9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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PN-R0275 - Painel Aspirante
Área: 9 - Odontogeriatria

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 8

Condição de saúde bucal de pessoas idosas institucionalizadas em Goiânia: levantamento epidemiológico
Melissa Procópio Rodrigues, João Rubens Gomes de Bastos Manso, Sebastião Filipe da Silva Otoni, Nicole Campos de Novais, Túlio Eduardo Nogueira
UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do estudo foi avaliar e caracterizar a condição de saúde bucal de pessoas idosas residentes em Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs) de Goiânia, Goiás. Trata-se de estudo transversal realizado entre setembro de 2025 e abril de 2026, com amostra por conveniência de 18 ILPIs. A coleta de dados incluiu entrevistas, análise de prontuários e exames clínicos baseados no protocolo SB Brasil 2020, com equipe treinada e calibrada. Realizou-se análise descritiva com uso do software SPSS. Houve predomínio de ILPIs privadas (66,7%; n=12) e em nenhuma das ILPIs incluídas observou-se profissionais de Odontologia compondo o quadro de colaboradores. Foram avaliados 292 participantes, 63,9% mulheres (n=186), com média de idade de 80,8 ± 9,4 anos e com mediana de tempo de institucionalização de 14 meses (IIQ: 0-34,5). Quanto à condição de saúde bucal, observou-se alta prevalência de edentulismo parcial (52,4%; n=153) e total (43,2%; n=126). A necessidade de tratamento eletivo foi identificada em 67,1% (n=196) e a de urgência em 25,3% (n=74). O índice CPO-D médio foi de 23,9 ± 6,0, sendo o componente perdido o mais prevalente. O índice de saburra lingual apresentou mediana de 33,3% (IIQ: 0-50). Alterações em tecidos moles foram observados em 7 participantes (2,4%), incluindo alterações nodulares, ulcerativas e traumáticas. Em relação ao uso e necessidade de prótese, 52,1%(n=152) não utilizavam na maxila e 68,5%(n=200) na mandíbula. A necessidade foi de 66,1%(n=193) e 74%(n=216), respectivamente.

Conclui-se, a partir desta amostra, que pessoas idosas institucionalizadas apresentaram elevada prevalência de perda dentária e alta demanda por tratamento, evidenciando a necessidade de maior atenção odontológica nas ILPIs.

PN-R0277 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 8

Tendência temporal, desigualdades regionais e padrão clínico da perda do primeiro molar permanente em adolescentes brasileiros
José Lima Silva Júnior, Mathias Antonio Costa de Sousa, Camilla Giovanna Macedo Paiva, Ramon Targino Firmino, Saul Martins Paiva, Ana Flávia Granville-garcia
Departamento de Odontologia UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Objetiva-se analisar a tendência temporal, as desigualdades regionais e o padrão clínico da perda do primeiro molar permanente em adolescentes de 12 anos no Brasil (2003, 2010 e 2023). Trata-se de um estudo de tendência com inquéritos transversais repetidos (SB Brasil), avaliando 34.529 (2003), 7.328 (2010) e 6.704 (2023) adolescentes. Prevalências e intervalos de confiança (IC95%) consideraram o delineamento amostral complexo. As Razões de Prevalência (RP) foram estimadas por regressão de Poisson com variância robusta, ajustando para ano, região, sexo e raça/cor da pele, com termo de interação entre ano e região. A prevalência nacional caiu de 9,24% em 2003 para 3,88% em 2023. Especificamente em 2023, predominou o acometimento unilateral (77,6%), localizado exclusivamente na mandíbula (69,70%) e com perda de apenas um molar (75,46%). No modelo histórico ajustado, as prevalências foram maiores no Norte (RP 4,02; IC95% 3,61-4,48), Nordeste (RP 1,95; IC95% 1,79-2,13) e Centro-Oeste (RP 1,78; IC95% 1,65-1,92). Adolescentes não brancos apresentaram maior prevalência (RP 1,50; IC95% 1,03-2,19). A interação revelou que, comparada a 2023, a prevalência em 2003 foi 2,77 vezes maior no Nordeste, 1,77 no Centro-Oeste e 3,91 no Sul.

