9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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PNa0091 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Avaliação das propriedades físico-mecânicas e de polimerização de resinas indiretas provisórias
Eduardo Bandeira Sousa Silva, Glória Fischer Granuzzio, Regina M Puppin-Rontani, Lucas Rodrigues Thomaz, Roberta Caroline Bruschi Alonso
Odontologia Restauradora FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo tem como objetivo comparar características de polimerização e propriedades mecânicas de resinas de impressão 3D com materiais restauradores provisórios convencionais à base de metacrilatos. Foram selecionados materiais de 3 classificações: I. Resinas de impressão 3D (P pro Crown & Bridge, Straumann; PriZma Bio Crown, Makertech Labs; PriZma Bio Prov, Makertech Labs); II. Resinas bisacrílicas (Yprov Bisacryl, Yller; Protemp 4, 3M); III. Resina Acrílica (Dencôr Clássico, Clássico). Foram avaliados: Grau de Conversão (GC), Microdureza Knoop (KHN), Resistência à Flexão (RF) e Módulo de Elasticidade (ME). Observou-se que a resina P pro Crown & Bridge apresentou KHN e ME significativamente superior às demais resinas, porém com GC inferior. As resinas PriZma BioCrown e BioProv apresentaram todas as propriedades similares entre si e RF significativamente superior aos demais materiais. As resinas bisacrílicas apresentaram as menores médias de KHN. As resinas bisacrílicas e a acrílica apresentaram RF e ME, reduzidos em relação às resinas de impressão 3D e sem diferença significativa entre si.

Conclui-se que as resinas de impressão 3D têm propriedades similares ou superiores aos materiais convencionais, sendo uma alternativa viável para a confecção de restaurações indiretas provisórias.

PNa0092 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Resistência de união de adesivos universais ao esmalte: efeito do tipo de microaplicador
Caroline Meurer Luiz, Alex Aragão Alves, Iana Schmitt, Gustavo Mussi Stefan Oliveira, Jose Paulo Barbosa Soares, Guilherme Carpena Lopes
Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O estudo comparou a resistência de união (RU) de adesivos universais (AUs) ao esmalte com diferentes microaplicadores (MAs). Foram utilizados 216 incisivos bovinos, com superfícies vestibulares expostas, polidas e distribuídas em 12 grupos (n=18). Dois AUs foram aplicados, Peak Universal (PeU) e Optibond Universal 360 (OpU), nos modos condicionamento total (ER) com ácido fosfórico a 35% ou autocondicionante (SE). Nos controles, utilizaram-se os MAs dos fabricantes (Ultradent e Kerr); adicionalmente, foram testados ZerofloX (cerdas elastoméricas) e Aplik (cerdas de fibra). Após fotopolimerização, confeccionaram-se cilindros de resina composta, armazenados por 6 meses, submetidos à termociclagem (10.000 ciclos) e ao ensaio de RU por cisalhamento. O modo de falha foi analisado por microscopia eletrônica de varredura (MEV). ANOVA-2 e teste de Tukey (α=0,05) compararam os dados. As médias de RU (±DP) variaram de 13,2 (±3,8) a 39,7 (±8.9) MPa, sendo maior nos grupos ER em relação ao SE (p<0,001). O PeU apresentou valores superiores ao OpU (p<0,01). Para o OpU, o ZerofloX resultou em menor RU (p=0,005), enquanto para o PeU não houve diferença entre os MAs. Falhas mistas predominaram em ER e adesivas em SE. Em SE, o OpU apresentou superfície semelhante ao esmalte não-tratado, enquanto o PeU mostrou condicionamento intraprismático; em ER, ambos exibiram padrão clássico de condicionamento.

Os UAs aplicados usando o modo de condicionamento ácido total resultam em maior resistência de união ao esmalte em comparação com o SE. O MA elastomérico sem fibras reduziu a resistência de união ao esmalte quando o UA tinha solvente etanol/acetona.

