9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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JC009 - Prêmio Jaime Aparecido Cury
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Sala Verde

Efeito da ponteira em géis clareadores de dois frascos: Permeabilidade de peróxido de hidrogênio, rentabilidade e eficácia clareadora
Fernanda Vieira Garrido, Leticia Caroline Condolo, Laryssa Mylenna Madruga Barbosa, Michael Willian Favoreto, Gabrielle Gomes Centenaro, Deisy Cristina Ferreira Cordeiro, Abraham Lincoln Calixto, Alessandro D. Loguercio
ODONTOLOGIA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE PONTA GROSSA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo in vitro avaliou a penetração do peróxido de hidrogênio (PH) na câmara pulpar, o consumo de gel e a eficácia clareadora (EC) ao utilizar diferentes géis clareadores de dois frascos aplicados com pincel ou espátula convencional. 110 pré-molares humanos extraídos foram distribuídos em onze grupos (n = 10), conforme o método de aplicação (pincel ou espátula) e o gel clareador (DSP White Clinic 35% [WC]; Potenza Bianco PRO 35% [PB]; Pola Office 35% [PO]; Whiteness HP 35% [WH] e Whiteness HP Maxx 35% [WM]), incluindo um controle negativo. A concentração de PH (μg/mL) na câmara pulpar foi determinada por espectrofotometria UV-Vis. O consumo de gel foi quantificado com balança analítica e a EC (ΔEab, ΔE00 e ΔWID) com espectrofotômetro digital. A concentração de PH (%) e o pH por meio de titulação e pHmetro digital. Os dados foram analisados com ANOVA de dois fatores, testes de Tukey e Dunnett. A concentração de PH permaneceu estável antes e após a aplicação (p > 0,05). A maioria dos géis apresentou pH ácido e instável (p < 0,05), exceto o PO que permaneceu altamente ácido (p > 0,05), tendo maior penetração na câmara pulpar independentemente do método de aplicação (p < 0,05). Os demais géis tiveram penetração semelhante de PH, independente da técnica (p > 0,05). A aplicação com pincel reduziu significativamente o consumo de gel em todas as marcas (p < 0,05), mas a EC não foi afetada, com valores comparáveis de ΔEab, ΔE00 e ΔWID (p > 0,05). A penetração de PH não foi influenciada pelo método de aplicação. No entanto, o uso de pincel reduziu o consumo de gel sem comprometer a EC.

A incorporação do uso de pincel com géis de dois frascos reduz o desperdício de material mantendo a EC, representando um protocolo mais sustentável e vantajoso para a prática clínica.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  CNPq  N° 304444/2025-1  |  CNPq INCT Saúde Oral e Odontologia   N° 406840/2022-9)
JC010 - Prêmio Jaime Aparecido Cury
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Sala Verde

Os géis clareadores de seringas acopláveis mantêm sua eficácia clareadora e propriedades físico-químicas 72 horas após a manipulação?
Marina Kravchychyn Cappelletti, Gabrielle Gomes Centenaro, Fernanda Vieira Garrido, Michael Willian Favoreto, Deisy Cristina Ferreira Cordeiro, Alessandra Reis, Laryssa Mylenna Madruga Barbosa, Alessandro D. Loguercio
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE PONTA GROSSA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo in vitro avaliou a penetração de peróxido de hidrogênio (PH), eficácia clareadora (EC) e propriedades físico-químicas (viscosidade, concentração de PH e pH) de géis clareadores de consultório na apresentação de seringas acopláveis, avaliados imediatamente e após 72 horas após a mistura. 150 pré-molares foram randomizados em 15 grupos com 10 espécimes por grupo, separados conforme a marca comercial (1): DSP 35%, Nano White 35%, SSWhite 35%, Total Blanc 35%, HP Blue 35%, Potenza Bianco 38% e Opalescence 40%; e o tempo de armazenamento (2): imediato ou 72 horas após mistura, e um grupo controle negativo. A concentração de PH em ambos os tempos foi determinada por titulação, o pH pelo pHmetro digital e a viscosidade por Reômetro. A EC (ΔEab, ΔE00 e WID) foi medida com espectrofotômetro digital, e a penetração de PH (μg/mL) por espectrofotometria UV-Vis. Os dados foram analisados por ANOVA, testes de Tukey e Dunnett (α = 0,05). A concentração de PH e o pH diferiram entre as marcas e diminuíram após o armazenamento na maioria dos géis. Todos os géis apresentaram EC significativamente maior que o grupo controle (p < 0,05). O tempo de armazenamento teve influência mínima na EC. A difusão de PH foi dependente do material; a viscosidade variou entre as marcas, embora a maioria dos géis tenha apresentado comportamento pseudoplástico e alterações relacionadas ao armazenamento.

