9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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PNb0270 - Painel Aspirante
Área: 4 - Ortodontia

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Ângulo nasolabial e estética facial: análise da atenção visual por rastreamento ocular
Vinícius Obal, Gil Guilherme Gasparello, Isabela Alex Kloss, Rosilene Andrea Machado, Susiane Queiroz Bastos, Tayla Granemann Jede, Orlando Motohiro Tanaka
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo investigou, por meio do rastreamento ocular, como variações na inclinação da ponta nasal e a dinâmica do sorriso influenciam o padrão de fixação do olhar e a hierarquia visual facial. Foram utilizadas fotografias de perfil de uma modelo feminina, editadas para diferentes ângulos nasolabiais (ANL), de 95° a 71°, em repouso e sorriso. A amostra incluiu 62 avaliadores leigos (média de 24 anos). Os dados foram obtidos com OGAMA 5.0 e The Eye Tribe Tracker, com apresentação aleatória das imagens por 5 segundos. Os olhos e a boca apresentaram maior tempo de fixação em todas as condições. Contudo, com maior queda da ponta nasal, houve deslocamento progressivo do olhar para os terços médio e inferior da face, com mapas de calor mais alongados e maior dispersão visual. O sorriso aumentou a atenção na região bucal, porém alterações nasais acentuadas atuaram como fator de distração.

Conclui-se que a morfologia da ponta nasal influencia o escaneamento visual da face, devendo ser considerada no planejamento ortodôntico para otimização da harmonia facial.

PNb0271 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Traumatismos dentários na dentição decídua: análise epidemiológica retrospectiva de 15 anos
Maria Eduarda Casadei Motta Bellini, Eliana Mitsue Takeshita, Bruna Dos Santos Silva, Liliana Vicente Melo de Lucas Rezende, Júlio César Franco Almeida, Daniella Birnbaum Pessoa de Mello, Vanessa Polina Pereira da Costa, Fernanda Cristina Pimentel Garcia
Odontologia UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Os traumatismos dentários (TD) constituem um problema de saúde pública com elevada ocorrência em crianças em fase pré-escolar. Podem acarretar prejuízos à função e à estética, além de implicar em impactos psicológicos e sociais. TD na dentição decídua permanecem pouco explorados, sobretudo em contextos de atendimento assertivo. Avaliar a prevalência, distribuição e fatores associados aos TD na dentição decídua em pacientes atendidos no Projeto de Extensão de Trauma Dental da Universidade de Brasília, com 15 anos de atuação. Estudo realizado por meio de análise de prontuários de pacientes do Projeto de Extensão entre os anos de 2011-2026. As variáveis analisadas foram sexo, idade, etiologia, tipo de trauma, tecido acometido, dentes envolvidos, local de ocorrência do trauma, tempo até o atendimento e tratamento realizado. Observou-se maior prevalência de TD em crianças do sexo masculino e na faixa etária de 0 a 3 anos. As quedas, especialmente da própria altura, foram a principal etiologia, com predomínio de ocorrência em ambiente domiciliar. Traumas de tecido duro, as fraturas de esmalte-dentina (25,7%) e as fraturas coronárias complicadas (22,9%) foram as mais frequentes; nas lesões de tecido de sustentação, predominaram a luxação lateral (20,5%), a concussão/subluxação (19,2%) e a avulsão (16,4%). Observou-se associação estatisticamente significativa entre o tipo de tecido e conduta (p = 0,004).

Os TD foram mais prevalentes em crianças de 0-3 anos, do sexo masculino, por quedas domésticas, com destaque para fraturas de esmalte-dentina e luxações laterais. Os resultados, baseados em 15 anos do Projeto de Extensão da UnB, evidenciam a importância de prevenção direcionada e de serviços especializados para o manejo desses agravos.

