Grupo B1.................................................................................................. B-001 à B-043

 

  B001

 

Responsabilidade civil do cirurgião-dentista: o pós-tratamento ortodôntico.

F. FERNANDES*, H. F. CARDOZO.

Departamento de Odontologia Social – FOUSP. E-mail: fernandfernandes@uol.com.br

O objetivo deste trabalho foi investigar quais os procedimentos clínicos e as dificuldades do ortodontista no pós-tratamento ortodôntico (contenção e pós-contenção), verificando se as condutas adotadas satisfazem possíveis reclames de pacientes que já terminaram o tratamento corretivo, com base nas determinações do Código Civil e do Código de Defesa do Consumidor quanto ao relacionamento profissional/paciente. A literatura ortodôntica é controversa no que diz respeito a técnicas, tempo, estabilidade e dificuldades inerentes ao tratamento. Um questionário foi enviado pelo correio a todos os especialistas inscritos no CRO/PR; 92 enviaram respostas. A análise percentual das respostas obtidas demonstrou que 72,8% dos profissionais não têm consciência plena do tempo para reclamos à Justiça em relação ao tratamento odontológico. Não conhecem o Art. 177 do CCB (83,7%). Adotam contrato (66%), fazem ressalvas (49%), porém não estão cientes da validade das mesmas (58%). A maioria (62%) considera a responsabilidade civil do ortodontista como de resultado. Nos casos de recidiva pós-contenção, 69% propõem retratamento ortodôntico. Perante a insatisfação do paciente com o resultado do tratamento ortodôntico, 55% dos profissionais responderam que procurariam, de qualquer forma, evitar que o mesmo implementasse ação de ordem cível.

O desconhecimento da lei e a existência de controvérsias no pós-tratamento ortodôntico, podem estar levando o ortodontista a responder civilmente pelas movimentações dentárias e alterações neuromusculares que ocorrerem nessa fase. (Apoio financeiro: CAPES/PICD.)

  B002  

Conhecimento sobre câncer oral entre estudantes de nível médio.

C. A. G. BARBOZA*, P. K. D. TRINDADE, R. L. F. XAVIER, A. L. L. COSTA.

Faculdade de Odontologia – UFRN. E-mail: caugusto@cb.ufrn.br

Com o objetivo de avaliar o nível de conhecimento sobre câncer oral, foram entrevistados 1.000 indivíduos na faixa etária de 15 a 18 anos, alunos do ensino médio em escolas públicas e particulares de Natal/RN. Os estudantes foram questionados sobre o conhecimento de medidas preventivas do câncer oral, fatores de risco, prática do auto-exame de boca, sinais e sintomas das lesões malignas orais, importância do diagnóstico precoce e, ainda, sobre que profissional de saúde eles procurariam caso encontrassem alguma alteração nos tecidos orais. Os estudantes apresentaram, de modo geral, um baixo nível de esclarecimento sobre o câncer de boca, sendo que 38,9% dos entrevistados relataram já ter recebido informações sobre prevenção. Somente 16,0% e 48,2% dos entrevistados apontaram, respectivamente, o consumo de bebidas alcoólicas e o hábito de fumar ou mascar fumo como fatores de risco para o câncer oral. Apesar da maioria dos entrevistados (52,4%) ter relatado a prática do auto-exame da boca com freqüência, observou-se que os mesmos não conhecem as possíveis formas clínicas do câncer oral. O médico seria o profissional de saúde procurado por 64,8% dos entrevistados, caso identificassem alguma alteração na cavidade oral.

Concluímos ser necessária a adoção de estratégias eficazes de orientação à população sobre o câncer oral e de uma maior participação dos cirurgiões-dentistas neste processo.

 

  B003  

Dimensões do modelo de crenças em saúde e comportamento de higiene oral.

R. GALVÃO, A. MONTEIRO da SILVA, M. C. HAMOND *, G. A. de SOUZA, C. A. S. ARAÚJO.

Departamentos de Odontologia e Psicologia, Faculdade de Odontologia, Universidade Gama Filho.

O acúmulo de placa dental desempenha um papel importante na etiologia da cárie e doença periodontal. O presente estudo investigou se as dimensões do Modelo de Crenças em Saúde (MCS) (susceptibilidade percebida em relação a doenças dentais, severidade percebida das condições orais, benefício da manutenção de um alto nível de higiene oral, e motivação para atingir e manter elevado padrão de higiene oral) poderiam predizer o acúmulo de placa dental. Os sujeitos foram 68 pacientes da Clínica Odontológica da Universidade Gama Filho. A placa dental foi medida em todos os dentes (SILNESS & LÖE, Acta Odontologica Scandinavica, 22, 121-135, 1964) e as dimensões do MCS, avaliadas por escalas analógicas visuais. Foi produzida uma Regressão Múltipla, tendo a placa como variável dependente e as dimensões do MCS, gênero e educação, como variáveis independentes. Dois preditores alcançaram significância de 5%: severidade percebida das condições orais e gênero. O coeficiente de determinação, R2, foi de 0,15.

Estes resultados indicam que pacientes que percebem suas condições dentais de uma forma mais severa tendem a apresentar níveis significativamente mais altos de placa dental antes do tratamento. Como também confirmam observações prévias de que os índices de placa dental são mais elevados em homens do que em mulheres.

  B004  

Processos de responsabilidade profissional contra o cirurgião-dentista.

D. G. RAMOS*, E. M. GOMES, U. O. FRUGOLI, H. F. CARDOZO.

Departamento de Odontologia Social da FOUSP e Instituto Médico Legal/SP.

O objetivo deste trabalho é analisar a freqüência dos processos de responsabilidade profissional no âmbito criminal, em pacientes periciados no Núcleo de Odontologia Legal do IML/SP nos anos de 1998 e 1999, avaliando a especialidade odontológica que resultou na abertura do processo e se a reivindicação do paciente é procedente ou não. Foram realizadas análise quantitativa e qualitativa dos 39 laudos de responsabilidade profissional contra cirurgião-dentista (16 em 1998 e 23 em 1999), levando-se em conta a especialidade denunciada e a avaliação do tratamento, no que refere ao desempenho funcional e estético, de conformidade com a ciência odontológica. Verificou-se o aumento de 43,75% do número total de processos no ano de 1999 em comparação ao ano de 1998. Das especialidades, as mais freqüentemente denunciadas foram cirurgia e prótese (37,5% cada) em 1998 e, em 1999, além dessas (cirurgia, 34,78%; prótese, 26,09%), a implantodontia (21,74%).

Constatamos, na atualidade, acentuado aumento do número de processos de responsabilidade profissional contra o cirurgião-dentista, cujas denúncias procedentes foram mais freqüentes do que as não-procedentes, principalmente nas especialidades de cirurgia, prótese e implante.

 

  B005  

Fluorose dentária e opacidade localizada de esmalte em escolares do Rio de Janeiro.

P. M. MILBOURNE*, B. H. OLIVEIRA, A. D. FREITAS.

PRECOM – FO/UERJ. Tel.: (0**21) 587-6389. E-mail: primilbourne@uol.com.br

Esta pesquisa teve como objetivo determinar a prevalência e severidade de fluorose dentária e de opacidades localizadas de esmalte em crianças matriculadas em uma escola pública do município do Rio de Janeiro. A população de estudo foi constituída por 266 escolares, com idades entre 7 a 12 anos, selecionados pelo método de amostragem aleatória simples. Os exames clínicos foram realizados no segundo semestre de 1999 por um único examinador calibrado (kappa =  0,97). Após consentimento dos pais, as crianças tiveram seus incisivos superiores permanentes examinados sob luz natural, depois de terem sido limpos e secos com rolos de algodão. Foram utilizados os critérios preconizados por Russel para o diagnóstico diferencial entre casos de fluorose leve e opacidades de esmalte decorrentes de outras causas. A severidade de fluorose dentária foi medida pelo índice de Thylstrup e Fejerskov. Obtiveram-se os seguintes resultados: a) a prevalência de fluorose foi igual a 7,9% (IC 95%; 5,0 – 11,8), com graus de severidade variando de 1 a 3; b) a prevalência de fluorose em meninos (8,73%) e meninas (7,14%) não apresentou diferença estatisticamente significativa (Qui-quadrado, p = 0,63); c) a prevalência de opacidade localizada de esmalte foi igual a 8,6% (IC 95%; 5,6 – 12,7), sendo que em 87% das crianças afetadas apenas um dente encontrava-se comprometido.

Concluiu-se que a fluorose dentária e a opacidade localizada de esmalte não constituem problemas de saúde pública para a população estudada.

  B006  

Avaliação da severidade das maloclusões de pacientes ortodônticos.

T. D. COSTA, J. A. M. MIGUEL.

O processo de seleção de pacientes para tratamento em instituições públicas, onde a procura excede o número de vagas, vem sendo realizado de uma maneira arbitrária e subjetiva. Uma das formas de contornar esta situação, seria a utilização de índices oclusais, a fim de determinar de uma maneira mais precisa a real necessidade de tratamento. O objetivo deste estudo foi avaliar o grau de severidade das maloclusões de 982 pacientes do arquivo do Curso de Especialização em Ortodontia da UERJ, a partir dos seus respectivos modelos iniciais, utilizando o Índice de Necessidade de Tratamento Ortodôntico (Index of Orthodontic Treatment Need - IOTN), apresentado por BROOK e SHAW (Eur. J. Orthod., v. 11, p. 309-20, 1989), que avalia o comprometimento oclusal (Componente de Saúde Dental - DHC), e também o prejuízo estético (Componente Estético - AC). Os modelos iniciais foram avaliados por um único examinador, seguindo o protocolo do índice. Foi observado que 90,1% dos casos foram classificados dentro dos escores máximos de DHC, 4 e 5, o que significa uma maior necessidade de tratamento, e quanto aos escores de AC, 46,8% foram classificados nos níveis 8, 9 e 10, indicando um maior prejuízo estético.

Conclui-se que na instituição pesquisada, a seleção dos pacientes dá prioridade aos pacientes com uma grande necessidade de tratamento ortodôntico, demonstrando assim uma coerência no critério utilizado.

 

  B007  

Associação entre aleitamento natural e freqüência de sororreversão em crianças HIV positivas.

G. F. CASTRO*, M. B. PORTELA, A. RIBEIRO, I. P. R. SOUZA, R. HUGO.

FO/IPPMG/UFRJ. E-mail: glorinha70@hotmail.com

O aleitamento natural é uma das vias de transmissão do vírus da Imunodeficiência Adquirida (HIV) em crianças, sendo sua prática desaconselhada nesses pacientes. O objetivo deste trabalho é mostrar a relação entre a prática de aleitamento natural e a freqüência de sororreversão para o HIV em pacientes pediátricos. Dados de tipo de aleitamento e evolução clínica foram coletados de 118 prontuários médicos de crianças HIV+, pacientes do Ambulatório de AIDS Pediátrica (IPPMG/UFRJ) e do Projeto SIDA/AIDS em Odontopediatria. Foram utilizados os testes do Qui-quadrado (l2) e de Kruskal-Wallis para as análises estatísticas. De 118 avaliados, 94 crianças estavam com seus prontuários completos. A média de idade foi 55,2 ± 37,5 meses e 55% eram do sexo feminino e 45% do sexo masculino. Observou-se que da amostra estudada (n = 94), 77% (73) das crianças recebeu aleitamento natural (AN); das crianças que não receberam AN (21) 52% de suas mães faziam parte de um Programa de Atendimento à Gestante, sendo esta uma correlação estatisticamente significante (p < 0,0001 - l2). O percentual de crianças que soronegativaram (SN) foi 16% (15) no qual 86,7% (13) não recebeu AN e 13,3% (2) recebeu (p < 0,0001 - l2). Daqueles que receberam AN e SN, o tempo médio de aleitamento (TA) foi de 4,5 ± 0,7 meses em contraste com TA daqueles que receberam AN e não sororreverteram (11,0 ± 12,5 meses) (p > 0,05 – Kruskal-Wallis).

Pode-se concluir que a freqüência de sororreversão para o HIV esteve diretamente relacionada à prática de aleitamento natural. Programas de Assistência à Gestante são extremamente importantes para o aconselhamento e orientação das mães de crianças soropositivas para o HIV.

  B008  

Percepções e práticas odontológicas de pacientes com risco à endocardite infecciosa.

G. M. OLIVEIRA*, M. L. ALMEIDA, R. BARCELOS, L. CASTRO, I. P. R. SOUZA, M. C. A. CUNHA.

Odontopediatria, FO/IPPMG; UFRJ.

O objetivo deste estudo foi avaliar o nível de conhecimento e prática odontológica dos responsáveis por crianças e adolescentes, com risco à endocardite infecciosa (EI), atendidos em ambulatório de cardiologia pediátrica de uma instituição pública na cidade do Rio de Janeiro. 51 (n = 100) responsáveis foram entrevistados para preenchimento de formulário, contendo 17 perguntas fechadas e 4 abertas, referentes às percepções e atitudes dos mesmos em relação a importância da manutenção da saúde bucal como medida preventiva da EI. Para as análises estatísticas usou-se o teste do Qui-quadrado (p < 0,05). A média de idade dos pacientes foi 10,5 ± 5,9 anos, e 49,0% (n =  25) eram do sexo feminino. 44% dos pacientes possuíam acompanhamento cardiológico superior a 5 anos. Os resultados mostram que os responsáveis dos pacientes com maior acompanhamento cardiológico possuíam maior percepção sobre a EI (p = 0,067). A renda familiar predominante foi de 1 a 2 salários mínimos (46,9%). 36,7% (n = 18) dos pacientes escovam os dentes 3 X ao dia, porém 7,8% (n = 4) não escovam todos os dias. 27,5% (n = 14) dos responsáveis relataram a presença de sangramento gengival durante a escovação dos seus filhos, e 37,5% (n = 18) param de escovar os dentes caso este sangramento ocorra; 49,0% (n = 25) nunca vão ao dentista e 11,8% (n = 6) só procuram em caso de emergência. Apenas 33,3% (n = 17) responderam saber como ocorre a EI, e 82,4% (n = 14) destes foram alertados pelo cardiologista. 77,6% (n = 38) sabiam da necessidade do uso de medicação prévia a procedimentos dentários.

Os resultados sugerem que as percepçace="Arial" size="2">Os cal não foram ideais, apesar dos conhecimentos relativos à profilaxia antibiótica terem sido satisfatórios.

  B009  

Impacto psicossocial das lesões traumáticas em escolares de Belo Horizonte.

M. I. S. CÔRTES*, A. SHEIHAM, W. MARCENES.

Department of Epidemiology and Public Health – UCL. E-mail: galaco@gold.com.br

Não existem dados na literatura, sobre o impacto psicossocial na presença de lesões traumáticas dos dentes anteriores permanentes. Um estudo populacional de caso controle pareado foi utilizado para acessar o impacto psicossocial das fraturas de esmalte e dentina não restauradas, na vida diária dos escolares de Belo Horizonte, e comparar a um grupo de crianças que não apresentavam nenhum tipo de lesão traumática. O índice utilizado para medir o impacto foi o Oral Impact on Daily Performances (OIDP) (ADULANYON et al., Community Dent. Oral Epidemiol., 24 : 385-389). Foram selecionadas crianças entre 12 e 14 anos de idade, sendo adotada a proporção de dois controles por caso (2:1). Casos foram 68 crianças que apresentavam diagnóstico de fratura de esmalte e dentina, não restaurada, e controles 136 crianças que não apresentavam nenhum tipo de lesão traumática. Os grupos foram pareados levando-se em consideração a idade, sexo, e situação socioeconômica. Os resultados da regressão logística condicional demonstraram que crianças portadoras de dentes fraturados tinham 10,0 vezes mais chance de apresentar um impacto psicossocial (IC 95% = 2,2-45,6) do que aquelas não-portadoras de lesão traumática. Os resultados se mantiveram significativos para os itens do OIDP separadamente, “sorrir” (p < 0,001), “manter o controle emocional” (p < 0,001), “comer” (p < 0,01), “sair com os amigos” (p < 0,01), assim como para o OIDP total (p < 0,001), após ajustar pelas variáveis confundentes, Componente Estético do Índice de Necessidade de Tratamento Ortodôntico (AC – IOTN) e o índice CPOD, na regressão logística condicional múltipla.

Crianças portadoras de fratura de esmalte e dentina não-restaurada demonstraram mais impacto psicossocial quando comparadas a crianças não-portadoras de lesão traumática. (Apoio: CNPq.)

 

  B010  

Estudo dos fatores envolvidos na ocorrência dos traumatismos dentários.

E. A. M. COELHO*, P. O. BELISÁRIO, M. I. S. CÔRTES, J. V. BASTOS.

Departamento de Odontologia Restauradora da FO/UFMG. E-mail: galaco@gold.com.br

O presente estudo é uma análise da ocorrência de lesões traumáticas em pacientes atendidos na Clínica de Traumatismos Dentários da FO-UFMG nos últimos 12 anos. O objetivo principal foi determinar os fatores demográficos, etiológicos e clínicos relacionados aos traumatismos na dentição permanente, com a finalidade de estabelecer metas para a prestação de serviço e estratégias de prevenção para a cidade de Belo Horizonte. Estudos populacionais de vários países sobre a prevalência de lesões traumáticas na dentição permanente, revelaram percentuais entre 5,1% e 34,4%. Em Belo Horizonte foi demonstrada uma prevalência variando de 8% aos 9 anos até 16% aos 14 anos (CÔRTES, UCL, Tese de Doutorado, 1997). No presente estudo, foram avaliados os dados dos prontuários de 942 pacientes, numa faixa etária variando entre 5 e 68 anos. Os resultados estão de acordo com a literatura revisada demonstrando uma relação de 1.8:1 entre o sexo masculino e feminino. A faixa etária mais acometida foi a de 7 a 14 anos (72,1%). As causas mais comuns foram as quedas de bicicleta (17,2%), colisões contra objetos (16,3%) e violência (16,0%), ocorrendo principalmente na rua (42,0%), seguidas pelos acidentes em casa (31,2%) e na escola (17,5%). A lesão traumática mais comum foi a fratura de esmalte e dentina (33,0%), seguida da avulsão (14,8%), sendo os dentes mais acometidos, os incisivos centrais superiores (72,8%).

Na Clínica de Traumatismos Dentários da FO-UFMG a maioria dos pacientes atendidos pertenciam ao sexo masculino, na faixa etária de 7 a 14 anos. A etiologia mais comum foi a queda de bicicleta, ocorrida principalmente na rua. Os dentes mais acometidos foram os incisivos centrais superiores, apresentando na sua maioria fratura de esmalte e dentina. (Apoio: CNPq – PRPq/UFMG.)

  B011  

Relação entre a ansiedade e o comportamento de crianças durante o atendimento odontológico.

M. L. RAMOS-JORGE, M. T. V. MENESES*, D. GAUDERETO, S. M. PAIVA, I. A. PORDEUS.

Disciplina de Odontopediatria, FO-UFMG. E-mail: mtvmeneses@ig.com.br

A ansiedade infantil diante do tratamento odontológico tem sido considerada uma das responsáveis por problemas de manejo do comportamento infantil. Assim, o objetivo foi avaliar a relação entre a ansiedade e o comportamento de crianças durante o exame clínico bucal. Participaram da pesquisa 19 crianças de 3 a 5 anos de idade, alunas de uma escola da periferia de Belo Horizonte – MG. Antes do exame foi aplicado o teste “Venham Picture Test” (VPT) para mensurar a ansiedade das crianças. Em seguida as mesmas eram examinadas, quando seu comportamento foi avaliado, por uma examinadora previamente calibrada, utilizando-se a escala de Frankl (definitivamente positivo  ++ , levemente positivo  + , levemente negativo –, definitivamente negativo – –). O exame foi realizado na escola utilizando-se a técnica joelho-joelho. Verificou-se que 68,4% das crianças tinham baixo nível de ansiedade. Destas, 53,8% mostraram bom comportamento (++). Das crianças que apresentaram um nível médio de ansiedade (10,5%), todas apresentaram um comportamento cooperativo (+), mas sem se sentirem à vontade com a dentista. A alta ansiedade estava presente em 21,1% das crianças; sendo que destas, 75% apesar de cooperarem com o exame mostraram sinais de desconforto (+) e 25% manifestaram sinais claros de nervosismo (–). Nenhuma criança apresentou comportamento extremamente negativo (– –). Esse fato pode ser justificado pelo ambiente, pela imitação dos colegas, pela técnica utilizada no exame, o que pode ter transmitido maior segurança para as crianças.

Desta forma, concluiu-se que existe uma relação entre a ansiedade e o comportamento da criança durante o atendimento odontológico. Entretanto, algumas crianças que apresentaram alto nível de ansiedade foram capazes de a superar e demonstrar um comportamento cooperativo durante o exame.

 

  B012  

Medidas preventivas e prevalência de cárie em bebês de Natal/RN.

L. M. CERQUEIRA*, M. S. C. F. ALVES, A. L. S. PINHO, M. J. BÖNECKER.

Departamento de Odontologia da UFRN; Departamento de Odontologia da UnP.
Tel.: (0**84) 215-4133, fax: (0**84) 215-4101.

O objetivo deste estudo foi analisar a prevalência de cárie e verificar a utilização de medidas preventivas à doença cárie, considerando a inter-relação entre estas variáveis em 437 crianças de 0 a 36 meses na cidade do Natal – RN. A prevalência de cárie foi medida pelos índices ceo-d, ceo-s e Knutson e a utilização de medidas preventivas foi verificada através de um questionário aplicado aos pais contemplando perguntas sobre o método utilizado para higienizar a boca, a idade do início da limpeza da boca e se esta era realizada antes de dormir; se a criança já utilizou flúor e visitou o dentista. Para a análise estatística dos dados utilizou-se o software estatístico The SAS® System e o procedimento específico foi Análise de Correspondência com Tabelas Justapostas (técnica multivariada). O índice de Knutson revelou que todas as crianças possuem prevalência muito alta de cárie. Os índices ceo-d e ceo-s, até a faixa etária 18 |¾ 24, foram baixos e para as faixas 24 |¾30 e 30 |¾ 36 foram considerados altos. Quanto as medidas preventivas, 52,60% utilizavam a escova dental; 41,88% das mães iniciaram a limpeza da boca do seu filho logo após o nascimento do primeiro dente, enquanto que 55,38% das crianças não tinham seus dentes limpos antes de dormir; o flúor não foi usado em 58,11% das crianças, e das que usavam, a forma predominante foi através do creme dental; 88,08% das crianças não foram contempladas com a visita ao dentista.

Concluiu-se que houve relação positiva entre a prevalência de cárie e o uso inadequado das medidas preventivas e esses resultados apontaram para a necessidade de ações educativas, preventivas e curativas, tendo em vista a saúde bucal das crianças de 0 a 36 meses da cidade do Natal.

  B013  

Avaliação do medo dos pacientes infantis atendidos na Clínica de Odontopediatria.

S. C. CHARLIER*, T. CHIANCA, M. E. P. R. COSTA, F. T. S. C. FERREIRA, C. M. J. AUD,
T. R. M. F. TOMÁS.

Disciplina de Odontopediatria – UFRJ; UGF. E-mail: charlier@uol.com.br

O trabalho teve como objetivo verificar o medo da criança em relação aos procedimentos odontológicos. O trabalho foi realizado numa amostra de 80 crianças, 41 do sexo feminino e 39 do sexo masculino, na faixa etária de 4 à 12 anos de idade, atendidas na Clínica de Odontopediatria da Universidade Gama Filho – RJ pelos alunos do 7º período. Foi elaborada uma ficha específica com desenhos que expressassem o sentimento da criança no momento do atendimento. As crianças foram avaliadas na primeira consulta e na consulta subseqüente. Os dados foram armazenados e analisados utilizando programa estatístico Epi Info versão 6.04. Na 1ª consulta 77,50% das crianças (n = 62) indicaram estar tranqüilas; 15,00% apreensivas (n = 12) e 7,50% aversas (n = 6). Na consulta subseqüente que envolveram procedimentos odontológicos, 25 crianças das 80 participantes do ­estudo (31,25%), demonstraram sentimentos de apreensão (22,5%) e aversão (8,75%). O procedimento que mais deixou as­ ­crianças apreensivas e aversas foi o isolamento absoluto (60%), seguido da anestesia (35,3%), selante (23,10%), exame clíni­co (22,5%), alta rotação (20,8%) e outros (exodontia, controle de placa, etc.) com 18,2%. As crianças tiveram cinco vezes mais chances de demonstrar aversão e apreensão durante o isolamento absoluto do que no exame clínico (OR = 5,17; I.C.95% = 1,43-19,29). Crianças até 7 anos de idade demonstraram maior apreensão e aversão do que crianças maiores de 7 anos, porém esta diferença não teve significado estatístico (OR = 2,33; I.C.95% = 0,71-7,81). Apenas no exame clínico, os meninos tiveram mais chances do que as meninas de apresentarem aversão e apreensão (OR = 2,96; I.C.95% = 0,88-10,81).

Conclui-se que o isolamento absoluto foi o procedimento que causou maior apreensão e aversão junto às crianças. A idade e o sexo não influenciaram significativamente o nível de apreensão e aversão das crianças aos procedimentos odontológicos avaliados.

 

  B014  

Alimentação e hábitos maternos relacionados com a presença de cárie nos filhos.

F. T. S. C. FERREIRA*, G. GRAZZIOTIN, M. E. P. R. COSTA, S. C. CHARLIER, T. K. CHIANCA,
C. R. MAGALHÃES.

Disciplina de Odontopediatria – FOUFRJ; UGF.

O estudo investigou possíveis relações entre hábitos maternos e alimentação de mães com a presença de cárie em seus filhos. A amostra constou de 44 pares de mãe-filho de uma Creche Municipal de Carmo de Minas, MG. A fai­xa etária das crianças variou entre 17-64 meses, de ambos os sexos (28 meninas e 16 meninos). Os dados foram coletados a partir de dois questionários aplicados junto às mães em forma de entrevistas e de exames clínicos para determinação da prevalência de cárie nas crianças. A coleta de dados foi realizada por dois dentistas. Em relação aos hábitos maternos, 82% das mães informaram ter comportamentos de risco, como assoprar e provar com a mesma colher o alimento preparado para seus filhos, bem como beijá-los na boca. A análise estatística bivariada mostrou que não houve associação estatisticamente significativa entre os hábitos maternos e a presença de cárie nas crianças (OR = 0,85; I.C. 95% = 0,14; 4,71; P = 0,827). Em relação ao consumo de açúcar, 55,5% das mães informaram consumir açúcar três ou mais vezes por dia. Os filhos de mães com alta freqüência de consumo de açúcar por dia tiveram mais de 20 vezes mais chances de desenvolverem cárie do que os filhos de mães que relataram consumir açúcar menos de três vezes ao dia (OR = 21,6; I.C. 95% = 3,74; 148,12; p < 0,0001).

Os resultados do estudo mostram que a freqüência de consumo de açúcar por parte das mães influencia fortemente o desenvolvimento de lesões de cárie em seus filhos. A associação entre os hábitos maternos e a presença de cárie nos filhos não pôde ser observada no grupo estudado.

  B015  

Evolução da carga horária em Clínica Integrada no período 1980-1998.

W. W. N. PADILHA*, R. G. ROCHA, N. TORTAMANO.

Curso de Odontologia da UFPB, João Pessoa, PB. E-mail: wilpad@zaz.com.br

O presente estudo teve o objetivo de analisar a evolução recente do modo de apresentação da disciplina de Clínica Integrada (CI), nos currículos odontológicos. Para tanto, foi enviado um questionário, do tipo misto, aos 87 coordenadores desta disciplina nas Instituições de Ensino Odontológico no Brasil (IEOs). Retornaram respondidos 51 questionários (61,44%). Os dados obtidos indicaram: a) presença da CI em 98,4% das IEOs; b) a forma de apresentação e a denominação predominante foi Disciplina de Clínica Integrada com 72%; c) os semestres do curso em que eram oferecidas com mais freqüência foram o 9º com 24%, e o 8º e 7º com 22,7% e 21,7% respectivamente; d) apresentou-se com maior freqüência em 2 semestres letivos, com 63% e em 1 semestre com 21,7%; e) a carga horária total (CHT) mais freqüente ficou entre 301-400 h, com 30%; f) a CHT média foi de 357 horas/aula; g) a composição de equipe mais freqüente foi através de docentes de outras disciplinas em regime de colaboração, em 76% das IEOs; h) as disciplinas que mais colaboram são: Prótese, e Endodontia com 98% e 72% das IEOs respectivamente; i) o conceito adotado mais freqüente foi o de disciplina responsável pelo atendimento das necessidades globais do paciente, com 44%; j) a orientação filosófica é voltada para o integracionismo do ensino em 32% das IEOs. Em confronto com os dados obtidos de outros estudos, detectou-se uma evolução no número de semestres em que é oferecida, passando de 1 para 2, no período de 1980 a 1998. Entretanto, no mesmo período, registrou-se uma redução da CHT média de 429 horas para 400 horas.

Conclui-se que a Clínica Integrada, no período em questão, evoluiu para uma adequação no tamanho e no modo de distribuição do tempo de aulas utilizado.

 

  B016  

Hábitos de higiene, prevalência de manchas brancas e gengivite: uma avaliação na disciplina de Odontopediatria da UFPB.

A. M. G. VALENÇA*, F. G. G. VASCONCELOS, A. L. CAVALCANTI, R. C. DUARTE.

Disciplina de Odontopediatria – UFPB – PB.

O objetivo do presente trabalho foi avaliar os hábitos de higiene e a prevalência de manchas brancas ativas e gengivite, em pacientes de 4 a 12 anos, atendidos na disciplina de Odontopediatria da UFPB. Compuseram a amostra 162 prontuários odontológicos dos quais 76 (47%) pertenciam ao sexo masculino (SM) e 86 (53%) ao feminino (SF), sendo os resultados tratados estatisticamente pelos testes não-paramétricos do Qui-quadrado e exato de Fisher. Verificou-se que, nos SM e SF, respectivamente, 75 (98,7%) e 86 (100%) dos pacientes executavam escovação dentária (p > 0,05). O fio dental era utilizado por 3 (4%) pacientes do SM e 4 (4,6%) do SF (p > 0,05). A prevalência de mancha branca ativa foi significativamente mais elevada (p < 0,05) nos pacientes do SM (63 – 82,9%), em relação aos do SF (58 – 67,4%). Quanto ao acúmulo de placa bacteriana, avaliado pelo Índice de Higiene Oral Simplificado, agrupado em: a) 0 a 1,0; b) 1,1 a 2,0 e c) 2,1 a 3,0, os valores encontrados foram, respectivamente, no SM, 31 (40,8%); 34 (44,72%) e 11 (14,5%) e, no SF, 32 (37,2%); 41 (47,7%) e 13 (15,1%), não sendo estas diferenças estatisticamente significativas (p > 0,05). A gengivite (presença de sangramento gengival à sondagem) foi significativamente mais prevalente (p < 0,05) no SM (61 – 80,3%), em relação ao SF (56 – 65,1%).

Conclui-se que, nos pacientes infantis do SM e SF da disciplina de Odontopediatria da UFPB, não houve padrões de comportamento diferentes quanto aos hábitos de higiene. Contudo, as crianças do sexo masculino apresentaram maior prevalência de mancha branca ativa e gengivite, em relação àquelas do sexo feminino.

  B017  

A influência da idade e sexo na atenção odontológica em Clínica Integrada.

P. A. S. M. A. CUNHA*, L. C. S. VASCONCELOS, W. W. N. PADILHA, G. A. S. PEREIRA.

Universidade Federal da Paraíba – João Pessoa – Brasil.

O objetivo deste trabalho foi avaliar a prevalência e características da queixa principal (QP) e procedimentos realizados (PR) relacionando às variáveis sexo e idade em pacientes não-cadastrados (pacientes que não estão em tratamento regular) da disciplina de Clínica Integrada da UFPB. A amostra foi composta por 563 prontuários odontológicos, sendo 154 (27,3%) destes pertencentes ao sexo masculino, e 409 (72,6%) ao sexo feminino, distribuídos na seguintes faixas etárias: 0 a 10 anos – 10 (1,8%); 11 a 20 anos – 142 (26,5%); 21 a 30 anos – 167 (31,2%); 31 a 40 anos – 120 (22,4%); 41 a 50 anos – 62 (11,5%); 51 a 60 anos – 21 (3,9%) e 61 e mais anos – 13 (2,4%). Como queixa principal foram encontradas “dor de dente” – 59 (23%); “cárie” – 55 (21,2%); “restauração deficiente” – 33 (12,8%); “dente quebrado” – 27 (10,5%). Os procedimentos mais realizados foram: restaurações - 220 (31,6%); radiografias - 110 (15,8%); raspagens - 66 (9,4%) e exodontias - 60 (8,6%). Não foi encontrada diferença estatística significante quanto à prevalência das QP, em relação ao sexo e faixa etária. Para PR os resultados foram semelhantes estatisticamente em relação ao sexo, entretanto, houve significância (p < 0,01) no teste de Qui-quadrado em relação à distribuição por sexo.

Pela análise dos dados obtidos pode-se concluir que a QP não sofreu influência de sexo e faixa etária. Entretanto, para o sexo feminino, a prevalência de PR apresentou valores distintos quanto ao tipo de tratamento executado.

 

  B018  

Avaliação de programa de saúde bucal em pré-escolares, Salvador – Bahia.

C. F. BRANDÃO*, J. B. ROCHA, M. C. B. S. ROCHA, M. C. T. CANGUSSU, S. M. M. VIDAL.

Departamento de Odontologia Social da Faculdade de Odontologia da UFBA.
Tel.: (0**71) 336-8981.

A condição de saúde bucal se encontra em estado de precariedade em vá­rias regiões do país. Devido a esse problema, programas de promoção de saúde vem sendo implantados na tentativa de reduzir a incidência de cárie e informar as pessoas sobre a importância da saúde bucal, como obtê-la através de medidas preventivas de higiene e dieta. Diante disso, foi criado um programa com avaliação anual com 69 pré-escolares de faixa etária entre 4 e 6 anos do Centro Comunitário São Miguel, localizado num subúrbio ferroviário em Salvador, Bahia. Nesse programa foi realizado inicialmente levantamento epidemiológico, encontrando ceo-d = 3,36 aos 4 anos, ceo-d = 3,28 aos 5 anos e ceo-d = 3,83 aos 6 anos. Em seguida, foram realizadas atividades educativas sobre saúde bucal, orientação a higiene e dieta, escovação diária com dentifrício fluoretado após a merenda e escovação quinzenal com flúor fosfato acidulado a 1,23%. Após um ano de programa, novo exame epidemiológico foi realizado para verificar a sua eficácia, encontrando ceo-d de 3,93, 4,65 e 4,13 aos 4, 5 e 6 anos, respectivamente. Para as crianças de 5 e 6 anos em fase de dentição mista observou-se um CPO-D de 0,09 e 0,08, respectivamente.

Aplicando-se o teste t de Student, conclui-se que nas idades de 4 e 6 anos houve um controle na incidência de cárie tanto na dentição decídua como mista, já na faixa etária de 5 anos houve um incremento de cárie na dentição decídua. Diante dos resultados obtidos para o CPO-D, pode-se concluir que existe uma forte indicação de controle positivo da cárie para dentição permanente.

  B019  

Prevalência da cárie dental em pré-escolares de Ribeirão Preto/SP.

C. B. MARTELLI*.

Esta pesquisa fez parte do projeto de “Levantamento das Condições de Saú­de Bucal do Estado de São Paulo – 1998”, cujo objetivo foi analisar especificamente a prevalência de cárie dental em pré-escolares de 4 a 6 anos de idade. A população foi constituída de 290 escolares entre 4 e 6 anos matriculados em 7 escolas de ensino público e 11 escolas de ensino privado do município de Ribeirão Preto, no período de setembro a novembro de 1998. Tanto as unidades escolares quanto os alunos foram selecionados aleatoriamente. Na investigação foram usados os índices CPO-D e ceo-d, seguindo as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS). Os dados revelaram que: 52,51% dos pré-escolares estavam livres de cárie dental, entretanto na faixa etária de 6 anos 59,43 % apresentaram a doença.

Urge a necessidade de maiores esforços no sentido de uma programação preventiva e educativa direcionada à população pré-escolar.

 

  B020  

TRA em programa de saúde bucal – avaliação após 18 meses de atividades.

E. F. CORMACK*, R. KNUPP, N. M. MORAES, I. C. CABRAL, M. GIONGO, U. V. MEDEIROS.

Departamento de Odontontologia Social e Preventiva – UFRJ. Tel.: (0**21) 562-2050.
E-mail: o.social@odonto.ufrj.br

É notória a capacidade técnica dos profissionais de Odontologia formados no Brasil; o problema está na forma como esse saber técnico é dissociado de toda problemática político/social que estes estão inseridos. Faz-se necessária a adequação dos recursos humanos em Odontologia, tendo a perspectiva de um profissional consciente de seu verdadeiro papel de educador em saúde. Este programa de saúde bucal é desenvolvido na Escola Municipal Rotary (Rio de Janeiro – RJ), com alunos do sétimo período da Faculdade de Odontologia da UFRJ, e baseia-se em atividades educativas, preventivas e restauradoras, utilizando o tratamento restaurador atraumático na ótica da Odontologia de Promoção de Saúde. Este estudo tem como objetivo a avaliação dos tratamentos restauradores atraumáticos após 18 meses de atividades do programa. Foram atendidas 1.235 crianças de ambos os sexos, com faixa etária entre 5 e 9 anos de idade. Paralelamente às ações educativas foram realizadas aplicações tópicas de flúor (gel na escova e verniz) e 214 tratamentos restauradores atraumáticos, os quais foram avaliados de acordo com os critérios de PHANTUMVANIT et al. Após 18 meses cerca de 200 TRAs (93,45%) apresentavam-se presentes e satisfatórios.

Concluiu-se que o sucesso da técnica justifica a continuidade do programa, que faz parte do estágio extramural do Departamento de Odontologia Social e Preventiva da UFRJ.

 

  B021  

Medida do medo odontológico em crianças.

A. B. A. MORAES*, G. M. B. AMBROSANO, L. E. FANTON.

Departamento de Odontologia Social, FOP/UNICAMP. Tel.: (0**19) 430-5209. E-mail: abento@fop.unicamp.br

O objetivo do estudo foi identificar os medos mais comuns entre as crianças de 6 a 10 anos. Uma adaptação do instrumento “Fear Survey Schedule for Children” (FSSC-R), com 51 itens e escala de 5 níveis foi aplicada em 549 crianças da região de Piracicaba, SP, sendo 144 de escolas particulares e 405 de escolas públicas, com 154 em atendimento odontológico na faculdade (FOP). A diferença entre os sexos foi analisada pelo teste de Mann-Whitney (a = 0,05), a estatística de Spearman (a = 0,05) foi utilizada para correlacionar medo e idade das crianças. Os grupos foram comparados pelo teste de Kruskal-Wallis e teste não-paramétrico de comparações múltiplas (a = 0,05). O nível total de medo foi, significativamente, maior (p < 0,01) nas meninas que nos meninos. Não houve correlação significativa entre o nível total de medo e a idade da criança. Os 10 itens de maior medo foram: ser queimado com fogo, ser asfixiado, ter um estranho tocando em você, não conseguir respirar, perder-se, pais discutindo, ver os pais discutindo, estranhos, ficar longe da mãe, injeção. As crianças em atendimento na FOP, apresentaram maior medo (p < 0,05) em 50% dos itens. A injeção aparece como o 5o maior medo nas crianças em atendimento na FOP sendo este significativamente maior (p < 0,05) do que para as crianças das escolas particulares; nas escolas públicas o medo de injeção não aparece entre os 10 mais freqüentes. Para as crianças em atendimento odontológico 84,6% das meninas e 60,5% dos meninos tinham moderado, bastante ou muito medo de injeção. Para o item ver sangue, 52,6% das meninas e 19,7% dos meninos em atendimento na FOP exibiram moderado, bastante ou muito medo.

O medo odontológico revelou-se mais alto para as crianças em atendimento na FOP o que sugere que a proximidade da experiência influencia as manifestações emocionais da criança.

 

  B022  

O tratamento restaurador é eficaz?

A. F. CALDAS JR.*1, W. MARCENES2.

1Departamento de Odontologia Preventiva e Social da Faculdade de Odontologia de Pernambuco – UPE; 2Department of Epidemiology and Dental Public Health – Royal Free University College Medical School of London – UCL.

Um estudo transversal foi conduzido para analisar a perda dentária, pela razão cárie, em relação ao tipo de cárie diagnosticada, número de vezes que o dente extraído foi restaurado e indicadores socioeconômicos de pacientes na Cidade do Recife (PE). Dez centros do sistema público de saúde e dez pertencentes a empresas de convênios foram sorteados. Dois pacientes foram examinados por cada dentista e um mínimo de dez dentistas foram selecionados em cada centro para compor a amostra. Um total de 410 pacientes, selecionados por sorteio, com 18 anos ou mais, foram convidados a participar do estudo. O grau de participação foi 100,0%. Cárie foi a principal razão (70,3%) para exodontia (p < 0,001), havendo diferença estatisticamente significante entre os grupos etários (p = 0,002) e grau de instrução (p <  0,001). Analisando-se a relação entre o número de vezes que o dente indicado para exodontia foi restaurado com a razão da exodontia, observou-se um valor altamente significante (p < 0,001), indicando que a maioria dos dentes extraídos pela razão cárie foram restaurados duas ou mais vezes. Foi observado uma relação altamente significante estatisticamente entre um indicador de uso de serviços (O/CPO-D) e exodontia devido a cárie (p < 0,001).

Os achados demonstraram que é errônea a crença que a cárie dentária pode ser tratada efetivamente pela restauração do dente. (Pesquisa subvencionada pela CAPES. Processo nº BEX 0652/98-9.)

 

  B023  

Terapia de radiação, parâmetros salivares e atividade cariogênica.

S. C. WEYNE*, D. CERQUEIRA, U. V. MEDEIROS, B. V. CAMPOS, I. T. CAMPOS.

Odontologia Coletiva, UNESA; UFRJ. Tel.: (0**21) 503-7000. E-mail: inger@plugue.com.br

O objetivo da pesquisa foi avaliar o conhecimento dos médicos (n = 24) sobre as conseqüências da aplicação da terapia de radiação de pescoço e cabeça nos parâmetros salivares e na atividade cariogênica. Através das perguntas constantes de um formulário, verificou-se que apenas 4,16% dos médicos media o fluxo salivar antes do tratamento. A maioria (75%) não conhecia os valores normais para o fluxo salivar estimulado. Com relação à sensação de “boca seca” após a terapia, 91,66% dos médicos confirmaram que seus pacientes se queixavam desse sintoma, sendo que essa condição aparecia dentro de 15 a 30 dias ou entre 1 a 6 meses após o tratamento, para respectivamente 45,8% e 33,33% da amostra. Para 33% dos entrevistados essa sintomatologia aparecia em todos os pacientes tratados, enquanto para 50% ela ocorria na maioria. Todos (100%) acreditavam que o tratamento radioterápico produzia aumento da incidência de lesões cariosas e outras patologias bucais e que seria possível prevenir/minimizar o quadro através da fluorterapia (25%) ou de uma associação de fluorterapia com antimicrobianos (25%). Todos os médicos achavam que o dentista deveria participar da equipe médica sendo que para 75%, a intervenção deveria ser feita antes do tratamento.

Concluiu-se que os oncologistas e radioterapeutas poderiam receber informações complementares do dentista e que a proposição de um protocolo-guia para ser aplicado em conjunto pelos médicos e dentistas, poderia melhorar as condições bucais dos pacientes sob terapia de radiação.

 

  B024  

Epidemiologia da doença cárie no Brasil e no mundo.

U. V. MEDEIROS, S. C. WEYNE, N. M. MORAES*.

Departamento de Odontologia Preventiva – UFRJ; UERJ. E-mail: o.social@odonto.ufrj.br

O objetivo deste estudo é analisar a prevalência da cárie dentária em países subdesenvolvidos e/ou emergentes e compará-la com a situação em países industrializados. Para tal utilizou-se uma metodologia meta-analítica observando-se resultados encontrados em pelo menos três períodos distintos e, a nível internacional, por pesquisadores respaldados pela Organização Mundial de Saúde. Resultados mais antigos e mais recentes encontrados para países como Austrália (1975 = 4,8; 1990 = 1,4), Costa Rica (1957 = 8,3; 1992 = 5,5), Brasil (1969 = 7,2; 1996 = 3,2), Cuba (1973 = 5,1; 1992 = 2,9), Dinamarca (1978 = 6,3; 1992 = 1,3), Estados Unidos (1974 = 3,8; 1991 = 1,4), França (1975 = 3,5; 1993 = 2,1), Finlândia (1956 = 10,0; 1991 = 1,2), Noruega (1978 = 7,4; 1993 = 2,1), Nova Zelândia (1973 = 6,0; 1993 = 1,5), Suécia (1972 = 4,8; 1994 = 1,5), Suíça (1963 = 9,9; 1989 = 2,0), Peru (1969 = 5,4; 1993 = 7,0), Chile (1969 = 5,8; 1993 = 7,0) e Panamá (1969 = 6,1; 1993 = 6,3) mostram um declínio entre 60-80% (s médio = 7,2) nos países desenvolvidos, aumentando as populações livres de cárie. Entretanto, o declínio em países subdesenvolvidos e emergentes não é tão expressivo, evidenciando a ausência de políticas públicas que produzam impacto na saúde bucal da população. Em alguns países, observou-se um aumento da prevalência da doença, contradizendo a tendência internacional. No Brasil os resultados mostram uma média CPOD aos 12 anos de 7,2 (1969); 6,9 (1986); 4,9 (1993) e 3,2 (1996).

Após a análise estatística dos dados podemos concluir que está havendo, a nível internacional, um declínio geral na prevalência e severidade de cárie nas populações infantis e adolescentes, assim como uma redução no nível de perda mineral das lesões já existentes. No Brasil está havendo uma importante redução no CPOD em escolares da zona urbana e que não é homogênea e nem tão expressiva como procuram fazer crer as informações maciçamente divulgadas. (Apoio financeiro: UFRJ.)

 

  B025  

Prevenção da endocardite infecciosa: percepções e condutas de cardiologistas.

M. L. ALMEIDA*, I. P. R. SOUZA, A. S. VIEIRA, A. RIBEIRO, D. BEZERRA, M. LAVALL,
G. CASTRO.

Odontopediatria, FO-UFRJ.

A proposta deste estudo foi analisar as percepções e condutas de cardiologistas em relação à endocardite infecciosa (EI) de origem dentária. Foram distribuídos questionários aos 55 cardiologistas inscritos no VI Congresso Multidisciplinar Clínica São Vicente – VII Simpósio de Cardiologia, realizado no Rio de Janeiro, no mês de novembro de 1999. O índice de retorno foi de 54,5% (n = 30). O questionário continha 7 perguntas fechadas e 2 abertas. 72,4% dos cardiologistas tinham mais de 10 anos de formado; 66,7% consideraram a cavidade bucal como a principal porta de entrada dos microorganismos causadores da EI, e 75% destes consideraram a profilaxia antibiótica como a medida mais efetiva de prevenção da EI. Apenas 40% possuem uma atuação multidisciplinar com o dentista de seus pacientes; 76,7% responderam conhecer o esquema medicamentoso padrão proposto atualmente pela Associação Americana de Cardiologia, porém 93,3% de todos os cardiologistas, ao responderem qual seria este esquema, referiram-se a esquemas desatualizados. 100% recomendam a profilaxia antibiótica para a prevenção da EI, antes de procedimentos de risco, sendo que apenas 43,3% alertam para a manutenção de uma boa saúde oral.

Conclui-se que há necessidade de uma maior atualização dos cardiologistas e interdisciplinaridade entre estes e dentistas no atendimento de pacientes com risco para EI, já que a cavidade bucal constitui-se numa das principais portas de entrada destes microorganismos.

 

  B026  

Avaliação da higiene bucal em bebês.

A. L. F. VIEIRA*, E. BRESCIANI, P. D. S. TELLES, M. A. A. M. MACHADO.

Odontopediatria – FOB/USP. E-mail: vieira@techno.com.br

A presença da placa dentária é um dos critérios utilizados para a determinação do risco de cárie em bebês. O objetivo deste trabalho foi de avaliar a freqüência diária de higiene bucal e o Índice de Placa (IP) em pacientes dessa faixa etária. A amostra constou de 37 crianças com idade entre 9 e 36 meses participantes há pelo menos 6 meses do programa preventivo realizado na Clínica de Bebês da FOB/USP. Os responsáveis, portanto, já possuíam conhecimento sobre a importância da higienização bucal e os meios de realizá-la. Em uma consulta de rotina, os responsáveis foram entrevistados sobre a freqüência e horários de escovação dentária do bebê. O IP (Quigley & Hein) foi aferido após evidenciação com solução de Verde de Malaquita 0,6%. Os resultados foram submetidos ao teste de Correlação de Spearman (p < 0,05), que mostrou não haver uma associação estatisticamente significante entre a freqüência de higiene bucal e o IP. Apenas 4 responsáveis admitiram não realizar a limpeza bucal dos bebês todos os dias. A freqüência de escovação relatada foi, em média, 2,11 vezes ao dia, sendo que quase a metade (43,3%) disseram realizá-la 2 vezes ao dia, pela manhã e a noite. Os IP encontram-se na tabela abaixo.

Índice de ­Placa

Nº de ­crianças

%

0,0 – 1,0

  0

-

1,1 – 2,0

  1

  2,7

2,1 – 3,0

  4

10,8

3,1 – 4,0

14

37,8

4,1 – 5,0

18

48,7

Independente da quantidade de vezes diária de higienização bucal, o Índice de Placa encontrado foi muito alto na maior parte da amostra, o que nos leva a concluir que a higiene bucal nesta crianças não está sendo realizada de maneira adequada, ou ainda que os dados obtidos através dos responsáveis não são confiáveis, apontando para a necessidade de novas técnicas para motivação dos responsáveis em relação à higiene bucal em bebês. (Apoio: CNPq 132809/98-2.)

  B027  

Ensino odontológico no Brasil: modelo tradicional versus modelo inovado.

V. OLIVEIRA*, W. W. N. PADILHA.

Curso de Odontologia da UFPB/PB e UNIG/RJ.

O objetivo deste estudo foi identificar o modelo de ensino predominante entre as Instituições de Ensino Odontológico (IEOs) no Brasil, tomando por base os modelos tradicional (MT) e inovado (MI) propostos em MENDES (1988). O método utilizado foi o indutivo, com procedimento estruturalista e comparativo. A técnica de pesquisa foi a observação direta extensiva, através de questionário respondido pelos professores responsáveis pela disciplina de Clínica Integrada das diferentes IEOs. Dos 83 questio­nários enviados retornaram 48, compondo uma amostra de 57,8% das IEOs. Foram considerados os seguintes elementos de análise: a) integração das funções educacionais; b) definição do conteúdo de ensino; c) estruturação do plano de curso; d) relações do conhecimento; e) orientação geral do currículo; f) espaço educacional; g) tipos de recursos humanos formados; h) uso de tecnologia; i) metodologia do ensino; j) estrutura física; k) planejamento educacional; l) natureza do pessoal docente; m) relação professor/aluno; e n) natureza da pesquisa. Os dados obtidos indicaram o predomínio de MT em 30 (62,5%) dos cursos. O MT foi predominante em 8 (57,1%) dos 14 parâmetros. Os elementos mais freqüentes para MT foram: relações do conhecimento – 37 (77%); planejamento educacional – 35 (72,9%) e natureza do pessoal docente com 32 (66,6%). Para MI foram: relação professor-aluno – 30 (62,5%); e uso de tecnologia – 29 (60,4%).

Concluindo-se, segundo os parâmetros deste estudo, que os cursos de Odontologia são compostos por elementos de análise predominantemente característicos do modelo tradicional.

 

  B028  

Padrão de erupção de dentes decíduos anteriores em crianças brasileiras.

R. S. GAMA*, J. M. MIASATO, U. V. MEDEIROS, L. HERDY.

UNIGRANRIO – Escola de Odontologia – Odontopediatria – UFRJ.

O objetivo deste trabalho foi verificar o padrão de erupção de dentes decíduos anteriores em crianças brasileiras, de Duque de Caxias, RJ. Este estudo retrospectivo foi realizado na Bebê-Clínica da UNIGRANRIO. Foram avaliadas 285 prontuários e o critério de seleção da amostra constituiu-se de crianças possuíam os incisivos decíduos irrompidos. Os dados foram coletados dos prontuários que tinham o registro do cartão de erupção dentária, que foram distribuído aos responsáveis. Os resultados foram analisados no programa de computador Epi Info 6.04, conforme a tabela abaixo:

Dente

Média

dp

Dente

Média

dp

Dente

Média

dp

Dente

Média

dp

51

  8,08

2,24

61

8,0 

2,19

71

6,70

2,17

81

  6,86

2,31

52

9,3

2,63

62

9,33

2,66

72

9,82

2,70

82

  9,68

2,61

53

16,51

3,5 

63

16,48

3,47

73

16,34

2,84

83

16,03

2,77

54

14,58

2,76

64

14,60

2,78

74

14,46

2,57

84

14,46

2,55

55

18,66

6,02

65

18,66

6,02

75

20   

5,17

85

20,57

4,96

Estes resultados permitem concluir que os valores encontrados estão próximos dos estudos do padrão de crianças brasileiras, Bauru, SP. (VONO, A. Z. USP, Tese, 1972.)

 

  B029  

Avaliação de estratégias educativas para motivar adolescentes em Saúde Bucal.

E. L. COSTA, E. M. SILVA, I. C. C. COSTA, A. MEDEIROS JÚNIOR*.

Curso de Mestrado em Odontologia Social da UFRN. Fax: (0**84) 215-4136.
E-mail: mstodsoc@odonto.ufrn.br

Esta pesquisa, objetivou avaliar a efetividade de várias estratégias motivacionais, em duas escolas de São Luís - MA - Brasil. Fizeram parte da pesquisa 96 adolescentes, distribuídos em 4 grupos de 12 (A, B, C, D). O grupo A recebeu orientação direta sobre higiene bucal, evolução da cárie e doença periodontal usando-se modelos demonstrativos. Para o grupo B, foram ministrados os mesmos conteúdos, utilizando-se diapositivos. Para o grupo C os conteúdos foram ministrados a partir da exposição de um filme em vídeo e para o grupo D, optou-se pela orientação através de uma peça teatral associada a música. Os adolescentes responderam a dois questionários, um no início e outro no final da aplicação das estratégias motivacionais. Foram realizadas 28 visitas domiciliares, para observação das condições ambientais e hábitos de higiene bucal. Usando a técnica da observação participante, a pesquisadora pôde analisar a atuação dos alunos, a partir do registro de fatos ocorridos nas aplicações das estratégias.

Concluiu-se que, embora as estratégias utilizadas sejam valiosos recursos motivacionais, os adolescentes demonstraram maior interesse durante a apresentação de filme em vídeo, seguido da apresentação da peça teatral musicada. Estes dados foram confirmados pela análise estatística, através do teste dos Sinais (p = 0,0255).

 

  B030  

Concepção de saúde de escolares – o caso do IEPIC, RJ.

I. C. T. CABRAL*, I. C. MATUCK, K. D. MAIA, O. E. R. MARTINEZ.

Pós-Graduação em Odontologia Social da UFF – RJ.

O objetivo desta pesquisa foi verificar a concepção de saúde dos escolares do Instituto de Educação Professor Ismael Coutinho (IEPIC), em Niterói, RJ, em 1999. Como instrumento para a coleta de dados, foi utilizada a entrevista semi-estruturada em 181 escolares do ensino fundamental contendo várias questões acerca do tema, privilegiando-se para o estudo em questão, a percepção de saúde desses sujeitos. Os dados obtidos foram analisados mediante a análise de conteúdo, agrupados em duas grandes categorias e apresentados em percentuais, para melhor compreensão dos resultados. Observou-se que 46,9% dos escolares possuem uma concepção biologicista da saúde contra 41,6% que revelavam uma concepção holística sobre a mesma, e 11,5% não possuíam uma concepção definida. Dentro da concepção biologicista, 68,2% associavam a saúde aos cuidados com o corpo e 31,8% com a ausência de doença. Em relação à concepção holística, 15% percebiam a saúde como dependente da condição socioeconômica e 75% a associavam com o bem-estar geral.

Concluímos que estamos em fase de transição paradigmática, onde as concepções unidimensionais já se equilibram com as concepções multidimensio­nais de saúde.

 

  B031  

Crianças mentalmente comprometidas: como fica a higiene oral?

N. J. F. GRAÇA, F. S. COSTA, P. C. GONÇALVES, I. C. MATUCK, T. C. A. GRAÇA.

Faculdade de Odontologia e Fonoaudiologia da Pestalozzi e Pós-Graduação em Odontologia ­Social da UFF.

Esta pesquisa teve como objetivo conhecer a prática de higiene oral desenvolvida em crianças mentalmente comprometidas e verificar quem era responsável por esta tarefa. Esta pesquisa foi desenvolvida no Centro de Estimulação Precoce Maria Aurora Costa da Sociedade Pestalozzi do Rio de Janeiro, utilizando-se a população de crianças mentalmente comprometidas que se encontrava em tratamento nesta instituição nos meses de janeiro a março de 2000. Utilizou-se um formulário, respondido pelos responsáveis pelas crianças e preenchidos por duas fonoaudiólogas responsáveis pelo tratamento das crianças. A população foi constituída por 45 crianças de ambos os sexos com idade de 4 a 60 meses (média 28,93; mediana 24; d.p. 14,49). Os resultados revelaram que 80 % das crianças são cuidadas pelas próprias mães, sendo que 87% destas trabalham no lar. A higiene oral é realizada pela mãe em 71%, sendo realizada principalmente através da escovação dentária (73%) utilizando pasta dental fluoretada (67%). Com relação à instrução sobre higiene oral, 44% afirmaram ter recebido orientação sobre o assunto, sendo que 18% das entrevistadas relataram ter recebido informações de um cirurgião-dentista e 9% de um pediatra. Todas as consultadas afirmaram considerar importante a saúde bucal destas crianças.

Conclui-se que as mães de crianças mentalmente comprometidas tratadas no CEPMAC compreendem a necessidade da higienização oral iniciando esta atividade com as crianças na primeira infância, devendo as mesmas receber maiores orientações sobre a forma como proceder e a correta utilização de fluoretos.

 

  B032  

Identificação de fatores de risco para o desenvolvimento de cárie precoce na infância.

