9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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PN-R0079 - Painel Aspirante
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 3

Efeito da periodontite apical e do estresse crônico sobre o perfil inflamatório sistêmico em ratos Wistar: análise por multiplex
Gabriella Serrao Abreu Conceicao, Maria Eduarda Santos Ferreira, Maryane Pereira Rezende, Maria Antonia Dos Santos Miranda, Julia Karoline Figueiredo, Márcia Carneiro Valera, Rayana Duarte Khoury
Odontologia restauradora UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - SÃO JOSÉ DOS CAMPOS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A periodontite apical (PA) é uma doença inflamatória de origem infecciosa capaz de induzir respostas imunológicas locais e sistêmicas. Fatores como o estresse crônico podem modular a resposta inflamatória e influenciar a progressão da doença. Entretanto, a interação entre essas condições sobre o perfil sistêmico de citocinas ainda é pouco compreendida. O objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos do estresse crônico e da periodontite apical, isoladamente e em associação, sobre o perfil inflamatório sistêmico em ratos Wistar. Foram utilizados 40 ratos machos, distribuídos em quatro grupos (n=10): controle (C), PA, estresse crônico (E) e estresse crônico associado à PA (E+PA). A PA foi induzida por exposição pulpar, enquanto o estresse crônico foi induzido por protocolo de estresse imprevisível durante 42 dias. Após a eutanásia, amostras de sangue foram coletadas para quantificação de IL-1β, IL-6, IL-10, IL-17A, TNF-α e leptina por imunoensaio multiplex. A análise estatística incluiu teste de normalidade, comparações entre grupos (teste t de Student ou Mann-Whitney) e análise fatorial por two-way ANOVA (p<0,05). A PA influenciou significativamente os níveis de IL-6 (p=0,0315), independentemente do estresse. O estresse crônico apresentou efeito significativo sobre a IL-10 (p=0,0417), com tendência à redução dessa citocina. Não foram observadas diferenças significativas para IL-1β, IL-17A, TNF-α e leptina, nem interação entre os fatores (p>0,05).

Os resultados indicam que a PA e o estresse crônico modulam de forma independente o perfil inflamatório sistêmico.

(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2023/16696-6  |  FAPs - FAPESP  N° 2025/12205-3)
PN-R0082 - Painel Aspirante
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 3

Associação Global entre Periodontite e Doença do Refluxo Gastroesofágico: Análise Longitudinal do Global Burden of Disease (1990-2023)
Amanda Vieira da Silva de Oliveira, Susilena Arouche Costa, Silas Alves-Costa, Lorena Lúcia Costa Ladeira
Odontologia CENTRO UNIVERSITÁRIO DO MARANHÃO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A periodontite é uma doença inflamatória crônica altamente prevalente, com determinantes compartilhados com condições sistêmicas. Evidências emergentes sugerem interações entre o eixo oral-gastrointestinal, especialmente com a doença do refluxo gastroesofágico (GERD), embora análises globais ainda sejam limitadas. Este estudo teve como objetivo investigar a associação entre periodontite e condições digestivas em nível populacional, considerando fatores comportamentais e socioeconômicos. Foram analisados dados do Global Burden of Disease Study (1990-2023), organizados em painel longitudinal por países. Modelos de regressão com efeitos fixos foram utilizados para estimar associações intra-país ao longo do tempo, com ajuste sequencial para fatores comportamentais (álcool, tabagismo e dieta) e índice sociodemográfico (SDI). Os resultados demonstraram associação positiva e consistente entre GERD e periodontite, confirmada desde o modelo bruto até o modelo final otimizado (β=2,398; IC95% 0,989-3,807; p=0,001), independentemente de fatores comportamentais e do SDI. A gastrite/duodenite não apresentou associação estável. Observou-se ainda efeito significativo do SDI e tendência temporal de redução da periodontite.

Conclui-se que o GERD é um determinante independente da carga global de periodontite, reforçando a hipótese de interação sistêmica mediada por inflamação crônica. Esses achados ampliam a compreensão da periodontite como condição integrada às doenças não transmissíveis e destacam a importância de abordagens interdisciplinares na vigilância e no manejo em saúde global.

PN-R0063 - Painel Iniciante
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 3