(Apoio: CNPq  N° 133736/2025-3  |  UnB)
PNb0272 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Uso de ferramentas digitais para aumentar a adesão e reduzir as perdas de seguimento em estudos longitudinais
Juliana Antunes de Campos, Julia Leal de Moraes, Mônica da Paz Silva, Paulo Nadanovsky, Fernanda Barja Fidalgo Silva de Andrade , Ana Paula Pires Dos Santos
Odontologia Preventiva e Comunitária UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A adesão dos participantes em estudos longitudinais é um desafio, e perdas de seguimento podem comprometer o poder e a validade dos resultados. Este estudo descreve o uso de ferramentas digitais para aumentar a adesão e reduzir as perdas em uma coorte (n=460) que avalia se a anquiloglossia neonatal aumenta o risco de desmame precoce. O exame do frênulo lingual foi realizado na maternidade até 96h após o nascimento do bebê. Foram programadas revisões aos 15 dias, 1, 3 e 6 meses, inicialmente por telefone. O desfecho primário foi o desmame aos 6 meses. Como estratégia inicial, foi criada uma comunidade no WhatsApp, aberta semanalmente para promover vínculo e interação com as participantes. Além disso, lembretes prévios eram enviados pelo aplicativo, e os contatos passaram a ser realizados por essa via, facilitando o reconhecimento e o retorno das mães. Diante da dificuldade em atender ligações, foram incorporados questionários autopreenchidos (QA), enviados por WhatsApp, Instagram e e-mail. Posteriormente, frente à baixa adesão na resposta referente ao desfecho primário aos 6 meses, foi implementada a automação das perguntas por chatbot (Sendpulse). Observou-se aumento das respostas e redução das perdas: nas revisões de 15 dias, 1 e 3 meses, os QA alcançaram 33% (63/189), 27% (44/159) e 34% (63/182), respectivamente. Aos 6 meses, 35% (107/302) das respostas foram obtidas via QA, e o chatbot, contribuiu com 37% (112/302) das respostas.

Conclui-se que o uso de ferramentas digitais, como QA e automação de mensagens, foi uma estratégia importante para reduzir perdas, podendo ser incorporada ao planejamento de estudos longitudinais.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  PROATEC/UERJ  |  CNPq)
PNb0274 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Consequências pulpares da cárie não tratada e dor dentária em pré-escolares brasileiros: Uma análise dos dados do SB Brasil 2023
Tâmara Pessoa Oliveira Tagliatti, Luana Viviam Moreira, Raphaela Silveira Melo Simões , Cristiane Baccin Bendo Neves, Jéssica Madeira Bittencourt, Izabella Barbosa Fernandes
FAO-Departamento de Saúde Bucal da Cria UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A dor dentária em crianças representa um importante problema de saúde pública, frequentemente associada à cárie não tratada e às suas consequências pulpares e pode trazer prejuízos à qualidade de vida das crianças afetadas e de seus familiares. O objetivo do presente estudo foi analisar a associação da ocorrência de dor dentária em crianças brasileiras com a cárie da primeira infância (CPI) e as consequências pulpares da cárie não tratada. Esse estudo transversal secundário foi conduzido a partir do banco de dados do Levantamento Nacional de Saúde Bucal (SB Brasil 2023), com 7.198 crianças de 5 anos de idade. Os responsáveis pelos participantes responderam a um questionário com informações demográficas e socioeconômicas, e relataram a ocorrência de dor dentária nas crianças nos últimos seis meses. As crianças foram avaliadas clinicamente por examinadores calibrados para diagnóstico de CPI (ceo-d) e suas consequências pulpares (pufa). Foram conduzidas análises descritivas e Regressão de Poisson não ajustada e ajustada (p<0.05) através do software IBM SPSS. A prevalência de CPI foi de 50,3% (n=3.617), enquanto 14,1% (n=664) das crianças apresentaram consequências pulpares decorrentes da cárie não tratada, e 19,9% dos responsáveis relataram experiência prévia de dor dentária nas crianças (n=1.392). O modelo ajustado mostrou que crianças com CPI (RP = 4,65; IC95%: 3,86-5,62) e consequências da cárie não tratada (RP = 2,30; IC95%: 2,09-2,54) apresentaram maior prevalência de dor dentária.

Conclui-se que a CPI e as consequências pulpares da cárie não tratada estão associadas ao relato de dor dentária em pré-escolares brasileiros.

