9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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PIa0022 - Painel Iniciante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Avaliação do laser de diodo de alta intensidade nos comprimentos de onda infravermelho e azul para desinfecção da dentina cariada
Júlia Alencar Marcondes, Mariana Junqueira Rabelo, Gabriela de Abreu Encarnação, Sérgio Luiz Pinheiro
odontologia PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE CAMPINAS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Esse trabalho avaliou a utilização do laser de diodo de alta intensidade (LDAT) nos comprimentos de onda infravermelho (980 nm) e azul (450 nm) para desinfecção da dentina cariada. Foram selecionados 75 terceiros molares permanentes e superfícies dentinárias planas foram obtidas. As amostras foram impermeabilizadas exceto a dentina coronária e submetidas ao desafio cariogênico com cepa padrão de S. mutans. Os espécimes foram distribuídos aleatoriamente em 5 grupos amostrais de acordo com o procedimento de desinfecção cavitária (n=15): LC: lesão de cárie, nenhum tratamento de desinfecção foi realizado; TL (1.0 W): irradiação com LDAT (980 nm) com 1.0 W de potência; TB (1.0 W): irradiação com LDAT (450) nm com 1.0 W de potência; TL (1.5 W): irradiação com LDAT (980 nm) com 1.5 W de potência e TB (1.5 W): irradiação com LDAT (450 nm) com 1.5 W de potência. Os resultados foram analisados pelo teste de Kruskal-Wallis (Dunn). Houve redução significante na contagem de S. mutans após a irradiação da lesão de cárie com LDAT (980 nm) com 1.0 e 1.5 W de potência e com LDAT (450 nm) com 1.5 W de potência (p<0.05). Não houve diferença significante na desinfecção da lesão de cárie após a irradiação com LDAT (980 nm) com 1.0 e 1.5 W de potência e com LDAT (450 nm) e 1.5 W de potência (p>0.05). A irradiação com LDAT (450 nm) com 1.0 W de potência não acarretou desinfecção de S. mutans da dentina cariada com ausência de diferença estatisticamente significante da contagem microbiana da lesão de cárie (p>0.05).

O laser de diodo de alta intensidade nos comprimentos de onda infravermelho e azul com potência de 1.5 W foi efetivo na desinfecção de S. mutans da dentina cariada, sendo uma alternativa para os procedimentos de Mínima Intervenção na Dentística.

PIa0023 - Painel Iniciante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Sensibilidade dental após clareamento em consultório em lesões cervicais não cariosas restauradas: ensaio clínico não randomizado
Nicole Gegline da Silva, Thalita de Paris Matos, Andrea Dos Santos de Castro, Raissa Manoel Garcia, Taís Scaramucci, Alessandra Reis, Alessandro D. Loguercio, Michael Willian Favoreto
UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este ensaio clínico não randomizado avaliou o risco e a intensidade da sensibilidade dental (SD) associada ao clareamento em consultório realizado em pacientes com dentes hígidos e em pacientes com lesões cervicais não cariosas (LCNC) restauradas. Quarenta e oito participantes foram direcionados em dois grupos: grupo controle (dentes hígidos) e grupo experimental (presença de pelo menos uma LCNC restaurada com resina composta, classificada como excelente de acordo com os critérios da FDI). Os participantes foram submetidos a duas sessões de clareamento com gel de peróxido de hidrogênio 35%, aplicado durante 50 min, com intervalo de 7 dias entre as sessões. A SD foi registrada 1 h, 24 h e 48 h após cada sessão, por meio de escala visual analógica de 0 a 10. A mudança de cor foi avaliada inicialmente e 1 mês após o tratamento, utilizando as escalas VITA Classical e VITA Bleachedguide, além de um espectrofotômetro digital. O risco absoluto de SD foi comparado pelo teste exato de Fisher, enquanto a intensidade da SD e a mudança de cor foram analisadas por meio do teste t independente (α=0,05). Foram observadas diferenças significativas entre os grupos quanto ao risco de SD: 75% no grupo hígido (IC 95%: 55%-88%) e 100% no grupo LCNC (IC 95%: 86%-100%), com risco relativo de 1,3 (IC 95%: 1,1-1,7; p=0,02). Também houve diferença significativa na intensidade da SD (diferença de médias = -3,4; IC 95%: -4,6 a -2,1; p<0,001). Ambos os protocolos promoveram clareamento clinicamente perceptível, sem diferença estatisticamente significativa, independentemente do método de avaliação utilizado (p>0,05).

