9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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 186 Resumo encontrados. Mostrando de 111 a 120


PNc0514 - Painel Aspirante
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

A técnica de tunelização para recobrimento radicular: série de casos
Leonardo Trzaskos Laudelino, Gibson Luiz Pilatti, Elcio Marcantonio Junior
Odontologia UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A recessão gengival constitui uma condição de elevada prevalência na prática odontológica, afetando aproximadamente 50% da população independentemente dos hábitos de higiene oral. Esta condição associa-se a sinais e sintomas como estética desfavorável, hipersensibilidade dentinária e lesões cervicais não cariosas, sendo o primeiro de crescente relevância. Neste contexto, a técnica de tunelização associada ao enxerto de tecido conjuntivo subepitelial tem evidenciado resultados clínicos satisfatórios, sendo empregada nas áreas de periodontia e implantodontia não apenas para recobrimento radicular, mas também para aumento da espessura gengival e correções estéticas peri-implantares. O presente trabalho visa apresentar uma série de casos sobre o tratamento de recessões gengivais utilizando-se da técnica de tunelização e suas variações mais atuais. Três pacientes os quais apresentaram queixas relacionadas à recessão gengival passaram inicialmente por análise clínica e tratamento periodontal básico, posteriormente sendo submetidos a diferentes procedimentos de cirurgia plástica periodontal: (1) Tunelização intrasulcular peri-implantar; (2) Tunelização com avanço coronal de retalho; (3) Tunelização pela técnica VISTA modificada. Foram observados resultados estáveis após acompanhamentos de 3, 6 e 12 meses pós-operatório, com melhora do fenótipo gengival, ganho de tecido queratinizado e recobrimento radicular satisfatório em todos os casos, obtendo recobrimento radicular médio de 69%.

Conclui-se que a técnica de tunelização e suas variações, associadas ao enxerto de tecido conjuntivo, são altamente versáteis e eficazes para o tratamento de recessões gengivais, mesmo em defeitos mucogengivais complexos.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  INCT  N° 406840/2022-9)
PNc0515 - Painel Aspirante
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Associação do desalinhamento dentário com sangramento gengival e cálculo dentário em adolescentes brasileiros
Maria Fernanda Loiola Couto, Ana Emília Farias Pontes, Mario Roberto Pontes Lisboa, Rodrigo Otávio Citó César Rêgo
Departamento de Clínica Odontológica UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Objetivou-se avaliar se o desalinhamento dentário superior/inferior está associado ao sangramento gengival e ao cálculo dentário por meio de uma análise secundária dos dados do SB Brasil 2010. O desalinhamento dos 8 incisivos foi mensurado em milímetros com sonda OMS, posicionada sobre a superfície vestibular do dente posicionado mais para lingual, e categorizado em: sem desalinhamento, 1-2 mm, ≥3 mm e ≥4 mm. Sangramento e cálculo dentário foram obtidos pelo Índice Periodontal Comunitário (CPI) e as associações foram estimadas por regressão logística multivariada ajustada por raça, sexo, renda e escolaridade com estimativa de odds ratio (OR). No arco superior, o desalinhamento associou-se a maior chance de sangramento, com aumento do odds ratio conforme a severidade: 1-2 mm (OR [95% IC]) = 1,64 [1,328-2,026]); ≥3 mm (OR [95% IC]) = 2,03 [1,571-2,646]); ≥4 mm (OR [95% IC]) = 2,53 [1,766-3,632]). Para cálculo, não houve associação nos desalinhamentos leves e moderados, mas desalinhamentos severos (≥4 mm) aumentaram a chance do desfecho (OR [95% IC]) = 1,76 [1,112-2,810]). No arco inferior, o desalinhamento elevou a chance de sangramento nos estratos de 1-2 mm (OR [95% IC]) = 1,52 [1,302-1,774]) e ≥3 mm (OR [95% IC]) = 1,49 [1,132-1,971]) e aumentou progressivamente a chance de cálculo: 1-2 mm (OR [95% IC]) = 1,57 [1,378-1,792]); ≥3 mm (OR [95% IC]) = 1,90 [1,511-2,399]); ≥4 mm (OR [95% IC]) = 2,36 [1,618-3,463]).

Conclusão: o desalinhamento dentário, especialmente os mais severos, associa-se a piores condições periodontais, com padrão de sangramento no arco superior e de cálculo no arco inferior.

