9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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PN-R0194 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 8

FATORES ASSOCIADOS AO CUMPRIMENTO DE METAS DOS CENTROS DE ESPECIALIDADES ODONTOLÓGICAS: ESTUDO NACIONAL
Camila Mundim Palhares, Ana Clara Ribeiro Dos Santos, Édipo Menezes da Silva, Maria Clara Gonzaga Damasceno, Elislaine Raquel Gonçalves, Daniela Andrade Paula, Mauro Henrique Nogueira Guimarães de Abreu, Renata de Castro Martins
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo analisou fatores associados ao cumprimento de metas dos Centros de Especialidades Odontológicas (CEO) brasileiros. Dados secundários da produção dos CEO, de 2019, nas especialidades de Periodontia, Endodontia, Cirurgia/Estomatologia e atendimento a Pessoas com Necessidades Especiais (PNE) foram extraídos do Sistema de Informação Ambulatorial e do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde, utilizando o programa TabWin. O desfecho foi o cumprimento das metas de produção do Ministério da Saúde. Variáveis individuais foram: tipo de CEO, total de horas trabalhadas pelos cirurgiões-dentistas (CD), número de Técnico em Saúde Bucal (TSB)/Auxiliar em Saúde Bucal (ASB) e equipo odontológico existente. As variáveis contextuais foram indicadores socioeconômicos e de saúde dos municípios. A análise foi realizada por Regressão Logística de Efeitos Mistos, utilizando o software R. A maior frequência de cumprimento de metas foi na especialidade de Periodontia (62,66%) e a menor na Endodontia (26,15%). O cumprimento de metas foi associado positivamente ao número de horas trabalhadas pelos CD, respectivamente, na Periodontia, Endodontia e Cirurgia/Estomatologia (OR= 1,35; p = 0,040; OR=1,31; p=0,009; OR=1,53; p<0,001), ao número de TSB/ASB (OR=1,43; p=0,013) e IDH (OR=1,62; p=0,004) na Periodontia, e negativamente ao Índice de Gini na Cirurgia/Estomatologia (OR =,070; p=0,07), e ao porte populacional (OR=0,66; p<0,001) e cobertura de Equipe de Saúde Bucal na PNE (OR=0,992; p=0,009).

O desempenho dos CEOs foi influenciado por fatores individuais e contextuais, com variações importantes entre as especialidades.

(Apoio: CAPES  |  PROBIC/FAPEMIG  |  PRPq/UFMG)
PN-R0195 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 8

CONHECIMENTOS E USO DA TELEODONTOLOGIA POR CIRURGIÕES-DENTISTAS DE SANTA CATARINA
Bruna Antonini Maica, Maria Inês Meurer, Ana Lúcia Schaefer Ferreira de Mello
Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O uso de Tecnologias da Informação e Comunicação possui grande potencial para gestão e assistência em saúde. O objetivo deste estudo exploratório, transversal, quantitativo é analisar os conhecimentos sobre teleodontologia e sua aplicação na prática profissional por cirurgiões-dentistas (CD) de Santa Catarina. A coleta de dados ocorreu por meio de questionário eletrônico enviado pelo conselho de classe catarinense a todos os CD registrados, via e-mail, em 2023. Os dados foram analisados por meio de estatística descritiva, coletadas as variáveis: demográficas, conhecimento, contato prévio com as tecnologias, percepção sobre a utilidade e o modo de utilização dos recursos. Foram consideradas respostas válidas de 186 respondentes, 56,4% mulheres, 53,2% formados há mais de 15 anos. Embora a teleodontologia seja conhecida por 79% dos CD, apenas 32% tiveram contato com o tema durante a formação. O recurso mais utilizado para comunicação foi o WhatsApp (com pacientes 58,6%; com colegas 88,1%). Apenas 27,4% afirmou conhecer a legislação sobre teleodontologia, sendo que 72,5% desconhece o Programa Telessaúde Brasil Redes, e 50% o Núcleo de Telessaúde-SC.

Apesar de presente na prática profissional, a teleodontologia é sustentada majoritariamente por ferramentas cotidianas, enquanto recursos específicos são menos frequentes. O conhecimento limitado sobre a legislação e os programas institucionais indica que a adoção da teleodontologia ocorreu em ritmo mais acelerado do que a capacitação e a estruturação necessárias para sua consolidação. Recomenda-se ampliar investimentos em qualificação profissional para consolidar a teleodontologia de forma segura e útil.

