9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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PN-R0033 - Painel Aspirante
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 4

Impacto de Medicações Intracanal em Células-Tronco do Ligamento Periodontal: Implicações para Endodontia Regenerativa
Arian Braido, Bruno Cazotti Pereira, Karina Gonzales Silvério Ruiz, Talita Tartari, Walbert de Andrade Vieira, Marina Angélica Marciano, Caio Cezar Randi Ferraz, Adriana de Jesus Soares
FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo in vitro avaliou os efeitos de medicações intracanais sobre a atividade metabólica e a adesão de células-tronco mesenquimais derivadas do ligamento periodontal humano. Os grupos experimentais foram: controle (sem medicação), pasta antibiótica tripla (TAP), pasta antibiótica dupla (DAP), hidróxido de cálcio com solução salina, hidróxido de cálcio com gel de clorexidina a 2% e Bio-C Temp®. Após o condicionamento, as raízes foram armazenadas em solução tampão fosfato (PBS) a 37 °C por 21 dias. Em seguida, as medicações foram removidas com EDTA a 17% e solução salina, e amostras de dentina foram utilizadas como substrato para cultivo celular nos períodos de 3, 5 e 7 dias. A atividade metabólica foi avaliada pelo ensaio de MTT, e a adesão celular por microscopia eletrônica de varredura. Nenhuma das medicações apresentou efeito negativo sobre a viabilidade ou adesão celular em comparação ao controle. A TAP apresentou maior atividade metabólica em relação ao hidróxido de cálcio com solução salina no sétimo dia, enquanto a DAP promoveu alterações morfológicas mais precoces. Bio-C Temp® e o gel de clorexidina não apresentaram diferenças significativas no sétimo dia.

Conclui-se que as medicações avaliadas apresentam adequada biocompatibilidade, sem comprometer a viabilidade e adesão celular, sendo potencialmente seguras para uso em estratégias de endodontia regenerativa.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  CNPq  N° 303587/2022‐9)
PN-R0034 - Painel Aspirante
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 4

Avaliação do preparo mecânico com instrumentos rotatórios em molares inferiores decíduos
Fernanda Barros Steffens, Lucas da Fonseca Roberti Garcia, Lisa Yurie Oda, Giovanna Pimentel, Béthaillard Louis, Maria Eduarda Scariot, Bruno Cavalini Cavenago
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliar, por meio de microtomografia computadorizada de feixe cônico (micro-CT), a instrumentação de molares decíduos inferiores realizada com os sistemas Sequence Baby File (SBF) e XP-Endo Shaper (XPS), considerando a espessura dentinária, o transporte e o aumento volumétrico dos canais. Foram selecionados oito molares inferiores decíduos (16 canais por grupo), pareados por curvatura, comprimento e volume. Os canais foram divididos em dois grupos, de acordo com o sistema de instrumentação utilizado: SBF ou XPS. Foram realizados escaneamentos por micro-CT antes e após o preparo. Foram analisados: tempo operatório, aumento do volume, redução da espessura dentinária e transporte do canal. Os dados foram submetidos a testes estatísticos com nível de significância de 5%.O XPS apresentou tempo operatório significativamente menor em comparação ao SBF (p<0,05). Quanto ao aumento de volume, ambos os sistemas apresentaram resultados semelhantes. Na análise da espessura dentinária, o XPS promoveu maior desgaste em segmentos próximos à furca, enquanto o SBF mostrou maior preservação dentinária em algumas regiões. No transporte do canal, não houve diferenças significativas entre os sistemas, embora ambos tenham mostrado tendência de transporte em direção à furca.

O XP-Endo Shaper proporcionou um preparo mais rápido, enquanto o Sequence Baby File preservou mais dentina na região de furca. Não houve diferença no aumento de volume, e ambos apresentaram tendência de transporte em direção à furca.

PN-R0037 - Painel Aspirante
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 4

