9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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PId0241 - Painel Iniciante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco E - Amarelo

Efeito da exposição a diferentes soluções sobre a rugosidade superficial de resinas impressas em 3D
Tatiane Blaskowski, Thais Vieira Alexandre, Fernanda Pretto Zatt, Mauricio Malheiros Badaró, Juliana Silva Ribeiro de Andrade, Sheila Cristina Stolf
Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo teve como objetivo avaliar a alteração da rugosidade superficial de uma resina impressa em 3D (Voxelprint - FGM) após exposição a diferentes soluções corantes, comparando-a com materiais odontológicos convencionais, uma resina composta (Vittra - FGM) e uma resina bisacrílica (Primma Art - FGM). Foram confeccionadas amostras (n=10) de cada material, submetidas a quatro soluções: vinho tinto, refrigerante à base de cola, ácido cítrico e café solúvel, além de uma solução neutra utilizada como controle (saliva artificial). A rugosidade superficial foi quantificada por perfilometria (DektakXT Stylus, Bruker). Os dados foram analisados pelo teste de Mann-Whitney e, para comparações entre grupos, pelo teste de Kruskal-Wallis. Os resultados demonstraram que a resina impressa em 3D apresentou estabilidade na rugosidade superficial após a imersão em todas as soluções, comportamento semelhante ao da resina composta, enquanto a resina bisacrílica apresentou aumento significativo da rugosidade após exposição ao vinho tinto (0,186 ± 0,174 μm para 0,386 ± 0,266 μm).

Conclui-se que a resina impressa em 3D apresenta desempenho satisfatório frente aos desafios químicos simulados, mostrando-se promissora para o uso em restaurações provisórias, embora ainda necessite aprimoramentos para aplicações definitivas.

PId0242 - Painel Iniciante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco E - Amarelo

Gel de β-AgVO3: influência do armazenamento nas propriedades físico-químicas e atividade antimicrobiana
Gustavo Garcia Gloor, João Marcos Carvalho Silva, Izabela Ferreira, Lívia Maiumi Uehara, Marco Antonio Schiavon, Andréa Cândido Dos Reis
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi desenvolver um gel contendo vanadato de prata nanoestruturado decorado com nanopartículas de prata (β-AgVO3) e avaliar sua estabilidade físico-química e atividade antimicrobiana após armazenamento por 12 meses. Foram formulados três grupos: gel base (controle negativo), gel com 0,12% de β-AgVO3 e gel de clorexidina (CHX) 0,12% (controle positivo). As propriedades físico-químicas (características organolépticas, pH e espalhabilidade) e a atividade antimicrobiana contra Candida albicans e Streptococcus mutans foram avaliadas. Os dados foram analisados por teste de Shapiro-Wilk e ANOVA de dois fatores com medidas repetidas (p = 0,05). O gel com β-AgVO3 apresentou instabilidade físico-química progressiva, evidenciada por alteração de cor, redução do pH e aumento da espalhabilidade, além de modificações estruturais no nanomaterial ao longo do armazenamento. Apesar disso, apresentou atividade antifúngica contra Candida albicans comparável à CHX e maior atividade antibacteriana contra Streptococcus mutans, ainda que com redução ao longo do tempo. Os resultados demonstram que o gel com β-AgVO3 mantém atividade antimicrobiana após armazenamento prolongado; entretanto, a instabilidade físico-química observada limita sua aplicabilidade clínica e evidencia a necessidade de otimização da formulação.

Os resultados demonstram que o gel com β-AgVO3 mantém atividade antimicrobiana após armazenamento prolongado; entretanto, a instabilidade físico-química observada limita sua aplicabilidade clínica e evidencia a necessidade de otimização da formulação.

