9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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PN-R0435 - Painel Aspirante
Área: 4 - Ortodontia

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 15

Análise tridimensional maxilar tratamento sorriso do gengival com mini-implantes e micro-osteoperfuração: Ensaio Clínico Randomizado
Giovanna de Castro Ribeiro Borsoni, Liana Fattori, Anita Carolina de Lourdes Ribeiro, Alexandre Purcino Nogueira, Jessica Barbar Przybysz Gaede, João Batista de Paiva, José Rino Neto
Departamento de Ortodontia UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo teve como objetivo avaliar tridimensionalmente a remodelação óssea da maxila após intrusão dentária com ancoragem esquelética, associada ou não às micro-osteoperfurações (MOPs), em pacientes com sorriso gengival, além de investigar o efeito das MOPs sobre a magnitude da intrusão e a inclinação dentária. A amostra foi composta por 24 indivíduos, com idade média de 29,4 ± 9,6 anos, distribuídos aleatoriamente em grupo controle (sem MOPs) e grupo intervenção (com MOPs mensais). Todos os participantes foram tratados com aparelho ortodôntico fixo associado a mini-implantes para correção do sorriso gengival. Tomografias computadorizadas de feixe cônico obtidas nos tempos T1 e T2 foram avaliadas por meio de segmentação tridimensional e sobreposição pelo método voxel-based. Os dados foram analisados utilizando testes t, correlação de Pearson e MANOVA, adotando-se nível de significância de 5%. O tempo médio de intrusão foi de 10,9 ± 1,6 meses. A intrusão média foi de 4,29 mm nos dentes anteriores e aproximadamente 3,0 mm nas regiões posteriores, sem diferença estatisticamente significativa entre os grupos. As taxas médias de intrusão foram de 0,4 mm/mês anteriormente e 0,28 mm/mês posteriormente. Não foram observadas diferenças significativas entre os grupos quanto à inclinação dentária ou à remodelação óssea (p > 0,05).

A intrusão dentária com ancoragem em mini-implantes promoveu movimentação dentária eficaz e remodelação óssea da maxila na correção do sorriso gengival. As MOPs, no protocolo avaliado, não exerceram influência significativa sobre a velocidade de movimentação, a remodelação óssea ou a inclinação dentária.

(Apoio: CAPES  |  CAPES)
PN-R0436 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 15

Associação entre bruxismo do sono, sintomas de dor orofacial e qualidade do sono entre estudantes adolescentes do Recife: estudo preliminar
Bruna Lopes Donato, Jessica Fernanda de Oliveira Lima Batista, Marcela Carla Pereira do Nascimento, Tatianny Carneiro Fonseca, Laercio Guedes de Lima Junior, Thays Flavia Assis de Oliveira Melo, Ana Vitória Marcena Coutinho, Mônica Vilela Heimer
Faculdade de Odontologoa de Pernambuco UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo transversal avaliou a associação entre bruxismo do sono, sintomas de dor orofacial e qualidade do sono em adolescentes. Participaram 150 estudantes, 11 a 15 anos, matriculados na rede pública de ensino do Recife. Foram coletados dados sociodemográficos, bruxismo do sono, qualidade do sono e sintomas de dor orofacial. O bruxismo do sono foi avaliado segundo critérios da Academia Americana de Medicina do Sono (AAMS); a qualidade do sono, pelo Índice de Qualidade do Sono de Pittsburgh (PSQI); e os sintomas de dor orofacial, por questões baseadas no Research Diagnostic Criteria for Temporomandibular Disorders (RDC/TMD), referentes à dor na face, maxilares, têmpora, região pré-auricular ou ouvido nos 30 dias anteriores à pesquisa, além da presença e intensidade da dor orofacial no momento da coleta. As associações foram analisadas pelo teste exato de Fisher, com significância de 5%, odds ratio (OR) e intervalo de confiança de 95% (IC95%). A frequência de bruxismo do sono foi de 5,3%, enquanto 68,7% dos adolescentes tiveram má qualidade do sono. Os sintomas de dor orofacial nos 30 dias anteriores foram relatados por 37,3%, e 32,0% apresentaram dor orofacial no momento da pesquisa. Não houve associação significativa entre bruxismo do sono e má qualidade do sono (p=0,436; OR=3,4; IC95%:0,4-28,1), sintomas de dor orofacial nos 30 dias anteriores (p=1,000; OR=1,0; IC95%:0,2-4,4), dor orofacial no momento da pesquisa (p=0,711; OR=1,3; IC95%:0,3-5,6) ou variáveis sociodemográficas.

