9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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PNb0348 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Parceria público-privada na atenção a saúde bucal aos ambulantes das praias de Santos/SP: ação, levantamento epidemiológico e tratamento
André Luís Nishi Osandabaráz, Alvaro Luiz Mendonça Pinheiro Barbosa, Ellen Christine Rodrigues de Abreu, Gustavo Antonio Correa Momesso, Cristiane Leal Mendes Bicudo, Wilson Roberto Sendyk, Luana Campos, Caio Vinicius Gonçalves Roman-Torres
Mestrado UNIVERSIDADE SANTO AMARO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A exposição crônica à radiação ultravioleta é um importante fator de risco para alterações mucosas, como lesões potencialmente malignas na região labial e trabalhadores expostos ao sol apresentam maior vulnerabilidade. O objetivo deste estudo foi avaliar a prevalência de alterações labiais em ambulantes das praias de Santos/SP. Uma equipe de 40 dentistas participou de 2 capacitações, para calibração da aplicação da anamnese e do exame clínico. Estes profissionais foram agrupados em 5 equipes e percorreram as praias de Santos. Os ambulantes receberam folder explicativo, tiveram acesso e assinaram o TCLE e então um questionário foi aplicado e exame clínico dos lábios foi realizado. O questionário foi aplicado em 169 ambulantes. As variáveis analisadas incluíram dados demográficos, exposição solar, uso de fotoproteção, hábitos de vida. Os dados foram submetidos à análise descritiva, teste do qui-quadrado e regressão de Poisson. Os dados obtidos mostraram 43 indivíduos tabagistas (25,4%) e 71 etilistas (42,0%), 112 participantes (66,3%) relataram ter recebido orientação sobre proteção, porém apenas 45 (26,6%) utilizavam protetor labial. Clinicamente, 79 indivíduos apresentaram lábios ressecados (46,7%), enquanto 11 (6,5%) apresentaram aspecto atrófico, 1 (0,6%) úlcera e 5 (3,0%) placas brancas. A maioria dos participantes 118 (69,8%) relatou ser a primeira vez em avaliação.

Há elevada frequência de alterações labiais entre trabalhadores ambulantes e observa-se uma discrepância entre o recebimento de orientações em saúde e a adoção efetiva de medidas de fotoproteção. Os achados apontam para a necessidade de estratégias de educação em saúde, ampliação do acesso a medidas preventivas e fortalecimento das ações de vigilância.

(Apoio: Bolsa UNISA)
PNb0349 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Consumo alimentar e consequências clínicas da cárie não tratada (PUFA) em crianças e adolescentes do interior de Mato Grosso do Sul
Hazelelponi Querã Naumann Cerqueira Leite, Rafael Aiello Bomfim
PPGSD UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL - FACULDADE DE ODONTOLOGIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O estudo teve como objetivo avaliar a associação entre raça/cor, condição socioeconômica e consumo alimentar com o índice PUFA (Pulpal involvement, Ulceration, Fistula, Abscess) em crianças e adolescentes do interior de Mato Grosso do Sul. Trata-se de estudo transversal com 836 escolares de 5 e 12 anos, avaliados em levantamento epidemiológico de saúde bucal. O desfecho foi o índice PUFA, utilizado para mensurar consequências clínicas da cárie não tratada, como envolvimento pulpar, ulceração, fístula ou abscesso. As variáveis independentes incluíram raça/cor (brancos e não brancos), condição socioeconômica (abaixo da linha da pobreza, entre a linha da pobreza e um salário mínimo per capita e acima de um salário mínimo per capita) e consumo de alimentos não saudáveis (baixo, médio e alto). A associação foi estimada por regressão linear, com coeficientes, intervalos de confiança de 95% e valores de p. A prevalência de PUFA foi de 11,8%, semelhante entre crianças de 5 anos (11,9%; IC95%: 9,2-15,3) e adolescentes de 12 anos (11,8%; IC95%: 8,9-15,4). O modelo explicou 25,1% da variação. A condição socioeconômica permaneceu associada ao desfecho, com menores valores médios de PUFA nas categorias entre a linha da pobreza e um salário mínimo per capita (-0,80; IC95%: -0,91; -0,70; p<0,001) e acima de um salário mínimo per capita (-0,85; IC95%: -0,96; -0,74; p<0,001). O consumo alimentar também se associou ao PUFA, sendo maior consumo de alimentos não saudáveis associado ao aumento do índice (0,11; IC95%: 0,01; 0,22; p=0,031).

