9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP


Resumos Aprovados 2026

Veja o Cronograma de Apresentação Completo


Modalidade:
Área:
Autores:
Palavra-Chave:


Resultado da busca [Siglas PMI001 a PMI015 ]
 14 Resumo encontrados. Mostrando de 1 a 10


PMI001 - Prêmio DMG Odontologia Minimamente Invasiva
Área: 3 - Cariologia / Tecido Mineralizado

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco B - Verde

Efeito de dentifrício contendo nanopartículas de quitosana carregadas com EGCG no controle da perda mineral in situ
Eduarda Martins Fontes Cantarella de Almeida, Maria Gerusa Brito Aragão, Luiza Araújo Gusmão, Mario Sadaiti Ogasawara, Marcelle Danelon, Antonio Claudio Tedesco, Carolina Patrícia Aires, Silmara Aparecida Milori Corona
Departamento de Odontologia UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Autodeclarado "Patente solicitada N° BR 10 2025 009040-6."

O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito de dentifrícios experimentais contendo nanopartículas de quitosana (NQ) carregadas com epigalocatequina-3-galato (EGCG) na desmineralização do esmalte. Foi conduzido um estudo in situ, cruzado, duplo-cego e randomizado, composto por quatro fases. Dez participantes (n=10) utilizaram dispositivos palatinos, contendo quatro blocos de esmalte bovino (4×4 mm) selecionados pela dureza de superfície (DS). Os participantes foram alocados aleatoriamente aos tratamentos com dentifrícios com a seguinte composição: 1) Placebo (DP): Sem flúor, NQ e EGCG (controle negativo); 2) Fluoretado (DF): 1100 ppm F- (controle positivo); 3) Nanopartícula vazia (NQ): 0,125% e 4) Nanopartícula carregada (NQE): 0,125% ChNP + 0,04% EGCG. Em cada fase, os participantes utilizaram os dispositivos por 7 dias, realizaram escovação 3x/dia (90s) e gotejaram sacarose 30% 6x/dia sobre os espécimes. Ao final de cada fase, os blocos foram avaliados quanto à DS e dureza longitudinal para o cálculo da porcentagem de perda de DS (%PDS) e área integrada de perda mineral (ΔKHN). Os dados foram analisados por ANOVA de medidas repetidas, seguido pelo teste de Tukey (α=5%). Os resultados demonstram que a %PDS no grupo tratado com DQE (26,41%) foi menor em comparação ao DP (39,94%) e ao NQ (38,13%) (p<0,05), não se diferindo do DF (p>0,05). Ainda, o tratamento com DQE resultou em menor área de lesão e maior área hígida em regiões mais profundas no esmalte em comparação ao DP. Não foram observadas diferenças estatísticas entre as áreas de lesão e hígida do esmalte tratado com DQE, comparadas as tratadas com DF.

Assim, conclui-se que o DQE foi eficaz no controle da perda mineral, apresentando efeito protetor contra a desmineralização do esmalte.

(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2024/07463-0)
PMI002 - Prêmio DMG Odontologia Minimamente Invasiva
Área: 3 - Cariologia / Tecido Mineralizado

