9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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PNa0081 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Efeito da temperatura de impressão nas propriedades mecânicas de resina para placas oclusais
Amanda Tauchen Filgueiras, Anna Luiza Delmondes Lima, Karoline Bittencourt Mendes Leitão, Mayana Cristina Silva Dantas, Sophia Rocha Barros, Evelyn Mikaela Kogawa, Rodrigo Antonio de Medeiros
Odontologia Restauradora UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou a influência de diferentes temperaturas de impressão nas propriedades mecânicas de uma resina 3D para placas oclusais. Espécimes da resina Bio Splint (Makertech Labs, Brasil) foram confeccionados por manufatura aditiva com orientação de impressão a 45° e distribuídos em três grupos (n = 15): ambiente (controle), 40 °C e 50 °C. Após a impressão, os espécimes foram submetidos à limpeza em álcool isopropílico sob agitação e pós-cura em luz UV conforme recomendações do fabricante. Avaliaram-se resistência flexural (RF), módulo de elasticidade (ME) e microdureza Vickers (MV). A normalidade e homogeneidade foram verificadas pelos testes de Shapiro-Wilk e Levene. Para RF e ME, aplicaram-se ANOVA de um fator e teste de múltiplas comparações de Tukey. Para MV, utilizaram-se ANOVA de Welch e teste de Games-Howell (α = 0,05), devido à heterogeneidade dos dados. Houve diferença significativa para RF [F(2,42) = 4,62; p = 0,015] e ME [F(2,42) = 3,42; p = 0,042], com menores valores nos grupos 40 °C e 50 °C. Para MV, também houve diferença significativa [F(2,25,7) = 54,4; p < 0,001], indicando maior dureza a 50 °C comparado aos demais grupos.

O aquecimento a 50 °C aumenta MV da resina Bio Splint, mas reduz RF e ME em comparação às temperaturas ambiente e 40 °C.

(Apoio: CNPq  N° 140591/2026-5)
PNa0082 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Caracterização e correlação das lesões cervicais não cariosas com os possíveis fatores de risco em pacientes diagnosticados com DTM
Margaret Dos Santos Nadais, João Gualberto De Cerqueira Luz, Antonio Carlos Frias, Maria Angela Pita Sobral
Dentística UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo clínico transversal teve como objetivo caracterizar os padrões de desgaste das lesões cervicais não cariosas (LCNCs) e investigar sua possível associação com fatores de risco em pacientes com disfunções temporomandibulares (DTM). Foram selecionados voluntários atendidos em um curso de atualização em dor e disfunção temporomandibular conforme critérios de inclusão e exclusão. A metodologia incluiu: entrevista com questionário para coleta de dados pessoais, dados sociodemográficos, hábitos de higiene e alimentação, comportamento e histórico médico; exame clínico com foco no desgaste dental cervical e nos mecanismos oclusais; escaneamento intraoral e documentação fotográfica das arcadas dentárias. A análise de correlação foi realizada entre o desgaste associado às LCNCs e diferentes fatores de risco, aplicando-se os testes Qui-quadrado e Exato de Fisher adotando-se nível de significância de 5% (p < 0,05). As imagens escaneadas e fotográficas foram avaliadas qualitativamente. O grupo etário mais velho (42-71 anos) apresentou maior número de LCNCs em relação ao grupo mais jovem (p = 0,005). Todas as LCNCs identificadas localizavam-se em superfícies vestibulares, 59% estavam restauradas e, entre as não restauradas, 46% apresentavam morfologia em cunha, com ângulos internos definidos e margens bem delimitadas. Houve maior frequência de LCNCs em pré-molares.

Concluiu-se que a idade foi o único fator de risco associado às LCNCs, reforçando seu caráter cumulativo, enquanto variáveis sociodemográficas, hábitos de higiene bucal, padrão alimentar, condições sistêmicas, fatores oclusais e comportamentais não mostraram correlação estatisticamente significativa.

