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001

Infiltração marginal em restaurações indiretas de resinas compostas

D. VIEIRA; J. BIANCHI*; W.G. MIRANDA Jr.

Faculdade de Odontologia da USP, Departamento de Materiais Dentários, São Paulo/SP

Escores de infiltração. Para agente de união e interface: letras diferentes, médias diferentes (p<0,05;n=48)

       Cimento                   Agente de união           Interface                     

                                                  F/Q                           F                         D/C               C/R

  All Bond C & B                     1,13 ab                   1,32 ab                 1,83 ab           0,62 c  

        Enforce                          1,16 ab                    0,61 b                  1,21 bc           0,56 c  

Porcelite D. Cure                   1,20 ab                   1,65 ab                  2,19 a            0,66 c  

       Twinlook                          0,78 ab                    2,53 a                   2,16 a            1,16 c  

 

A pesquisa avaliou “in vitro” a microinfiltração marginal de restaurações indiretas, tipo “onlay” de resina composta (Charisma). As restaurações obtidas, cimentadas nos dentes, foram armazenadas em água, termocicladas e imersas em solução de nitrato de prata. Em seguida os corpos de prova foram seccionados e avaliados. Os cimentos foram: All-Bond C & B, de ativação química; Enforce, dual; Porcelite Dual Cure; Twinlook, dual. Agentes de união: Scotchbond Multi-Purpose Plus, dual (F/Q); Scotchbond Multi-Purpose, fotoati-vado (F). As avaliações foram feitas nas interfaces dente/cimento (D/C) e cimento/restauração (C/R). Foi usada análise de variância e teste de Tukey (p < 0,05). As conclusões foram: encontrou-se diferença significante entre cimentos, mas que depende do agente de união; o agente de união dual tende a apresentar menor infiltração, o que depende dos cimentos; a interface dente/cimento (D/C) apresentou maior infilração do que a cimento/restauração (C/R).

 

002

Avaliação do laser de argônio na polimerização de resinas compostas

M. POLONIATO*; A. MIRAGE; J.F.F. SANTOS; P.E.C. CARDOSO; P.A. BURMANN

Fac. de Odontologia da USP - Departamento de Materiais Dentários - São Paulo/SP

 

Muitos autores têm estudado maneiras para melhorar a performance das resinas compostas. Este trabalho tem por objetivo analisar a influência do laser de argônio na resistência flexural das seguintes resinas compostas: Prodigy (Kerr - cor A3); Z100 (3M - cor A3); Heliomolar RO (Vivadent - cor Ly-22) e Durafill VS (Kulzer - cor A30). Os corpos de prova foram confeccionados através de uma matriz de 10mm de comprimento, 2mm de largura e 1mm de altura, e metade foi polimerizada por luz halôgena (Demetron - Optilux 403) com intensidade de 600mw/cm2 por 40 segundos e com ponta de 11mm de diâmetro, a outra metade por laser de argônio (Spectra physics - 171) com intensidade de 600mW/cm2 por 10 segundos com feixe de 11mm de diâmetro. Após a polimerização, os corpos de prova foram armazenados em água destilada dentro de recipientes hermeticamente fechados e livres da passagem da luz à 37°C por períodos de 7 e 30 dias, quando submetidos ao ensaio mecânico na máquina Wolpert com velocidade de 0,5mm/min.

Após ANOVA, os autores concluíram que: as resinas compostas polimerizadas com o laser de argônio apresentam menor resistência flexural quando comparadas às polimerizadas com luz halôgena; as resinas compostas com maior quantidade de carga apresentam maior resistência flexural; em relação ao tempo, não houve diferença significativa entre os períodos analisados.

 

003

Porcelanas - avaliação de três sistemas de polimento aplicáveis no consultório dentário

G.B. CAMACHO*; D. VINHA; T. NONAKA

Dep. Odont. Restauradora, Fac. Odontologia de Ribeirão Preto USP – SP

 

O advento dos novos sistemas cerâmicos para restaurações adesivadas tipo inlays, onlays e facetas laminadas estão a exigir uma definição quanto ao tipo de tratamento a ser realizado sobre superfícies que sofrem algum tipo de desgaste local. Ocorre que qualquer ajuste nestas restaurações somente pode ser feito após a cimentação. Para tentar resolver este problema, os autores se propuseram a testar três sistemas de polimento que poderiam ser aplicados em cerâmica no consultório odontológico: A - Porcelain Venner Polishing Kit (Shofu); B - Kit Cerapol Plus (Cerapol); C - Sof-Lex (3M), comparados com o grupo controle composto por corpos-de-prova auto-glazeados. Foram confeccionados 10 corpos-de-prova de cerâmica para cada sistema testado, inclusive o controle. As superfícies dos espécimes foram padronizadas, a seguir, com uma seqüência de lixas granas 200, 360 e 600. Foram padronizadas a pressão do ar no micromotor, a pressão manual das pontas abrasivas sobre os corpos-de-prova, o número de aplicações das pontas, tudo desenvolvido por um único operador. Após sofrerem a ação dos sistemas procedeu-se a leitura das superfícies através de um rugosímetro (Prazis RUG-03-ARO). Os dados foram anotados e sofreram tratamento estatístico pela análise de variância.

Os sistemas A e C apresentaram desempenhos semelhantes ao grupo controle. No entanto, o sistema C apresentou o melhor desempenho e foi diferente estatisticamente em relação aos sistemas A e B. Os autores concluem que os sistemas Sof-Lex e Porcelain Venner Kit são plenamente aplicáveis no consultório odontológico.

 

004

Avaliação de microinfiltração utilizando diferentes cimentos provisórios.

M. DARONCH*; M. POLONIATO; W.G. MIRANDA Jr.

Faculdade de Odontologia da USP - Departamento de Materiais Dentários - São Paulo/SP, Brasil

 

Este estudo tem por objetivo avaliar a microinfiltração em cimentos odontológicos. Para analisar a eficiência do vedamento marginal foram confeccionadas 25 cavidades de classe V, utilizando-se as faces vestibular e lingual de 13 dentes molares íntegros, seguindo as dimensões: 4mm de largura, 3mm de altura e 2mm de profundidade. A borda superior da cavidade se localizava em esmalte e a inferior em dentina. Os cimentos restauradores provisórios utilizados foram: ZOE (SSWhite); IRM (Caulk/Dentsply) e fosfato de zinco (SSWhite); os cimentos para cimentação provisória foram: hidróxido de cálcio (Dentsply) ZOE (Herpo), sendo associados à provisório de resina acrílica (Clássico). Após a confecção das restaurações, os dentes foram armazenados em água destilada à 37ºC por 48 horas e então foram submetidos à ciclagem térmica. A seguir, os dentes foram impermeabilizados e submersos em solução de azul de metileno à 0,5 % por 4 horas. Então, foram seccionados e suas superfícies submetidas ao acabamento em lixa d’água. A análise da infiltração foi realizada por 3 avaliadores de forma independente, de acordo com os seguintes valores de infiltração: zero (nenhuma); 1 (esmalte ou 1/3 da parede gengival em dentina); 2 (junção amelo-dentinária ou 2/3 da parede gengival em dentina); 3 (toda parede gengival) e 4 (alcance da parede axial). Os valores obtidos foram tratados estatisticamente através do teste Kruskal - Wallis.

Assim, os autores puderam concluir que nenhum dos cimentos analisados foi capaz de impedir a microinfiltração e, por isso, estes materiais devem ser utilizados pelo menor espaço de tempo.

 

005

Resistência ao cisalhamento de adesivos monocomponentes em esmalte

M. GIANNINI*; G.M. MARCHI; L.A.F. PIMENTA.

 

O objetivo deste estudo foi comparar os valores de resistência às forças de cisalhamento (RFC) de dois adesivos monocomponentes aplicados em esmalte ressecado e umedecido. Sessenta amostras foram preparadas através das faces linguais e vestibulares de pré-molares humanos. As superfícies de esmalte foram polidas inicialmente com lixas de Al2O3 de granulação 220 até 600, em politriz refrigerada a água. Após o condicionamento ácido, as superfícies de esmalte foram lavadas e secas ou removidos os excessos de água com  jatos de ar. Os adesivos monocomponentes foram aplicados de acordo com as instruções dos fabricantes. Cilindros de compósito (Z-100) foram inseridos nas superfícies preparadas e os corpos de prova armazenados em umidificador a 370 C por uma semana, até o teste de cisalhamento realizado com velocidade de 0,5mm/min. Após esse ensaio, os corpos de prova foram observados em lupa estereoscópica, para se determinar os padrões de fraturas. Obteve-se os seguintes resultados (MPa): One Step (seco): 25,21±8,12; One Step (úmido): 22,81±11,83; Prime & Bond 2.0 (seco): 27,14±15,15 e Prime & Bond 2.0 (úmido): 28,89±12,48. Não houve diferenças estatisticamente significantes entre as médias dos valores obtidos. Foram observados fraturas adesivas (43,3%), combinadas (25,0%), coesivas em esmalte (28,3%) e em compósito (3,4%).

Quando os adesivos monocomponentes foram aplicados em dentina ressecada ou umedecida, semelhantes valores de RFC foram obtidos para os sistemas adesivos hidrófilos investigados.

 

006

Microinfiltração de lesões cervicais restauradas com diferentes

materiais adesivos e técnicas

A.B. MATOS*; E. MATSON. - Departamento de Dentística, Faculdade de Odontologia da USP – SP

 

Neste trabalho avaliou-se a microinfiltração que ocorre nas restaurações adesivas realizadas para o tratamento de lesões cervicais não cariosas diante das seguintes variáveis: tipo de material utilizado (Optibond + Herculite XRV - híbrida e Scotchbond Multi Purpose Plus + Silux Plus - “microfill”), dois métodos de polimerização dos sistemas adesivos (foto e dual) e duas técnicas restauradoras (incremental e do incremento único). Para a realização deste trabalho foram utilizados pré-molares humanos extraídos por motivo periodontal, sendo realizados preparos que simulavam lesões cervicais em forma de U, nas faces vestibular e lingual. Os procedimentos adesivos foram realizados utilizando a técnica do condicionamento total, prévio à utilização dos sistemas adesivos de acordo com a instrução do fabricante, para ambos os tipos de polimerização. Na metodologia deste trabalho utilizou-se ciclagem térmica e mecânica, técnica de infiltração com nitrato de prata, cortes seriados e leitura dos resultados através de escala de escores. A resina composta híbrida sofreu menos infiltração (6504) do que a microfill (9880). Com o método de polimerização do sistema adesivo no modo dual (6724) houve menor micoinfiltração do que com o método fotopolimerizável (9660). Quando comparadas as técnicas restauradoras utilizadas, não houve diferença estatisticamente significante entre as técnicas incremental (7988) e do incremento único (8396).

Com base nos resultados obtidos conclui-se que microinfiltração foi menor quando se utilizou uma resina composta híbrida, comparada à resina “microfill”. Ao se utilizar o método de polimerização dual do sistema adesivo, a microinfiltração foi menor do que com o método somente fotopolimerizável. A técnica restauradora não exerceu influência sobre o padrão de microinfiltração.

 

007

Influência da Hidroxiapatita na Liberação de Flúor por Resinas Compostas

M.A.R.,BUZALAF*; E.M.TAGA; E.C. SOUTO

Departamento de Bioquímica, Faculdade de Odontologia de Bauru-USP.

 

O conceito atual do mecanismo de ação do flúor (F) envolve sua presença constante e em baixos níveis na cavidade bucal. Com base nisto, o objetivo do nosso estudo foi comparar a liberação de F a partir de resinas compostas com e sem adição de hidroxiapatita (HA), pressupondo-se que o F se adsorveria à HA e seria liberado por períodos de tempos maiores. As resinas utilizadas foram Z-100, à qual foram adicionados F (grupo I) e F mais HA (grupo II) e Heliomolar (grupos III e IV, sem e com HA, respectivamente). Foram confeccionados 6 espécimes para cada condição experimental, os quais foram suspensos em tubos de polietileno contendo 25 ml de água deionizada e armazenados em estufa a 37oC por todo o período experimental. As leituras das quantidades de F liberadas foram feitas diariamente nas duas primeiras semanas, e então semanalmente até se completarem 56 dias, através de um eletrodo específico para o F- acoplado a um analisador de pH/íons, após a adição de 2,5 ml de TISAB III em cada tubo. Os resultados obtidos foram submetidos ao teste “t” de Student. Para a resina Z-100, a adição de HA levou a uma liberação significante maior de F durante todo o período experimental, mas para a resina Heliomolar, no grupo em que foi adicionada HA, houve uma liberação maior de F até o 14o dia, quando a liberação passou a ser menor em relação ao grupo sem HA (p<0,05).

Em vista dos resultados concluiu-se que a adição conjunta de F e HA a resinas compostas levou a um padrão de liberação de F mais desejável no período examinado.

 

008

Infiltração marginal em CIV frente ao tratamento de secagem dentinária

P. B. MORAES*; M. S. M. CÂNDIDO; A . L. RODRIGUES

Departamento de Odontologia Restauradora, F.O.Araraquara – UNESP

 

Um dos maiores problemas apresentados nas restaurações dentais é a infiltração marginal através da interface restauração/dente. O CIV adere à estrutura dental unindo-se ao esmalte e dentina através de forças adesivas entre os grupos carboxílicos e os íons cálcio da estrutura dental, tendo a capacidade de reduzir a infiltração marginal. Tem-se poucas informações quanto a execução de tratamentos da superfície dentinária no que se refere à capacidade seladora dos CIVs. Em vista disso, foi analisada a infiltração marginal, à nível cervical e oclusal de cavidades Classe V executadas em pré-molares humanos e restauradas com CIV quimicamente ativado (Vidrion-R) e foto-ativado (Vitremer). As cavidades, antes da restauração, foram submetidas a dois tratamentos de secagem dentinária, ou seja T1 - seca com jatos de ar, ou T2 - seca com papel absorvente (úmida). Para verificação da infiltração marginal os corpos de prova foram submetidos a ciclagem térmica a 5oC ± 2oC e 55oC ± 2oC, em uma solução evidenciadora de Rodamina B a 0.2%, com um tempo de permanência de 10 segundos em cada temperatura, realizando um total de 200 ciclos. A avaliação da infiltração marginal ao redor das paredes oclusal e cervical foi determinada em escores através do uso de lupa estereoscópica que foram submetidos a análise estatística de Kruskal-Wallis. De acordo com os resultados os 2 cimentos avaliados apresentaram estatisticamente o mesmo comportamento, independentemente do tratamento de secagem dentinária efetuado. Não houve diferença no grau de infiltração quando comparou-se as parede oclusal e a cervical.

Desta forma, concluímos que a diferença de tratamento de secagem dentinária não apresentou influência na determinação da infiltração marginal.

Apoio Financeiro do CNPq

 

009

Influência da ciclagem térmica na resistência da união entre metais

M. A. SOUSA*; T. E. VALLE; R. Y. BALLESTER

Departamento de Materiais Dentários, Faculdade de Odontologia da USP – SP

 

Este trabalho propôs-se a avaliar a influência da alternância de temperaturas ou

permanência dos corpos de prova (cp) em temperaturas extremas sobre a resistência da união metal/metal. Foram ciclados 4 grupos de cp constituídos por anel e tronco de cone em NiCr (Biobond IIâ Dentsply), jateados com óxido de alumínio (50mm) e cimentados com Panavia Ex, conforme esquema da tabela. Cada grupo foi considerado como um lote, executado em dia distinto, tendo 15 cp ciclados (5°C / 60°C) e 4 cp controle (37°C). O grupo 3 recebeu um ciclo complementar de 9,7 hs para igualar o tempo de permanência em temperaturas extremas com o do grupo 2. Foi testada a resistência ao descolamento do conjunto. A ANOVA revelou não haver diferenças significantes entre as médias dos grupos ciclados. A ANOVA e o teste de Tuckey dos valores ci/co revelou razões semelhantes entre os grupos 1 e 4 e entre 2 e 3.

Concluiu-se que: 1) Há importantes influências ligadas ao lote, cujo efeito mascara a influência do tipo de ciclagem; 2) O esquema de ciclagem pode reforçar (pela associação de alternância e permanência) ou deteriorar (pelo uso de alternância ou permanência separadamente) a resistência da colagem.

 

010

Influência do primer na retenção de resina sobre o esmalte seco

L.T. AGUILAR*; N.P.M. REZENDE; R.Y. BALLESTER; R.H.M. GRANDE

Departamento de Materiais Dentários FOUSP, S. Paulo

 

Objetivamos verificar “in vitro” a resistência à tração de uma resina composta (Z-100) colada com diferentes marcas de adesivos, usando ou não os respectivos primers, sobre o esmalte condicionado e seco. Foram usadas as faces vestibulares de 96 pré-molares, e os sistemas adesivos: Scotchbond MP, Optibond FL, Amalgambond Plus, Optibond (dual cure). Com a ajuda de um cone oco de metal fundido, fixado sobre a superfície preparada do esmalte, a resina foi aplicada sobre o adesivo e fotopolimerizada. Com o emprego de um dispositivo especialmente desenvolvido, o corpo de prova foi embutido em resina acrílica para permitir o correto alinhamento do conjunto numa máquina de ensaios Wolpert. Metade da amostra foi submetida à termociclagem (3.000x/1min/5-37°C e 37-55°C) e a outra permaneceu imersa em água a 37°C pelo mesmo tempo. O cone metálico apresentava na porção superior um encaixe para inserção de uma garra metálica da máquina para tração; no bloco de embutimento estava presente um furo para encaixe na outra garra da máquina. Os valores de resistência à tração foram submetidos à ANOVA, que revelou não haver diferença estatisticamente significante entre os diversos grupos, ao nível de 5%.

Concluímos que, em se tratando da união de resina ao esmalte condicionado e seco, não há influência significante pelo uso ou não de primer hidrofílico, nem pela aplicação ou não da ciclagem térmica.

 

Apoio financeiro da FAPESP - Processos no. 96/05748-6  e  96/6216-8.

 

011

Dureza Knoop de resina composta em função da fonte de ativação e da técnica de inserção

J.B.C.MEIRA*; P.E.C. CARDOSO - Faculdade de Odontologia da USP, Departamento de Materiais Dentários, São Paulo – Brasil

 

O trabalho visa avaliar da dureza Knoop de uma resina composta (Herculite XRV - cor A2) em função da fonte de ativação e da técnica de inserção. Para a fotoativação foram usados os aparelhos Optilux 400 (350 mW/cm2), Optilux 400 com ponta turbo (700 mW/cm2) e o Translux (100 mW/cm2). Cavidades proximais padronizadas (“slots”) foram feitas em 15 molares humanos hígidos e restauradas seguindo os princípios da técnica adesiva. As cavidades mesiais foram preenchidas pela técnica incremental, com 3 camadas de aproximadamente 1,5mm de espessura. Cada camada foi polimerizada por 40 segundos, dando um total de 120 segundos. Os “slots” distais foram preenchidos por incremento único polimerizado por 120 segundos.. Depois de 24 horas os dentes foram seccionados em fatias longitudinais de 2 mm de espessura. Essas fatias foram embutidas em resina acrilica para que fossem polidas sob constante refrigeração. Duas leituras de dureza foram feitas: uma após 7 dias e outra após 1 mês. Para cada leitura 6 penetrações foram feitas: 3 no terço oclusal e 3 no cervical. Os resultados obtidos foram submetidos à análise de variância e, quando necessário, ao teste de Tukey. Todos os fatores estudados mostraram-se estatisticamente significantes.

Com a técnica do incremento único a camada cervical fica sub-polimerizada ou mesmo não polimerizada. A resina composta polimerizada pelo Translux apresentou baixos valores de dureza mesmo na camada oclusal.     

               

(Apoio financeiro CNPq. Apoio científico NAPEM)

 

012

Rugosidade superficial: estudo “in vitro” de resinas compostas híbridas após polimento

M.N. YOUSSEF; V.L. MOLDES; A.M. FOSSEN*; A. CASSONI*

Departamento de Dentística, Faculdade de Odontologia da USP – SP

 

A lisura de uma superfície acabada depende da composição do material, do método de polimerização utilizado e dos instrumentos de acabamento empregados. Este trabalho teve como objetivo o estudo rugosimétrico “in vitro” da superfície de duas resinas compostas do tipo híbrida, após o polimento. As resinas foram denominadas A e B, sendo A - Z 100 (Prod. Dent. 3 M do Brasil) e B - Prodyge (Sybron Kerr Ind. Com. Ltda.). Confeccionamos 18 corpos de prova em resina acrílica de lenta polimerização para base de dentaduras, de forma cilíndrica. Esses corpos receberam na sua parte central um orifício, de 5mm de diâmetro com altura de 3mm, e foram enumerados sequencialmente de 1 a 18. Através da técnica incremental, os corpos de prova foram preenchidos com as duas resinas estudadas, em grupos de igual número. Foram utilizadas três técnicas de polimento, a saber: a.) sem polimento (somente com o uso de tira matriz, grupo controle); b.) utilização de discos de lixa  Sof - Lex  (Prod. Dent. 3 M do Brasil); c.) utilização de discos de lixa Super - Snap (Shofu Dental Inc.), numa sequência  de granulação decrescente. Os corpos de prova foram divididos em três grupos distintos de acordo com o polimento. Para a avaliação dos corpos de prova, serviu como instrumento de leitura o rugosímetro Surftest, modelo 211, série 178, marca Mitutoyo, com aplicação do método do Ra ou C.L.A. (Center Line Average) sendo que efetuamos 10 leituras em cada corpo de prova, totalizando 180 leituras.

A análise estatística dos dados demonstrou que: 1.) inexiste diferença estatística na rugosidade superficial, como decorrência dos materiais que serviram para o teste; 2.) quanto ao polimento, observou-se que na técnica a.) é estatisticamente inferior quando comparada com as técnicas b.) e c.) que assemelham-se, para tanto utilizamos ANOVA e o teste de TUKEY.

 

013

Resistência ao cisalhamento de compósitos à dentina de dentes decíduos utilizando-se diferentes agentes condicionadores

A.S. BUCHALA; S.I. MYAKI*; W.T. OLIVEIRA Jr.; M.R. MATSON - Disc. Odontopediatria e Depto. Dentística da UNIP e FOUSP - S.P.

 

O objetivo deste estudo é de comparar “in vitro” a resistência à força de cisalhamento de uma resina composta à superfície da dentina de dentes decíduos, utilizando-se 2 diferentes tipos de agentes condicionadores. Foram utilizados 20 dentes decíduos anteriores superiores, clinicamente hígidos, esfoliados naturalmente. A superfície do esmalte foi desgastada na sua face vestibular por uma profundidade aproximada de 1,5 mm expondo-se a superfície da dentina. G1 (n=10) recebeu condicionamento com ácido maléico a 10% durante 15 segundos, lavagem, secagem mantendo-se a dentina úmida, aplicação do “primer”, do adesivo e fotopolimerização por 10 segundos (Scotchbond MP - 3M). G2 recebeu o mesmo procedimento, alterando-se apenas o agente condicionador para ácido fosfórico a 35%. A seguir um molde de teflon de 3 mm de diâmetro e 2 mm de altura foi adaptado para colocação da resina composta (Z-100 - 3M), que foi fotopolimerizada por 40 segundos (Optilux 150 - Demetron). Todas as amostras sofreram ciclagem térmica (700 ciclos - 5o e 55oC). O teste foi realizado em um instrumento Wolpert-Werke, regulado para trabalhar numa velocidade de 5 mm/min. Observou-se que no G1 a média da resistência à força de cisalhamento foi de 8,73 MPa e no G2 de 7,46 MPa. Após a análise estatística (teste-t de Student), concluiu-se que não houve diferença estatisticamente significante entre os dois grupos comparados.

 

014

Avaliação clínica do Optibond usado como selante: 22 meses

R.H.M.GRANDE*; L.E. RODRIGUES FILHO; A.C.P.LIMA; J.F.F. SANTOS

Depto. de Materiais Dentários, FOUSP e Depto. de Estatística, IMEUSP

 

O objetivo deste estudo foi o de comparar o desempenho da retenção do adesivo Optibond “dual cure”, usado como material único para o selamento de fissuras, em relação à retenção do adesivo Delton. O fundamento para esta pesquisa clínica encontra-se em um trabalho “in vitro”, no qual foram detectados menores valores de microinfiltração para o Optibond (Grande et al., J.Dent.Res., 75:1087, 1996). Os 38 jovens, com idade média de 14 anos e risco à cárie participaram do estudo. Todos assinaram o termo de consentimento. A cada jovem aleatorizou-se a aplicação do Delton a um lado da boca e do Optibond ao outro lado. As aplicações foram feitas sob isolamento relativo e com auxiliar qualificado. No total, 91 dentes receberam Delton, e 84 dentes receberam Optibond. Avaliações clínicas realizadas entre 3 e 22 meses forneceram dados classificados em falha (queda pelo menos parcial) ou retenção total.

A análise estatística foi feita através do modelo de riscos proporcionais de Cox que indicou melhor desempenho do Optibond ( p=0,003).

 


 

015

Estudo “in vitro” de restaurações preventivas de resina em molares decíduos,  através da microscopia eletrônica de varredura

R.D.N. FONOFF*; I. WATANABE - Depto. Odontopediatria, FOUSP; Depto. Anatomia, ICB-USP, São Paulo, Brasil

 

A maior incidência de cárie dental se dá nas faces oclusais, iniciando-se através de suas fossas e fissuras. Portanto, para restaurar cáries mínimas e ao mesmo tempo prevenir o ataque em outras áreas, utiliza-se a associação de resinas e selantes. O objetivo deste estudo foi avaliar através da microscopia eletrônica de varredura restaurações preventivas de resina composta em dentes decíduos. Para tal, foram utilizados dez molares decíduos humanos, sendo cinco 1os molares superiores e cinco 2os molares inferiores, esfoliados e provenientes de crianças de ambos os sexos. Todos os dentes foram restaurados conforme a técnica preconizada. Posteriormente, os dentes foram termociclados entre 55º e 5º C por 700 ciclos com intervalo de 30 segundos. Depois cada dente foi fraturado com auxílio de uma morsa no sentido vestíbulo-lingual, obtendo-se duas amostras que foram desidratadas, cobertas em ouro e examinadas ao microscópio eletrônico de varredura. As fotomicrografias revelaram nitidamente a observação dos materiais restauradores-resina composta (Z 100(R)), selante (Delton(R)) e adesivo (Scotchbond(R)) e dos tecidos dentais-esmalte e dentina. Não foi observado qualquer gap entre os materiais restauradores (selante/resina ou resina/adesivo), mas algumas amostras revelaram a presença de gaps variáveis entre a restauração e o dente.

Concluiu-se que a observação de gaps mais frequentes no fundo da cavidade(entre resina/adesivo e dentina), do que na região média e cavo-superficial (esmalte/selante) estaria relacionada à contração de polimerização do material restaurador.

