9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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PNb0258 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

AVALIAÇÃO DIGITAL E MICROESTRUTURAL EX VIVO DE RESTAURAÇÕES CLASSE II EM MOLARES DECÍDUOS: COMPARAÇÃO DAS TÉCNICAS INJETADA E CONVENCIONAL
Alefi Marques Lopes da Silva, Ana Paula Gomes e Moura, Fabrício Kitazono de Carvalho, Paulo Nelson Filho, Lea Assed Bezerra da Silva, Raquel Assed Bezerra da Silva, Regina Guenka Palma-dibb, Patrícia Gatón Hernandez
Clinica Infantil UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi realizar avaliação digital e microestrutural ex vivo de restaurações classe II em molares decíduos restaurados com resina composta, comparando a técnica injetada, que utiliza matriz parcial de poliéster transparente e resina aquecida, com a técnica incremental convencional, que emprega matriz parcial metálica. Trinta segundos molares decíduos humanos foram restaurados e distribuídos aleatoriamente em dois grupos: técnica injetada (G1; n=15) e técnica convencional (G2; n=15). Para análise quantitativa de excesso, falta de material ou restabelecimento da morfologia proximal, os dentes foram escaneados digitalmente antes e após o preparo cavitário e após a restauração, com sobreposição das malhas digitais. Em seguida, foram submetidos à ciclagem termomecânica. A análise semiquantitativa da interface adesiva foi realizada em microscópio confocal a laser. Os dados foram analisados pelos testes t de Student, Mann-Whitney e Fisher (α=0,05). A análise quantitativa tridimensional não demonstrou diferenças significativas entre as técnicas (p>0,05). A análise semiquantitativa evidenciou melhor desempenho da técnica injetada quanto à integridade interfacial, com menor ocorrência de fraturas e GAPs (p<0,05).

Com base neste estudo ex vivo, a técnica injetada mostrou-se alternativa viável para restaurações proximais em molares decíduos, e a associação entre análise tridimensional e microscopia confocal revelou-se abordagem eficaz em estudos ex vivo.

(Apoio: CAPES  N° 88887.983921/2024-00)
PNb0259 - Painel Aspirante
Área: 4 - Ortodontia

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Impacto do diastema mediano na estética facial e no potencial de contratação entre distintos perfis faciais: estudo com rastreamento ocular
Tayla Granemann Jede, Gil Guilherme Gasparello, Elisa Souza Camargo, Mohamad Jamal Bark, Rosilene Andrea Machado, Thais Nogueira Gava, Isabela Alex Kloss, Orlando Motohiro Tanaka
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi analisar a influência do diastema interincisal e de distintos perfis faciais na percepção de atratividade estética e no potencial de contratação, utilizando questionários associados à tecnologia de rastreamento ocular. Trata-se de pesquisa observacional transversal, composta por 261 participantes adultos. Foram empregadas fotografias padronizadas de modelos masculinos e femininos, representando diferentes perfis faciais, manipuladas digitalmente para apresentar ausência ou presença de diastema de 2,0 mm entre os incisivos centrais superiores. Os participantes atribuíram notas de atratividade por meio da Escala Visual Analógica e responderam sobre a probabilidade de contratação profissional. Simultaneamente, registrou-se o padrão visual de atenção direcionado a áreas faciais específicas. Os resultados evidenciaram redução significativa das médias de atratividade nas imagens com diastema em todos os grupos avaliados (p < 0,001). Além disso, a presença do espaço interincisal promoveu maior tempo de fixação visual na região da boca e do nariz, sem diferenças relevantes quanto ao olhar direcionado aos olhos. Em relação ao potencial de contratação, observou-se tendência de menor aceitação para faces com diastema, alcançando significância estatística apenas em um dos grupos analisados (p = 0,011).

Conclui-se que pequenas alterações no sorriso podem comprometer a percepção estética e redirecionar a atenção visual dos observadores. Entretanto, os efeitos sobre julgamentos profissionais parecem variar conforme características faciais e fatores socioculturais.