(Apoio: Programa Unificado de Bolsas (PUB)  N° 2799)
PId0243 - Painel Iniciante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco E - Amarelo

Bioatividade de Biosilicato associado a TiO2 e sua eficácia no clareamento com LED violeta
Vinicius Hideo Hutemma, Geovana Lira Santana, Bruno Dos Santos, Guilherme Silva Dos Santos, Rafael Dascanio, Marina Trevelin Souza, Vanessa Cavalli Gobbo, Matheus Kury Rodrigues
UNIVERSIDADE PAULISTA - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou a bioatividade e eficácia de géis experimentais com peróxido de hidrogênio (HP) 6%, contendo Biosilicato (BioS) com dióxido de titânio (TiO2) durante clareamento em consultório com LED violeta. BioS foi obtido pela rota de fusão de óxidos, moído e misturado fisicamente com TiO2 (1% e 2% p/p). BioS, BioS_1%TiO2 e BioS_2%TiO2 foram prensados em discos, sinterizados, e  imersos em fluido simulado corporal (SBF) por 24 e 48 h. A formação de hidroxiapatita carbonatada (HCA) foi avaliada usando FTIR e MEV. Discos de esmalte-dentina bovinos foram clareados com (n=10/grupo): HP6, HP6BioS, HP6BioS_1%TiO2, HP6BioS_2%TiO2 e HP35, com ou sem LED violeta. Alteração de cor (ΔE00) e de índice de brancura (ΔWID) foram avaliadas por espectrofotometria e microdureza de superfície tipo Knoop (ANOVA ou modelos lineares generalizados). Houve uma atenuação progressiva dos picos de HCA com o aumento de %TiO2. A deposição de HCA também foi afetada, sendo observada qualitativamente deposição de fosfato de cálcio amorfo nos discos de BioS_2%TiO2. Embora o LED não tenha aumentado significativamente ΔE00 de grupos contendo TiO2, HP6BioS_1%TiO2 e HP6BioS_2%TiO2 apresentaram aumento significativo de ΔWID, mediante irradiação luminosa, alcançando ΔWID de HP35 (sem luz). Apenas os grupos com BioS apresentaram um aumento significativo de microdureza após 24 h da última aplicação, sem diferenças significativas entre os esmaltes clareados com BioS, BioS_1%TiO2 e BioS_2%TiO2.

À medida que aumentou a %TiO2, a mistura física afetou a capacidade de deposição de hidroxiapatita no BioS. Contudo, ela não influenciou negativamente o ganho de microdureza no esmalte provocado por géis incorporados com BioS e permitiu aumento na eficácia do clareamento.

(Apoio: FAPESP  N° 2024/10036-7 e 2025/22435-6)
PId0244 - Painel Iniciante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco E - Amarelo

Emulgel bioadesivo bifásico contendo quitosana e lecitina na proteção do esmalte contra erosão
João Luiz Dos Santos Mauri, Diana Moreira Gomes Martins, Luan Júlio Ruiz da Silva, Vitória Lacerda Santos, Sandra Chaves Daher, João Daniel Mendonça de Moura, Milton Carlos Kuga, Cristiane de Melo Alencar
CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO PARÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo teve como objetivo desenvolver e avaliar um emulgel bioadesivo (EB) bifásico contendo Quitosana e Lecitina como abordagem protetora contra a progressão da erosão do esmalte in vitro. Este estudo teve como objetivo desenvolver e avaliar um emulgel bioadesivo bifásico à base de quitosana e lecitina como estratégia protetora contra a progressão da erosão no esmalte in vitro. A formulação foi concebida para formar uma barreira híbrida sobre a superfície dental, combinando propriedades bioadesivas da quitosana com a capacidade anfifílica da lecitina, visando reduzir a difusão de ácidos e a perda mineral. Espécimes de esmalte bovino (4 × 4 × 2 mm) foram submetidos à erosão inicial com ácido cítrico a 1% por 10 min e distribuídos em três grupos (n = 12): G1 - controle negativo; G2 - (EB) bifásico contendo Quitosana e Lecitina; G3 - controle positivo (creme dental comercial anti-erosivo contendo SnF₂). Em seguida, os espécimes foram submetidos à ciclagem erosiva-abrasiva por 5 dias, com aplicação diária dos tratamentos. O desgaste erosivo (µm) e a rugosidade superficial tridimensional (Sa) foram avaliados por microscopia confocal 3D, enquanto a densidade mineral (g/cm³) foi mensurada por microtomografia computadorizada. O grupo tratado com EB apresentou menor desgaste erosivo e menores valores de rugosidade em comparação aos demais grupos (p < 0,05), além de menor perda de densidade mineral, com desempenho semelhante ao controle positivo (p > 0,05).

