Eficácia do gás ozônio na inativação viral com aplicações em ambientes de saúde: uma revisão de escopo
Irie MS, Soares PBF, Souza GL, Moura CCG, Dietrich L, Silva GR, Paranhos LR
Faculdade de Odontologia - UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo desta revisão de escopo foi fornecer informações sobre a eficácia do gás ozônio na inativação viral em superfícies e objetos. As recomendações PRISMA-SrC para descrição da revisão foram seguidas além do Manual JBI para Revisões de Escopo. Um protocolo foi registrado na base de dados no Open Science Framework. Foram utilizadas como fonte primária de busca as seguintes bases de dados: EMBASE, LILACS, LIVIVO, PubMed, SciELO, Scopus e Web of Science. Parte da "literatura cinzenta" foi pesquisada nas bases OpenGrey e OpenThesis. Foram incluídos estudos que reportaram dados primários sobre o efeito da aplicação de gás ozônio na inativação de vírus transmitidos por superfícies ou pelo ar. A busca foi realizada em julho de 2020 e 16.120 estudos foram identificados. Após a exclusão dos não elegíveis, 15 artigos foram incluídos. O protocolo de aplicação do gás variou em termos de concentração, tempo de exposição e umidade. Doze estudos mostraram resultados positivos para a inativação de diferentes cepas de vírus, incluindo bacteriófagos e cepas substitutas do SARS-CoV-2. A maioria dos estudos não reportou informações suficientes para determinar a ausência de viés de financiamento da indústria. No entanto, como a vacinação contra o COVID-19 ainda não atingiu grande parte da população, a busca por estratégias de prevenção para a desinfecção de ambientes e superfícies é extremamente necessária para o controle da disseminação da doença. Os resultados desta revisão do escopo demonstram que o uso do gás ozônio é um método promissor para a desinfecção viral de superfícies. (Apoio: CAPES N° 001 | CNPq | Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e Ministério da Saúde - MS)RS056 - Painel Revisão Sistemática
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3 - Controle de infecção / Microbiologia / Imunologia
Recomendações de guias de prática clínica para diminuição do risco de infeccção por Covid-19 no tratamento odontológico
Deana NF, Seifert A, Muñoz P, Espinoza G, Aravena Y, Pineda P, Coello PA, Zaror C
Facultad de Odontología - UNIVERSIDAD DE LA FRONTERA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo foi realizar uma revisão sistemática determinando as principais medidas para redução do risco de infecção por COVID-19 no tratamento odontológico (TO), recomendadas nas guias de prática clínica (GPC). Foi realizada uma busca de GPC nas bases de dados MEDLINE, EMBASE, LILACS, CRD, Epistemonikos e Trip databases até dezembro de 2020. Adicionalmente uma busca manual foi realizada em repositórios de GPC, sociedades científicas, Ministérios de saúde e instituições relacionadas à gestão COVID-19. Foram selecionadas 2258 citas para análise de título e resumo, 35 para análise de texto completo, sendo incluídas 33 GPC: 1 da Oceania, 2 da Ásia, 9 da Europa e 19 das Américas. As principais recomendações para mitigação de aerossóis foram: uso do dique de borracha (78,7%), uso de sugador de alta potência (SAP) (75,7%), evitar o uso de seringa ar/água (60,6%), evitar uso de instrumentos de alta rotação (42,4%) e de instrumentos ultrasônicos (30,3%). Além disso, 93,9% das GPC recomendaram o uso de protetor facial, 93,9% uso de avental impermeável, 87,9% o uso de respiradores, 63,6% uso de colutórios prévio ao TO, 54,5% trabalho a 4 mãos, 48,5% uso de barreiras mecânicas em equipamentos e superfícies e 45,4% a teleodontologia para consulta e seguimento do paciente. Durante a pandemia por COVID-19 as principais recomendações de GPC para diminuição o risco de infecção no TO foram o uso consistente de equipamento de proteção individual por odontólogos e assistentes dentais e a implementação de medidas que diminuam a disseminação de aerossóis contaminados no ar e em superfícies. (Apoio: Agencia Nacional de Investigación y Desarrollo (ANID), N° COVID0700)RS057 - Painel Revisão Sistemática