Os géis apresentaram diferenças dependentes do material em suas propriedades, na EC e na penetração de PH, com efeitos mínimos do armazenamento por 72 horas. No entanto, o armazenamento alterou a concentração de PH, o pH e a viscosidade em alguns materiais. A avaliação dos géis após 72 horas pode apoiar a reutilização segura, mantendo a EC enquanto reduz o desperdício de material.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  CNPq INCT Saúde Oral e Odontologia  N° 406840/2022-9  |  CNPq  N° 304444/2025-1)
JC011 - Prêmio Jaime Aparecido Cury
Área: 6 - Oclusão / ATM

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Sala Verde

Abertura bucal e limiar de dor em músculos mastigatórios de adultos saudáveis: Um estudo transversal
Ana Julia Moreira Castilho, Rafaela Amaral Lima, Leonardo Luiz Barretti Secchi
FACULDADE DE CIÊNCIAS SOCIAIS E AGRÁRIAS DE ITAPEVA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo foi identificar a associação entre mobilidade de abertura bucal (MAB) e o limiar de dor no músculo masseter e temporal em adultos saudáveis. Trata-se de estudo transversal (STROBE), aprovado pelo CEP da UNIGRUPOFAEF. Foram incluídos voluntários de ambos os sexos, de 18-62 anos, sem disfunção temporomandibular e excluídos voluntários com aparelho ortodôntico. A MAB foi mensurada por paquimetria entre incisivos centrais (mm), o limiar de dor por algometria de pressão (lbs) (MicroFET2), aplicado perpendicularmente ao ventre muscular dos músculos masseter e temporal, até o relato de dor, e a função cervical foi avaliada por meio do questionário Neck Disability Index (NDI). Todas as coletas foram randomizadas entre os lados e músculos, com três repetições para obtenção da média. A análise foi realizada no SPSS v29.0 Restes de Shapiro-Wilk para aferição da normalidade, teste T pareado para comparação bilateral, correlação de Pearson para identificar associação entre o MAB algometria e NDI. Cálculo amostral estimou 54 sujeitos pelo GPower. Foram avaliados 156 voluntários, 114 mulheres [73,1%]; 42 homens [26,9%], média de idade de 23,19 ± 8,26 anos, peso 68,0 ± 14,76 kg e altura 1,66 ± 0,10 m. Não houve diferenças entre lados no masseter (p = 0,10). O temporal esquerdo apresenta maior limiar de dor (8,21 3,78 lbs) indicando assimetrias (IC95% 0,686-0,834; p <0,001). Foi identificado correlação positiva fraca entre o MAB e o limiar de dor do músculo temporal esquerdo (r=0,230; p=0,009) e correlação negativa entre o limiar de dor do temporal direito e o escore do NDI (r=-0,305; p<0,001).

Concluímos que há associação entre abertura bucal e limiar de dor no músculo temporal e maiores valores no limiar de dor estão associados a maior abertura.