PNa0093 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

EFEITO DA IMERSÃO EM PRÓPOLIS VERDE NA COR E MICRODUREZA DE RESINA COMPOSTA: ESTUDO IN VITRO
Fabiana Costa Assis Magalhães, Thaís Yumi Umeda Suzuki, Cláudia Lopes Brilhante Bhering, Igor Studart Medeiros, Isabela Souza Vardasca, Marcelle Danelon, Emerson Gomes dos Santos, Amália Moreno
Clínica, Patologia e Cirurgia Odontológi UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O manejo das complicações orais associadas à radioterapia destaca o uso de enxaguantes com própolis verde brasileira, cujo impacto sobre propriedades de resinas compostas ainda é pouco conhecido. Este estudo in vitro avaliou os efeitos da imersão de uma resina composta (Filtek Z350 XT - 3M ESPE) em soluções de extrato de própolis verde na cor e microdureza. Foram produzidos espécimes em quatro cores (A1B, A1E, CT e A1D), totalizando 40 discos por cor (2×10 mm), divididos aleatoriamente em quatro grupos: três com soluções de própolis (PAQ 11%, PAL 11% e PAL 20%) e um controle (água destilada). A imersão foi realizada por 6 horas. A cor foi avaliada por espectrofotometria de reflexão UV-visível (CM-3700D, Konica Minolta) e a microdureza pelo método Vickers (Wilson VH1102, Buehler). As diferenças de cor (ΔE) foram determinadas pelos sistemas CIELAB e CIEDE2000. Os espécimes permaneceram armazenados em local fechado e escuro durante o intervalo entre as medições, simulando envelhecimento natural de 365 dias. Os dados foram analisados com testes paramétricos e não paramétricos (α=0,05). Todos os espécimes apresentaram alterações de cor clinicamente inaceitáveis. As soluções alcoólicas de própolis (11% e 20%) causaram maiores alterações nas cores A1B e A1D. A imersão em própolis verde também influenciou a microdureza, exceto no grupo controle, que apresentou redução.

Os resultados indicam que as soluções de própolis verde brasileira alteram significativamente a cor e a microdureza da resina composta.

PNa0094 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Efeito da orientação de impressão nas propriedades físicas e mecânicas de uma resina para impressão 3D de restaurações provisórias
Victor de Melo Soares, Luciano Bachmann, Andréa Cândido Dos Reis, Mariana Lima da Costa Valente
Dep. Materiais Dentários e Prótese UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliaram-se as propriedades físicas e mecânicas de uma resina para impressão 3D (PriZma BioProv) segundo orientações de impressão (0°, 45° e 90°). Após impressão de espécimes (Ø9×2 mm e 25×2×2 mm), realizou-se pós-lavagem em álcool isopropílico (5′) e pós-cura (10′). Análises incluíram: precisão dimensional, FTIR; rugosidade e topografia superficial, dureza Knoop, resistência à flexão e fractografia. Dados foram submetidos à ANOVA one-way e ao teste de Tukey (α=.05). Observaram-se diferenças para largura entre 0º e 90º (p<.001) e 45º e 90º (p<.001). Contudo, espessura (p=.640) e comprimento (p<.108) não diferiram entre 0º, 45º e 90º. FTIR indicou consumo de ligações duplas e densificação da rede. Maior rugosidade (Sa) foi registrada em 0° comparado com 90° (p=.019), sem diferença entre 0° e 45° (p=.37). Em 0°, observaram-se sulcos paralelos e irregularidades nas cristas; em 45°, menor variação topográfica; enquanto em 90° observaram-se cristas mais pronunciadas e sulcos mais definidos. Maior dureza foi observada em 90° em comparação a 0° (p<.001) e 45° (p=.019). Resistência à flexão foi influenciada pela orientação de impressão (p<.001), com menor desempenho em 0° em comparação a 45° (p<.001) e 90° (p=.002), sem diferença entre 45° e 90° (p=.693). Análise fractográfica evidenciou delaminação de camadas superficiais em 0° e linhas de hackle mais suaves em 45°, enquanto em 90° observou-se deslocamento das camadas.

Propriedades físicas e mecânicas foram influenciadas pelas diferentes orientações de impressão avaliadas, evidenciando comportamento anisotrópico associado à impressão 3D. Em geral, 90° exibiu menor rugosidade, maior microdureza e resistência flexural que 0°, enquanto 45° exibiu desempenho mecânico intermediário.