Os achados reforçam a importância de estratégias integradas de prevenção, envolvendo promoção da alimentação saudável, acesso oportuno ao cuidado odontológico e ações direcionadas a grupos em maior vulnerabilidade social.

PNb0350 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Conhecimento, atitudes e práticas de educadores do Ensino Fundamental sobre saúde bucal
Doany Cevada Dos Santos, Tânia Adas Saliba, Suzely Adas Saliba Moimaz, Fernando Yamamoto Chiba
Departamento de Odontologia Social UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Abordar aspectos relacionados à saúde bucal no ambiente escolar compreende a visão integrada do cenário familiar, social e ambiental da criança, destacando o papel dos educadores na formação de hábitos saudáveis. O objetivo neste estudo foi avaliar o conhecimento, atitudes e práticas de educadores do Ensino Fundamental sobre saúde bucal. Trata-se de estudo observacional, transversal e descritivo, realizado com professores de escolas públicas do Ensino Fundamental de uma cidade paulista, em 2026. Os dados foram coletados por meio de entrevistas individuais com aplicação de questionário semiestruturado. Do total de 153 educadores, 118 (77,12%) eram mulheres e 35 (22,88%) homens, com idade média de 46,28 anos. Verificou-se que 38 (24,84%) consideram a cárie dentária uma doença infecciosa; 11 (7,19%) acham o envelhecimento a principal causa de perda dentária em adultos. Notou-se desconhecimento sobre as características dos alimentos relacionados ao maior risco de cárie, considerando a consistência (28,10%), quantidade de açúcar (3,92%), tipo de açúcar (14,38%) e resistência à mastigação (56,21%). Constatou-se que 9,80% não conhecem o efeito preventivo do flúor; 64,05% escova os dentes 3 ou mais vezes ao dia; 49,67% consulta o cirurgião-dentista somente em caso de necessidade. Observou-se que 22 (14,38%) acham que a escola não deve ter nenhuma atitude em relação às orientações sobre saúde bucal; e 20 (13,07%) pensam que abordar o tema não é responsabilidade dos professores.

Existem lacunas no conhecimento, atitudes e práticas de educadores do Ensino Fundamental sobre saúde bucal, evidenciando a necessidade de aprimoramento e incentivo para que possam abordar o tema nas escolas, atuando como efetivos multiplicadores do conhecimento.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  CAPES  N° 001  |  CAPES  N° 001)
PNb0351 - Painel Aspirante
Área: 9 - Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais / Odontologia Hospitalar

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Transtorno Opositor Desafiador na Odontologia
Viviane Marques Dos Santos, Marcelo Sperandio, Juliana Cama Ramacciato, Tatiane Marega
FACULDADE DE ODONTOLOGIA SÃO LEOPOLDO MANDIC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O Transtorno Opositor Desafiador (TOD) é um distúrbio comportamental caracterizado por padrões persistentes de oposição, irritabilidade e resistência a figuras de autoridade, impactando a adesão ao tratamento odontológico. Este estudo analisou os desafios enfrentados por cirurgiões-dentistas no atendimento desses pacientes e desenvolveu um material educativo com protocolos clínicos, estratégias de comunicação e técnicas lúdicas. Trata-se de estudo qualitativo e aplicado, realizado com 30 cirurgiões-dentistas com experiência no atendimento de pacientes com transtornos comportamentais. Os dados foram coletados por entrevistas semiestruturadas e analisados por análise de conteúdo temática. Os resultados mostraram que o atendimento a esses pacientes é frequente na prática clínica, geralmente entre 1 e 5 casos por ano, sendo mais comum em serviços especializados, com associação a maiores taxas de faltas e abandono do tratamento. Apesar de bom conhecimento teórico sobre manejo comportamental, foram identificadas dificuldades na aplicação prática e na diferenciação entre ansiedade odontológica e comportamento opositor. Também foi observado uso ocasional de estratégias inadequadas, como elevação do tom de voz e manutenção do atendimento durante escalada comportamental. As principais barreiras relatadas foram falta de treinamento específico, tempo clínico insuficiente e baixa colaboração dos cuidadores. O material educativo desenvolvido organiza protocolos estruturados para aplicação clínica.

