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A001

Análise quantitativa do nervo maxilar do macaco-prego (Cebus apella), estudo microscópico.

P. R. BOTACIN*, A. M. GUIOTTI, L. V. M. LUCAS .

Depto de Ciências Básicas –  Fac. Odontologia de Araçatuba -UNESP - (018) 620-3200.

Neste estudo propôs-se uma análise quantitativa do nervo maxilar do macaco–prego (Cebus apella). Para isto, cinco animais machos e adultos foram perfundidos via artérias femurais com solução de formol a 10% tamponada. A segunda raiz do nervo trigêmeo foi dissecada, em ambos os lados, desde o gânglio nervoso até o limite mais anterior do forame redondo. Seccionou–se o coto do nervo exposto no soalho da fossa craniana média, que media aproximadamente 0,5cm de comprimento. As então incluídos em parafina, cortados com 5mm de espessura e montados em lâminas amostras foram inicialmente fixadas em solução de formalina, ph 7.0, por 24 horas e pós fixadas por sete dias em tetróxido de ósmio aquoso a 1%. Os segmentos de nervos foram de vidro. A análise morfométrica demonstrou que a área do coto nervoso variava de 8.755,71µm2 a 21.047,00µm2, sendo que no lado direito a média foi de 11.342,57µm2±1.844,83 e no lado esquerdo, de 12.847,30µm2±4.793,65, em corte transversal. A contagem do número total de axônios no lado direito apontou uma média de 29.555,24±9.171,99 e no lado esquerdo 34.528,25±4.811,81 axônios mielínicos. Com relação ao diâmetro mínimo no lado direito obteve-se uma média de 4,57µm±2,47 e o lado esquerdo 3,66µm±2,85. Estas medidas demonstraram que a grande percentagem das fibras do nervo pertencia ao grupo A gama.

 

A002

Reabsorção de membranas biocompatíveis de cortical óssea bovina sobre cortical óssea com tecido medular exposto.

T. M. CESTARI*, R. TAGA.

Departamento de Ciências Biológicas da Faculdade de Odontologia de Bauru - USP, fone: (014) 235-8298.

O objetivo da atual pesquisa foi avaliar o destino de membranas biológicas de cortical óssea bovina liofilizada (Dentoflex) colocada sobre cortical óssea com tecido medular exposto, em crânio de 15 cobaias adultos. Para tanto, após a anestesia, incisão e levantamento do tegumento e do periósteo, fizemos com uma broca odontológica a exposição da medular dos ossos parietais e recobrimos toda a superfície cruenta com uma membrana de 10mm2. Os crânios das cobaias foram coletados em grupos de 5 animais com 1, 3 e 6 meses após as cirurgias e processados histologicamente. A análise microscópica de secções histológicas frontais mostrou que: a) com 1 mês pós-cirúrgica, a membrana apresentava quase íntegra, com apenas alguns sinais de reabsorção em sua superfície por atividade de células mononucleadas e os espaços perfurados no tecido ósseo subjacente estavam preenchido por tecido conjuntivo ricamente celularizado e vascularizado e, em alguns casos, exibindo intensa osteogênese; b) no período de 3 meses pós-cirúrgica, a membrana apresentava-se parcialmente reabsorvida e, às vezes, fusionada com o tecido ósseo neoformado de característica trabecular, formado na superfície óssea e c) aos 6 meses pós-cirúrgica havia ocorrido a reabsorção total da membrana, a reorganização do periósteo e o aumento da espessura da tábua óssea tendendo a um arranjo compacto e, em alguns casos, pequenos fragmentos de membrana estavam ainda presentes no periósteo ou inclusas no próprio tecido ósseo neoformado. Concluímos que a membrana de cortical óssea bovina sobre superfície óssea com medular exposta é gradativamente reabsorvida por células mononucleadas, permanecendo por um tempo suficiente para a ocorrência, na área da reparação, dos eventos celulares e moleculares que levam a formação de um novo tecido ósseo.

A003

Diâmetro e densidade tubular dentinária em molares decíduos humanos.

H. C. RUSCHEL * , O. CHEVITARESE .

Odontopediatria, U.F.R.J. – RJ; ULBRA – RS , Brasil; Fone/Fax: 55 051 222-0033

O presente estudo teve como objetivo determinar o diâmetro e a densidade tubular no terço médio coronário de primeiros e segundos molares decíduos humanos, bem como averiguar se existiriam diferenças entre ambos no que dizia respeito a tais variáveis. Para o presente estudo foram utilizados 20 molares decíduos humanos hígidos, dos quais obtiveram-se 96 amostras dentinárias do terço médio coronário, correspondentes à porção média entre polpa e junção amelodentinária (35 a 65% de distância pulpar). Foram instituídos dois grupos de acordo com o tipo dentário:         1º molar decíduo (34 amostras) e 2º molar decíduo (62 amostras). Após a aplicação do jato de bicarbonato com água (Profilax II – Dabi Atlante) durante 1 minuto para a remoção da “smear layer” (Ruschel H.C. et al., J. Dent. Res., 76:165, abstr. 1216, 1997), as amostras foram submetidas ao ultra-som e metalizadas para análise ao M.E.V., sob aumentos de 2.280x a 2.770x. No que diz respeito aos diâmetros tubulares, seus valores médios foram de 0,794 µm e 1,0 µm para os primeiros e segundos molares, respectivamente. Já as médias das densidades tubulares encontradas nos primeiros e segundos molares foram de 17.997,594 túbulos/mm² e 25.211,317 túbulos/mm², respectivamente. Os valores do diâmetro e da densidade tubular foram superiores nos segundos molares em comparação com os primeiros molares decíduos, sendo tais diferenças altamente significantes (p-valor<0,01; Teste de Mann-Whitney). Este estudo permite concluir que existem diferenças no diâmetro e densidade tubular entre primeiros e segundos molares decíduos humanos, o que deve ser levado em consideração nos procedimentos clínicos odontopediátricos.

 

A004

Avaliação dos arcos dentários de pacientes com rinite alérgica perene.

F.C. FREITAS*, E.P. BASTOS, L.S. PRIMO, D.B. SILVA, V.L. FREITAS. 

Departamento de Odontopediatria – UFRJ – UNIG - (021) 391-2302.

O objetivo deste estudo foi avaliar a relação entre rinite alérgica perene (RAP) e dimensões do palato, sobressaliência e sobremordida.  A amostra constou de 125 crianças (41 meninas e 84 meninos) de 6 a 12 anos de idade (média 7,9), selecionadas no Instituto de Pediatria e Puericultura Martagão Gesteira (IPPMG/UFRJ), sendo 56 com diagnóstico de RAP baseado em teste alérgico cutâneo e exame clínico (caso) e 69 sem qualquer problema respiratório (controle). As dimensões de palato de ambos os grupos foram medidas clinicamente com o compasso de Korkhaus. A sobremordida foi classificada em: aberta (sem transpasse), leve (até 1/3), moderada (>1/3 e <2/3) e severa (>2/3); a sobressaliência em leve (0 a 2mm), moderada (2,1 a 4 mm) e severa (>4mm).  As médias do palato foram analisadas estatisticamente através do teste de Mann-Whitney, e as freqüências de sobremordida e sobressaliência atráves do teste do X2. Não houve diferença significante para a sobremordida e sobressaliência (p>0,05).  As  médias do palato foram:

                                                                       CASO                                      CONTROLE

Dimensões de palato       (mm)média (DP)         mediana          média (DP)         mediana        p-valor               

Profundidade do palato   11,96 (±1,5)                  11,75              10,23 (±1,4)         10                  p<0,001*             

Distância intermolares     30,84 (±2,2)                  31,50               31,09 (±2,1)        31                  p>0,05               

Distância intercaninos     25,45 (±2,2)                  26                     25,61 (±2,0)        25                  p>0,05               

Como conclusão, foi observado que das características dos  arcos avaliadas nesta amostra, somente a profundidade do palato parece ter sido  influenciada pela presença da RAP.         

A005

Comparação da contração muscular do masseter e temporal através da eletromiografia.

R. S. C. SANTOS*, A. LUSVARGHI, M. C. BOLZAN.

Núcleo de Apoio a Pesquisa em Materiais Dentários – NAPEM, FOUSP - (011) 889-9542.

Este estudo objetiva a melhor compreensão da influência das placas oclusais nos músculos temporal anterior e masseter. Foram selecionados 18 pacientes da clínica de Disfunção Temporo Mandibular e Dor Orofacial do NAPEM USP com até 01 mês de tratamento. Os mesmos tiveram seus músculos temporal anterior, direito e esquerdo, e masseter direito e esquerdo avaliados através de um eletromiógrafo da Miotronics Inc. Os dados da eletromiografia foram tomados entre uma semana e quinze dias de uso da placa, sem a placa e antes e após o reajuste da mesma, os eletrodos permaneceram na mesma posição durante a coleta de dados das três categorias. O paciente foi orientado a apertar os dentes o máximo possível por três segundos, por nove vezes consecutivas. Das nove medidas tirou-se uma média para cada músculo. Os temporais direito e masseteres esquerdo foram divididos entre si respectivamente, o maior pelo menor, para se obter uma equivalência proporcional entre eles. Tirou-se uma média do resultado desta divisão, comparada nas categorias sem ajuste, com ajuste, sem placa.

                            TA s/aj          TA c/aj         TA s/pl           Mass s/aj          Mass c/aj          Mass s/pl         

Média                 1.62              1.65                1.57              2.20                  1.77                   1.89               

Desvio p.            0.7                0.95                0.73             1.22                   0.97                   1.49               

Coef. Var.         43.26             57.48              46.57           55.58                54.69                  78.67               

Através da análise do coeficiente de variação, podemos concluir que os ajustes da placa afetaram mais os músculos temporais e o uso da placa equilibrou melhor os músculos masseteres do ponto de vista bilateral.

 

A006

Biossegurança: PetrifilmTM no exame microbiológivo da água de equipo odontológico.

I. Y. ITO1, H. MIAN2, F. C. PIMENTA1, M. GONÇALVES2,  A. M. AGOSTINHO2* 1

FCFRP e 2FORP-USP - (016)626-5860.

Em consultório Odontológico, a boca com biofilme dental/placa dental e a água com biofilme linha d’água/biofilme mangueira são consideradas as principais fontes/reservatórios de microrganismos. O objetivo foi a avaliação de nível de contaminação da água de equipo Odontológico, com o emprego de PetrifilmTM-AC (3M, St Paul, MN, USA). Cerca de 15,0mL de água de 39 seringas tríplice, proveniente de reservatório foram coletadas em tubo de 18X180mm, esterilizado, na segunda-feira, no período da manhã das 7:30 as 8:30h. A primeira amosta foi obtida antes e a segunda dois minutos após o acionamento contínuo de jato de água,  da seringa tríplice. Alíquotas de 1,0mL de água foi depositada, no centro do filme inferior com uma pipeta automática. A seguir foi recoberto com filme superior, com cuidado, evitando o aprisionamento de bolhas de ar e a amostra distribuída pressionando o “difusor” por cerca de um minuto e depois mantido em repouso por pelo menos um minuto para a solidificação do gel. Estas placas foram acondicionadas em câmada úmida obtida com caixas de plástico e incubadas a 35ºC por 48h. Nestas placas as bactérias desenvolvem formando colônias vermelhas em virtude do cloreto de trifeniltetrazólio (TTC), indicador do potencial de óxido-redução. Todas a amostras de água coletadas, tanto antes como após o acionamento do equipo continham colônias em número incontável. Em conclusão o emprego de PetrifilmTM recém-manufaturado pela 3M será de grande valia na análise de água do equipo odontológico, em virtude: da facilidade, da rapidez de execução e de contagem de ufc.

 

A007

Avaliação de tratamento químico da água dos equipos odontológicos. 

C.M. AGUIAR*, J.T. PINHEIRO.

Curso Odontológico-UFPE. cmaguiar@hotmail.com

Testou-se, através de análises bacteriológicas, a eficácia antimicrobiana das soluções usadas no tratamento de amostras de água (n=300) procedentes de equipos odontológicos (n=30), Recife, Pernambuco. Os equipos foram aleatoriamente divididos em três grupos, cada um deles fornecendo 100 amostras de água (50 experimentais e 50 controles). Reservatórios, turbinas de alta rotação, seringas de ar-água e mangueiras sem a turbina serviram de locais de coleta. As amostras foram obtidas antes e depois da adição das soluções antimicrobianas, sendo as análises bacteriológicas realizadas em tempo não superior a 4 horas após a coleta. As soluções-testes foram: hipoclorito de sódio a 1% (Roval-Recife) (diluição 1:100); timol a 0,64%, eucaliptol a 0,09% e salicilato de metila a 0,06% (Listerine™– Warner-Lambert Co.-USA) (diluição de 2:100); e 0,5 mg de cloreto de cetilperidinium (Cepacol®-Hoechst Marion Roussel S/A-Brasil) (diluição 2:100). As amostras foram analisadas e classificadas de acordo com os critérios da American Public Health Association e da American Dental Association, respectivamente. O método Exato de Fisher foi usado para comparações múltiplas estatísticas (nível de significância a=0,05%). Apenas o hipoclorito de sódio reduziu significativamente o número de microrganismos detectados, proporcionando à água um nível de pureza semelhante ao da utilizada nos serviços de hemodiálise (200 UFCs/ml).

 

A008

Desinfecção dos moldes de hidrocolóides irreversíveis: reprodução de detalhes de superfície e alteração dimensional.

H.C. PUCCI*, E. MEZZOMO, J. F. M. PACHECO, A. J. ANTONIO, L.A.G. PIRES .

Iniversidade Luterana do Brasil - (051) 339-7850.

Os moldes de hidrocolóides irreversíveis são contaminados com saliva e/ou sangue que podem transmitir microrganismos, originando infecção cruzada. O objetivo desse estudo é avaliar a capacidade de reprodução de detalhe de superfície e alteração dimensional dos moldes de hidrocolóides irreversíveis tratados com soluções desinfetantes. O hidrocolóide irreversível (Jeltrate) foi submetido à desinfecção com glutaraldeído 2% e hipoclorito de sódio 1% em spray e imersão por 10 minutos. Para o teste de reprodução de detalhes foi utilizado um bloco metálico semelhante à especificação n° 18 da ADA. Realizou-se 60 moldes com uma moldeira perfurada de alumínio e submetidos aos tratamentos: grupo 1(Controle, sem desinfetante); grupo 2 e 3 (glutaraldeído 2% spray e imersão, respectivamente); grupo 4 e 5 (hipoclorito de sódio 1% spray e imersão, respectivamente) e grupo 6 Jeltrate Plus (tipo I, dust free, sem desinfetante). No teste de alteração dimensional utilizou-se um modelo de arco edentado superior em acrílico com quatro cones simulando preparos totais no lugar dos dentes 14, 17, 24 e 27. Realizou-se 60 moldes e submetidos ao tratamento desinfetante como já citado anteriormente. Após 24 horas, nos modelos em gesso foram medidas as distâncias entre os centros dos cones utilizando um paquímetro digital Mitutoyo. Os resultados foram avaliados através da Análise de variância (ANOVA) e teste Tukey com 5% de probabilidade. No teste de reprodução de detalhes de superfície os grupos 2 e 3 (glutaraldeído a 2% em spray e imersão, respectivamente) apresentaram os melhores resultados, aumentando os detalhes de superfície, porém não estatísticamente significante. O grupo 4 (hipoclorito de sódio a 1% spray) foi inferior estatísticamente significante em relação aos demais grupos estudados. No teste de alteração dimensional não houve diferença estatísticamente significante entre os grupos.  

 

A009

Sensibilidade de Staphylococcus aureus isolados de estudantes de odontologia frente a diferentes antibióticos.

S. L. SALVADOR*, L. C. FIGUEIREDO.

FCFRP-USP e FOAr-UNESP - (016) 6024160

O objetivo deste estudo foi determinar a ocorrência de Saureus na saliva e fossas nasais de 238 alunos (1o Ano) do Curso de Odontologia, e analisar as cepas frente a diferentes antibióticos. Cerca de 2,0ml de saliva não-estimulada foi coletada em tubos de ensaio, enquanto que os materiais das fossas nasais foram obtidos pela fricção de zaragatoas estéreis no vestíbulo nasal. No laboratório, os materiais foram semeados em placas contendo o meio de cultura ágar hipercloretado-gema de ovo, sendo incubadas a 37oC durante 48h em aerobiose. Os resultados demonstraram que 153 (64,3%) dos indivíduos albergavam o S.aureus, sendo que 65 eram portadores salivares, 38 eram portadores nas fossas nasais e 50 albergavam o microrganismo nos dois nichos. Realizou-se a prova de sensibilidade aos antibióticos segundo a técnica de Bauer et al., que consiste na difusão em meio sólido (Mueller Hinton Agar), utilizando-se discos impregnados com antibióticos. Os resultados foram interpretados como resistente (R), moderadamente resistente (MR) e sensível (S). Estes dados foram comparados a resultados anteriores obtidos há 18 anos, em estudo semelhante. O comportamento das cepas frente aos antibióticos ampicilina e penicilina permaneceu estável neste período, sendo que 75% das cepas mostraram resistência. Quanto à eritromicina, os resultados passaram de 64,4%S, 6,2%R e 29,4%MR para 58,6%S, 24,1%R e 17,3%MR, e em relação a lincomicina passaram de 95,4%S, 2,7%R e 1,9%MR para 60,6%S, 29,1%R e 10,3% MR. Ainda, 99,5% das cepas demonstraram sensibilidade à cefalotina e oxacilina. Os dados obtidos indicam uma alteração no comportamento das cepas de S.aureus neste período, sendo possível observar que os microrganismos tornaram-se mais resistentes aos antibióticos eritromicina e lincomicina.      

 

A010

Produção de ácido in vitro por Streptococcus mutans.

G. D. PATTO,  A.O.C.JORGE.

Departamento de Odontologia UNITAU – F.O. S.J. Campos UNESP- (012) 281-1447.

Foi comparada a produção de ácido por cepas de Streptococcus mutans isoladas de crianças livres de cáries e de crianças que apresentavam no mínimo CPOD maior ou igual à 1,0. Coletou-se saliva de cada criança e a partir da mesma realizou-se a contagem de estreptococos do grupo mutans e a seguir isolamento de culturas puras e identificação das espécies. Em 45 amostras de Streptococcus mutans isoladas nas crianças dos dois grupos, verificou-se a produção de ácidos pela fermentação de sacarose em meio com indicador de pH, realizando-se titulação do sobrenadante do meio de cultura com NaOH 0,05M após incubação pelo período de 24 horas a 37ºC. Os resultados foram expressos em mM de ácido e os dados foram analisados estatisticamente através do teste t de Student. Não foi observada diferença estatisticamente significante (p< 0.05) para a produção de ácido nas cepas de Streptococcus mutans isoladas dos dois grupos, entretanto os resultados demonstraram variação entre as diferentes amostras do mesmo grupo.

 

A011

Efeito da sacarina  na atividade antibacteriana de gel de clorexidina.

S. B. FRANCISCO*, E. P. ROCHA, H. KOO, A. A. DEL BEL CURY, J. A. CURY.

Depto Ciências Fisiológicas, FOP – UNICAMP - jcury@fop.unicamp.br

Embora a clorexidina seja  um efetivo agente contra a cárie dental, esta apresenta um sabor extremamente amargo. No preparo de formulações é frequente o uso de flavorizantes e adoçantes, os quais podem inibir  o efeito antibacteriano da clorexidina. A sacarina, um agente adoçante, é considerada uma substância compatível  para ser usada no  preparo de enxaguatórios  ou  géis de clorexidina, mas o seu  efeito em diferentes concentrações não é conhecido. Desta forma foi avaliado o efeito de diferentes concentrações de sacarina na atividade antibacteriana do gel de clorexidina .Géis de hidroxietilcelulose contendo digluconato de clorexidina a 1,0% e sacarina sódica de 0,0 a 1,0% foram preparados. A atividade sobre  os Streptococcus mutans IB 1600 foi avaliada utilizando-se  o método de difusão no ágar. As zonas de inibição do crescimento  foram:  5,11±0,53 mm quando sacarina não foi acrescentada ao gel de clorexidina e 5,03±0,23, 4,90±0,25, 1,16±0,27 quando as concentrações de sacarina nos géis foram respectivamente: 0,02, 0,10 e 1,0 % . Teste “t” pareado mostrou que sacarina sódica a 1,0% inibe a atividade antibacteriana do gel de digluconato de clorexidina a 1,0%. Estes resultados in vitro sugerem que  dependendo da concentração a sacarina pode inibir a eficácia da clorexidina sobre Streptococcus mutans .

 

A012

Estreptococos mutans: prevalência em 93 membros de 6 famílias.

FC PIMENTA*1, JM MARIN2, M UZEDA3, IY ITO2.

UFG,2 USP3, UFRJ - (016) 636-4427.

Vários estudos relatam a prevalência dos estreptococos do grupo mutans  (MS) e a fidelidade da transmissão intrafamilial. A fidelidade pode  ser devido ao contato materno, fatores imunológicos, amamentação, entre outros. Entretanto, existem hipóteses de que o MS pode ser origináio não apenas  da mãe, mas do pai, da babá, etc.. O objetivo deste estudo foi avaliar a presença de MS na saliva de 93 membros de 6 famílias, com no mínimo 3 gerações. Amostras de saliva não estimulada foram coletadas, diluídas e alíquotas de 50mL de cada diluição foram gotejadas na suprefície do ágar SB20. As placas foram incubadas em jarras de anaerobiose (chama de vela) a 37oC por 72 horas. Colônias com características de MS foram contadas, repicadas em Tio’s e identificadas bioquimicamente. Os MS foram isolados de 82(88,2%) indivíduos e as contagens variaram de 1.0x101-1.9x108 (log 8.096) cfu/mL de saliva. O MS não foi detectado em 11(11,8%) crianças. Os resultados da identificação bioquímica mostraram a presença de Streptococcus mutans em 80(97,5%) dos indivíduos, sendo 56(70,0%) monocolonizados. S.sobrinus foi isolado em 26(31,7%) e 2(2,4%) estavam monocolonizados. Vinte e quatro (29,2%) individuos estavam multicolonizados com S.mutans e S.sobrinus. Na família A o MS foi detectado em 9 indivíduos, sendo um monocolizado. Na família B o MS também foi isolado de 9 pessoas. O MS na família C foi detectado em 7 membros, sendo um multiconizado. Na família D 3 pessoas não apresentaram MS e o S.mutans foi detectado em 13, sendo 3 multicolonizados. Na família E, 10 indivíduos apresentaram multicolonizados. O MS foi isolado em 21 pessoas na família F, sendo 6 multicolonizados. O estudo mostra uma elevada prevalência de MS na saliva dos membros das 6 famílias.

 

 

A013

Atividade antibacteriana do óleo de copaíba associado ao Ca(OH)2  e ao óxido de zinco.

M. F.  BANDEIRA*,  M. R.  B.  OLIVEIRA, A. C.  PIZZOLITTO, C.  BENATTI NTO

Univ. do Amazonas, F.C. FAr e F.O. Ar - UNESP  (016) 232-1233 R. 156.

Os materiais de capeamento pulpar além de biocompatibilidade devem apresentar atividade antibacteriana, assim, o objetivo deste estudo foi  avaliar a atividade antibacteriana  do óleo essencial e da resina da Copaíba, associados ao hidróxido de cálcio - Ca(OH)2 - e ao óxido de zinco, visando sua introdução na Odontologia Restauradora, tendo em vista as propriedades medicinais deste óleo. A obtenção do óleo essencial e da resina  foi através de destilação. Pastas  de Ca(OH)2 ou óxido de zinco associados ao óleo essencial ou à resina, foram confeccionadas na proporção 1:1ou 2:1. A avaliação da atividade antibacteriana das pastas e seus componentes isoladamente, foi realizada pelo Método de Difusão frente a Pseudomonas aeruginosa e Streptococcus mutans. As placas de Petri foram deixadas em temperatura ambiente para permitir a difusão das substâncias ensaiadas  e posteriormente incubadas a 35-37ºC em estufa bacteriológica por 48 horas. A leitura dos halos de inibição foi realizada após 24 e 48 horas. Posteriormente determinou-se a Concentração Inibitória Mínima (CIM) e a Concentração Bactericida Mínima (CBM) de todos os componentes das pastas frente aos mesmos microrganismos. As pastas de Ca(OH)2 e óxido de zinco associadas ao óleo essencial e a resina da Copaifera multijuga apresentaram atividade antibacteriana frente ao S. mutans; na determinação da CIM e CBM, o óleo bruto de copaíba  foi bacteriostático e bactericida e a resina bacteriostática frente ao S. mutans; o óleo essencial  apresentou melhor atividade antibacteriana do que a resina quando avaliado isoladamente.

Apoio financeiro: CAPES/PICD.

 

A014

Contaminação microbiana na linha de água de equipos odontológicos. 

M. C. M. SOUZA-GUGELMIN*, S. N. M. LIMA, C. D. T. LIMA, H. MIAN, I. Y. ITO.

FCFRP-USP e FORP-USP - (016)623-7361.

A qualidade microbiológica da água do equipo odontológico é de extrema importância, uma vez que os pacientes e a equipe odontológica estão frequentemente expostos à água e aos aerossóis produzidos pelo alta rotação e pela seringa-tríplice. Assim, o objetivo deste trabalho foi o de demonstrar a ocorrência de contaminção  microbiana da linha de água de equipos odontológicos, em virtude da formação  de biofilme microbiano nas tubulações destes. As amostras de água foram colhidas assepticamente, a partir da linha de água ( reservatório, seringa tríplice e alta-rotação ) de cada um dos 15 equipos odontológicos analisados. Estes equipos estavam localizados em 5 clínicas diferentes , e as colheitas das amostras de água dos diferentes equipos de uma mesma clínica foram realizadas em dias diferentes.  As amostras foram diluídas e semeadas em Plate Count Agar ( Difco ) pela técnica de pour-plate. Estas placas foram incubadas em aerobiose, a 32°C por 48 horas. Decorrido este período, o número total de unidades formadoras de colônias foi determinado. Verificou-se pela aplicação do teste de Wilcoxon que o nível de contaminação das amostras de água recuperada , tanto a partir do alta-rotação  como da seringa tríplice era significativamente maior que o nível de contaminação inicial da água, verificada no reservatório. Este significante aumento do nível de contaminação da água do alta-rotação e da seringa tríplice, em relação a contaminação inicial verificada na água do reservatório ocorreu, respectivamente, em 11 e em 13 dos 15 equipos odontológicos analisados. Pode-se ainda verificar, por meio do teste de Mann-Whittney que não havia diferença estatisticamente significante - p(HO) = 40,98% para Z= - 0,2281, entre o nível de contaminação das amostras colhidas a partir do alta-rotação e da seringa tríplice. Com base nos resultados pode-se concluir que a água do equipo odontológico possivelmente é contaminada pelo biofilme microbiano, que com o passar do tempo, se forma em suas tubulações.

 

A015

Correlação entre manchas dentárias extrínsecas e estreptococos do grupo mutans na saliva.

D.R. MOMOSE*, A.O.C. JORGE.

Depto Biologia da Fac. Odontologia da UNITAU. (012) 331-1301.

O objetivo da pesquisa foi avaliar o número de estreptococos do grupo mutans em crianças portadoras de manchas dentárias extrínsecas de coloração escura. Participaram do estudo 79 crianças de ambos os sexos e idade entre 5 e 14 anos, média de 9anos. O trabalho quantificou estreptococos do grupo mutans pelo número de unidades formadoras de colônias(ufc) por saliva. A partir de amostras, de dentes decíduos esfoliados, observou-se as características das manchas em microscopia eletrônica, estereoscópia e luz invertida. A analise química foi por Energia Dispersiva de raios-X(ED-X). A prova estatística foi realizada através do teste do Qui-quadrado(X²). As crianças com manchas apresentaram alto número de estreptococos do grupo mutans. Dentro da faixa de 103 a 104 ufc por saliva encontrou-se 60% do grupo com manchas e 23% do grupo controle. Os resultados mostraram diferenças significativas no índice de ceo/CPO-d e da quantificação de estreptococos do grupo mutans. Os dados do estudo indica uma necessidade de tratamento preventivo diferenciado para as crianças portadoras de manchas extrínsecas de coloração escura.

 

A016

Contagem de estreptococos do grupo mutans e lactobacilos em espaços interproximais.   

J. C. JUNQUEIRA*, A. O. C. JORGE.

Faculdade de Odontologia de S.J. dos Campos - UNESP - (012) 353-4406.

O objetivo do presente trabalho foi comparar a quantidade de estreptococos do grupo mutans e de lactobacilos, em espaços interproximais de dentes posteriores, em jovens na faixa etária de 18 a 25 anos. Foram estudados 120 espaços interproximais, classificados em três grupos: 40 espaços sem restaurações (grupo 1), 40 espaços com uma restauração de Classe II de amálgama (grupo 2) e 40 espaços com duas restaurações de Classe II de amálgama (grupo 3). Material do espaço interproximal foi coletado com o auxílio de fio dental esterilizado o qual foi colocado a seguir em solução de NaCl a 0,85% esterilizada. Após homogeneização, o material foi semeado em placas contendo meio de cultura mitis salivaris bacitracina sacarose e Agar Rogosa e incubadas a 37°C por 72 horas. A contagem foi realizada observando-se colônias características. Os dados foram submetidos a análise de variância, teste de Kruskal-Wallis. As médias do logaritmo do número de ufc/mL de lactobacilos e estreptococos do grupo mutans apresentaram-se em maior número e com diferença estatística no grupo 3, seguidas pelas médias do grupo 2 e 1. Esse estudo demonstrou que os espaços que apresentam restaurações de Classe II apresentaram risco de recidiva de cárie em relação à microbiota, necessitando portanto, de medidas preventivas efetivas.

Bolsa: FAPESP.

 

A017

Determinação da atividade antimicrobiana “in vitro” de dentifrícios disponíveis no mercado nacional.

R. C. PACAGNELLA*, M. C. CARNEIRO, L. C. FIGUEIREDO, S. L. SALVADOR.  

FCFRP-USP  (016) 602.4160.

Algumas substâncias têm sido incorporadas aos dentifrícios por possuírem propriedades antimicrobianas. O propósito deste estudo foi determinar a diluição inibitória máxima (DIM) / concentração inibitória mínima (CIM) de 21 dentifrícios disponíveis no mercado nacional, frente a diferentes microrganismos indicadores (bactérias Gram-positivas, Gram-negativas e leveduras) através da técnica de diluição em ágar. Para tal finalidade, foram feitas diluições decimais, à partir dos sobrenadantes dos dentifrícios, com água destilada, as quais foram incorporadas aos meios de cultura MHa e BHIa (dependendo da exigência nutricional de cada microrganismo), homogeneizadas e depositadas em placas de Petri, sendo que a diluição final variou de 1:5 a 1:40960. Após a solidificação dos meios, procedeu-se a inoculação das 15 cepas indicadoras por meio de um multiaplicador de Steer’s, e à seguir as placas foram incubadas durante 24-48 horas a 37o C. As placas foram submetidas a leitura e considerou-se como DIM, a maior diluição e como CIM, a menor concentração que não permitiu o crescimento visível dos microrganismos. Os resultados demonstraram que todas as formulações de dentifrícios testadas exerceram atividade antimicrobiana contra bactérias Gram-positivas. Os dentifrícios que contêm triclosan em sua fórmula apresentaram atividade contra bactérias Gram-positivas, Gram-negativas e leveduras (DIM variou de 1:80 a 1:40960, dependendo do microrganismo). Os dados obtidos sugerem que a incorporação de agentes químicos, como o triclosan, às formulações dos dentifrícios testados, pode potencializar sua atividade antimicrobiana “in vitro”  

Iniciação Científica: Bolsista PIBIC / CNPq.      

 

A018

Efeito da  Melaleuca alternifolia sobre estreptococos e Staphylococcus aureus.

J. C. RAMACCIATO*, R. P. SIMÕES, F. M. FLÓRIO,  R. CECANHO, F. C. GROPPO, T. R. M. MATTOS-FILHO.

Dept. de Farmacologia - F.O.Piracicaba - Unicamp. fone (019) 430-5310.

Este trabalho teve por objetivo observar as propriedades antibacterianas do óleo da Melaleuca alternifolia sobre estreptococos orais e Staphylococcus aureus, in vitro. Foram feitos testes de concentração inibitória mínima (CIM), concentração  bactericida mínima (CBM100) para todas as cepas e teste de aderência sobre superfície de vidro (AC) para as cepas do grupo mutans. As cepas utilizadas foram S. mutans Ingbritt 1600 (Sm), S. sobrinus ATCC 6715 (Ss), S. cricetus HS-6 (Sc), S. sanguis II IAL 1676 (S2), S. sanguis I IAL 1832 (S1), S. mitis IAL 1828 (Smi), S. salivarius IAL 1863 (Ssa), S. pneumoniae IAL 1741 (Sp), S. anginosus IAL 1829 (Sa), S. intermedius IAL 1827 (Si) e S. aureus ATCC 25923 (St). As concentrações do óleo utilizadas variaram de 7 até 0,0125%. Os estreptococos foram mantidos em estufa a 37oC, 10% CO2 por 24 h (CIM) ou por 18 h (AC) e os tubos contendo S. aureus a 37oC durante 24 h (CIM). Após estes períodos, retirou-se 5µL dos tubos que não mostraram crescimento bacteriano, colocando-as em placas contendo BHI ágar (CBM100). Os resultados observados para as cepas de estreptococos do grupo mutans (Sm, Ss, Sc) foram CIM<0,0125% e CBM100 = 0,2%, para as cepas de estreptococos do grupo oralis (S2, S1, Smi, Sp, Sa, Si) e Ssa foram CIM<0,05% e CBM100 = 0,4%, e para o S. aureus foram CIM = 0,1%  e CBM100 = 0,2%. O teste de aderência em superfície de vidro mostrou que a concentração de 0,2% foi suficiente para inibir totalmente a aderência bacteriana. Concluímos que óleo da M. alternifolia mostrou-se efetivo contra os microrganismos testados.

 

A019

Avaliação da atividade antimicrobiana de soluções irrigadoras usadas em Endodontia.

L.B.GONÇALVES *, R.HIRATA , S.P.TEIXEIRA , R .A . S. FIDEL.

Depart. Proclin, Depart. Microbiologia , FO-UERJ / RJ / Brasil  - (021) 553-5481.

A atividade antimicrobiana de três soluções de diferentes concentrações de hipoclorito de sódio ( 0,5% , 1,0%  e 6,0 % ) e solução de E. D .T. A ( N-Ostby , 1957 ) , foi avaliada através de teste por contato. Foram utilizadas cepas bacterianas de: Enterococcus faecalis (ATCC 29212) , Pseudomonas aeruginosa (ATCC 27853) ,Bacillus sthearothermophilus (ATCC 10149) e Staphylococcus aureus(ATCC 25923).As amostras foram cultivadas em Trypticase Soy Broth (TSB) por 24h a 37°C . As células bacterianas foram então colhidas por centrifugação , lavadas 3 vezes com solução salina estéril e suspensas a 109 células/ml em Hanks Balanced Salt solution , contendo 0,1% de soro albumina-bovina. Suspensão bacteriana de 1ml foi centrifugada  em microtubos, e  1ml de cada solução de hipoclorito de sódio e da solução de E.D.T.A  foram dispensadas sobre o “pellet”. Alíquotas de 10µl da suspensão bacteriana formada foram transferidas para 5ml de TSB nos seguintes intervalos de tempo : 0 , 15  e 30 minutos. Feito isso, 10µl dessas suspensões em TSB foram plaqueadas em  Mueller-Hinton ágar, e incubadas por 48h a 37oC . Os resultados obtidos mostraram que o efeito antimicrobiano das soluções de hipoclorito de sódio ocorreu imediatamente após o contato das mesmas sobre todas as cepas bacterianas testadas, enquanto que  a solução de E.D.T.A  não apresentou qualquer eficácia até 30 minutos após o contato.

 

A020

Influência de fatores antimicrobianos da saliva na composição da placa supragengival.

R. C. Rodrigues*, M. K. Okuyama, M. A. T. Nagao, G. J. M. Rosa, S. Cai .

Departamento de Microbiologia, ICB-USP, Departamento de Imunologia, ICB-USP, Departamento de Bioestatística,IB-Botucatu - UNESP - (011) 818-7202.

Neste estudo, longitudinal, foram investigadas as possíveis relações entre IgA salivar e concentrações de proteína total, velocidade de fluxo salivar, índice de placa, número de bactérias totais e espécies de Streptococcus presentes na placa supragengival de 16 estudantes, periodontalmente saudáveis e não portadores de doenças crônicas.Todos os participantes foram informados sobre a execução  do trabalho e emitiram autorização escrita para a coleta do material. Saliva não estimulada foi empregada nos ensaios. A concentração de proteína total foi avaliada segundo o método de Lowry e a dosagem de IgA foi realizada empregando-se o método de ELISA direto. Um miligrama de placa foi coletado de todos os participantes, para padronização da contagem do número de bactérias presentes, as quais foram identificadas através de testes bioquímicos. Após a análise estatística, foi possível verificar que não houve variações no grupo feminino e no masculino, e entre eles, em relação à velocidade de fluxo salivar, níveis de proteína total, índice de placa, número de bactérias totais e estreptococos totais, presentes na placa. Em relação às concentrações de IgA, não houve diferenças no grupo feminino e no masculino, porém, quando comparados entre si, as mulheres apresentaram maior concentração deste anticorpo. Entre as várias correlações observadas, estatisticamente significantes, concluiu-se que indivíduos com menor velocidade de fluxo salivar apresentaram maior concentração de proteína total e IgA salivares, e pessoas com maiores índices de placa, ou maiores concentrações de proteína total e de IgA, apresentaram baixo número de S. mitis 2. Indivíduos com altas concentrações de proteína total possuíam altas concentrações de IgA e maior número de S. sanguis na placa.

Financiamento: FAPESP- Auxílio à pesquisa - Proc.96/12554-3.

 

 

A021

Periodontopatógenos na saliva e placa subgengival em um grupo de mães.

O.P.S.ROSA*, D.E.LOPATIN, S.M.B.SILVA, S.A.TORRES, B.COSTA, E.PASSANEZZI.

Depto. de C. Biológicas. FOB-USP. Fone (014)235-8249.

A finalidade do estudo foi verificar a condição periodontal e a presença de periodontopatógenos em amostras de saliva de mães de crianças com dentição decídua, visto que elas podem ser fonte de patógenos para a aquisição pelos filhos. Para isso, além da determinação do índice de placa (IP), índice gengival (IG) e profundidade de sondagem (PS), quatro amostras de placa subgengival, colhidas do sítio com maior profundidade de cada quadrante, e uma amostra de saliva foram colhidas de 30 mães com idades entre 21 e 40 anos (28,4±4,5) e analisadas pela técnica do “slot immunoblot”, para A.actinomycetemcomitans (A.a.), P.intermedia (P.i.), P.gingivalis (P.g.) e T.denticola (T.d.). As médias e desvios-padrão das variáveis clínicas foram: 1,86±0,67, para o IP; 1,24±0,67, para o IG e 4,03±1,40, para a PS. As prevalências de mães positivas para as quatro bactérias nas amostras de placa e saliva foram, respectivamente 93,3% e 100%, para o A a., 60% e 83,3%,para a P.i., 66,7% e 70%, para a P.g. e 26,7% e 33,3%, para o T.d. Pelo teste de Wilcoxon, houve diferença estatisticamente significante (p<0,05) para todas as bactérias, com a saliva exibindo maior positividade e maiores escores bacterianos. A saliva é um indicador da colonização oral, podendo ser veículo para a transmissão de periodontopatógenos para os filhos.

Trabalho financiado pela FAPESP - Proc. 96/7326-1.

 

A022

Esterilização de limas endodônticas em plasma de oxigênio a baixa temperatura.

M. UENO,  M. W. I. URRUCHI,  A. O. C. JORGE*  

Departamento de Odontologia / UNITAU (012-2254150),  Departamento de Física / ITA,  F.O. São José Campos / UNESP

Dentre os diferentes agentes físicos capazes de destruir os microrganismos, apenas alguns têm sido utilizados para a esterilização de materiais cirúrgicos médico odontológicos, sendo a temperatura o método mais utilizado. Uma nova técnica de esterilização de instrumentos médico-odontológicos utilizando plasma está se desenvolvendo intensivamente. Esta técnica possue muitas vantagens comparadas com as técnicas de calor seco, autoclave e óxido de etileno. As principais vantagens são baixo aquecimento dos instrumentos, menor tempo de esterilização e pureza ecológica. Além de tudo, não deixa resíduos tóxicos. O presente trabalho descreve uma nova técnica de esterilização de material odontológico. O processo não requer a utilização de altas temperaturas como os métodos convencionais. A técnica utiliza jato de plasma de oxigênio gerado por descargas elétricas. O plasma é constituído de elétrons, íons, átomos e moléculas no estado excitado, radicais livres ativos, partículas neutras e radiações (do infravermelho ao ultravioleta). Analisou-se a eficácia da esterilização de limas endodônticas, contaminadas com Escherichia coli, Pseudomonas aeruginosa e Staphylococcus aureus em plasma de oxigênio formado através de descarga elétrica contínua de 75 mA. Os resultados demonstraram efetiva eliminação dos microrganismos testados, utilizando-se um processo à baixas temperaturas e em tempos menores que os preconizados para processos convencionais. Microrganismos Gram-negativos foram destruídos com 1 minuto de exposição e Gram-positivos em 10 minutos.

 

A023

Candida sp em saliva total de pacientes HIV+. Estudo longitudinal.

N R MELO, H C C R SILVA*, O P ALMEIDA, J JORGE

Área de Patologia. - FOP – UNICAMP - (019) 430.5213 – hannah@merconet.com.br

Desde a caracterização da AIDS, aumentou o número de pacientes imunossuprimidos com as mais variadas expressões clínicas associadas. Uma delas, a candidose bucal, infecção fúngica muito comum, assumiu posição de importância insuspeita até então. O presente estudo teve por objetivo determinar, longitudinalmente, por um ano, a contagem e identificação do gênero Candida na saliva total de pacientes portadores do HIV, correlacionando com aspectos clínicos e parâmetros laboratoriais. Foram avaliados 93 pacientes portadores do HIV do Grupo de Pesquisa em DST (GPD) - UNICAMP. O paciente médio desta pesquisa tinha 35,2 ± 8,2 anos, era do gênero masculino (64,9%), leucoderma (82,4%), com instrução primária (51,6%), e casado (43,6%) ou solteiro (37,2%) e foi classificado no grupo C3 (36,7%) ou B2 (28,2%). A maioria dos homens foi contaminada por homossexualismo (37,7%) ou uso de drogas injetáveis (35,2%). Entre as mulheres predominou o heterossexualismo (98,5%). A densidade de colonização por Candida mostrou correlação com a contagem de glóbulos brancos (p= -0,0004), dosagens de TGO e TGP (p= 0,01 e p=0,02) respectivamente. A análise longitudinal permitiu avaliar a influência das variáveis em questão de forma mais criteriosa que a análise transversal. A espécie C.albicans predominou entre as amostras identificadas.

FAPESP.

 

A024

Avaliação do comportamento eletromiográfico dos músculos elevadores da mandíbula em pacientes fissurados de lábio e palato.

M. L. TEIXEIRA*, A. S. TRINDADE JUNIOR.

Laboratório de Fisiologia - HRAC-USP – Bauru – (014)2358137

As maloclusões presentes em pacientes portadores de fissuras lábio-palatais podem promover com repercussões sobre o estado funcional do sistema estomatognático. O objetivo deste trabalho foi comparar a função neuromuscular de pacientes portadores de fissuras lábio-palatais (pré, trans e pós-forame incisivo, n=7), reparadas cirurgicamente, em relação a um grupo controle (n=11) de indivíduos normais. Os parâmetros analisados foram: duração do período de silêncio eletromiográfico provocado pela percussão do mento (PM) e pela percussão voluntária e rítmica dos dentes (PVRD), duração do ato (DA) e do ciclo (DC) mastigatório. Os registros do eletromiograma de superfície dos músculos masséteres e temporais foram realizados em eletromiógrafo DISA 1500 EMG System. O PM foi de 41,36±8,80ms para o grupo de fissurados e de 23,86±1,85ms para o grupo de normais, o PVRD foi de 28,53±7,23ms para o grupo de fissurados e de 14,17±2,99ms para o grupo de normais; ambos os parâmetros apresentaram diferença estatisticamente significante entre os grupos (p<0,05). Os parâmetros DA e DC apresentaram valores de 359,01±87,08ms e 723,03±82,52ms nos fissurados e de 315,66±70,74ms e 814,54±158,94ms para o grupo de normais. Os resultados obtidos permitem concluir que a presença da má-oclusão nos indivíduos com fissura reparada de lábio e de palato provoca alterações nos reflexos neuromusculares do sistema estomatognático evidenciadas pelo aumento de duração do PM e PVRD, não havendo, entretanto, alterações da atividade mastigatória, comprovado pelo fato das durações do ato e do ciclo mastigatório serem compatíveis nos dois grupos.

 

A025

Características morfológicas da cavidade bucal do recém-nascido.

M. G .X. DINIS, A. L. CIAMPONI*, M. S. N. CORRÊA.

Assoc. Bras. Odontologia- Ceará. (011)866-3014

A cavidade bucal dos recém-nascidos apresentam características próprias que muitas vezes passam desapercebidas por serem efêmeras. O objetivo da presente investigação foi avaliar as características morfológicas da cavidade bucal de recém-nascidos. Foram selecionados aleatoriamente 153 recém-nascidos de 0 a 7 dias em dois hospitais da rede pública da cidade de Fortaleza ( Hospital Geral de Fortaleza e Hospital de Maracanaú ). Os bebês eram nascidos à termo, de peso normal e sem anomalias aparentes. Foram avaliados, através de inspeção visual, os rebordos alveolares, freio labial superior e freio lingual, relação antero-posterior e frontal dos maxilares, presença de cistos da mucosa oral e dentes natais. Os resultados mostraram que 61,4% dos rodetes gengivais apresentavam-se irregulares, com identações e flacidez. A inserção do freio labial superior na papila palatina ou na crista alveolar estava presente em 92,2% dos recem-nascidos. A anquiloglossia confirmou sua baixa incidência ( 1,0% ). Quanto ao relacionamento inter-maxilar, 96,7% apresentavam retrognatia mandibular e 70,6 % apresentavam sobremordida em relação frontal. Os cistos da mucosa oral foram observados em 64 % dos bebês, sendo que 56,9% eram palatais. Apenas um bebê (0,5%) apresentou dentes natais. Pode-se concluir que a cavidade bucal dos recém-nascidos apresenta peculiaridades particulares, consideradas normais, para esta faixa etária.

 

A026

A prevalência da oclusão dos segundos molares decíduos e a sua influência sobre a dentadura permanente.

C. M. M. GIMENEZ*, V. C. V. SIQUEIRA, P. E. NEGREIROS

Departamento de Odontologia Infantil - Ortodontia -  Faculdade de Odontologia de Piracicaba - UNICAMP - (019) 430-5288.

A ortodontia interceptora baseia-se no conhecimento profundo dos mecanismos do crescimento craniofacial bem como na biogênese da dentadura para que jovens com maloclusões incipientes obtenham um tratamento ortodôntico adequado. No intuito de abordar os aspectos inerentes à biogênese da dentadura , os autores dessa investigação científica estudaram 50 jovens de 3 a 5 anos de idade, de ambos os sexos prioritando avaliar a oclusão dos segundos molares decíduos. Após a análise estatística dos dados, observaram que 18% da amostra apresentaram oclusão do tipo degrau distal, 24% degrau mesial e 58% plano reto, dados compatíveis aos de pesquisas anteriores. Concluíram que a dentadura decídua merece um estudo profundo e acompanhamento longitudinal durante a fase de transição da dentadura decídua para a permanente no intuito de conduzir a ortodontia interceptora no tratamento precoce das maloclusões de Classe II e Classe III de Angle corretamente.

 

A027

Prevalência dos defeitos de esmalte em crianças de baixo peso.    

M.G.G.C. LIMA*, R.C. DUARTE, M.C.C. SAMPAIO

Mestrado em Odontologia - UFPB - (083) 246-2658.

O nosso trabalho teve como objetivo investigar a prevalência dos defeitos de esmalte na dentição decídua de crianças nascidas com baixo peso (< 2.500g) e com peso adequado (³ 3.000g), na faixa etária de 06 a 72 meses da grande João Pessoa (PB). Selecionamos uma amostra com 200 crianças de creches e escolas públicas, sendo 100 nascidas com baixo peso e 100 nascidas com peso adequado. As crianças selecionadas tiveram sua história médica pré, peri e neo-natal avaliadas e depois realizado um exame odontológico anotando todos os defeitos de esmalte encontrados. Nossos achados atestam uma prevalência de 43% de defeitos no grupo com baixo peso ao nascer e 7% no grupo nascido com peso adequado, não havendo diferenças significativas entre os sexos. Os tipos de defeitos mais freqüentes foram as opacidades branca/creme (43,3%), atingindo mais comumente a metade incisal (44,2%), na superfície vestibular (90,6%), dos dentes maxilares (68,3%). Esteve presente um maior número de demarcações simples (54,8%) e 50% destes defeitos apresentaram necessidade de tratamento. Podemos concluir que os defeitos de esmalte na dentição decídua é mais prevalente em crianças nascidas com baixo peso; não havendo diferenças por sexo; ocorrendo uma maior prevalência na maxila em relação a mandíbula. Os dentes mais acometidos são os incisivos centrais e 1º molares decíduos, sendo a superfície vestibular a mais atingida pelos defeitos.

 

A028

Relação entre estresse e halitose - um estudo em rato de laboratório.

C. S. QUEIROZ, F. K. MARCONDES*, C. M. TABCHOURY, M. FUJIMAKI, J. CURY.

Depto Ciências Fisiológicas - FOP/UNICAMP, Piracicaba-SP, Brasil. jcury@fop.unicamp.br.

Os compostos sulfurados voláteis (VSC) são os principais componentes do mau hálito. Além das etiologias orais e doenças sistêmicas, o estresse tem sido proposto como um fator que induz halitose. Entretanto não há estudos avaliando diretamente a relação entre estresse e halitose. O objetivo deste trabalho foi investigar a influência do estresse no aumento da concentração de VSC orais em ratos. Sendo a natação um protocolo experimental usado para induzir estresse em animais de laboratório, cinco ratos Wistar adultos foram submetidos a uma sessão diária de 30 min de natação, durante cinco dias, entre 9:00 e 10:00h. VSC foram medidos antes, 1 e 6h após a 1ª e a 5ª sessões de natação, e comparados por análise de variância bifatorial seguida do teste de Tukey. Concentrações de VSC também foram determinadas em 5 ratos controles, não submetidos a estresse às 10:00 e 16:00h, e comparadas por teste t de Student para amostras pareadas. Os animais não apresentavam doença periodontal ou outras alterações na cavidade oral. Houve um aumento na concentração de VSC 1 e 6 h após (31,0±3,8; 31,2±2,78 ppb, respectivamente) a 1ª sessão de natação em relação à medida realizada antes da aplicação do estresse (27,2±1,48 ppb; p<0,05). Após a 5ª sessão de natação, VSC também se apresentavam elevados 1 e 6h após (43,4±3,05, 47,6±3,36 ppb, respectivamente) a 5ª sessão de natação em relação aos níveis anteriores à mesma (39,80±1,92 ppb; p<0,05). No 5º dia, os níveis de VSC foram maiores do que aqueles observados no 1º dia. Nos animais controle, não houve diferença nas concentrações de VSC entre os períodos da manhã e tarde. Estes resultados mostraram que o estresse por natação induziu um aumento na concentração oral de VSC em ratos. Portanto, estes dados reforçam a hipótese de que o estresse possa ser um agente etiológico da halitose.

FAPESP-Proc.98/01100-7.

 

A029

Expressão de Integrinas Ligadoras de Colágeno Durante a Morfogênese da Glândula Submandibular de Ratos.

A. C. Fossati*, F. Fava-De-Moraes, M. F. Santos.

Depto. de Histologia e Embriologia, ICB/USP. E-mail: annafa@usp.br

O objetivo deste trabalho foi investigar quais são as integrinas mediadoras dos efeitos de diversos tipos de colágeno durante a morfogênese da glândula submandibular (GSM) de ratos. Foi estudada, por meio de imunofluorescência, a expressão das subunidades a1, a2 e a3 de integrinas na GSM de fetos de ratos Wistar com 14 ,15, 16, 17 e 20 dias (E14, E15, E16, E17, E20), ratos recém-nascidos (RN) e adultos machos (90 dias). Adicionalmente, a expressão de colágenos III e IV foi estudada por meio de técnica imuno-enzimática (avidina-biotina-peroxidase). Para evidenciação de colágenos, as amostras foram fixadas em Metacarn por 3 h a temperatura ambiente, processadas e incluídas em Paraplast. Para evidenciação de integrinas, o material foi fixado em solução de paraformaldeído a 4% durante 24 h a 4°C, congelado e cortado em criostato. Das três subunidades estudadas, a1 foi a primeira a ser expressa (em E15), concomitantemente à expressão de grande quantidade de colágeno III no ectomesênquima. Já a subunidade a3 apareceu aos 17 dias, provavelmente relacionada à formação de um lúmen nos túbulos terminais, enquanto a2 apareceu durante um período de intensa citodiferenciação (RN). Na GSM do animal adulto, as subunidades a1,a2 e a3 foram mais expressas nos ductos intralobulares do que nos ácinos. Nestes, apenas a2 esteve presente de forma significativa, na base das células. O colágeno IV esteve associado à lâmina basal de vasos, ductos e ácinos ao longo do desenvolvimento. Esses resultados sugerem que integrinas a1b1 e a3b1 são importantes durante a morfogênese da GSM de ratos, provavelmente exercendo funções diferentes, enquanto colágenos III e IV são expressos ao longo de todo o desenvolvimento da glândula.

Apoio financeiro:  FAPESP / CAPES..

 

A030

Análise alométrica do desenvolvimento pós-natal da glândula submandibular de rato.

R. TAGA, R. A. BORDIN**, T. M. CESTARI, . K. F. MADI*.

Departamento de Ciências Biológicas da Faculdade de Odontologia de Bauru - USP, fone (014) 235-8298.

Na presente pesquisa, avaliamos morfometricamente os volumes absolutos dos ácinos, ductos intercalares, túbulos granulares convolutos, ductos estriados e ductos excretores de glândulas submandibulares do rato durante o desenvolvimento pós-natal. Os dados obtidos de massa glandular e desses volumes compartimentais foram submetidos a análise alométrica em relação a evolução de massa corporal, pelo método não paramétrico de Wald. O crescimento alométrico de massa glandular foi monofásico e do tipo negativo (k<1), com k =0,86. Os volumes compartimentais dos ácinos + túbulos terminais, dos ductos intercalares, dos ductos estriados e dos ductos excretores  exibiram todos um padrão bifásico, com a 1a fase entre 2 e 28 dias e a 2a fase entre 28 e 96 dias. Na 1a fase, todas essas estruturas exibiram crescimento alométrico tipo positivo (k>1), com valores de k valendo, respectivamente, 1,09, 1,15, 1,49 e 1,17, e na 2a fase, todas do tipo negativo (k<1), com valores de k, respectivamente, de 0,72, 0,33, 0,77 e 0,82. Os túbulos granulares convolutos exibiram uma única fase de crescimento alométrico do tipo positivo (k>1) entre 28 e 96 dias de idade, com k=1,28. Por outro lado, o volume estromal, mostrou crescimento alométrico do tipo negativo (k<1) no período de 14 a 96 dias de vida pós-natal, com k=0,77. Concluímos que durante o desenvolvimento pós-natal todos os compartimentos morfológicos da glândula submandibular de rato apresentaram relação alométrica de crescimento em referência a sua massa corporal.

** Bolsista de Iniciação científica PIBIC/CNPq.

 

A031

Liberação de anti-séptico presente no material do cabo da escova.

H. PANZERI**; EHG. LARA*; FC. PIMENTA* e IY. ITO*.

FORP** e FCF* Ribeirão Preto – USP - (016) 602-3973.

A proposta deste estudo foi avaliar a liberação e conseqüente atividade antimicrobiana do triclosan impregnado, sob forma de Microban®, ao polipropileno que compõe o cabo de escovas dentais Reach Antibacterial. A intenção do fabricante é oferecer um meio de proteção às escovas dentais durante o armazenamento entre os usos da escova. Para realizar o trabalho a parte correspondente às cabeças das escovas foram separadas do restante permanecendo com 50mm de tamanho. Elas foram colocadas em placas de Petri com os orifícios (onde seriam fixadas as cerdas) voltadas para cima e adicionado 15mL de Agar base, Mueller Hintom e/ou BHIa, quantidade suficiente para não cobrir a cabeça. Após a solidificação foram adicionados 10mL de camada SEED inocular com cepas indicadoras (106 UFG por mL) e mantidos à temperatura ambiente durante 2 horas para difusão do agente antimicrobiano. A seguir as placas de MH foram incubadas em aerobiose e as de BHIa em microaerofila pelo sistema de chama de vela e incubadas a 37ºC. Foi avaliada a ação contra: S. aureus ATCC 25923; E. Coli ATCC 10538 e 25922; S. aureus produtor da penicilinase; S. mutans; P. aeruginosa ATCC 2327 e S. Sobrinus (cepas de campo). Decorridos 24 horas as zonas de inibição (claras) ao redor das cabeças foram medidas e registradas por meio fotográfico. O agente anti-séptico triclosan, na forma de Microban® não evidenciou ação contra S. mutans, S. sobrinus e P. aeruginosa mas foi efetivo contra os demais com zonas de inibição de 14,0mm; 10,0mm e 7,0m respectivamente. Podemos concluir que o conteúdo antimicrobiano contido na escova dental Reach Antibacterial é efetivo para germes específicos quando comparado a uma cabeça placebo.

 

A032

Efeito da Ingestão de Água após Aplicação Tópica de Fluoreto Acidulado.

L. MONTE ALTO *,  R.A CRUZ, D. BASTOS.

UNESA -  Tel. (021) 503-7026.

O objetivo deste trabalho foi verificar a influência da ingestão de água de beber sobre o fluoreto de cálcio adsorvido ao esmalte dental humano. Blocos de esmalte de 3os molares inclusos, extraídos por diferentes razões, foram inseridos num dispositivo intra-bucal, usado por voluntário e sua superfície tratada com flúor-fosfato acidulado (FFA), por 4 min. O primeiro grupo foi constituído de amostras removidas imediatamente, 15 min e 30 min, após a aplicação tópica. No segundo grupo o voluntário foi induzido a beber água imediatamente, 15 min e 30 min após o tratamento. Foi utilizada a metodologia proposta por CASLAVSKA et al. para a avaliação do fluoreto de cálcio formado e os resultados foram submetidos à análise estatística de WILCOXON (p<0,05). Eles não mostraram diferenças estatisticamente significantes entre os grupos. Pode ser concluído que a ingestão de água de beber após o tratamento tópico fluoretado do esmalte não interfere com a deposição do produto reacional em sua superfície.

 

A033

Efeito da Arnica montana no edema, trismo e dor após exodontia de molares inclusos. 

S. B. MACEDO*, J. C. T. CARVALHO, L. R. FERREIRA, R. SANTOS-PINTO.

Instituto de  Odontologia  e Farmácia - UNIFENAS - Faculdade de Odontologia - UNESP - Araçatuba - (035) 291-3252. Objetivos: Avaliar a ação do medicamento homeopático Arnica montana 6 CH sobre o edema,   abertura bucal e dor em pacientes submetidos à extração de terceiros molares inferiores inclusos, bilateralmente simétricos.Métodos e Resultados: Foi utilizado o medicamento homeopático Arnica montana 6 CH e placebo, preparados segundo as normas da Farmacotécnica Homeopática Brasileira(1977). Os frascos foram codificados permitindo desta forma a realização de estudo duplo-cego e cruzado. Foram selecionados 32 pacientes com idade variando entre 17 e 25 anos, de ambos os sexos, portadores de terceiros molares inferiores inclusos, bilateralmente simétricos. A avaliação do edema pós-operatório foi realizada através de Arco Facial Modificado, e do trismo foi realizada através do uso de paquímetro, em milímetros, da distância interincisal. Para avaliação da dor utilizou-se três métodos: 1- intensidade da dor, pela escala visual analógica 2- consumo de analgésicos e 3- tempo isento de dor até a administração do analgésico. Para análise estatística dos resultados obtidos nas diversas fases do experimento, foi utilizado o teste “t” de Student. O nível de significância neste teste foi considerado p<0,05. O edema foi significamente reduzido, enquanto sobre o trismo e dor a ação da Arnica montana não mostrou significância estatística.

 

A034

Avaliação cardiovascular durante a infiltração local de mepivacaína 2% com adrenalina.

M. A. R. ARAUJO*, J. L. SIMONE, M. S. SOARES, I. P. TORTAMANO. 

Estomatologia – FOUSP (011)8187813  p-mantra@siso.fo.usp.br

Foram avaliados os parâmetros cardiovasculares (pressões arteriais e freqüência cardíaca) durante a infiltração local de soluções anestésicas com e sem substância vasoconstritora (Scandicaïne 2% especial – cloridrato de mepivacaína [36mg] associado à adrenalina [18mg] – e Scandicaïne 3% - cloridrato de mepivacaína [54mg]). Foram selecionados 20 pacientes normotensos na faixa etária entre 18 e 50 anos, de ambos os sexos, com indicação bilateral de tratamento restaurador (40 dentes superiores posteriores). Os parâmetros cardiovasculares foram obtidos pelo método oscilométrico e pletismográfico, de modo contínuo, a cada minuto. Os pacientes foram submetidos a duas sessões restauradoras, sendo que na 1a foi utilizado anestésico local com adrenalina no lado direito e na 2a anestésico sem vasoconstritor no lado esquerdo. A dinâmica do experimento foi dividida nas seguintes etapas: a) na cadeira odontológica, por 10 minutos, antes de qualquer procedimento (período controle); b) durante a anestesia local (2 minutos); c) os primeiros 5 minutos após a anestesia local; d) 10 minutos durante o preparo cavitário; e) após o término da restauração (10 minutos). De acordo com os resultados obtidos pela análise de variância, não foram observadas alterações significativas entre os valores médios das pressões arteriais nos grupos com e sem adrenalina. Contudo, houve aumento (não significante) na freqüência cardíaca após a administração de adrenalina.

 

A035

Avaliação da biocompatibilidade de materiais retrobturadores.

MANIGLIA *, C A G; SOUZA, C J A; LOYOLA, A M; PASCON, E A .

Univ. de Franca, SP; (016) 722-0040, Univ. Fed. Uberlândia, MG.

Apesar de prognósticos favoráveis, o sucesso do tratamento do canal radicular pode não ocorrer e, nestas condições, sugere-se o emprego de técnicas cirúrgicas que tentam preservar o elemento dental. Grande parte das intervenções cirúrgicas, conhecidas como paraendodônticas, estão fadadas também ao fracasso, mostrando resultados insatisfatórios em função da incompatibilidade do material retrobturador. O propósito deste trabalho foi avaliar, através de implantes intra-ósseos, a resposta do tecido ósseo a três compostos resinosos de última geração, Z100, TETRIC, TPH e um composto de óxido de zinco e eugenol. Foram utilizadas 120 cobaias (+800g cada) que receberam implantes de teflon, contendo o material, um em cada lado da sínfise mandibular, segundo as normas propostas pela Technical Report #9, da FDI 1980. Após 30, 90 e 120 dias de observação, os animais foram mortos por inalação de CO2 e os espécimes foram processados para exame histológicos de rotina. Os resultados demonstraram que o Z100 apresentou menor intensidade de reação inflamatória, seguido do TPH e do TETRIC. O composto a base de óxido de zinco e eugenol apresentou a intensidade de reação mais severa. De acordo com os critérios adotados (FDI e ANSI/ADA) pode-se concluir que, dentre os materiais testados, a resina Z100 foi considerado um material biocompatível quando em contato com o tecido ósseo.

Apoio: CNPq.

 

A036

Avaliação microscópica da polpa dentária após preparo para coroa total e cimentação com diferentes cimentos.

L. C. Santiago Costa*, L.F. Pegoraro.

UFRJ - (021) 491-2839.

O objetivo deste trabalho foi avaliar microscopicamente a polpa dentária humana após preparo para coroa total metalo-cerâmica e cimentação com diferentes cimentos. Foram selecionados 35 pré-molares hígidos que seriam extraídos por indicação ortodôntica. Cinco desses dentes permaneceram hígidos para controle (Gr.1). Os outros, receberam preparos para coroa total metalo-cerâmica e divididos em três grupos de 10 dentes: Gr.2- Life, Gr.3- Panavia Ex Standard e Gr.4- Panavia Ex 21. Após cimentação, os dentes permaneceram em função por períodos de 7 e 45 dias, após o que, foram extraídos. Os espécimes foram fixados, desmineralizados, incluídos, cortados e as lâminas preparadas e coradas em HE e Brown & Brenn para análise dos tecidos pulpares e para presença de bactérias no interior dos túbulos dentinários, respectivamente. O grau de inflamação, aguda ou crônica, foi analisado de acordo com as características de seus constituintes celulares, como: hiperemia, hemorragia, alinhamento da camada odontoblástica, presença de bactérias nos túbulos dentinários e formação de dentina reacional. Os resultados mostraram que a camada odontoblástica apresentava-se organizada, com discreta vacúolação, não apresentando ainda, nenhum deslocamento celular intracanalicular, morte celular e nenhuma formação de dentina reacional, tanto nos grupos de 7 quanto nos de 45 dias. Os resultados não mostraram nenhuma diferença entre os grupos experimentais e controle e tampouco entre os grupos experimentais. Por este motivo, nenhum teste estatístico foi aplicado aos resultados. Podemos concluir que os cimentos Panavia Ex Standard e 21, nas condições estudadas, mostraram-se biocompatíveis tanto quanto o Life, mesmo quando grandes extensões de dentina são expostas.

 

A037

Biocompatibilidade de materiais endodônticos: resposta do tecido subcutâneo de cobaias à resina poliuretana.

E. A. PASCON, C. J. A. Sousa, F. MARTINELLI*.

Univ. Franca, SP; (016) 724-2211, Univ. Fed. Uberlândia, MG, eapascon@unifran.br

A poliuretana derivada do óleo de mamona apresenta uma fórmula molecular que tem mostrado compatibilidade com os tecidos vivos. O propósito deste trabalho foi o de comparar esse polímero (Poliol) com quatro materiais comerciais – AH26, Dentinol, Kerr Sealer, e Sealapex – segundo as normas da FDI e ANSI/ADA, com a finalidade da sua utilização como cimento de obturação de canal. Todos os materiais foram manipulados de acordo com as instruções dos fabricantes. O método utilizado foi o de implante subcutâneo de tubos de Teflon® em cobaias. (FDI, 1980; ANSI/ADA, 1982) Foram utilizadas 45 cobaias (+ 800gr cada), que receberam quatro implantes dorsais com o mesmo material (12 por período) . A parede externa do tubo serviu como controle da técnica. Após 30, 60, e 90 dias, os animais foram mortos e os espécimes processados para exame histológico de rotina. Critérios: presença ou ausência de necrose, freqüência e intensidade de células inflamatórias agudas e crônicas, formação e características de cápsula fibrosa em torno do tubo de Teflon®, substituição do material por tecido no tubo, degeneração e desintegração de células inflamatórias, transporte do material em vasos e células, e alterações em vasos e nervos. Resultados: 30 dias: Todos os materiais, com exceção do Poliol, mostraram reação inflamatória severa; 60 dias: Dentinol, Sealapex, AH26, e Kerr Sealer com as respostas mais severas e o Poliol com reação de moderada a suave; 90 dias: a resposta inflamatória foi severa para todos os materiais, com exceção do Poliol, que era suave. De acordo com os critérios da FDI e ANSI/ADA o Poliol foi considerado um material compatível, devendo sua utilização como material de obturação de canal ser incentivada.

Apoio CNPq.

 

A038

Citotoxicidade e genotoxicidade de 4 soluções de hipoclorito de sódio.

S. M. GAHYVA*, A. FAVIERI, J. F. SIQUEIRA Jr

Departamento de Odontologia, Universidade Estácio de Sá, Rio de Janeiro, RJ, Brasil - (021) 234-8300.

O hipoclorito de sódio (NaOCl) tem sido amplamente utilizado em Endodontia como solução irrigadora. Por esta razão, o objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos citotóxicos e genotóxicos diretos de 4 soluções de NaOCl disponíveis comercialmente e com concentrações variáveis entre 2 e 2,5% por meio de um teste bacteriano colorimétrico para detecção de genotoxinas – o SOS Cromoteste. Este teste é baseado na observação da indução de sfiA, um gene controlado pelo repressor geral do sistema SOS em Escherichia coli. A expressão deste gene é monitorado pela fusão com lacZ, o gene estrutural para b-galactosidase. O teste foi realizado de acordo com Quillardet e Hofnung (Mutation Res., 147: 65-78, 1985), utilizando-se as cepas E. coli PQ35 e PQ37. Os resultados foram analisados após a incubação das placas de ágar Cromoteste por 24 horas. Os halos de inibição formados sugerem que todas as soluções apresentaram citotoxicidade sobre as duas cepas testadas. O produto Ajax (Colgate-Palmolive, São Paulo, SP, Brasil) apresentou genotoxicidade para a cepa PQ 35. Com exceção da marca Kokinos (Kokino’s Ind. Com. Ltda., D.Caxias, RJ, Brasil), todos os outros produtos testados foram genotóxicos para a cepa PQ 37. Efeitos mais pronunciados foram observados para o Virex (Ceras Johnson Ltda., Rio de Janeiro, RJ, Brasil) e Brilhante (Gessy Lever Ltda., São Paulo, SP, Brasil). No geral, pode-se concluir que as soluções de NaOCl testadas apresentaram citotoxicidade e genotoxicidade.

 

A039

Hidróxido de cálcio em diferentes veículos: pH e liberação de cálcio.

P. A. R. SILVA E SOUZA*, M. V. BEVILAQUA, F. B. A. FERREIRA, J. M. GRANJEIRO, I. G. MORAES.

Disciplina de Endodontia e Bioquímica, FOB - USP - (014) 234-1287.

As propriedades antimicrobianas e indutoras de mineralização do hidróxido de cálcio estão associadas com mecanismos de elevação do pH e liberação de íons de cálcio, que são facilitadas de acordo com o veículo empregado. Avaliaram-se o pH e a liberação de íons cálcio dos produtos: 1)Calen com PMCC(S.S.White), 2) pasta de hidróxido de cálcio P.A. com soro fisiológico, 3) pasta L.C (Herpo e 4)cones de guta-percha com hidróxido de cálcio (Roeko). Estes foram inseridos em tubos de polietileno (1X10mm) vedando-se uma das extremidades com cimento provisório. Em seguida foram colocados em potes com 10mL de água ultra - pura (Sistema Elga) e o pH medido nos tempos: 40 e 60 minutos, 2, 8, 24, 48 e 72 horas, 1, 2, 3 e 4 semanas, em quintuplicata. A liberação de cálcio foi avaliada pelo método colorimétrico (Kit Analisa), utilizando-se alíquotas de 20uL de cada amostra obtida nos mesmos intervalos, acrescidos dos tempos de 0, 5, 10, 20 minutos, em triplicata. Observou-se que com 72 horas as pastas 1 e 2 alcançaram um platô nos valores de pH de 11,4 e 11,3 respectivamente, diferentes estatisticamente dos produtos 3 e 4, que atingiram valores de 6,3 e 6,5. Após 4 semanas estas diferenças permaneceram praticamente as mesmas. A concentração de cálcio liberado pelos produtos 1, 2, 3 e 4, após 72 horas, foram: 6,54; 4,98; 1,31 e 1,74 mg/dL, respectivamente, sendo cerca de 2 vezes maior após 4 semanas. A medida de cálcio residual após trocas sucessivas da água mostra que a mesma é constante, mesmo após 4 semanas, para os materiais 1 e 2. Os materiais 3 e 4 praticamente não liberaram cálcio após a primeira troca. Assim, os produtos 1 e 2 promoveram a maior liberação de cálcio e variação do pH.

 

A040

Avaliação da permeabilidade dentinária radicular, após uso do laser Er:YAG.

A.L.CUSSIOLI*, A. BRUGNERA JUNIOR, F. ZANIN, R. S. SILVA, J. D. PECORA

Odontologia Restauradora - Fac. Odontol. de Rib. Preto USP (016) 602-3982 - cussioli@forp.usp.br

Estudou-se a permeabilidade dentinária da parede do canal radicular após o tratamento endodôntico e aplicação do laser Er:YAG. Um total de 25 incisivos superiores humanos extraídos foram divididos em cinco grupos: Grupo 1 - Usou-se como solução irrigante água destilada deionizada; Grupo 2- Usou-se como solução irrigante hipoclorito de sódio 1%; Grupo 3 - Usou-se como solução irrigante a água destilada deionizada e aplicação de laser; Grupo 4 - Usou-se como solução irrigante hipoclorito de sódio e aplicação de laser; Grupo 5 - Canal radicular preparado somente com irradiação laser. Os parâmetros foram 15 Hz, 140 mJ, Energia total de 42 J, 300 Pulsos, (Kavo Key Laser). A permeabilidade foi evidenciada pelo uso de uma solução de sulfato de cobre a 10%. A penetração de ions cobre dentro dos canalículos dentinários foram detectados pelo ácido rubiânico 1% que revela ions cobre formando composto rubianato de cobre, de cor preto. As raízes dos dentes foram seccionadas transversalmente com disco de diamante de 500 a 500 micrômetros desde a região cervical até apical. A permeabilidade dentinária foi avaliada por meio da análise morfométrica. Os resultados evidenciaram que o uso da água como solução irrigante mais Er:YAG promoveu o maior aumento da permeabilidade dentinária. O uso do laser Er:YAG, da solução de hipoclorito de sódio,e da associação hipoclorito de sodio mais laser evidenciaram uma capacidade intermediária do aumento da permeabilidade dentinária. A água promoveu a menor permeabilidade dentinária.

 

A041

Análise comparativa da penetração dentinária radicular da clorexidina e do iodo.

C.V.G.AMORIM *; C.C.P.GUIMARÃES, J.L.LAGE-MARQUES

Disc. End., Dep. Dent.., USP - FOUSP - jmarques@mandic.com.br

O principal objetivo da terapia endodôntica é a desinfecção do sistema de canais radiculares, antes da obturação dos canais. Geralmente, o preparo químico-cirúrgico não é suficiente para a total erradicação dos microrganismos do interior dos canais, sendo assim deve-se associar uma medicação capaz de complementar esta etapa, atuando em locais de difícil acesso aos instrumentos. Sendo assim, os autores se propuseram a avaliar a capacidade de penetração dentinária de duas medicações. 20 dentes unirradiculares tiveram suas coroas seccionadas. O PQC foi realizado acorde PAIVA & ANTONIAZZI com creme Endo PTC neutralizado pelo líquido de Dakin até a lima tipo K número 50. Como limite de trabalho, foi estabelecido 1 mm além dos ápices. Os espécimes foram submetidos à irrigação-aspiração final com 6 ml de EDTA-T a 17%. Os dentes foram divididos em 2 grupos de 10. O Grupo I foi medicado com iodo 4% em solução de iodeto de potássio, e o Grupo II com clorexidina a 2%, veiculada em polietilenoglicol 400. As duas medicações foram saturadas pelo corante Rhodamina B. Os dentes permaneceram em estufa a 37º por 4 horas. Foram, então, totalmente secados com pontas de papel absorventes. Os dentes foram incluídos em resina e, realizaram-se cortes transversais de aproximadamente 2 mm, totalizando 6 cortes. Medidas da área de  infiltração foram realizadas utilizando-se o programa Image Lab. Estabeleceu-se as porcentagens de infiltraçào por terços em cada grupo. Utilizando-se de análise de variância, observou-se que houve diferenças estatisticamente significantes a 5%. O G II obteve maior porcentagem de penetração, sendo que em ambos grupos o terço cervical teve maior penetração que o apical, e o terço médio não foi estatisticamente significante entre os terços cervical e apical.

 

A042

Avaliação “in vitro” da atividade antimicrobiana de soluções irrigadoras empregadas em endodontia.

K.C. BONIFÁCIO*, M.R. LEONARDO, M. TANOMARU FILHO, L.A.B. DA SILVA, I.Y. ITO.

FOAr – UNESP/ FORP-USP - (16) 222-3781.

Foi avaliada a atividade antimicrobiana das soluções irrigadoras: Endoquil (Castor oil), Clorexidina alcoólica a 5,0% (CHX 5,0%), Gluconato de clorexidina a 2% (CHX 2%) e solução de NaOCl 0,5% (FOAr-UNESP), frente a microrganismos cocos gram-positivos: M luteus (ATCC 9341), S aureus (ATCC 25923, saliva/penicilinase+ e MRSa), S epidermidis (saliva/penicilinase+), S mutans (saliva 1, 2 e 3), E faecalis (ATCC 10541) e S sobrinus (saliva); e bacilos gram-negativos: E coli (ATCC 25922 e saliva), P aeruginosa (ATCC 2327); e levedura C albicans (ATCC 1023). A avaliação foi realizada pelo método de difusão em ágar, pela técnica de duas camadas. A camada base foi obtida com 10,0mL de Muller Hinton Medium-MH (Difco) ou Brain Heart Infusion Ágar-BHIa (Difco), a 50°C. Logo após a solidificação, a camada seed com 5,0mL de MH ou BHIa, com inóculos na concentração de 106 por mL, foi depositada sobre a camada base. Em seguida, discos de papel absorvente (6,0mm de diâmetro), embebidos nas respectivas soluções experimentais foram distribuídos em pontos equidistantes. As placas permaneceram à temperatura ambiente por período de 2 horas (pré-incubação), sendo em seguida incubadas a 37°C por 24 horas. As placas com meio BHIa, utilizou-se a jarra de anaerobiose (sistema de chama de vela). Todos os testes foram realizados em duplicata. Após incubação, as placas foram otimizadas pela adição do gel de TTC a 0,05% em 1% de ágar, e os halos de inibição mensurados. Halos de inibição foram observados com CHX 5,0% e CHX 2,0% frente a todas as cepas, sendo os maiores valores sobre S mutans (saliva 1, 2 e 3) e S sobrinus. Bacilos gram-negativos foram resistentes ao Endoquil e à solução de NaOCl a 0,5%. As soluções irrigadoras de CHX 5,0% e CHX 2,0% apresentaram atividade antibacteriana in vitro. A solução de Endoquil foi efetiva apenas frente a microrganismos gram-positivos.

