9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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PNb0217 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Cinética de liberação, degradação e bioatividade de nanobiovidros carregados com L-Arginina sintetizados pelo método Stöber modificado
Fernanda Rafaela Ribeiro, Paulo Vitor Campos Ferreira, Alana Pinto Caroso Souza, Mário Alexandre Coelho Sinhoreti
Dentística Restauradora FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliar o perfil de liberação, degradação e bioatividade de nanobiovidros carregados com L-Arginina sintetizados pelo método de Stöber modificado. Nanobiovidros à base de Si, Ca, Na e PO₄ foram sintetizados pelo método de Stöber modificado, e a L-arginina foi adsorvida à superfície das partículas. Inicialmente, as partículas foram caracterizadas quanto à morfologia, tamanho, composição e características estruturais e vibracionais por microscopia eletrônica de varredura (MEV), microscopia eletrônica de transmissão (MET) e espectroscopia no infravermelho por transformada de Fourier (FTIR). Em seguida, foram avaliados o perfil de liberação da L-arginina, a variação de pH, a bioatividade in vitro, a degradação das partículas em diferentes condições e a viabilidade celular por meio do ensaio MTT (24 h). As partículas apresentaram morfologia predominantemente esférica, dimensões nanométricas e tendência à aglomeração. O FTIR confirmou características compatíveis com a rede silicatada dos nanobiovidros. A liberação de L-arginina foi maior nos tempos iniciais, seguida de redução e estabilização. A bioatividade in vitro sugeriu deposição progressiva de camadas ricas em Ca e P ao longo do tempo. Na análise de degradação, os grupos contendo L-arginina apresentaram maior liberação inicial de Ca²⁺. Todos os grupos exibiram viabilidade celular superior a 70%.

Os nanobiovidros carregados com L-arginina apresentaram propriedades físico-químicas adequadas, comportamento bioativo, degradação controlada e citocompatibilidade.

(Apoio: CAPES  N° 88887.992441/2024-00)
PNb0218 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Efeito da fotoativação acelerada de resina bulk fill na sensibilidade pós-operatória em restaurações Classe I: estudo clínico randomizado
Maryuri Del Carmen Macias Bautista, Airin Avendano Rondon, Maribí Isomar Terán Lozada, Hugo Lemes Carlo, Larissa Victória Miranda Ubagai, Gisele Rodrigues da Silva, Carlos José Soares
Dentística e materiais odontológicos UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliar o efeito de protocolos de fotoativação acelerada e convencional usando diferentes fontes de luz na sensibilidade pós-operatória de restaurações Classe I com resina bulk fill. Estudo clínico randomizado, duplo-cego, em pacientes adultos com necessidade de restauração em molares, que foram reabilitados com resina composta bulk fill Tetric N-PowerFill, Ivoclar-Vivadent. Testaram-se 4 grupos gerados pela associação da fotoativação por 3s e 20s realizadas com fotopolimerizadores Bluephase Powercure, Ivoclar-Vivadent e Quazar, FGM. A sensibilidade foi avaliada por escala visual analógica sob jato de ar, água em temperatura ambiente, água fria e gelo, nos períodos pré-operatório, imediato e após 3 meses. Dimensões cavitárias: mesiodistal e vestibulolingual; profundidade distal, central e mesial; e tempo operatório foram registrados. Os dados foram analisados por modelos lineares mistos (efeitos fixos: protocolo e período; aleatório: paciente usando teste de Wald χ²; α=5%). As dimensões cavitárias não diferiram entre os grupos (p>0,05). O tempo operatório foi semelhante para todos os protocolos (24.8 ± 7.3; 25.8 ± 9.4; 25.1 ± 7.5; 24.5 ± 7.7 min; p=0,971). A sensibilidade pós-operatória não foi afetada pelo protocolo de fotoativação e nem pelo fotoiniciador. O momento da avaliação influenciou a sensibilidade percebida, com redução progressiva aos 3 meses. A satisfação do paciente foi máxima em todos os domínios avaliados.

Os protocolos de fotoativação não influenciam a sensibilidade pós-operatória, sendo esta dependente do tempo pós-restauração. Resinas desenvolvidas para fotoativação acelerada podem ser fotoativadas por 3 ou 20 s com uso de fonte de luz dedicada ou de outro fabricante que possua esses modos de ativação.

