SPSS 20 foi utilizado para análise. Os professores demonstraram um grau baixo de informação e habilidade para realizar os primeiros socorros, o que predispõe a um cenário preocupante que favorece as sequelas e prognósticos desfavoráveis, resultando em prejuízos na qualidade de vida e perdas dentárias precoces. Não encontramos diferença estatisticamente significativa quanto ao local e tempo de trabalho (rural ou urbano), escolaridade, idade e sexo, pois o conhecimento está ausente em todos os cenários. O cenário preocupante e o despreparo dos professores para lidar com situações odontológicas traumáticas justifica a necessidade urgente de ações de educação em saúde e capacitação docente, bem como a inclusão dessa temática no currículo dos futuros profissionais. Este estudo motivou a criação da lei 936/2022 que está em vigor no município de Brejetuba, onde todos os professores devem obrigatoriamente passar por uma capacitação sobre procedimentos imediatos em caso de traumatismo dentário.

Este estudo motivou a criação da lei 936/2022 que está em vigor no município de Brejetuba, onde todos os professores devem obrigatoriamente passar por uma capacitação sobre procedimentos imediatos em caso de traumatismo dentário.

PNc0533 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Condição periodontal e auto percepção da saúde bucal dos adultos e idosos brasileiros: uma análise do SB Brasil 2023
Loane Ferreira da Silva, Maria Sidiane Idelfonso Cardoso, Ana Daniela Silva da Silveira, Miki Taketomi Saito
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A autopercepção da saúde bucal (ASB) é um importante indicador que reflete a experiência subjetiva do indivíduo sobre sua condição bucal. Este estudo objetivou investigar a associação entre a autopercepção da saúde bucal (ASB) em adultos (35-44 anos) e idosos (65-74 anos) brasileiros com a condição periodontal clinicamente observada, a partir dos dados da Pesquisa Nacional de Saúde Bucal (SB Brasil) 2023, a qual delineamento por conglomerados, com amostra representativa de 50.800 indivíduos. Para tal, aplicou-se a regressão de Poisson com variância robusta e α <0,05 para analisar a variável dependente (ASB, dicotomizada em positiva e negativa), em relação às variáveis sociodemográficas e indicadores clínicos do Índice Periodontal Comunitário (CPI) - presença de cálculo dental, sangramento e bolsas periodontais, além de outras condições odontológicas - necessidade de prótese, presença de envolvimento pulpar, ulceração, fístula e/ou abscesso (PUFA) e dor orofacial. Os dados significativos na análise bivariada foram incluídos no modelo multivariado. No modelo ajustado, observou-se que fatores clínicos, como a presença de bolsas periodontais ≥6 mm (RP 1,56; IC95% 1,25-1,96), PUFA > 1 (RP=1,54); IC95% 1,37-1,73, dor orofacial (RP=1,43; IC95% 1,27-1,761) e necessidade de prótese (RP=1,21; IC95% 1,03-1,43) estão mais fortemente associados à ASB negativa do que as variáveis sociodemográficas.

Conclui-se que adultos e idosos brasileiros com bolsas periodontais profundas significativamente demonstram uma percepção negativa de sua saúde bucal, independentemente de fatores socioeconômicos ou outros fatores clínicos analisados.

PNc0534 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

DESENVOLVIMENTO DE UMA PLATAFORMA DIGITAL PARA APOIO À ADESÃO AO TRATAMENTO MEDICAMENTOSO EM ODONTOLOGIA
Maria Luísa de Assis Braga, Ana Flávia Granville-garcia, Érick Tássio Barbosa Neves
UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo teve como objetivo desenvolver uma plataforma digital voltada à adesão ao tratamento medicamentoso em Odontologia. Trata-se de estudo metodológico de desenvolvimento tecnológico. O desenvolvimento da plataforma foi orientado pelas necessidades da prática clínica, com base em evidências científicas. Inicialmente, foram definidos os requisitos a partir da literatura, contemplando prescrição, orientação ao paciente e acompanhamento do uso de medicamentos. Em seguida, foi realizada a prototipagem das interfaces com foco no letramento em saúde. Em seguida, procedeu-se ao desenvolvimento das funcionalidades, seguido de testes para verificação do funcionamento. Como resultado, foi desenvolvida uma plataforma composta por sistema web e aplicativo móvel integrados. O sistema web permite ao cirurgião-dentista o cadastro e gerenciamento de pacientes, elaboração de prescrições, registro de sinais, sintomas e hipóteses diagnósticas, além do acompanhamento dos tratamentos por meio de painel com indicadores, histórico de prescrições e alertas clínicos. O aplicativo móvel possibilita ao paciente acompanhar o tratamento medicamentoso por meio da visualização das medicações, horários de administração, orientações de uso e registro das doses realizadas. A plataforma inclui lembretes e conteúdos educativos em formato de vídeos, desenvolvidos em linguagem acessível, abordando o uso correto dos medicamentos, riscos da automedicação e interpretação de prescrições.

Conclui-se que a plataforma apresenta potencial para melhorar a adesão ao tratamento medicamentoso, reduzir falhas terapêuticas e fortalecer o letramento em saúde, configurando-se como estratégia inovadora de apoio à prática clínica odontológica.

PNc0535 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Influência do raspador de língua de cobre e da escova de dentes na halitose matinal em estudantes de odontologia: um breve estudo clínico
Ariane Rodrigues Barion, Clovis Lamartine de Moraes Melo Neto, Marcelo Coelho Goiato, Daniela Micheline Dos Santos, Stefan Fiuza De Carvalho Dekon, Wirley Gonçalves Assunção
Prótese Dentária UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi avaliar a influência de dois métodos de limpeza da língua (raspador de língua de cobre e escova de dentes) na halitose matinal de estudantes de odontologia. Treze estudantes de odontologia participaram do estudo. Após o treinamento, os participantes levaram o halímetro para casa e o utilizaram por 6 dias. Nos três primeiros dias, a halitose foi medida imediatamente após o participante acordar pela manhã. Na noite anterior a cada um desses três primeiros dias, antes de dormir, o participante limpou a boca com fio dental e uma escova de dentes de cerdas macias. A mesma escova de dentes de cerdas macias foi utilizada para escovar a língua. Apenas uma medição de halitose foi realizada por dia e o valor foi registrado diariamente (grupo escova de dentes). No quarto, quinto e sexto dia, o mesmo processo foi realizado, mas na noite anterior à medição da halitose, um raspador de língua de cobre foi utilizado para limpar a língua dos participantes. Apenas uma medição de halitose foi realizada por dia e o valor foi registrado diariamente (grupo raspador de língua). Em seguida, para cada participante, foram selecionados o maior valor de halitose dos três primeiros dias (grupo da escova de dentes), bem como o maior valor de halitose dos três últimos dias (grupo do raspador de língua). O teste de Wilcoxon foi utilizado para comparar os dois grupos (p < 0,05). O valor de halitose (mediana) no grupo da escova de dentes foi significativamente maior do que no grupo do raspador de língua. Apenas o grupo do raspador de língua apresentou um valor de halitose clinicamente aceitável (odor imperceptível).

Desta forma foi concluído que o raspador de língua de cobre é mais recomendado para a limpeza da língua em comparação à escova dental.




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