Variáveis determinantes na prevalência e gravidade da halitose entre estudantes de Odontologia. Estudo Piloto
Guilherme Andrade Leão Santos, Sylvia Lessa Bini Cacici, Vera L. A. Andrade, Polianne Alves Mendes, Silvia Paula Carvalho da Costa Pimenta, Vânia Eloisa de Araújo Silva, Elton Gonçalves Zenóbio
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O presente estudo avaliou a prevalência e gravidade de halitose relacionadas as variáveis determinantes desta condição entre uma população de estudantes de Odontologia. Cálculo amostral determinou avaliação de 131 estudantes Odontologia. Alunos do 4º ao 10º semestre que concordaram em participar do estudo submeteram-se: 1a fase: questionário validado, estruturado com perguntas fechadas, para coleta de dados sociodemográficos, informações sobre halitose, hábitos comportamentais e condições sistêmicas e bucais. 2ª fase: Foram selecionados aleatoriamente 20% dos estudantes da 1ª fase para os testes de sialometria basal, halimetria (Halimeter®), índice de placa e de sangramento gengival. Estudo aprovado CEP CAAE: 83024224.1.0000.5137. Foram obtidos 50 questionários, sendo a halitose auto reportada identificada em 6% dos estudantes. No estudo piloto 11 estudantes apresentaram-se: sem halitose auto reportada, halitose (baixa) detectada 18,2%, fluxo salivar reduzido 36,4%, sangramento presente 72,7% e valor mediano do índice de placa 22,2%. Não existiu associação estatisticamente significativa entre os parâmetros avaliados e a ocorrência de halitose. No entanto, observou-se uma tendência de maior índice de placa e casos com halitose (mediana 33,3% com halitose e 22,2% sem halitose).

Ocorrência de 6% de halitose auto reportada. Na população-alvo do estudo piloto detectou-se 18,2% de baixa halitose com tendência de associação somente da variável índice de placa.

(Apoio: FIP-PUCMINAS  N° 2025/32398)
PN-R0065 - Painel Iniciante
Área: 2 - Biologia pulpar

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 3

MODELAGEM MONTE CARLO DA OXIMETRIA PULPAR POR REFLECTÂNCIA: filtragem baseada em trajetória de fótons e equação específica de calibração
Maria Clara Monteiro de Oliveira, Müller Rodrigues Santos, Rayenne Augusta Mota Ferreira, Gessiana Karen Madeira Nogueira, Ceci Nunes Carvalho, Meire Coelho Ferreira, Antonio de Sousa Leitão Filho, Cyrene Piazera Silva Costa
CENTRO UNIVERSITÁRIO DO MARANHÃO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Apesar do avanço clínico da oximetria pulpar, a sua incorporação rotineira à prática odontológica ainda é limitada, uma vez que os oxímetros utilizados originalmente foram desenvolvidos para dedo ou lóbulo auricular, adaptados empiricamente ao uso odontológico. Este estudo in silico avaliou, por modelagem Monte Carlo, se a filtragem computacional de fótons com base em sua trajetória, restringindo a análise àqueles que efetivamente visitaram a câmara pulpar, seria capaz de recuperar o componente pulsátil pulpar e viabilizar uma calibração específica da razão R para essa geometria. Empregou-se um modelo multicamadas planar de esmalte, dentina e polpa, com simulação de 600 milhões de fótons por fase fisiológica (diástole e sístole) nos comprimentos de onda de 633 e 940 nm. Foram analisadas de forma descritiva a eficiência de chegada de energia à polpa (η_pulp), a taxa de detecção total, a fração de fótons detectados que efetivamente carregaram informação pulpar e a relação sinal-ruído (SNR) da razão R, antes e após filtragem. A η_pulp foi de 2,98% em 633 nm e 3,45% em 940 nm. Apesar disso, apenas 1,63% e 4,64% dos fótons detectados, respectivamente, continham informação pulpar, evidenciando intensa diluição do sinal fisiológico por tecidos superficiais. A filtragem aumentou a SNR de 0,37 para 4,87 em 633 nm e de 1,48 para 7,99 em 940 nm, tornando R fisiologicamente interpretável e permitindo derivar uma equação de calibração específica para reflectância pulpar (SpO₂=101,71−16,55·R).

A discriminação computacional de fótons informativos constitui condição metodológica crítica para a viabilização de sensores odontológicos de oximetria por reflectância.

(Apoio: FAPs - FAPEMA/SECTI  N° 6/2025  |  FAPs - FAPEMA/SECTI  N° 6/2025)
PN-R0066 - Painel Iniciante
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 3

Condições orais e perfil periodontal de indivíduos com demência frontotemporal: resultados preliminares
Jullia Rodrigues Cardoso, Sara Maria do Amaral Melo, Ana Carolina Elias Hanna, Leonardo Ferreira Caixeta, Virgilio Moreira Roriz
UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Os prejuízos cognitivos e comportamentais associados às degenerações lobares frontotemporais comprometem o autocuidado e a higiene oral, impactando negativamente a saúde bucal. Este estudo teve como objetivo avaliar as condições bucais, periodontais e cognitivas de indivíduos com degenerações lobares frontotemporais (DLFT). A amostra foi composta por 10 pacientes diagnosticados com DFLT segundo critérios clínicos. Foram avaliados o índice de dentes cariados, perdidos e obturados (CPOD), o Registro Periodontal Simplificado (PSR), as condições da cavidade oral (OHAT). Adicionalmente, a avaliação cognitiva foi realizada por meio do Mini Exame do Estado Mental (MEEM), sendo a análise estatística conduzida com nível de significância de 5%. A média de idade foi de 77,80±10,03 anos. Observou-se ocorrência de alterações orais em 100% da amostra. A média do CPOD foi de 25,86±6,23. Verificou-se elevada frequência de edentulismo (50%), presença de saburra lingual (70%), com predominância de higiene oral classificada como boa (40%). Quanto às condições periodontais, observou-se predominância do código 2 do PSR (40%). Sobre os hábitos parafuncionais como bruxismo (40%) e apertamento (30%). Em relação à avaliação cognitiva, sobre os escores do MEEM, observou-se uma média de 13,80±4,44.

