A001

Prevalência dos tipos de fissuras lábio-palatais entre pacientes não-operados.

DALBEN, G. S.*, SANTAMARIA Jr., M., FREITAS, P. Z., SILVA FILHO, O. G.

Departamento de Ortodontia – HRAC – USP. Tel.: (0**14) 235-8143. E-mail: gsdalben@ig.com.br

Procurou-se investigar a epidemiologia dos vários tipos de fissuras lábio-palatais encontrados no HRAC no ano de 2000, buscando dados atuais sobre a sua prevalência, sua distribuição entre pacientes brasileiros em relação ao sexo, região de origem e classificação sócio-econômica; e investigar a porcentagem destes pacientes que relatam a ocorrência de outros casos de fissuras na família, indicando sua tendência hereditária. Os dados foram obtidos através de questionário e exame clínico aplicados em 803 pacientes não-operados que compareceram ao serviço no ano de 2000. Foi encontrada uma maior prevalência de fissuras completas de lábio e palato unilaterais e bilaterais (40%), seguidas pelas fissuras de palato (34%) e pelas fissuras de lábio (25,5%). Foi encontrada uma predileção discreta das fissuras de palato pelo sexo feminino (53%), com predominância do sexo masculino em todos os outros tipos de fissuras lábio-palatais (cerca de 60%). Não foi observada diferença na distribuição dos tipos de fissuras em relação às regiões brasileiras. A maior parte dos pacientes (71,4%) pertencia à classe sócio-econômica baixa (superior e inferior). Uma porcentagem significante de pacientes (32%) relatou presença de um ou mais casos de fissuras lábio-palatais na família, principalmente em parentes de primeiro grau (66,7%) e com predominância entre os parentes de fissuras completas de lábio e palato (34%).

As informações obtidas permitem afirmar a predominância das fissuras completas, de tratamento mais complexo, a maior ocorrência no sexo masculino e a tendência hereditária da anomalia.

A002

Modulação simpática da expressão de CGRP em neurônios do gânglio trigeminal que inervam a ATM do rato em condições de normalidade e inflamação induzida.

ERVOLINO, E.*, CASATTI, C. A., DAMICO, J. P., ARROYO, M. T., BAUER, J. A.

ICB – USP.

O trabalho analisou a influência exercida pelo sistema nervoso simpático sobre a expressão do peptídeo relacionado ao gene da calcitonina (CGRP), nos neurônios do gânglio trigeminal (GT) que inervam a articulação temporomandibular (ATM), em condições de normalidade e, após indução de inflamação com carragenina. Foram utilizados 4 grupos (n = 5) de ratos Wistar machos submetidos à deposição do neurotraçador, “fast blue” (FB), na ATM: (A) grupo controle absoluto; (B) grupo com inflamação na ATM e, com inervação simpática intacta; (C) grupo submetidos à remoção cirúrgica prévia do gânglio cervical superior (GCS) e com ATM normal; (D) grupo submetido à remoção cirúrgica prévia do GCS, e inflamação na ATM. Após 15 dias da deposição do neurotraçador, os animais foram perfundidos transcardiacamente com solução de NaCl 0,9% seguida de solução fixadora (formaldeído 4%, 0,1 M, pH 9,5). Os GT ipsilaterais foram coletados e seccionados (30 µm), submetidos a imunofluorescência indireta para detecção do CGRP, e analisados em microscopia de epifluorescência. A média das porcentagens de neurônios FB positivos e CGRP imunorreativos (IR) foi de 34,7 ± 2,6%, 49,5 ± 2,3%, 40,6 ± 1,8% e 49,6 ± 3,5%, respectivamente para os grupos A, B, C e D.

Os dados permitem concluir que: 1) a expressão de CGRP em neurônios do GT é modificada durante o processo inflamatório; 2) a desnervação simpática da ATM induz um aumento do número de neurônios FB/CGRP-IR do GT somente em animais com a articulação em estado de normalidade. (Apoio: FAPESP.)

A003

Ação antimicrobiana no líquido de cistos odontogênicos.

TRAINA, A. A.*1, DEBONI, M. C. Z.2, NACLÉRIO-HOMEM, M. G.2, CAI, S.3

1Graduação, Iniciação Científica; 2Disciplina de Cirurgia – FOUSP; 3Departamento de Microbiologia Oral – ICB – USP - SP.

A terapêutica de eleição para os cistos odontogênicos é a cirúrgica e, quando apresentam-se infectados, necessitam de cobertura antibiótica no pré-operatório. Há controvérsias quanto à difusão de antibióticos no interior dessas lesões, pela pouca vascularização do epitélio cístico. O objetivo deste trabalho foi verificar a ação antimicrobiana da amoxicilina e do metronidazol, em cistos odontogênicos infectados. Oito cistos radiculares odontogênicos foram puncionados antes e após antibioticoterapia. Os pacientes foram divididos em: Grupo I, constituído de cinco pacientes, com administração de amoxicilina, 500 mg a cada seis horas, e Grupo II, composto de três pacientes, tratados com metronidazol, 400 mg a cada oito horas, durante sete dias. Após este período foram submetidos à cirurgia de enucleação. O líquido cístico coletado das punções foi semeado em meios de cultura, para contagem de bactérias totais e de bactérias anaeróbias estritas. Os resultados revelaram que, inicialmente, o número de bactérias presentes no líquido cístico foi significativamente superior à quantidade isolada após a antibioticoterapia. Verificou-se também que, a maioria dos microrganismos presentes no material coletado, antes da administração dos antibióticos, era anaeróbia estrita.

Concluímos que a antibioticoterapia, suplementar à cirurgia foi capaz de diminuir o número de bactérias presentes no líquido cístico e, portanto, houve difusão dos antibióticos para o interior das lesões císticas, em concentrações suficientes para exercerem atividade antimicrobiana. (Apoio financeiro: FUNDECTO.)

A004

Avaliação do período pós-operatório em 232 pacientes submetidos à cirurgia oral.

Breithaupt-Silva, A. C.*, Manzano, R., Oliveira-Filho, R. M., Crivello Jr., O.

Departamento de Cirurgia, Prótese e Traumatologia Maxilo-Faciais – FOUSP; Departamento de Farmacologia – ICB – USP.

No período pós-operatório (PO), em geral, os cirurgiões tendem a superestimar a dor, enquanto os pacientes dão mais importância a problemas como dificuldades na mastigação de alimentos consistentes, edema e ageusia. Neste trabalho estudamos o período PO através de um questionário focalizando a sintomatologia, aplicado na clínica do Curso de Cirurgia Oral da EAP-APCD (Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas). A casuística compreendeu 232 pacientes atendidos nos anos de 1998 e 1999. Os PO foram classificados como “ótimo” (sem queixas); “bom” (1 ou 2 queixas referidas, p. ex. dor, edema); “regular” (3 ou 4 queixas) ou “péssimo” (mais de 4 queixas). As cirurgias estão resumidas no quadro abaixo. Os resultados apontaram 40,4% de PO ótimo, 32,5% bom, 24,6% regular e 2,5% péssimo.

Ano

3ºm

ExoS

RaizR

LOss

LTMol

Apc

Fren

Alv

Supr

Outras

1998

41,3%

26,6%

13,8%

4,6%

4,6%

1,8%

1,8%

1,8%

3,7%

1999

54,3%

15,3%

  7,3%

4,8%

0,8%

2,2%

3,1%

0,8%

4,1%

7,3%

Abreviaturas: 3ºm = terceiro molar; ExoS = exodontia simples; RaizR = raiz residual; LOss = lesão óssea; LTMol = lesão de tecido mole; Apc = apicectomia; Fren = frenectomia; Alv = alveoloplastia; Supr = supranumerário.

Como esperado, a maioria (71%) dos PO regulares e péssimos relacionaram-se com cirurgias de terceiros molares. Apesar de prescrição específica, 14,3% dos casos resolveram-se sem uso de qualquer medicação.

A005

Efeito do tratamento ortopédico no perfil tegumentar utilizando dois tipos de aparelhos diferentes.

DOMINGUEZ-RODRIGUEZ, G. C.*, CRISTANTE, J. F.

Departamento de Ortodontia e Odontopediatria – FOUSP.

O presente estudo prospectivo teve como objetivo comparar as mudanças observadas no perfil tegumentar decorrentes do tratamento com dois tipos de aparelhos ortopédico-funcionais, em adolescentes com maloclusão de Classe II divisão 1a e retrognatismo mandibular. A amostra utilizada foi constituída por 88 telerradiografias em norma lateral de 44 pacientes, divididos em dois grupos. O Grupo I foi formado por 21 pacientes (idade média: 10 anos e 7 meses ± 1,1 anos), tratados com o aparelho Bionator de Balters durante 18 meses e o Grupo II formado por 23 pacientes (idade média: 12 anos e 11 meses ± 1 ano) tratados com o aparelho de Herbst durante 12 meses. As telerradiografias foram obtidas em todos os pacientes imediatamente antes e depois do tratamento. Uma vez traçadas, foram determinadas as grandezas cefalométricas H-Nariz e ângulo H.NB, que avaliam o perfil tegumentar. Após a avaliação dos dados e a análise estatística observou-se uma diminuição estatisticamente significante das duas grandezas nos dois grupos (ângulo H.NB: 2,15º no Grupo I e 3,42º no Grupo II ; distância H-Nariz: 3,34 mm no Grupo I e 4,45 mm no Grupo II) mostrando uma redução favorável da convexidade facial estatisticamente maior no Grupo II.

Com isto, pode-se concluir que a resposta ao tratamento com os dois tipos de aparelhos ortopédico-fun­cionais utilizados foi vantajosa em relação ao perfil, porém, quando comparadas as diferenças o Herbst mostrou ser mais eficiente.

A006

Freqüência do trauma facial em centros traumatológicos de Porto Alegre.

FUTTERLEIB, A.*, PADILHA, D. M. P., BARBISAN, A. O., BAUMGART, C.

Faculdade de Odontologia – UFRGS.

O trauma pode ser considerado um problema de saúde pública, pois é causa comum de morbidade e mortalidade, um grande número de pessoas são envolvidas e apesar da existência de meios de prevenção e controle, os eventos traumáticos continuam ocorrendo. O trabalho tem por objetivo avaliar estatisticamente a freqüência, as causas e conseqüências dos traumas faciais em dois centros de trauma em Porto Alegre entre 1º/01/98 e 31/12/99. Trata-se de uma pesquisa documental direta retrospectiva de pron-tuários, observando a região anatômica fraturada, idade e sexo dos pacientes, causa do trauma, lesões associadas, dias e meses das internações são apresentados. A análise estatística foi realizada no programa EPI INFO 6.04. Foram internados 782 pacientes com trauma facial; 649 pacientes (83,00%) eram homens; a faixa etária dos 18 aos 30 anos foi a mais prevalente com 297 pacientes (37,98%). Os acidentes de trânsito levaram 266 pacientes aos hospitais (34,01%); agressões físicas 203 (26,00%). A região da face mais fraturada foi a mandíbula com 381 fraturas (36,04%), seguida pelo complexo zigomático com 337 (31,88%). Ocorreram 243 lesões associadas. O dia mais freqüente foi domingo com 153 internações (19,56%).

O mês mais freqüente foi janeiro com 89 internações (11,38%). Os homens são mais atingidos por traumas faciais; a faixa etária dos 18 aos 30 anos é mais prevalente; a região mandibular é mais fraturada; os acidentes de trânsito e agressões físicas são as principais causas dos traumas.

A007

Características morfológicas e relações anatômicas do processo estilóide.

SOUSA, L. G.*, SIÉSSERE, S., VITTI, M., SEMPRINI, M.

Departamento de Morfologia, Estomatologia e Fisiologia – FORP – USP. Tel.: (0**16) 602-4026.

O processo estilóide é uma estrutura anatômica em forma de estilete que se localiza no osso temporal, abaixo da porção timpânica. Seu tamanho médio é de aproximadamente 2,5 cm podendo apresentar-se alongado até 8 cm caracterizando a Síndrome do Processo Estilóide ou Síndrome de Eagle, sendo estas largamente abordadas pela literatura. O objetivo deste trabalho é de mostrar as características morfológicas do processo estilóide, assim como suas relações anatômicas, já que este se relaciona direta ou indiretamente com importantes estruturas anatômicas e tal fato não é relatado na literatura. Para a realização deste trabalho foram utilizadas cabeças humanas que foram fixadas em formol a 10%. Posteriormente, com o uso de bisturi, tesouras curvas de pontas fina e romba, pinça íris, afastadores e osteótomo, fez-se a dissecação por planos, removendo-se parcialmente as estruturas adjacentes até que se atingisse o local do processo estilóide expondo as estruturas relacionadas.

Com este trabalho pode-se concluir que as estruturas relacionadas diretamente ao processo estilóide são os músculos estilofaríngeo, estiloglosso e estilo-hioídeo e os ligamentos estilo-hioídeo e estilomandibular e as estruturas indiretamente relacionadas são inúmeras, incluindo os nervos facial e trigêmio, artéria carótida externa e ramos da artéria carótida interna, sendo estas de grande importância clínica.

A008

Análise da ação da dexametasona administrada via enteral e parenteral.

SCHEIDEGGER-SILVA, L.*, MORAES, M., PASSERI, L. A.

Departamento de Diagnóstico Oral – FOP – Unicamp.

Este estudo se propôs a comparar clinicamente os efeitos sobre a dor, edema e limitação de abertura bucal, de 4 mg de dexametasona administrada pelas vias enteral e parenteral, em pacientes submetidos a extrações dos terceiros molares inferiores inclusos bilaterais em posições similares. Dezenove pacientes foram submetidos às extrações em sessões distintas, onde de um lado foi utilizada a via oral e do outro a intramuscular intrabucal (m. masseter). Utilizando-se de dados recolhidos nos períodos pré- e pós-operatórios de 24 e 48 h, foram realizadas as seguintes análises: dor pela escala analógica visual (KEESLING, KEATS, Oral Surg, v. 11, p. 736, 1958) e pelo consumo de analgésicos; edema por medidas na face (NEUPERT III et al., JOMS, v. 50, p. 1177, 1992) e por medidas fotográficas; e limitação da abertura bucal utilizando-se um paquímetro. Todos os dados foram submetidos ao teste de Wilcoxon pareado (p >> 0,05), exceto o edema pelas medidas na face que foram submetidos ao teste de Tukey (p >> 0,05). Os resultados indicaram que não houve diferença estatistica significativa para a dor, a limitação de abertura bucal, e o edema pelo método fotográfico. Entretanto, houve menos edema pela via parenteral segundo a análise das medidas na face.

Foi concluído que não houveram diferenças na dor e limitação de abertura bucal, quando se empregou a dexametasona, por via oral ou intramuscular. A dexametasona por via intramuscular controlou melhor o edema, segundo a análise das medidas na face diferindo dos resultados da análise fotográfica. (Apoio financeiro: CAPES.)

A009

Alterações nas glândulas salivares causadas por lesão do nervo facial.

CRIPPA, G. E.*, NUCCI-DA-SILVA, L. P., SILVA, C. A., DEI BEL, E. A.

Departamento de MEF – FORP – USP - Ribeirão Preto, SP. Tel.: (0**16) 602-4050. E-mail: gecrippa@hotmail.com

A lesão unilateral do nervo facial causa paralisação motora da hemiface correspondente. O objetivo deste estudo foi avaliar as alterações no peso e na expressão da NADPH-diaforase das glândulas submandibular e sublingual do rato. Foram utilizados ratos Wistar machos (150 g) distribuídos em 3 grupos: controle; falso operado e axotomia (secção unilateral do nervo facial direito). As glândulas dos animais do grupo axotomia apresentaram redução bilateral de peso 7 (216:1: 5 mg, n = 20) e 28 dias (230:1:4 mg, n = 20) após a lesão em relação ao controle (7 dias - 284:1:4,6 mg, n = 20 e 28 dias - 290:1:5,4 mg, n = 20) ou falso operado (7 dias - 278:1:8,5 mg, n = 20 e 28 dias - 289:1:4,3 mg, n = 20). Não houve alteração no peso das glândulas aos 56 dias. A histoquímica para NADPH-diaforase na glândula submandibular indicou maior número de ductos marcados no grupo axotomia 7 dias após a lesão (72:1:4,7 ductos/105 mm2, n = 10) comparado ao controle (51:1:2,3 ductos/105 mm2, n = 10) ou falso operado (57:1:2,3 ductos/105 mm2, n = 10), bilateralmente. Não foram observadas alterações no número de ductos marcados 28 ou 56 dias da lesão. Na sublingual, não houve qualquer diferença entre os grupos nos 3 tempos analisados.

A lesão do nervo facial provoca atrofia bilateral reversível nas glândulas submandibular e sublingual acompanhado de aumento do número de ductos NADPH-diaforase positivos na submandibular na fase aguda da lesão. (Apoio financeiro: FAPESP, CNPq.)

A010

Análise epidemiológica, formas de tratamento e complicações dos traumatismos faciais.

SILVA, A. C.*, PASSERI, L. A.

Departamento de Diagnóstico Oral – FOP – Unicamp. E-mail: alessandrofop@yahoo.com

Este estudo avaliou a epidemiologia, formas de tratamento e complicações dos traumatismos de face ocorridos na região de Piracicaba e atendidos pela Área de Cirurgia da Faculdade de Odontologia de Piracicaba – Unicamp, no período de abril de 1999 a março de 2000. Observou-se a ocorrência desses traumatismos em 340 pacientes, envolvendo principalmente homens (78,53%), da cor branca (60,59%), na faixa etária dos 21 aos 30 anos (25,88%), sendo a maioria economicamente ativo (54,71%), principalmente no mês de outubro (12,94%) e aos finais de semana (44,41%), tendo como etiologia mais freqüente as quedas (37,06%). As fraturas zigomáticas foram as que mais ocorreram (38,02%). 50,59% dos pacientes submeteram-se a alguma intervenção, sendo que dos que não se submeteram, 52,98% apresentavam fraturas. Do total das fraturas maxilomandibulares, 5,83% submeteram-se ao bloqueio maxilomandibular. 68,22% dos traumatismos nos tecidos moles necessitaram de sutura, sendo a região mais afetada a extrabucal (56,30%). As complicações pós-operatórias ocorreram em 18,92% dos casos cirúrgicos, sendo mais comum as infecções (9,91%).

Pôde-se concluir que tais traumatismos ocorreram principalmente aos finais de semana envolvendo homens, jovens, brancos, economicamente ativos e apresentando na maioria dos casos algum vício. O tempo decorrido do traumatismo à cirurgia, as múltiplas fraturas de face, especialmente as mandibulares, relacionaram-se intimamente com a incidência de complicações pós-operatórias. (Processo FAPESP nº 99/04057-8.)

A011

Substituição do amálgama pela pasta zinco-eugenólica em um novo preparo apical.

QUIRINO, L. C., COMUNIAN, C. R., FARIA, R. A., NAVES, M. D.*

Departamento de Clínica, Patologia e Cirurgia Odontológicas – UFMG. Tel.: (0**31) 3482-3076.

Os insucessos na apicectomia com obturação retrógada são significativos, tendo como causa principal o não-vedamento do novo forame pelo material retrobturador, levando, portanto, à indicação de um novo ato cirúrgico. Esta pesquisa in vitro realizada com 45 dentes humanos, extraídos na Clínica Cirúrgica da FO – UFMG por indicação clínica, procurou avaliar o vedamento da pasta zinco-eugenólica em um preparo de retrobturação onde anteriormente estava retrobturado com o amálgama sem zinco. Após a realização de um grupo controle com 15 dentes, 30 dentes tiveram suas coroas e o terço apical removidos, o canal radicular esvaziados e alargados até o terço médio com brocas de Gates. O preparo apical foi realizado com 2 mm de profundidade utilizando brocas esféricas para PM e retrobturados com o amálgama sem zinco. Após sete dias, um novo preparo de retrobturação, amplo e logo abaixo da superfície apical de amputação, foi realizado, removendo-se o amálgama neste local. A pasta zinco-eugenólica foi inserida nesse preparo. Todas as raízes receberam o corante azul de metileno a 2% com pH 7,2 gotejado no interior do canal por sete dias. A seguir, as raízes foram clivadas longitudinalmente e os preparos da retrobturação com a pasta zinco-eugenólica avaliados quanto à presença e ausência do corante.

Observou-se que a realização de um novo preparo apical melhorou a capacidade de vedamento da pasta zinco-eugenólica, não permitindo a infiltração do corante azul de metileno em todos os preparos de retrobturação dessa pesquisa.

A012

Avaliação clínica descritiva da freqüência de fatores que podem interferir na erupção de caninos permanentes superiores.

ABREU, A. T.*, OLIVEIRA, F. A. M.

Programa de Pós-Graduação em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial – FO – PUCRS.

A identificação precoce de distúrbios no trajeto de erupção dos caninos permanentes superiores proporciona um número maior de opções de tratamento e um melhor prognóstico para o paciente. Foram examinados 41 pacientes, entre 7 e 12 anos de idade, com o objetivo de avaliar a freqüência de fatores que podem interferir na erupção dos caninos superiores: ausência ou malformações de incisivos laterais permanentes superiores, identificação clínica do canino permanente por meio de palpação bidigital e espaço disponível no arco maxilar para erupção destes elementos dentários. Utilizando avaliação clínica e radiográfica e análise de modelos de estudo, observou-se agenesia de incisivos laterais superiores em 2,4% e malformação destes dentes em 14,6% da amostra. A posição do canino permanente superior foi identificada bilateralmente em 75,6% dos indivíduos avaliados, unilateralmente em 14,6% e em 9,8% da população estudada não foi possível identificar a posição do canino. Dos pacientes avaliados, 55% não apresentaram espaço disponível no arco maxilar para erupção dos caninos e pré-molares permanentes superiores.

As freqüências de agenesia e malformações de incisivos laterais não foram consideradas expressivas, enquanto as freqüências de identificação bilateral do canino e de deficiência de espaço maxilar foram consideradas expressivas. (Apoio financeiro: CAPES – demanda social. Aprovado pela Comissão Científica e de Ética da FO – PUCRS: protocolo nº 35/99.)

A013

Crescimento craniofacial em crianças com fissura unilateral completa de lábio e palato: comparação entre dois protocolos cirúrgicos.

CALVANO, F.*, SILVA FILHO, O. G., ASSUNÇÃO, A.

Departamento de Ortodontia – HRAC – USP. Tel.: (0**14) 235-8146.

O presente trabalho de pesquisa descreve os resultados de uma avaliação radiográfica usando telerradiografias de norma lateral de 75 crianças portadoras de fissura unilateral completa de lábio e palato, numa faixa etária compreendida entre os 4 e 7 anos. A amostra foi composta por 33 pacientes do sexo masculino e 20 do sexo feminino, que foram tratados de acordo com o protocolo cirúrgico adotado pelo Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC), da Universidade de São Paulo, em Bauru, Brasil. A cirurgia reparadora de lábio foi realizada a partir de 3 meses de idade (idade média de 9 meses) e a cirurgia reparadora de palato a partir de 12 meses de idade (idade média de 19 meses). Um outro grupo composto por 22 pacientes (12 do sexo masculino e 10 do feminino), foi submetido ao protocolo cirúrgico proposto por Malek (MALEK, PSAUME, 1983) que foi modificado no HRAC. Este protocolo envolveu cirurgia de palato mole com 5,5 meses de idade, juntamente com a queiloplastia, e cirurgia reparadora de palato duro com aproximadamente 20 meses de idade. Os resultados mostram que a época da realização das cirurgias reparadoras do palato não interferem no crescimento facial, pelo menos nesta faixa etária aqui avaliada (4 aos 7 anos), fato constatado nos resultados cefalométricos que não revelaram nenhuma diferença significante entre os 2 grupos amostrais avaliados.

Portanto, o padrão cefalométrico das crianças com fissura unilateral completa de lábio e palato, para ambos grupos amostrais (protocolo de Malek e protocolo do HRAC) foi similar.

A014

Epidemiologia das fraturas mandibulares no Hospital da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo entre 1996 e 1998.

VALENTE, R. O. H.*, SOUZA, L. C. M., OLIVEIRA, M. G., NISA-CASTRO-NETO, W., GLOCK, L.

Programa de Pós-Graduação em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial – FO – PUCRS.

As fraturas mandibulares constituem um segmento importante dos problemas de saúde pública, pois suas seqüelas podem acarretar graves inabilidades morfofuncionais. Realizou-se uma análise em 195 prontuários entre 1996 e 1998 no Serviço de Cirurgia Bucomaxilofacial do HSCSP. Foram observadas 299 fraturas mandibulares. Na correlação entre os parâmetros analisados, optou-se pela distribuição Qui-Quadrada (c2) para a estatistica e os graus apropriados de liberdade entre as etiologias que apresentaram maior incidência. Os resultados indicaram 161 H e 34 M, com uma média de 30,1 anos para ambos os sexos. A faixa etária mais prevalente foi entre 20 a 29 anos de idade, com 42,6% dos indivíduos atendidos. As agressões físicas foram responsáveis por 29,8% de tais fraturas. Seguida pelas quedas – 25,1% – e acidentes de tráfego com 23,2%. Os ferimentos por arma de fogo constituíram 9,2% da amostra, sendo o dobro dos casos de acidente motociclístico. As fraturas mandibulares mais prevalentes foram: de corpo, com 32,1%; de côndilos, com 24,1%; de parassínfises, com 18,7%. A correlação entre as fraturas de sínfise e côndilo direito c2cal = 20,862 e p << 0,000, corpo direito e côndilo esquerdo c2cal = 15,029 e p << 0,000, e corpo esquerdo com côndilo direito c2cal = 5,831 e P << 0,009, são indicativos de rupturas por contra-golpe nos traumas frontais (côndilo D*sínfise) e laterais (corpo D*côndilo E) e (corpo E*côndilo D) para p << 0,05.

A015

Crescimento e flexão da base do crânio humana: estudo cefalométrico.

LANZA, P.*, SANTOS-PINTO, A., BOLINI, P. D. A.

Departamento de Clínica Infantil – Faculdade de Odontologia de Araraquara – UNESP.

 Neste estudo, analisou-se o crescimento e flexão da base do crânio, com objetivo de avaliar as relações entre as estruturas cranianas e maxila, nos primeiros seis meses de vida pós-natal. Com auxílio de suporte construído com distância foco-filme de 1,52 m, foram radiografadas 31 hemicabeças de crianças entre o nascimento e seis meses de idade. Foram utilizados os fatores 90 Kv, 15 Ma e 6 Im, após testes para contraste e nitidez adequados. Foram implantados pinos de aço inoxidável nos pontos anatômicos de referência, de forma a permitir sua clara identificação na radiografia. Estes pontos foram transferidos para papel Ultraphan e digitados no programa “DFPlus”, adequado para obtenção das medidas lineares e angulares necessárias ao estudo. A análise estatística (programa SPSS), mostrou que os ângulos NaSiBa (násio-sela-básio), NaSiPpal (násio-sela-plano palatino) e BaSeE (básio-sincondrose esfenoccipital-esfenóide) não alteraram significativamente. Por outro lado, Na-Si (násio-sela) aumentou consideravelmente, diferente de Ba-Si (básio-sela), que não teve alteração significativa.

Pudemos concluir que não houve variação na flexão da base do crânio ou na inclinação da maxila. Entretanto, houve crescimento significativo da região, determinado principalmente pela elongação da porção anterior da base do crânio, já que a porção posterior apresentou-se praticamente estável.

A016

Avaliação da resistência à tração de botões ortodônticos fixados com cimento ionomérico.

GERMANO, A. R.*, MAZZONETTO, R., MORAES, M.

Departamento de Diagnóstico Oral – Área de Cirurgia Buco-Maxilo-Facial – FOP – UNICAMP. Tel.: (0**19) 430-5274, fax: (0**19) 430-5218. E-mail: adrianofop@yahoo.com

Este trabalho teve como propósito avaliar in vitro a resistência à tração da união entre esmalte e botões ortodônticos fixados através do cimento de ionômero de vidro fotopolimerizável (Fuji ORTHO LC), utilizados nos procedimentos de tracionamento de dentes inclusos, verificando se os efeitos da contaminação por sangue e o condicionamento ácido, interferem nas propriedades de adesão. A amostra foi constituída de 144 terceiros molares inclusos, em cujas faces vestibulares realizou-se a colagem do botão ortodôntico (nacional/Morelli e importado/Ormco) com cimento de ionômero de vidro fotopolimerizável, divididos em 12 grupos com 12 dentes cada. Após a colagem dos botões, as amostras foram submetidas à termociclagem (500 ciclos com temperatura variando entre 5º C a 60º C) e armazenadas nos períodos de 2, 30 e 90 dias, em estufa (37º C) e 100% de umidade relativa do ar. Cada amostra foi submetida após estes períodos ao teste de tração na máquina de ensaio universal (Instron), a uma velocidade de 0,5 mm/min até ocorrer o descolamento do botão ortodôntico. Os resultados obtidos foram submetidos à análise de variância e ao teste de Tukey com 5% de significância.

Através da análise dos resultados foi possível concluir que a fixação do botão ortodôntico com cimento ionomérico, apresentou in vitro resistência suficiente para suportar forças ortodônticas, exceto em condições de extrema contaminação e umidade, representado pelos grupos nos quais a contaminação do sangue ocorreu antes da adaptação do acessório ortodôntico.

A017

Morfometria mandibular de ratos que consumiram lítio.

HAMMES, M.*1, PADILHA, D. M. P.1, ROCHA, E.2

1Instituto de Geriatria e Gerontologia da PUCRS; 2Instituto de Biociências – UFRGS.

O lítio é uma droga largamente utilizada no tratamento da depressão. Sabe-se que esta droga interfere no metabolismo do cálcio. O objetivo deste estudo foi comparar a morfometria mandibular de ratos submetidos ao consumo de lítio e ratos controle. Ratos com seis semanas foram utilizados no estudo. Dez ratos foram tratados com dieta acrescida de lítio até que sua litemia sérica atingisse 0,6-1,2 mmol/l, o que corresponde a uma concentração similar à atingida na prática clínica. Cinco animais controle foram alimentados com dieta normal ad libitum. Com 140 dias de vida, os ratos foram sacrificados, a mandíbula foi dissecada, separada na linha média e todo o tecido mole da hemimandíbula direita removido. Essas hemimandíbulas foram então radiografadas em películas para tomadas periapicais, automaticamente processadas e, a seguir, digitalizadas por meio de um “scanner”. Utilizando o programa UTHSCSA Image Tool, cinco medições foram realizadas, a saber: largura do processo condilar, altura do processo da sínfise mentoniana, comprimento mandibular, altura mandibular e comprimento da base da mandíbula. Os resultados foram analisados estatisticamente pelo teste “t” de Student, não pareado, e demonstraram que, no grupo que consumiu lítio, houve uma diminuição do crescimento mandibular, em relação à largura do processo condilar e ao comprimento da base (p << 0,05). Não houve diferenças quanto às demais medidas.

Concluímos que o desenvolvimento mandibular foi afetado pelo consumo de lítio, causando uma redução em alguns parâmetros morfométricos.

A018

Estudo da oclusão em modelos de gesso em pré-escolares.

DINELLI, T. C. S.*, MARTINS, L. P., SANTOS-PINTO, A., GIMENES, P. P.

Departamento de Clínica Infantil – Faculdade de Odontologia de Araraquara – UNESP.
 Tel.: (0**16) 271-6014. E-mail: dinelli@uol.com.br

No Brasil, os dados de má-oclusão para dentição decídua são escassos e se originam de pequenas amostras. Estudos realizados em Natal e Belém revelaram que pouco mais da metade das crianças daquelas regiões apresentavam más-oclusões. Dados de um levantamento realizado na cidade de São Paulo mostraram que a má-oclusão foi mais prevalente do que os dados referidos acima (79 %). Realizou-se um levantamento nas creches da rede municipal de Araraquara mantidas pelo serviço público, totalizando um universo de 3.100 crianças, das quais foram examinadas e moldadas 838, na faixa etária entre 2 e 6 anos, mostrando 80% de incidência de má-oclusão. Os resultados desse estudo não mostraram diferença estatística significante a respeito da prevalência de má-oclusão entre os sexos. Os dados compreendem medidas lineares (comprimento de arco, perímetro de arco, espaço primata, distância intercanina e intermolar) realizadas indiretamente em modelos de gesso, da dentição decídua de pré-escolares, de ambos os sexos, com o digitalizador Microscribe. (Apoio financeiro: CAPES.)

A019

Modificações de tecidos moles em cirurgias ortognáticas planejadas no computador.

GONÇALVES*, J. R., SANTOS-PINTO, A., TAVARES, H. S., GIMENES, P. P.

Departamento de Clínica Infantil – Faculdade de Odontologia de Araraquara – UNESP.
 Tel.: (0**16) 201-6325.

O aumento das cirurgias ortognáticas vem tornando mais freqüente o uso de programas para predição cirúrgica. Entretanto, não se sabe se as alterações ocorridas nos tecidos moles são realmente fiéis aos movimentos realizados nessas simulações. O objetivo deste estudo é comparar as modificações nos tecidos moles resultantes das simulações cirúrgicas com as obtidas após a cirurgia. Utilizou-se 2 telerradiografias laterais de cada caso (n = 21), uma pré-cirúrgica imediata (t2) e outra pós-cirúrgica mediata (t4). Ambas foram digitalizadas em programa cefalométrico específico (DFP). Na t2, simulou-se a cirurgia realizada e este traçado foi denominado de t3. Foram avaliadas as posições dos lábios e mento (horizontal e vertical) na t3 e t4. Na análise estatística utilizou-se o teste “t” de Student. Resultados:

Variável

LsH

LsV

StsH

StsV

StiH

StiV

LiH

LiV

PgH

PgV

GnH

GnV

Média

-1,23 

1,72

1,70

1,21

1,47

 0,51

-1,09  

1,37

-1,81 

0,83

-1,81 

2,26

DP

 1,44

2,00

2,16

1,91

2,07

1,95

2,70

3,07

3,70

3,97

3,70

3,65

T

-3,92 

3,93

3,59

2,89

3,24

1,19

-1,84  

2,03

-2,24 

0,95

-2,24 

2,83

P

   0,001*

   0,001*

   0,002*

   0,009*

   0,004*

  0,245

  0,081*

  0,055

   0,037*

  0,350

   0,037*

  0,010*

O vermelhão dos lábios e a posição do mento, ambos no sentido horizontal, foram subestimados. No sentido vertical, o lábio superior e o mento foram projetados mais para inferior pelo programa, enquanto o lábio inferior estava adequado.

Portanto, as simulações do DFP são interessantes, mas não 100% reais.

A020

Influência da posição do côndilo na composição facial.

GIMENES, P. P.*, SANTOS-PINTO, A., GONÇALVES, J. R., DINELLI, T. C. S.

Departamento de Clínica Infantil – Faculdade de Odontologia de Araraquara – UNESP.
 Tel.: (0**16) 201-6325.

A face harmônica é resultado do desenvolvimento e relacionamento correto das estruturas esqueléticas e faciais. Este trabalho objetiva avaliar a influência da posição condilar nos padrões faciais. Selecionou-se telerradiografias laterais de 30 meninos e 32 meninas, de 7 a 9 anos. Obteve-se medidas representativas da posição horizontal e vertical do côndilo em relação à sela túrcica (CoH, CoV), padrão de crescimento facial (SNGoMe, NMe, SGo), e posição anteroposterior da mandíbula (SNB, ANB). Os resultados e a análise dos dados (testes de correlação de Pearson, nível de 95% de probabilidade) estão na tabela abaixo.

Resultados

 

CoH

CoV

SNGoMe

NME

SGo

ANB

SNB

 

Média

-11,5 mm

16,7 mm

35,4º

105,2 mm

67,5 mm

 4,7º

78,5º

 

DP

2,6   

3,2    

 5,6

4,8  

4,4    

2,5

3,4

Correlação

CoH

-

0,06  

 -0,16

-0,08  

0,14  

-0,23

    0,36**

**= p << 0,01

CoV

0,06 

-

    -0,47**

-0,06  

0,64**

-0,64

    0,51**

Portanto: 1) quanto mais anterior o côndilo, mais anterior a mandíbula estará; 2) quanto mais inferior o côndilo, mais anterior a mandibula estará, menor a inclinação do plano mandibular e maior a distância de Sela a Gônio.

Portanto, a posição anteroposterior e vertical do côndilo, em relação às estruturas cranianas, contribui para a composição do perfil facial.

A021

Atividade de três solventes de guta-percha: proposição de uma metodologia alternativa.

CORREIA, D. P.*, ZAPPAROLI, F. Q., PALLOTTA, R. C., MACHADO, M. E. L.

Faculdade de Odontologia – UCCB. Tel./fax: (0**11) 3045-5984. E-mail: danielcorreia88@hotmail.com

Foi objetivo do presente trabalho avaliar a ação de solvência, sobre cones de guta-percha, de três diferentes soluções utilizadas para esse fim, a saber o xilol, o óleo de casca de laranja e o eucaliptol. Para isso, foram selecionados 40 cones de guta-percha, de calibre 80, que foram pesados e identificados. Posteriormente os mesmos foram colocados em tubos de ensaio, onde deveriam ser imersos nas diferentes soluções em grupos de 10, sendo o volume de solução suficiente para submergir todo o cone. Passados cinco minutos, retirava-se a solução a ser testada, colocando-se álcool no tubo em quantidade também suficiente para cobrir o cone, deixando por mais cinco minutos, sendo em seguida imerso em água, onde permanecia por mais dez a quinze minutos. Os cones eram então virados sobre um filtro de papel, onde eram pesados 1 hora e 24 horas depois. Comparavam-se os pesos dos três momentos, sendo verificada a diferença para o peso inicial. Foram criados dois grupos controle, com cinco cones cada, um que não foi submetido a ação de qualquer líquido e outro que foi imerso em álcool e água sem ação de solventes.

A análise dos dados obtidos permite verificar uma ação de solvência maior do xilol, seguido pelo óleo de casca de laranja e pelo eucaliptol, nos grupos controle, não houve qualquer alteração de peso durante o período do experimento. A análise estatística permite verificar uma distribuição normal dos dados, sendo que há uma diferença estatisticamente significativa somente entre o xilol e o eucaliptol.

A022

Avaliação da citotoxidade do digluconato de clorexidina a 2,5% e a 5%, do hipoclorito de sódio a 1% e do soro fisiológico, em subcutâneo de ratos.

BIANCONCINI, I. V.*, GAVINI, G.

FOUSP.

A reação tecidual causada por algumas substâncias foram avaliadas durante o processo inflamatório agúdo, na fase exsudativa. Em 20 ratos adultos da linhagem Wistar, variação albina, pesando de 400-450 gramas, foi injetado intravenosamente 20 mg/kg de azul de Evans, na veia caudal lateral sendo inoculado no subcutâneo dos ratos as substâncias testes: digluconato de clorexidina a 2,5% e a 5%, hipoclorito de sódio a 1% tendo como solução controle o soro fisiológico. Após intervalos de 30 minutos, 6 horas e 24 horas os animais foram sacrificados, suas peles dorsais excisadas, removidas e submetidas à análise do corante extravasado pela espectrofotometria da absorção de luz (A620). Os valores em µg da quantidade de corante extravasado foram submetidos à estatística através da ANOVA (análise de variância a 2 critérios) e constatada a diferença, o teste de Tukey foi aplicado para comparações individuais. Classificou-se as substâncias quanto ao seu potencial irritativo na seguinte ordem decrescente: as clorexidinas a 5% (137,05 µg) e 2,5% (125,16 µg), o hipoclorito de sódio a 1% (85,40 µg), e o soro fisiológico (30,35 µg), sendo observada diferenças estatísticas significantes (p << 0,05) entre os grupos, menos entre as clorexidinas a 2,5% e a 5% que se mostraram semelhantes quanto a biocompatibilidade. Quanto ao fator tempo o hipoclorito mostrou-se menos irritante que as clorexidinas aos 30 minutos e 24 horas. No período das 6 horas todas se comportaram de modo semelhante.

A023

Efeito das soluções desmineralizantes – ácido cítrico e EDTA – na dureza dentinária.

AKISSUE, E.*, GAVINI, G.

Departamento de Dentística, Disciplina de Endodontia – FOUSP - SP. E-mail: eakisue@bol.com.br

Durante a fase de preparo químico cirúrgico ocorre a formação do magma dentinário, resultado da associação de raspas dentinárias, restos orgânicos e substâncias auxiliares a instrumentação. Inúmeros estudos têm demonstrado a importância da eliminação desta sujidade por substâncias descalcificantes, cuja permanência dificulta a ação das substâncias químicas, resultando numa sanificação inadequada do canal radicular. O objetivo foi avaliar a ação da solução de EDTA a 17% e do ácido cítrico a 25%, na dureza da dentina depois da imersão de fragmentos dentinários nos respectivos agentes, em diferentes períodos de tempo como descrito a seguir: Grupo 1- solução fisiológica (controle), Grupo 2- EDTA a 17% por 3 min., Grupo 3- EDTA a 17% por 15 min., Grupo 4- ácido cítrico a 25% por 3 min., Grupo 5- ácido cítrico a 25% por 15 min. Resultados: para a variável tempo de contato observou-se diferença estatística siginificante ao nível de 5% (valor de F tabelado igual a 4,00 para a = 5%), sendo que aumentando-se o tempo de imersão dos fragmentos diminui-se a dureza Knoop da dentina. Levando-se em conta a variável solução desmineralizante, também observou-se diferença significante para a = 5% (valor de F tabelado igual a 4,00), no qual o ácido cítrico a 25% mostrou-se mais efetivo que o EDTA a 17%.

O tempo de contato do agente desmineralizante interfere na sua capacidade descalcificante. A solução de ácido cítrico a 25% mostrou-se mais efetivo que o EDTA a 17%, independente da variável tempo de contato.

A024

Atividade antimicrobiana da clorexidina e do paramonoclorofenol, em veículo gel.

GUIMARÃES, C. C. P.*1,3, CAI, S.2, LAGE-MARQUES, J. L.3

Departamento de Estomatologia – 1UNISA; 2ICB - USP; 3FOUSP. Tel.: (0**11) 5051-6199. E-mail: clauvinajp@uol.com.br

Várias propostas de medicação intracanal vem sendo estudadas, no entanto, a formulação ideal ainda não foi estabelecida, sendo que, alguns microrganismos são mais resistentes às manobras de desinfecção, que outros. O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito antimicrobiano frente a Enterococcus faecalis, da clorexidina a 2% e do paramonoclorofenol a 2%, ambos em veículo gel. Raízes de incisivos bovinos foram preparadas em forma de discos e os canais foram padronizados com broca esférica. Os espécimes foram então, esterilizados e infectados com uma suspensão de E. faecalis ATCC 29212, a 37ºC por 24 horas. Foram divididos em dois grupos de três, para aplicação da medicação: Grupo I - clorexidina veiculada em natrosol; Grupo II - paramonoclorofenol veiculado em carbopol. Dois espécimes foram utilizados como controle (Grupo III). Foram novamente incubados a 37ºC por 24 horas. Raspas de dentina foram coletadas após o corte com brocas ISO 25, 27 e 29. Após novo período de incubação e nova inoculação em outros tubos, foi observada a presença de crescimento bacteriano, cuja pureza da cultura era verificada. Todos os procedimentos foram realizados em sextuplicata.

Os resultados foram analisados com o teste do qui-quadrado e observou-se que o digluconato de clorexidina a 2% apresentou-se mais eficaz na eliminação do microrganismo teste que o paramonoclorofenol a 2% (p << 0,001). (Trabalho financiado pela Universidade Santo Amaro.)

A025

Avaliação in vitro da resistência à fratura de raízes endodonticamente tratadas com ácido cítrico e fosfórico.

BRITO, L. M. de*, MALHEIROS, C. F., LAGE-MARQUES, J. L.

Disciplina de Endodontia – Universidade Ibirapuera; Disciplina de Endodontia – FOUSP. E-mail: claudiamalheiros@uol.com.br

O objetivo deste estudo foi avaliar a resistência à fratura de raízes submetidas à irrigação final do canal radicular com ácido cítrico e fosfórico, soluções ácidas recomendadas para remoção do magma dentinário. Foram utilizados 24 pré-molares inferiores humanos recentemente extraídos, de proporções semelhantes. As coroas foram removidas e os canais instrumentados até a lima tipo K de # 40. A seguir, os espécimes foram divididos em quatro grupos: Grupo A (6 raízes - irrigação final com hipoclorito de sódio a 0,5% - controle); Grupo B (6 raízes - irrigação final com 15 ml de ácido cítrico a 15% por 3 minutos); Grupo C (6 raízes tratadas com ácido fosfórico a 37% por 30 segundos) e Grupo D (6 raízes - irrigação final com 15 ml de ácido cítrico a 15% e obturação final). As raízes foram incluídas até o terço médio em blocos de resina acrílica, e submetidas, individualmente, à carga axial em uma máquina de ensaio universal (Riehle Testing Machine, Modelo FS-5, Illinois, EUA). A força aplicada em cada espécime foi registrada quando da fratura radicular. Os valores médios encontrados para a ocorrência da fratura dos espécimes foram: Grupo A- 68,2 kg/s; B- 58,8 kg/s; C- 52,8 kg/s e D- 52,0 kg/s.

Observou-se que os espécimes do grupo controle apresentaram maior resistência à fratura, e que a obturação do canal radicular não interferiu positivamente na resistência à fratura das raízes, contudo a análise estatística pelo teste ANOVA revelou não haver diferença significante entre os grupos.

A026

Avaliação da reabsorção radicular apical em dentes com lesões periapicais.

PRATA, M. I. A.*, VILLA, N., CARDOSO, R. J. A.

Departamento de Endodontia – Universidade de Uberaba. Tel.: (0**34) 3312-7834,
 fax: (0**34) 3311-6200. E-mail: miaprata@uol.com.br

O objetivo desta pesquisa foi avaliar a reabsorção radicular apical, em dentes com lesão periapical, através da observação radiográfica e histológica de dentes humanos extraídos. Foram selecionados 66 dentes, com diferentes diagnósticos, tendo como indicação clínica a sua avulsão. Após os exames clínicos, radiográficos de rotina e extração do elemento dental, os espécimes foram armazenados em formol a 10%. Os dentes foram seccionados ao meio, no sentido longitudinal do longo eixo do dente, dividindo-o em duas metades, a partir do canal radicular. Uma metade de cada espécime sofreu processamento histológico, corada alternadamente pelas técnicas de hematoxilina-eosina, Tricrômico de Masson e Brown & Brenn. A outra metade de cada espécime foi preparada por desgaste para avaliação em microscopia de luz polarizada. A avaliação foi feita pela evidência de lacunas de reabsorção na superfície radicular apical e região do canal cementário. A avaliação radiográfica foi feita pela evidência de alterações no contorno apical da raiz no exame radiográfico. Os resultados radiográficos foram comparados aos histológicos quanto à presença de reabsorção, mostrando que as reabsorções radiculares estavam presentes em 80% dos dentes com lesões periapicais, e estas puderam ser vistas em apenas 22,6% dos exames radiográficos.

Concluiu-se que dentes com alterações periapicais freqüentemente apresentam reabsorção radicular apical, podendo alterar sua anatomia apical, e que o exame radiográfico não é confiável em diagnosticar pequenas reabsorções radiculares apicais.

A027

Variação do pH externo frente a utilização de pastas de hidróxido de cálcio.

ZANINI, A.*, SIQUEIRA, E. L., BOMBANA, A. C.

Departamento de Dentística – FOUSP. Tel.: (0**11) 3091-7839. E-mail: arienezanini@hotmail.com

Há muito tempo, utiliza-se como alternativa nos tratamentos endodônticos o hidróxido de cálcio como componente básico da medicação intracanal. O objetivo deste trabalho foi avaliar, a partir de aglutinações de hidróxido de cálcio P.A. em três diferentes veículos (solução anestésica, polietilenoglicol 400 e soro fisiológico), inseridos à guisa de medicação intracanal em dentes humanos, as variações de pH que essas composições pudessem induzir na água destilada (pH 7,0) com o passar do tempo, considerando-se como via de liberação de íons cálcio e íons hidroxila para o meio, a própria dentina, destituída da cobertura de cemento. Observou-se que variações de pH estatisticamente significantes ocorreram com maior incidência quando se utilizou como veículo o polietilenoglicol, seguido do soro fisiológico e, nenhuma diferença foi notada no decorrer do tempo quando se utilizou a solução anestésica, somente entre uma e duas semanas.

De posse dos resultados, parece-nos lícito inferir que: 1. O potencial de dissociação iônica da medicação intracanal à base de hidróxido de cálcio se mostra maior quando da utilização do polietilenoglicol 400 como veículo, seguido do soro fisiológico e da solução anestésica. 2. As variações observadas não refletem, do ponto de vista químico, alterações significativas do potencial hidrogeniônico. 3. Dentes com pequenas perdas estruturais de cemento radicular no terço cervical, como descrito neste trabalho, não permitem grandes alterações de pH no meio externo. (FAPESP, processo nº 99/09965-0.)

A028

Análise do vedamento apical de canais tratados com EDTA-T e EDTA-C e obturados com cimento N-Rickert.

CARLIK, J.*1, NUNES, M. R. L.2, ANTONIAZZI, J. H.3

1UMC/UnG; 2UMC; 3USP.

Analisou-se a influência da aplicação do EDTA-T e EDTA-C no vedamento apical de canais radiculares de 21 dentes caninos humanos extraídos. O preparo químico-cirúrgico dos canais radiculares foi realizado pela técnica de Paiva & Antoniazzi e a irrigação-aspiração efetuada com 5,4 ml de Tergentol-Furacin. Os dentes foram distribuídos aleatoriamente em três grupos que receberam um tratamento químico específico por três minutos a saber: grupo I - soro fisiológico; grupo II - EDTA-T; e, grupo III - EDTA-C, seguindo-se nova irrigação-aspiração com Tergentol-Furacin. Finalmente todos os canais radiculares foram obturados com cimento N-Rickert pela técnica de cones múltiplos com condensação vertical. As raízes, impermeabilizadas externamente com Super Bonder, foram imersas em azul de metileno a 0,5% com pH 7,2. Após 72 horas de armazenamento em estufa a 37ºC, foram lavadas, clivadas e medida a maior infiltração marginal em cada canal radicular.

A maior média de infiltração ocorreu no grupo III tratado com EDTA-C (1,59), com diferença estatisticamente significante (p << 0,05) em relação às médias registradas no grupo I tratado com soro fisiológico (1,10) e no grupo II tratado com EDTA-T (1,11).

A029

Análise da adesividade de um cimento obturador endodôntico em dentina tratada por diferentes substâncias.

MONTEIRO, P. G.*, BOMBANA, A. C.

FOUSP. Tel.: (0**11) 217-6856, 6191-2552. E-mail: paticagm@yahoo.com.br, acbomban@fo.usp.br

A possível influência do uso de duas soluções de ácido cítrico (10 e 25%) e duas de EDTA (EDTA 15% e EDTA-T 15%), na adesividade à dentina do cimento Sealer-26 foi estudada com auxílio de ensaios de tração e dentes de origem bovina. Vinte e cinco incisivos inferiores foram desgastados de modo a ficarem com suas distâncias vestíbulo-lingual e mésio-distal muito próximas entre si, seguindo-se a inclusão dos espécimes em tubos de PVC com resina acrílica. Cada espécime recebeu na porção incisal uma haste de resina a fim de servir à apreensão do dispositivo de tração. Isso feito promoveu-se um corte horizontal dividindo-se a coroa em duas partes, uma incisal e outra cervical; as quais tiveram as superfícies polidas até lixa 600. Cada parte foi então lavada e tratada em ultra-som visando a máxima remoção de resíduos possível. As amostras foram divididas em quatro grupos experimentais (um para cada agente irrigante) e um grupo controle, irrigando-se as superfícies de dentina exposta com 5 ml de cada um dos produtos, dispensando-se 1 ml por minuto. Após a secagem as partes foram unidas pelo cimento e o conjunto submetido a testes de tração em um dinamômetro Instron.

Os dados obtidos foram tratados estatisticamente e revelaram diferenças significativas entre o grupo controle e os experimentais, permitindo concluir que: 1) a adesividade do cimento à dentina melhorou diante do tratamento químico da superfície do tecido; 2) o melhor resultado foi oferecido pelo ácido cítrico a 25%, seguido do EDTA-T, revelando o ácido cítrico 10% e o EDTA 15% ações praticamente idênticas. (Apoio financeiro: FAPESP.)

A030

Análise comparativa de duas substâncias utilizadas na impermeabilização da superfície radicular externa.

NUNES, M. R. L.*1, PORTES, M. L.2, CARLIK, J.3, ANTONIAZZI, J. H.4

1UMC; 2UNIBAN; 3UMC/UnG; 4USP.

Diversos estudos in vitro realizados em Endodontia empregam a impermeabilização da superfície externa radicular como parte de suas metodologias. Para tanto, as substâncias mais utilizadas são o esmalte de unha e o cianoacrilato de metila, sendo este último na atualidade mais utilizado por apresentar melhor capacidade de vedamento. O presente trabalho propõe um verniz náutico como nova alternativa de agente impermeabilizante, comparando-a com o cianoacrilato de metila. Foram utilizadas 20 raízes de caninos humanos extraídos (do acervo da UnG), todas com o mesmo comprimento e com as entradas dos canais vedadas com óxido de zinco e eugenol, aleatoriamente divididas em dois grupos de acordo com o agente impermeabilizante utilizado: cianoacrilato de metila (Super Bonder®) e verniz náutico (Ypiranga Sparlack Extra Marítimo®). Após a aplicação de camada dupla e aguardados os tempos de secagem de cada material, as raízes foram imersas em solução de azul de metileno a 0,5%, pH = 7,2 e armazenadas em estufa por 72 horas a 37ºC. Finalmente as raízes foram lavadas, secas e seccionadas transversalmente para verificar uma possível infiltração do corante. As secções foram examinadas por meio de lupa estereoscópica.

Os resultados baseados no número de amostras com e sem infiltração mostraram uma diferença estatisticamente significante entre os dois materiais (p << 0,05) e um melhor comportamento do verniz náutico em relação ao cianoacrilato.

A031

Laser Er:YAG versus EDTA: efeito na adaptação de cimentos endodônticos.

VALE, M. S.*, GARCIA, R. B.

Departamento de Dentística, Endodontia e Materiais Dentários – FOB – USP. E-mail: monicavale@uol.com.br

A adaptação do Ketac-Endo, AH Plus e Endométhasone, à dentina radicular foi estudada pelas microscopias óptica e eletrônica de varredura (MEV). Empregaram-se noventa caninos humanos extraídos, que após preparo químico-mecânico, foram divididos em três grupos de 30: Grupo A, empregando-se laser de Er:YAG intracanal, com 44 mJ, 10 pps, durante dez segundos, seguido de irrigação com solução salina fisiológica; Grupo B, empregando-se 5 ml de EDTA durante cinco minutos, seguido de irrigação com solução salina fisiológica, Grupo C, empregando-se 20 ml de solução salina fisiológica. Após secagem e armazenagem, os canais foram obturados pela técnica clássica, vedados com Cimpat, e as raízes armazenadas em umidade de 100% a 37oC, durante 30 dias. Em seguida, foram seccionadas transversalmente a 5 mm do ápice radicular, fixadas em discos de resina, fotografadas nas microscopias, escaneadas e transferidas para o programa SigmaScan para mensuração das áreas preenchidas pelos materiais obturadores e das fendas entre parede do canal e material obturador. Os dados obtidos foram submetidos à análise estatística pelo teste de Kruskal-Wallis, Dunn e Wilcoxon.

Como conclusões obteve-se que: o laser de Er:YAG prejudicou a adaptação de todos os cimentos; o EDTA melhorou a adaptação do Endométhasone e do AH Plus; a solução salina fisiológica melhorou a adaptação do Ketac-Endo; o Endométhasone apresentou a pior adaptação; o AH Plus apresentou a melhor adaptação com EDTA em MEV.

A032

Comparação da citotoxicidade in vitro do ácido cítrico em diversas concentrações.

