Ia001

Localização externa do músculo bucinador para análise eletromiográfica

PIMENTA, F. B.*, PITA, A. P. G., FONTANA, R. H. B. T. S., PORCIÚNCULA, H. F.,
JARDINI, R. S. R.

Materiais Odontológicos e Prótese - Universidade Estadual Paulista. E-mail: fpimenta@email.com

O músculo bucinador é um dos músculos envolvidos na mastigação além de outros como o temporal, o masseter e o pterigóideo medial. Para a mensuração das atividades desses músculos, a análise eletromiográfica é bastante utilizada, exigindo, para o posicionamento dos eletrodos, a localização correta dos músculos a serem estudados. Assim, o objetivo deste estudo foi analisar a precisão de um método de localização externa do músculo bucinador. Para tal, em 15 peças cadavéricas, foram determinados planos utilizando-se referências anatômicas da face. Através da intersecção desses planos sobre o ponto central do músculo bucinador, obteve-se um ângulo, mensurado com transferidor. O valor do ângulo permite a localização do ponto central do músculo bucinador a partir dos pontos anatômicos da face. Os dados, submetidos a análise estatística, indicaram um ângulo de 90º, com 95% de confiabilidade, comprovando a eficiência do método testado.

O método de localização externa do músculo bucinador testado traduz corretamente a posição interna do músculo.

 Ia002

Aparelho propulsor da mandíbula aumenta a expressão de integrinas a2 e a5 na cartilagem condilar de ratos jovens

MARQUES, M. R.*, HAJJAR, D., KIMURA, E. T., SANTOS, M. F.

Histologia - Universidade de São Paulo. E-mail: mara_mga@yahoo.com.br

Aparelhos ortopédicos funcionais modulam o crescimento facial exercendo forças mecânicas que, indiretamente, atuam na cartilagem condilar. É possível que estas forças sejam transmitidas às células cartilaginosas por meio de integrinas, receptores de matriz extracelular. Nosso objetivo foi verificar a distribuição das subunidades a2 e a5 de integrinas na cartilagem condilar de ratos Wistar jovens que utilizaram um aparelho propulsor da mandíbula durante 3, 7, 15 ou 30 dias. Os côndilos foram fixados em formaldeído 4%, descalcificados em EDTA e incluídos em Paraplast. Cortes sagitais foram submetidos a reações de imuno-histoquímica para subunidades a2 e a5 (Santa Cruz Biotech.) pela técnica da avidina-biotina-peroxidase. A distribuição de a2 em animais controle estava concentrada nas camadas de condroblastos (CB) e condrócitos (CC). Foram observadas também células marcadas na camada indiferenciada, principalmente nos controles de 3 e 15 dias. A utilização do aparelho durante 15 e 30 dias ampliou a distribuição desta integrina que, além de estar presente na CB e CC, foi também observada na camada indiferenciada, no tecido conjuntivo superficial e em algumas células da camada hipertrófica. A distribuição de a5 concentrou-se nas camadas CB e CC em animais controle e experimentais. A expressão desta integrina aumentou na cartilagem dos animais que usaram o aparelho propulsor por 15 e 30 dias, inclusive nas células indiferenciadas.

Os resultados sugerem que forças mecânicas exercidas pelo aparelho ortopédico podem modular a expressão de integrinas na cartilagem condilar de ratos.

 Ia003

Estudo in vitro dos efeitos da apicectomia convencional e a laser na permeabilidade dentinária

PARADELLA, T. C.*, MUNIN, E., MELLO, G. P. S., REDÍGOLO, M. L.

Odontologia - Universidade do Vale do Paraíba. E-mail: tparadella@yahoo.com

Nos últimos anos, os laseres têm adquirido importância na Odontologia. Com o objetivo de estudarmos os efeitos da apicectomia a laser, comparada ao tratamento convencional, 30 dentes unirradiculares recém-extraídos foram submetidos ao tratamento endodôntico, e divididos em grupos: Grupo I: apicectomia convencional utilizando pontas diamantadas; Grupo II: o mesmo tratamento do Grupo I, porém com aplicação de ácido ortofosfórico a 37% durante 15 segundos; Grupo III: apicectomia com laser de Er:YAG (10 Hz - 400 mJ); e Grupo IV, apicectomia com laser de Er:YAG (10 Hz - 400 mJ) e tratamento de superfície com laser de Nd:YAG (10 Hz - 2 W). As amostras foram imersas em solução corante de azul de metileno a 2,5% a 25ºC e 37ºC durante 36 e18 horas, respectivamente, e analisadas sob microscopia óptica. Os resultados demonstraram que o Grupo II teve os maiores valores de penetração do corante (média de 3,9 cm2) e o Grupo IV, os menores valores (média de 0,767 cm2), ficando os Grupos I (média de 3,72 cm2) e III (média de 3,027 cm2) com valores intermediários.

Concluiu-se que laser de Nd:YAG apresenta-se como uma boa alternativa em tratamento de superfície. (Apoio financeiro: FAPESP - projetos nº 99/12532-8 e 99/12531-1.)

 Ia004

Utilização dos anestésicos locais por cirurgiões-dentistas de Araçatuba

RICIERI, C. B.*, COSTA, A. R., BAPTISTA, D. Q., ARANEGA, A.

Faculdade de Odontologia - Universidade Paulista. E-mail: aricieri@terra.com.br

Ainda hoje, pouca atenção tem sido dada, por parte dos cirurgiões-dentistas, na escolha dos anestésicos locais para seu uso em odontologia. O desconhecimento de novas opções ou a falta de critérios na avaliação da ação e composição dos mesmos têm levado alguns dentistas a incorreta indicação dos sais anestésicos e vasoconstritor. O objetivo deste trabalho foi avaliar os tipos de anestésicos locais utilizados, os critérios de escolha e as complicações mais freqüentes obtidas pelos cirurgiões-dentistas com seu uso. Para isto realizou-se um questionário que foi respondido por 100 cirurgiões-dentistas de consultórios odontológicos particulares da cidade de Araçatuba.

Concluiu-se que devido a maior segurança oferecida, a maioria dos cirurgiões-dentistas utiliza a prilo­caína como sal anestésico com o vasoconstritor felipressina, inclusive para os pacientes cardíacos e hipertensos. Dentre as complicações relacionadas ao anestésico local, as mais comuns foram a lipotimia, alergia e a taquicardia e dentre as relacionadas a técnica anestésica, foram a parestesia e o hematoma.

 Ia005

Avaliação da eficácia do tratamento conservador das fraturas de mandíbula por projéteis de arma de fogo (PAF)

FURTADO, T. A.*, FERNANDES, A. V., ARAÚJO, G. B., NUNES, E. M., NAVES, M. D.

Odontologia - Universidade Federal de Minas Gerais. E-mail: thiagofurtado@hotmail.com

O objetivo deste trabalho é analisar a eficácia do tratamento conservador das fraturas de mandíbula por PAF, que consiste na abordagem incruenta das mesmas. O tratamento conservador foi realizado em 23 pacientes atendidos com diagnóstico de fratura de mandíbula por PAF pelo serviço de CTBMF do Hospital Maria Amélia Lins - FHEMIG. Os pacientes foram acompanhados e avaliados no pré- e transoperatórios e por até 180 dias a partir do pós-operatório imediato quanto às referidas fraturas, em seus aspectos clínico-radiográficos, e os dados computados em formulário próprio para análise descritiva. Em nosso estudo, 21 pacientes eram do gênero masculino, com a maioria se situando nas faixas etárias de 21 a 25 (21%) e de 31 a 35 anos (30%). Encontraram-se 30 fraturas mandibulares, com predominância para corpo (46,5%) e ângulo (23%). 52% dos ferimentos foram causados por revólver calibre 38. As fraturas foram em sua maioria compostas (73%) e cominuídas (84%). Ao exame inicial dos pacientes, predominaram sinais clínicos como mobilidade e crepitação ósseas (87%), ausência de sinais de infecção (82%) e limitação de abertura bucal (82%). O tratamento apresentou-se com uma taxa de sucesso de 53%, com insucesso de 13% e com 34% dos pacientes abandonando precocemente o acompanhamento pós-operatório.

As fraturas de mandíbula por PAF, sendo compostas e cominuídas em sua maioria, têm no tratamento conservador uma conduta eficiente. Pela origem e dificuldades sociais do grupo de pacientes, seu correto acompanhamento pós-operatório, que certifica o sucesso do tratamento, é dificultado.

 Ia006

Reação do tecido conjuntivo subcutâneo ao implante de matriz óssea bovina desmineralizada – estudo histológico em ratos

MIYAUCHI, F. M.*, ALBERGARIA-BARBOSA, J. R.

Diagnóstico Oral - Universidade Estadual de Campinas. E-mail: fabismm@yahoo.com

Ultimamente vêm sendo estudada a influência de matrizes ósseas bovinas desmineralizadas implantadas no tecido subcutâneo de ratos, visando compreender melhor as respostas histológicas sobre a biocompatibilidade destes materiais. O objetivo desta pesquisa foi o de estudar histologicamente as reações provocadas pela matriz óssea bovina desmineralizada (Osteopur®) sobre o tecido subcutâneo de 20 ratos, adultos jovens, machos, com aproximadamente 90 dias de idade e pesando em média 170 gramas. Após anestesia por inalação de vapores de éter sulfúrico, todos os animais foram submetidos a tricotomia no local onde foram realizadas as incisões. O dorso desses animais foram divididos em duas porções laterais (esquerda e direita). No lado esquerdo não foi implantado nenhum tipo de material (controle). No lado direito foi implantado a matriz óssea desmineralizada de origem bovina. As peças foram submetidas a procedimentos de rotina para análise histológica em H. E. Resultados: ocorreu reação inflamatória aguda nos períodos iniciais (3 e 6 dias pós-operatórios), o material pode ser encontrado até 15 dias pós-operatórios.

O material provocou retardo no processo de regeneração do tecido conjuntivo subcutâneo quando comparados ao grupo controle e não há evidências de ter ocorrido osteoindução ou osteocondução. (Apoio finaceiro: SAE-UNICAMP.)

 Ia007

Anquilose da ATM: análise da abordagem anestésica

FONSECA, D. R.*, GANDELMANN, I. H., CAVALCANTE, M. A., OLIVEIRA, M., MANDARINO, S.

Clínica Odontológica - Universidade Federal do Rio de Janeiro. E-mail: focar@ig.com.br

A anquilose da ATM representa uma patologia complexa, com limitação total ou parcial da abertura bucal, dificultando a intubação traqueal realizada pelo anestesista. Nestes casos, ele pode utilizar a traqueostomia eletiva, intubação através de broncofibrocópio, às cegas e retrógrada. A traqueostomia apresenta-se como a mais segura, porém existe a desvantagem da permanência de cicatriz cervical. A utilização do broncofibroscópio é vantajoso por ser um método pouco invasivo, necessitando de treinamento profissional adequado para o uso deste aparelho. A intubação às cegas e a retrógrada representam o maior risco de complicações, devendo ser utilizadas em últimas e restritas escolhas, pois podem terminar em uma tra­queostomia de urgência ou emergência. O objetivo deste estudo é realizar a análise estatística quanto ao tipo de abordagem anestésica em 30 pacientes operados de anquilose de ATM no período entre 1980 a 2000 no Serviço de Cirurgia Oral e Maxilofacial - UFRJ. Vinte pacientes (66,66%), foram submetidos a traqueostomia prévia à cirurgia; seis (20%), à broncofibroscopia; três (10%), à intubação às cegas e um (3,34%), à intubação retrógrada.

Conclui-se que a maior casuística de traqueostomia deve-se a não-utilização de broncofibroscópio em instituição pública até a década de 1990, sendo hoje o mais utilizado, por ser o procedimento menos invasivo e mais seguro. Não se preconiza, nos dias atuais, a utilização das outras duas técnicas pela possibilidade de graves complicações.

 Ia008

Avaliação do crescimento da maxila e da mandíbula após fratura experimental de corpo de mandíbula

ROCHA, E. M. V. F.*, GOULART, A. C., LUZ, J. G. C.

Cirurgia, Prótese e Traumatologia Buco-Maxilo-Faciais - Universidade de São Paulo. E-mail: elzavillanova@ig.com.br

O presente estudo teve por objetivo observar os efeitos da fratura experimental de corpo de mandíbula no crescimento da maxila e mandíbula, utilizando 50 ratos com um mês de idade. Estes foram distribuídos em dois grupos: experimental, onde foi efetuada a fratura de corpo de mandíbula à direita, e controle-operado, no qual foi realizado apenas o acesso cirúrgico. Aos três meses de idade foi realizada a eutanásia e após a maceração, a mandíbula foi desarticulada. O crânio foi submetido à incidência radiográfica axial e as hemimandíbulas à incidência radiográfica lateral. Com base nestas, foram feitas mensurações cefalométricas por meio de um sistema de computador e os valores submetidos ao teste  t  de Student ou teste t pareado, sendo fixado nível de significância de 5% para ambos.O comprimento da maxila, bem como a altura e o comprimento da mandíbula apresentaram diferença significante a menor para o lado direito, no grupo experimental. No grupo controle-operado houve diferença significante a menor para o comprimento da porção posterior da maxila e para a altura e comprimento da mandíbula para o lado direito. O grupo experimental quando comparado ao grupo controle-operado mostrou ser significativamente menor em todas as mensurações da maxila e mandíbula para ambos os lados, com exceção do comprimento da mandíbula.

Concluiu-se que a fratura de corpo de mandíbula, bem como a abordagem cirúrgica, tiveram efeitos negativos no crescimento da maxila e da mandíbula.

 Ia009

A importância dos fios para sutura nas exodontias e a sua utilização pelos cirurgiões-dentistas em postos de saúde públicos

COSTA, A. R.*, RICIERI, C. B., CLÁUDIO, C. C.

Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Faciais - Universidade Paulista. E-mail: xande50@terra.com.br

A síntese do alvéolo é de fundamental importância na preservação do coágulo sangüíneo e na reparação da ferida cirúrgica. Por ser um procedimento simples e de baixo custo, os fios para sutura mais indicados para as exodontias são o fio de seda e o fio de algodão. O propósito deste estudo foi revisar alguns aspectos importantes para a indicação dos fios para sutura nas exodontias e verificar a utilização destes pelos cirurgiões-dentistas em postos de saúde públicos. Para isso, elaborou-se um questionário para cirurgiões-dentistas que exerciam as suas atividades em 22 postos de saúde do Noroeste Paulista. Após a coleta dos dados, as respostas foram tabuladas e expressas em gráficos ou tabelas. Embora ambos os fios para sutura, algodão e seda, estejam indicados para as exodontias, propriedades como resposta inflamatória acentuada e facilidade no desenvolvimento de colônias microbianas tornam o fio de algodão inferior ao fio de seda.

Com a realização do questionário concluiu-se que: 1) Mais de 10% dos profissionais entrevistados nem sempre realizam sutura após suas extrações. 2) O fio de algodão é o fio mais empregado pelos cirurgiões-dentistas de postos de saúde públicos.

 Ia010

Avaliação do comportamento biológico da matriz orgânica dentinária humana na reparação de alvéolos dentários em ratos

GOMES, M. A. M.*, ALVES, G. D., CRUZ, S. C. C., ALVES, J. B.

Ortodontia - Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. E-mail: marizamarcolino@ig.com.br

Estudou-se o comportamento biológico da matriz orgânica dentinária humana no processo de reparo em alvéolos dentários de ratos. Doze ratos adultos, da raça Holtzman, foram divididos em três grupos. O grupo I, constituído de dois animais, sacrificados imediatamente após a exodontia do primeiro molar superior esquerdo. No grupo II, cinco animais foram submetidos a exodontia dos primeiros molares superiores direito e esquerdo. O alvéolo do lado esquerdo constituiu a área experimental sendo preenchido com matriz dentinária humana, seguido de sutura. O alvéolo do lado direito foi usado como controle, recebendo apenas sutura para contenção do coágulo. Os animais desse grupo foram sacrificados quatro dias após os procedimentos. O grupo III foi constituído por cinco animais, submetidos aos mesmos procedimentos realizados no grupo II, e sacrificados 10 dias após. A análise histológica mostrou que a matriz dentinária limitou a reação inflamatória durante o processo de cicatrização alveolar. Nos animais do grupo II, os alvéolos estavam preenchidos com tecido inflamatório e fragmentos de dentina ao longo dos quais po­diam ser observadas células aderidas à superfície; o tecido conjuntivo em contato com a parede do alvéolo apresentava-se organizado, semelhante ao lado controle. Áreas de matriz extracelular recém-produzida em íntimo contato com a matriz dentinária podiam ser observadas. Ao final de dez dias, os canalículos dentinários apresentavam-se infiltrados por células.

Sugere-se que a matriz orgânica dentinária humana possui propriedades osteocondutoras, sendo ainda compatível com a cicatrização alveolar em ratos, diminuindo a reação inflamatória na área experimental.

 Ia011

Comparação entre materiais utilizados para cimentação de bandas ortodônticas em ensaio de cisalhamento

ROMANO, F. L.*, RUELLAS, A. C. O.

Prótese Restauradora - Escola de Farmácia e Odontologia de Alfenas. E-mail: flromano@aol.com

A adesão de acessórios ortodônticos ao esmalte dentário é um procedimento bastante utilizado, porém em determinados dentes ainda são usadas bandas ortodônticas, necessitando materiais específicos para sua cimentação. Neste estudo foram comparados quanto a resistência ao cisalhamento e ao ARI (Índice de Adesivo Remanescente), 4 materiais utilizados na cimentação de bandas. Foram testados o cimento de Fosfato de Zinco, os ionômeros de vidro Vidrion C e Water Cem e o Fuji Ortho LC (ionômero de vidro reforçado com resina). Foram utilizados neste experimento 48 incisivos inferiores permanentes bovinos, divididos em 4 grupos de 12 dentes. Os dentes foram incluídos em tubos de PVC com gesso-pedra tipo IV com suas faces vestibulares perpendiculares ao troquel. Nesta face vestibular foi feita profilaxia com pedra-pomes e água, lavagem e secagem. Foram usados 48 braquetes Morelli, código 10.30.201, sendo que cada grupo foi colado com um cimento diferente. Todos os corpos-de-prova foram submetidos ao teste de cisalhamento em máquina EMIC DL 10.000 com uma velocidade de 0,5 mm por minuto. Foi encontrado valor médio de resistência para o Fuji Ortho LC de x = 5,68 MPa, para o Vidrion C de x = 1,78 MPa, Fosfato de Zinco de x = 1,08 MPa e para o Water Cem de x = 0,82 MPa.

Em relação a resistência ao cisalhamento, o Fuji Ortho LC foi estatisticamente superior aos outros cimentos testados em nível de 1% de probabilidade. Na avaliação do ARI os cimentos Vidrion C e Fuji Ortho LC obtiveram os maiores valores médios, sendo estatisticamente superiores aos cimentos Water Cem e Fosfato de Zinco.

 Ia012

Análise da fidelidade do plano de Frankfurt em relação ao plano sela-násio

SILVA, P. L.*, RUELLAS, R. M. O., RUELLAS, A. C. O.

Odontopediatria e Ortodontia - Universidade Federal do Rio de Janeiro. E-mail: paula.lps@bol.com.br

A cefalometria é um instrumento muito usado na Ortodontia para estudar o crescimento, auxiliar no ­diagnóstico, plano de tratamento e na avaliação dos resultados obtidos. O plano de Frankfurt (Po-Or) é usado como referência para as análises de Downs, Tweed, Wyllie e Ricketts. Já as análises de Steiner e Bjork adotam o plano sela-násio (SN). Ambos os planos são considerados bases estáveis de referência (MOYERS, 1988). O objetivo desta pesquisa foi avaliar a angulação média entre os planos Po-Or e SN e testar a confiabilidade do plano Po-Or, comparando-se medidas obtidas de 50 radiografias iniciais e finais ou finais e pós-contenção, em projeção lateral, de pacientes tratados após o surto de crescimento facial. A documentação foi obtida de 25 pacientes brasileiros, de ambos os sexos. As radiografias de cada paciente foram tomadas no mesmo aparelho. Verificou-se divergência entre os planos PO-Or e SN de 4,20, em média. A variação de angulação entre os planos PO-Or e SN, comparando-se as radiografias das duas fases, alcançou média de 2,40. Não apresentaram variação 24% dos casos, 52% variaram entre 1 e 30 e 24% variaram 40 ou mais. A confiabilidade do plano PO-Or pode ser afetada pela qualidade das radiografias, por fatores que dificultem a visualização dos pontos Po e Or e pela experiência do profissional, tanto na obtenção da radiografia quanto no traçado.

Sugere-se cuidado ao interpretar resultados de medidas feitas utilizando-se o plano Po-Or como referência e torna-se fundamental a associação de análises que usem planos de referência distintos.

 Ia013

Prevalência da sobremordida exagerada no ano 2000

MONICO, M.*, TOSTES-AMARAL, M.

Odontoclínica - Universidade Federal Fluminense. E-mail: cellamonico@zipmail.com.br

O presente trabalho visou verificar a prevalência da sobremordida exagerada nas dentições decídua, mista e permanente no município de Niterói no ano 2000, e correlacionar o grau de sobremordida à: idade cronológica, sobressaliência e tipo de relação molar. Assim sendo, foram realizados exames intra-orais em 1.039 crianças de cor branca, com idade variando dos 3 aos 13 anos de idade, e estudantes da rede particular de ensino do município de Niterói, para a coleta de dados referentes à sobremordida, sobressaliência, sexo, idade e tipo de relação molar. Foi utilizado o teste qui-quadrado para verificar a variação das freqüências observadas para os diferentes graus de sobremordida e para os diferentes tipos de relação molar nas dentições decídua, mista e permanente, enquanto que para verificar a existência de correlação entre a sobremordida e idade cronológica, sobressaliência, e tipo de relação molar, foi aplicada a análise de regressão e correlação linear.

Foi observada uma prevalência de 28,10% para a sobremordida exagerada, sendo encontrada correlação entre o grau de sobremordida e idade cronológica somente na dentição decídua (3 a 6 anos de idade) (p < 0,01), e entre o grau de sobremordida e a sobressaliência nas dentições mista (7 a 11 anos de idade) (p < 0,01) e permanente (12 a 13 anos de idade) (p < 0,01). O grau de sobremordida não apresentou correlação com o tipo de relação molar.

 Ia014

Predição do diâmetro de pré-molares e caninos permanentes inferiores utilizando a telerradiografia em 45 graus

THYS, D. G.*, DERECH, C. D., RITTER, D., RIBEIRO, G. U., LOCKS, A.

Ortodontia - Universidade Federal de Santa Catarina. E-mail: daniela_thys@ig.com.br

Este estudo foi realizado com o objetivo de avaliar o método de análise da dentadura mista utilizando a radiografia cefalométrica oblíqua em 45 graus para predição do somatório dos diâmetros mésio-distais de pré-molares e caninos permanentes inferiores dos lados direito e esquerdo. Foi avaliada a documentação longitudinal de vinte pacientes brasileiros leucodermas da Clínica de Ortodontia da FO-UFSC. Foram medidos, nas radiografias da dentição mista e modelos da dentição permanente, os diâmetros mésio-distais de pré-molares e caninos permanentes inferiores dos lados direito e esquerdo. Os dados coletados foram analisados estatisticamente por teste t. Verificou-se diferenças estatísticas para o tamanho de dentes entre os sexos. As medidas dos dentes permanentes não erupcionados obtidas diretamente na radiografia são estatisticamente maiores do que os valores reais. Foram elaboradas equações de regressão linear e tabelas de predição para estimativa dos valores reais dos diâmetros dos dentes permanentes não irrompidos. Foi observada alta correlação entre os valores reais e os das estimativas.

As equações e tabelas de predição desenvolvidas nesta pesquisa mostraram-se um método fácil e seguro para ser aplicado na predição dos diâmetros mésio-distais de pré-molares e caninos permanentes infe­riores de crianças brasileiras.

 Ia015

Resistência de união de “brackets” ortodônticos com novo sistema adesivo autocondicionante

LOPES, G. C., THYS, D. G., LAZZARI , F. L.*, VIEIRA, L. C. C., LOCKS, A.

Dentística e Ortodontia - Universidade Federal de Santa Catarina. E-mail: guilherme_lopes@ig.com.br

O objetivo deste estudo foi comparar resistência de união de “brackets” ortodônticos ao esmalte tratado com dois sistemas condicionadores: sistema adesivo autocondicionante TransBond Plus Self-etching Primer (TB-SEP, 3M Unitek) e ácido fosfórico 35% (ScothBond Gel, 3M). O padrão de condicionamento do esmalte foi avaliado através de microscopia eletrônica de varredura (MEV). Vinte pré-molares foram montados em resina acrílica e divididos em 2 grupos (n = 10). O esmalte foi tratado com sistema adesivo autocondicionante (TB - SEP) ou com ácido fosfórico 35% (3M) por 15 segundos (controle). Em ambos os grupos a resina fotopolimerizável Transbond XT (3M Unitek) foi usada para colar os “brackets” ortodônticos (Morelli). Após 24 horas em água a 37ºC as amostras foram submetidas a cisalhamento em máquina de testes Instron (5 mm/min). Na análise microscópica, seis amostras de esmalte polido foram tratadas com os agentes condicionadores (n = 3) e preparadas para observação ao MEV (Philips XL 30). A média de força de união para o TB-SEP foi de 26,0 MPa (7,4) e para ácido fosfórico 35% de 26,6 MPa (7,1) (resultados foram estaticamente semelhantes - p < 0,05). O padrão de condicionamento do esmalte com o sistema autocondicionante (TB - SEP) foi similar ao ácido fosfórico 35% (3M) (controle).

A alta capacidade de desmineralização do sistema autocondicionante testado (TB - SEP) propicia adequada resistência de união para colagem de “brackets” ortodônticos, apresentando resistência de união similar ao condicionador ácido fosfórico 35%.

 Ia016

Avaliação in vitro da resistência à tração de braquetes colados com o novo sistema adesivo “self etching primer” (SEP)

HORLIANA, R. F.*, DOMÍNGUEZ-RODRÍGUEZ, G. C., CARVALHO, P. A. L., BOMFIM, R. A., VIGORITO, J. W.

Ortodontia e Odontopediatria - Universidade de São Paulo. E-mail: ricardo.horliana@unimes.com.br

O presente estudo teve como objetivo avaliar in vitro a resistência à tração de braquetes metálicos colados em dentes humanos com o novo sistema adesivo “self etching primer” (SEP), que conjuga o agente condicionante ácido com o “primer” em uma única solução ácido/“primer”, substituindo o uso convencional de ácido e “primer” separadamente. A amostra consistiu de dezenove dentes pré-molares humanos extraídos com finalidade ortodôntica e armazenados convenientemente. Após limpar a superfície vestibular dos dentes com taça de borracha, pedra-pomes e água, foi aplicado o SEP (Transbond Plus Self Etching Primer - 3M Unitek) conforme recomendado pelo fabricante, durante 3 segundos e removido o excesso com suave jato de ar. A resina Transbond XT foi aplicada no braquete e o conjunto posicionado no centro da coroa clínica dos dentes, sendo aplicada força com a agulha de Gillmore (451,6 g) por 5 minutos e então fotopolimerizada a resina. O teste de tração foi realizado usando a máquina Instron Universal (mod. 4442-C6600, Canton, MA, EUA). O resultado do nosso estudo in vitro indica uma resistência à tração média de 61,12 Newtons equivalentes a 6,25 ± 1,6 MPa, valor considerado perfeitamente adequado porque se encontra dentro dos valores ótimos preconizados na literatura especializada (> 6,0 MPa)

Baseados nesses resultados podemos afirmar que o sistema adesivo “self etching primer”(SEP) apresentou resistência à tração apropriada, tendo como vantagem a simplificação do procedimento de colagem e a diminuição significativa do tempo clínico.

 Ia017

Movimento dentário ortodôntico sob influência de dipirona sistêmica

TAVARES, A. F. T.*, OLIVEIRA, A. M., RUELLAS, A. C. O.

Odontologia - Universidade de Alfenas. E-mail: tavares@sulminet.com.br

A presente pesquisa foi realizada com o intuito de verificar a influência ou não da dipirona no movimento dentário. Para isto os primeiros molares permanentes inferiores de vinte coelhos da raça Nova Zelândia foram movimentados para mesial por ação de uma mola fechada (80 g), sendo que 10 deles receberam administração IM diária de 0,3 ml de dipirona. Os resultados (14 dias após a aplicação da força) mostraram, clinicamente, abertura de diastema de 0,95 mm no grupo controle e de 0,90 mm no grupo experimento, em média. As reações teciduais no lado de pressão e no lado de tração do ligamento periodontal foram semelhantes nos grupos controle e experimento.

A dipirona não interfere no movimento dentário ortodôntico.

 Ia018

Avaliação periodontal em jovens tratados ortodonticamente por meio da mecânica corretiva

MARTINS, P. P.*, GARIB, D. G., GREGHI, S. L. A., HENRIQUES, J. F. C.

Ortodontia, Odontopediatria e Saúde Coletiva - Universidade de São Paulo. E-mail: ppmart@bol.com.br

A Ortodontia visa alcançar uma oclusão ideal estética e funcional, sem causar danos ao periodonto de proteção e sustentação. A movimentação dentária no sentido vestibulolingual pode ocasionar perda da crista óssea alveolar e da inserção gengival, dependendo da espessura do osso alveolar e de fatores mecânicos, tais como a intensidade da força, a velocidade e o tipo de movimento dentário. Tal ocorrência condenaria a longevidade do periodonto e a excelência do tratamento ortodôntico. Portanto este trabalho objetivou comparar, em média cinco anos após o término da mecânica corretiva, as condições do periodonto na face lingual dos incisivos inferiores em 25 jovens tratados ortodonticamente sem extrações (grupo 1) e 25 tratados com extrações de quatro pré-molares (grupo 2), os quais apresentavam más-oclusões de Classe I e II. Com o auxílio de uma sonda periodontal milimetrada (Hu-Friedy), foram medidos a profundidade de sondagem, a recessão gengival, a relação margem gengival-crista óssea alveolar e o índice de sangramento . A análise estatística por meio do teste t de Student e de Fisher com nível de significância de 5%, demonstrou diferenças não superiores a 0,5 mm entre os dois grupos para a profundidade de sondagem e para a relação margem gengival-crista óssea, o que apesar de demonstrar significância estatística, não mostra relevância clínica. Para o índice de sangramento à sondagem e recessão gengival, não houve diferenças significantes entre os dois grupos.

Por meio da metodologia empregada parece lícito concluir que a mecânica ortodôntica corretiva com extrações de pré-molares, não causa iatrogenias ao periodonto dos incisivos inferiores, proporcionando confiabilidade ao profissional no exercício clínico.

 Ia019

Alterações no posicionamento de dentes anteriores após correção da mordida aberta anterior, usando a grade vertical fixa

ZORZETTO, C. S.*, SOUZA, M. M., FREITAS, T. M.

Clínica Infantil - Universidade de São Paulo. E-mail: CSZorzetto@hotmail.com.br

A persistência de hábitos bucais além dos 5 anos de idade tem como conseqüência a mordida aberta anterior. O objetivo deste trabalho foi avaliar através das análises cefalométricas iniciais e finais e de medidas feitas em modelos de gesso realizadas mensalmente até a correção da maloclusão. A amostra foi composta de 10 pacientes, de ambos os sexos, idade média de 8 a. e 6 m., na fase da dentição mista, com padrão esquelético Classe I e com a presença da mordida aberta anterior dentária, e , para a correção dessa maloclusão foi utilizada a grade vertical fixa.

Clinicamente houve correção da mordida aberta anterior confirmada pelos valores cefalométricos finais.

 Ia020

Preferência de aparelhagem para o tratamento precoce da Classe II de Angle por professores de especialização

CUNHA, D., MIGUEL, J. A. M., CAL NETO, J. P.*

Ortodontia - Universidade do Estado do Rio de Janeiro. E-mail: jcalneto@bol.com.br

A indicação de tratamento precoce (pré-puberal) da maloclusão de Classe II de Angle tem sido adotada de forma crescente pelos odontopediatras e ortodontistas. O objetivo deste trabalho foi avaliar os métodos utilizados pelos professores de Ortodontia e Ortopedia Facial dos cursos de especialização do Brasil para a realização de tal procedimento. Para tal, foi utilizado um questionário apresentando a documentação completa de um caso clínico de Classe II para saber o tipo de aparelho a ser indicado para o tratamento precoce da Classe II. Os questionários foram enviados para dois professores de cada curso de especialização (n = 192), dos quais 107 foram corretamente respondidos. Aos professores era dada a oportunidade de optar por mais de uma alternativa de tratamento. Embora 23,4% (n = 24) dos entrevistados relatasse que não indicaria tratamento precoce para o caso clínico apresentado, somente 2 professores admitiram não indicar a terapia em nenhuma situação. Dos ortodontistas ouvidos, 80,4% deram preferência para o aparelho extra-oral, seguido pelo Thurow ou “splint” maxilar (50,0%) e pelo Bionator (44,4%).

Foi concluído que o aparelho extra-oral foi o aparelho mais indicado para a intervenção precoce (pré-puberal) da Classe II, embora não exista evidência científica que esta técnica seja mais efetiva. Esta preferência pode de alguma forma exercer uma influência nos atuais alunos e futuros ortodontistas.

 Ia021

Estudo da resistência ao cisalhamento de colagem de acessórios ortodônticos com e sem homogeneização da resina Superbond

PATEL, M. P.*, PINZAN, A., FRANCISCONE, P. A., PINZAN, C. R. M., FERREIRA, K. B.

Odontologia - Universidade do Sagrado Coração. E-mail: mpatel@uol.com.br

A proposta desta pesquisa foi avaliar a força de resistência da resina composta quimicamente ativada Superbond, com e sem prévia homogeneização, sob diferentes tempos de condicionamento ácido (15 e 30 segundos). Foram selecionados 150 dentes bovinos para colagem dos braquetes e distribuídos 25 para cada grupo: A) condicionamento ácido por 15 segundos sem homogeneização; B) condicionamento ácido por 15 segundos com homogeneização; C) condicionamento ácido por 30 segundos sem homogeneização; D) condicionamento ácido por 30 segundos com homogeneização; E) condicionamento ácido por 15 segundos sem homogeneização (final da bisnaga) e F) condicionamento ácido por 30 segundos sem homogeneização (final da bisnaga). Para os grupos B e D, a pasta foi armazenada em recipientes que permitiram sua homogeneização, para A e C, foi obtida diretamente da bisnaga e para E e F, foi obtida do final da bisnaga, ambos sem homogeneização. Inicialmente, os dentes foram limpos com Proffi II, submetidos ao condicionamento ácido, aplicação do “primer” e colagem com resina composta. Para uniformizar o peso de compressão, foi empregada a agulha Gilmore de 454 g. Posteriormente, os dentes foram submetidos ao teste de cisalhamento. Os valores de resistência foram avaliados estatisticamente segundo a análise de variância (ANOVA), e os resultados obtidos não apresentaram diferença estatisticamente significante.

Portanto, para esta pesquisa, o tempo de condicionamento e a prévia homogeneização ou não da pasta, não alteram significantemente a força de resistência do material. (Apoio: PIBIC/CNPq-USC.)

 Ia022

Influência da profilaxia com ou sem fluoreto na resistência ao cisalhamento na colagem com Transbond em esmalte bovino

FREIHA, L.*, DAROS, P.

Ortodontia - Universidade Iguaçu. E-mail: lfreiha@hotmail.com

O objetivo desse estudo foi analisar a influência do fluoreto em pasta profilática sobre a resistência de colagem ao cisalhamento de Transbond (3M Unitek) em esmalte bovino. Foram selecionados quarenta e cinco incisivos, armazenados em formol a 10%. Suas superfícies bucais foram planificadas em lixas d’água (# 220, 400 e 600) até obter-se uma superfície com aproximadamente 4 mm de diâmetro. Os espécimes foram fixados pelas suas raízes em anéis de PVC com resina acrílica autopolimerizável, ficando suas superfícies bucais perpendiculares as bases dos anéis. Três grupos foram formados: G1, recebeu profilaxia com Nupro (Dentsply) com fluoreto; G2, Nupro sem fluoreto; e G3 apenas pedra-pomes e água, antes da colagem. Os resultados da resistência da colagem ao cisalhamento, em MPa, foram: G1, 6,77; G2, 12,82 e G3, 12,05. Fraturas do esmalte foram encontradas em G1, G2 e G3 respectivamente 1, 2 e 4. Análise estatística (Brieger F “test”) mostrou diferença significante entre os grupos (p < 0,01). O teste de Bonferroni mostrou que as diferenças estavam entre G1 e G2 e entre G1 e G3.

Profilaxia com pasta com fluoreto não é indicada porque ela diminui a resistência mecânica da colagem embora pedra-pomes pode causar mais fraturas do esmalte.

 Ia023

Avaliação da biocompatibilidade do EDTA, EGTA e ácido cítrico em tecido subcutâneo de ratos

SOARES, A. B.*, SOUSA, S. M. G.

Biologia e Profissões da Saúde - Universidade do Sagrado Coração. E-mail: andresabs@hotmail.com

Os agentes quelantes e os ácidos orgânicos tem sido utilizados principalmente como coadjuvantes do preparo químico-mecânico do sistema de canais radiculares. O objetivo deste trabalho foi avaliar as reações teciduais induzidas por alguns ácidos durante a fase exsudativa do processo inflamatório. Aplicou-se, intravenosamente na veia caudal de 24 ratos machos da linhagem Wistar, 20 mg/kg de azul de Evans 2%. No tecido subcutâneo da região dorsal injetou-se 0,01 ml de EDTA 15% (pH 7,4), EGTA 15% (pH 7,4), ácido cítrico 15% (pH 1,0) e soro fisiológico (controle). Após os intervalos de 12, 24 e 48 horas, os animais foram sacrificados, suas peles dorsais excisadas e submetidas a análise do corante extravasado pela espectrofotometria de absorção de luz. Os dados obtidos foram avaliadas pela análise de variância a 2 critérios (não paramétrico). As médias da medianas do potencial irritativo das substâncias foram: EDTA (496,92 mg), ácido cítrico (219,53 mg), EGTA (179,13 mg), e soro fisiológico (69,90 mg).  Não houve diferença estatisticamente significante entre o EGTA e o ácido cítrico, nos tempos de 12 h, bem como, entre o EGTA e soro no tempo de 24 h e entre as 3 substâncias no tempo de 48 h. Observou-se diferença significante entre o EDTA e todos os demais grupos (12 h e 48 h: p < 0,01 e 24 h: p < 0,05). Não se constatou interação entre as substâncias analisadas e os tempos estudados, exceto no grupo controle (p < 0,05).

O EDTA foi a substância mais irritante independente do tempo analisado. O EGTA e o ácido cítrico apresentaram comportamento similares. (Projeto financiado pela FAPESP - IC99/10456-2.)

 Ia024

Estudo histológico e infiltrativo da prevalência de canais acessórios na furca de molares inferiores e superiores

MANIGLIA, C. A. G., ASSIS, A. G.*, MANIGLIA, A. B., PICOLI, F., RAZABONI, A. M.,
FALEIROS, F. B. C.

Faculdade de Odontologia - Universidade de Franca. E-mail: cmaniglia@uol.com.br

O objetivo deste trabalho foi determinar a freqüência de canais acessórios na região de furca em molares humanos (superiores e inferiores), através de um método infiltrativo e histológico. Foram utilizados 40 molares superiores e 40 inferiores de estoque, com raízes intactas e separadas. Estes dentes tiveram suas coroas removidas ± 3 mm acima do limite cervical, foram irrigados e imersos em NaOCl 5,25% para remoção do tecido pulpar do interior dos canais e lavados em água corrente. Uma lima tipo K #10 foi introduzida em toda a extensão dos canais para confirmar a ausência de obstruções. Os ápices radiculares foram revestidos em seus 3 mm finais com esmalte para impermeabilização. Foi confeccionado um dispositivo para que o teste infiltrativo pudesse ser realizado sob vácuo, utilizando-se tinta nanquim como corante. Os dentes foram, então, divididos em 4 grupos: nos grupos I e III - infiltração no sentido câmara pulpar/superfície radicular em 20 molares superiores e 20 inferiores, respectivamente; nos grupos II e IV - infiltração via superfície radicular/câmara pulpar em 20 molares superiores e inferiores, respectivamente. Após a análise infiltrativa, realizou-se o exame histológico. Apesar de ter sido encontrado um maior número de canais pelo método histológico, a análise estatística dos resultados não evidenciou diferenças significantes entre os dois métodos usados.

Os resultados da infiltração e histológico mostraram respectivamente que 17,5% - 32,5% dos molares superiores e 30% - 50% dos molares inferiores possuem canais acessórios na região de furca. (Apoio: CNPq.)

 Ia025

Análise em MEV das paredes do canal radicular após aplicação dos lasers Nd:YAG e diodo, do EDTA e do ultra-som

SACONO, N. T.*, PIMENTA, F. B., BERBERT, F. L. C. V., DAMETO, F., LIZARELLI, F.

Odontologia Restauradora - Universidade Estadual Paulista. E-mail: nancysacono@zipmail.com.br

O objetivo desse estudo foi avaliar e comparar o efeito da aplicação dos lasers Nd:YAG e diodo; do EDTA e do ultra-som, após o preparo biomecânico, sobre as paredes dentinárias do canal radicular, por meio de análise em MEV. 40 dentes humanos, caninos superiores, foram instrumentados para posterior divisão em 4 grupos de 10 espécimes cada: G1- tratamento com solução de EDTA 17% por 3 minutos; G2- ultra-som por 1 minuto; G3- laser Nd:YAG seguindo os parâmetros 1,5 W, 10 Hz e 100 mJ; G4- laser diodo sob a potência de 0,6 W. No grupo G3 foram feitas 4 aplicações de 10 segundos cada, totalizando 40 segundos por cada canal radicular, e no grupo G4, foram feitas 4 aplicações de 9 segundos cada. Após as aplicações, as raízes foram separadas pelo processo de clivagem, obtendo-se duas hemifaces, para poste­rior análise em MEV dos terços cervical, médio e apical. As características de limpeza, remanescentes de “debris” nas paredes dentinárias e visibilidade dos túbulos dentinários foram registradas em escores de 0 a 3, do melhor para o pior. O grupo G1 recebeu os menores escores nos terços cervical médio e apical. Os escores do grupo G1 no terço apical se igualaram aos escores do grupo G3. Os outros grupos, com exceção da região apical de G3, tiveram avaliações equivalentes em qualquer um dos terços e entre eles.

Após análise estatística, os autores concluíram que o grupo G1 (EDTA) apresentou os melhores índices de limpeza em relação aos demais grupos, em todos os terços do canal radicular, com exceção do terço apical, onde os resultados foram semelhantes ao grupo G3 (Nd:YAG).

 Ia026

Capacidade de selamento de materiais utilizados em perfurações radiculares laterais

AVELLAR, L. C.*, TANOMARU, J. M. G., FALEIROS, F. C. B., TANOMARU FILHO, M.

Odontologia Restauradora - Universidade Estadual Paulista. E-mail: luavellar@zipmail.com.br

O objetivo deste estudo foi avaliar a capacidade seladora de materiais endodônticos, restauradores ou à base de mineral trióxido agregado, empregados no selamento de perfurações radiculares laterais. Cinqüenta dentes de humanos unirradiculados extraídos tiveram seus canais radiculares instrumentados e obturados. Em seguida, foi confeccionada cavidade na face distal da raiz, simulando perfuração radicular, a qual foi preenchida com os seguintes materiais, estabelecendo os grupos experimentais: I) Sealapex + óxido de zinco; II) Dyract (compômero); III) Vitremer (ionômero de vidro); IV) Pro Root MTA ou V) MTA Angelus. Após impermeabilização da superfície dentária externa, exceto na região da perfuração, os dentes foram imersos em solução de azul de metileno a 2%, em ambiente com vácuo, durante 48 horas. Após este período, os dentes foram seccionados longitudinalmente e a infiltração marginal analisada por meio de escores, empregando-se aparelho perfilômetro. A infiltração marginal observada foi pequena em todos os grupos experimentais (infiltração menor que a metade da extensão da cavidade). A análise estatística realizada por teste não-paramétrico (Kruskal-Wallis) não demonstrou diferença significativa entre os grupos (p > 0,05).

Conclui-se que os materiais seladores avaliados, incluindo materiais restauradores e à base de mineral trióxido agregado apresentam boa capacidade seladora em perfurações radiculares.

 Ia027

Avaliação in vitro do selamento proporcionado por diferentes agentes seladores da câmara pulpar de molares inferiores

MANIGLIA, C. A. G., MANIGLIA, A. B., PICOLI, F., VINHA, D., RODRIGUES, R. T. T.*

Faculdade de Odontologia - Universidade de Franca. E-mail: cmaniglia@uol.com.br

O objetivo deste trabalho foi avaliar a capacidade de selamento da câmara pulpar de molares inferiores, proporcionado diferentes agentes, com e sem ataque ácido prévio. 92 molares inferiores de estoque foram selecionados, instrumentados manualmente, obturados pela técnica de condensação lateral e, posteriormente, divididos em 5 grupos para receberem diferentes agentes propostos para selamento da câmara pulpar: no grupo I, 20 dentes receberam aplicação de cianoacrilato (Super Bonder); no grupo II, outros 20 dentes receberam Super Bonder, com ataque ácido prévio; no grupo III, 20 dentes receberam a aplicação de selante Fluroshield e no grupo IV, outros 20 dentes receberam aplicação do adesivo dentinário Tetric Flow, ambos com ataque ácido prévio, conforme orientação dos fabricantes. 12 dentes foram utilizados como controle positivo, não recebendo portanto nenhum agente selador. Após 90 dias de infiltração com tinta nanquim, os resultados obtidos foram submetidos à análise estatística que evidenciou significância ao nível de 1%, quanto a profundidade de infiltração do corante.

O Super Bonder com condicionamento ácido prévio proporcionou os menores valores de infiltração, sendo superior ao Super Bonder sem ataque ácido (p < 0,05), que por sua vez, foi estatisticamente semelhante à resina Tetric Flow. Já o Super Bonder sem condicionamento ácido prévio, foi significativamente superior ao selante Fluroshield (p < 0,01), este último, tendo apresentado os piores resultados. (Apoio: CAPES.)

 Ia028

Avaliação in vitro da infiltração marginal de alguns materiais seladores provisórios submetidos à ciclagem térmica

FAZOLO, A. L.*, OLIVEIRA, E. C. G., DUARTE, M. A. H., YAMASHITA, J. C., SHINOHARA, A. L.

Odontologia - Universidade do Sagrado Coração. E-mail: alfazolo@terra.com.br

Estudou-se in vitro a microinfiltração coronária em quatro materiais seladores temporários usados em Endodontia, um cimento destinado ao uso endodôntico Dentalville, um cimento de óxido de zinco e eugenol reforçado, o IRM, um material temporário fotopolimerizável, Bioplic, e um ionômero de vidro, Vitremer. Quarenta e dois dentes molares humanos, do banco de dentes da Universidade Sagrado Coração - ­Bauru, foram usados. Realizado cavidades de acesso endododôntico, os dentes foram então divididos em seis grupos de sete dentes. No interior de cada câmara pulpar foi colocado três bolinhas de algodão impregnadas com a solução alcoólica de dimetilglioxima a 1% e os materiais seladores provisórios testados. Em seguida, os dentes foram impermeabilizados, imersos em solução de sulfato de níquel a 5%, submetidos à ciclagem térmica (5ºC, 37ºC e 55ºC) durante sete dias e seccionados no sentido mésio-distal. A infiltração do sulfato de níquel como identificador da infiltração marginal foi revelada pela formação do complexo ni-dimetilgloioxima, de coloração vermelha. A análise da infiltração foi possível em função da profundidade em que ocorreu a coloração vermelha nas bolinhas de algodão, medidas em escores. Com base no teste estatístico Kruskal-Wallis, o IRM apresentou a maior microinfiltração coronária sendo estatisticamente diferente do Bioplic, do Dentalville e Vitremer.

Pode-se agrupar os materiais na ordem decrescente de infiltração: IRM, Vitremer, Dentalville, Bioplic com ataque ácido e adesivo dentinário, Dentalville + Super Bonder, Bioplic somente.

 Ia029

Avaliação clínica dos localizadores apicais eletrônicos Root ZX e Apex Finder 7005

SÁ NETO, W. C.*, FRÖNER, I. C., GURGEL-FILHO, E. D., DE DEUS, G., COUTINHO-FILHO, T., MANIGLIA-FERREIRA, C.

Endodontia - Universidade de Fortaleza. E-mail: manigliaf@yahoo.com

Root ZX e Apex Finder 7005 são exemplos de localizadores apicais eletrônicos que trabalham com duas impedâncias para aumentar a acurácia durante a determinação da localização dos forames apicais, sendo que esta tecnologia aumenta substancialmente os acertos dos resultados obtidos. O objetivo deste trabalho foi avaliar clinicamente a eficácia dos aparelhos Apex Finder e Root ZX em relação ao método radiográfico. Duzentos canais radiculares, vitais e necrosados, foram avaliados utilizando-se de métodos eletrônicos e radiográfico para a determinação da odontometria. Os valores obtidos foram concordantes em 71,25% dos casos vitais, e 74,16% para os casos necrosados. O Root ZX mostrou-se superior ao Apex Finder 7005 quando comparados com o parâmetro radiográfico, uma vez que houve concordância de 93% e 72% entre os aparelhos e o método radiográfico respectivamente. Os aparelhos não mostraram bons resultados em dentes com grandes reabsorções apicais, ápices incompletos, ou canais obliterados.

Nossos resultados permitem-nos concluir que os aparelhos eletrônicos são de grande valia para se determinar o comprimento real dos dentes em Endodontia, porém ainda faz-se necessário o uso da radiografia periapical para a confirmação da odontometria em algumas situações clínicas que o uso do aparelho não é indicado. O Root ZX mostrou-se clinicamente superior ao Apex Finder 7005.

 Ia030

Avaliação da infiltração marginal apical de um cimento endodôntico à base de ionômero de vidro

CAMARGO, D. A.*, CARVALHO-JÚNIOR, J. R., PEREIRA, J. V., SAQUY, P. C.,
SOUSA-NETO, M. D.

Odontologia - Universidade de Ribeirão Preto. E-mail: dacamargo13@hotmail.com

O selamento do sistema de canais radiculares é de fundamental importância para o sucesso almejado da terapia endodôntica. Assim, o objetivo do presente estudo foi avaliar in vitro, a infiltração marginal apical em canais radiculares obturados pelo cimento Ketac-Endo, à base de ionômero de vidro, em comparação aos cimentos Endofill, N-Rickert e Sealer 26. Neste experimento foram utilizados 62 dentes incisivos centrais superiores humanos, sendo 2 dentes utilizados para os grupos controle positivo e negativo. Durante a instrumentação dos canais radiculares os dentes receberam 2,0 ml de água destilada a cada troca de instrumento. Terminada essa fase os dentes foram divididos, aleatoriamente em 4 grupos, e preparados para obturação dos canais radiculares. Os canais foram obturados pela técnica da condensação lateral. Os dentes foram imersos em tinta nanquim e submetidos ao processo de descalcificação e clareamento para a visualização do nível de infiltração marginal apical. A penetração do nanquim na região apical foi medida através do microscópio de mensuração. Os dados foram submetidos à análise estatística paramétrica, que evidenciou haver diferença significante a nível de 1% entre os cimentos testados.

Conclui-se que nenhum dos cimentos utilizados foi capaz de impedir a infiltração marginal apical e a ordenação crescente dos níveis de infiltração marginal é a seguinte: Sealer 26, N-Rickert, Endofill e Ketac-Endo.

 Ia031

Efeito da aplicação dos lasers Er:YAG e Nd:YAG na infiltração marginal apical de diferentes cimentos obturadores

PASSARINHO-NETO, J. G.*, SOUSA-NETO, M. D., ALFREDO, E., CARVALHO-JÚNIOR, J. R., SAQUY, P. C.

Faculdade de Odontologia - Universidade de Ribeirão Preto. E-mail: jarbasneto@hotmail.com

Este estudo in vitro avaliou o efeito da aplicação dos lasers Er:YAG e Nd:YAG sobre a dentina humana na infiltração apical dos cimentos Endofill, N-Rickert, Sealapex e Sealer 26. Foram utilizados 86 incisivos centrais superiores de estoque, sendo 2 dentes utilizados para os grupos controle positivo e negativo. A instrumentação seguiu a técnica “crown-down” sendo que o batente apical foi confeccionado com a lima tipo K número 50. Durante a instrumentação dos canais radiculares, os dentes receberam 2,0 ml de água destilada a cada troca de instrumento. Dividiram-se os dentes em 4 grupos, um para cada cimento, subdivididos em 3 grupos: G1- laser Er:YAG (4 Hz; 200 mJ; 62 J; 313 impulsos; 2,25 W); G2- laser Nd:YAG (10 Hz; 200 mJ; 1 W); G3- água destilada. Os dentes foram obturados pela técnica da condensação lateral; imersos em tinta nanquim e submetidos a diafanização para a visualização do nível de infiltração marginal apical. A penetração do nanquim na região apical foi medida através do microscópio de mensuração. Os resultados evidenciaram haver diferença estatística significante à nível de 1% entre os tratamentos das superfícies dentinárias e os cimentos testados. Os dentes que receberam irradiação final com o laser Nd:YAG apresentaram níveis menores de infiltração apical, seguidos pelos laser Er:YAG e água destilada. O cimento Sealer 26 foi o que apresentou os menores níveis de infiltração marginal.

Concluiu-se que a aplicação dos lasers Nd:YAG e Er:YAG promoveram a diminuição da infiltração marginal apical nos grupos testados. (Bolsa de iniciação científica: CNPq - 520078/99-3.)

 Ia032

Dissolução de tecido pulpar frente ao uso de diferentes substâncias químicas de uso endodôntico

OKINO, L. A.*, SIQUEIRA, E. L., SANTOS, M., BOMBANA, A. C.

Endodontia - Universidade de São Paulo. E-mail: lieni@ig.com.br

A proposta deste trabalho foi avaliar o poder de dissolução de diferentes substâncias químicas de uso endodôntico sobre o tecido pulpar bovino, em função do tempo. As substâncias testadas foram: hipoclorito de sódio em pH 9,0 nas concentrações 0,5, 1,0 e 2,5 por cento; digluconato de clorexidina em solução aquosa; digluconato de clorexidina veiculado em gel de Natrosol®; e água destilada como controle. Fragmentos de polpa bovina foram pesados e colocados em contato com 20 ml da solução a ser testada sob rotação até sua total dissolução. A velocidade de dissolução foi calculada ao estabelecer-se relação entre a massa da polpa e o tempo de dissolução. Os resultados apontaram que a água destilada e ambas soluções de clorexidina não mostraram dissolução do tecido pulpar no período de 6 horas. As soluções de hipoclorito de sódio 0,5; 1,0 e 2,5 por cento apresentaram velocidade média de dissolução de 0,31 mg/min; 0,43 mg/min e 0,55 mg/min, respectivamente.

A análise estatística (teste de Kruskal-Wallis) permitiu concluir que o poder de dissolução das soluções de clorexidina sobre o tecido pulpar foi semelhante ao da água destilada. Além disso, houve diferença estatisticamente significante (p > 0,01) quando comparadas as soluções de hipoclorito de sódio com as soluções de clorexidina e água destilada. Todas as soluções de hipoclorito de sódio mostraram-se eficientes na dissolução do tecido pulpar com diferenças estatisticamente significantes entre si (p > 0,01) e com velocidade de dissolução diretamente proporcional à concentração da solução.

 Ia033

Avaliação in vitro da influência da apicectomia no vedamento das obturações do sistema de canais radiculares

PIMENTA, L. J. M.*, HORTA, H. G. P., FRÓES, J. A. V.

Odontologia - Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. E-mail: mlana@terra.com.br

O objetivo deste trabalho foi avaliar a obturação do canal após apicectomia. Foram utilizados 96 incisivos superiores, divididos em 4 grupos com 24 dentes cada, sendo 12 centrais (classe I) e 12 laterais (classe II). As amostras (classe I) foram instrumentadas pela técnica “crown down  pressureless” e (classe II) de movimentos oscilatórios; todas obturadas por condensação lateral e cimento Fill Canal . No grupo 1 o terço apical foi obturado e não amputado, no grupo 2 não obturado nem amputado, no grupo 3 obturado e amputado e no grupo 4 não obturado e amputado sem o contato da broca com a obturação. Duas camadas de cola epóxi e uma de esmalte de unha isolaram os dentes, com exceção da superfície amputada da raiz e das proximidades do forame apical, sendo colocados em corante azul de metileno 2% pH 7,2, mantidos em estufa bacteriológica por sete dias. Em seguida, clivados e observados ao microscópio esteroscópio em aumento de 10 vezes por dois examinadores, que mediram a região de maior infiltração com régua milimetrada, sendo os dados submetidos à análise de variância para comparação do grau de infiltração. De acordo com os resultados, as técnicas de instrumentação apresentaram o mesmo padrão de comportamento em todos os grupos. O grupo 1 apresentou o maior grau de infiltração de corante, os grupos 2 e 3, grau de infiltração semelhante e o grupo 4 o menor grau de infiltração.

Pode-se concluir que o contato da broca altera o vedamento da obturação, permitindo a comunicação do sistema de canais radiculares com os tecidos periapicais, o que pode levar ao insucesso da cirurgia.

 Ia034

Avaliação da difusão de diferentes tipos de medicação intracanal

MARQUES, A. A. F.*, SOUSA NETO, M. D., VANSAN, L. P., CRUZ FILHO, A. M. V.

Odontologia - Universidade de Ribeirão Preto. E-mail: andrendo@hotmail.com

O objetivo desse estudo foi avaliar a penetração de diferentes tipos de curativos endodônticos no interior do canal radicular. Para tanto utilizou-se quatro tipos de curativos de demora: hidróxido de cálcio + propileno glicol, hidróxido de cálcio + água destilada, Otosporin® e furacin, associados ao corante azul de metileno. Empregou-se no experimento, 40 dentes incisivos centrais superiores, os quais foram instrumentados no comprimento de trabalho até o instrumento # 40, escalonados até a lima # 60 e posteriormente divididos em quatro grupos. De acordo com a técnica preconizada para a colocação do curativo no interior dos canais, cada grupo recebeu um tipo de medicamento a ser analisado. As amostras foram previamente impermeabilizadas com cianocrilato, para em seguida serem levadas à estufa a 37ºC por um período de 24 horas. Decorrido esse tempo, os espécimes foram cortados, quantificados e submetidos ao teste estatístico de Kruskal-Wallis, o qual demonstrou haver diferença significante a 5%.

Concluiu-se que o Otosporin® quando utilizado como medicação intracanal não difunde-se em todo o comprimento de trabalho de forma satisfatória.

 Ia035

Análise espectrofotométrica e visual do clareamento dental interno utilizando laser e calor como fonte catalisadora

FERREIRA, M. B.*, FRANCO DE CARVALHO, E. M. O., FRANCO DE CARVALHO, B. C., LAGE-MARQUES, J. L., MAGALHÃES, M. C. B., ROBAZZA,C. R.

Clínica e Cirurgia - Centro Universitário de Alfenas. E-mail: mabeloti@bol.com.br

O presente experimento tem a proposta de avaliar, in vitro, as alterações cromáticas dentais. Estas alterações foram avaliadas a partir de uma análise espectrofotométrica e da observação visual, nos seguintes tempos experimentais: leitura inicial (LI), leitura após o escurecimento (LE) e leitura imediatamente após o clareamento (LC), leitura 15 dias após o clareamento (LC15) e leitura 30 dias após o clareamento (LC30). Depois de encontrados os valores de L* (luminosidade), a* e b* (matiz e saturação), com os quais se pode quantificar as alterações cromáticas dos espécimes; as diferenças de cor (‡E) foram obtidas com auxílio do programa CIE Lab. A análise estatística dos resultados obtidos, pela avaliação espectrofotométrica, não mostrou diferença significante quando comparado o procedimento de clareamento tradicional com aquele ativado pelo laser Er-YAG.

Não houve diferença estatística entre os grupos nos tempos experimentais de 15 e 30 dias e na comparação dos procedimentos (ativação térmica por pirógrafo e por laser Er-YAG).

 Ia036

Capacidade de vedamento apical entre quatro cimentos obturadores endodônticos

ALMEIDA, D. C.*, TEIXEIRA, F. B., FERRAZ, C. C. R., GOMES, B. P. F. A., ZAIA, A. A.,
SOUZA FILHO, F. J.

Odontologia Restauradora - Universidade Estadual de Campinas. E-mail: decafop@yahoo.com

O estudo analisou comparativamente, o vedamento apical entre quatro cimentos obturadores com diferentes formulações. Avaliou-se o Sealapex, Pulp Canal Sealer (EWT), Endomethasone e a nova formulação utilizada no Endomethasone N. Foram utilizados 75 dentes monorradiculares humanos, armazenados em solução de formol a 10%. As coroas foram seccionadas na junção amelocementária e as raízes preparadas pela técnica de instrumentação “step-back”, tendo o digluconato de clorexidina 2% gel e soro fisiológico como irrigantes. Em seguida, foram obturadas pela técnica da condensação lateral utilizando os cimentos obturadores a serem analisados e um quinto grupo sem cimento (controle positivo). As raízes foram impermeabilizadas com esmalte em sua superfície externa deixando isentos os 2 mm apicais. Após a secagem, foram mergulhadas em um marcador (nanquim) por um período de 7 dias, sendo submetidos à vácuo por 30 minutos com pressão de 700 mm Hg no primeiro dia de infiltração. Então, foram diafanizadas com salicilato de metila e observadas em lupa estereoscópica. A análise estatística foi realizada pelo programa GMC 8.1 utilizando o teste de Kruskal-Wallis.

O Pulp Canal Sealer (EWT) foi o cimento obturador que apresentou melhores resultados. O Sealapex permitiu maior infiltração, sendo que o Endomethasone e o Endomethasone N possuíram resultados semelhantes. Contudo, não ocorreu diferença estatística entre os grupos estudados (p > 0,05). (Apoio financeiro: SAE/PIBIC - CNPq.)

 Ia037

Avaliação in vitro da atividade antimicrobiana do CA(OH)2, gluconato de clorexidina 2% e associação de ambos

SENA, N. T.*, GOMES, B. P. F. A., VIANNA, M. E., BERBER, V. B., FERRAZ, C. C. R.

Odontologia Restauradora - Universidade Estadual de Campinas. E-mail: neyllasimoes@yahoo.com

Hidróxido de cálcio desenvolve um importante papel por induzir a formação de tecido duro e ação antibacteriana. Tem-se sugerido que sua associação com a clorexidina tem um ganho no seu efeito antimicrobiano. O objetivo deste estudo foi investigar a atividade antimicrobiana do Ca(OH)2 + H2O, da clorexidina gel 2% e da associação de ambos (1:1), usando dois métodos: a) difusão em ágar; b) contato direto. E. faecalis, S. aureus, P. endodontalis, P. gingivalis e P. intermedia foram testados. No método de difusão em ágar, cilindros de aço foram colocados sobre placas de ágar inoculadas. As substâncias testadas e os controles foram colocados dentro dos cilindros. As zonas de inibição de crescimento foram medidas e registradas após a incubação. No método do contato direto, o tempo que a medicação levou para matar as células microbianas foi anotado. Os resultados do teste de diluição em ágar mostraram que os anaeróbios estritos foram mais susceptíveis que os facultativos, mostrando uma maior zona de inibição (n = 13 mm), exceto o Ca(OH)2 + H2O que matou por contato com o medicamento. No teste de contato direto, os microrganismos estritos foram eliminados primeiramente que os facultativos, necessitando em média 1,73 min, ao passo que os facultativos necessitaram em média 13 h e 34 min.

Concluímos que todos os medicamentos testados tiveram atividade antimicrobiana, entretanto esta atividade depende do mecanismo de ação das substâncias além da susceptibilidade microbiana. (Apoio: FAPESP -  00/13689-7; CNPq - 0277/99-6.)

 Ia038

Avaliação da permeabilidade dentinária utilizando soluções irrigantes e ultra-som no clareamento dental

CARRASCO, L. D.*, FRONER, I. C., PECORA, J. D., SOUZA, L. G.

Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto - Universidade de São Paulo. E-mail: froner@forp.usp.br

O objetivo foi analisar quantitativamente in vitro a alteração da permeabilidade dentinária após a aplicação de diferentes soluções irrigantes na câmara pulpar, ativadas ou não pelo ultra-som, e do agente clareador interno. Foram utilizados 26 dentes anteriores superiores, com tratamento endodôntico convencional e tampão cervical com cimento de ionômero de vidro Vidrion restaurador. As soluções irrigantes utilizadas foram: água destilada, EDTA a 17% e hipoclorito de sódio a 1%, ativadas ou não pelo ultra-som. Com a câmara pulpar preenchida com a solução irrigante, aplicou-se a ponta TIP 37 ativada pelo aparelho de ultra-som por 15 segundos, troca da solução irrigante e repetição por mais 2 vezes. Nos grupos sem aplicação do ultra-som, o irrigante permaneceu na câmara pulpar por 15 segundos e foi substituído também por 3 vezes. A câmara pulpar seca, foi preenchida com a pasta de perborato de sódio com água destilada. Nas trocas estabelecidas do agente clareador houve repetição dos procedimentos. A permeabilidade dentinária foi detectada por meio da infiltração do íon cobre revelado pelo ácido rubeânico. Os dentes foram seccionados no sentido transversal, lixados e montados em lâminas que foram analisadas utilizando-se um sistema de imagem digitalizada, composto por microscópio acoplado a um microcomputador, utilizando o programa KS300 v. 2.0. Os resultados mostraram que a aplicação do ultra-som promoveu aumento da permeabilidade dentinária com todas as soluções avaliadas.

Podemos concluir que no clareamento dental interno a aplicação do ultra-som, pelo aumento da permeabilidade dentinária, poderá promover uma maior eficácia dos agentes clareadores. (Apoio: FAPESP - 00/12180-3.)

 Ia039

Avaliação do selamento e extravasamento de materiais utilizados em perfurações de furca

FALEIROS, F. C. B.*, TANOMARU, J. M. G., TANOMARU FILHO, M.

Faculdade de Odontologia de Araraquara - Universidade Estadual Paulista. E-mail: fredbor@francanet.com.br

O objetivo deste estudo foi avaliar a capacidade seladora e extravasamento de materiais utilizados no selamento de perfurações de furca. Quarenta e oito molares inferiores de humanos tiveram a porção coronária e o terço apical radicular seccionados. As raízes foram posicionadas sobre material de moldagem à base de silicona de condensação e foram confeccionadas cavidades na região central da bifurcação, simulando perfuração de furca. Realizada a impermeabilização da superfície dentária externa até a proximidade da perfuração, as cavidades foram preenchidas via câmara pulpar com os seguintes materiais, estabelecendo os grupos experimentais: I) Sealer 26; II) Sealapex + óxido de zinco; III) Pro Root MTA e IV) MTA Angelus. Em seguida, os dentes foram imersos em solução de azul de metileno a 2%, em ambiente à vácuo, durante 48 horas. Após este período, as raízes foram seccionadas e o extravasamento de material pela furca e a infiltração marginal foram analisados, por meio de escores. Os resultados obtidos demonstraram que o Sealer 26 proporcionou maior extravasamento que os demais materiais (p < 0,05). Quanto à capacidade seladora, diferença significativa foi observada entre o Sealer 26 com melhor selamento e o Sealapex acrescido de óxido de zinco (p < 0,05). Os materiais à base de mineral trióxido agregado foram semelhantes aos demais materiais (p > 0,05).

Conclui-se que o Sealer 26 apresenta boa capacidade seladora e maior intensidade de extravasamento, e os materiais à base de mineral trióxido agregado são satisfatórios nas duas avaliações.

 Ia040

MEV da parede dentinária quando do emprego do Glyde-Prep

VIEGAS, A. P. K.*, SÓ, M. V. R., BELLO, F., KRAUSE, M., SIGNORI, R. S., VIER, F.

Odontologia - Universidade Luterana do Brasil. E-mail: aviegas@portoweb.com.br

O objetivo deste estudo foi avaliar, in vitro, através da MEV, a limpeza das paredes dentinárias do terço apical de dentes humanos frente o emprego do Glyde-Prep (Dentsply-Maillefer), durante o preparo dos canais radiculares. Para tanto, foram utilizados 36 incisivos centrais superiores, divididos em 3 grupos experimentais, os quais tiveram seus canais preparados com limas tipo K e com o seguinte regime de irrigação: Grupo 1 (12 dentes) - irrigação com hipoclorito de sódio 1%. Grupo 2 (12 dentes) - irrigação com hipoclorito de sódio 1% + agitação EDTA 17% pós-preparo + irrigação final com hipoclorito de sódio 1%. Grupo 3 (12 dentes) - hipoclorito de sódio 1% + Glyde-Prep durante o preparo + irrigação final com hipoclorito de sódio 1%. Os resultados demonstraram que o padrão de limpeza, em função da presença ou ausência de magma dentinário, foi igual no grupo 1 e grupo 3, com 11 espécimes de cada grupo mostrando um magma dentinário intenso e ausência de túbulos dentinários visíveis. No grupo 2, 9 espécimes mostraram-se isentos de magma dentinário (teste de qui-quadrado - p < 0,001).