(Apoio: CAPES)
PNc0516 - Painel Aspirante
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

A ovariectomia impacta a progressão da periodontite experimental. Estudo pré-clínico em ratas
Pedro Gomes Junqueira Mendes, Lucas de Sousa Goulart Pereira, Priscila Cesário Gama, Gabriel Marques de Araújo, Suzane Cristina Pigossi, Joao Paulo Steffens, Guilherme José Pimentel Lopes de Oliveira
Periodontia UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Esse estudo avaliou o impacto da ovariectomia sobre o volume e a microestrutura do osso do processo alveolar e na progressão da periodontite experimental. Foram utilizadas 16 ratas distribuídas aleatoriamente em 2 grupos com 8 animais em cada, sendo eles: SHAM - ratas que passaram por cirurgia simulada; OVX - ratas que foram submetidas a ovariectomia. O procedimento de ovariectomia foi induzido por meio de acesso as trompas por via dorsal e remoção dos ovários, com posterior realocação dos tecidos e suturas, enquanto que na cirurgia simulada, foi executado os mesmos acessos cirúrgicos e exposição dos ovários, que foram posteriormente inseridos na cavidade abdominal. Após 15 dias dos procedimentos de cirurgia simulada e ovariectomia, ligaduras (fios de algodão) foram inseridas através de sonda e pinça específicas na região subgengival em volta dos segundos molares superiores, para que a periodontite experimental fosse induzida. Decorridos o período experimental de 7 dias, os animais foram submetidos a eutanásia por sobredose anestésica e as amostras foram coletadas para análise microtomográfica de volume de tecido mineralizado (%BV/TV), espessura, separação e número de trabéculas (Tb.Th, Tb.Sp e Tb.N) e medidas lineares da distância do topo da crista óssea até a junção cemento-esmalte nas faces mésio-vestibular, vestibular, disto-vestibular, mésio-palatino, palatino e disto-palatino. O grupo SHAM apresentou maiores valores de %BV/TV quando comparado com o grupo OVX (33,0 ± 3,0% vs 29,8 ± 2,1%) (p<0,05). Os demais parâmetros não apresentaram diferença estatística significante.

A ovariectomia foi associada a maior reabsorção óssea causada pela periodontite experimental.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  INCT Saúde Oral e Odontologia  N° 406840/2022-9  |  FAPs - FAPEMIG RED  N° 00204-23)
PNc0517 - Painel Aspirante
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Síntese e caracterização de membrana de quitosana metacrilada com vidro bioativo mesoporoso para regeneração óssea guiada
Carlos Eduardo Mota Batista, Anderson Gomes Forte, Alana Pinto Caroso Souza, Vitor Augusto Martins do Nascimento, Geovanna de Castro Bizarria, Lourenço Correr-Sobrinho, Américo Bortolazzo Correr
Materiais dentários FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do presente estudo foi sintetizar e caracterizar membranas de quitosana metacrilada com vidro bioativo mesoporoso para regeneração óssea guiada. O vidro foi obtido por emulsão com surfactante e caracterizado por microscopias eletrônicas de varredura e transmissão e espectroscopia no infravermelho. A quitosana metacrilada foi obtida pela dissolução da quitosana em ácido acético, adição de anidrido metacrílico na proporção de 0,4 por unidade repetitiva, reação durante a noite, diálise por 3 dias e liofilizada por 48 horas. Foram avaliados 5 grupos: quitosana pura, quitosana metacrilada e quitosana metacrilada com 10, 20 ou 30% de vidro. As formulações foram reconstituídas com fotoiniciador, fotopolimerizadas por 2 minutos com luz entre 395 e 480 nanômetros e secas por 48 horas. As membranas foram avaliadas quanto à morfologia, composição química, resistência à tração, intumescimento, degradação, ângulo de contato, bioatividade em fluido corporal simulado, potencial hidrogeniônico e viabilidade celular. Os dados foram analisados por Shapiro-Wilk, Levene, análise de variância e Tukey. As membranas apresentaram morfologia homogênea e partículas bem distribuídas. A metacrilação aumentou a resistência à tração em relação à quitosana pura, enquanto o vidro reduziu esses valores. O ângulo de contato diferiu entre os grupos, com maiores médias para quitosana metacrilada e metacrilada com 30% de vidro. Houve aumento de volume, degradação reabsorvível, potencial hidrogeniônico favorável, maior bioatividade com vidro e viabilidade celular superior a 70%.

Conclui-se que as membranas apresentaram propriedades morfológicas, químicas, mecânicas e biológicas favoráveis e potencial para regeneração óssea guiada.