PN-R0177 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 8

Avaliação dos atributos da atenção primária à saúde bucal no contexto da pandemia COVID-19
Julia Ellen Silva Lima, Laura Silva Castro de Oliveira, Waleska Ohana de Souza Melo, Suely Deysny de Matos Celino, Bianca Suellen Timoteo da Silva, Ana Flávia Granville-garcia, Monalisa da Nóbrega Cesarino Gomes
Centro de ciências biológicas e da saúde UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo objetivou avaliar a qualidade dos serviços de saúde bucal prestados na Atenção Primária à Saúde (APS) no período pandêmico por Covid-19. Estudo transversal realizado no município de Campina Grande-PB com 383 usuários dos serviços de saúde bucal vinculados às equipes de Saúde da Família (eSF), divididos em uma amostra por conglomerados com seleção por conveniência. Foram utilizados os questionários PCATool Brasil, sociodemográfico e de utilização do serviço. Estatísticas descritivas foram realizadas para caracterizar a amostra, análises de regressão de Poisson para determinar as associações entre as variáveis independentes e a qualidade dos atributos na APS relacionada à saúde bucal (p<0,05). A maioria dos usuários tinha entre 18 e 29 anos de idade (24%) e era do sexo feminino (74,4%). Predominaram serviços com mais de uma eSF (58,5%), com cirurgião-dentista >5 anos (68,2%), porém sem acesso avançado (78,9%). O atributo com melhor avaliação foi acesso ao primeiro contato (M= 6,50, DP= ±2,66) e o pior, orientação comunitária (M= 0,83, DP= ± 0,96). A média dos atributos essenciais da APS e os escores gerais foram relativamente baixos, onde apenas um atributo geral e essencial obteve valor ≥ 6,6. Após análise multivariada obteve-se ausência de associação entre as características avaliadas e escores dos atributos gerais e essenciais (p>0,05).

Os atributos essenciais e gerais da APS foram considerados baixos, sem associação entre as características avaliadas dos serviços da APS no período da pandemia por Covid-19.

PN-R0178 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 8

Perfil clínico-epidemiológico e qualidade do preenchimento de prontuários em clínica odontológica infantil
Bianca Suellen Timoteo da Silva, Raíssa Tiburcio Aragão Silva, Waleska Ohana de Souza Melo, Julia Ellen Silva Lima, Ana Flávia Granville-garcia, Ramon Targino Firmino, Monalisa da Nóbrega Cesarino Gomes
Odontologia UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo objetivou identificar o perfil clínico-epidemiológico e analisar a qualidade do preenchimento dos prontuários odontológicos de pacientes da clínica infantil de uma instituição de ensino superior. Foi realizado um estudo transversal, observacional, retrospectivo e censitário, analisando 194 prontuários. A qualidade foi avaliada por seções e o perfil coletado via formulário estruturado. Dados foram submetidos a análises descritivas e inferenciais pelos testes de Mann-Whitney e Qui-quadrado de Pearson (p<0,05). Os resultados indicaram que 51,5% dos pacientes eram do sexo feminino, com média de idade de 7,65 anos, sendo consulta de rotina (22,8%) e dor de dente (22,2%) as queixas prevalentes. Constatou-se que 100% dos prontuários estavam parcialmente preenchidos, com maiores deficiências no exame físico intraoral (93,3%), índice de higiene oral simplificado (92,3%) e índice de sangramento gengival (89,2%). A baixa qualidade de preenchimento associou-se à clínicas de menor complexidade (p=0,004), falta de uso de caneta (p=0,036), necessidade de tratamento curativo (p=0,032), maior número de sessões de atendimento (p<0,001) e menor idade da criança (p=0,009).

A qualidade do preenchimento é deficiente e apresenta lacunas em todas as seções, o que reforça a necessidade de melhor orientação acadêmica e sugere a transição para modelos digitais para mitigar falhas.

PN-R0179 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 8

Sentimentos dos estudantes de odontologia frente ao atendimento infantil
Amanda Alves de Lima, Layron Diógenes Pontes Silva, Ana Flávia Granville-garcia, Monalisa da Nóbrega Cesarino Gomes
Departamento de Odontologia UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do presente estudo foi avaliar os fatores associados aos sentimentos de ansiedade e medo frente ao atendimento infantil em estudantes de graduação em Odontologia. Trata-se de um estudo transversal realizado com 148 estudantes de Odontologia de uma cidade do interior do Nordeste brasileiro. Foi aplicado um questionário aos estudantes abordando sentimentos de ansiedade e medo, dados sociodemográficos e acadêmicos dos participantes, como período letivo, tipos de procedimentos realizados em clínicas infantis, experiência no atendimento infantil e autopercepção de segurança para atender crianças após a graduação. Realizou-se análise descritiva e analítica com a Regressão de Poisson, adotando-se nível de significância de 5%. Dentre as variáveis independentes analisadas, apenas a insegurança em realizar procedimentos invasivos em crianças após a formação acadêmica (RP=1,52; IC95%: 1,19-1,95) permaneceu associada aos sentimentos de ansiedade e medo dos estudantes frente ao atendimento infantil.

