9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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PNb0305 - Painel Aspirante
Área: 6 - Prótese

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Resinas Compostas Impressas e Fresadas para Restaurações Indiretas: Resistência à Fadiga e Propriedades Físico-Químicas
Isabel Letícia Cassol, Eduarda Peixe Fagundes Santi, Mirella Bitencourt Mantey, Alvaro Della Bona, Fabricio Mezzomo Collares, Sara Fraga
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

As tecnologias digitais têm impulsionado a odontologia restauradora, com a consolidação da manufatura subtrativa e o avanço da manufatura aditiva. Assim, o presente estudo objetivou comparar o comportamento físico-químico e mecânico de uma resina impressa (Voxelprint Ceramic) com uma resina fresada (Tetric CAD) indicadas para restaurações indiretas de longa permanência. Os espécimes foram confeccionados para ensaios de microdureza Knoop e amolecimento em solvente (n=5), rugosidade e estabilidade de cor (n=6) e resistência à fadiga (n=15). A microdureza foi avaliada antes e após imersão em solução de etanol a 70% e água a 30%. Rugosidade (Ra) e cor (ΔE₀₀) foram analisadas após 30 dias de envelhecimento em água destilada a 37ºC. A resistência à fadiga foi determinada pelo método staircase (100.000 ciclos, 2 Hz). Os dados foram analisados após verificação de normalidade e homocedasticidade (α=5%), utilizando ANOVA e testes complementares. A resina fresada apresentou maior microdureza, não havendo diferença significativa no percentual de amolecimento em solvente entre os materiais. Ambas as resinas apresentaram aumento da rugosidade após 30 dias, sem diferença significativa. A estabilidade de cor foi superior na resina fresada, mantendo valores de ΔE₀₀ abaixo do limiar de perceptibilidade, enquanto a resina impressa apresentou variações cromáticas clinicamente perceptíveis após envelhecimento. No ensaio mecânico, a Tetric CAD demonstrou maior resistência à fadiga, indicando maior confiabilidade sob carregamentos cíclicos.

Conclui-se que, embora a resina impressa apresente avanços relevantes, seu desempenho mecânico e físico-químico ainda é inferior ao material fresado, indicando cautela em sua aplicação clínica.

(Apoio: CAPES)
PNb0307 - Painel Aspirante
Área: 6 - Prótese

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Eficácia do ozônio na descontaminação e seu impacto nas propriedades físicas dos materiais de moldagem: uma revisão sistemática
Juliana Oliveira de Andrade, Juan Vitor Costa Leite, Rafaela Yoshie Oliveira Kinoshita, Évla Gabriela de Sousa Ramos, Pedro Henrique Bastos de Oliveira, Marcus Vinicius Rocha de Almeida, Mário Alexandre Coelho Sinhoreti, William Custodio
Clinica Odontológica - Prótese Dental FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Esta revisão sistemática avaliou a eficácia do ozônio na desinfecção de materiais de moldagem e seus efeitos sobre as propriedades físicas, com base em evidências in vitro. A revisão seguiu as diretrizes PRISMA e JBI e foi registrada na plataforma Open Science Framework (10.17605/OSF.IO/ZJWFR). Buscas foram feitas nas bases PubMed, Embase, Scopus e Web of Science, além da literatura cinzenta, até março de 2026. Foram incluídos 15 estudos que avaliaram o uso de ozônio, nas formas gasosa ou aquosa, na desinfecção de materiais de moldagem, com desfechos relacionados às propriedades físicas e microbiológicas. A atividade antimicrobiana foi o desfecho mais investigado (n = 9), seguido pela estabilidade dimensional (n = 5). Os materiais analisados incluíram silicones de adição (n = 12) e silicones de condensação (n = 5). O ozônio gasoso apresentou eficácia antimicrobiana comparável aos métodos convencionais, sem comprometimento das propriedades físicas, enquanto a água ozonizada apresentou eficácia limitada ou variável. Os estudos incluídos apresentaram risco de viés de moderado a alto, em decorrência da variabilidade dos protocolos.

Embora o ozônio gasoso demonstre potencial antimicrobiano promissor para a desinfecção de materiais de moldagem, a heterogeneidade dos protocolos a limitação das evidências relacionadas à água ozonizada impedem a formulação de recomendações clínicas. Estudos in vitro padronizados, seguidos de validação em ambientes clínicos, são necessários.

