9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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PN-R0261 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 8

Barreiras no acesso de migrantes estrangeiros no SUS
Carolyne Brito Lopes, Suzely Adas Saliba Moimaz, Ronald Jefferson Martins, Lia Borges de Mattos Custódio, Tânia Adas Saliba
Odontologia Infantil e Social UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Os fluxos migratórios têm evidenciado desigualdades no acesso à saúde, tornando necessário compreender os obstáculos vivenciados por essa população. O objetivo foi analisar as barreiras que dificultam o acesso de migrantes aos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS). Trata-se de um estudo transversal, quantitativo, realizado com 95 migrantes em um município do Brasil, entre março e dezembro de 2025. Os participantes foram selecionados por amostragem de conveniência e bola de neve. Os dados foram coletados em entrevistas presenciais, com aplicação de um instrumento estruturado sobre características sociodemográficas, uso de serviços de saúde do SUS e barreiras de acesso. As análises estatísticas foram realizadas no BioEstat 5.0. Predominaram mulheres (54,7%), adultos de 40 a 59 anos (63,2%), autodeclarados brancos (46,3%), com ensino superior completo (38,9%), renda familiar entre 1 e 3 salários mínimos (45,5%) e tempo de permanência no Brasil de 5 anos ou mais (33,7%). Houve associação entre dificuldade de acesso, raça/cor (p=0,001) e não compreensão da língua portuguesa (p=0,002). A maioria (94,7%) relatou ter acessado algum serviço público de saúde no Brasil e 28 (29,5%) referiram dificuldade de acesso. As barreiras mais relatadas foram o idioma (35,7%), a distância (14,2%) e a falta de documentação (10,7%). A distância do local de atendimento associou-se ao grupo de renda do país de origem, com maior frequência entre migrantes de menor renda (p=0,035).

Conclui-se que o acesso de migrantes aos serviços de saúde do SUS foi dificultado principalmente por barreiras linguísticas e territoriais, especialmente entre participantes provenientes de países de menor renda.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  CNPq  N° 445056/2023-1)
PN-R0263 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 8

Padrões de risco e proteção na saúde bucal de adolescentes brasileiros: uma análise de componentes principais
Augusto Alexandre Tavares Neto, Ícaro José Santos Ribeiro, Emanuella Gomes Maia
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE SANTA CRUZ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A saúde bucal de adolescentes é fortemente influenciada pela coexistência de comportamentos de risco e proteção, evidenciando a complexidade dos determinantes em saúde. Desse modo, este estudo analisou padrões comportamentais e suas associações com desfechos de saúde bucal em adolescentes brasileiros. Trata-se de estudo transversal com dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar de 2019 (n=124.898), tendo a amostra representativa de escolares de 13 a 17 anos. A coleta foi realizada por questionário autoaplicável em smartphones. Utilizou-se a Análise de Componentes Principais para identificação dos possíveis padrões. As associações foram estimadas por regressões múltiplas, com incorporação de pesos amostrais e nível de significância de 5%. Identificaram-se quatro padrões: uso de substâncias psicoativas (álcool, tabaco e drogas), consumo de ultraprocessados, alimentação saudável e organização alimentar familiar. Padrões de risco associaram-se ao aumento de dor dentária e pior autoavaliação de saúde, enquanto padrões protetores apresentaram efeito inverso. Diferenças sociodemográficas evidenciaram maior vulnerabilidade entre adolescentes mais velhos e desigualdades regionais e socioeconômicas.

Os achados demonstram que a saúde bucal não pode ser compreendida de forma isolada, sendo atravessada por múltiplos comportamentos inter-relacionados. Reforça-se a necessidade de políticas públicas intersetoriais e estratégias escolares integradas, voltadas à redução de iniquidades e à promoção da saúde integral do adolescente.