 

A043

Infiltração linear marginal provocado pela desobturação endodôntica no preparo para retentor intra-radicular.

R. W. J. GABRIEL*, A. C. BOMBANA.

Departamento de Dentística, F.O.U.S.P.-SP/ (011) 818 7642 e-mail: acbomban@siso.fo.br.

Este estudo procurou analisar o grau de desadaptação do remanescente obturador endodôntico (cones de guta-percha  cimentados com Sealer 26), após a desobturação parcial para confecção de retentor intra-radicular. Foram utilizados 40 dentes unirradiculares,com dimensões semelhantes, divididos em 4 grupos de 10 elementos: G-1 desobturação feita com brocas de gates e G-2, feita com condensadores tipo Paiva, ambos tardios à obturação (após 7 dias); G-3,  desobturação feita com brocas de gates e G-4, com condensadores tipo Paiva, ambos imediatamente após a obturação. Nos grupos tardios, após a obturação endodôntica, os dentes eram selados e mantidos em  estufa à 37°C, com umidade 100% por 7 dias; Cada um dos grupos então era desobturado endodonticamente no nível para retentor intra-radicular, a seguir, os passos para todos os grupos foram idênticos: selamento externo com super-bonder, imersos no azul de metileno por 48 horas em estufa à 37°C, lavados em água corrente, clivados no sentido longitudinal ao eixo dental e então avaliados no perfilômetro onde pudemos observar que G-1xG-2 e G-3xG-4 não apresentavam diferenças significantes entre si e que eram significantes quando eram comparadas , G-1 ou G-2 com G-3 ou G-4. Encontramos melhores resultados nos grupos imediatos (G-3/G-4), onde o cimento obturador ainda não havia tomado presa e o remanescente obturador pôde ser condensado e acomodado após o corte dos cones.

 

A044

Avaliação da efetividade dos instrumentos de níquel-titânio nas paredes dos canais radiculares.

F. L. M. PEDRO*; C. E. AUN; A. CARRASCOZA; C. L. AZEVEDO

FOUSP – Departamento de Dentística – (011) 9158-8969.

Dentre as etapas que compõe o tratamento endodôntico, destaca-se o preparo químico-cirúrgico com relevância, uma vez que este rege princípios terapêuticos tais como a limpeza, sanificação e modelagem do sistema de canais radiculares. Cientes da variedade de recursos encontrados na literatura, que se destinam a este fim, é nosso propósito avaliar a competência dos instrumentos de níquel-titânio acionados mecânica e manualmente em tocar as paredes do canal radicular, ação esta intimamente relacionada com a limpeza. Para tal, valeu-se de trinta dentes unirradiculares, pré-molares inferiores, divididos em três grupos, a saber: G1 – Técnica seriada + Gates-Glidden; G2 –Profile® 04 - Técnica do Fabricante; G3 - Profile® 04 + Gates-Glidden. Em seguida, os canais foram preenchidos com tinta nanquim e instrumentados segundo os grupos supracitados. Posteriormente, as coroas foram removidas e as raízes clivadas longitudinalmente no sentido vestíbulo-lingual. As raízes foram digitalizadas por meio de “scanner” com aumento de 100% e avaliadas por terços atribuindo-se escores de acordo com a remoção do corante. Os resultados demonstraram que: tanto no G1 quanto no G2, a competência do instrumento deu-se melhor no terço apical, seguidos do terço médio e cervical, no entanto, o G3 apresentou competência semelhante nos três terços. Do exposto, pôde-se concluir que a técnica executada empregando-se o sistema Profile® 04 + Gates-Glidden (G3), foi o grupo que proporcionou maior contato dos instrumentos junto às paredes do canal radicular.

 

A045

Redução bacteriana em dentina contaminada, irradiada com laser de Ho:YAG.

1Gouw-Soares,S*.,1Eduardo,C.P., 1Matson,E., 2Gutknecht,N., 2Conrad,G., 2Lampert,F.

1Departamento de Dentística – FOUSP – São Paulo - Brasil. - 2Klinikum of Aachen University – Aachen - Germany - (011) 535-6291 /533-1946.

As bactérias remanescentes após o preparo bio-mecânico de canais contaminados podem causar insucesso ao tratamento endodôntico. Este estudo in vitro avalia o efeito bactericida em profundidade, da irradiação do laser pulsado de Ho:YAG em dentina radicular contaminada. 180 amostras dentinárias radiculares de dentes bovinos com espessuras de 100, 300 e 500 µm, foram esterilizadas e inoculadas em uma das superfícies com 1 µl de suspensão de Enterococcus faecalis. Em seguida as amostras foram divididas em 6 grupos, sendo 4 grupos teste e 2 grupos controle (um permaneceu sem tratamento e o outro tratado com NaOCl + H2O2). Nos grupos teste, a superfície oposta foi irradiada 4 vezes durante 5 segundos, com o laser de hólmio, emitindo comprimento de onda de 2,10 µm, através de fibra de quartzo de 320 µm, formando ângulo de 50 com a superfície dentinária, utilizando 4 parâmetros diferentes de energia: 1W/5Hz; 1W/10Hz; 1.5W/5Hz e 2W/5Hz. A contagem das bactérias remanescentes pós tratamento, foi realizada a partir do crescimento de colônias em cultura de ágar correspondente às diluições do meio de transporte contendo a amostra. Nas condições deste estudo, a redução bacteriana nas amostras tratadas com irradiação do laser de Ho:YAG, em qualquer das espessuras, foi maior quando comparada com as amostras do grupo controle. As médias dos valores máximo e mínimo de redução bacteriana foram 98,46% e 83,65%, respectivamente.

 

A046

Efeitos térmicos da irradiação intracanal do Laser de Nd:YAG.

C. Strefezza1*, D. M. Zezell1, L. Bachmann1, S. C. Cecchini2, M. Pinotti3, C. P. Eduardo2

 1) IPEN-Inst. Pesq.Energéticas Nucleares, 2) FOUSP - (011) 591-3433, 3) Fac. Engenharia UFMG.

Diversos lasers tem sido estudados como coadjuvantes na terapia endodôntica, no intuito de promover a redução bacteriana dos canais radiculares contaminados. Este estudo tem como objetivo determinar o perfil de temperatura na superfície radicular externa, utilizando o laser de Nd:YAG, com uma fibra de diâmetro de 300 µm. A determinação do perfil térmico durante aplicações de laser é necessária para maior eficiência nos procedimentos clínicos. Foram selecionados 32 dentes unirradiculares preparados à 1 mm aquém do forame apical até instrumento # 45 tipo K Flexofile, de maneira que a espessura da dentina na região apical fosse > 1mm..Os dentes foram divididos em 8 grupos de acordo com os seguintes parâmetros: energia de 60 ou 100mJ/pulso, taxa de repetição de 10 ou 15 Hz. Os canais radiculares foram irradiados em 4 períodos de 3 segundos, com intervalo de 20 segundos entre eles, com a fibra em posição estacionária à 1 mm do forame apical, de acordo com a técnica de Matsumoto, ou segundo a técnica de Gutknecht, em movimentos helicoidais de apical para cervical, a uma velocidade de 2mm/s. Utilizando um termopar do tipo T, posicionado no forame apical, a temperatura foi monitorado. Foram considerados seguros para aplicação clínica durante o tratamento endodôntico, os parâmetros de energia que provocaram na superfície radicular externa, um aumento de temperatura de 1 a 100C.

 

A047

Análise crítica dos métodos experimentais de avaliação da superfície do cemento irradiado  com Er:YAG.                                             

A. T. ARAKI*, J. L. LAGE-MARQUES, Y. IBARAKI.

Endodontia, FOUSP–SP e Health Sciences Univ. Hokkaido – Japan – (011) 818-7839 - jmarques@mandic.com.br

A realização de estudos “in vitro” antecedendo o uso clínico das novas tecnologias é primordial. Estes estudos podem ser desenvolvidos em dentes extraídos de humanos e armazenados por períodos variáveis e  das mais diferentes formas. Cabe aclarar que a literatura atual, não apresenta dados que identifiquem as variáveis relacionadas ao estado do espécime, seja ele recém extraído ou armazenado. Assim, neste estudo avaliou-se de modo crítico os efeitos da irradiação do laser de Er:YAG  no cemento do terço apical de dentes armazenados em ambiente seco e recém extraídos. Para isso foram selecionados 10 dentes unirradiculares, divididos em 2 grupos: G1(05) dentes armazenados por período indeterminado em ambiente seco  e G2 (05) dentes recém extraídos. Ambos foram irradiados com uma ponteira experimental de contato (Chisel – Morita Co.), em área previamente delimitada do terço apical, com energia de potência de 100mJ, 10Hz e com taxa de repetição de 3 vezes. A análise  realizada em microscopio de luz (ML) nos permitiu avaliar diferenças morfológicas  provocadas pelo estado do espécime (recém extraído ou armazenado). No que se refere ao estudo em MEV, apenas foram notadas diferenças na alteração morfológica produzidas pela irradiação em maior profundidade nos túbulos dentinários nos dentes recém extraídos.

 

A048

Análise da microinfiltração de cinco selamentos endodônticos provisórios após termociclagem.

M.D.A.DEONÍZIO*, D.GEKELMAN, I.PROKOPOWITSCH, L.L.MELO, G. GAVINI.

Depto. de Endodontia, - FO-PUCPR. Tel.(041) 330-1515

O objetivo deste trabalho foi comparar in vitro a microinfiltração de materiais temporários de restauração, executadas com 5 diferentes composições distintas: GI(n=10) IRM+CIMPAT; GII(n=10) CAVIT+CIMPAT; GIII(n=10) CIMPAT; GIV(n=10) T.E.R.M.+CIMPAT; GV(n=10) IONÔMERO+CIMPAT. As cavidades foram seladas após manipulação dos materiais de acordo com as instruções do fabricante. As amostras foram termocicladas (150 ciclos / 5o e 55oC / 60 seg. de imersão), impermeabilizadas com duas camadas de cianocrilato de etila, exceto a 1 milímetro da interface material de selamento provisório/esmalte dental, imersos em azul-de-metileno a 0,5%, pH 7.2, e mantidos à temperatura de 37 o C, por 7 dias. Estas foram lavadas em água corrente, secas em papel filtro, incluídas em gesso pedra até a superfície oclusal e desgastadas longitudinalmente em recortador de gesso. A máxima infiltração linear de corante foi mensurada em cada espécime, por meio de lupa microscópica de um aumento. Também foi medido o comprimento da parede axial da cavidade de acesso endodôntica, correspondente à máxima infiltração linear do corante em cada espécime. Calcularam-se as proporções, em porcentagem, entre as medidas de infiltração de corante e os comprimentos das paredes cavitárias axiais para cada grupo.Os resultados mostraram que a microinfiltração de corante foi em média 61,80% para o GI; 39,39% para o GII; 30,47% para o GIII; 53,04% para o GIV e 42,57% para o GV. Após análise através do Teste de Tukey ,os grupos I e III apresentaram diferenças significantes ao nível de 5%.

 

A049

Avaliação da capacidade de absorção de pontas de papel absorvente.

A.P. LEITE*, C. M. R. S. CARVALHO, C. H. C. SILVA, M. M. A. SILVA, M.M.A. PONTES, R. M. C. TRAVASSOS , V. RODRIGUES, D. ALBUQUERQUE. 

FOP / UPE (081) 4581208

Avaliar a capacidade de absorção de três marcas comerciais de pontas de papel absorvente. Para a realização do presente experimento utilizou-se três marcas de cones de papel absorvente, os quais foram divididos em três grupos: grupo A – TANARI, grupo B – HERPO e grupo C – MAILLEFER, com o objetivo de avaliar a capacidade de absorção dos mesmos. Utilizou-se um canal artificial, o qual foi instrumentado seguindo a técnica de Oregon e preparo apical realizado com lima no 35. Nele foi introduzido o volume de 0,3 ul de fucsina básica. A seguir os cones, de calibre padronizado, foram introduzidos no interior do corpo de prova até obter-se a secagem completa, sendo o tempo de permanência de 15 segundos. Empregou-se um total de 222 cones de papel absorvente, sendo que o grupo A: composto de 65 cones; o grupo B: 58 cones e o grupo C: 99 cones. Cada experimento foi repetido 10 vezes Por meio do Teste Estatístico de Kruskall-Wallis, comprovou-se a diferença altamente significativa entre os três grupos, em relação ao número de cones para a obtenção da secagem completa. Pode-se concluir neste trabalho que o grupo C apresentou os piores resultados.

 

A050

Avaliação in vitro da citotoxicidade da solução de mamona.

A. MANTESSOa*; I. C. FRÖNERb; G. O. CHIERICEc; M. M. M. JAEGERa 

aPatologia Bucal FO-USP; bEndodontia FORP-USP; cIQSC-USP tel (011) 8187902

Uma nova substância, feita a partir da extração de ácidos graxos da semente da mamona, foi recentemente desenvolvida. Esta substância tem propriedades anti-sépticas e detergentes. O objetivo deste estudo foi analisar in vitro a citotoxicidade deste novo material através da exclusão de células coradas por azul de Trypan. A solução de mamona foi diluÌda nas concentrações de 3.3 x 10-3 e 3.3 x 10-4 e aplicada sobre fibroblastos orais humanos e osteoblastos de calvária de rato. Células crescidas em DME fresco serviram como controle. Depois de 1, 3, 4 e 6 h (viabilidade - curto tempo) e 2, 4, 5, 7 e 8 dias (viabilidade - longo tempo) as células foram contadas. Nos testes de longo tempo as culturas cresceram igualmente, com exceção das culturas tratadas com solução a 3.3 x 10-3, as quais apresentaram um crescimento estatisticamente menor do que os outros grupos. A porcentagem de viabilidade celular ficou entre 75 e 100% em todos os grupos, sem diferenças estatísticas entre o grupo controle e o tratado com a solução mais diluída (3.3 x 10-4). Nos experimentos de curto tempo o grupo controle e o tratado apresentaram a mesma viabilidade celular variando entre 70 e 100%, sem diferenças estatísticas.  A solução de mamona mostrou-se biocompatível em testes de curto e longo tempo. Sendo assim, adicionando nossos resultados às propriedades antisépticas e detergentes do material, nós sugerimos que a solução de mamona poderia ser utilizada como irrigante com aplicções amplas incluindo o tratamento endodôntico.

 

A051

Análise do vedamento de materiais aplicados ao assoalho da câmara pulpar.

M. C. SKELTON MACEDO*, C. V. G. DE AMORIM, J. L. LAGE MARQUES 

Disciplina de Endodontia  - FOUSP - SP  -  Brasil - e-mail: mmacedo@uol.com.br

O vedamento adequado do assoalho da câmara pulpar após o tratamento endodôntico também é fator de fundamental importância para o sucesso da terapia. Os trabalhos que identificaram a penetração marginal cervical serviram de alerta, lançando a necessidade de um material capaz de cumprir o papel proposto, impossibilitando a infiltração de fluidos que entrem em contato com a dentina tratada endodonticamente e, portanto, portadora de maior permeabilidade. Dentre as propostas apresentadas no mercado odontológico, foram avaliados, sob infiltração de Rodamina B a 1%, os seguintes materiais:  MTA® (Mineral Trioxide Agregate – veiculado em água destilada) , Seal-B e Seal-P Biosynth® (ambos veiculados em água destilada), Histoacryl® e SuperBonder® (cianocrilato de etila). Para tal, foram utilizados 20 molares inferiores tratados endodonticamente, que receberam a aplicação dos materiais supra citados no assoalho da câmara pulpar e entradas dos canais. Os materiais Seal P e Seal B constituem novas propostas, sendo semelhantes ao MTA®. Os resultados de dentes que sofreram infiltração, sem se valer da quantidade de corante infiltrado, foram tabulados e analisados pelo método ANOVA. Foram analisadas as marcas de infiltração que atingiram o assoalho da câmara pulpar. Pôde-se concluir que os melhores resultados foram atingidos pelos grupos tratados com o SuperBonder® e o Seal B como seladores do assolho da câmara pulpar.

 

A052

Comparação da eficiência das técnicas de oregon modificada e  movimentos oscilatórios.

R.S. PEREIRA; A. ROLDI; R.A.S. FIDEL; J.B.G. INTRA; D.P. ROMERO * 

UFES - FO-UERJ/RJ - Brasil, Tel. (027) 2250839

Objetivou-se comparar por meio deste estudo, a eficiência e segurança de duas técnicas de instrumentação de canais radiculares: Grupo I - Técnica de Oregon Modificada e Grupo II - Técnica dos Movimentos Oscilatórios. Para tal, utilizaram-se 26 raízes mésio-vestibulares de molares superiores de dentes humanos extraídos e incluídos em blocos de resina transparente de modo que a maior curvatura da raiz ficasse paralela a uma das paredes do bloco. Foram feitas radiografias dos dentes com lima K número 10 e as mesmas, projetadas com aumento de 10 vezes, em folha branca, para o registro do contorno externo do dente, câmara pulpar e lima. Os dentes foram distribuídos eqüitativamente  nos grupos I e II de acordo com o  diâmetro e, nível e grau de curvatura (método de Schneider). Após instrumentados, os dentes foram radiografados novamente, com a lima final e, foi feita a projeção sobre o desenho inicial correspondente avaliando-se a formação de zip apical, retificação do canal, desgaste da parede voltada para a furca (zona de perigo da raiz), redução de odontomentria e sobreinstrumentação. Os resultados indicaram que 46% dos espécimes do grupo I e 53,8% do grupo II não apresentaram desvios apicais, sem significância estatística quando aplicado o t-test (t=0 e p=1,0). A Técnica de Oregon Modificada, apresentou melhor retificação das paredes dos canais e a Técnica de Movimentos Oscilatórios mostrou-se mais segura com relação à região de furca mas, apresentou alterações maiores e mais evidentes do comprimento de trabalho.

 

A053

Influência do agente irrigador na limpeza em retropreparo ultra-sônico.

M. A. H. DUARTE*; K. P. D. CONTI; C. M. FERREIRA; M. TANOMARU FILHO.

Departamento de endodontia da USC- Bauru, Instituíções participantes: USC-Bauru, FOB-USP-Bauru, F.O. Araraquara-UNESP - (014) 234-6147.

O ulta-som em preparos retrógrados tem demonstrado muitas vantagens, porém durante seu emprego o soro fisiológico tem sido o agente mais utilizado, necessitando de substâncias alternativas que favoreçam melhor limpeza e ação anti-séptica. O objetivo do presente trabalhofoi avaliar a capacidade de limpeza do gel de papaina,  gluconato de clorexidina 2%, e soro fisiológico retropreparos realizados com ultra-som. Trinta raízes mesiais de molares superiores tiveram seus ápices seccionados com o auxilio de broca Zekria, em alta rotação, e então foram divididos em seis grupos de cinco dentes cada, de acordo com o agente irrigador e preparo utilizado. Grupo I – preparo com ponta diamantada e irrigação com digluconato de clorexidina 2%. Grupo II – preparo com ponta diamantada associada a ponta lisa e irrigação com solução fisiológica. Grupo III – preparo com ponta diamantada e irrigação com solução fisiológica. Grupo IV – preparo com ponta diamantada e irrigação com gel de papaina. Grupo V – preparo com ponta diamantada associada a ponta lisa e irrigação com digluconato de clorexidina 2%. Grupo VI – preparo com ponta diamantada associada a ponta lisa e irrigação com gel de papaína.O ultra-som utilizado foi o ENAC na potência 5. Concluidos os preparos, as raizes foram seccionadas, metalizadas e observadas em microscopia eletrônica de varredura. Os preparos foram avaliados por três observadores e classificandos-os em escores. Os dados obtidos em cada grupo foram confrontados estatisticamente, empregando para analise global o teste do Kruskal Wallis, e o teste de Miller para comparações individuais. Foi constatada diferença significante nas comparações entre os grupos I e III e tambem entre os grupos III e V. Concluiu-se que o preparo com soro fisiológico e ponta diamantada apresentou a melhor limpeza.

 

A054

Ação de quatro solventes sobre os cones de guta-percha.

K. O. N. Oyama*, E. L. Siqueira, M. Santos

Departamento de Dentística, FOUSP - Telefone: 011 – 279-5613, Fax: 6944-3486, E-mail: oyama@originet.com.br

O principal objetivo de um tratamento endodôntico é a descontaminação do sistema de canais radiculares e posterior vedamento desse. Devido, em certos casos, às deficiências técnicas e descontaminação inadequada, torna-se necessário o retratamento endodôntico. Durante a fase de desobturação, o uso de solventes têm sido relatados como agentes auxiliares úteis para reduzir o tempo de trabalho e evitar o “stress” profissional. Desta forma o presente trabalho visa classificar a ação de solvência de 4 diferentes  solventes: Xilol, Eucaliptol, Óleo de laranja e Halotano sobre os cones de guta-percha. Os cones de guta-percha foram analisados através de perda de peso após ação dos solventes nos tempos de 1, 5, 10 e 15 minutos. Utilizou-se 84 cones de guta-percha da mesma marca e previamente pesados, sendo que 4 cones foram usados como controle negativo e 80 cones foram divididos em 4 grupos de 20 para cada solvente e estes foram subdivididos em 4 subgrupos para os tempos. Cada cone foi centralizado em uma placa de Petri previamente pesada para tareamento. Após o que, foram inseridos 5 ml de solvente e iniciada a tomada de tempo. Vencidos os tempos, os cones foram lavados em duas substâncias por um período de 5 minutos em cada uma, sendo que a primeira em álcool etílico e depois em água destilada. Posteriormente foram deixados à temperatura ambiente durante 1 hora para secagem. O Xilol mostrou ser o solvente mais eficaz para o  tempo de 5 minutos, enquanto o Óleo de laranja apresentou melhores resultados aos 10 e 15 minutos. O Halotano foi o menos efetivo entre as substâncias testadas. A análise estatística, porém, demonstrou não haver diferença estatisticamente significante entre as amostras (p³ 0.05).  A análise dos resultados possibilitou concluir que o Xilol, Eucaliptol, Óleo de laranja e Halotano possuem ação solvente semelhante para os tempos testados.

 

A055

Avaliação pela análise digital de imagens da impermeabilização após preparo intrarradicular

M. F. Z. SCELZA; J. H. ANTONIAZZI; P. SCELZA*  

Endodontia UFF/ USP/  OCEx - email scelza@rio.nutecnet.com.br

No preparo de retentores intrarradiculares, compromete-se a vedação dos túbulos dentinários e canais laterais existentes.Este trabalho objetiva verificar a capacidade de vedação do Prisma & Bond 2.1 e Histoacryl utilizados no revestimento das paredes de dentina empregando analisador de imagens como meio de avaliação. Quinze dentes unirradiculares, sem coroa, foram instrumentados pela técnica telescópica acorde Paiva & Antoniazzi com lima apical K #50 e para os terços médios e cervical #70.Empregou-se a broca Largo # 3 no preparo intrarradicular. Os canais receberam irrigação final com EDTA-T, foram secos e obturados com guta-percha e N-Rickert pela técnica da condensação vertical. Com calcador tipo Paiva aquecido removeu-se 2/3 da guta-percha. Impermeabilizaram-se externamente as raízes com SuperBonder que foram distribuídas aleatoriamente em 3 grupos: GI (5dentes) grupo controle- sem impermeabilização; GII (5 dentes) paredes receberam Prisma & Bond 2.1 e, GIII ( 5 dentes) receberam Histoacryl. Aplicou-se Rodamina B a 1% no interior do canal, aguardando 48 horas a 370 C . As raízes foram clivadas no sentido vestíbulo-lingual e fotografadas, para análise, através da lupa estereoscópica numa distância e aumento constantes. A análise de penetração do corante foi realizada pelo Imaging Densitometer Software Molecular Analyst Concluiu-se que a penetração do corante foi estatisticamente significante (5%) nos grupos controle (GI) e no que recebeu Prisma & Bond 2.1 (GII), não existindo diferença entre eles. No grupo que recebeu Histoacryl (GIII) a penetração do corante não foi observada.

 

A056

Análise do vedamento apical de canais tratados com ácidos e obturados com Sealer 26 .

M. R. L. NUNES *; J. CARLIK; J. H. ANTONIAZZI; V. F. P. CORREIA

Endodontia, Departamento de Dentística, FOUSP – SP - (012) 272-3374.

Analisou-se a influência da aplicação dos ácidos ortofosfórico e cítrico no vedamento apical de canais radiculares, após seu preparo químico-cirúrgico. Utilizou-se 21 dentes pré-molares superiores humanos extraídos, portadores de duas raízes distintas cujos canais radiculares foram preparados pela técnica de Paiva & Antoniazzi até a lima # 40 a 1 mm aquém do forame e irrigados com 5,4 ml de Tergentol-Furacin. Os dentes foram separados em 3 grupos, sendo que no Grupo I (controle) não foi realizado qualquer tratamento adicional em ambos os canais. No Grupo II os canais vestibulares foram submetidos a repleção por 15” com ácido ortofosfórico a 25% seguida de irrigação com 5,4 ml de Tergentol-Furacin e os palatinos por 30” com ácido cítrico a 25% seguida de irrigação com 5,4 ml de Tergentol-Furacin. No Grupo III empregou-se inversamente nos canais vestibulares o ácido cítrico e nos palatinos o ácido ortofosfórico. A seguir, todos canais foram obturados pela técnica de cones múltiplos e cimento Sealer 26 com condensação vertical. As raízes foram impermeabilizadas externamente com Super Bonder e imersas em azul de metileno a 0,5% com pH 7,2. Após 72 horas de armazenamento em estufa à 37o C, foram lavadas, clivadas e medida a maior infiltração marginal de cada canal. As médias em mm de infiltração foram: Grupo I = 1,07, Grupo ácido ortofosfórico = 1,28 e Grupo ácido cítrico = 1,02. Não houve diferença estatisticamente significante ao nível de 5% entre o Grupo I (controle) em relação aos grupos de canais tratados com os ácidos. Assim, os ácidos ortofosfórico e cítrico, nas concentrações e tempos utilizados, não determinaram redução estatística significativa do vedamento apical.

 

A057

Análise comparativa de instrumentos para medição do comprimento de trabalho.

D. P. RALDI*, J. L. LAGE-MARQUES

Endodontia, Departamento de Dentística, FOUSP-SP - (012) 341-4034.

A determinação precisa do comprimento de trabalho é fundamental para o sucesso do tratamento endodôntico. Devido as limitações existentes, várias técnicas têm sido sugeridas, entretanto, sem a devida ênfase aos instrumentos utilizados para medição. Constitui proposta do exposto analisar, in vitro, a precisão de três instrumentos, empregando-se as técnicas radiográficas da bissetriz e do paralelismo. Foi determinado o comprimento real (CRD) de  9 dentes humanos unirradiculares com auxílio de paquímetro para posterior divisão em três grupos experimentais: limas calibradas com menos 4.0 milímetros; com menos 3.5 milímetros e com menos 3.0 milímetros do CRD. Para cada dente foram realizadas  quatro tomadas radiográficas: técnica do paralelismo; da bissetriz; do paralelismo com tela milimetrada e da bissetriz com tela milimetrada. Foi confeccionado um posicionador de acrílico com suportes individuais para os dentes, de modo que houvesse padronização das técnicas e da incidência dos raios X . Mediu-se a distância entre a guia de penetração da lima  e o vértice radiográfico com régua metálica da marca Kerr, régua plástica da marca Trident e tela milimetrada. Observou-se que a régua plástica foi o instrumento que proporcionou as medidas mais próximas da medida real (3.45 mm), seguida da tela milimetrada (3.63 mm) e régua metálica ( 3.65 mm). A técnica da bissetriz apresentou o dobro de distorção para mais (+1.4 mm) do que a técnica do paralelismo ( +0.7mm).

 

A058

Avaliação  de três técnicas de obturação de canais radiculares.

W.R. ARAUJO FILHO* , M.E.L. MACHADO.

Departamento de Dentística , Endodontia, FOUSP-SP - (021) 599-9753.

Este estudo comparou três técnicas de obturação do sistema da canais radiculares, quanto ao selamento marginal apical. Quarenta e cinco dentes humanos extraídos foram selecionados e instrumentados com instrumentos manuais ( preparo apical) e rotatórios ( Gattes Gliden )  a 1 mm do ápice. Antes do preparo apical o forame apical foi ultrapassado com a lima n. 25 para padronizar a abertura foraminal. Os quarenta e cinco dentes foram divididos em 3 grupos para obturação: G1, método da Condensação Lateral Convencional; G2, método da Condensação Lateral utilizando o cone acessório médium, como cone mestre; G3, método utilizando a técnica da Compressão Hidráulica Vertical. As amostras foram impermeabilizadas externamente, respeitando o forame apical e armazenadas em solução de soro fetal bovino e azul de metileno a 1%, durante 7 dias a 370 C. a qualidade do selamento foi avaliada pela evidência de passagem da solução corante, via ápice, em leituras lineares efetivadas por computação gráfica(Imagelab). Os resultados mostraram uma média de 0,59 mm para o G1, 060 mm para o G2 e 0,64 mm para o G3, não sendo significativa a diferença entre eles.

 

A059

Método para incluir tecido subcutâneo de rato em glicol metacrilato

J.E. GOMES-FILHO*, G.H. HIOSHYNARI, J.O. VELASCO, P.D.NOVAES, F.J. SOUZA-FILHO.

Área de Endodontia FOP-UNICAMP (fjsouza@fop.unicamp.com)

O objetivo deste trabalho, diante das dificuldades técnicas no processamento histológico de implantes de tubos de polietileno em tecido subcutâneo de ratos com o objetivo de avaliar a biocompatibilidade de cimentos endodônticos, é  apresentar uma metodologia simples utilizando o glicol metacrilato para inclusão dos blocos. Tubos de polietileno foram preenchidos com cimento endodôntico e implantados em tecido subcutâneo de ratos. Decorrido o período pré-determinado, os animais foram sacrificados e blocos contendo o tecido epitelial, tubo com cimento, tecido conjuntivo e muscular, foram removidos e fixados em Bouin por 24 horas . Após a desidratação em álcool em concentrações crescentes, as peças foram imersas em resina ativada por um período de 2 dias, e incluídos em resina contendo o catalisador. Após a polimerização da resina, os blocos foram montados e cortados em micrótomo com lâmina de tungstênio na espessura de 3µm e os cortes foram coradas com hematoxina-eosina e tricrômico de Mallory. Devido ao método empregado e às características físico-químicas do glicol metacrilato, as secções puderam ser feitas numa espessura inferior àquela obtida normalmente em blocos incluídos em parafina, diminuindo a sobreposição de estruturas. Além disso, as secções mostraram melhor preservação dos tecidos e morfologia celular, o que proporciona mais detalhes histológicos, que são importantes para se quantificar o grau de inflamação em microscópio óptico. Pôde-se concluir que o método de inclusão em glicol metacrilato é muito eficaz para estudo da biocompatibilidade de cimentos endodônticos em tecido subcutâneo de ratos, pois propicia melhor qualidade histológica.

Apoio:CAPES.

 

A060

Avaliação de duas técnicas de obturação através da diafanização dentária.

G. R. ALVARES*, E. J. L. MOREIRA, S. R. FIDEL, R. A. S. FIDEL, P. SOTELO.

Departamento PROCLIN. Fac. de Odontologia – UERJ – BRASIL -  (021) 587-6455

O objetivo desse estudo foi o de avaliar, a capacidade de preenchimento de ramificações que se originam do canal principal, bem como o ístmo que une os canais das raízes mesiais de molares inferiores, de duas diferentes  técnicas de obturação através da diafanização dentária. Foram utilizados 26 molares inferiores humanos extraídos por motivos diversos e conservados em solução de Timol a 0,1%. Os especimens foram instrumentados pela técnica de Oregon modificada, mantendo-se o limite apical 1mm aquém do ápice radiográfico e batente apical com instrumento de nº 30. Foi utilizado como substância irrigadora o hipoclorito de sódio a 4-6% e como toalete final o EDTA 17 % por 5 mim. Os dentes foram divididos aleatoriamente em 2 grupos: G1 obturados pela técnica da condensação lateral e G2 obturados pela técnica do System”B” + Obtura II. Em ambas as técnicas o cimento obturador utilizado foi o Sealer 26 (Dentsply). Após obturação os dentes foram mantidos em umidificador por 72hs, decorrido este prazo os espécimens foram diafanizados acorde Fidel e analizados em Lupa estereoscópica de magnitude 2X. A análise concluiu que a técnica do System”B” + Obtura II foi capaz de obturar ramificações dos canais principais em 69% das vezes, preencher os ístmos entre os canais mesiais em 92% dos dentes e 76% dos ístmos foram preenchidos com cimento e guta-percha.Utilizando-se a comparação entre duas proporções, portanto foi possível afirmar que a técnica do System”B” + Obtura II mostrou-se superior à técnica da Condensação lateral diante as condições do presente experimento.

 

A061

Avaliação comparativa de citotoxidade in vitro do ácido cítrico a 10% e EDTA-T

M.F.Z. SCELZA*, R. L. D. P. DANIEL , E. M. SANTOS, M. M. M. JAEGER

Endodontia e Patologia Bucal UFF/ UFRN/ USP  email scelza@gbl.com.br

As soluções de ácido cítrico a 10% e EDTA-T têm sido indicadas para irrigação final do canal radicular, com o objetivo de remover o magma dentinário ao término do preparo químico cirúrgico. Com o objetivo de analisar a citotoxicidade dessas substâncias, realizaram-se ensaios de viabilidade pela exclusão de células coradas pelo azul de Trypan. Ácido cítrico e EDTA-T foram diluídos em meio DME, ambos nas concentrações de 1, 0,1 e 0,01%, e aplicados em culturas de fibroblastos NIH-3T3. Células crescidas e mantidas em meio DME serviram como controle. Após 0, 6, 12 e 24 horas (resposta celular imediata - curto prazo) e 1, 3, 5 e 7 dias (sobrevivência celular a longo prazo) foram efetuadas contagens celulares em hemocitômetro. Nos experimentos de curto prazo as porcentagens de viabilidade celular dos grupos experimentais se mantiveram entre 85 e 100%, exceto o grupo tratado com EDTA-T a 1%, onde a viabilidade chegou a zero. O número de células viáveis foi semelhante entre os grupos controle e do ácido cítrico em qualquer das diluições, no entanto, o EDTA-T a 0,1% e 0,01% apresentou menor número de células viáveis após 24 horas (P5%). Nos experimentos de longo prazo as culturas cresceram do primeiro ao último dia, exceto aquelas tratadas com EDTA-T a 1% e com ácido cítrico a 1%. Concluiu-se que o ácido cítrico mostrou ser biocompatível nos experimentos de resposta celular imediata independentemente da diluição testada, enquanto o EDTA-T foi citotóxico após o período de 24 horas. A longo prazo, essas substâncias na diluição de 1% mostraram ser citotóxicas, impedindo o crescimento celular.

 

A062

Utilização de matriz de colágeno aniônico para reparo de defeitos osseos.

L. B. Rocha*1, M. A. Rossi1, G. Goissis2

1Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – USP; 2Instituto de Química de São Carlos – USP. - (016)602-3132, lenaldo@rpa.fmrp.usp.br

Diversas terapias tem sido propostas para o reparo de defeitos ósseos, incluindo enxerto ósseos, biomateriais, ultra-som, aplicação de estímulos elétricos. Polímeros eletricamente carregados têm despertado interesse e tido resultados promissores em tecido mole. Todavia em tecido ósseo os resultados limitam-se a estudos in vitro, com resultados ambíguos quanto a resposta celular face a diferentes polímeros com diferentes cargas elétricas. O colágeno tipo I é eletricamente neutro na sua forma nativa, contudo, através de hidrólise dos grupos carboxamidas em carboxílicos, é possível adicionar até 120 cargas negativas por molécula de tropocolágeno. A capacidade osteocondutora desse material foi avaliada em cavidades preparadas em tíbias de ratos 7 e 15 dias após o implante, como controle foram utilizadas cavidades vazias e preenchidas com hidroxiapatita. A análise dos cortes histológicos, corados com hematoxilina e eosina, mostrou que a matriz de colágeno apresentava áreas de neoformação óssea extensas, inclusive no interior da matriz, sem sinais de reabsorção do material e reação inflamatória importante. Em comparação com a cavidade vazia o retardo no processo foi pequeno, ao contrário da hidroxiapatita que provocou significativo retardo na regeneração, ocorrendo apenas na periferia do material. O quadro de reparo observado sugere a matriz de colágeno aniônico como um material promissor na terapêutica de defeitos ósseos, pouco interferindo no processo de regeneração e apresentando propriedade osteocondutora superior a da hidroxiapatita.

inanciamento:FAPESP - Proc. 98/01294-6.

 

A063

Influência do preparo químico-mecânico na microbiota de dentes com periodontite apical crônica.

E.T.PINHEIRO*1, S.A.HOLANDA PINTO2, M.M.N.P.ROCHA2, C.B.M. CARVALHO2, B.P.F.A.GOMES1.

1 FOP-UNICAMP & 2 UFCE - (019) 430-5215.

O papel das bactérias na doença pulpar e nos insucessos do tratamento endodôntico está bem estabelecido. A eliminação de microrganismos é um dos passos mais importantes da terapia endodôntica. A maioria das bactérias infectantes podem ser removidas durante a instrumentação e irrigação do canal radicular. Entretanto certas espécies são mais resistentes aos procedimentos químico-mecânicos que outras. O propósito desse estudo foi investigar variações da microflora do canal radicular após a realização do preparo químico-mecânico. Foram estudados microbiologicamente 20 incisivos superiores assintomáticos com lesões periapicais visíveis na radiografia. As amostras foram coletadas antes da instrumentação (1ª amostra) e 72 horas após a instrumentação usando hipoclorito de sódio a 1% (2ª amostra), e os achados bacteriológicos foram comparados. Na 1ª amostra foram isoladas 108 espécies bacterianas compreendendo 69 (64%) bactérias anaeróbias estritas e 30 (28%) facultativas. A incidência de bactérias Gram-negativas foi de 44% e Gram-positivas, de 56%. Na 2ª amostra, houve uma redução qualitativa de 58% de bactérias após o preparo químico-mecânico do canal radicular. Bactérias Gram-negativas foram mais sensíveis à instrumentação e ao uso de soluções antissépticas, e as bactérias Gram-positivas foram mais resistentes e prevalentes (73%) após o preparo do canal radicular. Concluiu-se que o preparo químico-mecânico reduz o número de bactérias mas não as eliminam totalmente do canal radicular e que as espécies Gram-positivas são as mais resistentes .

inanciamento: FUNCAP.

 

A064

Estudo da ação do detergente de mamona e gel de papaína sobre a permeabilidade da dentina radicular.

M. A. MARCHESAN, D. M. Z. GUERISOLI, M. D. SOUZA-NETO, J. D. PÉCORA.

Dep. de Odontologia Restauradora: Endodontia. FORP-USP. (016)602-3982. pecora@forp.usp.brO presente trabalho estudou as ações das soluções de detergente de mamona a 3,3%, gel de papaina a 0,4%, hipoclorito de sódio a 0,5% e água destilada como controle sobre a permeabilidade dentinária radicular, utilizando o método empregado por PÉCORA et al (1997). Nos experimentos utilizaram-se utilizados 20 caninos superiores humanos extraídos. Esses dentes foram distribuídos aleatoriamente em três grupos de cinco dentes Padronizou-se o tempo de instrumentação em um minuto para cada instrumento utilizando a técnica step-back e, durante toda essa fase, irrigou-se o canal radicular com 10,8 ml da solução irrigante estudada. Após o término da instrumentação, os dentes eram secos com cones de papel absorventes, a fim de adequá-los para receber os reagentes químicos do histoquímico (ácido rubiânico 1% e sulfato de cobre 10%). Após isso as raízes foram seccionadas transversalmente, por meio de uma máquina de corte dotada de disco diamantado de 500 micrometros de espessura. Assim obteve-se cortes das regiões apical, média e cervical. Os cortes foram preparados para montagem em lâminas e realizou-se a análise morfométrica.  As soluções de detergente de mamona a 3,3%, gel de papaína a 0,4% e a solução de hipoclorito de sódio a 0,5% promoveram aumento da permeabilidade da dentina radicular de modo semelhante. O terço apical dos canais radiculares dos caninos superiores é menos permeável que os terços médio e cervical.

Apoio financeiro: CNPq

 

A065

Capacidade de dissolução pulpar do NaOCl em função da concentração.

J. C. E. Spanó *, E. L. Barbin, T. C. Santos, R. G. Silva, M. A. Marchesan, J. D. Pécora.

Dep. de Odontologia Restauradora: Endodontia - FORP - USP (016) 602-3982. pecora@forp.usp.br

Estudou-se, “in vitro”, a dissolução do tecido pulpar bovino promovida pela solução de hipoclorito de sódio nas concentrações de 0,5; 1,0; 2,5 e 5,0% e analisou-se, o potencial hidrogeniônico, a tensão superficial, a condutividade iônica e o teor de cloro, antes e depois da utilização destas soluções no processo de dissolução. Seccionou-se 20 fragmentos da porção central da polpa de incisivos centrais inferiores de bovinos e o peso destes foi anotado. Para a realização do teste de dissolução, confeccionou-se um dispositivo conectado a uma bomba peristáltica, que promovia a agitação da solução. O tempo de dissolução era tido como o tempo decorrido entre a colocação do fragmento de polpa nas soluções e o seu total desaparecimento (dissolução). Com base no tempo de dissolução da polpa e de sua respectiva massa calculava-se a velocidade de dissolução. Os dados obtidos foram submetidos ao tratamento estatístico. A velocidade de dissolução dos fragmentos de polpa bovina é diretamente proporcional à concentração da solução de hipoclorito de sódio; a variação porcentual do potencial hidrogeniônico das soluções de hipoclorito de sódio testada, após a dissolução, é inversamente proporcional à concentração inicial da solução; as soluções de hipoclorito de sódio nas concentrações estudadas apresentaram redução dos valores da condutividade iônica, após o processo de dissolução do tecido pulpar bovino, de modo estatisticamente semelhante entre si; o estudo da tensão superficial das soluções, antes e após a dissolução tecidual, evidenciou que esta propriedade varia de modo diretamente proporcional à concentração; o teor de cloro remanescente das soluções de hipoclorito de sódio, após o processo de dissolução do tecido pulpar bovino, apresentou-se de modo diretamente proporcional em relação à concentração.

 

A066

Estudo in vitro da liberação de flúor pelo cimento endodôntico ionomérico KETAC-ENDO e efeito na desmineralização de dentina radicular.

Murgel*, C. F., Cury, J. A.

FOP-UNICAMP - (019) 255-8743.

O presente trabalho teve por objetivo avaliar a liberação de íons flúor pelo cimento endodôntico ionomérico KETAC-ENDO, em diferentes meios: água destilada desmineralizada; saliva artificial e alternância de soluções desmineralizante e remineralizante.  O método empregado foi o tamponamento com TISAB II, usando um analisador de íons e eletrodo específico.  Foi também avaliado, através de uma metodologia de indução de cárie in vitro, a capacidade do cimento endodôntico ionomérico KETAC-ENDO interferir com o processo de desmineralização da dentina superficial de raízes bovinas, tendo como controle o cimento endodôntico FILLCANAL.  Para tanto foi empregado o método da avaliação de microdureza superficial da dentina radicular antes e depois de um desafio cariogênico, nas distâncias de: 20; 40; 80; 160; 320 e 640µm da parede interna do canal radicular.  Os resultados obtidos para a liberação de flúor, evidenciaram que ocorreu uma maior liberação de flúor (µgF/cm2) no meio água (8,86), que diferiu estatisticamente (nível de significância de 5%) de Des+Re (5,01) e saliva artificial (1,16) e esses dois meios também diferiram significativamente entre si.  Os resultados obtidos na indução de cárie in vitro, evidenciaram que o KETAC-ENDO produziu uma perda de dureza superficial (KNOOP) significante (5%) após a obturação dos canais nas 3 distâncias da parede interna do canal radicular avaliadas 20µm (F.29,75-K.18,34), 40µm (F.39,94-K.26,45), 80µm (F.38,40-K.30,31), bem como interferir no processo de desmineralização dentinária após o desafio cariogênico significativamente (5%) nas distâncias de 20µm (F.5,90-K.8,90) e 40µm (F.6,06-K.8,15), não havendo diferença significante nas demais distâncias avaliadas.

 

A067

Análise da citotoxicidade “in vitro” da Pasta Guedes-Pinto.

E. M. SANTOS*, A. C. GUEDES-PINTO, V. C. ARAÚJO, M. M. M. JAEGER

Departamento de Patologia e Odontopediatria, FO-USP Fone: 011 8187902

A pasta Guedes-Pinto têm sido utilizado com grande sucesso na terapia endodôntica de dentes decíduos. Comparamos a citotoxicidade “in vitro” da pasta Guedes-Pinto, com a de outros fármacos utilizados em terapia endodôntica de dentes decíduos, a saber: formocresol, glutaraldeído e ácido fosfórico. Adicionalmente, analisamos a citotoxicidade dos componentes individuais da pasta, ou seja, iodofórmio, Rifocort® e paramonoclorofenol canforado. Os materias foram colocados em lamínulas de vidro, que a seguir foram depositadas sobre células em cultura. Os períodos experimentais utilizados foram nos experimentos de resposta imediata (curto prazo) 0, 4, 8, e 12 horas; e nos de sobrevivência celular a longo prazo, 1, 3, 5 e 7 dias. Nesses períodos efetuamos a contagem celular pelo método de exclusão de células coradas pelo azul de Trypan que forneceram dados para curvas de crescimento e de viabilidade celular. Para a análise de resposta imediata utilizamos duas linhagens celulares, a saber: fibroblastos de linhagem permanentes (NIH-3T3) e fibroblastos de linhagem primária originados de polpa dentária humana (FP1). Para os experimentos de sobrevivência celular somente foram utilizados fibroblastos NIH-3T3. Não foram observadas diferenças entre as respostas das duas linhagens celulares. O paramonoclorofenol canforado foi o componente individual da pasta mais citotóxico. A pasta Guedes-Pinto é citotóxica “in vitro”, no entanto, é a substância para tratamento endodôntico de dentes decíduos menos citotóxica das testadas neste estudo. Essa citotoxicidade poderia  ser devida à presença de paramonoclorofenol canforado em sua composição.

 

A068

Avaliação clínica da eficácia de algumas drogas antimicrobianas no tratamento do abscesso periapical em evolução. Estudo ïn vivo”.

D.F. ALVES*.

Faculdade de Odontologia de Pernambuco - FESP/UPE - (081) 441-4991.

A infecção é uma entidade que acomete a cavidade oral, e quando este processo se instala o organismo responde através de um mecanismo que inclui vasodilatação, aumento do afluxo sanguíneo e da permeabilidade vascular, edema, marginação leucocitária, diapedese e fagocitose, com a finalidade de neutralizar o agente agressor. Quando por qualuqer razão o organismo se encontra impotente para combater por si só o agente etiológico, é necessário a utilização de antibióticos. Dentre as patologias que podem necessitar de tratamento antimicribiano, o abscesso dentoalveolar é uma das mais importantes. Assim sendo, este trabalho avaliou a eficácia clínica da Amoxicilina associada ao ácido clavulânico (grupo 01), fenoximetilpenicilina associada ao metronidazol ( grupo 02), e a Azitromicina (grupo 03), no tratamento do abscesso dentoalveolar agudo na Segunda fase. Para tanto, 49 pacientes foram estudados e divididos em três grupos. Os resultados mostraram que o grupo 01 foi mais eficaz que o grupo 02, o qual foi mais eficaz que o grupo 03.

A069

Limpeza de instrumentos endodônticos de aço inoxidável e níquel-titânio. Microscopia Eletrônica de Varredura.

F. R. DAMETTO*, M. TANOMARU FILHO, K. C. BONIFÁCIO

Dep. de Odontologia Restauradora – F. O. Araraquara - Unesp - FAX: (016)2321438, tanomaru@foar.unesp.br

Tem sido demonstrada a presença de partículas metálicas na superfície de instrumentos endodônticos de aço inoxidável, bem como a possibilidade de remoção das mesmas com emprego de ultra-som (Zmener & Speilberg, Endod. & Dental Traumat. 11: 10-4, 1995). Neste trabalho 20 instrumentos novos de níquel-titânio (Quantec-Tycom e Nitiflex-Maillefer) e 20 limas de aço inoxidável (tipo K Maillefer e tipo K Moyco-Union Broach) tiveram suas superfícies examinadas em microscopia eletrônica de varredura imediatamente após a remoção de suas embalagens originais. Uma Segunda avaliação foi realizada após imersão dos mesmos em aparelho de ultra-som com água somente ou água e solução desincrustante (Hig-Med, Biomecânica, Jaú-SP).Foram atribuídos escores de acordo com a quantidade de partículas observadas. Nenhum dos instrumentos avaliados estava livre de partículas metálicas na primeira análise, sendo observadas em maior número nos instrumentos Quantec (NiTi). A análise estatística demonstrou que o uso do ultra-som com ambas soluções testadas foi efetivo na limpeza dos instrumentos. Conclui-se que instrumentos de níquel-titânio apresentaram partículas em sua superfície e o emprego de banho em ultra-som mostrou-se eficiente na limpeza das mesmas.

 

A070

Selamento apical imediato e mediato de materiais retrobturadores. 

J.M. GUERREIRO*, M. TANOMARU FILHO, L.A.B. SILVA, E.S. BRONZI.

FOAr-UNESP, FORP-USP, (016) 2321233 R 177, tanomaru@foar.unesp.br

A busca de um material retrobturador ideal continua intensa. O objetivo deste trabalho foi avaliar a capacidade de selamento apical de diferentes materiais retrobturadores, logo após o preenchimento da cavidade retrógrada ou 90 dias depois de mantidos imersos em soro fisiológico . Sessenta caninos humanos extraídos tiveram seus canais radiculares instrumentados e obturados. Após a secção da porção apical, cavidades retrógradas foram preparadas e os dentes divididos aleatoriamente em seis grupos.  Nos três primeiros grupos, realizada a impermeabilização da superfície externa com adesivo à base de resina epóxica e esmalte para unha, as cavidades preparadas foram preenchidas com cimento de Óxido de Zinco e Eugenol (OZE – S.S.White, Rio de Janeiro), Sealer 26  (Dentsply, Rio de Janeiro)  ou Sealapex (Kerr Corp., USA) acrescido de óxido de zinco. Em seguida, foram imersos em solução de azul de metileno a 2% por 48 horas em ambiente com vácuo. Os três outros grupos receberam os mesmos materiais, porém foram mantidos em soro fisiológico por 90 dias antes dos testes de infiltração na solução corante. Após a imersão em azul de metileno, as raízes foram seccionadas longitudinalmente e a infiltração analisada. O Sealer 26 e o Sealapex acrescido de óxido de zinco apresentaram melhor capacidade de selamento em relação ao OZE, com aumento significante da infiltração após 90 dias (p<0,05).

 

A071

Ocorrência de desvio do canal após instrumentação por duas técnicas

R. ZANETTI*, T. COUTINHO, G. DE DEUS, E. GURGEL, R. KREBS, R. GALINDO

UERJ - (021) 538-2593.

Há muitos anos os profissionais vêm se preocupando com o binômio limpeza forma-final, visto que dele dependem o bom vedamento do sistema de canais radiculares e, conseqüentemente, o bom êxito do tratamento. Em seu consagrado estudo, WEINE et al.(WEINE et al.,J.Endodon., 1:255-62, 1972), relataram que a maioria das técnicas de instrumentação em canais curvos resulta em transporte apical. Procurando melhorar a qualidade do tratamento, alguns conceitos foram mudados e técnicas e instrumentos introduzidos. Baseado nisto, o presente trabalho se propôs a comparar “in vitro” a Técnica Step-Back com a Técnica Anatômica Simplificada – T.A.S. (COUTINHO FILHO et al., Rev. Bras. Odontol., 54:281-4, 1997) quanto à ocorrência de desvios após a instrumentação. Para tal, foram utilizadas 20 raízes mesiais de molares inferiores, fixadas ao centro de uma peça 1 com resina acrílica autopolimerizável, deixando livre o forame. Um dispositivo foi construído, através da fixação de uma peça 2 a um posicionador de filmes radiográficos, de tal forma que as peças 1 e 2 tinham um encaixe perfeito. Assim, as radiografias iniciais foram tiradas com uma lima #15 até o limite apical. A peça 1 foi removida e o canal instrumentado por uma das técnicas. Com a lima #25, a peça 1 foi recolocada no dispositivo e uma nova tomada radiográfica foi feita no mesmo filme. À partir daí, as radiografias foram analisadas no negatoscópio e no computador. Na Técnica Step-Back, 4 dos 10 dentes instrumentados apresentaram desvio, o mesmo ocorrendo em 2 dos 10 dentes na T.A.S. Isto porque esta permite um alargamento maior dos terços cervical e médio, facilitando o acesso ao terço apical. Além disto, a cinemática de movimentos oscilatórios tornou a técnica mais segura, o que não ocorre com o movimento de limagem utilizado na Técnica Step-Back.

 

A072

Avaliação da retenção dos núcleos metálicos fundidos quando da impermeabilização das paredes de dentina

M. F. Z.SCELZA, L. O. BASSILI*, R. L. D. P. DANIEL, P. SCELZA

Endodontia UFF/ UFRN/ OCEx email scelza@rio.nutecnet.com.br

No preparo do canal para colocação de núcleos metálicos fundidos, cria-se um espaço ou um “tubo oco de dentina. Com a possibilidade da existência de canais laterais, ocorre o risco da recontaminação do endodonto. Sendo assim, a impermeabilização das paredes desse tubo de dentina, poderá impedir a infiltração de agentes contaminantes. O trabalho objetiva avaliar a retenção dos núcleos metálicos fundidos após a impermeabilização da dentina com Histoacryl. Trinta caninos humanos, cujas coroas foram removidas, foram instrumentados pela técnica de Oregon modificada por Berbet et al., utilizando durante o P.Q.C., NaOCl a 1% e na irrigação final, ácido cítrico a 10% e água destilada. Logo após os canais foram obturados com guta percha e Sealer 26, pela técnica híbrida de Tagger. Em seguida, procedeu-se o preparo intrarradicular para os núcleos, deixando 5mm apicais de obturação, para modelagem do canal com resina auto-polimerizável. Na cimentação dos núcleos metálicos, os dentes foram divididos em 3 grupos da seguinte maneira: Grupo I- cimentados com cimento fosfato de zinco  sem impermeabilização das paredes, Grupo II- cimentação com fosfato de zinco com impermeabilização das paredes do canal com Histoacryl e, Grupo III- impermeabilização e cimentação com Histoacryl. Os corpos de prova foram tracionados, numa velocidade de tração constante, pela INSTRON. Os resultados foram avaliados  e analisados pelo teste análise de variância. Concluiu-se que não houve diferença estatisticamente significante (5%), nos 3 grupos, na retenção dos núcleos metálicos fundidos.

 

A073

Estudo comparativo entre o método de localização apical eletrônica e a técnica odontométrica convencional.

L. N. CARDOSO*; I. PROKOPOWITSCH; C. L. CALDEIRA; W. B. ANDRADE

Depto de Dentística / Disc. de Endodontia / FOUSP (011)818-7839 e-mail: igor@.fo.usp.br

A determinação do comprimento de trabalho endodôntico é uma etapa sempre acompanhada de dificuldades anatômicas e radiográficas que dificultam a correta mensuração. Atualmente, vários aparelhos localizadores apicais tem surgido na tentativa de determinar o limite apical com maior precisão. Neste estudo, foram selecionados 30 pacientes, dos quais avaliamos as mensurações odontométricas dadas pelo método convencional (radiográfico com cálculos matemáticos) e pelo localizador apical (Apex Finder ® – Analytic Technology), em 15 dentes anteriores e 20 posteriores, de polpa viva ou mortificada. Pudemos constatar que  apenas nos dentes posteriores ocorreu diferença de 24,9% de erro do aparelho localizador apical quando comparado ao método convencional.

 

A074

Avaliação da infiltração marginal em canais radiculares preparados para núcleo.

L. D. OLIVEIRA*, A. P. M. GOMES, C. H. R. CAMARGO.

Departamento de Odontologia Restauradora, Faculdade de Odontologia de São José dos Campos - UNESP - (021) 321-8166 R: 1303.

Os dentes tratados endodonticamente e preparados para núcleo podem permanecer na cavidade bucal por períodos variados de tempo até que sejam restaurados proteticamente, sofrendo a influência de vários fatores que podem acarretar falhas no selamento marginal proporcionado pelas restaurações provisórias. A perda do selamento coronário permite que ocorra a infiltração de microrganismos através da obturação endodôntica, resultando no insucesso desse tratamento. O objetivo deste trabalho foi avaliar a infiltração marginal por corante em obturações de canais radiculares preparados para núcleo, com ou sem o emprego de um material de preenchimento e outro de impermeabilização do espaço entre o canal radicular e o remanescente da obturação. Foram utilizados 45 dentes unirradiculares humanos extraídos que após o preparo biomecânico, foram obturados e preparados para núcleo, permanecendo apenas 5mm do material obturador no terço apical. Os dentes foram divididos em três grupos: 1) o espaço deixado entre o material obturador e o selamento cervical foi mantido vazio; 2) esse espaço foi preenchido com hidróxido de cálcio; 3) esse espaço foi impermeabilizado com cianoacrilato. A abertura cervical foi selada com Cavit e os dentes foram armazenados em saliva artificial por sete dias. Em seguida, o selamento cervical foi removido e os dentes foram imersos em corante azul de metileno a 2% durante uma semana. Os dados obtidos foram analisados estatisticamente e os melhores resultados foram verificados nos grupos 2 e 3 quando comparados ao grupo 1.

Apoio financeiro: FAPESP - Iniciação Científica - Proc.98/01552-5.

 

A075

Análise da microinfiltração apical em retrobturações com quatro tipos de materiais.

T. C. BERLINCK, S. M. CARVALHO*, K. DIAS, H. ANDRADE FILHO, J. MACIEL, V. VILANOVA.

Depart. de Procedimentos Clínicos Integrados, FOUERJ - (021) 348-8651.

Diversos materiais têm sido empregados em retrobturações, sendo de elevada importância na terapia cirúrgica de alterações perirradiculares. O objetivo deste estudo foi avaliar “in vitro” a microinfiltração apical em dentes retrobturados com 4 tipos distintos de materiais. Foram selecionados 40 caninos superiores, que receberam tratamento endodôntico padronizado, apicetomia e preparo da cavidade apical com 2mm de profundidade. Foram divididos aleatoriamente em 4 grupos: Grupo I – AristonÒ (Vivadent); Grupo II – VitremerÒ (3M); Grupo III – SolitaireÒ (Kulzer); Grupo IV – Amálgama de prata ( Standalloy SF Degusa). Os dentes foram mantidos por 24 horas após a inserção dos materiais em soro fisiológico. Então, toda a superfície dentária até 1mm aquém da cavidade foi impermeabilizada com 2 camadas de esmalte de unha, e foram imersos em solução de nitrato de prata a 50% durante 24 horas, após as quais foram imersos em solução reveladora por 1 hora, lavados e secos para serem clivados no sentido vestíbulo-lingual. Os corpos foram submetidos à leitura por 3 avaliadores calibrados recebendo escores de 0 a 4, onde 0 corresponde à ausência e 4 à infiltração máxima. Os resultados foram tratados estatisticamente por ANOVA e testes de Kruskal Wallis e Mann Whitney, com p£ 0,05. Os  postos médios foram: Grupo I - 39,43; Grupo II - 84,47; Grupo III - 80,30; Grupo IV - 37,80. Concluiu-se que nenhum material apresentou selamento hermético, sendo que os grupos I e IV apresentaram a melhor performance.

 

A076

Avaliação das limas profile durante o retratamento endodôntico.

M.NAVARRO*, A.J.R.CASTRO, C.R.A VALOIS, A.A.RAMOS, S.M.GAHYVA        

Depto.Odont.UNESA/UFRJ.Tel/Fax(021)503-7293,antonio.castro@biohard.com.br

O presente trabalho teve como objetivo avaliar a capacidade de desobstrução do canal radicular, in vitro, promovida por dois diferentes instrumentos rotatórios: brocas Gates-glidden e as brocas Profile Taper .04 Série 29, durante o retratamento endodôntico. Foram selecionados 44 primeiros molares inferiores cujas raízes mesiais apresentavam entre 26° e 40° graus de curvatura medidas pelo método de Schneider. A instrumentação foi realizada pela técnica Crown-Down (Oregon) até a lima tipo NitiFlex  # 30 sendo a obturação realizada com cones de guta percha e cimento a base de óxido de zinco e eugenol utilizando a técnica da condensação lateral. Os dentes foram divididos aleatoriamente em três grupos para a remoção da guta percha: Grupo I – Gates-glidden n0 2; Grupo II – Profile Taper.04 Série 29 n0 6; Grupo III – Profile Taper.04 Série 29 n0 7. A penetração do instrumento foi medida através de radiografia milimetrada e observação clínica. Os resultados obtidos foram tratados estatísticamente pela análise de variância ANOVA e Teste de Bonferroni (F= 66,00 e p< 0,01), que demonstraram diferença significante quando comparado os resultados entre as brocas Gates glidden e Profile Taper.04 Série 29 não ocorrendo, entretanto, o mesmo entre os grupos das brocas Profile n° 6 e 7. De acordo com os dados analisados os autores concluíram que a utilização das brocas Profile permite uma maior remoção de material obturador do canal radicular em relação à broca Gates-glidden.

A077

Análise Radiográfica de Tratamentos Endodônticos e suas interações..

A. C. Mercês*, C. M. Santos, H. M. Casaes, K. S. Paim, M. A. Góes, J. L. LAGE-Marques**.

Núcleodonto - Feira de Santana - FO-USP - e-mail: jmarques@mandic.com.br

O presente trabalho tem por objetivo avaliar, em estudo radiográfico, a incidência e a qualidade dos tratamentos endodônticos em 250 pacientes que compareceram a Clínicas Odontológicas Particulares da cidade de Feira de Santana no estado da Bahia. Foram selecionados prontuários que possuíam radiografias periapicais de “boca toda” (com pelo menos 01 dente tratado endodonticamente), através das quais foram observadas as condições periapicais, a obturação do canal radicular (tipo de material, preenchimento e limite apical) e a restauração do dente. Foram analisadas 3.500 radiografias periapicais pertencentes a pacientes de ambos os sexos e diferentes faixas etárias, chegando-se aos seguintes resultados: número de dentes tratados por pacientes foi de 2,61. O índice de tratamento satisfatório foi de 45,28%. A presença de lesões foi de 32,32%. Quanto ao tipo de material restaurador: RMF 17,92%; PPF 29,76%; amálgama 11,84%; material provisório 9,12%; retentor intrarradicular 28,16%; resina composta 16%. O índice de tratamentos insatisfatórios foi considerado alto (52,64%), tendo como parâmetros a qualidade e o limite apical de obturação.

 

A078

Análise “in vitro” da infiltração apical frente a diferentes formas de adaptação do cone principal.    

OLIVEIRA, R.A .*; SOUSA-NETO, M.D.; PÉCORA, J.D.; FERRAZ, J.A.B.; GUERISOLI, D.M.Z.

Departamento de Odontologia, Fac. de Odontologia da Universidade de Ribeirão Preto - UNAERP - (016) 632-0915.

O selamento apical constitui um dos fatores decisivos no sucesso da terapia endodôntica. No presente estudo foram analisados “in vitro” o comportamento de diferentes métodos de se obter o travamento do cone principal de guta-percha na obturação do canal radicular frente à infiltração marginal. Foram utilizados quarenta e dois incisivos centrais superiores, sendo dois dentes utilizados na confecção de controles positivo e negativo e os dentes restantes divididos em quatro grupos. No primeiro grupo, fez-se a adaptação do cone principal padronizado ao batente apical; no segundo grupo, a adaptação do cone principal foi feito através do corte de sua extremidade. O terceiro grupo recebeu adaptação do cone principal através da moldagem com clorofórmio e os dentes do quarto grupo receberam um cone principal sem travamento. A obturação foi feita pela técnica de condensação lateral, utilizando-se um cimento à base de resina epoxi (Sealer 26). Os dentes foram imersos em nanquim e submetidos ao processo de diafanização para a visualização do nível de infiltração marginal. A penetração do corante foi medida na região apical, através de um microscópio de mensuração e os dados foram submetidos à análise estatística não paramétrica, que evidenciou não haver diferença estatística entre os grupos, ou seja, não houve diferença nos níveis de infiltração marginal. Com base na metodologia empregada podemos concluir que os diferentes tipos de adaptação do cone principal não interferem na infiltração apical.

A079

Avaliação da resistência à torção de dois instrumentos endodônticos rotatórios de níquel-titânio.

C. COSTA*, M. SANTOS 

Departamento de Dentística da Universidade de São Paulo - (011) 4351-3189

Os autores compararam a resistência à torção entre os instrumentos rotatórios de níquel-titânio     Quantec series 2000 e POW-R, valendo-se de quarenta instrumentos para cada marca divididos em oito para cada um dos seguintes tamanhos #15, #20, #25, #35 e #40 com 21mm e conicidade .02. Com a ajuda de um troptômetro modificado cada instrumento foi fixado em um mandril e preso à 3mm de sua ponta, previamente marcada com uma caneta de tinta permanente, na base do aparelho por uma morsa. Em seguida ativou-se que continha a escala em graus até notar-se sinal característico de fratura do instrumento registrando-se o valor da quantidade de movimento até este momento. Após tabulação dos dados procedeu-se a análise estatística de acordo com o teste t de Student com nível de significância de 1%.Os resultados mostraram haver diferença estatisticamente significante ao comparar-se limas de mesmo número confrontadas as duas marcas, favorável para o instrumento POW-R. Os instrumentos POW-R mostraram maior resistência à torção que os Quantec quando comparados na mesma numeração.

A080

Beta-adrenoceptores da região AV3V e fluxo salivar.        

S. SIMÕES*, W. A SAAD,  A F. PEREIRA, J. E. N. SILVEIRA, R. SAAD

Departamento de Fisiologia F. O. Araraquara UNESP/Departamento de Odontologia UNITAU - (012) 221-4323.

O presente trabalho tem por objetivo estudar a participacão dos receptores beta  adrenérgicos da região antero ventral do 3º ventrículo (AV3V) sobre o fluxo salivar induzido  pela pilocarpina injetada no 3º ventrículo (3ºV). Foram utilizados ratos Holtzman com peso variável entre 250 a 300g. Os mesmos foram implantados com cânulas de demora   no 3ºV, com a finalidade de se injetar a pilocarpina (40ug/ul), isoproterenol (5umol/ul) e o propanolol (15umol/ul).

A injecão de pilocarpina induziu um fluxo salivar de  170±8 mg/5min. contra um fluxo de 39±3 mg/5min nos animais controles em que se injetou 0,15M NaCl. A injecão de isoprote renol no 3ºV induziu um aumento no fluxo salivar   de    80±10 mg/5min. Quando se injetou a pilocarpina e o isoproterenol houve    uma   somacão de efeitos no fluxo salivar   que foi de 232±18 mg/5min. A prévia injecão de propanolol no 3ºV reduziu o fluxo salivar induzido pela pilocarpina (98±3 mg/5min), e bloqueou o efeito sialogogo do isoproterenol (37±4 mg/5min). Estes resultados demonstram claramente a participacão dos beta adrenoceptores da região AV3V no fluxo salivar induzido pela pilocarpina injetada centralmente.

FAPESP e CNPQ.

A081

Progressão de cárie em crianças com 12 a 30 meses de idade.

R. O. MATTOS-GRANER*, M. S.N. P. CORRÊA, R.C.S.R. PEREZ, M. P. A. MAYER.

Dept. Odontopediatria-FOUSP, ICBII - USP, Dept. Odontopediatria-FOP, UNICAMP. e-mail:p-graner@siso.fo.usp.brAs lesões iniciais de cárie (MB) são mais prevalentes do que cavidades (C), mas pouco se sabe sobre a evolução de MB em crianças. O objetivo deste trabalho foi avaliar o desenvolvimento e progressão de lesões de cárie em bebês durante um ano e sua relação com fatores clínicos, microbiológicos e dietéticos. Participaram do trabalho, 101 crianças com 12 a 30 meses de idade, da cidade de Piracicaba, SP, cujos dentes eram diariamente escovados com dentifrício fluoretado. No início do estudo, as mães foram entrevistadas para a análise de hábitos dietéticos. Após consentimentos esclarecidos das mães, as crianças foram examinadas clinicamente para a detecção de placa visível nos incisivos superiores e lesões de cárie (MB e C). Amostras de saliva não estimulada foram coletadas com espátulas de madeira, para a determinação dos níveis de estreptococos mutans (SM) (Khöler e Brathall, J Clin Microbiol 9: 584-588, 1979). Após um ano, as crianças foram reexaminadas. Ao início do estudo, detectaram-se 58 C e 68 MB. Das 68 MB, 36,8% foram registradas como superfície hígida após um ano, 39,7% mantiveram-se como MB e apenas 23,5% progrediram para C. 81% das MB que progrediram para C localizavam-se em superfícies oclusais. Ao todo, 52 crianças desenvolveram novas lesões, somando 125 novas MB e 50 C. O desenvolvimento e progressão de lesões de cárie esteve positivamente associado ao consumo de mamadeiras contendo sacarose (Mann-Whitney:p<0,05) e aos níveis iniciais de SM (p<0,01). Não se observou relação significativa entre o desenvolvimento e progressão de cárie com a presença inicial de placa visível. Os dados mostram que as MBs são as lesões mais prevalentes e que a minoria progride para C em crianças expostas ao flúor. Sugere-se ainda, que os fatores mais significativos no desenvolvimento e progressão de cárie, em idade precoce, são o consumo de mamadeira com sacarose e os níveis de SM.

FAPESP - Proc.97/13597-0.

A082

Análise “in vitro” da citotoxicidade da clorexidina em cultura celular.

E. M. SANTOS, L. M. M. MODESTO*, S. K. BUSSADORI, M. M. M. JAEGER

Departamento de Odontopediatria e Patologia, FO-USP Fone: 011 8187902A clorexidina é rotineiramente utilizada em Odontopediatria como agente antimicrobiano. Nosso objetivo foi avaliar a citotoxicidade “in vitro” de três tipos de clorexidina, a saber, digluconato de clorexidina a 0,12% (Periogard-Colgate), solução de clorexidina a 2% (Plak out-Hawenios-Dental Suiça), e clorexidina a 2% associada ao flúor (fórmula laboratorial). Os materiais foram colocados em lamínulas de vidro, que foram depositadas sobre células em cultura. Foram utilizados fibroblastos NIH-3T3, plaqueados em 1X104 células por placa de Petri. Nas culturas controle as lamínulas de vidro foram adicionadas sem substância. Nos experimentos de longo prazo, sobrevivência celular, os períodos experimentais foram 1, 3, 5 e 7 dias. Nesses períodos efetuamos a contagem celular, em triplicata para cada substância testada, pelo método de exclusão de células coradas pelo azul de Trypan. Nesses experimentos, observou-se que os grupos experimentais nos quais utilizou-se Plak out e clorexidina associada ao flúor apresentaram morte celular desde o primeiro dia do experimento. O grupo experimental que utilizou Periogard apresentou porcentagem de viabilidade celular  entre 80 a 100% do 1º ao 3º dia do experimento, e apresentou decréscimo na porcentagem de viabilidade celular a partir do 3º. Todas as substâncias testadas impediram o crescimento celular, porém destas substâncias,  o Periogard apresentou maior número de células viáveis durante todo o experimento. Nossos resultados suportam a conclusão que o Periogard foi significativamente menos citotóxico “in vitro” em cultura de fibroblastos do que as outras substâncias testadas.

A083

Pigmentos fotoabsorvedores acentuam a ação do laser de Nd:YAG sobre o esmalte dental  objetivando a prevenção de cáries.

Boari, H.G.D. ;  Zezell, D.M. ;  Eduardo, C. P.

ipen - (011) 6941-2562.

Foram estudadas as alterações estruturais que ocorrem  na superfície do esmalte dental, quando se aplica o laser de Nd:YAG1, na presença de  pigmentos fotoabsorvedores.  Estes, aumentam  a absorção do laser pelo esmalte dental, com menos alterações nos tecidos ao redor do tecido irradiado. O principal objetivo deste trabalho foi encontrar uma substância mediadora fotoabsorvedora que, aplicada antes da irradiação laser,  pudesse acentuar a fusão do esmalte dental  provocada pelo  laser de Nd:YAG, com áreas de fusão e recristalização características, verificadas  ao microscópio eletrônico de varredura   e que, fosse  de rápida e fácil remoção, quando aplicado sobre os sulcos e fissuras da superfície oclusal dos dentes molares e pré-molares. Foram testados quatro pigmentos fotoabsorvedores: tinta nanquim, delineador preto usado em maquiagem de olhos, evidenciador de placa bacteriana e  carvão pulverizado (granulação  de 10mm de diâmetro) misturado com álcool 99% e água,  em diferentes condições de energia: 60 mJ/10Hz (densidade de energia 84,9 mJ/cm2); 60 mJ/15 Hz (densidade de energia 84,9 mJ/cm2) e 80 mJ/10 Hz (densidade de energia 113,1 mJ/cm2). O resultado mais apropriado foi obtido com o carvão pulverizado misturado ao álcool 99% e água e 60 mJ/10Hz, densidade de energia igual a 84,9 mJ/cm2. O procedimento de aplicação do pigmento sobre a superfície do esmalte seguido da aplicação do laser deve ser repetido por três vezes. O  carvão pulverizado  mostrou ser o mais fácil de ser removido dos sulcos e fissuras da  superfície oclusal  dos dentes ao exame macroscópico.  Ao exame no microscópio eletrônico de varredura este mediador  apresentou os requisitos necessários de fusão e recristalização do esmalte para promover a resistência do mesmo ao ataque ácido. O procedimento descrito  neste trabalho está sendo usado, associado ao flúor, na clínica  da Faculdade de Odontologia da USP em crianças e adolescentes, para a prevenção de cáries.

A084

Avaliação de um modelo in situ para estudo de cárie em dentina radicular.

C. P. AIRES*, C. M. TABCHOURY, A. DEL BEL CURY, J. A. CURY.

Depto Ciências Fisiológicas, FOP – UNICAMP. (jcury@fop.unicamp.br)

Não existe na literatura uma padronização para estudos in situ que avaliem cárie em dentina radicular. Isto é relevante do ponto de vista metodológico em termos de prevenção tendo em vista que com a redução de cárie coronária e o aumento de expectativa de vida da população, cárie radicular passa a ser a preocupação no futuro. Desta forma, o objetivo do presente trabalho foi avaliar o tempo necessário para que a dentina radicular sofra desmineralização em um modelo in situ e que a perda mineral possa ser analisada através de microdureza superficial. Três voluntários adultos, utilizando dispositivo palatino contendo 6 blocos de dentina bovina (3x3x2mm), participaram deste estudo. Blocos de dentina de dureza superficial conhecida foram posicionados nos dispositivos de forma que 3 blocos foram colocados do lado direito e 3, do lado esquerdo. Cada grupo de 3 blocos do mesmo lado foi submetido a um dos seguintes tratamentos: I- Solução de sacarose a 1,5% ou II- Água destilada deionizada, as quais foram gotejadas sobre os blocos 4x/dia. Um bloco de cada grupo foi retirado dos dispositivos 7, 10 e 14 dias após o início do experimento. Os voluntários utilizaram dentifrício não fluoretado, não escovaram os blocos dentais, que estavam recobertos com uma tela plástica, e ingeriram água de abastecimento fluoretada. Análise de microdureza superficial (Knoop) foi realizada em todos os blocos, utilizando um microdurômetro Future-Tech FM acoplado a um software FM-ARS com carga de 10 g por 5 s. A porcentagem de perda de dureza superficial da dentina (%PDSD) foi calculada para cada bloco, sendo obtidas as médias e desvio padrão em relação ao tratamento e dia 7, 10 e 14 respectivamente: Grupo I: 20,23±7,41; 36,1±13,26; 42,63±19,78; Grupo II: 4,57±3,65; 4,75±6,72; 3,23±2,82. Conclui-se que é possível avaliar cárie de dentina através da perda de dureza superficial mesmo quando do acúmulo de placa e exposição à sacarose por 14 dias.

Iniciação Científica: Fapesp - Proc.98/11571-7.

A085

Estimativa da dose total de flúor a que são submetidas crianças em diferentes estações do ano, em região de água fluoretada.

