9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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PNb0362 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

PREFERÊNCIAS DOS ESTUDANTES DE ODONTOLOGIA NA ESCOLHA DE SEU PRÓPRIO DENTISTA
Juan Diego Torres-ribeiro, Júnia Maria Cheib Serra-negra, Saul Martins Paiva, Ivana Meyer Prado, Isabela Almeida Pordeus
Saúde Bucal da Criança e Adolescente UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo preliminar avaliou os critérios considerados por estudantes de Odontologia brasileiros para a escolha de seu próprio Cirurgião-Dentista (CD), com ênfase na influência das redes sociais. Participaram 50 estudantes que responderam a um questionário online com perguntas sociodemográficas, uso de redes sociais, letramento em saúde digital através da versão brasileira do eHealth Literacy Scale (eHEALS) e critérios de escolha do seu(a) CD. A amostra foi majoritariamente feminina (84%), com predominância de participantes entre 17 e 22 anos (53,1%). A maioria (70%) relatou utilizar redes sociais entre 2:00 e 4:59 horas diárias e também as utiliza para obtenção de informações sobre serviços de saúde geral (74%) e odontológicos (86%). Embora 68% tenham consultado as redes sociais do(a) CD com quem se consultaram, a maioria não considera a presença digital tão importante quanto a qualificação técnico-científica (76%). Além disso, 50% já escolheram profissionais de saúde por meio das redes sociais e igual proporção relatou preferência por CD com presença digital. Entre aqueles que já escolheram CD através das redes sociais (28%), destacaram-se como fatores decisivos as postagens com imagens de resultados clínicos (64,3%), conteúdos educativos (64,3%) e depoimentos de pacientes (42,9%). O escore médio do eHEALS foi de 30,3 ± 4,8, sendo que 86% dos participantes apresentaram literacia em saúde digital considerada adequada.

Embora valorizem a formação técnico-científica, os estudantes estão inseridos em um contexto digital que podem influenciar suas percepções.

(Apoio: CAPES  N° 001   |  FAPs - FAPEMIG  N° RED-00204-23  |  CNPq INCT Saúde Oral e Odontologia   N° 406840/2022-9)
PNb0363 - Painel Aspirante
Área: 9 - Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais / Odontologia Hospitalar

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Projeto Odontologia hospitalar para pacientes oncológicos: impacto da extensão universitária na rede de apoio e cuidados no Sul de Minas
Joao Vitor da Cruz Pegoraro, Ronaldo Machado Souza Nascimento, Taysa Detimermane de Castro, Brendha Evellyn Santos E. Silva, Welligton Oliveira do Lago, Daniela Coêlho de Lima, Leandro Araújo Fernandes
Faculdade de Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALFENAS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O projeto de extensão "Odontologia hospitalar para pacientes oncológicos" desenvolve ações educativas, preventivas, curativas e reabilitadoras na Universidade Federal de Alfenas/MG em parceria com o Centro de Oncologia do município e a Instituição filantrópica Vida Viva que abrange atualmente 24 municípios que atende a mais de 400 mil habitantes, sendo o principal polo de referência em saúde do Sul de Minas. Vigente desde 2018, o projeto apresenta uma equipe de 21 discentes de graduação e pós-graduação, além de 5 docentes da UNIFAL-MG, com reuniões quinzenais para planejamento e discussões de casos clínicos. O projeto também promove ações sociais, como arrecadação de alimentos, kits de higiene bucal e doação de cabelos. Além disso, produz materiais educativos direcionados à prevenção e ao autoexame do câncer bucal e realiza Feiras de Saúde locais, desenvolvendo orientações, exames clínicos e encaminhamentos para tratamento odontológico na UNIFAL. São realizadas capacitações internas e externas, bem como palestras aos universitários, visando ampliar o conhecimento em odontologia hospitalar. O atendimento clínico ocorre semanalmente, tanto no consultório do Vida Viva quanto nas clínicas da Universidade. O projeto ainda atua na divulgação científica por meio do Instagram, amplia o acesso à informação e incentiva ações solidárias. Apesar dos desafios para inserção da odontologia no ambiente hospitalar, o projeto estimula o interesse dos estudantes, estimula o desenvolvimento de uma equipe interprofissional e um trabalho multidisciplinar, além de contribuir para uma formação mais humanizada.

