9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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PMI011 - Prêmio DMG Odontologia Minimamente Invasiva
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco B - Verde

Mascaramento de opacidades por HMI com infiltração guiada por transiluminação e análise digital do desgaste: série de casos
Natália Araújo Silva Prado, Roberta Costa Jorge, Rudá França Moreira, Bianca Mattos Dos Santos Guerra, Patricia Papoula Gorni Dos Reis, Vera Mendes Soviero
Odontologia FACULDADE DE MEDICINA DE PETRÓPOLIS - FACULDADE ARTHUR SÁ EARP NETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi avaliar a eficácia estética da infiltração guiada por transiluminação no mascaramento de opacidades demarcadas em incisivos permanentes afetados por hipomineralização molar-incisivo (HMI), bem como analisar a percepção de pacientes e responsáveis e quantificar a alteração de cor e o desgaste do esmalte por meio de escaneamentos digitais. Esta série de casos incluiu quatro pacientes (11-12 anos), totalizando 13 incisivos permanentes, tratados com infiltração resinosa. Os desfechos estéticos e a percepção foram avaliados antes e duas semanas após o tratamento. A remoção de esmalte foi quantificada pela sobreposição de escaneamentos intraorais obtidos com o scanner Primescan (Dentsply Sirona, Bensheim, Alemanha) e analisados com o software WearCompare (Leeds Digital Dentistry, Leeds, Reino Unido). O protocolo incluiu ciclos seletivos de desgaste superficial de esmalte, condicionamento ácido e monitoramento da infiltração pela transiluminação. O mascaramento completo foi observado em 61,5% dos incisivos e parcial em 38,5%. As médias dos escores de percepção estética reduziram de 19,0 ± 5,48 para 3,25 ± 1,71 (responsáveis) e de 14,0 ± 3,37 para 3,0 ± 4,76 (crianças). A alteração de cor (∆E) variou de 1,30 a 7,75 (média: 5,13 ± 1,96). O volume total de desgaste variou de -1,582 a -15,975 mm3 (média: -5,67 ± 3,70 mm3), com o ponto de perda máxima variando de -323,2 a -837,6 µm.

O monitoramento da infiltração por transiluminação associado à redução seletiva de esmalte mostrou-se uma abordagem minimamente invasiva e eficaz para o mascaramento de opacidades associadas à MIH, com remoção controlada de esmalte e resultados estéticos satisfatórios.

(Apoio: FAPERJ  N° SEI-260003/019626/2022)
PMI012 - Prêmio DMG Odontologia Minimamente Invasiva
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco B - Verde

Associação entre Icon® e resina composta: influência dos tratamentos do esmalte pré e pós-Icon® na resistência de união
Maria Paula Novaes Camargo Manna, Ruth Venâncio Fernandes Dantas, Victor Martins Stabile, Mariele Vertuan, Ana Carolina Magalhães, Luciana Fávaro Francisconi-dos-Rios
Dentística UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliar a influência de diferentes tratamentos prévios à infiltração resinosa e à restauração com resina composta (RC) na resistência de união ao microcisalhamento em esmalte bovino hígido ou com lesão de mancha branca (LMB) infiltrada. Foram utilizados espécimes de esmalte bovino, distribuídos em 12 grupos, de acordo com: o substrato (hígido - H ou LMB - L), o condicionamento prévio à infiltração resinosa (HPO - F, HCl - C ou sem infiltração - 0) e o protocolo prévio à restauração (HPO + adesivo - P; apenas adesivo - A; sem tratamento - N). Após preparo, polimento e análise de microdureza, os grupos com lesão foram submetidos à indução artificial de LMB. Em seguida, realizou-se a infiltração resinosa e a confecção de microcilindros de RC. A resistência de união foi avaliada por ensaio de microcisalhamento. Os três fatores avaliados condição do esmalte, tratamento pré-Icon® e tratamento pós-Icon® influenciaram significativamente a resistência de união. Houve interação significativa entre a condição do esmalte e o tratamento pós-Icon®, bem como entre os tratamentos pré e pós-Icon®. Na interação esmalte/pós-Icon®, observou-se diferença entre HA × LA e HA × LP; além disso, houve diferença entre o grupo LP e todos os demais, exceto LA. Na interação entre tratamentos pré e pós-Icon®, o grupo FN diferiu de todos os demais, exceto FA. Nos grupos com lesão, houve diferença apenas entre L0P × LFN. Nos grupos hígidos, as diferenças ocorreram entre H0P × HFN e H0P × HCA.