Dentes com LCNC restauradas apresentam maior risco e maior intensidade de SD após o clareamento em consultório, sem comprometer a eficácia clareadora.

PIa0024 - Painel Iniciante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Teor de carga de resinas fluidas e desempenho clínico em lesão cervical não cariosa: ensaio randomizado de 6 meses
Gabriela Aparecida Winkert Manfron, Ana Beatriz Bertan Clementino, Nayara Passos da Silva, Michelle Nascimento Meger, Bianca Marques de Mattos de Araujo, Amanda de Oliveira de Miranda, Michael Willian Favoreto, Thalita de Paris Matos
Odontologia UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este ensaio clínico randomizado, controlado, duplo-cego e de boca dividida avaliou a influência do teor de carga de resinas compostas fluidas no desempenho clínico de restaurações em lesões cervicais não cariosas após 6 meses. Quarenta pacientes receberam 80 restaurações (n=40 por grupo) com Vittra APS Flow (FGM, Joinville, SC, Brasil) e GrandioSO Heavy Flow (VOCO, Cuxhaven, Alemanha), seguindo protocolo adesivo padronizado. O desempenho clínico foi avaliado no baseline e após 6 meses pelos critérios FDI ( Federação Dentária Internacional), considerando propriedades funcionais, biológicas e estéticas. A percepção do operador foi analisada por questionário estruturado. Os dados foram analisados pelo teste de Wilcoxon (α=0,05). A taxa de retorno foi de 100% e ambos os grupos apresentaram 100% de retenção. Não houve diferença significativa entre os materiais para os critérios clínicos avaliados (p>0,05), sendo a maioria das restaurações classificada como clinicamente muito boa. A resina fluida laranja (GrandioSO Heavy Flow) apresentou melhor desempenho na percepção dos operadores em relação à viscosidade, controle de escoamento e aplicabilidade clínica, com diferença estatisticamente significativa em comparação à resina fluida roxa (Vittra APS Flow) (p<0,05).

Conclui-se que o teor de carga não influenciou o desempenho clínico em curto prazo, embora tenha impactado a percepção de uso clínico.

PIa0025 - Painel Iniciante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Avaliação da incorporação do tensoativo no fotossensibilizante azul de metileno e açaí para desinfecção de todo o tecido cariado
Gabriela de Abreu Encarnação, Júlia Alencar Marcondes, Mariana Junqueira Rabelo, Carlos Eduardo Fontana, Sérgio Luiz Pinheiro
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE CAMPINAS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Esse trabalho avaliou a incorporação do tensoativo no fotossensibilizante azul de metileno e açaí para desinfecção de todo o tecido cariado. Foram selecionados 75 terceiros molares permanentes, superfícies dentinárias planas foram obtidas e as amostras foram submetidas ao desafio cariogênico com cepa padrão de S. mutans. Os espécimes foram distribuídos aleatoriamente em 5 grupos (n=15): LC: lesão de cárie, nenhum procedimento de desinfecção foi realizado; AM+LSV: Terapia Fotodinâmica Antimicrobiana (aPDT) com azul de metileno e laser vermelho; AM+TA+LSV: aPDT com tensoativo incorporado ao azul de metileno e laser vermelho; AÇ+LED: aPDT com açaí e LED azul; AÇ+TA+LED: aPDT com tensoativo incorporado ao açaí e LED azul. Os resultados foram submetidos ao teste estatístico de Kruskal-Wallis (Student-Newman-Keuls). A incorporação do tensoativo ao fotossensibilizante azul de metileno e açaí acarretou aumento significativo da redução de S. mutans da dentina cariada quando comparado aos fotossensibilizantes aplicados isoladamente (p<0.01). Todas os protocolos de Terapia Fotodinâmica Antimicrobiana avaliados foram efetivos na redução microbiana do tecido cariado (p<0.01). Não houve diferença significante na utilização do azul de metileno ou açaí com ou sem tensoativo na desinfecção do tecido cariado (p>0.05).

A aPDT utilizando a incorporação de tensoativo ao fotossensibilizante azul de metileno e açaí apresenta alta capacidade de redução de S. mutans do tecido cariado, sendo uma alternativa para aplicação em lesões profundas e para desinfecção de todo tecido cariado, sem necessidade de remoção da cárie.