PNa0083 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Influência de fabricantes nacionais na resistência de união e espessura de placas de EVA para protetores bucais
Jaqueline Melo Pinhal, Jéssica Carolini Ferreira Delgado Lima, Girliane Maia Costa, Caroline Daiana Scabeni Oliveira Lima, Ivan Onone Gialain
Pós-Graduação em Ciências Odontológicas UNIVERSIDADE DE CUIABÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliar a influência de diferentes fabricantes na resistência de união e na espessura final de placas de EVA. Foram analisadas 48 placas de quatro fabricantes: Bioart (B), Essence Dental (E), Blue Odonto (O) e a placa importada Scheu (S), sendo 12 espécimes por grupo. Além do agrupamento por fabricante, os espécimes foram avaliados em relação à posição na base da plastificadora (cima, centro e baixo). Os espécimes com duas lâminas de EVA foram confeccionados por termoformagem a partir de placas transparentes, recortados, mensurados com paquímetro e submetidos ao ensaio de tração tipo T-peel em máquina de teste universal. A força de união (N/mm) e a espessura final (mm) foram analisadas por ANOVA e teste de Tukey (p<0,05). O grupo S apresentou maior força de união (8,48±1,63), enquanto E (7,85±0,98), B (7,65±1,06) e O (6,97±0,79) apresentaram valores menores. Porém foi observada significância apenas entre S e O (p=0,013). Para espessura final, S (4,03±0,24) e E (3,99±0,37) apresentaram maiores valores em comparação a O (3,48±0,24), enquanto B (3,73±0,43) apresentou valores intermediários sem significância com outros grupos. A posição na plastificadora influenciou a espessura final do espécime, com menor espessura (3,49±0,26) no centro em comparação com cima (3,97±0,29) e baixo (3,97±0,39).

Conclui-se que o fabricante influencia a resistência de união e a espessura final das placas de EVA e que a posição na plastificadora influencia a espessura final do espécime.

(Apoio: CAPES)
PNa0084 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Efeito Antibiofilme de Restaurações Bulk-fill Modificadas por Nanofluoreto de Prata em Modelo de Fenda: um Estudo In Vitro
Herlla Sofia Sales de Melo, Lucas Rodrigues Dos Santos, Emanuel Ewerton Mendonça Vasconcelos, Maria Clara Müller de Andrade, André Galembeck, Moan Jéfter Fernandes Costa, Jaqueline Souza de sá Nogueira, Luís Felipe Espíndola-castro
UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo objetivou avaliar a atividade antimicrobiana de resina composta bulk-fill (Filtek Bulk Fill Flow/Solventum) modificadas por Nanofluoreto de Prata 2.000ppm (NFP) em concentrações de 1%, 2% e 4%, comparados com a resina composta sem modificação (0%, controle). Utilizou-se 40 molares humanos hígidos, distribuídos aleatoriamente em quatro grupos (n=10). Blocos de dentina (4x5x2,5mm) foram obtidos e fixados em uma mini caixa impressa em 3D (8x5x2,5mm). O espaço não ocupado restante da caixa foi preenchido com resina composta, utilizando-se um calibrador de folga (0,09mm) para criar uma fenda na interface dente-restauração. A resina foi polimerizada a 1.200 mW/cm² durante 40s. Para análise da inibição de biofilme, 140µL de meio de cultura Brain Heart Infusion (BHT) + 3% sacarose com Streptococcus mutans, foi introduzido na fenda e a viabilidade celular foi avaliada pelo ensaio de MTT. Realizou-se também a análise qualitativa da formação de biofilme nas fendas por microscopia eletrônica de varredura (MEV). Foram avaliadas três amostras por grupo por um avaliador cegado. Os dados foram submetidos aos testes de Shapiro-Wilk, ANOVA e pós-teste de Tukey (p<0,05). As resinas modificadas apresentaram atividade antimicrobiana expressiva e inibição da formação de biofilme, em comparação ao grupo controle. A redução de biofilme foi de 83,84% (1% NFP), 68,67% (2% NFP) e 63,1% (4% NFP). A análise qualitativa das imagens por MEV comprovou presença de biofilme bacteriano consideravelmente superior no grupo controle em comparação aos grupos experimentais.

