9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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PN-R0253 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 7

Do Peso à Boca: Como Medicamentos para Obesidade Afetam a Saúde Bucal e a Qualidade de Vida
Brian Otávio de Melo Rodrigues, Ana Virginia Santana Sampaio Castilho, Maria Julia Pereira Euzebio, Tainah Aiko Hayashi Vitório, Rharessa Gabrielly Ferreira Mendes, Giovana Soares Buzinaro, Gabriela de Figueiredo Meira, Silvia Helena de Carvalho Sales Peres
Saúde coletiva UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - BAURU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A obesidade é uma condição crônica associada a importantes repercussões metabólicas e psicossociais, e seu tratamento farmacológico tem se expandido com o uso de medicamentos orais e injetáveis. No entanto, pouco se conhece sobre os efeitos desses fármacos na saúde bucal e na qualidade de vida. O objetivo deste estudo foi avaliar a relação entre o uso de medicamentos orais e injetáveis para obesidade, a perda de peso, a saúde bucal e a qualidade de vida relacionada à saúde bucal. Trata-se de um estudo observacional e transversal, com dados coletados por meio de questionários validados (QFCA e OHIP-14), além de informações demográficas, antropométricas, comportamentais e clínicas. Os medicamentos injetáveis (semaglutida, liraglutida, tirzepatida) estiveram associados a maior perda de peso e menor IMC médio em comparação aos fármacos orais. O uso de medicamentos injetáveis foi associado a menor IMC 32,4 (DP 5,64), quando comparado aos remédios orais 36,4 (DP 6,62). A xerostomia foi relatada por cerca de 40% dos participantes e a sensação de boca seca esteve relacionada à pior qualidade de vida 7,50 (DP 11,0). Padrões alimentares inadequados, com alto consumo de doces e bebidas açucaradas e baixa ingestão de frutas, verduras e legumes, foram frequentes.

Conclui-se que os medicamentos, especialmente os injetáveis, são eficazes na redução ponderal, entretanto, podem estar associados a efeitos adversos bucais e pior percepção de qualidade de vida, reforçando a necessidade de abordagem multidisciplinar.

(Apoio: FAPESP  N° 2024/04277-1)



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