Assim, promove o cuidado integral, melhor adesão ao tratamento e aumenta a expectativa e qualidade de vida dos pacientes oncológicos.

PNb0364 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Interconsulta de puericultura na Atenção Primária à Saúde: perspectivas de residentes multiprofissionais
Raissa Taynnar Albuquerque Lopes, Giderlane Daianny de Souza Silva, Cláudia Helena Soares de Morais Freitas, Franklin Delano Soares Forte
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo analisou como a puericultura é vivenciada como um espaço de colaboração interprofissional no contexto da Residência Multiprofissional em Saúde da Família e Comunidade (RMSFC). Trata-se de uma pesquisa qualitativa, realizada no município de João Pessoa, Brasil, com sete residentes do primeiro e segundo anos da Residência (R1 e R2) de diferentes núcleos profissionais. Os dados foram produzidos por entrevistas semiestruturadas e submetidos à análise temática de conteúdo. Os resultados evidenciam que a puericultura se configura como um dispositivo estratégico de articulação interprofissional, favorecendo a integralidade do cuidado à saúde da criança. Os residentes destacaram a relevância da troca de saberes, da comunicação efetiva e da construção conjunta de estratégias de cuidado, contribuindo para um acompanhamento mais qualificado e resolutivo. Contudo, persistem desafios, como a resistência de profissionais mais experientes à prática interprofissional e limitações estruturais presentes nas Unidades de Saúde da Família. Evidencia-se, ainda, a necessidade de fortalecimento da Educação Permanente em Saúde como estratégia para estimular e qualificar a colaboração entre equipes.

Conclui-se que a RMSFC constitui um espaço potente não apenas para a formação técnica, mas também para a transformação do processo de trabalho, contribuindo para o fortalecimento da atenção integral à saúde da criança na Atenção Primária à Saúde.

PNb0365 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Acolhimento à população LGBTQIAPN+ na Atenção Primária à Saúde: análise interprofissional e desafios para a odontologia
Giderlane Daianny de Souza Silva, Raissa Taynnar Albuquerque Lopes, Milene Dos Santos Madeiro, Wellington Bruno Alves de Souza, Cláudia Helena Soares de Morais Freitas
CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O acolhimento na Atenção Primária à Saúde (APS) constitui diretriz central para a integralidade do cuidado, especialmente no atendimento à população LGBTQIAPN+. O objetivo deste trabalho foi analisar, comparativamente, a percepção e a prática do acolhimento a esse grupo entre diferentes categorias profissionais, com ênfase na odontologia. Trata-se de um estudo qualitativo realizado no município de João Pessoa, Brasil, com 30 participantes, incluindo médicos, enfermeiros e cirurgiões-dentistas da APS. A coleta de dados ocorreu no período de novembro de 2025 a março de 2026, utilizando entrevistas com roteiro semiestruturado, em Unidades de Saúde da Família (USFs) dos cinco Distritos Sanitários, e os dados foram analisados por meio da análise temática de Bardin. Observou-se convergência na compreensão do acolhimento como escuta qualificada, respeito e organização do fluxo. Entretanto, emergiram diferenças entre as categorias. Médicos e enfermeiros relataram maior aproximação com questões de sexualidade, vínculo e acompanhamento longitudinal. Na odontologia, predominou uma prática centrada em queixas clínicas, associada à percepção de baixa procura e à compreensão de que a orientação sexual não interfere no cuidado em saúde bucal. Fragilidades como desconhecimento conceitual, dificuldades no uso do nome social e crenças pessoais configuram barreiras que comprometem a efetividade do acolhimento e a equidade no cuidado.

Conclui-se que o acolhimento é heterogêneo entre as categorias, evidenciando a necessidade de fortalecer a formação interprofissional e o desenvolvimento de práticas inclusivas por parte dos profissionais da odontologia.

