9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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PN-R0218 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 10

Não uso de serviço odontológico por crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA): prevalência e fatores associados
Sandra Marina Antunes da Rocha, Thiago Peixoto da Motta, Debora Guedes da Mota, Laís Braga Paulon, Mariana Castro Silva, Samira Suelen Andrade Vieira, Rosa Núbia Vieira de Moura, Fabiana Vargas-ferreira
Odontologia social e preventiva UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O acesso a cuidados odontológicos para pessoas com necessidades especiais é um desafio complexo. Assim, o objetivo do estudo é estimar a prevalência de não uso de serviço odontológico entre crianças com TEA e quais fatores estão associados ao desfecho. Estudo transversal realizado com famílias de crianças com TEA assistidas em um projeto de Extensão da Faculdade de Odontologia da UFMG e do Centro de Atendimento e Inclusão Social de Contagem, Minas Gerais. Estudo aprovado pelo Comitê de Ética. Questionário respondido pelos cuidadores (renda, escolaridade materna, estrutura familiar, ocupação materna e número de filhos e sobre as crianças - idade, cor da pele (a resposta foi do responsável) e nível de suporte. O desfecho foi 'nunca visitou o dentista' (sim x não). Participaram 101 famílias. A maioria das crianças era do sexo masculino (75,3%) e tinha entre 4 e 5 anos de idade (76,2%). 52,0% das crianças foram identificadas nos níveis II e III. A prevalência do desfecho foi de 53,5% (54/101). Análise multivariável (regressão logística binária, OR, IC95%) pelo SPSS 21.0. Crianças cujas mães possuíam ensino fundamental (completo ou incompleto) apresentaram sete vezes mais chance de nunca terem utilizado serviços odontológicos, quando comparadas àquelas cujas mães tinham ensino superior (completo ou incompleto) (OR 7,72; IC95% 1,32-14,17). Além disso, crianças com até 2 anos de idade apresentaram 3,85 vezes mais chances de nunca terem ido ao dentista em comparação às com idade entre 3 e 5 anos (OR 3,85; IC95% 1,09-13,50).

O desfecho foi influenciado por características socioeconômicas, assim, deve-se reduzir as iniquidades sociais, a fim de minimizar a ocorrência de não uso de serviço odontológico.

PN-R0219 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 10

Integração da vulnerabilidade clínica e social na triagem odontológica: estrutura orientada à equidade para missões da Marinha do Brasil
Ana Paula Ferreira da Silva, Laura Nobre Ferraz, Milton Santamaria-Jr, Giovana Renata Gouvêa, Amanda Pelegrin Candemil
CENTRO UNIVERSITÁRIO DA FUNDAÇÃO HERMÍNIO OMETTO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo desenvolveu uma estrutura de triagem odontológica que integra critérios clínicos e de vulnerabilidade social para uso em missões de saúde bucal da Marinha do Brasil voltadas a populações ribeirinhas remotas. Foi conduzido um estudo de desenvolvimento metodológico, baseado em abordagem de sistemas de saúde. O processo incluiu análise contextual de missões odontológicas humanitárias navais na Amazônia brasileira, revisão de modelos de triagem médica e odontológica, e integração de indicadores de gravidade clínica, comprometimento funcional e vulnerabilidade social. A viabilidade operacional e as limitações de missões itinerantes, realizadas em territórios remotos e com recursos limitados, foram consideradas no desenho do modelo. A estrutura proposta organiza os pacientes em quatro categorias hierárquicas de risco: emergência, urgência relativa, cuidado programável e não urgente, por meio de classificação simplificada por cores. A classificação baseia-se na integração entre condições clínicas agudas, impacto funcional nas atividades diárias e vulnerabilidade social contextual. Foram incorporados instrumento padronizado de documentação e indicadores de monitoramento, visando apoiar a transparência da priorização, a governança do serviço e o perfil da demanda assistida.

A estrutura proposta de triagem odontológica integra critérios clínicos e de vulnerabilidade social, oferecendo um modelo organizado e orientado pela equidade para apoiar a priorização do atendimento em missões odontológicas da Marinha do Brasil. Sua aplicação pode contribuir para maior transparência, justiça e capacidade de resposta em populações ribeirinhas remotas.