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco B - Verde

Manejo pulpar conservador em dentes com lesão de cárie profunda e pulpite inicial ou leve
Manuella Goulart Buchmann, Ariel Goulart Rup, Clarissa Cavalcanti Fatturi Parolo, Marisa Maltz
Departamento de Odontologia Preventiva e UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou prospectivamente, em 24 meses, a efetividade da remoção seletiva de tecido cariado para dentina macia (RSTCDM) em dentes posteriores com lesões moderadas (≥50% da dentina), profundas (≥75%) e extremamente profundas (Demant et al., 2021), apresentando diferentes condições pulpares: polpa normal/pulpite inicial (PN/PI) e pulpite leve (PL).Trinta e três pacientes (13-60 anos) contribuíram com 42 lesões. O diagnóstico pulpar baseou-se na classificação de Wolters et al (2017), com testes de sensibilidade ao frio e percussão. O tratamento consistiu em RSTCDM, forramento com ionômero de vidro e resina composta com acompanhamento clínico e radiográfico. O sucesso foi definido pela manutenção da vitalidade pulpar e ausência de alterações periapicais. A sobrevivência dos tratamentos (ST) foi estimada por curvas de Kaplan-Meier, comparadas pelo teste de log-rank, e modelada pelo Cox penalizado com correção de Firth para estimativa do hazard ratio (HR) e intervalos de confiança. Não houve diferença entre os grupos PN/PI e PL nas variáveis sexo, idade, escolaridade, CPOD, IPV, número de faces, e tipo de dente. Observou-se diferença estatística entre PN/PI e PL nas diferentes profundidades de lesão (p=0,003). Das 42 lesões, 16 eram PN/PI e 26 PL. Ocorreram 11 falhas em 6 meses e 1 falha em 24 meses (ST=87,5% para PN/PI e ST=66% para PL (p=0,32). Em PL, lesões extremamente profundas apresentaram menor sobrevivência (ST=45,5%) em comparação às moderadas/profundas (ST=73,3%). Não houve diferença significativa no log-rank (p=0,20) nem no modelo de Cox (HR=1,96; IC95% 0,59-7,11).

A RSTCDA mostrou-se eficaz em PN/PI e PL moderadas/profundas, com taxa de sobrevivência menor em lesões extremamente profundas.

(Apoio: CNPq  |  CAPES)
PMI003 - Prêmio DMG Odontologia Minimamente Invasiva
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco B - Verde

Uso dos lasers na hipersensibilidade dentinária e o impacto na qualidade de vida em crianças com HMI: acompanhamento de 1 ano
Giovanna Bueno Marinho, Patricia Moreira de Freitas, Luciane Hiramatsu Azevedo, Isabel Cristina Olegário da Costa, Vanessa Silva da Costa, Natália Akemi Yoshimura, Letícia Yumi Arima, Marcelo Bönecker
Odontopediatria e Ortodontia UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Dentes hipomineralizados apresentam maior porosidade e fragilidade, frequentemente associados à hipersensibilidade dentinária (HD) e impacto negativo na qualidade de vida relacionada à saúde bucal (QVRSB). Apesar do uso crescente de terapias com laser como estratégia minimamente invasiva, há poucas evidências sobre seus efeitos nesses desfechos. Este ECR comparou o impacto do laser de baixa potência (LBP) e do laser de alta potência Er:YAG (LAP) na HD e na QVRSB. Foram incluídas 27 crianças (134 dentes), distribuídas em dois grupos: G1-LBP (n=14) e G2-LAP (n=13). A HD foi avaliada pela Escala Facial Pimenta e a QVRSB pelo Molar-Incisor Hypomineralization Impact Scale (MIHIS), em quatro momentos: baseline, fim do tratamento, 6 meses e 1 ano. Houve redução significativa da HD (p<0,0001), com média geral de 1,83, sem diferença entre LBP (1,95) e LAP (1,68) (p=0,1351; Mann-Whitney U). O efeito manteve-se ao longo do tempo (p=0,2027). Na avaliação da QVRSB, a análise intragrupo foi realizada pelo teste de Friedman, com pós-teste de Wilcoxon e correção de Bonferroni (k=6), e a comparação entre grupos pelo teste de Mann-Whitney U. Ambos os grupos apresentaram redução nos escores do MIHIS ao longo do tempo (p<0,05). No LBP, a mediana reduziu de 44,0 (baseline) para 28,5 (pós-tratamento) e 30,0 (1 ano); no LAP, de 40,0 para 35,0 e 29,0. A análise post hoc indicou maior melhora entre baseline e pós-tratamento (p≤0,035), com estabilização subsequente. Não houve diferenças entre LBP e LAP em nenhum momento (p>0,05).

Ambos os lasers promoveram melhora real, rápida e duradoura da HD e da QVRSB ao longo de 1 ano, configurando-se como alternativas terapêuticas minimamente invasivas, seguras e eficazes. Não há evidência de superioridade entre os tratamentos.