Conclui-se que, nesta amostra, o bruxismo do sono apresentou baixa frequência e não esteve associado à qualidade do sono ou aos sintomas de dor orofacial. Por ser estudo piloto, amostras maiores são necessárias para verificar a consistência desses achados.

PN-R0437 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 15

Associação dos níveis de cortisol díades pós-gestação de alto risco e sua relação com o aleitamento
Gabriela Cristina Ávila Mota, Thayná Carla Prado Barbosa da Silva, Gabriele Carneiro Martins, Maria Eduarda de Souza Lima Mello, Tatiana Kelly da Silva Fidalgo, Adilis Alexandria
Odontologia preventiva e comunitária UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A amamentação (AM) oferece benefícios para mães e bebês, mas pode ser afetada por estressores perinatais, especialmente em gestações de alto risco. O cortisol é um biomarcador do estresse com possível impacto na lactação. Objetivou-se avaliar a correlação entre o cortisol salivar materno (CSM), no leite materno (CLM), na saliva do bebê (CSB) e descrever desfechos da AM no 1° mês. Estudo observacional longitudinal prospectivo com 68 díades, foram aplicados questionários de caracterização, escala de estresse percebido (EEP), autoeficácia na amamentação (AAM) e avaliação da mamada (LATCH) na maternidade. Amostras de saliva e leite materno, e saliva do bebê foram analisadas por ELISA. No 1° mês, avaliou-se aleitamento materno exclusivo (AME), EEP e AAM de forma remota. Adotou-se significância de 5% (p<0,05). Observou-se correlação positiva moderada entre CSM e CLM (ρ=0,517; p<0,001) e fraca entre CSM e CSB (ρ=0,259; p=0,044), sem correlação entre CLM e CSB (ρ=0,197; p=0,075), nem entre cortisol e EEP (p>0,05). No pós-parto imediato predominou AM ao seio (98,5%), AME (83,8%), AM na 1ª hora (82,4%), oferta de colostro (97,1%) e bom desempenho na mamada (7,21±1,82). Verificou-se ainda, dor ao amamentar (70,6%) e no pós-parto (85,5%). No 1° mês, houve redução do AME (60,3%), com oferta de fórmula (25%), mamadeira (38,2%) e chupeta (33,8%).

Conclui-se que houve correlação parcial do eixo HPA no binômio, reforçando a necessidade de suporte contínuo à AM no pós-alta.

(Apoio: PROATEC/UERJ)
PN-R0438 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 15

Associação entre bruxismo do sono, sintomas depressivos e sintomas de dor orofacial em adolescentes: estudo preliminar
Thays Flavia Assis de Oliveira Melo, Jessica Fernanda de Oliveira Lima Batista, Marcela Carla Pereira do Nascimento, Tatianny Carneiro Fonseca, Laercio Guedes de Lima Junior, Bruna Lopes Donato, Ana Vitória Marcena Coutinho, Mônica Vilela Heimer
Odontologia UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo transversal avaliou a associação entre bruxismo do sono, sintomas depressivos e sintomas de dor orofacial em adolescentes da rede pública de ensino do Recife, PE. Participaram 150 estudantes, de 11 a 15 anos, que responderam a questionário sociodemográfico, avaliação para bruxismo do sono, Inventário de Depressão Infantil e questões sobre dor orofacial baseadas no Research Diagnostic Criteria for Temporomandibular Disorders (RDC/TMD). Os sintomas de dor orofacial foram investigados pela presença de dor na face, maxilares, têmpora, região pré-auricular ou ouvido nos 30 dias anteriores à pesquisa, além da presença e intensidade da dor facial no momento da avaliação. As associações foram analisadas pelo teste exato de Fisher, com significância de 5%, odds ratio (OR) e intervalo de confiança de 95% (IC95%). A frequência de bruxismo do sono foi de 5,3%, enquanto sintomas depressivos foram observados em 18,0% dos adolescentes. Os sintomas de dor orofacial nos 30 dias anteriores foram relatados por 37,3%, e 32,0% apresentaram dor facial no momento da pesquisa, com maior concentração entre intensidades leve e moderada. Não foram observadas associações significativas entre bruxismo do sono e sintomas depressivos (p=0,156; OR=3,0; IC95%:0,7-13,2), sintomas de dor orofacial nos 30 dias anteriores (p=1,000; OR=1,0; IC95%:0,2-4,4), dor no momento da pesquisa (p=0,711; OR=1,3; IC95%:0,3- 5,6) ou variáveis sociodemográficas.