M. A. NAEGELE*, B. VOLSCHAN, F. SILVEIRA.

Pós-Graduação - Odontologia Social – UFF; Odontopediatria – UNESA/ABO – Niterói – RJ. E-mail: itajai@itaipu.psi.br

A cárie precoce na infância é relacionada à associação da amamentação noturna, dieta cariogênica, ausência de higiene bucal adequada e presença de S. mutans em crianças de baixa idade. Entretanto, atualmente fatores comportamentais inerentes à estrutura familiar também têm sido considerados como de risco para o desenvolvimento deste tipo de cárie. O objetivo deste estudo foi analisar a estrutura familiar, os hábitos alimentares e hábitos de higiene bucal de crianças com cárie precoce na infância. Foi utilizado o método de abordagem indutivo, através da técnica de observação direta intensiva, sob a forma de entrevista às 39 mães de crianças com cárie precoce na infância atendidas na Clínica de Odontopediatria da Associação Brasileira de Odontologia (ABO) - Niterói - RJ no ano de 1998. Os dados obtidos revelaram que 61,5% das mães não trabalhavam fora de casa. Das mães que trabalhavam, 55% das crianças ficavam com avós ou tias. 87,2% das crianças recebiam atenção intensiva, já que 56,4% eram filhos caçulas com diferença média de 5,6 anos para o irmão de idade mais próxima e 30,8% eram filhos únicos. Todas eram amamentadas à noite, sendo 35,9% exclusivamente ao seio, 48,7% ao seio e mamadeira e 15,4% só na mamadeira; o conteúdo das mamadeiras de todas as crianças era altamente cariogênico; a dieta diurna em todos os casos era igualmente cariogênica; 92,3% das crianças não receberam nenhum tipo de higienização bucal até os 2 anos de idade; 64,1% das mães consideram não ter saúde bucal.

A amamentação noturna , associada à dieta diurna cariogênica e a ausência de higiene bucal foram fatores de risco para o desenvolvimento de cárie precoce na população estudada; a presença da mãe ou parentes próximos e a atenção intensiva à criança sugerem que estes fatores comportamentais sejam de risco ao surgimento de cárie precoce na infância.

  B033  

Conhecimento de dirigentes de escolas municipais sobre substâncias fluoretadas.

R. A. CHIARATTO, E. BERGAMASCHI JR.*, R. A. A. R. SOUZA, I. M. G. BRANDÃO,
S. A. S. MOIMAZ.

Pós-Graduação em Odontolologia Preventiva e Social, FOA, UNESP.

Existem hoje medidas preventivas altamente eficazes no combate à cárie dentária e à doença periodontal, dentre elas, o uso de fluoretos é a que desperta um cuidado maior em decorrência do risco de ingestão que as crianças correm se não houver uma supervisão por parte de profissionais capacitados para esse fim. Através de análise nas Escolas Municipais de Ensino Infantil (EMEIs) da cidade de Araçatuba – SP, constou-se a aplicação de fluoretos (bochechos e dentifrícios) por parte dos funcionários (coordenadores e professores) das referidas escolas, sem orientação, critério definido e controle nas crianças. Por esse motivo, esse trabalho teve por finalidade avaliar a condição atual de conhecimento dos diretores ou coordenadores das EMEIs no que diz respeito ao uso de substâncias fluoretadas pelas crianças. Através de questionário enviado a 32 EMEIs pode-se observar algumas contradições nas respostas obtidas entre as quais, notou-se que 85,8% dos entrevistados utilizam o flúor para prevenir cáries, 67,9% acreditam que não há contra-indicação na realização de bochechos com flúor e 46,5% disseram que não há problema algum caso a criança venha deglutir substâncias fluoretadas.

Diante dos resultados obtidos, conclui-se que, embora se demonstre um conhecimento razoável sobre a importância da utilização de substâncias fluoretadas pelos diretores das EMEIs da cidade de Araçatuba – SP, existe uma incoerência entre este conhecimento demonstrado e o que é colocado em prática por eles.

  B034  

Impacto de uma ação educativa em saúde bucal.

J. F. MOCARZEL*, M. A. A. SENNA, L. C. MAIA.

Universidade Salgado de Oliveira – UNIVERSO – Niterói/RJ.

O presente estudo objetivou avaliar o impacto de uma ação educativa em saúde (conferência sobre saúde bucal), na mudança de percepção sobre o que vem a ser a cárie dental. A conferência (Conf.) foi realizada na Universidade Salgado de Oliveira – Niterói, como parte do módulo de saúde bucal, do qual participaram 91 Agentes Comunitários de Saúde (ACS) do programa Alfabetização Solidária. Utilizou-se o método de abordagem indutivo/comparativo baseado na resposta da questão: “Na sua opinião, o que é a cárie?” A questão foi respondida em dois momentos: 1) antes do início da Conf.; 2) ao final da Conf. Dos 91 ACS que assistiram à Conf., 71 (78,02%) responderam, voluntariamente, à pergunta nos dois momentos avaliados. As respostas foram tabuladas e, quando possível, analisadas através do teste não-paramétrico do c2, com nível de significância de 1%, levando-se em consideração a quantidade de erros e acertos iniciais e ao final da Conf. e as mudanças e complementações na percepção inicial. Dos 71 ACS, 49 (69,01%) erraram inicialmente e 34 (47,89%) continuaram errando ao final da Conf., enquanto 22 (30,99%) acertaram no início e 37 (52,11%) passaram a acertar ao final da Conf. (p < 0,01). Dos ACS que acertaram no início, 11 (50%) acrescentaram novos conhecimentos aos já adquiridos. Já, do total de ACS que erraram a questão antes de iniciar a Conf., 15 (30,61%) mudaram de opinião, acertando no final, 12 (24,49%) acrescentaram dados novos aprendidos durante a Conf., enquanto 22 (44,90%) mantiveram a mesma opinião ao final da Conf.

A partir dos dados do presente estudo, pode-se concluir que houve um impacto positivo da ação educativa na mudança de percepção dos agentes comunitários de saúde sobre o que vem a ser a cárie dental, fato que dá relevância a este tipo de atividade educativa.

  B035  

Conduta dos cirurgiões-dentistas em relação à biossegurança.

S. B. RABELLO* , C. V. C. GODOY, I. G. ALVES.

Especialização em Educação em Saúde Pública – UFF, Niterói – RJ. Tel.: (0**21) 597-4296.

A ocorrência de infecções cruzadas e o aumento do número de casos de doenças transmissíveis como AIDS e hepatite determinam a adoção de medidas de prevenção e segurança que evitem os fatores de risco aos quais estão expostos os cirurgiões-dentistas e seus pacientes. Objetivou-se neste estudo examinar as condições higiênico-sanitárias dos consultórios odontológicos e avaliar a conduta dos cirurgiões-dentistas em relação à biossegurança. Procedeu-se a seleção aleatória de 32 cirurgiões-dentistas visitados pela equipe de Vigilância Sanitária do Município do Rio de Janeiro, entre os meses de julho e outubro de 1999. Utilizou-se a técnica de observação extensiva tendo como instrumento de coleta de dados um formulário ­estruturado contendo 21 questões fechadas. Os dados obtidos demonstraram que 68% dos cirurgiões-­den­tistas não realiza assepsia e secagem adequada das mãos. 72% da amostra não acondiciona corretamente o lixo contaminado e os materiais pérfuro-cortantes. 68% dos cirurgiões-dentistas processa indevidamente a esterilização do instrumental em meio químico e 51% em meio físico. 58% dos cirurgiões-dentistas armazena de maneira inadequada o material estéril; 72% do total não esteriliza adequadamente as pontas.

Concluímos que as medidas de proteção e segurança não estão sendo corretamente cumpridas. É fundamental a conscientização dos cirurgiões-dentistas sobre a importância da biossegurança e a adoção de medidas que evitem a exposição aos riscos à saúde.

 

  B036  

Conhecimentos e crenças sobre saúde bucal.

B. VOLSCHAN*, F. SILVEIRA, M. A. NAEGELE, M. U. ALVES.

Odontopediatria e Odontologia Social – UNESA; UFF. E-mail: bvolschan@openlink.com.br

A aquisição de conhecimentos pelo ser humano perpassa por mecanismos bastante complexos. O objetivo deste trabalho foi de verificar os conhecimentos e a presença de crenças a respeito de saúde bucal, correlacionando-os com os níveis de escolaridade dos participantes. Os sujeitos do estudo foram 73 responsáveis por crianças de 5 a 12 anos de idade atendidas na Clínica Integrada Infantil da Faculdade de Odontologia da UNESA. Durante a espera do primeiro atendimento das crianças, os responsáveis foram convidados a participar desta pesquisa e em seguida responderam a um questionário com 1 pergunta fechada sobre o nível de escolaridade e 12 perguntas abertas relacionadas a saúde bucal. As repostas dos questionários receberam tratamento qualitativo de análise de conteúdo e foram categorizadas como corretas e incorretas. As respostas relacionadas ao conhecimento mostraram que 95,8% conhecem algum meio de prevenção das doenças cárie e de gengiva. Entretanto 74% mencionam apenas os hábitos de higiene bucal, desconsiderando outras medidas. 72,6% responderam que a limpeza dentária deve iniciar antes de um ano de idade e 74% relacionam o flúor à prevenção da doença cárie. A respeito das crenças 76,7% relacionam o uso de antibiótico com a causa da cárie e 54,8% acreditam que a gestação causa problemas dentários. Foi encontrada correlação (Pearson) entre o nível de escolaridade e número total de acertos, t de Student a 1% e entre a presença de crenças t de Student a 5%.

Os resultados nos levam a concluir que conhecimentos e crenças sobre saúde bucal são dependentes do nível de escolaridade.

 

  B037  

Determinantes sociais e sua relação com a perda dentária em adultos: o papel da renda e da escolaridade.

M. A. A. SENNA*, V. C. F. C. GONÇALVES.

Pós-Graduação em Odontologia Social, Universidade Federal Fluminense. Niterói, RJ – Brasil.

O êxito do controle da doença cárie em algumas regiões do Brasil, fez com que a atenção odontológica nos serviços, se voltassem para as metas da Organização Mundial de Saúde, no que se refere, a manutenção dos dentes na idade adulta. Este trabalho teve como objetivo, avaliar o papel dos determinantes sociais, renda e escolaridade na perda dentária em indivíduos adultos. Para tanto trabalhou-se com o universo de 912 usuários de ambos os sexos, de idades entre 19 e 60 anos, com variados níveis de renda e escolaridade do Serviço Social do Comércio (SESC) de Niterói, no período entre julho de 1998 à abril de 1999. As faixas etárias e de renda foram estratificadas segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), quanto a escolaridade utilizou-se os critérios da Fundação CEAD em alta escolaridade e baixa escolaridade. Trabalhou-se com o índice CPOD, destacando os percentuais do componente “perdido” na análise e na correlação das variáveis, utilizando-se o teste de Kruskal-Wallis e Mann-Whitney. Os resultados demonstraram, não haver diferença significativamente estatística (p > 0,05%) nas correlações entre os quatro estratos de renda em todas as faixas etárias pesquisadas. No entanto, a variável escolaridade apresentou diferenças significativas (p < 0,05%), com os indivíduos de alta escolaridade tendo um impacto menor no componente “perdido” nas faixas etárias entre 36 à 44 anos e acima de 45 anos.

Os resultados permitiram concluir que o fator renda, por si só, não foi capaz de impedir a perda dentária, e que a escolaridade foi determinante importante na manutenção e preservação dos dentes nos indivíduos pesquisados.

  B038  

Cárie dental em crianças e adolescentes brasileiros: 1995-1998.

E. L. DINI1, S. R. C. SILVA*1, I. M. G. BRANDÃO2, F. C. CASARINI2.

1Faculdade de Odontologia, UNESP, Araraquara, SP; 2Serviço Municipal de Saúde, Araraquara.

O objetivo do estudo foi comparar a prevalência de cárie dental em crianças e adolescentes de 7-15 anos de Araraquara, São Paulo, em 1995 e 1998. Método de amostragem sistemática foi usado para a seleção das amostras de crianças e adolescentes matriculados em todas as escolas públicas de Araraquara em 1995 e em 1998. Os levantamentos epidemiológicos foram realizados por examinadores treinados usando os índices CPOD e CPOS e os critérios de diagnóstico da OMS. Os resultados mostraram que em todas as idades houve um aumento na porcentagem de crianças e adolescentes livres de cárie na dentição permanente (de 42% em 1995 para 49% em 1998). A porcentagem daqueles com valores CPOD de 1-3 e de 7 ou mais não apresentou modificações e redução de 7% daqueles com valores CPOD de 4-6 foi observada. Embora não tenha sido observada diferença no CPOD médio dos escolares de 12 anos de idade (2,6 em 1995 e 2,5 em 1998), a porcentagem daqueles livres de cárie nesta idade aumentou de 27% em 1995 para 34% em 1998. Os resultados também mostraram redução no CPOS médio das crianças e adolescentes de 9, 10, 12 e 15 anos. As reduções foram observadas nas superfícies oclusais das crianças de 9 e 10 anos, nas vestibulolinguais daquelas de 12 anos e nas mesiodistais dos adolescentes de 15 anos.

A meta da OMS/FDI para o ano 2000 de que aos 12 anos, em média, o CPOD seja menor ou igual a 3, foi atingida nesta população. Embora tenha sido observada melhoria na saúde bucal dos escolares nestes 3 anos, os resultados sugerem uma tendência à estabilização nas reduções da cárie dental. Programas de prevenção específicos devem ser direcionados aos indivíduos de alto risco visando atingir as metas sugeridas pela OMS/FDI para o ano de 2010.

  B039  

Lei 6.050: 25 anos de legislação sobre fluoretação das águas de abastecimento público no Brasil.

R. T. YOKOYAMA, M. L. R. SOUSA, G. M. B. AMBROSANO, R. S. WADA, E. DARUGE.

Departamento de Odontologia Social FOP/UNICAMP.

Apesar de Dean ter definido em 1941 a concentração ótima de flúor nas águas de abastecimento público, somente em 1974 tornou-se obrigatória esta medida no Brasil através da lei 6.050. O objetivo deste trabalho foi verificar o grau de conhecimento dos coordenadores de saúde bucal dos 25 municípios que compõem a região Sudeste do Estado de São Paulo a respeito desta legislação. Empregou-se questionários abordando o tema e a amostra foi de 23. Utilizou-se o teste do Qui-quadrado, com a = 0,05. Apesar de 87% afirmarem existir uma legislação que regulamenta a adição de fluoretos na água de sistemas de abastecimento e de 70% dizerem ser obrigatória, somente 40% declaram ter lido a lei ou algum artigo a respeito. Apenas 22% dos profissionais sabiam que a fiscalização do teor de fluoretos na água de abastecimento é da Vigilância Sanitária e apenas 44% sabiam o valor da concentração ótima de flúor na água. O teste do Qui-quadrado mostrou que entre os coordenadores que afirmaram ter lido a legislação e aqueles que declararam nunca a ter lido não houve diferença significativa quanto ao conhecimento sobre a responsabilidade de fiscalizar o teor de flúor na água (p = 0,18), sobre a concentração ótima de flúor (p = 0,65) e sobre o fator interferente nesta concentração (p = 0,88).

O conhecimento apresentado pelos profissionais em questão é precário, mesmo daqueles que afirmaram terem lido a legislação. Esse conhecimento superficial pode comprometer a maior medida preventiva de saúde pública, uma vez que não se tendo o domínio do assunto perde-se em poder de cobrança quanto ao correto emprego das medidas e normas estabelecidas nesta.

  B040  

A inserção da Saúde Bucal no Programa Médico de Família do município de Niterói, RJ.

M. V. GOUVÊA*, C. SILVA, L. C. HUBNER, E. CASOTTI, R. MEIRELLES, N. CAIAFA.

Esp. Od. Saúde Coletiva/ABO; FMS/Niterói; Pós-Graduação em Odontologia Social/UFF.

O Programa Médico de Família é desenvolvido pelo município de Niterói desde 1992, no entanto a Saúde Bucal não era trabalhada de forma sistematizada. Por solicitação da FMS/Niterói, estabeleceu-se um convênio no final de 1999 entre o Programa e o Curso de Odontologia em Saúde Coletiva da ABO. Assim, o objetivo deste trabalho foi inserir conteúdos de Saúde Bucal na prática de visitas domiciliares, dando suporte à estratégias das equipes básicas de médicos de família, formadas por médicos e auxiliares de enfermagem. Para tanto, optou-se por iniciar a prática em dois dos módulos do PMF, Prev. I e Prev. II, que abrangem 6.598 moradores da comunidade do Preventório em Jurujuba. Todo o planejamento foi realizado de forma reflexiva e problematizadora envolvendo os 20 alunos e cinco professores do curso de especialização em Odontologia Coletiva, os seis médicos e seis auxiliares dos módulos, o coordenador de área e a associação de moradores. As estratégias traçadas foram: 1) treinamento das equipes do PMF – sistematização de propostas; 2) levantamento epidemiológico; 3) sensibilização da comunidade; e 4) elaboração de Protocolo de Saúde Bucal para as visitas domiciliares – orientação em cárie/doença periodontal/hábitos e instrução de higiene oral.

Cada uma das etapas foi desenvolvida procurando-se ressaltar a importância do aprendizado pela descoberta, e permitindo-se flexibilidade de ação visando a transformação da realidade, via novos conhe­cimentos. Observou-se elevado grau de participação tanto da comunidade como da equipe básica. O ­processo da pesquisa apontou ainda para necessidades específicas com relação à rede assistencial odontológica.

  B041  

Estudo epidemiológico dos carcinomas espinocelulares de boca dos pacientes atendidos nas cidades de Bauru e Jaú, São Paulo – Brasil.

L. E. M. CHINELLATO, E. T. CAMARINI, R. N. FLEURY, F. QUEVEDO, J. H. DAMANTE.

Departamento de Estomatologia da Faculdade de Odontologia de Bauru – Universidade de São Paulo.

Os carcinomas espinocelulares têm sido objeto de estudos em várias partes do mundo e, apesar dos inúmeros relatos epidemiológicos existentes na literatura estrangeira, os levantamentos estatísticos no Brasil são escassos, principalmente na área odontológica. Por esta razão, nosso objetivo foi fazer um estudo da ocorrência destas lesões na região de Bauru – SP, procurando verificar os tipos de lesões, localização nas diversas áreas da boca, gênero, cor e idade dos pacientes. Após a análise dos dados, foi possível concluir que: os carcinomas espinocelulares acometeram 81,1% de pacientes do gênero masculino e 19,9% do feminino; 91,58% eram indivíduos brancos, 1,8% negros, 0,32% pardos, 0,12% amarelos e 6,18% não especificados. A faixa etária que apresentou maior freqüência das lesões foi a sexta década de vida. Em relação à localização das lesões , estas ocorreram nas seguintes regiões: 38,33% nos lábios, 31,80% na língua e 29,87% nas outras áreas da boca.

Os resultados evidenciam que o carcinoma espinocelular é um problema de saúde coletiva e que programas preventivos como o ensino do auto-exame da boca pelo cirurgião-dentista e o diagnóstico precoce da lesões pelo profissional é de suma importância para a população.

  B042  

Cárie dentária: prevalência e métodos preventivos utilizados por filhos de cirurgiãs-dentistas.

S. M. AUAD*, I. A. PORDEUS, H. H. PAIXÃO.

Odontopediatria e Ortodontia. Faculdade de Odontologia – UFMG. Tel.: (0**31) 227-5370. E-mail: auads@dedalus.lcc.ufmg.br

Com o objetivo de comparar a prevalência de cárie dentária e os métodos preventivos empregados, foram examinadas 120 crianças na faixa etária de 1 a 5 anos de idade, residentes na cidade de Belo Horizonte, divididas em dois grupos. O primeiro grupo foi formado por filhos de cirurgiãs-dentistas. O segundo grupo foi formado por filhos de advogadas e administradoras de empresas. Todas as profissionais foram selecionadas de forma aleatória, a partir de listagens fornecidas pelos conselhos regionais. As crianças foram examinadas quanto à prevalência de cárie dentária e as mães foram entrevistadas quanto à adoção de métodos preventivos em relação à doença. Os resultados evidenciaram uma baixa prevalência da doença, sendo que 93,3% dos filhos de cirurgiãs-dentistas e 85% dos filhos de advogadas e administradoras eram livres de cárie, diferença que não alcançou significância estatística. Entretanto, diferenças estatisticamente significativas entre os grupos foram observadas quanto ao preparo da mamadeira relacionado à utilização de sacarose, realização de limpeza bucal após a utilização da mamadeira, padrão de controle de ingestão de sacarose, média diária de ingestão de alimentos açucarados, idade de introdução do hábito de higiene bucal, utilização do fio dental e freqüência de visita ao dentista.

As cirurgiãs-dentistas adotavam para seus filhos, práticas mais favoráveis em relação à saúde bucal, embora nenhuma das variáveis analisadas tenha sido relacionada à experiência de cárie entre as crianças.

  B043  

Ocorrência do traumatismo em dentes permanentes na Universidade Federal de Santa Catarina – Brasil.

M. CARDOSO, M. J. C. ROCHA*, R. S. VIEIRA

Mestrado em Odontopediatria – UFSC. Tel.: (0**48) 234-8776. E-mail: acarlos@ccs.ufsc.br

O objetivo deste estudo foi determinar alguns fatores relacionados com a ocorrência do traumatismo dental em dentes permanentes que foram atendidos na Clínica de Odontopediatria da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em um período de 18 meses. 36 crianças entre 7 e 12 anos receberam tratamento em 72 dentes traumatizados. Os atendimentos foram realizados por uma única cirurgiã-dentista, estagiária da disciplina de Odontopediatria da UFSC. A ocorrência do traumatismo foi maior em meninos (36,93%). O maior número de traumas ocorreram entre 8 e 9 anos de idade e a média dessa idade foi de x = 9,4. 63,9% das crianças sofreram traumatismo em mais de um dente e os casos de reincidência do trauma somam 19,4% do total das crianças. Os dentes anteriores superiores representam 96,1% dos casos, sendo os incisivos centrais os mais atingidos. O lado direito e o lado esquerdo praticamente foram acometidos pelo mesmo número de traumas. As fraturas foram mais comuns (69,3%) quando comparado com as luxações (30,7%).

Dentre as fraturas, a fratura coronária esmalte/dentina representou 26,4% do total de dentes traumatizados. As quedas foram a principal causa (52,8%). 36,1% das crianças tiveram algum tipo de atendimento odontológico nas primeiras 24 horas.

 

 

Grupo B2.................................................................................................. B-044 à B-085

 

  B044

 

Infiltração marginal de resinas “compactáveis”: uso de diferentes técnicas.

J. R. BAUER*, A. D. LOGUERCIO, R. M. GRANDE, R. BALLESTER, A. L. S. BUSATO.

Departamento de Materiais Dentários, FOUSP; Departamento de Dentística, ULBRA.
E-mail: bauer@fo.com.br

O propósito deste estudo foi avaliar a microinfiltração de diferentes técnicas adesivas associada a resinas “compactáveis”. Foram utilizados 32 dentes molares, que após desinfecção foram armazenados em soro fisiológico. Cada dente recebeu 4 caixas padronizadas (5 mm x 2 mm x 3 mm), todas com margem em cemento. Os dentes foram divididos em 8 grupos (4 dentes cada): (1) Prime & Bond NT + Surefil; (2) Single Bond + P60; (3) Bond-1 + Alert; (4) Prime & Bond 2.1 + TPH; (5) =  grupo 1 + Fuji II LC; (6) = grupo 1 + Dyract AP; (7) = grupo 1 + Dyract Flow e (8) = grupo 1 + Flow-It. Os dentes restaurados foram armazenados por 7 dias, termociclados (500 ciclos, 5ºC-55ºC, 15 s em cada banho) e mergulhados em azul de metileno a 0,5%. Após 24 horas, os dentes foram lavados e secionados seguindo o longo eixo das restaurações. As duas superfícies foram avaliadas e atribuído um escore (de 00 a 03) à infiltração da parede cervical por 2 examinadores (concordância 0,91 pelo teste kappa), sob aumento de 40 X. As freqüências (Tabela) foram avaliadas pelo teste de Kruskal-Wallis (p < 0,05), que revelou diferenças significantes entre os grupos assinalados com sinais diferentes.

Materiais/Escores

0

1

2

3

 

Materiais/Escores

0

1

2

3

 

1. Prime Bond NT/Surefil

2

1

2

11

§

5. Fuji LC II

9

3

0

  4

¨

2. Single-Bond/P60

4

9

0

  3

¨

6. Dyract AP

4

0

2

10

§

3. Bond 1/Alert

1

1

3

11

§

7. Dyract Flow

3

4

0

  9

§

4. Prime Bond 2.1/TPH

3

0

3

10

§

8. Flow-It

2

1

3

10

§

Os resultados indicaram que os grupos 2 e 5 tiveram os menores níveis de infiltração. (FAPESP 99/05124-)

  B045  

Resistência à tração de bráquetes metálicos: avaliação de diferentes materiais.

G. S. DOLCI*, K. MAZZOCCO, M. RÉGIO, A. D. LOGUERCIO, W. P. R. OSINAGA.

Departamentos de Materiais Dentários – FOUSP e FO-UFPel. E-mail: gdolci@hotmail.com

Objetivamos neste estudo avaliar, através de ensaios de tração, a resistência de quatro materiais adesivos indicados para a colagem de bráquetes. Utilizaram-se 60 dentes bovinos hígidos, armazenados em NaCl a 0,9%. Os dentes foram fixados pela superfície vestibular (região central) em uma placa de vidro para serem embutidos (tubo de PVC e resina acrílica). Após a polimerização da resina a face vestibular foi aplainada em lixa 600. Feita a profilaxia e a demarcação da área, os dentes foram divididos em 4 grupos (15 dentes) e os bráquetes foram colados de acordo com os seguintes grupos: (1) Transbond XT (TX); (2) Concise Ortho (CO); (3) Fill Magic (FM) e (4) Fuji Ortho LC (FO), sendo os materiais manipulados de acordo com as instruções dos fabricantes. Após a colagem, estes foram armazenados em água destilada por 24 h a 37ºC e a seguir submetidos ao ensaio de tração em uma máquina Wolpert com velocidade de 0,5 mm/min. até o momento da fratura. Foi feita a análise do padrão de fratura em lupa estereoscópica (40 X). Os resultados foram submetidos a análise de variância e teste de Tukey e estão expressos na tabela.

Materiais

Média ± DP (MPa)

Tipo de fratura

Letras ¹ (p < 0,05)

 

 

Bráquete/adesivo

½ bráquete/½ adesivo

Adesivo/dente

 

TX

3,8 ± 0,96

10

05

A  

CO

3,2 ± 1,04

13

02

AB

FM

1,7 ± 0,84

08

06

01

 BC

FO

2,5 ± 0,88

10

05

 BC

Concluímos que o adesivo Transbond XT apresentou melhores resultados do que o Fill Magic e o Fuji Ortho, ficando o Concise Ortho numa posição intermediária. (Apoio FAPESP.)

  B046  

Efeito da configuração da cavidade em preparos classe II na microinfiltração sob restaurações de resina composta.

P. BURMANN, P. C. CARDOSO, L. F. SOARES*, M. GUIMARÃES, M. MARQUEZAN.

Programa Iniciação Científica em Odontologia – Convênio UFSM-USP.

Diante da busca de restaurações estéticas ideais, um dos aspectos que preocupa clínicos e pesquisadores é a microinfiltração. O objetivo desta pesquisa foi verificar o efeito dos fatores configuração da cavidade classe II e sistema restaurador (adesivo/resina composta) sobre a infiltração marginal. 40 molares humanos foram embutidos em resina acrílica autopolimerizável e constituíram 4 grupos experimentais: grupo 1) cavidade Classe II (Cl. II) retentiva restaurada com Clearfil SE Bond + resina composta Clearfil APX (Kuraray – Japan); 2) Cl. II retentiva - One Step + Renew (Bisco Inc. USA); 3) Cl. II expulsiva - Clearfil SE Bond + Clearfil APX; 4) Cl. II expulsiva - One Step + Renew. A resina composta foi fotopolimerizada (VIP Bisco) em 3 incrementos. Os corpos-de-prova (CP) foram armazenados por 24 horas (H2O 37ºC), para posterior polimento das restaurações. Na seqüência, foram submetidos à ciclagem térmica (5-55ºC x 700 x 1 min). Após a impermeabilização (esmalte cosmético), os CP foram submetidos à marcação com nitrato de prata. Os dentes foram seccionados ao meio (MD) de forma que tivemos uma leitura para cada restauração. As imagens dos cortes foram digitalizadas para avaliação do grau de microinfiltração (grau 0 = nenhuma infiltração; grau 1 = 1/3 da parede gengival; grau 2 = 2/3 da parede gengival; grau 3 = toda parede gengival; grau 4 = envolvimento da parede pulpar).

Os resultados médios de 3 avaliadores foram submetidos a análise estatística (Mann-Whitney), que nos permitiu concluir que para os dois sistemas restauradores (SE/APX e One Step/Renew) o fator configuração da cavidade (retentiva ou expulsiva) não influenciou nos resultados de microinfiltração. Entretanto, foi possível detectar que o sistema adesivo restaurador SE/APX apresentou microinfiltração marginal estatisticamente menor que a do sistema One Step/Renew.

  B047  

Microinfiltração e dureza Vickers em restaurações diretas de classe II.

J. B. C. MEIRA*, P. E. C. CARDOSO, R. Y. BALLESTER.

Departamento de Materiais Dentários – FOUSP. Tel.: (0**11) 3091-7840/3091-7842.

Foram avaliadas a microinfiltração (cervical) e a microdureza Vickers (oclusal e cervical) de restaurações classe II em 90 molares, confeccionadas de 10 modos em função do material restaurador (Heliomolar RO - H; Z100 - Z; Alert - A ou Sonicsys Approx - S), técnica de inserção (incremento único - U ou incremental - I) e fonte de luz (Optilux - O e Kuring Light - K). Após termociclagem (700 ciclos 5-55ºC) e imersão em azul de metileno 0,5% por 4 horas, os dentes foram seccionados, atribuídos escores 0-4 e medida a dureza. Aplicou-se a análise de variância aos valores de dureza e Kruskal-Wallis aos de microinfiltração, e foi avaliado porcentagem de escore 0.

O sistema Sonicsys apresentou maior porcentagem de escore 0, embora a média não foi estatisticamente diferente dos grupos AOU, ZOU e ZKI. A técnica incremental garantiu melhor uniformidade de dureza do que a técnica única. (Apoio financeiro: FAPESP – processo nº 97/06920-0. Apoio científico: NAPEM.)

Grupo

Microinfiltração

Dureza Vickers

Grupo

Microinfiltração

Dureza Vickers

 

n

Média

n

oclusal

cervical

 

n

Média

n

oclusal

cervical

HOI

20

3,1 o,p  

10

37,1 a

31,1 b,c

ZOI

20

2,4 l,m,n,o

10

147,7 A

129,4 B

HOU

20

3,8 p     

10

38,2 a

29,3 c  

ZOU

20

1,6 k,l      

10

149,7 A

122,2 C

HKI

20

2,9 n,o,p

10

33,8 b

15,4 d  

ZKI

20

2,2 k,l,m,n

10

130,5 B

116,5D

HKU

20

2,3 l,m,n

10

37,5 a

7,7 e

ZKU

20

2,6 m,n,o

10

133,5 B

  80,5 E

AOU

10

 2,0 k,l,m

teste não aplicado

SOU

10

1,2 k      

teste não aplicado

  B048  

Microinfiltração em classe II terminada em cemento: influência dos materiais.

O. L. V. RAMOS*, F. F. DEMARCO.

Mestrado em Endodontia e Dentística, Faculdade de Odontologia, UFPel – RS.
E-mail: ffdemarco@hotmail.com

O objetivo desse estudo foi avaliar o desempenho de 4 materiais no selamento da interface cervical de cavidades classe II, ao nível do cemento. Foram selecionados 48 molares humanos hígidos. Foram confeccionadas cavidades padronizadas nas faces mesial e distal, sendo a parede gengival localizada em cemento. Para simular a situação clínica, os dentes foram incluídos em gesso, com dentes adjacentes. Para a restauração das cavidades foram utilizadas cunhas reflectivas e matrizes transparentes. Todas as cavidades foram condicionadas com ácido e adesivo (Single Bond - 3M) foi aplicado. Para o preenchimento do terço cervical os dentes foram aleatoriamente divididos em 4 grupos, sendo restaurados com 2 incrementos oblíquos de: CIV modificado por resina Vitremer (3M); compômero F2000 (3M); resina Flow-It (Jeneric/Pentron); resina Z250 (3M). O restante da cavidade era preenchido incrementalmente com resina Z250. Para fotoativação aparelho XL3000 (3M) foi empregado. Os espécimens foram removidos do gesso e armazenados em água destilada por 30 dias, sendo, então, submetidos a ciclagem térmica. A seguir, os ápices foram selados, os dentes pintados com esmalte, exceto as restaurações e 2 mm ao redor delas e imersos em azul de metileno. Após lavagem, foram seccionados e a infiltração avaliada sob aumento de 40 X, com base em escore padronizado. Os resultados foram submetidos ao teste não-paramétrico de Kruskal-Wallis. A resina Z250 apresentou melhor vedamento marginal em relação a todos os grupos (p  < 0,01). Vitremer e F2000 mostraram resultados similares, sendo que o Vitremer apresentou também infiltração estatisticamente menor que a Flow-It (p < 0,05).

Os materiais apresentaram diferentes performances, havendo menor grau de infiltração nas restaurações totais com resina composta.

  B049  

Microinfiltração cervical imediata em restaurações ocluso-proximais de resina composta em molares decíduos.

J. S. BARATA*, F. B. ARAUJO, S. O. RERIN.

Disciplina de Odontopediatria – UFRGS. Tel./Fax: (0**51) 222-2292. E-mail: jbarata@cpovo.net

O objetivo deste estudo in vitro foi avaliar e comparar o grau de microinfiltração marginal cervical imediata em restaurações ocluso-proximais de molares decíduos hígidos (n = 15) com resina composta, utilizando duas diferentes técnicas restauradoras. Os dentes receberam dois preparos cavitários ocluso-proximais com margens totalmente em esmalte, sendo, cada um deles, submetido a uma das técnicas. No grupo controle, foi utilizada uma resina composta híbrida (Z100 – 3M) em dois incrementos inseridos no sentido vestibulolingual. Já, no grupo experimental, as restaurações receberam um incremento de uma resina composta de baixa viscosidade (Flow-It – Jeneric/Pentron) na parede cervical, sendo finalizadas da mesma forma que no grupo controle. Logo após, as restaurações foram impermeabilizadas e os dentes imersos em solução corante de azul de metileno a 0,5% por 24 horas. Os dentes foram seccionados longitudinalmente no sentido mesiodistal para posterior avaliação, ao estereomicroscópio, do grau de penetração do corante na margem cervical da cavidade, de acordo com um critério preestabelecido (de 0 a 3). Após análise estatística, alguns cortes foram observados ao MEV para documentação da relação existente na parede cervical. Foi constatado que as restaurações do grupo experimental apresentaram maiores graus de penetração do corante (p < 0,02). Ao MEV, foi observada uma adesão deficiente na parede cervical das restaurações de ambos os grupos.

Foi concluído que a utilização de uma resina composta de baixa viscosidade, promove uma maior microinfiltração cervical imediata em restaurações ocluso-proximais de molares decíduos extraídos.

  B050  

Micromorfologia do esmalte de dentes permanentes irradiados com laser de Er:YAG.

A. S. PINTO*, F. B. ARAUJO, M. A. L. SOUZA, E. PURICELLI, C. M. PITONI, P. WIENANDTS,
R. G. BRAYNER, C. E. BARALDI, S. I. MYAKI.

Disciplina de Odontopediatria, UFRGS. Tel.: (0**51) 317-1902. E-mail: alicesp@zaz.com.br

O objetivo deste estudo in vitro foi avaliar comparativamente a micromorfologia do esmalte de dentes permanentes após condicionamento com ácido fosfórico a 35% ou irradiação com laser de Er:YAG. Foram utilizados cinco pré-molares clinicamente hígidos, nos quais metade da face vestibular foi condicionada com ácido fosfórico durante 15 segundos e a outra metade foi irradiada com laser de Er:YAG (KaVo Key laser), com comprimento de onda de 2,94 mm, energia de 140 mJ, freqüência de 1 Hz e densidade de energia de 19,75 J/cm2. As amostras foram desidratadas e analisadas em MEV. O grupo do ácido apresentou padrão convencional de condicionamento ácido e prismas de esmalte evidenciados. O grupo do laser apresentou um padrão diferente de condicionamento, com superfície irregular e rugosidades aparentemente de profundidade semelhante ao condicionamento convencional, com morfologia que sugere a presença de prismas.

Embora nas superfícies irradiadas com laser não se reproduzam os padrões de convencionais de condicionamento de esmalte, as superfícies com padrão irregular apresentam rugosidades similares àquelas com condicionamento ácido.

  B051  

Avaliação da microinfiltração marginal de compósitos segundo técnicas de inserção.

F. H. B. AGUIAR*, J. R. LOVADINO.

Departamento de Dentística Restauradora – FOP-UNICAMP. Tel.: (0**19) 430-5340.
E-mail: flaguiar1@yahoo.com

Desde do início da década de 90, o compósito (resina composta) passou a ser usada em dentes posteriores como uma solução estética. O uso deste material se intensificou com o surgimento dos compósitos do tipo “universais” e posteriormente dos compósitos específicos para dentes posteriores. Muitas técnicas de confecção de restaurações com compósitos em dentes posteriores estão descritas na literatura. O objetivo deste estudo foi verificar, quantitativamente, através de um espectrofotômetro, a microinfiltração marginal de dois compósitos restauradores, com duas técnicas restauradoras incrementais. Para isso, foram preparados cavidades cúbicas nas faces vestibulares de 30 dentes incisivos bovinos. Esses dentes foram restaurados aleatoriamente, de acordo com os três grupos experi­mentais: Grupo I - Compósito Z250 (3M) restaurados em incrementos verticais; Grupo II - Compósito Z250 (3M) em ­incrementos horizontais; e Grupo III - Compósito Surefil (Dentsply) restaurados em incrementos horizontais. Após o acabamento e polimento das restaurações, os dentes foram termociclados, imersos em corante, secados e ­triturados. O pó gerado foi diluído em álcool absoluto, e após 24 h, a solução formada foi levada ao espectrofotômetro, para ­leitura e obtenção da concentração de corante infiltrado. Os resultados mostraram que o Grupo II apresentou menor média (0,017826 ± 0,00629) e estatisticamente diferente dos grupos I (0,050080 ± 0,00902) e III (0,026379 ± 0,00486), e estes grupos não apresentaram diferença estatisticamente significante entre si.

Os resultados permitem concluir que o compósito menos viscoso diminui a infiltração marginal e que a técnica de restauração com incrementos horizontais também diminui a infiltração marginal, quando comparado à técnica de incrementos verticais.

  B052  

Colagem sobre provisória de resina Dencor: resistência ao cisalhamento.

R. REIS*1, I. BARROS2, G. QUEIRÓZ3, C. S. DUTRA3, O. CHEVITARESE2.

1Doutoranda FO-UFRJ; 2FO-UFRJ; 3FO-UGF.

Em situações clínicas por vezes é requerida a colagem de bráquetes em restauração provisória de resina. Daí o presente trabalho que tem por objetivo verificar a resistência ao cisalhamento entre uma resina Dencor (Clássico), usada na confecção de provisórias, e esta mesma resina ou compósitos. Para tanto foram usadas 9 hastes de acrílico com base quadrada tendo cada face uma cavidade circular com 5 mm de diâmetro e 2 mm de profundidade, todas preenchidas com resina Dencor perfazendo 3 grupos (D1, D2, D3) com 12 espécimes cada. Todas restaurações, planificadas, foram jateadas com alumina (50 mm). No grupo D1 após aplicação do líquido do Duralay sobre as restaurações, foram confeccionados, em forma de teflon, cilindros de 2 mm de diâmetro por 4 mm de altura com resina Duralay. No D2 após aplicação do líquido da resina Dencor, foram confeccionados cilindros de Dencor como no grupo D1. No grupo D3, após aplicação do adesivo do Concise foram feitos cilindros de Concise como nos anteriores. Todos os espécimes foram armazenados em água a 36  ±  1ºC por uma semana. O ensaio de cisalhamento (vel. def = 0,5 mm/min) forneceu os seguintes resultados em kgf/cm2 para os grupos D1, D2 e D3 respectivamente: D1 = 18,54; D2 = 19,63 e D3 = 9,59. Foi constatada diferença significativa entre os grupos D1, D2 e D3 (F = 50,41; p < 0,01 a nível de 1%).

O teste de Bonferroni verificou diferença significativa entre D1 e D2 a nível de 5% (p < 0,05); entre D2 e D3 houve diferença significativa a nível de 5% (p < 0,05); D1 e D3 não houve diferença significativa (p > 0,05).

  B053  

Efeito da aplicação NaOCl gel, na resistência ao cisalhamento de diferentes sistemas adesivos.

A. L. F. BRISO*, A. K. B. BEDRAN de CASTRO, C. M. AMARAL, L. A. F. PIMENTA.

Dentística – FOP-UNICAMP. Tel.: (0**19) 430-5340. E-mail: lpimenta@fop.unicamp.br

O objetivo deste trabalho foi observar a influência da remoção do colágeno da dentina na resistência ao cisalhamento da adesivos hidrófilos de frasco único. Foram utilizados 120 dentes bovinos incluídos em resina de poliestireno, desgastados até alcançar dentina e divididos aleatoriamente em 6 grupos (n = 20): G1- Single Bond (3M), aplicado de acordo com o fabricante; G2- Gel de NaOCl (10%) + Single Bond; G3- Prime & Bond 2.1 (Dentsply) aplicado de acordo com o fabricante; G4- Gel de NaOCl (10%) + Prime & Bond 2.1; G5- Gluma One Bond (Kulzer) aplicado de acordo com o fabricante; G6- NaOCl 10% + Gluma One Bond. Em todos os grupos, a dentina sofreu condicionamento com ácido fosfórico à 35%, sendo em seguida, lavada e secada. Nos grupos (G2, G4, G6) foi aplicada, após condicionamento ácido, NaOCl gel à 10% por 60 s, lavando-se subseqüentemente por 30 s. Os sistemas adesivos foram aplicados e, após sua polimerização, um cilindro de resina Z100 (3M) foi confeccionado utilizando-se uma matriz de teflon bipartida, e fotopolimerizado. Os espécimes foram armazenados sob umidade em estufa à 37ºC por 7 dias. A resistência ao cisalhamento foi obtida em máquina universal de ensaio, com velocidade de 0,5 mm/min. Os valores em MPa ± DP, em ordem decrescente de resultado foram: G6 = 13,83 ± 4,55 (a); G1 = 13,55 ± 3,76 (a); G2 =  12,55 ± 4,81 (a); G3 = 12,41 ± 5,25 (a); G4 =  10,05 ± 2,27 (a); G5 =  9,9 ± 2,96 (b). Os testes estatísticos de ANOVA e SIDAK identificaram diferenças estatisticamente significantes representadas por letras diferentes (p £ 0,05). A remoção do colágeno aumentou significativamente a força de união ao cisalhamento quando o adesivo Gluma One Bond foi empregado.

Conclui-se que a aplicação de NaOCl gel para o Gluma One Bond pode influenciar positivamente a adesão dos materiais restauradores ao dente.

  B054  

Avaliação in vivo da influência de um selante de superfície em restaurações de resina composta.

M. PARAIZO*, M. SAYÃO, K. DIAS.

Departamento de Dentística da UERJ e M. Marinha. Tel.: (0**21) 587-6382.

Os selantes de superfície foram formulados para penetrar em fendas interfaciais e irregularidades, fortalecendo a superfície de restaurações de resina composta. O objetivo deste estudo foi avaliar a influência do selante de superfície Fortify (Bisco) na longevidade de restaurações com resina composta em dentes anteriores. Foram selecionados pacientes da Clínica de Dentística que necessitavam de pelo menos três restaurações tipo classe III. Foram usados o sistema adesivo Scothbond Multi-Uso (3M) e a resina composta TPH Spectrum (Dentsply), seguindo instruções do fabricante. As restaurações foram classificadas nos seguintes grupos, cada um composto de 15 restaurações: Grupo I - sem aplicação de Fortify; Grupo II - aplicação do selante após acabamento e polimento, uma semana após; Grupo III - além da 1ª aplicação, foi realizada uma segunda após um ano. As restaurações foram avaliadas no início, aos 6 meses, 1 e 2 anos, clinicamente e através de fotografias e modelos em gesso pedra tipo IV. Dois avaliadores calibrados utilizaram o critério USPHS modificado para analisar a forma anatômica, adaptação marginal, estabilidade de cor, descoloração marginal, presença de cárie, e textura superficial. Os resultados foram analisados estatisticamente pelo teste Qui-quadrado, não tendo sido encontrada diferença estatística entre os grupos nos quesitos avaliados (p £ 0,05).

Baseado nos resultados, os autores concluíram que a utilização de um selante de superfície em restaurações anteriores com resina composta parece não influenciar significativamente no seu desempenho clínico.

  B055  

Influência da utilização de Carisolv® na adesão à dentina.

C. M. AMARAL*, M. C. G. ERHARDT, A. K. B. BEDRAN de CASTRO, L. A. F. PIMENTA.

Dentística – FOP-UNICAMP.  Tel.: (0**19) 430-5340. E-mail: lpimenta@fop.unicamp.br

O objetivo deste trabalho foi observar a influência do Carisolv® na resistência ao cisalhamento de adesivos hidrófilos. Foram utilizados 200 dentes bovinos incluídos em resina de poliestireno, lixados até alcançar dentina e divididos aleatoriamente em 10 grupos (n = 20): G1- Single Bond - 3M (SB); G2- Carisolv® + algodão umedecido + SB; G3- ácido poliacrílico – Espe (APA) + Carisolv® + algodão umedecido + SB; G4- Carisolv® + lavagem com água + SB; G5- APA + Carisolv® + lavagem com água + SB; G6- Clearfil Liner Bond 2V – Kuraray (CLB); G7- Carisolv® + algodão umedecido + CLB; G8- APA + Carisolv® + algodão umedecido + CLB; G9- Carisolv® + lavagem com água + CLB; G10- APA + Carisolv® + lavagem com água + CLB. Em todos os grupos, o sistema adesivo foi aplicado como recomendado pelo fabricante e, após sua polimerização, um cilindro de resina Definite (Degussa) foi confeccionado utilizando-se uma matriz de teflon bipartida, e fotopolimerizado. Os espécimes foram armazenados sob umidade em estufa à 37ºC por 7 dias. A resistência ao cisalhamento foi obtida em máquina universal de ensaio EMIC, com velocidade de 0,5 mm/min. Os valores em MPa ± DP, em ordem decrescente de resultado foram: G6 = 18,55 ± 6,95 (a); G3 = 17,55 ± 5,73 (ab); G2 = 17,05 ± 5,33 (ab); G8 = 16,95 ± 7,13 (ab); G7 = 16,94 ± 5,22 (ab); G4 = 16,31 ± 3,38 (ab); G1 = 15,85 ± 4,45 (ab); G9 = 14,21 ± 5,87 (ab); G5 = 12,89 ± 3,79 (ab); G10 = 12,31 ± 5,18 (b). Os testes estatísticos de ANOVA e SIDAK identificaram diferenças estatisticamente significantes representadas por letras diferentes (p £ 0,05).

Para os adesivos testados, conclui-se que o Carisolv® não interferiu na adesão à dentina, porém a técnica da sua remoção pode interferir.

  B056  

Efeito do tipo de acabamento e tempo para procedê-lo na capacidade de selamento marginal.

G. C. LOPES*, M. FRANKE, H. P. MAIA, S. T. FREITAS.

Dentística/Materiais Dentários – UFSC. Tel.: (0**48) 224-6990, fax: (0**48) 234-1788.
E-mail: guilherme_lopes@usa.net

O objetivo deste estudo foi verificar se o tempo para o acabamento e a técnica usando condição seca ou úmida podem afetar no grau de infiltração em restaurações adesivas diretas. Quarenta cavidades classe V foram preparadas nas superfícies vestibulares de molares tendo margem oclusal em esmalte e margem gengival em dentina. Single Bond (3M) foi aplicado de acordo com as instruções do fabricante. As cavidades foram restauradas com resina micropartículas (Silux Plus), os dentes foram divididos em 4 grupos (n = 10) de acordo com o técnica de acabamento (pontas diamantadas ou discos de óxido de alumínio) e tempo para o acabamento (imediato ou após 24 horas). Os espécimes ficaram em água 37ºC por 24 horas, termociclados por 250 ciclos entre 5ºC e 55ºC, imersos em solução de 2% de azul de metileno por 24 horas, e seccionados longitudinalmente. A penetração do corante na interface dente/restauração foi verificada com escores de 0 a 4 usando-se um estereoscópio de 20 X, separadamente, para margens em esmalte e em dentina. Os dados foram analisados usando teste Kruskal-Wallis. O acabamento com refrigeração realizado após 24 horas apresentou menor grau de infiltração. Quando as margens em esmalte e em dentina foram analisadas individualmente, a interação acabamento imediato/seco mostrou uma tendência em apresentar os maiores índices de infiltração.

A interação acabamento sob refrigeração/após 24 horas deve ser o procedimento preferido.

  B057  

Resina composta posterior. Efeito de material e técnica sobre a fenda cervical em restaurações classe II.

M. S. M. CANDIDO*, A. J. D. MENDES.

Departamento de Odontologia Restauradora. FO Araraquara, UNESP. Tel.: (0**16) 232-1233.

O objetivo deste estudo, foi analisar in vitro através de MEV a amplitude da fenda cervical em restaurações de classe II com resina composta posterior obtidas in vivo. Assim foram realizadas 64 restaurações adesivas conservadoras de classe II (Me ou D) em dentes pré-molares humanos, indicados à exodontia por razões ortodônticas. As cavidades foram res­tauradas com resina composta Z100 ou Heliomolar associadas ao sistema adesivo SBMPP, utilizando-se de 4 diferentes ténicas restauradoras: T1 - matriz de poliéster  +  cunha refetiva; T2 - matriz de poliéster + cunha refletiva + ponta fotocondensadora; T3 - matriz de aço + cunha de madeira e T4 - matriz de aço + cunha de madeira + ponta fotocondensadora. Após 7 dias de obtidas as restaurações os dentes foram extraídos, seccionados e a adaptação cervical analisada em MEV. Após obtenção das fotomicrografias a amplitude da fenda cervical foi mensurada.

Os resultados foram submetidos à analise de variância, onde pode-se concluir que: 1 - Nenhuma das técnicas restauradoras impediu o desenvolvimento de fenda ao longo da parede cervical, sendo que a técnica T4 mostrou-se estatisticamente diferente das demais apresentando menor amplitude cervical média. 2 - Os materiais restauradores apresentaram comportamento semelhante independente da técnica ou região da parede cervical analisadas.

  B058  

Efeito da resina de baixa viscosidade na resistência de união de adesivo sobre dentina.

M. A. J. R. MONTES*, M. F. de GOES, M. R. B. da CUNHA.

Faculdade de Odontologia de Piracicaba – UNICAMP, São Paulo, Brasil.

O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito de resinas de baixa viscosidade, Flow-It (Jeneric/Pentron) e Protect Liner F (Kuraray), na resistência de união de adesivo sobre dentina. Trinta e três dentes incisivos inferiores bovinos foram desgastados na face vestibular para obter uma superfície dentinária plana, sobre a qual foi posicionada uma fita adesiva delimitando uma área de união de 4 mm de diâmetro. Os dentes foram divididos aleatoriamente em três grupos. Em todos os grupos a dentina foi condicionada com ácido fosfórico a 35% por 15 segundos, seguida de aplicação do adesivo Single Bond (3M). No Grupo 1 a resina Z100 (3M) foi aplicada diretamente sobre a superfície de adesivo. No Grupo 2, sobre a superfície de adesivo foi aplicada a resina Flow-It, e no Grupo 3 foi aplicada a resina Protect Liner F. Todos os materiais foram usados de acordo com as recomendações dos fabricantes. Um cilindro de resina composta foi fixado na área de união para a realização do ensaio de tração. Os espécimes foram armazenados em água destilada a 37ºC por 24 horas e submetidos à tração em uma máquina de teste universal Instron a velocidade de 0,5 mm/min. Os resultados foram submetidos à análise de variância e ao teste de Tukey (p < 0,05). Após o teste de tração, os espécimes foram submetidos a MEV para análise do modo de fratura. Os valores da resistência à tração foram: Grupo 1 (7,80 MPa ± 2,38), Grupo 2 (5,94 MPa ± 2,21) e Grupo 3 (5,72 MPa ± 1,69). Não houve diferença estatística significante. A análise do modo de fratura mostrou nos Grupos 1 e 2 uma predominância de fraturas do tipo coesiva no adesivo e na dentina e no Grupo 3, predominância de fraturas coesivas no cimento.

A aplicação de uma resina de baixa viscosidade demonstrou maior capacidade de preservação da interface de união.

  B059  

Avaliação da micromorfologia de Empress II condicionada por diferentes métodos e por diferentes tempos.

M. PIRES*, L. A. G. PIRES.

ULBRA.

O objetivo deste trabalho foi avaliar a alteração da micromorfologia da superfície de porcelana (Em­press II) quando submetida a diferentes métodos de condicionamento da superfície e por diferentes tempos. Para este trabalho foram confeccionados cinco corpos-de-prova idênticos de Empress II com 4 mm2 de diâmetro de 2 mm de espessura. As peças foram divididas aleatoriamente em cinco grupos: Grupo 1 (controle), sem tratamento superficial; Grupo 2, a superfície foi condicionada com ácido fluorídrico a 4,9% por 20 s; Grupo 3, a superfície foi jateada com óxido de alumínio (50 mm); Grupo 4, associação do jateamento com óxido de alumínio e ácido fluorídrico a 4% por 20 s; Grupo 5, foi condicionada com ácido fluorídrico a 4% por 60 s. Após isto, foram metalizadas e observadas num microscópio eletrônico de varredura (Philips XL-20) com 500 X de aumento.

Com isso, os autores concluíram que o método de condicionamento e o tempo o qual é aplicado influenciou significativamente nos resultados. A associação do jateamento com óxido de alumínio e ácido fluorídrico a 4% por 20 segundos aumentou a ação do condicionamento ácido e, portanto, demonstrou um aspecto superficial microscópico mais retentivo (Grupo 4) do que os outros grupos.

  B060  

O efeito da rugosidade em reparos de amálgama utilizando sistemas adesivos.

G. D. S. PEREIRA*, L. A. M. S. PAULILLO, M. GIANINNI, C. T. S. DIAS.

Departamento de Odontologia Restauradora – UNICAMP. Tel.: (0**19) 422-7902.
E-mail: giseledamiana@yahoo.com

O reparo de restaurações deficientes de amálgama tem sido sugerido por ser um procedimento conservador, simples e rápido. O objetivo desse estudo foi avaliar a resistência de união (RU) de amostras de amálgama reparadas utilizando sistemas adesivos, com ou sem tratamento superficial do amálgama antigo e compará-las às amostras de amálgama intacto. Foram utilizados o amálgama de prata com alto conteúdo de cobre (Permite), os sistemas adesivos SBMP-Plus (SB) e All Bond 2 (AB), e dois instrumentos para a confecção das rugosidades: Microetcher (ME) e ponta diamantada 1014 (PD). Sete grupos experimentais foram formados (n = 10), sendo os grupos G2 a G7 reparados: G1 - amálgama intacto; G2 - SB sem rugosidades; G3 - AB sem rugosidades; G4 - SB + ME; G5 - AB + ME; G6 - SB + PD e G7 - AB + PD. As amostras foram armazenadas em 100% de umidade relativa por uma semana e em seguida submetidas ao ensaio de cisalhamento (0,5 mm/min). Os dados foram expressos em MPa, submetidos à ANOVA e ao teste t  de Student (p < 0,05), sendo o grupo G1 (18,82 ± 5,97) retirado da análise realizada entre os grupos reparados.

Tratamento

SBMP-Plus

All Bond 2

Sem rugosidade

 3,35 ± 0,91A

3,15 ± 1,61A

Microetcher

 4,30 ± 2,60B

5,35 ± 1,85B

PD 1014

 5,45 ± 2,30C

5,57 ± 2,16C

Os resultados sugeriram que os grupos submetidos ao reparo apresentaram RU inferiores em relação ao G1. Os sistemas adesivos apresentaram RU similares no mesmo tratamento superficial do amálgama. O emprego de adesivos, em reparos, requer a confecção de rugosidades no amálgama antigo. (Apoio: FAEP – UNICAMP, processo nº 1010/96.)

  B061  

Uma avaliação laboratorial de agentes adesivos para amálgama.

R. S. VIEIRA*, F. V. MELO, M. C. CHAIN.

Departamento de Estomatologia, UFSC. Tel.: (0**48) 33-1992. E-mail: rsvieira@ccs.ufsc.br

O objetivo deste trabalho foi o de avaliar a microinfiltração marginal, a interface dentina/amálgama e o mecanismo de união de três sistemas adesivos à estrutura da dentina e amálgama. Foram realizadas restaurações com o amálgama Dispersalloy (Dentsply) utilizando-se três sistemas adesivos, Scotchbond Multi-Uso Plus – SBMUP (3M), Single Bond – SB (3M) e Optibond Solo – OS (Kerr). Para o teste da infiltração marginal, 2 cavidades classe V foram preparadas em 20 dentes (incisivos, caninos e pré-molares), com margens em esmalte e cemento, divididos em 4 grupos com 5 dentes cada, sendo um grupo controle, sem o adesivo. Após a impermeabilização, os dentes sofreram ciclagem térmica (500 ciclos - 5º/60ºC), numa solução de azul de metileno a 2%. A seguir, as restaurações foram seccionadas e observadas num microscópio estereoscópico, para avaliar a penetração do corante na interface dente/restauração. 40 cavidades de classe II, foram preparadas e restauradas, utilizando-se os mesmos materiais dos grupos acima. Após o término das restaurações, os espécimes foram cortados, no sentido mesiodistal, cobertos com ouro/paládio para análise ao microscópio eletrônico de varredura. Os valores médios de infiltração, em dentina, numa escala de 0 a 4, foram: 2,6 para o SBMUP, 3 para o OS, 1,2 para o SB e 2,6 para o grupo controle, enquanto que no esmalte estes valores foram 0,6 para o SBMUP, 0,9 para o SB, 2,1 para o OS e 2 para o grupo controle.

Os resultados obtidos indicaram um melhor vedamento da interface dente/restauração encontrados naqueles espécimens nos quais foi utilizado o adesivo SBMUP, enquanto que o SB e OS apresentaram várias falhas de adaptação, sem haver um interpenetração entre o adesivo e o amálgama, apesar de não haver diferença estatisticamente significante, entre os graus de infiltração marginal entre os grupos.

