9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP


Resumos Aprovados 2026

Veja o Cronograma de Apresentação Completo


Modalidade:
Área:
Autores:
Palavra-Chave:


Resultado da busca [Siglas PNa0001 a PNa0195 ]
 192 Resumo encontrados. Mostrando de 51 a 60


PNa0058 - Painel Aspirante
Área: 3 - Controle de infecção / Microbiologia / Imunologia

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Modelo murino de candidíase oral induzido por diferentes cepas e espécies de Candida
Julia Robledo Jerez, Marcella Vieira Ambrosio, Ysadora Maria Fernandes de Oliveira, Stéfany Eduarda Marques Felix, Ewerton Garcia de Oliveira Mima
Materiais Odontológicos e Prótese UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A candidíase oral é uma infecção oportunista comum, sendo Candida albicans (Ca) a principal espécie associada às lesões, enquanto Candida tropicalis (Ct) é considerada a segunda espécie mais prevalente. Esta pesquisa avaliou a indução de candidíase oral em modelo murino: 1.por diferentes cepas de Ca e, 2.por Ca e Ct, isoladamente e em associação. O presente estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética no Uso de Animais (CEUA nº 06/2024), 66 camundongos foram imunossuprimidos com prednisolona e inoculados individualmente com diferentes cepas de Ca, uma cepa de Ct ou a associação entre as espécies, além do grupo controle de animais imunocompetentes. Foram avaliadas lesões orais macroscópicas, recuperação fúngica da língua por meio da contagem de unidades formadoras de colônias por mililitro (UFC/mL), variação de massa corporal e análise histopatológica. Os dados foram analisados por ANOVA seguida do teste de Tukey (UFC/mL) e modelo linear misto (massa corporal). O grupo controle não desenvolveu candidíase oral. As lesões induzidas por Ca variaram de acordo com a cepa, sem diferença estatística na recuperação oral (p=0,055) e os animais mostraram redução de até 49% do peso no dia 11 (p<0,001). Ct colonizou a cavidade oral, porém sem indução de lesões macroscópicas e alterações histopatológicas, com menor recuperação oral em relação a Ca e misto (p≤0,023). No grupo misto, observaram-se lesões com menor severidade macroscópica e microscópica em relação a Ca. Animais inoculados com Ca apresentaram redução de 46% do peso (p<0,001) no dia 8.

Esses achados reforçam que a patogenicidade de Candida depende da cepa e da espécie, e que a colonização não está necessariamente associada ao desenvolvimento de lesões.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  FAPESP  N° 2024/18426-9)
PNa0059 - Painel Aspirante
Área: 3 - Controle de infecção / Microbiologia / Imunologia

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Avanços em Organs-on-a-Chip para Estudo de Interação Hospedeiro-Microbiota, Materiais e Odontologia Regenerativa: Revisão Sistemática
Gabriela Isabel Cuevas-Aquino, Cristiane Miranda França, Anna Clara Borges-cruz, Jéssica Oliveira-aguiar, Manoel Damião Sousa-neto, Alice Corrêa Silva-Sousa
Odontologia Restauradora UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Organs-on-a-chip (OoC) são plataformas microfluídicas que mimetizam a fisiologia humana, superando as limitações de modelos 2D convencionais. Na odontologia, os tecidos orais apresentam interações estruturais e funcionais complexas, as tecnologias OoC permitem a replicação de microambientes dinâmicos, comunicação multicelular e respostas hospedeiro-microbioma. Foi avaliada a aplicabilidade e o potencial translacional de modelos OoC na odontologia. Seguindo as diretrizes PRISMA, as bases PubMed, Scopus e Web of Science foram consultadas. Incluíram-se estudos que descrevem OoC aplicados a tecidos orais e biofilmes. Foram incluídos 23 estudos e o risco de viés avaliado. Analisaram-se desenho, fabricação, componentes celulares e desfechos experimentais. Plataformas dente-em-chip recapitularam a interface dentina-polpa, permitindo avaliar citotoxicidade de biomateriais e sinalização inflamatória. Modelos de gengiva e mucosa oral reproduziram a organização epitelial e vascular, simulando lesões de barreira por monômeros e agentes quimioterapêuticos. Sistemas de biofilme-em-chip demonstraram que a hidrodinâmica regula o metabolismo bacteriano e a acidificação cariogênica de forma distinta de modelos estáticos. A litografia macia em PDMS com hidrogéis miméticos foi a mais utilizada. A ferramenta QUIN indicou risco de viés moderado, principalmente devido à ausência de randomização e descrição do cegamento nos ensaios.