(Apoio: CAPES/OEA  N° 001   |  FAPs - FAPEMIG  N° APQ-04262-22, APQ-03238-24 / RED-00204-23  |  CNPq - INCT Saúde Oral e Odontologia  N° 406840/2022-9)
PNb0219 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Vernizes experimentais contendo oxalato dipotássico para a prevenção do desgaste dental erosivo em dentina
Luiza Santos Scontre, Raissa Manoel Garcia, Letícia Maria Balbino Rigo, Cláudia Allegrini Kairalla, Isabelle Oliveira Lopes, Taís Scaramucci
Dentistica UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi: 1. Sintetizar vernizes experimentais (VEs) contendo 22.600 ppm de F (NaF), associados a 31.265 ppm de Sn²⁺ (como SnCl) e 50.000 ppm de oxalato dipotássico; 2. Avaliar sua eficácia na prevenção do desgaste dentário erosivo em dentina. Sete grupos experimentais foram avaliados (n=10): 1. Sem tratamento; 2. VE placebo sem compostos ativos; 3. VE contendo F(F); 4. VE contendo F e Sn²⁺ (F+Sn); 5. VE contendo F e oxalato dipotássico (F+OXP); 6. VE contendo F, Sn²⁺ e oxalato dipotássico (F+Sn+OXP); 7. Verniz comercial Colgate Duraphat®. Os tratamentos foram aplicados nos espécimes, seguidos por imersão em água destilada por 6 horas. Em seguida, os espécimes foram submetidos a um protocolo de ciclagem erosiva-abrasiva por 5 dias (2 min em ácido cítrico a 1% e 60 min em saliva artificial, 4x/dia). A escovação foi realizada 30 minutos após o primeiro e o quarto desafios erosivos. Após a ciclagem, a perda de superfície (PS, µm) foi avaliada por perfilometria óptica, com e sem remoção do verniz. Os dados foram analisados estatisticamente (α = 0,05). Com verniz residual, não foram observadas diferenças significativas entre os grupos (p > 0,05). Após a remoção do verniz, o grupo sem tratamento apresentou a maior PS, não diferindo do grupo Duraphat®, com mediana de PS de 12,76 (12,25 - 13,72) e 5,74 (1,17 - 8,04), respectivamente (p = 0,524). O grupo F apresentou menor PS, com mediana de 0,07 (0,03 - 0,67), sem diferenças significativas comparado aos grupos placebo (1,26 (0,57 - 1,45)), F+Sn (0,42 (0,26 - 0,95)), F+OXP (0,80 (0,26 - 1,28)) e F+Sn+OXP (0,58 (0,12 - 1,68)), (p > 0,05).

Os vernizes contendo flúor, combinados com oxalato dipotássico ou íons estanho, protegeram significativamente a dentina contra o desgaste dental erosivo.

(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2025/06615-4)
PNb0220 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Influência dos diferentes tempos de exposição ao hipoclorito de sódio na resistência adesiva da dentina coronária
Bruno Martins Maciel, Wilfredo Gustavo Escalante Otárola, Gabriela Mariana Castro Núñez, Vitorio Eduardo Quina de Aguiar, Ândresson Aurélio Fernandes Martins, Maria Carolina Sidonio Alves, Jean Pierre Munhoz Junior, Milton Carlos Kuga
Odontologia Restauradora UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliar a influência do irrigante e tempo de exposição sobre a morfologia da dentina e a resistência de união de um adesivo universal. Utilizou-se 120 incisivos bovinos, 60 para análise morfológica e 60 para microtração (µTBS). As superfícies dentinárias coronárias foram padronizadas quanto a irrigação endodôntica, seguida de aplicação e remoção de selante. Sendo divididas em 6 grupos: NaOCL a 2,5% por 60 s + tiossulfato de sódio a 4,23% (2.5SH-a); NaOCL a 2,5% por 300 s (2.5SH-b); Ca(OCl)2 a 6% por 60 s + tiossulfato de sódio a 4,23% (6.0CH-a); Ca(OCl)2 a 6% por 300 s (6.0CH-b); NaOCL a 2,5% + enxague + EDTA a 17% por 60 s + tiossulfato de sódio a 4,23% (CON-1); Ca(OCl)2 a 6% + enxague + EDTA a 17% por 60 s + tiossulfato de sódio a 4,23% (CON-2). A morfologia foi avaliada por microscopia eletrônica de varredura com cinco níveis de pontuação. As amostras restauradas foram submetidas ao teste de µTBS. Os modos de falha foram analisados sob microscopia. Os dados foram analisados com os testes de Kruskal-Wallis, ANOVA unidirecional e ANOVA bidirecional (𝜶 = 0,05) Os protocolos com exposição prolongada (300 s) apresentaram maiores alterações morfológicas da dentina e menores valores de µTBS (p<0,001). Os grupos submetidos à exposição curta (60 s) e os controles mantiveram morfologia mais preservada e resistência adesiva estável (p≥0,169). Não foram observadas diferenças significativas entre NaOCl e Ca(OCl) quando aplicados pelo mesmo período. As falhas adesivas predominaram nos grupos de exposição prolongada.