  B062  

Avaliação da força adesiva com sistema autocondicionante.

N. B. SOARES*, D. PORTO, M. SANTIAGO, R. MUSSEL.

*Departamento de Dentística – FOUERJ.

Este estudo, in vitro, teve como objetivo a avaliação da força de adesão do sistema autocondicionante Etch & Prime (Degussa/Huls) e do sistema de frasco único Single Bond (3M) quando se utiliza o material restaurador Z100 (3M). Foram utilizados 15 molares humanos recém-extraídos, seccionados longitudinalmente formando um total de 30 amostras, que foram divididas em dois grupos de 15 amostras cada um. As amostras sofreram desgaste até expor dentina. A seguir, todo o esmalte foi recortado, assim como a porção radicular, restando apenas a dentina coronária. As amostras foram incluídas em resina e então lixadas. No Grupo I foi aplicado o sistema adesivo Etch & Prime 3.0 e no Grupo II, após o condicionamento ácido, foi aplicado o sistema adesivo Single Bond. Posteriormente, foi utilizado o material restaurador Z100 em todas as amostras com auxílio de uma fôrma de teflon. Os corpos-de-prova permaneceram em água a 37ºC por 48 horas e então foram submetidos a teste de tração em uma máquina universal de ensaio (MOD EMFC Dh 2000) e levados ao MEV para avaliação da penetração do sistema adesivo em dentina. Os resultados foram submetidos ao teste t de Student, mostrando não haver diferença estatisticamente significativa entre os grupos (p > 0,05).

 

Grupo I

Grupo II

Média

33,32

45,41

Desvio-padrão

±  20,37   

±  21,41  

Os dados obtidos sugerem que o sistema Etch & Prime 3.0 promove adesão à dentina semelhante àquela produzida pelo Single Bond.

  B063  

Estudo da resistência adesiva à dentina contaminada por saliva.

D. PÉREZ*, M. COLOMO, A. B. NASCIMENTO, H. TEIXEIRA, J. CAVALCANTI.

Dentística Restauradora. FOP/UPE. E-mail: alexnasc@elogica.com.br

Alguns estudos tem sugerido resultados conflitantes quando adesivos hidrofílicos dentinários são usados para avaliar a resistência ao cisalhamento da superfície dentinária contaminada. O objetivo deste estudo foi avaliar a resistência ao cisalhamento do sistema adesivo Single Bond (3M) quando a dentina for contaminada por saliva depois do condicionamento com ácido fosfórico a 37% por 15 segundos, lavado por 30 segundos e seco com papel absorvente. Terceiros molares humanos (24) extraídos foram seccionados no sentido mesiodistal utilizando assim, as superfícies vestibular e lingual. As superfícies foram lixadas com lixa d’água de granulação 100, 320 e 600 para obter uma superfície plana e lisa. A área de adesão foi delimitada com fita adesiva com um orifício de 2,5 mm de diâmetro. A resina Z250 (3M) foi aplicada com auxílio de uma matriz de teflon. Grupo 1: controle; Grupo 2: contaminação com 0,2 ml de saliva por 20 segundos e secado por 5 segundos com jato de ar; Grupo 3: contaminação com 0,2 ml de saliva por 20 segundos, lavado por 15 segundos e secado por 5 segundos com jato de ar; Grupo 4: contaminação com 0,2 ml de saliva por 20 segundos, lavado por 15 segundos, secado por 5 segundos com jato de ar e recondicionado por 10 segundos. Os corpos-de-prova foram armazenados em água destilada a 37ºC por 24 h. A resistência ao cisalhamento foi determinada usando máquina MEM 2000 Kratos com uma velocidade de 0,5 mm/min. O resultado em MPa foi (média/DP): Grupo 1: (16,16/3,38); Grupo 2: (8,52/2,34); Grupo 3: (13,54/3,42); Grupo 4: (13,52/3,09). Foram analisados através dos testes F, Kruskal-Wallis e Tukey (p < 0,05). A análise estatística mostrou que os valores do Grupo 2 foram significativamente inferiores aos outros grupos.

Concluiu-se que a a adesão não foi influenciada negativamente quando foi empregado o Single Bond na dentina contaminada por saliva, exceto no Grupo onde a saliva foi somente seca.

  B064  

Infiltração marginal com sistema autocondicionante.

R. MUSSEL*, N. B. SOARES, D. PORTO, G. NEVARES, M. SANTIAGO.

*Departamento de Dentística da FOUERJ.

O objetivo deste trabalho foi avaliar, in vitro, a infiltração marginal em cavidades classe V com parede gengival em cemento, restauradas com Definite (Degussa/Huls), comparando o sistema adesivo autocondicionante Etch & Prime 3.0 (Degussa/Huls) com um sistema de frasco único Single Bond (3M). Foram utilizados 12 molares humanos recém-extraídos, divididos em dois grupos, e preparadas cavidades classe V nas faces vestibular e/ou lingual/palatina, totalizando 24 amostras. Os grupos I e II receberam sistema adesivo Etch & Prime 3.0 e Single Bond respectivamente, e ambos foram restaurados com Definite (Degussa/Huls). Em seguida, os dentes passaram pelo processo de ciclagem térmica (500 ciclos entre 5 e 55ºC), foram impermeabilizados, imersos em solução de nitrato de prata à 50% por 24 horas e incluídos em resina. As amostras foram então seccionadas e avaliadas por 3 profissionais devidamente calibrados, usando a escala quantitativa de 0-3 proposta por RETIEF et al. (J. Prost. Dent, 1982). Foi avaliada a área gengival e aplicados os teste de Mann-Whitney, que mostrou diferença estatisticamente significativa entre os grupos estudados (p < 0,05).

Nenhum dos materiais utilizados foi eficiente para impedir a infiltração marginal na área gengival, porém os resultados sugeriram melhor desempenho do Etch & Prime 3.0, quando utilizado o material res­taurador Definite.

  B065  

Influência do condicionamento ácido na colagem de bráquetes com CIV.

G. ROSENBACH, J. A. MIGUEL*, M. A. O. ALMEIDA, O. CHEVITARESE.

Disciplina de Ortodontia – FO-UERJ; Doutorado, UFRJ. E-mail: j.a.miguel@terra.com.br

O cimento de ionômero de vidro (CIV), que inicialmente foi empregado somente para cimentação de bandas ortodônticas, tem sido utilizado como uma nova opção na colagem de acessórios. No entanto, a literatura ainda não apresenta um consenso do efeito do condicionamento ácido nas forças de adesão de bráquetes. O objetivo deste estudo foi comparar a resistência à tração de bráquetes metálicos colados com um cimento de ionômero de vidro modificado com resina (Fuji Ortho LC) utilizando ou não o condicionamento ácido prévio na superfície do esmalte. Foram realizadas, in vivo, 68 colagens diretas em pré-molares a serem extraídos por razões ortodônticas. Metade da amostra recebeu condicionamento com ácido ortofosfórico 37% (Grupo 1), e o restante colada sem condicionamento (Grupo 2). Estes dentes permaneceram na cavidade oral por um período mínimo de 30 dias quando então foram extraídos. Após as extrações, os dentes foram armazenados até o momento dos ensaios de tração. As amostras preparadas foram fraturadas através da máquina de ensaios universal Instron. As mé­dias das resistências a tração foram: Grupo 1 = 63,90 kgf/cm2 e Grupo 2 = 66,53 kgf/cm2. Utilizando-se o teste U de Mann-Whitney não foi encontrada diferença estatisticamente significativa entre os grupos avaliados (p > 0,05).

Os resultados sugerem que a colagem com Fuji Ortho LC não é influenciada pelo condicionamento da superfície do esmalte e possui resistência compatível para o uso clínico em colagem de bráquetes ortodônticos.

  B066  

Microinfiltração de resinas compostas condensáveis sobre diferentes bases cavitárias.

R. BRAZ*, A. A. BRITO, D. DANTAS, E. FERREIRA.

Departamento de Odontologia Restauradora FOP/UPE. E-mail: raibrito@elogica.com.br

O objetivo deste estudo foi de avaliar in vitro a infiltração marginal em restaurações classe II com terminação cervical em esmalte e em dentina, empregando resinas compostas condensáveis sobre diferentes mate­riais de base cavitárias. Foram utilizados 50 pré-molares humanos extraídos, divididos em 5 grupos: G1 - Flow-It (resina de alta fluidez) + Alert (resina composta condensável); G2 - Dyract (compômero) + Alert; G3 - Flow-It Self Cure (resina de alta fluidez autopolimerizável) + Alert; G4 - Alert (grupo controle) e G5 - Vitremer (ionômero híbrido) + Alert. Após a confecção das restaurações, foi realizada termociclagem, com temperatura variando entre 5ºC e 55ºC, com tempo de 20 segundos em cada banho, perfazendo um total de 500 ciclos. Para evidenciar a infiltração foi empregado o corante fucsina básica a 0,5% por 24 horas. Os resultados evidenciaram que o Grupo 2 mostrou melhores resultados quando a terminação cervical se localizava a nível de esmalte , enquanto que o grupo 5 obteve o melhor selamento em dentina. Os grupos 3 e 4 apresentaram os maiores graus de infiltração marginal, independente da localização marginal.

Podemos concluir que o emprego de bases cavitárias estendidas nas margens cervicais de restaurações classe II, minimiza a infiltração marginal cervical, sendo os ionômeros resinosos os materiais mais indicados com essa finalidade.

  B067  

Análise da infiltração marginal na interface compômero/resina composta.

D. DANTAS*, A. A. BRITO*, R. BRAZ, M. N. CORREIA, E. FERREIRA.

Departamento de Odontologia Restauradora da FOP/UPE. E-mail: raibrito@elogica.com.br

O uso de compômeros associados às resinas compostas pode ser uma boa opção para amenizar a infiltração na região cervical de cavidades proxi­mais. O propósito do presente trabalho foi de avaliar a presença ou não da infiltração marginal na interface compômero-resina composta, uma vez que as forças de adesão dentinária dos adesivos de última geração se dizem bastante fortes e poderiam exercer alguma influência na adesão entre esses dois materiais restauradores. Foram confeccionadas 60 restaurações classe II, com término cervical em dentina, em 30 pré-molares humanos hígidos. A caixa proximal foi restaurada até o nível do ângulo áxio-pulpar com Dyract (Dentsply), e a caixa oclusal com resina composta TPH Spectrum (Dentsply), sem a realização de condicionamento ácido entre os materiais. Após restaurados, os dentes foram armazenados em estufa biológica com 100% de umidade à 37ºC por 24 horas, e depois termociclados, à temperatura variando entre 5ºC (+ 2) e 55ºC (+ 2), perfazendo um total de 500 ciclos. Após isso foram corados em solução de fucsina básica a 0,5% por 24 horas e analisados utilizando uma lupa estereoscópica de 20 X de aumento por três examinadores previamente calibrados, onde o critério utilizado foi a presença ou ausência de infiltração marginal entre os dois materiais.

Os resultados indicaram 93,3% de ausência de infiltração marginal entre os materiais. Apenas a resposta prevalente foi considerada.

  B068  

Efeito do tempo de aplicação do adesivo na resistência de união à dentina sem colágeno.

V. P. A. SABOIA*1, B. CARLINI JR2, L. A. F. PIMENTA3.

1FO Universidade Federal do Ceará; 2FO Universidade Passo Fundo; 3FOP/UNICAMP.

A solução de NaOCl a 10% tem sido usada para remover a camada de colágeno da dentina na tentativa de aumentar a adesão resina/dentina. Este estudo avaliou o efeito do tempo de aplicação de um adesivo de frasco único a base de acetona (Prime & Bond 2.1 - PB) na adesão à dentina sem colágeno. Oito terceiros molares humanos tiveram o terço oclusal da coroa removido por meio de corte horizontal obtendo-se assim uma superfície planificada de dentina. Estes remanescentes foram aleatoriamente separados em 4 grupos e receberam os seguintes tratamentos: G1 (controle) - condicionamento com H3PO4 a 37% por 15 s, lavagem e aplicação de PB na dentina úmida com intervalo de 30 s entre as aplicações, seguindo-se as instruções do fabricante (PB); G2 - após o condicionamento ácido, a superfície de dentina foi tratada com EDTA-C a 10% por 60 s, lavada e o adesivo aplicado na dentina úmida com um intervalo de tempo de 5 s (PBH/5); G3 - igual ao G2 com intervalo de tempo de 30 s (PBH/30); G4 - igual ao G2 com intervalo de tempo de 60 s. Resina composta Z100 foi aplicada em camadas de 2 mm até formar um platô de 6 mm sobre a superfície dentinária. Os espécimes foram fatiados em espessuras de 1 mm nos sentidos MD e VL, obtendo-se espécimes em forma de palitos. Oito espécimes de cada grupo foram afixados individualmente em um dispositivo para microtração e o teste realizado a uma velocidade de 0,5 mm/min. ANOVA e o teste de Duncan mostraram os seguintes resultados (p £ 0,05): PBH/60 = 73,10 (a); PBH/30 = 69,67 (a); PBH/5 = 67,27 (a); PB = 33,43 (b).

A remoção do colágeno aumentou a resistência adesiva enquanto que a variação no tempo de aplicação do adesivo PB não influenciou a força de adesão à dentina sem colágeno.

  B069  

Influência do tempo de fotopolimerização na infiltração marginal de restaurações de resina composta.

A. A. BRITO*, J. MONDELLI, R. BRAZ, R. SANTOS, D. DANTAS, E. FERREIRA.

Departamento de Odontologia Restauradora FOP/UPE. E-mail: raibrito@elogica.com.br

O presente trabalho objetivou determinar, através de um estudo in vitro, a influência do tempo de polimerização no grau de infiltração marginal de restaurações de resina composta. Foram utilizados 50 dentes humanos, nos quais se prepararam cavidades classe V na sua superfície vestibular, com 2 mm de profundidade e terminação em esmalte. A restauração dos dentes foi feita com resina composta Z100, através de incremento único (2 mm). A amostra foi dividida em 5 grupos de 10 dentes, que sofreram diferentes tempos de fotopolimerização: Grupo 1 - fotopolimerizado por 5 segundos; Grupo 2 - por 10 segundos; Grupo 3 - por 20 segundos; Grupo 4 - 40 segundos e Grupo 5 - 60 segundos de fotopolimerização, sendo a intensidade da luz a mesma para todos os grupos (450 mW), e a distância entre a ponta do fotopolimerizador e a superfície da restauração foi igual a zero (D = 0). Em seguida os corpos-de-prova foram imersos em fucsina básica 0,5% por 24 horas, seccionados no sentido vestibulolingual e a presença ou não da infiltração foi avaliada. Foram atribuídos escores de 0 a 3 para avaliar o grau de penetração do corante na interface dente/restauração, conforme os critérios preconizados por KOENNIESBERG, FUNKS e JOWER (1989).

Os resultados demonstraram que o tempo de fotopolimerização teve influência na infiltração marginal,e que a mais longa exposição à luz mostrou os maiores níveis de infiltração.

  B070  

Comportamento clínico de selantes com adesivos dentinários. Avaliação após um ano.

F. G. V. GAMA*, A. C. B. BEZERRA.

Departamento de Odontologia da Universidade de Brasília. Tel./Fax: (0**61) 328-6264.

A função preventiva dos selantes é obtida através da adesão do material à superfície do esmalte condicionado, ocluindo mecanicamente as fóssulas e fissuras. A técnica preconizada envolve isolamento do campo operatório, limpeza, condicionamento ácido, lavagem, secagem e aplicação do material. A contaminação por saliva antes da aplicação diminui a força de adesão à superfície de esmalte condicionada, pois a saliva oclui os microporos criados pelo condicionamento ácido. O uso de adesivo dentinário sob os selantes de fóssulas e fissuras diminui a sensibilidade de contaminação por saliva. O objetivo do presente estudo é o seguimento e avaliação do desempenho clínico, após 12 meses, de selantes aplicados em pacientes, utilizando-se a técnica de associação com adesivo. Os dentes foram avaliados quanto à integridade e descoloração marginais, e forma anatômica, de acordo com critérios preestabelecidos. Foram examinados 28 pacientes, somando 98 dentes divididos em superfície oclusal e superfície lingual e/ou vestibular. Das superfícies oclusais examinadas, 44,18% apresentaram o selante adjacente ao dente não detectável pelo explorador; 97,70% não apresentaram alteração de cor na interface dente/selante, e 65,1% mostraram harmonia e continuidade com a forma e a estrutura oclusais. Os selantes das superfícies linguais e/ou vestibulares apresentam-se em 100% sem alteração de cor na interface dente/selante.

Com base nos resultados pode-se concluir que os selantes de fóssulas e fissuras associados aos adesivos dentinários hidrofílicos mostraram excelente desempenho clínico após doze meses.

 

  B071  

Sistemas bioadesivos intrabucais poliméricos: o papel da mucina no processo bioadesivo.

V. PEDRAZZI*1, H. PANZERI1, J. O. DEL CIAMPO2, E. H. G. LARA2.

1FORP – Departamento de Materiais Dentários e Prótese, 2FCFRP – Departamento de Ciências Farmacêuticas, USP. Tel.: (0**11) 635-0225. E-mail: pedrazzi@forp.usp.br

O emprego de sistemas bioadesivos poliméricos intrabucais que podem permanecer aderidos a tecidos moles para a liberação programada de fármacos, com finalidade preventiva e/ou terapêutica, descortina um universo de aplicações clínicas. Foi desenvolvido um sistema bioadesivo polimérico intrabucal composto por HPMC/Cp/StMg (hidroxipropil metilcelulose/Carbopol 934®/estearato de magnésio), tendo o fluoreto de sódio como princípio ativo. Este sistema foi avaliado quanto à sua resistência à remoção por meio de teste físico de tração, em um equipamento semelhante ao recomendado pelo Boletim ISO/TR 11405 : 1994 (E), Dental materials : 1994, com célula de carga 50 kgf e à velocidade de t = 50 ± 2 N/min. Mucosa jugal suína excisionada logo após o sacrifício dos animais e conservada à uma temperatura de –70ºC em biofreezer, foi utilizada como substrato para a obtenção de 16 corpos-de-prova. Saliva artificial com ou sem mucina foi utilizada como meio de adesão dos conjuntos substratos/sistemas bioadesivos bucais durante os ensaios. A viscosidade das salivas artificiais foi determinada em viscosímetro Brookfield. Com a associação S1V10 de "spindles", a viscosidade da saliva com mucina foi 10,0 cP e a da sem mucina foi 7,5 cP. Os resultados dos testes de tração mostram as seguintes médias: para o grupo saliva artificial com mucina – média de 12,89 Pa, e para o grupo saliva artificial sem mucina – média de 12,35 Pa.

À análise estatística, mesmo sendo a viscosidade da saliva artificial com mucina maior que daquela sem mucina, o teste estatístico t de Student nos mostra que a variável mucina não interferiu na bioadesão dos dispositivos poliméricos.

  B072  

Avaliação da adesão de sistemas adesivos à dentina decídua e permanente.

P. B. L. NASCIMENTO*, V. A. MENEZES, A. B. NASCIMENTO, H. TEIXEIRA.

Faculdade de Odontologia de Caruaru; Faculdade de Odontologia de Pernambuco.
E-mail: patnasci@yahoo.com

A proposta deste estudo foi comparar a força da resistência de união ao cisalhamento de 3 adesivos hidrofílicos monocomponentes à dentina decídua e permanente (Single Bond - SB/3M, Prime & Bond 2.1 - P&B 2.1/­Caulk/ Dentsply and Bond 1 - BD1/Jeneric/Petron). Trinta molares humanos hígidos e trinta molares decíduos, na época de esfoliação, foram divididos em seis grupos (n = 10): G1 - molares permanentes/SB; G2 - molares decíduos/SB; G3 - molares permanentes/P&B 2.1; G4 - molares decíduos/P&B 2.1; G5 - molares permanentes/BD1; e G6 - molares decíduos/BD1. Os dentes tiveram a face vestibular desgastada utilizando lixas de granulação 150, 320 e 600, para obter superfícies dentinárias polidas. Uma fita adesiva tendo no centro um orifício foi colocada na superfície dentinária delimitando a área de adesão. Através de um disco de teflon bipartido contendo uma perfuração central (3 mm de altura e 4,29 mm2) a resina Z100 (3M) foi aplicada sobre a dentina. Os materiais foram manipulados de acordo com a recomendação dos fabricantes. Os espécimes foram armazenados por uma semana em água destilada a 37ºC para posterior realização do teste de cisalhamento em uma máquina de ensaio MEM 2000 a uma velocidade de 0,5 mm/min. A média da resistência de união ao cisalhamento em MPa foi (média/DP): G1 - (17,18/2,26); G2 - (14,57/5,48); G3 - (14,41/3,04); G4 - (13,38/4,05); G5 - (12,94/3,34) e; G6 - (11,91/3,34). Os dados foram analisados por meio dos teste F, teste de Tukey e Kruskal–Wallis (p < 0,05). Não houve diferença estatisticamente significante na força de resistência de união ao cisalhamento entre dentina decídua e permanente para cada sistema adesivo testado.

O tipo de substrato dentinário não influenciou na resistência adesiva dos sistemas estudados. (Este estudo teve apoio da CAPES.)

  B073  

Aspectos morfológicos e resistência ao cisalhamento em função dos condicionantes de esmalte e dentina.

M. B. LOPES*, M. A. C. SINHORETI, L. CORRER SOBRINHO, S. CONSANI, A. N. K. KONNO.

Faculdade de Odontologia de Piracicaba – UNICAMP.

O propósito deste estudo foi avaliar o aspecto morfológico da superfície do esmalte e dentina após vários tratamentos superficiais e também a influência do condicionamento ácido nos valores de resistência ao cisalhamento do “primer” condicionante Etch & Prime 3.0. Inicialmente, desgastaram-se 50 dentes, sendo 25 em esmalte e 25 em dentina. Cada grupo foi dividido em 5 subgrupos de acordo com o tratamento: 1) condicionamento com ácido fosfórico a 35% por 15 s; 2) condicionamento com ácido maléico a 10% por 15 s; 3) aplicação do “primer” condicionante Etch & Prime 3.0; 4) aplicação do “primer” condicionante Solist; e, 5) o esmalte e dentina foram mantidos hígidos (controle). Após, as superfícies foram metalizadas e observadas em MEV. Para o teste de cisalhamento, 40 molares humanos tiveram as faces vestibulares desgastadas até se obter superfície plana de 5 mm, sendo 20 em esmalte e 20 em dentina. Dividiram-se as amostras em 4 grupos, de acordo com o tratamento superficial: 1) o “primer” condicionante Etch & Prime 3.0 foi aplicado em esmalte seguindo as instruções do fabricante; 2) o “primer” condicionante Etch & Prime 3.0 foi aplicado no esmalte previamente condicionado com ácido fosfórico; (3) o “primer” condicionante Etch & Prime 3.0 foi aplicado em dentina seguindo as instruções do fabricante; e, 4) o “primer” condicionante Etch & Prime 3.0 foi aplicado na dentina condicionada com ácido fosfórico a 35%. Após, confeccionou-se um cilindro do compósito Z100 na área tratada para submeter os corpos-de-prova ao ensaio de cisalhamento.

Verificou-se que o Etch & Prime 3.0 apresentou em esmalte 4,43 MPa e em dentina 2,62 MPa, valores inferiores estatisticamente (p < 0,05) quando comparado ao condicionamento ácido prévio do esmalte (7,21 MPa) e dentina (4,43 MPa). A observação em MEV mostrou que o ácido fosfórico apresentou maior dissolução em esmalte e remoção da “smear layer” em dentina, seguido pelo maléico e pelos sistemas condicionantes Solist e Etch & Prime 3.0.

  B074  

Análise dos aparelhos fotopolimerizadores da FOSJC – UNESP.

R. N. TANGO*, E. T. KIMPARA, C. G. ZANET, M. A. IMAI.

Departamento de Materiais Odontológicos e Prótese da Faculdade de Odontologia de São José dos Campos - UNESP.

O desenvolvimento de novos materiais odontológicos, para melhorar as propriedades físicas e que apresentem estética adequada, tem feito com que seu uso aumente nas clínicas em geral. Esses materiais, geralmente as resinas compostas, têm sido as preferidas pelo fato de poderem ser indicados como materiais restauradores diretos. A proposta do presente estudo é a de avaliar os aparelhos fotopolimerizadores das clínicas da FO da UNESP – Campus de São José dos Campos quanto a intensidade da fonte luminosa relacionando-a com o tempo e freqüência de uso, e as suas condições de conservação atuais. Para o presente estudo fez-se o uso do radiômetro portátil da Efos a fim de que pudéssemos medir a intensidade de luz emitida pelos aparelhos fotopolimerizadores analisados. Foram colocados em teste um número de 30 aparelhos considerados novos (2 anos de uso) de 3 marcas comerciais (Gnatus-Optilight 600, 3M Ortholux XT, Dabi Atlante Ultralux).

Nessa pesquisa obtivemos os seguintes resultados: 63% dos aparelhos avaliados emitiram mais de 300 mW/cm2, a intensidade mínima encontrada foi de 126 mW/cm2 e a máxima de 584 mW/cm2. Dos 27 aparelhos da marca comercial (Gnatus-Optilight 600), 81,5% apresentaram intensidade superior a 300 mW/cm2, o que não nos permitiu correlacionar o tempo de uso bem como sua freqüência à intensidade de luz emitida. Notamos como relevante o modo como os aparelhos são utilizados, pois fotopolimerizadores colocados em uso numa mesma época mostraram intensidades de luz consideravelmente diferentes. Isto porque os aparelhos utilizados na Clínica Infantil emitiram menores valores quando comparados aos da Clínica de Odontologia Restauradora, nos fazendo acreditar que durante o tratamento de crianças exige-se uma maior atenção no manuseio dos aparelhos.

  B075  

Efeito dos métodos de fotopolimerização sobre a dureza Knoop de compósitos odontológicos.

L. G. CUNHA*, M. A. C. SINHORETI, S. CONSANI, L. CORRER SOBRINHO, M. F. GOES.

Faculdade de Odontologia de Piracicaba, UNICAMP, Brasil.

O propósito deste estudo foi estudar a influência de três métodos de fotopolimerização na dureza Knoop da superfície de três compósitos odontológicos: Z100 (3M), Alert (Jeneric/Pentron) e Revolution (Kerr). Corpos-de-prova cilíndricos com 3 mm de diâmetro por 5 mm de altura foram preparados num molde de latão e polimerizados de três maneiras diferentes: por luz contínua (520 mW/cm2 por 40 s); por dupla intensidade de luz (150 mW/cm2 por 10 s seguido por 520 mW/cm2 por 30 s); e, através de luz pulsátil (520 mW/cm2 por 60 s). Após foram armazenados por 24 horas a 37ºC. As medidas de microdureza Knoop foram obtidas com o aparelho Microhardness Tester FM, usando carga de 50 gramas e 30 segundos de penetração. Cinco penetrações foram efetuadas em cada corpo-de-prova, sendo que um total de 5 corpos-de-prova foram confeccionados para cada método de polimerização e compósito. Os resultados foram submetidos à análise de variância e ao teste de Tukey ao nível de 5% de probabilidade.

Os resultados indicaram que (1) - para o compósito Z100, o método de polimerização por luz pulsátil mostrou menores valores de dureza (61,4 KHN) do que os métodos por luz contínua (74,6 KHN) e por dupla intensidade de luz (72,1 KHN); (2) - para o Alert, o método de polimerização por luz pulsátil também mostrou menores valores de dureza (60,8 KHN) do que os métodos por luz contínua (69,7 KHN) e por dupla intensidade de luz (71,8 KHN); (3) - para o Revolution não houve diferença estatística entre os três métodos (pulsátil: 41,4 KHN; luz contínua: 48,1 KHN; e dupla intensidade de luz: 47,3 KHN). (FAPESP – processo 99/02123-3.)

  B076  

Efeito do método de polimerização sobre a resistência ao cisalhamento de compósitos odontológicos.

F. G. D. PATRÃO*, S. CONSANI, M. A. C. SINHORETI, L. CORRER SOBRINHO, R. L. X. CONSANI.

Faculdade de Odontologia de Piracicaba – UNICAMP.

O propósito deste estudo foi verificar a influência dos métodos de polimerização por luz contínua (LC), dupla intensidade de luz (DIL) e luz pulsátil (LP) sobre os valores de resistência da união ao cisalhamento da interface dentina-compósito restaurador. Os compósitos usados em combinação com sistema adesivo Scotchbond Multi-Uso (3M) foram: Z100 (3M), Solitaire (Kulzer) e Revolution (Kerr). Foram utilizados 90 dentes humanos, os quais foram divididos em três grupos de 30 amostras cada, de acordo com o compósito restaurador utilizado e subdivididas em três subgrupos, de acordo com o método de polimerização utilizado. Os corpos-de-prova foram armazenados a 37ºC e 100% de U.R. por 24 horas e em seguida ensaiados numa máquina universal (Instron) para o teste de resistência ao cisalhamento, com velocidade de 0,5 mm/min. Os resultados foram analisados estatisticamente através do teste de Tukey ao nível de 5%.

Concluiu-se que quando comparados os métodos de polimerização, não houve diferença estatística dentro do grupo dos compósitos Revolution (LC = 7,25 MPa, DIL = 7,62 MPa e LP = 7,99 MPa) e Solitaire (LC = 6,30 MPa, DIL = 6,76 MPa e LP = 8,05 MPa). Já para o compósito Z100, o método de polimerização por dupla intensidade de luz obteve a mais alta média (9,37 MPa) e diferiu estatisticamente do método por luz contínua (6,59 MPa). O método por luz pulsátil (8,19 MPa) não diferiu dos demais métodos. (FAPESP – processo 98/14949-0.)

  B077  

Avaliação da resistência ao cisalhamento de bráquetes de aço inoxidável à cerâmica.

G. A. BORGES*, L. CORRER SOBRINHO, S. CONSANI, M. A. C. SINHORETI. P. H. SANTOS.

Faculdade de Odontologia de Piracicaba – UNICAMP, São Paulo, Brasil.

O objetivo deste estudo foi avaliar a resistência da união de bráquetes de aço inoxidável à cerâmica Duceram com dois diferentes tipos de agentes de cimentação, com ou sem aplicação de silano. Foram confeccionados 32 discos de cerâmica Duceram de 5 mm de diâmetro por 2 mm de espessura, os quais foram incluídos em resina acrílica autopolimerizável e posteriormente limpos com pasta de pedra-pomes e água. O Grupo I (16 amostras) recebeu tratamento com silano e o grupo II (16 amostras) não foi silanizado. Dentro desses grupos, metade dos bráquetes foi cimentado com cimento de ionômero de vidro (Fuji Ortho LC) e o restante com cimento resinoso (Concise Ortodôntico). Todas as amostras foram armazenadas em água destilada a 37ºC por 24 horas, submetidas ao teste de cisalhamento em uma máquina de teste universal Instron a velocidade de 1 mm/min. Os resultados foram submetidos à análise de variância e ao teste de Tukey (p < 0,05). Quando silanizados, os valores obtidos pelo Concise Ortodôntico (7,3 MPa) e o Fuji Ortho LC (6,5 MPa) não mostraram diferença estatisticamente significante, embora ambos fossem estatisticamente superio­res ao Concise sem aplicação de silano (2,1 MPa). O grupo do Fuji Ortho LC sem aplicação de silano não pode ser avaliado, pois os bráquetes se soltaram antes da realização do teste.

Em conclusão, a aplicação de silano à superfície da cerâmica aumentou a resistência de união dos bráquetes para os dois cimentos.

  B078  

Avaliação clínica de restaurações ultraconservadoras.

K. C. K. YUI*, R. M. ARAÚJO, M. A. M. ARAÚJO.

Departamento de Odontologia Restauradora, Faculdade de Odontologia da UNESP, São José dos Campos, SP. Tel.: (0**12) 321-6188, ramal 1303.

A finalidade desta pesquisa foi avaliar restaurações ultraconservadoras realizadas em molares e pré-molares in vivo, por um período de 18 meses. Foram utilizados os materiais: Aeliteflo (Bisco), Aelitefil (Bisco) e F2000 (3M), com os seus respectivos sistemas adesivos, avaliados quanto à cor, integridade e descoloração da margem, reincidência de cárie e desgaste por inspeção clínica direta. Os dentes selecionados foram radiografados pela técnica interproximal e após a checagem da oclusão do paciente, os dentes foram preparados com brocas diamantadas do kit técnica invasiva e kit ultraconservador (KG Sorensen) e com brocas esféricas de tamanho compatível com a cavidade patológica. O acabamento foi realizado com brocas 12 lâminas e o polimento foi realizado com brocas do sistema Enhance (Dentsply). Foram realizadas 14 restaurações de cada material. A avaliação das restaurações foi realizada aos 3, 6, 9 e 18 meses, seguindo o critério RYGE (USPHS). Os resultados da avaliação aos 18 meses encontram-se na tabela ao lado. Os resultados foram submetidos à análise estatística de exato de Fisher e teste de McNemar sugerindo que: 1) não houve diferença estatisticamente significante entre os 3 materiais quanto à descoloração da margem, desgaste por inspeção visual e reincidência de cárie; 2) quanto à integridade marginal e reprodução da cor o Aelitefil foi estatisticamente significante (p < 0,05).

Característica

Escores

Aeli­teflo

Aeli- tefil

F2000

Cor

a

10

5

13

 

b

4

9

1

 

C

Descoloração da margem

a

13

10

13

 

b

1

4

1

 

C

Integridade marginal

a

13

8

14

 

b

1

6

 

C

Desgaste
por inspeção
visual

a

14

14

14

 

b

 

C

Reincidência de cárie

a

14

14

14

 

b

 

C

Conclusão: aos 18 meses de avaliação clínica, o Aeliteflo e o F2000 comportaram-se melhor que o Aelitefil quanto à cor e integridade marginal.

  B079  

Influência do tipo de análise em estudos de microinfiltração.

C. M. C. TAPETY*, M. H. SILVA e SOUZA JÚNIOR.

Departamento de Dentística. FOB/USP. Tel.: (0**14) 227-7974. E-mail: celianet@yahoo.com

O presente trabalho tem o objetivo de determinar qual método de medição de infiltração, objetivo (área ou extensão) ou subjetivo (escore), é o mais adequado para cálculo da infiltração em restaurações de classe II. Para este trabalho foram utilizados 27 pré-molares humanos, recentemente extraídos, hígidos e livre de trincas. Preparos MOD foram realizados em todos os dentes com término mesial em dentina e distal em esmalte, variando os materiais restauradores como, as bases (ausência de base, Flow-It – Jeneric/Pentron ou Vitremer – 3M) e as resinas compostas (P60 – 3M, Solitaire – Kulzer ou Surefil – Dentsply). Assim, foram confeccionados 9 (nove) grupos de 3 (três) dentes cada, os quais foram submetidos aos passos necessários para o teste de infiltração marginal, incluindo a aplicação de estresse oclusal. Os cortes (0,8 mm de espessura) com maior infiltração foram escolhidos e analisados de forma objetiva e subjetiva. Para análise paramétrica, as imagens foram capturadas e a infiltração determinada numericamente por área e extensão linear de infiltração, através do programa Image Tool. Para a análise não-paramétrica os cortes foram fotografados e projetados para determinação de escores (0, 1, 2 e 3) por dois examinadores previamente calibrados.

Após aplicação dos testes de Tukey e Kruskal-Wallis para os grupos estudados e cálculos, baseados em ZAR (1996), para determinação do número de espécimes necessários para o teste experimental, os resultados foram semelhantes e os três métodos de medição de infiltração apresentaram correlação estatisticamente significante (p < 0,001). Considerando 0,2 mm de extensão e 0,3 mm2 de área como de relevância clínica a análise determinou N = 10. (Trabalho suportado pela FAPESP, processo # 98/13724-5.)

  B080  

Efeito do abrasionamento a ar e condicionamento ácido sobre dentes decíduos.

A. C. C. ZUANON*, L. A. M. SANTOS-PINTO, M. CILENSE.

Departamento de Clínica Infantil, Faculdade de Odontologia de Araraquara – UNESP.
Tel.: (0**16) 232-1233, ramal 110. E-mail: infantil@foar.unesp.br

A técnica de microabrasão a ar, é indicada para realizar preparos cavitários e remover resíduos orgânicos de fossas e fissuras para auxiliar no diagnóstico de cárie. As alterações superficiais produzidas por esta tecnologia sobre a superficial dental, possibilita a adesão de materiais resinosos. A proposta deste trabalho foi comparar através de microscopia eletrônica de varredura, a superfície de esmalte de 25 incisivos supe­riores decíduos hígidos submetidos a abrasão a ar e ao condicionamento ácido. Os dentes foram fixados em bases apropriadas, e após profilaxia com pedra-pomes e água, lavagem abundante e secagem, foram divididos nos seguintes grupos experimentais: GI- controle (sem tratamento superficial – 5 dentes), GII- aplicação do sistema de abrasionamento a ar utilizando 80 psi, a 5 mm da superfície dental, durante 70 segundos (10 dentes) e GIII- condicionamento do esmalte com ácido fosfórico à 37% durante 30 segundos (10 dentes). Os autores observaram em GII aumento na rugosidade superficial, enquanto o GIII, apresentou condicionamento dos centros dos prismas em algumas áreas dos dentes e aumento significante nas alterações superficiais sem padrão prismático definido.

Os autores concluíram que, de acordo com as características morfológicas superficiais, apenas a utilização do abrasionamento a ar promove pobres alterações na superfície dental.

  B081  

Microinfiltração em cavidades com Er:YAG e óxido de alumínio.

S. A. M. CORONA*, M. C. BORSATTO, R. G. PALMA DIBB, J. D. PÉCORA.

Departamento de Odontologia Restauradora. FORP-USP.
E-mail: nelsoncorona@linkway.com.br

Propôs-se avaliar in vitro a microinfiltração marginal em cavidades de classe V, preparadas com turbina de alta rotação, laser de Er:YAG e jato de óxido de alumíno. Foram utilizados 15 terceiros molares, divididos em três grupos. Os preparos cavitários foram realizados: com turbina de alta rotação (grupo I), aplicação do jato de óxido de alumínio – Kreativ Mach 4.1 (grupo II), e com laser de Er:YAG (grupo III), modo "short pulse", 500 mJ e 15 Hz. Após o preparo cavitário os grupos I e II receberam condicionamento com ácido fosfórico a 37%, durante 15 segundos, lavagem e remoção dos excessos de água, aplicou-se em seguida o sistema adesivo Single Bond e a resina composta Z100. Após as restaurações os dentes foram armazenados durante 24 horas e realizado o polimento foram submetidos a termociclagem por 500 ciclos e então imersos em Rodamina B a 0,2% por 24 horas. Os dentes foram lavados, seccionados e analisados em um microscópio óptico acoplado a câmera e computador. Os resultados foram analisados pela análise de variância e teste de Tukey e observou-se diferença estatisticamente significante (p < 0,05) na parede oclusal, entre os grupos I e II, turbina 0 (± 0) e jato de óxido de alumínio 3,4% (± 10,7%) e o grupo III, laser 26% (± 32,1%) no qual observou-se que os dentes preparados e condicionados apenas com laser de Er:YAG, apresentaram selamento marginal inferior. Na parede cervical houve similaridade estatística entre os três grupos: I, 13,7% (± 29,1%), II, 25,9% (± 38,4%) e III, 37,2% (± 31,4%).

Conclui-se que houve melhor selamento marginal nos grupos preparados com turbina e jato de óxido de alumínio.

  B082  

Microinfiltração de selante utilizando-se Er:YAG e óxido de alumínio.

M. C. BORSATTO*, S. A. M. CORONA, R. G. PALMA DIBB, J. D. PÉCORA.

Departamento de Clínica Infantil. FORP-USP. E-mail: borsatto@forp.usp.br

Propôs-se avaliar in vitro a microinfiltração marginal do selante FluroShield utilizando-se três técnicas de tratamento da superfície de esmalte. Foram utilizados 30 terceiros molares hígidos, divididos aleatoriamente em três grupos: grupo I, condicionamento ácido da superfície oclusal com ácido fosfórico a 37%, durante 30 segundos, grupo II, aplicação do laser Er:YAG (modo "short pulse", 120 mJ e 4 Hz de freqüência) e grupo III, aplicação do jato de óxido de alumínio (Kreativ Mach 4.1 – New Image), com partículas de 27,5 mm, associado ao condicionamento ácido. Os selantes foram aplicados, e os dentes mantidos, em água destilada a 37º, em estufa, durante 7 dias, e então, foram termociclados por 500 ciclos, isolados e imersos em Rodamina B a 0,2%, durante 24 horas. A infiltração marginal foi analisada por meio de um microscópio ótico acoplado a uma câmera e um computador, a fim de se obter uma imagem digitalizada, na qual mediu-se a penetração do corante. Os dados foram submetidos ao teste estatístico de Kruskal-Wallis, que evidenciou não haver diferença estatística significante entre os grupos tratados com ácido 0 (± 0) e com o jato de óxido de alumínio associado ao condicionamento ácido, 0 (± 0) porém, foram estatisticamente diferentes do grupo tratado com laser Er:YAG, 8,6% (± 8,2%) grupo este que indicou um resultado inferior.

Concluiu-se que o uso do laser Er:YAG no esmalte em substituição ao condicionamento ácido não proporcionou uma superfície adequada ao vedamento da interface esmalte/selante, com os parâmetros utilizados.

  B083  

Dureza da dentina após remoção de cárie por diferentes métodos.

D. KORYTNICKI*, A. REIS, A. D. LOGUERCIO, R. Y. BALLESTER, P. C. CARDOSO.

Departamento de Materiais Dentários – FOUSP. E-mail: reis@fo.usp.br

O critério para remoção de cárie é um assunto bastante controverso na literatura. O propósito do estudo foi avaliar a dureza Knoop (KNH) da dentina remanescente, após diferentes métodos de remoção de cárie, como indicativo da eficiência dos métodos. Quinze molares decíduos com cárie proximal (mesial ou distal) foram cortados no sentido M-D deixando metade da cárie em cada hemidente. Os fragmentos foram aleatoriamente destinados para um dos seguintes métodos de remoção de cárie: 1 - remoção em baixa rotação guiada pela dureza à sondagem com sonda exploradora; 2 - igual ao grupo 1, guiado pelo uso do Caries Detectorä; 3 - remoção químico-mecânica de cárie com Carisolvä. Após a restauração das cavidades com resina composta os dentes foram embutidos e a parede exposta do hemidente foi lixada e polida para medida de dureza da dentina. Foram realizadas 5 penetrações em cada uma das 5 distâncias padronizadas (100, 200, 300, 400 e 500 mm) ao longo da parede axial da restauração afastando-se no sentido mesiodistal, totalizando 25 penetrações. A análise de variância revelou diferenças significantes entre os métodos e as distâncias. A interação entre distanciamento da interface e método de remoção de cárie não foi significante. A comparação de médias pelo teste de Tukey (p < 0,05) permitiu ordenar os métodos da seguinte forma: Grupo 1 (70,5 ± 23,9) = Grupo 2 (70,1 ± 17,2) > Grupo 3 (74,0 ± 17,5). Em todos os métodos a dureza nas distâncias de 300 a 500 mm (70,8 ± 19,5) foi significantemente maior que a mensurada a 100 mm (62,2 ± 20,2).

É lícito concluir que: 1) a dureza média da dentina foi inferior apenas na distância de 100 mm. 2) a dureza da dentina remanescente foi menor quando se utilizou o Carisolv. (Apoio FAPESP e CNPq.)

  B084  

Permeabilidade da dentina com "smear layer", após o uso do TiF4.

M. E. O. SANTOS, G. O. SANTOS, O. CHEVITARESE, P. B. BECHARA.

Disciplinas de Odontopediatria/Química – UFF/USP/UFRJ – Brasil.

O TiF4 (tetrafluoreto de titânio) sobre a dentina com "smear layer" fixa essa camada tornando-a resistente à ação do H3PO4 (SANTOS et al., 1999). O propósito deste trabalho foi observar a permeabilidade da dentina com "smear layer" após a aplicação do TiF4. Um total de 10 dentes molares decíduos foram utilizados. As coroas foram seccionadas abaixo da junção amelodentinária, transversalmente ao longo eixo da raiz, desprezando-se a parte superior (superfície oclusal). As amostras com as superfícies de dentina expostas foram lixadas e polidas com lixas d’água # 600, lavadas e secadas por igual tempo de 30 s e aplicado o TiF4 a 1% por 60 s e lavadas e secadas por 30 s. A solução de NO3Ag foi aplicada em todas as superfícies­ por 2 h e em seguida o revelador Kodak foi aplicado por 10 s e foram lavadas e secadas por 30 s. Todas as amostras foram incluídas em resina epoxídica e após 24 h foram seccionadas no sentido M/D ao longo eixo da raiz e observadas em microscópio estereoscópico 15 X, verificando se houve ou não infiltração pela NO3Ag. Resultados: todas as amostras apresentaram infiltração.

Conclusão: os resultados indicam que a aplicação do TiF4 não impermeabiliza a dentina com "smear layer" quando tratada pelo NO3Ag.

  B085  

A influência do término oclusal na microinfiltração em restaurações “inlays” de resina indireta.

R. T. R. C. PEIXOTO*, L. T. A. POLETTO.

Departamento de Odontologia Restauradora da FOUFMG. Tel.: (0**31) 287-7973.
E-mail: mpeixoto@gold.com.br

O objetivo deste estudo foi avaliar in vitro a influência do término oclusal do preparo cavitário em bisel, chanfrado e linha zero na infiltração marginal em restaurações "inlays" de resina indireta. Foram utilizados 45 pré-molares recém-extraídos divididos aleatoriamente em 3 grupos. Os dentes receberam um preparo cavitário classe I, realizando-se em cada grupo um tipo diferente de término oclusal. As restaurações foram confeccionadas em Artglass®, segundo as recomendações do fabricante. Após a cimentação das "inlays", procedeu-se à impermeabilização das amostras, que foram submetidas à termociclagem (500 ciclos) em água entre 5º e 55ºC e imersas em azul de metileno a 2% por 24 horas. Depois de embutidas em uma resina de poliéster, foram bisseccionadas no sentido vestibulolingual e observadas através de uma lupa estereoscópica para a avaliação da infiltração marginal. Os dados foram analisados através dos testes Qui-quadrado e exato de Fisher. Verificou-se que na margem vestibular dos dentes superiores não foram constatadas diferenças significativas entre o término em bisel e linha zero, tendo o chanfrado o pior desempenho. Já na margem vestibular dos pré-molares inferiores, o pior desempenho ficou com o término em linha zero, não tendo sido verificadas diferenças significativas entre o bisel e o chanfrado. Não foram observadas diferenças significativas entre os 3 tipos de término oclusal na margem lingual tanto dos dentes superiores quanto inferiores.

Assim, o término oclusal, a posição do dente no arco e a margem (vestibular ou lingual) influenciaram na ocorrência de infiltração marginal. A avaliação das amostras permitiu ainda constatar que a infiltração marginal ocorreu sempre na interface dente/cimento.

 

 

Grupo B3.................................................................................................. B-086 à B-127

 

 

  B086

 

Análise comparativa da retenção de pinos intra-radiculares pré-fabricados e fixos com diferentes agentes de cimentação.

C. S. GUIMARÃES.

Departamento de Prótese – FOUSP.

Este estudo in vitro comparou a resistência à remoção por tração de pinos pré-fabricados cimentados com três agentes cimentantes diferentes. Foram utilizados 120 dentes – 60 incisivos centrais superiores e 60 caninos inferiores – divididos em seis grupos de vinte. A parte coronária dos dentes foi cortada, e suas raízes, então com 16,0 mm de comprimento, tiveram seus canais tratados e aliviados a fim de permitir um espaço de 10,0 mm para a cimentação dos pinos. Pinos Maillefer de titânio, configuração cônica serrilhada modelo Unimetric 215 TR nº 310 L, foram cimentados a cada um dos grupos de incisivos e caninos. Grupos 1 e 2 receberam cimento de fosfato de zinco, grupos 3 e 4 cimento ionômero de vidro e grupos 5 e 6 receberam cimento resinoso. Os corpos-de-prova foram submetidos à carga de tensão em uma máquina de ensaio universal EMIC a uma velocidade de 1 mm/min. Os resultados obtidos foram analisados pelo teste estatístico de U de Mann-Whitney que permitiu concluir que os pinos pré-fabricados cimentados com cimento de ionômero de vidro foram os mais resistentes à remoção por tração, seguidos dos cimentados com o cimento de fosfato de zinco e com o resinoso.

Observou-se diferenças significativas na resistência à remoção de pinos cimentados com cimento de ionômero de vidro em incisivos em relação aos caninos, sendo que as forças aplicadas para a remoção dos pinos dos caninos foram maiores do que as que removeram os pinos dos incisivos.

  B087  

Microdureza e profundidade de cura de resinas compostas compactáveis.

F. V. HERRUSO*, M. N. YOUSSEF, C. ANAUATE NETTO, A. R. P. CARMO, H. R. LEWGOY.

Departamento de Dentística, Faculdade de Odontologia da UMC – SP.

O objetivo deste estudo foi avaliar o grau de polimerização de 3 resinas compactáveis através de testes de microdureza Vickers. As resinas compostas utilizadas foram: Filtek P60 (3M); Alert (Jeneric/Pentron); Surefil (Dentsply). Os corpos-de-prova foram obtidos através de uma matriz metálica, na qual foi inserida a resina e fotopolimerizada por 40 segundos sob intensidade luminosa de 600 mW/cm2 (técnica de incremento único). Não houve procedimentos de acabamento e polimento. Os testes de microdureza (microdurômetro Shimadzu Seisakusho Ltda.) foram realizados na superfície e assoalho dos corpos-de-prova (profundidade 5 mm). Nos noventa resultados obtidos foi feita análise de variância ANOVA (p  <  0,05) e teste de Tukey a 5%.

Os resultados indicaram diferenças estatisticamente significantes entre a condição de superfície e assoalho das três resinas avaliadas, que não polimerizaram completamente na profundidade de 5 mm; existiram diferenças estatisticamente significantes entre Alert (Jeneric Pentron) e P60 (3M) na condição de superfície; a resina Alert (Jeneric/Pentron) foi a que demonstrou maiores valores de microdureza na condição de assoalho.

  B088  

Avaliação da lisura superficial de compômeros com diferentes métodos de polimento.

L. L. BONATO*, R. G. ANTONIAZZI, L. C. VILLELA.

Departamento de Dentística – FO Taubaté. Tel.: (0**12) 233-2366. E-mail: rgantoniazzi@uol.com.br

Esta pesquisa teve como objetivo verificar a lisura superficial de três compômeros, usando diferentes métodos de polimento. Foram feitos 90 corpos-de-prova (cp), divididos em 3 grupos com 30 cp para cada material e estes divididos em três subgrupos para três tipos de tratamentos das superfícies. Os compômeros utilizados foram: Dyract (Dentsply), F2000 (3M) e Compoglass (Vivadent). Os métodos de polimentos foram: Enhance (Den­t­sply), discos Sof-Lex (3M) e tira matriz de poliéster (grupo controle). Após os polimentos, as superfícies dos cp foram levadas ao teste a rugosimetria superficial, no aparelho Hommel e as médias aferidas em Ra. Os dados foram submetidos ao teste estatístico de Kruskal-Wallis no nível de significância de 5%. Os resultados mostraram que fixando-se o material, F2000 e Compoglass obtiveram as superfícies mais lisas com a tira matriz (Ra = 0,20 e Ra = 0,28) seguidos pelos discos Sof-Lex (Ra = 0,33 e Ra = 0,22), sem diferenças estatísticas entre eles, e a superfície menos lisa foi aquela produzida pelo Enhance, com diferenças estatisticamente significante em relação aos discos Sof-Lex e tira matriz. O Dyract, também obteve a superfície mais lisa com a tira matriz (Ra = 0,24) seguida dos discos Sof-Lex (Ra = 0,33) e Enhance (Ra = 0,47), com diferenças estatisticamente significantes somente da tira matriz para as pontas Enhance. Os resultados mostraram ainda que fixando-se o tratamento, não houve diferenças estatisticamente significantes entre os três materiais utilizados.

Concluiu-se que, quanto a lisura superficial dos materiais analisados, a tira matriz produziu a melhor lisura, seguida dos discos Sof-Lex e pontas Enhance.

  B089  

Análise da cor de resinas compostas: efeito do tratamento térmico.

S. KENSHIMA*, M. SCHROEDER, A. D. LOGUERCIO, P. E. C. CARDOSO.

Departamento de Materiais Dentários – FOUSP. E-mail: sil.k@sti.com.br

Tem sido demonstrado que o tratamento térmico em autoclave possibilita uma melhoria das propriedades mecânicas de resinas compostas, contudo pouco se tem estudado sobre a influência desse tipo de tratamento na alteração de cor desses materiais. Foram confeccionados 3 corpos-de-prova (cp) de 5 x 8 x 2,5 mm (formato ovalado) das resinas compostas Z250 (1) e P60 (2) na cor A3 em 4 condições experimentais (imediatamente após polimerização [P], 24 h de estocagem em água destilada a 37ºC [A] e tratamento térmico pós-polimerização [PP]. A autoclave utilizada foi KaVoclave (16 min. a 121ºC e 20 psi). Cada cp foi fotoativado por 40 s com intensidade de 550 mW/cm2. A cor foi avaliada no sistema de coordenadas CIELa*b* com espectrofotômetro (GBC Cintra) utilizando-se observador 100, iluminante D65-Daylight, sendo o intervalo de varredura de 380-780 nm. Os resultados foram submetidos a análise de variância (p < 0,01) sendo resumidos na tabela.

Materiais

DE (La*b*) visualmente perceptível – padrão

1 P-A

2 P-A

1 P-PP

2 P-PP

DE (La*b*)

3,3 A

0,18 B

1,24 B

0,42 B

0,48 B

Os resultados permitiram concluir que: 1- o tratamento térmico em autoclave não influenciou significantemente a coloração dos materiais testados, pois as alterações encontradas não são visualmente perceptíveis. (Apoio FAPESP.)

  B090  

O uso de LEDs na polimerização da resina composta dental. Proposta e avaliação da eficiência de um dispositivo elaborado.

C. KURACHI*, A. M. TUBOY, D. V. MAGALHÃES, V. S. BAGNATO.

Instituto de Física de São Carlos – USP. Tel.: (0**16) 271-2012. E-mail: cristina@if.sc.usp.br

A polimerização da resina composta inicia-se através de um processo de fotoativação. O iniciador mais comumente encontrado é a canforoquinona, que é ativada entre 450 e 500 nm. As propriedades finais do material curado estão diretamente relacionadas com a eficiência da fonte de luz utilizada para desencadear a polimerização. Os dispositivos à base de LEDs foram elaborados com arranjos de 2, 3, 4, 5, e 6 unidades. Os dispositivos montados foram utilizados com 5 tempos de exposição e comparados com um aparelho convencional aplicado durante 40 s. A microdureza Vickers, das amostras com espessuras de 350, 1.250 e 1.800 mm, foi avaliada na superfície oposta à iluminação. O tempo de exposição necessário para a cura da resina composta com os arranjos de LEDs foi sempre superior, quando comparado com a lâmpada convencional. Apesar da luz emitida pelo LED azul ser extremamente eficiente para a excitação da canforoquinona, a potência obtida nos dispositivos à base de LEDs não foi suficiente para realizar o processo de cura no mesmo período de tempo que o da lâmpada convencional.

O dispositivo L6 apresentou o melhor resultado e, para a obtenção de valores aceitáveis de dureza utilizando o mesmo tempo que o aparelho convencional, a espessura do material não pode ultrapassar 0,7 mm. (Suporte financeiro: FAPESP, PADCT e PRONEX.)

  B091  

Módulo flexural de resinas acrílicas polimerizadas em presença de eugenol.

M. LÁZARO FILHO*, R. Y. BALLESTER.

Departamentos de Materiais Dentários – FOUSP. E-mail: ryballes@fo.usp.br

Procurou-se um tratamento para superfícies contaminadas com eugenol que diminua o seu efeito inibidor sobre a polimerização. Foram confeccionados 100 espécimes [cp] prensados (sobre papel especial) em resina acrílica ativada quimicamente, marca Jet-Clássico, baseados na especificação nº 12 da ADA para módulo flexural [MF]. Os cp (ensaiados aos 30 minutos) foram divididos em 20 grupos (n = 5) formados segundo as seguintes fontes de variação: contaminação [C] do papel com eugenol, presente (20 mg) ou ausente; agente de ligação cruzada [L], etilenoglicol dimetacrilato [EGDMA], presente no monômero (15%) ou ausente; cinco tratamentos superficiais [T] dos cp: [1] sem tratamento; [2] passando vaselina; [3] pomada de PanOxyl com 10% de peróxido de benzoíla [PB]; [4] igual a 3, mas usando 10% de N,N Dimetil p-Toluidina [DMT] no monômero; [5] igual a 4, aumentando para 20% o conteúdo de PB. Os resultados foram submetidos à análise de variância (p < 0,001). As médias da interação C versus T são apresentadas na tabela. Os valores (em MPa) acompanhados de letras iguais não diferem significativamente entre si (Tukey - p < 0,05).

O eugenol provocou diminuição do módulo flexural. O EGDMA não influiu nos resultados. Os tratamentos 4 e 5 foram eficazes para impedir a ação inibitória do eugenol.

Tratamento

1

2

3

4

5

Sem eugenol

2.210 a

1.807 bc

2.314 a

2.202 a 

2.318 a 

Com eugenol

1.532 c

1.585 bc

1.845 b

1.985 ab

2.024 ab

  B092  

Microinfiltração marginal em restaurações de amálgama e resina composta condensável com e sem selante de superfície.

S. LEMOS*, M. A. J. ARAÚJO, I. BALDUCCI.

Departamento de Dentística – FO-UNITAU e FO-UNESP São José dos Campos.
Tel.: (0**12) 321-8166.