O EB bifásico contendo Quitosana e Lecitina apresentou efeito protetor contra a progressão da erosão do esmalte, configurando-se como uma alternativa promissora para o controle do desgaste erosivo.

(Apoio: FAPESPA - Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas)
PId0245 - Painel Iniciante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco E - Amarelo

Avaliação das propriedades ópticas e mecânicas de uma cerâmica vítrea reforçada por leucita pelo uso de diferentes enxaguantes bucais
Tiago Mariante Zanotelo, Nathália Maria Ferreira Gonçalves, Rita Adriana Souza da Silva de Assis, Camila da Silva Rodrigues, Marco Antonio Bottino, Renata Marques de Melo
Materiais odontológicos e Prótese INSTITUTO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA / ICT-UNESP-SJC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi avaliar as propriedades mecânicas, superficiais e ópticas de uma cerâmica vítrea reforçada por leucita após contato com enxaguantes bucais de uso diário e com agentes clareadores, avaliados em curto e a longo prazo. Foram obtidos 150 espécimes de IPS Empress CAD (Ivoclar Vivadent) que foram analisados inicialmente em rugosímetro, brilhômetro e espectrofotômetro colorimétrico para cálculo da diferença de cor, translucidez e brancura. Metade dos espécimes foram submetidos ao envelhecimento por 6 meses em estufa. Todos os espécimes foram imersos em enxaguantes bucais: Listerine com álcool, Listerine sem álcool, Colgate Luminous White®, Colgate LuminousWhite® com carvão ativado - e em água destilada (grupo controle), com trocas diárias das soluções para simular o uso clínico por 60 e 120 horas, com troca diária dos líquidos. Imagens de microscopia eletrônica de varredura (MEV) foram obtidas inicialmente, após envelhecimento e após 120 horas de imersão. Os dados quantitativos obtidos foram analisados por ANOVA de Medidas Repetidas, seguido de Teste de Tukey considerando um nível de significância de 5%. Para a diferença de cor e brancura, apenas os enxaguantes bucais foram estatisticamente significantes (p < 0,01). Já para a rugosidade e diferença de translucidez, apenas a variável tempo foi estatisticamente significante (p = 0,003). Para o brilho, houve interação significante entre tempo e enxaguante bucal (p = 0,010). Alterações morfológicas foram observadas na superfície do material após contato com enxaguantes clareadores.

Os enxaguantes bucais impactaram significativamente as propriedades mecânicas, ópticas e superficiais da cerâmica vítrea reforçada por leucita.

(Apoio: FAPs - Fapesp  N° 2024/23518-0)
PId0246 - Painel Iniciante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco E - Amarelo

