9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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HOF001 - Painel Prêmio Harmonização Orofacial
Área: 1 - Biologia craniofacial

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco B - Verde

Proporção de eventos adversos dos bioestimuladores de colágeno em estética facial: uma revisão sistemática
Lia Rosana Honnef, Manuella Salm Coelho, Júlia Meller Dias de Oliveira, Helena Polmann, Patricia Pauletto, Cristine Miron Stefani, Victor Ricardo Manuel Muñoz Lora, Graziela De Luca Canto
Centro de Ciências da Saúde UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo desta revisão sistemática foi sintetizar a proporção de eventos adversos associados ao uso de bioestimuladores de colágeno injetáveis em procedimentos estéticos faciais. A revisão foi conduzida conforme as diretrizes PRISMA e registrada no PROSPERO. Foram incluídos ensaios clínicos randomizados em adultos tratados com ácido poli-L-láctico, hidroxiapatita de cálcio, policaprolactona, ácido poli-D,L-láctico ou polidioxanona. As buscas foram realizadas nas bases CENTRAL, EMBASE, LILACS, PubMed, SCOPUS e Web of Science, além de literatura cinzenta (ProQuest e Google Schoolar), sem restrições. Dois revisores independentes realizaram a seleção dos estudos, extração dos dados e avaliação do risco de viés por meio da ferramenta RoB 2.0. Foram identificados 1.628 registros, sendo incluídos 21 ensaios clínicos randomizados. A maioria dos estudos apresentou algumas preocupações quanto ao risco de viés, principalmente relacionadas ao domínio de mensuração dos desfechos, devido à ausência de padronização na definição dos eventos adversos. A meta-análise demonstrou frequência global de pacientes com ≥1 evento adverso de 11,51% (IC95%: 2,61-38,67; I²=57%).

Os eventos adversos observados foram majoritariamente leves, destacando-se edema, eritema, dor e equimose, enquanto nódulos e reações tardias foram raramente reportados. No entanto, a ausência de padronização na classificação e no relato dos desfechos entre os estudos incluídos, contribuiu para a heterogeneidade dos resultados. Dessa forma, ressalta-se a necessidade de estudos futuros que adotem critérios metodológicos mais consistentes.

HOF002 - Painel Prêmio Harmonização Orofacial
Área: 1 - Biologia craniofacial

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco B - Verde

Impacto da perfiloplastia com ácido hialurônico na estética facial: análise objetiva
Sumaya Takan Bordalo, Tatiana de Almeida Bezzi, Vanessa Cristina de Branco Gonçalves, Marcelo Gaspar, Angélica Castro Pimentel, Caio Vinicius Gonçalves Roman-Torres, Wilson Roberto Sendyk
Doutorado UNIVERSIDADE SANTO AMARO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi avaliar o impacto da perfiloplastia com ácido hialurônico (AH) na estética facial por meio de parâmetros objetivos. Trata-se de ensaio clínico prospectivo, intervencional, de braço único, com análise intrapessoal (pré e 30 dias pós-procedimento), aprovado pelo CEP (CAAE nº 88474725.0.0000.0081) e registrado no ReBEC (RBR-4f3rmkt). Participaram 20 voluntários saudáveis (90% mulheres), com idades entre 19 e 61 anos (média de 34 anos), predominantemente caucasianos (70%). O protocolo incluiu rinomodelação, preenchimento labial e projeção mentoniana com AH Belotero®. A documentação consistiu em fotografias padronizadas e telerradiografias, analisadas por cefalometria, antropometria e software FIJI. O desfecho avaliado foram as alterações do perfil facial. Observou-se aumento das dimensões de tecidos moles, com destaque para a projeção nasal (30-34 mm), altura nasal (22-25 mm), altura dos lábios (22-25 mm) e projeção do mento (25-30 mm), além de redução dos ângulos nasolabial (104°-96°), mentolabial (124°-110°) e nasofrontal (130°-124°), considerando valores médios. As medidas estruturais permaneceram inalteradas.

Conclui-se que a perfiloplastia com AH promove aumento de volume e projeção facial, com modificação do perfil e maior convexidade, sem alterações estruturais.