(Apoio: CAPES  |  CNPq  |  FAPESP)
PMI004 - Prêmio DMG Odontologia Minimamente Invasiva
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco B - Verde

O contexto regional influencia os dentistas na escolha de tratamentos de lesões de cárie em crianças? - Experimento de Escolha Discreta
Luanna Gonçalves Ferreira, Renata da Paz Leal Pereira, Lucas Gabriel Santini Rodrigues, Milca Morgado Sobreira do Carmo, Luana Santos de Aniceto, Fernanda Campos de Almeida Carrer, Gabriela do Manco Machado, Mariana Minatel Braga
Departamento de Odontopediatria e Orto UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo investigou como os dentistas valorizam os efeitos dos tratamentos para o controle de lesões de cárie em crianças dentro da tomada de decisão e a influência regional nessa preferência. Um experimento de escolha discreta (DCE) foi elaborado incluindo pares de alternativa contendo diferentes atributos relacionados à escolha por tratamentos para lesões de cárie em crianças. Modelos multivariados de escolha foram usados para verificar o peso dos atributos na escolha de diferentes efeitos de um tratamento. A geolocalização do dentista foi também incluída no modelo para análise e ajuste. As razões de chances (OR;95%IC) foram calculadas para medir essas associações. 838 dentistas brasileiros participaram do DCE. 40,8% dos dentistas preferiram intervenções que não piorassem a condição inicial do paciente, mesmo que fosse necessário repeti-la (efeito não perfeito: 40,8%;IC:40,3-41,4%), enquanto 39,5% (IC:39,0-39,9) preferiram tratamentos que controlam a cárie, mas não demandem reintervenções (efeito perfeito). Independente da região, a influência dos atributos na escolha dos dentistas pelos efeitos dos tratamentos segue um padrão. Ainda que considerados os perfis dos dentistas, na região Sul, houve uma chance 30% menor deles escolherem a piora da condição inicial do paciente comparados àqueles com o efeito imperfeito (OR=14,7%;IC:0,6-0,8)). Já, na região Centro-Oeste, a escolha do efeito perfeito foi 20% maior que o imperfeito (OR=1,23;95%IC:1,02-1,49).

Os dentistas brasileiros preferem opções de tratamento que controlem as lesões de cárie, mesmo quando haja necessidade de reintervenções, mas o contexto regional pode modular essa preferência, independentemente de aspectos individuais do profissional.

(Apoio: CNPq  N° 443951/2023 and 409689/2023-8  |  Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação - USP  N° 2020.1.4353.1.5 and 2022.1.15982.1.0)
PMI005 - Prêmio DMG Odontologia Minimamente Invasiva
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco B - Verde

Avaliação por micro-CT da infiltração em molares decíduos sem restauração coronária após colocação de espaçadores intracoronários
Letícia Moreira de Lima, Maity Gonçalves Avelino, Bianca Veloso Ferreira Neves, Mariana Coutinho Sancas, Aline de Almeida Neves, Laura Guimarães Primo
Odontopediatria UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A perda da restauração coronária é um determinante da falha endodôntica em dentes decíduos. Espaçadores intracoronários são usados como proteção adicional, porém a literatura é escassa em avaliar a infiltração, quando as restaurações coronárias falham. Assim, este estudo in vitro objetivou avaliar a infiltração de nitrato de prata em molares decíduos sem restauração coronária após a colocação de diferentes materiais utilizados como espaçadores intracoronários sobre o assoalho pulpar, utilizando microtomografia computadorizada (micro-CT). Sessenta molares decíduos humanos extraídos foram submetidos à pulpectomia padronizada e randomizados em 6 grupos (n=10): fita de politetrafluoretileno (PTFE), guta-percha aquecida, Bioplic®, cimento restaurador provisório, Top Dam® e pellet de algodão (controle). Os materiais foram aplicados recobrindo o assoalho pulpar, sem associação com restauração coronária. Após infiltração com nitrato de prata, os espécimes foram escaneados por micro-CT (tamanho de voxel: 9,0 µm). A penetração do corante foi avaliada qualitativamente por 2 examinadores cegos - concordância interexaminador (κ=0,90), usando sistema de quatro escores. Os dados foram analisados de forma descritiva. Nos grupos PTFE, Bioplic® e algodão, o corante penetrou até o sistema de canais radiculares. Nos grupos guta-percha, cimento provisório e Top Dam®, em 10% das amostras a penetração ficou limitada à espessura do material, enquanto as demais apresentaram penetração até o sistema de canais.