 

016

Análise da infiltração marginal de restaurações classe V com resina composta

A.F. PAGLIARI*; F. NAUFF; R.C.R. CARVALHO

Departamento de Dentística, Faculdade de Odontologia da USP – SP

 

Este estudo visou observar a influência da hidratação e do acabamento e polimento na infiltração marginal em restaurações classe V com resina composta. Foram selecionados 35 molares humanos íntegros, onde foram realizados 70 preparos classe V com a parede pulpar em dentina e todo o ângulo cavo-superficial em esmalte. Os preparos foram restaurados com Z100 (3M) utilizando o sistema adesivo Scotchbond (3M). As restaurações foram divididas em 7 grupos de 10 amostras cada, tendo como controle o grupo I, variando a hidratação, glazeamento com Delton (Dentsply), acabamento com brocas diamantadas e polimento com discos Soflex (3M), de acordo com a tabela abaixo. Os dentes foram corados em solução de AgNO3 a 50% e em seguida sofreram um corte longitudinal para análise da infiltração marginal. 

 

              Grupo                Hidratação          Hidratação       Glaze             Acabamento/                Glaze                                      Grau de infiltração

                                         10 minutos             07 dias             pré                 Polimento                    pós

                                                                                                                                                                                      0                      I                     II                 III             

                   I                              -                           -                    -                           -                              -                    30%                70%                0%              0%           

                  II                             -                           -                    -                           x                              -                    10%                20%               30%            40%          

                  III                            x                           -                    -                           x                              -                     0%                 20%               40%            40%           Classificação adotada:     

                  IV                            -                          x                    -                           x                              -                    20%                40%               40%             0%            Grau 0: sem infiltração    

                  V                             -                           -                   x                           x                              -                     0%                 60%               40%             0%            Grau I: esmalte                 

                  VI                            -                           -                   x                           x                              x                    10%                80%               10%             0%            Grau II: dentina                 

                 VII                           x                          -                   x                           x                              x                    10%                90%                0%              0%            Grau III: parede pulpar     

 

Concluiu-se que o acabamento e o polimento aumentaram a infiltração marginal nestas restaurações, e que a hidratação de 7 dias e o glazeamento antes e após o acabamento e polimento, reduziram substancialmente esta infiltração.

 

017

Resistência ao cisalhamento de reparos compômero-compômero e compômero-resina composta

E.M.ªRUSSO; N.GARONE NETTO; E.MATSON; R.C.R.CARVALHO; M.G.SANTOS - Depto. de Dentística, Fac. de Odontologia da USP – SP

 

A proposta deste estudo foi determinar a resistência ao cisalhamento entre  reparos de  compômero ou de resina composta em restauração de compômero. Cinqüenta e seis corpos de prova de compômeros embutidos em resina acrílica foram  divididos em  dois  grupos: 28 com Dyract (Dentsply) e 28 com Compoglass (Vivadent). Cada grupo foi dividido em dois  subgrupos: 14 receberam  reparo com o mesmo compômero e 14 com Z100 (3M), utilizados segundo  as  orientações  do  fabricante.  Todos os corpos de prova, antes do reparo, receberam acabamento com  discos Sof - Lex, asperiza ção com instrumentos diamantados da série F com refrigeração, profilaxia com  pedra  pomes  e  água, Tergentol e aplicação de ácido fosfórico. Os corpos de prova reparados foram  mantidos em á- gua a 37°C por  24  horas, termociclados  entre  5  e  55°C  por  455 ciclos, com  banho de  imersão  de  um  minuto. Uma máquina “Instron” foi utilizada para medir a  força  de  cisalhamento. A  aná- lise  de variância e o teste de Scheffe’ foram utilizados para  comparar  os  vários  grupos (p<0,05). Os resultados em MPa estão na tabela abaixo.

                          

                    Dyract +              Dyract +                 Compoglass +           Compoglass +

                     Dyract                   Z100                    Compoglass                   Z100

                          

                      23,21                   21,96                         18,25                        23,46    

 

Em vista dos resultados os autores puderam concluir que houve diferença  estatisticamente  significante entre o grupo Compoglass-Compoglass e os demais.

 

018

Retenção de compósito em dentina sadia e cariada, com refixação

S. GERALDELI*; J.F.F. SANTOS; B.T. ROSA

Departamento de Materiais Dentários da Faculdade de Odontologia da USP, São Paulo, Brasil

 

A pesquisa avaliou a resistência à tração em dentina de uma resina composta. Consideraram-se dois critérios na remoção da cárie: dureza superficial (DCRD) ou uso de evidenciador de cárie (DCRE). Os dentes foram desgastados em lixas de papel (220, 400, 600) até o terço médio da coroa dental. Os tempos de condicionamento ácido foram 5, 15 e 45 seg. O adesivo usado foi o Scotchbond MP Plus e a resina composta Z100 (3M). Os corpos de prova tinham sobre a dentina cones de resina composta sendo a base menor de 2 mm de diâmetro (a = 0,03 cm2). Estes foram imersos em água por 2 semanas e termociclados 700x / 5 e 55°C. Após os ensaios da 1a fixação, um desgaste da dentina de 150 a 200mm possibilitou uma segunda fixação seguindo os mesmos princípios laboratoriais da 1a. Os dados foram submetidos ao teste ANOVA e de Tukey. Concluiu-se que o tempo de condicionamento não influiu na retenção; a dentina íntegra conduziu a uma maior retenção; a refixação tende a diminuir a retentividade na dentina íntegra e a aumentar na afetada.

 

Médias de resistência de união (MPa). Com a mesma letra não diferem entre si significantemente (p<0,05, n = 30)

 

         Ordem de          Condição dentina               

            fixação                     Íntegra                   DCRD                    DCRE   

                1a                         11,1 a                     4,6 b                       5,6 b    

                2a                         7,6 ab                     5,1 b                      6,6 ab   

 

019

Liberação e absorção de flúor in vitro de materiais restauradores

P. WEIDLICH; L. A. MIRANDA; M. MALTZ*; S. W. SAMUEL.

Faculdade de Odontologia – UFRGS  (051) 316-5015.

 

O objetivo do trabalho foi avaliar a liberação e absorção de flúor de 4 cimentos de ionômero de vidro (CIV) e 2 resinas compostas (RC): Vitremer (VIT), Fuji II LC (FII), Fuji IX (FIX), Chelon Fill (CHE), Heliomolar (H) e Zeta-100 (Z-100). Foram confeccionados 8 discos (8 mm x 2 mm) para cada material. Logo após confeccionados, os discos foram armazenados em potes de polietileno contendo saliva artificial a  37ºC, até serem submetidos aos tratamentos. No grupo 1, os espécimes foram imersos em saliva artificial, a qual foi trocada diariamente ao longo de 25 dias. No grupo 2, além de serem submetidos ao mesmo procedimento do grupo 1, os espécimes foram imersos, após 24 horas,  em solução fluoretada (NaF 1%) durante 1 minuto antes de ser feita a  troca diária da saliva. Para a mensuração do conteúdo de flúor liberado nos dias 1, 2, 5, 10, 15, 20 e 25 foi usado um eletrodo combinado para flúor (9609 BN-Orion) acoplado a um aparelho analisador de íons (SA-720 Procyon). A análise estatística dos dados foi realizada através dos testes de Wilcoxon  e de Friedman. Os resultados mostraram que os CIVs liberaram maior quantidade de flúor durante o primeiro dia, sendo que após esse período a taxa de liberação decresceu. A RC H liberou flúor somente no primeiro dia e a Z-100 não mostrou liberação de íons flúor. Com relação ao tratamento com NaF 1%, as RCs não exibiram absorção de flúor, enquanto que nos demais materiais observou-se absorção do referido íon (VIT=FII=CHE>FIX).

Os CIVs foram capazes de liberar e absorver íons flúor quando comparados à RC Z-100. A RC H apresentou pequena liberação mas não absorção de flúor.

 

FAPERGS - Processo 95/60377.3

 

020

Adesivos universais usados como selante de fissuras: análise de microinfiltração

M.F. WITZEL *; M.A. CARDOSO; P. ROSA; R.H.M. GRANDE

Depto. de Materiais Dentários FOUSP e Depto. de Estatística IMEUSP

 

Dando continuidade ao estudo de adesivos hidrofílicos usados como agente único para selamento de fissuras (Grande et al., J.Dent.Res., 75:1087, 1996), avaliamos o desempenho “in vitro” quanto a microinfiltração de 3 produtos: Optibond, AllBond 2, e Scotchbond MP. Foram utilizados 36 molares e 36 pré-molares humanos: metade da amostra foi selada de acordo com os procedimentos convencionais, e a outra metade foi contaminada com 1ml de plasma após o condicionamento ácido. Para testarmos se o estresse físico influenciaria na microinfiltração, dividimos a amostra em subgrupos. Alguns subgrupos foram submetidos à ciclagem térmica (4.000x/60seg/5-55°C), outros receberam alternadamente ciclagem térmica e mecânica (300.000x/8kgf), e os demais foram o controle (em água a 37°C durante 72 h). Os espécimes foram imersos em solução de AgNO3(50%) por 2h; e logo após em revelador radiográfico sob iluminação fluorescente por 8h. Posteriormente, todos os corpos de prova foram submetidos a 3 seções longitudinais em micrótomo (Labcut 1010 Extec), totalizando 432 superfícies de leitura. Através de uma lupa estereoscópica num aumento de 40x (Zeiss), 3 avaliadores classificaram cada superfície de leitura de acordo com a severidade da penetração do corante, com escores de 0 a 4. Técnicas de ANOVA e modelos lineares foram empregados para adesivos, contaminação e ciclagem.

Os resultados indicaram, ao nível de 5%, que o Optibond teve um desempenho melhor que os outros produtos em ambos os campos; a ciclagem térmica aumentou a microinfiltração, que foi ainda maior com a associação de ciclagens.

Apoio financeiro da FAPESP: processos 96/49000-9  e  96/6216-8.

 

021

Avaliação da infiltração marginal em molares decíduos restaurados com compômero

S.I. MYAKI; S.K. BUSSADORI*; J.C.P. IMPARATO; W.G. MIRANDA Jr.

Disc. Odontopediatria e Depto. Materiais Dentários da FOUSP - S.P.

 

O objetivo do estudo foi avaliar “in vitro” a infiltração marginal em restaurações classe II de molares decíduos restaurados com uma resina composta modificada por poliácido (Dyract-Dentsply), utilizando-se duas diferentes técnicas restauradoras. Foram selecionados 10 segundos molares decíduos superiores, clinicamente hígidos, esfoliados naturalmente, que receberam preparos cavitários classe II nas faces mesial e distal. No G1 (n=5) seguiu-se as recomendações do fabricante (aplicação do Dyract PSA-Dentsply), sem prévio condicionamento ácido. No G2 (n=5) utilizou-se um sistema adesivo convencional (Scotchbond MP Plus-3M) com condicionamento ácido. Os espécimes foram montados em bases de cera para adaptação de matriz metálica e cunha de madeira. Os dois sistemas adesivos foram aplicados segundo recomendações dos fabricantes, para em seguida receber o material restaurador em 3 camadas incrementais e posterior fotopolimerização. As amostras sofreram ciclagem térmica (700 ciclos - 5o e 55oC), foram impermeabilizadas com resina epóxica (Araldite Ultra-rápido) na região radicular e receberam aplicação de 2 camadas de esmalte de unha (Colorama), deixando-se uma “janela” de 1 mm na margem cervical da restauração. A seguir foram imersas em solução de azul de metileno a 0,5% durante 4 horas. Finalmente as amostras foram seccionadas no sentido mésio-distal e avaliadas por 3 examinadores quanto à microinfiltração.

Os resultados após serem submetidos a análise estatística de (Mann-Whitney) demonstraram baixos valores de infiltração para ambas as técnicas.

 

022

Rugosimetria e MEV da influência do tratamento superficial, idade e tipo de liga de amálgama

R.S.NAVARRO*; G.ESTEVES; W.T.OLIVEIRA Jr.; M.YOUSSEF; E.MATSON - Depto. Dentística- Faculdade de Odontologia da USP-SP-Brasil

 

O objetivo deste estudo foi avaliar a influência de diferentes tratamentos superficiais em relação à idade de amálgamas com alto teor de cobre. Em 40 corpos de prova de resina acrílica foi condensado o amálgama esférico, encapsulado, pré-dosado (LOGIC +, SDI) e realizada a brunidura utilizando um cilindro metálico com movimento e direção únicos. Foram divididos em 4 grupos: 1-brunido; 2-polimento imediato (10 min. após a trituração da liga); 3-polimento mediato ou convencional (48 hs. após a trituração da liga); 4-polimento imediato e mediato. Os polimentos foram executados com pastas abrasivas e contra-angulo em rotação convencional, padronizando a velocidade, o tempo e o n° de movimentos.Foram realizadas análises rugosimétrica, através de três leituras nos sentidos transversal e longitudinal à brunidura, com o aparelho rugosímetro (SURFTEST- MITUTOYO) e em MEV. As médias da rugosidade superficial, Ra em mm, foram as seguintes: G 1- 1,008mm (±0,466); G 2- 0,325 mm (± 0,312), G 3- 0,221 mm  (±0,159), G 4- 0,152 mm  (± 0,037). Os resultados foram submetidos aos testes ANOVA e Tukey (nível 5%), concluindo: as leituras rugosimétricas transversal e longitudinal não diferiram estatisticamente entre si; os tratamentos superficiais aplicados foram estatisticamente diferentes com exceção dos grupos 3 e 4, o sistema de polimento utilizado promoveu redução nos valores de rugosidade; quanto mais tardio for realizado o polimento melhor a rugosidade da superfície; o polimento imediato não influenciou na rugosidade quando associado ao polimento mediato.

 

023

Avaliação da microinfiltração em restaurações com resina composta

CANPIDO, M.S.M.; POZZOBON, R.T.*; RODRIGUES Jr., A.L., PORTO NETO, S.T.

Depto.Odont.Restauradora, Faculdade de Odontologia de Araraquara-UNESP-SP-Brasil

 

O objetivo deste estudo foi avaliar qualitativamente a microinfiltração em cavidades de classe V com margens em esmalte e dentina/cemento, utilizando duas resinas compostas, dois sistemas adesivos e duas técnicas restauradoras distintas (técnica única e técnica mista). Sessenta cavidades padronizadas foram confeccionadas nas faces vestibular e lingual de trinta dentes pré-molares, hígidos, recém extraídos. Após serem restaurados, foram submetidos a ciclagem térmica, imersos em solução de nitrato de prata 50%, seccionados e avaliados em lupa estereoscópica quanto à penetração do traçador. Após análise estatística dos dados através do teste de Kolmogoroff-Smirnoff,  conclui-se que ao nível de parede oclusal e gengival não houve diferença estatisticamente significativa, assim como entre as duas técnicas restauradoras distintas avaliadas, o que sugere que o intercâmbio entre resinas compostas e sistemas adesivos de diferentes fabricantes não afeta o desempenho das restaurações, com relação à microinfiltração.

 

024

Colagem de bráquetes em pré-molares - região cervical

C. de Campista* ; O Chevitarese ; S. H. Lage ; A M Bolognese

Departamento de Odontopediatria e Ortodontia; UFRJ, Rio de Janeiro – Brasil

 

O objetivo do estudo foi avaliar, in vitro, a resistência ao cisalhamento na colagem de bráquetes ortodônticos metálicos na região cervical vestibular de pré- molares. O material de colagem usado foi um cimento de ionômero de vidro fotoativado - Fuji Ortho LC( CG Corp.-Tokio - Japan). Para o presente estudo foram selecionados 30 pré-molares extraídos por razões ortodônticas e conservados em solução de formol a 10%. Com isso dois grupos com 15 corpos de prova cada, puderam ser formados. O primeiro grupo (A) recebeu condicionamento ácido ( gel de H3PO4 a 37% por 20 segundos) no esmalte e o segundo grupo (B) não recebeu tal tratamento. Todas as superfícies de colagem foram molhadas com spray ar/ água imediatamente antes de cada colagem. As amostras foram estocadas em água a 37±1°C por 15 dias antes do teste de resistência ao cisalhamento pela máquina de Testes EMIC com a velocidade de deformação de 0,5mm/min. Os resultados relativos as médias (dp) da resistência ao cisalhamento em Kgf/cm2 dos grupos foram: A = 42,65 (27,40) e B = 36,77 (16,71).

A análise estatística do Teste de Mann - Whitney permitiu concluir que não houve diferença estatística significativa entre os grupos.

 

Apoio financeiro do CNPq - Processo n° 522176 / 95 - 0

 

025

Influência de fontes de fundição sobre a adaptação cervical de coroas fundidas

F.M. Milan*; S. Consani; M.A.C. Sinhoreti; L. CORRER SOBRINHO

Faculdade de Odontologia de Piracicaba da UNICAMP – SP

 

O propósito deste estudo foi verificar a influência das fontes de fundição gás-oxigênio, acetileno-oxigênio e resistência elétrica sobre a adaptação cervical de coroas totais confeccionadas com ligas de paládio-prata (Pors-on 4) e prata-paládio (Palliag-M), em função do  término cervical em ombro reto, ombro biselado a 20º C e chanfro a 45º C. Os padrões de cera foram incluídos em revestimento aglutinado por fosfato (Deguvest CF), de acordo com as instruções do fabricante. Foram confeccionados 15 padrões de cera para cada binômio tipo de ombro-ligas, totalizando 90 corpos-de-prova. Após a fundição, os corpos-de-prova foram submetidos a jatos de ar com microesferas de vidro e ao ultra-som, em solução de detergente caseiro. Em seguida, foram acentados nos troquéis de aço inoxidável, sob carga estática de 9 Kg. As leituras da interface troquel-coroa foram feitas no microscópio comparador Leitz (Alemanha) e os dados submetidos à análise de variância e ao teste de Tukey, ao nível de 5% de probabilidade.

Os resultados mostraram que a liga à base de prata-paládio (Palliag-M) apresentou melhor ajuste cervical, quando analisado o fator ligas. As fontes resistência elétrica e gás-oxigênio determinaram o melhor ajuste cervical, ambos estatisticamente diferentes da fonte acetileno-oxigênio. O ombro reto mostrou melhor ajuste cervical, quando analisado o fator término cervical.

 

Apoio Financeiro da FAPESP - Processo 1996/1976-4

 

026

Liberação e recarregamento de fluoreto de materiais compósitos e ionoméricos

A.R. VIEIRA*; I.P.R. SOUZA; A. MODESTO

Odontopediatria - FO.UFRJ

 

O objetivo deste trabalho foi avaliar o padrão de liberação de fluoreto de compósitos e cimentos de ionômero de vidro, frente a uma situação de alto desafio cariogênico. Foram confeccionados 15 corpos de prova padronizados de Chelon Fil-ESPE (CF), Vitremer-3M(Vi), VariGlass-Dentsply (VG), Dyract-Dentsply (Dy) e Heliomolar-Vigodent(Hm), perfazendo um total de 75, os quais foram submetidos por 14 dias a ciclos de desmineralização e remineralização, para simular um alto desafio cariogênico. A partir do 8º dia em diante, efetuou-se a aplicação de uma solução a base de dentifrício (1.100 ppmF) por 5 minutos/2 vezes ao dia, e a liberação diária de fluoreto dos materiais para os meios foi quantificada.. Os valores de fluoreto mensurados foram analisados estatisticamente (ANOVA) a um nível de significância de 5%. Os materiais, exceto o HM, do quarto ao sétimo dias na solução desmineralizante, foram capazes de liberar fluoreto em quantidades mensuráveis durante todo o experimento, tanto para a solução desmineralizante, quanto para a remineralizante. Os valores de fluoreto liberado pelo CF, Vi, VG e Dy foram maiores na solução desmineralizante (p<0.05) durante praticamente todo o experimento. Já o Hm apresentou maiores valores na solução remineralizante (p<0.05), durante todo o experimento.

Foi possível concluir que todos os materiais foram capazes de captar fluoreto do meio para posteriormente liberá-lo e as variações encontradas, provavelmente, se devem as suas características distintas.

 

027

Efeito do tratamento superficial e sistema adesivo na resistência da união de reparos de cerâmica –

W.G. ASSUNÇÃO*; M.A.J. ARAÚJO; E.C.S.SALGADO; R.Q. PADILHA

Depto de Mat. Odontol. e Prótese - FOSJCampos - UNESP - C.P. 314- CTA-SJC

 

O objetivo do trabalho foi avaliar a resistência ao cisalhamento da união resina composta/cerâmica frente a dois diferentes tratamentos da superfície cerâmica e dois sistemas adesivos multi-uso ou universais. Foram confeccionados quarenta corpos-de-prova cerâmicos divididos em dois grupos de tratamento da superfície cerâmica: grupo I - abrasão com ponta diamantada, grupo II - jateamento com óxido de alumínio, seguidos do condicionamento com ácido fluorídrico gel a 10%. Esses dois grupos foram divididos em dois sub-grupos para tratamento com diferentes sistemas adesivos: A-Optibond-Kerr e B-Scotchbond Multi-Uso Plus-3M e posterior aplicação da resina composta (Z-100). As amostras foram estocadas em água destilada durante 24 horas a uma temperatura constante de 37oC, em seguida submetidas a ciclagem térmica e rearmazenadas no mesmo ambiente por mais 24 horas. Em seguida foram levadas ao ensaio mecânico a uma velocidade constante de 0,25mm/min até a fratura, depois da qual as amostras foram avaliadas a olho nú e ao microscópio eletrônico de varredura para análise dos sítios de fratura. As médias de resistência ao cisalhamento (MPa) da união cerâmica/resina composta foram: grupo IA = 37,89; grupo IB = 40,14; grupo IIA = 41,8; grupo IIB = 39,86. Esses resultados foram submetidos a análise de variância ao nível de 5%, e não apresentaram diferenças estatisticamente significantes.

Pode-se concluir que os diferentes tratamentos superficiais e sistemas adesivos utilizados não influenciaram na resistência ao cisalhamento da união cerâmica/resina composta. As falhas coesivas superaram em muito as adesivas e ocorreram predominantemente na cerâmica.

Apoio Financeiro: FAPESP - Processo n0 95/3574-8

 

028

Desajuste das bases de prova de resina em prótese total

E.T.KIMPARA*; L.C. VILLELA; I.BALDUCCI.

Depto de Mat. Odontol. e Prótese - FOSJCampos - UNESP - C.P. 314.

 

A proposta deste trabalho foi de verificar se existia diferença entre o grau de desajuste nas bases de prova de resina empregada em prótese total, levando-se em consideração as seguintes variáveis: técnica de confecção; forma de armazenagem; tempo de armazenagem e diferentes locais da base. O material empregado foi a resina acrílica ativada quimicamente da marca “Clássico”. Foram utilizados 12 modelos de gesso pedra simulando uma maxila desdentada. No primeiro grupo, 6 modelos, o material foi depositado, sobre o modelo isolado, na fase pegajosa, adaptado até se conseguir espessura uniforme e o excesso recortado. No segundo grupo, 6 modelos, a resina foi prensada entre duas placas de vidro, na fase plástica, até se conseguir espessura de +/- 2 mm e adaptado ao modelo. Após a polimerização foi interposta, entre a base e o modelo, silicona para moldagem de consistência leve. Polimerizada a silicona esta foi removida e mensurada com um espessímetro na região posterior do palato, vertente vestibular da tuberosidade e na região do canino. Três bases de cada grupo foram armazenadas em água e as outras reposicionada nos respectivos modelos. Repetiu-se a mensuração depois de 24 horas, 1 semana e 1mes. Os resultados foram submetidos a análise estatística sendo verificada significância nos fatores local e tempo de armazenagem, assim como na interação técnica X local.

Conclui-se que a técnica de confecção e a forma de se armazenar não influíram no grau de desajuste das bases de prova; o grau de desajuste observado nos diversos locais foi diferente e também houve diferença de acordo com o tempo de armazenagem.

 

029

Adesão à dentina - Influência do laser, condicionamento ácido e hipermineralização

S.E.P. GONÇALVES*; M.A.M. ARAUJO.

Depto. de Odontologia Restauradora, Fac. Odont. de S. J Campos, UNESP.

 

As desvantagens geradas pelo condicionamento ácido total, sobretudo em função da profundidade dentinária, têm estimulado a pesquisa de novos tratamentos desse substrato. Este trabalho tem como objetivo avaliar os efeitos do pré-tratamento da dentina com laser Nd, condicionamento ácido e hipermineralização, na resistência adesiva (RA) do sistema SMUP. Foram empregados 60 incisivos bovinos íntegros e conservados em freezer -18°C. Após a exposição da dentina vestibular, radiografias foram tomadas para controlar a espessura do remanescente. Os espécimens foram divididos em dois grupos:(1) Controle, imerso em água destilada e conservado em geladeira a 4°C; (2) Mineralizado, imerso em solução mineralizante por 14 d. Cada grupo foi dividido em três sub-grupos, conforme o pré-tratamento da dentina: F-(ácido + primer + adesivo); AL-(ácido + primer + adesivo + laser); LA-(laser + ácido + primer + adesivo). Um cilindro de resina (Z100-3M) foi confeccionado sobre a dentina e a RA testada em Instron a uma velocidade de 0,5mm/min. ANOVA e ANCOVA, ao nível de 5%, revelaram que: os Pré-Tratamentos influenciaram significativamente a RA (p<0,05), proporcionando efeitos médios na ordem AL (9,96 MPa), F (7,28 MPa) e LA (4,87 MPa); a interação entre os fatores Grupo (1 e 2) e Pré-Tratamento (F,AL, LA) influenciou significativamente a RA (p<0,05), sendo maior para a interação Controle/AL (11,64 MPa); a espessura de dentina não influenciou significativamente a RA.

Os resultados obtidos sugerem  que o pré-tratamento da dentina com laser Nd, após a aplicação do sistema adesivo, é eficiente na obtenção de maiores valores de RA e promissor na criação de um novo substrato adesivo.

 

030

Efeito do polimento na liberação do fluor do CIV resinoso

M.C. FIGUEIREDO*; A.F. GRANVILLE-GARCIA; A. WANDERA; J.E. NÖR

Disciplina de Odontopediatria. Universidade de Michigan / FO.UFRGS – Brasil

 

A liberação de flúor medida em saliva artificial do cimento de ionômero de vidro modificado é semelhante ao cimento de ionômero de vidro autopolimerizável. Contudo a camada superficial formada pela não polimerização do BIS-GMA em contato com o ar pode influenciar a liberação inicial de flúor. O objetivo deste estudo foi deterninar o efeito do polimento do cimento de ionômero de vidro modificado na liberação de flúor “in vitro”. Dez discos medindo 3x4x2mm de VitrEmer (V) [3M] e Photactil (PF) [Espe Premier], Fuji II LC (FLC), e o controle Fuji IX (FIX) [GC Corporation] foram preparados. Cinco espécimes de cada grupo escolhido ao acaso para serem polidos (P) e outros cinco continuaram não polidos (NP). Todos os discos foram então separados em frascos com 5 ml com saliva artificial dos quais foram analisadas a liberação de flúor (PPM) usando um fluorímetro (Orion Research) depois de 1,5 e 10 dias. Os resultados foram estatisticamente analisados utilizando os métodos de Kruskal Wallis One Way Anova on Ranks e o Student Newan-keuls para as múltiplas comparações. Os resultados foram os seguintes (medidas de liberação de flúor em ppm):

Diferenças estatisticamente significantes entre os grupos estudados foram observados (p<0,001), assim como também quando se comparou os grupos dos espécimes polidos com os não polidos (p<0,05). Estes resultados demonstraram que o polimento reduz a liberação de flúor do cimento de ionômero modificado as primeiras 24 horas após a sua polimerização.