É lícito concluir que o emprego do Glyde-Prep durante o preparo do canal não permitiu a visualização da abertura dos túbulos dentinários, em nível de terço apical, na quase totalidade dos dentes observados.

 Ia041

Adaptação de materiais em obturação retrógrada: análise em microscopia eletrônica de varredura

MATARAZZO, T. R.*, DUARTE, M. A. H., YAMASHITA, J. C., OLIVEIRA, E. C. G., KUGA, M. C.

Odontologia - Universidade do Sagrado Coração. E-mail: lismy@bol.com.br

A proposta do trabalho foi avaliar por meio de microscopia eletrônica de varredura, a adaptação de alguns materiais quando empregados em obturação retrógrada. Foram utilizados trinta caninos unirradiculares do banco de dentes da Universidade do Sagrado Coração que tiveram suas coroas seccionadas e seus canais tratados endodonticamente. Posteriormente realizou-se a apicectomia e, então, preparou-se à cavidade retrógrada com ultra-som. Os dentes foram divididos em 6 grupos em função do material utilizado na obturação retrógrada, sendo: GI- Pro Root TM MTA; GII-  MTA Angelus; GIII- Super EBA; GIV- IRM; GV- Cimento Portland; GVI- Sealer 26. Os dentes foram imersos em água destilada por 15 dias, posteriormente foram secos, metalizados e analisados em microscopia eletrônica de varredura, estipulando escores em função da adaptação: escore 0- adaptado em todas as paredes; escore 1- desadaptado em 1/4 da obturação; escore 2- desadaptado em metade das paredes; escore 3- desadaptado em 1/3; escore 4- desadaptado em todas as paredes. Os dados foram comparados estatisticamente pelo teste de Kruskal-Wallis para análise global e comparação individual pelo teste de Miller. Os resultados mostraram que o grupo VI foi o melhor, diferenciando-se estatisticamente do grupo V que apresentou os piores resultados.

Conclui-se que o Sealer 26 foi o material que melhor se adaptou quando empregado em obturações retrógradas. (Agradecimento: PIBIC/CNPq e NAP/MEP-USP.)

 Ia042

Contribuição ao estudo das alterações cromáticas – apresentações de uma metodologia de escurecimento dental

MAGALHÃES, M. C. B.*, FERREIRA, M. B., FRANCO DE CARVALHO, E. M. O.,
FRANCO DE CARVALHO, B. C., ROBAZZA, C. R., LAGE-MARQUES, J. L.

Clínica e Cirurgia - Escola de Farmácia e Odontologia de Alfenas/Centro Universitário Federal. E-mail: mcbmagal@zipmail.com.br

O objetivo deste estudo é avaliar a técnica in vitro para escurecimento dental provocado por sangue. As alterações das cores foram avaliadas por análise espectrofotométrica e pela observação visual, baseada em uma escala de cor em dois tempos experimentais: cor natural dos dentes (LI) ou leitura inicial e cor dos dentes escurecidos (LE) ou leitura após o escurecimento. Na análise espectrofotométrica foram encontrados valores de L* (luminosidade) e a* e b* (matiz e saturação) com os quais foram quantificadas as alterações cromáticas dos espécimes. A observação visual através da comparação com a escala de cor (Vita), demonstrou uma alteração significante no padrão de cor natural para o padrão de cor após o escurecimento. Os resultados mostraram ser a técnica de escurecimento eficaz e de fácil execução, uma vez que poderão ser obtidos modelos experimentais próximos da realidade clínica e que serão úteis em experimentos que tenham como objetivo a avaliação das alterações cromáticas das coroas dentais.

A técnica de escurecimento dental mostrou-se eficaz e de fácil execução. Análise espectrofotométrica e a observação visual registraram alterações colorimétricas significativas nos espécimes testados.

 Ia043

Compatibilidade biológica do EDTA, EDTA-T e ácido cítrico em mandíbulas de ratos

SILVA, V. S.*, SCELZA, M. Z., CABRAL, M. G., CAMPOS, C. A. M., BARRETO, M. L., SCELZA, P.

Odontoclínica - Universidade Federal Fluminense. E-mail: vivigus@bol.com.br

O presente estudo avaliou a compatibilidade biológica de três substâncias quelantes utilizadas na Endodontia (EDTA 17%, EDTA-T e ácido cítrico 10%) quando implantadas em mandíbulas de ratos Wistar (Rattus norvergicus albinus). Foram utilizados 36 animais nos períodos de 1, 7, 14 e 28 dias, com a aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa do Núcleo de Animais de Laboratório da UFF. A inserção de cada substância foi possibilitada por um material carreador (Fibrinol®) colocado em perfurações bicorticais ­realizadas em ambos os lados da mandíbula dos animais, onde um dos lados apresentava apenas o Fibrinol® sem a substância teste (controle). Cada quelante foi testado em 3 ratos nos 4 diferentes tempos. Os resultados demonstraram que o material carreador teve presença constante nas lojas cirúrgicas em todos os tempos do estudo tanto nas amostras de substâncias teste quanto nos controles. Após 24 horas, as amostras com as substâncias teste e os controles apresentaram reação inflamatória aguda com a presença de polimorfonucleares de distribuição difusa. Nos períodos de tempo de 7, 14 e 28 dias, constatou-se a presença do Fibrinol® associado à reação inflamatória de corpo estranho em todas as amostras. Observaram-se também áreas de reparação caracterizadas pela proliferação de células mesenquimais e osteogênese, as quais intensificavam-se com o passar do tempo reduzindo-se a resposta inflamatória.

Concluiu-se que o EDTA 17%, o EDTA-T e o ácido cítrico 10% não apresentaram diferenças na evolução reparativa quando comparados entre si. (Apoio financeiro: FAPERJ - processo E-26/171.984/2000.)

 Ia044

Avaliação do selamento promovido pela obturação dos canais radiculares através da técnica de Tagger modificada

BOLZANI, L. M. V.*, PAPPEN, F. G., PAPPEN, A. F., PAPPEN, M. L. G., DEMARCO, F. F.

Odontologia Restauradora - Universidade Federal de Pelotas. E-mail: lbolzani@ufpel.tche.br

Significante infiltração de bactérias pode ocorrer em canais radiculares obturados, devido a um defeito ou à perda da restauração coronária, fratura da estrutura dentária ou cáries recorrentes, expondo o material obturador dos canais radiculares e promovendo, desta forma, a contaminação dos tecidos periapicais e conseqüente insucesso endodôntico. O objetivo deste trabalho foi avaliar, in vitro, a infiltração no sentido coroa-ápice observada em canais obturados pela técnica de Tagger modificada. Foram utilizados 45 dentes unirradiculares, divididos em 3 grupos experimentais: no grupo I o cimento utilizado foi o Sealapex; no grupo II os canais foram obturados com AH Plus; e no grupo III, foi também realizada a obturação através da termoplastificação da guta-percha, sem, no entanto utilizarmos cimento endodôntico. Após a termociclagem, os dentes foram imersos em azul de metileno a 2% por 12 horas e seccionados longitudinalmente para avaliação da microinfiltração, a qual foi quantificada através da contagem de pontos em reproduções fotográficas. Os dados foram submetidos à análise estatística através dos testes ANOVA e DMS de Fisher (5%). O grupo III apresentou uma média de infiltração maior que os demais grupos, sendo esta diferença estatisticamente significante. No entanto, não observamos diferença entre o selamento promovido pelos dois cimentos avaliados.

Podemos concluir que mesmo com a utilização da técnica de Tagger modificada, é indispensável o uso de um cimento obturador para o melhor selamento dos canais radiculares.

 Ia045

Avaliação da biocompatibilidade de materiais retrobturadores em tecido subcutâneo de ratos

BALDANI, J. C.* , TANOMARU, J. M. G., TANOMARU FILHO, M., SILVA, L. A. B.,
LEONARDO, M. R., ROSSI, M. A.

Odontologia Restauradora - Universidade Estadual Paulista. E-mail: jubauru@zipmail.com.br

O material retrobturador deve possuir propriedades físico-químicas e biológicas adequadas. O objetivo deste estudo foi avaliar a biocompatibilidade dos cimentos endodônticos (Sealapex e Sealer 26) e do mineral trióxido agregado (MTA), empregados como materiais retrobturadores. Para esta finalidade, o Sealapex é acrescido de óxido de zinco e o Sealer 26 manipulado em maior proporção pó/resina. Foram utilizados 24 ratos Holtzman, nos quais foram implantados em tecido subcutâneo, tubos de polietileno contendo os materiais experimentais. Cada animal recebeu todos os materiais, num sistema de rodízio, sendo um tubo vazio utilizado como controle. Após os períodos experimentais de 7, 15, 30 e 60 dias, os animais foram mortos e as peças removidas para processamento histológico. No período de 7 dias, o tecido conjuntivo em contato com os materiais testados apresentou infiltrado inflamatório moderado, sendo suave no grupo controle. Aos 15 dias, a resposta inflamatória era suave no grupo controle e para o cimento Sealer 26, sendo moderada para os demais. Aos 30 dias o infiltrado era moderado para o Sealapex acrescido de óxido de zinco e suave para os demais grupos. No período de 60 dias o infiltrado de células inflamatórias era ausente/suave para todos os grupos.

Conclui-se que todos os materiais testados mostraram-se irritantes nos períodos iniciais, com decréscimo da reação inflamatória nos maiores períodos. (Apoio financeiro: FAPESP - processo nº 01/04271-1.)

 Ia046

Esterilização de cones de guta-percha para obturação do sistema de canais radiculares

CORRÊA, R. O.*, LEITE, M. E. A., FRÓES, J. A. V.

Odontologia - Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. E-mail: oliveira1819@hotmail.com

Manter uma cadeia asséptica é fundamental para o sucesso da terapia endodôntica, assim, cones de guta-percha devem estar livres de microrganismos no momento da obturação. Devido a sua composição, não podem ser esterilizados por métodos físicos, sem que seu formato seja alterado, assim, este estudo objetivou avaliar possíveis métodos químicos de esterilização deste material obturador. Os cones foram contaminados com Bacillus stearothermophilus e imersos nas soluções químicas, em diferentes intervalos de tempo. Avaliou-se a ação do hipoclorito de sódio nas concentrações de 1%, 2,5% e 5,25%, com imersão por 5, 10 e 15 minutos, glutaraldeído 2%, após 30, 120 e 360 minutos e peróxido de hidrogênio 3%, 6% e 9%, após 30, 360 e 540 minutos. Os cones foram lavados com solução salina esterilizada e transferidos para tubos contendo caldo BHI e incubados na estufa bacteriológica, a 37ºC. Controle para a certificar a viabilidade da amostra bacteriana foi realizado, utilizando a fita de Attest e cones de guta-percha contaminados, imersos somente em solução salina. Fitas de Attest foram imersas nas soluções desinfetantes e, em seguida, incubadas no mesmo meio de cultura para se confirmar sua ação antimicrobiana.

Analisando as soluções de hipoclorito de sódio e glutaraldeído, não foi observado crescimento bacteriano em nenhuma concentração e períodos de tempo testados, porém, com a utilização do peróxido de hidrogênio pode verificar a presença de microrganismos após imersão dos cones de guta-percha, por 30 minutos em todas as concentrações testadas. (Apoio: PROBIC/PUC-MG.)

 Ia047

Nível de informação sobre a conduta de urgência frente ao traumatismo dental com avulsão

CAMPOS, M. I. C.*, CAMPOS, C. N.

Clínica Odontológica - Universidade Federal de Juiz de Fora. E-mail: clinin@terra.com.br

É notória a evolução da Odontologia sob vários aspectos, no entanto ainda é alta a incidência de perda de dentes por traumatismo acidental. O objetivo deste estudo foi avaliar o nível de informação entre estudantes, com idade aproximada de 12 anos, seus responsáveis e professores, quanto à conduta de urgência frente ao trauma dental com avulsão. A amostra foi constituída de 990 indivíduos vinculados a escolas públicas e particulares, aos quais foi aplicado um questionário fechado, criteriosamente orientado, para que não houvesse busca de informações com terceiros. Elaborado com várias perguntas, cujas respostas foram pontuadas de acordo com sua importância em relação à sobrevida do dente, cada questionário foi analisado, avaliado e classificado por dois endodontistas e uma patologista bucal. Os resultados mostraram que, do total da amostra, apenas 6,77% promoveriam um socorro adequado que possibilitasse a sobrevida do ligamento periodontal e, conseqüentemente, a permanência do dente no alvéolo; 16,26% cometeriam algumas falhas, não comprometendo totalmente a possibilidade de permanência do dente no alvéolo; 51,13% promoveriam um socorro inadequado podendo comprometer seriamente o dente; e 23,84% certamente perderiam o dente. Em relação ao vínculo a escolas públicas ou particulares, não houve diferença significativa entre os grupos.

Concluímos que o nível de informação sobre a conduta de urgência frente ao traumatismo dental com avulsão é infimamente baixo, contribuindo de forma significativa para a alta incidência de perda de dentes por reabsorção radicular pós-traumatismo.

 Ia048

Ação do agente clareador interno na infiltração marginal de restauradores endodônticos provisórios

OLIVEIRA, G. S.*, FRONER, I. C., ALMEIDA, C. F., SOUZA, L. G.

Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto - Universidade de São Paulo. E-mail: nannyso@zipmail.com.br

O objetivo foi avaliar comparativamente in vitro a infiltração marginal de materiais restauradores endodônticos provisórios com ou sem a ação do agente clareador (perborato de sódio com água), pela infiltração do azul de metileno a 2%. Foram utilizados 30 caninos humanos, realizado tratamento endodôntico convencional e tampão cervical com cimento fosfato de zinco. Os restauradores provisórios (Cimpat W, Citodur e o Dentalville) foram utilizados com as câmaras pulpares preenchidas com pasta de perborato de sódio e água e bolinha de algodão ou somente bolinha de algodão. Foram realizadas três trocas dos mate­riais restauradores provisórios e clareador, a cada 3 dias. Após cada troca os dentes foram submetidos a termociclagem e armazenados em saliva artificial a 37ºC. Os dentes foram imersos em azul de metileno a 2% durante 24 horas, lavados, seccionados e analisados. A análise da microinfiltração foi realizada utilizando lupa estereoscópica, estabelecendo escores para o grau de infiltração por examinadores calibrados. Os resultados mostraram que houve um aumento da infiltração marginal em todos os materiais restauradores provisórios quando utilizados com o agente clareador. O Citodur e o Cimpat W, com ou sem o agente clareador, apresentaram resultados semelhantes. O Dentalville com agente clareador apresentou maior infiltração marginal que os outros materiais avaliados.

Os resultados mostraram que o Citodur e o Cimpat W, em relação a infiltração marginal, são materiais restauradores provisórios que podem ser utilizados com ou sem a presença da pasta de perborato de sódio e água, com bons resultados. (Apoio: PIBIC/USP/CNPq - 2001.1.574.58.1.)

 Ia049

Avaliação sob MEV da limpeza dos canais radiculares através da Clorofila, Clorox e Clorexidina

SANTIAGO, M. R. J.*, SZMAJSER, L. K., MARTINELLI, M., FIDEL, R. A. S., FIDEL, S. R.

Faculdade de Odontologia - Universidade do Grande Rio. E-mail: reginasantia@aol.com

O tratamento endodôntico deve ser baseado na completa limpeza e modelagem, permitindo a realização de uma obturação hermética tridimensional em todo o espaço do canal radicular. O objetivo do presente trabalho foi avaliar a capacidade de limpeza do terço apical dos canais radiculares utilizando três soluções irrigadoras: Clorox, Clorexidina à 0,2% e Clorofila. Foram selecionados 30 dentes unirradiculares, com canal único (incisivos superiores e caninos inferiores e superiores), que se encontravam estocados no Laboratório de Pesquisa da FO-UERJ, os quais tiveram suas coroas removidas com disco diamantado e verificada a patência dos canais com lima K  nº 10. Os elementos dentários foram divididos aleatoriamente em 3 grupos contendo 10 amostras cada, submetidos a instrumentação com brocas de Gates-Glidden  nº 5,  nº 4 e nº 3 e usando-se a técnica coroa-ápice com movimentos oscilatórios, obtendo-se em todos os casos como última lima no terço apical a lima K  nº 35. O Grupo 1 foi irrigado com hipoclorito de sódio a 5,25% (Clorox); Grupo 2 - Clorexidina a 0,2% (manipulada em laboratório) e Grupo 3 - Clorofila (Nature’s Sunshine) e, todos os dentes sofreram uma irrigação final com EDTA a 17% (Biodinâmica). Após, os dentes foram clivados e analisados em microscópio eletrônico de varredura (MEV) com aumento de 1.000 vezes (LEO 1450 VP).

Após análise estatística (teste de Kruskal-Wallis) pudemos concluir que os grupos 1 (hipoclorito de sódio) e 3 (Clorofila) obtiveram os melhores graus de limpeza.

 Ia050

Avaliação da infiltração marginal em restauradores provisórios utilizados durante o clareamento dental

ALMEIDA, C. F.*, FRONER, I. C., OLIVEIRA, G. S., SOUZA, L. G.

Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto - Universidade de São Paulo. E-mail: carolfagoti@zipmail.com.br

O objetivo é avaliar a ação do agente clareador, perborato de sódio com água, na infiltração marginal de diferentes restauradores provisórios utilizados durante o clareamento dental. Foram utilizados 30 caninos humanos, realizado tratamento endodôntico convencional e confecção do tampão cervical com ionômero de vidro Vitremer restaurador (3M). Os grupos avaliados foram: Grupo I- resina Filtek Z100, Grupo II- cimento de ionômero de vidro convencional Vidrion R, Grupo III- cimento de ionômero de vidro modificado Vitremer R, Grupo IV- Dentalville, Grupo V- Dentalville com duas camadas de Super Bonder. Foram realizadas 3 trocas do agente clareador e da restauração provisória, a cada 3 dias. Entre as trocas, a termociclagem e armazenamento em saliva artificial a 37ºC. A seguir, imersos em azul de metileno a 2% durante 24 horas, a seguir lavados, seccionados e analisados. A análise da microinfiltração foi realizada por 3 examinadores, utilizando de lupa estereoscópica com aumento de 30 X, estabelecendo escores. Foram obtidos 4 escores por dente, a média do dente, do grupo e a média final entre os avaliadores. Os resultados estatísticos mostraram que não houve diferenças significantes entre a resina, o ionômero convencional e o modificado. O Dentalville apresentou os melhores resultados sendo que quando da utilização com o Super Bonder houve a menor microinfiltração marginal.

Nossos resultados permitiram concluir que o Dentalville foi o melhor material restaurador provisório no clareamento dental realizado com perborato de sódio e água. (Apoio financeiro: PIBIC//USP/CNPq - 2001.1.575.58.8.)

 Ia051

Limpeza superficial promovida por diferentes formas de toalete final em preparos endodônticos – estudo em MEV

PERES, F. G.*, YAMASHITA, J. C., DUARTE, M. A. H., OLIVEIRA, E. C. G., FRAGA, S. C.

Odontologia - Universidade do Sagrado Coração. E-mail: fergperes@aol.com

O objetivo deste trabalho foi avaliar por meio de microscopia eletrônica de varredura (MEV) a limpeza superficial das paredes de canais radiculares após toalete final com duas formas de EDTA auxiliadas por três diferentes mecanismos de agitação. Foram utilizados 30 dentes humanos, do banco de dentes da Universidade do Sagrado Coração. Os canais foram biomecanizados manualmente pela técnica escalonada regressiva, irrigando-se com solução de hipoclorito de sódio a 1%. Os espécimes foram então divididos em seis grupos experimentais, de acordo com a toalete final aplicada, obedecendo a seguinte ordem: Grupo I: EDTA gel + agitação com ultra-som; Grupo II: EDTA líquido + agitação com ultra-som; Grupo III: EDTA gel + agitação com espiral de lentulo; Grupo IV: EDTA líquido + agitação com espiral de lentulo; Grupo V: EDTA gel + agitação manual; Grupo VI: EDTA líquido + agitação manual. Os espécimes foram preparados e então observados por meio de MEV, com aumentos de 500 X. As superfícies dos canais radiculares foram avaliadas e classificadas por escores de 0 a 3, do melhor para o pior, nos terços apical e cervical. Os resultados foram analisados estatisticamente pelos testes não-paramétricos de Kruskal-Wallis e Miller. Os resultados mostraram não existir diferença estatisticamente significante entre as diferentes formas de toalete final estudadas, porém melhor limpeza foi apresentada no terço cervical de todos os grupos, quando comparada ao terço apical.

Concluiu-se que todos os métodos foram similares na limpeza. (Agradecimento: NAP-MEPA, ESALQ-­USP pelo MEV.)

 Ia052

Análise radiográfica do retratamento endodôntico realizado com o sistema Profile e Protaper

BASSO, A. L.*, SILVA NETO, U. X., WESTPHALEN, V. P. D.

Odontologia - Pontifícia Universidade Católica do Paraná. E-mail: t-bone@onda.com.br

O tratamento endodôntico, apesar de realizado utilizando-se as mais modernas técnicas, não está livre de insucessos, e, portanto, da necessidade de retratá-los. O objetivo deste trabalho foi avaliar radiograficamente a capacidade de limpeza de técnicas de retratamento endodôntico. Foram utilizados 32 incisivos inferiores humanos extraídos, que tiveram seus canais instrumentados, e obturados pela técnica híbrida de Tagger. Em seguida, os dentes foram radiografados no sentido VL e MD, para verificação da qualidade da obturação, e, então divididos em três grupos distintos de acordo com a técnica utilizada: GI) lima Kerr + lima Hedströen; GII) sistema Profile e GIII) sistema ProTaper. Dois dentes foram utilizados com controle positivo e negativo. Em todos os grupos, fez-se uso da broca de Gates-Glidden nº 3 atuando na embocadura do canal, irrigação com água destilada, e também de uma gota de xilol, no início e na metade do procedimento. Após a realização das técnicas de retratamento, novas radiografias foram realizadas, obedecendo à metodologia descrita. A avaliação da limpeza, em cada terço do canal radicular (cervical, médio e apical) foi realizada por meio de escores numéricos por três examinadores. Os dados obtidos foram submetidos ao teste de Kruskal-Wallis e ao teste de Miller para comparação entre os grupos.

Conclui-se que no terço cervical/médio não houve diferença estatística significante entre os grupos (p < 0,05), no entanto, no terço apical houve diferença estatística significante entre o grupo I e grupo II (p < 0,05), favorável ao grupo II (sistema Profile).

 Ia053

Adaptação marginal de cimentos endodônticos utilizados como material retrobturador – estudo em MEV

MILLEO, S. S. N.*, YAMASHITA, J. C., DUARTE, M. A. H., OLIVEIRA, E. C. G., KUGA, M. C.

Endodontia - Universidade do Sagrado Coração. E-mail: somilleo@zipmail.com.br

O objetivo deste trabalho foi avaliar por meio de microscopia eletrônica de varredura (MEV) a adaptação marginal de obturações retrógradas realizadas com cimentos endodônticos. Foram utilizados 20 dentes humanos, do banco de dentes da Universidade do Sagrado Coração. Os canais foram biomecanizados e obturados, realizou-se a apicectomia e cavidades retrógradas, em cada um dos ápices radiculares. Os espécimes foram então divididos em quatro grupos experimentais, de acordo com o cimento utilizado, obedecendo a seguinte ordem: Grupo I: Sealer 26; Grupo II: Sealapex + óxido de zinco; Grupo III - AH Plus + óxido de zinco; Grupo IV - AH Plus + hidróxido de cálcio. Os espécimes foram preparados e então observados através da MEV. A adaptação marginal foi avaliada e classificada por escores da seguinte forma, por dois examinadores calibrados: escore 0, adaptação completa; escore 1, desadaptação discreta (¼ da circunferência); escore 2: desadaptação parcial (½ da circunferência); escore 3: desadaptação acentuada (¾ da circunferência); escore 4: desadaptação total. Os resultados foram analizados estatisticamente pelos testes não-paramétricos de Kruskal-Wallis e Miller. Pelos resultados podemos ordenar os grupos experimentais, do melhor para o pior, quanto a sua adaptação marginal da seguinte forma: grupo I, grupo II, grupo III e grupo IV, com diferença significante entre os grupos I e IV.

Conclusão: exceto o grupo com Sealer 26, os materiais estudados mostraram algum grau de desadaptação. (Agradecimento: NAP-MEPA, ESALQ-USP pela MEV.)

 Ia054

Avaliação da permeabilidade dentinária relacionada à substituição das substâncias auxiliares do preparo endodôntico

SOUZA, E. B.*, AMORIM, C. V. G., LAGE-MARQUES, J. L.

Dentística - Universidade de São Paulo. E-mail: lilabs@uol.com.br

As substâncias químicas auxiliares devem atuar sobre a permeabilidade dentinária no decorrer da terapêutica endodôntica. O objetivo deste experimento foi comparar a variação da permeabilidade provocada pela associação Dakin + Endo PTC segundo dinâmica de substituições distintas de substância química, pela avaliação de infiltração do corante indicador. Foram utilizadas 30 raízes de dentes unirradiculares divididas em 3 grupos e preparadas com instrumentos do tipo K: grupo 1- Dakin + Endo PTC, sendo renovados a cada instrumento, Grupo 2- Dakin + Endo PTC, sem renovação até o término do preparo e Grupo 3- com o uso de soro fisiológico como substância auxiliar renovado a cada troca de instrumento. Os espécimes foram corados com rodamina B 1% e cortados em amostras de 3 mm de espessura. Amostras representando os terços radiculares foram digitalizadas para processamento da leitura (% das áreas coradas) com o programa de computação Image Lab. Porcentagens das áreas coradas foram determinadas e os resultados submetidos à análise estatística Kruskal-Wallis, p < 0,05. Os resultados obtidos não apresentaram diferenças estatísticas entre os grupos 1 e 2, porém significante quando comparados ao grupo 3.

O modelo experimental empregado possibilitou concluir que a renovação da substância química utilizada no preparo cirúrgico – Dakin e creme Endo PTC – não proporcionou diferença no que tange a penetração do corante indicador no sistema endodôntico das amostras testadas.

 Ia055

Influência da solução irrigadora na capacidade seladora apical de obturações de canais radiculares

BONAN, R. F.*, TANOMARU, J. M. G., TOLEDO, L. M. A., TANOMARU FILHO, M.

Odontologia Restauradora - Universidade Estadual Paulista. E-mail: robfbonan@hotmail.com

O objetivo deste estudo foi a avaliação da capacidade seladora após obturação de canais radiculares, em função da solução irrigadora empregada durante o preparo biomecânico. Foram utilizados cinqüenta caninos extraídos de humanos. O preparo biomecânico dos canais radiculares foi realizado empregando-se diferentes soluções irrigadoras, determinando os grupos experimentais: I) solução de hipoclorito de sódio a 2,5%; II) solução de digluconato de clorexidina a 2%; III) gel de clorexidina a 1%; IV) soro fisiológico ou V) solução de hipoclorito de sódio a 2,5% + EDTA. A superfície dentária externa foi impermeabilizada, exceto ao redor do forame apical e os canais radiculares foram obturados pela técnica de condensação lateral ativa da guta-percha e cimento de óxido de zinco e eugenol. Os dentes foram imersos em solução de azul de metileno a 2%, em ambiente à vácuo, durante 48 horas e após este período seccionados longitudinalmente, fraturados e a infiltração de corante analisada em perfilômetro. Os resultados demonstraram que o grupo em que foi empregada solução de hipoclorito de sódio e EDTA apresentou menor infiltração quando comparado ao grupo da clorexidina gel (p < 0,05). Os demais grupos foram semelhantes entre si (p > 0,05).

Conclui-se que o melhor selamento apical é obtido quando o preparo biomecânico é realizado empregando-se solução de hipoclorito de sódio complementada pelo uso de solução de EDTA.

 Ia056

Avaliação in vitro do selamento apical endodôntico promovido pelas técnicas Thermafil e condensação lateral

LEMOS, M. S.*, SARAIVA, C. L., RABANG, H. R. C., QUADROS, I., GOMES, B. P. F. A., SOUZA-FILHO, F. J.

Odontologia Restauradora - Universidade Estadual de Campinas. E-mail: mau.lemos@bol.com.br

As técnicas de obturação endodôntica visam o correto selamento dos canais radiculares, evitando a penetração de fluidos teciduais que possam servir de substrato microbiano, mantendo a descontaminação alcançada pelo preparo químico-mecânico. O objetivo deste estudo foi avaliar in vitro a qualidade do selamento apical utilizando duas diferentes técnicas de obturação endodôntica. Vinte incisivos laterais superiores humanos recém-extraídos foram instrumentados pela técnica híbrida preconizada pela FOP-UNICAMP e irrigados com hipoclorito de sódio 5,25%. Os canais foram instrumentados a 1 mm aquém do ápice até a lima tipo K 30, sendo mantida a patência com lima tipo K 15. Dez dentes foram obturados pela técnica da condensação lateral (Grupo I) e dez pela técnica Thermafil (Grupo II), ambos os grupos com cimento Endofill. Os dentes foram impermeabilizados com duas camadas de esmalte de unha com exceção dos 2 mm apicais. Posteriormente, foram imersos em tinta nanquim a 37ºC por cinco dias e submetidos ao vácuo. Os espécimes foram diafanizados e analisados, quanto à penetração linear do corante, sob lupa estereoscópica com 30 vezes de aumento. A análise estatística dos resultados foi realizada pelo teste U de Mann-Whitney. Não houve diferença estatisticamente significante entre as técnicas (p > 0,05).

Concluímos que, nas condições deste experimento, tanto a técnica Thermafil quanto a condensação lateral foram eficientes para promover o selamento apical. (Apoio: FAPESP - 2000/13689-7 e CNPq - 520277/99-6.)

 Ia057

Capacidade de limpeza de diferentes sistemas rotatórios: estudo em microscopia eletrônica de varredura

VALIM, F. A.*, YAMASHITA, J. C., DUARTE, M. A. H., ALMEIDA, J. M.

Odontologia - Universidade do Sagrado Coração. E-mail: fernandavalim@hotmail.com

O objetivo deste trabalho foi avaliar através da microscopia eletrônica de varredura, a capacidade de limpeza superficial da parede dos canais radiculares preparadas com diferentes sistemas de instrumentação rotatória. Foram utilizados 42 incisivos inferiores humanos extraídos, estes foram divididos em 6 grupos experimentais, com 7 espécimes cada, os quais receberam os seguintes sistema de instrumentação: Grupos 1 e 2 - sistema Quantec; Grupos 3 e 4 - sistema Pow-R; Grupos 5 e 6 - sistema Profile. Como agente irrigador, utilizou-se durante o preparo biomêcanico a solução de hipoclorito de sódio a 2,5%, e somente os Grupos 2, 4 e 6 foi realizada a toalete final com EDTA.

Com os resultados obtidos neste trabalho, pudemos ordenar os grupos experimentais do melhor para o pior, pelo aspecto da limpeza superficial proporcionada, desta forma: Grupo 6, Grupo 2, Grupo 4, Grupo 5, Grupo 1 e Grupo 3. A partir destes dados pode-se concluir que: 1 - os grupos que utilizaram o EDTA como irrigante final mostraram superfícies mais limpas; 2 - com relação ao sistemas de instrumentação, pudemos observar que o Profile obteve os melhores resultados, seguido pelo sistema Quantec e Sistema Pow-R; 3 - o terço cervical apresentou melhores resultados de limpeza, que o terço apical. (Agradecimentos: PIBIC/CNPq-USC e NAP/ MEPA-ESLQ-USP.)

 Ia058

Fidelidade de torque de alguns motores desenvolvidos para instrumentação rotatória com limas NiTi

FIOD, D. A.*, BERBET, F. L. C. V., BONAN, R. F.

Odontologia Restauradora - Universidade Estadual Paulista. E-mail: dani_a_fiod@hotmail.com

O objetivo deste estudo foi comprovar a fidelidade dos torques oferecidos pelos fabricantes dos motores Endo Plus (Driller), K3 (Analytic) e Tecnika (Dentsply/Maillefer), por meio de medições empregando um torquímetro analógico. O torquímetro foi preso a uma morsa e em sua extremidade foi apreendida uma fresa de Batt que, devido ao seu sistema de encaixe semelhante ao das limas rotatórias, possibilitou sua adaptação aos contra-ângulos. Quando necessário, os motores eram previamente calibrados para posteriores acionamento e medições do torque. Durante o acionamento do motor, o eixo do torquímetro acompanhava a rotação deste até ocorrer o equilíbrio entre a resistência oferecida pelo torquímetro e o torque real oferecido pelo motor. Assim, o marcador do torquímetro demonstrava qual o valor de torque real oferecido pelo motor no momento em que ocorreu o travamento. As medidas foram feitas quinze vezes para cada motor e a média desses valores foi calculada. O aparelho Endo Plus foi o que manteve a melhor correspondência entre os valores de torque real e os indicados pelo fabricante. O Tecnika, foi o que apresentou os piores resultados, apesar de sugerir determinada variação de torque, este ofereceu sempre valores próximos a 4 N.cm, independentemente do valor indicado no painel. O K3 demonstrou uma variação crescente no torque correspondente à sugerida pelo fabricante contudo, sempre oferecendo torques de aproximadamente 3 N.cm acima do indicado no painel.

Não há fidelidade entre os torques medidos e os torques oferecidos pelos fabricantes dos motores avaliados.

 Ia059

Avaliação in vitro da atividade antimicrobiana de soluções irrigadoras empregadas em Endodontia

RODRIGUES, V. M. T.*, TANOMARU, J. M. G., TANOMARU FILHO, M., SPOLIDORIO, D. M. P., ITO, I. Y.

Faculdade de Odontologia de Araraquara - Universidade Estadual Paulista. E-mail: vtelarolli@zipmail.com.br

O objetivo do presente estudo foi avaliar, in vitro, a atividade antimicrobiana de soluções irrigadoras frente aos microrganismos cocos gram-positivos: M. luteus (ATCC 9341), S. aureus (ATCC 25923), S. epidermidis (saliva), S. mutans (saliva), E. faecalis (ATCC 10541); e bacilos gram-negativos: E. coli (ATCC 25922), P. aeruginosa (ATCC 2327); e levedura C. albicans (ATCC 1023). Foram avaliadas as soluções de hipoclorito de sódio a 1%, 2,5% e 5%; de digluconato de clorexidina a 1 e 2% e a clorexidina gel a 1%. A avaliação foi realizada pelo método de difusão em ágar, pela técnica de duas camadas. A camada base foi depositada e logo após a sua solidificação, colocou-se a camada “seed” com inóculos. Em seguida, foram confeccionados poços, os quais receberam as soluções testadas. As placas permaneceram à temperatura ambiente por período de 2 horas (pré-incubação), sendo em seguida incubadas a 37ºC por 24 horas. Todos os testes foram realizados em duplicata. Após incubação, as placas foram otimizadas pela adição do gel de TTC a 0,05%, e os halos de inibição mensurados. Foram observados halos de inibição para todas as soluções testadas frente a todas as cepas, sendo os maiores valores observados para as soluções e gel de clorexidina, e os menores halos para a solução de hipoclorito de sódio a 1%.

Conclui-se que todas as soluções irrigadoras apresentam atividade antimicrobiana, com maior atividade para as soluções e gel de clorexidina, seguido das soluções de hipoclorito de sódio a 5% e 2,5% e menor atividade para a a solução de hipoclorito de sódio a 1%.

 Ia060

Avaliação da resistência à tração de pinos cerâmicos Cosmopost cimentados com dois cimentos resinosos

SERIKAKU, A. L.*, GOMES, A. P. M., PAGANI, C.

Odontologia Restauradora - Universidade Estadual Paulista. E-mail: alserikaku@yahoo.com.br

Os dentes indicados para retratamento endodôntico estão, em sua maioria, restaurados com pinos intra-radiculares, o que dificulta o acesso coronário para os procedimentos operatórios. Outro fator muito discutido é a estética relacionada aos retentores intra-radiculares. Para melhorar os resultados estéticos foram desenvolvidos retentores de policristais de zircônia tetragonal (ZrO-TZP), os quais apresentam alta resistência à flexão. O presente trabalho teve por objetivo avaliar a resistência à tração de pinos cerâmicos pré-fabricados Cosmopost (Ivoclar, North America Inc., Amherst, New York, EUA) cimentados com dois cimentos resinosos. Foram utilizadas 24 raízes de dentes humanos unirradiculados, incluídas em padrões de RAAQ. Preparados os condutos, as raízes foram divididas em dois grupos de 12 e os pinos cimentados com Panávia F (Kuraray Co., Osaka, Japão) ou Enforce com flúor (Dentsply, Pennsylvania, EUA). Após a cimentação empregou-se uma morsa que se fixava ao pino cimentado e, na outra extremidade, uma haste metálica fixada à máquina universal de testes. Foram realizados os testes de tração com velocidade de 1 mm/min e os dados obtidos foram submetidos ao teste de Mann-Whitney sob significância de 5%. Os resultados mostraram que ocorreu diferença estatística entre os valores medianos. A análise de Weibull mostrou que o cimento Panávia F (módulo = 5,61) promoveu uma maior resistência à tração dos pinos pré-fabricados que o cimento Enforce com flúor (módulo = 1,581).

Pôde-se concluir que o Panávia F deve ser o cimento de escolha para a cimentação dos pinos Cosmopost.

 Ia061

Influência de diferentes medicações intracanais no pós-operatório do preparo químico-cirúrgico de canais radiculares

ZARAGOZA, R. A.*, SANTOS, M.

Odontologia - Universidade de São Paulo. E-mail: razaragoza@hotmail.com

O objetivo deste estudo foi verificar as manifestações álgicas no pós-operatório do preparo químico-cirúrgico de 147 dentes tratados endodonticamente, instrumentados com técnica manual seriada e utilizando como substâncias químicas auxiliares hipoclorito de sódio 0,5% e Endo-PTC. Foram usados como medicação intracanal (MIC) o hidróxido de cálcio P.A., o NDP, o PRP e um grupo controle com prednisolona 2%. Os pós-operatórios foram avaliados valendo-se de entrevistas feitas em média quatro dias após a intervenção através de um questionário com todos os dados pré-operatórios de cada caso. Os resultados obtidos foram: manifestações dolorosas em 26,47% dos casos onde foi usado hidróxido de cálcio, 12,19% dos casos onde foi usado NDP, 10,52% dos casos onde foi usado PRP, e no grupo controle em 14,7% dos casos.

Diante dos resultados obtidos, pode-se concluir que o pós-operatório do preparo químico-cirúrgico mostra que nos casos onde foi empregado o hidróxido de cálcio como medicação intracanal, o número de manifestações álgicas foi quase o dobro daquele onde foram empregados o NDP e o PRP. E que estes, por sua vez, apresentaram menor incidência de dor após o preparo químico-cirúrgico quando comparados com a prednisolona.

 Ia062

Avaliação dos tratamentos realizados nas clínicas de Endodontia da FO-UFMG

AROUCA, A. C. G.*, MALTOS, K. L. M., CARVALHAIS, H. P. M., OLIVEIRA, R. R. R.,
FURTADO, T. A., PRATES, T. O.

Odontologia Restauradora - Universidade Federal de Minas Gerais. E-mail: annacgarouca@ig.com.br

O presente trabalho tem como objetivo determinar os índices de sucesso e insucesso dos tratamentos realizados nas clínicas de Endodontia I e II da FO-UFMG. Foram cadastrados 250 pacientes, num total de 349 casos, controlados semestralmente. O exame clínico foi baseado nos princípios de inspeção, percussão e palpação e o radiográfico foi realizado por meio de 2 tomadas pela técnica do paralelismo (ortorradial e angulada) padronizadas com um registro de mordida. As películas foram processadas pelo método tempo-temperatura. O sucesso foi definido pela ausência de sinais e sintomas clínicos e radiográficos, com retorno do dente às suas funções normais. O insucesso foi caracterizado pelo surgimento de qualquer sinal ou sintoma. Os casos de regressão da lesão periapical e/ou aqueles onde o elemento dental não retornou às suas funções foram classificados como provável sucesso. De acordo com os critérios estabelecidos, 23,78% dos casos foram sucesso, destes, 68,18% apresentavam necrose pulpar, sendo 40,9% com lesão periapical e 79,54% foram obturados em um limite adequado (0-2 mm aquém do ápice radiográfico). O provável sucesso foi observado em 69,2%, destes, 79,69% apresentavam necrose pulpar sendo 52,35% com lesão periapical e 75% estavam obturados em um limite adequado. Do total da amostra, 13% foram insucesso, todos apresentando necrose pulpar, sendo 53,85% com lesão periapical.

A partir desses resultados, pode-se concluir que há uma resposta satisfatória dos tratamentos endodônticos realizados nesta instituição.

 Ia063

Avaliação morfológica dos canais radiculares curvos após o emprego de limas Greater Taper acionadas a motor

VALOIS, C. R. A.*, COSTA JR., E. D.

Odontologia - Universidade de Brasília. E-mail: cravalois@uol.com.br

O objetivo do presente estudo in vitro foi avaliar radiograficamente a manutenção da anatomia original de canais radiculares curvos após a instrumentação automatizada com o sistema Greater Taper. Para isto, 45 raízes mésio-vestibulares de molares superiores humanos, com canais apresentando curvatura entre 20 e 30 graus, determinada pelo método descrito por Schneider, foram incluídas em blocos de resina acrílica e distribuídas em 3 grupos de 15 dentes cada. Os Grupos I e II foram instrumentados com os sistemas mecânico-rotatórios Profile e Greater Taper, respectivamente. No Grupo III empregou-se brocas de Gates-Glidden e limas manuais tipo K, ambos de aço inoxidável. Radiografias foram realizadas antes e após a instrumentação. Os desgastes no terço apical, lado externo da curvatura, e nos terços cervical e médio, lado interno da curvatura, foram quantificados em 12 pontos distintos, num aumento de 28 X e por meio do uso de régua milimetrada. As médias em milímetros das mensurações de cada grupo foram: GI: 0,01238/0,02363, GII: 0,01214/0,02198, GIII: 0,01277/0,02785. Os dados obtidos foram tratados estatisticamente pelo teste ANOVA à 5% e o teste de comparações individuais de Tukey, os quais demonstraram que nenhuma das técnicas estudadas possuiu maior tendência de formar “zip” e que a instrumentação manual ocasionou um desgaste excessivo na zona de perigo.

Os autores concluíram que o desempenho das limas GT durante a instrumentação de canais curvos é similar ao do Profile, denotando menor tendência de provocar deformações ao preparo, em relação à instrumentação manual.

 Ia064

Efeito do acesso endodôntico com diferentes perdas de estrutura coronária na resistência do remanescente dental

IGLESIAS, K.*, NUNES, C., ROTA, E. L., MATOS, A., BOMBANA, A. C.

Dentística - Universidade de São Paulo. E-mail: kiglesias@yahoo.com

Este estudo teve como objetivo medir e comparar a resistência à fratura de molares inferiores com acesso endodôntico e diferentes perdas de estrutura. Foram utilizados 20 molares inferiores divididos em 4 grupos de 5 dentes cada grupo, com tamanhos e quantidade de estrutura remanescente dental semelhante. Grupo I : controle, hígidos; Grupo II : acesso endodôntico convencional; Grupo III: acesso endodôntico e faces mésio-oclusais; Grupo IV: acesso endodôntico e faces mésio-ocluso-distais. Os dentes dos Grupos II, III e IV sofreram preparo das entradas dos canais (terços cervical e médio) com brocas de Gates-Glidden nº 1 e 2. Os corpos-de-prova foram mantidos em água destilada. O teste de fratura foi realizado na máquina de ensaio Riehle, com velocidade de 0,015 pol/min. Os resultados obtidos em kgf foram submetidos a análise estatística mostrando haver diferença estatisticamente significativa entre os grupos testados.

Podemos concluir que com a perda do teto da câmara pulpar, independentemente da quantidade de remanescente dental, há uma diminuição significativa da resistência dental à fratura.

 Ia065

Avaliação do remanescente dentinário cervical após o uso das brocas Gates-Glidden: seqüência crescente versus decrescente

BRANDÃO, M. C.*, DE DEUS, G. A., COUTINHO, T., KREBS, R. L., FERREIRA, N. A.

Biomédico - Universidade do Estado do Rio de Janeiro. E-mail: claudiabrandao@terra.com.br

Este estudo objetivou analisar a espessura do remanescente dentinário após o uso das brocas de Gates-Glidden (GG) em seqüências crescente e decrescente. 20 molares inferiores tiveram seus canais distais pré-alargados até a lima K #15. Os dentes foram embutidos em resina de poliéster com duas guias metálicas paralelas ao longo eixo da raiz. Foi criado então um sistema muflo simplificado que permitiu a montagem e desmontagem do sistema com excelente precisão. As amostras foram seccionadas horizontalmente a 3 mm abaixo da furca. Logo após, o sistema foi desmontado para a observação das amostras em um estereoscópio (15 X). A menor espessura radicular entre o canal distal e a furca, assim como, a área total do canal foram medidas através de programa de análise digital Carnoy 2.0. As amostras foram remontadas e divididas em 2 grupos: G1: seqüência crescente - #2, #3, #4, #5 e #6; G2: seqüência decrescente - #6, #5, #4, #3 e #2. A broca GG penetrou livremente até o seu travamento no canal radicular. O sistema muflo foi novamente desmontado e os parâmetros remedidos. Os dados foram tratados estatisticamente pelo teste Kruskal-Wallis que revelou não haver diferenças significantes (p > 0,05) entre as duas seqüências utilizadas. Porém, em uma análise individual notou-se que a seqüência decrescente de uso proporcionou um preparo cervical mais conservador e uniforme.

Pode-se concluir que há uma tendência mais conservadora quando a seqüência decrescente é utilizada, porém um experimento com uma amostragem maior deve ser realizado objetivando uma maior clareza estatística dos resultados.

 Ia066

Avaliação da fluoretação da água de abastecimento público de Teresina - PI

SILVA, J. S.*, MOURA, M. S., SIMPLÍCIO, A. H. M., CURY, J. A.

Patologia e Clínica Odontológica - Universidade Federal do Piauí. E-mail: josiene@uol.com.br

A fluoretação da água de abastecimento público tem se mostrado como um método de excelência para a redução da cárie dentária. A descontinuidade da aplicação ou o uso de concentrações de flúor abaixo do ideal levam à perda do efeito terapêutico. O objetivo deste trabalho foi acompanhar longitudinalmente a fluoretação da água de abastecimento público da cidade de Teresina - PI. Para a coleta das amostras, foram selecionados aleatoriamente cinco bairros representativos das cinco microrregiões que compõem a cidade. A coleta foi realizada mensalmente, entre os meses de junho-2000 e maio-2001. As amostras foram enviadas ao Laboratório de Bioquímica da Faculdade de Odontologia de Piracicaba - UNICAMP para análise da concentração de flúor. Paralelo à coleta da água, foi aplicado um questionário junto a escolares sobre hábitos de higiene bucal. Considerando-se os meses de junho-2000 a maio-2001, o percentual dos bairros avaliados, nos quais a concentração de flúor estava abaixo do ideal foi de 0%; 60%; 20%; 40%; 0%; 80%; 60%; 80%; 80%; 0%; 20%; 0%, respectivamente. Do total de escolares pesquisados, 37,14% afirmaram que já deixaram de escovar os dentes por falta de dentifrício, o que torna a fluoretação um método ainda de grande importância para essa população.

A população da cidade de Teresina - PI está sendo submetida a uma concentração de flúor na água infe­rior à recomendada e irregularmente distribuída no período pesquisado. Medidas devem ser tomadas para que haja uma regularização e manutenção da fluoretação dentro dos limites ótimos.

 Ia067

Avaliação do potencial erosivo de colutórios orais

CORSO, S.*, CORSO, A. C., HUGO, F. N., PADILHA, D. M. P.

Odontologia - Universidade Federal do Rio Grande do Sul. E-mail: samuelcorso@hotmail.com

Devido ao fato do pH crítico do esmalte dentário ser aproximadamente 5,5, qualquer solução com pH menor poderá causar erosão. O efeito erosivo deve levar em consideração também a capacidade tampão, quantidade de fluxo salivar e película salivar. A presença de ácidos orgânicos e substâncias quelantes em vários colutórios pode causar efeitos deletérios nos dentes, como a erosão dental. O objetivo dessa pesquisa foi avaliar colutórios de uso oral disponíveis no mercado, no que tange seus pHs e suas titrabilidades ácidas, além de avaliar as modificações desses dois parâmetros durante o período de um mês de estocagem. Nesse experimento, foram avaliados 11 colutórios orais, onde foi medido o pH ,com auxílio de pHmetro digital, e a titrabilidade ácida das soluções através da adição de hidróxido de sódio 0,1 M, semanalmente durante o período de um mês . Para análise estatística foi utilizado o teste t de Student. Dos 11 colutórios estudados, 5 apresentaram pH inferior à 5,5 e entre esses a titrabilidade variou de 0,37 a 1,8. Não houve diferenças estatisticamente significativas entre os valores de pH e titrabilidade durante o período de um mês.

Concluiu-se que 45,5% dos colutórios orais disponíveis no mercado apresentam-se potencialmente erosivos.

 Ia068

Estudo multicentro da fluorose dental em Belo Horizonte

TORRES, J. M.*, GONTIGO, A. I., MENDONÇA, L. L., BARREIROS, I. D., FERREIRA, L. C. N., FAGUNDES, O. R., PALMIERI, H. E.

Clínica, Patologia e Cirurgia - Universidade Federal de Minas Gerais. E-mail: juliana_torres@yahoo.com.br

Este estudo objetiva descrever a prevalência de fluorose dental e sua distribuição segundo graduações em crianças de 12 anos de idade de diferentes escolas privadas de distintos setores de Belo Horizonte. Pretende-se estabelecer parâmetros de risco a essa patologia quando da exposição ao flúor no ar, em suplementos dietéticos e medicamentosos, bem como relacioná-la a altitude. A amostra constituiu-se de 179 crianças de ambos os sexos. O índice TSFI foi utilizado como indicador da fluorose dental e os exames clínicos foram realizados utilizando o método visual. A concentração de flúor no ar foi obtida através da verificação da quantidade de fluoretos na vegetação pela técnica da análise potenciométrica com eletrodo seletivo para o flúor. Questionários para avaliar o uso de fluoretos na forma de suplementos dietéticos e medicamentos preventivos foram aplicados. A fluorose foi altamente prevalente em todos os setores (86,59%). O grau 4 da fluorose foi o de maior ocorrência na amostra (73,18%) seguido das formas mais brandas 1, 2 e 3. Constatou-se um maior acometimento dos dentes superiores (57,32%) em relação aos inferiores (42,68%), sendo os molares aqueles mais acometidos. Os valores da concentração de fluoretos no ar foram elevados, acima do limite recomendável pela OMS. Relacionando-os aos valores da altitude observou-se uma maior concentração de fluoretos na vegetação em áreas mais elevadas.

A fluorose, em suas formas mais brandas, apresentou-se altamente prevalente na amostra. A presença excessiva de flúor no ar relacionou-se com a altitude. (Agradecemos o apoio do CNPq.)

 Ia069

Efeitos da irradiação do laser de diodo de alta potência sobre o esmalte de dentes decíduos

KOHARA, E. K.*, MYAKI, S. I., WETTER, N. U.

Odontologia - Universidade Ibirapuera. E-mail: kkohara@apcd.org.br

O objetivo deste estudo in vitro foi de avaliar ao microscópio eletrônico de varredura (MEV) os efeitos da irradiação de um laser de diodo de alta potência sobre o esmalte de dentes decíduos, utilizando-se dois tipos de corantes iniciadores de absorção. Foram selecionados 7 molares decíduos que apresentaram as faces vestibulares clinicamente hígidas, que foram seccionadas com instrumento cortante rotatório. Cada face foi dividida aleatoriamente em duas metades (G1 e G2) e irradiada por um laser de diodo emitindo em 960 nm com potência de 8 W, freqüência de 10 Hz e 80 mJ de energia por pulso. No grupo G1 (n  = 7), utilizou-se carvão ativado em pó como iniciador de absorção e no G2 (n = 7), tinta nanquim. Os fragmentos foram desidratados em série crescente de soluções alcoólicas, montados em bases metálicas e cobertas com ouro para serem observadas ao MEV. As observações das eletromicrografias demonstraram em ambos os grupos áreas de fusão com posterior ressolidificação e outras de ablação de esmalte dentário, com maior intensidade no G2, tratado com tinta nanquim.

Concluiu-se que há interação do laser de diodo de alta potência com o esmalte de dentes decíduos, usando-se os parâmetros utilizados, especialmente quando utiliza-se a tinta nanquim como iniciadora da irradiação.

 Ia070

Efeitos do consumo crônico de álcool sobre o tamanho mandibular em camundongos

CORSO, A. C.*, PADILHA, D. M. P., SILVEIRA, H. E. D.

Faculdade de Odontologia - Universidade Federal do Rio Grande do Sul. E-mail: anaccorso@ig.com.br

O álcool pode ter ação direta sobre o potencial de formação de osteoblastos com conseqüente diminuição de formação de tecido ósseo. O objetivo desse trabalho foi mensurar alterações relativas à comprimento mandibular, comprimento da base mandibular e altura côndilo-ângulo-mandibular de camundongos submetidos a consumo crônico de álcool. Foram utilizados no estudo 20 camundongos, dos quais 10, aos 2 meses, passaram a ingerir solução de etanol a 40%, enquanto 10 permaneceram ingerindo água ad libitum. Após 6 meses, os camundongos sofreram eutanásia. As hemimandíbulas direitas dos camundongos foram dissecadas e cada uma passou por 2 processos de obtenção de imagens: a técnica indireta, onde as peças foram radiografadas, digitalizadas e as imagens medidas com auxílio do software Imagetool, e a técnica direta, onde as peças foram radiografadas em placa óptica e analisadas com auxílio do software DIGORA. Para análise estatística foi utilizado o teste t de Student. As médias das medidas do comprimento mandibular, comprimento da base mandibular e altura côndilo-ângulo-mandibular, foram significativamente menores no grupo teste, tanto com o uso da técnica direta quanto da indireta.

O consumo de etanol foi capaz de causar alteração no crescimento mandibular neste modelo experimental.

 Ia071

Estudo de dentes não descalcificados corados com Rodamina B para microscopia de luz

BOTTCHER, D. E.*, BAGATINI, K.

Ciências Morfológicas - Universidade Federal do Rio Grande do Sul. E-mail: daibottcher@hotmail.com

O uso de corantes em preparos histológicos para evidenciação de lesões de cárie tem um caráter didático importante no estudo dessa doença. O corante Rodamina B tem se mostrado bastante eficaz para a visualização dessa patologia. No entanto, a técnica, no que diz respeito ao tempo de imersão das peças nessa solução, ainda não está padronizada. Por isso, foram testados diferentes tempos de imersão dos preparos no corante a fim de determinar qual a técnica ideal. Desse modo, foram utilizados oito dentes cortados longitudinalmente em três partes e posteriormente lixados. Estes foram divididos em quatro grupos, testando-se os tempos de dois, quatro, dez e vinte segundos. Para cada grupo foi utilizado um tempo de imersão na Rodamina B. De cada dente foram feitas uma fatia corada, uma corada e posteriormente lavada e outra sem coloração para controle. Os resultados mostram que o corante evidencia tanto a lesão de cárie quanto as demais estruturas anatômicas. Tempos de imersão menores apresentaram maior nitidez, de tal modo que as peças imersas por vinte segundos não obtiveram qualidade suficiente para a observação. Tanto nas peças que foram lavadas quanto naquelas que não foram foi possível a identificação das estruturas sem maiores alterações.

Portanto, os tempos de dois e quatro segundos são os mais aconselhados para a utilização da Rodamina B, sendo que a lavagem posterior à imersão, para eliminação do excesso de corante, não interfere na qualidade da visualização.

 Ia072

Avaliação de diferentes métodos de remoção de resina após a descolagem de braquetes e seus efeitos sobre o esmalte

NAUFF, F.*, NACCARATO, S. R. F., TORTAMANO, A.

Ortodontia - Universidade de São Paulo. E-mail: fabionauff@terra.com.br

O objetivo desse trabalho é avaliar através de microscopia eletrônica de varredura, a superfície de esmalte dental após a remoção de braquetes colados com diferentes materiais, após remoção da resina remanescente e polimento. Foram divididos 30 pré-molares em 5 grupos de acordo com o material de cimentação utilizado: Concise (3M); Transbond XT (3M); Transbond MIP (3M); Durafill (Kulzer) e Fuji Ortho (GC Co.). Cada grupo foi então subdividido em dois subgrupos com 3 pré-molares. Para a remoção da resina remanescente, nos elementos do subgrupo “A”, foram utilizadas brocas do tipo “carbide” com 12 lâminas e no subgrupo “B” foram utilizadas brocas do tipo “carbide” com 30 lâminas. Um elemento de cada subgrupo não recebeu polimento (controle), em um dos elementos foi utilizada a sequência de pontas do tipo Enhance em baixa rotação e o outro recebeu polimento com taça de borracha e pedra-pomes. Os elementos passaram pela microscopia eletrônica de varredura. Os resultados foram obtidos através de análise visual comparativa. Os riscos provocados pela broca “carbide” cilíndrica com 12 lâminas estavam mais evidentes quando comparados aos da broca com 30 lâminas. Observou-se maior lisura de superfície nos dentes polidos com pedra-pomes, seguidos pelos que não receberam polimento.

Concluímos que a broca “carbide” de 30 lâminas foi a mais efetiva na remoção da resina e a pedra-pomes foi o método mais efetivo para o polimento da superfície dentária após a descolagem. Nenhum dos métodos de remoção de resina e polimento é capaz de devolver ao esmalte suas características originais.

 Ia073

Biossegurança: avaliação da contaminação da água de equipamentos odontológicos

CHIBEBE, P. C. A.*

Odontologia - Universidade de Taubaté. E-mail: priscilla@chibebeodontologia.com.br

A qualidade da água das unidades dentais usadas para refrigeração e limpeza do campo operatório nos procedimentos odontológicos tem sido uma preocupação dos profissionais que respeitam a biossegurança. Isto se deve a formação do biofilme, fina camada de bactérias resultante da estagnação de água contaminada nos condutos do equipamento. Este estudo investigou a existência de contaminação na água da seringa tríplice em 40 consultórios particulares e populares da cidade de Taubaté e as possíveis correlações com tipo de reservatório, origem da água de abastecimento e limpeza realizada. A avaliação foi efetuada pela técnica de plaqueamento em profundidade para contagem total de microorganismos aeróbios mesófilos. As placas de Petri foram incubadas em estufa a 37 graus Celsius durante 48 horas. Decorrido o período de incubação, as unidades formadoras de colônias (UFC) foram contadas com o auxílio de microscópio estereoscópio.

As amostras de água provenientes de 29 equipamentos apresentaram níveis de contaminação elevados, fora do limite permitido para o consumo humano. Os consultórios particulares apresentaram menor taxa de contaminação, assim como os consultórios que utilizam o sistema PET. Não foi encontrada nenhuma correlação entre o tipo de limpeza realizada ou o tipo de água de abastecimento com a contaminação da água.

 Ia074

Eficácia do bochecho de clorexidina a 0,02% na redução do número de microorganismos da superfície de moldagens dentárias

CARVALHO, A. A.*, SALGADO, I. O., AARESTRUP, F. M.

Odontologia - Universidade Federal de Juiz de Fora. E-mail: andreiacarvalho@quick.com.br

Avaliou-se a eficácia do bochecho com clorexidina a 0,02% na redução do número de microorganismos da superfície de moldagens dentárias com hidrocolóide irreversível. Buscou-se com este estudo um modo de controlar a infecção cruzada a partir de moldagens nos laboratórios de prótese, sem, contudo, colocar em risco a estabilidade dimensional dos modelos de estudo. Para tanto, 15 pacientes forma submetidos a 2 moldagens, sendo a primeira realizada sem qualquer anti-sepsia prévia e a segunda após bochecho com clorexidina a 0,02% durante 1 minuto. A saliva proveniente das moldagens, bem como da região sublingual da cavidade bucal, nos instantes pré- e pós-bochecho foi depositada, com auxílio de um “swab” estéril de algodão, em lâminas de vidro e, após serem coradas pelo método Gram, foram comparadas quanto ao número e diversidade de microorganismos.

Os resultados mostraram que o bochecho com 10 ml de clorexidina numa concentração de 0,02% durante 1 minuto previamente à realização de moldagens é eficaz na redução da número de microorganismos gram-positivos e gram-negativos da superfície das mesmas.

 Ia075

Influência da aplicação tópica da solução de cloridrato de tetraciclina sobre a microbiota da alveolite em ratos

BOSCO, J. M. D., LANDUCCI, L. F., MARTINS, A. L.*, BOSCO, A. F., GAETTI-JARDIM JR., E.

Patologia e Propedêutica Clínica - Universidade Estadual Paulista. E-mail: andre.pirapo@bol.com.br

Este estudo teve o objetivo de analisar a influência da solução de tetraciclina no processo de reparo de alvéolos dentais sob condições favoráveis ao desenvolvimento de alveolite. Quinze ratos machos, divididos em 3 grupos de 5 animais cada, tiveram seus incisivos superiores direitos extraídos após anestesia. No grupo 1, um cone de papel absorvente embebido em adrenalina e outro com solução salina pré-reduzida foram introduzidos no alvéolo para criar condições favoráveis à infecção. No grupo 2, irrigou-se o alvéolo com 3 ml de soro fisiológico. No grupo 3, os animais receberam irrigação com solução de cloridrato de tetraciclina 10%. Os espécimes para análise foram coletados e submetidos a diluições seriadas, sendo que o isolamento bacteriano foi realizado em ágar-sangue, ágar BBE, ágar CVE, ágar Sabouraud dextrose, ágar MacConkey e ágar CFAT. A identificação dos isolados foi realizada através de suas características fenotípicas. A tetraciclina reduziu a ocorrência de alveolite. Os anaeróbios obrigatórios foram os microrganismos preponderantes nos grupos experimentais, destacando-se os gêneros Fusobacterium, Peptostreptococcus, Bacteroides e Clostridium. No grupo 3, ocorreu uma inversão na proporção de bactérias gram-negativas e positivas, com o predomínio das últimas. A aplicação da solução de tetraciclina elevou o percentual de microrganismos resistentes.

O uso de tetraciclina pode reduzir a ocorrência de alveolite e a contaminação microbiana, embora, em função da disseminação de microrganismos resistentes, seu emprego deva ser reservado. (Apoio: FAPESP - 2001/07118.)

 Ia076

Relação entre recolonização bacteriana e parâmetros clínicos após tratamento periodontal

FERREIRA, K. B.*, CAMPANELLI, V., ROCHA, E. F., TOLEDO, B. E. C., SALVADOR, S. L.

Odontologia - Universidade do Sagrado Coração. E-mail: evandrovaleria@bironet.com.br

O objetivo deste estudo foi avaliar a relação entre recolonização bacteriana e parâmetros clínicos após tratamento periodontal. Oitenta sítios, de vinte indivíduos, com periodontite crônica, foram analisados clinicamente e com cultura microbiológica. Os indivíduos eram saudáveis, sem história de antibioticoterapia ou tratamento periodontal há seis meses e apresentavam dois sítios com profundidade de sondagem de 5 mm. O examinador registrou o nível de inserção clínica (NIC) e coletou 80 amostras de placa subgengival, padronizadamente, antes e após o tratamento. As amostras obtidas com pontas de papel absorvente, foram colocadas em meio de transporte e processadas em anaerobiose (Periolab - SP). Três espécies de periodontopatógenos identificados nas culturas foram analisados (C. rectus, P. intermedia e P. gingivalis), expressos como percentagem do total dos microrganismos cultiváveis. As três espécies tiveram uma redução percentual após a terapia periodontal, porém o teste de Wilcoxon demonstrou que somente existiu uma diminuição estatisticamente significante para a espécie Prevotella intermedia. Existiu também uma diferença significante para os valores do NIC antes e após a terapia (Wilcoxon), com ganho de inserção clínica após o tratamento. As variáveis foram submetidas ao teste de correlação de Spearman porém, não foi demonstrado estatisticamente um relacionamento entre o NIC e o percentual de microrganismos presentes.

Este estudo demostrou que o tratamento periodontal foi efetivo na redução dos microrganismos e no ganho de inserção em pacientes com periodontite crônica. (Apoio: FAPESP.)

 Ia077

Avaliação do efeito de quatro anti-sépticos orais no nível de estreptococos do grupo mutans na saliva in vivo

TIRAPELLI, C.*, ITO, Y. I.

Análises Clínicas e Toxicológicas - Universidade de São Paulo. E-mail: camilatirapelli@bol.com.br

Vários são os meios empregados para o controle de biofilme dentário, entre os quais o emprego de agentes químicos. Assim, o propósito desta investigação foi avaliar o efeito do uso de enxaguatórios orais disponíveis no mercado nacional, no nível de estreptococos do grupo mutans na saliva. O estudo foi realizado com 77 pacientes de ambos os sexos, atendidos na Clínica Integrada da FORP-USP. Os pacientes foram alocados em quatro grupos e instruídos quanto ao procedimento de higiene bucal e providos de anti-séptico bucal em quantidade suficiente. Os enxaguatórios fornecidos aos diferentes grupos foram: grupo 1, ACT (Johnson & Johnson); grupo 2, Listerine (Warner Lambert); grupo 3, Kolynos (Kolynos do Brasil) e grupo 4 Plax (Colgate-Palmolive). Cerca de 2,0 ml de saliva foram coletados antes e sete dias após o uso, em tubos de 20 x 100 mm contendo pérolas de vidro e esterilizados. Estes foram agitados e submetidos à diluição decimal em PBS e alíquotas de 50 ml aplicadas em pontos eqüidistantes em placas de 20 x 100 mm contendo o meio SB20 e incubados em microaerofilia a 37ºC. Após dois a três dias, as colônias com morfotipo pertencentes aos estreptococos do grupo mutans foram contadas com auxílio de estereomicroscópio. O nível médio de ufc/ml de saliva era elevado, ou seja, considerados “mutans milionário” na amostra obtida antes da anti-sepsia.

Considerando o efeito antimicrobiano quando da ocorrência de redução em um log, pode-se concluir que todos os anti-sépticos foram eficazes contra estreptococos do grupo mutans.

 Ia078

Avaliação de diferentes métodos de desinfecção cavitária

NUNES, C. C.*, SANTOS, W. R., LANZA, L. D., SENA, R. E., MELGAÇO, C.

Odontologia Restauradora - Universidade Federal de Minas Gerais. E-mail: odontoce@ig.com.br

Este trabalho teve como objetivo comparar diferentes materiais utilizados para desinfecção cavitária, avaliando a capacidade antimicrobiana em função do tempo de aplicação. Foram confeccionados 14 cilindros (15 mm x 5 mm) de resina acrílica que serviram como corpos-de-prova, sendo 4 para cada grupo e 2 para os grupos controle. Estes foram esterilizados em autoclave e posteriormente contaminados por 1 minuto com Streptococcus mutans, previamente cultivados em meio BHI. No grupo 1 os corpos-de-prova contaminados foram banhados em solução de gluconato de clorexidina a 2% por 1, 2, 3 e 4 minutos (subgrupos A, B, C, D ). No grupo 2, os corpos-de-prova foram imersos em ácido fosfórico a 37% por 10, 15, 30 e 60 segundos (subgrupos A, B, C, D). No grupo 3 foi utilizado solução de hidróxido de cálcio com banhos de 1, 2, 3 e 4 minutos (subgrupos A, B, C, D). Decorrido os tempos dos banhos, as amostras foram lavadas em água destilada esterilizada e colocadas em tubos de ensaio repletos com meio BHI estéril, sendo armazenados em estufa a 37ºC por 24 horas. Após este prazo realizou-se a avaliação, sendo que o meio com aspecto turvo indicava crescimento bacteriano e ao contrário, o meio com aspecto límpido, como inicialmente, indicaria que a solução no seu devido tempo empregado foi capaz de inibir o crescimento bacteriano. Na leitura dos resultados observou-se que somente os subgrupos 1B, 1C e 1D foram eficazes em inibir o crescimento bacteriano.

Conclui-se que somente a aplicação de clorexidina por um período de 2 a 4 minutos foi eficaz em inibir o crescimento bacteriano.

 Ia079

Produção de TNF-a na periodontite do adulto e correlação com a tipagem de células inflamatórias

FONSECA, D. F.*, RAMOS, L. A., CHAVES, J. A. C., VIEIRA, B. J., AARESTRUP, F. M.