Conclui-se que os organ-on-a-chip avançam na modelagem da dinâmica tecidual e patológica oral. Todavia, a translação clínica exige maior integração de componentes imunocompetentes, padronização de protocolos de fabricação e validação comparativa direta com dados clínicos e modelos animais.

(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2025/09158-3  |  CAPES  N° 88887.163977/2025-00  |  FAPs - FAPESP  N° 2025/10115-7)
PNa0060 - Painel Aspirante
Área: 3 - Controle de infecção / Microbiologia / Imunologia

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Associação de fármacos antifúngicos e compostos afeta vias metabólicas de resposta ao estresse de Candida albicans
Pedro Canto Bueno, Giulia Teixeira de Castro, Marlise Inêz Klein
Diagnóstico Oral FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Candida albicans é um fungo comensal e um patógeno oportunista crítico (OMS, 2022). Esse estudo investigou como compostos experimentais combinados com fármacos antifúngicos afetariam a expressão de genes de vias metabólicas de resposta ao estresse do fungo, pois tais genes estão associados à tolerância e resistência à fármacos. Culturas da cepa SC5314 foram tratadas (30 minutos) com os compostos tt-farnesol, hidroxichalcona'4 e mirecetina e com os fármacos fluconazol, anidulafungina, e anfotericina B e combinações entre compostos e fármacos para determinar a expressão gênica de CDR1 (tolerância), CNA1 (via da calcineurina), ERG11 (ergosterol), FKS1 (parede celular), HSP90 (chaperona), MKC1 (via MAPK), PKC1 (quinase para parede celular) e SOD1 (estresse oxidativo). RNA foi isolado e utilizado para síntese de cDNA, seguido de qPCR. A expressão relativa foi calculada normalizando cada gene de interesse em relação ao gene RPP2B e comparando com o controle veículo (diluente dos agentes). Fármacos isolados não afetaram a expressão gênica, mas compostos isolados alteraram a expressão de alguns genes, com efeito pronunciado pela hidroxichalcona´4 (indução: CDR1, HSP90, SOD1; repressão: ERG11). Mirecetina induziu MKC1 e tt-farnesol induziu CDR1. Fármacos combinados com compostos induziram ou reprimiram determinados genes. Anfotericina+hidroxichalcona'4 e anfotericina+tt-farnesol induziram CDR1, MKC1 e SOD1, mas reprimiram ERG11, como observado para a hidroxichalcona'4 isolada.

Portanto, combinar fármacos com compostos selecionados é uma abordagem para potencializar o efeito desses fármacos contra o fungo.

(Apoio: FAPs - Fapesp  N° 2024/21446-1  |  FAPs - Fapesp  N° 2023/11822-3  |  FAPs - Fapesp  N° 2021/06801-1)
PNa0061 - Painel Aspirante
Área: 3 - Fisiologia / Bioquimica / Farmacologia