(Apoio: CAPES  N° 001)
PNb0308 - Painel Aspirante
Área: 6 - Prótese

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Recalibração de aplicativo baseado em inteligência artificial para análise antropométrica facial: estudo comparativo entre 2024 e 2026
Lizandra Esper Serrano, Carolinne Tamy Sepulvida Rangel, Adriano Rocha Campos, Mayla Kezy Silva Teixeira, Eduardo José Veras Lourenço, Daniel de Moraes Telles
Prótese dentária UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A antropometria facial consiste na medição das dimensões e proporções faciais, tradicionalmente realizada por métodos diretos que, apesar de eficazes, apresentam limitações. Como alternativa, foram desenvolvidos métodos indiretos baseados em imagens. Nesse contexto, a inteligência artificial (IA) tem sido utilizada para automatizar medições e desenvolver aplicativos (APPs) para análises faciais. Este estudo teve como objetivo recalibrar um APP para celular, desenvolvido em 2024, cujo software foi atualizado quanto à aquisição e processamento dos dados, visando o aprimoramento das análises antropométricas faciais com o uso de IA. A recalibração foi realizada com dois celulares, a partir de fotos faciais frontais de 26 alunos da Faculdade de Odontologia da UERJ (6 homens e 20 mulheres). Foram avaliadas as distâncias Ch-Ch (comissuras labiais), Al-Al (interalar), En-En (intercantal), N-Me (násio-mento), Zy-Zy (bizigomática), Go-Go (bigônica), Sn-Me (subnásio-mento) e O-Me (ófrion-mento). Os resultados foram comparados às médias obtidas com paquímetros por dois profissionais. A análise estatística foi realizada no IBM SPSS 25, sendo a concordância avaliada pelo coeficiente de correlação intraclasse (ICC). Antes da recalibração, a concordância entre paquímetros e o APP obteve valores baixos para Al-Al, Zy-Zy, Ch-Ch e Go-Go, e moderados para En-En, Sn-Me, N-Me e O-Me. Após a recalibração, houve melhora dos ICC em todas as medidas, com destaque para Ch-Ch e Go-Go, que passaram a apresentar concordância moderada, permanecendo reduzida apenas para Al-Al e Zy-Zy.

Assim, verificou-se melhora da concordância entre o APP e os paquímetros após a recalibração, em comparação à versão anterior da ferramenta.

PNb0309 - Painel Aspirante
Área: 6 - Oclusão / ATM

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Mapeamento tridimensional semi-automatizado do espaço articular da ATM por TCFC: validação e associação clínica
Gabriela Schneid Rios, Henrique Timm Vieira, Noéli Boscato
UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi desenvolver, validar e aplicar uma nova metodologia usando avaliação volumétrica tridimensional para avaliação do espaço articular da articulação temporomandibular (ATM) em tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC). A metodologia utilizou arquivos Standard Tessellation Language obtidos a partir da segmentação de TCFC de 10 pacientes (20 ATMs), com e sem diagnóstico clínico de desordens temporomandibulares (DTMs). Programação própria específica desenvolvida no software Slicer, permitiu análise semi-automatizada com mensuração global e regional, para identificar áreas abaixo dos valores normais de referência para o espaço articular e gerar mapas colorimétricos que possibilitam a visualização das regiões de maior proximidade entre as superfícies articulares. Para validação, as medidas volumétricas, em milímetros, foram comparadas às lineares. Significante e forte correlação de Spearman foi encontrada, especialmente para os valores mínimos (ρ até 0,84; p < 0,001), além de boa concordância na análise de Bland-Altman. Participantes com DTM apresentaram maior proporção de áreas <2 mm (p = 0,006), bem como menores valores mínimos, entre superfícies, nos polos médio (p = 0,021) e posterior (p = 0,033) da ATM, comparados aos participantes sem diagnóstico de DTM. Aqueles com deslocamento de disco sem redução e crepitação apresentaram maior comprometimento do espaço articular.

A avaliação do espaço articular da ATM através da mensuração volumétrica tridimensional mostrou-se válida e clinicamente relevante, permitindo identificação objetiva e semi-automatizada de variações globais e regionais, com potencial aplicação em pesquisa e diagnóstico clínico.