(Apoio: CNPq  N° 131328/2025-5)
PN-R0264 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 8

Acolhimento institucional de migrantes estrangeiros e o desafio da integração com os serviços de saúde
Sabrina Santana Cassemiro, Suzely Adas Saliba Moimaz, Gabriel Zopolatto Turci Dias, Ana Claudia Okamoto, Tânia Adas Saliba
Odontologia Infantil e Social UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O crescimento migratório atual desafia o acolhimento e a integração entre os serviços. Objetivou-se analisar instituições e estratégias de acolhimento, perfil de imigrantes e a integração com os serviços de saúde e assistência odontológica. Trata-se de um estudo de caso, descritivo e exploratório em nível municipal. Realizaram-se entrevistas com gestores de instituições governamentais, com roteiro para compreender as percepções sobre o acolhimento e fluxo de encaminhamento aos serviços. Foram analisados documentos oficiais e coletados dados sobre gênero, faixa etária, país de origem, integrantes por família e programas sociais. Identificaram-se dois perfis migratórios (passagem e permanência) e analisou-se a rede de apoio composta por Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS), Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro POP), abrigos, entidades filantrópicas e religiosas. Como desafios, destacam-se a fragmentação da rede, alta rotatividade, resistência às políticas públicas, barreiras culturais e ausência de estratégias de integração com serviços de saúde e assistência odontológica. Evidencia-se o Plano Municipal para Imigrantes, Refugiados e Apátridas (Decreto nº 22.150/2022 e Lei nº 8.820/2024). Foram registrados 718 imigrantes, com predominância de adultos jovens (25-34 anos; 23,1%), venezuelanos (30,9%) e famílias de dois membros (24,7%), sendo 82,7% inseridos em programas sociais, sobretudo o Bolsa Família (44,8%).

Conclui-se que, apesar da existência de instituições e legislação municipal, o acolhimento é desafiador, complexo e exige integração entre diferentes setores da sociedade.

(Apoio: CNPq  N° 445056/2023-1  |  CAPES  N° 001)
PN-R0265 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 8

Determinantes socioeconômicos e uso de serviços associados ao edentulismo no Brasil: SB Brasil 2023
Luiza Souza Schmidt, Gabriel Schmitt da Cruz, Igor Santos Araujo, Juliana Silva Ribeiro de Andrade, Ana Lúcia Schaefer Ferreira de Mello
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo transversal analítico teve como objetivo identificar fatores demográficos, socioeconômicos e de uso de serviços associados ao edentulismo em adultos e idosos no Brasil com dados da Pesquisa Nacional de Saúde Bucal (SB Brasil 2023). Por meio de modelos de regressão logística múltipla para amostras complexas, observou-se uma prevalência de edentulismo significativamente maior entre idosos (36,5%) do que em adultos (0,9%). No modelo ajustado, idade, escolaridade, motivo da última consulta e autoavaliação da saúde bucal permaneceram associados ao desfecho. A cada ano adicional de idade, a chance de edentulismo aumentou 9,7% (RC=1,09; IC95%: 1,07-1,11). Indivíduos sem escolaridade apresentaram maior chance de edentulismo (RC=8,96; IC95%: 4,79-16,73). O uso de serviços motivado por extração (RC=5,67) e por prótese (RC=12,62) foi predominante entre idosos e associado a maiores chances do desfecho, enquanto consultas preventivas foram mais comuns entre adultos. Melhor autoavaliação da saúde bucal esteve associada a menor chance de edentulismo (RC=0,66).

Conclui-se que o edentulismo no Brasil é marcado por desigualdades estruturais acumuladas ao longo dos anos, associado à baixa escolaridade, a padrões de uso tardio dos serviços odontológicos e pior percepção de saúde bucal. Esses achados seguem o padrão historicamente descrito na literatura, indicando a persistência de desigualdades estruturais ao longo do curso de vida e reforçando a necessidade de fortalecer estratégias intersetoriais, preventivas e de cuidado integral em saúde bucal.

(Apoio: FAPs - FAPESC)
PN-R0267 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 8

O Burnout na Saúde Pública: Fatores Determinantes e Impactos Profissionais
Geanny Carolline Pereira Leão, Tânia Adas Saliba, Isabella de Miranda Cardoso, Fernanda Lopez Rosell, Larissa Kely Faustino da Silva, Aylton Valsecki Junior
Odontologia Social UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A Saúde Pública é responsável por oferecer ações e estratégias que contemplem a promoção, prevenção e tratamento de fatores interligados ao processo saúde-doença em um coletivo, levando em consideração as condições territoriais, sociais, econômicas, políticas e culturais de uma população. Nesta conjuntura, têm-se como fundamental o papel dos profissionais de saúde para que os objetivos da saúde pública sejam alcançados de maneira equânime, integral e igualitária, garantindo o direito à saúde para toda a população. Para que os pressupostos pela Saúde Pública sejam realizados de forma efetiva, é imprescindível que aqueles que os colocam em prática estejam em boas condições de saúde para que exerçam suas atividades laborais da melhor maneira possível, haja vista que a saúde de quem promove saúde interfere na saúde daqueles que recebem seus cuidados.