O objetivo deste estudo in vitro foi avaliar a microinfiltração marginal em restaurações classe V de dois diferentes materiais restauradores, com e sem selante de superfície. Em vinte molares humanos extraídos foram preparadas duas cavidades classe V em cada dente: uma na face V e outra na face L ou P, com margens em esmalte e cemento. As amostras foram divididas aleatoriamente em quatro grupos: GA - sistema adesivo Prime & Bond NTTM (Dentsply) + resina composta SurefilTM (Dentsply); GB - igual ao grupo A + recondicionamento ácido + selante de superfície Protect-It!® (Jeneric®/Pentron®); GC - sistema adesivo Prime & Bond 2.1 (Dentsply) + amálgama Dispersalloy (Dentsply); GD - igual ao grupo C + recondi­cionamento ácido + selante de superfície Protect-It!®. Após 24 horas foi realizado o polimento e os espécimes foram armazenados por 7 dias em água destilada. Foram então termociclados, impermeabilizados e imersos em solução de fucsina básica a 2% por 24 horas. Em seguida, os dentes foram seccionados longitudinalmente e avaliados quanto ao grau de microinfiltração. Nas margens de cemento, o teste de Kruskal-Wallis revelou significância entre os grupos estudados (p = 0,007); entretanto o mesmo não ocorreu nas margens de esmalte (p = 0,493).

Pôde-se concluir que o selante de superfície reduziu significantivamente a microinfiltração nas margens de esmalte das restaurações de amálgama, porém não houve redução nas margens de cemento. Nas restaurações de resina composta, a aplicação do selante de superfície não influenciou na microinfiltração marginal.

  B093  

Efeito dos agentes clareadores caseiros na dureza do esmalte.

G. C. LOPES, L. BONISSONI*, L. N. BARATIERI, L. C. VIEIRA, S. T. FREITAS.

Dentística Restauradora – UFSC. Tel.: (0**48) 224-6990, fax: (0**48) 234-1788.
E-mail: guilherme_lopes@usa.net

Este estudo laboratorial teve como objetivo analisar o efeito de dois agentes clareadores caseiros (Opalescence 10%, Ultradent and Hi-Lite II, Shofu) e de duas soluções separadas dos componentes do peróxido de carbamida 10% (peróxido de hidrogênio 3% e uréia 7%) na microdureza do esmalte. Quinze molares humanos conservados em água por no máximo 3 meses foram seccionados. As superfícies vestibular e lingual foram incluídas em resina acrílica, e os espécimes polidos até lixa de granulação 600. Previamente ao tratamento, 6 identações (Vickers) foram feitas em cada uma das 6 superfícies de cada grupo com carga de 100 g por 30 s. O procedimento clareador foi realizado durante 3 horas por dia por 2 semanas, com exceção do grupo controle. Depois de cada secção de clareamento, os espécimes eram lavados e mantidos em saliva artificial a 37ºC, trocada todos os dias. Os valores médios de dureza antes e após o tratamento foram:

Agente clareador

 Microdureza (início)

 Microdureza (depois do tratamento)

Peróxido de carbamida 10%(Opalescence)

 323,33 A

 350,22 A

Hidroxilite (Hi-Lite II)

 336,29 A

 376,84 A

3% Peróxido de hidrogênio

 346,28 A

 104,50 B

7% Uréia

 314,20 A

 334,63 A

Saliva artificial (controle)

 348,94 A

 361,66 A

Os dados dos prévios e após o tratamento foram analisados por ANOVA. Os dados sugerem que o clareamento realizado com peróxido de hidrogênio 3% tem um efeito negativo na dureza do esmalte.

  B094  

Avaliação clínica de materiais híbridos utilizados como selantes.

L. R. LUCA-FRAGA*, L. A. F. PIMENTA, R. C. FRAGA.

Departamento de Clínica Odontológica – FONF, Departamento de Odontologia – UNICAMP. Tel./Fax: (0**21) 622-0721. E-mail: luciola@nitnet.com.br

Este trabalho avaliou clinicamente, por um período de 33 meses, dois materiais híbridos de ionômero de vidro/resina composta, quando utilizados como selantes de fóssulas e fissuras. Os materiais foram aplicados em primeiros molares inferiores de cem crianças da rede pública de ensino da cidade de Piracicaba. Um cimento ionomérico modificado por resina (Vitremer – 3M) foi aplicado em um dos elementos, enquanto uma resina composta modificada por poliácidos (Dyract – Dentsply) foi aplicada no dente homólogo. Foi efetuada a análise comparativa dos materiais por meio da avaliação direta de retenção e da capacidade de prevenção de cárie em relação a um grupo controle não selado. Também foram efetuadas avaliações por meio de réplicas em resina epóxica, para a análise do desgaste superficial sofrido por esses materiais no período de tempo em que permaneceram em função na cavidade bucal.

Os índices de retenção total foram de 65,9% para o Vitremer e 88,2% para o Dyract, os dados obtidos resultaram em diferença estatística (X2 = 14,58; p < 0,01). Ambos foram capazes de controlar a cárie oclusal quando comparados com o grupo controle (Vitremer X2 = 9,27; p < 0,01 – Dyract X2 = 14,57; p < 0,01). O Vitremer e o Dyract não demonstraram diferença estatística entre si (X2 = 1,06; p > 0,05). Quanto ao desgaste superficial, o Dyract demonstrou ser mais resistente em relação ao Vitremer (p < 0,01). Ambos os materiais podem ser indicados como selantes de fóssulas e fissuras. (Apoio financeiro: FAPESP.)

  B095  

Estudo in situ da rugosidade superficial de híbridos de ionômero de vidro e resina composta.

C. S. MAGALHÃES*, C. P. TURSSI, A. L. RODRIGUES JR., M. C. SERRA.

FO/UFMG. Tel.: (0**31) 291-1199, fax: (0**31) 292-7282. E-mail: silamics@yahoo.com

O objetivo deste estudo in situ foi avaliar a rugosidade superficial de três materiais híbridos de ionômero de vidro e resina composta, submetidos a dois tratamentos superficiais de acabamento e polimento. Corpos-de-prova (n = 20) foram confeccionados com Fuji II LC Improved (GC), Compoglass F (Vivadent) e Dyract AP (Dentsply). Em seguida, as superfícies foram tratadas com discos Sof-Lex (3M) ou com pontas Enhance (Dentsply). O grupo controle não recebeu acabamento e polimento. Vinte voluntários utilizaram, durante 28 dias consecutivos, dispositivos acrílicos intrabucais, contendo espécimens representativos de cada combinação material/acabamento. A cada voluntário foram fornecidas instruções específicas sobre a utilização e higienização do dispositivo intrabucal. Nove leituras de rugosidade superficial (Ra) foram realizadas em cada espécimen, imediatamente após os procedimentos de acabamento e polimento e após 1, 2, 3, 7, 14, 21 e 28 dias de permanência no meio bucal. Os dados foram submetidos à análise de covariância, seguida da decomposição de soma de quadrados e do teste de Tukey (a = 5%). O efeito da interação material/tratamento foi significativo, exceto no 28º dia. Inicialmente, Sof-Lex promoveu maior lisura superficial que Enhance, para os materiais Compoglass F e Dyract AP. Sof-Lex e Enhance não diferiram entre si e aumentaram a rugosidade superficial de Fuji II LC Improved em relação ao controle.

Ao término do período de observação, os materiais híbridos de ionômero de vidro e resina composta submetidos ao acabamento e polimento apresentaram rugosidade superficial semelhante ao controle, a despeito da técnica utilizada. (Apoio: FAPESP – nº 98/02762-3 e CNPq.)

  B096  

Resistência à fratura de raízes debilitadas reconstruídas com materiais adesivos.

G. M. MARCHI*, L. A. M. S. PAULILLO, L. A. F. PIMENTA.

Departamento de Odontologia Restauradora – FOP-UNICAMP. Tel.: (0**19) 430-5340,
fax: (0**19) 430-5218.

O objetivo deste trabalho foi avaliar a resistência à fratura de raízes hígidas e debilitadas reconstruídas internamente com diferentes materiais de preenchimento atuando como “dentina artificial” associados a pino intra-radicular. Foram selecionadas 75 raízes de incisivos inferiores bovinos com volumes semelhantes. Dessas, 60 foram desgastadas internamente até apresentarem dimensões padronizadas, simulando enfraquecimento. As raízes debilitadas foram restauradas, sendo que em 30 delas os pinos pré-fabricados eram posicionados junto com o material de preenchimento. As demais raízes debilitadas reconstruídas e as hígidas foram preparadas para receber os pinos intra-radiculares, posteriormente cimentados. Obteve-se 5 grupos experimentais: G1 (controle) – raiz hígida com pino pré-fabricado fixado com agente cimentante resinoso; G2 – raiz debilitada preenchida com cimento de ionômero de vidro modificado por resina associado ao pino pré-fabricado; G3 – raiz debilitada preenchida com resina composta modificada por poliácido e com posterior fixação do pino pré-fabricado com agente cimentante resinoso; G4 – raiz debilitada preenchida com resina composta e com posterior fixação do pino pré-fabricado com agente cimentante resinoso; G5 – raiz debilitada preenchida com agente cimentante resinoso associado ao pino pré-fabricado. Os corpos-de-prova foram submetidos ao teste de resistência à fratura com aplicação de carregamento tangencial de compressão em um ângulo de 135º em relação ao longo eixo da raiz, a uma velocidade de 0,5 mm/min. Foram obtidos os seguintes resultados de cada grupo: G1 – 52,38 kgf (a); G2 – 42,68 kgf (b); G3 – 39,33 kgf (bc); G4 – 39,29 kgf (bc); G5 – 31,75 kgf (c).

Nenhum dos materiais avaliados foi capaz de recuperar a resistência à fratura de um dente íntegro. (Apoio finan­ceiro - FAEP - Processo 614/98.)

  B097  

Qual a profundidade ideal de polimerização das resinas condensáveis?

L. A. MARCHIONI*, C. B. ELY, C. F. R. MACHADO, F. PASETTO.

*Universidade Luterana do Brasil – Departamento de Dentística Restauradora – RS/Brasil. E-mail: paulista@cpovo.net

As resinas condensáveis surgiram no mercado odontológico com a promessa de substituir integralmente as restaurações de amálgama de prata. Desde o surgimento da resina Alert® (Jeneric/Pentron), o grande apelo comercial das resinas condensáveis, era o fato de que a técnica restauradora é muito semelhante a do amálgama de prata, com o uso de matrizes de metal, porta-resina, condensadores e, principalmente, a inserção do material em incremento único na cavidade com objetivo de ganhar tempo no procedimento restaurador. Como até o surgimento das resinas condensáveis, o conhecimento corrente era o preconizado por LUTZ (técnica incremental), que tem o objetivo de controlar a contração de polimerização e ter certeza de que a resina inserida não estaria completamente polimerizada, para o meio científico foi uma verdadeira “ducha gelada”. O presente trabalho avaliou, através do teste de dureza superficial, espécimes de resina composta condensável, Alert® (Jeneric/Pentron), Solitaire® (Heraeus Kulzer) e Prodigy® condensável (Kerr), em diversas espessuras que variaram de 2 até 6 mm com o objetivo de avaliar a eficácia da polimerização destes materiais em grandes profundidades. Os resultados mostraram diferenças significativas da capacidade de polimerização das resinas condensáveis, em espessuras maiores de 4 mm, quando comparadas com a resina micro-híbrida Z100® (3M Dental Products).

O trabalho concluiu que em espessuras superiores a 4 mm, com tempo de exposição de 40 segundos e intensidade de luz de 500 mW/cm2, as resinas condensáveis não tem o desempenho garantido pelo fabricante, quando avaliadas pelo teste de dureza superficial. Os resultados foram avaliados pelo teste de ANOVA (Tukey) com índice de significância de 0,05%.

  B098  

Avaliação sobre o conhecimento da emissão de luz em mW/cm2 dos fotopolimerizadores.

M. R. MATSON*, H. R. LEWGOY, A. P. CHAGAS, C. ANAUATE NETTO, M. N. YOUSSEF.

Departamento de Dentística, Faculdade de Odontologia da UMC, UnG e USP – SP.

Neste trabalho avaliou-se com o auxílio de um questionário, informações sobre os aparelhos fotopolimerizadores de 80 profissionais, com perguntas sobre: manutenção; troca de lâmpada; limpeza/desinfecção; e conhecimento por parte do profissional, quanto a intensidade de emissão de luz ideal para a polimerização das resinas compostas. Os grupos avaliados foram divididos da seguinte forma: o grupo 1, foi composto por profissionais com até no máximo 1 ano de formados; o grupo 2, por profissionais com mais de 1 ano e até 5 anos de formados; o grupo 3, por profissionais com mais de 5 anos e até 9 anos de formados; e o grupo 4, por profissionais com mais de 9 anos de formados. Sobre o conhecimento por parte dos profissionais, quanto a intensidade de emissão de luz ideal para a polimerização das resinas compostas, 77,5% responderam erradamente sobre a potência ou comprimento de onda ideal de um fotopolimerizador, demonstrando que há uma falta de conhecimento por parte dos mesmos.

Com os resultados obtidos nesta pesquisa realizou-se a análise estatística pelo teste de Kruskal-Wallis a 5%, onde constatou-se não existirem diferenças estatisticamente significantes entre os grupos avaliados em relação às médias dos postos em conjunto. Em relação as médias individualmente, pode-se observar que o grupo 1, obteve resultados superiores e estatisticamente significantes a 5%, em relação aos demais grupos avaliados. Os grupos 2, 3 e 4, não apresentaram diferenças estatisticamente significantes entre si.

  B099  

Ajuste cervical de casquetes de titânio em função de revestimentos e técnicas.

M. A. MELONCINI*, A. MUENCH, R. Y. BALLESTER.

Departamento de Materiais Dentários – FOUSP. Tel.: (0**11) 3091-7840.
E-mail: ryballes@fo.usp.br

Avaliou-se o ajuste cervical de 96 casquetes fundidos de titânio (12 grupos, n = 8) em função dos fatores: 3 revestimentos (Rematitan Plus e Ultra e Ticoat Manfredi); 2 preenchimentos do anel de fundição, com um só revestimento ou confeccionando uma “boneca” com um dos 3 e preenchendo o anel com um fosfatado, para diminuir custos; 2 alívios no troquel, feito ou não; 3 tratamentos seqüenciais da superfície interna dos casquetes, de vidro (50 µm) para limpeza, de Al2O3 (30 s) e desgaste com broca. Foi usado o equipamento F.lli Manfredi, que funde por indução e injeta por centrifugação. Após cada tratamento era determinado o desajuste cervical, considerados como aceitáveis os menores de 100 µm. O teste de Kruskal-Wallis mostrou o aumento progressivo de ajustes aceitáveis pelos tratamentos. As freqüências estão na tabela.

Conclusões: a limpeza com vidro levou a poucos casos aceitáveis; o jateamento com Al2O3 melhorou um pouco; o desgaste com brocas permitiu alcançar ajustes aceitáveis em quase todos os casos.

“Boneca”

Alívio

Rematitan Plus

Rematitan Ultra

Ticoat Manfredi

 

 

Vidro

Al2O3

Broca

Vidro

Al2O3

Broca

Vidro

Al2O3

Broca

Com

Com

0

4

8

1

1

6

0

4

8

 

Sem

0

0

2

0

1

2

0

2

8

Sem

Com

4

7

8

5

6

8

0

4

8

 

Sem

1

8

8

2

7

8

1

5

8

  B100  

Resistência flexural de resinas compostas em função do tratamento térmico pós-polimerização.

W. G. MIRANDA JR.*, P. E. C. CARDOSO, A. MALLMANN, L. T. POSKUS, L. F. C. LIMA.

Departamento de Materiais Dentários – FOUSP. Tel.: (0**11) 3091-7840.
E-mail: wgmjunio@fo.usp.br

Um substancial aumento nas propriedades mecânicas das resinas compostas tem sido alcançado com o tratamen- to térmico (TT) pós-polimerização. O propósito desse estudo foi avaliar a resistência flexural de três resinas ­compostas: Z100 (3M), Z250 (3M) e P60 (3M), com dois diferentes TT: autoclave (TTA) e “calor seco” (TTS). Para a confecção dos corpos-de-prova (cp), 10 para cada condição experimental, utilizou-se uma matriz com 2 mm x 1 mm x 10 mm. Os cp foram fotoativados (500 mW/cm2) por 40 s nos dois lados da amostra. Imediatamente após a confecção dos cp, os mesmos foram levados à uma autoclave (16 min. a 132ºC, com uma pressão de 2,3 kgf) para o TTA ou para a Dynamic Mechanical Thermal Analyser (de 25ºC a 130ºC, numa progressão de 2ºC/min.) para o TTS. O estudo teve como grupos controles as mesmas resinas sem nenhum TT (NTT). Previamente aos ensaios, os cp ficaram armazenados em água destilada por 24 h a 37ºC. Os testes de flexão em três pontos foram realizados na máquina de ensaio universal Kratos numa velocidade de 0,5 mm/min. Os resultados (tabela) foram submetidos à análise de variância e Tukey.

Valores médios e desvio-padrão (DP) da resistência
flexural (MPa) de resinas compostas.

Resina ­versus TT

NTT

TTA

TTS

P60

120,85 ± 12,51

145,92 ± 19,03

184,45 ± 13,46

Z100

100,22 ± 19,86

 159,49 ± 19,25

177,24 ± 32,5 

Z250

150,65 ± 15,52

157,68 ± 33,19

195,23 ± 22,71

O TTS levou a maiores valores de resistência flexural (p < 0,001), enquanto o NTT obteve os menores resultados. A Z250 foi a única resina composta que não apresentou diferença significante entre o NTT e o TTA. (Apoio: FAPESP.)

  B101  

Resistência flexural de dois materiais para prótese parcial fixa cerâmica.

E. MIYASHITA, M. K. ITINOCHE, E. T. KIMPARA, R. S. NISHIOKA, C. A. PAVANELLI,
M. A. J. ARAUJO.

DMOP – FOSJC – UNESP. Tel.: (0**12) 321-8166.

O objetivo deste trabalho foi comparar a resistência flexural de dois sistemas de materiais cerâmicos para prótese parcial fixa: o In-Ceram Alumina (Vita) e o IPS Empress 2 (Ivoclar). Foram confeccionados 10 corpos-de-prova de cada material com medidas de 3 x 4 x 15 mm a partir da reprodução de 10 estruturas metálicas torneadas, duplicadas através de siliconas. Para o grupo do In-Ceram Alumina a massa cerâmica foi incorporada diretamente no molde de silicona, sinterizada e infiltrada por vidro fundido, seguindo as recomendações do fabricante. No grupo do IPS Empress 2, os corpos-de-prova foram confeccionados, em resina acrílica (Duralay) utilizando o molde de silicone. Em seguida incluídos em revestimento próprio para a fundição e injeção do material sob pressão. Os corpos-de-prova foram armazenados em água destilada por 24 horas à 37ºC e submetidos ao ensaio mecânico na máquina Instron com velocidade de 5 mm/min. O teste de flexão foi realizado em 3 pontos, com distância entre as bases de 10 mm até a ruptura total. Os dados foram submetidos à análise estatística pelo teste t de Student (a = 5%).

O In-Ceram (409,47 MPa) apresentou média superior estatisticamente significante em relação ao IPS Empress 2 (308,62 MPa) (t = 3,48; Gl = 18; p = 0,002).

  B102  

Avaliação da microinfiltração em "inlays" cerâmicas cimentadas com diferentes materiais.

C. S. MOTA*, F. F. DEMARCO, G. B. CAMACHO.

Mestrado em Endodontia e Dentística – Faculdade de Odontologia de Pelotas – RS.
Tel.: (0**53) 222-6690. E-mail: crism23@terra.com.br

O objetivo deste trabalho foi avaliar a infiltração marginal em restaurações "inlays" cerâmicas cimentadas com diferentes cimentos resinosos. Para isso foram utilizados 32 pré-molares humanos, onde foram confeccionados preparos padronizados de classe II MOD e os dentes divididos aleatoriamente em 4 grupos, restaurados como segue: Grupo 1 (grupo controle) - as cavidades foram restauradas diretamente com resina composta (Single Bond/P60 – 3M); Grupo 2 - as "inlays" de porcelana foram cimentadas com o cimento resinoso Prime Bond 2.1/Enforce - Dentsply; Grupo 3 - as "inlays" foram cimentadas com Single Bond/RelyX ARC - 3M; Grupo 4 - foram cimentadas com Single Bond/Resin Cement - 3M. O tratamento da porcelana foi realizado com o ataque com ácido fluorídrico a 10% por 2 minutos e aplicação do silano. Após a termociclagem os dentes foram imersos em azul de metileno a 2% por 8 horas e seccionados para avaliação da microinfiltração, a qual foi quantificada através da contagem de pontos em reproduções fotográficas. Os dados foram submetidos a análise estatística através dos testes ANOVA e de Tukey (5%). O cimento RelyX ARC apresentou graus de infiltração estatisticamente menores que o grupo controle e o Resin Cement. O cimento Enforce apresentou um comportamento intermediário entre o RelyX, o Resin Cement, e o controle. Foi detectada uma infiltração estatisticamente maior nas margens em cemento, quando comparadas aquelas terminadas em esmalte.

Com base na metodologia empregada, foi possível verificar que os cimentos testados apresentaram diferentes performances e a infiltração marginal em cemento foi maior que aquela encontrada em esmalte.

  B103  

Influência do selante de superfície nas restaurações de compósitos em dentes decíduos.

S. LEMOS, S. I. MYAKI, M. FAVA*, I. WATANABE.

Disciplina de Odontopediatria – Faculdade de Odontologia de São José dos Campos – UNESP e ICB-USP – São Paulo. Tel.: (0**12) 321-8166.

O objetivo deste estudo in vitro foi de avaliar a influência de um selante de superfície sobre resina composta em restaurações classe V de dentes decíduos, através de microscopia eletrônica de varredura. Foram utilizados 10 dentes decíduos anteriores superiores, clinicamente hígidos e esfoliados naturalmente. Após limpeza coronária com pasta de pedra-pomes e água, foram realizados preparos cavitários de classe V, no terço cervical com margens em esmalte. Os dentes foram divididos aleatoriamente em dois grupos: G1 (n = 5): realizou-se o condicionamento ácido total, com ácido fosfórico a 35%, aplicação do adesivo Single Bond (3M), e da resina composta Z100 (3M) seguindo-se as recomendações do fabricante. Polimento das restaurações com discos Sof-Lex (3M), montados em baixa velocidade. G2 (n = 5): as amostras receberam os mesmos procedimentos descritos para o G1, porém, após o polimento foi executado o recondicionamento ácido do esmalte e da restauração durante 20 segundos para aplicação do selante de superfície Protect-It! (Jeneric/Pentron), fotopolimerizado por 20 segundos. Todas as amostras foram desidratadas em série crescente de álcoois e montadas em bases metálicas para receber cobertura de ouro. Em seguida foram observadas e fotografadas em MEV. A análise das fotomicrografias demonstrou que a superfície das amostras do G1 apresentou a formação de microfraturas e as amostras do G2 apresentaram-se mais lisas.

Foi concluído que o selante de superfície promoveu a formação de restaurações com menos rugosidades do que no grupo que não recebeu a sua aplicação.

  B104  

Influência da unidade fotoativadora no grau de conversão de monômeros.

A. D. NEVES*, R. L. ORÉFICE, J. A. C. DISCACCIATI, W. C. JANSEN.

Departamento de Odontologia Restauradora - FOUFMG; Departamento de Engenharia Metalúrgica e de Materiais – UFMG. Tel.: (0**31) 275-1716, fax: (0**31) 296-9319.
E-mail: adneves@uol.com.br

Este trabalho teve como objetivo avaliar o grau de conversão de monômeros em resinas compostas indiretas, polimerizadas por diferentes aparelhos. Quarenta e cinco corpos-de-prova com dimensões de 15 mm de diâmetro por 1 mm de espessura, divididos em nove grupos, foram confeccionados em uma matriz metálica, utilizando três sistemas resinosos: Artglass®, Solidex®, Zeta LC®. Para polimerização foram utilizadas três unidades fotoativadoras, duas disponíveis comercialmente (UniXS® e Solidilite®), e uma "Experimental", desenvolvida no Departamento de Odontologia Restauradora da FOUFMG. O grau de conversão dos monômeros na superfície exposta diretamente à fonte de luz foi determinado através da espectroscopia de infravermelho usando o método da reflexão total atenuada. A resina Artglass® apresentou grau de conversão de 63,90%, 73,27%, e 79,23%, quando polimerizada nos aparelhos UniXS®, Solidilite® e “Experimental” respectivamente. A resina Solidex® apresentou valores de grau de conversão de 47,98%, 54,32%, e 60,42%, para os respectivos aparelhos. A resina Zeta LC® apresentou valores de 63,06%, 66,81%, e 78,00%, respectivamente.

Concluiu-se que o fator aparelho não foi preponderante na fotoativação das resinas analisadas sob as condições empregadas. O aparelho experimental mostrou ser capaz de promover um grau de conversão comparável ou superior àqueles obtidos através dos aparelhos comercialmente disponíveis, tendo mostrado resultados superiores ao aparelho UniXS® para as resinas Artglass® e Zeta LC®.

  B105  

Avaliação das propriedades do alginato desinfetado com ácido peracético.

A. L. C. CHASSOT*, C. B. B. FORTES, S. M. W. SAMUEL, U. B. CAMPREGHER, A. N. SCHWALM.

Materiais Dentários, Faculdade de Odontologia – UFRGS. E-mail: anachassot@zaz.com.br

As impressões odontológicas estão sujeitas a contaminação com saliva e, eventualmente, com placa bacteriana e sangue, que podem conter microrganismos patogênicos. Em vista da necessidade de adoção de um método rotineiro de desinfecção para as impressões de alginato, o objetivo deste trabalho foi avaliar três requisitos da especificação nº 18 da ANSI/ADA , após a imersão em ácido peracético, a fim de verificar a viabilidade deste procedimento na prática clínica. Os requisitos avaliados foram: I - recuperação da deformação (mínimo 95%), II - resistência à compressão (mínimo 0,35 MPa), III - reprodução de detalhes. Foram confeccionados cinco corpos-de-prova de alginato (Jeltrate/Dentsply) para cada um dos quatro grupos, para cada ensaio: 1) controle; 2) exposto ao ar; 3) imerso em água; 4) imerso em ácido peracético 0,2% (Sterilife/Lifemed). O grupo 2 foi exposto ao ar por 10 min. enquanto os grupos 3 e 4 ficaram imersos por 10 min. Os valores médios obtidos para cada grupo foram, respectivamente: 1) 95,62%; 2) 97,37%; 3) 97,12%; 4) 96,61%, para o primeiro en­saio, 1) 0,48 MPa; 2) 0,58 MPa; 3) 0,70 MPa; 4) 0,70 MPa, para o segundo ensaio. Todas as amostras testadas conseguiram copiar detalhes de 25 mm.

Os resultados mostraram que o material de impressão testado atendeu aos requisitos avaliados da especificação nº 18 da ANSI/ADA, quando submetido ao processo de desinfecção por imersão em ácido peracético.

  B106  

Estabilidade dimensional de materiais de moldagem sob condições de armazenamento.

I. A. ORSI, O. ZANIQUELLI, A. B. C. E. B. CATIRSE, J. P. RAMOS*, K. F. B. PRADO.

Departamento de Materiais Dentários e Prótese, FORP, USP. Tel.: (0**16) 633-0999. E-mail: ozanique@forp.usp.br

Os profissionais devem conhecer as propriedades físicas e características dos materiais de moldagem para reduzir possíveis falhas. O objetivo desse estudo foi avaliar a alteração dimensional de moldes de polissulfeto (Permlastic) e poliéter (Impregum) em função das condições de armazenamento. A partir de uma matriz metálica eram realizadas as moldagens com moldeiras individuais, confecionadas com tubo de PVC. A moldeira era posicionada na matriz que estava acoplada a um dispositivo, que simula pressão digital, no interior de uma estufa mantida a 37ºC. Decorrido o tempo de polimerização, indicado pelo fabricante, a moldeira era removida e levada ao microscópio (Nikon,  ± 1 mm) para a realização da mensuração inicial. Após esta mensuração, cinco corpos-de-prova de cada material eram acondicionados em umidificador (100% umidade relativa) e cinco mantidos na temperatura ambiente. As mensurações foram realizadas nos intervalos de tempo de: 15 e 30 min., 1, 2, 3, 4 e 24 horas após a confecção dos moldes. Foram realizadas duas mensurações em cada molde. Pelo teste t (Student, nível de significância de 5%), verificou-se que: I) o poliéter armazenado em temperatura ambiente não apresentou alteração em função do tempo, enquanto que as amostras acondicionadas em umidificador apresentaram; II) o polissulfeto em temperatura ambiente apresentou alteração dimensional, mas não em umidificador.

Pelos resultados obtidos conclui-se que moldes de polissulfeto devem ser armazenados em umidificador e os de poliéter em temperatura ambiente.

  B107  

Avaliação da rugosidade superficial do modelo obtido com silicone de adição desinfectadas por trinta minutos.

L. OSTERNAK, O. A. S. FRAGA*, J. DUARTE, A. B. CRUZ FERREIRA, D. F. BALASSIANO.

Departamento de Prótese. FO da UERJ. Tel.: (0**21) 587-6368.

O presente trabalho, teve como objetivo avaliar a rugosidade superficial de modelos obtidos de moldagens em silicone por condensação (Speedex – Coltene), por adição (Aquasil – Dentsply) e poliéter (Impregum F – Espe) submetidas a desinfecção por submersão em glutaraldeído a 2,2% (Cidex 28 – Johnson & Johnson) e hipoclorito de sódio a 0,5% (Líquido de Daikin – Miyako) por 30 minutos. Realizadas quinze moldagens de cada material de um modelo mestre metálico em forma de pastilha, cinco desinfetadas com glutaraldeído, cinco com hipoclorito de sódio e cinco não foram desinfetadas. Após a desinfecção, vazadas em gesso tipo IV (Vel-Mix – Kerr), os modelos avaliados em rugosímetro a laser (Mahr® Perthometer). Os resultados foram analisados estatisticamente pelo método ANOVA. Os modelos oriundos das moldagens em poliéter não apresentaram diferença estatisticamente significativa (p = 0,757561). Os modelos resultantes de moldagens em silicone por condensação apresentaram diferença estatisticamente significativa entre as desinfetadas com hipoclorito (p = 0,005980), glutaraldeído (p = 0,025172) com os controles. Os modelos oriundos da silicone por adição apresentaram diferença estatística entre os de desinfetados em glutaraldeído (p = 0,030815) enquanto que os desinfetados em hipoclorito de sódio não apresentaram diferença significante (p = 0,470416).

Pode-se concluir que as moldagens feitas em poliéter podem ser seguramente desinfetadas em hipoclorito de sódio a 0,5% ou glutaraldeído a 2,2% sem perda de fidelidade, as moldagens em silicone por adição podem ser desinfetadas em hipoclorito de sódio a 0,5%, porém com glutaraldeído a 2,2% requer estudos para determinar se as alterações de superfície tem significado clínico bem como as moldagens em silicone por condensação.

  B108  

Resistência ao cisalhamneto entre ligas metálicas (Ti cp e Au) e polímeros vítreos Artglass e Targis.

D. K. OYAFUSO*, E. M. VALADARES, M. K. ITINOCHE, M. P. NEISSER, M. A. BOTTINO,
R. S. NISHIOKA.

FOSJC – UNESP.

O titânio vem sendo utilizado amplamente na Odontologia por possuir boa resistência à corrosão, baixo peso específico, alta resistência, excelente biocompatibilidade e permite ser revestido por materiais estéticos. Há poucas informações em relação à resistência ao cisalhamento na interface: polímero de vidro e liga metálica. O estudo avaliou a resistência ao cisalhamento de dois polímeros de vidro (Artglass/Heraeus Kulzer e Targis/Ivoclar) aplicados ao titânio fundido e a uma liga áurica. Vinte estruturas metálicas (4 mm de diâmetro x 4 mm de altura) de cada liga foram fundidas, torneadas e jateadas com óxido de alumínio (250 mm) antes da aplicação do sistema de união para cada polímero. Os materiais foram aplicados usando matriz de teflon e polimerizados de acordo com as recomendações dos fabricantes. As amostras foram estocadas em água destilada por 24 horas a 37º e termocicladas (5º e 55ºC/1.000 ciclos). O teste de cisalhamento foi realizado por uma máquina de ensaio universal Instron com velocidade de 5 mm/min. Os resultados foram tratados estatisticamente pelo teste de ANOVA two-way e Tukey (a = 0,05).

Os resultados indicaram que a liga áurica foi estatisticamente melhor que o titânio fundido (18,44 MPa e 9,81 MPa, respectivamente) e o Targis com média de 16,61 MPa apresentou resistência ao cisalhamento significantemente maior do que o Artglass (11,64 MPa) para todas as ligas testadas.

  B109  

Condicionamento da superfície de materiais restauradores indiretos: análise comparativa em MEV.

T. J. A. PAES JR.*, M. A. J. ARAÚJO, A. H. M. DIAS, R. M. F. SAMPAIO, E. T. KIMPARA.

Departamento de Materiais Odontológicos e Prótese da Faculdade de Odontologia de São José dos Campos – UNESP. Tel.: (0**12) 321-8166.

O presente trabalho teve como objetivo avaliar qualitativamente a superfície de dois materiais restauradores indiretos submetidos a diferentes tipos de tratamentos. Para tanto foram utilizados uma cerâmica fel­dspática (Vita MK) e, um cerômero (segundo o fabricante), (Targis), confeccionando-se cinco corpos-de-prova de cada material, cilíndricos, de aproximadamente 4 mm de diâmetro. Em cada amostra a superfície foi: A- jateada com óxido de alumínio; B- condicionada com ácido fosfórico a 35%; C- condicionada com ácido fluorídrico a 4%; D- jateada e condicionada com ácido fosfórico a 35%; E- jateada e condicionada com ácido fluorídrico a 4%. As amostras foram submetidas a microscopia eletrônica de varredura (MEV) e a partir das imagens procedeu-se a análise comparativa dos resultados. Foi observado que as alterações superficiais em ambos os mate­riais estudados ocorreram em ordem crescente de degradação nos tratamentos, A, B, D, C, E, sendo que estes dois últimos mostraram características bastante semelhantes.

Concluiu-se com este experimento que o ácido fluorídrico a 4% independentemente do uso ou não de jateamento prévio foi o agente condicionante que proporcionou um aumento nas irregularidades superficiais de ambos os materiais, criando microrretenções que contribuiriam para o aumento da área superficial e maior imbricamento mecânico, conseqüente maior retenção dos materiais cimentantes.

  B110  

Efeito cariostático in vivo de cimento ionomérico ortodôntico.

R. C. PASCOTTO*1, M. F. L. NAVARRO2, J. A. CURY3, L. CAPELOZZA FILHO2.

1UEM-PR; 2FOB-USP; 3FOP-UNICAMP. Tel.: (0**44) 262-3499. E-mail: rpascotto@onda.com.br

Este estudo in vivo avaliou a microdureza do esmalte ao redor de bráquetes ortodônticos retidos com Fuji Ortho LC – FO (GC) ou com Concise – CO (3M). Trinta dias antes da terapia ortodôntica, 14 adolescentes foram instruídos a usar uma pasta de dente sem flúor, e então foram divididos em 2 grupos: F- 19 bráquetes colados com o ionômero FO e C- 17 a fixação foi feita com a resina CO. Após trinta dias, os dentes com extração indicada por razões ortodônticas foram extraídos e a dureza superficial em secção longitudinal foi avaliada por meio de dureza Knoop em microdurômetro Shimadzu HM2000 com uma carga estática de 25 g aplicada durante 5 s. As impressões foram feitas a 10, 20, 30, 50, 70 e 90 mm da superfície externa do esmalte. Foram realizadas 48 impressões em cada hemicoroa. As impressões foram realizadas na superfície vestibular ao redor e sob o bráquete e a superfície lingual foi usada como controle. Os resultados analisados estatisticamente pela ANOVA mostraram que houve uma diferença significativa entre os materiais testados nas impressões realizadas a 10 e 20 mm da superfície do esmalte, com valores mais elevados de dureza (KHN) nos dentes com bráquetes retidos com ionômero de vidro (10 mm: FO = 248,48, e CO = 198,89). Houve ainda uma diferença significativa entre os materiais nas impressões realizadas na área cervical do bráquete, com uma perda mineral mais acentuada para o grupo fixado com a resina composta (FO = 291,76 e CO = 271,57).

Esses resultados demonstraram que o cimento de ionômero de vidro usado na fixação de bráquetes in vivo apresentou a capacidade de inibir o desenvolvimento de cáries, mesmo sob condições de alto desafio cariogênico durante a terapia ortodôntica. (Apoio financeiro: CAPES.)

  B111  

Resistência à fratura de núcleos de preenchimento associados a pinos.

L. A. M. S. PAULILLO*, A. B. CARVALHO, B. CARLINI, G. D. S. PEREIRA, C. T. S. DIAS.

Departamento de Odontologia Restauradora – FOP-UNICAMP. Tel.: (0**19) 430-5340. E-mail: paulillo@fop.unicamp.br

A utilização de pinos pré-fabricados requer a construção de núcleo de preenchimento na porção coronária para promover retenção e estabilidade à coroa protética. O objetivo desse estudo foi comparar a resistência à fratura de dois materiais restauradores, a resina composta Z100 e o híbrido Vitremer, na construção de núcleos de preenchimentos associados à pinos pré-fabricados e próteses unitárias. Para realizar esse estudo, foram utilizadas 23 raízes bovinas tratadas endodonticamente e restauradas através do pino Flexi-Post, núcleo de Z100 em metade das amostras e de Vitremer na outra metade, e ainda coroa total metálica com o término em dentina – efeito Férrula. Após 7 dias de armazenamento as amostras foram submetidas ao ensaio de resistência à fratura a uma velocidade de 0,05 mm/min. A análise de variância apresentou um F igual a 0,08 não-significante ao nível de 5%, para melhor evidenciar esse resultado foi aplicado o teste de Tukey:

Material

N

Média (DP) kgf

Tukey

Z100

12

101,8 (± 18,22)

a

Vitremer

11

104,5 (± 25,92)

a

Os resultados sugerem que quando o término cervical do preparo coronário envolveu tecido dental, efeito Férrula, os materiais utilizados como núcleo de preenchimento, Z100 e Vitremer, apresentaram o mesmo comportamento em relação à resistência à fratura.

  B112  

Transmissão de luz através de amostras de porcelana com diferentes cores e espessuras.

V. M. F. PAULINELLI*, L. T. A. POLETTO.

Departamento de Odontologia Restauradora da FOUFMG. Tel.: (0**31) 213-2160.
E-mail: corporal@estaminas.com.br

Esse estudo se propôs a avaliar a influência da cor e espessura da porcelana na transmissão da luz. Foram confeccionados 128 discos combinando 4 espessuras (1,5; 2,0; 3,0; 4,0 mm) e 8 cores (A1; A4; B1; B4; C1; C4; D2; D4) da porcelana Duceram (Degussa). As medidas de transmissão de luz foram registradas por um medidor de potência digital. Os 2 aparelhos fotopolimerizadores (Optilux, Demetron) utilizados emitiram luz com maior intensidade no comprimento de onda de 500 nm. O coeficiente de transmissão foi obtido pela razão entre a potência de luz transmitida e a incidente. A análise de variância demonstrou que a porcentagem de transmissão de luz variou em função das espessuras e cores das amostras, entretanto não variaram em função dos aparelhos. A relação do logaritmo neperiano do coeficiente de transmissão em função das espessuras das amostras revelou ser linear, como rege a lei física de Lambert Beer. O ajuste dos pontos experimentais entre as 2 variáveis indicou o coeficiente de absorção e o valor da constante relacionada à reflexão de cada cor da porcelana.

Concluiu-se que a reflexão da superfície da porcelana não depende da cor, mas do tratamento superficial da amostra, uma vez que todos os coeficientes de reflexão foram muito semelhantes entre si. Para a maioria da cores houve diminuição significativa da luz transmitida com o aumento da espessura da amostra. Na mesma espessura a maioria das cores se diferenciaram quanto aos coeficientes de transmissão, exceto nas maiores espessuras, onde as cores se igualaram estatisticamente entre si.

  B113  

Influência da escovação sobre o polimento das bases de próteses totais.

J. R. R. PINTO*, M. Y. MOCHIZUKI, C. P. TURSI, G. E. P. HENRIQUES, S. S. DOMITTI,
M. F. MESQUITA.

Departamento de Prótese e Periodontia da UNICAMP. Tel.: (0**19) 241-4857.
E-mail: renato@mpc.com.br

Este estudo avaliou e comparou as rugosidades nas bases de próteses totais polidas pelo método químico e pelo método convencional, após a escovação com dentifrícios comerciais. Foram confeccionadas 80 amostras e divididas em dois grupos. No primeiro grupo utilizou-se o dentifrício Colgate MFP e no segundo grupo Colgate Anti-tártaro. Cada grupo possuía quatro variáveis (dois tipos de resina e dois tipos de polimento), sendo 10 repetições para cada variável. Após o polimento, as amostras foram armazenadas durante 24 ± 3 h em água destilada à 37ºC e então submetidas à escovação mecânica com escovas Oral-B 30 (cerdas macias) e dentifrícios. Antes e após o ciclo de escovação, as amostras foram submetidas à leitura de rugosidade de superfície, utilizando-se o rugosímetro SE-1700 Kosaka (Japão). Foi evidenciado que há diferenças estatisticamete significantes como: 1º - a situação depois do polimento e depois da escovação (a rugosidade superficial da resina aumentou após à escovação); 2º - o polimento convencional e o polimento químico (o polimento convencional mostrou-se mais eficiente) e 3º - os dentifrícios Colgate MFP e Colgate Anti-tártaro (o Colgate Anti-tártaro aumentou a abrasão).

Verificou-se que, em condições laboratoriais, os resultados demonstram ser indiferentes em relação ao tipo da resina acrílica e do tipo de polimento utilizado, evidenciando-se somente o tipo de dentifrício utilizado. (Agência finaciadora: FAPESP – 98/12067.)

  B114  

Estudo comparativo da resistência à flexão de um cimento resinoso associado ou não a fibras.

A. F. QUINTAS*, A. C. GUASTALDI, M. M. GUIMARÃES, M. K. ITINOCHE, F. E. TAKAHASHI,
M. A. BOTTINO.

Departamento de Materiais Odontológicos e Prótese – FOSJC – UNESP.

O objetivo desse estudo foi o de avaliar a resistência mecânica de um cimento resinoso, com e sem a associação a fibras entrelaçadas, avaliando-se o conjunto sob microscopia eletrônica de varredura (MEV). Trinta corpos-de-prova retangulares foram executados em uma matriz de aço inoxidável usinada com as seguintes dimensões: 15 mm de comprimento, 2 mm de largura e 1 mm de espessura. Foram divididos em dois grupos. No Grupo I, as amostras continham um cimento resinoso com carga (Permalute, Ultradent, USA), polimerizado durante 40 segundos em um aparelho Optilux Demetron 400. No Grupo II, foi aplicada uma fibra entrelaçada (Ribbond, Ribbond Inc., USA) previamente à polimerização do cimento. As amostras foram submetidas ao ensaio de compressão de três pontos para verificar a resistência flexural em um aparelho MTS-810 até a ruptura das mesmas e então avaliados sob MEV. As amostras do Grupo I obtiveram média de 106,5 MPa (dp =  24), com deformação média de 2% (dp = 0,5); para o Grupo II, a média até a ruptura foi de 65,8 MPa (dp = 37,5%), com deformação média de 4,4%(d.p. = 2,5).

Após análise da região fraturada empregando-se MEV, concluímos que não ocorreu reação química entre o cimento resinoso e as fibras, resultando em menor resistência flexural dos corpos do Grupo II quando comparados à resistência do cimento isoladamente (Grupo I).

  B115  

Propriedades físicas e mecânicas de resinas acrílicas.

R. N. RACHED*, A. A. DEL BEL CURY, J. M. POWERS.

Faculdade de Odontologia de Piracicaba – UNICAMP; Biomaterials Research Center, Houston, TX. E-mail: ronura@yahoo.com

As propriedades das resinas acrílicas são importantes para o sucesso final das próteses totais. Este estudo avaliou a resistência transversa (RT), resistência ao impacto Izod (RI), endentação Rockwell (IR) e recuperação Rockwell (RR) de três resinas acrílicas: Lucitone 199 (LU, polimerizada em banho de água, Dentsply); Acron MC (AC, polimerizada por microondas, GC Corp.) and Acron MC/R (AR, resina autopolimerizável para reparo, GC Corp.). AR foi processada a 15 barras/45ºC durante 15 minutos. AC foi processada em molde de gesso (G) ou silicona (S). RI foi avaliada em espécimes entalhados (E) e não entalhados (NE). A tabela abaixo mostra os resultados. As médias foram submetidas à ANOVA e comparadas por testes de Tukey-Kramer ou Scheffe (p = 0,05). RT foi estatisticamente diferente para todos os grupos (p < 0,05). RI foi estatisticamente afetada (p < 0,05) pela presença do entalho, tipo de material (LU, AC and AR) e tipo de molde (G ou S). IR foi estatisticamente diferente para todos os grupos (p < 0,05), exceto entre AC/G e AC/S (p > 0,05). RR foi estatisticamente inferior para AR (p < 0,05), sendo que para os demais grupos (LU, AC/G and AC/S) não foi observada diferença estatística (p > 0,05).

Teste

Unidade

LU

AC/G

AR

AC/S

RT

MPa

70,8 (1,2) 

80,6 (2,9)

    65,3  (3,0)

75,4 (3,5)

RI/E

kJ/m2

 1,3 (0,3)

  0,9 (0,2)

     0,9   (0,2)

  0,9 (0,2)

RI/NE

kJ/m2

13,2 (0,9)  

  8,4 (1,4)

    6,3   (0,9)

  5,1 (0,4)

IR

um

88,5 (2,3)

71,1 (2,4)

104,0 (11,6)

70,5 (1,2)

RR

%

83,0 (1,0)

86,9 (2,0)

  75,1   (0,1)

86,8 (0,0)

Os materiais apresentaram propriedades físicas e mecâncias satisfatórias para um desempenho clínico aceitável. (CAPES: BEX 1046/98-5.)

  B116  

Influência do selamento na integridade superficial de uma resina composta.

R. P. RAMOS*1, R. G. PALMA DIBB1, E. H. G. LARA2.

1Departamento de Odontologia Restauradora – FORP/USP; 2Departamento de Ciências ­Farmacêuticas FCFRP/USP. Tel.: (0**16) 602-4078. E-mail: rgpalma@forp.usp.br

O objetivo desse estudo foi analisar in vitro a influência do selamento superficial no desgaste e na rugosidade de uma resina composta híbrida. Para tanto, foram confeccionados 40 corpos-de-prova divididos aleatoriamente em 4 grupos de 10 espécimes: um controle (sem selamento superficial) e três grupos que receberam a aplicação de um dos agentes estudados (Fortify, Optiguard e Protect-It!). Os espécimes foram levados a uma balança analítica de precisão para obtenção do peso inicial (M1), a seguir foi feita a análise da rugosidade inicial no rugosímetro e depois foram submetidos ao teste de desgaste, num equipamento que simula a escovação. Concluído o teste, foram realizadas a análise da rugosidade final e uma nova pesagem para obtenção do peso final (M2). O desgaste foi medido pela diferença de peso das amostras (M2 – M1) antes e depois do teste de escovação. Após análise estatística dos resultados, foi observada diferença significante entre a rugosidade inicial e a final em todos os grupos estudados e uma correlação positiva entre a rugosidade e o desgaste. Analisando os selantes testados entre si e comparando-os com o grupo controle, não foi registrada diferença significante, em ambos os testes.

Com base nesses dados, pode-se concluir que a aplicação do agente de cobertura não interferiu significativamente no grau de desgaste e na rugosidade superficial da resina composta.

  B117  

Determinação das características de corrosão de ímãs em saliva sintética.

M. L. N. P. C. REAL*, M. A. O. ALMEIDA, N. MIEKELEY.

Departamento de Ortodontia – UERJ. Tel.: (0**21) 587-6388, (0**32) 212-3174.

Os ímãs de samário-cobalto têm sido amplamente utilizados em Ortodontia e muitos estudos indicam a importância do revestimento destes magnetos para evitar processos corrosivos causados pelo meio bucal. Neste estudo foi avaliada a corrosão de ímãs de samário-cobalto de um sistema comercial para distalização de molares envoltos por um revestimento de resina epoxídica biocompatível, assim como determinada a quantidade de samário e cobalto liberada por estes magnetos quando imersos em saliva sintética. Em cinco ímãs o revestimento original foi mantido intacto e em três ímãs esta cobertura foi removida. Todos foram imersos em saliva sintética e levados à estufa à uma temperatura de 38ºC ± 2ºC, submetidos à quatro experiências de lixiviação por um período de 49 dias, sendo as lixívias analisadas por espectrometria de massa (ICP-MS), para determinação da quantidade de samário e cobalto liberada pela corrosão. Os resultados demonstraram corrosão dos magnetos com e sem revestimento em quantidades diferentes e de forma progressiva, dependendo do período de contato com a saliva; assim como uma liberação acentuada de ambos os metais.

Concluiu-se que ocorreu corrosão de todos os magnetos pesquisados independente da presença do revestimento proposto pelo fabricante, bem como a liberação de produtos potencialmente tóxicos, como o cobalto.

  B118  

Avaliação da dureza Vickers e da resistência flexural de resinas compostas compactáveis.

A. REIS*, L. T. POSKUS, J. R. O. BAUER, A. D. LOGUERCIO, R. Y. BALLESTER.

Departamento de Materiais Dentários – FOUSP. E-mail: alers@zip.net

O objetivo desse estudo foi o de avaliar a dureza Vickers e a resistência flexural de diferentes resinas compostas. Foram utilizados os seguintes materiais: P60, Surefil, TPH e Alert. Para cada material foram confeccionados 10 corpos-de-prova (cp) com dimensões reduzidas (10 x 2 x 1 mm). Após estocagem em água destilada por 24 h a 37ºC, os cp foram submetidos ao ensaio de dobramento em três pontos (resistência flexural) de acordo com a ISO 4049 em uma máquina de ensaios universal Kratos numa velocidade de 0,5 mm/min. e após a fratura os valores foram anotados. Fragmentos dos materiais (n = 5 para cada material) foram embutidos em resina acrílica, lixados e polidos e a mensuração da dureza foi realizada no microdurômetro HMV-2000 (Shimadzu) com carga de 100 g e penetração de 15 s, sendo realizadas oito endentações por cp. Os dados dos dois testes foram submetidos a uma análise de variância e teste de Tukey (p < 0,05). Os resultados estão compilados na tabela abaixo.

Teste/Materiais

P60

Surefil

TPH

Alert

Dureza Vickers

  111,5  ±  9,48

107,19 ± 14,6

105,8   ±   4,43

   95,41 ± 9,34

Resistência flexural (MPa)

176,9 ± 15  

158,3  ±  37,4

163,08 ± 24,76

137,6 ± 15,6

Os resultados permitiram concluir que houve diferença entre os materiais P60 e Alert tanto na dureza (p = 0,0210), como na resistência flexural (p = 0,0061). (Apoio FAPESP e CNPq.)

  B119  

Caracterização microestrutural de uma resina condensável condensada manual e mecanicamente.

A. C. REIS*, H. PANZERI, J. A. M. AGNELLI.

FORP-USP/DEMA-UFSCAR. E-mail: andreare@forp.usp.br

O objetivo deste trabalho foi analisar a correlação processamento-estrutura-propriedades da resina composta P60 (3M) submetida à condensação manual e mecânica uma vez que não há na literatura relato sobre essa correlação, nem estudo utilizando a condensação mecânica em resinas compostas condensáveis. Foram realizadas análises térmicas de Termogravimetria (TGA), Calorimetria Exploratória Diferencial (DSC), para a caracterização microestrutural, e ensaios de resistência à compressão e dureza superficial para avaliação das propriedades mecânicas. Foram confeccionados dois grupos de corpos-de-prova em matrizes de acrílico, um condensado manual e outro mecanicamente, fotopolimerizados por 40 segundos em incrementos de 2 mm de altura e ensaiados imediatamente após sua obtenção. A análise dos resultados (teste t de Student/p < 0,05) não mostrou diferença estatisticamente significante entre o grupo manual e mecânico no ensaio de resistência à compressão (p = 0,1295), mas mostrou que o grupo de corpos-de-prova manipulados mecanicamente apresentou maior dureza superficial (p = 0,0466). A análise gráfica termogravimétrica não mostrou diferença significativa de comportamento entre os grupos manual e mecânico (média de resíduo mecânico =  21,15%; manual =  20,97%). A análise gráfica do DSC mostra que a organização estrutural do compósito se dá de maneira diferente quando este é submetido a diferentes formas de condensação, embora a reação de polimerização aconteça de maneira completa nos dois grupos.

Conclui-se que embora as reações sejam equilibradas quando submetidas a essas análises térmicas, a organização entre partículas de carga e resina é diferente, o que pode justificar a maior dureza superficial encontrada no grupo de corpos-de-prova manipulado mecanicamente.

  B120  

Efeito do tipo de cimento na retenção de coroas metálicas.

C. J. SOARES*, P. C. O. SOARES, L. R. M. MARTINS, H. A. GOMIDE.

A retenção das restaurações indiretas é influenciada pelo agente de fixação empregado. Os autores avaliaram a retenção de coroas metálicas confeccionadas em liga de níquel/cromo e cimentadas com quatro cimentos, Fosfato de Zinco – Cimento Zinco (SS White), ionômeros modificado por resina – Vitremer (3M), e dois cimentos resinosos duais – Enforce (Dentsply) e Resin Cement (3M). Foram empregados 28 molares íntegros recém-extraídos que foram preparos em aparelho padronizador de preparo cavitário. Os cimentos foram empregados seguindo as orientações dos fabricantes e as coroas submetidas a aplicação de força de 50 N por 10 minutos. Os corpos-de-prova submetidos a termociclagem com 500 ciclos entre as temperaturas de 5-37-55-37ºC, e então levados a um carregamento de tração numa máquina de ensaio universal, MTS a uma velocidade de 0,5 mm/minuto. Os valores de retenção máxima foi determinado em kgf e os resultados submetidos a análise estatística empregando ANOVA e teste de Tukey a 95% de probabilidade.

  Grupos

  Vitremer

  Enforce

  Resin Cement

 Cimento de Zinco

   Médias

    90,94a

   77,33ab

          54,96b

19,74e

Pode concluir que o cimento Vitremer e Enforce apresentaram os melhores resultados seguidos do Resin Cement e que os valores do Cimento Fosfato de Zinco foi estatisticamente inferior aos demais grupos. (Apoio: CNPq.)

  B121  

Efeito de agentes protetores na solubilidade do ionômero de vidro.

R. S. REIS, E. J. L. MOREIRA*, K. R. C. DIAS, L. O. SILVEIRA.

Departamento de Odontologia da UNIGRANRIO; Doutorado UFRJ.

Cimentos ionoméricos tipo II possuem uma variedade de aplicação na clínica odontológica. Considerando-se o papel da água na química da sua presa, bem como o controle de sinérese e embebição nas primeiras 24 horas, a aplicação de um protetor de superfície tem importância na redução da solubilidade do material. Este trabalho avaliou a solubilidade de um ionômero de vidro tipo II (Vidrion R) em saliva artificial em 24 horas, 30 dias e 6 meses protegido por diferentes materiais. Corpos-de-prova e metodologia empregada seguiram a Especificação nº 8 da ADA. Foram confeccionados 60 corpos-de-prova divididos aleatoriamente em 4 grupos com 15 cada, sendo 5 corpos para cada período de tempo. Grupos: I- esmalte Colorama; II- adesivo Heliobond; III- verniz Vidrion V e IV- sem proteção (controle). Os valores de solubilidade foram mensurados em uma balança analítica, calculados em mg/cm2 e analisados empregando-se ANOVA e teste de Tukey a 5%:

Material

24 horas

30 dias

6 meses

Colorama

8,05 (± 0,62) A 

  9,36 (± 2,45) A

  9,99 (± 0,62) A

Heliobond

11,11 (± 0,98) B, C

12,68 (± 0,62) A

13,56 (± 1,12) B

Vidrion V

9,44 (± 1,16) C 

10,46 (± 1,55) A

11,37 (± 1,48) B

Controle

10,27 (± 0,76) C 

11,30 (± 5,38) A

12,18 (± 1,47) B

O ionômero de vidro quando protegido pelo esmalte Colorama apresentou o menor grau de solubilidade em relação aos outros grupos nos períodos de 24 horas e 6 meses. A maior parte da solubilidade foi observada no período de 24 horas, não havendo significativa progressão para 30 dias e 6 meses para cada grupo respectivamente.

  B122  

Avaliação do desgaste e sorção de materiais utilizados como selante.

D. RIOS*, H. M. HONÓRIO, P. A. ARAÚJO, M. A. A. M. MACHADO.

Departamento de Odontopediatria, Faculdade de Odontologia de Bauru – USP.
Tel: (0**14) 235-8000, fax: (0**14) 223-4679.

O presente estudo foi conduzido in vitro para constatar algumas das propriedades (desgaste por escovação e sorção) dos CIV que influenciam na sua indicação como material selador de fossas e fissuras. Os materiais empregados foram Fuji Plus (CIV cimentante), Ketac-Molar e Vitremer (ambos CIV restauradores) sendo este último utilizado em duas proporções: na recomendada pelo fabricante (1:1) e em forma diluída (1/4:1). O selante resinoso Delton, foi utilizado como controle. A determinação do desgaste foi obtida através da quantidade de massa perdida, em grupos de 12 corpos-de-prova para cada marterial, utilizando-se uma balança analítica de precisão. A sorção foi determinada segundo as normas da ISO 4049, pelas mudanças da quantidade de massa por volume em três momentos: dissecação, imersão em água e nova dissecação. Os resultados foram submetidos à análise de variância e ao teste de Tukey (p < 0,05). O maior grau de desgaste foi em ordem decrescente, para o Vitremer diluído, Fuji Plus, Delton, Ketac-Molar e Vitremer, sendo que não houve diferença estatisticamente significante apenas entre os grupos Delton/Ketac-Molar e Ketac-Molar/Vitremer. Quanto à sorção os materiais avaliados foram classificados na seguinte ordem crescente: Delton, Ketac-Molar, Vitremer, Fuji Plus e Vitremer 1/4; sendo encontrada diferença estatisticamente significante entre todos os materiais testados.

Apesar de clinicamente se encontrar um maior uso dos cimentos ionoméricos cimentantes ou diluídos como forma alternativa para material selador; este trabalho permitiu concluir in vitro que estes possuem propriedades bastante inferiores quando comparados aos ionômeros restauradores que, por sua vez, possuem resultados superiores ao selante resinoso testado; seriam portanto materiais mais indicados levando-se em consideração o desgaste e a sorção. Estudos clínicos são necessários para comprovação do material como a melhor alternativa para o selamento.

  B123  

Influência do processamento, polimento e sorção de água na desadaptação de próteses totais.