Laboratório de Imunopatologia e Patologia - Universidade Federal de Juiz de Fora. E-mail: daniff@powerline.com.br

As células inflamatórias presentes na lesão periodontal e as citocinas produzidas desempenham um papel importante no controle da reação e homeostase tecidual. Para elucidar o papel funcional do infiltrado inflamatório, estudos avaliaram a produção de citocinas no tecido de pacientes com periodontite. Destacamos o papel do TNF-a que, além de ser um dos determinantes da composição e atividade funcional do infiltrado inflamatório, tem sido associado às lesões mais severas e à destruição óssea na periodontite crônica. Produzida principalmente por macrófagos, esta citocina é considerada um “fator de osteólise local” capaz de induzir a ativação de osteoblastos para possibilitar, indiretamente, a ação de osteoclastos no sítio inflamatório. Neste trabalho foi investigada, através de imuno-histoquímica, a expressão de TNF-a e caracterização dos tipos celulares utilizando os anticorpos CD4, CD8, CD3, CD15 e CD68. Os resultados revelaram infiltrado inflamatório predominantemente composto por linfócitos T CD8, seguidos por macrófagos e linfócitos T CD4. Não foram observados neutrófilos nas amostras estudadas. A expressão de TNF-a foi observada em 36,6% das células mononucleares.

Os resultados sugerem que a produção de TNF-a no sítio da lesão é um fator importante no estabelecimento do tipo de infiltrado inflamatório no sítio da lesão peridontal o que, certamente, influencia a patogênese da periodontite do adulto. (Apoio financeiro: FAPEMIG, USS.)

 Ia080

Efeito do envelhecimento sobre a concentração bucal de compostos sulfurados voláteis em ratos

OLIVEIRA, C.*, KURIHARA, E., CUNHA, T. S., MARCONDES, F. K.

Ciências Fisiológicas - Universidade Estadual de Campinas. E-mail: carezinha@yahoo.com.br

A halitose é caracterizada por um aumento na produção de compostos sulfurados voláteis (CSV) resultante da ação de bactérias gram-negativas sobre aminoácidos que contêm enxofre. Esses aminoácidos são encontrados em restos de células presentes na cavidade bucal. Considerando que a secreção salivar é influenciada pela idade e que alterações no fluxo, na concentração protéica e iônica da saliva podem alterar a produção de CSV, a proposta deste trabalho foi analisar o efeito da idade sobre a produção de CSV. A concentração bucal de CSV de ratos Wistar machos com 4 meses (n = 11) e 12 meses (n = 14) foi avaliada entre 8:00 e 11:00 h. Para a realização das medidas de CSV foi utilizado um monitor de sulfetos (halímetro). Na cânula plástica ligada ao aparelho foi acoplado um sugador odontológico e este foi introduzido lateralmente na cavidade bucal dos animais. Após a medida de CSV, os animais foram anestesiados com tiopental (40 mg/kg i.p.) e a salivação foi estimulada por administração de pilocarpina (10 mg/kg i.p.). Durante 15 minutos foi coletada a saliva. Os dados foram comparados por teste t de Student não-pareado. Ratos com 12 meses de idade apresentaram maior concentração de CSV do que ratos com 4 meses (20 ± 2 ppb e 16 ± 1 ppb, respectivamente; p < 0,05). Ratos com 12 meses apresentaram menor fluxo salivar do que ratos com 4 meses (0,08 ± 0,01 ml/min e 0,11 ± 0,01 ml/min, respectivamente; p < 0,05).

Nossos resultados sugerem que um aumento na concentração bucal de CSV poderia ser uma resposta à diminuição do fluxo salivar induzida pelo envelhecimento. (Apoio: FAPESP - 00/08348-6; 00/12977-9; 01/02684-7 e FAEP - UNICAMP.)

 Ia081

Análise do envolvimento de metaloproteinase 2 na absorção de enxerto xenogênico orgânico

MENDONÇA, T. A.*, ZAMBUZZI, W., RODRIGUES, J. G. R., OLIVEIRA, R. C., NISHIYAMA, C. K., GRANJEIRO, J. M.

Odontologia - Universidade de São Paulo. E-mail: thaisaccorsi@yahoo.com

O enxerto autógeno ainda hoje é o melhor material para o tratamento de perdas ósseas, contudo, importantes inconvenientes estimularam a busca por novos materiais gerando centenas de alternativas, entre elas materiais xenógenos. Embora as propriedades físico-químicas e biológicas dos novos materiais sejam muito estudadas, os mecanismos celulares e moleculares envolvidos nesta resposta ainda são pouco compreendidos. O objetivo deste projeto é analisar o envolvimento de metaloproteinase 2 (MMP2) na absorção do osso medular bovino orgânico implantado no tecido muscular de ratos, visto que esta enzima participa da degradação de colágeno tipo I, IV, V, VII e X. Um total de 30 ratos albinos da linhagem Wistar (Rattus norvergicus), machos adultos (250 gramas), receberam implante entre as fáscias do músculo quadríceps, de osso medular bovino orgânico em bloco (Gen-Ox®, Baumer, S.A.). Após a implantação, biópsias foram retiradas nos períodos de 3, 7, 14, 21 e 28 dias (n = 6/período) e encaminhadas para o processamento histotécnico e imuno-histoquímico específico para marcação da MMP2 (anticorpo primário MMP2, anticorpo secundário IgG “anti-goat” e complexo biotina-avidina). A marcação para MMP2 foi positiva em todos os períodos, sendo máxima no período de 14 dias. Após 28 dias, observou-se a completa absorção do material e ainda algumas poucas células marcadas para MMP2.

O material implantado foi completamente absorvido em um período de 30 dias e sua absorção parecer estar associada à participação da MMP2.

 Ia082

Concentração de flúor em alimentos e bebidas infantis e risco de fluorose dentária

ALMEIDA, B. S.*, FURLANI, T. A., LEVY, F. M., RODRIGUES, M. H. C., BASTOS, J. R. M., BUZALAF, M. A. R.

Odontopediatria, Ortodontia e Saúde Coletiva - Universidade de São Paulo. E-mail: biasalmeida@ig.com.br

É necessário saber a quantidade de F presente em alimentos e bebidas consumidos por crianças na faixa etária de risco para fluorose dentária. O objetivo deste trabalho foi analisar o conteúdo de F total (FT) e de F solúvel em HCl 0,01 M (“suco gástrico”) (FS) em alimentos e bebidas consumidos por crianças. As amostras, adquiridas em supermercados de Bauru - SP, foram divididas em 3 categorias: cereais infantis (A), achocolatados líquidos (B) e bebidas à base de soja (C). O conteúdo de FT foi separado por difusão facilitada por hexametildisilazano e o de FS incubando-se as amostras (que apresentavam mais de 1 mg F/ml ou 1 mg F/g) a 37ºC por 1 h em HCl 0,01 M. As análises de F foram feitas com o eletrodo específico (Orion 9609). As médias ± DP e amplitude das concentrações de FT (mg F/ml ou mg F/g) foram: A) 4,255 ± 3,038 (0,200-7,840, n = 6); B) 0,345 ± 0,469 (0,047-1,272, n = 6) e C) 0,153 ± 0,070 (0,092-0,295, n = 8). Cinco amostras de cereais infantis e 1 de achocolatado foram analisadas para FS, tendo-se observado que no caso dos cereais, todo o F se encontrava solúvel, enquanto que para o achocolatado, apenas 50% do FT apresentava-se solúvel.

Em função dos resultados encontrados, pôde-se observar que alguns dos cereais e bebidas analisados podem ser importantes contribuintes para a ingestão diária total de F, podendo chegar a fornecer mais que 25% da ingestão diária máxima recomendada (0,07 mg F/kg peso corporal) para uma criança de 2 anos de idade (12 kg), quando consumidos uma única vez por dia. Os fabricantes deveriam informar nos rótulos a concentração de F presente.

 Ia083

Cuidados odontológicos durante a gravidez... o que as gestantes pensam sobre isto?

FERREIRA, L. E.*, C. A., SANTORO, C. , PELLOGIA, M. C., BOMBANA, A. C.

Odontologia - Universidade de Taubaté. E-mail: loreleyef@msn.com

 O objetivo deste trabalho foi avaliar através de questionário direto o conhecimento de gestantes do Vale do Paraíba sobre cuidados odontológicos no período gestacional. Sete alunos do 3º ano do curso de Odontologia da UNITAU aplicaram um questionário a 41 gestantes que estavam na sala de espera dos postos de saúde do município de Taubaté. A faixa etária das gestantes oscilava entre 14 a 42 anos, das quais 90% recebiam até seis salários mínimos. Dentre os resultados obtidos pode-se citar que 41% responderam ter medo de tratar dos dentes na gestação, 57% responderam não ter medo de tratar dos dentes na gestação e 2% não responderam esta questão. Em relação à freqüência de escovação dental, 78% responderam que escovam os dentes com a mesma freqüência como faziam antes de ficarem grávidas, 19% afirmaram que escovam com maior freqüência no período gestacional e 3% não responderam esta questão. A respeito da orientação dada por um profissional da Saúde sobre como escovar os dentes no período gestacional, 58% respondeu que recebeu orientação, 42% respondeu que não recebeu orientação. A questão sobre gengivite gravídica evidenciou que 39% afirmou saber o que era gengivite gravídica e 61% respondeu que não sabia.

Com os resultados obtidos concluiu-se que a maioria das pacientes não alteraram seus hábitos de higiene bucal na gestação e que o medo do tratamento odontológico na gravidez pode estar associado à falta de informação sobre cuidados inerentes ao estado no qual a gestante se encontra. Isto nos permite concluir que é importante ainda nos dias de hoje esclarecer e motivar estas pacientes em relação a promoção da saúde bucal neste período.

 Ia084

Estudo etiológico e epidemiológico do traumatismo dental em dentes permanentes na região de Campinas

FERRARI, C. H.*, CARRASCOZA, A., MEDEIROS, J. M. F.

Odontologia Clínica - Universidade São Francisco. E-mail: ferrari-endousf@bol.com.br

O objetivo do presente estudo foi investigar a incidência e as causas do traumatismo dental em dentes permanentes na população da região de Campinas, de acordo com o sexo e a idade do paciente, dentes envolvidos (organizados por quantidade de dentes traumatizados por acidente, grupo dental, arcada e região), tipo de traumatismo e motivo do acidente, sendo que as duas últimas variáveis estudadas foram classificados acorde Andreasen. Foram estudados 189 casos, totalizando 363 injúrias ocorridas em 355 dentes de pacientes atendidos no período de 1999 até 2001, em clínicas particulares de Campinas e região e na Clínica de Odontologia da Universidade. Todos os dados clínicos obtidos dos pacientes foram registrados em ficha clínica apropriada. Os resultados demonstraram uma maior incidência no sexo masculino (70,9%) e na faixa etária de 11 a 15 anos (28,6%). O grupo dental mais atingido foi o dos incisivos centrais superiores (66,2%) seguido dos incisivos lateriais superiores (19,1%), a arcada mais atingida foi a supe­rior (90,0%) e a região mais atingida a anterior (95,5%). O tipo de trauma mais freqüente foi a fratura de coroa não complicada (48,2%) seguido da subluxação (12,1%) e as causas mais comuns foram as quedas (50,3%) seguido das pancadas (15,3%).

Os resultados permitem-nos portanto traçar um perfil da freqüência e das causas do trauma dental em dentes permanentes na região, servindo de subsídio para campanhas de prevenção e planos de atendimento, bem como de servir de base para investigações futuras.

 Ia085

Avaliação de injúrias orofaciais em atletas de jiu-jitsu em torneios baianos

LIBÓRIO, C.*, AZI, R., ALVES, A. C.

Faculdade de Odontologia - Universidade Federal da Bahia. E-mail: carinaliborio@uol.com.br

O objetivo deste estudo foi avaliar a prevalência de injúrias orofaciais, o uso de protetores bucais e seus tipos e o conhecimento de suas funções por parte dos atletas durante torneios de jiu-jitsu realizados no estado da Bahia no primeiro trimestre de 2002. As informações desta pesquisa foram obtidas através da avaliação e entrevista realizadas em cada participante após a luta por duas pesquisadoras. Foi examinado um total de 718 atletas de 6 a 52 anos, média de 19,4, de ambos os sexos em 589 lutas. Dos atletas questionados, apenas 20 (2,8%) faziam uso do protetor bucal e do tipo termoplástico. Do total de lutas, aconteceram 202 acidentes orofaciais, sendo 8 (3,96%) fraturas dentais, 75 (37,1%) lacerações em tecidos moles, e 118 (58,4%) concussões cerebrais em variados graus. 100% dos atletas possuiam conhecimento sobre a função de proteção dos dentes dos protetores, mas não o tinham em relação à proteção das concussões cerebrais. Foi observado que 100% dos usuários do protetor bucal não sofreram traumatismos durante as lutas.

A prevalência do número de traumas, a quantidade de usuários de protetores bucais, e o baixo conhecimento sobre suas funções requerem campanhas por parte dos cirurgiões-dentistas que têm como papel avaliar e tratar da saúde bucal, bem como educar, diagnosticar e prevenir traumas também em práticas esportivas. (Apoio financeiro: PIBIC/ CNPq.)

 Ia086

Ansiedade e dor frente a diferentes técnicas de anestesia local

CASTRO, F. P. L.*, ROSA, A. L., BARROS, V. M. R.

Cirurgia - Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo. E-mail: vmbarros@forp.usp.br

Há relatos na literatura demonstrando que 22 a 79% dos pacientes apresentam, quando submetidos a procedimentos odontológicos, graus moderados de ansiedade e 8 a 15% deles são altamente ansiosos. O objetivo desse trabalho foi avaliar a relação entre o grau de ansiedade, a expectativa de dor e a dor experimentada na realização de diferentes técnicas de anestesia local. Setenta voluntários, acadêmicos de Odontologia, foram submetidos em 3 sessões diferentes à anestesia infiltrativa, bloqueio alveolar inferior e bloqueio palatino maior. A ansiedade foi avaliada empregando-se escala de ansiedade dental de Corah e a escala visual análoga, a qual foi empregada também para avaliar a expectativa de dor previamente à aplicação das injeções e a dor realmente experimentada durante as anestesias. Os dados obtidos foram analisados pelo teste de regressão linear, de correlação e t pareado. Os resultados observados evidenciaram baixo grau de ansiedade entre os estudantes, que variou de acordo com a técnica anestesiológica empregada. A maioria dos acadêmicos relatou dor durante a aplicação das anestesias, que foi mais intensa no bloqueio do nervo palatino maior e menos intensa durante a execução da anestesia por infiltração. Os acadêmicos com maior grau de ansiedade mostraram maior expectativa de dor. A dor sentida foi, para todas as técnicas, menor que a esperada.

Estes resultados mostraram que pacientes ansiosos tendem a esperar um nível maior de dor frente ao tratamento odontológico e que para as anestesias a expectativa de dor é maior que a dor percebida.

 Ia087

O educador enquanto agente multiplicador de saúde bucal nas pré-escolas de Campinas, SP

BRAGA, M. M.*, ANTUNES, J. L. F.

Odontologia Social - Universidade de São Paulo. E-mail: mari001@bol.com.br

A promoção em saúde bucal caracteriza-se pela atuação interdisciplinar. Nas pré-escolas, tais atividades têm como seus principais difusores os orientadores pedagógicos, a quem são delegadas iniciativas referentes à instauração de hábitos saudáveis de alimentação e higiene bucal e orientação aos pais e alunos. O presente estudo procurou caracterizar a atuação de educadores, enquanto agentes multiplicadores de saúde nas pré-escolas da cidade de Campinas, SP. Foram aplicados questionários abertos em 40 pré-escolas da rede pública e privada, situadas em diferentes áreas da cidade, com o intuito de descrever a atuação dos professores nas atividades de promoção e educação em saúde bucal. Apenas 25% das escolas públicas e 45% de escolas particulares prestavam orientações gerais sobre saúde bucal aos pais de seus alunos. Metade das escolas públicas e 85% das escolas privadas realizavam escovação com regularidade. A responsabilidade pela coordenação dessas atividades foi identificada como sendo exclusivamente do professor em 90% das escolas particulares e 75% das públicas. No entanto, 25% das particulares e 30% das públicas informaram receber treinamento satisfatório em saúde bucal para seus profissionais pedagógicos.

Diante desse panorama, conclui-se ser necessária a criação de um plano de atuação junto aos profissionais de educação infantil, objetivando a transmissão de informações em saúde bucal, bem como a motivação desses profissionais para a intervenção no processo de educação em saúde bucal.

 Ia088

Estudo das causas de estresse ocupacional em dentistas

ROSS, J.*, CERVI, A., KOSMANN, C., LEGAL, E. J.

Odontologia - Universidade do Vale do Itajaí. E-mail: monoestresse@zipmail.com.br

A discussão sobre o estresse ocupacional em dentistas ganha importância nesse momento em que a Odontologia brasileira passa por mudanças significativas relacionadas a situação sócio-econômica do País e ao avanço técnico e científico, que alteram as condições de trabalho. O objetivo desse estudo foi identificar as causas de estresse entre dentistas da cidade de Balneário Camboriú - SC. A amostra foi composta por 43 dentistas e a coleta de dados realizada através de questionários fechados sobre estresse ocu­pacional. Os dados dos questionários foram cruzados com o Inventário de Sintomas de Stress (ISS), de Marilda Lipp, através de análise de correlação de Spearman. Os resultados apontaram correlações significativas entre aumento nos sintomas de estresse nas últimas 24 horas (fase de alerta) e preocupações com a organização do trabalho (rho = 0,402; p < 0,05), com doenças ocupacionais (rho = 0,436; p < 0,05) e rotina (rho = 0,450; p < 0,05). O estresse nos últimos três meses (fase de exaustão) indicou correlação positiva com insatisfação na profissão (rho = 0,427; p < 0,05) e com expectativas profissionais não cumpridas (rho = 0,453; p < 0,05). Outros fatores estressantes foram apontados, porém não foram correlacionados com os sintomas. Entre eles questões financeiras (rho = 0,399; p < 0,05) e excesso de trabalho (rho = 0,370; p < 0,05).

Conclui-se que as principais fontes de estresse para os dentistas foram as preocupações com a organização, rotina no trabalho e doenças ocupacionais; a insatisfação e as expectativas profissionais não cumpridas; as questões financeiras e a sobrecarga de trabalho.

 Ia089

Educação em saúde bucal para escolares: uma construção do conhecimento

RIBEIRO, E. D. P.*, OLIVEIRA, J. A., ZAMBOLIN, A. P., LAURIS, J. R. P., AOKI, M. R. L.,
TOMITA, N. E.

Odontopediatria e Ortodontia - Universidade de São Paulo. E-mail: quinhaodontousp@hotmail.com

A educação em saúde bucal baseia-se na mudança de comportamento e motivação do indivíduo em relação à hi­giene bucal. A escola é um local adequado à educação, pois concentra adolescentes em idades propícias à aquisição de novos hábitos. Este estudo objetivou, após aceitação pelo Comitê de Ética em Pesquisa, desenvolver e avaliar atividades educativas em uma escola pública de Bauru - SP, com 160 adolescentes de 11 a 14 anos. A avaliação foi feita por meio de questionários aplicados antes e depois da atividade educativa. As questões comuns aos questionários permitiram avaliar o entendimento de conceitos sem informação prévia e após orientação. As perguntas não comuns detectaram 65% dos escolares com relato de utilização do fio dental e 81,25% afirmando já terem recebido orientações de escovação. Essa orientação foi dada em 29,37% dos casos pela mãe e em 28,12% pelo cirurgião-dentista. As atividades educativas englobaram palestras, que enfatizaram o conceito de cárie e as formas de evitá-la, e jogos coerentes com o dinamismo da faixa etária, visando maior motivação em relação à saúde bucal. No primeiro questionário, 82,5% dos adolescentes afirmaram que o chiclete não substitui a escovação, já no segundo 91,25% (p - 0,45*) apresentaram essa resposta. O conceito de cárie como doença foi também entendido, sendo que a taxa de adolescentes com essa informação passou de 4,37% para 36,87%, após atividades educativas.

O trabalho mostrou-se eficaz ao reforçar a educação em saúde bucal na escola, um importante espaço social para desenvolver ações de saúde por meio da prática educativa.

 Ia090

Escala de cor para dentes decíduos

SILVA, P. E.*, BUSSADORI, S. K.

Ortodontia e Odontopediatria - Universidade de São Paulo. E-mail: eberson@dialdata.com.br

O objetivo da presente pesquisa foi a elaboração de uma pré-escala de cor para dentes decíduos e seleção, com base nesta pré-escala, das cores que mais se aproximavam da coloração da dentição decídua. Foi confeccionada uma pré-escala composta por material resinoso para dentes permanentes de diferentes marcas comerciais, nas nuances que mais se aproximavam da coloração dos dentes decíduos. Foram selecionadas 50 crianças (ambos os sexos - 2 a 5 anos) portadoras de dentição decídua hígida completa. Estas foram submetidas a exame clínico visual sob luz natural, onde procuramos analisar, com base na pré-escala hidratada, quais os materiais que mais aproximavam da coloração dos dentes decíduos. Foram estabelecidos como padrão para análise os dentes 61 e 81. Após análise estatística pudemos observar que as cores B0,5 (Filtek Z250 - 3M); B1 (Filtek A110 - 3M) e B1 (Amelogem - Ultradent) foram as que mais se aproximaram da coloração dos dentes decíduos selecionados e analisados (26% respectivamente). As cores A1 (Charisma - Heraeus Kulzer); A1 (Filtek Z250 - 3M) e B1 (Herculite XRV - Kerr) foram as que menos se aproximaram da coloração dos dentes decíduos (0% respectivamente). As cores B1 (TPH Spectrum - Dentsply); P (Z100 - 3M) e A1 (Z100 - 3M) obtiveram os seguintes resultados: 14%; 6% e 2% respectivamente, ficando como opções possíveis de cor para dentes decíduos.

Com base na seleção de cor feita por meio de pré-escala elaborada, as cores que mais se aproximaram da coloração da dentição decídua foram B0,5 (Filtek Z250 - 3M); B1 (Filtek A110 - 3M) e B1 (Amelogem - Ultradent).

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Estudo demonstrativo da presença de dentes permanentes erupcionados em escolares da cidade de Porto Alegre

CERVEIRA, G. P.*, SQUEFF, K., CLOSS, L. Q.

Ortodontia - Universidade Luterana do Brasil. E-mail: guiveira@terra.com.br

Revisando a bibliografia existente a respeito da cronologia de erupção dos dentes permanentes, é de se notar a extensa quantidade de dados sobre populações européias e norte-americana, porém pouco se estudou a respeito da cronologia de erupção dos indivíduos brasileiros, menos ainda àqueles de nossa comunidade. Com este intuito, foi realizada uma pesquisa de campo em duas escolas da rede pública estadual de Porto Alegre, com a finalidade de verificar a presença de dentes permanentes erupcionados em crianças com faixa etária entre seis à dez anos. Foram examinadas 327 crianças, considerando as variáveis sexo, idade e cor. O trabalho teve como referência didática uma ampla literatura sobre os diferentes tópicos relacionados ao processo evolutivo da dentição.

Não foi observado significância na época de erupção para as variáveis raça e sexo. Foi observado que aos seis anos de idade uma porcentagem maior de incisivos inferiores (78,7%) erupcionaram antes que os primeiros molares inferiores (75,9%), assim como a erupção da arcada inferior antes que a arcada superior.

 Ia092

Influência da dieta líquida na permeabilidade do esmalte de dentes decíduos

LOPES-SILVA, A. M. S., BUSTILLO, G. A. F. N.*, HABITANTE, S. M., CANDELÁRIA, L. F. A.

Odontologia - Universidade de Taubaté. E-mail: lbustillo@uol.com.br

As lesões de erosão na dentição decídua têm sido associadas ao elevado consumo de bebidas ácidas, que são precocemente oferecidas às crianças. A proposta do presente experimento foi avaliar in vitro a per­meabilidade do esmalte de dentes decíduos submetidos à ação de líquidos fermentáveis e substâncias ácidas. Foram empregados 40 dentes decíduos divididos em 4 grupos, sendo o Grupo 1 tratado com Coca-Cola, o Grupo 2 com suco de laranja industrializado, o Grupo 3 com leite fermentado e o Grupo 4 com soro fisiológico (controle). Em seguida os espécimes foram imersos nas substâncias a serem testadas, as quais foram substituídas a cada 2 horas, durante 12 horas, e mantidos em estufa a 37ºC. Após esse período os dentes foram lavados em água destilada, e receberam aplicação do corante azul de metileno a 0,5% por 48 horas. Todos os dentes foram cortados no sentido longitudinal, e realizada a leitura das imagens digitalizadas no programa Imagelab, e os resultados obtidos submetidos à análise estatística. Os espécimes do Grupo 2 (suco de laranja) apresentaram as maiores médias de porcentagem de área corada (25,1%), seguidos do Grupo 1 (19,3%), Grupo 3 (15,3%) e Grupo 4 (8,9%) respectivamente. A análise estatística demonstrou diferença significante entre os grupos G1 versus G4, G2 versus G3 e G2 versus G4.

Os resultados permitiram concluir que o suco de laranja (G 2) e a Coca-Cola (G1), apresentaram maiores médias de porcentagem de área corada, e podem interferir na estrutura de esmalte dos dentes decí­duos.

 Ia093

Avaliação do consumo de flúor através dos hábitos alimentares de crianças portadoras de fluorose dentária

PINHEIRO, N. R.*, MARTINS, C. C., PAIVA, S. M.

Odontopediatria e Ortodontia - Universidade Federal de Minas Gerais. E-mail: nirci@yahoo.com.br

O aumento da prevalência de fluorose dentária se deve também aos fluoretos disponíveis na cadeia alimentar. O objetivo deste trabalho é avaliar os hábitos alimentares de crianças portadoras de fluorose dentária, enfocando a ingestão de flúor. Foi entregue um questionário a 134 pais de crianças de 6 a 12 anos de idade, portadoras de fluorose dentária, estudantes da Escola Municipal Levindo Lopes, Belo Horizonte - MG (0,74 ppm F). Os questionários abordaram os hábitos da dieta das crianças quando estas tinham a idade de 0 a 3 anos. Dos questionários entregues aos pais, 131 foram retornados aos pesquisadores (97,8%). Esta pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFMG pelo parecer nº ETIC 119/00. O tipo de leite mais consumido pelas crianças foi o leite materno (43,84%), seguido pelo leite bovino (37,93%) e pelo leite em pó (14,29%). A maioria das crianças tinha por hábito o consumo de sucos (93,89%) e chás (80,92%). A água de abastecimento público foi a principal fonte para preparo de sucos e chás (74,81%) e outros alimentos (96,95%), além de ser consumida pura por 78,62% das crianças. Apenas 21,37% fizeram uso de suplementos fluoretados, mas a grande maioria relatou o contrário (70,23%).

Sendo assim, a água de abastecimento público foi a principal fonte de flúor da dieta de crianças de 0 a 3 anos, uma vez que era consumida pura, no preparo de alimentos, sucos, chás e leite em pó, embora esses últimos também contenham flúor em sua formulação. (Apoio: PIBIC/CNPq/UFMG.)

 Ia094

Injúrias orofaciais e utilização de protetores bucais: conhecimentos e atitudes dos odontopediatras

AZI, R.*, LIBÓRIO, C., ALVES, A. C.

Faculdade de Odontologia - Universidade Federal da Bahia. E-mail: raissaazi@zipmail.com.br

A grande incidência de injúrias orofaciais e intraorais em crianças e adolescentes tem como maior fator a prática de esportes. Evidências indicam que o uso de protetores bucais durante a prática de esportes de contato reduz a freqüência e a severidade dos traumas. O objetivo deste estudo foi avaliar o conhecimento e atitudes dos odontopediatras em relação à injúrias orofaciais e práticas esportivas. Foi aplicado um questionário simplificado a 70 odontopediatras da cidade Salvador - BA. Questionou-se tempo de profissão, perfil do paciente, injúrias traumáticas e sua prevenção, além do uso, indicação e confecção de protetores bucais. Os dados foram analisados pelo Epi Info 6.04. As informações contidas no questionário, indicaram que 68,6% dos odontopediatras são formados há mais de 10 anos e 75,5% dos seus pacientes encontram-se em idade escolar. A razão mais freqüente para a procura de um consultório odontológico foi a prevenção e tratamento da cárie, seguido de traumatismos (urgências). A maioria dos dentistas questionavam sobre traumatismos ocorridos (87,1%), práticas esportivas (61,4%) e dieta do paciente (80%). Apesar de 92,9% dos profissionais demonstrarem conhecimento sobre protetores bucais, 77,1% davam orientações aos pais e apenas 45% indicavam e sabiam confeccionar o protetor (p < 0,01). Dentre os dentistas entrevistados, quase 80% não sabiam a respeito da função de proteção indireta (craniofacial) dos mesmos.

Os resultados demonstraram o despreparo dos odontopediatras em relação à prevenção de traumas em atividades esportivas. (Apoio financeiro: PIBIC/ CNPq.)

 Ia095

Levantamento de necessidades de tratamento odontológico em pacientes especiais utilizando um índice simples (INTO)

CABRAL, J. C. M.*, CASTILHO, L. S., RESENDE, V. L. S.

Odontologia Restauradora - Universidade Federal de Minas Gerais. E-mail: jucmcabral@ig.com.br

Este estudo tem como objetivo o levantamento de necessidades de tratamento odontológico de pacientes com necessidades especiais, em Belo Horizonte - MG, utilizando-se o INTO – Índice de Necessidade de Tratamento Odontológico. Esse índice, elaborado por dentistas da Prefeitura de Belo Horizonte, consiste em triar e codificar as seguintes necessidades de tratamento odontológico: 0 = sem cárie aparente, 1 = de 1 a 3 lesões cariosas; 2 = acima de 3 lesões cariosas; 3 = urgências (casos de dor e grandes destruições coronárias); 4 = doença periodontal (supuração, mobilidade); 5 = restos radiculares. Foi feita a validação inter- e intra-examinador pelo coeficiente kappa, obtendo-se os índices 0,41 inter-, e 0,56 intra-examinador. Os exames foram feitos sob luz natural, respeitando-se a posição e o local onde os pacientes se encontravam, com paramentação completa e utilização de sobreluvas descartáveis. O público alvo foi composto de 78 alunos da Escola Especial Dr. João Moreira Salles e 177 pacientes do setor de reabilitação da Associação Mineira de Reabilitação (AMR). Das 255 pessoas examinadas, 187 obtiveram o índice 0 (73,3%) e 68 (26,7%) obtiveram escores de 1 a 5 e serão atendidos no consultório da AMR.

Concluiu-se que o INTO é eficiente para detectar prioridades, tem boa reprodutibilidade inter- e intra-examinador, além de ser de fácil execução, barato e de não traumatizar o paciente. (Apoio: AMR/ PROEX.)

 Ia096

Fatores relacionados à perda precoce de dentes decíduos anteriores

MARQUES, L. B.*, NEVES, M. L. A., COSTA, M. E. P. R., GUIMARÃES, F. M. L.

Odontopediatria - Universidade Gama Filho. E-mail: lucianabalieiro@ig.com.br

A perda de dentes decíduos anteriores além de afetar a estética causa problemas de fonação, perda de espaço e ainda pode levar a hábitos indesejáveis como a interposição lingual. Com o objetivo de avaliar os fatores que levam a perda precoce de dentes anteriores decíduos, foram avaliadas 376 fichas de pacientes de 0 a 7 anos (média = 4,58  ± 1,48) atendidos na Clínica de Odontopediatria da Universidade Gama Filho, no ano de 2001. Um total de 48 crianças (12,77%) sofreu perda de dentes sendo 18 (37,5%) do sexo feminino e 30 (62,5% do sexo masculino). 38 (79,17%) tiveram perda por lesão de cárie e 10 (20,83%) por ­trauma. Entre os dentes perdidos, 102 (96,23%) localizavam-se na região superior e 4 (3,7%) na região inferior. Entre os casos de perda por trauma, 5 (50%) decorreram de queda da própria altura e 5 (50%) por acidentes em brinquedos. De acordo com os dados obtidos, todas as crianças escovavam os dentes, apesar da grande maioria daquelas que perderam dentes anteriores por cárie, 32 (84,2%) apresentarem IHOS acima de 1,6 (c= 36,47; p < 0,001). A prova estatística foi realizada através do teste do qui-quadrado. No total de crianças analisadas, a utilização da mamadeira a partir dos 2 anos de idade esteve fortemente asso­ciada com a presença de cárie de mamadeira (c2 = 29,23; p < 0,001).

Dentre a amostra observada a lesão cariosa foi o principal fator para a ocorrência de perda precoce de dentes anteriores, tendo a dieta e a higienização deficientes contribuído para este resultado.

 Ia097

Avaliação da atividade antimicrobiana dos cimentos de ionômero de vidro

RIBEIRO, P. C.*, SANTOS, E. M., PINTO, M. M., CAROLINA, A., BUSSADORI, S. K.

Odontopediatria - Universidade de São Paulo. E-mail: paula@odonto-apo.com.br

A presente pesquisa teve por objetivo avaliar o potencial antimicrobiano de 4 (quatro) cimentos de ionômero de vidro convencionais de presa rápida existentes no mercado: Ketac-Molar (ESPE), Fuji IX (GC América), Vidrion R (SS White) e Ionofil U (VOCO). A amostra constituiu de 25 molares dos quais foi retirado e mensurado, através de cureta otoscópica, tecido cariado exposto ao meio bucal. Após a retirada este material foi cultivado em caldo de BHI e logo após semeado em 100 placas de Petri, sendo estas divididas por partes iguais em 4 (quatro) tipos de meio de cultura a saber: Mueller-Hinton, ágar-sangue, ágar Mitis Salivarius e ágar Mitis Salivarius modificado por bacitracina. Feita a semeadura, discos de papel de feltro estéreis foram embebidos nos cimentos de ionômero de vidro, estes manipulados de acordo com seu respectivo fabricante, e colocados nas placas já semeadas. A leitura dos resultados foi feita 24 horas após o crescimento bacteriano, onde os halos inibitórios foram mensurados. Os resultados referentes ao potencial bacteriostático dos materiais apresentaram distribuição amostral não normal, desta maneira aplicamos o teste não-paramétrico, teste de Kruskal-Wallis com significância de 5%. Para avaliar o potencial bactericida foi aplicado o teste de correlação de Mann-Whitney.

Baseado nos resultados da avaliação estatística, dos materiais testados o Ketac-Molar (ESPE) apresentou maior efeito bacteriostático e bactericida. Os demais materiais não demonstraram diferença estatística entre si quanto ao seu potencial antimicrobiano.

 Ia098

Prevalência de abscesso dento-alveolar agudo no pronto-atendimento de urgências odontopediátricas

BALBO, P. L.*, GODOY, L. R., WONG, R., OYAMA, R. H.

Medicina Oral e Odontologia Infantil - Universidade Estadual de Londrina. E-mail: patbalbo@hotmail.com

O objetivo deste trabalho foi avaliar a prevalência de abscesso dento-alveolar agudo em crianças que procuraram o pronto-atendimento de urgências odontopediátricas do Núcleo de Odontologia para Bebê (Bebê-Clínica/UEL), de janeiro de 2000 a dezembro de 2001. Foram examinadas 1.498 fichas clínicas, sendo encontrado registro de abscesso dento-alveolar agudo em 56 fichas (3,73%). Desta amostra, 30 crianças eram do sexo feminino e 26 do masculino, com idades de 10 meses a 7 anos. A faixa etária mais acometida pelo abscesso dento-alveolar agudo foi de 3 a 4 anos de idade. Os abscessos dento-alveolares agudo causados por cárie foram os mais prevalentes (69,64%). Já em relação aos dentes abscedados, os mais prevalentes foram os incisivos centrais superiores decíduos (37,87%), seguido dos molares inferiores decíduos (34,84%). Em relação aos procedimentos clínicos adotados para o atendimento emergencial a conduta mais prevalente foi medicação prévia com antibiótico (57,14%) e em seguida foi realizado: curativo intrapulpar com CTZ (óxido de zinco, eugenol e antibiótico) e selamento da cavidade com IRM (46,42%) e exodontia (16,07%).

Com base nos resultados obtidos, foi concluído que o profissional que atende crianças dessa faixa etária deve estar apto para diagnosticar de forma precisa, intervir invasivamente e bem orientar os responsáveis quanto a continuidade do tratamento após o atendimento emergencial, como a realização de pulpectomia nos dentes tratados com CTZ, ou a confecção de mantenedores de espaço para os dentes extraídos, almejando um prognóstico favorável para o paciente.

 Ia099

Radiografia interproximal digital e convencional para diagnosticar cárie proximal em molares decíduos

COLLINA, E.*, NOSÉ, C. C.

Faculdade de Odontologia - Universidade de Guarulhos. E-mail: eliscollina@yahoo.com.br

O objetivo deste trabalho foi avaliar a capacidade de três examinadores, em diferentes estágios profis­sionais, de detectar lesões de cárie nas superfícies proximais de molares decíduos humanos por meio do exame radiográfico interproximal, por meio de radiografia convencional e de um sistema de radiografia digital direta, usando ou não suas ferramentas de ajuste de imagem. Foram examinadas 38 superfícies proximais por três observadores calibrados: um cirurgião-dentista recém-formado (examinador 1), um aluno do curso de especialização em Odontopediatria (examinador 2), e um mestre em Odontopediatria (examinador 3). Todos analisaram, independentemente, as radiografias convencionais e as imagens digitais com e sem ajuste de imagem, avaliando as superfícies proximais em relação à presença ou ausência de cavidade e em relação à profundidade da lesão, em uma escala de cinco pontos de severidade da doença. Comparando-se os dados, foram obtidas quatro decisões: verdadeiro-positivas, verdadeiro-negativas, falso-positivas e falso-negativas. Esses dados permitiram calcular a efetividade dos métodos radiográficos pelos parâmetros de sensibilidade, especificidade e acurácia. A radiografia convencional foi mais acurada na detecção da presença de cárie e da profundidade da lesão quando comparados com o padrão ouro, seguidas das radiografias digitais com ajuste e das sem ajuste de imagem.

Considerando-se os resultados deste trabalho, a radiografia convencional ainda é o método de eleição para auxiliar na elaboração do diagnóstico da cárie nos molares decíduos.

 Ia100

Prevalência de doenças bucais em crianças portadoras de fendas labiopalatinas atendidas no HM Nossa Senhora do Loreto - RJ

ARMADA, L.*, ALVES, M. U.

Odontopediatria - Universidade Estácio de Sá. E-mail: luadias@hotmail.com

As fendas labiopalatinas são malformações congênitas que rompem a integridade do lábio e/ou palato e ocorrem em conseqüência de falhas ou defeitos do desenvolvimento embrionário entre a sexta e oitava semana gestacional. As alterações bucais mais freqüentes são as más-oclusões e as anomalias dentárias, tornando esses pacientes mais susceptíveis a desenvolver lesões cariosas e doença periodontal. O objetivo deste estudo foi pesquisar a prevalência das doenças bucais em crianças portadoras de fissuras labiopalatinas que procuraram atendimento odontológico no Hospital Nossa Senhora do Loreto - SMS - RJ. O presente trabalho foi realizado em pacientes com idades entre 2 e 12 anos, de ambos os sexos, inscritos no setor de Odontologia do Hospital Municipal Nossa Senhora do Loreto - SMS - RJ, após a aprovação do projeto pelo Comitê de Ética da UNESA e do Hospital. A metodologia utilizada foi o exame intrabucal, após autorização dos responsáveis através da assinatura do termo de consentimento livre e esclarecido. Foi realizada uma anamnese criteriosa e respondido um questionário supervisionado para avaliar o padrão sócio-econômico-cultural da família. Os resultados demonstraram que as doenças bucais mais prevalentes encontradas nesse grupo foram: anomalias dentárias (96%), más-oclusões (90%), lesões cariosas (86%) e gengivites (54%).

Concluiu-se que as crianças portadores de fendas estão mais susceptíveis às doença bucais, sendo que as anomalias dentárias foram as mais encontradas. Esses resultados mostram a necessidade de se implementar um programa de promoção em saúde voltado para maior esclarecimento dos pais e responsáveis.

 Ia101

Prevalência de fluorose e defeitos de desenvolvimento do esmalte em cidades com diferentes histórias de fluoretação

LEITES, J. S.*, TEIXEIRA, M. S., GUIRADO, C. G.

Odontologia Infantil - Universidade Estadual de Campinas. E-mail: jujusalton@yahoo.com

Esse trabalho tem como objetivo comparar o percentual de escolares com idade entre 5 e 12 anos que apresentam defeitos de desenvolvimento do esmalte dental e fluorose, em cidades com diferentes histórias de fluoretação da água de abastecimento público. Águas de São Pedro realiza fluoretação desde 1984, enquanto Ipeúna nunca realizou tal procedimento. Uma amostra da água de cada cidade foi coletada e enviada ao Laboratório de Bioquímica da FOP - UNICAMP. Foi encontrado 0,7 ppm F em Águas de São Pedro e 0,06 ppm F em Ipeúna. Os exames clínicos foram realizados em 417 crianças (260 em Águas de São Pedro e 157 em Ipeúna), sob iluminação natural, em cadeiras colocadas no pátio das escolas, utilizando-se sonda exploradora e espelho bucal. Os dados foram anotados em fichas individuais e submetidos à análise estatística. Observou-se que 18,84% das crianças de Águas de São Pedro apresentaram defeitos de desenvolvimento do esmalte, enquanto que em Ipeúna esse número subiu para 24,84%. Observou-se também que 15,76% das crianças em Águas de São Pedro apresentaram fluorose, enquanto que em Ipeúna esse índice caiu para 1,9%.

O resultado encontrado possibilita concluir que a fluoretação da água de abastecimento público não teve significância no percentual de defeitos de desenvolvimento de esmalte; porém, o mesmo não se pode dizer com respeito a fluorose.

 Ia102

Avaliação do local de tratamento de bebês na clínica odontopediátrica

MATOZINHOS, M. O.*, COSTA, M. E. P. R., NEVES, M. L. A., GUIMARÃES, F. M. L.,
MARQUES, L. B.

Odontopediatria - Universidade Gama Filho. E-mail: marinamatozinhos@hotmail.com

Considerando o grande número de bebês levados à clínica odontopediátrica e a dificuldade no atendimento devido à pouca idade e à ansiedade das mães, resolveu-se investigar qual a melhor forma de tratar os bebês de modo a proporcionar maior conforto e segurança. Foram atendidos 38 bebês de 6 a 40 meses de idade, tratados em três sessões, onde o mesmo conjunto de procedimentos foi realizado (exame, profilaxia e aplicação de flúor), em locais diferentes: colo da mãe, macri e cadeira odontológica. O comportamento dos bebês foi classificado em ++, +, – e – – , de acordo com a escala de Frankl. 36,84% dos bebês mantiveram o mesmo comportamento nas três consultas, 18,42% pioraram e 44,74% melhoraram. Comparado ao atendimento com o bebê na macri, 91,67% dos bebês com menos de 24 meses apresentaram comportamento mais tranqüilo no colo de suas mães (c2 = 6,47; p = 0,010), enquanto que 76,92% dos bebês com mais de 24 meses comportaram-se melhor na cadeira odontológica (c2 = 19,43; p = 0,00001). De um modo geral, o colo da mãe e a cadeira odontológica apresentaram as respostas mais positivas dos bebês: 60,52% e 73,68% respectivamente. A mãe parece passar segurança aos bebês mais jovens, porém, a partir dos 36 meses, a presença da mãe muitas vezes (42,86%) piorou o comportamento dos bebês.

Deve-se experimentar novas condutas a cada sessão, sendo imprescindível a presença da mãe para bebês de menos de 36 meses de idade. A cada consulta a criança vai se acostumando com os procedimentos, sendo aconselhável dar algum tempo para ela melhor se adaptar à nova experiência.

 Ia103

Relação entre idade e progressão de lesões de cárie em crianças de 0 a 36 meses

SANTOS, A. P. P.*, PINTO, M. P. R. , SOVIERO, V. M.

Odontopediatria e Odontologia Social e Preventiva - Universidade do Estado do Rio de Janeiro. E-mail: apps@compuland.com.br

O objetivo deste trabalho foi avaliar a relação entre idade e progressão de lesões de cárie em 77 crianças de 0 a 36 meses, de ambos os sexos, cadastradas no Ambulatório de Pediatria do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE-UERJ). Após a obtenção de consentimento livre e informado dos responsáveis e aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital, um único examinador realizou o exame bucal das crianças para avaliação de cárie (valor de kappa > 0,90). Os dados obtidos foram analisados através do software Epi Info, utilizando o teste qui-quadrado. As crianças tinham idade média de 22,9 meses e a prevalência de cárie, incluindo lesões não cavitadas, foi de 41,6%. Na faixa etária de 0 a 12 meses, não foram encontradas lesões de cárie. Entre 13 e 24 meses, 30,7% (8) dos pacientes apresentavam lesão de cárie. Destes, 62,5% (5) apresentavam mancha branca ativa, 12,5%(1) cavidade em esmalte e 25% (2) cavidade em dentina. Na faixa de 25 a 36 meses, 51,16% (22) apresentavam lesões de cárie, sendo que a mancha branca ativa foi encontrada em 50% (11) dos pacientes, a cavitação em esmalte em 27,27% (6) e a cavitação em dentina em 45,45% (10). A associação entre a idade das crianças e a progressão da lesão de cárie foi significativa estatisticamente (p < 0,05).

Estes resultados sugerem que os dentes vão sendo acometidos por cárie à medida em que irrompem na cavidade bucal, pois não foram adotadas medidas para controlar os fatores causais da doença assim que o primeiro sinal de cárie foi detectado e que a progressão das lesões está diretamente relacionada à idade.

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Dentes natais e neonatais em bebês portadores de fissura de lábio e palato – estudo epidemiológico

PEIXOTO, V.*, GOMIDE, M. R.

Odontologia - Universidade de São Paulo. E-mail: vipeixoto@hotmail.com

A presença de dentes ao nascimento ou nos primeiros trinta dias de vida é uma condição rara. A nomenclatura adotada pela maioria dos autores classifica os dentes presentes ao nascimento como natais e os irrompidos durante o primeiro mês de vida como neonatais. Devido à freqüente observação desses dentes na clínica do Setor de Odontopediatria do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC - USP) e em virtude da escassez de relatos na literatura sobre sua ocorrência em pacientes com fissura, a proposta desse trabalho foi determinar a prevalência dessa anomalia em portadores de fissura de lábio e palato completa unilateral (LPCU) e bilateral (LPCB), estudando suas características. Realizou-se um levantamento retrospectivo em prontuários de 935 pacientes inscritos no HRAC - USP, portadores de fissura LPCU e LPCB sem outras anomalias, com idade até 3 meses, sem tratamento cirúrgico prévio, ambos os sexos, sem distinção de raça. A prevalência encontrada para dentes natais foi de 1,3% para fissuras unilaterais e 2,3% para as bilaterais, enquanto que de dentes neonatais foram respectivamente de 3,1% e 10,9%. A maioria apresentou apenas 1 dente natal e neonatal, preferencialmente localizado na região da fissura e a exodontia foi o tratamento mais realizado.

A alta prevalência constatada de dentes natal e neonatal sugere que a sua ocorrência seja mais uma particularidade dos portadores de fissura completa de lábio e palato.

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Relação entre nível econômico familiar e idade ideal para a primeira consulta odontológica

LARA, T. S.*, PAIVA, S. M.

Odontopediatria e Ortodontia - Universidade Federal de Minas Gerais. E-mail: tuliolara@hotmail.com

Visando a atuação da Odontopediatria no modelo de promoção de saúde, este estudo objetivou levantar o que pensam os pais de diferentes níveis econômicos sobre a idade ideal para a primeira consulta odontológica dos filhos. A amostra constou de 327 pais de escolares com idade entre 6 e 10 anos, da cidade de Pitangui - MG, sendo a coleta de dados através de questionários. Para a realização da comparação por níveis econômicos foram utilizados os critérios definidos pela ABA-ABIPEME. As famílias foram agrupadas da seguinte forma: economicamente favorecidas (Grupo I) e desfavorecidas (Grupo II). O estudo foi submetido à avaliação do Comitê de Ética em Pesquisa da UFMG e aprovado sob o Parecer ETIC 082/01. Os resultados foram analisados estatisticamente através do programa Epi Info 6.02, ao nível de confiança de 95%. Constatou-se que houve diferença estatisticamente significante (p = 0,001) entre os dois grupos para a idade ideal da primeira consulta odontológica, sendo que 61,2% das respostas corretas foram as do Grupo I. Em relação à idade que efetivamente a criança foi levada ao dentista pela primeira vez, observou-se também diferença entre os dois grupos (p = 0,001), onde 76,7% dos pais do Grupo I e 23,3% dos pais do Grupo II relataram ter levado o filho com até 1 ano de idade ao dentista.

Conclui-se, então, que famílias de um nível econômico mais privilegiado demonstraram reconhecer a idade ideal para levar seus filhos ao dentista pela primeira vez, embora esta prática não tenha sido vivenciada pelas mesmas. (Apoio: PIBIC/CNPq.)

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Radiografia digital direta versus radiografia convencional na determinação do comprimento do dente decíduo

SANABE, M. E.*, SANTOS- PINTO, L., GONÇALVES, M. A., BASSO, M. D., CORDEIRO, R.

Clínica Infantil - Universidade Estadual Paulista. E-mail: emisanabe@hotmail.com

O objetivo deste estudo foi avaliar in vitro a eficácia das radiografias digital e convencional na determinação do comprimento de incisivos decíduos. Vinte e um incisivos decíduos foram incluídos em blocos de resina e radiografados pela técnica convencional (filme Ektaspeed - Kodak) e pela técnica digital (CDR - Schick Technologies) utilizando aparelho de raios X de 60 kVp, 7 mA. O tempo de exposição foi de 0,3 s para o filme e 0,05 s para o sensor. O comprimento real do dente (CRD) e o dente na imagem radiográfica convencional (RC) foram medidos com paquímetro e a imagem na radiografia digital foi medida com a régua eletrônica (RD). Os resultados foram analisados estatisticamente por meio da aplicação do teste de correlação de Pearson e análise de variância. O comprimento médio dos dentes na radiografia convencional foi de 11,22 mm, na radiografia digital 11,22 mm e o comprimento real foi de 11,00 mm.

A obtenção da odontometria de dentes decíduos anteriores foram semelhantes nas imagens obtidas em radiografias convencional e digital. (Apoio financeiro: FAPESP.)

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Prevalência de maloclusão em escolares de Águas de São Pedro e Ipeúna

TEIXEIRA, M. S.*, LEITES, J. S., GUIRADO, C. G.

Faculdade de Odontologia de Piracicaba - Universidade Estadual de Campinas. E-mail: milenast@ig.com.br

A proposta do presente trabalho foi estimar a prevalência de maloclusão em escolares na faixa etária de 5 a 12 anos, pertencentes a escolas públicas das cidades de Ipeúna - SP e Águas de São Pedro - SP. O estudo constituiu-se em uma pesquisa de campo realizada em 417 crianças de ambos os sexos. Os escolares, foram examinados em cadeiras no pátio das escolas, sob iluminação natural, utilizando-se espátula de ma­deira e obedecendo aos preceitos de controle de infecções. Os resultados obtidos mostraram que 60,38% das crianças examinadas em Águas de São Pedro apresentaram algum tipo de maloclusão, com predominância para a mordida cruzada. Já em Ipeúna, esse índice foi de 61,14%, tendo maior prevalência a mordida aberta.

De acordo com os resultados, podemos concluir que grande parte dos escolares (60,67%) apresentou algum tipo de maloclusão, com destaque para as mordidas aberta e cruzada, o que, de acordo com a literatura, está diretamente relacionada à presença de hábitos bucais, tais como sucção de chupeta e/ou dedo, onicofagia, respiração bucal; o que evidencia a necessidade e extrema importância da implementação de medidas preventivas para minimização do problema.

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Artifícios utilizados para remoção de hábitos orais

GUIMARÃES, F. M. L.*, COSTA, M. E. P. R., NEVES, M. L. A., MATOZINHOS, M. O., LOPES, R. S.

Odontopediatria - Universidade Gama Filho. E-mail: flavinhaml@zipmail.com.br

Os hábitos orais se instalam precocemente em crianças, sendo difíceis de serem removidos e causando na maioria das vezes, transtornos na oclusão. Com o intuito de verificar como esses hábitos ocorrem e sua possível remoção, entrevistamos 66 mães de crianças de 2 a 8 anos de idade atendidas na Clínica Odontopediátrica da Universidade Gama Filho. As crianças foram examinadas para verificarmos presença de maloclusão. A maioria (90,91%) das crianças apresentou algum tipo de hábito durante alguma fase da vida. O hábito persistiu após 36 meses de idade em 73,33% dos pacientes. A maloclusão estava presente em 35 (58,33%) das crianças, entre aquelas que apresentavam hábitos (c2 = 0,15; p = 0,6944), tendo a mordida aberta anterior acometido 82,86% delas. Os artifícios mais comumente relatados pelas mães para remoção do hábito foram: deixar a criança chorar (33,33%); colocar substância amarga no objeto utilizado (16,67%) ou presentear a criança (16,67%). Das crianças que largaram o hábito, 18 (58,06%) deixaram-no por conta própria e 13 (41,93%) através de artifícios. Houve uma maior tendência entre as crianças que ­deixaram de mamar no peito antes dos 6 meses de idade (61,67%), de desenvolverem hábitos orais (c2 = 4,45; p = 0,0348). Entre as 9 crianças que usaram placa lembrete, 7 deixaram o hábito no máximo em 3 meses e 2 continuaram a usá-la.

É necessário alertar as mães para os danos que o hábito persistente pode acarretar, bem como, a importância da amamentação no peito até os seis meses de idade. A maioria das crianças deixa o hábito quando amadurece e não através de artifícios caseiros.

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Influência da classe econômica na postura dos pais frente ao atendimento odontopediátrico

FERRREIRA, C. M.*, OLIVEIRA, A. C. B., RIBEIRO JR., H. C., PAIVA, S. M., PORDEUS, I. A.

Odontopediatria/Ortodontia - Universidade Federal de Minas Gerais. E-mail: ninemenezes@hotmail.com

Compreender a importância da comunicação entre o profissional e a família é essencial na prática clínica da Odontopediatria. Este estudo objetivou analisar a opinião dos pais em relação ao atendimento odontopediátrico, considerando as classes econômicas das famílias. Foram pesquisados 75 pais de alunos, com idade entre 2 e 6 anos, das escolas CECAF e Sagrado C. de Jesus, em Belo Horizonte - MG. Após assinatura do termo de consentimento, os dados foram coletados através de um questionário estruturado. A análise estatística foi feita no programa Epi Info 6.04. Do total de participantes, 52% foram classificados como pertencentes à classe economicamente mais favorecida (A e B) e 48% à classe menos favorecida (C, D e E), segundo critérios da ABA-ABIPEME. A classe econômica influiu significativamente no posicionamento dos pais quanto ao fato da criança chorar durante o atendimento odontológico (p = 0,008), verificando-se que a maioria dos pais de classes mais favorecidas (66,6%) relatou se importar com o choro da criança, enquanto a maior parte dos pais de classes menos favorecidas (63,8%) não considerou este fato relevante. Entretanto, independente da classe econômica, 57,1% dos pais, cujos filhos já receberam contenção física durante um atendimento, consideraram importante o odontopediatra explicar como pretende atender a criança (p = 0,021).

Deste modo, concluiu-se que, embora exista uma correlação entre a classe econômica e a postura dos pais frente ao atendimento odontológico da criança, outros fatores podem influenciar a opinião dos mesmos. (Apoio: PROBIC/FAPEMIG.)

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Hábitos de sucção na infância: a importância da interdisciplinariedade

ALENCAR, L. M.*, SERRA-NEGRA, J. M. C., MATTA, C. M.

Odontopediatria - Universidade Federal de Minas Gerais. E-mail: l.m.alencar@bol.com.br

O objetivo do presente trabalho foi avaliar e comparar o conhecimento de profissionais de Saúde (fo­noaudiólogos, psicológos, pediatras, ortodontistas, e odontopediatras) em relação aos hábitos de sucção na infância, avaliando também a integração entre estes para o tratamento dos hábitos orais e suas rotinas ao que diz respeito à freqüência, tipos de hábitos e suas conseqüências, assistidas por cada um em seus consultórios. Foram entrevistados 15 profissionais de cada área (Ortodontia, Odontopediatria, Fonoaudiologia, Psicologia, Pediatria) atuantes em Belo Horizonte, totalizando 75 entrevistados. As entrevistas foram inicialmente marcadas por telefone e feitas pessoalmente nos consultórios. Os profissionais foram escolhidos aleatoriamente e seus nomes conseguidos nos Conselhos Regionais de cada área. Entre os profissionais entrevistados, a maioria considerou os hábitos de sucção normais, porém, devem ser retirados antes dos três anos de idade. Com relação as alterações causadas pelos hábitos, as alterações de arcada são as mais notadas pelos profissionais. Porém o fonoaudiólogo foi o mais referenciado pelos demais e o pediatra foi o menos citado para o tratamento dos hábitos e suas conseqüências.

Verificou-se que a maioria dos profissionais se refere à grande prevalência dos hábitos bucais e a importância da interdisciplinariedade. Entretanto, constatou-se que esta não acontece ainda de forma integral. Concluiu-se que deve-se estimular o trabalho integrado das áreas afins, objetivando a visão integral do paciente.

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Opinião do educador em formação sobre saúde bucal: comparação entre graduandos de faculdades públicas e privadas

GOURSAND, D.*, VASCONCELOS, R., PAIVA, S. M.

Odontopediatria e Ortodontia - Universidade Federal de Minas Gerais. E-mail: goursand@yahoo.com.br

O educador é um agente essencial na construção e transmissão de conhecimentos. Este estudo objetivou avaliar a opinião dos graduandos em Pedagogia sobre o seu contato com o conteúdo saúde bucal, comparando alunos de faculdades públicas e privadas. Participaram da pesquisa 248 formandos em Pedagogia, 139 de faculdades particulares e 109 de faculdades públicas de Belo Horizonte. A coleta de dados foi realizada através da aplicação de questionário, após prévio consentimento dos voluntários e aprovação pelo COEP/UFMG (074/01). Utilizando-se o programa Epi Info 6.02, foi realizada a análise estatística usando o teste qui-quadrado, com nível de significância de 5%. Verificou-se diferença estatisticamente significante (p = 0,003) entre as instituições analisadas, sendo que os alunos de faculdades particulares receberam mais informações sobre saúde bucal (57,3%) em relação aos alunos de faculdades públicas (42,7%). Quanto à fase da vida em que adquiriram tais conhecimentos, ambos os grupos destacaram a adolescência (p = 0,209), sendo a própria família e o dentista as principais fontes destas informações. Nos dois grupos, houve reconhecimento de que os alunos do ensino fundamental devem se familiarizar com o tema (p = 0,2611).

Conclui-se que os graduandos em Pedagogia de escolas públicas tem mais conhecimentos sobre saúde bucal, porém a fonte deste conhecimento não é o ensino formal. Além disso, foi reconhecida a importância da transmissão deste conhecimento para os alunos do ensino fundamental. (Apoio: FAPEMIG.)

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Teste dos gabaritos desenvolvidos por Long, por sobreposição em modelos de gesso

MENEZES, A. C. S. C.*, BARBOSA, C. S., FAVA, M., DI NICOLÓ, R.

Odontologia Social e Clínica Infantil - Universidade Estadual Paulista. E-mail: carolmenezes@zipmail.com.br

Um dos principais objetivos da Odontopediatria moderna é a prevenção e manutenção da saúde dos pacientes infantis, que apresentam contínuo crescimento e desenvolvimento. Qualquer desvio da normalidade da arcada dentária poderá acarretar problemas, quando não detectados e tratados precocemente. Long, em 1999, desenvolveu gabaritos da forma dos arcos decíduos do tipo I e II de Baume, através da computação eletrônica, para análise morfológica da dentadura decídua, através da sobreposição em modelos de gesso. Este estudo testou estes gabaritos desenvolvidos por Long, 1999, em 30 pares de modelos de gesso de pacientes da Clínica de Odontopediatria da Faculdade de Odontologia da UNESP - SJC, com dentadura decídua completa. Foi, então, analisado o posicionamento vestíbulo-lingual de cada um dos dentes das arcadas superior e inferior. Observou-se que 60% dos dentes analisados na maxila estavam vestibularizados em relação à posição ideal, enquanto na mandíbula, 50% dos dentes tinham um bom posicionamento.

Desta forma, concluiu-se que, os gabaritos são de simples aplicação clínica, inclusive para o clínico geral, podendo ser muito útil na determinação precoce de problemas na dentadura decídua.

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Prevalência de cárie utilizando-se leite formulado e água com e sem flúor, comparada a uma dieta padrão – estudo em ratos

REGO, R. A.*, COUTO, G. B. L., BOTELHO, K. V. G.

Clínica e Odontologia Preventiva - Universidade Federal de Pernambuco. E-mail: ra_rego@hotmail.com

Pelo alto consumo de leite formulado e relatos clínicos identificando a participação do leite no desenvolvimento da cárie, especialmente na primeira infância, bem como a necessidade de prevenção através da orientação aos pais, pediatras e dentistas, o presente trabalho teve por objetivo determinar a prevalência de cárie em molares de ratos quando utilizada dieta com leite formulado NAN 2 e com leite formulado NAN 2 acrescido de flúor, comparando-as a uma dieta padrão de biotério (Labina). Três grupos de 12 ratos (Rattus norvegicus albinus wistar), com 23 dias de idade, receberam durante sessenta dias as seguintes dietas: grupo 1- ração padrão de biotério + água sem flúor; grupo 2- leite formulado NAN 2 + água sem flúor; grupo 3- leite formulado NAN 2 + água com flúor. Os ratos foram sacrificados, os segmentos ósseos mandibulares e maxilares foram dissecados e os molares seccionados no plano sagital mésio-distal; as peças foram coradas e a leitura das cáries foi feita em microscópio estereoscópico (aumento de 12,5 vezes). Observou-se que não houve diferença significativa do ataque de cárie entre as dietas Labina e leite NAN 2 sem flúor e que o ataque de cárie na dieta com leite NAN 2 e água com flúor foi menor quando comparado com as dietas Labina e NAN 2 sem flúor.

Concluiu-se que a dieta de leite formulado NAN 2 foi cariogênica, tendo o flúor papel relevante na redução do ataque de cárie, o que demonstra ser importante alertar pais, pediatras e dentistas não só quanto à mudança nos hábitos alimentares infantis, mas também quanto à higiene bucal em idade precoce.

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Análise da topografia dentinária de dentes decíduos após tratamento com diferentes agentes condicionantes

ROSADO, C. F.*, CALDO-TEIXEIRA, A. S., PUPPIN-RONTANI, R. M., SINHORETI, M. A. C.

Odontologia Infantil - Universidade Estadual de Campinas. E-mail: carlarosado@yahoo.com.br

Com o objetivo de avaliar, através da microscopia eletrônica de varredura (MEV), o efeito de diferentes agentes condicionantes na superfície dentinária de dentes decíduos, foram utilizados 5 molares decíduos hígidos, extraídos por razões clínicas. Os dentes foram seccionados no sentido MD, resultando em 2 amostras cada, que foram lixadas obtendo-se uma superfície plana em dentina. Foram, então distribuídas aleatoriamente segundo o agente condicionante utilizado: ácido fosfórico (AF), Clearfil SE Bond (CSE) e One Up Bond F (OU), seguindo as instruções do fabricante. As amostras foram preparadas para análise em MEV, obtendo-se 2 fotomicrografias de cada terço (oclusal, médio e cervical), para cada amostra, resultando em 10 imagens por grupo, utilizando-se os seguintes escores: 0- presença total de “smear layer” (SL); 1- presença parcial de SL e túbulos dentinários (TD) fechados; 2- presença parcial de SL e TD abertos; 3- ausência de SL e TD fechados; 4- ausência de SL e TD abertos. Os dados foram submetidos à análise estatística Kruskal-Wallis (p < 0,05). Observou-se que para CSE (p = 0,06) e OU (p = 0,52) o escore mais freqüente foi o 2 enquanto que para o AF (p = 1) foi o escore 4, não havendo diferença significativa entre os terços para os diferentes tratamentos. Os escores encontrados para o AF foram significativamente diferentes dos grupos CSE (p = 0,02) e OU (p = 0,01), porém os grupos CSE e OU não difereriam estatisticamente (p = 0,9).

Pôde-se concluir que o tratamento convencional com AF mostrou maior efetividade na remoção da SL e abertura dos TD.

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Estudo do apinhamento dentário nas dentaduras decídua e mista

BARBOSA, C. S.*, MENEZES, A. C. S. C., FAVA, M., DI NICOLÓ, R.

Odontologia Social e Clínica Infantil - Universidade Estadual Paulista. E-mail: cristianisb@uol.com.br

O objetivo deste trabalho foi de estudar a freqüência do apinhamento dentário dos arcos superior e inferior durante os períodos das dentaduras decídua e mista através de um estudo clínico envolvendo 96 pa­cientes da Clínica de Odontopediatria da Faculdade de Odontologia - UNESP - SJC. Do total da amostra 36 pacientes apresentavam dentadura decídua e 60 apresentavam dentadura mista. Nenhum dos pacientes foi submetido a qualquer tipo de tratamento ortodôntico prévio. Crianças que apresentavam espaços edêntulos foram excluídas da amostra. Os pacientes foram analisados por dois examinadores calibrados e os resultados foram anotados em uma ficha elaborada para esta pesquisa. O critério avaliado foi a presença ou não de apinhamento dentário. Os resultados revelaram que do total da amostra, 22,8% apresentavam apinhamento dentário, dentre os quais, 50% apresentaram somente no arco inferior, 22,7% somente no arco superior e 27,2% apresentavam em ambos os arcos. Considerando individualmente as dentaduras decídua e mista, foi encontrado apinhamento dentário em 5,5% das crianças em dentadura decídua e em 33,3% das crianças em dentadura mista (55% somente no arco inferior).

Conclui-se que há uma tendência de maior freqüência de apinhamento dentário na dentadura mista e no arco inferior quando comparado ao arco dentário decíduo.

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Dor de dente em crianças do ensino fundamental de Belo Horizonte/MG: estudo de prevalência

BARRÊTTO, E. P. R., OLIVEIRA, C. S.*, PORDEUS, I. A., FERREIRA, E. F., PAIVA, S. M.

Odontopediatria e Ortodontia - Universidade Federal de Minas Gerais. E-mail: cisena@yahoo.com.br

Poucos dados existem na literatura sobre a prevalência de dor de dente em crianças, apesar de este ser um dos sintomas mais freqüentes decorrentes das doenças bucais, com graves repercussões na qualidade de vida. Assim, o objetivo deste estudo foi avaliar, por meio de entrevista, a presença de dor de dente na vida das crianças. Participaram 223 estudantes de 8 e 9 anos, ambos os sexos, de escolas do ensino público fundamental de Belo Horizonte/MG, as quais foram sorteadas aleatoriamente por Regional Administrativa. O número de alunos entrevistados em cada escola foi proporcional à real distribuição de estudantes, nesta ­faixa etária, por regional, tornando o estudo representativo de tais áreas. Este projeto foi aprovado pelo COEP/UFMG sob o parecer ETIC 180/01. Os dados sofreram tratamento estatístico no programa Epi Info, versão 6.02. Verificou-se experiência de dor de dente em 55,6% dos entrevistados. Pelos relatos, a prevalência de dor de dente foi diferente entre os sexos: 56,5% no feminino e 43,5% no masculino. Porém, a aplicação do teste para comparação de proporções mostrou que esta diferença não foi estatisticamente significativa (p > 0,05).

A alta prevalência de dor de dente encontrada em faixa etária tão precoce é preocupante, pois certamente influencia negativamente a qualidade de vida das crianças. Tal fato sugere que o impacto psicossocial da dor pode tornar-se um valioso indicador da saúde bucal infantil, complementar aos indicadores clínicos. (Apoio: PROBIC/FAPEMIG; CNPq.)

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Análise da prevalência e localização da cárie dental na Clínica de Odontopediatria da Universidade Estácio de Sá

SALES CUNHA, C. B. C.*, BASTOS, J. T. L., BAKCSY, C. L., VOLSCHAN, B. C. G.

Odontopediatria - Universidade Estácio de Sá. E-mail: ccscunha@terra.com.br

O presente trabalho teve por objetivo realizar o levantamento da prevalência e localização de lesões ca­riosas em crianças atendidas na Clínica de Odontopediatria da Universidade Estácio de Sá. A metodologia empregada foi documental, sendo realizado o levantamento de 522 fichas devidamente assinadas pelos responsáveis dos pacientes e professores supervisores de clínica. As fichas foram preenchidas através de dados coletados dos exames clínico e radiográfico. Os dados foram processados no programa Epi Info versão 6.0. Os resultados demonstraram que a média de superfícies cariadas foi de 4,6 e, quando consideradas as lesões de mancha branca ativas, encontrou-se a média de 6,6. A face mais acometida foi a oclusal (37,54%) seguida da proximal de dentes posteriores (22,9%). Observou-se que a cárie dental apresentou o seu início com 1 ano de idade. As idades entre 8 e 9 anos foram as mais acometidas pela doença, com­preendendo 14,94% das crianças que apresentavam lesões de cárie. De acordo com a idade foi verificado mudança na localização das faces cariadas. As faces proximais e lisas de dentes anteriores apresentaram maior prevalência aos 4 anos de idade com 23% e 27% respectivamente. Aos 8 anos prevaleceram as faces oclusal (16%) e proximal de dentes posteriores (21%).