A incorporação de NFP em resina bulk-fill foi capaz de inibir a formação de biofilme na interface dente-restauração, podendo ser uma alternativa na prevenção de cáries secundárias.

(Apoio: FACEPE  N° APQ-1165-4.02/24)
PNa0085 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Efeito de adesivos universais com silano na composição como tratamento de superfície de pinos de fibra de vidro na adesão radicular
Cleyson José Crovador, Tobia Gaston Navarro, Amanda Priscilla Soistak, Jorge Domínguez, Luis Fernando Páez Reyes, Giovana Mongruel Gomes, Joao Carlos Gomes
Odontologia UNIVERSIDADE ESTADUAL DE PONTA GROSSA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliou-se a eficácia de sistemas adesivos universais contendo silano na sua composição como tratamento de superfície de pinos de fibra de vidro (PFV) previamente à cimentação intrarradicular. Oitenta dentes unirradiculares tiveram as coroas removidas, foram tratados endodonticamente e preparados para cimentação dos PFV. Os espécimes foram distribuídos em oito grupos (n=10), de acordo com o sistema adesivo (sem silano na composição: Tetric N Bond; e com silano na composição: Âmbar Universal APS Plus; Scotchbond Universal Plus; S3 Bond Universal Quick) e o tratamento de superfície previamente à cimentação, com ou sem aplicação prévia de silano (Monobond N). A cimentação foi realizada com cimento resinoso autoadesivo. Após 24 h, as raízes foram seccionadas nos terços cervical, médio e apical e os corpos-de-prova foram submetidos ao teste de push-out para avaliação da resistência de união (RU). Os dados de RU (MPa) para cada sistema adesivo foram analisados por ANOVA dois fatores (tratamento de superfície vs. região radicular) e Tukey (α=0,05). Para o adesivo sem silano, a aplicação prévia de silano aumentou significativamente a RU (p<0,05). Para os adesivos contendo silano na composição, não houve diferença entre a aplicação prévia ou não de silano (p>0,05).

Concluiu-se que adesivos universais contendo silano na sua composição apresentam desempenho satisfatório como tratamento de superfície de PFV, dispensando a aplicação prévia de silano anteriormente ao procedimento de cimentação de PFV.

(Apoio: SETI)
PNa0086 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Efeito da terapia fotodinâmica antimicrobiana associada ao blue m® para prevenção da cárie dental
Isabella Lais Azevedo Silva Domingues, Alessandra Nara de Souza Rastelli
Dentistica Restauradora UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A cárie dentária é uma doença de etiologia multifatorial que afeta a população mundial.O biofilme cariogênico está envolvido na etiologia da cárie dental e pode ser removido ou controlado de forma mecânica, por meio da escovação, com ou sem o uso de antissépticos como a clorexidina, e uso de flúor que libera íons na cavidade bucal permitindo a remineralização. Apesar disso, terapias adjuvantes podem complementar o processo de prevenção da doença. Assim, o objetivo desse estudo foi avaliar o efeito da terapia fotodinâmica antimicrobiana associada ao Blue m® para prevenção de cárie dental.O Biofilme cariogênico duo-espécie (Streptococcus mutans e Streptococcus sobrinus) foi submetido à terapia fotodinâmica antimicrobiana (TFDA) utilizando-se curcumina, associada ou não ao Blue m® a 1%. Grupos na ausência de luz também foram realizados. Após tratamento, avaliação do metabolismo pelo teste XTT e determinação da biomassa total pelo método cristal violeta foram realizados. Os experimentos foram feitos em triplicata em três ocasiões diferentes. Comparado aos grupos "DARK" em que não se utilizou a luz notou-se redução da atividade microbiana tanto pela associação do Blue m® à curcumina, quanto pela realização da TFDA de forma gradual conforme houve o aumento da dose de luz.

Infere-se que a TFDA associada ao Blue m® demonstrou efeito antimicrobiano em biofilme duo-espécie. Ainda são necessários estudos para avaliar a viabilidade clínica desse tipo de terapia a fim de torna-la um método adjuvante na prevenção de cárie dentaria.