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Impressão tridimensional de filmes mucoadesivos orais: uma revisão sistemática de inovações na fabricação farmacêutica
Manoela Borges e Souza Marques, Heitor Monteiro Mundim Cunha, Ana Beatriz Vilela Teixeira, Cesar Penazzo Lepri, Denise Tornavoi de Castro
Departamento de Biomateriais UNIVERSIDADE DE UBERABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Esta revisão sistemática avaliou o uso da impressão tridimensional (3D) para a fabricação de filmes mucoadesivos orais. O protocolo foi registrado no Open Science Framework (https://osf.io/4a59v). Foram consultadas as bases de dados PubMed, Lilacs, Scopus, Embase, Science Direct e Google Scholar. A estratégia de busca incluiu a combinação: ("mucoadhesive film") e (printed). Os critérios de elegibilidade incluíram estudos in vitro, in vivo e ex vivo que investigaram a preparação de filmes mucoadesivos por meio de impressão 3D e que foram publicados em periódicos revisados por pares. Treze artigos foram selecionados e incluídos nessa revisão. Os filmes foram projetados para liberação de estradiol, cloridrato de propranolol, propionato de clobetasol, cloridrato de benzidamina, lipossomas contendo princípios ativos à base de propilenoglicol, cetoprofeno, cloridrato de lidocaína, ibuprofeno e lidocaína, ácido adípico e xilitol, montelucaste sódico, nitrato de miconazol, acetato de dexametasona e diclofenaco sódico. Os estudos relataram aplicações em terapia de reposição hormonal, tratamento de doenças cardiovasculares, ansiedade, enxaquecas, tremores, líquen plano, aftas, candidíase oral, mucosite, úlceras, xerostomia, asma e rinite alérgica, bem como anestesia. As técnicas de impressão incluíram extrusão semissólida, modelagem por deposição fundida, impressão a jato de tinta, estereolitografia/display de cristal líquido e extrusão direta de pó. Os filmes foram caracterizados e avaliados quanto às propriedades físicas, mecânicas e biológicas.

Conclui-se que a impressão 3D de filmes mucoadesivos orais representa uma estratégia promissora para o desenvolvimento de sistemas de liberação controlada de fármacos.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  PIBITI  N° 2024/017)
PNa0064 - Painel Aspirante
Área: 3 - Controle de infecção / Microbiologia / Imunologia

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Atividade antifúngica e antivirulência da Alizarina contra Candida dubliniensis
Raquel Lourdes Faria, Ganeshkumar Arumugam, Bruno Montanari Borges, Flávio Vieira Loures, Maíra Terra Garcia, Uilla Barcick, André Zelanis, Juliana Campos Junqueira
Biociência e Diagnóstico Bucal INSTITUTO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA / ICT-UNESP-SJC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Candida dubliniensis é uma espécie fúngica comum na cavidade bucal de indivíduos com HIV/aids. Entretanto, pesquisas sobre terapias voltadas para essa espécie são escassas. O objetivo foi investigar o potencial da alizarina, uma antraquinona natural extraída de plantas, sobre o crescimento, virulência e perfil proteômico de C. dubliniensis. Para isso, foram determinados os valores de concentração inibitória (CIM) em ensaios de microdiluição, efeitos sinérgicos com antifúngicos em teste checkerboard e capacidade de filamentação de C. dubliniensis em soro fetal bovino. A seguir, foi realizado um estudo no modelo in vivo Galleria mellonella para investigar a citotoxicidade em células animais e eficácia de tratamento na candidíase experimental. Por fim, o perfil proteômico de C. dubliniensis, antes e após exposição à alizarina, foi determinado por proteômica Shotgun via cromatografia líquida acoplada à espectroscopia de massa. Os resultados demonstraram atividade antifúngica para ambas as cepas estudadas, com CIM de 16 µg/mL. Em combinação com fluconazol, a alizarina teve efeito sinérgico, reduzindo as concentrações de fluconazol em até 99%. A alizarina também reduziu a ocorrência de filamentação para ~6%, em comparação a ~66% no grupo não tratado. Em G. mellonella, a alizarina não apresentou toxicidade e aumentou a sobrevida dos animais por diminuir as células fúngicas circulantes. O tratamento com alizarina modulou significativamente o perfil de expressão proteica de C. dubliniensis, regulando negativamente proteínas envolvidas na síntese e integridade da parede celular.