(Apoio: CAPES  N° 88887.211176/2025-00)
PNa0095 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Citotoxicidade de uma resina para base protética obtida por impressão 3D sob diferentes angulações e tempos de pós-polimerização
Sabrina Romão Gonçalves Coelho, Hamile Emanuella do Carmo Viotto, Larianne de Sousa Moisés, João Fernando Carrijo Queiroz, Lucas Portela Oliveira, Giovanna Gomes Maciel, Taisa Nogueira Pansani, Ana Carolina Pero
Materiais Odontológicos e Prótese UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do estudo foi avaliar a citotoxicidade de extratos de amostras circulares (10 x 1,2 mm) de uma resina para base protética impressa em LCD (priZma 3D Bio Denture), variando os ângulos de impressão (0º, 45º ou 90º) e os tempos de pós-polimerização em luz UV (0,10, 20 e 30 minutos). Queratinócitos humanos imortalizados (HaCaT) foram cultivados e expostos aos extratos por 24 h. Em seguida, a citotoxicidade dos extratos foi avaliada através dos ensaios de viabilidade AlamarBlue® (n=14) e sobrevivência celular Live/Dead® (microscopia de fluorescência, n=2). Os grupos foram comparados pelo teste não paramétrico de Kruskal-Wallis (α=0,05). As imagens de fluorescência foram analisadas descritivamente. O grupo 45° 0 min apresentou os menores valores de viabilidade celular (38,94 ± 20,11%), quando comparado com controle (100,00 ± 3,15%, p<0,001). Houve tendência ao aumento da viabilidade proporcional aos maiores tempos de pós-polimerização, independentemente do ângulo de impressão, com destaque para os grupos 90° 20 min (117,8 ± 15,17%) e 90° 30 min (121,2 ± 12,14%), porém sem diferença estatisticamente significante (p>0,05). As imagens de Live/Dead corroboraram os dados de viabilidade celular, demonstrando que os grupos sem pós-polimerização (0 min) apresentavam maior quantidade de células mortas.

O tempo de pós-polimerização tem efeito sobre a viabilidade e sobrevivência celular, com possível influência do ângulo de impressão. O grupo 90º 30 min apresentou maior taxa de viabilidade celular numericamente, quando comparado as demais angulações (0° e 45º). Portanto, a utilização de um tempo maior de pós-polimerização, independente do ângulo de impressão, contribui possivelmente para menores efeitos adversos na mucosa oral.

(Apoio: FAPESP  N° 2025/00923-9)
PNa0096 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Propriedades mecânicas de uma resina para dentes artificiais obtida por impressão 3D após exposição simulada ao suco gástrico e à escovação
João Fernando Carrijo Queiroz, Larianne de Sousa Moisés, Sabrina Romão Gonçalves Coelho, Lucas Portela Oliveira, Hamile Emanuella do Carmo Viotto, Laura Beatriz Ribeiro Falconi, Giovanna Gomes Maciel, Ana Carolina Pero
Materiais Odontológicos e Prótese UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou a dureza e a resistência ao desgaste de uma resina para dentes artificiais (pRizma 3D Bio Crown), obtida por impressão 3D em diferentes ângulos (0°, 45° e 90°), após exposição a ciclos simulados de ácido clorídrico (HCl) e de escovação. Os espécimes (N=120, 10 mm de diâmetro e 1,2 mm de espessura) foram fabricados em impressora LCD, com n=40 por ângulo, e distribuídos aleatoriamente nas seguintes condições (n=10): (1) imersão em saliva artificial, (2) imersão em HCl, (3) imersão em saliva + escovação e (4) imersão em HCl + escovação. Os períodos de avaliação simularam a exposição em T0 (baseline), 2 anos (T2) e 4 anos (T4). A dureza foi mensurada em microdurômetro Vickers e a resistência ao desgaste foi avaliada por meio de perda de massa mensurada em balança analítica de precisão. Os dados foram analisados por ANOVA mista com pós-teste de Tukey (α=0,05). Para dureza, foi observada interação significativa entre os fatores tratamento e tempo (p<0,001). Nos grupos sem escovação, a imersão em saliva ou HCl não produziu efeitos significativos na dureza da resina. Entretanto, houve aumento progressivo da dureza ao longo do tempo nos grupos submetidos à escovação. Para massa, houve interação entre tratamento e ângulo (p<0,001). Os grupos impressos em 90º e submetidos à escovação, especialmente associados ao HCl, apresentaram maior número de diferenças significativas, sugerindo maior impacto na perda de massa.

Conclui-se que a escovação, independentemente da exposição ao HCl, exerceu influência significativa sobre a dureza, reforçando a hipótese de que fatores abrasivos podem potencializar alterações estruturais. Já para perda de massa, além da escovação, a exposição ao HCl nos grupos impressos em 90° causou maior desgaste.