A perda do primeiro molar diminuiu no Brasil ao longo das últimas duas décadas, mas com redução desigual entre as regiões e persistência de disparidades raciais. O panorama clínico atual (2023) caracteriza-se por perdas unitárias e mandibulares.

(Apoio: CNPq  N° 304614/2022-0)
PN-R0266 - Painel Efetivo
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 8

ESTÁGIOS DE MORBIDADE E FATORES ASSOCIADOS À CÁRIE DENTÁRIA EM ADOLESCENTES DE 12 ANOS DE BENEVIDES, PARÁ
Helder Henrique Costa Pinheiro, Angélica Silva Almeida, Adan Lucas Pantoja de Santana, Ana Karoline Oliveira Nunes, Izabella Cristina Bandeira Saldanha, Isabella Rayza Soares Dos Santos, Joanne Brasil Araujo, Roberta Souza D'Almeida Couto
Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo foi avaliar estágios de morbidade da cárie dentária com fatores associados em adolescentes de 12 anos. Foi realizado com 144 escolares da rede de ensino de Benevides, Pará, Brasil. A cárie foi mensurada pelo Caries Assessment Spectrum and Treatment (CAST), qualidade de vida pelo Child Perceptions Questionnaire (CPQ11-14) e Marcadores de Consumo Alimentar. Examinadores calibrados usaram espelho dental, sonda padrão OMS e gaze estéril. Na autodeclaração, 75% relataram ser pardos. A prevalência de cárie foi de 25,7%. Pré-morbidade foi observada em 13% dos dentes (n= 543), com potencial para intervenções minimamente invasivas. Morbidade e Morbidade Severa respectivamente em 3,4% (n=142) e em 1,5% (n=62) dos dentes, e 13 dentes (0,3%) com Mortalidade (extraídos). Associação significativa (regressão logística) de cárie em dentina foi observada em consumo de alimentos ultraprocessados doces (OR=2,23;IC95%=1,04-4,76), de farinha de mandioca nas refeições (OR=3,11; IC95%=1,39-6,97), da não ingestão de frutas (OR=0,36 para ingestão; IC95%=0,15-0,83) e a maiores escores no domínio de limitações funcionais do CPQ11-14 (OR=1,14;IC95%=1,04-1,25).

A cárie dentária foi associada a fatores alimentares e impactou no domínio de limitações funcionais da Qualidade de Vida, com maior concentração nos primeiros molares permanentes. A presença da doença em diferentes estágios de morbidade reforça a necessidade de ações preventivas e de intervenções no âmbito da atenção primária à saúde.

PN-R0280 - Painel Efetivo
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 8

Acesso digital domiciliar e condições bucais em adultos dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro - uma análise da Pesquisa SB Brasil 2023
Patricia Nivoloni Tannure, Amanda Pires Vidal, Debora Pereira de Azevedo, Isabella Souza Moretti, Aline Borburema Neves Veloso
Mestrado Profissional em Odontologia UNIVERSIDADE VEIGA DE ALMEIDA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A inclusão digital tem emergido como importante determinante social da saúde, influenciando o acesso à informação e aos serviços de saúde. Entretanto, sua associação com condições bucais é pouco explorada. Objetivou-se avaliar a associação entre inclusão digital domiciliar e condições bucais em adultos dos estados de SP e RJ. Trata-se de um estudo transversal analítico utilizando os dados da pesquisa nacional SBBrasil 2023 envolvendo adultos de 35-44 anos. Foi construído um escore de inclusão digital domiciliar baseado na presença de televisão, internet, computador e telefone celular. Os desfechos analisados foram CPOD, periodontite(CPI≥3) e perda de inserção periodontal alterada(PIP≥1). Realizaram-se análises descritivas, testes de associação, correlação de Spearman e regressão logística binária ajustada(α=5%). Foram incluídos 671 adultos. O escore digital médio foi 3,42±0,72 pontos e 52,9% apresentaram alta inclusão digital. O CPOD apresentou distribuição anormal (p<0,001) e diferiu significativamente entre os níveis de inclusão digital (p<0,001). Observou-se maior prevalência de periodontite nos indivíduos com baixa inclusão digital (64,3%) em comparação aos de alta (28,7%) (p<0,001) assim como para perda de inserção periodontal (71,4% vs. 28,9%; p<0,001). Na regressão, maiores escores digitais associaram-se a menores chances de CPOD elevado (OR=0,76; IC95%=0,59-0,97), periodontite (OR=0,64; IC95%=0,50-0,83) e PIP alterado (OR=0,70; IC95%=0,54-0,90).