Conclui-se que apesar da formação acadêmica voltada para o atendimento infantil durante a graduação, sentimentos de ansiedade e medo ainda persistem entre os estudantes, especialmente em relação à realização de procedimentos invasivos na criança.

PN-R0180 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 8

Impacto da perda precoce na qualidade de vida relacionada à saúde bucal em crianças pré-escolares e suas famílias
Maria Clara Gonçalves Guimarães, Monalisa da Nóbrega Cesarino Gomes, Matheus de França Perazzo, Maria Betânia Lins Dantas Siqueira, Érick Tássio Barbosa Neves, Ramon Targino Firmino, Saul Martins Paiva, Ana Flávia Granville-garcia
ODONTOLOGIA UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O presente estudo teve como objetivo avaliar o impacto da perda precoce de dentes decíduos na qualidade de vida relacionada à saúde bucal (QVRSB) em crianças pré-escolares e suas famílias. Foi realizado um estudo transversal com 843 crianças de três a cinco anos de idade. Os pais/responsáveis responderam a um questionário sobre QVRSB, dados sociodemográficos e visitas ao dentista. A perda precoce de dentes decíduos foi determinada por meio de exame clínico. A análise de regressão de Poisson foi empregada para determinar a força das associações entre as variáveis independentes e a QVRSB (α=5%). O estudo revelou que a perda precoce de dentes decíduos foi encontrada em 12,9% das crianças. As seguintes variáveis foram associadas a um impacto na QVRSB entre as crianças: perda precoce de dentes decíduos (RP=1,33; IC 95%: 1,05-1,69), renda familiar (RP=1,37; IC 95%: 1,10-1,72), idade da criança (RP=1,39; IC 95%: 1,06-1,82) e visita ao dentista (RP=1,30; IC 95%: 1,06-1,60). As variáveis associadas ao impacto na QVRSB da família foram a perda precoce de dentes decíduos (RP=1,46; IC 95%: 1,06- 2,01) e visita ao dentista (RP=1,60; IC 95%: 1,26-2,02).

Conclui-se que a perda precoce de dentes decíduos e as visitas ao dentista têm um impacto negativo na QVRSB de crianças em idade pré-escolar e suas famílias.

(Apoio: CNPq  N° 304614/2022-0)
PN-R0185 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 8

AVALIAÇÃO DOS VÍDEOS EDUCATIVOS NO YOUTUBE SOBRE RISCOS OCUPACIONAIS EM ODONTOLOGIA: ESTUDO TRANSVERSAL
Juliane Paredes Serrano, Daniel Costa Magalhães da Cunha, Aléxia Caroline Leandro da Conceição, Sandro Junio de Oliveira Tavares, Vitor de Macedo Varela, Gisele Damiana da Silveira Pereira
Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O YouTube é a plataforma de compartilhamento gratuito de vídeos mais utilizada mundialmente, e também vem sendo aplicada para a promoção de saúde e educação em saúde, porém ainda há incertezas quanto precisão das informações sobre os riscos ocupacionais em Odontologia. A proposta deste estudo é investigar a qualidade, credibilidade, confiabilidade e popularidade de vídeos educativos publicados no YouTube a respeito dos riscos ocupacionais na Odontologia, utilizando as escalas GQS, JAMA e mDISCERN. Foi realizado um estudo transversal, com busca de vídeos em português, utilizando os termos "Riscos Ocupacionais", "Exposição Ocupacional na Odontologia" e "Riscos dos Profissionais de Saúde". Inicialmente, foi triado 60 vídeos de cada termo, totalizando 180 vídeos, dos quais 104 foram excluídos, restando, 57 que atenderam aos critérios de inclusão. Esses vídeos foram avaliados por dois examinadores independentes e calibrados. Constatou-se que havia uma alta concordância entre os avaliadores (ICC: GQS=0,969; JAMA=0,938; mDISCERN=1,000). As médias indicaram boa qualidade (GQS=3,42), credibilidade moderada (JAMA=1,86) e confiabilidade média (mDISCERN=2,95).