Conclui-se que, nesta amostra, bruxismo do sono não esteve associado aos sintomas depressivos ou à dor orofacial. Por tratar-se de estudo piloto, amostras maiores são necessárias para verificar a consistência desses achados.

PN-R0439 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 15

Associação entre sintomas de dor orofacial e dor musculoesquelética em estudantes adolescentes da cidade do Recife: estudo piloto
Ana Vitória Marcena Coutinho, Jessica Fernanda de Oliveira Lima Batista, Marcela Carla Pereira do Nascimento, Tatianny Carneiro Fonseca, Laercio Guedes de Lima Junior, Bruna Lopes Donato, Thays Flavia Assis de Oliveira Melo, Mônica Vilela Heimer
UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo transversal avaliou a associação entre sintomas de dor orofacial e dor musculoesquelética em 150 adolescentes de 11 a 15 anos da rede pública de ensino do Recife, PE. As informações coletadas abrangeram dados sociodemográficos, sintomas de dor orofacial e dor musculoesquelética. Os sintomas de dor orofacial foram investigados por perguntas baseadas no Research Diagnostic Criteria for Temporomandibular Disorders (RDC/TMD), sobre dor na face, maxilares, têmpora, região pré-auricular ou ouvido no último mês, além da presença e intensidade da dor orofacial no momento da pesquisa. A dor musculoesquelética foi avaliada pelo Questionário Nórdico de Sintomas Musculoesqueléticos (NMQ - Nordic Musculoskeletal Questionnaire). As associações foram testadas pelo qui-quadrado de Pearson (α=0,05; IC95%). Os adolescentes que relataram dor no corpo nos últimos 7 dias apresentaram maior frequência de sintomas de dor orofacial (47,6%) do que aqueles sem dor no corpo (25,0%), com associação significativa (p=0,004; OR=2,7; IC95%:1,3-5,5). Nos últimos 12 meses, as maiores frequências de dores musculoesqueléticas ocorreram nos tornozelos/pés (38,7%), parte superior das costas e punho/mão (35,3%). A frequência de sintomas de dor orofacial nos 30 dias anteriores à pesquisa foi de 37,3%; no momento da pesquisa, 32,0% relataram dor: 12,7% leve, 15,3% moderada e 4,0% intensa.

Os achados sugerem associação positiva entre sintomas de dor orofacial e dor musculoesquelética em adolescentes. Aqueles com dor musculoesquelética nos 7 dias anteriores à pesquisa apresentaram 2,7 vezes mais chances de relatar sintomas de dor orofacial. Por ser estudo piloto, amostras maiores são necessárias para verificar a consistência dos achados.

PN-R0440 - Painel Aspirante
Área: 4 - Ortodontia

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 15

Resposta inflamatória e parâmetros periodontais em alinhadores transparentes com e sem attachments: avaliação longitudinal
Jader Oliva Jorge, Thais Monteiro de Luna Barros, José Augusto Mendes Miguel, Flavia Artese, Cristiane Canavarro, Soraia Macari
Odontologia Restauradora UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliou-se os níveis de citocinas inflamatórias na saliva e na urina de pacientes submetidos ao tratamento ortodôntico com alinhadores transparentes, com e sem uso de attachments, nas fases iniciais da movimentação dentária e sua associação com parâmetros clínicos periodontais. Trata-se de estudo clínico longitudinal com indivíduos sistemicamente saudáveis e periodonto saudável. Amostras de saliva não estimulada e urina foram coletadas antes do início do tratamento, após 24 horas de uso da placa passiva, após duas semanas de uso da placa passiva e 24 horas após instalação dos attachments. A avaliação periodontal foi realizada em baseline, 7 e 14 dias, por meio de profundidade de sondagem, nível de inserção clínica, índice de placa visível e sangramento à sondagem. As citocinas interleucina 1 beta (IL-1β), interleucina 6 (IL-6), interleucina 8 (IL-8), interleucina 10 (IL-10), fator de necrose tumoral alfa (TNF-α) e interleucina 12p70 (IL-12p70) foram quantificadas por citometria de fluxo. A análise estatística utilizou testes não paramétricos com correção de Bonferroni (α=0,0167). Não houve diferenças significativas nos níveis de citocinas na saliva e na urina entre os tempos nem entre as condições com e sem attachments (p>0,05). Na saliva, IL-1β e IL-8 apresentaram aumento discreto sem significância estatística, enquanto IL-6, IL-10, TNF-α e IL-12p70 permaneceram estáveis. Na urina, os valores mantiveram-se próximos de zero. Também não houve diferenças significativas nos parâmetros periodontais.