O tempo de exposição foi o principal fator relacionado à degradação da dentina e à redução da resistência adesiva. Protocolos de curta exposição preservaram a integridade dentinária e o desempenho adesivo, independentemente do irrigante utilizado.

PNb0221 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Efeito de Enxaguatório Bucal à Base de Canabidiol Sobre o Esmalte Dental: Um Estudo in Situ
Anna Luísa Araujo Pimenta, Lucas Andrade de Sousa, Carlos Henrique Gomes Martins, Fernanda de Carvalho Panzeri
Odontologia UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliar a eficácia antibiofilme in situ de enxaguatórios experimentais com canabidiol (CBD) e seus efeitos nas propriedades físicas e mecânicas do esmalte dentário. Fragmentos de esmalte bovino (6x6x2mm) foram montados em dispositivos intraorais utilizados por 14 participantes, por 7 dias, em um delineamento cruzado, randomizado e duplo-cego. Foram testados enxaguatórios experimentais com CBD nas concentrações de 0,01%, 0,05% e 0,1%, placebo e clorexidina (CHX) a 0,12%. Um lado de cada dispositivo foi exposto à solução de sacarose a 20%. Rugosidade superficial (Ra), microdureza relativa e estabilidade de cor (ΔE00), foram avaliadas. Foram quantificadas a formação de biofilme e leveduras (log10 UFC). Os dados foram analisados por 2-way ANOVA, Bonferroni (P<,05) e os dados microbiológicos por Kruskal-Wallis, Dunn (P<,05). A sacarose não afetou significativamente a rugosidade (P>,05) e CBD 0,1% apresentou maior rugosidade que a CHX sob exposição à sacarose (P<,05). A microdureza relativa (%) não diferiu entre os tratamentos (P>,05); contudo, a sacarose reduziu a microdureza nos grupos placebo e CBD 0,01% (P<,05). A CHX apresentou maiores valores de ΔE00, superiores aos demais tratamentos (P<,05), ultrapassando os limites de perceptibilidade (0,8) e aceitabilidade (1,8); a sacarose não teve efeito (P>,05). A formação de biofilme foi semelhante entre CHX, CBD 0,05% e CBD 0,1% (P>,05), mas CBD 0,01% apresentou valores superiores à CHX sob sacarose (P<,05). Houve menor número de leveduras para CHX que CBD 0,01% e CBD 0,1% (P<,05).

Enxaguatórios contendo CBD 0,05% demonstraram potencial na redução do biofilme dental, sem causar efeitos adversos significativos nas propriedades do esmalte

(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2024/06051-0)
PNb0222 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Adequação de cor de resinas unicromática e convencional após colagem de fragmento em dente bovino: estudo piloto in vitro
Luciana Vasconcelos Ramos, Vinicius Ardisson de Morais, Fernanda Gonçalves Machado Rodrigues, Maíra do Prado, Marcela Baraúna Magno, Andréa Vaz Braga Pintor
odontologia UNIVERSIDADE VEIGA DE ALMEIDA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliou-se comparativamente a adequação da cor de resinas compostas unicromática (RCU) e convencional (RCC), após a colagem de fragmento de dente bovino. Dez dentes bovinos foram aleatoriamente distribuídos em 2 grupos de acordo com o material restaurador - G1 - RCU (Vittra Unique®) e G2 - RCC, cor A3 (Filtek Z350 XT®) (n=5). Duas matrizes de silicone de adição foram confeccionadas para cada espécime, i) para registrar as faces palatinas e proximais e ii) padronizar a área de tomada de cor. Em seguida, uma fratura de esmalte e dentina do tipo classe IV, foi simulada de forma padronizada - iniciando a 5mm da borda incisal da face mesial de cada espécime, utilizando disco diamantado em baixa rotação. Os espécimes foram restaurados por colagem dos fragmentos com RCU ou RCC, seguindo as instruções dos fabricantes e com auxílio da matriz, e polidos com sequência de discos de lixa. Mensurações de cor foram realizadas utilizando espectrofotômetro Vita Easyshade® antes da fratura e imediatamente após a colagem de cada fragmento. Diferenças de cor (CIEDE2000 - ΔE00) entre os dentes hígidos e após a colagem do fragmento e polimento foram calculadas. A diferença das médias na variação da cor entre os grupos 1 e 2 foram analisados utilizando teste t para amostras independentes (α 5%). O grupo 1 (5.14±1.94) apresentou maior ΔE00, em comparação ao grupo 2 (2.26±0.79) (p=0.015), com tamanho do efeito consideravelmente grande (d de Cohen = 1.94).