PIa0026 - Painel Iniciante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Desempenho clínico de resinas monocromática e policromática em lesão cervical não cariosa: ensaio randomizado de 36 meses
Ana Beatriz Bertan Clementino, Amanda de Oliveira de Miranda, Mylena de Abreu Cardoso, Yasmine Mendes Pupo, Michelle Nascimento Meger, Alessandro D. Loguercio, Michael Willian Favoreto, Thalita de Paris Matos
Odontologia UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este ensaio clínico randomizado, controlado, duplo-cego, de equivalência e de boca dividida avaliou o desempenho clínico de resinas compostas monocromática e policromática em lesões cervicais não cariosas após 36 meses. Sessenta pacientes receberam 120 restaurações (n=60 por grupo) com resinas da mesma marca comercial: Vittra Unique (monocromática) e Vittra APS (policromática). O desempenho clínico foi avaliado longitudinalmente pelos critérios FDI (Federação Dentária Internacional), considerando propriedades biológicas, funcionais e estéticas. A análise de sobrevida foi realizada por curvas de Kaplan-Meier e teste log-rank, e os demais parâmetros clínicos foram comparados pelo teste qui-quadrado (α=0,05). No baseline, não foram observadas diferenças entre os grupos para os parâmetros avaliados. Após 36 meses, ambos os materiais apresentaram desempenho clinicamente aceitável, sem diferenças significativas entre eles (p>0,05). As taxas de sobrevida foram semelhantes entre os grupos ao longo do período avaliado.

Conclui-se que as resinas monocromática e policromática apresentaram desempenho clínico equivalente na restauração de lesões cervicais não cariosas após 36 meses.

PIa0027 - Painel Iniciante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Potencial antioxidante e estabilidade química de um cimento hidráulico funcionalizado com nanopartículas de resveratrol
Larissa Fernanda Pereira, Silvia Spriano, Antonio Secco Martorano, Larissa Moreira Spinola de Castro-raucci, Marlus Chorilli, Jonatas Lobato Duarte, Walter Raucci-Neto
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou o efeito da incorporação de nanoemulsão de resveratrol sobre a estabilidade química e o potencial antioxidante de um cimento hidráulico à base de silicato de cálcio. Corpos de prova de MTA foram preparados com diferentes proporções de nanoemulsão (0%, 25%, 50%, 75% e 100%) de resveratrol (0,5/% m/m) e imersos em solução tampão fosfato por 7 e 30 dias. Foram analisados pH, condutividade elétrica, salinidade e sólidos totais dissolvidos (TDS), como parâmetros do comportamento iônico. A capacidade antioxidante e o conteúdo fenólico total foram determinados pelo método de Folin-Ciocalteu. Aos 7 dias, as maiores concentrações de nanoemulsão promoveram aumento significativo do pH e da condutividade elétrica (p < 0,05), indicando maior atividade iônica. Para TDS, o grupo 100% apresentou valores superiores (p < 0,05), enquanto a salinidade não diferiu entre os grupos (p > 0,05). Após 30 dias, observou-se tendência de redução da condutividade, salinidade e TDS nas maiores concentrações, sem diferença estatisticamente significativa entre os grupos (p > 0,05), sugerindo possível formação de fases mineralizadas. A capacidade antioxidante e o conteúdo fenólico aumentaram significativamente nos grupos com nanoemulsão em comparação ao grupo controle (0%) (p < 0,05), que não apresentou atividade antioxidante, com maiores valores observados na concentração de 75%.

Conclui-se que a incorporação de nanoemulsão de resveratrol modula o comportamento iônico do MTA ao longo do tempo e potencializa sua atividade antioxidante, podendo contribuir para o desenvolvimento de biomateriais mais bioativos para terapias pulpares.