C. M. RIZZATTI-BARBOSA*.

Faculdade de Odontologia de Piracicaba – UNICAMP. Tel.: (0**19) 430-5211,
fax: (0**19) 430-5218. E-mail: rizzatti@fop.unicamp.br

O objetivo deste trabalho foi investigar o grau de desadaptação da borda posterior de bases de prótese totais superiores polimerizadas por energia de microondas, em sete posições preestabelecidas, em função de três tratamentos: o método de processamento (T0), o polimento (Tp) e a sorção de água (T30). Foram confeccionadas 24 réplicas de próteses totais superiores a partir de um padrão metálico fundido. Estas foram divididas em dois grupos: polimerizados com resina Lucitone 550® em banho de água (73 ± 2ºC/9 h) e com resina Acron MC® em forno de microondas (500 W/3’). Após o processamento, as amostras foram polidas por método convencional em politriz de bancada, e armazenadas em água destilada (30 dias a 37 ± 2ºC). Em cada tratamento, o grau de desadaptação da região posterior foi avaliado em microscópio comparador linear, em sete pontos: a 1 mm do fundo de sulco vestibular esquerdo (P1), sobre a crista do rebordo esquerdo (P2), 10 mm à esquerda da linha mediana (P3), sobre a linha mediana (P4), 10 mm à direita da linha mediana (P5), sobre a crista do rebordo direito (P6) e a 1 mm do fundo de sulco vestibular direito (P7). O maior grau de desadaptação observado foi em P4, após o processamento com energia de microondas (0,7141 mm) e o menor foi em P1, após a sorção de água das amostras processadas com energia de microondas (0,0983 mm).

Após os dados de desadaptação terem sido submetidos à análise estatística (teste t e teste de Tukey (p < 0,05)), os resultados permitiram concluir que: a) todas as amostras apresentaram desadaptação em todos os pontos, após terem sido processadas; b) em ambos os métodos de processamento, os locais que apresentaram maior desadaptação foram os pontos sobre os rebordos (P2 e P6) e na região central do palato (P4); c) após o polimento, as amostras polimerizadas por energia de microondas apresentaram maior desadaptação em relação às polimerizadas por banho de água nos pontos sobre os rebordos direito e esquerdo (P2 e P6), região central do palato (P4); d) após o período de armazenagem em água, todos os pontos de todas as amostras apresentaram menor desadaptação em relação aos valores apresentados após o processamento. (Agradecimentos ao CNPq.)

  B124  

Avaliação da grau infiltração nas interfaces dentina e cerâmica frente ao cimento resinoso.

P. ROCHA, A. HELFNSTEIN*, L. S. MACHADO, E. OLIVA.

UEFS/BA. Tel.: (0**71) 353-7775. E-mail: pr@uefs.br

O uso dos cimentos resinosos associado aos adesivos dentinários têm aumentado a utilização destes materiais nas restaurações cerâmicas. Procuraremos avaliar o comportamento destes materiais quando comparada a adesividade cimento resinoso versus dentina frente à interface cimento resinoso versus cerâmica. 40 molares recentemente extraídos foram utilizados, executados preparos com extensão até a dentina, construídas incrustações cerâmicas (20 com cerâmica Dicor® e 20 com Duceram). Após isso, e cimentadas com dois tipos de cimentos resinosos: C & B Metabond-Parkell (sistema 4-Meta) e Panavia 21 – J. Morita (resina de carga inorgânica de vidro). Os espécimes foram cimentados de acordo com as normas dos fabricantes, em seguida submetidos a ciclagem térmica (5ºC a 55ºC por 10 s, 1.000 ciclos), corados em fucsina básica 0,5% por 16 h, lavados em água corrente e seccionados no sentido mesiodistal, verificando o nível de infiltração com o auxílio de um fotomicroscópio ótico com 200 X de aumento.

Os resultados, quando aplicado o teste Mann-Whitney, apresentaram significância estatística para maior infiltração na interface dentina versus cimento, quando comparado com a interface cerâmica versus cimento. (Apoio CNPq, PIBIC.)

  B125  

Avaliação do grau infiltração nas interfaces esmalte versus cimento e cerâmica versus cimento.

P. ROCHA, V. THEODORO*, C. SOUZA, D. MARTINS JR.

UEFS/BA. Tel.: (0**71) 353-7775. E-mail: pr@uefs.br

O uso dos cimentos resinosos têm sido cada vez mais rotineiros na prática odontológica, sendo mensuradas a adesividade e o grau de infiltração. Poucos trabalhos avaliam em qual das interfaces ocorre uma melhor união, sendo portanto objetivo deste trabalho identificar o grau de infiltração quando observadas as interfaces esmalte versus cimento resinoso e cerâmica versus cimento resinoso. Para tanto foram utilizados 40 molares recentemente extraídos, sobre eles executados preparos com término em esmalte, construídas incrustações cerâmicas (20 com cerâmica Dicor® e 20 com Duceram) e cimentadas com dois tipos de cimentos resinosos com distintos sistemas adesivos: 4-Meta (C & B Metabond-Parkell) e resina de carga inorgânica de vidro (Panavia 21 – J. Morita). Os espécimes foram cimentados de acordo com as normas dos fabricantes, em seguida submetidos a ciclagem térmica (5ºC a 55ºC por 10 s, 1.000 ciclos), corados em ­fucsina básica 0,5% por 16 h, lavados em água corrente e seccionados no sentido mesiodistal, verificando o nível de infiltração através de fotomicroscopia ótica com 200 X de aumento.

Os resultados apresentaram baixos índices de infiltração, e quando aplicado o teste Mann-Whitney, não se verificou diferença estatisticamente significante para maior infiltração entre as duas interfaces, quando comparados os cimentos e as cerâmicas. (Apoio CNPq, PIBIC.)

  B126  

Alteração de cor de materiais restauradores estéticos submetidos a diversas soluções.

H. R. SAMPAIO*, L. M. BEDRAN, U. V. MEDEIROS, R. X. LINS, A. C. M. R. LIMA.

Departamento de Dentística – FOUERJ. Tel.: (0**21) 587-6382.

O objetivo deste estudo foi avaliar a alteração de cor de três mate­riais: Fill-Plus, Vitremer e Dyract AP, submetidos a saliva artificial, café, Coca-Cola, e café seguido de Coca-Cola. As alterações de cor foram avaliadas através de dois métodos, o qualitativo, visual, e o quantitativo, através de medições realizadas num espectrofotômetro de reflectância, ligado a um sistema computadorizado de colorimetria. As amostras foram divididas em quatro grupos, os corpos-de-prova do grupo I permaneceram em saliva artificial a 36ºC (± 1ºC). No grupo II, foram sujeitas a 3 ciclos diários de infusão no café a 55ºC, durante 3 minutos, e no grupo III a 3 ciclos diários na Coca-Cola a 5ºC, durante 5 minutos. No grupo IV, as amostras foram sujeitas à infusão de café a 55ºC durante 3 minutos, seguidas de imersão em Coca-Cola a 5ºC. No intervalo entre os ciclos as amostras foram armazenadas em saliva artificial à temperatura de 36ºC (± 1ºC). Após trinta dias de ciclagem, os resultados foram comparados através das análises de ANOVA e Friedman com nível de significância de 5%.

Constatou-se diferença estatisticamente significativa, referente a alteração de cor de todos os materiais, incluindo no grupo I. Após a comparação dos resultados dos dois métodos de avaliação, foi verificado que o qualitativo não é um método adequado.

  B127  

Análise da atividade antibacteriana de cimentos ionoméricos sobre Streptococcus mutans e Streptococcus sanguis.

H. H. SANDER*, W. C. JANSEN, V. R. SANTOS.

Faculdade de Odontologia da UFMG. Tel.: (0**31) 296-2702.

Os cimentos de ionômero de vidro foram desenvolvidos na tentativa de se criar um material restaurador estético que associasse as propriedades de adesividade aos tecidos dentais, biocompatibilidade e atividade anticariogênica. Esta tem sido atribuída ao seu conteúdo de flúor, que participaria dos ciclos de desmineralização e redeposição mineral durante os desafios cariogênicos, e à inibição direta das espécies bacterianas envolvidas com a cárie. O objetivo deste estudo foi avaliar a atividade antimicrobiana de 4 marcas comerciais de cimentos ionoméricos restauradores contra Streptococcus mutans e Streptococcus sanguis, in vitro. Quatro corpos-de-prova de cada material foram distribuídos em placas de Petri contendo ágar-sangue, previamente inoculadas com S. mutans ou S. sanguis, além de um disco de papel embebido em água destilada estéril (controle negativo), outro embebido em solução de NaF 0,05% e um "sensibiodisc" de eritromicina 15 mcg (controles positivos). As placas foram então incubadas em ambiente de microaerofilia.

Os resultados encontrados demonstraram que os cimentos ionoméricos testados não foram capazes de inibir o crescimento de S. mutans ou de S. sanguis. (Apoio financeiro: FAPEMIG.)

 

 

Grupo B4.................................................................................................. B-128 à B-169

 

  B128

 

Microinfiltração em dentes decíduos restaurados com diferentes resinas compostas.

A. S. MEDEIROS*, M. C. BORSATTO, S. A. M. CORONA, R. G. PALMA DIBB.

Departamento de Clínica Infantil. FORP – USP. E-mail: nelsoncorona@linkway.com.br

Propôs-se avaliar in vitro a microinfiltração marginal em cavidades de classe V em dentes decíduos restaurados com resinas compostas "flowable" (Flow-It) e resina composta (Filtek Z250). Foram utilizados 7 molares decíduos, divididos em dois grupos, nos quais as cavidades foram restauradas no grupo I com a resina composta (Flow-It) e no grupo II, resina composta (Filtek Z250). O preparo cavitário foi realizado por meio de turbina de alta rotação, utilizando-se a fresa carbite de número 245. Após a restauração das cavidades, os dentes foram armazenados por 24 horas e realizado o polimento. Os dentes foram submetidos a termociclagem por 500 ciclos, em seguida imersos em Rodamina B a 0,2% por 24 horas. Os espécimes foram incluídos e seccionados. A análise da microinfiltração foi realizada com microscópio óptico acoplado a câmera e computador, a fim de obter uma imagem digitalizada para medir a penetração do corante. Os dados foram analisados pela análise de variância, no qual observou-se não haver diferença estatisticamente significante entre os materiais restauradores testados e entre as paredes analisadas Flow-It – oclusal = 18,71 (± 28,78) e cervical = 16,76 (± 25,73) e Filtek Z250 – oclusal = 5,91 (± 15,62) e cervical = 2,25 (± 5,94).

Conclui-se que as resinas compostas Flow-It e Filtek Z250 apresentaram o mesmo selamento marginal nas paredes oclusal e cervical em dentes decíduos, no entanto, nenhum dos materiais testados foi capaz de selar completamente a restauração.

  B129  

Influência da escovação sobre a infiltração marginal de restaurações de amálgama adesivo condensadas com diferentes métodos.

R. S. N. BERGER*, M. A. C. SINHORETI, L. CORRER SOBRINHO, S. CONSANI.

Faculdade de Odontologia de Piracicaba – UNICAMP.

O objetivo deste estudo foi avaliar a infiltração marginal de restaurações de amálgama de prata confeccionadas com diferentes métodos de condensação, associadas ou não a diversos agentes resinosos e submetidas ou não à escovação. Para isso utilizou-se 144 dentes molares e pré-molares, divididos em 18 grupos de 8 dentes cada, nos quais foram confeccionadas cavidades classe V (2 mm de profundidade x 3 mm de extensão mesiodistal x 1,5 mm de extensão ocluso-cervical) nas superfícies vestibulares. As cavidades foram restauradas com a liga encapsulada Duralloy (Degussa S/A) através de 3 maneiras: somente com amálgama de prata (controle); amálgama associado ao sistema de união Scotchbond Multi-Uso Plus (3M); e amálgama associado ao Scotchbond Cimento Resinoso (3M). O amálgama foi condensado manualmente, mecanicamente e ultra-sonicamente. Após restauradas e polidas, metade das amostras foram submetidas à escovação mecânica (30.000 ciclos) utilizando uma máquina de escovação Equilabor. Após, todas amostras foram termocicladas 500 vezes, sendo em seguida imersas em solução de azul de metileno a 2% por 4 horas. Os dentes foram seccionados para análise da infiltração e analisados numa lupa estereoscópica (63 X). Foi utilizada também microscopia eletrônica de varredura para observação da margem dente-restauração.

Os resultados foram analisados estatisticamente e de acordo com os resultados obtidos, conclui-se que de um modo geral as restaurações de amálgama associadas à agentes resinosos apresentaram menor nível de infiltração. Quando realizou-se a escovação, nenhum grupo foi influenciado, com exceção do grupo restaurado com amálgama associado ao Scotchbond Multi-Uso Plus com condensação mecânica, que apresentou maior nível de infiltração marginal, quando escovado. As fotomicrografias eletrônicas de varredura mostraram que nos grupos escovados mecanicamente houve formação de valamento na margem dente/restauração.

  B130  

Influência do tratamento da “smear layer” na resistência adesiva.

P. CHAVES*, M. GIANINNI, L. VALDRIGHI, C. T. D. DIAS.

Departamento de Odontologia Restauradora  FOP-UNICAMP. E-mail: pchaves@yahoo.com

O desenvolvimento dos adesivos autocondicionantes tem proporcionado a aplicação direta sobre a “smear layer”. O objetivo deste estudo in vitro foi investigar o efeito de diferentes tratamentos da “smear layer” na resistência de união do adesivo autocondicionante Clearfil SE Bond. Doze terceiros molares hígidos foram seccionados na metade da coroa clínica através de um disco diamantado de alta concentração, abrasionados com lixas de SiC (600) e divididos em 4 grupos experimentais de acordo com o prévio tratamento superficial: G1 - recomendações do fabricante; G2 - condicionamento com ácido fosfórico 37% por 15 segundos; G3 - jateamento com óxido de alumínio 50 mm por 10 segundos e G4 - condicionamento com edta 0,5 M pH 7,0 por 2 minutos. Sobre o tratamento superficial foi confeccionado uma coroa de resina composta TPH Spectrum de aproximadamente 10 mm de altura e armazenados por 24 horas em água destilada a 37 ± 1ºC. Os dentes foram serialmente seccionados em cortadeira de precisão nos sen­tidos horizontal e vertical, perpendicularmente ao longo eixo do dente para a obtenção dos espécimes. Cada espécime foi testado individualmente em um dispositivo para microtração (0,5 mm/min.). Os dados foram expressos em MPa e submetidos a ANOVA e ao teste de Tukey. As médias ± SD foram: G1 - 55,30 ± 15,08 (a); G2 - 47,96 ± 14,32 (a); G3 - 48,94 ± 13,91 (a) e G4 - 48,97 ± 16,30 (a).

Os resultados sugerem que não houve diferença estatística significativa (p > 0,05) entre os grupos experimentais estudados. (Apoio: FAPESP 99/05569-2.)

  B131  

Resistência ao cisalhamento de dois sistemas adesivos.

M. F. R. L. HUHTALA*, E. S. UEMURA, P. P. PENNA.

Departamento de Odontologia Restauradora – UNESP – São José dos Campos.
Tel.: (0**12) 321-8166.

O objetivo desse estudo foi comparar as forças de adesão ao esmalte bovino de dois sitemas adesivos: um sistema adesivo convencional com 3 passos clínicos – Scothbond Multi Purpose, SBMP (3M) e um sistema adesivo de frasco único – Single Bond (3M). As superfícies vestibulares de 36 incisivos bovinos, previamente incluídos em resina acrílica, foram planificadas. A superfície de esmalte exposta recebeu acabamento através de lixas seqüenciais até a granulação 600. Os corpos-de-prova foram aleatoriamente divididos em 3 grupos com 12 amostras cada. As áreas de adesão foram limpas, condicionadas com ácido fosfórico a 37% por 30 s e receberam a aplicação de um dos sistemas adesivos listados a seguir: Grupo A – "primer" e adesivo do SBMP (3M); Grupo B – apenas o adesivo do SBMP (3M); e, Grupo C – o Single Bond (3M). Cilindros (5 mm de diâmetro, 3 mm de altura) de resina Z100 foram construídos sobre a área de união, pela técnica incremental. Os corpos-de-prova foram termociclados (300 ciclos – ± 4ºC/± 55ºC) e mantidos em água destilada à 37ºC por 24 horas antes de serem submetidos ao teste de cisalhamento, em máquina de ensaio Instron, à velocidade de 0,5 mm/min. Os resultados obtidos foram analisados pelo teste ANOVA e Tukey, 5%. Os resultados indicaram um diferença significativa entre o Grupo A (13,52 MPa) e o Grupo C (16,90 MPa), mas não entre o Grupo B (15,40 MPa) e os outros 2 grupos.

Este estudo in vitro sugere que o emprego do "primer" de um sistema adesivo convencional sobre o esmalte pode influenciar negativamente as forças de adesão a este substrato dental.

  B132  

Avaliação do perfil odontológico da paciente gestante da FO - UFRGS.

D. B. ROSITO*, S. M. B. SLAVUTSKY, M. C. FIGUEIREDO.

Faculdade de Odontologia – UFRGS – 1999.

Trabalhos demonstram que durante o pré-natal o percentual de gestantes contempladas com atendimento odontológico é baixo. O objetivo deste estudo foi fazer um levantamento da saúde bucal da paciente gestante atendida na FO da UFRGS obtendo de fichas clínicas padronizadas dados relativos a idade das gestantes, índice CPOD, índice de perdas de restaurações durante a gestação, alteração de hábitos dietéticos, índices gengivais e periodontais desta população. Os resultados demonstram que a idade das pacientes variou entre 16 e 38 anos, com maior prevalência entre 26-30 anos, CPOD médio entre as gestantes estudadas foi 12,72, o índice de perda de restaurações nesta gestação foi de 39%, sendo 100% destas pacientes eram cárie-ativas. Constatou-se que 27,5% das gestantes entrevistadas citou aumento da ingestão de frutas cítricas, e em geral as gestantes relatam aumento da ingestão de alimentos tanto doce, quanto salgados.

Conclui-se que o tratamento odontológico à gestante é oportuno e indicado, pois além de suas necessidades presentes apresentarem-se exacerbadas em função de negligência na higiene bucal, alterações hormonais e dietéticas que acometem o estado gestacional, é este o momento em que a mãe está mais receptiva as orientações inclusive ao futuro bebê.

  B133  

A influência de sistemas adesivos e tempos para polimento sobre a microinfiltração em restaurações de resina composta.

C. M. P. GONÇALVES*.

Estudou-se a influência dos sistema adesivos e dos tempos para polimento sobre a microinfiltração em restaurações tipo classe V. Foram utilizados 150 caninos e pré-molares humanos, hígidos, sem trincas de esmalte, divididos de forma aleatória. Os preparos cavitários tiveram ângulo cavossuperficial situado ­totalmente em esmalte. Para os preparos cavitá­rios que foram tratados com os sistemas adesivos Sin­gle Bond® e SBMP®, usou-se a resina Z100®, enquanto que para Degufill® foi utilizado o sistema Etch & Prime®. Os incrementos diagonais foram fotoativados duas vezes, sendo que para a primeira ativação utilizou-se um dispositivo distanciador, para reduzir a intensidade luminosa inicial. Os dentes foram selados, termociclados (500 ciclos), imersos em fucsina básica a 0,5% por 24 horas, lavados, embutidos em resina de poliéster e seccionados. A seguir foram avaliados quanto à microinfiltração em estereomicroscópio.

Os resultados foram submetidos à análise estatística pelo teste de Kruskal-Wallis. Pôde ser concluído que: 1º) nenhum sistema adesivo conseguiu impedir, de forma efetiva, a penetração do corante, em nenhum dos períodos analisados; 2º) o uso do dispositivo distanciador, em conjunção com a técnica de inserção incremental, não foi efetivo na intenção de reduzir o estresse da contração de polimerização, principalmente para a Z100®; 3º) o processo de sorção de fluidos pelas resinas compostas diminuiu os valores para microinfiltração, com o passar do tempo; 4) a resina composta Z100® mostrou-se mais sensível à luz do que a Degufill®, aparentando rápida, e forte, contração de polimerização.

  B134  

Resistência de união de sistemas adesivos sobre a dentina.

A. M. SPOHR*, E. N. CONCEIÇÃO, J. F. M. PACHECO.

Departamento de Prótese, Faculdade de Odontologia da PUCRS, Porto Alegre, Brasil.
Tel.: (0**51) 320-3500. E-mail: anaspohr@zaz.com.br

O objetivo deste trabalho foi avaliar, in vitro, a resistência de união à tração sobre a dentina dos sistemas adesivos Single Bond (3M), One Coat Bond (Coltene), Clearfil Liner Bond 2V (Kuraray) e Etch & Prime 3.0 (Degussa). Foram utilizados trinta terceiros molares humanos inclusos, extraídos por indicação terapêutica, que tiveram as raízes removidas ao nível da junção cemento-esmalte e as coroas seccionadas no sentido mesiodistal, obtendo-se duas metades, uma vestibular e outra lingual. As porções dentárias foram incluídas em resina acrílica autopolimerizável e desgastadas em um torno mecânico sob refrigeração à água e polidas com lixas d’água de granulação 400 e 600 para obter uma superfície plana em dentina. Os sistemas adesivos foram aplicados de acordo com as instruções dos fabricantes em uma área de 3 mm de diâmetro delimitada por fita adesiva, seguidos da aplicação de cones de resina composta Z100 (3M). Quin­ze corpos-de-prova foram confeccionados para cada sistema adesivo, sendo armazenados em água destilada a 37ºC por 24 horas e submetidos a teste de resistência de união à tração em máquina de ensaio universal EMIC DL-2000 com velocidade de 0,5 mm/minuto. A média para os resultados foram: Single Bond (18,07 MPa), One Coat Bond (20,43 MPa), Clearfil Liner Bond 2V (24,78 MPa) e Etch & Prime 3.0 (5,80 MPa). Os resultados foram submetidos ao tratamento estatístico pela análise de variância e pelo teste de Tukey ao nível de significância de 1%.

Clearfil Liner Bond 2V apresentou maior resistência de união à tração, sendo estatisticamente diferente dos demais sistemas adesivos; Single Bond e One Coat Bond obtiveram valores semelhantes entre si e diferentes dos demais; o Etch & Prime 3.0 foi o que apresentou menor valor, sendo estatisticamente diferente de todos os outros sistemas adesivos.

  B135  

Avaliação da alteração dimensional de um material para modelo.

E. L. SOUZA*, J. F. B. G. GIOVANNINI, R. H. FERREIRA, W. C. JANSEN.

Departamento de Odontologia Restauradora – FOUFMG. Tel.: (0**31) 291-1199, ramal 18, fax: (0**31) 296-9319. E-mail: jfgabrich@zipmail.com.br

O propósito deste trabalho é o de avaliar o comportamento de um material para modelo (Quartz Die® – Zhermack), à base de poliuretano, com relação à propriedade de expansão livre. Para isto, foram confeccionados 10 corpos-de-prova (CP), a partir de um dispositivo metálico desenvolvido para avaliar a alteração dimensional sofrida por este material. Ocorrida sua reação de presa, os CP foram mensurados com um micrômetro digital para verificação de suas novas dimensões. Para fins de comparação, foram empregados corpos-de-prova em gessos tipo IV e V. Após a realização dos testes, pode-se observar que os CP confeccionados em gesso tipo IV e V sofreram expansão, e que esta correspondia aos valores preconizados pelos fabricantes (0,09% e 0,2%, respectivamente). Entretanto, o material à base de poliuretano não sofreu o nível de contração (–0,025%) indicado por seu fabricante. A medição de seus CP demonstrou, na verdade, uma expansão média de 0,243%, portanto próxima ao do gesso tipo V.

Pode-se concluir, portanto, que os resultados obtidos a partir da metodologia descrita não corresponderam às informações descritas por seu fabricante, sendo por isso suas indicações criteriosamente reavaliadas de acordo com suas propriedades.

  B136  

Influência do meio de armazenamento na rugosidade superficial de materiais estéticos submetidos à escovação.

C. P. TURSSI, A. T. HARA, C. S. MAGALHÃES, M. C. SERRA*, A. L. RODRIGUES JR.

FOP-UNICAMP; FOAr-UNESP. Tel.: (0**19) 430-5337.

O objetivo deste estudo foi avaliar a rugosidade superficial de um cimento de ionômero de vidro modificado por resina (Fj – Fuji II LC), uma resina modificada por poliácido (Dy – Dyract AP) e duas resinas compostas (Du – Durafill VS; Z2 – Z250), armazenados em diferentes meios (água destilada-deionizada [Ad], solução remineralizante [Re] e associação de soluções desmineralizante e remineralizante [Des-Re]) e submetidos à escovação. Para cada um dos 12 grupos experimentais, confeccionou-se aleatoriamente 15 corpos-de-prova. Após acabamento e polimento, avaliou-se a rugosidade superficial, obtendo-se os valores iniciais (Vi) de Ra (mm). Os espécimes foram armazenados durante 24 horas em Ad, Re ou Des-Re, após as quais foram submetidos à escovação. Ao final de 10 repetições desse protocolo, obteve-se medidas finais de rugosidade (Vf). A análise de covariância (a = 0,05), considerando a covariável Vi, revelou efeito de fatores significativos para material, meio e para a interação desses (p = 0,0002). O teste de comparações múltiplas de Tukey identificou diferenças significativas da interação material-meio. A tabela apresenta as médias ajustadas (erro-padrão):

 

Du

Dy

Z2

Fj

Ad

A 0,1061 (0,0072) a

A 0,1647 (0,0050) b

A 0,2022 (0,0050) c

A 0,3331 (0,0116) d

Re

A 0,1050 (0,0072) a

A 0,1607 (0,0046) b

A 0,2037 (0,0050) c

A 0,3229 (0,0114) c

Des-Re

A 0,1025 (0,0072) a

B 0,1371 (0,0048) b

A 0,2040 (0,0052) c

B 0,2986 (0,0112) d

Letras minúsculas iguais implicam em igualdade estatística por meio, bem como letras maiúsculas, em igualdade por material.

A Des-Re proporcionou para Dy e Fj menor rugosidade, em relação aos de­mais meios, em decorrência da escovação. (Apoio FAPESP, proc. nº 99/03605-1.)

  B137  

Estudo do módulo de elasticidade, resistência à tração e alongamento de duas ligas de cobre, fundidas por diferentes fontes de calor.

G. S. VERONESI*, G. L. ADABO, L. R. FERREIRA, A. C. GUASTALDI.

Departamento de Materiais Dentários, Faculdade de Odontologia de Araraquara (UNESP); ­Universidade de Alfenas – Unifenas. Tel./Fax: (0**35) 291-4211.

A evolução técnica e científica das fundições, principalmente aquelas relacionadas às restaurações metálicas fundidas, empregadas na Odontologia, possibilitaram a obtenção de trabalhos mais precisos, quando comparados às técnicas rudimentares e empíricas dos trabalhos de fundições realizados no século passado. A técnica de fusão destas ligas, conven­cionalmente é realizada com maçarico gás/ar, porém torna-se difícil determinar adequadamente o momento da fusão. Esta limitação favorece a oxidação e contaminação das ligas, podendo comprometer seriamente suas propriedades. Com o objetivo de avaliar outras alternativas que facilitem a fusão deste tipo de liga, este trabalho propõe estudar o módulo de elasticidade, resistência limite à tração e alongamento, em função da fonte de calor empregada. Foram utilizadas três diferentes fontes de calor (gás/ar, gás/oxigênio e indução). Os resultados foram submetidos a análise estatística usando o teste de Tukey (5%). Este estudo demonstrou que a liga Duracast apresentou diferenças estatisticamente significantes (p > 0,05), em relação as três diferentes fontes de calor, sendo que, os valores do módulo de elasticidade foram significativamente maiores (p > 0,05), com as fontes de calor gás/oxigênio e gás/ar. Este trabalho também demonstrou que, a liga Duracast apresentou valores significativamente aumentados (p > 0,05) da resistência à tração com as fontes gás/oxigênio e indução e do alongamento a com a fonte por indução. A liga Goldent não apresentou variações estatisticamente significantes (p > 0,05).

  B138  

Micromorfologia superficial de materiais estéticos imersos em diferentes meios.

C. P. TURSSI*, A. T. HARA, M. C. SERRA, A. L. RODRIGUES JR.

FOP-UNICAMP; FOAr-UNESP. Tel.: (0**19) 430-5340. E-mail: mcserra@fop.unicamp.br

Em experimentações laboratoriais, materiais restauradores têm sido armazenados em diferentes meios. Assim, o objetivo deste estudo foi avaliar a micromorfologia superficial de um cimento de ionômero de vidro modificado por resina (Fj - Fuji II LC), uma resina modificada por poliácido (Dy - Dyract AP) e duas resinas compostas (Du - Durafill VS; Z2 - Z250), imersos em água destilada-deionizada (Ad), solução remineralizante (Re) e associação de soluções des e remineralizante (Des-Re). Para cada um dos 12 grupos experimentais, confeccionou-se aleatoriamente 15 espécimes. Discos Sof-Lex (3M) foram utilizados, 24 horas após, para acabamento e polimento. Avaliou-se a rugosidade superficial, obtendo-se os valores iniciais (Vi) de Ra (mm). Após 10 dias de imersão em Ad, Re ou Des-Re, obteve-se medidas finais de rugosidade (Vf). A análise de covariância (a = 0,05), considerando a covariável Vi, revelou efeito de fatores significativos para material, meio e para a interação desses (p = 0,0000). O teste de comparações múltiplas de Tukey identificou diferenças significativas da interação material-meio. A tabela expressa as médias ajustadas (erro-padrão):

 

Du

Z2

Dy

Fj

Ad

A 0,0477 (0,0047) a

A 0,0760 (0,0024) b

A 0,0819 (0,0021) b

A 0,1671 (0,0074) c

Re

A 0,0489 (0,0045) a

A 0,0713 (0,0022) b

A 0,0792 (0,0020) c

A 0,1681 (0,0070) d

Des-Re

B 0,0614 (0,0045) a

B 0,0913 (0,0023) b

B 0,1019 (0,0022) c

B 0,2075 (0,0074) d

Letras minúsculas iguais implicam em igualdade estatística por meio, bem como letras maiúsculas, em igualdade por material.

Os materiais restauradores submetidos ao modelo de ciclagens de pH (Des-Re) apresentaram maiores alterações micromorfológicas.

  B139  

Estudo comparativo da resistência à flexão dos sistemas IPS Empress 2, Targis-Vectris e liga de Ni-Cr.

G. B. VALVERDE, G. L. ADABO, R. G. FONSECA, L. G. VAZ.

Departamento de Materiais Odontológicos e Prótese da Faculdade de Odontologia de Araraquara – UNESP. Tel.: (0**16) 232-1233. E-mail: valverde@foar.unesp.br

Atualmente, com a demanda de uma Odontologia mais estética, surgiram materiais cerâmicos e poliméricos para confecção de próteses parciais fixas sem estruturas metálicas. A resistência à flexão destes materiais é uma propriedade muito importante, principalmente para a previsão do desempenho clínico de um material indicado para prótese parcial fixa. O objetivo deste estudo foi analisar comparativamente a resistência à flexão dos materiais Vectris, IPS Empress 2, e uma liga de Ni-Cr (Durabond). Foram confeccionados 29 corpos-de-prova na forma de barra de 25 x 5 x 2 mm, através do preenchimento de uma matriz metálica. O ensaio de flexão foi realizado numa máquina de ensaios mecânicos universal, MST 810 seguindo-se as normas da ISO 6872, sendo uma carga aplicada no centro dos corpos-de-prova à uma velocidade de 0,5 mm/min., registrando o valor de resistência no momento da ruptura. As médias dos valores encontrados para a liga de Ni-Cr, Vectris e IPS Empress 2, foram respectivamente 682,2 MPa, 443,6 MPa e 172,0 MPa.

Da análise do teste t de Student ao nível de 5% de significância, con­cluiu-se que o material de origem cerâmica apresentou menor resistência e o metálico o maior, ficando o polimérico em posição intermediária. (Apoio financeiro: FAPESP, processo nº 98/03510-8.)

  B140  

Influência de pinos de fibras de carbono na resistência de incisivos.

W. A. VASCONCELLOS*, R. C. ALBUQUERQUE, C. A. CIMINI Jr., F. LEVY NETO, C. C. LUZ,
S. V. BARBOSA.

Departamento de Dentística, UFMG e UnB. Tel.: (0**31) 373-0027.

A primeira parte deste trabalho consistiu na avaliação experimental do comportamento mecânico de dez incisivos centrais superiores tratados endodonticamente reconstruídos com pinos de fibras de carbono (C-Post, Bisco), mais outros oito incisivos centrais superiores que não foram preparados endodonticamente para servir de grupo de controle. Utilizando um dispositivo que pode ser acoplado em uma máquina de ensaios Instron, os corpos-de-prova foram carregados até a falha sob a ação de carga inclinada em 45º com respeito ao eixo longitudinal do dente (y). Uma análise estatística mostrou que a presença dos pinos de fibra de carbono reduziu a resistência média dos dentes em aproximadamente 50%. O programa de teste foi seguido por uma análise de tensões através do método dos elementos finitos, usando o programa ANSYS, de forma que a distribuição das tensões em ambos os tipos de corpos-de-prova, hígidos e tratados, pudesse ser avaliada. As simulações numéricas mostraram que a presença dos pinos de fibra de carbono mudou o sinal da tensão sy (na direção y) na região de interface pino-dentina na raiz do dente. Os pinos também aumentaram o nível de tensões no modelo resultando numa redução de 59% na resistência. Entretanto o ponto de aplicação da carga foi diferente nos corpos-de-prova e no modelo de simulação numérica.

Em ambos os métodos a presença de pinos de fibra de carbono em incisivos tratados endodonticamente introduziu uma concentração de tensões que reduziu significativamente sua resistência. (Os autores agradecem o suporte dado pelo CNPq e pela FAPEMIG.)

  B141  

Influência dos manipuladores mecânicos na película de cimentos ionoméricos encapsulados.

R. E. SENA*, W. A. VASCONCELLOS, J. F. B. G. GIOVANNINI, E. L. SOUZA, W. C. JANSEN.

Departamento de Odontologia Restauradora da FO-UFMG. Tel.: (0**31) 296-3940,
fax: (0**31) 296-9319. E-mail: wcjansen@ig.com.br

Este trabalho visa avaliar a influência do material e da variação da velocidade de dois diferentes manipuladores mecânicos na espessura de película de cimentos ionoméricos. Foram utilizadas trinta cápsulas de cimentos ionoméricos, sendo 10 de Ketac-Fill Aplicap®, 10 de Ketac-Silver Aplicap® e 10 de Ketac-Cem Aplicap®, sendo 5 delas empregadas para cada manipulador (Deutronix® e Capmix®). Após a manipulação, os cimentos foram colocado entre duas placas de vidro e submetidos a uma carga 14 kg. Após um período de 10 minutos, a película de cimento formada foi removida e então mensurada. Os resultados obtidos foram submetidos a análise de variância (ANOVA). Quando se utilizou o manipulador Deutronix, observou a formação de películas com médias de espessura (em mm) (0,00210, 0,00480 e 0,00447 para os cimentos Ketac-Cem, Ketac-Fill e Ketac-Silver respectivamente) significativamente menor quando comparada com o manipulador Capmix (0,00257, 0,00517 e 0,00590 para os cimentos Ketac-Cem, Ketac-Fill e Ketac-Silver, respectivamente).

Conclui-se que a potência dos manipuladores interfere de forma significativa na espessura de película e que o tipo do cimento ionomérico encapsulado constitui fator diferencial na escolha de um cimento para cimentação, visto a necessidade de películas com pequena espessura.

  B142  

Efeito de um cimento de ionômero de vidro sobre a remineralização de cárie na superfície oclusal – estudo in situ.

M. TOSTES*, A. C. GUEDES-PINTO, O. CHEVITARESE.

Departamento de Odontopediatria – USP; UFF.

O objetivo deste estudo in situ, do tipo cruzado, foi verificar a remineralização nas margens de fissuras seladas com cimento de ionômero de vidro. Dez voluntários adultos usaram os dispositivos intrabucais, contendo os blocos da região oclusal, por trinta dias para cada material teste. Quatro blocos foram obtidos de 12 dentes e cinco de 8 dentes, através de corte longitudinalmente, de vestibular para lingual, perfazendo oitenta e oito blocos, que foram divididos em cinco grupos, de modo que cada grupo tivesse blocos proveniente do mesmo dente. Grupo I, sem qualquer tratamento, grupo controle; Grupo II, blocos submetidos ao processo de cárie artificial (SEPPA; FORSS. J Clin Pediatr Dent, v. 13, n. 1, p. 39-42, 1991); Grupo III, igual ao Grupo II, porém selados com Delton (Dentsply); Grupo IV, igual ao Grupo II porém, selados com Fuji IX (Fuji IX – GC Corporation – Japan); Grupo V, igual ao II, mas sem selamento. Os Grupos I e II não foram submetidos ao meio bucal e serviram de controle, e os blocos do Grupo V foram inseridos no dispositivo intrabucal junto com os blocos do Grupo III. Fez-se análise de dureza Knoop, com carga estática de 25 g por 15 segundos, desde a base da fissura até uma abertura de 600 mm, preestabelecida entre os planos inclinados das cúspides (Micromet 2003). A cada 100 mm três penetrações foram realizadas, a primeira a 25 mm (Linha A) da margem da fissura, a segunda a 50 mm (Linha B) e a terceira a 100 mm (Linha C). Os dados foram analisados estatisticamente pelo teste F de Brieger e Bonferroni.

A recuperação de dureza (remineralização) só foi observada no Grupo IV, onde a média de dureza Knoop, no esmalte de sulcos e fissuras selados com Fuji IX, foi, estatisticamente, superior com relação aos grupos II, III e V em todas as distâncias testadas (p < 0,05).

  B143  

Efeito do laser de dióxido de carbono e do flúor sobre o esmalte íntegro e desmineralizado.

M. NOBRE dos SANTOS*, J. D. B. FEATHERSTONE, D. FRIED.

Departamento de Odontologia Infantil, FOP/UNICAMP; University of California San Francisco, CA, USA.

O presente estudo objetivou testar a hipótese de que a irradiação do esmalte dental com o laser de dióxido de carbono (CO2) associada ao flúor (FFA), pode eficazmente a progressão de cárie no esmalte dental íntegro e desmineralizado. Cento e dez blocos de esmalte dental humano foram divididos em 11 grupos: I) esmalte íntegro + ciclagem (controle); II) esmalte íntegro + 1 J/cm2; III) esmalte íntegro + 1,5 J/cm2 + ciclagem; IV) esmalte careado + ciclagem (controle); V) esmalte careado + 1 J/cm2 + ciclagem; VI) esmalte careado + 1 J/cm2 + F + ciclagem; VII) esmalte carea­do + F + 1 J/cm2 + ciclagem; VIII) esmalte careado + 1,5 J/cm2 + ciclagem; IX) esmalte careado + 1,5 J/cm2 + F + ciclagem; X) esmalte careado + F + 1,5 J/cm2 + ciclagem; XI) apenas esmalte careado. Oitenta blocos de esmalte foram parcialmente desmineralizados numa solução de ácido lático e carbopol com HAP a 50%. Os blocos foram submetidos a uma ciclagem de pH por 5 dias permanencendo 6 h na solução desmineralizadora (De) e 17:30 h na remineralizadora (Re) as concentrações de flúor (F) foram determinadas nas soluções de Des e Res após a ciclagem de pH nos grupos de I a X. A análise microrradiográfica foi realizada em amostras de 100 mm, calculou-se a perda relativa de mineral expressa como DZ (% de volume x mm), e determinou-se a porcentagem de inibição de cárie dos grupos tratados com laser (II a X). As médias (± desvio-padrão) foram respectivamente: 1) DZ = (I a X) = 1.043,7 ± 266,5 a; 683 ± ,0 b; 614,4 ± 240,0 b; 2.294,1 ± 446,2 c; 1.802,8 ± 338,7 d; 1.708,4 ± 309,3 de; 1.546,6 ± 315,8 ef; 1.791,1 ± 249,0 de; 1.656,4 ± 309,0 def e 1.384,6 ± 269 g. 2) % de inibição de cárie = 35%; 41%; 41%; 49%; 62%; 42%; 53% e 76%. 3) F = a concentração de flúor mostrou um aumento de 7 a 21% na solução Des uma redução de 22 a 44% na solução Re (p < 0,05).

O uso combinado do laser de CO2 e do FFA produziu uma redução significativa da progressão da cárie dental. (Apoio FAPESP nº 97/13049-3; FAEP nº 0084/98 e 0788/99.)

  B144  

Microestrutura do esmalte decíduo desmineralizado após escovação dentária.

A. A. NEVES*, R. A. CASTRO, E. T. COUTINHO, L. G. PRIMO.

Departamento de Odontopediatria e Ortodontia da FO-UFRJ; Ciência de Materiais e Metalurgia da PUC-RJ. Tel.: (0**21) 562-2098.

O objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos da escovação sobre o esmalte decíduo desmineralizado. Para isto, 6 segundos molares inferiores hígidos, armazenados em solução de formol à 4%, foram divididos em 6 partes através de secções no sentido cérvico-oclusal. Após seleção e exclusão de 4 espécimes defeituosos, originaram-se 32 corpos-de-prova que foram divididos aleatoriamente em 4 grupos: G1: sem tratamento; G2: condicionamento com ácido fosfórico a 37% por 30 segundos; G3: condicionamento + escovação com dentifrício não-fluoretado; G4: condicionamento + escovação com dentifrício fluoretado. Durante o período-teste (15 dias) as amostras foram armazenadas em saliva artificial (Farmácia Universitária – UFRJ), sendo que em G3 e G4 eram retiradas 3 X ao dia para se realizar a escovação. A força de aplicação foi padronizada com um dinamômetro em 0,2 kgf, tendo sido feitas 15 manobras de vai e vem em cada amostra. Findo o período-teste os corpos-de-prova foram lavados em água destilada, secos e metalizados com ouro (± 30 nm). Fotomicrografias (MEV – Zeiss 960, Alemanha, 10 kV, 80 mA) foram avaliadas qualitativamente. O G1, apresentou integridade superficial compatível com o esmalte hígido, apresentando riscos causados pela escovação habitual, enquanto que o G2 apresentou dissolução superficial expondo a estrutura prismática. G3 e G4 apresentaram nivelamento e presença de "debris" mineralizados na superfície de morfologia distinta do abrasivo (carbonato de cálcio), compatível com um esfregaço adamantino. No G4 não foram encontradas formações típicas de CaF2.

Diante das amostras estudadas, conclui-se que a escovação sobre o esmalte decíduo desmineralizado remove cristais dissolvidos e expõe novos prismas, levando ao nivelamento superficial gradual, característico do esmalte hígido. (Apoio financeiro: CNPq.)

  B145  

Efeito de formulações de dentifrícios com CaCO3/MFP versus SiO2/ MFP na inibição da desmineralização do esmalte – estudo in situ.

S. B. FRANCISCO*, C. M. TABCHOURY, A. DEL BEL CURY, G. SIMÕES, J. A. CURY.

Departamento de Bioquímica – UNICAMP. E-mail: jcury@fop.unicamp.br

Carbonato de cálcio CaCO3 é um abrasivo alcalinizante e tamponante usado em dentifrícios. Reduzindo a acidogenicidade bacteriana ele poderia interferir com o desenvolvimento da cárie dental, contribuindo para uma maior eficácia do flúor. Utilizando-se o modelo intra-oral de curta duração (ZERO et al., J Dent Res, 71 : 871-8, 1992), avaliou-se o efeito do CaCO3 na redução da desmineralização do esmalte dental. Blocos de esmalte dental (5 x 5 mm), com microdureza superficial conhecida, foram cobertos por uma camada de bactérias (“placa teste”) obtidas a partir de uma cultura de S. mutans, e colocados em placas palatinas confeccionadas para os voluntários (aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da FOP-UNICAMP). O estudo foi do tipo cruzado e os 10 voluntários foram submetidos a três grupos de tratamento: controle (escovação sem dentifrício), com dentifrício contendo 1.500 ppm de F- (MFP) a base de sílica (SiO2/MFP) ou carbonato (CaCO3/MFP). Após os voluntários terem escovados seus dentes por 1 minuto, os dispositivos intra-orais foram colocados nas bocas. Esperou-se 20 minutos para ação dos dentifrícios na “placa teste”, após o que sacarose a 20% foi bochechada. Decorridos 45 minutos da metabolização da sacarose pela “placa teste”, os dispositivos foram removidos para as análises. No esmalte foi determinada a microdureza (Knoop) superficial e calculada a porcentagem de perda mineral em relação a inicial (%PDS). Na “placa teste” foi determinada a concentração de flúor total (FT). Os resultados (médias ± desvio-padrão), respectivamente para os grupos controle, MFP/SiO2 e MFP/CaCO3 foram: % PDS: 24,75 ± 3,33 a; 7,70 ± 0,32 b; 3,54 ± 0,32 c; FT (mgF/g de peso úmido de “placa teste”): 0,16 ± 0,1 b; 2,71 ± 1,8 a; 2,74 ± 1,8 a. Médias seguidas de letras distintas diferem entre si (p < 0,05).

Os resultados mostraram que CaCO3 reduz a desmineralização do esmalte, sugerindo que o abrasivo pode contribuir para um maior efeito do flúor de dentifrício no controle da cárie dental. (FAPESP, Proc.99/12230-1.)

  B146  

Avaliação da estabilidade de flúor em dentifrícios da cidade de Manaus.

N. C. O. CONDE1, M. A. B. REBELO*1, J. A. CURY2.

1Universidade do Amazonas; 2FOP-UNICAMP.

A concentração de flúor solúvel total (ativo) em dentifrícios é um requisito necessário para sua capacidade de interferir no processo de cárie. Por outro lado, esta concentração de flúor ativo pode sofrer alteração em função do abrasivo utilizado, tempo e temperatura de armazenamento. O objetivo deste estudo foi avaliar a concentração e estabilidade do flúor em dentifrícios vendidos em Manaus. Os dentifrícios foram analisados quanto à concentração de flúor total, flúor solúvel total, MFP e flúor insolúvel, quando da aquisição e 4, 8, e 12 meses após, e ainda foram armazenados em duas condições: à temperatura ambiente e ar refrigerado. Os resultados em termos de flúor solúvel total (iônico + ionizável), logo após a aquisição, para os dentifrícios armazenados à temperatura ambiente, e após 12 meses foram respectivamente: Close-up (1.087,62 a; 1.061,78 a); Colgate (1.122,85 a; 757,80 b); Crest (1.101,22 a; 1.107,08 a); Gessy (1.363,56 a; 779,25 a); Signal (1.375,72 a; 1.057,78 b); Sorriso (1.243,26 a; 795,64 b); Tandy (1.114,80 a; 1.084,95 a). Enquanto para os dentifrícios armazenados em ar refrigerado, os resultados, após aquisição e 12 meses, foram respectivamente: Close-up (1.065,68 a; 1.072,02 a); Colgate (1.108,63 a; 861,13 b); Crest (1.137,30 a; 1.125,20 a); Gessy (1.379,98 a; 992,66 a); Signal (1.380,57 a; 109,57 b); Sorriso (1.287,61 a; 929,41 b); Tandy (1.150,75 a; 1.119,98 a).

Os resultados desse estudo sugerem que a condição ambiental no armazenamento dos dentifrícios com MFP e carbonato de cálcio podem influenciar na disponibilidade do flúor, entretanto os dentifrícios analisados estão de acordo com as normas brasileiras.

  B147  

Análise in vitro da citotoxicidade do Carisolv em cultura celular.

E. M. SANTOS, S. K. BUSSADORI*, M. M. M. JAEGER, A. C. GUEDES-PINTO.

Departamento de Odontopediatria e Patologia, FO-USP. Tel.: (0**11) 3091-7902.

A remoção química-mecânica do tecido cariado parece ser uma técnica promissora, sendo baseada em gel que afeta a dentina, removendo-a facilmente. O Carisolv é um produto utilizado para este fim, e por permanecer em contato direto com tecidos duros dos dentes e polpa, deve exibir alto grau de biocompatibilidade. O objetivo deste estudo foi avaliar a citotoxicidade in vitro do Carisolv em cultura celular. O Carisolv foi colocado em lamínulas de vidro, que foram depositadas sobre células em cultura, sendo utilizados fibroblastos NIH-3T3. Para o experimento de curto prazo, os períodos experimentais foram 0, 4, 8 e 12 horas. Para o experimento de longo prazo, ou sobrevivência celular, as células foram contadas após 1, 3, 5 e 7 dias da exposição da droga. Nesses períodos efetuamos a contagem celular, em triplicata para cada substância testada, pelo método de exclusão de células coradas pelo azul de Trypan. Nesses experimentos, observou-se que o grupo experimental no qual utilizou-se Carisolv observou-se número de células viáveis e porcentagem de viabilidade celular menores que a do grupo controle, porém permitiram o crescimento celular no experimento de longo prazo, e não determinaram morte celular no experimento de curto prazo.

Nossos resultados suportam a conclusão que o Carisolv não demonstrou ser citotóxico in vitro em cultura de fibroblastos.

  B148  

Influência do corante na ação do laser Nd:YAG sobre a dentina de dentes decíduos.

S. I. MYAKI*, I. WATANABE, E. Y. TANJI, C. P. EDUARDO.

Disciplina de Odontopediatria – FOUSP e Departamento de Anatomia – ICB-USP.
Tel.: (0**11) 3091-7835.

O objetivo deste estudo in vitro foi de avaliar ao microscópio eletrônico de varredura, os efeitos da irradiação do laser de Nd:YAG pulsado sobre a dentina de dentes decíduos, em função da aplicação prévia ou não de um corante iniciador de absorção. Foram utilizados vinte segundos molares decíduos inferiores que tiveram a face lingual desgastada com profundidade aproximada de 1,3 mm para exposição da superfície dentinária. As amostras foram divididas aleatoriamente em quatro grupos: G1 (n = 5): os espécimes receberam a irradiação do laser de Nd:YAG com potência média de 0,6 W, freqüência de 15 Hz, 40 mJ de energia por pulso e densidade de energia de 57 J/cm2; G2 (n = 5): as amostras receberam a aplicação de tinta nanquim, iniciadora de absorção, antes da irradiação do laser nos mesmos parâmetros descritos para o G1; G3 (n = 5): irradiação do laser de Nd:YAG com potência média de 1,0 W, freqüência de 10 Hz, 100 mJ de energia por pulso e densidade de energia de 141 J/cm2; G4 (n = 5): as amostras receberam a aplicação da tinta nanquim, iniciadora de absorção, antes da irradiação do laser nos mesmos parâmetros descritos para o G3. Todas as amostras foram desidratadas em álcoois, montadas em bases metálicas e cobertas com ouro para serem examinadas ao microscópio eletrônico de varredura (Jeol – JSM 6100). Observou-se que as amostras do G1 apresentaram a superfície dentinária coberta pela "smear layer". Já as amostras dos G2, G3 e G4 apresentaram-se com evidências de fusão e recristalização da dentina.

Concluiu-se que para ocorrer a remoção da "smear layer" e modificação da morfologia da superfície dentinária, a aplicação do corante iniciador de absorção é necessária somente quando utiliza-se a potência média de 0,6 W, freqüência de 15 Hz, 40 mJ de energia por pulso e densidade de energia de 57 J/cm2.

  B149  

Estudo em MEV da dentina de dentes decíduos após tratamento com CarisolvTM.

C. R. M. D. RODRIGUES*, M. D. M. OLIVEIRA, V. E. ARANA-CHAVEZ, R. S. MATHIAS.

Odontopediatria/FOUSP. Fax: (0**11) 3091-7854. E-mail: crmdrodr@fo.usp.br

A característica superficial da dentina é de grande relevância no processo de adesão, e pode ser influenciada pelo método de remoção da cárie, dentre outros fatores. O objetivo deste estudo foi avaliar a micromorfologia da dentina de dentes decíduos submetidos à remoção de cárie pelos métodos convencional (broca/baixa rotação) ou químico-mecânico (Carisolv). Dentes decíduos com cavidade de cárie, recém-extraídos, foram seccionados em duas partes, dividindo a lesão ao meio. Cada parte foi submetida a um dos seguintes tratamentos: remoção da cárie com Carisolv, remoção com broca, e estes tratamentos seguidos de condicionamento ácido. A avaliação foi feita em microscópio eletrônico de varredura Jeol 6100. Os dentes tratados da forma convencional mostraram superfície lisa e uniforme, com “smear layer” característica. Com o uso do CarisolvTM notou-se dentina bastante irregular, com predominância de uma camada amorfa, em flocos, recobrindo os túbulos dentinários, que foram visíveis em apenas alguns sítios. Em algumas regiões, foram observadas áreas semelhantes à “smear layer”, mas que apresentavam microfraturas. Após o condicionamento ácido, ambos os grupos mostraram túbulos dentinários expostos, de forma mais uniforme no grupo tratado com broca, e em ambos ficou evidenciada a trama do colágeno. Bactérias foram observadas em todos os grupos, independentemente do tratamento.

O uso do Carisolv formou predominantemente uma “smear layer” de aspecto amorfo e diferente do obtido com broca; ambos métodos propiciaram exposição dos túbulos dentinários após condicionamento ácido.

  B150  

Avaliação da remoção de placa bacteriana de escova dental convencional e alternativa em bebês.

C. G. D. C. ZARDETTO*, D. G. BORGES, C. R. M. D. RODRIGUES, R. S. VILLENA.

Departamento de Odontopediatria – FOUSP.

A presença de biofilme vísível clinicamente é considerado um importante preditor de atividade de cárie; e, a respeito disso, existem poucos trabalhos sobre o controle de biofilme em crianças de pouca idade. O objetivo deste estudo foi comparar a eficácia da remoção de placa bacteriana de uma escova dental alternativa, que apresenta cabo e astilhas feitas do mesmo material termoplástico (Baby Científica) e uma escova convencional (Oral-B 20). Vinte e quatro crianças entre 10 e 33 meses de idade de uma creche da cidade de São Paulo participaram deste estudo. Uma única pessoa, a enfermeira da entidade, realizou a higiene nas crianças na posição de joelho-a-joelho. Um revelador de placa bacteriana fluorescente e ativado por fotopolimerizador (Plaque-Test, Vivadent) foi usado antes e depois da higiene, para anotar os índices do biofilme segundo PHP (Podshadley Haley Performance) que varia de 0 a 5. Os índices iniciais de biofilme dental foram 3,88 (± 0,72) e 3,70 (± 0,71) e os índices finais 2,09 (± 0,65) e 2,00 (± 0,66) para escovas Baby Científica e Oral-B 20, respectivamente. Esta anotação foi feita por um único examinador previamente calibrado. Somente as faces vestibulares dos dentes anteriores inferiores e superiores foram avaliadas.

A média de remoção de biofilme dental foi de 45,94% para escova Baby Científica e 46,13% para escovas Oral-B 20. A análise estatística (ANOVA) mostrou que não houve diferença estatisticamente significante entre as duas escovas neste estudo, quanto a remoção do biofilme.

  B151  

Estudo in vitro da remineralização do esmalte condicionado com ácido fosfórico.

F. A. M. SANTOS*, M. KURAMOTO JR., E. MATSON, C. P. EDUARDO.

Universidade de São Paulo, Departamento de Dentística. Tel.: (0**11) 3091-7841.
E-mail: p-famsan@fo.usp.br

Este estudo procurou avaliar os efeitos da aplicação de ácido fosfórico a 37,5% no que concerne à microdureza superficial do esmalte. 12 incisivos inferiores humanos isentos de lesões de cárie foram incluídos em resina acrílica. Após a exposição do esmalte, as amostras foram submetidas ao teste de microdureza de Vickers (3 endentações por amostra). Em seguida, as amostras foram submetidas a condicionamento com ácido fosfórico 37,5% por 15 segundos, lavadas por 30 segundos e secas, sendo novamente submetidas ao teste de microdureza Vickers conforme descrito anteriormente. As amostras foram acondicionadas em saliva artificial por 72 horas e submetidas ao teste de microdureza Vickers. A microdureza média inicial foi de 285,91 ± 17,05, enquanto a do esmalte condicionado foi de 207 ± 28,32 e do esmalte remineralizado de 262,05 ± 17,25. Os resultados originais foram submetidos a análise de variância (p < 0,05) e ao teste Tukey (p < 0,05), permitindo afirmar que houve diferença estatisticamente significante entre todos os grupos quando comparados entre si.

Os resultados obtidos permitem concluir que: o condicionamento ácido do esmalte reduz a microdureza superficial de maneira estatisticamente significativa. A manutenção do esmalte condicionado em saliva artificial aumentou a microdureza superficial do esmalte condicionado de maneira a diferir estatisticamente deste, mas não a valores que possam ser considerados iguais ao esmalte não submetido a condicionamento ácido.

  B152  

Avaliação de parâmetros indicadores de atividade de cárie, segundo padrão nutricional.

S. R. JAMELLI*, G. B. L. COUTO.

Departamento de Odontologia Preventiva e Social – Universidade de Pernanbuco.

Este estudo foi realizado na cidade de Recife, região nordeste do Brasil. Teve por objetivo avaliar a influência do estado nutricional sobre o índice de cárie na dentição decídua, assim como outros parâmetros indicadores de atividade de cárie. Os fatores analisados foram: fluxo salivar, capacidade tampão, índice de placa, freqüência de escovação, consumo de sacarose, número de lesões de mancha branca. Fizeram parte de amostra 149 crianças, na faixa etária de 4 a 6 anos de idade, sendo 100 delas em estado nutricional normal (grupo 1) e 49 com quadro de desnutrição crônica (grupo 2), classificadas de acordo com o padrão NCHS-OMS. A análise estatística foi realizada através do teste Mann-Whitney. Os resultados indicaram uma maior prevalência de cárie (g1 = 3,0, g2 = 5,4, p = 0,0001), assim como, maior número de lesões de mancha branca ativas (g1 = 2,0, g2 = 4,1, p = 0,0012), menor fluxo salivar (g1 = 0,68 ml/min, g2 = 0,57 ml/min, p =  0,0002) e piores condições de higiene oral (índice de O’Leary, g1 = 54,3% faces, g2 = 63% faces, p = 0,0235) no grupo de crianças desnutridas. A análise do consumo de sacarose (g1 = 2,8, g2 = 2,4, p = 0,0776) e da capacidade tampão (g1 = 3,25, g2 = 3,13, p = 0,1395) não apresentou significância estastística.

Pode-se concluir que há fortes indicadores de que indivíduos acometidos pela desnutrição crônica, venham a pertencer a um grupo de maior susceptibilidade à cárie dental.

  B153  

Efeito da aplicação de TiF4 e NaF sobre esmalte decíduo desmineralizado.