PN-R0222 - Painel Aspirante
Área: 9 - Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais / Odontologia Hospitalar

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 10

ANÁLISE DO PH SALIVAR PÓS-COLETA: ESTABILIDADE E CONCORDÂNCIA ENTRE MÉTODOS EM ODONTOLOGIA HOSPITALAR
Allana Marcela Cavalcanti Barbosa, Juliana Barbosa Dos Anjos, José Maria Chagas Viana Filho
UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliar a estabilidade do pH salivar em diferentes tempos pós-coleta e a concordância entre pHmetro digital e fita reagente (Merck), visando à proposição de protocolo para análise salivar em rotinas hospitalares. Estudo metodológico transversal, no qual amostras de saliva total não estimulada foram coletadas pela técnica de drenagem passiva, em jejum, e armazenadas em tubos plásticos. O pH foi aferido por pHmetro calibrado nos tempos 0h, 30min e 1h pós-coleta à temperatura ambiente (n=132), e novamente após 24h sob congelamento a -20°C, seguido de descongelamento (n=42). Paralelamente, a fita reagente Merck (faixa 5-9, incrementos de 1,0) foi aplicada na coleta inicial e comparada ao pHmetro 0h (n=28). Aplicaram-se os testes de Friedman, ANOVA de medidas repetidas, Wilcoxon-Bonferroni, Bland-Altman, coeficiente de correlação intraclasse ICC(2,1), kappa de Cohen e teste de equivalência TOST (margem ±0,5 pH; α=0,05). Não houve diferença significativa entre os tempos imediatos (Friedman χ²=5,92; p=0,052; ICC=0,82) nem após 24h pós-congelamento (χ²=1,09; p=0,779; ICC=0,63). O TOST confirmou equivalência estatística entre todos os tempos dentro da margem clínica de ±0,5 pH (p<0,05). Na comparação pHmetro 0h × fita Merck, observou-se ausência de diferença sistemática (Wilcoxon p=0,367; viés=-0,12), correlação forte (r=0,76; p<0,001), boa concordância (ICC=0,76; IC95% 0,55-0,88), equivalência estatística a ±0,5 pH (TOST p=0,004) e concordância categórica clínica (ácido/neutro/básico) de 71,4% (Kappa=0,54).

Conclui-se que o pH salivar mantém-se estável por até 24h pós-coleta, mesmo após congelamento, e a fita Merck constitui alternativa válida ao pHmetro, viabilizando protocolos flexíveis em contextos hospitalares.

PN-R0223 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 10

ANÁLISE DE PUBLICAÇÕES SOBRE TUBERCULOSE E HANSENÍASE POR ÓRGÃOS OFICIAIS DE SAÚDE NO INSTAGRAM
Anderson Christian Ramos Gonçalves, Ualson de Paiva Cristino Júnior, Dino Elpídio Pereira Pinheiro, Michael Douglas Pessoa Nelo, Kennedy Levi Costa Silva Libânio, Rafael Domingos Almeida Durand Gomes, Ana Flávia Granville-garcia, Ramon Targino Firmino
Odontologia UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Analisar as postagens de órgãos oficiais de saúde no Instagram® sobre tuberculose e hanseníase. Trata-se de um estudo infodemiológico, com abordagem censitária, realizado a partir de publicações de órgãos oficiais. Pesquisadores calibrados (Kappa ≥0,85) coletaram informações sobre ano, fonte, formato de mídia, classificação (educacionais, ações governamentais ou boletins epidemiológicos), curtidas, comentários e visualizações. Os dados foram analisados pelos testes de Mann-Whitney, Shapiro-Wilk, Kruskal-Wallis e correlação de Spearman (α=5%). Um total de 191.460 publicações foram analisadas, sendo 622 sobre tuberculose e/ou hanseníase (0,32%). Houve distribuição semelhante entre tuberculose (49,7%) e hanseníase (49%). A maioria das postagens (82,1%) foi de Secretarias Estaduais de Saúde, em formato de imagem (90,8%) e utilizou hashtags para impulsionar o conteúdo (67,1%). Publicações educativas foram mais frequentes (65,9%), seguidas por ações governamentais (32,1%). A média foi de 2,1 posts por publicação (±1,9), com 425,8 curtidas (±1550,2) e 8,2 comentários (±34,2). Postagens realizadas pelo perfil do Ministério da Saúde foram significativamente mais curtidas, comentadas e visualizadas (p<0,001), porém apresentaram menor número de posts por publicação (p<0,001). As métricas por regiões geográficas evidenciaram diferenças significativas, com maior número de posts por publicação no Nordeste (p=0,009) e mais curtidas e comentários na região Centro-Oeste (p<0,001).

Conteúdos sobre tuberculose e hanseníase apresentam baixa representatividade nas publicações oficiais, as principais postagens foram em perfis de Secretarias Estaduais de Saúde e publicações educativas apresentaram maior engajamento.