PNb0260 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Comparação entre regressão logística e modelos de machine learning na predição do risco de lesões de cárie em crianças
Ilana Felix Pinho, Laura Regina Antunes Pontes, Thais Gomes de Oliveira Machado, Mariana Minatel Braga, Fausto Medeiros Mendes
ODONTOPEDIATRIA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A avaliação do risco de cárie tem sido tradicionalmente estimada por modelos de regressão logística. No entanto, modelos de Machine Learning (ML) são técnicas analíticas mais avançadas e podem apresentar melhor desempenho para essa tarefa. O objetivo deste estudo foi avaliar o desempenho de modelos de ML na predição desse risco em comparação com a regressão logística. Foram analisados dados de 474 crianças de 3 a 6 anos, participantes de dois ensaios clínicos randomizados (CARDEC 1 e CARDEC 2). Os preditores foram sexo, idade e número de superfícies cariadas, restauradas e dentes perdidos. O desfecho foi a incidência de novas lesões de cárie (desfecho dicotômico). Os dados foram divididos em treino e teste (70:30), e foram desenvolvidos modelos de regressão logística, Random Forest, XGBoost e CatBoost, com otimização por validação cruzada. O desempenho foi avaliado por área sob a curva ROC (AUC), acurácia, sensibilidade, especificidade, valor preditivo positivo e negativo. Os modelos de ML apresentaram melhor desempenho que a regressão logística, com AUC de até 0,685 (vs 0,556), com destaque para o XGBoost (acurácia 0,664; sensibilidade 0,632; especificidade 0,693). Para interpretação do modelo, foi aplicada a análise SHAP no XGBoost, que indicou o número de superfícies cariadas como principal preditor do risco de novas lesões de cárie, indicando que a experiência prévia de cárie foi o principal determinante do desenvolvimento de novas lesões no modelo.

Conclui-se que modelos de ML melhoram a predição do risco de novas lesões de cárie em crianças em relação à regressão logística, provavelmente por captarem relações não lineares entre as variáveis, embora o desempenho global tenha sido moderado.

(Apoio: CAPES)
PNb0261 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Análise dos parâmetros físico-químicos da saliva de crianças com Hipomineralização Molar-Incisivo (HMI)
Brenda Soares Ribeiro, Fernando Luiz Affonso Fonseca, Emanuella Fernandes, Gabrielle Ferreira Noguti Pasquareli, Camila Fragelli, Marco Aurélio Benini Paschoal, Taís de Souza Barbosa
Odontologia restauradora INSTITUTO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA / ICT-UNESP-SJC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo transversal analisou os parâmetros físico-químicos da saliva de crianças (7 a 11 anos) com HMI (n=41) e sem HMI/cárie (n=40). A HMI, cárie e hipersensibilidade foram diagnosticadas pelos critérios de Ghanim, ICDAS e SCASS, respectivamente. Realizou-se coleta de saliva não estimulada (NE) e estimulada (E) para aferição do fluxo, pH (NE, E) e capacidade tampão (E), e dosagem de cálcio, fósforo, ácido úrico, proteínas totais, vitamina D, cortisol, vitamina A e flúor (E). A estatística consistiu de testes de normalidade, comparação, correlação e regressão logística múltipla (α=0,05). Houve correlação negativa do cálcio com pH e capacidade tampão, e do fósforo com fluxo na HMI; nos subgrupos HMI, o cálcio se correlacionou negativamente com pH e capacidade tampão, e o fósforo com fluxo, igualmente para o ácido úrico com fluxo e pH para opacidade amarela-acastanhada ou branca- creme/amarela-acastanhada, e o cortisol com pH e capacidade tampão nos na HMI leve, com hipersensibilidade e em molar e incisivo permanentes. A vitamina D se correlacionou positivamente com pH e capacidade tampão no grupo sem HMI e com o fluxo na opacidade amarela-acastanhada ou branca- creme/amarela-acastanhada e HMI com cárie. A HMI aumentou em 4,82 vezes a chance de níveis elevados de ácido úrico. Houve menor chance de valores elevados para vitamina A na HMI; fósforo na HMI com cárie; ácido úrico para HMI em molar e incisivo permanentes; vitamina D na opacidade amarela- acastanhada ou branca-creme/amarela-acastanhada, HMI com cárie, HMI em molar e incisivo permanentes.

Conclui-se que a HMI esteve associada a maior capacidade tampão na categoria moderada/severa e alterações nas concentrações de ácido úrico, fósforo, vitamina D, vitamina A e flúor na saliva E.

