Resolução de fístula nasal após tratamento endodôntico: relato de caso com análise microbiológica
Pinto IAR, Cardoso FGR, Martinho FC, Khoury RD, Valera MC
INSTITUTO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA / ICT-UNESP-SJC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Descrever a resolução de uma fístula nasal após tratamento endodôntico com múltiplas sessões de medicação intracanal (MIC) de um caso de 20 anos com diagnóstico incorreto. A avaliação clínica, incluiu testes diagnósticos e rastreamento de fístula nasal, seguida de tomografia computadorizada de feixe cônico. As análises microbiológicas e de endotoxinas foram realizadas a partir da fístula nasal e infecção do canal radicular: antes (s1) e após a instrumentação (s2), e após 7 (s3), 14 (s4) e 21 (s5) dias de MIC de hidróxido de cálcio [Ca(OH)2]. A análise microbiológica foi realizada pela técnica de CheckerboardDNA-DNA hybridization e os níveis de endotoxina foram quantificados pelo ensaio do lisado de amebócito de Limulus. A análise bacteriana revelou perfis de microbiota semelhantes presentes na fístula nasal e infecção de canal radicular com grande variedade de espécies gram-positivas e negativas. Nenhuma espécie bacteriana alvo foi detectada em s2, s3 e s5. No entanto, as espécies Actinomyces israellii e Eubacterium nodatum ainda foram detectadas em s4. Diferenças na detecção bacteriana foram encontradas entre s1 vs. s2, s3 vs. s4 e s4 vs. s5 (P<0,05). Endotoxinas foram detectadas em todas as coletas do canal radicular. Diferenças nos níveis de endotoxina foram encontradas entre s1 vs. s2, s2 vs. s3 e s3 vs. s4 (P<0,05). Um perfil microbiano semelhante foi encontrado na fístula nasal e na infecção do canal radicular. O tratamento endodôntico com várias sessões de MIC de Ca(OH)2 foi eficaz na desinfecção do sistema de canais radiculares e na resolução da fístula nasal. (Apoio: FAPs - FAPESP N° 2018/01703-9 | FAPs - FAPESP N° 2014/25789-9)RCR047 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área:
2 - Terapia endodôntica
Marsupialização de cisto radicular na maxila: relato de caso
Santana-Neto JOJ, Cabral LPA, Brandt LMT, Roman DDS, Macedo-Filho RA, Santos KSA
Odontologia - UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O trabalho objetivou-se relatar a utilização da marsupialização associada à terapia endodôntica para o tratamento de um cisto radicular de grande extensão. O caso refere-se a paciente do sexo feminino, 26 anos de idade, com queixa de dor e edema na região de maxila esquerda. Ao exame intraoral observou-se aumento de volume na região de fundo de sulco e palato na porção anterior da maxila, além de apinhamento dos dentes 22 e 23. Ao exame tomográfico cone bean, verificou-se imagem hipodensa extensa unilocular de contornos irregulares que se estendia do dente 12 ao 23 e tratamento endodôntico falho do dente 22. Devido à extensão da lesão, realizou-se biópsia incisional obtendo diagnóstico de tecido de cisto odontogênico. Seguiu-se a abordagem endodôntica com instrumentação e uso de medicação intracanal. Após 30 dias, foi observado persistência de exsudato, sendo assim, optou-se pela marsupialização com dreno fixado a maxila por 21 dias, com o objetivo de reduzir a pressão intracística e o volume da lesão. Após 3 meses, foi realizada obturação dos canais radiculares, sendo evidenciado desvio de trajeto no teço apical do canal radicular do 22. Após 8 dias realizou cirurgia parendodôntica do 22 com enucleação total da lesão e envio de espécime para exame histopatológico, confirmando o diagnóstico de cisto radicular. A paciente foi acompanhada durante quatro meses, sendo observado regressão dos sinais e sintomas. A marsupialização associada a terapia endodôntica proporcionaram regressão dos sinais e sintomas, alcançando restabelecimento da homeostasia oral da paciente.