R. CASTRO*, A. A. NEVES, E. T. COUTINHO, P. B. DUTRA, I. P. R. SOUZA.

Departamento de Odontopediatria e Ortodontia FO-UFRJ; CMM PUC-RJ.
Tel.: (0**21) 562-2098.

O objetivo do presente trabalho foi analisar através do MEV o efeito da aplicação de tetrafluoreto de titânio (TiF4) sobre o esmalte decíduo desmineralizado, sendo este comparado ao fluoreto de sódio (NaF). Para isto foram obtidos 8 segundos molares decíduos extraídos e armazenados em formol tamponado a 4%, dos quais foram aproveitadas 4 amostras de cada dente. Estas receberam profilaxia e foram divididas em 4 grupos de 8 amostras, recebendo os seguintes tratamentos: G1: controle, G2: desmineralização com ácido fosfórico a 37% por 30 s, G3: desmineralização e aplicação de solução aquosa TiF4 a 1% por 1 min., G4: desmineralização e aplicação de gel neutro de NaF a 2 % por 1 min. Após tratadas, as amostras foram imersas em saliva artificial por 2 semanas, sendo subseqüentemente lavadas com água destilada, e, após secagem, metalizadas com ouro para serem observadas no MEV (10 kV e 80 mA). As amostras do G1 apresentaram superfície regular com padrão normal, enquanto no G2 foram observadas áreas irregulares de desmineralização com destruição nas bainhas dos prismas de esmalte e algumas “ilhas” de esmalte não afetado. No G3 o esmalte apresentava uma cobertura eletrodensa que dificultava a observação dos contornos dos prismas, corroborando achados na literatura sobre a formação de uma cobertura rica em titânio capaz de diminuir a solubilidade do esmalte após o tratamento com TiF4 (WEY et al., J Dent Res, 55 : 3, 1976). No G4 a superfície se assemelhava ao G2 e não foi encontrado fluoreto de cálcio, o qual pode ter se solubilizado durante a permanência na saliva artificial.

Pode ser concluído que o TiF4, ao contrário do NaF, foi capaz de formar uma cobertura sobre a superfície do esmalte decíduo que continuou presente, mesmo após o contato prolongado com saliva artificial. (Apoio financeiro: CAPES.)

  B154  

Toxicidade de diferentes concentrações de clorexidina líquido e gel em cultura celular.

E. M. SANTOS, L. M. M. MODESTO*, S. K. BUSSADORI, M. M. M. JAEGER.

Departamento de Odontopediatria e Patologia, FO-USP. Tel.: (0**11) 3091-7902.

Diversos materiais têm sido estudados na profilaxia da cárie, sendo a clorexidina o material que recebe maior atenção. Vários estudos foram desenvolvidos para determinar a concentração ideal de clorexidina a ser utilizada. Nosso objetivo foi avaliar a citotoxicidade in vitro de cinco concentrações de clorexidina, a saber, 0,12%, 0,2%, 1%, 2% e 5%, nas formas físicas líquido e gel. Os materiais foram colocados em lamínulas de vidro, que foram depositadas sobre células em cultura. Foram utilizados fibroblastos NIH-3T3, plaqueados em 1 x 104 células por placa de Petri. Nas culturas controle as lamínulas de vidro foram adicionadas sem substância. Nos experimentos de longo prazo, sobrevivência celular, os períodos experimentais foram 1, 3, 5 e 7 dias. Nesses períodos efetuamos a contagem celular, em triplicata para cada substância testada, pelo método de exclusão de células coradas pelo azul de Trypan. Nesses experimentos, observou-se que os grupos experimentais nos quais utilizou-se clorexidina nas concentrações de 2% e 5% nas formas gel e líquido apresentaram morte celular desde o primeiro dia do experimento. Os grupos experimentais que utilizaram clorexidina nas concentrações 0,12% e 0,2% na forma física líquido e gel apresentaram porcentagem de viabilidade celular entre 70 a 100% e 80 a 100% durante todo período experimental, respectivamente. Quando comparamos a influência da forma física na citotoxicidade da clorexidina observamos que a forma líquida apresentou maior toxicidade.

Nossos resultados suportam a conclusão que clorexidina nas concentrações de 0,12% e 2% são significativamente menos citotóxicas in vitro em cultura de fibroblastos do que as outras concentrações testadas, e a forma de gel apresentou menor toxicidade em todas as concentrações.

  B155  

Avaliação de tratamentos não-invasivos aplicados à superfícies oclusais.

F. M. FLÓRIO*, A. C. PEREIRA, J. C. RAMACCIATO, M. C. MENEGHIM.

Departamento de Odontologia Social – FOP/UNICAMP. Tel.: (0**19) 430-5209.
E-mail: flaviaflorio@yahoo.com

Este estudo teve como objetivo avaliar a eficiência de diferentes métodos preventivos utilizados como tratamentos não-invasivos para lesões de cárie em esmalte. A amostra inicial foi constituída por 108 primeiros molares permanentes de 34 crianças com idade entre 6 e 7 anos, residentes em Piracicaba – São Paulo. Os dentes foram divididos em três grupos de tratamento: a) selamento ionomérico de fóssulas e fissuras - Vitremer® (n = 29); b) verniz fluoretado - Duraphat® (n = 36) e c) controle: higiene oral associada a bochechos fluoretados semanais (0,2% NaF) (n = 33), sendo que na mesma criança apenas um tipo de tratamento foi realizado. Foram realizadas, em um total de 98 dentes (90,7%), quatro avaliações clínicas: 3, 6, 9 e 12 meses após os exames iniciais, quando as características relacionadas à atividade e progressão da lesão foram avaliadas pelo teste exato de Fisher. Os resultados mostraram que após 12 meses, ocorreu o processo de inativação das lesões de cárie nos três grupos de tratamento, sendo 100% para o grupo do selante ionomérico, 83,4% para o do verniz fluoretado e 81,9% para o controle, considerando-se que o grupo selante mostrou diferença estatisticamente significante (p < 0,05) em relação aos demais grupos de tratamento. Quatro dentes da amostra (4,1%) apresentaram características clínicas e/ou radiográficas que justificaram a interrupção do tratamento não-invasivo, sendo dois do grupo controle e dois do grupo do verniz fluoretado, mas não houve diferença estatística significante com relação à progressão de cárie entre os grupos de tratamento.

Com base nos resultados, os tratamentos avaliados foram capazes de controlar tanto a progressão quanto a atividade de cárie em molares permanentes com cárie em esmalte. (Apoio: FAPESP nº 98/02761-7.)

  B156  

Comparação in vitro entre diferentes métodos de diagnóstico oclusal.

V. PARDI*, F. L. MIALHE, A. C. PEREIRA, M. C. MENEGHIM, F. M. FLÓRIO,
G. M. B. AMBROSANO.

Departamento de Odontologia Social – FOP/UNICAMP. Tel.: (0**19) 430-5209.
E-mail: vpardi@uol.com.br

O objetivo deste trabalho foi determinar a efetividade dos métodos Visual, Videoscópico, FOTI e um aparelho de laser fluorescente (DIAGNOdent 2095 KaVo, Biberach, Alemanha), para o diagnóstico de cáries em superfícies oclusais. Inicialmente foi realizada uma fase piloto com a utilização de 5 dentes, em seguida, houve uma calibração dos dois examinadores participantes do estudo, na qual foram utilizados 10 dentes, enquanto na fase experimental, utilizaram-se 66 dentes (36 molares e 30 pré-molares), totalizando 144 "sites" identificados através de fotografias das superfícies oclusais. A validação do experimento se deu através do exame histológico. Para os dois examinadores, os valores de especificidade dos exames Visual (0,91 a 0,96), Videoscópico (0,74 a 0,96) e FOTI (0,98 a 0,99) foram altos, enquanto que a sensibilidade foi baixa, variando de 0,07 a 0,27 para os exames ctiados. Em contrapartida, o exame por laser fluorescente mostrou alta sensibilidade, com valores variando de 0,81 a 1,0, enquanto a especificidade diminuiu substancialmente, quando se utilizou o critério de validação histológica com lesão de cárie em dentina (de 0,77 a 0,86 – cárie em esmalte para 0,52 a 0,59 – cárie em dentina).

Conclui-se que o aparelho DIAGNOdent apresentou boa capacidade em identificar qualquer alteração da superfície dentária, porém apresenta o inconveniente de realizar muitos diagnósticos falso-positivos quando se utiliza validação em dentina, enquanto que os métodos Videoscópico e FOTI podem auxiliar o exame visual para diagnóstico de cárie oclusal. (Apoio FAPESP nº 97/02161-7.)

  B157  

Avaliação de fatores de risco de cárie e correção da mordida cruzada posterior.

A. M. R. MORATO*, J. A. CURY, V. C. V. SIQUEIRA, F. BÉRZIN.

Laboratório de Bioquímica Oral – FOP-UNICAMP. E-mail: jcury@fop.unicamp.br

O objetivo deste trabalho foi avaliar a relação entre a correção ortodôntica da mordida cruzada posterior com aparelho removível tipo Planas e os fatores de predisposição à cárie. Para tanto, foram analisadas 20 jovens de ambos os sexos, com idade entre 7 a 9 anos, com mordida cruzada posterior (aprovado pelo Comitê de Ética da FOP-UNICAMP). Os fatores estudados foram: fluxo salivar total sem estimulação; fluxo salivar total estimulado; fluxo da saliva parotidiana; capacidade tampão; depuração de açúcar pela saliva; determinação do volume residual; contagem salivar de estreptococos do grupo mutans; distribuição e mapeamento da placa dental oclusal. Estes fatores foram analisados nos seguintes períodos: antes da colocação do aparelho removível; 1 mês após o uso do aparelho; imediatamente após a correção da mordida cruzada e 1 mês após a retirada do aparelho. O fluxo salivar total, estimulado ou não, aumentou durante o tratamento e manteve-se elevado mesmo após um mês da correção da oclusão (p < 0,05); o mesmo foi observado com relação ao fluxo da saliva parotidiana (p < 0,05). A capacidade tampão da saliva não aumentou logo após o início do tratamento, mas foi maior que o inicial quando do final do mesmo (p < 0,05). A depuração salivar de açúcar foi maior que a inicial e após a correção da oclusão, mantendo-se aumentada 1 mês após a conclusão do tratamento (p < 0,05). O volume residual diminuiu durante o tratamento e voltou a aumentar após a retirada dos aparelhos (p < 0,05). A contagem salivar de estreptococos do grupo mutans aumentou durante o tratamento, mas retornou aos valores iniciais após a retirada dos aparelhos (p < 0,05). A placa dental oclusal diminuiu com o restabelecimento da oclusão (p < 0,05).

Concluiu-se que a correção da mordida cruzada com aparelho ortodôntico removível não aumenta o risco de cárie do paciente com relação aos fatores salivares e embora haja aumento da contagem de S. mutans esta volta ao normal após a conclusão do tratamento. Observou-se também que há um menor acúmulo de placa dental oclusal com o restabelecimento da oclusão normal.  (FAPESP – Proc. 98/01244-9.)

  B158  

Dose de risco de fluorose dental a que são submetidas crianças conforme a variação de temperatura ambiental, em região de água fluoretada.

Y. B. O. LIMA*, J. A. CURY.

FOP-UNICAMP. E-mail: jcury@fop.unicamp.br

Tendo em vista a preocupação com o aumento na prevalência de fluorose dental, todas as fontes e fatores que podem contribuir para uma exposição sistêmica ao flúor (F) devem ser estudados. Em região de água fluoretada, um fator importante é a temperatura, principalmente em países tropicais. Além disso, a exposição a dentifrícios fluoretados é relevante devido à ingestão inadvertida dos mesmos durante a escovação, por crianças em idade crítica para fluorose dental. O limiar, em termos de risco, tem sido considerado uma dose entre 0,05 e 0,07 mg F/kg/dia. Neste trabalho foi avaliado o efeito da temperatura na dose de F a que são submetidas crianças pela exposição à água fluoretada (0,7 ppm F) nas quatro estações do ano, além da contribuição da escovação com dentifrício para a dose total. Após aprovação pelo Comitê de Ética da FOP/UNICAMP, foram selecionadas 23 crianças entre 20 e 30 meses de idade, residentes em Piracicaba/SP. Para a determinação da dose total, foi feita a coleta da dieta duplicada (sólidos e líquidos) e dos produtos da escovação nas quatro estações do ano. A extração de F dos alimentos foi feita pela técnica de microdifusão facilitada por HMDS. A quantidade de F ingerido pela escovação foi calculada subtraindo-se a quantidade recuperada (expectoração e lavagem da escova) da utilizada (peso de dentifrício e sua concentração de F). As análises de F foram feitas com eletrodo específico Orion 96-09. As médias (± dp) da dose (mg F/kg/dia) devido à dieta (DoDi), dentifrício (DoDe) e total (DT), respectivamente na primavera, verão, outono e inverno, foram: 1) DoDi: 0,042 ± 0,009 a; 0,039 ± 0,009 a; 0,039 ± 0,014 a e 0,039 ± 0,014 a. 2) DoDe: 0,058 ± 0,046 a; 0,052 ± 0,020 a; 0,049 ± 0,021 a e 0,054 ± 0,026 a. 3) DT: 0,094 ± 0,049 a; 0,091 ± 0,024 a; 0,087 ± 0,019 a e 0,092 ± 0,032 a. Não houve diferença significativa (p > 0,05) nas doses de F, durante as estações do ano.

Considerando que a dose total de F foi superior ao limite de 0,05 a 0,07 mg F/kg em todas as estações, sugere-se a avaliação de diferentes medidas, em termos de risco/benefício, visando a redução da exposição sistêmica ao flúor.  (Apoio FAPESP – processo 98/01709-1.)

  B159  

Dentifrícios nacionais – componentes básicos, indicação, tipo e quantidade de fluoreto.

C. C. da COSTA, I. C. S. ALMEIDA, L. CARDOSO*.

Pós-Graduação em Odontologia – Universidade Federal de Santa Catarina. Tel.: (0**48) 331-9531.

Os dentifrícios são excelentes veículos de substâncias terapêuticas para a cavidade bucal, em especial, para os dentes. De todos os agentes terapêuticos introduzidos nos dentifrícios, o que mostrou melhores resultados em termos de eficácia foi o flúor, apresentando uma redução de 25 a 40% na prevalência da doença cárie. Este estudo fez um levantamento dos principais componentes, da indicação, do tipo e da quantidade de fluoreto de 56 dentifrícios. A partir das formulações contidas nas embalagens, observou-se que, na composição, os elementos mais prevalentes foram: dióxido de silício como abrasivo em 19,64% das amostras, laurilssulfato de sódio como detergente em 85,71%, sorbitol como umectante em 30,35%, carboximetilcelulose como aglutinante em 51,78%, associação entre sacarina e sorbitol como agente de sabor em 75%, formaldeído como conservante em 19,64%, água em 91,07% e flúor na forma de MFP em 60,71%. Em relação a indicação principal: 42,85% dos dentifrícios foram classificados como anti-cárie, 14,28% como fitoterápico, 10,71% como infantil, 8,92% como anti-placa, 7,14% como anti-tártaro, 7,14% como dessensibilizante, 5,35% como sem flúor, 1,78% como branqueador e 1,78% como removedor de manchas. Considerando-se o tipo e a quantidade de fluoreto presente, 44% dos dentifrícios continham entre 1.300–1.500 ppm de flúor na forma de MFP, 22% entre 1.000–1.100 ppm de flúor na forma de NaF, 18% entre 1.000–1.100 ppm de flúor na forma de MFP, 8% entre 1.100–1.300 ppm de flúor na forma de MFP e 8% entre 1.300–1.500 ppm de flúor na forma de NaF.

Os resultados sugerem que grande parte dos dentifrícios contém fluoreto em sua composição em quantidades que variam de 1.300-1.500 ppm. Este dado é importante no contexto da promoção de saúde, entretanto traz a necessidade de cuidados quanto a indicação do tipo e da quantidade utilizada, devido ao risco de desenvolvimento de fluorose nos dentes permanentes.

  B160  

Avaliação longitudinal da fluoretação da água de um sistema de abastecimento público.

S. M. PAIVA*, J. A. CURY.

Departamento de Odontopediatria Ortodôntica, FO-UFMG; Laboratório de Bioquímica, FOP-UNICAMP, Brasil. E-mail: smpaiva@uol.com.br

O controle da dose de flúor a que a população está sendo exposta é de fundamental importância para que benefícios possam ser obtidos sem a ocorrência de uma fluorose dentária esteticamente comprometedora. O propósito desta pesquisa foi acompanhar longitudinalmente a fluoretação da água de abastecimento de um sistema público. Para tanto, foram realizadas coletas de 112 amostras de água durante um período de 3 anos (1997-2000) na cidade de Ibiá – MG. Tais amostras foram obtidas periodicamente em pontos diversificados da cidade. As análises do conteúdo de flúor foram realizadas utilizando-se um analisador de íons EA940 com um eletrodo flúor-específico ORION 96-09. Os resultados mostraram um teor de flúor médio de 0,60 ppm (partes por milhão), desvio-padrão: 0,177, variabilidade: 0,15-0,98 ppm. Considerando-se a média das temperaturas máximas diárias (26,7ºC) nesta comunidade, a concentração ótima de flúor seria de 0,7 ppm, aceitando-se uma faixa de 0,6 a 0,8 ppm. Assim, o valor médio obtido foi inferior ao nível reconhecido como ótimo. Além disso, a ampla variabilidade encontrada mostrou que este sistema de fluoretação de água apresenta problemas quanto à manutenção de sua regularidade, inclusive com picos muito baixos (0,15 ppm). Os percentuais das amostras dentro da faixa considerada adequada foi assim distribuído: 0%, 33,3%, 100%, 100%, 38,5%, 50%, 50%, 0%. Estes resultados evidenciaram descontrole deste sistema de fluoretação, sendo que as análises iniciais e finais não apresentaram nenhuma amostra dentro da faixa adequada.

Sendo assim, a população desta comunidade está sendo submetida a uma concentração de flúor na água inferior à recomendada e irregularmente distribuída no período pesquisado. Medidas devem ser tomadas no sentido de regularizar e manter a fluoretação dentro dos limites ótimos.

  B161  

Perda de estrutura dentária na remoção de restaurações em compósitos.

A. M. A. MARTINS*, M. A. J. ARAÚJO.

Departamento de Odontologia – UNITAU; Departamento de Materiais Odontológicos e Prótese – FOSJC.

Este estudo teve como objetivo quantificar a perda de estrutura dentária durante a remoção de restaurações em resina composta, realizada por quatro operadores com diferentes níveis de especialização e tempo de formação acadêmica. Os profissionais selecionados foram: operador A- recém-formado, operador B- cirurgião-dentista estagiário formado há três anos, operador C - especialista formado há quinze anos e operador D - clínico-geral formado há vinte e cinco anos. Foram utilizados quarenta pré-molares, extraídos previamente, e divididos em quatro grupos de dez dentes. Em cada dente foi realizado preparo cavitário classe II e restauração em resina composta, seguindo os princípios da Dentística Restauradora. Cada operador removeu um grupo de dez dentes restaurados. A metodologia baseou-se na diferença entre as pesagens realizadas após o preparo cavitário e após a remoção das restaurações pelos operadores, a qual permitiu avaliar a perda de estrutura dentária. Os resultados foram analisados pelo teste ANOVA e Tukey, significantes em nível de 5%.

A perda média de estrutura dentária (g) para cada operador foi: A) 0,0233; B) 0,01410; C) 0,01530; D)0,03420. Houve diferença estatisticamente significante na quantidade de estrutura perdida entre os operadores B-D e C-D. O nível de especialização foi um fator importante e preponderante sobre o tempo de formação acadêmica quando avaliou-se os procedimentos de substituição de restaurações em resina composta.

  B162  

Estudo do potencial antimicrobiano do CarisolvTM sobre a dentina cariada.

A. R. ROMANO, M. B. R. SILVA*, R. R. PEREIRA, M. P. DELLA-FLORA, M. A. AMARAL,
R. M. BANDEIRA, A. RODRIGUES.

Odontopediatria e Microbiologia da UFPel. Tel.: (0**53) 222-6690.
E-mail: maurenratto@yahoo.com.br

A remoção química da dentina cariada tem sido uma alternativa ao preparo cavitário convencional. O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito antimicrobiano do CarisolvTM sobre dentina cariada e culturas de Streptococcus mutans e Lactobacillus sp. Para avaliação de seu efeito sobre a dentina, foram selecionados dentes permanentes cariados frescos (24 h), montados, simulando a situação clínica e coletadas amostras da lesão, antes do uso do gel (controle positivo) e após cada aplicação do produto até que este apresentasse aspecto limpo. Cada coleta foi inoculada em meio de cultura BHI caldo e incubada por 48 horas/37ºC. Para avaliar mais precisamente o efeito do Carisolv sobre o crescimento de Streptococcus mutans e Lactobacillus sp foram utilizadas diferentes dosagens do gel em meio líquido BHI. Tal efeito sobre os Streptococcus mutans foi mais eficiente (dose 0,1 ml) e mais rápida do que sobre Lactobacillus sp (dose 0,5 ml). As amostras de gel do preparo cavitário mostraram uma diminuição gradativa da turvação no meio de cultura (crescimento bacteriano), revelando a ausência de microrganismos quando o gel apresentava-se limpo.

Diante dos resultados obtidos, concluímos que houve correspondência entre as orientações do fabricante quanto à remoção química da dentina cariada e sua contaminação. (Financiado pelo Programa Especial de Treinamento.)

  B163  

Análise comparativa da remoção de placa bacteriana pela escovação manual e elétrica em crianças.

C. C. da COSTA*, L. C. da COSTA FILHO, M. L. SORIA, A. P. R. MAINARDI, S. D. PROVENSI.

Departamento de Estomatologia – Universidade Federal de Santa Maria. Tel.: (0**55) 222-3444.

A escovação manual é altamente eficaz, quando bem executada por um período de tempo apropriado, mas esses critérios não são preenchidos pela maioria dos pacientes e uma maneira de implementar a motivação e a técnica de escovação é através do emprego de uma escova elétrica. O presente estudo teve como proposta investigar o tipo de escova dental (manual e elétrica) mais eficaz na remoção da placa bacteriana. Quinze crianças com idades entre 4 e 5 anos, portadoras de dentadura decídua, e 14 crianças com idades entre 10 e 12 anos, portadoras de dentadura mista foram divididas em 2 grupos e, aleatoriamente, designadas a usar a escova elétrica ou a escova manual. Na primeira sessão, realizou-se completa remoção da placa bacteriana e as crianças ficaram sem escovar os dentes pelo período de 24 horas. Na segunda sessão, foi realizada revelação da placa bacteriana de todas as faces vestibulares e palatinas/linguais e sua mensuração através do índice de Silness e Löe. A seguir, as crianças escovaram os dentes por 2 minutos com a escova predeterminada. Após a escovação, foi realizada revelação e mensuração da placa bacteriana residual. Nos sete dias seguintes, os participantes retornaram ao seu método usual de higiene oral. Passado esse período, as crianças trocaram para a outra escova dental e foram repetidos os mesmos procedimentos adotados anteriormente.

De acordo com a análise estatística dos resultados obtidos, não houve diferença significante na remoção de placa bacteriana quando as escovas foram utilizadas por crianças de 10 a 12 anos de idade, porém a escova elétrica foi mais eficaz na remoção de placa bacteriana das faces palatinas/linguais em crianças de 4 a 5 anos de idade.

  B164  

Laser de Nd:YAG na prevenção de cáries oclusais: pesquisa clínica.

H. G. D. BOARI , D. M. ZEZELL.

Centro de Lasers e Aplicações Biomédicas – IPEN/CNEN – SP; Faculdade de Odontologia – ­Universidade de São Paulo.

Muitos trabalhos, in vitro, têm provado a eficiência do laser de Nd:YAG no aumento da resistência ácida do esmalte dental. O objetivo deste trabalho foi avaliar a eficiência do laser de Nd:YAG, associado ao fluorfosfato acidulado na prevenção de cáries em sulcos e fissuras, da face oclusal, de dentes molares e pré-molares, em crianças e adolescentes. Este trabalho foi aprovado pela Comissão de Ética da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo e do IPEN (Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares). Previamente à aplicação clínica do laser de Nd:YAG, foi desenvolvido um estudo, ao MEV, dos efeitos de vários pigmentos foto absorvedores concomitantemente ao laser de Nd:YAG para otimizar o seu efeito absortivo. O carvão pulverizado misturado com partes iguais de água e álcool mostrou ser o pigmento mais adequado, pois além de promover a fusão do esmalte é fácil de ser removido dos sulcos e fissuras. Foram selecionados 33 pacientes, com idades variando entre 7 e 15 anos, totalizando 242 dentes molares e/ou pré-molares, livres de cáries ou manchas de descalcificação em ambos os arcos dentais. Os dentes do lado esquerdo foram utilizados como controle. As faces oclusais dos dentes do lado direito foram cobertas com o pigmento de carvão e então foram varridas com o laser de Nd:YAG. As condições de irradiação foram: 60 mJ/10 Hz, densidade de energia de 84,9 mJ/cm2, fibra com diâmetro de 300 mm. O procedimento foi repetido por três vezes. Após a irradiação os dentes de ambos os arcos foram cobertos com fluorfosfato acidulado por três minutos. Os resultados clínicos finais foram avaliados após um ano do tratamento inicial.

Os resultados mostraram 27,27 % de dentes com sinais de cáries incipientes no grupo controle e 10,75 % no grupo onde se aplicou o laser seguido do flúor.

  B165  

Análise histomorfométrica do efeito indutor da matriz dentinária descalcificada homóloga sobre o tecido ósseo.

V. A. P. CARVALHO*, D. O. TOSELLO, M. F. GOMES, M. A. C. SALGADO.

FOP – UNICAMP e FOSJC – UNESP – Departamento de Ciências Básicas – Histologia.

Muitas pesquisas tem sido realizadas para acelerar a resposta de reparação óssea utilizando-se como material osteoindutor a matriz dentinária desmineralizada autóloga (MDDA), devido a sua maior compatibilidade imunológica. A matriz dentinária tem demonstrado grande potencial osteogênico, caracterizando uma heteroindução tecidual. Embora a MDDA tenha sido amplamente testada em enxertos ósseos, não se conhece nenhum trabalho até o momento sobre a aplicação da matriz dentinária descalcificada homóloga (MDDH) em enxertos ósseos. Pelo exposto, pensou-se em realizar um estudo da efetividade da MDDH como material osteoindutor. Neste trabalho foram utilizados 18 coelhos divididos em dois grupos de 9 animais cada. No grupo controle foram realizados defeitos cirúrgicos de 5 mm de diâmetro na tábua óssea vestibular da mandíbula, na altura dos terceiros molares. No grupo experimental foram colocadas, na periferia do defeito ósseo, fatias de MDDH de 8 mm de espessura preparadas segundo a técnica de CATANZARO-GUIMARÃES et al., Int J Oral Maxillofac Surg, v. 15, p. 160-9, 1986. Os animais foram sacrificados após os períodos de 30, 60 e 90 dias para a retirada das hemimandíbulas, as quais foram descalcificadas em EDTA para obtenção dos cortes histológicos corados em HE e Picrosírius. Estes foram submetidos à analise histomorfométrica para a quantificação da matriz óssea neoformada. Após análise estatística (ANOVA e teste de Tukey – p < 0,05) verificou-se que a média de formação de matriz óssea foi maior e estatisticamente significante no grupo experimental.

Concluiu-se que a MDDH induz à neoformação óssea, de maneira mais rápida e em maior volume nos períodos observados.

  B166  

Efeito in situ de um agente clareador sobre a microdureza de esmalte dental hígido e desmineralizado.

F. A. P. LIMA*, M. C. SERRA, A. L. RODRIGUES JR.

FACISU-UNIPAR; FOP-UNICAMP; FOAr-UNESP. Tel.: (0**44) 623-3493.

O objetivo deste estudo in situ foi avaliar o efeito de um agente clareador sobre esmalte dental hígido e desmineralizado. Fragmentos dentais de 4 x 4 mm, um hígido e um com lesão artificial de cárie incipiente, foram fixados na face vestibular dos primeiros molares superiores de 23 voluntários. Estes voluntários realizaram tratamento clareador caseiro, utilizando um gel de peróxido de carbamida a 10% com carbopol (Opalescence – Ultradent) por 3 semanas e um placebo, por outras 3 semanas, por 8 h diárias, em delineamento "crossover" 2 x 2. O tratamento clareador foi precedido por um período de "run in" de 2 semanas e um de "wash out", entre os períodos experimentais, também de 2 semanas. O efeito de agentes clareadores sobre esmalte dental hígido e desmineralizado foi comparado através da avaliação de microdureza Knoop em diferentes profundidades e os valores estão expressos na tabela:

 

Placebo

Tratado

 

Desmineralizado

Hígido

Desmineralizado

Hígido

Profundidade

30 mm

50 mm

70 mm

30 mm

50 mm

70 mm

30 mm

50 mm

70 mm

30 mm

50 mm

70 mm

Microdureza Knoop (n =  23)

300,4

382,0

412,8

369,3

414,9

412,2

309,1

388,6

403,4

372,2

408,8

409,2

O resultado do teste t de Student não detectou evidência significativa de efeito de "carry over", tanto nos fragmentos desmineralizados (p = 0,9862) quanto nos hígidos (p = 0,2553). A análise de variância mostrou não haver diferença significativa entre o agente clareador e o placebo (p = 0,7484). O tratamento clareador dental caseiro, dentro da técnica realizada, não promoveu alterações da microdureza no esmalte hígido e desmineralizado. (Apoio UNIPAR/FAPESP.)

  B167  

Redução da placa bacteriana dentária através da escovação com óleo de amêndoa.

A. A. A. AGUIAR*, S. A. S. MOIMAZ.

Pós-Graduação em Odontologia Preventiva e Social, Faculdade de Odontologia de Araçatuba, UNESP.

Neste estudo, objetivou-se avaliar a interferência do óleo vegetal na aderência da placa bacteriana dentária ao esmalte. Estabeleceu-se uma amostra de 60 voluntários, adolescentes, alunos da Casa do Garoto de Tupã/SP. A presença de placa bacteriana dentária foi avaliada em todos os voluntários através do Índice de Performance em Higiene do Paciente (P.H.P.), após a escovação habitual com creme dental convencional. Posteriormente, formaram-se dois grupos: o grupo 1, recebeu um frasco com óleo de amêndoa para escovação habitual por 5 dias e o grupo 2 recebeu uma pasta de dentes experimental à base de óleo de amêndoa: o Titoil (sem abrasivos), formulado pela pesquisadora responsável, para que também escovassem seus dentes por cinco dias consecutivos. Após esse período, a presença de placa foi avaliada, nos dois grupos, após a escovação com o óleo e com o Titoil. Os índices médios de placa após a escovação no grupo 1 foram: 3,5 com o creme dental e de 1,7 com o óleo; no grupo 2 foram: 3,8 com o creme dental e 1,9 com o Titoil. Há diferença significante (p < 0,01) na presença de placa após escovação habitual com o óleo e com o Titoil, quando comprados aos cremes dentais convencionais, e não há diferença entre o óleo e o Titoil.

Concluiu-se que a escovação com óleo de amêndoa e com o Titoil foram mais efetivos no controle de placa dentária que as pastas de dente convencionais (com abrasivos).

  B168  

Efeito da lavagem bucal na ação anticariogênica do FFA. Estudo in situ.

A. C. B. DELBEM*, J. A. CURY, L. P. R. CARVALHO, R. K. U. MORIHISA.

Departamento de Odontologia Infantil e Social – FOA – UNESP. Tel.: (0**18) 620-3235.
E-mail: adelbem@foa.unesp.br

Pouco sabe-se sobre o efeito do intervalo entre a aplicação tópica de flúor e a lavagem bucal no desempenho cariostático do flúor aplicado topicamente. O objetivo foi avaliar o efeito do enxágüe bucal após aplicação tópica de flúor na ação anticariogênica do fluorfosfato acidulado (FFA). Selecionou-se 270 blocos (4 x 4 x 2 mm) de esmalte bovino através da microdureza (Knoop) superficial. Dispositivos intra-orais foram confeccionados com 6 blocos (1 mm aquém e tela plástica) e utilizados por 15 voluntários. Foram divididos em 3 grupos e submetidos aos tratamentos: GC: sem aplicação tópica; GLI: aplicação tópica do FFA e lavagem da cavidade bucal com jatos de água; e GE30’: aplicação do FFA e não beber ou comer por 30 minutos. Imediatamente após aos tratamentos, 2 blocos foram retirados de cada dispositivo para dosagem de flúor incorporado ao esmalte (FI), através da biopsia com HCl por 15, 30 e 60” e eletrodo específico para íon flúor. Os voluntários gotejaram sacarose a 20% sobre os blocos 6 X ao dia com o objetivo de simular desafios cariogênicos. Após, realizou-se a microdureza superficial final e calculou-se a porcentagem de perda de dureza superficial (%PDS). Para análise dos dados aplicou-se os testes de Kruskal-Wallis (FI – p < 0,001) e ANOVA (%PDS – p < 0,05), sendo que as médias seguidas de letras distintas diferem estatisticamente. Os resultados para FI (ppm), nos tempos de 15, 30 e 60” foram: GC: 1.539,18 a; 1.114,25 b e 807,75 c; GLI: 14.479,32 d; 8.065,76 e e 4.950,17 f; GE30’: 14.654,76 d; 7.219,40 e e 4.467,19 f. Para %PDS (média ± SD) foram: GC: 39,43 ± 13,57 A; GLI: 21,13 ± 9,99 B; GE30’: 21,55 ± 15,27 B.

Concluiu-se que a lavagem bucal, ou não beber ou comer após a aplicação tópica de flúor por 30 minutos, não influenciam a incorporação de flúor pelo esmalte, após aplicação do FFA, e sua ação anticariogênica.

  B169  

Avaliação da liberação de flúor de um cimento de ionômero de vidro utilizando-se diferentes técnicas adesivas.

A. E. L. BRESSANI*, J. A. CURY, F. B.  ARAÚJO, R. S. A. SHINKAY.

Departamento de Coordenação de Programa da Saúde Bucal – SMS/SSC.

Este trabalho objetiva avaliar in vitro a liberação de flúor de um cimento de ionômero de vidro resinoso modificado (Vitremer – 3M) para o esmalte e dentina. Para tal, foram selecionados 12 terceiros molares não irrompidos extraídos, seccionados longitudinalmente de forma a se obter 4 blocos de cada dente. Os blocos foram montados em cilindros de acrílico e o preparo cavitário foi realizado com broca diamantada cilíndrica (2094) no limite amelocementário. Após, foram restaurados conforme os grupos a seguir: GI - Primer Vitremer + Vitremer + Finshing Gloss; GII - Cond. Ác. 37% 15” + Primer Vitremer + Vitremer + Finshing Gloss; GIII - Cond. Ác. 37% 15” + SMP (Primer + Adesivo) + Vitremer + Finshing Gloss; GC (Grupo controle) - Cond. Ác. 37% 15” + SMP (Primer + Adesivo) + Z100. Os blocos receberam acabamento e polimento, submetidos à ciclagem des-remineralização (com predomínio da desmineralização). Após ciclagem, foram seccionados longitudinalmente ao centro da restauração, embutidos em blocos acrílicos, realizado acabamento e polimento e a microdureza foi medida em um aparelho Shimadzu HMV2000. O teste estatístico não-paramétrico de Friedman foi aplicado para o esmalte e dentina. Os resultados mostraram que para a dentina adjacente ao cimento ionomérico, a técnica do GII apresentou dureza superior ao GI e GC, enquanto o GIII não diferiu dos demais. Para o esmalte, não houve diferença estatística entre os grupos.

Todas as técnicas adesivas testadas permitiram a liberação de flúor do material para a dentina, o que não ocorreu no grupo controle. O condicionamento ácido prévio à aplicação do cimento ionomérico parece aumentar a liberação de flúor para a dentina.

 

 

Grupo B5.................................................................................................. B-170 à B-208

 

B170

 

Aspectos clínicos e radiográficos panorâmicos das manifestações bucais na síndrome do X Frágil.

A. SABBAGH-HADAD.

Departamento de Estomatologia – Disciplina de Radiologia da Faculdade de Odontologia da USP. Tel./Fax: (0**11) 5052-2266.

O objetivo deste trabalho foi verificar por meio do exame clínico e radiográfico panorâmico, as manifestações das alterações estruturais bucais e dentais e os estágios de mineralização dentária segundo os critérios de NOLLA (1960) e NICODEMO et al. (1992) em pacientes com síndrome do cromossomo X frágil e compará-los às do grupo controle. Foram avaliados 36 pacientes de ambos os sexos, sem distinção racial, na faixa etária de 6 a 17 anos, divididos em dois grupos: grupo fra (X) – 18 indivíduos com síndrome do cromossomo X frágil ou síndrome de Martin-Bell, todos com deficiência mental e diagnóstico comprovado pelo exame molecular (DNA); grupo controle – 18 indivíduos com deficiência mental de causa inespecífica, com exame molecular negativo para o cromossomo X frágil. Após os exames e as avaliações, os grupos foram compensados e os resultados, submetidos a análise estatística (testes de Fisher, de Mann-Whitney e Qui-quadrado). Comparando-se ao controle, foram encontradas diferenças estatisticamente significantes para hipoplasia de esmalte e desgaste incisal somente nos casos de dentes decíduos. Quantos às maloclusões, o grupo fra (X) apresentou uma freqüência maior de pacientes com mordida cruzada, tanto a unilateral como a bilateral. Palato profundo e atresiado foi também observado no grupo fra (X) com diferença significativa de ocorrências relativamente às do grupo de controle. Não foi observada presença de fissura palatina em nenhum paciente.

Conclui-se que: nenhuma das alterações intrabucais observadas pode ser considerada patognomônica da síndrome do X frágil, embora o estágio de mineralização dental adiantada tenha sido observada na maioria dos dentes, segundo os critérios de NICODEMO et al. (1992).

  B171  

Candidose eritematosa: freqüência de fungos e produção de proteinase em pacientes usuários de prótese total e pacientes HIV positivos.

W. AFONSO JR.*, N. A. ALEVA, E. G. BIRMAN.

FOUSP. E-mail: egbirman@siso.fo.usp.br

A candidose do tipo eritematosa é uma manifestação fúngica que afeta com freqüência dois grupos bem distintos: portadores de prótese total e pacientes HIV+ ou AIDS. Frente as características clínicas semelhantes e diferentes agentes causais, procuramos avaliar a freqüência de fungos e a produção de proteinases, consideradas fatores de virulência e favorecedores destas lesões. O grupo A, formado por usuários de prótese total era formado por 42 pacientes sem uso de drogas locais ou sistêmicas que alteram as condições bucais e o grupo B formado por 26 pacientes HIV+ e AIDS, que estavam em tratamento com drogas inibidoras de proteases. Esfregaços foram realizados nas áreas das lesões por meio de “swabs” alginatados, sendo encaminhados para cultura e identificação. A produção de proteinase e seus níveis também foram avaliados. Das 42 amostras do grupo A, 30 foram positivas para leveduras, sendo 83% (25/30) positivas para C. albicans, além da presença de C. krusei (3 casos) e outras duas espécies. No grupo B das 26 amostras, 21 foram positivas para leveduras, sendo 71,4% (15/21) para C. albicans além de três outras espécies individualmente. Quanto a produção e nível de proteinase, observou-se positividade de 73,3% (22/30) no grupo A e de 42,8% (9/21) no grupo B. Frente aos resultados pudemos observar diferenças quanto a presença de C. albicans (83% A e 71,4% B)e da produção de proteinase (73,3% A e 42,8% B).

Os dois aspectos indicam uma diminuição tanto na presença de Candida bem como da ação da proteinase nos pacientes HIV+ e AIDS frente aos usuários de próteses, demonstrando o papel das drogas inibidoras de proteases na candidose eritematosa.

  B172  

Expressão imuno-histoquímica da proteína p53 e citoqueratinas em leucoplasias bucais.

N. L. SILVEIRA, M. C. F. AGUIAR, E. R. C. RIVERO*.

Departamento de Clínica, Patologia e Cirurgia Odontológica – FO – UFMG.
Tel.: 291-1199, ramal 26. E-mail: fluiz@metalink.com.br

O objetivo desse estudo foi avaliar a expressão da proteína p53 e das citoqueratinas (cks) 7, 8, 10, 13, 14, 16, 19 em quarenta lesões clinicamente diagnosticadas como leucoplasias bucais em diferentes estágios clínicos e apresentando ou não, ao exame histopatológico, atipia epitelial em diversos graus. Foi utilizada a técnica imuno-histoquímica da estreptavidina-peroxidase em tecidos rotineiramente fixados e processados. Dezessete casos foram positivos para p53, não sendo encontrada correlação entre a expressão da proteína e o estágio da lesão, nem entre a expressão da p53 e a presença ou grau de atipia. O padrão de expressão das cks nas leucoplasias assemelhou-se ao da mucosa bucal queratinizada normal não apresentando grandes variações em relação ao estágio das lesões ou à presença ou grau de atipia epitelial, entretanto, algumas diferenças foram encontradas para as cks 10, 14 e 16. A presença de inflamação subepitelial não influenciou a expressão de cks. Constatou-se que não existe um padrão específico de expressão de cks nas leucoplasias p53 positivas, sendo observado somente um aumento da expressão das cks 14 e 16.

Não houve correlação entre a expressão da p53 e das cks com a presença ou grau de atipia epitelial e com o estágio das lesões. (Apoio: CNPq.)

  B173  

Alterações na região cervical de pré-molares humanos. Estudo em microscopia de luz polarizada e MEV.

J. C. PEREIRA, J. C. F. ALMEIDA*.

Departamento de Dentística. FOB, USP. Tel.: (0**14) 226-2092. E-mail: juliofranco@terra.com.br

O objetivo deste estudo foi avaliar, microscopicamente, eventuais alterações na estrutura do esmalte, dentina, cemento e junção cemento-esmalte na região cervical de pré-molares e relacioná-las com o desenvolvimento de tensões durante o ato mastigatório. Vinte pré-molares clinicamente hígidos, em oclusão, recém-extraídos por razões ortodônticas de pacientes com idades entre 10 e 25 anos tiveram suas superfícies vestibulares na região cervical moldadas e réplicas positivas em resina epóxica foram obtidas e processadas para análise em MEV. Posteriormente, foram incluídos em resina ortoftálica e seccionados longitudinalmente no sentido vestibulolingual, obtendo-se cortes com espessura de 1 mm que foram então desgastados até uma espessura de 100 mm. Os espécimes assim obtidos foram montados em lâminas de vidro e examinados em microscópio óptico de luz convencional e polarizada. No esmalte, foram detectadas alterações de superfície em 20% dos espécimes. 40% apresentaram alterações na difração em função de cárie de esmalte. Na dentina foram encontrados tratos mortos em 15% dos espécimes. Dentina reacional e esclerose dentinária foram observadas em 15% e 40% dos espécimes, respectivamente, em áreas correspondentes a alterações de superfície. No cemento observou-se degradação e desgaste em 45% dos espécimes. A união cemento-esmalte se encontrava alterada em 50% dos espécimes.

A partir das observações realizadas pode-se concluir que a região cervical das dentes estudados apresentou alterações estruturais com possível relação com a etiologia das lesões cervicais não-cariosas. (­Apoiado pelo CNPq. Processo nº 36477/99-2.)

  B174  

Avaliação e reclassificação dos cistos odontogênicos da FO-UFRJ.

A. SILVA JR.*, A. T. N. N. ALVES, F. D. SOARES, M. G. CABRAL, A. S. CARDOSO.

Departamento de Patologia Oral da FO/UFRJ; Instituto de Odontologia da UGF.
Tel.: (0**21) 599-7272, ramal 6166. E-mail: arleyjr@openlink.com.br

Existem diferentes terminologias e classificações com relação aos cistos odontogênicos. Com o objetivo de reclassificar e uniformizar estas entidades dentro do nosso departamento, foi feito uma reavaliação histopatológica das lesões císticas odontogênicas de acordo com a classificação da OMS de 1992. Foram reavaliadas através da microscopia de luz, 462 lâminas, coradas pela hematoxilina-eosina, referentes aos arquivos do Departamento de Patologia e Diagnóstico Oral da FO-UFRJ, que constavam no livro de registros como sendo cistos odontogênicos e lesões localizadas em periápice sem diagnóstico. Das 462 lâminas estudadas, 30,74% foram reclassificadas, 3,46% que estavam sem laudo foram diagnosticadas e 2,16% não se tratavam de lesões císticas.

Através deste estudo concluímos a importância da normatização dos critérios histopatológicos que nos permite a melhor elaboração do diagnóstico histopatológico bem como o tratamento.

  B175  

Expressão imuno-histoquímica de citoqueratinas, p53 e PCNA em lesões bucais potencialmente malignas.

A. P. N. GOMES*, V. C. de ARAÚJO, D. S. PINTO JR.

Departamento de Estomatologia, Disciplina de Patologia Bucal  FOUSP.
Tel.: (0**11) 3091-7902. E-mail: p-anap@fo.usp.br

Leucoplasias bucais são lesões potencialmente malignas que podem representar estágios iniciais do processo de carcinogênese. O exame histopatológico é um recurso subjetivo e nem sempre confiável no que diz respeito à avaliação da possibilidade de transformação destas lesões. Assim, nos propusemos a estudar lesões diagnosticadas clinicamente como leucoplasias bucais através da técnica imuno-histoquímica para citoqueratinas, p53 e PCNA, buscando alguma correlação entre os diferentes graus de atipia epitelial presentes nestas lesões e os marcadores utilizados. Nenhum dos marcadores pode ser correlacionado com o grau de atipia epitelial. No entanto, alterações no padrão de expressão das citoqueratinas sugerem que estes marcadores podem ser úteis na identificação de mudanças no programa de diferenciação dos queratinócitos, nem sempre relacionados com a progressão para a malignidade, mas algumas vezes ocorrendo como respostas fisiológicas/adaptativas frente a estímulos externos.

O PCNA apresentou uma expressão mais ampla, atingindo várias células da camada espinhosa nos casos com maior atipia, possivelmente sinalizando a atividade proliferativa desordenada associada a esta característica histológica.

  B176  

Estudo da expressão do CD44 e do ácido hialurônico em adenomas pleomórficos.

R. M. CASTILHO*, V. C. de ARAÚJO, M. M. M. JAEGER.

Departamento de Estomatologia, Disciplina de Patologia Bucal, FOUSP. Tel.: (0**11) 3091-7902. E-mail: castilho@fo.usp.br

O adenoma pleomórfico é a neoplasia benigna mais comum que acomete glândulas salivares tanto maiores como menores. As células tumorais produzem quantidades variáveis de proteínas da matriz extracelular, entre elas o ácido hialurônico. O CD44, receptor para o ácido hialurônico, é uma proteína transmembrânica relacionada à progressão tumoral e metástase de alguns tumores. O objetivo desta pesquisa foi analisar a expressão do CD44 e do ácido hialurônico em adenomas pleomórficos comparando tumores originários de glândulas salivares maiores (GMA) com os de glândulas menores (GME). A expressão do CD44 foi obtida por imuno-histoquímica, através da técnica da estreptavidina-biotina, utilizando anticorpo monoclonal contra CD44. O ácido hialurônico foi detectado com o uso de uma sonda biotinilada. Foram utilizados 6 tumores (3 de GMA e 3 de GME). Nossos resultados preliminares mostraram que as células mioepiteliais neoplásicas expressaram o CD44 nos tumores de GME, nas células dispersas no estroma tumoral, enquanto em tumores de GMA a marcação apareceu mais nos blocos celulares. As células luminais marcaram apenas eventualmente na sua face basal. O ácido hialurônico apareceu em grande quantidade no estroma de todos os tumores, no entanto, somente naqueles de GMA pudemos encontrar alguma marcação por entre blocos celulares.

Existe uma co-localização do CD44 e do ácido hialurônico de maneira mais consistente nos tumores de GME. Esse fato, juntamente com a inexistência de cápsula ao redor do tumor, poderia favorecer uma invasividade local do adenoma pleomórfico originário de glândulas menores.

  B177  

Hipossalivação induzida por drogas usadas no tratamento da hipertensão arterial.

N. A. ALEVA*, E. G. BIRMAN, M. C. ARMOND, L .F. G. ALEVA, A. RIBEIRO.

Departamento de Cirurgia e Diagnóstico da Universidade Vale do Rio Verde de Três Corações – MG; UNINCOR. Tel.: (0**35) 222-8933, fax: (0**35) 222-2462. E-mail: natanael@fepesmig.br

A secreção salivar pode ser influenciada por inúmeras situações clínicas, bem como pela ação de diferentes drogas, principalmente aquelas utilizadas no tratamento da hipertensão arterial sistêmica. Estas drogas podem causar hipossalivação ou “boca seca”, provocando irritações, abrasões e infecções da mucosa bucal, alteração da placa dental, maior susceptibilidade à cárie dentária e sensação de ardência trazendo conseqüências na qualidade de vida. Nosso objetivo foi avaliar a correlação das várias drogas utilizadas no tratamento da hipertensão arterial sistêmica com a hipossalivação. Para isso, foram selecionados 150 pacientes, 75 do sexo masculino e 75 do feminino, na faixa etária de 50 anos, do Programa de Controle de Hipertensão Arterial de uma Unidade Básica de Saúde do município de Varginha – MG. Os fatores de inclusão foram: não fumantes, não alcóolatras, não portadores de prótese total, ausência de lesões intrabucais e sem história de radioterapia na região de cabeça e pescoço e sem outras alterações sistêmicas que necessitassem de outras drogas. A hipossalivação foi avaliada através de exame clínico intrabucal e de um questionário sobre as drogas utilizadas, tempo de uso, queixas de securas e se o paciente apresentava/relatava essas queixas antes e/ou depois da terapêutica medicamentosa. Os resultados mostraram que 50,7% (38) pacientes do sexo masculino apresentaram hipossalivação sendo que 76,3% (29) utilizavam mais de uma droga e 23,7% (9) utilizavam apenas uma droga. No sexo feminino 62,7% (47) apresentaram hipossalivação sendo 74,5% (35) que usavam mais de uma droga e 25,5% (12) apenas uma droga. Para o sexo masculino as drogas mais utilizadas foram hidroclorotiazida, nifedipina e metil-dopa e para o sexo feminino hidroclorotiazida, metil-dopa e cloridrato de propranolol.

Concluímos nesse estudo que a interação das drogas utilizadas no tratamento da hipertensão arterial provocou hipossalivação em um maior número de pacientes quando comparado com o uso de apenas uma droga.

  B178  

Estudo comparativo de dois sistemas radiográficos digitais de armazenamento de fósforo.

F. HAITER NETO*, F. N. BÓSCOLO, S. M. ALMEIDA, A. E. OLIVEIRA.

FOP – UNICAMP. Tel.: (0**19) 430-5327, (0**19) 430-5218. E-mail: haiter@fop.unicamp.br

O objetivo do presente trabalho foi efetuar um estudo comparativo de sensibilidade de dois sistemas de armazenamento de fósforo, avaliando qualidade de imagem, escala dinâmica e o tempo gasto na aquisição da imagem. Os sistemas digitais estudados foram Digora (Soredex, Finlândia) e DenOptix (Gendex, EUA). Empregou-se quatro objetos de análise e oito tempos de exposição, totalizando 64 imagens que foram analisadas por cinco examinadores, que se utilizaram de uma escala de 1 a 4 para classificar as imagens. Estes dados foram submetidos a uma análise de variância que mostrou diferença estatisticamente significante quando comparados os sistemas, aos tempos de exposição e aos objetos analisados (p £ 0,01). O Digora apresentou uma escala dinâmica maior, e, no geral, uma qualidade de imagem melhor.

Concluindo-se, destaca-se que apesar destes sistemas apresentarem o mesmo princípio de fóton-detector, possuem peculiaridades, que os levam a apresentar comportamentos diferentes em relação aos requisitos avaliados.

  B179  

Alterações no perfil facial decorrentes de tratamento ortodôntico com extrações.

R. H. W. TIBANA*, J. CAPELLI JR.

Departamento de Ortodontia – UERJ. Tel.: (0**21) 587 6388, (0**21) 287- 1179.

A melhora na estética facial constitui uma das principais razões que justificam o interesse dos pacientes pelo tratamento ortodôntico. Por este motivo, as alterações no perfil de tecidos moles decorrentes de movimento ortodôntico ou de movimento ortodôntico concomitante ao crescimento facial têm sido objeto de estudo há alguns anos. O presente trabalho teve como objetivo avaliar as alterações no perfil facial de pacientes tratados em fase de crescimento, com exodontia dos quatro primeiros pré-molares, através das mudanças observadas nos valores do ângulo Z, descrito por Merrifield (MERRIFIELD, L. L. Am J Orthod, v. 52, n. 11, p. 804-822, Nov. 1966). Foram medidas 80 radiografias cefalométricas laterais, de 40 pacientes tratados na Clínica de Ortodontia da Faculdade de Odontologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, e as variáveis medidas foram submetidas ao tratamento estatístico, o qual incluiu o cálculo das médias aritméticas e desvios-padrão das medidas realizadas. Para a comparação das medidas cefalométricas iniciais e finais segundo o sexo, foi aplicado o teste t de Student pareado e na verificação da correlação das variáveis em estudo foi empregado o coeficiente de correlação linear (r) e o teste t de Student para testar sua significância.

Após estes cálculos, pôde-se concluir que as alterações nos perfis faciais mostraram-se favoráveis, já que o valor do ângulo Z apresentou-se ­maior ao final do tratamento, com uma média de aumento de 8,4º para o grupo masculino e de 7,4º para o grupo feminino, valores estes estatisticamente significativos. Considerando-se as mudanças nos valores do ângulo Z, não houve diferenças significativas entre os sexos quanto às alterações no perfil facial.

  B180  

Estudos macro e microscópico da morfologia do terço dentário apical na hipercementose.

L. A. P. BARROS*, A. CONSOLARO, R. A. AZEREDO.

Departamento de Estomatologia – Disciplina de Patologia. FOB/USP.

Objetivou-se estudar morfologicamente a anatomia externa e interna do terço apical de dentes com hipercementose em análises macroscópica, radiográfica, estereomicroscópica sem e com diafanização e na microscopia óptica, comparando-os com dentes sem hipercementose e correlacionando os achados morfológicos com as prováveis etiopatogenias e com as implicações clínicas. Cento e trinta dentes com e sem hipercementose, foram analisados macroscopicamente de forma direta e com auxílio do estereomicros­cópio, 90 desses (60 com e 30 sem hipercementose), foram radiografados e analisados, em seguida, submetidos a impregnação das superfícies internas com nanquim e diafanizados, para análise estereomicroscópica. Quarenta dentes (20 com e 20 sem hipercementose) foram desmineralizados, seccionados transversalmente, corados em HE e analisados em microscópio óptico. Verificou-se: 1 - a hipercementose aumenta o número de canais secundários, acessórios e deltas apicais; 2 - as modificações na morfologia dos dentes comprometidos não são passíveis de visualização radiográfica; 3 - o canal principal nos dentes com hipercementose apresenta-se constrito no terço apical estando associada a mudança de trajetória, canais secundários, acessórios e deltas apicais; 4 - a forma mais comum de hipercementose, dá à raiz a forma de clava e a menos freqüente, a localizada; 5 - o padrão morfológico e aposicional do cemento na hipercementose assemelha-se aos dentes normais.

Após essas verificações, conclui-se que na hipercementose ocorre modificação da anatomia externa e interna, tornando a forma radicular mais retentiva, o corpo radicular mais espesso e o terço apical mais rico em canalículos e deltas apicais associado à constrição. (Apoio: CAPES.)

  B181  

Estudo prospectivo da resposta às provas de vitalidade pulpar após lesões traumáticas.

J. V. BASTOS*, M. I. S. CORTES.

Departamento de Odontologia Restauradora FO/UFMG. E-mail: anailuj@dedalus.lcc.ufmg.br

O presente estudo teve como objetivo identificar e acompanhar, clínica e radiograficamente, a ocorrência de fenômenos intermediários no processo de cicatrização pulpar após lesões traumáticas na dentição permanente, representada pela perda temporária de resposta as provas de vitalidade pulpar. A definição da real condição pulpar após o trauma tem encontrado dificuldades relacionadas a deficiências das técnicas de exame clínico-radiografico atualmente disponíveis. Este fato torna-se muito importante uma vez que a cicatrização pulpar após o trauma apresenta fenômenos intermediários que podem ser confundidos com os sinais clássicos de necrose. Segundo ANDREASEN (Endod Dent Traumatol, v. 5, n. 3, 111-31, 1989), a ausência de resposta aos testes de vitalidade no período imediato após o trauma representa um exemplo clássico deste fenômeno. Neste levantamento foram avaliados os dados de 81 pacientes que procuraram a Clínica de Traumatismos Dentários da FO-UFMG, portadores de fraturas coronárias, luxações e fraturas associadas a luxações num total de 121 dentes.

Os resultados obtidos a partir da comparação entre os dados obtidos no primeiro e no último exame permitiram confirmar a ausência de resposta as provas de vitalidade pulpar como um fenômeno intermediário durante a cicatrização pulpar após o trauma, principalmente entre as lesões que apresentavam deslocamento do elemento dental (p = 0,00001). Também foi possível concluir que a resposta positiva inicial representou um bom indicador de manutenção da vitalidade pulpar (valor preditivo positivo = 91,7%, IC 95% = 82,1% a 96,6%). Já a ausência de resposta no período inicial não pode ser relacionada com a evolução da necrose (valor prediditivo negativo = 39,1%, IC 95% = 25,5% a 54,6%).

  B182  

Eritema linear gengival: candidíase em crianças infectadas pelo HIV?

M. B. PORTELA*, E. M. B. COSTA, A. CARDOSO, R. M. A. SOARES, I. P. R. SOUZA.

Odontopediatria/Diagnóstico Oral/Microbiologia/UFRJ.