A alizarina pode ser um agente antifúngico promissor contra infecções por C. dubliniensis.

PNa0066 - Painel Aspirante
Área: 3 - Cariologia / Tecido Mineralizado

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Efeito de proteínas ácido-resistentes na modulação da película adquirida e na resistência do esmalte à erosão in vivo
Karolyne Sayuri de Araujo Kitamoto, Carolina Ruis Ferrari, Even Akemi Taira, Vinícius Taioqui Pelá, Thais Fernanda Carlos, Eduardo Pereira de Souza, Flavio Henrique Silva, Marília Afonso Rabelo Buzalaf
Departamento de Ciências Biológicas UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - BAURU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou o efeito de enxaguatórios contendo proteínas ácido-resistentes na proteção do esmalte contra erosão in vivo. Doze voluntários participaram do estudo crossover triplo-cego com cinco fases: água deionizada (controle negativo), ElmexErosionProtection (controle positivo), CaneCPI-5 (0,1mg/mL), peptídeo fosfomimético derivado da estaterina (DDSt15, 0,94×10⁻⁵ M) e CaneStat (0,025mg/mL). Após profilaxia, os participantes realizaram bochecho por 1min, seguido da formação da película adquirida do esmalte por 2h e desafio erosivo com ácido cítrico (1%, 10µL, pH 2,5, por 15s). A proteção foi avaliada por meio da intensidade relativa de reflexão da superfície (%SRI). Foram aplicados questionários para avaliar gosto, sensações e possíveis efeitos colaterais, bem como a percepção dos voluntários em relação aos procedimentos experimentais. Os dados foram analisados por ANOVA e teste de Tukey (p<0,05). A análise de %SRI revelou diferenças significativas entre os grupos, sendo a água deionizada associada ao menor valor médio (69,03±4,76%), significativamente inferior aos demais. Em contraste, Elmex (85,55±4,01%), CaneCPI-5 (93,07±4,78%), DDSt15 (88,49±5,14%) e CaneStat (89,85±4,16%) apresentaram valores significativamente maiores, sem diferença entre si. Os questionários indicaram elevada aceitação dos enxaguatórios e ausência de efeitos adversos. Todos os procedimentos foram bem tolerados, com avaliações predominantemente entre bom e muito bom.

Portanto, proteínas com afinidade ao esmalte podem modular a película adquirida e promovem proteção inicial contra a erosão, com boa aceitabilidade clínica, reforçando o potencial da engenharia da película adquirida como abordagem preventiva.

(Apoio: FAPs - Fapesp  N° 2022/11297-3)
PNa0067 - Painel Aspirante
Área: 3 - Controle de infecção / Microbiologia / Imunologia

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

ATIVIDADE ANTIMICROBIANA E ANTIBIOFILME DE PRÓPOLIS VERMELHA BRASILEIRA CONTRA Candida auris
Joana de Freitas Santos, Aimê Rodrigues Corrêa da Costa, Priscila Vieira Galvão, André Luis Souza Dos Santos, Pedro Luiz Rosalen, Josy Goldoni Lazarini, Severino Matias de Alencar, Diego Romario-Silva
UNIVERSIDADE DE CUIABÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Investigou-se o potencial antimicrobiano da própolis vermelha brasileira (PVB) contra duas cepas clínicas de Candida auris (C. auris (881 e 885). Um extrato hidroetanólico de PVB por rotoevaporação. A atividade antimicrobiana foi determinada pela técnica da microdiluição em caldo para determinação da CIM e CFM. A caspofungina foi usada como controle positivo. A atividade antibiofilme foi analisada em biofilmes pré-formados de 24h em placas de poliestireno. A toxicidade aguda sistêmica do extrato foi avaliada em modelo de Galleria mellonella. A CIM de PVB foi 125 µg/mL para as duas cepas analisadas e 125 µg/mL e 250 µg/mL para 881 e 885, respectivamente. PVB foi capaz de reduzir significativamente a viabilidade dos biofilmes em relação ao controle. O extrato não apresentou toxicidade sistêmica em nenhuma das doses analisadas.