Os achados indicam que a sistematização de condutas pode melhorar a cooperação dos pacientes, reduzir o estresse clínico e favorecer uma prática odontológica mais humanizada e resolutiva.

PNb0352 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Desigualdades em saúde bucal e diferenças no microbioma oral entre homens trans e mulheres trans
Lina Valentina Ribeiro Chaves, Marcela Castro de Oliveira, Cíntia Rodrigues Correa, Andréa Márcia de Souza, Cássia Alves de Lima Luna, Jôice Dias Corrêa
ODONTOLOGIA PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Investigar diferenças nas condições de saúde bucal, na utilização dos serviços odontológicos e no microbioma oral entre homens e mulheres trans. Estudo com 20 participantes (10 homens trans e 10 mulheres trans). Foram coletados dados sociodemográficos, uso de serviços e barreiras de acesso, além de exame clínico e coleta de saliva. O sequenciamento do gene 16S rRNA foi realizado em plataforma Illumina, com análise no QIIME2 e classificação pelo banco SILVA. Mulheres trans apresentaram maior de infecção pelo HIV (80% vs. 0%; p=0,0007) e periodontite (50% vs. 0%; p=0,0325), quando comparadas aos homens trans. Não foram observadas diferenças significativas quanto à gengivite e ao índice CPO-D. Além disso, mulheres trans apresentaram menor escolaridade (p=0,001), maior busca por atendimento odontológico de urgência e maior frequência de dor dentária (p=0,0108), acompanhada de maior impacto psicossocial relacionado à saúde bucal. Em contraste, homens trans relataram maior procura por consultas de rotina (p=0,0034). Embora não tenha sido identificada diferença global na diversidade microbiana entre os grupos (PERMANOVA, p=0,72), foram observadas distinções taxonômicas relevantes, com maior abundância de Actinomyces e Oribacterium em homens trans, e de Rothia, Haemophilus e Neisseria em mulheres trans.

Apesar da semelhança geral no microbioma, existem disparidades significativas, especialmente entre mulheres trans. O estudo reforça que a saúde bucal dessa população não pode ser compreendida apenas por marcadores biológicos, exigindo abordagem integrada que considere vulnerabilidades sociais, barreiras de acesso e iniquidades em saúde.

(Apoio: CAPES  N° II)
PNb0354 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

INSTRUMENTO FEAR OF MISSING OUT PARA ADOLESCENTES BRASILEIROS: ADAPTAÇÃO TRANSCULTURAL E VALIDAÇÃO
RENATA ELLEN SILVA SANTOS, Julia Raquel Oliveira de Abreu, Maria Eduarda Matos Sousa, Cristiane Braga Barbosa Machado-Silva, Saul Martins Paiva, Cacilda Castelo Branco Lima, Cristiane Baccin Bendo Neves
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Objetivou-se adaptar transculturalmente e avaliar as propriedades psicométricas da versão brasileira do instrumento Fear of Missing Out (FoMO) para adolescentes de 11 a 14 anos. O instrumento passou por tradução, retrotradução e avaliação por Comitê de Especialistas. Foi realizado um pré-teste com 4 adultos de 18 a 21 anos, seguido de pré-teste com 8 adolescentes de 11 a 14 anos. O segundo pré-teste foi realizado com 10 adolescentes da mesma faixa etária para obtenção da versão final do instrumento. A validação foi realizada com 50 escolares de Belo Horizonte - MG, e 50 de Teresina - PI. Os responsáveis responderam ao questionário socioeconômico/demográfico. Os adolescentes responderam sobre o uso de redes sociais, uso problemático de smartphone (UPS) por meio da Smartphone Addiction Scale - Short Version (SAS-SV), e ao FoMO. Após 15 dias, foi realizado reteste com o FoMO. Foram realizadas análises fatoriais, de confiabilidade e validade (p<0,05). A análise fatorial exploratória (KMO = 0,722; Teste de esfericidade de Barllet p<0,001) extraiu 3 fatores do FoMO, com 58,45% de variância total explicada. A análise fatorial confirmatória apresentou ajuste de modelo excelente quando considerada a solução de três fatores (CFI=0,958, TLI=0,939, SRMR=0,055 e RMSEA=0,054 [0,000-0,098]). A consistência interna do FoMO total apresentou resultado aceitável (α=0,77) e a estabilidade temporal foi excelente (ICC=0,88). A correlação entre o FoMO e UPS foi positiva e moderada (r=0,611; p<0,001). Adolescentes que possuíam redes sociais (p=0,040) e UPS (p<0,001) apresentaram maior média de FoMO.