Y. B. O . LIMA*, J. A . CURY.

FOP – UNICAMP(jcury@fop.unicamp.br)

Há relatos mundiais do aumento na prevalência de fluorose dental. Sabe-se que a relação entre dose de exposição ao flúor e índice de fluorose na comunidade (fci) é linear, então pequenas variações na dose podem acarretar em maior prevalência e severidade de fluorose dental. Um dos fatores que pode causar variações na dose é a temperatura, já que quando esta se eleva, o consumo de líquidos (no caso, água fluoretada) tende a aumentar. Assim, o presente trabalho apresenta dados de um estudo preliminar onde determinou-se a dose total de exposição ao flúor por 05 crianças entre 20 e 30 meses de idade, em duas estações do ano (outono e inverno), bebendo água fluoretada (0,62-0,71 ppm F) e considerando a dieta (coleta da dieta-duplicada) e a escovação com dentifrícios fluoretados como fontes de flúor. O trabalho foi aprovado pelo Comitê de Ética da FOP-UNICAMP. A extração de flúor dos alimentos foi feita pela técnica da microdifusão de Taves. A quantidade de flúor ingerido através da escovação foi calculada subtraindo-se a quantidade de flúor recuperada (expectoração e lavagem da escova) da utilizada (peso de pasta). As análises de flúor foram feitas utilizando-se eletrodo flúor-específico. No outono, a contribuição da dieta na dose foi de 0,0369 mg F/kg (+ 0,0071) e da escovação foi de 0,0492 mg F/kg (+0,0260) totalizando 0,0861 mg F/kg (+ 0,0235). No inverno, estes valores foram respectivamente 0,0248 mg F/kg (+ 0,0049),  0,0408 mg F/ kg (+ 0,0446) e 0,0656 mg F/kg (+0,0417) . A análise estatística dos dados apontou diferença significante (p<0,05) na contribuição da dieta para a dose total entre as estações do ano, mostrando a influência da temperatura na quantidade de flúor ingerida e sugerindo novos estudos, principalmente durante o verão.               

Apoio: FAPESP proc. nº 98/01709-1

A086

Liberação de flúor por materiais restauradores e seu efeito na acidogenicidade de S. mutans.

M. FUJIMAKI*; O.P.S. ROSA1; S.A. TORRES1; B.COSTA1; J.A. CURY 

Laboratório de Bioquímica Oral - FOP–UNICAMP/ FOB-USP1 jcury@fop.unicamp.br

Dados na literatura não são conclusivos em estabelecer se a atividade antimicrobiana de materiais restauradores ocorre exclusivamente pela liberação de flúor (F). Desta maneira, o objetivo deste trabalho foi avaliar a relação entre a liberação de F por materiais restauradores colocados em meio de cultura e seu efeito na fermentação bacteriana de açúcares. Seis corpos de prova (2,42cm2) confeccionados com os seguintes materiais: I-Fuji Ortho LC; II-Ketac-fill; III-Vitremer, IV-F 2000 e V-Z100 foram imersos individualmente durante 7 dias em caldo Mitis Salivarius (contendo glicose e sacarose) inoculados com S. mutans GS-5. Os meios foram trocados a cada 24 horas, nos quais foram feitas determinações de pH (pHmetro digital - INCIBRAS) e da quantidade de flúor liberada utilizando um eletrodo flúor específico (ORION 96-09). As médias e desvios-padrão do pH no primeiro dia e da liberação total de flúor em µg F/cm2 de cada material foram: I-4,94±0,06B; II-5,06±0,13B; III-5,31±0,15A; IV-4,69±0,05C; V-4,29±0,03D e  I-68,22±11,25b; II-119,38±13,39a; III-108,36±18,46a; IV- 35,23±6,56c; V-2,99±0,53d, respectivamente (letras distintas diferem entre si pelo teste de Tukey a 5%). Os resultados mostram que não há relação entre inibição da acidogenicidade e liberação de F. Conluiu-se que a atividade antibacteriana destes materiais não pode ser atribuída exclusivamente ao flúor, sugerindo que outras substâncias liberadas podem estar potencializando seu efeito.  

FAPESP - Proc.98/00496-4.

A087

Avaliação da concentração de flúor em chás e risco de fluorose dental.

M. FUJIMAKI; C.P.M. TABCHOURY; J.A. CURY*

Laboratório de Bioquímica Oral - FOP–UNICAMP jcury@fop.unicamp.br

Frente a atual preocupação com o aumento da fluorose dental constatada mundialmente, toda fonte de ingestão de flúor (F) merece consideração. Tem sido relatado na literatura que os chás a base de Camellia sinensis possuem alta concentração de F. Entretanto, não se sabe se isto também é válido para a grande variedade de chás consumida na atualidade. Assim, o objetivo deste trabalho foi avaliar a concentração de F em chás para infusão e em chás pronto para beber disponíveis no mercado. Foram adquiridas 59 caixas de chá para infusão, 21 amostras de chá pronto e 11 tipos de chá importado, sendo estes divididos em 4 grupos: I-Chá de Ervas e Frutas; II-Chá Preto (Camellia sinensis); III-Chá pronto e IV–Chá importado (Camellia sinensis). A extração de F foi feita deixando cada sachet de chá em infusão por 3 minutos em água destilada fervente. Os chás prontos foram diretamente avaliados. Todas as amostras foram tamponadas com TISAB II e analisadas utilizando-se um eletrodo específico para F – ORION 96-09. As médias e desvios-padrão da quantidade de F (mg F/sachet) em cada grupo (e a sua variação) foram: I-0,002±0,002  (0-0,003); II-0,20±0,09 (0,08-0,40); III-0,54±0,66 mgF/unidade (0,01-1,91) e IV-0,30±0,15 (0,08-0,57). Considerando que a dose de segurança para crianças é de 0,04-0,07 mg F/kg peso corpóreo/dia, alguns chás fornecem sozinhos uma quantidade acima do limite recomendado em termos de fluorose clinicamente aceitável. Concluiu-se que os chás pretos nacional e importado, assim como alguns chás prontos, podem contribuir efetivamente para uma dose de flúor de risco com relação à severidade da fluorose dental.

A088

Elevado grau de preservação ultra-estrutural de germes dentários usando processamento rápido com microondas.

L.F. MASSA* , V.E. ARANA-CHAVEZ,

Deptº. Histologia ICB/USP, São Paulo, SP. F:(011) 8187308

Os germes dentários são empregados nos estudos ultra-estruturais do processo de mineralização em geral. Entretanto, é possível que os primeiros depósitos de mineral possam ser perdidos durante os processos convencionais de fixação e desidratação por longos períodos de tempo. No presente estudo foi reduzido significantemente o tempo de processamento utilizando irradiação com microondas. Germes de ratos com 2-3 dias foram fixados em 4% de glutaraldeído + 4% de formaldeído em tampão cacodilato 0,1M e pH7,4, no forno de microondas PELCO 3400 por 2 períodos de 20 segundos, o termostato foi programado para um máximo de 35oC. Depois da lavagem e da pós-fixação convencionais, os germes foram expostos novamente à irradiação das microondas para desidratação em crescentes concentrações de etanol, a qual durou 7 minutos e 20 segundos, em seguida foram infiltrados em resina Spurr. Cortes ultra-finos foram examinados em microscópio eletrônico Jeol 100CX II ou Jeol 1010. Os ameloblastos e os odontoblastos em diferenciação apresentaram a membrana plasmática com sua típica estrutura trilaminar. Mitocôndrias, retículo endoplasmático e complexo de Golgi, assim como as demais organelas, exibiram um excelente grau de preservação. Microtúbulos, microfilamentos e vesículas estão bem evidentes no citoplasma celular. Depósitos de finos cristais em forma de agulha estão peculiarmente presentes na matriz extracelular da dentina, relacionando-se com as vesículas da matriz, com as fibrilas colágenas e na matriz do esmalte. Portanto, espécimes rapidamente fixados e desidratados com a ajuda das microondas exibiram excelente preservação ultra-estrutural.

Apoio financeiro: FAPESP - Proc.97/07035-0.

A089

Estudo cinético de F e P na placa dental formada in situ na presença de sacarose após a interrrupção da utilização do açúcar.

A. S. MARQUES*, C. M. TABCHOURY, A. DEL BEL CURY, J. A. CURY.

Depto Ciênc. Fisiol., FOP – UNICAMP. (jcury@fop.unicamp.br)

A placa dental formada na presença de sacarose apresenta menor concentração inorgânica (CURY et al, 1997) para a qual não há uma explicação. Para testar a hipótese de que esta poderia ser decorrente da acidez do meio, foi realizado um estudo cinético para determinar as concentrações de flúor (F) e fósforo (P) na placa formada na presença de sacarose e após a interrupção da exposição. Voluntários (14) adultos, utilizando dispositivo palatino contendo 08 blocos de esmalte dental humano, participaram deste estudo cruzado realizado em 02 etapas de 28 dias. Solução de sacarose 20% (GS) ou água destilada (GA) foi gotejada sobre os blocos 8x/dia. Foram feitas 4 coletas de placa. Ao final dos 28 dias do estudo e de 12 h após a última exposição, placa dental foi coletada de 2 blocos (1a coleta). Imediatamente após sacarose foi adicionada ao restante dos blocos de ambos os grupos e 15 min. após foi feita a 2a coleta. A seguir durante 48 h o grupo GA passou a gotejar sacarose sobre as placas dentais 8x/dia e o grupo GS, água. Após esta inversão, placa dental formada sobre o restante dos blocos foi coletada após 24h (3a coleta) e 48 h (4a coleta). F e  P foram extraídos da placa com HCl 0.5 M e determinados com eletrodo específico e por colorimetria, respectivamente. As concentrações médias (conc.) de F (mg/g) nas coletas 1, 2, 3 e 4  foram respectivamente: GS - 1,6a; 2,3ab; 3,4ab; 3,5b e GA - 204,6a; 189,8a; 268,0a; 177,2a. As conc. médias de P (mg/g) nas coletas 1, 2, 3 e 4 foram respectivamente: GS - 0,34a; 0,23a; 0,22a; 0,35a; e GA - 4,9a; 11,9a; 5,6a; 4,8 a. Médias seguidas de letras distintas diferem estatisticamente (p<0,05). Os resultados sugerem que a menor concentração de F e P na placa dental formada na presença de sacarose é devido a estrutura da sua matriz e não decorrente da dissolução destes íons pela acidez do meio.

Iniciação Científica: PIBIC / CNPq. 

A090

Ação do peróxido de carbamida a 10% em superficie de esmalte cervical

É. COMPARIN*, F. MENEGAT, D. R. TAMES

Curso de Odontologia Universidade  do Vale do Itajaí – SC - (047) 341-7564.

O presente estudo avaliou a perda de cálcio (Espectrofotometria de absorção atômica) e as alterações morfológicas (M.E.V) de esmalte na região cervical, de dentes humanos incubados em Peróxido de carbamida a 10% (Opalescence®) como também a interação do NaF 0,05% e da saliva artificial. Em 18 fragmentos polidos, de terceiros molares inclusos, foi delimitada uma área experimental de 4 mm2 na região cervical, a área restante serviu como controle. O Grupo 1 (n=5) permaneceu 12 h no agente clareador e 12 h em repouso (ambiente úmido); Grupo 2 (n=5) permaneceu 12 h no agente clareador, 1 minuto em NaF 0,05% e 11 h 59 min em repouso; Grupo 3 (n=4) permaneceu 12 h no agente clareador e 12 h na saliva artificial e o Grupo 4 (n=4) permaneceu 12 h no agente clareador, 1 minuto em NaF 0,05% e 11 h 59 min em saliva artificial. O período de ensaio foi de 4 semanas. A perda de cálcio ocorreu em todos os grupos, porém a incubação em NaF 0,05% diminuiu significativamente (p<0,05) esta perda. A análise de morfologia (M.E.V) sugere nos grupos 1 e 2 desmineralização irregular; nos grupos 3 e 4 ocorreu modificação da morfologia superficial sem recuperar o padrão de normalidade. O Peróxido de Carbamida mostrou um potencial erosivo; a utilização de NaF 0,05% e saliva artificial reduziram este potencial erosivo.

Projeto financiado pelo Programa de Iniciação Científica: ProBIC/ CNPq.

A091

Avaliação do potencial remineralizante do diaminofluoreto de prata a 30%.

O. B SOUSA NÉTTO*,  I. C. S. ALMEIDA, J. A. CURY

Curso de  Pós-Graduação em Odontologia - Odontopediatria - UFSC - (048) 282-1340

O objetivo deste estudo foi avaliar o potencial remineralizante do diaminofluoreto de prata a 30% e do verniz fluoretado a 2,26 aplicados sobre  blocos de dentina bovina artificialmente desmineralizados, que foram posteriormente expostos ao meio bucal por um período de 15 dias (período in situ). Este potencial foi avaliado indiretamente a partir de análises de microdureza superficial Vickers dos blocos hígidos, desmineralizados e remineralizados. As médias e desvios-padrão das alterações de dureza superficial Vickers mostraram que o diaminofluoreto de prata provocou as maiores recuperações de microdureza superficial (Minicial=38,31 ± 2,43 / Mdesmin=14,765 ± 1,08 / Mremin=24,07 ± 2,97), se comparadas com o verniz fluoretado (Minicial= 38,64 ± 2,69 / Mdesmin=14,62 ± 1,16 / Mremin= 21,47±2,65) e com o placebo - água deionizada (Minicial=38,44 ± 2,74 / Mdesmin=14,60 ± 1,11 / Mremin = 14,51 ± 4,08), confirmados pelo teste de Análise de variância (ANOVA). Em relação ao percentual de recuperação mineral, o diaminofluoreto de prata foi superior ao grupo do verniz fluoretado (M% recuperação - diamino = 40,64 ± 13,53 > M% recuperação - verniz = 28,55 ± 10,07). Pode-se concluir que os dois materiais testados apresentaram potencial de remineralização da dentina bovina artificialmente desmineralizada, mas o diaminofluoreto de prata foi superior ao verniz fluoretado, com “t” = 98,29 (p < 0,0001).

A092

Comparação clínica da efetividade de duas técnicas de microabrasão do esmalte

F. S. OLIVEIRA*, S. M. B. SILVA, C. R. M. LANZA, M. A. A. M. MACHADO, S. N. MARTA 

Disciplina de Odontopediatria, FOB-USP – Fone: (014) 235 8218

Considerando a alta ocorrência de crianças que apresentam manchas hipoplásicas ou fluorose nos dentes permanentes, foi comparada a efetividade da técnica de microabrasão utilizando dois materiais diferentes. Foram selecionadas 16 crianças entre 8 a 12 anos de idade, que apresentavam no mínimo dois dentes com manchas hipoplásicas no esmalte. O tratamento só foi realizado após a explicação do procedimento e o consentimento assinado dos pais. O estudo incluiu um total de 94 dentes divididos em dois grupos. Destes, 47 foram tratados com o conjunto microabrasivo Prema e seus homólogos com uma pasta de ácido fosfórico gel a 37% associado a pedra-pomes. Foram realizadas de 5 a 12 aplicações do material por 10-15 segundos em cada dente, intercaladas por lavagem abundante com spray de água por 20 segundos. As avaliações foram feitas por dois examinadores, utilizando escores, pelo método direto e indireto (visual e fotográfico) imediatamente, após 1 semana, 1, 3 e 12 meses. Os resultados clínicos mostraram que 70,2% dos dentes que foram submetidos à técnica de microabrasão, usando os dois materiais, removeram as manchas em toda a sua extensão e profundidade, 23,4% dos dentes houve alguma melhora, mas não o seu desaparecimento e 6,4% dos dentes, o defeito permaneceu inalterado. O teste Wilcoxon mostrou que o número de aplicações do Prema foi significativamente maior que do ácido fosfórico (P£0,0001). Concluiu-se que tanto a técnica do Prema quanto a que emprega o ácido fosfórico apresentaram resultados clínicos satisfatórios imediatos, havendo melhora com o decorrer do tempo, sendo que a última requer um número menor de aplicações. O aspecto visual obtido imediatamente ao uso do Prema mostrou uma lisura superficial mais refinada.

A093

Reprodutibilidade do diagnóstico da presença de cárie após preparo cavitário.

F. C. CARNEIRO*, F. TEIXEIRA, L. GUIMARÃES, K. DIAS, P. NADANOVSKY

Fac. Odontologia e Instituto de Medicina Social, UERJ, RJ  – Brasil - (021) 254-7452

Os critérios clínicos para diagnóstico de uma cavidade livre ou não de cárie, são subjetivos e necessitam de treinamento e calibração dos pesquisadores antes de iniciarem um processo de pesquisa. O presente estudo piloto, tem o objetivo de testar a reprodutibilidade do critério clínico de dureza da dentina para o diagnóstico de cavidade livre ou não de cárie - Kidd et al., Caries Res., 27(5): 402-8, 1993 – entre 2 dentistas (FCC e LPG), após treinamento clínico. Foram selecionados 10 pacientes com cavidade de cárie primária em dentina. A remoção parcial ou total da cárie foi realizada por um terceiro dentista (FT), baseado numa sequência aleatória confidencial, preestabelecida, de presença ou ausência de cárie. Em seguida, FCC e LG inspecionavam, separadamente, a cavidade e anotavam seus diagnósticos em dois envelopes, posteriormente lacrados. Os 2 dentistas concordaram em 9 das 10 cavidades avaliadas. Ao final do estudo, os dados obtidos foram submetidos a análise estatística para obtenção do índice kappa de concordância entre os 2 dentistas. O resultado obtido foi k = 0.80 (Intervalo de Confiança 95% 0.43 – 1.00). Este resultado sugere que o critério clínico de dureza da dentina pode ser reproduzível entre dentistas treinados. No entanto, pouco pode ser concluído com firmeza, devido ao número pequeno de casos e consequentemente um intervalo de confiança muito amplo.

Este estudo obteve aprovação da Comitê de Ética em Pesquisa da UERJ.

A094

Avaliação do uso de dentifrício fluoretado por crianças e a percepção estética  dos pais com relação ao grau de fluorose dental.

S.J. CHEDID*, J.A. CURY

(FO-USP, FOP-UNICAMP) e-mail: chedidsj@netpoint.com.br

As condições habituais de escovação de crianças residentes em São Paulo (água 0,70 ppm F) e a percepção estética de fluorose dental por seus pais foram avaliadas. . Pais de Crianças de Alto e Baixo Nível sócio-econômico (AN and BN) responderam dois questionários sob supervisão. O primeiro (1) detalhou a forma habitual de escovação em 444 de 6 meses a 5 anos de idade. O segundo (2) avaliou 223 de 6 a 9  anos de idade com relação a presença de fluorose dental diagnosticada pelo pesquisador e a observação desta pelos pais. 1) 93.24% das crianças  escovavam os dentes. 61.32% AN e 38.68% BN começaram a escovar na erupcão do 1º dente; 60.00% AN e 40.00% BN com 1 ano; 38.73% AN e 61.24% BN com 2  anos. 16.71% crianças escovavam seus próprios dentes (46.38% AN e 53.62% BN). 3x/dia (62.73% AN; 37.27% BN), 2x/dia (62.73% AN; 37.27% BN) e 1x/dia (14.43% AN; 85.57% BN). A quantidade de pasta utilizada foi pequena (66.29% AN; 33.71% BN); metade da escova (42.77% AN; 57.23% BN) e toda a escova (43.40% AN; 56.60% BN). 2) 75.2% dos pais observavam os dentes de seus filhos e  83.33% consideravam sua coloração normal. O pesquisador diagnosticou 18.4% de crianças com fluorose dental a qual não foi observada pelos pais em 87.8% dos casos. Das crianças com fluorose  30.23% eram AN e 15.56% BN. Os dados sugerem que a precocidade em escovar os dentes e a frequência de escovação poderiam explicar a maior prevalência de fluorose dental nas crianças de melhor nível sócio-econômico, a qual não afetou a estética dental para ser percebida pelos pais ou crianças.

A095

Critérios no diagnóstico da cárie oclusal

M.MACEDO*, L. DAMASCENO, J.MIASATO

Depto. Odontologia – UNIGRANRIO – D.Caxias – RJ. (021)671-4251

O objetivo deste trabalho foi conhecer os critérios utilizados pelos cirurgiões – dentistas (CDs) de Campos dos Goytacazes – RJ., na avaliação da superfície oclusal. No mês de Abril de 1999, 80 CDs responderam a um questionário com 6 questões abertas e fechadas. A amostra apresentou 52,5%(42) do sexo feminino; 81,3%(65) graduados pela Faculdade de Odontologia de Campos dos Goytacazes - RJ. Em relação ao tempo de formatura, 38,8%(31) com até 10 anos, 36,2%(29) entre 11 e 20 anos e 25%(20) entre 21 a 30 anos de formado. Quanto ao local de trabalho, 66,3%(53) trabalham exclusivamente no consultório, sendo que, 37,5%(30) possuem especialidade. No exame da superfície oclusal 73,8%(59) realizam profilaxia prévia e 93,8%(75) realizam a secagem. No entanto, 95%(76) utilizam a sonda e, destes 71,3%(57) utilizam-na com a ponta aguda, estando estas sempre presente para 76,3%(58) no exame da superfície oclusal. A utilização do exame radiográfico para 13,8%(11) dos CDs sempre está presente, para 57,5%(46) às vezes e para 28,7%(23) ausente no diagnóstico de cárie oclusal. Em relação aos fatores observados no exame, 15%(12) levam em consideração a atividade de cárie (AC); 50%(40) consideram a AC e outros fatores; 1,3%(1) só considera o fator de risco (FR); 6,2%(5) associa o FR com a extensão da lesão (EL); 20%(16) só considera a EL; 2,5%(2) a localização da lesão; 2,5%(2) observam outros fatores e 2,5%(2) não responderam. Existe a necessidade de melhores esclarecimentos aos CDs nos critérios do  diagnóstico da cárie oclusal.

A096

Influência do quitosano sobre a placa dental bacteriana.

M. S. C. F. ALVES*,  J. A.; TEIXEIRA,   A.  MEDEIROS  JUNIOR,   M.  F.  GINANI.      

Departamento de Odontologia da UFRN,  Natal - RN.    E-mail: mstodsoc@odonto.ufrn.br.

O quitosano é um polissacarídeo aminado obtido a partir da desacetilação alcalina da Quitina encontrada abundantemente no exoesqueleto dos artrópodas.  As diversas propriedades apresentadas pelo Quitosano o tornam aplicável em diversas áreas, inclusive dentro da Odontologia; seus efeitos antimicrobianos são aproveitados pela indústria japonesa para o desenvolvimento de dentifrícios, contendo este biopolímero, visando a inibição da placa dental. Neste trabalho, desenvolveu-se métodos próprios para o processo de extração da quitina a partir de matéria prima regional (carapaça de caranguejo e cascas de camarão) e sua conversão em quitosano que foi utilizado em solução para bochechos diários. Avaliou-se a influência do colutório, contendo quitosano em concentração de 0,5%, sobre os níveis de S. mutans, capacidade tampão salivar e índice de placa bacteriana.  A amostra constou de 12 pacientes oriundos da Clínica Integrada da UFRN, distribuídos em dois grupos, um que utilizou o colutório à base de quitosano em associação à escovação dentária e outro que utilizou o colutório de forma isolada. Para a realização do experimento obteve-se os dados de linha base caracterizados pela deteminação da capacitade tampão, contagem de S. mutans e índices de placa.  Após o período de 5 dias de uso do colutório, os exames foram repetidos. Os dados foram analisados através do Teste de Wilcoxon com um nível de significância da 5%.  Constatou-se um aumento significante da capacidade tampão salivar no grupo que utilizou o colutório não associado à escovação dentária e um declínio significante nos níveis de S. mutans e índice de placa no  grupo que utilizou o colutório associado à escovação dentária.

Trabalho premiado no 8º Prêmio Estímulo Kolynos.

A097

Mesa  para corte de tecidos duros – um novo e barato instrumento de pesquisa

D. M. P. PADILHA*,  M. HAMMES 

Faculdade de Odontologia – UFRGS  d.padilha@pro.via-rs.com.br

O estudo de substâncias/tecidos duros representa uma fonte inesgotável de informações. A Odontologia é uma das ciências que mais profundamente estuda substâncias/tecidos duros A literatura tem descrito sistemas eficientes para os cortes de precisão de tecidos duros que, são onerosos para a realidade brasileira, o que impele pesquisadores a improvisarem métodos grosseiros e pouco precisos execução destes cortes. O objetivo deste trabalho é apresentar a “Mesa milimetrada para corte de tecidos duros” um novo e barato instrumento de pesquisa que facilita a execução de cortes sobre tecidos e materiais duros. A mesa é composta por duas bases interligadas por um sistema de movimentação. Uma das bases é fixa e em forma de “U”. A movimentação da base móvel é controlada  por uma escala de milímetros. Na base móvel uma caneta reta é fixada e nela um disco diamantado que pode ser refrigerado com água. Na base do “U” há uma calha na qual corre uma barra de metal onde são coladas as peças a serem cortadas tangendo a porção vertical da calha, mais próxima  a peça de mão. Uma vez acionado o motor, a barra de metal é deslocada lateralmente permitindo a passagem das peças coladas pela zona de corte e então secções de diversas espessuras podem ser obtidas. Testes preliminares durante a construção do protótipo demonstraram que o instrumento  é de muito fácil operação e possibilita a obtenção de cortes de até 0,4 mm de espessura, seriados e com a localização bastante precisa em segmentos dentários, metálicos e plásticos bem como em pequenos segmentos de estruturas ósseas de animais de laboratório. A”Mesa milimetrada para corte de tecidos duros” além de ser pouco onerosa na construção e operação pois utiliza-se de discos de diamante de baixo custo,  facilita a execução de cortes sobre tecidos e materiais duros.

A098

Contribuição ao estudo da avaliação da saúde bucal em infantes

S. G. BARROS*, A. CASTRO ALVES, L. S. PUGLIESE, S. R. A. REIS

Depto. de Odont. Social E Diagn. e Terap. da Univ. Fed. da Bahia E-mail: alvesac@ufba.br

Este estudo teve por objetivo avaliar as condições de saúde bucal de 340 crianças saudáveis de 0-30 meses de idade (21,3 ± 5,6), de ambos os sexos (54,5% meninos; 45,6% meninas), de 20 creches públicas de Salvador, voltando a atenção para as lesões incipientes (mancha branca ativa – mba). Os exames foram realizados por um único examinador utilizando-se espelho, sonda e uma lanterna. A criança era examinada deitada sobre uma mesa, sendo os dentes limpos e secos com gaze. Um questionário aplicado com os responsáveis avaliava o conhecimento da doença cárie, a exposição a fatores de risco, grau de instrução, renda familiar e uso de flúor. Dos 340  questionários enviados, 229 (67,35%) foram incluídos. As lesões foram classificadas de acordo com o grau de severidade em cinco níveis (C0-C4; ativa/inativa). Foi utilizado o teste do Qui-quadrado (Epi-info 6.02). Encontrou-se uma prevalência de cárie  de 55,3% quando todos os estágios da lesão foram considerados: 25%, para as crianças entre 0-12 meses; 51,18%, entre 13-24 meses; 71,03%, entre 25-30 meses (x2=25,31, p<0,01). Quando avaliou-se apenas mba, 49,7% mostraram-se afetadas e 17,6%, apenas com lesões cavitadas. Das crianças afetadas, 90,96% apresentavam apenas lesões nas unidades anteriores: 80% das lesões eram mba e 20%, lesões cavitadas. Não foi observada diferença estatisticamente significante entre os sexos. A higiene bucal mostrou-se fator de risco para cárie nesta faixa etária etária (x2=67,61, p<0,01) e a porcentagem de crianças afetadas mostrou-se maior na presença de aleitamento noturno. Foi observado um aumento da prevalência de cárie em função da idade e com a inclusão da mancha branca ativa, para ambos os sexos. Sugere-se atenção odontológica precoce, para o diagnóstico inicial de lesões incipientes e adoção de métodos educativos e preventivos, incentivando mudanças de hábito de higiene oral e dieta.

Apoio financeiro: CAPES.

A099

Efeito cariostático de restaurações adesivas em superfícies radiculares: estudo in vitro

A. T. HARA, C. S. MAGALHÃES*, A. L. RODRIGUES Jr., M. C. SERRA

FOP UNICAMP / FOAr UNESP - e-mail: mcserra@fop.unicamp.br

Materiais restauradores que liberam íons flúor e/ou promovem adesão à estrutura dental têm sido relacionados com a inibição do desenvolvimento de lesões de cárie adjacentes às restaurações. A hipótese testada através deste estudo in vitro foi se o uso de resina composta/sistema adesivo dentinário tem efeito cariostático semelhante a um material adesivo que libera íons flúor - cimento de ionômero de vidro - sobre superfície radicular adjacente às restaurações. Foram utilizadas 20 raízes de terceiros molares humanos extraídos, embutidas em resina de poliestireno, e planificadas em politriz metalográfica. Cavidades cilíndricas de 1,0-mm de profundidade e 2,0-mm de diâmetro foram preparadas, e restauradas aleatoriamente com (a) Chelon Fil (Espe) ou (b) Z100/Single Bond (3M) (n=10). Valores iniciais (Vi) de microdureza superficial Knoop (10g, 15s) da dentina foram obtidos a 100, 200 e 300-µm da margem oclusal de cada restauração. Uma área de-2 mm ao redor da restauração foi delimitada e submetida a um modelo dinâmico para indução de cárie artificial. Após 3 dias, foram obtidos os valores finais (Vf) de microdureza, nas mesmas condições e localizações da leitura inicial. As diferenças entre Vi e Vf foram consideradas para a análise estatística. As medianas de Vi - Vf nas distâncias de 100, 200 e 300-µm foram para (a): -3,8; -0,3; -1,0; e para (b): 3,3; 2,5; 1,7. O Teste de Kruskal-Wallis não evidenciou diferença estatística significativa entre as distâncias dentro de cada grupo estudado. Às distâncias de 200-µm e 300-µm, não houve diferença estatística significante entre os materiais avaliados. À distância de 100-mm, o material (a) diferiu significativamente de (b) (p < 0,05). Sob as condições deste estudo, o cimento ionômero de vidro apresentou maior potencial cariostático que a resina composta com sistema adesivo dentinário.

A100

Avaliação dose-efeito de uma formulação de dentifrício desenvolvida com concentração reduzida de flúor.

H.M.U. DECICO*, J.A. CURY.

Laboratório de Bioquímica Oral - FOP–UNICAMP (jcury@fop.unicamp.br)

O desenvolvimento de dentifrício com menor concentração de flúor tem sido sugerido para diminuir o risco de fluorose dental. Assim, o objetivo deste trabalho laboratorial foi avaliar o potencial anti-cárie do flúor de uma formulação em termos de relação dose-efeito e em comparação com um dentifrício padrão (“Gold Standard”).  Foi desenvolvida uma formulação e preparados dentifrícios com 275, 550 e 1100 ppm F, contendo NaF/sílica, os quais foram comparados com um placebo e o dentifrício Crest (padrão). Avaliou-se: 1) A biodisponibilidade  dos dentifrícios, em termos de ppm  de flúor  total (FT), fluoreto de cálcio (“CaF2”) e fluorapatita (FA) formados no esmalte dental; 2) Utilizando modelos de ciclagens de pH (Des-Re), foi avaliada a capacidade dos dentifrícios em: A) Inibirem a desmineralização (Des>Re) do esmalte; B) Ativarem a remineralização (Re>Des)  C) Incorporarem flúor no esmalte. Após as ciclagens determinou-se no esmalte: 1) A microdureza superficial, calculando-se a % de perda (%PMDS) ou recuperação da mesma (%RMDS), respectivamente quando Des>Re ou Re>Des; 2) A dureza interna, também foi determinada  (MDI) após secção dos blocos 3) Flúor formado no esmalte (ppm F). Os resultados obtidos foram respectivamente: 1)Biodisponibilidade: FT =71,4+1,7d;180,4+5,2c; 231,1+12,8b;287,9+9,8a; 210,8+5,7b; FA=67,7+1,7c; 97,4+4,4b; 109,1+3,4b,a; 120,2+2,1a; 111,4+3,8a; “CaF2”=76,7+1,3d; 165,1+7,9c; 224,4+8,9b; 275,1+5,8a; 206,0 +6,4b 2) Ciclagens de Des>Re: %PMDS=76,7+2,4a; 79,5+3,2a; 74,3+4,19a; 67,2+4,9a; 73,6+3,11a;  3) Ciclagens de Re>Des: %RMDS= 14,0+1,8c; 20,1+2,7c; 30,5+3,7b; 44,3+2,2a; 48,5+1,2a .Tratamentos cujas médias (+SE) são seguidas de letras distintas diferem estatisticamente (p<0,05). Através dos resultados, não é possível concluir por esta avaliação laboratorial que o dentifrício desenvolvido teria o mesmo potencial anti-cárie que o convencional.

FAPESP - Proc.96/01826-2.

 

A101

Ingestão de flúor através do uso de dentifrícios por crianças em idade de risco de desenvolvimento de fluorose dentária. 

S. M. PAIVA*,  J. A. CURY.

FO-USP, FOP-UNICAMP, Brasil - saul@prover.com.br - (031) 287-8982

Dentifrício fluoretado tem sido considerado um dos responsáveis pelo aumento da prevalência de fluorose dentária. Assim, o objetivo foi avaliar a dose (mg F/Kg peso corpóreo/dia) e fatores que contribuem para a mesma quando da escovação dentária. Participaram da pesquisa 32 crianças de 20 a 30 meses de idade, pesando em média 13,5 Kg, residentes em Ibiá, MG. A porção de dentifrício colocada sobre a escova dental foi pesada para a determinação da quantidade de flúor, conhecendo-se a concentração de flúor solúvel de cada dentifrício. As crianças realizaram normalmente a escovação, sendo coletados os produtos expectorados e a água utilizada para a lavagem da escova. Para todas as análises de flúor usou-se um eletrodo específico ORION 96-09. O peso médio de dentifrício utilizado por escovação foi 0,52 g e a quantidade média do flúor obtida nas escovações diárias foi 1,27 mg sendo que 0,45 mg (35,6%) foi recuperado e 0,82 mg (64,4%) foi ingerido. As crianças foram submetidas a uma dose de 0,061±0,008 mg F/Kg (média±dp), com variabilidade de 0,011 à 0,142. Teste “t” mostrou que esta dose foi estatisticamente equivalente à dose máxima limite de risco de uma fluorose dentária clinicamente aceitável (0,07 mg F/Kg peso/dia). Verificou-se correlação significante (Pearson) entre dose e quantidade de dentifrício usado na escovação (r=0,60, p=0,0003), bem como com freqüência de escovação (r=0,42, p=0,0182). Não houve significância na correlação entre dose e idade (r=-0,09, p=0,64) e dose e peso das crianças (r=-0,10, p=0,58). Concluiu-se que em média as crianças estão sendo submetidas a uma dose de flúor (ingerido e não absorvido) cujo risco em potencial é de uma fluorose dental não preocupante. Entretanto, devido a variabilidade, medidas devem ser tomadas para reduzir a ingestão de flúor através do uso de dentifrícios.

A102

Relação entre níveis salivares de Estreptococos do Grupo Mutans e sua presença nas escovas dentais

S.C. WEYNE*, S.G. HARARI, A.MONNERAT, I.CAMPOS, N.M. MORAES

Departamento de Odontologia Social e Preventiva FO UFRJ- RJ - (021) 535-0435

As escovas dentais podem apresentar contaminação  por diferente microorganismos, incluindo-se entre eles, bactérias cariogênicas, fungos, micoplasmas e vírus, mesmo quando são apropriadamente lavadas antes do armazenamento. Nessa perspectiva, existe portanto a possibilidade da ocorrência de re-infecção do próprio usuário, no ambiente ecológico bucal, quando em tratamento com antimicrobianos como a clorexidina, visando a redução temporária dos níveis de Estreptococos Grupo Mutans(EGM) nos biofilmes bucais. O objetivo deste estudo foi avaliar a correlação entre a presença de EGM nas escovas dentais e os níveis salivares desses microorganismos nos  seus usuários. A amostra salivar  foi obtida de acordo com a técnica recomendada pelo fabricante  do método semi-quantitativo Caritest-SM ® . O material proveniente das escovas dentais foi obtido pressionando –se levemente as suas cerdas contra  a superfície do meio de cultura Mitis-salivarius em Agar, do sistema Caritest. O material obtido foi incubado em ambiente de microaerofilia (10% CO2) em uma temperatura de 37o C por um período de 48 horas e mantidos em temperatura ambiente por 24 hs. A leitura dos resultados foi realizada com auxilio de uma lupa iluminada e comparados ao modelo padrão do fabricante. A moda da amostra foi de indivíduos Estreptococos do Grupo Mutans Milionários ( 1x 106 EGM/ml de saliva ) e a média ponderada dos indivíduos foi de 400.000 EGM/ml de saliva. Foi encontrado presença de EGM nas escovas dentais em 98% da amostra   Existe a tendência de uma relação positiva entre níveis salivares de EGM e sua presença nas escovas dentais de seus usuários. Pacientes submetidos a tratamentos antimicrobianos devem  trocar de escovas dentais ou submete –las a tratamentos químicos.

A103

Estudo in vitro e in situ do efeito do Nd:YAG laser e flúor na desmineralização do esmalte.

M. Kuramoto Jr. *; F. A. M. Santos, E. Matson, J. Nicolau

Univ. São Paulo,Fac.Odontologia,Dep. de Dentística- (011)818-7841, g-junior@fo.usp.br

Este trabalho procurou avaliar os efeitos do Nd:YAG laser e do flúor fosfato acidulado na inibição da desmineralização do esmalte. 30 terceiros molares humanos irrompidos, isentos de cáries, foram seccionados de maneira a se obter 7 cortes de cada elemento, os quais foram submetidos a procedimentos diferentes, compondo os grupos experimentais deste estudo (n=15) como se segue: controle (sem tratamento); desmineralizado; irradiado; submetido a flúor; irradiado e submetido a flúor; submetido a flúor e irradiado; simultaneamente submetido a flúor e irradiado. Para a verificação dos efeitos in vitro as amostras foram submetidas a um processo de ciclagem de pH, enquanto os efeitos in situ foram verificados em um dispositivo intra-oral (28 dias). Após os tratamentos desmineralizantes, as amostras foram submetidas ao teste de microdureza Vickers e avaliadas por microscopia de luz polarizada. A microdureza dos grupos controle (295,83±35,53 in vitro; 320,43±30.18 in situ) diferiu de maneira estatisticamente significante (ANOVA, p<0,05) dos outros grupos, sugerindo que os métodos empregados não foram capazes de inibir de maneira efetiva a desmineralização do esmalte. Os valores mais baixos de microdureza foram encontrados nas amostras submetidas somente à irradiação laser (168,06±45,10 in vitro; 209,13±23,12 in situ) e os mais altos nas amostras submetidas somente ao flúor ou simultaneamente ao flúor e irradiação laser. Os resultados obtidos nos testes de microdureza são confirmados pela análise por microscopia de luz polarizada. Os métodos de desmineralização, tanto por ciclagem de pH quanto por simulação de ambiente cariogênico, demonstraram eficácia na redução da microdureza do esmalte. As amostras submetidas somente à irradiação laser demonstraram os valores mais baixos de microdureza superficial.

A104

Evidenciação histoquímica (TRAP) de células clásticas em pré-molares humanos movimentados ortodonticamente.

M.A.CASA*, R.M.FALTIN, K.FALTIN, V.E.ARANA-CHAVEZ.

Depto. Histologia, USP & Depto. Ortodontia, UNIP, SP - (011) 818-7308

Após utilização de uma força contínua e precisa de torque radiculo-palatino, 8 pré-molares superiores, ortodonticamente indicados para extração, de 4 pacientes (13-16 anos de idade), foram estudados utilizando, uma reação histoquímica específica para marcar células clásticas, fostatase ácida tartarato-resistente (TRAP). A força de contínua aplicada a estes dentes foi de 600cN/mm, utilizando um modelo de biomecânica precisa com fios superelásticos (NiTi-Se), os quais foram desenvolvidos e calibrados individualmente na Univ. de Ulm, Alemanha. Os dentes foram divididos em quatro grupos: Grupo controle, e grupos movimentados 2, 3 e 4 semanas. Após a extração os dentes foram fixados, descalcificados em EDTA 10% e incluídos em historesina (JB-4), os cortes com aproximadamente 5mm, foram incubados na solução para evidenciação do TRAP e contra-corados com hematoxilina. A análise ao microscópio de luz evidenciou lacunas de reabsorção dentária de vários tamanhos. Foi observado, que quanto maior o período de aplicação de força, maior foi o número de lacunas de reabsorção e número de células clásticas encontradas sobre o cemento. Porém, apartir da terceira semana também foram evidentes células clásticas multinucleadas afastadas do cemento. 

 

A105

Perfil dos pacientes da clínica de bebês da Universidade Gama Filho.

M.E.P.R. COSTA*, S.C. CHARLIER,  F.S.C. FERREIRA, T.K. CHIANCA, R.B.C.  VIANNA

Odontopediatria – Universidade Gama Filho – UFRJ – RJ - (021)269-5375

O objetivo deste trabalho foi avaliar a prevalência de cárie em crianças atendidas na clínica de bebês da U.G.F., no período de 1993 a 1996 e o conhecimento das mães e gestantes sobre os cuidados com a saúde bucal dos bebês. Questões referentes aos hábitos de higiene, dieta e amamentação foram levantadas através de questionários e entrevistas, respectivamente, junto a 54 gestantes e 110 mães. Exames clínicos para detectar presença ou ausência de cárie foram realizados pelos alunos de graduação, supervisionados por 4 professores, nos 110 bebês incluídos no estudo. O programa Epi-Info 6.04 foi utilizado para análise estatística dos dados. Entre as gestantes que responderam ao questionário, 31,48% nunca havia recebido orientação sobre os cuidados com a saúde bucal de seu bebê. O meio mais usado para obterem informações foi através de revistas. Entre as gestantes, 77,78% não acreditavam que amamentar poderia causar cárie. O motivo da visita à clínica de 42,73% das mães, foi devido à presença de cárie. O fato de 80% das mães não terem sido orientadas pelo pediatra, não influenciou a ocorrência de cárie em seus filhos (OR=1.43; I.C.95%=0,44, 5,45). O uso de antibiótico, segundo 36,71% das mães é a razão do aparecimento da cárie, enquanto que 5% achavam que o dente já havia erupcionado com cárie. Os percentuais de bebês com presença de cárie, segundo a faixa etária foram: 0-12 meses=0%; 13-24 meses=56,25%; 25-36 meses=82,35% e 37-48 meses=84,61%. A prevalência de cárie encontrada neste grupo foi superior a outros estudos relatados na literatura, embora ocorresse na mesma progressão em relação à idade. As mães estão pouco-informadas sobre as condutas que devem ter em relação à saúde bucal dos bebês.

A106

Mesa milimetrada para corte de tecidos duros: precisão de localização de cortes

D. M. P. PADILHA,.   M. HAMMES *

Faculdade de Odontologia – UFRGS  - d.padilha@pro.via-rs.com.br

O estudo de substâncias/tecidos duros constantes na natureza representa uma fonte inesgotável de informações. Suas naturezas químicas, composição, macro e micro estruturas etc. são capazes de fornecer elucidações importantes no que tange à sua utilização como substâncias, preservação como tecidos, especificidade biológica e estrutural entre outros. Quando os tecidos duros precisam ser estudados na sua estrutura microscópica e, por necessidade metodológica, não podem ser submetidos a descalcificação, lança-se mão de sistemas de corte, abrasão e polimento. Uma “Mesa milimetrada para corte de tecidos duros” foi desenvolvida na Faculdade de Odontologia – UFRGS para facilitar preparos de tecidos e materiais duros. Uma vez que o equipamento é simples e novo, uma série de testes são necessários para definir seu grau de precisão. O objetivo deste trabalho é  avaliar a precisão de localização de cortes isolados sobre  corpos de prova de acrílico. Vinte corpos foram utilizados. Uma vez montados nas barras de corte da mesa, os corpos foram seccionados a 2mm da extremidade. Após, estes fragmentos foram medidos com auxílio de um paquímetro digital. Foram realizadas 3 medidas consecutivas de cada fragmento sendo o paquímetro reposicionado em cada medida. Os dados foram tabulados e obtidas a sua média e desvio padrão (1,5697 + 0,058). Uma vez que a distribuição das médias dos cortes obtidos foi  bastante homogênea e considerando-se a necessidade de desconto no corte, da espessura do disco diamantado, e ainda o pequeno coeficiente de variação dos cortes obtidos (3.7%), conclui-se que houve uma excelente precisão na localização de cortes isolados sobre corpos de prova utilizando-se este equipamento.

A107

Efeitos do ácido fosfórico sobre a superfície do esmalte dentário

L. A. P .PENNA*, P. I. SERAIDARIAN, A. C. C. NEVES, M. FAVA, S. I. MYAKI

Depto Mat. Odont. e Prótese da Fac. Odontologia de São José dos Campos - UNESP. (012) 321-8166, ramal 1305.

O objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos e o tempo de condicionamento do ácido fosfórico, na morfologia do esmalte dentário, na superfície vestibular da coroa de 18 pré-molares hígidos extraídos de pacientes com idade variando de 12 a 16 anos. Os dentes foram divididos aleatoriamente em dois grupos iguais. Cada três dentes do primeiro grupo foram submetidos a ação do ácido fosfórico a 10% pelos tempos de 15, 30 e 60 segundos, respectivamente. O segundo grupo também foi dividido em três subgrupos que foram submetidos a ação do ácido fosfórico a 32% por 15, 30 e 60 segundos. Após metalização em ouro, os espécimes foram submetidos a análise ao microscópio eletrônico de varredura que permitiu aos autores concluírem que: a) o ácido fosfórico nas concentrações de 10% e 32% promoveu a formação de microporosidades na superfície do esmalte, com tempos de condicionamento de 15, 30 e 60 segundos; b) houve predominância do padrão de condicionamento ácido tipo 3 de Silverstone quando se utilizou ácido fosfórico a 10% e a 32% durante 15 segundos e, predominância do padrão 1 quando o tempo de condicionamento ácido foi aumentado para 30 e 60 segundos; c) quanto maior a concentração e o tempo de condicionamento, as microporosidades se mostraram mais evidentes.

A108

Prevalência de cárie em município não fluoretado: zona urbana x rural.

S.C. CHARLIER*, I. CHIANCA, R. VIANNA,  M.E.P.R. COSTA, F.T.S.C.FERREIRA, M.L.A. NEVES

Odontopediatria – UFRJ-UGF. E-mail: charlier@uol.com.br

O estudo verificou a frequência de cárie dentária em escolares da zona urbana e rural de um município não fluoretado. Foram examinados 1421 escolares da pré-escola à 4a série do 1o grau, sendo 857 da zona urbana e 564 da zona rural do município de Carmo de Minas, MG, Brasil, em 1993. Os índices CPOD e ceo foram levantados, seguindo as orientações da OMS. Os dados foram armazenados e analisados utilizando o programa Epi Info 6.04. A média de CPOD aos 12 anos foi de 11,27 (d.p.=4.933).  A diferença entre o CPOD médio da zona rural (12.63) e zona urbana (9.92) foi estatisticamente significativo (p<0,005). Houve diferenças estatisticamente significativas entre as distribuições dos componentes do índice CPOD em função do local de residência: a) dentes cariados – 81,7% (rural) e 72,4% (urbana), p<0,05 (ANOVA); b) dentes perdidos – 12,6% (rural) e 9,5% (urbana), p<0,005 (ANOVA); c) dentes obturados 5,7% (rural) e 17,7% (urbana), p<0,01 (ANOVA).  Apresentavam-se livres de cárie na dentição permanente, 26,31% dos escolares da zona rural e 42,45% da zona urbana. Não houve diferenças estatisticamente significantes nas médias do ceo dos 4 aos 6 anos de idade nas zonas rural (8.38) e urbana (7.25) p>0,05. Apenas 1,6% dos escolares da zona rural e 7,4% da zona urbana eram livres de cárie na dentição decídua. Concluiu-se que: (1) há uma prevalência de cárie no grupo muito acima da encontrada no levantamento epidemiológico de 1996 do Ministério da Saúde e do que é preconizado pela OMS para os anos índices de 2000 e 2010; (2) a zona de moradia (rural e urbana) influenciou significantemente a prevalência de cárie, provavelmente pela restrição de acesso a medidas de promoção de saúde bucal.

A109

Efeito de diferentes soluções contendo fluoreto de sódio e xilitol no índice de PHP em humanos.

N.C.V.GONÇALVES*, S.L.S.SALVADOR, A.VALSECK Jr., Z.ROTHSCHILD, L.C.FIGUEIREDO, G.C.BERGAMO.

USP-RP / UNESP – Araraquara - SP - (035) 292-5608. O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito da utilização de solução de fluoreto de sódio a 0,05% adicionada de 2,5% ou 12,5% de xilitol no índice de PHP. Participaram do estudo 33 pacientes institucionalizados, com faixa etária entre 8 e 16 anos. O estudo foi realizado segundo princípio duplo cego, do tipo cruzado (4X4), onde os pacientes foram distribuídos aleatoreamente em quatro grupos: grupo placebo- GP; grupo fluoreto de sódio 0,05% - GF; grupo fluoreto de sódio 0,05% adicionado de 2,5% de xilitol – GFX; e grupo fluoreto de sódio 0,05% adicionado de 12,5% de xilitol  - GFXX. Utilizou-se o índice de PHP (Podshadley & Haley, 1968), que quantificou a placa bacteriana antes e após a utilização das diferentes soluções de bochecho, 2 vezes/dia, durante um período de 28dias cada. Os resultados referentes ao posto médio (anterior e posterior, respectivamente), à utilização de cada uma das soluções para o GP (32,2 e 34,8); GF (34,3 e 32,7); GFX (35,2 e 31,8); e GFXX (29,1 e 23,8) não apresentaram diferenças significantes (p>0,05; estatística não paramétrica de Kruskal-Wallis). Em adição, não houve diferença significante em relação aos valores obtidos nos períodos posteriores à administração das diferentes soluções quando comparadas entre sí: GP (76,3), GF (66,7), GFX (62,4), e GFXX (60,5) (p=0,24; estatística não paramétrica de Kruskal-Wallis). A utilização de solução de fluoreto de sódio a 0,05% adicionada de 2,5% ou 12,5% de xilitol promoveu uma ligeira diminuição do índice de PHP, embora estatisticamente não significante. Os resultados sugerem que a adição de 2,5% ou 12,5% de xilitol à solução de bochecho contendo fluoreto de sódio 0,05% não alterou a quantidade de placa bacteriana quando utilizada sob as condições experimentais acima descritas. Este estudo foi financiado pela CNPq.

A110

Avaliação do conhecimento da presença de álcool nos enxaguatórios bucais.

M.C.C.DANTAS*, D.F.L. NASCIMENTO, M.V.L.GUIMARÃES, L.M.CHEVITARESE.

UNIGRANRIO- UFRJ (021) 594-9335

O estudo teve como objetivo analisar, através de pesquisa de campo exploratória o grau de conhecimento dos usuários a respeito da  presença de álcool em alguns enxaguatórios bucais, o risco destes causarem  lesão bucal e a frequência de uso. Foi elaborado um  formulário e aplicado pelos pesquisadores em um grupo de 100 pacientes, escolhidos de maneira aleatória, que aguardavam pelo atendimento na clínica odontológica da Unigranrio, nos meses de setembro e outubro de 1998.  Os dados obtidos foram tabulados e analisados sob a forma de percentual: 98% desconhecem que a presença constante de álcool na cavidade bucal causa câncer, 96% alegam não ter conhecimento da quantidade de álcool presente nos enxaguatórios que usam.. Com relação a finalidade do uso dos enxaguatórios  40% usam para higiene bucal, 25%  para combate a cárie, 15% contra gengivite, 13% para frescor, 7% para diminuir a sensibilidade. Em relação ao tempo de uso da solução:  36% bochecham por 1 minuto, 35% por 30 segundos, 15% por mais de 1 minuto, 14% por 10 segundos. Quanto a freqüência do uso: 35% usam uma vez ao dia, 21% menos de uma vez por semana, 17% duas vezes dia, 11% uma vez por semana, 10% mais de uma vez por semana, 7% mais de duas vezes ao dia. De acordo com as respostas obtidas, concluímos que os profissionais da área de odontologia devem orientar a população quanto a maneira correta do uso dos colutórios, em relação ao tempo e freqüência dos bochechos e a quantidade de álcool.

A111

Fatores de risco para cárie em crianças HIV+ e HIV _.

E. R. BUNDZMAN*, I.P.R. SOUZA, U.V. MEDEIROS.

Odontopediatria - UFRJ - (021) 281-3665

Os objetivos desta pesquisa foram verificar a experiência de cárie em crianças infectadas pelo HIV (HIV+), investigar marcadores cariogênicos e comparar esses dados com os obtidos em crianças sem evidência clínica de imunossupressão (HIV-). Foi realizada anamnese de 63 crianças HIV+ e 61 HIV-, coleta de saliva para determinação de níveis salivares de S. mutans (SM) e Lactobacillus (LB), escovação dental supervisionada, aplicação tópica de flúor e exame oral. Para determinação do índice de cárie, também foram consideradas lesões sem cavitação. Dados adicionais foram obtidos do prontuário médico. A experiência de cárie foi alta nos dois grupos, observando-se semelhanças nos seguintes fatores de risco: nível sócio-econômico-cultural, hábitos de higiene bucal, acesso a educação e tratamento odontológicos, consumo de fluoretos e de alimentos cariogênicos, níveis salivares de SM e LB. As crianças HIV+ apresentaram valores de IHOS maiores, capacidade tampão menor e consumiam mais e durante mais tempo medicamentos com sacarose e xerogênicos que as do grupo controle. Foi observada associação positiva  entre os níveis salivares de SM e LB e a prevalência de cárie na dentição decídua dos dois grupos, bem como dos valores de IHOS e cárie na dentição decídua das crianças HIV+. Os resultados sugerem a necessidade de programas de promoção de saúde bucal, junto a Serviços Médicos de Pediatria, no intuito de proporcionar uma sobrevida com melhor qualidade à população HIV+ pediátrica.

A112

Avaliação de um programa de promoção de saúde.  

J. F. CASALLI* , M. L. M. BONOW

Disc. de Odontopediatria, F.O ., UFPel -RS. F/Fax: (0532) 224429; 226690

Face ao estado precário da condição bucal da população e à falta de atenção a esse problema, é necessário um programa de promoção de saúde. Trabalhar com crianças de 4 a 5 anos de idade permite mudar os maus hábitos precocemente, mantendo a dentição permanente e a gengiva saudáveis. A receptividade ao atendimento odontológico (ROSSETTI, H. Salud para Odontologia,p.111-114,1995.) é fator determinante para a motivação e obtenção de benefícios. Vinte e três crianças de 4-5 anos de idade de uma creche, foram avaliadas quanto à receptividade  ao atendimento, ao estado da gengiva (sangramento ou não na escovação ) e ao estado dos dentes. Procedimentos necessários foram planejados e realizados. Orientou-se a escovação, a cada duas semanas, para cada criança. No grupo controle, com 25 crianças, realizou-se o exame inicial e o final. Os resultados foram submetidos ao teste X2. Ao comparar exame inicial e final, houve aumento de cárie no grupo experimental e no controle, porém estatisticamente não significante. Quanto ao estado da gengiva e à receptividade da criança, houve melhora significante no grupo experimental e não houve diferença estatística no grupo controle. Assim, conclui-se que este programa foi eficaz para melhorar a receptividade da criança ao atendimento odontológico e o estado da gengiva, além de promover a adequação do meio bucal através dos procedimentos realizados.

A113

CD 57 em cisto radicular.             

P.R.MOREIRA;* D.F.M.SANTOS; R.D.MARTINS;R.S.GOMEZ.

Departamento de Patologia e Cirurgia - Faculdade de Odontologia da UFMG - Fone: 55-31-291 119 r:26, Fax: 55-31-292 7282; e-mail: rsgomez@net.em.com.br

Considerando que o antígeno CD 57 é um importante modulador do sistema imune, o presente estudo propõe uma comparação da expressão deste em cistos radiculares com epitélio hiperplásico ou atrófico. Vinte casos de cisto radicular foram selecionados e classificados como atróficos ou hiperplásicos. O sistema de amplificação  estreptavidina-biotina foi utilizado para identificação do receptor do CD 57. Os resultados demonstraram maior percentual de células CD 57 + em cistos radiculares com epitélio atrófico em relação ao epitélio hiperplásico. Como a expressão do CD 57 é indicativo de imunossupressão, isto pode constituir um imunomodulador negativo no crescimento epitelial dos cistos radiculares. Outros estudos são necessários para entender a importância dessas células na atividade ou inatividade biológica do epitélio dos cistos radiculares.

Apoio: FAPEMIG, PIIC / CNPq.

A114

Estudo comparativo da recuperação antigênica para técnica da imuno-histoquímica com Ácido Cítrico e EDTA em Citoqueratinas.

A. P. V. SOBRAL*; A. P. N. GOMES ; E. TODDAI ; S. O. M. de SOUSA ; V. C. ARAÚJO

Patologia Bucal; FO-USP - tel (011) 8187902

A técnica imuno-histoquímica tem sido utilizada como auxiliar no diagnóstico diferencial entre tumores e em pesquisa. A imuno-histoquímica consiste em uma reação antígeno/anticorpo, sendo necessário para a efetividade da técnica, por vezes a recuperação antigênica; principalmente quando utilizamos material fixado em formol e incluído em parafina. As técnicas mais empregadas são: digestão enzimática e microondas. Preocupados em melhorar e obter resultados mais confiáveis nos propomos neste trabalho a comparar duas substâncias; o ácido cítrico e o EDTA, cuja utilização foi recentemente sugerida para a recuperação em microondas. Selecionamos algumas isorformas de citoqueratina (CK-7/8/10/13/14/19) rotineiramente utilizadas em nosso laboratório para diagnóstico de tumores de glândula salivar e neoplasias e/ou alterações do epitélio de revestimento. Foram selecionados do arquivo do Serviço de Patologia Cirúrgica da Disciplina de Patologia Bucal da FOUSP, 18 casos de diferentes patologias, com positividade comprovada para os anticorpos citados. Realizou-se o método da Estreptavidina-biotina. Nos nossos resultados observamos que entre as CKs estudadas as CKs 7 e 13 exibiram melhoria na recuperação antigênica quando utilizamos o EDTA, porém essa diferença foi mais significante na CK 13. Portanto, recomendamos a sua utilização como recuperador antigênico para esta CK.

A115

Fibromatose Gengival Hereditária: proliferação celular e síntese de colágeno.

E. Graner *, R.D. Coletta, O.P. Almeida,  L.Bozzo

Faculdade de Odontologia de Piracicaba-UNICAMP, Piracicaba-SP, Brasil - (019) 430-5315

Fibromatose gengival hereditária (FGH) é uma rara condição oral caracterizada por um lento e progressivo enlargamento gengival, podendo envolver a maxila e mandíbula. Neste estudo fibroblastos gengivais derivados de quatro pacientes de uma mesma família com FGH e de quatro pacientes com gengiva clinicamente normal (GN) foram isolados e o índex de proliferação celular e a produção de colágeno determinada. Fibroblastos de GN e FGH em condições de subconfluência celular apresentaram típicas características morfológicas, mas em condições de saturação da densidade, os fibroblastos de FGH foram menores que células controle. Seis diferentes ensaios de proliferação celular (análise de crescimento celular, síntese de DNA, ensaio colorimétrico de MTT, coloração de AgNOR, incorporação de BrdU e análise imunohistoquímica de PCNA) mostraram que a relação de proliferação foi significantemente maior em fibroblastos de FGH. A produção de proteína total e colágeno foi também maior em fibroblastos de FGH que em fibroblastos de GN. Colágeno correspondeu a 19,43% e 7,53% do total de proteína produzida por fibroblastos de FGH e GN respectivamente. Estes resultados indicam que fibroblastos de FGH apresentam um maior comportamento proliferativo e uma maior produção de proteína e colágeno total que fibroblastos de gengiva normal.

A116

Estudo imunocitoquímico da expressão da enzima óxido nítrico sintase induzível (iNOS) em granulomas e cistos periapicais humanos.

B.S.ALMEIDA1*, V.S.LARA2, C.T.SOARES3.

1aluna de graduação - FOB-USP, 2Dep. de Pat.-FOB-USP,3Lab. de Anat. Patol.-Hospital de Base-Bauru fax:(014)223-4679,e-mail: vanessa@travelnet.com.br

Geralmente, os granulomas e cistos periapicais são constituídos principalmente por linfócitos T e monócitos/macrófagos e, em menor proporção por linfócitos B e leucócitos polimorfonucleares; tais lesões resultam de um processo inflamatório local mediado pela infiltração de células inflamatórias e fatores como as citocinas, o óxido nítrico (NO) e prostaglandinas. As citocinas interleucina (IL)-1 e fator de necrose tumoral (TNF)-a induzem o recrutamento e a ativação de células clásticas, favorecendo a reabsorção óssea e dentária. O NO tem um efeito inibitório sobre a atividade osteoclástica, quando em altas concentrações. Entretanto, em baixas concentrações, o NO estimula o processo de reabsorção óssea. Este reativo é sintetizado a partir da L-arginina pela ação da enzima NOS, cuja expressão pode ser observada em várias células, como os macrófagos, quando estimuladas pela IL-1, TNF-a e interferon (IFN)-g. Neste trabalho, nós avaliamos a expressão de iNOS pelas células presentes nos granulomas e cistos periapicais, utilizando imunocitoquímica. Predominantemente, as células mononucleares marcavam positiva e intensamente. Nossos resultados demonstram a presença significante e local de NO na reação inflamatória das lesões periapicais. Podemos sugerir que as células com marcação positiva para a iNOS estão representando macrófagos ativados, provavelmente em resposta à ação das citocinas inflamatórias liberadas no microambiente. Além disso, estes dados fortalecem a possibilidade de macrófagos ativados produzindo NO estarem envolvidos na regulação da reabsorção dos tecidos mineralizados que podem acompanhar estas lesões.

Apoio financeiro:  P.I.B.I.C. / CNPq / USP.

A117

Estudo da expressão da enzima óxido nítrico sintase induzível (iNOS) pelas células mononucleares na candidose bucal.

E.U.KURIKI1*, V.S.LARA2, C.T. SOARES3.

1aluna de graduação-FOB-USP, 2Dep.dePatologia-FOB, 3Lab de Anat. Patol.-Hospital de Base-Bauru, fax: (014) 223-4679, e-mail:vanessa@travelnet.com.brO fungo Candida albicans faz parte da microbiota das superfícies mucosas de indivíduos normais. Em determinadas imunodeficiências, a C. albicans pode causar candidose mucocutânea superficial. A incidência aumentada das infecções por C. albicans e de fungos resistentes a antibióticos enfatiza a necessidade de um melhor conhecimento quanto aos mecanismos imunológicos que controlam as infecções por este fungo dimórfico. Em camundongos, os mecanismos de defesa contra a candidose em mucosas estão representados pela imunidade celular e pelos macrófagos, entretanto pouco se conhece a cerca dos mecanismos imunes que protegem as superfícies mucosas quanto a infecção. Recentemente, o óxido nítrico (NO) tem sido considerado uma importante molécula de defesa do macrófago contra a C. albicans e tem um papel importante na defesa contra a candidose sistêmica. Ainda não se sabe se o NO pode contribuir para a defesa da candidose em mucosas. O objetivo deste trabalho foi avaliar a produção de NO pelas células inflamatórias presentes em lesões de candidose crônica bucal, em humanos, a fim de se determinar a presença desta via de ativação funcional celular nesta infecção. A partir da técnica de imunocitoquímica, aproximadamente 60% das células mononucleares expressaram a iNOS, com intensidade variável. Nossos resultados sugerem que uma perda parcial ou um defeito nesta via de ativação do macrófago pode contribuir para o aumento da susceptibilidade a candidose localizada. É possível que uma inibição deste mecanismo fagocítico de defesa possa aumentar a susceptibilidade, às infecções mucosas por C. albicans, dos indivíduos imunocomprometidos.

Apoio financeiro: P.I.B.I.C. / CNPq / USP.

A118

Interação entre p73, um homólogo do p53, e da oncoproteína E6 do HPV.

S. BARROS*, M. CHIARIELLO, S. GUTKIND

FOP - UNICAMP - (019) 430-5333

O Papiloma vírus humano (HPV), tem sido detectado em mais de 22% de casos de carcinoma espino celular de boca (Shilitoe et al, 1997). O produto proteico do gene E6 do HPV é conhecido por interagir com a proteína supressora de tumor p53. A interação entre a oncoproteína E6 e p53 resulta na degradação de p53 via ubiquitina. Um gene, recentemente identificado codifica uma proteína com significante similaridade na sequência de aminoácidos à p53, essa proteína é denominada p73.  P73 tem sido considerada uma proteína supressora de tumor pela sua localização no cromossomo 1p36, uma região que é deletada em uma variedade de tumores e por sua similaridade estrutural com p53. Neste estudo nós nos propusemos a investigar se p73 é também susceptível à degradação induzida por E6 através de ensaio apoptótico usando o método TUNEL. HPV16E6 foi amplificado por técnica de PCR e o produto foi clonado no plasmídeo pCEFL-HA. A fim de analisar  o efeito de E6 em células expressando p73, células de rim de hamster (BHK) foram transientemente transfectadas com p73. Como controle, plasmídeos contendo p53 foram transfectados nas mesmas condições que p73. Em seguida as células foram processadas para imunofluorescência usando anticorpo anti-p53 ou anti-HA. P53 e p73 foram capazes de induzir apoptose nessas células, quando E6 foi co-transfectado com p53 e p73 pôde-se observar a redução na quantidade de células com aspecto apoptótico em níveis semelhantes. Esses achados indicam a ocorrência de uma interação biológica entre p73 e E6 com padrão semelhante ao observado entre p53 e E6.

Apoio: FAPESP / NIH.

A119

Estudo histomorfológico de mastócitos da mucosa bucal frente à clorexidina.

M.C.A. e SILVA*, L.P. PINTO, M. B. S. LAGRANGE, L. B. QUINDERÉ,   L. B. DE SOUZA.

Programa de Pós-Graduação em Patologia Oral/UFRN (084) 222-5578

Em razão da utilização cada vez mais freqüente do gluconato de clorexidina no âmbito da Odontologia, em diferentes concentrações e situações, foi objetivo deste trabalho avaliar o seu efeito sobre a população de mastócitos da mucosa bucal de ratos Wistar, em concentrações de 0,5% e 5,0%. Foram utilizados 30 animais, divididos em 06 grupos de 05 ratos, sendo 04 experimentais que receberam a substância-teste e os 02 controles que receberam a substância placebo (soro fisiológico a 0,9%) em intervalos de tempo de 15 e 30 dias. Os espécimes foram processados rotineiramente, incluídos em parafina e obtido os cortes histológicos de 5 mm de espessura e corados pelas  técnicas da Hematoxilina-Eosina e do Azul de Toluidina, sendo esta última para evidenciação de mastócitos. Pela análise quantitativa verificou-se que a população de mastócitos decresce sob à ação da clorexidina a 0,5 e 5,0% nos intervalos de 15 e 30 dias.  Conclui-se que o número de mastócitos diminuiu consideravelmente em função do tempo e da concentração, sendo bem mais expressiva para o grupo de clorexidina a 5,0%  por 30 dias.

Apoio financeiro: CAPES.

A120

Análise molecular do gene PTCH no ceratocisto odontogênico.

D.C.B. ARANTES*, L. DE MARCO, R.S. GOMEZ -

Departamento de Clínica, Patologia e Cirurgia Odontológica da Faculdade de Odontolgia - UFMG - Fone: (031)378-9676/ e-mail: diele@gold.com.br

Ceratocisto odontogênico (CO) é uma lesão cística benigna dos maxilares que ocorre esporadicamente ou em associação com a síndrome do carcinoma basocelular nevóide (SCBN) (Gorlin, Medicine, 16:98-113, 1987.). Recentemente, o gene responsável pela SCBN foi clonado e identificado como um gene humano homólogo ao gene Patched de Drosophila melanogaster (PTCH), um gene suppressor de tumor (Hanh et al., Cell, 85:841-851, 1996; Johnson et al., Science, 272:1668-1671, 1996.). O gene Patched codifica uma proteína transmembrana que é antagonista à proteína sinalizadora Hedgehog e controla a determinação, diferenciação e crescimento celular em numerosos tecidos, incluindo o tecido dental (Hardcastle et al., Development, 125:2803-2811, 1998.). Nós investigamos oito casos de COs esporádicos e três casos de CO associado com a SCBN em relação à presença de  mutação no gene PTCH. Através das técnicas de polimorfismo de conformação de fita simples não-radioativa e do sequenciamento direto dos produtos de PCR, foram identificadas uma mutação em um cisto esporádico, assim como, uma mutação em um cisto associado com a SCBN. Esse trabalho descreve pela primeira vez uma mutação somática no gene PTCH  em um CO esporádico e uma nova mutação associada à SCBN.

Apoio financeiro: CNPq / FAPEMIG / FINEP / PRONEX

A121

Prevalência de Fluorose Dentária em Princesa Isabel - Paraíba.

F.D.S., FORTE*, C.H.S.M.FREITAS, F.C.SAMPAIO, M.C.A.M.JARDIM

Disciplina de Odontologia Preventiva- Depto de Clínica e Odontologia Social- UFPB - (048) 236-1192

Diversas localidades da Paraíba possuem fluoreto in natura nas águas de abastecimento. Nas áreas onde os níveis de fluoretos são considerados ‘ótimos’ para a região (0,6 ppm) já constatou-se uma moderada prevalência de fluorose dentária (30-40%). O presente trabalho teve como objetivo observar a prevalência de fluorose dentária na cidade de Princesa Isabel-PB com níveis ‘sub-ótimos’ de fluoretos (0,4 ppm). Foram selecionados aleatoriamente 142 escolares de 10 a 15 anos para o levantamento de fluorose dentária pelo índice TF (Thylstrup & Fejerskov index). Os exames foram realizados por três examinadores previamente calibrados sob luz natural indireta e após escovação supervisionada e secagem dos elementos dentários com gaze. Cerca de 20% dos escolares examinados apresentaram fluorose dentária, sendo que 70% com TF =1 (leve) e outros 30% distribuídos em diversos graus (2 a 5). Fluorose foi mais prevalente no sexo masculino. Embora a fluorose dentária observada esteja dentro dos níveis esperados para o teor de fluoretos (0,4 ppm), outras fontes sistêmicas de fluoretos devem ser controladas.  A prevalência de fluorose dentária observada não é problema de saúde pública nesta população.

A122

Estudo histológico dos efeitos da própolis no tecido conjuntivo de ratos.

E. BARBOSA e SILVA*, C. M. S. PERUCHI, L. T. O. RAMALHO

Depto. de Morfologia, Odontologia de Araraquara – UNESP (016) 232-1233

Devido ao poder anti-séptico, cicatrizante e anestésico da solução de própolis, e da sua ampla utilização pela população para o tratamento de feridas cutâneas e ou aftas bucais, nos propusemos verificar histologicamente a ação da solução de extrato alcóolico de própolis em feridas de dorso e mucosa de ratos após confecção de lesão expondo o tecido conjuntivo subjacente, em ambas as áreas. Os ratos foram divididos de acordo com o tratamento recebido em: grupo 1 – controle; grupo 2 – tratamento com álcool 96º GL, grupo 3 – tratamento com solução alcóolica de própolis a 10% e, grupo 4 – tratamento com solução alcóolica de própolis a 30%. Os grupos 2, 3 e 4 receberam curativos de 6/6 horas durante 3, 5, 10 e 14 dias, quando os animais foram sacrificados e as análises realizadas. Analisando-se os resultados, observamos que a própolis não provoca reação inflamatória, induz a formação epitelial bem como a neoformação vascular e fibroblástica do tecido conjuntivo subjacente. Desta forma, concluímos que a própolis pode ser indicada para o tratamento e reparação de feridas abertas por 2ª intenção tanto em mucosa como no tecido subcutâneo.

A123

Efeito do formocresol sobre o LPS bacteriano em tecido subcutâneo de camundongos.

A. T. SANT’ ANNA*, L. T. O. RAMALHO, D. M. P. SPOLIDÓRIO

Depto. de Morfologia, Odontologia de Araraquara – UNESP (016) 232-1233

Bactérias gram-negativas são os microrganismos freqüentemente encontrados em canais radiculares de dentes com necrose pulpar. Estes microrganismos apresentam sua parede celular constituída de um complexo polissacarídeo (LPS) o qual é liberado durante a multiplicação e lise de bactérias promovendo uma série de respostas biológicas tais como inflamação periapical e reabsorção óssea. Por outro lado, o formocresol de Buckley é um dos tratamentos endodônticos de escolha para dentes decíduos necrosados contendo bactérias gram-negativas. O propósito deste trabalho é verificar histológicamente o comportamento do tecido conjuntivo subcutâneo de camundongos Mus muscullus ao implante de tubos de polietileno contendo LPS e a mistura de LPS e formocresol.Os períodos de análise foram 7, 15 e 30 dias. Os resultados parciais no período estudado mostraram que LPS misturado com formocresol não apresentou reação inflamatória significante quando comparado ao LPS. Este dados contribuem para a afirmação de que o formocresol é responsável por, no mínimo, a redução da citotoxicidade da endotoxina liberada pelas bactérias gram-negativas.

A124

Efeitos da hidroxiapatita em cultura de macrófagos.

E. A. L. GONÇALVES*,  M. C. C. FELIPPE, S. A. CATANZARO GUIMARÃES

DOD-UEM / FOB-USP -  e-mail:ealg@wnet.com.br

Materiais biocompatíveis, não tóxicos e não reabsorvíveis, como a hidroxiapatita, têm sido amplamente utilizados para auxiliar no reparo de defeitos ósseos. Estudos in vivo não são suficientes para elucidar os efeitos no metabolismo das células relacionadas devido a multiplicidade e complexidade de fatores interferentes. O objetivo deste trabalho foi observar o efeito da interação da hidroxiapatita com macrófagos cultivados in vitro. Macrófagos de camundongos, obtidos por lavagem peritonial com meio de cultura M199 adicionado de penicilina e estreptomicina (100 unidades/ml) e de heparina (20 unidades/ml), foram plantados em frascos de cultura contendo lamínulas de vidro. Após 4 horas, as células não aderentes foram removidas por lavagem com solução tampão fosfato e as aderentes mantidas por um dia em meio de cultura adicionado de soro fetal bovino. O meio foi removido decorridas 24 horas, as células lavadas, e adicionou-se ao meio 0,01 g de hidroxiapatita, prosseguindo-se a incubação das lamínulas. Após períodos de 24 e 48 horas as lamínulas foram fixadas e coradas. Observou-se aumento na formação de células gigantes após 48 horas de exposição dos macrófagos à hidroxiapatita. Os dados obtidos indicam que a hidroxiapatita induz a formação de células gigantes multinucleadas a partir de cultura de macrófagos in vitro. A fusão celular e formação de células gigantes multinucleadas, reação característica de inflamações granulomatosas  observadas neste estudo,  sugerem possibilidade de inflamações crônicas em locais de implante.

A125

Capeamento pulpar direto: biocompatibilidade do óleo de copaíba associado ao Ca(OH)2.

M. F.  BANDEIRA,  M. R.  B.  OLIVEIRA*, C.  BENATTI NTO,  R. C. C. LIA

Univ. do Amazonas, F. C. FAr e FOAr- UNESP  (016) 232-1233 R. 156

Um dos  objetivos da Dentística  Restauradora é proteger e recuperar a polpa a fim de manter a vitalidade  da estrutura dental, sendo assim, propusemo-nos a avaliar o óleo essencial e a resina da Copaifera multijuga, associados ao hidróxido de cálcio - Ca(OH)2 - visando sua introdução na Odontologia Restauradora como agente de capeamento pulpar, tendo em vista as propriedades medicinais deste óleo. O óleo bruto foi submetido à análise por cromatografia gasosa para conhecimento dos seus componentes e a obtenção do óleo essencial e da resina  através de destilação. Pastas  de Ca(OH)2 associados ao óleo essencial ou à resina, foram confeccionadas na proporção 1:1. Pasta de Ca(OH)2 mais polietileno glicol 400 foi utilizada como controle. A biocompatibilidade foi analisada utilizando 60 primeiros molares superiores de 30 ratos, com objetivo de avaliar a reação pulpar das pastas experimentais, utilizadas como agente de capeamento direto nos períodos de 7, 15, 30, 45 e 60 dias. Analisando comparativamente os eventos histopatológicos ocorridos com as pastas os quais foram considerados favoráveis, foi possível sugerir que em todos os períodos, a pasta de Ca(OH)2 mais óleo essencial apresentou ligeiramente melhor desempenho, seguida das pastas de Ca(OH)2 mais polietileno glicol 400 e Ca(OH)2 mais resina da Copaifera multijuga.

Alencar, J. C. Acta Amazônica, 12:75-89,1982.

Stanley, H. R. Am. J. Dent.,11:17-34, 1998.

Apoio financeiro: CAPES / PICD.

A126

Expressão alterada de MMP-1 e MMP-2 mas não de TIMP-1 e TIMP-2 em fibromatose gengival hereditária é mediada por efeito autócrino de TGF-b1.