MALHEIROS, C. F.*, GAVINI, G., JAEGER, M. M. M.

Departamento de Dentística – FOUSP. E-mail: claudiamalheiros@uol.com.br

A irrigação final do canal radicular objetiva a remoção do magma dentinário, possibilitando a atuação da medicação intracanal e facilitando o selamento dentinário do material obturador. As soluções de ácido cítrico em diversas concentrações têm sido recomendadas para este momento importante do tratamento endodôntico. A fim de avaliar a citotoxicidade destas soluções, realizaram-se ensaios de viabilidade pela exclusão de células coradas pelo azul de Trypan. Soluções de ácido cítrico a 25%, 15% e 10% foram diluídas a 1% e 0,5% em DMEM, e aplicadas em culturas de fibroblastos NIH-3T3. Células crescidas e mantidas em DMEM serviram como controle. Foram realizadas contagens celulares em hemocitômetro após 0, 6, 12 e 24 horas de contato (resposta celular de curto prazo) e 1, 3, 5 e 7 dias (longo prazo). Na diluição de 1% houve morte celular imediata para todas as soluções. No experimento de curto prazo, as soluções se comportaram de maneira semelhante ao controle. A solução de ácido cítrico a 25%, na diluição de 0,5%, apresentou crescimento celular estatisticamente menor no experimento de longo prazo.

Conclui-se que as soluções de ácido cítrico mostraram-se biocompatíveis nas concentrações de 15% e 10%, enquanto a 25% foi citotóxica em ambas as diluições.

A033

Avaliação da temperatura intrapulpar durante irradiação com lasers de diodo.

PELINO, J. E. P.*, HAYPEK, P., GOUW-SOARES, S., TANJI, E., BACHMAN, L., EDUARDO, C. P.

Departamento de Dentística – FOUSP; CLA-IPEN. Tel.: (0**11) 5641-8847. E-mail: pelinoj@fo.usp.br

O aumento de temperatura produzido pelos lasers quando aplicados nas superfícies dentais podem provocar danos pulpares irreversíveis dependendo dos parâmetros utilizados. O estudo realizado tem por objetivo analisar o aumento de temperatura produzido pelo laser de diodo (830 nm) quando utilizado para realizar o clareamento dental, através do uso de dois sistemas de lasers de marcas comerciais distintas, ADT e Opus Dent. Foram utilizados 10 dentes de antílope, distribuídos em 4 grupos descritos a seguir: Grupo 1- 1,5-3,0 W (ADT) sem produto clareador (n = 3); Grupo 2- 1,2-3,0 W (Opus Dent) sem produto clareador (n = 3); Grupo 3- 2,0-3,0 W (ADT) com produto clareador (n = 2); e Grupo 4- 2,0-3,0 W (Opus Dent) com produto clareador (n = 2). O produto clareador utilizado foi o Opus White (Opus Dent). Foram acoplados termopares tipo T (cobre-estanho) no interior da câmara pulpar dos dentes, que ficaram imersos (na face lingual) numa cuba térmica à temperatura de 37ºC. As temperaturas obtidas neste estudo não ultrapassaram 5,0ºC dentro dos parâmetros de laser utilizados, sendo que as maiores elevações de temperatura obtidas foram nos parâmetros maiores.

Nos grupos onde o produto clareador não foi aplicado o aumento de temperatura foi maior do que nos grupos onde o produto clareador foi aplicado. Foi observado também que a queda de temperatura ao normal demora mais no grupo onde o produto clareador foi aplicado. Este estudo se mostra de extrema importância para se realizar o procedimento de clareamento dental com segurança e efetividade. (Apoio: FAPESP.)

A034

Avaliação in vivo da precisão de um modelo de localizador apical eletrônico.

RAMOS, C. A. S.*, BERNARDINELI, N.

Endodontia – Universidade Norte do Paraná. Tel.: (0**43) 323-8982. E-mail: caco@inbrapenet.com.br

Os métodos de odontometria que utilizam interpretação de imagens radiográficas apresentam um considerável índice de insucesso na localização da constrição apical. Modificações no princípio de funcionamento dos localizadores apicais eletrônicos foram executadas objetivando medições em canais úmidos. Neste experimento, avaliamos o método eletrônico da impedância freqüência-dependente (Endex), verificando in vivo a influência da condição pulpar e do diâmetro do forame apical na precisão das leituras. Noventa e oito dentes com indicação prévia de extração, totalizando cento e oitenta e seis canais foram utilizados no experimento. Uma vez obtida a leitura, a lima utilizada como eletrodo foi fixada em posição e o dente extraído. As medidas foram obtidas através da visualização direta e um paquímetro, tabuladas e analisadas estatisticamente. Os resultados indicaram que, em média, nos casos de polpa viva, as medidas estavam a 0,9725 ± 0,56 mm aquém da saída do forame apical. Nos casos de necrose, a média foi de 0,9898 ± 0,57 mm aquém, não apresentando diferença estatisticamente significante. Os casos de necrose com forames de diâmetros estreitos (0,8725 ± 0,15 mm aquém), apresentaram resultados diferentes estatisticamente (p << 0,05) dos casos de necrose com diâmetros largos (1,1071 ± 0,23 mm aquém). O mesmo fato não foi observado nos casos de polpa viva.

Todas medições estiveram dentro de um limite clínico aceitável, demonstrando que o método de localização apical eletrônica é seguro e confiável na determinação do comprimento de trabalho.

A035

Estudo comparativo da infiltração apical de três cimentos obturadores.

CALIL, E.*, CALDEIRA, C. L., AUN, C. E., GAVINI, G.

Disciplina de Endodontia, Departamento de Dentística – FOUSP.

O objetivo maior da fase de obturação do sistema de canais radiculares é o perfeito preenchimento deste espaço, utilizando guta-percha associada a um cimento obturador. Tendo em vista a grande variedade de cimentos, os autores se propuseram a estudar comparativamente o grau de infiltração apical de dentes obturados com um cimento à base de óxido de zinco e eugenol, outro à base de hidróxido de cálcio e um outro resinoso, visando determinar qual deles atende melhor às necessidades de selamento apical. Foram selecionados 30 dentes humanos unirradiculares anteriores superiores extraídos, que foram submetidos ao preparo químico-cirúrgico segundo a técnica preconizada por Paiva & Antoniazzi e irrigação final com 10 ml de EDTA-T a 17% e 10 ml de hipoclorito de sódio a 1%. Os dentes foram obturados pela técnica de condensação lateral, variando-se os cimentos obturadores, sendo que no grupo 1 utilizou-se o cimento N-Rickert, no grupo 2 o cimento Sealapex e no grupo 3 o cimento AH Plus. Posteriormente as amostras foram impermeabilizadas com cianoacrilato, exceto o 1 mm apical e coradas com azul de metileno. Em seguida, os dentes foram clivados e examinados em lupa estereoscópica avaliando-se o grau de infiltração linear do corante. Os resultados foram analisados estatisticamente pelo teste de Kruskal-Wallis (p << 0,005) e mostraram uma menor infiltração do corante no grupo 3, significante quando comparado com os demais grupos.

Podemos concluir que o cimento resinoso apresentou melhor capacidade seladora e impermeabilizante da região apical.

A036

Avaliação de três substâncias químicas auxiliares na remoção de hidróxido de cálcio dos canais radiculares.

CARDOSO, L. N.*, TORRESI, E. C. B., PROKOPOWITSCH, I.

Departamento de Dentística – FOUSP - SP.

Este trabalho teve como objetivo avaliar o EDTA-T, o líquido de Dakin e a clorexidina líquida a 2% quanto à remoção do hidróxido de cálcio do interior dos canais radiculares. Foram utilizadas 30 raízes padronizadas de dentes bovinos (19 mm), que sofreram PQC acorde Paiva e Antoniazzi (18 mm, lima final 90) e preenchimento com uma pasta de hidróxido de cálcio. Após um período de 15 dias mantidas à seco, foram divididas em 3 grupos: G1- EDTA-T, G2- Dakin e G3- clorexidina. Em cada grupo, procedeu-se à remoção da pasta até o CRT, utilizando-se uma lima K 25 e 20 ml da substância química auxiliar; findo esse processo, mais 10 ml da mesma substância auxiliar foram usados na irrigação do conduto. Os dentes foram secos, impermeabilizados externamente com cianoacrilato de metila e imersos em uma solução de azul de metileno a 0,5% por 12 horas. As raízes coradas e lavadas foram inclusas em resina, sendo cortadas e observadas em microscópio óptico acoplado a um microcomputador. Utilizando-se do programa Image Lab, pode-se obter os valores referentes às áreas coradas. A análise e o tratamento estatístico dos dados nos mostrou que no G1 (EDTA-T) ocorreu a melhor remoção da medicação, não havendo diferenças estatisticamente significantes entre os grupos 2 e 3.

Parece-nos lícito concluir que a ação quelante do EDTA-T foi fundamental na obtenção de resultados significantemente melhores quando comparados com o líquido de Dakin e a clorexidina líquida a 2%.

A037

Avaliação in vitro da permeabilidade dentinária na presença ou não de cemento radicular variando-se a técnica de instrumentação.

ROTA, E. L.*, PROKOPOWITSCH, I.

Disciplina de Endodontia – FOUSP. Tel.: (0**11) 3091-7839. E-mail: emersonrota@uol.com.br

Este estudo teve o objetivo de avaliar a influência da remoção do cemento radicular na permeabilidade dentinária. Para tanto foram utilizadas duas técnicas de instrumentação. Foram selecionados 12 dentes unirradiculares, portadores de canal único. Foi confeccionada uma canaleta no sentido axial dos dentes (na parede vestibular e lingual) para delimitar duas superfícies. Em uma das superfícies, 0,5 mm da superfície radicular foi removida com auxílio de brocas diamantadas tronco-cônicas. Já a outra superfície sofreu apenas a remoção do cálculo visível, utilizando-se curetas periodontais. Feito isso, as coroas foram removidas e procedeu-se o acesso ao conduto radicular e posteriormente a odontometria. Os dentes, então, foram divididos em dois grupos: Ga- preparo valendo-se de instrumentos manuais; Gb- preparo com instrumentos rotatórios. Em ambos os grupos, foi utilizado como substância química auxiliar creme de Endo PTC neutralizado com hipoclorito de sódio a 0,5%. Ao final do preparo o dente sofreu irrigação e aspiração de 10 ml de hipoclorito de sódio a 0,5% e de 10 ml de EDTA-T. O conduto radicular foi preenchido com corante azul de metileno a 0,5% por 48 horas. Tanto a entrada do conduto como o forame apical foram vedados com Cimpat e impermeabilizados com cianocrilato de etila (Super Bonder). Os dentes foram incluídos em resina e cortados no sentido transversal nos terços cervical, médio e apical.

O grupo no qual não foi removido o cemento apresentou maior penetração do corante independentemente da técnica de instrumentação.

A038

Avaliação de duas metodologias e quantificação da extusão de debris apicais.

DEONÍZIO, M .D. A.*, GAVINI, G., PONTAROLO, R.

Departamento de Endodontia – FOUSP. E-mail: maridoro@rla01.pucpr.br

O propósito deste estudo foi verificar, in vitro, as metodologias: esponja de poliuretano e sistema de filtração Millipore com filtros de 0,45 micrômetros para coletar material extruído, líquido e sólido, além do forame apical, quando do preparo químico-cirúrgico de canais radiculares. Foram utilizados doze incisivos inferiores do banco de dentes da FOUSP. Foram mergulhados em timol a 0,1% e suas superfícies radiculares foram alisadas. A cirurgia de acesso foi realizada de acordo com PAIVA; ANTONIAZZI (1988). O dispositivo metálico, com o elemento dental fixado e com isolamento absoluto; o sistema de filtração Millipore e a esponja de poliuretano foram fixados à haste universal com garra dupla. Todos os espécimes foram instrumentados de acordo com parte da técnica PAIVA; ANTONIAZZI (1988) com água destilada como líquido irrigador, sendo 10ml o  volume total de irrigante utilizados para cada espécime. Para realização da coleta primária, a esponja de 2 x 2 x 2 cm permaneceu encostada ao forame e foi removida após instrumentação. Após isto, os debris residuais aderidos à superfície radicular foram removidos com 40 ml de água destilada e então coletados pelo sistema de filtração Millipore (coleta secundária). Tanto as esponjas quanto os filtros foram levados à estufa por 24 horas a 37ºC, retirados e levados à sala com 49% de U.R. e a 20ºC dentro de um dessecador, resfriados por 5’, pesados e os valores comparados entre a pesagem final e inicial. O método primário coletou 38,9% do material sólido extruído, enquanto que o método secundário coletou 61,1% desse material além do forame.

A039

Avaliação comparativa da permeabilidade dentinária após o preparo do canal variando as substâncias químicas.

AMORIM, C. V. G.*, LAGE-MARQUES, J. L.

Universidade de São Paulo; Universidade Ibirapuera - São Paulo - Brasil. E-mail: jmarques@fo.usp.br

O aumento da permeabilidade dentinária obtida durante o preparo do sistema de canais radiculares é fator fundamental para a adequada ação dos agentes químicos utilizados na terapia endodôntica. A proposta deste estudo foi avaliar, in vitro, a penetração do corante rodamina B após o preparo químico e cirúrgico de 27 incisivos com canal único. Esses especimes foram distribuídos aleatoriamente em 3 três grupos experimentais: Grupo I- hipoclorito de sódio 0,5% + creme Endo PTC, irrigação final: EDTA-T (farmácia de manipulação: Oficinalis), Grupo II- hipoclorito de sódio 0,5% + Glyde File Prep (Dentsply), Grupo III- hipoclorito de sódio 0,5% + File-Eze (Ultradent). Os espécimes do Grupo controle (3) foram preparados com água destilada. Após a irrigação-aspiração final e secagem, o corante foi introduzido nos canais e removido imediatamente por aspiração e secagem com cones de papel. Cada espécime recebeu 5 cortes transversais, resultando em seis amostras (2 leituras/terço). As amostras foram digitalizadas, e com o auxílio do software Image Lab, avaliou-se a penetração do corante pela mensuração das áreas coradas (%). As médias de penetração (%) do corante nas amostras foram analisadas e tratadas estatisticamente, p << 0,05 (Kruskal-Wallis).

As substâncias químicas auxiliares: hipoclorito de sódio + Endo-PTC, hipoclorito de sódio + Glyde e hipoclorito de sódio + File-Eze promoveram aumento de permeabilidade dentinária radicular de maneira semelhante. O terço apical de todas as raízes experimentais apresentou-se menos permeável que os terços médio e cervical.

A040

Análise histoquímica da invasão microbiana da lesão periapical em pacientes imunocompetentes e imunodeprimidos pelo HIV.

OLIVEIRA, R. B.*, ARAÚJO, V. C., LAGE-MARQUES, J. L.

Departamento de Dentística – FOUSP. E-mail: riborveira@hotmail.com

Este trabalho teve como objetivo verificar a importância do sistema imunológico na possível prevenção da invasão por microrganismos nas lesões periapicais de dentes extraídos de pacientes imunodeprimidos pelo vírus HIV e imunocompetentes, que constituíram dois grupos. Foram selecionados cinco exames anátomo-patológicos de cada grupo os quais mencionavam na descrição do exame macroscópico lesão ou tecido apenso ao ápice radicular. Além disso, no grupo imunodeprimido pelo vírus HIV selecionou-se os espécimes de pacientes com nível de CD4 menor que 200 céls./mm3 de sangue. Os espécimes selecionados foram submetidos aos procedimentos laboratoriais para análise histoquímica pela técnica de coloração de Brown & Hopps.

A avaliação ocorreu em microscopia de luz quando detectou-se invasão das lesões periapicais por microrganismos em todos os espécimes analisados ressaltando que, a mesma foi mais facilmente perceptível em algumas lâminas dos pacientes imunodeprimidos pelo vírus HIV, onde os microrganismos aparentavam estar presentes em maior número.

A041

Avaliação da resistência a torção de limas de níquel-titânio, variando-se conicidade e fixação da ponta.

SHIMABUKO, D. M.*, AUN, C. E., GAVINI, G.

Disciplina de Endodontia – UNICID; FOUSP. Tel.: (0**11) 9249-0805. E-mail: ddmshi@aol.com

Procurando possibilitar uma adequada modelagem e sanificação do canal radicular curvo, limas rotatórias de níquel-titânio têm sido empregadas, principalmente devido a grande flexibilidade e baixo módulo de elasticidade que esses instrumentos apresentam. Atuando em movimento rotacional no interior do canal radicular, devem ser utilizados de forma controlada e rítmica, evitando a sua fratura. Desse modo, a avaliação da resistência a fratura desses instrumentos, por meio de ensaios de torção, permite a determinação de qual intensidade de força podemos imprimir a lima, sem o risco de acidentes. Em nosso estudo, comparamos limas Quantec com duas conicidades distintas: 0.04 e 0.06, variando-se o sistema de fixação da ponta. Comparando-se as duas conicidades, a resistência a torção das limas Quantec nº 6 foram estatisticamente menores em relação as limas Quantec nº 8, independentemente do sistema de fixação da ponta. Houve diferença estatisticamente significante entre os testes rígido e elástico, independentemente da conicidade do instrumento.

Instrumentos rotatórios de maior conicidade, tendem a apresentar maior resistência a torção, quando comparados aos de menor, considerando-se mesmo comprimento de parte ativa e diâmetro inicial.

A042

Avaliação morfológica de 5 marcas de limas endodônticas do tipo K existentes no mercado.

MARTINELLI, R. S.*, NEIVA, V. L., HOAMAOKA, L., MOURA, A. A. M.

FOUSP.

Cinco marcas de limas endodônticas vendidas como tipo K foram avaliadas com relação à sua morfologia. As marcas escolhidas foram aquelas que são mais comumente encontradas no mercado brasileiro e mundial, são elas: lima K-file colorinox, fabricada pela Maillefer Instruments, Ballaigues - Suíça; lima Mor-Flex K-type files, fabricada pela Moyco Union Broach, York PA; lima K-file, fabricada pela Dyna Endodontic instruments, Bourges - França; lima K-file, fabricada pela Many, Japão e lima K-file da marca Kerr Sybron - México. Foram analisadas 10 limas de cada marca acima relacionada, totalizando 50 limas que foram divididas em 5 grupos distintos. Analisamos primeiramente o comprimento do instrumento, tamanho da parte ativa e distância entre os passos utilizando-se para tanto um microscópio óptico ajustado para uma magnificação de 40 vezes, sendo todas as medidas expressas em milímetros e os dados foram anotados em uma tabela separando-se cada grupo. Num passo subseqüente, preparamos as limas para microscopia eletrônica de varredura onde foi analisada a anatomia da ponta, a secção transversal e a qualidade das arestas cortantes, sendo os dados anotados em tabelas específicas.

Os resultados mostraram diferenças entre as marcas observadas neste experimento, alertando assim os endodontistas que fazem uso deste tipo de lima.

A043

Perfil do paciente traumatizado – levantamento do centro de trauma – FOUSP.

SHIMIZU, M. H.*, PUGGINA, C., PROKOPOWITSCH, I., AZEVEDO, C.

Disciplina de Endodontia – FOUSP. Tel.: (0**11) 3091-7477.

A Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo possui um centro de atendimento (CADE - Trauma Dental) para as vítimas de traumatismos dentais. O atendimento é realizado diariamente e atua principalmente nos traumas que envolvem os tecidos duros e de sustentação dos dentes. O objetivo deste trabalho é obter o perfil do paciente traumatizado. Através da ficha de anamnese de 387 pacientes foram observados sexo, idade, dentes envolvidos no trauma, tempo decorrido do trauma  até o 1º atendimento no CADE - Trauma Dental, etiologia, tipos de trauma, dentes avulsionados, freqüência de avulsão versus idade, tempo decorrido da avulsão versus 1º atendimento no CADE - Trauma Dental e etiologia da avulsão. Todos os resultados foram analisados estatisticamente através do teste de qui-quadrado.

Podemos concluir que o perfil do paciente que sofreu traumatismo dental é do sexo masculino, 65,9%, com idade na faixa dos 9 aos 11 anos, com forte incidência no dente 11 (32%) ou no 21 (33,6%). A causa mais provável é a queda, acidental ou de bicicleta. A avulsão dos elementos dentais é o tipo de lesão mais freqüente quando ocorre envolvimento dos tecidos de sustentação e a fratura coronária ao envolver os tecidos duros dos dentes. O maior problema está no tempo decorrido do trauma até a primeira consulta no centro de trauma. O atendimento imediato favorece o prognóstico do tratamento e corresponde apenas a 5,8% dos pacientes e somente 31,5% comparecem na primeira semana.

A044

Infiltração apical da obturação de canais radiculares de secção elíptica.

FERREIRA, R.*, SANTOS, M., DOTTO, S. R.

Universidade de Santa Cruz do Sul - RS.

Objetivos: o propósito deste estudo foi avaliar, in vitro, a capacidade de vedamento apical da obturação dos canais radiculares com secção transversal elíptica, utilizando diferentes técnicas de condensação. Métodos e resultados: no estudo foram utilizados trinta segundos pré-molares superiores, obturados com a técnica de condensação vertical, variando o uso de condensadores circulares e elípticos, e a técnica de condensação lateral. Após imersão no corante azul de metileno por 48 horas, os dentes foram diafanizados e a infiltração linear máxima foi medida.

Conclusão: avaliados pelo teste de Kruskal-Wallis, a variação das técnicas e dos condensadores não mostrou diferença significativa quanto ao vedamento marginal apical da obturação, embora o grupo onde a condensação vertical foi realizada com o condensador elíptico tenha demonstrado o menor índice de infiltração.

A045

Avaliação in vitro da influência da instrumentação manual e rotatória na permeabilidade dentinária radicular.

PANZANI, C.*, SANTOS, M., BOMBANA, C., SIQUEIRA, E. L.

Disciplina de Endodontia – FOUSP. Tel.: (0**13) 3288-4298.

A possível influência das instrumentações manual e rotatória na permeabilidade dentinária, foi avaliada com o auxílio do corante azul de metileno. Vinte pré-molares inferiores tiveram as suas coroas removidas, e foram divididos em quatro grupos. Primeiro grupo, oito espécimes, foram instrumentados manualmente com a técnica cérvico-apical com limas tipo K Flexofile. Segundo grupo, oito espécimes, foram preparados com instrumentos ProFile .04. A substância química utilizada para os dois grupos foi o hipoclorito de sódio a 0,5%, que era renovada cada vez que mudava o instrumento. Grupo controle positivo onde dois espécimes foram apenas irrigados com hipoclorito de sódio a 0,5%. Controle negativo, dois espécimes, que não foram submetidos a nenhum tipo de instrumentação ou irrigação. Todos os dentes foram impermeabilizados na sua porção externa com cianoacrilato de etila e, imersos em azul de metileno a 0,5%, pH 7,2 e levados à estufa a 37ºC em umidade relativa 100% por 24 horas. Foram então removidos da solução e lavados em água corrente. Confeccionou-se sulcos longitudinais e com o auxílio de um clivador, as raízes foram separadas. Para a análise dos espécimes, foi utilizada uma placa de polietileno, quadriculada milimetricamente, e com o auxílio de uma lupa, foi quantificada a área total das hemi-secções e a região em que foram coradas.

As duas formas de preparo do canal radicular estudadas neste trabalho, não apresentaram diferença estatisticamente significante quanto ao aumento de permeabilidade dentinária.

A046

Avaliação in vitro da microinfiltração coronária em canais radiculares obturados após irrigação com clorexidina gel.

GOMES, N. V.*, FERRAZ, C. C. R., GOMES, B. P. F. A., TEIXEIRA, F. B., SOUZA-FILHO, F. J.

Disciplina de Endodontia – FOP – UNICAMP.

A irrigação tem importante função no preparo químico-mecânico do sistema de canais radiculares. A “smear layer” sobre as paredes do canal radicular atua como barreira física, interferindo no selamento dos cimentos obturadores. Com a remoção da “smear layer” ocorre penetração do cimento obturador no interior dos túbulos dentinários, aumentando a interface entre a obturação e a parede dentinária, melhorando a capacidade seladora da obturação. O objetivo deste estudo foi avaliar a microinfiltração coronária após o uso de diferentes tipos de irrigantes endodônticos. Cinqüenta dentes monorradiculares humanos foram instrumentados pela técnica híbrida e obturados pela técnica da condensação lateral, sendo cada grupo (n = 10) irrigado com uma das seguintes soluções: G1- NaOCl 1%, G2- NaOCl 1% + EDTA 17%, G3- gel de clorexidina 2%, G4- gel de clorexidina 2% + NaOCl 1%, G5- água destilada. Após obturação os dentes foram armazenados por 10 dias a 37ºC para completa presa do cimento obturador, imersos por 10 dias em saliva humana a 37ºC, seguido por mais 10 dias em tinta nanquim. Os dentes foram diafanizados, e a microinfiltração coronária medida em milímetros.

No grupo G2 obteve-se a menor infiltração (2,62 mm), no entanto, sem diferença estatisticamente significante (p << 0,05) ao grupo G3 (2,78 mm). Os grupos G1 (3,51 mm), G5 (6,10 mm), e G4 (9,36 mm) tiveram as médias de infiltração coronária progressivamente maior, diferindo estatisticamente dos grupos G2 e G3, e entre si (p >> 0,05).

A047

Estudo bacteriológico de canais radiculares associados a abscessos periapicais.

SOUSA, E. L. R.*, FERRAZ, C. C. R., PINHEIRO, E. T., GOMES, B. P. F. A., TEIXEIRA, F. B., SOUZA-FILHO, F. J.

Endodontia – FOP – UNICAMP.

O objetivo do presente estudo foi identificar microrganismos presentes em canais radiculares associados a abscessos periapicais, suas possíveis correlações com as fases dos abscessos, além de avaliar a sensibilidade microbiana. Coletou-se amostras microbiológicas de 30 canais radiculares usando pontas de papel estéreis, transportadas em VMGA, diluídas, plaqueadas e incubadas na câmara de anaerobiose. As colônias microbianas foram purificadas, caracterizadas e identificadas. Cento e dezessete bactérias foram encontradas, sendo 75 (64,1%) anaeróbias estritas. As bactérias anaeróbias mais freqüentemente isoladas foram: P. prevotii (43,3%), P. micros (30%), F. necrophorum (23,3%). Embora menos freqüentes, bactérias facultativas como G. morbillorum (30%) e S. mitis (20%) também foram encontradas. As espécies mais prevalentes P. prevotii e F. necrophorum foram testadas quanto à suscetibilidade antimicrobiana através do método do “E-test”, utilizando os seguintes antibióticos: benzilpenicilina, amoxicilina, amoxicilina + ácido clavulânico, metronidazol e clindamicina. P. prevotii e F. necrophorum apresentaram-se sensíveis a todos os antibióticos testados.

Apesar da ausência de significância estatística, nossos resultados indicaram predominância de bactérias anaeróbias gram-positivas e a presença de microbiota mista nos canais radiculares infectados associados a abscessos periapicais. Os testes de suscetibilidade antimicrobiana revelaram que as espécies P. prevotii e F. necrophorum apresentaram-se sensíveis a todos os antibióticos testados. (FAPESP - 1999/08504-9.)

A048

Detecção de microrganismos superinfectantes em pacientes portadores de infecção endodôntica de caráter primário.

FERRARI, P. H. P.*, CAI, S., BOMBANA, A. C.

Departamento de Dentística, Disciplina de Endodontia – FOUSP. Tel.: (0**11) 3091-7839. E-mail: pferrari@fo.usp.br

O objetivo do estudo foi detectar a presença de espécies de enterococos, leveduras e enterobactérias em 25 pacientes portadores de polpa necrótica e lesão periapical com câmara pulpar fechada. As amostras foram colhidas com cones de papel esterilizados, em vários momentos: 1ªcoleta- superfície dental; 2ª- imediatamente após acessar o canal radicular; 3ª- após preparo químico-cirúrgico; 4ª- após 7 dias sem medicação intracanal e a 5ª coleta- 7 dias após a inserção da medicação. Os cones foram transferidos para o meio VMGAIII. As amostras foram semeadas na superfície de meios sólidos seletivos e não-seletivos. A identificação foi baseada no perfil bioquímico apresentado pelas amostras em testes específicos. Em 92% dos casos microrganismos puderam ser isolados do interior dos canais quando da 2ª coleta, sendo 16% enterococos, 4% enterobactérias e 4% leveduras. Após o preparo químico-cirúrgico, os oportunistas pesquisados não foram isolados. Após 7 dias sem medicação intracanal, 100% dos canais abrigavam microrganismos, sendo 48% enterococos, 12% enterobactérias e 12% leveduras. Porém, quando empregamos a medicação intracanal PRP por 7 dias, enterobactérias e leveduras não foram mais isoladas enquanto os enterococos foram identificados em 3 casos.

Concluímos que os microrganismos superinfectantes pesquisados foram pouco freqüentes nos casos de infecção endodôntica primária e que os enterococos, especialmente E. faecalis e E. faecium, mostraram-se resistentes mesmo após o preparo do canal seguido do uso da medicação PRP. (FAPESP – 99/07323-0.)

A049

Avaliação marginal apical de três técnicas de preparo do canal radicular.

ANDRADE, W. B.*1, HADDAD FILHO, M. S.1, NEIVA, V. L. M.1, CALDEIRA, C. L.1,
MEDEIROS, J. M. F.2

1FOUSP; 2USF. E-mail: drweber@ig.com.br

O propósito dessa pesquisa foi cotejar a influência do emprego de três técnicas de preparo do canal radicular na infiltração apical. Utilizou-se 60 raízes mésio-vestibulares de molares humanos extraídos, que foram divididas em três grupos: Grupo A- os canais foram instrumentados com a técnica escalonada; Grupo B- valeu-se da técnica cérvico- apical; Grupo C- empregou-se aparelho mecânico rotatório para preparo do canal radicular. Os canais radiculares foram obturados pela técnica de cones múltiplos com condensação lateral, empregando-se o cimento N-Rickert como material obturador. A seguir, impermeabilizou-se a superfície externa das amostras com 3 camadas de esmalte de unhas, deixando-se visível 1 mm do terço radicular apical. As raízes foram então imersas em corante azul de metileno a 0,5% (pH 7,2) durante 72 horas a 37ºC em ambiente de umidade relativa 100%. As amostras foram depois incluídas em gesso-pedra e a seguir, desgastadas. Com auxílio de microscópio comparador tomaram-se as medidas de penetração do corante azul de metileno. Os resultados obtidos mostram valores médios de infiltração: G.A = 2,26 mm; G.B = 1,86 mm; G.C = 1,46 mm.

Concluiu-se então que o Grupo C mostrou desempenho superior, com média de infiltração menor que os Grupos A e B; essa diferença porém, não foi estatisticamente significante.

A050

Análise das características superficiais de instrumentos ProFile através de microscopia eletrônica de varredura.

MARTINS, R. C.*, BAHIA, M. G. A., BUONO, V. T. L.

Departamento de Odontologia Restauradora, Departamento de Engenharia Metalúrgica de Materiais – FO/EE – UFMG. E-mail: r.c.martins@uol.com.br

Os procedimentos de usinagem e acabamento a que são submetidos os instrumentos de níquel-titânio resultam em superfícies irregulares, com imperfeições e impurezas. Um total de 15 instrumentos de Ni-Ti acionados a motor, ProFile, calibres nº 20/.04, nº 25/.04, nº 20/.06, cinco instrumentos de cada, foram analisados através de microscopia eletrônica de varredura e espectroscopia de energia dispersiva de raios X, com o intuito de observar as características superficiais de instrumentos novos, antes e após dois métodos de esterilização. Foram encontrados muitos fragmentos, rebarbas e raspas de metal, além de irregularidades e variações na geometria de instrumentos dentro de um mesmo calibre. Uma grande quantidade de material depositado nas pontas e ao longo das hastes cortantes dos instrumentos foi detectada, sendo que este padrão não se modificou após um ciclo de esterilização em autoclave ou estufa. O material de depósito, constituído basicamente de carbono, enxofre e oxigênio, mostrou-se muito retentivo, não sendo eliminado pelos procedimentos de limpeza e esterilização utilizados comumente.

De acordo com as observações deste estudo, sugere-se que a presença deste material de depósito juntamente com as imperfeições encontradas na superfície dos instrumentos de Ni-Ti, podem propiciar um ­maior acúmulo de resíduos resultantes da formatação do sistema de canais radiculares e, ao mesmo tempo, dificultar uma adequada limpeza e desinfecção das limas, levando à quebra da cadeia asséptica imprescindível para a manutenção da biossegurança durante a terapia endodôntica.

A051

A infiltração marginal no canal radicular após procedimentos de clareamento interno.

NEIVA, V.*, MARTINELLI, R., HAMAOKA, L., MOURA, A.

Departamento de Dentística, Disciplina de Endodontia – Universidade de São Paulo. E-mail: veralmn@fo.usp.br

A finalidade desse trabalho foi avaliar os efeitos de duas pastas utilizadas no clareamento ambulante (“walking bleaching”): perborato de sódio associado ao peróxido de hidrogênio e o uso de perborato de sódio misturado à água destilada sobre duas barreiras cervicais utilizadas após a obturação dos canais radiculares. Os materiais utilizados nas barreiras foram o cimento de ionômero de vidro (tipo II – Shofu) e o cimento provisório Citodur, colocadas em momentos diferentes: na mesma sessão de início dos procedimentos de clareamento ou colocadas numa sessão, aguardado o devido período de presa das mesmas e início do clareamento em outra sessão. Quarenta e quatro incisivos centrais superiores foram selecionados, estabelecidos os CRTs e tratados acorde técnica Paiva & Antoniazzi. Todos os espécimes foram obturados com cimento N-Rickert e condensação lateral. Foram então divididos em 8 grupos e 4 espécimes foram usados para controles positivo e negativo. Após os procedimentos de clareamento, os dentes foram impermeabilizados com cianocrilato de etila e imersos em corante Rodamina B 1% por 48 horas a 37oC. Após esse período, foram incluídos em resina e seccionados longitudinalmente, no sentido vestíbulo-palatino. Com auxílio de uma lupa esteroscópica com 15 aumentos, foi feita a mensuração da média de infiltração de corante de cada espécime.

Pode-se concluir que os grupos que esperaram o devido período de presa do material utilizado nas barreiras tiveram um resultado melhor que os grupos que iniciaram o clareamento na mesma sessão que inseriram as suas barreiras. Percebeu-se também menor infiltração nos grupos que não utilizaram o peróxido de hidrogênio como material clareador.

A052

Ação do Carisolv® na permeabilidade da dentina radicular, quando utilizado após o preparo químico-cirúrgico do canal.

POLO, I.*, LAGE-MARQUES, J. L., SHIMABUKO, D. M.

Departamento de Dentística, Disciplina de Endodontia – FOUSP. Tel.: (0**11) 3091-7839.

Avaliou-se a influência Carisolv® na penetração do corante Rodamina B a 1% na dentina radicular. Trinta dentes humanos unirradiculares tiveram os canais preparados pela técnica seriada com instrumentos endodônticos, Endo PTC e Dakin. Após, constituíram-se três grupos com dez espécimes. No grupo I os canais receberam irrigação final com soro fisiológico, no grupo II com EDTA-T e no grupo III com o gel Carisolv®. Após secagem do canal com cones de papel, eles foram preenchidos com solução Rodamina e mantidos em estufa a 37ºC, durante 30 minutos. Em seguida, os canais foram esvaziados, secados com cones de papel e mantidos em estufa a 50ºC, durante 15 minutos. Após secagem do corante, cortou-se transversalmente o dente no limite amelocementário. Na raiz, após novos cortes, obteve-se seis fragmentos (anéis) de espessura iguais, sendo dois apicais, dois médios e dois cervicais. A área da superfície cervical e da infiltração do corante, em cada anel, foi mensurada, em pixels. Após, obteve-se a média porcentual da infiltração de cada terço radicular. Para tal, a imagens das superfícies foram digitalizadas com auxílio do “scanner” e arquivada em computador, onde se utilizou o programa Image Lab 2.3 para a leitura. O porcentual médio da infiltração do corante na dentina radicular no G I foi 27,41, no G II foi 66,80 e no G III foi 51,49.

Foi possível concluir que a irrigação final, após preparo químico-cirúrgico, pela utilização do gel Carisolv® e do EDTA-T, aumenta a permeabilidade dentinária nos três terços radiculares enquanto que o terço apical foi o menos permeável.

A053

Estudo comparativo de quatro sistemas de instrumentação rotatória.

CAMPOS, C. A .*, CAMPOS, C. N.

Departamento de Clínica Odontológica, Disciplina de Endodontia – FO – UFJF. Tel.: (0**32) 3229-3864. E-mail: cauber@terra.com.br

O objetivo do presente estudo foi comparar a eficiência de quatro sistemas rotatórios de instrumentação de canais radiculares quanto à capacidade de efetuar a dilatação sem provocar desvios ou deformações anatômicas, mantendo o eixo de curvatura original do canal. Oitenta raízes mésio-vestibulares com curvatura em torno de 30º, de molares superiores, divididos em quatro grupos de 20 dentes cada, tiveram os canais instrumentados pelos sistemas: ProFile® .04 e .06, Quantec® LX, ProFile series 29® e Pow-R®. Após instrumentação biomecânica, os canais foram preenchidos com Telebrix® 38 e delineados através de projeções das radiografias pré- e pós-preparo. Os canais foram medidos em oito níveis e avaliados através de um método matemático que dispensa a presença de observadores.

Os resultados mostraram preparos com boa conicidade, bem centrados, com baixo índice de transporte, sem rasgo, perfuração ou “zip” apical que pudessem comprometer a instrumentação. Estatisticamente, quanto à qualidade do preparo, não foi encontrada diferença significante entre os grupos (p >> 0,05). ­Quanto à manutenção do eixo do canal, o sistema Pow-R® apresentou índices de transporte mais elevados, com diferença significante em relação ao ProFile .04 e .06 (p << 0,05).

A054

Ação do EDTA 17% na remoção da “smear layer” endodôntica.

FARIA, R. A., CÔRTES, M. I. S., BASTOS, J. V.

Departamento de Odontologia Restauradora – FO – UFMG. E-mail: galaco@gold.com.br

O método quantitativo de avaliação da remoção da “smear layer” foi desenvolvido para caracterização morfológica (MEV) da superfície dentinária, utilizando 8 pré-molares extraídos, instrumentados com limas Pow-R e submetidos a diferentes técnicas de irrigação final com EDTA 17% e NaOCl 2,5%. Dois dentes foram utilizados para controle, negativo antes da instrumentação e, positivo, após a formação da “smear layer”. Foram obtidas 5 fotomicrografias (2.000 X) da região apical de cada canal para definição dos critérios de caracterização de túbulos íntegros e áreas danificadas. Após análise da aplicabilidade do método (FARIA et al., SBPqO, 2000, resumo 178), sua validação foi realizada comparando-se as leituras de 3 examinadores em 4 fotomicrografias selecionadas aleatoriamente. Em seguida, o método foi utilizado com o objetivo de comparar 3 volumes de EDTA 17%. A amostra foi composta de 9 dentes, sendo 3 por grupo (G1 = área volumétrica do canal; G2 = 1,5 ml; G3 = 3,0 ml). Para cada grupo foram utilizadas 15 fotomicrografias divididas em 180 campos. Após análise pelo teste de Kruskal-W allis, observou-se diferença estatisticamente significativa entre os grupos quanto ao número de túbulos íntegros (p = 0,003) e de áreas danificadas (p << 0,001). Os resultados para túbulos íntegros foram (média/DP), G1 (0,69/09), G2 (0,39/0,8) e G3 (0,50/0,8);e em relação ao número de áreas danificadas, G1 (0,04/0,2), G2 (0,14/0,4) e G3 (0,23/0,5).

Estes resultados demonstraram que no G1, foram identificados maior número de túbulos íntegros e menor número de áreas danificadas. (Apoio financeiro: CAPES.)

A055

Comparação entre técnica de McSpadden modificada e técnica de condensação lateral.

CAMõES, I. C. G.*, FREITAS, L. F., Chevitarese, O., Gomes, C. c., Sales, C. L.

Departamento de Odontoclínica – UFF. Tel.: (0**21) 274-5228. E-mail: icamoes@matrix.com.br

O objetivo do presente estudo foi avaliar a qualidade de duas técnicas de obturação do sistema de canais radiculares através da visualização ao microscópio eletrônico da penetração do cimento e/ou guta-percha nos túbulos dentinários. Dez caninos extraídos foram biomecanicamente preparados, usando Edta para remover o “smear layer” e divididos em dois grupos de cinco amostras. Todos os canais radiculares foram preenchidos com cimento Endo-Fill e cones de guta-percha, sendo que o Grupo 1 teve os condutos obturados pela técnica de condensação lateral e o Grupo 2 pela técnica de McSpadden modificada. As raízes foram cortadas em terços e apenas os terços médios foram aproveitados sendo “splitados” de forma a obter-se um total de 20 amostras, observadas ao microscópio eletrônico de varredura (MEV), com finalidade de se observar o grau de penetração do material obturador nos túbulos dentinários. Os corpos-de-prova foram visualizados com aumentos de 500, 1.200, 1.500 e 2.000 vezes, avaliando-se o preenchimento dos túbulos dentinários.

Após análise das fotografias (MEV) por 7 observadores concluiu-se que o Grupo 2 mostrou presença de material obturador em seus túbulos dentinários significativamente maior que o Grupo 1, deixando explícita a superioridade da técnica de McSpadden modificada no que concerne ao selamento do material obturador.

A056

Difusão de substâncias provenientes de associações com Ca(OH)2: estudo cromatográfico (HPLC).

CAMÕES, I. C. G., SALLESM, R., CHEVITARESE, O., GOMES, G. C.

Departamento de Odontoclínica – UFF. Tel.: (0**21) 274-5228.

Esta pesquisa teve por propósito avaliar, por meio de cromatografia líquida de alta performance (High Performance Liquid Chromatography – HPLC), alíquotas de meios aquosos em que estiveram imersos 25 pré-molares humanos mantidos, um a um, em frascos de 800 ml de água deionizada ultrapura durante 1.687 horas após o preenchimento dos condutos com associações entre Ca(OH)2 e diversos veículos. Os dentes foram divididos em grupos de 5, sendo que cada um teve seus condutos preenchidos individualmente por pasta de Ca(OH)2 associado a um veículo respectivo; Grupo 1 - polietilenoglicol e colofônia (Calen); Grupo 2 - glicerina e paramonoclorofenol canforado (PMCC); Grupo 3 - PMCC; Grupo 4 - glicerina, tricresol e formalina; e Grupo 5 - solução anestésica (prilocaína). Ao término deste período foram feitas análises cromatográficas dos meios aquosos relativos a cada grupo com o objetivo de detectar substâncias que além do cálcio e da hidroxila, tenham se difundido a partir das pastas e que sejam detectáveis por meio de HPLC.

Após a análise dos cromatogramas, pode-se concluir que além do Ca2+ e do íon OH uma considerável quantidade de substâncias foram capazes de atingir o meio externo, sendo detectadas no meio aquoso, particularmente no Grupo 4.

A057

Verificação do teor de cloro ativo em soluções comerciais de hipoclorito de sódio.

SAYÃO MAIA, S. M., VARGAS, C. M., PÉCORA, J. D.

Departamento de Odontologia Restauradora – Faculdade de Odontologia de Pernambuco – Universidade de Pernambuco. Tel.: (0**81) 3458-1088, fax: (0**81) 3458-1476. E-mail: ssayao@uol.com.br

A pesquisa objetivou avaliar o real teor de cloro em soluções de hipoclorito comercializadas nas casas de materiais dentários. O teor de cloro ativo presente em 14 soluções de hipoclorito de sódio – 7 líquidos de Dakin; 5 soluções de Milton e 2 sodas cloradas – foi verificado através da titulometria. Dentre as soluções, 11 foram adquiridas no comércio e 3 preparadas no laboratório da FORP - USP.Os valores encontrados foram comparados àqueles descritos pelos fabricantes nos rótulos das embalagens e a intervalos de valores considerados ideais pela literatura consultada. Das amostras testadas, 6 apresentavam teor de cloro abaixo do declarado (4 líquidos de Dakin, 1 solução de Milton e 1 soda clorada). As três soluções preparadas serviram como parâmetro. O tempo de validade declarado no rótulo da maioria das soluções foi de 12 meses, sendo predominante a embalagem plástica em cor branca. A literatura recomenda 3 meses como o tempo máximo de validade e embalagem escura, preferentemente vidro de cor âmbar.

Os resultados encontrados permitem concluir que faltou efetivo controle na qualidade das soluções analisadas o que pode comprometer a ação das referidas substâncias durante o preparo químico-mecânico dos sistemas de canais radiculares.

A058

Análise das alterações morfológicas de canais radiculares irradiados com laser de Er:YAG com ponteira cilíndrica e cônica.

ARAKI, A. T.*, LAGE-MARQUES, J. L., OKAGAMI, Y., KATAOKA, K., OISHI, J.

Morita Co.; Endodontia – FOUSP - SP. E-mail: jmarques@fo.usp.br

Usualmente preconiza-se a ponteira cilíndrica (PCI) na ação intracanal com movimentos circulares, no entanto a nova ponteira cônica (PCO) tem como objetivo distribuir maior quantidade de irradiação na superfície dentinária do canal radicular proporcionando o controle do extravasamento apical do laser. Assim a proposta deste estudo in vitro foi analisar as alterações morfológicas provocadas pelo laser de Er:YAG com PCI e a PCO em canais radiculares. Foi realizado o tratamento endodôntico acorde técnica tradicional nos espécimes selecionados (12). Os parâmetros utilizados para o Grupo 1 (6) foram 47 mJ (“output”), 10 Hz, 2 mm/s, 15 ml de água/espécime, PCI de 2 anéis (Kavo), sendo que estes foram subdivididos em: 1A (3) movimentos circulares ápico-cervical (AC) (2 X) e cérvico-apical (CA) (2 X) e 1B (3) com movimentos longitudinais (4 X). No Grupo 2 (6) empregou-se a PCO (Morita) com movimentos longitudinais (AC) e irrigação com 0,5 ml de água/min., estes foram subdivididos em: 2A (3) utilizando ponteira com 300 mm, 10 mJ (“output”), 10 pps, 0,5 mm/s e 2B (3) ponteira com 400 mm, 30 mJ (“output”), 10 pps, 1 mm/s. Após a irradiação os espécimes foram preparados para análise em MEV. Nas imagens obtidas foram observadas microfraturas, fusão e áreas não irradiadas no Grupo 1 e nas amostras do Grupo 2, verificou-se a ação do laser em todo o canal, sendo que o Grupo 2A apresentou fusão e microfraturas.

O modelo experimental possibilitou concluir que a PCO com 10 mJ empregada nos espécimes do Grupo 2B produziu resultados mais efetivos, por agir ao longo de todo o canal mantendo a característica saudável da dentina.

A059

Avaliação do tecido conjuntivo de rato frente a implantes de MTA, Apexit e hidróxido de cálcio.

TAMBARA, K. R.*, MOTTA, A. G., REBOUÇAS, A. A. P., CARVALHO, M. C. A.

Departamento de Odontoclínica – UFF - Niterói. Tel.: (0**21) 719-1055.

Através deste trabalho pretendemos avaliar as alterações do tecido conjuntivo de ratos frente a implantes de tubos contendo: MTA, Apexit e hidróxido de cálcio, para determinar a biocompatibilidade. Foram utilizados 30 ratos machos da linhagem Wistar, pesando entre 150 e 200 g, sendo distribuídos em 3 grupos experimentais de 7, 14 e 30 dias. Selou-se uma das extremidades dos tubos com parafina, sendo a outra selada pela substância teste ou ficando vazia. Utilizamos anestésico geral tiopental intraperitonealmente, tricotomizou-se a região dorsal, e foi feita uma desinfecção com povidine e incisamos. Cada animal recebeu 4 implantes, sendo 3 tubos contendo os materiais e um tubo vazio (controle). Após transcorridos os períodos experimentais os grupos foram sacrificados com overdose de tiopental e os tubos removidos com tecido conjuntivo circunjacente e imersos em formol. Processou-se histologicamente as peças realizando as colorações de H. E. e Von Kossa. Cada peça foi analisada e classificada quanto ao grau de irritação. Utilizamos o teste das medianas, adotando-se a prova de Fisher com significância de 5%.

Conclusões: 1) com 7 e 14 dias o melhor material foi o MTA seguido do Apexit e por último o Ca(OH)2; 2) com 30 dias todos os materiais apresentaram-se bem tolerados, caracterizado pela presença de fibroblastos e fibras colágenas. (Este trabalho foi financiado pela FAPERJ através de bolsa de iniciação científica.)

A060

Avaliação de obturação endodôntica pelo processamento digital de imagens.

MARTINS, P. N.*, DE DEUS, G., GURGEL, E., PACIORNIK, S., COUTINHO FILHO, T.

Departamento de Procedimentos Clínicos Integrados – FO – UERJ. Tel.: (0**21) 587-6373.

O presente estudo foi realizado para comparar e avaliar qualitativamente obturações endodônticas utilizando três técnicas diferentes (G1 = condensação lateral, G2 = compressão hidráulica e G3 = sistema Thermafil). O acesso, a instrumentação e o preparo químico obedeceram uma seqüência clínica padronizada. Foram utilizados blocos de resina padronizados simulando canais curvos com abertura apical e comprimento médio de 16 mm. Em cada grupo, utilizou-se 3 blocos de resina e em cada bloco foram feitos 3 cortes transversais paralelos em Isomet (Mitutoyo) de 2 mm de espessura apenas nos 6 mm apicais. Os cortes foram avaliados em microscópio óptico com aumento de 100 X e as imagens digitalizadas para visualização e processamento utilizando o programa KS 400 (Zeiss). A extração de atributos de cada imagem foi realizada através de operações algébricas, binarização e segmentação. As frações de guta-percha e cimento ocupadas foram segmentadas por cores, para posterior mensuração digital. As amostras foram tratadas estatisticamente pelo teste paramétrico ANOVA, que determinou diferenças estatisticamente significantes entre os grupos (p << 0,01). Utilizando o teste de Bonferroni verificou-se que os melhores resultados foram observados no G3, seguido por G2, e por último o G1 (p << 0,05).

De acordo com a metodologia e os resultados desse trabalho, podemos concluir que o sistema Thermafil promoveu um melhor selamento apical que as outras duas técnicas estudadas.

A061

Atividade antimicrobiana de diferentes concentrações de NaOCl e clorexidina.

SASSONE, L.*, FIDEL, R., FIDEL, S., VIEIRA, M., HIRATA Jr., R.

Departamento de Procedimentos Clínicos Integrados – FO – UERJ. E-mail: lsassone@montreal.com.br

O objetivo do presente trabalho foi avaliar, in vitro, a atividade antimicrobiana das soluções de clorexidina a 0,12%, 0,5% e 1% e hipoclorito de sódio a 1% e 5% na presença ou não de carga orgânica (BSA), através da metodologia de teste por contato. Para tal, foram utilizadas cepas ATCC de microrganismos anaeróbios facultativos (Staphylococcus aureus, Enterococcus faecalis e Escherichia coli) e anaeróbios estritos (Porphyromonas gingivalis e Fusobacterium nucleatum). Cada solução foi avaliada após 4 diferentes tempos de contato (t0- imediato, t5- 5 minutos, t15- 15 minutos e t30– 30 minutos) e foram realizadas 10 repetições para cada grupo. Em metade dos experimentos, adicionou-se albumina sérica bovina (BSA) a 0,5%. Os resultados demonstraram que a solução de clorexidina a 0,12% não foi capaz de eliminar o E. faecalis em nenhum dos tempos testados independente da adição de BSA. A clorexidina a 1% foi capaz de eliminar todos os microrganismos independentemente do tempo e da adição de BSA assim como ambas concentrações de hipoclorito de sódio.

Através dos resultados obtidos parece-nos lícito concluir que para melhor eliminação microbiana seria necessária uma solução de clorexidina de concentração superior a 0,12%, que a adição de carga orgânica não apresentou diferença expressiva sobre a atividade antimicrobiana das soluções testadas.

A062

Estudo comparativo do escoamento da guta-percha através da termoplastificação.

ALVARES, G. R.*, MOREIRA, E. J. L., FIDEL, S. R., FIDEL, R. A. S., RICHA, S.

Departamento de Odontologia – UNIGRANRIO. Tel.: (0**21) 672-7777.

O objetivo do estudo foi avaliar o grau de escoamento de cinco diferentes marcas de cones de guta-percha através da termoplatificação com o System “B”. As amostras foram divididas em cinco grupos com seis espécimes cada. Os espécimes possuiam 1 mm de comprimento por 1 mm de diâmetro e foram submetidos a temperatura de 200ºC através do System “B” por 5 segundos. Após o aquecimento as amostras foram colocadas entre duas laminas de vidro para microscopia e comprimidas por 1 min, com um peso de 300 g. Terminada esta etapa os espécimes foram medidos em milímetros no seu maior diâmetro por um paquímetro digital. Os dados foram analisados estatisticamente através da ANOVA e do teste Tukey demonstrando haver diferença estatisticamente significativa entre os grupos 4 e 1, 4 e 2, 3 e 1.

Através dos resultados podemos concluir que o grupo 4 demonstrou maior escoamento em relação aos grupos 1 e 2 e o grupo 3 maior escoamento em comparação ao grupo 1.

A063

Avaliação, in vitro, da atividade antimicrobiana de dez seladores temporários frente a uma cultura mista.

KOPPER, P. M. P.*, ANDRADE, M., SÓ, M. V. R., BAMMANN, L. L., OLNEIRA, E. P. M.

Departamento de Odontologia – ULBRA. E-mail: endoso@ig.com.br

O selamento coronário, entre sessões, permitindo a atuação da medicação intracanal adequadamente e evitando a contaminação ou recontaminação do sistema de canais radiculares, é um dos pilares para a obtenção do sucesso no tratamento endodôntico. O objetivo deste trabalho foi avaliar, in vitro, dez materiais seladores temporários, livres de eugenol, com relação à ausência ou presença de atividade antimicrobiana, frente a uma cultura mista de microrganismos. A atividade antimicrobiana do Cavit Branco, Cavit Rosa, Cimpat Branco, Cimpat Rosa, Dentalville Branco, Dentalville Rosa, Citodur Duro, Citodur Mole, Coltosol e Cavitec foi avaliada frente a cultura mista de Enterococcus faecalis, Pseudomonas aeruginosa, Staphylococcus aureus e Candida albicans. A cultura foi inoculada em placas de Petri, contendo meio de cultura TSB-A (“tripticase-soy broth-agar”). Sobre cada uma dessas placas foram colocados dois corpos-de-prova, de dois diferentes materiais. Duas placas com TSB-A inoculadas serviram de controle positivo e duas, não inoculadas, contendo meio de cultura, foram utilizadas como controle negativo. As placas foram incubadas, durante 48 horas, a 37ºC. A seguir, foi feita a avaliação da presença ou ausência de halo de inibição de crescimento microbiano em torno dos corpos-de-prova.

Através desse estudo, foi lícito concluir que: a) nenhum dos materiais seladores temporários testados apresentou atividade antimicrobiana frente a cultura mista testada; b) a presença dos seladores temporários no meio de cultura TSB-A, não inoculado, não permitiu o crescimento de microrganismos.

A064

Análise das paredes dentinárias pós-desobturação endodôntica com diferentes solventes.

PORTO, P. O. B.*, SANTOS, R. A., CARVALHO, C. M. R. S.

