9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP


Resumos Aprovados 2026

Veja o Cronograma de Apresentação Completo


Modalidade:
Área:
Autores:
Palavra-Chave:


Resultado da busca [Siglas PN-R0122 a PN-R0139 ]
 16 Resumo encontrados. Mostrando de 11 a 16


PN-R0138 - Painel Aspirante
Área: 1 - Cirurgia bucomaxilofacial

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 7

Comparação entre biomateriais xenógeno e sintético na regeneração óssea vertical em calvária de ratos
Martina Andreia Lage Nunes, Izabella Sol, Ynara Maria Gomes de Sousa, Tatsuya Henrique Kano, Henrique Zambon Massaferro, Marcos Eduardo Gomes Alves, Joao Paulo Schmitt Lopes, Daniela Ponzoni
ODONTOLOGIA- CTBMF UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Biomateriais empregados na regeneração óssea guiada têm sido amplamente investigados por suas diferentes propriedades biológicas e comportamentos clínicos. Aspectos como reabsorção, osteocondução e bioatividade influenciam diretamente a indicação do substituto ósseo. Neste estudo, avaliou-se a formação óssea vertical e as características topográficas de biomateriais xenógeno e sintético. Foram distribuídos aleatoriamente trinta e dois ratos Wistar machos em dois grupos, e submetidos à reconstrução óssea em calvária com biomaterial xenógeno (Bio-Oss®/GBO) ou sintético (GenPhos XP®/GGP), ambos associados à membrana absorvível (Techgraft®). Os animais foram eutanasiados aos 60 e 90 dias, sendo realizadas análises microarquiteturais, topográficas e histométricas. Não foram observadas diferenças significativas na microarquitetura óssea entre os grupos (p>0,05); entretanto, o grupo GGP apresentou maior formação óssea, trabéculas mais espessas, menor espaçamento intertrabecular e reduzida porosidade. A análise topográfica evidenciou superfície mais irregular e complexa no GGP, com maior definição trabecular. Na avaliação histométrica, verificou-se maior neoformação óssea (p=0,001) e menor quantidade de biomaterial remanescente (p=0,003) nesse grupo. O grupo GBO apresentou redução do osso neoformado ao longo do tempo (p=0,013) e maior diminuição da altura do volume reconstruído (p=0,03).

Os dois biomateriais demonstraram capacidade osteocondutora, porém com comportamentos distintos. O biomaterial sintético, apesar de maior reabsorção, favoreceu maior formação óssea e melhor manutenção volumétrica aos 90 dias.

(Apoio: CAPES  N° 001)
PN-R0123 - Painel Efetivo
Área: 7 - Imaginologia

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 7

Rede neural convolucional na segmentação de matriz óssea: comparação com métodos de limiarização automática e semiautomática
Camila Rodrigues Borges Linhares, Isabella Santos Paula, Igor Gonçalves Ribeiro Silva, Bruno Augusto Nassif Travençolo, Priscilla Barbosa Ferreira Soares, Carlos José Soares
UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou a aplicação de uma rede neural convolucional (RNC) na segmentação automática da matriz óssea em imagens histológicas, comparando-a com diferentes métodos de segmentação por duplo limiar. Foram utilizadas 17 imagens histológicas coradas em Hematoxilina e Eosina (HE) de mandíbulas de ratos da linhagem Wistar. A análise comparou quatro métodos: (a) rede neural convolucional (RNC), desenvolvida a partir da adaptação de um modelo originalmente proposto para segmentação de tumores da cavidade oral em imagens coradas com HE; (b) automático (AT), baseado na segmentação por duplo limiar com aplicação de threshold global; (c) semiautomático (SA), baseado na segmentação por duplo limiar com aplicação de um threshold único para cada imagem; e (d) padrão ouro manual. A análise estatística de Bland-Altman demonstrou concordância entre os métodos, sem diferença estatisticamente significativa entre eles (p>0,05). Em relação ao padrão-ouro manual, a RNC apresentou maior acurácia (93,01%) quando comparada ao AT (88,37%) e desempenho semelhante ao SA (92,81%). Além disso, os métodos RNC e AT reduziram significativamente o tempo de análise em comparação ao SA e ao método manual.

Conclui-se que todos os métodos foram eficazes na quantificação da matriz óssea, destacando-se a rede neural convolucional, que apresentou elevada acurácia aliada à automação total do processo. A RNC supera limitações dos métodos tradicionais, pois os métodos manual e semiautomático, embora precisos, são lentos e dependentes da intervenção do operador, estando sujeito a despadronização e vieses, enquanto o método automático, apesar de rápido, apresenta menor acurácia e maior sensibilidade às variações das imagens, exigindo ajustes de threshold.

