9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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PId0292 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco E - Amarelo

Prevalência de bruxismo em vigília entre estudantes de odontologia na Paraíba
Evelyn Lucena de Andrade, Anna Luísa Freire de Lima, Maria Alice Targino Correia Pimentel, Marijara Vieira de Sousa Oliveira, Smyrna Luiza Ximenes de Souza, Alidianne Fábia Cabral Cavalcanti
Odontologia UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este trabalho objetivou avaliar a presença de bruxismo em vigília em estudantes de Odontologia. Foi realizado um estudo observacional, transversal, quantitativo cuja amostra incluiu 86 estudantes de Odontologia de ambos os sexos e regularmente matriculados nos períodos inicial, intermediário e final em uma instituição de ensino superior pública na cidade de Campina Grande, PB. Utilizou-se um questionário sociodemográfico (sexo, etnia, idade, situação de trabalho, prática de atividade física, uso de medicamento, período acadêmico - inicial, intermediário e final ) e um instrumento autorelatado para o bruxismo. Os dados coletados foram analisados de forma descritiva pelo SPSS. A maioria dos estudantes é do sexo feminino (67,4%), de etnia branca (48,8%) e a maior parte não trabalhava (88,4%). Quanto ao estilo de vida, a maioria realizava algum tipo de atividade física (77,9%) e não fazia uso de algum tipo de medicação (79,1%). A média de idade dos participantes foi de 22 anos , sendo a mínima de 18 anos e a máxima de 37 anos . Dentre os participantes, 54,7% relataram apertamento dentário enquanto acordados, classificando como provável bruxismo em vigília, com a maior frequência verificada entre estudantes do quinto período (n=13; 72,2%).

Observou-se elevada prevalência de apertamento dentário em vigília entre estudantes de Odontologia, majoritariamente mulheres dos 2º e 6º períodos. Esses achados indicam a importância de estratégias voltadas à conscientização e prevenção do bruxismo nessa população, especialmente considerando as possíveis repercussões funcionais e musculoesqueléticas associadas a essa condição.

(Apoio: CNPq  N° 38842620.2.0000.5187  |  CNPq  N° 38842620.2.0000.5187)
PId0293 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco E - Amarelo

Análise das estratégias de marketing presentes nos dentifrícios infantis comercializados em diferentes países
Maria Alice Targino Correia Pimentel, Maria Erineide Gomes da Silva, Anna Luísa Freire de Lima, Camila Rafaelly Leite Barros, Evelyn Lucena de Andrade, Marijara Vieira de Sousa Oliveira, Alessandro Leite Cavalcanti, Alidianne Fábia Cabral Cavalcanti
UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Analisar os apelos publicitários utilizados nas embalagens de dentifrícios infantis comercializados em seis países. Trata-se de um estudo documental e descritivo, realizado com 106 dentifrícios infantis sendo 22 do Brasil, 22 da Coreia do Sul, 20 do Reino Unido, 20 dos Estados Unidos da América, 12 da África do Sul e 10 da Austrália. Foram coletadas informações referentes aos recursos visuais, sabor, uso de personagens infantis, presença e quantidade de flúor, tipo de fluoreto, presença de xilitol e idade alvo. A análise dos dados ocorreu de forma descritiva com o auxílio do software Microsoft Excel. Dentre os dentifrícios analisados, 34 (32,1%) fazem uso dos recursos visuais, dos quais 13 (38,2%) são brasileiros. A quase totalidade dos fabricantes (98,1%) utilizam sabores na composição, predominando o sabor de frutas (58,5%; n=62). O uso de personagens infantis nas embalagens foi identificado em 86 dentifrícios (81,1%). Quanto à presença de flúor, menos de dois terços (58,5%; n=62) são fluoretados, predominando o fluoreto de sódio (80,7%). A concentração de flúor variou de 452 ppm a 1.450 ppm, porém todos os produtos brasileiros com flúor em sua composição (n=13) apresentavam no mínimo 1.100 ppm. A presença de xilitol foi constatada em 64 dentifrícios (60,4%) e 61 (57,5%) utilizam a idade alvo como recurso publicitário.