(Apoio: CAPES  N° 88887941792/2024-00)
HOF003 - Painel Prêmio Harmonização Orofacial
Área: 1 - Biologia craniofacial

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco B - Verde

Longevidade de preenchimento com ácido hialurônico no terço inferior da face: uma revisão de escopo
Márcia Valéria Gualberto Barbosa de Queiroz, Julia Scabora Teixeira, Ana Júlia da Silveira Pedreira Oporto, Rafael Dascanio, Marina Damasceno e Souza Chiari, Denise Carleto Andia, Matheus Kury Rodrigues
Odontologia UNIVERSIDADE PAULISTA - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Esta revisão de escopo objetivou mapear as evidências sobre a longevidade do ácido hialurônico (AH) no terço inferior da face, identificando padrões de duração, formas de mensuração e características dos preenchedores associadas à estabilidade. Foram realizadas buscas em PubMed, Web of Science, Scopus e Lilacs. Após remoção de duplicatas, dois revisores independentes realizaram a leitura de títulos, resumos e textos remanescentes na íntegra. Estudos fora da região de interesse na face, preenchedores híbridos e com acompanhamento inferior 6 meses foram excluídos. Dos 7.200 registros, 3.794 duplicatas foram removidas. Após triagem, 92 estudos foram lidos e 59 foram incluídos, entre 2011 e 2026. A longevidade clínica do AH mostrou-se dependente da região anatômica e características reológicas do produto. Em áreas dinâmicas, como lábios, os efeitos tendem a permanecer menos tempo que em regiões estruturais, como queixo e mandíbula, onde a estabilidade volumétrica foi maior. A avaliação foi heterogênea, envolvendo escalas clínicas, fotografias, desfechos relatados pelo paciente e exames de imagem, que sugerem permanência do gel após a redução do efeito estético visível.

Conclui-se que a longevidade do AH no terço inferior da face é multifatorial e resulta da interação entre características do produto, biomecânica regional e métodos de avaliação. Exames de imagem indicam que a presença do material pode exceder a duração do efeito clínico visível, reforçando a necessidade de protocolos avaliativos mais homogêneos.

(Apoio: CAPES  N° 001)
HOF004 - Painel Prêmio Harmonização Orofacial
Área: 1 - Cirurgia bucomaxilofacial

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco B - Verde

Endolaser em emissão simultânea de dupla onda na redução de gordura cervical: relato de caso clínico
Kamilly de Lourdes Ramalho Frazão, Yeon Jung Kim, Ricardo Scarparo Navarro, Cláudio Pontes, Luana Campos
UNIVERSIDADE SANTO AMARO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este trabalho tem como objetivo descrever um caso clínico inédito onde o endolaser foi utilizado em emissão simultânea de dois comprimentos de onda para a redução de volume e rejuvenescimento da região cervical. Paciente de 40 anos, com queixa de perda do contorno mandibular e aumento de volume cervical recebeu, como único tratamento, uma sessão de endolaser, com a associação de dois comprimentos de onda, emitindo simultaneamente: 1470 nm, 4 W e 980 nm, 2 W, modo pulsado 75 ms e 25 ms, entregando 500 J de energia em cada região lateral (bilateral) e 1200 J na região central do pescoço. A paciente foi avaliada por fotografias digitais e fotogrametria em 30 e 90 dias pós-procedimento. Acompanhado da satisfação da paciente, foi possível observar que a tecnologia se mostrou segura e eficaz na redução de volume e contração tecidual cervical, melhorando o reposicionamento tissular facial e da região do pescoço de forma crescente e gradual em 90 dias. Não foram registradas complicações nesse período.

Dessa forma, o uso do endolaser em emissão de dupla onda se mostrou eficaz na redução de volume e contração tecidual, contribuindo no rejuvenescimento e estética facial.

HOF005 - Painel Prêmio Harmonização Orofacial
Área: 1 - Cirurgia bucomaxilofacial

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco B - Verde

Reposicionamento Labial Superior à LASER, Sem Sutura, Diminuição Sorriso Gengival, Selamento Labial Passivo e Melhor Respiração Nasal
Ismael Lucas Pinto

Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este projeto investiga uma técnica cirúrgica inovadora focada no selamento labial passivo sem sutura, utilizando LASER cirúrgico Azul de 450nm. O procedimento permite o fechamento labial natural, contribuindo para a redução do sorriso gengival e a melhora da harmonia facial. Ao atingir o selamento, e na ausência de obstruções, espera-se que o paciente desenvolva uma respiração nasal mais saudável. A tecnologia de diodo de alta intensidade de 450 nanômetros foi escolhida pela excelente absorção pela hemoglobina, garantindo hemostasia eficiente. A intervenção incluiu frenectomia, miotomia supraperiostal e liberação das fibras do lábio superior e do músculo depressor do septo nasal. O LASER operou entre 1,5 e 2 Watts, em modo interrompido a 33,3 Pulsos Por Segundos, com anestesia infiltrativa nos foramens infraorbitais para preservar a anatomia. Diferente da técnica convencional com bisturi, que pode causar tração descendente na ponta nasal devido à tensão dos pontos, o método a LASER sem sutura libera as tensões musculares, permitindo uma elevação discreta da ponta nasal e otimizando a função labial. O método reduz o desconforto pós-operatório e dispensa o uso de materiais alopáticos, toxina botulínica ou preenchimentos, embora exija exercícios de reeducação postural para evitar recidiva.

A cirurgia de Reposicionamento labial com LASER Azul supera as limitações dos métodos tradicionais ao oferecer resultados com melhor proporcionalidade na harmonia orofacial, estética do sorriso otimizada e ganhos funcionais na respiração nasal. Por dispensar materiais alopáticos ou toxina e suturas, a abordagem minimiza desconfortos, sendo sugerida a ampliação da investigação científica para consolidar este protocolo na prática clínica.

HOF006 - Painel Prêmio Harmonização Orofacial
Área: 1 - Cirurgia bucomaxilofacial

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco B - Verde

EFICIÊNCIA TERAPÊUTICA INTRALESIONAL NO MANEJO DE CICATRIZES HIPERTRÓFICAS E QUELOIDES FACIAIS: ENSAIO CLÍNICO RANDOMIZADO E DUPLO-CEGO
Jose de Paula Jorge Filho, Simone Cristina da Silva, Ana Clara Franco, Josué Junior Araujo Pierote, Ricardo Della Coletta, Renato Assis Machado
Odontologia ASSOCIAÇÃO MARINGÁ DE ENSINO SUPERIOR
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Cicatrizes hipertróficas e queloides representam complicações frequentes após cirurgias de lifting facial. Embora diversas terapias intralesionais sejam amplamente utilizadas, ainda não há consenso quanto ao protocolo mais eficiente. Este estudo teve como objetivo avaliar e comparar a eficácia clínica e a eficiência terapêutica de injeções intralesionais isoladas e combinadas de triancinolona acetonida (TAC), 5-fluorouracil (5-FU) e bleomicina. Foi conduzido um estudo clínico randomizado e duplo-cego, envolvendo 45 pacientes em seis protocolos de tratamento (n = 15 por grupo): TAC, 5-FU, bleomicina, TAC + 5-FU, TAC + bleomicina e bleomicina + 5-FU. Os parâmetros clínicos de altura, espessura, vascularização, pigmentação e flexibilidade das cicatrizes foram avaliados antes e após o tratamento. A eficiência terapêutica foi definida como a redução média dos parâmetros clínicos por sessão de aplicação. As análises estatísticas incluíram testes t pareados, análise de variância (ANOVA) e teste post hoc de Tukey, adotando-se nível de significância de 5%. Todos os protocolos apresentaram melhora clínica significativa em relação ao baseline (p < 0,001). A análise intergrupos demonstrou que a triancinolona foi superior na redução da espessura cicatricial (p = 0,002). Entretanto, a combinação bleomicina + 5-fluorouracil mostrou-se o protocolo mais eficiente, com a maior redução da altura cicatricial por sessão e o menor número médio de aplicações (3,80 sessões).

Conclui-se que, embora todas as terapias intralesionais avaliadas sejam eficazes, a associação de bleomicina e 5-fluorouracil apresenta maior eficiência terapêutica, permitindo resultados clínicos mais rápidos com menor número de intervenções.