Entretanto, dada a conjuntura atual do serviço público dos trabalhadores da área da saúde, observa-se que estes por muitas vezes estão expostos à jornadas de trabalho exaustivas, falta de infraestrutura adequada no ambiente de trabalho, falta ou dificuldade de acesso aos serviços de saúde do trabalhador e ausência de práticas de educação permanente e capacitação de forma continuada, de modo que estes se sintam confiantes em realizar o seu trabalho, mas que a condição de fragilidade ao qual estão inseridos não corrobora para um cenário favorável para o serviço. Compreender os fatores determinantes para o Burnout nos profissionais da Saúde Pública, em especial os cirurgiões-dentistas, e como estes afetam o funcionamento adequado dos serviços são de suma importância para o desenvolvimento de estrátegias e melhorias no serviço público de saúde, principalmente para as atividades no campo laboral.

(Apoio: CAPES  N° 01)
PN-R0268 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 8

QUALIDADE DE VIDA RELACIONADA À SAÚDE BUCAL EM INDIVÍDUOS VIVENDO COM HIV-1
Cíntia Gonçalves Vimercati Ferreira Pinto, Gerlene Marques de Amaral Gravina, Jorge Barbosa Pinto, Luciana Armada, Cristiane Gonçalves, Mario Vianna Vettore, Lucio Souza Gonçalves
UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Analisar a relação entre a Qualidade de Vida Relacionada à Saúde Bucal (OHRQoL), nível socioeconômico, apoio social, fatores psicológicos e clínicos em indivíduos vivendo com HIV-1. Trata-se de um estudo transversal realizado com 87 pacientes. Foram aplicados questionários para coleta de dados sociodemográficos e clínicos, além das escalas validadas MOS-SS (apoio social), SOC-13 (senso de coerência), GHQ-12 (transtornos mentais comuns) e OHIP-14 (OHRQoL). Os dados foram analisados por meio de Análise Fatorial Confirmatória e Modelagem de Equações Estruturais. A média de idade foi de 51,39 anos. O modelo parcimonioso demonstrou que menor idade (β = -0,26), presença de dor dentária (β = 0,62), transtornos mentais comuns (β = 0,24) e maior intervalo desde a última consulta odontológica estiveram associados à pior OHRQoL. Além disso, pior OHRQoL foi associada à pior autopercepção de saúde bucal (β = 0,37). As características socioeconômicas e o apoio social apresentaram associação indireta com a OHRQoL e com a autopercepção de saúde bucal. As características socioeconômicas foram diretamente associadas ao apoio social (β = 0,27), enquanto maior apoio social esteve associado à menor ocorrência de transtornos mentais comuns (β = -0,35) e a maior senso de coerência (β = 0,32). O modelo apresentou excelente ajuste (CFI = 1,000; RMSEA = 0,004).

A percepção de saúde bucal em indivíduos vivendo com HIV-1 é um desfecho multidimensional, influenciado por fatores clínicos, psicológicos e sociais, com destaque para o papel mediador do apoio social e dos determinantes psicossociais.