(Apoio: Fapemig  |  CAPES  |  CNPq)
PNb0276 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Alteração do trabeculado ósseo mandibular em crianças e adolescentes com bruxismo
Rogério Reichert Cordoni, Luísa Helena Batista, Silvane E. Silva Evangelista, Jandira Karen Mota Abecassis, Caio Luiz Bitencourt Reis, Maria Angélica Hueb de Menezes Oliveira, Bianca Lopes Cavalcante-leão
PÓS GRADUAÇÃO UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O bruxismo é caracterizado por apertamento ou ranger dos dentes, podendo promover sobrecarga mecânica e influenciar a remodelação óssea. Em crianças e adolescentes, fase marcada por intenso crescimento craniofacial, ainda são limitadas as evidências sobre os efeitos do bruxismo na trabecular. Este estudo comparou a estrutura trabecular mandibular de crianças e adolescentes com e sem bruxismo por meio da análise fractal. Este estudo foi aprovado por Comitê de Ética (CAAE: 69457623.0.0000.0002), com amostra de 98 participantes entre 6 e 12 anos, sendo 62 com bruxismo e 36 controles. O diagnóstico de bruxismo provável baseou-se em relato dos responsáveis e sinais clínicos. As imagens das radiografias foram avaliadas no software ImageJ. As regiões de interesse incluíram os côndilos e ângulos mandibulares. A dimensão fractal foi obtida pelo método box-counting após processamento padronizado das imagens. Observou-se diferença estatisticamente significativa apenas no ângulo mandibular esquerdo (p=0,027), enquanto não houve diferenças no côndilo esquerdo (p=0,070), côndilo direito (p=0,348) e ângulo mandibular direito (p=0,198). O grupo controle apresentou médias discretamente maiores nos côndilos, ao passo que os participantes com bruxismo mostraram valores ligeiramente superiores nos ângulos mandibulares. Não foram observadas diferenças entre os sexos.

Conclui-se que o bruxismo em crianças e adolescentes está associado a alterações sutis, porém detectáveis, na microarquitetura óssea mandibular, principalmente no ângulo mandibular esquerdo, demonstrando o potencial da análise fractal como ferramenta complementar para avaliação dos efeitos ósseos do bruxismo durante o crescimento e desenvolvimento.

PNb0277 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

FATORES ASSOCIADOS AO NÚMERO DE DENTES RESTAURADOS ENTRE ADOLESCENTES
Paola Mello da Silva, Fernanda Tomazoni, Thiago Machado Ardenghi, Jessica Klöckner Knorst
Departamento de estomatologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi avaliar fatores associados ao número de dentes restaurados em adolescentes. Trata-se de estudo transversal aninhado a uma coorte em Santa Maria, RS, iniciada em 2010 com 639 crianças (1-5 anos) em 15 centros de saúde. Os acompanhamentos ocorreram em 2012, 2017, 2020 e 2023. Foram utilizados dados de 2020 (T4), coletados por equipes calibradas em escolas e residências. O desfecho foi o número de dentes restaurados e as exposições incluíram sexo, idade, cor da pele, renda, escolaridade materna, ida regular e motivo da última consulta odontológica, medo, presença de UBS e ESF na área e cavidades de cárie. Foram avaliados 429 adolescentes (11-14 anos); 53,4% meninos, com média de 0,37 dentes restaurados. A média de dentes restaurados foi maior em renda <1SM (0,56 v 0,27), consulta não rotineira (0,47 v 0,26), Presença de UBS e ESF (0,47 v 0,31; e 0,40 v 0,23) e presença de cárie (0,57 v 0,27). A regressão de Poisson (RM; IC95%) ajustada por idade, cor da pele, renda, ida regular, motivo da consulta, UBS, ESF e cárie, indicou associação com: renda <1SM (99% maior; RM 1,99; IC 1,39-2,85), consulta não rotineira (77% maior; RM 1,77; IC 1,21-2,59), UBS (42% maior; RM 1,42; IC 1,01-2,02), ESF (96% maior; RM 1,96; IC 1,20-3,18) e cárie (65% maior; RM 1,65; IC 1,14-2,37). Cor da pele não branca e não ida regular ao dentista foram protetoras (54% e 45% menor número de restaurações; RM 0,46; IC 0,32-0,66 e RM 0,55; IC 0,38-0,80).

Conclui-se que o número de dentes restaurados se associa à oportunidade de tratamento, baixa renda e presença de cárie, sendo possível refletir que adolescentes não brancos e que não vão regularmente ao dentista têm menor oportunidade de restaurar seus dentes, evidenciando desigualdades no acesso ao cuidado em saúde bucal.