Departamento de Odontologia Restauradora – FOP – UPE. Tel.: (0**81) 3467-5493. E-mail: patporto@elogica.com.br

A remoção de material obturador dos canais radiculares é feita com auxílio de solventes formando camada residual. Seria interessante que além da capacidade de solvência, tais solventes removessem também “smear layer”. Diante disto, este estudo averiguou a capacidade de limpeza e de remoção de “smear layer” efetuada pelo eucaliptol, eucaliptol e EDTA e óleo de laranja. Quarenta raízes palatinas de molares superiores, instrumentadas, foram divididas em 4 grupos: G1 (controle), G2, G3 e G4. Os grupos G2, G3 e G4 foram obturados e desobstruídos com eucaliptol, eucaliptol e EDTA, e óleo de laranja respectivamente, e radiografados. Todas as amostras sofreram impermeabilização, excetuando-se o forame, e submeteram-se à infiltração de azul de metileno a 2% seguido por clivagem vertical. A capacidade de limpeza dos solventes foi verificada através da análise visual das radiografias recebendo escores 0 (nenhum material obturador), 1 (mínimo material obturador), 2 (menos de 50% de material obturador) ou 3 (mais de 50% de material obturador). A remoção de “smear layer” foi avaliada pela medição linear do corante através de estereomicroscópio. Os resultados do grau de limpeza foram analisados com o teste de Kruskal-Wallis observando-se diferença significativa entre os grupos a nível de 1%. Para a penetração do corante, o teste ANOVA revelou haver diferença estatística (p << 0,01) entre o grupo controle e os demais grupos.

Pode-se concluir que, nas desobturações, os materiais testados não removem totalmente o material obturador nem tornam os túbulos dentinários permeáveis.

A065

Quantidade e direção de dentina excisada pelas limas manuais de aço inoxidável e de níquel-titânio durante o preparo seriado do canal radicular.

CAVADA, L.*, ANTONIAZZI, J. H.

Departamento de Dentística – FOUSP. Tel.: (0**11) 3091-7839. E-mail: cavada@conex.br

É finalidade do preparo químico-cirúrgico sanear o sistema de canais radiculares e dar forma afunilada a este para que um selamento ápico-cervical seja realizado de maneira impermeável. Este trabalho buscou comparar a quantidade e direção de dentina cortada durante o preparo seriado do canal radicular com limas de aço inoxidável (Flex-R) e níquel-titânio (Onix-R) manuais, utilizando para isso dentes primeiro e segundo molares humanos. A leitura dos resultados deu-se após o preparo com a lima número 30, 35 e 40 através de radiografias que foram medidas por um projetor de perfil (perfilômetro). Os resultados não mostraram diferenças estatisticamente significantes entre as limas avaliadas, tanto no que diz respeito a quantidade de dentina quanto a direção de desgaste produzido pelos instrumentos.

Podemos concluir neste trabalho que as limas estudadas desgastam quantidades semelhantes de dentina em canais curvos em cada um dos terços radiculares avaliados sendo a diferença estatística não significante; a direção de desgaste proporcionada pelas limas Flex-R e Onix-R é idêntica numérica e estatisticamente em cada um dos terços radiculares, sendo predominante para o lado externo da curvatura nos terços apical e cervical e para o lado interno da curvatura no terço médio; ambos os tipos de limas testados, aço inoxidável e níquel-titânio, até os calibres 30, 35 e 40 podem ser utilizados na técnica de preparo seriado e com movimentos de limagem (tração de viés) sem produzir danos ao sistema de canais radiculares curvos.

A066

Avaliação in vitro dos instrumentos rotatórios de liga de níquel-titânio sobre a permeabilidade da dentina radicular.

MARCHI, J. A.*, FRÖNER, I. C., CHAVES, M., PÉCORA, J. D.

Departamento de Odontologia Restauradora, Disciplina de Endodontia – FORP – USP.
 Tel.: (0**16) 602-4055. E-mail: tuirp@uol.com.br

A nova geração de instrumentos endodônticos é representada pelas limas de níquel-titânio, confeccionadas a partir de uma liga de nitinol, caracterizada pela grande elasticidade e efeito memória. Durante o reparo biomecânico os instrumentos endodônticos promovem o alargamento, sanificação e modelagem dos canais radiculares e podem alterar a permeabilidade dentinária. O objetivo do presente trabalho foi avaliar, in vitro, a ação de diferentes instrumentos rotatórios de níquel-titânio sobre a permeabilidade da dentina radicular. Foram utilizados 20 dentes pré-molares inferiores divididos em quatro grupos, cada qual com cinco dentes, distribuídos aleatoriamente. Os instrumentos utilizados foram: Quantec (Analytic), Pow-R (Moyco Union Broach), ProFile (Maillefer/Dentsply) e limas manuais tipo K (Maillefer/Dentsply) e utilizou-se o hipoclorito de sódio a 1% como solução irrigante. Após o preparo biomecânico dos dentes, procedeu-se o preparo histoquímico, com a utilização do método de infiltração dos íons cobre. Foram obtidos cortes dos terços radiculares (cervical, médio e apical), montados em lâminas para microscopia óptica e em seguida foram submetidos à analise morfométrica para avaliação dos níveis de permeabilidade dentinária.

A análise estatística dos dados obtidos permitiu concluir que não houve diferença significante nos níveis de permeabilidade dentinária entre as técnicas avaliadas, assim como entre os terços radiculares.

A067

Diferentes tratamentos em lesões de furca em dentes de cães.

RODRIGUES, R. R.*, TEIXEIRA, F. B., FERRAZ, C. C. R., GOMES, B. P. F. A., SOUZA-FILHO, F. J.

Área de Endodontia – FOP – UNICAMP.

O objetivo deste trabalho foi analisar radiograficamente a perda óssea na região de furca de dentes de cães intencionalmente perfurados e contaminados com fluido bucal, frente ao emprego de vários materiais seladores. Foram utilizados 6 cães adultos, pesando entre 9 e 15 kg, fêmeas e de raça indefinida. Perfurações foram produzidas na região de furca dos 2º, 3º e 4º pré-molares inferiores direitos e esquerdos, permanecendo expostas à cavidade oral por um período de 30 dias. Após este intervalo de tempo, tendo constatado a formação das lesões de furca através de radiografias periapicais, os dentes foram limpos e tratados de acordo com a divisão dos grupos experimentais. As perfurações dos 2º, 3º e 4º pré-molares foram preenchidas com sulfato de cálcio hemiidratado e seladas com guta-percha, IRM e resina Z100, respectivamente, sendo descontaminadas com clorexidina gel a 2% somente os dentes do lado direito. Radiografias padronizadas foram realizadas no início do experimento, 30 dias após a exposição das perfurações à cavidade oral e 180 dias após o emprego dos materiais seladores. As imagens foram transportadas para o computador e mensuradas as áreas de perda óssea utilizando o programa Image Lab.

Os resultados foram analisados estatisticamente e as imagens demonstraram menor perda de estrutura óssea quando as perfurações foram seladas com resina Z100, ao serem comparadas com IRM e guta-percha. A utilização da clorexidina gel a 2% para a descontaminação, demonstrou aspectos benéficos no tratamento.

A068

Avaliação da precisão de localizadores apicais eletrônicos na determinação do comprimento de trabalho.

BROCHADO, V. H. D.*, SILVA NETO, U. X. da, GONÇALVES JÚNIOR, J. F., RAMOS, C. A. S., BRAMANTE, C. M.

Departamento de Endodontia – FOB – USP. Tel.: (0**14) 227-0670. E-mail: vbrochado@uol.com.br

A determinação do comprimento de trabalho é uma das mais importantes etapas clínicas do tratamento endodôntico. Ainda hoje, não foi alcançado um meio preciso, prático e de fácil confirmação, para obtenção do limite apical de instrumentação. Os métodos que utilizam tomadas radiográficas têm sido avaliados e indicam questionáveis índices de sucesso. Nesta pesquisa objetivou-se avaliar comparativamente a precisão na determinação do comprimento de trabalho propiciada pelos localizadores apicais eletrônicos Root ZX, Just II e Bingo 1020. Foram selecionados para o estudo trinta incisivos centrais superiores permanentes de humanos, de tamanho e forma aproximados, com raízes integras, retas e ápices totalmente formados. Os dentes foram armazenados em solução de formol a 10% até o momento de sua utilização, quando foram lavados abundantemente em água corrente. Em seguida, procedeu-se a abertura coronária dos espécimes e sua posterior inclusão em solução de ágar a 1% em solução salina de fosfato tamponado, de maneira que somente a porção radicular permanecesse submersa na solução. Após, realizou-se a determinação do comprimento de trabalho com os referidos aparelhos e os resultados em milímetros, foram submetidos à análise estatística pelo teste ANOVA. Não verificou-se diferença estatisticamente significante (p << 0,05) entre os localizadores.

A069

Estudo in vitro da infiltração marginal coronária em canais radiculares obturados.

ALMEIDA, Y. M. E. M.*, BARBIN, E. L., SPANÓ, J. C. E., SILVA, R. S., MIRANZI, B. A. S.,
PÉCORA, J. D.

FORP – USP; Universidade de Uberaba (UNIUBE).

Avaliou-se in vitro a infiltração via coronária em canais radiculares obturados com remoção ou não de “smear layer” e dois tipos de cimentos obturadores. Utilizou-se 64 caninos, dotados aproximadamente do mesmo tamanho. Realizou-se a instrumentação pela técnica “step back” utilizando NaOCl a 1% como solução irrigante. Dividiu-se os dentes em três grupos. Grupo I, 10 dentes foram obturados com cimento Sealer 26® e 10 com cimento tipo Grossman, pela técnica da condensação lateral. Grupo II, os canais receberam irrigação final com EDTA 17% por 10 minutos e tiveram os canais obturados conforme o Grupo I. Grupo III, os canais receberam aplicação adicional de laser Er:YAG com parâmetros de 140 mJ, 15 Hz e energia total de 42 J e foram obturados conforme o Grupo I. Após obturação dos canais, selou-se as câmaras com Cimpat, colocando-os em estufa a 37ºC e umidade relativa 95% durante 1 semana. Após, removeu-se o selador provisório e impermeabilizou-se a superfície externa dos dentes com cianoacrilato, imergindo-os em tinta nanquim por 60 dias. Decorrido esse tempo, foram descalcificados, desidratados e diafanizados em salicilato de metila. Os resultados obtidos por ANOVA e teste de Tukey mostraram que o cimento Sealer 26® permitiu menor infiltração coronária que o cimento tipo Grossman de modo estatisticamente significante (p << 0,01). Os procedimentos que removem “smear layer” (EDTA 17% e laser Er:YAG) não apresentaram diferença estatística significante entre si (p >> 0,05) e propiciaram menor infiltração coronária (p << 0,01).

A070

Estudo comparativo da limpeza das paredes dos canais radiculares.

OLIVEIRA, D. P.*, TEIXEIRA, F. B., FERRAZ, C. C. R., GOMES, B. P. F. A., SOUZA-FILHO, F. J.

Área de Endodontia – FOP – UNICAMP.

O objetivo deste trabalho foi comparar in vitro, através de microscópio eletrônico de varredura, a ação entre o hipoclorito de sódio a 5,25%, EDTA a 17%, Endoquil e o gel de Natrosol, tendo a água destilada como grupo controle, na remoção de “smear layer” dos canais radiculares. Foram utilizados 25 dentes humanos monorradiculares, distribuídos aleatoriamente entre 4 grupos: Grupo A - EDTA 17%, Grupo B - hipoclorito de sódio a 5,25%, Grupo C - Endoquil, Grupo D - gel de Natrosol; tendo a água destilada como grupo controle (Grupo E). Os dentes foram instrumentados de acordo com a técnica clássica de instrumentação. Em seguida, foram clivados e as amostras submetidas à análise em microscopia eletrônica de varredura. As imagens foram avaliadas por 2 examinadores. Os resultados mostraram diferença estatisticamente significante entre o grupo controle e o hipoclorito de sódio a 5,25%, e enquanto os grupos do EDTA 17%, gel de Natrosol e Endoquil não obtiveram diferença estatisticamente significante obtendo uma maior capacidade de limpeza das paredes dos canais radiculares, quando comparados aos dois primeiros grupos.

Face aos experimentos realizados, pode-se concluir que: 1- O EDTA a 17%, gel de Natrosol e Endoquil, promoveram maior capacidade de remoção da “smear layer”, não diferindo estatisticamente entre si. 2- Os grupos B e E, onde foram empregados hipoclorito de sódio 2,5% e água destilada respectivamente, obtiveram os piores resultados, diferindo estatisticamente entre si e entre os demais grupos. (Apoio financeiro: FAPESP nº 99/09837-1.)

A071

Resposta pulpar ao hidróxido de cálcio precedido de diferentes curativos de demora.

OLIVEIRA, M. F.*, GIRO, E. M. A., RAMALHO, L. T. O., ABBUD, R.

Departamento de Clínica Infantil – Faculdade de Odontologia de Araraquara – UNESP. Tel.: (0**16) 201-6325. E-mail: maucky@ig.com.br

Diante da importância da preservação da vitalidade de um dente com exposição pulpar, avaliou-se histologicamente a reação tecidual de polpas de dentes de ratos expostas, à pasta de hidróxido de cálcio em água destilada, precedida de curativo de corticosteróide (Decadron) ou corticosteróide/antibiótico (Otosporin) por 5 minutos ou 72 horas. A proteção pulpar com pasta de hidróxido de cálcio, sem curativo prévio, foi utilizada como grupo controle. Foram utilizados 60 ratos, os quais tiveram os primeiros molares superiores tratados. Decorridos os períodos pós-operatórios de 7, 14, 30 e 60 dias, os animais foram sacrificados, as peças removidas, e preparadas para análise histológica. Observou-se, nos períodos iniciais, uma leve reação inflamatória quando os curativos de demora com corticosteróide (Decadron) ou corticosteróide/antibiótico (Otosporin) foram aplicados por 5 minutos ou 72 horas. A reação tecidual e a barreira formada sob ação do hidróxido de cálcio após o curativo de Otosporin por 5 minutos foi semelhante aquelas do grupo controle (hidróxido de cálcio sem curativo) nos períodos pós-operatórios de 30 e 60 dias. Os curativos de demora com corticosteróide (Decadron) por 5 minutos e 72 horas e corticosteróide/antibiótico (Otosporin) por 72 horas promoveram um retardo no processo de reparação.

Concluiu-se que no tecido pulpar livre de inflamação e contaminação, a aplicação do curativo de demora com corticosteróide ou com corticosteróide/antibiótico, antes da proteção com a pasta de hidróxido de cálcio em água destilada pode ser dispensada. (Apoio: FAPESP.)

A072

Avulsão dentária: avaliação do conhecimento de professores de primeiro grau.

PACHECO, L. F., GARCIA FILHO, P. F.

Endodontia, Clínica Odontológica – Universidade Gama Filho.

No presente trabalho, os autores realizaram uma pesquisa direcionada a professores da rede municipal de primeiro grau da cidade do Rio de Janeiro, a respeito do conhecimento e experiência sobre a avulsão dentária. Eles também realizaram uma revisão de literatura mostrando vários aspectos desta urgência. De acordo com os resultados da pesquisa, embora os professores tivessem obtido uma melhor performance nas questões que envolvem lógica, eles não obtiveram os mesmos resultados quando foram usadas questões que necessitavam de um maior conhecimento técnico. Os autores propõem uma comunicação mais ampla entre as faculdades de Odontologia e escolas de primeiro grau.

A073

Ação do laser Er:YAG sobre a permeabilidade dentinária de canais radiculares instrumentados.

RIBEIRO, R. G.*, BARBIZAM, J. V. B., BRUGNERA Jr., A., MARCHESAN, M. A.,
PÉCORA, J. D.

Odontologia Restauradora – FORP – USP. E-mail: pecora@forp.usp.br

Avaliou-se a permeabilidade dentinária dos canais radiculares instrumentados com diferentes soluções irrigantes e associados ou não ao uso do laser de Er:YAG. Utilizou-se 50 dentes incisivos centrais superiores humanos de estoque. Os dentes foram divididos aleatoriamente em 10 grupos com 5 dentes cada e instrumentados com diferentes soluções irrigantes: água destilada e deionizada, lauril dietileniglicol éter sulfato de sódio 0,1%, NaOCl 1%, EDTA 15% e ácido cítrico 10%, com e sem a aplicação do laser. O laser Er:YAG - KaVo Key, foi utilizado nos seguintes parâmetros: 15 Hz, 300 impulsos, 42 J e 140 mJ “input”. Os dentes foram preparados histoquimicamente. A quantificação da infiltração de cobre foi realizada pela análise morfométrica. Os resultados mostram que a solução de NaOCl 1% isoladamente e a água destilada deionizada + laser apresentaram maior evidenciação da permeabilidade (p >> 0,05). A utilização da água destilada deionizada e da solução de lauril dietilenoglicol éter sulfato de sódio a 0,1%, quando utilizadas isoladamente, apresentaram menor evidenciação da permeabilidade dentinária. As utilizações do hipoclorito de sódio a 1% + laser, EDTA, EDTA + laser, ácido cítrico, ácido cítrico + laser e lauril dietilenoglicol éter sulfato de sódio a 0,1% + laser, apresentaram-se com valores intermediários em relação aos demais tratamentos utilizados.

A074

Efeitos do laser Er:YAG sobre a infiltração marginal apical em canais radiculares obturados.

BARBIZAM, J. V. B.*, RIBEIRO, R. G., GUERISOLI, D. M. Z., SILVA, R. G., PÉCORA, J. D.

Departamento de Odontologia Restauradora – FORP – USP. E-mail: pecora@forp.usp.br

O objetivo deste estudo era avaliar, in vitro, a infiltração marginal apical em canais radiculares obturados após o uso de laser Er:YAG. Utilizaram-se 65 incisivos centrais superiores humanos, de estoque, instrumentados sob irrigação com hipoclorito de sódio a 1%, num volume de 2 ml a cada troca de instrumento. Um dente serviu como controle positivo da infiltração e outro como negativo. Dividiram-se os demais dentes em 3 grupos iguais de 21 dentes cada. Grupo I: após o preparo descrito, 10 dentes foram obturados com cimento Endo-Fill e 10 dentes com cimento Top Seal, pela técnica da condensação lateral. Grupo II: após o preparo, realizou-se uma irrigação final com 5 ml de solução de EDTA a 17%, por 5 minutos e obturou-se de modo idêntico ao Grupo I. Grupo III: após o preparo, aplicou-se o laser Er:YAG (140 mJ, 15 Hz, 42 J) e obturaram-se os canais radiculares conforme o Grupo I. Um dente de cada um dos três grupos, não foram obturados e serviram para análise em microscópio eletrônico de varredura. As superfícies externas dos dentes foram impermeabilizadas e imersas em tinta nanquim à 37ºC por uma semana. Posteriormente, os dentes foram diafanizados em salicilato de metila. Os resultados evidenciaram níveis menores de infiltração apical (p << 0,01) com o uso do cimento Top Seal, quando comparado ao cimento Endo-Fill. Os dentes preparados exclusivamente com hipoclorito de sódio a 1%, e aqueles irradiados com laser Er:YAG não apresentaram diferenças estatisticamente significantes entre si (p >> 0,05), e mostraram níveis maiores de infiltração apical que os dentes que receberam a irrigação final com a solução EDTA a 17% (p << 0,01).

A075

Análise digital da infiltração marginal realizada em obturações retrógradas.

PAVAN, N. N. O.*, GONÇALVES, E. A. L., PAVAN, A. J., MORAES, I. G.

Universidade Estadual de Maringá (UEM), FOB – USP.

A cirurgia parendodôntica é um procedimento que visa à resolução de problemas relacionados com o tratamento endodôntico. Uma das modalidades da cirurgia apical é a obturação retrógrada, para o seu sucesso o material retroobturador deve ser biocompatível e proporcionar bom selamento. Portanto, avaliaram-se quatro materiais retroobturadores quanto ao selamento marginal, utilizando-se da leitura direta das imagens por meio do programa Sigma Scan. Foram utilizados 80 dentes anteriores humanos extraídos, distribuídos aleatoriamente, em quatro grupos de 20 elementos de acordo com os materiais retroobturadores. Eliminou-se as porções coronárias em nível de terço cervical. Os canais foram instrumentados e obturados, em seguida realizaram-se as apicectomias, confecções das cavidades retrógradas, impermeabilizações dos espécimes e as retroobturações propriamente ditas, com os seguintes materiais: Grupo I- polímero de mamona; Grupo II- epóxico experimental; Grupo III- Fuji II LC; Grupo IV- Super EBA. Posteriormente, os espécimes foram imersos em solução aquosa de azul de metileno a 2% a 37ºC, por 48 horas. Após a lavagem e remoção da impermeabilização, as mesmas foram seccionadas longitudinalmente e escaneadas para a utilização do programa Sigma Scan.

Submeteu-se os resultados à análise estatística pelo teste de Kruskal-Wallis que indicou que o grupo que propiciou menor infiltração foi o Grupo I, seguido pelos Grupos II, IV e III, com diferença estatisticamente sigificante (p << 0,05) entre os Grupos I e III.

A076

Avaliação da capacidade seladora de preenchimento do sistema de canais radiculares de diferentes técnicas de termoplastificação da guta-percha.

BONETTI FILHO, I., SOMENZARI NETO, H.*, LEONARDI, D. P.

Disciplina de Endodontia – Faculdade de Odontologia de Araraquara – UNESP.

O objetivo deste estudo foi avaliar in vitro a capacidade de preenchimento dos canais radiculares utilizando-se das técnicas Obtura que emprega guta-percha injetada para o interior do canal radicular através de uma pistola, condensada com um condensador vertival, híbrida de Bonetti empregando um cone de guta-percha principal travado no batente apical, guta-percha do Obtura injetado lateralmente e compactador de níquel e titânio completando a obturação e a condensação lateral ativa com cone de guta-percha travado no batente apical, espaçador lateral e cones de guta-percha secundários. Foram empregados 30 dentes humanos unirradiculares, incluídos em bloco de resina, seccionados longitudinalmente, unidos em um aparato de madeira e divididos em 3 grupos de dez dentes cada. Foi confeccionada uma depressão em cada terço do canal radicular em uma das metades dos dentes. Em seguida, foram obturados com as técnicas citadas acima. Fotografias e radiografias avaliaram a qualidade das obturações, submetidas a diferentes escores.

Os resultados mostraram estatisticamente que: o sistema Obtura preencheu melhor as três depressões seguidas das técnicas híbrida de Bonetti e condensação lateral ativa. Quanto à permanência da obturação no comprimento de trabalho, a híbrida de Bonetti e a condensação lateral ativa foram melhores que a técnica Obtura. Em relação às falhas de obturação, as técnicas híbrida de Bonetti e Obtura foram melhores que a técnica da condensação lateral ativa.

A077

Estudo in vitro da eficácia do AH Plus na qualidade do selamento apical.

REISS ARAUJO, C. J.*, ARAS, W. M. F., MONTEIRO CORDEIRO, P. S.

Departamento de Saúde – Universidade Estadual de Feira de Santana. Tel.: (0**79) 214-5540. E-mail: reiss@infonet.com.br

Este trabalho observou a adesividade do AH Plus no selamento do canal radicular. Utilizou-se 40 dentes humanos, divididos em 4 grupos. Foram empregados o hipoclorito de sódio a 2,5% e EDTA a 17%. Após obturados, os 15 dentes do grupo I (GI) foram mantidos em soro fisiológico a 0,9% por 3 meses; os 15 dentes do grupo II (GII) foram mantidos fora do soro. Nos grupos controle negativo (GIII) e controle positivo (GIV) com 5 dentes cada, procedeu-se o mesmo preparo químico-mecânico, sem obturá-los. Aplicou-se esmalte vermelho nos dentes para impermeabilização a saber: grupo GIII- em todo o dente incluindo a porção apical; grupo GIV- em todo o dente exluindo a porção apical. Após 3 meses o grupo I foi impermeabilizado com esmalte azul excluindo a porção apical e o grupo II foi impermeabilizado da mesma forma porém com esmalte vermelho. Os 4 grupos foram imersos em azul de metileno a 2% e levados à estufa a 37ºC por 24 h. A seguir os dentes foram lavados em água corrente por 24 h e realizado cortes longitudinais para observação em lupa estereoscópica. A análise estatística da penetração do corante nos grupos I e II baseou-se no teste U de Mann-Whitney. Os resultados mostraram maior infiltração do azul de metileno no grupo I (GI) do que no grupo II (GII), porém os dados de GI, quando comparados com outras pesquisas com tempo de avaliação inferior a 3 meses revela uma menor infiltração após obturação.

Conclui-se que o AH Plus mostrou-se eficaz na adesão. (Apoio financeiro: Dentsply.)

A078

Corrosão em limas de níquel-titânio após instrumentação, desinfecção e esterilização.

BORGES, L. P.*, SANTOS, M., BORGES, L. H.

Departamento de Endodontia – Universidade de Uberaba. Tel.: (0**34) 3312-5122. E-mail: luis.borges@uniube.br

Este trabalho teve o objetivo de avaliar a influência da instrumentação, desinfecção e esterilização na corrosão em limas de níquel-titânio. Foram utilizadas 21 limas de níquel-titânio. Para o Grupo Experimental, após a autoclavagem foram realizados 400 ciclos de instrumentação para cada uma das 15 limas, irrigadas simultaneamente com 15 ml solução de hipoclorito de sódio a 1%. Após a instrumentação as limas foram lavadas e inseridas em uma cuba de ultra-som durante 15 minutos, banhadas com uma solução de água e Endozime. A seguir sofreram o processo de autoclavagem durante 127ºC/6 min., e três limas separadas para análise do nível de corrosão. As demais limas passaram pela mesma seqüência descrita anteriormente até completarem 2.000 ciclos de instrumentação. Para o Grupo Controle Parcial a instrumentação, limpeza e ultra-som, foram feitos da mesma forma porém, não se utilizou a autoclavagem. Para o Grupo Controle Total, as limas foram removidas da embalagem e encaminhadas para avaliação da corrosão. Os resultados mostraram que instrumentos novos, mostraram um baixo potencial de corrosão. À medida que vai sendo utilizado, o potencial de corrosão aumenta e, acima de 1.200 ciclos de instrumentação, encontravam-se diferenças estatisticamente significantes (p >> 5%) do grau de corrosão quando se compararam instrumentos utilizados, limpos e autoclavados com aqueles utilizados, limpos e não autoclavados, bem como, aqueles intactos.

Pode-se concluir que a quantidade de utilizações interfere na corrosão do instrumento autoclavado.

A079

Actinobacillus actinomycetemcomitans: cepas leucotóxicas em pacientes periodontais.

TOMAZINHO, P. H.*, MALHEIROS, V. J., AVILA-CAMPOS, M. J.

Departamento de Microbiologia – Instituto de Ciências Biomédicas – USP - SP. E-mail: paulotomazinho@uol.com.br

Actinobacillus actinomycetemcomitans é um coco gram-negativo e é considerado como residente da cavidade bucal humana. A leucotoxina é o fator-chave da virulência em A. actinomycetemcomitans a qual destrói células do sistema imune. O objetivo deste estudo foi determinar a prevalência e detectar a deleção de 530 bp no promotor ltx, características dos clones altamente leucotóxicos. Amostras de placa subgengival foram coletadas de 40 pacientes com periodontite moderada à avançada e de 50 indivíduos saudáveis. A. actinomycetemcomitans foi identificado por cultura convencional e por PCR, usando-se iniciadores específicos (FU-1/FU-2). Também, os iniciadores (PRO-L/PRO-R) foram usados para detectar a região promotora do gene ltx. Cepas de referências A. actinomycetemcomitans KC 517, FDC Y4, ATCC 29522, ATCC 33384 e JP2 foram usadas. Pela cultura convencional, 5 (12,5%) dos 40 pacientes com doença periodontal e somente 1 (2%) dos 50 indivíduos saudáveis foram positivos para A. actinomycetemcomitans. PCR diretamente do VMGA III detectou A. actinomycetemcomitans em 38 (42,2%) das amostras derivadas dos indivíduos examinados. Cepas altamente leucotóxicas apresentando a deleção produziram bandas características de 545 bp.

Nossos resultados sugerem que cepas altamente leucotóxicas podem estar presentes em pacientes periodontais.

A080

Cárie dentária e fatores de risco na etnia Fulni-ô, Pernambuco.

GUIMARÃES, C. D.*, RODRIGUES, C. S.

FUNASA/PE; Faculdade de Odontologia de Pernambuco – Universidade de Pernambuco.

Informações sobre a saúde bucal de indígenas brasileiros são raras. Este estudo objetivou a descrição de dados coletados através de exames clínicos e formulários em 1998 pela FUNASA/PE, índios Fulni-ô, Águas Belas - PE. A prevalência de cárie foi medida pelo índice CPO em superfícies/dentes, classificação de WONG; SCHWARTZ; LO (Com Dent Oral Epidem, v. 25, p. 343-347, 1997) de severidade de cárie e presença de edentulismo. O critério da OMS (1997) foi utilizado para diagnosticar a cárie dentária e as concordâncias intra-/interexaminador consideradas excelentes. O software estatístico SPSS versão 9.0 foi utilizado. 638 índios nas idades de 0 a 86 anos foram examinados, num total de 27% da etnia. Para a faixa etária de 2-5 anos existiam 8,5% de crianças com cárie rampante. O CPOD aos 5 anos de idade foi 4 (D.P. = 3,5), apenas 27% estavam livres de cárie e 23,1% apresentaram grau máximo de severidade. Aos 12 anos, o CPOD foi 2,1 (D.P. = 2,3), 29% estavam livres de cárie e 50% encontravam-se nas zonas 2 e 3 de severidade. Aos 18 anos apenas 22% possuíam todos os dentes, longe da meta da OMS de 85%. A população idosa apresentou a pior condição de saúde bucal, 55% era edêntula. Famílias e escola foram identificados como importante fonte de informações sobre saúde bucal. O consumo de açúcar foi identificado como um hábito já incorporado, relatado pela maioria dos entrevistados uma freqüência diária de até 3 vezes. A pasta e a escova de dentes foram os itens de higiene bucal mais utilizados. Adultos e crianças citaram o uso de juá na higiene bucal. Dor de dente foi o problema mais citado.

A081

Comparação em MEV entre a dentina humana e a dentina bovina.

MIRANDA, M. S., LAMOSA, A. C.*, DIAS, K., TEIXEIRA, F. B., LOPES, M. F.

Disciplina de Dentística – FO – UERJ; UFRJ; UNICAMP; PUC - RJ; UNIGRANRIO.

O objetivo do estudo foi comparar a dentina superficial e a profunda humana e bovina quanto a densidade tubular, o diâmetro dos túbulos e o percentual de dentina intertubular, em  MEV. Foram utilizados 14 molares humanos (DH) e 13 incisivos bovinos (DB). Os dentes foram seccionados em diferentes profundidades: o corte superficial foi feito 0,5 ± 1 mm abaixo da junção amelo-dentinária e o corte profundo 0,5 ± 1 mm acima da câmara pulpar, sendo nos molares paralelo à oclusal e nos incisivos paralelos ao 1/3 médio da vestibular. Após condicionamento (ácido fosfórico 37%, 10 s), as superfícies dentinárias foram observadas em MEV. Para cada espécime, foi feita uma imagem com aumento de 1.000 X. A área total destas imagens foi medida, todos os túbulos dentinários contados e o diâmetro de doze túbulos dentinários, escolhidos aleatoriamente, medidos através de cursor do MEV. O percentual de dentina intertubular foi obtido pelo programa Image Lab 2.3. As médias e os desvios-padrão, teste t de Student (p << 0,05), em dentina superficial e profunda foram respectivamente: densidade tubular: DH = 24.179,89 ± 8.079,20 e 37.098,76 ± 9.185,04; DB = 14.653,36 ± 3.895,37 e 20.170,93 ± 4.739,18; diâmetro tubular: DH = 2,81 ± 0,271 e 2,98 ± 0,236; DB = 4,08 ± 0,553 e 4,29 ± 0,635; e percentual de dentina intertubular: DH = 82,04 ± 5,63 e 69,57 ± 10,58, DB = 81,27 ± 4,51 e 65,42 ± 12,57.

Os autores concluíram que a dentina superficial e profunda humana apresenta em relação à bovina: 1- maior densidade tubular; 2- menor diâmetro tubular; 3- o mesmo percentual de dentina intertubular.

A082

Avaliação da atividade antimicrobiana de desinfetantes sobre Staphylococcus aureus.

MOTTA, R. H. L.*, RAMACCIATO, J. C., FLÓRIO, F. M., GROPPO, F. C., MATTOS-FILHO, T. R.

Departamento de Farmacologia – FOP – UNICAMP. Tel.: (0**19) 430-5310. E-mail: fcgroppo@fop.unicamp.br

O objetivo desse estudo foi avaliar a atividade antimicrobiana de desinfetantes contra Staphylococcus aureus. Foram analisados produtos à base de amônia (Lysol® e Kalipto®), fenóis (Pinho-Sol®), hipoclorito de sódio (Q-Bôa® e Veja® com cloro ativo), álcool a 70% e gluraldeído a 2%. Testes de concentração inibitória mínima (CIM) e concentração bactericida mínima (CBM) foram realizados contra Staphylococcus aureus ATCC 25923, utilizando-se Müller-Hinton caldo e salt-mannitol ágar/ágar-sangue, respectivamente. As concentrações dos desinfetantes utilizadas foram 5, 2,5, 1,25, 0,625, 0,312, 0,156, 0,078, 0,039, 0,019, 0,009%. Foram utilizados um grupo controle positivo (meio + microrganismo) e negativo (meio + desinfetantes). Todos os testes foram obtidos utilizando estufa de cultura a 37oC durante 18 h. Para o Lysol os resultados foram: CIM << 0,009%, CBM100 = 0,039%, CBM90 = 0,019% e CBM50 << 0,009%. Para o Kalipto foram: CIM << 0,009%, CBM100 = 0,156%, CBM90 = 0,078% e CBM50 = 0,039%. Para o Pinho-Sol foram: CIM = 0,078%, CBM100 = 0,156%, CBM90 = 0,078% e CBM50 = 0,039%. Para a Q-Bôa e Veja foram: CIM = 2,5%, CBM100 = 5%, CBM90 = 2,5% e CBM50 = 1,25%. Para o álcool 70% e glutaraldeído foram: CIM >> 5% e CBM50 >> 5%. Não houve contaminação no controle negativo e nem no positivo, sendo que neste último foi verificado o crescimento confluente da cepa.

Concluímos que os desinfetantes à base de amônia foram mais efetivos contra o microrganismo testado.

A083

Efeito do diclofenaco sódico sobre a concentração da amoxicilina.

GROPPO, F. C.*, SIMÕES, R. P., RAMACCIATO, J. C., REHDER, V., COSTA, C. P.,
ANDRADE, E. D., MATTOS-FILHO, T. R.

Departamento de Farmacologia – FOP – UNICAMP. Tel.: (0**19) 430-5310. E-mail: fcgroppo@fop.unicamp.br

O objetivo deste trabalho foi observar o efeito do diclofenaco sódico (DIC) sobre concentrações séricas e teciduais da amoxicilina (AMO), bem como sobre a infecção estafilocócica. Quatro esponjas de poliuretana foram implantadas no dorso de 30 ratos. Após 14 dias, 2 tecidos granulomatosos receberam 0,5 ml de 108 ufc/ml (S. aureus ATCC 25923). Dois dias após os ratos foram divididos em 5 grupos: grupo 1 recebeu AMO 50 mg/kg/v. o., grupo 2 recebeu AMO 25 mg/kg/v. o., grupo 3 recebeu DIC 2,5 mg/kg/i. m. + AMO 50 mg/kg/v. o., grupo 4 recebeu DIC 2,5 mg/kg/i. m. e grupo 5 (grupo controle) recebeu 0,9% NaCl 1 ml/v. o. Após 6 h da administração, o soro (10 µl) e os tecidos não infectados foram colocados sobre o ágar Müller-Hinton inoculado com 108 ufc/ml (S. aureus). Os tecidos infectados sofreram dispersão e foram espalhados (10 μl) em agar salt-mannitol. Os microrganismos foram contados e os halos de inibição medidos após 18 h de incubação a 37ºC. A concentração tecidual da AMO foi 6,6 µg/g para o grupo 1, 2,8 µg/g para o grupo 2 e 0,8 µg/g para o grupo 4. A concentração sérica foi 11,6 µg/ml para o grupo 1, 5,4 µg/ml para o grupo 2 e 1,3 µg/ml para o grupo 4. Não foram observadas diferenças estatisticamente significantes (teste de Kruskal-Wallis, 5%) entre os grupos 1, 2 e 4 com relação à contagem de estafilococos. O grupo 3 reduziu mais (p << 0,05) as contagens com relação ao grupo 5.

Concluímos que, mesmo em altas doses, a AMO não erradicou a infecção estafilocócica e o DIC reduziu a concentração sérica e tecidual da AMO. (Apoio financeiro: CAPES.)

A084

Perfil da utilização de anestésicos locais por cirurgiões-dentistas.

RAMACCIATO, J. C.*, RANALI, J., VOLPATO, M. C., GROPPO, F. C., FLÓRIO, F. M.,
SOARES, P. C. O.

Departamento de Farmacologia – FOP – UNICAMP. Tel.: (0**19) 430-5310. E-mail: jramacciato@yahoo.com

O objetivo deste trabalho foi verificar a utilização dos anestésicos locais (AL) por cirurgiões-dentistas. Um questionário, aplicado durante eventos de classe, foi formulado com as seguintes características: 1) perfil da amostra; 2) critérios de escolha dos ALs; 3) uso de anestesia tópica; 4) manuseio de pacientes especiais e 5) complicações locais e sistêmicas. Os 133 formulários que retornaram mostraram que 46,6% dos profissionais foram formados em instituições privadas e 45,9% em públicas. Do total, 63,9% foram formados entre 1990 e 2000 e 56,4% não tinham especialização. Dos especialistas, 74,5% concluíram sua especialização na última década, sendo a endodontia a mais apontada (31,3%). A maioria dos profissionais (75,2%) possui 2 a 4 tipos de ALs, sendo que 85,7% usam a prilocaína. A eficácia foi apontada como o fator mais importante de escolha da solução (77,4%). A anestesia tópica não é utilizada por 9%. A lidocaína é o AL preferido para o atendimento de gestantes (34,6%), sendo a prilocaína indicada por 30,8%. Este último é o preferido para idosos (60,3%) e crianças (56,7%). Complicações locais foram verificadas por 27,1%, sendo o edema (9%) o mais citado. A maioria (96,3%) não relatou ocorrência de complicações sistêmicas. A maior porcentagem de falhas (40,6%) foi apontada para anestesia dos nervos alveolar inferior e lingual.

Concluímos que não houve diferenças significativas com relação ao perfil dos respondedores quanto aos critérios de escolha e manuseio de pacientes especiais e que há desconhecimento quanto à escolha do AL para pacientes especiais.

A085

Análise in vitro da própolis da Bahia contra estreptococos mutans.

DUARTE, S.*, KOO, H., BOWEN, W. H., HAYACIBARA, M. F., CURY, J. A., IKEGAKI, M.,
PARK, Y. K., ROSALEN, P. L.

Departamento de Ciências Fisiológicas – FOP – UNICAMP. Tel.: (0**19) 430-5313. E-mail: rosalen@fop.unicamp.br

O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito da própolis da Bahia (mata atlântica) e suas frações purificadas no crescimento de estreptococos mutans. Diferente das própolis de outras regiões, esta possui uma composição química contendo compostos apolares, não apresentando flavonóides agliconas. O extrato etanólico da própolis (EEP) foi preparado a partir da própolis bruta, e 4 frações (hexano, clorofórmio, acetato de etila e etanol) foram obtidas de acordo com um gradiente de polaridade. Ensaios de concentração inibitória mínima (CIM) e concentração bactericida mínima (CBM) do EEP, de suas frações e dos controles foram utilizados para determinar a atividade antibacteriana. Os microrganismos testados foram Streptococcus mutans Ingbritt 1600, S. sobrinus 6715 e um isolado clínico de cada uma destas espécies. Os valores da CIM para o EEP foram: 50-100 µg/ml para ambos S. mutans Ingbritt 1600 e isolado clínico correspondente; 12,5-25 µg/ml para S. sobrinus 6715; e 25-50 µg/ml para seu isolado clínico. Entre as frações, as únicas que mostraram CIM foram: hexano, que apresentou as menores concentrações contra todos os microrganismos (6,25-50 µg/ml), e clorofórmio (12,5-100 µg/ml). A CBM para o EEP e suas frações (hexano e clorofórmio) foi 4-8 vezes maior que os valores da CIM.

Os dados mostram que esta própolis tem uma efetiva atividade antimicrobiana contra estreptococos mutans e esta atividade está relacionada com compostos apolares. (Apoio: FAPESP – Processo: 99/11994-8; CNPq – Processo: 466879/00-8.)

A086

Cinco anos de avaliação clínica da retenção e eficácia de dois selantes ionoméricos.

PARDI, V.*, PEREIRA, A. C., MENEGHIM, M. C., AMBROSANO, G. M. B., MIALHE, F. L.

Departamento de Odontologia Social – FOP – UNICAMP. Tel.: (0**19) 430-5209. E-mail: vpardi@uol.com.br

O objetivo do presente estudo foi avaliar a retenção e eficácia de dois selantes ionoméricos, sendo um convencional (A) e o outro modificado por resina (B), após 5 anos de aplicação clínica. A amostra foi constituída por crianças na faixa etária de 6 a 8 anos. Houve um grupo experimental que recebeu os selantes de acordo com o “design splith mouth”, sendo os dentes 16 e 46 selados com o material A e os dentes 26 e 36 selados com o material B e um grupo controle que recebeu apenas reforço na técnica de escovação. Após 5 anos, a retenção total para ambos os materiais, A e B, foi muito baixa, no entanto na análise estatística, somando-se os graus de retenção parciais com o grau de retenção total, verificou-se diferença estatisticamente significante no grau de retenção entre os mesmos (teste de Wilcoxon pareado), sendo o material B superior ao material A. O grupo experimental apresentou 22,69% de incidência de cárie, enquanto o grupo controle apresentou 34,8%, havendo diferença estatisticamente significante entre os grupos (teste qui-quadrado). É importante salientar que apenas 1,9% dos dentes do grupo experimental e 10,1% do grupo controle encontravam-se cariados, o restante apresentavam-se restaurados.

Esses resultados sugerem que o ionômero de vidro utilizado como selante oclusal foi eficaz para a prevenção da cárie dentária mesmo apresentando baixos graus de retenção total. (Apoio financeiro: FAPESP – Processo: 96/5278-0.)

A087

Polimorfismo genético de S. mutans isolados de cárie dental.

NASCIMENTO, M. M.*, HÖFLING, J. F., GONÇALVES, R. B.

Departamento de Diagnóstico Oral – FOP – UNICAMP. Tel.: (0**19) 430-5321. E-mail: reginald@fop.unicamp.br

O objetivo deste estudo foi avaliar o perfil de colonização dos Streptococcus do grupo mutans isolados da cavidade oral de indivíduos que apresentam lesões de cárie coronária e radicular. A correlação entre a presença e distribuição clonal destas espécies e os tipos de lesões cariosas também foram verificados. O isolamento e posterior identificação bioquímica destas espécies foi realizado a partir de amostras de saliva, placa dental bacteriana e tecido das lesões de cárie. A fim de se confirmar a identidade molecular, S. mutans e S. sobrinus foram submetidos a técnica de PCR, utilizando-se os “primers” específicos para o gene da glucosiltransferase (gtfB e gtfI, respectivamente). A técnica de AP-PCR foi usada para detectar o polimorfismo genético destas espécies. Dentre as espécies isoladas, 82% foram identificadas bioquimicamente como Streptococcus do grupo mutans. Aplicando-se a técnica de PCR, 56% foram identificadas como S. mutans e 30% como S. sobrinus. Os indivíduos estavam colonizados por ambos S. mutans e S. sobrinus, bem como por um ou mais tipos clonais destas espécies. A freqüência de distribuição dos genótipos de S. mutans variou entre os diferentes sítios pesquisados. Bactérias capazes ou não de fermentar determinados açúcares, como a melibiose, puderam ser distinguidas pela técnica de AP-PCR.

Diferentes tipos clonais de Streptococcus do grupo mutans podem colonizar seletivamente sítios específicos da cavidade oral de um indivíduo, e podem apresentar propriedades fenotípicas diferentes. (Apoio financeiro: FAPESP – Processos: 00/03490-9; 00/06171-1).

A088

pH, capacidade tampão, concentrações de cálcio e fósforo nos alimentos infantis.

OLIVEIRA, F. S.*, PIN, M. L. G., SILVA, S. M. B., BUZALAF, M. A. R., MACHADO, M. A. A. M., GRANJEIRO, J. M., KIRA, C.

FOB – USP. Tel.: (0**14) 235-8246. E-mail: mbuzalaf@fob.usp.br

O objetivo deste estudo foi avaliar o pH, a capacidade tampão e as concentrações de Ca e P em bebidas e alimentos infantis. Dez produtos comercialmente disponíveis foram analisados: produtos lácteos (leite integral, fermentado, achocolatado e iogurte); sucos (laranja integral e de maçã); refrigerantes (Coca-Cola normal e “light”), e papinhas (frutas sortidas e sopinha cremosa). O pH foi medido com um pH-metro (Micronal B317). A capacidade tampão foi determinada através de titulação com NaOH 0,2 M, usando o mesmo aparelho. Foi calculado o número de adições (25 µl) para atingir o pH 5,5 e 7,0. As dosagens de Ca e P foram realizadas através da espectrometria de emissão atômica por plasma de argônio induzido (Espectrômetro Optima 3000 DV – Perkin Elmer). Coca-Cola normal e “light”, sucos de laranja e maçã, papinha de frutas sortidas e leite fermentado apresentaram valores médios de pH inferiores a 4,0. O leite fermentado, papinha de frutas sortidas, iogurte e sucos de laranja e de maçã apresentaram alta capacidade tampão. As concentrações (média ± DP; unidade ppm) de Ca e P foram: 1.037 ± 35 e 867 ± 17, 546 ± 22 e 431 ± 16, 776 ± 1 e 718 ± 9, 776 ± 29 e 940 ± 32, 40 ± 3 e 84 ± 6, 22 ± 1 e 47 ± 2, 15 ± 2 e 73 ± 6, 18 ± 0,1 e 132 ± 5, 47 ± 1 e 107 ± 3, 76 ± 2 e 475 ± 5, respectivamente para o leite integral, fermentado e achocolatado, iogurte, sucos de laranja e de maçã, Coca-Cola normal e “light”, papinha de frutas sortidas e cremosa.

O consumo de alimentos com baixo pH, alta capacidade tampão e baixa concentração de Ca e P pode representar um fator de risco tanto para a erosão quanto para a cárie dentária em crianças.

A089

Mudanças morfológicas de superfície seguida de clareamento.

OYAMA, K. O. N.*, GUIMARÃES, S. M. D. B., SIQUEIRA, E. L., AZAMBUJA Jr., N., SANTOS, M.

Departamento de Dentística – FOUSP. Fax: (0**11) 6748-3486. E-mail: oyama@originet.com.br

Técnica recente de clareamento de dentes vitais escurecidos envolve o uso de moldeira confeccionada e peróxido de carbamida a 10%. O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito de 4 agentes clareadores sobre a superfície de esmalte, dentina e cemento. Para isto, 20 dentes anteriores extraídos, íntegros e sem cárie foram submetidos à profilaxia com ultra-som e autoclavados. Os dentes foram distribuídos casualmente em dez grupos. Cinco grupos tiveram a porção cementária completamente impermeabilizada com esmalte de unha e outros cinco grupos tiveram 1 mm de cemento sem a impermeabilização, adjacente à junção cemento-esmalte. Foi confeccionada moldeira em resina acrílica para cobrir completamente a porção coronária e um terço da raiz de cada dente. Os dentes foram reidratados e foram clareados com seguintes produtos: A-Nite-White, B-Sorriso, C-Review, D-Opalescence e E-água destilada como controle. A porção coronária e um terço da raiz dos dentes foi imersa diariamente no agente clareador por um período de 8 horas e 16 horas em água destilada, durante 20 dias. Cada dente teve dois terços da raiz removida e o remanescente foi clivado longitudinalmente no sentido vestíbulo-lingual em dois segmentos iguais, secos à temperatura ambiente e foram preparadas para observação em Microscópio Eletrônico de Varredura (MEV).

Todos os dentes tratados com agentes clareadores não mostraram alterações significantes em esmalte e dentina, mas no cemento mostraram múltiplas irregularidades e fragmentação da superfície.

A090

Monitoramento salivar de bebês atendidos na Bebê-Clínica da UNIGRANRIO.

ABREU, F. V.*, MIASATO, J. M., PESTANA, M.

Disciplina de Odontopediatria – FO – UNIGRANRIO; FESO - RJ. Tel.: (0**21) 611-3120. E-mail: volpe@montreal.com.br

O presente estudo tem por objetivo avaliar a microbiota salivar dos bebês que participam do Programa de Atenção na Primeira Infância (Educação em saúde – técnica do grupo focal – e acompanhamento clínico de 3/3 meses) da FO – UNIGRANRIO. Para a realização deste trabalho foi utilizado o teste de saliva “No Caries 1 e 2” e as crianças foram classificadas de acordo com o grau de infecção salivar em 4 categorias: A (+ +), B (– +), C (+ –) e D (– –). Foi avaliada a condição salivar de 41 bebês de ambos os sexos, com idade variando de 5 a 36 meses. Todas as mães destas crianças já participaram da educação em saúde e 16 bebês estavam fazendo o primeiro exame clínico, enquanto os outros 25 já participavam do Programa por, pelo menos 3 meses (tempo no programa - de 3 a 31 meses; média 7,44 ± 8,74 meses). Todas essas crianças já apresentavam pelo menos 1 dente erupcionado (média 9,80 ± 6,48) e tinham o índice ceo-d = 0. Em relação ao monitoramento salivar, 38 (92,7%) dos bebês estavam na categoria A (pior classificação), 1 (2,4%) foi B e 2 (4,9%) foram C. Constatou-se, também, que 20 (48,8%) destes bebês, embora o resultado final do exame tenha apresentado-se crítico, estavam com a capacidade tampão ainda não esgotada.

Apesar do teste salivar ter mostrado que o nível de infecção destes bebês não está compatível com a saúde da boca, as estratégias adotadas pelo Programa demonstraram eficiência.

A091

Detecção do gene vapp em Actinobacillus actinomycetemcomitans isolados de diferentes localizações geográficas.

QUEIROZ, A. C.*, MAYER, M. P. A.

Departamento de Microbiologia – Instituto de Ciências Biomédicas II – USP.

O gene vapp, homólogo a genes vapp existentes nas cepas virulentas de Dichelobacter nodosus e Helicobacter pylori foi seqüenciado na cepa Y4 de Actinobacillus actinomycetemcomitans (MAYER et al., 1999) isolada de um paciente com Periodontite Juvenil Localizada (PJL), produtora de baixos níveis de leucotoxina. No presente estudo, analisamos a presença do gene vapp em 39 amostras de Actinobacillus actinomycetemcomitans, provenientes do Brasil, Quênia, Japão, Suécia e EUA. Vinte e seis entre as 39 amostras analisadas apresentaram ampliação quando utilizados “primers” homólogos ao gene vapp (cepa Y4) e treze não apresentaram. O gene vapp foi observado em amostras isoladas de todas as localizações geográficas estudadas, demonstrando que em Actinobacillus actinomycetemcomitans este não é restrito a determinado clone ou a isolados de determinada região.

Não foi observada relação entre a detecção do gene vapp, nas cepas de Actinobacillus actinomycetemcomitans e as formas mais agressivas de doença periodontal. (FAPESP: 98/15596-4.)

A092

Fluorose dentária em escolares da zona sul de São Paulo.

BUSCARIOLO, I. A.*, PENHA, S. S., ADDE, C. A., TORTAMANO, N.

Disciplina de Clínica Integrada – Departamento de Estomatologia – FOUSP. Tel.: (0**11) 3091-7813.

Nesse estudo avaliamos a prevalência de fluorose dentária em escolares residentes e nascidos no município de São Paulo, cuja água de abastecimento público apresenta flúor em concentração de 0,7 ppm. Essa fluoretação data de 1989, quando ainda não havia fontes alternativas de flúor, e foi responsável direta pela queda do índice de CPOD. Recentemente, muitas outras fontes de flúor foram incorporadas, como os dentifrícios e as soluções para bochecho elevando a biodisponibilidade do flúor e resultando no surgimento da fluorose dentária. Escolares de ambos os sexos, na faixa etária dos 8 aos 16 anos de idade, matriculados na rede de ensino público municipal, foram examinados para investigação da fluorose dentária. Utilizando-se o índice de Thylstrup e Fejerskov (TF). Verificou-se que 48,6% da amostra de 956 estudantes apresentaram TF maior ou igual a 1. Houve predomínio em 61,5 % do TF = 1, 29,9 % do TF = 2 e 11,5 % do TF = 3, o restante encontrou-se distribuído nos TF = 4, 5 e 6. As condições de saúde bucal foram também avaliadas, e pôde-se verificar que o índice CPOD continua em franca queda e que grande parte dessa amostra (69%) apresentou alguma oclusopatia.

Esses dados sugerem que novas e futuras pesquisas deverão ser realizadas, na tentativa de estabelecer a posologia adequada dos fluoretos, de forma a oferecer máximo benefício e mínimo efeito deletério à população consumidora.

A093

Associação de clorexidina e própolis atuando na inibição da aderência de Streptococcus spp.

SWERTS, M. S. O.*, COSTA, A. M. D. D., PAOLIELLO, R. C., FIORINI, J. E.

Clínica Odontológica – UFRJ; UNIFENAS - MG.

E-mail: mariosergio.swerts@unifenas.br

Este estudo avaliou in vitro a associação de gluconato de clorexidina (Periogard® Colgate) e própolis (Apis Flora®) formulando um composto a 0,12%, no intuito de se contribuir para obtenção de um novo meio preventivo de periodontopatias. A solução associada a 0,12% e a solução de gluconato de clorexidina (Periogard® Colgate) a 0,12% (controle), grupos separados, foram diluídas em várias concentrações para comprovação do potencial inibitório. As concentrações que variaram de 120 µg/ml a 0,06 µg/ml foram adicionadas em um meio de crescimento microbiano com sacarose a 5%. Ambas foram adicionadas em um sistema formado por tubos de vidro de 12 x 150 mm contendo no seu interior bastões capilares de 75 mm com formato de bengala para a adesão bacteriana. Posteriormente, inoculou-se 0,1 ml de Streptococcus mutans, grupo I (ATCC 25175), Streptococcus sanguis, grupo II (ATCC 10557) e Streptococcus salivarius, grupo III (CDC 262). A incubação foi realizada a 35,5ºC por 48 h em microaerofilia. Fez-se a pesagem das bengalas, relacionando-as às concentrações de cada tubo. Aplicando o teste “t” de Student ao nível de 5% de significância, a solução associada a 0,12% foi mais eficiente na inibição da aderência bacteriana que o grupo controle. A primeira obteve um “t” calculado de 3,32, 5,10 e 5,59 para Streptococcus mutans, sanguis e salivarius, respectivamente, em “t” tabelado = 2,36. Enquanto que a solução de gluconato de clorexidina (Periogard® Colgate) a 0,12% alcançou para as cepas de Streptococcus mutans, sanguis e salivarius, “t” calculado = 3,36, 5,57 e 6,39, respectivamente, onde os maiores valores indicaram maior adesão bacteriana.

A094

Avaliação da concordância entre diferentes métodos de diagnóstico de lesões de cárie.

ROCHA, R. O.*, ARDENGHI, T. M., OLIVEIRA, L. B., RODRIGUES, C. R. M. D., CIAMPONI, A. L.