Os achados mostram que os fabricantes de dentifrícios utilizam nas embalagens de seus produtos estratégias publicitárias voltadas ao público infantil, a exemplo do uso de recursos gustativos (sabor) e visuais (cores e personagens infantis) como forma de comunicação mercadológica para atrair esses jovens consumidores.

(Apoio: CNPq  N° 147053/2025-0)
PId0294 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco E - Amarelo

Experiência de cárie dentária em agentes de segurança pública municipal
Anna Luísa Freire de Lima, Evelyn Lucena de Andrade, Maria Alice Targino Correia Pimentel, Marijara Vieira de Sousa Oliveira, Gabrielli Bezerra Sales, Alessandro Leite Cavalcanti, Alidianne Fábia Cabral Cavalcanti
UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Esse estudo teve como objetivo avaliar a experiência de cárie dentária dos agentes da guarda metropolitana de um município paraibano. Assim, foi realizado um estudo transversal de caráter quantitativo na sede da Guarda Municipal de Campina Grande, com uma amostra de 70 servidores públicos. Um questionário sociodemográfico e de autopercepção de saúde bucal foi aplicado, mediante entrevista. Posteriormente, foi realizado o exame clínico para coleta do CPO-D. Os dados foram analisados descritivamente utilizando o software SPSS. Verificou-se que a idade média dos participantes foi de 36,4 anos, 71,4% são do sexo masculino, 50% são pardos, 45,7% atuam há mais de 10 anos, e 81,4% trabalham no patrulhamento preventivo. Desses servidores, 64,3% relataram que a última visita ao dentista foi realizada dentro do período de 1 ano, com 90% utilizando o serviço odontológico privado. Adicionalmente, 44,3% agentes avaliaram sua saúde bucal como regular e 80% relataram a necessidade de realizar algum tipo de tratamento dentário. O índice médio do CPO-D foi de 10,6, com a prevalência do componente "obturado" (n = 92,9%). Os componentes "cariado" e "perdido" corresponderam a 45,7% e 31,4%, respectivamente.

Conclui-se que, mesmo havendo a autopercepção da necessidade de tratamento desse agravo - visto que há o destaque do componente "obturado" do índice e a busca por tratamento odontológico -, a experiência de cárie dos agentes da Guarda Municipal ainda é considerada muito alta.

(Apoio: PIBIC/UEPB  N° 05/2025)
PId0295 - Painel Iniciante
Área: 9 - Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais / Odontologia Hospitalar

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco E - Amarelo

Associação entre letramento em saúde bucal e práticas de higiene bucal em professores de crianças com deficiência visual
Marina Celani Guedes, Sara Cristina da Silva Passos, Giuliany Scari de Souza, Carolina Borio Dode, Patrícia de Andrade Risso
Clínica Odontológica UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo transversal avaliou a associação entre o letramento em saúde bucal (LSB) e práticas de higiene bucal (PHB) em professores de crianças com deficiência visual (CDV) e possíveis fatores relacionados. Participaram 133 professores videntes de uma instituição especializada, que preencheram um questionário contendo: perfil socioeconômico (escolaridade, experiência profissional com CDV); PHB (frequência de escovação dentária/dia; uso de pasta de dentes com flúor; e frequência de uso de fio dental/dia). O LSB foi mensurado pela versão em português do Health Literacy in Dentistry-Held-14 (0-56). Os dados foram analisados com regressão logística bivariada (OR; IC95%) e regressão de Poisson com variância robusta (RP; IC95%). A média do LSB foi de 49,15 ± 6,44. Houve associação entre o LSB e a frequência de escovação maior ou igual a duas vezes/dia (OR = 1,101; IC95%: 1,028-1,178) e o uso de fio dental (OR = 1,124; IC95%: 1,008-1,254), enquanto o uso de pasta de dentes com flúor não foi associado com o LSB (OR =0,998; 0,940-1,060). A experiência profissional maior de 5 anos foi associada ao LSB (RP = 1,074; IC95%: 1,017-1,145).