Avaliação do efeito do laser de baixa potência na cicatrização de feridas e redução da dor após gengivectomia: estudo clínico
Vitoria Bortolon Jassniker, Patricia Oehlmeyer Nassar, Mahyara Branchi, Stefany Baldwin Buttenmuller Vilas Boas, Alana Zenilda Thomaz Sacht, Mateus Pacer de Lima, Carlos Augusto Nassar
UNIVERSIDADE ESTADUAL DO OESTE DO PARANÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O presente estudo trata-se de um ensaio clínico randomizado, duplo-cego, e teve como objetivo avaliar a influência do laser de baixa potência (LBP) na cicatrização, sensibilidade dolorosa e qualidade de vida de pacientes submetidos à gengivectomia. Foram selecionados 10 pacientes com indicação para gengivectomia bilateral em arcada superior e/ou inferior. O estudo seguiu o modelo de boca dividida, sendo uma hemi-arcada designada para o Grupo 1 (teste), tratado com LBP no pós-operatório imediato e nos 3º, 7º e 15º dias, e a outra hemi-arcada para o Grupo 2 (controle), sem aplicação do laser. A cicatrização foi avaliada por meio da aplicação de um corante à base de azul de metileno na concentração 0,01% e registrada fotograficamente para posterior comparação entre os grupos utilizando o software ImageJ. A sensibilidade dolorosa e o impacto na qualidade de vida foram mensurados por meio da escala visual analógica e do questionário OHIP-14 (Oral Health Impact Profile), sendo aplicados também no 3º, 7º e 15º dia de pós-operatório. Para análise estatística foi adotado um nível de significância de 5%. Os resultados mostraram que o grupo tratado com o LBP apresentou respostas, clínica e estatística (p<0,05), significativamente melhores na cicatrização desde a primeira avaliação. Em contrapartida, os parâmetros de dor e qualidade de vida não apresentaram diferenças estatisticamente significativas entre os grupos.

Assim, a aplicação do laser de baixa potência destaca-se como uma estratégia segura e eficaz no pós-operatório de gengivectomias, promovendo aceleração significativa da cicatrização da ferida cirúrgica, reforçando seu potencial como importante aliado terapêutico na prática clínica.

PN-R0038 - Painel Aspirante
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 4

Efeito da tanshinona-IIa-sulfonato de sódio, um inibidor de catepsina k, no desenvolvimento da periodontite apical
Bárbara Roma Mendes, Paulo Sérgio Cerri, Rosmeli Coasaca Rivera, Andréia Bosco Boaventura, Pedro Paulo Chaves de Souza, Gisele Faria
Odontologia Restauradora UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O desenvolvimento da periodontite apical (PA), uma doença inflamatória de origem infecciosa associada à reabsorção óssea periapical, envolve a participação de citocinas pró-inflamatórias, osteoclastogênese e a ação de enzimas proteolíticas, como a catepsina K (CatK). As tanshinonas, derivadas da planta Salvia miltiorrhiza, são amplamente utilizadas na medicina chinesa para tratamento de diversas doenças, incluindo as osteolíticas, como a osteoporose. A tanshinona-IIA-sulfonato de sódio (T06) inibe reabsorção óssea via inibição seletiva da atividade colagenolítica da CatK. O objetivo do estudo foi avaliar o efeito da T06 na perda óssea em PA induzida em camundongos. Foram utilizados 40 camundongos C57BL/6, distribuídos em 4 grupos (n=10): PA+T06; PA+água; sem PA+T06; sem PA+água. A PA foi induzida por abertura coronária dos primeiros molares inferiores. As substâncias foram administradas por gavagem, uma vez ao dia. Após 21 dias foi realizada eutanásia e as hemimandíbulas foram analisadas por microtomografia computadorizadas para quantificação do volume da perda óssea periapical. Os dados foram analisados por ANOVA de uma via e pós-teste de Tukey (α = 0,05). Nos grupos sem indução de PA, a lâmina dura, o espaço do ligamento periodontal e o osso alveolar estavam preservados. Nos grupos com PA observou-se aumento da área correspondente ao espaço do ligamento periodontal, associado à reabsorção óssea alveolar. Entre os grupos com PA, o grupo tratado com T06 apresentou menor volume de lesão periapical em comparação ao tratado com água (p< 0,05).

Concluiu-se que a T06 apresentou efeito modulador sobre a reabsorção óssea e apresenta potencial como terapia adjuvante no controle da reabsorção óssea em PA.

(Apoio: FAPs - Fapesp  N° 2021/02070-2  |  FAPs - Fapesp  N° 2024/16074-8  |  FAPs - Fapesp  N° 2022/08004-4)
PN-R0039 - Painel Aspirante
Área: 2 - Biologia pulpar