Pode-se concluir que a exclusão digital parece representar importante marcador de vulnerabilidade social e de desigualdade em saúde bucal, influenciando tanto a experiência de cárie quanto as condições periodontais.

PN-R0260 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 8

AVALIAÇÃO DO PLANO FORMAL DE IMPLEMENTAÇÃO DO MONITORASB EM MINAS GERAIS
Marcelly Caroline da Silva Oliveira, Alba Maciel Costa, João Henrique Lara Amaral, Maria Inês Barreiros Senna, Raquel Conceição Ferreira, Rosana Leal do Prado, Andréa Clemente Palmier
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O MonitoraSB configura-se como uma proposta inovadora de monitoramento e avaliação da rede de saúde bucal da Atenção Primária à Saúde (APS), cuja implementação inclui a elaboração de um Plano Formal de Implementação (PF) pelas equipes de Saúde Bucal (eSB) juntamente com as referências locais dos treze municípios de Minas Gerais participantes. O PF foi elaborado baseado em um documento modelo estruturado em duas atividades, a Atividade 1 referente a participação do curso com 8 perguntas (1 a 8), e a Atividade 2 voltada à incorporação do MonitoraSB no processo de trabalho da eSB com 11 perguntas (9 a 19). Objetivou-se avaliar a qualidade do preenchimento dos PF por meio de uma análise qualitativa, através do método READ, com abordagem exploratória e sistematização dos dados em uma planilha definida a partir de variáveis extraídas do instrumento. As respostas foram classificadas em "sim", "parcialmente" ou "não". Das 63 eSB participantes, foram entregues 51 PF, dos quais 31 apresentaram preenchimento completamente distinto. A Atividade 1 teve todas as perguntas respondidas em 41 PF, e a Atividade 2, em 34 PF. As perguntas 2 e 13, relacionaram-se à participação de outros profissionais da APS no processo de implementação, apresentaram maior frequência de respostas "parcialmente", enquanto aquelas com maior número de respostas "não" referiram-se à percepção do apoio da gestão e à definição de metas e indicadores para acompanhamento da implementação.

Conclui-se que, apesar da adesão significativa das equipes à elaboração do PF, foram identificadas fragilidades na qualidade das informações registradas, sugerindo dificuldades no uso da ferramenta, ou mesmo na realização das atividades propostas, podendo comprometer a efetividade da estratégia.

(Apoio: CNPq  N° 143855/2025-5  |  FAPs - FAPEMIG  N° APQ-05431-26)
PN-R0262 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 8

ASSISTÊNCIA ESTUDANTIL NA GRADUAÇÃO EM ODONTOLOGIA: RESULTADOS DO BIO-FAO ENTRE 2025 E 2026
Lilha Sena Talher, Helena Maria Maciel Fernandes, Carolina Nemesio de Barros Pereira, Kamilla Faria Maciel, Lucas Guimarães Abreu, Marcelo Dias Moreira de Assis Costa, Rogéli Tibúrcio Ribeiro da Cunha Peixoto, Andreia Maria Araujo Drummond
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O Banco de Instrumentais Odontológicos da Faculdade de Odontologia da UFMG (BIO-FAO) constitui uma estratégia institucional de apoio à permanência estudantil, viabilizando o acesso gratuito, por empréstimo, aos materiais utilizados nas disciplinas curriculares para graduandos em Odontologia em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Até o momento, o BIO contou com investimento aproximado de R$ 1,2 milhão, por meio da Fundação Universitária Mendes Pimentel (FUMP) e Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE), além de doações provenientes de docentes, ex-alunos, projetos, laboratórios e outras fontes. Este trabalho apresenta os resultados das atividades do BIO-FAO desde sua inauguração, em agosto de 2025, até o primeiro semestre de 2026. Foi realizada análise descritiva de dados administrativos anonimizados obtidos pelo projeto no período avaliado. No período, o BIO-FAO contemplou estudantes matriculados entre o segundo e o nono períodos do curso, totalizando 24 estudantes em 2025/2 e 46 em 2026/1. Os dados demonstram a ampliação do acesso aos materiais odontológicos necessários às atividades laboratoriais e clínicas do curso. Observam-se, entretanto, desafios relacionados à implementação e ampliação da iniciativa, especialmente quanto ao empréstimo de materiais descartáveis e insumos voltados à biossegurança, além de limitações de pessoal e financiamento.