Conclui-se que níveis mais elevados de LSB dos professores estiveram associados ao maior tempo de experiência profissional, e à melhores práticas de higiene bucal. Os resultados podem contribuir para a melhoria da atuação dos professores na promoção de saúde bucal no ambiente escolar.

(Apoio: FAPERJ   N° E-26/210.933/2024  |  CARREFOUR   N° N° PB 202303 427 - CRF_ALPB_2023_443  |  CNPq  N° 114667/2026-8)
PId0296 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco E - Amarelo

Conhecimento e fatores associados à saúde bucal em escolares de 8 a 10 anos: estudo transversal em escola pública
Thamires Thaiza Pereira, Bruno César Ladeira Vidigal
FACULDADE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A escola é um ambiente estratégico para a promoção de saúde, compreender os hábitos e motivações de crianças é fundamental para o planejamento de ações preventivas de doenças bucais. Avaliar o nível de conhecimento e a motivação em saúde bucal de alunos de uma escola pública no município de Santa Luzia/MG. Estudo transversal descritivo realizado com 98 escolares (60 meninas; 38 meninos) entre 8 e 10 anos de idade. Os dados foram coletados via questionário estruturado abordando frequência de escovação, métodos preventivos, histórico de dor e fontes de incentivo à higiene bucal. A maioria dos alunos (63,2%) relatou escovar os dentes três vezes ao dia, e 74,5% consideram a escovação uma tarefa "fácil". Quanto aos métodos auxiliares, 51% utilizam fio dental associado à escovação. Um dado relevante foi o histórico de morbidade: 66,3% dos escolares já sentiram dor de dente ou na gengiva nos últimos 6 meses, e o mesmo percentual (66,3%) já visitou o dentista. Quanto ao incentivo, a família é a principal referência (84,7%), enquanto o papel dos professores como motivadores foi citado por apenas 12,2% da amostra.

Conclui-se que a motivação isolada dos alunos é insuficiente sem um suporte pedagógico contínuo. É imperativa a implementação de programas de capacitação para professores, capacitando-os como agentes multiplicadores de práticas preventivas, visando desmistificar o trauma odontológico e consolidar hábitos de higiene eficazes no ambiente escolar.

PId0297 - Painel Iniciante
Área: 9 - Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais / Odontologia Hospitalar

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco E - Amarelo

Conhecimento e interesse de alunos de graduação em Odontologia sobre Odontologia Hospitalar
Rafael Ferreira da Silva, Maria Eduarda Ferreira da Silva, Rebecca Garbin Nunes, Sabrine Carsten Farias, Giuliana Martina Bordin, Gilvan Robson Spada, Joao Armando Brancher, Paula Porto Spada
UNIVERSIDADE POSITIVO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A Odontologia Hospitalar (OH) tem como objetivo oferecer atendimento integral a pacientes internados ou acamados, contribuindo para a manutenção e promoção da saúde geral. A literatura demonstra a forte ligação entre a saúde bucal e a saúde sistêmica, onde a falta de higiene bucal pode gerar focos infecciosos que comprometem o quadro sistêmico de indivíduos com sistema imunológico debilitado. Diante disto, este estudo avaliou o conhecimento e o interesse de alunos de graduação em Odontologia de uma Universidade privada de Curitiba-PR sobre a atuação do cirurgião-dentista (CD) em hospitais. Um questionário online, elaborado no google forms, foi aplicado a 112 alunos. Observou-se que 55,4% dos alunos afirmaram ter conhecimento sobre OH, enquanto 42,9% indicaram a carência desse tema no currículo. Além disso, 29,5% dos estudantes gostariam de receber capacitação para atuar em ambiente hospitalar, 18,8% desejariam observar procedimentos odontológicos hospitalares e 12,5% demonstraram interesse em saber mais sobre o papel do CD no hospital.

A pesquisa evidenciou a necessidade de uma abordagem interdisciplinar que inclua a odontologia hospitalar na formação dos futuros dentistas.