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3 - Fisiologia / Bioquimica / Farmacologia
As cumarinas reduzem a osteoclastogênese e a reabsorção óssea via sinalização de RANKL: uma revisão sistemática da literatura
Tavares SJS, Lima V
UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
As cumarinas são substâncias encontradas em várias espécies naturais e exibem diversas ações, especialmente, atividade anti-inflamatória. Mais recentemente, as cumarinas e seus derivados demonstraram capacidade de interferir no metabolismo ósseo. Este estudo, através de uma revisão sistemática da literatura, descreveu os mecanismos de ação das cumarinas na osteoclastogênese e na reabsorção óssea. Foram consultadas as bases de dados Pubmed e Scopus e o portal Periódicos Capes e incluídos artigos de pesquisa in vitro publicados entre 2010 e 2020, os quais avaliaram as cumarinas a partir de marcadores osteoclastogênicos. Foram excluídos os artigos de revisão de literatura, aqueles que utilizaram extratos de plantas, além dos que não avaliaram pelo menos um marcador ósseo. Dos 108 artigos encontrados, após eliminação de duplicatas e aplicação dos critérios de exclusão, foram incluídas 33 pesquisas científicas. As cumarinas, através da modulação negativa das vias de sinalização de NF-κB, MAPK, Akt e Ca2+ dependentes do eixo RANKL-RANK, reduziram a expressão dos marcadores de formação e função de osteoclastos, como o fator nuclear de ativação de células T citoplasmático 1, fosfatase ácida resistente a tartarato, catepsina K e metaloproteinase de matriz 9. Em suma, a maioria das cumarinas reduziu a osteoclastogênese e a reabsorção óssea, o que as tornam candidatas a ensaios clínicos randomizados controlados com vistas a saúde óssea humana, especialmente, como estratégias adjuvantes no tratamento periodontal. (Apoio: CAPES N° 88887.476298/2020-00 | CNPq N° 428380/2016-6)RS058 - Painel Revisão Sistemática
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3 - Fisiologia / Bioquimica / Farmacologia
O efeito do ATX-101 (Ácido Deoxicólico) na redução da gordura submentual: uma revisão sistemática
Inocêncio GSG, Santos DM, Costa MDMA, Oliveira MN, Vieira WA, Herval AM, Pithon MM, Paranhos LR
UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O trabalho avaliou a segurança e eficácia da substância ATX-101 (Ácido Deoxicólico) na redução de gordura submentual em pacientes adultos. As recomendações PRISMA para descrição da revisão foram seguidas e um protocolo foi registrado na base de dados PROSPERO. A busca foi realizada em sete bases de dados principais (MEDLINE via PubMed, Scopus, Cochrane Library, Embase, SciELO, Web of Science e LILACS), além de captura de parte da "literatura cinzenta". Apenas ensaios clínicos randomizados com pacientes maiores de 18 anos foram elegíveis. A avaliação do risco de viés foi realizada utilizando a ferramenta JBI. A Escala de Classificação de Gordura Submental Relatada Pelo Clínico (CR-SMFRS) e Escala de Avaliação de Gordura Submental Relatada Pelo Paciente (PR-SMFRS) foram aplicadas. O GRADE foi utilizado na avaliação da qualidade de evidências. A busca resultou em 5406 registros e, apenas seis estudos preencheram os critérios de elegibilidade. Em todos os estudos foi demonstrado que as substâncias de ATX-101 foram eficazes em relação à substância placebo tanto pela CR-SMFRS quanto pela PR-SMFRS. Em três estudos que foram utilizadas as doses de 1 mg/cm² e 2 mg/cm², a substância de 2 mg/cm² se demonstrou mais eficaz. Todos os estudos consideraram que os eventos adversos foram na maioria transitórios, de intensidade leve a moderada e, localizados na área da aplicação. Os estudos incluídos concluíram que o ATX-101 é um tratamento eficaz e seguro para a redução da gordura submentual, sendo a concentração de 2 mg/cm² a mais eficaz. (Apoio: CAPES N° 001 | CNPq N° 307808/2018-1)RS059 - Painel Revisão Sistemática