    1 DIA            5 DIAS      10 DIAS            

    FLCP             2.680*        2.076*         1.570*                              FLCUP     5.690       3.506       2.256      

      VP               9.372*         4.318          2.126              

     VUP             12.592         5.022          2.238              

     PFP              9.380*        5.272*         3.534*                              PFUP       19.080     14.320     9.262      

     FIXP              3.508         1.454*          0.762              

                FIXUP      5.044       2.144       1.020      

 

031

Influência do OZE no tracionamento de coroas de níquel-cromo

F. Martins*; F..A. e Silva; S. Consani; M. F. De Goes.

Depto. de Odont. Rest.-Área Mat. Dentários. F.O.Piracicaba-UNICAMP

 

O objetivo deste estudo foi verificar a resistência à tração de retentores totais metálicos, cimentados em dentes humanos, utilizando cimento provisório a base  de óxido de zinco contendo ou não eugenol, previamente a cimentação com três cimentos definitivos: um cimento de fosfato de zinco, um cimento de ionômero de vidro e um cimento resinoso dual. Foram usados 45 dentes molares humanos hígidos recém-extraídos. A coroa de cada dente foi preparada em torno mecânico até a obtenção da forma de um preparo cônico para coroa total Os retentores foram obtidos através da técnica de fundição de liga à base de Ni-Cr pelo método da cera perdida. As amostras foram divididas em três grupos de 15 unidades. A cimentação foi realizada através de um dispositivo de carga estática compressiva de 15Kg durante 15 minutos e os testes de tração através de uma máquina de ensaio universal. O grupo número 1 não recebeu cimentação provisória (Controle), e cada subgrupo foi cimentado com um dos cimentos definitivos. O grupo 2 recebeu cimentação provisória com cimento Temp Bond e posterior cimentação definitiva da mesma forma que o grupo 1. O grupo 3 recebeu cimentação provisória com cimento Temp Bond NE e cimentação definitiva como o descrito anteriormente. A análise de variância e o teste de Tukey mostraram que os valores médios obtidos para os três grupos (Controle,Bond e Bond NE) não apresentaram diferenças estatisticamente significantes, detectando-as somente quando se comparou os três cimentos definitivos entre si (Cimento de ionômero de vidro 20,379 kg/cm2 , cimento de fosfato de zinco 12,445 Kg/cm2 e o cimento resinoso 8,082 Kg/cm2).

Analisando os resultados os autores concluíram que não há influência dos cimentos provisórios contendo ou não eugenol na resistência à remoção por tração de coroas totais de níquel-cromo cimentadas definitivamente com cimento de fosfato de zinco, cimento de ionômero de vidro e cimento resinoso dual sobre dentina.

 

032

Resina epóxica como material para modelo

O.ZANIQUELLI*; I.A.ORSI.

Departamento de Materiais Dentários e Prótese - FORP/USP- Ribeirão Preto-SP

 

O objetivo deste trabalho foi avaliar a alteração dimensional de uma formulação com resina epóxica mais material de carga, como material alternativo do gesso tipo IV para confecção de troquéis.

Como matriz polimérica utilizou-se resina epóxica MY-750 (10g), catalisador HY-837 (3,5g), comercializados pela Ciba-Geigy. Como material de carga utilizou-se carbonato de cálcio (10,0 g) e óxido de zinco (3,0g). Para avaliação da alteração dimensional do material em questão foram confeccionados dez corpos de prova de cada um dos modelos, a partir de: 1) uma matriz metálica cilíndrica (f = 8 mm e h = 5 mm) e 2) uma matriz metálica com preparo MOD. A adaptação da restauração MOD, que se encaixava perfeitamente à matriz metálica, foi avaliada em pontos de referência, abrangendo as regiões oclusal, mesial, distal e cervical. As medições foram realizadas com microscópio de dupla coordenada Zeiss, (modelo ZKM-0-250), que apresenta uma precisão de 0,2 mm. Em relação à matriz cilíndrica, a resina epóxica apresentou contração de (0,038+0,002) %. Pelo teste t (Student), não houve diferença estatisticamente significativa a nível de 1%, entre a adaptação da restauração MOD nas matriz metálica e no troquel de resina epóxica, em quaisquer dos pontos avaliados.

Em relação aos resultados obtidos conclui-se que a resina epóxica avaliada é uma alternativa viável como material para confecção de troquéis, com a vantagem de não absorver água do ambiente e possuir uma resiliência favorável à resistência ao impacto.

 

033

Selante vs Compômero. Avaliação da penetração e infiltração em fóssulas e fissuras

M.F.A. SOUSA*; R.M.P. RONTANI

Faculdade de Odontologia de Piracicaba da UNICAMP – SP

 

A efetividade dos selantes e sucesso clínico depende da retenção e  redução da cárie oclusal. Este estudo avaliou a penetração e a microinfiltração do selante FluroShield (Dentsply) e do compômero Compoglass (Vivadent). Foram selecionados 64 pré-molares hígidos, divididos em 8 grupos, na qual 4 deles foram submetidos à técnica Convencional (TC) e os outros à técnica Invasiva (TI). Grupo 1:TC e aplicação do Compoglass; grupo 2: TI e aplicação do Compoglass; grupo 3: TC, primer SCA e Compoglass; grupo 4: TI, primer SCA e Compoglass; grupo 5: TC e aplicação do FluroShield; grupo 6: TI e aplicação do FluroShield; grupo 7: TC, primer PSA e FluroShield; grupo 8: TI, primer PSA e FluroShield. Em seguida, os dentes foram submetidos a 500 ciclos térmicos, em banhos alternados de 5° e 60°C e imersos em uma solução de fucsina básica a 0,5% por 24 hs. A seguir, os dentes foram seccionados no sentidos vestíbulo-lingual, polidos, as superfícies observadas em um microscópio óptico e as imagens processadas em um computador (Diracom3). Os valores de percentuais de penetração dos materiais foram submetidos à análise de variância e ao teste de Tukey (p< 0,05). Os valores de penetração foram significativamente maiores para os dois materiais na técnica invasiva e o grupo 4 foi estatisticamente superior aos demais (p<0,05). A presença de microinfiltração foi observada em todos os grupos, sendo decrescente na seguinte ordem percentual: grupos 1>2>8>7>4>5>6.

O uso do primer melhorou a capacidade de penetração dos materiais, mas não impediu a microinfiltração.

 

Apoio Financeiro da CNPq - Processo 135102/95-2

034

Efeito dos métodos de secagem na adesão da resina à dentina

G.C.F.PACHANE*; M.F.DE GOES; F.GARCIA-GODOY

Fac. Odont.de Piracicaba-UNICAMP, Univ. of Texas, HSC at San Antonio

 

Esse estudo comparou a resistênica de união da resina composta aderida à dentina úmida, após condicionamento ácido e procedimentos técnicos para remover o excesso de água. Sessenta molares humanos foram usados. A superfície oclusal de cada dente foi desgastada com lixas de carboneto de silício de granulação: 240, 320, 400 e 600. Após a limpeza em ultra-som, uma fita de teflon com uma abertura de 4mm de diâmetro foi aplicada no centro da superfície exposta da dentina de cada molar. A seguir, a dentina foi condicionada com ácido fosfórico a 32% (Uni-Etch, Bisco) por 15s e lavadas com água. Quarenta mL de água destilada foram adicionadas sobre a dentina delimitada para assegurar excesso de água na superfície dentinária. As amostras foram divididas aleatoriamente em quatro grupos de 15 dentes cada. Grupo 1: As superfícies dentinárias condicionadas foram secas com jato de ar por 3s; Grupo 2: Secagem com papel absorvente (Kimwipes); Grupo 3: O excesso de água foi removido com pincel (Benda Brush); Grupo 4: O excesso de água foi removido com algodão hidrofílico (Tidi). Nos grupos 2, 3 e 4 a superfície da dentina permaneceu visivelmente úmida. Duas camadas de “One-Step” (Bisco) foram aplicadas nas superfícies dentinárias seguida por secagens suaves de ar por 5 segundos. Duas camadas adicionais foram aplicadas, secas e polimerizadas por 10 segundos. Dois terços do cilindro plástico foi preenchido com resina composta (Z 100, 3M Co.), e polimerizado por 40 segundos. O terço final do cilindro foi preenchido, posicionado sobre a dentina e polimerizado por 40 segundos. Todas as amostras foram imersas em água destilada por 24 horas à temperatura ambiente e logo após submetidas a 500 ciclos térmicos nas temperaturas de 5 e 55ºC.  A seguir os corpos-de-prova foram submetidos ao esforço de cisalhamento em uma máquina Instron sob velocidade de 0,5mm/min. Os dados foram analisados usando ANOVA e teste de Tukey (p< 0,05). As médias em MPa foram: Grupo 1: 12,43(±0,86); Grupo 2: 20,13(±1,28); Grupo 3: 17,73(±1,30); Grupo 4: 20,96(±1,33). Os resultados obtidos no Grupo 1 foram significantemente menores que os dos grupos 2,3 e 4, que não apresentaram diferenças entre si. A resistência de união foi menor na técnica de secagem com ar por 3 segundos do que nas demais técnicas, cujos valores foram semelhantes entre si. Apoio FAPESP 95/4467-0.

 

035

Avaliação da rugosidade da superfície de uma resina composta híbrida

A . K. BARON; E. PISANESCHI*

Departamento de Odontologia Restauradora da FO-PUCCAMP

 

O acabamento e polimento de restaurações em resina composta é um importante passo para o sucesso final destas restaurações, pois sabe-se que a falta de polimento promove uma superfície rugosa com a possibilidade de ocorrer degradação marginal, bolhas e descoloração das restaurações. Esse trabalho teve como objetivo principal o estudo de quatro diferentes técnicas de acabamento e polimento que foram empregadas em espécimes de uma resina composta de partícula híbrida (APH - Dentsply). A rugosidade das superfícies da resina composta foi avaliada através de um rugosímetro (Surftest - Mitutoyo do Brasil). As técnicas empregadas foram todas precedidas pelo uso de uma tira de matriz de poliéster. Quatro tipos de polimento foram empregados, a saber: a) Grupo I - controle - somente o uso da tira matriz de poliéster; b) Grupo II - uso dos discos Sof-Lex (3M) segundo recomendações do fabricante; c) Grupo III - uso de uma broca multilaminada de 14 lâminas (Maillefer) e Grupo IV - uso de uma ponta diamantada de fina granulação (Fava) seguida do uso do sistema Enhance (Dentsply). Os resultados foram obtidos através da média de quatro leituras da rugosidade sobre a superfície dos espécimes, como pode ser observado: Grupo I - 0,062 mm; Grupo II - 0,165 mm; Grupo III - 0,440 mm e Grupo IV - 0,690mm. Esses resultados foram submetidos aos testes ANOVA e Tukey (valor crítico  do teste Tukey = 0,1528).

Pelos resultados da análise de variância  (Grupo I= -1.2090; Grupo II = - 0.8031; Grupo III= - 0.3606 e Grupo IV= - 0.1666) pode-se concluir que  houve significância entre os grupos, tendo o Grupo I apresentado a maior lisura de superfície seguido pelos Grupos II, III e IV.

 

036

Avaliação da união do compósito a ligas metálicas tratadas com Silicoater MD

G. IAZZETTI*; O. CHEVITARESE; M. JOÃO; E.T. COUTINHO

COPIPED - Faculdade de Odontologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro

 

O objetivo da pesquisa foi avaliar o desempenho do sistema Silicoater MD quanto a resistência ao cisalhamento (RC) em quatro ligas brasileiras e uma estrangeira (Biobond II).  Foram confeccionados 75 corpos-de-prova fundidos (cp’s) de base retangular (5x6x1 mm) com Durabond II - NiCr (A); Duracast - CuAl (B); Palad - AgPd (C); Biobond II - NiCr (D); Premium - CoCr (E), cada grupo com 15 cp’s.  Após jateamento com alumina (partículas de 250 mm), uma das superfícies maiores de cada um dos cp’s foi silanizada (Silicoater MD, Kulzer) e sobre ela foi aplicada uma matriz de silicone com um orifício de 3 mm de diâmetro por 3 mm de altura, que foi preenchido com compósito fotopolimerizável (Dentacolor, Kulzer).  Os cp’s foram termociclados (720 ciclos em 5o e 55oC - 1 min em cada) e posteriormente submetidos ao teste de cisalhamento com velocidade de deformação de carga de 0,5 mm/min.  As médias dos resultados encontrados em MPa e seus respectivos desvios-padrão foram: A=19,19 (2,90); B=16,71 (2,37); C=14,63 (1,38); D=13,17 (2,22); E=11,31 (3,64).  A análise estatística foi feita utilizando o teste F de Brieger, onde verificou-se diferença significativa a nível de 1% entre as médias do resultados, e posteriormente o teste de Tukey, onde constatou-se diferença significativa a nível de 5% entre as médias dos resultados dos grupos A e C, A e D, A e E, B e E.  Após análise ao MEV verificou-se ausência de solução de continuidade entre a resina e o metal em todos os casos.

De acordo com a metodologia empregada o sistema Silicoater MD mostrou-se eficiente na união de resina a metal com as cinco diferentes ligas metálicas utilizadas, quanto à RC.  A liga que apresentou maior média de RC foi a Durabond II e a liga que apresentou menor desvio-padrão entre as médias de RC foi a Palad.

 

037

Alteração dimensional de moldes em resina acrílica gelada e elastômeros

J.C.F. SOARES*; J. MONDELLI; D.F. CÔRTES

Departamento de Dentística - Faculdade de Odontologia de Bauru –USP

 

Avaliou-se a alteração dimensional de moldes em resina acrílica gelada, variando-se a técnica de moldagem (reembasamento do casquete), comparativamente a moldes obtidos por casquete acrílico preenchido com mercaptana, silicona de adição e poliéter. Foi utilizado um dispositivo metálico contendo um troquel para casquetes e um para moldagem. Os moldes foram metalizados pela eletrodeposição de íons prata. A alteração dimensional foi mensurada em microscópio de profundidade, pela discrepância de alinhamento horizontal entre a borda oclusal de um anel de aço que se adapta perfeitamente ao troquel padrão, e a face oclusal de cada troquel reproduzido. As médias das alterações dimensionais e respectivos desvios-padrão, em micrômetros foram: A-) 678,8 (+ 59,2) para Duralay sem reembasamento, 379,9 (+ 72,9) para Duralay com reembasamento, 18,8 (+ 6,2) para Permlastic, 21,6 (+ 19,9) para Impregum F, 1,4 (+ 9,5) para Provil M e 34,7 (+ 22,4) para Imprint. Os resultados foram submetidos à Análise de Variância e método de comparação individual Tukey-Kramer.

Os dois grupos experimentais de resina acrílica (com e sem reembasamento) apresentaram diferença estatisticamente significante entre si e em relação aos demais grupos experimentais.A silicona de adição Provil M apresentou o menor valor de desadaptação e diferença estatística significante quando comparada ao Imprint e ao Impregum F.

 

CNPq processo no  303802/86-3.

 

038

Reparo com compósito em métalo cerâmica: tratamento superficial do metal

R. S. MAMEDES; O. CHEVITARESE*; R. MAMEDES

Dep. de Dentística da FO-UERJ/Dep. Odontopediatria e Ortodontia da FO-UFRJ

 

Os trabalhos de métalo-cerâmica estão sujeitos à fratura da parte estética deixando por vezes  a parte metálica exposta.  O presente trabalho objetiva comparar dois tratamentos superficiais do metal, visando ao reparo com compósito.  Trinta fundições (Litecast B. Williams) (10 x 10 x 2mm) foram obtidas e cada uma foi fixada pelos respectivos sprue e botão com gesso (Durone, Dentsply) em anéis de PVC, após acabamento da superfície com lixa d’água 600, de tal modo que esta superfície ficasse perpendicular a base do anel.  Foram formados 2 grupos com 15 corpos de prova cada.  Adesivo (Prime & Bond, Dentsply) foi aplicado aos espécimes do grupo A e aos do grupo B somente após jateamento com alumina (#60) (Microetcher II, Danville Eng. Inc.) por 15s à 2mm da superfície.  Um disco de borracha com orifício de 3,55mm de diâmetro e 2mm de altura foi apoiado na área central de cada espécime e o orifício preenchido com Z-100 (3M) e fotopolimerizado por 30s.  Após 10 minutos, cada espécime foi armazenada à  36 ± 1o C por 12 dias. Teste de cisalhamento com velocidade de 0,5mm/min. foi realizado.  Resultados em Mpa (DP): A: 4,42 (2,50) e B: 10,75 (3,86). Houve diferença estatisticamente significante (Anova, p£0,05) entre os dois grupos.

Dentro dos limites deste trabalho o jateamento associado ao adesivo pode ser útil no reparo clínico de metalocerâmica danificada com exposição do metal.

 

Apoio financeiro CAPES

 

039

Microinfiltração Marginal do amálgama aderido. Efeito de vários agentes intermediários

ORBEGOSO FLORES; V.H.*, CANDIDO, M.S.M.; RODRIGUES,A.L.

Depto.Odont.Restauradora, Faculdade de Odontologia de Araraquara-UNESP-SP-Brasil.

 

O objetivo deste estudo foi analisar a microinfiltração  marginal nas paredes oclusal e gengival de cavidades de classe V restauradas com amálgama. Para este estudo foram confeccionadas 60 cavidades em dentes pré-molares de humanos recentemente extraídos, livres de cáries. Os dentes foram divididos em 4 grupos: G1- somente com amálgama (Controle); G2- Verniz cavitário (Cavestesim) Amálgama; G3- Cimento de Ionômero de Vidro(Vidrion C)+Amálgama e G4-Sistema Adesivo (All Bond 2)+Amálgama. As restaurações foram realizadas com a liga de alto teor de cobre, Permite C.  Após a confecção das amostras foram armazenadas por 24 horas, a 37+1o C e posteriormente submetidas a tratamento de termociclagem em água por 200 ciclos a temperatura de 8+2o C e 50+2o C. A seguir as amostras foram submetidas ao teste de microinfiltração utilizando uma solução aquosa de Rodamina B 0,2% por 24 horas, e após, as amostras foram avaliadas de acordo com os critérios de microinfiltração de Retief et al. Os dados obtidos foram submetidos a análise estatística de Kruskal-Wallis, onde através dos resultados concluiu-se que:

• Nenhum material intermediário associado ao amálgama foi capaz de controlar a microinfiltração marginal

• Os materiais adesivos, representados através dos grupos G3 e G4 apresentaram melhor comportamento no controle da microinfiltração marginal.

• Na parede oclusal, os materiais intermediários apresentaram comportamentos estatisticamente diferentes no controle da microinfiltração marginal, onde G4>G3>G1>G2.

• Na parede cervical, os materiais intermediários apresentaram comportamentos estatisticamente diferentes no controle da microinfiltração marginal, onde G4>G3>G2>G1.

 

040

Efeito da umidade relativa na estabilidade dimensional de materiais restauradores

A.B. SOARES*; M.F. DE GOES; S. CONSANI; M.A.C. SINHORETI

Faculdade de Odontologia de Piracicaba - UNICAMP - SP.

 

O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito da umidade relativa (U.R.) na estabilidade dimensional dos cimentos restauradores ionoméricos Vidrion R (SS White) e Chelon Fil (ESPE), modificado por resina (Vitremer-3M), duas resina modificadas por poliácidos (Compoglass/ Vivadent e Dyract/Dentsply) e a resina composta Z-100 (3M). Os corpos-de-prova foram obtidos em matrizes metálicas circulares medindo 16 mm de diâmetro por 2 mm de espessura. Foram confeccionados dez corpos-de-prova para cada produto, sendo cinco deles em ambiente à temperatura de 230 ± 10C e 50 ± 5% de U.R. e os outros cinco à temperatura de 230 ± 10C e umidade relativa de 80%. Os materiais foram manipulados de acordo com as instruções dos fabricantes. Logo após os procedimentos de confecção, os corpos de prova foram armazenados a 370C e 100% de U.R., durante uma hora. Decorrido o tempo de armazenagem, a interface material-matriz metálica foi mensurada através de ocular micrométrica com tambor graduado acoplada na objetiva de um microscópio. Os valores obtidos foram submetidos a análise de variância e ao teste de Tukey em nível de 5% de significância. Os materiais Vidrion R e Chelon Fil apresentaram valores de contração de presa significativamente maiores no ambiente de 50% de U.R, em relação ao ambiente de 80% de U.R. Os valores apresentados pelos demais materiais não diferiram estatisticamente entre si (p > 0,05) e foram inferiores àqueles dos cimentos  Vidrion R e Chelon Fil. Os valores de contração de presa apresentados por todos os materiais foram significativamente diferentes entre si (p < 0,05) nos ambientes de 50% ou 80% de U.R. na seguinte ordem decrescente: Vidrion R > Chelon Fil > Z-100 > Vitremer > Compoglass > Dyract. Todos os materiais apresentaram contração de presa, independentes da composição e umidade relativa.  Apoio financeiro do CNPq - Processo 131467/95-6.

 

041

Avaliação da adesão de materiais a base de ionômero de vidro à dentina e ao esmalte de dentes decíduos

L. BITTTENCOURT*;  K. DIAS;  M. S. MIRANDA - Faculdade de Odontologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, e UFRJ,

 

O objetivo deste estudo foi avaliar a adesão à dentina de três materiais a base de ionômero de vidro: Vitremer (3M) - VIT, Dyract Dentisply - DYR e Vidrion (SSW) - VID. Trinta dentes decíduos foram selecionados para este experimento. Os dentes foram embebidos em resina epóxi, lixados para exposição da face vestibular e divididos em três grupos. Após o condicionamento da superfície segundo as instruções do fabricante, cada corpo de prova recebeu um cilindro confeccionado com um dos materiais.  O cilindro, construído com auxílio de um molde de teflon, possuía 5mm. de altura e 3mm. de diâmetro. Após a presa do material, os corpos de prova foram estocados em 100% de umidade a 370C e, após 7 dias, submetidos a teste de cisalhamento, em uma máquina de ensaios mecânicos. A força média, em Kgf, foi: DYR= 13,36; Vit = 5,78 e Vid = 2,81. Os resultados foram tratados por ANOVA e teste de Tukey (P < 0,05). O material DYR foi estatisticamente diferente do VIT e do VID. Após o teste de cisalhamento, as superfícies de cinco corpos de prova de cada grupo foram avaliadas em Microscopia Eletrônica de Varredura, que comprovou que a natureza da união do VID era adesiva enquanto que no VIT e DYR era coesiva.

Baseado nos resultados, os autores concluíram que o material Dyract apresentou a melhor adesão ao esmalte e dentina de dentes decíduos.

 

042

Influência da esterilização de dentes humanos na força de adesão de um adesivo dentinário

M. S. MIRANDA*; E. F. LOPES; A. D. TEDESCO; K. DIAS - Dep. de Clínica Odontológica, FO. UFRJ. e UERJ Rio de Janeiro,RJ (021) 571-2404

 

A necessidade de se reduzir o risco de contaminação durante a manipulação de dentes humanos extraídos, em pesquisas in vitro, levou os autores a avaliar a influência de dois métodos de esterilização na força de adesão de um adesivo dentinário. Foram utilizados 15 terceiros molares hígidos, recém extraídos, armazenados em água destilada à temperatura ambiente. Estes foram divididos em 3 grupos. O grupo 1 foi submetido à esterilização química com solução de glutaraldeído à 2 %, Anti G Plus (Herpo), durante 10 horas. O grupo 2 foi esterilizado por método físico, em Autoclave à temperatura de 260o F, à 20 psi, por 20 minutos. E o grupo 3, controle, não recebeu qualquer tratamento. Logo após, os dentes foram seccionados longitudinalmente separando as faces linguais das vestibulares, e incluídos em resina. As superfícies dentinárias foram planificadas com lixas d’água 400 e 600 e recobertas com uma fita de teflon contendo uma perfuração de 4 mm. A dentina foi condicionada com ácido fosfórico à 37 % (Dentsply) por 15 segundos e com o sistema adesivo Prime & Bond 2.1 (Dentsply), conforme especificações do fabricante. A resina TPH Spectrum (Dentsply) foi aplicada sobre a dentina preparada, formando um cilindro de 6 mm de comprimento por 3mm de diâmetro. Após 7 dias armazenados em água destilada à temperatura ambiente foi realizado o teste de cisalhamento em máquina de ensaios mecânicos. Os resultados foram tratados estatisticamente por ANOVA e LSD, (p < 0,05). As médias em Kgf foram: grupo 1=5,13 + 1,55; grupo 2=6,62 + 2,88 e Grupo 3=8,44 + 3,11.

O grupo 3 foi estatisticamente diferente dos grupos 1 e 2. Os métodos de esterilização testados alteraram a força de adesão dentinária., o que impossibilita a sua utilização para experimentos in vitro.

 

043

Influência do tratamento do esmalte na força de adesão da recimentação de prótese adesiva

A. D. TEDESCO; M. S. MIRANDA; E. F. LOPES; K. DIAS - Depto. de Clínica Odontológica FO UFRJ e UERJ, Rio de Janeiro, RJ

 

O objetivo deste estudo foi avaliar a influência de dois métodos de tratamento do esmalte dentário, na força de adesão de próteses adesivas recimentadas. Foram utilizados 21 terceiros molares humanos hígidos, recém-extraídos, seccionados longitudinalmente em vestibular e lingual. Estes foram incluídos em resina, totalizando 42 corpos de prova. O esmalte planificado com lixas d’água 400 e 600. As superfícies foram cobertas com fita de teflon contendo uma janela de 4mm de diâmetro e condicionadas com ácido fosfórico 37% (Dentsply) por 30 seg., e com o adesivo, Pró-bond (Dentsply). Foram cimentados cilindros metálicos de Ni-Cu Verabond (Albadent), tratados com jato de óxido de alumínio Microetch (Danville Enginneering) 50 microns, 80lbs utilizando-se cimento resinoso Enforce (Dentsply), conforme recomendação do fabricante. Os corpos de prova foram armazenados por 7 dias em água destilada à temperatura ambiente, e submetidos ao 1o. teste de cisalhamento. Os espécimes foram distribuídos em 3 grupos, e receberam diferentes tratamentos. Grupo 1- ácido fosfórico 37% por 40 seg.; Grupo 2 - jato de bicarbonato de sódio Odontojet (Rhos) 60lbs por 90 seg. + ácido fosfórico 37% por 40 seg.; Grupo 3 - ultra-som Cavitron (Dentsply) por 90 seg. + ácido fosfórico 37% por 40 seg. Os cilindros foram recimentados nos seus respectivos espécimes utilizando a mesma técnica. Após 7 dias armazenados em água destilada à temperatura ambiente, os corpos de prova foram submetidos ao 2o. teste de cisalhamento. Os resultados foram tratados estatisticamente por ANOVA e LSD (p£0,05). A media dos grupos em Kgf, foi: Grupo 1=15,38± 3,14, grupo 2=12,73± 2,22 e grupo 3=13,82±4,50.