Assim, políticas de assistência estudantil ampliam o acesso e a permanência de estudantes em vulnerabilidade no curso de Odontologia. Os resultados evidenciam o papel do BIO-FAO na promoção da equidade no ensino odontológico e reforçam a importância de políticas institucionais de assistência estudantil para o fortalecimento da permanência universitária.

PN-R0272 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 8

ASSOCIAÇÃO ENTRE DEPRESSÃO MATERNA E PERCEPÇÃO DA SAÚDE BUCAL DA CRIANÇA
Carolyne Silveira da Motta, Eduarda Thomé do Carmo, Luísa Jardim Corrêa de Oliveira, Sarah Arangurem Karam
Centro de Ciências da Saúde UNIVERSIDADE CATÓLICA DE PELOTAS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo desse estudo foi avaliar a associação entre a depressão materna e a percepção materna da saúde bucal da criança em uma coorte de nascimentos. Estudo transversal, aninhado a uma coorte de gestantes adolescentes (11 a 19 anos) da cidade de Pelotas, RS. Foram utilizados dados provenientes do acompanhamento realizado quando as crianças apresentavam idade entre 24 e 36 meses. A variável desfecho foi a percepção materna sobre a saúde bucal da criança e a variável exposição foi a depressão materna, avaliada por meio do módulo de episódio depressivo maior do Mini International Neuropsychiatric Interview (MINI 5.0). As análises estatísticas foram realizadas no software Stata 19.0 (StataCorp, College Station, TX, USA). Foram realizadas análises descritivas e análises bruta e ajustada, através de modelos de Regressão de Poisson, mensurando as razões de prevalência (RP) e seus respectivos IC95%. Foram incluídas 532 crianças com dados válidos para o desfecho. A prevalência de depressão materna foi de 20,6%, e aproximadamente 15% das mães perceberam negativamente a saúde bucal dos filhos. Mães que apresentaram episódio depressivo maior atual tem cerca de 2 vezes (RP 2,25; IC 95% 1,41-3,58) mais prevalência de percepção negativa de saúde bucal da criança do que aquelas mães que não apresentaram episódio depressivo. Mães que apresentaram autopercepção de saúde bucal negativa têm 72% mais prevalência em perceberem a saúde bucal do seu filho de maneira negativa também (RP 1,72; IC 95% 1,02-2,90) em relação àquelas mães que têm autopercepção da saúde bucal positiva.

Em síntese, a depressão materna e a autopercepção negativa da saúde bucal da mãe foram associadas à percepção negativa da saúde bucal da criança.

(Apoio: CNPq  |  11/1189-4  N° FAPERGS  |  PIBIC)
PN-R0278 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 8