HOF007 - Painel Prêmio Harmonização Orofacial
Área: 1 - Anatomia

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco B - Verde

DIAGNÓSTICO E MANEJO DE NECROSE APÓS PREENCHIMENTO COM ÁCIDO HIALURÔNICO EM REGIÃO FRONTAL - RELATO DE CASO
Evilin Sanches Morais, Daniela Cardoso, Gerlania Nacamori, Thalisson Saymo de Oliveira Silva
Pós-graduação Mestrado FACULDADE DE ODONTOLOGIA SÃO LEOPOLDO MANDIC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O uso de preenchedores à base de ácido hialurônico (AH) consolidou-se como prática amplamente difundida na harmonização orofacial, com perfil de segurança favorável, embora não isento de complicações. Dentre os eventos adversos, a oclusão vascular destaca-se pela baixa incidência, porém elevado potencial de morbidade, podendo evoluir rapidamente para necrose tecidual. Relatou-se o caso de paciente do sexo feminino, 34 anos, que apresentou lesão ulcerativa em região frontal após aplicação de AH com finalidade corretiva de intercorrência prévia relacionada a fios de polidioxanona. O quadro clínico foi caracterizado por dor intensa, áreas esbranquiçadas, eritema periférico e tempo de retorno capilar superior a oito segundos, compatível com obstrução vascular. Observou-se lesão ulcerativa em região frontal em evolução, já com características de necrose. A conduta terapêutica envolveu administração imediata de hialuronidase em alta dose, distribuída pela área acometida e rede vascular adjacente, promovendo rápida melhora da perfusão tecidual e alívio da dor. Como terapias adjuvantes, foram empregadas fotobiomodulação com LED, ozonioterapia e laser de baixa intensidade, visando modulação inflamatória, estímulo à angiogênese e reparo tecidual. A evolução clínica demonstrou recuperação progressiva, com resolução após dois meses, restando discreta hiperpigmentação pós-inflamatória, manejada com microagulhamento associado ao uso de polidesoxirribonucleotídeo.

Este caso reforçou a importância do reconhecimento precoce dos sinais clínicos de oclusão vascular e da intervenção imediata com hialuronidase, bem como evidenciou o papel das abordagens multimodais na otimização do reparo tecidual e redução de sequelas.

HOF008 - Painel Prêmio Harmonização Orofacial
Área: 1 - Anatomia

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco B - Verde

Eficácia da associação de toxina botulínica e ácido hialurônico no tratamento de rugas periorbitais: ensaio clínico randomizado duplo cego
Lucas Alexandre de Sousa Mendes, Ana Claudia Navarro, Maria Luiza Boechat Borges Neves, Andressa de Marchi el Assad, Mariana Barbosa Câmara-Souza, Alfonso Sánchez-ayala, Giancarlo De la Torre Canales
ASSOCIAÇÃO MARINGÁ DE ENSINO SUPERIOR
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo clínico duplo-cego avaliou a eficácia e a durabilidade da associação de onabotulinumtoxinA + VYC-12 (OnaBTX-SkVi) e abobotulinumtoxinA + Restylane®️ Skinbooster Vital (AboBTX-SkBo) no tratamento de rugas periorbitais moderadas-severas. Foram incluidas 50 mulheres com rugas dinâmicas periorbitais (graus II-IV, escala de Merz), randomizadas em dois grupos: OnaBTX-SkVi (n = 25) e AboBTX-SkBo (n = 24). Após um mês da aplicação de toxina botulínica seguindo protocolos padronizados (OnaBTX: 18 U total, 3 pontos de 6 U; AboBTX: 12 U total, 3 pontos de 4U), foi realizada a aplicação de 0,5mL de VYC-12 (Skinvive®️) e Restylane®️ Skinbooster Vital, respectivamente para cada um dos grupos. As variáveis analisadas incluíram atividade eletromiográfica (EMG), severidade das rugas periorbitais (escala 5 pontos da Merz) e satisfação dos pacientes com o tratamento (FACE-Q), e foram avaliadas no baseline e 1, 2, 3 e 6 meses pós tratamento. Foram utilizados os testes ANOVA de medidas repetidas de dois fatores, seguido de pós-hoc de Bonferroni, e teste de Mann-Whitney para avaliação dos dados. A EMG diminuiu significativamente ao longo do tempo em ambos os grupos, sem diferenças significativas entre eles (p > 0,05). A severidade das rugas periorbitais foi significativamente menor no grupo OnaBTX-SkVi nas avaliações de 3 e 6 meses (p < 0,01). Houve um aumento significativo nos scores FACE-Q nos dois grupos até a avaliação de 2 meses, mas o grupo OnaBTX-SkVi apresentou resultados significativamente superiores na avaliação de 6 meses comparado ao grupo AboBTX-SkBo (p < 0,01).

O grupo OnaBTX-SkVi apresentou desempenho clínico superior e mais duradouro, embora ambos os protocolos tenham sido eficazes no tratamento das rugas periorbitais.