JC012 - Prêmio Jaime Aparecido Cury
Área: 7 - Patologia Oral

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Sala Verde

Caquexia associada ao Carcinoma epidermóide de cabeça e pescoço: miRNAs como biomarcadores preditivos de diagnóstico por biópsia líquida
Francineude Bento Moraes, Luciana Mara Barbosa Pereira, Walter de Freitas Filho, Carla Dayana Durães Abreu, Gabriel Donner Oliveira, Juciane Fagundes Durães Benitez, Desirée Sant Ana Haikal, Alfredo Mauricio Batista de Paula
Odontologia UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A caquexia associada ao carcinoma epidermoide de cabeça e pescoço (CECP) é uma síndrome paraneoplásica associada a pobres desfechos de saúde. Este estudo investigou o desempenho diagnóstico de microRNAs circulantes para identificação de caquexia em pacientes com CECP, independente do estadiamento tumoral. Foram avaliados 58 pacientes virgens de tratamento, foram classificados em caquéticos (n=31) e não caquéticos (n=27) de acordo com critérios internacionais validados. Um grupo controle com 16 indivíduos clinicamente saudáveis, pareados por sexo e idade, foram selecionados. Dez microRNAs (miR-1, miR-133a, miR-133b, miR-206, miR-208a, miR-208b, miR-499a, miR-486, miR-21 e miR-32) foram quantificados por RT-qPCR. Diferenças entre grupos foram avaliadas por Kruskal-Wallis com pós-teste de Dunn ajustado por FDR. A capacidade discriminatória foi avaliada por curvas ROC, e a independência diagnóstica testada por regressão logística binária ajustada para estadiamento TNM. Pacientes caquéticos apresentaram pior perfil antropométrico e inflamatório sistêmico. Dentre os miRNAs avaliados, o miR-32 apresentou maior capacidade discriminatória, com expressão diferencial significativa (p<0,001) e AUC de 0,784 (IC95% 0,658-0,909), sensibilidade de 74,2% e especificidade de 81,5%. Após ajuste pelo TNM, a ausência de detecção do miR-32 permaneceu associada à caquexia (OR=9,99; p=0,001), configurando o modelo de melhor desempenho global.

Conclui-se que o miR-32 sérico é um biomarcador promissor e independente para detecção de caquexia em pacientes com CECP, apresentando desempenho discriminatório clinicamente relevante e potencial aplicação na estratificação precoce de risco e suporte à tomada de decisão terapêutica.

(Apoio: CNPq  N° 441306/2023 e 300935/2025-0  |  CAPES  N° RED-031-21  |  FAPEMIG  N° APQ-04800-24 e APQ-08594-25)
JC013 - Prêmio Jaime Aparecido Cury
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Sala Verde

Micro e nanoplásticos como moduladores da inflamação e do estresse oxidativo em fibroblastos gengivais humanos
Lorena Pagotto Spinace, Camila Schmidt Stolf, Melina Zambrotti Machado Donatoni, Leonardo Pagotto Spinace, Flávia Sammartino Mariano, Renato Corrêa Viana Casarin, Karina Gonzales Silvério Ruiz, Mabelle de Freitas Monteiro
Prótese e periodontia FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A presente pesquisa tem como objetivo investigar se micro e nanoplásticos (MNPs) são capazes de desregular SOD1 e PTEN e induzir a expressão de IL-1β e TNF-α, contribuindo para o estresse oxidativo e a inflamação periodontal. Trata-se de um estudo experimental in vitro com fibroblastos gengivais (FGs) primários, cultivados e expostos à MNPs. A viabilidade celular foi determinada por ensaio de MTT para definição da concentração experimental. Após 24h de exposição dos FGs a 100μg/mL, os sobrenadantes foram analisados por imunoensaio multiplex Luminex para quantificação de citocinas pró e anti-inflamatórias. Paralelamente, o RNA total foi extraído, quantificado e tratado, seguido da síntese de cDNA e análise da expressão gênica de SOD1, PTEN, IL-1β e TNF-α por RT-qPCR, utilizando 18S como gene de referência. A análise estatística incluiu teste de Shapiro-Wilk, seguido de teste t pareado ou Wilcoxon (p<0,05). A exposição aos MNPs promoveu modulação significativa de IL-1β e TNF-α, evidenciando ativação inflamatória, além de alterar a expressão de SOD1 e reduzir PTEN, indicando desequilíbrio redox e desregulação da via PI3K/AKT. A análise por Luminex corroborou esses achados ao demonstrar aumento do índice pró-inflamatório, com tendência de resposta contrarregulatória.