O eritema linear gengival (ELG) é uma forma de gengivite vista em pacientes HIV+, e que tem sido fortemente associada à infecção. Esta forma de gengivite não responde adequadamente à medidas terapêuticas locais e foi proposto ser a C. albicans seu agente causal. O objetivo do presente estudo é demonstrar a presença de Candida sp em lesões de ELG, bem como associar a sua presença a condição sistêmica dos pacientes. A amostra constou de 3 crianças, com diagnóstico definitivo para a infecção pelo HIV, cujo exame intrabucal revelou a presença de ELG (ECC, 1994). Consentimento informado foi obtido de responsáveis pelas crianças. A coleta do material foi feita com Microbrush® estéril friccionado levemente sobre a superfície do ELG. A identificação presuntiva da Candida sp foi feita através do meio de cultura CHROMagar Candidaâ. Para diferenciação das C. albicans e C. dubliniensis, os isolados de cor verde foram semeados em Ágar Sabouraud Dextrose e submetidos à temperatura de 45ºC e 37ºC. A história médica foi obtida através dos prontuários médicos. Os resultados podem ser observados na tabela abaixo:

Paciente

Idade

Classificação CDC

Carga viral

% CD4

nº leucócitos

sp. sugestivas isoladas

Ufc’s

Crescimento
à 45ºC

Crescimento
à 37ºC

1

  8 anos

 B2

120.000

29%

7.600

dubliniensis

   107

+

2

12 anos

C3

170.000

 1%

3.500

albicans

      5

+

+

3

  4 anos

C3

  66.000

 3%

4.500

albicans

1.887

+

+

De acordo com os resultados obtidos podemos concluir que houve a identificação de Candida sp nas lesões de ELG de todos os pacientes da amostra, e as espécies isoladas foram: C. albicans (2 casos) e C. dubliniensis (1 caso).

  B183  

Parâmetros clínico-patológicos em carcinoma epidermóide de língua.

A. L. L. COSTA*, D. D. L. DANTAS, C. C. F. RAMOS, A. A. F. NUNES, L. P. PINTO.

Pós-Graduação em Patologia Oral/UFRN. E-mail: mstpator@odonto.ufrn.br

O objetivo deste estudo foi pesquisar a correlação entre classificação clínica TNM e escores histológicos de malignidade e a correlação de ambos com o prognóstico do carcinoma epidermóide de língua. Selecionamos 18 casos de carcinoma epidermóide de língua retirados dos arquivos do Hospital Dr. Luiz Antônio (Natal – RN). Após a análise dos prontuários foram obtidos os dados relativos à classificação clínica TNM e o prognóstico (pacientes sem lesão após o intervalo de 5 anos). A classificação morfológica dos casos foi realizada de acordo com o sistema de gradação histológica de malignidade proposto por ANNEROTH et al. (1987). A análise estatística dos resultados utilizando o coeficiente de correlação de Pearson, demonstrou a não existência de correlação (r = 0,2355) entre estadiamento clínico TNM e escores histológicos de malignidade. O coeficiente de correlação de Spearman, demonstrou a existência de correlação (r = 0,6638) entre classificação clínica TNM e prognóstico e a não existência de correlação (r = 0,1101) entre escores histológicos de malignidade e prognóstico do carcinoma epidermóide de língua.

Diante destes resultados concluímos que o estadiamento clínico TNM constitui um indicador importante de prognóstico do carcinoma epidermóide de língua.

  B184  

Co-infecção HPV e EBV em papilomas de pacientes com AIDS.

R. T. RAMOS*, E. C. FONSECA, S. M. S. FERREIRA, SILVA JR., E. PEDRA DIAS.

Departamento de Patologia da UFF. Tel./Fax: 622-9689.

Lesões da mucosa oral têm sido relatadas em pacientes infectados pelo virus da imunodeficiência adquirida (HIV) (SCHIODT, M. & PINDBORG J. J. INT. J Oral Maxilofac Surg. 16|: 1-14, 1987; GREENSPAN, D., GREENSPAN, J. S. et al. Lancet 11: 831-834, 1984). Algumas dessas lesões estão ligadas à infecção virótica, incluindo as lesões verrucosas e a leucoplasia pilosa oral (LPO). A etiologia da LPO (vírus Epstein-Barr – EBV) já foi confirmada por várias metodologias e é amplamente reconhecida. Em relação as lesões verrucosas orais, os agentes etiológicos mais comumente associados são o trauma e o papilomavírus humano (HPV). O presente trabalho, investiga a presença do HPV e do EBV em lesões orais de cinco pacientes com AIDS. A metodologia inclui estudo histopatológico e imuno-histoquímico com o anticorpo monoclonal LMP Dako® para EBV e anticorpo policlonal anti-papilomavírus bovino (BPV-1) Dako®. No total de seis lesões, identificou-se o EBV em todas e o HPV em duas.

Os resultados apontam para a possibilidade do papiloma ser uma nova expressão clínica da infecção pelo EBV.

  B185  

Efeito do fumo no epitélio labial do feto de rato.

R. A. LOPES*, C. FRIEDRICHI, M. A. SALA, M. SEMPRINI.

FORP-USP. Tel.: (0**16) 602-3976. E-mail: nytrade@forp.usp.br

O fumo durante a gestação causa maior incidência de prematuros, abortos, mortalidade pré-natal e neonatal, hipóxia fetal, peso baixo ao nascimento e malformações fetais. O objetivo deste estudo foi determinar as alterações no epitélio do lábio do feto de rato, após a ação da fumaça de cigarro. Ratas prenhas foram submetidas diariamente, do 9º ao 12º dia da prenhez, aos efeitos de 5 cigarros/dia. As ratas foram sacrificadas no 20º dia de prenhez por inalação de éter. O útero de cada animal foi removido e foram contados os lugares de implantação, as reabsorções e os fetos vivos. As cabeças dos fetos foram fixadas em "alfac", e processadas para exame ao microscópio de luz. As peças foram incluídas em parafina, seccionadas com 6 mm de espessura e os cortes corados pelo HE. Os pesos fetal e da placenta foram menores. O epitélio era delgado e com maior número de células. As camadas granulosa e córnea estavam ausentes.

Os resultados obtidos levam à conclusão de que a fumaça do cigarro inalada pela rata prenha durante o período da organogênese, influencia a divisão e diferenciação celulares, ocasionando retardo no crescimento e maturação do epitélio labial. (Financiado pelo CNPq e FAPESP.)

  B186  

Estudo radiográfico comparativo do desenvolvimento dentário em crianças brasileiras.

M. F. DAMIAN*, F. HAITER NETO, F. N. BÓSCOLO, M. E. FLORES.

FOP – UNICAMP. Tel.: (0**19) 430-5327, (0**19) 430-5218. E-mail: melifop@yahoo.com

O presente estudo teve como objetivo avaliar os estágios de desenvolvimento dentário em crianças da região de Passo Fundo/RS, e compará-los com os resultados de pesquisas semelhantes realizadas nas regiões de Piracicaba/SP e Belém/PA. Para isso foram utilizadas 465 radiografias panorâmicas de arquivo, 238 de meninos e 227 de meninas, de crianças na faixa etária de 48 a 167 meses. O dente analisado foi o primeiro molar permanente inferior direito, classificado dentro de um dos 10 estágios propostos por Nolla. Para fins de comparação entre pesquisas, foram analisados o estágio 6 (coroa dentária totalmente formada), o estágio 8 (2/3 da raiz formada) e o estágio 10 (ápice radicular fechado, ou seja, dente totalmente formado). Após análise dos resultados das três pesquisas, verificou-se que o início dos estágios 6 e 8 para os dentes das crianças das regiões de Piracicaba e Belém é praticamente o mesmo, pois quando existe diferença, esta situa-se em torno de 6 meses, para ambos os sexos, e que as crianças da região de Passo Fundo iniciam os mesmos estágios 1 ano a 1 ½ ano depois. No entanto quando analisou-se o estágio 10, as crianças de Passo Fundo iniciam-no juntamente ou até mesmo antes das crianças dos outros Estados analisados.

Com isso verificou-se que as diferenças hereditárias e ambientais existentes nos três Estados pesquisados influenciam no desenvolvimento dos dentes, ressaltando que no Brasil não se pode ter um padrão fixo de cronologia de mineralização.

  B187  

Efeito da desnutrição na capacidade de cicatrização no rato.

F. M. CAVENAGHI, M. C. KOMESU, M. A. SALA, R. A. LOPES, M. Z. MACARI*.

Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto - USP.

A partir de informações sobre a permanência de alterações celulares como seqüelas da desnutrição, o objetivo do nosso trabalho é determinar se a desnutrição pós-natal afeta a capacidade de cicatrização da ferida cirúrgica em animais desnutridos mesmo após recuperação do peso corporal. Desta forma procura-se avaliar tecidos com ferida cirúrgica em animais desnutridos, desnutridos/recuperados e seus respectivos controles. Nossos resultados parciais nos permitem observar que: nos animais desnutridos: a) o edema permanece por um período maior após a cirurgia; b) o número de células inflamatórias foi maior aos 14 dias pós-cirurgia, sugerindo uma extensão da fase inflamatória na ferida em cicatrização dos animais desnutridos; e c) foi possível observar uma menor quantidade de vasos sangüíneos na área de cicatrização da ferida nos animais desnutridos. Nos animais desnutridos/recuperados: a) a reepitelização pode ser observada desde o 3º dia, semelhante ao grupo controle, entretanto houve um atraso na formação epitelial no 7º dia após a cirurgia; e b) o número de vasos sangüíneos observados parecem também estar diminuídos em ani­mais do grupo tratado quando comparados com os seus controles até o 7º após a cirurgia.

Por esses resultados é possível concluir que os animais desnutridos mostraram uma completa recuperação no peso corporal após um período de 3 meses de volta à alimentação normal, no entanto, a cicatrização da ferida cirúrgica mostrou algumas alterações persistentes que deverão ser estudadas e avaliadas.

  B188  

Avaliação histológica da resposta óssea a pasta Guedes-Pinto: estudo experimental em cobaias.

C. J. A. SOUSA*, A. M. LACATIVA, E. A. PASCON, A. M. LOYOLA.

Universidade Federal de Uberlândia (MG).

A terapêutica endodôntica moderna baseia-se na completa limpeza, desinfecção e vedamento dos canais radiculares a contaminação microbiana, utilizando-se para isto um material obturador biocompatível para os tecidos periapicais. Neste trabalho avaliamos a biocompatibilidade da pasta Guedes-Pinto, utilizada na terapêutica endodôntica em Odontopediatria. Metodologia: foram realizados implantes intra-ósseos do material em cobaias (“guinea pig”), seguindo as recomendações da FDI: 2 implantes por animal na região sinfisária, entre as raízes dos incisivos, utilizando copos de teflon contendo o material. Para comparação, foram realizados implantes de Hidróxido de Cálcio P.A. (CaOH2) e pasta C.T.Z. A análise morfo-histológica baseou-se nos critérios da FDI/ADA para a severidade da inflamação (suave, moderada e severa), após 30 e 90 dias. Resultados: aos 30 dias, o CaOH2 (P.A) e a pasta C.T.Z. associaram-se a reação inflamatória severa; para a pasta Guedes-Pinto observou-se resposta ausente ou suave. Aos 90 dias, as reações com hidróxido de cálcio tornaram-se ausentes/suaves. Por outro lado, notou-se substituição da pasta Guedes-Pinto por tecido ósseo neoformado, associado a resposta inflamatória ausente ou suave. No grupo C.T.Z. foi notado a perpetuação do processo inflamatório que variou de moderada a severa.

Estes resultados mostram que a pasta Guedes-Pinto apresenta melhor adaptação biológica que o CaOH2 (P.A.) e a pasta C.T.Z. (Apoio: CNPq.)

  B189  

Presença de trismo após radioterapia de cabeça e pescoço.

M. A. Z. FIGUEIREDO, A. A. S. LIMA, M. LOUREIRO, R. DUARTE.

Serviço de Estomatologia do Hospital São Lucas – PUC/RS.

As seqüelas estomatológicas resultantes da radioterapia de cabeça e pescoço podem incluir mucosite, xerostomia, perda de gustação, cárie de radiação, osteorradionecrose e trismo. O trismo é uma complicação que pode ser observada nos pacientes recebendo esta modalidade de tratamento e é definida como uma diminuição do grau de abertura bucal após a radioterapia nos pacientes com câncer na região de cabeça e pescoço. Este estudo foi realizado a partir do acompanhamento clínico sistemático de pacientes do Serviço de Radioterapia do Hospital São Lucas da PUC, submetidos a tratamento para neoplasias malignas da região de cabeça e pescoço. Foram avaliados 27 pacientes , sendo 2 do sexo feminino e 25 do sexo masculino, com uma média de idade de 59,8 anos. Cada paciente foi submetido semanalmente ao exame físico da cavidade bucal antes, durante e depois das sessões de radioterapia. O exame foi realizado no ambulatório do Serviço de Estomatologia e Prevenção do Câncer Bucomaxilofacial do Hospital São Lucas da PUC. Durante os exames, foi medido o grau de abertura bucal com o compasso de Willis e anotado em uma ficha padronizada. Todos os dados obtidos foram tabulados e submetidos a análise estatística (teste de Friedman).

Os resultados demonstraram que com o início do tratamento radioterápico foi observada uma redução do grau de abertura bucal estatisticamente significante, não sendo esta diminuição proporcional a quantidade de radiação recebida pelo paciente.

  B190  

Correlação entre células CD4+ e candidose oral em pacientes HIV+.

M. I. B. ROCKENBACH*, L. B. S. LUCENA, M. C. C. SAMPAIO, L. J. COSTA, E. O. LIMA,
Z. B. V. S. PONTES.

DCOS - UFPB.

A contagem das células CD4+ pode ser utilizada como referência para início da terapêutica anti-AIDS e a presença de infecções oportunistas, particularmente, aquelas provocadas por fungos do gênero Candida, poderia sinalizar e ser preditiva da doença/imunodepressão. Foi avaliada a correlação existente entre os níveis séricos de células CD4+ e candidose oral, em 121 pacientes HIV+ atendidos no Hospital Dr. Clementino Fraga – João Pessoa/PB. Os referidos pacientes foram submetidos aos exames clínico loco-regional, hematológico, para a contagem de células CD4+ circulantes, e micológico de material biológico coletado da mucosa bucal e cultivado em meio de cultura CROMOÁgar para Candida, com identificação posterior das espécies. O resultado do exame para contagem de células CD4+, foi dividido em quatro grupos: Grupo I - contagem de células CD4+ £ 50 cels/mm3; Grupo II - CD4+ £ 250 cels/mm3; Grupo III - CD4+ £ 500 e o Grupo IV com CD4+ > 500 cels/mm3. Do total da amostra, o Grupo I representou 10,7% dos pacientes, destes, 61,5% apresentavam candidose oral; no Grupo II, com 25,6%, a candidose oral estava presente em 51,6%. O Grupo III, com 43,8%, revelou cultura positiva para Candida em 33,9% e no Grupo IV, com 19,8%, a candidose oral foi confirmada em 33,3%.

Concluímos que existe uma correlação, inversamente proporcional, entre os níveis séricos de células CD4+ e a presença de candidose oral nos pacientes infectados pelo HIV, sendo a espécie C. albicans predominante nas amostras identificadas.

  B191  

Imunoexpressão de integrinas em glândula salivar normal e adenoma pleomórfico.

S. V. L. LODUCCA*, A. MANTESSO, D. M. WILLIAMS, N. S. ARAÚJO, V. C. ARAÚJO.

Departamento de Estomatologia – FOUSP. Tel.: (0**11) 3091-7902. E-mail: p-silvi@siso.fo.usp.br

Integrinas, receptores heterodiméricos transmembrânicos intermedeiam interações entre células e matriz extracelular. Estas interações têm importante papel na adesão, crescimento, diferenciação, transdução de sinais, oncogênese e metástase, influenciando e regulando mecanismos celulares. Com o objetivo de compreender o papel destes receptores na fisiologia das glândulas salivares e no adenoma pleomófico – tumor benigno de maior incidência nestas glândulas – mapeamos por meio da imuno-histoquímica, a expressão e distribuição das integrinas a2, a3, a5, a6, av, b1, b3 e b4. Cortes seriados de 3 mm de espessura foram obtidos de espécimens pertencentes aos arquivos do Serviço de Patologia Cirúrgica da Disciplina de Patologia Bucal da FOUSP e do Departamento de Patologia Bucal do St. Bartholomew’s and the Royal London School of Medicine and Dentistry, e submetidos à técnica imuno-histoquímica da estreptavidina biotina peroxidase. A integrina b4 mostrou expressão bipolarizada nos ductos estriados das glândulas salivares normais, e expressão menos proeminente nos ductos intercalares. Marcação pulverizada desta integrina foi observada nas unidades acinares. Todas as outras subunidades mostraram intensa positividade nos ductos estriados e tênue expressão nos ductos intercalares. A presença das subunidades de integrinas no adenoma pleomórfico imitou os padrões da glândula normal: forte expressão nas células luminais das estruturas ductiformes e expressão limitada aos contatos intercelulares das células mioepiteliais.

Concluímos que a distribuição das integrinas no adenoma pleomórfico é similar à da estrutura normal da qual é derivado, provavelmente relacionando-se à diferenciação celular.

  B192  

Estudo do Plano de Frankfurt ósseo e cutâneo em telerradiografias.

F. N. BOSCOLO*, F. R. MANZI, C. HAITER, S. M. ALMEIDA.

Radiologia da FOP-UNICAMP. Tel.: (0**19) 430-5327/5218. E-mail: boscolof@fop.unicamp.br

A telerradiografia lateral tem sido utilizada por grande parte dos profissionais da área odontológica e médica. Para a obtenção desta radiografia, há a necessidade de orientação da cabeça do paciente, sendo que nesta orientação cefálica, o Plano Horizontal de Frankfurt (PHF) é o mais utilizado pelos radiologistas. Dentre os fatores que levam os profissionais, especialmente os ortodontistas, a recusarem as telerradiografias é a orientação cefálica incorreta. As causas que levam a obtenção do posicionamento incorreto tem origens variadas, como a movimentação do paciente e falhas por parte do operador. Poucos autores sugerem que o PHF ósseo não tem uma perfeita correspondência com o PHF cutâneo, levando os profissionais a julgarem a radiografia como insatisfatória. Devido a esta hipótese, realizou-se um trabalho com o objetivo de observar e analisar a relação entre o PHF ósseo e o PHF cutâneo e suas relações com o Plano Horizontal, levando em consideração a variação cefálica de diferentes raças. A amostra foi constituída de 30 indivíduos: 10 melanodermas, 10 leucodermas e 10 xantodermas, onde após o correto posicionamento do PHF cutâneo paralelo ao Plano Horizontal, foi realizado uma fotografia de perfil e em seguida uma telerradiografia lateral. Traçando o PHF cutâneo pela fotografia e o PHF ósseo pela radiografia, foi possível estudar sua relação com base estatística (teste t pareado, teste de Wilcoxon e teste Mann-Whitney).

Com a análise dos dados obteve-se como resultados que existe uma diferença significante entre o PHF cutâneo e ósseo de média de – 2,0º (p < 0,05), porém não houve diferença significante dos PHF ósseo de indivíduos de diferentes raças.

  B193  

Estudo comparativo da prevalência da doença periodontal entre pacientes seqüenciais e em manutenção preventiva.

C. M. R. DUTRA*, M. D. MARTINS.

DOSP – FOUFMG. Tel.: (0**31) 291-1199.

O objetivo deste estudo foi compreender se a permanência de pacientes em programa de manutenção, após tratamento cirúrgico-restaurador, é capaz de assegurar melhoria das condições periodontais dos pacientes. Para tanto, examinou-se 100 pacientes, sendo 50 seqüenciais e 50 em manutenção, utilizando o índice periodontal CPITN como indicador das condições periodontais. Todos os participantes concordaram em participar do estudo através de um termo de consentimento. Avaliou-se a prevalência da doença periodontal quanto à idade, ao sexo, ao número de manutenções, às ausências dentais e ao sextante mais acometido e observou-se uma prevalência do índice 2 até 45 anos (66,0%) e do 3 após esta faixa (52,0%); os sextantes posteriores são mais acometidos (62,0%); que pacientes com mais perdas dentais são mais acometidos pela doença (58,0%) e que o índice 2 é mais prevalente independente do número de manutenções (72,0%).

Concluiu-se que os dados do presente trabalho se equivalem àqueles referidos na literatura, que os resultados na amostra estudada de seqüen­ciais são similares aos dos em manutenção e, assim sendo, o comparecimento semanal ao tratamento cirúrgico-restaurador não resultou em baixos índices da doença, bem como o comparecimento às sessões de manutenção não foi capaz de assegurar, por si só, a melhoria dos níveis de higienização, e que se fazem necessários estudos longitudinais e novas propostas para o programa estudado de manutenção preventiva e seqüencial.

  B194  

Crescimento e identificação de microorganismos prevalentes em películas radiográficas.

F. R. MANZI*, T. R. MATTOS FILHO, R. L. MOTTA, S. M. ALMEIDA, F. N. BOSCOLO.

Radiologia/Farmacologia da FOP-UNICAMP. Tel.: (0**19) 430-5327/5218.
E-mail: flaviomanzi@hotmail.com

Em um consultório odontológico estão sujeitos a contaminações, tanto o paciente como o próprio cirurgião-dentista, em intervenções, mesmo quando não-invasivas, ou em uma simples tomada radiográfica intrabucal. Um consultório odontológico utiliza uma quantidade expressiva de filmes radiográfico por mês, sendo que não há uma grande preocupação no armazenamento e na assepsia dos filmes radiográficos antes de serem utilizadas. O objetivo deste trabalho foi avaliar o melhor método de assepsia nas superfícies dos filmes antes de entrarem em contato com a cavidade bucal. Para isto, foi utilizado uma caixa de filmes radiográficos simulando um armazenamento em um consutório odontológico, e este foi avaliado nos tempos: 0, 7, 14 e 21 dias após da abertura da caixa. Os métodos de assepsia avaliados foram: proteção com plástico (PVC), película protegida com o PVC no dia da abertura da caixa e removida no momento das coletas, esfregaço com gaze estéril, desinfecção com glutaraldeído à 2%, PVPI degermante, álcool à 70% e o grupo controle. As amostras foram submetidas à técnica de "swab" estéril. Após a incubação das placas, e o aparecimento das colônias, realizou-se a contagem das mesmas (UFC) e sua identificação, pelo método de Gram.

Após o tratamento estatístico dos dados obtidos pode-se afirmar que: os métodos de desinfecção pelo glutaraldeído e proteção com PVC, além do controle, foram insatisfatórios e as formas predominantes foram as sarcinas (formas tétrades). A análise permitiu confirmar ser imprescindível o controle de infecção nas películas radiográficas antes de sua utilização.

  B195  

Fibroma de células gigantes: diagnóstico diferencial com hiperplasia fibrosa e fibroma.

M. J. D. C. LIN*, E. MORAES, R. F. ROCHA.

Departamento de Biopatologia e Diagnóstico – Faculdade de Odontologia de São José dos Campos – UNESP. Tel.: (0**12) 321-8166. E-mail: maze@directnet.com.br

O fibroblastoma ou fibroma de células gigantes, descrito desde 1974 como entidade patológica bem definida tanto clínica como histopatologicamente, tem como diagnóstico diferencial a hiperplasia fibrosa e o fibroma. Com a finalidade de melhor conhecer esse processo, foram reavaliados 235 casos diagnosticados como hiperplasia fibrosa (183) ou fibroma (52), do Laboratório de Patologia da FOSJC. As lesões foram analisadas levando-se em consideração as características clínicas tais como localização, forma dos processos, sexo, idade e cor dos portadores e as características histopatológicas. Os resultados mostraram que 20,2% das hiperplasias fibrosas e 26% dos fibromas eram fibroblastoma. As outras características encontradas foram compatíveis com os dados descritos na literatura, embora as fichas de requisição de exame fossem, na maioria, incompletas, o que reflete uma deficiência na comunicação entre o patologista e o clínico.

Pode-se concluir ainda que o conhecimento científico, principalmente em relação a patologia, está em constante renovação e os profissionais devem estar atentos para as novas técnicas, métodos e conceitos, a fim de obter diagnósticos cada vez mais precisos. (Apoio CNPq.)

  B196  

Avaliação histológica do etil cianoacrilato na reparação óssea de ratos.

A. KIMAID, T. O. NOGUEIRA, M. F. GOMES*, A. ARAÚJO.

FOSJC – UNESP, SP.

O propósito deste trabalho foi verificar as reações teciduais em desgastes ósseos cirúrgicos experimentais após a aplicação do adesivo químico, etil cianoacrilato (Super Bonder), em osso parietal de ratos. Investigaremos a sua aceitação e sua interferência no processo de reparo ósseo, mediante estudo microscópico por meio de microscopia de luz. Nesta pesquisa, foram empregados 36 ratos machos e fêmeas brancos com peso médio de 250 a 300 gramas, os quais foram divididos em dois grupos, tratado e controle. Após a confecção do desgaste ósseo cirúrgico, no grupo tratado, foi aplicado sobre a superfície óssea o adesivo químico, etil cianoacrilato (Super Bonder). No grupo controle, nenhum material foi aplicado sobre a mesma. Em seguida, procedeu-se às suturas do periósteo e da pele. Decorridos 24 horas, 3, 5, 7, 30 e 60 dias da cirurgia, 4 animais de cada grupo foram sacrificados. As peças contendo os desgastes ósseos foram removidas em bloco, fixadas em formol a 10% por 72 horas e submetidas a análise microscópica por meio de microscopia óptica.

Os resultados obtidos possibilitaram concluir que a resposta inflamatória foi mais intensa no grupo tratado do que no grupo controle. O adesivo químico, etil cianoacrilato (Super Bonder), permaneceu sobre a área do desgaste ósseo até o período de observação de 60 dias e os tecidos adjacentes ao referido material encontravam-se com aspecto de normalidade. O adesivo químico, etil cianoacrilato, não interferiu no processo de reparo ósseo.

  B197  

Avaliação da compatibilidade biológica de dois adesivos dentinários em tecido conjuntivo subcutâneo de ratos.

D. C. POVOA, M. R. B. OLIVEIRA*, C. BENATTI NETO, M. F. C. L. BANDEIRA.

Disciplina de Patologia – FO Araraquara – UNESP. Tel.: (0**16) 232-1233.

Os testes de compatibilidade biológica são de fundamental importância para se verificar se os adesivos são compatíveis com os tecidos vivos dentinários, uma vez que estes entram em contato direto com os mesmos através dos prolongamentos odontoblásticos contidos nos túbulos dentinários. O objetivo do trabalho foi avaliar a compatibilidade biológica de dois adesivos dentinários de última geração: PAAMA2 e Optibond Solo. Os materiais foram preparados padronizados, conforme indicação dos fabricantes, colocados em tubos de polietileno e implantados no tecido subcutâneo dos ratos. Após períodos de 7, 15, 30, 45 e 60 dias, os animais foram biopsiados e as peças avaliadas histopatologicamente. Os resultados demonstraram que nos períodos iniciais as resinas PAAMA2 e Optibond Solo apresentaram comportamento agressivo, levando à necrose de contacto de amplitude variável, bem como reação inflamatória com presença de linfócitos e plasmócitos em grau moderado e atividade fagocitária predominando macrófagos no grupo PAAMA2 e observando maior número de gigantócitos no grupo Optibond Solo.

Concluiu-se que: as duas resinas comportaram-se como irritantes do tecido conjuntivo subcutâneo do rato, apresentando-se com menor agressividade no decorrer dos períodos, permitindo evolução reparativa no final dos períodos. (Apoio financeiro: CNPq/PIBIC – 98/99.)

  B198  

Reparo de feridas na língua de camundongos jovens e velhos.

J. C. SANFELICE, D. M. P. PADILHA, P. V. RADOS, F. BERCINI, T. AZAMBUJA.

Faculdade de Odontologia  UFRGS. Tel.: (0**51) 316-5023. E-mail: sanfelic@ufrgs.br

O envelhecimento afeta vários mecanismos e estruturas biológicas. O objetivo deste trabalho foi comparar o reparo da mucosa da língua de camundongos de 2 e 17 meses de vida. Feridas experimentais foram produzidas na língua de 70 camundongos utilizando-se um “punch” de 3 mm de diâmetro. Os camundongos foram sacrificados no período de 1 hora, 24 horas, 3 dias, 5 dias, 7 dias, 10 dias e 14 dias, contados a partir da realização da ferida. Após o sacrifício dos animais, as línguas foram removidas e fixadas em formol a 10% por um período não inferior a 24 horas processadas para análise histológica e coradas com hematoxilina e eosina. Na avaliação microscópica das peças foram buscadas diferenças histológicas no processo cicatricial entre os camundongos jovens e velhos incluindo, falha epitelial, infiltrado inflamatório, zona de fibrose, concavidade superficial, e descontinuidade de papilas filiformes. Os resultados mostraram que houveram diferenças individuais entre os grupos de jovens e velhos, principalmente no que tange a velocidade de ocorrência dos eventos examinados. O início do processo inflamatório crônico foi mais rápido nos jovens e sua resolução foi mais lenta nos animais mais velhos. Além disso a própria ocorrência de infiltrado inflamatório e fibrose também diferiu entre indivíduos nos dois grupos entre o quinto e décimo dia do experimento. Entretanto, ao final dos 14 dias do experimento as zonas submetidas a ulceração não apresentavam diferenças importantes entre os grupos dos animais jovens e velhos.

Concluiu-se que, como um todo, o processo de cicatrização das úlceras produzidas experimentalmente ocorreu de igual modo independente da idade dos animais.

  B199  

Atividade morfogenética da matriz dentinária: estudo in vivo.

E. A. L. GONÇALVES*, A. J. PAVAN, O. TAVANO, S. A. CATANZARO GUIMARÃES.

DOD  UEM; FOB – USP; UNIMAR. E-mail: ealg@wnet.com.br

Diversos biomateriais têm sido utilizados na reconstrução de defeitos ósseos amplos. O padrão do processo de reparo ósseo e a resposta ao implante de materiais permanecem, entretanto, questões fundamentais na instituição de terapias osteoindutoras. Este estudo objetivou avaliar a atividade osteoindutora da matriz dentinária e a dinâmica temporal do reparo ósseo em ossos de origem intramembranosa e endocondral. Defeitos cirúrgicos foram confeccionados nos ossos parietal e rádio de 9 cães adultos e implantados com fatias de matriz dentinária autógena. Defeitos pareados no mesmo animal serviram como defeitos-controle. Após períodos de 30, 60 e 90 dias, 3 animais de cada período foram sacrificados. Os espécimes foram desmineralizados e submetidos à análise microscópica, em cortes corados com HE e Tricrômico de Mallory. A resposta reparadora caracterizou-se por sua intensidade e pela ausência de reposta inflamatória localizada. Osso neoformado foi depositado na superfície das fatias dentinárias, sem sinal de atividade osteoclástica.

A matriz dentinária desmineralizada estimula o processo de reparo ósseo e promove formação óssea direta. O processo de reparo dos defeitos no osso rádio desenvolve-se mais rapidamente que o reparo no osso parietal. (Apoio CNPq – proc. 522.226/94-9.)

  B200  

Expressão das metaloproteinases da matriz no carcinoma adenóide cístico.

V. LOUREIRO*, J. J. V. PINHEIRO, V. FREITAS, E. TODDAI, R. G. JAEGER.

Patologia Bucal. FOUSP. Tel./Fax: (0**11) 3091-7902. E-mail: vania@unimes.com.br

O carcinoma adenóide cístico (CAC) é uma das neoplasias malignas de maior ocorrência em glândulas salivares. Apresenta recidiva local, metástase, e invasão perivascular e perineural. Um dos pontos importantes no estudo desta neoplasia, é o mecanismo pelo qual ela invade os tecidos vizinhos. Entre os fatores que modulam a invasividade local de uma neoplasia estão as metaloproteinases da matriz (“matrix metalloproteinases”, MMPs). Essas enzimas podem clivar a maioria se não todos os componentes da matriz extracelular. Por isso achamos interessante investigar a expressão in vivo e in vitro de diversas MMPs nas células do carcinoma adenóide cístico. Para o estudo in vivo foi realizada a análise imuno-histoquímica em cortes histológicos de carcinoma adenóide cístico humano. Para a análise in vitro, utilizamos linhagem derivada dessa neoplasia (células CAC2). Essas células foram submetidas à técnica de imunofluorescência, visando detectar essas metaloproteinases. Os estudos in vivo e in vitro mostraram expressão das MMPs especialmente da MMP-1.

Com isso, nossos resultados preliminares sugerem que as células do carcinoma adenóide cístico expressam metaloproteinases da matriz tanto in vivo quanto in vitro. Essa expressão pode servir como modelo de estudo para uma melhor compreensão dos mecanismos de invasividade do carcinoma adenóide cístico.

  B201  

Expressão do PCNA em adenoma pleomórfico de glândula salivar.

J. G. S. F. SOUZA, L. M .G. QUEIROZ*, R. A. FREITAS.

Programa de Pós-Graduação em Patologia Oral/UFRN. Tel./Fax: (0**84) 215-4138.
E-mail: lmgqueiroz@hotmail.com

A expressão do antígeno nuclear de proliferação celular (PCNA) foi avaliada através de estudo imuno-histoquímico, em 10 casos de adenoma pleomórfico, sendo 5 de glândula salivar maior e 5 menor. Todos os casos estudados demonstraram positividade ao anticorpo PC10 anti-PCNA (DAKO-SHEET). O índice de células PCNA+ foi observado em áreas com distintos padrões de diferenciação histológica (sólida, ductal e mixóide). Nos tumores de glândula salivar maior, o índice de células PCNA+ nas áreas sólidas e ductais foi de 79,82% e nas áreas mixóides foi de 73,4%, nas glândulas salivares menores, o índice de células PCNA positivas foi 61,64% e 50,6% nas áreas sólido/ductal e mixóide respectivamente. A análise estatística revelou não existirem diferenças significativas entre o índice de células PCNA positivas e os diferentes padrões histológicos do adenoma pleomórfico, nem em relação à localização do tumor, se em glândula salivar maior ou menor.

Os resultados demonstraram que a expressão do PCNA não indica diferenças no potencial proliferativo do adenoma pleomórfico localizados em glândulas salivares maiores e menores, nem entre os distintos padrões de diferenciação. (Programa de Pós-Graduação em Patologia Oral/UFRN/CNPq.)

 

  B202  

Análise histopatológica comparativa entre líquen plano oral e cutâneo.

S. E. NAVAS*, M. C. ROCHAEL, M. A. GUZMÁN, E. C. da FONSECA.

Mestrado em Patologia Buco-Dental, Universidade Federal Fluminense. Tel.: (0**21) 628-9892. E-mail: snavas@nitnet.com.br

Este trabalho visou determinar os principais achados do líquen plano oral e cutâneo no exame histopatológico de rotina, estudar os componentes celulares do infiltrado inflamatório e avaliar a presença de células de Langerhans nas localizações oral e cutânea do líquen plano. O presente estudo retrospectivo foi realizado em 59 biópsias de líquen plano, sendo 29 de líquen plano oral e 31 de cutâneo, fixadas em formol e incluídas em blocos de parafina selecionadas do Serviço de Anatomia Patológica (SAP) do Hospital Universitário Antônio Pedro. Foi realizada análise semiquantitativa utilizando as colorações de hematoxilina-eosina, ácido periódico Schiff, e anticorpo anti-proteína S-100. A contagem de células de Langerhans foi realizada por mm linear em campo de grande aumento (400 X). No líquen plano oral (LPO) predominou a paraceratose e no líquen plano cutâneo (LPC) a ortoceratose; no LPC predominou hipergranulose moderada e no LPO aquisição de camada granulosa; hipergranulose “em cunha” e acantose em “dentes de serra” foram menos freqüentes no LPO; vacuolização da camada basal esteve presente em todos os casos, combinada com apagamento em sua maioria; fragmentação e espessamento foram as alterações predominantes na zona da membrana basal e infiltrado inflamatório linfo-histiocitário em faixa e superficial prevaleceu na maioria de casos. A média de células de Langerhans por mm linear foi maior no LPC que no LPO.

Vacuolização, com ou sem apagamento da camada basal, associada a infiltrado inflamatório linfo-histiocitário em faixa no limite epitélio/derme ou córion superficial, permanecem como critérios fundamentais para o diagnóstico de líquen plano, seja oral ou cutâneo. (Apoio financeiro: CAPES.)

  B203  

Validação da computação gráfica em 3D por meio de tomografia computadorizada para tumores buco-maxilo-faciais.

M. G. P. CAVALCANTI*, A. RUPRECHT, M. W. VANNIER, J. L. BONOMIE.

FOUSP; College of Medicine University of Iowa.

A proposição deste trabalho é determinar a precisão e a acurácia da tomografia computadorizada em 3D utilizando a computação gráfica para tumores buco-maxilo-faciais por meio de medidas lineares e volumétricas in vitro e in vivo. Cinco cabeças de cadáveres, cada uma com 2 "phantons" que simulavam tumores posicionados medialmente a mandíbula, foram submetidos à tomografia computadorizada. Medidas volumétricas foram obtidas por 2 observadores 2 vezes cada um delineando esses "phantons" por imagens axiais, coronais e sagitais (reconstruções multiplanares). As propriedades do programa automaticamente definiram os "phantons" em imagens em 3D com as medidas volumétricas. Medidas lineares da dimensão dos "phantons" em 3D foram também obtidas utilizando propriedades da computação gráfica. Os "phantons" foram removidos e medidas físicas foram obtidas utilizando cilindros em água para medidas volumétricas e compassos para medidas lineares. A mesma metodologia foi aplicada em 35 pacientes com tumores buco-maxilo-faciais e a precisão dessas medidas foram analisadas. Não foram encontradas diferenças estatísticas entre e intra-observadores nem entre medidas físicas e em 3D in vitro e in vivo (p > 0,05) tanto para medidas volumétricas quanto para medidas lineares.

A validação da computação gráfica em 3D por meio de tomografia computadorizada para tumores buco-maxilo-faciais está estabelecida com suficiente acurácia e precisão que justifique a aplicabilidade clínica.

  B204  

Avaliação de três métodos radiográficos no diagnóstico de lesões apicais produzidos artificialmente.

F. M. TUJI*, J. C. B. SANTOS, S. M. ALMEIDA, F. N. BÓSCOLO, R. A. MATHEUS.

FOP-UNICAMP. Tel.: (0**19) 430-5327/430-5218. E-mail: solangea@fop.unicamp.br

O presente estudo avaliou três métodos radiográficos: periapical convencional, panorâmico e digital, no diagnóstico de lesões apicais produzidas artificialmente, observando-se se o tamanho da lesão interfere no diagnóstico radiográfico. Para tanto, foram utilizadas 5 mandíbulas maceradas, nas quais foram produzidas lesões apicais com brocas esféricas de diferentes diâmetros, caracterizando cinco fases distintas: fase 1: caracterizada pela ausência de lesão; fase 2: produção de lesão com a broca 6; fase 3: produção de lesão com a broca 8; fase 4: produção de lesão com a broca 10 e fase 5; caracterizada por produção de lesão que atingia as corticais ósseas. Todas as lesões foram produzidas nas quatro regiões de grupos dentais: incisivos, canino, pré-molares e molares. As radiografias foram analisadas por quatro radiologistas e os resultados submetidos à análise de variância e ao teste de Tukey. Os resultados mostraram que os três métodos avaliados apresentaram resultados similares no diagnóstico de lesões apicais. No entanto, na região de incisivos, houve diferença estatisticamente significante na fase 2, com o sistema digital mostrando melhor resultado. Na região de caninos não foi observada diferença estatística entre os métodos em nenhuma fase. Na região de pré-molares a radiografia digital apresentou o melhor resultado, em relação às demais, na fase 5. Na região de molares observou-se que na fase 1, a radiografia periapical mostrou melhor resultado; na fase 4, a radiografia panorâmica; e na fase 5, a radiografia periapical e digital foi superior à panorâmica.

Como conclusão, pode-se observar que as diversas técnicas apresentaram resultados semelhantes e que algumas lesões puderam ser detectadas, precocemente, antes de tocar na cortical, com melhores resultados para o sistema digital.

  B205  

Contagem de células CD4 e lesões bucais em função do tratamento em pacientes HIV+.

A. S. LUSVARGHI*, F. R. X. SILVEIRA, C. A. MIGLIORATTI, F. C. PIRES, E. G. BIRMAN.

Departamento de Estomatologia – FO-USP – SP. Tel.: (0**11) 3091-7883.
E-mail: g-andrea@fo.usp.br

A diminuição da ocorrência de manifestações bucais, principalmente candidíase, nos pacientes HIV+ é por muitos autores creditada à inserção de drogas inibidoras de protease (DIP) nos atuais tratamentos, promovendo um aumento do número de linfócitos CD4. Assim buscamos avaliar o número de células CD4 e a presença de lesões bucais, predominantemente candidíase, em pacientes usuários de drogas inibidoras de proteases (DIP) (grupo A) e usuários de drogas não inibidoras de protease (DNIP) (grupo B). Foram avaliados através de exame clínico visual 50 pacientes portadores do vírus HIV+ tratados na Casa da AIDS  SP, sendo 25 do grupo A e 25 do grupo B. Foram coletadas amostras de sangue para avaliação do número de células CD4, sendo os valores ³ 500 cel/mm3 chamados de estágio 1, valores < 500 cel/mm3 e ³ 200 cel/mm3 estágio 2 e contagens menores que 200 cel/mm3 de estágio 3. O grupo A teve média de idade de 39,9 ± 10,7 anos, sendo 80% pertencente ao sexo masculino, contagem de células CD4 no estágio 2 (52%) com 8% de lesões bucais. O grupo B teve média de idade de 38 ± 10,42 anos, sendo 56% pertencente ao sexo masculino, contagem de células CD4 estágio 1 (64%) e sem lesões bucais.

Comparando-se os grupos A e B, o grupo B apresentou resultados qualitativamente melhores, contudo não foi possível estabelecer uma correlação significante entre os grupos A e B, tanto em relação ao número de CD4, como na freqüência de lesões bucais. (Apoio financeiro: FAPESP, processo 00/01234-5.)

  B206  

Estudo da matriz extracelular da mucinose oral focal, fibroma com degeneração mixóide e mixoma.

A. ETGES*, A. P. V. SOBRAL, J. N. SANTOS, M. J. A. SILVA, V. C. ARAÚJO.

Departamento de Estomatologia. Patologia Bucal da FO – USP. Tel.: (0**11) 3091-7902.

A mucinose oral focal (MOF) é uma lesão benigna incomum, de etiologia desconhecida e patogênese incerta. Sugere-se uma superprodução, sem estímulo definido, de ácido hialurônico pelos fibroblastos. Acomete mais comumente a gengiva e o rebordo alveolar. Surge como um nódulo assintomático, de coloração semelhante à mucosa adjacente e de consistência firme. Morfologicamente, pode assemelhar-se ao mixoma de tecidos moles e a lesões fibrosas com degeneração mixóide. Para distinguirmos a MOF de outras lesões mixóides, foi realizado estudo imuno-histoquímico da matriz extracelular de 3 lesões orais com aspecto mixomatoso, a mucinose oral focal (MOF), o fibroma com degeneração mixóide (FDM) e o mixoma (M). Foram utilizandos anticorpos anti-colágeno I, anti-colágeno III, anti-fibronectina, anti-tenascina e uma sonda específica para o ácido hialurônico.

O colágeno tipo I e a fibronectina estavam concentrados na lâmina própria próxima ao epitélio, diminuindo na área mixomatosa das lesões de FDM e MOF. No M, o colágeno tipo I estava presente por toda a lesão, e a fibronectina quase inexistente. O colágeno tipo III estava presente nas áreas de maior colagenização diminuindo nas áreas mixomatosas das lesões de FDM e MOF, diferente do M. A tenascina esteve presente junto à área da lâmina própria próxima ao epitélio de superfície nas lesões de FDM e MOF. No M esta proteína estava ausente. O ácido hialurônico foi evidente em todas as lesões, porém apresentando padrão de expressão diferente entre os casos estudados.

  B207  

Implante intra-alveolar do granulado de uma resina natural, em ratos.

R. F. E. CALIXTO*, J. M. TEÓFILO, L. G. BRENTEGANI, T. L. LAMANO CARVALHO.

Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto – USP. Tel.: (0**16) 602-4012. E-mail: tllc@forp.usp.br

O objetivo do presente trabalho foi testar a biocompatibilidade de uma nova resina natural, comercialmente disponível, feita a partir do óleo de mamona (Ricinnus communis), implantada no alvéolo dental de ratos, e também a possível interferência do material com a formação de osso reparacional. Cerca de 3,5 mg do granulado (AUG-EX, Poliquil, Araraquara, SP), misturado em quantidade mínima de salina, foi implantado no alvéolo dental imediatamente após a extração do incisivo superior direito, com auxílio de um porta-amálgama modificado. Os animais foram sacrificados 1, 2, 3 e 6 semanas após a extração (controles) ou extração + implante (n = 10 em cada grupo/período). As hemimaxilas foram descalcificadas e processadas para inclusão em parafina e obtenção de cortes semi-seriados de 6 mm de espessura, corados com hematoxilina e eosina. O exame histológico mostrou grânulos de forma irregular localizados entre os terços médio e cervical do alvéolo, com discreta reação de corpo estranho persistente até a 6ª semana; trabéculas ósseas imaturas estabeleceram contato aparentemente direto com o material a partir da 3ª semana. A análise histométrica (método da contagem diferencial de pontos), utilizada para quantificar os tecidos reparacionais no terço apical, mostrou neoformação óssea progressiva paralelamente à diminuição de volume relativo de tecido conjuntivo, ao longo dos períodos experimentais, nos ratos controles e implantados. No entanto, observou-se menor fração de volume de tecido ósseo no alvéolo do grupo implantado.

Os resultados mostram que o material é biocompatível, mas provoca discreto atraso no reparo alveolar e na maturação do osso reparacional. (Apoio financeiro: CAPES.)

  B208  

Ceratocisto odontogênico: histopatologia e avaliação quantitativa da expressão do PCNA.

M. G. MATTOS*, M. A. GUZMÁN-SILVA, T. C. R. B. SANTOS, E. C. FONSECA.

O comportamento biológico do ceratocisto odontogênico (CO) apresenta grande importância clínica pela alta taxa de recidiva, e também pela possível integração à síndrome dos múltiplos carcinomas basocelulares nevóides (SMCBN). O objetivo deste trabalho foi investigar os aspectos morfológicos e biológicos que indicam o comportamento relativamente agressivo do CO. A análise histopatológica das 31 lesões foi feita em lâminas coradas pela HE. Cortes histológicos foram também submetidos à técnica imuno-histoquímica, utilizando-se o anticorpo monoclonal anti-PCNA. O material avaliado na histomorfometria constou de 12 lesões (6 não-sindrômicas e 6 sindrômicas). A expressão do PCNA foi mensurada nas imagens analisadas no sistema computadorizado KS 300. Na análise histopatológica, a presença de cisto satélite, proliferação sólida de epitélio odontogênico e áreas focais de mineralização na parede fibrosa foram significativamente mais freqüentes nas lesões sindrômicas. As imunomarcações para o PCNA predominaram nas camadas suprabasais e foram extremamente heterogêneas nos CO sindrômicos e não-sindrômicos, bem como em diferentes regiões de uma mesma lesão. Os resultados referentes à expressão do PCNA foram analisados comparativamente e observamos que não houve diferença estatisticamente significativa entre as lesões não-sindrômicas e as sindrômicas, mesmo considerando-se as regiões de diferente espessura epitelial.

Concluímos que a presença mais freqüente de cistos satélites e restos de epitélio odontogênico nos CO associados à SMCBN são os prováveis responsáveis pela elevada taxa de recidiva nessas lesões, enquanto que o padrão proliferativo extremamente elevado e heterogêneo nas lesões de CO implica no seu crescimento, sem apresentar distinção entre as lesões sindrômicas e as não-sindrômicas.

 

 

Grupo B6.................................................................................................. B-209 à B-249

 

  B209

 

Estudo das aferências ao subnúcleo caudal do núcleo do trato espinhal do nervo trigêmeo.

R. C. PALLOTTA1, L. FRIGO*1, W. J. GENOVESE1, J. A. BAUER2.

1Departamento de Ciências Biológicas e Saúde – UNICSUL; 2Departamento de Histologia e Embriologia – ICB/USP.

A informação nociceptiva que se origina na face e parte do crânio é transmitida, via nervo trigêmeo, principalmente para o subnúcleo caudal do núcleo do trato espinhal do nervo trigêmeo (Sp5C), e de lá para inúmeras áreas do neuroeixo. O mapeamento das aferências aos neurônios do corno dorsal da medula espinhal (homólogo ao Sp5C) foi estabelecida por meio da utilização de técnicas neuroanatômicas, entre elas os traçadores neuronais retrógrados. O objetivo do presente trabalho é o estudo sistemático das aferências ao Sp5C utilizando o traçador neuronal retrógrado Fluoro-Gold (FG). Para tanto, oito ratos machos Wistar, pesando entre 200-250 g foram anestesiados e submetidos a cirurgia estereotáxica para implantação eletroforética do neurotraçador retrógrado Fluoro-Gold (2%) no Sp5C. Após 15 dias os animais foram anestesiados e perfundidos, inicialmente com solução de NaCl (0,9%), seguida de solução fixadora (formaldeído 4% em tampão borato, pH 9,5). Os encéfalos foram pós-fixados (12 h) na mesma solução fixadora, crioprotegidos e submetidos à microtomia de congelação (30 mm). A seguir, os cortes foram incubados em solução de anticorpo primário anti-FG (1:10.000, 48 h), lavados (KPBS), incubados em solução de anticorpo secundário biotinilado (1:200, 1 h) e incubados em complexo avidina-biotina-peroxidase (1:200, 1 h). Posteriormente, foi realizada a reação de revelação do cromógeno (diaminobenzidina) e intensificação por OsO4 (0,005%). Em seis animais a deposição do FG estava restrita aos limites do Sp5C e foram, portanto, alvo de nossa análise. Pericários imunorreativos foram encontrados no núcleo do trato solitário, parabraquial lateral, substância cinzenta periaquedutal, reticular gigantocelular, subnúcleos oral e interpolar do trigêmeo, paraventricular do hipotálamo e córtex somestésico.

Nossos achados preliminares mostram a existência de aferentes comuns ao Sp5C e corno dorsal da medula espinhal, bem como aferentes exclusivos para o Sp5C.

  B210  

Efeitos da hidrocortisona sobre a movimentação ortodôntica em ratos.

M. R. MENDONÇA*.

Departamento de Odontologia Infantil e Social. Faculdade de Odontologia de Araçatuba – UNESP. Tel.: (0**18) 620-3236. E-mail: mrmendonça@foa.unesp.br

O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito da hidrocortisona, uma droga antiinflamatória, sobre a taxa de movimentação ortodôntica em molares de ratos. Os animais foram divididos em dois grupos, contendo 10 animais em cada grupo, sendo estes denominados de grupo tratado e grupo de controle. No grupo tratado os animais receberam diariamente injeções subcutâneas de succinato sódico de hidrocortisona (Solucortef) na dose de 100 mg/kg de peso, fracionada em aplicações de 6/6 horas. Os animais do grupo controle receberam volume equivalente de solução salina pela mesma via subcutânea a cada 6 horas. No 6º dia de experimento, todos os animais foram anestesiados e receberam um aparelho ortodôntico para tracionar o primeiro molar superior esquerdo no sentido mesial. Após o período experimental de 12 dias os animais foram sacrificados, seus hemicrânios separados e radiografados para a avaliação do espaço entre o primeiro e segundo molar superior esquerdo.

Os resultados mostraram que houve redução significativa nos pesos corporais e das glândulas adrenais dos animais tratados em relação aos animais controle, indicando os efeitos sistêmicos da droga. Quanto à amplitude do movimento dentário, nenhuma diferença significativa foi encontrada entre os dois grupos.

  B211  

Efeitos do álcool etílico sobre a amelogênese do primeiro molar de ratos.

L. B. SANT’ANNA*, D. O. TOSELLO, M. A. C. SALGADO.

FOP-UNICAMP, FOSJC-UNESP.

O álcool, quando consumido em doses elevadas durante a gestação pode causar malformações congênitas no feto, dentre as quais defeitos craniofaciais e orodentais, decorrentes de interferências no desenvolvimento embrionário normal. O objetivo deste trabalho foi analisar os efeitos do álcool sobre o desenvolvimento do germe dentário e da amelogênese do primeiro molar dos filhotes de ratas que receberam álcool antes e durante a gestação. No grupo experimental o álcool foi administrado à água das ratas em concentrações crescentes de 1%, 5%, 10%, 15%, 20% e 25%. Durante o período de gestação, as ratas do grupo experimental (6) foram mantidas com a solução de 25% de álcool, enquanto as do grupo controle (6) sempre receberam água. No 5º dia de vida foram sacrificados 3 filhotes de cada ninhada para remoção das hemimandíbulas, as quais foram processadas e incluídas em araldite. Os cortes histológicos foram corados com azul de toluidina 1% e submetidos à análise histomorfométrica do germe dentário e matriz de esmalte. Os dados obtidos foram tratados estatisticamente pelo teste t de Student (p < 0,05) e os resultados indicaram, que as médias dos volumes relativos do germe dentário, da matriz do esmalte e da proporção entre eles foram sempre menores nos filhotes das ratas tratadas com álcool.

Concluiu-se que, a interferência do álcool durante a gravidez causa uma diminuição do desenvolvimento do germe dentário e da secreção da matriz do esmalte, sendo mais acentuada na última. (Apoio financeiro: CNPq.)

  B212  

Diagnóstico diferencial da Classe II, 1ª divisão, de acordo com MOYERS et al.

P. C. TUKASAN*, M. B. B. A. MAGNANI.

Departamento de Odontologia Infantil (Ortodontia) – FO de Piracicaba – UNICAMP.

A denominação Classe II, 1ª divisão, é muito abrangente, porque pode representar uma variedade enorme de problemas dentários e esqueléticos atuando sobre o paciente, com apenas um ponto em comum, a “relação Classe II” de molar e canino. Por essa razão, é bastante difícil a identificação dos componentes dentoesqueléticos que estão atuando nessa maloclusão, principalmente por parte dos iniciantes na profissão. A necessidade de um diagnóstico mais criterioso é fundamental, em virtude desta grande dificuldade existente. A proposta deste estudo foi realizar um diagnóstico diferencial em uma amostra de Piracicaba, identificando os componentes horizontais que caracterizam a Classe II, 1ª divisão. O método proposto MOYERS et al. foi utilizado nesta pesquisa, definindo 6 tipos horizontais diferentes de Classe II, 1ª divisão, de acordo com as estruturas anatômicas envolvidas. Os resultados mostraram que o tipo F foi o mais freqüente, seguido do tipo B, sem ocorrer diferença de sexo.

Foi concluído que a protrusão maxilar foi a posição mais freqüente, em ambos os sexos. O retrognatismo mandibular foi mais freqüente no sexo feminino, enquanto o sexo masculino apresentou valores estatisticamente iguais para normalidade e retrognatismo mandibular. A posição normal dos incisivos inferiores foi a mais freqüente no sexo feminino, enquanto o sexo masculino apresentou valores estatisticamente iguais para posição normal e vestibular. A posição vestibular dos incisivos superiores foi a mais freqüente em ambos os sexos. (Apoio financeiro: CAPES – Bolsa – PICDT.)

  B213  

Comportamento vestibulolingual e mesiodistal dos incisivos superiores durante a erupção.

O. A. CUOGHI*, F. A. BERTOZ, M. R. MENDONÇA, E. C. A. SANTOS.

Departamento de Odontologia Infantil e Social. Faculdade de Odontologia de Araçatuba – UNESP. E-mail: osmar@foa.unesp.br

Este estudo objetivou estabelecer parâmetros radiográficos a respeito da inclinação, protrusão e angulação mesiodistal dos incisivos permanentes superiores na fase dentadura mista. Comparou-se 3 grupos de 20 telerradiografias e 20 radiografias ortopantomográficas de 60 jovens com oclusão normal apresentando apenas os incisivos centrais permanentes (Grupo I), com incisivos centrais e laterais permanentes (Grupo II) e, com os incisivos centrais, laterais e caninos permanentes (Grupo III). Os níveis de inclinações e protrusões foram obtidos pelas grandezas cefalométricas 1. ENAENP e 1-A respectivamente. No sentido mesiodistal, mediu-se o ângulo formado entre os longos eixos dos dentes e uma linha que tangencia as duas órbitas na radiografia ortopantomográfica. Os resultados foram submetidos à análise de variância.

As médias das inclinações, protrusões e angulações dos incisivos cen­trais e laterais foram: 112º, 1,2 mm, 90,4º e 91,7º (Grupo I); 112º, 2,6 mm, 89,5º e 96,8º (Grupo II) e, 108º, 2,6 mm, 87,4º e 92,6º (Grupo III). As inclinações vestibulolinguais foram similares para todos os grupos, a protrusão foi estatisticamente diferente no Grupo I comparado aos Grupos II e III que foram similares entre si. As angulações mesiodistais dos incisivos centrais foram diferentes estatisticamente nos Grupos I e III. Entre os incisivos laterais os ângulos mesiodistais foram diferentes estatisticamente nos Grupos I e II bem como entre os Grupos II e III. (Apoio: CNPq – Processo nº 521360/97-8.)

  B214  

Ultra-estrutura da polpa de dentes decíduos humanos com rizólise.

C. M. SCHMIDT*, F. G. CAMARGO, C. B. RIBEIRO, L. Y. A. SASAHARA.

CCBS – USF Odontologia – Bragança Paulista.

A substância intercelular da polpa de dentes decíduos humanos com reabsorção fisiológica foi analisada através da microscopia eletrônica de transmissão, sendo o vermelho de rutênio o corante catiônico utilizado. Neste estudo, foi observada a morfologia ultra-estrutural da substância intercelular através do relacionamento entre macromoléculas não-fibrilares e fibrilas colágenas. O grupo controle constituído de 4 dentes decíduos hígidos sem reabsorção fisiológica apresentou padrão característico de normalidade, com fibrilas colágenas com contornos nítidos e arranjadas em feixes, bem como a presença regular de rede constituída por glicosaminoglicanas, proteoglicanas e glicoproteínas com os espaços vazios. No grupo de 4 dentes decíduos hígidos com reabsorção fisiológica, verificou-se alteração da ultra-estrutura da substância intercelular pulpar, apresentando fibrilas colágenas sem contornos evidentes e desarranjadas. Também a rede de glicosaminoglicanas, proteoglicanas e glicoproteínas não estava uniforme, alternando-se de modo irregular com os espaços vazios, não preenchendo o espaço extracelular de maneira regular.

Desde modo, constatou-se alteração na substância intercelular da polpa de dentes decíduos com rizólise, demonstrando um desgaste do tecido pulpar. Conseqüentemente, a resposta fisiológica dos dentes decíduos com rizólise não deve ser favorável frente aos procedimentos operatórios. (Apoio financeiro: PROPEP-USF.)

  B215  

Análise ultra-estrutural da polpa de dentes decíduos humanos.

C. B. RIBEIRO*, F. G. CAMARGO, L. Y. A SASAHARA, C. M. SCHMIDT.

CCBS – USF Odontologia – Bragança Paulista.