Área:
3 - Fisiologia / Bioquimica / Farmacologia
Natural products for the treatment of denture stomatitis: a systematic review
Silveira DQI, Massignan C, Stefani CM, Lia EN
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Evidence about the efficacy and safety of natural products for the treatment of denture stomatitis is lacking. The purpose of this systematic review was to answer the question "Are topical natural substances effective and safe compared with conventional antifungals in the treatment of denture stomatitis?" A structured search in 11 databases, including non-peer reviewed, was undertaken. Two authors independently selected studies, extracted the data, assessed study quality, and graded the evidence with disagreement resolved with a third reviewer. Data were evaluated descriptively by following Synthesis Without Meta-analysis (SWiM) reporting items. This study was registered at the International Prospective Register of Systematic Reviews (PROSPERO), number CRD42020216213. After removal of duplicates, 1925 records remained, and after a 2-phase reading, abstracts, and full texts, 17 studies were included. Propolis, green tea, ginger, Z. multiflora, chitosan, garlic, Artemisia, Schinus terenbinthifolius Raddi, U. tomentosa, P. granatum, and Ricinus communis appeared to have similar efficacy and safety when compared with nystatin or miconazole. Most of the studies presented a high risk of bias. There is very low certainty in the body of the evidence that natural products might be appropriately used in the treatment of denture stomatitis. Well-designed randomized controlled trials are still needed to evaluate the topic better since there is high heterogeneity among the studies.RS061 - Painel Revisão Sistemática
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4 - Odontopediatria
Tempo de internação hospitalar e gravidade da mucosite oral em pacientes oncopediátricos: uma revisão sistemática da literatura
Santos FG, Sousa SA, Vieira TI, Santiago BM, Bezerra PMM, Ribeiro ILA, Valença AMG
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Objetivou-se verificar se a gravidade da mucosite oral (MO) influencia no tempo de internação de pacientes oncopediátricos. O protocolo desta revisão sistemática foi registrado no PROSPERO (CRD42020157480). Dois revisores realizaram a busca, de forma independente, nas bases de dados PubMed, Scopus, Biblioteca Cochrane, Web of Science, LILACS e Open Grey, a partir da combinação de descritores e sinônimos, de acordo com a estratégia PECO. Para a avaliação da qualidade e controle de vieses, utilizou-se a escala Newcastle-Ottawa. A estratégia de busca recuperou 1082 artigos, sendo 14 deles selecionados para leitura completa e 3 aptos para a síntese qualitativa. Tratava-se de estudos de coorte com crianças e adolescentes em tratamento quimioterápico, publicados entre 2012 e 2018, e apenas um deles não possuía grupo de comparação. Os estudos apresentaram baixo risco de viés em todos os domínios analisados (seleção, comparabilidade e desfecho). A MO foi avaliada pelas escalas da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do National Cancer Institute. Um estudo constatou que, para cada aumento de unidade da gravidade da MO medida pelo índice da OMS, a duração da internação aumentou 4,6 dias (p=0,00). Os outros dois estudos reportaram que indivíduos com MO grau 3 e/ou 4 necessitaram de dias adicionais de hospitalização em comparação aos pacientes sem MO ou com grau 1 ou 2 (análise descritiva). A gravidade da MO influenciou no tempo de internação hospitalar. Entretanto, são necessários estudos futuros bem delineados que permitam confirmar a qualidade da evidência.RS062 - Painel Revisão Sistemática