(Apoio: CAPES  N° 001)
PNb0278 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Efetividade do peróxido de hidrogênio a 6% no clareamento dental em adolescentes e efeitos sobre a sensibilidade dentária
Gabriela Pereira Cecilio, Lauren Neumann Ribeiro, Ellen Gaspar, Bruna Therly Ferreira Borges , Claudia Soares, Alessandra Reis, Ana Claudia Rodrigues Chibinski
Odontologia UNIVERSIDADE ESTADUAL DE PONTA GROSSA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este ensaio clínico randomizado triplo-cego teve como objetivo avaliar a eficácia clareadora do peróxido de hidrogênio (PH) a 6% e a efetividade de um gel bioativo no controle da sensibilidade do clareamento dental em consultório em adolescentes. Oitenta e três participantes foram incluídos em delineamento de boca dividida, no qual uma hemiarcada recebeu previamente gel bioativo (Pro-Care Gel, SHOFU Inc., Japan) e a outra, gel placebo, antes do clareamento com PH 6% (Whiteness HP Automixx 6%, FGM, Joinville, SC), realizado em duas sessões de 40 minutos. A sensibilidade foi avaliada quanto ao risco absoluto (teste de McNemar) e intensidade de dor (teste t pareado), por meio de escala visual analógica. A cor foi mensurada por espectrofotometria (Vita Easyshade; ΔEab, ΔE00, ΔWID) e escalas visuais (ΔSGU) (teste t pareado). A autopercepção estética foi avaliada pela Escala Estética Orofacial (teste de Mann-Whitney). Ambos os grupos apresentaram baixa ocorrência e intensidade de sensibilidade, sem diferença estatística. Embora ΔSGU e ΔEab tenham apresentado significância (p<0,05), suas magnitudes (0,17 SGU; 0,87 ΔEab) foram inferiores ao limiar clínico. A alteração cromática foi semelhante entre os grupos. Houve melhora significativa na autopercepção estética (p<0,05).

O uso do PH 6% mostrou-se um protocolo seguro e bem tolerado pelos adolescentes, promovendo impacto positivo na estética orofacial e satisfação pessoal. A utilização do gel bioativo aplicado previamente ao clareamento dental não resultou benefícios adicionais, visto que o protocolo de baixa concentração, por si só, já garantiu níveis mínimos de sensibilidade dental.

PNb0279 - Painel Aspirante
Área: 4 - Ortodontia

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Efeitos do tratamento ortodôntico com alinhadores na qualidade de vida e nos níveis de ansiedade em pacientes com deficiência: Estudo piloto
Ronan Mota Alves Coelho, Luciana Tiemi Inagaki Nomura, Mariana Emi Nagata, Joao Armando Brancher, Kelly Regina Micheletti
Programa de pós graduação em odontologia UNIVERSIDADE POSITIVO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Pacientes com deficiência (PCD) são indivíduos com limitações físicas, mentais, sensoriais, comportamentais ou sistêmicas, temporárias ou permanentes, que inviabilizam o atendimento odontológico convencional. Frequentemente, esses pacientes demandam intervenções ortodônticas para restabelecer a funcionalidade mastigatória e, consequentemente, a qualidade de vida (QV). O objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos da terapia ortodôntica com alinhadores dentários na QV e nos níveis de ansiedade de PCD. Quatorze PCD com diagnóstico de maloclusão participaram do estudo. Foram realizados exames odontológicos e alinhadores dentários Invisalign® foram instalados nos pacientes. Os instrumentos WHOQoL-Bref e Inventário de Ansiedade Traço-Estado (IDATE-T) foram aplicados para avaliar a QV e a ansiedade, respectivamente, no início do estudo (T0), três meses (T1) e seis meses (T2) após a instalação do aparelho. Observou-se uma alteração significativa no domínio ambiente do WHOQoL-Bref no momento T2 em comparação com os momentos T0 e T1 (p = 0,0126), bem como uma melhora significativa na QV entre os momentos T1 e T2 (p = 0,0145). Ao longo do tratamento, os níveis de ansiedade dos pacientes diminuíram significativamente (p < 0,05). Por fim, a análise de correlação revelou associações significativas entre os domínios do WHOQoL-Bref e do IDATE-T.

Conclui-se que o tratamento da maloclusão em pacientes com deficiência utilizando alinhadores dentários melhorou significativamente a qualidade de vida dos pacientes; durante o período do estudo, os níveis de ansiedade diminuíram significativamente.