(Apoio: CAPES)
PNb0367 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Tradução, adaptação cultural e confiabilidade da escala "Smile Esthetics-Related Quality of Life" (SERQoL) para o Português Brasileiro
Tayanne Laíse da Rocha Pirixan Louzeiro, Eduardo Ribeiro Amaral, Raquel Ávila da Conceição Andrade, Fernanda Alves Feitosa, Janaina Cristina Gomes, Carolina Steiner-oliveira, Renata Andrea Salvitti de Sá Rocha, Taís de Souza Barbosa
Clínica Odontológica da UNESP INSTITUTO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA / ICT-UNESP-SJC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo transversal realizou a tradução, adaptação cultural e análise de confiabilidade da "Smile Esthetics-Related Quality of Life" (SERQoL) para o Português Brasileiro. A SERQoL consiste de 12 itens sobre os impactos da estética do sorriso, divididos em 3 dimensões psicossociais (autoconsciência dentária, autoconfiança dentária e contatos sociais), com opções de resposta variando de "discordo fortemente" (escore 1) a "concordo fortemente" (5). O protocolo consistiu de tradução para o Português Brasileiro (T1, T2), retradução para o Inglês (RT1, RT2), revisão por Comitê de Especialistas e pré-teste (21 estudantes do ensino médio e universitários, 19,7±2,1 anos, ♀=66,7%). Os dados foram analisados por estatística descritiva, efeito piso, efeito teto e coeficiente Ômega de McDonald (Ω). Para algumas perguntas, as traduções foram idênticas (T1=T2); para outras, uma versão foi preferida (T1 ou T2); e, em algumas, modificou-se termos para melhor compreensão do item (T3). No pré-teste, os 12 itens foram compreendidos por mais de 85% da amostra, sendo a versão traduzida considerada culturalmente adaptada. A média da SERQoL foi 28,6±3,3 (escore total), 16,1±2,7 (autoconsciência dentária), 4,9±1,5 (autoconfiança dentária) e 7,6±3,1 (contatos sociais). Houve efeito teto na autoconsciência dentária (9,5%) e efeito piso na autoconfiança dentária (61,9%) e contatos sociais (23,8%). A consistência interna foi excelente para o escore total (Ω=0,85) e variou de substancial para autoconsciência dentária (Ω=0,80) e contatos sociais (Ω=0,77) a excelente para autoconfiança dentária (Ω=0,85).

A versão em Português Brasileiro da SERQoL foi bem compreendida pela população e apresentou valores satisfatórios de consistência interna.

(Apoio: PIBIC JR)
PNb0368 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

"O neném não gosta": diálogos sobre o tratamento odontológico de gestantes do povo Yanomami
Luíza Moreira Silva, Andreia Olívio Silva, Daiane Abreu de Oliveira , Giselle Lima de Freitas, Lívia Guimarães Zina
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O presente estudo teve como objetivo compreender a dinâmica do atendimento odontológico de indígenas gestantes do povo Yanomami a partir da percepção de profissionais que compõem as equipes de saúde bucal do Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami Ye´kwana. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, conduzida por meio de oficina com 28 participantes (21 cirurgiões-dentistas e 7 técnicos em saúde bucal), feita por webconferência, em 2025, orientada por roteiro semiestruturado com 8 questões norteadoras. A oficina foi gravada, os diálogos transcritos e analisados segundo método de Análise de Conteúdo de Graneheim e Lundman. Os resultados revelaram 7 eixos temáticos: dificultadores e facilitadores para o atendimento odontológico; problemas de saúde bucal na gestação; percepção das necessidades de formação profissional; higiene bucal; compreensão da cárie e alimentação. Entre as dificuldades, destacam-se o medo do tratamento fazer mal ao bebê, especificidades étnico-culturais, temporalidades distintas do cuidado e rotatividade profissional. Em contrapartida, trabalho interprofissional, vínculo e cuidado culturalmente sensível e adequado emergem como facilitadores do acesso. Em relação à cárie dentária, agravo mais relatado, observou-se a relevância da cosmologia Yanomami, expressa no conceito do espírito Kamakari que come os dentes, bem como o impacto da introdução de alimentos industrializados, em algumas regiões, no desenvolvimento da doença.

O cuidado odontológico na gestação do povo Yanomami enfrenta diversos desafios para a sua realização. São necessárias estratégias que envolvam a compreensão das especificidades de cada região e a incorporação da interculturalidade crítica como aspecto central no cuidado.