Conclui-se que o uso de alinhadores transparentes, com ou sem attachments, não induz resposta inflamatória detectável nem alterações periodontais iniciais, indicando elevada segurança biológica.

(Apoio: CAPES)
PN-R0441 - Painel Aspirante
Área: 3 - Controle de infecção / Microbiologia / Imunologia

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 15

Nanoestrutura carreadora de cloreto de cetilpiridínio reduz a viabilidade e a espessura de biofilmes polimicrobianos
Letycia Carpaneji Paludetto, Natália Pereira Ribeiro, Graciela Monteiro Menezes, Ana Carolyna Becher Roseno, Rayka Nohara Furtado Gomes da Silva, Gabriela Leal Peres Fernandes, Juliano Pelim Pessan, Douglas Roberto Monteiro
Departamento de Odontologia Infantil e S UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi avaliar a ação de um sistema carreador de cloreto de cetilpiridínio (CCP) sobre a carga celular, biomassa, viabilidade e espessura de biofilmes polimicrobianos simulando um microcosmo de candidíase bucal. O nanocarreador foi montado pela conjugação de CCP a nanopartículas de óxido de ferro revestidas por quitosana. Os biofilmes foram cultivados por 72 horas sobre espécimes de resina acrílica, usando pool de saliva de cinco indivíduos com estomatite protética como inóculo. Após, os biofilmes foram tratados por 24 horas com o nanocarreador contendo 39, 78 ou 156 µg/mL de CCP. CCP livre (156 µg/mL) foi testado como controle positivo. Biofilmes sem tratamento foi o controle negativo (CN). A eficácia foi avaliada por contagem de unidades formadoras de colônias (UFCs), biomassa total (coloração com cristal violeta) e análise de viabilidade e espessura por microscopia confocal. Os dados foram analisados por ANOVA ou Kruskal-Wallis, seguidos pelo teste de Student-Newman-Keuls (α = 0,05). Apenas o CCP livre reduziu significativamente a carga microbiana total e de Streptococcus mutans em relação ao CN. Nenhum tratamento reduziu Candida ou a biomassa total. Por outro lado, a microscopia confocal revelou redução significativa da viabilidade celular com CCP livre e com o nanocarreador a 156 µg/mL, com percentuais de redução de 57,72% e 64,43%, respectivamente, sendo o nanocarreador mais eficaz que o CCP livre (p = 0,049). Além disso, apenas o nanocarreador reduziu a espessura do biofilme em relação ao CN (redução de 45,4% (p = 0,001)).

Conclui-se que o sistema nanoestruturado modula a integridade estrutural do biofilme sem reduzir a carga microbiana, sugerindo um mecanismo de ação complementar às terapias tradicionais.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  FAPs - FAPESP  N° 2024/20834-8)
PN-R0442 - Painel Aspirante
Área: 4 - Ortodontia

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 15

Avaliação da expressão dos marcadores inflamatórios em dois protocolos de uso dos alinhadores ortodônticos
Marian Vilardo Moutinho, Thais Monteiro de Luna Barros, Mariana Caires Sobral de Aguiar, Cristiane Canavarro, Jonas Capelli Júnior
Departamento de Ortodontia UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

As forças mecânicas que promovem a movimentação dentária no tratamento ortodôntico desencadeiam respostas inflamatórias locais e remodelação do periodonto de sustentação. Com isso, o objetivo desse trabalho é avaliar a expressão dos biomarcadores IFN-ϒ, IL-1β, IL-8, MCP-1 e TNF-α em dois protocolos de uso de alinhadores Invisalign®. Quatorze pacientes foram selecionados conforme critérios de inclusão e exclusão e divididos em dois grupos: sem troca de alinhadores no período (grupo 1) e com troca de alinhadores no 7º dia (grupo 2). Para avaliar a expressão dos marcadores inflamatórios foram realizadas coletas no fluido gengival crevicular (FGC) em três tempos distintos: T0 (baseline), T1 (7 dias) e T2 (14 dias). As amostras foram processadas, armazenadas a -80ºC e analisadas por meio da técnica de multianálise imunoenzimática (multiplex). A normalidade foi verificada pelo teste de Kolmogorov-Smirnov. Para comparação intragrupo, utilizou-se o teste de Wilcoxon e para comparação intergrupos em T1 e T2, o teste de Mann-Whitney. Não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas na expressão de IFN-ϒ, IL-1β, IL-8, MCP-1 e TNF-α em nenhum dos tempos avaliados.