Através deste trabalho, procuramos verificar as alterações ultra-estruturais em polpas de dentes caninos decíduos humanos com cárie e com rizólise fisiológica (grupo experimental). O grupo controle por sua vez, constou de polpas de dentes caninos sem cárie e sem rizólise. Nesse grupo, notou-se a presença de numerosas fibrilas colágenas que se mostraram unidas umas às outras em feixes por uma substância macromolecular não-fibrilar. A precipitação de material macromolecular não-fibrilar eletrondenso permitiu o realce do contorno das fibrilas colágenas. Tanto nas áreas extrafeixes como nas intrafeixes, esse material macromolecular exibiu-se em forma de filamentos e de grânulos mais eletrondensos, sugerindo serem glicosaminoglicanas e proteoglicanas (GAGs e PGs), por terem sido evidenciados pelo vermelho de rutênio adicionado ao glutaraldeído e ao tetróxido de ósmio. No grupo experimental foi evidente o aspecto de feixes de fibrilas colágenas bastante alterado. Notou-se reduzida presença de fibrilas, as quais mostraram estar desgarradas umas das outras e com seu contorno pouco nítido, devido às alterações na rede de GAGs e PGs. Essas alterações também foram observadas na área extrafeixe.

Portanto, verificamos que este quadro representa, ultra-estruturalmente, um estado de significativa alteração de normalidade contra-indicando procedimentos clínico-terapêuticos conservadores em dentes decíduos com cárie e com rizólise fisiológica. (Apoio financeiro: PROPEP-USF.)

  B216  

Biocompatibilidade de dois sistemas adesivos.

C. A. S. COSTA, H. M. TEIXEIRA*, A. B. L. NASCIMENTO, J. HEBLING.

Departamento de Fisiologia e Patologia, FOAr/UNESP; FOP/UPE.
E-mail: casouzac@foar.unesp.br

O objetivo deste trabalho de pesquisa foi avaliar a biocompatibilidade de dois agentes adesivos atuais bem como de um cimento de hidróxido de cálcio. Para isto, sessenta tubos de polietileno preenchidos com os materais experimentais: Grupo 1: Prime & Bond NT (PB – Dentsply, USA); Grupo 2: Optibond (OP – Sybron/Kerr, USA); Grupo 3: hidróxido de cálcio – Dycal (CH – Dentsply, USA) e Grupo 4: tubos vazios (UT – grupo controle) foram implantados no tecido conjuntivo subcutâneo de 30 ratos. Decorridos 7, 30 e 60 dias, os animais foram sacrificados, os tubos removidos cirurgicamente, e finalmente processados para avaliação em microscopia ótica. Cortes histológicos com 6 micrômetros de espessura foram corados em H/E. No período de 7 dias, todos os materiais em teste causaram reação inflamatória moderada/intensa. Reparo do tecido conjuntivo adjacente ao material implantado foi observado com o decorrer do tempo. Porém, reparação tecidual completa associada a formação de delgada formação de cápsula fibrosa foi visto apenas em contato com CH. Persistente reação inflamatória mediada por macrófagos e poucas células gigantes foi observado para espécimes dos grupos 1 e 2.

Foi possível concluir que CH, o qual permitiu completa reparação tecidual, podendo ser considerado mais biocompatível do que os agentes adesivos avaliados nesta pesquisa.

  B217  

Detecção de atividade NADPH-d/NOS na polpa dental humana normal e inflamada.

L. P. NUCCI da SILVA*, E. A. DEL BEL.

Fisiologia, FORP – USP. Tel.: (0**16) 602-4050.

O nervo trigêmeo, por meio do ramo maxilar é responsável pela inervação da polpa dentária. Núcleos do sistema trigeminal no tronco cerebral, contém células NADPH-d/NOS positivas. Estas evidências sugerem possível papel do NO por exemplo, na dor, na lesão cariosa e inflamação pulpar. Os objetivos deste estudo foram: identificar a presença da atividade NADPH-d na polpa dentária humana normal e na inflamação pulpar. Foi realizada pulpectomia de dentes pré-molares de humanos, indicados para realização do tratamento endodôntico e remoção da polpa normal em dentes pré-molares, indicados para exodontia ortodôntica. As polpas foram fixadas (PFA, 4%, em PBS, 2 horas, 4ºC), congeladas e cortadas em criostato para análise da atividade NADPH-d e HE. A reação de HE mostrou a presença de fibroblastos e células do processo inflamatório espalhadas por todo o tecido pulpar, o que não foi observado na polpa normal. A atividade NADPH-d foi localizada em fibroblastos e no endotélio vascular da polpa dentária normal e inflamada. Contudo, a intensidade de pigmentação azul resultante da atividade NADPH-d na polpa dental inflamada apresentou aumento de 5 vezes quando comparada com a coloração da polpa normal (Mann-Whitney test, p < 0,002).

Os resultados são coerentes com a participação do NO no processo de inflamação pulpar. (Apoio financeiro: FAPESP, CNPq; apoio técnico: C. A. da-Silva, E. C. Zieri, S. Saltareli, F. Pitta.)

  B218  

Biocompatibilidade de um sistema adesivo aplicando duas metodologias diferentes.

C. A. S. COSTA, A. B. NASCIMENTO*, H. TEIXEIRA, J. URIBE-ECHEVARRIA.

FOAr/UNESP; FOP/UPE; FO de Córdoba – AR. E-mail: casouzac@foar.unesp.br

A proposta desta pesquisa foi avaliar a biocompatibilidade de um sistema adesivo através da aplicação de duas metodologias de trabalho recomendadas pela ANSI/ADA. Cavidades de classe V profundas, com 2,5 mm de profundidade, foram preparadas em 10 pré-molares humanos íntegros. No grupo 1, o adesivo dentinário Single Bond (SB – 3M Co., USA) foi aplicado de acordo com as recomendações do fabricante. No grupo 2, o assoalho das cavidades foi forrado com o cimento de hidróxido de cálcio – Dycal (CH – Dentsply, USA) antes da aplicação do sistema adesivo SB. Dois dentes intactos foram usados como grupo controle. Os dentes foram extraídos após 30 dias, fixados, descalcificados e embebidos em parafina. Cortes histológicos com 6 micrômetros foram corados em H/E e pela técnica de Brown e Brenn. Ambos materiais experimentais foram também implantados no tecido conjuntivo subcutâneo de ratos. Após 7, 30 e 60 dias, os implantes foram removidos cirurgicamente e processados para avaliação em microscopia ótica. Cortes histológicos com 6 micrômetros de espessura foram corados em H/E. SB aplicado em dentina profunda causou discreta/moderada resposta inflamatória no tecido pulpar adjacente ao assoalho cavitário. Numerosos pequenos vasos sangüíneos foram vistos próximo a camada odontoblástica desorganizada, cujas células pareciam depositar discreta quantidade de dentina terciária. Por outro lado, dentes cujo assoalho cavitário foi forrado com CH apresentaram polpas normais, semelhante àquela observada para os dentes íntegros. SB implantado no tecido conjuntivo dos ratos causou intensa reação inflamatória. Células gigantes e macrófagos foram vistos com o decorrer dos períodos. Por outro lado, completa reparação tecidual ocorreu adjacente ao CH em contato com o tecido conjuntivo do animal.

Concluiu-se que CH é mais biocompatível do que SB.

  B219  

Enxerto ósseo autógeno em defeito crítico na mandíbula de rato.

R. S. JORGE*, J. G. C. LUZ.

Departamento de Cirurgia - FOUSP, SP. E-mail: rsjorge@yahoo.com

Esta pesquisa teve por objetivo a avaliação da reparação de enxerto ósseo do ilíaco em defeito de tamanho crítico na mandíbula de rato, histologicamente e por densitometria óptica de radiografias. Os animais deste estudo foram 25 ratos Wistar adultos. Sob anestesia geral foi realizado defeito ósseo bicortical no ramo direito da mandíbula, preenchido com enxerto da crista ilíaca. Os animais foram divididos em cinco grupos, com cinco ratos cada. Estes foram sacrificados após 1, 7, 14, 30 e 90 dias. As mandíbulas foram removidas, fixadas em formol e radiografadas. As hemimandíbulas direitas foram descalcificadas e cortes foram obtidos e corados com hematoxilina e eosina. Inicialmente foi notado processo inflamatório agudo ao redor do enxerto, o qual estava bem adaptado ao leito receptor. A maior parte do enxerto era formado por osso esponjoso, com amplo espaço medular ocupado por tecido hematopoético. Em seguida foi observada intensa neoformação óssea a partir da cortical mandibular e dentro do próprio enxerto. Os espaços medulares estavam ocupados por tecido de granulação e osteoblastos. Houve remodelamento do leito receptor, com diminuição do volume do enxerto e espaço medular, bem como substituição do osso esponjoso por osso compacto. Por fim, do enxerto, somente remanescentes corticais desvitalizados foram encontrados, estando o local do enxerto semelhante à mandíbula normal. A densitometria óptica das radiografias revelou diferenças estatisticamente significantes entre o lado experimental e controle. Este modelo experimental mostrou ser valioso no estudo da reparação óssea.

Foi concluído que o enxerto do osso ilíaco promoveu a reparação do defeito crítico mandibular, com remodelamento ósseo completo.

  B220  

Indicação de exodontia: a realidade na Faculdade de Odontologia da UFRGS.

T. W. F. de AZAMBUJA*, F. BERCINI.

Departamento de Cirurgia e Ortopedia. Faculdade de Odontologia da UFFRGS.
Tel.: (0**51) 331-2272.

As razões pelas quais indicamos uma exodontia são variadas. Entre elas podemos citar cárie, doença periodontal, traumatismo, fins protéticos, profiláticos e ortodônticos. Devemos seguir a regra de que todo o dente que não tenha condições de ser utilizado no mecanismo odontológico total deve ser extraído. Em função disso, buscamos verificar quais as indicações de exodontia em nossa prática odontológica e verificar quantos dentes são extraídos por razões particulares (pessoais) do paciente e que poderiam ser mantidos por tratamento odontológico conservador. Estudamos os dados de 3.164 exodontias realizadas no Ambulatório de Exodontia da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Foi desenvolvida uma ficha de pesquisa constante de dados gerais do paciente, dente a ser extraído e a indicação da exodontia, além da determinação do plano de tratamento para manutenção deste, caso fosse possível. Encontramos que: a) 2.989 dentes não poderiam ser mantidos e 75 tiveram como indicação razões econômicas, sendo que os tratamentos conservadores para a manutenção destes dentes seriam dentística (52 dentes), prótese (123 dentes) associados com endodontia (149 dentes); b) a doença cárie foi a razão de exodontia de 1.900 dentes (60,36%) e a doença periodontal de 412 dentes (10,67%).

Podemos concluir que: 94,47% dos dentes extraídos em nossa prática odontológica não seriam passíveis de manutenção e 5,53% poderiam ser mantidos através de tratamentos conservadores e que a cárie é a razão mais freqüente de perda dentária, seguida de doença periodontal. (FAPERGS/PROPESQ.)

  B221  

Fraturas mandibulares por acidentes de trânsito antes e depois do Novo Código Nacional de Trânsito.

E. M. M. SILVA*, P. LIOI, P. A. ALMEIDA Jr.

Departamento de Fundamentos Pedagógicos/Metodologia Científica – FOUFF.

O Novo Código Nacional de Trânsito entrou em vigor em 23/01/98, visando a estabelecer as diretrizes da política nacional de trânsito, com vista à segurança, à fluidez, ao conforto, à defesa do meio ambiente e educação para o trânsito. Este trabalho objetivou investigar possíveis alterações no número de casos de fraturas mandibulares decorrentes de acidentes de trânsito atendidos na emergência do Hospital Universitário Antônio Pedro, em Niterói – RJ, após a implantação do Novo Código. Utilizou-se o método indutivo e como método de procedimento o estatístico comparativo, com técnica de documentação indireta. Para tanto, foram analisados e comparados todos os prontuários de pacientes com fraturas mandibulares causadas por acidentes de trânsito entre abril e junho de 1997, quando foram notificados 63 casos, e do mesmo período em 1999, quando foram registrados apenas 15 casos. Quanto à localização dos traços de fratura, observou-se que, em 1997, 42,85% dos casos apresentavam-se no corpo da mandíbula, 28,57% no ramo, 19,06% no colo do côndilo mandibular e 9,52% no processo coronóide. Em 1999, 40,00% das fraturas ocorreram no corpo da mandíbula, 33,33% no ramo, 20,00% no colo do côndilo e 6,67% fraturaram o processo coronóide.

A partir da análise dos resultados, conclui-se que houve uma diminuição de 76% no número de pacientes atendidos com fraturas mandibulares por acidentes de trânsito, o que aponta para a relevância do Novo Código e, conseqüentemente, uma maior segurança no trânsito. Observou-se, ainda, que a maior incidência de localização dos traços de fratura é no corpo da mandíbula.

  B222  

Cicatrização periodontal após extração de terceiros molares inferiores inclusos.

A. L. ROSA*1, M. C. G. CARNEIRO1, M. A. S. LAVRADOR2, A. B. NOVAES Jr.1.

1FORP/USP, Brasil; 2FCFRP/USP. E-mail: adalrosa@forp.usp.br

O objetivo deste estudo foi comparar a influência de dois tipos de retalho mucoperiosteal para a remoção de terceiros molares inferiores inclusos na saúde periodontal dos segundos molares adjacentes. Cartorze pacientes com inclusão bilateral dos terceiros molares inferiores foram submetidos à cirurgia utilizando de um lado o retalho vertical com incisão relaxante na mesial do segundo molar e do outro o de Szymd. Em um modelo de gesso do arco inferior foi confeccionado para cada paciente um guia de sondagem. Pré-operatoriamente, 3 e 6 meses pós-operatórios foi avaliada a saúde periodontal dos segundos molares medindo, por meio de uma sonda periodontal Williams, nas faces vestibular e mesial a profundidade de bolsa à sondagem (distância da margem gengival livre ao fundo do sulco gengival clínico - PBS), nível de inserção clínica (distância do guia ao fundo do sulco clínico - NIC) e nível ósseo (distância do guia até a crista óssea alveolar - NO). Os dados foram comparados por uma análise de covariância (ANCOVA), tendo como covariável as medidas pré-operatórias e como fatores de variação o tipo de retalho, a face e o tempo. Para o PBS, NIC e NO não houve diferença estatisticamente significante entre os tipos de retalho ou a face onde foram feitas as medidas. No entanto, houve diferença entre os tempos pós-operatórios, com aumento de todas as medidas de PBS, NIC e NO de 3 para 6 meses.

Os presentes resultados sugerem que estes dois tipos de retalho utilizados na extração de terceiros molares inferiores inclusos não interferiu com a saúde periodontal do segundo molar adjacente, mas que a mesma piorou de 3 para 6 meses pós-operatórios. (Auxílio financeiro: FAPESP.)

  B223  

Avaliação histológica do osso liofilizado humano e vidro bioativo em úmero de cão.

V. C. MENDES*, P. S. P. CARVALHO, D. ZANETTA-BARBOSA, F. F. A. O. NASCIMENTO.

Departamento de Cirurgia – Faculdade de Odontologia de Araçatuba – UNESP e Universidade Federal de Uberlândia. Tel.: (0**18) 620-3242. E-mail: cpgctbmf@foa.unesp.br

Buscando um material alternativo aos enxertos ósseos autógenos, e biocompatível, para solucionar o problema das reabsorções alveolares, esse trabalho objetivou analisar histologicamente a reparação óssea em úmero de cão, após o preenchimento de cavidades criadas cirurgicamente, com osso liofilizado humano, vidro bioativo e coágulo. Para as cirurgias experimentais utilizou-se seis cães machos. Com uma trefina de 6 mm de diâmetro, foram realizadas perfurações nos úmeros dos cães, removendo-se apenas a primeira cortical óssea. Essas cavidades foram aleatoriamente preenchidas por osso liofilizado humano, vidro bioativo e coágulo. Cinco meses depois, com uma trefina de 2 mm, coletou-se material do centro de cada cavidade e osso adjacente às perfurações. Foram obtidas oito amostras de cada grupo. Após análise histológica, observou-se o completo reparo das cavidades, com a presença de trabéculas ósseas neoformadas.

Concluiu-se que o osso liofilizado humano e o vidro bioativo foram bem tolerados pelo organismo (biocompatíveis), incorporados ao tecido ósseo ou absorvidos.

  B224  

Análise epidemiológica dos traumatismos faciais em tecidos moles de pacientes pediátricos.

E. L. M. MARTINS*, M. A. TORRIANI, A. R. ROMANO.

Cirurgia Buco-maxilo-facial e Odontopediatria da FO – Universidade Federal de Pelotas.
E-mail: anaromano@uol.com.br

O estudo epidemiológico dos traumatismos faciais de pacientes pediátricos especificamente em tecidos moles não é muito realizado, sendo as fraturas faciais um assunto mais comumente abordado. Objetivando realizar estudos sobre o traumatismo de face pediátrico, foram selecionados no Pronto-socorro Municipal da Fundação de Apoio Universitário de Pelotas, durante plantões de 24 horas, 311 casos de pacientes portadores de ferimentos na face, catalogados de janeiro até dezembro de 1997. Os dados estatísticos foram colocados em uma ficha de atendimento, sendo posteriormente alvo de uma análise. Em relação ao sexo, houve diferença estatisticamente significativa, na qual o masculino obteve uma proporção maior (1,96:1) em relação ao feminino. Os tipos de ferimentos mais freqüentes foram escoriações e hematomas, sendo 210 (58,6%) casos. Em relação à etiologia, as quedas ocorreram com maior freqüência (49,1% dos casos), em todas as faixas etárias, principalmente no grupo de zero a seis anos. A porcentagem de casos diminuiu com o aumento da idade. Em relação à localização do ferimento na face, a região frontal foi a mais acometida com 23,2% dos casos, seguidas pelas regiões nasal (16,1%) e oral (14,7%). A estação do ano, mês do ano, semana do mês e dia da semana, não mostrou diferença estatisticamente significante. O período do dia, registrou diferença estatisticamente significante entre os dois primeiros turnos (0-12 horas) e os dois últimos (12-24 horas) quando houve maior ocorrência de casos.

Diante dos resultados encontrados, entendemos ser importante a realização de novos estudos, principalmente enfocando a prevenção dos traumatismos faciais em crianças.

  B225  

Determinação da carga microbiana de brocas para desgaste de acrílico.

A. M. AGOSTINHO*1, I. Y. ITO2, W. MATSUMOTO1.

1Departamento de Materiais Dentários e Prótese, FORP-USP; 2Departamento de Anál. Clín. ­Tóxic. e Bromat., FCFRP-USP. Tel.: (0**16) 602-4160.

O objetivo desse trabalho foi determinar a presença de microrganismos em brocas para desgaste de acrílico pertencentes a 80 graduandos da FORP-USP e consideradas por eles prontas para uso, para verificar se as medidas de controle de infecção por eles adotadas têm sido efetivas. Os alunos utilizaram suas brocas para a confecção de restaurações provisórias durante o atendimento a pacientes na Clínica de Prótese Fixa II e ao término da sessão procederam à limpeza e/ou desinfeção e/ou esterilização da broca como seu costume, ou seja, utilizaram o método adotado como rotina. Sete dias depois, antes do início de nova sessão clínica, as brocas foram recolhidas para avaliação da contaminação microbiana. Cada broca coletada foi introduzida, assepticamente, com uma pinça esterilizada em um tubo de ensaio de 15 x 100 mm com 1,0 ml de solução salina fosfatada tamponada (PBS) e submetida a agitação em "mixer" por 1 minuto. As brocas foram removidas em condições assépticas e às suspensões obtidas adicionou-se cerca de 8,0 ml de Thioglycollate Medium Without Dextrose or Indicator (Difco). Os tubos foram incubados em estufa a 37ºC por período de 24 h a 20 dias e nesse prazo de tempo examinados diariamente. ­Quando se observava turvação do meio de cultura, anotava-se o resultado positivo. Os tubos que após 20 dias não apresentaram turvação foram considerados negativos. Das 80 brocas para desgaste de acrílico analisadas 29 apresentavam contaminação microbiana, o que corresponde a 36,25%.

O tratamento dispensado pelos alunos para as brocas de desgaste de acrílico não tem sido capaz de eliminar a contaminação microbiana, o que pode representar um elo de risco na cadeia de infecção cruzada. (Apoio financeiro: FAPESP – Processo: 98/11902-3.)

  B226  

Estudo acelerado de estabilidade da solução de hipoclorito de sódio (2,5% p/v de cloro residual livre).

M. A. NICOLETTI*, E. L. SIQUEIRA, M. dos SANTOS, A. C. BOMBANA.

Departamento de Farmácia e Bioquímica do Instituto de Ciências da Saúde da Universidade ­Paulista – UNIP. E-mail: mnicoletti@sol.com.br

Soluções contendo hipoclorito de sódio, indicadas como desinfetantes ou anti-sépticas por sua eficácia e baixo custo, são quimicamente instáveis frente a vários fatores como pH, temperatura, luz, matéria orgânica entre outros. Sua apresentação bem como seu manuseio e armazenamento são, também, aspectos relevantes a serem considerados. Esta pesquisa objetiva o estudo acelerado de estabilidade da solução diluída de hipoclorito de sodio (2,5% p/v de cloro residual livre), utilizando para isto, condições drásticas de temperatura. A quantificação do cloro residual livre foi conduzida segundo metodologia descrita na Farmacopéia Britânica (1973), utilizando titulação com solução de tiossulfato de sódio. O modelo empregado de estudo acelerado de estabilidade permite calcular, de maneira rápida, o grau de alteração química que ocorrerá nas condições normais de armazenamento. A partir dos dados obtidos, foi determinada a equação da reta, correspondente a cada condição de temperatura empregada (40, 50, 60 e 70ºC).

Com os valores da constante de velocidade e com o emprego da equação de Arrhenius, foi calculada a constante de velocidade para a temperatura de 20ºC, com a conseqüente determinação do prazo de validade nesta temperatura (aproximadamente 166 dias). A cinética de reação observada foi de zero ordem. (Apoio financeiro: agradecimento à Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação da Universidade Paulista (UNIP) que, gentilmente, subsidiou esta pesquisa.)

  B227  

Biossegurança: análise de procedimentos executados por cirurgiões-dentistas.

M. C. SERRA*, P. P. N. S. GARCIA, E. V. DOTTA, R. MATSUZAKI.

Departamento de Odontologia Social – FOAr – UNESP. Tel.: (0**16) 232-1233, ramal 114. E-mail: mcserra@foar.unesp.br

O propósito deste estudo foi observar os cuidados e atitudes tomados por cirurgiões-dentistas relativos aos procedimentos de biossegurança, bem como avaliar a realização de atendimento de pacientes HIV positivos. A população estudada foi constituída por 250 cirurgiões-dentistas participantes de um congresso realizado no Estado de São Paulo. Foi aplicado um questionário, previamente elaborado, com questões de múltipla escolha relativas aos equipamentos de esterilização, métodos de proteção e atendimento de pacientes HIV positivos. Os resultados mostraram que 98,0% da população estudada utiliza rotineiramente máscaras, 96,4% luvas, 79,2% óculos de proteção, 66,4% avental sobre a roupa e 37,2% gorro. Dentre os materiais que são descartados após o atendimento de cada paciente verificou-se que 96% descartam as luvas, 38% a máscara, 8% o gorro e 7,6% o avental. Observou-se que 78,4% possuem e utilizam estufa, 52,4% autoclave e 61,2% procedem à desinfecção química. 64,8% dos profissionais entrevistados possuem torneira de acionamento automático ou através de pedal, 52,4% acionamento da cadeira odontológica por pedal, 14,4% acionamento do refletor por pedal e 68,8% lavatório para lavagem do instrumental distinto do para lavagem das mãos. 63,6% relataram atender pacientes HIV+.

Estes achados permitem concluir que ainda há muito a ser melhorado em relação ao uso de medidas de biossegurança para o controle da infecção na prática odontológica.

  B228  

Prática do reforço positivo e sua relação com controle de infecção cruzada.

C. S. MARASSI*, P. C. A. MENDES, G. F. CASTRO, L. P. PRIMO.

Disciplina de Odontopediatria, FO-UFRJ. E-mail: claudiamarassi@hotmail.com

Este estudo tem como objetivo determinar os tipos de recursos utilizados como reforço positivo por profissionais que atuam em Odontopediatria e analisar a oferta da luva como brinde relacionando com o conhecimento prévio de controle de infecção, através de 36 questionários aplicados. O teste Qui-quadrado foi utilizado para análise. A média de idade foi de 29,25 anos (± 8,2). Todos utilizam reforço positivo: o elogio (94,4%) foi mais freqüente que a oferta de brindes (66,7%). A freqüência dos tipos de brindes foram: adesivos (80,6%), luvas (69,4%), brinquedos (56,6%), balão de gás (52,8%). Dos 36 entrevistados 28 (77,8%) dão a luva se a criança pedir e as condutas foram: virar ao contrário (39,0%); dar uma luva nova (32,0%), lavar antes (25,0%), às vezes lavar ou às vezes dar uma nova (14,3%) e entregar sem lavar (10,7%) e quando a luva estava envolvida em procedimentos com sangue, a conduta foi: não dar (64,3%), entregar uma nova (60,7%) ou dar após lavar (3,6%). Sobre a possibilidade de esta luva causar infecção cruzada, 80,6% responderam que sim, 56,0% que não, e 13,9% só quando a luva estava com sangue. A informação de que essa bar­reira era veículo de infecção cruzada foi obtida através de leitura específica (39,4%), orientação da disciplina (12,5%), conhecimento sobre controle de infecção (53,1%). De 29 (80,6%) profissionais consideram que a luva capaz de promover infecção cruzada, 23 (79,3%) usam esse brinde como reforço positivo (p = 0,00008).

Dessa forma, diante da amostra analisada pode-se concluir que o conhecimento científico sobre práticas de controle de infecção não está ditando a conduta clínica com relação aos brindes.

  B229  

Conhecimentos de estudantes de Odontologia sobre controle de infecção cruzada.

D. N. FREIRE*, H. H. PAIXÃO, I. A. PORDEUS.

Departamento de Odontologia Social e Preventiva – FO-UFMG. Tel.: (0**31) 291-1199.
E-mail: freiredn@ig.com.br

Na formação de profissionais conscientes e capazes de prevenir a infecção cruzada em sua prática diária, um adequado nível de informação a esse respeito é essencial. Este estudo visa avaliar os conhecimentos de estudantes do último ano de graduação da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Minas Gerais quanto a questões relacionadas ao controle de infecção, tais como as precauções universais, as principais vias e riscos de transmissão dos vírus da imunodeficiência humana (HIV) e da hepatite B (HBV) na prática odontológica, entre outros aspectos. Nesse sentido, um questionário contendo questões de múltipla escolha foi elaborado, pré-testado e, em seguida, distribuído a um grupo de 54 alunos do oitavo período. A taxa de retorno foi de 92,6%. Todos os alunos consideraram que a abordagem mais adequada frente ao risco da infecção cruzada consiste na adoção das precauções universais de controle de infeção. Em contrapartida, 72% adotariam algum tipo de precaução adicional de biossegurança ao atender indivíduos considerados como de risco elevado ao HBV ou HIV. Metade dos alunos reconheceu que o HIV pode ser identificado na saliva de portadores desse vírus, e 12% consideraram essa via como importante meio de transmissão do HIV na Odontologia. A maioria (74%) reconheceu ser o HBV um risco ocupacional muito maior que o HIV.

Assim sendo, observa-se que os alunos investigados, embora cientes da importância das precauções universais, necessitam ainda de maiores informações a respeito do HIV e do HBV e de sua transmissão na prática odontológica, visando uma adoção mais consciente das práticas de controle de infecção no futuro exercício da profissão. (Apoio financeiro: CNPq, CAPES.)

  B230  

Aleitamento natural e artificial em bebês portadores de fissuras lábio-palatais.

M. R. GOMIDE*, G. S. DALBEN, B. COSTA, L. T. NEVES.

Departamento de Odontopediatria – HRAC – USP – Bauru. Tel.: (0**14) 235-8141.

Foi investigado o padrão de aleitamento e utilização de açúcar na mamadeira de bebês portadores de fissuras lábio-palatais, determinando seu padrão dietético. Um questionário foi aplicado a acompanhantes de 200 bebês entre 6 e 18 meses de idade, matriculados no HRAC, buscando estabelecer seu padrão de amamentação e utilização de mamadeira e freqüência de ingestão de açúcar através dela ou outros veículos. Também foi investigado o conhecimento em relação à cariogenicidade do mel com pergunta fechada aos acompanhantes dos bebês e a 45 médicos pediatras da cidade de Bauru, dos quais apenas 32 retornaram a resposta. Observou-se baixa prevalência de realização de aleitamento materno para a faixa etária estudada, sendo que o motivo mais citado foi a incapacidade de sucção do bebê. O tipo de fissura que mais afetou a capacidade de sucção foi a completa de lábio e palato (apenas 12,7% passaram por aleitamento materno). O primeiro contato com açúcar ocorreu principalmente através da mamadeira de leite, sendo 90,5% dos casos ainda no primeiro mês de vida. Por necessidades nutricionais, fazem muito uso de açúcar na mamadeira e ingerem muitos sucos de frutas ácidas. A maioria dos pais desconhecia que o mel é cariogênico ou acreditava que não provocava cáries (55,5%), o que foi encontrado também entre os pediatras, em porcentagem menor mas também significante (18,75%).

O padrão dietético de bebês portadores de fissura foi muito cariogênico e, uma vez que em muitos casos é impossível alterar estes hábitos, especial ênfase deve ser dada à informação e acompanhamento constante da higiene bucal e prevenção nestes pacientes.

  B231  

Concentração de flúor no leite, sucos, refrigerantes e alimentos infantis.

M. L. G. PIN*, F. S. OLIVEIRA, S. M. B. SILVA, M. A. R. BUZALAF, M. A. A. M. MACHADO,
J. M. GRANJEIRO.

FOB – USP. E-mail: buzalaf@techno.com.br

A fluorose dentária ocorre como resultado da ingestão elevada de flúor durante a formação do esmalte. Uma vez que os dentes anteriores permanentes se formam nos primeiros anos de vida, toda fonte de ingestão de flúor nessa fase merece atenção. Portanto, o objetivo desse estudo foi avaliar a concentração de flúor no leite, sucos, refrigerantes e alimentos infantis como um alerta ao risco que eles podem ter no aparecimento da fluorose. Foram selecionados aleatoriamente 12 produtos divididos em 4 grupos: GI – produtos lácteos (leite integral, Toddynho, leite fermentado Parmalat, Yakult e Chambinho); GII – sucos (suco de laranja natural e integral e de maçã); GIII – refrigerantes (Coca-Cola normal e “light”) e GIV – papinhas (papinha de frutas sortidas e sopinha cremosa). As concentrações de flúor foram determinadas em duplicata, após difusão facilitada por HMDS, usando-se o eletrodo íon-específico (Orion modelo 9609). Alguns produtos apresentaram concentrações de flúor inferiores a 0,06 ppm F: suco de laranja natural (0,01 ppm F); leite integral (0,01 ppm F); leite fermentado Parmalat (0,04 ppm F); suco de laranja integral (0,05 ppmF) e sopinha cremosa (0,06 ppmF). Outros produtos apresentaram valores entre 0,11 e 0,24 ppm F: Yakult e suco de maçã (0,11 ppmF); papinha doce (0,12 ppm F); Coca-Cola normal (0,19 ppm F) e o Chambinho (0,24 ppm F). A Coca-Cola “light” e o Toddynho apresentaram teores de flúor de 1,3 e 1,6 ppm F respectivamente.

Considerando-se que a dose de segurança para crianças é de 0,04-0,07 mg F/kg de peso corpóreo por dia, alguns produtos consumidos por crianças apresentam concentrações de flúor elevadas, podendo contribuir efetivamente para o aparecimento da fluorose dentária.

  B232  

Influência do aleitamento na instalação de hábitos de sucção não-nutritiva.

F. D. S. FORTE*, V. L. BOSCO, M. M. A. GOUVEIA, L. M. SANTOS, S. F. T. FREITAS.

Pós-Graduação em Odontopediatria – UFSC. E-mail: bosco@ccs.ufsc.com.br

Em crianças na fase de dentição decídua, têm sido relatado o aumento da freqüência de hábitos de sucção não-nutritiva (HSNN), assim, com o objetivo de verificar a associação entre forma e tempo de aleitamento e o desenvolvimento de HSNN, foram examinadas 495 crianças, de ambos os sexos, entre 3 e 6 anos, na fase de dentição decídua, em Florianópolis – SC, tendo sido selecionadas 180 delas. Os dados sobre forma e tempo de aleitamento e presença de HSNN foram obtidos através de um questionário enviado aos pais que autorizaram o exame, após serem informados sobre a pesquisa, previamente aprovada pelo Comitê de Ética da UFSC. Para verificar a existência de associação entre as variáveis estudadas foi utilizado o teste do Qui-quadrado (c²). Verificou-se que 121 crianças foram aleitadas de forma mista, 20 o foram exclusivamente de forma natural e 39 foram aleitadas artificialmente; em relação aos HSNN, 67,7% não os apresentaram, frente a 32,2% que os praticavam (25% – sucção de chupeta e 7,2% – sucção de dedos). Observou-se que 60% das crianças aleitadas de forma natural exclusivamente por mais de quatro meses, não eram portadoras de HSNN, enquanto que 76,8% das aleitadas artificialmente e 53,7% das aleitadas de forma mista apresentaram-se, com algum tipo de HSNN até os três anos ou mais (p = 0,0059).

Sugere-se que o aleitamento natural exclusivo por períodos maiores que quatro meses deve ser enfatizado para a prevenção da instalação de hábitos de sucção não-nutritiva.

  B233  

Influência da informação no tipo de aleitamento e sua relação com os hábitos de sucção não-nutritivos.

M. L. BONOW*1, L. R. OLIVEIRA2, R. R. PEREIRA3, A. M. CIOTTA3, G. B. CAMACHO3.

FOUSP-FOUFPel; FOUESC; FOUFPel, Brasil. E-mail: tbonow@zaz.com.br

Os objetivos deste trabalho foram analisar se as informações sobre a importância do aleitamento materno influenciam no aumento de sua incidência e se o tipo de aleitamento (materno ou artificial) interfere na aquisição ou não de hábitos de sucção não-nutritivos (chupeta e digital). Trinta e dois pares de mães/bebês, de classe econômica baixa, participaram deste estudo, até esse momento. Dezesseis mães receberam as informações, uma vez durante a gestação e quando o bebê apresentava 1 e 3 meses de vida. Os demais 16 pares fizeram parte do grupo controle, sendo seus dados coletados apenas no momento da avaliação. Quando as crianças apresentavam 5 meses, no grupo experimental, 4 recebiam aleitamento materno, 4, aleitamento materno e artificial e 8, aleitamento artificial. No grupo controle, 1, 5 e 10, respectivamente. No grupo experimental, 13 crianças apresentavam hábitos de sucção não-nutritivos e 3 crianças, que no momento recebiam aleitamento materno e artificial, não desenvolveram esses hábitos. No grupo controle, todas as crianças desenvolveram hábitos. Os resultados foram submetidos ao teste X2. Não houve diferença significante entre os grupos.

A informação não influenciou o tipo de aleitamento e não houve influência do tipo de aleitamento na aquisição de hábitos de sucção não-nutritivos.

  B234  

Avaliação da concentração de flúor de soluções e géis nacionais.

A. M. CASTRO*, L. M. C. P. PINTO, M. BERGAMASCHI, A. C. B. DELBEM, K. T. SASSAKI.

Departamento de Odontologia Infantil e Social. FOA-UNESP. Tel.: (0**18) 620-3235.
E-mail: adelbem@foa.unesp.br

No presente trabalho, a fim de testar a qualidade dos produtos, avaliou-se a concentração de flúor de 14 soluções para bochechos e 9 géis para aplicação tópica profissional comercializados no mercado brasileiro. Para uma mesma marca comercial adquiriu-se três produtos procedentes de cidades diferentes (Lins – SP, Londrina – PR e Uberlândia – MG), totalizando 42 soluções e 27 géis. As soluções e géis foram codificados, retirou-se 1 ml de solução ou 100 mg de gel e diluiu-se 1.000 X em água deionizada (3 diluições para cada produto). Em seguida, pipetou-se 1 ml desta diluição em frascos plásticos (6 amostras para cada produto) e acrescentou-se 1 ml de TISAB II. Para as dosagens utilizou-se eletrodo específico para íon flúor, calibrado com padrões de flúor 0,5 a 8,0 (soluções) e 2,0 a 16,0 ppm F (géis), acoplado a um analisador de íons. O teste estatístico utilizado foi ANOVA e de Tukey (p < 0,05). Os resultados revelaram que 7 soluções e 2 géis neutros apresentavam um valor estatisticamente significante, com concentrações acima daquela especificada no rótulo. Por outro lado, 3 dos géis acidulados, apresentavam diferença estatisticamente significante do valor do rótulo, sendo que 2 produtos estavam acima do valor e 1 abaixo do especificado.

Concluiu-se que: 1) todos produtos apresentaram uma concentração de flúor semelhante ou acima do especificado no rótulo; 2) entre as soluções, uma marca comercial apresentou 0,05% de íons flúor e entre os géis neutros, uma marca comercial apresentou 2% de íons flúor, não correspondendo ao preconizado; 3) devem ser tomados cuidados na aquisição e utilização de produtos fluoretados devido ao risco de toxicidade.

  B235  

Idade adequada para remoção de hábitos, dentro da faixa etária de 4 a 6 anos.

V. V. DEGAN*, A. GUIMARÃES.

Área de Fisiologia Oral – FOP/UNICAMP. Tel.: (0**19) 430-5286.
E-mail: vvdegan@yahoo.com.br

O objetivo desta pesquisa foi verificar se a autocorreção da mordida aberta anterior varia de acordo com a faixa etária, após a remoção de hábitos de sucção de chupeta e/ou mamadeira, em crianças na faixa etária de 4 anos a 6 anos e 3 meses. Foi utilizada uma amostra de 30 crianças, divididas em 3 grupos, conforme a faixa etária, sendo que o Grupo I foi composto de crianças na faixa etária de 4 anos a 4 anos e 3 meses. O Grupo II compreendeu a faixa de 5 anos a 5 anos e 8 meses e o Grupo III com idades entre 5 anos e 10 meses a 6 anos e 3 meses. Para a remoção dos hábitos de sucção de chupeta e/ou mamadeira foi utilizado o Método de Esclarecimento (BONI et al., 1997 e DEGAN, 1999). O projeto dessa pesquisa foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da FOP/UNICAMP. A variação ocorrida na mordida aberta anterior foi documentada através de fotografias intrabucais e avaliada cefalometricamente em telerradiografias, a primeira realizada antes do tratamento e a segunda, de 30 a 45 dias após a remoção dos hábitos. As grandezas cefalométricas utilizadas foram: 1.NA, ângulo interincisivo, 1-NA e trespasse vertical. Para a análise dos dados foram utilizados os testes de Kruskal-Wallis e Wilcoxon (p < 0,05). Após análise dos resultados, concluímos que apesar de todas medidas terem tido alterações estatisticamente significativas, decorrentes da remoção dos hábitos de sucção, os pacientes do Grupo I, quando comparados aos demais grupos, apresentaram maior alteração da medida cefalométrica trespasse vertical, estatisticamente significativa à nível de 5%.

Portanto, hábitos de sucção de chupeta e/ou mamadeira, em crianças de 4 a 6 anos de idade, devem ser removidos aos 4 anos de idade, para que maloclusões do tipo mordida aberta anterior, não se estabeleçam, sejam atenuadas, ou mesmo corrigidas, proporcionando um desenvolvimento harmônico das estruturas do sistema estomatognático e de suas funções. (Apoio financeiro: CAPES.)

  B236  

Perda óssea cervical em molares de ratos que consumiram lítio.

F. HUGO*, D. M. P. PADILHA, E. ROCHA.

Faculdade de Odontologia, UFRGS; IGG-PUCRS; Instituto de Biociências, UFRGS.
E-mail: dpadilha@pro.via-rs.com.br

O lítio é uma droga freqüentemente consumida por pacientes deprimidos. Sabe-se que esta droga interfere com o metabolismo normal do cálcio mas possíveis significados clínicos no que concerne à perda óssea, ainda não são conhecidos. O objetivo deste estudo foi comparar a perda óssea cervical na face lingual de molares mandibulares em ratos submetidos ao consumo de lítio e ratos controle. Ratos com seis semanas foram utilizados no estudo. Dez ratos foram tratados com dieta acrescida de lítio até que sua litemia sérica atingisse 0,6-1,2 mmol/l o que corresponde a uma concentração similar a atingida na prática clínica. Cinco animais controle foram alimentados com dieta normal ad libitum. Com 140 dias de vida, os ratos foram sacrificados. A mandíbula foi dissecada, separada na linha média e todo o tecido mole da hemimandíbula direita foi removido. A face lingual da mandíbula foi corada com azul de toluidina de maneira a evidenciar os limites do esmalte, cemento e osso. A face lingual das mandíbulas foi observada ao microscópio, sempre na mesma posição. As zonas dos molares foram analisadas e uma fotografia foi tomada de cada uma das peças com aumento padronizado. As fotografias foram digitalizadas e a perda óssea cervical ao nível do primeiro molar foi delimitada e mensurada com auxílio do programa Image Tool. Teste t de foi usado para análise estatística. Os resultados podem ser vistos a seguir.

 

Lítio

Controle

Valor de p

Perda óssea cervical em pixels – Média (desvio-padrão)

51.581 (6.148)

51.813 (3.391)

0,41 – NS

Concluiu-se que não houve diferença entre as perdas ósseas cervicais observadas no grupo controle e o grupo que consumiu lítio.

  B237  

Influência do laser Nd:YAG na reparação tecidual em lesões cutâneas provocadas em ratos.

M. C. D. FERREIRA*, J. L. SIMONE, K. R. I. SIMONE, J. A. J. MELO, J. BARBOSA,
N. TORTAMANO.

Faculdade de Odontologia do Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Paulista.
Tel./Fax: (0**11) 531-9112. E-mail: duarteferreira@uol.com.br

Este trabalho visa avaliar, através de análises histológicas os efeitos decorrentes da irradiação com laser Nd:YAG emitindo baixa intensidade de energia, nos processos de reparação de lesões cutâneas provocadas na região dorsal de ratos. A pesquisa foi desenvolvida no Centro de Odontologia Laser do Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Paulista, utilizando-se um aparelho laser Nd:YAG (Pulse Master 1000 da American Dental Technology). Foram utilizados 24 ratos da raça Rattus novergicus, Wistar. Foram removidos da região dorsal 2 fragmentos com "punch" de 4 mm de diâmetro com profundidade da lesão padronizada em 2 mm. A lesão direita foi irradiada com laser e a esquerda não recebeu nenhum tratamento. A aplicação foi feita do modo não-contato, à uma distância aproximada de 2 mm por um tempo de 1 min. logo após a execução da lesão. A irradiação laser foi efetuada com os seguintes parâmetros : 1 W, 10 Hz e 100 mJ. Os animais foram divididos em 6 grupos; Grupo 1: sacrifício após 24 h da aplicação do laser; Grupo 2: sacrifício após 72 h, Grupo 3: sacrifício após 5 dias, Grupo 4: após 7 dias, Grupo 5: após 14 dias, Grupo 6: após 21 dias. Os cortes semi-seriados obtidos foram corados pelas técnicas da hematoxilina-eosina e Tricrômico de Masson para análise histológica em microscópio óptico.

Através da análise histológica verificou-se uma aceleração no processo de reparação com maior retração cicatricial das lesões irradiadas com laser apresentando uma redução do infiltrado inflamatório e do edema. Observou-se também uma estimulação e melhor organização do colágeno fibrilar e aceleração da regeneração do epitélio em toda a extensão da ferida quando comparado com as lesões não irradiadas.

  B238  

Avaliação do conhecimento dos cirurgiões-dentistas sobre a prevenção de endocardite infecciosa.

M. A. H. FURTADO*, J. L. SIMONE, F. V. MARTINS.

Universidade Paulista – Departamento de Clínica Integrada. Tel.: (0**11) 5586-4000.

Endocardite infecciosa é uma doença de baixa prevalência, porém de significativo comprometimento na qualidade de vida dos portadores desta patologia. Sua origem pode estar relacionada a procedimentos odontológicos, os quais resultam em sangramento, fazendo com que microorganismos presentes na cavidade oral sejam levados à corrente circulatória, podendo estes alojar-se e desenvolver-se em pacientes portadores de defeitos cardíacos anatômicos congênitos ou adquiridos e próteses valvares (pacientes de risco). Foi realizado uma pesquisa com 144 cirurgiões-dentistas, a fim de avaliar o conhecimento destes sobre tal patologia, no que se diz respeito à sua prevenção, reconhecimento e conduta no atendimento clínico dos pacientes de risco. Quanto ao reconhecimento dos pacientes de risco, 54 (37,5%) consideraram o infarto de miocárdio, 66 (45,8%) o marcapasso e 70 (48,6%) o enxerto coronário como condições de risco, sendo que tais patologias não são consideradas de risco pela American Heart Association, sendo que apenas 8 (5,5%) responderam corretamente. Em relação a escolha do antibiótico profilático e a posologia ideal, de acordo com as recomendações da American Heart Association, obteve-se os seguintes resultados: 38 dos pesquisados (26,3%) acertaram tanto o antibiótico de escolha como a posologia e 106 (73,7%) erraram ou o antibiótico de escolha, ou a posologia, ou ambos ou não responderam.

Os resultados demonstraram um inadequado conhecimento sobre tal doença, assim como também sobre sua prevenção, havendo uma necessidade de atualização do assunto pelos profissionais.

  B239  

Alterações cardiovasculares durante procedimentos clínicos em pacientes normotensos.

F. N. FARACO*, P. L. ARMONIA, J. L. SIMONE, N. TORTAMANO.

Departamento de Estomatologia, Faculdade de Odontologia USP – SP.

A ansiedade e o estresse são experimentados por muitos pacientes durante o tratamento odontológico. A despeito do estado de saúde desses pacientes, poucos estudos têm sido realizados com a finalidade de medir a resposta fisiológica do organismo frente aos procedimentos odontológicos de rotina. O estresse proveniente do tratamento odontológico pode produzir vários níveis de alterações cardiocirculatórias. Em vista do exposto, os autores se propuseram a avaliar as alterações dos parâmetros cardiocirculatórios (pressão arterial sistólica, diastólica e média, e freqüência cardíaca) durante procedimentos odontológicos de rotina, nos períodos pré, trans e pós-operatórios, através de monitor automático não invasivo, continuamente, a cada minuto, desde o preparo do paciente até 10 minutos após o término do procedimento restaurador. Dezenove pacientes sau­dáveis receberam 3 procedimentos clínicos. Na 1a sessão clínica não foi prescrito nenhum medicamento. Os demais procedimentos foram precedidos da administração ora de diazepam (10 mg) ou placebo, na forma de duplo-cego. A amostra foi dividida em 3 grupos: Grupo A (sem pré-medicação); Grupo B (diazepam 10 mg) e Grupo C (placebo). A análise de variância e o teste t de Student, ao nível de significância de 0,01 e 0,05 foram aplicados. O período controle foi de 15 minutos antes da anestesia com Xylocaina a 2% (lidocaína a 2% mais epinefrina 1:100.000).

Não foram encontradas alterações dos parâmetros cardiocirculatórios durante os procedimentos clínicos. Quando comparados entre si, os Grupos A e C, e B e C apresentaram diferenças estatisticamente significantes na pressão arterial diastólica, durante a anestesia.

  B240  

Sensibilidade de microrganismos de pacientes de alto risco para endocardite.

J. C. RAMACCIATO*, F. C. GROPPO, F. M. CASTRO, A. B. N. D. PACHECO, R. P. SIMÕES,
F. M. FLÓRIO, J. A. RODRIGUES, T. R. MATTOS FILHO.

Departamento de Ciências Fisiológicas, FOP-UNICAMP. Tel.: (0**19) 430-5308.
E-mail: jramacciato@yahoo.com

A endocardite bacteriana é uma infecção grave das válvulas cardíacas provocada principalmente pelos Staphylococcus aureus e pelos Streptococcus viridans. O objetivo deste trabalho foi determinar a sensibilidade de cepas colhidas de pacientes de alto risco para endocardite bacteriana. Foram colhidas cepas de S. aureus sp. da derme de antebraço e de S. oralis sp. e S. mutans sp. da saliva de pacientes de alto risco para endocardite. Para determinar a sensibilidade das cepas foram utilizados antibiogramas com discos de papel contendo: ampicilina 10 µg, amoxicilina 10 µg, azitromicina 15 µg, claritromicina 15 µg, eritromicina 15 µg, cefadroxil 10 µg, clindamicina 2 µg, penicilina G 10 U e ácido clavulânico 10 µg + amoxicilina 20 µg. Os resultados mostraram taxas de estreptococos resistentes/intermediários de 16,7/16,7% para ampicilina, 10/16,7% para amoxicilina, 23,3/23,3% para azitromicina, 3,3/23,3% para claritromicina, 6,7/30% para eritromicina, 6,7/13,3% para cefadroxil, 6,7/26,7% para clindamicina, 20/16,7% para penicilina G e 3,3/3,3% para amoxicilina/ácido clavulânico. Das cepas de S. aureus, 50% mostraram resistência para ampicilina, 53,3% para amoxicilina, 60% para penicilina G e 13,3% para amoxicilina/ácido clavulânico; 6,7/20% foram resistentes/intermediários para azitromicina, 0/26,7% para claritromicina, 13,3/23,3% para eritromicina, 3,3/3,3% para cefadroxil e 3,3/6,7% para clindamicina.

A amoxicilina é adequada como agente antimicrobiano profilático para endocardite em pacientes de alto risco. Entretanto, a profilaxia poderia não ser efetiva contra cepas de estafilococos. (Apoio financeiro: SAE/UNICAMP.)

  B241  

Efeitos de soluções anestésicas locais sobre o reparo de feridas cirúrgicas cutâneas em ratos.

V. FUSCO, M. C. VOLPATO*, F. C. GROPPO, J. RANALI, P. D. NOVAES.

Departamento de Ciências Fisiológicas – FO Piracicaba – UNICAMP. Tel.: (0**19) 430-5308.

Para avaliar os efeitos de soluções anestésicas locais sobre o processo inflamatório, in vivo, 125 ratos Wistar, adultos, machos, spf foram distribuídos ao acaso nos grupos: sol. de NaCl 0,9% (SO); lidocaína 2% (LI); bupivacaína 0,5% (BU); ropivacaína 1% (RF) e ropivacaína 0,5% (RO). Após anestesia e tricotomia do dorso, fez-se uma injeção subcutânea de 0,1 ml do respectivo tratamento e 1 minuto após foi feita uma incisão de 1 cm e sutura. Após 6 h e 1, 4, 7 e 14 dias, 5 animais de cada grupo foram sacrificados, sendo feitos cortes histológicos (6 mm, HE) nas profundidades 0, 30 e 60 mm, a partir do centro da ferida. Os neutrófilos (N) e fibroblastos (F) foram contados em 5 campos de cada lâmina em cada profundidade. Os resutados (tabela) foram submetidos ao teste de Kruskal-Wallis (5%).

Concluiu-se que as soluções anestésicas locais estudadas não suprimiram a fase exsudativo-vascular da inflamação, mas as soluções de lidocaína e ropivacaína exerceram efeito supressor sobre a fase proliferativa.

Média ± desvio-padrão (posto médio) do número de neutrófilos (N) e fibroblastos (F) (por 0,0256 mm2).

 

6 horas

1 dia

4 dias

7 dias

14 dias

SO

N

 6,79 ± 0,95 (6,2) b

11,04 ± 2,27 (3) b      

3,52 ± 0,98 (7,5) b 

2,55 ± 0,69 (17,6) a

1,34 ± 0,37 (9,1) b

 

F

 4,02 ± 1,00 a       

2,77 ± 0,46 (3,6) b 

37,96 ± 3,62 (18,2) a 

35,29 ± 3,34 (17,2) ac

 25,46 ± 2,75 (18,6) ad

LI

N

 6,31 ± 0,92 (4,8) b

26,54 ± 1,86 (19,4) a 

10,98 ± 1,73 (21,2) a 

  2,7   ± 0,62 (19,3) a 

1,08 ± 0,16 (6,4) b

 

F

 2,71 ± 0,65 a       

4,92 ± 1,08 (18,1) a

  33,18 ± 2,60 (13,6) ac 

17,92 ± 0,60 (3,2) b   

10,51 ± 1,70 (3) b     

BU

N

 13,15 ± 3,15 (18,2) a

19,58 ± 2,59 (9) bc    

2,56 ± 1,15 (4,2) b 

1,39 ± 0,42 (4,6) b 

 1,20 ± 0,39 (6,87) b

 

F

  3,84 ± 1,14 a        

4,91 ± 1,23 (17,3) a

38,70 ± 4,29 (19,2) a 

43,86 ± 3,76 (23) a    

 30,47 ± 4,10 (21,75) a

RF

N

13,03 ± 1,74 (17) a 

27,48 ± 5,73 (19,4) a 

    4,87 ± 0,65 (11,62) bc

  2,35 ± 0,61 (15,1) ac

 2,54 ± 0,83 (18,5) a

 

F

2,76 ± 0,82 a      

4,40 ± 0,45 (14,5) a

20,76 ± 1,87 (5,25) bc

22,08 ± 3,36 (7,8) bd 

18,24 ± 2,79 (12) cd 

RO

N

   14,42 ± 1,12 (18,8) a 

23,74 ± 1,98 (14,2) ac

  8,28 ± 1,58 (17,8) ac

1,71 ± 0,36 (8,4) bc

  3,02 ± 0,48 (20,5) a

 

F

3,15 ± 0,63 a       

  3,96 ± 0,48 (11,5) ab

20,14 ± 3,72 (4,8) b   

31,59 ± 3,01 (13,8) cd

15,51 ± 0,78 (9) bc   

Letras distintas nas colunas referentes a mesma célula indicam diferença estatistica entre os grupos (p < 0,05).

  B242  

A potencialidade citotóxica do clareamento caseiro: temos segurança na sua aplicação?

S. ZOUAIN-FERREIRA*, K. DIAS, T. ZOUAIN, A. ARAÚJO, M. BERNARDO-FILHO.

Departamentos de Biofísica e Biometria, UERJ; Doutorado, UFRJ. E-mail: zouain@brhs.com.br

Atualmente, os agentes clareadores vem sendo utilizados de maneira crescente e indiscriminada, e a exposição de pacientes submetidos a este tratamento, traz-nos preocupação, devido principalmente aos efeitos biológicos atribuídos ao peróxido de hidrogênio. Avaliamos quanto a mutagenicidade e a citotoxidade: Insta-Brite, Karisma, Opalescence e Whiteness, a 10%. Verificou-se inicialmente a mutagenicidade, empregando-se o Induteste em culturas bacterianas Escherichia coli GY 5027. Incubava-se esta cultura com os clareadores dentais, e posteriormente com a cultura E. coli GY 4015 (ampR) indicadora de fago l. Após 18 horas, verificou-se a formação de plaques, utilizando-se 424 placas de Petri, sendo 62 para controle negativo. Certificado o efeito mutagênico, um outro experimento foi realizado, a detecção do potencial citotóxico, empregando-se a Curva de Sobrevivência em culturas bacterianas E. coli AB 1157, AB 2463 e BW 9091. Alíquotas destas culturas, na fase exponencial de crescimento, eram misturadas com alíquotas do agente clareador ou de NaCl 0,9% estéril como controle. Totalizamos 444 placas de experimento, sendo 64 para o controle negativo. Todos agentes clareadores apresentaram efeitos mutagênico e citotóxico: Karisma (10 mg), maior potencial mutagênico, 7 vezes; o Whiteness (2,5 mg), 3 vezes; o Opalescence (5 mg), 2 vezes e o Insta-Brite (2,5 mg), 1,86 vezes, estes dois últimos os mais citotóxicos. Os resultados mostram que o tempo de exposição e a concentração do agente clareador aumentam estes potenciais.

Em conclusão, pode-se reduzir o risco tóxico e a possibilidade de cancerização, administrando estes agentes clareadores dentais segundo critérios bem estabelecidos, sendo estes, sempre supervisionados e controlados pelos profissionais que os utilizam. (Apoio financeiro: CAPES e UERJ.)

  B243  

Integrinas participam da formação de ductos e diferenciação de glândula salivar.

A. C. FOSSATI*, F. FAVA-DE-MORAES, M. F. SANTOS.

Departamento de Histologia e Embriologia, ICB/USP; Departamento de Ciências Morfológicas, ICBS/UFRGS. E-mail: annafa@usp.br

Neste trabalho relacionamos a expressão das subunidades de integrinas a1, a2, a3 e av e da integrina a6b1 (receptor para laminina) com a expressão de colágenos I, III, IV e V e de laminina durante o desenvolvimento da glândula submandibular de ratos. Foram utilizados fetos de ratos Wistar com 14-17 dias (F14-F17), ratos recém-nascidos (RN) e adultos. As amostras foram fixadas em Metacarn por 3 h, processadas e incluídas em Paraplast ou fixadas em solução de formaldeído 4% por 24 h a 4°C, congeladas e cortadas em criostato. Cortes sagitais de 5-7 mm foram submetidos à técnica imuno-histoquímica pelo método da avidina-biotina-peroxidase ou fluorescência. A integrina a6b1, presente no epitélio de revestimento da cavidade oral primitiva, desapareceu no início da morfogênese (F15). Já a subunidade a1 foi transientemente expressa em F15, concomitantemente ao aparecimento de fendas no rudimento glandular e ao aumento de colágeno III no mesênquima. Em F17, previamente e durante a formação do lúmen glandular, as subunidades a1, a2, a3 (a3 ³ a1 > a2)  apareceram no centro do cordão epitelial primário (futuro ducto principal) e bulbos terminais (futuros ácinos), aparentemente no pólo apical das células. Numa fase de intensa citodiferenciação (RN), a subunidade a3 foi observada em áreas intercelulares nos ductos intralobulares. No adulto, as subunidades a1 e a2 parecem ser importantes receptores de colágeno/laminina, com expressão acentuada em ductos intralobulares e na base dos ácinos. A evidenciação de colágeno IV e laminina demonstrou que a lâmina basal sofre intensa remodulação durante a morfogênese, e que o epitélio participa ativamente deste processo.

Os resultados sugerem que algumas integrinas, além de funcionar como receptores para matriz extracelular, podem participar de junções intercelulares durante a morfogênese e diferenciação da glândula submandibular. (Apoio financeiro: FAPESP, CAPES, CNPq.)