(Apoio: Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI)  N° 31925  |  CAPES  N° 001  |  FAPs - FAPEMIG  N° RED-00204-23)
PNb0369 - Painel Aspirante
Área: 9 - Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais / Odontologia Hospitalar

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Terapia de fotobiomodulação com lasers vermelho e infravermelho simultâneos na prevenção da mucosite oral em oncologia
Maria Luciana Haddad Bunemer, Daiane Thais Meneguzzo, Luana Campos, Mirian Hideko Nagae , Kamilly de Lourdes Ramalho Frazão, Luiz Filipe Nakasone Peel Furtado de Oliveira, Alessandra Baptista, Ricardo Scarparo Navarro
FACULDADE DE CIÊNCIAS MÉDICAS - UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A quimioterapia e o transplante autólogo de medula óssea podem provocar alterações na cavidade oral e orofaringe, a mucosite oral (MO) é uma das complicações mais frequentes e debilitantes. A terapia de fotobiomodulação (TFBM) tem demonstrado efetividade na prevenção das lesões orais decorrentes da toxicidade relacionada ao tratamento oncológico. Os protocolos disponíveis nem sempre contemplam equipamentos com emissão simultânea de diferentes comprimentos de onda. O objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos da TFBM com lasers de baixa potência vermelho e infravermelho simultâneos para a prevenção da MO. Foi realizada uma análise retrospectiva de prontuários de pacientes submetidos ao transplante autólogo de medula óssea e/ou à quimioterapia para tratamento de doenças onco-hematológicas, que receberam TFBM com dois comprimentos de onda laser simultâneos. Foram analisados os tipos de tratamento (transplante autólogo de medula óssea e quimioterapia), o grau máximo de MO e a evolução clínica. Foram incluídos prontuários de pacientes atendidos entre 2018 e 2021. Dos 65 prontuários selecionados, 40 foram considerados válidos após exclusões por lacunas nos registros. A amostra foi composta por 23 pacientes submetidos ao transplante autólogo de medula óssea e 17 à quimioterapia. A maioria dos pacientes apresentou ausência ou graus leves de MO, sem ocorrência de casos graves. A incidência e a média do grau máximo de MO foram maiores no grupo submetido ao transplante autólogo em comparação ao grupo quimioterapia (p=0,0245).

A TFBM com lasers vermelho e infravermelho simultâneos foi associada à baixa gravidade da MO, sugerindo benefício preventivo, conforto e segurança dos pacientes durante o tratamento oncológico.

PNb0370 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Indicadores para a vigilância em saúde bucal: proposta de matriz sensível às desigualdades sociais
Ana Luíza Freitas Dos Santos, Márcia Pereira Alves dos Santos
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A vigilância em saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) depende de instrumentos capazes de transformar dados em informações úteis à gestão. Nesse contexto, os indicadores em saúde bucal são amplamente utilizados para monitorar ações, avaliar serviços e orientar intervenções. Entretanto, apresentam limitações, pois se concentram predominantemente em aspectos quantitativos da produção, com baixa capacidade de captar variações territoriais e contextuais, além de reduzida sensibilidade para refletir a complexidade das necessidades em saúde bucal. Paralelamente, a saúde bucal é fortemente influenciada por determinantes sociais, como renda, escolaridade e condições de vida, que produzem desigualdades no adoecimento e no acesso aos serviços. Apesar disso, essas dimensões ainda são pouco incorporadas nos indicadores utilizados na vigilância. O estudo objetivou qualificar indicadores em saúde bucal por meio da construção de uma matriz analítica sensível às desigualdades sociais por território, raça/cor e acesso aos serviços odontológicos. Trata-se de estudo metodológico, com abordagem quantitativa e qualitativa, desenvolvido em três etapas: revisão da literatura e de documentos oficiais para identificação e seleção de indicadores relevantes; análise quanto à relevância, sensibilidade e capacidade de captar desigualdades; e elaboração de matriz integrando dimensões assistenciais e sociais, com validação por especialistas.

As constatações mostram a construção de matriz capaz de ampliar a identificação das desigualdades no território e subsidiar a gestão com informações mais sensíveis às iniquidades sociais, contribuindo para o fortalecimento da vigilância em saúde bucal e a qualificação do planejamento no SUS.