Dessa forma, embora a maioria dos vídeos analisados apresente qualidade satisfatória, há deficiências de credibilidade e confiabilidade científica. Os achados dessa pesquisa mostram a necessidade da produção de conteúdos educacionais supervisionado e revisados, para que conteúdos popularizados também sejam de alta confiabilidade reduzindo, assim, a desinformação. No contexto da saúde ocupacional odontológica, o conhecimento correto sobre medidas de biossegurança e riscos de exposição é fundamental para a prevenção de agravos e acidentes laborais.

PN-R0190 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 8

FATORES ASSOCIADOS À DOR OROFACIAL EM IDOSOS BRASILEIROS
Mariana Luna de Sales, José Lima Silva Júnior, Mariana da Silva Inocêncio Dias, Renata de Souza Coelho Soares, Ana Flávia Granville-garcia, Ana Isabella Arruda Meira Ribeiro
Odontologia UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Objetiva-se avaliar o perfil epidemiológico e fatores associados à dor orofacial em idosos no Brasil. Trata-se de um estudo transversal realizado com dados da Pesquisa Nacional de Saúde Bucal - SB Brasil 2023. A amostra foi composta por indivíduos de 65 a 74 anos (n = 9.745). Foram avaliadas as variáveis: sexo, idade, cor ou raça, renda per capita, saber ler/escrever, região de residência, presença de dor orofacial, última visita ao dentista, posse de plano odontológico particular, autoavaliação de saúde bucal e autoavaliação da necessidade de tratamento. Razões de prevalência brutas e ajustadas foram estimadas por meio de regressão de Poisson com variância robusta (α=0,05). A prevalência de dor orofacial nos idosos foi de 19,28% (IC95%: 17,05-21,50). Estiveram associados as variáveis: sexo feminino (RP: 1,18; IC95%: 1,05-1,33), não saber ler/escrever (RP: 1,27; IC95%: 1,07-1,50), visitar o dentista há mais de um ano ou nunca (RP: 0,55; IC95%: 0,47-0,64), autoavaliação de saúde bucal regular, ruim ou muito ruim (RP: 2,11; IC95%: 1,87-2,39) e autoavaliação da necessidade de tratamento dentário (RP: 2,30; IC95%: 1,80-2,95).

A dor orofacial permanece como um importante agravo à saúde da população idosa, estando significativamente associada ao sexo feminino, a não saber ler/escrever, a ter visitado o dentista há mais de um ano ou nunca tê-lo visitado, à autoavaliação da saúde bucal como regular, ruim ou muito ruim e à autoavaliação da necessidade de tratamento dentário.

PN-R0196 - Painel Iniciante
Área: 9 - Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais / Odontologia Hospitalar

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 8

SAÚDE BUCAL E QUALIDADE MASTIGATÓRIA DE PACIENTES COM NECESSIDADES ESPECIAIS
Leandro Rodrigo Geri Peroba Ribeiro, Mayara de Campo Andrade, Lenita Marangoni Lopes
Odontologia CENTRO UNIVERSITÁRIO DA FUNDAÇÃO HERMÍNIO OMETTO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi avaliar a saúde bucal e a qualidade mastigatória de pacientes com necessidades especiais (PNE). Trata-se de um estudo observacional analítico transversal. A amostra é composta por 34 participantes, com idade entre 4 e 49 anos, atendidos na Clínica Integrada de PNE da Fundação Hermínio Ometto. Para a coleta de dados, foram utilizados uma ficha com dados sociodemográficos e o Questionário de Avaliação da Qualidade Mastigatória (QAQM), respondido pelo responsável do paciente; e o Índice de Biofilme Simplificado (IBS), e o Índice de Dentes Cariados, Perdidos e Obturados (CPOD/ceod) realizados por um avaliador pré-calibrado. Os resultados mostraram que 59% dos pacientes são do sexo masculino e 41% do sexo feminino, com idade média de 20,4 anos (DP=13,9). A renda familiar média foi de R$ 2.786,24 (DP=1.533). Os diagnósticos mais frequentes foram Transtorno do Espectro Autista (n=13) e Deficiência Intelectual (n=11), seguidas por Síndrome de Down (n=5) e Paralisia Cerebral (n=5).

A avaliação da higiene bucal mostrou que 85% dos participantes apresentaram biofilme visível, com uma média de IBS de 2,0 (DP=0,7), indicando higiene bucal regular ou ruim. A média de CPOD/ceod foi 6,7 (DP=6,5), sendo a maior proporção de dentes cariados (3,2). Os resultados do QAQM mostraram escore médio de 37/104. Não foi observada correlação entre o índice de cárie e a qualidade mastigatória (p=0,68). Pode-se concluir que os PNE apresentaram alta prevalência de cárie, deficiência na higiene bucal, e baixa qualidade mastigatória.




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