Disciplina de Odontopediatria – FOUSP. Tel.: (0**11) 3091-7814. E-mail: rr10@ig.com.br

O objetivo deste trabalho foi avaliar in vivo a concordância dos métodos visual, radiográfico e fluorescência a laser (DIAGNOdent – KaVo) na detecção de lesões de cárie dentária em superfícies oclusais de molares decíduos. A amostra foi composta por 122 molares decíduos (225 sítios) de 30 crianças (9 e 11 anos de idade). Dois examinadores realizaram o diagnóstico da presença ou não de lesão de cárie, em condições padronizadas, seguindo os critérios: (0) sítio hígido; (1) lesão em esmalte e (2) lesão em dentina. Os dados obtidos foram submetidos ao teste estatístico Cohen’s Kappa e estão dispostos na tabela (valor de “k”):

Examinador/Método

Visual

Radiográfico

Laser

A X A

0,45

0,64

0,56

B X B

0,63

0,85

0,57

A X B

0,58

0,44

0,59

Conclui-se que, de acordo com a avaliação feita, o ferro encontrado em excesso na água da comunidade é a causa do aparecimento de manchas escuras e difusas na superfície do esmalte, que são facilmente removidas com profilaxia em consultório dentário e não recidivam quando descontinuado o uso da água.

A095

Mutacinas: espectro de ação e amplificação dos genes mutA em Streptococcus mutans isolados de indivíduos livres de cáries e cárie-ativos.

LONGO, P. L.*, MATTOS-GRANER, R., MAYER, M. P. A.

Departamento de Microbiologia – Instituto de Ciências Biomédicas – USP.
 Tel.: (0**11) 3091-7348, 3091-7354. E-mail: priscilalongo@usa.net

Streptococcus mutans produz uma substância bactericida protéica denominada mutacina. Existem 4 grupos descritos de mutacinas e já foram seqüenciados os genes estruturais responsáveis pela sua produção (mutA I, II, III e IV). Neste trabalho, através do antagonismo posposto, 22 cepas de S. mutans isoladas de crianças livres de cáries ou cárie-ativas e com hábitos dietéticos semelhantes foram testadas quanto a produção de mutacinas usando como indicadoras espécies de estreptococos e Neisseria subflava. Os resultados foram analisados medindo-se o diâmetro dos halos inibitórios do crescimento das bactérias indicadoras. Todas as cepas produziram halo inibitório do crescimento de pelo menos uma das amostras indicadoras. Três cepas produziram halos inibitórios pequenos em estreptococos, porém grandes em N. subflava, exibindo um espectro ainda não descrito entre as mutacinas. Através da análise estatística pelo método de Fisher não foi possível detectar diferença significativa entre a produção e sensibilidade às mutacinas entre cepas isoladas de crianças cárie-ativas e livres de cáries. A amplificação dos genes mutA foi realizada usando-se iniciadores homólogos aos genes mutA das mutacinas tipos I, II e III. Como controle foram usados iniciadores homólogos ao gene gtfB, específicos para S. mutans. Em apenas uma amostra clínica foi observada amplificação do gene mutA II. As demais amostras não apresentaram amplificação de nenhum gene mutA.

Os resultados sugerem que as mutacinas fazem parte de um grupo muito heterogêneo, que abriga mais divisões do que as 4 descritas. (Apoio: FAPESP – Processo: 99/07687-2.)

A096

Efeito erosivo de um vinho tinto brasileiro sobre esmalte bovino.

HUGO, F. N.*, PADILHA, D. M. P., SOUSA, M. A. L. de

Faculdade de Odontologia – UFRGS; Faculdade de Biociências, IGG – PUCRS.

O consumo de vinho está associado ao risco de erosão dentária. O objetivo deste trabalho é descrever o efeito erosivo in vitro de um vinho tinto brasileiro sobre o esmalte bovino previamente imerso em saliva humana e água. Blocos de esmalte foram cortados com disco diamantado, lavados com água destilada, sonicados, secos e as faces cortadas. As metades das superfícies cobertas com esmalte de unhas. Metade dos blocos foram mantidos em água e o resto imersos em saliva humana total por 12 h. Depois disso as peças foram lavadas e imersas no vinho por 1 h, lavadas novamente, sonicadas em acetona, lavadas e deixadas para secar. Foram então montadas em “stubs” e metalizadas com ouro para microscopia eletrônica de varredura. O pH do vinho foi medido antes do início do estudo. Os espécimes foram investigados sob pequenos e grandes aumentos seguindo-se a borda de esmalte de unhas para que se detectassem mudanças na superfície do esmalte. Não houve diferenças nos aspectos da erosão ocorridos tanto no grupo de blocos imerso em saliva como no em água. O espectro do efeito erosivo em ambos os grupos foi similar. Poucos efeitos erosivos foram observados em alguns blocos, resultado do alargamento de ranhuras fisiológicas do esmalte. Quando as erosões eram mais pronunciadas as ranhuras desapareciam. Onde houve erosão severa, foi possível reconhecer o aspecto de favos de mel dos prismas, que algumas vezes eram rasos, outras profundos.

Concluiu-se que esmalte bovino imerso em vinho tinto com pH 4,55 por 1 h sofreu erosão. Nas condições do experimento, a saliva não protegeu a superfície do esmalte.

A097

Procedimentos realizados por dentistas no controle de infecção.

MENDONÇA, M. J.*, PAVARINA, A. C., VARJÃO, F. M., MACHADO, A. L., GIAMPAOLO, E. T., VERGANI, C. E.

Departamento de Materiais Odontológicos e Prótese – Faculdade de Odontologia de Araraquara – UNESP. Fax: (0**16) 201-6406. E-mail: cucci@foar.unesp.br

A utilização de procedimentos efetivos para o controle de infecção no consultório odontológico pode prevenir a contaminação cruzada entre dentistas, equipe odontológica, técnicos de laboratório e pacientes. O objetivo deste estudo foi identificar os materiais e métodos utilizados pelos dentistas no consultório para o controle de infecção. O questionário, aplicado por meio de entrevista, era constituído de 20 questões relacionadas à prática habitual de controle de infecção, relativas a desinfecção de próteses e outros trabalhos laboratoriais. De acordo com os resultados foi possível verificar que 95% dos entrevistados têm consciência sobre o potencial de transmissão de microorganismos patogênicos para o laboratório de prótese por meio de trabalhos protéticos contaminados. Além disso, 87% dos dentistas acreditam que doenças infecciosas podem ser transmitidas do laboratório para o consultório odontológico. Cinqüenta e oito por cento dos entrevistados desinfetam as próteses antes de enviá-las ao laboratório. Por outro lado, somente 33% dos profissionais desinfetam as próteses novas provenientes do laboratório. Os tipos de agentes químicos utilizados para desinfecção são variados. Os profissionais geralmente usam luvas (100%) e máscaras (95%), mas somente 67% usam óculos de proteção.

Os resultados deste estudo demonstraram que os procedimentos para o controle de infecção cruzada variam significativamente entre os consultórios, e vários dentistas ainda enviam trabalhos contaminados ao laboratório.

A098

Análise do potencial antimicrobiano de medicações intracanal utilizadas em Endodontia.

NASSRI, M. R. G.*, MARTINELLI, F., PORTES, M. L., PIETRO, R., LIA, R. C. C.

Universidade de Ribeirão Preto – UNAERP. Tel.: (0**16) 603-6717.

O objetivo do presente estudo foi determinar a ação antimicrobiana de duas substâncias – NDP e PRP – utilizadas como medicação intracanal em endodontia, quando em contato com bactéria comumente encontrada no canal radicular, Staphylococcus aureus (ATCC), em meios de cultura sólido e líquido. A infusão bacteriana foi preparada utilizando meio BHI, correspondente a 0,5 da escala MacFarland. Para o meio sólido, foi realizado o experimento em duas camadas de meio de cultura sobre a placa de Petri. Na base foram colocados 10 ml de Müller-Hinton e, após sua solidificação, uma outra camada, também de 10 ml, preparada com infusão de bactéria diluída em 5:10, meio BHI e 5 ml de Müller-Hinton. Feito isto, foram espalhados aleatoriamente na placa de Petri, discos de filtro previamente embebidos das substâncias testadas e soro fisiológico, usado como controle negativo. Em cada placa foram colocados vários discos contendo uma única substância-teste. Para o meio líquido (BHI), foram colocados em tubos 2 ml de meio BHI acrescidos de uma mistura de 5 ml de 2:10 de infusão bacteriana e BHI, previamente preparada. Em cada tubo foi colocado apenas um disco de filtro. As placas e os tubos foram armazenados em estufa, e após 24 horas, os resultados foram obtidos.

Foi concluído que houve formação de halos de inibição quando do uso das medicações PRP e NDP, sendo que o PRP mostrou maiores halos de inibição, indicando maior potencial antimicrobiano. Em meio líquido houve crescimento bacteriano em todos os tubos.

A099

Efeito da oclusão e do grau de higienização na atividade de bactérias causadoras da doença cárie.

FRANCISCO, M. G., GARROTE, C. S., JORGE, A. O. C., PORTO, C. L. A., FARIA, I. S.

São Paulo.

O biofilme (placa bacteriana) é considerado o fator etiológico determinante da cárie dentária e, por isso observa-se a importância do papel da higiene oral na promoção e prevenção da saúde bucal. Os métodos de remoção do biofilme das superfícies do dente através da escovação representam um meio eficaz e de grande amplitude na população e têm como finalidades diminuir as concentrações bacterianas e prevenir a cárie. Os contatos oclusais também apresentam influência significativa sobre a remoção da placa bacteriana nestas superfícies dentais. Este estudo visa observar se o efeito mecânico da oclusão poderá ou não atuar sobre a quantidade de bactérias cariogênicas. O objetivo será verificar este efeito da oclusão e do grau de higienização na quantidade de S. mutans em relação às fóssulas funcionais e não funcionais de primeiros molares inferiores. Para tanto serão selecionados, no momento da triagem e 30 dias após a motivação para os procedimentos de higienização, 10 fóssulas mesiais e 10 fóssulas centrais de dentes primeiros molares inferiores humanos íntegros de pacientes com idade média de 8 anos e com oclusão 1:2 (cúspide crista). As amostras serão obtidas com a utilização de cone de papel absorvente estéril e imediatamente após a coleta, estes cones serão imersos em solução salina e semeados em meio de cultura seletivo para o desenvolvimento de Streptococcus mutans.

A100

Avaliação da inibição bacteriana dos dentifrícios “naturais”.

MORAIS, A. P.*, VELMOVITSKY, L., MOTTA, L., MEDEIROS, U. V., UZEDA, M.

UFRJ; UFF; UNIVERSO. E-mail: andmor@highway.com.br

Foi avaliada a capacidade inibitória mínima (CIM), in vitro, de 4 dentifrícios contendo agentes considerados “naturais” – Sorriso Herbal® (SH), Malvatricin® (M), Gessy Cristal® (GC) e Paradontax® (P), sobre cepas bacterianas envolvidas no processo de cárie (Streptococcus mutans, Streptococcus sobrinus e Lactobacillus casei – padrão ATCC). Foram testadas, em triplicata, uma solução concentrada com 3 g de cada dentifrício para 10 ml de água deionizada e diluições seriadas de 1:2, 1:4, 1:8, 1:16, 1:32 e 1:64 dessa solução. O dentifrício GC não apresentou inibição bacteriana em nenhuma das concentrações e nas diluições 1:16, 1:32 e 1:64 nenhum dentifrício foi eficaz. Os dentifrícios mais eficazes na inibição global, ou seja, somada a CIM das 3 cepas, com a solução concentrada, foram em ordem decrescente: M (31,3 mm), SH (16,6 mm) e P (13,7 mm). Nas diluições 1:2 e 1:4 apenas SH apresentou inibição para as três cepas (somatório de 8 mm e 4 mm respectivamente). O dentifrício M, nas diluições 1:2, 1:4 e 1:8, só foi eficaz para Streptococcus sobrinus com CIM de 11 mm, 7 mm e 5,7 mm respectivamente.

Conclui-se que, nas condições propostas, o GC não possui atividade antibacteriana; o M obteve melhor desempenho na inibição global e produziu inibição, mesmo que de uma única cepa, nas maiores diluições porém SH foi o dentifrício que manteve-se efetivo para uma maior variedade de cepas mesmo quando diluído.

A101

Concentração de flúor em medicamentos pediátricos e risco de fluorose dental.

ANZAI, A.*, RIZZI, R. I., FURLANI, T. A., SILVA, T. L., SILVA, S. M. B., BUZALAF, M. A. R.

Departamento de Ciências Biológicas – FOB – USP. Tel.: (0**14) 235-8346. E-mail: mbuzalaf@fob.usp.br

Os índices de fluorose dental têm aumentado em todo o mundo nos últimos anos. Isto se deve ao consumo de flúor (F) a partir de várias fontes. Assim, todas as fontes possíveis de F consumidas por crianças na faixa etária de risco para fluorose dental devem ser avaliadas. Muitos medicamentos pediátricos são consumidos diariamente por crianças com problemas de saúde crônicos, ou mesmo na forma de vitaminas. O objetivo deste estudo foi analisar a concentração de F total (FT) e solúvel (FS) em HCl 0,01 N (“suco gástrico”) em 119 medicamentos mais comumente prescritos a crianças, em diversas áreas médicas, para problemas de saúde crônicos. As amostras dos medicamentos foram adquiridas em Bauru e Presidente Prudente, SP. O conteúdo de FT foi separado por difusão facilitada por HMDS e o de FS, incubando-se as amostras (que continham mais de 10 ppm FT) a 37ºC por 1 h em HCl 0,01 N. As análises de F foram feitas com o eletrodo íon-específico (Orion 96-09). As concentrações de FT encontradas variaram de 0 a 54,24 (ppm) e 4 medicamentos apresentaram concentração de FT maior que 10 ppm. Nestes, as concentrações de FS variaram entre 0,15 e 27,32 ppm.

Em virtude dos resultados obtidos, concluímos que alguns dos medicamentos testados podem ser importantes fatores de risco para fluorose dental, quando somados à ingestão total de F a partir da dieta. Os profissionais da saúde deveriam ser informados destes resultados. Além disto o rótulo dos produtos deveria informar a sua concentração de F.

A102

Purificadores de água domésticos e concentração de flúor na água.

LEVY, F. M., RODRIGUES, M. H. C., CAVASSANI, T. T., BASTOS, J. R. M., BUZALAF, M. A. R.*

Departamento de Ciências Biológicas – FOB – USP. Tel.: (0**14) 235-8346. E-mail: mbuzalaf@fob.usp.br

Os purificadores de água à base de osmose reversa e destilação removem uma grande quantidade de flúor (F) da água, entretanto ainda há controvérsias quanto ao comportamento dos purificadores à base de carbono ativado. Se a remoção de F pelos purificadores for significativa, pode haver um número cada vez maior de crianças bebendo água com um nível de F abaixo do recomendado para prevenir cáries, o que indicaria uma suplementação. O objetivo do nosso trabalho foi avaliar o grau de remoção de flúor por purificadores de água caseiros, bem como verificar a qualidade de fluoretação da água de abastecimento da cidade de Bauru, SP. Foram coletadas amostras da água da torneira e do purificador de água de 20 residências, em 3 pontos de distribuição de água da cidade. A análise de F nas amostras foi feita com o eletrodo íon-específico (Orion 96-09), após tamponamento com Tisab II. As concentrações de F (ppm) encontradas nas amostras de água provenientes da torneira e do filtro (média ± DP, n = 20) foram: 1,05 ± 0,170 e 1,113 ± 0,228; 0,695 ± 0,145 e 0,591 ± 0,221; 0,603 ± 0,093 e 0,596 ± 0,157, para as regiões 1, 2 e 3, respectivamente. Dos 60 purificadores testados, 4 (à base de carvão ativado) removeram o F da água, total ou parcialmente.

Concluiu-se que a fluoretação da água de abastecimento da cidade de Bauru, SP não é homogênea e que alguns filtros à base de carvão ativado removem total ou parcialmente o F da água. Maiores estudos são necessários para se estudar o comportamento dos filtros de carvão ativado, a fim de se esclarecer por que alguns removem F da água e outros não.

A103

Avaliação in situ de uma formulação de dentifrício com concentração reduzida de flúor.

PERES, P. E. C.*, DEL BEL CURY, A. A., CURY, J. A.

Departamento de Ciências Fisiológicas – FOP – UNICAMP. E-mail: jcury@fop.unicamp.br

Avaliação in vitro demonstrou que uma formulação contendo 550 ppm F apresentou reatividade similar a um dentifrício convencional com 1.100 ppm F. Resultados preliminares desta formulação, com o uso de placas palatinas, demonstraram sua eficiência em reduzir a desmineralização do esmalte. Entretanto não foi avaliada a relação dose/efeito e não foi utilizado um controle positivo. Foi feito um estudo cruzado, duplo-cego, composto de 5 etapas de 15 dias, onde 15 voluntários adultos, usando prótese parcial removível, contendo 4 blocos de esmalte, sendo 2 hígidos e 2 com lesão artificial de cárie, foram submetidos a tratamentos com dentifrícios: I = não fluoretado; II = 275; III = 550 e IV = 1.100 ppm F; V = Crest Regular (controle positivo). Os dentifrícios continham sílica e suas formulações foram modificadas para melhorar a reatividade do flúor (NaF) com o esmalte dental. Análises da dureza (Knoop) da superfície, secção longitudinal e flúor incorporado foram determinadas no esmalte. Os resultados demonstram que a formulação com 550 ppm F foi mais eficiente que os dentifrícios placebo e 275 ppm F (p << 0,05) e foi equivalente em efeito ao controle positivo (p >> 0,05) em: 1) reduzir a desmineralização da superfície e da lesão de cárie; 2) potencializar a remineralização da superfície do esmalte e da lesão de cárie; 3) aumentar o flúor incorporado no esmalte hígido e com lesão de cárie.

Os resultados sugerem que a formulação experimental com concentração reduzida de flúor pode ter a mesma eficácia do dentifrício convencional e seria mais seguro em relação a fluorose dental. (CNPq - processo 522679/96-0.)

A104

Estudo in vitro da eficácia anticárie de uma formulação de dentifrício contendo NaF e CaCO3 estabilizado.

ARGENTA, R. M. O.*, TABCHOURY, C. P. M., CURY, J. A.

FOP – UNICAMP. Tel.: (0**19) 430-5303. E-mail: jcury@fop.unicamp.br

Alguns estudos têm sugerido que dentifrícios com NaF são mais eficientes que os com MFP. Em acréscimo, formular dentifrício com NaF e CaCO3, abrasivo e matéria-prima nacional de boa qualidade farmacotécnica é um desafio. Entretanto, uma formulação contendo NaF e CaCO3 estabilizado foi desenvolvida e assim, o objetivo deste trabalho foi avaliar in vitro a eficácia desta formulação em inibir a desmineralização do esmalte dental. Preparou-se dentifrícios com 275, 550 e 1.100 ppm F (G1 a G3), contendo NaF/CaCO3, os quais foram comparados com um controle positivo (CrestÒ, G4). Quarenta blocos de esmalte foram obtidos a partir de dentes humanos. Uma ciclagem de pH consistindo de 6 h/dia na solução desmineralizante, 17 h/dia na solução remineralizante, e 2 tratamentos com os dentifrícios por dia, durante 14 dias foi realizada. Os blocos foram seccionados longitudinalmente e microdureza da lesão de cárie (KHN x mm) foi determinada nos blocos que participaram da ciclagem e em um grupo de blocos hígidos (G5) que não participou da ciclagem. Os resultados foram (média ± DP): G1) 28.198,9 ± 4.844,3a; G2) 30.509,3 ± 6.744,4a; G3) 37.495,3 ± 5.744,3b; G4) 38.633,0 ± 3.622,8b; G5) 47.915,8 ± 2.576,9c. Médias seguidas por letras distintas diferem estatisticamente (p << 0,05).

A formulação experimental com 1.100 ppm F contendo NaF e CaCO3 estabilizado apresentou a mesma eficácia do controle positivo na redução da perda mineral da lesão cariosa, sendo mais eficiente que as concentrações de 275 e 550 ppm F. (FAPESP – Processos: 99/12229-3 e 01/00722-9.)

A105

Cariogenicidade de diferentes leites suplementados ou não com ferro.

PERES, R. C. R., COPPI, L. C., ROSALEN, P. L.*, DUARTE, S., VOLPATO, M. C., HECK, A. R.

Departamento de Ciências Fisiológicas – FOP – UNICAMP. Tel./fax: (0**19) 430-5308. E-mail: rosalen@fop.unicamp.br

Os objetivos do trabalho são avaliar a cariogenicidade de diferentes tipos de leite e o efeito cariostático do ferro (Fe) quando suplementado em uma fórmula infantil, utilizando modelo de cárie em rato dessalivado. Utilizaram-se 60 ratas Wistar spf, infectadas com Streptococcus sobrinus 6715. Aos 25 dias de idade, estas foram submetidas à cirurgia de dessalivação. As ratas foram divididas em 6 grupos que receberam ad libitum: (1) água destilada esterilizada; (2) leite humano; (3) leite bovino; (4) leite Ninho em crescimento®; (5) leite Ninho em crescimento® + Fe (88 ppm) e (6) água com 5% de sacarose. Os grupos controles (1 e 6) receberam dieta essencial NCP#2, 2 vezes/dia, via gavagem. O consumo de líquidos foi registrado diariamente e os animais, pesados semanalmente. Após 21 dias, as ratas foram sacrificadas e avaliadas quanto a microbiota oral e índice de cárie pelo método de Keyes modificado por Larson. Os resultados foram submetidos ao teste Kruskal-Wallis. Não houve diferença estatística quanto a porcentagem de S. sobrinus entre os grupos 2, 3, 4, 6 (37,5-44,8%) e entre os grupos 1 e 5 (6,5-15,2%) (p << 0,05). Os índices de cárie de sulco e [superfícies lisas], são os que se seguem: (1) 6,3 [16,3]; (2) 20,9 [25,7]; (3) 21,5 [9,5]; (4) 47,1 [45,0]; (5) 33,3 [31,6]; (6) 53,8 [54,8].

Conclui-se que os leites humano e bovino não apresentaram cariogenicidade significativa, diferentemente das fórmulas infantis, e a adição de Fe mostrou efeito cariostático, podendo ser um método preventivo nos dois problemas de saúde pública como cárie e anemia ferropriva. (Apoio: FAPESP – Processo: 9804779-0; CNPq; CAPES.)

A106

Composição bioquímica da placa dental formada na presença de dentifrício fluoretado.

LEME, A. F. P.*, TABCHOURY, C. P. M., DEL BEL CURY, A. A., CURY, J. A.

Departamento de Ciências Fisiológicas – FOP – UNICAMP. Tel.: (0**19) 430-5303. E-mail: jcury@fop.unicamp.br

Trabalhos anteriores têm mostrado uma baixa concentração de cálcio (Ca), fósforo (P) e flúor (F) na placa dental formada na presença de sacarose. Esses estudos foram realizados na presença de apenas água fluoretada, entretanto não se sabe se o mesmo ocorreria com o uso de dentifrício fluoretado (DF). Para esse estudo dez voluntários utilizaram dispositivos acrílicos intrabucais contendo 4 blocos de esmalte bovino. Esses blocos estavam protegidos por uma tela plástica para permitir o acúmulo de placa. Sacarose a 20% foi gotejada sobre os blocos dentais sendo que em dois deles a freqüência foi de 4 X/dia e nos outros dois, 8 X/dia. Os voluntários utilizaram dentifrício fluoretado (1.100 ppm F como NaF). Uma suspensão (1:3) do mesmo dentifrício foi gotejada sobre os blocos 3 X/dia. Após 14 dias, a placa formada sobre os blocos foi coletada e no extrato desta foram analiticamente determinados F, Ca, P solúveis em ácido. Polissacarídeo solúvel em álcali (PSA) também foi avaliado na placa dental. Os resultados (médias ± DP) de acordo com a exposição a sacarose, 4 X/dia e 8 X/dia, foram respectivamente: 1) F (µg/g): 74,20 ± 46,62a; 24,05 ± 25,37b; 2) Ca (mg/g): 1,04 ± 0,38a; 0,52 ± 0,27b; 3) P (mg/g): 0,58 ± 0,17a; 0,37 ± 0,20b; 4) PSA (mg/g): 27,16 ± 8,72a; 76,53 ± 38,39b. Médias seguidas por letras distintas diferem estatisticamente (p << 0,05).

Considerando a freqüência de sacarose, os resultados confirmam estudos anteriores, entretanto a concentração de flúor na placa foi maior no presente estudo do que quando somente água fluoretada foi usada. (Apoio: FAPESP – Processo: 99/12080-0.)

A107

Atividade antimicrobiana da própolis e suas frações sobre mutans.

HAYACIBARA, M. F.*, DUARTE, S., KOO, H., IKEGAKI, M., PARK, Y. K., BOWEN, W. H., ROSALEN, P. L., CURY, J. A.

Departamento de Ciências Fisiológicas – FOP – UNICAMP. Tel.: (0**19) 430-5303. E-mail: jcury@fop.unicamp.br

Estudos recentes têm mostrado resultados promissores em relação ao efeito anticárie do extrato da própolis de Apis mellifera da região de Minas Gerais (MG). Entretanto, ainda não está definido qual(is) substância(s) ativa(s) é responsável por esse efeito. O objetivo desse estudo foi avaliar a atividade antimicrobiana de frações purificadas da própolis de MG com a finalidade de se isolar os compostos ativos desta substância natural. O extrato etanólico da própolis (EEP) foi fracionado com os seguintes solventes, num gradiente crescente de polaridade: A-hexano, B-clorofórmio, C-acetato de etila e D-etanol. As 4 frações (A, B, C e D) e o EEP foram avaliados nos seguintes testes: 1) determinação do halo de inibição realizada em placas contendo BHIA inoculadas com S. mutans Ingbritt 1600 e S. sobrinus 6715; 2) determinação da Concentração Inibitória Mínima (CIM); e 3) determinação da Concentração Bactericida Mínima (CBM). Os resultados do teste 1 mostraram que A, B e C não diferiram (p << 0,05) do EEP. Entretanto, este mesmo comportamento não foi encontrado para os testes 2 e 3. O EEP apresentou a CIM entre 200 e 400 µg/ml, enquanto A demonstrou atividade antimicrobiana superior ao EEP. A fração B e demais apresentaram menor ou nenhuma atividade, respectivamente. Para o teste 3, foi observado que somente A apresentou atividade bactericida.

Assim, conclui-se que a atividade antimicrobiana da própolis está mais relacionada com a fração hexânica, sendo o composto ativo de caráter apolar. (Apoio: FAPESP – Processo: 99/12085-1; CNPq – Processo: 468474/00-5.)

A108

Formação de “CaF2” no esmalte dental após ATF profissional.

GONÇALVES, N. C. V.*, HAYACIBARA, M. F., LEME, A. F. P., LIMA, Y. B., QUEIROZ, C. S., GOMES, M. J., KOZLOWSKY, F.

Departamento de Ciências Fisiológicas – UNICAMP. Tel.: (0**19) 430-5303.
E-mail: jcury@fop.unicamp.br

Os produtos utilizados para aplicação tópica profissional (ATF) apresentam-se em diferentes veículos e concentrações de flúor (F). Entretanto, a relação entre a concentração de F total presente nos produtos e sua reatividade com o esmalte em termos de formação de flúor fracamente ligado (“CaF2”) não é conhecida. Embora os vernizes fluoretados apresentem altas concentrações de F, a maior parte deste apresenta-se sob a forma particulada e não solúvel. Foram avaliados: I) flúor fosfato acidulado (FFA) gel (Dentsply,1,23% F); II) FFA espuma (Laclede, 1,23% F); III) verniz fluoretado (Duraphat 2,26% F); IV) verniz fluoretado centrifugado; e V) controle. O F solúvel presente no IV foi determinado após centrifugação (16.000 g) por 3 min. Blocos de esmalte dental bovino (n = 50) foram divididos nos 5 grupos acima descritos. A concentração de “CaF2” foi determinada após extração com KOH 1 M e analisada com eletrodo específico para íon F. Os resultados (média ± DP) da concentração de F (ppm) nos produtos foram: I) 12.645,4 ± 428,3; II) 12.204,1 ± 970,4; III) 19.862,9 ± 2.463,9; IV) 3.235,5 ± 910,7. As concentrações de “CaF2” formado (µgF/cm2) no esmalte foram: I) 50,8 ± 31,8 a,b; II) 77,0 ± 35,9 a; III) 28,6 ± 10,2 b; IV-21,9 ± 8,8 b; V) 0,53 ± 0,16 c. Médias seguidas de letras distintas diferem estatisticamente (p << 0,05).

Os dados mostraram que todos os produtos para ATF formaram quantidade significativa de “CaF2” quando comparados ao grupo controle. Entretanto, considerando que apenas o F solúvel presente no verniz está livre para reagir com o esmalte, sugere-se a redução da quantidade de F presente neste produto por razões de segurança.

A109

Análise de flúor em enxaguatórios bucais encontrados no comércio brasileiro.

RODRIGUES, L. K. A.*, DALCICO, R., GOMES, V. E., ZANIN, I. C. J., NASCIMENTO, M. N., DUARTE, S.

Departamento de Ciências Fisiológicas – FOP – UNICAMP. Tel.: (0**19) 430-5303.
E-mail: lidianykarla@yahoo.com

Considerando que o flúor tem se constituído como a medida mais importante para reduzir os níveis de cárie de populações, o uso de bochechos fluoretados representa uma das alternativas para manter a constância deste elemento na cavidade bucal. Tendo em vista que o grau de elevação e manutenção do íon flúor no meio bucal é proporcional à sua concentração encontrada no veículo utilizado, o presente trabalho teve por objetivo analisar as concentrações deste íon em sete marcas comerciais de enxaguatórios bucais. Foram determinadas as concentrações de flúor presentes em cada um dos enxaguatórios adquiridos em três estabelecimentos comercias diferentes da cidade de Piracicaba - SP. Para isto, utilizou-se um eletrodo íon específico Orion 96-09 acoplado a um analisador de íons ORION EA 940, ambos previamente calibrados com soluções padrões de flúor de 1,5 a 10 mg/ml. Os enxaguatórios foram diluídos 20 X para que os valores encontrados satisfizessem a curva de calibração realizada. As concentrações (ppm), média ± dp, de flúor encontradas nos enxaguatórios (n = 3) foram respectivamente: Kolynos Flúor® 213,3 ± 9,0; Fluordent® 223,7 ±1,7; Plax Kids® 229,1 ± 3,8; Cepacol Júnior® 218,6 ± 1,1; Sorriso Herbal® 220,6 ± 6,5; Fresh Breath Menta® 88,7 ± 1,1; Fresh Breath Menta Azul® 88,0 ± 3,7.

Os resultados mostraram que apenas os enxaguatórios da Marca Fresh Breath® estavam em desacordo com a portaria nº 29 de 28 de agosto de 2000 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) do Ministério da Saúde do Brasil.

A110

Reatividade do esmalte com bochechos fluoretados para crianças.

DALCICO, R.*, GOMES, V. E., RODRIGUES, L. K. A., ZANIN, I. C. J., NASCIMENTO, M. N., DUARTE, S.

Departamento de Ciências Fisiológicas – FOP – UNICAMP. Tel.: (0**19) 430-5303.
E-mail: rodalcico@hotmail.com

O presente trabalho avaliou três marcas comerciais de bochechos fluoretados, que foram codificados: Plax Kids (I), Cepacol Júnior (II) e Fluordent (III). Uma solução de NaF 0,05% (V) e água deionizada (IV) foram, respectivamente, utilizadas como controles positivo e negativo. A reatividade dos bochechos foi determinada utilizando-se 130 blocos de esmalte humano, metade dos quais hígidos (BH) e os outros 65 tinham lesão de cárie artificial (BC). O tempo de reação foi de dez minutos. Dos produtos de reação com o esmalte, o flúor fracamente ligado (CaF2) foi extraído utilizando-se KOH M e o fortemente ligado (FA) por ataque ácido (HCl 0,5 M). As concentrações de flúor foram mensuradas com eletrodo íon específico. Os resultados (média ± DP) de “CaF2” em µgF/cm² nos grupos BH - I a V foram respectivamente: 93,7 ± 52,6 a; 2,9 ± 2,7 b; 1,24 ± 0,43 b; 0,135 ± 0,13 c; 1,85 ± 0,96 b. Nos grupos BC - I a V foram respectivamente: 23,4 ± 23,1 a; 5,42 ± 2,88 b; 6,2 ± 2,44 b; 1,4 ± 0,39 c; 4,9 ± 1,45 b. Os resultados (média ± DP) de FA (µg/g) para BH foram, na mesma ordem: 2.369,7 ± 1.593,7 a; 2.460,6 ± 1.126,2 a; 1.961,1 ± 605,3 a; 2.095,1 ± 997,0 a; 1.388,5 ± 832,4 a. Para o grupo BC: 811,7 ± 400,8 a; 642,5 ± 399,3 a; 597,8 ± 145,6 a; 645,4 ± 215,8 a; 622,5 ± 229,9 a. Médias seguidas de letras distintas diferem estatisticamente (p << 0,05).

Os resultados sugerem que existem diferenças na reatividade dos bochechos quanto à formação de flúor fracamente ligado (“CaF2”), tanto para esmalte hígido quanto para esmalte cariado.

A111

Concentração de F nos principais dentifrícios do Brasil e a nova portaria de regulamentação.

TABCHOURY, C.*, ARGENTA, R., ASSAF, A., ZANIN, L., PARDI, V., JORDÃO, M., KLEIN, A., MIALHE, F.

FOP – UNICAMP. Tel.: (0**19) 430-5303. E-mail: cinthia@fop.unicamp.br

Tendo em vista a importância dos dentifrícios fluoretados na redução da cárie dental, a recente mudança ocorrida na portaria brasileira que os regulamenta pode comprometer seu potencial terapêutico. Assim, foram analisados os cinco principais dentifrícios comercializados no Brasil e um dentifrício recém-lançado, na vigência da atual portaria. Foram feitas determinações de todas as formas de flúor, e principalmente do solúvel (“ativo” contra cárie). Para isto, utilizou-se eletrodo específico para íon flúor Orion 96-09 acoplado a um analisador de íons Orion EA 940 previamente calibrados. As concentrações (ppm), média ± DP, de flúor total e solúvel encontradas nos dentifrícios (n = 3) foram respectivamente: Colgate® 1321,6 ± 49,4; 1026,6 ± 159,4; Close-Up® 994,0 ± 22,3; 990,7 ± 19,0; Gessy Lever® 1443,3 ± 38,2; 1217,3 ± 116,9; Signal Flúor® 1394,0 ± 124,6; 1305,6 ± 96,8; Sorriso® 1356,3 ± 18,7; 1164,9 ± 28,4; Contente® 1423,1 ± 19,7; 635,0 ± 9,4. Os resultados demonstraram que embora a concentração de flúor total nos dentifrícios analisados esteja de acordo com a portaria atual, a concentração de flúor solúvel encontrada no dentifrício lançado na vigência desta não atenderia a portaria anterior.

Concluiu-se que é necessário revisar a portaria atual, a fim de garantir à população brasileira o acesso a dentifrícios contendo flúor potencialmente ativo em quantidade e qualidade que realmente seja capaz de interferir com o desenvolvimento da cárie dental.

A112

Saúde dentária de pré-escolares de instituições públicas no Distrito Federal.

MESTRINHO, H. D., TOLEDO, O. A.*

Departamento de Odontologia – UnB. Tel.: (0**61) 577-1439. E-mail: hdmestrinho@uol.com.br

A prevalência da cárie dentária em pré-escolares tem mostrado acentuada redução em países industrializados. No Brasil, pesquisas de âmbito nacional ou regional com pré-escolares são escassas. O objetivo deste trabalho foi efetuar estudo epidemiológico da cárie dentária em crianças de 5 anos de idade de pré-escolas públicas em 6 regiões do DF onde a água de abastecimento é fluoretada, e analisar a importância de algumas variáveis na condição de saúde dentária desta população. Foram examinadas aleatoriamente 594 crianças (287 M e 307 F) por um único examinador (HDM), após remoção da placa dentária e secagem dos dentes com gaze, sob adequada iluminação. A atividade da cárie dentária foi registrada em seus diferentes estágios e um questionário foi aplicado aos pais com informações sobre condição sócio-econômica, hábitos alimentares e de escovação dentária. Teste do qui-quadrado (c²) foi empregado para análise das variáveis. O percentual de crianças livres de cárie foi 35,35%; o índice ceod foi 3,99 (+ 4,71) e o ceos foi 6,76 (+11,24). Os segundos molares e a superfície oclusal foram os mais afetados. Maior prevalência de cárie foi observada em crianças de condição sócio-econômica não-privilegiada (p << 0,001) e naquelas com maior freqüência de ingestão de guloseimas (p << 0,0001). A condição de saúde dentária foi independente da freqüência e da forma de escovação dentária.

Os resultados indicam necessidade de programas odontológicos preventivos e curativos para a população estudada.

A113

Avaliação da eficácia de estufas odontológicas usando indicadores biológicos.

SERRATINE, A. C. P.*, ROCHA, M. J. C.

Programa de Pós-Graduação em Odontologia – Doutorado em Odontopediatria.

O objetivo deste estudo é avaliar a eficácia da esterilização realizada por meio de estufas em consultórios odontológicos de Florianópolis, SC, empregando-se tiras com esporos do B. subtilis para monitorar os ciclos de esterilização. Foram testados dentre 115 estufas 40 aparelhos escolhidos aleatoriamente, distribuídos posteriormente em 8 grupos de acordo com suas marcas comerciais e tempo de utilização. O desempenho de cada estufa foi testado através de 2 ciclos de esterilização monitorados. No primeiro empregou-se uma carga padronizada, distribuída da mesma forma em todas as estufas testadas, composta por 6 caixas metálicas contendo cada uma 10 instrumentos e um envelope com a tira dos esporos. No segundo uma única tira foi colocada em uma carga esterilizada durante a rotina do próprio consultório. Após a esterilização as tiras foram semeadas em meio de cultura líquido seletivo, incubadas em aerobiose a 37oC por 7 dias, sendo o crescimento bacteriano avaliado diariamente. Tiras de esporos que sofriam todo o translado e condições de armazenamento idênticas eram incubadas conjuntamente para servir de controle positivo e tubos de cultura estéreis, nas mesmas condições, forneciam o controle negativo. Partindo-se de uma análise de variância (ANOVA) constatou-se que as marcas comerciais e o tempo de uso das estufas não constituíram variáveis significativas em relação a qualidade de esterilização (p = 0,5535). Por isso os aparelhos foram considerados como um só grupo, verificando-se 22,5% de falhas de esterilização, correspondentes ao desempenho de 9 estufas.

A114

Determinação microfotográfica de espiroquetas bucais.

YOKOYAMA, J. L., SANTOS, E. B.*, KOZLOWSKI Jr., V. A.

Departamento de Odontologia – Universidade Estadual de Ponta Grossa - PR.
Tel.: (0**42) 222-8731. E-mail: betebrasil@uol.com.br

Espiroquetas têm sido associadas a casos clínicos agudos e presença de exsudato, com autores apresentando diferenças nas porcentagens de espiroquetas em abscessos periodontais e endodônticos. Amostras oriundas da cavidade oral de 51 pacientes atendidos nas clínicas odontológicas da Universidade Estadual de Ponta Grossa foram preparadas pela coloração de Gram e microfotografadas em microscópio Carl Zeiss, utilizando filmes preto-e-branco e filtro verde. As fotos obtidas de 80 lâminas foram avaliadas distintamente por dois examinadores calibrados para o diagnóstico morfológico de espiroquetas. Não foram encontradas espiroquetas nas amostras coletadas de palato, língua e exsudato endodôntico. Entretanto, em exsudato proveniente de doença periodontal, a porcentagem de identificação foi de 38,09%. Espiroquetas foram significantemente mais abundantes em exsudatos periodontais que em endodônticos (p << 0,05, segundo teste de qui-quadrado).

A utilização de microfotografia para identificação de espiroquetas pode ser de valor no diagnóstico diferencial de exsudatos.

A115

Avaliação de anestésico de longa duração com e sem vasoconstritor.

SOARES, P. C. O.*, volpato, m. c., ARRIVABENE, F. Q., Ranali, j., AMBROSANO, G.

Departamento de Ciências Fisiológicas – FOP – UNICAMP. Tel.: (0**19) 430-5308. E-mail: pcosoares@bol.com.br

A literatura mostra dados inconclusivos a respeito do efeito da bupivacaína em anestesia infiltrativa. Realizou-se um estudo cruzado e duplo-cego para avaliar os tempos de latência e duração da anestesia pulpar e em tecidos moles após injeção de: G1) Neocaína® -bupivacaína 0,5% com adrenalina 1:200.000 e G2) Neocaína® - bupivacaína sem vasoconstritor. Dezoito voluntários adultos saudáveis foram submetidos a 2 anestesias infiltrativas (intervalo de 2 semanas) na região vestibular do canino superior direito. A anestesia foi avaliada através da aplicação de estímulo elétrico (Vitallity Scanner Analytic Technology Pulp Tester). O limiar basal foi estabelecido previamente à injeção. Após esta, o dente foi testado a cada 2 minutos até ausência de resposta ao estímulo máximo e então a cada 10 minutos até o retorno ao limiar basal. Os dados foram avaliados pelo teste de Wilcoxon (a = 0,05). Não houve diferença significativa entre os grupos para tempo de latência (X ± S [min.]: G1 = 2,44 ± 0,89; G2 = 2,89 ± 1,79; p = 0,2489) e para anestesia em tecidos moles (X ± S [min.]: G1 = 717,53 ± 164,96; G2 = 690,38 ± 183,01; p = 0,4265). A duração da anestesia pulpar foi estatisticamente maior no G1 (X ± S [min.]: G1 = 76,67 ± 36,78; G2 = 29,44 ± 17,31; p = 0,0005).

Conclui-se que a bupivacaína associada a vasoconstritor tem sua ação aumentada no tecido pulpar, o mesmo não ocorrendo em tecidos moles. (Apoio: FAEP; UNICAMP.)

A116

Supressão bacteriana in vitro entre S. mutans e S. sobrinus e seu significado em relação à cárie dentária.

PEREIRA, C. V.*, ROSA, E. A. R., GONÇALVES, R. B., BORIOLLO, M. F. G., ROSA, R. T., HÖFLING, J. F.

Laboratório de Microbiologia – FOP – UNICAMP.

O estudo in vitro das inter-relações bacterianas entre S. mutans e S. sobrinus tem sua importância baseada na determinação do papel desses microrganismos no estabelecimento dos biofilmes sobre as estruturas dentais e de seus potenciais indutores de lesões cariosas. Com base nesses pressupostos, a presente pesquisa tem como objetivo o estudo da supressão e recolonização da placa bacteriana in vitro, entre S. mutans e S. sobrinus, a partir de amostras estreptomicina- e rifampicina-resistentes. Para o estudo das relações de supressão entre essas espécies, foram inoculadas simultaneamente alíquotas previamente padronizadas em tubos acrescidos de diferentes carboidratos fermentáveis. Em intervalos de tempo determinados foram realizadas coletas, diluições e inoculações das culturas mistas de S. mutans/S. sobrinus em meio BHI contendo rifampicina ou estreptomicina e posterior contagem do número total de células para cada espécie. Na avaliação dos processos de colonização e recolonização da placa bacteriana in vitro a pesquisa foi dividida em três experimentos: I) inoculação simultânea de S. mutans e S. sobrinus; II) placa bacteriana pré-formada por S. sobrinus e inoculação de S. mutans; e III) placa bacteriana pré-formada por S. mutans e inoculação de S. sobrinus. Após cada experimento, a placa bacteriana foi dispersa e inoculada em meio BHI. contendo estreptomicina ou rifampicina e submetidas à contagem do número de células para cada espécie.

Os resultados demonstraram uma predominância do número de células de S. mutans em relação ao S. sobrinus determinando a sua capacidade, in vitro, de inibir a formação de placa por outras espécies e recolonizar as superfí­cies. (Apoio: FAPESP.)

A117

Influência da fluorescência dos materiais restauradores na detecção de lesões secundárias de cáries pelo laser 655 nm.

ZANIN, F.*, SOUZA-CAMPOS, D. H., ZANIN, S., BRUGNERA Jr., A., PÉCORA, J., PINHEIRO, A., HARARI, S.

Departamento de Odontologia Social – UFRJ.

O objetivo deste trabalho é determinar a diferença de fluorescência de sete materiais restauradores obtida através da utilização de um laser diodo 655 nm. O sistema de fluorescência laser (DIAGNOdent) tem sido utilizado como método auxiliar na detecção de lesões cariosas secundárias em torno das restaurações. Este novo método de diagnóstico acrescenta informações significativas para a decisão do tratamento a ser realizado pelo cirurgião-dentista. Sabendo-se que a fluorescência da dentina e esmalte clinicamente sadios é em torno de 0 a 15, procurou-se determinar in vitro a fluorescência de 7 grupos de materiais restauradores com 10 dentes cada grupo. O valor médio encontrado para cada material foi: selante sem carga (Delton) – 22,1; selante com carga (Fluroshield) – 5,8; ionômero de vidro tipo II (Shofu) – 17,8; resina composta (Z100) – 2,5; Ormocer (Definit) – 2,4; porcelana (Empress II) – 1,8 e amálgama (Dispersalloy) – 1,7. As leituras do laser numa escala percentual diferiram de acordo com o material, variando de 1 a 23. O selante sem carga e o ionômero de vidro, mostraram valores de fluorescência similares ao da dentina cariada o que interfere na leitura em torno das restaurações.

O conhecimento do valor da fluorescência dos materiais restauradores pode nos facilitar a detecção de lesões de cáries secundárias ao redor das restaurações.

A118

Purificação de antígenos dentinários e reatividade a soros de pacientes com reabsorção.

HIDALGO, M. M.*, ITANO, E. N., MAGRO, M. A., PREVIDELLI, I. T. S., CONSOLARO, A.

UEM; UEL; FOB – USP. E-mail: mhidalgo@onda.com.br

Muito se tem discutido sobre o potencial imunogênico da dentina e sua participação na etiopatogenia das reabsorções dentárias. O objetivo do presente trabalho foi verificar a presença de anticorpos específicos às frações purificadas do extrato dentinário em soros de pacientes com reabsorção radicular ativa (RRA – n = 12) comparados aos indivíduos sem reabsorção (n = 12). Adicionalmente foram analisados soros de pacientes apresentando reabsorção de progressão rápida (RPR – n = 4). O extrato dentinário foi fracionado por cromatografia de alta eficiência (HPLC) sendo selecionadas 6 frações antigênicas. A reatividade dos soros (1/50) foi analisada por ensaio imunoenzimático (ELISA) utilizando conjugado peroxidase anti-IgM ou anti-IgG humana e OPD, seguida de leitura a 492 nm. Os resultados demonstraram aumento significativo de IgG sérica em pacientes com RRA frente ao extrato dentinário e às frações purificadas de massa molecular ~170, ~82/78, ~62, ~55 e ~32,5 kDa quando comparados aos controles e frente aos antígenos de ~170, ~55 e ~32,5 kDa em relação aos pacientes com RPR. Não foi observado aumento significativo de IgM ao extrato dentinário, porém, foi estatisticamente diferente quando utilizadas as frações ~82/78 e ~62 kDa em soros de pacientes com RPR e RRA e ~62 kDa entre RPR e controles.

Concluímos que os pacientes com RRA apresentam aumento dos níveis de IgG e IgM aos antígenos de diferentes massas moleculares presentes no extrato dentinário. (Apoio financeiro: FAPESP – Processo: 98/11690-6.)

A119

Adesão de estudantes de Odontologia ao controle de infecção: um estudo qualitativo.

FREIRE, D. N.*, PAIXÃO, H. H., PORDEUS, I. A.

Programa de Pós-Graduação – Faculdade de Odontologia – UFMG. Tel.: (0**31) 3499-2470. E-mail: posgrad@mail.odonto.ufmg.br

Diversos autores têm investigado a adesão de estudantes de Odontologia ao controle de infecção cruzada, encontrando diversas falhas na adoção dessas medidas, apesar de terem um nível adequado de conhecimento a esse respeito. Visando encontrar explicações para esse comportamento, um estudo qualitativo longitudinal foi realizado com uma turma de estudantes de graduação da FO – UFMG, em três momentos distintos do curso, entre 1998 e 2000. Para a coleta de dados, foram realizados três grupos focais, cada um composto por nove alunos escolhidos aleatoriamente (n = 27), e pelo mediador. O conteúdo das reuniões era gravado em áudio e, em seguida, transcrito para análise de conteúdo. A maioria dos estudantes declarou-se satisfeita com o conteúdo teórico ministrado sobre controle de infecção. Como fatores que poderiam explicar as falhas na adoção dessas normas nas clínicas, foram apontados: infra-estrutura, envolvimento dos funcionários, exemplo dos professores, tempo, baixa percepção da relevância de determinadas práticas, falta de experiência, motivação e valores éticos, entre outros.

Portanto, para o exercício consciente e consistente do controle de infecção, é necessário não apenas uma eficiente transmissão de conhecimentos, mas também uma atitude de consenso, envolvimento e senso de responsabilidade individual por parte de todos os indivíduos inseridos no processo ensino-aprendizagem. (Apoio: CAPES.)

A120

Associação entre consistência de dieta e composição inorgânica da saliva.

FORTALEZA, B. M.*, BEZERRA, A. C. B.

Departamento de Odontologia – Universidade de Brasília. Tel.: (0**61) 226-2981. E-mail: biafort@unb.br

O objetivo deste trabalho foi verificar na primeira infância, que é uma população onde naturalmente há mudança na ingestão de alimentos líquidos para sólidos, modificação na composição inorgânica de saliva. Tratou-se de um estudo transversal, duplo-cego. Escolheram-se, aleatoriamente, 72 crianças, da faixa etária entre 0 e 36 meses. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa. Foi preenchido um questionário de dieta recordatório de 24 horas e amostras de saliva total não-estimulada foram coletadas para determinação de titânio, cálcio, magnésio, manganês, fósforo, cromo, ferro, silício, cobre, alumínio, zinco, bário e boro, por meio da espectrometria de emissão atômica com plasma indutivamente acoplado. Foram aplicados aos dados a análise de variância e a regressão linear múltipla, considerando resultados significativos quando o valor de “p” foi menor ou igual a 0,05. Não foram observadas diferenças nas concentrações dos elementos salivares conforme a predominância de ingestão de alimentos líquidos e sólidos, exceto para o fósforo, cujas concentrações foram maiores quando a alimentação era sólida. Ao verificar o papel da idade, do número de dentes e da consistência de dieta na composição de fósforo na saliva, por meio da análise multivariável, observou-se que 27% das modificações na composição da saliva deveram-se à idade.

A mudança na composição inorgânica da saliva observada na primeira infância deve-se à idade.

A121

Fatores de risco à contaminação mercurial entre profissionais de consultórios públicos e privados.

ASSUNÇÃO, E. F. P. de*, SILVA NETO, J. M. da, MOREIRA, P. V. L., DUARTE, R. M.,
SAMPAIO, M. C. C.

Pós-Graduação em Odontologia – UFPB.

O amálgama ainda é um material muito usado na odontologia brasileira, apesar das implicações sobre a toxicidade de um de seus componentes, o mercúrio. O objetivo deste estudo foi analisar o comportamento do cirurgião-dentista (CD) que atua em consultório privado e na rede pública em relação à contaminação mercurial quando do uso do amálgama de prata. O instrumento de coleta de dados constou de um questionário que foi aplicado em 47 profissionais, sendo 26 provenientes de consultórios particulares e 21 da rede pública do município de João Pessoa (PB). Na rede pública, foi registrado o uso da forma manual de amalgamação em 23,8% dos CDs que responderam ao questionário, enquanto que, nos consultórios particulares, os profissionais não mais utilizavam este método. 85,72% dos CDs que atuam em consultórios públicos não faziam o polimento das restaurações, sendo que, nos consultórios particulares, todos os profissionais realizavam o polimento, com ou sem refrigeração. Apenas um profissional de consultório público e dois de consultórios particulares realizaram o exame para detecção da dosagem de mercúrio na urina.

Concluiu-se que os cirurgiões-dentistas em questão ainda se expõem à contaminação mercurial quando do uso do amálgama de prata, entretanto, já utilizam alguns meios de biossegurança que minimizam esta contaminação. Em acréscimo, há diferença no comportamento dos profissionais que atuam no consultório privado e na rede pública frente à contaminação mercurial.

A122

Correlação manchas dentais extrínsecas – água utilizada pela comunidade Vila Sapê-Imbariê.

PARANHOS, F. F.*, COSTA, M. C.

CBMERJ; Disciplina de Odontopediatria – Doutorado – FO – UFRJ. Tel.: (0**21) 268-1332. E-mail: ffparanhos@aol.com

O presente estudo se propõe a relacionar a grande incidência de manchas dentais extrínsecas na população da comunidade de Vila Sapê-Imbariê, Duque de Caxias - RJ, observadas em razão do atendimento odontológico que vem sendo realizado no CIEP 226, com a água por eles utilizada. Para tal correlação foi feita uma anamnese para obtenção de informações sobre alimentação, suplementos vitamínicos, água utilizada e hábitos de higiene, sendo constatado a ausência de complementos vitamínicos e que grande parte da água consumida vem de poços, pois a única fonte de água tratada está localizada a mais de um quilômetro da comunidade. Foi realizada uma amostragem da água dos poços da região, na qual a análise físico-química (Laboratório de Hidrobiologia – UFRJ) revelou índices muito elevados de ferro.

Locais

CEDAE

CIEP

Nasc.Rio Taquara

Rio Taquara

Poço 1

Poço 2

Poço 3

Poço 4

Poço 5

Ferro (mg/l)

                0,05               

0,01

                 0,09        

 1,30

10,94

2,34        

0,66        

1,34        

8,44

Limites de acordo com a Resolução CONAMA nº20 (1986): Classe 1 – Águas Doces / Ferro << 0,3mg/l.

Conclui-se que, de acordo com a avaliação feita, o ferro encontrado em excesso na água da comunidade é a causa do aparecimento de manchas escuras e difusas na superfície do esmalte, que são facilmente removidas com profilaxia em consultório dentário e não recidivam quando descontinuado o uso da água.

A123

Efeito bactericida de lasers de baixa potência na presença de fotossensibilizador sobre Streptococcus mutans.

ZANIN, I. C. J.*, BRUGNERA Jr., A. J., GONÇALVES, R. B.

Diagnóstico Oral – FOP – UNICAMP. Tel.: (0**19) 430-5321. E-mail: reginald@fop.unicamp.br

Streptococcus mutans presente na placa supragengival é considerado como o principal agente etiológico da cárie dental. O objetivo deste estudo in vitro foi determinar se a luz laser de baixa potência na presença de um fotossensibilizador pode matar Streptococcus mutans. Suspensões de Streptococcus mutans foram expostas à luz de um laser de arseneto-gálio-alumínio (660 nm) na presença do fotossensibilizador azul de toluidina O. Os microrganismos viáveis foram contados em placas de ágar cérebro-coração após incubação a 37ºC em atmosfera parcial de 10% de CO2 por 48 horas. Sua exposição à luz laser na ausência do corante, ou do corante na ausência da luz laser, não apresentou efeito significativo na viabilidade dos microrganismos. Entretanto, uma densidade de energia relacionada com a redução do número de microrganismos viáveis (Streptococcus mutans) foi verificada somente quando eles foram expostos à luz laser e ao corante ao mesmo tempo. Uma significante proporção de mortes (total inibição de crescimento) foi encontrada com a concentração de 0,1 mg/ml do corante e uma densidade de energia de 9,6 J/cm2. Isto foi obtido com uma exposição de 300 segundos à luz laser.

Concluindo, estes resultados sugerem que estas bactérias podem ser mortas pela luz de lasers de baixa potência na presença de um fotossensibilizador. (Apoio: FAPESP – Processo: 00/04945-0; FAEP – Processo: 0991/00.)

A124

Relação entre hipoplasia/opacidade e cárie em dentes decíduos.

GOMES, V. E.*, HOFFMANN, R. H. S., SOUSA, M. L. R., GERLACH, R. F., WADA, R. S.