A escala apresentou-se válida e confiável para avaliação de FoMO em adolescentes brasileiros de 11 a 14 anos.

(Apoio: CAPES  |  CNPq  N° 305662/2025-2  |  INCT Saúde Oral e Odontologia  N° 406840/2022-9)
PNb0356 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Higiene oral e acesso a serviços de saúde bucal em adolescentes usuários de drogas: coorte de nascimento de São Luís-MA
Myllena Jorge Neves, Djalma Antonio de Lima Júnior, Carlos Alberto Corrêa Filho, Erika Barbara Abreu Fonseca Thomaz
UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A adolescência é período suscetível ao uso de drogas, com impactos na saúde. Estigmas e ausência de políticas públicas efetivas podem ser barreiras de acesso aos serviços no Brasil, impactando a higiene oral. Todavia, pouco se sabe sobre seus efeitos na saúde bucal. O objetivo foi analisar o uso de serviços de saúde bucal e hábitos de higiene em adolescentes usuários de drogas lícitas e ilícitas em São Luís-MA. Estudo de coorte de nascidos vivos, iniciado em 1997/98 (baseline), com seguimentos em 2005 (T1) e em 2016 (T2). Para este estudo foram utilizados dados de 2.515 adolescentes avaliados no T2. Realizaram-se análises descritivas, estimando-se frequências absolutas e percentuais, com respectivos intervalos de confiança a 95% (IC95%); além de testes bivariáveis (Qui-quadrado, Fisher, Mann-Whitney e Kruskal-Wallis), com alfa de 5% (Stata 14). A prevalência de uso de drogas ilícitas foi de 18,09% (IC95%:16,60-19,66) e lícitas, 55,59% (IC95%:53,61-57,55). Álcool (54,2%) e maconha (18,1%) foram as drogas mais consumidas, como maior uso entre adolescentes com pais separados e de classes A-B (p<0,05). Não houve associação com higiene oral ou uso de serviços.

O consumo de drogas lícitas e ilícitas é alto entre adolescentes de São Luís-MA, e associado a fatores sociodemográficos, como sexo, composição familiar e de nível econômico.

(Apoio: CAPES)
PNb0358 - Painel Aspirante
Área: 9 - Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais / Odontologia Hospitalar

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Características ultrassonográficas das glândulas salivares maiores de indivíduos com mucopolissacaridoses
Laura Silva Jerônimo, Fernanda Aragão Felix, Heloisa Vieira Prado, Sergio Lucio Pereira de Castro Lopes, Fernanda Luiza Araújo de Lima Castro, Maurício Augusto Aquino de Castro, Sílvia Ferreira de Sousa, Ana Cristina Borges Oliveira
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O estudo objetivou avaliar, por meio de ultrassonografia, as glândulas salivares maiores de indivíduos diagnosticados com mucopolissacaridoses (MPS). As MPS são um grupo de doenças genéticas raras que afeta diretamente o desenvolvimento esquelético e apresenta diversas alterações na região orofacial. Foi desenvolvido um estudo transversal com uma amostra de 15 indivíduos com MPS na faixa etária de 06 a 37 anos na Faculdade de Odontologia de uma universidade pública de Minas Gerais, região Sudeste do Brasil. Todos os participantes foram submetidos ao exame clínico e de ultrassonografia das glândulas salivares maiores, bem como estruturas adjacentes. A média de idade da amostra foi de 16,5 anos (±10,5) e a maioria era do sexo masculino (73,3%). Foram diagnosticadas anormalidades parenquimatosas na maior parte dos examinados (80,0%), com glândulas salivares com ecotextura heterogênea unilateral ou bilateral e focos hipoecoicos ovais únicos ou múltiplos. Também foram identificados focos hiperecoicos. Seis participantes foram diagnosticados com hipervascularização parenquimatosa (40,0%). O exame revelou linfonodos visíveis dentro ou adjacentes às glândulas parótidas e/ou submandibulares.