(Apoio: CAPES)
PNc0518 - Painel Aspirante
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Avaliação do ganho de volume precoce em área estética peri-implantar: ensaio clínico randomizado
Simone Karine Rothen, Emerson Ricardo Santiago, Rafael de Oliveira Lazarin, Vitor Mota Freitas, Giuseppe Alexandre Romito, João Batista César Neto
Estomatologia UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A matriz de colágeno de volume estável (MCVE) é uma alternativa para substituir o enxerto de tecido conjuntivo subepitelial (ETCS), porém, pouco se sabe sobre o seu comportamento em regiões já reabilitadas com implante e coroa. O objetivo deste estudo foi avaliar a cicatrização precoce do ETCS comparando com a MCVE em área estética de implantes. Trinta indivíduos com deficiência de volume peri-implantar participaram do ensaio clínico randomizado, paralelo e cego. Os participantes foram tratados com retalho posicionado coronalmente (RPC) associado ao ETCS ou MCVE. O ganho de espessura tecidual (ET), em mm, a 1, 3 e 5 mm apical da margem peri-implantar, foi avaliado através da sobreposição de STL, obtidos antes da cirurgia (T0), imediatamente após a cirurgia (T1) e 7 (T2), 14 (T3), 28 (T4), 60 (T5), 90 (T6) e 180 dias (T7), de pós-operatórios. Aos 180 dias (T7), o ETCS apresentou maior ganho de espessura (1,27 mm (0.691), 1.43 (0.713) e 1.25 (0.368)) em comparação a MCVE (0,64 mm (0,504), 0,74 mm (0,414) e 0,9 mm (0,520) p<0,05) em 1, 3 e 5 mm respectivamente. Quanto a dinâmica temporal, observou-se que em 1, 3 e 5 mm, a MCVE obteve maior ganho em T1 (2,13 mm (0,451); 2,20 mm (0,294); 2,63 mm (0,938)), porém, apresentou maior contração, e em T4 (1,05 mm (0,853); 1,64 mm (0,709); 1,75 mm (0,511)) seu ganho foi inferior ao ETCS (1,63 mm (0,706); 1,83 mm (0,665); 2,08 mm (0,671)) p>0,05). Já o ETCS apresentou menor variação ao longo do tempo. Ambos os grupos apresentaram redução do ganho de ET, ao longo do período observado (MCVE: 70% vs. ETC: 20%) (p<0,05).

Ambas as alternativas de tratamento foram capazes de promover um ganho de espessura tecidual ao redor de implantes, porém o ETCS apresentou maior ganho e maior estabilidade dos resultados obtidos ao longo do tempo.

PNc0519 - Painel Aspirante
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Impacto da tererapia hormonal com testosterona sobre a progressão da periodontite experimental em ratas ovarectomizadas
Lucas de Sousa Goulart Pereira, Pedro Gomes Junqueira Mendes, Priscila Cesário Gama, Jovânia Alves Oliveira, Suzane Cristina Pigossi, Joao Paulo Steffens, Guilherme José Pimentel Lopes de Oliveira
Periodontia e implantodontia UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Esse estudo avaliou o efeito da terapia hormonal com testosterona na progressão da periodontite experimental em ratas ovariectomizadas. Foram utilizadas 16 ratas distribuídas aleatoriamente em 2 grupos com 8 animais em cada, sendo eles: OVX - ratas que foram ovariectomizadas; OVXT - ratas que foram ovariectomizadas e receberam administração de testosterona. Três dias após o procedimento cirúrgico de ovariectomia, deu-se início a terapia hormonal com 250 mg/kg de propionato + fempropionato + isocaproato + decanoato de testosterona, por via intramuscular, dissolvido em 0,1 mL de óleo de milho, a cada 14 dias. Após 15 dias do procedimento de ovariectomia, ligaduras foram inseridas através de sonda e pinça específicas na região subgengival em volta dos segundos molares superiores, para que a periodontite fosse induzida. Decorridos o período experimental de 7 dias, os animais foram submetidos a eutanásia por sobredose anestésica e as amostras foram coletadas para análise microtomográfica de volume de tecido mineralizado (%BV/TV), espessura, separação e número de trabéculas (Tb.Th, Tb.Sp e Tb.N) e medidas lineares da distância do topo da crista óssea até a junção cemento-esmalte. O grupo OVXT apresentou maiores valores de %BV/TV quando comparado com o grupo OVX (41,30 ± 3,40% vs 29,80 ± 2,10%) (p<0,001). Além disso, o grupo OVXT apresentou menor distância do topo da crista óssea até a junção cemento-esmalte na região vestibular quando comparado com o grupo OVX (331 ± 66µm vs 520 ± 70µm) (p<0,05). Os demais parâmetros não apresentaram diferença estatística significante.