PN-R0269 - Painel Aspirante
Área: 9 - Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais / Odontologia Hospitalar

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 8

Hipomineralização molar-incisivo em pacientes com deficiência atendidos em serviço de referência em Minas Gerais
Lhorrany Alves de Souza, Maria Aline Morais Souza, Lilian Resende Naves Cantarelli, Fabiana Sodré de Oliveira, Marco Aurélio Benini Paschoal, Débora Souto-Souza, Ana Paula Turrioni
UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O estudo teve como objetivo avaliar a prevalência de hipomineralização molar-incisivo (HMI) em pacientes com deficiência atendidos em um serviço de referência e investigar sua associação com o tipo de deficiência e fatores sistêmicos. Estudo transversal com 114 pacientes, cujos responsáveis responderam a um questionário contendo informações sociodemográficas, condições de saúde bucal, tipo de deficiência e dados referentes aos períodos pré, peri e pós-natais, incluindo histórico de doenças e uso de medicamentos. A HMI foi avaliada por meio de exame clínico intraoral realizado por examinador previamente calibrado (k=0,87). A análise estatística foi conduzida com nível de significância de 5%, utilizando os testes qui-quadrado de Pearson ou exato de Fisher. Dos pacientes avaliados, 60,5% eram do sexo masculino e 39,5% do sexo feminino. A prevalência de HMI foi de 7,9% (n=9), sendo mais frequente em indivíduos com deficiência intelectual (12,5%) e síndromes raras (10,0%), sem associação estatisticamente significativa entre as variáveis. Observou-se associação significativa entre HMI e diabetes gestacional (p=0,016), asma/bronquite nos primeiros anos de vida (p=0,041) e uso de antibióticos nos três primeiros meses de vida (p=0,046).

Conclui-se que houve presença de HMI em pacientes com deficiência, e que esteve associada a fatores sistêmicos precoces, reforçando sua etiologia multifatorial e evidenciando a importância do diagnóstico precoce e da investigação do histórico médico em pacientes com deficiência.

(Apoio: CAPES  N° 001   |  CNPq  N° 406840/2022-9  |  FAPs - Fapemig  N° 00204-23)
PN-R0271 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 8

SAÚDE BUCAL NA REABILITAÇÃO PSICOSSOCIAL: NECESSIDADES CLÍNICAS DE UMA POPULAÇÃO INSTITUCIONALIZADA
Lilian Merino Rodolfo Saito, Suzely Adas Saliba Moimaz, Fernando Yamamoto Chiba, Ronald Jefferson Martins, Tânia Adas Saliba
Depart de Odontologia Infantil e Social UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Indivíduos com transtornos mentais e dependência química, em situação de vulnerabilidade, podem negligenciar a saúde bucal. O objetivo foi analisar as condições de saúde bucal e necessidades de tratamento em pacientes institucionalizados. Trata-se de um estudo transversal, observacional, realizado em instituição conveniada ao SUS com 76 pacientes adultos (idade média 42 anos). A coleta incluiu questionário sociodemográfico e exame clínico bucal (CPOD / CPI / PIP / alterações de tecidos moles e uso e necessidade de prótese) com análise estatística descritiva. Observou-se elevada prevalência de edentulismo (68%) e o índice CPOD médio foi de 10,97 (dp 7,02; Mediana: 11,0). A composição do índice revelou uma distribuição equilibrada entre dentes obturados (4,49) e perdidos (4,16), com uma carga remanescente de cárie ativa (2,33), justificando a elevada necessidade de reabilitação protética (70%). Quanto à condição periodontal, a maioria da amostra apresentou escore 3 no índice CPI (52%), indicando necessidade de tratamento periodontal, enquanto no índice PIP, 45% dos pacientes apresentaram escore 1. Alterações em tecidos moles foram detectadas em 8% dos pacientes. Embora 50% dos indivíduos relatam escovação frequente (3 ou mais vezes ao dia), os índices de perda dentária e a necessidade de prótese evidenciam a ineficácia dos protocolos atuais de cuidado.

Conclui-se que o cenário de precariedade odontológica, destaca a urgência de protocolos de atenção odontológica preventiva e reabilitadora integrados às equipes de saúde mental, visando a melhoria do bem-estar e da integração social desses indivíduos.