PNb0281 - Painel Aspirante
Área: 4 - Ortodontia

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Dor e desconforto em pacientes pós-surto de crescimento submetidos à expansão rápida da maxila dento-óssea suportada (MARPE)
Ítalo Matheus Ferreira de Andrade Silva, Cristal Ribeiro de Carvalho, Dafne Zalctregier Bank, Luciana Quintanilha Pires Fernandes, Catia Cardoso Abdo Quintão, José Augusto Mendes Miguel
Ortodontia UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A expansão rápida da maxila assistida por mini-implantes (MARPE) tem sido utilizada em pacientes pós-surto de crescimento puberal, com intuito de corrigir a deficiência transversa da maxila. O objetivo deste estudo foi avaliar longitudinalmente a percepção de dor e desconforto em pacientes submetidos à MARPE, por meio do Questionário de Percepção de Dor e Desconforto Relacionado ao Tratamento Ortodôntico (QPATO). A amostra prospectiva foi composta por 11 pacientes, com idades entre 13 e 21 anos, em estágios CS5 e CS6 de maturação cervical, com indicação de expansão rápida da maxila. O questionário foi aplicado em cinco momentos: antes do tratamento (T0), no dia da instalação do aparelho (T1), após 7 dias (T2), na fase de estabilização (T3) e 7 dias após a remoção (T4). Foram analisados os domínios relacionados à motivação, expectativas, dor e desconforto e deficiência funcional.

Os resultados demonstraram que os maiores níveis de dor e desconforto ocorreram nos períodos iniciais (T1 e T2), com redução progressiva ao longo do tempo. A dor no palato e a tensão dentária foram significativamente maiores no início do tratamento, enquanto a dor nos incisivos com contato apresentou aumento significativo em T2 e T3 (p=0,036). O protocolo de ativação de 0,25 mm/dia parece ter favorecido a dissipação gradual das forças, contribuindo para a redução da dor ao longo do tratamento. Conclui-se que a MARPE está associada a maior desconforto nas fases iniciais, com adaptação progressiva dos pacientes, e que protocolos de ativação mais conservadores podem melhorar a experiência clínica. Limitações incluem o tamanho reduzido da amostra e a ausência de grupo controle, ressaltando a necessidade de novos estudos com foco na experiência do paciente

PNb0282 - Painel Aspirante
Área: 6 - Prótese

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Influência da perda de inserção periodontal na biomecânica de próteses parciais removível em PEEK e Co-Cr: análise por elementos finitos
William Ananias Mansor Fernandes, Vanessa Felipe Vargas-Moreno, Altair Antoninha Del Bel Cury, Suzana Peres Pimentel, Mônica Grazieli Corrêa, Fabiano Ribeiro Cirano, Marcio Zaffalon Casati, Raissa Micaella Marcello Machado
Programa de Pós-Graduação em Odontologia UNIVERSIDADE PAULISTA - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A perda de nível de inserção clínica (NIC) em pacientes com periodontite compromete a biomecânica dos dentes pilares e dificulta a reabilitação com próteses parciais removíveis (PPRs). Este estudo avaliou o comportamento biomecânico de PPRs com infraestrutura em poli(éter-éter-cetona) (PEEK) comparadas ao cobalto-cromo (Co-Cr), sob diferentes níveis de suporte periodontal. Foram criados oito modelos tridimensionais para análise de elementos finitos, simulando área edêntula intercalada mandibular com dois materiais (PEEK ou Co-Cr) e quatro condições periodontais (normal, 1/3, 2/3 e 3/3 de NIC). Aplicou-se carga oclusal estática de 100 N, analisando distribuição de tensões, deslocamento dentário e critérios de Mohr-Coulomb em estruturas protéticas, dentes pilares, ligamento periodontal, mucosa e osso. Com a redução do NIC, estruturas em Co-Cr mostraram maior concentração de tensões em dentes pilares e osso. O PEEK reduziu essas tensões até 2/3 de NIC, mas aumentou tensões no ligamento periodontal e o deslocamento dentário, especialmente em 3/3 de NIC. Independentemente do material, a perda de NIC intensificou tendências rotacionais e a dependência do ligamento periodontal e da mucosa na dissipação das cargas.

Conclui-se que infraestruturas em PEEK podem oferecer vantagens biomecânicas em PPRs para pacientes com NIC moderado, ao reduzir as tensões nos dentes pilares e no osso, contudo, em situações de perda de NIC avançada, o aumento da sobrecarga nos tecidos moles e do deslocamento dentário evidencia a necessidade de um planejamento protético criterioso, independentemente do material utilizado.

(Apoio: CAPES  N° 001)



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