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4 - Odontopediatria
Opacidades amarelo-amarronzadas em dentes hipomineralizados são mais propensas a fratura pós-eruptiva? Uma revisão sistemática
Jorge RC, Reis PPG, Marañón-Vásquez G, Ferreira DMTP, Maia LC, Soviero VM
Odontologia Preventiva e Comunitária - UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Avaliar a evidência disponível que responda à seguinte pergunta: em dentes hipomineralizados (P), opacidades amarelo-amarronzadas (E) presentam um risco aumentado de ocorrência de fratura pós-eruptiva - FPE (O) em comparação às opacidades branco-cremes (C)? Buscas foram realizadas até março de 2021 no MEDLINE, LILACS, BBO, Cochrane Library, Web of Science, Scopus, EMBASE, Google Scholar e OpenGrey, sem nenhuma restrição. Estudos observacionais que avaliaram a ocorrência de FPE em dentes hipomineralizados com opacidades amarelo-amarronzadas e branco-cremes foram elegíveis. A seleção dos estudos, extração dos dados, e avaliação do risco de viés usando a ferramenta Newcastle-Ottawa Scale (NOS), foram realizadas de forma independente e em duplicata. Os resultados foram sintetizados de forma narrativa e a certeza da evidência foi avaliada segundo o GRADE. De um total de 814 registros recuperados, apenas 8 estudos foram incluídos (5 longitudinais e 3 transversais). Três estudos tiveram um baixo risco de viés e cinco estudos tiveram um risco moderado. Em todos os estudos as opacidades amarelo-amarronzadas apresentaram aumento do risco de ocorrência de FPE em relação às opacidades branco-cremes. A certeza de evidência foi classificada como muito baixa. Os resultados sugerem que a coloração das opacidades em dentes hipomineralizados podem mudar o risco de ocorrência de FPE. A evidência disponível é heterogênea e de baixa qualidade, portanto, novas pesquisas devem ser realizadas para emitir conclusões mais robustas.RS063 - Painel Revisão Sistemática
Área:
4 - Odontopediatria
Influência dos hábitos de sucção deletérios na otite média de crianças: revisão sistemática e meta-análise
Castro-Cunha AC, Gonçalves IC, Martins-Júnior PA, Fernandes IB, Abreu LG, Paiva SM, Bendo CB
Saúde Bucal da Criança e do Adolescente - UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo desta revisão sistemática e meta-análise foi determinar se hábitos de sucção deletérios, como sucção de chupeta, dedo e mamadeira, contribuem para o desenvolvimento de otite média em crianças. A busca bibliográfica foi realizada até abril 2021 nas bases de dados Web of Science, Cochrane CENTRAL, LILACS, Scopus, MEDLINE via PubMed, e EMBASE e na literatura cinzenta. A seleção dos estudos foi feita de maneira independente por dois pesquisadores. Os títulos e resumos foram analisados, e aqueles que cumpriram com os critérios de elegibilidade foram lidos na íntegra. Os dados dos artigos incluídos foram extraídos e sintetizados. Para a avaliação do risco de viés, foi utilizada a ferramenta JBI Critical Appraisal Tool. Meta-análise foi realizada no software Review Manager para sintetizar a odds ratio (OR) dos estudos que apresentaram homogeneidade metodológica. Um total de 863 estudos foram encontrados na busca, e 45 estudos foram incluídos na análise qualitativa. Dentre eles, 13 foram incluídos na meta-análise. Os resultados da meta-análise mostraram que crianças que usaram chupeta tinham 3,63 vezes mais chance de desenvolver otite média (CI=2,31 - 5,70, I2 =95%), assim como aqueles que usaram mamadeira tinham 3,07 mais chance de ter otite média (CI=1,96 - 4,82; I2 =48%). A maioria dos estudos não mostrou uma associação entre o hábito de sucção de dedo e otite média. O risco de viés dos estudos variou de baixo a alto. Crianças que usam chupeta e mamadeira possuem aproximadamente três vezes mais chance de desenvolver otite média do que aquelas que não usam. (Apoio: CAPES | CNPq | FAPEMIG)RS064 - Painel Revisão Sistemática