R.D. Coletta*, O.P. Almeida, M.A. Reynolds, J.J. Sauk

Faculdade de Odontologia de Piracicaba-UNICAMP, Piracicaba-SP, Brasil; University of Maryland Dental School, Baltimore-MD, USA - (019) 430-5318Fibromatose gengival hereditária (FGH) é caracterizada por um excessivo acúmulo de matriz extracelular (ME), resultando em um fibrótico e generalizado aumento gengival. Para elucidar algumas das características regulatórias que resultam nesta condição, quatro linhagens celulares de fibroblastos gengivais de indivíduos de uma mesma família com FGH foram examinados para a expressão e produção de metaloproteinases de matriz (MMPs) e seus inibidores teciduais (TIMPs). A produção de colágeno foi também determinada utilizando prolina tritiada. A expressão e produção de MMP-1 e MMP-2, como revelado por semi-quantitativo transcriptase reversa- reação de cadeia de polimerase (RT-PCR) e enzimografia, foram significantemente menor em fibroblastos de FGH comparando com fibroblastos de GN. Por outro lado, a expressão de TIMP-1 e TIMP-2 foi ligeiramente maior em fibroblastos de GN. A neutralização do fator de crescimento transformante-beta1 (TGF-b1), o qual é produzido em grandes quantidades por fibroblastos de FGH, com anticorpos específicos elevou os níveis de expressão e produção de MMP-1 e dramaticamente reduziu os níveis de MMP-2, enquanto que os de níveis de TIMPs não foram alterados. A produção de colágeno foi maior em fibroblastos de FGH que em fibroblastos de GN. Estes resultados de expressão e produção de MMPs e colágeno sugerem que exacerbada produção de TGF-b1 reduz a atividade proteolítica de fibroblastos de FGH, favorecendo o acúmulo de ME.

Suportado por CAPES - Proc.BEX2489/97-0.

A127

Efeitos da clorexidina na mucosa oral de ratos Wistar.

L. B. QUINDERÉ*, L. P. PINTO, M. B. S. LAGRANGE, M. C. A. SILVA, R. A. FREITAS 

Programa de Pós-Graduação em Patologia Oral/UFRN - (084) 221-2504

A clorexidina consiste em um anti-séptico de ampla utilização na prática odontológica que vem sendo objeto de numerosos estudos. Com o objetivo de verificar o efeito tópico da clorexidina sobre a mucosa oral de ratos, foram utilizados 30 animais, subdivididos em 6 grupos: 4 experimentais que receberam a clorexidina a 0,5 e 5% e, 2 controles submetidos ao soro fisiológico por períodos de tempo de 15 e 30 dias. Clinicamente, observaram-se áreas esbranquiçadas e eritematosas, bem como ulcerações, nos animais que receberam a clorexidina a 5%. Nos demais animais do experimento estes achados foram inconsistentes. A análise morfológica revelou alterações epiteliais do tipo hiperceratose, acantose e ulceração e, no conjuntivo subjacente, infiltrado inflamatório mononuclear, moderada vascularização e formação de microtrombos de forma significante, na mucosa dos animais submetidos à clorexidina a 5%. Nossos resultados indicam que as alterações clinicopatológicas provocadas pela ação do gluconato de clorexidina foram significantemente mais frequentes e severas, com o uso deste anti-séptico em elevadas concentrações (5%) e por maiores períodos de tempo.

Apoio financeiro: CAPES.

A128

Alterações estereológicas induzidas pelo álcool no epitélio do assoalho de boca em ratos.

A.R.SILVA JÚNIOR, F.A.S.SILVA*, R.A.LOPES, M.A.SALA, S.A.LACERDA, A.A. CAMPOS.

Depto. Mofologia, Estomatologia e Fisiologia. Fac. Odontol.de Ribeirão Preto - (016) 624-2984

A proposta desse estudo foi investigar morfometrica e estereologicamente as alterações detectadas no epitélio do assoalho de boca em fetos de rato, cujas mães foram submetidas ao etanol e aguardente de cana, durante a prenhez. Foi injetado, intraperitonealmente, nas ratas soluções com 0,03 ml/g de peso corporal de etanol a 25%, aguardente de cana ou solução salina (controle) no 9º, 10º e  11 dia de prenhez. Os fetos foram coletados no 20º dia de prenhez e fixados em solução de alfac durante 24 horas. Após a fixação, 5 fetos de cada grupo foram escolhidos, suas cabeças foram separadas dos corpos, cortadas no plano sagital, embebidas em parafina, cortadas em cortes semi-seriados de 6 mm  de espessura e coradas com hematoxilina e eosina. As lâminas foram utilizadas para o exame histopatológico, cariometria e estereologia do epitélio. A análise estatística dos resultados foi realizada pelo teste não-paramétrico de Mann-Whitney. Os resultados mostraram que a exposição pré-natal ao álcool afeta diretamente a embriogênese, com retardo no crescimento intra-uterino evidenciado pelo menor peso dos fetos e placenta e menor cordão umbilical. A camada basal para os animais tratados mostrou-se maior em relação ao grupo controle, a camada espinhosa era menor nos animais tratados com núcleos mais achatados. Esses resultados foram estatisticamente significantes (p<0,01). A espessura total do epitélio não apresentou significância estatística entre o grupo tratado e controle. A camada de ceratina esteve ausente e a camada granulosa apresentou-se com menor diferenciação celular no grupo tratado. Pode-se concluir que a exposição pré-natal ao álcool durante a gestação causa retardo no crescimento, menor peso de placenta e cordão umbilical e menor diferenciação do epitélio

A129

Propriedades erosivas de sucos de frutas e suas influências nas alterações do pH salivar.

M. M. A. GOUVEIA* , D. R. TAMES, R. FERREIRA

Laboratório de Pesquisa em Odontologia / Univali - SC Fone/Fax (047- 341-7564)

O objetivo inicial deste estudo foi investigar propriedades de sucos de frutas industrializados dos sabores: goiaba, abacaxi, pêssego, maçã, manga e damasco (Del Valle®), relacionadas com a erosão dental. Nestes, foram determinados o pH, usando potenciômetro e eletrodo combinado de vidro, a capacidade tampão, através da determinação do volume de NaOH 1N gasto para elevar o pH até 5,5, e a concentração de flúor valendo-se de potenciômetro e eletrodo combinado seletivo para fluoreto. Os resultados mostraram que o pH dos sucos variou de 3,34 a 3,26, para os sabores de abacaxi e pêssego, respectivamente. O suco que apresentou maior capacidade tampão foi o de abacaxi e a menor o de manga. O teor de flúor não ultrapassou 0,527 ppm (maçã). Com estes dados, determinamos in vivo as alterações do pH salivar de 33 voluntários (17 a 22 anos) de ambos os sexos, antes (pH inicial) e nos tempos 0, 1, 5, 10 min após ingestão de 100 ml dos sucos de abacaxi, manga e pêssego, selecionados entre os demais por possuírem os valores extremos de pH e capacidade tampão. Os resultados estão contidos no quadro abaixo, onde os valores seguidos pela mesma letra em cada coluna não diferem entre si pelo teste de Duncan (p<0,005):

Sucos               PHi (inicial)           PH/Tempo-0          PH/Tempo-1          PH/Tempo-5            PH/Tempo-10     

Manga             7,0 ± 0,456a         5,47 ± 1,059b         6,33 ± 0,76a          6,13 ± 0,691b          6,21 ± 0,672b  

Pêssego         6,93 ± 0,452a       6,06 ± 0,979a         6,67 ± 0,735a        6,58 ± 0,499a          6,56 ± 0,593a  

Abacaxi          7,02 ± 0,458a       6,02 ± 0,962a          6,59 ± 0,676a       6,56 ± 0,514a          6,56 ± 0,511a 

Concluimos que não houve dependência direta entre a capacidade tampão e/ou pH dos sucos com as variações do pH salivar. A saliva total teve efeito tampão imediato.

A130

Desenvolvimento pós-natal da glândula submandibular da cobaia (Cavia porcellus).

G. F. ASSIS*, M. A SANTOS**, R. TAGA, A. C. M. STIPP.

Departamento de Ciências Biológicas -Histologia- FOB/USP. Fone (014) 235-8259.

O desenvolvimento pós-natal da glândula submandibular da cobaia (Cavia porcellus) foi estudado por métodos estereológicos e análise alométrica pelo método não paramétrico de Wald, no período de 2 a 140 dias de vida pós-natal. Os resultados mostraram que o período de maior desenvolvimento da glândula ocorreu entre 2 e 70 dias. Nesse período, a massa glandular e o volume absoluto do compartimento dos ácinos aumentaram, respectivamente, 518% (P<0,01) e 688% (P<0,01). Como os outros compartimentos ocupam pouco espaço da glândula e aumentaram muito pouco, o aumento do volume dos ácinos foi o principal responsável pelo crescimento da glândula submandibular. O número total de células acinosas influenciou pouco (231%) no aumento do volume dos ácinos. O crescimento diferencial do volume do sistema de ductos, o volume do estroma e o número total de células parenquimatosas, possuem um padrão monofásico de relação alométrica em função da massa corporal, com exceção do volume dos ácinos que apresentou um padrão trifásico. Os resultados mostraram, portanto, que apesar de aos 2 dias de vida pós-natal a glândula submandibular da cobaia apresentar-se bem desenvolvida, ainda cresce substancialmente até 70 dias, como conseqüência principalmente do aumento do volume dos ácinos.

Bolsista PIBIC / CNPq.

 

A131

Saúde bucal das crianças atendidas na Clínica de Bebês –FO/ UFRJ.

S. PAIM*, A. RIBEIRO, A. MODESTO

Departamento de Odontopediatria – FO/UFRJ -  (021) 560-6137 R: 2101

O objetivo deste estudo foi identificar os fatores de risco à doença cárie e os hábitos bucais nocivos em crianças cadastradas na Clínica de Bebês da Odontopediatria da FO-UFRJ. Foram coletados dados do exame inicial obtidos de fichas clínicas de 386 bebês, com idade entre 1 a 44 meses (média 18,24 + 9,40), de ambos os sexos, sendo 217 meninos. Os critérios para a classificação do risco à doença cárie foram: - bebês com risco identificado (RI), aqueles que não recebiam higiene bucal (HB) e/ou que recebiam aleitamento noturno, e/ou que consumiam sacarose mais de 5 vezes ao dia e/ou que não tinham contato com fluoreto sistêmico nem tópico (F-), já tendo dente presente na boca; - bebês com risco não identificado (RNI), aqueles que não se enquadravam nos critérios acima. Foi considerado hábito nocivo o uso de chupeta, dedo, sucção de lábio ou língua, após 12 meses de idade. As freqüências foram obtidas através do Epi Info 6.04. Verificou-se que 119 bebês (30,8%) não faziam HB e 303 (78,5%) não haviam tido contato com F-. Em 294 (75,4%), a ingestão de açúcar era inferior a 5 vezes ao dia No que se refere ao aleitamento noturno dos bebês, 151 (39,1%) faziam o aleitamento artificial e 61 (15,8%) faziam o natural. Quanto ao risco, 308 (79,8%) apresentaram RI. Foram identificados 262 bebês (67,9%) com hábitos nocivos, onde 138 (35,8%) faziam sucção de chupeta, 11 (2,8%) sucção de dedo e 7 (1,8%) de lábio ou língua. Com relação à doença cárie, 74 bebês (19,2%) apresentavam atividade de cárie. A alta prevalência de bebês apresentando risco identificado à doença cárie e hábitos nocivos sugere a necessidade de educação precoce dos responsáveis, quanto as práticas de promoção de saúde bucal.

A132

Conhecendo as relações entre Educação e Saúde Bucal no ambiente escolar brasileiro

M. V. GOUVÊA*, M. P. F. CORVINO

Pós Graduação em Odontologia Social / UFF, Niterói, RJ - (021) 711-1289

Para entender com maior profundidade a questão da Educação em Saúde Bucal no ambiente escolar brasileiro, se faz necessária uma busca histórica das abordagens educativas em saúde. A literatura reconhece uma trajetória de ações educativas em saúde para escolares no Brasil, com duas concepções básicas: a Educação Sanitária (A) e a Educação em Saúde (B). O conceito de Educação em Saúde é mais atual, estando vinculado ao conceito social de saúde, expresso na 8ª Conferência Nacional de Saúde (1986).O objetivo deste trabalho foi conhecer com que concepção se identificam os programas ditos de Educação em Saúde Bucal realizados no país. Para tal partiu-se de um levantamento bibliográfico de programas de Educação em Saúde Bucal realizados em ambiente escolar, publicados nacionalmente. Relacionou-se as práticas mais citadas, comparando-as então, com os fundamentos teóricos de cada concepção(A e B). As atividades mais relacionadas foram: palestras, técnicas de higiene oral e aplicação de flúor. Comparando os achados com a base teórica das concepções A e B, pôde-se observar que tais atividades ressaltam o caráter individual e biológico do trabalho e refletem uma visão estática do processo educativo se afastando da concepção de Educação em Saúde (B), que aponta para a necessidade de se considerar os determinantes sociais  do processo saúde-doença. Concluiu-se que as práticas mais relacionadas na literatura brasileira  como sendo de Educação em Saúde Bucal, estão mais próximas da concepção teórica de Educação Sanitária do que propriamente da concepção de Educação em Saúde. Os resultados apontam para o fato de que tem se trabalhado com Educação/Saúde Bucal, de forma distanciada do Conceito Social de Saúde.

A133

Confecção e guarda da documentação odontológica: procedimentos de cirurgiões-dentistas.

m.c.serra*.

Departamento de Odontologia Social FOar-UNESP Fone:(55)(16)232-1233 r.114 Fax:(55)(16)222-4823 e-mail: mcserra@foar.unesp.br

O objetivo deste trabalho foi verificar procedimentos de cirurgiões-dentistas relativos à confecção e guarda da documentação odontológica. A relação de confiança outrora existente entre cirurgião-dentista e paciente está sendo substituída por uma relação contratual. O número de processos por responsabilidade profissional contra cirurgiões-dentistas aumenta a cada dia no Brasil. Profissionais que não conseguem provar seus atos devido à não confecção da documentação necessária não constituem casos raros. Cuidados adequados com a documentação odontológica protegem tanto cirurgiões-dentistas quanto pacientes. Foi elaborado e aplicado um questionário em 131 cirurgiões-dentistas, perguntando sobre suas atitudes relativas à confecção e guarda da documentação odontológica. Foram questionadas atitudes como a realização de questionário de saúde, a guarda de cópias de receitas, de atestados, a realização de contratos escritos, presença da assinatura do paciente em alguns documentos, qual o tempo de guarda da  documentação, etc...Dentre outros  dados, verificou-se que somente 48,1% dos profissionais entrevistados solicitam assinatura do paciente no questionário de saúde, 30,5% realizam verbalmente a anamnese; 38,9% guardam cópias de receitas, 29,8% guardam cópias de atestados; 12,2% estabelecem um contrato assinado com seus pacientes; 31,3% guardarão sua documentação por mais de 20 anos. Verificou-se também que 55,7% anotam em suas fichas somente os trabalhos a serem realizados, e 38,2% anotam todos os eventos presentes, independentemente da necessidade de intervenção clínica. Concluiu-se que os profissionais precisam melhorar seus cuidados relativos à documentação odontológica, confeccionando-a e guardando-a adequadamente.

A134

Posicionamento  de  gestantes/obstetras  frente  alguns  aspectos  da  cárie  dentária.

B. COSTA*; F. MILANESE, M. R. GOMIDE, L. T. NEVES.

Depto. Odontopediatria - HRAC - USP – Bauru – (014)2358141 – bcosta@usp.br

Este estudo teve como objetivo avaliar o conhecimento de gestantes, bem como a opinião dos ginecologistas/obstetras em relação aos fatores que influenciam o estabelecimento e desenvolvimento da cárie dentária. Foram elaborados dois questionários, sendo um deles aplicado a 115 gestantes e o outro a 30 médicos obstetras da cidade de Bauru contendo, cada um, 05 questões com duas respostas fechadas (sim/não). Os resultados percentuais encontrados foram: um pouco mais da metade dos obstetras (67,85%) considerou a cárie como doença infecciosa e, somente 48,85% reconheceu o seu caráter transmissível. Entre as gestantes, apenas 28,94% julgaram a cárie como doença transmissível. A maioria dos obstetras (96,42%) e das gestantes (86,84%) admitiram ter conhecimento da progressão da cárie ocorrer em vários estágios, mas acreditam que a restauração pode curar a cárie (78,07% das gestantes e 64,28% dos obstetras). Em relação aos hábitos de risco, o efeito deletério do açúcar sobre os dentes foi um conceito bastante sedimentado entre os obstetras (85,71%) e as gestantes (98,24%), assim como a correlação positiva entre a higiene bucal e a prevenção da cárie dentária (100% e 98,24%, respectivamente). Tais resultados demonstram a importância da integração entre cirurgiões-dentistas e obstetras com o objetivo de educar e motivar as futuras mães para desenvolverem hábitos adequados de saúde bucal que visam a prevenção da cárie dentária em seus bebês.

A135

Avaliação de um programa de educação e de motivação do paciente para o retorno ao consultório odontológico.

P. P. N. S. GARCIA*, S. A. M. CORONA, W. DINELLI.

Odontologia Restauradora. F.O.Ar. – UNESP - (016) 271-8867

A implantação de um programa de educação e motivação do paciente para o retorno, no serviço odontológico da Universidade Federal de São Carlos, foi avaliada, por meio da análise do nível de conhecimento dos pacientes, da observação da cooperação com o retorno antes e após o programa e da verificação da periodicidade de retorno praticada. Para isso foram selecionados 100 pacientes, funcionários e docentes da Universidade Federal de São Carlos. No programa aplicado, utilizou-se a orientação direta associada a recursos audiovisuais. Para a análise do nível de conhecimento dos pacientes, foi aplicado um questionário, antes do programa, imediatamente após o final da aplicação inicial, no primeiro retorno e após a sua conclusão. A observação da cooperação com o retorno pré e pós-programa e a verificação da periodicidade praticada no pós-programa, baseou-se em um exame criterioso das fichas clínicas de todos os pacientes participantes, avaliando-se o retorno destes em dois períodos: de 1o de janeiro de 1996 a 30 de junho de 1997, e de 1o de agosto de 1997 a 31 de janeiro de 1999, totalizando 36 meses de observações. Os resultados submetidos a análise estatística descritiva mostram que o nível de conhecimento A passou de 12% antes do programa para 89% após o mesmo, a cooperação completa de retorno de 7% para 85% no pós-programa e 15% não desenvolveram a periodicidade recomendada. Conclui-se que a implantação do programa educativo foi realizada com sucesso, uma vez que houve melhora considerável no nível de conhecimento dos pacientes e a  cooperação completa de retorno aumentou satisfatoriamente.

Apoio financeiro: FAPESP / CNPq.

A136

Doença cárie: percepção de professores do ensino fundamental na Região do Lagos- RJ.

P. A. ALMEIDA*, M. A.SENNA, M.T. TRINO, M. V. GOUVÊA, G. S. OLIVEIRA.

Pós-graduação em  Odontologia Social/UFF-Niterói-RJ - (021) 611-9404

Este estudo foi parte de um curso de capacitação em saúde bucal para  professores de escolas públicas municipais. Objetivou-se conhecer  a percepção de professores do 1º segmento do ensino fundamental, com relação à ocorrência da doença cárie dentária no ambiente escolar bem como quanto a  resolutividade do problema. Para tal, reuniu-se no município de Rio das Ostras, 73 professores de três municípios da Região dos Lagos no Rio de Janeiro (Búzios, Cabo Frio e Rio das Ostras). Estes responderam sete questões de um questionário estruturado  ( após  pré-teste do instrumento) nos dias 20 e 21 de novembro de 1998. Constatou-se que para os professores do estudo a doença cárie foi considerada muito frequente (87, 67%) e grave (79,45%). No entanto para 61,64%  a doença está em queda. Com relação à resolutividade do problema observou-se que a maior parte dos professores considerou o  problema de difícil solução (86,30%), exigindo recursos adicionais(67,13%), sendo que 89,04% relataram dificuldade no acesso aos serviços de saúde. A análise dos resultados permite concluir que a população em estudo percebe a gravidade da doença cárie, embora constate que ela está diminuindo no ambiente escolar, observa a necessidade de uma maior aplicação de recursos no setor e a necessidade de facilitar o acesso aos serviços, o que aponta para uma  maior integração com as unidades de saúde próximas.

A137

Análise do comportamento de bebês durante atendimento odontológico.

D.  TORRIANI*, C. PERCINOTO, M. L. SUNDEFELD 

Depto de Odont. Infantil e Social, Fac. Odont. de Araçatuba-UNESP - (018) 620- 3274. percinot@foa.unesp.br

Foi analisado o comportamento de 786 bebês durante atendimento odontológico, considerando-se o sexo, a idade e os dentes irrompidos. A amostra constituiu-se das fichas clínicas que estivessem totalmente preenchidas, inclusive com autorização do responsável, cujos bebês tivessem até 18 meses de idade na primeira consulta e comparecido a no mínimo 4 consultas, totalizando n = 254. O comportamento destes bebês era caracterizado, a partir de escala comportamental, como colaborador, colaborador com reservas e não-colaborador, e foi registrado, no momento em que era feita a profilaxia, em  todas as consultas a que compareciam, em arquivo EPIINFO v. 6.2, até que os bebês completassem 24 meses de idade. A análise estatística foi realizada  com processamento descritivo dos dados, resultando em  tabelas e gráficos de freqüência absoluta e percentual, e a inferência foi feita através do Teste Qui-quadrado e Teste Exato de Fischer, ao nível de significância de 5%. Os resultados mostraram que, a despeito do maior número de meninos, não houve diferença significativa no comportamento entre os sexos. Quanto à idade, até os 8 meses o comportamento colaborador predominou, mudando para colaborador com reservas até os 22 meses, quando voltou a ser colaborador. Em relação à presença de dentes, o comportamento colaborador diminuiu a partir da irrupção dos dentes. Concluímos que as manifestações comportamentais dos bebês oscilam  sistematizadas com a idade e a irrupção dos dentes, independente do sexo, sendo o desenvolvimento físico-psíquico o fator decisivo.

A138

Análise das condutas e percepções de obstetras relacionadas à saúde bucal

F.  SILVEIRA*, B. VOLSCHAN, M. ALMEIDA, E. SOARES, S. FIGARDO

Pós-graduação em Odontologia Social – UFF/ UNESA/UFRJ – RJ - Brasil - (021) 714-7640

Promover a saúde bucal faz parte da  assistência pré-natal de qualidade, sendo fundamental para proteger a saúde materno-fetal. A proposta deste estudo foi analisar as condutas e percepções de obstetras frente às necessidades de saúde bucal das gestantes, confrontando-as com o conteúdo de livros de obstetrícia. Foram distribuídos 115 questionários para obstetras da cidade do Rio de Janeiro em 1997/1998, obtendo-se o índice de retorno de 65,2 % (n = 75 ). A análise de conteúdo dos livros didáticos foi realizada nos 12 títulos mais utilizados na biblioteca de Medicina da Universidade Federal Fluminense ( RJ). Os obstetras citaram como queixas principais de suas pacientes o sangramento gengival (77,6%) e o aumento do número de cáries (52,4%); 71,6% consideraram estes sinais e sintomas naturais durante a gestação; 53,3% não prescrevem flúor; 70,7% orientam a dieta quanto ao consumo de açúcar, e 64 % sugerem cuidados com a higiene oral. Dos 12 livros analisados, os aspectos odontológicos são abordados em 8; em 4 o sangramento gengival é considerado inevitável e causado por alterações hormonais; nenhum livro faz referência à etiologia da cárie; dois títulos relatam que “dentistas e leigos consideram que a cada gestação é um dente que se perde”; dois autores mencionam que não há comprovação de benefícios na suplementação de fluoretos; três autores citam que deve-se ter o cuidado com a higiene bucal. Concluiu-se que as condutas e percepções dos obstetras estão de acordo com as recomendações dos principais livros de obstetrícia, necessitando revisões em vários aspectos relacionados à saúde bucal e, ainda, que a integração entre a odontologia e a obstetrícia é insatisfatória, refletindo a fragmentação do saber no modelo de ensino médico-odontológico.

A139

Considerações sobre a saúde bucal de um grupo de portadores de síndrome de down.

B. VOLSCHAN*, C. SILVA, P. DUTRA, R. FERREIRA, E. SOARES

Odontologia Social - UFF/UNESA - RJ.  E-mail: bvolschan@openlink.com.br

Esta pesquisa objetiva conhecer as condições de saúde bucal de um grupo de portadores da Síndrome de Down, correlacionando-as com os aspectos sociais e os hábitos presentes. A amostra do  trabalho consistiu de 25 alunos da Escola Especial Colibri - RJ,  os quais pertencem a duas turmas do nível mais avançado de aprendizado da escola, que compreende adultos de idade variável de 18 a 34 anos. Os dados foram coletados através dos índices CPO-D, de Placa e de Sangramento Gengival, além do fornecimento de um questionário respondido pelos responsáveis. O questionário abordou perguntas de âmbito sócio-econômico e hábitos de saúde oral. O exame dos índices foi realizada por 2 examinadores, os quais foram submetidos a aferição interpessoal ( índice de Spearman 0,987). Os resultados mostraram que o grupo examinado possuia como médias de indices de placa, sangramento gengival e CPO-D: 77,64%; 32,17% e 7,61 respectivamente. Apenas um participante nunca foi ao dentista. Entretanto, independente da classe social e da escolaridade, 44% responderam procurar o dentista somente quando houvesse necessidade. Com relação a rotina de higiene bucal, 80% da amostra realiza a própria escovação sem supervisão de responsáveis. E somente 16% faz  uso do fio dental. Não foi verificado correlação de escolaridade e  de renda mensal dos responsáveis com as condições de saúde oral. Conclui-se que há necessidade de implementar um programa  de promoção de saúde bucal na escola pesquisada, baseado na educação participativa de profissionais da área odontológica, alunos, responsáveis e funcionários dessa instituição.

A140

Tratamento restaurador atraumático: conheciemnto dos cirurgiões-dentistas da XX região administrativa do RJ.   

L. Primo, A.G.L.Ramos-Valente

Odontopediatria – FO-UFRJ   Fax: 560-6137 r. 2101

Este estudo teve como objetivo avaliar o conhecimento de cirurgiões-dentistas do setor de Saúde Pública da XX Região Administrativa do município do Rio de Janeiro sobre o Tratamento Restaurador Atraumático (TRA), correlacionando com sexo e tempo de formado. Foi elaborado um questionário com 9 perguntas fechadas, sobre o nível de conhecimento a cerca do TRA, relacionando com indicações e materiais utilizados. Foram distribuídos 180 questionários e 113 foram respondidos. Os dados foram analisados, aplicando-se o teste Qui-quadrado. Os resultados mostraram que do total de profissionais que indicaram cimento de ionômero de vidro como material restaurador para o TRA, 72,2% eram mulheres e 78,8% tinham mais de dois anos de formados.  Do total da amostra, 68,3% reconheceram a capacidade do TRA em paralisar lesões cariosas e 69,2% indicaram a colher de dentina como instrumento utilizado na técnica. Quanto à percepção sobre a permanência das restaurações do TRA, apenas 54% consideraram-nas definitivas (72% eram mulheres e 17% recém-graduados). Somente 7,1% indicaram corretamente o TRA para utilização em Saúde Pública.  Os autores concluem que há falta de  conhecimento dos cirurgiões-dentistas, atuantes em Saúde Pública, sobre o TRA, o que demonstra a necessidade de reformulação dos currículos nas universidades, de modo a preparar melhor os profissionais para  lidarem  com o quadro da Saúde Bucal em nosso país.

A141

Programa de Prevenção de Câncer Bucal no Brasil. Análise de quatro anos consecutivos.

M.R. SPOSTO*, D. THAME, C.M. NAVARRO, M.A. ONOFRE, M.E.S.F.M. MOTTA, C. SCULLY.

F.O. Araraquara – UNESP, Brasil; Eastman Dental Institute, London, U.K. - (016) 232-1233 R:260

Os programas de prevenção de câncer bucal têm sido considerados estratégias de educação em saúde para diagnóstico e proservação de LEPMs e diagnóstico precoce do câncer bucal. Este estudo visa determinar a prevalência de LEPMs e câncer bucal em quatro programas consecutivos de prevenção de câncer bucal realizados na cidade de Araraquara nos anos de 1994 à 1997. Foram examinados 1571 indivíduos, 402 homens e 1169 mulheres de 15 à 90 anos dos quais 798 (50,7%) apresentaram lesões bucais. Foram diagnosticados 1056 lesões assim distribuídas: 17% LEPMs, 0,5% canceres bucais e 82,6% outras lesões. A prevalência de lesões diagnosticadas na população anualmente não apresentou modificações significantes, havendo diminuição do número de indivíduos examinados no período. Concluímos que os programas foram importantes não somente para a detecção de LEPMs e câncer bucal, como também de outras lesões, constituindo-se em um método efetivo e abrangente de prevenção e orientação da população.

Auxílio integrado: CNPq # 523 700/95-4 (NV).

A142

Estudo longitudinal  envolvendo  grupo focal  de adolescentes grávidas durante 18 meses.

M.U.ALVES*, N.A.TATO, M. C.BRANDÃO, E. L SOARES.

Odontopediatria/ UNIG,UNESA, Pós-graduação em Odontologia Social-UFF. Fax.(021) 239 28 37.

O presente estudo é parte do projeto de Promoção de Saúde Bucal Materno Infantil com  gestantes adolescentes no IPPMG/UFRJ e aprovado pelo comitê de ética e pesquisa. Os objetivos do presente estudo foram:1-Analisar as representações iconográficas  sobre saúde/doença da população-alvo; 2- Educar para conscientizar sobre a importância da saúde da mãe na promoção de saúde bucal do bebê; 3–Atenção primária de saúde bucal às participantes e bebês a partir do primeiro mês com acompanhamento  trimestral. A metodologia usada no presente estudo foi trabalhar com  grupos focais de 15 adolescentes em reuniões semanais. A amostra foi de 74 adolescentes entre 12 e 21 anos de idade Foram examinadas clinicamente, orientadas sobre higiene bucal, receberam kit com escova, fio dental e creme dental (trimestralmente) e atenção primária de saúde bucal. A análise qualitativa da história de vida dos grupos e análise iconográfica das representações sobre saúde/doença mostrou  que 85% não haviam concluído o primeiro grau, condições precárias de vida, baixa auto-estima, desinformação sobre a transmissibilidade da cárie. A avaliação do projeto após 18 meses evidenciou melhora da auto-estima, das condições de saúde bucal, bem como interesse na saúde bucal dos bebês. Conclusões: as adolescentes, devem ser consideradas dentro do contexto bio-psico-sócio-cultural da comunidade onde vivem. As mudanças no perfil epidemiológico da população serão possíveis quando esta receber educação, motivação e se conscientizar de sua importância na manutenção da própria saúde. Programas de educação e atenção primária devem ser urgentemente implantados para reverter os problemas que afligem a maioria da população.

A143

Análise histórica e sócio-econômica do financiamento das políticas públicas de saúde.

S. R. JUNQUEIRA*, M. E. ARAÚJO, I. T. P. CALVIELLI.

Depto. Odontologia Social. FOUSP. (011) 818-7891.

Através de um levantamento histórico sobre o financiamento da saúde no Brasil, buscou-se avaliar seu aspecto sócio-econômico. Os custos indicam a efetividade de um programa de política de saúde e, embora seja um fator limitante, não deve ser o único meio de controle qualitativo dos serviços. A saúde deve ser pensada dentro do contexto social e econômico em que vive o país. A acelerada urbanização, o envelhecimento da população e as melhorias no campo da tecnologia médica são alguns fatores de elevação dos custos da saúde. Os recursos destinados à Saúde em 1981 foram da ordem de U$ 4,5 bilhões. A partir da Constituição de 1988, o Sistema Único de Saúde foi implantado e com ele foram estipuladas novas regras de financiamento para o setor. No entanto, os recursos destinados à Saúde são insuficientes. No início dos anos 90 houve uma queda real superior a 40% no orçamento da Saúde (de U$ 13 bilhões em 1990 para U$ 6,6 bilhões em 1992). Para a assistência odontológica, estima-se que o valor gasto pelo Governo Federal em 1997 foi de apenas R$ 200 milhões. A partir de 1996, houve uma diminuição nos gastos federais com a Saúde, compensada pelo crescimento da arrecadação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Para suprir as necessidades de atendimento da população apurou-se que o Estado precisa triplicar a sua capacidade de investimento no setor.

A144

Bioética: atenção odontológica às crianças portadoras da síndrome de Down, uma análise comparativa.

P. ZARZAR*; A. ROSENBLATT.

Coordenação de Pós-Graduação, FOP-UPE – (081) 4581088  rosen@nlink.com.br

O presente trabalho teve como objetivo avaliar a atenção odontológica  às crianças portadoras da síndrome de Down, com idade de 3 a 10 anos, de ambos os sexos, dentro dos princípios da Bioética. A metodologia constou de um estudo comparativo de 30 crianças portadoras da síndrome de Down  denominadas “grupo de estudo” e de 30 não portadoras da síndrome  denominadas de “grupo controle” na mesma faixa etária e condição sócio-economica, atendidas no hospital de referências para pacientes especiais, Hospital Geral de Areias, na cidade do Recife, nos anos de 1997 e 1998. O principio da autonomia foi avaliado através de um formulário sob a forma de entrevista, aplicado aos responsáveis e a beneficência através de um exame clínico nas crianças de ambos os grupos. Concluiu-se que os responsáveis pelas crianças portadoras da síndrome de Down parecem exercer melhor o princípio bioético da autonomia em relação ao tratamento odontológico de seus menores, comparados com o grupo controle. A atenção odontológica aos portadores da síndrome de Down parece falhar quanto ao princípio bioético da beneficência em relação ao grupo controle, se considerados os aspectos preventivos do modelo assistencial vigente. Sugere-se  outras pesquisas quantos aos princípios bioéticos, pacientes especiais e outras minorias sejam objeto de investigações futuras.

Apoio financeiro: CAPES.

A145

Percepção dos pais a respeito do tratamento ortodôntico em pacientes Síndrome de Down

T. M. SOARES*, R. B. C. VIANNA, A. S. B.VIEIRA, M. T. F. SOUZA, C. C. MEDEIROS, K. B. S. L. BATISTA

Departamento de Odontopediatria e Ortodontia - UFRJ Telefone: 560-6137  r.2100

Apesar da alta frequência de maloclusões associada à Síndrome de Down, sua correção é um tópico controvertido. O objetivo desse trabalho foi avaliar a percepção dos pais em relação ao tratamento ortodôntico em pacientes Síndrome de Down. Foi realizado um questionário constando de 12 itens, envolvendo colaboração do paciente frente às situações odontológicas passadas, percepção dos pais quanto ao tratamento ortodôntico, seu grau de aceitação e as principais dificuldades relativas ao tratamento. Este questionário foi aplicado a uma amostra de 35 pais ou responsáveis de pacientes pertencentes à Uni. Ped. Pac. Esp. da UFRJ e do Centro Dinâmico de Desenvolvimento. Os resultados demonstraram que  71% dos pais perceberam dentes fora de posição, porém apenas 63% sugeriam sua correção. 82% consideravam que o paciente aceitaria o tratamento ortodôntico. Quando o responsável pela indicação do tratamento era o dentista, o nível de concordância era extremamente elevado (91%). Entre as dificuldades apresentadas, as mais dominantes foram o aspecto financeiro (63%) e falta de local especializado para esse atendimento (54%). Podemos concluir que: os pais e responsáveis por crianças Síndrome de Down estão cientes da presença de dentes fora de posição e de sua necessidade de correção; posicionam-se favoravelmente ao tratamento ortodôntico caso indicado pelo dentista e as maiores dificuldades relatadas foram o aspecto financeiro e falta de local especializado para esse atendimento.

A146

Efeito da profilaxia profissional e escovação habitual na placa bacteriana dentária.

S. A. S. MOIMAZ*, L. O. C. GUIMARÃES, N. A. SALIBA, O. SALIBA

Departamento de Odontologia Infantil e Social – FOA-UNESP - (018) 622-8900

O propósito do presente foi avaliar o acúmulo de placa bacteriana dentária, através do índice de Turesky, em indivíduos submetidos ou não à profilaxia profissional inicial. Trinta voluntários, de ambos os sexos foram divididos em dois grupos, sendo que os indivíduos do grupo 1 foram submetidos à profilaxia profissional inicial, e mantiveram escovação dentária habitual, durante um período de 28 dias; e os do grupo 2, apenas realizaram escovação habitual. Os índices de Turesky foram determinados por um único examinador, devidamente calibrado, no início, aos 7, 14, 21 e 28 dias do período experimental. Os índices médios de Turesky obtidos foram: 1,71; 1,16; 1,45; 1,60 e 1,60 para o grupo 1, e de 1,57; 1,43; 1,52; 1,63 e 1,67 para o grupo 2, respectivamente no início e aos 7, 14, 21 e 28 dias. A análise estatística não-paramétrica foi realizada, utilizando-se os testes de Friedman, Wilcoxon e Mann-Whitney. Não houve diferença entre os grupos nos tempos estudados, porém o acúmulo de placa ocorreu de forma mais intensa nos primeiros 7 dias no grupo 1. A profilaxia profissional pode ser substituída pela escovação habitual nos programas de saúde bucal, melhorando a relação custo-benefício.

A147

Dentifrícios fluoretados: hábitos e conhecimentos de mães da rede pública de saúde

K. D. MAIA*, I. C. T. C. SOUZA, T. C. A. GRAÇA, I. C. MATUCK

Pós Graduação em Odontologia Social da UFF - RJ - (021) 625-4839

Os dentifrícios fluoretados constituem uma das armas mais eficazes no combate à cárie. No entanto, sabe-se que parte do dentifrício e, portanto, de fluoreto, é ingerida no ato da escovação dental, principalmente por crianças não supervisionadas. Esta pesquisa exploratória teve como objetivo verificar os hábitos e conhecimentos das mães de crianças de tenra idade sobre dentifrícios fluoretados, que freqüentam os serviços de saúde municipal do Rio de Janeiro. O método utilizado foi o descritivo e a técnica foi a observação direta extensiva, através de questionários aplicados à 68 mães de crianças na faixa etária de 3 a 11 anos (X= 6,8±3,17), que freqüentavam uma Unidade de Saúde Municipal e que concordaram em respondê-los. O pré teste foi utilizado para garantir fidedignidade ao instrumento. As perguntas foram relacionadas à quantidade aplicada na escova; ao motivo da escolha de uma marca; à supervisão da escovação e à ingestão do mesmo pelas crianças. Após observação dos dados, constatou-se  que a maioria das mães comprava o dentifrício pelo hábito (39,7%) e pelo preço (36,8%), e os mais consumidos são os que contém de 1.000 a 1.100 ppm de flúor. A quantidade de pasta que cobre todas as cerdas é bastante comum (44,1%), e apenas 22,2% a utilizam na forma de um borrão. Somente 34,1% das mães de crianças na faixa etária de 2 à 6 anos costumam supervisionar a escovação de seus filhos por temerem a ingestão do dentifrício, embora desconheçam seus efeitos. Já 65,9% delas não vêem problema quanto à sua ingestão, não supervisionando, assim, sua escovação. Desta forma torna-se evidente que há um desconhecimento das mães a respeito dos dentifrícios fluoretados, as quais necessitam ser melhor orientadas.

A148

Avaliação da experiência de APS em escolares - Niterói, RJ. 

T.F., Neves*, F.V.G., Abreu, M.U., Alves, W.W., Padilha, L.E.L.P., Quintanilha, I.C., Matuck.

Pós-Graduação em Odontologia social - UFF, Niterói - RJ - (021) 719-3996

Este estudo teve como objetivo comparar o produto da estratégia de Atenção Primária  de Saúde (APS) com o produto do modelo de atenção tradicional (MAT). Os atendimentos do modelo APS foram realizados no pátio da escola pública IEPIC, Niterói, RJ, utilizando-se instrumental para exame clínico, colher de dentina e lanterna comum; de acordo com o empregado na OPYC/FOUBA - Buenos Aires (Bordoni,N., 1998). As lesões iniciais de cárie e as cavitadas foram tratadas com verniz e gel fluoretados e a técnica de ART, respectivamente. Os resultados obtidos (altas e produção) foram analisados no programa EPI-INFO 5.0. O MAT atendeu 88 crianças com índice ceo-d médio de 1,29 ± 1,86, sendo que 55 (62,5%) crianças tinham necessidade apenas da educação para saúde e aplicação tópica de fluoreto; 32 (36,4%) necessitavam também de procedimentos restauradores e 1 apenas de tratamento endodôntico. O produto, alcançado num total de 209 consultas, foi de: aplicação tópica de fluoreto em 96,4% e restaurações em 28,1%. Na estratégia de APS foram atendidas 97 crianças com índice ceo-d médio de 1,59 ± 1,80, sendo que 49 (50,5%) crianças precisavam apenas da educação para saúde e aplicação tópica de fluoreto; 45 (46,3%) precisavam também de restaurações e 3 de tratamento endodôntico. O produto alcançado em 109 consultas foi de: aplicação tópica de fluoreto em 95,9% e restaurações em 84,1%. Os casos com comprometimento endodôntico foram derivados em 100% em ambos os modelos. Para restaurações houve diferença significante (x2 - p<0,01); para o fluoreto não (Teste de Fisher - p>0,05).  A estratégia de APS foi mais eficiente que o MAT, revelando maior quantidade de restaurações em número muito menor de consultas.

A149

Saúde bucal dos índios do Xingu.

D. D. L. RIGONATTO & J. L. F. ANTUNES

Departamento de Odontologia Social, Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo.  - Tel (011) 8187891. Fax (011) 8187874

A escassez de dados epidemiológicos de saúde bucal referentes a comunidades indígenas brasileiras nos impede de conhecer a realidade destas populações e dificulta o planejamento de intervenções odontológicas nestas regiões. Foi efetuado levantamento epidemiológico da saúde bucal de índios da região do Alto Xingu, Mato Grosso, pelo método preconizado pela OMS, englobando a população de quatro aldeias: Yaualapiti, Aueti, Meinaco e Camaiurá, num total de 494 pessoas. Foram observados elevados indicadores da experiência de cáries nos índios do Xingu: 7,44 (11 a 13 anos), 12,33 (21 a 25 anos), 19,48 (31 a 40 anos) e 19,33 (mais de 50 anos), em contraste com a recente redução desses índices observada em outras regiões do território nacional. Os resultados do levantamento refletem a descontinuidade no atendimento e a atenção restrita a um enfoque meramente emergencial nas ações de saúde bucal voltadas a estas comunidades, e são indicativos da necessidade de se formular políticas de atendimento e promoção de saúde bucal como único modo de se reduzir os altos índices de prevalência de cáries nesta região.

A150

Saúde bucal em idosos de Piracicaba.

R TOLEDO*; M. C. LISBOA; M. L. R. SOUSA; M. F. TAGLIETTA.

Depto. Odontol. Social FOP/UNICAMP; Pref. Munic. de Piracicaba. Fone: (019) 430-5209.

O objetivo deste trabalho foi verificar a prevalência de cárie, doença periodontal,  uso e necessidade de próteses, bem como de edentulismo em idosos de Piracicaba. A amostra no grupo geral  (GG) foi de 77 idosos (70 anos em média; 28,6% do sexo masculino e 71,4% do sexo feminino), dos quais 53 participantes de grupos não institucionalizados -GNI (68,3 anos em média; 32,1% masculino e 67,9% feminino) e 24 institucionalizados (73,9anos em média; 20,8% masculino e 79,2% feminino)-GI. Dois examinadores calibrados de acordo com os critérios da OMS realizaram os exames. A prevalência de edentulismo foi de 57,1% no GG, sendo de 58,5% para o GNI e de 54,2% para o GI. O  número de dentes presentes em média foi de 11,6; 13,1 e de 8,6, respectivamente. No GG 60,6% dos idosos apresentam alguma coroa cariada (em média 2 coroas cariadas) e 27,3% alguma raiz cariada (média de 0,7) no GG; sendo 59,1% e 9,1% no GNI (em média 1,7 coroas cariadas e 0,2 raízes cariadas) e 63,6% tanto para coroa como para raiz cariada no GI (em média 2,6 coroas cariadas e 1,8 raízes cariadas). As condições periodontais mais prevalentes foram o cálculo dental no GG  (36,7%) e no GNI (42,9%), sendo que no GI foram as bolsas de 4 a 5 mm (33,3%). Para o PIP (Perda de Inserção Periodontal) foram de 66,7% sem perda de inserção periodontal no GG e 81% no GNI. Já no GI houve 44,4% de perda de inserção entre 4 e 5 mm. A porcentagem de idosos utilizando próteses superior e inferior foi de 77,9% e 53,2% no GG, sendo de 86,8% e 66% no GNI e de 58,3% e 25% no GI.A necessidade de uso de próteses superior e inferior foi de  20,8% e 45,5% no GG, sendo de  9,4% e 30,2% no GNI e de 45,8% e 79,2% no GI. Diante dos resultados, recomenda-se a implementação de programas de saúde bucal direcionados aos idosos, e prioritariamente aos idosos institucionalizados de Piracicaba.

A151

Cárie-dentária e determinantes sócio-econômicos no município do RJ.

V. K. MELLO*; N. M. DIAS; C. R. SOARES;  I. C. SOUZA;  K. MAIA; V. OLIVEIRA;  A.M.G.  VALENÇA; W.W. N. PADILH A      

Pós-Graduação em Odontologia Social/UFF- Niterói, RJ - (021) 9619-9332

O objetivo deste trabalho foi verificar a existência da associação entre a prevalência da doença cárie-dentária em crianças de 2 a 3 anos no município do Rio de Janeiro, e a renda familiar nos grupos pesquisados. Esta pesquisa foi realizada com 120 crianças de 2 a 3 anos e seus pais (responsáveis) em creches públicas municipais (G1) e creches particulares (G2). Realizamos um levantamento epidemiológico, utilizando-se o índice ceo-d, de acordo com a OMS (1993). Obtivemos os seguintes resultados: 51,66% das crianças do G1 apresentaram o ceo-d  igual a zero. No entanto, neste grupo, em 48,34%, foi observado que o ceo-d variava de 1 a 6. No G2, apenas 1,66% apresentam ceo-d igual a 1 e o restante das crianças, 98,34%, apresentaram ceo-d igual a zero. Concomitantemente, os pais das crianças examinadas foram questionados sobre o seus grau de instrução formal e renda familiar. Verificamos que 50,0% dos pais do G1, possuem 1o grau incompleto, e 90,0% dos pais do G2 possuem 3o grau completo. Para análise da renda familiar e ceo-d, utilizamos o teste de associação, não paramétrico, com o emprego do Qui quadrado, na associação do G1 e G2 e livres de cárie (x2 =34%; p< 0,01) e associação entre o ceo-d e renda-familiar, (x2 = 40,45%; p< 0,01), observamos que houve diferença estaticamente significante entre as variáveis analisadas. Concluímos que:  1. A prevalência de cárie-dentária nas crianças do G1 foi  maior do que a prevalência de cárie nas crianças do G2.  2. O nível de escolaridade e a renda familiar dos pais do G1 é menor que o G2. E, 3. Existe uma associação entre renda familiar e a experiência de cárie-dentária nos grupos observados, confirmando que as variáveis analisadas influenciam o estado de saúde bucal das crianças de 2 a 3 anos.

A152

Processamento da informação a partir de uma atividade educativa em saúde bucal

A.C.T.A.P. BARROS*, M.E.A.AZEVEDO,  J.L.G.C.SILVEIRA , F.V.G.ABREU; W.W.N. PADILHA 

Pós-Graduação em Odontologia Social-UFF / P.I.D.A. - SMS-RJ - (021) 719-0608

Esta pesquisa teve como objetivo investigar a capacidade de processamento da informação recebida por crianças de 6 a 8 anos, a partir de atividades educativas em saúde bucal, no nível da informação. O método de abordagem utilizado foi o indutivo com procedimento comparativo e estatístico(teste X2). Instrumento e técnica: formulário dirigido com 8 questões, aplicado antes e após o ciclo de atividades educativas. Amostra: 40 crianças do Programa de Saúde Bucal da Prefeitura do Rio de Janeiro no 2.º sem. de 1998. Q.1-funções dos dentes: no pré-teste nenhuma criança soube relacionar os dentes à estética, mastigação e fonação, passando para 52,5% de acerto dessas 3 funções no pós-teste; Q.2-conceito de cárie:7,5% apontaram como doença, passando para 60%; Q.3-relação cárie/açúcar:90% acertaram no pré-teste e as respostas erradas reduziram-se de 10% para 2,5%; Q.4-hábitos e higiene:57% acertaram,passando para 97,5%; Q.5:freqüência de escovação:70% responderam corretamente, aumentando este número para 82,5%; Q.6-freqüência ao dentista: 77,5% não souberem responder no pré-teste,passando para 57,5% de acertos no pó-teste; Q.7-formação da P.B.:82,5% não relacionaram restos alimentares, invertendo-se esta relação para 85% no pós-teste; Q.8-cárie e perda dentária: 100% relacionaram a cárie à perda dentária nos dois testes. A mudança observada entre o pré-teste e o pós-teste foi estatisticamente significante em 6 das 8 questões. Parte das crianças demonstrou possuir conhecimentos corretos da doença cárie, anteriormente concebidas. Atividades educativas podem modificar noções relacionadas à doença cárie.

A153

Plano Real: reflexos na situação sócio-econômica dos Cirurgiões-dentistas de Niterói RJ

E.C. PITARO*; B.S.FERRAZ; C.S.CAETANO; J.H.V.SERRÃO; J.L.G.C. SILVEIRA; W.W.N. PADILHA 

Pós-graduação em Odontologia Social - UFF / F.O.- UFF - RJ - (021) 610-4655

Este estudo objetivou avaliar o impacto provocado pelo Plano Real na situação sócio-econômica dos cirurgiões-dentistas do município de Niterói-RJ. O método de abordagem foi o Indutivo com procedimento comparativo e estatístico descritivo e analítico [Teste X2]. Utilizou-se a técnica de Observação Direta Extensiva, através de questionário estruturado com perguntas abertas e fechadas, aplicado no período de junho/julho de 1998. A amostra foi estabelecida a partir de critério estatístico, sendo do tipo estratificada proporcional, compondo-se de 313 profissionais com mais de 6 anos de formação. Dados apurados:1) materiais:56% aumento elevado, 25%  preços estabilizados, 14% aumento moderado, 3% diminuição de preços; 2) manutenção:25% sem alteração, 71% aumento, 4% diminuição; 3) perfil da clientela, antes e pós Plano, respectivamente: conveniada - 12% X 36%, particular - 80% X 58%, semelhante - 5%;  4) procura por emprego:45% sim e 55% não; 5) demanda de pacientes:14% aumentou e 85% diminuiu; 6) alteração do poder aquisitivo: 18% aumentou, 32% permanece igual e 48% diminuiu. A análise estatística revelou uma variação significante ao nível de 1% (P=0,01) nas opiniões quanto: à perda do poder aquisitivo; ao aumento dos custos de manutenção e de material nos consultórios. Embora a maioria dos profissionais, que possuem mais de um emprego, não relacionem este fato ao Plano, a diferença de opiniões, neste caso, foi estatisticamente não significante (P>0,05). As modificações na economia, a partir da implantação do Plano Real, repercutiram negativamente para a maioria da classe odontológica.

A154

Avaliação da formação profissional com relação ao atendimento odontológico de pacientes especiais.
R.LIRA*, S. SOUSA, S. FEITOSA, V. COLARES, A. ROSENBLATT, P.ZARZAR, A. SEVERO.
Departamento de Odontologia Preventiva e Social, FOP-UPE, Fone: (081) 4581208
O presente trabalho teve como objetivo a avaliação da formação profissional com relação ao atendimento odontológico de pacientes especiais. A metodologia constou da aplicação de um formulário em forma de entrevista por telefone a 50 profissionais da cidade do Recife com até 2 anos de formado inscrito no CRO-PE ( Conselho Regional de Odontologia de Pernambuco ). Após a análise dos dados coletados verificou-se que os profissionais pesquisados relataram ter recebido alguma orientação com relação ao atendimento odontológico de pacientes especiais, no entanto, a maioria não considerou as informações satisfatórias. A maioria dos pesquisados afirmaram não ter realizado atendimento a pacientes especiais durante o curso de graduação. Entretanto, em suas atividades profissionais, após formado, a maioria relatou ter atendido algum tipo de paciente especial. Conclui-se portanto que a formação acadêmica com relação ao atendimento de pacientes especiais não está correspondendo as necessidades da prática odontológica profissional.

A155

Radioproteção na prática odontológica.      

R. R. S. KNUPP*, N. M. MORAES, M. M. P. RENDEIRO.

Dep. Odont. Soc. Preventiva-F.O. - UFRJ – Tel.: (021)560-6l37 r-2050

O objetivo deste trabalho é verificar o grau de conhecimento do profissional de Odontologia que atua na cidade de Niterói, Estado do Rio de Janeiro, a respeito dos efeitos deletérios dos raios-x odontológicos, ou seja, dos riscos biológicos que estão expostos e das medidas de radioproteção que utilizam, pois é notória a importância das radiações ionizantes,  tanto para  diagnóstico como  para terapêutica, apesar de seu uso indevido causar sérios danos somato-genéticos à aqueles que delas se utilizam indiscriminadamente. Por isso, medidas regulamentadoras nacionais e internacionais de radioproteção foram instituídas, para minimizar os riscos e maximizar os benefícios desta prática.  Para este estudo foi realizada uma pesquisa em uma amostra ao acaso composta de 80 (oitenta) cirurgiões-dentistas, de ambos os sexos e diversas especialidades, que possuem aparelho de raios-x em seus consultórios. Para avaliar conhecimentos, atitudes e práticas de radioproteção, foi aplicado um questionário com 10 (dez) perguntas diretas e fechadas.Após análise e discussão dos resultados concluiu-se que em virtude da reduzida conscientização sobre os fenômenos relacionados aos perigos das radiações, não estão empregando adequadamente as normas de proteção, o que é essencial para uma prática consciente e segura.

A156

Efeito preventivo e terapêutico do verniz fluoretado: conhecimento dos dentistas.

P. MARQUES*, R. B. SOUZA, M. B. PORTELA, F. FLORIANO, A. C. ALVES, L. PRIMO.

Odontopediatria - FO - UFRJ/UFBA - (071) 985-0087

Este estudo objetivou relacionar o tempo de formado dos cirurgiões-dentistas (CD) com seu conhecimento sobre verniz fluoretado (VF) e o papel deste na prevenção e controle da doença cárie. A amostra constituiu-se de 562 profissionais que responderam a um questionário, distribuído durante três Congressos de Odontologia. Os CD foram distribuídos em três grupos de acordo com o tempo de formatura: A - recém formados; B - 3 a 10 anos de formado; C - mais de 10 anos de formado; apresentando as seguintes freqüências: 24,2% A, 46,1% B e 29,7% C. Os resultados foram analisados pelo teste do Qui-quadrado (p < 0,05). A média de idade foi 31,4 ± 8,4 anos, sendo 28% do sexo masculino e 72% do sexo feminino. Utilizam o produto 58,0% A, 63,7% B e 60,5% C. O VF foi considerado eficaz na superfície oclusal por 80,9% A, 78,8% B e 67,1% C (p=0,02); e na superfície lisa por  80,9% A, 78,8% B e 58,7% C (p<<0,00). As indicações mais apontadas para o produto foram (p<<0,00):

                                                                                                A (%)                B (%)                C (%)               

Prevenção de cárie                                                                73,5                69,5                   71,3               

Paralisação de manchas brancas                                        54,4                56,0                   37,1               

Inativação de manchas brancas                                           41,9                37,2                   34,2               

Pode-se concluir que os profissionais recém-formados conhecem mais sobre o efeito terapêutico e preventivo do verniz fluoretado na doença cárie, sendo que o efeito preventivo é mais difundido que o terapêutico.

A157

Avaliação das embalagens de chupetas disponíveis no mercado brasileiro.

E. M. B. COSTA*, J. R. O. BAUER, F. V. G. ABREU, J. A. MIGUEL, A. HAYASSY 

Faculdade de Odontologia - UNESA - RJ- 5521 611-3120.

O presente trabalho teve como objetivo verificar se as embalagens de chupetas disponíveis no mercado brasileiro apresentam todas as especificações exigidas pela ABNT - NBR 10334, e norma brasileira para lactentes. Foram avaliadas 20 chupetas de 8 fabricantes e 13 marcas disponíveis nas farmácias e lojas do mercado nacional, de acordo com as seguintes características: tipos, formas e material do bico; indicação da faixa etária; embalagem e as especificações do fabricante. Das 20 chupetas avaliadas, 50% tinham bicos com forma ortodôntica/anatômica, 10% forma convencional, 30% baby e 10% não especificaram a forma do bico. Quanto à indicação para uso por faixa etária, 75% das chupetas não apresentavam esta indicação. Analisando-se o material utilizado para fabricação do bico verificou-se que 65% eram de látex e 35% de silicone. Em relação a apresentação das especificações exigidas pelos órgãos federais de fiscalização e controle de qualidade, obteve-se os seguintes resultados: 60% estavam de acordo com a ABNT - NBR 10334 e tinham o selo do INMETRO ou ABRAPUR; 15% estavam de acordo com a ABNT - NBR 10334 mas não apresentavam os selos  do INMETRO ou ABRAPUR e 25% não continham especificações e nem os selos. Apesar das fiscalizações feitas pelos órgãos federais para a comercialização destas mercadorias, ainda hoje, encontra-se no mercado brasileiro algumas chupetas sem as especificações exigidas por tais órgãos de controle.

A158

A influência do tempo de escovação na remoção da placa bacteriana.

J.O. MENDONÇA*, R.C. OLIVEIRA e W.W.N. PADILHA

Pós graduação em Odontologia Social - UFF / Niterói - RJ - (021) 714-5083

Este estudo teve o objetivo de verificar as relações entre o tempo de escovação e a remoção da placa bacteriana. A metodologia utilizada constou de um experimento com dois grupos de 48 escolares na faixa etária de 9 a 11 anos. Em ambos os grupos foram registrados os seguintes dados: IHOs inicial (somente na 1ª sessão), tempo de escovação e IHOs final durante três sessões. A partir das duas primeiras sessões foram definidos os tempos médios de escovação para cada participante, sendo este tempo duplicado para a terceira sessão apenas no Grupo Teste (GT), sendo os demais considerados como Grupo Controle (GC). Nenhum dos grupos recebeu informações sobre técnicas de escovação durante o experimento. Na 1ª sessão, ambos os grupos, antes de qualquer escovação, apresentaram a mesma quantidade de placa, sendo portanto considerados semelhantes. O GC apresentou um IHOs inicial médio de 1.45 e o GT de 1.28, esses índices foram submetidos ao teste t (GMC) que confirmou a igualdade das duas amostras. Na 2ª sessão registrou-se o IHOs final médio do GT que foi 0.98 e do GC 0.93. Na 3ª sessão o IHOs final médio para o GT foi de 0.72 e para o GC 0.89. A análise estatística  (teste t) indicou significância quando comparou-se o IHOs final da 2ª com o da 3ª sessão do GT, obtendo-se uma melhoria na remoção da placa ao dobrar o tempo de escovação. Enquanto no GC obteve-se uma não-significância entre os IHOs dessas sessões, constituindo-se em amostras iguais, quando não se aumentou o tempo de escovação.Conclui-se que o incremento do tempo de escovação tem efeito positivo sobre as quantidades residuais de placa bacteriana. Sugere-se portanto, maior atenção por parte dos profissionais para o fator tempo de escovação no planejamento de atividades de educação em saúde.

A159

Saúde bucal na gravidez: comportamento e conhecimento de gestantes e de dentistas.

M.A. BORSATTI*; M.C.TIRELLI; S.S.PENHA; M.HIRATA; J.C.S.LEANDRINI,  R.G. ROCHA,

Depto.Estomatologia-FOUSP, (011)818-7813, maborsat@ siso.fo.usp.br.

O estudo avalia o conhecimento e práticas de saúde bucal de gestantes e o conhecimento e condutas de cirurgiões dentistas (CD) frente ao tratamento odontológico na gravidez. Foram entrevistadas 374 gestantes em Postos de Saúde (São Paulo/SP) através de um questionário abordando as percepções do processo saúde/doença bucal, cultura popular e gravidez, hábitos de higiene bucal e busca de atenção odontológica. Outro questionário, aplicado a 325 CDs da FDCTO (Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico da Odontologia) e recém formados em instituições públicas e privadas, buscou identificar seu conhecimento das alterações fisiológicas na gestação, suas implicações na conduta clínica, e sua preocupação em motivar a procura por atendimento odontológico pelas gestantes. A análise percentual das respostas obtidas demonstrou que 72,6% das gestantes acreditam que a gravidez provoca alterações bucais que pioram a saúde bucal. Acredita-se que a gestante não deve ir ao dentista (31%), e por outro lado, há relatos de resistência dos profissionais em realizar tratamento odontológico neste período (43%). A maioria das entrevistadas (96%) não recebeu qualquer tipo de orientação sobre saúde bucal durante o pré-natal, mas mostraram interesse em recebê-la. Cerca de 84% dos CDs não oferece qualquer informação de alterações bucais na gestação e como prevenir eventuais problemas. Dos entrevistados, 78% atendem gestantes apenas para alívio da dor, pedindo para retornar após o parto. Os CDs demonstraram insegurança em relação ao tratamento odontológico de gestantes possivelmente em conseqüência da falta de conhecimentos científicos sobre o assunto. Fica evidente a deficiência na intercomunicação entre os grupos estudados, provavelmente em decorrência de insegurança, falta de informação, motivação e tabu de ambos.

A160

Personalidade de Acadêmicos do Curso de Odontologia, segundo o Teste

M.M.P.I.A. Valsecki Jr. , F. L. Rosell.

Depto. Odontologia Social, Faculdade de Odontologia de Araraquara – UNESP, e-mail: avalseck@black.foar.unesp.com.br, tel.:(016)232-1233.

Ainda não se questionou se os indivíduos que procuram a profissão odontológica reúnem aspectos psico-emocionais adequados à profissão de saúde. Diante desta observação, procurou-se analisar e descrever a estrutura singular da personalidade dos acadêmicos recém ingressos no curso de Odontologia, através do Inventário Multifásico de Personalidade de Minnesota (MMPI). O teste foi aplicado em 272 jovens de ambos os sexos (92 homens e 180 mulheres), com idades entre 17 e 27 anos, matriculados no 1º ano do curso de graduação em Odontologia da Faculdade de Odontologia de Araraquara – UNESP, nos anos de 1994 a 1997. As respostas na área de validade do teste, excluíram 23 indivíduos (8,5% da amostra inicial), indicando que desejavam transparecer uma imagem diferente da que realmente eram. Nas escalas clínicas pôde-se perceber que, na média entre as diferentes escalas, 54,9% dos jovens apresentaram traços de personalidade com características mais equilibradas, relacionadas a um padrão de comportamento adequado, ou seja, com um bom controle de suas ações e emoções. Por outro lado, 45,4% dos indivíduos apresentaram algum traço de personalidade “desfavorável”, isto é, essas pessoas denotaram uma dificuldade maior em lidar com sua realidade interna e externa, sob a caracterização de um ou mais traços de personalidade analisados. Como conclusões gerais temos que: a) o teste MMPI pode ser um importante instrumento no entendimento do funcionamento da personalidade do indivíduo, principalmente em observação às atitudes nas relações interpessoais e, b) seria importante a implementação de um programa de orientação e apoio aos jovens recém chegados à universidade, para que pudessem confirmar sua determinação na escolha profissional.

A161

Percepção social do aluno de graduação das universidades: pública X privada.

A. B. L. MONNERAT*, M. V. GOUVEA, U. V. MEDEIROS, M. I. SOUZA.

Pós-Graduação em Odontologia Social UFF– Niterói, RJ - (021) 267-2172

O propósito deste estudo foi comparar a percepção do aluno de graduação da universidade pública e privada, frente a questões sociais. Foram selecionadas três universidades públicas: UFRJ; UERJ; UFF (G1) e três universidades privadas: UNESA; UGF; UNIGRANRIO (G2), no Rio de Janeiro. Foram entrevistados 183 alunos cursando o 1º semestre do último ano de graduação que responderam a 09 questões de um questionário semi-estruturado. Para análise dos dados, utilizou-se o teste estatístico Qui-quadrado. Observou-se que G2 mostrou maior preferência pelo serviço público (p<0,05); e que optou por atualização em materiais e técnicas restauradoras (p<0,05). Ambos os grupos relacionaram práticas educacionais como sendo capazes de modificar o perfil epidemiológico das doenças cárie e periodontal (p<0,01). G2 conceituou a Odontologia Coletiva como disciplina que se interliga a outras e visa conscientização pelo paciente acerca de seus problemas, diferindo do G1, que acredita que a especialidade visa prevenção das doenças bucais (p<0,01). Concluiu-se que os alunos das universidades privadas possuem maior interesse pelo serviço público, apesar de mostrarem preferência pela atualização técnica em detrimento das questões sociais. Os dois grupos relacionaram práticas educacionais como medidas únicas e suficientes para alterar o perfil epidemiológico das principais doenças bucais, não valorizando a necessidade de se conhecer os grupos de risco social. Nas universidades públicas, observou-se uma tendência em conceituar a Odontologia Coletiva apenas sob a ótica da prevenção enquanto que nas particulares os alunos consideraram a necessidade da integração com outras áreas de conhecimento.

A162

Substituição de restaurações plásticas: variação na decisão e nos critérios.               

E. T. P. FERNANDES*, E. F. FERREIRA, H. H. PAIXÃO. 

Mestrado em Odontologia, Faculdade de Odontologia/UFMG (Telefax: 031-291-0541).

A falta de calibração no julgamento clínico das restaurações é um problema  que afeta a maioria dos profissionais, resultando em prejuízos biológico e financeiro. Objetivando conhecer como e porque decidem pela substituição de restaurações , 10 alunos e 5 professores do Curso de Odontologia de Governador Valadares (CENBIOS-UNIVALE) examinaram 15 dentes permanentes extraídos, com restaurações de amálgama e resina. Foram utilizados os exames visual e radiográfico e cada examinador anotava em formulário próprio a decisão de não substituir , substituir parcialmente (indicando o local do problema) ou substituir totalmente. Em seguida apontava o critério utilizado na decisão da substituição, dentre os apresentados. Considerando as decisões substituir ou não substituir, o teste Kappa apontou concordância de 0,42 entre os professores e 0,32 entre os alunos. Porém, levando em conta a não substituição total e parcial, a concordância   foi de 0,27 entre professores e 0,26 entre os alunos. Os critérios mais freqüentes na substituição do amálgama foram valamento marginal, forma anatômica deficiente e excesso marginal, e para resinas, a descoloração e a cárie secundária. Concluiu-se que a grande variabilidade existente justifica a padronização de critérios para substituição de restaurações.

A163

Diabetes Mellitus: nível de conhecimento dos alunos da FO-UFMG.

M. VASCONCELOS*,  V. A. DINIZ,  C. P. GUEDES  

Departamento de Odontologia Social e Preventiva/FOUFMG   - Telefax (031) 2210553 

A Diabetes Mellitus (D.M.) apresenta manifestações orais de interesse clínico e o tratamento do paciente diabético requer cuidados especiais. Sendo assim, a proposta deste estudo foi avaliar o conhecimento dos alunos da FO-UFMF e identificar os pacientes portadores da doença diagnosticados ou não. Aplicou-se 112 questionários para alunos do 6º, 7º, 8º  períodos, 238 questionários para pacientes das clínicas:  cirurgia, odontopediatria, periodontia. Os resultados mostraram que 98,2%  dos alunos conhecem a doença, a maioria identifica as principais manifestações orais da doença e complicações durante o tratamento;  76,7% não sabem como tratar diabéticos e não conhecem todos os medicamentos contra indicados no tratamento odontológico. Entre pacientes, 58,2% já se submeteram a exame para diagnóstico da D.M., 6,5% apresentam-se diabéticos, e 10.1% dos entrevistados foram encaminhados para avaliação médica devido ‘a sintomatologia relatada. Concluiu-se que o conhecimento dos alunos é razoável, mas insuficiente para tratar  pacientes diabéticos, e o número de pacientes diagnosticados é compatível com os dados da população relatados na literatura. 

Aprovado Comitê de Ética em Pesquisa UFMG/07/04/99.

Apoio: PAD / PROGRAD / UFMG; PIBIC / CNPq / UFMG.

A164

Motivação dos adolescentes frente ao tratamento odontológico

R. M. CARVALHO*, B. C .RAMOS, L. C. MAIA, E. L. SOARES              

Pós-graduação em Odontologia Social, U.F.F. - Niterói - RJ - (021) 710-5093

Este trabalho tem o propósito de  verificar os fatores que influenciam no interesse dos adolescentes (A) frente ao tratamento odontológico (TO). Para tanto, 262 A de 15 a 19 anos, 138 matriculados em escola Pública (PB) e 124 em escola Particular (PT) ambas em Niterói – RJ, participaram de um estudo descritivo de campo onde foram aplicados questionários visando analisar os fatores de motivação. Após tabulação dos dados, estes foram analisados sob a forma de percentual relativo e quando possível através do teste não paramétrico do Qui-quadrado. Todos (100%) os A de PT realizam TO em consultórios particulares, já em PB este índice é de 81,15%. Em PAR, 99 A (79,83%) tratam com o mesmo dentista , enquanto em  PB, 64 A (46,37%) têm o mesmo comportamento. Através da análise dos dados coletados observamos que os fatores que mais influenciam na adesão ao TO são em PT: localização, aparência, organização e limpeza do consultório (LC) - 79,83% , seguido por confiança no dentista (CO) – 74,19%; opinião dos pais  (OP) – 71,77%.  Já em PB, LC teve 73,91% de votos; uso de equipamento de biossegurança (SEG) – 65,21%; e CO- 56,52%. Na permanência com o mesmo dentista, os fatores mais valorizados foram LC (75,80% e 57,97%) e CO (79,03% e 53,62%) respectivamente em PT e em PB (p>0,05).  Assim, podemos concluir que, independente de estudar em escola pública ou particular, os adolescentes levam em consideração, tanto na adesão quanto na continuação do tratamento odontológico, fatores como a localização, aparência, organização e limpeza do consultório bem como a confiança no dentista; sendo também a questão da biossegurança bastante ressaltada pelos alunos de escola púbica.

A165

Programa de saúde  bucal do erscolar – Sorriso 2000

I.C.T.C. SOUZA*, N.M. MORAES, R.R.S. KNUPP, M.G.G. SILVA

Departamento de Odontologia Social e Preventiva da FO UFRJ - RJ - (021) 593-9798

O presente estudo tem como objetivo buscar a formação de recursos humanos em Odontologia, integrando pesquisa e ensino de Saúde Bucal do Escolar e desta forma estabelecendo uma nova relação entre saúde e educação. O programa envolve atividades de educação em saúde, fluorterapia e atendimentos curativos de baixo custo com uso de TRA, baseado em levantamento epidemiológico por critério de risco às doenças cárie e periodontal. Os fatores diferenciadores na abordagem deste programa são a atuação individualizada do diagnóstico bucal associando ISG, IPV e fatores retentivos de placa à história de vida para construção de prognósticos  e plano de tratamento atendendo níveis individuais e coletivos da atenção odontológica. O projeto piloto deste programa compreendeu a amostra de 205 escolares de ambos os sexos da E.M. Rotary (Rio de Janeiro – RJ), com idade variando entre 4 e 7 anos, onde foram desenvolvidas as etapas estratégicas para o desenvolvimento em mais escolas do atual programa compreendendo as escolas municipais Dunshee de Abranches, S.Y.Sen e Orlando Dantas (Rio de Janeiro – RJ), além da Rotary local do projeto piloto. Medindo-se o índice “ceo” chegou-se a uma média aritmética de 1,53; sendo que 12 crianças tinham indicação para a técnica de tratamento restaurador atraumático em 25 dentes. Na avaliação 6 meses após, 23 tratamentos restauradores estavam bons, 1 havia sido perdido e 1 elemento dentário havia esfoliado. Concluindo que o programa poderá ser aplicado no resto da comunidade com sucesso.

A166

Aspectos psicossociais das seqüelas do complexo maxilo-mandibular

H.F. CARDOZO*, I.E. MURR, E. G. ALVES.

Departamento de Odontologia Social – FOUSP - (011) 256-3791

O objetivo deste estudo é analisar as conseqüências psicossociais dos traumatismos faciais e a possibilidade e o grau de dificuldade do levantamento dessas informações no transcorrer da perícia odonto-legal. A face é o mais forte instrumento na comunicação interpessoal e, por isso, qualquer modificação na configuração da harmonia estética e funcional dessa região é imediatamente percebida, originando diferentes tipos de reações, de acordo com o grau de severidade da alteração apresentada. A ocorrência de traumatismos maxilo-mandibulares é um evento que se apresenta com indesejável freqüência, principalmente em pessoas jovens, como resultado de diferentes tipos de ação etiológica. Os dado foram obtidos por meio de depoimentos de oito vítimas de trânsito, com idades variando entre 22 e 45 anos. O tempo decorrido entre o acidente e o depoimento para este estudo variou de seis meses a oito anos. O resultado dessa análise confirmou a existência do dano psicossocial, e também da viabilidade de ser levantado durante a perícia mediante perguntas direcionadas para esse fim. Claro está que o diagnóstico e o prognóstico específicos deste tipo de dano não é da competência do perito odontológico ou médico, ao quais cabe apenas averiguar a possibilidade da existência de tais alterações e referi-las no seu laudo para que o paciente seja encaminhado à avaliações específicas. A partir dos resultados obtidos foi elaborada uma sugestão de protocolo a ser utilizada quando da realização de perícias envolvendo este tipo de problema.

A167

Estágio extramuro: avaliação realizada pelos alunos da FOP/UNICAMP.

M. L. R. SOUSA*; R.S.WADA.

Departamento de Odontologia Social FOP/UNICAMP.Fone: (019) 430-5209.

O objetivo deste trabalho foi verificar a opinião dos alunos de graduação da Faculdade de Odontologia (FOP/UNICAMP) sobre o estágio clínico extramuro de 160 horas. São realizadas 80 hs no município de Paulínia e as outras 80 hs em Piracicaba. No estágio os alunos trabalham em serviço público, auxiliados (trabalho a 4 mãos) e atendem pré-escolares e escolares. Os questionários foram preenchidos pelos alunos em Paulínia (n=77) e em Piracicaba (n= 59) no último dia do estágio, sem necessidade de identificação. Nas questões era solicitado para que o aluno fornecesse notas ou escores que variavam de 0 a 5. Das notas atribuídas ao estágio, em Paulínia 95% corresponderam a 5 e em Piracicaba 68%;sendo 29% nota 4. Sobre o trabalho a 4 mãos, 90% dos alunos atribuíram nota 5 em Paulínia, e somente 49% em Piracicaba. Quanto à aquisição de mais prática nas operações clínicas: em Paulínia 43% respondeu escore 5 e 51% responderam escore 4 .Em Piracicaba foram 36% e 53%, respectivamente. No interesse pessoal pelo estágio 82% respondeu “totalmente interessado” em Paulínia e em Piracicaba foi 42%; sendo 47% “muito interessado”. Apenas 16% (n=12) dos alunos haviam participado previamente de alguma outra forma de estágio, dos quais somente 5% (n=4) com trabalho a 4 mãos. Os dados evidenciam a satisfação dos alunos com o estágio extramuro e as diferenças entre Piracicaba e Paulínia devem ser investigadas. Devido ao baixo percentual de alunos que procuram voluntariamente estágios extramurais, recomenda-se que eles sejam incluídos nos currículos de Odontologia, pois os alunos consideram-nos importantes e válidos.    

A168

Saúde Bucal em 7 Municípios da Região de Piracicaba (DIR XV).

M. MEDINA*, M. L. R. SOUSA, R. WADA.

Departamento de Odontologia Social. FOP-UNICAMP/Secretaria da Saúde. F: (019) 434-0100

Os estudos epidemiológicos aliados ao conhecimento da atividade das doenças  fornecem dados sobre as necessidades prioritárias que devem ter atendimento precoce. A educação e a promoção da saúde devem ser também realizadas. Assim, em 1998 um grupo de 10 dentistas foram treinados e calibrados de acordo com os critérios da OMS para realizarem exames bucais em crianças de 12 anos de idade – idade índice sugerida pela OMS. Sete municípios foram sorteados dos 25 existentes na região circunvizinha de Piracicaba, Sudeste do Estado de São Paulo. Rio Claro (RC) representou os municípios de grande porte com água fluoretada; Leme(LE) e Rio das Pedras (RP) representaram os municípios de médio porte com e sem água fluoretada, respectivamente. Os municípios de pequeno porte com água fluoretada foram representados por Mombuca (MO) e Águas de São Pedro (ASP). Os de pequeno porte sem água fluoretada foram representados por Corumbataí (CO) e Ipeúna (IPE). Os resultados de CPO nos municípios onde a água é fluoretada foram 2,7 para RC; 3,4 para LE; 3,5 para ASP e de 3,7 para MO. Para os Municípios onde a água não é fluoretada os índices foram: 5,1 para RP; 4,5 para CO e 3,6 para IPE. Nos Municípios de RC e LE a porcentagem de crianças livres de cárie nos municípios com água fluoretada foi de 31% (RC) e 27%(LE) e de 4%(ASP) e 9% (MO). IPE apesar de não possuir água fluoretada apresentou 20% de crianças livres de cárie neste grupo etário. Este estudo mostrou que RC já atingiu a meta para o ano 2000 da OMS, de CPO £ 3,0 para este grupo etário e que alguns municípios podem atingir este objetivo para o ano 2000. Além disso, recomenda-se outros estudos para investigar os diversos resultados de CPO.

A169

Análise da atual situação curricular da Odontologia Social no RJ.