EFEITO DOS LIMPADORES EFERVESCENTES NA ESTABILIDADE DE COR DE RESINAS PARA BASE DE PRÓTESE TOTAL IMPRESSA E USINADA CAD- CAM
Gustavo Ribas Costa, Alais do Rocio Fernandes Frankiu, Rodrigo Nunes Rached
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliação do manchamento de resinas para base de prótese total termopolimerizável convencional, usinada e impressa expostas a vinho tinto, café e limpadores efervescentes. Foram confeccionados 360 espécimes (15×15×4 mm), divididos em três grupos (n=120): resina termopolimerizável (T, Vipicril VIPI), usinada (M, Evolux Bluedent) e impressa 3D (P, Evolux 3D Bluedent). Após o polimento e mensuração de cor inicial (L*a*b*), os materiais foram subdivididos e imersos por 15 dias em vinho tinto, café ou água destilada (controle). Em seguida, realizaram-se avaliações de cor (∆E₀₀1) e os espécimes foram submetidos a 15 dias de limpeza com pastilhas efervescentes (Polident, Efferdent, Retainer Cleaner) ou água, sendo posteriormente feito novas avaliações de cor (∆E₀₀1). Os dados foram analisados pelos testes de Kolmogorov-Smirnov, Kruskal-Wallis, Dunn e Wilcoxon (p=5%). O tipo de resina e o meio de imersão influenciaram significativamente a alteração de cor inicial (P<0,001). Em água, a resina termopolimerizável (T) apresentou maior ∆E₀₀ [2,53 (2,40)], seguida pelas resinas usinada (M) [1,08 (1,51)] e impressa (P) [0,91 (1,17)]. Na imersão em vinho, observou-se maior alteração de cor para T [6,51 (3,05)] e M [6,30 (2,55)], enquanto resina P apresentou menor alteração [1,66 (1,25)], evidenciando maior resistência ao manchamento. Em café, a resina P apresentou maior alteração de cor [2,70 (1,50)], seguida por M [1,39 (0,75)] e T [1,18 (0,61)]. Apesar disso, a resina impressa demonstrou maior estabilidade ao longo do tempo, com menor variação entre os períodos inicial e final.

A estabilidade de cor foi influenciada pelo tipo de resina e meios de imersão, além disso os limpadores efervescentes promoveram baixa remoção de manchas extrínsecas.

PId0247 - Painel Iniciante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco E - Amarelo

Influência da espessura de dentina remanescente na penetração intrapulpar de cálcio
Camila Pasim Rossini, Maria Clara Alves da Silva Barros, Felipe Berger, Alessandra Bühler Borges, Carlos Rocha Gomes Torres
Odontologia Restauradora UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - SÃO JOSÉ DOS CAMPOS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi avaliar a influência da espessura da dentina remanescente na penetração pulpar de íons de cálcio após a aplicação de diferentes agentes de capeamento pulpar. Discos de dentina com espessuras de 0,5 mm, 1mm e 1,5 mm foram obtidos da superfície vestibular de incisivos bovinos. A smear layer foi removida por condicionamento ácido, e os espécimes montados em câmaras pulpares artificiais com água ultrapura, simulando o fluido pulpar e permitindo a coleta de íons cálcio liberados. Os agentes de capeamento pulpar avaliados foram: CH - cimento de hidróxido de cálcio (Dycal-Dentsply); W/MTA - MTA branco (Angelus); B/MTA - MTA azul (Voco); F/MTA - Endo-Eze MTA Flow (Ultradent); CS - cimento de silicato de cálcio convencional (Biodentine, Septodont); e RMCS - silicato de cálcio modificado por resina (TheraCal LC, Bisco). A concentração de cálcio no fluido pulpar simulado foi medida após 24 h e 48 h. Os dados foram analisados por meio de ANOVA de três fatores (Material x Espessura × Momento de avaliação) e teste de Tukey, com nível de significância de 5%. Os resultados do teste de Tukey foram: MATERIAL = CH - 3,46 (2,14)a, RMCS - 4,24 (2,19)a, W/MTA - 5,50 (4,09)b, F/MTA - 5,58 (4,37)b, B/MTA - 5,87 (4,38)b, CS - 17,05 (8,61)c. ESPESSURA = 1,5 mm - 4,02 (3,21)a, 1 mm - 6,04 (5,40)b, 0,5 mm - 10,78 (8,29)c. A liberação de cálcio aumentou com o tempo para todos os materiais, com exceção do CS.