O extrato demonstrou atividade antifúngica promissora, bem como, não apresentou toxicidade, nas concentrações eficazes, destacando-se como um potencial fonte de moléculas bioativas para o desenvolvimento de novos agentes antimicrobianos alternativos no combate a fungos multirresistentes.

(Apoio: CAPES)
PNa0068 - Painel Aspirante
Área: 3 - Fisiologia / Bioquimica / Farmacologia

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Senescência de Células-Tronco Mesenquimais e suas Implicações no Reparo e na Regeneração Tecidual: Revisão Sistemática
Daianny Kelly Rodrigues Fidelis, Letícia Odaguiri Watanabe, Luana Roleto Cardoso, Marcos Roberth Craveiro de Carvalho, Taia Maria Berto Rezende
Ciências da Saúde UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Esta revisão avaliou como a senescência de células-tronco mesenquimais humanas, derivadas de diferentes tecidos (medula óssea, tecido adiposo, cordão umbilical, polpa dentária e ligamento periodontal), influencia seu potencial regenerativo e capacidade de reparo. Seguindo as diretrizes PRISMA 2020 e registrada no PROSPERO (CRD42025638850). Foram incluídos estudos in vitro, in vivo e ensaios clínicos. A busca foi realizada nas bases MEDLINE, EMBASE, Web of Science, Cochrane Library, além da literatura cinzenta. A seleção baseou-se no acrônimo PECO, considerando três modelos de senescência: envelhecimento cronológico, passagens seriadas (in vitro) e estímulos inflamatórios. Os estudos compararam grupos senescentes e não senescentes, confirmados por marcadores validados. Foram analisados desfechos relacionados ao reparo tecidual, incluindo proliferação, diferenciação, migração e resposta imune. A síntese dos dados foi narrativa devido à heterogeneidade metodológica. Foram incluídos 45 estudos, sendo 35 in vitro e 10 com abordagens in vivo. Os resultados indicam que a senescência, independentemente do modelo, associa-se à redução da proliferação celular, diminuição da capacidade migratória, prejuízo nos desfechos regenerativos (in vivo) e na resposta imune. Os efeitos sobre a diferenciação osteogênica, adipogênica e condrogênica foram heterogêneos. Estratégias de modulação ou rejuvenescimento mostraram resultados promissores, embora ainda limitados.

Conclui-se que a senescência celular exerce impacto negativo sobre o desempenho funcional de células-tronco, representando um fator crítico para terapias regenerativas, reforçando a necessidade de abordagens que previnam ou revertam esse fenótipo.

(Apoio: CNPq  N° 133668/2025-8  |  CAPES  N° 88887.724415/2022-00  |  FAPs - FAPDF  N° 00193-00000782/2021-63 /00193-00001118/2021-31)
PNa0069 - Painel Aspirante
Área: 3 - Fisiologia / Bioquimica / Farmacologia