(Apoio: CAPES  N° 88887.951978/2024-00)
PNa0097 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Duração da pós-polimerização e seus efeitos nas propriedades físicas e mecânicas de resina para impressão 3D
Ana Júlia Gutierrez Corrado, Isabella Barbieri Guião Cleto, Victor de Melo Soares, Luciano Bachmann, Yara Teresinha Correa Silva-sousa, Mariana Lima da Costa Valente
Pós graduação UNIVERSIDADE DE RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A polimerização inadequada em resinas dentárias impressas pode comprometer seu desempenho clínico. Ademais, a variabilidade nas combinações de parâmetros de pós-processamento possíveis, especialmente em sistemas abertos, tende a aumentar esse risco. Assim, o objetivo deste estudo foi avaliar o efeito de diferentes durações de pós-polimerização nas propriedades físico-mecânicas de uma resina odontológica indicada para impressão de coroas provisórias. Espécimes circulares (n=10) (Ø 9 mm × 2mm) foram impressos em resina PriZma 3D BioProv e pós-polimerizados por diferentes durações de tempo (5, 10 e 15 minutos). A topografia da superfície foi avaliada por microscopia eletrônica de varredura (MEV) e a análise de conversão monomérica por meio de espectroscopia no infravermelho por transformada de Fourier (FT-IR). A rugosidade e dureza de superfície foram avaliadas por microscopia confocal a laser e microdureza Knoop, respectivamente. Verificada a normalidade e homogeneidade dos dados, realizou-se análise de variância ANOVA a 1 fator e teste de comparações múltiplas Tukey (α = 5%). Padrões morfológicos semelhantes foram observados entre os grupos, com deposição de camadas alinhadas à orientação de impressão e sem alterações detectáveis associadas ao tempo de pós-polimerização. Espectros de FT-IR demonstraram uma redução progressiva das ligações C=C de acordo com o aumento da duração de pós-polimerização. A variação do tempo (5, 10 ou 15 min) não influenciou significativamente a rugosidade e dureza superficiais (P>0,05).

O incremento do tempo de pós-polimerização aumentou a conversão polimérica dos espécimes, porém, a duração de 5 minutos foi suficiente para as propriedades físico-mecânicas avaliadas.

(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2024/22862-9)
PNa0098 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

AVALIAÇÃO DA ADAPTAÇÃO MARGINAL E INTERNA DE COROAS DE DISSILICATO DE LÍTIO REALIZADA COM METODOLOGIAS CAD/CAM
Lizeth Andrea Sevilla Nungaray, Jackeline Roca, Angely Dayana Suaza Gonzalez, Luis Alfonso Arana Gordillo, Cleyson José Crovador, Giovana Mongruel Gomes, Joao Carlos Gomes
Odontologia UNIVERSIDADE ESTADUAL DE PONTA GROSSA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliou-se a acurácia na adaptação marginal e interna de coroas cerâmicas de dissilicato de lítio (LD) confeccionadas por diferentes métodos de fabricação CAD/CAM. Quinze incisivos centrais superiores foram preparados para coroas totais e digitalizados por meio de scanner intraoral. A partir dos arquivos digitais, quarenta e cinco coroas foram planejadas em software CAD e divididas em três grupos experimentais (n=15): G1 - técnica da cera perdida com padrão fresado em cera, G2 - fresagem direta por CAD/CAM, G3 - técnica da cera perdida com padrão impresso em resina calcinável. A adaptação foi avaliada pela técnica da réplica de silicone. Um silicone fluido foi aplicado no interior das coroas para simular o cimento resinoso, e posicionado sobre o preparo dentário com pressão digital. Após a presa do material, as coroas foram removidas e um silicone de consistência densa foi inserido para estabilização da réplica. O conjunto foi removido e seccionado no sentido vestíbulo-palatino para mensuração da espessura nos terços cervical, médio e incisal das faces vestibular e palatina, através de fotografia e software. Os dados foram submetidos à ANOVA de medidas repetidas e Tukey (α = 0,05). As análises demonstraram que as coroas fresadas diretamente em LD (G2) apresentaram os menores valores de discrepância marginal e interna (p<0,01), seguidas pelo método da cera perdida com padrão em cera (G1). O grupo G3 exibiu os maiores valores de desadaptação em todos os terços analisados. O terço incisal em todos os grupos apresentou os maiores espaços internos em comparação aos demais terços.