MULHERES EM TRAJETÓRIA DE RUA E A INIQUIDADE EM SAÚDE BUCAL: DADOS DE UMA POPULAÇÃO MINORIZADA
Eudes Marques de Lima Neto, Flávia Gomes Silva, Alessandro Leite Cavalcanti, Gabrielli Bezerra Sales, Maria Luiza Diniz Borborema, Letícia Paiva Medeiros de Melo, Alidianne Fábia Cabral Cavalcanti
Odontologia UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Investigar o perfil de utilização dos serviços odontológicos por mulheres que vivenciam o contexto das ruas. Estudo transversal realizado com mulheres, viventes de rua, em situação ativa junto ao cadastro único e sob acompanhamento dos profissionais da atenção primária de Campina Grande/PB. Utilizou-se um questionário sociodemográfico para coleta das informações, as quais foram obtidas por meio de entrevistas. Um exame clínico, conduzido por examinadores calibrados avaliou o tipo de tratamento odontológico requerido. Os dados foram analisados descritivamente no IBM SPSS, versão 21. A amostra incluiu 24 participantes, com média de idade de 36 anos (DP=9,3), sendo a maior parte autodeclarada parda (58,3%) e com histórico de vivência nas ruas de até 5 anos (39,1%). As vias públicas constituíram o local de permanência diurna (50%) e noturna (54,2%) para a maioria das participantes. A utilização dos serviços odontológicos ocorreu preponderantemente em um período de tempo igual ou superior a três anos (54,2%), motivada sobretudo por situações de urgência (34,8%). O relato de dor dentária nos últimos seis meses foi verificado para 58,3% das entrevistadas e a autopercepção de uma condição ruim e muito ruim de saúde bucal apontada por 45,8%. A necessidade de tratamento odontológico foi constatada para toda a amostra, sendo a modalidade eletiva comumente identificada (87,5%).

Entre as mulheres em situação de rua, o uso dos serviços odontológicos apresentou um padrão irregular e não rotineiro, culminado em um padrão de atendimento odontológico voltado à resolução de quadros de urgência, o que evidencia a necessidade de reavaliação das práticas de saúde bucal com vistas a redução das iniquidades no âmbito da saúde bucal.

(Apoio: FAPESQ  N° 1279/2024)
PN-R0279 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 8

Impacto no sono em adultos no Brasil: prevalência e fatores associados
Camilla Giovanna Macedo Paiva, José Lima Silva Júnior, Ana Isabella Arruda Meira Ribeiro, Maria Jacinta Arêa Leão Lopes Araújo Arruda, Monalisa da Nóbrega Cesarino Gomes, Ramon Targino Firmino, Saul Martins Paiva, Ana Flávia Granville-garcia
Odontologia UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Investigar a prevalência e fatores associados ao impacto no sono devido a problemas de saúde bucal em adultos brasileiros. Estudo transversal com 9.090 adultos de 35 a 44 anos participantes do SB Brasil 2023. O desfecho foi o relato de "dificuldade para dormir por problemas nos dentes, gengivas ou próteses", avaliado pelo instrumento Oral Impact on Daily Performance (OIDP). As variáveis independentes incluíram características sociodemográficas, clínicas, sintomatológicas e de utilização de serviços odontológicos. Razões de Prevalência (RP) e intervalos de confiança de 95% (IC95%) foram estimados por regressão de Poisson com variância robusta, considerando modelagem hierárquica (p<0,05). A prevalência de impacto no sono devido a problemas de saúde bucal foi de 27,66%. No modelo multivariado final, apresentaram associação positiva com o desfecho: relato de dor de dente (RP: 2,06; IC95%: 1,73-2,46), dor na face (RP: 1,47; IC95%: 1,22-1,77), o índice de Polpa exposta, Úlcera, Fístula e Abscesso (PUFA) (RP: 1,64; IC95%: 1,38-1,96), necessidade de tratamento odontológico (RP: 1,43; IC95%: 1,04-1,97), necessidade de prótese (RP: 1,30; IC95%: 1,05-1,61), o índice de dentes Cariados, Perdidos e Obturados (CPO-D) (RP: 1,03; IC95%: 1,02-1,04), residir na região Centro-Oeste (RP: 1,58; IC95%: 1,13-2,21) e ser beneficiário de programa social (RP: 1,31; IC95%: 1,05-1,64).

A má qualidade do sono devido a problemas bucais apresenta alta prevalência em adultos brasileiros. O desfecho está associado a piores indicadores socioeconômicos, maior gravidade clínica da cárie, necessidade de reabilitação protética e à presença de sintomatologia dolorosa.

(Apoio: CNPq  N° 304614/2022-0)



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