(Apoio: CNPq  N° INCT Saúde Oral e Odontologia N° 406840/2022-9/ APQ-03238-24  |  FAPEMIG   N° RED-00204-23  |  CAPES)
PN-R0129 - Painel Efetivo
Área: 7 - Imaginologia

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 7

Avaliação imaginológica da osteoporose por índices radiomorfométricos: associação com dados clínicos e estado da densidade mineral óssea
Sâmila Gonçalves Barra, Tammy Andrade Souza da Cruz, Miguel Madeira, Cláudia Borges Brasileiro, Sandra Regina Torres, Maria Augusta Visconti
Patologia e diagnóstico oral UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A avaliação imaginológica da osteoporose (OP) e sua associação com a microarquitetura dos ossos gnáticos é crucial na odontologia contemporânea, dado que a patologia amplia a fragilidade esquelética e o risco de fraturas ou osteonecrose dos maxilares associada a medicamentos (MRONJ) . Este estudo objetivou avaliar a relação entre parâmetros radiomorfométricos mandibulares, a densidade mineral óssea (DMO) e variáveis clínicas em mulheres pós-menopausa, investigando também o impacto do uso de bisfosfonatos (BFs). A metodologia envolveu a análise de 64 radiografias panorâmicas (20 no grupo controlo e 44 no grupo de estudo), com dados obtidos entre 2012 e 2020. Foram mensurados o Índice Mentual (IM), o Índice Cortical Mandibular (ICM) e a Dimensão Fractal (DF) nas regiões anterior, mentual e cortical mandibular. Os resultados evidenciaram diferenças significativas nas dimensões fractais da região anterior mentual (1,29 vs. 1,27; p = 0,028) e da cortical mandibular (1,20 vs. 1,21; p = 0,033) entre os grupos estudados. As análises de regressão indicaram que a DF da cortical mandibular possui associação independente com o IM, o ICM e a presença de comorbilidades. Contudo, a DMO do fémur não se revelou preditora independente das DFs, e não se verificaram associações entre o uso ou tempo de tratamento com bisfosfonatos e as dimensões fractais.

Conclui-se que, embora a análise fractal tenha limitações como marcador isolado da DMO sistémica, a morfologia cortical mandibular é um indicador relevante . O uso de tais ferramentas pode complementar o rastreio radiográfico, favorecendo um acompanhamento clínico mais individualizado e preciso da saúde óssea .

(Apoio: FAPERJ  N° E-26/200.321/2025-Bolsa)
PN-R0133 - Painel Iniciante
Área: 1 - Cirurgia bucomaxilofacial

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 7

Angiogênese na irradiação de laser infravermelho em um ensaio de membrana corioalantóide: Resultados preliminares
Ana Celine Bruneli Cavalcanti Santo André, Natacha Kalline de Oliveira, Fabio Alves Filho, Luciana Corrêa, Maria Cristina Zindel Deboni
Cirurgia, Prótese e Traumatologia Maxilo UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Verificar se existe diferença entre a angiogênese no alvo ou distante da irradiação de laser infravermelho (808nm) em 1J. Utilizamos o modelo de ensaio em membrana corioalantóide (MCA) de ovos de galinha fertilizados. 5 ovos fertilizados foram incubados a 38ºC por 3 dias em rotação em incubadora sob umidade de 80%. Após remoção de 2ml de albumina foi realizada uma abertura da casca, selamento por fita adesiva e os ovos foram mantidos sem rotação até o 7º dia embrionário. Em cada ovo foi inserido um anel inerte de silicone sobre as MCAs e em seguida o centro do anel(alvo) foi irradiado por um laser de diodo a energia de 1J (10") com 100mW de potência. Após o 14º dia embrionário as aberturas foram ampliadas e foram obtidas imagens da superfície das CAMs de todos os ovos. Foram medidos os vasos e contados os vasos intermediários e pequenos em 5 regiões da superfície da CAMs próximas e distantes do alvo do anel de forma aleatória. As imagens foram analisadas pelo ImageJ (NIH- USA). O maior vaso foi excluído da contagem e a espessura média dos vasos intermediários foi de 0.21mm. Foram contados 2 vasos intermediários e 104 vasos pequenos e 92.5 intersecções vasculares por CAM em média. Não houve diferença significativa (p=0.05) para a quantidade de vasos pequenos nas regiões próximas ou distantes do alvo da irradiação.

A angiogênese mostrou-se uniforme independente da distância do alvo da irradiação, entretanto isto deverá ser comparada a controles sem irradiação.