Pode-se concluir que o método de fabricação influencia significativamente a adaptação das restaurações, sendo a fresagem direta por CAD/CAM o método de maior precisão.

(Apoio: SETI/Fundo Paraná )
PNa0099 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Efeito do polimento na rugosidade e brilho de resinas compostas com partículas na nanoescala após escovação simulada
Juliana de Souza Tavares, Jessica de Almeida Andrade Fonseca, Eduardo Moreira da Silva
Dentistica UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou a evolução da rugosidade de superficie e a retenção de brilho de resinas compostas com partículas na nanoescala após escovação simulada, em função de diferentes sistemas de polimento com pontas espirais. Quatro resinas (n=15) - nanoparticulada (Z350), suprananoparticulada (Estelite Omega), híbrida submicrométrica (Vitra APS) e híbrida (Herculite) - foram analisadas quanto à rugosidade e brilho. Os espécimes foram distribuídos conforme o polimento (Sof-Lex, Ultradent e American Burrs). As avaliações ocorreram inicialmente, após polimento e durante escovação simulada (2500 ciclos/etapa), totalizando oito ciclos simulando um período de 2 anos de uso intraoral. A rugosidade foi mensurada por microscopia confocal a laser 3D e o brilho por medidor específico. Os dados foram submetidos a testes estatísticos (α=0,05). Não houve diferença inicial entre os grupos. Após escovação, o brilho foi influenciado pelo tipo de resina (p<0,0001) e pelo sistema de polimento (p=0,0192), com melhor desempenho da Estelite Omega (45,49). Z350 e Vitra APS apresentaram valores intermediários, e Herculite o menor (7,66). Para rugosidade, não houve interação entre fatores, mas observaram-se efeitos do polimento (p<0,0001) e do tipo de resina (p=0,0034), com destaque para o sistema Ultradent.

O brilho das resinas compostas foi significativamente influenciado pela composição e tecnologia das partículas, com superioridade da Estelite Omega. Em contrapartida, a rugosidade superficial mostrou-se mais dependente do sistema de polimento utilizado, evidenciando diferenças entre protocolos. A ausência de interação indica que material e polimento atuam de forma independente, mesmo após envelhecimento por escovação simulada.

(Apoio: CNPq  |  FAPs - FAPERJ)
PNa0100 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Avaliação da influência da espessura de cimentação na adaptação marginal de coroas unitárias
Andres Felipe Posso Rodriguez, Cleyson José Crovador, Giovana Mongruel Gomes, Joao Carlos Gomes
Odontologia UNIVERSIDADE ESTADUAL DE PONTA GROSSA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi avaliar a relação entre a espessura da película de cimentação e a adaptação marginal de coroas. Um único dente de acrílico preparado foi escaneado para padronização da amostra e, a partir desse modelo, 32 coroas foram planejadas e confeccionadas em resina calcinável impressa em 3D. As coroas foram distribuídas em quatro grupos (n=8), de acordo com o cimento utilizado (Luxacore Z Dual e Permacem DMG) e a espessura do espaço para cimentação (30 µm e 80 µm). Para a cimentação, o mesmo arquivo do escaneamento foi impresso, obtendo-se o preparo padronizado. Após a cimentação, as amostras foram seccionadas paralelamente ao longo eixo, obtendo-se espécimes com aproximadamente 1 mm de espessura. A adaptação marginal foi avaliada por meio de fotografias obtidas em microscópio óptico, realizando-se três medições nas regiões cervical palatina, cervical vestibular e incisal. Os resultados demonstraram discrepâncias marginais variáveis entre os pontos de medição. Nas regiões incisal e cervical palatina, não foram observadas diferenças significativas entre os grupos (p>0,05), indicando que o tipo de cimento e a espessura de cimentação não influenciaram a adaptação marginal nesses locais. Entretanto, na região cervical vestibular, observou-se diferença significativa entre os grupos (p<0,05), com influência da espessura de cimentação, independentemente do cimento utilizado.

Pode-se concluir que a adaptação marginal de coroas cimentadas é influenciada pela espessura de cimentação, independentemente do tipo de cimento utilizado.

(Apoio: SETI-UGF/ PR)



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