PNa0087 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Avaliação de propriedades físico-mecânicas e ópticas de resinas compostas bioativas e convencionais: estudo comparativo in vitro
Raquel Moura Barbosa Nascimento do Ó. Albuquerque, Yan Victor Silva de Santana, Emanuel Ewerton Mendonça Vasconcelos, Gabriela Queiroz de Melo Monteiro, Luís Felipe Espíndola-castro
UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliar a influência do tipo resinoso (bioativo vs. convencional) e da viscosidade nas propriedades de microdureza, sorção, solubilidade e estabilidade de cor das resinas compostas bioativas Beautifil II (Shofu) e Beautifil Flow Plus (Shofu) em comparação às resinas convencionais Filtek Z350 XT (Solventum) e Filtek Supreme Flow (Solventum). Foram confeccionadas 10 amostras por grupo (n=10) utilizando um molde metálico bipartido (15mm x 1mm). A microdureza Vickers foi aferida em microdurômetro digital, pela média de três indentações por amostra (300gf por 15s). Para sorção e solubilidade (n=5), seguiram-se as recomendações da norma ISO 4049/2019. A estabilidade de cor foi analisada por espectrofotometria digital antes e após a imersão em café e água destilada (controle) nos intervalos de 1 a 7 dias, calculando-se a variação de cor (ΔE00) por meio dos parâmetros CIELAB. As resinas de viscosidade regular apresentaram microdureza significativamente superior às resinas fluidas (p<0,001). Quanto à sorção e solubilidade, observou-se que, embora a sorção tenha variado entre os grupos (p=0,001), todos os materiais apresentaram conformidade com a norma ISO 4049:2019, enquanto a solubilidade não demonstrou diferença estatística (p=0,155). A imersão em café promoveu alterações cromáticas em todos os grupos, sendo que as resinas de viscosidade regular exibiram maior manchamento (ΔE) em comparação às resinas fluidas, em ambos os tempos de avaliação (p=0,001).

Conclui-se que o tipo resinoso e a viscosidade influenciam a microdureza e a estabilidade de cor, porém a composição bioativa não prejudica o desempenho essencial dos materiais, mantendo-os dentro dos padrões similares às resinas convencionais.

(Apoio: FAPs - FACEPE  N° APQ-1165-4.02/24  |  CNPq  N° 188000/2025-9)
PNa0088 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Capacidade de mascaramento de técnicas de estratificação combinadas com opacos brancos ou amarelos em um fundo escuro
Gabriela Nogueira Bouchet, Ana Maria Spohr
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Os clínicos têm dúvidas quanto às técnicas necessárias para obter a cor final adequada em cada caso clínico envolvendo dentes escurecidos. Em relação aos opacos, não está claro se deve ser utilizada uma tonalidade branca ou amarela, e poucos estudos compararam a capacidade de mascaramento destes opacos sob a mesma metodologia. O objetivo foi avaliar a influência das técnicas de estratificação em resina composta (RC), utilizando opacos em consistência convencional ou fluídos nas cores branca e amarela, na capacidade de mascaramento de um substrato escurecido. Incisivos centrais superiores em acrílico, cor C3, com preparos para facetas, foram divididos em 11 grupos (n=5). Dentes de acrílico íntegros na cor C3 (n=5) e A1 (n=5) foram utilizados como grupos controle negativo e positivo, respectivamente. Os dentes foram restaurados com técnicas de monocamada, bicamada ou tricamada, e opacos brancos ou amarelos foram associados à RC de dentina e/ou à RC de esmalte. Os valores de ∆E₀₀ foram obtidos com o espectrofotômetro VITA Easyshade Advance 4.0 e a fórmula CIEDE2000. De acordo com o teste de Kruskal-Wallis e teste de Dunn, os grupos restaurados com a técnica de tricamada (opaco + RC de dentina + RC de esmalte) apresentaram ∆E₀₀ significativamente menores (p<0,05), abaixo do limiar de aceitabilidade. Na técnica de tricamada, o uso de opaco branco convencional (1,18) não diferiu significativamente do controle positivo (0,69) (p>0,05). O uso de opacos amarelos aumentou o ∆E₀₀, porém este permaneceu abaixo do limiar de aceitabilidade.