Por meio desse estudo concluiu-se que a ultrassonografia das glândulas salivares dos indivíduos com MPS revelou alterações parenquimatosas proeminentes, com áreas sugestivas de depósitos de alta densidade, aumento da vascularização em vários casos e presença acentuada de linfonodos na região.

(Apoio: CNPq  |  CAPES  |  PRPq/UFMG)
PNb0360 - Painel Aspirante
Área: 9 - Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais / Odontologia Hospitalar

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Saúde Bucal do Idoso: guia preventivo para familiares e cuidadores como tecnologia educacional em promoção da saúde
Jamildo Carvalho de Azevedo, Marcelo Sperandio, Juliana Cama Ramacciato, Tatiane Marega
OPNE FACULDADE DE ODONTOLOGIA SÃO LEOPOLDO MANDIC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O envelhecimento populacional aumenta a demanda por estratégias educativas voltadas à promoção da saúde bucal do idoso, especialmente para familiares e cuidadores. Este trabalho desenvolveu um guia preventivo em formato de e-book, elaborado a partir de revisão da literatura científica e evidências sobre higiene bucal, uso de próteses, sinais de alerta e cuidados em idosos dependentes e com demência. O material foi estruturado como tecnologia educacional, com linguagem acessível e recursos ilustrativos para orientar práticas preventivas no cotidiano do cuidado. O produto contemplou conteúdos sobre prevenção de agravos bucais, identificação precoce de alterações e fortalecimento do papel do cuidador na manutenção da saúde oral e da qualidade de vida do idoso. Foi produzido um material didático com potencial para ampliar conhecimento, apoiar práticas de cuidado e favorecer ações de promoção da saúde em contextos domiciliares e institucionais. A tecnologia desenvolvida mostrou-se relevante como ferramenta de apoio educativo, contribuindo para qualificação do cuidado, prevenção de agravos bucais e melhoria da saúde e bem-estar da pessoa idosa.

O e-book mostrou potencial como tecnologia educativa para qualificar cuidadores e fortalecer ações preventivas em saúde bucal do idoso, contribuindo para promoção da saúde, prevenção de agravos e melhoria da qualidade de vida.

PNb0361 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Associação do uso do TikTok® e do maior tempo de exposição às mídias sociais com menor autoestima de adolescentes
Cristiane Braga Barbosa Machado-Silva, Jéssica Madeira Bittencourt, Saul Martins Paiva, Leniana Santos Neves, RENATA ELLEN SILVA SANTOS, Cristiane Baccin Bendo Neves
Saùde Bucal da criança e do adolescente UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi avaliar a autoestima de adolescentes e associação com padrões de uso de mídias sociais (TikTok®, Instagram®, YouTube® e Facebook®) e fatores sociodemográficos. Foi desenvolvido um estudo transversal com adolescentes (pacientes e estudantes) da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A autoestima foi mensurada pela Escala de Autoestima de Rosenberg. Foram coletados dados sociodemográficos, uso e tempo de exposição às mídias sociais. Os dados obtidos foram analisados por estatística descritiva e regressão de Poisson não ajustada e ajustada (RP; IC95%, p < 0,05). A amostra foi composta por 158 adolescentes de ambos os sexos, com idade de 10 a 19 anos (média = 14,64 ± 2,61). Nenhuma associação significativa foi observada entre autoestima e o uso de YouTube®, Facebook® ou Instagram® (p>0,05). No modelo ajustado, foi observado que o uso de TikTok® apresentou associação com menores níveis de autoestima (RP=0,94; IC95%: 0,88-0,99; p=0,04). O maior tempo de uso de mídias sociais nos finais de semana também apresentou associação negativa com a autoestima dos adolescentes (RP=0,99; IC95%: 0,98-1,00; p=0,04). Adolescentes do sexo masculino apresentaram maiores níveis de autoestima em comparação a adolescentes do sexo feminino (RP=1,07; IC95%:1,00-1,13; p=0,03).

Conclui-se que adolescentes do sexo masculino apresentam maiores níveis de autoestima, enquanto o uso do TikTok® e o maior tempo de exposição às mídias sociais nos finais de semana estão associados a menores níveis de autoestima.

(Apoio: FAPEMIG   N° RED-00204-23  |  CNPq  N° 305662/2025-2  |   CNPq INCT Saúde Oral e Odontologia  N° 406840/2022-9)



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