A terapia hormonal com testosterona diminuiu a reabsorção óssea causada pela periodontite experimental em ratas ovariectomizadas.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  FAPs - FAPEMIG  N° RED-00204-23  |  INCT Saúde Oral e Odontologia  N° 406840/2022-9)
PNc0520 - Painel Aspirante
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Influência da osteoporose na movimentação dentária ortodôntica e na expressão do receptor canabinoide tipo 2 em camundongos
Isabela Mendes Pazello, Lélio Fernando Ferreira Soares, Rebeca de Lima Eugeni, Maria Eduarda Scordamaia Lopes, Enzo Bacelar Giacomin, Ísis Kamenach Santos, Camila Chierici Marcantonio, Joni Augusto Cirelli
Diagnóstico e Cirurgia UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A osteoporose é uma doença sistêmica que prejudica a microarquitetura e desregula a remodelação óssea. Na odontologia, sugere-se que a osteoporose altera a movimentação dentária ortodôntica (MDO), acelerando o movimento e aumentando a reabsorção óssea. O receptor canabinoide tipo 2 (CB2) tem sido associado à regulação da homeostase óssea, por ser amplamente expresso no tecido ósseo e atuar no metabolismo ósseo. Assim, este trabalho objetivou avaliar alterações morfométricas e a expressão do CB2 na remodelação alveolar em camundongos fêmeas (C57BL/6) com osteoporose induzida por ovariectomia (OVX) submetidas à MDO. Foram utilizados 17 animais distribuídos em grupos controle (C) e OVX, em modelo split-mouth (sem e com MDO). A remodelação alveolar foi analisada por microtomografia computadorizada (µCT) e a expressão do gene CNR2 (CB2) por RT-qPCR. Para análise estatística, utilizou-se two-way ANOVA e Tukey (p<0,05). A µCT revelou que a OVX prejudicou a microarquitetura alveolar, com redução de BV/TV e Tb.Th e aumento de Tb.Sp. A BMD foi menor no grupo OVX+MDO em relação ao C+MDO. A magnitude da MDO foi maior em animais osteoporóticos, que também apresentaram maior deslocamento absoluto. O RT-qPCR demonstrou que a MDO induziu regulação positiva do CNR2 em ambas as condições sistêmicas, sendo mais expressiva nos animais osteoporóticos.

Conclui-se que a OVX induz reabsorção óssea, reduzindo a resistência mecânica e acelerando a MDO. O estresse mecânico da MDO aumentou a expressão de CNR2, sugerindo o envolvimento desse gene na remodelação óssea induzida por forças ortodônticas.

(Apoio: FAPESP  N° 25/05156-6  |  FAPESP  N° 23/17307-3  |  CNPq  N° 302387/2022-6)
PNc0521 - Painel Aspirante
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Análise da saúde bucal e dos níveis de Streptococcus mutans em crianças com deficiências intelectuais
Tuany Rayra Pinto Lisboa Dias, Eduarda Fagherazzi, Juliana Feltrin de Souza, Yasmine Mendes Pupo, Alana Gabrieli Vouk, Geisla Mary Silva Soares
Estomatologia UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do presente estudo foi avaliar a saúde gengival, os níveis de higiene oral, a experiência de cárie e os níveis de Streptococcus mutans salivar de crianças com e sem deficiência intelectual. Foram incluídas crianças com alta atividade de cárie dentária, com e sem deficiência intelectual e excluidas crianças que não permitiam o manejo para avaliação. As variáveis: Índice Gengival Modificado (IGM), Índice de Higiene Oral Simplificado (OHI-S) e o Índice de Dentes Cariados, Perdidos e Obturados (CPOD/ceod) foram avaliadas por dois examinadores calibrados. Amostras de saliva foram coletadas e incubadas em placas de ágar salivarius + bacitracina em anaerobiose à 37o.C por 5 dias, em seguida, unidades formadoras de colônia (UFC) de S. mutans foram quantificadas. Os dados foram analisados pelo teste U de Mann-Whitney, com nível de significância de 5%. Foram incluídas 43 crianças, sendo 26 com deficiência e 27 sem deficiência, com idade entre 4 e 12 anos. A mediana (IQR) de UFC foi de 14.65 (15.80) no grupo com deficiência e 7.00 (11.00) no grupo sem deficiência (p<0.05). Em relação ao IHO-S, IGM e cpod/ceod, as medianas (IQR) nos grupos foram respectivamente: 0.58 (0.33) e 0.58 (0.24); 0.71 (0.80) e 0.50 (0.50); 2 (5) e 4 (4) para os grupos com e sem deficiência (p>0.05).

