9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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HOF022 - Painel Prêmio Harmonização Orofacial
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco B - Verde

CARACTERIZAÇÃO FÍSICO-QUÍMICA E BIOLÓGICA DE BIOESTIMULADORES DE COLÁGENO À BASE DE HIDROXIAPATITA DE CÁLCIO
Luiz Filipe Barbosa-Martins, Rachel Brazuna Solidonio, Tainah Oliveira Rifane, Diego Martins de-Paula , Luane Macêdo de Sousa
ODONTOLOGIA INFANTIL FACULDADE PAULO PICANÇO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Bioestimuladores de colágeno à base de hidroxiapatita de cálcio (CaHA) são biomateriais injetáveis amplamente utilizados em procedimentos regenerativos e estéticos, embora dados comparativos sobre suas propriedades físico-químicas e biológicas ainda sejam limitados. Este estudo avaliou comparativamente três formulações comerciais de CaHA por MEV (n=6), distribuição do tamanho de partículas (n=6), rugosidade superficial (n=6), degradação (n=6), FTIR (n=6), estabilidade térmica (n=6) e citotoxicidade utilizando Artemia salina em triplicata (n=10). A MEV demonstrou diferenças marcantes na distribuição granulométrica e organização superficial. Radiesse® e Diamond Intense® apresentaram maior homogeneidade de partículas, enquanto STIIM® exibiu partículas menores, maior heterogeneidade e rugosidade significativamente superior (p<0,001). A FTIR identificou bandas associadas à apatita carbonatada predominantemente em Radiesse® e Diamond Intense®. A análise termogravimétrica demonstrou diferenças na fração mineral residual e no comportamento de degradação térmica entre os materiais. A imersão em fluido corpóreo simulado revelou degradação progressiva e diferentes cinéticas de hidratação, com maior perda de massa para STIIM® (p<0,001). A análise utilizando Artemia salina demonstrou resposta dependente da concentração e do tempo de exposição, com maior reatividade observada para STIIM® (p<0,001).

Os bioestimuladores avaliados apresentaram distintos perfis físico-químicos e biológicos, sugerindo que diferenças microestruturais podem modular a degradação e a resposta biológica desses biomateriais.

HOF023 - Painel Prêmio Harmonização Orofacial
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco B - Verde

Bioestimulação Avançada: O Papel Ativo do Ácido Hialurônico Associado à CaHA comparado à carboximetilcelulose
Bianca Gabrielle Porto, Barbara Leite Machado, Osmir Batista de Oliveira Júnior, Hermes Pretel
Dentística Restauradora UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A hidroxiapatita de cálcio (CaHA) é um bioestimulador consagrado, tradicionalmente veiculado em carboximetilcelulose (CMC). A busca por resultados superiores impulsionou este estudo pioneiro, que compara a CaHA veiculada em ácido hialurônico (HA1) versus CMC (HA2), demonstrando uma revolução na regeneração tecidual. Foi realizado in vitro (microscópio eletrônico de varredura e reometria) e in vivo (randomizado, triplo mascaramento em ratos Wistar por 90 dias), avaliando biocompatibilidade, inflamação e neocolagênese. Os resultados demonstraram que o grupo HA1 apresentou resposta inflamatória discretamente menor, com organização tecidual mais uniforme e deposição de colágeno mais homogênea ao longo do tempo. Morfologicamente, observou-se maior porosidade e heterogeneidade superficial, associadas a melhor integração tecidual. Reologicamente, apresentou maior módulo de armazenamento e maior viscosidade complexa, indicando superior estabilidade estrutural. Em contraste, o HA2 apresentou matriz mais compacta, menor rigidez e resposta inflamatória mais prolongada, com deposição colagena irregular.

Conclui-se que a associação da hidroxiapatita de cálcio ao ácido hialurônico promove melhor desempenho biológico e mecânico quando comparada à carboximetilcelulose, evidenciando maior potencial para aplicações em bioestimulação e rejuvenescimento tecidual na harmonização orofacial.