PIa0028 - Painel Iniciante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Influência da termociclagem, imersão em café e peróxido de hidrogênio na estabilidade de cor e rugosidade de resina monocromática
Bruna da Costa Flores, Felipe Guilherme Keppel, Henrique Souza Dos Santos, Roberto César do Amaral, Maria Eduarda Broering da Silva, Juliana Silva Ribeiro de Andrade, Sheila Cristina Stolf, Mauricio Malheiros Badaró
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Resinas compostas monocromáticas simplificam a seleção de cor; no entanto, sua estabilidade pode ser influenciada por agentes pigmentantes e condições de envelhecimento. Este estudo avaliou a estabilidade de cor e a rugosidade superficial de uma resina composta monocromática após termociclagem, imersão em café e exposição a enxaguatório bucal com peróxido de hidrogênio. Espécimes circulares (3×10 mm) de resina monocromática (Vittra Unique, FGM) foram submetidos aos protocolos experimentais, incluindo simulação de bochecho com enxaguatório contendo 2,5% de peróxido de hidrogênio (n=10). A cor foi mensurada pelo sistema CIELab (ΔE) e classificada segundo o National Bureau of Standards (NBS), nos tempos pós-polimerização, pós-polimento (1 semana) e após os protocolos (simulação de 1 ano). A rugosidade superficial (Ra, µm) foi avaliada por perfilometria. Os dados foram analisados por ANOVA, Kruskal-Wallis, Friedman, Wilcoxon e Mann-Whitney (α=0,05). O tempo exerceu efeito significativo sobre a estabilidade de cor (p<0,05), sendo observada redução da variação cromática após o polimento. Após 1 ano, apenas o grupo submetido ao café apresentou maior alteração de cor (p<0,001). O enxaguatório com peróxido de hidrogênio não promoveu alterações, mantendo valores semelhantes aos iniciais (p>0,05), e a termociclagem não influenciou os resultados (p>0,05). Não foram observadas diferenças significativas na rugosidade entre os grupos ou tempos experimentais (p>0,05).

A resina monocromática apresentou elevada estabilidade de cor e rugosidade após envelhecimento e higienização com enxaguatório clareador. O café foi o principal agente pigmentante, sem reversão significativa pelo peróxido de hidrogênio.

PIa0029 - Painel Iniciante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

EFEITO DE SOLUÇÃO LIBERADORA DE CLORO SOBRE AS PROPRIEDADES FÍSICA E MECÂNICA DO ESMALTE DENTAL - ESTUDO IN VITRO
Paula Yhorrana Viana Telles, Viviane de Cássia Oliveira, Fernanda de Carvalho Panzeri
Materiais dentários e prótese UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou a atividade antibiofilme de solução liberadora de cloro (SLC) e seus efeitos in vitro na estabilidade de cor, rugosidade superficial e microdureza do esmalte. Um biofilme misto composto por Staphylococcus aureus, Candida albicans e Streptococcus mutans foi formado sobre espécimes de esmalte bovino (6×6 ×2mm). Após 48 h de maturação, os espécimes foram imersos por 5 min em SLC (Granudacyn, Mölnlycke Health Care), clorexidina 0,12% (CHX, controle positivo) ou solução salina tamponada com fosfato (PBS, controle negativo). A atividade antibiofilme foi determinada pela contagem de unidades formadoras de colônia (UFC/mL). Para a avaliação das propriedades do esmalte, novos espécimes foram tratados uma vez ao dia por 30 s, utilizando protocolos de imersão ou spray. As alterações de cor (ΔE₀₀), rugosidade (ΔRa) e microdureza (ΔKHN) foram avaliadas nos períodos de 1, 7, 15 e 30 dias. A SLC reduziu a contagem microbiana em comparação ao PBS e apresentou atividade semelhante à CHX. A Ra manteve-se estável entre os tratamentos, exceto para CHX/spray aos 30 dias (p < 0,05). A imersão em SLC resultou em valores de KHN inferiores aos do PBS, mas não diferiu da CHX. Aos 30 dias, a CHX/spray promoveu a maior redução de microdureza (p < 0,05). Não foram observadas diferenças significativas na cor entre os tratamentos.

A solução liberadora de cloro demonstrou atividade antimicrobiana comparável à CHX, sem promover maiores alterações nas propriedades superficiais do esmalte nas condições testadas.