Área:
4 - Odontopediatria
Pacientes com Hipomineralização Molar Incisivo apresentam-se mais ansiosos frente ao tratamento odontológico? Uma revisão sistemática
Reis PPG, Jorge RC, Ferreira DMTP, Marañón-Vásquez G, Maia LC, Soviero VM
Odontopediatria - UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo da revisão foi avaliar a evidência disponível respondendo à seguinte pergunta: pacientes com Hipomineralização Molar Incisivo (HMI) têm maior ansiedade dental do que aqueles sem HMI? Buscas foram realizadas até março de 2021 no MEDLINE, Scopus, Web of Science, LILACS, BBO, Embase, Cochrane Library, PsycINFO, e literatura cinzenta (google scholar e OpenGrey) sem nenhuma restrição. Os critérios de elegibilidade contemplaram estudos observacionais que avaliaram crianças e adolescentes (P) com e sem HMI (E e C) quanto ao nível de ansiedade dental (O). A seleção dos estudos, extração dos dados, e avaliação do risco de viés usando a ferramenta Newcastle Ottawa Scale foram realizadas de forma independente e em duplicata. Foi conduzida síntese narrativa dos resultados e a certeza da evidência foi avaliada pelo GRADE. De um total de 532 registros recuperados, 7 artigos foram finalmente incluídos. Quatro estudos apresentaram baixo risco de viés, dois tiveram moderado risco, e um evidenciou alto risco de viés. Os estudos mostraram-se heterogêneos, variando em relação aos instrumentos usados para avaliar o desfecho, aos respondentes, e à abordagem dos resultados. A maioria dos estudos relatou que não houve diferença nos níveis de ansiedade dental entre os pacientes com e sem HMI. A certeza da evidência foi classificada como muito baixa. Embora os resultados da síntese sugiram que a HMI não tem influência no nível de ansiedade dental em crianças e adolescentes, isto deve ser avaliado com cautela devido à alta heterogeneidade e a muito baixa certeza da evidência.RS065 - Painel Revisão Sistemática
Área:
4 - Odontopediatria
Percepção, conhecimento, atitudes e práticas sobre lesões traumáticas dentárias entre estudantes de Odontologia: uma meta-análise
Souza DS, Takeshita EM, Massignan C, Garcia FCP, Rezende LVML, Rocha CT
Odontotologia - UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo deste trabalho foi avaliar percepção, conhecimento, atitudes e práticas relacionadas a lesões traumáticas dentárias entre estudantes de Odontologia através de uma meta-análise (CRD42021225556). A estratégia de busca foi realizada nas bases Pubmed, Embase, Scopus, Lilacs, Livivo, Google Scholar, Proquest, Web Of Science, Cochrane e OpenGrey. Incluiu-se estudos observacionais e de intervenção referentes ao conhecimento sobre traumatismo dentário em estudantes de graduação de Odontologia. Dos 4.155 artigos encontrados, 26 foram incluídos. Dois revisores extraíram os dados e avaliaram a qualidade metodológica com ferramentas do Instituto Joanna Brigs. No geral, os estudos apresentaram falhas metodológicas, com a falta de estratégias para lidar com fatores de confundimento. Pela autopercepção dos alunos, o conhecimento foi mediano (44%). A meta-análise foi realizada para avulsão, devido à heterogeneidade alta dos estudos, após agrupamento em tipos de estudo. Pela meta-análise dos estudos observacionais, o conhecimento dos estudantes sobre meio de armazenamento de dentes avulsionados foi de 55% (95% IC:0.31-0.79; p<0.001; I2=99%) e, nos de intervenção, 52% (95% IC:0.39-0.69; p<0.0001; I2=94%). Ao comparar estudantes em diferentes níveis do curso, alunos ao final da graduação tiveram maior conhecimento (OR:0.31; 95% IC: 0,40-0,23; p<0.00001; I²=70%). Concluiu-se que a percepção, conhecimento, atitudes e práticas relacionadas a trauma dentário entre estudantes de Odontologia foram razoáveis, com interferência do tempo de graduação.