De modo geral, protocolos sem tratamento adesivo apresentaram os menores valores de resistência, enquanto estratégias associando condicionamento ácido e/ou adesivo promoveram melhor desempenho.

(Apoio: CAPES  N° 88887.157420/2025-00  |  DMG  |  Ivoclar)
PMI014 - Prêmio DMG Odontologia Minimamente Invasiva
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco B - Verde

Laser Er:YAG como Método de Preparo de Superfície para Infiltração Resinosa de Manchas Brancas
Gabriele de Oliveira, Jainny Rodrigues Medeiros, Igor Anderson Ferreira Domingues, Michael Willian Favoreto, Lívia Tosi Trevelin, Cintia Goncalves Carvalho Rosalem, Patricia Moreira de Freitas, Eric Mayer dos Santos
Dentística UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Relatar o manejo clínico de lesões de mancha branca utilizando o laser Er:YAG como método de preparo de superfície, seguido de infiltração resinosa. Paciente do sexo feminino, 31 anos, buscou atendimento odontológico devido queixa estética relacionada aos dentes anteriores superiores. Após exame clínico, identificaram-se manchas brancas hipoplásicas em incisivos e caninos da arcada maxilar, indicando-se tratamento minimamente invasivo. O preparo das superfícies vestibulares de incisivos e caninos superiores foi realizado com laser Er:YAG LiteTouch (Light Instruments, Israel), onde os parâmetros utilizados foram, energia de 40mJ, potência de 0,80W e frequência de 20Hz. A aplicação foi realizada em movimentos de varredura sobre a superfície da lesão, visando promover o condicionamento seletivo da camada superficial. Em seguida, procedeu-se à infiltração resinosa utilizando o sistema Icon (DMG, Alemanha). As superfícies foram condicionadas por três vezes com ácido clorídrico a 15% por 120s, seguida de lavagem abundante. Em seguida, aplicou-se etanol 99% por 30s. O infiltrante resinoso foi aplicado por 20 minutos e fotoativado por 40s. O acabamento final foi realizado com discos de granulação ultrafina, de modo a restaurar o polimento superficial. O protocolo clínico empregado resultou em imediata atenuação da opacidade das lesões, conferindo maior uniformidade de cor com o esmalte adjacente.

O preparo de superfície com laser Er:YAG associado à infiltração resinosa mostrou-se eficaz para mascarar a lesão de mancha branca e promover resultado estético imediato. A associação do laser ao infiltrante representa uma alternativa viável para potencializar a penetração e o desempenho clínico do tratamento dessas lesões.

PMI015 - Prêmio DMG Odontologia Minimamente Invasiva
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco B - Verde

A aplicação do Tratamento Restaurador Atraumático como estratégia de Odontologia Minimamente Invasiva em ação coletiva
Isis Moraes Cançado, Gheysa da Rocha Silva, Fernanda Alves Feitosa, Ana Amélia Barbieri, Tânia Adas Saliba, Symone Cristina Teixeira
Odontologia Social UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este trabalho apresenta a aplicação clínica do Tratamento Restaurador Atraumático (ART) em escolares de 6 a 11 anos no município de São José dos Campos-SP, visando tratar a cárie em territórios vulneráveis por meio da Odontologia Minimamente Invasiva. Desenvolvida desde agosto de 2024 pela Disciplina de Odontologia em Saúde Coletiva em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, envolvendo graduandos e pós-graduandos sob orientação docente. A abordagem metodológica consistiu, na adaptação da estrutura escolar, em estações de triagem e salas com macas portáteis. Participaram da ação, os alunos que possuíam autorização prévia dos responsáveis através do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e Termo de Assentimento. Visando a aceitabilidade dos alunos e reduzir a ansiedade, foram realizadas ações de educação com explicações lúdicas em um ambiente que já era familiar e confortável, de forma que os primeiros atendimentos servissem de exemplo positivo para o grupo. A triagem selecionou dentes em dentição mista com cavidades de pequena a média profundidade, sem suspeita de envolvimento pulpar e passíveis de acesso manual. A técnica consistiu na remoção seletiva de tecido cariado com instrumentos manuais sob luz natural e isolamento relativo, seguida da restauração com ionômero de vidro de alta viscosidade a fim de paralisar a doença. Dos 712 alunos avaliados, 154 dentes tiveram indicação técnica e destes realizaram-se 133 procedimentos (85,80%) nas crianças com as devidas autorizações. Estas seguem em monitoramento para o controle da longevidade e biofilme.

Conclui-se que o ART escolar converte o diagnóstico em assistência imediata, promovendo equidade e excelência técnica no controle da cárie.

(Apoio: CAPES  N° 88887.185866/2025-00)



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