(Apoio: FAPESP  N° 2023/14376-4)
PIa0030 - Painel Iniciante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Potencial da goma do cajueiro, isolada e fluoretada, na mitigação da erosão da dentina exposta a um modelo in vitro de refluxo gastresofágico
Sarah de Jesus Santos, Thaysa Fernandes Pinto Mendes, Mayron Guedes Silva, Marina Damasceno e Souza Chiari, Fabio Dupart Nascimento, Durcilene Alves da Silva, Lucas Antonio Duarte Nicolau, Leily Macedo Firoozmand
UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A perda da estrutura dentária em decorrência da erosão dental tem se tornado mais frequente, estimulando o desenvolvimento de novas técnicas preventivas. O objetivo deste estudo in vitro foi o de avaliar o potencial da goma do cajueiro, isolada e sua associação com flúor, na mitigação da erosão da dentina submetida a um modelo de refluxo gastroesofágico, analisando as propriedades mecânicas e aspectos morfológicos da dentina. Blocos de dentina humana foram preparados, padronizados pela avaliação inicial (rugosidade (Ra), microdureza knoop (HK), Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV)) e divididos em (n=10): (C) - controle sem tratamento, GC (goma do cajueiro; 1:1 v/m); GCF (GC fluoretada; 5% NaF; 1:1 v/m); VDF (verniz fluoretado; 5% NaF). Nas amostras tratadas foi aplicada uma camada de ≈1mm do material previamente aos a ciclos erosivos (HCl + Pepsina; 6 x 5min/dia; 0,75 mg/mL; pH 2,0), perfazendo um total de 9 dias intercalados com saliva artificial (6 x 2h e pernoite). Posteriormente, reavaliou-se a Ra, HK, morfologia (MEV) e atividade colagenolítica (zimografia in situ) das superfícies dentinárias. Foi empregada a ANOVA de medidas repetidas e post hoc de Tukey (p < 0,05). Após o desafio erosivo, GC, GCF e VDF preservaram a HK e Ra da dentina superficial (p > 0,05), enquanto o grupo C (p < 0,001) apresentou diminuição de HK e aumento de Ra. O MEV demonstrou túbulos mais expostos em C e mais obliterados em GC, GCF e VDF, e menor atividade gelatinolítica em GC (65,4%) e GCF (80,8%), similar à dentina hígida, foi observada por zimografia.

Conclui-se que vernizes à base de goma do cajueiro podem preservar HK, Ra e a topografia da dentina, auxiliando na menor degradação enzimática sob desafio erosivo decorrente do refluxo gastroesofágico.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  Banco da Amazônia   N° 2024/213/BASA/FSADU)
PIa0031 - Painel Iniciante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Caracterização físico-química de quatro formulações de hidrogéis com β-AgVO3 para aplicação protética
Sofia Bignotto de Carvalho, Lívia Maiumi Uehara, Izabela Ferreira, João Marcos Carvalho Silva, Andréa Cândido Dos Reis
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Objetivou-se desenvolver um hidrogel à base de β-AgVO3 para higienização protética e avaliar suas propriedades físico-químicas. Concentrações de 0,0458; 0,0916; 0,229 mg/mL foram previamente determinadas e aplicadas a quatro diferentes formulações obtidas por homogeneização dos compostos e do nanomaterial, totalizando 16 grupos. Realizou-se centrifugação (n=2; 3.000 rpm/30 min), pH (n=3), espalhabilidade (n=10) e seringabilidade (n=10). Características organolépticas foram avaliadas após o preparo recente e avaliadas de forma qualitativa e visual descritiva. Na estabilidade acelerada, géis (n=3) passaram por seis ciclos de aquecimento (37,5 °C) e resfriamento (4 °C), 24 h cada. Para desempenho ao longo do tempo, (n=3) foram armazenados por 2 meses em temperatura e luz ambiente (30 e 60 dias). Utilizou-se SPSS 25.0, testes Shapiro-Wilk, Levene, Mauchly, ANOVA 3 fatores e Tukey (5%). Os géis apresentaram boa estabilidade, sem separação de fases após centrifugação. As formulações mantiveram padrão de pH ao longo do tempo, com grupos de géis com carbopol mais estáveis e sem perda da viscosidade aparente, além de pH mais alto. Aumento do nanomaterial e tempo de armazenamento reduziram o pH, embora o nanomaterial tenha demonstrado tendência de estabilização. Espalhabilidade aumentou com o tempo, sendo maior em grupos sem carbopol, e formulações sem β-AgVO3. Géis foram transparentes, inodoros, com variação de cor conforme formulação e presença de nanomaterial.

Conclui-se que grupos com carbopol obtiveram maior estabilidade e o β-AgVO3 reduziu pH e espalhabilidade, alterando principalmente a cor sem afetar formulações mais estáveis.

(Apoio: FAPs - Fapesp  N° 2023/18064-7)



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