A menor espessura de dentina remanescente resultou em maior penetração de cálcio. O cimento de hidróxido de cálcio e o silicato de cálcio modificado por resina apresentaram menor liberação de cálcio do que os materiais à base de MTA. O cimento de silicato de cálcio convencional apresentou maior liberação de cálcio.

PId0248 - Painel Iniciante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco E - Amarelo

Efeitos de canetas clareadoras na penetração de peróxido de hidrogênio, alteração de cor, e propriedades superficiais do esmalte dentário
Rafaela Tramontin, Laryssa Mylenna Madruga Barbosa, Iara María Ersilia Lima de León, Gabrielle Gomes Centenaro, Leticia Caroline Condolo, Bruna Therly Ferreira Borges , Alessandra Reis, Alessandro D. Loguercio
odontológico UNIVERSIDADE ESTADUAL DE PONTA GROSSA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo in vitro avaliou a permeabilidade do peróxido de hidrogênio (PH) na câmara pulpar, a alteração objetiva de cor e as propriedades superficiais do esmalte após a utilização noturna (8 h) de diferentes canetas clareadoras comercializadas sem prescrição. Cinquenta pré-molares hígidos foram distribuídos aleatoriamente em cinco grupos experimentais (n = 10): controle negativo; canetas Optic White Pen LED (OW), Colgate Luminous White Whitening Pen (LW), Equate Teeth Whitening Kit (EQ); e gel Whiteness Perfect 10% (WP). Quinze molares foram utilizados para análises da superfície do esmalte, microdureza (VHN) e rugosidade (Ra). Os produtos foram aplicados por 8 h/dia durante 10 dias consecutivos. A penetração de PH na câmara pulpar (µg/mL) foi avaliada por espectrofotometria UV-VIS e a mudança de cor (ΔEab, ΔE00 e WID) foi mensurada com espectrofotômetro Vita Easyshade. A concentração inicial de PH e o pH foram determinados por titulação e pHmetro. Os dados foram analisados por ANOVA e teste de Tukey (α = 0,05). O grupo EQ apresentou a maior concentração de PH (12,7%) e o menor pH (4,25). A penetração de PH foi significativamente maior no grupo EQ e menor no grupo WP (p < 0,05). Não houve diferenças significativas entre os produtos para ΔEab e ΔE00, enquanto o WID aumentou progressivamente ao longo do tempo (p < 0,05). Alterações na superfície do esmalte foram semelhantes entre os grupos, exceto para o EQ, que apresentou redução significativa na microdureza (p < 0,05).

As canetas clareadoras de uso noturno promoveram eficácia clareadora cumulativa semelhante; entretanto, o produto EQ apresentou maior difusão pulpar de PH e maior comprometimento das propriedades do esmalte, indicando menor segurança biológica sob este protocolo de uso.

(Apoio: CNPq  N° 304444/2025-1   |  CNPq INCT Saúde Oral e Odontologia  N° 406840/2022-9   |  CNPq  N° 304817/2021-0 )
PId0249 - Painel Iniciante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco E - Amarelo