Departamento de Odontologia Social – FOP – UNICAMP. E-mail: vivigomes_br@yahoo.com.br

O aumento da prevalência de defeitos de esmalte na dentição decídua nos levantamentos epidemiológicos mais recentes pode estar relacionado a um aumento no risco de cárie. O objetivo deste estudo foi relacionar a presença de defeitos de esmalte, no geral e discriminando hipoplasias e opacidades, com o componente “c” (cariado) do índice ceo. A amostra foi composta por 2.846 pré-escolares provenientes de pré-escolas da cidade de Piracicaba. A coleta de dados foi realizada por 10 dentistas da rede pública, calibrados e treinados previamente, no ano de 1999. Adotou-se o índice ceo para cárie e identificou-se os defeitos de esmalte, discriminando em hipoplasias e opacidades, ambos segundo critérios da OMS. Os exames clínicos foram realizados sob luz natural e foram utilizados espelhos bucais. O erro intra-examinador foi de 0,20% de discordância para defeitos sendo 0,17% para hipoplasia e 0,10% para opacidade. O índice Kappa para o ceo foi 0,92. Foi utilizado o teste qui-quadrado para verificar a existência da independência entre as variáveis com nível de 5% de significância. Verificou-se a relação existente entre cárie e defeito (p = 0,001), cárie e hipoplasia (p << 0,0001) e não verificou-se relação entre cárie e opacidade (p = 0,4110).

A presença de opacidade não apresentou relação com a cárie, entretanto a relação entre defeitos de esmalte e cárie foi confirmada, evidenciando a importância de incorporar este indicador de defeitos de esmalte nos levantamentos epidemiológicos. (Apoio financeiro: FAPESP – Processos: 99/12891-8 e 00/07353-6.)

A125

Liberação de cálcio de materiais restauradores em diferentes soluções.

BIJELLA, M. F. B.1*, GARCEZ, R. M. B. O.1, WHITFORD, G. M.2, GRANJEIRO, J. M.1,
BUZALAF, M. A. R.1

1FOB – USP; 2M. C. G. – EUA. E-mail: mbuzalaf@fob.usp.br

O objetivo deste estudo foi determinar os valores de cálcio (Ca) liberados por dois materiais, Vitremer (Vit), um cimento ionomérico modificado por resina, e Ariston pHc (Ari), uma resina composta. Os fabricantes declaram que a resina Ari libera Ca, especialmente em baixo pH, enquanto que o Vit não. Durante 15 dias, oito amostras cilíndricas de cada material foram testadas em água e oito em um sistema de ciclagem de pH. Os espécimes foram colocados na solução de Des (pH 4,3) por 6 h e na solução de Re (pH 7,0) por 18 h, cada dia. A análise da concentração de Ca foi feita por espectrometria de absorção atômica. Os resultados (µg/mm2/dia, média ± DP) foram:

 

Ari Dia 1

Ari Dia 7

Ari Dia 15

Vit Dia 1

Vit Dia 7

Vit Dia 15

Água

0,769 ± 0,776

0,447 ± 0,073

0,341 ± 0,052

0,005 ± 0,070

0,002 ± 0,013

-0,008 ± 0,007 

Des

0,185 ± 0,322

0,304 ± 0,152

0,112 ± 0,070

-0,248 ± 0,160 

0,072 ± 0,105

0,318 ± 0,051

Re

0,261 ± 0,096

-0,287 ± 0,041 

-0,310 ± 0,053 

0,523 ± 0,025

0,277 ± 0,187

0,210 ± 0,079

O Ca liberado do Ari em água decresceu com o tempo mas foi significantemente maior que o do Vit. Na solução de Des, o Ca liberado do Ari foi significativamente menor que quando em água e houve um balanço de Ca negativo quando na solução de Re. Estes achados inesperados podem ser devidos à precipitação de CaF2 nas superfícies dos espécimes do Ari. Na solução de Re, o Ca liberado pelo Vit foi significantemente maior que o do Ari. Estudos de maior duração deveriam ser feitos para confirmação.

A126

Fatores de virulência e variabilidade genética em amostras de Candida albicans.

KOGA-ITO, C. Y.*, RESENDE, M. A., VIDOTTO, V.

Departamento de Microbiologia – UFMG. Tel./fax: (0**31) 3499-2760. E-mail: caito@uninet.com.br

Com a crescente incidência clínica das infecções causadas por leveduras do gênero Candida, a compreensão de sua patogenicidade é de grande importância. O objetivo do presente trabalho foi avaliar a produção de exoenzimas (fosfolipase e proteinase) e a aderência às células epiteliais bucais em amostras de Candida albicans isoladas da cavidade oral de pacientes com candidose e indivíduos controle. A variabilidade genética entre amostras com diferentes graus de virulência também foi estudada. Foram utilizadas 30 amostras isoladas de pacientes com candidose e 30 de indivíduos controle. A determinação da produção de exoenzimas foi realizada de acordo com POLAK (Mycoses, v. 35, p. 9-16, 1992) e AOKI et al. (Zhl Bakt, v. 273, p. 332-343, 1990). Os experimentos de aderência às células epiteliais bucais foram realizados de acordo com WELLMER e BERNHARDT (Mycoses, v. 40, p. 363-368, 1997). O estudo da variabilidade genética foi realizado através da técnica de PCR-RFLP. A produção de fosfolipase e proteinase foi maior no grupo candidose em relação ao grupo controle. Diferenças estatisticamente significantes foram encontradas para a produção de proteinase. As amostras do grupo candidose apresentaram maior aderência às células epiteliais bucais em relação aos controles. Não foi observado polimorfismo de tamanho de fragmentos de restrição de DNAr entre as amostras estudadas.

Conclui-se que as amostras do grupo candidose apresentaram maior produção de proteinase e apresentaram maior aderência em relação aos controles. (Apoio financeiro: FAPEMIG.)

A127

Avaliação de um método para a desinfecção de escovas dentais.

SATO, S.*, PEDRAZZI, V., LARA, E. H. G., PANZERI, H., OGASAWARA, M. S., WATANABE, E.,
ITO, I. Y.

Departamento de Materiais Dentários e Prótese – FORP. Fax: (0**16) 633-0999.
E-mail: ssato@forp.usp.br

O objetivo desta pesquisa foi verificar a eficácia in vivo de um “spray” para a desinfecção de escovas dentais. Quinze pacientes, 7 homens e 8 mulheres, participaram de 4 grupos (estudo “crossover”), testando em cada um deles um tipo de “spray”: 1- composição básica (conservantes, solvente, veículo) e digluconato de clorexidina a 0,12%; 2- composição básica e cloreto de cetilpiridínio a 0,05%; 3- somente a composição básica; 4- somente água de torneira esterilizada. Após cada escovação, os indivíduos borrifavam o “spray” sobre as cerdas, sendo que, decorrida uma semana, as escovas usadas foram recolhidas e novas fornecidas para uso com outro grupo de “spray”. As escovas recolhidas eram colocadas em tubos de ensaio contendo 10,0 ml de Letheen Broth (Difco). Cada amostra era submetida à agitação ultra-sônica por 5 s; retirava-se a escova e o caldo era submetido a uma diluição decimal seriada e semeado nos meios ágar-sangue suplementado (com 1% de hemina e menadiona), Mitis Salivarius Agar (Difco) e ágar-sangue. Decorrido o período de incubação, foi feita a contagem das UFC/ml. Os dados foram submetidos ao teste de Kruskal-Wallis a um nível de significância de 5%. Os resultados demonstraram que a quantidade de contaminação era sempre menor nos grupos 1 e 2, sem diferença estatisticamente significante entre eles, sendo o mais alto grau de contaminação encontrado no grupo 4.

Os “sprays” contendo CHX e CPC demonstraram eficácia em reduzir a contaminação, sendo um método prático e viável na prevenção de infecção cruzada e reinfecção do próprio paciente.

A128

Controle de infecção cruzada nos laboratórios de prótese.

CAMPANHA, N. H.*, GARCIA, P. P. N. S., PAVARINA, A. C., MACHADO, A. L.,
GIAMPAOLO, E. T., VERGANI, C. E.

Departamento de Mat. Odont. Prót. – FOAr – UNESP. Fax: (0**16) 201-6406. E-mail: pavarina@foar.unesp.br

A desinfecção dos trabalhos protéticos é uma etapa importante para prevenir a contaminação cruzada entre pacientes, dentistas e técnicos de laboratório. O objetivo deste estudo foi obter informações sobre os métodos utilizados nos laboratórios de prótese para prevenir a transmissão de microrganismos entre o consultório e o laboratório. O questionário, aplicado por meio de entrevista, era constituído de questões relativas à desinfecção de moldes e outros trabalhos laboratoriais. Foram entrevistados 131 técnicos de laboratório e os resultados revelaram que 82% estão conscientes da possibilidade da transmissão de infecções virais e bacterianas dos pacientes para os técnicos. Entretanto, 90% deles não desinfetam os trabalhos que chegam ao laboratório e 77% não usam luvas. Oitenta e sete por cento dos técnicos lavam rotineiramente os moldes com água. Entre os itens que chegam ao laboratório, os mais freqüentemente desinfetados são: moldes (9%), bases de registro de resina acrílica (3%), registros intermaxilares (2%), estruturas metálicas (1,5%), dentes montados em cera (1,5%) e modelos de gesso (1%). Somente 8% dos técnicos responderam que são informados se os pacientes pertencem a um grupo de risco.

Os resultados deste estudo evidenciaram a necessidade de maior conscientização por parte dos técnicos para prevenir a contaminação cruzada através dos trabalhos protéticos que são encaminhados do consultório para o laboratório.

A129

Relação entre respiração bucal e distúrbios do sono.

BARROSO NETO, L. G., MARTINES, O. E. R.*, CALAZANS, P. M., MATUCK, I. C.

Pós-Graduação em Odontologia Social – UFF – Niterói - RJ. E-mail: afr@afr.org.br

Pacientes portadores de respiração bucal ou de insuficiente respiração nasal apresentam em sua história clínica, queixas de distúrbios do sono. O objetivo deste trabalho foi o de verificar a prevalência de queixas de distúrbios do sono associadas a presença de padrão respiratório bucal em pacientes sob tratamento de desordens têmporo-mandibulares na Clínica de Oclusão da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal Fluminense. Foi realizada uma pesquisa documental onde foram examinadas 98 fichas de pacientes disponíveis (90% da clientela). Como resultado do exame, foram encontrados 33 (34%) pacientes respiradores bucais (RB) e 65 (66%) pacientes respiradores nasais (RN). Dos pacientes RB, 16 (48,4%) apresentaram queixas de distúrbios do sono, enquanto dos pacientes RN, 18 (27,6%) o fizeram.

Observou-se uma maior prevalência de queixas de distúrbios do sono entre os pacientes respiradores bucais do que entre os pacientes respiradores nasais, sugerindo uma forte correlação entre a presença de padrão respiratório bucal e distúrbios do sono nesta população estudada.

A130

Metodologia estatística nos resumos das Reuniões da SBPqO.

AMBROSANO, G. M. B.*, ANTONIO, E. A. A., BELOTSERKOVETS, L. R., MORAES, A. B. A.

Departamento de Odontologia Social – FOP – UNICAMP. Tel.: (0**19) 430-5209. E-mail: glaucia@fop.unicamp.br

A melhoria na qualidade da pesquisa científica tem sido acompanhada de um significativo aumento no número de experimentos com análises estatísticas; a causa desse aumento é atribuída a facilidade que a informática tem proporcionado. Contudo, apesar desse fato ser aparentemente favorável, tem sido associado a um aumento no número de erros e uma análise inadequada pode comprometer seriamente a validade do trabalho, levando o leitor a acreditar em conclusões não verdadeiras. Sabendo-se que do grau de familiaridade do leitor com as técnicas estatísticas depende o quanto ele pode analisar criticamente os resultados de uma pesquisa; a análise da freqüência de utilização das diferentes metodologias pode auxiliar na identificação daquelas que devem receber atenção especial por parte dos pesquisadores e professores de Bioestatística. Assim, o objetivo do presente estudo foi descrever as metodologias estatísticas utilizadas com maior freqüência em resumos publicados das Reuniões da Sociedade Brasileira de Pesquisa Odontológica (SBPqO) dos anos de 1998, 1999 e 2000, avaliando-se todos os resumos.

Observou-se que 59,6% dos resumos utilizaram alguma metodologia estatística, sendo que destes, 53,2% utilizaram estatística paramétrica, 43,6% não-paramétrica e 3,2% ambas. As técnicas estatísticas mais freqüentemente utilizadas foram: ANOVA, Kruskal-Wallis, teste t, teste de qui-quadrado, teste de Mann-Whitney, estatística descritiva, correlação de Pearson e teste de Wilcoxon. (Apoio financeiro: CNPq.)

A131

Dieta, higiene oral e visita ao dentista entre crianças nordestinas.

ELY, M. R.*, THOMAZ, E. B. A. F., LIRA, C. C., MORAES, E. S., VALENÇA, A. M. G.

Pós-Graduação em Odontologia – UFPB. Tel.: (0**83) 216-7409. E-mail: msodont2@ccs.ufpb.br

O presente trabalho avalia características de hábitos dietéticos, higiene oral e visita ao dentista entre 600 crianças de 2 a 5 anos de idade, matriculadas em 17 creches públicas das cidades de Aracaju (SE), Bayeux (PB), João Pessoa (PB) e Recife (PE). Os dados foram obtidos através de questionários e os resultados foram tratados estatisticamente por análise descritiva e pelos testes não-paramétricos do qui-quadrado e Fisher. Observou-se que 528 (88%) crianças mamaram ao peito. A mamadeira noturna foi utilizada por 232 (38,6%) crianças, sendo acrescido açúcar ao leite em 208 dos 232 casos (89,6%). Verificou-se um decréscimo significativo no uso da mamadeira noturna com o avanço da idade (p << 0,01). Quando observado o hábito de higiene oral, 582 (97%) crianças possuíam sua própria escova de dentes, enquanto que um total de 586 (97,6%) executavam escovação dentária regularmente. Em 374 (62,3%) relatos a escovação era efetuada pela própria criança, sendo que 183 (30,5%) delas visitaram o dentista pelo menos uma vez. A faixa etária em que a visita ao dentista ocorreu mais freqüentemente foi a de 4-5 anos (p << 0,01).

Conclui-se que a alta prevalência do hábito de mamadeira noturna é preocupante tanto quanto a baixa freqüência de crianças que visitaram o dentista, fatos que denotam a necessidade de implementação de programas educativos e preventivos. O dentista possui um papel vital em informar e alertar quanto ao comportamento em saúde bucal a fim de melhorar o perfil epidemiológico da população infantil.

A132

Prevalência de sobressaliência, sobremordida, apinhamento e perda prematura na dentição decídua.

THOMAZ, E. B. A. F.*, ROESCH, M. E., LIRA, C. C., MORAES, E. S., VALENÇA, A. M. G.

Programa de Pós-Graduação em Odontologia – UFPB. Tel.: (0**83) 216-7409.

O objetivo deste estudo foi verificar a prevalência de maloclusões na dentição decídua em 989 crianças de 2 a 5 anos de idade matriculadas em creches públicas das cidades de Aracaju (SE), Bayeux (PB), João Pessoa (PB) e Recife (PE). O exame constou de inspeção visual, observando-se: a) protrusão dos incisivos superiores (PR); b) “overbite” acentuado (OV); c) apinhamento (AP); d) perda prematura de elementos dentários (PP). Para o tratamento estatístico, utilizou-se o teste não-paramétrico do qui-quadrado (c2) e a análise descritiva. Constatou-se que 556 (56,22%) crianças já portavam maloclusões e que PR foi a condição mais prevalente (36,1%), seguida de OV (16,7%), AP (9,9%) e PP (2,9%). Não houve diferença estatisticamente significativa entre os sexos (p >> 0,05). PR e OV demonstraram uma significativa diminuição com o avanço da idade (p << 0,01), enquanto que PP comportou-se de forma inversa (p << 0,01), sendo que a maioria destas perdas ocorreu por trauma nos incisivos superiores. Quanto à distribuição geográfica, as cidades de Recife e Bayeux apresentaram os maiores índices de AP (p << 0,05), OV (p << 0,01) e PR (p << 0,01) quando comparados aos valores registrados para as cidades de Aracaju e João Pessoa.

Tais achados revelam um elevado número de crianças que, ainda na dentição decídua, são portadoras de maloclusões ou de condições que favoreçam a instalação das mesmas, fato que denota a importância da adoção de medidas ortodônticas educativas e preventivas com o intuito de evitar a instalação ou perpe­tuação deste problema na população infantil. (Apoio: CAPES.)

A133

Características da dieta consumida por crianças das escolas pública e privada.

ROSA, M. R. D.*, RABELLO, P. M., DORNELAS, S. K. L., QUEIROZ, D. M. C., VALENÇA, A. M. G.

Pós-Graduação em Odontologia – UFPB. Tel.: (0**83) 216-7409.

O objetivo do presente trabalho foi avaliar a dieta consumida por 154 crianças, entre 7 e 12 anos, matriculadas em escolas pública (EPUBL, n = 75) e privada (EPRIV, n = 79), situadas em João Pessoa (PB). Foram avaliados: 1. freqüência das refeições principais; 2. grupo de alimentos consumidos nestas refeições; 3. número de lanches realizados; 4. freqüência de ingestão de sacarose ao dia e nos lanches; 5. alimentos mais consumidos durante os lanches. Os achados foram submetidos à análise estatística através dos testes não-paramétricos do qui-quadrado e exato de Fisher. Em relação à freqüência de refeições principais, os dois grupos de escolares comportaram-se de maneira similar. Leite e derivados foram mais ingeridos pelos escolares da EPRIV no desjejum e no jantar (p << 0,01). A ingestão de frutas no jantar predominou entre as crianças da EPRIV (p << 0,01). Constatou-se uma freqüência mais elevada de sacarose, entre as refeições, em crianças da EPRIV em relação às da EPUBL (p << 0,05). Refrigerantes, balas, pirulitos e chocolates foram significativamente mais consumidos entre as refeições pelas crianças da EPRIV, enquanto a ingestão de sorvetes e picolés foi maior naquelas da EPUBL (p << 0,01).

Conclui-se que a dieta consumida pelas crianças das EPUBL e EPRIV se diferenciou em alguns grupos de alimentos ingeridos no desjejum e no jantar como também nos alimentos consumidos entre as refeições, sendo necessário, em ambos os grupos, o aconselhamento dietético com o intuito de mudança dos hábitos alimentares, particularmente quanto aos alimentos consumidos nos lanches. (Apoio: PIBIC/CNPq.)

A134

Experiência e distribuição da cárie dentária entre crianças de 2 a 5 anos.

LIRA, C. C.*, MORAES, E. S., THOMAZ, E. B. A. F., ELY, M. R., VALENÇA, A. M. G.

Pós-Graduação em Odontologia – UFPB. Tel.: (0**83) 216-7409. E-mail: msodont2@ccs.ufpb.br

No presente estudo foi avaliada a experiência de cárie e sua distribuição na dentição decídua de 989 crianças de 2 a 5 anos, matriculadas em creches das cidades de Aracaju (SE), Bayeux (PB), João Pessoa (PB) e Recife (PE). O exame clínico constou de inspeção visual, sendo os dados tratados estatisticamente pelo teste do qui-quadrado. Os resultados mostraram que a experiência de cárie entre as meninas (47,1%) não foi significativamente diferente da observada no sexo masculino (52,9%) (p >> 0,05). Em acréscimo, a experiência de cárie mostrou um aumento significativo com o avanço da idade (p << 0,01). Em relação aos dentes mais afetados pela cárie, os molares decíduos (superiores e inferiores) apresentaram-se mais atingidos do que os dentes anteriores (p << 0,01).

Concluiu-se que, na amostra estudada: as crianças do sexo feminino tiveram experiência de cárie semelhante às do sexo masculino; o número de crianças afetadas pela cárie foi maior naquelas de idade mais elevada; os dentes mais afetados pela cárie foram os elementos posteriores; não foram alcançadas, na amostra estudada, as metas da Organização Mundial de Saúde para o ano 2000; a realidade epidemiológica encontrada apontou a necessidade da elaboração de programas que possibilitem a diminuição da prevalência de cárie dentária, ainda na dentição decídua em desenvolvimento.

A135

Percepção da estética dental em crianças e seus responsáveis.

ALMEIDA, C. G.*, CIAMPONI, A. L., WANDERLEY, M. T.

Departamento de Ortodontia e Odontopediatria – FOUSP. Tel.: (0**11) 3846-1191. E-mail: almeidacg@zipmail.com

Os padrões de estética estão cada vez mais exigentes e isso reflete-se também na Odontologia, através da busca de um sorriso perfeito. O objetivo deste trabalho foi avaliar a percepção da estética dental em crianças e seus responsáveis, quando presentes alterações dento-faciais como lesões de cárie e mordida aberta na região ântero-superior da dentição decídua. Participaram do estudo 88 crianças e seus respectivos responsáveis, selecionados nas clínicas da Disciplina de Odontopediatria da FOUSP, que foram divididos em 4 grupos: 1) Grupo de cárie (n = 48); 2) Grupo de cárie e mordida aberta (n = 12); 3) Grupo com mordida aberta (n = 9) e 4) Grupo controle/sem alterações (n = 19). Antes do início da realização do trabalho o mesmo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da FOUSP. Foi realizada uma entrevista com responsáveis e uma dinâmica psicológica com as crianças, usando bonecos e uma escala visual analógica de faces. Os resultados mostraram para os grupos 1, 2, 3 e 4 respectivamente, 85,4%, 66,7%, 55,6% e 21,1% dos responsáveis insatisfeitos com o sorriso da criança, assim como 85,4%, 83,3%, 55,6% e15,8% perceberam o problema dental da criança. As crianças perceberam sua condição dental em 54,2%, 33,3% e 11,1% e receberam comentários de terceiros em 56,2%, 50,0% e 22,2% para os grupos 1, 2 e 3 respectivamente.

Conclui-se que a percepção da estética dental nos responsáveis é grande quando estão presentes lesões de cárie e em crianças parece depender das influências do meio e das relações sociais para se processar.

A136

Orientações psicológicas para o manejo clínico dos pacientes com indicação de prótese ocular.

NICODEMO, D.*, RODE, S. M.

Departamento de Odontologia Social e Clínica Infantil – FOSJC – UNESP. E-mail: denise@fosjc.unesp.br

A Prótese Buco-Maxilo-Facial é uma especialidade abrangente pois ao restaurar tanto a função como a estética, favorece o ajustamento e reabilitação dos pacientes à sociedade. Assim, sucesso e eficiência, competência e compromisso, são aspectos diretamente relacionados ao bem-estar biopsicossocial. Objetivamos conhecer as expectativas e necessidades do paciente com indicação de prótese ocular; permitir um traçado psicológico do seu perfil e delinear as principais orientações para o manejo clínico. Utilizamos o estudo exploratório para levantamento básico do linguajar e do conteúdo emocional ligado à problemática da perda. Com base nesse levantamento, elaboramos um questionário, composto de 43 questões, que pode ser dividido em 5 blocos. Foi aplicado na forma de entrevista dirigida, para pacientes adultos, de ambos os sexos, assistidos pelo Ambulatório do Curso de Pós-Graduação em Prótese-Buco-Maxilo-Facial da FOSJC – UNESP. A análise qualitativa dos resultados, nos levou, dentre outras, a essas principais considerações: o questionário pode ser aplicado na íntegra ou a partir da seleção de blocos; a inserção de parte do questionário no cadastro do paciente é de grande valia para que a intervenção técnica se constitua, cada vez mais, numa abordagem integradora; faz-se necessário uma maior particularização nas informações e orientações dadas aos pacientes, considerando suas dúvidas e desejos que são tão simples mas nem por isso banais.

A prótese constitui-se numa forma de readaptação do indivíduo à sociedade; algumas alterações da conduta profissional podem favorecer, ainda mais, seu benefício.

A137

Entendimento de estudantes de Odontologia sobre violência doméstica (crianças e adolescentes).

SILVA, M. R.*, MELANI, R. F. H.

Departamento de Odontologia Social – FOUSP. Tel.: (0**11) 4436-9372. E-mail: marciaroberti@yahoo.com

Distribuiu-se um questionário entre 61 alunos do quarto ano de duas faculdades de Odontologia da cidade de São Paulo para avaliar o entendimento destes sobre a violência doméstica contra crianças e adolescentes e investigar a postura que eles assumiriam caso se vissem diante de uma vítima. O questionário continha 4 questões abertas e duas de múltipla escolha, e foi distribuído no início de uma aula, com autorização do professor responsável. O trabalho foi aprovado pelo parecer nº 55/00 do Comitê de Ética em Pesquisa da FOUSP. 90,2% dos entrevistados entendeu por violência doméstica contra crianças e adolescentes todos atos que produzem danos (físicos, sexuais, psicológicos e “morais”, este último interpretado tanto como sexual ou psicológico). 1,6% entendeu que omissões (abandono, negligência) também são modalidades de violência doméstica. 45,9% acredita que todos os casos (suspeitos ou confirmados) de violência devam ser notificados (conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA), e nenhum dos entrevistados soube indicar corretamente a quem notificar (ao Conselho Tutelar, também segundo o ECA). 82% nunca recebeu informações sobre o assunto.

Considerando que o cirurgião-dentista é tido como um dos profissionais mais aptos a identificar casos de violência doméstica contra crianças e adolescentes entre seus pacientes, é preciso oferecer já no curso de graduação informações aos futuros profissionais, capacitando-os para que possam intervir de forma adequada nos processos de violência e assim efetivamente colaborar na solução deste problema.

A138

A relação entre a cronologia de erupção dos dentes decíduos e o peso e a estatura.

HADDAD, A. E.*, CORREA, M. S. N.

Departamento de Ortodontia e Odontopediatria – FOUSP. Tel.: (0**11) 3887-3719,
 fax: (0**11) 3091-7854. E-mail: anahaddad@uol.com.br

A erupção dentária é um fenômeno que faz parte do processo de crescimento e desenvolvimento do organismo. O ritmo de crescimento pode ser muito variável de uma criança para outra e isto, condicionado à interação de fatores genéticos e ambientais. O crescimento físico é monitorado através do peso e estatura. Quando estas medidas estão discrepantes da idade cronológica, usa-se também a idade óssea. Existe uma ampla variação dos limites de normalidade da idade óssea, e estudos têm mostrado que a idade dentária pode apresentar uma maior correlação com a idade cronológica do que a idade óssea. O objetivo deste estudo foi investigar a correlação entre a cronologia de erupção dos dentes decíduos e as medidas somáticas de peso e estatura, em duas fases distintas do crescimento infantil. A amostra foi composta por 870 crianças de 0 a 36 meses, submetidas à pesagem, medição e exame da cavidade bucal para contagem do número de dentes erupcionados. Foram obtidos os seguintes dados em entrevista com os pais: data de nascimento, peso e comprimento ao nascimento de cada criança. O protocolo de pesquisa foi aprovado conforme o Parecer nº 72/00 do CEP. A correlação entre o nº de dentes erupcionados e as medidas de peso e comprimento ao nascimento e peso e estatura para a idade foi testada através da técnica estatística de regressão múltipla.

 A maior correlação foi verificada entre o nº de dentes erupcionados e a estatura da criança para a idade. Foi montada uma tabela de referência onde o nº médio de dentes erupcionados é estimado com base na idade e estatura da criança.

A139

Avaliação do perfil odontológico da paciente gestante da FO – UFRGS.

ROSITO, D. B.*, SLAVUTZKY, S. M. B.

Faculdade de Odontologia – UFRGS.

O tratamento odontológico à gestante é oportuno e indicado, pois suas necessidades presentes apresentam-se exacerbadas em função de negligência na higiene bucal, alterações hormonais e dietéticas que acometem o estado gestacional. O estudo descreve o perfil de 111 pacientes gestantes que buscaram atendimento na FO – UFRGS no período de 1999 e 2000. Os dados obtidos de fichas clínicas padronizadas relativos a idade das gestantes, índice CPOD, índice de perdas de restaurações durante a gestação, alteração de hábitos dietéticos, índices gengivais e periodontais desta população e acompanhamento obstétrico são apresentados e discutidos. Os resultados demonstram que a idade das pacientes variou entre 14 e 45 anos, com maior prevalência entre 21-30 anos, CPOD médio entre as gestantes estudadas foi 10,17, o índice de perda de restaurações nesta gestação foi de 37%, sendo 85,71% das pacientes cárie-ativas. Constatou-se que 57,97% das gestantes entrevistadas citou aumento da ingestão de frutas cítricas, e em geral as gestantes relatam aumento da ingestão de alimentos tanto doces, quanto salgados. Os índices de placa visível e sangramento gengival encontrados foram respectivamente 51% e 55%.

Conclui-se que é necessário um programa de atenção odontológica que priorize gestantes, pois este é um grupo estratégico para que haja modificações de posturas e atitudes, em razão do papel que estas mulheres exercerão na promoção de saúde bucal de seus filhos. A ênfase na educação é a chave do tratamento odontológico à gestante.

A140

Causas de abandonos a programa de promoção de saúde bucal.

BARROSO, S.*, DAMASCENO, L., GAMA, R., MIASATO, J., SILVA, C.

Odontopediatria e Odontologia de Promoção de Saúde – FO – UFRJ; UNIGRANRIO.

Um programa de promoção de saúde bucal para bebê traz grandes benefícios à cavidade bucal da criança e mesmo assim, 289 pais ou responsáveis abandonaram o programa. Foi considerado como desistência, àqueles que não retornaram às consultas por um período mínimo de 12 meses. O propósito deste estudo foi de investigar as causas das desistências ao programa e suas conseqüências na manutenção da saúde bucal dos infantes.

Cento e três famílias participaram como universo dessa investigação e diante dos resultados encontrados, pôde-se concluir que: (1) grande parte dos abandonos ao programa deveu-se a motivos inconsistentes ou temporários; (2) 88,3% (n = 91) dos familiares sequer tentaram retornar às consultas e mesmo assim; (3) 70% (n = 72) dos pais valorizavam a ida dos bebês ao dentista para prevenir doenças bucais; e (4) após o reingresso ao programa, 78,6% (n = 81) das crianças apresentaram ceos = 0 (zero).

A141

Análise das decisões judiciais sobre as lesões maxilo-mandibulares.

Cardozo, H. F.*, Serafim, C.

Odontologia Social – FOUSP.

O objetivo deste estudo foi verificar o entendimento dos tribunais sobre a gravidade do dano das lesões maxilo-mandibures. Foram analisados 46 acórdãos, do quais 39 referentes a lesões dentárias (uma fratura, 10 perdas dentárias unitárias e 28 múltiplas); 3 de lesões ósseas (fraturas mandibulares); 1 ósteo-dentária (fratura da maxila com perdas dentárias) e três cujo tipo de lesão não foi especificado. Em 36 acórdãos, o dano mastigatório compareceu como a conseqüência funcional decorrente do trauma. Quanto a gravidade do dano, na avaliação pericial: uma lesão foi dada como leve; 38 como grave; 3 como gravíssima; 4 como grave/gravíssima. Dessas qualificações iniciais, 19 foram mantidas nos acórdãos e 27 (59%) foram desqualificadas – 26 lesões dentárias e uma não-especificada. Das lesões que foram desclassificadas, 21 passaram de grave para leve; duas de gravíssima para leve; uma de gravíssima para grave e 2 grave/gravíssima para leve. O motivo da desqualificação declarado nos acórdãos foi a ausência de subsídios periciais para a qualificação pretendida, em 16 casos; discordância do dano alegado no laudo pericial, em 8 casos e elementos dentários comprometidos previamente ao trauma, em 3 casos.

Verificou-se grande divergência entre o entendimento pericial e o dos tribunais quanto à gravidade do dano das lesões dentárias motivada, principalmente, pela deficiência de fundamentação nos laudos periciais, demonstrando a necessidade de maiores cuidados na elaboração desses documentos.

A142

Prevalência de maloclusão em crianças de 5 a 35 meses de idade de Diadema - SP.

TOLLARA, M. C. R. N*., DUARTE, D. A., BÖNECKER, M. S., PINTO, V. G.

Departamento de Ortodontia e Odontopediatria – FOUSP.

O objetivo deste estudo foi estabelecer a prevalência de maloclusão em crianças na faixa etária entre 5 e 35 meses de idade. Para cumprir tal proposta utilizou-se uma amostra transversal (n = 413), um critério metodológico próprio, universalizando a amostra com a coleta de dados no Dia de Campanha Nacional de Multivacinação. O índice epidemiológico utilizado foi o da OMS (1997) - método 4 - DAI e a avaliação de aspectos morfológicos da oclusão seguiu os critérios de Baume (1950), Moyers (1958) e Foster; Hamilton (1969). Registrou-se, então, apinhamento, espaçamento anterior e presença de espaços primatas; “overjet” e “overbite” maxilar; mordida cruzada anterior; mordida aberta anterior; desvio de linha média; mordida cruzada unilateral/bilateral posterior; relação canina e molar. De acordo com a metodologia aplicada inferiu-se que a prevalência de maloclusão foi de 55,9%, não havendo diferença estatisticamente significante entre os sexos. Sua distribuição entre as crianças examinadas de acordo com as diferentes fases de erupção foi: na fase de erupção 1 (grupo dos incisivos decíduos), 23,5%; fase 2 (grupo dos primeiros molares decíduos), 69,4%; fase 3 (grupo dos caninos decíduos), 80,0% e fase 4 (grupo dos segundos molares decíduos), 87,1%.

Assim, torna-se possível diagnosticar os desvios de normalidade e interceptá-los precocemente, restabelecendo a integridade da dentadura decídua.

A143

A formação profissional do ACD e do THD frente às exigências da atual LDB.

LIÑAN, M. B. G.*, BOTAZZO, C.

Departamento de Odontologia Social – Faculdade de Odontologia – USP.
Tel.: (0**11) 3091-7891.

Este trabalho analisa as implicações da reforma educacional profissional introduzidas pela nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) nº 9.394/96, nos artigos 36 § 2º, e de 39 a 42, regulamentados pelo Decreto nº 2.208/97, em curso no Brasil, para a formação dos profissionais auxiliares da Odontologia: o ACD e o THD. Os procedimentos utilizados baseiam-se em pesquisas teóricas das legislações estabelecidas pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC), do Conselho Nacional de Educação (CNE), da Câmara de Educação Básica (CEB), da Secretaria do Ensino Médio e Tecnológico (SEMTEC), a reforma curricular determinada pelo Programa de Educação Profissional (PROEP), bem como as Resoluções e Portarias exaradas pelo CFO que ultrapassam o seu poder de regulamentação.

As novas propostas do ensino profissionalizante, por meio das mudanças preconizadas pela nova LDB estabelecem que os cursos serão desenvolvidos por módulos, sendo a qualificação técnica de ACD integrante de itinerário de profissionalização de THD. A organização da matriz curricular de THD é desenhado na perspectiva da construção de competências ou seja capacidade de mobilizar, articular conhecimentos e habilidades necessários para o desempenho das atividades requeridas no trabalho. O docente (dentista) deverá cursar programas especiais de formação pedagógica ou licenciatura. A alteração radical do panorama da educação profissional determinará mudança no ensino da Odontologia.

A144

O cirurgião-dentista e outros profissionais de Saúde portadores de HIV/AIDS: considerações bioéticas e psicológicas.

ALVES, E. G. R.*, RAMOS, D. L. P.

Departamento de Odontologia Social – FOUSP. Tel.: (0**11) 5549-2618. E-mail: egralves@hotmail.com

Este estudo teve objetivo de analisar experiências vividas por profissionais de Saúde portadores de HIV/AIDS e seus aspectos bioéticos e psicológicos. Após aprovação do Comitê de Ética, foram feitas entrevistas com estes profissionais sobre seu relacionamento com pacientes e pessoas de seu convívio social. A oportunidade de continuarem ou não exercendo a profissão também foi analisada e as implicações em comunicar ou não seu paciente. Foi observado o pavor que têm de serem identificados como pessoas infectadas pelo vírus HIV, pois haveria implicações insustentáveis em sua vida pessoal e profissional, além de temerem necessitar mudar de atividade.

Conclui-se que, o profissional de Saúde HIV-positivo, pode continuar exercendo sua profissão enquanto estiver em condições físicas e psicológicas, devendo estar sendo acompanhado por equipe de saúde. O profissional não é obrigado a informar seu paciente sobre sua soropositividade. Como qualquer pessoa portadora de HIV/AIDS, deve informar seu contactante sexual. É urgente uma campanha nacional para informar a população sobre seu direito de ser atendido, em qualquer serviço de saúde, particular ou não, com todo equipamento de biossegurança. Há ainda, a necessidade de um plano de apoio e orientação para este profissional que pode se desenvolver em parceria entre organismos governamentais e não-governamentais.

A145

Comparação de cinco métodos para odontometria de dentes decíduos.

MENDES, F. M.*, ARAKI, A. T., DUARTE, D. A.

Departamento de Odontopediatria e de Dentística – FOUSP. Tel.: (0**11) 3091-7854. E-mail: fausto@fo.usp.br

O objetivo do trabalho foi comparar in vitro cinco métodos de odontometria em dentes decíduos. Para isso foram selecionados 20 dentes unirradiculares com reabsorção radicular limitado ao máximo de um terço da raiz. Estes dentes se submeteram a cinco métodos para determinação do comprimento real de trabalho (CRT): tátil, radiográfico convencional, tátil associado ao radiográfico, radiográfico digital e localizador apical eletrônico. Para cada método, estabeleceu-se uma média de três medições. Para verificar o comprimento real do conduto (grupo controle), uma lima foi introduzida até a sua visualização no limite apical. Os valores dos diferentes grupos foram divididos em quatro categorias comparadas ao grupo controle: apropriado quando o CRT estava entre 0,1 e 1,0 mm aquém do ápice; aceitável quando estava entre 1,1 e 2,0 mm aquém do ápice; inadequado quando era mais de 2,0 mm aquém do ápice; indesejável quando o CRT coincidia (CRT = 0 mm) ou ultrapassava o ápice do dente. O grupo do localizador apical obteve maior número de resultados apropriados (85%), enquanto que o grupo tátil apresentou os piores resultados, com maior número no grupo indesejável (45%) e apenas 15% no apropriado. Os grupos de radiografia digital, radiografia convencional e radiografia + tátil apresentaram resultados intermediários (55%, 45% e 35% no grupo apropriado, respectivamente).

Concluímos que os grupos com radiografia apresentaram resultados razoáveis, mas o localizador apical foi o método mais eficiente na odontometria de dentes decíduos.

A146

Influência do nível econômico na severidade de má-oclusão na cidade de Araraquara.

CAPOTE, T. S. O.*, ZUANON, A. C. C.

Departamento de Clínica Infantil – UNESP – Araraquara. Tel.: (0**16) 201-6335, 201-6328. E-mail: aczuanon@foar.unesp.br

Foi realizado um estudo para verificar a existência de correlação entre a severidade de má-oclusão e o nível econômico em 930 crianças de 6 a 12 anos de idade, sendo que 447 eram do sexo masculino (48,06%) e 483 do sexo feminino (51,94%), alunos de escolas da rede pública e particular de ensino da cidade de Araraquara - SP. Todos os exames foram realizados nas próprias escolas por um único profissional treinado, com auxílio de luvas descartáveis, espátulas de madeira e luz natural. Foi empregado o Índice de Prioridade de Tratamento Ortodôntico, método de análise internacional que registra seis características oclusais e fornece a severidade de má-oclusão. A avaliação do nível econômico foi realizada por meio de questionário (Critério de Classificação Econômica Brasil), respondido pelos pais das crianças estudadas, os quais foram classificados em 7 classes econômicas (A1, A2, B1, B2, C, D e E). De acordo com os dados obtidos, 85,92% das crianças apresentaram algum tipo de anormalidade oclusal e as maiores porcentagens de crianças faziam parte das classes econômicas D (31,61%) e C (29,89%). De acordo com a análise de variância, não houve evidência estatística de que a classe econômica interfere significativamente na severidade de má-oclusão (p = 0,353873).

Os autores concluíram que embora a maioria das crianças estudadas tenha apresentado algum tipo de má-oclusão, não foi observada correlação com o nível econômico das mesmas. (Apoio financeiro: FAPESP.)

A147

Efeito do Sistema Carisolv™ na resistência da união ao cisalhamento resina/dentina em diferentes substratos dentinários.

CALDO-TEIXEIRA, A. S.*, PUPPIN-RONTANI, R. M., SINHORETI, M. A. C.,
CORRER-SOBRINHO, L.

FOP – UNICAMP.

Este estudo teve por objetivo avaliar o efeito do Sistema Carisolv™ (SC™) na resistência da união ao cisalhamento (RUC) de um sistema adesivo à diferentes substratos dentinários. Foram empregados 90 dentes, divididos eqüitativamente em: permanentes, decíduos e bovinos; subdivididos de acordo com o tratamento (com ou sem aplicação do SC™ - controle). As amostras foram desgastadas para obtenção de uma superfície plana em dentina e distribuídas em 6 grupos, sendo os grupos 1, 3 e 5 (aplicação do SCTM - diferentes substratos) e os grupos 2, 4 e 6 (controle). O SC™ foi aplicado de acordo com as instruções do fabricante. A seguir, o sistema de união Scotchbond Multi-Purpose Plus (3M) e o compósito Z100 (3M), foram aplicados. Após 72 h de armazenamento em água a 37ºC, foram submetidos ao ensaio de cisalhamento na máquina de ensaio Universal, com velocidade de 0,5 mm/min. Os dados obtidos (MPa) foram submetidos à ANOVA e ao teste de Tukey (p << 0,05).

 

 Bovino

Decíduo

Permanente

Tratamento

Média

Desvio-padrão

Média

Desvio-padrão

Média

Desvio-padrão

Com SC™

3,7388 a

1,5003

2,0643 b

0,9184

2,1203 b

1,3867

Sem SC™

1,4105 b

0,5472

2,6503 a

1,0006

3,1655 a

1,4025

Pôde-se concluir que o emprego do SC™ nos diferentes substratos estudados produziu menores valores de RUC daqueles encontrados no grupo controle, exceto para o substrato bovino.

A148

Correlação entre os índices de placa e gengival em pares de mães e crianças com dentição mista.

RAMIRES-ROMITO, A. C. D.*, MAYER, M. P. A., OLIVEIRA, L. B., RODRIGUES, C. R. M. D.

Departamento de Odontopediatria/Ortodontia – FOUSP. Tel.: (0**11) 3088-9201. E-mail: garomito@uol.com.br

Este trabalhou visou correlacionar as condições periodontais clínica e radiográfica entre pares de mães (M) e crianças (C). Foram examinados 30 pares M e C (média = 8,76 anos) de ambos os sexos, sem estarem em tratamento odontológico no momento da pesquisa e não-submetidos à antibioticoterapia há pelo menos 3 meses do início do estudo. Foram registrados seus índices de placa bacteriana (IP) e gengival (IG) e realizadas radiografias interproximais e periapicais. Através de questionários, respondidos pelas M, foram colhidas informações a respeito dos hábitos de higiene bucal das M e C, nível de escolaridade das M, se M trabalhava fora ou não e a renda familiar.

Após análise estatística (p << 0,05), concluiu-se que houve maior correlação entre os IP e IG no grupo composto por M do que no grupo de C, com exceção da região dos primeiros molares permanentes onde houve valores semelhantes. Não existiu correlação significante entre os IP e IG dos pares M e C. Não foi encontrada nenhuma correlação significante entre perda óssea e IP ou IG dos pares. O IP total das M foi maior nas mães com as maiores idades e diminuiu com a freqüência “sempre” do uso de fio dental e quando elas trabalhavam fora. IG total das M também foi menor quando elas trabalhavam fora de casa. Houve redução no IP total da C quando ela foi auxiliada pela mãe durante a escovação, quando M declarou que usava fio dental “sempre” e quando M trabalhava fora. O índice IG total das C foi reduzido com aumento da escovação e quando M utilizava fio dental “sempre”. Não houve diferença do sexo da C em relação aos seus IP e IG.

A149

Perfil dos estudantes de Odontologia – expectativas de trabalho e remuneração.

ROBLES, L. P.*, ROBLES, F. R. P.

Pós-Graduação em Administração de Empresas – Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado – FECAP.

O objetivo do estudo é conhecer o perfil dos estudantes de Odontologia, expectativas quanto ao exercício profissional e remuneração esperada. Colaboraram livremente 132 alunos de instituições pública e privada com opiniões sobre mercado e local de trabalho, união em grupo, necessidade de complementação de renda, motivação e especializações, através de respostas fechadas e abertas, cujos dados foram categorizados e transformados de qualitativos para quantitativos. Predominaram alunos do sexo feminino, principalmente na faculdade particular; todos advêm de famílias de classe média e média-alta. Estão pessimistas com relação a: oportunidades, mercado, distribuição de profissionais e excesso de faculdades. Têm necessidade de aprimorar-se, dentro e fora do país, preocupam-se com a falta de apoio governamental, sorte, tempo de experiência, paciência, e problemas devido à proliferação de operadoras em saúde bucal, além da falta de recursos e de educação da população com vistas à saúde bucal. Pretendem empregos públicos, partilhar consultórios, credenciamentos e, só após cinco anos de formados, atingir remuneração mensal de R$ 1.500,00. Muitos sugerem sair dos grandes centros.

Conclui-se que os alunos percebem que o alto investimento pessoal, familiar e da sociedade gera retorno financeiro baixo, mas mantém expectativas de ultrapassar esta fase de transição, e que a manutenção do estado de saúde e o controle dos riscos devem ser atendidos e entendidos pelos usuários, governo, insti­tuições e sociedade.

A150

Capacitação profissional em Odontologia: instituição pública e particular.

ROBLES, L. P., ROBLES, F. R. P.*, ROBLES Jr., A.

Pós-Graduação em Administração de Empresas – Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado – FECAP.

Esta pesquisa quer mostrar a avaliação e opinião de alunos no último ano de graduação em Odontologia, de escolas pública e particular sobre sua capacitação profissional e possíveis propostas de mudanças. Os tópicos investigados foram: razão da escolha da profissão, adequação do conteúdo programático, equilíbrio entre teoria e prática e anseio por programas de pós-graduação. Aplicou-se 132 questionários a alunos das instituições pública e privada que consentiram livremente em colaborar, gerando respostas fechadas e abertas, que foram codificadas, classificadas e categorizadas para tabulação e interpretação através de média, percentual e análise de variabilidade relativa. Segundo os resultados, as principais razões de escolha da carreira para alunos de ambas instituições foram: caráter liberal, prestação de serviços à sociedade, desenvolvimento de habilidades e boa remuneração. As matérias mais importantes para eles estão ligadas ao exercício clínico, seguidas das ciências básicas e por último das sociais para as duas instituições. Na faculdade pública houve percepção de equilíbrio entre teoria e prática, enquanto na particular predominou a teoria. Todos sugerem inclusão de disciplinas de alta complexidade técnica e desejam continuar aprendendo em cursos de especialização, complementação e carreira acadêmica. Julgam-se capacitados para o exercício da profissão, e as instituições atenderam às suas expectativas.

Conclui-se que as disciplinas clínicas e curativas destacam-se para os alunos, numa visão reabilitadora, pouco expressando a necessidade do estudo das Ciências Sociais na sua atuação.

A151

Avaliação institucional – alunos de faculdade de Odontologia pública e particular.

ROBLES, L. P., ROBLES Jr., A.*, ROBLES, F. R. P.

Pós-Graduação em Administração de Empresas – Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado – FECAP.

O estudo propõe avaliar a percepção de alunos do último ano em Odontologia das faculdades pública e particular a que pertencem. Os itens analisados foram quanto ao incentivo à pesquisa, laboratórios, biblioteca, salas de aula, recursos de apoio audiovisual, instalações das clínicas, secretaria, docentes, possibilidades de trabalho, estudo e convivência com colegas, informações recebidas, dedicação e desempenho do estudante nessas instituições. A pesquisa analisou respostas obtidas de questões que o aluno atribuía valor de 0 a 10 para cada item; as 132 respostas (84 de escola privada e 42 de escola pública) geraram resultados que foram tabulados e interpretados quanto à média, percentual e variabilidade relativa, observando-se maior homogeneidade e concentração nas respostas dos alunos do sexo masculino. Para alunos de faculdade particular, as instalações e os recursos das clínicas foi o fator que obteve maior destaque, recebendo pior avaliação por parte dos alunos da faculdade pública. Outra diferença foi no incentivo à pesquisa, em que a instituição pública se destaca em relação à particular. Não houve diferença entre as instituições a respeito de instalações como: laboratório, sala de aula, recursos audiovisuais, docentes e ambiente de convivência, bem como dedicação e desempenho dos estudantes, enquanto os alunos da pública melhor avaliaram biblioteca e secretaria.

Conclui-se que os alunos de ambas instituições consideraram-se bem assistidos, com diferenças entre: clínicas, secretaria e biblioteca, necessitando modernização e aprimoramento do ensino odontológico nestes aspectos.

A152

Resistência à fratura de dentes decíduos restaurados com diferentes técnicas de colagem de fragmentos.

MASTRIA, T. V., WANDERLEY, M. T.*, RODRIGUES FILHO, L. E., RODRIGUES, C. R. M. D.

Disciplina de Odontopediatria – FOUSP. E-mail: crmdrodr@fo.usp.br

O objetivo deste foi comparar a resistência à fratura de dentes decíduos restaurados com três diferentes técnicas de colagem de fragmentos. Trinta incisivos superiores foram seccionados no terço médio, e os fragmentos foram colados de diferentes formas: G1- adesivo Single Bond e resina composta Z100; G2- resina composta Z100 fluidificada pela adição de 1 gota do adesivo Scotchbond Multi-Uso; G3- cimento resinoso dual Variolink/Vivadent. Todos os dentes e respectivos fragmentos foram previamente condicionados com ácido fosfórico em gel por 30 s. Após imersão em água destilada por 24 h, 37ºC, foram polidos e submetidos ao ensaio mecânico de cisalhamento, em máquina de ensaio universal (Riehle), com carga aplicada à velocidade de 6 mm/min. Os valores de ruptura foram submetidos à análise de variância, sendo que o Grupo 1 (8,68 ± 2,21) mostrou-se estatisticamente superior aos demais (G2- 3,51 ± 1,01 e G3- 3,94 ± 1,64), que foram semelhantes entre si.

Concluiu-se que a combinação de adesivo seguido de resina composta, foi mais eficiente na colagem de fragmentos em dentes decíduos.

A153

Higiene bucal e saúde gengival: percepções e atitudes dos responsáveis.

BARCELOS, R.*, SOUZA, I. P. R.

Disciplina de Odontopediatria – FO – UFRJ. Tel.: (0**21) 562-2101. E-mail: rbarcelos@predialnet.com.br

Este trabalho avaliou, através de formulários, a percepção e as atitudes de responsáveis (RE) por crianças, quanto a higiene bucal (HB) e sua importância na manutenção da saúde gengival. Foram entrevistados 72 RE por crianças de 3 a 12 anos de idade, atendidas no ambulatório de Pediatria de um hospital municipal do Rio de Janeiro. Os resultados foram inseridos em um banco de dados do programa Epi Info 6.02. A média de idade dos RE foi 31,5 ± 6,6 anos, 94,5% sexo feminino, e das crianças 6,3 ± 2,4 anos, 47,2% sexo feminino. A escovação dentária (ED) era realizada, diariamente, por 97,2% dos RE e 97,2% das crianças. Apenas 13,9% das crianças eram ajudadas pelos RE durante a ED, e 41,7% precisavam ser lembradas de realiza-lá, principalmente aquelas acima de 10 anos (75,0%). O sangramento gengival durante a ED foi relatado por 50,0% dos RE e 22,0% das crianças. Para apenas 5,6% dos RE a ED era importante para a manutenção da saúde dental, assim como da gengival. Relacionando RE orientados ou não sobre HB e suas atitudes, verificou-se diferença significante quanto à conduta frente ao sangramento gengival (qui-quadrado = 16,61; p = 0,00). Embora não havendo diferenças entre os grupos quanto ao conhecimento do termo gengivite (qui-quadrado = 1,35; p = 0,25), sua definição (qui-quadrado = 2,05; p = 0,11) e razões para o sangramento gengival (qui-quadrado = 3,39; p = 0,06), o grupo orientado apresentou melhores resultados.

Conclui-se, que a importância da HB na manutenção da saúde gengival deve ser enfatizada junto aos RE de pa­cientes infantis.

A154

Alterações renais: conhecimentos de pós-graduandos/graduados em Odontopediatria no RJ.

MENDES*, P. C. A., MARASSI, C., PRIMO, L. G.

Disciplina de Odontopediatria – FO – UFRJ. Tel.: (0**21) 562-2098. E-mail: patmendes@hotmail.com

Objetivou-se avaliar o conhecimento e as atitudes de 65 profissionais ligados a cursos de pós-graduação em Odontopediatria em relação aos cuidados no atendimento a pacientes com alterações renais, através de entrevistas (12 perguntas fechadas e 2 abertas). Os dados foram tabulados no Epi Info 6.04 e analisados pelo teste qui-quadrado (p << 0,05). A média de idade foi 29,1 ± 7,35 anos. Os resultados mostraram que 96,9% (n = 63) realizavam anamnese com história médica detalhada e 58,5% (n = 38) só pediam o telefone do médico se houvesse dado relevante. Apenas 15,4% (n = 10) consideravam capacitados a atender estes pacientes. 90,8% da amostra (n = 59) acredita que esses pacientes necessitam de cuidados odontológicos especiais e entraria em contato com o médico antes da intervenção. 26,2% relataram conhecer as principais manifestações bucais e citaram gengivite (40,9%), hipoplasia de esmalte (31,8%), periodontite (13,6%) e candidíase (4,5%). Quanto a medicação, há necessidade de precaução no uso de anestésicos (53,8%) e de antiinflamatórios (52,3%). 61,5% (n = 40) não sabiam se essas crianças apresentavam maior tendência à sangramento. 44,6% (n = 29) responderam que pacientes transplantados eram mais sujeitos a infecções dentárias. Apenas 37,5% (n = 3) sabiam o melhor momento para o atendimento a pacientes que realizam hemodiálise (p = 0,02).

Os resultados mostraram que os conhecimentos para atender paciente com nefropatias foram insuficientes, e há necessidade de cuidados especiais e aquisição de informações.

A155

Substâncias químicas auxiliares e “smear layer” radicular de dentes decíduos.

PRIMO, L. G.*, CHEVITRESE, O., GUEDES-PINTO, A. C.

Disciplina de Odontopediatria – FO – USP; FO – UFRJ. Tel./fax: (0**21) 286-9305. E-mail: lprimo@pobox.com

Este estudo qualitativo avaliou, in vitro, substâncias químicas auxiliares (SQA) na instrumentação de canais de dentes decíduos anteriores, quanto à remoção da “smear layer” (SL), usando duas seqüências de instrumentação. Foram utilizados 24 dentes, divididos aleatoriamente em 2 grupos de 12 dentes cada, de acordo com a instrumentação: limas tipo Kerr (nº 15 a 25) (Fase I - G1 a G4) ou limas tipo Kerr (nº 15 a 40) (Fase II - G5 a G8). Os conjuntos de SQA empregados foram: G1 e G5 - água destilada (controle); G2 e G6 - Endo-PTC + Líquido de Dakin; G3 e G7 - NaOCl a 4% alternado com H2O2 a 3% (SOS); e G4 e G8 - NaOCl a 1% e lavagem final com ácido cítrico a 10%. Cada subgrupo (G1 a G8) contou com 3 dentes cada. Os dentes foram secados e a porção radicular foi clivada transversalmente em duas partese longitudinalmente. Fotografias representativas foram obtidas ao MEV e avaliadas de modo cego: (0) SL densa; (1) SL moderada; (2) sem SL (ROME et al., 1985). Os dados foram tabulados no programa Epi Info 6.04. Na Fase I, os escores mais freqüentemente encontrados foram: G4- escore 2 em 88,8% das amostras; G2- escore 1 em 55,5% e, G3- escore 0 em 44,4%. E na Fase II: G8- escore 2 em 77,8% das amostras, G6 e G7- escore 0 em 50,0%. Em ordem decrescente, as seqüências de SQA mais efetivas na remoção da SL foram: G4 e G8; G2 e G6; e G3 e G7.