A resina unicromática promoveu variação de cor imediata superior à da resina convencional na técnica de colagem de fragmento em dente bovino.

(Apoio: CAPES  N° 88887.319732/2026-00)
PNb0223 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Impacto da orientação de impressão e polimento na rugosidade e cor de resina impressa 3D: correlação entre perfilometria de contato e óptica
Julia Scabora Teixeira, Mutlu Ozcan, Matheus Kury Rodrigues, Rafael Dascanio
UNIVERSIDADE PAULISTA - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Comparar perfilometria de contato e óptica na mensuração da rugosidade superficial de resinas impressas em 0° e 90°, com e sem polimento, além de investigar o impacto desses fatores na estabilidade de cor e topografia. Espécimes de resina impressa para restaurações definitivas (Saremco, Crowntec- Impressora Asiga Max UV) foram confeccionados nas orientações de 0° e 90° e submetidos ou não ao polimento. A rugosidade (Ra,Rq,Rz) foi mensurada por perfilometria de contato (Mitutoyo) e óptica (Keyence). A correlação entre métodos foi determinada por Pearson e a concordância por Bland-Altman. A topografia foi analisada por microscopia eletrônica de varredura (MEV). A cor (ΔE00, WID) foi avaliada em espectrofotômetro (Minolta) antes e após imersão em café por 7 dias. Os dados foram analisados por ANOVA de três fatores e teste de Tukey (α=0,05). Amostras não polidas, especialmente em 90°, apresentaram maiores valores de rugosidade (p<0,05). Diferença entre 0° e 90° polidos foi observada apenas para Ra no método de contato. Ra, Rq e Rz foram maiores (p<0,05) na avaliação óptica. Houve forte correlação entre métodos (r > 0,80), porém com viés sistemático e amplos limites de concordância pela análise de Bland-Altman, indicando baixa concordância entre técnicas. Maior irregularidade e desnivelamento foi detectada em 90° não polido em MEV. Superfícies polidas apresentaram menor ΔE00 (p<0,05), sem diferença entre orientações. O WID reduziu após pigmentação, com menor variação em 0° polido (p<0,05).

O polimento reduz a rugosidade e melhora a estabilidade de cor, com 0° polido demonstrando melhor desempenho. Apesar da correlação, os métodos não são intercambiáveis para todos os parâmetros de rugosidade por captarem aspectos distintos da superfície.

(Apoio: CAPES  N° Taxa PROSUP)
PNb0224 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Avaliação colorimétrica de um infiltrante resinoso experimental com partículas de estrôncio-apatita: estudo piloto in vitro
Luiza Maria Barreto Perez, Brunna Silva Menezes, Beatriz Portela Teixeira da Silva, Eduardo Moreira da Silva, Antônio Ferreira Pereira , Renata Nunes Jardim Reis, Daniel Clemente de Moraes, Maristela Barbosa Portela
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A infiltração resinosa tem sido amplamente utilizada no mascaramento de lesões de mancha branca e defeitos qualitativos de esmalte. A incorporação de partículas bioativas tem se destacado como uma estratégia promissora para aprimorar as propriedades físico-químicas e favorecer o processo de remineralização do esmalte. O objetivo deste estudo piloto laboratorial foi avaliar as alterações de cor promovidas por um infiltrante resinoso experimental contendo partículas bioativas de estrôncio-apatita (5%, 10% e 15%), em comparação ao infiltrante comercial (ICON®). Trinta blocos de esmalte bovino (5x5 mm) foram desmineralizados e distribuídos em cinco grupos (n=6): G1 (0%), G2 (5%), G3 (10%), G4 (15%) e G5 (ICON®). A análise colorimétrica foi realizada em três momentos: esmalte hígido (T0), esmalte desmineralizado artificialmente (T1) e após aplicação do infiltrante e armazenamento em saliva artificial por 48 h (T2), utilizando espectrofotômetro digital e sistema CIE L*a*b*. A variação de cor (ΔE) foi calculada e convertida para NBS. Os dados foram analisados por ANOVA/Tukey (a=5%). Não houve diferença entre os grupos para ΔL, Δa e Δb (p>0,05). Para ΔE, não houve diferença no intervalo T2-T0 (p=0,06), enquanto no T2-T1 o grupo G5 apresentou maior variação em relação a G1 e G3 (p<0,05). Todos os grupos apresentaram valores de NBS > 12, indicando alteração de cor clinicamente perceptível.