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 4

Impacto da senescência sobre o potencial regenerativo das células da papila apical humana
Letícia Odaguiri Watanabe, Daianny Kelly Rodrigues Fidelis, Marcos Roberth Craveiro de Carvalho, Luana Roleto Cardoso, Maria Ester França de Melo, Taia Maria Berto Rezende
Odontologia UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Em dentes com necrose pulpar e rizogênese incompleta, a senescência de células da papila apical humana (hAPCs) pode comprometer o potencial regenerativo em ambiente inflamatório. Este estudo avaliou efeitos da senescência de hAPCs sobre as funções essenciais ao processo de reparo tecidual. As hAPCs obtidas por explant foram divididas em grupos não senescente e senescente (doxorrubicina) e estimuladas com DMEM (controle), LPS ou LPS+IFN-γ (CAAE: 86052124.4.0000.0030). Foram avaliados a senescência (SA-β-Gal e p53), atividade mitocondrial (MTT), morfologia (MEV), migração (scratch), proliferação (azul de tripan) e expressão dos genes TNF-α, IL-6, IL-10 e TGF-β (RT-qPCR). Os dados foram analisados pelos testes t de Student, Mann-Whitney ou two-way ANOVA (p<0,05). A senescência foi confirmada pelo aumento de SA-β-Gal e p53. As células senescentes apresentaram aumento de atividade mitocondrial na condição controle. Além disso, exibiram aumento de tamanho e redução de prolongamentos. A migração e a proliferação foram prejudicadas em todos os grupos senescentes. Observou-se maior expressão de IL-6 e redução de TGF-β, enquanto o TNF-α permaneceu inalterado. A expressão de IL-10 aumentou apenas sob estímulo com LPS. Conclui-se que a senescência prejudica as funções das hAPCs e altera seu perfil imunoinflamatório, podendo impactar negativamente o sucesso das TER.

Conclui-se que a senescência prejudica as funções das hAPCs e altera seu perfil imunoinflamatório, podendo impactar negativamente o sucesso das TER.

(Apoio: CNPq  N° 305242/2022  |  FAPs - 00193-00000782/2021-63  N° FAPDF  |  CAPES  N° 88887.134000/2025-00)
PN-R0040 - Painel Aspirante
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 4

DOENÇA PERIODONTAL EM PACIENTES COM DOENÇA RENAL CRÔNICA TRATADOS COM HEMODIÁLISE NA REGIÃO SUL DO BRASIL: UM ESTUDO TRANSVERSAL
Larissa Steilmann Demarchi, Micheline Sandini Trentin
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

RESUMO Objetivo: estudo teve como objetivo avaliar o perfil periodontal e sociodemografico em pacientes com doença renal crônica (DRC) em hemodiálise no Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) em Passo Fundo - RS. Materais e métodos: 0 presente estudo transversal analítico e descritivo avaliou um grupo de indivíduos, 133 pacientes em tratamento de hemodiálise no HSVP, Os voluntários do estudo responderam um questionário sociodemográfico, médico odontológico, e logo em seguida, foram avaliados através de um exame clinico odontológico, abordando índice de placa visível (IPV), indice de sangramento gengival (ISG), profundidade de sondagem (PS), nível de inserção cínica (NIC), mobilidade dental, indice de envolvimento de urca. A análise descritiva dos dados qualitativos oi através da frequência absoluta e frequência percentual e dos dados quantitativos foram média aritmética e desvio padrão. Resultados: A amostra foi composta por 133 pacientes. A média de idade foi de 57 anos (215,3). Cerca de 66,9% do sexo masculino. A maioria estava em tratamento de até um ano (31,6%). As principais doenças relatadas foram hipertensão, anemia e diabetes 82%, 54,1%, e 39,1% respectivamente Grande parte da população estudada apresentava periodontite, 8%, sendo 80,4% periodontite moderada a grave.Com o teste qui-quadrado de Pearson, foi verificada associação entre a faixa etária e doença periodontal p=0,008. Conclusão: A periodontite e uma doença altamente prevalente em pacientes que estão em hemodiálise a higiene bucal e acompanhamento odontológico precisam ter mais atenção no setor médico de hemodiálise.

Este estudo transversal concluiu que há uma alta taxa de pacientes com doença periodonta moderada e grave. Além disso, a porcentagem de indivíduos que apresentavam periodontite leve/moderada/severa) é substancialmente elevada, 88% dos pacientes que estavam en nemodiálise. A doença periodontal também teve correlações estatisticamente significativas com a faixa etária, pessoas mais novas são diagnosticadas mais com gengivite. A revisão de literatura com os achados do estudo realizado reforçam a importância da assistência odontológica no plano de tratamento dos pacientes em hemodiálise devido às inúmeras evidências da possibilidade de contribuição com a melhoria do prognóstico da doença renal e da doença periodontal neste grupo de indivíduos.