Os resultados nos levam a concluir que a cárie dental iniciou-se com 1 ano de idade apresentando prevalência progressiva até a faixa etária de 8 a 9 anos, sendo a localização da mesma também modificada com a idade.

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Avaliação da produção bibliográfica da área médica quanto ao conteúdo saúde bucal

ARAÚJO, M. V. F.*, PAIVA, S. M.

Odontopediatria e Ortodontia - Universidade Federal de Minas Gerais. E-mail: mvfaraujo@hotmaill.com

A atuação conjunta do médico pediatra e do odontopediatra é fundamental no sentido do acompanhamento global da saúde do paciente infantil. Assim sendo, o objetivo deste trabalho foi buscar na literatura médica temas concernentes à saúde bucal, bem como as características deste material. Foram pesquisados 29 livros e 14 periódicos (730 fascículos) de Pediatria do acervo da Biblioteca da Faculdade de Medicina da UFMG, preconizando-se os últimos 5 anos de publicação dos periódicos e os últimos 20 anos de publicação dos livros. Para a identificação dos temas foram considerados descritores relacionados à saúde bucal. Avaliou-se o período e o local de publicação, o espaço dedicado ao tema, a formação acadêmica dos autores e os conteúdos odontológicos abordados pelo material bibliográfico. No que se refere aos livros, 83,4% continham, no máximo, 1% do seu conteúdo dedicado à Odontologia; 53,3% do material com citação odontológica ocorreram na década de 80; a erupção dentária e o desenvolvimento ósseo foram os conteúdos com maior índice de abordagem. Em relação aos periódicos estudados, 0,11% (88 páginas em um total de 80.608 páginas) dos artigos abordavam temas relacionados à Odontologia; sendo que houve uma concentração de 30% deste material no ano de 1998 e os temas cárie e patologias bucais foram os mais freqüentes.

Desta forma, conclui-se que a literatura médica pediátrica dedica pequeno espaço aos conteúdos ligados à saúde bucal, evidenciando a necessidade de uma maior interação entre médicos pediatras e odontopediatras. (Apoio: PIBIC/CNPq.)

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Avaliação da freqüência de anomalia de forma de primeiros molares inferiores decíduos

SUZUKI, L. C.*, MENDES, F. M., IMPARATO, J. C. P.

Ortodontia e Odontopediatria - Universidade de São Paulo. E-mail: lcsuzuki@hotmail.com

Um tratamento restaurador adequado requer conhecimento de morfologia dentária e das alterações anatômicas que podem ocorrer. O primeiro molar inferior decíduo tem sido descrito como um dente com muitas variações na forma da coroa. Uma anomalia de forma tem sido relatada na literatura. Nessa variação, o dente apresenta coroa com forma triangular e pode estar associada a três raízes. O objetivo deste estudo foi verificar a freqüência dessa anomalia de forma em crianças de uma determinada população. Para isso, 502 crianças da cidade de São Paulo foram examinadas com auxílio de espátulas de madeira. O exame foi feito por um examinador previamente treinado, sob luz natural. Obtivemos o registro de 901 dentes. Destes, 1,6% (n = 14) dos dentes apresentaram a anomalia de forma. A tendência da anomalia foi de ser unilateral, apesar dos poucos casos encontrados.

Com base nos resultados obtidos, concluímos que a anomalia de forma nos primeiros molares decíduos inferiores possui uma freqüência baixa na população estudada, e tende a ser unilateral.

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Percepção estética da fluorose dentária sob a óptica dos pais de crianças portadoras

MARTINS, C. C.*, PINHEIRO, N. R., PAIVA, S. M.

Odontologia - Universidade Federal de Minas Gerais. E-mail: carolcm@globo.com

Pouco se sabe sobre a opinião de pais e crianças a respeito do comprometimento estético das manchas de fluorose dentária. Assim, objetivou-se analisar a percepção de pais quanto à estética dos dentes dos filhos portadores de fluorose dentária. Participaram da pesquisa 134 pais de crianças de 6 a 12 anos de idade, estudantes da Escola Municipal Levindo Lopes, Belo Horizonte - MG. Os pais de crianças, portadoras de fluorose em graus variados, responderam a um questionário sobre sua percepção quanto às manchas de fluorose nos dentes dos filhos, abordando a questão estética e o impacto destas na vida social das crianças. Dos questionários entregues, 131 foram retornados aos pesquisadores (97,8%). Esta pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFMG pelo parecer nº ETIC 119/00. Cerca de 50% do total de pais notaram manchas nos dentes das crianças, sendo 56,7% pais de meninos e 45,1% pais de meninas. Dos pais que notaram manchas nos dentes dos filhos, a maioria consideraram-nas prejudiciais às crianças (72,2%). A maioria dos pais associou as manchas à cárie (19,7%), dor de dente (7,6%) e mau hálito (9,1%). Além disso, 12,1% dos pais consideraram as manchas prejudiciais às crianças por serem antiestéticas.

Conclui-se que, as manchas de fluorose, mesmo em graus mais leves, são percebidas por pessoas leigas, e na maioria das vezes, são consideradas prejudiciais às crianças. Observa-se ainda o pouco conhecimento dos pais sobre as conseqüências da fluorose dentária, uma vez que a relacionaram com outras doenças da cavidade oral. (Apoio: PIBIC/CNPq/UFMG.)

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Avaliação dos índices de cárie dentária e higiene bucal em pares mãe-filho na primeira infância

MATUSAKI, S. T.*, LEME, L. R., ALMEIDA, E. R., SANTOS, E. M.

Odontopediatria - Universidade de São Paulo. E-mail: silvanastm@ig.com.br

A cárie dentária é uma doença infecto-contagiosa, transmissível e multifatorial. Estudos indicam a mãe como principal fonte de bactérias cariogênicas para a criança. O objetivo deste trabalho foi avaliar os índices de cárie e higiene bucal, em 32 pares mãe-filho, e relacionar os hábitos da mãe à saúde bucal de seu filho. Foram examinadas crianças de ambos os sexos, com idade entre 16 e 39 meses. O índice de cárie para as mães foi CPOD e CEOD para os filhos, e para higiene bucal Greene & Vermillion Simplificado nas duas dentições. As mães foram entrevistadas quanto aos hábitos de higiene, dieta e conhecimentos em ­saúde bucal. A análise estatística dos dados foi realizada no software Epi Info 6.04, no nível de significância  ³ 95%. No índice de cárie, não houve associação significante entre mãe-filho, visto que, 65,6% das crianças eram livres de cárie, e as mães apresentaram alto índice. Quanto a higiene bucal, as mães apresentaram higiene regular (IGV = 1,6) e as crianças má higiene (IGV = 2,2). Adicionalmente, observou-se alta porcentagem de crianças: usando mamadeira noturna (59,4%); com adição de açúcar nos alimentos (81,2%) e com alta ingestão de alimentos açucarados entre as refeições (75%), embora (84,4%) das mães demonstraram ter conhecimento da relação entre açúcar e cárie dentária.

Os resultados permitem concluir que os índices de cárie dentária e higiene bucal não revelaram associação entre os pares mãe-filho na primeira infância, e o consumo de alimentos açucarados entre as refeições demonstrou associação positiva entre os pares mãe-filho.

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Efeito de géis fluoretados acidulados sobre diferentes tipos de superfícies cerâmicas

SILVA, G. M.*, CAMACHO, G. B., SAVARIZ, A., OSÓRIO, A. B.

Odontologia Restauradora - Universidade Federal de Pelotas. E-mail: guims02@bol.com.br

É prática comum na Odontologia o uso de géis fluoretados de aplicação tópica. No entanto, o potencial corrosivo do ácido fluorídrico que se forma a partir do pH baixo do fluorfosfato acidulado é um problema real. Na literatura se encontram trabalhos relatando a ação dos géis fluoretados acidulados sobre a porcelana. No entanto, existem poucos relatos sobre como evitar a ação destes géis bem como a ação destes sobre diferentes superfícies cerâmicas. Neste trabalho foi realizada uma análise da ação de duas marcas comerciais de géis fluoretados acidulados – Nupro (Dentisply) e Flutop (SSWhite) – e, como controle, um gel neutro – KY (Johnson & Johnson) – aplicados sobre as superfícies de corpos-de-prova da cerâmica Vitadur a (Vita Zahnfabrik). Os corpos-de-prova foram separados de acordo com os grupos: Grupo I- espécimes que foram autoglazeados; Grupo II - espécimes que receberam polimento mecânico; Grupo III - espécimes autoglazeados cujas superfícies receberam vaselina sólida. Para obtenção dos resultados, foi feita uma análise das superfícies após terem sofrido a ação dos géis com o auxílio de um aparelho rugosímetro. A análise estatística dos dados (ANOVA) mostrou uma diferença significante entre os fatores géis (p < 0,001) e grupos (p < 0,767) estudados.

Concluiu-se que os géis promoveram um aumento de irregularidades nas superfícies cerâmicas comparando-as com o grupo controle. O uso de vaselina sólida sobre a porcelana promoveu uma proteção contra o efeito dos géis acidulados. As superfícies cerâmicas glazeadas e polidas tiveram um comportamento semelhante entre si.

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Avaliação do escoamento da godiva plastificada em forno de microondas

OGLIARI, F. A.*, WAGNER, M. C., FONTANIVE, V. N., SAMUEL, S. M. W.

Odontologia Conservadora - Universidade Federal do Rio Grande do Sul. E-mail: ogliariodo@globo.com

A proposta deste trabalho foi verificar se o escoamento da godiva plastificada no microondas, encontra-se dentro dos parâmetros estabelecidos pela Especificação nº 3 da American Dental Association (ADA), que determina que, a 37ºC o escoamento deve ser menor que 6% e, a 45ºC, deve ser superior a 85%. Para tal fim foram confeccionados 20 corpos-de-prova plastificados no microondas e 20 plastificados na panela termostática. De acordo com a Especificação 10 corpos-de-prova de cada grupo foram armazenados a 37ºC por 20 minutos e os outros 10 a 45ºC por também 20 minutos. Após este tempo realizou-se o teste de escoamento que consta na referida Especificação. Tanto a godiva plastificada em panela termostática quanto a godiva plastificada no forno de microondas apresentaram índice de escoamento dentro dos parâmetros descritos na Especificação nº 3 da ADA.

Com base nos resultados deste estudo é possível concluir que a godiva pode ser plastificada no microondas visto que apresentou índice de escoamento dentro do estabelecido pela ADA, com a vantagem da rapidez, limpeza e praticidade da metodologia proposta.

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Resistência adesiva por cisalhamento entre cimento resinoso e dentina em função do sistema adesivo

BRANDÃO, C. H.*, PITA, A. P. G., FARIA, I. R., ADABO, G. L.

Materiais Odontológicos e Prótese - Universidade Estadual Paulista. E-mail: faria@foar.unesp.br

O presente estudo avaliou a resistência adesiva ao cisalhamento de um cimento resinoso (Rely X) à dentina variando-se o sistema adesivo (Single Bond e Scotchbond Multi-Uso). Foram utilizados 30 incisivos bovinos incluídos em tubos de PVC em resina acrílica. As superfícies vestibulares foram lixadas até exposição dentinária de uma área plana, e os dentes foram divididos aleatoriamente em dois grupos. Concomitantemente, foram confeccionados 30 cilindros de porcelana feldspática (Duceram) com 8 mm de diâmetro x 3 mm de altura planificados. Os cilindros foram tratados com ácido fluorídrico 10% por 4 minutos, silanizados e submetidos a aplicação do sistema adesivo determinado. Para a cimentação, foi feito o tratamento da superfície dentinária com ácido fosfórico 37% por 15 segundos, lavagem, secagem e aplicação do sistema adesivo: grupo 1, duas gotas do adesivo monocomponente (Single Bond - 3M) e, grupo 2, aplicação de uma gota de “primer”, secagem e uma gota de adesivo. Então, foi feita a cimentação das peças de acordo com as recomendações do fabricante, sob força controlada (5 kgf). Após armazenagem em água a 37ºC por 24 horas, os corpos-de-prova foram submetidos a ensaio de cisalhamento em máquina de ensaios mecânicos MTS, modelo 810, com carga de 100 kN e velocidade de 1,0 mm/min. Os resultados demonstram que a resistência adesiva ao cisalhamento gerada pelo Scotchbond Multi-Uso (média 8,03) é superior ao Single Bond (média 3,93).

O sistema adesivo monocomponente (Single Bond) não foi capaz de proporcionar resistência adesiva equivalente ao sistema convencional.

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Avaliação do efeito do armazenamento de adesivos de frasco único na resistência de união à dentina

SADEK, F. T., MORENO, F. A. J.*, CARDOSO, P. E. C.

Materiais Dentários - Universidade de São Paulo. E-mail: fajmoreno@uol.com.br

O propósito deste estudo é avaliar o efeito do armazenamento do adesivo na resistência de união à dentina, através do teste de microtração, utilizando-se três adesivos armazenados por 1 ano. O esmalte oclusal de 12 molares humanos recém-extraídos foi removido expondo a superfície dentinária. Foi criada uma camada de “smear” pela abrasão da dentina em lixas 220, 320, 400 e 600 sob refrigeração. Os dentes foram divididos em três grupos: [SB] - Single Bond (3M-ESPE - EUA) ; [OS] - Optibond Solo Plus (SDS-Kerr - EUA) , [PB] - Prime & Bond NT (Dentsply - EUA). “Coroas” de resina com 5 mm de altura foram construídas nas superfícies dentinárias tratadas com os adesivos. Após 24 horas de armazenamento em água destilada a 37ºC, os corpos foram seccionados para obter uma série de palitos com área de 0,8 mm2. O teste de microtração foi realizado para cada palito em uma máquina de testes universal a 0,5 mm/min. Os adesivos foram armazenados, por 1 ano, em estufa a 33ºC sendo abertos uma vez por dia e pressionados expondo 1 gota. Após esse período, todos os procedimentos para o teste de microtração foram repetidos para outros 12 molares. Os dados foram analisados utilizando os testes de análise de variância e Tukey. Os valores médios obtidos (imediato/12 meses) em MPa foram: [SB] 42,84a/46,66a; [OS] 35,34a/39,40a; [PB] 22,47b/0,00c.

Conclusão: para os adesivos com acetona foi observado um decréscimo significativo na resistência à tração (p < 0,05), enquanto os adesivos com etanol não apresentaram variação estatisticamente significante durante o período de armazenamento.

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Efeito das luvas odontológicas na resistência à tração de silicona polimerizada por adição

FERREIRA, A. R.*, ROCHA, S. S., FONSECA, R. G., ADABO, G. L.

Materiais Odontológicos e Prótese - Universidade Estadual Paulista. E-mail: anelinbr@hotmail.com

O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito das luvas odontológicas na força máxima de tração da silicona de adição Express (3M). Foram avaliados três métodos de manipulação: sem luvas - mãos lavadas com sabonete líquido e álcool 70º, sem contato prévio com luvas de látex (grupo controle); luvas de vinil; mãos lavadas com sabonete líquido e álcool 70º após 5 min em contato com luva de látex. Os corpos-de-prova, na forma de halteres com área útil retangular de 33 mm de comprimento, 6 mm de largura e 3 mm espessura (ASTM D 412), foram obtidos por meio de uma matriz metálica. Porções iguais de massa base e catalisadora foram manipuladas por 60 segundos e a matriz preenchida. Em seguida, os ensaios mecânicos foram realizados em dois tempos: 5 minutos e 10 minutos após a manipulação. O ensaio de tração foi realizado na máquina de testes mecânicos MTS modelo 810 com velocidade de 8,5 mm/min. Os valores de carga máxima (Newton) de 7 espécimes para cada condição experimental foram analisados estatisticamente. Não houve diferença estatística entre os tempos para cada método de manipulação individualmente, sugerindo não haver progressão de polimerização nestes períodos. No tempo de 5 min, os métodos de manipulação apresentaram igualdade estatística.

A manipulação com luvas de vinil ou mãos lavadas com sabonete líquido e álcool 70º após contato com luvas de látex não inibiu a polimerização da silicona de adição testada.

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Avaliação da radiopacidade de cimentos endodônticos pelo sistema de radiografia digital

SOUZA, G. M.*, CARVALHO-JÚNIOR, J. R., CRUZ-FILHO, A. M., CORRER-SOBRINHO, L., SOUSA-NETO, M. D.

Odontologia - Universidade de Ribeirão Preto. E-mail: souzagisela@hotmail.com

O objetivo deste trabalho foi utilizar o sistema de imagem digital Digora (Soredex Orion Corporation) para avaliar a radiopacidade dos cimentos AH Plus, Endofill, Endomethasone, Ketac-Endo, N-Rickert, Sealapex e Sealer 26. Para realização do teste foram confeccionadas placas de acrílico de 2,2 cm de largura e 4,5 cm de comprimento com 6 perfurações para obtenção de corpos-de-prova dos cimentos, de 2 mm de espessura e 8 mm de diâmetro. Uma escada de alumínio 99% de espessura dos degraus conhecida foi utilizada a fim de comparar as densidades radiográficas de seus degraus com a dos cimentos. As amostras foram radiografadas no sensor do Digora com auxílio do aparelho de raios X Spectro 70X (Dabi Atlante) de 70 kVp, com 8 mA, a uma distância de 40 cm. Após o processamento pela leitora óptica a laser, o software Digora for Windows 5.1 determinou a radiopacidade das áreas padronizadas fornecendo a média da densidade radiográfica de cada cimento. Os resultados evidenciaram haver diferença significante a nível de 5% entre as densidades radiográficas dos cimentos testados.

Concluiu-se que todos os cimentos apresentaram densidades radiográficas acima dos 4 mm de alumínio recomendados pela Especificação nº 57 da ADA e a ordem decrescente dos níveis de densidade radiográfica foi a seguinte: N-Rickert, Ketac-Endo, Endofill, AH Plus, Sealer 26, Endomethasone e Sealapex.

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Avaliação da microdureza em diferentes profundidades de resinas compostas para posterior

BORSATTO, M. C.*, CICCONE, J. C., PALMA DIBB, R. G.

Odontologia Restauradora - Universidade de São Paulo. E-mail: borsatto@forp.usp.br

O objetivo deste trabalho foi analisar a dureza em relação à profundidade de polimerização de diferentes resinas compostas indicadas para dentes posteriores, variando o tempo após a polimerização. Para cada resina composta testada: Solitaire 2 (Kulzer), P60 (3M), Prodigy Condesable (Kerr), Surefil (Dentsply) e Alert (Jeneric/Pentron), foram confeccionados 6 corpos-de-prova (com 2 mm de diâmetro e 4 mm de profundidade), utilizando uma matriz preta adaptada a uma mesa metálica e dividida por uma lâmina de aço, em dois hemicilindros iguais. Os espécimes foram confeccionados numa única camada polimerizada por 40 segundos e mantidos em recipiente escuro em umidade relativa 100% a 37ºC (estufa). A dureza foi avaliada em diferentes profundidades (superficie, 0,4 mm, 1,0 mm, 2,0 mm, 3,0 mm e ponta oposta - 4,0 mm) e em dois períodos de tempo (0 e 24 horas após a polimerização). Os dados foram analisados pela análise de variância a 3 critérios e teste Tukey (p < 0,05). Pode-se observar que as resinas P60, Surefil e Prodigy apresentaram maiores valores de dureza. Em relação a profundidade houve uma diminuição significativa na dureza com o aumento da profundidade. Foi observado que as médias apresentaram-se superiores após 24 horas.

Conclui-se que as resinas compostas testadas apresentaram dureza satisfatória até 2 mm de profundidade e que após 24 horas obteve-se maiores valores de dureza. A resina P60 apresentou os melhores resultados nas diferentes profundidades e tempo.

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Avaliação clínica dos peróxidos de hidrogênio e carbamida como agentes clareadores em dentes não vitais – estudo piloto

ALVES, M. G. A.*, BARREIROS, I. D.

Odontologia - Universidade Federal de Minas Gerais. E-mail: mariaalice.alves@bol.com.br

Este estudo tem o propósito de avaliar a eficácia da associação do peróxido de hidrogênio a 35% e do peróxido de carbamida a 37% no tratamento clareador de dentes não vitais, com o objetivo de diminuir o tempo clínico das sessões. Inicialmente, no estudo piloto, foram atendidos 5 pacientes com dentes escurecidos e com tratamento endodôntico satisfatório. Após tomada radiográfica e isolamento do campo operatório, foi realizado o tampão com CIV no limite amelocementário. Em seguida, foi aplicado o peróxido de hidrogênio sobre toda a coroa, sendo fotoativado e permanecendo por 8 minutos, seguindo as instruções do fabricante. Quando foi necessário mais de uma sessão para se atingir a coloração ideal, um curativo com peróxido de carbamida foi colocado dentro da câmara coronária e selado com cimento provisório. Após 7 dias o paciente era avaliado e, se necessário, repetia-se os procedimentos. Todos os dentes sofreram alteração de cor significativa e a média do número de sessões foi de 3 sessões.

Os agentes clareadores mostraram-se eficazes. A utilização do peróxido de hidrogênio a 35% diminuiu o tempo clínico e a associação das técnicas, endógena e exógena, diminuiu o número de sessões do tratamento.

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Microinfiltração em dentes decíduos restaurados com resina composta após fotopolimerização com arco de plasma

WUO, A. V.*, MYAKI, S. I., BALDUCCI, I.

Odontopediatria - Universidade Braz Cubas. E-mail: vallewuo@uol.com.br

O propósito deste estudo in vitro foi avaliar a microinfiltração em preparos ocluso-proximais em dentes decíduos restaurados com resina composta utilizando fotopolimerização convencional ou com arco de plasma. Foram utilizados 10 molares decíduos, clinicamente hígidos onde foram confeccionados preparos ocluso-proximais nas faces mesiais e distais, restaurados com sistema adesivo Scotchbond Multi-Uso Plus (3M) e resina composta (Z100, 3M) e fotopolimerizadas com lâmpada convencional Ultra-Lux (Dabi Atlante) ou com o arco de plasma Apollo 95E (DMD). As amostras foram divididas em dois grupos: Grupo 1 (n = 10) fotopolimerização convencional e Grupo 2 (n = 10) fotopolimerização com arco de plasma. Os espécimes foram submetidos ao processo de ciclagem térmica (500 ciclos, 5ºC e 55ºC, 30 segundos em cada banho), impermeabilizados, e imersos em azul de metileno a 0,5%, pH = 7,2, durante 4 horas. Após foram seccionados longitudinalmente no sentido mésio-distal e avaliados quanto à microinfiltração. Os resultados obtidos demonstram que a fotopolimerização com arco de plasma diminui os níveis de microinfiltração. A análise estatística (teste de Mann-Whitney, p = 0,002) indicou haver diferença significante entre os grupos.

Concluiu-se que a fotopolimerização com arco de plasma pode diminuir a microinfiltração em dentes decíduos.

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Efeito do pH de soluções desmineralizante e remineralizante na liberação de flúor de cimentos de ionômero de vidro

SILVA, K. G.*, PEDRINI, D., DELBEM, A. C. B.

Odontologia Infantil e Social - Universidade Estadual Paulista. E-mail: kelionline@bol.com.br

O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito da variação de pH de soluções desmineralizante e remineralizante na capacidade de liberação de flúor de 2 cimentos de ionômero de vidro restauradores. Foram confeccionados, para cada material, 30 corpos-de-prova que foram imersos em 2 ml de soluções desmineralizante (Des-) e remineralizante (Re-). Estes corpos-de-prova foram divididos em 5 grupos, com 6 corpos-de-prova cada: Grupo I - solução Des- em pH 4,3; Grupo II - solução Des- em pH 4,6; Grupo III - solução Des- em pH 5,0; Grupo IV - solução Des- em pH 5,5; Grupo V - solução Des- em pH 6,2. A solução Re- tem a mesma composição em todos os grupos. Os corpos-de-prova permaneceram 6 horas na solução Des- e 18 horas na solução Re-. O flúor liberado foi analisado em intervalos de 24 horas durante 15 dias, utilizando eletrodo específico para íons flúor (Orion 9609 - BN) e analisador de íons (Orion 720A). Os resultados foram analisados através da análise de variância (p < 0,05), onde os dados sofreram transformação logarítmica. A média final de liberação de flúor (mg F/cm2) foi significativa, sendo maior para o Fuji II LC (1,73) e menor para o Ketac-Fil (1,65). Analisando a influência do pH, observou-se diferença significativa no flúor liberado em todos pHs estudados, na seguinte ordem decrescente: Grupos I (2,00), II (1,90), III (1,68), IV (1,48) e V (1,40).

Quanto menor o pH, maior a liberação de flúor; o cimento ionomérico modificado por resina liberou uma maior quantidade de flúor quando comparado ao cimento ionomérico convencional. (Apoio financeiro: FAPESP.)

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Resistência à tração diametral de cimentos resinosos duais em função do método de ativação

SANTOS, J. G.*, FONSECA, R. G., VAZ, L. G., ADABO, G. L., CRUZ, C. A. S.

Materiais Odontológicos e Prótese - Universidade Estadual Paulista. E-mail: jujugs@zipmail.com.br

Foi avaliada a resistência à tração diametral de cimentos resinosos duais em função do método de ativação. Amostras (n = 10) obtidas com cimentos duais Variolink II, Scotchbond Resin Cement, Rely X, Enforce e Panavia F receberam os tratamentos: 1) nenhuma exposição à luz (grupos quimicamente ativados) ou 2) fotoativação por 60 segundos cada lado (grupos duais). Após armazenamento em água destilada por 24 horas, o ensaio foi realizado em máquina de ensaios Material Test System 810 (Minn., EUA), com célula de 1 kN e velocidade de 10 mm/min. O cimento resinoso quimicamente ativado Cement-It e o fosfato de zinco foram os grupos controle. Aplicou-se testes estatísticos paramétricos para comparar ambos os tratamentos em cada cimento dual e para comparar os grupos quimicamente ativados de todos os cimentos. Scotchbond Resin Cement (44,6 e 53,3 MPa), Variolink II (40,4 e 48,4 MPa) e Rely X (44,5 e 51,6 MPa) demonstraram maior resistência quando fotoativados, enquanto Panavia F (43,3 e 44,0 MPa) e Enforce (47,8 e 48,5 MPa) demonstraram igualdade estatística entre os tratamentos. Os grupos quimicamente ativados dos cimentos Scotchbond Resin Cement, Panavia F, Rely X, Enforce e Cement-It (44,2 MPa) foram estatisticamente semelhantes. O fosfato de zinco (4,2 MPa) apresentou a menor resistência e o Variolink II (40,4 MPa), resistência intermediária.

Mesmo sem fotoativação, os cimentos duais apresentaram maior resistência que a do fosfato de zinco e semelhante à do cimento quimicamente ativado, com exceção do Variolink II, que apresentou menor resistência em relação ao Cement-It.

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Verificação do desajuste cervical de RMF em função do revestimento empregado

COLARES, C. D.*, AFONSO, T. S., BARCA, L. F.

Prótese Restauradora - Escola de Farmácia e Odontologia de Alfenas/Centro Universitário Federal. E-mail: chrismoc@bol.com.br

O objetivo deste trabalho foi avaliar o desajuste cervical de RMFs em função de revestimentos utilizados. Através de um troquel metálico esquemático, com preparo para coroa total, foram obtidos padrões de cera. A proporção liquido/pó de cada revestimento, foi de acordo com a indicação de seu fabricante. Para os revestimentos à base de gesso, a temperatura final do molde foi de 700ºC , e os à base de fosfato foi de 900ºC. Para a fusão da liga (Platgold), foi empregado maçarico gás-ar e a injeção foi por meio de centrifugação. As medições dos desajustes foram feitas através de um projetor de perfil (Carls Zeiss, MP-320), no Laboratório de Metrologia Dimensional da Escola Federal de Engenharia de Itajubá, cujo ambiente é todo climatizado em condições constantes de temperatura 20 ± 1ºC e umidade relativa do ar de 50 ± 5%. Após as medições obteve-se a média do desajuste dos corpos-de-prova para os respectivos revestimentos: ­Cient-Vesti (0,751 mm), Cristobalite Dentsply (0,503 mm), Cristobalite Herodent (0,536 mm), Cristobalite Polidental (0,441 mm), Heat Shock (0,161 mm), Precise (0,207 mm), Termocast (0,217 mm). Os dados foram submetidos ao teste de Bartlett e Levene e à análise das médias (ANOVA).

A análise dos resultados nos permitiu, concluir que o menor desajuste médio foi obtido pelos revestimentos Heat Shock, Precise e Termocast estatisticamente semelhantes; em posição intermediária os revestimentos Cristobalite Dentsply, Cristobalite Herodent e Cristobalite Polidental estatisticamente semelhantes e por último o revestimento Cient-Vesti. (Apoio financeiro: PIBIC/CNPq - Efoa.)

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Avaliação da progressão da dureza de resinas para reembasamento

AZEVEDO, A.*, MACHADO, A. L., GIAMPAOLO, E. T., PAVARINA, A. C., VERGANI, C. E.,
CRUZ, C. A. S.

Materiais Odontológicos e Prótese - Universidade Estadual Paulista. E-mail: azevedo71@hotmail.com

Neste estudo o grau de polimerização e o efeito da água foram avaliados, por meio de ensaio de dureza, nas resinas para reembasamento Duraliner II - D e Kooliner - K e na resina termopolimerizável Lucitone 550 - L. Corpos-de-prova (10 x 10 x 10 mm) foram armazenados a seco à temperatura ambiente e a dureza foi mensurada após 1 h, 2, 7, 30 e 90 dias, com o aparelho Wolpert. Os corpos-de-prova foram então imersos em água a 37ºC e os testes realizados nos intervalos citados. Foram confeccionados 5 corpos-de-prova para cada material, seguindo-se as instruções dos fabricantes, e cinco corpos-de-prova adicionais da resina D submetidos a um tratamento térmico (imersão em água a 55ºC por 10 min). Os resultados submetidos ao teste de Kruskal-Wallis (a = 0,01) indicaram que a dureza do material L aumentou (p < 0,01) de 1 h (VHN = 23,2) para 30 dias (VHN = 27,1) e, após, nenhuma diferença significativa foi observada. Para o material D ocorreu um aumento contínuo na dureza até 90 dias (VHN = 7,3). Quando o material D foi tratado termicamente, nenhuma diferença significativa na dureza foi observada após 30 dias (VHN = 7,2). Para o material K, a dureza aumentou gradualmente até o período de 7 dias (VHN = 9,1) e, então, estabilizou. Após 48 h em água, todos os materiais apresentaram redução significativa na dureza.

Concluiu-se que todos os materiais apresentaram tendência a um aumento da dureza durante o armazenamento a seco. A imersão em água resultou em diminuição dessa propriedade para todas as resinas. A realização do tratamento térmico não teve efeito sobre a dureza da resina D. (Apoio: CNPq - 520866/00-2.)

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Penetração do CIV em sulcos e fissuras de pré-molares permanentes – análise

SILVA, C. A.*, REIS, R. R.

Prótese Restauradora - Centro Universitário Federal de Alfenas. E-mail: resendehip@bol.com.br

O objetivo do trabalho foi avaliar a penetração de dois cimentos de ionômero de vidro (Vitremer 3M e Ketac-Cem) aplicados em sulcos e fissuras de pré-molares permanentes. Foram selecionados 22 pré-molares permanentes superiores ou inferiores extraídos. No Grupo I, nos sulcos e fissuras foi aplicado o cimento de ionômero de vidro Vitremer 3M, fotopolimerizável após o condicionamento com ácido fosfórico à 35% e aplicação de adesivo. No Grupo II, o condicionamento ácido foi realizado com ácido poliacrílico e o adesivo. Posteriormente efetuamos a aplicação do cimento de ionômero de vidro Ketac-Cem, quimicamente polimerizável. Em seguida, em cada dente foram feitos 3 cortes longitudinais (sentido V-L) desprezando as porções mesial e distal resultando em 4 superfícies a serem examinadas onde foram medidas o tamanho da fissura e a penetração do cimento por meio do programa Jandel Sigma Scan version 2.0. À partir das médias obtidas foi aplicado o teste de Tukey e análise de variância para observação de possíveis diferenças entre a penetração dos materiais no fundo das fissuras através do software SISVAR (Ferreira, 2000). O Ketac-Cem obteve 93,9% de penetração e o Vitremer 3M, 81,4%. Os materiais apresentaram altos valores de penetração havendo ausência do selante em apenas 2 faces do Grupo I.

O Ketac-Cem apresentou maior penetração nos sulcos e fissuras.

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A liberação de monômero residual na água de uma resina termopolimerizada sob pressão

CARVALHAL, C. I. O.*, CRUZ, C. A., MELLO, J. A. N., OLIVEIRA, L. B. A.

Faculdade de Ciências da Saúde - Universidade do Amazonas. E-mail: cintiacarvalhal@yahoo.com.br

A polimerização sob pressão de resinas acrílicas causam menos porosidade. Entretanto, a correta relação entre tempo versus temperatura versus pressão usada em resina termopolimerizável é desconhecida. Os ciclos de polimerização avaliados neste estudo apresentavam pressão e temperatura constantes, mas, o tempo variou em: 1:30 h, 2:00 h e 2:30 h. Os ciclos foram comparados através da liberação de monômero residual na água com o ciclo de banho de água quente, o qual foi utilizado como controle. A resina utilizada foi a Lucitone 550 (Dentsply). O ciclo controle foi polimerizado à 1:30 h/70ºC + 1:30 h/100ºC (G1), e os grupos acrilizados sob pressão de 0,4 MPa em 100ºC possuíam os seguintes tempos: 1:30 h (G2), 2:00 h (G3) e 2:30 h (G4). O monômero residual foi avaliado após 24 h (mg/cm2), e 10 espécimes retangulares (65 x 10 x 2,5 mm) foram fabricadas para cada grupo. Os dados foram estudados de acordo com a análise de variância (ANOVA) e os resultados foram comparados com intervalos Tukey-Kramer (p < 0,05). Após um dia de armazenamento na água os grupos mostraram níveis significativamente diferentes de monômero residual. Os grupos em ordem decrescente de liberação de monômero residual foram: G2 (8,2 ± 4,73 mg/cm2) a, G4 (4,76 ± 2,5 mg/cm2) ab, G3 (3,96 ± 2,84 mg/cm2) b, e G1 (3,41 ± 1,64 mg/cm2) b, (p < 0,05).

A polimerização sob pressão de 0,4 MPa a 100ºC com 2:00 h (G3) e 2:30 h (G4) são semelhantes ao grupo controle. O grupo 3 apresenta vantagem de reduzir 30% no tempo de polimerização. A acrilização sob pressão é um método rápido e fácil na produção de próteses, e pode ser usada com segurança.

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Avaliação de ligas à base de prata no desajuste cervical de RMFS

CORDEIRO, B. B.*, AFONSO, T. S., BARCA, L. F.

Prótese Restauradora - Escola de Farmácia e Odontologia de Alfenas/Centro Universitário Federal. E-mail: brunobc.efoa@zipmail.com.br

O objetivo deste trabalho foi avaliar o desajuste cervical de ligas à base de prata (Dentsply; DFL; Pratalloy; Super Alloy; Tecnofix). Através de um troquel metálico esquemático, com preparo para coroa total, foram obtidos padrões de cera. Constatou-se a integridade do padrão de cera com uma lupa estereoscópica (Ascania, GSZ-2). Incluiu-se com revestimento Cristobalite Herodent. A temperatura final do molde foi de 480ºC. Para a fusão das ligas foi empregado maçarico gás-ar e a injeção das ligas foi feita por meio de centrifugação. As medidas das RMFs foram realizadas através de um projetor de perfil (Carl Zeiss, MP-320), no Laboratório de Metrologia da Escola Federal de Engenharia de Itajubá, cujo ambiente é climatizado com temperatura de 20 ± 1ºC e umidade relativa do ar de 50 ± 5%. Foram realizadas 3 leituras em quatro pontos eqüidistantes previamente marcados no troquel, e o desajuste de cada RMF é a média aritmética dos quatro pontos. Após as medições obteve-se a média do desajuste das ligas: Dentsply (0,258 mm); DFL (0,254 mm); Pratalloy (0,132 mm); Super Alloy (0,309 mm) e Tecnofix (0,229 mm). Os dados foram submetidos ao teste de normalidade de Anderson-Darling, ao teste de Bartlett, teste de Levene e à análise das médias (ANOM).

A análise dos resultados nos permitiu concluir que o menor desajuste médio foi obtido com a liga Pratalloy, e é estatisticamente diferente dos desajustes obtidos com as demais ligas. As ligas Dentsply, DFL, Super Alloy e Tecnofix são semelhantes estatisticamente. (Apoio financeiro: Efoa - Escola de Farmácia e Odontologia de Alfenas.)

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Resistência à fratura in vitro de “inlays” de cerâmica e resina composta cimentados ao dente natural extraído

HILGERT, L. A.*, SILVA, S. B. A., BUSATO, A. L. S.

Faculdade de Odontologia - Universidade de Passo Fundo. E-mail: leandrohilgert@uol.com.br

Este estudo procurou avaliar a resistência à fratura de restaurações tipo “inlay” de cerâmica (Vitadur Alpha - Vita) e de resina composta (Zeta - Vita; Targis - Ivoclar; Solidex - Shofu) cimentadas a pré-molares humanos naturais extraídos, bem como classificar os espécimes quanto ao seu modo de fratura. Quarenta dentes pré-molares hígidos foram preparados para receber uma restauração tipo “inlay”. Eles foram divididos em quatro grupos de acordo com o material restaurador (Grupo A - Vitadur Alpha, Vita; Grupo B - Zeta, Vita; Grupo C - Targis, Ivoclar; Grupo D - Solidex, Shofu). Todos os “inlays” foram cimentados aos dentes através de um agente cimentante resinoso (Opal - 3M). Forças de compressão foram aplicadas sobre as restaurações até que ocorresse a fratura. Os valores de compressão que causaram a fratura foram medidos e houve a classificação do padrão de fratura.

As forças necessárias para a fratura dos espécimes não obtiveram diferença estatisticamente significativa entre os grupos (Grupo A - 1.070 N ± 313,8 N; Grupo B - 942,4 N ± 172,4 N; Grupo C - 1.039 N ± 271,9 N; Grupo D - 1.022 N ± 186,3 N). O modo de fratura predominante foi severa do dente e/ou “inlay”, com modo de fratura mais desfavorável nas restaurações cerâmicas. (Apoio: PIBIC/UPF.)

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Análise da eficiência da proteção de superfície em restaurações de resina composta

MAGALHÃES, W.*, PANZERI, F. C., FERNANDES, D. R., CASEMIRO, L. A.

Odontologia - Universidade de Franca. E-mail: novaformula@uol.com.br

O objetivo desse trabalho foi analisar a eficiência de um selante de superfície (Fortify - Bisco), de um “primer” e um adesivo dentinário (Scothbond - 3M) no selamento marginal de restaurações de resina composta. Para isso, foram selecionados 20 dentes hígidos, recém-extraídos onde foram preparadas cavidades classe I que foram restauradas com resina composta (Solitaire - Heraeus-Kulzer). Após o término e polimento das restaurações, os dentes foram divididos em grupos de cinco amostras, de forma que o Grupo 1 não recebeu proteção e foi considerado controle. Os demais foram assim protegidos: Grupo 2 - selante de superfície; Grupo 3 - “primer”; Grupo 4 - adesivo dentinário. Em seguida, as amostras foram termocicladas, coradas com Rodamina B e seccionadas longitudinalmente. Após o corte das amostras, elas foram analisadas em microscópio comparador para análise de penetração de corante, de forma que foram padronizados os seguintes escores: 0) sem infiltração; 1) somente em esmalte até o limite da junção amelo-dentinária; 2) em dentina até a metade da distância até a polpa e 3) em dentina além da metade da distância até a polpa.

Os resultados indicaram que as restaurações protegidas com selante de superfície foram as que apresentaram os menores índices de infiltração marginal, seguido do “primer” e do adesivo dentinário.

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Microinfiltração em dentes decíduos restaurados com cimento de ionômero de vidro após uso do laser de Er:YAG

ALMEIDA, B. S. C.*, MYAKI, S. I., TANJI, E. Y., FRIGGI, M. N. P.

Odontopediatria - Universidade Ibirapuera. E-mail: cunhadealmeida@aol.com

O objetivo deste estudo in vitro foi de avaliar a microinfiltração em cavidades de classe V de dentes decíduos preparados com o laser de Er:YAG ou com instrumento cortante rotatório diamantado (ICRD) associado à turbina de alta velocidade, que foram restaurados com cimento de ionômero de vidro modificado por resina. Foram utilizados 20 dentes decíduos anteriores, esfoliados naturalmente, que foram divididos em 2 grupos. Grupo 1 (n = 10): controle, onde os preparos cavitários foram confeccionados pelo método convencional, com ICRD no 1090 em turbina de alta velocidade. Grupo 2 (n = 10): experimental, onde foi utilizado o laser de Er:YAG com 300 mJ de energia por pulso e 2 Hz de freqüência (em esmalte) e 200 mJ de energia por pulso e 2 Hz de freqüência (em dentina). Todos os preparos cavitários foram realizados na face vestibular, com margens em esmalte. As restaurações foram realizadas com cimento de ionômero de vidro modificado por resina (Vitremer - 3M), seguindo-se as recomendações do fabricante. Após as res­taurações, os espécimes foram termociclados, impermeabilizados, imersos em corante de azul de metileno 0,5%, pH 7,2, durante 4 horas, seccionados e avaliados quanto à microinfiltração. Os resultados revelaram que as amostras preparadas com o laser de Er:YAG apresentaram valores de microinfiltração significantemente menores do que os preparados com ICRD (teste de Mann-Whitney, p = 0,003).

Concluiu-se que o uso do laser de Er:YAG propiciou restaurações com menores graus de microinfiltração do que as preparadas pelo método convencional.

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Análise in vitro da atividade antibacteriana de selantes de superfície sobre Streptococcus mutans

LAMAC, A. C. C.*, RUFINO, T. C., PIMENTA, F. J. G. S., NEVES, A. D., DISCACCIATI, J. A. C., SANDER, H. H., SANTOS, V. R.

Faculdade de Odontologia - Universidade Federal de Minas Gerais. E-mail: aninhalamac@yahoo.com

Os selantes de superfície, além de diminuírem a taxa de desgaste das resinas em dentes posteriores, melhoram sua integridade marginal. A possível existência de propriedades antibacterianas nestes materiais poderia minimizar os efeitos da microinfiltração. O objetivo deste estudo foi avaliar a atividade antibacteriana dos selantes de superfície Fortify®, Fortify Plus®, OptiGuard®, Perma Seal®, Protect-it® e Selante de Superfície® contra S. mutans, in vitro. Para isto, foram preparadas 24 placas de Petri com ágar Mueller-­Hinton, previamente inoculadas com S. mutans, em ambiente asséptico. Cada placa recebeu 4 discos de papel estéreis, sendo 3 embebidos com um dos materiais testados, e outro com água destilada estéril (controle negativo). Cada placa recebeu ainda 1 “sensibiodisc” de vancomicina 30 mcg (controle positivo). Após 48 h de incubação em ambiente de microaerofilia, os halos de inibição de crescimento bacteriano foram medidos. Os resultados, avaliados pelo teste não-paramétrico de Kruskal-Wallis, demonstraram haver diferença significativa entre os materiais (p < 0,05), na seguinte ordem decrescente de atividade antibacteriana: vancomicina > OptiGuard® > Protect-it® > Fortify® > Fortify Plus®, Perma Seal®, Selante de Superfície® e água destilada.

Concluiu-se que algumas marcas comerciais de selantes de superfície podem ser efetivas em inibir o crescimento de S. mutans, in vitro.

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Efeito de sistemas adesivos autocondicionantes sobre a superfície do esmalte dental intacto e desgastado

HIPÓLITO, V. D.*, GOES, M. F., CHAN, D. C. N.

Odontologia Restauradora - Universidade Estadual de Campinas. E-mail: vdhipolito@yahoo.com.br

O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito dos sistemas autocondicionantes na superfície do esmalte dental intacto e desgastado. Superfícies de esmalte de molares humanos hígidos foram desgastadas com ponta de diamante e regularizadas com lixas carbeto de Si #600. As superfícies de esmalte intacto e desgastado foram distribuídas em 3 grupos. Nos Grupos 1 e 2 os componentes do Clearfil SE Bond (Kuraray) e Prompt L-Pop (3M ESPE) foram aplicados em 5 superfícies para cada grupo, seguido por imersão em álcool e acetona. No Grupo 3 o ácido fosfórico a 35% foi aplicado por 20 s. Os espécimes foram imersos em HMDS por 10 min  e deixados por 12 h em temperatura ambiente. Em metade dos espécimes dos Grupos 1 e 2, após o “primer” foi aplicada uma camada de compósito e no Grupo 3, o Single Bond e o compósito Z250. Os espécimes foram desmineralizados em HCl 6 N. Após desidratação, foram observados em MEV (Jeol - 5600LV). O Grupo 1 não apresentou alterações nas superfícies de esmalte intacto. Um padrão de condicionamento suave foi obtido nas superfícies desgastadas. A penetração da resina não foi claramente observada no esmalte intacto e superfícies desgastadas. Os Grupos 2 e 3 apresentaram nítidas porosidades em toda superfície e com padrões de condicionamento mais profundos no esmalte desgastado. Os prolongamentos de resina apresentaram-se intimamente adaptados tanto em esmalte intacto quanto desgastado.

O sistema Clearfil SE Bond não demonstrou efetividade no condicionamento de superfícies de esmalte intacto e desgastado.

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Avaliação da resistência da colagem de “brackets” em primeiros e segundos pré-molares humanos

GOURGUES, L. J.*, MENEZES, L. M.

Odontologia Preventiva - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. E-mail: gourgues@terra.com.br

Este estudo in vitro foi realizado com o objetivo de comparar a resistência da colagem ao cisalhamneto entre primeiros e segundos pré-molares humanos. Foram utilizados 40 dentes, extraídos por indicação ortodôntica, sendo divididos em dois grupos de 20: Grupo A (primeiros pré-molares) e Grupo B (segundos pré-molares). Os dentes foram armazenados, em solução de timol 0,1% e posteriormente montados em anéis de PVC para realização do ensaio mecânico. A superfície de cada dente foi devidamente preparada para que ocorresse uma colagem adequada dos “brackets” (3M Unitek). Após a colagem, os dentes foram mantidos em água destilada, por 7 dias, à temperatura de 36 ± 1ºC até a realização do ensaio mecânico. Os corpos-de- prova foram submetidos ao teste de resistência ao cisalhamento (máquina Panambra Pantec, versat 500) a uma velocidade de 0,5 mm/minuto. Os dados obtidos foram avaliados estatisticamente através do teste t de Student, adotando o nível de 5% de significância (p < 0,05). O modo de fratura foi observado através de uma lupa com aumento de 8 X (Intex). Os valores médios da resistência da colagem ao cisalhamento, para os grupos A e B foram, respectivamente de 31,96 kgf/cm2 e 35,24 kgf/cm2.

Os resultados demonstraram um comportamento semelhante para os grupos A e B, indicando que tanto primeiros quanto segundos pré-molares podem ser utilizados em testes de resistência ao cisalhamento.

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Estudo da rugosidade em resinas para confecção de provisórios

MELO, R. M.*, KIMPARA, E. T., LEITE, F. P. P., CASTRO FILHO, A. A., ARAÚJO, M. A. J., MIYASHITA, E., DIAS, A. H. M.

Materiais Odontológicos e Prótese Dentária - Universidade Estadual Paulista. E-mail: marquesdemelo@bol.com.br

Em razão da importância da presença de lisura superficial nas restaurações provisórias para a sáude pe­riodontal, esse estudo teve como objetivo avaliar a rugosidade de resinas utilizadas para confecção de res­taurações provisórias. Os três materiais utilizados foram: resina acrílica convencional (Duralay/Reliance Dental Mfg. Co.), resina acrílica fotopolimerizável (Unifast/GC America) e resina composta bisacrílica (Instatemp/Sterngold Implamed). Foram confeccionados 10 corpos-de-prova (CP) de cada material, com 2 mm de espessura e 10 mm de diâmetro. Após a polimerização, todos os espécimes foram armazenados em água destilada. Posteriormente foi realizado o procedimento de acabamento e polimento, seguindo as recomendações dos fabricantes. Em seguida foram realizadas as leituras em rugosímetro digital. As mé­dias obtidas em Ra para cada grupo foram: G1 (Duralay) - 0,41; G2 (Instatemp) - 0,42; G3 (Unifast) - 0,32.

A análise estatística realizada pelo método Kruskal-Wallis com 5% de significância permitiu concluir que os materiais utilizados não apresentaram diferenças estatisticamente significantes (p = 0,07).

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Efeito da limpeza cavitária na força de adesão à dentina.

ANDRADE, A. P.*, RUSSO, E. M. A., CARVALHO, R. C. R., SHIMAOKA, A. M., CAMPOS, K. B.

Dentística - Universidade de São Paulo. E-mail: alealesi@zipmail.com.br

A proposta deste trabalho foi avaliar o efeito de diferentes tratamentos de limpeza na força de adesão à dentina. Quarenta incisivos centrais e laterais, foram inseridos em resina acrílica e divididos aleatoriamente em 5 grupos de 8 espécimes cada. Todas as superfícies vestibulares receberam um desgaste até 1,0 mm além do limite amelodentinário com IAD nº 4102, sendo a caneta de alta rotação lubrificada por 3 segundos a cada desgaste. Os grupos receberam os seguintes tratamentos: Grupo I - “spray” ar/água (SA/A) por 20 s; Grupo II - (SA/A) por 20 s, profilaxia com pedra-pomes/água (PP/A) por 5 s, (SA/A) por 10 s; Grupo III - (SA/A) por 20 s, (PP/A) por 5 s, (SA/A) por 10 s, Tergensol (um detergente biológico) por 5 s, (SA/A) por 10 s; Grupo IV - (SA/A) por 20 s, (PP/A) por 5 s, (SA/A) por 10 s, EDTA-T por 5 s, (SA/A) por 10 s; GrupoV-( SA/A) por 20 s, (PP/A) por 5 s, (SA/A) por 10 s, clorexidina 2% por 10 s, (SA/A) por 10 s. Foi aplicado o sistema adesivo Single Bond (3M). Uma matriz de teflon com diâmetro de 3 mm foi fixada na superfície da dentina para limitar a área a ser restaurada com resina Z250 (3M). Os espécimes foram armazenados em água destilada a 37ºC por 24 horas, termociclados e submetidos à tração em uma máquina Instron. A análise de variância e o teste de Tukey foram usados para comparar os vários grupos (p < 0,05). Resultados em MPa: Grupo I : 6,56; Grupo II: 6,86; Grupo III: 11,79; Grupo IV: 9,68; Grupo V: 11,98. Não foi encontrada diferença estatisticamente significante entre os grupos I e II e entre os grupos III, IV, V. Os grupos III, V mostraram diferença estatisticamente significante em relação aos grupos I e II.

Pudemos concluir que a limpeza com Tergentol e clorexidina 2% foi capaz de aumentar a força de adesão à dentina.

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Influência do número de aplicações de peróxido de carbamida a 35% na microdureza de resinas compostas micro-híbridas

ROCHA, G. F.*, FIDALGO, S., PAES, T., AMBROSANO, G., BASTING, R. T., CAMPOS, I.

Denstística - Universidade Estácio de Sá. E-mail: rochagf@ig.com.br

O objetivo deste trabalho in vitro foi avaliar, através de análise de microdureza, a influência do número de aplicações de gel contendo peróxido de carbamida a 35%(Opalescence Quick - Ultradent) em resinas compostas micro-híbridas. Foram confeccionados vinte corpos-de-prova de cada uma das resinas testadas sendo dez (n = 10) pertencentes ao grupo que recebeu duas aplicações (2 X) de peróxido de carbamida a 35% e dez destinados ao grupo que recebeu quatro aplicações (4 X) do gel. Para a confecção dos corpos-de-prova, matrizes cilíndricas de acrílico (2 x 4 mm), foram preenchidas com cada um dos materiais, os quais foram fotopolimerizados por 40 segundos. Os corpos-de-prova confeccionados foram submetidos ao tratamento clareador (0,1 cc de gel), por quarenta minutos, sendo este procedimento repetido por duas vezes (grupo de 2 aplicações) e quatro vezes (grupo de 4 aplicações). Foram realizadas três indentações na superfície de cada corpo-de-prova, utilizando-se carga de 25 g, durante 5 segundos. Os testes foram avaliados estatisticamente (ANOVA e teste de Tukey). Médias: Charisma (2X) 39,54 B a; (4X) 38,84 C a; Concept (2X) 47,72 B b; (4X) 69,24 A a; Point 4 (2X) 66,03 A a; (4X) 55,40 AB a; Suprafill (2X) 46,76 B a; (4X) 44,84 BC a; Vitalescence (2X) 63,72 A a; (4X) 65,31 A a; Z250 (2X) 68,83 A a; (4X) 65,18 A a.

Foi possível concluir que quatro aplicações de peróxido de carbamida a 35% aumentaram de forma significativa a microdureza superficial da resina Concept, quando comparadas a duas aplicações do clareador. Para os outros materiais o número de aplicações do gel não influenciou estatisticamente sua microdureza superficial.

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Efeito da contaminação salivar na microinfiltração de restaurações de resina composta com margens em esmalte e dentina

ROSA, C. B.*, FONTES, C. M., HARA, A. T., MATHIAS, P.

Odontologia - Universidade Federal da Bahia. E-mail: becherrosa@zipmail.com.br

O objetivo do presente estudo foi investigar a influência da contaminação salivar na microinfiltração de restaurações de resina composta. Sessenta incisivos bovinos foram selecionados e duas cavidades classe V preparadas: uma em esmalte e outra em dentina. Os dentes foram divididos em 3 grupos e restaurados sob condições normais (G1), após contaminação da cavidade com saliva por 15 segundos, antes do condicionamento com ácido fosfórico a 37% (G2), e contaminação com saliva após condicionamento, lavagem e secagem da cavidade (G3). Os dentes foram restaurados usando um sistema adesivo à base de acetona e com resina composta híbrida. Todos os grupos foram submetidos à ciclagem térmica, imersos em solução tamponada de azul de metileno a 2% e seccionados ao meio. A extensão da penetração do corante na margem da restauração foi avaliada através de uma lupa estereoscópica por 3 examinadores independentes.

Conclusão: a contaminação salivar em superfícies dentinárias condicionadas resultou em maiores valores de microinfiltração nas restaurações de resina composta usando um sistema adesivo à base de acetona.

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Influência da camada híbrida na resistência à microtração do sistema Prime & Bond 2.1 após 1 ano de armazenamento em água

OLIVEIRA, L. V.*, DIAS DE SOUZA, G. M., DIAS, C. T. S., PAULILLO, L. A. M. S.,
PEREIRA, G. D. S.

Dentística - Universidade Estadual de Campinas. E-mail: dr.leovo@terra.com.br

O objetivo deste estudo foi avaliar a influência da desproteinização da dentina na resistência à microtração do sistema Prime & Bond 2.1 após 12 meses de armazenamento em água destilada. Dezesseis discos com aproximadamente 3 mm de espessura foram obtidos da dentina coronária de terceiros molares humanos. Após a padronização da espessura da lama dentinária com lixas de carbureto de silício granulação 600 os dentes foram aleatoriamente divididos em quatro grupos (n = 4). Nos grupos G1 e G2 o sistema Prime & Bond 2.1 (PB), foi aplicado na superfície dentinária de acordo com instruções dos fabricantes. Nos grupos G3 e G4 o mesmo sistema foi aplicado nas superfícies tratadas previamente com hipoclorito de sódio (HS) a 10% por 1 minuto. Coroas com 8 mm de altura foram construídas nas superfícies com o compósito TPH Spectrum. Após 24 horas (A- G1 e G3) e 1 ano (B- G2 e G4) imersos em água destilada, os dentes restaurados foram seccionados paralelamente ao seu longo eixo, nos sentidos mésio-distal e vestíbulo-lingual, para a obtenção dos espécimes, com aproximadamente 1 mm2, que foram submetidos ao teste estatístico. O teste de Tukey apontou os resultados em MPa: G1- PBA 33,2 a; G3- PBHSA 30,5 ab; G4- PBHSB 28,8 b; G2- PBB 27,6 b.

Através dos resultados conclui-se que o comportamento do sistema Prime & Bond 2.1 não foi influenciado pela remoção do colágeno contudo, seus valores de adesão decresceram significativamente após 1 ano de armazenamento em água quando a desproteinização não foi realizada.

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Efeito do peróxido de carbamida a 35% na microdureza superficial de resinas compostas microparticuladas

PIRRONE, R.*, SCHETTINI, L., AMBROSANO, G., BASTING, R. T., CAMPOS, I.

Odontologia - Universidade Estácio de Sá. E-mail: renata.pirrone@ig.com.br

O objetivo deste trabalho in vitro foi avaliar a microdureza superficial de resinas microparticuladas submetidas ao tratamento com peróxido de carbamida a 35% (Opalescence Quick - Ultradent). Foram confeccionados 20 corpos-de-prova de cada material restaurador empregado (Heliofill - Vigodent; Durafill - Kulzer; A110 - 3M), distri­buídos entre grupos experimental (e) e controle (c) (n = 10). Matrizes cilíndricas de acrílico foram preenchidas com um único incremento de cada resina, procedendo-se à fotopolimerização por 40 segundos. Os corpos-de-prova experimentais receberam 0,1 cc de um gel clareador contendo peróxido de carbamida a 35% por quarenta minutos, sendo este procedimento repetido por quatro vezes. Ao término de cada aplicação do gel aplicador, os corpos-de-prova foram abundantemente lavados em água corrente, secos com papel absorvente e imersos em saliva artificial. Ao término das quatros aplicações os espécimes permaneceram em saliva artificial até sua leitura em microdurômetro. Os corpos-de-prova do grupo controle permaneceram durante todo o período imersos em saliva artificial. Para os ensaios de microdureza Knoop, foram realizadas três indentações na superfície de cada corpo-de-prova (25 g, 5"). A média dos valores obtidos foi transformada em números de dureza Knoop (KHN) e os dados foram avaliados estatisticamente (ANOVA e teste de Tukey): Heliofil (e) 41,38 Aa; (c) 41,11 Aa, Durafill (e) 32,03 Ba; (c) 30,48 Ba, A110 (e) 58,37 Aa; (c) 41,36.

De acordo com os resultados obtidos, concluiu-se que a aplicação do agente clareador contendo peróxido de carbamida a 35% em resinas microparticuladas não provocou alterações de microdureza superficial.

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Avaliação da intensidade de luz e do grau de informação dos profissionais com relação a aparelhos fotopolimerizadores

LIMA, L. C. M.*, MACHADO, C. T., REZENDE, W. G., MESQUITA, C. L. M. S. P., SEABRA, F. R. G.

Odontologia - Universidade Federal do Rio Grande do Norte. E-mail: lu_collier@hotmail.com

O propósito deste estudo foi avaliar a intensidade de luz emitida pelos aparelhos fotopolimerizadores utilizados em consultórios particulares na cidade de Natal/RN, como também o nível de conhecimento dos cirurgiões-dentistas a respeito da intensidade de luz satisfatória para polimerização adequada das resinas compostas, que deve ser de, no mínimo, 300  mW/cm2. Com o auxílio de um radiômetro, mediu-se a intensidade de luz de 50 aparelhos fotopolimerizadores de diferentes consultórios dentários e aplicou-se um questionário para verificar o grau de instrução dos profissionais a respeito da intensidade de luz emitida pelos seus aparelhos. Os dados colhidos foram submetidos à análise estatística pelo teste t e obtiveram-se os seguintes resultados: a média da intensidade de luz emitida pelos aparelhos foi de 266,96 mW/cm2 (DP = 115,51) onde 60% destes apresentaram uma emissão de luz abaixo de 300 mW/cm2; 58% dos profissionais (grupo 1) não tinham conhecimento a respeito da intensidade de luz satisfatória para polimerização adequada das resinas compostas enquanto que 42% dos profissionais (grupo 2) mostraram-se esclarecidos quanto à questão; o grupo 1 apresentou uma média da intensidade de luz emitida pelos seus aparelhos de 240,07 mW/cm2 (DP = 120,25) enquanto que no grupo 2 essa média foi de 304,09 mW/cm2 (DP = 99,73) – p = 0,02.

Com base nos resultados encontrados, concluiu-se que a média da intensidade de luz emitida pelos aparelhos está abaixo dos padrões aceitáveis provavelmente devido à falta de conhecimento dos profissio­nais a respeito da importância de uma correta emissão de luz.

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Influência do sistema de polimerização sobre a microinfiltração marginal e dureza das restaurações de resina composta

BEZZON, F.*, CAVALCANTE, L. M. A., PERIS, A. R., AMARAL, C. M., PIMENTA, L. A. F., AMBROSANO, G. M. B.

Odontologia Restauradora - Universidade Estadual de Campinas. E-mail: thunderfb@hotmail.com

O objetivo deste estudo foi avaliar a influência de 3 técnicas de polimerização: Convencional (C), Soft-Start (SS) e Arco Plasma (PAC) sobre a microinfiltração e dureza de restaurações em resinas compostas micro-híbrida Z250/3M e compactável Surefil/Dentsply. Prepararam-se 152 cavidades tipo “slot” vertical em incisivos bovinos, divididas em 8 grupos: G1: Surefil/C - 800 mW/cm2 [40 s]; G2: Surefil/SS1 - 75 mW/cm2 [10s] – 518 mW/cm2 [30 s]; G3: Surefil/SS2 - 170 mW/cm2 [10 s] - 518 mW/cm2 [30 s]; G4: Surefil/PAC - 1.468 mW/cm2 [3 s]; G5: Z250/C - 800 mW/cm2 [40 s]; G6: Z250/SS1 - 75 mW/cm2 [10s] - 518 mW/cm2 [30 s]; G7: Z250/SS2 - 170 mW/cm2 [10 s] - 518 mW/cm2 [30 s]; G8: Z250/PAC - 1.468 mW/cm2 [3 s]. Após termociclagem, as amostras foram imersas em solução corante para avaliação de microinfiltração. Dez amostras foram aleatoriamente selecionadas para análise de dureza. Quanto a microinfiltração o teste de Kruskal, Wallis-p < 0,05 e de comparação múltipla (postos médios: G1 = 63,1 ab; G2 = 87,6 bcd; G3 = 96,8 cd; G4 = 101,7 d; G5 = 55,4 a; G6 = 55,4 a; G7 = 70,0 abc; G8 = 81,6 abcd), não demonstraram diferença estatisticamente significativa entre as técnicas com a Z250. Entretanto, para a Surefil, a técnica C diminuiu a microinfiltração, seguida da SS1. Os dados de dureza ­Knoop (KHN) foram submetidos ao teste ANOVA 3 fatores e Tukey (p < 0,01) que revelaram diferenças entre as profundidades (média KHN): dureza no topo (109,1 a) > média (104,2 b) > cervical (97,8 c).

Concluiu-se que nenhuma das técnicas foi capaz de eliminar a microinfiltração; em relação a microdureza a superfície de topo sempre apresentou as maiores médias.

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Influência do tipo de instrumento rotatório na resistência ao cisalhamento de compósito cimentado em esmalte

MIRANDA, M. S., GOMES JR., B.*, SILVA, T. M. P., SAMPAIO, H., DIAS, K.

Dentística - Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e Universidade Federal do Rio de Janeiro. E-mail: bgomesjunior@zipmail.com.br

O presente estudo teve por objetivo avaliar a influência do tipo de instrumento rotatório na resistência ao cisalhamento de uma resina de uso indireto cimentada com cimento resinoso em esmalte dental. Foram utilizados 9 primeiro molares permanentes humanos recém-extraídos, retidos pelas raízes em uma base de resina e divididos aleatoriamente em 3 grupos de 3 dentes cada. O esmalte das faces vestibular; lingual; mesial e distal foram aplainados perpendicularmente a base com 3 tipos de instrumento rotatório: Grupo 1- broca multilaminada nº H375R314023; Grupo 2- diamantada granulação fina nº 8850314023 e Grupo 3- diamantada granulação grossa nº 850314023, todas da Komet Brassler. As áreas de adesão foram delimitadas por uma fita adesiva com uma perfuração com 3 mm de diâmetro. Foram confeccionados cilindros de 3 mm de diâmetro com resina Zeta (Vita), que foram cimentados com Enforce (Dentsply), conforme indicações do fabricante, perfazendo um total de 12 espécimes para cada grupo. Depois de armazenados por 7 dias em água destilada foram feitos os testes de cisalhamento em máquina de ensaios mecânicos EMIC com velocidade de 0,5 mm/min e os resultados tratados estatisticamente por ANOVA e SNK, Tukey e Scheffe (p < 0,05). As médias em MPa e desvios padrão foram respectivamente: Gr 1 = 14,6 ± 3,8; Gr 2 =  14,7 ± 2,2 e Gr 3 = 12,3 ± 3,9. Não houve diferença estatisticamente significante, apesar da broca granulação grossa apresentar uma tendência a menores valores de adesão.

Os autores concluíram que a força de união da resina ao esmalte dental não foi afetada pelo tipo de broca empregada.

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Influência da forma de corpos-de-prova utilizados em testes de microtração na força de união de dois sistemas adesivos

CAVALCANTE, L. M. A.*, ERHARDT, M. C. G., BEDRAN DE CASTRO, A. K. B., PIMENTA, L. A. F.

Odontologia Restauradora - Universidade Estadual de Campinas. E-mail: lara_cavalcante@yahoo.com.br

O objetivo deste estudo foi avaliar a força de união de dois adesivos à dentina – o autocondicionante ­Clearfil Liner Bond 2V/Kuraray (CLB) e o frasco único Single Bond/3M (SB) – frente à diferentes con­figurações de corpos-de-prova – palitos (P) e “hourglass” (HG) – em testes de microtração. 40 incisivos bovinos foram aleatoriamente divididos em 4 grupos (n = 10): G1- SB/P; G2-SB/HG; G3-CLB/P; G4-CLB/HG. A superfície vestibular foi exposta com lixas abrasivas de Al2O3 em politriz. Os sistemas adesivos foram aplicados de acordo com as instruções do fabricante e em seguida, um bloco de resina Filtek Z250/3M com 4 mm de altura foi confeccionado em incrementos sobre a superfície vestibular. Para a obtenção dos espécimes em forma de palito, os dentes foram cortados transversa e longitudinalmente ao longo eixo dental em secções de 1 mm2. Os espécimes em forma de “hourglass” foram confeccionados, reduzindo-se a interface adesiva em secções de 1 mm2. O teste de microtração foi realizado em máquina de ensaio universal (EMIC) com velocidade de 0,5 mm/min. Os dados (MPa) foram submetidos aos testes estatísticos ANOVA 2 fatores e Tukey (p < 0,05), apresentando os seguintes resultados: G1: 42,62 a, G2: 35,36 a, G3: 14,32 b, G4: 26,97 a.

Independente do formato do corpo-de-prova o adesivo SB apresentou os melhores resultados, já o CLB apresentou as maiores médias com a forma de “hourglass”. Os resultados foram dependentes da configuração dos corpos-de-prova.

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Análise da capacidade de mensuração do incremento de resina composta em diferentes etapas da graduação

SILVA, F.*, GIRARDI, R., OLIVEIRA, U., ABREU, R., SCHNEIDER, M., ROSSI, T., SILVA, S. A., BUSATO, A., REICHERT, L.

Dentística Restauradora - Universidade Luterana do Brasil. E-mail: f_lorenzoni@homail.com

Foi feita uma análise da capacidade de mensuração do incremento de resina composta em diferentes etapas de construção do conhecimento teórico/prático em Odontologia. O objetivo deste trabalho é observar a percepção que os acadêmicos da área de Odontologia, tem sobre o tamanho dos incrementos de resina composta, que são inseridos nas cavidades durante os procedimentos restauradores adesivos. Para isso solicitamos para acadêmicos do quarto, quinto, sexto e sétimo semestres de Odontologia da Universidade Luterana do Brasil (campus Torres) que confeccionassem, em um dispositivo padrão, de proporções definidas, um tablete de resina composta de 2 mm de altura. Foi ainda, solicitado que os mesmos retirassem do tubo de resina um incremento único em forma de esfera compatível aos incrementos que usam na rotina clínica. Após medirmos o tablete e a esfera com um espessímetro, os dados foram comparados e avaliados sendo posteriormente, submetidos a análise estatística devida.

Como resultados obtivemos que, os alunos do quarto e quinto semestres os quais muito pouco contato teórico/prático tem com a resina composta apresentaram dificuldade em mensurar e manter próximas aos 2 mm estas medidas ao contrário dos alunos de sexto e sétimo semestres os quais dada a maior experiência e conhecimento teórico conseguiram melhores resultados. Tivemos, contudo alunos de quarto semestre com melhores resultados que os mais experimentados que demonstra a necessidade de pensarmos em formas mais objetivas de delimitarmos a padronização desses incrementos facilitando a percepção e uso desse material.

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Influência do laser de Nd:YAG na resistência adesiva ao cisalhamento de dois sistemas adesivos à dentina

BOTTINO, M. C.*, ROCHA, P. I., MARSILIO, A. L., PAGANI, C.