A técnica de tricamada, com opacos brancos ou amarelos, RC de dentina e de esmalte, resultou em ∆E₀₀ abaixo do limiar de aceitabilidade. No entanto, os opacos brancos foram mais eficazes em mascarar o fundo escurecido.

(Apoio: CAPES  N° 001)
PNa0089 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Efeito do espectro de luz no desempenho mecânico e óptico de resinas com diferentes fotoiniciadores
Luana Dos Santos Souza, Eduardo Augusto Rebelo, Taciana Marco Ferraz Caneppele, Eduardo Bresciani
Odontologia Restauradora INSTITUTO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA / ICT-UNESP-SJC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A fotopolimerização de resinas compostas depende da compatibilidade entre fotoiniciadores e a unidade de luz. Este estudo comparou a profundidade de polimerização, estabilidade de cor (Delta E00) e brilho de resinas contendo canforoquinona (CQ) ou sistema alternativo (APS), fotoativadas por luz azul (RADII) ou de amplo espectro (QUAZAR). A microdureza Knoop (KNH), a variação de cor e o brilho foram avaliados após imersão em solução de manchamento por até 30 dias. Os dados foram analisados por análise de variância e teste de Tukey (5%). Para microdureza, unidade de luz e profundidade foram significativas (p<0,001), com interação (p≤0,016). O QUAZAR promoveu maior KNH (p<0,001). O APS apresentou polimerização homogênea com QUAZAR (p>0,05), mas redução em profundidade com RADII (p<0,001), enquanto CQ apresentou queda progressiva independente da luz (p<0,001). Para cor, fotoiniciador (p<0,001) e tempo (p=0,005) foram significativos. CQ apresentou menor variação (~1,4), enquanto APS maior (~3,2) (p<0,001). O aumento do manchamento ocorreu apenas para APS com RADII (p=0,045). Para brilho, todos os fatores foram significativos (p<0,001), com maior estabilidade para APS com QUAZAR.

Conclui-se que fotoiniciadores alternativos apresentam melhor desempenho com luz de amplo espectro, enquanto CQ apresenta maior estabilidade de cor, porém maior sensibilidade à profundidade de cura.

(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2025/00163-4 )
PNa0090 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Efeito do jateamento e da abordagem adesiva em restaurações de lesões não cariosas: um estudo clínico randomizado
Natasha Tarram Hammoud, Rhafaela Ribeiro Silva, Jullyana Mayara Preizner Dezanetti, Rodrigo Nunes Rached, Evelise Machado de Souza
ALUNA MESTRADO PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo clínico randomizado, duplo-cego e de boca dividida objetivou avaliar o efeito do jateamento com óxido de alumínio na dentina (JT) e das abordagens de condicionamento total (CT) ou seletivo do esmalte (CS) com adesivo universal (Optibond Universal) no desempenho clínico de restaurações em lesões cervicais não cariosas (LCNCs). Vinte pacientes (11 homens; 9 mulheres; média de 46 anos) receberam 139 restaurações em resina composta distribuídas aleatoriamente em quatro grupos: CT, CS, JT+CT e JT+CS. Dois examinadores calibrados avaliaram as restaurações no baseline (7 dias), 6, 12 e 18 meses utilizando os sistemas de avaliação USPHS e FDI. Os dados foram analisados pelos testes de Kruskal-Wallis, Friedman e Mann-Whitney (α=0,05). Após 18 meses, não houve diferença significante entre os grupos em nenhum dos critérios avaliados por USPHS e FDI (p>0,05). Foram registradas quatro falhas de retenção (perda total da restauração) ao longo de 18 meses. Duas ocorreram até 12 meses, ambas no grupo JT+CS (5,7%). Entre 12 e 18 meses, foram observadas uma perda no grupo CS (2,9%) e outra no grupo JT+CS (2,9%).O grupo JT+CS apresentou perda de 3 restaurações (8,6%).

Conclui-se que o jateamento com óxido de alumínio na dentina não promoveu benefício clínico significativo no tratamento restaurador de lesões cervicais não cariosas.




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