(Apoio: UPF )
PN-R0041 - Painel Aspirante
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 4

Associação entre periodontite e doença renal crônica em indivíduos com diabetes: estudo de base populacional utilizando dados do NHANES
Karolina Skarlet Silva Viana, Victor Zanetti Drumond, Pedro Sérgio Corradi Silva, Renata Magalhaes Cyrino, Fernando de Oliveira Costa, Rafael Paschoal Esteves Lima, Luís Otávio de Miranda Cota
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A doença renal crônica (DRC) pode ser considerada uma das complicações associadas ao diabetes, assim como a periodontite. O objetivo deste estudo foi investigar a associação entre a periodontite e a DRC em indivíduos com diabetes mellitus. Este estudo transversal utilizou dados do National Health and Nutrition Examination Survey (NHANES), de 2009-2014 disponíveis pelo Centers for Disease Control and Prevention (CDC- EUA). Uma subpopulação de indivíduos examinados periodontalmente foi definida e os pesos amostrais foram usados para a análise. Foram incluídos 4.859 indivíduos, avaliados para o desfecho de presença de DRC associado ao diabetes. A variável desfecho foi definida com 3 categorias: saudável (referência), diabetes e diabetes + DRC. A exposição principal foi a periodontite, diagnosticada e classificada de acordo com o EFP/AAP 2018 e agrupada em 3 grupos para fins de análise: Saudável/Estágio I, Estágio II e Estágio III/IV. Uma regressão logística multinomial foi ajustada para os fatores de confusão idade, etnia, índice de massa corporal e presença de hipertensão. Indivíduos com diabetes + DRC tiveram maior taxa de risco relativo (RRR 2.38, 95%IC 1.29; 4.41, P = 0.006) para periodontite nos estágios mais avançados (Estágio III/IV) do que os indivíduos com apenas diabetes (RRR 1.76, IC95% 1.17-2.64, P = 0.007), quando ambos foram comparados aos indivíduos saudáveis. A probabilidade de ocorrência de periodontite Estágio III/IV foi maior em indivíduos com diabetes + CKD, assim como a probabilidade de ocorrência de médias de perda de inserção aumentadas.

Estágios mais avançados de periodontite estão associados com a presença da DRC como complicação do diabetes.

(Apoio: CAPES  N° 88887.005538/2024-00)
PN-R0042 - Painel Aspirante
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 4

Manejo clínico e desfechos de fraturas radiculares em dentes permanentes: revisão sistemática e metanálise
Elane Lima da Silva, Camila Segatto Hartmann, Luiz Fernando Monteiro Czornobay, Julia Menezes Savaris , Maria Eduarda Paz Dotto, Lívia Ribeiro, Lucas da Fonseca Roberti Garcia, Cleonice da Silveira Teixeira
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Esta revisão sistemática e metanálise avaliou o sucesso de estratégias de tratamento para fraturas radiculares horizontais (FRH), verticais (FRV) e coroa-raiz (FCR) em dentes permanentes. Foram incluídos estudos clínicos sobre o manejo dessas fraturas. O risco de viés foi avaliado pela Escala de Newcastle-Ottawa. Uma metanálise em rede comparou os tratamentos para FRH; análises pareadas avaliaram os efeitos da duração da contenção e do desenvolvimento radicular; e metanálises de proporção estimaram as taxas de sucesso para FRV e FCR. A certeza da evidência foi avaliada pelo sistema GRADE (Grading of Recommendations, Assessment, Development and Evaluation). Foram incluídos 36 estudos sendo 2 com baixo risco de viés. Para FRH, a contenção flexível apresentou maior probabilidade de sucesso (razão de chances [OR]: 2,67; intervalo de credibilidade [ICr] 95%: 1,25-5,72), seguida do cap splint (OR: 1,93; ICr 95%: 1,03-3,55). O ranqueamento confirmou a contenção flexível como melhor opção (95,24%), seguida de cap splint (64,53%), contenção rígida (34,73%) e ausência de contenção (5,49%). A duração da contenção não se associou ao sucesso (OR: 1,05; intervalo de confiança [IC] 95%: 0,73-1,51; p=0,78), enquanto dentes imaturos apresentaram maior chance de sucesso que maduros (OR: 3,71; IC 95%: 2,26-6,09; p<0,01). Para FRV, o manejo cirúrgico apresentou taxa de sucesso de 82% (IC 95%: 69-92%) e para FCR, de 89% (IC 95%: 78-99%). A certeza da evidência foi muito baixa.

A contenção flexível foi o tratamento mais eficaz para FRH, e dentes imaturos demonstraram maior potencial de cicatrização que maduros. O manejo das FRV e FCR apresentou taxas de sucesso relativamente altas, apoiando o manejo conservador independentemente da duração da contenção.