Nas condições deste estudo, nenhum material avaliado impediu a infiltração quando usado isoladamente como espaçador intracoronário, indicando que esses materiais devem ser considerados medidas protetoras adjuntas.

PMI006 - Prêmio DMG Odontologia Minimamente Invasiva
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco B - Verde

Comparação entre duas técnicas restauradoras para segundos molares decíduos: ensaio clínico randomizado de não inferioridade
Flávia Almeida Amorim, Caroline Barros Oliveira, Alícia Morais Teixeira, Ana Flávia Barbosa Matos, Marcoeli Silva de Moura, Marina de Deus Moura de Lima, Cacilda Castelo Branco Lima, Lúcia de Fatima Almeida de Deus Moura
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este ensaio clínico randomizado de não inferioridade comparou a eficácia da técnica Hall (TH) e restauração com cimento de ionômero de vidro (CIV) de alta viscosidade associada à banda ortodôntica (BO), após remoção seletiva do tecido cariado. Foram incluídos 46 segundos molares decíduos de crianças na faixa etária de 3 a 8 anos, com lesões cariosas profundas envolvendo múltiplas superfícies. Os dentes foram randomizados em dois grupos de 23 dentes cada, TH ou BO. Foram realizadas avaliações clínicas trimestrais durante nove meses. O sucesso clínico foi definido pela manutenção das restaurações, sem necessidade de reparos e ausência de sinais ou sintomas de patologia pulpar. Foram também avaliadas a saúde gengival, por meio de sondagem e aceitação das crianças e responsáveis por meio da escala de Likert. As análises foram realizadas por meio de intenção de tratar, utilizando testes qui-quadrado de Pearson, Exato de Fisher, Mann-Whitney, Wilcoxon e análise de sobrevida de Kaplan-Meier com teste de log-rank (p<0,05). O sucesso clínico foi de 91,3% para TH e 87,0% para BO (p=1,000). Aos 9 meses, o grupo BO apresentou melhor condição gengival (p=0,004). Ambas as técnicas foram aceitas no início e no final das avaliações pelas crianças (p=0,436 e p=1,000) e responsáveis (p=0,730 e p=1,000).

Concluiu-se que restaurações com CIV de alta viscosidade associada à BO apresentaram desempenho clínico não inferior à TH nos dentes avaliados no tempo de nove meses, configurando-se como uma alternativa minimamente invasiva eficaz para restaurar segundos molares decíduos com amplas lesões cariosas. Ambas as intervenções foram aceitas pelas crianças e responsáveis, com melhor saúde gengival no grupo da BO.

PMI007 - Prêmio DMG Odontologia Minimamente Invasiva
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco B - Verde

ASSOCIAÇÃO DO INFILTRANTE RESINOSO A PROTOCOLOS DE CLAREAMENTO DENTAL: PENETRAÇÃO DE PERÓXIDO DE HIDROGÊNIO E MUDANÇA DE COR
Mariah Ignez Maluf Lenhani, Taynara de Souza Carneiro, Bruno Baracco, Michel Wendlinger, Michael Willian Favoreto, Laura Ceballos, Alessandra Reis, Alessandro D. Loguercio
Odontologia UNIVERSIDADE ESTADUAL DE PONTA GROSSA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo in vitro avaliou a penetração de peróxido de hidrogênio (PH) na câmara pulpar e a mudança de cor em dentes humanos, com diferentes substratos, submetidos ao clareamento de consultório (PH 35%) e ao clareamento caseiro (peróxido de carbamida 16%), com ou sem a aplicação prévia de infiltrante resinoso (IR). 80 pré-molares foram distribuídos aleatoriamente em oito grupos (n=10): conforme o substrato (hígido ou mancha branca), presença de IR (com IR ou sem IR) e técnica de clareamento (consultório ou caseiro). A concentração (µg/ mL) de PH foi avaliada por espectrofotometria UV-Vis e a mudança de cor por espectrofotômetro digital (ΔE00, WID). A análise estatística foi por ANOVA de três fatores com teste pós-hoc de Tukey (α = 0,05). Maior penetração de PH foi observada para o clareamento de consultório. Dentes com mancha branca apresentaram maior penetração de PH em comparação aos dentes hígidos, independentemente da técnica de clareamento. A aplicação do IR promoveu redução significativa da penetração em todos os protocolos avaliados (p<0,05). Em relação à mudança de cor, para ΔE00, diferenças significativas foram observadas entre os substratos com o uso de IR, tanto no clareamento de consultório quanto no clareamento caseiro (p<0,05). Por outro lado, a análise por WID demonstrou que o IR promoveu uniformização da cor, permitindo que dentes com mancha branca atingissem valores semelhantes aos dentes hígidos.