Odontologia Restauradora - Faculdade de Odontologia de São José dos Campos da Universidade Estadual Paulista. E-mail: cicbottino@hotmail.com

A proposta deste estudo foi avaliar a influência do laser de Nd:YAG, após a aplicação de 2 sistemas adesivos na resistência adesiva à força de cisalhamento à dentina. Trinta e dois incisivos bovinos foram limpos e incluídos em resina acrílica. A superfície vestibular das amostras foi desgastada até a obtenção de remanescente dentinário com aproximadamente 2,0 mm de espessura. Estas foram divididas em 4 grupos (n = 8) e receberam os seguintes tratamentos: G1 - OptiBond Solo Plus + laser (OSPL); G2 - OptiBond Solo Plus (OSP); G3 - Clearfil SE Bond + laser CSEBL) e G4 - Clearfil SE Bond (CSEB). Os adesivos dentinários foram utilizados de acordo com as instruções dos fabricantes. Após a aplicação dos sistemas adesivos, as amostras de G1 e G3 foram irradiadas com o laser de Nd:YAG durante 30 segundos com 0,6 W, 15 Hz e 40 mJ. Todas as amostras receberam restauração cilíndrica de 3 mm de diâmetro em resina composta (Z100 - 3M). Os corpos-de-prova foram armazenados em água destilada em estufa bacteriológica a 37ºC por 48 horas e, em seguida, termociclados. Posteriormente, foram imersos em água destilada por 1 semana nas mesmas condições acima descritas. Os dados obtidos foram submetidos à ANOVA (a = 0,05) e ao teste de Tukey (a = 0,05). Os resultados em MPa foram: G2 (14,57); G4 (14,21); G3 (14,00) e, G1 (8,92).

O menor valor de resistência adesiva foi obtido utilizando-se o adesivo OSP associado à irradiação laser, apresentando diferença significativa quando comparado aos demais grupos. Os valores de resistência adesiva encontrados nos grupos CSEB, CSEBL e OSP não apresentaram diferenças significantes.

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Estudo da resistência de união de três sistemas adesivos em dentina bovina

ROCHA, P. I.*, PAGANI, C., RODRIGUES, J. R., BOTTINO, M. C.

Odontologia Restauradora - Universidade Estadual Paulista. E-mail: patriciarocha33@hotmail.com

O objetivo desta pesquisa foi avaliar a resistência de união ao cisalhamento de um sistema adesivo autocondicionante e compará-lo ao desempenho de dois sistemas adesivos de 5ª geração. Foram utilizados incisivos hígidos bovinos (n = 30), com os quais foram confeccionados os corpos-de-prova (cp) em caixas de resina acrílica. Os espécimes foram aleatoriamente divididos em 3 grupos (n = 10), sendo que cada grupo foi tratado com um dos sistemas adesivos de acordo com as instruções do fabricante; em seguida foi confeccionado um cilindro de resina composta Z100 pela técnica incremental. Grupo OPBS: OptiBond Solo Plus, grupo PBNT: Prime & Bond NT e grupo CSEB: Clearfil SE Bond. Os cp foram estocados em água destilada, em estufa bacteriológica (37ºC/umidade relativa: 100%) por 4 semanas quando foram acoplados a um dispositivo e levados à máquina de ensaio universal Instron (célula de carga = 500 kg, velocidade = 0,5 mm/min). Os dados (MPa) foram codificados, tabulados e submetidos aos testes paramétricos: ANOVA, análise de variância (1 fator) e de comparação múltipla de Tukey (5%), após o teste de homogeneidade de variância, teste de Levene (5%). Resultados: o sistema adesivo OPBS apresentou desempenho superior aos demais (21,19 MPa), seguido do grupo PBNT (14,37 MPa), sendo que o grupo CSEB (autocondicionante) apresentou a menor média (11,00 MPa).

Os resultados deste estudo permitem concluir que o sistema adesivo autocondicionante apresentou desempenho inferior aos testes de resistência mecânica quando comparado aos adesivos de 5ª geração avaliados nesta pesquisa.

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Avaliação da intensidade luminosa de unidades fotoativadoras de Cuiabá e Várzea Grande - MT

LIMA, J. M.*, COSTA, S. A. C., RADIS, P., BRISO, A. L. F.

Odontologia - Universidade de Várzea Grande. E-mail: medeirosjl@yahoo.com.br

Esta pesquisa tem por objetivo avaliar a intensidade luminosa de unidades fotoativadoras (luz alógena) de 403 consultórios de Cuiabá e Várzea Grande - MT. Dessa forma, foram enviadas correspondências aos profissionais, solicitando suas colaborações para a realização da pesquisa e, mediante interesse, estes foram visitados pelas acadêmicas do terceiro ano de Odontologia participantes da pesquisa. Após assinarem um termo de consentimento pós-informação, responderam um questionário sobre a freqüência de uso, a marca e o modelo dos aparelhos, a intensidade luminosa liberada e sua satisfação quanto as unidades. Das unidades fotoativadoras avaliadas, 28,53% apresentaram intensidade luminosa entre 0-233 mW/cm2; 37,71% entre 234-400 mW/cm2 e, finalmente, 32,75% acima de 400 mW/cm2. Observou-se que mesmo com grande porcentagem das unidades fotoativadoras apresentando intensidade de luz abaixo do ideal, 99% dos profissionais mostraram-se satisfeitos com o desempenho de seus aparelhos antes da mensuração.

A intensidade de luz gerada pela maioria das unidades fotoativadoras foram insuficiente para a realização de uma polimerização efetiva de restaurações adesivas; mostrou-se necessária maior atenção dos profissionais com a intensidade luminosa emitida por suas unidades fotoativadoras. (Agradecimentos: aos professores colaboradores e a UNIVAG - Centro Universitário pela oportunidade de desenvolvimento da pesquisa científica.)

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Análise da infiltração marginal de diferentes materiais restauradores

SAVARIZ, A.*, CAMACHO, G. B., SILVA, G. M., OSÓRIO, A. B.

Odontologia Restauradora - Universidade Federal de Pelotas. E-mail: asavariz@bol.com.br

O objetivo deste trabalho foi avaliar a infiltração marginal de diferentes materiais restauradores aplicados em cavidades classe V. Para o experimento foram selecionados 60 dentes caninos humanos hígidos, os quais foram divididos em 6 grupos de acordo com o material restaurador utilizado: Grupo I - amálgama (Amalgam GS-80), Grupo II - resina indireta (Filtek Z250 - 3M), Grupo III - ionômero de vidro (Vitremer - 3M ), Grupo IV - compômero (F2000 - 3M ), Grupo V- resina direta (Filtek Z250 - 3M) e Grupo VI - cerâmica (Vitadur Alpha - Vita Zahnfabrik). As cavidades foram confeccionadas na face vestibular de forma padronizada, apresentando margens em esmalte e cemento. Após restaurados de acordo com as instruções dos fabricantes, os dentes foram submetidos à termociclagem, pigmentação com azul de metileno 2% por 8 horas e depois lavados em água corrente. A seguir, os dentes foram seccionados e fotografados para visualização das margens. Na análise do grau de infiltração, usou-se um método quantitativo através da contagem de pontos percentuais. A análise estatística dos dados (teste de Scheffé) apresentou diferença significante entre os grupos a nível de 5%.

Concluiu-se que não houve diferença entre os grupos I e II (maior infiltração), assim como entre os grupos III, IV e V (intermediários), os quais diferiram em relação aos demais. O grupo VI apresentou menor nível de infiltração marginal quando comparado aos outros grupos. Quanto ao local, houve uma maior infiltração a nível dentinário.

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Análise in vitro da infiltração marginal em cavidades classe V restauradas com materiais restauradores adesivos

MOLINARO, A. J.*, ZOUAIN, S., RABELLO, T. B., PESSOA, W. M., LOMBELLO, L., SOUSA, M., FURTADO, T.

CBMERJ e Odontologia - Universidade Severino Sombra. E-mail: drmolinaro@mls.com.br

O objetivo deste estudo foi avaliar a infiltração marginal em restaurações executadas com diferentes materiais adesivos. Foram preparadas duas cavidades classe V em 30 dentes hígidos, localizadas nas faces vestibular e lingual, com margem cervical em dentina/cemento e margem oclusal em esmalte dental. Os dentes foram divididos em três grupos, sendo: Gr. 1: restaurados com ionômero de vidro híbrido (Vitremer/3M); Gr. 2: restaurados com o compósito (Glacier/SDI); Gr. 3: restaurados com o compômero (Freedom/SDI). Todos os materiais foram utilizados de acordo com as instruções do fabricante. Os espécimes foram então armazenados em água destilada por 24 horas, impermeabilizados, impregnados com nitrato de prata a 50%, incluídos em resina epóxi, seccionados e avaliados pela penetração do corante segundo um escore que variou de 0 a 3. Os resultados foram tratados estatisticamente por ANOVA, Kruskal-Wallis e Mann-Whitney (p < 0,05). Os postos médios obtidos, numa avaliação regional, foram: Gr. 1: esmalte = 49,57 e dentina = 70,50; Gr. 2: esmalte = 26,73 e dentina = 92,29; e Gr. 3: esmalte = 24,00 e dentina = 82,50.

Os autores concluíram que: a) a infiltração marginal na parede oclusal foi semelhante entre a resina composta e o compômero, que permitiram um menor grau de infiltração quando comparados ao cimento de ionômero de vidro modificado; b) o cimento de ionômero de vidro modificado permitiu infiltração marginal menor na parede cervical que os outros materiais estudados; e c) a infiltração marginal na parede cervical foi maior que na parede oclusal para todos os materiais.

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Resistência à flexão de núcleos metálicos fundidos de cobre-alumínio e prata-estanho cimentados com fosfato de zinco

TACHIBANA, A.*, DE CARA, A. A., SHIOZAWA, L. J., CAPP, C. I.

Dentística - Universidade de São Paulo. E-mail: arlenetachy@yahoo.com

O objetivo deste estudo foi comparar a resistência à flexão de dois tipos de núcleos metálicos fundidos frente a uma força de compressão aplicada perpendicularmente ao seu longo eixo, na sua porção coronária. Foram utilizadas vinte raízes de incisivos e caninos tratadas endodonticamente e preparadas para a confecção dos núcleos. Após a divisão aleatória das raízes em dois grupos de 10, as amostras foram numeradas e iniciou-se a modelagem direta dos núcleos. No primeiro grupo os núcleos foram fundidos em liga de cobre-alumínio (Duracast MS) e no segundo, em liga de prata-estanho (Pratalloy) combinados com pinos pré-fabricados de aço inoxidável (FKG), ambos posteriormente cimentados com cimento de fosfato de zinco. Vinte e quatro horas após a cimentação, os corpos-de-prova foram submetidos à carga compressiva numa máquina universal de testes (Kratos), a uma velocidade de 0,5 mm/min até o dobramento dos núcleos. As cargas máximas suportadas até o início do dobramento dos núcleos foram registradas e calculadas com a área de cada núcleo. Os dados foram submetidos à análise estatística através do teste t de Student (p = 0,2887). Não houve diferença estatística significante.

Os resultados permitiram concluir que não houve diferença estatística significante entre os dois grupos, não existindo evidências para rejeitar a hipótese de igualdade entre as médias de carga máxima (as mé­dias puderam ser consideradas iguais).

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Avaliação da eficiência de desgaste de pontas diamantadas

CICCONE, J. C.*, TORRES, C. P., SOUZA, W. C. S., PALMA DIBB, R. G.

Odontologia Restauradora - Universidade de São Paulo. E-mail: juciccone@bol.com.br

O objetivo do presente estudo foi avaliar marcas comerciais de pontas diamantadas (KG Sorensen, Microdont, Fava e SS White) em relação à eficiência de desgaste sobre dentes bovinos. Para tal finalidade, foram selecionados aleatoriamente 40 incisivos e divididos em 4 grupos (n = 10). Para o preparo dos espécimes, a raiz foi removida e a coroa dividida em 4 partes similares, 2 cervicais (C) e 2 incisais (I). Foram testadas 10 pontas de cada marca, sendo 1 para cada dente. Para padronização do desgaste, os espécimes foram incluídos em resina de poliéster e individualmente afixados em um dispositivo que permitia movimentos manuais para direita e esquerda. A turbina de alta rotação foi acoplada a este dispositivo e os testes realizados aleatoriamente, sob refrigeração com água e sem identificação das pontas. Os dados foram analisados pela análise de variância a dois critérios e teste de Tukey (p < 0,05). As médias (mm) e desvios padrão obtidos foram: KG I: 1,81 (± 0,13), C: 1,99 (± 0,23); Microdont I: 1,31 (± 0,13), C: 1,58 (± 0,13); Fava I: 1,19 (± 0,19), C: 1,64 (± 0,22) e SS White I: 1,17 (± 0,16), C: 1,52 (± 0,20). Observou-se que as pontas diamantadas KG demonstraram estatisticamente maior eficiência de desgaste do que as demais pontas testadas, em ambas as regiões cervical e incisal, seguida pela Fava na cervical e pela Microdont na incisal.

Pode-se concluir que, dentre os instrumentos testados a ponta diamantada KG Sorensen manteve uma ótima eficiência de desgaste, independente da espessura de esmalte, após a realização de sucessivos preparos.

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Efeito do laser Nd:YAG na microinfiltração de restaurações de resina “condensável”

SILVA, A. P.*, ALMEIDA, G. R., ARAÚJO, R. M.

Odontologia Restauradora - Faculdade de Odontologia de São José dos Campos da Universidade Estadual Paulista. E-mail: andressapsilva@bol.com.br

O objetivo desta pesquisa foi verificar se a aplicação do laser Nd:YAG no adesivo Bond 1 teve influência na microinfiltração em restaurações realizadas com a resina “condensável” Alert. Foi utilizada também a associação com a resina Flow-It. Foram selecionados 40 dentes molares humanos hígidos. Em cada dente foi feito na face vestibular um preparo convencional classe V, cujo término da parede oclusal foi em esmalte e da cervical, em cemento. Os dentes foram divididos em 4 grupos: G1) Bond 1/Alert; G2) Bond 1 não fotopolimerizado/laser Nd:YAG/Alert; G3) Bond 1/resina Flow-It/Alert; G4) Bond 1 não fotopolimerizado/laser ND:YAG/resina Flow-It/Alert. Foi utilizado o laser Nd:YAG Pulse Master 600 (IQ) com os seguintes parâmetros: 60 mJ, 10 Hz, 0,6 W durante 20 segundos, densidade de energia 74,6 J/cm2, diâmetro da fibra 0,320 mm e distância de 1 mm do preparo. Foi aplicado o selante Protect-it em todas as restaurações. A microinfiltração foi evidenciada por meio do nitrato de prata 50%, após termociclagem, utilizando-se 500 ciclos, nas temperaturas entre 5ºC ± 2ºC e 55ºC ± 2ºC. Os corpos-de-prova foram seccionados longitudinalmente em 3 fatias. A avaliação da microinfiltração foi feita através da lupa estereomicroscópica segundo escores de 0 a 3. Os dados foram submetidos aos testes Kruskal-Wallis e de comparação múltipla de Dunn. Na parede gengival o G4 obteve menor índice de microinfiltração (p < 0,05); na parede oclusal não houve diferença entre os grupos.

A aplicação do laser Nd:YAG diminuiu a microinfiltração na parede gengival quando associada a resina Flow-It.

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Estudo comparativo in vitro da infiltração marginal de dois sistemas adesivos

PESSOA, W. P.*, RABELLO, T. B., MOLINARO, A. J., ZOUAIN, S., DOVAL, G., SILVA, C.,
COSTA, A.

CBMERJ e Odontologia - Universidade Severino Sombra. E-mail: wellingtonmacedo@ig.com.br

O objetivo deste estudo foi avaliar a capacidade de selamento marginal entre dois sistemas adesivos: um que atua pela técnica do condicionamento ácido total (Stae/SDI) e outro pela técnica autocondicionante (Prompt L-Pop/ESPE). Foram preparadas duas cavidades classe V em 20 dentes hígidos, localizadas nas faces vestibular e lingual, de modo que apresentassem margem cervical em dentina/cemento e margem oclusal em esmalte dental. Os dentes foram divididos em dois grupos: Gr. 1: no qual o sistema adesivo Stae (SDI) foi aplicado sobre os preparos; e Gr. 2: onde foi aplicado o sitema adesivo Prompt L-Pop (ESPE). Todos os materiais foram utilizados de acordo com as instruções do fabricante. Os espécimes foram então armazenados em água destilada por 24 horas, impermeabilizados, impregnados com nitrato de prata a 50%, incluídos em resina epóxi, seccionados e avaliados pela penetração do corante segundo um escore que variou de 0 a 3. Os resultados foram tratados estatisticamente por ANOVA, Kruskal-Wallis e Mann-Whitney (p < 0,05). Os postos médios obtidos, numa avaliação regional, foram: Gr. 1 esmalte = 19,00 e dentina = 54,35; e Gr. 2 esmalte = 17,50 e dentina = 51,27.

Os autores concluíram que: a) não houve diferença estatística entre os dois sistemas adesivos estudados; b) a infiltração marginal na parede cervical foi maior que na parede oclusal para as duas técnicas; e c) o sistema autocondicionante Prompt L-Pop foi capaz de impedir a infiltração marginal na parede oclusal.

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Liberação de fluoretos em materiais ionoméricos – colorimetria

MAY, A. F.*, OLIVEIRA, M. T., VIEIRA , L. C. C., ANDRADE , C. A.

Centro de Ciências Biológicas e de Saúde - Universidade do Sul de Santa Catarina. E-mail: Tuba.andy@zipmail.com.br

O objetivo deste trabalho foi o de avaliar in vitro a liberação de fluoretos de três diferentes materiais ionoméricos (Vitremer, 3M do Brasil; Freedom SDI; Compomer LC Sterm Gold Implamed). Foram utilizados cinco amostras para cada material avaliado. As amostras permaneceram estocadas em estufa a 37ºC, num recipiente opaco e hermeticamente fechado contendo 20 ml de água deionizada. As leituras de liberação de fluoretos pelo método colorimétrico foram realizadas após 1, 15 dias, sendo que a solução era renovada a cada 24 hs. Os resultados após aplicado o teste de Tukey e ANOVA “one” e “two-way” , ao nível de 5%, apresentaram diferença significante entre os grupos, sendo a liberação de fluoreto maior para Vitremer (3M do Brasil) seguido pelo Freedom (SDI) e Compomer LC (Ster Gols Implamed) em todos os intervalos de tempo analizados (24 hs, 15 e 30 dias).

Pode-se concluir no presente trabalho que os materiais analisados apresentaram liberação de fluoreto maior nas primeiras 24 hs diminuindo com o passar do tempo. Os materiais Vitremer e Freedom SDI apresentaram liberação de fluoretos em todos os períodos da análise, o que não aconteceu para o mate­rial Compomer LC. O Vitremer apresentou maior capacidade de liberação de fluoreto que os demais materiais em qualquer intervalo de tempo.

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Análise da microinfiltração marginal em preparos com ar abrasão e restaurados com diferentes cimentos ionoméricos

ROCHA, R. A. S. S.*, RAMOS, T. S., CORONA, S. A. M., BORSATTO, M. C. , PALMA DIBB, R. G.

Odontologia Restauradora - Universidade de São Paulo. E-mail: renatarocha@netsite.com.br

O objetivo deste trabalho foi avaliar in vitro a microinfiltração marginal em cavidades de classe V preparadas com turbina e com jato de óxido de alumínio e restauradas com cimentos ionoméricos. Foram utilizadas superfícies vestibular e lingual de terceiros molares hígidos, divididos aleatoriamente em 2 grupos (n = 30). Grupo I - turbina de alta rotação e restaurado com Fuji II LC (F), Ketac-Fil (K), e Vitremer (V). Grupo II - jato de óxido de alumínio (Kreative Mach 4.1) e restaurados com os mesmos materiais. Tendo as margens da cavidade em cemento/dentina (C) e em esmalte (O). Após 24 h foi realizado o polimento, então submetidos à termociclagem, isolados e imersos em Rodamina B 0,2 % por 24 h, lavados e incluídos em resina acrílica, seccionados e a análise da microinfiltração foi realizada usando microscópio óptico acoplado à uma câmera e computador, obtendo uma imagem digitalizada medindo, em milímetros, a penetração do corante. Os dados foram submetidos aos testes de Wilcoxon, Mann-Whitney e Kruskal-­Wallis. As médias (%) obtidas foram, para turbina: FO: 3,25; FC: 25,33; KO: 0,00; KC: 0,00; VO: 0,00; VC: 16,37; jato: FO: 25,33; FC: 43,59; KO: 33,71; KC: 21,86; VO: 20,00; VC: 27,11. Não houve diferença significante entre as paredes O e C, e entre os materiais testados. Porém o equipamento empregado para o preparo apresentou diferença significante (p < 0,05) tendo grupo de turbina apresentado menores médias de microinfiltração do que os preparados com jato. Para V não houve diferença significante entre os equipamentos.

Conclui-se que o uso do jato influenciou no vedamento marginal do F e K.

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Retenção de núcleos fundidos cimentados com quatro diferentes sistemas adesivos

PINTO, B. D.*, SEKITO JR., T.

Dentística - Universidade do Estado do Rio de Janeiro. E-mail: brunodpinto@hotmail.com

O uso de cimentos resinosos para cimentação de núcleos metálicos fundidos é um procedimento usual em Dentística. Há, entretanto, uma grande quantidade de sistemas adesivos no mercado odontológico, e sua performance é importante no sucesso clínico da cimentação. O objetivo desse estudo foi comparar, in vitro, a retenção de núcleos cimentados com um cimento resinoso, usando quatro tipos diferentes de sistemas adesivos. O estudo usou 40 dentes anteriores humanos, similares no tamanho e calibre de suas raízes. Foi realizado tratamento endodôntico nos dentes, então suas coroas foram seccionadas. Os núcleos foram confeccionados em liga de Cu-Al (Goldent/AJE), através da técnica de modelagem, e as raízes receberam os sistemas adesivos, de acordo com especificações dos fabricantes, em grupos de 10, como se segue: grupo I- Scotchbond Multi-Uso Plus (3M) - quimicamente ativado; grupo II- Prime & Bond 2.1 (Dentsply); grupo III- Prompt-L-Pop (Espe) e grupo IV- Prime & Bond 2.1 + ativador. Os núcleos foram cimentados utilizando-se o cimento Cement-it! (Jeneric/Pentron), e os espécimes foram montados então em uma base acrílica e submetidos a teste de tração em uma máquina universal de testes (Emic 500). Após a análise estatística dos resultados (ANOVA- grupo I- média = 22,14; grupo II- média = 4,32; grupo III- média = 1,89; grupo IV- média = 2,10), os autores perceberam uma diferença significante (p < 0,05) para o grupo I.

Baseado nos resultados, este estudo indica que pode haver incompatibilidade entre o cimento resinoso e alguns sistemas adesivos utilizados para a cimentação dos núcleos fundidos.

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Análise das tensões geradas pela contração de polimerização em cavidades classe V via método dos elementos finitos

AZEREDO, P.*, CORNACCHIA, T. P. M., HANNAS, A. R., LAS CASAS, E. B., CARVALHO, F. F.

Odontologia Restauradora - Universidade Federal de Minas Gerais. E-mail: priazeredo@ig.com.br

Uma das grandes desvantagens das resinas compostas é a contração de polimerização, que gera tensões nos dentes restaurados, podendo ocasionar microinfiltração. O objetivo deste trabalho foi analisar as tensões geradas pela contração de polimerização, comparando-se diferentes técnicas restauradoras (técnica do incremento único, técnica dos incrementos horizontais e técnica dos incrementos oblíquos) através do método dos elementos finitos. A restauração classe V de um primeiro pré-molar superior foi modelada com contração volumérica igual a 1%, obtida por um decaimento de 1ºC na temperatura do material, sendo possível obter um coeficiente de expansão térmica que fornecesse o mesmo efeito da contração durante a polimerização. Visando modelar o caráter transitório da polimerização, essa foi divida em três etapas, sendo essas divididas em nove passos. Através dos resultados da análise das tensões ao longo da polimerização em uma restauração, pode-se dizer que os perfis de tensão ao final da polimerização das técnicas incrementais foram superiores àqueles obtidos para a técnica do incremento único. No entanto, as maiores tensões foram verificadas ao longo do processo, e não no final deste, e a técnica de inserção em um único incremento apresentou tensões mais elevadas, sendo mais provável de ocasionar trincas na interface da restauração.

Desta perspectiva, as técnicas de incrementos horizontais e oblíquos são as mais indicadas, e a técnica de inserção em um único incremento apresentou a pior distribuição de tensões, podendo induzir ao aparecimento de falhas nas restaurações.

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Influência da intensidade de luz e métodos de fotoativação no selamento marginal de restaurações de resinas compostas

CAVALCANTI, A. P. C.*, SANTOS, M. J. M. C., SILVA E SOUZA JR., M. H.

Faculdade de Odontologia de Bauru - Universidade de São Paulo. E-mail: anachedid@bol.com.br

Nesse estudo avaliou-se a influência da intensidade de luz no selamento marginal de restaurações de resina composta, por meio de 2 sistemas de fotoativação: fonte halógena e arco de plasma de xenônio. Foram utilizados 75 incisivos bovinos, nos quais realizaram-se cavidades classe V na face vestibular da raiz. Após condicionados, tratados com Single Bond e restaurados com a resina Z100, foram divididos em 5 grupos, de acordo com o método e o sistema de fotoativação: I - Elipar Trilight (fonte halógena/fotoativação em rampa); II - Optilight Digital (fonte halógena/fotoativação constante); III - VIP (fonte halógena/fotoativação por pulso); IV - Apollo 95E (Fonte arco de plasma/fotoativação por passos) e V - Apollo 95E (fonte arco de plasma/fotoativação constante). Após o polimento, foi feita a termociclagem, proteção (esmalte) e imersão dos dentes em fucsina a 0,5% (4 horas). O corte com maior penetração do corante, de cada grupo, teve a interface dente/restauração analisada pelo programa Image Tools. Os resultados foram submetidos à análise de variância e ao teste de Tukey. Nas restaurações fotoativadas com alta intensidade de luz (grupos IV e V) houve maior infiltração marginal em comparação aos demais grupos, os quais não demonstraram diferenças estatísticas entre si.

A alta intensidade de luz (fonte arco de plasma de xenônio) causou maior infiltração marginal independente do método utilizado. Os métodos de fotoativação por pulso, rampa e convencional (intensidade média de luz/fonte halógena) apresentaram graus parecidos de infiltração marginal. (Apoio financeiro: FAPESP.)

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Microinfiltração na interface de reparo de resina composta sobre diferentes tratamentos da superfície

CAVALCANTI, A. N.*, LOBO, M. M., FONTES, C. M., LIPORONI, P., MATHIAS, P.

Faculdade de Odontologia - Universidade Federal da Bahia. E-mail: deacavalcanti@ig.com.br

O presente trabalho teve como objetivo avaliar a microinfiltração na interface de reparos em resina composta. Oitenta corpos-de-prova do compósito Filtek Z250 (3M-ESPE) foram envelhecidos artificialmente e divididos em quatro grupos de acordo com o tratamento de superfície recebido (n = 20): desgaste com ponta diamantada, abrasão com jato de bicarbonato de sódio, abrasão com partículas de 50 mm de jato de óxido de alumínio, e o grupo controle – sem desgaste nem abrasão da superfície. Cada método de tratamento foi examinado usando microscopia eletrônica de varredura (MEV) para avaliar diferenças na topografia da superfície. Em todos os grupos foi realizado o condicionamento com ácido fosfórico a 37%, aplicação do sistema adesivo Single Bond (3M-ESPE) e da resina composta de reparo. Os espécimes foram submetidos à ciclagem térmica (800 ciclos, 5-55ºC, 1 min/ciclo) e armazenados pelo período de 4 h em solução tamponada de azul de metileno a 2% (pH  = 7,0). A infiltração do corante na interface aderida foi avaliada por três examinadores independentes, que atribuíram escores representativos da sua penetração (de 0 a 3). Diferenças estatisticamente significativas não foram encontradas entre os grupos (Kruskal-Wallis/p = 0,782).

As diferentes formas de tratamento mostraram o mesmo efeito sobre a infiltração do corante na interface do reparo.

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Avaliação da espessura da película de dois sistemas adesivos diferentes quanto ao mecanismo de polimerização.

MATTOS, R. C.*, PARAIZO, M., MIRANDA, M. S.

Dentística - Universidade do Estado do Rio de Janeiro e Universidade Federal do Rio de Janeiro. E-mail: rcassia@rio.skydome.net

O objetivo deste estudo foi comparar dois sistemas adesivos, um de presa dual e outro fotoativado, na cimentação de cerâmicas em dentina com cimento resinoso. Cinco pré-molares recém-extraídos foram selecionados para cada grupo e incluídos em resina epóxi. Suas superfícies oclusais foram desgastadas até completa exposição de dentina. Os sistemas adesivos foram aplicados, seguindo as recomendações dos fabricantes. Dois grupos foram formados: Gr. 1- Scotchbond Multi-Uso Plus (3M), auto- e fotoativado durante a cimentação; Gr. 2- Single Bond (3M), fotoativado antes da cimentação. Sobre estas áreas foram cimentadas pastilhas cerâmicas, utilizando-se o cimento resinoso Rely X (3M). Após uma semana armazenadas a 100% de umidade relativa, as amostras foram seccionadas longitudinalmente para observação e medições da interface adesiva em MEV e em MO. Os resultados foram avaliados pelo teste t de Student. A comparação entre os dois grupos mostrou haver uma diferença significativa na espessura da película adesiva, que foi maior no Gr. 2 com média de 29,8 mm, contra a média de 12,6 µm do Gr. 1, (p < 0,05). A espessura da camada de cimento resinoso do Gr. 1, com média de 99,4 mm, e a do Gr. 2 com média de 78,6 mm, quando comparadas, não apresentaram diferença estatisticamente significante, (p > 0,05). A qualidade da adesão de ambos os sistemas adesivos foi satisfatória.

Os autores concluíram que a menor espessura de película de adesivo foi conseguida com a utilização do ­Scotchbond Multi-Uso Plus e que os dois materiais testados não influenciaram na espessura da película do cimento resinoso utilizado.

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Avaliação da rugosidade superficial após 3 tipos de tratamentos profiláticos

SALAMI, D.*, LUZ, M. A. A. C.

Dentística - Universidade de São Paulo. E-mail: danisalami@hotmail.com

Objetivo: conhecer os efeitos de técnicas de profilaxia sobre a rugosidade superficial de 2 materiais restauradores e dos tecidos dentais através da análise rugosimétrica e de microscopia eletrônica de varredura. Para tanto, utilizou-se 45 espécimes de resina composta, de compômero, de esmalte e de superfície radicular, incluídos em resina acrílica, que receberam leituras rugosimétricas antes e após 3 tipos de tratamentos superficiais (jato de bicarbonato de sódio, pastas de pedra-pomes e de branco de espanha). Os valores de rugosimetria receberam tratamento estatístico e obteve-se micrografias eletrônicas de varredura de 2 amostras das superfícies tratadas. A profilaxia com pedra-pomes sobre o esmalte foi o método que produziu maiores alterações rugosimétricas em relação ao controle, tornando-o mais liso; comparando-se o efeito dos 3 tratamentos a rugosidade superficial produzida pela pedra-pomes foi maior do que a dos outros tratamentos tanto para o esmalte quanto para a superfície radicular, sendo que para a superfície de resina composta a rugosidade superficial produzida pela pedra-pomes foi maior apenas do que a do branco de espanha. Já para o compômero os três tratamentos se comportaram de maneira semelhante.

Podemos afirmar, baseando-nos na análise de rugosimetria e nas imagens das micrografias eletrônicas de varredura, que os tratamentos profiláticos empregados não produziram superfícies mais rugosas quando comparados com os respectivos controles. Comparando-se as 3 técnicas houve comportamentos diferentes, dependendo das superfícies em que foram empregadas.

 Ia172

Avaliação in vitro da microinfiltração marginal em cavidades de classe V restauradas com resina composta

CHAVES, L. P.*, NAUFEL, F. S., SCHMITT, V. L., SOUZA, R. O., CORONA, S. A. M.,
PALMA DIBB, R. G.

Odontologia - Universidade Estadual do Oeste do Paraná e Universidade Paranaense. E-mail: larissachaves@brturbo.com

O objetivo deste trabalho foi avaliar in vitro a microinfiltração marginal em restaurações de resina composta utilizando adesivos com diferentes solventes: acetona - Prime & Bond NT (Dentsply) e Unibond (Vigodent); álcool - Excite (Vivadent); álcool com água - Single Bond (3M). Para isso foram realizados 80 preparos cavitários classe V divididos aleatoriamente em 4 grupos (n = 20), e em cada grupo foi utilizado um sistema adesivo diferente. Após o polimento, os corpos-de-prova foram isolados, termociclados, imersos em Rodamina B a 0,2% durante 24 horas, incluídos em resina acrílica e seccionados. A microinfiltração foi analisada utilizando-se um microscópio óptico acoplado a uma câmera e computador, para obtenção da imagem digitalizada, na qual mediu-se quantitativamente, em milímetros, a penetração do corante. Os dados foram submetidos aos testes de Kruskal-Wallis. As médias obtidas nas margens de esmalte e dentina foram SB: E- 0%, C/D- 23,20% (36,61); PB: E- 0%, C/D- 8,80% (16,15); E: E-  6,80% (21,50), C/D- 20,62% (34,90) e U: E- 6,10% (19,29), C/D- 57,80% (50,19).

O Single Bond e o Prime & Bond NT não apresentaram infiltração nas margens de esmalte, e em cemento/dentina o Prime & Bond NT teve o melhor resultado sendo que nenhum material permitiu o completo selamento da margem cemento/dentina.

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Avaliação ultra-estrutural de discos de dentina tratados com diferentes agentes dessensibilizantes

SIQUEIRA JR., C. A. S.*, ARANHA, A. C. C., BEDRAN DE CASTRO, A. K. B., MARCHI, G. M.

Odontologia Restauradora - Universidade Estadual de Campinas. E-mail: cassioadonis@uol.com.br

Este estudo in vitro teve como objetivo analisar visualmente a morfologia de discos de dentina tratados com diferentes agentes dessensibilizantes, através de microscopia eletrônica de varredura. Além disso, o estudo propõe verificar a necessidade ou não de realizar condicionamento ácido previamente a sua aplicação. Foram utilizados 11 dentes humanos, secionados em sua parte radicular, de forma que um disco de dentina de 2 mm de espessura foi removido e, a seguir, padronizado o esfregaço com lixa de água 400/600. A seguir, todos os espécimes foram divididos ao meio e guardados em recipientes separados, totalizando 22 corpos-de-prova. Uma parte foi utilizada como controle/A, enquanto que a outra metade foi a parte experimental/B. As partes experimentais receberam os tratamentos: Gluma Desensitizer/Heraeus Kulzer, Seal & Protect/Dentsply, Oxa-Gel/Art-Dent, Laser de diodo/MMOptics e Flúor/Dentsply, sendo metade das amostras antecedidas pela aplicação de ácido fosfórico 35%/FGM. Como resultados, as imagens de microscopia eletrônica mostraram distintos padrões de superfícies dentinárias e diferentes graus de penetração nos túbulos dentinários.

Conclui-se que o condicionamento ácido mostrou-se efetivo, já que superfícies condicionadas apresentaram bloqueio dos túbulos superior às superfícies não condicionadas, onde a ação dos agentes ficou impedida pela “smear layer”. Além disso, o flúor mostrou-se com maior grau de penetração nos túbulos; porém, estudos clínicos são necessários para determinar sua longevidade.

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Influência dos fotopolimerizadores com lâmpada halógena versus LED azul na infiltração marginal de resinas compostas

FIROOZMAND, L. M.*, MENGON, A., SILVA, A. C., ARAÚJO, R. M.

Odontologia Restauradora - Universidade Estadual Paulista. E-mail: leilyfiroozmand@hotmail.com

Esta pesquisa teve como objetivo verificar a influência da infiltração marginal em restaurações de resina composta, quando utilizados os fotopolimerizadores: LEC 470-1 (LED azul), Optilight 600 (luz halógena), Optilux 501 (luz halógena). Foram utilizados 60 dentes bovinos hígidos, sendo que em todos foram realizados preparos de classe V na região do limite amelocementário com ponta diamantada FG 3053 (KG Sorensen) com a profundidade de 2 mm. Estes dentes foram restaurados com resina composta Z100 (3M) sendo que 20 deles foram fotopolimerizados com LEC (Grupo 1), 20 fotopolimerizados com Gnatus Optilight com 450 mV/cm2 (Grupo 2) e 20 com Optilux 501 com ciclo de polimerização RAMP (Grupo 3). Os corpos- de-prova foram submetidos à ciclagem térmica (500 ciclos) entre as temperaturas 5ºC ± 2 e 55ºC ± 2 com 30 segundos em cada temperatura. Após este procedimento os dentes foram expostos ao corante de nitrato de prata 50% por duas horas em ausência de luz e colocados numa solução fotoreveladora sob luz fluorescente por seis horas. Estes dentes foram seccionados em duas partes no sentido inciso-gengival, obtendo três segmentos. A avaliação das margens da restauração foi feita na lupa estereoscópica (Zeiss), através da distribuição de escores de 0 a 2. Os resultados foram submetidos à análise estatística de Kruskal-Wallis com nível de significância de 5%.

Desta forma, foi concluído que não houve diferença estatisticamente significativa entre os valores medianos dos grupos.

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Influência da camada híbrida na resistência à microtração do sistema Prime & Bond NT após 1 ano de armazenamento em água

MASSAROTTO, J. A.*, OLIVEIRA, L. V., DIAS, C. T. S., PAULILLO, L. A. M. S., PEREIRA, G. D. S.

Dentística - Universidade Estadual de Campinas. E-mail: dr.leovo@terra.com.br

O objetivo deste estudo foi avaliar a influência da desproteinização da dentina na resistência à microtração do sistema Prime & Bond NT após 12 meses de armazenamento em água destilada. Dezesseis discos com aproximadamente 3 mm de espessura foram obtidos da dentina coronária de terceiros molares humanos. Após a padronização da espessura da lama dentinária com lixas de carbureto de silício granulação 600, os dentes foram aleatoriamente divididos em quatro grupos (n = 4). Nos grupos G1 e G2 o sistema Prime & Bond NT (NT), foi aplicado na superfície dentinária de acordo com instruções dos fabricantes. Nos grupos G3 e G4 o mesmo sistema foi aplicado nas superfícies tratadas previamente com hipoclorito de sódio (HS) a 10% por 1 minuto. Coroas com 8 mm de altura foram construídas nas superfícies com o compósito TPH Spectrum. Após 24 horas (A- G1 e G3) e 1 ano (B- G2 e G4) imersos em água destilada, os dentes restaurados foram seccionados paralelamente ao seu longo eixo, nos sentidos mésio-distal e vestíbulo-lingual, para a obtenção dos espécimes, com aproximadamente 1 mm2, que foram submetidos ao teste estatístico. O teste de Tukey apontou os resultados em MPa: G1- NTA 26,5 a; G3- NTHSA 20,1 b; G2- NTB- 16,8 c, G4- NTHSB- 14,0 d.

Através dos resultados conclui-se que a remoção do colágeno e o armazenamento por 12 meses em água destilada causaram o decréscimo significativo dos valores de resistência adesiva do sistema Prime & Bond NT.

 Ia176

Estudo comparativo da interface adesiva, empregando laser Er:YAG e ácido para o tratamento superficial

SASSI, J. F.*, CHIMELLO, D. T., CORONA, S. A. M., BORSATTO, M. C., PALMA DIBB, R. G.

Odontologia Restauradora - Universidade de São Paulo. E-mail: jfsassi@uol.com.br

O objetivo do presente estudo foi avaliar a morfologia da interface adesiva após o condicionamento com laser Er:YAG associado ou não ao ácido. Foram utilizados 24 hemidiscos de dentina humana, divididos aleatoriamente em 3 grupos. Os sistemas adesivos selecionados foram o All Bond 2 (Bisco) - AB, OptiBond Solo Plus (Kerr) - OS e Clearfil Liner Bond 2v (Kuraray) - CL, associados à resina flowabe Flow-It! (Jeneric/Pentron). As superfícies dentinárias foram submetidas ao laser Er:YAG, associação do Er:YAG + ácido e ácido (controle). Após a aplicação dos sistemas e fotopolimerização da resina, os espécimes foram preparados para a análise em MEV. Cada região foi avaliada sob diferentes aumentos, verificando-se a formação ou não de uma camada híbrida íntegra, espessa e homogênea, bem como a presença e disposição dos “tags”. Observou-se que no controle ocorreu na formação de uma camada híbrida íntegra, espessa e bastante homogênea, bem como a presença de “tags” com conformação conóide. No CL notou-se o mesmo padrão de formação de camada híbrida e “tags”. O tratamento da superfície com laser Er:YAG promoveu a formação de camada híbrida irregular e finos “tags”. No CL notou-se a formação de uma camada híbrida delgada e pouco homogênea e tênue formação de “tags”. Para o condicionamento com laser e ácido verificou-se a presença de uma camada híbrida delgada e irregular, com escassa formação de “tags”.

Pode-se concluir que o laser Er:YAG influenciou na morfologia da interface adesiva dos sistemas adesivos, prejudicando a formação da camada híbrida. (Financiado pela FAPESP - processo nº 01/08729-2.)

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Efeito da simulação de um alto desafio cariogênico na deposição superficial de corante em resinas compostas

FROES, I. P.*, PEREIRA, L. C. G., SILVA, T. L., BUZALAF, M. A. R., ATTA, M. T.

Dentística, Endodontia e Materiais Dentários - Universidade de São Paulo. E-mail: ivan_rippie@yahoo.com.br

O objetivo deste trabalho foi determinar o efeito da simulação de alto desafio cariogênico na deposição superficial de corante em resinas compostas. Foram preparados 16 discos (4,0 mm x 2,0 mm) das resinas Durafill, A110, Charisma e Filtek Z250. As superfícies destes materiais foram cobertas por tira de poliéster e submetidas a uma carga de 500 g. Após a polimerização, 8 amostras de cada material foram submetidas ao modelo de ciclagem de pH dinâmico por 15 dias. O restante das amostras foi utilizado como grupo controle, sendo armazenadas em água deionizada pelo mesmo período. Após 15 dias, todas as amostras foram imersas em solução aquosa de azul de metileno a 2% por 3 min. Todos os discos foram triturados e inseridos em tubos de ensaio com 2 ml de etanol por 24 h. A solução resultante da centrifugação foi usada para determinar a absorbância em espectrofotômetro (685 nm). Após regressão linear obtida entre concentração e densidade óptica, obteve-se a concentração de corante nas amostras. Os dados foram analisados por ANOVA a 2 critérios e o teste de Tukey. Os valores de médias da concentração de corante (mg/ml) e desvio-padrão (DP) obtidos no grupo controle e após ciclagem de pH foram respectivamente: Durafill - 0,909 (0,48) / 0,669 (0,41); A110 - 0,597 (0,18) / 1,508 (1,60); Charisma - 0,284 (0,06) / 0,384 (0,13); Filtek Z250 - 0,265 (0,06) / 0,275 (0,05).

A simulação de alto desafio cariogênico não alterou a deposição superficial de corante nos materiais estudados. Diferenças de deposição superficial de corante foram observadas entre as resinas. (Apoio: FAPESP - 01/03112-7; CNPq - 140999/99-0.)

 Ia178

Influência da solução de bochecho de fluoreto de sódio na rugosidade e dureza superficial de cimentos ionoméricos

WILDE, M. G. K.*, GARCIA, P. N. S. S., PALMA DIBB, R. G.

Odontologia Restauradora - Universidade de São Paulo. E-mail: marciamgkw@yahoo.com.br

O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito da solução de bochecho de fluoreto de sódio na rugosidade e dureza superficial de cimentos de ionômero de vidro modificado por resina (RMGIC). Trinta discos (2 mm de profundidade e 10 mm de diâmetro) de Vitremer - V (3M) e Fuji II LC - F (GC) foram preparados segundo instruções dos fabricantes. Os espécimes foram imersos em solução de NaF de 0,05% Fluorgard, Oral B e saliva artificial, a 37ºC por 30 dias. A rugosidade e dureza superficial foram analisadas após 1 hora, em umidade relativa, e depois, 1, 24, 48 horas, 1, 2, 3 semanas e 30 dias após imersão, nas soluções de bochecho e saliva artificial. A dureza Vickers foi medida usando HMV-2 (Shimadzu) com 50 g por 30 segundos, e a rugosidade superficial com o rugosímetro digital PRAZIS Rug 03, fazendo 3 medidas para cada amostra. Os resultados foram analisados pelos testes ANOVA e Tukey (p < 0,05). Pôde ser observado que as soluções influenciaram na microdureza e na rugosidade, que diminuíram e aumentaram, respectivamente. O F mostrou valores de dureza maiores e estatisticamente diferentes (p < 0,05) em relação ao V, tendo melhor microdureza. Em relação à rugosidade, não foi observada diferença estatística entre os materiais. O grupo controle mostrou significativamente valores menores de rugosidade em comparação aos de soluções, e ocorrendo diferença significante entre os valores do controle e do Fluorgard.

Pôde ser concluído que as soluções de bochecho influenciaram nas propriedades testadas dos RMGIC, e que o F mostrou os melhores resultados. (Financiado pelo CNPq/PIBIC/USP.)

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Análise em MEV da interface dentina/sistema adesivo – comparação entre as técnicas úmida e seca

ATOUI, J.*, ESPER, H. R., CICCONE, J. C., PALMA DIBB, R. G.

Odontologia Restauradora - Universidade de São Paulo. E-mail: juatoui@bol.com.br

O objetivo do presente estudo foi analisar morfologicamente, através de MEV, a interface dentina/sistema adesivo quando do emprego de duas técnicas de secagem do substrato. Para tal finalidade, foram testados os seguintes sistemas adesivos: Stae (SDI), Single Bond (3M), Scotchbond MP (3M), Optibond FL (Kerr), Unibond (Vigodent) e Etch & Prime 3.1 (Degussa). Doze discos de dentina de terceiros molares foram preparados e alocados aleatoriamente em 6 grupos. Cada disco foi dividido em duas partes, sendo que numa metade empregou-se a técnica úmida e na outra a técnica seca. Os sistemas adesivos foram aplicados de acordo com as instruções dos fabricantes e uma camada de resina composta Flow-It! (Jeneric/Pentron) foi acomodada à superfície dentinária. Os hemidiscos foram incluídos, seccionados perpendicularmente à interface e preparados para MEV. A camada híbrida foi fotografada e analisada quanto à sua espessura e qualidade em 3 aumentos. Observou-se que independente do sistema adesivo, a camada híbrida foi mais espessa e homogênea quando a técnica úmida foi empregada. O SBMP e o Optibond promoveram a formação de uma camada híbrida mais uniforme e com presença de “tags” nessa técnica. O Etch & Prime 3.1 apresentou comportamento inferior aos demais, promovendo a formação de uma tênue camada híbrida, sem presença de “tags”.

Pode-se concluir que a técnica de secagem da superfície dentinária influenciou na formação da camada híbrida e que a manutenção da superfície dentinária úmida contribuiu para otimizar o comportamento dos sistemas adesivos.

 Ia180

Análise da microdureza superficial de resinas compostas após imersão em solução de café

BADRA, V. V.*, FARAONI, J. J., PALMA DIBB, R. G.

Odontologia Restauradora - Universidade de São Paulo. E-mail: vbadra@bol.com.br

O presente trabalho teve como objetivo analisar, em diferentes períodos de tempo, a microdureza superficial de três tipos de resinas compostas (híbrida - Z250, 3M; micropartículas - A110, 3M; e Filtek Flow, 3M), após imersão em solução de café. Para tal finalidade, 18 corpos-de-prova (2 mm de espessura, 10 mm de diâmetro) foram confeccionados e divididos aleatoriamente em 3 grupos (n = 6). Os espécimes foram mantidos inicialmente em saliva artificial a 37ºC e submetidos a ciclos de imersão de 5 minutos em café a 60ºC, três vezes ao dia durante 60 dias consecutivos. A dureza Knoop foi analisada logo após a confecção dos espécimes, 24 horas, 7 dias, 30 dias e 60 dias após a preparação, sendo que as imersões tiveram início em seguida à medida de 24 horas. Os dados foram submetidos à análise de variância a dois critérios e teste de Tukey (p < 0,05). Os materiais testados comportaram-se de maneiras distintas. A Z250 apresentou os melhores resultados (p < 0,001), seguida pela A110. Os menores valores foram observados com a Flow. Em relação aos períodos de tempo avaliados, os três materiais apresentaram comportamento similar. Houve um aumento na microdureza após 24 horas. Até a medida de 30 dias, a microdureza manteve-se estável, mas na análise de 60 dias, uma queda significativa (p < 0,05) foi registrada.

Pode-se concluir que a microdureza superficial das resinas compostas estudadas foram afetadas após imersão em café e, dentre os materiais testados, esta alteração foi mais evidente na resina Z250. (Financiado pela FAPESP - processo nº 01/10455-8.)

 Ia181

Avaliação quantitativa da infiltração marginal com esmalte humano, bovino e suíno

ABUABARA, A.*, SANTOS, A. J. S., AGUIAR, F. H. B., GOMES, F. M., LOVADINO, J. R.

Odontologia Restauradora - Universidade Estadual de Campinas. E-mail: abuabara@globo.com

Com o avanço da Odontologia Preventiva, dentes humanos extraídos tem sido cada vez mais difíceis de se obter. Outros substratos têm sido avaliados como substitutos a dentes humanos em pesquisas laboratoriais. Este estudo in vitro comparou quantitativamente, por meio de espectrofotometria, a infiltração marginal em esmalte humano, bovino e suíno. Cavidades cúbicas (2 x 2 x 2 mm) foram preparadas em superfícies vestibulares de esmalte humano, bovino e suíno. As cavidades foram restauradas com um compósito (Z100 - 3M) ou com um cimento de ionômero de vidro convencional (Ketac-Fil Plus - ESPE). Todas as amostras foram termocicladas por 1.000 ciclos e posteriormente imersas em solução corante de azul de metileno a 2%, por 12 horas. A microinfiltração foi quantificada através de espectrofotometria. Os resultados foram submetidos à análise estatística ANOVA e teste de Tukey (alfa = 0,05). Os valores de concentração de corante são expressos em mg/ml ± SD. O cimento de ionômero de vidro apresentou maiores médias de infiltração marginal que o compósito (0,0695 ± 0,01313 versus 0,0471 ± 0,0163, p < 0,000). A infiltração marginal para o substrato bovino (0,0668 ± 0,0246) não apresentou diferença estatística significativa da apresentada pelo suíno (0,0674 ± 0,0286). Entretanto ambos apresentaram maior infiltração marginal que o esmalte humano (0,0407 ± 0,0195, p < 0,000).

O padrão de infiltração marginal é afetado pelo tipo de substrato, indicando cautela na substituição do substrato humano em estudos laboratoriais de infiltração marginal. (Apoio: FAPESP - nº 01/07976-6.)

 Ia182

Influência da fonte ativadora do compósito odontológico na resistência à tração diametral

TOLOSA, M. C. C. G.*, PAULLILO, L. A. M. S., GIANNINI, M., SANTOS, A. J. S., DIAS, C. T. S.

Dentística Restauradora - Universidade Estadual de Campinas. E-mail: ceciliaetolosa@aol.com

O propósito deste estudo foi avaliar a resistência à tração diametral de três compósitos odontológicos fotoativados através de duas diferentes fontes de luz. Para isso, três resinas compostas foram testadas, micropartícula (Filtek A110 - 3M), híbrida (Charisma - Heraeus Kulzer) e compactável (Filtek P60 - 3M), todas na cor A3. Foram utilizados dois aparelhos fotopolimerizadores, convencional com lâmpada halógena (Degulux - Degussa) e outro utilizando luz visível emitida por LED (Ultrablue - DMC). As amostras foram confeccionadas utilizando-se uma matriz de teflon medindo 3 mm de profundidade e 6 mm de diâmetro interno, onde os compósitos foram inseridos em dois incrementos fotoativados por 20 s cada. Depois de armazenados em recipiente escuro contendo água destilada a 37ºC por 7 dias, as amostras foram submetidas ao teste de tração diametral. Os dados foram submetidos à análise de variância no delineamento inteiramente aleatorizado em esquema fatorial, em que os fatores foram: Material e Fotopolimerizador. A ANOVA mostrou efeito estatístico significativo apenas para o fator Material sendo aplicado o teste de Tukey ajustado para comparações múltiplas aplicado as médias de mínimos quadrados. Para o fator Material o resultado foi: P60 - 555,651 MPa a, Charisma - 433,233 MPa b, A110 - 291,255 MPa c.

Conclusão: entre as resinas compostas estudadas a resina compactável P60 apresentou a maior média de resistência à tração diametral e as fontes fotoativadoras com lâmpada halógena e LED apresentaram o mesmo comportamento.

 Ia183

Microdureza superficial de resinas de alta viscosidade submetidas ao tratamento com peróxido de carbamida a 10%

FERNANDÉZ Y FERNANDÉZ, C.*, BASTING, R. T., AMBROSANO, G., CAMPOS, I.

Odontologia - Universidade Estácio de Sá. E-mail: cfyf@hotmail.com.br

O objetivo deste trabalho in vitro foi avaliar a microdureza superficial de resinas de alta viscosidade submetidas ao tratamento com peróxido de carbamida a 10% (Review - SS White). Foram confeccionados 24 corpos-de-prova de cada material restaurador empregado (Fill Magic Condensável (FM) - Vigodent, Alert (AL) - Jeneric/Pentron e Definite (DE) - Degussa), distribuídos entre grupos experimentais (e) e controle (c) (n = 12). Matrizes cilíndricas de acrílico foram preenchidas com um único incremento de cada resina, procedendo-se à fotopolimerização por 40 segundos com um aparelho apresentando intensidade de luz de 620 mW/cm2 (Optilux - Demetron). Os corpos-de-prova experimentais receberam 0,2 cc de um gel clareador contendo peróxido de carbamida a 10% (Re­view - SS White) por seis horas diárias, pelo período de três semanas. Os corpos-de-prova do grupo controle permaneceram durante todo o período imersos em saliva artificial, sendo esta trocada diariamente. Após o período de 3 semanas, as amostras foram lavadas e permaneceram imersas em saliva artificial. Para os ensaios de microdureza Knoop, foram realizadas cinco indentações na superfície de cada corpo-de-prova, utilizando-se carga de 25 g, durante 20 segundos. A média dos valores obtidos foi transformada em números de dureza Knoop (KHN) e os dados foram avaliados estatisticamente através de análise de variância e Teste de Tukey, p < 0,05: FM(e) 40,10 Ab; FM(c) 43,05 Ab; AL(e) 53,02 Aa; AL(c) 58,94 Aa; DE(e) 47,97 Ab; DE(c) 44,32 Ab.

De acordo com os resultados obtidos, conclui-se que a aplicação de agentes clareadores contendo peróxido de carbamida a 10% em resinas de alta viscosidade não provocou alterações de microdureza superficial.

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Avaliação da resistência à fratura de pré-molares restaurados através de sistemas adesivos e não adesivos

IAMADA, C. O.*, MARTINS, L. R. M., WORSCHECH, C. C., GOMES, F. M., MAIA, D. S.

Odontologia Restauradora - Universidade Estadual de Campinas. E-mail: eduardoiamada@zipmail.com.br

O propósito deste estudo foi avaliar a resistência à fratura de pré-molares com extensos preparos cavitários e restaurados com sistemas adesivos e não adesivos. Cinqüenta e quatro pré-molares superiores extraídos e livres de cáries ou fendas foram divididos em 6 grupos com 9 dentes cada. O grupo 1 não recebeu preparo cavitário MOD (controle positivo). O grupo 2 recebeu preparo cavitário, mas não recebeu restauração (controle negativo). Os grupos de 3 a 6 receberam os preparos e foram assim restaurados: G3: Gluma One Bond + Solitaire; G4: Single Bond + Z250; G5: Amálgama (Dispersalloy); G6: Amálgama + Panávia.Os grupos foram submetidos ao teste de resistência à fratura numa máquina de ensaio universal (Instron). O carregamento axial foi aplicado por uma esfera metálica, sobre as vertentes das cúspides à 0,5 mm/min. Após análise de variância e teste de Tukey, verificou-se que o grupo 2 apresentou as menores médias de resistência à fratura, diferindo-se dos outros grupos. Não houve diferença estatística significativa entre as médias de resistência à fratura dos grupos de 3 a 6 e esses não apresentaram valores de resistência à fratura diferentes do controle positivo.

Não houve diferença estatística significativa entre as médias de resistência à fratura dos grupos restaurados com Solitaire, Z250, Amálgama e Amálgama adesivo e não houve diferenca estatística significativa entre os valores desses quatro grupos e o grupo controle positivo (dentes íntegros). O grupo controle negativo apresentou as menores médias de resistência à fratura, diferindo-se estatisticamente de todos os outros grupos.

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Efeito do uso de solução de hipoclorito de sódio 10% na força de adesão de três sistemas adesivos

ELIAS, E. R.*, SOEIRO, C. R. M., ARIAS, V. G., PIMENTA, L. A. F.

Dentística - Universidade Estadual de Campinas. E-mail: elisafobusp@yahoo.com

A remoção do colágeno pelo NaOCl 10% proporciona uma modificação favorável na composição da dentina que a camada híbrida pode não representar fator imprescíndivel para a obtenção de adequada adesão. O objetivo desse estudo foi avaliar a influência da aplicação da solução de NaOCl 10% na força de união de três sistemas adesivos a base de acetona – Bond One/Jeneric/Pentron (BO), One Step Plus/Bisco (OS), Prime & Bond 2.1/ Dentisply (PB). Foram usados 90 dentes bovinos lixados em nível de dentina superficial que foram divididos aleatoriamente em 6 grupos (n = 15): G1  - Controle BO; G2 - Controle PB; G3 - Controle OS; G4 - BO + NaOCl 10%; G5 - PB + NaOCl 10%; G6 - OS + NaOCl 10%. Condicionou-se a dentina com ácido fosfórico a 37% por 15 s, lavada por 15 s e seca com papel absorvente e, exceto nos grupos controle, aplicou-se solução de NaOCl 10% por 60 s, lavado por 30 s e seco com papel absorvente. Os sistemas adesivos foram aplicados e fotopolimerizados de acordo com as recomendações do fabricante; posteriormente foi inserida resina Z250/3M-ESPE em matriz de teflon com fotopolimerização por 40 s. A resistência ao cisalhamento foi obtida em máquina universal de ensaio (EMIC), com velocidade de 0,5 mm/min. Através da análise estatística (ANOVA 2 fatores e Tukey) observou-se os seguintes resultados em MPa ± DP com ordem decrescente: G4 - 16,34a (p £ 0,0036); G5 - 16,09a (p £ 0,0036); G6 - 14,45ab; G1 - 13,25ab; G3 - 13,18ab; G2 – 9,63b (p £ 0,0036).
Conclui-se que a solução de NaOCl 10% influencia no aumento da resistência adesiva de união de sistemas adesivos a base de acetona.

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Avaliação da reprodutibilidade intra- e interexaminador no registro da relação cêntrica, após um programa de calibração

KOGAWA, E. M.*, LOPES, L. F. R., KATO, M. T., UENO, F. T., CONTI, A. C. C. F., SANTOS, C. N., CONTI, P. C. R.

Prótese - Universidade de São Paulo. E-mail: mikafobusp@yahoo.com

Na tentativa de estabelecer uma posição maxilomandibular reprodutível em pacientes sem suporte posterior ou uma relação interoclusal estável, o conceito de relação mandibular cêntrica (RC) foi introduzido. Atualmente define-se a relação cêntrica como a “relação maxilomandibular na qual os côndilos articulam-se com a porção mais delgada de seus respectivos discos em uma posição ântero-superior com a vertente posterior das eminências articulares”. Apesar de historicamente utilizada como uma posição de referência, existe uma considerável divergência de opiniões sobre a sua reprodutibilidade. O objetivo deste estudo foi avaliar se os métodos de treinamento profissional são efetivos na padronização de procedimentos em relação ao registro da RC. Para isso utilizou-se uma amostra de 40 indivíduos, sendo 20 assintomáticos e 20 portadores de disfunções intra-articulares da ATM, foram avaliados por 3 examinadores previamente calibrados. A técnica de manipulação bilateral preconizada por Dawson foi adotada para análise da posição de RC. Foram realizados 2 exames: inicial e final (30 dias após), verificando a concordância interexaminadores (nos dois momentos do exame) como intra-examinadores (mesmo examinador, em momentos diferentes). Posteriormente os resultados foram submetidos à análise estatística, utilizando os testes de concordância de Kendall (interexaminadores) e de Cohen’s kappa (intra-examinadores). Um nível de significância de 95% foi adotado. Os resultados foram considerados bons, sendo os melhores resultados obtidos para análise do desvio frontal e relato de dor (ou ausência) durante a manipulação. Os registros dos desvios sagitais foram os de menores concordância em ambos os exames.

Os autores concluíram que os programas de calibração podem ser efetivos para análise da relação cêntrica. No entanto, cautela é recomendada quando da análise de alguns itens isolados. (Pesquisa financiada pela FAPESP, projeto nº 00/14881-9.)

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Comparação dos contatos oclusais em diferentes posições da cadeira odontológica

PITA, A. P. G.*, FONTANA, R. H. B. T. S., BALDANI, J. C., TICIANELLI, M. G., PINELLI, L. A. P.

Materiais Odontológicos e Prótese - Universidade Estadual Paulista. E-mail: anappita@hotmail.com

A posição da mandíbula é influenciada pela musculatura cervical e pela ação da força gravitacional sobre o sistema. Assim, a posição da cadeira odontológica poderia modificar o padrão dos contatos oclusais dos pacientes, que deve ser mantido nos tratamentos dentários. Pensando nisso, o presente estudo avaliou a influência da posição da cadeira odontológica sobre o número de contatos oclusais em indivíduos portadores e não portadores de DTM. Foram selecionados, de acordo com a Academia Americana de Dores Orofaciais, 20 alunos de Odontologia, de ambos os sexos, com idade entre 20 e 24 anos e dentição morfologicamente normal, sendo 10 portadores e 10 não portadores de DTM. Fez-se a impressão dos contatos oclusais utilizando tira de papel carbono (Accufilm II) posicionada entre os arcos dentários em máxima intercuspidação, com o paciente sentado e deitado. Os valores do número de contatos oclusais foram catalogados e submetidos a análise de variância (p = 0,05) e teste t (t = 0,327; p = 0,75). Segundo os resultados não houve diferença significativa entre as variáveis testadas, nas condições experimentais do estudo, o que demonstra ausência de relação entre alterações na posição da cadeira odontológica e quantidade de contatos oclusais em ambos os grupos.

A posição da cadeira odontológica não causou alteração na quantidade de contatos oclusais. (Apoio financeiro: FAPESP.)

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Implantação do programa de conservação auditiva da FO-UERJ: exames audiométricos

VALLADARES, C. P.*, SOUZA, H. M. M. R., ASSUNÇÃO, A. R. M.

Prótese - Universidade do Estado do Rio de Janeiro. E-mail: capeixotorj@hotmail.com

O cirurgião-dentista é um profissional exposto constantemente ao ruído devido à natureza dos equipamentos presentes em seu ambiente de trabalho. Esta exposição pode trazer sérios danos à sua saúde, dentre os quais destacamos a perda auditiva, que afeta diretamente sua vida pessoal, social e profissional. Com a intenção de alertar estes profissionais, está sendo implantado na Faculdade de Odontologia da UERJ um Programa de Conservação Auditiva que engloba 5 etapas: avaliação e monitoramento da exposição ao ruído, medidas de controle ambiental, medidas organizativas, avaliação audiométrica e educação. Este trabalho tem como objetivo principal apresentar os resultados das avaliações audiométricas realizadas nos professores, para traçar o perfil audiológico destes profissionais e estabelecer uma possível relação entre os resultados obtidos e a Perda Auditiva Induzida pelo Ruído (PAIR). Vinte e seis professores foram submetidos a uma anamnese direcionada, otoscopia e audiometria tonal com teste de discriminação, por via aérea e via óssea. Dos 26 exames, 8 (30,75%) estavam dentro dos padrões de normalidade, 6 (23,10%) demonstraram outros tipos de perda auditiva não sugestivos de PAIR mas que comprometem a acuidade auditiva normal, e 12 (46,15%) apresentaram curvas compatíveis com PAIR.

Os índices de perda auditiva encontrados aliados ao caráter irreversível desta lesão reforçam a importância deste programa preventivo como meio de defesa deste inimigo invisível chamado ruído e indicam a necessidade do exame audiométrico periódico para os profissionais de Odontologia.

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Avaliação da eficácia da eletroterapia para analgesia das dores miofasciais através de parâmetros objetivo e subjetivo

ANTUNIASSI, A. R.*, BOLZAN, M. C., BAIETERO, M., SHINGAI, M.

Materiais Dentários - Universidade de São Paulo. E-mail: anelena@uol.com.br

Este estudo foi realizado com o objetivo de avaliar e comparar a eficácia da eletroterapia na analgesia rápida das dores miofasciais. Sessenta pacientes divididos em grupos I , II e III receberam por 20 minutos, aplicações de microcorrente (MENS), TENS modo convencional (TC) e TENS modo breve intenso (TB), respectivamente. Foram avaliados o grau de dor e analgesia, de um determinado ponto álgico do músculo masseter, antes e imediatamente após a aplicação das diferentes correntes elétricas. Para tanto, foram utilizados dois parâmetros: a escala VAS, como parâmetro subjetivo e um dinamômetro, como parâmetro objetivo. A análise estatística, revelou que para a variável VAS não se observaram diferenças entre os grupos I, II e III, (p > 0,05), mas houve uma diferença significativa (p < 0,05) entre o antes e depois para a variável dinamômetro. Isto significa que todas as terapias foram efetivas, não existindo diferença significativa entre elas quando a dor foi medida pela escala VAS. Com relação à variável dinamômetro, houve uma diferença significativa entre o antes e depois para o grupo que recebeu microcorrente (p < 0,05), mas não houve diferença significativa entre o antes e depois para os grupos TB e TC. Isto significa que a terapia com microcorrente foi mais efetiva na redução da dor quando medida objetivamente através do dinamômetro (NAPEM-FOUSP).

Concluímos que não existe diferença entre as terapias do ponto de vista dos pacientes mas quando comparadas por um método objetivo, a microcorrente demonstrou proporcionar melhor analgesia rápida.

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Análise comparativa da imagem digitalizada dos registros oclusais em prótese total obtidos em dois tempos clínicos

MARTINS, C. V.*, FURUYAMA, R. J., TAMAKI, R., NAKAMAE, A. E. M.

Prótese Dentária - Universidade de São Paulo. E-mail: cvmartins@zipmail.com.br

Este estudo teve como objetivo comparar as marcas oclusais das próteses totais bimaxilares, obtidas no ato da instalação (T1) e após quinze dias (T2), utilizando-se a imagem digitalizada. Os registros oclusais de sete pacientes foram tomados em T1 e T2 por meio da execução do movimento de abertura e fechamento de boca com um papel carbono de articulação interposto entre as próteses. As imagens das próteses com os registros foram digitalizadas por um scanner de mesa num aumento de 1.000% e analisadas num ­aumento de 300% com o programa Adobe Photo­shop. Os valores das áreas, em mm2, foram colhidos em tabelas, submetidos a uma análise quantitativa e qualitativa e os resultados foram analisados estatisticamente. Pela análise de Anderson-Darling, observou-se que os pacientes que apresentavam uma grande área marcada em T1, apresentavam uma área menor em T2 e vice-versa, tanto nas cúspides de trabalho como nas de corte. Observou-se também um predomínio de marcas consideradas pequenas pela análise de Duncan em T2.

Concluiu-se que: a imagem digitalizada foi aplicável, possibilitando a comparação de registros de dois tempos clínicos diferentes; o uso das próteses totais pode induzir a um rearranjo do sistema estomatognático, sendo necessário ajustes periódicos para restabelecer a oclusão balanceada. Embora os resultados encontrados estejam de acordo com os dados encontrados na literatura, faz-se necessários novos estudos, com acompanhamento clínico mais longo e maior número de casos, para confirmar as tendências encontradas. (Projeto realizado com apoio do CNPq - PIBIC 2000/2001.)

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Avaliação do retorno periódico em usuários de prótese parcial removível

GARCIA, D.*, PAVARINA, A. C., GARCIA, P. P. N. S., BONAN, R. F. B., VERGANI, C. E., GIAMPAOLO, E. T., MACHADO, A. L.