(Apoio: CAPES  N° Nº 88887.146604/2025-00)
PNb0262 - Painel Aspirante
Área: 4 - Ortodontia

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Influência da presença de biofilme e de acessórios ortodônticos na medição mésio-distal e na análise de Bolton em modelos digitais
Tainá de Moraes Corrêa Manso, Beatriz Salomão Porto Alegre Rosa, Luiz Eduardo de Macedo Cardoso, Flavia Artese
Ortodontia UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Com o avanço da odontologia digital, os escâneres intraorais tornaram-se ferramentas amplamente utilizadas para obtenção de modelos tridimensionais, oferecendo maior agilidade e precisão na prática ortodôntica. Entretanto, fatores clínicos, como a presença de biofilme e de acessórios ortodônticos, podem influenciar a acurácia dessas imagens. Este estudo teve como objetivo avaliar a influência desses fatores na medição da largura mésio-distal dos dentes permanentes em modelos digitais e na análise de Bolton por métodos semiautomático e totalmente automatizado. A amostra incluiu 11 pacientes, submetidos a quatro tempos de escaneamento com o escâner iTero, nas seguintes condições: com e sem placa bacteriana, com e sem bráquetes. As medições foram realizadas no software OrthoCAD por duas avaliadoras, enquanto as análises de Bolton foram feitas de forma semiautomática no OrthoCAD e automática no ClinCheck Pro 6.0. Os resultados demonstraram que a maioria das medidas não apresentou diferenças estatisticamente significativas entre as condições clínicas. No entanto, a análise de Bolton anterior semiautomática foi significativamente afetada pela interação entre biofilme e bráquetes (p = 0,01), com tendência à subestimação da discrepância. A versão automatizada também foi impactada (p = 0,02), porém em menor grau. A análise de Bolton total manteve-se estável. Apesar disso, houve relato de dificuldades técnicas em regiões posteriores na presença de placa.

Conclui-se que, apesar da boa reprodutibilidade das mensurações digitais, a presença combinada de placa bacteriana e braquetes pode comprometer a acurácia das análises, especialmente em regiões posteriores e na análise de Bolton dos dentes anteriores.

PNb0265 - Painel Aspirante
Área: 4 - Ortodontia

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

RECESSÃO GENGIVAL ANTEROINFERIOR NA CLASSE II: TRATAMENTO COMPENSATÓRIO VS. CIRÚRGICO
Igor Henrique Boni de Souza, Kelli Zeferino Correia Bauermann, Paula Cotrin, Fabricio Pinelli Valarelli, Celia Regina Maio Pinzan-vercelino, Renata Cristina Gobbi, Ricardo Cesar Gobbi de Oliveira, Karina Maria Salvatore de Freitas
Odontologia ASSOCIAÇÃO MARINGÁ DE ENSINO SUPERIOR
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo desse estudo foi comparar a recessão gengival em pacientes com má oclusão de Classe II tratados com elásticos intermaxilares de Classe II e cirúrgico. A amostra foi constituída por 40 pacientes com má oclusão de Classe II tratados sem extração, divididos em dois grupos, sendo G1: 20 pacientes tratados com aparelhos fixos e elásticos de Classe II, com idade inicial média de 18,23 (DP=5,24) e idade final média 20,57 anos (DP = 5,18); G2: 20 pacientes tratados com aparelhos fixos cirurgia ortognática, com idade inicial média de 20,18 anos (DP = 2,30) e final em média 22,61 anos (DP = 2,14). A recessão gengival foi avaliada nas fotografias intrabucais com auxílio do software Dolphin nas fases inicial e final. A comparação intergrupos foi realizada pelo teste t independente. Os resultados demonstraram que não houve aumento estatisticamente significante da recessão gengival com o tratamento ortodôntico nos grupos Classe II tratados de forma compensatória e cirúrgica. A recessão gengival se mostrou semelhante ao início e ao final do tratamento em ambos os grupos. Não houve diferença entre os grupos da alteração da quantidade de recessão gengival com o tratamento.

Concluiu-se que pacientes com má oclusão de Classe II tratados compensatória ou cirurgicamente apresentam alteração similar da recessão gengival dos incisivos inferiores.