PNb0371 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Tempo de exposição à hemodiálise e sensação de boca seca em pacientes renais crônicos
Bruna Aparecida Reis, Marcela de Come Ramos, Mariane Carolina Faria Barbosa, Leandro Araújo Fernandes, Daniela Coêlho de Lima, Eduardo José Pereira Oliveira
Faculdade de Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALFENAS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A doença renal crônica e o seu tratamento substitutivo podem resultar em várias mudanças na cavidade oral, sendo a sensação de boca seca uma das queixas mais comuns. Este estudo objetivou avaliar o efeito do período de exposição à hemodiálise na sensação de boca seca em indivíduos com insuficiência renal crônica por meio de um estudo transversal com 243 adultos submetidos à hemodiálise em um hospital referência para a macrorregião Sudoeste de Minas Gerais, Brasil. O desfecho avaliado foi a sensação de boca seca , investigada pela questão: "Teve sensação de 'boca seca' ou falta de saliva depois do início da hemodiálise?", com resposta dicotômica (sim/não). A variável de interesse (tempo de exposição à hemodiálise) foi dicotomizada em <1 ano ou ≥ 1 ano de tratamento, com variáveis de ajuste incluindo aspectos sociodemográficos, saúde geral, saúde bucal e utilização de serviços odontológicos. A associação entre o desfecho e a variável de interesse foi avaliada por meio de modelos de regressão logística múltipla, com ajuste para variáveis que registraram p<0,2 em modelos bivariados. A amostra caracterizou-se majoritariamente por mulheres (média de idade 56,7 ± 14,4 anos), com baixa prevalência de tabagismo (16%) e etilismo (5,3%). A sensação de boca seca esteve presente em 62,8% dos participantes, sendo que pacientes com ≥ 1 ano de hemodiálise apresentaram 3,45 vezes a chance de desenvolver sensação de boca seca comparados aos pacientes com menos de 1 ano de tratamento (OR 3,45; p < 0,001), independentemente de condições sociodemográficas e de saúde.

O tempo de hemodiálise é fator de risco para boca seca em pacientes com insuficiência renal crônica, exigindo medidas precoces para reduzir complicações e preservar a qualidade de vida.

PNb0372 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Fatores associados ao estresse de pais e cuidadores de crianças e adolescentes com transtorno do espectro autista
José Gabriel Victor Costa Silva, Saul Martins Paiva, Fabiana Vargas-ferreira, Júnia Maria Cheib Serra-negra, Raquel Gonçalves Vieira-Andrade
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo foi avaliar os fatores associados ao estresse de pais e cuidadores de crianças e adolescentes com transtorno do espectro autista (TEA). Foi realizado um estudo transversal na Fundação de Apoio à Pessoa com Deficiência (FUNAD) em João Pessoa, Paraíba. Foram coletados dados sociodemográficos, médicos, hábitos bucais, uso de telas por crianças/adolescentes e de estresse dos pais/cuidadores pela Escala de Estresse Percebido (PSS-10). Foram realizados teste t de Student, correlação de Spearman, regressão linear simples (R2) e regressão de Poisson não ajustada e ajustada (RP; IC95%; p < 0,05). Participaram 50 pais/cuidadores, com média de escore da PSS-10 de 20,38 (±8,53). Maiores escores da PSS-10 foram associados à presença de problemas respiratórios (p = 0,009), ao uso de mamadeira (p = 0,008) e ao uso de telas superior a duas horas por dia (p = 0,020). Foi observada correlação negativa entre a idade da criança/adolescente e o escore da PSS-10 (r = -0,388; p = 0,005), confirmada na regressão linear como preditora inversa significativa (R2 = 0,18; p = 0,002). No modelo ajustado da regressão de Poisson, maiores escores da PSS-10 foram associados a maior escolaridade dos pais/cuidadores (RP: 1,28; IC95%; 1,05-1,55; p = 0,013), idade (RP: 0,95; IC95%: 0,93-0,98, p = 0,005), presença de problemas respiratórios (RP:1,25; IC95%: 1,05-1,48; p = 0,011) e ao maior tempo de uso de telas (RP: 1,21; IC95%: 1,01-1,45; p = 0,04).

Maiores níveis de estresse foram associados à maior escolaridade dos pais e cuidadores, e a fatores relacionados às crianças e adolescentes, como menor idade, presença de problemas respiratórios, uso de mamadeira e maior tempo de uso de telas. O estresse em famílias atípicas requer atenção e cuidado humanizado e interdisciplinar.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  FAPs - FAPEMIG  N° RED-00204-23  |  CNPq  N° CNPq INCT Saúde Oral e Odontologia N° 406840/2022-9)



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