Os autores concluíram que não houve diferença estatística entre os 3 grupos, tendo os métodos a mesma eficiência.

 

044

Avaliação da microinfiltração em restaurações de resina composta com adesivos de última geração

M. PARAIZO*; K. DIAS; A. NOVIS - Universidade do Estado do Rio de Janeiro

 

O objetivo deste experimento foi avaliar o efeito do selante superficial Fortify (Bisco) no controle de infiltração marginal de restaurações tipo Cl. V de resina composta. Vinte dentes humanos foram selecionados. Cada dente recebeu duas cavidades tipo Cl. V com 3mm. de largura e de profundidade, com uma margem em esmalte e outra em cemento. Os dentes foram divididos em 4 grupos: Grupo I - Scotchbond Multi Uso (3M) e TPH (Dentisply); Grupo 2- Scotchbond Multi Uso, TPH e Fortify (Bisco); Grupo 3 - Prime§Bond 2.1 (Dentisply) e TPH E Grupo 4 Prime§Bond 2.1, TPH e Fortify.  O dentes foram restaurados segundo as instruções do fabricante.  Após restaurados, os dentes sofreram ciclagem térmica, foram corados com solução de nitrato de prata a 50% e seccionados. Três avaliadores calibrados avaliaram a infiltração do corante e adaptação marginal em uma escala de 0 a 3, utilizando lupa e MEV. Os resultados foram tratados estatisticamente por ANOVA, Kruskal-Wallis e Mann-Whitney (p < 0,05). Os postos médios dos resultados para esmalte e cemento foram respectivamente: Grupo 1= 0,0 e 24,77; Grupo 2= 0,0 e 14,91; Grupo 3= 0,0 e 32,82 e Grupo 4= 0,0 e 21,27. Não foi possível observar diferença estatisticamente significante entre os Grupos 1 e 3 e entre os Grupos 2 e 4.

A análise com MEV e os resultados estatísticos levaram os autores a concluir que o Fortify reduziu a microinfiltração em cemento, que não houve microinfiltração nas margens de esmalte e que os adesivos tiveram comportamento semelhantes.

 

045

Resistência ao arrancamento de três cimentos ao níquel-cromo e dentina

E.M.ADACHI*; D.M.FICHMAN; M.N.YOUSSEF; L.K.ADACHI

Departamento de Dentística, Faculdade de Odontologia da USP – SP

 

Com o surgimento de uma geração de cimentos resinosos com propriedades adesivas em dentina e a certas ligas metálicas, despertou-nos o interesse de verificar até que ponto essas propriedades adesivas tem influência na retenção de restaurações fundidas em ligas de níquel-cromo, em preparos de diferentes profundidades, cimentados em dentina, verificando também a influência do tempo de armazenamento. Sessenta pré-molares e molares hígidos tiveram as faces oclusais desbastadas até ficarem totalmente em dentina e foram incluídos em resina acrílica com a face de dentina exposta. Foram feitos preparos tipo “inlay” na face oclusal do dente, todos com comprimento e largura iguais, com diferença nas profundidades, sendo 30 de 1mm e 30 de 2mm. Todos os preparos foram moldados com silicona, feitos modelos de gesso, enceramento e fundições com liga de Ni-Cr. Nos 30 preparos com 1mm de profundidade, as fundições foram cimentadas da seguinte forma: 10 com cimento de fosfato de zinco, 10 com cimento Imperva Dual/Bond e 10 com Panavia 21. As 30 restantes com 2mm de profundidade foram cimentadas da mesma forma. Todos foram submetidos a ciclagem térmica. Com três dias de cimentação, 30 corpos de prova (15 com 1mm, e 15 com 2mm de profundidade) foram submetidos ao ensaio de tração. Os restantes foram submetidos ao ensaio com 20 dias. Os resultados foram submetidos a análise de variância e ao teste Tukey.

Concluimos que: O fator cimento foi altamente significativo ao nível de 0,1%. O Panavia 21 é o que apresentou melhores resultados, seguido pelo Imperva Dual/Bond. Houve um aumento da retenção com o aumento da idade e da profundidade do preparo.

 

046

Rugosidade do esmalte após o uso de agente clareador caseiro

L.K. ADACHI*; T.N. CAMPOS; F.W. CARNEVALE; E.M. ADACHI

Departamento de Dentística, Faculdade de Odontologia da USP – SP

 

Um número considerável de vezes, dentes vitalizados apresentam alterações de cor, contendo forma, contorno e alinhamento que não comprometem a estética. Em alguns casos o uso de agentes clareadores caseiros tem sido uma opção de tratamento. Este estudo teve como objetivo avaliar a alteração da rugosidade superficial do esmalte com o uso dos agentes clareadores à base de peróxido de carbamida à 10%. Foram utilizados dez dentes, incisivos inferiores centrais e laterais, recentemente extraídos por problemas periodontais, armazenados em soro fisiológico. Inicialmente os dentes foram polidos com escova Robison com pedra pomes e branco de espanha e incluídos em resina acrílica com exceção da face vestibular. Em cada corpo de prova foi utilizado o agente clareador por 4 períodos de 8 horas, definidos em 8, 16, 24 e 32 horas, mantidos à temperatura de 37ºC e umidade de 100%. Para análise da rugosidade foi utilizado um rugosímetro do tipo surftest Mitutoyo, com resultados do Ra em micra. Inicialmente foi feita análise da rugosidade nos corpos de prova sem a aplicação do agente clareador por 8 vezes cada no sentido cervico-incisal. Após cada  período de 8 horas de aplicação do agente clareador, foram lavados em água corrente e secos com jatos de ar e submetido novamente a análise da rugosidade. Cada corpo de prova foi submetido 8 vezes à análise, em períodos de zero horas (sem aplicação do agente clareador), 8, 16, 24 e 32 horas e feito a média aritimética de cada período.  Em vista dos resultados da análise estátistica das médias, os autores concluíram que não houve diferença estatística dos resultados da rugosidade superficial do esmalte sem tratamento comparado com esmalte submetido ao tratamento com agente clareador à base de peróxido de carbamida a 10% com carbopol,  em períodos de aplicação de 8, 16, 24 e 32 horas.

 

047

Avaliação da profundidade de polimerização de resina composta fotopolimerizável em função de diferentes intensidades de luz

E.B.FRANCO; L.R.AZEVEDO* - Departamento de Dentística, Faculdade de Odontologia de Bauru-USP

 

O objetivo deste trabalho foi avaliar a profundidade de polimerização da resina composta Glacier (SDI,#61001), cor A2, em função de diferentes intensidades de luz(50-650mw/cm2). Com a utilização de radiômetro e de um variador de tensão foi possível estabelecer diferentes intensidades de luz do fotopolimerizador (Optilux - Demetron Research Corporation). Três corpos de prova foram preparados para cada intensidade de luz com tempo de exposição de 40s., utilizando-se uma matriz cilíndrica de teflon (10mm de altura X 5mm de diâmetro). O conjunto (micromotor/ponta reta/broca de aço #8) foi conectado a um peso de 320g. para padronizar a pressão exercida na superfície exposta diretamente à fonte de luz, assim como no lado oposto. A profundidade de penetração da broca foi determinada com um espessímetro. As médias das profundidades de polimerização(em mm) e desvios padrões estão na tabela abaixo:

                 Grupos                                          mw/cm2                                         Média                                           D. P.

                                       A                                                    50                                                3.70                                            0.2646                       

B                                   150                                                 5.60                                            0.3606                                              

C                                  250                                                 6.27                                            0.0577                                              

D                                  350                                                 7.33                                            0.2646                                              

E                                   450                                                 7.03                                            0.3215                                              

F                                   550                                                 7.57                                            0.2517                                              

                                       G                                                   650                                               8.33                                            0.4041           

Os resultados foram submetidos aos testes ANOVA e Student-Newman-Keuls. A profundidade de polimerização da resina composta é diretamente proporcional à intensidade de luz, sendo que intensidades de luz abaixo de 200 mw/cm2 proporcionaram profundidades de polimerização acima dos valores especificados pelo fabricante.  

Apoio :PET/CAPES-FOB/USP

048

Avaliação da profundidade de polimerização de resina composta fotopolimerizável, com e sem a interferência de estrutura dentária

E.B. FRANCO; M. COUTINHO*; L. R. AZEVEDO - Depto. de Dentística, Faculdade de Odontologia de Bauru-USP

O propósito desta pesquisa foi investigar a profundidade de polimerização da resina composta foto Glacier (SDI), cor A2, com intensidade de luz de 200 e 600 mw/cm2, nos tempos de 40 e 80 s., com e sem a interferência de esmalte(1,5 mm de espessura) ou esmalte/dentina (2,5 mm de espessura). Para cada condição confeccionou-se 3 corpos-de-prova, onde utilizou-se uma matriz cilíndrica de teflon com orifício de 10mm X 5mm. A intensidade de luz do fotopolimerizador (Optilux, Demetron Research Corp.) foi previamente determinada com um variador de tensão e por um radiômetro. A remoção da porção de resina composta não polimerizada foi realizada com broca esférica #8 acoplada a um micromotor/peça reta e a um peso de 320g., sendo a profundidade de penetração mensurada por um espessímetro. As médias (mm) e desvios padrões estão na tabela abaixo:

mw/cm2  Interfer.    Tempo      Média                             D. P.      mw/cm2  Interfer.  Tempo       Média         D. P.         

600         controle      80s.          9.53                             0.3786        200     controle    80s.           8.37         0.1202       

600         controle      40s.          8.67                             0.1667        200     controle    40s.           7.20         0.0577       

600         esmalte      80s.          6.73                             0.1202        200     esmalte    80s.           6.87         0.0333       

600         esmalte      40s.          6.30                             0.1155        200     esmalte    40s.           4.27         0.1202       

600        esm/dent     80s.          5.73                             0.1856        200    esm/dent   80s.           4.23         0.0333       

600        esm/dent     40s.          5.47                             0.2603        200    esm/dent   40s.           3.63         0.0667       

Os resultados foram submetidos aos testes ANOVA e Student-Newman-Keuls.

O aumento no tempo de polimerização, principalmente quando do emprego de menor intensidade de luz (200mw/cm2) ou pela interposição de esmalte ou esmalte/dentina, favorece uma maior profundidade de polimerização.

 

049

Liberação de flúor de 1 cimento de ionômero de vidro encapsulado e 2 manipulados manualmente

L.M.A* TENUTA; A.L.F. VIEIRA; R.C. PASCOTTO; M.F.L. NAVARRO; E.M TAGA

Deptos. Dentística e Bioquímica, Fac. de Odont. de Bauru – USP

 

O objetivo deste trabalho foi comparar a liberação de flúor de 3 cimentos de ionômero de vidro: Fuji II LC Capsule (F2cap), Fuji II LC (F2) e Fuji Ortho (Forto). Foram confeccionados 8 discos (11,0 mm x 1,5 mm) para cada material. Os espécimes foram suspensos em tubos de polietileno contendo 32 mL de água deionizada a 37oC ±1oC. As leituras foram feitas diariamente durante 7 dias, e semanalmente aos 14, 21 e 28 dias, através de um eletrodo específico para o íon flúor (Orion, modelo 96-09) acoplado a um analisador de pH/íons (Procyon, modelo SA 720). Para cada análise, 10 mL da água foram coletados, e a eles adicionado 1,0 mL de TISAB III. Os dados foram submetidos a ANOVA e teste de Tukey-Kramer. A quantidade de flúor liberada foi maior para F2, seguido de Forto e F2cap. Não houve diferença estatisticamente significante entre a liberação de flúor de F2 e Forto (p<0,05).

Os resultados mostraram que o material encapsulado liberou menos flúor que o mesmo material manipulado  manualmente. Não houve diferença entre a liberação de flúor de F2 e Forto.

 

                            7 dias                   14 dias                 21 dias                 28 dias        

F2cap              0,52 ±0,12            0,14 ±0,02           0,11 ±0,01            0,09 ±0,01      

F2                    0,75 ±0,12            0,21 ±0,01           0,15 ±0,01            0,12 ±0,02      

Forto                0,75 ±0,06            0,19 ±0,02           0,16 ±0,02            0,12 ±0,01      

Liberação cumulativa de flúor: média ± desvio-padrão, em mgF-.mm-2               

 

Apoio: FAPESP -  Processo no 96/05361-4

 

050

Efeito do tempo na resistência à tração diamentral de cimentos de ionômero de vidro reforçados com resina

D.F.G. CEFALY*; L.L. RIBEIRO; M.F.L. NAVARRO - Faculdade de Odontologia de Bauru FOB-USP

 

Este estudo teve por objetivo avaliar a resistência à tração diamentral de três cimentos de ionômero de vidro reforçados com resina, sendo dois deles utilizados para restauração (Fuji II LC (F) e Fuji II LC capsule (FC)) e o outro para cimentação de brackets ortodônticos (Fuji Ortho LC (FO)). Foram confeccionados 5 corpos de prova de cada material (6,0mm de diâmetro (D) por 3,0mm de espessura (E)) para cada periodo de tempo (1 hora, 1 dia e 1 semana). Os espécimes foram armazenados em água desionizada a 37±1°C antes dos testes. A máquina de teste Kratos foi utilizada com velocidade de 0,5mm/min. A resistência à tração diametral (RTD) foi calculada com carga de fratura (C) usando a seguinte equação: RTD = 2C/pDE. As médias da resistência à tração diametral e os desvios padrões (±) em MPa foram:

 

          TEMPO/MATERIAL                       F                                FC                           FO        

                   1HORA                       21,18 ± 1,33               22,36 ± 2,34            16,49 ± 0,91 

                      1DIA                         16,42 ± 2,80               22,42 ± 2,71            17,60 ± 1,19 

                 1SEMANA                     19,89 ± 1,06               22,83 ± 2,98            18,86 ± 1,41 

 

Os dados foram analizados pelos testes ANOVA e Tukey-Kramer e mostraram diferenças estatisticamente significantes entre os materiais (p<0,05). O padrão de resistência à tração diamentral em função do tempo foi diferente para cada um dos materiais. O FC apresentou a maior resistência em todos os períodos.

Apoio financeiro CNPq - processo: 523620/96-9

 

051

Resistência de união entre resinas convencional e reembasadoras diretas

R.N.RACHED*; A.L.M.CUCCI; E.T.GIAMPAOLO; C.E.VERGANI

Dep. Mat. Odont. e Prótese, Fac. de Odontologia de Araraquara-UNESP

 

O reembasamento imediato definitivo tem sido discutido recentemente na literatura. Este estudo avaliou a resistência à tração de espécimes confeccionados com resina termopolimerizável reparados com resinas reembasadoras autopolimerizáveis definitivas. Os espécimes foram confeccionados com resina Lucitone 550 (M3), seccionados e unidos com os reembasadores investigados: Duraliner II (M2) e Kooliner (M1). Os espécimes foram submetidos ao teste de tração até a ruptura, a qual foi classificada de natureza adesiva ou coesiva. As médias (kgf/cm2) obtidas para os períodos T1/T2 foram: M1=200,00/196,00; M2=320,16/69,83; M3=837,66/553,83. O teste estatístico de Kruskal-Wallis (x2=26,22; a=0.01) forneceu os seguintes dados: 1)As médias dos valores de resistência para todos os materiais no tempo T1 reveleram diferenças significativas (p<0,05; M3>M2>M1); 2)As médias dos valores de resistência para os três materiais no tempo T2 revelaram diferenças significativas  (p<0,05; M3>M1>M2); 3) Para os materiais M1 e M3, nenhuma diferença estatística (p>0,05) foi observada as médias obtidas nos tempos T1 e T2 e, quanto ao material M2, os valores de resistência mostrados no tempo T1 foram estatisticamente diferentes (P<0,05) e maiores que aqueles obtidos no tempo T2; 4) Os corpos reparados evidenciaram, após os testes, apenas falhas adesivas.

Os autores concluem que, nas condições do estudo, os reembasadores testados mostraram uma união fraca à resina termopolimerizável.

 

FAPESP (95/6762-0)

 

052

Colagem esmalte/compósito com ou sem condicionamento e aplicação TiF4

A.P. MORAIS*; L.M.CHEVITARESE; P.B. DUTRA; O. CHEVITARESE

Dep.Odontopediatria, F.O./ Dep.Química Analítica, IQ – UFRJ

 

O objetivo deste estudo foi comparar a resistência ao cisalhamento (s) da união do Concise Ortodôntico ao esmalte bovino com e sem condicionamento ácido, seguido da aplicação de TiF4. Trinta dentes bovinos tiveram sua face bucal planificada  e foram fixados com gesso em anel de PVC ficando aquela face perpendicular à base. Foi feita profilaxia, lavagem e secagem convencionais. Foram divididos em dois grupos: C e S. No primeiro foi feito condicionamento com H3PO4 a 37% seguido de lavagem, secagem e aplicação de TiF4 a 1% por 1 min, seguido de lavagem por igual tempo e secagem. No grupo S os procedimentos foram semelhantes com exceção do condicionamento. Foi aplicada matriz de borracha com orifício de 0,32 cm de diâmetro e 0,2 cm de altura sobre o centro da área planificada e o orifício preenchido com Concise Ortodôntico. Após 1 semana de estocagem em água foram submetidos ao cisalhamento (velocidade = 0,5 mm/min) e observados ao microscópio ótico (MO). Os resultados em Kgf/cm2 (DP) para s foram para o grupo C = 80,85 (31,43) e para o grupo S = 6,06 (5,72).

O teste de Mann Whitney feito a partir dos valores do s mostrou diferença altamente significativa entre os dois grupos com p = 0,000003. As observações ao MO não revelaram presença de fraturas de esmalte nem foram encontrados resíduos de material resinoso cobrindo a área de colagem em nenhum espécime.

 

053

Bactérias cariogênicas na placa adjacente a bráquetes retidos com ionômero de vidro

R.C. PASCOTTO*; M.F.L. NAVARRO; A. GASPARETTO; C.L. CARDOSO

Deptos de Odontologia e Análises Clínicas, Universidade Estadual de Maringá – PR

 

O objetivo deste estudo foi avaliar a presença de estreptococos do “grupo mutans” (SM) e lactobacilos (LB) na placa adjacente a bráquetes ortodônticos retidos com cimento de ionômero de vidro (CIV) - Fuji Ortho LC, GC e resina composta (RC) - Concise Orthodontic, 3M, fixados em quadrantes opostos in vivo. Trinta dias antes do início da terapia ortodôntica, 10 adolescentes foram instruídos a usar uma pasta sem flúor e ficar 48 h sem higienizar os dentes antes das coletas. Com auxílio de sondas estéreis, as placas foram coletadas antes da fixação dos acessórios (inicial) 2 e 30 dias após a instalação do aparelho fixo e transferidas para o meio fluido reduzido de transporte. Após homogenização por 30 s, volumes de 0,02 mL das diluições 100 - 10-6 foram semeados em triplicata nos seguintes meios: ágar sangue Brucella suplementado, para determinar o total de bactérias viáveis; ágar mitis salivarius bacitracina para a contagem de SM e ágar Rogosa para estimar os LB. A análise estatística foi realizada pelo teste não paramétrico de Wilcoxon (p < 0,05). A proporção de SM expressa em porcentagem do total de bactérias viáveis foi menor nas amostras de placa ao redor dos bráquetes retidos com CIV (2,32 ± 1,16) que com RC (8,76 ± 6,20) dois dias após o início do tratamento bem como com relação aos valores iniciais (9,62 ± 6,36). Um mês após houve uma diminuição na prevalência de SM (CIV: 0,26 ± 0,43; RC: 0,31 ± 0,58) e um aumento na prevalência de LB (inicial: 0,002 ± 0,006; CIV: 0,75 ± 1,34; RC: 0,76 ± 1,71) na placa ao redor de ambos os materiais.

Os resultados sugerem que uma menor quantidade de bactérias cariogênicas pode se desenvolver quando o CIV é usado como agente para fixação de acessórios ortodônticos.

 

054

O efeito da temperatura de queima e polimento superficial na dureza das cerâmicas

A. DELLA BONA; M.E. BITTENCOURT*; S.T.C.S. CARRÉ; C.L.I. QUADROS

Grupo de Pesquisas Odontológicas, Universidade de Passo Fundo, Passo Fundo, RS, Brasil

 

A variação na temperatura de queima e o tipo de polimento superficial são aspectos importantes nas restaurações em cerâmica. Esse estudo teve por objetivo avaliar o efeito da variação da temperatura (T) de queima e o tipo de polimento superficial (S) na dureza de nove tipos de cerâmicas. As cerâmicas utilizadas foram: Vita VMK68 (V68)ƒ, Vita Alpha (VA)ƒ, Vita VMK95 (V95)ƒ, Fortress (FR)‡, Mirage II Fiber (MF)‡, Mirage (MR)‡, Ceramco II (CM)§, Ceramco Colorlogic (CC)§ e Duceram LFC (LF)p. Foram realizadas três queimas com seis corpos de prova por cerâmica: no grupo 1 (Gp1) as cerâmicas foram sinterizadas de acordo com as instruções dos fabricantes; no Gp2 o ciclo de queima foi interrompido 50C antes de chegar na temperatura ideal preconizada pelo fabricante e no Gp3 a queima se excedeu em 50C do normal. Cada um destes grupos foram divididos em 2 subgrupos de 3 corpos de prova, sendo que em um subgrupo foi realizado um polimento artificial até 1mm com suspensão de diamante (P) e no outro foi conservado o glaze natural (N). Todos os corpos de prova (162) foram submetidos a 3 pontos de dureza Vickers (VH). Os resultados médios (HV5) foram analisados estatisticamente por ANOVA e Tukey (P>0.05). Houveram diferenças significativas entre as cerâmicas para VH nas três T e nos dois S. Quanto a T, houveram diferenças em N nas MF, MR, LF, CM e FR, e em P nas V68, VA, CC, MF, MR, LF e CM. Quanto a S, houveram diferenças no Gp1 para V68 e LF, no Gp2 para V68, MF, LF e FR, e no Gp3 para CC, MF, MR e FR.

A variação na T de queima e o tipo de S influenciaram significativamente na VH da maioria das cerâmicas examinadas.

‡Mirage;    ƒVita Zahnfabrik;    §Ceramco;    pDucera

Apoio FAPERGS - Proc 95/50758.9

 

055

Avaliação da expansão livre e confinada de gessos odontológicos        

J.F.B.G.GIOVANNINI*; W.C.JANSEN; E.L.SOUZA

Depto de Odontologia Restauradora-Fac. de Odontologia da UFMG – MG

 

Este estudo foi realizado para avaliar a capacidade de expansão livre e confinada de gessos tipo IV e V. A expansão livre foi verificada através de um artefato de metal bipartido que não oferecia resistência à expansão. Foram confeccionados seis corpos de prova para cada tipo de gesso, que foram mensurados através de um micrômetro, sendo obtida uma média aritmética Para a obtenção dos dados da expansão confinada, foi utilizado um molde semelhante a um preparo cavitário, onde foram confeccionados doze corpos de prova para cada tipo de gesso. Metade dessas amostras foi obtida com moldagens com silicona de adição e a outra metade com silicona de condensação, observando-se as instruções do fabricante nos procedimentos técnicos para obtenção de moldes. Em seguida, foi realizado o vazamento dos gessos tipo IV E V, obtendo-se assim os corpos de prova para serem medidos. O sistema de mensuração foi o mesmo para os corpos de expansão livre.

Concluiu-se que, quanto à expansão livre, os valores obtidos para o gesso tipo V foram semelhantes ao valor mencionado pelo fabricante. Para o gesso tipo IV, observou-se uma expansão aumentada em 55%. Quanto à expansão confinada, os resultados mostraram semelhança para os dois tipos de gessos.    

 

 

056

Liberação de flúor de materiais restauradores através de adesivos.

L. A. MIRANDA*; P. WEIDLICH; M. MALTZ; S.M.W.SAMUEL.

Faculdade de Odontologia/UFRGS

 

Tanto os compósitos com flúor como os cimentos de ionômero de vidro modificados por resina podem ter aumentada sua retenção aos tecidos dentários com a associação de um sistema adesivo que promove a ligação do componente resinoso à dentina, hibridizando-a (Tam et al, Oper Dent, 20:144-150, 1995). Tal técnica traria vantagens desde que a presença do adesivo na camada híbrida não funcionasse como uma barreira, impedindo a passagem do flúor para o dente. A proposta deste trabalho foi avaliar o efeito da aplicação do adesivo (Scotch Bond Multi Uso Plus/3M) na liberação de flúor de materiais restauradores: Vitremer (3M) e Heliomolar (Vivadent), tendo como controle a resina Z100 (3M). Foram confeccionados 10 discos de cada material, sendo que 5 de cada foram cobertos com o adesivo, enquanto os outros 5 não. Os corpos foram imersos em saliva artificial, a qual foi trocada diariamente. Para a mensuração do conteúdo de flúor liberado nos dias 1, 5, 10, 15 e 20 foi usado um eletrodo combinado para flúor (9609 BN-Orion) acoplado a um analisador de íons (SA-720 Procyon). Os testes One Way ANOVA e SNK foram aplicados para comparar os materiais em cada tempo e identificar as diferenças entre os mesmos.

Os resultados mostraram que a utilização do adesivo foi capaz de reduzir significantemente a passagem de flúor do Vitremer e, no caso da Heliomolar, reduziu a tal ponto que não atingiu níveis possíveis de serem detectados pela metodologia empregada.

 

FAPERGS - Processo 95/60333.5

 

057

Radiopacidade em Híbridos de Ionômero de Vidro / Resina Composta        

A. T. Hara*;  M. C. Serra; A. L. Rodrigues             

F.O.P. - UNICAMP / F.O.A.R. – UNESP

 

A radiopacidade é uma propriedade de suma importância em um material restaurador. Num exame radiográfico  permite diferenciá-lo de cáries secundárias, vazios ou bolhas, e também possibilita o diagnóstico de excessos cervicais, contorno e contatos inadequados de restaurações interproximais. Foram analisadas a radiopacidade de seis híbridos de ionômero de vidro/resina composta                  (A-Variglass/Dentsply, B-Dyract/Dentsply, C-Compoglass/Vivadent, D-Fuji II LC/GC Corporation,   E-Vitremer./3M Dental, F-Photac-Fil/ESPE), de um cimento de ionômero de vidro convencional    (G-Ketac-Fil/ESPE), e de um dente humano hígido. Confeccionaram-se 24 corpos de prova de cada material, com 2 mm de espessura por 4,5 mm de diâmetro, e um padrão - com 1 mm em esmalte e      1 mm em dentina. Essas unidades experimentais foram dispostas sobre películas radiográficas codificadas, para serem radiografadas (10mA, 60kVp, 0,4s) e reveladas e fixadas em processadora automática. Cada película apresentava os sete materiais avaliados e o padrão de dente aleatoriamente ordenados, além de uma escala de alumínio com dez níveis. As radiografias obtidas foram submetidas a uma avaliação sensorial cega, realizada por três examinadores independentes, que atribuíram escores de 1 a 10 a cada corpo de prova, em comparação com a escala de alumínio. Na análise estatística, os Testes de Kruskal-Wallis e de Comparações Múltiplas mostraram que,  em relação a radiopacidade:    A > B > C = D > E > dente > F = G.