PId0298 - Painel Iniciante
Área: 9 - Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais / Odontologia Hospitalar

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco E - Amarelo

Avaliação do cálcio salivar em pacientes cardíacos internados na UTI do Hospital Cruz Vermelha
Isabella Maria de Souza Caramaschi, Nader Faissal Zahra, Maria Eduarda Ferreira da Silva, Rafael Ferreira da Silva, Giuliana Martina Bordin, Joao Armando Brancher, Paula Porto Spada
Ciências da Saúde UNIVERSIDADE POSITIVO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A saliva é um fluido de origem biológica e está envolvida nos processos fisiológicos do corpo humano. Condições sistêmicas, incluindo doenças cardiovasculares (DCV), podem ser diagnosticadas através do teste salivar, oferecendo uma alternativa diagnóstica eficiente. Este estudo verificou a relação da presença do cálcio salivar com o risco cardíaco em pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Cruz Vermelha, em Curitiba-PR. A amostra foi dividida em Grupo Teste (GT) (77 pacientes), e Grupo Controle (GC) (74 indivíduos). A coleta da saliva foi realizada pelo método de spitting modificado, e a quantificação do cálcio pelo método enzimático colorimétrico. Após a remoção dos valores outliers, permaneceram 71 indivíduos no GT (média de idade 64,4 +/-43,6) e 73 no GC (média de idade 37,5 +/ -12,3). Observou-se uma correlação fraca positiva (r= 0,21) entre idade e concentração de cálcio salivar no GT e no GC a correlação foi negativa quase nula (r= -0.05), revelando que não há relação clara entre idade e concentração de cálcio. Por outro lado, a concentração de cálcio salivar foi significativamente maior nos indivíduos do GT (7,12 +/- 4,32 mg/dL) do que no GC (3,84 +/ -2,78 mg/dL) (p< 0.001).

Pode-se constatar que o cálcio salivar é um componente promissor a ser investigado para o risco cardiovascular, contudo, a interpretação deve considerar a complexidade dos fatores que podem influenciar esses níveis, como o regime medicamentoso, o estresse fisiológico e as características específicas da condição cardíaca, além de aprofundar a investigação sobre a influência do sexo.

PId0299 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco E - Amarelo

HESITAÇÃO VACINAL ENTRE PROFISSIONAIS DAS EQUIPES DE SAÚDE BUCAL
Isabella Gandelman Prando, Eliane Maria Mascarenhas da Silva, Fabiana Vargas-ferreira, Saul Martins Paiva, Flávio de Freitas Mattos
Odontologia Social e Preventiva UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A finalidade deste estudo foi investigar a prevalência da hesitação vacinal entre cirurgiões-dentistas, técnicos e auxiliares em saúde bucal, trabalhadores das Equipes de Saúde Bucal (ESB) brasileiras, pais e cuidadores de crianças e adolescentes. Em andamento, ele é transversal, quantitativo e nacional, com coleta de dados por meio de plataformas digitais, utilizando o instrumento Atitude de Pais sobre a Vacinação Infantil. As respostas revelaram que a minoria dos participantes apresentou hesitação (4,3%), enquanto 92,9% demonstraram ter a percepção de que seguir o calendário de vacinação é benéfico para a saúde. Os dados indicam alta adesão ao calendário vacinal, visto que 81,4% dos entrevistados afirmaram nunca ter atrasado a vacinação e 88,6% relataram nunca ter deixado de vacinar seus filhos. Ainda assim, 51,4% dos pais declararam estar um pouco preocupados com a ocorrência de reações graves pós-vacinais e 25,7% concordam, em algum grau, que as crianças recebem mais imunizantes do que o necessário. Além disso, 28,6% expressaram preocupação moderada quanto à segurança das vacinas e 21,4% manifestaram dúvidas sobre a eficácia em prevenir as doenças propostas. Apesar dessas inquietações, o nível de confiança institucional permanece elevado, com 74,3% confiando plenamente nos profissionais de saúde.

Portanto, observou-se baixa hesitação vacinal, embora ainda persistam dúvidas e preocupações sobre a segurança e eficácia das vacinas.