Assim, pode-se concluir que os indivíduos com DLFT apresentaram importante comprometimento da saúde bucal e cognitivo, o que reforça a necessidade de integração do cuidado odontológico no manejo desses pacientes.

PN-R0072 - Painel Iniciante
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 3

Terapia hormonal com testosterona reduz progressão da periodontite experimental em ratas
Priscila Cesário Gama, Lucas de Sousa Goulart Pereira, Pedro Gomes Junqueira Mendes, Jovânia Alves Oliveira, Suzane Cristina Pigossi, Joao Paulo Steffens, Guilherme José Pimentel Lopes de Oliveira
UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Esse estudo avaliou o efeito da terapia hormonal com testosterona na progressão da periodontite experimental em ratas. Foram utilizadas 16 ratas distribuídas aleatoriamente em 2 grupos com 8 animais em cada, sendo eles: CTR - ratas que não receberam administração de testosterona; TESTO - ratas que receberam administração de testosterona com 250 mg/kg de propionato + fempropionato + isocaproato + decanoato de testosterona, por via intramuscular, dissolvido em 0,1 mL de óleo de milho, a cada 14 dias. Ligaduras (fios de algodão) foram inseridas através de sonda e pinça específicas na região subgengival em volta dos segundos molares superiores, para que a periodontite experimental fosse induzida. Após 7 dias, os animais foram submetidos a eutanásia e as amostras foram coletadas para avaliação do volume de tecido mineralizado (%BV/TV), espessura, separação e número de trabéculas (Tb.Th, Tb.Sp e Tb.N) e medidas lineares da distância do topo da crista óssea por microtomografia. O grupo TESTO apresentou maiores valores de %BV/TV quando comparado com o grupo CTR (38,1 ± 2,7% vs 33,0 ± 3,0%) (p<0,05). Além disso, o grupo TESTO apresentou maior espessura de trabéculas (p<0,05). Os demais parâmetros não apresentaram diferença estatística significante.

A administração de testosterona reduziu a reabsorção óssea causada pela periodontite experimental.

(Apoio: INCT Saúde Oral e Odontologia  N° 406840/2022-9  |  FAPEMIG  N° RED-00204-23  |  CAPES  N° 001)
PN-R0080 - Painel Iniciante
Área: 2 - Biologia pulpar

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 3

Efeito de tratamentos dessensibilizantes em cultura de células de Schwann
Victor Gomes Corteletti, Iara de Oliveira Nogueira, Lucca Sicilia Brasileiro, Adriely Cristina Costa Pinto, Livia Fávaro Zeola, Marcus Vinicius Lucas Ferreira, Rodrigo Richard da Silveira, Ivana Márcia Alves Diniz
Odontologia ESCOLA SUPERIOR SÃO FRANCISCO DE ASSIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Ainda não se conhece quais os efeitos de tratamentos dessensibilizantes sobre as células de Schwann, as quais estão relacionadas à dor e à regeneração pulpar. Portanto, este estudo avaliou três tratamentos distintos para a hipersensibilidade dentinária em cultura de células de Schwann. Três grupos experimentais foram testados: (1) verniz PRG Barrier Coat (Shofu, Japão); (2) laser infravermelho (DMC, Brasil) (808nm; 20 mW; 2 J; 1 min 40 s; spot 0,028) e e (3) associação entre verniz e laser. As células foram plaqueadas à densidade de 1x10^5 células por poço em placas de 24 poços e submetidas aos tratamentos 24 h depois. A proliferação (ensaio de metiltetrazólio) (24h e 3 dias), migração celular (ensaio de scratch) (0h, 48h), produção de citocinas IL-6 e IL-12 (Beads) (9h), expressão de substância P (24h), e mineralização (Vermelho de alizarina) (7 dias) foram avaliadas. Os dados foram analisados por análise de variância (ANOVA), seguido pelo teste de Tukey no nível de significância de 5% (p < 0.05). Os resultados demonstraram que houve maior proliferação do grupo laser em relação aos grupos (1) e (3) nos tempos de 24 e 3 dias (p < 0.05). A migração celular apresentou-se semelhante entre os grupos, sendo que no tempo de 48h, todas as feridas se encontravam fechadas. Não houve diferença estatística entre os grupos quanto à expressão de citocinas. O laser sozinhos foi o tratamento que mais reduziu a expressão de substância P (p < 0.05).

De acordo com os nossos dados, conclui-se que os tratamentos dessensibilizantes não provocam alterações funcionais significativas em células de Schwann. Entretanto, o laser infravermelho apresenta maior potencial de reparo e controle da dor. Todas as alternativas são seguras para serem testadas em estudos futuros em humanos.

(Apoio: FAPs - FAPEMIG  N° APQ-02207-23)



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