HOF024 - Painel Prêmio Harmonização Orofacial
Área: 6 - Prótese

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco B - Verde

Eficácia, durabilidade e segurança de Alluzience® versus Botox® em rugas glabelares: ensaio clínico randomizado triplo-cego
Jacqueline Rosa Gonçalves, Ligia Figueiredo Valesan, Ana Claudia Navarro, Alfonso Sánchez-ayala, Ana Claudia Carbone, Mariana Barbosa Câmara-Souza, Giancarlo De la Torre Canales
ASSOCIAÇÃO MARINGÁ DE ENSINO SUPERIOR
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A maioria das formulações de toxina botulínica tipo A (BoNT-A) disponíveis comercialmente consiste em pós liofilizados ou preparações secas a vácuo que requerem reconstituição. Recentemente, foi introduzida uma formulação pronta para uso (RTUaboBoNT-A). Embora sua eficácia na redução de rugas glabelares já tenha sido demonstrada, ainda há escassez de dados comparativos com toxinas em pó como a onabotulinumtoxina A (OnaBoNT-A). Este estudo avaliou a eficácia, durabilidade e segurança da RTUaboBoNT-A em comparação com a OnaBoNT-A no tratamento de rugas glabelares moderadas a severas. Quarenta mulheres (25-50 anos) foram randomizadas para receber OnaBoNT-A (n=20) ou RTUaboBoNT-A (n=20), em doses equivalentes nos músculos prócero e corrugador. Os desfechos incluíram atividade eletromiográfica (EMG), escala de rugas 5 pontos da Merz, satisfação com tratamento (FACE-Q), idade percebida e dor à injeção (EVA). As avaliações foram realizadas no baseline e ao longo de 5 meses. A análise estatística incluiu ANOVA de medidas repetidas, testes qui-quadrado e teste t de Student. Não foram observadas diferenças significativas entre os grupos quanto à atividade EMG, gravidade das rugas ou idade percebida (p>0,05). Maior satisfação com o tratamento foi observada aos 2 meses no grupo OnaBoNT-A (p=0,01), enquanto a dor à injeção foi maior com RTUaboBoNT-A (p=0,02). A RTUaboBoNT-A demonstrou perfil clinico comparável à OnaBoNT-A no tratamento de rugas glabelares, porém apresentou maior dor durante as aplicações.

A RTUaboBoNT-A demonstrou perfil clinico comparável à OnaBoNT-A no tratamento de rugas glabelares, porém apresentou maior dor durante as aplicações.

HOF025 - Painel Prêmio Harmonização Orofacial
Área: 7 - Estomatologia

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco B - Verde

Manejo Conservador de seroma submentual pós-endolaser associado a reação alérgica:relato de caso clínico
Nicola Felipe Lopez Bempensante, Yeon Jung Kim, Cláudio Pontes, Ricardo Scarparo Navarro, Luana Campos
Mestrado UNIVERSIDADE SANTO AMARO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O uso do endolaser na harmonização orofacial tem se consolidado como uma alternativa minimamente invasiva para tratamento de flacidez e redução de gordura. No entanto, apesar do perfil de segurança favorável, intercorrências podem ocorrer. Dentre essas complicações, o seroma submentual se destaca como uma ocorrência incomum, caracterizada pelo acúmulo de líquido seroso em planos subcutâneos, podendo estar associado a trauma tecidual, resposta inflamatória exacerbada ou, mais raramente, a reações de hipersensibilidade. O presente relato de caso descreve a ocorrência inédita de seroma submentual pós-endolaser possivelmente induzido por reação alérgica. Paciente mulher, 52 anos de idade, em 30 dias pós tratamento com endolaser em região submentual, refere evoluir com aumento de volume, coceira e endurecimento na região do procedimento, em alguns minutos após ter comido camarão. Incialmente, a paciente procurou o pronto atendimento médico e foi medicada com cloridrato de prometazina (25mg/ml, 2mL, IM) e succinato de hidrocortisona (100mg, EV), tendo o diagnóstico de seroma confirmado por exame de ultrassom. Em retorno ao consultório odontológico, ainda com pouco melhora, a paciente foi tratada com terapia de fotobiomodulação, assim como orientada a realizar sessões de drenagem linfática e uso de faixa compressiva, mantendo reavaliações semanais. Em 30 dias de acompanhamento, a paciente evoluiu com completo reparo e remissão da lesão.

Frente aos resultados obtidos, podemos concluir que o manejo conservador do seroma pós-endolaser foi eficaz, garantindo a segurança e qualidade de vida da paciente.




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