V.OLIVEIRA*; W.W.N. PADILHA

Pós-Graduação em Odontologia Social/ UFF- Niterói, RJ - (021) 256-4082

O propósito desta pesquisa foi identificar a sua situação curricular da Odontologia Social nos Cursos de Graduação em instituições de ensino odontológico no Estado do Rio Janeiro, através da análise dos currículos: mínimo e plenos. E verificar a tendência adotada no ensino desta matéria em relação aos modelo de ensino odontológico, segundo MENDES (1982). Neste estudo utilizamos o método indutivo, como forma de abordagem. Como métodos de procedimento empregamos os métodos: histórico e estruturalista. A coleta de dados foi feita através de entrevistas dirigida, com docentes de Odontologia Social. Os resultados quanto aos aspectos normativos identificaram a presença da Odontologia Social nos currículos plenos com atividades extramurais. Quanto aos conceitos e filosofias verificamos que existe uma tendência a adoção de medidas preventivas e educativas, em 100,0% das IEOs sob diversos enfoques. Ao analisamos quatorze elementos da estrutura pedagógica no ensino desta matéria, obtivemos os seguintes resultados: 57,14% das respostas indicam que seu ensino encontra-se na perspectiva do modelo transicional; 35,71% seguem os parâmetros do modelo tradicional, e 7,14% apresentam característica do modelo inovado. Concluímos que a Odontologia Social integra o currículo pleno dos cursos de graduação em Odontologia, em acordo com que estabelece o currículo mínimo. Quanto ao enfoque curricular e a sua estruturação interna, a Odontologia Social apresenta-se na perspectiva do modelo transicional, onde coexistem práticas do ensino tradicional com aplicação de conceitos referentes ao paradigma da Odontologia Científica, onde concomitantemente são utilizados alguns preceitos do ensino inovado, relacionado às práticas de ações integradas, referentes ao modelo da Odontologia Integral. Entretanto, verificamos o predomínio dos aspectos relacionados ao modelo tradicional no ensino desta matéria.

A170

Avaliação da frequência e qualidade radiográfica de tratamentos endodônticos em pacientes que procuraram a Faculdade de Odontologia de São José dos Campos.

M.M.A.ARAUJO**, M.C.VALERA, M.A. M.ARAÚJO, M.C.ARMOND, S.H.SANTOS.

Faculdade de Odontologia de  São José dos Campos  - UNESP - (012) 321-8166 R:1307

O objetivo desta pesquisa,  foi avaliar a frequência e qualidade de tratamentos endodônticos, correlacionando-os com a presença de alterações periapicais. Foram avaliados 101 pacientes aleatórios  que procuraram o serviço de atendimento odontológico da FOSJC-UNESP. Estes pacientes foram orientados e assinaram uma ficha de consentimento para a realização da pesquisa e em seguida foram  submetidos ao exame radiográfico completo , com 14 radiografias  periapicais  realizadas, pela técnica da bissetriz. As radiografias foram analisadas por três profissionais que observaram  a frequência dos tratamentos endodônticos, o dente mais afetado, o limite e a qualidade radiográfica das obturações dos canais radiculares e a presença ou não de lesão periapical. Foram feitas correlações entre a qualidade das obturações e a presença de lesão periapical . Os resultados radiográficos mostraram que 48,5% dos  pacientes apresentavam pelo menos um  tratamento endodôntico; 49,5% dos canais tratados apresentavam-se bem preenchidos radiograficamente; 59,2% dos tratamentos foram em dentes anteriores. Observou-se ainda que canais mal obturados apresentavam 2.5% vezes mais rarefação óssea periapical do que os canais bem obturados. Pode-se concluir que a frequência dos tratamentos endodônticos ainda é muito alta e que os tratamentos , apesar do avanço da endodontia apresentam altos índices de insucessos, sendo que 50.5% apresentaram obturações deficientes , levando ao alto índice de fracasso.                            

A171

Imobilização maxilo-mandibular com anéis elásticos no tratamento das fraturas faciais

D. N. BARBOZA* I. A. H. GANDELMANN

Doutorado  UFRJ -RJ - posgrad @ odonto.ufrj.br

A imobilização  maxilo-mandibular  permanece  um método popular de  tratamento das fraturas faciais.  Simplicidade e economia são suas grandes virtudes. Muitas técnicas têm sido usadas para promover a fixação das fraturas faciais, incluindo a osteossíntese a fio de aço e a fixação rígida a mini-placas. Contudo, apesar  dos  esforços no sentido de eliminar a imobilização maxilo-mandibular, a necessidade de sua utilização continua presente,  principalmente através do uso da  tração elástica,  objetivando uma   oclusão dentária  restabelecida, complementando os fundamentos do  tratamento: :restabelecimento estético e  funcional. No sentido de avaliar a  eficácia da  tração elástica  intra-bucal, n o tratamento das fraturas envolvendo a  maxila e a  mandíbula, 219 pacientes foram  tratados com diferentes tipos de contenção e imobilização  maxilo-mandibular  (IMM); dos quais, 128 com tração elástica maxilo-mandibular, através de anéis elásticos ortodônticos e odontossínteses tipo Ivy (nas fraturas posicionadas) e barras de Erich -segmentar  (nas fraturas desfavoráveis) e completas (nas fraturas favoráveis) - com  tração elástica progressiva e direcional, até a oclusão desejável e IMM. Foram investigados através de exame clínico, usando parâmetros clínicos (abertura máxima de boca, mordida cruzada, protrusão, retrusão, desvio de linha média e pseudo-artrose) e de avaliação radiográfica  (redução anatômica ) 60 dias após o tratamento. Os resultados não mostraram  nenhuma diferença  estatística significativa ( p< 0,05 ), exceto o parâmetro clínico ( mordida  cruzada, protrusão, retrusão  e desvio de linha média) em  relação ao grupo IMM com fio de aço,  comprovando a  necessidade de uma força sempre  ativa  no restabelecimento da oclusão dentária, independente do tipo de fixação, visto que não é somente o aspécto  estético ou a  restauração anatômica  (ósseo )  que assegura o funcionamento  adequado.

A172

“Avaliação da morbidade da região mentoniana como área doadora para enxertos ósseos autógenos.”

R. F. TULER* , H. NARY FILHO.

Departamento de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial - Universidade do Sagrado Coração - Bauru-SP -  (014) 234-5045

A reconstrução alveolar através de enxertos ósseos autógenos vem ocupando cada vez mais espaço na Implantologia. Uma das zonas doadoras mais utilizadas é a região mentoniana. Este trabalho buscou, a luz de estudo clínico, levantar as consequencias originadas dos procedimentos cirúrgicos de obtenção de enxertos. Selecionou-se 10 pacientes da clínica de Cirurgia da Universidade do Sagrado Coração, 6 do sexo feminino e  4 do sexo masculino, com  idade variando de 15 a 46 anos (média de 33,09 anos ) apresentando ausência de um até três elementos dentários, associada a atrofia de rebordo na região. Estes submeteram-se a remoção e reconstrução alveolar com enxertos da região mentoniana previamente colocação dos implantes. Para avaliar a morbidade levantou-se a ocorrência de complicações transoperatórias, alterações sensoriais dos tecidos moles e alterações estéticas. Os pacientes foram observados nos períodos pós-operatórios de 1, 2, 3,  e  6 mêses, quando empregou-se testes de vitalidade, exames radiográficos e obtenção de dados subjetivos. Como resultados, obteve-se ausência de alterações estéticas como depressões, sendo que em média, os tecidos moles na região apresentaram aumento de volume até no período final de avaliação. Houve em todos os casos, alteração de sensibilidade de tecidos moles, cuja regressão se observou em média de 5,25% até o 3o mês , já a sensibilidade pulpar somente normalizou por completo em todos os casos no último período de controle.

A173

Análise clínica e microscópica de enxertos ósseos autógenos em reconstruções alveolares.

M. A. MATSUMOTO*, F. C. G. SAMPAIO GÓES, A. CONSOLARO, H. NARY FILHO.

Departamento de Estomatologia-Disciplina de Patologia FOB-USP. Tel. (014) 2358251/Disciplina de Cirurgia Bucomaxilar da USC – Bauru. Tel. (014)2357074.

A reconstrução de rebordos atróficos para reabilitação bucal através de implantes osseointegrados pode ser realizada empregando enxertos ósseos autógenos. Nos procedimentos de duas fases, preconiza-se um período de quatro meses para a colocação dos implantes após a enxertia. Neste estudo, objetiva-se, através de análise clínica e microscópica, avaliar as condições locais e características do enxerto no momento da colocação dos implantes. Dez pacientes da clínica de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial da Universidade do Sagrado Coração que submeteram-se a enxertos obtidos da região de mandíbula e ílio foram selecionados. Avaliou-se, no momento da colocação dos implantes, as características clínicas locais como, qualidade e quantidade óssea, além de se obter fragmento representativo do enxerto para análise microscópica, a qual seguiu os seguintes critérios: 1) análise da estrutura, morfologia e índice de reabsorção óssea na região cortical, 2) características das trabéculas, do endósteo e da medula óssea, 3) índice de reabsorção óssea nas superfícies trabeculares, 4) presença e intensidade do infiltrado inflamatório. Como resultados clínicos, observou-se uma boa integração dos enxertos realizados, com variados graus de reabsorção, sendo os provenientes da região do ílio os que apresentaram qualidade pouco inferior, fato este que não interferiu com a colocação do implante. Do ponto de vista microscópico não observou-se diferenças morfológicas significativas.

A174

Implante do hemostático de colágeno microfibrilar Avitene® em alvéolos dentais.

N. M. ERNICA*, O.  MAGRO FILHO, A. ARANEGA

Dep. Cirurgia e Clínica Integrada da Fac. Odont. de Araçatuba -UNESP - (018) 563-1483

Avaliar a reparação do alvéolo dental que recebeu implante de colágeno microfibrilar Avitene. Carvalho & Okamoto. Rev. Ass. paul. cirurg. Dent., 32: 11-15, 1978. Trinta ratos (Rattus norvegicus, albinus, Wistar), machos, foram submetidos à anestesia e o incisivo central superior direito foi extraído. Quinze animais formaram o grupo controle onde nenhum material foi implantado no alvéolo dental. No grupo tratado o hemostático foi implantado no terço médio do alvéolo e todos os animais receberam sutura com ponto interrompido (vicryl 4-0). Cinco animais de cada grupo foram sacrificados aos sete, vinte e um e vinte e oito dias pós-operatórios. Após todo processamento laboratorial, a maxila contendo o alvéolo foi corada pelo Tricrômico de Masson e a análise quantitativa do trabeculado ósseo foi realizada com o sistema de análise de imagens computadorizado Image Lab 98.

Concluiu-se que: 1) a área de formação óssea do grupo controle e tratado foi, respectivamente: 7 dias – 8,1% e 3,3%, 21 dias – 34,4% e 33%, 28 dias – 41% e 41.3%; 2)  os grupos apresentaram diferenças aos 7 dias e a menor formação óssea no grupo tratado provavelmente se deu pela presença do implante; 3) o colágeno microfibrilar não interefere no reparo final do alvéolo dental.

Apoio financeiro: PIBIC / CNPq.

A175

Prevalência de dente intra nasal em fissurados.

L. T. NEVES*, M. R. GOMIDE, B. COSTA, A. S. MEDEIROS.

Depto de Odontopediatria - HRAC – USP - ( 014 ) 2358141 ltneves@hotmail.com

As fissuras lábio-palatais são malformações congênitas que ocorrem no período embriológico e podem ocasionar diversas alterações no arco e no elemento dentário. As mais comuns são as de forma, irrupção, número e posição. A irrupção de dente intra nasal é uma associação de dois tipos de alteração: de posição e de irrupção. Nos indivíduos normais esse tipo de irrupção ectópica é rara e são poucos os casos publicados. Alguns autores tem relatado a presença de dente na cavidade nasal em pacientes portadores de fissura e nesses trabalhos sugerem prováveis explicações para essa ocorrência.

O objetivo deste trabalho foi realizar um estudo retrospectivo para verificar a prevalência dessa anomalia em crianças com fissura completa de lábio e palato unilateral ou bilateral. Para a obtenção dos dados foram analisados 2310 prontuários, destes 815 eram bilaterais e 1945 unilaterais, esquerdo ou direito, ambos os sexos, sem distinção de raça, com idade entre 5 e 10 anos, regularmente matriculados no HRAC-USP. Nessa análise foram avaliados o tipo de fissura, técnica utilizada para a cirurgia, presença de dente na cavidade nasal e os sinais e sintomas relatados quando este estava presente. A prevalência encontrada foi de 0.48% para o grupo, sendo 0.61% para os bilaterais e 0.40% para os unilaterais. Aplicado o teste X 2, não houve diferença estatisticamente significante entre os tipos de fissura. Quando se relacionou sexo ao tipo de fissura houve diferença estatisticamente significante. Encontrou-se 1.1% para o feminino bilateral contra 0.36% para o masculino no mesmo tipo de fissura, e 0.73% para o feminino unilateral contra 0.21% para o masculino unilateral.

A176

Crescimento facial em ratos jovens com ressecção unilateral completa do arco zigomático.

A. S. F. PROCÓPIO*, J. B. D. LEMOS, E. M. V. F. ROCHA, A. C. GOULART.

Depto. C.P.T.B.M.F.- FOUSP- 011- 8187887.

Os efeitos decorrentes de uma ressecção unilateral completa do arco zigomático no crescimento facial em ratos, foram avaliados neste trabalho através de mensurações cefalométricas. As ressecções do arco zigomático direito foram realizadas em ratos com um mês de idade, e os mesmos foram sacrificados com três meses de idade, sendo sua mandíbula desarticulada. O crânio e hemimandíbulas, foram submetidas a radiografias axiais e laterais, respectivamente. As mensurações foram feitas através de um sistema de computador, comparando-se um lado com o outro. Os dados obtidos foram submetidos ao teste “t” de Student para verificação da diferença entre os valores médios do lado controle e operado. Foi fixado o nível de significância de 5% para todas as análises estatísticas. Nós concluímos que na fossa infratemporal houve aumento significante da amplitude no sentido antero-posterior,do lado operado, sem alteração na região anterior da face como um todo.Não houve desvio significante da linha média do terço médio da face, entretanto houve importante deslocamento posterior do processo zigomático do temporal, do lado operado. Houve diminuição da altura do corpo e do comprimento da base da mandibula do lado operado.

A177

Ação do composto osso bovino liofilizado-hifroxiapatita, com diferentes veículos.

R. Q. Ramos*, M. G. Sanches, E. F. Moraes Jr., P. N. Hasse

Faculdade de Odontologia do Campus de Araçatuba - (018) 620-3242

A proposta deste estudo foi avaliar microscopicamente a ação do composto de matriz orgânica de osso bovino liofilizado* (MOOBL) – hidroxiapatita reabsorvível ** (HAR), associado a dois diferentes veículos, aglutinante à base de dextrana ## (AD) e fosfato complexo de tetraciclina ÆÆ (FCT), após implantação em alvéolos dentais de ratos. Para tanto, foram utilizados 40 ratos (Rattus norvegicus, albinos, wistar) divididos em dois grupos: grupo G I, controle, onde utilizou-se o composto MOOBL/HAR associado ao AD e grupo G II, tratado utilizando o mesmo composto MOOBL/HAR associado ao FCT. *Em ambos os grupos utilizaram-se 7 partes de MOOBL para 3 partes de HAR proporcionados em balança de alta precisão#, misturados e homogenerizados com os aglutinantes específicos de cada grupo: AD para o G I e FCT para o G II. Nos dois grupos experimentais e material foi introduzido nos alvéolos por meio de uma seringa para inserção de material, “Centrix”. ###Os animais foram sacrificados nos períodos de 03, 07, 15, 21 e 30 dias pós-operatórios, para posterior análise histológica. Os resltados permitiram concluir que:(1)Houve atraso no processo de reparo alveolar nos dois grupos experimentais;(2)O grupo G I apresentou resposta inflamatória mais intensa que o G II, inclusive com presença de polimorfonucleares neutrófilos;

(3)O material implantado apresentou a compatibilidade biológica e (4)formação de osso de melhor qualidade no G II. 

Apoio financeiro: CAPES.

A178

Fios de sutura: reações teciduais quando implantados no tecido subcutâneo.

A. C. BATISTA* ,  H. NARY FILHO ,  M. A. MATSUMOTO , L.C. LOPES ,    F. C. G. SAMPAIO GOES,   A. CONSOLARO .

Departamento de Cirurgia e T.B.M.F. - Universidade do Sagrado Coração / Departamento de Estomatologia - F.O.Bauru- USP - (014) 235-8251

Os fios de sutura favorecem o processo de reparo das feridas cirúrgicas mas, ao mesmo tempo, sua presença por tempo prolongado pode induzir reações indesejáveis nos tecidos. Na escolha do fio a ser adotado em cirurgias bucais, seu comportamento biológico deve sempre ser observado. No intuito de avaliar as reações induzidas por fios de sutura mais recentes lançados no mercado, idealizou-se este trabalho. Os fios de sutura analisados foram: poliglactina 910 (Vicryl) , poliglecaprone 25(monocryl) , politetrafluoretileno (p.t.f.e.). Os três fios foram implantados no subcutâneo de ratos sacrificados em 4 períodos experimentais pós-operatório: 2, 7, 14 e 21 dias. Os cortes microscópicos obtidos destas regiões, separadamente, foram analisados sob coloração H.E. em microscopia óptica Adotando-se como critérios o grau de fibrosamento, o índice de proliferação angioblástica , fibroblástica  e a severidade do infiltrado inflamatório presente, pôde-se determinar através dos valores numéricos atribuídos, a intensidade da reação induzida pelos fios de sutura no tecido circunjacente a eles. Os valores numéricos médios finais para 2, 7, 14, e 21 dias foram: Vicryl, 0,5 ; Monocryl, 0,35 ; PTFE, 1,9 ; respectivamente.

A179

Influência do açúcar na reparação de feridas cirúrgicas em ratos diabéticos.

F. O. PAGOTO *, C. T. M. H. SAITO, A. ARANEGA, I. OKAMOTO

Dep. Cirurgia e Clínica Integrada da  Fac. de Odont. de Araçatuba- UNESP - (018) 563-1483

O objetivo do trabalho foi avaliar a reparação de feridas cirúrgicas realizadas em ratos diabéticos e diabéticos controlados. Fahey et al. Surg. Res. 50: 308-13, 1991. Covington et al. Diab. Res. 23: 47-53, 1993.Foram utilizados 12 ratos (Rattus norvegicus, albinus, Wistar), machos, com aproximadamente 250g divididos em três grupos: o Grupo I recebeu estreptozotocina (35mg/kg), o grupo II, recebeu o diabetogênico e 4 u/dia de insulina e o grupo III,  tampão citrato. No 20º dia após as administrações, os animais foram anestesiados, seus dorsos tricotomizados e 3 incisões elípticas de aproximadamente 4 mm de diâmetro foram realizadas para receberem curativos diários de açúcar refinado, açúcar mascavo e soro-fisiológico nas feridas superior direita, inferior direita e esquerda, respectivamente. No 7º dia os animais foram sacrificados e suas peças removidas para análise histológica. Clínica e histologicamente foi possível observar que os animais diabéticos apresentaram tecido de granulação menos organizado em relação ao controle e o grupo do açúcar refinado apresentou melhores resultados em relação aos outros grupos.

A180

Avaliação do Piroxican em cirurgias de sisos inferiores inclusos.

C. C. COURA*; I. H. A . GANDELMANN

Curso de Doutorado em Clínica Odontológica - FOUFRJ - (021) 447-6859

O edema e o trismo são as mais freqüentes queixas no pós-operatório em cirurgias de terceiros molares inferiores inclusos. Este estudo visa  avaliar a eficácia do Piroxican na redução destes sintomas. Para tanto, foram selecionados 20 pacientes adultos, de ambos os sexos, portadores de sisos inclusos que procuraram a disciplina de Cirurgia Oral da FOUFRJ. As cirurgias realizadas no lado esquerdo formaram o grupo Testado (38) onde foram administradas: Amoxacilina, Piroxican, Paracetamol. O lado contralateral, formou o grupo Controle (48), onde foram administradas: Amoxacilina, Paracetamol. As medidas utilizadas para avaliação do edema foram: distância do lóbulo da orelha (LO) a Espinha Nasal Anterior, do LO ao Pogônio, do LO ao Hióide. Quanto ao trismo, avaliou-se a distância interincisal através de paquímetro (P<0,05). Os resultados demonstraram que o grupo testado apresentou redução do pico do edema nas primeiras 24 hs (P<0,05), enquanto que o grupo controle, obteve declínio após as 36 primeiras horas (P<0,05). Quanto ao trismo, observou-se redução estatisticamente significante no grupo testado (P<0,05). Desta forma, recomenda-se a utilização do piroxican nas cirurgias de terceiros molares inferiores inclusos, no intuito de minimizar o desconforto causado pelo edema e trismo no pós-operatório.

A181

Anquilose da ATM: uma análise epidemiológica. 

F.RODRIGUES*;I.H.GANDELMANN;M.A.CAVALCANTE;T.L.RODRIGUES

Doutorando em Odontologia / CTBMF - FO/UFRJ - E-mail: fabianogon@uol.com.br

A anquilose da ATM representa a limitação total ou parcial da abertura bucal decorrente da união fibrosa ou óssea das superfícies articulares. Sua incidência e patogenia permanecem controvertidas, porém, há relatos de que a maioria dos casos ocorre antes dos 10 anos de idade, sem predileção por sexo, e que o trauma é a principal causa, seja no parto (fórceps) ou na região mentoniana, causando hemorragia na ATM e posterior formação do coágulo. A infecção na região bucal ou auricular também é citada como fator etiológico. Baseados nesta divergência de opiniões, realizamos uma análise etiológica e epidemiológica com uma casuística de 30 pacientes portadores de anquilose de ATM, atendidos no serviço de Cirurgia Oral da FOUFRJ. Os resultados demonstraram maior freqüência de anquilose acima dos 10 anos (73,3%), com ligeira predileção pelo sexo masculino (56,7%) e pela raça negra (70%); havendo principalmente, envolvimento unilateral (76,6%). Em 22 casos (73,3%), a ocorrência foi atribuída ao trauma, sendo destes, 10 casos (33,3%) congênita, e infecciosa em 8 casos (26,7%). Concluímos, baseados nestes resultados, que a anquilose da ATM é mais comum em pacientes acima dos 10 anos de idade, com ligeira predileção pelo sexo masculino, sendo a raça negra mais freqüentemente afetada. O trauma foi o fator causal de maior expressão (73,3%), o que sugere que medidas preventivas neste sentido, tais como a não utilização de fórceps nos partos, bem como o diagnóstico preciso da hemartrose na ATM decorrente de trauma na região anterior da mandíbula, podem atuar na redução da ocorrência da anquilose.

A182

Avaliação da  abertura bucal dos pacientes com fratura condilar.

A.CHAIA *; L.H.A. GANDELMANN

Departamento de Clínica Odontológica - Doutorando UFRJ - (021) 569-6436

As lesões traumáticas agudas sobre o colo condílico quando não tratadas adequadamente, podem acarretar distúrbios de ordem funcional ou estética. Isto se reflete no sistema mastigatório, podendo ocorrer alterações no desenvolvimento e nos movimentos mandibulares, bem como, ocasionar anquilose da articulação têmporomandibular. Esse estudo refere-se a avaliação da abertura bucal máxima (distância interincisal) em 12 pacientes adultos, de ambos os sexos, portadores exclusivamente de fraturas do colo mandibular, tratados pelo método conservador. Os referidos pacientes foram atendidos na disciplina de Cirurgia Oral e Maxilo-Facial da Faculdade de Odontologia da UFRJ, e para auxiliar no diagnóstico destas, foram solicitadas as seguintes incidências radiográficas: Panorâmica e Towne. Como tratamento, os pacientes foram submetidos a bloqueio maxilo-mandibular com barra de Erich e bandas elásticas, por um período de 4 semanas. Através do uso do paquímetro, foram obtidas as medidas da distância interincisal do 30º e 60º dias após a remoção do bloqueio e instituída a fisioterapia mandibular. Os valores de mediana e da média aritmética oriundo das mensurações de 60 dias foram: Me = 43 mm e X60 = 42,9 mm. Estes resultados demonstraram que o tratamento conservador, juntamente com a fisioterapia, foram capazes de restituir a abertura bucal normal nos pacientes acometidos por fraturas de côndilo.

A183

Avaliação da abertura bucal após cirurgia da Anquilose da ATM

M. A. A. CAVALCANTE*; I. H. A. GANDELMANN

Doutorado em Odontologia - FO/UFRJ - (021) 558-5007

A limitação da abertura bucal é a principal complicação nos pacientes portadores de anquilose da ATM devido ao crescimento ósseo que ocorre entre as superfícies articulares dificultando assim a fonação e a mastigação. O tratamento preconizado, normalmente é a cirurgia com interposição de material autógeno ou aloplástico. São vários os materiais preconizados para interposição, entretanto os mais utilizados são: enxerto ósseo costocondral, silicone ou tântalo. Neste estudo, objetivamos analisar qual o melhor destes materiais empregados para o tratamento da anquilose, avaliando a abertura bucal, distância interincisal, de 30 pacientes portadores de anquilose atendidos no Serviço de Cirurgia Oral da FO/UFRJ. Esta amostra foi dividida em 3 grupos de acordo com o tipo de material a ser empregado: Grupo I – 10 pacientes com silicone; Grupo II – 10 pacientes com tântalo; Grupo III – 10 pacientes com enxerto costocondral. As mensurações foram obtidas com um paquímetro, no pré e pós-operatório (imediato, 45 e 90 dias). A media da abertura bucal máxima dos pacientes no pré-operatório foi de 2mm. Nossos resultados, após 90 dias, revelaram um valor de média aritmética para o Grupo I de 40,7mm; Grupo II de 36,2mm; Grupo III de 30mm. Concluímos, portanto, que dos materiais utilizados, o silicone apresentou os melhores resultados com uma média de abertura bucal de 40,7mm, ou seja, 11,1% a mais que o tântalo e 26,3% a mais que o enxerto costocondral. Um valor que dá ao paciente a possibilidade restituir as funções relacionadas com a fonação, deglutição e mastigação.

A184

Emprego de imagens digitalizadas na confecção das íris.

T.W.F. de AZAMBUJA*, F. BERCINI, A.PERRONE, L. G. SCHROEDER.

Departamento  de Cirurgia e Ortopedia. Faculdade de Odontologia da UFRGS. 051-3312272.

A arte de confeccionar prótese ocular é muito antiga. A história registra os recursos e materiais usados pelas civilizações na tentativa de corrigir defeitos do aparelho visual, mostrando o grau de evolução dos povos. Uma das fases mais delicadas é o da confecção da íris, mais especificamente da sua pintura, porque os resultados estéticos são fundamentais. A possibilidade de utilização de técnicas de computação  para a confecção de íris abriu um campo novo nesta área. Koch, R.,  Arch. Chil. Oftalmol.,  52: 185-7, 1995. Dias, R. B. et al., Rev. Odontol. Univ. São Paulo, 11:43-8, 1997. Oliveira, S. et al. Rev. Odontol. UNESP, 26:425-32, 1997.  Os objetivos deste trabalho são: 1) desenvolver a técnica de imagens digitalizadas para a obtenção de íris; 2) comparar as íris obtidas através desta nova técnica e pela técnica tradicional de pintura em cartolina, usando fotografia obtida por microcâmera digital como padrão ouro. As íris obtidas foram  avaliadas por 6 observadores que atribuíram valores para o grau de semelhança daquelas com as fotografias. As médias foram calculadas e submetidas ao teste do Qui quadrado. As íris confeccionadas a partir da digitalização computadorizada de imagens ficaram mais semelhantes ao modelo natural do que as confeccionadas por pintura em cartolina.

FAPERGS / PROPESQ.

A185

Dados obtidos no hemograma e na bioquímica  do sangue de pacientes portadores de fraturas de face.

L. RODRIGUES*, J. G. C. LUZ, C. A. MIORI

Depto. C.T.B.M.F. - FOUSP-011-8187887

Pacientes politraumatizados podem apresentar perda de sangue, líquidos e eletrólitos que causam comprometimento de seu metabolismo e podem levar à várias implicações no seu tratamento.  Assim, alterações podem ser observadas no hemograma e na bioquímica do sangue.  Na literatura existe uma lacuna referente a estas alterações em pacientes com fraturas de face.  O objetivo deste trabalho foi analisar os dados obtidos no hemograma e na bioquímica do sangue de pacientes portadores de fraturas de face.  Foram avaliados os dados referentes a 30 pacientes consecutivos de ambos os gêneros , com idade média de 26,8 anos, com diagnóstico exclusivo de fraturas de face.  Do hemograma  foram anotados valores referentes à: eritrócitos, hemoglobina, hematócrito, volume globular, volume globular médio, hemoglobina globular média, concentração hemoglobínica globular média, leucócitos totais, neutrófilos (segmentados e bastonetes), eosinófilos, linfócitos e monócitos.  Da bioquímica do sangue foram obtidos: glicose, uréia, creatinina, sódio e potássio. Os resultados mostraram que no hemograma a principal  alteração foi a leucocitose (50% dos casos) que se deveu a uma neutrofilia (68,7% dos casos) representada pelo aumento dos segmentados (63,3% dos casos). Na bioquímica do sangue foi verificada, como alteração significante,  apenas hiperglicemia (26,9% dos casos). Concluímos que em pacientes portadores de fraturas de face a alteração mais freqüente do hemograma foi a neutrofilia e da bioquímica do sangue foi a hiperglicemia.

A186

Análise histológica da mistura osso liofilizado-hidroxiapatita em ratas ovariectomizadas.              

I. P. DESIDÉRIO*, J. C. ANDREO, T. OKAMOTO, J. L. TOLEDO FILHO, J. L. TOLEDO NETO, C. C. MAGANHIN,

Departamento de Morfologia FOB-USP; Universidade de Marilia e Universidade Paulista - Bauru.- anato.@uol.com.br ; jescandr@usp.br

O conhecimento dos materiais implantares vem despertando grande interesse  entre pesquisadores e cirurgiões. Novos materiais surgem, porém a eficácia destes materiais são incertas em casos de pacientes portadores de alterações hormonais. Sabe-se que a união de dois materiais implantares leva a uma alteração na neoformação óssea (Zenóbio et al., Rev. Period., 7: 52-8,1998). A análise histológica da mistura (osso bovino liofilizado e hidroxiapatita) em orifício realizado em tíbias de ratas ovariectomizadas foi o objetivo deste trabalho. Para isto foi utilizado 60 ratas ( Rattus norvegicus) divididos em 3 grupos: O (ovariectomizadas), S (“sham”) e C (controle). Os cortes longitudinais das tibias descalcificadas foram coradas com H.E. e Tricromico de Masson. A análise histológica forneceu os seguintes resultados: progressão da neoformação óssea com o passar do tempo (5, 10, 20 e 40 dias) em todos os grupos. Aos 40 dias os orifícios encontravam-se totalmente preenchidos por trabéculas ósseas neoformadas bem desenvolvidas e ausência do material implantar. Estes dados permitiram concluir que: a remoção dos ovários frente ao uso de materiais implantares interfere de maneira negativa durante o período inicial de até 20 dias de neoformação óssea, porém aos 40 dias esta neoformação mostrou-se semelhante aos demais grupos.

A187

Avaliação de um índice subjetivo das condições bucais em idosos brasileiros.

S. R. C. SILVA.

Departamento de Odontologia Social. Faculdade de Odontologia de Araraquara – UNESP. Fax: (016) 222-4823. e-mail: srcsilva@foar.unesp.br

O objetivo deste estudo foi avaliar o desempenho, em idosos brasileiros, do Geriatric Oral Health Assessment Index (GOHAI) um índice subjetivo desenvolvido para avaliar os problemas de saúde bucal em idosos. O índice é composto por 12 perguntas que procuram avaliar a condição bucal em 3 aspectos: problemas físicos, funcionais e de dor ou desconforto. Participaram do estudo 201 pessoas, com 60 anos e mais de idade que freqüentavam um centro de saúde em Araraquara, SP. Foi realizado exame clínico e aplicado questionário com questões sócio-demográficas, de auto-avaliação da condição bucal e do índice GOHAI. Realizou-se teste de consistência interna e de fidedignidade do GOHAI através do teste Cronbach’s alpha e o resultado foi satisfatório (a=0,65). Os testes estatísticos realizados mostraram que o GOHAI está associado a algumas variáveis clínicas, de auto-avaliação e sócio-demográficas confirmando sua validade. As pessoas que tinham poucos dentes cariados e perdidos, maior escolaridade e avaliaram sua condição bucal como “melhor” apresentavam escores mais altos do GOHAI indicando poucos problemas bucais. O GOHAI é uma medida subjetiva da condição bucal que tem por objetivo complementar as informações coletadas no exame clínico e os resultados sugerem que este índice pode ser útil em estudos descritivos em saúde bucal.

A188

Densidade mineral óssea de camundongos velhos fêmeas.

E. STUDART-SOARES*, D.M. P PADILHA, A.C. SOUZA

Faculdade de Odontologia UFC e UFRGS / Instituto de Geriatria e Gerontologia – PUCRS - (085) 983-1944

Muitos alterações verificadas durante o envelhecimento, ocorrem de maneira semelhante em animais de laboratório e em seres humanos. Há um grande interesse no entendimento das modificações que ocorrem no tecido ósseo durante o envelhecimento e da possibilidade destas alterações ocorrerem concomitantes em todo o esqueleto. Os objetivos deste estudo foram descrever a possibilidade de usar a absorciometria duo-energética de raios X para determinação in vivo da Densidade Mineral Óssea do corpo inteiro e de zonas demarcadas específicas crânio e mandíbula e verificar a correlação existente entre os dados de densitometria obtidos nestes segmentos. Camundongos Fêmeas velhas foram utilizadas neste estudo. Os animais foram submetidos a anestesia inalatória por éter e posicionados de maneira a serem submetidos ao exame do corpo inteiro. Num segundo momento, apenas a região do crânio foi submetida a um “scanning”. A análise para determinação da densidade da zona crânio foi realizada após delimitação das áreas a serem avaliadas. Os resultados podem ser vistos como a seguir.

                                                Média - g/cm2                       sd               

BMD Total                                 0,0806                          0,0068               

BMD crânio                                0,1655                          0,0132               

BMD Mandibular                       0,1819                          0,0234               

Os resultados foram analisados estatisticamente e os dados obtidos apresentaram uma distribuição homogênea e uma alta correlação (Pearson – 0,99)

Concluiu-se que o método é viável, simples, acurado e pode ser utilizado em diversos experimentos relacionando a Densidade Mineral Óssea de corpo, crânio e mandíbula de camundongos.

A189

Alterações cromáticas em resina termopolimerizável imersa em diferentes líquidos.

E.D. de CASTILHOS*, D.M.P. PADILHA

Faculdade de Odontologia U.F.R.G.S. ecdickie@voyager.com.br

A higiene de próteses entre idosos incapacitados tem sido considerada um problema de difícil solução. A incapacidade de auto-higienização dos aparelhos protéticos e a pouca disposição de cuidadores para executar estas tarefas tem estimulado o uso de líquidos capazes de remover os depósitos sobre próteses. O objetivo deste trabalho é realizar uma avaliação de alterações cromáticas em resina termopolimerizável utilizadas em base de dentaduras causada por líquidos usados para limpeza de próteses. Os líquidos escolhidos para o estudo foram hipoclorito de sódio (1%), água oxigenada (10 volumes), digluconato de clorexedine (0,12%) e soro fisiológico. Foram confeccionados 24 corpos de prova, sendo prensados 8 por vez e divididos em 2 grupos. Os corpos de prova foram identificados metade como teste e metade como controle. Todos os corpos controle foram imersos em água destilada. As corpos testes foram divididos em 4 subgrupos e submersas em quatro diferentes líquidos durante 60 dias. Ao fim de 60 dias colocou-se lado a lado os corpos teste e controle e obteve-se fotografias com iluminação e distância padronizadas com o intuito de avaliar alterações cromáticas.  À análise das fotografias, os corpos imersos em água oxigenada apresentaram acentuada alteração cromática em relação ao seu controle. Os demais mantiveram-se inalterados. Conclui-se que o uso contínuo de água oxigenada sobre resinas termopolimerizáveis utilizadas em base de dentaduras altera a coloração das mesmas estando portanto contra-indicado como agente de higienização e remoção dos depósitos sobre próteses.

A190

Perfil de idosos economicamente ativos e sua freqüência em consultórios

L. B. ABREU*, E. F. CORMACK

Depto. de O. Social e preventiva – F. O. – U.F.R.J. - (021) 560-6137

Os idosos compõem o segmento populacional que mais cresce em termos proporcionais e estão cada vez mais ativos e interessados em serem sadios e em terem boa aparência. Isso faz da odontogeriatria um novo e promissor campo de trabalho na odontologia. No entanto, poucos são os estudos direcionados especificamente aos problemas bucais dos indivíduos da Terceira Idade, que requerem uma abordagem diferenciada. Este trabalho tem como objetivo verificar a importância que os idosos dão para a saúde oral, sua freqüência em consultórios dentários e seus cuidados com a higiene bucal. Os dados foram obtidos através de um questionário realizado com 86 idosos economicamente ativos, selecionados na saída de cursos de informática e de ginástica específicos para a Terceira Idade, entrevistados de forma aleatória, em Copacabana, Rio de Janeiro. Contatou-se, que 76,7% dos entrevistados vão, pelo menos, uma vez por ano ao dentista, 94,2% vão ao consultório dentário particular, apenas 23,3% usam prótese total removível, 81,4% acreditam que seus dentes podem afetar sua saúde geral e que idosos edêntulos vão menos ao dentista que os dentados. A pesquisa demonstrou que um número considerável de idosos utiliza serviços odontológicos, tornando necessários conhecimentos sobre geriatria e gerontologia aos cirurgiões-dentistas realizarem um atendimento adequado.

A191

Condutas odontológicas no indivíduo da terceira idade na cidade do Recife

K. R. VIANNA*, C. F. GUERRA, S. L. GONÇALVES, P. C. MELO, M. C. MELLO

Departamento de Odontologia Restauradora, Faculdade de Odontologia da UPE - (081) 326-0190

O Brasil, à semelhança dos diversos países do mundo, está envelhecendo rapidamente. Verifica-se que na literatura especializada relacionada à  odontologia, poucos são os estudos direcionados especificamente aos hábitos e condutas odontológicas dos indivíduos idosos. O objetivo desse trabalho foi avaliar aspectos pessoais, hábito de frequentar o dentista, freqüência e técnica de escovação entre os indivíduos da terceira idade atendidos no Serviço de Geriatria do Hospital Universitário Osvaldo Cruz, para tanto foram selecionados aleatoriamente 50 pacientes. Na metodologia empregada, utilizou-se entrevista associada ao exame clínico da cavidade oral. Através da análise Estatística Descritiva ( média de tendência central, dispersão e proporção ) das informações, observou-se que a média de idade foi 70,4 anos, sendo 56% do gênero masculino e 44% do gênero feminino; 85,7% não tinham hábito de ir ao dentista; 75% eram edentados totais, desses 56% usavam prótese total, sendo que 42,9% usavam apenas a prótese superior; 45% faziam escovação duas vezes ao dia e desses apenas 16% escovavam a língua; apenas 25% apresentavam dentes naturais, fazendo-se uma média de 8 dentes por indivíduo, sendo que o maior número de dentes (70%) encontrava-se na arcada inferior e apenas 30% na arcada superior. Concluindo-se que há necessidade do fortalecimento da conscientização e valorização por parte do idoso para frequentar com periodicidade o cirurgião-dentista, como parte de um programa de saúde geral.

A192

Avaliação clínico-radiográfica e histopatológica comparativa de lesões periapicais.

R.C.C. LIA, P.C. SAQUY, R.H. MARINS*, M.D. SOUSA-NETO, J.M.Q. GARCIA, A.M. CRUZ-FILHO.

Odontologia UNAERP - (016) 629-8274

As lesões periodontais apicais como evolução de inflamação endodôntica estão entre aquelas de elevada ocorrência, com definição por vezes dificultada no diagnóstico clínico radiográfico, confundindo o profissional na conclusão entre a Periodontite Apical Crônica e o Processo Cístico Inflamatório. Assim, objetivamos através de análises clínico-radiográfica versus histopatológica, avaliar a concordância entre essas patologias no intuito de uma melhor informação quanto o percentual de erro diagnóstico clínico, conseqüente indefinição terapêutica e evolução reparativa, como também, caracterizar os aspectos histopatológicos importantes que interferem no processo de cura. Foram avaliados nestas condições 164 casos de lesões periapicais crônicas de pacientes procedentes das Clínicas Odontológicas da Universidade de Ribeirão Preto – UNAERP. As análises clínico radiográficas foram efetuadas por docentes especializados e as biópsias excisionais correspondentes, enviadas ao Serviço de Patologia da mesma entidade para exame histopatológico. Concluiu-se que 55,49%  das lesões eram Cistos Epiteliais e 44,51% Periodontites Apicais Crônicas. Destas, houveram 36,96% de discordância clínico radiográfica versus histopatológico, quanto aos Processos Císticos Inflamatórios e 13,10% quanto as Periodontites Apicais Crônicas. Foram considerados as condições reacionais inflamatória ativa e de corpo estranho e, a presença do revestimento epitelial dos cistos como maiores interferências na evolução reparativa.

A193

Criocirurgia em lesões benignas da mucosa bucal.

C. A. LEMOS JÚNIOR*, J. GUIMARÃES JÚNIOR

 Departamento de Estomatologia, FOUSP – SP - tel.: (011) 818-7883, e-mail: calemosj@fo.usp.br

Este trabalho tem como objetivo estudar a terapêutica criogênica em lesões benignas da cavidade bucal e avaliar sua efetividade e aplicabilidade. Foram selecionados 37 pacientes (20 mulheres e 17 homens com idade variando de 5 à 77 anos) portadores das seguintes lesões: nove hemangiomas, seis leucoplasias, seis mucoceles, seis hiperplasias fibrosas inflamatórias, cinco papilomas, duas rânulas,  um granuloma piogênico, uma queilite actínica e um líquen plano. Após se estabelecer o diagnóstico clínico eram utilizados exames complementares para obtenção do diagnóstico final. Cada sessão teve de 1 à 3 ciclos de congelamento com duração de 20 à 40 segundos. O intervalo entre cada ciclo foi de um minuto e meio até que toda a área tratada estivesse descongelada. Os casos eram avaliados 2 semanas após e se necessário novas sessões de tratamento eram agendadas assim como controles mensais por até 1 ano. Os seguintes padrões clínicos foram obtidos: RT- remissão total da lesão, RT/R- remissão total com recidiva, RP – remissão parcial e RP/R- remissão parcial com recidiva. Dos 37 pacientes tratados, 28 foram classificados como remissão total (9 hemangiomas, 6 hiperplasias, 5 mucoceles, 4 papilomas,2 leucoplasias, uma queilite actínica e um granuloma piogênico). Quatro foram classificados com remissão parcial da lesão (4 leucoplasias), três com remissão parcial da lesão com recidiva (duas rânulas e um líquen plano), dois casos com remissão total com recidiva posterior (uma mucocele e um papiloma). Julgamos lícito concluir que a criocirurgia é um método eficiente,  relativamente barato, de simples execução, não apresentou efeitos adversos, um método bastante aceito pelo paciente, e as leucoplasias apesar de poderem ser tratadas pela criocirurgia a chance de recidiva é alta e portanto o acompanhamento é obrigatório.

A194

Aspectos clínicos e terapêutica do liquen plano oral: estudo de 52 casos.

A. C. P. Machado*, D. A. Migliari, N. N. Sugaya, L. C. Figueiredo

Departamento de Estomatologia - FOUSP - nnsugaya@fo.usp.br

O tratamento do liquen plano oral (LPO), em face de sua etiologia ainda desconhecida, tem se restringido  ao controle dos casos sintomáticos. Acompanhamos 52 pacientes, 33 mulheres e 19 homens, com média de 49,7 anos (17 - 75),  portadores de LPO, por período entre 3 meses e 12 anos, média de 1,4 anos, procurando avaliar a resposta terapêutica a corticosteróides. Vinte e um pacientes eram assintomáticos e foram mantidos sob controle clínico periódico. Dois pacientes apresentaram lesões associadas a restaurações metálicas, experimentando regressão da sintomatologia após substituição do material restaurador. Vinte e nove pacientes sintomáticos receberam tratamento medicamentoso (56% da casuística), 23 mulheres e 6 homens. A maior parte dos casos sintomáticos relacionava-se às formas erosiva e atrófica da doença. A terapêutica iniciou-se  pela aplicação tópica de corticosteróides em forma de pomada ou bochechos (triamcinolona ou dexametasona) , seguindo-se o uso de corticosteróides sistêmicos (prednisona 20 - 40mg/dia) ou injeções intralesionais (triamcinolona 5 - 10mg/ml), em caso de resposta insatisfatória. Dezoito pacientes referiram melhora com a corticoterapia tópica,  dois pacientes melhoraram com o uso de injeções intralesionais, cinco experimentaram melhora com a associação de corticosteróides por via sistêmica e quatro permaneceram inalterados. Concluímos que a corticoterapia tópica é eficiente para controle dos sintomas do LPO, entretanto, apenas o seguimento prolongado de maior número de casos permitirá melhor compreensão dos fatores envolvidos na expressão da doença e sua resposta ao tratamento.

A195

Avaliação da radiopacidade de porcelanas pelos métodos radiográficos convencional e digital.

M. FENYO-PEREIRA*

Disciplina de Radiologia, Departamento de Estomatologia da Faculdade de Odontologia da USP - Fone/Fax:818-7831- e-mail: mfpereir@siso.fo.usp.br

A radiopacidade tem sido considerada como requisito essencial de um material restaurador. Embora muitos fabricantes anunciem como propriedade de seu produto, a maioria deles não possui um grau de radiopacidade considerado suficiente para uma adequada avaliação da restauração no tocante a cáries reincidentes ou qualidade do preparo. Consideramos como ideal uma radiopacidade próxima ou igual a do esmalte, para que haja adequada avaliação dos contornos da restauração, de sua adaptação marginal e de seus contatos proximais. Em nossa pesquisa, foram estudadas seis diferentes marcas de porcelana — NORITAKE, VMK 95, DUCERAM LFC, VITADUR ALFA, VITA OMEGA e CERAMCO II — por meio de dois métodos de leitura de densidade: digital e por fotodensitometria. Foram confeccionados três corpos de prova com cada uma das marcas de porcelana avaliadas; os mesmos foram  radiografados pelo método convencional com filme periapical Ektaspeed Plus de fabricação da Kodak, juntamente com uma secção de um dente na mesma espessura dos corpos de prova. Posteriormente essas radiografias foram submetidas à leitura em fotodensitômetro. Em uma segunda etapa, as imagens dos corpos de prova juntamente com a secção do dente, foram captadas por um sistema de radiografia digital, compatível com o programa Sens-A-Ray e da mesma forma, submetidos à leitura da radiopacidade pelo método digital. Nossos resultados apontaram que tanto as marcas estudadas quanto os métodos utilizados não permitiram a constatação de grau de radiopacidade semelhante ao do esmalte. A marca que se apresentou mais radiopaca foi o VMK 95. O método digital é aquele que possibilita a detecção de imperfeições da restauração associadas à técnica de preparo do material. Os dois métodos se equivalem em uma relação inversa.

A196

Microbiota bucal bacteriana em crianças com AIDS, leucemia e seus controles

F. A. GONÇALVES*, V. L. BOSCO, E. G. BIRMAN, E. MAMIZUKA

FOUSP e FCFUSP fone/fax: 011-818 7883  e-mail: egbirman@siso.fo.usp.br     

Nosso objetivo foi avaliar o comportamento da microbiota bucal bacteriana em crianças com AIDS e leucemia comparando-as a controles sadios, em virtude da semelhança entre vários aspectos que estas doenças apresentam. Assim, este estudo avaliou gênero, espécie e freqüência de bactérias da cavidade bucal em 3 grupos de 30 crianças respectivamente com AIDS, leucemias agudas e controle sadios, com faixa etária entre dois e seis anos, pareados quanto a idade e sexo. Tanto as crianças com AIDS como as leucêmicas estavam sob atendimento ambulatorial, sendo que ambos os grupos recebiam tratamento específico e profilático para infecções. Esfregaços foram coletados da mucosa bucal com “swabs” estéreis, e as bactérias foram identificadas segundo a rotina de bacteriologia do Laboratório de Microbiologia da FCFUSP. Foram isolados os gêneros Streptococcus, Staphilococcus e bacilos do tipo Diferóide, entre as bactérias Gram positivas e entre as Gram negativas, os gêneros Neisseria, Escherichia e Pseudomonas. Observou-se predominância de Gram positivos nos grupos com AIDS e leucemia, sendo Streptococcus mitis e Difteróides identificados em maior número no primeiro e no segundo grupo respectivamente. Não foram encontradas diferenças estatisticamente significantes em relação aos bacilos Gram negativos e Gram positivos entre os três grupos (Gram-:  a=0,05; t<2,31 e Gram+ a=0,05; t<2,12). Nos controles predominaram cocos Gram negativos (Neisseria), sem outros dados relevantes referentes a Gram positivos. Concluiu-se que apesar das condições imunossupressoras que estas doenças podem acarretar, não foi observada presença de bactérias potencialmente patogênicas como esperado nos grupos estudados, sendo que as medidas terapêuticas e preventivas empregadas para controle de infecções determinaram com algumas exceções (Staphilococcus, Difteróides, Neisseria sp e Neisseria sicca) uma grande semelhança entre os grupos estudados e os controles.

A197

Criação e caracterização de banco de dados de diagnósticos histopatológicos emitidos pelo Serviço de Patologia Cirúrgica da disciplina de Patologia Bucal da FOUSP.

CORRÊA*, L.; SOUSA, S.C.O.M.

Depto. Estomatologia – FOUSP - (011) 818-7884

Este trabalho objetivou a criação e análise de um banco de dados gerado a partir do arquivo de fichas de solicitação de exame anatomopatológico pertencente ao Serviço de Patologia Cirúrgica da Disciplina de Patologia Bucal da FOUSP. Foram registradas 7148 fichas, equivalentes ao período de 1990 a fevereiro de 1996, utilizando um “software” para criação de banco de dados e um computador. Coletaram-se os dados referentes a número da ficha, sexo, raça e idade do paciente, tamanho, aspecto e localização da lesão, tipo de biópsia, data de solicitação do exame, aspecto do raio X e diagnóstico histopatológico. Testou-se também a sistemática de codificação de doenças da Classificação Estatística Internacional de Doenças e de Problemas Relacionados à Saúde e da Classificação Internacional de Doenças em Odontologia e Estomatologia. Essa adaptação envolveu a criação de eixos classificatórios segundo Araújo & Araújo (1984), bem como a adoção de nomenclatura empregada pelo serviço. Realizou-se também a análise quantitativa e da evolução terminológica dos diagnósticos emitidos através da comparação com outro banco de dados gerado por Novelli (1977) a partir do mesmo serviço abrangendo o período de 1965 a 1974 (7412 fichas). Os resultados demonstraram que os dois levantamentos mostraram-se semelhantes, com predominância do grupo das lesões reativas, seguido do grupo das lesões císticas e do das doenças da polpa e periodontais. Houve diferenças terminológicas entre os dois banco de dados, denotando uma modificação de tendência de diagnóstico do serviço. Os dados referentes a sexo, idade e grupo étnico mostraram-se semelhantes nos dois levantamentos. Concluiu-se que houve uma evolução terminólogica entre os levantamentos de 1965/74 e 1990/96, mas não houve diferenças entre os dois levantamentos quanto à freqüência absoluta de ocorrência dos diferentes grupos de lesões.

A198

Estudo da micromarsupialização no tratamento de fenômenos de retenção salivar.

A. E. M. VIEIRA*, L. L. G. RIBEIRO, A. C. B. DELBEM, R. F. CUNHA.

Depto. Odont. Infantil e Social, F. O. de Araçatuba -UNESP – 018 6203235 – Adelbem@foa.unesp.br

Rânulas e mucoceles são fenômenos de retenção salivar resultantes da obstrução e/ou ruptura de ductos excretores de glândulas salivares. O propósito do presente trabalho é enfatizar a técnica da micromarsupialização como uma alternativa para o tratamento dos fenômenos de retenção salivar. Foram atendidos, pela Disciplina de Odontopediatria da Faculdade de Odontologia de Araçatuba, 41 pacientes que apresentavam essa lesão, no período de 1990 a 1998. Destes, 14 pacientes com idade entre 05 e 09 anos, foram selecionados para serem tratados pela técnica da micromarsupialização. A indicação da técnica é feita após criterioso exame clínico da lesão. Devem ser observadas certas características como a presença de superfície lisa, mucosa delgada, coloração azulada ou da mucosa, base séssil e consistência flácida. A técnica está contra-indicada para lesões de consistência fibrosa, superfície traumatizada e base pediculada ou que apresentem-se localizadas profundamente nos tecidos. Para a realização da técnica, procedeu-se a anti-sepsia da área com solução de iodo a 0,1%, utilizou-se um anestésico tópico cobrindo toda a lesão por aproximadamente 3 minutos, seguido da passagem de um fio de sutura de seda 4.0 pelo interior da lesão, em seu maior diâmetro, e  realização de um nó cirúrgico. Após 7 dias o fio de sutura era, então, removido. Todos os casos tratados foram submetidos a um controle periódico a cada 6 meses. Dos 14 casos tratados pela técnica da micromarsupialização, 12 apresentaram regressão total após uma semana do tratamento. Houve recidiva em dois casos. A técnica da micromarsupialização é uma opção bastante favorável, principalmente em Odontopediatria, por ser procedimento rápido, simples e apresentar resultados satisfatórios quando bem indicada.

A199

Prevalência de alterações e patologias na língua de escolares de Araraquara 

S.P. E. M. S. MASSUCATO*, I. R. F. RUBIRA.

Depto. Diagnóstico e Cirurgia, Fac. Odont. Araraquara-UNESP/ Univ. Federal da Bahia. e-mail:emaria@foar.unesp.br

Na literatura há poucos estudos epidemiológicos sobre alterações e patologias em mucosa bucal de crianças. A língua pode apresentar mudanças relacionadas a doenças locais ou sistêmicas. O objetivo deste trabalho foi analisar a prevalência das alterações e patologias presentes no dorso da língua de escolares de Araraquara. Foram examinados 542 escolares, na faixa entre 7 e 15 anos, de ambos os sexos de uma escola pública da cidade de Araraquara – S.P. Para o exame foi elaborada uma ficha clínica onde foram anotados dados pessoais e achados clínicos destes escolares. Após a codificação, os dados foram transferidos para um banco de dados do programa Epi Info 6.04. A maioria destes escolares eram brancos (94,5%) e pertenciam à faixa etária entre 7 a 9 anos (71,2%). Quanto ao sexo, os percentuais encontrados foram 50,4% masculino e 49,6% feminino, caracterizando uma amostra homogênea neste aspecto. Observou-se um total de 379 alterações no dorso da língua, representando uma prevalência de 69,9%. A análise dos resultados indicou que as mais freqüentes  foram: língua fissurada (32,8%), língua saburrosa (17,2%), atrofia de papilas (11,4%), língua geográfica (8,1%) e glossite rombóide mediana (0,4%). A distribuição da prevalência de língua fissurada mostrou homogeneidade numérica de acordo com as faixas etárias. De fato, as anormalidades encontradas na amostra não são classificadas como doenças ou patologias de língua, mas podem representar sinais clínicos de doenças sistêmicas e bucais. Considerando que mais da metade das crianças examinadas apresentaram alterações no dorso da língua, torna-se importante o conhecimento da etiopatogenia destas alterações para esclarecimentos no processo diagnóstico. A associação da história médica com os achados clínicos pode conduzir ao diagnóstico diferencial de doenças sistêmicas.

A200

Pesquisa de microrganismos e tratamento de queilite angular em usuários de próteses.

L. T. Aguilar*, N. N. Sugaya, E. G. Birman, E. Mamizuka, C. R. Paula

Departamento de Estomatologia - FOUSP -( g-lu@fo.usp.br)

As queilites angulares (QA) são lesões uni ou bilaterais caracterizadas por inflamação, descamação, eritema, formação de crostas e/ou fissuras na região da comissura labial. Estas lesões tem sido associadas à perda de dimensão vertical, leveduras do gênero Candida,  algumas espécies bacterianas e outros fatores de ordem sistêmica e local. Propusemo-nos a pesquisar a presença de Candida sp e Staphylococcus aureus nos portadores de QA, bem como observar a eficácia da aplicação tópica de anti-fúngicos.  Examinamos 105 pacientes desdentados totais ou parciais que procuraram a FOUSP para tratamento, dos quais 21 apresentaram lesão ativa de QA, compondo um grupo de 18 mulheres, três homens e média de 46,6 anos de idade. Coletamos  material para cultura, isolamento e identificação dos microrganismos, sendo que dez casos foram positivos para Candida sp e para S.aureus (47,6%), oito casos  positivos somente para Candida (38%), um caso isolado para S. aureus (4.8%), e dois casos negativos para ambos (9,5%).  Após o diagnóstico clínico os pacientes foram tratados inicialmente com Nistatina (4x/dia/1 semana), utilizando-se em seguida o Miconazol, frente a resultados insatisfatórios. Ambas as drogas mostraram efetividade terapêutica, observada através da epitelização, ausência de descamação e ardor.  Concluímos que  Candida sp é importante no desenvolvimento da QA  e que a presença de S. aureus merece melhor avaliação do seu papel no estabelecimento do quadro e resposta terapêutica.

A201

Densitometria ótica x Intensidade pixel Estudo radiográfico comparativo da radiopacidade de resinas compósitas.

R.F. COSTA*

Departamento de Odontoclínica. Faculdade de Odontologia da UFF - Niterói - RJ - (021) 628-6343                          

O objetivo do presente estudo foi comparar a radiopacidade de resinas compósitas foto-polimerizáveis, através de dois diferentes métodos de análise radiográfica: a densitometria ótica e a intensidade pixel, visando determinar se esse segundo método seria suficientemente confiável de forma a substituir o primeiro, tendo em vista o seu baixo custo e fácil acesso em comparação com aquele. Para tanto, utilizamos cinco diferentes marcas de resina compósita foto-polimerizável e compactamos cada uma delas em um disco metálico de 10mm de diâmetro por 2mm de altura, num total de três espécimes para cada resina. Após a tomada radiográfica dos espécimes e a devida revelação, a densidade da imagem radiográfica dos materiais foi obtida por meio de um densitômetro. Posteriormente essas mesmas radiografias foram analisadas em função da intensidade pixel de cada espécime em um microcomputador e o percentual de cinza de cada material comparado com as leituras obtidas através do densitômetro. Os resultados foram submetidos à analise estatística de Correlação e Regressão, obtendo-se um valor de r= -0,9999 para uma curva  exponencial e r= -0,9951 para uma reta. Com esses resultados pode-se concluir que o método de análise por intensidade pixel é um método confiável e eficaz que permite aos profissionais da odontologia que se interessam por pesquisa, verificarem a radiopacidade dos mais variados materiais, bastando para isso que possuam um microcomputador e um scanner pois, além do baixo custo comparado com outros equipamentos mais sofisticados e muito caros, nem sempre estão à disposição de todos para uso rotineiro.

A202

Estudo longitudinal das alterações citopatológicas do EBV em pacientes HIV positivo.

S.M.S.FERREIRA*,A.SilvaJr,M.V.O.SODRÉ,G.A.C.POLIGNANO,A.S.CARDOSO, L.H.R.A.CARVALHO, E.P.DIAS. 

Depto de Patologia-UFF & Depto de Patologia FO-UFRJ - (021) 552-1873

A Leucoplasia Pilosa Oral (LPO) é uma lesão fortemente associada com a infecção pelo HIV e estudos têm mostrado a sua correlação com imunossupressão. (MONIACI et al. J Oral Pathol Med, 19(10):477-81, 1990. LIFSON et al. AIDS, 8(1):73-79, 1994.). Os objetivo deste estudo foram: a)verificar a correlação das alterações citopatológicas representativas do efeito citopático do EBV com o estado imunológico, medido pelo CD4 em pacientes HIV+ b)verificar a sensibilidade, especificidade, valores preditivo positivo e negativo da LPO como teste diagnóstico de Aids. Trinta e sete pacientes foram examinados no Hospital-Dia do HUCFF-UFRJ, pelo menos quatro vezes, por um período de um ano, com raspagem bilateral da borda da língua (236 esfregaços adequados). A prevalência da LPO foi de 30%. Em um ano, verificamos que 54% eram LPO- e assim permaneceram(G1), 16% eram LPO-  e positivaram (G2), 16% eram LPO+ e negativaram (G3) e 14% eram LPO+ e assim permaneceram (G4). Quando esses resultados foram correlacionado com o número de CD4 no momento da raspagem, verificamos um maior percentual de ganho de CD4 nos seguintes grupos de pacientes: G1 e G3 (p = 0.461); nos que nunca tiveram um exame positivo (p = 0.22); e no G1/ G3, quando agrupamos G1/G3 contra G2/G4 (p= 0.26). Embora estas diferenças não sejam estatisticamente significativas, é evidente um maior ganho de CD4 nos pacientes que nunca tiveram LPO ou que tiveram e depois negativaram. Todos estes pacientes receberam terapia anti-retroviral combinada, que pode ter contribuído para a grande variação de ganho de CD4 encontrada. A LPO, como teste diagnóstico para avaliação de Aids (CD4 < 200), é de baixa sensibilidade (29.1%), boa especificidade (76.2%) e baixo valores preditivos.

A203

Leucoplasias bucais: correlação clínico-histopatológica.

T. L. C. RODRIGUES*, L. J. COSTA, M. C. C. SAMPAIO

Departamento de Clínica e Odontologia Social - UFPB - (021) 393-5581

O presente estudo avaliou a correlação entre o aspecto clínico e as características histológicas das leucoplasias da mucosa bucal, além de idade, sexo e hábitos dos portadores, tais como o tabagismo e o etilismo. A casuística foi composta por 28 pacientes adultos, que ao exame clínico apresentaram-se com lesões leucoplásicas na cavidade bucal. As leucoplasias foram divididas quanto ao aspecto clínico, em Homogêneas e Não-homogêneas; subseqüentemente biopsiadas, e segundo suas características, classificadas histologicamente em: - Hiperceratose com ausência de displasia epitelial; - Displasia Epitelial Leve; - Displasia Epitelial Moderada; - Displasia Epitelial Severa; - Carcinoma Espinocelular. Em relação ao aspecto clínico, observou-se maior ocorrência de lesões do tipo homogêneo (78,6%) do que do não-homogêneo (21,4%); sendo a mucosa jugal a área mais afetada com 35,7% dos casos. Microscopicamente, verificou-se que 32,2% dos casos apresentaram hiperceratose com ausência de displasia epitelial; 53,5% evidenciaram displasia epitelial (39,3%) - leve; 7,1% - moderada; 7,1% - severa) e 14,3% foram diagnosticados como carcinoma espinocelular. Quanto as características dos portadores, verificou-se maior freqüência nos pacientes situados entre a 6ª e 7ª décadas de vida, tabagistas, de ambos os sexos. Concluiu-se, portanto que existe uma correlação entre o aspecto clínico da lesão e as características histológicas apresentadas pelas mesmas, e ainda, que as leucoplasias homogêneas com características de hiperceratose não revelaram tendência à transformação maligna, enquanto as lesões não-homogêneas, especialmente aquelas com evidências de displasia epitelial, apresentaram maior risco de malignização.

A204

Carcinoma epidermóide oral: estudo retrospectivo de 389 casos.

A. L. L. COSTA*, L. B. SOUZA, M. L. S. ARRUDA, A. A. F. NUNES, L. P. P. SILVA.

Pós-Graduação em Patologia Oral/UFRN, mstpator@odonto.ufrn.br

O objetivo deste estudo foi determinar a prevalência do carcinoma epidermóide oral de pacientes cadastrados nas fichas ambulatoriais e prontuários arquivados no hospital do câncer, “Dr. Luiz Antônio-Natal-RN (Brasil)” durante o período de 10 anos, correspondente a janeiro de 1989 a dezembro de 1998, considerando-se a localização anatômica da lesão, faixa etária, sexo, raça, gradação histológica de malignidade e fatores etiológicos. Selecionamos e analisamos as informações contidas nas fichas e prontuários de 389 casos diagnosticados como carcinoma epidermóide oral. A análise dos dados revelou que 63,75% dos casos foram do sexo masculino e 36,25% do sexo feminino, a faixa etária mais acometida foi de 61 a 70 anos e a raça branca representou 60% dos casos. A língua foi a localização mais acometida com 30,85%, seguida por lábio inferior 24,42% e assoalho bucal 11,82%. Quanto a gradação histológica de malignidade, 23,65% dos casos foram bem diferenciados, 27% moderadamente diferenciados e 9% pobremente diferenciados, 40,36% dos casos não foram especificados. Os fatores etiológicos mais comuns foram o hábito de fumar com 32,39% e a associação entre o hábito de fumar e o consumo de álcool com 20,56% dos casos. Diante destes resultados concluímos que o carcinoma epidermóide foi mais prevalente nos pacientes do sexo masculino, raça branca, entre a sétima e oitava décadas de vida. A localização anatômica mais acometida foi a língua. Os hábitos de fumar e consumir álcool estavam relacionados com a maioria dos casos.

A205

Avaliação qualitativa de questionários de saúde utilizados em odontologia.

V. C. VELTRINI*,  A. L. A. CAPELOZZA,  J. R. P. LAURIS,  J. H. DAMANTE.    

Depto. de Estomatologia – Fac. de Odontologia de Bauru – USP /SP  (014) 235-8254

Avaliar a saúde geral do paciente antes de submetê-lo a um tratamento odontológico é essencial para que o profissional identifique condições sistêmicas relevantes, avalie riscos e previna eventuais complicações. Dos 664 cirurgiões-dentistas de Bauru e região contactados por meio de cartas, 152 colaboraram relatando, de forma objetiva, como e quando a saúde sistêmica de seus pacientes é avaliada, com que frequência os dados são atualizados e quais as dificuldades encontradas. Noventa e dois deles também enviaram os questionários de saúde que utilizam no consultório. Os dados foram avaliados, primeiramente, de forma descritiva e, em seguida, através de um critério onde a importância do assunto abordado determinava o valor atribuído às questões. Para isso, elas foram divididas em categorias, conforme envolvessem: risco de vida; adaptações no tratamento; cuidados ao prescrever; saúde geral e vícios que atuam como fatores de risco. Dependendo da área de atuação, formação básica e experiência clínica dos profissionais, a amostra foi dividida em 6 grupos: clínicos gerais versus especialistas; ex-alunos da FOB versus ex-alunos de outras instituições e profissionais formados há menos de 15 anos versus formados há mais de 15 anos. As pontuações finais dos questionários foram comparadas entre os grupos antagônicos e os resultados foram submetidos ao teste não-paramétrico de Mann-Whitney (p £ 0.05). O quesito experiência clínica foi o responsável pela maior diferença entre grupos, mostrando que cirurgiões-dentistas formados há menos de 15 anos utilizam questionários de saúde mais completos (p< 0.06). Os assuntos mais abordados foram: alergia, diabetes, medicamentos em uso e tratamento médico. 

Apoio Financeiro: FAPESP

A206

Expressão do PCNA em epitélio oral normal, hiperplásico e displásico

R. A. FREITAS*, M. D. C. OLIVEIRA, A. T. N. NOVELLINO

Programa de Pós-Graduação em Patologia Oral/UFRN mstpator@odonto.ufrn.br

Com o objetivo de observar possíveis diferenças entre o número de células proliferantes em epitélio de mucosa oral normal, hiperplásico e displásico, foram selecionados 4 casos de epitélios normais, 7 hiperplasias epiteliais e 7 displasias. Após a coloração pelo anticorpo PC-10  calculou-se o índice de células PCNA+ dentre 1000 células contadas aleatoriamente nas camadas basais e parabasais de cada caso. Os epitélios normais apresentaram uma percentagem média de 34,62% de células marcadas, os epitélios hiperplásicos, 60,95% e os displásicos, 86,42%. A análise estatística revelou diferenças significativas entre estas médias (P<0,05). Nossos resultados sugerem que o número de células PCNA+ e a localização parabasal destas células são indicadores de displasia epitelial em mucosa oral.

Apoio Financeiro: CNPq

A207

Alterações morfológicas da glândula parótida do rato durante as 24 horas de um dia de inverno.

R. M. HASSUNUMA, G. F. ASSIS, J. S. BRAZOROTTO**, T. M. CESTARI.

Departamento de Ciências Biológicas - FOB - USP, fone (014) 235-8259.

As glândulas parótidas do rato apresenta variações morfológicas e ponderais durante às 24 horas do dia. Para verificar a influência do volume das estruturas glandulares nessa variação, foram obtidas glândulas parótidas de ratos albinos Wistar em intervalos de 4 horas durante as 24 horas de um dia de inverno. A análise dos resultados mostrou que as maiores variações ocorreram entre os períodos das 24 e 4 horas. Às 24 horas com a maior massa glandular aferida as estruturas do parênquima aparecem bem desenvolvidas e as 4 horas com a menor massa aferida, essas estruturas tiveram menor expressãomorfológica do dia. Pode-se constatar das 24 horas para as 4 horas: a) um acrécimo significativo (P<0,01) de 32% da massa glandular; b) uma redução siginificamente (P<0,01) expressiva de 73% no volume do compartimento dos ácinos; c) um aumento de 46% (P<0,01) no volume do compartimento do estroma; d) uma redução de 34% (P<0,01) no número total de células acinosas. O sistema de ductos não apresentou alterações morfológicas significativas no período estudado. Constatamos, portanto, que as variações da massa glandular da parótida de rato, principalmente entre 24 e 4 horas de um dia de inverno, foi provocada pelo volume compartimental dos ácinos.

** Bolsista de Iniciação científica da FAPESP

A208

Carcinoma de cabeça e pescoço: correlações histopatológicas e de atividade proliferativa.

M.F.M.PESSOA, M.A.GUZMAN, E.P.DIAS,

Depto de Patologia UFF epd@netgate.com.br

O carcinoma de células escamosas de cabeça e pescoço (CCECP) é o sexto tumor sólido mais comum do mundo e possui o prognóstico sombrio, vários estudos vêm sido conduzidos no intuito de se minorar esse problema (TYTOR et al., Acta Oto-laryngologica, suppl. 492,75-78,1990; ANNEROTH et al., Scand J Dental Res, 95, 229-49, 1987). Este trabalho se propôs a analisar 49 biópsias de CCECP, conforme a região anatômica a que pertenciam, sob o ponto de vista histopatológico e da atividade proliferativa, baseadas na casuística do Hospital Universitário Antonio Pedro da Universidade Federal Fluminense (HUAP-UFF). Métodos utilizados: histopatologia, imuno-histoquímica. O sistema de graduação de malignidade de ANNEROTH et al. (1987) foi modificado para esse estudo. A atividade proliferativa foi analisada através do índice de PCNA ( antígeno nuclear de proliferação celular) e pela média de mitoses. Aos  indicadores de proliferação, foram atribuídos escores, os quais foram utilizados nesse sistema de graduação de malignidade de forma alternada. Os resultados obtidos, demonstraram que não houve diferença siginificativa entre os índices de PCNA nas regiões analisadas ( teste não paramétrico de KRUSKAL-WALLIS ). Do mesmo modo, não houve correlação entre os índices de PCNA e a média de mitoses na amostra total, bem como por região anatômica (teste de PEARSON). Entretanto, houve correlação entre os graus de malignidade, utilizando-se um ou outro indicador de proliferação ( mitoses vs PCNA) no sistema de graduação de malignidade de ANNEROTH et al. (1987)(teste de PEARSON r=0,71 p< 0,01). Concluiu-se, que a média de mitoses é um bom indicador de proliferação em biópsias incisionais de CCECP. Sugerimos, então a adoção desse parâmetro histopatológico, já que é eficiente e de menor custo do que a técnica imuno-histoquímica.

Apoio: CAPES/ Mestrado em Patologia Bucal/UFF-RJ

A209

Avaliação clínica das alterações bucais em crianças leucêmicas submetidas à quimioterapia.

C.C.C. ALVES, C.E.O. LULA*, E.C.O. LULA

Departamento de Odontologia II - Universidade federal do Maranhão - (098) 235-0121

As alterações bucais decorrentes da leucemia têm sido observadas por vários pesquisadores (Childers et al., Oral Surg., 75:41-47, 1993; Orbak, R., Orbak, Z., J. Nihon Univ. Sch. Dent., 39: 67-70, 1997) que relatam ser a presença de hiperplasia gengival, sangramento e infecções aspectos comuns em pacientes leucêmicos. Este trabalho objetiva observar a frequência das alterações bucais durante o tratamento da leucemia em crianças e relacionar os achados estomatológicos com dados do hemograma e com os quimioterápicos utilizados. Foram examinados 28 pacientes do setor de Pediatria do Hospital Aldenora Belo com o diagnóstico de LLA(22) e LMA (6). A idade dos pacientes variou de 2 a 14 anos (m=7,5 anos). Durante o exame eram anotadas as alterações bucais presentes clinicamente, os níveis de plaquetas e leucócitos do hemograma e os quimoterápicos empregados. Os resultados evidenciaram que 78,57% dos pacientes apresentaram alterações bucais sendo mais frequentes a palidez da mucosa bucal (53,57%), petéquias (25%), ulcerações (25%) e sangramento bucal espontâneo (17,85%). Das ocorrências de plaquetopenia, 52,63% estavam relacionadas com a presença de petéquias ou sangramento espontâneo enquanto, das ocorrências de leucopenia, 71,42% estavam relacionadas com a presença de ulcerações. Dos quimioterápicos utilizados a arabinosil citosina, vincristina e daunorrubicina mostraram relação com a presença de alterações bucais em 28,57%,  30,95% e 33,33%, respectivamente. Baseado nos dados obtidos conclui-se que: 1) as alterações bucais são frequentes durante o tratamento da leucemia em crianças,com um percentual de 78,57%, 2)  ulceração e petéquias ou sangramento espontâneo estão relacionados com o nível de leucócitos e plaquetas, respectivamente. 

A210

Comparação entre tratamento ortopédico -  ortodôntico da Classe II.

E.C.A. SANTOS*; J. F.C. HENRIQUES; A.PINZAN.

Departamento de Odontologia Infantil e Social. Faculdade de Odontologia de Araçatuba–UNESP - (018) 620-3236

Atualmente com tratamento ortodôntico deve considerar a correção da relação oclusal, uma estética facial harmoniosa, revendo cada caso de acordo com suas discrepâncias esqueléticas e dentárias. A Classe II, divisão 1, com envolvimento esquelético devem ser tratados com aparelhos ortopédicos funcionais para melhorar a relação sagital. Neste estudo as alterações decorrentes dos dois tipos de tratamento da Classe II, divisão 1 foram comparadas, envolvendo pacientes de ambos os sexos com potencial de crescimento craniofacial. O grupo I foi composto de 25 pacientes tratados por aparelho fixo Edgewise combinado com ancoragem cervical. O grupo II constitui de 25 pacientes tratados inicialmente por um aparelho funcional, AEB com ativador, para corrigir a relação sagital e, depois desta fase, finalizou-se com aparelhagem fixa Edgewise. As telerradiografias em norma lateral de cada paciente foram tomadas no começo ao final do tratamento ativo, sendo avaliadas e comparadas as alterações cefalométricas entre os grupos. Os resultados não demonstraram alterações significantes nas estruturas entre os dois grupos. Houve diferença estatística na posição dos incisivos inferiores. As alterações ocorridas podem melhorar a estética facial nos pacientes do grupo II, representado pela grande redução do ângulo GlSn.Pog’.

A211

Xerostomia em pacientes HIV positivos.

E. M. GIOVANI*, N. S., ARAÚJO, M. H. C. G., MAGALHÃES

Departamento de Estomatologia da FOUSP( 011) 818- 7859/ 818- 7894, e mail mhcgmaga@siso.fo.usp.com.br

A xerostomia tem sido apontada por alguns autores como uma importante alteração bucal associada à infecção pelo HIV. Porém poucos estudos têm relacionado a xerostomia com a presença de outras lesões bucais. Desta forma nos propusemos a pesquisar a relação entre o fluxo salivar e a presença de lesões bucais em pacientes soropositivos para o HIV. Foram observados 42 pacientes HIV positivos atendidos no CAPE para tratamento odontológico. Todos estavam fazendo uso de terapia antiretroviral associada. Os pacientes foram divididos em 2 grupos O grupo I foi constituido por 15 pacientes que exibiam algum grau de xerostomia e o grupo II por 27 pacientes sem xerostomia. Os pacientes foram examinados para a detecção de lesões na mucosa oral. No grupo I, dos 15 pacientes, 11 ( 73,4%) exibiam lesões bucais sendo a candidíase e a leucoplasia pilosa, as predominantes. Dos 4 pacientes que não exibiram lesões bucais, 3 apresentavam xerostomia leve ( 0,5 à 0,7 ml/min) e 1 xerostomia moderada ( 0,3 à 0,49 ml/min). Do grupo II, dentre os 27 pacientes, 10 ( 37%) exibiram lesões bucais associadas. Concluimos que a presença de xerostomia está diretamente relacionada com a presença de outras lesões bucais em pacientes HIV positivos.

A212

Identificação do EBV em papilomas, condilomas e hiperplasia epiteliais orais.  