O IR reduziu a penetração de peróxido de hidrogênio independentemente do protocolo clareador e, conforme WID, promoveu resultados estéticos semelhantes entre dentes hígidos e com mancha branca.

(Apoio: CNPq  N° 151823/2025-1   |  CNPq  N° 304444/2025-1   |  CAPES  N° 001)
PMI008 - Prêmio DMG Odontologia Minimamente Invasiva
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco B - Verde

Avaliação do Efeito Protetor de um Infiltrante Experimental com Nanohidroxiapatita na Prevenção da Desmineralização Dental
Gabriella de Deus Bressane, Luiza Maria Barreto Perez, Fabio Teixeira Pacheco, Anna Clara de Souza Gonçalves, Renata Nunes Jardim Reis, Antônio Ferreira Pereira , Eduardo Moreira da Silva, Maristela Barbosa Portela
Dentística UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo in vitro objetivou avaliar o efeito de um infiltrante resinoso (IR) experimental com partículas de nanohidroxiapatita (n-HAp) na prevenção de desmineralização no esmalte dental bovino frente à exposição a um biofilme de Streptococcus mutans com sacarose. O IR experimental foi formulado sem (G1) e com n-HAp em duas concentrações (10% - G2; 15% - G3) em matriz resinosa de TEGDMA (87%), UDMA (11,5%), EDMAB (1%) e canforoquinona (0,5%). O IR comercial (Icon® - G4) foi usado como controle. Vinte blocos de esmalte, com tamanho e microdureza superficial inicial (KNH) padronizados, foram divididos aleatoriamente entre os grupos e metade da superfície tratada com IR. Após, os blocos foram expostos ao biofilme cariogênico por 48h. A microdureza superficial (KNH1) e transversal (CSKNH) foram mensuradas nos dois lados (com e sem IR) de cada bloco. Valores de KNH e KNH1 foram usados para o cálculo do percentual de perda de microdureza superficial (%LKNH1). Os dados foram analisados por ANOVA e teste t (α = 0,05). Todas as superfícies com IR apresentaram valores menores de %LKNH1 quando comparado com o lado sem IR (p<0,05), com exceção do G4, onde os valores foram semelhantes nas duas superfícies (com e sem IR). O %LKNH1 nas áreas com IR foi menor no G3 (53,82±18,88) (p<0,05), sendo igual em G1 (65,95±14,07), G2 (72,11±10,10) e G4 (72,45±6,73). Com relação à CSKNH, não houve diferença estatística entre as profundidades nos grupos G1, G3 e G4. Todavia, nas profundidades de 37,5 µm, 50 µm e 62,5 µm em G2, observou-se os maiores valores de microdureza na área infiltrada (p<0,05).

Conclui-se que a incorporação das partículas de n-Hap no IR sintetizado foi capaz de proteger o esmalte dental da desmineralização frente a um desafio cariogênico in vitro.

PMI009 - Prêmio DMG Odontologia Minimamente Invasiva
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco B - Verde