Com excessão do material F, os híbridos de ionômero de vidro/resina composta apresentaram-se mais radiopacos que a estrutura dental sadia e que o cimento ionomérico convencional.

Apoio FAPESP - Processo 96/6044-2

 

058

Microinfiltração “in vitro” em híbridos de ionômero de vidro / resina composta

J.A. Rodrigues*; C.S. Magalhães; M.S. Serra; A.L. Rodrigues

F.O.P. - UNICAMP / F.O.A.R. – UNESP

 

Materiais híbridos de ionômero de vidro / resina composta foram desenvolvidos com o objetivo de superar algumas deficiências apresentadas pelos cimentos ionoméricos convencionais. O objetivo deste estudo foi avaliar a microinfiltração de seis materiais híbridos, comparando-os com um cimento ionomérico convencional e com uma resina composta. Cavidades classe V padronizadas foram preparadas na superfície radicular de 240 dentes humanos extraídos, divididas aleatoriamente em oito grupos e restauradas com os seguintes materiais:1-Vitremer (3M), 2-Compoglass (Vivadent), 3-Photac-Fil (Espe), 4-Variglass (Dentsply), 5-Dyract (Dentsply), 6-Fuji II LC (GC Corporation), 7- Ketac-Fil (Espe) e 8-Z-100 (3M). Os dentes foram submetidos a 500 ciclos térmicos, imersos em solução de azul de metileno, seccionados e avaliados quanto ao grau de penetração de corante através de escores pré-estabelecidos. A análise estatística dos dados foi realizada pelo teste de Friedman. Não houve diferença significante na microinfiltração para os grupos 8, 4, 1, 5, 6, 3 e 2. Estes três últimos não diferiram do grupo 7, apresentando maior grau de microinfiltração.

Sob as condições deste experimento, os materiais híbridos apresentaram desempenho similar às resinas compostas e ao ionômero convencional, frente à microinfiltração.

 

Apoio: FAPESP processo N.º 96/6045-9.

 

059

Selamento provisório em endodontia – estudo comparativo da infiltração marginal

S.CARVALHO*; T. BERLINCK; R. FIDEL; V. VILANOVA; J. TELES.PET

F.O.UERJ, RJ

 

O objetivo deste estudo foi avaliar o grau de infiltração marginal de nove materiais seladores provisórios utilizados por endodontistas empregando 45 dentes humanos extraídos. São eles: Grupo I-Pulposan; Grupo II -  Po-li; Grupo III- Coltosol; Grupo IV- Cimento de zinco SS White; Grupo V- Cimpat; Grupo VI- Lee Smith; Grupo VII- Cavit B; Grupo VIII -  Ci-Riv (cimento experimental de presa rápida); Grupo IX- Vidrion R (SS White). Os corpos de prova foram impermeabilizados, corados com Rodamina B, submetidos a ciclagem térmica por 24 horas, seccionados em seu longo eixo e submetidos a 3 avaliadores calibrados. As médias de infiltração obtidas foram: Grupo I : 54,77 ; Grupo II :37,90 ; Grupo III :59,80; Grupo IV: 86,00; Grupo V : 69,87; Grupo VI: 86,00; Grupo VII: 53,73; Grupo VIII: 77,93; Grupo IX  : 86,00. Os resultados foram tratados estatisticamente por ANOVA , com testes de Kruskal Wallis e Teste de Mann Whitney ( P< 0,5). A análise dividiu os grupos em três subgrupos: A) Composto  pelos grupos I, II e VII; B) Composto pelos grupos III, V e VIII; C) Composto pelos grupos IV, VI e IX. O subgrupo A apresentou a menor e o subgrupo C a maior infiltração, ficando o subgrupo B numa situação intermediária.

Os autores concluíram que nenhum material desempenhou selamento hermético. Os que apresentaram menor grau de infiltração marginal foram Po-li, Cavit B e Pulposan.

 

Apoio financeiro da CAPES.

 

060

Rugosidade superficial: Avaliação de diferentes procedimentos

de acabamento e polimento

R.C.S.P. SILVA; M.A.M..ARAUJO; M.F.R.L HUHTALA* - Depto. Odont. Restauradora, Fac. de Odontologia de São José dos Campos/UNESP

 

O propósito do presente trabalho foi avaliar “in vitro” a rugosidade superficial de dois materiais restauradores estéticos, resina composta TPH (Dentsply) e compósito poliácido modificado VariGlass (Dentsply) e também do esmalte adjacente a estas restaurações, após procedimentos de acabamento e polimento. Foram selecionados 114 dentes sendo que seis foram deixados intactos para se avaliar a rugosidade do esmalte sem nenhum tipo de tratamento e os demais receberam preparos cavitários no terço médio da face vestibular, sendo restaurados conforme instruções do fabricante. Os corpos de prova foram armazenados em água destilada, em estufa a 37o, por 24 horas, após o que receberam acabamento e polimento. Após estes procedimentos os corpos de prova foram analisados num rugosímetro Perthometer S8P (Perthen, Mahr, Germany) e os dados obtidos foram analisados estatisticamente.

De acordo com os resultados pudemos verificar que a resina composta apresenta menor rugosidade que o cimento de ionômero vítreo;  que o esmalte adjacente às restaurações tornou-se mais liso que o esmalte íntegro; as brocas multilaminadas mostraram menores valores de rugosidade quando comparadas às pontas diamantadas, com diferença estatisticamente significante; nenhum dos procedimentos de acabamento e polimento empregados foi satisfatório para o cimento de ionômero vítreo, que apresentou os maiores valores de rugosidade média e são necessárias novas investigações sobre acabamento e polimento desses materiais, assim como pesquisas sobre o próprio material para que possamos vir a ter restaurações com melhor qualidade de superfície.

 

061

Comparação de moldagens com polivinilsiloxanas por única e dupla impressão

L.C.LOPES*; D.G.BENOTTI; F.A.M.SANTOS; P.SHIU; C.P.EDUARDO

Departamento de Dentística, Faculdade de Odontologia da USP – SP

 

O trabalho se propôs a avaliar a fidelidade de reprodução de moldagens realizadas com silicona de adição e o uso de moldeiras individuais de resina acrílica. Utilizou-se as técnicas de única e de dupla impressão em moldeiras individuais (com perfurações esféricas e ranhuras verticais) com ou sem o uso de adesivo de moldeira específico para o material. Fez-se um total de 80 moldagens, obtendo-se assim 80 moldes de um troquel metálico simulando um preparo cavitário para coroa total de um molar e de um pré-molar. As moldagens foram divididas em 8 grupos distintos, de 10 moldagens cada. Estes grupos foram elaborados com a combinação das três variáveis do trabalho (técnica de moldagem, tipo de moldeira, utilização ou não do adesivo). A deformação observada no molde foi avaliada no momento da remoção do mesmo e 30 minutos após. Comparou-se esta deformação afim de se obter uma seqüência das três variáveis que resultasse num molde com a menor distorção final possível. Segundo a análise estatística de ‘t-Student’, os grupos que apresentaram as menores distorções finais nos dois momentos de avaliação foram: moldeira perfurada, com adesivo e moldagem única; moldeira com ranhura, com adesivo e moldagem única; moldeira com ranhura, sem adesivo e moldagem única.

Com base nestes resultados, os autores concluiram que com a técnica de moldagem de única impressão obtêm-se um molde com fidelidade de reprodução superior àquele obtido pela dupla impressão. Além disso, a retenção química obtida com o uso de adesivo reduz a deformação final do molde.

 

062Avaliação da polimerização da resina acrílica próxima ao metal, quando ativada pela energia de microondas

K. O. BRAUN*;  A. A. DEL BEL CURY - Faculdade de Odontologia de Piracicaba - UNICAMP.

 

Para verificar a efetividade da energia de microondas na polimerização da resina acrílica próxima ao metal foram feitas 36 amostras cilíndricas com 30,0 x 4,0 mm, tendo no seu interior uma sela metálica com 28,0 x 8,0 x 0,5 mm. Foram divididas aleatoriamente em 3 grupos: G1)  resina Clássico curada em Ciclo curto de 3h; G2 ) resina  Acron-MC curada em forno de microondas 3 min. a 500W; G3) resina Clássico curada em forno de microondas 3 min. a 500W. Após o ciclo, as amostras foram divididas em duas partes semelhantes, sendo uma usada para a avaliação de monômero residual e a outra submetida aos testes de dureza e porosidade. A dosagem de monômero liberada na água durante doze dias foi avaliada através da espectrofotometria. A dureza Knoop foi verificada às distâncias de 50, 100, 200, 400 e 800mm da sela e a porosidade interna e externa foi avaliada a olho nu e com microscópio (100x). As médias e desvios padrões obtidos para as dosagens de monômero residual foram: 1o dia- G1 ) 178,8 + 17,9 A, G2 ) 59,5 + 11,1 B, G3) 116,5 + 12,0 C; 12o dia- G1) 44,3 + 2,2 A, G2) 6,8 + 1,3 B, G3) 40,1 + 2,7 A. Os valores da dureza Knoop: A 50 mm G1 ) 16, 45 + 0,22 B , G2 ) 17,46 + 0,20 A, G3) 17,14 + 0,26 AB; A 800 mm: G1) 16,75  +  0,14 B G2) 18,14  +  0,32 A, G3) 17,55  +  0,22 A. A análise de variância mostrou diferença entre os grupos e, as médias seguidas de mesma letra não mostraram diferença significativa (Tukey 5%). Na porosidade avaliada a olho nu foram observados poros em todas as amostras do grupo 3 e em 50% das, dos grupos 1 e 2. Na avaliação feita com microscópio, foi observada porosidade na totalidade das amostras. Concluiu-se que  energia de microondas pode ser usada para polimerização de prótese parcial removível e que a resina convencional, polimerizada por energia de microondas, apresentou maior número de poros. Apoio financeiro FAPESP. no: 96/04814-5.

 

063

Avaliação da infiltração marginal em dentes decíduos restaurados com materiais a base de ionômero de vidro

L. BITTENCOURT; K. DIAS; M. S. MIRANDA; F. TEIXEIRA* - Faculdade de Odontologia da UERJ e UFRJ, Rio de Janeiro RJ

 

O objetivo deste estudo foi avaliar a adesão de três materiais, à base de ionômero de Vidro, Vitremer (3M) - VIT, Dyract (Dentisply) - DYR e Vidrion (SSW) - VID, à dentina e ao esmalte de dentes decíduos. Quinze molares recém-extraídos foram selecionados para este estudo. Cada dente recebeu duas cavidades tipo Cl. V, uma por vestibular e outra por lingual. As cavidades possuíam 3mm. de largura e de profundidade, com o bordo oclusal em esmalte e o bordo cervical em cemento. Após o preparo cavitário os dentes foram separados em três grupos e restaurados com os materiais segundo as instruções do fabricante. Após a presa do material restaurador, os dentes foram estocados a 370C. em 100% umidade por 7 dias, submetidos a ciclagem térmica, corados com nitrato de prata a 50% e seccionados. A micro-infiltração foi avaliada em uma escala de 0 a 3 por dois avaliadores calibrados. Os resultados foram tratados por ANOVA e testes de Kruskal-Wallis e Mann-Whitney (P < 0,05). O posto médio das infiltrações para esmalte e cemento foi respectivamente: VIT = 12,58 e 24,12; dyr 22,19 e 14,81 e VID 16,42 e 20,58.

Baseado nos resultados, os autores concluíram que a adesão ao esmalte foi superior à do cemento em todos os materiais. Os materiais VIT e VID, foram estatisticamente semelhantes. O DYR apresentou os melhores resultados em cemento e o pior em esmalte. O resultado em esmalte foi provavelmente por falta de ataque ácido prévio.

 

064

Diferentes tempos de ácido e “primer “ aplicados “in-vivo” na dentina

A.R.P. DO CARMO*; M.N.YOUSSEF; C.A. ANAUATE NETTO

Departamento de Dentística, Faculdade de Odontologia da USPSPeUMC.

 

Poucos são os trabalhos “in-vivo” que abordam o comportamento dos sistemas adesivos. Este estudo procura verificar as possíveis diferenças causadas pela variação no tempo de aplicação do ácido fosfórico a 35% e do“primer”Scothcbond M.P.-Plus(3M) na dentina “in-vivo”. Foram selecionados 36 dentes pré-molares superiores e inferiores integros, com indicação a extração por motivos ortodônticos. Incialmente o dente era radiografado para que se avaliasse a espessura dentinária entre o teto da câmara pulpar e as pontas das cúspides. Após esta medida era removida toda a oclusal criando uma superfície plana em dentina mantendo uma espessura de aproximadamente 2mm de remanescente. Aplicou-se o ácido fosfórico por 5”,15” e 45”e “primer” por 5”, 60”e 120”para cada grupo. Cada dente foi restaurado com resina micro-hibrida Z-100(3M) completando a espessura de 5mm, seguido da sua exodontia e armazenamento em formol a 10% a 37ºC. Fatias de aproximadamente 1mm foram realizadas no sentido ocluso-apical.Cada fatia foi reduzida, no sentido mésio-distal, em aproximadamente 1mm com o objetivo de limitar a área de tração sendo novamente armazendos na mesmas condições anteriores. Após a cilcagem térmica de 1000 ciclos, a 5º-55ºC os C.P. foram submetidos a teste de micro-tração em uma máquina de ensaio universal. Após a tabulação dos dados originais e estatística concluíu-se que: A variação no tempo de aplicação do ácido foi altamente significante(0,01%) e a variação no tempo de aplicção do “primer” foi significante(0,4%). A melhor condição foi obtida com a aplicação de ácido por 45” e aplicação do “primer” por 60”.

 

065

Comparação de dois tipos de resinas compostas em cavidades de classe V sob esforços mastigatórios

M.R. MATSON*; L. C. BELAN; C. ANAUATE NETO

 

Dentre os procedimentos executados na Dentística Restauradora, as restaurações cervicais de classe V em cavidades não cariosas, apesar dos avanços dos materiais e técnicas, continuam a ser um dos procedimentos com alto índice de insucesso. Mais recentemente, um fator etiológico tem sido associado a este tipo de cavidade, a flexão das cúspides dentais (abfração). Devido a este fator muitos pesquisadores tem recomendado o uso de resinas compostas de micropartículas na tentativa de compensar este fenômeno. Pensando nesta problemática os autores propuseram a estudar com o auxílio do método dos elementos finitos o comportamento de dois tipos de resinas compostas (micropartícula e híbrida) quanto ao desenvolvimento de tensões no seu interior, quando utilizadas para restaurar lesões cervicais não cariosas. Para tanto, utilizaram um software (McNastran) que faz uma simulação em duas dimensões dos esforços desenvolvidos por um elemento dental restaurado com dois tipos de resinas compostas comerciais (Durafill e Z-100) mostrando o comportamento destas frente a aplicação de uma carga mastigatória. Devido a diferença de módulos de elasticidade os autores puderam observar um melhor comportamento das restauraçoes de resina composta do tipo micropartícula, já que estas apresentaram uma concentração de esforços 27,70% menor quando comparadas  com as resinas compostas do tipo híbrida.

Em vista dos resultados obtidos os autores concluiram que para os tipos de lesões cervicais não cariosas as resinas compostas do tipo micropartícula são as mais indicadas quando comparadas com as resinas compostas do tipo híbridas, o que vem de encontro com vários estudos a respeito do assunto.

 

066

Correlação entre radicais livres e dureza Knoop de resinas compostas

M.A. MENEZES*; A. MUENCH

Deptº de Materiais Dentários, Fac. Odontologia da USP-SP

 

Foi determinado o número relativo de radicais livres de resinas compostas, por meio de ressonância paramagnética eletrônica, e sua correlação com a microdureza Knoop. Utilizou-se as cores  A2 e B2 da resina Z100 (3M); XL e U da Silux Plus (3M) e 20 e 30 da Heliomolar RO (Vivadent). Todas as amostras tinham 2,5 mm de diâmetro e 2,0 mm de altura. Para os ensaios de radicais livres as resinas foram ativadas com intensidades de luz de 110, 180, 300 e 580 mW/cm2  durante tempos de 10,20,30,40,50,60,80 e 90 seg. Para determinar a dureza das amostras, nos lados da frente e dos fundos, nas idades de 5 min, 1 h, 1 dia, 1 sem e 1 mês, usou-se somente as cores mais claras, com intensidades de 110 e 300 mW/cm2 e tempos de 20,40,60 e 80 seg. As análises de variâncias dos  números de radicais livres mostraram significâncias(p<0,001)  para cor, intensidade e tempo com todos os materiais. Para a dureza a intensidade  foi significante (Z100 = p<0,05; Silux Plus = p<0,01 e Heliomolar RO = p<0,001). O tempo não foi significante para a Z100, mas foi para as outras duas(p<0,001). Foram feitas correlações para lados e idades e não encontrou-se significância para a Z100, mas sim para as resinas Silux Plus e Heliomolar.

Conclusão: No que se refere a dureza, uma resina rica em radicais livres é menos sensível as variações de intensidade e tempo de ativação. A polimerização continua até pelo menos 30 dias após cessado o estimulo luminoso. É possível polimerizar-se resinas compostas à partir de intensidades de luz de 110 mW/cm2 em diante.

067

Reprodutibilidade em fundição, relacionada ao comprimento do canal de alimentação

R. C. STEGUN*; T. SAITO; A. MUENCH; W. I. MALUF.

 

Depto. Mat. Dentários, Fac. Odontologia da U.S.P., Cid. Universitária, CEP-05508-900, São Paulo, BrasilObjetivou-se o estudo da influência do comprimento do canal de alimentação na reprodutibilidade em fundição, com o emprego da centrífuga, usando o método da tela de malhas. Empregou-se 4 comprimentos de canal de alimentação (curto, médio, longo e longo curvo), usando como variável, também, a posição da tela (lados esquerdo e direito), em relação ao sentido de rotação da centrífuga. Três ligas foram usadas (Pd-Ag, Pors On 4, Degussa; Ni-Cr, Nicron, Vigodent; Ni-Cr, Durabond, Odonto Com.). Os dados foram submetidos à análise de variância e teste de Tukey.

As conclusões foram: entre lados não foram encontradas diferenças significantes; os fatores liga, canal de alimentação e interação foram significantes (p<0,001); a liga Nicron apresentou a melhor reprodutibilidade; a liga Pors On 4 apresentou pouca dependência do canal de alimentação; em média, quanto mais comprido o canal de alimentação, melhor a reprodutibilidade, em especial com as ligas de Ni-Cr.

 

Médias de reprodut.(%).(letras diferentes, diferenças significantes p<0,05; n =10)

                     Liga           Canal de alimentação                                                                         

                                                    Curto                     Médio                    Longo                L. curvo          

                Pors On 4                  27cdef                   28cdef                  30cdef                 33cde           

                   Nicron                       49cd                      84ab                      89a                      89a 

 

068

Falhas de grampos de próteses removíveis em função de flexões

M.A. MELONCINI*; P.E.C. CARDOSO; C.A. MUZILLI

Faculdade de Odontologia da USP, Departamento de Materiais Dentários, São Paulo, Brasil.

 

Tab. 1 Freqüência (%) de células vazias. Valores com letras diferentes são diferentes (p<0,05)

                 Liga                       Remanium                   Dentorium                         Vera                        Regalloy         

                Ajuste                         GM 380                                                                   PDI                              100              

                 Sem                           15,4 a                           33,0 b                           29,1 b                        22,5 ab          

                 Com                           12,1 a                           51,5 b                           21,2 a                         15,2 a            

Tab. 2 Freqüência (%) de grampos com falhas nos ciclos (x 103). Valores com letras diferentes são diferentes (p<0,05)

                 0 - 1                             1 - 5                              5 - 15                           15 - 25                             

                45,0 a                          18,3 b                          31,7 ab                           5,0 c                       

 

Procurou-se computar a freqüencia de falta de retenção de grampos de próteses removíveis, observadas após certos números de ciclos de inserção e remoção em um modelo de Co-Cr. A ausência de retenção foi chamada de “célula” vazia, que podia ser fratura ou abertura por fadiga do grampo. A abordagem foi com ou sem reajuste do grampo, quando perdia retenção. O número de “células“ vazias é tanto maior quanto maior o número de grampos que perdiam a retenção e quanto mais cedo ocorreu, ao longo dos períodos de ciclagem. Outra avaliação foi verificar o número de grampos que chegou à falha. As ligas usadas foram: Remanium GM 380, da Dentaurum, Dentorium, da Dentorium, Vera PDI, da AALBA e Regalloy 100, da Dentsply. As freqüências foram submetidas ao teste qui-quadrado, com resultados e contrastes indicados na tabela 1 e 2.

As conclusões foram: o número de “células” vazias depende da liga, tendo sido melhor a Remanium que a Dentorium, principalmente após ajuste; a freqüencia de falhas foi muito alta e quase a metade ocorreu até 1.000 ciclos.

 

069

Influência da forma geométrica do palato na adaptação de próteses totais

J.N.ARIOLI FILHO*; S.S.DOMITTI; S.CONSANI; M.F. MESQUITA

Dep. de Periodontia e Prótese, Faculdade de Odontologia da UNICAMP – SP

 

Neste trabalho foram analisadas as influências das formas geométricas dos palatos triangular, oval e plano na adaptação das bases de próteses totais confeccionadas com resina acrílica polimerizada termicamente em diferentes regiões da área de suporte maxilar. Após o enceramento padronizado, inclusão, polimerização e demuflagem, as peças protéticas foram fixadas sobre seus respectivos modelos mestres de gesso com adesivo instantâneo em um aparelho específico adaptado a uma mesa de fixação. Posteriormente, confeccionou-se cortes  correspondentes as regiões do selado periférico posterior (corte I), fossas centrais dos primeiros molares (corte II) e regiões distais dos caninos (corte III). Os desajustes foram mensurados com o auxílio de um microscópio comparador linear e os dados numéricos submetidos a análise estatística pelo Teste de Tukey a nível de significância de 5%. Os resultados indicaram que a forma geométrica plana do palato é favorável a adaptação (2,23 mm), tendo o palato triangular demonstrado maior média de desajuste (2,78 mm). O corte I revelou as maiores médias de desajuste (4,30 mm), seguido pelos cortes II (2,22 mm) e III (1,21 mm), respectivamente.

Em vista dos resultados, os autores concluíram que a região posterior do palato foi a mais desfavorável na adaptação das próteses totais superiores, tendo a forma geométrica triangular do palato contribuído para o aumento dos desajustes que poderão interferir na retenção e estabilidade.

 

Apoio financeiro da FAPESP - Processo 95/6658-8

 

070

Forças de mordida relacionadas a próteses parciais removíveis mandibulares

E.P. PELLIZZER*; A. MUENCH

Departamento de Materiais Dentários, Faculdade de Odontologia da USP – SP

 

Médias (kgf, n > 9). Em mesma linha com letras diferentes há diferença (p < 0,05). Para grupos (1) e (2) em condições (1) e (2) há diferenças (p < 0,05)

                       G                                1                                2                                3                        4m                        4f

C                                                                                         

                       1                            7,0 an                       7,2 an                          —-                       —-                       —-   

                       2                          12,4 am                   11,8 am                     10,2 a                    —-                       —-   

3                11,2 d                           —-                          21,0 c                       38,3 a                 26,8 b                      

                       4                            13,2 d                       16,1 d                       21,7 c                 34,5 a                 25,9 b

                       

O objetivo da pesquisa foi a determinação das forças de mordida de pacientes com próteses parciais removíveis mandibulares e na arcada superior havia vários tipos. Os grupos e dentes da determinação respectivamente foram: 1 (inf. classe I, II ou III e sup. em dentadura); 2 (inf. classe I, sup. classe II ou III, em dente natural); 3 (inf. classe II e sup. classe I, II ou III ou dente natural, em dente natural); 4 (inf. classe III e sup. classe I, II, III, dente natural ou de fixa, em dente natural, m, masculino ou f, feminino. Condições do dente inferior para a determinação: 1 (no último molar da sela de extremidade livre); 2 (em molar da sela vizinho ao suporte); 3 (molar natural); 4 (premolar natural). A análise de variância e teste de Tukey permitiram concluir: em selas de extremidade livre as forças foram bem baixas, em especial quando distante do suporte; o sexo masculino apresentou maiores valores; dentes naturais com envolvimento de classe III apresentaram maiores valores que os relacionados com classes I e II.

 

071

Propriedades físicas de resinas para facetas em função do S. Silicoater

E.T.GIAMPAOLO*; A.L.M.CUCCI; C.E.VERGANI

Depto. Mat. Odontológicos e Prótese, Faculdade de Odontologia de Araraquara- UNESP - Fax: (016) 222-4823

 

Muitos estudos têm relatado que a união química entre resinas e ligas metálicas é superior à união mecânica. As resinas compostas de micropartículas têm sido utilizadas como revestimento devido às suas propriedades estéticas, estabilidade de cor e biocompatibilidade. O propósito deste estudo foi comparar a resistência de união e alongamento de duas resinas utilizadas na execução de facetas estéticas e próteses fixas (SR Chromasit e Dentacolor), empregando-se três condições de retenção na estrutura metálica: somente retenção mecânica (micropérolas), somente sistema Silicoater e associação retenção mecânica - sistema Silicoater. Estas duas resinas foram unidas a uma liga de níquel-cromo. Os corpos-de-prova foram armazenados em água durante sete dias antes dos ensaios de resistência à tração em uma máquina de testes Sintech 6. A análise de variância (ANOVA) dos dados, seguida do teste de Duncan ao nível de 95%, revelou os seguintes resultados: 1)A combinação retenção mecânica e sistema Silicoater apresentou os maiores valores de resistência de união, seguido da retenção mecânica sem sistema Silicoater e sistema Silicoater sem retenção mecânica. 2) Os valores médios de resistência de união evidenciados pela resina Dentacolor foram superiores aos da resina SR Chromasit. 3) A média dos valores de alongamento da resina Dentacolor foi superior àquela mostrada pela resina SR Chromasit.

 

072

Estabilidade dimensional de resinas para reembasamento imediato

A.L.M.CUCCI*; E.T.GIAMPAOLO; C.E. VERGANI

Dept materiais odontológicos e prótese- Faculdade de Odontologia de Araraquara-UNESP, São Paulo, Brasil

 

Em estudo anterior (Cucci et al., J.Prosthet.Dent., 76:414-7,1996), foi observado que a resina para reembasamento imediato Duraliner II apresentou alterações dimensionais maiores que outras duas resinas avaliadas as quais poderiam estar relacionadas a um maior conteúdo de monômero residual. De acordo com o fabricante, após o reembasamento a prótese pode ser submetida a tratamento térmico em água a 550C por 10 minutos, para reduzir o monômero residual. O objetivo deste estudo foi avaliar a influência desse tratamento na estabilidade dimensional do Duraliner II e comparar as alterações obtidas com as de uma resina termopolimerizável (Lucitone 550). para a obtenção dos corpos-de-prova, foi utilizada uma matriz metálica com 4 pontos de referência. Os corpos-de-prova do Duraliner II foram divididos em 2 grupos, um deles submetido ao tratamento descrito. Seis corpos-de-prova foram também confeccionados para a resina Lucitone 550. As distâncias entre os pontos de referência foram mensuradas com um projetor de perfil e comparadas com as distâncias da matriz, mensurações estas realizadas imediatamente após a polimerização ( tempo T0) e após os corpos-de-prova terem sido armazenados em água destilada a 370C por vários períodos de tempo. Os resultados obtidos foram submetidos à análise de variância, seguida pelo teste de Duncan ao nível de 95% de confiança, indicando que: 1) Todos os materiais apresentaram contração imediatamente após a polimerização (T0); 2) O tratamento térmico resultou em maior contração no tempo T0; 3) Após o armazenamento em água, o Duraliner II exibiu uma tendência a um aumento na contração em todos os demais tempos avaliados, tendo sido maiores os valores observados quando esse material não foi tratado termicamente.