Ambos os protocolos de troca de alinhadores (7 e 14 dias) apresentaram respostas inflamatórias periodontais semelhantes durante a movimentação dentária ortodôntica com alinhadores transparentes, sem diferença significativa na expressão dos biomarcadores avaliados no período estudado.

PN-R0443 - Painel Aspirante
Área: 4 - Ortodontia

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 15

Mudanças esqueléticas-faciais em indivíduos em crescimento com má-oclusão de Classe III tratados com dois protocolos distintos
Bruna Maluza Florez, Luis Antonio de Arruda Aidar, Daniella Torres Tagawa, Gladys Cristina Dominguez
Ortodontia UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo neste estudo foi avaliar e comparar as possíveis mudanças esqueléticas-faciais, no tratamento da má-oclusão de Classe III, em indivíduos em crescimento, tratados com dois tipos de protocolos de expansão rápida maxilar seguidos do uso de máscara facial. Fizeram parte deste estudo 64 indivíduos com má-oclusão de Classe III de Angle (40 meninas e 24 meninos), brasileiros, com idades entre 6 e 11 anos, divididos em três grupos: Grupo 1 (G1) - 25 pacientes tratados com expansão rápida da maxila, seguida pela instalação da máscara facial; Grupo 2 (G2) - 25 pacientes tratados com o protocolo de expansão e constrição alternadas da maxila, durante 8 semanas e, logo após, instalação da máscara facial; e Grupo Controle (G3) - 14 pacientes que não receberam tratamento e foram monitorados. Os pacientes foram avaliados em T1 (imediatamente antes do início do tratamento ou período do controle) e T2 (ao final do tratamento ou período do controle), por meio de exame clínico e radiográfico. Foram analisadas variáveis cefalométricas esqueléticas sagitais e verticais. Foi observado que as variáveis cefalométricas esqueléticas sagitais ANB, AOBO e ângulo de convexidade apresentaram aumento estatisticamente significante nos grupos tratados (G1 e G2), contudo, a magnitude da diferença foi maior em G1, em todos os casos. Não foram observadas mudanças estatisticamente significativas no grupo controle.

Com esse estudo, conclui-se que os tratamentos promoveram melhora significativa na relação esquelética sagital, sendo mais expressiva no G1. Estudos futuros com amostras maiores, maior poder estatístico e observações a longo prazo são necessários.

PN-R0444 - Painel Aspirante
Área: 4 - Ortodontia

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 15

CLASSIFICAÇÃO DO TIPO FACIAL COMO PREDITOR DE GRAVIDADE NA APNEIA OBSTRUTIVA DO SONO
Natália de sá Barreto Bezerra, Fernanda Beatriz Albano de Andrade, Amanda Barbosa Pereira, Fábio Wildson Gurgel Costa, Thyciana Rodrigues Ribeiro, Patrícia Leal Dantas Lobo, Francisco Samuel Rodrigues Carvalho, Cauby Maia Chaves Júnior
UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A apneia obstrutiva do sono (AOS) é caracterizada pela obstrução recorrente das vias aéreas superiores, influenciada por fatores anatômicos craniofaciais. Este estudo objetivou investigar a correlação entre diferentes tipos faciais e os níveis de gravidade da AOS. Realizou-se um estudo retrospectivo e transversal com 38 pacientes adultos (18-78 anos) diagnosticados com AOS por avaliação clínica e polissonografia tipo 1. Os participantes foram classificados quanto ao tipo facial (provertido, retrovertido e neutrovertido) por meio da análise cefalométrica de Ricketts em radiografias em norma lateral. A gravidade da AOS foi definida pelo Índice de Apneia e Hipopneia (IAH) nas categorias leve, moderada e grave. A amostra final compreendeu 14 indivíduos provertidos, 13 neutrovertidos e 11 retrovertidos. Os resultados indicaram que não houve diferença estatisticamente significativa entre os tipos faciais quanto às médias do IAH (F = 0,49; p = 0,617). Da mesma forma, não foi observada associação significativa entre os tipos faciais e os níveis de gravidade da AOS (χ² = 8,235; p = 0,083). Embora tenha sido verificada uma maior proporção numérica de casos graves no padrão facial retrovertido (54,5%), essa tendência não alcançou significância estatística.

Concluiu-se que o tipo facial determinado por análise cefalométrica não atuou como um preditor isolado da gravidade da AOS nesta amostra. Os achados reforçam a natureza multifatorial da fisiopatologia da AOS, sugerindo que a configuração esquelética isolada não é suficiente para determinar a gravidade das manifestações clínicas da doença.

(Apoio: ITR-0214-00074.01.00/23  N° Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico)



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