(Apoio: CNPq  N° 406840/2022-9)
PN-R0224 - Painel Aspirante
Área: 9 - Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais / Odontologia Hospitalar

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 10

ANÁLISE DOS ESTÁGIOS DE MINERALIZAÇÃO DENTÁRIA EM PACIENTES COM SÍNDROME DE PRADER-WILLI
Amanda Barbosa Pereira, Dandhara Lino Torres, Fernanda Matias de Carvalho, Thyciana Rodrigues Ribeiro, Fábio Wildson Gurgel Costa, Natália de sá Barreto Bezerra, Janaina Ferreira da Costa, Cauby Maia Chaves Júnior
Departamento de Clínica Odontológica UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A síndrome de Prader-Willi (SPW) é uma condição genética rara que pode impactar no desenvolvimento físico, cognitivo e bucal. O objetivo deste trabalho foi avaliar os estágios de mineralização dentária e a acurácia da estimativa de idade em indivíduos com SPW. A amostra consistiu em 24 participantes (12 com SPW e 12 controles pareados por sexo e idade). Foram analisadas radiografias panorâmicas utilizando os métodos de Nolla, Demirjian e Nicodemo para avaliar os estágios de mineralização e estimar a idade dentária. Os resultados foram comparados estatisticamente entre grupos, considerando nível de significância de 5%. Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas entre os grupos Prader e Controle quanto aos estágios gerais de mineralização dentária (p = 1,00). Apenas o dente 33, avaliado pelo método de Nolla, apresentou diferença significante entre os grupos (p = 0,028). O método de Nolla demonstrou a maior correlação com a idade cronológica (r = 0,935 no controle, r = 0,937 no grupo SPW), enquanto o método de Demirjian tendeu a subestimar a idade real. A acurácia dos métodos foi semelhante entre os grupos, com cerca de 83,3% da amostra SPW apresentando erro de estimativa de até ±2 anos pelo método de Nolla.

Indivíduos com SPW apresentam estágios de mineralização dentária preservados e compatíveis com indivíduos não sindrômicos, indicando que a síndrome não interfere significativamente no cronograma da odontogênese.

(Apoio: Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento  N° ITR-0214-00074.01.00/23)
PN-R0225 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 10

RELAÇÃO ENTRE MÁ OCLUSÃO E QUALIDADE DE VIDA RELACIONADA À SAÚDE BUCAL EM ADOLESCENTES BRASILEIROS DE 12 ANOS: ANÁLISE DO SB BRASIL 2023
Alexsandra Delgado Alves, Gabrielli Bezerra Sales, Mayara Larissa Moura de Souza, Cailane Barbosa Gomes Guerra, Alidianne Fábia Cabral Cavalcanti
Odontologia UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Analisar a associação entre a má oclusão e a Qualidade de Vida Relacionada à Saúde Bucal (QVRSB) em adolescentes brasileiros de 12 anos. Estudo transversal realizado a partir dos dados da Pesquisa Nacional de Saúde Bucal - SB Brasil 2023. A má oclusão foi avaliada por meio do Índice de Estética Dental (DAI) e a QVRSB pelo instrumento Oral Impacts on Daily Performances (OIDP). A análise estatística foi conduzida no IBM SPSS 21.0, utilizando-se o teste Qui-quadrado de Pearson para verificar as associações entre a presença de má oclusão e o desfecho avaliado (p<0,05). A amostra incluiu 6.704 adolescentes, predominantemente do sexo masculino (50,6%) e não brancos (67,7%). Do total, 47,1% informaram ter visitado o dentista há 1 ano ou menos e 56,1% referiram a necessidade de tratamento odontológico. A prevalência de má oclusão foi de 60,7%, sendo o apinhamento dentário anterior a condição mais frequente (37,6%). Impactos na QVRSB foram relatados por 37,5% dos participantes, destacando-se a dificuldade para comer (20,1%). A presença de má oclusão esteve associada ao sexo (p=0,004), à autopercepção sobre a necessidade de tratamento odontológico (p<0,001) e a impactos no desempenho de atividades diárias, incluindo problemas durante a alimentação, comunicação, higienização bucal, prática de esportes, estudo, lazer e ao dormir (p<0,05). Além disso, aspectos psicossociais, como irritação e vergonha ao sorrir, também estiveram associados (p<0,001). O overjet e o desalinhamento anterior em maxila foram associados ao impacto em todas as atividades avaliadas (p<0,05).

Conclui-se que a má oclusão esteve associada a impactos negativos na QVRSB dos adolescentes, afetando atividades diárias relacionadas às dimensões funcionais e psicossociais.