Apoio financeiro: CNPq           

 

073

Alteração dimensional vertical de oclusal metálica e de resina composta

C.E. VERGANI*; A.L.M. CUCCI; E.T. GIAMPAOLO

Depto. de Mat. Odontol. e Prótese, Fac. de Odontologia de Araraquara - UNESP - Fax: (016) 222-4823

 

Apesar das oclusais metálicas reduzirem a velocidade de desgaste dos dentes artificiais, podem ocorrer alterações na dimensão vertical durante a sua confecção. Recentemente, foi proposta a substituição das oclusais dos dentes artificiais por resina composta (Vergani et al., J. Prosthet. Dent., 77:328-31,1997). Desta forma, foi realizada uma avaliação comparativa das alterações dimensionais verticais nas técnicas de oclusal metálica e de resina composta. Para isso, foi obtido um modelo padrão composto de um pré-molar metálico. Sobre este modelo padrão foi confeccionada uma matriz de resina incolor que permitiu a confecção tanto das oclusais de resina composta como dos padrões de resina acrílica para a fundição das oclusais metálicas. Em seguida, o modelo padrão foi levado ao aparelho para medições, para se estabelecer a sua dimensão vertical inicial. Em seguida, a superfície oclusal do modelo padrão foi reduzida em aproximadamente 2 mm. Os padrões de resina acrílica eram então obtidos e fundidos. Após a cimentação da oclusal metálica com resina acrílica, o modelo era levado ao aparelho para medições e o resultado era comparado com o valor da dimensão vertical inicial. Para a confecção das oclusais de resina composta, a matriz era preenchida com resina composta e pressionada sobre o modelo padrão. Após a fotopolimerização da resina, os resultados eram obtidos de maneira descrita acima

A análise estatística de t de Student permitiu a seguinte conclusão (a=0,01): As superfícies oclusais metálicas proporcionaram maior alteração dimensional vertical (116,55 mm) em comparação com as oclusais de resina composta (13,25 mm).

 

Apoio financeiro da FAPESP - Processo 96/2389-5

 

074

Determinação da resistência flexural de ligas odontológicas soldadas à laser e convencionalmente

J. C. DINATO*; M.P. NEISSER; R.Q. PADILHA; M.A.BOTTINO - Disciplina de Prótese Parcial Fixa, Fac. de Odont. de S.J.Campos-UNESP

 

As propriedades mecânicas das uniões soldadas com a utilização de maçarico têm sido exaustivamente avaliadas, comparando-se-as com fundições sem solução de continuidade, também chamadas monobloco. A aplicação do laser em Odontologia abriu um campo novo e promissor no estudo destas uniões. O objetivo deste trabalho foi determinar a resistência flexural de corpos de prova, obtidos por fundição pelo método de cera perdida, de quatro ligas metálicas utilizadas em prótese parcial fixa e disponíveis no mercado brasileiro (Co-Span, Stabilor G, Deva 4 e Palliag), submetidas a soldagem com maçarico de GLP/O2 e a laser de Nd-YAG em equipamento espeçífico de soldagem (Dental Laser 2002 S - Dentaurum) e comparar os resultados com os de ensaios realizados em monoblocos destes mesmos materiais. Foram confeccionados 15 corpos de prova cilíndricos com 3mm de diâmetro e 25 mm de comprimento para cada liga, divididos em três grupos iguais para cada tipo de soldagem utilizada (laser, GLP/O2 e monobloco), totalizando 60 corpos de prova. Para determinar a resistência flexural foi utilizada uma máquina de ensaios universal tipo Instron (modelo 4301) com capacidade máxima de 500 kg. Os resultados numéricos obtidos foram submetidos à Análise de Variância e ao teste de Tukey, em nível de 5% de probabilidade. Em vista dos resultados obtidos, pudemos concluir que o maior valor numérico de resistência flexural foi encontrado para a liga Co-Span seguido do Deva 4, para os grupos de soldagem à laser e monobloco. O material Palliag apresentou valores estatisticamente semelhantes para os  três grupos (laser, GLP/O2 e monobloco), enquanto que o Stabilor G apresentou os maiores valores na soldagem com GLP/O2.

 

075

Avaliação da fundibilidade de uma liga de cobalto-cromo

CARREIRO, A.F.P.*; RIBEIRO, R.F.; BEZZON. O.L.; MATTOS, M). .G.C

Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto – USP

 

Desde o lançamento comercial, na década de 30 as ligas alternativas vem sendo cada vez mais utilizadas devido ao desenvolvimento de técnicas e materiais adequados. Na atualidade quase que a totalidade das estruturas das Próteses Parciais Removíveis é obtida com ligas de cobalto-cromo. Neste trabalho nos propusemos a avaliar a fundibilidade de uma liga de cobalto-cromo (Vera-PDI) em função da utilização de três revestimentos: Knebel (aglutinado por sílica), Termocast e Wirovest (aglutinados por fosfato) e duas temperaturas de aquecimento para o molde (900o C e 950o C). Para a execução do teste foi utilizado o método descrito por WHITLOCK et al. (1981O método de fundição foi o de cera perdida sob chama de gás-oxigênio. Os dados obtidos foram submetidos à análise estatística e demonstraram não haver diferença estatisticamente significante para os revestimentos Knebel e Wirovest, e diferença wazzu estatisticamente significante ao nível de 0,1% para o revestimento Termocast quando da variação da temperatura de aquecimento do molde. Quando analisamos os revestimentos sob temperatura do molde de 900o C verificamos diferença estatisticamente significante entre Knebel e Termocast e Knebel e Wirovest ao nível de 0,1%, e diferença entre o Termocast e Wirovest ao nível de 5%. Para a temperatura de 950o C houve diferença estatisticamente significante ao nível de 0,1% entre todos os revestimentos.

Dentro dos parâmetros utilizados neste estudo pudemos concluir que, para a liga Vera-PDI, a utilização do revestimento Knebel e temperatura de aquecimento do molde de 950o C proporcionaram melhores resultados quanto à fundibilidade.

 

076

Efeito do Polimento Químico sobre a Dureza das Resinas Acrílicas.

M. F. MESQUITA*; S. S. DOMITTI; S. CONSANI ; J. N. ARIOLI FILHO.

Departamento de Prótese e Periodontia - Área de Prótese Total - FOP – UNICAMP

 

Este trabalho teve como objetivo avaliar o efeito do polimento químico sobre a dureza de resinas acrílicas ativadas química e termicamente, em diferentes períodos de armazenagem. Foram utilizadas 80 amostras divididas em 4 grupos de variáveis, com 5 repetições cada variável, nos períodos de tempo de 1 dia, 1 semana e 1 mês. Para a confecção das amostras foi utilizada uma matriz retangular de alumínio incluída em mufla, cujo molde impresso no gesso foi preenchido com resina acrílica. Após polimerizadas, as amostras divididas em dois grupos foram polidas pelos processos de polimento químico e convencional. Em seguida, foram armazenadas em água destilada a 37oC durante os períodos de tempo propostos. Decorridos os períodos, as amostras foram submetidas ao teste, num penetrômetro Durimet. Os resultados médios de dureza submetidos ao teste de Tukey, revelaram diferença entre as resinas quando polidas de modo convencional, com superioridade para a ativada termicamente com 1 dia de armazenagem, e para a ativada quimicamente com 1 mês de armazenagem. Com polimento químico, a ativada termicamente apresentou superioridade estatística com armazenagem de 1 dia e 1 semana. Para a ativada termicamente, foi apresentada diferença estatística entre os polimentos com 1 dia e 1 semana de armazenagem, com superioridade para o polimento convencional, e para a ativada quimicamente, houve superioridade para o polimento convencional em todos os períodos de armazenagem (p<0,05).

Concluímos que o polimento químico diminuiu a dureza das resinas acrílicas.

 

077

Silicone de adição: avaliação da impressão e reprodutibilidade em gesso

L.B. ABREU*; L. LUQUETTI; G. IAZZETTI; E.T. COUTINHO

COPIPED - Faculdade de Odontologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro

 

O objeto do presente estudo foi verificar a capacidade de cópia (CC) e a reprodutibilidade em gesso (RG) de im­pressões com três silicones de adição: Elite HD LB (Zhermarck) (El), Provil LCD (Bayer Dental) (Po) e President LB (Coltène) (Pe). Foram confeccionadas 36 impressões da superfície do padrão “Ruled Test Block” (espec. #19 - ADA) (RTB) para cada material, sendo divididas em 3 grupos iguais: para El, grupos El1, El2 e El3; para Po, grupos Po1, Po2 e Po3; para Pe, grupos Pe1, Pe2 e Pe3. Todas as superfícies das impressões do RTB foram observadas e constatou-se continuidade em 100% das linhas x, y e z, com larguras respectivamente em mm: 50, 20 e 75. Os grupos com índice 1, 2 e 3 receberam gesso tipo IV (Herodent - Vigodent) respectivamente 1, 2 e 24 hs após o início da manipulação do silicone. Os modelos de gesso foram separados 45 min. após o vazamento e analisados em microscópio estereoscópio (Olimpus - modelo SZ) com 10x de aumento. Os resultados obtidos quanto à RG estão expressos na tabela na forma de continuidade das linhas (%).

      Material                        El                                 Po                                          Pe                        

                             x             y            z         x           y           z            x                 y              z          

       Tempo

           1h            100        16,67       100       0          0           0            0                 0           08,33      

          2hs           100           0          100       0          0           0            0                 0              0          

         24hs          100         100        100       0       44,44        0         22,22          44,44       11,11      

Dentro dos limites da presente pesquisa os resultados apontam melhor desempenho quanto à RG para os produtos El, Pe e Po, em ordem decrescente.  Quanto à CC, todos os produtos testados apresentam desempenho semelhante à nível de 100% de fidelidade.

 

078

Silicone de adição: alterações dimensionais de três produtos em função do tempo

E.T. COUTINHO*; G. IAZZETTI; O. CHEVITARESE; R. SILVA

COPIPED - Faculdade de Odontologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro

 

Para o sucesso clínico de restaurações fundidas os materiais de moldagem não devem sofrer alterações dimensionais durante sua polimerização ou, caso sofram, estas devem ser reduzidas ao mínimo.  O objetivo deste trabalho foi verificar o comportamento de impressões de três silicones de adição: Elite HD LB (Zhermarck), Provil LCD (Bayer Dental) e President LB (Coltène), quanto às alterações dimensionais em quatro momentos a partir do início da manipulação (hs): 0,25; 1; 2 e 24.  Para cada material foram feitas 12 impressões de acordo com as instruções do fabricante da superfície do “Ruled Test Block” (RTB) (espec. #19 - ADA).  As medições foram feitas com projetor de perfil (Nikon - modelo 6C), com precisão de 0,001 mm, entre as linhas cc’ e dd’ das impressões do RTB.  A tabela apresenta a média dos resultados de cada produto (em mm) em função do tempo (em horas).

                                     0,25                           1                             2                           24       

          Elite                  25,009                    24,976                    24,936                   24,993    

         Provil                 25,057                    24,997                    24,991                   24,981    

      President              24,989                    24,985                    24,987                   24,978    

Controle: 24,977 mm

A análise estatística foi feita através do teste F de Brieger onde não foi constatada diferença significativa entre as médias a nível de 5%, num mesmo material em relação ao tempo e entre os materiais num mesmo momento.

Os resultados encontrados sugerem um bom comportamento clínico dos produtos testados quanto à alteração dimensional em função do tempo dentro dos limites desta pesquisa.

 

079

Influência de agentes impermeabilizantes na adaptação de restaurações collarless

W. Matsumoto*; I. A. Orsi; R.P.A. Antunes; R.M. Fernandes

Depto de Mat. Dentários e Prótese, FORP - USP, Ribeirão Preto – SP

As restaurações metalocerâmicas collarless tem sido utilizadas com grande frequência onde existe grande exigência estética, porém estas restaurações apresentam dificuldades na confecção de margens cervicais precisas. O objetivo deste trabalho foi avaliar a influência do materiais impermeabilizantes de troquéis de gesso na adaptação cervical de restaurações metalocerâmicas collarless. A partir de um troquel metálico de incisivo central com preparo para coroa total foram confeccionadas 30 troquéis de gesso para a confecção das estruturas metálicas em liga de Ni-Cr(Wiron 99). Após a fundição das estruturas metálicas, estes troquéis foram divididos em 3 grupos:grupo A: aplicação de impermeabilizante Ceramco II;grupo B:aplicação de cianoacrilato (SuperBonder - Loctite) e grupoC: grupo controle, onde não foi aplicado impermeabilizante. Após a aplicação da cerâmica (CeramcoII), as restaurações foram levadas ao troquel metálico e observadas em um microscópio NIKKON para as medições das discrepâncias marginais. Os resultados foram analizados estatisticamente pelo teste não paramétrico de Kruskal-Wallis, que mostrou não haver diferenças estatisticamente significantes entre os 3 grupos estudados.

Os resultados revelam que substâncias impermeabilizantes de troquéis de gesso não interferem na adaptação cervical da margem cerâmica de restaurações metalocerâmicas collarless.

 

080

Análise fotoelástica da distribuição de tensões na mandíbula

sob esforço mastigatório em sobredentaduras muco-dento-suportadas

M.A.K.VAZ*; A.A.D.B.CURY; J.R.L.MARIOLANI; N.L.ULBRICH - Faculdade de Odontologia de Piracicaba - UNICAMP - SP - (019) 430-5294

Este estudo verificou a dissipação dos esforços mastigatórios em mandíbulas sob próteses do tipo sobredentaduras (overdentures) e prótese total. Foram confeccionadas 3 mandíbulas em resina fotoelástica, moldadas a partir de uma mandíbula humana desdentada. Foram colocados dentes compostos de resina fotoelástica nas mandíbulas variando a distribuição destes pilares radiculares, dividindo-as em 3 grupos, de maneira que no grupo I, a mandíbula não apresentava dentes, sendo este o grupo controle; no grupo II, raízes dispostas bilateralmente na arcada dentária correspondendo as raízes dos dois caninos; e no grupo III, raiz de um canino e de um molar dispostos no mesmo hemi-arco, de maneira unilateral. Foram confeccionadas sobre as mesmas prótese total e sobredentaduras, respectivamente, montadas em articulador semi-ajustável para a aplicação do carregamento, simulando os esforços mastigatórios. Após o “congelamento” das tensões, as peças foram cortadas em sua porção mais anterior e analisadas em um polariscópio. A partir deste corte e seguindo uma linha paralela à 5 mm da base da mandíbula, foram marcados pontos de 5 em 5 mm nas peças até a distância de 75 mm, nos quais foram obtidos os seguintes valores de Ordem de Franja: 0,000; 0,000; 0,000; 0,000; 0,180; 0,295; 0,490; 0,560; 0,640; 0,355; 0,100; 0,220; 0,000; 0,000 e 0,000 para a mandíbula do grupo I; 0,100; 0,000; 0,160; 0,355; 0,890; 0,260; 0,200; 0,120; 0,090; 0,040; 0,000; 0,000; 0,000; 0,000 e 0,000 para o grupo II e  0,140; 0,770; 0,590; 0,220; 0,220; 0,110; 0,000; 0,000; 1,020; 1,450; 1,010; 0,900; 0,300; 0,000 e 0,000 para o grupo III. Diante dos resultados encontrados pode-se concluir que: 1) O grupo II apresentou a melhor dissipação do stress quando comparado com os outros grupos. 2) No grupo I houve maior concentração de tensões em toda a extensão do rebordo, conseqüentemente uma maior reabsorção óssea pode ser esperada. 3) No grupo III  houve uma concentração de tensões também na região desdentada entre as raízes, provavelmente por alguma componente de força resultando em torção de toda a peça.

Apoio financeiro e científico: FAPESP proc. nº 95/1678-0.

 

081

Erosão dental - pH das frutas nacionais

M. A. P. SOBRAL*; M. A. A. C. LUZ; A.GAMA; N. GARONE NETTO.

Faculdade de Odontologia,  Universidade de  São Paulo, São Paulo - SP – Brasil

O objetivo desta pesquisa foi conhecer o pH de alguns sucos de frutas naturais e bebidas industrializadas mais consumidas e supostamente ácidas, tendo em vista o aumento da incidência de lesões por erosão causadas por hábitos alimentares. A literatura nacional não relata esses dados,  que consideramos importante como complemento no tratamento destas lesões. As frutas e bebidas analisadas no experimento foram: acerola, laranja, limão, uva, maracujá, morango, manga, abacaxi, goiaba, suco de caju industrializado, Gatorade, Coca-Cola, Coca-Cola diet, Guaraná, Guaraná diet, iogurte natural e vitamina C, utilizando-se um pH-metro, mediu-se o pH do suco de frutas naturais,   puro e diluído na proporção de  1:2,  imediatamente após o preparo e depois de 30 minutos. O pH das bebidas industrializadas foi medido imediatamente após a abertura da embalagem e após 30 minutos. Os valores do pH oscilaram de  2,13  a  4,86  (média 3,48). A diluição e o tempo não alteraram consideravelmente o pH.

Todas as bebidas e sucos testados mostraram valores de pH abaixo do pH crítico de dissolução da estrutura dental (5,5), sugerindo a possibilidade de desmineralização. A orientação quanto à dieta ácida é um fator importante no tratamento e na prevenção das lesões por erosão.

 

082

Visualização das proteoglicanas na dentinogênese utilizando azul de cuprolínico e criosubstituição

L. S. CASTRO* ; V. E. ARANA-CHAVEZ - Dpto. de Histologia e Embriologia, I.C.B., Universidade de São Paulo, S.P.

Pelo fato das proteoglicanas (PGs) terem sido relacionadas com o processo de mineralização, no presente estudo examinamos germes dentários dos 1os molares superiores de ratos Wistar de 2-3 dias, para visualização das PGs na matriz extracelular nas fases iniciais da dentinogênese. Os espécimes foram fixados “overnight” em glutaraldeído 2,5%, contendo 0,05% de Azul de Cuprolínico (AC) em acetato de sódio 25 mM, pH 5,6, e cloreto de magnésio 0,3 M por 36 hs. O material foi corado en bloc com solução aquosa tungstato de sódio a 0,5% e desidratado em concentrações crescentes de etanol e acetona. Outros espécimes foram fixados como descrito acima, crioprotegidos com sacarose 2,3 M, congelados em nitrogênio líquido e criosubstituídos em etanol 100% a -800C por 7 dias, -350C por 48 hs e 40C por 12 hs. Todos os espécimes foram infiltrados e incluídos em resina Spurr à temperatura ambiente. Cortes ultrafinos, contrastados com acetato de uranila e citrato de chumbo, ou deixados sem contrastar, foram examinados em microscópio eletrônico Jeol 100 CX II. Nos germes dentários processados convencionalmente, antes e durante o início da mineralização, foram observados depósitos elétron-opacos semelhantes a fitas, distribuídos irregularmente na matriz, associados a fibrilas colágenas e a membrana plasmática dos processos dos odontoblastos e vesículas da matriz. Em estágios mais avançados de mineralização, os depósitos apareceram principalmente na pré-dentina. Os espécimes processados por criosubstituição exibiram as fitas associadas a finos filamentos, sugerindo que a estrutura das PGs é melhor preservada pelo método da criosubstituição.

Apoio financeiro da FAPESP - Processo 96/8868-2

083

Estudo ultra-estrutural revela reparação do cemento reabsorbido durante intrusão contínua em humanos

R.M. FALTIN; V.E. ARANA-CHAVEZ*; K. FALTIN; M.A. CASA - Depto. de Histologia, USP & Depto. de Ortodontia, UNIP, SP

Com o intuito de analisar ultra-estruturalmente o cemento e ligamento periodontal após intrusão continua, doze primeiros pré-molares, no estágio 10 de Nolla, ortodonticamente indicados para extração em 6 pacientes (13-16 anos de idade), foram divididos em 3 grupos experimentais, distribuídos intra-individualmente como: controle (não movimentado), e após intrusão continua por 4 semanas com forças de 50cN ou 100cN. Para tanto, foi utilizado um modelo de biomecânica precisa com fios superelásticos (NiTi-Se), os quais foram desenvolvidos e calibrados individualmente na Univ. de Ulm, Alemanha. Após a extração, os dentes foram fixados, descalcificados e processados convencionalmente para microscopia eletrônica de transmissão, sendo examinados em microscópio Jeol 100 CX II. Sinais evidentes de degeneração de estruturas celulares, componentes vasculares e matriz extracelular do cemento e ligamento periodontal foram observadas com as duas forças de intrusão, com mais severidade na região apical e em proporção à magnitude de força aplicada. Foram verificadas, ainda, áreas de reabsorção e irregularidade da superfície radicular nos dentes intruídos, seguindo os mesmos padrões descritos acima. Apesar da magnitude de força permanecer a mesma durante o período experimental, áreas de reparação também foram detectadas no cemento e ligamento periodontal dos dentes intruídos continuamente.

Grandes mudanças nos padrões estruturais e funcionais do cemento e ligamento periodontal são induzidos pela aplicação de forças de intrusão continua. Entretanto, claros sinais de regeneração ocorrem mesmo com a manutenção dos níveis de força aplicados.

Auxílio financeiro: FAPESP No 95/5024-5

084

Estudo in vitro das alterações do esmalte dental submetido ao tratamento com Peróxido de Carbamida 10%

D. TAMES; L.J. GRANDO; D.R. TAMES*

Com a finalidade de estudar os efeitos de um agente clareador dental a base de Peróxido de Carbamida 10%  (Opalescence®) sobre o esmalte dental humano, foi realizado um estudo “in vitro” em 8 amostras obtidas a partir de 4 terceiros molares inclusos, nos quais foram delimitadas áreas experimentais de 32 mm2, localizadas nas superfícies vestibular e lingual de cada dente. As amostras permaneceram imersas no agente clareador por 2 semanas, sendo posteriormente analisadas com microscópio eletrônico de varredura (SEM). O pH do agente clareador testado foi de 6,5. Apesar de terem sido observadas nítidas alterações na superfície do esmalte, as mesmas não apresentaram-se de maneira uniforme.

Foi observado um aumento no número de poros, com diâmetros aumentados e embocaduras adotando forma afunilada. Foram realizadas ainda análises das superfícies de fraturas transversais à área experimental, observando-se grande número de estruturas globulares, distribuídas por toda a superfície, provavelmente um produto de dissolução do esmalte, sugerindo um efeito erosivo do agente clareador sobre a superfície do esmalte, uma vez que a espectroscopia de dispersão de energia identificou-as como sendo compostas basicamente por Cálcio e Fósforo.

085

Estudo do reparo ósseo em defeitos implantados com matriz dentinária desmineralizada

E.A.L. GONÇALVES*; A.J. PAVAN; O. TAVANO; S.A. CATANZARO GUIMARÃES - UEM - Maringá ; FOB-USP

A reconstrução de defeitos ósseos amplos representa um desafio para os cirurgiões, demandando investigações continuadas na natureza da osteogênese e em métodos de controlá-la e estimulá-la. Com o objetivo de estudar a dinâmica temporal do reparo ósseo e avaliar a atividade osteoindutora da matriz dentinária em forma de fatias, foram confeccionados defeitos cirúrgicos no osso rádio de quinze cães. O material de implante, autógeno, obtido de dentes incisivos, foi implantado em defeitos experimentais, sendo os defeitos controles preenchidos com coágulo sangüíneo. Os animais foram sacrificados em períodos de 15, 30, 45, 60, e 90 dias, sendo as peças contendo os defeitos submetidas a desmineralização com solução de ácido fórmico e citrato de sódio. Para as análises microscópicas, utilizaram-se as colorações H.E. e Tricrômico de Mallory. Os fenômenos morfológicos mais freqüentemente encontrados foram descritos e apresentados em forma de tabelas.

Os resultados obtidos permitiram concluir: (a) As fatias de matriz dentinária autógena desmineralizada estimulam a neoformação óssea de forma direta e aceleram a remodelação do osso imaturo não osteonal para osso osteonal maduro. (b) As fatias de matriz dentinária são rapidamente incorporadas ao osso neoformado, não ocorrendo sinal de qualquer atividade osteoclástica.

 

Apoio financeiro CNPq - proc. 522.226/94-9

086

Modelo experimental de luxação de molares de ratos para o estudo

do comportamento do periodonto

M.L. GARBARINO*; J.H. ANTONIAZZI; J.A. BAUER - Depto. de Ortodontia e Odontopediatria, Faculdade de Odontologia da USP-SP

As reações periodontais, após a luxação dos molares mandibulares de ratos, foram analisadas em um modelo experimental, dando ênfase ao estudo da reabsorção radicular. Foi efetuada a luxação experimental com uma pinça especial nos primeiros e segundos molares mandibulares em 11 ratos de linhagem Wistar de 160 a 190 gramas. Efetuou-se o processamento histológico para microscopia óptica, realizando-se cortes semi-seriados de 7 mm de espessura, os quais foram corados com H.E. Posteriormente, aplicou-se à análise histomorfometrica de Andreasen para estudar o comportamento dos tecidos periodontais após a luação nos tempos experimentais de 0, 1, 7 e 21 dias. Os resultados foram analisados estatisticamente pelo teste de Kruskal-Wallis e demonstraram um aumento significante nos índices de reabsorção radicular superficial e inflamatório aos 21 dias, sempre superior para a raiz mesial dos primeiros molares em comparação com os segundos e terceiros molares.

Conclui-se que este modelo experimental em molares de ratos pode ser utilizado no estudo  de traumatologia dentária, sempre que sejam analisadas separadamente as respostas teciduais em cada um dos molares.

 

Apoio financiero da FAPESP - Processo 95/ 07153-7.

087

Avaliação do efeito do jato de bicarbonato sobre a superfície de

dentes humanos permanentes

K. DIAS*;  M. S. MIRANDA ;  M. .F. S. LOPES  -  Fac. de Odontologia UERJ, UFRJ  e  Depto.. de Metalurgia PUC, Rio de Janeiro – RJ

O objetivo deste estudo, foi avaliar o efeito do jato de bicarbonato de sódio sobre a superfície de dentes humanos. Para este estudo, foram selecionados quinze dentes recém-extraídos e o aparelho Odontojet (RHOS) com 60 lbs de pressão. Foram utilizados 15 dentes, cada dente teve metade das faces vestibular e lingual protegidas com uma matriz de aço. Os dentes foram divididos em 3 grupos e suas faces vestibular e lingual, submetidas a ação do jato de bicarbonato por: grupo A=5 segundos, grupo B=15 segundos e grupo C=30 segundos. O jato foi sempre aplicado em ângulo reto com a superfície do dente a uma distância de 1cm. Após o jateamento, a matriz foi removida e os dentes avaliados em Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV), com aumento de 50, 100 e 200 vezes. A avaliação mostrou que as superfícies de esmalte, apresentavam-se polidas e as de cemento, abrasionadas, com alteração do contorno e perda de substância. O desgaste médio no cemento em microns, foi: Grupo A = 79,53, Grupo B = 209,52 e Grupo C = 226,10. A análise estatística, realizada com ANOVA e teste LSD, (p < 0,05), mostrou que o grupo A era estatisticamente diferente dos grupos B e C.