(Apoio: CAPES)
PN-R0273 - Painel Aspirante
Área: 9 - Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais / Odontologia Hospitalar

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 8

Levantamento epidemiológico da ocorrência de defeitos de desenvolvimento de esmalte em crianças com fissura labiopalatina
Pâmella de Moura Dario, Beatriz Rezende Bergo, Kamila Rodrigues Junqueira Carvalho, Gabriele Andrade Maia, Bruno da Silva Vieira, Soraia Macari, Lucas Guimarães Abreu
Odontopediatria UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O presente estudo objetivou realizar um levantamento epidemiológico da ocorrência de defeitos de desenvolvimento de esmalte (DDE) em pacientes com fissura labiopalatina (FLP). Foi realizado um estudo transversal, com amostra de conveniência composta por crianças de 3 a 9 anos de idade com FLP. Os participantes foram submetidos a exame clínico para investigação de DDEs e de outras condições bucais. Os dados obtidos foram organizados em banco de dados e analisados por meio de estatística descritiva. Para avaliar a associação entre o tipo de FLP e a presença de DDEs, foram realizados os testes qui-quadrado de Pearson, de tendência linear e o exato de Fisher, adotando-se nível de significância de 5% (p < 0,05). Foram analisadas 23 crianças com FLP e DDE na região da fissura. Em relação ao perfil demográfico e clínico da amostra, observou-se que 56,5% eram do sexo masculino, enquanto 43,5% eram do sexo feminino. No que diz respeito ao histórico de nascimento, a prematuridade foi observada em apenas 8,7% dos casos. Em relação à classificação anatômica da FLP e à prevalência de DDEs, observou-se que 60,9% correspondiam à fissura transforame, 34,8% à fissura pré-forame e 4,3% à fissura pós-forame. Não foi observada associação estatisticamente significativa entre o tipo de fissura e a presença de defeitos de esmalte (p = 0,266).

Concluiu-se que um número expressivo de crianças com FLP apresenta DDEs, os quais foram observados com maior frequência nos casos de fissura transforame. Tais achados reforçaram a importância do acompanhamento odontológico precoce, bem como da realização de novos estudos clínicos com maior poder amostral, a fim de ampliar a compreensão dessa relação.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  CNPq  N° 00204-23)
PN-R0274 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 8

Evidências do SB Brasil 2023 sobre traumatismo dentário em adolescentes brasileiros de 12 anos
Niely Enetice de Sousa Catão, Maria Helena Rodrigues Galvão
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Objetivou-se analisar os fatores associados ao traumatismo dentário (TD) em adolescentes brasileiros de 12 anos, com base em dados do SB Brasil 2023. Estudo epidemiológico, transversal e analítico, cujo desfecho foi a presença de TD. As variáveis explicativas incluíram sexo, cor/raça, região, anos de estudo e overjet maxilar. Foram realizadas análises estatísticas descritivas complexas, com estimadores populacionais e pesos amostrais. Após a exclusão de 25 registros (0,4%) por dados ausentes, a amostra foi composta por 6.679 adolescentes, predominantemente do sexo masculino (50,5%; n = 3.375), da cor/raça não branca (n = 4.556; 66,7%) e residentes no Nordeste (37,6%; n = 2.513). Entre os indivíduos, a mediana (Q1-Q3) para anos de estudo e overjet maxilar foi, respectivamente, 6 anos (6-7) e 2,0 mm (0,3-3,0). A prevalência de TD foi de 13,7% (IC95%: 11,7% - 15,7%), sendo a fratura de esmalte 63,0% (IC95%: 53.9% - 69.9%) mais frequente. Dentre os casos de TD, 55,0% (IC95%: 53.2% - 70.2%) foi no dente 11 e 45,0% (IC95%: 37.3% - 52.9%) no dente 21, destacando-se a fratura de esmalte em, respectivamente, 29,7% (IC95%: 23.4% - 36.5%) e 30,6% (IC95%: 23.8% - 37.5%). Observou-se maior prevalência de TD entre adolescentes do sexo feminino (14,6; IC95%: 11,7% - 18,2%), da cor/raça não branca (14,7%; IC95%: 12,0% - 17,9%) e residentes no Nordeste (16,2%; IC95%: 10,1%, 15,6%), com mediana de 3,0 mm (IC95%: 2,0 - 3,0) para o overjet maxilar.

A prevalência de TD entre adolescentes é relevante, especialmente do sexo feminino, residentes no Nordeste e com overjet maxilar acentuado, reforçando a necessidade de políticas públicas voltadas à prevenção e ao manejo imediato, considerando as repercussões funcionais, estéticas e psicossociais do TD.

(Apoio: CNPq)



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