(Apoio: CAPES)
PNb0310 - Painel Aspirante
Área: 6 - Oclusão / ATM

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Quantificação longitudinal do desgaste dentário com escâner intraoral e predição baseada em sinais clínicos e autorrelato do STAB
Tiffany Karoline Barroso Santos, Beatriz Amaral de Lima Netto, Rafaela Stocker Salbego, Matheus Herreira Ferreira, Estevam Augusto Bonfante, Leonardo Rigoldi Bonjardim
Fisiologia UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - BAURU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O presente estudo objetivou avaliar a progressão do desgaste dentário em primeiros molares ao longo de 6 meses e identificar a associação entre a perda estrutural e preditores clínicos e autorrelato (Eixo B e Eixo A) do STAB. Este estudo longitudinal, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa, avaliou 47 participantes (24,5 ± 3,8 anos) nos tempos baseline (T0) e 6 meses (T1). O desgaste foi quantificado com escâner intraoral (HERON IOS) e processado pelo WearCompare, calculando-se a média do desgaste dos quatro primeiros molares de cada participante. O bruxismo e sinais clínicos associados (linha alba, língua edentada e hipertrofia do masseter) foram monitorados via STAB (Standardized Tool for the Assessment of Bruxism). A análise estatística empregou Modelos Lineares Mistos de medidas repetidas (Rmarginal = 0,68), permitindo identificar as variáveis e suas interações na progressão do desgaste. Houve progressão significativa do desgaste dentário (p < 0,001), com volume médio de perda de 32,1 ± 17,7µm. Observou-se um aumento na prevalência de sinais clínicos e a análise revelou que o tempo foi fator determinante para a perda estrutural (p < 0,001) e identificou uma interação entre hipertrofia do masseter e linha alba (p = 0,003), sugerindo que a coexistência desses sinais clínicos potencializa a predição do desgaste. Variáveis de autorrelato (bruxismo do sono e vigília) não apresentaram associação significativa (p > 0,05).

Sinais clínicos do STAB são melhores preditores da progressão do desgaste dentário do que o autorrelato de bruxismo. O uso de escâner associado a modelos longitudinais permite quantificação sensível da perda tecidual e reforça a importância de ferramentas clínicas padronizadas para estratificação de risco.

(Apoio: CAPES)
PNb0311 - Painel Aspirante
Área: 6 - Oclusão / ATM

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Associação entre consumo de cafeína, ansiedade, disfunções temporomandibulares e comportamentos orais em estudantes universitários
Mayana Cristina Silva Dantas, Ana Luiza Azevedo Gontijo, Monalisa Teixeira Santos de Macedo, Stefany Joaquina Sousa Farias, Edivar Ximenes de Aragão Júnior, Evelyn Mikaela Kogawa, Rodrigo Antonio de Medeiros
Odontologia UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo foi investigar as associações entre o consumo de cafeína, expectativas relacionadas à cafeína, sintomas de ansiedade, sintomas dolorosos de disfunção temporomandibular (DTM) e comportamentos orais em estudantes universitários. Foi aplicado um questionário que avaliava características sociodemográficas, frequência de consumo de cafeína, efeitos esperados da cafeína, sintomas de ansiedade, sintomas dolorosos de DTM e comportamentos orais. Foram utilizados os testes qui-quadrado e teste exato de Fisher, ao nível de significância de 5%. Um total de 182 estudantes participou do estudo. Os sintomas dolorosos de DTM foram significativamente mais prevalentes entre estudantes com ansiedade grave (p < 0,001), bem como entre participantes do sexo feminino e aquelas que relataram comportamentos orais frequentes. Os comportamentos orais também foram significativamente associados aos sintomas de ansiedade e ao sexo feminino (p < 0,001). Não foi encontrada associação significativa entre o consumo geral de cafeína e os comportamentos orais. No entanto, o consumo diário de café preto foi significativamente associado à ansiedade grave (p < 0,001). Além disso, produtos específicos com cafeína correlacionaram-se positivamente com expectativas distintas em relação aos seus efeitos, como aumento de energia, dependência e melhora do humor.