Diante dos resultados, conclui-se que o NaOCl a 1% seguido de ácido cítrico a 10% mostrou o melhor desempenho na remoção da SL do canal de dentes decíduos anteriores, in vitro. (O projeto foi aprovado pelo CEP/FO - USP - Parecer nº 106/99.)

A156

Avaliação da desmineralização do esmalte dentário causada por bebidas esportivas.

BOMFIM, A. R.*, MOLITERNO, L. F., SAMPAIO, H., FISCHER, R. G.

FO – UERJ. Tel./fax: (0**21) 587-6372. E-mail: arbomfim@uol.com.br

O objetivo desta pesquisa foi avaliar o potencial erosivo de duas marcas de bebidas esportivas: Gatorade e Marathon.  Foram utilizadas 80 amostras de dentes humanos, sendo 40 de dentes decíduos e 40 de permanentes. As amostras foram distribuídas em 8 grupos, formados por dentes decíduos (DA) e permanentes (PA), imersos em água destilada; por dentes decíduos (DS) e permanentes (PS), imersos em saliva artificial; por dentes decíduos (DG) e permanentes (PG) imersos em Gatorade e por dentes decíduos (DM) e permanentes (PM) imersos em Marathon. As amostras foram submetidas à 3 imersões diárias nas bebidas em teste de 10 minutos cada, por 30 dias. A avaliação foi feita através da pesagem das amostras, antes e depois das imersões. Avaliou-se porcentualmente a perda de peso das amostras. Os testes t para amostras pareadas e não-pareadas, e ANOVA foram utilizados para avaliar as diferenças das perdas dos 8 grupos (p << 0,05). Os resultados demonstraram perda de peso significativa nos grupos imersos em Marathon e Gatorade, quando comparados aos grupos controle. Verificou-se que as duas bebidas testadas são capazes de causar erosão no esmalte dentário humano. O Marathon foi considerado mais erosivo que o Gatorade. As amostras de dentes decíduos sofreram maior erosão que as amostras formadas por dentes permanentes.

Concluiu-se que os repositores hidroeletrolíticos testados têm alto poder erosivo para o esmalte dentário humano e seu consumo deve ser racionalizado. (Esta pesquisa contou com apoio financeiro da CAPES.)

A157

Comportamento infantil no ambiente odontopediátrico: fatores de predição.

RAMOS-JORGE, M. L.*, SERRA-NEGRA, J. M. C., BOGUTCHI, T., PORDEUS, I.

Departamento de Odontopediatria e Ortodontia – FO – UFMG. E-mail: mlrjorge@hotmail.com

Com o objetivo de verificar os fatores potencialmente capazes de influenciar o comportamento infantil no ambiente odontológico foi realizada uma pesquisa em Belo Horizonte - MG com 118 crianças de 48 a 68 meses de idade, sem qualquer experiência odontológica prévia. O comportamento infantil foi avaliado durante os procedimentos de exame clínico e profilaxia utilizando-se a escala de Frankl (++,+,–,– –). Todas as mães responderam a um teste para avaliar a sua ansiedade (MAS) e a um questionário. Um teste para avaliar a ansiedade infantil (VPT modificado) foi respondido pelas crianças. Utilizando-se o programa Minitab 11, foram realizadas as análises estatísticas (qui-quadrado e multivariada - regressão logística). Os resultados do ajuste do modelo de regressão logística advogam que os fatores preditores do comportamento infantil incluam as variáveis idade (OR = 9,9), ansiedade infantil (OR = 175,4), ansiedade materna (OR = 8,6), experiência de dor de dente (OR = 29,1) e experiências médicas (OR = 13,5). Através  da análise multivariada os resultados revelaram que a criança não ansiosa, com idade superior a 54 meses, que é filha de mãe com ansiedade baixa, que nunca sofreu dor de dente e que se comportou positivamente nas experiências médicas anteriores têm uma probabilidade de 86,38% de se comportar positivamente na primeira consulta odontológica.

Assim, conclui-se que é possível predizer o comportamento infantil através da inclusão na anamnese de questões relativas às experiências médicas, de dor de dente e adoção de testes para avaliar as ansiedades materna e infantil.

A158

Capacidade das mães para predizer o comportamento infantil no ambiente odontológico.

RAMOS-JORGE, M. L., SERRA-NEGRA, J. M. C.*, PORDEUS, I. A., PAIVA, S. M.

Departamento de Odontopediatria e Ortodontia – FO – UFMG. E-mail: mlrjorge@hotmail.com

A dificuldade de predizer o comportamento da criança na sua primeira experiência odontológica constitui um complicador para o odontopediatra quando ele vai escolher a melhor maneira de lidar com a criança em determinada situação. Objetivando avaliar a capacidade da mãe de predizer o comportamento do filho durante a primeira visita deste ao dentista, participaram da pesquisa 118 crianças de 48 a 68 meses sem experiências odontológicas prévias. Todas estavam acompanhadas de suas mães que relataram sua opinião sobre como seria o comportamento do filho (positivo, negativo). O comportamento da criança durante o procedimento odontológico de exame clínico e profilaxia foi avaliado através da escala de Frankl (definitivamente positivo ++, positivo +, negativo –, definitivamente negativo – –). Utilizando-se o programa Epi Info 6.02, foi realizado o teste estatístico qui-quadrado. Verificou-se uma relação estatisticamente significante (c2 = 9,27; p = 0,002) entre a opinião das mães e o comportamento observado pela criança. Filhos de mães cuja predição sobre o comportamento infantil foi positivo apresentaram comportamento positivo em sua maioria (70,8%). Entre as mães que previram um comportamento infantil negativo, 63,6% das crianças apresentaram comportamento também negativo.

Desta forma, conclui-se que as mães foram capazes de predizer o comportamento do filho no ambiente odontológico. Assim, colher a opinião das mães antes da primeira experiência odontológica da criança é de grande valia para o odontopediatra.

A159

A percepção da criança sobre o uso do equipamento de proteção individual pelo odontopediatra.

OLIVEIRA, A. C. B.*, RAMOS-JORGE, M. L., PAIVA, S. M.

Departamento de Odontopediatria e Ortodontia – FO – UFMG. E-mail: tl1276178@terra.com.br

A utilização de equipamento de proteção individual (EPI) pelo odontopediatra é uma medida de biossegurança importante. Objetivando correlacionar o tipo de vestuário e EPI utilizado pelo odontopediatra, com a receptividade da criança em ser cuidada por este, foram pesquisadas 39 crianças, de dois a cinco anos de idade, na cidade de Belo Horizonte - MG. Três fotos de uma odontopediatra em diferentes apresentações; roupa colorida (foto 1), roupa branca (foto 2) e EPI completo (foto 3) foram exibidas aos participantes; que indicaram a foto da dentista por quem elas preferiam ser atendidas. As mães responderam perguntas sobre a experiência odontológica anterior da criança. Utilizando-se o programa Minitab 11, foi realizado o teste estatístico de correlação de Pearson. Verificou-se uma correlação estatisticamente significante entre a foto escolhida pela criança e o fato da criança já ter tido experiência odontológica (p = 0,002), e se essa experiência foi positiva ou negativa (p = 0,032). Das crianças que escolheram a foto 3, 66,6% já tinham tido experiência odontológica. A foto 2 foi escolhida por 66,6% daquelas que não tiveram tal experiência. Dos participantes que tiveram experiência odontológica negativa, 40% optaram pela foto 1.

Assim, conclui-se que a medida que a criança vai sendo apresentada ao EPI ela se torna receptiva a ele, não criando nenhum problema na aceitação do uso do EPI pelo profissional.

A160

Percepção do Sistema Único de Saúde por alunos de graduação em Odontologia, Valença - RJ.

GOUVÊA, M. V.*, HURST, J. L. S., CRUZ, C. W., SOARES, E. L. P.

Graduação em Odontologia Social – UFF – Niterói - RJ; Faculdade de Odontologia de Valença – FAA - RJ.

O trabalho surgiu no contexto de integração entre faculdade de Odontologia e serviço público de saúde no município de Valença - RJ, buscando corresponder às determinações do projeto político-pedagógico da faculdade. Assim, objetivou- se conhecer a percepção dos alunos de graduação em Odontologia da FAA, frente ao Sistema Único de Saúde brasileiro (SUS). Para tanto, trabalhou-se com 69 alunos do 2º ano da faculdade na construção coletiva de painéis. A discussão foi norteada a partir de três grandes temas: 1) democracia, cidadania e participação social, 2) o SUS, seus atores e seus papéis e 3) a formação de RH para o serviço público de saúde – papel da universidade. Os dados foram coletados e analisados qualitativamente através da análise de conteúdo do material exposto (BARDIN, 1979). Verificou-se que o tema 1 foi percebido como algo estático e auto-aplicável. Não houve referência à necessidade de conquista destes conceitos pela sociedade. A maioria dos alunos identificou na análise do tema 2, apenas os usuários e os profissionais de saúde, deixando de lado os poderes executivos locais. Com relação ao tema 3, observou-se uma visão dicotômica entre o serviço público e o privado. A percepção dos alunos pesquisados traduziu um desconhecimento da organização do SUS, sendo as opiniões formuladas a partir da visão de senso comum.

O trabalho sugere que os temas sejam retomados uma vez que a falta de reflexão política no conteúdo apresentado, pode favorecer uma práxis futura descompromissada com os princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde brasileiro.

A161

Avaliação da efetividade da escovação e do bochecho após a ingestão de alimento à base de amido e sacarose.

MACARI, K.*, SOUZA, E., BARBIERI, C., MELHADO, F., PERCINOTO, C.

Departamento de Odontologia Infantil e Social – Faculdade de Odontologia de Araçatuba – UNESP. E-mail: macari@investnet.com.br

Os alimentos considerados mais cariogênicos são aqueles que contêm amido e sacarose pois permanecem retidos no dente por um longo tempo. O objetivo deste trabalho foi avaliar comparativamente a efetividade da escovação e do bochecho com água após a ingestão de alimento à base de amido e sacarose em escolares, analisando sua retenção na superfície oclusal de molares inferiores hígidos. A amostra constou de 90 crianças com idades entre 6 e 9 anos, divididas em três grupos. Foi realizado exame clínico para seleção da amostra e posteriormente oferecido dois biscoitos sabor chocolate para cada criança, imediatamente após, o Grupo I realizou escovação supervisionada, o Grupo II bochecho com 10 ml de água filtrada por 1 minuto e o Grupo III (controle) nenhum procedimento. Um novo exame foi realizado para verificar o grau de retenção do alimento utilizando uma escala idealizada pelos autores. Os resultados mostraram que o Grupo I apresentou melhores resultados, seguido dos Grupos II e III (p << 0,05).

Concluiu-se que a escovação foi capaz de promover uma melhor higiene dentária.

A162

Influência do atendimento odontológico em bebês sobre a prevalência da cárie dentária.

MELHADO, F. L.*, BARBIERI, C., MACARI, K., CUNHA, R. F.

Departamento de Odontologia Infantil e Social, Disciplina de Odontopediatria – Faculdade de Odontologia de Araçatuba – UNESP. E-mail: fablemos@terra.com.br

A influência do atendimento odontológico precoce sobre a prevalência da cárie dentária foi analisada neste estudo. Foram compostos dois grupos com 160 crianças cada um, na faixa etária de 35 a 40 meses de idade, sendo que em um deles as crianças participaram do programa de atendimento odontológico desde o primeiro ano de vida até a data desta avaliação, enquanto no outro as crianças não haviam recebido nenhum atendimento odontológico. As condições clínicas consideradas para avaliação foram: dente hígido, cárie em esmalte sem cavitação, cárie em esmalte com cavitação e cárie em dentina. Para a análise estatística foram utilizados o teste de proporções e teste qui-quadrado, em nível de significância de 5%. Houve diferença estatisticamente significativa quanto à presença da cárie dentária entre os dois grupos, especialmente quanto ao número de crianças apresentando cárie em esmalte com cavitação (p valor << 0,0001). O número de crianças apresentando cárie em esmalte sem cavitação e cárie em dentina foi semelhante nos dois grupos.

Considerando o aspecto de prevenção de cárie dentária, concluiu-se que crianças que recebem o atendimento odontológico precoce apresentaram melhores condições bucais na faixa de idade entre 3 e 4 anos.

A163

Estudo do paradigma da cárie dentária e da imagem do cirurgião-dentista na população infantil.

BARBIERI, C.*, AGUIAR, S., MELHADO, F., MACARI, K.

Departamento de Odontologia Infantil e Social, Disciplina de Odontopediatria – Faculdade de Odontologia de Araçatuba – UNESP. Tel.: (0**18) 620-3235. E-mail: cintiamb@foa.unesp.br

A cárie dentária é a doença da cavidade bucal que mais afeta as crianças, principalmente as que estão em idade escolar. Técnicas de condicionamento e orientações em saúde bucal têm sido aplicadas pelo odontopediatra. O objetivo desse trabalho foi o de estudar o paradigma da cárie dentária e da imagem do cirurgião-dentista na população infantil com idade entre 8 a 10 anos. Foram selecionadas 180 crianças estudantes de escolas particulares e públicas do município de Araçatuba - SP. Aplicou-se um questionário de múltipla escolha a respeito de saúde bucal e foi solicitado às crianças que fizessem o desenho da cárie dentária. Os dados coletados das questões foram digitados no programa Epi Info 6.2 e encaminhados para análise estatística, onde foram utilizados o teste qui-quadrado e o teste exato de Fisher. Os desenhos foram avaliados por uma psicóloga, e foi feita uma análise descritiva dos mesmos.

A associação dos desenhos com o questionário, permitiu concluir que a imagem que as crianças analisadas têm do cirurgião-dentista foi favorável. Quanto à percepção sobre o que é cárie dentária, pôde-se constatar que a maioria das crianças tinha noção do que seria um dente cariado, porém este conceito parece ter sido absorvido mais como “sujeira” e “bicho”, principalmente na escola pública.

A164

Percepção da comunidade sobre o impacto da estética do sorriso na inserção no mercado de trabalho.

TEIXEIRA, M. C. B.*, CASOTTI, C. A., SENNA, M., SILVEIRA, F. M.

Departamento de Pós-Graduação em Odontologia Social – UFF. Tel.: (0**21) 710-0590.

O mercado de trabalho torna-se cada vez mais restrito e exigente, onde, além de habilidades específicas inerentes a cada função ou profissão, estudos recentes mostram que a avaliação da estética do sorriso é sempre requerida pelos empregadores. O objetivo desta pesquisa foi avaliar a percepção da população sobre o impacto da estética do sorriso na inserção no mercado de trabalho. Foi utilizado o método indutivo e a técnica de pesquisa de observação direta intensiva, através de entrevista no terminal rodoviário de Niterói - RJ. A amostra foi constituída por 183 transeuntes com idade entre 18 e 59 anos (média = 30,89 ± 10,11). Observou-se que: nenhum entrevistado acreditava que a saúde bucal interfira na manutenção de sua saúde geral; 45,4% eram do sexo masculino; 28% estavam desempregados; 21% afirmam que a aparência interfere na admissão do emprego e somente 2,1% acredita que o sorriso seja relevante na sua aparência e 4,3% já deixaram de conseguir emprego devido a estética do seu sorriso.

Concluiu-se que a percepção da amostra estudada não considerou a aparência do sorriso como fundamental na inserção no mercado de trabalho.

A165

Correlação de cárie em diferentes superfícies dentais em escolares de 6 a 8 anos.

YOKOYAMA, R. T., PERES, R. C. R., GAVAZZI, J. C. C., NOBRE DOS SANTOS, M.*

Departamento de Odontologia Infantil – FOP – UNICAMP. E-mail: nobre@fop.unicamp.br

Este estudo objetivou determinar a prevalência de cárie em diferentes dentes em pré-escolares de 6 a 8 anos como também, estudar a correlação entre cárie nas superfícies proximais adjacentes e entre cárie nas superfícies proximal e oclusal. Para isto, 104 escolares da rede pública de ensino de Piracicaba foram submetidos ao exame clínico e adicionalmente, 2 radiografias interproximais foram feitas e examinadas para o diagnóstico de cárie interproximal. Os dentes considerados neste estudo foram os caninos decíduos (cd), primeiros e segundos molares decíduos (1os md e 2os md) e primeiros molares permanentes (1os mp). A análise estatística dos dados foi realizada pelo teste exato de Fisher Bicaudal. Os resultados mostraram que na maxila e na mandíbula as mais altas prevalências de cárie foram observadas nos 2os md (57% e 59%) seguidas por 49% e 48% nos 1os mp, 21%e 32% nos 1os md e 2,1% nos cd. Notou-se na maxila e na mandíbula correlações positivas significativas apenas entre cárie nas superfícies mesiais dos 2os md e cárie nas distais dos 1os md (p = 1,8 x 10–9 e p = 1,4 x 10–12). As probabilidades da ocorrência de cárie entre as faces oclusais e proximais desde os 1os mp até os cd foram respectivamente: 0,029; 3,55 x 10–17; 1,78 x 10–17; 1,80 x 10–7; 0,234; 3,51 x 10–14; 2,85 x 10–6; 5,04 x 10–13.

Estes resultados sugerem que os exames clínico e radiográfico dos dentes decíduos examinados devem ser realizados precocemente devido a alta correlação de cárie entre as superfícies adjacentes e oclusais.

A166

Graduandos em Pedagogia: seus conhecimentos sobre saúde e higiene bucal como futuros professores do ensino fundamental.

GOURSAND, D.*,VASCONCELOS, R., PAIVA, S. M.

Departamento de Odontopediatria e Ortodontia – FO – UFMG. E-mail: goursand@yahoo.com.br

Sabe-se que o professor do ensino fundamental é uma grande referência para a criança em formação. Assim, o objetivo desse trabalho foi avaliar os conhecimentos dos graduandos em Pedagogia sobre saúde bucal como futuros professores do ensino fundamental. Participaram da pesquisa 54 graduandos de Pedagogia, 37 da UFMG e 17 da UEMG, que responderam a um questionário estruturado. Dos entrevistados 70,37% receberam informações sobre este tema durante sua formação escolar e 29,63% nunca receberam tais informações. A fase da vida mais significativa quanto à aquisição deste conteúdo foi a adolescência de acordo com 55,56% dos graduandos, seguida da infância 25,93% e adulta 12,96%. Tais informações foram obtidas principalmente no ensino fundamental (97,36%), enquanto 21,05% citaram também o ensino médio e 10,52% o ensino superior e/ou curso normal. Dos entrevistados, 62,96% gostariam da inclusão desse assunto no currículo dos cursos de Pedagogia. Todos os estudantes afirmaram que as crianças deveriam ter contato com o tema, em função de que esta é a fase da vida mais propícia à formação de hábitos saudáveis. Fato citado por 96,31% dos entrevistados.

Os graduandos em Pedagogia reconheceram a importância de se abordar o tema saúde bucal com os estudantes do ensino fundamental, principalmente por considerarem esta a idade mais apropriada para a consolidação destes conhecimentos. (Apoio: PAD/PROGRAD/UFMG.)

 

A167

Comparação histométrica ultra-estrutural da polpa de dentes decíduos humanos – rizólise fisiológica versus Safluoride.

CAMARGO, F. G., MARTINS, M. L.*, PIANHO, A. C., SASAHARA, L. A. Y.

CCBS – Odontologia – Universidade São Francisco - Bragança Paulista.

A proposta é verificar histometricamente as características ultra-estruturais de polpa de dentes decíduos hígidos e sem rizólise que receberam aplicação de Safluoride com polpa de dentes decíduos com rizólise. A amostra constou de G. controle: canino sem cárie e sem rizólise, G1: canino sem cárie e com rizólise até a metade da raiz e G2: caninos hígidos com desgaste dentinário e Safluoride. Os procedimentos para MET contaram com a adição de vermelho de rutênio. Trinta micrografias com área de 16 cm2 de cada grupo foram selecionados por amostragem aleatória simples para histometria. Sobrepondo transparência, com mesma área, contendo 24 traços de 3 mm, eqüidistante entre si procedeu-se a contagem. Foram construídos intervalos de confiança de 95% para as proporções de elementos da população para cada estrutura: fibrilas colágenas, material não-fibrilar e outros (demais estruturas). A significância entre os grupos quanto as proporções de elementos de cada estrutura foi verificada através de teste de hipóteses paramétricos.

Constatou-se que a proporção de fibrilas colágenas e material não-fibrilar não apresentam diferença estatisticamente significante entre os grupos G1 e G2. (Apoio financeiro: PROPEP – USF - Bragança Paulista.)

A168

Prevalência de alterações orais em bebês especiais.

BUNDZMAN, E. R.*, ELIAS, R., ANDRADE, L. H. R., MAYDANA, A. V.

UNIGRANRIO; UNIVERSO; UFRJ. E-mail: uarlellen@highway.com.br

O objetivo desta pesquisa foi investigar a prevalência de alterações na cavidade oral de bebês com necessidades especiais. Foram analisadas 29 fichas clínicas de bebês de 1 a 42 meses (média de idade 13,14 meses; desvio-padrão 14,18 meses), 10 do sexo feminino e 19 do sexo masculino, pacientes da Disciplina de Pacientes Especiais da UNIGRANRIO. As patologias de base destes pacientes dividiram-se entre prematuridade (55,6%), síndromes (33,3%), encefalopatias (7,4%) e atraso de desenvolvimento psicomotor (3,7%). As alterações encontradas na cavidade oral foram: cárie (24,1%), hipotonia de lábio e língua (13,8%), gengivite (13,8%), palato ogival (13,8%), pérolas de Epstein (10,3%), hipoplasia de esmalte (10,3%), candidíase (10,3%), língua fissurada (3,4%), fenda palatina (3,4%) e fístula (3,4%). Nos pacientes com dentes irrompidos (n = 13), a média do ceod foi de 2,23 (desvio-padrão 3,52) e a média de lesões de cárie em esmalte foi de 1,00 (desvio-padrão 2,37). Nos pacientes prematuros, a candidíase foi a alteração bucal mais freqüente, enquanto nos pacientes sindrômicos a hipotonia labial foi a predominante.

Os bebês com necessidades especiais deste estudo apresentaram várias alterações na cavidade oral, ratificando a importância da atenção odontológica a recém-natos.

A169

Análise da dieta de pacientes portadores de deficiências neuropsicomotoras.

CASTILHO, L. da S., RESENDE, V. L. S., MARINHO, K. C.*

Departamento de Odontologia Restauradora – UFMG. Tel.: (0**31) 3477-7018. E-mail: klingercm@ig.com.br

O objetivo desta pesquisa foi realizar uma análise da dieta de 190 alunos da Escola Estadual Dr. João Moreira Salles a partir dos cardápios servidos nessa instituição. Os cardápios analisados foram elaborados por duas nutricionistas da Secretaria de Educação do Estado de Minas Gerais e por uma nutricionista da Associação Mineira de Reabilitação. As refeições eram servidas às 10 horas (lanche), 12 h (almoço) e às 15 h (lanche). O método de análise dietética foi proposto por Fanning; Smith, que classificam os alimentos pela consistência, classificando como escore 1 os líquidos sacarosados e 3 para os sólidos sacarosados. A classificação também se dá pelo momento da ingestão de sacarose: alimentos ingeridos durante as refeições recebem peso 1 e no intervalo, peso 3. O resultado foi obtido multiplicando-se os valores de consistência do alimento pelo momento de ingestão e soma-se a todos os outros valores obtidos durante o dia. A seguir somou-se todos os valores obtidos na semana e dividiu-se pelo número de dias desta (5 dias). O mesmo foi feito por 3 semanas, sendo que, ao final somou-se as médias de cada semana e dividiu-se pelo total de semanas analisadas.

A média considerada como consumo de sacarose preocupante é de 10. A média final obtida na pesquisa foi de 7,2. Ainda assim, foi considerada uma média alta, pelo fato dos alunos tomarem o café da manhã e o jantar em suas casas. Para contornar a situação sem necessidade de medidas drásticas, sugeriu-se a diminuição do açúcar nos sucos, mingaus, achocolatados, etc.

A170

O papel da escola na saúde bucal do deficiente.

RUAS, R. O.*, CASTILHO, L. S., RESENDE, V. L. S.

Departamento de Odontologia Restauradora – FO – UFMG. Tel.: (0**31) 3221-1648. E-mail: silres@dedalus.lcc.ufmg.br

Procurou-se relacionar a necessidade de realização de procedimentos como restaurações e exodontias e a condição de estar ou não freqüentando regularmente a escola, em pacientes que receberam tratamento no projeto de extensão “Atendimento odontológico ao paciente portador de necessidades especiais”, da Faculdade de Odontologia da UFMG. Procedeu-se a análise das fichas clínicas, observando-se os tipos de procedimentos realizados, faixas etárias, atendimento sob anestesia local ou geral e relato de freqüência escolar. Foram considerados como procedimentos invasivos aqueles relacionados a restaurações e exodontias. Os pontos de corte das faixas etárias foram definidos em função das dentições decídua, mista ou permanente. Foram analisadas 140 prontuários de pacientes que freqüentavam a escola regularmente e 219 que não preenchiam este quesito. Chama atenção o grande número de exodontias de dentes permanentes realizadas no grupo de pacientes tratados sob anestesia geral: 566, contra 309 realizadas no grupo de pacientes tratados em ambulatório. Finalizando, 101 pacientes que freqüentavam a escola receberam restaurações e/ou exodontias e 45 não necessitaram de tais procedimentos. Do grupo de pacientes que não estavam freqüentando a escola, 176 receberam restaurações e/ou exodontias e 43 não necessitaram, sendo a associação estatisticamente significativa (p >> 0,05).

Concluiu-se que a condição de freqüência regular a escola tem associação benéfica em relação ao número de necessidades odontológicas cirúrgico-restauradoras nesse tipo de paciente.

A171

Por que o odontopediatra de BH tem maior disposição para atender crianças portadoras de lesões malignas, paralisia cerebral/Síndrome de Down à crianças HIV+?

VILAÇA, Ê. L.*, PORDEUS, I. A., PAIXÃO, H. H.

CPGO – FO – UFMG. E-mail: enio@dedalus.lcc.ufrng.br

Este estudo teve como objetivo avaliar a disposição dos odontopediatras de BH - MG em atender crianças portadoras do HIV, portadoras de necessidades especiais, tumores malignos (TM), e Síndrome de Down/paralisia cerebral (SD/PC). A amostra foi composta por 82 profissionais, recenseados, agrupados por tempo de especialista: Grupo 1 (até nove anos), Grupo 2 (entre 9 e 20 anos) e Grupo 3 (mais de 20 anos). Após pré-teste e aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa/UFMG, os questionários foram entregues/recolhidos pelo pesquisador. Os dados foram processados no programa Epi Info, e aplicou-se os testes t de Student, ANOVA e qui-quadrado (nível de significância de 5%). Em relação à disposição dos odontopediatras de BH para atender crianças portadoras de necessidades especiais, a maioria (90,2%) dos profissionais estaria disposta a atender SD/PC, portadores de TM, como leucemia (86,6%) e HIV+ (70,7%). Os profissionais com até 20 de formados (Grupos 1 e 2) apresentaram maior disposição para atender crianças HIV+ do que os com mais de 20 anos de formados (p = 0,02). E, no Grupo 3, há uma maior disposição para tratar portadores de SD/PC, e TM quando comparados às crianças HIV soropositivas (p = 0,02).

Conclui-se que há necessidade de uma sensibilização desse grupo profissional em relação a disposição para tratar crianças HIV+ e uma rediscussão por parte dos profissionais dos valores éticos em relação a recusa ao atendimento deste grupo de indivíduos. (Apoio: CPGO – FO – UFMG e CAPES.)

A172

Manifestações bucais da doença do refluxo gastroesofágico na infância.

SANTOS, R. O., GOMES, A. M. M.*, DEL CARO, E. R.

Centro Biomédico – Departamento de Clínica Odontológica – UFES.

A expressão doença por refluxo gastroesofágico (DRGE) é aplicada quando o refluxo do conteúdo gástrico para o esôfago causa alterações consideradas patológicas, que podem se manifestar em vários órgãos, de diferentes formas e com diversos graus de intensidade. Dentre esses sinais e sintomas, podemos observar alguns de especial importância na Odontologia, uma vez que poderiam levar a alterações bucais em crianças com esse distúrbio. Com o objetivo de detectar essas possíveis alterações em crianças portadoras de DRGE, foram selecionadas quarenta crianças de ambos os sexos, com idades entre quatro e sete anos. Essas foram divididas em dois grupos, sendo o grupo amostra com vinte crianças com diagnóstico médico de DRGE e o grupo controle com vinte crianças que não apresentavam esse distúrbio. Todas as crianças foram submetidas a anamnese e ao exame clínico bucal para avaliar o índice CPOD, a incidência de lesões de manchas brancas, a presença de erosão dentária e a ocorrência de bruxismo. Foram realizados também os testes salivares para determinação do fluxo, pH e capacidade tampão da saliva.

Com base nos resultados, pôde-se concluir que não foi comprovada a ocorrência de erosão dentária e o aumento do índice CPOD em crianças portadoras de DRGE. Porém, observou-se a maior ocorrência de lesões de manchas brancas e de bruxismo no grupo de portadores de DRGE. Com relação aos testes salivares, foi observado menor fluxo salivar nas crianças portadoras de DRGE, mas o pH e a capacidade tampão não tiveram diferenças significantes entre os dois grupos.

A173

Saúde bucal de pacientes especiais submetidos à anestesia geral para tratamento odontológico.

MEDEIROS, C.*, WINZ, M. L. P., VIEIRA, A. S., FORNASARI, M., OLIVEIRA, V., GUIMARÃES, S.

Departamento de Odontopediatria e Ortodontia – UFRJ. Tel.: (0**21) 560-2074. E-mail: crismed@gbl.com.br

O objetivo foi avaliar o perfil de pacientes portadores de necessidades especiais submetidos a tratamento odontológico sob anestesia geral e a colaboração dos responsáveis quanto à higiene oral (HO). Foi feito um levantamento de 56 prontuários de pacientes submetidos à anestesia geral para tratamento odontológico na Unidade de Pacientes Especiais da UFRJ nos últimos 10 anos. Foram avaliados aspectos relativos às condições de saúde bucal e comportamento desses pacientes antes e depois da anestesia geral. Para a análise estatística, utilizou-se o teste do qui-quadrado de McNemar (p << 0,01). A média de idade dos pacientes foi 8,7 ± 6,4, variando de 1 a 32 anos. O comportamento e a extensão do tratamento (66,1%) foram as principais indicações para o tratamento sob anestesia geral. Em 64,3% a HO era inicialmente deficiente e após o tratamento dentário houve uma melhora, com 64,4% (n = 29) da amostra apresentando HO boa ou regular (p << 0,001). O comportamento também melhorou significativamente nas consultas posteriores a anestesia geral (p << 0,001) e 62,2% (n = 28) conseguiu manter sua saúde bucal, permanecendo sem novas lesões cariosas após o tratamento.

Pode-se concluir que o tratamento dentário sob anestesia geral constitui-se em uma alternativa eficaz para manutenção da saúde bucal de pacientes especiais, pois houve melhora significativa na higiene oral e no comportamento destes pacientes após o tratamento, facilitando assim, o sucesso de programas de promoção de saúde para esta população.

A174

Estudo comparativo entre preparos ultraconservadores ao MEV.

ROCHA, J. C.*, FAVA, M., SCHREINER, C. C., ABUD, K. R., GOMES, M. F.

Disciplina de Odontopediatria – Faculdade de Odontologia de São José dos Campos – UNESP. Tel.: (0**12) 321-8166.

Analisamos os preparos realizados em dentes decíduos com pontas indicadas na realização da técnica invasiva para selantes de fossas e fissuras, observados ao microscópio eletrônico de varredura (MEV). Foram selecionados 12 molares decíduos do banco de dentes da Disciplina de Odontopediatria da FOSJC, sem lesões de cárie, sem restaurações e sem anomalia de desenvolvimento. Após limpos, foram preparados com as seguintes pontas: 1/4 tipo “carbide” esférica KG Sorensen, ultraconservadora da Komet, 2137F da KG Sorensen e 1191F KG Sorensen. Após preparados foram desidratados em série crescente de álcoois do 70% ao absoluto, montados em bases metálicas, metalizados, avaliados e fotografados em MEV. Os dados foram discutidos morfologicamente não necessitando de tratamento estatístico.

Observamos que todas as pontas foram eficientes no preparo dos dentes para a técnica invasiva e que todas podem ser indicadas para o preparo mecânico de fossas e fissuras.

A175

Condições de trabalho de cirurgião-dentista credenciado a operadora de planos de assistência odontológica.

GARCIA, P. P. N. S.*, CORONA, S. A. M., DOVIGO, L., SERRA, M. C.

Departamento de Odontologia Social – FOAr – UNESP. Tel.: (0**16) 201-6343.

O presente trabalho teve como objetivo analisar as condições de trabalho de cirurgiões-dentistas credenciados a administradoras de planos de assistência odontológica. A população de estudo foi constituída por 67 cirurgiões-dentistas com atividade profissional no estado de São Paulo. Foi aplicado um questionário, contendo questões referentes ao motivo do credenciamento, grau de satisfação em relação à empresa conveniada, motivos de insatisfação e valor mensal dos honorários recebidos da empresa. Os resultados mostraram que para 41,8% dos profissionais o motivo do credenciamento foi a procura por maior número de clientes, para 10,4% necessidade financeira, sendo também mencionada a exigência feita por clientes particulares (18%). 56,7% dos profissionais estavam relativamente satisfeitos com a empresa conveniada e 11,9% insatisfeitos. Dentre os motivos da insatisfação, 56,7% referiram-se aos valores baixos pagos pelos serviços e 10,4% ao atraso nos pagamentos. Com relação aos honorários mensais provenientes do convênio, 31,3% recebem menos de R$ 500,00, 26,9% entre R$ 500,00 e R$ 1.000,00 e 13,5% acima de R$ 1.000,00.

Mediante a metodologia aplicada pode-se concluir que o aumento no número de pacientes do consultório foi o principal motivo alegado para o credencimento, grande parte dos profissionais não estavam completamente satisfeitos com a empresa que eram conveniados, principalmente pelos baixos valores pagos pelos serviços e poucos cirurgiões-dentistas recebiam das empresas credenciadas honorários profissionais superiores a R$ 1.000,00.

A176

Condições de saúde bucal em lactentes residentes em Feira de Santana - BA.

SCAVUZZI, A. I. F., CALDAS Jr., A. F., COUTO, G. B., PAIM, S.*, PAIXÃO, R. F.

UEFS - BA; Faculdade de Odontologia de Pernambuco – UPE. E-mail: susipaim@ig.com.br

No presente estudo, foi verificada a prevalência de cárie dental (C), placa visível (PV) e mancha branca (MB) nos incisivos decíduos superiores, sendo analisada a associação entre lesão de cárie (C e/ou MB) e PV, numa amostra de 217 crianças, de 12 a 30 meses, registradas num Programa de Puericultura em Feira de Santana - BA. No exame dental, investigou-se todas as superfícies dentárias para obtenção do índice ceo e, nas superfícies vestibulares dos incisivos decíduos superiores (IDS), a presença de PV e MB. A criança foi considerada com PV presente se todos as IDS apresentassem PV. A análise estatística foi feita mediante distribuição de freqüências, obtenção de médias e desvio-padrão e teste qui-quadrado, com intervalo de confiança a 95%. A idade média da amostra foi de 17,5 meses (desvio-padrão 5,18). Apenas 13 (6%) das crianças apresentaram cárie dental e nenhuma apresentou dentes obturados ou com extração indicada, sendo o ceo igual a 0,22 (desvio-padrão 1,02). Entretanto, 32 (14,7%) crianças tinham mancha branca e 91 (41,9%) tinham PV. Quanto à presença de lesão de cárie, 36 (16,6%) crianças apresentaram esta condição, sendo que 13,5% tinham até 18 meses de idade e 22,4% entre 19 e 30 meses (p = 0,093), não se comprovando associação significativa com a presença de PV.

A prevalência de cárie dental foi baixa para a amostra estudada, entretanto ao se considerar a presença de mancha branca houve um agravamento do quadro sem relação com a presença de PV.

A177

Higiene bucal em bebês: avaliação clínica de diferentes métodos.

VIEIRA, A. L. F.*, BRESCIANI, E., MACHADO, M. A. A. M.

Departamento de Odontopediatria, Ortodontia e Saúde Coletiva – FOB – USP.
Tel.: (0**14) 235-8218. E-mail: vieira@techno.com.br

Este trabalho avaliou a efetividade na remoção de placa dentária de cinco dispositivos diferentes: fralda (F), gaze (G), escova dental monobloco Científica Baby (CB), escova dental para uso no dedo Infa-Dent (ID) e escova dental convencional Dental Prev Baby (DPB), que foram testados em todas as crianças do estudo. No total, 63 crianças de 12 a 36 meses de idade participaram do estudo, divididas em 2 grupos, no primeiro grupo (I) as crianças (36) tiveram seus dentes higienizados pelas próprias mães e no outro (II) (27 crianças), um odontopediatra é que realizava este procedimento. A avaliação foi feita por um único examinador através do índice de placa de Quigley & Hein, realizados antes e após a higiene bucal, com solução evidenciadora de placa verde de malaquita a 0,6%. Todo o dente com mais de ½ da coroa erupcionada foi avaliado. As médias (± DP) da remoção de placa em % são as seguintes:

Grupo

F

G

 CB

ID

 DPB

I (mãe)

11,7 (± 8,2)

  9,2 (± 6,9)

10,0 (± 6,9)

7,1 (± 5,7)

18,8 (± 9,7)

II (dentista)

23,3 (± 8,3)

20,2 (± 7,0)

16,9 (± 8,6)

2,3 (± 3,0)

39,7 (± 8,2)

Os dados foram analisados pelos testes de Friedman, Dunn and Mann-Whitney (p << 0,05). A análise estatística mostrou diferença significante entre ID e os outros métodos e entre DPB e os outros métodos.

Considerando a metodologia utilizada, pode-se concluir que a escova de dente convencional mostrou ser o método mais efetivo para remoção de placa dental em bebês.

A178

Mulheres na Odontologia – uma análise ao longo do tempo.

BLANCO, M. R. B.*, VILELA, R. M., SALIBA, N., MOIMAZ, S. A. S.

Departamento de Odontologia Preventiva e Social – Faculdade de Odontologia de Araçatuba – UNESP .

A participação da mulher como força de trabalho tem aumentado nos últimos anos, nas diferentes atividades humanas. Este fato é também observado na área de Saúde, especialmente na Odontologia.Os autores tiveram como propósito, a análise quantitativa, numa série temporal, no se diz respeito à demanda do sexo feminino pelo curso de Odontologia. Para este estudo, utilizou-se o banco de dados da Faculdade de Odontologia de Araçatuba - UNESP, analisando-se, desde a década de 60 até o ano de 2000, o número de mulheres em relação ao número total de formandos. Os resultados obtidos foram apurados, utilizando-se o software Epi Info v. 6.02. O total de 2.558 fichas, que foram divididas por períodos, e calculadas as porcentagens. Constatou-se que de 1960 a 1970 18,69% dos graduandos eram mulheres, de 71 a 80 esse número passou para 41,43 %; de 81 a 90 foi de 51,5% e finalmente de 91 a 2000 foi de 59,95%.

Diante dos resultados, pode-se concluir, que houve, um aumento progressivo do número de mulheres no curso de Odontologia, confirmando assim a tendência observada em algumas áreas da Saúde.

A179

Conhecimento, atitudes e integração dos odontopediatras e pediatras sobre os distúrbios miofuncionais (DMFs) da região oronasal.

PASTOR, I. M. O.*, ROCHA, M. C. S.

Odontopediatria – Departamento de Odontologia Social – FOUFBA. E-mail: ianpastor@e-net.com.br

Foram verificados o conhecimento, as atitudes e a integração dos odontopediatras e pediatras da cidade de Salvador sobre os distúrbios miofuncionais (DMFs) da região oronasal em crianças de 0 a 5 anos de idade. A amostra constou de 37 odontopediatras e 65 pediatras, inscritos em seus respectivos orgãos de classe - CROBA e CREMEB. Para a coleta de dados utilizou-se a entrevista semi-estruturada, que facilitou a uniformização dos dados. Os dados análogos foram categorizados, viabilizando o tratamento estatístico: medidas de tendência central, medida de dispersão, além do qui-quadrado. Os resultados indicaram que o conhecimento dos odontopediatras e pediatras da cidade de Salvador, sobre os vários aspectos abordados, está embasado na literatura científica. As atitudes dos odontopediatras e pediatras em relação aos DMFs da região oronasal mostraram-se pontuais e dispersas diante das questões formuladas quanto à aplicabilidade do conhecimento. A integração dos odontopediatras e pediatras mostrou-se insatisfatória, uma vez que 70,3% dos odontopediatras disseram que raramente recebem pacientes encaminhados por pediatras e 16% disseram nunca ter recebido. Dentre os pediatras, 38,5% afirmam encaminhar sempre para os odontopediatras; a faixa etária de encaminhamento ao odontopediatra é entre 2 a 3 anos de idade; 47,7% motivado por conduta preventiva. Para os odontopediatras a média de idade do primeiro atendimento está na faixa etária de 2 a 3 anos; 54,1% motivado por necessidades terapêuticas, quando encaminhados por pediatras.

A180

Clínica de Odontopediatria III: percepção dos responsáveis sobre o atendimento.

TAVARES, C.*, BARCELOS, R., CHANCA, T., VIANNA, R.

Disciplina de Odontopediatria – FO – UFRJ. Tel.: (0**21) 562-2101.

A Clínica de Odontopediatria III da Faculdade de Odontologia da UFRJ (COPIII) destaca-se por realizar um programa preventivo, em que cirurgiões-dentistas e técnicas em higiene dental atendem pacientes recebidos por livre demanda. O enfoque principal é a educação para saúde das crianças e seus responsáveis. Este trabalho avaliou, através de questionários, a percepção dos responsáveis pelas crianças sobre o atendimento na COP III e seu impacto na vida da família. Os resultados foram inseridos em um banco de dados e processados pelo programa Epi Info 6.02. Participaram da pesquisa, 80 responsáveis. A renda familiar da amostra foi de: 37,5% entre 1 e 2 salários mínimos (SM); 33,8% entre 3 e 5 (SM) e 28,7% mais de 5 (SM). Com relação ao atendimento clínico, o menor conceito foi bom, sendo que 71,3% dos entrevistados o consideraram excelente. Dentre as opiniões compiladas, destacaram-se: atendimento diferenciado (41,8%), filosofia de promoção de saúde (10,1%), respeito às normas de biossegurança e qualidade na relação profissional/paciente (26,6% ) e preço acessível (8,9%). No que tange à melhoria do serviço, 37,5% não apresentaram queixas e 33,8% sugeriram extensão do atendimento a adultos. Houve unanimidade (100%) entre os responsáveis quanto à mudança nos hábitos de higiene bucal por parte das crianças e suas famílias.

Conclui-se que a COP III baseada na atenção primária apresenta excelentes resultados, sendo uma alternativa para a melhoria da condição de saúde bucal da população.

A181

Avaliação clínica, radiográfica e microbiológica das alterações gengivais em crianças de 2 a 5 anos.

MORAES, E. S.*, WANDERLEY, J. N. H., VALENÇA, A. M. G., SANTOS FILHO, L.

Programa de Pós-Graduação em Odontologia – UFPH. Tel.: (0**83) 216-7409.

O presente estudo objetivou avaliar a prevalência de alterações gengivais em 41 crianças de 2 a 5 anos, matriculadas em creche da cidade de João Pessoa (PB), através de exames clínico (EC) e radiográfico (ER) e avaliação microbiológica (AM). No EC foi utilizada sonda periodontal, constatando-se a presença de sangramento à sondagem e bolsa periodontal. As áreas gengivais com sangramento e/ou perda de inserção foram submetidas à ER interproximal para verificar a ocorrência de perda óssea e à AM para analisar a presença de bactérias anaeróbias na placa subgengival (PSUB). A PSUB foi coletada por meio de cone de papel, sendo o material armazenado em tubo de ensaio com meio adequado (caldo de tioglicolato, 3 ml). Decorridas 24 horas realizou-se a semeadura do material coletado empregando-se como meio o ágar Columbia acrescido de 5% de ágar-sangue, sendo o material incubado em condições de anaerobiose e após 24 e 48 horas procedeu-se a sua leitura. Constatou-se, ao EC, uma prevalência de alterações gengivais de 39% (n = 16). A perda óssea foi detectada em 60% dos casos enquanto, após 24 horas, em 54,5% das amostras de PSUB detectou-se bactérias anaeróbias, elevando-se este percentual para 68,2% após 48 horas.

Conclui-se ser expressiva a prevalência de alterações gengivais na dentição decídua, as quais englobam não apenas a inflamação tecidual como também a ocorrência de bolsa periodontal e presença de bacté­rias anaeróbias, o que denota a importância do exame criterioso dos tecidos periodontais para o diagnóstico precoce destas patologias.

A182

Avaliação da concentração de flúor de 24 águas minerais comercializadas em Florianópolis.

PITHAN, S. A.*, NOGUEIRA, D. A., VIEIRA, R. S., QUEIROZ, R. R. U.

Departamento de Ciências da Saúde – Universidade Federal de Santa Catarina.
Tel.: (0**48) 331-9920, fax: (0**48) 234-8776. E-mail: pithansa@terra.com.br

O consumo de águas minerais aumentou nos últimos anos, sendo estes produtos recomendados principalmente para crianças, pois se acredita que sejam mais saudáveis e livres de impurezas. Uma vez que as águas minerais estão sendo usadas em substituição e/ou adição as águas de abastecimento, é importante investigar a concentração de flúor presente nestes produtos. O conteúdo de flúor de 24 águas minerais comercializadas em Florianópolis - Santa Catarina foi analisado. As amostras foram analisadas em duplicata, sendo a determinação do conteúdo de flúor realizada por meio de potenciômetro marca Coring, modelo 220, com o eletrodo íon-seletivo para o flúor, marca Orion, modelo 9409 e eletrodo de referência dupla junção Ag/AgCl marca Orion. Utilizou-se o método da curva analítica, para o qual foram preparadas soluções padrões de fluoreto e a força iônica da solução foi mantida constante com TISAB e o pH ajustado para 5,0-5,5. Foram observadas concentrações de flúor que variaram de 0 a 3,7 mgl–1. Das 24 amostras analisadas 11 (45,8%) apresentaram menos de 0,7 mgl–1, 10 (41,7%) apresentaram concentrações superiores a 1,5 a apenas 3 (12,5%) estavam dentro da faixa considerada ideal (0,7 a 1,5 mgl–1) para prevenção da doença cárie.

Conclui-se: 1) os rótulos dos produtos estudados não apresentam a concentração correta de fluoreto; 2) é necessário um maior controle do teor de flúor nas águas minerais para orientação do público consumidor.

A183

Avaliação histológica de dentes permanentes de cães após intrusão dos decíduos.

TORRIANI, D. D.*, PERCINOTO, C.

Departamento de Odontologia Infantil e Social – Faculdade de Odontologia de Araçatuba – UNESP. Tel.: (0**18) 620-3235. E-mail: dionedt@aol.com.br

A intrusão de dentes decíduos tem sido apontada como uma das principais etiologias de alterações no desenvolvimento do esmalte dental. Os objetivos do presente trabalho foram analisar a histomorfologia durante a odontogênese de dentes permanentes, cujos dentes decíduos antecessores tenham sofrido intrusão traumática, bem como estudar a influência que diferentes condutas diante deste traumatismo podem ter ou não na formação dos dentes permanentes. Para tanto, utilizamos 9 cães de 45 a 50 dias de idade, submetidos à intrusão dos incisivos intermédios e laterais superiores decíduos. O traumatismo foi provocado pela força de um martelo cirúrgico aplicado manualmente sobre um vazador, adaptado sobre as cúspides incisais dos dentes, com a maxila bem acomodada em dispositivo desenvolvido para tal. Os dentes do lado direito foram mantidos no alvéolo e os do lado esquerdo, extraídos depois de 30 minutos. Após períodos pós-operatórios de 30 e 60 dias, quatro (grupo 1) e cinco (grupo 2) cães, respectivamente, foram sacrificados por perfusão. A leitura histológica mostrou que, no grupo 1, ocorreu alteração da camada odontoblástica e deposição da matriz de esmalte em dois espécimes, além de presença de sangue nas células epiteliais do órgão de esmalte. No grupo 2, visualizou-se uma porção de matriz não mineralizada até o momento da erupção do dente.

Concluímos que estes achados sugerem relação com o traumatismo ocorrido, não tendo sido encontradas diferenças evidentes entre uma conduta e outra.

A184

Prevalência de alterações estomatológicas em crianças nutridas e desnutridas na cidade de João Pessoa (PB).

GOMES, D. Q. C.*, DUARTE, R. C., VALENÇA, A. M. G.

Pós-Graduação em Odontologia – UFPB. Tel.: (0**83) 216-7409.

O presente trabalho objetivou determinar a prevalência de alterações estomatológicas (AE) em crianças nutridas e desnutridas, com idade entre 25 e 72 meses, matriculadas em creches municipais da cidade de João Pessoa (PB). A amostra foi composta por 200 crianças, sendo 98 (49%) do gênero masculino e 102 (51%) do feminino. O exame clínico foi realizado sob fonte de luz artificial (fotóforo), e para a avaliação do estado nutricional utilizou-se o indicador peso/idade (P/I), empregando-se como padrão de referência a escala NCHS, sendo as crianças classificadas, de acordo com o percentil, em: desnutridas, em risco, eutróficas e com excesso de peso. Os dados foram submetidos à análise estatística pelo teste do qui-quadrado. Constatou-se que 72% (n = 144) das crianças eram eutróficas 12,5% (n = 25), estavam em risco, 11% (n = 22), desnutridas e 4,5% (n = 9) com excesso de peso. A prevalência de AE foi de 73% (n = 146), afetando 76% (n = 109) das crianças eutróficas, 59% (n = 13) das desnutridas, 80% (n = 20) daquelas em risco e 44% (n = 4) das com excesso de peso, não sendo estas diferenças significativas (p >> 0,05). As AE mais prevalentes nas crianças desnutridas, eutróficas e com excesso de peso foram os grânulos de Fordyce, respectivamente, nos seguintes percentuais – 30,8%, 46,8% e 50% –, enquanto naquelas em situação de risco a pigmentação melânica da gengiva inserida foi a AE mais freqüente.

Conclui-se que a prevalência de AE foi elevada não tendo a desnutrição influenciado no aparecimento destas patologias, sendo os grânulos de Fordyce a AE mais observada.

A185

Maturidade dental em crianças de São Paulo, utilizando análise de Demirjian.

EID, R. M. R.*, FISBERG, M., FRIGGI, M. N. P., SIMI, R.

Departamento de Pediatria – Escola Paulista de Medicina – UNIFESP.

A maturidade dental, freqüentemente expressa como idade dental, é um dos indicadores biológicos da criança em crescimento. O método de Demirjian é um indicador de maturidade dental largamente utilizado no mundo, por ser aplicável a diferentes populações. O objetivo deste estudo foi construir as curvas de maturidade dental de crianças de 6 a 14 anos do município de São Paulo ao se aplicar a análise de Demirjian. Para isso foram analisadas 689 radiografias panorâmicas contidas em pastas ortodônticas dos arquivos de um grande instituto radiológico da cidade. Destas pastas, foram colhidos dados como: peso, altura, data e local de nascimento e dados de anamnese. Com os resultados obtidos foram construídas as curvas de maturidade dental. Comparando-se os resultados dos indivíduos de nossa amostra com os da amostra analisada por Demirjian, verificamos que há um adiantamento de maturidade dental de nossa amostra (significante para p << 0,001) de 0,681 anos para o sexo masculino e 0,616 anos para o sexo feminino. Além disso não foi observada relação estatisticamente significante entre o índice de massa corpórea do indivíduo (I.M.C.) e o grau de maturidade dental.

Concluímos que crianças do município de São Paulo estão avançadas em maturidade dental em relação às crianças franco-canadenses testadas por Demirjian.

A186

Eficácia de uma dedeira, comparada com escova convencional na desorganização da placa de dentes decíduos.

AURICH, T., FIGUEIREDO, M. C., JARDIM, J. J.*, MOURA, C. F.

Departamento de Cirurgia e Ortopedia, Disciplina de Odontopediatria – FO – UFRGS.
Tel./fax: (0**51) 316-5027. E-mail: jujobim@yahoo.com, marciacf@myway.com, claudinhamoura@yahoo.com

O presente trabalho teve como objetivo avaliar a eficácia de uma dedeira, confeccionada com gaze, comparada com uma escova convencional, na desorganização do biofilme placa dentária de dentes decíduos em irrupção. Para tal fim, vinte bebês, de ambos os sexos, com idade variando entre seis e dezoito meses, foram distribuídos aleatoriamente em dois grupos: I - dedeira e II - escova convencional. A quantidade de placa dentária foi mensurada mensalmente, utilizando o índice de placa PHP modificado, durante três meses consecutivos. Os resultados foram analisados e mostraram um aumento contínuo no índice de placa no grupo I, que passou de 51% no exame inicial para 58% na avaliação final, contrastando com a redução do índice no grupo II, que passou de 49% no exame inicial para 12% na avaliação final.

A partir desses resultados, sugere-se que a dedeira seja utilizada para higienização da cavidade bucal do bebê antes da irrupção dos primeiros dentes decíduos. A escova convencional parece ser o instrumento realmente eficaz a ser utilizado para a desorganização do biofilme placa dentária quando os primeiros dentes decíduos irrompem na cavidade bucal. Salientamos que essas conclusões assumem importância significativa, visto que são indícios para uma nova proposta de atitudes educativas-preventivas com relação à higienização da cavidade bucal dos bebês. (Este trabalho contou com apoio financeiro do CNPq – Processo nº 109882/00-8).

A187

Saúde bucal de trabalhadores: percepção de necessidades e acesso à assistência.

TOMITA, N. E., CHINELLATO, L. E. M., LAURIS, J. R. P., KUSSANO, C. M., MENDES, H. J., CARDOSO, M. T. V.*

Saúde Coletiva – FOB – USP. E-mail: netomita@usp.br

Este estudo transversal avaliou as condições de saúde bucal de 219 trabalhadores da construção civil de Bauru, Brasil, com idades entre 17 e 72 anos. Foi utilizado o índice CPOD e necessidade de tratamento odontológico, segundo metodologia proposta pela OMS (1997). Foram descritas a prevalência de cárie segundo o relato de ida ao dentista, tempo desde a última consulta e orientações de higiene bucal. Nos resultados encontrados, o CPOD foi 17,0. Entre aqueles que relataram nunca ter ido ao dentista, o CPOD foi 8,8 e os que já foram pelo menos uma vez 17,6 (p << 0,001*). Dentre aqueles que foram ao dentista, com a última visita inferior a 12 meses, o CPOD foi de 16,9, sendo muito semelhante ao grupo de 1 a 3 anos (16,3), porém inferior ao com mais de 10 anos da última visita (22,2) (p = 0,001*). O CPOD entre os indivíduos que receberam orientações de higiene bucal foi de 15,7 e os que não receberam, 17,8, porém sem diferenças estatisticamente significantes. 54,85% dos que relataram necessitar de tratamento odontológico tiveram sua última visita ao dentista em menos de três anos, enquanto 37,5% dos que relataram não necessitar de tratamento procuraram atendimento neste mesmo período (p = 0,006*). Os resultados encontrados estão em conformidade com tendências globais.

Para os trabalhadores da construção civil, as variáveis acesso e regularidade da assistência odontológica mostraram-se associadas às condições objetivas de saúde bucal.

A188

Comparação da cronologia de erupção dos dentes permanentes entre indivíduos fissurados e não-fissurados.

CARRARA, C. F. C.*, VONO, B. G., LIMA, J. E. O.