(Apoio: FAPESP  N° 2025/15163-0)
PN-R0136 - Painel Iniciante
Área: 1 - Cirurgia bucomaxilofacial

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 7

Scaffolds de alginato com doxiciclina para reparo tecidual na osteonecrose dos maxilares induzida por bisfosfonatos
Anna Luisa Ferreira Perri, Maria Eduarda de Freitas Santana Oliveira, Maísa Pereira da Silva, Mateus Torres e Silva, Gabriel Cardoso Pinto, Nuno João de Oliveira E. Silva, Roberta Okamoto, Francisley Ávila Souza
Diagnostico e Cirurgia UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliar as propriedades físico-químicas e a resposta biológica de scaffolds de alginato funcionalizados com doxiciclina, com foco em aplicações na osteonecrose dos maxilares induzida por medicamentos (OMIM). A caracterização físico-química foi realizada por Microscopia Eletrônica de Varredura(MEV), Espectroscopia de Energia Dispersiva (EDS), A espectroscopia de infravermelho por transformada de Fourier (FTIR) e testes de hidratação e degradação em diferentes meios. Para a avaliação subcutânea, scaffolds cilíndricos padronizados (3 mm × 2 mm) foram produzidos por liofilização e distribuídos em dois grupos: alginato puro (AS) e alginato com doxiciclina (ASD), onde 18 ratos Wistar foram utilizados para análise em 7, 14 e 28 dias. O grupo AS apresentou infiltrado inflamatório crônico persistente e baixa integração tecidual, enquanto o ASD demonstrou resposta inflamatória moderada e maior vascularização, favorecendo a integração ao tecido. No modelo experimental de OMIM, 32 ratos Wistar foram submetidos à administração sistêmica de ácido zoledrônico, seguida de exodontia do primeiro molar inferior e tratamento local. Os animais foram divididos em 4 grupos: solução salina (SAL), zoledronato sem tratamento (ZOL), scaffold de alginato puro (SCAF) e scaffold com doxiciclina (DOX). Após 28 dias, a avaliação clínica demonstrou que o grupo ZOL apresentou exposição óssea persistente, atraso cicatricial e inflamação acentuada, enquanto o SCAF não promoveu melhora significativa. Em contraste, o grupo DOX evidenciou melhor fechamento da ferida e organização tecidual mais avançada.

Verifica-se que a doxiciclina no scaffold melhora a resposta inflamatória e favorece o reparo tecidual, mostrando potencial terapêutico na OMIM.

(Apoio: FAPs - Fapesp- Programas Regulares/Bolsas/No País/Iniciação Científica-Fluxo Contínuo  N° 2025/27424-2)
PN-R0139 - Painel Iniciante
Área: 1 - Cirurgia bucomaxilofacial

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 7

Efeito da incorporação de sinvastatina em scaffold de alginato sobre a resposta tecidual e o reparo ósseo em modelo de OMIM
Bianca Mayumi Danno Chiarioni, Maria Eduarda de Freitas Santana Oliveira, Maísa Pereira da Silva, Mateus Torres e Silva, Gabriel Cardoso Pinto, Nuno João de Oliveira E. Silva, Roberta Okamoto, Francisley Ávila Souza
Departamento de Diagnóstico e Cirurgia UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliar a eficácia de um scaffold de alginato de sódio com incorporação de sinvastatina na modulação da resposta tecidual e no reparo ósseo em modelo experimental de osteonecrose dos maxilares induzida por medicamentos (OMIM), por meio de análises subcutânea, clínica e radiográfica. Scaffolds cilíndricos de alginato de sódio, com ou sem sinvastatina - alginato de sódio (AS) e alginato de sódio com sinvastatina (ASS) - foram obtidos por liofilização e caracterizados por microscopia eletrônica de varredura e espectroscopia por dispersão de energia (MEV/EDS). Na etapa subcutânea, os biomateriais foram implantados em ratos Wistar (n=18), com avaliações histológicas aos 7, 14 e 28 dias. Para as análises clínica e radiográfica, 24 ratos submetidos ao ácido zoledrônico foram distribuídos nos grupos solução salina (SAL), ácido zoledrônico (ZOL) e sinvastatina (SINV). Após exodontia e aplicação local do scaffold, os animais foram avaliados após 28 dias. Na análise subcutânea, o alginato puro apresentou degradação lenta, infiltrado inflamatório crônico e limitada integração tecidual, enquanto o scaffold com sinvastatina promoveu inflamação persistente e menor organização do tecido conjuntivo. Clinicamente, o grupo SINV apresentou maior área de osso exposto, indicando prejuízo na cicatrização dos tecidos moles. Radiograficamente, o grupo SAL demonstrou maior radiopacidade alveolar (223,3 ± 11,57), com diferença significativa em relação ao grupo ZOL (p=0,02).

Os achados indicam que a incorporação isolada de sinvastatina ao scaffold de alginato não promoveu melhora da reparação óssea nem da cicatrização tecidual em modelo experimental de OMIM.

(Apoio: FAPESP  N° 2025/27230-3)



.