Materiais Odontológicos e Prótese - Universidade Estadual Paulista. E-mail: danigar@zipmail.com.br

O objetivo deste estudo foi avaliar as condutas dos cirurgiões-dentistas quanto ao retorno periódico de pacientes usuários de prótese parcial removível (PPr). Um questionário foi aplicado a 100 cirurgiões-dentistas e os dados obtidos foram inseridos no programa Epi Info 6.04. Após a colocação da prótese, os períodos mais recomendados para o retorno foram de 2 dias (25%) e 7 dias (39%), e os procedimentos mais executados nesta oportunidade foram avaliação da higienização dos dentes, da prótese, áreas de compressão e oclusão (49%). O retorno semestral foi prescrito por 65% dos dentistas, sendo o método mais utilizado para promovê-lo o telefonema (40%). Quanto à freqüência, 54% responderam que seus pacientes retornam ao consultório apenas quando julgam necessário. Dos profissionais estudados, 71% recomendam o controle posterior para verificar a higienização dos dentes e adaptação da prótese ao rebordo. Os procedimentos mais executados durante o retorno foram: raspagem (77%), restauração (63%) e instrução de hi­giene (61%). Dos profissionais analisados, 38% responderam que seus pacientes estavam satisfeitos com a sua prótese. Entretanto, 30% relatam observar nos retornos a presença de cáries, 26% reclamações de desconforto e 22% de falta de estabilidade.

A maioria dos profissionais prescreve o retorno, principalmente semestral, para avaliação da higienização dos dentes, da prótese, áreas de compressào e oclusão. Os procedimentos mais realizados nestes retornos são raspagem, instrução de higiene oral e restauração.

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Avaliação da adaptação cervical de casquetes metálicos em função da presença ou não de alívio nos troquéis de gesso

NIECKELE, F. A. N.*, RUSSOMANNO, R. P., LOPES, L. A. Z., MEZZOMO, E., HENNRICH, V., SUZUKI, R. M.

Faculdade de Odontologia - Universidade Luterana do Brasil. E-mail: fernandanieckele@hotmail.com

No presente trabalho, avaliou-se a influência do alívio nos troquéis de gesso sobre o ajuste marginal de casquetes metálicos para coroas metalocerâmicas. Um dente pré-molar humano hígido foi preparado para coroa total metalocerâmica. A seguir, foram realizadas vinte e quatro moldagens através da técnica de moldagem em dois tempos com uma silicona de adição (Express - 3M) e vazados com o gesso tipo IV (Fujirock). Os troquéis obtidos foram divididos em três grupos de oito, Grupo A (troquéis aliviados com espaçador - Spacer Talladium), Grupo B (troquéis aliviados com uma película à base de cianocrilato - Super Bonder) e Grupo C (troquéis sem alívio). Os padrões de cera foram incluídos em revestimento e fundidos com uma liga de níquel-cromo (Viron 99 - Bego). Os casquetes foram ajustados aos seus respectivos troquéis com o auxílio de brocas esféricas “carbide” (Komet) em ponta reta e teflon (Tectape - BK 95 - ­Bausch Dental Co.) Um microscópio universal de medição (OMO) com 0,005 micrômetros de precisão foi usado para medir o grau de desajuste cervical. Os resultados mostraram um grau de desajuste médio de 0,121 mm para o Grupo A, 0,021 mm para o Grupo B e 0,281 mm para o Grupo C, com diferença estatisticamente significante entre os Grupos A e B em relação a C. Não houve diferença estatística entre os Grupos A e B.

Conclui-se que o alívio sobre o troquel mostrou-se determinante no grau de ajuste cervical dos casquetes.

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Influência da complementação térmica por banho de água nas propriedades mecânicas de uma resina termopolimerizável

BRAVO, L.*, PAVARINA, A. C., NEPPELENBROEK, K. H., VERGANI, C. E., MACHADO, A. L., GIAMPAOLO, E. T., VAZ, L. G.

Materiais Odontológicos e Prótese - Universidade Estadual Paulista. E-mail: luciano_bravo@hotmail.com

O objetivo desse estudo foi avaliar o efeito da complementação térmica por banho de água sobre dureza e resistência à flexão de uma resina termopolimerizável (QC-20) polimerizada de acordo com ciclos propostos pelo fabricante (A e B). Foram confeccionados 40 corpos-de-prova para o teste de dureza (13 x 8 mm) e para o teste de flexão (64 x 10 x 3,3 mm). No ciclo A, a mufla foi imersa em água a 100ºC, e mantida por 20 min. No ciclo B, a mufla foi imersa em água a 100ºC, o aquecimento retirado por 20 min, religado, e a mufla mantida por 20 min a 100ºC. As amostras foram armazenadas em água a 37ºC por 48 ± 2 h e então divididas em 2 grupos: controle e experimental (submetido ao banho de água a 50ºC por 1 h), antes dos ensaios. O teste de flexão foi realizado em uma máquina de ensaios da MTS e a dureza Vickers foi utilizada para avaliar a dureza superficial de cada amostra. Os dados de flexão foram submetidos à análise de variância e ao teste de Tukey, e os valores de dureza ao teste de Kruskal-Wallis. Quando as amostras do ciclo A foram submetidas ao tratamento térmico, apresentaram um aumento significativo (p < 0,05) na resistência a flexão (64,14 MPa) em comparação ao grupo controle (51,50 MPa). As amostras do ciclo B demonstraram valores de dureza (p < 0,05) significativamente maiores (23,14 VHN) após o tratamento em água, comparadas ao controle (17,42 VHN). O ciclo B promoveu maiores valores de dureza e de resistência a flexão, independente do tratamento térmico.

Os resultados deste estudo sugerem que o tratamento térmico melhora a dureza e a resistência a flexão da resina QC-20.

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Resistência à microtração entre uma cerâmica hidrotérmica e um cimento resinoso submetidos ou não à termociclagem

SIQUEIRA, L. O., NEISSER, M. P., LOPES, A. G., PIMENTA, L. A. F., GALHANO, G. A., GONÇALVES, J., LEITE, F. P. P.

Materiais Dentários e Prótese - Universidade Estadual Paulista. E-mail: lu_odontounesp@hotmail.com.br

A efetividade de união restauração/dente é um dos fatores de sucesso de tratamentos protéticos reabilitadores. Objetivamos, com este trabalho, avaliar por ensaio de microtração, a resistência adesiva entre uma cerâmica (Symbio Ceram, Degussa Dental) e um cimento resinoso (Panavia F, Kuraray), submetidos ou não a ciclagem térmica. Para tanto foram obtidos 3 blocos cerâmicos com dimensões de 5 mm x 6 mm x 6 mm; sua superfície de colagem (6 mm x 5 mm) foi polida com lixa (#600), condicionada com ácido fluorídrico a 10% e silanizada de acordo com as recomendações do fabricante. A seguir os blocos foram cimentados a outros de resina composta com as mesmas dimensões, sob carga de 1 kg. Após isto foram mantidos em água destilada à temperatura ambiente durante 7 dias e cortados de forma a obter-se 20 corpos-de-prova com dimensões de 10 mm x 1 mm x 1 mm, propiciando área adesiva de 1 mm2 ± 0,1 mm2 e divididos em 2 grupos submetidos aos seguintes tratamentos: G1- manutenção em água destilada a temperatura ambiente, durante 3 dias, e G2- ciclagem térmica (1.500 ciclos) em dois banhos (5ºC e 55ºC), após o que foram tracionados em máquina de ensaios universal (EMIC) com célula de carga de 10 kgf e velocidade de 0,5 mm/min. Os valores numéricos (MPa) foram lançados em tabela própria e submetidos a teste estatístico (Mann-Whitney), mostrando que G1 (27,06 ± 10,59) não diferiu estatisticamente (5%) de G2 (22,55 ± 4,81).

Considerando a metodologia aplicada e os resultados obtidos, parece-nos lícito concluir que a ciclagem térmica não influenciou a resistência adesiva entre os materiais estudados.

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Avaliação da resistência à microtração entre dois cimentos resinosos e uma cerâmica prensada

GONÇALVES, J.*, BOTTINO, M. A., LEITE, F. P. P., PEIXE, S., YOSHIGA, S. R.,
MICHIDA, S. M. A., PIMENTA, L. A. F.

Materiais Dentários - Universidade Estadual Paulista. E-mail: julygon@hotmail.com

O objetivo deste estudo foi avaliar a resistência de união, por ensaio de microtração, entre um sistema cerâmico (IPS Empress, Ivoclar-Vivadent) e dois cimentos resinosos (Panávia F, Kuraray e Rely X, 3M). Foram confeccionados dois blocos cerâmicos com dimensões de 6 mm x 6 mm x 5 mm, os quais foram duplicados em resina composta (Clearfil APX, Kuraray). A superfície cerâmica de união (6 mm x 5 mm) foi polida com lixas d’água (nº 800, 1.000, 1.200), tratada com ácido fluorídrico 10% e silanizada, sendo então os blocos cerâmicos cimentados aos poliméricos, dois a dois, empregando os cimentos resinosos que foram manipulados seguindo as recomendações do fabricante, sob carga de 500 gramas. Em seguida os conjuntos foram armazenados em água destilada (37ºC - 7 dias), após o que foram seccionados no sentido X e Y, obtendo-se amostras com 10 mm x 1 mm x 1 mm, com área adesiva de aproximadamente 1 mm2 ± 0,1 mm2, num total de 20 corpos-de-prova divididos em 2 grupos, sendo G1 - cimentado com Panávia F e G2 - cimentado com Rely X. Ambos os grupos foram levados à máquina de ensaio universal (EMIC) com célula de carga de 10 kgf e velocidade de 0,5 mm/min, para a realização da tração. Os valores de resistência adesiva (MPa) foram tabulados e analisados estatisticamente (Mann-Whitney), apresentando os seguintes valores médios de tensão de ruptura: G1 = 36,34 e G2 = 40,27.

Pela metodologia aplicada e os resultados obtidos é lícito concluir que a resistência adesiva dos grupos diferiu estatisticamente (p = 0,004), sendo que G2 apresentou resultados superiores a G1.

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Comparação da resistência adesiva entre um cimento resinoso e duas cerâmicas prensadas pelo teste de microtração

RIBEIRO, F. L.*, KIMPARA, E. T., LEITE, F. P. P., CASTRO FILHO, A. A., NASRAUI, A. P., CAMARGO, F. P., PEIXE, S.

Materiais Odontológicos e Prótese - Universidade Estadual Paulista. E-mail: ribeirofabiana@hotmail.com

O objetivo deste estudo foi avaliar, pelo ensaio de microtração, a resistência da união entre um cimento resinoso (Rely X, 3M) e duas cerâmicas prensadas (IPS Empress e IPS Empress II, Ivoclar/Vivadent). Foram confeccionados dois blocos de cada uma das cerâmicas, com dimensões de 6 mm x 6 mm x 5 mm, os quais foram duplicados em resina composta (Clearfil APX, Kuraray). A superfície cerâmica para união (6 mm x 5 mm) foi polida com lixas d’água (nº 800, 1.000, 1.200) sendo em seguida tratada com ácido fluorídrico 10% e silanizadas. Os blocos cerâmicos foram cimentados aos correspondentes em resina composta com o cimento resinoso manipulado de acordo com as recomendações do fabricante, e carga de 500 gramas. Decorrido o período de armazenagem (água destilada por 7 dias à 37ºC), o conjunto foi seccionado no sentido X e Y, obtendo-se amostras com dimensões aproximadas de 10 mm x 1 mm x 1 mm e área adesiva de 1 mm2 ± 0,1mm2 obtendo-se 20 corpos-de-prova divididos em dois grupos de 10, sendo G1- Empress e G2- Empress II. Cada corpo-de-prova foi fixado, com cianoacrilato, num paquímetro especialmente adaptado e acoplado na máquina de ensaios universal (EMIC) com célula de carga de 10 kgf e velocidade de 0,5 mm/min. Os resultados foram analisados estatisticamente (Mann-Whitney), mostrando os seguintes valores médios de tensão de ruptura (MPa): G1 = 40,27 e G2 = 47,34 que mostraram diferença estatisticamente significante (p = 0,02).

Em função da metodologia aplicada e dos resultados obtidos é lícito concluir que G2 (Empress II) apresentou melhor desempenho quando comparado a G1 (Empress).

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Efeitos dos desinfetantes químicos na dureza superficial de resinas acrílicas termopolimerizáveis

ANDRADE, V. G.*, ORSI, I. A.

Materiais Dentários e Prótese - Universidade de São Paulo. E-mail: vanessandrade@yahoo.com.br

Esse estudo tem como objetivo avaliar os efeitos de desinfetantes químicos na propriedade de dureza superficial de resinas termopolimerizáveis de diferentes composições. Foram confeccionados 210 corpos-de-prova circulares (15 mm de diâmetro e 4 mm de espessura) de cada tipo de resina (Lucitone, QC-20 e Clássico), divididos em dois grupos referentes aos tipos de polimento (químico e mecânico). Cada grupo foi dividido em quatro subgrupos correspondentes aos desinfetantes químicos (hipoclorito de sódio a 1%; 2,5%; 5,25% e glutaraldeído alcalino a 2%), e esses subdivididos nos períodos de imersão (10, 20, 30, 45 e 60 minutos). O grupo controle foi mantido em água. Após cada período de imersão os corpos-de-prova eram levados no aparelho de dureza de baixo cone. Os resultados foram analisados estatisticamente pela análise de variância e testes auxiliares de Tukey e Scheffé. Houve diferenças estatísticas (p < 0,01) entre as três marcas comerciais de resina acrílica, os dois tipos de polimento, com o polimento químico apresentando os maiores valores, os períodos de imersão, havendo elevação dos valores de profundidade de penetração com o transcorrer do tempo e entre as soluções.

Pelos resultados conclui-se que a resina QC-20 apresentou os maiores valores de profundidade de penetração, seguida pela Clássico e Lucitone. Dentre as soluções, hipoclorito de sódio a 1% e glutaraldeído alcalino a 2% produziram os menores valores de profundidade de penetração, sendo, respectivamente, 1ª e 2ª escolha de desinfetante químico para prótese total. (Apoio: FAPESP- processo nº 00/11515-1.)

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Avaliação comparativa da estabilidade dimensional de três materiais de moldagem quanto ao segundo vazamento

TAVARES, B.*, SOTELO, L. M., DUARTE, J. P., FERREIRA, A. B.

Prótese Dentária - Pontifícia Universidade Católica do Rio. E-mail: bruna.lombardi@ig.com.br

O objetivo do estudo foi comparar a estabilidade dimensional do poliéter, silicona de adição e silicona de condensação no segundo vazamento. Foram realizadas 10 moldagens iniciais de um troquel mestre metalizado com cada material. As moldagens foram vazadas com gesso tipo IV (Vel-Mix/Kerr) totalizando 30 corpos-de-prova, que foram divididos em três grupos de 10 a saber: grupo 1A- obtidos com poliéter (Impregum/ESPE), grupo 1B- obtidos com silicona de adição (Aquasil/Dentsply) e grupo 1C- obtidos com silicona de condensação (Spidex/Vigodent). Após 30 minutos da remoção dos corpos-de-prova das moldagens, estas foram revazadas, com o mesmo gesso, gerando outros 3 grupos de 10 corpos-de-prova, identificados como grupo 2A para Impregum, 2B para Aquasil e 2C para Spidex. Foram feitas medidas na base e no topo dos 60 corpos-de-prova com um Projetor de Perfis/Deltronic. Após a obtenção das medidas, foi realizada a análise estatística, aplicando testes ANOVA e Tukey, sendo p < 0,05 para comparar os grupos A, B e C. Foi utilizado o teste t para comparar as medidas obtidas entre o primeiro e o segundo vazamento. Os resultados das médias e desvio padrão na base e no topo expressos em milímetros foram respectivamente: 1A = 9,116/5,340 e 0,001/0,002; G1B = 9,110/5,340 e 0,002/0,002; G1C = 9,110/5,342 e 0,009/0,003; G2A = 9,110/5,340 e 0,004/0,004; G2B = 9,119/5,344 e 0,011/0,006 e G2C = 9,127/5,338 e 0,066/0,007.

Com base nos resultados obtidos foi possível concluir que não houve alteração dimensional estatisticamente significativa entre os três materiais tanto no primeiro quanto no segundo vazamento.

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Precisão na montagem em articulador em função do tipo de gesso e tratamento do modelo

CESERO, L.*, LOPES, L. A. Z., MEZZOMO, E.

Odontologia - Universidade Luterana do Brasil. E-mail: lelodonto@zipmail.com.br

O objetivo do presente estudo foi investigar a influência do tipo de gesso na precisão da montagem de modelos superiores secos e hidratados em um articulador semi-ajustável Arcon. Os grupos foram divididos de acordo com o tipo de gesso e o tempo de hidratação dos modelos: Grupo 1 e 2 modelos secos fixados com gesso-pedra e especial respectivamente; Grupo 3 e 4 modelos hidratados por 1 minuto e fixados com gesso-pedra e especial respectivamente e Grupo 5 e 6 modelos hidratados por 5 minutos e fixados com gesso-pedra e especial respectivamente. A alteração dimensional do gesso de montagem e a sua influência na posição do modelo foi mensurada por meio de relógios comparadores de precisão micrométrica, posicionados de forma a registrarem a contração e a expansão do gesso. Os Grupos 1 e 2 apresentaram uma contração predominante sobre a expansão, nos demais grupos a expansão foi predominante sobre a contração. Os dados foram submetidos à análise de variância múltipla o que permitiu observar que houve diferença estatisticamente significante (p < 0,05) nos Grupos 1, 2, 3, e 5.

Os resultados permitiram concluir que o Grupo 1 e 2 apresentaram um movimento do modelo em direção ao ramo superior do articulador (resultado da contração), sendo esse maior para gesso especial. Os Grupos 3, 4, 5 e 6 apresentaram um movimento de abertura entre os ramos superior e inferior do articulador (resultado da expansão), sendo esse significativamente maior para o gesso-pedra comparativamente ao gesso especial.

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Câncer bucal: estudo dos fatores clínicos e sócio-demográficos no atraso do tratamento

CUNHA, E. M.*, FARIA, P. R., CARDOSO, S. V., LOYOLA FILHO, A. I., LOYOLA, A. M.

Patologia - Universidade Federal de Uberlândia. E-mail: eliscunha@zipmail.com.br

O objetivo deste trabalho foi identificar o atraso no tratamento do câncer bucal e investigar sua associação com características sócio-demográficas do paciente e clínicos da lesão. Para tanto, foram analisados 166 prontuários de pacientes com carcinoma epidermóide bucal, cujos dados sócio-demográficos, clínicos, data do diagnóstico histopatológico e do início do tratamento estavam disponíveis. O tempo de atraso considerado aceitável foi de até 30 dias após o diagnóstico histopatológico. As variáveis analisadas foram idade, sexo e procedência dos pacientes; tamanho, localização, sintomatologia e estadiamento clínico das lesões. A existência de associações foi investigada por meio do teste qui-quadrado (nível de significância  < 0,05), e odds ratio (IC de 95%) foi empregado para descrever a magnitude das associações. O banco de dados foi construído e analisado por meio do Software Epi Info, versão 6.04 b. Foram encontrados os seguintes resultados: idade > 60 anos (OR = 0,87; IC = 0,45-1,68; p = 0,76), sexo masculino (OR = 1,45; IC = 0,59-3,63; p = 0,49), procedência Uberlândia (OR = 1,98; IC = 0,99-3,96; p = 0,053), tamanho > 2 cm (OR = 1,57; IC = 0,78-3,20; p = 0,23), estágio avançado (OR = 2,13; IC = 1,04-4,36; p = 0,04), não circunscrita (OR = 2,42; IC = 1,22-4,83; p = 0,01), sintomática (OR = 2,08; IC = 1,03-4,18; p = 0,04) e localizadas no lábio (OR = 0,30; IC = 0,11-0,77; p = 0,010).

Dimensão maior que 2 cm, ser avançada e não circunscrita, foram as características da lesão positivamente associadas ao atraso no tratamento. Apenas a localização labial foi fator de proteção para o atraso no tratamento. (Apoio: CNPq-FAPEMIG.)

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Formas anátomo-clínicas da candidíase em pacientes com AIDS: epidemiologia e diagnóstico clínico-laboratorial

RAMOS, L. A.*, FONSECA, D. F., CHAVES, J. A. C., CUNHA, R. M., VIEIRA, B. J.,
AARESTRUP, F. M.

Laboratório de Imunopatologia e Patologia - Universidade Federal de Juiz de Fora. E-mail: ligiaar@bol.com.br

A candidíase bucal é uma doença infecciosa com múltiplas manifestações e, na maioria das vezes, o diagnóstico é feito de acordo com a história do paciente e com as características clínicas da lesão. Porém, algumas formas anátomo-clínicas apresentam a necessidade de realização de testes para confirmação diagnóstica. O objetivo deste estudo foi determinar a incidência das formas clínicas de candidíase bucal presentes em pacientes com AIDS do Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora (HU/UFJF) e estabelecer o diagnóstico diferencial com outras lesões bucais através da citologia esfoliativa. Foram examinados 50 pacientes adultos, de ambos os sexos, atendidos no ambulatório de Doenças Infecciosas e Parasitárias do HU/UFJF. Todos os indivíduos apresentavam imunossupressão (CD4+/mm3 sangue < 200) e hipótese clínica de candidíase bucal. Os pacientes com suspeita de candidíase eritematosa foram submetidos ao exame de citologia esfoliativa da lesão. Foi observada incidência de 46,2% da forma florida, 29,6% da forma pseudomembranosa, 22,2% da forma atrófica/eritematosa e 1,85% dos casos exibiram manifestação cutâneo-mucosa da infecção. Os resultados revelaram um índice significativo de manifestações dos tipos atrófico/eritematoso, com aspecto clínico, muitas vezes, semelhantes a outras alterações bucais.

Destacamos, desta forma, a importância da utilização de métodos complementares de diagnóstico nos casos de suspeita de candidíase bucal. (Apoio financeiro: CNPq.)

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A utilização de um sistema de informação geográfica na pesquisa do conhecimento do câncer de boca

RAMOS, T. T.*, RAMOS, R. T., CANTISANO, M. H.

Geografia - Universidade Federal Fluminense. E-mail: tatiana_tramontani@yahoo.com

O trabalho teve como objetivo mapeamento de informações obtidas em questionários de anamnese consentida de 219 pacientes da Clínica de Estomatologia da Universidade Veiga de Almeida, em 82 bairros do Rio de Janeiro. Para tal, foi utilizado um Sistema de Informação Geográfica (CARVALHO, M. S.; PINA, M. F. Rede Interagencial de Informações para a Saúde - RIPSA. Org. Panamericana da Saúde/ Ministério da Saúde, 2000; ASSAD, E. D.; SANO, E. E. Sistema de Informações Geográficas - Aplicações na Agricultura. 2. ed. Brasília : Embrapa-SPI/Embrapa). Foi dado ênfase à questões relativas ao conhecimento do câncer de boca, seus métodos preventivos, fonte de informação sobre o assunto e escolaridade dos pacientes. Os resultados revelaram que independentemente da escolaridade ou bairro de moradia, 66% dos questionados mostraram conhecimento do câncer de boca e apenas 3% declararam conhecer métodos de prevenção. Quanto ao veículo de acesso às informações, jornais, revistas e TV foram os mais citados seguidos de médicos, dentistas e instituições de saúde.

O nível de escolaridade não influenciou no conhecimento do câncer de boca e as vias de acesso às informações, mostraram-se insuficientes na transmissão de informações visto que não enfocaram métodos preventivos como o auto-exame. O acesso às informações foi uniforme em todos os ­bairros mapeados. (Bolsa de iniciação científica do CNPq.)

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Avaliação do uso da goma de mascar no aumento persistente do fluxo salivar

ODERICH, E.*, SANTOS, R. B., KRAPF, S. M. R., FIGUEIREDO, M. A. Z.

Estomatologia e Prevenção do Câncer Bucal - Pontifícia Universidade Católica do Rio. E-mail: elisa.od@terra.com.br

A hipossalivação é observada, com freqüência, em pacientes submetidos à radioterapia em região de cabeça e pescoço. Entre outras conseqüências da redução do fluxo salivar, está o aparecimento da xerostomia, o aumento da prevalência de cáries e a disfagia. Essas condições interferem, sobretudo, na saúde bucal do indivíduo. Na tentativa de contribuir para amenizar tal problema, o presente estudo avaliou a eficácia do uso da goma de mascar para o aumento persistente do fluxo salivar. O grupo analisado era composto de dez estudantes da Faculdade de Odontologia da PUCRS, sendo cada participante seu próprio controle. Durante cinco dias, o estímulo mastigatório foi aplicado após as três refeições principais, por um período de 15 minutos. Os alunos selecionados foram submetidos ao exame clínico no Serviço de Estomatologia do Hospital São Lucas da PUCRS. As amostras de saliva, coletadas no primeiro e no sétimo dia, foram armazenadas em um pote coletor universal plástico estéril e enviadas ao Laboratório de Análises Clínicas do hospital. Os resultados evidenciaram o aumento médio de 0,796544 ml/min de saliva total estimulada na primeira coleta para 0,855502 ml/min na coleta final. Foi aplicado o teste t de Student para amostras pareadas, não sendo esse resultado estatisticamente significante.

Os autores concluem que o uso da goma de mascar é um manejo terapêutico a ser considerado no alívio da xerostomia. Sugerem que novos estudos, aumentando a amostra e o tempo de uso do chiclete, possam confirmar o aumento do fluxo salivar além do estímulo momentâneo.

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Avaliação do filme Insight, variando tempos de exposição e processamento radiográfico

RAMOS, F. M. M.*, CARVALHO, I. M. M.

Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais - Universidade de São Paulo. E-mail: flaviammr@bol.com.br

Uma radiografia de boa qualidade é a base para o sucesso de um diagnóstico radiográfico, esta qualidade depende de inúmeros fatores que incluem, desde o tipo do filme ao método de processamento radiográfico escolhido. A evolução tecnológica tem permitido a utilização de filmes mais sensíveis que possuem a capacidade de produzir imagens satisfatórias com uma menor quantidade de radiação X. Este trabalho se propôs a avaliar o novo filme radiográfico da Kodak, Insight, pelos 2 métodos de processamento radiográfico (automático e manual). Foram utilizados 5 aparelhos pertencentes ao Centro Odontológico do HRAC-USP. De cada um destes aparelhos foram obtidas 2 grupos de 10 radiografias da região de molares de uma mandíbula macerada (fantoma). Os tempos de exposição variaram de 0,1 a 1,0 segundos. Cada grupo de 10 radiografias foi processado pelo método manual (temperatura-tempo) e pelo método automático. Cinco examinadores elegeram qual radiografia apresentava as qualidades ideais para um bom diagnóstico radiográfico. Observou-se, nos 5 aparelhos utilizados, que a maioria dos examinadores optou pelas radiografias de menor tempo de exposição, pelos 2 métodos de processamento. Foi constatado também que com o processamento automático, o filme Insight, se comportou como um filme tipo F de sensibilidade. No processamento manual, houve redução de 50% da dose de exposição.

Este filme, Insight, deverá ser usado sempre que possível com um processamento automático, pois produz imagens de valor diagnóstico com pequena exposição.

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Avaliação de “achados radiográficos” em pacientes encaminhados para tratamento ortodôntico e/ou ortopédico facial

MORAES, M. G.*, ARMOND, M. C., GENEROSO, R., CASTILHO, J. C. M., RIBEIRO, A.

Diagnóstico e Cirurgia - Universidade Vale do Rio Verde de Três Corações. E-mail: mcarmond@zipmail.com.br

O objetivo dessa pesquisa foi fazer o levantamento de anomalias dentárias e de lesões periapicais assintomáticas descobertas por meio do exame radiográfico de rotina e relevantes para o diagnóstico e planejamento ortodôntico/ortopédico facial. Foram inspecionadas, aleatoriamente, num centro de radiologia na cidade de Varginha - MG, 500 radiografias panorâmicas de pacientes de ambos os sexos, na faixa etária dos 6 aos 50 anos de idade, que iriam se submeter ao tratamento ortodôntico/ortopédico facial. A avaliação radiográfica foi realizada por um único radiologista por meio de lupa e negatoscópio e constou da detecção das seguintes alterações: anodontias, dentes supranumerários, dilacerações radiculares, lesões periapicais e dentes retidos/impactados. Os resultados mostraram que 178 radiografias (35,6%) apresentaram-se com anomalias e/ou alterações periapicais, sendo 136 dentes retidos/impactados, 29 anodontias, 21 com dilacerações radiculares, 70 lesões periapicais e 31 supranumerários.

Concluímos que a radiografia panorâmica deve ser rotina nas fases de pré-, trans- e pós-tratamento ortodôntico/ortopédico facial, e que o sucesso desse tratamento está diretamente associado ao diagnóstico radiográfico.

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Disostose cleidocraniana – busca de métodos de diagnóstico por imagem alternativos

SIMI, R.*, FRIGGI, M. N., EID, R. M., PAPAIZ, E. G., FISBERG, M.

Pediatria - Universidade Federal de São Paulo. E-mail: rosimi@uol.com.br

Com o intuito de conseguir um melhor reembasamento para planejar o tratamento ortodôntico e cirúrgico de uma paciente portadora de disostose cleidocraniana, era necessário localizar radiograficamente elementos dentais supranumerários, inclusos e impactados na maxila (manifestações comuns dessa síndrome, além de inúmeras outras), fomos para isso buscar métodos alternativos que nos possibilitassem obter os dados necessários. As técnicas de localização convencionais não se mostraram suficientes, e o fato da família da paciente não ter recursos para executar um exame em CT, nos fez optar por uma tomografia realizada em aparelho acionado por computador (Tomax Ultrascan), que além de um custo substancialmente menor, apresenta a vantagem de oferecer menos incômodo ao paciente. A paciente foi moldada, cons­truiu-se modelos de gesso que nos possibitou alimentar o tomógrafo com as informações necessárias e ainda construir uma guia radiográfica em acetato. O passo seguinte foi obter as imagens da paciente. O painel intenciona mostrar os resultados imagenológicos obtidos e como foram utilizados.

Os resultados obtidos por esse processo, superou nossas expectativas e ainda nos revelou a presença de lesões de aspecto cístico, nos levando a indicá-lo em casos semelhantes.

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Avaliação cefalométrica da posição dos incisivos por diferentes clínicas radiológicas x tratamento ortodôntico

MARQUES, A. L. G.*, SILVEIRA, H. L. D., SILVEIRA, H. E. D., DALLA-BONA, R. R.

Cirurgia e Ortopedia - Universidade Federal do Rio Grande do Sul. E-mail: lessamarques@ig.com.br

A literatura comprova a existência de variação interexaminador na identificação dos pontos anatômicos durante a confecção de um cefalograma. Dessa forma, o objetivo desse trabalho foi verificar se essa variação interfere nos resultados cefalométricos para avaliação da posição dos incisivos e da discrepância cefalométrica, dados estes, que influenciam na decisão clínica da necessidade ou não de extrações dentárias. Para tanto, foram selecionadas 40 telerradiografias laterais, que foram todas enviadas, em momentos diferentes, para 3 clínicas de radiologia odontológica que realizaram a análise cefalométrica padrão USP, portanto, foram obtidos 3 cefalogramas de cada radiografia. Neste trabalho foram analisados os itens 1.NS, 1.NA, 1-NA, 1.NB, 1-NB, FMA, discrepância de Tweed e de Vigorito. Os resultados mostraram diferença estatisticamente significativa para um p < 0,05 em 1 dos 6 fatores avaliados e nas 2 discrepâncias cefalométricas. A avaliação descritiva dos resultados mostrou variação de até 14 mm para a discrepância de Tweed e de até 16º para o 1.NB, entre as clínicas.

A partir dos resultados encontrados podemos concluir que as diferenças existem e podem resultar em ­diagnósticos diferentes, induzindo a planos de tratamento distintos para o mesmo paciente, dependendo da clínica que realizou a análise cefalométrica.

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Estudo de levantamento clínico e bibliográfico sobre a síndrome do processo estilóide alongado (síndrome de Eagle)

ISSA, J. P. M.*, WATANABE, P. C. A., PARDINI, L. C., DRUZIANI, L. S.

Morfologia, Estomatologia e Fisiologia - Universidade de São Paulo. E-mail: mamieiyo@forp.usp.br

A síndrome de Eagle é o termo dado ao aumento sintomático do processo estilóide ou mineralização do ligamento estilo-hióideo ou estilomandibular. Originalmente, Eagle descreveu 2 síndromes distintas, a síndrome clássica e a síndrome da artéria carótida. O objetivo desse trabalho consiste em avaliar as fichas clínicas e imagens radiográficas dos pacientes atendidos nos anos de 2000 e 2001 na Disciplina de Diagnóstico Clínico Integrado da FORP-USP; para isso foram utilizados 100 pacientes em que foram registrados o sexo, idade, resultado do exame clínico e radiográfico e indicação de tratamento. Na avaliação clínica verificou-se a presença de dor de garganta irradiada para o ouvido do mesmo lado, odinofagia irradiada para o ouvido, sensação de corpo estranho a deglutição, pigarro, trismo, limitação de abertura de boca. Na avaliação radiográfica classificou-se o processo estilóide como heteromorfo, alongado, segmentado e ­pseudo-articulado.

Os resultados obtidos neste estudo revelaram que um número significativo de pacientes apresentaram respostas positivas ao exame clínico e caracterização radiográfica que sugerem a instalação da síndrome de Eagle, entretanto a verdadeira síndrome de Eagle sintomática, aplica-se a uma pequena porcentagem da população, necessitando-se de exames complementares para o diagnóstico definitivo de tal síndrome.

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Avaliação laboratorial das doses de exposições de aparelho de raios X com cilindros localizadores circular e retangular

RAIDA, A. L.*, BULGARELLI, A. F., DRUZIANI, L. S., WATANABE, P. C. A., PARDINI, L. C.

Radiologia - Universidade de São Paulo. E-mail: a_raida@hotmail.com

O diâmetro do feixe útil na obtenção da radiografia periapical é de 6 cm (Ministério da Saúde do Brasil - Proteção Radiológica n. 453, p. 1-15, 1998, Br). O filme periapical possui dimensões (3 x 4 cm) menores do que a área irradiada. O objetivo desta pesquisa laboratorial é comparar a quantidade de dose de exposição na substituição do atual Cilindro Localizador Circular (CLC) pelo Retangular (CLR). Como metodologia utilizou-se aparelho de raios X (70 kVp , 8 mA, dff de 20 cm) e detector de dose de exposição digital (M.R.A Brasil). O CLC foi acoplado junto ao detector de exposição. O aparelho de raios X foi ajustado nos tempos de 0,2 e 0,4  s (simulando o tempo de exposição dos grupos de filmes E e D). Foram executados 10 disparos do “timer” para cada tempo de exposição. O valor do mR foi anotado e tabulado. Foi retirado o CLC e substituído pelo CLR e repetiu-se a metodologia. Obteve-se para o CLC as dose médias (n = 10) de 89,65 mR (0,4 s) e 70,52 mR (0,2 s) e para o CLR as dose médias (n = 10) de 45,17 mR (0,4 s) e 34,38 mR (0,2 s). Os teste estatísticos detectaram existência de diferenças estatisticamente significantes (p < 0,001) entre CLC e CLR. Portanto, há dimuição significativa (2,61%) da dose de exposição quando se substitui o Cilindro Localizador Circular (89,65 mR) pelo Retangular (34,38 mR) associado ao tempo de exposição de 0,2 s para obtenção de uma radiografia periapical.

Conclui-se que a substituição do Cilindro Localizador Circular pelo Retangular contribui para a biossegurança do paciente. (Apoio: CNPq/PIBIC/USP.)

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Avaliação do julgamento de especialistas e clínicos no diagnóstico de oclusopatias

LIMA, R. B.*, PINTO, A. C. P., FARIAS, A. C. R., LIMA, K. C.

Odontologia Preventiva e Social - Universidade Federal do Rio Grande do Norte. E-mail: rejane_lima@hotmail.com

Os serviços públicos são deficientes em atender a demanda de pacientes com necessidade de tratamento ortodôntico, sendo necessário priorizá-los. Assim, é importante que entre os clínicos e especialistas haja concordância acerca dos graus de necessidade de tratamento. Desta forma, este trabalho avaliou a acurácia de especialistas e clínicos na predição dessa necessidade. Solicitou-se a clínicos (n = 18) e especialistas (n = 18) que examinassem 6 fotogra­fias e modelos de estudos correspondentes a moderada (MNT), severa (SNT) e nenhuma necessidade de tratamento (NNT) ortodôntico e dessem seu diagnóstico. Utilizaram-se os índices DAI (Índice de Estética Dental) e IOTN (Índice de Necessidade de Tratamento Ortodôntico) como padrões-ouro na seleção dos casos. Observou-se uma maior sensibilidade dos especialistas (92%) em relação aos clínicos (54%). Quanto a especificidade, especialistas (44%) e clínicos (38%) não diagnosticaram o grupo NNT. Em relação ao Valor Preditivo Positivo (VPP) não houve diferença entre especialistas (76%) e clínicos (74%); o Valor Preditivo Negativo (VPN), mostrou maior acerto diagnóstico dos especialistas (77%) em relação aos clínicos (58%). Pontos de corte nas categorias (MNT, SNT, NNT) mostraram variações na sensibilidade, especificidade, VPP e VPN, denotando deficiência de diagnóstico dos grupos avaliados.

Os clínicos têm uma acurácia reduzida em relação aos especialistas que diagnosticaram, principalmente, os grupos MNT e SNT. Portanto, é necessário capacitá-los quanto ao diagnóstico de oclusopatias reduzindo a discordância clínica entre esses grupos.

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Estudo sobre os materiais utilizados e as condições motoras para a higienização das próteses totais em idosos

SOUZA, A. M.*, FRANÇA, B. H. S.

Odontologia - Pontifícia Universidade Católica do Paraná. E-mail: alepochete@ig.com.br

Trata-se de um estudo exploratório descritivo realizado numa amostra de 300 idosos internos em casas de repouso, dos quais 100 participaram da pesquisa por serem portadores de próteses totais (n = 300). O objetivo foi realizar um levantamento dos produtos utilizados pelos idosos na higienização de suas próteses, verificar as condições de higiene das mesmas, fazer uma avaliação das condições motoras dos examinados e avaliar o conhecimento da população pesquisada sobre higienização das próteses. Houve prevalência de dentifrício (48%); combinações de sabão e dentifrício (13%), bicarbonato de sódio e dentifrício (8%), água sanitária e dentifrício (8%) e ainda, água sanitária + sabão + dentifrício (4%). Embora 79% dos idosos tivessem respondido que sabiam higienizar as próteses, 76% apresentavam próteses com indutos. 30% da população pesquisada demonstrou ter dificuldades motoras para realizar a higienização.

A população idosa examinada carece de programas de prevenção sobre higienização. (Apoio financeiro: Pontifícia Universidade Católica do Paraná.)

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Patologia das glândulas salivares: estudo epidemiológico

RODRIGUES, C. A.*, COSTA, D. G., ALENCAR, A. M. C., GOES, P. S. A., SOBRAL, A. P. V.

Medicina Oral - Universidade de Pernambuco. E-mail: rodriguescamila@bol.com.br

As glândulas salivares constituem um dos sítios mais comuns para patologias. O objetivo deste trabalho foi determinar a incidência, distribuição e freqüência de tais patologias. Foram analisados os prontuários dos arquivos do Laboratório de Patologia Bucal da FOP/UPE compreendido no período de 1991 a 2001. As lesões foram agrupadas em: inflamatórias, pseudotumorais e neoplásicas. Utilizamos o teste qui-quadrado (c2, p < 0,05). Os resultados mostraram que: a) essas patologias correspondem a 6,48% dos casos diagnosticados neste laboratório; b) o grupo de maior ocorrência foi das pseudotumorais (63,3%), seguido das neoplásicas (19,4%) e inflamatórias (14%); c) sexo feminino foi ligeiramente mais afetado (55,8%) que o masculino (43,4%) (p > 0,05); d) a raça branca correspondeu a 34,9% dos casos estudados; e)  a localização anatômica mais freqüente foi o lábio inferior (48,8%) seguido do palato duro (9,3%); e) a média de idade foi de 26,12 anos e 51,9% dos pacientes exibiam idade inferior à média; f) o diagnóstico mais freqüente foi de mucocele (55,8%), adenoma pleomórfico e sialoadenite, ambos com 14%.

Sugerimos que as patologias de glândula salivar ocorrem em pacientes do sexo feminino, brancos, na quarta década de vida, sendo a natureza dessas lesões de origem pseudotumorais, localizadas no lábio inferior, nos casos estudados.

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Avaliação dos estágios iniciais da carcinogênese química na mucosa bucal de ratos

PAIXÃO, F.*, FREITAS, D., OLIVEIRA, M. R. B., SPOLIDORIO, L. C.

Fisiologia e Patologia - Universidade Estadual Paulista. E-mail: ferpaixao@bol.com.br

O objetivo desse trabalho foi analisar as alterações epiteliais que ocorrem durante o proceso de carcinogênese bucal em ratos, nas fases que precedem o surgimento do carcinoma (3-4 meses). Neste experimento foram utilizados 20 ratos (norvergicus albinus Holtzman), machos com peso inicial de 100 g, que foram divididos em 2 grupos: grupo controle (10 ratos) e grupo tratado com 4NQO (10 ratos). Foram feitas 4 aplicações semanais de 4 NQO a 0,5% diluído em propilenoglicol, no palato dos ratos por 4 meses. Os ratos dos grupos controle receberam os mesmos procedimentos, com NaCl a 0,9%. Após o sacrifício dos ratos, com sobredose de anestésico, as línguas e os palatos foram retirados e processados para inclusão em parafina, e corados com H. E. Nos períodos que precederam o surgimento do carcinoma observou-se exacerbação das alterações morfológicas principalmente do epitélio da mucosa lingual que se traduzia por hiperortoqueratose, hiperparaqueratose, acantose, hiperplasia da camada espinhosa, atipias celulares ilustradas principalmente por alterações na proporção núcleo-citoplasma, hipercromatismo nuclear. Alterações morfológicas da mucosa do palato foram observadas, porém menos agressivas quando comparado à mucosa lingual.

Os resultados desse estudo nos permitem concluir que as alterações microscópicas na mucosa lingual antecipam as identificações das lesões celulares que ocorrem nos estágios precoces da carcinogênese bucal. (Apoio financeiro: PIBIC/CNPq 2001-2002.)

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Avaliação da imunossupressão nos estágios iniciais da carcinogênese experimental em ratos

FREITAS, D.*, PAIXÃO, F., OLIVEIRA, M. R. B., SPOLIDORIO, L. C.

Fisiologia e Patologia - Universidade Estadual Paulista. E-mail: dfreitas25@hotmail.com

O objetivo desse trabalho foi verificar os efeitos da imunossupressão induzida pela ciclosporina (CsA) nas alterações epiteliais que ocorrem durante o processo de carcinogênese bucal em ratos, nas fases ini­ciais. Foram utilizados nesse experimento 30 ratos (novergicus albinus, Holtzman) machos, com peso inicial de 100 g que foram divididos igualmente em 3 grupos: grupo controle, grupo tratado com 4 NQO e grupo tratado com 4 NQO e CsA. Foram feitas 4 aplicações semanais de 4 NQO a 0,5% diluído em propilenoglicol, na palato dos ratos por 4 meses. A CsA recebida por infusão intravenosa foi diluída em solução de NaCl a 0,9% e injetada na concentração final de 10 mg/kg de peso corporal/dia. Os ratos do grupo controle receberam os mesmos procedimentos, com NaCl a 0,9%. Após o sacrifício dos ratos, com sobredose de anestésico, as línguas e palatos foram retirados e analisados com auxílio de lupa estereoscópica Zeiss. Nos períodos analisados observou-se alterações morfológicas da mucosa do palato e da língua dos grupos tratados com 4 NQO e 4 NQO associado a CsA. Os palatos apresentaram esbranquiçamento, perdas da definição das rugosidades e nas línguas podiam se verificar atrofias das papilas e ulcerações. Tanto no palato como na língua, as alterações foram mais precoces e mais intensas quando os ratos eram tratados com 4 NQO associado a CsA.

Os resultados desse estudo nos permitem concluir que a imunossupressão pela CsA antecipa as alterações teciduais que ocorrem nos estágios iniciais da carcinogênese. (Apoio financeiro: PIBIC/CNPq 2001-2002.)

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Biocompatibilidade de diferentes cimentos utilizados na terapia pulpar

BACALHAU, J. T.*, COSTA, C. A. S.

Fisiologia e Patologia - Universidade Estadual Paulista. E-mail: julianabacalhau@connectodonto.com.br

O objetivo desta pesquisa foi avaliar a biocompatibilidade de quatro cimentos: G1 - Mineral Trioxide Agregate (ProRoottm, Dentsply, EUA); G2 - Portland (PTL, Cia. Portland Cement Itaú, Brasil); G3 - Óxido de Zinco e Eugenol (OZE, S.S. White, Brasil); G4 - Cimento de Hidróxido de Cálcio (controle / HC, Dentsply/ Caulk Div., EUA). Oitenta e quatro tubos de polietileno preenchidos com os materiais dentários foram implantados no tecido conjuntivo subcutâneo dorsal de 42 ratos. Decorridos 7, 30 e 90 dias, biópsias da área dos implantes foram obtidas e processadas em laboratório. Cortes histológicos com 6 mm de espessura foram corados com H. E. e analisados em microscopia de luz. Todos os materiais avaliados desencadearam variável reação inflamatória inicial (7 dias). Todavia, o MTA foi o material menos irritante, sendo o OZE aquele que provocou reação inflamatória mais significante com predomínio de células mononucleares. Enquanto a cápsula formada junto à abertura tubular foi espessa para os grupos 2, 3 e 4, ela foi delgada para o grupo 1. Com o decorrer dos períodos, ocorreu regressão no quadro inflamatório. No último período de observação, houve completa reparação tecidual associada a formação de delgada cápsula fibrosa, sem presença de células gigantes.

Conclui-se que o cimento MTA apresentou biocompatibilidade superior aos demais cimentos avaliados. Porém, de acordo com as recomendações da ISO 10993, todos os materiais dentários avaliados apresentaram biocompatibilidade aceitável.

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Estudo imuno-histoquímico das integrinas em tumores odontogênicos

SIQUEIRA, F. M.*, LODUCCA, S. V. L., ARAÚJO, V. C.

Estomatologia - Universidade de São Paulo. E-mail: fimodolo@ig.com.br

Integrinas são receptores que intermedeiam interações entre células e matriz extracelular essenciais a fi­siologia celular. Objetivamos mapear, através da imuno-histoquímica, a expressão e distribuição de integrinas nos seguintes tumores odontogênicos – ameloblastoma, tumor odontogênico adenomatóide e fi­broma ameloblástico. Cortes de 3 mm dos tumores supracitados foram submetidos ao estudo imuno-histoquímico, utilizando o método da estreptoavidina-biotina peroxidase, otimizado com o sistema de amplificação CSA. O material foi exposto a um painel de anticorpos antiintegrinas que inclui as subunidades alfa2, alfa3, alfa5, alfaV, beta1, beta3, beta4. As integrinas da família alfa e beta apresentaram tênue expressão no tumor odontogênico adenomatóide, com padrão de marcação puntiforme, concentrando-se principalmente na região de membrana celular. No ameloblastoma a marcação apresentou padrão reticular com variação de intensidade, sendo que nos tipos acantomatoso, folicular e unicístico a marcação concentrou-se no polo basal das células da camada basal e teve distribuição mais homogênea e tênue no citoplasma das células centrais. No ameloblastoma plexiforme a marcação apresentou-se distribuída pelo citoplasma. No fibroma ameloblástico a marcação apresentou padrão reticular de distribuição semelhante ao ameloblastoma folicular.

Concluímos que existem variações na expressão das integrinas nos diferentes tumores odontogênicos.

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Estudo comparativo da expressão do PCNA nas camadas basal e suprabasal do epitélio de ceratocisto odontogênico

FARIA JR., N. B.*, LOPES, D. R., SOUZA, L. B., FREITAS, R. A., GALVÃO, H. C.

Odontologia - Universidade Federal do Rio Grande do Norte. E-mail: jr.norberto@bol.com.br

Os cistos odontogênicos representam entidades de interesse na clínica odontológica em função de possuírem comportamento clínico e freqüência variados. O ceratocisto odontogênico destaca-se dentre todos por apresentar elevados índices de recidiva atribuídos ao potencial proliferativo intrínseco desta entidade. Face a essa realidade, nos propomos a avaliar, neste trabalho, a expressão do Antígeno Nuclear de Proliferação Celular (PCNA) em 6 ceratocistos odontogênicos, a partir de blocos incluídos em parafina, os quais foram submetidos a anticorpos monoclonais contra o antígeno PCNA (PC-10), através do método da estreptavidina-biotina. Todos os casos analisados demonstraram positividade ao PCNA e a análise quantitativa dos elementos positivos foi realizada nas células basais e suprabasais, apresentando médias de 23,3 e 32,4, respectivamente. A análise estatística, utilizando o teste t para a comparação de médias entre as duas camadas, mostrou que a média da camada suprabasal é significativamente maior que a da camada basal.

No presente estudo, acreditamos que a maior imuno-reatividade das células suprabasais ao PCNA sugere a transferência do potencial proliferativo inerente à camada basal, para as células suprabasais, possibilitando uma maior disponibilidade das células basais para interagir com o tecido conjuntivo da cápsula cística.

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Avaliação citopatológica da mucosa bucal de fumantes e não-fumantes

MENEGUZZI, R.*, BRAGA, F. L., PAIVA, R., RADOS, P. V.

Patologia Bucal - Universidade Federal do Rio Grande do Sul. E-mail: fabioleivasbraga@hotmail.com

A citopatologia representa um método fácil e eficaz no diagnóstico das alterações iniciais do carcinoma espinocelular. Este trabalho tem por objetivo analisar o grau de ceratinização das células epiteliais da mucosa bucal de fumantes e não-fumantes, assim como quantificar a presença de células binucleadas nestes dois grupos. Foram sele­cionados 29 indivíduos acima de 30 anos, do sexo masculino com mucosa clinicamente normal no momento do exame, sendo 11 fumantes e 18 não-fumantes. Os esfregaços foram obtidos dos 3 sítios anatômicos eletivos para o carcinoma espinocelular (lábio inferior, borda de língua e assoalho bucal) e corados pela técnica de Papanicolaou modificado (KAPCZINSKI, 1997). Avaliou-se os esfregaços quantitativamente, segundo critérios citológicos de maturação celular (teste-não paramétrico de Mann-Whitney), e qualitativamente por critérios citológicos de malignidade (teste exato de Fisher) conforme a classificação de Papanicolaou (PAPANICOLAOU, 1946). Constatou-se maior percentual de esfregaços classe II de Papanicolaou nos 3 sítios anatômicos dos fumantes, sem significância estatística. Com relação às células binucleadas também não se observou diferença significante entre os 2 grupos (teste do qui-quadrado). Os resultados quantitativos demonstraram que, nos esfregaços da borda da língua, as células ceratinizadas com núcleo possuíram uma média superior no grupo controle e que as células anucleadas possuem uma média superior no grupo fumante.

Em conclusão fica demonstrado que a mucosa da borda da língua sofre maior ceratinização quando exposta ao fumo.

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Verificação da reação do tecido conjuntivo subcutâneo à Silicea e ao Mercurius solubilis

PORTO, I. M.*, RAMALHO, L. T. O.

Morfologia - Universidade Estadual Paulista. E-mail: belmp@zipmail.com.br

O objetivo desse estudo é verificar as diversas reações do tecido conjuntivo subcutâneo do dorso de camundongos frente a Silicea e ao Mercurius solubilis, dois medicamentos homeopáticos muito usados na Odontologia em casos de abcessos e inflamações locais. Para isso, foi usada solução de etanol 70º de Mercurius solubilis 6CH e Silicea 6CH dentro de tubos de polietileno e embebidos na esponja de poliuretano. Foi também usado glóbulo homeopático de sacarose de Mercurius solubilis 6CH e Silicea 6CH. Os tubos, esponjas e glóbulos foram implantados no tecido conjuntivo subcutâneo do dorso de camundongos. O grupo controle constituiu-se de tubos e esponjas não acrescidos com qualquer solução e glóbulos de sacarose pura. Os camundongos foram divididos em três períodos: 5, 10 e 20 dias. Foi encontrada necrose tecidual, inflamação intensa crônica, entre outra alterações, principalmente quando usada solução alcoólica de Mercurius solubilis.

O Mercurius solubilis teve um comportamento mais agressivo que a Silicea, causando resposta inflamatória intensa do tecido conjuntivo, ao contrário do grupo controle que apresentou uma resposta normal do tecido conjuntivo frente a fatores estranhos ao organismo como o tubo de polietileno, a esponja de poliuretano e o glóbulo de sacarose pura. (Apoio financeiro: PIBIC/CNPq.)

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Proteínas derivadas do esmalte e regeneração óssea guiada em defeitos periimplantares

CARVALHO, M. D.*, CASATI, M. Z., NOCITI JR., F. H., BENATTI, B. B., SALLUM, E. A.

Prótese e Periodontia - Universidade Estadual de Campinas. E-mail: carvalhomd1@yahoo.com.br

O objetivo deste estudo foi avaliar, histometricamente, a utilização das proteínas derivadas da matriz do esmalte (PME), associadas ou não à técnica de regeneração óssea guiada (ROG), no tratamento de deiscências ósseas periimplantares. Foram utilizados seis cães, que tiveram os pré-molares e molares mandibulares extraídos bilateralmente. Após três meses da extração, foram criadas quatro deiscências ósseas vestibulares bilaterais e instalados quatro implantes. As deiscências foram designadas aleatoriamente aos seguintes grupos: PME, ROG, associação PME + ROG e controle. Após dois meses, mais quatro deiscências foram criadas e mais quatro implantes instalados, sendo tratadas da mesma maneira. Três meses depois da primeira intervenção, os animais foram sacrificados e o material processado. As porcentagens médias obtidas para a altura de novo osso, nos grupos PME, ROG, associação PME + ROG e controle, no período de um mês de pós-operatório foram 4,57 ± 1,28; 3,65 ± 1,78; 4,08 ± 1,25; 4,18 ± 1,64, respectivamente (p > 0,05). No período de três meses: 4,54 ± 1,11; 4,86 ±  0,23; 4,22 ± 1,11; 3,85 ± 1,64, respectivamente (p > 0,05). Para a espessura de novo osso, após um mês, observou-se: 0,12 ± 0,11; 0,09 ± 0,08; 0,08 ± 0,07; 0,07 ± 0,10, respectivamente (p > 0,05). No período de três meses: 0,14 ± 0,08; 0,17 ± 0,10; 0,15 ± 0,10; 0,13 ± 0,11, respectivamente (p > 0,05).

Dentro dos limites deste estudo, conclui-se que não houve diferença significante entre os tratamentos propostos, quanto a altura e espessura de novo osso com 1 mês e três meses pós-operatórios.

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Efeito da passivação com ácido nítrico na biocompatibilidade
in vitro do titânio

FARIA, A. C. L.*, BELOTI, M. M., ROSA, A. L.

Cirurgia e Traumatologia - Universidade de São Paulo. E-mail: adriclalf@hotmail.com

A passivação com HNO3 altera a camada de óxido e a energia de superfície dos implantes de Ti, no entanto, não é conhecido seu efeito sobre a biocompatibilidade in vitro do Ti. O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito da passivação com HNO3 sobre a biocompatibilidade do Ti utilizando cultura de osteoblastos. Discos de Ti comercialmente puro (12 x 4 mm) foram lixados, limpos e antes de serem autoclavados, divididos em dois grupos: o controle, sem tratamento; e o passivado, tratado com HNO3 34% por 1 h. Células da medula óssea de ratos foram cultivadas em MEM suplementado com 15% soro fetal bovino, a 37ºC contendo 5 % CO2; e diferenciadas para osteoblastos. Os parâmetros avaliados foram: a adesão celular após 4 e 24 h de cultura; proliferação celular, síntese de proteína total e atividade de fosfatase alcalina após 7, 14 e 21 dias. Os dados foram comparados pelo teste de Mann-Whitney. A adesão celular após 4 h foi menor no Ti passivado e não houve diferença após 24 h. A proliferação não foi afetada pela passivação; a síntese de proteína total foi maior para o Ti passivado apenas no período de 14 dias; e, a atividade de fosfatase alcalina foi maior no Ti passivado após 14 e 21 dias.

Estes resultados mostraram que a passivação com HNO3 aumenta a diferenciação osteoblástica e melhora a biocompatibilidade in vitro do Ti. (Auxílio financeiro: FAPESP.)

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Dissipação de tensões geradas na instalação, e após cargas, de próteses fixas sobre implantes paralelos e angulados

MARKARIAN, R. A.*, SENDYK, C. L., UEDA, C., LAGANÁ, D. C.

Prótese Dentária - Universidade de São Paulo. E-mail: rmarkari@usp.br

A longevidade das reabilitações sobre implantes depende em grande parte do modo de transferência de forças ao osso. A localização e angulação dos implantes, poderiam influenciar nessa distribuição de tensões. Neste estudo objetivamos comparar, em modelos fotoelásticos, a dissipação das tensões que surgem na instalação das próteses, e após a aplicação de cargas oclusais, sobre implantes paralelos e angulados. Confeccionou-se dois modelos fotoelásticos (resina PL-2), contendo 3 implantes de hexágono externo com pilar intermediário cônico, em disposição de tripodismo. No primeiro modelo (P), houve paralelismo entre os implantes; e no segundo (A), o implante central teve angulação mésio-distal de 30º. Uma sobre-estrutura metálica de três elementos, com adaptação controlada, foi parafusada sobre esses conjuntos. Com um polariscópio observou-se os modelos durante o aperto dos parafusos, que prendem a prótese aos implantes, e pela aplicação pontual de cargas seriadas de 1, 2, 3, 5, 7 e 10 kg. Verificou-se inicialmente que houve a indução de tensões após o apertamento dos parafusos. Estas foram intensificadas em proporção direta com o aumento da carga, em todas as situações. No modelo P houve menor formação de franjas, que seguiram os longos eixos dos implantes. No modelo A houve maior concentração de tensões, radialmente à região apical dos implantes.

Concluímos que na instalação de próteses parafusadas sobre implantes surgem pré-tensões, que são potencializadas por cargas oclusais. A falta de paralelismo entre os implantes gera maior dissipação de tensões não axiais.

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Avaliação em MEV da influência de diversas bebidas e condimentos na remoção da “smear layer”.

RIOTO, A. C.*, CORRÊA, F. O. B., ROSSA JR., C., SAMPAIO, J. E. C.

Diagnóstico Bucal e Cirurgia - Universidade Estadual Paulista. E-mail: anacrioto@asbyte.com.br

A hipersensibilidade dentinária cervical afeta dentes com túbulos dentinários expostos, sendo provocada por estímulos térmicos, táteis ou osmóticos. Embora a etiologia seja incerta, considera-se que a dieta do paciente pode participar no seu aparecimento. O objetivo foi avaliar in vitro a influência de bebidas e condimentos na remoção de “smear layer” e exposição de túbulos dentinários. Utilizou-se dentes de humanos instrumentados com curetas para remoção do cemento e formação de “smear layer”. Foram obtidas amostras de dentina com 3 mm2, divididas segundo o grupo experimental (chá mate, coca-cola, cerveja, vinho branco, vinho tinto, cachaça, vinagre balsâmico e vinagre de álcool), além do controle (água destilada). Cada grupo incluiu 2 formas de aplicação da substância: tópico ou fricção. Após preparo para observação em MEV, as fotomicrografias foram avaliadas por um examinador previamente calibrado utilizando um índice apropriado. O teste de Kruskal-Wallis indicou influência significativa das substâncias sobre a presença de “smear layer” após ambos os modos de aplicação. Na forma tópica, o grupo vinagre de álcool foi significativamente diferente do controle (p = 0,001) e no modo de fricção todos os grupos foram diferentes do controle (p < 0,05) exceto a cerveja, a cachaça e o chá. Porém, o teste de Mann-Whitney indicou que a remoção de “smear layer” não variou para nenhuma das substâncias segundo o modo de aplicação.

Conclui-se que bebidas e condimentos podem remover a “smear layer” das superfícies radiculares e expor túbulos dentinários, não sendo influenciado pelo tipo de aplicação.

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Avaliação clínica do Alloderm® no aumento da faixa de gengiva inserida

FIDEL JR., R. A. S.*, VIEIRA, E. O., FISHER, R. G.

Odontologia - Universidade Salgado de Oliveira. E-mail: rivail@uerj.br

O objetivo do presente estudo foi avaliar clinicamente a utilização de um aloenxerto dérmico acelular (Alloderm®) utilizado no aumento da faixa de gengiva inserida. Nove pacientes com idade entre 26 e 59 anos (média 42,11 e desvio padrão 10,15) participaram do estudo. Os seguintes aspectos foram considerados: (1) contração do aloenxerto no 7º, 14º, 21º, 30º, 60º e 90º dia pós-operatório e faixa de gengiva inserida obtida ao final do estudo; (2) discrepância de cor em relação aos tecidos circunvizinhos e mobilidade do aloenxerto decorridos 90 dias pós-operatório. A contração do mesmo foi considerada comparando sua área no pós-operatório imediato, com as áreas do 7º, 14º, 21º, 30º, 60º e 90º dia pós-operatório. Foram tiradas 5 fotos padronizadas em cada período. As fotos, levadas a um scanner acoplado a um computador, foram capturadas através do Microsoft Photo Editor e a área mensurada pelo Scion Image (Scion Image Corporation, 1998). O teste t de Student para amostras pareadas foi utilizado para comparar os dados clínicos dos vários períodos. O valor de p foi estabelecido em 0,05. Os resultados mostraram contração estatisticamente significante entre os períodos analisados. A média de contração no 90º dia pós-operatório foi 90,43%. A média da largura de gengiva ao final do estudo era 1,27 mm. Discrepância de cor foi observada em apenas 1 paciente e não foi observada mobilidade do aloenxerto.

De acordo com a estatística concluímos que houve uma grande contração do aloenxerto 90 dias após sua colocação, questionando seu uso no aumento da faixa de gengiva inserida.

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Levantamento da conduta do cirurgião-dentista em relação à antibioticoterapia profilática

ARAKI, J. D. V.*, ROSSA JR., C., CARNEIRO, K. F.

Diagnóstico e Cirurgia - Universidade Estadual Paulista. E-mail: janinearaki@hotmail.com

O objetivo foi realizar um levantamento do conhecimento e conduta dos cirurgiões-dentistas em relação à profilaxia antibiótica. Foram entrevistados 131 profissionais clínicos gerais e especialistas de ambos os sexos, escolhidos aleatoriamente dentre os atuantes nas regiões central e noroeste do estado de SP e Triângulo Mineiro (Uberlândia). Foram registrados os seguintes dados demográficos dos voluntários: graduação por faculdade pública ou privada, tempo de formado e especialidade exercida. A mediana do tempo de formado foi de 7 anos, e a amostra incluiu 53% de profissionais graduados por faculdades públicas. Em geral, 76% dos profissionais relataram conhecer as indicações e a posologia da antibioticoterapia profilática, sendo esta proporção superior entre os formados há menos de 7 anos (82% versus 67%), porém sem diferenças quanto ao tipo de faculdade de graduação. Apesar destes altos índices de conhecimento auto-avaliado, apenas 30% dos voluntários indicaram corretamente a última recomendação da Associação Americana de Cardiologia para a dose e posologia de amoxicilina. Análise de regressão logística múltipla indicou uma associação significativa (p = 0,02) entre o histórico de indicação da antibioticoterapia profilática e a condição de especialista em Cirurgia, Endodontia e Odontopediatria (odds ratio = 11,3, 4,7, 3,2, respectivamente).

Estes resultados sugerem que há forte associação entre a indicação da profilaxia e procedimentos cirúrgicos ou invasivos, e que o nível de atualização do conhecimento dos profissionais em relação à profilaxia antibiótica é insatisfatório.

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Idade, gênero e hábito de fumar como fatores de risco para perda dentária

AQUINO, D. R.*, QUERIDO, S. M., CORTELLI, S. C., CORTELLI, J. R.

Odontologia - Universidade de Taubaté. E-mail: daviaquino@bol.com.br

Cárie dental e doença periodontal caracterizam os dois principais agentes etiológicos da perda dentária (PD), sobretudo em países em desenvolvimento, onde o tratamento dessas patologias em casos severos, freqüentemente é, a extração do dente. O objetivo do presente estudo foi avaliar idade, gênero e hábito de fumar como fatores de risco para PD. Foram examinados 998 pacientes, de 15 a 76 anos de idade (27,45 ± 8,49), sendo 579 do sexo masculino e 419 do sexo feminino. A PD foi estabelecida após a realização de anamnese, exame clínico e radiográfico. Os pacientes foram distribuídos em três grupos de acordo com a idade, G1 (15-20), G2 (21-25) e G3 (> 25). Qui-quadrado e análise de variância foram aplicados de forma isolada para correlacionar PD com idade, gênero e hábito de fumar, com significância de 95%. O quadro abaixo mostra a porcentagem de PD nos grupos G1, G2 e G3 de acordo com o gênero. Foi observada diferença estatisticamente significante (p < 0,05) na % de PD e idade entre os três grupos. Esta diferença não esteve presente quando se avaliou PD e gênero. Apenas em G3 os fumantes apresentaram prevalência maior de PD (p < 0,05) em relação aos não fumantes.

Baseados nos resultados do presente estudo con­cluiu-se que a idade representou fator de risco para PD e o hábito de fumar risco para PD apenas em G3.

 Ia227

Avaliação da resposta tecidual de membranas de polímero de mamona usadas em regeneração tecidual guiada

OLIVEIRA, A. C.*, RAMALHO, L. T. O., NOGUEIRA, R. D.

Morfologia - Universidade Estadual Paulista. E-mail: ang.cardoso@zipmail.com.br

O objetivo desse trabalho foi verificar a reação tecidual no subcutâneo de camundongos após a implantação de membrana de polímero de mamona Augment-M, um material alternativo para a técnica de regeneração tecidual guiada. Utilizou-se 18 camundongos machos pesando 45 gramas divididos em dois grupos: experimental e controle. No grupo experimental implantou-se a membrana de mamona no subcutâneo do dorso; os animais do grupo controle sofreram procedimentos cirúrgicos semelhantes ao experimental, porém, sem colocação da membrana; como recomendado por FERREIRA (1997). Após 15, 30 e 45 dias da cirurgia foram sacrificados. Os fragmentos foram fixadas em formol, incluídos em parafina e corados em hematoxilina-eosina para análise em microscópio óptico comum. Observou-se no grupo controle uma fina rede conjuntiva constituída por células e fibrilas colágenas em todos os períodos. No grupo experimental a membrana encontrou-se presente aos 15 dias rodeada por tecido conjuntivo rico em células e presença de leucócitos ocasionais. Aos 30 dias houve aumento gradual das fibras colágenas recobrindo a membrana, em meio a grande concentração de fibrobastos; aos 45 dias houve amadurecimento destas fibras colágenas com persistência da membrana.

Concluiu-se que a membrana Augment-M não foi reabsorvida pelos macrófagos e não houve ativação do sistema imune nos períodos propostos do presente estudo, portanto, a membrana de polímero de mamona Augment-M é biocompatível em subcutâneo de camundongos.

 Ia228

Avaliação do preenchimento de defeitos intra-ósseos tratados pela técnica de instrumentação com acesso cirúrgico

SILVA, T. R. L.*, LIMA, A. F. M.

Prótese e Periodontia - Universidade Estadual de Campinas. E-mail: trgyn@bol.com.br

A perda de inserção e a reabsorção do osso alveolar são as principais conseqüências das periodontites. O objetivo deste trabalho foi avaliar por subtração radiográfica e parâmetros clínicos lineares, o resultado do tratamento de defeitos intra-ósseos pela técnica de instrumentação periodontal com acesso cirúrgico. Foram selecionados 5 pacientes com doença periodontal crônica, que apresentavam defeitos intra-ósseos limitados por 2 ou 3 paredes ósseas, localizados em caninos e pré-molares inferiores. Nos sítios testes realizou-se o acesso cirúrgico para a instrumentação periodontal, nos sítios controle foi feita a instrumentação periodontal sem acesso cirúrgico. Com auxílio do Sistema Florida Probe e com o sistema de radiografia digital Acu Ray, foram obtidos respectivamente os parâmetros clínicos profundidade de sondagem, nível clínico de inserção, nível da margem gengival, nível radiográfico de inserção e densidade óptica. Os dados foram obtidos nos exames inicial e final, realizado seis meses após, e comparados pelo teste t de Student, considerando significativo o valor de p < 0,05. Os resultados mostraram redução na profundidade de sondagem e ganho no nível clínico de inserção sem diferença estatística significativa entre os grupos.

Esses resultados permitem concluir que a instrumentação é efetiva para o tratamento periodontal, e o acesso cirúrgico é uma decisão clínica. (Apoio financeiro: FAPESP.)

 Ia229

Avaliação do composto de inclusão com amoxicilina em microorganismos resistentes

COELHO, A. M.*, CORTÉS, M. E., GOMES, J. B., SINISTERRA, R. D.