S. P. O. AZEVEDO*, A.SILVA Jr, S. M. S. FERREIRA, E. C. FONSECA, E. P. DIAS

Departamento de Patologia - UFF / RJ epd@netgate.com.br

Sabe-se que mais de 90% da população mundial é infectada pelo vírus Epstein-Barr (EBV) durante a infância ou adolescência.  Na região da cabeça e pescoço, várias lesões são associadas ao EBV  (Linfoma de Burkitt, Carcinoma nasofaríngeo e Leucoplasia Pilosa Oral). Alguns estudos demonstraram a presença do EBV em mucosa oral normal de pacientes HIV+ e pesquisas mais recentes vêm demonstrando a possíbilidade do EBV estar presente em epitélio normal e em lesões epiteliais proliferativas da boca (MAO et al. J  Oral  Pat Med, 22:12-17,1993. HORIUCHI et al. Oral Surgery,79:57-63,1995. MIZUGAKI et al. Jpn J Cancer Res. 6: 604-7,1998). Nossos objetivos foram: a) investigar a presença do EBV no epitélio de dez papilomas escamosos orais, três  condilomas  acuminados orais, duas hiperplasias epiteliais orais e seis fragmentos de mucosa normal; b) investigar a presença do Papilomavírus humano (HPV) nas lesões epiteliais. O EBV foi investigado através das técnicas de Imuno-histoquímica (IHQ) com anticorpo anti-EBV e hibridização in situ (ISH), com sonda específica para DNA-EBV. O EBV foi identificado por IHQ e ISH, respectivamente em 80% e 100% dos Papilomas, 100% e 100% dos Condilomas, 100% e 50% das Hiperplasias epiteliais. Nas mucosas normais obtivemos positividade em 84 % (IHQ) e 50% ISH). A ISH identificou o HPV em 20% dos papilomas, sendo negativa nas demais lesões. Controle positivo: leucoplasia pilosa. O EBV pode estar presente em Papilomas, Condilomas acuminados e Hiperplasias epiteliais orais, sendo necessários estudos posteriores para definir se esta associação é etiológica.

Apoio financeiro: CAPES / Mestrado em Patologia Buco-dental -UFF

A213

Determinação da idade esquelética na telerradiografia cefalométrica em norma lateral.

S.C.B.N.SANTOS*; R.R. ALMEIDA; F.A.BERTOZ; E.C.A.SANTOS.

Faculdade de Odontologia de Bauru - SP - (018) 622-9064

O objetivo desta pesquisa foi o de verificar a confiabilidade da utilização das alterações morfológicas das vértebras cervicais como um método de determinação do estágio de maturação esquelética, comparando-o com os eventos de ossificação que ocorrem na região da mão e punho.  Para tanto, foram selecionadas as telerradiografias em norma lateral e as radiografias carpais de 77 pacientes de ambos os sexos, com faixa etária variando dos 8 anos e 5 meses aos 16 anos e 5 meses, todas avaliadas por 6 examinadores.  Os resultados obtidos reveleram que os dois métodos, quando analisados separadamente, apresentaram fácil aplicação e puderam ser reproduzidos com confiança por todos os examinadores.  Entretanto, quando as telerradiografias laterais e as radiografias carpais foram comparadas, apesar de demonstrarem uma correlação estatisticamente significante, não apresentaram um alto índice de concordância entre os estágios de maturação que haviam recebido em seus respectivos métodos de avaliação. Conclui-se, desta forma, que as alterações morfológicas das vértebras cervicais, observadas nas telerradiografias laterais que rotineiramente compõem a documentação ortodôntica, constituem-se em um método adicional útil na determinação da idade esquelética de um indivíduo.

A214

Manifestações orais observadas em crianças com sorologia positiva para HIV.

F.A.C. BOER*, C. PERCINOTO

Depto de Odont. Infantil e Social, Fac. de Odont. de Araçatuba-  UNESP - (018) 620-3235 e percinot@foa.unesp.br

A AIDS pediátrica é uma doença causada pelo Human Immunodeficiency Virus (HIV) nas crianças menores de 13 anos de idade. Caracteriza-se pela depressão do sistema imunológico, favorecendo o aparecimento de infecções oportunistas que podem se manifestar na cavidade oral e serem os primeiros sinais do avanço da doença. Diante do exposto  verificou-se as necessidades odontológicas e as manifestações orais em 38 crianças de 0-12 anos, com sorologia positiva para o HIV, em acompanhamento no projeto ID-pediatria no ambulatório do setor de moléstias infecciosas do Hospital de Clínicas da Universidade Estadual de Londrina, Paraná. As crianças foram divididas nos Grupos G1(infectadas e sintomáticas); G2 (infectadas e assintomáticas), e G3 (sem diagnóstico definitivo). Após Consentimento Informado, foram examinados: os prontuários para identificação, tipo de transmissão e classificação clínica-imunológica das crianças e os exames clínicos das estruturas da boca e da face, durante as consultas médicas de rotina. As manifestações encontradas no Grupo G1 nos 5 exames realizados foram: placa bacteriana visível, gengivite (1 caso de eritematosa linear), cárie dentária, candidíase oral (pseudomembranosa, eritematosa e queilite angular), adenomegalia cervical, parotidite, gengivoestomatite herpética aguda e afta. No Grupo G2 foram encontradas: placa bacteriana visível, cárie e gengivite, e no Grupo G3, placa bacteriana visível e candidíase pseudomembranosa, ambos com 4 exames realizados. Concluiu-se que existem necessidades odontológicas educativas, preventivas e curativas para essa população; que as orientações de higiene devem ser reforçadas a cada retorno e que as manifestações acima citadas foram as observadas em todo estudo.

A215

Cartas de Encaminhamento em Medicina Bucal.

C. M. NAVARRO*, E. M. S. MASSUCATO, M. A. ONOFRE, M. R. SPOSTO.

Depto. Diagnóstico e Cirurgia, Fac. Odont. Araraquara-UNESP, e-mail: cnavarro@foar.unesp.br

As cartas de encaminhamento representam importante aspecto envolvido na comunicação entre os profissionais de saúde, geralmente clínicos gerais e especialistas. O objetivo deste estudo foi avaliar o conteúdo das cartas de encaminhamento em relação à história clínica e à razão da consulta. Foram avaliados consecutivamente 800 prontuários de pacientes atendidos no Serviço de Medicina Bucal da Faculdade de Odontologia de Araraquara. Para a análise das cartas de encaminhamento foram considerados ítens-chave relacionados à identificação do paciente, queixa principal, exames complementares e uso de medicação para a queixa principal. Foi organizado um banco de dados (Epi Info 6.04) e o teste Qui quadrado (a=0.05) foi aplicado à amostra. Dos 800 prontuários, apenas 30% (236) tinham carta de encaminhamento. Das 236 cartas 67% foram de dentistas, 22% de médicos e 11% de profissionais não identificados. A idade do paciente não foi citada em 70% das cartas e a queixa principal foi mencionada apenas em 55%. As cartas não continham detalhes como descrição da lesão bucal (80%), região anatômica (34%), tamanho (99%), sintoma (83%) e tempo de evolução (92%). O diagnóstico clínico não foi incluído em 84% das cartas. Menos de 5% das cartas de encaminhamento apresentaram relato de consultas anteriores e exames complementares. O teste Qui quadrado revelou diferença significante entre todas as porcentagens. As cartas de encaminhamento não continham informações essenciais sobre a história clínica e a razão da consulta, levando à comunicação inadequada entre profissionais. Baseados nestes resultados, nós sugerimos a carta padronizada para melhorar a qualidade dos encaminhamentos.

A216

CPOD em Campo Redondo, MG, Brasil. Uma população carente.

L. H. Ricardo*, D. Pallos, S. Cavalca, P. M. Lobo, O. S. Oliveira, J. R. Cortelli

Departamento de Periodontia – Universidade de Taubaté, SP. (012) 225.4147

Estudos prevalentes de cárie dentária no Brasil em 1986 mostraram que o índice CPOD médio em crianças aos 12 anos foi de 6 a 7. Estudos semelhantes realizados em 1996 mostraram uma diminuição na prevalência deste índices. Algumas razões para esta redução podem ser atribuídas à fluoretação da água e a conscientização da população quanto aos cuidados preventivos de saúde bucal. Entretanto, ainda existe muitas regiões do país nos quais os cuidados dentários preventivos ainda não foram totalmente estabelecidos. O objetivo do presente estudo foi realizar um levantamento do índice CPOD no distrito rural de Campo Redondo, MG, sem fluoretação da água e programa preventivo de saúde bucal. A população total deste distrito é de 309 habitantes com idade média de 28.35 ± 19.01. Participaram deste estudo 252 indivíduos (139 mulheres e 113 homens) divididos em 6 grupos. Grupo A / 1-5 anos de idade (3.13 ± 1.45), 8 indivíduos, grupo B / 6-12 anos de idade (9.49 ± 1.93), 62 indivíduos, grupo C / 13-18 anos de idade (15.28 ± 1.78), 41 indivíduos, grupo D / 19-30 anos de idade (27.25 ± 2.06), 55 indivíduos, grupo E / 31-48 anos de idade (39.75 ± 5.10),  53 indivíduos) e grupo F / 49-83 anos de idade (63.52 ± 8.25), 23 indivíduos. Os resultados deste estudo mostraram que o índice médio de CPOD por grupos foi: grupo A / 6.2 ± 5.3, grupo B / 8.3 ± 4.3, grupo C / 13.6 ± 5.0, grupo D / 21.4 ± 5.0 e grupo E / 24.4 ± 5.3. Os indivíduos de grupo F foram excluídos da análise do índice CPOD pois neste grupo não foi encontrado nenhum indivíduo dentado. Os resultados deste trabalho confirmam os achados de outros estudos no qual evidenciam que a não fluoretação da água e a ausência de programas dentais preventivos podem ser responsáveis pelos índices elevados de CPOD em todos os grupos examinados.

A217

Avaliação da freqüência das injúrias dentárias traumáticas em pacientes do Centro de Traumatismo Dentário da Faculdade de Odontologia de São José dos Campos (CETRADE).

M. C. VALERA, M. S. R. DUARTE, T. H. C. PRATA, J. L. MIQUILITO, M. A. M. ARAUJO.

Faculdade de Odontologia de  São José dos Campos  - UNESP - (021) 321-8166 R:1307

Esse estudo avaliou os dados epidemiológicos e causas das injúrias dentárias traumáticas dos pacientes que procuraram atendimento no Centro de Traumatismos Dentários (CETRADE) da Faculdade de Odontologia de São José dos Campos – UNESP. Foram avaliados os registros de pacientes atendidos no CETRADE nos anos de 1996 a 1998, observando o trauma mais frequente, as causas, sexo e idade dos pacientes e dentes mais envolvidos. Os dados foram catalogados e comparados entre si. Verificou-se que 62,91% dos pacientes eram do sexo masculino, sendo que a maior incidência dos traumatismos ocorreu aos 9 anos de idade. A causa mais comum foi queda (48,34%), seguida por queda de bicicleta (22,52%) e golpe (15,89%). O dente mais afetado foi incisivo central superior (92,8%). Os traumas mais frequentes foram as fraturas coronárias (42,81%), seguida de avulsão (25,76%), fratura radicular (7,57%), luxação (7,2%), extrusão (6,44%), concussão (1,89%), fratura corono-radicular (1,14%) e subluxação (0,76%). Observou-se alta incidência de traumatismos na idade escolar, no sexo masculino devido, principalmente, a queda. Portanto, são necessários programas específicos de prevenção, bem como orientação aos profissionais que atuam nas atividades voltadas à criança e adultos jovens para que no caso da ocorrência de trauma, sejam tomadas providências adequadas visando rápido atendimento.

A218

Avaliação dos conhecimentos de patologia visando o Exame Nacional de Cursos.

I. WEINFELD, C. F. S. LEITE.

Departamento de Ciências Biológicas – UMESP. (055) (011) 7664-7652

O Exame Nacional de Cursos, implantado como um meio de avaliação do ensino brasileiro, promoveu uma preocupação por parte das Instituições e a busca da melhoria do ensino, oferecendo-se aos alunos, em alguns casos, revisões sobre o conteúdo programático das diferentes disciplinas. Propusemo-nos, diante de tal situação, a realizar, precedendo a revisão, uma avaliação dos alunos sobre o conhecimento de conceitos básicos ministrados na disciplina de Patologia, buscando a análise da retenção ao longo do curso. Assim, desenvolvemos 20 questões do tipo lacuna, que foram aplicadas em 91 alunos do último ano do curso de Odontologia e que versavam sobre os seguintes tópicos da Patologia Geral: generalidades, alterações do crescimento, degerações e infiltrações, calcificação e pigmentação patológicas e alterações circulatórias. Foram corrigidas atribuindo-se a pontuação de 0, 0,25, 0,5 ou 1 ponto. A partir do material colhido, realizou-se uma análise estatística descritiva das notas. A média obtida foi de 2,7 ± 1,024 e a moda 2,0. A nota mínima foi 1,0 e a máxima 6,0 (de um possível 10,0). Os resultados, tratados por ANOVA e Tukey (p£ 0,05), evidenciaram uma diferença estatisticamente significante entre as questões deixadas em branco com as de outras pontuações, bem como com as questões zeradas. Concluímos que o alto número de questões em branco, afetou significativamente as médias finais e que o conhecimento dos alunos mostrou-se limitado, fragmentado e muitas vezes errôneo.

A219

Efeito da liberação de flúor do ionômero de vidro na microdureza da dentina adjacente.

A. L. T. O. LIMA*, C. FRANCCI

Universidade de São Paulo - Brasil - NAPEM: Núcleo de Apoio à Pesquisa em Materiais Dentários – FOUSP - (011) 818-7840

Ionômero de vidro tem a capacidade de criar uma camada intermediária composta basicamente por carbonoapatita fluoretada (Geiger, Dent. Mater., 9:33-36,1993). Esta estrutura pode aumentar a resistência do dente à desmineralização. Considerando que a liberação de flúor ocorre nas primeiras 24 horas, a hipótese a ser testada é: a camada intermediária e a liberação de flúor do ionômero de vidro podem aumentar a microdureza da dentina adjacente. Dezesseis cavidades circulares foram preparadas em dentina bovina e restauradas com ionômero de vidro (Fuji IX-GC) ou resina composta (Z100-3M). As superfícies das amostras foram cobertas com 60µl de água deionizada durante 24 horas. As restaurações foram seccionadas e medida a dureza Vickers da dentina adjacente à restauração através de penetrações com intervalos de 100 µm, a partir da superfície da restauração. Abaixo da mesma, 5 penetrações de 100 µm de distância entre si foram realizadas. Como controle, foram feitas 5 penetrações semelhantes a 1,0 mm de distância. Os resultados estão expressos na tabela abaixo. O teste Kruskal-Wallis não indicou diferença significante entre os 5 locais da dentina adjacente (a > 0,05). O teste t pareado não mostrou diferença significativa entre as penetrações sob a restauração e as do grupo controle.

                                FUJI IX                                                                                            Z100               

SUPERFÍCIE                        SOB RESTAURAÇÃO                        SUPERFÍCIE                     SOB RESTAURAÇÃO               

                                           Teste             Controle                                                                Teste             Controle               

55,9                                     51,4               60,6                             50,3                                  44,0               51,6               

59,0                                     54,0               64,8                             60,2                                  52,9               48,7               

58,6                                     50,5               59,9                             59,1                                  45,5               46,4               

59,3                                     57,6               60,6                             61,3                                  44,1               46,5               

60,8                                     57,1               59,8                             58,0                                  45,4               44,1               

A220

Resistência ao cisalhamento de selante associado a sistemas adesivos, em condições de contaminação salivar.  

M. C. BORSATTO*, Z. M. MUSSOLINO, C. A . PANSANI, L. SANTOS PINTO, S. ASSED. 

FORP-USP - Departamento de Clínica Infantil, Odontologia Social e Preventiva - (016) 602-4082O objetivo deste estudo foi avaliar “in vitro” a resistência ao cisalhamento de um selante (White Sealant-Concise), associado a dois sistemas adesivos (Scotchbond Multi-Purpose Plus-3M e One Step-BISCO), em condições de contaminação salivar. Superfícies vestibular, lingual e proximais de 125 terceiros molares humanos, hígidos, recém-extraídos foram desgastadas e planificadas, e os dentes divididos, aleatoriamente, em 5 grupos experimentais (n=25): material I - primer do SBMPP+selante; material II - adesivo do SBMPP+selante; material III - primer + adesivo do SBMPP+selante; material IV - adesivo One Step+selante e grupo V - selante. Os espécimes foram condicionados com ácido fosfórico durante 30 segundos, contaminados, com saliva humana fresca, durante 20 segundos e submetidos a 5 tratamentos diferentes para cada material: A- as superfícies foram secas; B- lavadas e secas; C- lavadas, secas, recondicionadas; D- não foram secas e E- não houve contaminação salivar. Após a inclusão em gesso, os corpos de prova foram termociclados (400 ciclos com temperatura variando entre 5ºC e 55ºC), e submetidos aos testes de resistência ao cisalhamento. Constatou-se que com a aplicação do adesivo One Step (material IV), em todas as condições de tratamento (A-E), os valores de resistência ao cisalhamento foram maiores, com diferença estatisticamente significante, em relação aos demais materiais. Na condição D (contaminar e não secar), nos materiais II (adesivo do SBMPP e selante) e V (selante), houve uma redução significantemente acentuada na resistência ao cisalhamento.

A221

Resistência à tração de restaurações em amálgama associadas à retenções auxiliares em dentina e adesivos.

H. M. S. OSHIMA*; M. F. DE GOES.

Departamento de Odontologia Restauradora - Faculdade de Odontologia de Piracicaba  – UNICAMP - (019) 430-5345

Este estudo avaliou “in vitro”, a resistência à tração de restaurações de amálgama de prata unidas à estrutura dental através de retenções auxiliares em dentina e sistemas adesivos. Cinqüenta terceiros molares humanos íntegros e recém-extraídos foram incluídos em resina acrílica e a face oclusal foi desgastada até a obtenção de uma superfície plana em dentina. Os dentes foram divididos em cinco grupos (n=10) e submetidos aos seguintes procedimentos: Grupo A – “amalgapins”; Grupo B – Scotchbond Multi-Uso Plus (3M Co.); Grupo C – Amalgambond Plus (Parkell); Grupo D – amalgapins e Scotchbond Multi-Uso Plus; Grupo E - amalgapins e Amalgambond Plus. As amostras dos grupos A, D e E, receberam 4 retenções auxiliares (2mm de profundidade X 1mm de diâmetro). Os materiais foram manipulados e aplicados de acordo com as recomendações dos respectivos fabricantes. O amálgama de prata Permite C (SDI) foi triturado mecanicamente e condensado na superfície da dentina com o auxílio de um molde de Teflon. Os corpos-de-prova foram armazenados a 37ºC e 100% de umidade relativa, durante 1 hora, e posteriormente armazenados em água destilada a 37ºC, por 23 horas. A seguir, foram submetidos ao ensaio de tração em uma máquina Instron, a velocidade de 1,0mm/min. Os valores foram submetidos à análise de variância e teste de Tukey (p<0,05). Os valores médios foram: Grupo A= 12,20 kgf/cm2; Grupo B: 4,47 kgf/cm2; Grupo C= 12,98 kgf/cm2; Grupo D= 15,01 kgf/cm2; Grupo E= 41,33 kgf/cm2.  O Grupo E foi superior estatisticamente em relação aos demais grupos (p<0,05). Os Grupos A, C e D não apresentaram diferença estatística entre si (p>0,05), mas apresentaram diferença estatisticamente significante em relação ao Grupo B.

A222

Avaliação da infiltração marginal de um sistema adesivo após clareamento.

M.P SILVA; J. M. FREITAS; L.M. JUSTINO; F.F DEMARCO*.

Faculdade Odontologia – Universidade Federal de Pelotas - (0532) 226690

O objetivo do presente estudo foi avaliar a influência do clareamento na infiltração marginal de um sistema adesivo de Quarta geração. Trinta incisivos humanos, livres de cáries, foram selecionados. Acesso endodôntico foi obtido e tratamento do canal radicular foi realizado. Os dentes foram aleatoriamente divididos em 3 grupos (n=10): Grupo A (controle) – as cavidades de acesso foram tratadas com Scotchbond Multipurpose de acordo com as instruções do fabricante, sendo as cavidades restauradas com resina composta (Charisma); Grupo B – uma pasta de perborato de sódio e peróxido de hidrogênio foi colocada no interior da câmara pulpar, sendo a cavidade selada com cimento de ionômero de vidro CIV (Vidrion) por 7 dias. Decorrido esse período, o agente clareador e a restauração provisória foram removidos e os dentes restaurados de maneira similar ao Grupo A; Grupo C – após remoção do tratamento  clareador, as câmaras pulpares foram preenchidas com uma pasta de Ca(OH) , sendo a cavidade selada com cimento ionomérico. Após 7 dias, o selamento provisório foi removido e os dentes foram restaurados com Scotchbond Multipurpose + Charisma. Os dentes foram submetidos a ciclagem térmica (entre 5 e 55o C), por 500 ciclos. Os dentes foram pintados com esmalte, com exceção das restaurações e 2 mm ao redor das mesmas, sendo então imersos no azul de metileno por 8 horas. Após lavagem, os dentes foram secionados. Os escores de infiltração foram avaliados e os dados analisados pelo teste não paramétrico de Kruskal-Wallis. Os resultados demonstraram que os Grupos A e C exibiram valores similares de infiltração, os quais foram estatisticamente menores que os do Grupo B (p<0,05). Foi possível concluir que o tratamento clareador aumenta a infiltração marginal e um retardo na restauração final deve ser respeitado.

A223

Efeito do jateamento do substrato dentinário na resistência adesiva

M. GIANNINI*, J. FARIA; L. A. M. S. PAULILLO

FOP-UNICAMP – Área de Dentística –( 019) 4305340 – giannini@fop.unicamp.br

O objetivo desse estudo foi determinar o efeito do jateamento do substrato dentinário na resistência adesiva. Fotomicrografias foram feitas para examinar as características dos tratamentos superficiais da dentina e da interface adesiva. Trinta terceiros molares humanos hígidos recém extraídos foram selecionados e as superfícies dentinárias planificadas e polidas foram preparadas nas faces vestibulares e linguais através do desgaste com lixas de Al2O3. As amostras foram divididas aleatoriamente em 4 grupos (n= 15): A- condicionamento com ácido fosfórico a 37% por 15 segundos; B- jateamento com partículas abrasivas de óxido de alumínio (50 µm) por 10 segundos; C-  A + B; D- B + A. Em seguida foi aplicado o sistema adesivo Prime & Bond 2.1 associado ao compósito (Z-100). Todas amostras foram armazenados em 100% de umidade relativa por uma semana a 37ºC até o teste de cisalhamento, realizado com velocidade de 0,5 mm/min. A resistência adesiva foi expressa em MPa e os dados analisados por ANOVA e teste de Duncan (p<0,05): A- 12,33±6,03; B- 12,95±5,60; C- 13,48±5,92 e D- 14,79±4,16. Não houve diferenças estatisticamente significantes entre os valores médios. A análise das fotomicrografias mostraram diferentes padrões de tratamentos dentinários e formação de camada híbrida e “tags” de resina em todos grupos. Este estudo mostrou que o jateamento dentinário não resulta em aumento da resistência adesiva. 

Suporte financeiro - FAPESP processo nº 97/12861-6

A224

Avaliação “in vitro” da infiltração marginal em restaurações de materiais híbridos de ionômero e resina.

S.G.MORETTO*;L.A.F.PIMENTA.

Departamento de Odontologia Restauradora– FO de Piracicaba-UNICAMP - lpimenta@fop.unicamp.br (019)430-5337

O propósito deste trabalho foi avaliar “in vitro” a microinfiltração em margens de esmalte e dentina em cavidades de classe V restauradas com materiais híbridos de ionômero quando condicionadas com ácido fosfórico a 37%(CA). Foram preparadas 112 cavidades de classe V na junção cemento/esmalte nas superfícies vestibular e lingual de molares humanos extraídos. As cavidades foram divididas aleatoriamente em 4 grupos (n=28) G1- Vitremer sem CA (V); G2- Vitremer aplicado após o CA(VCA); G3- Dyract sem CA (D); G4- Dyract aplicado após CA (DCA). Depois do acabamento e polimento, as amostras foram armazenadas em ambiente úmido por 24 horas. Os dentes foram em seguida termociclados por 1000 ciclos a 5±1°C e 55±1°C. Os dentes foram inteiramente selados com duas camadas de esmalte de unha com exceção 1 mm das margens das restaurações. Logo após, os espécimes foram imersos solução de azul de metileno a 2% por 4 horas. Os dentes foram lavados, cortados e analisados em lupa estereoscópica (25x). Os dados foram analisados pelos testes de Kruskal Wallis e Wilcoxon (p £ 0,05). Os resultados foram expresso através da soma das ordens. Esmalte: G1- (V)=2240,5 (c); G2-(VCA)=1576,5 (b); G3- (D)=1644,0 (b); G4- (DCA)=867,0 (a). Dentina: G1-(V)=2302,0 (b); G2- (VCA)=1341,5 (a); G3- (D)=1460,5 (a); G4- (DCA)=1224,0 (a). Letras diferentes representam diferença estatística significante entre os grupos. Conclui-se que o condicionamento com ácido fosfórico a 37% pode reduzir a microinfiltração. O Dyract aplicado após condicionamento ácido apresentou os melhores resultados.

Financiamento FAPESP - processo: 98/03009-7

A225

Verificação “in vitro” do tempo que um canal radicular obturado pode ficar exposto ao meio aquoso.

J. R. R. PINTO*, R. S. SILVA, J. C. E. SPANÓ, E. L. BARBIN, J. D. PÉCORA

Dep. de Odontologia Restauradora da FORP-USP / Fone/Fax (019)2414857 / renato@mpc.com.br

Analisou-se o tempo que um canal radicular obturado pode ficar exposto a um meio aquoso, até o comprometimento da região apical do dente pela infiltração do corante via câmara pulpar. Utilizaram-se 24 dentes caninos superiores humanos extraídos, cujo os canais foram instrumentados e obturados com a técnica de condensação lateral. Os dentes foram aleatoriamente divididos em dois grupos. Um grupo recebeu o cimento Sealer 26® e o outro, cimento do tipo Grossman manufaturado no Laboratório da FORP-USP. Posteriormente, todos os dentes foram selados com Cavit W® e mantidos a 37ºC e 100% de umidade relativa. Após 48 h, o selador provisório foi removido e o corante (Rodamina B) foi colocado na câmara pulpar e nesse momento iniciou-se a marcação do tempo. Após 300 dias de experimento, em ambos cimentos, 50% dos casos apresentaram infiltração de corante até o terço médio e 50% dos casos, até o terço apical. O grupo obturado com o cimento endodôntico do tipo Grossman apresentou 3 dentes com infiltração total do corante após 154, 274 e 288 dias e o grupo obturado com o cimento endodôntico Sealer 26®, somente 2 dentes após 279 e 292 dias. Conclui-se:1) O corante infiltra-se pelo canal tanto com o cimento do tipo Grossman como com o Sealer 26®. 2) O corante infiltra-se lentamente nos canais radiculares bem obturados e espalha-se pelos canalículos dentinários. 3) No tempo experimental estudado pode-se verificar: 3.1) A infiltração do corante até o terço médio e até o terço apical dos canais radiculares obturados com ambos os cimentos foi da ordem de 50%. 3.2) Somente 16,6% dos dentes obturados com Sealer 26Ò e 25% dos obturados com o Grossman apresentaram infiltração do corante.

Agência Financiadora: FAPESP - 95/0044-8.

A226

Avaliação da resistência ao cisalhamento de diferentes sistemas adesivos hidrófilos.

I. N. W. SEGRE*, M. GIANNINI, L. A.  PIMENTA.

FOP-UNICAMP - Área de Dentística - (019) 430-5340  - lpimenta@fop.unicamp.br

O objetivo deste estudo foi avaliar a resistência de união ao cisalhamento de 3 sistemas adesivos com diferentes tratamentos da dentina. Foram utilizados 45 superfícies vestibulares ou linguais de molares humanos hígidos recém extraídos que foram divididos aleatoriamente em 3 grupos (n = 15):Grupo 1- Etch & Prime 3.0/Degussa (EP),Grupo 2- Amalgambond Plus/Parkell (AB+) e Grupo 3- Prime & Bond 2.1/Dentsply-Detrey (PB). Os fragmentos dentais foram incluídos em cilindros plásticos com resina de poliéster e as superfícies de esmalte foram desgastadas com lixas de óxido de alumínio até se obter superfícies lisas e planas em dentina. Em seguida, estas superfícies dentinárias foram diferentemente tratadas segundo as respectivas instruções do fabricante. A resina composta Z-100 (3M) foi inserida em um molde de teflon e fotopolimerizada. Os corpos de prova foram armazenados por 7 dias em ambiente úmido a temperatura de 37 °C. O ensaio de cisalhamento foi realizado com velocidade de 0,5mm/min sendo a carga aplicada na base do cilindro de compósito. As médias obtidas foram analisadas pelos  testes ANOVA e SIDAK (p £ 0,05).Os resultados foram expressos em (MPa): EP- 13,00 ± 4,77(a), AMB+ = 20,26 ± 5,76(b) e PB = 23,61 ± 5,65(b).Mesma letra significa não haver diferença estatisticamente significante. Este estudo demostrou que a menor resistência ao cisalhamento observada foi quando utilizou-se o adesivo auto-condicionante EP. Os valores de união foram significantemente maiores para os adesivos AMB+ e PB, que condicionam dentina e removem totalmente a smear layer.

Suporte financeiro FAPESP- processo nº 98/1614

A227

Avaliação da infiltração marginal em restaurações cervicais com amálgama adesivo.

A.L.F.BRISO*; I.T. CAMPOS; , A. L. RODRIGUES JR.; L.A.F.PIMENTA; 

Departamento de Odontologia Restauradora – UNICAMP – Tel: (019) 4305340

Para minimizar a microinfiltração ao redor de restaurações de amálgama, tem-se proposto o uso de agentes intermediários adesivos, que favorece a união do amálgama à estrutura dental. A proposta deste trabalho foi avaliar “in vitro”, e qualitativamente a penetração de corantes em cavidades cervicais restauradas com amálgama, empregando-se alguns adesivos como agentes intermediários. Para tanto, foram realizadas 100 cavidades (n=25) nas faces livres dos 50 molares usados no experimento. Os espécimes foram aleatoriamente divididos em 4 grupos, que testaram os adesivos: GI, Prime & Bond 2.1 (Dentsply), GII, Prime & Bond 2.1 Dual (Dentsply), GIII, Scotchbond MP+ (3M), e GIV, Amalgambond+ (Parkel).  Após serem restaurados e polidos, sofreram 1000 ciclos térmicos em temperaturas de 5oC ± 2oC e 55oC ± 2oC. Em seguida, os dentes foram protegidos com 2 camadas de esmalte de unha, com exceção do milímetro que circunscrevia as restaurações. As amostras foram imersas por 4 horas em solução de azul de metileno `a 2%, sendo em seguida lavadas, secas, cortadas e avaliadas. A avaliação foi feita com lupa estereoscópica (45X). Os resultados foram analisados pelos testes de Kruskal-Wallis e de comparações múltiplas, com nível de significância de 5%. Para o fator esmalte, os valores de somas das ordens foram: GI- 65,460b , GII- 51,340a , GIII- 34,125a  e GIV- 48,440a . Para margens cavitárias localizadas em dentina, os valores das somas das ordens foram: GI- 59,920b , GII- 54,160b, GIII- 30,250a , e GIV- 54,880b. Concluiu-se que o GIII (3M) proporcionou os menores valores de infiltração marginal em esmalte e em dentina/cemento, e que os adesivos de dupla polimerização foram mais efetivos que o adesivo  de frasco único (GI) no controle da microinfiltração.

Apoio- FAPESP: 97/03878-2   

A228

Influência da velocidade de aplicação da força de cisalhamento em testes de adesão em dentina. 

A. T. HARA; L. A. F. PIMENTA*.

Dentística / FOP-UNICAMP - lpimenta@fop.unicamp.br - fone: (019) 430-5337

O objetivo deste estudo foi avaliar a influência de diferentes velocidades de aplicação da força de cisalhamento em testes de adesão ao substrato dentinário. Foram utilizados 120 dentes bovinos extraídos que, após seccionamento e descarte da porção radicular, foram incluídos em resina de poliestireno, de maneira a expor a superfície coronária vestibular. Esta superfície foi desgastada em politriz giratória refrigerada a água, utilizando-se lixas de Al2O3 (320, 400 e 600) até exposição e planificação da superfície dentinária. Delimitou-se uma área circular de 3-mm de diâmetro em dentina, onde aplicou-se o sistema adesivo Single Bond (3M). Posicionou-se sobre esta área uma matriz de teflon perfurada bipartida para a confecção de cilindros de resina composta (Z100-3M) com 3-mm de diâmetro e 5-mm de altura. Realizou-se o ensaio de cisalhamento, em diferentes velocidades de aplicação da força: G1: 0,5 mm/min; G2: 0,75 mm/min; G3: 1 mm/min e G4: 5 mm/min. As médias dos valores de resistência ao cisalhamento (MPa ± DP) foram: G1: 11,78 (± 3,91); G2: 11,82 (± 4,78); G3: 16,32 (± 6,45); G4: 15,46 (± 5,94). Através da ANOVA e do Teste de Tukey (p = 0,05) obteve-se que: G1 = G2 < G3 = G4. Através de análise visual, em estereomicroscópio (25x), determinou-se o padrão de fratura de cada corpo de prova. O percentual de fraturas na interface adesiva foi: G1: 25/27; G2: 22/24; G3: 14/20; G4: 8/17. Aplicando-se o Teste “t” de Student para porcentagens (p = 0,05), obteve-se que G1, G2 e G3 não diferiram entre si, G1 e G2 diferiram de G4, e G3 foi igual a G4. Concluiu-se que as diferentes velocidades de aplicação da força de cisalhamento interferiram na resistência adesiva e no padrão de fratura obtidos. Testes de resistência ao cisalhamento utilizando as velocidades de 0,5 mm/min e 0,75 mm/min são preferíveis.

A229

Influência de um selante de superfície em restaurações de compômeros  

K. DIAS, M. S. MIRANDA, A. LAMOSA*, A. D. TEDESCO

Departamento de Clínica Odontológica, UERJ – UFRJ; Fax: (021) 587-6382

O objetivo deste estudo foi avaliar a influência de um selante superficial no controle da infiltração marginal de restaurações classe V com compômero. Foram utilizados 30 dentes humanos recém - extraídos. Todos os dentes receberam 2 cavidades classe V, uma na face vestibular e outra na face lingual ou palatina, com margens em esmalte e cemento. Os dentes foram separados em 6 grupos. Grupo 1: Dyract (Dentsply), Grupo 2: Dyract + Protect-it (Jeneric/Pentron), Grupo 3: Photac-fil (Espe), Grupo4: Photac-fil + Protect-it, Grupo 5: Freedom (SDI), Grupo 6: Freedom + Protect-it. Após restaurado segundo as especificações dos fabricantes, os dentes foram termociclados ( 500 ciclos de 0 o a 55 o C ), imersos em solução de nitrato de prata a 50%, incluídos em resina epoxi e seccionados. Dois examinadores calibrados avaliaram a infiltração marginal com lupa, utilizando um escore de 0 a3 , sendo 0- ausência de infiltração, 1- infiltração até 1/3 da restauração, 2 – infiltração em mais de 2/3 da restauração, 3 até a parede pulpar da restauração. Os resultados foram tratados estatisticamente por ANOVA, pelos teste Kruskal-Wallis e Mann-Whitney., sendo p£ 0,05. Os postos médios dos resultados foram: Gr.1- 30,00; Gr. 2 – 22,50; Gr. 3 – 25,83; Gr. 4- 27.07; Gr.5- 35,66 e Gr.6 – 35,37. Não foi possível determinar diferença estatisticamente significante entre os grupos 3,4,5 e 6.Baseados nos resultados os autores concluíram que o selante superficial teve efeito sobre a superfície do Dyract, reduzindo a microinfiltrção marginal em margem de esmalte e cemento.

A230

Remoção do compósito utilizando broca em baixa e alta rotação

L.F.M Frossard, M. A. O. Almeida, O. Chevitarese, G. Rosenbach*, M. Cardoso.

Departamento de Ortodontia Faculdade de Odontologia da U.E. R. J. gabizu@cpovo.net

A presente pesquisa teve como objetivo analisar a diferença entre a remoção do compósito remanescente utilizando a broca de carboneto de tungstênio n° 1171 em baixa e em alta rotação, após a remoção do bráquete com o alicate de How reto n° 110. Foram empregados 41 incisivos bovinos com bráquetes metálicos colados em suas respectivas superfícies vestibulares com compósito. Os dentes foram divididos em dois grupos de 20, sendo que, no primeiro, a remoção do compósito remanescente foi feita em baixa rotação, e, no segundo, em alta rotação. O 41° dente foi utilizado como controle. Na remoção, a perda de esmalte foi quantificada nos dois procedimentos, através de medições antes de serem feitas as colagens e medições após descolagem e polimento final. Houve uma perda média de esmalte de 29,458 micrômetros no grupo em que se utilizou a baixa rotação e de 37,038 micrômetros no grupo no qual se usou a alta rotação. A diferença foi estatisticamente significativa ao nível de 1 %. Concluiu-se que o uso da baixa rotação, foi o método que menos danos acarretou à superfície do esmalte, tanto em termos de perda de estrutura quanto em termos de qualidade da superfície após a remoção (MEV).

A231

Análise do remanescente adesivo de sistemas restauradores em esmalte e dentina      

F. S. MORAES*, E. C. LEITÃO, L. C. MAIA,  A. M. G. VALENÇA.

Disciplina de Odontopediatria / Pós-Graduação em Odontologia Social, UFF, Niterói, RJ.

O presente estudo se propôs a avaliar o remanescente adesivo presente em esmalte e dentina, quando diferentes sistemas restauradores foram submetidos à força de cisalhamento. Para tanto, a área de colagem (0,06cm2) - esmalte (E) e dentina (D), foi obtida a partir do aplanamento de superfícies vestibulares de incisivos bovinos, totalizando 102 corpos de prova, divididos em 8 grupos, descritos a seguir, segundo a área de colagem, sistema adesivo e número de amostras, respectivamente: G1(E) TPH - 11; G2(E) Dyract com ataque ácido (aa.)-12; G3(E) Dyract sem aa.-14; G4(E): Flow-It -11; G5(D) TPH -15; G6(D) Dyract com aa.-12; G7(D) Dyract sem aa.-15; G8 (D) Flow-It -12. Os bráquetes foram colados de acordo com as especificações dos fabricantes e a descolagem realizada em máquina Kratos, sendo a velocidade de aplicação da força de 1,0mm/min. Para a avaliação utilizou-se o Índice de Remanescente Adesivo (ARI), onde: 0 - superfície dentária totalmente isenta de material; 1- < 50% da superfície recoberta ; 2- > 50% da superfície recoberta; 3- superfície totalmente recoberta pelo material. Os resultados foram submetidos a análise estatística, pelo teste não paramétrico de Kruskal-Wallis, havendo diferença ao nível de 1% (p<0.01), sendo feito o desmembramento dos grupos, dois a dois. As diferenças entre os grupos mostraram-se significativas (p<0.01), exceto para: G1 e G2, G1 e G4, G2 e G4, G5 e G6, G5 e G7, G5 e G8, G6 e G7, G6 e G8, G7 e G8 (p>0.05) Pode-se concluir que a união adesiva é mais fortemente influenciada pela área de colagem (esmalte e dentina) do que pelo sistema restaurador, estando o esmalte comente recoberto pelo material, quando este é submetido ao ataque ácido, enquanto que, para a dentina, independente do condicionamento ácido, a estrutura dentária mostrou-se frequentemente isenta de material. Apoio PIBIC/CNPq/UFF.

A232

Resistência de união entre cimentos e liga de Ni-Cr, por ensaio de tração.

R. R. MARTUCI*, A. MUENCH, J. BIANCHI, L. E. RODRIGUES FILHO

Materiais Dentários, Faculdade de Odontologia USP-SP  (/Fax (011) 818-7840.

O objetivo da pesquisa foi determinar a resistência de união entre uma liga de Ni-Cr (Litecast B) e cimentos: um ionomérico convencional (Ketac Cem); um ionomérico modificado (Vitremer); um resinoso (Enforce). Este empregado apenas com primer (Enforce P), com primer e adesivo (Enforce PA) e adesivo (Enforce A). Pares de pastilhas fundidas da liga com 0,6cm de diâmetro foram cimentadas entre si para os ensaios. Antes da cimentação, foram lixadas (no 200), vibradas em ultra-som, desgaseificadas (1.010oC/5min, sob vácuo) e jateadas com óxido de alumínio (N Martins ek 60 nm). Após a cimentação os espécimes foram armazenados em água destilada. Metade foi termociclada (5 e 55oC) e outra não. Os testes foram feitos com um dia (400 ciclos) e noventa dias (5200 ciclos). Usou-se a análise de variância e teste de Tukey. Conclusões: O Ketac Cem apresentou baixa retentividade, superada em muito pelo Vitremer; o Enforce com primer apenas apresentou baixa resistência, que tende a melhorar com a armazenagem; o Enforce com adesivo apenas, conduziu à maior retentividade.

Médias (MPa) de resistência de união (com letras iguais há semelhança, p<0,05; n=10)

Ciclagem         Idade        Ketac Cem           Vitremer          Enforce P          Enforce PA          Enforce A            

Sem                 1 Dia          5,6 defg                 10,9 abcd        3,3 g                   14,6 ab                14,8 ab               

Sem                 90 Dias      6,0 cdefg                8,9 cdef          7,7 cdefg            6,7 cdefg              9,7 abcde     

Com                 1 Dia          5,1 efg                    11,1 abc         3,9 fg                  11,1 abc               15,0 a               

Com                 90 Dias      3,1 g                       9,4 bcde        8,2 cdefg            9,5 bcde              15,0 a               

A233

Estudo do manchamento superficial e topográfico de materiais restauradores estéticos.

F. GULLO *, F. NAMEN, A. SALIM, L. BARROS, S. PINTO

Pós-graduação e Pesquisa da FO-UERJ - (021) 587 6382 - ggullo@openlink.com.br

Este estudo avaliou 180 corpos de prova de 6 materiais (TPH, Degufill mineral, Vidrion-R, Dyract, Compoglass e F2000) quanto à topografia e ao manchamento superficial. 6 corpos de cada material foram tratados com brocas multilaminadas, Enhance, borrachas abrasivas e Sof-Lex, enquanto 6 corpos ficaram sem acabamento (grupo controle). Nos testes de manchamento, os corpos foram imersos em solução de café por 72 horas e avaliados por 2 examinadores independentes. Os mesmos corpos foram examinados sob MEV. Nenhum dos materiais estudados, nas condições de acabamento testadas, resistiu à impregnação do corante. Os manchamentos mais intensos ocorreram no Compoglass, F2000 e Vidrion-R, com graus 3 e 4. Os agentes de acabamento Enhance, broca e borrachas abrasivas foram os mais agressivos. O Dyract mostrou menor grau de manchamento, principalmente quando acabado com Sof-Lex. As resinas TPH e Degufill mineral foram comparativamente superiores aos compômeros e ionômero, exceto quando acabados com broca. Quando analisados em MEV todos os materiais se mostraram rugosos e porosos, mesmo após os agentes de acabamento.

A234

Infiltração marginal de materiais adesivos após aplicação de evidenciadores de cárie.

L. MEINHARDT*; E. PIVA ; F.F DEMARCO; E. MATSON

Universidade Federal de Pelotas – Universidade de São Paulo - 90532) 722066

O objetivo deste trabalho foi verificar a possível influência dos corantes evidenciadores de cárie na microinfiltração de diferentes materiais adesivos em cavidades classe V preparadas em estrutura dental sadia. Foram preparadas noventa cavidades de forma cúbica e com margem oclusal em esmalte e gengival em cemento, em dentes posteriores humanos hígidos, aleatoriamente divididos em nove grupos. Avaliou-se um cimento de ionômero de vidro modificado por resina (Vitremer-3M), um compômero (F2000-3M) e uma resina composta (Z100-3M), ambos utilizados segundo as instruções do fabricante. Foram utilizados duas marcas comerciais de corantes detectores de cárie uma a base de vermelho ácido e outra a base de fuscina básica 0,5% em propileno glicol. Os grupos combinavam os sistemas restauradores e corantes, com exceção dos grupos de controle. As amostras foram restauradas, sofreram termociclagem e foram imersas em azul de metileno, sendo finalmente secionadas e avaliadas quanto ao grau de microinfiltração marginal em margens de esmalte e cemento, segundo um escore padronizado. Os dados obtidos foram submetidos à analise estatística, através do teste não paramétrico de Kruskal-Wallis. A análise estatística demonstrou existirem diferenças significativas (p<0,05) entre os materiais em cemento (Vitremer=Z100>F2000) e em esmalte (Vitremer>Z100=F2000), não existindo diferenças significativas entre os grupos com o uso de corante ou grupos controle. Foi possível concluir que o uso de corantes não influenciou  a infiltração marginal dos materiais restauradores testados.

A235

Influência da remoção do colágeno na resistência ao cisalhamento de adesivos frasco único à dentina.

A.K.B. BEDRAN DE CASTRO*, A.T. HARA, V.P.A. SABOIA, L.A.F. PIMENTA

Dentística-FOP-UNICAMP - lpimenta@fop.unicamp.br - Fone: 019 4305340

O objetivo deste trabalho foi observar a influência da remoção do colágeno da dentina na resistência ao cisalhamento da adesivos hidrófilos de frasco único. Foram utilizados 120 dentes bovinos incluídos em resina de poliestireno, lixados até alcançar dentina e divididos aleatoriamente em 6 grupos (n=20): G1- NaOCl-10% + Bond 1 (Jeneric/Pentron); G2- Bond 1 aplicado de acordo com o fabricante; G3- NaOCl-10% + Optibond Solo (KERR); G4- Optibond Solo aplicado de acordo com o fabricante; G5- NaOCl-10% +  Single Bond (3M); e G6- Single Bond aplicado como recomenda o fabricante. Em todos os grupos, a dentina sofreu condicionamento com ácido fosfórico à 37% por 15 seg. sendo, em seguida, lavada e secada. Nos grupos(G1,G3,G5) foi colocada, após condicionamento ácido, uma gota de NaOCl à 10%  por 60 seg., lavando-se subsequentemente por 30s. Os sistemas adesivos foram aplicados e, após sua polimerização, um cilindro de resina Z-100 (3M) foi confeccionado utilizando-se uma matriz de teflon bipartida, e fotopolimerizado. Os espécimes foram armazenados sob umidade em estufa à 37º C por 7 dias. A resistência ao cisalhamento foi obtida em máquina universal de ensaio, com velocidade de 0,5mm/min. Os valores em MPa ± DP, em ordem decrescente de resultado foram: G1 = 13,90 ± 3,16 (a); G5 = 13,90 ± 4,11 (a); G6 = 9,90 ± 2,93 (b); G3 = 9,76 ± 5,66 (b); G4 = 9,29 ± 3,38 (b); G2 = 8.90 ± 3,12 (b). Os testes estatísticos de ANOVA e SIDAK identificaram diferenças estatisticamente significantes representadas por letras diferentes (p£0,05). A remoção do colágeno aumentou significantemente a força de união ao cisalhameto somente para os adesivos Bond 1 e Single Bond. Conclui-se que a remoção do colágeno pode ser uma conduta complementar para otimizar a adesão dos materiais restauradores ao dente, dependendo do sistema adesivo utilizado.

A236

Análise  comparativa da citotoxicidade “in vitro”  de sistemas adesivos.

E. M. SANTOS, S. K. BUSSADORI*, M. M. M. JAEGER

Departamento de Odontopediatria e  Patologia, FO-USP Fone:011 8187902

É inegável o papel que os materiais adesivos têm tido na Clinica Odontopediátrica, sendo importante a avaliação das propriedades destes materiais. Nosso objetivo foi avaliar a citotoxicidade “in vitro”dos sistemas adesivos do tipo single, isto é, primer e adesivo juntos (One step-BI500, Single Bond-3M, Prime Bond 2.1-Caulky/Dentsply), e também com ácido incorporado ao primer e adesivo (Etch & Prime 3.0- Degussa, Clearfill Liner Bond 2-J. Morita). Os materiais foram colocados em lamínulas de vidro, que foram depositadas sobre células em cultura. Foram utilizados fibroblastos NIH-3T3, plaqueados em 1X104 células por placa de Petri. Nas culturas controle as lamínulas de vidro foram adicionadas sem substância. Nos experimentos de longo prazo, sobrevivência celular, os períodos experimentais foram 1, 3, 5 e 7 dias. Nesses períodos efetuamos a contagem celular, em triplicata para cada substância testada, pelo método de exclusão de células coradas pelo azul de Trypan. Observou-se que após o período de 1 dia do contato das substâncias com as células, todos os grupos experimentais, exceto o Clearfill Liner Bond 2, apresentaram viabilidade celular entre 80 e 100%, e a partir deste período, as substâncias provocaram redução da viabilidade celular. Todas as substâncias impediram o crescimento celular, porém das substâncias testadas, o One Step apresentou maior número de células viáveis durante todo o experimento. Nossos resultados suportam a conclusão que o One Step demonstrou ser menos citotóxico em cultura de fibroblastos dos sistemas adesivos testados, e o Clearfill Liner Bond 2, o mais citotóxico.

A237

Resina posterior: influência da extensão da cavidade no comportamento clínico.

R.F.PINHEIRO, A.B.D.A. FREITAS*, E.M.SOUZA, M.H.SILVA E SOUZA JR, M.F.L.NAVARRO

Departamento de Dentística. FOB – USP (014) 235-8265

Buscando-se investigar clinicamente o uso de resina em dentes posteriores, cem restaurações (classe I e II ) em pré-molares e molares inseridas entre 6 meses e 7 anos foram avaliadas. Os critérios de avaliação consideraram extensão da cavidade e localização do término cervical. As restaurações foram classificadas em satisfatórias, insatisfatórias com necessidade de reparo ou de substituição. De todas as restaurações avaliadas neste trabalho 73% apresentavam-se satisfatórias, 14% insatisfatórias necessitando reparo e 13% necessitando substituição. Quanto a localização do término cervical, das que apresentavam este em esmalte, 84% do total, 76,2% eram satisfatórias e 23,8% insatisfatórias. Aquelas com término cervical em dentina/cemento, 16% das restaurações avaliadas, 62,5% estavam satisfatórias e 37,5% insatisfatórias. Quanto à extensão das cavidades, 36% eram conservativas, 26%  de média extensão e 37% extensas. Dentre as conservativas somente 5,5% apresentavam-se insatisfatórias. Cerca de 78% das restaurações de média extensão estavam satisfatórias. Para restaurações extensas 51,4% eram satisfatórias e 48,6% insatisfatórias. A cárie secundária em todos os casos foi a principal causa dos insucessos. Com este trabalho pôde-se concluir que: as restaurações avaliadas apresentaram um comportamento clínico compatível com sua utilização clínica; restaurações com término cervical em esmalte e extensão conservativa tendem a apresentar um melhor comportamento clínico; a reincidência de cárie foi a principal causa para indicação de substituição das restaurações.

A238

Avaliação da resistência de união ao cisalhamento de materiais híbridos à dentina em função do tratamento da dentina.

L.A.PALOSCHI*; A.L.F.BRISO; L.A.F.PIMENTA,

FOP - UNICAMP - email: lpimenta@fop.unicamp.br  Fone: 019 4305340

O objetivo desse trabalho foi avaliar a resistência ao cisalhamento de materiais híbridos de ionômero/resina composta, em dentina, com aplicação ou não de ácido fosfórico previamente à aplicação dos sistemas adesivos que os acompanham. Foram preparados 76 corpos de prova com dentes humanos  incluídos em resina de poliestireno. Os corpos de prova foram divididos aleatoriamente em 4 grupos: Grupo1–Dyract com condicionamento ácido(DCA), Grupo2–Dyract sem condicionamento ácido(DSA), Grupo3–Vitremer com condicionamento ácido(VCA), Grupo4–Vitremer sem condicionamento ácido(VSA). Os dentes foram desgastados com lixa de Al2O3  até exposição da dentina e depois foram aplicados os materiais com auxílio de uma matriz de teflon bipartida com auxílio de seringa Centrix. Em seguida, os corpos de prova foram armazenados por 24 dias em ambiente úmido. O teste de cisalhamento foi realizado em máquina de Ensaio Universal com velocidade de 0,5mm/min. Os resultados foram (MPa): Grupo1-DCA=15,29 +/- 3,38 (a); Grupo2-DAS=15,28 +/- 3,81 (a); Grupo3-VCA=7,76 +/- 2,38 (b); Grupo4-VSA=7,00 +/- 2,64 (b). A análise estatística (ANOVA  e SIDAK) ao nível de 5% apontaram diferença estatisticamente significativa entre os materiais Vitremer e Dyract porém não houve diferença com relação ao condicionamento ácido da dentina. Conclui-se que a realização ou não do tratamento prévio com ácido fosfórico, não aumenta a força de união à dentina dos materiais híbridos testados. FAPESP # 98/2535-7

A239

Avaliação em MEV e EDX da microinfiltração em preparos com laser de Er:YAG

F. ROBLES*, A. RAMOS, D. ZEZELL, C.P.EDUARDO

Departamento de Dentística – Faculdade de Odontologia da USP - IPEN - (011) 275-0125

O objetivo deste estudo foi determinar através de  microscopia eletrônica de varredura e análise por energia dispersiva de raio-x a microinfiltração de cavidades de Classe V preparadas com o laser de Er:YAG. Foram utilizados 36 terceiros molares extraídos por indicação, divididos em 3 grupos: G 1 (grupo controle – cavidades preparadas com alta rotação) e G2 e G3 (cavidades preparadas com o laser de Er:YAG). Após os preparos todos os dentes foram restaurados seguindo o seguinte protocolo: G1- ácido fosfórico + adesivo dentinário (Single bond) + resina composta (Z100); G2 – igual ao G1; e G3 – adesivo dentinário + resina composta, sem utilizar o condicionamento ácido. Posteriormente os espécimes foram polidos, termociclados entre 5° e 55° C, por 600 ciclos, com intervalos de 60 segundos, impermeabilizados com esmalte cosmético vermelho excetuando a região da restauração e 1,0 mm ao seu redor e imersos em solução de nitrato de prata a 50% por 24 horas em ausência de luz. Após lavagem e secagem, foram imersos em solução fotoreveladora por 8 horas para promover a redução dos íons de prata para prata metálica. Sequencialmente, foram incluídos em resina quimicamente ativada e seccionados com disco de diamante sob refrigeração. Secções de cada grupo foram secadas, removidas da resina, montadas em stubs de alumínio, cobertos com ouro e colocados sob vácuo para serem observados. Pontos na interface dente-restauração foram escolhidos para a análise por energia dispersiva de raio-x (EDX) com o objetivo de determinar a porcentagem de peso atômico dos elementos de Ca e P (correspondentes à estrutura dental) Ag (material traçador – nitrato de prata) e Si (material restaurador). Concluiu-se que a microinfiltração ocorrer na interface dente-restauração, e progride para dentro dos túbulos dentinários e, em peso atômico, uma mínima porcentagem de prata foi encontrada nos Grupos 1 e 2 e uma grande porcentagem no grupo  3 (Laser de Er:YAG  sem condicionamento ácido), indicando que o condicionamento ácido é fundamental para a redução da microinfiltração, tanto em preparos realizados com alta rotação, tanto realizados com o laser de Er:YAG.

A240

Resistência à tração de dois sistemas adesivos dentinários utilizando duas técnicas de inserção da resina composta.

A. CASSONI*, M.N. YOUSSEF, V.L. MOLDES

Departamento de Dentística, Faculdade de Odontologia da USP - SP - (011) 3039-0204

Foram confeccionados 60 corpos de prova através do desgaste vestibular de pré-molares incluídos em resina acrílica. Dois sistemas adesivos foram utilizados: Prime & Bond 2.1 (Dentsply) que é um sistema adesivo baseado em acetona, sem água e monocomponente e o Clearfil Liner Bond 2 (Kuraray) que usa um agente condicionante/primer único. Esses 60 dentes foram divididos em 4 grupos de 15 dentes: no grupo 1 foi utilizado o Prime & Bond 2.1 com a resina composta (Z100 - 3M) inserida através da técnica incremental; no grupo 2 foi utilizado o Clearfil Liner Bond 2/técnica incremental; no grupo 3 foi utilizado o Prime & Bond 2.1/incremento único e no grupo 4 o Clearfil Liner Bond 2/incremento único. Para os grupos 1 e 2 a resina composta foi polimerizada em camadas, em média de 1 mm cada, com tempo de exposição de 40 segundos, até o preenchimento total da matriz cônica de teflon com 3 mm de altura. Para os grupos 3 e 4 após a inserção da resina composta até que a matriz fosse completamente preenchida, realizava-se a fotopolimerização durante 40 segundos. Após o teste de tração, os resultados obtidos para o grupo 1 foi de 13,22 MPa, para o grupo 2 foi de 16,29 MPa, para o grupo 3 foi de 9,43 MPa e para o grupo 4 foi de 17,37 MPa. Após a análise estatística com o ANOVA e o teste de Tukey observou-se que os resultados obtidos apresentaram diferenças estatisticamente significantes entre si, com exceção dos grupos 2 e 4, podendo concluir que não houve diferença entre as técnicas incremental e única com o Clearfil Liner Bond 2 e houve diferença entre as técnicas incremental e única com o Prime & Bond 2.1. O sistema adesivo Clearfil Liner Bond 2 apresentou maiores valores de resistência à tração do que o sistema adesivo Prime & Bond 2.1.

A241

Avaliação da  profundidade de penetração em  fissuras, de materiais ionoméricos.

K. C . S. ABREU *,  M.A.A.M. MACHADO, B. G. VONO.

Departamento de Odontopediatria. Faculdade de Odontologia de Bauru / USP. (014) 235 8218

O objetivo deste trabalho foi avaliar a profundidade de penetração de quatro materiais contendo ionômero de vidro, utilizados como selante em fissuras oclusais. Foram selecionados 40 pré molares superiores hígidos, recém extraídos, por indicação ortodôntica, divididos em quatro grupos, de dez dentes, distribuídos e identificados de acordo com o material selador correspondente: I- Vidrion C (S.S.WHITE); II- Fuji IX ( GC ); III- Vitremer ( 3M ); IV- Vitro seal alpha ( DFL ). Todos os dentes foram submetidos a um tratamento da superfície oclusal, através de profilaxia coronária com jato abrasivo de bicarbonato de sódio e condicionamento ácido com ácido fosfórico a 37% por 20 segundos. Em seguida, os dentes foram seccionados no sentido vestíbulo-lingual da coroa dentária, abrangendo toda extensão das fissuras, obtendo-se quatro fatias de aproximadamente 200 micrômetros de espessura, as quais foram limpas, regularizadas com lixas d’água de granulações de 320, 600 e 1200. Os espécimes foram analisados microscopicamente para visualização da profundidade de penetração dos selantes, atribuindo-se escores de avaliação. A análise estatística empregando-se o teste de Kruskall-Wallis e Miller, demonstrou haver diferença significante entre os grupos testados, com um nível de significância de p< 0,01 apenas para os grupos I x III e II X III. As informações obtidas, permitem-nos concluir que o material Vitremer, penetrou mais efetivamente nas fóssulas e fissuras oclusais, quando comparado com o Vidrion C e o Fuji IX.

A242

Microinfiltração com/sem camada híbrida em restaurações com resina condensável

K. B. Campos*, R. C. R. Carvalho, E. M. A. Russo

Departamento de Dentística - FOUSP - Fone/Fax:(011)818-7839

A remoção, através do hipoclorito de sódio, das fibras colágenas da dentina após sua desmineralização, tem sido proposta na busca por uma interação maior entre adesivo/substrato dentinário (Vargas et al., Oper. Dent., 22:159-166, 1997). O uso de uma resina de baixa viscosidade (flow) sob restaurações de resina composta tem sido indicado para compensar a teoria “shock absorver” (Perdigão et al., Int. Dent., 44:349-359,1994). Este trabalho avaliou a microinfiltração em restaurações classe II, quando removida fibras colágenas e colocada uma camada de resina flow sob a resina composta condensável. Preparou-se slots verticais mesiais e distais em 16 terceiros molares, e dividiu-se em 4 grupos. Feito o condicionamento com ácido fosfórico (37%) por 15 seg., lavou-se e secou-se. Seguiu-se os seguintes tratamentos: G1-Bond-1®/Alert™, G2-NaOCl (10%-1min.)/Bond-1®/Alert™, G3-Bond-1®/Flow-it®/ Alert™ e G4-NaOCl (10%-1min.)/Bond-1®/Flow-it®/Alert™. Em seguida, foi dado acabamento, polimento e, na face oclusal, o glaseamento (Protect-it®). Após a ciclagem térmica, foram imersos em solução de AgNO3 (50%) por 8hrs. Revelada a substância traçadora, as amostras foram seccionadas mésio-distalmente e analisadas na parede gengival e axial  por 3 examinadores. Com os resultados, foi feita a análise estatística (Kruskal-Wallis-nível de significância 5%). Na parede axial houve diferença estatística apenas entre G3 e G4. Na parede gengival não houve diferença estatística entre G1/G3 e G2/G4, mas sim entre G1/G2 e G3/G4, sendo para G2 e G4 os menores valores. A microinfiltração não foi reduzida com o uso da resina flow, entretanto diminuiu com o uso do hipoclorito de sódio.

Financiamento: FAPESP

A243

Resistência adesiva em dentina aferida por micro-tração, cisalhamento e tração.

P. E. C. CARDOSO; M. R. O. CARRILHO*; R. R. BRAGA

Depto. de Materiais Dentários da FOUSP - São Paulo.  (fax(011)8187840.

O objetivo do trabalho foi comparar as médias de resistência adesiva obtida pelos testes de micro-tração, cisalhamento e tração. Os sistemas adesivos utilizados foram Single Bond(3M)a; Scotchbond Multi-Uso Plusa, Etch & Prime 3.0 (Degussa). Molares hígidos tiveram dentina exposta em três de suas faces lisas. Para os testes de tração e cisalhamento, troncos de cone com 3mm de altura e 3mm de diâmetro foram confeccionados em resina composta (Z100a) sobre a dentina, e os corpos-de-prova armazenados em água destilada a 370C por 24h foram testados numa máquina de ensaios universal (Wolpert). Para micro-tração, um bloco de resina composta de 5mm de altura foi construído sobre toda superfície de dentina e o conjunto armazenado como os demais. Então, através de um disco de diamante, foram obtidos, por cortes perpendiculares à interface, corpos-de-prova com secção transversal de 0,25mm2 e 10 mm de comprimento, que foram submetidos ao teste. A velocidade utilizada em todos os testes foi 0,5mm/min.

                                                                        Micro-tração                     Cisalhamento                      Tração               

Single Bond (SB)                                         34.60 ± 10.88a                   12.96 ± 5.37b                            9.34 ± 4.33d       

Scotchbond MP(SBMP)                             32.74 ± 12.52a                     9.65 ± 4.78b,c                         6.49 ± 2.85d,e        

Etch & Prime3.0 (EP)                                   27.77 ± 7.88a                       6.43 ± 2.8c                               4.18 ± 2.09e           

Valores marcados pela mesma letra são estatisticamente semelhantes(p>0.05)(Média±Desvio padrão)

Concluiu-se que: 1) Os três adesivos se comportaram de maneira estatisticamente semelhante quando submetidos à micro-tração, sendo as médias maiores do que nos demais testes;2) As diferenças entre adesivos no teste de cisalhamento também foram verificadas no teste de tração(SB>EP).

A244

Microinfiltração em cavidades proximais restauradas com cimento de ionômero de vidro.

S.I. MYAKI, P.M. HAYASHI*, M.C. VIEIRA, M. FAVA, I. BALDUCCI.

Disc. Odontopediatria - FOSJC - UNESP. Tel: (012) 321 8166.

O objetivo deste estudo in vitro foi de avaliar a infiltração marginal em cavidades proximais restauradas com duas marcas comerciais de cimento de ionômero de vidro desenvolvidas para a técnica do Tratamento Restaurador Atraumático (TRA). Foram utilizados 10 pré-molares superiores, clinicamente hígidos, recém-extraídos, onde foram confeccionados preparos cavitários do tipo “slot” vertical nas faces mesial e distal. No Grupo 1 (n=10), as restaurações foram realizadas com o cimento de ionômero de vidro Fuji IX (GC Corporation). No Grupo 2 (n=10), utilizou-se o cimento de ionômero de vidro Ketac Molar (ESPE). Para ambos os materiais, seguiu-se as recomendações dos fabricantes. Todos os espécimes foram termociclados (500 ciclos - 5oC e 55oC - 30 segundos em cada banho), impermeabilizados na região radicular e receberam a aplicação de duas camadas de esmalte de unha, deixando-se um “janela” de aproximadamente 1 mm na margem cervical das restaurações. A seguir foram imersos durante 4 horas em solução de azul de metileno a 0,5%. Após, foram seccionados no sentido mésio-distal e avaliados quanto à infiltração marginal. Os resultados demonstraram que os dois materiais não foram capazes de impedir totalmente a microinfiltração na interface dente-restauração. Os dados foram analisados utilizando-se o Teste de Mann-Whitney (P>0,05). Concluiu-se que não houve diferença significante na infiltração marginal entre os dois materiais avaliados.

A245

Avaliação de resina composta para restaurações como agente cimentante de braquetes ortodônticos

F. NAUFF*, G. M. GARONE, R. S. C. SANTOS, A. TORTAMANO

Depto. de Ortodontia e Odontopediatria, FOUSP-SP Tel: (011) 818-7812

Este estudo teve como objetivo avaliar a possibilidade da utilização de uma resina composta fotoativada (Z100 - 3M) na cimentação de braquetes metálicos ortodônticos, comparando sua resistência à tração com uma resina composta quimicamente ativada, desenvolvida especificamente para este fim. Foram utilizados 24 dentes pré-molares íntegros, recém extraídos por motivo ortodôntico, conservados em soro fisiológico e mantidos a 37oC. Estes dentes foram divididos em dois grupos de 12 cada, nos quais se colaram braquetes metálicos (Lancer). No grupo I (controle) foi utilizado o cimento ortodôntico Concise (3M), e no grupo II utilizou-se a resina composta para restaurações Z100 (3M), conforme as especificações do fabricante.  Os dentes foram incluídos em resina acrílica com a base do braquete perpendicular à garra de tração e posteriormente submetidos à ciclagem térmica (700 ciclos, 5oC/55oC, 1 minuto de imersão). Foi aplicado nas amostras o teste de tração (Instron 4400),  em seguida o Teste T (Student) na análise estatística dos dados  obtidos, obtendo os seguintes resultados (Média da Amostra  ± Desvio Padrão): Grupo I = 10,9311 ±  3,7184 MPa e Grupo II = 10,1700 ± 1,3053 MPa. Não houve diferença estatística significante entre as duas amostras. Concluiu-se que a resina composta fotopolimerizável Z-100 apresenta resistência suficiente como agente cimentante de braquetes metálicos ortodônticos. 

A246

Resistência ao cisalhamento de amálgama reparado com diferentes ligas e proporções de mercúrio.

W. T. OLIVEIRA Jr; R. S. NAVARRO; G. V. ESTEVES; M. N. YOUSSEF.

Dept. de Dentística- Faculdade de Odontologia da USP- S. P.- Brasil. 011- 818-7843.

O reparo das restaurações de amálgama de prata é um procedimento cada vez mais realizado na prática clínica; sendo alvo de diferentes estudos, a viabilidade e a busca de resultados satisfatórios de tal procedimento. O objetivo deste estudo foi avaliar a resistência ao cisalhamento do amálgama reparado (Duralloy- proporção liga/mercúrio 1:1) com diferentes ligas de amálgama (Luxalloy, Velvalloy, Standalloy) em diferentes proporções liga/mercúrio (1:1 e 1:1,5), não sendo realizado nenhum tipo de tratamento superficial previamente a reparação do amálgama. Confeccionaram-se 15 corpos de prova circulares, com 2 mm de profundidade e 5 mm de diâmetro, para cada grupo, num total de 90 amostras. Após 7 dias de armazenamento em água destilada a 37°C, com auxílio de uma matriz de teflon, cilindros de amálgama foram inseridos nos corpos de prova. Após a ciclagem térmica (600 ciclos 5/55°C) e 30 dias de imersão em água destilada a 37°C, os corpos de prova foram submetidos ao teste de cisalhamento na máquina de ensaio mecânico Wolpert -Werke (0,5 mm/min). Os resultados foram submetidos aos testes estatísticos ANOVA e Tukey (5%), sendo possível concluir que: os tipos de ligas utilizadas não apresentaram diferenças estatisticamente significantes, portanto a combinação das ligas não influenciou na resistência do amálgama reparado; a proporção liga/mercúrio 1:1 apresentou resistência ao cisalhamento estatisticamente superior a 1:1,5.

A247

A influência da umidade dentinária na resistência de sistemas adesivos.             

G. D. S. PEREIRA*, L.A.M.S. PAULILLO.

Departamento de Dentística – FOP/ UNICAMP. E-mail: gdspereira@yahoo.com

O objetivo deste estudo foi avaliar a resistência ao cisalhamento de dois sistemas de adesivos aplicados à dentina, que apresentava diferentes níveis de umidade. Foram utilizadas superfícies em dentina de terceiros molares íntegros, armazenados em solução de formol a 10%. Após o condicionamento com ácido fosfórico a 35% por 15 segundos e lavagem com jatos de água, foram empregados sete métodos de secagem dentinária: sem secagem (dentina sobremolhada); jatos de ar por 30 segundos; jatos de ar por 5 segundos; bolinhas de algodão seco; bolinhas de algodão úmido; pincel “microbrush” e papel absorvente. O sistema Prime & Bond 2.1 foi aplicado em metade das amostras e na outra metade utilizou-se o sistema Scotchbond Multi Uso. Cilindros foram confeccionados com a resina composta Z-100 na área delimitada para a adesão. Após 7 dias de armazenamento, os corpos-de-prova foram submetidos ao ensaio de resistência ao cisalhamento. O teste t-Student apontou os resultados:  G9= 23,2 MPa (a), G3= 21,3 MPa (ab), G2= 19,5 MPa (bc), G10= 18,6 MPa (bc), G14= 16,3 MPa (cd), G8= 16,1 MPa (cd), G4= 14,6 MPa (de), G13= 14,0 MPa (de), G11= 13,9 MPa (de), G7= 13,5 MPa (de), G12= 12,1 MPa (e), G1= 8,2 MPa (f), G5= 2,7 MPa (g), G6= 2,4 MPa (g). Através da análise estatística concluiu-se que os valores de adesão para o sistema Prime & Bond 2.1 foram estatisticamente maiores quando este adesivo foi aplicado nas superfícies dentinárias úmidas. Por outro lado, boas médias de resistência ao cisalhamento para o siatema Scotchbond Multi Uso foram obtidas quando este foi aplicado ao substrato seco e úmido após sua secagem. Ambos adesivos apresentaram uma menor resistência adesiva quando aplicados ao substrato sobremolhado, onde nenhum método de secagem foi empregado.

A248

Resistência à remoção por cisalhamento de um sistema bioadesivo acrílico intra-bucal.

V. PEDRAZZI1*, H. PANZERI1, J.O. DEL CIAMPO2, EHG. LARA2

1FORP-USP, 2FCFRP-USP (016) 627-4728

Sistemas bioadesivos acrílicos intra-bucais para a liberação programada de fármacos podem permanecer aderidos ao esmalte dental e a aparatos protéticos fixos ou removíveis, com finalidade preventiva e/ou terapêutica, para um universo de aplicações clínicas. Um sistema à base de PMMA/MMA/HEMA (polimetil metacrilato/metil metacrilato/2 hidroxietil metacrilato), foi desenvolvido tendo o fluoreto de sódio como princípio ativo. Este sistema foi avaliado quanto à sua resistência à remoção por meio de teste físico de cisalhamento, em um equipamento apropriado semelhante ao recomendado pelo Boletim ISO/TR 11405:1994(E), Dental materials: 1994, a Máquina Universal de Ensaios Modelo M.E.M. 2000®, com célula de carga 50 kgf e à velocidade de t = 50±2 N/min. Dois substratos (dentes humanos recém extraídos e bases acrílicas de prótese) foram empregados para a obtenção de 96 corpos de prova, e quatro sistemas adesivos (éster de cianoacrilato, Sistema de União ao Esmalte-3M® com ou sem condicionamento ácido prévio do esmalte, MMA/HEMA ou PMMA/MMA/HEMA) foram escolhidos para a fixação dos dispositivos acrílicos a um dos substratos. Saliva artificial ou água destilada foram utilizadas como meio de conservação dos conjuntos substratos/sistemas bioadesivos bucais até o momento antecedente aos ensaios. À análise estatística (Análise de Variância), o conjunto bioadesivo acrílico/base acrílica de prótese/sistema adesivo à base de éster de cianoacrilato, mostrou ser o mais resistente à remoção física por cisalhamento, e de mais baixo custo operacional. A forma semi-convexa inédita dos dispositivos acrílicos desenvolvida para este trabalho, contribuiu em muito para a comodidade de uso intra-bucal, sugerindo seu uso sob quase todas as situações clínicas existentes.

A249

Técnica da Ativação Simultânea :uma nova alternativa clínica.

S. L. PINHEIRO*, D. A. DUARTE, M. ODA, E. MATSON

Departamento de Odontopediatria - Faculdade de Odontologia da USP - (011) 549-7389

A proposta do presente estudo foi avaliar a união entre a Resina Composta fotoativada (Z100) e o C.I.V. (Vidrion e Vitremer). A Resina Composta fotoativada foi inserida sobre o C.I.V. sem que este último tomasse presa (Técnica da Ativação Simultânea), visando a diminuição do tempo de trabalho clínico, meta principal na Clínica Odontopediátrica. Para o grupo controle foi utilizada a Técnica Sanduíche (Aust Dent J, 34: 136-146, 1989; Braz Dent J, 8: 73-78, 1997; Biomaterials, 19: 485-494, 1998). Foram utilizados 40 dentes decíduos do Banco de Dentes da USP. Nestes dentes foram preparadas cavidades de 2mm de diâmetro com brocas diamantadas (1033) com profundidade de aproximadamente a parte ativa da broca. Estes dentes foram então distribuídos em 4 grupos (10 dentes em cada grupo), a saber: Grupo 1: Inseriu-se o Vidrion na cavidade, sobre este foi aplicado o adesivo (fotopolimerizado-10seg) e colocado a Resina Composta (fotopolimerizada-40seg). Grupo 2: Foi feita a Técnica Sanduíche (Vidrion/Resina Composta), que consiste no condicionamento ácido do C.I.V. após sua presa final. O grupo 3: Foi utilizado o Vitremer com a Técnica da Ativação Simultânea (Grupo 1). Grupo 4: Foi utilizado o Vitremer com a Técnica Sanduíche (Grupo 2). Foi feito então o ensaio de tração na Instron 4442. A análise estatística foi realizada primeiramente através do Teste F, e em seguida utilizou-se o Teste de Turkey ao nível de 5% de confiança. Podemos observar que não houve diferença estatisticamente significante entre os grupo 1 e 2; 3 e 4. Portanto, a Técnica da Ativação Simultânea passa ser uma realidade na Clínica Odontopediátrica, com a redução do tempo de trabalho.

Apoio financeiro: CAPES

A250

Avaliação clínica de materiais híbridos  ionômero/resina composta utilizados como selantes.

L. R. LUCA-FRAGA*, L. A. F. PIMENTA

Depto de Odontoclínica, UFF Depto de Odontologia, UNICAMP. Brasil – Fone: 021-711-3896

Os materiais híbridos, denominados ionômero de vidro modificado por resina composta e resina composta modificada por poliácido, combinam muitas características dos cimentos ionoméricos e resinas compostas. Estes materiais não apresentam os aspectos críticos, durante a fase de manipulação e presa, que é uma característica dos ionoméricos, e apresentam maior resistência a fratura e ao desgaste (Glass. J dent Res.., 61:1304-83 [Special issue]. 1982.; Mathis & Ferracane. Dent. Mater  5: 355-8, 1989). O objetivo deste estudo foi avaliar clinicamente os materiais híbridos Vitremer (3M) e Dyract (Dentsply), quando usados como selantes de fóssulas e fissuras, utilizando-se a técnica do condicionamento ácido do esmalte. Os materiais foram aplicados em primeiros molares inferiores homólogos de 100 crianças na faixa etária de 7-8 anos. Foram realizadas avaliações clínicas aos 6 e 12 meses, quando foram encontrados índices de  retenção completa de 95.9% e 85.7% para Dyract e Vitremer, respectivamente, indicando uma diferença estatisticamente significante (OR=7,83). Os materiais híbridos demonstraram efeito protetor contra a cárie estatisticamente significante em relação a um grupo controle, aos 6 (OR=18,80) e 12 (OR=13,43) meses. Pode-se concluir, através deste estudo, que os materiais híbridos ionômero de vidro/resina composta são eficazes para o selamento de fóssulas e fissuras, aplicando-se previamente a técnica do condicionamento ácido do esmalte.

Apoio financeiro: FAPESP

A251

Microinfiltração em restaurações de cimento de ionômero de vidro híbrido associado ou não a um adesivo fluoretado.

M.L. TAKEUTI*, C.R.M.D. RODRIGUES, S.I. MYAKI, L.E. RODRIGUES Fo, T. ANDO.

Disc. Odontopediatria. FOUSP e FOSJC UNESP - (011) 5589-8347

O objetivo deste estudo in vitro foi verificar a infiltração marginal em dentes decíduos restaurados com cimento de ionômero de vidro modificado por resina (Vitremer - 3M), com aplicação prévia ou não de um sistema adesivo monocomponente fluoretado (Prime & Bond 2.1 - Dentsply). Foram preparadas cavidades classe V em 20 dentes decíduos anteriores, divididos em dois grupos: G1 (n=10): controle, com as restaurações realizadas seguindo-se as recomendações do fabricante. G2 (n=10): experimental, com condicionamento com ácido fosfórico a 10% e aplicação do sistema adesivo monocomponente fluoretado previamente à inserção do Vitremer. Em todas as amostras o cimento de ionômero de vidro modificado por resina foi inserido com uma seringa Centrix e fotopolimerizado por 30 segundos. Após o polimento, as amostras foram submetidas a ciclagem térmica (5oC e 55oC - 500 ciclos), impermeabilizadas e imersos em azul de metileno 0,5% por 4 horas. Em seguida, os espécimes foram seccionados longitudinalmente para análise da infiltração do corante. Os resultados demonstraram altos valores de infiltração marginal, e após submetidos à análise estatística (Teste de Kruskal-Wallis) observou-se que não houve diferença estatisticamente significante nos resultados do grupo experimental quando comparado ao grupo controle.