Conclui-se que o infiltrante resinoso experimental apresentou menor diferença de cor em relação ao ICON®, sugerindo melhor desempenho estético e potencial aplicação clínica no manejo minimamente invasivo de lesões e defeitos em esmalte.

PNb0225 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Influência longitudinal do pré-tratamento da dentina com substâncias remineralizantes na estabilidade da camada híbrida
Jefferson Pires da Silva Júnior, Rafael Pinto de Mendonça, Cauã Santiago Figueiredo, Tânia Mara da Silva, Leandro de Moura Martins, Tiago Moreira Bastos Campos, Sérgio Eduardo de Paiva Gonçalves
Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos imediatos e longitudinais na resistência de união à dentina condicionada (RU), após a aplicação de duas soluções contendo biopartículas remineralizantes (Combeíta e α-Wollastonita), seguido da aplicação de adesivo universal (AU). Setenta e dois dentes bovinos foram divididos em 3 grupos: Controle (CER), Wollastonita (WOL) e Combeíta (CMB ). Vinte dentes de cada grupo foram condicionados, lavados e antes do AU, foram tratados com as soluções WOL ou CMB, e restaurados para análise de RU à microtração. Quatro amostras de cada grupo foram analisadas por FTIR e preparadas para as microscopias com coloração de Tricômico de Masson (MOTM) e eletrônica de varredura (MEV). Metade das amostras foi analisada imediatamente (24h) e a outra metade armazenada em água destilada por 6 meses. Os dados foram tratados por ANOVA 2-fatores e módulo de Weibull. WOL (p<0,001; 47,0 MPa ± 4,28) e CMB (p<0,001; 42,8 MPa ± 4,44) mostraram RU superiores ao CER (36,9 MPa ± 4,62), com diferença estatística entre si (p=0,044). Após envelhecimento, houve queda significativa no CER (p=0,013; 31,2 MPa ± 4,63), mantendo diferença estatística (p<0,001) com WOL (45,1 MPa ± 6,44) e CMB (42,2 MPa ± 5,78), que em contrapartida não demonstraram diferença entre seus pares imediatos. FTIR do WOL/CMB mostrou reposição mineral eficaz na dentina desminera lizada. MEV evidenciou diferenças na qualidade da hibridização entre CER e WOL/CMB. MOTM mostrou menor zona de fragilidade em WOL/CMB comparado ao CER.

As biopartículas remineralizantes demonstraram ser eficazes na reposição mineral da dentina condicionada e promissoras na adesão imediata e longitudinal com AU utilizado no modo de condicionamento e lavagem.

PNb0226 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Adaptação marginal de restaurações em resina composta e materiais híbridos CAD/CAM em lesões cervicais não-cariosas
Juliana Antoniolli Malucelli, Danielle Liêda Cunha Fróes, Rodrigo Nunes Rached, Evelise Machado de Souza
Dentística PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do estudo foi avaliar o percentual de margem contínua de restaurações em lesões cervicais não cariosas (LCNCs) realizadas com técnicas restauradoras direta, direta- indireta e indireta, antes e após a termociclagem e fadiga mecânica. Quarenta pré-molares superiores receberam preparos padronizados simulando LCNCs em forma de cunha e foram divididos em quatro grupos (n=10): D - restauração direta com resina composta nanoparticulada (FiltekT Z350 XT); DI - técnica direta-indireta com a mesma resina; ICS - técnica indireta com resina híbrida com partículas nanocerâmicas (Cerasmart); e IVE - técnica indireta com cerâmica reforçada por polímero (Vita Enamic). As margens cervicais foram divididas em 5 segmentos (C1-C5) e analisadas em microscópio eletrônico de varredura para cálculo do percentual de margem contínua. As análises foram realizadas antes e após 20.000 ciclos de termociclagem (5C° e 55C°) e 480.000 ciclos de fadiga mecânica com inclinação de 45°. Os dados foram submetidos aos testes de Kruskal-Wallis, Dunn e Wilcoxon (p<0,05). A porcentagem de margem contínua na análise inicial foi de 100% para todos os grupos e segmentos, com exceção de ICS/C4. ICS/C3 apresentou diferença significativa quando comparado a D/C3 (p=0,020) e DI/C3 (p=0,017). Após os ciclos termomecânicos, não foram encontradas diferenças significantes entre os grupos (p=0,858).

Conclui-se que a técnica, o material e a localização da margem cervical são fatores determinantes no desempenho marginal das restaurações em LCNCs. A adaptação marginal das restaurações com resina composta nanoparticulada utilizando técnicas direta e indireta foi superior ao da resina híbrida com partículas nanocerâmicas nas condições analisadas.




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