Odontologia Restauradora - Universidade Federal de Minas Gerais. E-mail: amilholo@hotmail.com

O surgimento de bactérias resistentes é uma desvantagem da administração sistêmica de antibióticos no tratamento da periodontite. Com o objetivo de diminuir a resistência bacteriana, complexos de antibióticos têm sido preparados com as ciclodextrinas. Este estudo avaliou a atividade antimicrobiana dos compostos de inclusão amoxicilina:hidroxipropil-b-ciclodextrina (Amx:hpbcd) 1:2 e 2:1 molar, in vitro, frente à cepa resistente de Actinobacillus actinomycetemcomitans (A.a.). O teste de halo de inibição foi feito com os compostos de inclusão nas concentrações de 1 a 0,0078 mg/ml. Os controles foram Amx, hpbcd e água esterilizada e destilada. Todos os testes foram realizados em triplicata e analisados estatisticamente pelo teste de Kruskal-Wallis, p = 0,01. A concentração de amoxicilina quantificada pelo espectro do ultravioleta visível foi de 65 mg/mg e 201 mg/mg nos compostos de inclusão 1:2 e 2:1 molar, respectivamente. As concentrações iguais ou maiores que 0,25 mg do composto de inclusão 1:2 molar e 0,125 mg do composto 2:1 molar foram significativamente eficazes na inibição do A.a. in vitro, enquanto o antibiótico sozinho não foi capaz de inibi-los satisfatoriamente.

Conclui-se que a amoxicilina associada a ciclodextrina foi efetiva na inibição do crescimento de cepas resistentes de Actinobacillus actinomycetemcomitans in vitro.

 Ib001

Expressão do PCNA durante diferentes fases da regeneração de glândula submandibular de ratos

SALGADO, F. L.*, GAIO, E. J., FOSSATI, A. C. M.

Ciências Morfológicas - Universidade Federal do Rio Grande do Sul. E-mail: linsalgado9@bol.com.br

A excisão parcial da glândula submandibular (GSM) é seguida pela regeneração da porção removida. O melhor conhecimento deste fenômeno, nos permitirá indicações e diagnósticos mais precisos, com a instituição de tratamentos mais seguros. Entre os recursos empregados nesse sentido, a análise dos índices de proliferação celular promoverá a compreensão dos diversos fenômenos biológicos que ocorrem durante este processo. Então, este estudo teve como objetivo a evidenciação do marcador de proliferação celular PCNA (antígeno nuclear de proliferação celular) durante fases cruciais da regeneração glandular. Com esta finalidade submeteu-se cortes histológicos à técnica imuno-histoquímica da avidina-biotina-peroxidase, com o emprego de anticorpo monoclonal contra esta proteína. Os cortes foram obtidos de um dos lobos da GSM de ratos que teve seu terço inferior removido cirurgicamente. Os resultados parciais deste estudo, mostraram uma concentração de células PCNA positivas tanto nas futuras porções ductais, quanto nas futuras porções secretórias da área em regeneração. No entanto, esta positividade foi também observada, em menor quantidade, na área glandular preservada do mesmo lobo glandular. No lobo íntegro, a marcação foi muito esparsa e pouco evidente.

Os resultados obtidos até o momento nos levam a concluir que a regeneração glandular ocorre por meio de intensa proliferação celular a partir da porção glandular preservada do mesmo lobo, sem a participação compensatória do lobo oposto.

 Ib002

Alterações morfológicas na mucosa jugal de ratos submetidos à aplicação do Listerine® associado ao tabaco sem fumaça

DOBRINSKY, L.*, KAPPEL, E. P., FOSSATI, A. C. M., SILVEIRA, H. E.

Cirurgia e Ortopedia - Universidade Federal do Rio Grande do Sul. E-mail: cdlore@ig.com.br

O Listerine® é utilizado como auxiliar aos métodos convencionais de higiene bucal. Este medicamento apresenta uma concentração alcoólica de 25% a 26,9%. A literatura relata que o álcool atua como um potencializador de fatores que aumentam o risco de desenvolver um carcinoma bucal, especialmente do tabaco. Tendo em vista o fato de que a concentração alcoólica do Listerine® está na faixa de 25%, o objetivo desse trabalho foi analisar as alterações morfológicas da mucosa jugal de ratos albinos frente à aplicação tópica de Listerine® associado com o tabaco sem fumaça. Para isso, foram utilizados 15 ratos albinos, divididos em 3 grupos de 5 animais cada. No grupo 1 foi aplicado Listerine® misturado ao tabaco sem fumaça, no grupo 2, soro fisiológico com tabaco sem fumaça e, no grupo 3, soro fisiológico (controle). A aplicação foi feita diariamente, durante 55 dias. Após esse período, os ratos foram sacrificados, e as mucosas jugais removidas. As peças foram submetidas ao processamento histológico de rotina e colorações por hematoxilina-eosina. Os resultados parciais do experimento sugerem diferenças do aspecto histológico da mucosa jugal entre os diferentes grupos. Foram encontradas alterações na espessura da camada de ceratina e do epitélio nos grupos 1 e 2 e não no controle.

Pelos resultados obtidos até o momento podemos concluir que o uso do Listerine® associado ao tabaco sem fumaça promove alterações morfológicas na mucosa jugal de ratos.

 Ib003

Alterações histológicas e histoquantitativas do complexo dentina-polpa durante a movimentação ortodôntica

GARAVINI, M. S. C.*, BORBA, W. A., ALVES, G. D., ALVES, J. B.

Morfologia - Universidade Federal de Minas Gerais. E-mail: silgaravini@hotmail.com

Constitui rotina na clínica odontológica, a aplicação de banda elástica visando obter espaço para intervir nas faces proximais dos dentes. Tal procedimento, induz alterações nos tecidos periodontais, com intenso processo inflamatório na gengiva e crista alveolar, levando à reabsorção óssea. O presente estudo compara o efeito da utilização de paracetamol e de ácido acetilsalicílico no complexo dentina-polpa durante o afastamento dentário induzido pela utilização de banda elástica. Utilizou-se 23 ratos Holtzman, nos quais uma banda elástica foi inserida entre o primeiro e o segundo molar superior direito (lado experimental). O lado esquerdo serviu de controle. Os animais foram distribuídos em Grupo I, sem medicação; Grupo II, tratados com paracetomol e Grupo III, tratados com ácido acetilsalicílico. Após quatro dias, os animais foram pesados e sacrificados com overdose de Thionembutal. Amostras contendo fragmentos da maxila direita e esquerda foram processadas para análise histológica. A aplicação de uma banda elástica levou à instalação de processo inflamatório com perda de elementos de sustentação provocando desconforto ao animal e conseqüentemente menor ingestão de alimentos resultando em perda de peso corporal. O grupo tratado com paracetamol apresentou número e diâmetro dos vasos sangüíneos maiores do que no grupo sem medicamento e no grupo tratado com ácido acetilsalicílico.

Administração de ácido acetilsalicílico e paracetamol para o alívio da dor determinam alteração vascular na polpa dental com aumento no número e diâmetro dos vasos. (Fonte financiadora: PIC/UNIUBE.)

 Ib004

Análise estereológica da osteogênese ortotópica em defeito de tamanho crítico tratado com matriz óssea alogênica

YAEDÚ, R. Y. F., BRIGHENTTI, F. L., CESTARI, T. M., TAGA, R.

Ciências Biológicas - Universidade de São Paulo. E-mail: renato_fob@yahoo.com

O trabalho analisou os eventos que ocorrem durante a osteogênese ortotópica induzida por matriz óssea alogênica. Defeito de 8 mm de diâmetro foi realizado nos ossos parietais de 36 ratos e preenchidos com matriz óssea desmineralizada alogênica em partículas, aglutinadas com coágulo sanguíneo. As calvárias foram coletadas aos 0, 7, 14, 21, 28 e 56 dias pós-cirurgias, radiografadas e processadas histologicamente. As análises histológica, radiográfica e morfométrica mostraram aos 7 dias, reabsorção da borda do defeito e pequena neoformação óssea e cartilaginosa. Aos 21 dias, 28,7% do defeito encontrou-se preenchido por tecido ósseo de arranjo trabecular associado à superfície da matriz reabsorvida e a borda do defeito. Ao final de 28 dias, 52% do defeito mostrou-se ocupado por tecido ósseo neoformado, canal medular e fragmentos de matriz, e 48% por grandes partículas de matriz envoltas por tecido conjuntivo, e raras áreas de tecido ósseo. Aos 56 dias, em 3 casos ocorreram completo fechamento do defeito com tecido ósseo de arranjo compacto exibindo pequenos canais medulares e restos de matriz aprisionados. Nos demais casos, apesar da significante formação óssea, verificou-se pequenas áreas de fibrosamento (11%) devido provavelmente a micromovimentação inicial de algumas partículas.

Os resultados mostraram que, a matriz óssea alogênica em partículas é um excelente material de enxerto ósseo, devido a grande superfície de área, rápida reabsorção e alta capacidade osteoindutora. O único comprometimento está no possível deslocamento das partículas. (Apoio: FAPESP - 00/05735-9 e 00/00877-0.)

 Ib005

Traumatismos alvéolo-dentários: levantamento epidemiológico

SILVEIRA, A. G.*, SILVA, G. B., TORRIANI, M. A.

Faculdade de Odontologia - Universidade Federal de Pelotas. E-mail: alessandra_silveira@hotmail.com

O traumatismo alvéolo-dentário possui uma significante participação no contexto dos traumatismos faciais, podendo ser definido como lesões provocadas ao complexo dento-alveolar, tanto ao elemento dentário como aos tecidos de sustentação. Observando que o manejo do paciente acometido de trauma facial representa um dos aspectos mais exigentes da prática odontológica, o presente trabalho visa fazer um levantamento de dados sobre os fatores relacionados ao traumatismo alvéolo-dentário, tais como idade, gênero, diagnóstico, assim como etiologia. O mesmo foi realizado através de uma amostra colhida no Pronto-Socorro Municipal de Pelotas, na área de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial. Como resultados obtivemos que idade mais prevalente foi de 1 a 5 anos, com percentagem de 60% dos casos. ­Quanto ao gênero, o masculino foi o mais acometido (54,84%). Etiologicamente, 70% dos casos foram causados por queda, seguidas de agressão (13,3%) e acidente de trânsito (6,7%). O diagnóstico mais freqüente foi a avulsão, representando 34,37% dos casos, seguida de luxação extrusiva (25%) e luxação lateral com 18,75%.

Concluímos, neste estudo, que conhecendo as variáveis relacionadas ao traumatismo alvéolo-dentário, podemos atuar na prevenção, elaborando programas educativos; adequar os recursos humanos e os serviços, a fim de proporcionar um atendimento mais qualificado.

 Ib006

Fraturas faciais – estudo epidemiológico de 432 casos atendidos no HU-USP

MELO, E. S.*, ELIAS, F. M., FORONDA, R., ALVES, T. F., JORGE, W. A.

Odontologia - Universidade de São Paulo. E-mail: ediellesm@yahoo.com.br

A epidemiologia das fraturas faciais pode ser afetada tanto pela área geográfica de abrangência, como pelo perfil dos pacientes atendidos nos hospitais. No presente trabalho, foi analisada a casuística de fraturas faciais do Serviço de Urgências Bucomaxilofaciais do HU-USP, entre janeiro de 2000 e dezembro de 2001. Dos 7.533 pacientes atendidos neste período, 432 portadores de fraturas faciais foram avaliados quanto a sexo, idade, etiologia e localização das fraturas, entre os quais 317 (73,4%) eram do sexo masculino e 115 (26,6%) do sexo feminino. A faixa etária mais acometida foi a de 20 a 30 anos, com 99 pacientes (23%). A maior causa foi agressão física (51%), seguida por acidentes de trânsito (30%). As fraturas na­sais foram as mais freqüentes, ocorrendo em 245 pacientes (56,7%), seguidas pelas fraturas mandibulares em 89 pacientes (20,6%), e fraturas do complexo zigomático em 80 pacientes (18,5%). Foram também observadas fraturas: do assoalho de órbita em 7 pacientes (1,6%), de Le Fort I em 5 pacientes (1,14%), naso-órbito-etmoidais em 3 pacientes (0,78%), de Le Fort II em 2 pacientes (0,45%) e de Le Fort III em 1 paciente (0,23%).

A epidemiologia das fraturas faciais na população estudada está relacionada às suas características sócio-culturais. A maior ocorrência de fraturas no sexo masculino e na terceira década de vida relaciona-se com o perfil de pacientes mais expostos a agressões e acidentes de trânsito.

 Ib007

Reimplante dental mediato após o tratamento da superfície radicular com hipoclorito de sódio e fluoreto de sódio fosfato acidulado

PEREIRA, F. P.*, BOIATI, C. T., SONODA, C. K., PANZARINI, S. R.

Cirurgia e Clínica Integrada - Universidade Estadual Paulista. E-mail: flavia.unesp@bol.com.br

O objetivo deste trabalho foi comparar a influência de duas formas de apresentação do flúor (gel e solução aquosa) sobre a raiz tratada previamente com hipoclorito de sódio em reimplante tardio. Utilizamos o incisivo de 36 ratos, divididos em 3 grupos. Após a anestesia geral realizou-se a exodontia e os dentes foram mantidos em meio seco por 30 minutos. Após a biomecânica do canal radicular os dentes foram imersos em solução de hipoclorito de sódio a 1% por um período de 9 minutos. No grupo I os dentes foram imersos posteriormente em solução salina por 21 minutos. No grupo II, os dentes foram posteriormente lavados em solução salina por 1 minuto. Na seqüência, foram imersos em solução de fluoreto de sódio fosfato acidulado a 2%, pH 5 por 20 minutos. No grupo III, os dentes foram posteriormente lavados em solução salina por 1 minuto. Na seqüência, foram imersos em gel de fluoreto de sódio fosfato acidulado (1,23% de íon flúor), por 20 minutos. Depois de preenchido os canais com pasta de hidróxido de cálcio, os dentes foram reimplantados. Decorridos 60 dias os animais foram sacrificados e as peças processadas e coradas por H. E. Os resultados demonstraram um infiltrado inflamatório mais pronunciado no grupo controle, além de maior comprometimento da raiz pela reabsorção. Dos grupos tratados com flúor, maior integridade da camada de cemento foi encontrado no grupo tratado com gel.

Nos grupos tratados com flúor houve predominância de anquilose e o tratamento proposto, reduziu mas não eliminou a reabsorção radicular. (Auxílio: FAPESP.)

 Ib008

Avaliação da efetividade de métodos de controle de infecção em alicates ortodônticos

NAVARRO, C. A.*, MIGUEL, J. A. M., HIRATA JR., R., BRITTO, D. N. S.

Ortodontia - Universidade Estadual do Rio de Janeiro. E-mail: canorto@terra.com..br

O objetivo do presente trabalho foi avaliar a efetividade de métodos de controle de infecção em alicates ortodônticos para estreptococos orais. Utilizou-se 3 grupos de alicates que após uso clínico, foram submetidos a diferentes condutas: Grupo A (n = 31) exposição ao ar por 2 horas; Grupo D (n = 29) desinfecção em álcool 70% iodado; Grupo E (n = 30) esterilização em autoclave. A avaliação microbiológica consistiu em semeadura da parte ativa do alicate em meio seletivo para estreptococos orais (caldo Mitis Salivarius) e, após a incubação, verificou-se a presença ou não desses microorganismos. Através dos resultados, pôde-se concluir que os grupos A, D e E apresentaram respectivamente 93,55%, 24,14% e 0% de contaminação. Houve diferença estatisticamente significativa entre os 3 grupos (H = 43,221, p < 0,05). Comparando-se A x D e A x E também houve diferença com significância em nível estatístico, o que não ocorreu entre D x E (teste de comparação Dunn’s). Entretanto, a interpretação destes valores deve ser feita de forma cuidadosa, pois, embora a diferença não seja significativa estatisticamente, isso não significa que não seja significativa clinicamente.

Podemos concluir que a efetividade dos métodos de controle de infecção utilizados somente esteve em um patamar aceitável quando a esterilização (calor úmido sob pressão) foi realizada. Esses resultados são importantes pois suportam a afirmativa de que a esterilização de alicates ou quaisquer outros instrumentos, após sua utilização clínica, deve sempre ser realizada.

 Ib009

Probabilidade de erupção dos terceiros molares inferiores a partir da distância Xi-D7 em pacientes naturais de Teresina - PI

MOURA, M. D.*, MOURA, W. L., CARVALHO, P. V., BOHRER, B. L., SANTOS-PINTO, A.

Clínica Infantil - Universidade Estadual Paulista. E-mail: inadedeus@bol.com.br

Os terceiros molares constituem-se em uma das grandes preocupações do cirurgião-dentista. Tendo em vista a alta prevalência desses dentes impactados ou inclusos, cabe, principalmente aos ortodontistas, a decisão sobre extrações, enucleações, bem como a idade ideal para tais procedimentos. O propósito desse trabalho foi avaliar a freqüência de cada uma das 3 situações propostas por Turley para a previsão de erupção dos terceiros molares inferiores, a partir da distância Xi-distal dos segundos molares (D7) em pacientes naturais de Teresina - PI na faixa etária de 8-10 anos, bem como associar essa probabilidade de erupção ao padrão facial. Foram utilizadas telerradiografias cefalométricas de 113 pacientes, sendo 51 do sexo masculino e 62 do sexo feminino e os traçados e mensurações foram obtidos através do método computadorizado Radiocef 2.0.

Os resultados mostraram que 95,58% dos pacientes apresentaram a distância Xi-D7 menor que 20 mm, indicando a impossibilidade de erupção; 4,42 % apresentaram Xi-D7 maior que 20 e menor que 30, o que significa possibilidade parcial de erupção e nenhum paciente mostrou previsão de erupção normal dos terceiros molares (Xi-D7 maior que 30). Observou-se, ainda, a ausência de associação entre os espaços medidos para os terceiros molares e o padrão facial.

 Ib010

Comparação dos efeitos de duas técnicas de queiloplastia no desenvolvimento oclusal de pacientes com fissura bilateral

BORGES, H. C.*, OZAWA, T. O., SILVA FILHO, O. G., COSTA, G. C., SANTOS, A. C. S.

Setor Odontológico - Universidade de São Paulo. E-mail: heloborges@hotmail.com

As fissuras transforame incisivo bilateral (FTIB) exigem para sua reparação pelo menos duas cirurgias primárias: queiloplastia e palatoplastia. Tais cirurgias podem ser realizadas através de diferentes técnicas assim como em diferentes tempos cirúrgicos (um tempo ou dois tempos cirúrgicos). A literatura a respeito, é unânime em afirmar que esta reabilitação estética/funcional pode ser incompatível ao crescimento facial pleno. Os maiores efeitos negativos manifestam-se na maxila e arco dentário superior e são atribuídos principalmente às seqüelas oriundas da queiloplastia. O objetivo deste estudo foi comparar dois protocolos cirúrgicos de queiloplastia (um tempo e dois tempos cirúrgicos), preconizados no Hospital de Reabilitação das Anomalias Craniofaciais (HRAC-USP) e avaliar os seus efeitos na relação interarcos dos pa­cientes portadores de FTIB. Como método de avaliação utilizamos o índice oclusal para definição das relações intermaxilares em crianças portadoras de FTIB. A amostra desse trabalho consistiu-se de um grupo com 53 modelos de gesso de pacientes, idade de 4 a 9 anos, portadores de FTIB, operados no HRAC - queiloplastia realizada em um tempo cirúrgico e segundo grupo: 38 modelos de gesso de paciente, idade de 6 a 10 anos, portadores de FTIB, operados no HRAC - queiloplastia realizada em dois tempos cirúrgicos. Os resultados não mostraram diferenças estatisticamente significantes entre os dois protocolos.

Não sendo encontrada diferença nos resultados a longo prazo deve-se avaliar as vantagens e desvantagens de cada protocolo e reavaliar qual deles será utilizado como rotina.

 Ib011

Estudo cefalométrico das alturas faciais em pacientes Classe II tratados com e sem extração de pré-molares

OLTRAMARI, P. V. P.*, MACHADO, D. T., HENRIQUES, J. F. C.

Odontopediatria, Ortodontia e Saúde Coletiva - Universidade de São Paulo. E-mail: pvoltramari@ig.com.br

Este estudo cefalométrico longitudinal visou avaliar, comparativamente, as alterações das alturas fa­ciais, provenientes do tratamento da má-oclusão de Classe II, pela técnica de Edgewise, associado à ancoragem extrabucal cervical, com e sem extração de quatro primeiros pré-molares. A amostra constituiu-se de 116 telerradiografias obtidas de 56 jovens. 22 jovens (grupo I) foram tratados ortodonticamente com extração de quatro primeiros pré-molares e apresentavam idade média inicial de 12,30 e final de 14,87 anos. Outros 22 (grupo II) tratados sem extração e apresentavam idade média inicial de 12,53 e idade média final de 14,73 anos. Os demais 14 jovens com idade média inicial de 11,50 e final de 13,63 anos, não foram submetidos a nenhuma intervenção ortodôntica, formando assim o grupo controle (grupo III). As telerradiografias iniciais e finais foram digitalizadas e os resultados submetidos ao teste estatístico.

A análise dos resultados revelou que não houve influência significante da terapia ortodôntica sobre as alterações das alturas faciais, com aumento de sete grandezas, em todos os três grupos. Apenas a proporção entre a altura facial posterior total e a altura facial anterior total exibiu um aumento nos grupos I e III. O movimento vertical dos primeiros molares superiores e inferiores modificou-se de modo semelhante nos três grupos. O maior deslocamento para mesial ocorreu no grupo tratado com extração de quatro primeiros pré-molares e no grupo controle. Em relação aos primeiros molares inferiores, observamos uma maior mesialização no grupo I.

 Ib012

Avaliação da profundidade e dimensões transversais do palato em crianças respiradoras bucais

AMATO, P. A. F.*, MATSUMOTO, M. A. N., ENOKI, C., MATTAR, S. E. M.

Clínica Infantil, Odontologia Preventiva - Universidade de São Paulo. E-mail: patafa@zipmail.com.br

O desenvolvimento craniofacial é um processo fisiológico intimamente interligado à respiração. Como o palato está ligado morfofuncionalmente às cavidades nasal e bucal e a maioria dos hábitos bucais desenvolvem-se na primeira infância, propôs-se neste estudo comparar as dimensões do palato de crianças respiradoras nasais e bucais com idade entre 3 e 6 anos, através da obtenção das medidas intercanino, intermolar e profundidade do palato em modelos de gesso, com o uso do paquímetro tridimensional de Korkhaus. Foram selecionados um grupo controle de 30 pacientes respiradores nasais e um grupo experimental de 30 pacientes respiradores bucais diagnosticados por avaliação otorrinolarigológica que não foram submetidos à cirurgias no complexo naso-respiratório e a nenhum tipo de tratamento ortodôntico. Foi utilizado o teste de Mann-Whitney para comparar as medidas obtidas nos modelos de gesso.

A média da profundidade do palato no grupo de respiradores bucais (10,91 mm) foi estatisticamente ­maior que a média do grupo de respiradores nasais (9,33 mm). As distâncias intercanino e intermolar não apresentaram diferenças estatisticamente significantes.

 Ib013

Índice oclusal para definição da relação intermaxilar em crianças com fissura transforame incisivo bilateral

COSTA, G. C.*, OZAWA, T. O., SILVA FILHO, O. G., SANTOS, A. C. S., BORGES, H. C.

Setor Odontológico - Universidade de São Paulo. E-mail: giccosta@hotmail.com

Objetivos: desenvolver um critério de avaliação oclusal a ser aplicado em crianças com fissura transforame incisivo bilateral (FTIB) no intuito de definir a severidade da má-oclusão e o prognóstico do tratamento. O índice oclusal proposto envolve 5 categorias, enumeradas de 1 a 5, representativas de gravidades crescentes no sentido sagital e transversal. Método e Resultados: os autores propuseram as características clínicas mais importantes no reconhecimento das más-oclusões em crianças com FTIB em duas fases distintas do seu desenvolvimento oclusal. Foram investigados modelos de gesso de 96 pacientes, os quais apresentavam-se na dentadura decídua ou mista precoce. O segundo grupo constituia-se de 48 modelos de gesso de pacientes que encontravam-se na dentadura mista tardia e permanente. Todos os pacientes eram portadores de FTIB, foram operados em época convencional no HRAC e não foram submetidos a tratamento ortodôntico ou ortopédico prévio. A partir dessa avaliação subjetiva, tornou-se aparente que as más-oclusões e o prognóstico do tratamento poderiam ser divididos em 5 grupos que, então, formaram a base para o índice.

Conclusão: o índice oclusal proposto determina a gravidade da má-oclusão nos portadores de FTIB em fase precoce e tardia do seu desenvolvimento oclusal e aguça a visão da equipe terapêutica para a importância interdisciplinar na reabilitação total do paciente, conciliando informações negativas que esses padrões oclusais trazem sobre o processo reabilitador.

 Ib014

Influência dos hábitos de sucção na oclusão de crianças de 36 a 42 meses de idade

RAVEN, F. G. C.*, TOLEDO, D. B., POSSOBON, R. F., DEMATTE, E. M., TOMITA, L. M., SIQUEIRA, V. C. V., MORAES, A. B. A.

Odontologia Social - Universidade Estadual de Campinas. E-mail: fernanda.raven@zipmail.com.br

O objetivo deste trabalho foi verificar as características oclusais de crianças participantes do Programa de Prevenção de Problemas Oclusais do Centro de Pesquisa e Atendimento Odontológico para Pacientes Especiais - Cepae - FOP - UNICAMP e a possível relação com hábitos de sucção. Para isso, realizou-se exame clínico nas 39 crianças do Programa com idade entre 36 a 42 meses e dentadura decídua completa. Avaliou-se tipo de arco, relação terminal dos segundos molares, presença da mordida aberta, sobremordida, sobressaliência ou mordida cruzada posterior e a relação entre mordida aberta anterior e cruzada posterior com presença de hábitos de sucção. Os resultados mostraram maior incidência de arco Tipo I (85% superior e 67% inferior). A maioria das crianças apresentou relação terminal dos segundos molares do lado direito em degrau mesial (46%), seguido por plano reto (39%) e degrau distal (15%). Do lado esquerdo predominou o plano reto (41%), seguido por degrau mesial (39%) e degrau distal (15%). Observou-se a presença de mordida aberta anterior em 38% das crianças, sobremordida em 49%, sobressaliência em 72% e mordida cruzada posterior em 18%, sendo que cada criança apresentou uma ou mais alterações. Os resultados mostraram que 97% das crianças que apresentavam mordida aberta mantinham algum tipo de hábito de sucção (chupeta e/ou mamadeira).

Conclui-se que hábitos de sucção estão diretamente relacionados com maloclusão, principalmente com mordida aberta anterior e cruzada posterior, sendo importante a conscientização da família para o controle e remoção precoce do hábito.

 Ib015

Caracterização dos pacientes atendidos no Centro de Portadores de Fissura Lábio-Palatal da FO-UFMG

GALLBACH, J. R.*, FERREIRA, E. F., LAGES, E. M. B., PRETTI, H.

Odontologia Social e Preventiva - Universidade Federal de Minas Gerais. E-mail: jugallbach@hotmail.com

Embora existam poucos estudos epidemiológicos acerca das malformações congênitas, observa-se uma maior freqüência das fissuras lábio-palatais. O objetivo deste trabalho foi caraterizar os pacientes fissurados atendidos no Centro de Fissurados da FO-UFMG. Foram consideradas as variáveis sexo, idade em que procuraram o tratamento, raça, cidade de procedência, classificação da fissura apresentada e pais fissurados ou não. Os dados foram coletados nos arquivos de prontuário do setor e compilados através do programa Epi Info 6.0 (OMS). Foram coletados os dados de 106 pacientes, na faixa etária de 5 a 35 anos (média de 16,21 ± 5,98) sendo maior a freqüência entre 12 e 20 anos (63,2%). Quanto ao sexo, houve equivalência dos grupos (50%). Todos os pacientes da amostra são de Minas Gerais e 76,41% residem na Grande BH. A grande maioria é da raça branca (86,4%) e somente dois pacientes são filhos de mães portadoras desta anomalia. Quanto ao tipo de fissura, a transforame unilateral esquerda apresentou maior prevalência (31,1%) seguida da bilateral (25,5%) e da unilateral direita (17,9%). Foram observados 6 casos de fissuras raras, 3 em indivíduos de raça branca e 3 de raça negra.

Através deste trabalho a equipe responsável pôde conhecer melhor a população que se encontra em tratamento e buscar melhoras qualitativas na estruturação do serviço que apresenta uma procura crescente.

 Ib016

Avaliação do comportamento de dois sistemas adesivos na adesão de “brackets” ao esmalte contaminado por sangue

THYS, D. G., LOCKS, A., CRUZ, A. M. M.*, LOPES, G. C., VIERIRA, L. C. C.

Ortodontia - Universidade Federal de Santa Catarina. E-mail: daniela_thys@ig.com.br

Objetivos: avaliar dois tipos de sistemas adesivos, hidrofílico e hidrofóbico, para colagem de “brackets” ortodônticos (Morelli) ao esmalte contaminado com sangue. Material e métodos: foram avaliados os sistemas Single Bond (SB - 3M) e Transbond XT (XT - 3M Unitek). Sessenta incisivos foram divididos em três subgrupos (n = 10) para cada um dos adesivos e testados sob três diferentes condições de superfície: não contaminada; condicionada e contaminada com sangue; condicionada, aplicado o “primer” e contaminada com sangue. O teste de força de união foi realizado em uma máquina Instron (5 mm/min) e os dados analisados por ANOVA e LSD Post-Hoc. Resultados (MPa): superfície não contaminada para XT a força de união foi de 12,6 (± 5,4-a) e para SB foi de 8,9 (± 3,6-A); superfície condicionada e contaminada com sangue para XT foi de 7,0 (± 3,3-b) e SB de 8.7 (± 5,0-A); superfície condicionada, aplicado o “primer” e contaminada com sangue para XT foi de 4,9 (± 3,0-b) e para SB foi de 2,8 (± 1,4-B) (médias com mesma letra não apresentam diferença estatística - p < 0,05). A contaminação da superfície de esmalte com sangue prejudica adesão do sistema hidrofóbico (XT) em todas condições. Para o sistema hidrofílico (SB), a contaminação da superfície de esmalte com sangue não afetou a adesão, apenas quando após a aplicação do adesivo.

Conclusões do experimento: a contaminação do esmalte dental com sangue não diminuiu a união do sistema adesivo hidrofílico testado. Porém, a contaminação da superfície adesiva com sangue afeta a adesão de ambos sistemas adesivos testados, hidrofílico e hidrofóbico.

 Ib017

Prevalência de mordida cruzada anterior em pacientes de clínica particular de Ortodontia na cidade de Curitiba

BRUNETTO, M.*, CAMARGO, E. S., DALAGNOL, S. L., TANAKA, O. M.

Ciências Biológicas e da Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná. E-mail: mbrunetto@terra.com.br

Foi realizada avaliação da prevalência de mordida cruzada anterior em 490 pacientes, dos sexos feminino e masculino, entre 4 e 12 anos de idade, maioria leucodermas (92%), que se apresentaram para diagnóstico e tratamento em uma clínica particular de Ortodontia, na cidade de Curitiba. Foi analisado o tipo de mordida cruzada anterior apresentado pelo paciente, sua associação com a mordida cruzada posterior e relacionados os métodos corretivos aplicados. Para tanto, procedeu-se a coleta de dados em consulta à documentação ortodôntica de cada paciente a qual constava de ficha clínica, telerradiografia de perfil, fotografias intrabucais e modelos em gesso. Verificou-se, ainda, o tratamento corretivo de eleição para cada caso. Os resultados indicaram que 16,53% da amostra apresentava mordida cruzada anterior, sendo a mordida cruzada anterior dentária a de maior manifestação dentro deste grupo (93,82%). A partir deste valor foi possível determinar que 28,94% das mordidas cruzadas anteriores dentárias eram bilaterais e 71,05% unilaterais. A associação com a mordida cruzada posterior unilateral, bilateral ou não associação com a mordida cruzada posterior também foi avaliada. Dentre as várias opções de tratamento, a disjunção palatal foi o procedimento mais freqüentemente empregado nesta casuística (50,61%).

Diante dos dados obtidos com relação à mordida cruzada anterior e do fato de sua autocorreção não ser comumente observada, reforça-se a necessidade de restabelecer o mais precocemente possível a normalidade da oclusão, a fim de que a maloclusão não evolua em complexidade.

 Ib018

Estudo histométrico da reparação pulpar após exposição experimental e aplicação de 2-octil cianoacrilato

SANTOS, V. W.*, SALGADO, M. A. C., GOMES, M. F.

Biopatologia e Diagnóstico - Universidade Estadual Paulista. E-mail: werbicky@hotmail.com

Nos últimos anos, muitos pesquisadores têm estudado diferentes tipos de materiais no tecido pulpar após seu uso sobre polpas dentárias expostas, decorrentes de agressões mecânica e/ou biológicas. Atualmente, o octil cianoacrilato tem mostrado excelentes resultados como adesivo químico em feridas cruentas devido a sua baixa toxicidade e eficiência na reparação tecidual. Diante disso, foi realizado um estudo comparativo do processo de reparo da polpa de dentes permanentes de cães após capeamento direto com 2-octil cianoacrilato (2-OCA) e de hidróxido de cálcio. Para isso foram utilizados 24 dentes divididos em dois grupos: tratado e controle. Nos dentes com exposição pulpar, do grupo tratado, foi aplicado o 2-OCA e, no controle, foi colocado o hidróxido de cálcio em pó e em pasta. Posteriormente as cavidades foram preenchidas com cimento de ionômero de vidro e a superfície foi protegida com selante autopolimerizável. Decorridos 15, 30 e 45 dias os espécimes foram sacrificados e os dentes tratados removidos e processados para confecção dos cortes histológicos. Os mesmos foram analisados através de microscopia de luz para a avaliação histométrica.

Os resultados obtidos possibilitaram concluir que o processo inflamatório foi mais intenso no grupo tratado do que no controle, entretanto o 2-OCA não impediu a formação de dentina terciária (reparadora) adjacente. Portanto consideramos que o uso do 2-OCA não é conveniente como material protetor no capeamento direto, mas poderia ser utilizado para proteção do complexo dentino-pulpar. (Financiamento: FAPESP, processo nº 00-00310/0.)

 Ib019

Avaliação in vitro do efeito do ácido cítrico associado ao tergentol na permeabilidade dentinária

RACY, C. F.*, RALDI, D. P., MALHEIROS, C. F., BRITO, L. M., LAGE-MARQUES, J. L.

Odontologia - Universidade Ibirapuera. E-mail: caiofabioracy@uol.com.br

A irrigação final do canal radicular tem como objetivo a remoção do magma dentinário, possibilitando a atuação da medicação intracanal e facilitando o selamento dentinário pelo material obturador. As soluções ácidas, associadas ou não a detergentes, têm sido recomendadas para este momento importante do tratamento endodôntico. Constitui proposta experimental analisar a capacidade do ácido cítrico a 15%, de efeito comprovado na microlimpeza do canal radicular, associado ao detergente tergentol. Para tanto, vinte e oito raízes palatinas de pré-molares superiores foram preparadas até o instrumento # 40 pela técnica de ­PAIVA e ANTONIAZZI, e então divididas em 4 grupos de acordo com a solução utilizada na irrigação final: grupo I - ácido cítrico a 15%, II - EDTA-T, III - ácido cítrico a 15%-T (associado ao tergentol) e IV - controle - hipoclorito de sódio. A seguir, os canais radiculares foram preenchidos com corante Rodamina B a 1% que foi removido com cones de papel após 1 minuto. As raízes foram então incluídas em resina ortoftálica e seccionadas em cortes transversais com espessura de 2 mm. Os cortes tiveram suas imagens digitalizadas e as áreas coradas foram medidas com o auxílio do software Image Lab, para avaliação da penetração do corante nos terços cervical, médio e apical. Os resultados revelaram que os grupos I e II comportaram-se de maneira semelhante, e que o grupo III apresentou os maiores valores de penetração do corante no terço médio com diferença estatisticamente significante.

Conclui-se que a associação detergente tergentol ao ácido cítrico foi capaz de promover maior aumento da permeabilidade dentinária das amostras estudadas.

 Ib020

Comparação entre as técnicas manual e rotatória na desobturação dos canais radiculares

CONGILIO, L. M. B.*, AKISUE, E.

Endodontia - Universidade Cidade de São Paulo. E-mail: luciana.maia@bol.com.br

Este estudo analisou o tempo despendido e a quantidade de material obturador remanescente após a desobturação de 45 dentes unirradiculares previamente preparados acorde Paiva & Antoniazzi e obturados com cones de guta-percha e cimento de N-Rickert, empregando-se condensação lateral. Os espécimes foram divididos em 3 grupos segundo a técnica de desobturação a ser utilizada: G1 - técnica manual; G2 - técnica rotatória valendo-se de instrumentos Quantec LX # 25 (.06) e; G3 - técnica rotatória valendo-se de instrumentos Profiles # 30 (.06). Utilizou-se óleo de casca de laranja como solvente da guta-percha. O material obturador residual foi quantificado com auxílio de uma câmera de vídeo Tamakon, Fotovix ­6 x 60 W, com distância focal padronizada, acoplada a um monitor de vídeo Sony Trinitron. Os resultados obtidos desta quantificação foram submetidos ao teste de Kruskal-Wallis que mostrou não haver diferenças significantes entre os grupos ao nível de 5% (c2 = 4,14 contra o valor crítico do c2 = 5,99 para 2 graus de liberdade). Para o fator tempo, o teste ANOVA mostrou diferença significante (valor de F calculado = 23,08 contra valor da tabela = 4,08 para 2 graus de liberdade e a = 5%), sendo que o teste de Tukey constatou diferença significante (a = 5%) entre o grupo manual e os demais, não havendo diferenças entre os dois que utilizaram sistemas rotatórios de NiTi.

Concluímos que as técnicas manual e rotatória equivaleram-se quanto a quantidade de material obturador remanescente após a desobturação, sendo que, a manual mostrou-se menos efetiva quando comparada à rotatória.

 Ib021

Correlação entre os componentes químicos dos cones de guta-percha e o selamento endodôntico apical

GURGEL-FILHO, E. D.*, TEIXEIRA, F. B., FEITOSA, J., FERRAZ, C. C. R., GOMES, B. P. F. A., SOUZA-FILHO, F. J.

Faculdade de Odontologia de Piracicaba - Universidade Estadual de Campinas. E-mail: gurgeleduardo@aol.com

O objetivo deste trabalho foi avaliar a correlação entre a composição química de cinco marcas de cones de guta-percha (Dentsply, Tanari, Konne, Obtura e Analytic) e o selamento apical. Os dentes foram obturados pelas técnicas da onda de condensação e do cone único modelado tendo a condensação lateral como controle. 120 incisivos foram divididos em 11 grupos de 10 dentes cada e 2 grupos controles. As raízes foram obturadas com o cimento Endomethasone e imersas em nanquim por 10 dias. A infiltração apical foi medida com uma lupa estereoscópica. A separação dos cones foi obtida após dissolução de 3 g em 60 ml de clorofórmio seguido da centrifugação separando-se a parte inorgânica que não dissolveu em clorofórmio (BaSO4 e ZnO) da parte orgânica dissolvida em clorofórmio (guta-percha e ceras). À parte orgânica foi adicionada acetona, para coagulação da guta-percha. A média e desvio padrão da guta-percha presente no cone foi de: Dentsply (14,5% ± 0,70%), Tanari (15,6 ± 0,66%), Obtura (17,7 ± 0,35%), Analytic (20,4 ± 0,40%), Konne (18,9 ± 0,32%). Houve diferença estatística (p < 0,05) da condensação lateral (0,95 ± 0,51 mm), com a onda de condensação (0,43 ± 0,17 mm) e com a técnica do cone modelado (0,49 ± 0,13 mm) independente da marca de cone utilizada. A técnica da onda de condensação com o cone Dentsply (0,69 ± 0,20 mm) apresentou a maior infiltração linear e o cone Obtura a menor (0,38 ± 0,42 mm).

Houve um melhor selamento apical nos dentes obturados pela onda de condensação com os cones Obtura, Analytic e Konne marcas estas com maior quantidade de guta-percha. (Apoio financeiro: CNPq.)

 Ib022

Inibição de crescimento microbiano por cones de guta-percha: estudo in vitro

BONZI, A. B.*, VÉRAS NETO, L., GAIÃO, L., PORTO, A. L. F., VIANA, D. A., SILVA JR., P. F., PADILHA, W. W. N.

Clínica e Odontologia Social - Universidade Federal da Paraíba. E-mail: bonzi.jp@uol.com.br

Este estudo verificou in vitro a capacidade de inibição do crescimento microbiano por cones de guta-percha de diferentes marcas comerciais. Usou-se como metodologia a abordagem indutiva com procedimento comparativo e estatístico e técnica de documentação direta pela pesquisa laboratorial. Através do teste de difusão em ágar, nove placas de Petri foram distribuídas contendo o meio Tripticase Soy Agar (T.S.A.) adicionados de Bacillus subtilis (DAUFPE 16), Staphylococcus aureus (DAUFPE 01) e Klebsiella pneumonae (DAUFPE 396), provenientes do LIKA/UFPE, em triplicata para cada cepa. Em cada placa foram acondicionados, assepticamente, quatro cones de tamanho e espessura semelhantes, representados por: Cone A (Dentsply®), Cone B (Heros®), Cone C (Tanari®) e Cone V (Bastão de vidro/controle). As placas foram incubadas a 37ºC e após 24 e 48 horas foram medidos os halos de inibição de crescimento microbiano. Os resultados indicaram: a) formação de halos para os cones A e B frente as três cepas nos períodos de 24 e 48 horas de incubação; b) formação de halos para os cones C frente B. subtilis e S. aureus nos períodos de 24 e 48 horas e para a K. pneumonae apenas no período de 48 horas; c) não houve formação de halo para os bastões de vidro utilizados como controle nos períodos de 24 e 48 horas. Os dados obtidos foram analisados pelo teste de Friedman, apresentando significância estatística (p = 0,05).

Concluiu-se que as três marcas de cones de guta-percha estudados apresentaram capacidade de inibição microbiana frente às cepas utilizadas. (Apoio: PIBIC/CNPq/UFPB.)

 Ib023

Análise comparativa in vitro da desobturação dos canais radiculares entre as técnicas convencional e mecanizada

SILVA, R. M.*, GONÇALVES, T. A., TORRESI, E. C. B., PROKOPOWITCH, I.

Dentística e Endodontia - Universidade de São Paulo. E-mail: renatamartinss@ig.com.br

O objetivo deste estudo foi avaliar duas técnicas utilizadas para a desobturação de canais radiculares. Assim,vinte dentes unirradiculares foram instrumentados e obturados seguindo a técnica de Paiva & Antoniazzi. Para a desobturação, o Grupo I utilizou instrumentos manuais segundo os mesmos autores, e o Grupo II empregou o sistema RBS. Nos dois grupos solvente de óleo de casca de laranja foi utilizado até o terço médio e o creme Endo-PTC, no apical. Foram investigados o tempo despendido durante a remoção do material obturador, a possível extrusão apical e a quantidade de resíduos após a desobturação. Desta forma, verificamos que não existem diferenças estatisticamente significantes entre os grupos quanto ao tempo total despendido no processo (teste não-paramétrico Kruskal-Wallis). Quanto ao tempo despendido para atingir o CRT há diferença estatisticamente significante (p = 0,01), sendo a técnica manual a que despende mais tempo. Observou-se, ainda, que houve 40% de extrusão apical no Grupo I, e 10% no grupo II. Quanto à limpeza do canal houve diferença estatisticamente significante (p = 0,05) entre os dois grupos, sendo que o que utilizou o sistema RBS apresentou maior quantidade de resíduos de material obturador.

Assim pudemos concluir que um método eficiente seria iniciar a desobturação com o sistema RBS, auxi­liado pelo solvente de até o terço médio, onde este seria substituído pelo creme Endo-PTC até alcançar livremente o CRT. Neste momento, o sistema mecanizado seria substituído pelas limas manuais que proporcionariam maior facilidade na limpeza das paredes do canal radicular. (Auxílio: FAPESP.)

 Ib024

Estudo da anatomia interna de dentes de cães através do método da diafanização

BALTIERI, P. W. Q.*, GOMES, B. P. F. A., GADÊ-NETO, C. R., QUADROS, I., ZAIA, A. A., TEIXEIRA, F. B.

Odontologia Restauradora - Universidade Estadual de Campinas. E-mail: pwqb@yahoo.com

Apesar de cães serem usados como modelo animal, para estudo das reações periapicais frente à terapia endodôntica, devido ao seu adequado tamanho e fácil manuseio, a anatomia de seus canais radiculares não foi totalmente estudada. Estudos experimentais em cães relataram apenas a presença de deltas apicais. O objetivo desta investigação foi estudar a morfologia dos terços cervical, médio e apical de dentes de cães, através da técnica de diafanização. Quarenta e dois dentes de cães foram extraídos, lavados, limpos e colocados em solução de formol a 10%. Os dentes utilizados foram incisivos (n = 12), caninos (n = 4), pré-molares (n = 16) e molares (n = 10). As amostras foram submersas em NaOCl 5,25% por seis horas, para dissolução do tecido pulpar. A seguir os dentes foram descalcificados em HCl 5%, desidratados em bateria ascendente de álcoois, sendo então realizada a injeção de corante, diafanização em salicilato de metila e visualização em lupa estereoscópica. Deltas apicais foram encontrados em 78,2% dos dentes estudados, canais laterais apareceram em 7,2% dos casos, principalmente nos terços cervical e médio. A porcentagem de canais laterais encontrada em pré-molares e molares foi de 12,5% e 10%, respectivamente.

Concluímos que o sistema de canais radiculares de cães pode mostrar uma maior variabilidade do que a relatada na literatura. Além disso a presença de canais laterais qualifica este modelo animal para o estudo das lesões endo-pério. (Apoio: FAPESP - 00/13689-7 e CNPq - 520277/99-6; 105889/2001-6.)

 Ib025

Avaliação in vitro da atividade antimicrobiana de cinco cimentos endodônticos

SIGNORETTI, F. G. C.*, GOMES, B. P. F. A., PEDROSO, J. A., TEIXEIRA, F., VIANNA, M. E., JACINTO, R. C., FERRAZ, C. C. R.

Odontologia Restauradora - Universidade Estadual de Campinas. E-mail: fe_signo@yahoo.com

Atividade antimicrobiana tem um importante papel na eficiência dos cimentos endodônticos durante a obturação do canal radicular. Assim, o objetivo do presente estudo foi analisar a ação antimicrobiana de cinco cimentos endodônticos: Endo Fill, Endométhasone, Endométhasone N, Sealer 26 e AH Plus, em diferentes tempos após a manipulação, i.e., imediatamente após, 24 horas, 48 horas e 7 dias; contra os seguintes microrganismos: C. albicans, S. aureus, E. faecalis, S. sanguis e A. naeslundii. O método usado foi o contato direto através da observação da curva de crescimento microbiano em meio líquido. Os resultados mostraram que: 1) imediatamente após a manipulação, Endo Fill, Endométhasone e Endométhasone N tiveram a maior atividade antimicrobiana, sem diferenças estatisticamente significantes entre eles. Sealer 26 teve a menor atividade antimicrobiana. 2) Nos demais tempos pós-manipulação, não houve diferenças estatisticamente significantes entre os cimentos testados.

Concluímos que a atividade antimicrobiana de cada cimento diminui com o tempo e depende da suscetibilidade do microrganismo envolvido. (Apoio: FAPESP: 00/13689-7 e CNPq: 520277/99-6.)

 Ib026

Avaliação microbiológica das espumas sintéticas que armazenam as limas endodônticas

LA CERDA, R. S.*, NEVARES, G. O., HIRATA JR., R., DE DEUS, G. A., COUTINHO T.

Procedimentos Clínicos Integrados - Universidade do Estado do Rio de Janeiro. E-mail: renatacerda@ig.com.br

Este trabalho objetivou avaliar microbiologicamente as espumas sintéticas submetidas a ação do álcool isopropílico e do glutaraldeído 2% em diferentes períodos de exposição. Como corpo-de-prova (CP), esponjas com Æ 1,0 cm foram expostas ao caldo Trypticase Soy Broth - TSB para determinação do nível de contaminação. Na 1ª fase do experimento, os CP foram submetidos aos agentes químicos, durante um intervalo de tempo variado: imediato, após 10, 15 e 30 min. Na 2ª fase, os CP foram esterilizados em autoclave e então contaminados com S. aureus e E. coli. A amostragem foi submetida ao contato com os diferentes agentes desinfetantes. Na 1ª fase, houve crescimento bacteriano nos CP imersos no glutaraldeído. Nos tempos subseqüentes, não houve crescimento. Nos CPs imersos em álcool isopropílico não houve crescimento em nenhum dos tempos avaliados. Na 2ª fase, CPs inoculados com S. aureus e imersos no glutaraldeído sofreram crescimento bacteriano, imediatamente após o contato com esta substância. Nos demais tempos, não houve crescimento. CPs imersas no álcool isopropílico não apresentaram crescimento bacteriano. CPs inoculados com E. coli, 2 CPs imersos no glutaraldeído apresentaram crescimento bacteriano no contato imediato. Nos demais tempos, não houve crescimento. Em todos os períodos, no álcool não houve crescimento.

As esponjas obtidas comercialmente vem contaminadas; as soluções de glutaraldeído e álcool isopropílico foram eficazes na atividade desinfetante para os microorganismos testados, sendo que o álcool foi mais eficaz no contato imediato.

 Ib027

Estudo comparativo da capacidade de 3 localizadores apicais eletrônicos na determinação do comprimento dos dentes

COSTA, F. L. M.*, BOLAN, M., FELIPPE, M. C. S., FELIPPE, W. T.

Estomatologia - Universidade Federal de Santa Catarina. E-mail: felebarbenchon@hotmail.com

O objetivo deste trabalho foi avaliar a capacidade de três aparelhos eletrônicos localizarem o forame apical, bem como um ponto situado próximo e aquém do forame. Foram empregados 100 dentes humanos. Após o acesso aos canais, os dentes foram medidos pela técnica direta, inserindo-se uma lima no canal até que sua ponta fosse visualizada no forame apical, a distância foi medida com um paquímetro. Em seguida, os dentes foram medidos, duas vezes, pelos três localizadores apicais (Neosono Ultima EZ, Foramatron IV e Tri-Auto ZX). Para a primeira medida, a lima foi introduzida no canal até que seus aparelhos acusassem que a sua ponta chegou ao forame apical (CEF). Para a segunda medida, a lima foi removida do canal no momento em que os aparelhos acusassem que sua ponta chegou à constricção apical ou ao ponto 0,5, visível no visor (CEC). Para avaliar a capacidade dos aparelhos localizarem o forame, foi feita uma comparação das primeiras medidas eletrônicas com as obtidas pelo método direto (CEF versus CD). As medidas eletrônicas foram consideradas aceitáveis quando coincidentes com as medidas diretas, ou diferentes ± 0,5 mm. Para avaliar a capacidade dos aparelhos localizarem um ponto próximo e aquém do forame, foi feita uma comparação das segundas medidas eletrônicas com as obtidas pelo método direto (CEC versus CD).

De acordo com os testes estatísticos aplicados, o Tri-Auto ZX mostrou-se o aparelho mais efetivo na localização do forame apical (86,3% de medidas aceitáveis) e alcançou o maior percentual de acertos na localização de um ponto situado próximo e aquém do forame (84,2%).

 Ib028

Avaliação dos canais e forames apicais da raiz vestibular do 1º pré-molar superior com sulco longitudinal vestibular

MATTUELLA, L. G.*, MAZZOCCATO, G., VIER, F. V., SÓ, M. V. R.

Endodontia - Universidade Luterana do Brasil. E-mail: mattuella@bol.com.br

O objetivo do estudo foi avaliar radiograficamente o número de canais radiculares da raiz vestibular de 1º pré-molares superiores (1º PMS) com sulco longitudinal vestibular e comparar o método radiográfico (MR) com a microscopia eletrônica de varredura (MEV), quanto ao diagnóstico de nº de forames apicais (FA). Para tanto, 39 dentes tiveram suas coroas e raízes palatinas amputadas e seu(s) canal(is) radicular(es) explorado(s) com lima(s) endodôntica(s) fina(s), até que sua(s) ponta(s) fosse(m) visualizada(s) apicalmente. Os dentes foram radiografados com as limas em seu interior e classificados como portadores de 1 canal(C)/1 forame (F); 1C/2F; 2C/2F; 2C/1F. Os ápices da raiz vestibular foram seccionados e preparados para MEV. O nº de FA (³ que 80 mm) foram obtidos. Os resultados da avaliação radiográfica demonstraram que em apenas 17,1% (06) dos casos, esse dente apresentou C e F únicos. 2 F foram verificados em 77,2% (27) dos casos, 42,9% (15) desses oriundos de 2C e 34,3% (12), de apenas 1 canal.Apresentaram 2C que terminavam no mesmo F 5,7% (2) dos casos. Em MEV, 46,1% (18) dos ápices apresentaram 2FA; 23,1% (9), apenas 1; 23,1% (9), 3 e 7,7% (3), 4. A correlação entre o diagnóstico radiográfico e a MEV quanto ao nº de FA foi de 62,8%.

Concluiu-se que a presença de sulco longitudinal vestibular no 1º PMS predispõe a bifurcação total (42,9%) ou apical (34,3%) do canal radicular; sendo que a MEV apresentou número de FA estatisticamente superiores (p < 0,01) ao demonstrado no MR.

 Ib029

Variação da dureza de uma liga NiTi após tratamentos térmicos

GUIMARÃES, R. H. R.*, LACERDA, D. L., MARTINS, R. C., BAHIA, M. G. A., BUONO, V. T. L.

Odontologia - Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. E-mail: raquelhannas@bol.com.br

Os instrumentos endodônticos rotatórios de níquel-titânio (NiTi) podem falhar devido à fadiga. Como em outros dispositivos, a resistência à fadiga destes instrumentos depende da dureza, que influencia na velocidade de propagação de trincas. Sabe-se ainda que, durante a terapia endodôntica, as limas são esterilizadas, sofrendo ciclos de aquecimento que podem afetar sua dureza. Foi o objetivo do presente estudo avaliar a variação da dureza de fios de NiTi utilizados na confecção de instrumentos ProFile (Maillefer, Ballaigues/Suíça), quando estes são aquecidos em temperaturas compatíveis com aquelas normalmente empregadas na esterilização. As amostras foram tratadas em banho de óleo de silicone a 120º, 140º, 160º e 180ºC por 2 horas e a 180ºC por 4, 6 e 8 horas. A variação de dureza foi avaliada com uma média de, no mínimo, dez medidas de microdureza Vickers com carga de 300 gf em cada amostra. Os resultados mostram que, em relação ao grupo controle, que não recebeu tratamento térmico, não houve variação significativa na dureza dos fios tratados a 120ºC e a 140ºC. Nos tratamentos a 160ºC e 180ºC por 2 horas, houve um aumento de dureza respectivamente de 4,5% e 9,5%. Após 4 horas de tratamento a 180ºC, a dureza retornou ao patamar inicial, onde se manteve nos tratamentos por 6 e 8 horas.

Estes resultados mostram que há uma tendência inicial de endurecimento da liga no aquecimento, que pode favorecer a resistência à fadiga dos instrumentos, e que o emprego de tempos mais longos a 180ºC acarreta apenas o retorno à dureza original.

 Ib030

Análise da espessura da linha do cimento endodôntico em três técnicas de obturação

LIMA, A. C.*, DE DEUS, G. A., GURGEL, E. D., MANIGLIA, C., PIRO, S. A., KREBS, R. L., FERREIRA, N. A.

Endodontia - Universidade do Estado do Rio de Janeiro. E-mail: endocarolina@yahoo.com.br

Este estudo objetivou analisar a espessura da linha de cimento endodôntico em 3 técnicas de obturação. 30 incisivos superiores foram acessados e instrumentados de modo convencional. Os dentes foram separados em 3 grupos de 10 e obturados pelo seguinte critério: G1 - condensação lateral; G2 - compressão hidraúlica; G3 - onda de condensação. Os dentes foram embutidos em resina epóxi e cortados transversalmente em 3 pontos por meio de um cortador de precisão (Isomet) – sendo o 1º corte no terço cervical, o 2º no terço médio e o 3º no terço apical. Uma preparação metalográfica para observação microscópia foi realizada em cada amostra e estas analisadas no microscópio óptico (Carl Zeiss). A medição da espessura da linha de cimento foi realizada através do programa Image Pro 4.0 (Media Cybernetics). Os dados obtidos foram tratados estatisticamente pelo teste de Wilcoxon. Os resultados da análise do terço cervical revelaram um posto médio de 97 mm para G1, 53 mm para G2 e 29 mm para G1, sendo estas diferenças significantes (p £ 0,05). Na análise do terço médio, obteve-se 141 mm para G1, 97 mm para G2 e 47 mm para G3, sendo estas diferenças significantes (p £ 0,05). Na análise do terço apical, os resultados foram de 337 mm no G1, de 352 mm no G2 e de 187 mm no G3, sendo as diferenças significantes entre G3 e G1 e entre G3 e G2 (p £ 0,05).

O grupo 3 (técnica de onda de condensação) obteve os melhores resultados em todos os níveis analisados, revelando assim, uma tendência da obtenção de menores espessuras da película do cimento endodôntico quando rea­liza-se a plastificação da guta-percha.

 Ib031

Análise qualitativa do preenchimento promovido por quatro técnicas de obturação

REZENDE, P. R. S.*, DE DEUS, G. A., COUTINHO, T., KREBS, R. L., FERREIRA, N. A.

Centro Biomédico - Universidade do Estado do Rio de Janeiro. E-mail: patty@montreal.com.br

Este trabalho objetivou avaliar a qualidade do preenchimento promovido por 4 técnicas de obturação. Para tal, 40 incisivos superiores foram instrumentados e divididos em 4 grupos iguais: G1: condensação lateral; G2: compressão hidráulica; G3: sistema Thermafil; G4: onda de condensação. Após a obturação, os dentes foram cortados longitudinalmente e embutidos em resina epóxi. As amostras foram submetidas a uma preparação metalográfica. As secções foram fotografadas através de um estereoscópio (8 X de aumento). 3 observadores calibrados seguiram o seguinte padrão para a análise: “score” 0: mais de 3 grandes áreas de vazio; evidência grosseira da presença de cones se destacando da massa obturadora. “Score” 1: de 2 a 3 grandes áreas de vazio; maior uniformidade na massa obturadora. “Score” 2: nenhuma grande área de vazio; boa homogeneidade. Os resultados revelaram 43% “score” 1, 57% “score” 2 no G1; 14% “score” 0, 29% “score” 1 e 57% “score” 2 no G2; e no G3 e no G4 obteve-se 100% de “score” 2. O teste estatistico Kruskal-Wallis demonstrou haver diferenças estatisticamente significantes entre G3/G4 e G1 (p < 0,05) e entre G3/G4 e G2 (p < 0,05). Houve diferenças estatisticamente significantes entre G2 e G1 (p < 0,05). Não houve diferença estatisticamente significante entre G3 e G4 (p > 0,001).

Diante dos resultados, pode-se concluir que as técnicas termoplastificadas (G3/G4) exibiram uma qualidade de preenchimento superior ao alcançado nas técnicas frias. A técnica da compressão hidráulica (G2) mostrou um preenchimento superior ao obtido nos dentes obturados pela técnica da condensação lateral (G1).

 Ib032

Avaliação da profundidade de penetração das brocas de Gates-Glidden em seqüências crescente e decrescente

PINHO, A. B.*, DE DEUS, A. G., COUTINHO, T. F., KREBS, R. C., FERREIRA, N. A.

Clínicas Cirúrgicas - Universidade do Estado do Rio de Janeiro. E-mail: dryka_bp@uol.com.br

Este trabalho analisou a profundidade de penetração máxima das brocas Gates-Glidden (GG) #2, #3 e #4 em seqüência de uso crescente e decrescente em canais mesiais de molares inferiores. 20 dentes foram acessados, pré-alargados até a lima #15 e divididos em 2 grupos: G1: onde os canais MV instrumentados na seqüência crescente e os ML na seqüência decrescente, G2: onde os canais ML instrumentados na seqüência crescente e os MV na seqüência decrescente. A broca GG penetrou livremente até o seu travamento no conduto radicular, ou seja, a profundidade da penetração foi determinada pela anatomia do canal radicular. No travamento de cada broca foi realizada a medida da profundidade de penetração com auxílio de um paquímetro digital (Matisumia). As medidas foram tratadas estatisticamente por análise de variância. Obteve-se no G1 através de uma análise pareada um valor de p £ 0,001, e no G2 valor de p £ 0,003. O teste t não-pareado entre os canais MV e ML de ambos os grupos quanto à seqüência crescente, obtivemos um valor de p = 0,882, e para a seqüência decrescente um valor de p = 0,194. Ambos os valores encontrados não são estatisticamente significantes. Este achado revela que tanto na seqüência crescente ou decrescente, o valor médio de penetração são similares, não havendo diferença significante entre a profundidade da penetração no canal MV e no ML.

Pode-se concluir que a seqüência decrescente é a forma mais segura para a instrumentação dos 2/3 cervicais do canal radicular, e não importando se o canal é o MV ou o ML, e sim a seqüência.

 Ib033

Remoção da obturação de canais radiculares empregando Flare e Quantec SC rotatórios

GELANI, V.*, HUSSNE, R. P., LEONARDO, R. T., CAPELLI, A.

Endodontia - Universidade de São Paulo. E-mail: gelani@ig.com.br

O presente experimento teve por objetivo comparar os instrumentos rotatórios Quantec com ou sem solvente com a técnica manual/mecânica, no que diz respeito à eficiência na remoção do material obturador, tempo operatório e influência do comprimento e diâmetro das raízes na execução das técnicas. Foram instrumentadas 30 raízes, separadas em amplas e atrésicas, pela técnica escalonada regressiva e com irrigação constante. A obturação foi feita pela técnica híbrida de Tagger modificada, seladas com coltosol e imersas em soro por 30 dias. Os grupos principais foram subdivididos e a remoção feita como se segue; subgrupo A: instrumentos Quantec; B: Quantec + solvente eucaliptol nos terços cervical e médio; e C: técnica manual/mecânica + solvente Eucaliptol. Os resultados obtidos demonstraram que não houve diferença no tempo de execução das 3 técnicas, sendo todas eficientes na remoção do material, sem extrusão apical de material obturador nos subgrupos A e B e com maior sensibilidade tátil no subgrupo C.

Com base nesta metodologia conclui-se que: o diâmetro e comprimento das raízes afetam a efetividade dos instrumentos, o solvente facilita a remoção do material obturador e os instrumentos Quantec parecem mais seguros na remoção da obturação no terço apical.

 Ib034

Influência das condições pulpares na acuidade da determinação da odontometria eletrônica

MOREIRA, D. M.*, FRÖNER, I. C., GURGEL FILHO, E. D., DE DEUS, G., COUTINHO FILHO, T., MANIGLIA-FERREIRA, C.

Endodontia - Universidade de Fortaleza. E-mail: dannamota@secre.com.br

A proposta deste estudo foi comparar a influência das condições dos materiais encontrados no interior dos canais radiculares, tecido pulpar vital, tecido necrosado, exsudação e sangue, durante a determinação da odontometria eletrônica, utilizando-se o aparelho APIT 5 (Osada - Japão), e comparar os resultados com os obtidos com o método radiográfico, comumente utilizado na clínica endodôntica. Foram avaliados 300 dentes unirradiculados, sendo 120 vitais e 180 com polpas necrosadas, sendo obtido o comprimento real do dente com o aparelho eletrônico e realizada a radiografia periapical. Os comprimentos obtidos foram concordantes entre os métodos eletrônico e radiográfico em 94,17% (113) e 95% (171) dos dentes com polpas vitais e necrosadas respectivamente. O aparelho não apresenta bons resultados quando os canais são atrésicos ou quando os ápices são incompletos ou arrombados.

Nossos resultados permitem-nos concluir que o aparelho APIT 5 é de grande valia para se determinar o comprimento real dos dentes em Endodontia, não sofrendo influência do material encontrado no interior dos canais radiculares, porém ainda faz-se necessário o uso da radiografia periapical para a confirmação da odontometria em casos em que o uso do aparelho é contra-indicado.

 Ib035

Atividade antimicrobiana in vitro da clorexidina, hipoclorito de sódio e associações

ROSSI, V. P. S.*, GOMES, B. P. F. A., MATSUMURA, C. U., FERRAZ, C. C. R.

Endodontia - Universidade Estadual de Campinas. E-mail: fopvan@yahoo.com

Clorexidina e hipoclorito de sódio (NaOCl) têm sido reconhecidos como irrigantes endodônticos por suas excelentes propriedades. KURUVILLA;  KAMMATH (J Endodon, 24(7): 472-76, 1998) sugeriram que a associação de clorexidina com NaOCl tem maior ação antimicrobiana, propriedade de dissolver tecido orgânico e constitui uma solução menos tóxica que o NaOCl. O objetivo deste estudo foi verificar a atividade antimicrobiana da clorexidina 2% nas formas líquida e gel, do NaOCl nas concentrações de 1%, 2,5% e 5,25%, e da associação entre os dois irrigantes, através do teste de difusão em ágar. Os microrganismos testados foram: Enterococcus faecalis, Staphylococcus aureus, Streptococcus sanguis, Actinomyces naeslundii, Candida albicans e Bacillus subtilis. Cilindros de aço inox foram colocados sobre placas de ágar previamente inoculadas. Os irrigantes testados e seus controles foram introduzidos dentro dos cilindros. As zonas de inibição de crescimento microbiano foram medidas depois do período de incubação de cada placa e os resultados analisados estatisticamente. Os resultados mostraram que todos os irrigantes e suas associações foram inibitórios por contato direto. Clorexidina 2% líquida promoveu os maiores halos de inibição quando comparados com os outros irrigantes (p < 0,05), seguido de clorexidina gel e de NaOCl 5,25%.

Conclui-se que todos os irrigantes e associações testados apresentaram atividade antimicrobiana. Entretanto, as associações mostraram ação antimicrobiana menor que os irrigantes testados isoladamente. (Apoio: FAPESP - 96/05584-3; 00/13689-7 e CNPq - 520277/99-6; 100185-01-0.)

 Ib036

Capacidade seladora de materiais retrobturadores à base de mineral trióxido agregado

SAADI, S. S.*, TANOMARU, J. M. G., ISHIKAWA, T. M., LEONARDO, M. R.,
TANOMARU FILHO, M.

Odontologia Restauradora - Universidade Estadual Paulista. E-mail: tanomaru@foar.unesp.br

O objetivo deste estudo foi avaliar a capacidade de selamento apical de materiais retrobturadores à base de mineral trióxido agregado. Quarenta e oito caninos humanos extraídos tiveram seus canais radiculares instrumentados e obturados. Após a secção da porção apical, foram preparadas cavidades retrógradas e os dentes divididos aleatoriamente em quatro grupos, nos quais foram empregados os seguintes materiais retrobturadores: grupo I) cimento de óxido de zinco e eugenol (OZE); grupo II) Sealer 26; grupo III) Pro Root MTA; grupo IV) MTA Angelus. Em seguida, os dentes foram imersos em solução de azul de metileno a 2% por 48 horas em ambiente com vácuo. Decorrido este período, as raízes foram seccionadas longitudinalmente e a infiltração de corante analisada em perfilômetro. Os resultados obtidos foram submetidos à análise estatística demonstrando que o Sealer 26 e os dois materiais à base de mineral trióxido agregado (Pro Root MTA e MTA Angelus) apresentaram, com infiltração marginal média entre 0,2 e 0,3 mm, sendo semelhantes entre si (p > 0,05) e superiores ao OZE (p < 0,05).

Conclui-se que os materiais retrobturadores à base de mineral trióxido agregado avaliados e o Sealer 26 apresentam boa capacidade seladora apical como materiais retrobturadores.

 Ib037

Análise do desvio apical produzido por 2 sistemas de rotação alternada: Endo-Gripper e M4, acionados por motor elétrico

TROIAN, C. H.*, ALMEIDA, I. F., LIMONGI, O.

Endodontia - Universidade Luterana do Brasil. E-mail: carotroian@hotmail.com

O objetivo do presente estudo foi de avaliar o desvio apical produzido pelo preparo de canais radiculares realizado por dois sistemas de rotação alternada: Endo-Gripper (Moyco - Union Broach) e M4 (Kerr Corporation), utilizando limas de aço inox e acionados por motor elétrico. Para isso, foram utilizadas 42 raízes mésio-vestibulares de molares superiores humanos in vitro, divididas em 2 grupos: o grupo A foi preparado com o Endo-Gripper, e o B, com o M4. Cada amostra foi duplamente radiografada, na mesma película, através da plataforma radiográfica: a primeira exposição com o instrumento inicial, e a segunda com o instrumento de memória em posição. O canal foi considerado desviado quando as duas limas não se encontravam sobrepostas. Verificou-se presença de desvio apical em 2 das 21 amostras do grupo A (9,5%), e em 3 das 21 amostras do grupo B (14,3%). Os resultados foram submetidos ao teste exato de Fisher.

Concluiu-se que não houve diferença estatisticamente significativa entre os dois grupos (p = 1,000).

 Ib038

Avaliação in vitro da permanência do EDTA gel e EDTA líquido pós-instrumentação e antes da obturação

ARAUJO, S. S.*, REISS ARAUJO, C. J.

