Influência da radiação ionizante na interação entre materiais obturadores e dentina intrarradicular: uma revisão de literatura
Ghidini GP, Cancelier PA, Horstmann KLD, Bortoluzzi EA, Teixeira CS, Wosniak GA, Minamisako MC, Garcia LFR
Odontologia - UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
A radioterapia (RT) é uma modalidade de tratamento local do câncer, onde a radiação ionizante causa danos ao DNA das células tumorais, principalmente devido à produção de radicais livres. O fracionamento da dose total de radiação é geralmente empregado a fim de reduzir danos aos tecidos adjacentes. Porém, em casos de RT de cabeça e pescoço, raramente os tecidos sadios são preservados. O objetivo deste estudo foi realizar uma revisão da literatura científica, considerando os efeitos da RT na interação entre materiais obturadores e dentina intrarradicular. A pesquisa dos artigos científicos foi realizada através de palavras-chave, combinadas de diferentes formas, nas principais bases de dados eletrônicas, entre julho/2009 e julho/2020. Foram selecionados sete artigos que possuíam tema compatível com a revisão. Um estudo avaliou a composição química e estrutural da dentina radicular irradiada, assim como suas propriedades mecânicas. Dois estudos avaliaram a capacidade de selamento de diferentes cimentos obturadores resinosos após a radioterapia. Outro estudo avaliou a influência da solução de irrigação final na resistência de união de um cimento obturador resinoso após a radioterapia. Um estudo analisou a resistência de união e a interface adesiva entre cimento obturador e dentina radicular, antes e após a radioterapia, em dentes obturados com cimentos AH Plus e MTA-Fillapex. A RT causa danos à composição química e estrutural da dentina intrarradicular. Desta forma, afeta a resistência de união dos cimentos obturadores à dentina intrarradicular.RCR067 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área:
3 - Cariologia / Tecido Mineralizado
Cárie relacionada à radiação ionizante em pacientes oncológicos de cabeça e pescoço: evidência científica
Amorim AC, Carvalho AJD, Rodrigues RB, Lopes CCA, Miranda RR, Macedo DR, Guedes CCFV, Novais VR
Odontologia - UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Cárie relacionada à radiação (CRR) é um efeito adverso frequente dos pacientes diagnosticados com neoplasias malignas na região de cabeça e pescoço pós-radioterapia, comprometendo a função oral e qualidade de vida. A sobrevida destes pacientes têm aumentado com os avanços da medicina; portanto, é cada vez mais comum o manejo odontológico de pacientes com CRR, visto que é uma doença multifatorial e altamente destrutiva. Neste contexto, este estudo objetivou discutir os principais fatores relacionados ao desenvolvimento da CRR, as dificuldades e limitações do seu tratamento e também do controle da doença. Realizou-se revisão de literatura narrativa e qualitativa, nas bases de dados Pubmed e SciELO, sem restrição de ano de publicação e idioma. Foram utilizadas as palavras-chave: dental caries, dental enamel, dentin, radiotherapy. 55 artigos se enquadraram nos critérios de inclusão. A literatura demonstra que ainda não há um protocolo bem definido de tratamento da CRR. Além disso, as publicações evidenciam o processo restaurador como um grande desafio ao cirurgião-dentista. Conclui-se que há necessidade de aprofundamento teórico sobre o tema no intuito de estabelecer um protocolo clínico eficaz para esses pacientes, buscando, sobretudo, restabelecer saúde e melhora na qualidade de vida. (Apoio: CAPES | CNPq | FAPEMIG)RCR069 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área:
3 - Controle de infecção / Microbiologia / Imunologia
Micobioma Bucal: importância dos fungos no estado de saúde e doença
Pedroso LLC, Garcia MT, Barros PP, Arthur RA, Almeida AMF, Martins MD, Giannini MJSM, Junqueira JC
Biociências e Diagnóstico Bucal - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - SÃO JOSÉ DOS CAMPOS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O micobioma bucal é o conjunto de fungos que habitam a cavidade bucal. Enquanto as bactérias correspondem a 99% dos microrganismos isolados da boca, os fungos constituem menos de 0,1% do total de microrganismos. Embora menos abundantes, os fungos têm grande importância na odontologia. O objetivo dessa revisão foi reunir artigos científicos que possam fornecer um panorama atual sobre o conhecimento do micobioma bucal e sua importância no estado de saúde e doença. Atualmente, cerca de 100 espécies de fungos já foram identificadas na cavidade bucal devido aos avanços no sequenciamento genético. Vários estudos analisaram a composição do micobioma em amostras de saliva, mucosa e biofilme, encontrando-se entre os gêneros mais frequentes: Candida, Cladosporium, Saccharomyces, Penicillium e Malassezia. Inquestionavelmente, o gênero Candida é o mais prevalente em ambos os estados de saúde e doença. Outros fungos associados a doenças bucais incluem Paracoccidioides spp., Histoplasma spp., Coccidioides sp., Sporothrix spp., Aspergillus fumigatus, agentes de mucormicose e Cryptococcus sp., que, muitas vezes, podem ser indicativos de uma doença sistêmica mais grave. O micobioma bucal também tem participação em doenças bacterianas, como cárie dentária, infecções endodônticas e doença periodontal, além de ter possível influência no câncer bucal. Embora muito já se tenha avançado na caracterização do micobioma bucal, estudos futuros são necessários para aprofundar o entendimento de como os fungos interagem com a microbiota e o sistema imunológico bucal. (Apoio: CNPq N° 306330/2018-0)RCR070 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área:
3 - Controle de infecção / Microbiologia / Imunologia
Manejo das manifestações orais relacionadas ao tratamento oncológico de cabeça e pescoço durante a pandemia de COVID-19: revisão crítica
Carvalho AJD, Miranda RR, Lopes CCA, Franco NMAS, Cabral LC, Amorim AC, Simamoto-Júnior PC, Novais VR
Dentística e Materiais Dentários - UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Diante do cenário atual da pandemia de COVID-19, o tratamento odontológico de pacientes dos grupos de risco tornou-se bastante desafiador. Nesse sentido, pacientes diagnosticados com neoplasias de cabeça e pescoço podem apresentar complicações orais, decorrentes do tratamento antineoplásico, que necessitem de acompanhamento e/ou intervenção odontológica. Assim, o objetivo deste estudo foi realizar uma revisão de literatura e discutir criticamente o tratamento odontológico dos pacientes oncológicos de cabeça e pescoço durante a pandemia de COVID-19, apresentando recomendações para os cirurgiões-dentistas sobre manejo e tratamento desses pacientes. Os profissionais devem atuar no controle da dor e dos efeitos colaterais do tratamento antineoplásico, bem como adotar medidas preventivas para o controle de infecções durante a pandemia. Os pacientes oncológicos de cabeça e pescoço não devem ser submetidos a procedimentos eletivos, mesmo se não apresentarem sintomas ou histórico de COVID-19. Portanto, em casos sem dor, apenas ações preventivas em saúde bucal são recomendadas. Nos casos sintomáticos, os tratamentos de intervenção devem ser realizados seguindo todas as medidas sanitárias recomendadas pelos órgãos de saúde e mediante o uso correto dos equipamentos de proteção individual. É importante oferecer um tratamento individualizado e adequado baseado nas recomendações para tratamentos preventivos e intervencionistas, de modo que os pacientes oncológicos possam enfrentar esse período difícil da pandemia com qualidade de vida. (Apoio: CAPES)