PNb0266 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Análise físico-química e potencial acidogênico de fórmulas infantis e leites integral, materno e vegetal
Ana Carolina da Silva Fadini, Daniella Malhães de Souza, Tatiana Kelly da Silva Fidalgo, Ana Paula Pires Dos Santos, Adilis Alexandria
UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Objetivou-se avaliar a caracterização físico-química e o potencial acidogênico (PA) de fórmulas infantis de seguimento para lactentes, crianças de primeira infância, sem lactose, e de origem vegetal, além de leites integral, materno e vegetal como controles. Trata-se de um estudo laboratorial, in vitro e duplo-cego. Os produtos foram preparados conforme orientação do fabricante. Determinaram-se pH, fluoreto total solúvel (F⁻) por potenciometria com eletrodo íon-seletivo, sólidos solúveis totais (SST) por refratometria e o perfil de carboidratos por ¹H-RMN. O PA foi avaliado por ensaio de fermentação bacteriana com Streptococcus mutans (ATCC 25175) em meio BHI, adicionado (1:1) aos produtos e controles (meio branco, sacarose 10%) com mensuração do ΔpH nos tempos 0h, 2h, 4h, 6h e 24h, e da área abaixo da curva (AUC<5,5). Avaliaram-se, ainda, os rótulos dos produtos de acordo com a NBCAL. Os dados foram analisados descritivamente, por ANOVA/Tukey e ANOVA de medidas repetidas (p<0,05). O pH variou de 6,65±0,01 a 7,89±0,05. Os SST variaram de 8,50±0,71 a 14,50±0,71 ºBrix, com menores valores nos controles (p<0,05). O F- variou de 0,02 ± 0,00 a 0,16 ± 0,01 mg/L, sendo maior no leite integral (p<0,05). No teste de PA, após 4h, todos os produtos apresentaram pH<5,5, exceto o leite materno, que apresentou menor ΔpH (0,35±0,02) e AUC=0 (p<0,05). Embora não tenham sido observadas inconformidades na rotulagem, a ¹H-RMN identificou maltodextrina, glicose e sacarose, inclusive em produtos sem declaração no rótulo.

Conclui-se que a maioria dos produtos apresentou potencial acidogênico associado à carga de substratos fermentáveis, reforçando a necessidade de monitoramento do consumo desses produtos na primeira infância.

PNb0267 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Letramento em saúde na adolescência: o papel das desigualdades sociais e do contexto educacional
Júlia Alves Fernandes, Mariane Carolina Faria Barbosa, Saul Martins Paiva, Fabian Calixto Fraiz, Ana Flávia Granville-garcia, Fernanda Morais Ferreira
ODONTOLOGIA UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O letramento em saúde (LS) refere-se à capacidade de acessar, compreender e aplicar informações para a tomada de decisões em saúde. Este estudo objetivou mensurar o nível de letramento em saúde de adolescentes e analisar sua associação com variáveis sociodemográficas e autoavaliação em saúde. Trata-se de estudo transversal realizado com adolescentes de 13 a 19 anos, matriculados em escolas públicas de Belo Horizonte, Minas Gerais. Foi aplicado um questionário sociodemográfico e de autoavaliação em saúde. O LS foi mensurado pela versão brasileira do Rapid Estimate of Adult Literacy in Medicine and Dentistry (REALMD-20), com pontuação variando de 0 a 20 pontos. Os dados foram analisados no programa SPSS Statistics versão 21.0 (p<0,05). Participaram 260 adolescentes, sendo 54,6% meninas, com média de 15,64 anos (DP=1,84). A média do LS foi de 15,61 pontos (DP=2,89). Adolescentes de escolas com melhor desempenho no IDEB (p=0,011) e com maior escolaridade (p<0,001) apresentaram maiores escores de LS. Maior escolaridade dos responsáveis também esteve associada a melhores níveis de LS (p=0,008). Observou-se correlação positiva entre LS e idade dos adolescentes (rho=0,42; p<0,001), idade dos responsáveis (rho=0,20; p=0,001) e renda (rho=0,27; p<0,001). Adolescentes sob responsabilidade dos pais apresentaram maiores escores de LS (p=0,017). Não foram observadas associações com sexo, raça/cor, condições de saúde ou autoavaliação de saúde geral e bucal (p>0,05).