Odontopediatria – HRAC – USP. E-mail: caduclei@travelnet.com.br

Este trabalho foi realizado com o objetivo de se estabelecer a cronologia de erupção dos dentes permanentes em indivíduos portadores de fissura completa unilateral de lábio e palato e compará-la com a cronologia de erupção dos dentes permanentes de indivíduos não-fissurados. A amostra constou de 477 pacientes brasileiros, leucodermas, de ambos os sexos, na faixa etária de 5 a 14 anos, regularmente matriculados para tratamento no HRAC - USP. O estudo foi realizado de maneira transversal, e os dados foram colhidos através de exame clínico. Para a determinação das idades médias de erupção os dados foram tabulados separadamente para cada sexo e os maxilares foram divididos de acordo com a presença da fissura, em: lado superior fissurado, lado superior não-fissurado, lado inferior fissurado (lado correspondente ao lado fissurado superior) e lado infeiror não-fissurado (lado oposto ao lado superior fissurado). Pela aplicação do método de Karber foram calculados a média, o desvio-padrão, o erro-padrão e o intervalo de confiança a 95% da média, para cada dente, para cada sexo, de acordo com a divisão dos maxilares. As idades médias de erupção dos dentes permanentes dos indivíduos portadores de fissura foram comparadas com as idades médias de erupção dos dentes permanentes obtidas de um trabalho realizado com indivíduos brasileiros não-fissurados.

Os indivíduos portadores de fissura apresentaram idade média de erupção maior em relação aos indivíduos não-fissurados para a maioria dos dentes permanentes, em todos os hemiarcos e em ambos os sexos.

A189

A influência da dieta na experiência de cárie dentária em crianças pré-escolares.

GAUDERETO, D.*, PORDEUS, I. A., PAIVA, S. M., BOGUTCHI, T. F.

Departamento de Odontopediatria e Ortodontia – FO – UFMG. E-mail: diana.gaudereto@ig.com.br

O consumo de alimentos ricos em sacarose por crianças tem sido um dos maiores desafios para os programas de educação em saúde bucal infantil. Objetivando avaliar a influência do consumo de sacarose na experiência de cárie em pré-escolares de Belo Horizonte, foram pesquisadas 213 crianças, na faixa etária de 37 a 82 meses, e seus respectivos responsáveis. Estas famílias foram selecionadas em cinco pré-escolas públicas e particulares. Os pais responderam a um questionário que avaliou a freqüência do consumo de sacarose de seus filhos. A experiência de cárie das crianças foi determinada através de exames clínicos realizados nas próprias escolas. Através do programa Epi Info 6.0, os dados receberam tratamento estatístico para determinação das freqüências e para análise de correlação pelo teste do qui-quadrado. Cerca de 28,0% das crianças com experiência de cárie consumiam balas, chicletes, doces, pirulitos e “chips” duas ou mais vezes ao dia, enquanto no grupo livre de cárie, a porcentagem de crianças que apresentou esta freqüência de consumo foi, em média, 6,8% (p = 0,001). O consumo de balas duas vezes ou mais ao dia foi nitidamente maior entre as crianças doentes (41%) (p = 0,000). Entre as crianças que não apresentaram cárie, 7% nunca consumiram balas, enquanto apenas 1,6% com experiência da doença não as consumiram (p = 0,000).

No grupo estudado, a alta freqüência de consumo de alimentos ricos em sacarose teve marcada influência na experiência de cárie, evidenciando a importância de uma abordagem educativa por parte dos odontopediatras.

A190

Ocorrência de traumas dentários em pré-escolares.

MORAES, A. B. A.*, ORTIZ, C. E., GRILO, A. C. A., MORAES, T. S.

Odontologia Social Cepae – FOP – UNICAMP. Tel.: (0**19) 430-5276. E-mail: abento@fop.unicamp.br

O traumatismo na dentição decídua constitui um problema freqüente, de alta incidência e difícil prevenção. Comum entre um e dois anos de idade, quando o desenvolvimento psicomotor promove a aprendizagem de andar e correr tornando as crianças susceptíveis às quedas, sua causa mais freqüente. Portanto a primeira experiência odontológica de uma criança pode estar na ocorrência de um trauma, situação que gera dor e ansiedade. O objetivo do estudo foi detectar a ocorrência de trauma dentário em pacientes de 0 a 48 meses do atendimento regular do Centro de Pesquisa e Atendimento Odontológico para Pacientes Especiais (Cepae) e em pacientes que procuram o atendimento de emergência, estes na faixa etária de 0 a 36 meses. Identificou-se os traumas, freqüência por faixa etária e sexo, causas, dentes mais atingidos e tipos mais freqüentes. Os dados foram coletados das fichas de 388 pacientes regulares e de 152 pacientes do atendimento de emergência, de ambos os sexos. A ocorrência de trauma foi de 22,6%, sendo a faixa etária média de 18 a 25 meses, não havendo diferença significativa entre os sexos. Fratura de esmalte e luxação intrusiva foram os tipos de lesões mais freqüentes e a causa mais comum foram as quedas, sendo o arco maxilar o mais afetado.

Este estudo reforça os dados já apresentados na literatura e mostra que os odontopediatras e clínicos devem estar preparados para intervir clínica e psicologicamente nestes pacientes e seus responsáveis, já que experiências traumáticas ocorrem muito cedo na história odontológica das crianças e podem representar a origem do medo de tratamento.

A191

Indicação pré-natal de suplementos fluoretados por médicos ginecologistas/obstetras – estudo piloto.

NOGUEIRA, D. A.*, CZERNAY, A. P. C., SCHARDOSIM, L. R., VIEIRA, R. S.

Programa de Pós-Graduação – UFSC. Tel./fax: 248-8776. E-mail: nogueiradani@hotmail.com

Nos últimos anos ocorreram grandes mudanças a respeito do uso de flúor (F) em Odontologia, quer seja em termos de benefícios como de riscos. Apesar do conhecimento científico atual quanto à eficácia do F tópico, suplementos pré-natais com F ainda são encontrados e a prescrição necessitaria de fundamentos em relação à existência de resultados clínicos confiáveis e eficientes, significância na formação intra-uterina dos dentes, a relação dose-efeito empírica. Os objetivos deste estudo foram: estabelecer o número de médicos ginecologistas e obstetras (MGO) que realizam a indicação de suplementos com F durante a gestação na cidade de Florianópolis (SC), em que época prescrevem, qual o efeito esperado do F e verificar se fornecem alguma orientação para a sua saúde bucal das mães e dos bebês. Dos 125 questionários de questões abertas enviados a todos os MGO inscritos no CRM local, 25% retornaram. A análise das respostas revelou que 31,5% dos MGO prescrevem suplementos com F, esperando que tenha papel na prevenção da cárie (67%) e na formação dentária (33%). 63% dão orientações às gestantes, sendo que as mais citadas foram cuidados com a higiene (32%) e a alimentação (21%). Cerca de 25% recomendam a visita ao dentista.

Apesar da maioria dos MGO não prescreverem suplementação com F, 100% dos que prescrevem esperam que o F tenha ação preventiva na cárie dental, demonstrando que estes profissionais, em contato constante com as futuras mães, desconhecem alguns conceitos importantes de saúde bucal.

A192

Perfil do conhecimento dos cirurgiões-dentistas de Florianópolis sobre as fissuras labiopalatais.

SCHARDOSIM, L. R., CZERNAY, A. P. C., NOGUEIRA, D. A., BOSCO, V. L.*

Programa de Pós-Graduação – UFSC. Tel.: (0**48) 234-4556. E-mail: lisandrears@hotmail.com

Os portadores de fissuras labiopalatais necessitam de acompanhamento odontológico desde o início do processo de reabilitação e os dentistas devem estar capacitados para garantir as condições bucais necessárias a sua reabilitação. Através de um questionário enviado a 161 cirurgiões-dentistas da cidade de Florianópolis - SC, procurou-se caracterizar o nível de conhecimento em relação a esta malformação congênita. Verificou-se que 72% consideram a etiologia das fissuras multifatorial e 27,2% não sabem; 56,5% acreditam que o risco à cárie é maior que nos não-fissurados, 24,2% acham que é igual e 19,1% não sabem. Daqueles 91 dentistas que responderam maior, 58,2% atribuíram à dificuldade de higienização, 28,5% ao mau posicionamento dentário, 15,3% ao fluxo salivar alterado enquanto o tipo de dieta foi citado por 14,2% deles. Quanto ao padrão alimentar no primeiro ano de vida, 29,8% acham que é igual ao dos não-fissurados, 23,6% acreditam ser mais cariogênico e 8,5% não sabem. Para 61,4%, as anomalias dentárias são as únicas alterações bucais presentes enquanto para 27,9% estas também estão associadas a anquiloglossia e ao fluxo salivar alterado. Em relação à idade média ideal para a primeira correção cirúrgica, 57,7% responderam até os 18 meses, 27,3% não sabiam e 11,5% depois dos 4 anos.

Conclui-se que embora os profissionais apresentem algum conhecimento sobre o assunto, o nível de desinformação é ainda bastante elevado. Sugere-se adequação dos currículos das faculdades de Odontologia, visando um melhor preparo dos cirurgiões-dentistas desde a graduação.

A193

Avaliação do atendimento odontológico a portadores de deficiências físicas na UFMG.

ABREU, M. H. N. G.*, CASTILHO, L. S., RESENDE, V. L. S.

Departamento de Odontologia Restauradora – UFMG; Departamento de Odontologia – Unimontes. Tel.: (0**31) 3334-0146.

O objetivo desse estudo foi apresentar dados sobre o atendimento odontológico ambulatorial realizado aos portadores de deficiências físicas atendidos na Clínica Odontológica da Faculdade de Odontologia da UFMG. Esses dados envolvem o sexo, a idade e os procedimentos odontológicos realizados no período de março de 1998 a dezembro de 2000. Todos os pais e responsáveis autorizaram a utilização e publicação dos dados do atendimento em eventos de pesquisa – ETIC 046/97. Foram analisados 74 prontuários odontológicos. A idade média foi igual a 12,9 anos. Observou-se que 34 (45,9%) eram do gênero feminino e 40 (54,1%) do gênero masculino. O total de procedimentos foi igual a 494. Foram realizadas 92 (18,6%) instruções de higiene bucal e orientações dietéticas e 92 (18,6%) controles profissionais de placa. Outros procedimentos de controle das doenças cárie dentária e periodontal como, aplicações tópicas de flúor, utilização de selantes e raspagens supra- e subgengivais, representaram, respectivamente, 7,3%, 2,2% e 11,5% do total. O tratamento restaurador atraumático totalizou 61 (11,6%) procedimentos. Foram realizadas 16 (3,2%) restaurações com amálgama e resina composta, 25 (5,1%) selamentos provisórios de cavidades e 3 (0,6%) tratamentos conservadores de polpa. As exodontias totalizaram 5,5% do total de procedimentos.

O estudo permite concluir que a maioria (58,2%) dos procedimentos realizados foi preventiva e de controle das doenças cárie e periodontal, mostrando uma tendência diferente do paradigma tradicional de atenção odontológica a esse grupo.

A194

Epidemiologia do atendimento de emergências na FOP – UPE.

DOURADO, A. T.*, ALBUQUERQUE, D. S., CALDAS Jr., A. F., RODRIGUES, V. S.

Departamento de Odontologia Restauradora – FOP – UPE. Tel.: (0**81) 3342-3922,
 fax: 3231-1118. E-mail: adridourado@uol.com.br

O objetivo deste estudo retrospectivo foi avaliar a relação do diagnóstico dos pacientes atendidos na emergência da Faculdade de Odontologia da Universidade de Pernambuco, no segundo semestre de 2000, com o tratamento proposto, gênero e idade. Foram utilizados 227 prontuários de pacientes de ambos os gêneros, com idade variando de 11 a 81 anos. A análise estatística foi feita mediante distribuição de freqüências, obtenção de médias, desvio-padrão e teste qui-quadrado no programa estatístico SPSS. O erro-padrão de 5% e o intervalo de confiança de 95% foram previamente estabelecidos. A amostra consistiu de 70,5% de pacientes do gênero feminino e 29,5% do masculino. A idade média foi de 29 anos (DP = 11,75 anos). Dos casos atendidos, 33% tiveram como diagnóstico pulpite irreversível sintomática, seguida de 17,2% de pulpite reversível. A abertura coronária foi indicada nos casos de pulpite irreversível sintomática, abscesso dento-alveolar agudo, abscesso fênix e periodontite apical aguda, correspondendo a 55,1% dos tratamentos realizados. Observou-se relação estatisticamente significativa entre o diagnóstico e a idade do paciente (p << 0,001) e tratamento (p = 0,001).

Conclui- se que o alto percentual de emergências endodônticas reflete o perfil de saúde bucal da população atendida exibindo um padrão cariogênico que necessita ser revertido.

A195

Perfil da força de trabalho dos egressos da FOUSP, 1990-1998.

Michel-Crosato, E.*, Calvielli, I. T. P. C., Biazevic, M. G. H. B.

Faculdade de Odontologia – USP.

O presente estudo visa examinar a força de trabalho representada pelos egressos da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (FOUSP) entre 1990 e 1998. Foram enviados questionários a todos os cirurgiões-dentistas inscritos no CROSP e egressos da FOUSP no período. Dos 954 questionários enviados foram respondidos 320 (34,45% do total). A análise dos resultados permitiu observar que 59,62% dos profissionais pertence ao sexo feminino, e 55,00% tem pais com curso superior completo. A principal atividade odontológica exercida – tanto no primeiro ano pós-formatura quanto atualmente – é o consultório odontológico, com 54,26% e 50,78% de respostas, respectivamente. Dentre os profissionais que atuaram em consultório odontológico no primeiro ano de formado, a maioria trabalhou por porcentagem (50,16%); atualmente, a maioria trabalha em consultório próprio (50,16%). A maioria dos profissionais trabalhava mais de 8 horas diárias e 5 ou mais dias por semana no primeiro ano pós-formatura, o que se mantém atualmente, com percentuais de 74,13% e de 71,92%. A maioria dos profissionais não é responsável pela principal fonte renda da família. No primeiro ano de formado, 67,50% ganhavam menos de R$ 1.000,00 por mês; já atualmente, 51,74% ganham mais de R$ 2.000,00 por mês. A maioria dos profissionais atua como clínico geral.

O mercado de trabalho, atualmente, não pode ser considerado promissor. Entretanto e apesar das dificuldades, com o passar do tempo os egressos da FOUSP começam a se estabilizar na profissão. (Apoio financeiro: CAPES.)

A196

Doenças periodontais em crianças e adolescentes das DIR XV e DIR XXIII do estado de São Paulo.

MEDINA, M. R. J.*, SOUSA, M. L. R., WADA, R. S.

Departamento de Odontologia Social – FOP – UNICAMP. E-mail: mrajordao@merconet.com.br

A OMS recomenda que levantamentos em saúde bucal sejam realizados a cada 5 anos, para que os municípios possam dispor de dados atualizados e direcionarem recursos para este setor. As doenças periodontais representam um importante problema de saúde pública e assim foram dimensionadas neste trabalho. Dezesseis dentistas, 10 pela DIR XV (região de Piracicaba) e 6 pela DIR XXIII (região de Sorocaba), foram treinados de acordo com o índice CPI da OMS, para realizarem exames de doenças periodontais em crianças de 5 e 12 anos. Sorteou-se 7 municípios de cada uma das DIR XV e XXIII. Utilizou-se o teste de proporções com nível de 5% de significância estatística. Aos 5 anos de idade para a DIR XV, 84,0% apresentaram-se sem sangramento gengival e 30,6% o apresentaram (menor que na DIR XXIII, p = 0,00). Já para a DIR XXIII, estas porcentagens foram 37,1% e 62,6%. Aos 12 anos na DIR XV, 59,2% apresentaram-se sem sangramento gengival e 30,6% o apresentaram (menor que na DIR XXIII, p = 0,00). Observa-se cálculo dentário em 10,3% das crianças na DIR XV. Na DIR XXIII, 26,4% apresentaram-se sem sangramento gengival, 56,9% o apresentaram e 16,7% apresentaram cálculo dentário, proporcionalmente maior que na DIR XV (p = 0,00). Tanto na idade de 5 como aos 12 anos observou-se as melhores condições periodontais na DIR XV (p << 0,05).

Os dados sugerem que a proporção de sangramento encontrada nas crianças de 5 e 12 anos na DIR XXIII é estatisticamente maior que a da DIR XV. Já a proporção de cálculo é estatisticamente maior aos 12 anos na DIR XXIII.

A197

Avaliação da radiopacidade de resinas compostas indicadas em dentes posteriores.

KRAUL, A.*, LOGUERCIO, A. D., REIS, A., BAUER, J., FILHO, L. E., ODA, M.

Departamento de Dentística e de Materiais Dentários – FOUSP. E-mail: gscarpati@hotmail.com

O propósito deste estudo foi avaliar a densidade óptica de resinas compostas indicadas para dentes posteriores, comparativamente a radiodensidade do esmalte e dentina. Três resinas compostas compactáveis (Alert, Filtek P60 and Surefil) e uma resina híbrida (TPH Spectrum) foram avaliadas. Três corpos-de-prova (cps) com dimensões padronizadas foram construídos para cada um dos materiais testados. Como parâmetro, utilizou-se uma fatia de dente molar com a mesma espessura dos cps (2 mm). A densidade óptica do esmalte, dentina e materiais restauradores foram obtidas através de radiografias, utilizando um fotodensitômetro. Após a análise de variância e teste de Tukey para contraste de médias (a = 0,05%), observou-se que a densidade óptica da dentina foi superior aos demais materiais (p << 0,0001), que a densidade óptica do esmalte e da resina Alert foram similares (p = 0,8122) e superiores aos demais materiais (p << 0,0001), sendo eles semelhantes entre si (Filtek P60, Surefil e TPH Spectrum).

Conclui-se que: apesar das diferenças detectadas, todos os materiais cumpriram os pré-requisitos de radiopacidade para utilização em dentes posteriores. (Apoio: FAPESP – Processo nº 99/05124-0.)

A198

Resistência de união de cimentos resinosos em dentina humana através do teste de microtração.

PRAZERES, P. S.*, SANTOS, J. F. F., CARDOSO, P. E. C., MALLMAN, A., JACQUES, L. B., TAVARES, A. V.

Departamento de Materiais Dentários – FOUSP. Tel.: (0**11) 5032-2328.

O objetivo do trabalho foi avaliar a resistência de união de cimentos resinosos em dentina humana. Foram utilizados dois sistemas que exigem prévio condicionamento ácido: Single Bond - 3M + Rely X - 3M (SB + RX) e Scothbond Multi-Uso Plus - 3M + Rely X (SBMP + RX); e dois sistemas com adesivos self-etching primers: Bistite IISC -Tokuyama (BIS) e Clearfil Liner Bond 2V + Panavia F - Kuraray (PAN). Para cada condição experimental, dez molares hígidos tiveram as superfícies oclusal e radicular cortadas transversalmente e o esmalte circundante removido. O remanescente foi seccionado no seu longo eixo com disco diamantado refrigerado, obtendo-se assim 2 metades semelhantes cujas superfícies foram abrasionadas em lixa d’água 600 refrigerada em água. Os sistemas resinosos foram aplicados nas duas metades de acordo com a orientação do fabricante. Após a sua união, as duas metades foram armazenadas em água destilada a 37ºC por 24 h e a seguir cortadas nos eixos x e y, obtendo-se palitos (Cp) com área unida de aproximadamente 0,8 mm2. Os Cp foram colados em paquímetros adaptados para o teste de microtração e levados à Máquina de Ensaios Universal Kratos para o ensaio de tração a uma velocidade de 1 mm/min. Os resultados (MPa) obtidos: SB + RX = 40,5; SBMU + RX = 40,6; PAN = 38,4; BIS = 28,4, foram analisados estatisticamente através de análise de variância e Tukey.

Concluiu-se que não houve diferença estatística entre os grupo SB + RX, SBMP + RX e PAN e que o grupo BIS apresentou menor resistência de união que os demais (p << 0,05).

A199

Microdureza de resinas compostas: tiras de poliéster versus superfície polida.

MALLMAN, A.*, JACQUES, L. B., MUENCH, A., CARDOSO, P. E. C.

Departamento de Materiais Dentários – FOUSP.

O objetivo do estudo foi comparar a microdureza Knoop de resinas compostas quando comprimidas por tiras de poliéster e após a execução de um polimento. As seguintes resinas compostas foram testadas: Durafill VS - Kulzer, Ælite Flo - Bisco, Filtek Z250 - 3M e Pyramid - Bisco. Foram confeccionados 4 corpos-de-prova (Cp) em matrizes de poliacetal com 3 mm de diâmetro e 2 mm de profundidade. As resinas foram inseridas em camada única, sendo uma tira de poliéster e uma lamínula de vidro posicionadas sobre a matriz para obter uma superfície plana. Os Cp foram fotopolimerizados com 600 mW/cm² por 40 s e armazenados em água destilada a 37ºC por 24 h. Foram realizadas 5 leituras em cada Cp no microdurômetro Shimadzu. Após as leituras iniciais, os Cp foram desgastados em aproximadamente 300 mm e novas leituras foram realizadas. Os resultados, na Tabela 1, foram submetidos à análise de variância com fatores vinculados e Tukey (Tukey 5% = 9,43).

Tabela1 - Médias (kgf/mm²) de microdureza Knoop.

 

Durafill vs

Ælite Flo

Filtek Z250

 Pyramid

Tira de poliéster

16,8f

17,2f

70,7c

52,1d

Após polimento

 34,6e

 34,8e

108,9a 

93b  

Letras iguais não são diferentes estatisticamente.

Concluiu-se que houve um aumento significante de dureza nas diferentes resinas testadas quando a camada superficial era removida.

A200

Resistência de união ao esmalte após clareamento com peróxido de hidrogênio à 35% associado ao laser.

AYALA, D.*, ZITTO, L. M., EDUARDO, C. de P., PIRES, L. A. G.

Materiais Dentários – ULBRA - Canoas - RS; IPEN – FOUSP - SP.

Desde o surgimento, as técnicas de clareamento têm-se tornado cada vez mais sofisticadas e variadas. O objetivo deste estudo foi avaliar se o clareamento com peróxido de hidrogênio à 35% associada ao laser influencia na resistência de união ao esmalte. Foram seccionadas as coroas de 50 incisivos centrais superiores permanentes 1 mm abaixo da junção cemento-esmalte com 1 disco de dupla face de diamante, incluídas em resina acrílica autopolimerizável utilizando uma matriz padrão para a confecção das amostras e armazenados em saliva artificial. Foram divididas em 5 grupos: Grupo I: controle, foram realizadas apenas o procedimento restaurador; Grupos: II, III, IV e V foram submetidos ao clareamento com peróxido de hidrogênio à 35% (Opalescense Xtra, Ultradent) com laser de diodo de alta intensidade de 960 nm. Logo após o clareamento, o Grupo II foi condicionado com ácido fosfórico à 37% por 15 s, lavado e secado le- vemente, aplicando-se adesivo Excite (Vivadent) conforme instruções, confeccionando cones de compósito Tetric-Ceram (Vivadent) A1; no Grupo III realizou-se o mesmo procedimento, após 7 dias do clareamento; no Grupo IV e V, 15 e 28 dias respectivamente. As amostras foram submetidas ao teste de tração com velocidade de 1 mm/min. A média para os resultados em MPa foram: G. I: 29,79; G. II: 19,32; G. III: 22,23; G. IV: 27,57 e G. V: 29,95. Os valores foram submetidos à ANOVA e Tukey ao nível de significância de 5%.

O agente clareador influenciou significativamente na resistência de união do sistema adesivo ao esmalte nos Grupos II e III, e os Grupos IV e V não diferiram estatisticamente do Grupo I.

A201

Durabilidade da resistência adesiva à dentina: efeito da armazenagem.

CARRILHO, M. R. O.*, CARVALHO, R. M., PASHLEY, D. H.

Departamento de Materiais Dentários – FOUSP. E-mail: cella100@hotmail.com

O objetivo do estudo foi verificar o efeito da armazenagem na resistência adesiva à dentina humana. Os sistemas adesivos, Single Bond (SB) e One Step (OS), foram aplicados sobre dentina úmida condicionada por 15 ou 30 s. Em seguida, adicionaram-se 3 camadas de resina composta Z250, fotopolimerizadas por 40 s (450 mW/cm2). Os dentes foram armazenados em água destilada por 24 h e fatiados em forma de “palitos” para serem testados pelo ensaio de microtração (0,5 mm/min.). Parte dos palitos foi testada imediatamente e o restante, após 6 meses de armazenagem em água destilada (6A) ou em óleo mineral (6O). Os dados foram submetidos à analise de variância e ao teste de Tukey (a = 5%). A tabela expressa os resultados [MPa ± DP(N)], de acordo com as condições experimentais.

Adesivo/tempo

SB/15 s

SB/30 s

OS/15 s

OS/30 s

Imediato

33 ± 10 a (12)

 22  ±  7 b (11)

36 ± 11 a (10)

23  ±  9 b (09)

6 meses/água

26 ± 14 c (14)

 14  ±  7 d (18)

30  ±  9 c (16)

17 ± 11 d (15)

6 meses/óleo

44 ± 15 e (15)

 35 ± 16 f  (18)

43  ±  9 e (16)

26 ± 14 f (16)

Letras iguais = semelhança estatística.

Conclusões: 1) A armazenagem em água por 6 meses reduziu significantemente a resistência adesiva (p << 0,05). 2) O tempo de condicionamento afetou significantemente a resistência adesiva para os dois materiais (p << 0,05). (Apoio: FAPESP - 99/10043-0, NIDCR 06427 e CNPq - 300481/95.)

A202

Dentina humana e bovina: resistência adesiva ao cisalhamento em três diferentes profundidades.

ANIDO, A. A.*, GONÇALVES, S. E. P., PADILHA, R. Q.

Faculdade de Odontologia de São José dos Campos – UNESP; UNIBAN - SP.

O objetivo do presente estudo foi comparar a resistência adesiva da dentina humana e bovina em três diferentes espessuras de remanescente, frente ao teste de cisalhamento, a fim de estabelecer uma possível relação de profundidade entre os substratos visando a substituição da dentina humana em testes de adesão. Empregaram-se 48 dentes humanos (H) e 48 dentes bovinos (B), recém-extraídos, armazenados em água destilada e congelados a –18ºC, por no máximo quatro semanas. Foram utilizadas lixas de granulação 240, 400 e 600, para expor a dentina e padronizar a “smear layer”, com espessura de dentina de 0,5; 1,0 e 2,0 mm. O sistema adesivo Scotchbond Multi-Uso Plus foi utilizado seguindo instruções do fabricante, em uma área padronizada de 4 mm, seguido da aplicação incremental da resina Z100. O ensaio de cisalhamento foi realizado em máquina Instron Universal à velocidade de 0,5 mm/min. Foi realizada análise estatística pelo teste ANOVA (p = 0,05). Houve diferença significativa entre a resistência adesiva em dentes H e B, sendo os maiores valores para H; houve diferença significativa de resistência para as profundidades analisadas: H0,5 = 12,06 ± 3,48 MPa; H1 = 14,90 ± 4,43 MPa; H2 = 16,88 ± 3,93 MPa; B0,5 = 7,09 ± 1,83 MPa; B1 = 8,90 ± 2,97 MPa; B2 = 12,64 ± 2,7 MPa.

 Houve semelhança de comportamento entre os substratos H0,5 mm e B2 mm; o substrato B presta-se aos estudos laboratoriais de resistência adesiva como indicativos da performance inicial de novos produtos; mais pesquisas são necessárias para a correlação entre os substratos.

A203

Avaliação do desajuste de elementos fundidos em função de diferentes técnicas de moldagem.

FRANCO, E. B., TAVARES, P. G., FRANCO, E. J., LOPES, L. G.*

Disciplina de Dentística Restauradora – Faculdade de Odontologia de Bauru – USP.

O objetivo deste estudo foi o de avaliar o comportamento de moldes obtidos de diferentes técnicas de moldagem (reembasamento sem e com alívio de lâmina plástica, e impressão simultânea), usando siliconas de adição (SA), Express - 3M e condensação (SC), 3M. Foi utilizado, como padrão, um troquel metálico simulando um preparo para coroa métalica. A partir deste foram obtidos, após a realização de diferentes técnicas de moldagem, os troquéis de gesso (Durone - Dentsply). Nestes, foram feitos enceramentos de coroas com abertura oclusal e, em seguida, fundidos em liga de Cu-Al. No grupo controle as fundições foram obtidas diretamente do troquel padrão. O desajuste foi medido em função das discrepâncias das fundições no troquel padrão, por meio de microscópio de profundidade. Os resultados foram submetidos aos testes ANOVA e Tukey (p << 0,05) e estão dispostos no quadro abaixo como médias de desajuste (mm).

Grupos

Controle

SC Reemb. s/Al.

SC Reemb. c/Al.

SC Impr. única

SA Reemb. s/Al.

SA Reemb. c/Al.

SA Impr. única

Desajuste

327,6

1.734,1

883,8

598,6

571,6

620,7

648,6

Portanto, a técnica de fundição exerce uma influência significativa na adaptação das restaurações, sendo que a silicona de adição sofre menor influência face ao tipo de técnica de moldagem.

A204

Resistência de união à tração de sistemas adesivos sobre a dentina aos 10 minutos e 24 horas pós-polimerização.

CUNHA, M. R. B.*, DE GOES, M. F.

Faculdade de Odontologia de Piracicaba – UNICAMP - São Paulo, Brasil. E-mail: marciarbcunha@helicomnet.com

Este estudo avaliou a resistência de união à tração de sistemas adesivos dentinários aos 10 minutos e 24 h pós-polimerização. As faces vestibulares de 120 incisivos inferiores bovinos foram desgastados para se obter superfície dentinária plana. Os dentes foram divididos em 8 grupos (Gs). Nos Gs A, B, C e D, a dentina foi condicionada por 15 s com ácido fosfórico a 35%. Nos Gs A e B foi aplicado Scotchbond Multi-Uso Plus (SBMUP); C e D- Single Bond (SB); E e F- Clearfil Liner Bond 2V (CLB 2V) e G e H- Clearfil SE Bond (CSEB). Um cilindro de resina composta foi posicionado sobre a área de união e fotoativado por 20 s em 3 regiões da interface. O ensaio de tração foi conduzido após 10 min. da união para os Grupos A, C, E e G. Os Grupos B, D, F e H foram armazenados em água a 37ºC e o ensaio foi realizado após 24 h da união. O padrão de fratura foi observado sob MEV. Os resultados em MPa foram: A- 7,69 ± 1,40; B- 7,86 ± 2,66; C- 8,56 ± 2,97, D- 7,99 ± 2,12; E- 11,46 ± 1,96; F- 12,97 ± 2,86, G- 11,73 ± 3,01 e H- 13,04 ± 3,57. Os valores dos Grupos E, F, G, H foram maiores e diferentes estatisticamente em relação aos Grupos A, B, C, D (p << 0,05) aos 10 min. e 24 h. Os valores dos adesivos convencionais (Grupos A, B, C, D) e autocondicionantes (Grupos E, F, G, H) não apresentaram diferença estatística entre si nos períodos de 10 min. e 24 h. Os adesivos SBMUP e SB apresentaram padrão de fratura coesiva no adesivo-camada híbrida e os adesivos CLB2V e CSEB coesivo na dentina e características morfológicas distintas na camada híbrida.

A205

Efeito do laser Er:YAG na resistência à tração da dentina.

GONÇALVES, M.*, CORONA, S. A. M., BORSATTO, M. C., SILVA, P. C. S., PÉCORA, J. D.

Departamento de Materiais Dentários e Prótese – FORP – USP. Tel.: (0**16) 602-4075/633-0999. E-mail: ane@netsitemail.com.br

O objetivo do presente estudo foi avaliar in vitro a resistência à tração na interface dentina-sistemas restauradores resinosos após a irradiação com laser de Er:YAG. Foram utilizadas 42 superfícies de dentina humana de terceiros molares superiores extraídos e conservados em solução aquosa de cloramina a 0,5% em refrigeração, planificadas e divididas em 3 grupos experimentais e 3 grupos controle. Os sistemas restauradores foram Alert (Jeneric/Pentron), Prodigy (Kerr Co.) e Z100 (3M Co.), com seus adesivos correspondentes Bond 1, OptiBond Solo e Single Bond, respectivamente. Para realizar os testes de tração, foi utilizado um sistema especial de pares de hastes alinhados em dispositivo específico proposto pelo Documento ISO/TR 11.405, de 1994. Obteve-se através da análise estatística utilizando-se o teste de Kruskal-Wallis que o grupo laser + ácido + Alert, com valor médio de 18,89 MPa, diferiu significativamente do grupo ácido + Alert, com valor médio de 8,03 MPa (p << 0,10), e não diferiu dos demais grupos. O grupo ácido + Prodigy, apresentando valor médio de 19,88 MPa, diferiu do grupo laser + ácido + Prodigy apresentando 12,57 MPa (p << 0,05) e não diferiu dos grupos laser + ácido + Z100, com valor médio de 14,11 MPa, e do grupo ácido + Z100, com valor médio de 19,58 MPa. O grupo laser + ácido + Z100 não diferiu estatisticamente do grupo ácido + Z100.

Conclui-se que o tratamento prévio com laser Er:YAG na estrutura dentinária melhorou a resistência da união apenas do sistema restaurador Alert.

A206

Avaliação da resistência à tração de bráquetes ortodônticos colados pela técnica indireta.

NAUFF, F.*, NACCARATO, S. R. F., TORTAMANO, A.

Departamento de Ortodontia e Odontopediatria – FOUSP. Tel.: (0**11) 3091-7812.

O objetivo desse estudo é avaliar a resistência à tração de bráquetes ortodônticos cimentados pela técnica indireta e pela técnica direta convencional. Foram utilizados 50 pré-molares humanos íntegros recém- extraídos por motivos ortodônticos divididos em 5 grupos nos quais foram cimentados bráquetes ortodônticos metálicos (Lancer), com as resinas compostas ortodônticas Concise (3M) e Transbond XT (3M), utilizadas nas técnicas direta e indireta e Transbond Sondhi (3M), desenvolvida exclusivamente para técnica indireta: Grupo I (controle I) - colagem direta com Concise; Grupo II (controle ll) - colagem direta com Transbond XT; Grupo III - colagem indireta com Concise; Grupo IV - colagem indireta com Transbond XT e Grupo V - colagem indireta com Transbond Sondhi. Na técnica direta, o bráquete foi cimentado diretamente sobre o esmalte após condicionamento ácido e aplicação de adesivo, na técnica indireta, os bráquetes foram cimentados primeiramente sobre modelo de gesso e depois transferidos para o dente através de moldeira individualizada. Os corpos-de-prova foram submetidos testes de tração (Instron 4400) e nos resultados foram aplicados os testes estatísticos de análise de variância e Tukey a 5%.

Foram encontrados resultados menores estatisticamente significantes dos Grupos III, V quando comparados com os dois grupos controle. Concluiu-se que para a técnica indireta de cimentação de bráquetes ortodônticos, dos agentes cimentantes, apenas o Transbond XT não apresentou resultados estatisticamente diferentes aos obtidos pela técnica direta convencional.

A207

Influência da técnica restauradora na infiltração de restaurações classe V.

KENSHIMA, S.*, GRANDE, R. H. M., BALLESTER, R. Y., SINGER, J. M.

Departamento de Materiais Dentários – FOUSP. Tel.: (0**11) 3091-7842. E-mail: sil.k@sti.com.br

O objetivo deste estudo foi o de avaliar a capacidade de duas técnicas restauradoras teste, de reduzir a infiltração marginal em restaurações classe V em dentes bovinos, comparadas com técnicas convencionais. Foram utilizadas duas resinas compostas (Z250 - Z e Durafill VS - D) com o sistema adesivo (Single Bond) em 120 preparos confeccionados nas superfícies vestibular dos dentes (fator C = 3). As técnicas restauradoras empregadas foram seis: incremental horizontal (Z-h e D-h), incremental vertical (Z-v e D-v), e teste [t-Z e t-D (forramento das paredes cavitárias com uma resina e preenchimento com a outra)]. As restaurações foram divididas em dois grupos: imediato (4 h após a confecção os espécimes foram impermeabilizados e submetidos à técnica do nitrato de prata) e mediato (espécimes submetidos a ciclos térmicos – 1.000 X, a 5º-55ºC, com 1 min. de imersão - antes dos demais procedimentos) seguindo um delineamento completamente aleatório (n = 10). Cada espécime foi secionado no sentido V-L gerando 4 superfícies e as imagens foram digitalizadas a fim de medir a penetração do corante (mm). Após tratamento estatístico dos dados (ANOVA) os resultados foram: sítio incisal - houve diferença significativa entre as técnicas restauradoras (p = 0,008) e o grupo mediato apresentou maiores valores de infiltração marginal (p = 0,006); sítio gengival - não foi evidenciado o efeito de nenhum dos tratamentos.

Pôde-se concluir que, nas condições avaliadas, a técnica restauradora D-h apresentou maior infiltração marginal que Z-h e Z-v em esmalte. (Apoio: CAPES.)

A208

Efeito da resina de baixa viscosidade e do adesivo com carga na resistência de união da resina composta sobre dentina.

MONTES, M. A. J. R.*, de GOES, M. F., CUNHA, M. R. B., SOARES, A. B.

Faculdade de Odontologia de Piracicaba – UNICAMP - São Paulo, Brasil.

Este estudo avaliou o efeito das resinas de baixa viscosidade e de um sistema adesivo com carga na resistência de união da resina composta sobre dentina. Cento e vinte incisivos inferiores bovinos foram desgastados na face vestibular para obter uma superfície dentinária plana, sobre a qual foi posicionada uma fita adesiva delimitando uma área de união de 4 mm de diâmetro. Os dentes foram divididos em seis grupos (G). Em todos os grupos a dentina foi condicionada com ácido fosfórico a 35% por 15 segundos, seguida da aplicação dos adesivos: Single Bond para os G 1, 2, 3, 6 e OptiBond Solo para os G 4 e 5. Nos G 1 e 4, um cilindro de resina composta com uma alça foi cimentado diretamente sobre a superfície do adesivo com resina Z100; no G 2, sobre a superfície do adesivo foi aplicada a resina Flow-It; no G 3, foi aplicada a resina Protect Liner F; no G 5, uma segunda camada do adesivo OptiBond Solo foi aplicada; e no G 6, foi aplicada a resina experimental, e então foi cimentado o cilindro de resina. Os espécimes foram armazenados em água a 37ºC por 24 h e submetidos ao ensaio de tração (MPa): G1 (7,86 ± 2,28); G2 (7,62 ± 1,85); G3 (7,60 ± 2,14); G4 (7,96 ± 2,36); G5 (7,50 ± 2,70); G6 (7,18 ± 2,40). Em seguida foram analisados em MEV para avaliação do modo de fratura. Não houve diferença estatística significante entre os G quanto aos valores de resistência obtidos (p << 0,05). A análise do modo de fratura mostrou diferença considerável entre os G.

O uso de adesivo com carga e de resina de baixa viscosidade como camada intermediária demonstrou maior capacidade de preservação da interface de união.

A209

Efeito de diferentes concentrações de peróxido de carbamida na microdureza do esmalte em diferentes tempos de clareamento.

BASTING, R. T.*, RODRIGUES Jr., L. A., SERRA, M. C.

Odontologia Restauradora – FOP – UNICAMP. Tel.: (0**19) 430-5340. E-mail: rbasting@yahoo.com

O objetivo deste estudo in vitro foi avaliar a microdureza do esmalte dental humano submetido ao tratamento com diferentes concentrações de peróxido de carbamida em diferentes tempos. Sete agentes clareadores foram analisados: Nite White 10% Excel/Discuss Dental, Nite White 16% Excel/Discuss Dental, Nite White 22% Excel/Discuss Dental, Opalescence 10%/Ultradent, Opalescence F 20%/Ultradent, Rembrandt 15%/Den-Mat Corporation e Nupro Gold/Dentsply. Um agente placebo foi utilizado como grupo controle. Os clareadores e o agente placebo foram aplicados sobre a superfície de fragmentos planificados de esmalte pelo período de oito horas diárias e armazenados durante dezesseis horas diárias em saliva artificial em recipientes individuais. Ensaios de microdureza foram realizados previamente à aplicação dos agentes, 8 horas, 7, 14, 21, 28, 35 e 42 dias de tratamento e 7 e 14 dias após o término do clareamento. A análise de variância mostrou não haver diferenças significativas entre os tratamentos em diferentes concentrações. O teste de Tukey mostrou diferenças significativas entre valores de microdureza iniciais, durante o período de aplicação dos agentes e na fase pós-tratamento. Os agentes de peróxido de carbamida significativamente diminuíram a microdureza do esmalte durante o tratamento. Após 14 dias do término do clareamento, houve um aumento significativo da microdureza.

Diferentes concentrações de peróxido de carbamida alteram a microdureza do esmalte dental humano, embora a saliva artifical apresente um efeito remineralizante na fase pós-clareamento. (FAPESP – 99/11735-2.)

A210

Avaliação da adaptação cervical de coroas totais metálicas com diferentes términos cervicais.

CORRER SOBRINHO, L.*, BRISOLARA, P. G. S., CONSANI, S., SINHORETI, M. A. C.

Materiais Dentários – FOP – UNICAMP - São Paulo, Brasil.

O propósito deste estudo foi avaliar o ajuste cervical antes e após a cimentação de coroas totais metálicas, em preparos sobre dentes bovinos com diferentes términos cervicais: chanfro 45º, ombro biselado 20º e ombro reto, com 3 cimentos. Trinta coroas totais com 8 mm de diâmetro por 7 mm de altura foram confeccionadas para cada tipo de término cervical com a liga de níquel-cromo-Verabond 2. Após a fundição, as coroas foram adaptadas sobre os dentes com carga de 9 kg e a discrepância marginal foi medida com micrômetro digital (Mitutoyo). Em seguida, as coroas foram removidas e fixadas sobre os dentes com os cimentos de fosfato de zinco, ionômero de vidro e resinoso e novamente a discrepância marginal foi medida. Os resultados foram submetidos à análise de variância e ao teste de Tukey (5%) e indicaram que: antes da cimentação, o término cervical em ombro biselado 20º (35,22 mm) mostrou maior média e desajuste cervical, sendo diferentes estatisticamente do chanfro 45º (17,08 mm) e ombro reto (9,11 mm), também diferentes entre si (p << 0,05); após a cimentação, com os cimentos de fosfato de zinco, ionômero de vidro e resinoso, o melhor ajuste cervical foi obtido com o término cervical em ombro reto (107,11 mm; 107,20 mm; 286,55 mm), seguido pelo chanfro 45º (163,53 mm; 111,95 mm; 256,89 mm) e ombro biselado 20º (166,00 mm; 121,72 mm; 312,21 mm).

Concluindo, independente do término cervical, as coroas metálicas fixadas com o cimento de ionômero de vidro apresentaram as melhores adaptações, seguido pelo cimento de fosfato de zinco e resinoso.

A211

Efeito do tempo pós-prensagem sobre a rugosidade, dureza e porosidade superficial da resina acrílica QC-20, em diferentes ciclos de polimerização.

BORGES, L. H.*, DOMITTI, S. S., CONSANI, S., BORGES, L. P., CONSANI, R. L. X.

Universidade de Uberaba; FOP – UNICAMP. Tel.: (0**34) 3312-5122. E-mail: luis.borges@uniube.br

Este trabalho teve o objetivo de avaliar o efeito do tempo pós-prensagem sobre a rugosidade, dureza superficial e porosidade da resina acrílica QC-20, em diferentes ciclos de polimerização. Para a confecção dos 81 corpos-de-prova foram utilizadas matrizes circulares de silicona de condensação medindo 30 mm de diâmetro e 5 mm de espessura, obtidas através de um molde padrão. As matrizes foram incluídas em muflas metálicas e com reforço de fibra de vidro. Após a prensagem da resina acrílica, as muflas foram deixadas em descanso por 30 minutos, 12 e 24 horas antes da polimerização que foi realizada nos ciclos de água aquecida a 74ºC por 9 horas, 20 minutos em água em ebulição, e energia de microondas por 3 minutos a 500 W. Após o resfriamento, os corpos-de-prova foram submetidos aos processos de acabamento e polimento em politriz, e submetidos aos testes de rugosidade superficial média, através do rugosímetro Surfcorder SE 1700, dureza superfical em um microdurômetro Shimadzu, e porosidade superficial, através da imersão dos corpos-de-prova em tinta nanquim por 8 horas, contados em área determinada. Os resultados obtidos foram submetidos à análise de variância, e ao teste de Tukey ao nível de significância de 5%.

Concluiu-se que não houve diferenças significativas entre as médias obtidas pelos métodos para as variáveis rugosidade e porosidade. Para a variável dureza superficial, houve diferenças significativas entre o método convencional e os outros dois métodos, mostrando que o método convencional apresentou menor dureza em relação aos demais.

A212

Efeito da presença de sangue ou saliva na resistência à tração de adesivo monocomponente.

SANTOS, F. A. M.*, OLIVEIRA, M. E., SILVA, A. P., EDUARDO, C. P., MATSON, E.

Departamento de Dentística – Faculdade de Odontologia – USP. Tel.: (0**11) 3091-7839.

Este estudo in vitro avaliou a resistência à tração de um adesivo monocomponente (Single Bond) aplicado em dentina condicionada e exposta aos fluidos freqüentes no meio bucal (sangue ou saliva). 60 dentes terceiros molares foram incluídos em resina acrílica e lixados em politriz até exposição da dentina. Foram condicionados com ácido fosfórico a 37% por 15 segundos, lavados por 30 segundos e secos com papel absorvente. O grupo 2 (n = 12) sofreu contaminação da superfície com saliva e secagem por 2 segundos; grupo 3, contaminação com saliva e nova lavagem da superfície por 10 segundos. No grupo 4, contaminação com sangue e secagem por 2 segundos; grupo 5, contaminação com sangue e lavagem por 10 segundos. A seguir, todos os grupos, inclusive o grupo 1 – controle (sem contaminação da dentina), sofreram aplicação de adesivo monocomponente segundo recomendações do fabricante e foram restaurados com resina composta (Z100, cor B2). Após a estocagem em água (37ºC) por 72 horas, as amostras foram submetidas ao teste de tração em máquina universal de ensaio (Instron 4442) com velocidade de 0,5 mm/min. As médias obtidas em MPa foram: grupo 1 (6,05 ± 2,66), grupo 2 (1,94 ± 1,04), grupo 3 (5,84 ± 2,1), grupo 4 (0,92 ± 0,71) e grupo 5 (2,7 ± 2,3). Os resultados foram submetidos a análise de variância (F = 16,07, p << 0,05) e ao teste Tukey (p << 0,05), permitindo afirmar que houve diferença estatisticamente significante entre o grupo 1 (controle) e os grupos 2, 4, 5.

Concluiu-se que a contaminação da superfície de dentina influiu negativamente na resistência à tração do adesivo Single Bond, exceto quando a dentina contaminada com saliva foi lavada e seca (grupo 3).

A213

Avaliação da resistência à tração de diferentes adesivos aplicados sobre a dentina radicular.

SANTOS, F. A. M., SALAMI, T. M., COGA, A.*, EDUARDO, C. P., MATSON, E.

Departamento de Dentística – Faculdade de Odontologia – USP. Tel.: (0**11) 3091-7839.

O objetivo deste trabalho in vitro foi avaliar a resistência à tração de diferentes sistemas adesivos aplicados sobre a dentina radicular. 36 raízes de incisivos superiores humanos foram incluídos em resina acrílica e lixados em politriz até exposição da dentina radicular (lixas nº 240, 400, 600). As amostras foram condicionadas com ácido fosfórico a 37% por 15 segundos, lavadas por 30 segundos e secas com papel absorvente. Em todos os procedimentos adesivos foram seguidas as recomendações dos fabricantes, sendo a área de colagem circunscrita com fita adesiva. No grupo 1 (n = 12) aplicou-se um sistema adesivo de dois frascos (Scotchbond Multi-Purpose “primer” e “bond”). No grupo 2 foi aplicado um adesivo monocomponente ou de frasco único (Single Bond). No grupo 3 foi aplicado um adesivo dual (Scotchbond MP Plus). Todas as amostras foram restauradas com resina composta (Z100, cor B2). Após a estocagem em água deionizada a 37ºC por 72 horas, as amostras foram submetidas ao teste de tração em máquina universal de ensaio (Instron 4442) com velocidade de 0,5 mm/min. Os resultados foram submetidos a análise estatística ANOVA (F = 8,79, p << 0,05) e o teste Tukey (p << 0,05), permitindo afirmar que os grupo 1 (4,39 MPa ± 2,97) e 2 (5,09 MPa ± 2,34) não apresentaram diferença estatisticamente significante entre si, mas ambos foram inferiores com significância estatística ao grupo 3 (9,76 MPa ± 2,34).

Os resultados obtidos permitem concluir que o sistema adesivo dual apresentou maior resistência à tração que os grupos de frasco único e de dois frascos.

A214

Resistência de uniões cimentadas de titânio e níquel-cromo.

RODRIGUES FILHO, L. E.*, FRANÇA, R. O., MUENCH, A., GRANDE, R. H. M.

Departamento de Materiais Dentários – FOUSP. Tel.: (0**11) 3091-7840. E-mail: lerfilho@fo.usp.br

Avaliou-se a resistência de união, por ensaio de tração, entre titânio e liga de Ni-Cr, e cimentos resinosos. Os fatores estudados foram: cimentos (Enforce, 3M e Cement-it); conjugação liga/revestimento (titânio obtido com revestimentos que formam ou não “a case” – Tica e Tisa e liga de Ni-Cr, obtida com revestimento fosfatado); tratamento superficial (jateamento com Al2O3, 250 mm, ou emprego do sistema Siloc). Os espécimes foram discos fundidos cimentados entre si 2 a 2, armazenados por 5 dias e termociclados (1.000 ciclos – 5º-55ºC). Os dados (n = 5) foram submetidos à análise de variância e as médias (MPa) contrastadas pelo teste de Tukey (p << 0,05). Conforme tabela, mesmas letras indicam não-significância.

Cimento

Al2O3

Siloc

 

Tica

Tisa

Ni-Cr

Tica

Tisa

Ni-Cr

Enforce

 6,6ef

   9,1ef

   9,3ef

26,7c   

28,6bc

29,1bc

3M

14,6de

18,2d

18,5d

32,8abc

35,0ab

37,0a 

Cement-it

16,1d 

19,0d

18,1d

35,1ab 

38,4a 

37,3a 

Conclusões: houve grande diferença entre cimentos e semelhança entre titânio e Ni-Cr; o Siloc conduz, geralmente, ao dobro de retentividade daquela do Al2O3.

A215

Estudo das tensões geradas por diferentes pinos intra-radiculares em um incisivo central superior.

LEWGOY, H. R.*, MATSON, M. R., BOCANGEL, J. S., ANAUATE NETTO, C., AMORE, R., YOUSSEF, M. N.

Departamento de Dentística – FOUSP; UMC; UnG - SP.

A utilização de pinos intra-radiculares (núcleos metálicos fundidos e pinos pré-fabricados) tem se mostrado uma excelente alternativa para o tratamento de dentes com tratamento endodôntico. Este trabalho teve como objetivo, avaliar, utilizando o Método dos Elementos Finitos (MEF), como, diferentes pinos intra-radiculares, podem alterar o padrão das tensões geradas de von Mises e de máxima tração e compressão em relação ao elemento dental hígido. A comparação foi realizada entre um incisivo central superior hígido e com tratamento endodôntico restaurado com núcleo metálico fundido (ouro), ou pinos pré-fabricados (Flexi Post/aço inoxidável e titânio, Flexi Flange/aço inoxidável e titânio, C Post/fibra de carbono) e preenchimento coronário em resina composta. Todos os pinos intra-radiculares foram fixados, com um cimento resinoso e recobertos por uma coroa total cerâmica. A partir de fotografias, da peça anatômica e, dos pinos estudados, foram criados modelos matemáticos bidimensionais, no programa MSC/Nastran 4.5 e, após aplicação de uma força de 100 Newtons (N) a 45 graus na superfície palatina dos modelos, foi avaliada a distribuição das tensões geradas.

Com base nos resultados obtidos, pode-se concluir que os diferentes pinos intra-radiculares alteram o padrão das tensões geradas e dependendo do desenho do pino intra-radicular (cônico ou paralelo) e, do tipo de material constituinte (ouro, aço inoxidável, titânio ou fibra de carbono), a concentração e dissipação das tensões geradas, ocorrem de maneiras diferentes, com menores tensões no pino de fibra de carbono.

A216

Microinfiltração em restaurações de resina composta com selante de superfície em dentes decíduos.

LEMOS, S.*, MYAKI, S. I., MARTINS, C. M. L., HAYASHI, P. M., BALDUCCI, I.

Disciplina de Odontopediatria – FOSJC – UNESP. Tel.: (0**12) 321-8166.

O objetivo deste estudo in vitro foi de avaliar a microinfiltração em dentes decíduos restaurados com resina composta após a aplicação de selante de superfície. Foram utilizados vinte dentes decíduos anteriores, onde foram preparadas cavidades classe V na face vestibular, com margens em esmalte. As amostras foram divididas em dois grupos. Grupo 1 (n = 10): controle, sistema adesivo Single Bond (3M) + resina composta Z100 (3M); Grupo 2 (n = 10): experimental, igual ao G1 + recondicionamento ácido + selante de superfície Protect-it!® (Jeneric/Pentron®). Após o polimento, os espécimes foram submetidos a ciclagem térmica (500 ciclos - 5ºC e 55ºC - 30 segundos em cada banho), impermeabilizados e imersos em azul de metileno a 0,5%, por 4 horas. Em seguida, os dentes foram seccionados longitudinalmente e avaliados quanto ao grau de microinfiltração. Os resultados obtidos demonstraram que aplicação do selante de superfície Protect-it!® propiciou redução na microinfiltração na margem incisal e a análise estatística (teste de Mann-Whitney, p = 0,009) demonstrou haver diferença significante. Na margem cervical os valores de microinfiltração foram semelhantes e a análise estatística (teste de Mann-Whitney, p = 0,909) demonstrou não haver diferença significante.

Concluiu-se que a aplicação do selante de superfície reduziu a microinfiltração apenas na margem incisal.

A217

Avaliação in vivo da biossegurança de sílicas em dentifrícios.

PEDRAZZI, V.*1, PANZERI, H.1, FERNANDES, R. R.2, LARA, E. H. G.2

1Departamento de Materiais Dentários e Prótese – FORP; 2Departamento de Ciências Farmacêuticas – FCFRP. Fax: (0**16) 633-0999.

Considerando-se o crescente uso das sílicas em dentifrícios e os benefícios físico-químicos que elas incrementam aos mesmos, e a grande preocupação com a deglutição destes, aspectos biológicos decorrentes da ingestão de misturas contendo sílicas foram estudados com a finalidade de conhecer seus efeitos toxicológicos em ratos albinos Wistar. Três preparações completas de dentifrícios experimentais que continham sílica abrasiva (Tixosil 73Ò) e/ou espessante (Tixosil 333Ò ou Aerosil 200Ò), foram analisadas frente a dois dentifrícios comerciais tanto in vitro quanto in vivo, tendo-se o cloreto de sódio 0,9% como controle. Os 72 animais (12 ratos/grupo, 6 de cada sexo) recebiam água e ração ad libitum, retiradas sempre 4 horas antes da administração diária de 1,0 ml de uma suspensão obtida a partir de cada uma dessas preparações, através de intubação orogástrica com cânula metálica 50/10. Após 28 dias de tratamento, a urina dos ratos era coletada em gaiolas biológicas. Ao 29º dia os ratos foram sacrificados, tendo sido colhido o sangue e, através de laparotomia, obtidas biópsias dos órgãos: fígado, rins, estômago e glândulas submandibulares para a realização de exames laboratoriais (hematológico completo, transaminases TGO e TGP, histopatológico e exame de urina total).

A estatística não-paramétrica de Wilcoxon revelou, à exceção de ligeira flogose urinária, ausência de efeitos colaterais nocivos, indicando o uso seguro das sílicas em dentifrícios, nos parâmetros estabelecidos pela ABO.