Esses resultados evidenciam que MNPs atuam como agentes ambientais capazes de comprometer a homeostase de FGs, sugerindo papel relevante na patogênese periodontal, além de possíveis implicações na biocompatibilidade de materiais odontológicos e na liberação de partículas no meio bucal.

(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2025/16312-9  |  FAPs - FAPESP  N° 2025/16312-9)
JC014 - Prêmio Jaime Aparecido Cury
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Sala Verde

Proteínas salivares associadas à atividade neutrofílica e perfil gelatinolítico em diferentes estágios da periodontite na gravidez
Amanda Borges Pirondi, Kai Bao, Flávia Godoy Iano, Adriano de Souza Pessoa, Hélvis Enri de Sousa Paz, Marília Afonso Rabelo Buzalaf, Nagihan Bostanci, Gerson Aparecido Foratori-junior
Departamento de Ciências Biológicas UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - BAURU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo investigou a associação entre os estágios da periodontite e as concentrações salivares de proteínas relacionadas à atividade neutrofílica, como elastase-2 (ELA2), lactotransferrina (LTF) e lipocalina-2/NGAL, além da atividade gelatinolítica salivar em gestantes. As gestantes foram agrupadas em controle sem periodontite (C, n=21), periodontite estágio I (P-I, n=17), estágio II (P-II, n=16) e estágio III (P-III, n=14). Foram avaliadas as concentrações salivares de ELA2, LTF e NGAL (MILLIPLEX® MAP), além da atividade gelatinolítica por zimografia em gel, com base nos perfis de eletroforese de MMP-2 e MMP-9. Os analitos foram analisados por ANCOVA ajustada para idade, IMC e escolaridade. Também foram avaliadas tendências lineares entre os estágios da periodontite e comparadas as bandas zimográficas por ANOVA com pós-teste de Tukey (P<0,05). Nas análises ajustadas, ELA2 apresentou relação positiva de dose-resposta entre os estágios da periodontite, com aumento médio de 34% a cada avanço de estágio (P=0,001). A LTF não diferiu entre os grupos, enquanto a NGAL apresentou efeito global significativo (P=0,022), mas sem diferenças nas comparações múltiplas. A zimografia evidenciou maior atividade enzimática associada à pró-MMP-9 nos estágios II (P=0,046) e III (P=0,007), à MMP-9 ativa no estágio I (P=0,021) e à pró-MMP-2 no estágio II (P=0,008), sem diferença para MMP-2 ativa entre os grupos.

Conclui-se que a ELA2 salivar foi a proteína mais consistentemente associada à gravidade da periodontite na gestação, sugerindo um gradiente de ativação neutrofílica. A zimografia indicou alterações estágio-específicas da atividade gelatinolítica salivar, sobretudo em bandas atribuídas à MMP-9 e pró-MMP-2.

(Apoio: FAPs - Fapesp  N° #2022/10292-8; #2024/01759-5; #2024/07973-9; #2025/21307-4)
JC015 - Prêmio Jaime Aparecido Cury
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Sala Verde