A252

Avaliação de restaurações classe II de resina composta pré-existentes.

M. C. PATROCÍNIO*, L. MARCHINI, R. M. F. SAMPAIO, M. A. M. ARAÚJO, M. C. VALERA

Depto. Odont. Rest., Fac. Odont. UNESP, S. J. Campos, SP - (12) 221-4581

Devido à discordância existente na literatura sobre a conveniência ou não do uso da resina composta em restaurações em dentes posteriores, o presente trabalho teve por objetivo avaliar o estado atual de restaurações classe II de resina composta em pacientes aleatoriamente escolhidos no ambulatório da FOSJC-UNESP, de modo a permitir a visualização da incidência de acertos e erros neste tipo de tratamento. Para tanto, dois avaliadores foram calibrados no uso dos critérios definidos pelo USPHS em um nível predeterminado de concordância (mínimo de 85%) inter e intra examinador. Os dentes a serem avaliados foram submetidos a profilaxia com taça de borracha e pedra pomes, lavados com spray de água, secos com jato de ar e examinados visualmente com ajuda de sonda exploradora nº5. Radiografias interproximais dos dentes foram realizadas para avaliação de cárie nas regiões mesial e distal. Desta forma, foram avaliadas 65 restaurações, em 34 pacientes com média de idade de 34,11 anos. Com a metodologia empregada, pode ser observado que as características inaceitáveis apresentaram-se nas seguintes percentagens para cada item analisado: cor-29,23%; textura superficial-10,77%; fratura-1,54%; recidiva de cárie-6,15%; infiltração marginal-15,38%; adaptação marginal-16,92%; coloração marginal-23,08%; ponto de contato-12,07%; alteração gengival-13,85%; indicação-32,31% e alteração de contorno-32,31%. Selecionando os fatos mais relevante dentre os resultados obtidos, pode-se concluir que ocorreu pequena incidência de recorrência de cárie e fraturas, mas aproximadamente um terço das mesmas possuíam cor e indicação inadequadas.

A253

Influência do NaOCl na resistência à tração de adesivos hidrofílicos

C. CASTIGLIA, H. BECK, J. BIANCHI, L. E. RODRIGUES FILHO, P. F. CESAR*

Materiais Dentários - FOUSP - (011) 818-7842 - email: p-paulof@siso.fo.usp.br

Algumas dúvidas a respeito da importância da camada híbrida na resistência da união de adesivos hidrofílicos nos levam a pensar na remoção da rede de colágeno por meio da aplicação de hipoclorito de sódio (NaOCl) sobre a dentina. O objetivo deste estudo foi avaliar a resistência à tração de 2 adesivos: Scothbond Multiuso (SBMU) e One Step (OS), sob 2 condições de tratamento da dentina: 1. somente condicionamento ácido e 2. condicionamento ácido seguido de NaOCl. O corpo de prova constituiu-se de um fragmento de dentina incluído em um cilindro de resina acrílica em que, após a aplicação do adesivo, foi construído um cone de resina composta (diâmetro da área de colagem=3mm). Os 40 espécimes foram divididos em 4 grupos sendo que em 2 deles (controles) foi aplicado somente ácido fosfórico a 37% e nos outros 2, após o ácido, foi aplicado NaOCl a 10% por 30s. Todos as outras etapas seguiram as recomendações dos fabricantes. Após a estocagem por 24 horas em água destilada a 37°C, os corpos de prova foram testados em uma máquina Wolpert-Werke a uma velocidade de 0,5mm/min. Os resultados, em MPa, foram os seguintes (média ± desvio padrão): SBMU: 9,6±2,4, OS: 10,3±3,7, SBMU+NaOCl: 4,5±1,2, OS+NaOCl: 10,2±2,6. O teste ANOVA mostrou que o grupo SBMU+NaOCl apresentou média significantemente menor em relação aos outros 3 grupos. Pode-se concluir então que a união promovida pelo adesivo que contém água como solvente (SBMU) foi afetada negativamente pela remoção da rede de colágeno enquanto que o adesivo que contém acetona (OS) não teve a resistência adesiva afetada.

A254

Efeito do clareamento dental caseiro na resistência ao cisalhamento de restaurações de resina composta.

P.M.R. MORAIS* 1, I. T. CAMPOS2, L.A.F. PIMENTA2.

1) F.O.UFBA – Salvador, BA - (071) 357-1693  /  2) F.O. P./UNICAMP – Piracicaba, SP

O objetivo deste trabalho in vitro foi avaliar quantitativamente, através de testes de resistência ao cisalhamento, o efeito do clareamento caseiro com Peróxido de Carbamida a 10% (Nite-White), em função do tempo, sobre a adesão pré-existente de resinas compostas ao esmalte dental. Para este estudo foram utilizados 100 fragmentos de esmalte bovino, incluídos em resina de poliéster e lixados até a exposição de uma superfície plana de esmalte. Cilindros de resina composta (Z100), com 3mm de diâmetro e 5mm de altura, foram aderidos a essa superfície, e os corpos de prova divididos em 5 grupos (n=20) de acordo com o tempo decorrido após o clareamento caseiro: 1- Controle (grupo não submetido ao clareamento); 2- T0 (avaliado imediatamente após o término do clareamento); 3- T7 (7 dias após o término do clareamento); 4- T14 (14 dias após a conclusão do clareamento); 5- T21 (21 dias após o final do clareamento). Para avaliação da resistência ao cisalhamento dos espécimes, foi utilizada uma máquina de ensaio universal (EMIC–DL 500) a uma velocidade de 0,5mm/min. Os valores médios obtidos (MPa) para cada grupo foram respectivamente: 1- Controle: 19,50; 2-T0: 18,55; 3-T7: 16,16; 4-T14: 18,42; 5-T21: 19,05. A análise dos resultados não mostrou diferença estatisticamente significante entre os grupos (ANOVA / p>0,05). Logo, pode-se  concluir que o clareamento dental caseiro realizado com Peróxido de Carbamida a 10% não interferiu na adesão pré-existente de restaurações de resina composta ao esmalte dental, nos períodos de tempo avaliados.

A255

Retentividade de resina composta em dentes decíduos, variando o condicionamento.

C. TEBECHRANI*, A. MUENCH, W.G. MIRANDA JÚNIOR, P.E.C. CARDOSO

Materiais Dentários, Faculdade de Odontologia USP-SP  (011) 818-7840.

A finalidade da pesquisa foi determinar a retentividade, por ensaio de tração, de cones da resina composta Z100 (3M) em dentina de dentes decíduos. Foram usados três tipos de ácido e dois tempos de condicionamento (5 e 15 seg). Ácidos: fosfórico a 35% (P35); solução de maléico a 10% (M10) ambos do mesmo fabricante (3M); o 3o foi o fosfórico a 10%, All-Etch (BISCO). O sistema adesivo foi o 3M ScotchbondMR Multi-Purpose Plus (3M). Os dentes seccionados foram embutidos, com resina, em tubos plásticos e a dentina lixada até a granulação 600. Os cones, com área de fixação de 0,015 cm2, de resina foram obtidos, por incrementos, em molde de silicone, polimerizados por 40 seg (lâmpada Optilux-750 mw/cm2). Após 7 dias de imersão em água destilada, foram feitos os testes de retenção. A estatística usada foi a análise de variância e teste de Tukey. As conclusões foram: com o ácido P35 e P10, 15 segundos de condicionamento aumentaram significantemente a retentividade, o que não ocorreu com o M10; a maior retentividade foi obtida com o P10, com 15 segundos de condicionamento.

Médias (MPa) de retentividade (com letras diferentes há diferença, p<0,05;n=16)

                Tempo de Condicionamento (seg)                                                                   Ácido               

                                                                                                                P35                M10                 P10               

                       5                                                                                       4,49 c            7,55 b              7,39 b               

                       15                                                                                     8,94 ab         6,95 bc            10,36 a               

A256

Influência da matriz  na resistência adesiva à dentina.

P. W. R. OSINAGA, P. CHRISTINO NETO, M. F. WITZEL*, A. MUENCH

Materiais Dentários, FOUSP - Fax: 818-7840 / e-mail: g-witzel@siso.fo.usp.br

Várias metodologias relacionadas aos ensaios de tração de juntas adesivas são descritas na literatura. O propósito deste estudo foi comparar a influência de dois métodos de confecção dos corpos-de-prova nos valores obtidos em ensaio de tração. Trinta molares foram desgastados em lixas de granulação de 220 a 600 até a obtenção de superfície dentinária plana, embutidos em anéis plásticos com resina acrílica e divididos em dois grupos (I e II). Para ambos os grupos foram utilizados o adesivo dentinário OptiBond FL (Kerr) e a resina composta TPH Spectrum (Dentsply) conforme recomendações dos fabricantes. A fotoativação foi realizada com um aparelho Demetron-Optilux (intensidade de 590 mW/cm2). No grupo I, foi realizado o procedimento adesivo e em seguida uma matriz bi-partida de poliacetal foi acomodada para a confecção do corpo de resina. No grupo II, a matriz foi acomodada antes do procedimento adesivo e confecção do corpo de resina. Os corpos-de-prova foram armazenados em água destilada a 37oC por 7 dias e submetidos ao ensaio de tração no equipamento Otto Wolpert-Werke à velocidade de 0,5 kp/min. Os valores médios de resistência à tração obtidos (grupo I= 18,4±8,5MPa; grupo II= 9,3±5,8MPa) foram submetidos à ANOVA, apresentando diferença estatisticamente significante (p<0,01). De acordo com os métodos empregados e os resultados obtidos, pôde-se concluir que a acomodação da matriz após o procedimento adesivo gerou valores superiores de resistência à tração.

A257

Influência do preparo de esmalte na resistência adesiva de compósitos.

A.B. MATOS*; J.M. POWERS; W. TATE.

Depto Dentística da FOUSP, São Paulo-SP e Houston Biomaterials Research Center, Houston-TX., (011) 8187839TR:42

A influencia dos tratamentos de superfície e do uso de condicionadores na resistência à tração in vitro de compósitos aderidos ao esmalte dental foi avaliada utilizando ujm sistema de adesivo de componente único. Dentes humanos foram divididos em grupos de 3 tratamentos (nenhum, 27 e 50mm Al2O3 – Air Touch) e 4 condicionadores [nenhum, ácido fosfórico (PA), no-rinse conditioner (NRC) e PA/NRC]. Sistema adesivo (Prime & Bond NT) e resina composta (TPH Spectrum) foram utilizados como cones invertidos. As amostras foram imersas em água por 24 horas a 37oC e tracionadas a 0.5mm/min em uma máquina de ensaio universal. Médias e desvio-padrão (n=5) de resistência à tração (MPa) estão apresentadas na Tabela.

Condicionadores                            Nenhum                        27-µm Al2O3                    50-µm Al2O3

NT                                                     9.3 (3.6)                        10.3 (3.9)                        14.1 (2.3)

PA, NT                                             26.2 (7.2)                      24.1 (3.0)                        17.5 (6.9)

NRC, NT                                          16.3 (7.1)                      12.8 (3.9)                        10.4 (3.7)

PA, NRC, NT                                   20.4 (4.4)                     16.6 (3.3)                         15.0 (4.2)

Os resultados foram submetidos a ANOVA. Os intervalos Tukey-Kramer (p=0,05) para as comparações das médias entre tratamentos e condicionadores foram 1.7 e 2.1 MPa. Sem condicionamento com ácido fosfórico, a abrasão a ar melhorou a adesão. Com condicionamento ácido, a abrasão a ar diminuiu a adesão. NRC melhorou a adesão quando a abrasão a ar e o ácido fosfórico não foram utilizados. Ácido fosfórico e NRC juntos não estão indicados.

Suportado pela Dentsply.

A258

Avaliação da infiltração de diferentes associações entre amálgama e adesivo.

G. DOLCI*; R. PIMENTEL; A. LOGUERCIO; P. C. CARSOSO & A. BUSATO

 (Depto. Odontologia Restauradora FO-UFPEL) ( (0532) 257087 ale@fo.usp.br

O propósito deste estudo foi avaliar, a microinfiltração de diferentes técnicas associando amálgama com um sistema adesivo de múltipla indicação. Foram utilizados 24 dentes molares, que após desinfecção foram armazenados em soro fisiológico. Cada dente recebeu duas cavidades de classe V padronizadas (4mm x 4mm x 2mm), todas com margens em cemento e em esmalte. Os dentes foram divididos em 03 grupos (08 dentes cada), e restauradas com o sistema adesivo Scotchbond Multi-uso Plus (SBMUP) e liga de amálgama Permite C (PC), de acordo com os seguintes grupos: A – SBMUP fotoativado + PC; B – SBMUP na forma dual + PC; C – SBMUP fotoativado e uma 2ª camada na forma dual + PC. Os dentes restaurados foram armazenados por 07 dias, e a seguir termociclados (500 ciclos, 5ºC-55ºC, 15 s. em cada banho) sendo após, inseridos em azul de metileno à 5%. Após 24 horas, foram lavados e desgastados no sentido vestíbulo-lingual. Cada restauração foi avaliada por 02 examinadores, sendo atribuídos valores de 00 a 03, através de lupa microscópica, tanto na parede gengival como na oclusal. Os escores foram compilados e submetidos a análise estatística (teste Kruskall-Wallis). Tabela abaixo (sinais iguais = não há diferença, p<0,01). Baseados neste estudo, os autores concluíram que não houve diferença na parede oclusal e houve diferença na parede gengival, sendo o grupo B o pior grupo.

Oclusal         00          01          02          03          Gengival          00              01             02             03               

A (*)               11          05          00          00           A (*)                08              07              01             00               

B (*)               09          04          01          02           B (+)               02              06              02             06               

C (*)               10          05          01          00           C (*)               08              07              00             01               

A259

Avaliação clínica do desgaste de restaurações de resina composta em dentes posteriores.

A. S. BUSATO; A. D. LOGUERCIO*; A.N. BARBOSA & P. E. C. CARDOSO

(Depto. Odontologia Restauradora - FO-UFPEL) - ( 0532) 257087 – ale@fo.usp.br

O propósito deste estudo foi avaliar, in vivo, o desgaste de restaurações de resina composta em dentes posteriores (classe I e II) após um período de 06 anos. Foram selecionados 13 pacientes, que apresentavam no mínimo, 03 dentes posteriores a serem restaurados, totalizando 103 restaurações. Cada paciente recebeu uma restauração com um dos seguintes materiais: 1- Z-100/3M; 2- Charisma/Kulzer; 3- Tetric/Vivadent. As restaurações foram inseridas na cavidade de acordo com as recomendações dos fabricantes, sendo utilizado para todas as restaurações o sistema adesivo Scotchbond Multi-uso/3M. Essas foram acabadas e polidas e após 01 semana foram moldadas com silicona e, logo a seguir, vazado em gesso especial. Isso foi repetido 06 anos depois, sendo avaliados 11 pacientes, num total de 90 restaurações. Os modelos obtidos foram avaliados (baseline e 06 anos) por 02 examinadores previamente calibrados, de acordo com critérios qualitativos de desgaste através de avaliação indireta. Esses escores foram compilados e submetidos a análise estatística (teste Kruskall-Wallis). Tabela abaixo (letras iguais = não há diferença, p<0,05)

Material          Nº de restaurações                              Dentes                          Classes                Letras               

Z-100              29                                      Pre-molares (13) Molares (16)        I (23) II (06)          A               

CHARISMA   32                                       Pré-molares (15) Molares (17)       I (24) II (08)            B               

TETRIC           29                                       Pré-molares (14) Molares (15)       I (20) II (09)           A,B               

Baseados neste estudo, os autores concluíram que o desgaste foi maior no material 2 e menor no material 1, tendo o material 3 um desgaste intermediário e sem diferença em relação a 1 e 2.

A260

Compômeros: Avaliação in vivo da necessidade ou não do condicionamento ácido.

C. FRANCCI*, S. GERALDELLI, P.E.C. CARDOSO –

NAPEM: Núcleo de Apoio à Pesquisa em Materiais Dentários - Univ. de São Paulo, Brasil - (011) 818-7842

Recentemente o compômero tem tomado espaço no mercado odontológico. Este material consiste de uma fusão de resina composta e ionômero de vidro, ou melhor, uma resina composta modificada por poliácidos. Como em resinas compostas, a união ao esmalte, bem como à dentina é proporcionada por primer/adesivos. Alguns fabricantes preconizam o não condicionamento ácido das estruturas dentais, mas apenas a limpeza das mesmas. O objetivo deste estudo foi avaliar in vivo as interfaces compômero-esmalte e compômero-dentina utilizando-se ou não condicionamento ácido. A hipótese a ser testada foi que o condicionamento ácido poderia resultar em maior penetração dos sistemas adesivos nas estruturas dentais e consequente menor formação de espaços nas interfaces adesivas. Após consentimento dos pacientes envolvidos, 6 pré-molares indicados para extração por motivos ortodônticos tiveram cavidades Classe V preparadas nas faces vestibular e lingual na forma de caixas, sendo condicionadas apenas as cavidades vestibulares. Metade dos dentes foram restaurados pelo sistema (adesivo/compômero) Dyract (Dentsply DeTrey) e a outra metade pelo sistema Compoglass (Vivadent). Os dentes foram cuidadosamente extraídos após 5 minutos do procedimento restaurador, raízes removidas e fixados em glutaraldeído 2,5% por 24 horas. Após fixação, os dentes foram cortados no sentido vestíbulo-lingual em baixa rotação, desidratados, embebidos em resina epóxica, polidos, desmineralizados em HCl 6N por 30 seg, desproteinizados em NaOCl por 10 min e processados para observação sob um MEV Jeol 6300 numa distância de trabalho de 16mm e aumentos de 50 a 10000 X. As interfaces condicionadas apresentaram maior penetração do primer/adesivo na estrutura dental e menor formação de espaços.

A261

Estudo comparativo de eficácia e retenção de selante oclusal com  um selante resinoso e um cimento de ionômero de vidro.

R.S. CENTENARO, R.M. PUPPIN-RONTANI, S.M. KOMATI, M.E. BAGLIONI-GOUVÊA

Área de Odontopediatria – FOP/UNICAMP - (011) 459-5846

O objetivo deste estudo foi comparar a eficácia e retenção do selante oclusal realizado com um selante resinoso (Fluroshield – Dentsply) e um cimento de ionômero de vidro (Fuji IX – GC). Cinqüenta crianças  com idades de 7 a 9 anos cujos 4 primeiros molares permanentes estavam hígidos e completamente erupcionados, totalizando 200 dentes foram selecionadas para este estudo após o consentimento dos pais. Os dentes foram divididos em dois grupos de acordo com o material: Grupo 1 (dentes16 e 36) selados com Fluroshield; Grupo 2 (dentes 26 e 46) selados com Fuji IX. A limpeza prévia dos dentes foi feita com escovas infantis e água. Os dentes foram isolados com reletes de algodão e os materiais foram aplicados segundo instruções do fabricante. Realizou-se exame clínico dos dentes após seis meses com o auxílio de sonda exploradora e refletor de luz. Os resultados após seis meses mostram respectivamente para Fluroshield e FujiIX: 14% e 12% de perda parcial; 1 e  0% de perda total e 70% e 76% de retençao total do material. Os dados  foram submetidos a análises estatísticas  Chi-square e Wilcoxon (p<0,05). Não houve diferença estatisticamente significativa entre a retenção dos produtos estudados. Embora os níveis de retenção tenham sido considerados baixos, não houve incremento no índice de CPOD para ambos os grupos estudados.

A262

Avaliação da adesão de materiais restauradores em dentes decíduos.

A. D. FREITAS*; L. BITTENCOURT; E. CAVALCANTI; K. DIAS; M. S. MIRANDA & M. T. FRANÇA 

Odontopediatria e Dentística - F.O. UERJ e UFRJ - (021) 287-5165

O objetivo deste estudo foi avaliar, a partir da microinfiltração (MIC) e da resistência ao cisalhamento (CIS), a adesão em dentes decíduos de quatro materiais restauradores: Ariston (VIVADENT)-ART, Dyract (DENTISPLY)-DYR, Vitremer (3M)-VIT e Vidrion (SSW)-VID. Foram selecionados sessenta dentes decíduos, 40 para o CIS e 20 para o MIC. Cada grupo foi subdividido em 4 grupos, para os respectivos materiais. Para o CIS, foram confeccionados 40 cilindros de 5mm de altura por 4mm de diâmetro, a partir de matriz de teflon, sobre a superfície dentinária previamente exposta. Após uma semana de armazenamento em 100% de umidade, a 37o C, os corpos de prova foram submetidos ao cisalhamento em  INSTRON a 0,5mm/min. Para o teste de microinfiltração, 20 dentes receberam 2 preparos cavitários tipo classe V por vestibular e lingual, com margens em esmalte e cemento/dentina. Após restaurados, os dentes ficaram estocados sob as mesmas condições do primeiro teste, foram imersos em solução de Nitrato de Prata durante 24h e após inclusão em resina, os dentes foram seccionados. Três examinadores calibrados avaliaram a MIC por escores onde 0=ausência de infiltração a 3=infiltração em direção à polpa. Os resultados do teste de CIS (kgf/mm2) foram analisados estatisticamente por ANOVA, LSD e Tuckey Contrast (p<0,05):ART=1,15+0,79; DYR=1,08+0,47; VIT=0,23+0,09 e VID=0,45+0,16. Os resultados do teste de MIC foram tratados por ANOVA, Kruskal-Wallis e Mann Whitney (p<0,05).Postos Médios Esmalte: ART= 32,38; DYR= 32,92; VIT= 43,28 e VID= 53,42. Cemento: ART= 48,58; DYR= 18,38; VIT= 52,22 e VID= 42,83. Os autores concluíram que numa avaliação global os materiais VID, VIT e ART apresentaram comportamento semelhante e o DYR obteve o pior resultado.

A263

Influência da umidade na adesão de um sistema auto-condicionante à dentina

F. A. SANTOS, M. KURAMOTO JR., E. MATSON, T. M. SALAMI*

Fac. Odontologia, Univ. São Paulo, Dep. Dentística, (011)818-7841

O objetivo do trabalho foi avaliar in vitro a influência da umidade na resistência à tração de um adesivo auto-condicionante (Etch & Prime 3.0, Degussa) aplicado em dentina. Foram utilizados 36 terceiros molares humanos recém extraídos, divididos em três grupos distintos. Os dentes foram incluídos em resina acrílica e desgastados em politriz até a exposição da dentina, seguindo a seqüência de lixas de granulação 120, 240 e 600. Nas amostras do grupo A (n=12) foram seguidas as recomendações do fabricante quanto a manutenção da umidade da dentina. Nas amostras do grupo B (n=12) foi aplicado 0,1 ml de água destilada deionizada com o intuito de aumentar a umidade da dentina., e em seguida executaram-se os procedimentos adesivos recomendados pelo fabricante. As amostras do grupo C (n=12) sofreram um processo de secagem através da manutenção destas em estufa a 37% durante 24 horas com o intuito de desidratar a estrutura dentinária e em seguida os procedimentos foram similares aos das outras amostras. As amostras foram restauradas com resina composta híbrida (Z 100, 3M). Após a estocagem por 24 horas em água destilada a 37 graus Celsius, as amostras foram submetidas ao teste de resistência à tração. Os resultados foram submetidos a análise de variância (F=14,49 e p=0,00003) e teste Tukey (p<0,05), não encontrando diferença significante entre o os grupos A (12,38 MPa ±4,41) e C (10,21 MPa ±1,49) e encontrando-se diferença estatisticamente significante entre estes e o grupo B (5,96MPa ±1,49). Conclui-se que o  aumento da umidade dentinária pode ser prejudicial na resistência adesiva de um sistema adesivo auto-condicionante.      

A264

Avaliação in vitro da microinfiltração em fóssulas e fissuras seladas.

J. P. ANDRADE; K. DIAS*, H. S. A. MELLO.

Departamento de Odontopediatria e Dentística - FO UERJ. Fax: (021) 5876382.

O objetivo deste trabalho foi avaliar, in vitro, a ocorrência de microinfiltração em fóssulas e fissuras seladas com o material resinoso Fluroshield (Dentsply) e o ionômero Fuji II LC (GC America), após ciclos de desmineralização e remineralização, simulando condições de alto desafio cariogênico.  Para tal foram utilizados 30 pré-molares clinicamente íntegros.  Os dentes foram distribuídos, uniformemente, em três grupos: Grupo I (Fluroshield), Grupo II (Fuji II LC) e Grupo III (Controle – sem selante).  Após profilaxia, condicionamento com ácido fosfórico a 37% por 60 segundos e aplicação dos materiais, os dentes foram submetidos às ciclos de desmineralização e remineralização por 14 dias.  A seguir, foram imersos em solução de Nitrato de Prata a 50% por 24 horas, após o que, as coroas foram incluídas em resina e cortadas longitudinalmente no sentido vestíbulo-lingual, para avaliação do grau de microinfiltração na interface esmalte/selante.  Para a classificação da microinfiltração foi utilizado um escore em graus de 0 a 2 sendo o significado do escore 0- ausência, 1- metade do sulco e 2- todo o sulco.  Os postos médios dos resultados foram: G1 = 30,04; G2 = 45,21 e G3 = 77,00.  Os resultados foram tratados estaticamente pelos testes de Kruskal-Wallis e Mann Whitney (p£ 0,05) e mostraram que os dentes selados com Fluroshield apresentaram, significativamente menor microinfiltração que os outros dois grupos.  O grupo Controle  apresentou o pior resultado.  Assim, concluímos que o selante Fluroshield pode ser considerado satisfatório quanto à capacidade de vedação marginal, ao contrário do Fuji II LC, quando utilizado como selantes de fóssulas e fissuras.

Apoio Financeiro: Capes

A265

Microinfiltração em resina condensável associada a resina de baixa viscosidade.        

T. BRAGA*,  E. THOMAZELLI , M. PARAIZO, K.  DIAS.

Departamento de Dentística da UERJ e UFRJ.   Fone: 021 - 587 6382.

O objetivo deste estudo in vitro foi comparar a capacidade de selamento marginal de um sistema restaurador adesivo com e sem a aplicação de uma resina intermediária de baixa viscosidade. Foram preparadas duas cavidades classe V padronizadas em 10 dentes hígidos, recém-extraídos, localizadas nas  faces vestibular e lingual, com uma margem em dentina/cemento, e outra em esmalte. Todos os materiais foram usados de acordo com as instruções do fabricante. No Grupo 1, o sistema adesivo Bond-1 (Jeneric-Pentron) foi aplicado. No Grupo 2, o sistema adesivo + a resina de baixa viscosidade Flow-it (Jeneric-Pentron). Todas as cavidades foram restauradas com a resina condensável Alert (Jeneric-Pentron). Os espécimes foram então armazenados em água  destilada à 37°C por 24 horas, isolados com duas camadas de esmalte de unha, impregnados com uma solução de nitrato de prata à 50%, incluídos em resina epóxi e seccionados. As restaurações foram avaliadas  por três examinadores calibrados, em uma lupa estereoscópica com aumento de 25X.. Foi atribuída uma classificação, de acordo com a penetração do corante, indo de: 0 (ausência de penetração) a 3 (infiltração até a parede axial). Os resultados foram tratados estatisticamente pelos testes ANOVA, Kruskal-Wallis e Mann-Whitney  (p<  0,05). Os postos médios obtidos  foram, numa avaliação global: GR 1 - 38,94 e GR 2 - 42,06; e numa avaliação por região: esmalte - 29,19 e cemento/dentina - 51,81. Não foi encontrada diferença significativamente estatística entre os grupos 1 e 2, e ocorreu maior infiltração em cemento/dentina do que em esmalte.  Baseado nos resultados, os autores concluíram que a utilização de uma resina intermediária de baixa viscosidade não foi capaz de reduzir o grau de infiltração em restaurações de resina composta condensável classe V, com terminação em cemento.

A266

Estudo in vitro da efetividade de uma resina “Flow”no controle da microinfiltração.

M. S. MIRANDA, K. DIAS, F. P. BENITEZ

Dentística, UFRJ e UERJ - Fax: (021) 5876382- e- mail- cervante@uerj.com.br.

O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito de uma resina de baixa viscosidade no controle da microinfiltração em restaurações classe V. Trinta dentes recém extraídos receberam preparos padronizados nas faces vestibular e lingual, com margem oclusal em esmalte e cervical em cemento/dentina, com 3 mm de diâmetro. Os dentes foram divididos aleatoriamente em três grupos e restaurados com: grupo 1–adesivo dentinário Prime Bond 2.1 (Dentsply)+resina TPH Spectrum (Dentsply); grupo 2-adesivo dentinário Prime Bond 2.1+resina de baixa viscosidade (Flow–it-Jeneric/Pentron); e grupo 3– adesivo dentinário  Prime Bond 2.1+resina de baixa viscosidade Flow–it, associada a resina TPH. Após as restaurações, os dentes foram submetidos a 500 ciclos térmicos, de 5 e 55ºC com duração de 30 segundos cada banho, sendo então imersos em solução de nitrato de prata a 50 % por 24 horas e em revelador (Kodak) por 20 minutos. Em seguida, os dentes foram incluídos em resina acrílica, seccionados e a microinfiltração avaliada por 3 examinadores calibrados com uma lupa de 40 aumentos utilizando um score de 0 (ausência de infiltração) a 3 (infiltração em direção a polpa). Os resultados foram analizados estatísticamente por ANOVA pelo teste de Kruskall Wallis p<0,05. Os postos médios foram: global por região-esmalte=41,18 e dentina=79,82 e global por material-gr.1=56,00; gr.2=77,61 e gr.3=57,81. O grupo 1 foi estatisticamente semelhante ao grupo 3 e o grupo 2 apresentou diferença  estatística para os grupos 1 e 3. Os autores concluíram que as técnicas de restauração estudadas foram capazes de controlar a microinfiltração nas margens de esmalte porém  não nas de cemento/dentina.  A resina Flow-it utilizada isoladamente  apresentou a maior infiltração.

A267

Avaliação da citotoxicidade de um adesivo dentinário em Escherichia coli.

M. A. MASIOLI*, M. BERNADO-FILHO, C. R. SILVA, K. R. C. DIAS

Dep.s de Biofísica, Biometria IBRAG/UERJ e Dentística FO-UERJ Tel:(021)587-6382

A biocompatibilidade dos adesivos dentinários ainda não está bem estabelecida, pois, em algumas situações os mesmos podem ser lesivos as células. Assim, é nosso objetivo avaliar o potencial citotóxico de um sistema adesivo monofrasco, Prime e Bond 2.1(P&B)(Dentsply) em culturas bacterianas. Suspensões bacterianas de Escherichia coli AB1157 (selvagem para mecanismos de reparo de lesões no DNA) na fase exponencial de crescimento (2 x 108 cel/ml) em NaCl 0,9% estéril, são tratadas com adesivo ou com Etanol 50% (diluente e controle) por 60 min, a 37o C, com agitação constante. A cada intervalo de 20 min, alíquotas são retiradas, diluídas e plaqueadas em meio rico gelosado. Em seguida, as placas são incubadas em estufa a 37o C, ao abrigo da luz, por um período de 24h . As unidades formadoras de colônias (UFC) são contadas e uma vez obtido o número de sobreviventes em cada tempo de incubação, as frações de sobrevivência (FS) são calculadas, obtendo-se o grau de inativação provocado pelo produto nos diferentes tempos. Os resultados obtidos nos tratamentos indicam que o Etanol 50% não causou inativação celular e o P&B nas concentrações de 5, 20 e 50% foram citotóxicos, visto que levaram a uma elevada inativação celular. Os valores encontrados respectivamente para FS nos tempos 0, 20, 40, 60, foram: Etanol 1; 0.95; 0.98; 0.95; P&B 5% 1; 1.09x10-1; 5.81x10-2; 1.10x10-2; P&B a 20% 1; 3.15x10-4; 8.98x10-6; 1.20x10-7 P&B a 50% 1; 3.60x10-6; 0; 0. Considerando a população celular estudada e os níveis de inativação celular crescente para as maiores concentrações do P&B 2.1, os autores concluem que: a citotoxidade observada pode ser atribuida aos componentes do P&B 2.1 e não ao agente diluente (etanol).

A268

Influência de diferentes intensidades de luz na microinfiltraçã marginal.

K. DIAS; H. A. FILHO; A. F. MONNERAT ; A. T. MELO*.

Faculdade  de Odontologia –UERJ e Instituto de Odontologia UGF, RJ - (021) 572-4807

O objetivo deste estudo foi comparar a microinfiltração em esmalte de restaurações de resina composta, utilizando quatro intensidades de fotopolimerização. Oitenta dentes bovinos incisivos superiores recém extraidos, foram armazenados em soro fisiológico e subdivididos em 4 grupos, em cada dente foi confeccionada uma cavidade classe V na face vestibular com margem apenas em esmalte e posteriormente restauradas com resina composta (TPH Spectrum,I-B1,Denttsply), o aparelho fotopolimerizador utilizado foi Elipar High Light II (ESPE), o qual apresenta uma variação na intensidade de luz. Cada grupo recebeu as respectivas intensidade de luz: Grupo1: 10 seg – 150mW/cm210 + seg – 150mW/cm2. Grupo2: 10 seg–150 mW/ cm2 +10 seg -150 mW /cm2 + 20 seg - 550 mW /cm2.  Grupo3:10 seg -150 mW /cm2 + 30 seg - 550 mW /cm2. Grupo4: 40 seg -550 mW/ cm2. Após  restaurados os dentes foram imersos em solução de Nitrato de Prata a 50% e seccionados mésio-distalmente Três examinadores previamente calibrados avaliaram a infiltração marginal com uma lupa (aumento de 40x), atribuindo escores aos dentes inspencionados de acordo com o grau de infiltração: escore0=ausência de infiltração, escore1=infiltração em esmalte, escore2=infiltração na junção amelodentinária, escore3=infiltração além da junção amelodentinária. Os resultados foram tratados estatisticamente pelo teste Kruskal-Wallis, verificando que não existiu diferença significante entre os grupos testados, a nível de mensuramento de escores a maior infiltração foi no grupo 4 e a menor, no grupo2. Conclui-se que em margens em esmalte, todos os grupos apresentaram baixa ou nenhuma infiltração marginal.

A269

Avaliação da resistência à tração de braquetes ortodônticos unidos ao esmalte e à cerâmica.

N.R. MOREIRA*; M.A.C. SINHORETI; H.M.S. OSHIMA; R.J. CASAGRANDE

Faculdade de Odontologia de Piracicaba - UNICAMP - (019) 430-5348

O número de pacientes adultos que buscam o tratamento ortodôntico tem aumentado nos últimos anos, e freqüentemente os elementos dentais portadores de restaurações cerâmicas são utilizados como pontos de ancoragem para a mecânica corretiva. O propósito deste trabalho foi avaliar a resistência à tração de braquetes ortodônticos metálicos unidos ao esmalte dental e à cerâmica. Para a obtenção das amostras foram utilizados 20 pré-molares humanos hígidos recém extraídos e 20 discos cerâmicos (Duceram, Ducera) para cada grupo, os quais foram incluídos em resina acrílica autopolimerizável. Cada grupo foi dividido em dois, de acordo com o procedimento realizado de cimentação dos braquetes (Dental Morelli), ou seja, utilizando um compósito odontológico ativado quimicamente (Concise Ortodôntico, 3M) ou um compósito fotopolimerizável (Transbond XT, 3M). Todos materiais foram manipulados seguindo as instruções dos fabricantes. Após a cimentação, os corpos-de-prova foram armazenados em água a 37ºC por 24 horas, e em seguida levados a uma máquina de testes Instron com velocidade de 0,5 mm/min. para o ensaio de tração. Os resultados foram submetidos à análise de variância e ao teste de Tukey em nível de 5%. Pôde-se concluir que em esmalte, os materiais Concise Ortodôntico (5,20 MPa) e Transbond XT (6,08 MPa) não diferiram estatisticamente entre si (p>0,05). Em cerâmica, o Concise Ortodôntico (4,16 MPa) e o Transbond XT (4,27 MPa) também não diferiram entre si (p>0,05). Em geral, a resistência à tração em esmalte (5,46 MPa) foi superior estatisticamente em relação à resistência em cerâmica (4,22 MPa), independente do material de cimentação utilizado (p<0,05).

A270

Avaliação da resistência de união ao cisalhamento de compósitos odontológicos unidos à estrutura dentinária.

F.G.D.  Patrão*,  M.A.C. Sinhoreti, S. Consani, L. Correr Sobrinho.

Faculdade de Odontologia de Piracicaba – UNICAMP - (019) 4305348

Recentemente foram introduzidos no mercado odontológico compósitos chamados condensáveis, considerados substitutos do amálgama de prata e dos polímeros de alto escoamento, indicados principalmente para restaurações classe V. O propósito deste estudo foi verificar a resistência da união ao cisalhamento de cinco compósitos à estrutura dentinária. Os compósitos foram utilizados em combinação com os sistemas adesivos indicados pelos fabricantes, ou seja, Z-100 / SBMP (3M), Revolution / Optibond (Kerr), Alert / Bond 1 (Jeneric), Solitaire / Solibond (Kulzer) e Degufill Mineral / Etch&Prime 3.0 (Degussa). Foram utilizados 50 molares humanos divididos em 5 grupos, de acordo com a combinação compósito-sistema adesivo utilizada, cujas raízes foram seccionadas e as coroas dentais incluídas com resina acrílica autopolimerizável. Os dentes foram desgastados até obter uma superfície lisa e plana, que foi delimitada com fita adesiva contendo um orifício de 4 mm de diâmetro. Em seguida, a superfície da dentina foi tratada com o sistema adesivo, onde posicionou-se uma matriz de aço inox (4mm de diâmetro e 5mm de altura) para o compósito restaurador ser aplicado e polimerizado, seguindo as intruções de cada fabricante. Os corpos-de-prova foram armazenados a 37°C e 100% de U.R. por 24 horas e após levados a uma máquina de ensaio universal Instron com velocidade de 0,5 mm/min.. Os resultados foram submetidos à análise de variância e ao teste de Tukey ao nível de 5%. Pode-se concluir que os compósitos Revolution (10,86 MPa) e Z100 (9,96 MPa) não diferiram estatisticamante entre si (p>0,05) e foram superiores aos demais materiais (p<0,05). Os compósitos Alert (6,91 MPa) e Solitaire (6,14 MPa) não diferiram entre si (p>0,05) e foram superiores ao Degufill Mineral (4,32 MPa), que apresentou os mais baixos valores (p<0,05).  

A271

Avaliação do efeito da termociclagem na adesão de restaurações compostas

M. PARAIZO*, T. BRAGA, A. LAMOSA, M. MIRANDA, M. A. J. ARAÚJO

Departamento de Dentística da UERJ - (021) 268-5918 e  F.O.S.J.C. – UNESP

O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito da termociclagem na união de restaurações de resina composta à dentina humana, através de teste de cisalhamento (TC) e infiltração marginal (IM). Foram selecionados 45 dentes hígidos, 30 para TC e 15 para IM. Cada grupo foi subdividido em 3: A- sem termociclagem; B- 150 ciclos; C- 500 ciclos. Para TC, foram confeccionados 30 cilindros de TPH Spectrum (Dentsply), com 3 mm de altura x 3 mm de diâmetro, sobre as superfícies oclusais dentinárias previamente expostas, condicionadas com ácido fosfórico à 37% e contendo duas camadas do sistema adesivo Prime&Bond 2.1 (Dentsply). Após 1 semana estocados (37° C / 100% umidade), os corpos de prova foram submetidos ao cisalhamento em uma EMIC à 0,5 mm/min. Para IM, 15 dentes receberam preparos cavitários classe V, nas faces lingual e vestibular, com margens em esmalte e dentina/cemento. Os elementos foram restaurados com o mesmo sistema anterior, estocados nas mesmas condições, imersos em uma solução de nitrato de prata à 50% por 24 h., incluídos em resina, e seccionados. Três examinadores calibrados avaliaram IM por escores onde 0 = ausência de infiltração a 3 = infiltração em direção à polpa. Os resultados de ambos os testes foram tratados estatisticamente por ANOVA, Kruskal-Wallis e Mann-Whitney (p < 0,05). Os postos médios obtidos foram: TC : A = 15,38; B = 17,70 e C = 12,03; e IM : A = 45,58; B = 49,38 e C = 52,15. Não houve diferença estatística entre os grupos com e sem termociclagem. Os autores concluíram que a termociclagem não alterou a força de adesão do sistema adesivo à dentina humana.       

A272

Efeito do método de polimerização sobre a resistência da união metal-compósito, em função da contração de presa.

F.M. Pascon*; M.A.C. Sinhoreti; S. Consani; M.F. de Goes; L. Correr Sobrinho

Faculdade de Odontologia de Piracicaba - UNICAMP - (019) 426-2240

A contração de polimerização é um problema inerente dos compósitos que pode levar ao fracasso uma restauração. O objetivo deste estudo foi verificar a influência do método de polimerização do compósito odontológico Z100 (3M) na contração de presa e sua influência na resistência de união da interface metal-compósito. Foram confeccionadas 30 matrizes circulares metálicas de 2 mm de espessura contendo uma cavidade tronco cônica de 6 mm de diâmetro inferior e 9 mm de diâmetro superior. Essas cavidades foram jateadas internamente com micro-jateador (Danville Eng. Inc.). Após, foram divididas em 3 grupos de 10 matrizes, de acordo com o método de polimerização empregado, ou seja: polimerizados por luz contínua (520 mW/cm2 por 40s.); polimerizados por dupla intensidade de luz (150 mW/cm2 por 10s. seguido por 520 mW/cm2 por 30s.); e, polimerizados através de luz pulsátil (520 mW/cm2 por 60s.). Após o jateamento, a superfície do metal foi tratada com o sistema adesivo SBMP Plus (3M), e o compósito Z100 aplicado e polimerizado. Os corpos-de-prova foram armazenados em água destilada a 37ºC por 24 horas e levados a uma máquina de ensaio Instron com velocidade de 0,5 mm/min. para o ensaio de resistência de união. Esse ensaio foi feito através de uma esfera de aço adaptada no mordente superior da máquina que exerceu uma força na base da restauração até sua remoção. Os resultados foram submetidos à análise de variância e ao teste de Tukey em nível de 5%. Pôde-se concluir que o método de polimerização por luz intermitente obteve a mais alta média de resistência de união (14,27 MPa) e foi diferente estatisticamente (p<0,05) dos grupos polimerizados por dupla intensidade (7,51 MPa) e por luz contínua (6,89 MPa), os quais não diferiram entre si (p>0,05).

A273

Estudo da adesão de um sistema adesivo a dentina humana ou bovina, superficial ou profunda.

E. CELLA; E. FORMOLO*; J.S. BOCANGEL; F.F DEMARCO; E. MATSON.

UFPel - USP - (0532) 782635

O objetivo do presente estudo foi avaliar a influência do tipo de dentina e da profundidade da mesma na resistência de união de um sistema adesivo. Vinte incisivos humanos e vinte incisivos bovinos foram selecionados. Os dentes foram incluídos em resina acrílica e desgastados em uma politriz até expor dentina superficial (metade dos espécimes) ou profunda (outra metade). Os dentes foram divididos aleatoriamente em 4 grupos (n=10): Grupo 1 – dentina humana superficial; Grupo 2 – dent. humana profunda; Grupo 3 – dent. bovina superficial; Grupo D – dent. bovina profunda. Todas as superfícies dentinárias foram condicionadas com ácido fosfórico a 35% e tratadas com Single Bond (3M).  Os corpos-de-prova foram confeccionados com uma matriz padronizada, incrementalmente preenchida com resina Z100 (3M). A área de adesão foi de aproximadamente 1 mm (± 0,5 mm). Após 48 horas de armazenagem, os espécimens foram submetidos ao teste de microtração, usando máquina de ensaios Mini-Instrom, com velocidade de 0,5 cm/m. Os resultados em MPa para os diferentes grupos: Grupo 1 – 20,31 (± 5,47); Grupo 2 – 14,69 (± 1,99); Grupo 3 – 19,08 (± 3,52); Grupo 4 – 8,17 (± 2,78). Os dados foram submetidos a análise estatística (ANOVA e teste de Tukey), que demonstrou existirem diferenças estatisticamente entre os grupos (p<0.05), sendo os Grupos 1 e 3 e 2 e 3 similares entre si, enquanto que o grupo 1 exibiu maiores valores de adesão que o grupo 2 e o grupo 4 apresentou valores estatisticamente menores que todos os outros grupos. Foi possível concluir que: a adesão foi influenciada pela profundidade da dentina, sendo maior a adesão a dentina superficial, tanto humana quanto bovina. O tipo de dentina mostrou influência apenas na dentina bovina profunda, a qual demonstrou menores valores de adesão.

A274

Avaliação clínica de reconstruções de amálgama associado a adesivo dentinário.

S.C.Y. YAMASHIRO*, M.F.R.L. HUHTALA, R.M. ARAÚJO, M.A.M.  ARAÚJO

Dep. Odontologia Restauradora da Fac. Odontologia S. J.Campos-UNESP. Tel. (012) 321-8166.

O objetivo deste trabalho foi avaliar o desempenho de uma liga não convencional rica em cobre (PermiteC –Southern Dental Industries) em cavidades extensas, com prévia hibridização da dentina com adesivo dentinário (Prime &Bond 2.1-Dentsply).  Foram realizadas 24 restaurações em  dentes com cáries extensas e /ou restaurações em mau estado. Após o preparo convencional para amálgama,  o esmalte e a dentina dos dentes foram condicionados com ácido fosfórico a 37%, por 30 e 15 segundos respectivamente,  lavados e secos com  leve jato de ar. A seguir foram aplicadas 2 camadas do adesivo dentinário, sendo fotopolimerizadas por 10 segundos. Realizou-se então  a condensação, brunidura e escultura do amálgama.  Nos  períodos inicial (pós-polimento), 3, 6, 12 e 18  meses, dois examinadores calibrados atribuíram os escores alfa, beta ou charlie, para as seguintes características: descoloração, textura superficial, integridade marginal, desgaste a abrasão, contato proximal, reincidência de cárie e sensibilidade pós-operatória. Nossos resultados demonstraram que após 18 meses 100%  dos casos tiveram escore  beta para descoloração  e 72,8% escore beta para textura superficial. A sensibilidade pós-operatória manifestou-se em 29,2% dos casos após 7 dias e persistiu em 4,2% após 3 meses, desaparecendo após este período. As demais características avaliadas foram consideradas, em sua maioria, clinicamente satisfatórias (beta) no período estudado. Observou-se  que a liga de amálgama estudada apresentou um bom desempenho clínico para as características e tempo estudados, embora tenha-se verificado uma tendência de acentuação das alterações com o passar do tempo, como descoloração e textura superficial, Com relação ao agente adesivo, o estudo sugere, que o mesmo pode ter contribuído para a pequena manifestação de sensibilidade pós-operatória.

A275

Influência dos agentes desinfetantes na microinfiltração de restaurações de amálgama.

E. PIVA*; J. MARTOS; O. L. V. RAMOS; F.F DEMARCO

Depto. de Odontologia Restauradora , FOUFPel – RS - 0532) 292081

O objetivo deste trabalho foi verificar a influência de 5 agentes de desinfeção cavitária na microinfiltração de restaurações com amálgama. Confeccionou-se em trinta e seis dentes humanos posteriores extraídos e hígidos, cavidades classe V de forma cúbica, nas faces vestibular e lingual, com margem gengival em cemento e oclusal em esmalte. As amostras foram divididas aleatoriamente em seis grupos contendo seis dentes, de acordo com o agente de desinfeção cavitário empregado; Grupo I - hipoclorito de sódio a 2,5%, Grupo II - água de hidróxido de cálcio, Grupo III - flúor a 1,23%, Grupo IV – solução de digluconato de clorexidina a 2%, Grupo V – solução detergente de lauril sulfato de sódio a 1,25% e Grupo VI – Grupo controle. Aplicou-se o agente desinfetante específico, com posterior pincelamento de três camadas concecutivas de verniz cavitário. As amostras foram restauradas com amálgama em cápsula GS-80 (SDI). Após acabamento e polimento os dentes foram submetidos a termociclagem, seguida de imersão em azul de metileno. Depois de secionados os dentes foram avaliados quanto a infiltração marginal, com base num escore padronizado. Os dados quando submetidos a análise estatística (teste não paramétrico de KRUSKAL WALLIS)  revelaram diferença estatisticamente significantes (p<0,05) apontando uma maior infiltração do hipoclorito em margens de esmalte em relação as demais substâncias avaliadas. Foi detectada maior infiltração nas paredes de cemento em relação àquelas em esmalte (p < 0,01). Concluiu-se que os materiais de desinfeção cavitária utilizados, com exceção do hipoclorito,  não influenciaram a quantidade de infiltração marginal em restaurações de amálgama.

A276

Estudo comparativo da textura superficial dos materiais estéticos indiretos

A.H.M.DIAS*,KIMPARA E.T.

Fac. Odont. São José dos Campos - UNESP - (012) 321-8166 R:1305

A necessidade estética da população onde dentes e sorrisos ocupam lugar de destaque  é comum na odontologia o surgimento de novos materiais, como exemplo recente, estão as resinas compostas indiretas, também chamadas de cerômeros. Estes materiais estéticos tem evoluído bastante, influenciados pela necessidade de solucionar a maioria dos problemas estéticos, porém é válido também ressaltar a importância de avaliar a rugosidade superficial frente à resposta periodontal, já que de acordo com a rugosidade da superfície, poderá ou não favorecer a deposição de detritos, corantes e bactérias, além de menor brilho. Na realização do estudo foram comparados dois materiais estéticos indiretos, quanto a textura superficial: a cerâmica -  Vita VMK 95 e a resina composta indireta – Solidex, sendo confeccionados 10 corpos de prova (Cps) de forma cilíndrica de dimensão de 6mm de comprimento x 6mm de diâmetro, os quais foram submetidos a acabamento e polimento, seguindo às recomendações do fabricante, e a seguir foi realizado a análise das superfícies, através do aparelho Hommel Tester T500. Os resultados mostram que a média da rugosidade máxima (Rmáx) entre os dois materiais, através do teste t´ de student, não apresentaram diferenças significantes estatísticamente, quanto a textura superficial.

A277

Ciclo complementar com microondas em resina à base de Isobutil metacrilato.

T. DE S. MACHADO*; J. A. N. DE MELLO; K. O. BRAUN; A. A. DEL BEL CURY

Departamento de Prótese e Periodontia, FOP-UNICAMP (altcury@fop.unicamp.br)

A técnica de reembasamento direto tem se difundido, mas o monômero residual em excesso pode causar reações inflamatórias na mucosa. O objetivo desse estudo foi avaliar o efeito de um ciclo complementar no forno de microondas no nível de monômero residual de uma resina acrílica de reembasamento direto e sua influência na resistência transversa e na microdureza superficial. Dois grupos com 12 amostras para cada teste foram confeccionadas com resina autopolimerizável a base de isobutil metacrilato KOOLINER. G1) as amostras sofreram polimerização convencional; G2) após a polimerização, as amostras foram submetido a um ciclo complementar no microondas de 450 W / 3 min. Os resultados foram submetidos ao teste KRUSKAL-WALLIS para o monômero e ANOVA e TUKEY para o restante a 5% (p<0,05).  As médias e desvios padrões da liberação de monômero na água em 24 h em µg / cm² foram: G1=4,03 ± 1,21 (a); G2=4,25 ± 1,38 (a); resistência transversa (Mpa): teste imediato - G1=41,14 ± 4,06 (a); G2=46,86 ± 5,13 (a); teste após 48 horas -  G1=43,96 ± 2,93 (a) e G2=45,13 ± 5,40 (a); microdureza superficial (Knoop): G1=9,77 ± 0,10 (a); G2=9,46 ± 0,09 (a). Conclusão:  O complemento de polimerização de resinas com isobutil metacrilato em forno de microondas, não diminui o nível de monômero residual e nem melhora as propriedades mecânicas da mesma.

A278

Micromorfologia superficial de materiais estéticos frente a soluções para bochecho

C. P. TURSSI*, A. T. HARA, C. S. MAGALHÃES, A. L. RODRIGUES Jr., M. C. SERRA                

FOP Unicamp / FOAr UNESP, mcserra@fop.unicamp.br

O objetivo deste estudo foi avaliar a micromorfologia superficial de um cimento de ionômero de vidro modificado por resina (Fuji II LC/GC), de duas resinas compostas modificadas por poliácidos (Dyract/Dentsply e F2000/3M) e de um compósito microhíbrido (Charisma/Kulzer), frente a diferentes tratamentos (Listerine/W. Lambert, Periogard/Colgate e água destilada-controle). Quarenta e cinco corpos de prova de cada material foram confeccionados de acordo com as instruções dos fabricantes. O acabamento/polimento foi realizado após uma semana, com discos Sof-Lex (3M). Avaliou-se a rugosidade superficial, obtendo-se os valores iniciais (Vi) de Ra (µm). Quinze espécimes de cada material foram tratados com cada uma das soluções ou água destilada, totalizando 12 grupos. Os tratamentos foram aplicados 2 vezes ao dia, intercalados por ciclos de des-remineralização, durante 10 dias. A seguir, as medidas finais de rugosidade (Vf) foram realizadas. Para a análise dos dados considerou-se Vf-Vi. A tabela expressa as médias (±DP) de cada grupo:

                                 Charisma                          Dyract                             F2000                          Fuji II LC               

Controle                  0,0093 (±0,016)               0,0068 (±0,009)            0,0149 (±0,020)         0,0273 (±0,024) 

Listerine                  0,0056 (±0,011)               0,0063 (±0,017)            0,0130 (±0,017)         0,0151 (±0,026) 

Periogard                0,0063 (±0,019)               0,0117 (±0,020)            0,0139 (±0,026)         0,0251 (±0,027) 

A ANOVA revelou a inexistência de diferença significativa entre tratamentos, e que a interação material-tratamento não foi significativa (p>0,05). Houve diferença significativa entre materiais (p=0,0029), evidenciada pelo teste de Tukey: Charisma(a); Dyract(a); F2000(ab); Fuji II LC(b). Os tratamentos não apresentaram efeito deletério, e os materiais restauradores comportaram-se de maneira diferente quanto ao padrão de rugosidade, em situações simulando alto desafio cariogênico.

A279

Influência do número de muflas na polimerização de resina no microondas.

D. M. BOTEGA*; T. DE S. MACHADO; J. A. N. DE MELLO; A.A. DEL BEL CURY

Departamento de Prótese e Periodontia, FOP-UNICAMP (altcury@fop.unicamp.br)

As resinas acrílicas polimerizadas por energia de microondas tem sido muito utilizadas, uma vez que torna o processo de confecção de próteses mais limpo e rápido. Os fabricantes de resina orientam na polimerização de uma mufla por vez. Este trabalho avaliou o efeito que o número de muflas dentro do forno proporciona nas propriedades químicas e mecânicas da prótese. Foram confeccionadas 48 amostras com resina ACRON™ MC para cada teste: liberação de monômero na água e dureza superficial e polimerizadas das seguintes formas: G1) polimerizadas com 1 mufla, por vez no forno; G2) 2 muflas no forno de uma só vez; G3) 4 muflas de uma vez; G4) 6 muflas de uma vez. As amostras foram submetidas ao acabamento e polimento em politriz. A liberação de monômero em água foi analisada em espetrofotômetro BECKMAN DU 70, e dureza superficial, com o auxílio do microdurômetro SHIMADZU HMV 2000. As médias e desvios padrões para a liberação de monômero na água no 1º dia, em µg/cm2 foram: G1= 4,14 ± 3,37; G2= 82,13±39,46; G3= 532,77±126,85; G4= 1356,17±525,34; para dureza superficial: G1= 20,92 e G2= 12,08. Não foi possível a obtenção das medidas de dureza de G3 e G4, pois não houve polimerização suficiente da resina, para que se pudesse medí-la. A utilização do teste de Kruskal-Wallis para monômero e Tukey para dureza mostrou que existe diferença significante entre os grupos. Podemos concluir que a polimerização da resina em duas ou mais muflas de uma vez resulta em resina com alta concentração de monômero e baixa dureza superficial. A polimerização de quatro ou seis muflas de uma vez impossibilita a leitura de dureza superficial.

FAPESP- Processo nº 98/05560-2

A280

Ciclo adicional com microondas e água quente em resinas polidas quimicamente.

J. A. N. DE MELLO*; K. O. BRAUN; D. M. BOTEGA; A. A. DEL BEL CURY

Departamento de Prótese e Periodontia , FOP – UNICAMP (altcury@fop.unicamp.br)

O polimento químico pode alterar as propriedades mecânicas e químicas das resinas acrílicas. Esse estudo avaliou o efeito da energia de microondas e água quente na liberação de monômero, resistência transversa e microdureza interna da resina autopolimerizável JET CLÁSSICO  e polida quimicamente. Foram confeccionadas 10 amostras para cada teste e submetidas aos tratamentos: G1) polimento mecânico; G2) polimento químico com fluído para polimento POLI-QUIM; G3) após o polimento químico, a ciclo complementar no microondas de 450 W / 3 min; G4) após o polimento químico, ciclo complementar em água a 65ºC / 1 h. Os resultados foram submetidos à ANOVA e teste de TUKEY a 5% (p<0,05). As médias e desvios padrões para a liberação de monômero na água (µg / cm²) foram: 24h- G1=136,65±45,56(a); G2=1315,70±225,50(b);G3=848,21±150,46(c) e G4=295,18±81,67(a); resistência transversa (Mpa) 48+-2 h- G1=78,15±6,11(a); G2=65,15±7,79(b); G3=70,48±2,96(b) e G4=67,54(8,05(b); microdureza interna (Knoop): 100 µm - G1=14,71±1,07(a); G2=12,79±1,54(a); G3=12,90±1,07(a) e G4=11,69±2.51(a); em 700 µm - G1=16,04(0,96(a); G2=15,43(0,69 (a); G3=15,31±0,74(a) e G4=18,07±0,53(b); em 1500 µm - G1=16,21(1,40(a); G2=15,83(0,70(a); G3=15,56±0,72(a) e G4=18,85±0,73(b). Conclusão: polimento químico aumenta o nível de monômero residual; diminui a resistência transversa das resinas; não altera os valores de microdureza interna. Microondas e água quente reduzem os níveis de monômero residual no primeiro dia após a cura.

A281

Radiopacidade e escoamento de cimentos endodônticos resinosos.

C. GIAMPIETRO BRANDÃO*, I. G. de MORAES, A. GIAMPIETRO BRANDÃO

Disciplina de Endodontia, Faculdade de Odontologia de Bauru, USP (christian@ssnet.com.br)

O sucesso do tratamento endodôntico está diretamente relacionado a um selamento o mais hermético possível do sistema de canais radiculares. Os cimentos endodônticos fazem parte dessa obturação e devem possuir algumas propriedades biológicas e físicas, dentre estas o escoamento, que deve conferir ao material a capacidade de  preencher  o sistema de canais radiculares, e a radiopacidade, que permita a comprovação radiográfica da qualidade da obturação. Avaliou-se o escoamento e radiopacidade de três cimentos endodônticos resinosos: Sealer 26, Sealer Plus e um experimental, comparando-os ao cimento de óxido de zinco e eugenol (grupo controle), segundo as normas da ISO 6876 – Dental root canal sealing materials. A radiopacidade foi medida por fotodensitometria de amostras dos cimento em anéis metálicos com 1 mm de espessura, em radiografias oclusais. Todos apresentaram radiopacidade equivalente a mais de 3 mm de alumínio, de acordo com a ISO 6876. O Sealer Plus apresentou melhor radiopacidade, seguido pelo cimento experimental, Sealer 26 e grupo controle, havendo diferença estatisticamente significante entre todos os gupos (Teste Kruskal Wallis e Student-Newman-Keuls). O escoamento foi testado colocando-se 0,5 ml do cimento no centro de uma placa de vidro e, sobre o mesmo, colocou-se outra placa mais um peso totalizando 120 g; após 10 minutos mediu-se os discos de cimento, estabelecendo em milímetros, o valor do escoamento.  Todos obtiveram médias acima dos 20 mm exigidos pela ISO 6876. Não houve diferença estatisticamente significante apenas entre o grupo controle e o Sealer Plus (Teste Kruskal Wallis e Student-Newman-Keuls). O Sealer 26 apresentou melhores resultados. Todos os cimentos testados apresentaram radiopacidade e escoamento satisfatórios, devendo preencher esses requisitos no seu uso clínico.                     

Apoio Financeiro: CNPq

A282

Efeito do acabamento na rugosidade superficial de resinas condensáveis.

S. R. M. BRAGA*, E. G VALENTE, E M A RUSSO, R C R CARVALHO, A F PAGLIARI, A M CARNEIRO JUNIOR

Departamento de Dentística, Faculdade de Odontologia da USP-SP-(011) 818-7839.

A proposta deste estudo foi avaliar a rugosidade superficial de três tipos de resinas composta: Prodigy-híbrida (Kerr®)-controle, Prodigy condensável (Kerr®), Alert (Jeneric/Pentron®) submetidos a três técnicas de acabamento e polimento, como se segue: broca de tungstênio-carbide 12 lâminas (Maillefer®), Enhance (Dentsply®), Sof-Lex médio e fino (3M®).Os corpos de prova foram divididos em 3 grupos de 10 amostras, para cada resina composta.Cada amostra de resina composta foi inserida em tubo plástico utilizando a técnica incremental em camadas de 2mm de espessura.As leituras foram feitas com rugosímetro (Surftest-Mitutoyo) para avaliar a rugosidade superficial das amostras sem acabamento e após cada tipo de técnica de acabamento.Os resultados foram submetidos ‘a análise de variância e teste de Tukey (p>0,01) concluindo que no acabamento com broca tungêstenio carbide 12 lâminas houve uma lisura significante (p>0,01), nas resinas condensáveis e na híbrida. Enhance mostrou lisura significante (p>0,01) para resina híbrida e uma diferença não significante na rugosidade superficial das resinas condensáveis.O mesmo ocorrendo com o efeito dos Sof-Lex na rugosidade superficial das resinas. A rugosidade inicial apresentou-se em ordem crescente para Prodigy híbrida, Prodigy condensável e Alert mantendo este padrão até o final das técnicas de acabamento.

A283

Adição de radiopacificadores na resina acrílica: radiopacidade e alteração na fundição.

J. R. O. BAUER*, A. HAYASSY, M. F. HAYASSY, P. CHRISTINO NETO, J.G.A. ; GUIMARÃES, W. ROMÃO JR.

Universidade Estácio de Sá RJ - USP - (021) 503 7293

O presente trabalho, avaliou a radiopacidade da resina Duralay, através da adição de radiopacificadores, com o intuito de permitir a visualização da adaptação do padrão do núcleo metálico e, concomitantemente, verificar se essas alterações influenciam o processo de fundição. Na primeira parte foram confeccionados corpos de prova cilíndricos de resina Duralay (DU) com 2mm de espessura (N=4), divididos em: Grupo 1 = DU + 20% de Sulfato de Bário-BaSO4, Grupo 2 = DU + 20% de Óxido de Bismuto-Bi2O3 e Grupo 3 = DU + 20% de Fosfato de Zinco -Zn3 (PO4)2 e comparados a um dente humano (controle) com a mesma espessura, sendo radiografados e comparados pelo fotodensitômetro. A média da densidade óptica do esmalte foi de: 0,95 e da dentina: 1,13. Na segunda parte, os mesmos grupos foram comparados a resina DU como grupo controle. Núcleos modelados, num dente bovino foram divididos em quatro grupos (N=4 cada). Os núcleos foram modelados, radiografados isoladamente e fundidos com liga de AgPd e novamente radiografados para verificar a adaptação. Medindo-se após, a desadaptação no interior do canal através de perfilômetro. Os resultados foram analisados usando ANOVA e teste de Tukey ao nível de 5%. As médias e DP para a densidade óptica de cada grupo foram: 1- 1,36 (0,02); 2 - 1,00 (0,02) e 3 - 1,29 (0,01). O Grupo 2 foi estatisticamente superior aos outros grupos. Quanto a adaptação dos núcleos não houve diferença significante entre os grupos teste e controle (p>0,05). Conclui-se que: 1) A associação de Bi2O3 à 20% com a resina Duralay permite a visualização radiográfica do padrão de resina; 2) Essa característica parece ser importante quando se necessita de radiopacidade e 3) Mais estudos devem ser realizados para verificar outras propriedades dessa associação.

 

A284

Microdureza convencional e dinâmica de um compósito fotoativado: estudo piloto.

M. DARONCH*, G. PINTAÚDE, R.R.BRAGA, W.G. MIRANDA JR.

Depto. de Materiais Dentários, FOUSP e Depto de Eng. Mecânica, EPUSP - (011) 818-7840

A técnica da microdureza dinâmica vem sendo utilizada para a determinação indireta do grau de conversão em resinas compostas (Willems et. al., J. Biomed. Mater. Res.27:747-55, 1993). . O ensaio dinâmico permite a monitoração da profundidade de penetração durante a aplicação da carga, resultando em uma curva, na qual, além do valor de microdureza, podem ser obtidas informações sobre outras propriedades físicas. Neste trabalho comparou-se medidas de microdureza Vickers convencional e dinâmica de blocos de resina composta Z100 em função de diferentes fontes de fotoativação: lâmpada halógena (600mW/cm2, 40s), lâmpada xenon-halógena, modo “Boost”(1200mW/cm2, 10s) e modo “Ramp” (de 350 a 1000mW/cm2 em 15s) e LASER de argônio (600mW/cm2, 10s). As medidas foram feitas na superfície do corpo-de-prova utilizando-se carga de 0,25N.

Microdureza [MPa]                 Halógena                    Boost                        Ramp                           LASER               

Convencional                          960,29(±55,6)            938,14(±90,6)         1050,71(±101,6)        1158,57(±34,0)    Dinâmica                                 1541,27(±61,1)          1407,29(±51,6)       1451,57(±26,5)          1477,00(±57,0)   

Os resultados obtidos foram submetidos à análise de variância. O teste de microdureza dinâmica forneceu valores estatisticamente maiores e com menor variabilidade do que a microdureza convencional (p<0,001).

Apoio financeiro FAPESP/proc.98/10584-8.

A285

Otimizando o teste de resistência flexural em resina composta.

I. C. CORRÊA*, A. MUENCH, M. JOÃO, M. H. SCHROEDER

Materiais Dentários, FOUSP, Instituto de Odontologia da Universidade Gama Filho - RJ, Brasil.  ( (011) 8187840   ivo@fo.usp.br

O teste de dobramento em 3 pontos têm sido largamente empregado pelos autores na determinação da resistência flexural das resinas compostas. Porém, há uma grande dificuldade na comparação dos resultados devido à variações na execução do teste, especialmente na relação da dimensão do corpo de prova e distância entre os apoios. O trabalho a seguir visa avaliar o efeito da diminuição dos espécimes nos valores de resistência flexural. Para este estudo foi idealizado um dispositivo, adaptável à máquina universal de testes, que permite estabelecer diferentes distâncias entre os apoios possibilitando a diminuição dos espécimes. Cinqüenta espécimes da resina composta Heliomolar RO foram obtidos a partir de uma matriz de aço inoxidável e divididos em 5 grupos, nas seguintes dimensões (mm) e distância entre os apoios (mm): Grupo I – 25x2x2 e d=20; Grupo II – 12x2x2 e d=10; Grupo III – 10x2x2 e d=8; Grupo IV – 7x2x2 e d=5; Grupo V – 10x2x1 e d=8. Fotopolimerizou-se por 40s os 3 terços de cada lado dos espécimes do Grupo I (ISO 4049), por 40s de cada lado, os espécimes dos Grupos II, III, IV, e por 40s, de um lado os espécimes do Grupo V.  Os espécimes foram submetidos ao teste após armazenamento em água destilada a 37°C por 24 horas. Após a ruptura, os valores (MPa) foram tratados estatisticamente pela ANOVA. Não houve diferença significante entre as médias (p=0,307) dos Grupos: I (92 MPa), II (96 MPa), III (93 MPa), IV (95 MPa) e V (93 MPa). Conclusão: Com espécimes de dimensões reduzidas, diminuiu-se o tempo e a quantidade de material gastos na confecção dos mesmos sem comprometer os resultados.

A286

Compatibilidade entre siliconas de adição de massa e  luvas.

L. E. RODRIGUES FILHO*, A. MUENCH, A. K. LOEBKE, A. A. TRAINA

Materiais Dentários, FOUSP -  (011) 818-7840   lerfilho@siso.fo.usp.br

Determinou-se, com base na elasticidade, a compatibilidade entre siliconas de adição de massa e o uso de luvas para a mistura. Siliconas usadas: Aquasil (Dentsply); Express STD (3M); President (Coltene); Provil (Bayer). Luvas usadas: 1 vinílica, Sensitive (Precious Mountain); 1 de borracha sintética, Safeskin (Safeskin); 3 de borracha natural – Septol (Pierre Rolland); Safederm (Powercrest); Satari (Siam). Usaram-se as luvas lavadas (cL) ou não (nL) e uso de espátula (cE) ou não (nE) para a mistura inicial. Constituíram-se assim 12 grupos: Sensitive (G1/nL/nE); Safeskin (G2/nL/nE); Septol (G3/nL/nE; G4/cL/nE); Safederm (G5/nL/nE; G6/cL/nE; G7/nL/cE; G8/cL/cE); Satari (G9/nL/nE; G10/cL/nE; G11/nL/cE; G12/cL/cE). A compatibilidade, com base estatística, foi classificada em: ótima (Ot); aceitável (Ac); pobre (Po) e impossível (Im). As conclusões foram: a compatibilidade depende da combinação silicona/luva; o uso de espátula, para a mistura inicial, sempre conduziu a ótimos resultados, pelo que deve ser usada em caso de dúvidas.

Resultados da Compatibilidade               

Silicona        G01     G02      G03     G04      G05      G06      G07      G08      G09      G10    G11     G12               

Aquasil         Ot         Ot          Ot        Ot          Ot         Ot         Ot          Ot         Ot          Ot         Ot        Ot               

Express        Ot         Ot          Ot        Ot          Po        Ac        Ot          Ot         Ot          Ot         Ot        Ot               

President      Ot         Ot          Ot        Ot          Ot        Ot         Ot          Ot          Ac         Ot        Ot        Ot               

Provil             Ot         Ot          Ot        Ot          Im         Im        Ot         Ot          Im          Im         Ot        Ot               

A287

Estudo “in vitro” da resistência à abrasão por escovação de materiais restauradores utilizados em lesões cervicais.

V. L. Moldes*, A. CASSONI, C. I. Capp, R. S. Navarro, A. A. Cara, M. N. Youssef

Departamento Dentística - USP - (011) 444-5846

Este estudo teve por objetivo avaliar a resistência à abrasão por escovação da resina composta (TPH - Dentsply), cimento de ionômero de vidro (Ketac-Fil - Espe) e da resina composta poliácido-modificada (Dyract - Dentsply). Para tanto, foram confeccionados um total de 24 corpos-de-prova divididos em três grupos e armazenados em água destilada a 37ºC por uma semana. Antes e após o ensaio de escovação, foi utilizado o projetor de perfil PJ 300 e com o programa Scanpak 2D foi realizada a medição através da coleta de pontos em todo o contorno dos corpos-de-prova. Por análise matemática foi obtida a área desgastada em mm2. Utilizando creme dental, cada corpo-de-prova foi submetido a um ensaio de escovação com 10.000 ciclos (equivalente a um ano de escovação). As médias de desgaste em mm2 para a resina composta foi em 1.306 (± 0,286), para o cimento de ionômero de vidro 0,743 (± 0,256) e para a resina composta poliácido-modificada 1,084 (± 0,331). Na análise estatística (ANOVA) foram encontradas diferenças significantes (p<0,01) entre as médias de desgaste dos três materiais, indicando que houve desgaste. Através do teste de Tukey, foram encontradas diferenças estatisticamente significantes (p<0,01) somente entre a resina composta e o cimento de ionômero de vidro. O cimento de ionômero de vidro apresentou o menor desgaste superficial e a resina composta o maior.

A288

Resistência ao cisalhamento da adesão de resinas ortodônticas ao esmalte dental.

E. M. O. MARRA*; E. M. A. GIRO, H. GOMIDE.

Depto de Odontologia Infantil -  FOAr - UNESP (034) 219-4548; Marra@triang.com.br

A resistência ao cisalhamento da interface de colagem de resinas ortodônticas convencional e fluoretada ao esmalte dental, em função do tempo de condicionamento, foi avaliada por meio de testes em Máquina MTS. Foram utilizados 120 pré-molares extraídos por indicação ortodôntica, distribuídos em 4 grupos de 30 dentes, segundo tempo de condicionamento do esmalte e material. As resinas usadas, Concise e Phase II com flúor, foram aplicadas diretamente sobre o  esmalte condicionado com ácido fosfórico a 37%, por 15 ou 60 segundos. Os ensaios mecânicos foram realizados, após os corpos de prova terem sido submetidos a 3 condições diferentes: A-imersão por 24 horas em água destilada, em estufa a 37°C;  B-imersão  por 30 dias em água destilada  em  estufa  a  37ºC  e, C-imersão em água destilada por 24 horas e em estufa a 37ºC , seguido por ciclagem térmica (300 ciclos com a temperatura variando de 10ºC a 50ºC). A análise estatística dos resultados mostrou que os tempos de condicionamento não afetaram de forma significante a resistência ao cisalhamento, que apresentou valores médios de 176.83 Kgf/cm2  para o tempo de 15s e 192.42 Kgf/cm2 para 60s. Da mesma forma, não houve evidência estatística de diferenças entre os resultados encontrados para os materiais Concise ortodôntico e Phase II, cujos valores médios foram de 177,87 Kgf/cm2 e 191,39 Kgf/cm2, respectivamente. Por outro lado, as condições de armazenamento afetaram significantemente a resistência ao cisalhamento, tendo 30 dias produzido maiores valores  de  resistência (205,15 Kgf/cm2 ) que 24 h (167,63 Kgf/cm2 ) e 24 h associado a ciclagem térmica (180,39 Kgf/cm2). Concluíu-se que condicionamento ácido do esmalte por 15 segundos produz resultados similares ao tempo de 60 segundos com relação a resistência ao cisalhamento e que a resina fluoretada apresenta uma adesão ao esmalte semelhante à resina convencional.

A289

Resistência à fratura de inlays fixados com diferentes sistemas adesivos.

*N.P.D. CORDEIRO; L.R.M.MARTINS; M.F. DE GOES

FOP-UNICAMP -  (061) 248-5109

O objetivo deste estudo foi avaliar a influência do sistema de cimentação na resistência à fratura de inlays de porcelana. Preparos padronizados foram confeccionados em cinqüenta molares hígidos, divididos em cinco grupos de dez dentes cada. Inlays em porcelana foram construídos e cimentados nos dentes preparados com os seguintes agentes cimentantes: Grupo A- inlays não cimentados, Grupo B- Fosfato de Zinco, Grupo C- Prime & Bond 2.1 + Enforce, Grupo D- SBMPPlus + Resin Cement, Grupo E- SBMPPlus + Opal. Os dentes restaurados foram submetidos à fratura com velocidade de 1.0mm/min. Os valores médios de resistência à fratura obtidos foram 8.9kg, 143.1kg, 243.1kg, 206.7kg, 201.2kg para os grupos A, B, C, D e E, respectivamente. Análise estatística revelou que os grupos C, D e E obtiveram os maiores valores de resistência, não havendo diferenças estatisticamente significantes entre eles. Concluiu-se neste estudo laboratorial que a resistência à fratura de inlays de porcelana é dependente do sistema de cimentação utilizado, sendo os sistemas resinosos de cimentação os mais indicados para este fim. Por não conferir resistência suficiente à porcelana contra fratura, o cimento de fosfato de zinco não deve ser utilizado.

A290

Avaliação do emprego de materiais restauradores em dentes posteriores (estudo preliminar). 

E. FORMOLO; L. MEINHARDT; L.M. JUSTINO*; A.N. BARBOSA; F.F. DEMARCO.

Faculdade de Odontologia - UFPel - RS - (0532) 226690

Restaurações de resina composta têm sido indicadas com mais freqüência em dentes posteriores, em detrimento do amálgama, principalmente devido a motivações estéticas. O objetivo do presente estudo foi avaliar o tipo de material restaurador empregado em dentes posteriores comparando com diversas variáveis (tipo de dente, face e idade). Foram selecionados aleatoriamente 86 pacientes das clínicas de dentística e endodontia da FOUFPel. Foi anotado se os pacientes possuíam restaurações de amálgama, resina composta, combinação de ambos ou outro material restaurador. Foram analisadas 436 restaurações. Foi realizada a análise estatística dos dados (teste de X2). Com base nos resultados da análise estatística foi possível verificar que os pacientes apresentavam uma maior proporção de restaurações de amálgama, a qual se acentuava em pacientes de faixa etária mais elevada (+ 40 anos). Em pacientes jovens (10-20 anos) houve um aumento da porcentagem de restaurações de resina composta. A relação restaurações de amálgama/restaurações de resina foi também diminuída quando avaliadas as restaurações em dentes pré-molares, em comparação aos molares. Foi observada também uma maior tendência do emprego de restaurações de resina composta em faces mesial e vestibular. Com base na metodologia empregada foi possível  concluir que o amálgama é o material restaurador mais empregado nos dentes posteriores, havendo, no entanto, uma tendência de aumento do emprego de restaurações de resina composta em regiões onde a estética se torna mais presente e em pacientes mais jovens.