Baseados nos resultados, os autores concluíram que o jato de bicarbonato pode ser usado em esmalte, mas deve ser evitado em cemento.

088

Mineralização no manto dentinário e na dentina circumpulpar.

A.W. ALMEIDA*; M.L.P. ALMEIDA; P. DECHICHI

Departamento de Morfologia,CEBIM, Univ.Fed. Uberlândia - Tel / Fax: (034) 232-9871

O processo de mineralização de tecidos derivados do mesênquima é assunto muito estudado e ainda não esclarecido. Sem dúvida, a presença do colágeno tipo I é decisiva no processo. Contudo,várias substâncias ditas não colágenas, devem participar da mineralização que, provavelmente, deva estar ocorrendo dentro das fibrilas colágenas. Admite-se que a fibrila colágena venha a se comportar como elemento estrutural que suportaria as moléculas não colágenas e estas juntas, seriam o elemento nucleador responsável pela agregação dos íons cálcio e fosfato para definição do cristal de hidroxiapatita.Também não está definido se a mineralização das fibrilas, que ocorre ao nível do manto dentinário, se repete da mesma forma na dentina circumpulpar, que sucede   aquela depositada no manto durante o processo de desenvolvimento do germe dental. Procurando definir as possíveis diferenças quanto ao comportamento das fibrilas colágenas no processo de mineralização, as duas áreas citadas foram comparadas no  mesmo germe dental de Ratus novergicus com 4 dias de vida. Os 1º molares superiores foram retirados e fixados em uma mistura tipo Karnovsky (glutaraldeído 4% e paraformaldeído 4%) em tampão cacodilato, e pós-fixados em tetróxido de ósmio 1%,  conforme as técnicas convencionais. A inclusão foi feita em resina do tipo epoxi. Os cortes,  contrastados, foram analisados no TEM EM -109 da Carl Zeiss. Obtidas as micrografias das áreas selecionadas, tais cortes foram submetidos à ação da condroitinase AC. Após a ação da enzima, as áreas em estudo, foram comparadas morfologicamente. Os resultados mostraram que a condroitinase AC retirou material elétrondispersante que envolve as fibrilas colágenas tanto no manto dentinário como na dentina circumpulpar. Este material corresponde a glicosaminoglicanas relacionadas com fibrilas colágenas e que provavelmente as preparam para receber os cristais minerais.

Apoio finac. CNPq Processo 300615/96.

089

Esmalte clareado e teste de vitalidade pulpar com gás refrigerante (-20o C )

A. ROSSI Jr.; T.S. DUARTE; M.V. BORBA*; M.A.L. de SOUZA

Faculdade de Odontologia, UFRGS, Porto Alegre, RS, BRASIL - Tel.: (051) 316-5024

Estudos prévios mostram que dentes clareados com peróxido de carbamida a 10% apresentam modificações na superfície do esmalte constituídas de rachaduras superficiais. O objetivo deste estudo foi avaliar se dentes humanos clareados “in vitro” com Opalescence (peróxido de carbamida a 10% , da Ultradent Inc.Co.) poderiam apresentar modificações adicionais quando em sua superfície fosse aplicado um teste de vitalidade pulpar usando um gás refrigerante cuja temperatura é -20oC. Dez terceiros molares recentemente extraídos foram seccionados em quatro. As superfícies cortadas foram cobertas por esmalte para unhas. O esmalte dos grupos 1 e 2 foram tratados por 240 horas com agente clareador enquanto os grupos 3 e 4 permaneceram em água destilada. Após este período, o esmalte  dos grupos 1 e 3 foi submetido a aplicação de bolinha de algodão embebida no gás refrigerante. As 40 espécimes foram recobertas por ouro e examinadas em microscópio eletrônico de varredura para avaliar a morfologia superficial do esmalte. Encontrou-se que tanto o esmalte clareado submetido a baixa temperatura como o não submetido  apresentaram  o mesmo aspecto morfológico, com algumas rachaduras superficiais. O grupo que foi somente submetido a baixa temperatura apresentou aspecto morfológico semelhante ao seu grupo controle, com topografia normal.

Concluiu-se que o teste pulpar de baixa temperatura não produz qualquer tipo de mudança morfológica na superfície de esmalte mesmo em dentes clareados.

090

Observações em esmalte condicionado em molares decíduos

não-erupcionados. E.M.E.V.

F. FAVA*; M. FAVA; I. WATANABE; L.R.R.S. COSTA - Departamento de Histologia. Inst. Cien. Biom., Universidade de São Paulo-USP

No presente trabalho, empregando a técnica de microscopia eletrônica de varredura, foram estudadas as características do esmalte da superfície vestibular de molares decíduos humanos não-erupcionados, avaliando-os após utilização de ácido fosfórico durante períodos de 15, 30 e 45 segundos.  Os dentes foram extraidos e mantidos em solução de álcool a 70% e posteriormente desidratados e montados em bases metálicas para análise em microscópio eletrônico de varredura JEOL, JSM-6.100.

A experiência in vitro com ácido fosfórico a 35% revelou que há uma tendência de predominância de dissolução de esmalte interprismático, ou padrão tipo II, com 15 e 45 segundos de tempo de condicionamento.  A dissolução do esmalte interprismático é mais pronunciada quando são utilizados 45 segundos de condicionamento ácido.  A superfície do esmalte demonstrou padrões tipo I e tipo II, no caso de condicionamento ácido de 30 segundos.

 

Apoio financeiro CNPq - Processo 150.033-74-0

091

Importância do primeiro molar permanente na determinação do índice CPOD.

M.C. MENEGHIM*; N.A. SALIBA.

Pós-graduação Odontologia Preventiva e Social-F.O.Araçatuba/SP - UNESP.

Para qualquer programa de saúde pública, é necessário o conhecimento da situação epidemiológica, visando o planejamento, execução e avaliação dos serviços odontológicos. Os autores tiveram como objetivo avaliar :a)importância do primeiro molar permanente na determinação do índice CPOD;b)importância de um modelo de atenção que priorize as necessidades educativas-preventivas na promoção de saúde bucal. Foram examinados 2.276 primeiros molares permanentes de crianças de 7 a 12 anos de idade, ambos os sexos, de Iracemápolis/SP, que não tiveram o benefício da fluoretação das águas de abastecimento público. Os examinadores foram previamente calibrados. O índice utilizado foi o CPOD seguindo os critérios da O.M.S. O exame clínico foi realizado no pátio das escolas, sob luz natural e utilizando-se espelho bucal plano e sonda exploradora.

Pode-se concluir que : 1- o primeiro molar permanente foi responsável por 93,4% e 64,0% do índice CPOD aos 7 e 12 anos de idade respectivamente; 2- aos 7 e 8 anos de idade, o maior componente do índice CPOD foi o ‘C’, enquanto que dos 9 aos 12 o componente ‘O’ foi o mais prevalente; 3- a incidência de cárie dentária foi constante ao longo do tempo; 4- a falta de planejamento educativo-preventivo não implica em mudanças na prevalência da cárie dentária e nem do índice CPOD.

092

Velocidade de formação de placa dental após a aplicação de vernizes fluoretados

M.R.L. SIMIONATO*; A.M.R. GUIMARÃES; F. ZELANTE

Departamento de Microbiologia, Instituto de Ciências Biomédicas-USP, SP

Os vernizes fluoretados são importantes agentes de prevenção de cárie dental. Este estudo avaliou a possível interferência da aplicação de vernizes fluoretados na formação da placa dental de 64 crianças entre 7 e 10 anos de idade. Os vernizes fluoretados usados foram Duraphat de procedência alemã e Duraphat, Duraflur e Fluorniz, de procedência nacional. Os pacientes foram submetidos à limpeza dental mecânica profissional e, após dois dias, a placa dental foi avaliada pelo índice de O’Leary, considerando-se estes valores como controles. Após sete dias realizou-se nova limpeza profissional, seguida da aplicação de cada um dos vernizes fluoretados. Após dois dias, verificou-se novamente o índice de placa dental de cada criança, comparando-o ao respectivo controle. Os resultados demonstraram redução significante (p<0,001) do índice de placa após a aplicação de todos os vernizes estudados. A redução foi de 10,51% para o verniz Fluorniz, 10,48% para Duraphat alemão, 6,70% para Duraflur e 6,25% para Duraphat nacional. Entretanto, não se verificou diferença de atuação entre os vernizes (p>0,05).

Estes resultados sugerem que a aplicação de vernizes fluoretados reduz a formação da placa dental, no período analisado.

 

Este estudo foi financiado pela FAPESP (91/5064-6).

093

Influência de soluções para bochechos sobre placa bacteriana, em crianças

S.B.M. SILVA; M.F.T.B. BIJELLA; N.L.M. ZANELLA; M.F.B. BIJELLA*

Departamento de Odontopediatria, Universidade do Sagrado Coração

Avaliou-se o efeito inibidor de bochechos diários com solução de esteviosídeo à 0,5% e fluoreto de sódio à 0,05% pH3,4 sobre a placa bacteriana em crianças. Para tanto, 50 crianças com idade entre 7 e 11 anos foram divididas em 2 grupos, sendo 1 controle e 1 experimental, utilizando-se para avaliação clínica o índice de placa de Löe. Dividiu-se os grupos em: grupo I ( controle ), água deionizada e grupo II ( experimental ), solução de esteviosídeo à 0,5% e fluoreto de sódio à 0,05% pH 3,4. No inicio do experimento, as crianças receberam profilaxia profissional e em seguida executaram bochechos diários com 5 ml de solução por 1 minuto, sob supervisão, durante um período de 3 semanas. Os resultados mostraram uma inibição do acúmulo da placa de 2,48% e 23,82%, para os grupos I e II, respectivamente. A diferença entre os tratamentos foi estatisticamente significante a 5%.

Concluiu-se, com a pesquisa, que a solução de esteviosídeo a 0,5% e fluoreto de sódio à 0,05% pH 3,4 apresentou efeito antiplaca, necessitando, entretanto, de mais trabalhos com a solução, a fim de se aprimorar a sua aplicação clínica.

094

Avaliação de parâmetros salivares e clínicos na predição de cárie em crianças

T.C. COUTINHO *; A.A. RIBEIRO; L.D. GONÇALVES

Disciplina de Odontopediatria, Fac. de Odontologia da UFF - RJ, BRASIL

A pesquisa objetivou avaliar o efeito combinado (modelo multifatorial) e isolado de indicadores de risco clínicos e salivares quanto a sua eficácia na predição de cárie em crianças de 06 a 12 anos. A amostra consistiu de 130 crianças, selecionadas da Clínica de Odontopediatria da UFF. Avaliou-se os índices CPO-D (experiência de cárie) e IHO-S, dieta (freqüência de ingestão de sacarose) e análise do fluxo salivar e capacidade tampão através do uso do kit Dentobuff R  (Inodon). Análise estatística baseou-se no teste de correlação de Spearman, teste t e de correlação múltipla, adotando-se o nível de significância de p < 0,05. Resultados: analisando-se  os indicadores isoladamente, não foi observada correlação significativa entre fluxo salivar e experiência de cárie nos meninos (rs= 0,29; p > 0,05), enquanto que nas meninas foi significante  (rs = 0,63; p < 0,01). Com relação à capacidade tampão, não foi possível estabelecer correlação, uma vez que os valores obtidos foram similares para toda a amostra (pH entre 6,5 e 7,0). Considerando-se a freqüência de ingestão de sacarose, a correlação foi significativa em ambos os sexos, principalmente entre as meninas   (rs= 0,86; p < 0,001). Quanto ao IHO-S, a correlação foi significativa apenas entre os meninos   (rs= 0,69; p < 0,05). Quando todos os indicadores foram analisados de forma combinada, observou-se uma correlação positiva em ambos os sexos.

Concluiu-se que, a eficácia dos testes salivares quando aplicados isoladamente na predição de cárie em crianças ainda é duvidosa, entretanto, sua utilização em um modelo multifatorial pode fornecer informações adicionais valiosas para a predição do risco à cárie neste grupo etário.

095

Programa educativo e preventivo em saúde bucal para crianças

V.L. GODOY*; N. L. M. ZANELA; M. F. T. B. BIJELLA

Depto. Ortodontia/Odontopediatria,  Faculdade Odontologia Bauru USP-SP

Os programas educativos e preventivos em saúde bucal têm como meta baixar o risco de cárie por meio do controle da placa bacteriana. Assim, direcionou-se este trabalho  dando-se enfoque para a educação de pais, professores e crianças com relação à promoção da saúde bucal. O programa foi desenvolvido por duas odontopediatras que semanalmente realizavam os procedimentos preventivos, palestras e trabalhos manuais para as crianças, pais e professores. Nesta pesquisa, participaram bebês de 0 a 2 anos e crianças até 6 anos de idade; nos bebês que não apresentavam o 1º molar decíduo, a remoção mecânica da placa bacteriana visível  era realizada por meio de uma gaze umedecida em água oxigenada 10 vol., diluída a 1/4; naqueles bebês que já apresentavam 1º molar decíduo, foram utilizados o fio dental, a escova dentária e o dentifrício fluoretado e posteriormente a aplicação de flúor a 0,05% com cotonete. Nas crianças de 2 a 6 anos de idade em pregava-se um evidenciador de placa bacteriana e a higiene bucal era executada com fio dental, escova e dentifrício fluoretado. O flúor a 0,2% era aplicado nas crianças de 2 a 4 anos com cotonete e nas de 5 a 6 anos, bochechos com 5 ml da solução por 1 minuto. Na avaliação do programa realizou-se um índice de placa (PHP) e um exame clínico, considerando: número de dentes hígidos, desmineralizações ativas ou inativas e cáries incipientes, crônicas ou agudas. Houve uma redução do índice de placa em torno de 63,58% após 6 meses e de 72,07% após 1 ano. Ao exame clínico observou-se um aumento no número de dentes hígidos e o número de dentes com desmineralização ativa diminuiu, sendo as cáries tratadas, quando constatadas, no início do programa.

Os resultados demonstraram a eficiência do programa abrangendo pais, professores e crianças.

 

096

Aspectos microscópicos da cárie dentária

G. S. DALBEN*; F. C. RIBEIRO; A. A. C. PEREIRA; A. CONSOLARO

Departamento de Patologia - Faculdade de Odontologia de Bauru – USP

A fundamentação do diagnóstico e da evolução clínica da cárie dentária pode ser obtida utilizando-se da análise microscópica dos eventos teciduais e celulares. O objetivo deste trabalho é reconhecer e correlacionar os aspectos microscópicos com os achados clínico-radiográficos. Para tanto, foram utilizados 100 dentes : em 70, foram obtidos cortes por desgaste e cortes por desmineralização; em 30, as estruturas foram preservadas com a finalidade de análise macroscópica e documentação fotográfica. Na cárie de esmalte, destacam-se as várias áreas correspondentes aos aspectos evolutivos de lesões bem estabelecidas, ainda que, com superfície dentária preservada. Na cárie de dentina, a esclerose dentinária e os tratos mortos apresentam-se exuberantemente nos cortes por desgaste. Nos cortes por desmineralização, a invasão bacteriana apresenta-se comprometendo grandes áreas da estrutura tecidual. Na cárie de cemento, a extensão e superficialidade caracterizam a forma e aspecto evolutivo da lesão.

Desta forma, podemos afirmar que os achados microscópicos permitem compreender e investigar, de forma precisa e dinâmica, os aspectos relacionados à etiopatogenia e terapêutica da cárie.

097

Avaliação da resistência à fratura de dentes com restaurações

conservadoras de classe II

C.F. BORTOLOZZI*; L.A.F. PIMENTA - Departamento de Odontologia Restauradora, Faculdade de Odontologia de Piracicaba – UNICAMP

O objetivo deste trabalho foi avaliar a resistência à compressão de dentes tratados com preparos cavitários classe II - “túnel” e “slot horizontal”, restaurados com cimento de ionômero de vidro Cermet. Paralelamente, verificar também, qual desses preparos oferece melhores condições de preservar a resistência do elemento dental. Foram selecionados 36 pré-molares que se apresentavam sem cáries e com suas coroas intactas, armazenados em formol a 2% em pH neutro desde sua extração. Os dentes foram divididos aleatoriamente em 3 grupos, sendo: hígidos (H), preparo tipo “túnel” (TT) e preparo tipo “slot horizontal” (SH). Por meio de uma seringa “Centrix”, inseriu-se o material restaurador, cimento de ionômero de vidro Cermet (Chelon-Silver-ESPE). Preparados, restaurados e com os nichos confeccionados, os dentes foram armazenados em estufa umidificadora a 37 oC durante 7 dias, quando então, submetidos a força de compressão vertical em Máquina Universal de Ensaios (Kratos), na velocidade de 0,5 mm/min. Para os resultados obtidos, a análise estatística (ANOVA e Teste de Tukey) demonstrou não haver diferenças significantes entre os tratamentos. As médias, +/- desvio padrão, de resistência às forças de compressão vertical foram em Kg: H - 76.60 (a) +/- 18,88; TT - 69.43 (a) +/- 25,27; SH - 75.03 (a) +/- 20,00, onde letras iguais implicam em semelhança estatisticamente verificada em nível de 1%.

Conclui-se que os preparos conservadores de classe II restaurados com Cermet recupera a resistência quando comparados aos dentes hígidos.

 

Apoio da FAPESP - Processo 95/2680-9

098

Avaliação das variáveis do risco de cárie

M.R.L. SOUSA; C.R. TORNISIELLO*

Departamento de Odontologia Social - Faculdade de Odontologia de Piracicaba – UNICAMP

A proposta deste trabalho foi verificar as variáveis de risco de cárie antes e após o tratamento preventivo-curativo, em crianças atendidas no serviço público. Assim, 32 escolares, de 6 a 8 anos, da EEPG “Barão de Serra Negra”, Rio das Pedras-SP, foram examinadas segundo os critérios da OMS, sob luz artificial e secagem, com sonda e espelho bucal. Coletou-se a saliva por 5  minutos obtendo-se a VFS (Velocidade de Fluxo Salivar) e a CT (Capacidade Tampão da saliva) verificada por potenciômetro após adicionar-se 1,5ml de HCl 5mM a 0,5ml de saliva. Observou-se a dieta através de um questionário. Durante o ano foram realizados os tratamentos curativos, sendo que o programa preventivo contou com bochechos de NaF a 0.2% semanais, palestras e escovação supervisionada a cada 2 meses. Obteve-se que tanto a VFS quanto a CT diminuíram em média de 1.06 para 0.73 ml/min (p=0.002) e de 5.5 para 4.0 (p=0.000), respectivamente, com µ=5%. Os índices de cárie tanto para a dentição permanente (CPO-S = 5.11) como para a dentição decídua (ceo-s = 17.55) apresentaram valores de média semelhantes ao início e término do tratamento (p=0.033 e p=0.492, respectivamente); havendo  a inversão do componente cariado para obturado. Quanto à dieta, verificou-se que percentualmente houve oscilação ao longo deste ano no número de crianças que consomem produtos açucarados (77%, 73% e 86%).

Conclui-se que há necessidade de que outras medidas preventivas, de caráter mais intensivo, associadas ao aconselhamento do estímulo mastigatório, sejam instauradas com a finalidade de aumentar a VFS e consequentemente a CT, para manutenção do tratamento curativo realizado e da saúde bucal.

Apoio financeiro do SAE/UNICAMP - Processo372/95

 

 

099

Efeito da associação, in vitro, de métodos de aplicação tópica de fluoretos

L.C. MAIA*; I.P.R. SOUZA; J.A. CURY

FO-UFRJ, Rio de Janeiro/ FOP-UNICAMP, São Paulo – Brasil

Este estudo teve por objetivo avaliar, in vitro, sob condições cíclicas de pH, o efeito isolado e/ou da associação da aplicação tópica de fluoretos(F) na remineralização e incorporação de F no esmalte bovino com lesão superficial artificial de cárie. Inicialmente, foi medida a microdureza superficial (Knoop) do esmalte hígido(EH), do cariado(EC), e do cariado após aplicação tópica de verniz(EC/ATF). Após as ciclagens de pH, o grupo controle(C) e os grupos experimentais (dentifrício fluoretado-D, dentifrício fluoretado + aplicação tópica de verniz-DV, e aplicação tópica de verniz-V) tiveram a microdureza reavaliada, e estimou-se matematicamente o % de remineralização do esmalte(E). Em acréscimo, determinou-se o F incorporado(ppm) com um eletrodo combinado íon específico após remoção de três camadas sucessivas de E com 0,5M HCl. O total de E foi estimado pela análise colorimétrica do fósforo. Para a análise estatística dos resultados utilizou-se os testes: t para comparações múltiplas, Kruskal-Wallis e correlação, com nível de significância de 5%. As médias e erros padrões do % de remineralização demonstraram que D (35,90ñ 2,3) > DV (25,90ñ 1,65) > C (15,10 ñ 1,48) > V (8,20 ñ  1,68) com (p < 0,05). Quanto ao F incorporado, as maiores médias ocorreram em D e DV, e diferiram significativamente de C e V (p < 0,05). Não houve correlação significativa (p<0,05) entre o % de remineralização e o F incorporado nos grupos.

Assim, sugere-se que a associação de métodos de baixa e alta concentração de F não traz , a princípio, benefícios adicionais na remineralização e na incorporação de F em esmalte bovino  cariado, quando comparado com a utilização isolada de baixa concentração com alta freqüência.

100

Avaliação de um Programa de Prevenção de Cárie em crianças HIV+

G.F. CASTRO*; I.P. SOUZA; T.K. CHIANCA; R. HUGO

FO/IPPMG NESC/UFRJ

Este trabalho avalia um programa de prevenção de cárie em 21 crianças com diagnóstico definitivo para o HIV, pacientes do IPPMG-UFRJ, entre 2 e 13 anos de idade, de ambos os sexos. Todos os pacientes tinham autorização de participação por parte dos responsáveis. O exame oral foi realizado por um único examinador obtendo-se os índices ceo/CPOD baseado nos critérios da OMS. As crianças foram divididas em dois grupos: Alta Atividade (AA) e Baixa Atividade de cárie (BA) sendo consideradas AA aquelas com 1 ou + lesões de cárie em bateria labial superior e/ou mais de 10% dos dentes apresentando lesão de cárie. Cada criança, após escovação supervisionada, recebeu aplicação tópica de 2 vernizes: Fluor Protector® (Fluoreto 0,7%) e Cervitec® (Clorexidine 1%; Timol 1%) de acordo com especificações do fabricante, sendo o intervalo de aplicação de 3 e 6 meses para os grupos AA e BA, respectivamente. A qualificação da eficácia do tratamento baseou-se na análise à nível de indivíduo (incremento CPOD) e a nível de dente (percentual de incremento de dentes cariados) após 1 ano. A média de idade foi 7,82(±2,13) e 5,30 (±2,91) para AA e BA, respectivamente (p<0,05- Qui2). Houve incremento do CPOD em ambos os grupos (AA=1,00; BA=0,33). Essas médias não tiveram diferença estatística (p>0,05-ANOVA). Os percentuais de incremento de dentes decíduos e permanentes afetados por cárie em 1 ano nos grupos BA (8,28% e 4,77%) e AA (10,14% e 11,96%) foram estatisticamente semelhantes (P>0,05-Qui2).

Os resultados desta  avaliação indicam que o tratamento oferecido às crianças não foi efetivo no controle da doença, independentemente do nível de atividade de cárie das crianças. Apoio CNPq-521652/95-2.

 

101

Avaliação da modificação dos fatores de risco à doença cárie

A. RIBEIRO*; C.NISHIO; G.F.CASTRO; A.MODESTO  

FO - Odontopediatria - UFRJ (5521- 290-81-48  Fax)

Este estudo avaliou os fatores de risco à doença cárie em bebês e verificou as mudanças no comportamento dos pais quanto aos hábitos de dieta, higiene bucal e uso de fluoreto. A amostra foi composta de 20 bebês, de 0-24 meses de idade (média=15,05±8,56), de ambos os sexos (45% meninas e 55% meninos), pacientes da Clínica de Bebês (CB) - FO-UFRJ. Foram realizadas 3 consultas, com intervalo de 1 semana cada, nas quais foi aplicado 1 questionário aos responsáveis contendo perguntas sobre dieta, higiene e uso de fluoretos, determinando-se, então, o risco de cárie (RC): alto, médio ou baixo. Em toda consulta, os bebês recebiam cuidados de limpeza com H2O2 diluída  e aplicação de flúor tópico a 0,02%; e os pais eram instruídos quanto às práticas de prevenção de cárie (dieta, higiene e uso de fluoreto). Teste do Qui-quadrado foi usado para análises estatísticas. A maioria da amostra (70%) procurou a CB para orientação. Não ocorreram mudanças significativas nos hábitos de amamentação noturna (p>0,05). Na primeira consulta, 75% dos pais limpavam a cavidade bucal e os dentes de seus bebês e, embora a diferença não foi estatisticamente significante, esse percentual elevou-se a 100% (p=0,06); a freqüência da limpeza aumentou em 100% (p=0,02). Na última consulta, observou-se que 90% dos bebês faziam uso de flúor caseiro comparado com os 10% iniciais (p=0,001). Dos 13 bebês (65%) que eram alto RC ao primeiro exame, somente 4 (20%) permaneceram nesta classificação, indicando uma modificação altamente significante (p=0,01).

Pôde-se verificar que, após o reforço das instruções sobre os hábitos de prevenção, o impacto inicial foi benéfico em relação aos hábitos de higiene bucal e uso de fluoreto, diminuindo assim o risco de cárie dos pacientes. Porém, há necessidade de um maior acompanhamento das mudanças ocorridas.