Utilização do laser de Er:YAG para desinfecção da dentina cariada: avaliação microbiológica e em microscopia eletrônica de varredura
Vitória Barbosa da Silva, Maria Olívia Marcondes Pinto, Victor Elias Arana-Chavez, Lívia Tosi Trevelin, Patricia Moreira de Freitas, Sérgio Luiz Pinheiro
PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE CAMPINAS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Esse estudo avaliou a capacidade antimicrobiana do laser de Er:YAG, na desinfecção da dentina cariada amolecida com parâmetros subablativos. Foram utilizados 90 terceiros molares permanentes, dos quais 75 foram destinados à análise microbiológica e 15 à microscopia eletrônica de varredura (MEV). Lesões artificiais de cárie em dentina foram produzidas por meio de modelo de biofilme de microcosmo, e os espécimes foram distribuídos aleatoriamente em 5 grupos de acordo com o procedimento de desinfecção cavitária (n=15): C (controle positivo): lesão de cárie, nenhum procedimento de desinfecção do tecido cariado foi realizado; aPDT (controle negativo): aplicação ativa do azul de metileno 0.005% e irradiação com laser de baixa potência de diodo com 9 J de energia; Er:YAG (A): as amostras foram irradiadas com o laser de Er:YAG com 50 mJ de energia; Er:YAG (B): irradiação com laser de Er:YAG com 40 mJ de energia e Er:YAG (B): irradiação com laser de Er:YAG com 20 mJ de energia. A frequência utilizada em todos os grupos irradiados com Er:YAG foi de 15 Hz. Os resultados foram submetidos ao teste não paramétrico de Kruskal-Wallis (Dunn). Houve redução microbiana significativa da lesão de cárie em dentina após a irradiação com laser de Er:YAG com 50 mJ (parâmetro A) e aPDT (p<0.0001). A irradiação com 40 mJ (parâmetro B) e 20 mJ (parâmetro C) não acarretaram redução significativa da microbiota da lesão de cárie (p>0.05). Não houve diferença significante entre a redução microbiana alcançada pelo laser de Er:YAG com 50 mJ e aPDT (p<0.0001).

O laser de Er:YAG em 50 mJ de energia apresenta potencial para desinfecção da dentina amolecida por cárie equivalente a aPDT, em menor tempo operatório, sendo uma alternativa para tratamentos minimamente invasivos.

(Apoio: FAPESP  N° 2024/20988-5)
PMI010 - Prêmio DMG Odontologia Minimamente Invasiva
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco B - Verde

Avaliação clínica de um compósito autopolimerizável no tratamento restaurador atraumático: ensaio clinico randomizado duplo-cego
Emanuel Adriano Hul, Maria Victoria Kovaliv, Clara Silva Carneiro, Laryssa Mylenna Madruga Barbosa, Alessandra Reis, Ana Claudia Rodrigues Chibinski
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE PONTA GROSSA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este ensaio clínico randomizado, duplo-cego e paralelo teve como objetivo comparar o desempenho clínico de uma resina composta autopolimerizável STELA (SDI) em restaurações atraumáticas (ART) oclusoproximais em molares decíduos, em comparação com cimento de ionômero de vidro de alta viscosidade (CIV) Riva Self Cure HV (SDI). Foram realizadas 62 restaurações (n=31 por grupo) em 62 pacientes entre 4 e 8 anos de idade, recrutados nas clínicas da Universidade Estadual de Ponta Grossa. O protocolo clínico ART foi seguido e os materiais foram inseridos de acordo com as instruções dos fabricantes. As restaurações foram avaliadas no baseline, após 3 e 6 meses, utilizando os critérios ART e USPHS modificado para fratura e retenção (desfecho primário) e a qualidade clínica das restaurações. O tempo clínico operatório também foi avaliado. A análise estatística do tempo clínico foi realizada por meio do teste t de Student. As taxas de sobrevivência dos diferentes grupos foram calculadas por análise de Kaplan-Meier e teste de log-rank (α=0,05). Após 6 meses, não houve diferença significativa entre os grupos na análise de sobrevivência (p=0,14). O risco absoluto de falha foi de 6,5% (IC 95%: 0,8%-21,4%) para o grupo STELA e 19,4% (IC 95%: 7,5%-37,5%) para o grupo CIV. O risco relativo foi de 3,0 (IC 95%: 0,7-13,7). O tempo clínico foi significativamente menor para o grupo STELA (p<0,001).

Conclui-se que ambos os materiais apresentaram desempenho clínico satisfatório semelhante em restaurações ART oclusoproximais, contudo, a resina composta autopolimerizável apresentou menor tempo clínico operatório em comparação ao CIV.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  CNPq  N° 304817/2021-0 )



.