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

KEFIR DE LEITE LIOFILIZADO EM DIFERENTES TEMPOS DE FERMENTAÇÃO MELHORA PERDA ÓSSEA PERIODONTAL EM RATOS
Raul Matheus Pitombeira de Sousa, Lorena Vasconcelos Vieira, Marco Gabriel Silva Leitão, Thays Allane Cordeiro Maia, Vitória Tavares Bessa, Sofia Tavares Bessa, Nadine Pinheiro Linhares, Delane Viana Gondim
Departamento de Morfologia UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A investigação de terapias adjuvantes ao tratamento da periodontite, como os probióticos, parecem promissoras. O kefir de leite (KL) fermentado por 24 horas, apresentou efeitos anti-inflamatórios e antirreabsortivos na periodontite experimental a partir de 4 dias de fermentação em estudo prévio do nosso grupo. Este estudo avaliou o efeito do Kefir de leite liofilizado (KLL) na periodontite experimental em ratos. Trinta ratos Wistar machos foram divididos em cinco grupos experimentais (n=6): controle (C), periodontite experimental (PE), e três grupos que receberam KLL (1, 4 e 7 dias de fermentação; KLL1, KLL4 e KLL7, respectivamente). KLL foi administrado diariamente por 28 dias antes da indução da PE e durante o desenvolvimento da doença (11 dias), totalizando 39 dias. A PE foi induzida por ligadura ao redor do segundo molar superior esquerdo. Na eutanásia, as hemimaxilas foram coletadas e seguiram para análises histopatológica, histomorfométrica e imunohistoquímica para RANK, RANKL e OPG. Observou-se que no tempo de fermentação de 7 dias os animais com periodontite apresentaram menor infiltrado inflamatório, maior preservação do osso alveolar e maior número de osteoblastos. Foi observado um aumento da perda óssea alveolar (POA) e da imunoexpressão de RANK e RANKL; e redução de OPG nos animais com PE. Os animais que receberam KLL com 4 e 7 dias de fermentação apresentaram menor POA (50% e 70%, respectivamente), e menor razão RANK/RANKL (50% menor) e RANKL/OPG (82% menor) foram observadas no grupo KLL7 quando comparados ao grupo PE.

Conclui-se que o KLL, especialmente após sete dias de fermentação, exerce efeito osteoprotetor em animais com PE, ao reduzir a inflamação, atenuar a perda óssea periodontal e modular a via RANK/RANKL/OPG.

PNa0070 - Painel Aspirante
Área: 3 - Cariologia / Tecido Mineralizado

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Avaliação de vernizes experimentais com nano-hidroxiapatita para remineralização de lesões iniciais de cárie no esmalte dentário
Bruna Therly Ferreira Borges , Byron Carpio-Salvatierra, Ellen Gaspar, Gabriela Pereira Cecilio, Lauren Neumann Ribeiro, Claudia Soares, Ana Claudia Rodrigues Chibinski, Paulo Vitor Farago
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE PONTA GROSSA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliar a capacidade remineralizante de vernizes experimentais à base de colódio elástico contendo fluoretos e nano-hidroxiapatita (nHAp) em lesões iniciais de cárie no esmalte dentário. Foram desenvolvidos três vernizes experimentais: (1) colódio elástico + fluoreto de sódio + fluoreto de cálcio; (2) colódio elástico + nHAp; e (3) colódio elástico + nHAp + fluoreto de sódio + fluoreto de cálcio. O verniz fluoretado comercial Duraphat® foi utilizado como controle. Fragmentos de esmalte obtidos de molares humanos foram submetidos à indução artificial de lesão de cárie por método químico durante 21 dias. Após os tratamentos, foram avaliadas a microdureza do esmalte, composição elemental e morfologia superficial. A alteração de cor foi analisada por espectrofotometria digital utilizando os parâmetros WID, L*, a* e b*. Os dados foram submetidos aos testes estatísticos adequados (α = 0,05). Houve redução significativa da microdureza após a desmineralização, seguida de recuperação parcial ou total após a remineralização em todos os grupos, sem diferença estatística entre as formulações (p > 0,05). Os vernizes experimentais apresentaram alterações de cor menos perceptíveis em comparação ao verniz comercial (p < 0,001).

Os vernizes experimentais à base de colódio elástico + nHAp, associados ou não aos compostos a base de fluoreto, apresentaram potencial remineralizante semelhante ao verniz comercial, promovendo menor alteração de cor. Essas formulações mostram-se promissoras para o tratamento não invasivo de lesões iniciais de cárie.

(Apoio: CAPES)



.