(Apoio: CAPES  N° 88887.203253/2025-00)
PN-R0226 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 10

Aceitabilidade de protetores bucais personalizados em atletas amadores: estudo clínico prospectivo
Mariana Pires da Costa, Letícia Lopes de Almeida da Silva, Matheus Cesar da Silva Parada, Maria Clara Frias Lobo Marinho, Lívia Machado da Silva Lebre, Tiago Braga Rabello, Marcela Baraúna Magno, Lucianne Cople Maia
Odontopediatria e Ortodontia UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Objetivou-se avaliar a aceitabilidade de protetores bucais (PBs) personalizados por atletas amadores. Inicialmente, coletaram-se dados sociodemográficos, esportivos, sobre traumatismos dentoalveolares (TDs) e uso prévio de PBs. Todos os participantes receberam PBs personalizados, e a aceitabilidade foi mensurada por instrumento desenvolvido, composto por dois domínios: experiências orofaciais (Domínio 1 [D1]) e experiências comportamentais e sociais (Domínio 2 [D2]). Adicionalmente, a frequência de uso nos treinos, a percepção de proteção e a intenção de continuidade do uso foram avaliadas. O instrumento foi aplicado em cinco momentos: antes da entrega, após 10 minutos da instalação e após 1, 3 e 6 meses. Alfa de Cronbach e ômega de McDonald foram calculados, e os dados analisados pelos testes de Friedman e ANOVA para medidas repetidas (α=5%). Foram incluídos 68 participantes (19,7±5,5 anos; 60,3% homens), sendo 45,6% praticantes de esportes de combate. A maioria já utilizava PBs (76,5%), predominantemente do tipo II (86,5%), com relato prévio de dificuldades (69,8%) e histórico de TDs (61,8%). Observou-se aumento significativo da aceitabilidade total e em D1 e D2 (p<0,001), bem como da frequência de uso nos treinos e da percepção de proteção (p<0,001). Praticantes de esportes de combate e rugby apresentaram maior aceitabilidade (p<0,05). O tipo de esporte e o histórico de dificuldades associaram-se ao aumento da aceitabilidade ao longo do tempo (p<0,05).

Conclui-se que a aceitabilidade dos PBs personalizados aumenta com o uso, e ao longo do tempo, especialmente entre praticantes de esportes de combate, rugby e indivíduos com dificuldades prévias durante o uso de PBs.

(Apoio: CNPq  N° 307901/2025-4   |  CAPES  N° DS 001)
PN-R0227 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 10

Tradução e adaptação transcultural para o português brasileiro do The mHealth Usability Questionnaire (MAUQ): resultados preliminares
Clara Ramalho Vieira de Lucena, Thayana Maria Navarro Ribeiro de Lima Martins, Debora Lana Alves Monteiro, Simone Alves de Sousa
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O The mHealth App Usability Questionnaire (MAUQ) é um instrumento com evidência de validade que mensura a usabilidade de aplicativos de saúde. É composto por 21 itens, distribuídos em 3 dimensões: facilidade de uso e satisfação, organização das informações e eficiência/utilidade. Objetivou-se traduzir e adaptar transculturalmente a versão interativa para provedores de saúde do MAUQ para o português. Trata-se de um estudo transversal, de caráter exploratório-qualitativo, seguindo as diretrizes do International Test Comission e Consensus-based Standards for the Selection of Health Measurement Instruments. A tradução foi realizada por 2 tradutores (T1 e T2), com síntese das duas versões (T12). A validade de conteúdo foi analisada por um comitê de 9 especialistas, de forma consensual, através do Índice de Validade de Conteúdo (IVC) e por Item (IVC-I), considerando-se aceitáveis IVC ≥ 0,90 e IVC-I ≥ 0,78. O comitê foi norteado pela afirmativa "este item é relevante para avaliar a usabilidade de aplicativos de saúde?", assinalando em escala Likert (4 pontos). Foram avaliadas e ajustadas discrepâncias semânticas, idiomáticas, conceituais, linguísticas e contextuais. A retrotradução foi realizada por 2 tradutores nativos em inglês (RT1 e RT2), com síntese pelo comitê (RT12). Realizou-se o estudo piloto da versão preliminar com usuários do aplicativo Tele-Estomato Brasil, desenvolvido para cirurgiões-dentistas. O IVC-T12 = 0,95, com 1 item não aceitável (IVC-I-5 = 0,56), ajustado posteriormente, e na RT12, o IVC = 0,98, com todos os itens aceitáveis. Após estudo piloto, ajustes foram realizados.