Aspectos comerciais e propriedades físico-químicas de dentifrícios regulares brasileiros
Daniela Buenos Ayres de Castro, Ana Paula Lima da Silva, Julliana Andrade da Silva, Flávio Henrique Baggio Aguiar, Débora Alves Nunes Leite Lima, Waldemir Francisco Vieira Junior
Dentística Restauradora FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi caracterizar propriedades físico-químicas e aspectos comerciais de dentifrícios regulares brasileiros. Onze dentifrícios foram avaliados quanto a: rotulagem e perfil técnico, estratégias de publicidade, preço (n=5), pH (n=3), teor de sólidos (%, n=10) e morfologia das partículas abrasivas por microscopia eletrônica de varredura (MEV, n=3). Os dados de pH, preço/grama e teor de sólidos foram analisados por ANOVA e teste de Games-Howell (α=0,05). Os principais agentes fluoretados identificados foram monofluorfosfato de sódio (MFP) e fluoreto de sódio (NaF), enquanto os abrasivos predominantes foram sílica e carbonato de cálcio. No aspecto comercial, observou-se o uso frequente de termos como "anticárie", "dentes fortes" e "dentes brancos". Os preços variaram de R$ 2,9 a R$ 17,3, sendo o maior preço/grama associado às formulações com NaF/sílica (p<0,05). O pH foi neutro a alcalino, com valores mais elevados nos dentifrícios com carbonato de cálcio (p<0,05). O teor de sólidos variou de 26,9% a 50%, com menores valores nas formulações contendo apenas sílica e maiores naquelas com carbonato de cálcio e bicarbonato de sódio. A análise por MEV evidenciou alta heterogeneidade morfológica, com predomínio de partículas amorfas e variação de tamanho (sílica, combinação de abrasivos > carbonato de cálcio).

Formulações com MFP e carbonato de cálcio apresentaram pH mais alcalino, maior teor de sólidos e menor custo, enquanto aquelas contendo sílica, isoladamente ou em associação com outros abrasivos, exibiram partículas predominantemente amorfas.

(Apoio: CNPq)
PId0250 - Painel Iniciante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco E - Amarelo

EFEITO DA FOTOBIOMODULAÇÃO NA SENSIBILIDADE PÓS-CLAREAMENTO DE ALTA CONCENTRAÇÃO: ENSAIO CLÍNICO, CEGO, RANDOMIZADO
Eduardo Alves da Motta, Thaís Thomé, Carolina Louzada Menna Barreto, Laysla Pedelhes Silva, Luisa Comerlato Jardim, Maria Carolina Guilherme Erhardt, Manoela Domingues Martins
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
Conflito de interesse: Autodeclarado "Material doado pela empresa Azena, mas que não exerceu nenhum tipo de influência no trabalho."

Este estudo avaliou o efeito da fotobiomodulação (FBM) associada a um agente dessensibilizante no manejo da sensibilidade dentária (SD) após clareamento dental de alta concentração com peróxido de hidrogênio a 40% (PH 40). Oitenta pacientes foram alocados aleatoriamente em quatro grupos associando FBM e dessensibilizante ativo (DA) ou placebo (DPLA): G1 (FBM + DA); G2 (FBM + DPLA); G3 (FBM Placebo (P) + DA) e G4 (FBM P + DPLA). O dessensibilizante (nitrato de potássio 3% + íon de fluoreto 0,11% ou placebo) foi aplicado por 10 min previamente ao clareamento. O clareamento foi realizado com PH 40, em 3 sessões de 50 min cada, realizadas com intervalo de 7 dias entre si. A FBM foi feita imediatamente e 24 horas após cada sessão, utilizando laser de diodo (GeminiEvo, 810+980 nm, 1,2 J por ponto) em três pontos de todos os dentes clareados. Nos grupos controle o procedimento foi simulado da mesma forma. A SD foi avaliada por escala visual analógica imediatamente e 24 horas após cada sessão. A análise intragrupo foi realizada pelo teste de Friedman e as comparações intergrupos pelo teste de Kruskal-Wallis (p<0,05). Até o momento, 20 pacientes foram incluídos. Observou-se diferença significativa entre os grupos apenas na avaliação imediata da 1ª sessão (p=0,019), com menor SD no G3 e maior no G4. Não foram observadas diferenças significativas nas avaliações seguintes (p>0,05). Os grupos submetidos à FBM apresentaram estabilidade da SD ao longo do tempo, enquanto o G3 apresentou aumento da sensibilidade 24 horas após a 2ª sessão (p=0,025).

Os resultados sugerem um efeito modulador da FBM no controle da progressão temporal da dor, possivelmente prevenindo picos tardios de SD. Contudo, a análise final da amostra é necessária para conclusões definitivas.




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