Embora o consumo geral de cafeína não tenha sido diretamente associado a comportamentos orais ou sintomas dolorosos de DTM, a ingestão diária de café preto foi relacionada a níveis mais elevados de ansiedade. Esses achados sugerem uma interação complexa entre o uso de cafeína e o bem-estar psicológico, com a ansiedade contribuindo para as associações observadas com desfechos relacionados à DTM.

PNb0312 - Painel Aspirante
Área: 6 - Oclusão / ATM

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Bruxismo do Sono e Fatores Comportamentais em Jogadores de Esports
Luana Aparecida Jendik, Isabella Christina Costa Quadras, Juliana Stuginski Barbosa, Patricia Kern di Scala Andreis, Jaqueline da Silva Nascimento, Caroline Kraft Kaiel, Aline Cristina Batista Rodrigues Johann, Elisa Souza Camargo
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Os esports têm apresentado crescimento expressivo, envolvendo jogadores expostos a longos períodos de tela, elevada demanda cognitiva e pressão competitiva, fatores que podem impactar o sono e favorecer condições como o bruxismo do sono. Este estudo observacional transversal investigou a prevalência de bruxismo do sono, bem como fatores relacionados ao estilo de vida e condições clínicas, em jogadores de esports. Foram avaliados 239 adultos brasileiros, de ambos os sexos, recrutados por redes sociais, e-mail, clubes e eventos de esports. O bruxismo do sono foi avaliado por autorrelato utilizando o Oral Behaviours Checklist (OBC), enquanto os demais dados foram obtidos por meio de questionário estruturado, sendo realizada análise descritiva das frequências das variáveis. A prevalência de bruxismo do sono foi de 33,1%, com maior ocorrência no sexo masculino. Entre os participantes, observou-se prática de atividade física de 1 a 3 vezes por semana em 45,2%, tabagismo em 13,4%, consumo de álcool em 69,5%, ingestão de cafeína em 70,7%, refluxo gastroesofágico em 8,8%; quanto à qualidade do sono, 65,3% relataram dormir bem.

A alta frequência de bruxismo do sono observada em praticantes de esports ressalta a necessidade de estratégias preventivas e orientações clínicas focadas na higiene do sono, com ênfase no controle do consumo de substâncias estimulantes.

PNb0313 - Painel Aspirante
Área: 6 - Prótese

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Resistência ao impacto de coroas sobre implante impressas em 3D com diferentes parâmetros de manufatura: um estudo in vitro
Gustavo Raime Santos, Rodrigo Diniz Gomes, Marcelo Silva de Sousa, Bruno Daniel Nader Marcos, Carolina Pirugini Noronha, Roberto Chaib Stegun, Bruno Costa, Marcio Katsuyoshi Mukai
Prótese Dentária UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A impressão 3D, no contexto da reabilitação oral, vem ganhando relevância nos últimos anos especialmente com a incorporação de cargas nas resinas, proporcionando trabalhos de maior qualidade e durabilidade. Avaliou-se, portanto, a resistência ao impacto de coroas sobre implantes impressas em 3D, analisando a influência da angulação (90º e 60º), posição na plataforma (central e marginal) e espessura da camada (50 µm e 100 µm). Foram impressas 48 coroas em resina com carga cerâmica (PriZma Biocrown A3) por tecnologia LCD/MSLA, em quatro grupos (n=12): N50 (90º/50µm), N100 (90º/100µm), S50 (60º/50µm) e S100 (60º/100µm). Após o pós-processamento, os espécimes foram cimentados sobre análogos de munhão universal e armazenados por 48 horas a 37 °C. O ensaio mecânico ocorreu em dispositivo pendular com impacto em face vestibular, com cálculo de energia absorvida (cJ) via script Python. Os dados foram analisados pelos testes de Kruskal-Wallis, Dwass-Steel-Critchlow-Fligner e U de Mann-Whitney. Houve diferença estatística apenas entre N100 e S50 (p=0,024). Apesar da angulação de 60º ter demonstrado ligeira superioridade à 90º, do ponto de vista estatístico, isoladamente esse parâmetro não influenciou de forma significativa (p>0,05), assim como observado na posição do espécime na plataforma. Entretanto, o parâmetro espessura de camada de 50 µm apresentou diferença estatística significativa (p=0,022) comparada a 100 µm.