A218

Efeito do abrasionamento a ar sobre a força de cisalhamento.

ZUANON, A. C. C.*, BORDIN, M. M.

Departamento de Clínica Infantil – Faculdade de Odontologia de Araraquara – UNESP - SP, Brasil. Tel.: (0**16) 201-6325. E-mail: aczuanon@foar.unesp.br

A abrasão a ar tem sido considerada uma boa alternativa para aumentar a adesão de materiais restauradores à superfície dental. Este trabalho tem como objetivo avaliar a força de cisalhamento de uma resina composta à superfície de esmalte de dentes decíduos hígidos após condicionamento ácido precedido ou não da técnica de abrasão. Foram utilizados 16 incisivos decíduos hígidos, os quais após incluídos em resina com a superfície vestibular exposta, receberam profilaxia e limpeza em ultra-som. Os dentes foram divididos em: Grupo I- sobre o esmalte foi aplicado o sistema de abrasão a ar, utilizando partículas de óxido de alumínio de 50 mm, durante 15 segundos com 80 psi de pressão a 5 mm da superfície dental. Em seguida, os dentes foram condicionados com ácido fosfórico a 37% durante 30 segundos e a resina foi aplicada (8 dentes). Grupo II- foi realizado apenas o condicionamento com ácido fosfórico a 37% por 30 segundos e a resina foi aplicada (8 dentes). A força de cisalhamento foi medida com auxílio de uma máquina MTS-810 e os dados foram submetidos ao teste “t” de Student. Os autores observaram que a média de força de cisalhamento foi significantemente maior para o grupo que recebeu apenas o condicionamento ácido (10,65 MPa) que quando associado à técnica de abrasão a ar (6,54 MPa).

Pôde-se concluir que a melhor superfície para união foi criada apenas pelo condicionamento ácido.

A219

Resistência a flexão de um cerômero e uma resina composta com diferentes tratamentos térmicos.

MIYASHITA, E.*, CASTRO-FILHO, A. A., ITINOCHE, M. K., GIANNINI, V., VAZ, L. G.,
ARAÚJO, M. A. J.

Departamento de Materiais Odontológicos e Prótese – FOSJC – UNESP.

O propósito deste estudo foi de comparar a resistência a flexão de um cerômero (Targis - Ivoclar), de um material estético para restaurações indiretas e de uma resina composta para restaurações diretas (Tetric Ceram - Vivadent) usando diferentes tratamentos térmicos. Quatro grupos de nove amostras cada foram obtidos, medindo 15 mm x 2 mm x 1 mm. (G1) Targis - polimerizado segundo as recomendações do fabricante; (G2) Tetric Ceram - fotopolimerizado durante 40 s (1.000 mW/cm²); (G3) Tetric Ceram - fotopolimerizado e autoclavado durante 12 minutos a 120ºC, com pressão máxima de 1,8 kgf/cm2 e (G4) Tetric Ceram - fotopolimerizado e aquecido sob calor seco em estufa durante 15 minutos a 100ºC. As amostras foram armazenadas em água destilada a 37ºC durante 14 dias e submetidas a teste mecânico em uma máquina de ensaios universal (MTS) a uma velocidade de 0,75 mm/min., carregando a amostra em sua região central sobre a sua superfície mais larga, mantendo uma distância de 10 mm entre os apoios. Os dados obtidos foram submetidos a análise estatística (ANOVA). Os resultados (G1 = 142,631 MPa; G2 = 137,663 MPa; G3 = 127,590 MPa e G4 = 130,511 MPa) demonstraram não haver diferença estatisticamente significativa entre os grupos (p = 0,140).

A220

Avaliação do módulo de elasticidade de resinas compostas após tratamento térmico.

BUSO, L.*, CASTRO-FILHO, A. A., MIYASHITA, E., NEISSER, M. P., FIGUEIREDO, A. R., BALDUCCI, I., ARAÚJO, M. A. J.

FOSJC – UNESP. Tel.: (0**11) 284-1868.

Neste estudo objetivou-se analisar a influência do tratamento térmico no módulo de elasticidade de duas diferentes resinas compostas. A partir de uma matriz metálica foram confeccionados dezoito corpos-de-prova para os seguintes materiais: Z100 (3M) e Surefil (Dentsply), com as dimensões de 1 mm x 2 mm x 15 mm. Nove corpos-de-prova de cada grupo receberam tratamento térmico em estufa a 100ºC durante período de 15 minutos e nove não sofreram nenhum tipo de tratamento. As amostras foram armazenadas em água destilada à temperatura de 37ºC durante 14 dias e submetidas ao teste mecânico em máquina de ensaio universal à velocidade de 0,75 mm/min., carregando a amostra em sua região central sobre a sua superfície mais larga, mantendo uma distância de 10 mm entre os apoios. Os resultados obtidos com o teste Two-Way mostraram maiores valores do módulo de elasticidade para resina Z100 (19,43 e 18,77 GPa) em relação à resina Surefil (18,73 e 15,96 GPa), com e sem tratamento térmico respectivamente.

A análise estatística dos dados permitiu concluir que houve diferença entre as resinas compostas e que o tratamento térmico influenciou no módulo de elasticidade dos materiais testados.

A221

Avaliação da aderência de biofilme a materiais estéticos indiretos.

SILVA NETO, D. R.*, KIMPARA, E. T., GONÇALVES, A. R., BUSO, L., JORGE, A. O. C., TAKAHASHI, F. E.

Departamento de Materiais Odontológicos e Prótese – FOSJC – UNESP. Tel.: (0**12) 321-8166. E-mail: domicioneto@hotmail.com

Uma nova geração de materiais têm sido indicados para uma variedade de restaurações estéticas (“inlays”, “onlays”, facetas laminadas, coroas e próteses fixas não-extensas). Dentre as características destes materiais, o acúmulo de biofilme em sua superfície polida torna-se relevante, por ser uma das principais causas de insucessos, como cáries recorrentes e doença periodontal. Neste trabalho, observamos a formação de biofilme, in vitro, na superfície dos materiais: Solidex (Shofu) e Cerâmica Omega 900 (Vita), com a finalidade de comparar, qual material apresentaria maior aderência bacteriana. 15 corpos-de-prova (cp) cilíndricos de cada material, com dimensões de 6,0 mm x 6,0 mm, foram imersos em meio de cultura sacarosado por 24 horas, 72 horas e 7 dias. Os cp foram secos e corados com fucsina diluída a 2%. Os resultados foram obtidos através de análise visual em estereomicroscópio. Observou-se mínima diferença visual entre a quantidade aderida de biofilme nos dois materiais. Uma maior espessura de biofilme ocorreu com o tempo de 7 dias de imersão, em ambos os materiais. Atribuiu-se escores de 0 a 4 para quantificar os resultados e permitir análise estatística dos dados, através do teste não-paramétrico de Mann-Whitney.

Conclui-se que ambos os materiais acumularam grande quantidade de biofilme. A resina Solidex, apresentou uma película mais compacta com maior formação de colônias bacterianas, enquanto que a Cerâmica mostrou uma deposição mais homogênea, com menor granulação. Não houve diferença estatística significante entre os materiais (p = 0,647). (Apoio: FAPESP - Processo nº 00/10511-2).

A222

Ligas de Ni-Cr, amálgama com alto teor de cobre e implantes osseointegrados.

COSTA, V.*, GUIMARÃES, M. M., BOTTINO, M. A., GUASTALDI, A. C., QUINTAS, A. F.,
NISHIKA, R. S.

FOSJC – UNESP. E-mail: mmguima@uol.com.br

O propósito desse trabalho foi avaliar, in vitro, o efeito da liga de Ni-Cr e do amálgama com alto teor de cobre na união entre o “abutment” e o implante de titânio. Trinta amostras foram colocadas em uma solução de NaCl 0,9%, pH 6 a 37ºC. Estas amostras foram divididas em dois grupos: Grupo I – “abutment” + implante com a liga de Ni-Cr, Grupo II – “abutment” + implante com o amálgama de alto teor de cobre, e posteriormente divididas em três subgrupos de acordo com o tempo de imersão na solução, 30, 60 e 90 dias. Após a remoção das amostras da solução, estas foram submetidas a análise por microscopia eletrônica de varredura (MEV) e espectroscopia de energia dispersiva (EDS). A solução foi também analisada quimicamente após cada período mencionado por espectroscopia de absorção atômica (AAS). Os resultados revelaram que após cada período todas as amostras mostraram microinfiltrações progressivas dos componentes da solução de NaCl. Aos 90 dias, independentemente da liga usada ocorreu uma leve perda de titânio (<< 0,007 mg/l) observada pelo AAS.

Baseados nos resultados obtidos, concluímos que os metais não-preciosos podem promover galvanização pela interação com a solução, podendo estas microinfiltrações interferir na durabilidade dos componentes dos implantes osseointegrados.

A223

Curvas térmicas de resinas acrílicas durante polimerização por energia de microondas.

HILGERT, E.*, CAVALCANTI, B. N., SUTERIO, R., BARROS, E. A., TAKAHASHI, F. E.,
NEISSER, M. P.

Departamento de Materiais Odontológicos e Prótese – FOSJC – UNESP. Tel.: (0**12) 321-8166. E-mail: ehilgert@yahoo.com

A polimerização de resinas acrílicas através de energia de microondas vem se tornando uma alternativa bastante viável e prática, reduzindo o tempo de processamento de próteses totais. Apesar disto é observada, em muitos casos, presença de porosidade, que pode ser associada à ebulição do monômero (100,8ºC) devido a temperaturas elevadas durante o ciclo. Em vista disto, neste estudo foi registrado, com monitoramento contínuo, a temperatura interna da massa de resina em função de 4 ciclos de polimerização em forno de microondas – 1) 3 min. a 475 W; 2) 13 min. a 95 W versus 1,5 min. a 475 W; 3) 3 min. a 475 W + carga mínima de 150 ml de água; 4) 7 min. a 95 W versus 7 min. a 95 W – com a finalidade de analisar o comportamento térmico da massa de resina. Para tal, foram confeccionados corpos-de-prova simulando uma condição clínico-laboratorial, sobre modelos-padrão de maxila edêntula em gesso-pedra tipo III, que foram incluídos em mufla própria. Na inclusão, foram posicionados 7 termopares nas regiões de palato e rebordo alveolar, que foram conectados a um computador capaz de registrar, gráfica e continuamente, as temperaturas da massa de resina acrílica nos tempos e potências determinados.

Os resultados foram submetidos a tratamento estatístico ANOVA, permitindo concluir que: o ciclo 1 apresentou os maiores valores de temperatura, seguido do ciclo 2, 3 e 4. Apenas o ciclo 4 não ultrapassou a temperatura de ebulição do monômero. Foi observado menor incremento de temperatura quando foi colocada a carga mínima de água junto à mufla.

A224

Retenção da resina composta a pinos de fibra: efeito do jateamento.

QUINTAS, A. F.*, GIANNINI, V., GUIMARÃES, M. M., OLIVIERI, K., FIGUEIREDO, A. R., BOTTINO, M. A.

Departamento de Materiais Odontológicos e Prótese – FOSJC – UNESP.

O objetivo desse estudo foi verificar o efeito do jateamento na superfície de pinos de fibra de vidro na retenção da resina composta de preenchimento. Foram utilizados vinte pinos de fibra de vidro (Luscent Anchors, Dentatus) no experimento. Uma matriz em resina acrílica foi usinada para a adaptação dos pinos, contendo um espaço de 3,0 mm na região correspondente à extremidade coronária para a inserção da resina composta de preenchimento. Metade dos pinos recebeu a resina composta de preenchimento (Grupo I); a outra metade recebeu jateamento com óxido de alumínio (50 mm, a 1,0 mm de distância) em 3,0 mm da extremidade coronária antes da confecção do núcleo de preenchimento (Grupo II). O ensaio de tração foi feito em uma máquina MTS-810 com o auxílio de um dispositivo para que a carga fosse aplicada no longo eixo do dente, sob velocidade de 0,05 mm/min. A carga foi aplicada até o deslocamento ou a fratura da resina composta de preenchimento. Os resultados revelaram que não houve diferença estatisticamente significante entre os dois grupos.

Concluímos que o jateamento não influiu na retenção da resina composta de preenchimento a pinos de fibra de vidro.

A225

A influência da ciclagem mecânica na interface ceramo-cerâmica.

DIAS, A. H. M.*, OLIVIERI, K. N., GIANNINI, V., TAKAHASHI, F. E., KIMPARA, E. T.,
BOTTINO, M. A.

Faculdade de Odontologia de São José dos Campos – Unesp. E-mail: ahmdias@bol.com.br

O propósito deste estudo foi avaliar in vitro a influência da ciclagem mecânica na interface da infra-estrutura cerâmica e o revestimento cerâmico. 10 amostras foram confeccionadas de forma cilíndrica. A parte correspondente a infra-estrutura (Cergogold/Degussa), apresenta as dimensões de 5 mm de comprimento, sendo 4 x 4 mm de diâmetro e 1 x 5 mm de diâmetro, na extremidade. O revestimento cerâmico (Duceragold/Degussa) apresenta 3 x 4 mm de diâmetro. As amostras foram armazenadas em água destilada e dividas em 2 grupos: 1- sem ciclagem mecânica (grupo controle) e, o 2 - com ciclagem mecânica que foram submetidos a ciclagem, numa atmosfera aquosa (água destilada) recebendo uma força de 5 N, no sentido axial, freqüência de 20 Hz, durante 50.000 ciclos, e em seguida, foram submetidos ao teste de resistência ao cisalhamento, na mesma máquina (MTS - 810 Material Test System). Os resultados demonstrados nos grupos 1 e 2, observaram valores médios de tensão máxima (MPa) de 30,83 e 26,58, respectivamente. Os valores foram submetidos ao teste “t” (Student), não apresentando diferença estatisticamente significante.

Os autores concluíram que a ciclagem mecânica não reduziu significantemente a resistência na interface ceramo-cerâmica avaliada.

A226

Distorção de estruturas sobre implantes soldadas a laser e brasagem.

COSTA, E. M. V.*, NEISSER, M. P., BOTTINO, M. A.,CARVALHO, M. C., BONDIOLI, I. R.

Departamento de Materiais Odontológicos e Prótese – FOSJC – UNESP. Tel.: (0**12) 321-8166, r. 1305. E-mail: neisser@iconet.com.br

Próteses sobre implantes osseointegrados requerem critério de fabricação preciso devido à ausência de tecidos periodontais que compensam erros menores de relacionamento. Em um arco mandibular edêntulo em aço-cromo, foram fixados cinco análogos de pilares de implante, paralelos entre si, com distância de 10 mm medidos centro a centro. Sobre estes foram instalados cilindros de ouro, pré-torneados e parafusados com torque de 10 N/cm. Foram executadas 10 sobre-estruturas divididas em três grupos: GC - adaptação de 25 cilindros de ouro; GB - segmentos soldados por brasagem (5 estruturas); GL - segmentos soldados a laser (5 estruturas). Observou-se os grupos sob microscópio de mensuração no eixo y e a medição foi realizada na vestibular e lingual de cada cilindro, anotadas em tabela própria. Os dados obtidos foram submetidos a ANOVA e ao teste de Tukey.

Para o eixo y, a técnica de soldagem a laser apresentou menor distorção (média = 2,99 e desvio-padrão = 1,89) do que a técnica de brasagem (média = 4,47 e desvio-padrão = 1,78).

A227

Influência do tratamento térmico na resistência à flexão de materiais restauradores estéticos diretos.

CASTRO FILHO, A. A.*, MIYASHITA, E., ITINOCHE, M. K., BALDUCCI, I., KIMPARA, E. T., ARAÚJO, M. A. J.

FOSJC – UNESP. Tel.: (0**12) 323-5467.

A resistência à flexão de um material está diretamente ligada a tensão máxima que esse material pode suportar antes da ruptura. A finalidade dessa pesquisa foi avaliar a influência do tratamento térmico na resistência à flexão de resinas compostas utilizadas para restaurações diretas em dentes posteriores. Para a realização do ensaio mecânico foram selecionados dois tipos de materiais resinosos, uma resina micro-híbrida convencional (Z100/3M) e uma resina compactável (Surefil/Dentsply). Foram confeccionados 18 corpos-de-prova de cada material com dimensões de 1 mm x 2 mm x 10 mm, sendo 9 expostos ao calor seco em uma estufa durante 15 min. sob 100ºC de temperatura e 9 não sofreram nenhum tipo de tratamento térmico. As amostras foram armazenadas em água destilada à temperatura de 37ºC, durante 14 dias e submetidas ao teste mecânico em uma máquina de ensaio universal à velocidade de 0,75 mm.min–1. Os resultados obtidos demonstraram maiores valores para os grupos que sofreram tratamento térmico (184,92 MPa) quando comparado ao outro grupo (154,08 MPa).

Concluiu-se que o tratamento térmico influencia na resistência à flexão dos materiais resinosos, com diferença estatisticamente significante no nível de 5%.

A228

Estudo da alteração dimensional em silicones polimerizados por reação de condensação.

ALMEIDA, E. E. S.*, CASTRO FILHO, A. A., HILGERT, E., OYAFUSO, D. K., NISHIOKA, R. S., KIMPARA, E. T.

DMOP – FOSJC – UNESP.

O objetivo deste trabalho foi estudar a alteração dimensional de silicones por reação de condensação, submetidos a diferentes meios de armazenagem dos moldes em um modelo padrão com diferentes características morfológicas axiais. Utilizou-se a técnica de moldagem da massa densa/material leve em dois estágios, utilizando casquetes metálicos para alívio com espessura padronizada de 2,0 mm para a moldagem preliminar. Os modelos confeccionados em gesso-pedra tipo IV foram mensurados em um projetor de perfil, com ampliação de 10 X e suas medidas comparadas as do modelo padrão, sendo os resultados obtidos, submetidos a ANOVA ao nível de significância de 5%.

Concluiu-se que o silicone Coltoflax-Coltex imerso em água, originou modelos estatisticamente mais largos que o 3M também imerso em água e que a característica axial, com angulação de 6º e sulco em forma de “v”, originou modelos mais largos estatisticamente que o pilar cilíndrico; os materiais Optosil-Xantopren e Speedex originaram modelos mais altos estatisticamente do que o 3M e a imersão dos moldes em água, originou modelos mais altos que os moldes mantidos em condições ambientes; não foi encontrada diferença estatisticamente significante, quando se analisou as medidas entre os pilares dos modelos de gesso, para qualquer condição experimental estudada.

A229

Efeito da oxidação prévia na união metalocerâmica, utilizando uma liga de paládio-prata.

DEKON, S., VIEIRA, L. F., ZAVANELLI, A. C., PELISSER, J.*

Departamento de Materiais Odontológicos e Prótese – Faculdade de Odontologia de Araçatuba – UNESP. Tel.: (0**18) 620-3200. E-mail: dekon@foa.unesp.br

O objetivo deste trabalho foi avaliar a propriedade resistência de união metalocerâmica em uma liga seminobre de paládio-prata, marca comercial Pors-on IV, frente a diferentes tempos de oxidação prévia (0, 5, 10 e 15 minutos) à aplicação de três sistemas cerâmicos (Duceram, Willians, Noritake). Utilizou-se um teste de cisalhamento modificado a partir do teste proposto por Shell; Nielsen (J Dent Res, v. 41, n. 6, p. 1424-37, 1962).

Frente aos resultados obtidos chegou-se as seguintes conclusões: 1) Tanto os grupos controles como os grupos experimentais não exibiram diferenças estatisticamente significantes entre si. 2) As maiores mé­dias de resistência ao cisalhamento foram obtidas nos grupos I (Duceram - sem oxidação prévia), II (Duceram - oxidação prévia de 5 minutos) e VI (Willians - oxidação prévia de 5 minutos). 3) As menores médias foram encontradas nos grupos que utilizaram o sistema Noritake, independente do uso ou não de tratamento térmico de oxidação prévia.

A230

Substituição do ácido fosfórico por “primer” autocondicionante em adesivos simplificados.

FRANCCI, C.*1, PERDIGÃO, J.2, CARRILHO, M. R. O.3, LOPES, M.2

1Departamento de Materiais Dentários – Universidade Ibirapuera; 2University of Minnesota, EUA; 3 Departamento de Materiais Dentários – FOUSP. E-mail: francci@uol.com.br

O objetivo deste estudo foi comparar a resistência máxima à microtração (RMT) de sistemas adesivos aplicados à dentina condicionada por ácido fosfórico ou por um “primer” autocondicionante. O condicionamento ácido convencional ou com o “primer” autocondicionante foi realizado em superfícies dentinárias planas. Os grupos estudados foram: (1) Clearfil SE Bond (SE, controle); (2) H3PO4/Single Bond; (3) H3PO4/One Coat Bond; (4) H3PO4/Excite; (5) SE Primer/Single Bond; (6) SE Primer/One Coat Bond; (7) SE Primer/Excite. Após a reconstrução das coroas com Herculite XRV, os espécimes foram armazenados em água a 37ºC por 24 h. Para o ensaio de RMT os espécimes foram obtidos através de cortes de 1 mm de espessura e a região da interface reduzida a uma área de secção de 0,8 ± 0,2 mm². Os dados foram submetidos à análise de variância e ao teste de contraste de Tukey (letras em destaque, p << 0,05). Resultados em MPa (Média ± DP): Grupo1: 47,9a ± 19,1; Grupo 2: 47,5a ± 13,8; Grupo 3: 36,3b ± 10,9; Grupo 4: 21,4c ± 8,1; Grupo 5: 52,2a ± 6,9; Grupo 6: 38,3b ± 9,5; Grupo 7: 11,6d ± 2,3. Excite resultou em menor resistência de microtração que os outros adesivos. Excite resultou em maior resistência adesiva quando a dentina foi condicionada com ácido fosfórico do que quando condicionada com Clearfil SE Bond “primer”. O teste de microtração para Single Bond e para One Coat não depende do pré-tratamento da dentina.

Algumas formulações específicas de sistemas adesivos dentinários podem ser usadas com condicionamento ácido total ou com “primers” autocondicionantes.

A231

Rugosidade superficial: resina termopolimerizável submetida ao polimento químico.

KAIZER, R. O. F.*, SILVA, L. C. F., MELO, G. C., BRAUN, K. O.

Departamento de Odontologia Restauradora – UFSM; Departamento de Materiais Dentários – FOUSP.

É desejável que próteses confeccionadas em resina acrílica possuam superfícies lisas, proporcionando facilidade de limpeza e conforto ao paciente. O polimento químico é uma alternativa ao polimento mecânico convencional. Segundo GOTUSSO et al. essa técnica era importante porque permitia o polimento interno das próteses fazendo com que estas fossem menos lesivas aos tecidos. Este estudo avaliou a rugosidade superficial (Ra) de corpos-de-prova de resinas termopolimerizável convencional (Vipi) submetidas a diferentes tratamentos. Foram confeccionadas 10 amostras para cada grupo, com dimensões de 2,0 cm x 2,0 cm x 5,0 mm. Estas foram divididas em 4 grupos: (G1) resina Vipi termopolimerizável sem tratamento, (G2) resina Vipi termopolimerizável com acabamento e polimento mecânico, (G3) resina Vipi termopolimerizável sem acabamento e com polimento químico e o (G4) resina Vipi termopolimerizável com acabamento e com polimento químico. Sendo que o grupo G1 e G2 são os grupos controles de ambos, respectivamente. A rugosidade superficial foi verificada pelo rugosímetro Surftest 211 (Mitutoyo) e os dados obtidos foram submetidos à análise de variância e comparados pelo teste de Tukey (significância de 5%). Os resultados foram (em Ra): G1 = 0,90 = 1: 0,42 (a); G2 = 0,28 = 1: 0,11 (b); G3 = 1,15 = 1: 0,27 (c); G4 = 1,03 = 1: 0,08 (a).

Avaliando os dados concluiu-se que o polimento químico apresentou superfície menos lisa quando comparado às superfícies polidas mecanicamente e sem tratamento.

A232

Selamento marginal apical de canais irradiados com Er e Nd e obturados com AH Plus.

BEZERRA, A. G.*, ARAKI, A. T., CALDEIRA, C. L.

Departamento de Dentística – FOUSP. Tel.: (0**11) 3091-7839.

A utilização do laser vem ganhando crescente importância na prática odontológica, inclusive na área endodôntica, atuando na desinfecção e experimentalmente até no preparo de canais radiculares. A ação de diferentes tipos de laser resulta em alterações representadas, ora por aumento da permeabilidade dentinária (Er:YAG), ora pela diminuição com fusão e recristalização da dentina (Nd:YAG). Neste sentido, este estudo avaliou, através da infiltração apical de corante, a influência da irradiação com dois tipos de laser, na qualidade do selamento apical de obturações endodônticas. Para isto, foram utilizados 36 raízes de dentes unirradiculares que após preparadas com o sistema ProFile até o instrumento # 40, foram divididas em 4 grupos experimentais e 2 grupos controle, onde procedeu-se da seguinte forma previamente à obturação: G1- irradiado com Er:YAG; G2- irradiado com Nd:YAG; G3- irradiado com Er:YAG seguido de Nd:YAG, G4- não foi irradiado. Após impermeabilização externa e secagem, os espécimes foram obturados com uma técnica de condensação vertical a frio, utilizando AH Plus como cimento, sendo logo em seguida imersos em azul de metileno a 0,5%, para posterior clivagem. Os valores lineares de infiltração marginal apical foram obtidos com o auxílio de um microscópio óptico acoplado a um computador e dos programas Vid Cap 32 e Image Lab 98.

A análise dos dados mostrou a não-existência de diferenças estatisticamente significantes (p >> 0,05) entre os diferentes grupos, evidenciando a não-influência do laser na qualidade de selamento para essa hipótese experimental.

A233

Avaliação clínica de compômeros em cavidades classe V: estudo de três anos.

CARDOSO, M. V.*, RUSSO, E. M. A., CARVALHO, R. C. R., SANTOS, M. G., PAGLIARI, A. F.

Departamento de Dentística – FOUSP. Tel.: (0**11) 3091-7843.

O objetivo deste estudo foi de analisar o comportamento clínico dos compômeros Dyractâ (Dentsply) e Compoglassâ (Vivadent) e da resina composta Z100â (3M) em lesões cervicais não-cariosas. Um total de 90 restaurações foram realizadas in vivo, sendo 30 com cada um dos três materiais estudados, conforme as orientações dos fabricantes. Os casos foram clinicamente analisados depois de 1, 2 e 3 anos de acordo com o critério USPHS (US Public Health Service). Retenção, recidiva de cárie, cor, adaptação marginal, forma anatômica e descoloração marginal foram as características consideradas. Os dados foram obtidos na forma de escores e submetidos ao teste estatístico de Kruskal-Wallis através do programa GMC 8.1. Após 2 e 3 anos, os resultados encontrados mostraram uma diferença estatisticamente significante entre o compômero Compoglassâ e a resina composta Z100â quanto à forma anatômica (p << 0,01). Por outro lado, nenhuma diferença foi observada entre os materiais quanto aos outros aspectos estudados.

Concluímos que os compômeros comportaram-se de maneira clinicamente satisfatória quando comparados às resinas compostas, apesar do maior desgaste de superfície apresentado pelo Compoglassâ.

A234

Efeito de diferentes formas de selamento da dentina na adaptação marginal de restaurações diretas e indiretas.

SOARES, A. B.*, ANDRADE, O. S., ANDRADE, R. M., DE GOES, M. F.

Departamento de Odontologia Restauradora – FOP – UNICAMP - SP.

O propósito deste estudo foi avaliar a adaptação marginal de restaurações diretas e indiretas confeccionadas em resina composta condensável após selamento da dentina por diferentes formas de aplicação do agente adesivo. Preparos do tipo “inlay” foram confeccionados em dentes bovinos e divididos em três grupos de 10. No Grupo 1 foi usado o ácido fosfórico a 35%, o adesivo Prime & Bond 2.1 NT, fotoativado por 10 s, e um único incremento da resina Surefil fotoativada por 40 s. No Grupo 2, as paredes cavitárias foram isoladas e a resina Surefil foi aplicada em um único incremento. Após polimerização as restaurações foram removidas. As cavidades foram preparadas com ácido, adesivo e as restaurações unidas com o cimento resinoso Calibra. No Grupo 3, a hibridização das paredes da cavidade foi feita antes do isolamento. Após o selamento, as restaurações foram unidas seguindo o procedimentos do Grupo 2. A solução “Caries Detector” foi gotejada  sobre cada restauração. A penetração do corante foi observada em uma lupa estereoscópica e o valor percentual de penetração foi obtido pela proporção entre o comprimento da penetração do corante pelo comprimento total da cavidade. As amostras também foram observadas em MEV. Os valores foram submetidos ao teste de Kruskal-Wallis (p >> 0,05) e não apresentaram diferenças estatisticamente significantes entre si. Em MEV não foi observado fenda nas margens cavo-superficiais e paredes internas entre dentina e restauração. Bolhas de ar foram observadas na interface entre o cimento e a restauração e dentro destes materiais.

A235

Liberação e retomada de flúor de diferentes materiais restauradores.

NAMEN, F.*, GALAN Jr., J.

Departamento de Odontotécnica – UFF.

A presente pesquisa teve como objetivo estudar a liberação de flúor de alguns materiais restauradores que contêm flúor. Foram escolhidos três compômeros (Compoglass, F2000 e Dyract), um ionômero quimicamente ativado (Vidrion R), uma resina com carga mineral (Degufil Mineral) e uma resina composta híbrida como controle (TPH). Foram determinados os tempos de 24 horas, 7, 30, 60, 90 e 180 dias para observação das liberações de flúor individualizadas. Os corpos-de-prova foram obtidos através de uma matriz de teflon padronizada e os materiais foram manipulados de acordo com as instruções dos fabricantes. Após a presa, os corpos-de-prova, seis para cada material, foram imersos separadamente em 5 ml de água deionizada e armazenados para o período. Findo o período de observação, os corpos eram transferidos para nova solução e assim subseqüentemente até o período final estabelecido. A quantidade de fluoreto liberada foi analisada em analisador de flúor Procyon mod. AS 720 após a adição de Tisab III. A análise estatística foi obtida através da análise de variável (ANOVA) e teste de Tukey.

Por esse estudo verificou-se que houve diferenças significativas de liberação de flúor entre os materiais analisados (p >> 0,5).

A236

Avaliação in vitro da microinfiltração de três sistemas adesivos em restaurações classe II com resina composta.

COSTA, J. F.*, PIMENTA, L. A. F., COSTA, E. L., CASANOVAS, R. C., BARON, G. M. M.,
BEDRAN, A. K.

UNICAMP; UFMA. E-mail: balc@ig.com.br

A proposta deste estudo foi investigar in vitro a microinfiltração marginal em restaurações classe II realizadas com três sistemas adesivos e resina composta em dentes bovinos. Setenta e cinco cavidades classe II, do tipo “slot vertical” foram preparadas, com margem gengival localizada 1,0 mm além da junção esmalte/cemento, numeradas e divididas aleatoriamente em três grupos distintos de acordo com o sistema adesivo utilizado: Grupo SBMP - sistema adesivo múltiplos frascos, Scotchbond Multi-Uso (3M); Grupo PB2.1 - sistema adesivo frasco único, Prime & Bond 2.1 (Dentsply); grupo CLB2V - sistema adesivo autocondicionante, Clearfil Liner Bond 2V (Kuraray). As cavidades foram restauradas com resina composta Tetric Ceram (Vivadent) com três incrementos, polidas e os dentes, adequadamente impermeabilizados, foram submetidos a 1.000 ciclos em água destilada nas temperaturas de 5oC-55oC e corados com azul de metileno por 4 horas, seccionados nos centro das restaurações e analisados em lupa estereoscópica. Os resultados através das somas somas das ordens foram: Grupo SBMP - 936,50; Grupo PB2.1 – 1.053,00; Grupo CLB2V - 860,50. Embora o Clearfil Liner Bond 2V tenha apresentado melhor performance, o teste de Kruskal-Wallis revelou não possuir estatisticamente diferença significante na microinfiltração, para a = 0,4531 e p = 0,05.

Concluiu-se, que os três sistemas adesivos estudados não foram capazes de evitar completamente a microinfiltração, e o adesivo autocondicionante comportou-se da mesma forma que os adesivos que utilizam ácido fosfórico como condicionador.

A237

Contração de polimerização: efeito da técnica de inserção da resina composta e do fator C.

LOGUERCIO, A. D.*, BALLESTER, R. Y.

Departamento de Materiais Dentários – FOUSP. Tel.: (0**11) 3091-7842. E-mail: aloguercio@hotmail.com

Foram avaliados: 1) contração linear de polimerização (CLP); 2) os efeitos da CLP sobre 2.1) a largura média das frestas interfaciais; 2.2) a resistência coesiva (RC) e 2.3) adesiva (RA) de uma resina (Z250) variando a técnica de inserção (TI) e o fator C (FC). Cavidades de 4 x 4 x 2 mm (Fator C = 3/C3) ou superfícies dentinárias planas (4 x 4 x 2 mm) (Fator C = 0,3/C0) de incisivos bovinos receberam o mesmo volume de resina, após a aplicação do adesivo Single Bond, inserida em uma (B) ou três porções (I), e polimerizadas com 600 mW/cm2 por 80 s. A CLP foi medida pelo método do disco deflectivo modificado. As frestas foram medidas (aumento de 400 X) nas fatias (FF) obtidas após o 1º corte das restaurações, e nos palitos (FP) resultantes do 2º corte. RA e RC foram obtidas por microtração dos palitos em uma máquina Kratos (0,5 mm/min). A tabela apresenta os resultados (média ± desvio-padrão) após a análise de variância e teste de Tukey (a = 0,05).

FC/TI

CLP (%)

RC (MPa)

RA (MPa)

FF (mm)

FP (mm)

C3/I

1,57 ± 0,10 b

96,5 ± 12,5 d

31,3 ± 12,0 f

12,4 ± 5,2 j

8,1 ± 3,9 h

C3/B

1,95 ± 0,08 c

98,4 ± 22,1 d

34,9 ± 12,1 f

13,9 ± 5,8 j

9,4 ± 5,2 h

C0/I

1,05 ± 0,04 a

93,7 ± 13,9 d

 37,3 ±   9,2 e

5,15 ± 2,9 i

4,6 ± 2,8 g

C0/B

0,98 ± 0,05 a

89,8 ± 14,1 d

39,9 ± 13,8 e

4,68 ± 2,4 i

4,5 ± 2,3 g

1) A CLP foi influenciada pela TI apenas no maior FC; 2) RA, FF e FP foram significantemente influenciados pelo FC. (Apoio: FAPESP - Processo nº 99/05124-0.)

A238

Efeito de diferentes tratamentos na força de adesão ao esmalte.

RUSSO, E. M. A.*, CARVALHO, R. C. R., ANDRADE, A. P., CAMPOS, K. C.

Departamento de Dentística – FOUSP - SP. Tel.: (0**11) 3091-7839. E-mail: emarusso@fo.usp.br

O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito de diferentes tratamentos de limpeza na força de adesão ao esmalte. Trinta e dois incisivos centrais e laterais, foram inseridos em resina acrílica e foram divididos em 4 grupos de 8 espécimes cada. Todas as superfícies de esmalte receberam um desgaste, por 20 segundos, com IAD nº 2.068, sendo a caneta de alta rotação lubrificada por 3 segundos a cada desgaste. Os grupos receberam os seguintes tratamentos: G-I - “spray” ar/água (SA/A) por 20 s; G-II - (SA/A) por 20 s, profilaxia por 5 s, (SA/A) por 10 s; G-III - (SA/A) por 20 s, profilaxia por 5 s, (SA/A) por 10 s; Tergensol (um detergente biológico) por 5 s, (SA/A) por 10 s; G-IV - (SA/A) por 20 s, profilaxia por 5 s, (SA/A) por 10 s, EDTA-T por 5 s, (SA/A) por 10 s. Foi aplicado o sistema adesivo Single Bond (3M). Uma matriz de teflon com diâmetro de 3 mm foi fixada na superfície do esmalte para limitar a área a ser restaurada com resina Z250 (3M). Os espécimes foram armazenados em água destilada a 37ºC por 24 horas, termociclados e submetidos à tração em uma máquina Instron. A análise de variância e o teste de Tukey foram usados para comparar os vários grupos (p << 0,05). Resultados em MPa: G-I (controle): 18,5; G-II: 19,4; G-III: 25,3; G-IV: 27,5. Não foi encontrada diferença estatisticamente significante entre os grupos I e II e entre os grupos III e IV. Os grupos III e IV mostraram diferença estatisticamente significante em relação aos grupos I e II.

Pudemos concluir que a limpeza com Tergensol ou com EDTA-T foi capaz de aumentar a força de adesão ao esmalte.

A239

Avaliação da resistência à tração de um sistema adesivo dentinário autocondicionante com duas técnicas de utilização.

CASSONI, A.*, CAPP, C. I., NAVARRO, R. S., MOLDES, V. L., YOUSSEF, M. N.

Departamento de Dentística – FOUSP - SP - Brasil. E-mail: acassoni@fo.usp.br

O objetivo desse estudo foi avaliar a resistência à força de tração do novo sistema adesivo dentinário Prompt L-Pop (Espe - German), utilizando duas técnicas de fotopolimerização propostas pelo fabricante. Foram confeccionados 20 corpos-de-prova através do desgaste vestibular de pré-molares incluídos em resina acrílica. A superfície dental foi desgastada com lixas de carboneto de silício em politriz refrigerada a água. Esses 20 dentes incluídos e desgastados foram divididos em 2 grupos de 10 dentes cada: grupo 1 (adesivo fotopolimerizado) e grupo 2 (adesivo não-fotopolimerizado). Para o grupo 1, o adesivo foi fotopolimerizado durante 20 segundos imediatamente após a sua aplicação. O corpo-de-prova de resina composta Z100 (3M) foi realizado com formato tronco-cônico invertido de 4 mm de altura e área adesiva de 3 mm através de uma matriz de teflon e a resina composta foi inserida em incrementos, fotopolimerizados 40 s. Para o grupo 2 somente após a aplicação do adesivo, colocação da matriz de teflon e inserção da primeira camada de resina era realizada a fotopolimerização. Os corpos-de-prova foram armazenados em água destilada a 37ºC durante 24 horas. Foi realizado o teste de tração na máquina de ensaio universal, com velocidade de 0,5 mm/min. e carga de 500 N. Os resultados de resistência adesiva às forças de tração do Grupo 1 foram 3,89 MPa (± 1,49) e do Grupo 2 foram 3,69 MPa (± 1,59).

Conclui-se não haver diferenças nas formas de aplicação do sistema adesivo auto-condicionante Prompt L-Pop indicadas pelo fabricante.

A240

Descolamento espécime-garra em teste de microtração.

MEIRA, J. B. C.*1, BALLESTER, R. Y.1, LIMA, R. G.2

1Departamento de Materiais Dentários – FOUSP; 2Departamento de PME-EPUSP.
 Tel.: (0**11) 3091-7840. E-mail: jo@fo.usp.br

Um problema freqüente durante o teste de microtração [TMT], quando aplicado em espécimes muito resistentes, é o descolamento espécime-garra. O objetivo foi estudar, por análise de elementos finitos, a distribuição de tensões na cola que une o espécime à garra, visando dar alternativas que diminuam a perda de espécimes por descolamento. Na simulação, validada pela concordância com os dados experimentais de Bianchi (Tese Doutorado, 1999), os espécimes foram submetidos à tensão nominal de 85,5 MPa e colados por apenas um dos lados. Analisou-se a influência de variações no módulo de elasticidade da garra [EG] e da cola [EC] sobre as máximas tensões de tração [MT] e de cisalhamento [MC] desenvolvidas na cola. Os resultados são apresentados na tabela.

EG/EC (GPa)

MT (MPa)

MC (MPa)

EG/EC (GPa)

MT (MPa)

MC (MPa)

200/4

40,2

21,8

200/2

36,2

20,2

100/4

40,0

21,7

100/2

36,1

20,2

  10/4

37,5

20,3

  10/2

34,6

19,3

A cola é mais solicitada quando a garra é constituída por um material mais rígido, sugerindo que, para evitar o descolamento dos espécimes em TMT, é preferível utilizar garras de menor rigidez. (Apoio: FAPESP - Processos nº 99/09977-8 e 99/09978-4.)

A241

Adaptação marginal de restaurações indiretas em compósito fixadas com resinas de ativação dupla.

ANDRADE, O. S.*, SILVA, F. A., DE GOES, M. F.

Departamento de Odontologia Restauradora – FOP – UNICAMP - SP.

O objetivo deste estudo foi avaliar a adaptação marginal de restaurações indiretas em compósito fixadas com cimentos resinosos de ativação dupla. Molares humanos foram desgastados a fim de se obter uma superfície plana em dentina. Foram realizados preparos tipo “inlay” em dentina, seguido de moldagem e obtenção de modelos em gesso. As restaurações foram confeccionadas em compósito Targis nos modelos e divididos em dois grupos de 20. No Grupo 1 foi usada a resina Panavia F e no Grupo 2 a resina Rely X. Após a polimerização das resinas foi realizado acabamento e polimento dos espécimes. A solução Caries Detector foi gotejada sobre cada restauração. A penetração do corante foi observada e captada em uma lupa estereoscópica e transferida para um computador com um programa de mensuração e o valor percentual de penetração foi obtido pela proporção entre o comprimento da penetração do corante pelo comprimento total da cavidade multiplicado por 100. Resultados mostraram que a resina Panavia F apresentou média de 22,17% e a resina Rely X 36,78% para penetração do corante. Os valores foram submetidos ao teste de Mann-Whitney (p >> 0,05) e não apresentaram diferenças estatisticamente significantes entre si. Metade dos espécimes de cada grupo foram submetidos à análise em MEV e mostrou ausência de fendas entre dentina e restauração tanto na parede interna como na parede externa para ambos os cimentos. Bolhas de ar e porosidades foram observadas em áreas das superfícies oclusais, independente do tipo de material fixador.

A242

Avaliação in vitro da capacidade de penetração de corantes usados em ensaios de microinfiltração.

CAMARGO, D. A. A.*, SINHORETI, M. A. C.

Faculdade de Odontologia de Piracicaba – UNICAMP – Piracicaba - SP, Brasil.

A proposta deste estudo foi avaliar, in vitro, a capacidade de penetração de corantes utilizados em ensaio de infiltração marginal. Foram utilizados 25 dentes terceiros molares, livres de defeitos superficiais, sendo que estes foram cobertos com duas camadas de esmalte para unhas, permanecendo apenas uma abertura de aproximadamente 4 mm², localizada na junção amelocementária das faces proximais de cada elemento dental. Estes dentes foram divididos em cinco grupos, de acordo com o tipo de corante utilizado: Grupo 1 - azul de metileno a 0,5% tamponado, Grupo 2 - azul de metileno a 0,5%, Grupo 3 - fucsina básica a 0,5 %, Grupo 4 - nitrato de prata a 50%, Grupo 5 - azul de metileno a 2% tamponado. Após seccionados no sentido mésio-distal, foram analisados em lupa estereoscópica, onde a penetração do corante foi quantificada em escores. Estes resultados foram submetidos ao teste estatístico não-paramétrico de Kruskal-Wallis (p << 0,05) e os seguintes resultados foram obtidos: em esmalte, não houve penetração de corante em nenhum grupo. Em dentina, os grupos 2 e 4 apresentaram as maiores médias para penetração dos corantes, não diferindo estatisticamente entre si. O grupo 2 apresentou diferença estatística dos grupos 1, 3 e 5, enquanto o grupo 4 não apresentou diferença com o grupo 1, mas foi diferente estatisticamente dos grupos 3 e 5.

Pôde-se concluir que as substâncias corantes diferem em sua capacidade de penetração em dentina e que o tamponamento pode influenciar esta capacidade.

A243

Influência das fases da resina na adaptação de bases polimerizadas com o dispositivo RS de contenção.

CONSANI, S.*, CONSANI, R. L. X., DOMITTI, S. S., CORRER SOBRINHO, L.

Faculdade de Odontologia de Piracicaba – UNICAMP.

A estabilidade dimensional das bases de prótese total pode ser afetada por diversos procedimentos. Este estudo verificou a adaptação de bases de prótese total superior sob influência das fases da resina acrílica Clássico, proporcionada de acordo com as instruções do fabricante. Foram feitas quinze bases de cera, divididas em 3 grupos de 5 elementos, de acordo com as fases da resina acrílica (fibrilar, plástica e borrachóide). Após prensagem final nas fases propostas, em muflas metálicas, com auxílio do dispositivo RS de contenção, as bases de resina foram polimerizadas em água aquecida a 74ºC por 9 horas. As bases foram retiradas das muflas, acabadas e fixadas nos modelos com adesivo instantâneo Super Bonder. Os conjuntos modelo-base foram seccionados lateralmente nas regiões correspondentes à distal de caninos (A), mesial dos primeiros molares (B) e palatina posterior (C). A desadaptação da base de resina ao modelo de gesso foi verificada com microscópio comparador linear (Leitz), com precisão de 0,001 mm, em cinco pontos referenciais para cada corte. Os resultados foram submetidos à análise de variância e ao teste de Tukey (5%).

Os autores concluíram que: 1- houve diferença estatística significativa (p << 0,05) na adaptação das bases confeccionadas nas fases plástica (0,173 mm), fibrilar (0,219 mm) e borrachóide (0,272 mm); 2- os maiores valores de desajuste nos cortes foram obtidos na fase borrachóide (A = 0,249 mm, B = 0,252 mm e C = 0,315 mm) e os menores na plástica (A = 0,119 mm e C = 0,240 mm), exceção do B, sem diferença estatística entre plástica (0,167 mm) e fibrilar (0,185 mm).

A244

Influência do tempo pós-fixação na resistência ao cisalhamento de bráquetes colados com diferentes mate­riais.

CORRER, G. M.*, CORRER-SOBRINHO, L., CONSANI, S., SINHORETI, M. A. C.

Departamento de Materiais Dentários – FOP – UNICAMP.

O propósito deste estudo foi avaliar a resistência ao cisalhamento (RC) da união, nos tempos pós-fixação de 10 min. e 24 h de quatro materiais para colagem de bráquetes. Foram utilizados 64 pré-molares humanos embutidos em resina. As faces vestibulares de 32 pré-molares foram condicionadas com ácido fosfórico a 35%, por 30 s e os bráquetes foram colados na superfície do esmalte com Concise Ortodôntico (3M) e Z100 (3M). Em 32 pré-molares os bráquetes foram colados, sem condicionamento das faces vestibulares, com ionômero de vidro Fuji I (GC) e Fuji Ortho LC (GC). Após a fixação dos bráquetes, 32 corpos-de-prova foram armazenados em água destilada a 37ºC, em estufa, por 10 min. e o restante por 24 h. Após o tempo de armazenamento, os corpos-de-prova foram submetidos ao teste de cisalhamento numa máquina de ensaio universal numa velocidade de 0,5 mm/min. Os resultados foram submetidos à ANOVA e ao teste de Tukey (p << 0,05). De acordo com os dados obtidos, os maiores valores de RC aos 10 min. e 24 h foram observados com a resina composta Concise Ortodôntico (6,22 e 7,73 MPa), com diferença estatisticamente significativa em relação ao Fuji Ortho LC (3,32 e 5,10 MPa), Z100 (2,72 e 4,51 MPa) e Fuji I (2,52 e 4,54 MPa). Nenhuma diferença estatística foi observada entre os Fuji Ortho LC, Z100 e Fuji I (p << 0,05).

Pôde-se concluir que, o Concise Ortodôntico apresentou maiores valores de RC em relação aos outros três materiais para colagem, nos tempos de 10 min. e 24 h; e, os valores obtidos no período de 24 h foram superiores em relação ao de 10 min., para todos materiais.

A245

Estudo in vivo e in vitro do vedamento marginal em restaurações de resina composta em cavidades de classe V.

BADINI, S. R. G.*, ARAUJO, R. M.

Dentística – Faculdade de Odontologia – UNESP - São José dos Campos. Tel.: (0**13) 3288-4298.

A finalidade deste trabalho foi verificar a possível infiltração marginal, em restaurações de classe V, restauradas com resina composta e dois sistemas adesivos, in vivo e in vitro. No estudo in vitro, foram realizados dois testes laboratoriais: 1) termociclagem, empregando-se 300 ciclos/30 s em banhos entre 5º a 55ºC e, 2) estudo in vitro utilizando-se termociclagem mais carga de 33 kgf/100 ciclos, em 60 pré-molares humanos. Os preparos tiveram dimensões de 3 mm x 2 mm x 2 mm. Os dentes para os testes in vitro foram divididos em quatro grupos de dez dentes cada: grupo 1- aplicação de carga e termociclagem com o adesivo Single Bond; grupo 2- aplicação de carga e termociclagem com o adesivo Prime & Bond NT; grupo 3- aplicação de termociclagem com o adesivo Single Bond; grupo 4- aplicação de termociclagem com adesivo Prime & Bond NT. Para os estudos in vivo, formaram-se dois grupos: grupo 5- adesivo Single Bond; grupo 6- adesivo Prime & Bond NT. Os dentes permaneceram em função por sessenta dias e fora extraídos. Ficaram imersos em solução de nitrato de prata a 50% por 24 horas, expostos à luz fluorescente em solução reveladora, e analisados quanto a microinfiltração. Os escores utilizados foram de 0 a 4.

Pelas estatísticas da mediana e Kruskal-Wallis, observou-se: a) a carga não influenciou significantemente a infiltração nos testes in vitro; b) a infiltração in vivo foi maior, que as encontradas in vitro; c) nenhum sistema adesivo foi capaz, de prevenir, a microinfiltração; d) não houve diferença estatisticamente significante de infiltração, entre os dois adesivos. (Apoio: CAPES.)

A246

Adesão à dentina com laser de Er:YAG e adesivos autocondicionantes.

TANJI, E. Y.*, YAMADA Jr., A. M., MYAKI, S. I.

Departamento de Dentística – FOUSP; Disciplina de Odontopediatria – UBC. E-mail: edgartanji@hotmail.com

O objetivo deste estudo in vitro foi de avaliar os efeitos da irradiação do laser de Er:YAG sobre a adesão da resina composta à dentina após a utilização de dois sistemas adesivos autocondicionantes. Foram utilizados 60 incisivos bovinos, que tiveram a dentina vestibular exposta por desgaste por meio de politriz. As amostras foram divididas em quatro grupos de 15 espécimes. G1: sistema adesivo Prompt L-Pop (LP); G2: laser de Er:YAG + LP; G3: sistema adesivo Etch & Prime 3.0 (EP); G4: laser de Er:YAG + EP. Todas as amostras receberam a aplicação da resina composta Z100. Os parâmetros de irradiação do laser de Er:YAG (KaVo Key Laser) foram de 60 mJ de energia, 4 Hz de taxa de repetição, modo desfocalizado (20 mm da lente ao tecido alvo), com refrigeração água-ar. Os testes de tração foram realizados com aparelho Instron. Os resultados obtidos demonstram os seguintes valores: G1: 13,88 ± 7,11 MPa; G2: 11,35 ± 5,35 MPa; G3: 7,28 ± 2,05; G4: 8,93 ± 3,53 MPa. A análise estatística (ANOVA a 5%) indicou que houve diferença significante entre os G1 e G3 e entre G2 e G4.

Concluiu-se que a irradiação do laser de Er:YAG não interferiu na adesão. O sistema adesivo LP propi­ciou maiores valores de adesão.

A247

Acúmulo de placa bacteriana e rugosidade superficial em resinas ionoméricas.

LEITE Jr., F. H. C.1, PAULILLO, L. M. S.*1, SANTOS, C. T.2, CURY, J. A.1

1FOP – UNICAMP; 2ESALQ – USP - Piracicaba - SP. E-mail: paulillo@fop.unicamp.br

O objetivo deste trabalho foi avaliar sistemas de acabamento para materiais híbridos, no acúmulo de placa bacteriana in situ e na rugosidade superficial in vitro. Foram testados os sistemas acabamento, tira matriz, discos Sof-Lex, pontas Viking e Enhance, e duas resinas compostas modificadas por poliácidos, Compoglass F - Vivadent e Dyract AP - Dentsply. Para o acúmulo de placa bacteriana in situ, foram selecionados dez voluntários, para os quais foram confeccionados dispositivos palatinos em acrílico, onde foram fixados quatro amostras, uma de cada grupo experimental. Durante oito semanas, os voluntários utilizaram o dispositivo por três dias, gotejando solução de sacarose a 20% oito vezes ao dia. No quarto dia, a placa formada sobre cada corpo-de-prova foi extraída em NaOH 1,0 M e quantificada em espectrofotômetro. Para avaliação da rugosidade, após o acabamento, realizou-se a leitura no rugosímetro (Ra). O teste t de Student revelou que o Dyract AP apresentou maior acúmulo de placa bacteriana, com diferença estatística significativa do Compoglass F.

Entre os sistemas de acabamento, não houve diferença estatística significativa quanto ao acúmulo de placa bacteriana. Na avaliação in vitro, o teste de Duncan mostrou que as maiores médias de rugosidade foram apresentadas pelos tratamentos tira matriz e Sof-Lex, com diferença estatística das pontas Viking e Enhance. Os materiais híbridos não apresentaram diferenças estatísticas significativas entre si em relação a rugosidade superficial. (Apoio financeiro: FAPESP - Processo 99/05187-2.)

A248

Efeito da idade dos dentes na resistência adesiva.

CHAVES, P.*, GIANNINI, M., AMBROSANO, G. M. B.

Departamento de Odontologia Restauradora – FOP – UNICAMP. E-mail:pchaves@yahoo.com

O objetivo deste estudo foi investigar o efeito da idade dentinária na resistência à tração do sistema adesivo Prime & Bond NT. Vinte e cinco terceiros molares foram divididos em cinco faixas etárias (n = 5): até 20 (G1), 21-30 (G2), 31-40 (G3), 41-50 (G4) e acima de 51 (G5). Os dentes foram seccionados na altura da metade da coroa clínica, no sentido transversal, perpendicularmente ao longo eixo e abrasionados com lixas Si-C de granulação 600. Sobre as superfícies dentinárias foi aplicado o sistema adesivo de acordo com instruções do fabricante, e um bloco de compósito (THP Spectrum) de aproximadamente 7 mm de altura foi confeccionado de maneira incremental. Em seguida, os dentes foram armazenados por 24 horas em água destilada a 37ºC. Após este período, foram seccionados no sentidos mésio-distal e vestíbulo-lingual, transversalmente à interface adesiva, para obtenção dos espécimes. Cada espécime foi testado individualmente em um dispositivo para microtração (0,5 mm/min.). Os dados foram expressos em MPa e submetidos à ANOVA (p << 0,05). As médias ± DP foram: G1- 21,42 ± 7,52a; G2- 30,14 ± 10,19a; G3- 31,69 ± 11,78 a; G4- 30,69 ± 8,47 a e G5- 35,66 ± 9,53a.

Os resultados sugerem que não houve diferença estatística significativa na resistência à tração entre as faixas etárias estudadas. (Apoio financeiro: FAEP/PRP – UNICAMP – 0574/00.)

A249

Resistência à fratura de dentes decíduos restaurados com diferentes tipos de retenção intracanal.

CASELLATTO, C.*, GIOMETTI, C. F., WANDERLEY, M. T., RODRIGUES FILHO, L. E., RODRIGUES, C. R. M. D.

Disciplina de Odontopediatria – FOUSP. Tel.: (0**11) 3091-7835.

O objetivo desta pesquisa foi avaliar diferentes técnicas de retenção intracanal, utilizadas na reconstrução de dentes decíduos anteriores. Raízes de incisivos decíduos, tratadas endodonticamente, foram restauradas com resina Z100 e diferentes formas de retenção intracanal, sendo cada grupo composto de 10 dentes, a saber: G1- pinos FKG, G2- pino com macrorretenção proposto por Rodrigues et al. (1995), G3- fio ortodôntico 0,6 em formato de a, G4- pinos feitos com fragmentos de raízes de dentes decíduos, G5- pinos de Ribbond