(Apoio: CNPq  N° 406840/2022-9  |  CAPES  N° 001  |  FAPEMIG  N° RED-00204-23)
PId0300 - Painel Iniciante
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco E - Amarelo

Associação entre parâmetros antropométricos e periodontais em pacientes com periodontite com e sem câncer de cabeça e pescoço
Lívia Tavares Alves de Freitas, Natalia Oliveira de Lucena, Michelle Agostini, Carina Maciel Silva-boghossian
Departamento de Clínica Odontológica UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi avaliar parâmetros antropométricos de pacientes com periodontite, com e sem câncer de cabeça e pescoço, bem como possíveis associações com variáveis periodontais. Vinte pacientes com periodontite e sem outra complicação sistêmica (GPerio) e 15 pacientes com câncer de cabeça e pescoço (GOnco) foram submetidos a exame periodontal completo e tiveram a massa corporal, a estatura, as circunferências de cintura (CC) e de quadril (CQ) mensuradas. Diferenças entre os grupos foram verificadas pelo teste t de Student e correlações entre as variáveis com o coeficiente de Pearson, considerando-se p<0,05. Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Odontologia da UFRJ (nº 6.195.045). A periodontite estágio III estava presente em 57% dos pacientes do GPerio e em 73% no GOnco. Em GPerio, 42,9% tinham Índice de Massa Corporal (IMC) entre 25 e 29,9, e, em GOnco, 46,7% tinham IMC entre 18,5 e 24,9 (p<0,05). Em GPerio, a quantidade de dentes ausentes foi associada significativamente com IMC (r=0,448; p<0,05). Em GOnco, o sangramento à sondagem foi significativamente associado com massa corporal (r=0,602), CC (r=0,771) e relação cintura-quadril - RCQ (r=0,612); e a presença de biofilme foi associada a CC (r=0,566) e RCQ (r=0,638), p<0,05.

A associação entre parâmetros antropométricos de adiposidade é mais evidente em pacientes com câncer de cabeça e pescoço com periodontite quando comparada àquela de pacientes com periodontite sem outra condição sistêmica.

(Apoio: CAPES  N° bolsa)
PId0301 - Painel Iniciante
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco E - Amarelo

Uma estrutura de aprendizado profundo para quantificação automática de biofilme dentário em fotografias intraorais
Eduarda Freitas de Andrade, Ailton Mendes, Maria Fernanda Costa, Luciene Cristina de Figueiredo, Mohamed Ahmed Hassan
UNIVERSIDADE GUARULHOS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A avaliação visual do biofilme dentário é o padrão clínico para avaliação de saúde bucal, mas é subjetiva e apresenta variabilidade inter-examinador. A segmentação automática por aprendizado profundo em fotografias intraorais tem sido proposta como alternativa reprodutível. Vinte indivíduos adultos foram fotografados em vista frontal após aplicação de evidenciador bicromático. Dois cirurgiões-dentistas anotaram independentemente os primeiros cinco indivíduos para estimar a confiabilidade inter-avaliador; um deles anotou os 20 indivíduos, servindo de referência para treino. Treinou-se uma rede neural convolucional U-Net com codificador ResNet-34 pré-treinado no ImageNet, sob partição fixa por paciente (14 treino, 3 validação, 3 teste), com treinamento de precisão mista, perda combinada BCE-Dice, otimizador AdamW e agendamento cosseno da taxa de aprendizado. Os dois anotadores apresentaram Dice médio de 0,838 nos cinco pilotos. A U-Net atingiu Dice de validação de 0,869 no epoch 54. No teste reservado (3 indivíduos), o modelo obteve Dice 0,869 ± 0,038, IoU 0,769 ± 0,063, precisão 0,865 ± 0,075 e sensibilidade 0,879 ± 0,057, equiparando-se ao Dice inter-avaliador.

O modelo produz segmentação automática de placa em fotografias intraorais com acurácia comparável à confiabilidade inter-avaliador entre dois cirurgiões-dentistas. O pipeline é aberto, padronizado e reprodutível estabelece uma base metodológica para a avaliação digital da higiene bucal pavimentando o caminho para uma alternativa escalável, objetiva e clinicamente confiável à avaliação visual tradicional.

(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 25/24115-9)



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