A291

Reincorporação de flúor de cimentos de ionômero de vidro restauradores a partir de géis fluoretados.

L. M. A. TENUTA*, R. C. PASCOTTO, E. M. TAGA, M. F. L. NAVARRO  

Dep. Dentística e Bioquímica, FOB – USP. E-mail: tenuta@blv.com.br

O objetivo deste trabalho foi avaliar a capacidade de reincorporação de flúor de quatro cimentos de ionômero de vidro restauradores, após tratamento com géis fluoretados. Foram confeccionados 12 discos (11,0 mm x 1,5 mm) para cada material testado: Photac Fil (PF), Vitremer (VT), Fuji II LC (F2) e Fuji IX (F9). A resina composta Z100 foi usada como controle negativo. O flúor liberado em água deionizada foi analisado diariamente durante 7 dias por eletrodo específico (Orion, mod. 96-09). Após 120 dias, os espécimes foram divididos em 3 grupos: controle e imersão por 1 minuto em gel de APF a 1,23% (ácido) ou gel de NaF a 2% (neutro). O flúor liberado foi analisado diariamente por 7 dias. Os dados foram analisados pelos testes de Kruskal-Wallis e Student-Newman-Keuls. Ambos os tratamentos elevaram significantemente a liberação de flúor (p<0,05). O tratamento com APF a 1,23% levou a uma maior liberação de flúor que o tratamento com NaF a 2% em todos os CIVs. 

Liberação de flúor: média ± desvio-padrão (mg F-.mm-2)

                    Inicial                Controle         APF 1,23%     NaF 2%               

PF-Espe  2,63 ±0,19       0,12 ±0,01       3,59 ±0,15       1,38 ±0,07      

VT-3M     0,94 ±0,17       0,06 ±0,01       2,42 ±0,30       0,88 ±0,18      

F9-GC     0,79 ±0,21       0,03 ±0,02       2,94 ±0,19       0,58 ±0,08      

F2-GC     0,61 ±0,06       0,05 ±0,00       2,04 ±0,13       0,61 ±0,07      

Z100-3M 0,00 ±0,00          0,00 ±0,00       0,11 ±0,11       0,03 ±0,01      

 

A292

Aplicação tópica de  flúor  - efeito sobre a porcelana dental.

 C. J.SoarES*,  E. H. SEDIYAMA, S.F. PEDROSA,  L.R.M. MARTINS**.

Universidade Federal de Uberlândia-MG*, FOP-UNICAMP,SP.**  Email:  cjsoares@netyou.com.br

Este trabalho se propôs a avaliar o efeito do flúor neutro, Nupro Neutro-Dentsply(FN)  e flúor fosfato acidulado, Nupro Acidulado-Dentsply(FFA)  na porcelana dental através da rugosidade superficial. 70 amostras foram confeccionadas com as porcelanas VMK-68 - Vita(V) e IPS Classic - Ivoclar (I). As amostras foram submetidas a análise de superfície em rugosímetro. Posteriormente foram divididas aleatoriamente  nos grupos de  flúor neutro e flúor acidulado nos períodos de 4 minutos, 60 minutos e 24 horas, com 5 repetições por grupo. Em seguida foram lavadas em ultra-som, secas em estufa e reavaliadas. Os resultados foram submetidos a análise estatística, aplicando o teste não paramétrico “U de Mann-Whitney”, ao nível de significância 1% em uma prova bilateral. Foram encontradas diferenças significantes entre as medidas de rugosidade superficial, quando comparados os valores iniciais e finais nos tempos de 4 minutos, 60 minutos e 24 horas tanto para a porcelana Vita quanto para Ivoclar, quando tratadas com flúor fosfato acidulado - Nupro acidulado a 1,23%. O resultado da variação de rugosidade de superfície(µm), medida final - medida inicial,  com as respectivas categorias estatísticas foram: VFN4min(-0,01)a, IFN24h(-0,01)a, VFN60min(0,01)a, IFN4min(0,01)a, IFN60min(0,01)a, VFN24h(0,03)a, VFFA4min(0,12)b, IFFA4min(0,12)b, IFFA60min(0,37)c, VFFA60min(0,42)c, IFFA24h.(1,47)d, VFFA24h.(1,54)d. O flúor fosfato acidulado produziu efeito estatisticamente significante no aumento da rugosidade de superfície em ambas as porcelanas; o fator tempo produziu efeito cumulativo para o flúor acidulado. O flúor neutro não produziu efeito sobre a superfície da porcelana dental.

A293

Resistência à fratura de coroas em porcelana feldspática com diferentes tipos de términos

F. A. M. SANTOS, M. KURAMOTO JR.,  E. MATSON , A. COGA*

Departamento de Dentística – Faculdade de Odontologia da USP-SP - (011) 818-7841

O objetivo do trabalho foi avaliar a resistência à fratura de coroas em porcelana feldspática com dois diferentes tipos de término e compará-la a resistência de dentes íntegros. Foram incluídos 36 pré-molares humanos em resina acrílica. Os preparos foram padronizados com 12 graus de expulsividade; 2 mm de desgaste oclusal; 1,5 mm de desgaste axial, diferenciando-se o término; constituindo-se o Grupo A (n=12) em forma de degrau e o Grupo B (n= 12) em forma de chanfro. Os 12 dentes restantes (Grupo C) foram mantidos íntegros até a execução dos testes mecânicos. Após a confecção das coroas em porcelana (Noritake EX-3), as mesmas foram cimentadas com sistema adesivo dual (Scotchbond Multiuso Plus, 3M) e cimento resinoso (Resin Cement, 3M) seguindo as recomendações do fabricante. Todas as amostras foram fraturadas  por força compressiva em máquina de ensaio universal (0,381 mm/min). Os resultados foram avaliados estatisticamente por análise de variância (F= 24,40, p= 0,00) e teste Tukey (p<0,05), não se encontrando diferença estatisticamente significante entre os Grupos A(92,65 ± 24,39) e B (117,08 ± 26,20) e encontrando-se diferença estatisticamente significante entre estes e o grupo C (169,52 ± 31,54). Concluiu-se que: A resistência à fratura das porcelanas não se alterou de maneira estatisticamente significante nos dois diferentes tipos de términos (chanfro e degrau), e  os dentes íntegros são mais resistentes à fratura que os dentes restaurados com coroas em porcelana.

A294

Vapor de Hg em função da liga / técnica de condensação

F. C. CALHEIROS*, R. M. REIS, R. Y. BALLESTER

Materiais Dentários – FOUSP  (/fax 818-7840  ryballes@fo.usp.br

A técnica de condensação e a marca do amálgama poderiam ter influência sobre a higiene do mercúrio em forma de vapor, liberado durante a condensação. Foi condensado amálgama em cinqüenta e quatro cavidades de acrílico de 6mm de diâmetro por 4mm de profundidade e registrado o pico de vapor de mercúrio produzido nos 15 minutos subseqüentes ao início da trituração. O experimento foi realizado no interior de uma caixa plástica de 50x50x35cm dotada de uma bomba exaustora de ar com vazão de 6 l/min. Foram utilizadas as técnicas manual (MA), mecânica (ME) e ultrassom-Gnatus Jet Sonic (U), com a ponta ativada durante todo o tempo despendido na condensação. As marcas escolhidas foram F-400 – aparas (F), Logic+ – esferas (L) e Permit-C – mistura de partículas (P). Os teores de vapor liberados (µg/m3) foram: MA=166 ± 41; ME=153 ± 62; U=291 ± 142; F=254 ± 140; L=148 ± 61 e P=209 ± 94. A análise de variância e o teste de Tukey (5%) revelaram que U>MA=ME; F>L=P. A interação de fatores não foi significante; apenas a condição FxU produziu liberação significantemente maior de vapores. Para uma melhor higiene dos vapores de Hg devem ser levados em consideração a liga e o modo de condensação, não se recomendando o ultrassom piezoelétrico com liga convencional.

Apoio financeiro: FAPESP - 97/06710-5

A295

Avaliação da contração de polimerização volumétrica de materiais resinosos.

M. I. G. FERRERO*, A. A. CASTRO FILHO, M. A. J. ARAÚJO.

Departamento de Materiais Odontológicos e Prótese, Faculdade de Odontologia de São José dos Campos - UNESP. (012) 321-8166.

A contração de polimerização representa uma das causas principais de falhas marginais e subsequentes microinfiltrações, constituindo-se um dos fatores de relevância na longevidade de restaurações de resina composta. Para se mensurar a contração de polimerização volumétrica, foram utilizadas duas marcas comerciais de resina composta fotoativadas condensáveis (Solitaire/Heraeus Kulzer e Alert/Jeneric Pentron), e uma microhíbrida (Z-100/3M). Foram confeccionados 30 corpos-de-prova, 10 para cada material, através de uma matriz metálica. O aparelho para realização do ensaio consistiu em um picnômetro de vidro com volume de 25ml, contendo um capilar em seu interior, com diâmetro de 0,8mm, graduado com divisões de 0,0005mm. Após a confecção dos corpos-de-prova, estes foram colocados no interior do picnômetro contendo H2O e todo o aparato, exceto a extremidade do capilar, foi colocado em banho com temperatura de 25o + 0,5oC. A contração das amostras resultou em queda das curvas de água nos capilares. Os valores percentuais médios encontrados foram:

                Z-100                                Solitaire                Alert               

                0,0062                                0,0072                                0,0072               

Os resultados obtidos foram submetidos à análise de variäncia ao nível de 5% de significäncia.A análise estatística dos resultados permite concluir que não existe diferença signicante do percentual de contraçäo de polimerizaçäo entre os tres materiais avaliados.

A296

Influência do silano na resistência a tração de cimentos resinosos unidos a porcelana.

E. CHAVES*; GÓES, M.S.; M. S. SOARES

Faculdade de Odontologia de Piracicaba  -  UNICAMP - (054) 316-8402

O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito da aplicação do silano na resistência a tração de três cimentos resinosos. Foram confeccionados 168 discos de porcelana (Duceram). Os discos de porcelana foram embutidos, desgastadas com lixas de granulação 220 e 600 e limpos em ultra-som, sendo divididos em 3 grupos contendo 56 amostras. No Grupo I foi usado o Cimento Enforce; Grupo II, Cimento Variolink II; Grupo III, Cimento Opal.  Metade das amostras de cada grupo recebeu o tratamento proposto, a outra metade não recebeu tratamento com o silano. A seguir, os pares de discos cerâmicos foram posicionados com a superfície tratada e fixadas. Todos os corpos-de-prova foram fotopolimerizados e armazenados por 24 horas a 370 C e 100% de umidade relativa.  A seguir, com o auxílio de uma matriz metálica, foram submetidos ao ensaio de tração em uma máquina de ensaio universal INSTRON (modelo 4411) a uma velocidade de 1 mm/min. Os resultados foram submetidos à análise de variância e ao teste de Tukey. As médias foram: Grupo I, sem silano = 18,17 Kgf; com silano = 22,64 Kgf; Grupo II, sem silano = 10,87 Kgf, com silano = 17,62 Kgf; Grupo III, sem silano = 12,85 Kgf; com silano = 18,20 Kgf. Após o ensaio as amostras de foram examinadas em uma lupa estereoscópica com 25 aumentos. O padrão de fratura foi documentado através de fotomicrografias. A resistência a tração dos espécimes tratados com a aplicação do agente de silanização foi superior (p<0,05) ao grupos que não receberam o tratamento, sendo os valores médios de resistência obtidos para o grupo I estatisticamente diferentes e superiores aos dos grupos II  e III, que não apresentaram diferença estatística significante entre si  (p>0,05). O padrão de fratura apresentado pelo grupo I foi coesivo na porcelana, enquanto que para os grupos II e III foi misto (adesivo e coesivo no cimento).

A297

Análise da resistência à flexão de 8 resinas compostas condensáveis e 4 híbridas.

P. E. C. CARDOSO, P. A. BURMANN, L. F. SOARES*, A. MALLMANN, E. PLÁCIDO

Programa de Iniciação Científica em Odontologia – Convênio UFSM-USP (capel@fo.usp.br)

Do ponto de vista de resistência à flexão, espera-se que o material restaurador, sob a ação de cargas mastigatórias, comporte-se de forma semelhante à estrutura dental. Resultados de resistência à flexão de resinas condensáveis são ainda escassos. Esta pesquisa avaliou essa propriedade das seguintes resinas: Z100 -3M (Z1), Alert - Jeneric Pentron (ALE), Alert (nova fórmula) - Jeneric Pentron (ALN), Solitaire - Kulzer (SOL), Sculpt-it - Jeneric Pentron (SCU), Definite - Degussa (DEF), Pyramid Esmalte - Bisco (PYE), Pyramid Dentina - Bisco (PYD), Filtec P60 -3M (P6), Filtec Z250 -3M (Z2), Surefil - Dentsply (SU) e Prodigy Condensável - Kerr (PRC). Foram confeccionadas 10 repetições para cada material com dimensões de 10mm x 2mm x 1mm, totalizando 120 corpos de prova (CPs). A matriz de conformação foi colocada sobre uma lâmina de vidro e a seguir foi preenchida com o material. Os CPs foram polimerizados por 40 segundos (500 mW/cm2), pela sua porção superior. Uma vez separados da matriz, os CPs foram armazenados em água destilada à 37ºC, por 24 horas. Passado este período, os CPs foram submetidos ao ensaio de dobramento em três pontos em uma máquina de ensaios universal WOLPERT, a uma velocidade de 0,5cm/min. Após a análise estatística (ANOVA e Tukey) ficou comprovada diferença na resistência à flexão (MPa) entre os materiais avaliados (p<0,001).

P6      PYE      ALE      Z2      SU       PYD       PRC       ALN        SCU        Z1        DEF      SOL    Tukey                183,6 180,8   178,7  174,2 171,7  165,1      154,0      149,5      148,6     125,0    105,9    81,0     29,81               

Com exceção da resina Solitaire, de modo geral, as resinas condensáveis apresentaram resistência à flexão superior às híbridas.

A298

Estudo da estabilidade dimensional de elastômeros, pela perda de massa.

G. L. ADABO*, R. G. FONSECA, C. R. LELES , CRUZ, C. A. S. 

Depto. de Materiais Odontológicos e Prótese. Fac. Odontol. Araraquara-UNESP, Fone: 55-16–232-1233  E-mail: adabo@foar.unesp.br

Entre as diversas etapas para obtenção de um trabalho protético a moldagem tem papel fundamental. Em vista disso, decidimos avaliar a estabilidade dimensional de  elastômeros por meio da medida da perda de massa, em função do tempo. Foram estudados 6 marcas comerciais: Coe-Flex (polisulfeto), Impregun (polieter), Extrude  e  Elite (siliconas de adição), Xantopren e Oranwash (siliconas de condensação). Dez  corpos-de-prova de cada material foram obtidos a partir de matrizes de PVC. Os materiais foram proporcionados manipulados de acordo com as instruções do fabricantes e os corpos-de-prova obtidos foram pesados em balança analítica com sensibilidade de 0,0001g, 10 minutos após a inserção na matriz. Após, foram pesados novamente nos seguintes intervalos de tempo: 15 , 30 minutos, 1, 4, 12 e 24 horas. Através da diferença percentual entre a pesagem inicial e os diferentes tempos foram colhidos os dados que foram analisados estatisticamente. A análise de variância e o teste de Tukey mostraram que houve diferença entre os materiais, sendo as siliconas de adição mais precisas, seguidas  do polissulfeto e polieter, a silicona Xantopren   e a silicona Oranwash. O tempo   influenciou negativamente a precisão a partir de 1 hora, entretanto na interação, as siliconas de adição permaneceram estáveis durante todo o tempo (até 24 horas), enquanto as siliconas de condensação perderam a estabilidade a partir de 30 minutos. Os demais materiais mostraram-se estáveis até 4 horas. Conclui-se que as siliconas de adição são mais precisas e podem ser armazenadas por 24 horas, enquanto o polieter e polissulfeto, por até 4 horas. As siliconas de condensação, menos precisas, podem ser armazenadas por até 30 minutos.

Apoio Financeiro: FAPESP

A299

Resistência à fratura de coroas em porcelana com diferentes tipos de cimentos

F. A. M. SANTOS*,  M. KURAMOTO JR.,  E. MATSON, C. P. EDUARDO

Departamento de Dentística – Faculdade de Odontologia da USP - (011) 818-7841

O objetivo do trabalho foi avaliar a resistência à fratura de coroas em porcelana feldspática com dois diferentes tipos de cimentos resinosos e compará-la a resistência de dentes íntegros. Foram incluídos 36 dentes pré-molares humanos em resina acrílica. 24 destes dentes foram preparados com 12 graus de expulsividade; 2 mm de desgaste oclusal; 1,5 mm de desgaste axial e preparo de término em forma de chanfro. Os 12 dentes restantes (Grupo A) foram mantidos íntegros em água até a execução dos testes mecânicos. Após a confecção das coroas em porcelana (Noritake EX-3), estas foram cimentadas seguindo as recomendações do fabricante com sistema adesivo dual (Scotchbond Multiuso Plus) e dois diferentes tipos de cimento resinoso dual: Resin Cement utilizado no grupo B (n= 12) e Variolink II utilizado no grupo C (n= 12). Todas as amostras foram fraturadas  por força compressiva em máquina de ensaio universal (0,381 mm/min). Os resultados obtidos foram submetidos a análise de variância (F= 27,17, p=0,00) e teste Tukey (p<0,05), sendo verificada diferença estaticamente significante entre os grupos A(169,52 kgf ± 31,54 ), B(117,08 kgf ± 26,20 ) e C (81,16 kgf ± 30,57). Conclui-se que:

Os dentes íntegros são mais resistentes à fratura que os dentes restaurados com coroas em porcelana feldspática e as coroas onde se utilizou um cimento resinoso de alta viscosidade (grupo B) apresentaram maior resistência à fratura que as com cimento resinosos de baixa viscosidade (grupo C).

A300

Grau de polimerização de resinas compostas em função da espessura do substrato

E. M. DA SILVA*,C. TEBECHRANI, E. MATSON

Departamento de Dentística, Faculdade de Odontologia da USP-SP Fone (011) 8187841

O objetivo deste trabalho foi avaliar o grau de polimerização de duas marcas comerciais de resina composta, através do substrato dentário, baseado no Número de dureza Vickers. As resinas compostas foram:  Z 100 (3M) e Suprafill (SS WHITE). Foram confeccionados 4 grupos de 10 corpos de prova com dimensões (altura. largura e profundidade) em mm: 4 x 4 x 2 para cada resina composta, divididos de acordo com a espessura do fragmento de esmalte e dentina colocado entre a superfície da resina e a luz fotopolimerizadora: GRUPO I (controle): fonte de luz colocada sob o incremento de resina; GRUPO II, GRUPO III e GRUPO IV: fragmento de esmalte e dentina de 1,0; 2,0 ou 3,0 mm de espessura colocado entre o corpo de resina e a fonte de luz. Todos os corpos foram confeccionados em incremento único e fotopolimerizados por 40 segundos com intensidade de luz de 470 µW/cm² . Após a fotopolimerização, em todos os espécimes, foi obtido o Número de Dureza Vickers da face mais próxima à fonte de luz, através de um microdurômetro SHIMADZU HMV 2000 (100g/45s). Metade de cada grupo, 5 espécimes, foram avaliados imediatamente após a fotopolimerização e a outra metade após 1 semana mantidos em ambiente escuro. Os resultados foram submetidos a análise de variância e teste de Tukey. O valor médio de dureza da resina Z 100 ( 83,99) foi superior a Suprafill  (36,78). Houve diferença estatística (p<0,05)entre os valores médios de dureza obtidos com as diferentes espessuras de substrato quando comparados com o grupo controle. O fator momento de avaliação da dureza também foi significante (p<0,05). Baseados nos resultados, os autores concluiram que a existência de maiores espessuras de substrato dentário entre a primeira camada de resina e a fonte de luz, pode diminuir o grau de polimerização da resina composta .

A301

Análise da translucidez de materiais restauradores estéticos. Efeito de agentes clareadores e tempo.

POZZOBON R.T.*, CANDIDO,M.S.M., RODRIGUES Jr. A.L.,

Depto de Odontologia Restauradora, Faculdade de Araraquara - UNESP - SP - Brasil - (016) 236-1606

Este estudo avaliou “in vitro” o efeito de agentes clareadores na translucidez de materiais restauradores estéticos, em função do tempo. Foram utilizadas duas resinas compostas, Z 100 (M1) e Silux-Plus (M2), um compômero, Dyract (M3) e um cimento de ionômero de vidro modificado por resina, Vitremer (M4). Foram utilizados também dois Agentes Clareadores: Opalescence (C1),  peróxido de carbamida a 10%, e Hi - Lite (C2), peróxido de Hidrogênio a 35%, e o meio de imersão  foi saliva artificial. Foram confeccionados 120 corpos de prova com 10 mm de diâmetro e 2 mm de espessura. A translucidez foi avaliada através de aparelho de Eletroforese JOUAN, após 1 hora de confecção; e antes da imersão em saliva artificial (T0), ao longo de 1(T1), 7 (T2), 15 (T3) e 30 (T4) dias de exposição aos agentes clareadores. No grupo controle (C0), os corpos-de-prova ficaram somente imersos em saliva artificial, substituída diariamente. Os dados foram submetidos à análise estatística de variância (ANOVA) a 5%, ao teste de Tukey e ao método de regressão. Em face dos resultados obtidos e da metodologia aplicada, foi possível concluir que: 1- A translucidez dos materiais restauradores estéticos alterou-se quando expostos a diferentes agentes clareadores e ao longo do tempo. 2- O material M4 apresentou a maior média estatisticamente significativa de translucidez, ou seja, 31,851%, seguido pelos materiais M1, M2 e M3, com respectivas médias, 27,336%, 24,098% e 25,353% 3- O tempo exerceu influência estatisticamente significativa sobre a translucidez, representado em ordem crescente por : T1 (25,1226%) < T0 (26,5305%) < T2 (27,2581%) = T3 (27,2693%) < T4.(28,6172%) 4- C1 diminuiu estatística e significativamente a Translucidez de M2 (21,200%), enquanto C2 aumentou essa propriedade para todos os demais materiais avaliados.

A302

Influência do tempo e sistema adesivo sobre a resistência da união porcelana/dentina.

R. R. BRAGA*, R. Y. BALLESTER, M. DARONCH

Depto. de Materiais Dentários, FOUSP  ( (011-818-7840)  * rrbraga@siso.fo.usp.br

O objetivo do trabalho foi determinar a resistência de uniões entre porcelana feldspática e dentina bovina com a utilização de cinco sistemas adesivos, em função do tempo. Os sistemas avaliados foram: C&B/One-Step, (Bisco), Cement-it/Bond 1 (Jeneric/Pentron), Enforce/Prime&Bond NT Dual Cure (Dentsply), RelyX ARC/Single Bond (3M) e Variolink II/Syntac SC (Vivadent). Peças de porcelana tronco-cônicas foram coladas no interior de perfurações preparadas em cortes com 2,5mm de espessura de raízes de incisivos bovinos. O teste de cisalhamento por extrusão foi realizado a 15 minutos, 4 horas, 24 horas e 7 dias, contados a partir do início da espatulação dos cimentos. Os resultados foram analisados pelo teste de Weibull. A tabela abaixo apresenta os valores de resistência característica (em MPa) e, entre parênteses, o parâmetro m de Weibull.

                                CB                                CI                                EN                                RX                                VL               

15min                      5,74a (3,1)        6,05c (4,2)        8,02d (9,1)        11,25f (6,1)        8,03h (4,3)       

4h                            9,03b (4,2)        6,20c (5,8)        8,66d,e (6,9)        11,95f,g (3,5)        8,75h,i (4,7)       

24h                          10,07b (5,5)        8,10c (4,4)        10,00e (4,8)        10,71f (6,2)        10,10h,i (5,6)       

7dias                       8,16b (6,9)        7,49c (4,7)        7,72d (6,0)        15,04g (3,8)        11,06i (5,8)       

Os sistemas adesivos apresentaram comportamentos diferentes ao longo dos tempos estudados. Para CI, RX e VL, a resistência aos 15 minutos foi semelhante aos valores obtidos a 24 horas; Apenas RX e VL mostraram aumento significante entre 15 minutos e 7 dias. Os valores de m foram estatisticamente semelhantes para todos os grupos experimentais.

A303

Liberação e manutenção de flúor na placa dental por cimento ionomérico ortodôntico.

R.C. PASCOTTO*1; M.F.L. NAVARRO2; J.A.CURY3; L. CAPELOZZA FILHO2; A.L. RODRIGUES Jr.4.

UEM-PR1; FOB-USP2; FOP-UNICAMP3; FOA-UNESP4 - (044) 262-3499

O objetivo deste estudo foi avaliar a liberação de flúor na placa dental in vivo ao redor de braquetes ortodônticos cimentados com o ionômero Fuji Ortho LC, GC (1) ou com a resina Concise, 3M (2), e a capacidade de manutenção de flúor na placa com o uso de agentes fluoretados. Trinta dias antes do início da terapia ortodôntica, 20 adolescentes foram instruídos a usar um dentrifício sem flúor. Os braquetes foram fixados em quadrantes opostos na maxila e mandíbula com Fuji Ortho LC ou com Concise. A placa bacteriana foi coletada antes da fixação dos acessórios (A), 2 (B), 15 (C) e 30 (D) dias após a instalação do aparelho fixo, 2 (E) e 15 (F) dias após a aplicação tópica de flúor gel fosfato acidulado a 1,23% durante 1 minuto, e 15 dias (G) após o início do uso de um dentifrício fluoretado (1500 ppm F, como MFP). A análise do íon flúor foi feita por eletrodo específico (mod. 96-09, Orion) após tratamento da placa com HCl, e tamponamento com TISAB II contendo 20 g NaOH/l. O teste de Wilcoxon demonstrou haver diferença significativa (p<0,05) entre os períodos experimentais. Valores de média e desvio-padrão em ppm F: A= 12,94 ± 9,02; B1= 7.272,54 ± 3.148,03 e B2= 45,49 ± 22,09; C1=2.366,80 ± 1.353,15 e C2= 22,74 ± 11,24; D1= 1.434,24 ± 777,62 e D2= 15,01 ± 7,40; E1= 4.983,26 ± 1.992,47 e E2= 2.202,45 ± 818,87; F1= 1.503,86 ± 613,80 e F2= 15,29 ± 4,88; G1 = 315,93 ± 163,99 e G2= 22,35 ± 7,67. Na placa ao redor do cimento de ionômero de vidro houve um aumento significativo na concentração de flúor após a instalação do aparelho fixo, sendo essa concentração mantida elevada ao redor desse material após a aplicação tópica profissional de flúor ou uso de dentifrício fluoretado.

Apoio da Fundação CAPES.

A304

Influência de três anos de armazenagem na dureza Knoop de resinas compostas.

M. A. MENEZES; A. MUENCH; M. S. MASUDA*; R. H. M. GRANDE.

Depto. Materiais Dentários - FOUSP - SP ( (011) 818-7840

O objetivo do trabalho foi determinar a dureza Knoop de três resinas compostas, Z100 (3M), Silux Plus (3M) e Heliomolar RO (Vivadent), nas idades de 1 semana, 1 mês, 1 ano e 3 anos. A resina era colocada em disco-matriz de poliacetal, com 2mm de espessura, e perfuração central de 2,5mm de diâmetro. A matriz foi posicionada sobre uma placa de vidro, a “cavidade” preenchida com resina e comprimida com uma tira de poliester. Em seqüência era feita a ativação de polimerização de intensidade de 300 mW/cm2, por 40 segundos. As amostras foram armazenados em soro fisiológico. As durezas foram determinadas na superfície de irradiação (Fr) e na face oposta (Fu). As repetições foram duas para cada marca comercial. Os dados, por material, foram submetidos à análise de variância e teste de Tukey. As resinas, Z100 e Silux conduziram a resultados semelhantes. Não significância para tempo de armazenagem, significância para superfície (p<0,001) e não significância para a interação (tempo x superfície). As durezas foram Z100 (Fr, 91,9; Fu, 59,6); Silux (Fr, 40,3; Fu, 27,4). Já a resina Heliomolar RO apresentou significância para tempo de armazenagem (p<0,05) e para superfície (p<0,01). As durezas para superfícies foram: Fr, 31,3; Fu, 21,6. No tempo de uma semana, a dureza foi significantemente menor em comparação a de 1 e 3 anos. Entre 1 mês, 1 e 3 anos, não houve diferenças significantes. (1 sem - Fr= 26,1; Fu=13,7; 1 mês - Fr= 31,5; Fu=19,4; 1 ano - Fr=33,4; Fu=27,8; 3 anos - Fr=34,3; Fu=25,4). As conclusões foram: a superfície da irradiação apresentou dureza significantemente maior, o que continuou até 3 anos; as resinas Z100 e Silux Plus, em uma semana já apresentaram durezas máximas e semelhantes às existentes após 3 anos; a resina Heliomolar RO, em maior tempo, mas chegou à mesma situação.

A305

Resistência adesiva à tração em dentina previamente tratada com Ag(NH3)2F

P.CHRISTINO NETO; W.ROMÃO JR; J.A.G.GUIMARÃES; A.HAYASSY; P.E.C.CARDOSO

Departamento de Materiais Dentários – FOUSP - pcneto@fo.usp.br

Neste estudo foi avaliada a resistência à tração do sistema restaurador adesivo SingleBond-Z100 com e sem o tratamento prévio na dentina pelo BIORIDE (Diamino Fluoreto de Prata Ag(NH3)2F. Foram utilizados 42 molares humanos, tendo sido removida a face oclusal deixando exposta uma superfície plana de dentina. Os dentes foram embutidos em cilindros plásticos com resina acrílica e divididos em três grupos: A – controle: armazenado em água 37ºC por 7 dias, B - BIORIDE aplicado por 3 minutos e armazenado em água 37ºC por 7 dias e C – idem ao grupo B sendo removida uma camada superficial de dentina de @ 0,5mm. Após o período de armazenagem, foi realizado o procedimento adesivo conforme as recomendações do fabricante, em seguida foi construído um cone de resina composta em três incrementos iguais e fotopolimerizados por 40s à intensidade de 590 mW/cm2 (DEMETRON-OPTILUX) cada um. A área de adesão foi correspondente a 0,0314cm2. Os corpos-de-prova permaneceram armazenados em água a 37ºC por 7 dias e levados ao ensaio de tração no equipamento OTTO WOLPERT-WERKE à velocidade de 0,5cm/min. Os dados obtidos foram submetidos à análise estatística (ANOVA) que revelou diferença estatisticamente significante (p<0,001) entre as médias de resistência à tração, A=13,8±2,1MPa; B=4,5±1,5MPa e C=9,5±3,1MPa. O BIORIDE influenciou negativamente a resistência à tração, apresentando a menor média. A remoção da superfície impregnada promoveu elevação nos valores de resistência à tração, embora tenham ficado abaixo das médias do grupo controle.

A306

Alteração linear da silicona de condensação por única e dupla impressão

L. C. LOPES*, D. G. BENOTTI, C. P. EDUARDO

Departamento de Dentística, Faculdade de Odontologia da USP – SP f:(011)818-7841

Os autores se propuseram a avaliar a viabilidade da técnica de única impressão com silicona de condensação. Utilizou-se as técnicas de única e dupla impressão em moldeiras de resina acrílica individuais e perfuradas. Fez-se um total de 80 moldagens, logo 80 moldes de um troquel metálico simulando um preparo protético para coroa total de um molar e de um pré-molar. Sendo 40 amostras cada: grupo I para técnica de dupla impressão e grupo II para única impressão. A deformação em cada molde foi avaliada 30 minutos após a remoção do mesmo. A alteração dimensional linear foi obtida através da comparação de uma distância pré-estabelecida entre dois pontos, chamada de distância mésio-distal, para cada dente, entre o troquel metálico e a mesma reproduzida no molde. Esta distância no molar é de 7,40mm, sendo 7,33mm para moldes obtidos por única e 7,27mm por dupla impressão. O valor obtido no pré-molar é de 4,65mm, da mesma forma, 4,58mm para única e 4,57mm para dupla impressão. Segundo a análise estatística de “t-Student”, ambas as técnicas não reproduziram fielmente o troquel padrão. Observou-se, ainda, que a silicona de condensação apresentou expansão em relação ao troquel metálico. Com base nos resultados apresentados, os autores concluíram que a técnica de única impressão é uma opção viável, resultando em moldes com estabilidade dimensional semelhantes aos obtidos através da técnica de dupla impressão para silicona de condensação.

A307

Estabilidade dimensional de siliconas polimerizadas por adição manipuladas com luvas.

J. G. A. GUIMARÃES*; P. CHRISTINO NETO; W. ROMÃO JR; A. HAYASSY; L. E. RODRIGUES Fº; A. MUENCH 

Materiais Dentários – FOUSP ( 011) 818 7840

A finalidade desta pesquisa foi avaliar a estabilidade dimensional de três siliconas por adição (Aquasil/Dentsply, Elite/Zhermack/Labordental e President/Coltène/Vigodent), quando o material de massa é submetido a diferentes condições de manipulação. Utilizou-se 3 métodos de manipulação: 1-diretamente com luvas de látex (Satari/Siam e Safederm/OON) por 30s; 2-espatulação inicial (25s) + luvas de látex (5s) e 3-luvas de vinil (Sensitive/Precious Mountain) por 30s. Foram efetuadas moldagens duplas de um modelo metálico, de seção tronco cônica com 10º de conicidade. Para configurar um alívio padrão em todas as impressões, a moldagem com massa densa foi executada em um modelo com dimensões aumentadas em 1mm. Para cada elastômero estudado foram realizadas 3 repetições. O diâmetro da base dos moldes foi medido em um perfilômetro (WERTH) nas idades de 30min, 60min, 24h e 7 dias e comparados ao diâmetro da base do modelo original. Os dados coletados foram então transformados em %. Os resultados obtidos, através da Análise de Variância, mostraram que todos os materiais se mantiveram igualmente estáveis ao longo do tempo (30 min- 0,26; 60 min- 0,28; 24 h- 0,27; 7 dias- 0,27), assim como as condições de manipulação conduziram a valores semelhantes (Satari- 0,29; Esp+Satari- 0,17; Safederm- 0,33; Esp+Safederm- 0,35; Vinil-0,22). Já com a interação Idade X Manipulação X Material, houve significância (p< 0,01), que deveu-se, essencialmente, à silicona President, manipulada diretamente com a luva Safederm, (30 min- 0,61; 60 min- 0,60; 24 h- 0,65; 7 dias- 0,66) porém, os valores referem-se ao desajuste percentual, e que foram mantidos constantes. Pode-se concluir que: as condições de manipulação ensaiadas não interferiram na estabilidade dimensional dos materiais, ao longo do tempo.

A308

Comportamento de siliconas por adição frente a um duplo vazamento.

W. ROMÃO Jr; J. G. A.GUIMARÃES; P. CHRISTINO NETO; A. HAYASSY; L. E. RODRIGUES Fº

Depto. de Materiais Dentários – FOUSP     waldyrjr@originet.com.br

O objetivo deste trabalho foi avaliar a possibilidade de três siliconas por adição permitirem a obtenção de dois modelos de trabalho fiéis a partir de um mesmo molde. Os seguintes materiais foram utilizados: Aquasil/Dentsply, Elite/Zhermack/Labordental e President/Coltène/Vigodent. Para a realização dos testes, um modelo metálico de seção tronco cônica retentiva com 6º de conicidade foi moldado 5 vezes com cada produto. Em cada molde obtido foram confeccionados 2 troquéis de gesso (Velmix/Kerr), sendo o 1º troquel uma hora após a remoção do molde e o 2º troquel uma hora após a remoção do 1º. Foi utilizado um perfilômetro (WERTH) para analisar a fidelidade dos troquéis (aumento de 50X). Estes foram acomodados num gabarito metálico e o desajuste mensurado. Os dados obtidos foram tabulados e submetidos à analise de variância, não apresentando diferença estatisticamente significante. A tabela abaixo mostra as médias de desajustes encontrados.

                Vazamento           Material                Desajuste (%)     

                                                Aquasil                                -0,06

1º troquel                                 Elite                                0,04               

                                                President             0,19

                                                Aquasil                                0,06

2º troquel                                 Elite                                0,05               

                                                President             0,19

                                               

A309

Avaliação do desgaste e rugosidade de materiais restauradores estéticos diretos.

F. P. C. FARIA; F. R. BORTOLOTTO*; R. R. BRAGA

Depto. de Materiais Dentários, FOUSP  ( (011- 818-7840)  * rrbraga@siso.fo.usp.br

O objetivo do presente estudo foi avaliar o desgaste e a rugosidade superficial de um ionômero de vidro modificado por resina (Fuji II LC), um compômero (Dyract AP) e um ionômero convencional de presa rápida (Fuji IX). Como controle, foi usada uma resina composta (Z100). Foram utilizados 16 dentes molares com a superfície oclusal seccionada, incluídos em cilindros de PVC, nos quais foram preparadas cavidades com 3mm de profundidade por 3,1mm de diâmetro. Cada material foi aplicado em quatro cavidades. Os corpos-de-prova foram submetidos a 200.000 ciclos mecânicos em  uma máquina de desgaste desenvolvida por Leinfelder (Matsumura et al., J.Prosthet. Dent., 73:233-239, 1995). O desgaste foi determinado com o uso de um medidor de perfis e a rugosidade (inicial e final) foi avaliada segundo a escala Ra do rugosímetro.

                                                                 Z100                   Dyract AP                Fuji II LC                   Fuji IX               

Rugosidade              inicial         0.16(±0.08)a             0.22(±0.13)a           0.53(±0.25)b             0.41(±0.08)b

média(em µm)         final             0.68(±0.41)a,b         0.79(±0.47)b           3.10(±0.56)c             5.19(±2.98)c       

Desgaste (em µm)                      21,0(±44,1)d             54,6(±51,6)d           241,0(±130,9)e        144,1(±86,8)e    

O compômero apresentou tendência de maior desgaste e rugosidade em relação à resina composta. O ionômero modificado e o de presa rápida apresentaram desgaste e rugosidade maiores do que o compômero e a resina composta. O ionômero de presa rápida apresentou tendências de menor desgaste e de maior rugosidade, comparado ao ionômero modificado.

A310

Avaliação da resistência de união entre acessórios orto-cirúrgicos e o esmalte humano.

M. MORAES*; M.A.C. SINHORETI; J.R. MIKAMI; M.C.A. LOPES; L. CORRER SOBRINHO 

Faculdade de Odontologia de Piracicaba – UNICAMP -  (019) 430-5274

Quando é necessário o tracioanamento de um elemento dental impactado utiliza-se a técnica de colagem de acessórios metálicos à estrutura dental com materiais resinosos. A proposta deste estudo foi verificar a eficiência de três  acessórios metálicos e dois compósitos utilizados em procedimentos de colagem, avaliados através de um teste de tração “in vitro”. Nas faces vestibulares de 60 dentes molares, realizou-se condicionamento ácido e lavagem da superfície com água destilada. Em seguida, a colagem do acessório foi efetuada em 6 grupos de 10 dentes com uma resina composta fotopolimerizável (Z100, 3M)  ou quimicamente polimerizável (Concise Ortodôntico, 3M), na seguinte maneira: 1) botão metálico + resina Z-100; 2) botão metálico + resina Concise Ortodôntico; 3) braquete metálico + resina Z-100;  4) braquete metálico + resina Concise Ortodôntico; 5) tela malha + resina Z-100; e 6) tela malha + resina Concise Ortodôntico. Os corpos-de-prova foram armazenados por 24 horas em água a 37ºC e em seguida levados a uma máquina de ensaio Instron com velocidade de 0,5 mm/min. para o tracionamento até ocorrer descolagem do acessório. Os resultados foram submetidos à análise de variância e ao teste de Tukey em nível de 5% de significância Os valores de resistência à tração do botão metálico (5,73 MPa) foram superiores estatisticamente (p<0,05) ao braquete (3,10 MPa) e à tela malha (0,80 MPa), independente da resina utilizada. O braquete diferiu estatisticamente da tela malha (p<0,05). Além disso, a resina composta quimicamente ativada Concise (3,19 MPa) associada a qualquer artefato, mostrou significantemente (p<0,05) maior força de união ao esmalte do a resina  composta fotopolimerizável Z-100 (1,84 MPa).

A311

Influência do tratamento superficial na resistência à tração do sistema IN CERAM ao cimento resinoso.

L. A.G. PIRES*; J.F.M. PACHECO; M.F. de GOES; É. MEZZOMO.

Mestrado de Prótese da ULBRA-RS - (051) 222-5205 / 394-4447

O propósito deste estudo foi verificar a resistência de união promovida por meio de diferentes combinações de tratamento superficiais, entre o sistema In-Ceram e o cimento resinoso, através de ensaio de tração. Foram confeccionadas 40 amostras de cerâmica do sistema In-Ceram, e incluídas com resina acrílica , deixando a superficie da amostra de cerâmica voltada para cima e exposta. As amostra foram divididas em 4 grupos: GRUPO 1, não recebeu nenhum tipo de condicionamento superficial; GRUPO 2, as superficies cerâmicas receberam jateamento com óxido de alumínio de 50 µm; GRUPO 3, as cerâmicas receberam tratamento superficial com ácido fluorídrico a 10%; GRUPO 4, receberam jateamento com óxido de aluminio de 50 µm e em seguida condicionamento com ácido fluorídrico a 10%.Após os tratamentos em todos os grupos foi aplicado silano(Kerr) e  injetado o cimento resinoso Nexus(Kerr) na superficie das amostras. Teste de tração com velocidade de 1 mm/minuto. Resultados em Mpa: Grupo 1=(2,01) b; Grupo 2=(6.10) a; Grupo 3=(4.91) ab; Grupo 4=(7.12)  a . O maior valor médio de resistência de união foi obtido com o Grupo 4, no entanto não diferiu estatisticamente (p<0,05) dos valores obtidos com o grupo 2 e 3.

A312

Métodos de condicionamento de superfícies de NiCr para cimentação.

E. G. Mota*. L. A. G. Pires

Materiais Dentários - Faculdade de odontologia da Universidade Luterana do Brasil - Fone: (055-051) 342-7759 E-mail: edmota@cpovo.net

Este estudo teve por objetivo avaliar a resistência ao cisalhamento de peças metálicas cujas superfícies internas foram condicionadas por três métodos diferentes (desgaste mecânico com tira de lixa, jateamento com óxido de alumínio e ataque eletrolítico) e unidas por cimento resinoso posteriormente. Assim como, comparar as técnicas e verificar as microrretenções produzidas na superfície metálica, através de microscopia eletrônica de varredura. Foram confeccionados 60 corpos de prova metálicos de NiCr, nas dimensões de 8 mm de diâmetro, 2 mm de espessura e 7 mm de haste. Tais corpos foram divididos aleatoriamente em 3 grupos de condicionamentos denominados Grupo 1, 2 e 3 respectivamente. O Grupo 1 sofreu condicionamento de  superfície com tira de lixa n.º 400. O Grupo 2 recebeu jateamento com esferas de óxido de alumínio com granulação de 50 µm sob pressão de 80 lbs e limpa com álcool isopropílico em ultra-som por 10 minutos. O Grupo 3 recebeu condicionamento eletrolítico, o qual se caracterizou pela ação do ácido HNO3 (0,5N) sob o metal com uma corrente elétrica de 250 mA/cm2 num período de quinze minutos. Após cada condicionamento, os corpos de prova foram analisados em microscópio eletrônico de varredura e num levantamento da composição superficial do metal. Após a cimentação com cimento resinoso os corpos de prova foram tracionados numa máquina de ensaio universal VERSAT (Panambra Pantec) numa velocidade de 1,3 mm/min. Os resultados (N) obtidos foram analisados usando Turkey/ANOVA (P<0,05). As médias foram: Grupo 1 (34,0), Grupo 2 (274,0) e Grupo 3 (25,0). Há diferença estatística dentre os resultados obtidos, sendo o Grupo 2 (a) o que apresentou maior força de união, seguido pelo grupo 1 (b) e, por último, o Grupo 3 (c). Analisando a microscopia eletrônica de varredura verificou-se que todos métodos promoveram microrretenções na superfície do metal com topografia correspondente ao grau de embricamento obtido. Não só isto, mas também através da análise da composição superficial determinou-se uma contaminação, pelo óxido de alumínio, em 11,1% do peso na superfície do metal tratado para os corpos de prova do Grupo 2 e nenhuma contaminação significante nos Grupos 1 e 3. ULBRA.

A313

Avaliação da degradação hidrolítica de resinas compostas indiretas

A. F. P. CARREIRO *;  G. B. VALVERDE; R. G. FONSECA; C. A. S. CRUZ

Departamento de Materiais Odontológicos e Prótese - Faculdade de Odontologia de Araraquara-UNESP (016)2321233 cruz@foar.unesp.br

Recentemente, têm sido lançados no mercado odontológico materiais especificamente destinados à confecção de restaurações estéticas indiretas. Todavia, apesar de novas formulações e métodos de polimerização, tais materiais são ainda constituídos por matriz resinosa e partículas minerais. Motivados pela evidente ação adversa da absorção da água em polímeros e compósitos orgânicos ( Söderholm, K. J., J. Dent. Res., 63: 1248-1254, 1984), decidimos avaliar, por meio de testes dureza, a degradação hidrolítica nos compósitos indiretos Artglass (Heraeus/Kulzer), Solidex (Shofu) e Targis (Ivoclar), comparando-os a resina composta direta Z100 (3M).  Os ensaios de dureza foram realizados em aparelho VOLPERT, com diamante Vickers e carga de 50g aplicada por 30 segundos, antes e após 30, 60 e 90 dias de imersão. Durante o decorrer destes períodos as amostras foram  armazenadas em frascos âmbar contendo água destilada, a temperatura de 37 ± 1ºC. Os resultados mostraram maior valor de dureza para o material Z100 ( 89,65 VHN), seguido pelos materiais Artglass (37,96 VHN), Solidex (31,87 VHN) e Targis  (27,57 VHN). Os valores de dureza após 60 dias de imersão (41,60 VHN) foram estatisticamente inferiores aos valores iniciais (57, 62 VHN) e  semelhantes aos observados 30 dias após imersão (47, 81 VHN). Não foi observada diferença estatisticamente significante entre os valores de dureza observados após 60 e 90 dias de imersão. Com base na metodologia empregada e nos resultados obtidos, podemos concluir que o processo de degradação hidrolítica está presente em todos os materiais testados, indicando a possibilidade de alteração de suas propriedades mecânicas no ambiente bucal.

A314

Comparação da resistência à fadiga entre soldas de prata e elétrica à ponto.

M.B.LOPES*, S.CONSANI, L. CORRER SOBRINHO, R.L.X. CONSANI, M.A.C. SINHORETI 

Departamento de Materiais Dentários – FOP – UNICAMP - Brasil - (019) 430-5348

O objetivo deste trabalho foi comparar a resistência à fadiga da solda de prata (Unitek) com a solda elétrica à ponto, variando o tipo de fio de aço inoxidável a ser soldado. Foram confeccionados 8 corpos-de-prova para cada tipo de solda e de fios, na espessura de 0,021”x 0,025” (Unitek, São Carlos, Lee Orthodontics e Ortho) e controle (sem solda), totalizando 96 corpos-de-prova. Todas as soldas foram realizadas pelo mesmo operador. A máquina utilizada para a realização da solda elétrica à ponto foi a Kernit SMP 3000, enquanto a solda de prata foi realizada com um maçarico gás-oxigênio (Miniflan) utilizando fundente (Rock Mountain). Os corpos-de-prova foram submetidos ao teste de fadiga mecânica na máquina (AMSLER), com uma carga constante de 1 kg e deflexão de 2o para cada lado, até a ruptura. Os resultados foram analisados estatisticamente pelo teste de Tukey (5%) e indicaram que: (1) – Os resultados obtidos para o controle com os fios Unitek, São Carlos, Lee Orthodontics e Ortho foram 5665, 6679, 5679 e 5962 ciclos, para a solda de prata 988, 1423, 1855 e 1073 ciclos e para a solda elétrica a ponto 322, 700, 522 412 ciclos. Com base nos resultados concluiu-se que: O controle apresentou valores de resistência à fadiga estatisticamente superior em relação as solda de prata e elétrica à ponto, para todos os tipos de fio de aço inoxidável (p<0,05). A  solda de prata apresentou valores estatisticamente superior em relação a solda elétrica à ponto, para todos os tipos de fio de aço inoxidável (p<0,05).

Apoio financeiro da FAPESP – Proc. 98/03359-8

A315

Influência do flúor na rugosidade superficial de uma resina composta.

R. F. L. Mondelli*, V. Suedam, E. B. Franco, M. H. S. Souza Júnior.

Depto de Dentística da Fac. de Odontologia de Bauru -USP. (014) 235-8265

A aplicação tópica de flúor sobre resina composta pode atacar as partículas de sílica, aumentando a rugosidade superficial. O trabalho avaliou a influência da aplicação de agentes fluoretados na rugosidade superficial de corpos de prova de resina composta (Z-100, 3M), utilizando-se um rugosímetro Hommel Tester T 1000. Cinqüenta corpos de prova cilíndricos, 6,5mm de diâmetro e 3,0mm de espessura, foram divididos em dois grupos com dois tipos de acabamentos: (brocas multilaminadas mais discos “Sof-Lex” e polimerizados com tira de poliéster). Os agentes analisados foram: APF a 1,23% por 1 e 4 min.; flúor neutro a 1,23% por 4 min.; verniz fluoretado por 4 h. e dois grupos controles imersos em água por 4 h.. Cada corpo de prova foi submetido a 4 leituras de rugosidade inicial após o acabamento e 4 finais após a aplicação e remoção dos agentes. A análise estatística (Anova e Tukey) não revelou diferenças significantes entre os acabamentos. O APF aplicado por 1 min. apresentou alteração na rugosidade de 0,0180µm e 0,0268µm para o acabamento com brocas multilaminadas - “Sof-Lex” e tira de poliéster, respectivamente, o APF por 4 min, 0,0186µm e 0,0246µm, seguido pelo verniz fluoretado, 0,0134µm e 0,0070µm, e do flúor neutro, 0,0052µm e 0,0038µm. Os dois últimos agentes não apresentaram diferenças estatisticamente significantes em relação aos grupos controles 0,0044µm e 0,0036µm. O acabamento não teve influência na rugosidade superficial. O APF causou as maiores alterações de rugosidade superficial para os dois tipos de acabamento, seguido do verniz fluoretado e do flúor neutro.

Apoio: FAPESP – Processo no 97/05899-7

A316

Influência da umidade do meio na estabilidade dimensional de siliconas.

G. B. VALVERDE*, G. L. ADABO , R. G. FONSECA, C. A. S.CRUZ, 

Depto.de Materiais Odontol. e Prótese. Fac. de Odontologia de Araraquara-UNESP, Fone:55-16–232-1233 – E-mail: valverde@foar.unesp.br

A estabilidade dimensional dos elastômeros é um aspecto de fundamental importância na precisão de trabalhos protéticos. Quando a armazenagem é necessária, é importante conhecermos  influência da umidade do meio na estabilidade dimensional do molde. Em vista do exposto, decidimos estudar a estabilidade dimensional de 2 marcas comerciais de  siliconas de adição (Extrude  e  Elite) e em duas de condensação (Xantopren e Oranwash)   pelo método da perda de massa, em função do tempo, em três diferentes meios (umidificador, dessecador e bancada). Dez  corpos-de-prova de cada material foram obtidos a partir de matrizes de PVC. Os materiais foram  manipulados de acordo com as instruções do fabricantes e os corpos-de-prova obtidos foram pesados em balança com sensibilidade de 0,0001g, 10 minutos após a inserção na matriz. Após, foram pesados novamente nos seguintes intervalos de tempo: 15, 30 minutos, 1, 4, 12 e 24 horas. Através da diferença percentual entre a pesagem inicial nos diferentes tempos  colheu-se os dados que foram analisados estatisticamente. Os resultados mostraram que para as siliconas de adição a armazenagem em bancada ou dessecador propiciaram maior estabilidade, que em umidificador. As siliconas de condensação, ao contrário, mostraram-se mais estáveis em umidificador, além de mostrarem perda  da estabilidade em função do tempo. A interação mostrou que estes materiais podem permanecer por até 12 horas em umidificador, enquanto que nos outros meios apenas 30 minutos. Conclui-se que as siliconas de adição permanecem estáveis por mais tempo, porém são mais   sensíveis à maior umidade relativa do ambiente, enquanto as siliconas de condensação, mantém-se mais estáveis no meio úmido, porém, independentemente no meio de armazenagem  são menos estáveis.

Apoio Financeiro: FAPESP

A317

Avaliação do efeito do polimento químico sobre algumas propriedades das resinas ativadas química e termicamente.

K. O. BRAUN*, J.A. N. de MELLO, A. A. DEL BEL CURY

Faculdade de Odontologia de Piracicaba -UNICAMP -  altcury@fop.unicamp.br

Este estudo avaliou o efeito do polimento químico sobre a liberação de monômero em água, a dureza superficial e a textura de superfície (MEV) de resinas auto e termopolimerizáveis, comparando-o com o polimento mecânico. As amostras foram divididas em 4 grupos: G1- resina autopolimerizável com polimento mecânico; G2 - resina autopolimerizável com polimento químico; G3 - resina termopolimerizável com polimento mecânico; G4- resina termopolimerizável com polimento químico. Após os polimentos as amostras foram imersas em água destilada a 37oC e as avaliações executadas nos períodos de 1, 2, 8 e 32 dias. A liberação de monômero foi avaliada em espectrofotômetro; a dureza Knoop foi medida com microdurômetro SHIMADZU MV 2000 e a superfície pela Microscopia eletrônica de varredura (MEV).Os resultados foram submetidos a ANOVA (p=5%) e teste de médias não paramétricas. As médias e desvios padrões: monômero residual(µg/cm2):1odia G1) 129,71 + 11,75, G2) 1811,98 + 199,04, G3) 3,43 + 0,12, G4) 704,72 + 60,18; 2o  dia G1) 35,89 + 3,58; G2) 172,24 + 9,78, G3) 1,25+ 0,12; G4) 30,35 + 1,35; 8o  dia G1) 8,42 + 0,50; G2) 19,58 + 0,50; G3)0,47 + 0,05; G4) 5,39 + 0,20; 32o  dia G1) 3,27 + 0,27, G2) 6,13 + 0,22, G3) 0,03 + 0,01, G4) 1,69 + 0,08. Dureza: 1o dia G1) 12,28 + 0,29, G2) 7,83 + 0,40, G3) 17,15 + 0,14, G4) 9,41 + 0,23; 2o  dia G1) 12,82 + 0,23; G2) 8,89+ 0,35; G3)17,13+ 0,18; G4) 10,02 + 0,37; 8o  dia G1)12,77+ 0,16; G2) 10,42 +0,14; G3) 16,51+ 0,14; G4)11,79+ 0,36 ; 32o dia G1)13,11 + 0,26, G2) 12,17 + 0,37, G3) 15,96 + 0,14, G4) 11,79 + 0,36. Concluiu-se que:  o polimento químico aumentou o monômero residual das resinas em todos os períodos e reduziu a dureza superficial das mesmas em todos os períodos. Pela  avaliação  com MEV verificou-se que o polimento químico altera a camada superficial das resinas promovendo um aspecto ondulado semelhante, para ambas as resinas estudadas.

CNPq no 142531/98-7

A318

Infiltração Marginal de Restaurações em Compósitos com Diferentes Viscosidades

A.B. SOARES*, M.F. DE GOES, P.N.R. Pereira

Fac. de Odontologia de Piracicaba - UNICAMP – SP - (019) 430-5345Tokio Med.Dent. Univ., Japão.

O objetivo deste estudo foi avaliar a infiltração marginal de restaurações em compósitos com diferentes viscosidades. Foram avaliados os  compósitos de alta viscosidade Sure Fil (Dentsply), baixa viscosidade Tetric Flow (Vivadent) e o TPH Spectrum com viscosidade intermediária. Vinte e uma cavidades classe V (3 mm de diâmetro e 2 mm de profundidade) foram preparadas em molares humanos recém extraídos e divididas aleatoriamente em 3 grupos com 7 dentes cada.  O preparo cavitário foi delimitado com metade acima e a outra abaixo do limite cemento-dentinário. Toda superfície da cavidade foi condicionada com ácido fosfórico a 35%, lavada e o excesso de água removido. O sistema adesivo Prime & Bond 2.1 (Dentsply) foi utilizado para todas as cavidades de acordo com as instruções do fabricante. Os compósitos foram inseridos nas cavidades em dois incrementos de 1mm cada e polimerizados com luz visível (XL 3000-3M), durante 40 segundos. Os dentes restaurados foram armazenados em água destilada a 370 C por 24 horas. A seguir, as restaurações foram polidas por meio de discos Sof-Lex em granulações decrescentes. Todos os dentes foram cobertos com esmalte de unha deixando 1 mm livre ao redor da margem das restaurações. Logo após, os dentes foram imersos em solução aquosa de nitrato de prata a 50% por 8 horas. Em seguida, lavados por 1 minuto e imersos em uma solução foto-reveladora por 12 horas. Todos os dentes  foram seccionados longitudinalmente através do centro das caixas mesial-distal-oclusal da restauração. As hemi- secções de cada dente foram observadas em uma lupa esterioscópica e o comprimento de infiltração em cada parede do preparo foi mensurado. Os valores de infiltração obtidos foram calculados como a porcentagem total de penetração do nitrato de prata na cavidade da seguinte forma: % total de infiltração = comprimento de penetração do nitrato de prata / total das paredes cavitárias x 100. Os valores de infiltração marginal foram: TPH (29%), Sure Fil (21,6%) e Tetric Flow (15,2%). O compósito de baixa viscosidade apresentou menor percentual de infiltração marginal.

A319

Avaliação das alterações dimensionais lineares e de absorção de três materiais de moldagem submetidas ao processo de desinfecção.

D.F.BALASSIANO               

Departamento de Prótese, F. O. da U.E.R.J. Tel-(021) 587 6368  

O objetivo deste trabalho foi avaliar alterações dimensionais lineares e de absorção de três materiais de moldagem( Silicona de Condensação- Xantopren- G.1, Silicona de Adição- Provil- G.2, Polieter- Impregum- G.3), submetidos ao processo de desinfecção pelo uso de glutaraldeíodo à 2.2% (Cidex) em três tempos, sendo o 1o- após a cura, 2o- imersão por dez minutos e o 3o imersão por mais vinte minutos. Foram usados dois tipos de avaliações, leitura ótica através de um projetor de perfis- (marca Deltronic-US, modelo DB 114 resolução 1 micrômetro) e pesagem com uma balança analítica de precisão 0.0001 ( marca Scientech). Foram obtidos dez corpos de prova para cada material. Inicialmente, após a cura eram levados em água destilada, secados com papel absorvente e procedida a primeira medição e pesagem, a seguir imersos por dez minutos no glutaraldeído à 2.2%, secados, medidos e pesados e finalmente imersos por mais vinte minutos e o mesmo comportamento era seguido, totalizando trinta minutos de imersão. Os resultados foram submetidos a análise estatística pela ANOVA e teste de LSD (p£0.05). Em relação ao peso, os grupos apresentaram-se diferentes entre si tendo como média e desvio padrão; G.1= 2.1766 / 0.0141, G.2= 2.9009 / 0.1085 e G.3= 2.2428 / 0.0425. Em relação as medidas, o G.1 apresentou diferença estatística com os demais ,porém os G.2 e G.3 não apresentaram diferença estatisticamente significante, tendo as médias e desvio padrão; G.1 = 78.99 / 0.18, G.2 = 79.49 / 0.06 e G.3 = 79.53 / 0.75. Não foi possível determinar a influência do tempo sobre o peso e a medida. O Autor pode concluir que numa avaliação global o material do G.1 apresentou o melhor comportamento, enquanto os materiais do G.2 e G.3 apresentaram comportamentos semelhantes.

A320

Avaliação da estabilidade dimensional da silicona de adição em relação ao tempo de  armazenamento.

F.M.FERNANDES*, L.M.O SOTELO, V.Q. PUPPIN, O.A.S. FRAGA     

Departamento de Prótese, F. O. da U.E.R.J. Tel-(021) 587 6368  

A silicona de adição é um material amplamente utilizado para moldagens de precisão em prótese. O objetivo deste trabalho foi avaliar comparativamente “in vitro” a estabilidade dimensional da silicona de adição em função do tempo de armazenamento anterior ao vazamento. Foram utilizados trinta corpos de prova, obtidos à partir de moldagens de um troquel mestre em aço inox, que apresentava duas ranhuras para padronizar as medições. Foi utilizado a silicona Extrude-Kerr para as moldagens e gesso pedra melhorado tipo IV Velmix-Kerr para os modelos. Os corpos de prova foram divididos em três grupos, de dez elementos cada, de acordo com o tempo de armazenamento; G.1- uma hora, G.2- vinte e quatro horas e G.3- sete dias. As medições foram realizadas no Projetor de Perfis-Deltronic, modelo DV.114 CNC, resolução 0.001 mm, incerteza 0.001 mm. Em cada corpo de prova foram feitas duas medições, sendo uma à 2 mm do topo e outra à 2 mm da base. Os resultados foram analisados estatisticamente pela ANOVA e teste de TUKEY (p£ 0.05%), tendo como média e desvio padrão para o grupo G.1 = 0.192 e 0.04726, G.2 = 0.324 e 0.1743 e para o G.3 = 0.383 e 0.1244, demonstrando que os grupos foram estatisticamente diferentes entre si (p£ 0.000). Baseado nos resultados obtidos, os Autores concluíram que o tempo de uma hora para o armazenamento de moldagens feitas com silicona de adição, foi o que proporcionou uma melhor estabilidade dimensional.

A321

“Estudo comparativo da capacidade de liberação e de recarregamento de fluoretos de diferentes materiais ionoméricos. ”

J. MACIEL*, K. DIAS, P. BARROS, R. REIS, M. CASTRO.

Depart. de Dentística – UERJ/Unigranrio ( cervante@uerj.br).

Este estudo avaliou comparativamente a capacidade de liberação e de recarregamento de flúor do cimento de ionômero de vidro convencional Chelon Fil® -Espe Dental (CF), cimento híbrido  Photac Fil Aplicap® -Espe Dental (PF), e o compômero Dyract® -Dentsply (DY). De cada um destes materiais foram confeccionados três grupos com dez amostras cada, totalizando 90 amostras. As amostras foram conservadas em água destilada deionizada, a temperatura média de 37°C, durante 90 dias. Nos primeiros 30 dias foram feitas medidas diárias da quantidade de íons flúor liberada na água de estocagem, antes da sua troca diária. As medições foram realizadas, em um analisador iônico com eletrodo seletivo (Expandable Ion Analyzer EA 940 – Orion Research Inc.), com precisão de até 0,02 ppm de flúor, previamente calibrado. Do dia 31 ao dia 60, as amostras receberam os seguintes tratamentos :Grupo I – exposição a solução de fluoreto de sódio a 0,05% ( Farmácia de manipulação), por 1 minuto; Grupo II – exposição ao fluoreto de sódio neutro em gel NuproGel® (Dentsply), por 4 minutos; Grupo III - exposição ao fluoreto de sódio acidulado em gel NuproGel® (Dentsply), por 1 minuto. Do dia 61 ao 90, novas leituras da quantidade de íons flúor liberada na água de estocagem foram realizadas. Os resultados foram tratados estatisticamente por ANOVA e teste LSD ( p< 0.05 ). A liberação de flúor cumulativa apresentou as seguintes médias em ppm : PF - 5.18; CF - 5.47; DY - 2.42. Na avaliação global dos tratamentos as médias em ppm :  sem tratamento - 2.49; Grupo I –1.37; Grupo II –4.82; Grupo III -4.59. Na liberação e recarga, os materiais PF e CF foram estatisticamente semelhantes e passíveis de recarrega, apresentando médias superiores ao DY. O tipo de recarga mais efetivo foi com o uso de géis fluoretados.

A322

Adesividade de dentes decíduos submetidos a diferentes métodos de esterilização.

E. CAVALCANTI* , R. BRÊTAS. , J.A.M. MIGUEL, A.GIASSONE., K. DIAS.

Departamento de Odontopediatria e Dentística da Faculdade de Odontologia da UERJ - (021) 711-8666

O objetivo deste trabalho foi avaliar a influência de diferentes métodos de esterilização na adesividade de um sistema de união em molares decíduos. Foram utilizados 65 molares decíduos hígidos, divididos em 5 grupos. No grupo 1, os dentes foram submetidos a esterilização em autoclave a 1340 C por 17 min. No grupo 2, utilizou-se o óxido de etileno. No grupo 3, os dentes foram colocados em solução de glutaraldeído a 2 % por 10 horas, e no grupo 4 , em formol a 10% por 2 semanas. No grupo 5 (controle), os dentes não foram submetidos a nenhum tipo de esterilização. Os dentes foram, então, incluídos em resina epoxi, e, as superfícies dentinárias, planificadas com lixas d‘água de granulações 400 e 600 e, recobertas com fita de teflon , contendo uma perfuração de 3 mm. A dentina foi condicionada com ácido fosfórico a 37% por 15 segundos e aplicado o sistema adesivo Prime&Bond 2.1( Dentsply). Foi utilizada a resina TPH Spectrum (Dentsply) sobre a dentina, formando um cilindro de 3 mm de diâmetro. Após 7 dias de armazenamento em água destilada, à temperatura ambiente, foi realizado o teste de cisalhamento em máquina Instron, 0,5mm/ min. Os resultados foram tratados estatisticamente por ANOVA( p < 0,05). Médias e DP em Mpa são: G1= 24,05 + 8,77; G3 = 18,59 + 7,03; G4 = 23,97 + 8,19 e G5 = 20,11 + 6,50. Os dentes do grupo 2 não foram analisados, pois fraturaram durante o processo de esterilização. Não houve diferença estatisticamente significante entre os grupos 1,3,4 e 5.Baseados nos resultados, conclui-se que: 1) os métodos de esterilização testados, exceto o óxido de etileno, não alteraram a adesão em dentes decíduos; 2) o óxido de etileno está contra-indicado para a esterilização de dentes decíduos.     

Apoio financeiro da CAPES.

A323

Avaliação da  rugosidade  superficial de materiais restauradores estéticos posteriores. 

E. F. LOPES*;A. D. TEDESCO; J. DUARTE;P. E. C. CARDOSO; K. DIAS. 

UFRJ e UERJ - Fax:: (021) 587-6382 - cervante@uerj.com.br

A proposta deste trabalho foi avaliar a rugosidade superficial de seis materiais restauradores estéticos para dentes posteriores, submetidos a uma técnica de polimento. Foram confeccionadas seis placas de acrílico com 10 perfurações com diâmetro de 3,0 mm. Cada placa teve as perfurações preenchidas com um material, a saber: Grupo 1- TPH Spectrum (Dentsply); grupo 2- Solitaire (Kulzer); grupo 3- Alert (Jeneric Pentron); grupo 4- Surefill (Dentsply); grupo 5- Dyract AP (Dentsply) e grupo 6- Ariston PHC (Vivadent). Foi utilizada técnica de inserção incremental, sendo cada incremento fotopolimerizado por 40 segundos com aparelho Optilux 400 - Demetron , 570 mW/cm2. Os corpos de prova foram armazenados em ambiente com 100% de umidade relativa do ar (URA) durante 24 horas e, logo após, submetidos a procedimentos padronizados de acabamento e polimento com ponta de borracha Vicking (KG-Sorensen) seguida de borracha siliconada  Enhance (Dentsply) e escova de Robbinson com pasta poli 2 (Kota). Após 7 dias armazenados em (URA), as superfícies dos materiais restauradores foram analisadas em um rugosímetro Mitutoyo  modelo Surftest 301 parâmetro Ra nos sentidos transversal e longitudinal. Os resultados foram tratados estatisticamente por ANOVA e teste de Tukey, p<0,05. As médias obtidas para cada material em microns foram: grupo 1=0,360; grupo 2=0,260; grupo 3=0,918; grupo 4=0,262; grupo 5=0,266 e grupo 6=0,283. Não foi possível determinar diferença estatisticamente significantes entre os grupos 1;2;4;5 e 6. O grupo 3 foi estatisticamente diferente dos demais. Os autores concluíram que a resina composta condensável  Alert apresentou maior rugosidade superficial..

A324

Uso de resinas “flow” na cimentação de laminados de porcelana.

M. O. BARCELEIRO*, K. DIAS,  T. SEKITO JUNIOR.

Faculdade de Odontologia da UERJ - Rio de Janeiro, RJ - (021) 6427920

O objetivo deste estudo foi avaliar “in vitro” as forças de união de três materiais ao esmalte de dentes bovinos quando estes são usados na cimentação de facetas laminadas de porcelana, avaliando com isso a possibilidade destes materiais serem utilizados nesta técnica. Trinta corpos de prova foram preparados com dentes bovinos recém extraídos seccionados e incluídos em resina epoxy. Os corpos de prova foram divididos em três grupos: Grupo I – Porcelana cimentada ao dente com Variolink II (Vivadent), Grupo II – Porcelana cimentada ao dente com cimento de Ionômero de vidro modificado Geristore (Den-Mat), Grupo III – Porcelana cimentada ao dente com resina de baixa viscosidade Natural-Flow (DFL). Os materiais foram utilizados de acordo com as instruções dos fabricantes. Após a cimentação, os corpos de prova foram mantidos estocados em água destilada a 37º C durante sete dias. Os corpos de prova foram submetidos a um teste de cisalhamento em máquina de ensaios mecânicos. Os resultados foram tratados estatisticamente por ANOVA e teste LSD (p£0,05).A média e o desvio padrão dos grupos foram respectivamente: Grupo I – 9,66 ± 3,00; Grupo II – 9,67 ± 2,87; Grupo III – 10,53 ± 3,71. Não foi determinada diferença estatisticamente significante entre os grupos. Baseados nos resultados os autores concluíram que os materiais testados são adequados para cimentação de facetas laminadas de porcelana.

A325

Avaliação da alteração dimensional de três tipos de gesso para troquel.

R.L.L.AGUILAR*, O.A.S. FRAGA, L.M.O SOTELO, V.Q. PUPPIN       

Departamento de Prótese, F. O. da U.E.R.J. Tel-(021) 587 6368  

A obtenção de um modelo fiel é um procedimento de grande importância para o êxito de um trabalho protético. O objetivo deste trabalho foi avaliar a alteração dimensional de três tipos de gesso utilizados para troquéis; gesso tipo IV, sintético e resinoso. Foi confeccionado um modelo padrão em metal, com espaçador, cujo o objetivo, foi obter um alívio uniforme para o material de moldagem. Foram confeccionados trinta casquetes em resina acrílica para as moldagens. A silicona de adição Extrude foi utilizada e obtidos trinta troquéis, sendo dez para cada grupo, G.1- gesso tipo IV, G.2- gesso sintético e G.3- gesso resinoso. Os materiais estudados foram manipulados à vácuo e vazados com o auxílio de um vibrador. Após sete dias, foram realizadas as medições dos troquéis em seu diâmetro, tendo como referência 2 mm do topo e 2 mm da base, com o auxílio do Projetor de Perfis-(Deltronic, modelo DV.114 CNC, resolução 0.001 mm). Os dados foram dispostos em uma tabela, obtido o erro percentual para cada troquel e analisados estatisticamente pela ANOVA. Sendo para o topo p= 0.703, cujas médias G.1= 0.191, G.2= 0.160 e G.3= 0.102 e para a base p= 0.088, com médias G.1= 0.194, G.2= 0.182 e G.3= 0.091 demonstrando que os grupos não foram   estatisticamente diferentes. Após a avaliação dos resultados, os Autores concluíram que os três materiais estudados, apesar de terem sofrido uma expansão, apresentaram o mesmo comportamento em relação a estabilidade dimensional.

A326

Avaliação da profundidade de polimerização das resinas compostas condensáveis.

A. D. TEDESCO, E. VARGAS*, D. F. REGALADO, R. FULGÊNCIO 

Universidade Gama Filho, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.     Tel: (021) 5997272    r.6166

As resinas compostas condensáveis diferem das resinas compostas tradicionais devido ao aumento na quantidade de partículas inorgânicas. Segundo os fabricantes, o material permite a inserção em um só incremento de até 5,0 mm. A proposta deste estudo foi avaliar o grau de polimerização de 3 resinas condensáveis: Grupo 1: Solitaire (Kulzer); Grupo 2: Alert (Jeneric/Pentron) e Grupo 3: SureFil (Dentsply). Foram confeccionados 10 corpos de prova em resina acrílica cor preta opaca medindo 3,0 x 3,0 x 0,5 cm contendo uma perfuração central de 0,3 x 0,5 cm, para cada grupo, totalizando 30 corpos de prova. As perfurações foram preenchidas em incremento único de 5,0 mm e fotoativadas pelo aparelho Optilux 400 (Demetron) com intensidade média de luz de 610 mW/cm2 por 40 segundos; segundo as especificações do fabricante. As amostras ficaram armazenadas em água destilada por 7 dias e temperatura ambiente. Posteriormente foram seccionadas longitudinalmente na máquina Isomet (Buehler), e avaliadas a partir  de uma lupa estereoscópica. Através de uma escala numérica contida no visor da lupa, foram mensuradas 3 medidas de profundidade de polimerização para cada corpo de prova. Os valores numéricos foram transformados em milímetros e analisados estatisticamente por ANOVA e teste de Bonferroni (F= 177.76; p < 0.01). A média e o desvio padrão de cada grupo foi respectivamente: Gr 1= 3,221 + 0,1112; Gr 2= 4,309 + 0,1882 e Gr 3= 4,114 + 0,095. Foi notada diferença estatisticamente significante entre os grupos testados. Os autores concluíram que a resina Alert apresentou maior profundidade de polimerização, seguida da resina SureFill. A resina Solitaire apresentou os piores resultados.

A327

Influência do flúor na rugosidade superficial de uma porcelana.

R. F. L. MONDELLI, M. G. TICIANELI, L. WANG*, F. C. P. GARCIA.

Depto de Dentística da Faculdade de Odontologia de Bauru -USP. (014) 235-8265

A presença do ácido fluorídrico na composição de agentes fluoretados pode atacar as partículas de sílica presentes nas restaurações de porcelana, causando rugosidade superficial, perda de brilho e manchamento. O propósito deste trabalho foi avaliar comparativamente o efeito da aplicação tópica de vários agentes fluoretados na superfície de uma porcelana (DUCERAM), utilizando-se um rugosímetro (Hommel Tester T 1000). Cinqüenta corpos de prova com 6,5mm de diâmetro e 3mm de espessura foram divididos em dois grupos com dois tipos de acabamento (polidos e glazeados). Os agentes analisados para cada subgrupo de 5 corpos de prova foram: APF a 1,23% por 1 e 4 min., flúor neutro a 1,23% por 4 min., verniz fluoretado por 4 h. e dois grupos controles (4 h. de imersão em água). Cada corpo de prova foi submetido a 4 leituras de rugosidade inicial após o acabamento e 4 finais após aplicação e remoção dos agentes. A análise estatística (Anova e Tukey) não revelou diferenças significantes entre os acabamentos. A aplicação do APF por 4 min. causou maior alteração de rugosidade (0,1800µm e 0,2066µm) na porcelana polida e glazeada respectivamente, seguido do verniz (0,1472µm e 0,1380µm) e do APF por 1 min. (0,1550µm e 0,1080µm), enquanto que o flúor neutro causou menor alteração (0,0406µm e 0,1020µm) em relação ao grupo controle (0,0388µm e 0,0604µm). O acabamento da porcelana não influenciou em termos de rugosidade superficial. A proteção das restaurações previamente á aplicação dos agentes fluoretados evita alterações superficiais.

 

Apoio: CNPq– Processo no 105420/97-2

A328

Estudo da dureza  de resinas compostas para dentes posteriores

D. R. SILVA NETO*; A. F. P. CARREIRO; I. L. SANTANA; C. A. S. CRUZ; G.L. ADABO

Departamento de Materiais Odontológicos e Prótese - Faculdade de Odontologia de Araraquara-UNESP (016)2321233  cruz@foar.unesp.br

Desde sua introdução na Odontologia, as resinas compostas têm sofrido modificações  em sua composição, com o propósito de aprimorar propriedades físicas e mecânicas e tornar viável e segura a indicação para dentes posteriores. Novos materiais tem surgido, sendo colocados, à disposição dos profissionais como solução “definitiva”. No presente trabalho avaliamos a dureza dos materiais Alert (Jeneric), Prodigy (Keer), Tetric Ceram (Vivadent),  Degufill Mineral (Degussa) e Solitaire (Kulzer), comparando-os as resinas compostas Z100 (3M), TPH (Dentsply) e Durafil (Kulzer), respectivamente de alta, média e baixa concentração de partículas (Willems et al. Quintessence Int., 24: 641-658, 1993). As amostras foram avaliados 7 dias após a fotoativação, em aparelho Wolpert, com diamente Vickers e carga de 50 g, aplicada por 30 segundos. Durante este período, os espécimes permaneceram armazenados em frascos âmbar, a temperatura de 37 ± 1 ºC. Os resultados mostraram valor médio de dureza estatisticamente superior para o material Z100 (98,77 VHN), seguido pelo material Alert (83,19 VHN). A seguir, com valores estatisticamente semelhantes entre si, vieram os materiais TPH (50,29 VHN), Prodigy (48,57 VHN) e Solitaire (16,29 VHN). Completou a série, com valor médio estatisticamente inferior, a resina Durafil  VHN). Podemos concluir que apenas o material Alert apresentou dureza próxima a da resina Z-100, enquanto os demais foram estatisticamente semelhantes a resina TPH e superiores a resina Durafil.