Fraqueza muscular, maior adiposidade corporal e hematócrito reduzido são preditores de diagnóstico de periodontite em adultos obesos
João Marcos Sena Figueiredo, Marcos Vinícius Santos Pinto, João Víctor Rodrigues, Júlia Ramos de Amorim, Karina Sarno Paes Alves Dias, Juciane Fagundes Durães Benitez, Desirée Sant Ana Haikal, Alfredo Mauricio Batista de Paula
Departamento de Odontologia UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A periodontite, doença inflamatória crônica, compartilha vias sinalizadoras com a obesidade. Sua identificação precoce em adultos obesos pode evitar destruição periodontal e reduzir a carga inflamatória sistêmica. O objetivo desse estudo foi desenvolver e validar internamente um modelo de predição diagnóstica de periodontite em adultos obesos com variáveis facilmente obtidas nos serviços de saúde. Incluíram-se 115 adultos com obesidade (IMC≥30kg/m²). Coletaram-se dados demográficos, antropométricos, composição corporal, força muscular, bioquímica sanguínea, hábitos de saúde bucal e exame periodontal completo. O diagnóstico de periodontite seguiu critérios clínicos e radiográficos do Workshop Mundial (2017), com prevalência de 71,3%. Preditores candidatos foram definidos por plausibilidade biológica e viabilidade de obtenção no serviço assistencial. Ajustou-se à regressão logística multivariável com entrada forçada e máximo de quatro preditores, com validação interna. O modelo final reteve idade (OR=1,13; IC95%=1,08-1,20), massa gorda (OR=1,04; IC95%=0,99-1,09), hematócrito (OR=0,89; IC95%=0,76-1,02) e fraqueza muscular (OR=5,22; IC95%=1,80-17,30). Houve excelente discriminação (AUC=0,873; IC95%=0,807-0,938), AUC corrigida=0,865, calibração adequada (Hosmer-Lemeshow p=0,749), acurácia de 80%, sensibilidade de 76,8% e especificidade de 87,9%. Análise LASSO confirmou robustez do modelo preditivo. Também foram elaborados escore simplificado e nomograma.

Conclui-se que o modelo de diagnóstico de periodontite em adultos obesos identificou fatores preditores acessíveis nos serviços de saúde. Contudo, validação externa e recalibração são necessárias para implementação do se uso clínico.

(Apoio: CNPq  N° 441306/2023 E 300935/2025-300935/2025-300935/2025-0  |  CAPES  |  FAPEMIG  N° RED-031-21, APQ-04800-24, APQ-08594-25)
JC016 - Prêmio Jaime Aparecido Cury
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Sala Verde

Efeito da Vitamina D3 na Modulação da Diferenciação de Células Mesenquimais do Ligamento Periodontal com Baixo Potencial Osteogênico
Leonardo Pagotto Spinace, Karina Gonzales Silvério Ruiz, Francisco Naldo Gomes Filho, Nathalia Reiche Moreira, Bruno Cazotti Pereira, Lorena Pagotto Spinace, Enilson Antonio Sallum, Catharina Marques Sacramento
Prótese e Periodontia FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A regeneração periodontal depende da ativação e diferenciação de células-tronco mesenquimais do ligamento periodontal (PDLMSCs), responsáveis pela formação de cemento e osso alveolar. No entanto, essas células são heterogêneas, e uma grande proporção apresenta baixo potencial osteogênico (LOP), o que limita sua capacidade regenerativa. Evidências prévias identificaram a asporina (ASPN) como um regulador negativo da diferenciação osteo/cementogênica por meio da inibição da sinalização do BMP-2. Nesse contexto, a vitamina D3 tem emergido como um potencial modulador capaz de suprimir a expressão de ASPN e aumentar a mineralização. Este estudo investiga os efeitos da vitamina D3 na diferenciação de células humanas com baixo potencial osteogênico. Populações de células LOP foram cultivadas em meio padrão, meio osteogênico (OM) e OM suplementado com vitamina D3. Foram avaliados o metabolismo celular, a apoptose, a deposição de matriz mineralizada e a expressão gênica de marcadores osteogênicos (RUNX2, ALP, OCN) e genes regulatórios (VDR, ASPN, BMP-2), além da expressão proteica de ASPN e BMP-2. O tratamento com vitamina D3 não comprometeu a viabilidade celular e promoveu diferenciação osteogênica significativa, evidenciada pelo aumento da expressão de RUNX2, ALP e OCN, bem como pela maior formação de nódulos mineralizados. Esses efeitos estiveram associados à diminuição da expressão de ASPN e ao aumento dos níveis de BMP-2.

De modo geral, a vitamina D3 aumenta o potencial osteo/cementogênico de células LOP ao modular vias inibitórias e estimuladoras-chave, sugerindo uma estratégia promissora para aprimorar a regeneração periodontal.

(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2024/21239-6)



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