Clínica Integrada - Universidade Estadual de Feira de Santana. E-mail: amalgama@terra.com.br

O preparo químico-mecânico é muitas vezes dificultado pela atresia do canal radicular, acúmulo de magma dentinário localizado nas paredes dentinárias reduzindo a permeabilidade da dentina e dificultando a desinfecção prejudicando o selamento a ser obtido pela obturação. Nesta situação, o emprego de substâncias químicas que favoreçam o uso de instrumentos é de alta importância. Com o objetivo de desmineralizar a dentina e promover uma adequada limpeza das paredes do canal, tem sido amplamente utilizado EDTA líquido. Embora esse material tenha vários estudos com relação ao seu poder de descalcificação, capacidade de limpeza, ação anti-séptica e efeito sobre a permeabilidade dentinária, poucos são os trabalhos que procuram avaliar sua permanência nos canais radiculares pós instrumentação tanto na forma líquida quanto em gel. O objetivo deste estudo foi avaliar in vitro a permanência do EDTA gel e EDTA líquido no canal radicular, após instrumentação endodôntica e antes da obturação. Quarenta dentes unirradiculares foram coletados, realizando-se a cirurgia de acesso à câmara pulpar e em seguida a instrumentação dos canais radiculares com EDTA alternado com hipoclorito de sódio. Quinze dentes foram instrumentados usando EDTA gel, quinze EDTA líquido com o corante Rodamina; cinco foram utilizados como controle positivo e cinco controle negativo.

Após a avaliação com a lupa estereoscópica concluiu-se que houve uma diferença estatisticamente significante na permanência do EDTA gel em comparação com o EDTA líquido.

 Ib039

Avaliação da freqüência e qualidade radiográfica de tratamentos endodônticos em alunos de graduação da FOSJC - UNESP

CUNHA, H. A.*, SCHIFFER, C., VALERA, M. C.

Odontologia Restauradora - Universidade Estadual Paulista. E-mail: lenaalves@hotmail.com

Este trabalho propôs avaliar, nos alunos de graduação da FOSJC-UNESP, a freqüência e a qualidade de tratamentos endodônticos observando o limite de obturação, preenchimento dos canais radiculares em lateralidade e condições da região periapical. Dos 253 alunos, 241 participaram da pesquisa. Nas avaliações clínicas observou-se presença ou ausência de restaurações, qualidade das mesmas e escurecimento da coroa dental. Realizou-se radiografias periapicais pela técnica do paralelismo por meio de posicionadores que, após processamento, foram avaliadas em negatoscópio por 3 examinadores. Para correlacionar a presença de lesão periapical com preenchimento completo ou parcial do canal foi utilizado o teste do qui-quadrado, seguido pelo coeficiente de contingência e de correlação (p < 0,05). Constatou-se que 52 alunos possuíam dentes tratados endodonticamente mas apenas 43 permitiram que seus dentes fossem analisados. Observou-se escurecimento da coroa dental em 14 dentes e restaurações em estado satisfatório em 41. Vinte e oito obturações estavam entre 0,5 e 2,0 mm aquém do limite apical radiográfico, 24 apresentavam preenchimento parcial em lateralidade, 37 apresentavam espessamento do ligamento periodontal e 9, rarefação óssea periapical difusa. Verificou-se que dentes com preenchimento parcial em lateralidade e limite apical 2,0 mm aquém do ápice radiográfico, têm 2 e 4 vezes mais possibilidade de apresentar rarefação óssea periapical, respectivamente.

Conclui-se que, mesmo em uma população diferenciada, a qualidade técnica dos tratamentos endodônticos continua insatisfatória.

 Ib040

Análise da infiltração apical em canais curvos obturados após instrumentação com diferentes calibres de limas NiTi

ALVES, F. R. F.*, CASTRO, A. J. R., TESCH, F. C., SIILVA, S. R., HERDY, L.

Endodontia - Universidade Estácio de Sá. E-mail: flaviofalves@uol.com.br

O propósito deste estudo foi avaliar a infiltração apical em canais curvos obturados, tendo como fonte de variação o calibre do instrumento utilizado no preparo apical. Para isto, 60 raízes mésio-vestibulares e mesiais de molares foram randomizadas e divididas em 4 grupos de quinze cada. Cada grupo teve suas raízes instrumentadas até a patência, com os calibres: #25 (grupo 1), #30 (grupo2), #35 (grupo 3) e #40 (grupo 4), através da técnica de movimentos de rotação alternada (MRA), com limas de níquel-titânio (Maillefer) e hipoclorito de sódio a 2,5%. As obturações foram realizadas pela técnica da condensação lateral com cones acessórios calibrados e cimento Sealer 26. Após impermeabilização, todas as raízes foram imersas em nanquim por 72 h, a 37ºC. Findo este período, realizou-se a diafanização e a leitura dos resultados com auxílio de lupa estereoscópica (10 X). Os dados obtidos foram tratados com o teste estatístico ANOVA. Apesar dos grupos 1 e 2 terem a maior média de infiltração, não houve diferença estatisticamente significante (F = 1,020, p = 0,393).

Diante da metodologia aplicada os autores concluíram que canais curvos com maior preparo apical (#35 e #40), facilitam a obturação e conseqüentemente melhoram o vedamento.

 Ib041

Avaliação em MEV da capacidade de limpeza da clorexidina gel 2% na irrigação em Endodontia

GHETTI, M. M.*, RABANG, H. R. C., DAMETTO, F. R., GOMES, B. P. F. A., FERRAZ, C. C. R., SOUZA-FILHO, F. J.

Dentística Restauradora - Universidade Estadual de Campinas. E-mail: marcelloghetti@hotmail.com

O preparo químico-mecânico no tratamento endodôntico visa a remoção de “debris” e material infectado do canal radicular, modelando-o e facilitando a sua obturação. O objetivo deste trabalho foi avaliar, in vitro, a capacidade de limpeza das paredes do sistema de canais radiculares durante o preparo químico-mecânico realizado com clorexidina gel 2%. Foram utilizados trinta e cinco dentes humanos extraídos, com raízes únicas e retas, separados aleatoriamente em grupos e tratados com diferentes irrigantes endodônticos: clorexidina gel 2%, hipoclorito de sódio (NaOCl) 5,25% e NaOCl 5,25% + EDTA 17%, sendo observados os terços apical, médio e cervical através de microscopia eletrônica de varredura (MEV). Os resultados do estudo foram analisados pelo teste Kruskal-Wallis, mostrando diferença estatisticamente significante entre os grupos (p < 0,01). A melhor limpeza foi obtida pela associação do NaOCl 5,25% + EDTA 17%, nos três terços, seguida pela clorexidina gel 2% e NaOCl 5,25%. Solução fisiológica foi utilizada como grupo controle negativo. Todos os grupos estudados mostraram melhor limpeza nos terços médio e cervical.

Concluímos que, nas condições deste experimento, clorexidina gel 2% apresenta maior capacidade de limpeza quando comparada com NaOCl 5,25%, no entanto, o uso de uma solução quelante (EDTA) associada ao NaOCl 5,25% potencializa significativamente a remoção do “smear layer”. (Apoio: FAPESP - 2000/13689-7 e CNPq - 520277/99-6.)

 Ib042

Avaliação da capacidade de limpeza de três técnicas de instrumentação submetidas à microscopia óptica e imagem digital

LINS, R. X.*, DE DEUS, G. A., GURGEL, E. D., MANIGLIA, C., PIRO, S. A., GUIMARÃES, P. T., COUTINHO, T.

Faculdade de Odontologia - Universidade do Estado do Rio de Janeiro. E-mail: renataximenes@bol.com.br

Este trabalho avaliou a capacidade de limpeza de 3 técnicas de instrumentação nos terços médio e apical de raízes mesiais de primeiros molares inferiores. 32 primeiros molares inferiores foram selecionados, sendo que 30 foram distribuidos em 3 grupos, que obdeceram o seguinte critério de instrumentação: G1: “step-back”; G2: força balan­ceada; G3: Quantec 2000. 2 dentes serviram como controle e não foram instrumentados. Foram empregados 10 ml de NaOCl 5,25% durante a instrumentação e 3 ml de EDTA 17% como irrigação final. Os dentes foram processados para observação histológica sendo realizados cortes com 50 mm de espessura em toda a extensão dos terços médio e apical das raízes. Somente 20 cortes intercaladados foram selecionados para análise. A observação das lâminas foi realizada através do microscópio de transmissão (Carl Zeiss) com aumentos entre 40 X e 80 X. A medição das áreas de interesse foram realizadas através do programa Image Pro 4.1 (Media Cybernetics). Em cada lâmina foi medida a área total do canal e área total de sujeira. Foi obtida relação percentual entre área de impurezas e a área total do canal. A média percentual de impurezas foi 5,91% no G1, 3,86% no G2 e 2,23% no G3. Os resultados foram tratados estatisticamente pelo teste Kruskal-Wallis, que revelou diferença significante entre G3 e G2 (p < 0,05), entre G3 e G1 (p < 0,001) e entre G2 e G1 (p < 0,05).

Pôde-se concluir que a técnica de instrumentação influenciou no grau de limpeza e que o sistema Quantec 2000 obteve a melhor performance, seguido da técnica de força balanceada e por último a técnica “step-back”.

 Ib043

Resposta inflamatória após injeção do MTA na cavidade peritoneal de camundongos isogênicos

SILVA, R. A. B.*, TANOMARU, J. M. G., ANIBAL, F. F., FACCIOLI, L. H., TANOMARU FILHO, M.

Odontologia Restauradora - Universidade Estadual Paulista. E-mail: tanomaru@foar.unesp.br

O objetivo deste estudo foi avaliar a resposta inflamatória após injeção do agregado de trióxido mineral (Pro Root MTA - Dentsply), na cavidade peritoneal de camundongos isogênicos Balb/c, por meio da análise da migração de células inflamatórias. Quarenta animais, divididos em 2 grupos, receberam injeção de 0,5 ml da solução de PBS (controle) ou de 1,0 ml da suspensão de MTA, na concentração de 1 mg/ml. Cinco animais de cada grupo foram mortos nos períodos de 4, 24 e 48 horas e 7 dias após a injeção. Em cada período, o lavado da cavidade peritoneal foi colhido e preparado para a contagem de células inflamatórias. Os resultados evidenciaram maior migração de neutrófilos no grupo experimental a partir das 4 horas até o período de 48 horas, com resultados semelhantes ao grupo controle nos período de 48 horas e 7 dias. O número de células mononucleares no grupo do MTA aumentou significativamente a partir das 4 horas até os 7 dias.

Pôde-se concluir que o MTA induziu o aumento do número de neutrófilos por curto período, sendo o aumento de células mononucleares mais prolongado.

 Ib044

Efeito de conservantes usados em enxaguatórios bucais na reatividade do flúor com o esmalte dental

ARTHUR, R. A.*, GIANCRISTÓFARO, M., PIEROBON, C. N., TABCHOURY, C. P. M., CURY, J. A.

Ciências Fisiológicas - Universidade Estadual de Campinas. E-mail: raarthur@bol.com.br

Estudos prévios (PIEROBON et al., 2000; DALCICO et al., 2001) sugeriram maior reatividade do flúor com o esmalte dental quando presente em formulações contendo conservantes. Assim, o objetivo do presente trabalho foi avaliar o efeito de conservantes presentes em produtos odontológicos na reatividade do flúor com o esmalte dental bovino hígido ou com lesão cariosa artificial. Para isso, 48 blocos de esmalte hígido e 48 com lesão cariosa artificial foram obtidos e distribuídos aleatoriamente nos seguintes grupos de tratamento: solução de NaF 0,05% com metilparabeno 0,2% (grupo 1), propilparabeno 0,02% (grupo 2) ou ácido benzóico 0,35% (grupo 3), e solução de NaF 0,05% (controle - C), sendo que cada grupo recebeu 12 blocos hígidos e 12 cariados. Flúor presente no esmalte foi determinado removendo-se 2 camadas de esmalte com HCl 0,5 M seguido de análise com eletrodo específico. Os resultados (média ± dp) de F no esmalte (mg/g) na 1ª camada dos blocos hígidos foram: G1 - 969,4 ± 702,5a; G2 - 726,7 ± 403,3a; G3 - 1.081,7 ± 610,0a; C - 1.241,6 ± 751,9a; na 1ª camada dos blocos cariados: G1 - 3.586,1 ± 3.160,8a; G2 - 1.660,8 ± 764,7b; G3 - 1.536,0 ± 934,9b; C - 1.960,0 ± 834,5b; e na 2ª camada dos blocos cariados: G1 - 2.223,1 ± 836,3a; G2 - 893,6 ± 484,8b; G3 - 923,5 ± 515,8b; C - 1.386,0 ± 814,9b. Nos blocos hígidos não foi observada diferença estatística para flúor na 2ª camada. Médias seguidas de letras distintas diferem estatisticamente (p < 0,05).

Os resultados sugerem que o conservante metilparabeno aumenta a reatividade do flúor com o esmalte dental com lesão cariosa artificial. (Apoio: FAPESP - processo nº 01/01046-7.)

 Ib045

A Odontologia e a biodiversidade amazônica: elaboração de evidenciador de placa bacteriana a partir de corantes naturais

EMMI, D. T.*, BARROSO, R. F. F., NAZARÉ, R. F. R.

Clínica Odontológica - Universidade Federal do Pará. E-mail: demmi@supridad.com.br

O aproveitamento da biodiversidade da flora amazônica, cujas espécies possuem uma variedade considerável de corantes naturais, propiciou a pesquisa através do emprego dessa matéria-prima extraída dos frutos de açaí (Euterpe oleracea) e urucum (Bixa orellana), como alternativa aos corantes sintéticos dos evidenciadores de placa já existentes no mercado, para obtenção de um novo produto. A extração do corante e as formulações do evidenciador de placa foram realizadas no laboratório de extração de corantes naturais da EMBRAPA-CPATU. Para análise da eficácia dos corantes naturais, utilizou-se 48 acadêmicos do Curso de Odontologia da Universidade Federal do Pará, selecionados através de amostragem aleatória, onde foi realizada a revelação de placa em um intervalo de 48 horas entre a utilização dos dois corantes naturais, sendo a eficácia avaliada entre o índice de placa visível (IPV), e este mesmo índice adaptado ao uso do corante, já que precisavam ser analisados os mesmos dentes. As análises, através do teste t de Student, demonstraram que os dois corantes apresentaram-se eficazes como evidenciadores de placa bacteriana.

Comparando a eficácia e a estabilidade entre as duas substâncias, o corante do açaí mostrou ser mais eficaz na evidenciação e mais estável que o corante de urucum no tempo de permanência de fixação à placa.

 Ib046

Influência do volume salivar na interpretação dos resultados de um teste colorimétrico de risco de cárie

SAMPAIO, T. P. D.*, ALMEIDA, R. V. D., PEREIRA, M. S. V., PADILHA, W. W. N.

Clínica e Odontologia Social - Universidade Federal da Paraíba. E-mail: thaise.sampaio@bol.com.br

O propósito desta pesquisa foi avaliar a influência do volume de saliva na interpretação dos resultados do teste colorimétrico No Caries® (NC), que se propõe avaliar o risco bacteriológico da cárie dentária e o autocuidado bucal. Este produto emprega dois tubos em conjunto (NC1 - para S. mutans + NC2 - para N. bucalis) na elaboração do diagnóstico final. Foram adotados os procedimentos sugeridos pelo fabricante substituindo-se a pipeta fornecida pelo produto por uma pipeta automática. Esta substituição justificou-se pela necessidade de padronizar os diferentes volumes salivares em estudo. Amostras de saliva não estimulada de 16 estudantes de Odontologia foram coletadas e inoculadas nos volumes 20 ml, 30 ml e 50 ml, permitindo obter 3 diagnosticos (D20, D30 e D50) para cada amostra. Os resultados mostraram para o diagnóstico final (NC1 + NC2): 8 amostras com o mesmo diagnóstico apesar dos diferentes volumes salivares inoculados; 6 amostras com dois diagnósticos iguais e as outras 2 com três diagnósticos diferentes entre si. O teste estatístico de Kruskal-Wallis indicou significância estatística entre D20 e D50 (p = 3,17). Os diagnósticos parciais NC1 e NC2 foram também analisados pelo teste de Kruskal-Wallis verificando-se a va­riação entre os diagnósticos (D20, D30 e D50): a) para NC1 - significância estatística, com p = 0,02, e b) para NC2 - significância estatística, com p = 0,81.

Concluiu-se que nas condições do estudo o volume salivar pode influenciar nos diagnósticos parcial e final.

 Ib047

Efeito de quatro métodos de tratamento de lesões de cárie produzidas artificialmente: um estudo in situ

OLIVEIRA, R. A. B.*, CARVALHO, G. M., BARROS, K. T. F., FERREIRA, M. A. F., LIMA, K. C.

Odontologia Social - Universidade Federal do Rio Grande do Norte. E-mail: ricardoupanema@bol.com.br

O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito de diferentes tratamentos na inativação de lesões de esmalte produzidas artificialmente, através de exame visual e estereomicroscopia. Espécimes de esmalte de terceiros molares não erupcionados foram submetidos à ação de solução desmineralizante e em seguida, quatro blocos contendo as lesões artificiais foram montados em aparelhos intra-orais utilizados por cinco voluntários durante 21 dias. Os espécimes foram submetidos a quatro tratamentos: escovação sem dentifrício; escovação com dentifrício sem flúor; escovação com dentifrício fluoretado e aplicação tópica de flúor. Ao final de cada tratamento, os espécimes eram removidos para análise sendo colocados novos espécimes para que a etapa experimental seguinte fosse realizada a intervalos de dez dias entre uma fase e outra. Tomando como base o exame clínico, os resultados mostraram que o menor percentual de inativação ocorreu no grupo que fez uso de dentifrício com flúor quando comparado aos demais tratamentos, de acordo com o teste exato de Fisher. Considerando a estereomicroscopia, observou-se que diferença significativa (p = 0,02) só foi observada entre o grupo que fez uso de dentifrício com flúor e aquele que não usou dentifrício, sendo que tal grupo apresentou maior percentual de inativação.

A despeito dos resultados obtidos com o exame clínico onde a subjetividade e o tamanho da amostra foram responsáveis pela discrepância dos resultados, através da esteromicroscopia foi possível observar uma tendência de similaridade de efeito entre os grupos.

 Ib048

Avaliação do impacto produzido pela clínica integrada/UFPB na saúde bucal de seus pacientes

GAIÃO, L.*, WANDERLEY, J. N. B., ALMEIDA, R. V. D., PADILHA, W. W. N.

Clínica e Odontologia Social - Universidade Federal da Paraíba. E-mail: leogaiao@bol.com.br

Este estudo verificou o impacto produzido pelas atividades da Disciplina de Clínica Integrada da Universidade Federal da Paraíba (DCI/UFPB) na saúde bucal de seus pacientes. Como metodologia usou-se a abordagem indutiva com procedimento comparativo e estatístico e técnica de observação direta intensiva, realizada com registro e acompanhamento longitudinal do CPO-D inovado e do CPI, ambos preconizados pela Organização Mundial de Saúde, nos pacientes da DCI/UFPB. A amostra selecionada por conveniência constou de 53 pacientes avaliados pelo mesmo examinador em 2 momentos: exame inicial - outubro de 2000 e exame final - janeiro de 2002, durante este período de 16 meses foram tratados e receberam alta odontológica. Os resultados observados foram: 1. situação da doença cárie – a) número de dentes hígidos no exame inicial = 666 e no final = 634 (não significante pelo teste do qui-quadrado, p > 0,05); b) número de raízes não expostas no exame inicial = 1.064 e no final = 1.075 (não significante pelo teste do qui-quadrado, p > 0,05); c) número de dentes sem necessidade de tratamento no exame inicial = 972 e no final 1.067 (significante pelo teste do Qui-quadrado, p = 0,01); d) CPO-D médio inicial = 17,20 e final = 17,75 (não significante pelo teste do qui-quadrado, p > 0,05); 2. situação periodontal – e) número de sextantes saudáveis quanto a doença periodontal no exame inicial = 116 e no final = 126 (não significante pelo teste do qui-quadrado, p > 0,05).

Concluiu-se que o impacto foi positivo com relação à situação da doença cárie e nulo quanto à situação periodontal. (Apoio: PIBIC/CNPq/UFPB.)

 Ib049

Prevalência de cáries em pré-escolares brasileiros da rede pública de ensino

TEIXEIRA, L. R.*, CHEVITARESE, A. B., VALLE, D. D., MOREIRA, T. C.

Odontopediatria e Ortodontia - Universidade Federal do Rio de Janeiro. E-mail: lilianrafaela@ig.com.br

O objetivo deste estudo foi avaliar a prevalência da doença cárie e sua relação com a idade e o tipo de arco segundo Baume (com ou sem espaçamentos interdentários) em pré-escolares matriculados em duas escolas públicas do Rio de Janeiro. Foram avaliadas 112 crianças (52 meninos e 60 meninas) com média de idade de 61 ± 6,67 meses. Cada criança foi submetida à evidenciação de placa e escovação supervisionada previamente ao exame clínico, que foi realizado sob luz natural por uma única dentista. Utilizou-se gaze para a secagem dos dentes e gengivas, fio dental para testar os contatos interproximais duvidosos, espátulas de madeira para afastamento de lábios e bochechas. Os dados sobre lesões cariosas e tipo de arco dentário foram registrados e analisados pelo teste qui-quadrado com nível de significância de 5%. Cerca de 52,7% (n = 59) das crianças apresentava ceod maior ou igual a 1. Observou-se associação estatisticamente significante entre as variáveis: idade e número de dentes cariados (p = 0,001); idade e número de superfícies cariadas (p = 0,001); arco tipo 2 de Baume e número de dentes cariados (p = 0,005); arco tipo 2 de Baume e número de superfícies cariadas (p = 0,04).

A prevalência da doença cárie foi alta no grupo estudado e o número de dentes cariados e lesões cariosas mostrou relação direta com o tipo de arco dentário e inversa com a idade da criança.

 Ib050

Análises visual, radiográfica e histopatológica de dentes hígidos, com pigmentos ou lesão de cárie na superfície oclusal

MELO, M. S., CARVALHO, R. A., PINTO, L. P., DANIEL, R. L. D., MEDEIROS, A. M. C.,
SOUZA, A. H. F.*, RUIZ, P. A., LAUAR, S., MARTINS, G. M. M.

Odontologia - Universidade Federal do Rio Grande do Norte. E-mail: tuizasouza@zipmail.com.br

O presente trabalho in vitro avaliou os diagnósticos visual, radiográfico e histopatológico de molares permanentes humanos hígidos, pigmentados ou com lesão de cárie na superfície oclusal previamente armazenados em formalina a 10%. Vinte e quatro molares inferiores foram submetidos a inspeção visual, sem manipulação da superfície e separados em: grupo 1, formado por dentes hígidos; grupo 2 por dentes com pigmento na superfície oclusal e grupo 3, lesão de cárie apenas na oclusal. Para cada dente foram realizadas tomadas radiográficas com e sem tela milimetrada, no sentido vestíbulo-lingual. Em seguida os dentes foram preparados histologicamente para coloração com hematoxilina-eosina e analisados microscopicamente. Os dentes do grupo 1 apresentaram radiograficamente 74,99% de ausência de imagem radiolúcida e em 25% presença desta imagem na junção amelodentinária, e microscopicamente ausência de cárie em 100% dos casos. Nos dentes do grupo 2, notou-se ausência da imagem radiolúcida em 33,33% e presença dessa imagem na junção amelodentinária em 66,66%, além de 100% de ausência de cárie quando da análise microscópica. Os dentes acometidos por lesão de cárie evidenciada ao exame visual, radiograficamente apresentaram 100% de imagem radiolúcida e microscopicamente presença de cárie em 100% das amostras, sendo que 16,66% foram classificadas como cárie de profundidade rasa, 61,10% média e 22,22% cárie profunda.

Concluiu-se que a associação dos exames ofereceu resultados mais confiáveis, e o exame visual foi soberano ao radiográfico, tendo sido confirmado pela análise microscópica.

 Ib051

Risco à cárie: divergências no modo de pensar e agir

OLIVEIRA, C. M. M.*, AZEVEDO, I. D., SAFIEH, A. K. A.

Odontologia - Universidade Federal do Rio Grande do Norte. E-mail: cintiama@zipmail.com.br

O presente trabalho objetivou avaliar o conceito de risco à cárie e as divergências que emanam no modo de pensar e agir em torno desse mesmo conceito. Foi solicitado que um grupo composto de 39 professores e outro com 28 alunos do curso de Odontologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, escolhidos pelo método de amostragem estratificada casual, respondessem a um questionário e a um exercício sobre os fatores de risco à cárie. O questionário avaliou se o entrevistado levava em consideração o conceito de risco à cárie, como ele classificava seus pacientes quanto ao risco, quais eram os critérios de diagnóstico para essa classificação, como se dava a condução do tratamento do paciente com base no risco e o intervalo de tempo estipulado para retorno dos pacientes. O exercício foi constituído de 5 casos clínicos simulados para que o diagnóstico de risco fosse feito. Os resultados mostraram que apesar da grande maioria de professores e alunos se dizerem utilizadores do conceito de risco à cárie na prática da Odontologia, quando se questionou outros aspectos relacionados ao tema, uma boa parcela dos entrevistados mostrou falta de concordância nas respostas, cuja divergência foi mais concentrada no grupo dos professores do que entre os alunos.

Apenas um dos casos clínicos foi diagnosticado uniformemente, o que leva a crer que a grande subjetividade dos conceitos relacionados aos fatores preditores da cárie têm pouca aplicabilidade na prática diária da Odontologia.

 Ib052

Dose de flúor a que estão expostas crianças de três comunidades brasileiras pela água e dentifrício fluoretado

ROCHA, L. A.*, CASARIN, R. C. V., LIMA, Y. B. O., OTTA RUI, A. A., PAIVA, S. M., CURY, J. A.

Ciências Fisiológicas - Universidade Estadual de Campinas. E-mail: liliafop@bol.com.br

O objetivo deste trabalho foi determinar a dose de exposição a flúor (F), devido à dieta (inclusive água) e dentifrício, por crianças (20-30 meses de idade) de três comunidades brasileiras, com concentração “ótima” (Ibiá, MG e Piracicaba, SP) e alta (Assistência, SP) de F na água de abastecimento. As crianças de Piracicaba (n = 39) freqüentavam durante o dia uma creche, enquanto as de Ibiá (n = 32) e Assistência (n = 27) não o faziam. Foi feita a coleta da dieta-duplicada e dos produtos da escovação. A análise de F nas amostras foi feita com um eletrodo específico. Nas amostras de dieta, F foi extraído pela técnica da difusão facilitada por HMDS. Já as amostras de produtos da escovação e dentifrícios foram centrifugadas, hidrolisadas com HCl M a 45ºC e tamponadas com NaOH M e TISAB II. A dose foi calculada dividindo-se a quantidade de F ingerida pelo peso da criança, sendo 0,07 mg F/kg/dia utilizado como referência de risco de fluorose dental. As doses (mg F/kg/dia) encontradas em Assistência, Ibiá e Piracicaba foram respectivamente: 1) dieta: 0,04 ± 0,02a, 0,03 ± 0,01b e 0,04 ± 0,01a; 2) dentifrício: 0,03 ± 0,03a, 0,06 ± 0,04b e 0,05 ± 0,02b; 3) dieta + dentifrício: 0,06 ± 0,03a, 0,09 ± 0,05ab e 0,09 ± 0,02b.

Pode-se concluir que as crianças que participaram do estudo estiveram submetidas, pela ingestão de água e dentifrício, a uma dose próxima ou superior à dose limite em termos de fluorose dental esteticamente comprometedora, sugerindo que medidas devem ser tomadas para reduzir esta ingestão. (Apoio financeiro: FAPESP - 01/00664-9, 98/01709-1 e CNPq - 522679/ 96-0.)

 Ib053

Avaliação morfométrica comparativa da capacidade osteoindutora da matriz óssea e dentinária alogênica

HAMATA, M. M.*, YUNOMAE, A., CESTARI, T. M., TAGA, R.

Ciências Biológicas - Universidade de São Paulo. E-mail: marcelopapa@yahoo.com

Com objetivo de delinear e comparar a seqüência de eventos associados à formação óssea intramuscular induzida por matriz alogênica óssea (MO) e dentinária (MD), segmentos de 8 mm de diáfises femoral e de incisivos superiores de ratos foram desmineralizados e implantados individualmente no músculo femoral de 72 ratos. A análise morfométrica dos cortes histológicos para os grupos de 1, 7, 14, 21, 28 e 49 dias pós-cirurgia mostrou que: a) entre 2 e 7 dias ocorreu substituição do coágulo por tecido de granulação em ambos implantes; b) aos 14 dias a área ocupada por tecido cartilaginoso e ósseo foi, respectivamente, 19,2% e 8% no implante de MD e 1,2% e 1,1% de MO. O número de condrócitos, osteócitos e osteoblastos foram, respectivamente, 85% (p < 0,01), 63% (p < 0,01) e 77% (p < 0,01) maiores no implante de MD; c) aos 28 dias, o tecido cartilaginoso neoformado no implante de MD apresentou-se totalmente reabsorvido e substituído por tecido ósseo e medula óssea, com 91% da área total da MD íntegra. No implante de MO a formação de tecido ósseo mostrou-se associada a grandes áreas de reabsorção da matriz, assim após 28 dias apenas 53% da MO implantada estava presente; d) ao final de 49 dias ambos implantes não apresentaram diferenças estatísticas na quantidade de tecido ósseo formado e no número de osteócitos e osteoblastos.

Concluímos que, as diferenças na composição química e estrutural da matriz óssea e dentinária alteram os mecanismos de osteoindução em tecido intramuscular de rato, porém, a quantidade e a qualidade final do tecido ósseo neoformado são semelhantes. (Apoio: CNPq/FAPESP - 00/00877-0.)

 Ib054

Efeitos do laser de Er:YAG associado ao condicionamento ácido sobre a dentina de dentes decíduos

GANZERLA, E.*, MYAKI, S. I., MARTINS, C. M. L., HAYASHI, P. M., LEMOS, S. I., TANJI, E. Y., ARANA-CHAVES, V. E.

Clínica Infantil - Universidade Estadual Paulista. E-mail: emily@oseudentista.com.br

O objetivo deste estudo in vitro foi de avaliar ao microscópio eletrônico de varredura, os efeitos da irradiação do laser Er:YAG sobre a dentina de dentes decíduos associada ou não ao condicionamento ácido. Foram selecionados cinco dentes decíduos anteriores, clinicamente hígidos que sofreram limpeza com pasta de pedra-pomes e água. Estes foram desgastados com um instrumento cortante rotatório cilíndrico diamantado na face vestibular, atingindo uniformemente a dentina. As superfícies dentinárias foram divididas em duas metades, sendo que uma delas (grupo controle) foi irradiada com o laser Er:YAG (Opus 20 - Opus Dent - Israel), com 250 mJ de energia por pulso e freqüência de 10 Hz. A outra metade (grupo experimental) foi irradiada com o laser nas mesmas condições e após foi condicionada com ácido fosfórico a 37% (Dentsply) por 15 segundos. As amostras foram desidratadas, montadas em bases metálicas, cobertas com ouro e analisadas ao microscópio eletrônico de varredura (Jeol JSM - 6100). As observações das eletromicrografias revelou que em ambos os grupos, a irradiação do laser de Er:YAG propiciou a formação de uma superfície irregular, com os túbulos dentinários abertos e sem a presença de lama dentinária.

Concluiu-se que não houve diferença evidente na micromorfologia da superfície dentinária preparada com o laser e nas amostras preparadas com laser e condicionadas com ácido fosfórico.

 Ib055

Efeitos do laser de Er:YAG associado ao condicionamento ácido sobre o esmalte de dentes decíduos

MARTINS, C. M. L.*, MYAKI, S. I., GANZERLA, E., HAYASHI, P. M., LEMOS, S. I., TANJI, E. Y., ARANHA-CHAVEZ, V. E.

Clínica Infantil - Universidade Estadual Paulista. E-mail: cibelela-cava@hotmail.com

O objetivo deste estudo in vitro foi de avaliar ao microscópio eletrônico de varredura, os efeitos da irradiação do laser Er:YAG sobre o esmalte de dentes decíduos associado ou não ao condicionamento ácido. Foram selecionados cinco dentes decíduos, anteriores, clinicamente hígidos, que sofreram limpeza com pasta de pedra-pomes e água. As faces vestibulares foram divididas em duas metades, sendo que uma delas (grupo controle) foi irradiada com o laser Er:YAG (Opus 20 - Opus Dent - Israel) com 150 mJ de energia por pulso e freqüência de 10 Hz. A outra metade (grupo experimental) foi irradiada com o laser nas mesmas condições e após foi condicionada com ácido fosfórico a 37% (Dentsply) por 15 segundos. As amostras foram desidratadas, montadas em base metálica, cobertas com ouro e analisados ao microscópio eletrônico de varredura (Jeol JSM - 6100). As observações das eletromicrografias revelaram que as amostras com laser Er:YAG apresentaram uma superfície com áreas evidentes de ablação e exposição da região prismática e áreas de esmalte normal. Nas amostras tratadas com laser Er:YAG e ácido fosfórico, foram observadas áreas de ablação do esmalte e características do esmalte ácido-condicionado.

Concluiu-se que a associação da irradiação do laser de Er:YAG e condicionamento com ácido fosfórico promoveu a formação de uma superfície de esmalte com maior número de microporosidades.

 Ib056

Densidade mineral em esmalte não maturado: o efeito de quatro tipos de tratamento

CARVALHO, G. M.*, BARROS, K. T. F., FERREIRA, M. A. F., LIMA, K. C.

Centro de Ciências da Saúde - Universidade Federal do Rio Grande do Norte. E-mail: guilhermeufrn@bol.com.br

O objetivo do presente trabalho foi avaliar o efeito de diferentes tratamentos na densidade mineral em esmalte previamente desmineralizado artificialmente, através de fluorescência a laser (DIAGNOdent®). Espécimes de esmalte obtidos de terceiros molares não erupcionados foram submetidos à ação de solução desmineralizante (ácido lático) e em seguida, quatro blocos contendo as lesões artificiais foram montados em aparelhos intra-orais utilizados por cinco voluntários durante 21 dias. Os espécimes foram submetidos a quatro tratamentos: escovação sem dentifrício; escovação com dentifrício sem flúor; escovação com dentifrício fluoretado e aplicação tópica de flúor (ATF). Estes foram analisados antes da desmineralização, logo após e ao final de cada tratamento, em triplicata, com o auxílio da sonda B. Esse processo foi repetido para os quatro momentos do experimento, com intervalo de dez dias entre uma fase e outra do estudo. A partir da análise de variância, os resultados mostraram que houve diferença significativa em relação à densidade mineral nos quatro métodos testados (p < 0,0001), não havendo diferença apenas entre o grupo da escovação sem dentifrício e aquele que usou apenas ATF. Os melhores resultados de densidade mineral ocorreram no grupo do dentifrício com flúor.

Conclui-se, portanto que dentes não maturados e que foram submetidos a ação de abrasivo e flúor, mostraram o maior nível de incorporação de minerais.

 Ib057

Análise do hipoclorito de sódio 1% e glutaraldeído 2% na desinfecção de moldagens contaminadas com Candida albicans

GALVAGNI, L. E.*, PASSOS, D. G., PIRES, M. M., MOTA, E. G., PIRES, L. A. G.

Odontologia - Universidade Luterana do Brasil. E-mail: cgalvagni@ig.com.br

O objetivo do estudo foi identificar quais os melhores materiais e métodos para realizar a descontaminação do alginato. Foram separados 6 grupos, com 3 amostras cada um, uma de cada marca comercial (Jeltrade, Degussa Print e Avagel). O grupo 1, controle, ficou livre de contaminação, o grupo 2 teve suas três amostras contaminadas com uma solução de Candida albicans e posteriormente imersas em hipoclorito de sódio a 1% por 10 minutos. No 3, as amostras foram contaminadas e imersas em glutaraldeído a 2% (CIDEX) por 10 minutos. No 4 elas foram borrifadas com glutaraldeído 2% e acondicionadas em um plástico fechado por 10 minutos. No 5 elas foram borrifadas com hipoclorito de sódio 1% e acondicionadas em um plástico pelo mesmo tempo. No 6, as amostras depois de contaminadas foram lavadas com água corrente. Após as amostras foram semeadas em 18 placas de Petry contendo ágar (uma para cada amostra), pelo método do esfregaço. Após 24 horas na estufa à 37ºC realizou-se a contagem das colônias. Levou-se o resultado para análise estatística ANOVA e complementado com o teste de Dunken. O grupo 1 e 4 tiveram uma diferença insignificativa com a média de 2 e 1 UFC (unidade formadora de colônia) respectivamente, seguidos pelo 2 com 48,3 UFCs, 3 com 70,0 UFCs, 5 com 565,6 UFCs e 6 com 2.091 UFCs. Entre as marcas comerciais, Jeltrade apresentou uma média de 111,8 UFCs, seguido pela Degussa Print com 323,7 UFCs e Avagel com 414,2 UFCs.

O melhor método de desinfecção de moldagens se apresentou no grupo 4 (semelhante ao grupo controle), seguida pelo grupos 2, 3, 5 e 6 respectivamente.

 Ib058

Contaminação de clínicas e salas de raios X após atendimento odontológico

MALLUTA, F.*, SANTOS, V., BRAGA, R. R. S., SANTOS, E. B.

Odontologia - Universidade Estadual de Ponta Grossa. E-mail: malluta@yahoo.com.br

Uma das principais metas da Odontologia atual é a prevenção de infecção cruzada. Superfícies de clínicas odontológicas podem tornar-se contaminadas por microrganismos bucais após atendimento do paciente. Salas de exames de raios X também podem apresentar contaminações. Por estas observações, o objetivo deste estudo foi determinar o nível de contaminação de superfícies de clínicas odontológicas e salas de raios X da Universidade Estadual de Ponta Grossa, após atendimento dos pacientes. Amostras foram coletadas com auxílio de um “swab” esterilizado, do botão da cadeira, alça do refletor, mesa do equipo, cilindro de raios X, coletes de chumbo, maçaneta das portas, torneiras e líquido revelador de radiografias. As amostras foram semeadas em ágar nutriente, em duplicata e incubadas a 37ºC/48 h. Após este período determinou-se o número de ufc/ml de microrganismos contaminantes e a presença de bactérias do gênero Streptococcus, Staphylococcus e enterobactérias. O número de ufc/ml isolado do botão da cadeira foi de 509,41 ± 501,69, 173,51 ± 511,89 do refletor e 193,29 ± 402,43 da mesa. Nas salas de raios X, maior número de contaminantes foi isolado do colete de chumbo, com 2.266,00 ± 4.572 ± 25 e dos cilindros de raios X, com 109,16 ± 129,13. Das colônias isoladas, 5% foram de Streptococcus; 1,81% de enterobactérias e 0,49% de Staphylococcus coagulase positivos.

Clínicas odontológicas e salas de raios X apresentam altos níveis de contaminação após atendimento do paciente. Colete de chumbo e cilindro de raios X podem tornar-se contaminados no exame de raios X. Medidas de controle de infecção devem ser empregadas.

 Ib059

Concentração bactericida mínima (CBM) de derivados da quitina sobre bactérias orais organizadas em biofilme

FREIRE, K. C.*, VIEIRA, L. B., TEIXEIRA, J. A., LIMA, K. C.

Odontologia Social - Universidade Federal do Rio Grande do Norte. E-mail: karinefreire@yahoo.com.br

O objetivo deste estudo foi determinar a concentração bactericida mínima dos derivados da quitina, quitosana e carboximetilquitosana, sobre bactérias orais organizadas em biofilme. A determinação da CBM foi realizada de acordo com o método de transferência de membrana. Utilizaram-se soluções estéreis de quitosana com diferentes pesos moleculares (PM) e graus de desacetilação (GD); e carboximetilquitosana com diferentes PMs nas concentrações de 0,025, 0,05, 0,1, 0,2, 0,4, 0,8 e 1,6%. Cepas padrão de S. mutans, S. sobrinus, S. sanguis e L. casei, organizadas em biofilme, foram deixadas em contato com cada solução durante 5 minutos. Após isto, os biofilmes foram transferidos para placas de Petri contendo BHI ágar e cloreto de trifeniltetrazólio que permitiu a observação das bactérias viáveis por coloração. A CBM das substâncias testadas correspondeu a menor diluição das substâncias na qual não houve presença de bactérias viáveis. Verificou-se que apenas as soluções de quitosana de alto PM e alto GD, alto PM e baixo GD e baixo PM e alto GD apresentaram atividade antimicrobiana sobre pelo menos uma das cepas padrão utilizadas no estudo. As soluções de quitosana de baixo PM e GD e carboximetilquitosana não apresentaram ação bactericida sobre tais cepas. Constatou-se ainda que quanto maior o PM e GD apresentado pela quitosana, maior foi seu poder bactericida por agir sobre um maior número de microrganismos.

Conclui-se portanto que somente a quitosana de alto PM e alto GD apresentou ação bactericida sobre todos os microrganismos testados, situando-se esta entre 0,4 e 0,8%.

 Ib060

Presença de microrganismos e atividade antimicrobiana em ligas de amálgama

BARROS, E. J. A., BAMBACE, A. M. J.*, SANTOS, S. S. F., JORGE, A. O. C.

Odontologia - Universidade de Taubaté. E-mail: abambace@yahoo.com.br

O amálgama possui propriedades como alta resistência, durabilidade, baixo custo e atividade antimicrobiana principalmente pela presença de prata e mercúrio em sua composição. Espera-se também que ele seja isento de microrganismos, particularmente relacionados à cárie, doença periodontal ou que possam causar doenças sistêmicas. O objetivo do presente trabalho foi verificar a ação antimicrobiana de algumas marcas comercias de ligas de amálgama, com diferentes composições, em cepas de Streptococcus mutans isolados da cavidade bucal humana e também verificar a presença de microrganismos nas limalhas utilizadas neste estudo. A atividade antimicrobiana das ligas de amálgama foi verificada utilizando-se o método de difusão em placa, para isto foram confeccionados com técnica asséptica discos de amálgama com sete milímetros de diâmetro e dois de espessura, utilizando cinco marcas de limalhas. Estes discos foram colocados sobre a superfície de placas de Petri contendo meio BHI previamente semeado com cepas de S. mutans, este procedimento foi realizado pela segunda vez com discos confeccionados no máximo uma hora antes do experimento. Para verificar a presença de microrganismos nas limalhas utilizadas, discos de amálgama confeccionados como os descritos anteriormente, foram semeados em caldo BHI e incubados por 48 h.

Após o período de incubação não foram observados halos de inibição para as 30 amostras de S. mutans, em nenhuma das cinco amostras de limalha, mesmo quando semeados imediatamente após sua confecção. Verificou-se contaminação da limalha da marca Satandalloy (Degussa).

 Ib061

Inflamação peritumoral e expressão de KI 67 como fatores prognósticos do carcinoma bucal

CHAVES, J. A. C.*, FONSECA, D. F., RAMOS, L. A., MUSSO, D. B., OSUGUE, J. I., VIEIRA, B. J., AARESTRUP, F. M.

Laboratório de Imunopatologia e Patologia - Universidade Federal de Juiz de Fora. E-mail: joana.alvim@bol.com.br

A presença de reação inflamatória peritumoral é um fenômeno comumente observado nas neoplasias malignas. Diversos autores citam uma possível correlação entre resposta imune local, tratamento e prognóstico. A pesquisa envolveu a seleção de 20 casos de carcinoma epidermóide bucal, separados de acordo com a graduação, com o objetivo de quantificar o infiltrado inflamatório associado ao tumor, avaliar sua possível correlação com a graduação do câncer, além de caracterizar morfologicamente as células inflamatórias. O índice de proliferação das células tumorais foi avaliado através da investigação imuno-histoquímica da expressão da proteína KI 67 que é observada em todas as fases do ciclo mitótico. A análise morfométrica realizada com os programas ScionImage e FotoScan for Windows determinou a área de inflamação em cada amostra e a análise dos resultados por grupo revelou exacerbação da inflamação nos tumores menos diferenciados. A partir da avaliação morfológica, observou-se infiltrado predominantemente composto por células mononucleares, principalmente linfócitos.

Os resultados sugerem que a avaliação da inflamação peritumoral e da expressão da proteína KI 67 são variantes de potencial valor prognóstico.

 Ib062

Interação entre óxido nítrico e pilocarpina nas alterações da secreção salivar e cardiovasculares

SAAD, W. A., SIMÕES, S.*, SANTOS, T. A. F. B.

Anatomia - Universidade de Taubaté. E-mail: silvana@foar.unesp.br

Investigamos o efeito do L-NAME e sódio nitroprussiato (SNP) injetados no sistema nervoso central (SNC), sobre a secreção salivar e alterações cardiovasculares induzidas pela pilocarpina injetada na área preóptica mediana (MnPO) e intraperitoneal (i.p.). Ratos com peso de 250-300 gramas foram anestesiados com uretana e tiveram cânulas implantadas no MnPO. A quantidade de saliva secretada foi registrada por um período de 5 minutos. A pilocarpina injetada no MnPO produziu um aumento na secreção salivar dose-dependente. O L-NAME (inibidor da óxido nítrico sintetase) potenciou o efeito sialogogo da pilocarpina. O SNP um agente doador de óxido nítrico (ON) atenuou o efeito sialogogo da pilocarpina. Quando a pilocarpina foi administrada i.p. os mesmos efeitos ocorreram na secreção salivar. O L-NAME e o SNP injetados no MnPO potenciou e atenuou o efeito da pilocarpina ip respectivamente. A pilocarpina injetada no MnPO aumentou a pressão arterial média (PAM). O L-NAME potenciou o efeito pressor da pilocarpina com queda da freqüência cardíaca (FC). O SNP atenuou o efeito pressor da pilocarpina sem alteração FC. A pilocarpina injetada ip diminuiu a PAM com aumento da FC. O L-NAME aumentou a PAM quando injetado no MnPO prévio a pilocarpina i.p. O SNP não provocou alterações nestes parâmetros cardiovasculares induzidos pela pilocarpina injetada centralmente ou sistemicamente.

Estes resultados demonstram que o ON é importante para os efeitos da pilocarpina na indução da secreção salivar e alterações cardiovasculares como PAM e FC. (Apoio: UNITAU, FAPESP, CNPq, FUNDUNESP, PRONEX.)

 Ib063

Efeito do envelhecimento sobre o nível de ansiedade e a secreção salivar em ratos

RIBEIRO, F. V.*, OLIVEIRA, C., KURIHARA, E., CUNHA, T. S., MARCONDES, F. K.

Ciências Fisiológicas - Universidade Estadual de Campinas. E-mail: fernanadvr@hotmail.com

A saliva tem papel importante na homeostase bucal e a diminuição da função salivar pode estar relacionada à ansiedade. Considerando que o envelhecimento causa alterações no sistema límbico, região relacionada com o controle da ansiedade, o objetivo desse trabalho foi avaliar o efeito da idade sobre o nível de ansiedade e o fluxo salivar em ratos. Ratos Wistar machos com 4 meses (n = 11) e 12 meses (n = 14) foram submetidos ao teste do labirinto em cruz elevado (LCE), usado em estudos sobre ansiedade. Este teste baseia-se no fato de que a exploração nos braços abertos (BA) está inversamente relacionada ao nível de ansiedade. Foram analisados o tempo de exploração e número de entradas nos BA, e o número de entradas feitas nos braços fechados (BF). Para a coleta de saliva os ratos foram anestesiados com tiopental (40 mg/kg i.p.) e a salivação estimulada com pilocarpina (10  mg/kg i.p.). Os dados foram analisados por teste t de Student. A porcentagem do tempo de exploração dos BA foi 19 vezes maior para ratos de 4 meses do que para ratos de 12 meses (p = 0,02). A porcentagem do número de entradas nos BA foi 14 vezes maior para ratos de 4 meses do que para animais de 12 meses (p = 0,01), sem diferença no número de entradas ­realizadas nos BF (p > 0,05). Ratos de 4 meses apresentaram fluxo salivar 25% maior do que ratos de 12 meses (p = 0,0056).

Estes resultados sugerem que a diminuição na secreção salivar observada em animais de 12 meses pode estar relacionada ao aumento do nível de ansiedade induzido pelo envelhecimento (Apoio: FAPESP - processos nº 00/08348-6; 01/02684-7; 00/12977-9 e FAEP-UNICAMP.)

 Ib064

Fibras de passagem e corpos celulares do núcleo preóptico medial (MnPO) no controle da secreção salivar

SAAD, W. A., RENZI, A.*, SIMÕES, S., SANTOS, T. A. F. B.

Fisiologia e Patologia - Universidade Estadual Paulista. E-mail: silvana@foar.unesp.br

No presente trabalho estudamos a participação das fibras de passagem da região MnPO no controle da secreção salivar e da pressão arterial induzidas pela pilocarpina injetada no ventrículo lateral cerebral (VL). Ratos 250-300 g, foram implantados com cânulas no VL e tiveram o MnPO destruído eletroliticamente. A pilocarpina em várias doses injetada no VL induziu um aumento da secreção salivar dose-dependente em ratos com lesão fictícia do MnPO. A lesão eletrolítica do MnPO induziu uma diminuição no fluxo salivar aumentado pela pilocarpina. Estes mesmos efeitos ocorreram quando a pilocarpina foi administrada intraperitonial (i.p.). A pilocarpina injetada centralmente provocou um aumento na pressão arterial média (PAM). A lesão fictícia do MnPo não alterou os resultados da pilocarpina na PAM. Contudo a lesão eletrolítica do MnPO a qual lesa fibras de passagem e corpos celulares do MnPo reduziu o efeito pressor da pilocarpina. Quando a pilocarpina foi injetada i.p. provocou uma queda na PAM. A lesão eletrolítica diminuiu mais ainda o efeito da pilocarpina sobre a PAM.

A região MnPO joga com importante papel na regulação da secreção salivar induzida pela pilocarpina injetada central e perifericamente. As fibras de passagem e os corpos celulares do MnPO influenciam o efeito sialogogo da pilocarpina, injetada sistemicamente ou centralmente, e as alterações cardiovasculares. (Auxílio financeiro e científico: UNITAU, FAPESP, CNPq, FUNDUNESP, PRONEX.)

 Ib065

Secreção salivar induzida pela aplicação de pilocarpina no 3º ventrículo cerebral: efeito do óxido nítrico

SAAD, W. A.*, CAMARGO, L. A. A., SIMÕES, S., SANTOS, T. A. F. B.,
GUARDA, I. M. F. S., WILLIAM, A. S.

Fisiologia e Patologia - Universidade Estadual Paulista. E-mail: silvana@foar.unesp.br

Investigamos os efeitos do L-NAME substância bloqueadora da óxido nitrico sintetase e do sódio nitroprussiato (SNP), substância doadora de óxido nítrico (ON) injetadas no 3º ventrículo (3º V) sobre a secreção salivar induzida pela aplicação de pilocarpina no 3º V. Ratos foram anestesiados com uretana e tiveram cânulas de demora implantadas no 3º V. A quantidade de saliva secretada por estas drogas fo medida por um período experimental de 5 minutos. Pilocarpina injetada no 3º V produziu um aumento dose-dependente na secreção salivar. L-NAME injetado no 3º V potenciou o efeito sialogogo da pilocarpina. SNP injetado no 3º V. prévio a pilocarpina atenuou o aumento na secreção salivar induzida pela pilocarpina.

Estes resultados demonstraram que o sistema nervoso central particularmente a região ântero-ventral do 3º V (AV3V) é importante para os efeitos da pilocarpina na regulação da secreção salivar. Todos estes efeitos dependem do óxido nítrico produzido nas áreas circunventriculares do sistema nervoso central. (Apoio financeiro e científico: UNITAU, FAPESP, CNPq, FUNDUNESP, PRONEX.)

 Ib066

Papel do EGF na regulação do citoesqueleto durante a diferenciação de células HSG (“human salivary gland”)

RAMALHO, K. M.

Instituto de Ciências Biomédicas I - Universidade de São Paulo. E-mail: karenramalho@hotmail.com

O citoesqueleto de actina é fundamental para o desenvolvimento das glândulas salivares, sendo regulado por diversas GTPases da família Rho. O objetivo deste estudo foi avaliar o papel do “epidermal growth factor” (EGF) sobre o citoesqueleto de F-actina e distribuição da proteína RhoB durante a diferenciação de células HSG. As células foram cultivadas em DMEM/F12 contendo 10% de soro fetal bovino e antibióticos. A diferenciação foi estimulada por matriz extracelular (Matrigel) e o EGF (100 ng/ml) foi adicionado 24 h após o cultivo. Após 48 h de cultivo as células foram fixadas com formaldeído 2% e pós-fixadas com etanol 95%. Para evidenciação de F-actina utilizou-se faloidina-rodamina. A diferenciação foi marcada por polarização celular, migração e formação de estruturas esféricas multicelulares, semelhantes a ácinos. Nas células acinares, o córtex de actina tornou-se ainda mais evidente e as fibras tensionais, anteriormente observadas em células indiferenciadas, desapareceram. A proteína RhoB foi pouco expressa, sendo observada no citoplasma de algumas células e no núcleo. O tratamento com EGF não teve efeito sobre o grau de diferenciação acinar, mas estimulou a formação de filopódios numerosos e curtos nas células. A expressão de RhoB, ao contrário do esperado, não se alterou após tratamento com EGF.

Estes resultados sugerem que o EGF estimula a formação de processos celulares associados à motilidade, podendo exercer um papel importante no desenvolvimento glandular. A via de transdução ativada pelo EGF provavelmente não envolve a proteína RhoB. (Apoio: FAPESP, CNPq.)

 Ib067

Envolvimento da metaloproteinase-2 e -9 de matriz na resposta tecidual ao implante de osso inorgânico medular bovino

ZAMBUZZI, W. F.*, OLIVEIRA, R. C., COROTTI, M. V., CESTARI, T. M., TAGA, R.,
BUZALAF, M. A. R., GRANJEIRO, J. M.

Ciências Biológicas - Universidade de São Paulo. E-mail: wzamba@fob.usp.br

Atualmente uma das grandes metas na área médico-odontológica mundial é encontrar um material carreador ideal para as BMPs que, além de osteocondutor, também forneça cálcio e fósforo. Diversos mate­riais vêm sendo testados, dentre eles o osso inorgânico medular bovino (Gen-Ox®, Baumer S.A.). Embora as propriedades físico-químicas e biológicas desses materiais sejam muito estudadas, os mecanismos celulares e moleculares envolvidos nesta resposta ainda são pouco compreendidos. O objetivo deste estudo é analisar o envolvimento de metaloproteinase-2 e -9 (MMP-2; -9) na resposta tecidual ao implante do Gen-Ox® em subcutâneo de ratos. A MMP-2 e -9 são gelatinases produzidas por macrófagos que participam da degradação de diferentes tipos de colágeno. O material foi implantado em 20 ratos machos adultos da linhagem Wistar. As biópsias foram obtidas nos períodos de 10, 20, 30 e 60 dias pós-cirurgia e encaminhadas para histológico convencional e imuno-histoquímico específico para marcação da MMP-2 e-9 utilizando o anticorpo “goat” policlonal anti-MMP-2 e -9. Observou-se uma resposta inflamatória granulomatosa tipo corpo estranho, com presença de macrófagos e células gigantes em íntimo contato com o material e ausência de células do sistema imune, indicando a biocompatibilidade do material. Ocorreu imunomarcação para MMP-2 (leve) e -9 (intensa) em todos os períodos. Não houve evidências de absorção do material.

Em conclusão, os resultados sugerem pela primeira vez que as MMP-2 e -9 participam da resposta tecidual ao Gen-Ox®. (Apoio financeiro: FAPESP; FOB/USP; Baumer S.A.)

 Ib068

Avaliação da ingestão total de flúor de crianças entre 4 e 7 anos de idade através da dieta e escovação

PESSAN, J. P.*, PIN, M. L. G., MARTINHON, C. C. R., SILVA, S. M. B., BUZALAF, M. A. R.

Ciências Biológicas - Universidade de São Paulo. E-mail: juliano_fob@yahoo.com

Devido ao aumento na prevalência de fluorose dentária, todas as fontes que contribuem para a ingestão total de flúor (F) devem ser consideradas. Este estudo analisou a ingestão de flúor por 21 crianças de uma comunidade fluoretada, divididas em 2 grupos, A (4 e 5 anos) e B (6 e 7 anos). Foi utilizado o método da dieta duplicada (24 h). As amostras de dieta foram homogeneizadas. O F ingerido através da escovação foi indiretamente determinado subtraindo-se a quantidade de F expelida e a restante na escova, da originalmente colocada. A análise de F foi feita com o eletrodo íon- específico (Orion 9409), após difusão facilitada por hexametildisiloxano. A quantidade de F ingerido através da dieta (D) e dentifrício (P) foi dividida pelo peso da criança e a ingestão total (T) foi calculada somando-se D e P. Os resultados (média ± desvio padrão, mg F/kg peso corporal) de T, D e P foram, respectivamente: 0,056 ± 0,040; 0,018 ± 0,012; 0,037 ± 0,038 para todas as crianças, 0,055 ± 0,026; 0,021 ± 0,014; 0,034 ± 0,027 para o grupo A e 0,057 ± 0,052; 0,016 ± 0,010; 0,041 ± 0,046 para o grupo B.

Considerando-se 0,07 mg F/ kg de peso corporal como o limite máximo de ingestão de flúor por dia, 33,33% das crianças analisadas estão expostas a uma dose risco para o desenvolvimento de fluorose dentária. O dentifrício foi a principal fonte de flúor ingerida pelas crianças, com percentuais de 57,43 ± 29,02 para todas as crianças, 56,49 ± 31,82 para o grupo A e 58,29 ± 27,78 para o grupo B, não havendo diferenças significantes entre os dois grupos. (Suporte financeiro: FAPESP - 00/04303-8 e 01/00237-3.)

 Ib069

Análise microscópica e perfil de imunoglobulinas em resposta ao implante de membrana de pericárdio bovino em camundongos

GASQUE, K. C. S.*, CORREA, A. M., OLIVEIRA, R. C., CESTARI, T. M., TAGA, R., LARA, V. S., TAGA, E. M., GRANJEIRO, J. M.

Ciências Biológicas - Universidade de São Paulo. E-mail: kellinh@hotmail.com

Vários materiais bioabsorvíveis têm sido desenvolvidos para auxiliar a regeneração tecidual guiada (RTG), visando aliar biocompatibilidade, resposta tecidual favorável e baixo custo. Este trabalho avaliou a resposta tecidual ao implante de membrana derivada do pericárdio bovino (colágeno tipo IV) em 50 camundongos, divididos em 2 grupos: I) controle (procedimento cirúrgico); II) experimental (implante da membrana no tecido subcutâneo). Após 3, 7, 15, 30 e 60 dias os animais foram mortos e as peças e o sangue recolhidos para a análise microscópica e do perfil de IgM e IgG. O grupo I apresentou infiltrado inflamatório moderado a leve somente aos 3 e 7 dias enquanto o grupo II exibiu infiltrado inflamatório agudo leve aos 3 dias e crônico moderado com presença de células mononucleares, nos períodos de 7 a 30 dias, que permeavam as fibras de colágeno do implante. A membrana foi gradativamente absorvida a partir de 7 dias, sendo máxima aos 30 dias e completa após 60 dias em todos os animais. Houve proliferação de macrófagos paralelamente à absorção do material sendo escassa a presença de células gigantes, plasmócitos e linfócitos. O perfil de IgM e IgG foi similar nos grupos I e II.

Concluiu-se que a membrana de pericárdio bovino, desenvolvida na FOB-USP em parceria com a Baumer S.A., é absorvível e biocompatível, com mínima ativação de plasmócitos e linfócitos. Potencialmente poderá servir como barreira mecânica na RTG e apresenta um excelente potencial como carreadora de células na engenharia de tecidos. (Apoio financeiro: PIBIC/CNPq; FAPESP; FOB/USP; Baumer S.A.)

 Ib070

Glutamato monossódico durante a gestação: ação sobre a microdureza do esmalte dos dentes dos filhotes

ZEQUETTO, M. M.*, ZINA, L. G., SOUSA, K. L., DELBEM, A. C. B., SASSAKI, K. T.

Ciências Básicas - Universidade Estadual Paulista. E-mail: mizequetto@zipmail.com.br

Vários hormônios estão envolvidos na formação, desenvolvimento e erupção do dente. A administração subcutânea de glutamato monossódico (MSG) no período neonatal em ratos lesa regiões do hipotálamo resultando distúrbios neuro-endócrinos no animal adulto. O objetivo do trabalho foi verificar se a administração de MSG em ratas durante a gestação causa alterações na microdureza do esmalte dos incisivos dos filhotes. Doze ratas Wistar foram divididas em dois grupos: controle (C) e tratado (MSG) e receberam para beber água destilada e água contendo 5% de MSG, respectivamente, durante todo o período de gestação. Após desmame aos 21 dias, todos os filhotes passaram a receber água destilada. Aos 90 dias de idade foram sacrificados, os incisivos retirados, embutidos em resina acrílica, em secção longitudinal, lixados e polidos. Foram realizadas 5 indentações na coroa e 4 na raiz, em microdurômetro utilizando carga estática de 50 g e tempo de 5 segundos. Observou-se os seguintes valores médios (média ± EPM) de microdureza (Knoop) para coroa: C- macho = 273,98 ± 14,63; C- fêmea = 263,79 ± 17,74; MSG- macho = 266,99 ± 17,64; MSG- fêmea = 280,04 ± 10,30; e para raiz: C- macho = 183,25 ± 15,76; C- fêmea = 179,28 ± 12,95; MSG- macho = 169,99 ± 12,28; MSG- fêmea = 170,60 ± 15,96. Houve uma redução significante na microdureza do esmalte da raiz no macho MSG e um aumento na coroa da fêmea MSG em relação aos respectivos controles.

MSG administrado a 5% via oral durante a gestação causa distúrbios na mineralização do esmalte dos incisivos dos filhotes.

 Ib071

Glutamato monossódico durante a gestação: efeito sobre o desenvolvimento e função das glândulas salivares dos filhotes

ZINA, L. G.*, ZEQUETTO, M. M., SOUSA, K. L., DELBEM, A. C. B., SASSAKI, K. T.

Ciências Básicas - Universidade Estadual Paulista. E-mail: liviazina@yahoo.com.br

O desenvolvimento e a função das glândulas salivares estão sob controle de vários hormônios. O objetivo desse estudo foi verificar o efeito da administração de glutamato monossódico (MSG) na água de beber durante a gestação sobre o peso corporal, das glândulas submandibulares e sublinguais, o fluxo e o conteúdo de proteína e amilase da saliva dos filhotes. Doze ratas fêmeas Wistar foram separadas em dois grupos: controle (C), que recebeu água destilada e tratado (MSG) que recebeu solução de MSG 1%, durante a gestação. Os filhotes foram desmamados aos 21 dias e passaram a receber somente água destilada. Aos 90 dias de idade, após jejum de 12 h e anestesia com pentobarbital sódico (40 mg/kg p.c.), amostras de saliva estimulada com pilocarpina (1 mg/kg p.c.) foram coletadas. As glândulas salivares foram removidas e pesadas. A administração de MSG 1% durante a gestação causou um aumento de 50% no fluxo salivar de fêmeas mas não afetou o de machos; houve um aumento no conteúdo de proteína (20%) e de amilase (80%) na saliva de machos e uma redução (50 e 10%, respectivamente) na de fêmeas. Houve um aumento no peso corporal (10%) mas nenhuma alteração nos pesos das glândulas submandibulares e sublinguais, em ambos os sexos.

A ingestão de MSG durante a gestação pode alterar a composição da saliva e a função e/ou a resposta das glândulas salivares à estimulação.

 Ib072

Análise de flúor em diversas marcas de chocolates e bolachas de chocolate encontradas no mercado nacional

CARDOSO, V. E. S.*, SILVA, T. L., OLYMPIO, K. P. K., BUZALAF, M. A. R.

Ciências Biológicas - Universidade de São Paulo. E-mail: eidcardoso@yahoo.com.br

Sendo o chocolate e as bolachas de chocolate guloseimas bastante apreciadas pelas crianças, a possibilidade de possuírem flúor (F) em sua composição, associada ao seu indiscriminado consumo, podem torná-los contribuintes decisivos para a ingestão diária total de flúor, participando no estabelecimento da ­fluorose dentária. O objetivo desse estudo foi analisar a concentração de flúor [F] presente nos chocolates (C) Baton, Confeti, Garoto Ball, Kinder Ovo, M&M’s, Milkybar, Nescau, Nescau Ball, Surpresa, Surpresa Bichos, Tortuguita, e nas bolachas de chocolate (BC) Danyt’s, Hipopó, Nescau, Passatempo, Pokémon, Sítio do Picapau Amarelo e Trakinas, adquiridas em supermercados de Bauru - SP, Brasil. Foram analisadas 2 amostras de 3 g de cada produto, as quais foram previamente submetidas à calcinação a uma temperatura de 525ºC para o chocolate e os recheios das amostras, e de 550ºC para as massas das bolachas, por 4 h. O F foi separado das cinzas por difusão facilitada por HMDS. As análises de F foram feitas com o eletrodo específico (Orion 9609). As médias ± DP e amplitude das [F]s (mg/g) foram: C = 0,30 ± 0,45 (0,07-1,60, n = 12) e BC = 1,08 ± 2,64 (0,04-7,10, n = 7).

Concluiu-se que alguns dos alimentos analisados podem ser importantes contribuintes para a ingestão diária total de F. No caso do produto com a maior [F] encontrada (Danyt’s) apenas 3 unidades podem fornecer 40% da ingestão diária máxima de F recomendada (0,07 mg/kg peso corporal) para uma criança de 2 anos de idade (12 kg), quando consumidas uma única vez por dia. A [F] presente nos produtos deveria ser informada nos seus rótulos.

 Ib073

Avaliação da atividade antimicrobiana da arnica brasileira

ZELANTE, P. M.*, RIBEIRO, M. C., ALMEIDA, F. M., SOARES, M. M., ZELANTE, M. M.,
QUELUZ, D. P., NARDY, R. O.

Farcomalogia/Patologia - Pontifícia Universidade Católica de Campinas. E-mail: zelante@itacic.com.br

Considerando a crescente busca da população pelas terapias alternativas, este trabalho avalia a atividade antimicrobiana da arnica brasileira (Solidago microglossa D.C.). Utilizamos para este experimento tintura de arnica 20% em álcool 30%, e tintura de arnica 20% em PEG-400 (polietilenoglicol), discos de papelão impregnados com 25 mg e 50 mg de tintura de arnica 20% (álcool e PEG), colocados em meio de cultura Muller-Hinton, semeados com Staphylococcus aureus, SBAC 198 (Staphylococcus aureus), Pseu­domonas aeruginosa, mantidos a 35ºC durante 24 horas. Após este período, constatamos presença de halo de inibição nas placas contendo: discos com tintura de arnica 20%/álcool (25 mg) para S. aureus, P. aeruginosa e SBAC 198; discos com tintura de arnica 20%/álcool (50 mg) para S. aureus, P. aeruginosa e SBAC 198; discos com tintura de arnica 20%/PEG (50 mg) para P. aeruginosa e SBAC 198.

Com base nos resultados obtidos os autores concluíram que a arnica brasileira (Solidago microglossa D.C.) apresenta atividade antimicrobiana.

 Ib074

Efeito da Aloe vera sobre os níveis de alfa-fetoproteína em animais parcialmente hepatectomizados

SCHWARTZ FILHO, H. O.*, BABORA, M. A., PAULOSSI, M. A., KOZLOWSKI JR., V. A.

Odontologia - Universidade Estadual de Ponta Grossa. E-mail: betoschwartz@hotmail.com

A utilização da planta Aloe vera em Odontologia vem sendo relatada como uma medida terapêutica importante para o tratamento de alterações patológicas na cavidade oral (STURM; HAYES, 1984; ANDRIANI et al., 2000). A medicina popular atribui à planta medicinal: propriedade antiinflamatória, analgésica, anti-séptica, adstringente e anticancerígena. Estudos prévios foram conduzidos em animais sob fígado em regeneração indicando baixa toxicidade do fitoterápico com potencial efetivo de aplicação terapêutica em Odontologia. Como a alfa-fetoproteína (AFP) é um importante marcador para o diagnóstico carcinogênico e apresenta elevação dos seus níveis durante a regeneração hepática, um estudo com doses repetidas da Aloe vera após técnica cirúrgica da hepatectomia parcial em ratos albinos foi realizado, avaliando-se os níveis de AFP por ensaio imunoenzimométrico em microplaca – ELISA – no soro desses animais (n = 41). Administração diária – via oral – de 500 mg/kg do extrato da planta foi realizada em grupo de animais parcialmente hepatectomizados ou não. Os animais que receberam Aloe vera ou soro fisiológico 0,9 % foram sacrificados ao tempo de 0, 6, e 24 h após o procedimento cirúrgico. A análise dos resultados indicou uma tendência da Aloe vera em promover uma diminuição dos níveis da AFP (p = 0,0623) segundo ANOVA, com níveis mais baixos sendo identificados ao tempo de 6 horas após o procedimento cirúrgico, segundo teste t de Student.