A versão final demonstrou adequação quanto ao conteúdo e compreensão, estando apta para validação psicométrica e análise de confiabilidade.

PN-R0229 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 10

Perfil epidemiológico dos servidores e magistrados do Tribunal do Trabalho a partir da análise das fichas de Exames Periódicos de Saúde
Flávio Lucena Antunes, Carlos José de Paula Silva, Rafaela da Silveira Pinto
ODONTOLOGIA SOCIAL E PREVENTIVA UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O Exame Periódico de Saúde abrange medidas de prevenção, rastreamento e diagnóstico precoce de doenças e agravos à saúde relacionados ao trabalho. Os dados de saúde gerados pelas empresas por meio dos exames periódicos constituem-se em fontes ricas de dados, os quais são úteis para gerar informações a respeito da classe trabalhadora e o subsequente planejamento de ações preventivas e terapêuticas. O objetivo deste trabalho foi avaliar a taxa de adesão aos exames periódicos, o perfil, os hábitos, os fatores de risco para doenças e as condições de saúde bucal e geral dos servidores e magistrados ativos do Tribunal do Trabalho da 3a Região, a partir dos dados extraídos das Fichas de Exame Periódico de Saúde de 2022 a 2024. As variáveis relacionadas à saúde bucal, como cárie, lesão não cariosa e cálculo foram extraídas das fichas de Exame Periódico Odontológico. Já os dados de saúde geral, tais como prática de atividade física e nível de estresse foram extraídos das Fichas de Exame Médico Periódico, que estão disponíveis no sistema eletrônico em saúde do órgão citado. Os dados foram planilhados e o Software SPSS utilizado para a realização das estatísticas descritivas e analíticas. Os resultados revelaram baixa taxa de adesão aos exames periódicos odontológicos, principalmente se comparada aos exames periódicos médicos, e uma tendência de distribuição de doenças bucais não infecciosas com predomínio das lesões não cariosas e da retração gengival, ambas associadas ao bruxismo, sendo este potencialmente mediado pelo estresse ocupacional.

Conclui-se que a saúde bucal ainda ocupa espaço limitado no campo da saúde ocupacional, havendo demandas por tratamento odontológico no público estudado que diferem daquelas observadas na população geral.

PN-R0230 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 10

Iniquidades e determinantes sociais da saúde bucal em pessoas transgênero: implicações para o SUS
Camila Dayla Melo Oliveira, Carlos Gabriel Valério da Silva, Sebastião Marinho Pinheiro Neto, Karla Viviane Costa Froes, Bianca de Jesus Montenegro da Silva, Marcos Vinícius Marinho Silva Sousa, Lorena Lúcia Costa Ladeira, Thalita Santana Conceição
CENTRO UNIVERSITÁRIO DO MARANHÃO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo teve como objetivo analisar a saúde bucal, a qualidade de vida relacionada à saúde bucal (QVRSB) e o acesso aos serviços odontológicos em pessoas transgênero, à luz dos determinantes sociais da saúde. Trata-se de um estudo transversal, descritivo, com abordagem quantitativa, realizado com pessoas transgênero atendidas em ambulatório especializado em São Luís/MA. Os dados foram obtidos por meio de questionário estruturado (perfil socioeconômico, hábitos, autopercepção, acesso e experiência em saúde bucal) e pela aplicação do OHIP-14 (Oral Health Impact Profile - versão reduzida). Realizou-se análise descritiva por frequências absolutas e relativas. Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP), sob o parecer nº 7.258. 397. Predominaram homens trans (72%), jovens de 18-30 anos (88%), com inserção socioeconômica fragilizada (60% sem trabalho remunerado; 68% dependentes de benefícios sociais). Observou-se autopercepção negativa da saúde bucal (72%), dor ou desconforto (44%) e impacto funcional (24%). O acesso aos serviços mostrou-se limitado: 52% procuram atendimento apenas em situações de dor, 60% relataram dificuldades de acesso, 60% relataram medo ou ansiedade, 44% perceberam despreparo profissional e 28% vivenciaram discriminação. O OHIP-14 indicou impacto negativo na QVRSB, especialmente nas dimensões de dor física, limitação funcional e desconforto psicológico.

Conclui-se que a saúde bucal de pessoas transgênero é marcada por vulnerabilidades sociais, barreiras de acesso e discriminação, evidenciando iniquidades. Reforça-se a necessidade de políticas inclusivas e qualificação da atenção odontológica no SUS, com foco na equidade e no cuidado sensível às diversidades de gênero.

(Apoio: CAPES)



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