HOF009 - Painel Prêmio Harmonização Orofacial
Área: 1 - Anatomia

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco B - Verde

AVALIAÇÃO DE DOIS PREENCHEDORES DE ÁCIDO HIALURÔNICO PARA AUMENTO MENTUAL EM PACIENTES COM RETRUSÃO: ESTUDO RANDOMIZADO E DUPLO-CEGO
Letícia Veloso Moreira Frange, Guilherme Xavier Jorge, Alex Ryouta Abe, Gisele Laynes Milla, Josué Junior Araujo Pierote, Luiz Felipe Dias Vitorino, Renato Assis Machado
Programa de Mestrado Profissional em Odo ASSOCIAÇÃO MARINGÁ DE ENSINO SUPERIOR
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

RESUMO Objetivo: Comparar a eficácia clínica e os desfechos relatados pelos pacientes após o uso de duas formulações de ácido hialurônico (AH) de alta sustentação (Restylane LyftT e Restylane ShaypeT) para correção de retrusão mentoniana. Metodologia: Ensaio clínico randomizado, duplo-cego, com 16 pacientes com retrusão mentoniana moderada a severa, distribuídos em dois grupos (n=8): LyftT e ShaypeT. Foram injetados 2,0 mL de AH no plano supraperiosteal profundo em dois pontos de linha média. Os desfechos primários incluíram as distâncias Linha Vertical Verdadeira-Mento e Gônio-Mento, avaliadas por análise fotográfica padronizada nos tempos baseline, pós-operatório imediato e 30 dias. Como desfechos secundários, foram utilizados GCRS, GAIS e módulos FACE-Q. Resultados: Ambos os grupos apresentaram melhora estatisticamente significativa em todos os desfechos objetivos e subjetivos (p < 0,001). Não houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos quanto às medidas Linha Vertical-Mento (p=0,67), Gônio-Mento (p=0,45) e GCRS (p=0,18) após 30 dias. Os desfechos relatados pelos pacientes (GAIS e FACE-Q) mostraram alta satisfação e equivalência entre os grupos. Não foram observados eventos adversos graves.

Conclusão: Restylane LyftT e Restylane ShaypeT apresentam eficácia e segurança semelhantes no aumento mentoniano em curto prazo, com resultados estéticos e psicossociais comparáveis. A escolha entre os produtos pode considerar fatores secundários, como preferência do profissional e experiência de dor do paciente.

HOF010 - Painel Prêmio Harmonização Orofacial
Área: 1 - Anatomia

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco B - Verde

Comparação da OnabotulinumtoxinA e AbobotulinumtoxinA no Tratamento de Rugas Periorbitais: Estudo Clínico Randomizado Duplo Cego
Andressa de Marchi el Assad, Maria Luiza Boechat Borges Neves, Ana Claudia Navarro, Lucas Alexandre de Sousa Mendes, Mariana Barbosa Câmara-Souza, Alfonso Sánchez-ayala, Giancarlo De la Torre Canales
ASSOCIAÇÃO MARINGÁ DE ENSINO SUPERIOR
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este ensaio clínico avaliou a eficácia e a durabilidade de onabotulinumtoxinA (OnaBTX) e abobotulinumtoxinA (AboBTX) no tratamento de rugas periorbitais moderadas-severas. Foram incluídas 49 mulheres com rugas dinâmicas (graus II-IV, escala 5 pontos da Merz), randomizadas em dois grupos: OnaBTX (n = 25) e AboBTX (n = 24). Os protocolos de aplicação foram padronizados em OnaBTX (18 U; três pontos de 6 U) e AboBTX (12 U; três pontos de 4 U). As variáveis analisadas incluíram atividade eletromiográfica (EMG), severidade das rugas (escala 5 pontos de Merz) e satisfação dos pacientes com o tratamento (FACE-Q) e foram avaliadas no baseline e aos 1, 2, 3 e 6 meses pós-tratamento. A análise estatística incluiu ANOVA de medidas repetidas com pós-hoc de Bonferroni e teste de Mann-Whitney. Observou-se redução significativa da EMG em ambos os grupos; no entanto, no 1 mês, a OnaBTX apresentou maior redução (p = 0,01). A severidade das rugas foi significativamente menor no grupo OnaBTX aos 3 e 6 meses para rugas estáticas (p = 0,02) e aos 3 meses para rugas dinâmicas (p = 0,01). Ambos os grupos apresentaram aumento nos escores de satisfação com o tratamento, com resultados superiores para a OnaBTX aos 2 meses (p = 0,01).

Conclui-se que ambas as formulações foram eficazes, com desempenho mais consistente e duradouro para a OnaBTX.




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