Conclui-se que o letramento em saúde associa-se a fatores sociodemográficos e ao contexto familiar e educacional, evidenciando desigualdades sociais relevantes.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  FAPEMIG  N° APQ-00360-22, RED-00204-23  |  CNPq  N° PQNo 309181/2022-4, Universal N°406204/2021-7, INCT Saúde Oral e Odontologia N°406840/2022-9)
PNb0268 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

O USO DA LASERPUNTURA PARA MANEJO DA ANSIEDADE ODONTOLÓGICA EM PACIENTES INFANTIS
Yasmin Pessanha Neves, Gabrielly da Costa Paulino Lacerda Reis, Mariana Farias da Cruz Zefiro , Luciana Pomarico, Gloria Fernanda Barbosa de Araujo Castro
Odontopediatria e Ortodontia da UFRJ UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A Acupuntura a Laser (AL) pode funcionar como método coadjuvante no controle da ansiedade durante o atendimento odontológico (AO) em crianças. O objetivo foi avaliar parâmetros relacionados a ansiedade de crianças frente ao AO, após o uso da AL. Realizou-se um estudo piloto randomizado, com 10 crianças, ambos os sexos, 5-10 anos, que nunca foram ao dentista e com necessidade de tratamento sob anestesia local, sendo eles: tratamento restaurador sob isolamento absoluto (R + IA) ou exodontia (EXO). Aferiu-se a Frequência cardíaca (FC), Saturação de oxigênio (SpO2) e aplicou-se a Escala Modificada de Ansiedade Odontológica Infantil Faces (MCDASf) e a AL em dois pontos (Yintang e C7), antes da intervenção odontológica. Pacientes do Grupo Intervenção (GI) (n=5) receberam a Luz LASER e o Grupo controle (GC) (n=5) receberam a simulação (sem o acionamento da luz). Ao final, fez-se nova aferição de FC, SpO2 e aplicada a escala MCDASf. No GI, 60% (n=3) realizou R + IA e 40% (n=2) EXO. No GC, 80% (n=4) foram submetidos a EXO. No GI, 80% (n=4) apresentou diminuição da FC ao final do atendimento, comparando com 40% (n=3) do GC. Não foi verificado diferença nos valores de SpO2 nos dois grupos. Quanto a escala MCDASf, em nenhum grupo houve aumento do score para a ansiedade, assim como nenhuma criança apresentou piora no comportamento.

Acupuntura a Laser foi capaz de reduzir a FC durante o atendimento odontológico, mas não impactou em outros fatores relacionados a percepção de ansiedade em crianças.

PNb0269 - Painel Aspirante
Área: 4 - Ortodontia

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Associação entre medidas tridimensionais da base do crânio e a relação transversal maxilomandibular
Ana Elisa de Mello Sassaron, Alejandro David Avalos Chávez, Fabio Lourenco Romano, Maria Bernadete Sasso Stuani, Mírian Aiko Nakane Matsumoto, Erika Calvano Kuchler, Guido Artemio Marañón-vásquez
Clínica Infantil UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi investigar a associação entre medidas tridimensionais da base do crânio e a relação transversal maxilomandibular. Foi realizada análise secundária de prontuários ortodônticos, incluindo 73 indivíduos (idade média de 30,2 anos) com tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC). A partir de volumes tomográficos padronizados, foram geradas imagens cefalométricas póstero-anteriores para mensuração das distâncias J-J (largura maxilar) e AG-GA (largura mandibular). A diferença entre essas medidas foi calculada e estratificada em quartis para classificação da relação transversal maxilomandibular (relação transversal reduzida, relação transversal equilibrada e relação transversal aumentada). Para avaliação tridimensional da base do crânio foram usados 11 pontos de referência anatômicos, gerando 23 distâncias lineares, nove ângulos tridimensionais e 10 medidas de assimetria bilateral. Modelos lineares gerais foram utilizados para análise inferencial. Indivíduos com relação transversal reduzida (mandíbula relativamente mais estreita), apresentaram reduções sistemáticas nas dimensões transversais da base do crânio; enquanto indivíduos com relação transversal aumentada (mandíbula relativamente mais larga), apresentaram dimensões transversais da base do crânio aumentadas (P < 0,05). Observou-se associação entre assimetria bilateral e a relação transversal maxilomandibular (P < 0,05), predominantemente nas medidas relacionadas às fossas mandibulares.

Variações nas medidas tridimensionais da base do crânio apresentam associação com a relação transversal maxilomandibular.




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