PN-R0035 - Painel Efetivo
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 4

Scaffolds bioativos de colágeno-carragena com antimicrobianos encapsulados: material promissor para defeitos ósseos orais infectados
Tatiane Cristina Dotta, Elias Guilherme Basilio Silva, Maryanne Trafani de Melo, Renan Leonardi de Oliveira Rigotti, Rodrigo Galo, Pietro Ciancaglini, Marco Cicero Bottino, Ana Paula Ramos
Química FACULDADE DE FILOSOFIA, CIÊNCIAS E LETRAS DE RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A infecção representa um dos principais desafios no tratamento de defeitos ósseos orais, especialmente em condições associadas à periodontite e à peri-implantite. Nesse contexto, scaffolds multifuncionais capazes de combinar suporte estrutural e atividade antimicrobiana têm emergido como uma estratégia promissora para aplicações em ambientes orais infectados. Este estudo teve como objetivo desenvolver e caracterizar scaffolds de colágeno-carragena (G1) incorporados com antimicrobianos encapsulados - doxiciclina (Dox, G2) e metronidazol (MTZ, G3). As nanopartículas apresentaram diâmetros médios de 395,2 nm (Dox) e 200,2 nm (MTZ), com potenciais zeta de −59,9 mV e −36,1 mV, indicando adequada estabilidade coloidal. A espectroscopia FTIR confirmou a incorporação dos antimicrobianos, enquanto a microscopia eletrônica de varredura evidenciou uma arquitetura porosa com fibras de colágeno uniformemente distribuídas. Todos os grupos apresentaram atividade antimicrobiana contra Fusobacterium nucleatum e Porphyromonas gingivalis, com maior efeito em G3, seguido por G2. Além disso, G1 apresentou atividade semelhante à clorexidina 0,12% frente a F. nucleatum. Contra Staphylococcus aureus e Escherichia coli, apenas G2 demonstrou atividade antibacteriana mensurável. Os ensaios de viabilidade celular evidenciaram ausência de citotoxicidade em todos os grupos após 7 dias.

Os resultados indicam que os scaffolds de colágeno-carragena com liberação controlada de antimicrobianos constituem um material promissor para aplicações em defeitos ósseos orais infectados, com potencial combinação de atividade antimicrobiana, estrutura adequada e biocompatibilidade.

(Apoio: Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)  N° 2024/09087-6  |  Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)  N° 2025/24132-0)
PN-R0029 - Painel Iniciante
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 4

Associação de parâmetros periodontais e possíveis ateromas carotídeos: Estudo retrospectivo exploratório
Leticia Menin Ceschin, Pedro Henrique Picin, Cintia Caldeira de Souza Ribeiro, Julio Cesar Taffarel, Rocharles Cavalcante Fontenele, Hugo Gaêta-Araujo, Claudia Helena Lovato da Silva, Adriana Barbosa Ribeiro
Materiais Dentários e Prótese UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo observacional, transversal e retrospectivo exploratório avaliou a associação entre parâmetros periodontais e a presença de possíveis ateromas carotídeos por meio da análise de dados clínicos obtidos de periogramas e radiografias panorâmicas. Avaliadores previamente calibrados analisaram 381 prontuários e após aplicação dos critérios de elegibilidade, 142 indivíduos foram incluídos e classificados quanto à presença (n=54) ou ausência (n=88) de possíveis ateromas carotídeos, profundidade de sondagem, nível de inserção óssea e quantidade de sítios com sangramento à sondagem. Na análise comparativa pelo teste de Kruskal-Wallis, a profundidade de sondagem não diferiu entre os grupos (p=0,070), média de 4,19 (mediana: 5,00; IC95%: 3,35-5,04) nos indivíduos com possíveis ateromas e de 3,19 (3,50; 2,46-3,91) nos sem ateromas. O nível de inserção clínica, indicador de perda acumulada de suporte periodontal, foi maior no grupo com ateromas (5,50; 4,03-6,44) em comparação ao grupo sem ateromas (0,00; 2,66-4,56), com diferença significativa (p=0,038). O sangramento à sondagem também foi maior no grupo com ateromas (5,13; 1,59-8,68) em relação ao grupo sem ateromas (1,78; 0,75-2,82), com diferença significativa (p=0,008). A correlação de Spearman demonstrou associação entre ateromas e nível de inserção (r=0,177; p=0,037) e sangramento à sondagem (r=0,225; p=0,008). Em regressões logísticas binomiais independentes, apenas o nível de inserção clínica manteve associação significativa (OR=1,086; p=0,039).

Os resultados indicam associação entre pior condição periodontal, especialmente maior perda de inserção clínica, e a presença de ateromas carotídeos.

(Apoio: FAPESP  N° 2025/25886-9)



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