Concluiu-se que, para impressão de coroas sobre implante, a combinação de parâmetros de 60° com 50 µm favoreceu a absorção de energia (cJ) devido à disposição não paralela de um número maior de camadas de impressão em relação à carga axial do impacto.

(Apoio: CAPES  N° 001)
PNb0314 - Painel Aspirante
Área: 6 - Oclusão / ATM

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Desempenho de dispositivos oclusais fabricados por técnicas convencionais ou métodos digitais: uma revisão sistemática
Nicole Anália Borges Rocha, Gabrielly Rodrigues Andrade, Rafael Rocha Pacheco, Rodrigo Antonio de Medeiros, Luiz Renato Paranhos, Luís Henrique Araújo Raposo
UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Esta revisão sistemática teve como objetivo avaliar e sintetizar o desempenho clínico e laboratorial de dispositivos oclusais fabricados por meio de técnicas convencionais ou métodos digitais por fresagem ou impressão 3D. As buscas foram realizadas em oito bases de dados, incluindo literatura cinzenta, até março de 2026. Estudos que avaliaram variáveis de desempenho foram incluídos sem restrições de idioma ou data. Dois revisores conduziram independentemente a seleção e a extração dos dados, com divergências resolvidas por consenso; o risco de viés individual dos estudos elegíveis e a qualidade das evidências foram avaliados. Os dados foram analisados e organizados de forma descritiva. A partir de 1.220 registros identificados, 17 estudos atenderam aos critérios de inclusão. Treze estudos compararam dispositivos digitais com convencionais, enquanto 4 analisaram exclusivamente dispositivos fabricados por métodos digitais. Os dispositivos fresados demonstraram adaptação superior, exigindo menos ajustes oclusais, e apresentaram maior resistência ao desgaste em comparação aos fabricados de forma convencional ou impressos em 3D. O conforto e a eficácia clínica foram geralmente comparáveis entre as técnicas de fabricação, com leve preferência pelos dispositivos digitais. Os fluxos de trabalho digitais reduziram o tempo de processamento clínico e laboratorial. Os dispositivos impressos em 3D apresentaram desempenho variável em função do tipo de resina, parâmetros de impressão e protocolos de pós-processamento.

Entre as tecnologias digitais, a fresagem demonstra desempenho comparável ou superior aos métodos convencionais, e a impressão 3D, embora mais ágil na fabricação, apresenta durabilidade variável a longo prazo.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  CNPq  N° #421484/2025-0; #406840/2022-9  |  FAPEMIG  N° RED-00204-23)
PNb0315 - Painel Aspirante
Área: 6 - Oclusão / ATM

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Avaliação do conhecimento e experiências de cirurgiões-dentistas do distrito federal sobre o bruxismo: um estudo transversal
Anna Luiza Delmondes Lima, Bruna de Souza Guedes, Giovanna Mota Souza, Sophia Rocha Barros, Evelyn Mikaela Kogawa, Rodrigo Antonio de Medeiros
Odontologia UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi investigar o nível de conhecimento e as experiências dos cirurgiões-dentistas (CD) do Distrito Federal (DF) em relação ao bruxismo. Trata-se de um estudo transversal realizado por meio de questionário online, distribuído a dentistas com registro ativo no Conselho Regional de Odontologia do DF (CRO-DF). O instrumento abordou dados demográficos, profissionais, conhecimento específico sobre bruxismo e experiências clínicas. A coleta foi realizada com apoio do CRO-DF, por e-mail, telefone e panfletos. Participaram 363 CD, 73,6% mulheres e 26,4% homens. Observou-se associação entre instituição de formação e conhecimento sobre bruxismo (p<0,001). Profissionais formados em instituições privadas apresentaram maior concordância de que o desgaste dentário não indica necessariamente bruxismo ativo. Observou-se maior alinhamento com os conceitos contemporâneos entre especialistas em DTM (p<0,001). Não especialistas apresentaram maior frequência de desconhecimento.

Os achados evidenciam lacunas no conhecimento dos CD's sobre bruxismo, com coexistência de conceitos contemporâneos e crenças tradicionais. A persistência de modelos ultrapassados, especialmente relacionados à oclusão, reforça a necessidade de estratégias sistemáticas de educação continuada e atualização curricular, visando à prática clínica baseada em evidências.

(Apoio: CAPES)



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