Em conclusão, crianças com deficiências intelectuais apresentam níveis mais elevados de S. mutans em comparação com seus pares sem deficiências. Esses achados sugerem que exames clínicos convencionais (OHI-S e CPOD/ceod) podem subestimar o risco cariogênico nessa população vulnerável. Portanto, políticas de saúde bucal para essas crianças poderiam mudar de um modelo reativo para uma estratégia preventiva proativa focada na alteração microbiana do biofilme.

(Apoio: CAPES)
PNc0522 - Painel Aspirante
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Comparação da cicatrização de leitos doadores gengivais com gel de chá verde e ácido hialurônico versus fotobiomodulação
Albert da Paixão Silva, Eduardo Baessa Piagentini, Leonardo Baessa Piagentini, Caio Fossalussa da Silva, Priscilla Barbosa Ferreira Soares, Guilherme José Pimentel Lopes de Oliveira
Programa de Pós-Graduação em Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Esse estudo avaliou o reparo de tecido mole em sítio doador de enxertos gengivais tratados com gel de chá verde e ácido hialurônico e fotobiomodulação (PBMT) em um estudo clínico não-randomizado. Foram envolvidos 45 pacientes saudáveis que foram submetidos a procedimentos de remoção de enxerto de tecido mole em palato duro para tratamento de recessões gengivais ou para aumento de faixa de mucosa queratinizada. Os leitos doadores foram tratados com: FIB- Utilização de esponja de fibrina; G-CV/AH - Utilização de gel a base de chá verde e ácido hialurônico; PBMT - Aplicação de PBMT com comprimento de onda vermelho e infravermelho. A avaliação clínica dos pacientes foi realizada nos períodos de 3, 7, 14 e 30 dias após a remoção do tecido, considerando os desfechos de dor, epitelização, processo de reparo, inflamação, área do defeito e conforto pós-operatório. O grupo PBMT apresentou maior epitelização do defeito no período de 10 dias, enquanto o grupo G-CV/AH apresentou maior nível de epitelização do leito doador no período de 14 dias e menores valores na escala VAS no período de 7 dias. Não foram identificadas diferenças entre os grupos G-CV/AH e PBMT.

O G-CV/AH e a PBMT acelerou o processo de epitelização de feridas de leitos doadores de enxerto gengival, porém o G-CV/AH promoveu maior impacto na redução de dor do que a PBMT.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  FAPs - FAPEMIG RED  N° 00204-23  |  CNPq INCT Saúde Oral e Odontologia   N° 406840/2022-9)
PNc0523 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Uso do WhatsApp na Educação em Saúde Bucal Infantil: Análise de Conteúdo de Mensagens de Texto de uma Coorte Materno-Infantil
Natália Gardin Varano, Ruann Oswaldo Carvalho da Silva, Ádelin Olívia Lopes Joly Rodrigues, Caroline Souza Dos Santos, Deborah Ribeiro Carvalho, Juliana Schaia Rocha, Renata Iani Werneck
PPGO PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo é investigar como a rede social WhatsApp influencia os processos de educação em saúde de mães participantes de uma coorte, além de identificar o interesse e as competências relacionadas à saúde bucal infantil. Este estudo foi conduzido utilizando uma metodologia qualitativa, fundamentada na análise de conteúdo de Bardin. Foram analisadas mensagens de texto entre mães e profissionais de saúde em um grupo de WhatsApp vinculado à Coorte de Saúde Materno-Infantil de Curitiba (COOSMIC), referentes aos anos de 2020 e 2021. Ao todo, 39 diálogos foram identificados: 28 sobre saúde bucal infantil e 11 sobre o impacto do grupo. Os diálogos foram categorizados em temas, destacando-se "Erupção da dentição decídua" (12 menções) e "Bruxismo em crianças" (5 menções). Nos diálogos sobre o impacto do grupo, observou-se o reconhecimento do grupo como espaço de acolhimento, orientação e apoio mútuo, com valorização das interações entre mães e profissionais. As mães demonstraram busca ativa por informações e interação colaborativa com profissionais de saúde. As competências em letramento em saúde bucal variaram entre autonomia, empoderamento, insegurança, desinformação e limitações no conhecimento sobre saúde bucal infantil.

Conclui-se que o WhatsApp demonstrou ser uma ferramenta relevante para o acesso a informações e orientações sobre saúde bucal infantil, favorecendo a comunicação entre as mães e profissionais, criando, assim, uma rede de apoio. As competências e limitações identificadas no letramento em saúde bucal das mães evidenciam a importância de estratégias educativas mediadas por profissionais, voltadas à qualificação das informações e à promoção da autonomia no cuidado infantil.




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