102

Ação da goma de mascar sobre a placa após ingestão de sacarose

A.G.R.C. OLIVEIRA; I.C.C.COSTA; P.R. SILVA; S.A.S.MOIMAZ

Pós-Graduação em Odont Prev. Social-UNESP-FOAraçatuba /UFRN-CMOS

O papel da sacarose no estabelecimento da cárie dentária já está bastante consolidado na literatura odontológica. No experimento de Stephan (Stephan, R.M. J. Dent. Res. 43: 257-66, 1944), na década de 40, a evolução do pH da placa em função do tempo por ocasião da ingestão de carboidrato fermentável, mostrou uma curva característica com uma queda inicial e uma lenta recuperação e ficou conhecida como “Curva de Stephan”. Desde então, usualmente, é analisada a curva, provocada por determinado alimento, para determinação da cariogenicidade deste, basicamente a partir da estimativa da área formada pela curva (área cH). Tem sido relatado, por alguns autores, que a goma de mascar restaura o pH da placa, diminuído pela ação de carboidratos, de uma forma bastante significativa. O objetivo deste trabalho foi verificar a ação de uma goma de mascar, à base de xilitol, na Curva de Stephan provocada por uma sobremesa típica brasileira, o doce de leite. O experimento foi realizado em duas fases, em 5 indivíduos: na primeira, consumiu-se somente doce de leite e, na segunda, consumiu-se o doce e, em seguida, a goma de mascar. Em ambas, o pH da placa foi monitorado ao longo de 25 minutos, em intervalos de 5 minutos.  Foi utilizada a técnica da “amostra de placa” (Englander, H.R. et al. J.Dent.Res.35:792,1956) para a leitura do pH e a análise foi feita a partir da comparação das áreas formadas pelas curvas  (áreas cH) em cada fase. Observou-se que o uso da goma de mascar após ingestão do doce proporcionou uma área cH significativamente menor do que quando somente o doce era ingerido, podendo-se concluir que o uso de goma de mascar à base de xilitol após ingestão de alimento com sacarose diminui a acidogenicidade deste.

103

Dinâmica da colonização da cavidade bucal de recém-nascidos

IG Borba1;  JECV Menezes1*;  IY Ito2;  LAB Silva1;  LB Rocha1;  P Nelson Filho1.

1Departamento de Clínica Infantil da FORP-USP, 2FCFRP-USP..

O objetivo do presente trabalho foi avaliar quando e quais microrganismos podem ser detectados em amostras da cavidade bucal de recém-nascidos da cidade de Ribeirão Preto. Oitenta e uma amostras de 51 recém-nascidos saudáveis foram obtidas durante o período de 10 minutos a 53 horas pós-parto, com o uso de cotonetes esterilizados, esfregados levemente na superfície da língua, mucosa bucal, processo alveolar e palato. Após processamento microbiológico, efetuou-se a contagem do número de unidades formadora de colônia de estreptococos, estafilococos e bacilos aeróbios gram-negativos. Os resultados obtidos demonstraram que, no período de 10 minutos a 8 horas pós-parto, em aproximadamente 69,2% das amostras não evidenciou-se crescimento bacteriano, e cerca de 23,8% das amostras permaneceram isentas de microrganismos até 24 horas após o parto. Os estreptococos estavam presentes na microbiota bucal em cerca de 65,4% dos casos, e os estafilococos, em aproximadamente 75,3%.

Estes dois gêneros (estreptococos e estafilococos) foram os mais prevalentes nas amostras avaliadas, enquanto que os bacilos aeróbios gram-negativos foram detectados esporadicamente. Os estreptococos do grupo mutans não foram evidenciados em nenhuma das amostras.

 

104

Avaliação da efetividade de um método educativo aplicado em escolares

S.A.M. CORONA*; P.P.N.S. GARCIA; W. DINELLI.

Depto de Odontologia Restauradora, Fac. de Odontologia de Araraquara-UNESP

Avaliou-se um novo método educativo, baseado na utilização do Robô-Sorriso, em diferentes fases: antes, imediatamente após e decorridos 30 dias da aplicação da mensagem. Uma mensagem educativa-preventiva, contendo noções sobre placa bacteriana, higiene oral, flúor, cárie/doença periodontal, dieta e importância do Cirurgião Dentista, foi transmitida pelo robô, por meio de uma fita cassete. Para avaliação do ensino e da motivação por meio do Robô-Sorriso selecionaram-se 305 crianças, das 4as e 5as séries, de duas escolas particulares, utilizando-se de um questionário, no qual atribuiram-se escores (A, B, C, D e E), correspondendo a excelente, bom, regular, ruim e péssimo. Na 1a avaliação, grande parte dos alunos obtiveram conceitos A e B (81,9%), mostrando um bom nível de conhecimento, antes da aplicação do programa. Na 2a avaliação, nota-se nítido aumento no percentual de alunos que obtiveram escore A (de 25,2% para 66,2%). Isto indica que houve uma boa assimilação imediata da mensagem após a apresentação do robô. Na 3a avaliação, comparando-se com o desempenho anterior, percebe-se uma queda de 7,8 pontos percentuais no total de alunos com escore A, mostrando elevada fixação dos ensinamentos, decorridos 30 dias, indicando que o método provocou um grande impacto.  

Conclui-se entre outras, que o método didático de ensino aplicado demonstrou-se efetivo na motivação e educação, com excelente receptividade por parte dos alunos.

 

Apoio financeiro do CNPq

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Estudo de uma solução remineralizante em lesões de mancha branca

MACHADO, R.F.B.; ALVES, M.S.C.F.  CMOS/UFRN. Natal-RN.

O objetivo principal deste trabalho foi verificar “in vivo” a capacidade remineralizante de uma solução artificial e sua relação com o desaparecimento de lesões de mancha branca em 13 escolares, de ambos os sexos, na faixa etária de 12 a 17 anos, divididos em dois grupos, controle e experimental.  O grupo experimental usou diariamente a solução remineralizadora composta de Ca(NO3)2, ZnCl2, SrCl2, Al(NO3)3, KNO3, KH2PO4, NaCl, Tartarato de Sódio, NaF.  O controle usou uma solução placebo.  Foram coletadas informações sobre mancha branca, índice de placa, fluxo salivar antes e após a aplicação das soluções, artificial no grupo A e placebo no grupo B.  Para tanto, foram realizados tratamento odontológico em todos os escolares, análise da dieta e orientação quanto a saúde bucal, além do registro fotográfico.  Para a análise dos dados foram empregados os testes t (student) para amostras pareadas, quando a comparação foi feita entre observações do mesmo indivíduo; e o teste “t” para amostras independentes, quando a comparação foi feita entre grupos independentes.

Pode-se concluir que nas condições deste estudo observou-se a remineralização das manchas brancas em ambos os grupos pesquisados.

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Efeito de diferentes tratamentos com fluoretos tópicos na remineralização

de lesões artificiais de cárie

A.M.G. VALENÇA*; S.S. OLIVEIRA; O. CHEVITARESE; P.J.S. NEVES. Doutorado em Odont. Social. Univ. Fed. Fluminense - Niterói – RJ

A proposição deste estudo foi avaliar, in vitro, as mudanças macroscópicas e microscópicas (em luz polarizada), ocorridas em lesões artificiais de cárie, produzidas em esmalte bovino e submetidas à ação de fluoretos tópicos, diante de condições cíclicas de pH. Para tanto, 230 incisivos bovinos foram divididos aleatoriamente em 7 grupos: 1. exposto à ação de dentifrício (Kolynos Super Branco/Kolynos); 2. solução de fluoreto de sódio (NaF) a 0,05%; 3. solução de NaF a 0,2%; 4. gel de fluorfosfato acidulado (FFA) por 1 minuto (Nupro/Dentsplay); 5. gel de FFA por 4 minutos (Nupro/Dentsplay); 6. verniz (Duraphat/Inpharma) e 7. controle. Foram produzidas lesões de cárie com área padronizada (12,6cm2) em secções de esmalte, removidas da região central da face vestibular desses elementos dentários. Após 14 dias de ciclagem de pH, verificou-se que, macroscopicamente, as lesões de cárie, submetidas à ação do dentifrício e do verniz, apresentavam remineralização total significativamente mais elevada do que aquela registrada com a utilização das soluções para bochecho e do gel, aplicando-se o teste não paramétrico de x2. A remineralização total obtida com as soluções para bochecho foi significativamente maior do que a obtida com o uso do gel. Constatou-se através da análise microscópica quantitativa, que as lesões de cárie expostas à ação do dentifrício e da solução para bochecho de NaF a 0,05% apresentaram redução significativamente superior da profundidade da lesão cariosa, em relação aos demais grupos, ao ser aplicado o teste não paramétrico de Wilcoxon.

Os resultados indicam que agentes com baixa concentração de fluoreto, utilizados freqüentemente, são mais eficazes em reverter processos incipientes de cárie em esmalte.

 

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Microinfiltração “in vitro” dos cimentos usados em prótese fixa

E. K. YNGA; M. A. SARAVIA; L. CARBAJAL

Fac. Odontologia Universidade Peruana Cayetano Heredia, Lima, Peru

 

O objetivo do estudo é a comparação “in vitro” da microinfiltração das coroas totais metálicas com 4 diferentes cimentos. Os preparos foram feitos em 60 exodontias de premolares, conservados em água; o término do preparo foi feito em degrau com bisel sendo que, por vestibular e lingual o término foi em esmalte e por mesial e distal em cemento e dentina. A técnica de manipulação foi de acordo com as instruções dos fabricantes. Quinze dentes foram trabalhados em cada um dos quatro grupos: (1) fosfato de zinco(Missy), (2) compósito de resina-ionômero de vidro híbrido Vitremer Luting (3M), (3) resina Avanto (Voco) e (4) resina Panavia 21 Ex (Kuraray). Os espécimes foram termociclados 400 ciclos (5o C-55o C), colocados em solução de azul de metileno 2% e onservados em microscopia estereoscópica (mesio-distal; vestibular-lingual). No grupo (1) a linha de término do preparo apresentou significativamente mais microinfiltração que em outros grupos. Eles foram analisados com o teste qui quadrado e kruskall wallis (0,001<0,01).

Somente o grupo (1) apresentou diferença significativa do término em cemento e dentina em relação ao de esmalte, para o qual foi utilizado o teste exato de fischer’s (p<0,05). Os resultados mostraram ainda que o grupo (3) com resina Avanto apresentou uma conduta similar em cemento e dentina e esmalte, quando comparados ao Vitremer Luting (2) e Panavia 21 Ex (4).

108

Experiência de cárie na dentição decídua após um programa de promoção

de saúde bucal

E.Rossoni*;C.G.Borges - DOPS Faculdade de Odontologia - UFRGS-RS, Fax (051)330-2951

O declínio na experiência de cárie em crianças tem sido atribuido principalmente ao uso de fluoretos em suas várias formas. O objetivo do estudo foi avaliar o efeito de um programa de promoção de saúde bucal, baseado na utilização de gel de fluor fosfato acidulado a 1,23%, sobre a dentição decídua de crianças de 1 a 5 anos de idade de uma creche institucional. Inicialmente, exames clínicos de cárie (ceos) incluindo diagnóstico de mancha branca foram realizados em 140 crianças. O exame clínico foi realizado após remoção de placa com escova e fio dental, secagem com gaze das superfícies e refletor. Na faixa etária de 1 a 2 anos completos haviam 88 crianças. Elas foram examinadas duas vezes por ano até completarem cinco anos de idade e quando apresentavam atividade de cárie recebiam fluorterapia intensiva (4 a 6 sessões semanais). Chegaram ao  final do estudo 60 crianças cujo ceos inicial era igual a 0 e ceos médio final igual a 0,87±1,84, sendo que 62% delas continuavam livres de cárie aos 5 anos de idade. Comparando as crianças de 5 anos que passaram pelo programa de saúde bucal com aquelas crianças examinadas inicialmente na creche já com 5 anos de idade (grupo controle - ceos=4,35±5,59) e que não passaram por nenhum programa de saúde bucal, observamos  diferença estatística (p‹0,05 - teste t de Student).

  Concluimos que o programa de saúde bucal foi capaz de diminuir a prevalência de cárie na população estudada.

109

Relação entre acúmulo de placa dental e níveis salivares de estreptococcos do grupo mutans e a prevalência de cárie dental em crianças de 1,0 a 2,5 anos de idade

R.O.MATTOS-GRANER*; F. ZELANTE;  M.P.A. MAYER - FOUSP. Fax:(011)8187854.

O objetivo deste trabalho foi avaliar a associação entre o acúmulo de de placa dental nos incisivos superiores e níveis salivares de estreptococos do grupo mutans (SM) com a prevalência de cárie dental em  idade precoce. Foram estudadas 142 crianças de 1,0 a 2,5 anos de idade de ambos os sexos. Amostras de saliva não estimulada foram coletadas de acordo com o método de KÖHLER et al. (1979). A análise da presença de placa dental visível nas superfícies vestibulares dos incisivos superiores foi realizada através do exame visual, sem a utilização de solução evidenciadora (ALALLUSUA et al., 1994). Os dentes foram então escovados e secos para o diagnóstico das lesões cariosas, de mancha branca (MB) e cavitadas (C), realizado com auxílio de espelho bucal e lanterna portátil por um único examinador devidamente calibrado (coef. kappa=0,766, p<0,000). Das 142 crianças examinadas, 35,9% apresentavam uma ou mais lesões de cárie, sendo que 17% apresentavam pelo menos uma cavidade de cárie. Os ceos médios foram  0,63 (C) e 1,32 (MB+C). Observou-se dependência entre o número de crianças afetadas e o acúmulo de placa nos incisivos superiores (c2 = 12,1; p<0,001). Houve associação positiva entre os níveis salivares de SM e o número de crianças afetadas (c2 = 28,7, p<0,001). Os índices ceos foram estatisticamente maiores em crianças com placa dental visível (Mann Whitney, p<0,001) e em crianças com mais de 50 UFC de SM (Kruskall-Wallis, p<0,05). As diferenças entre os ceos médios aumentaram quando  se associou o acúmulo de placa dental aos níveis salivares de SM.

Estes dados mostram uma associação positiva entre a prevalência de cárie dental e o acúmulo de placa nos incisivos superiores e níveis salivares de SM. Apoio financeiro: FAPESP (proc.no. 9131/0)

110

Avaliação de métodos de diagnóstico da lesão de cárie.

E.C. KAIRALLA*; J.L. LAGE MARQUES; S.M. RODE; F.R.X. SILVEIRA

Departamento de Dentística, Faculdade de Odontologia da USP – SP

Comparou-se, in vitro, a efetividade de três métodos de diagnóstico da lesão de cárie em 26 sítios de interesse, dispostos na face palatina de 20 coroas de dentes caninos permanentes. Quatro examinadores receberam orientação teórico-prática para o diagnóstico, através de três métodos - inspeção visual; táctil (inspeção visual - sonda exploradora com ponta romba); e videoscópico (sistema AcuCam). As avaliações dos sítios foram realizadas de modo independente entre os examinadores e métodos, obedecendo a seguinte classificação: 0- ausência de lesão de cárie; 1- lesão do esmalte superficial; 2- lesão do esmalte mais profundo;e 3- lesão de cárie em nível de dentina. Obteve-se uma imagem das coroas através de scanner, onde os sítios foram demarcados (Mapeamento). Para a validação dos dados os dentes foram seccionados paralelamente ao seu longo eixo, por um disco de diamante e analisados histologicamente em um microscópio estereoscópico com aumento de 40x. Os resultados demonstraram que 84,6% dos sítios apresentavam lesão de cárie (90,9% em esmalte; 9,1% em dentina). Diagnósticos compatíveis com o exame histológico apresentaram percentual de acerto no método de inspeção visual de 40,4%, no exame táctil de 38,5% e no videoscópico de 41,3%, resultados que não demonstraram diferença estatisticamente significante.

Concluiu-se, pelos resultados obtidos, que os três métodos apresentaram acuidade semelhante no diagnóstico da lesão de cárie; dentre os métodos estudados o exame ao videoscópio foi o que mais se aproximou do histológico, seguido pelo visual, e o mais distante foi o táctil; constatou-se também uma elevada porcentagem de erro de diagnósticos (59,9%), o que consequentemente acarretaria uma conduta terapêutica inadequada.

111

Cárie dental e práticas de alimentação infantil em pré escolares de 18 a 48 meses

S.K. SAITO*; H.M.U. DECCICO; M. NOBRE DOS SANTOS

Departamento de Odontologia Infantil - FOP/UNICAMP

Este estudo foi realizado para determinar a prevalência e extensão da cárie dental em pré-escolares e indagar sobre fatores associados. Cento e cinqüenta e seis crianças com idade de 18 a 48 meses foram examinadas clinicamente para determinar o ceod e o ceos por um investigador que desconhecia as respostas que as mães haviam dado para o questionário administrado por um entrevistador. A cárie dental foi determinada pelo diagnóstico visual sob luz natural usando-se espelho bucal. Antes do exame os dentes das crianças foram limpos e secos com uma gaze. Os resultados foram analisados pelos testes, qui-quadrado e Man Whitney. A média do ceos por criança foi 3,4 com 40% delas livres de cáries. Observou-se, que das crianças com cárie 36% e 24% delas tinham um ceod maior que 0 e 4 respectivamente. Os dados sobre as práticas de alimentação ao nascimento mostraram que as porcentagens de crianças sem e com cárie foram de 42% e 52% para aquelas apenas amamentadas ao seio, 38% e 62% naquelas que mamaram ao seio e com  mamadeira e 30% e 70% naquelas que apenas mamaram com mamadeira (p< 0,05). A cárie de mamadeira foi observada 20% das crianças. Daquelas com cárie de mamadeira 77% tinham sido amamentadas pelos 03 métodos por mais de 12 meses. As médias do ceod para as crianças nas classes sociais I, II e III foram 1,6 , 3,6 e 2,3 com 50, 25 e 29% livres de cárie respectivamente. Da mesma forma, as crianças cujas mães haviam feito curso de graduação ou pós-graduação tinham um ceod médio menor do que aquelas cujas mães haviam cursado apenas o primeiro grau  (p< 0,05).

Concluíu-se que a cárie dental ocorre cedo na infância e que sua prevalência e relativamente alta. As crianças com cárie de mamadeira tenderam a manter seus hábitos de aleitamento por mais de 12 meses.

112

Efeito de um dentifrício com bicarbonato de sódio, na contagem de mutans, acidogenicidade e composição da placa dental

R.F. IGNÁCIO*; P.E.C. PERES; J.A. CURY.  FOP-UNICAMP / UNIMEP.

Avaliou-se o efeito de um dentifrício contendo bicarbonato na contagem de estreptococos do grupo mutans (EM), acidogenicidade e composição da placa dental. Vinte e três voluntários escovaram os dentes 3 vezes ao dia, com formulações fluoretadas (1500 ppm F), contendo ou sílica (SIL), ou CaCO3 (CARB), ou CaCO3 mais NaHCO3 (CARB/BICAR), num delineamento duplo cego cruzado, com etapas de 28 dias. No 28o dia, 8 horas após a última escovação, foi realizada a contagem de EM na saliva (MS). No 30o dia, após 48 horas nas quais os voluntários bochecharam 3 vezes ao dia uma suspensão de dentifrício/água, e 6 vezes ao dia sacarose a 10%, analisou-se na placa dental: a)Contagem de mutans (MP); b)Polissacarídeos álcali solúveis (P.S.A); c)Flúor solúvel em ácido (F.S.A); d)pH no tempo zero (T0), após 5 min. de bochecho com sacarose (T5), calculando-se o DpH (T0-T5). Os resultados (média+erro padrão) para SIL, CARB e CARB/BICAR foram respectivamente:1)MS (x106UFC/mL saliva) =  11,43+7,62 A; 2,33+1,04 A; 2,07+1,10 A; 2)MP (x106UFC/mg) = 0,099+0,095 A; 0,027+0,018 A; 0,007+0,003 A; 3)P.S.A (mg/mg) =  6,89+ 0,62 AC; 8,46+ 0,80 AB; 6,11+ 0,59 C; 4)F.S.A (mg/g) =  36,67+10,10 A; 48,12+19,23 A; 52,21+ 15,12 A; 5)T0 =  6,72+0,12 A; 6,88+0,13 A; 6,65+ 0,11 A; 6)T5 =  5,61+ 0,13 A; 5,71+ 0,13 A; 5,70+ 0,12 A; 7)DpH = 1,12+ 0,11 A; 1,17+ 0,11 A; 0,95+ 0,10 A; sendo que médias seguidas por letras distintas, diferem entre si ao nível de 5% de significância.

Embora o dentifrício contendo bicarbonato de sódio tenha apresentado, coletivamente, uma tendência a influenciar positivamente nos diversos fatores relacionados á cárie dental, essa diferença não alcançou nível de significância estatística.

 

113

Desenvolvimento de uma formulação de dentifrício contendo NaF/CaCO3

E.M.FRANCO*; J.A.CURY Faculdade de Odontologia de Piracicaba,UNICAMP

Dentifrícios com NaF ou MFP tem sido alvo de debates nos últimos anos. Embora haja uma tendência de se considerar um dentifrício com NaF superior ao com MFP, o  problema é que NaF é quimicamente incompatível com carbonato de cálcio (CaCO3), o abrasivo utilizado em 90% dos dentifrícios do mercado brasileiro. Assim, o objetivo deste trabalho foi tentar desenvolver uma formulação contendo NaF/CaCO3 que mantivesse uma concentração de flúor solúvel de acordo com normas brasileiras (mínimo de 600 ppm F pelo prazo de 01 ano de fabricação). Foram formulados  no laboratório dentifrícios, contendo ou  não estabilizantes químicos com composição mínima, e foram também preparados industrialmente dentifrícios com estabilizantes e todos os ingredientes de uma formulação comercial. A concentração de flúor solúvel nestes dentifrícios foram comparados com a de um dentifrício comercial (MFP/CaCO3). As análises de flúor foram feitas nas amostras recém-preparadas e tempos após o envelhecimento precoce (correspondendo a 01 ano a temperatura ambiente). As análises de flúor fora feitas em no mínimo 03 formulações utilizando eletrodo específico Orion 96-09. Nos dentifrícios preparados sem estabilizante, logo após o preparo 40% do flúor  foi inativado pelo abrasivo, restando 410 + 23,8 (média + d.p., n=3) de flúor solúvel após o envelhecimento. Quando os dentifrícios foram formulados com estabilizantes, tanto laboratorial como industrialmente foi mantida uma concentração respectivamente de 844,7 +23,3 (n=3) e 827,2+28,2 (n=6) ppm  de flúor solúvel após o envelhecimento. O dentifrícios comercial MFP/CaCO3 após o envelhecimento apresentou 656,7 +43,8 (n=6) ppm de flúor solúvel.

Estes dados sugerem que é possível formular um dentifrício com NaF/CaCO3 o qual mantém uma concentração de flúor solúvel não só atendendo as normas brasileiras, como sendo superior a de um dentifrício comercial convencional MFP/CaCO3. (CNPq  processo 522679/96-0)

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Efeito do tempo de aplicação do flúor fosfato acidulado na composição da placa

Estudo in situ

R.S. VILLENA*; J.A. CURY. Odontopediatria-FOUSP e  Bioquimica FOP-UNICAMP. São Paulo, Brasil

Estudos recentes vem mostrando que não existe uma relação direta entre flúor formado, retido e ação anticariogênica com o tempo de aplicação do flúor gel fosfato acidulado 1,23% (FFA). Porém, estudos que avaliem a composição bioquímica da placa em relação ao tempo de aplicação não são encontrados na literatura.  O objetivo foi determinar a quantidade de placa formada e sua composição de polissacarídeos, assim como a concentração de flúor (F) após a aplicação de 1 e 4 min de FFA.  Quinze voluntários participaram do estudo cruzado de três etapas de 28 dias (controle, FFA-1min e 4 min), utilizando dispositivos intrabucais palatinos contendo 4 blocos de esmalte dental (1mm abaixo da superfície de acrílico) cobertos com tela plástica perfurada para acúmulo de placa.  Os dispositivos intrabucais foram imersos em sacarose 10% 3x/dia e os voluntários utilizaram dentifrícios não fluoretados, porém bebiam água fluoretada. Após cada fase, a placa bacteriana formada sobre as superfícies dos blocos de esmalte foi coletada para respectiva análise. O peso total da placa e a determinação de polissacarídeos solúveis em alcali foi : 5,5(+3,9), 5,1(+4,0), 5,3(+4,6) mg e 73,3(+77,8), 72,3(+48,6) e 70,1(+51,0) µg/mg para os grupos controle, 1 min e 4 min respectivamente, sendo que as concentrações médias de flúor (µg/mg) e desvios padrão determinadas no peso seco da placa utilizando eletrodo específico foram: 79,5 (+18,7); 71,1 (+15,3) e 101,1(+25,6). Não foram observadas diferenças significantes (p<0,05) entre os grupos.

Os resultados sugerem que o tempo de aplicação do gel FFA 1,23%, não teve influência significante na quantidade de placa formada (peso total), concentração de F e polissacarídeos solúveis em alcali. (FAPESP, Proc. 96/0188-2).

 

 

115

Efeito da própolis coletada de duas regiões diferentes do Brasil

sobre microrganismos bucais

H. KOO*; J. A. CURY; P. L. ROSALEN; Y. K. PARK - Fac. de Odont. de Piracicaba e Fac. de Engenharia de Alimentos-UNICAMP

Própolis é o nome genérico dado para uma resina coletada por Apis mellifera de brotos e botões florais de plantas e o extrato etanólico da própolis (EEP) apresenta diversas propriedades farmacológicas, entre elas, a atividade antimicrobiana. Os principais compostos químicos isolados da própolis são os flavonóides agliconas e ácidos fenólicos. O objetivo deste trabalho foi analisar a composição de flavonóides da própolis coletada de duas regiões diferentes e o seu efeito sobre os microrganismos bucais. Amostras de própolis bruta obtidas de São Paulo (SP), Minas Gerais (MG) (Região Sudeste) e Rio Grande do Sul (RS) (Região Sul) foram extraídas com etanol 80% e o EEP utilizado para análise de atividade antibacteriana contra Streptococcus mutans, Streptococcus sanguis e Actinomyces naeslundii e inibição da glicosiltranferase de S. mutans. Os flavonóides foram analisados por Cromatografia em Camada Delgada de Alta Eficiência (CCDAE) e Cromatografia Líquida de Alta Eficiência (CLAE). Todos os EEPs analisados inibiram a atividade da glicosiltransferase, bem como o crescimento dos microrganismos testados, porém o EEP de RS apresentou maior inibição da glicosiltransferase (30,5% +0,18, n=3) que os outros EEPs (8,0+0,25, 13,3%+0,16, respectivamente para SP e MG, n=3), e também maior atividade antibacteriana. Os dados obtidos do CCDAE e CLAE demonstraram que a composição de flavonóides foram diferentes entre os EEPs de SP/MG e RS. O EEP de RS demonstrou maior quantidade de galangina e crisina.

Assim, os resultados sugerem que o efeito da própolis sobre os microrganismos testados dependem da região de coleta da própolis, provavelmente devido a diferença qualitativa e quantitativa da composição dos flavonóides.

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Avaliação dos métodos de conhecimentos do Diagnóstico de cárie proximal.

T. R. F. MURAD*; R. A. S. SANTOS; R. S. GAMA; E.S.FERREIRA  Depto.Odontologia  FO-UNIGRANRIO-D.Caxias-RJ.

O objetivo deste trabalho é conhecer os métodos de diagnóstico de cárie proximais utilizados pelos cirurgiões dentistas e verificar se existe dificuldade em diagnosticar cárie proximal quando somente um método é utilizado. A pesquisa foi realizada no município do Rio de Janeiro-RJ, no período de maio a agosto de 1996. Foram distribuídos 250 questionários, de questões abertas, para cirurgiões - dentistas sem distinção da especialidade e o tempo de formado. O questionário constava de 3 perguntas : Quais os métodos de diagnóstico de cárie proximal que conhece? Quais os que utiliza? (isolados ou combinados). Sente dificuldade no diagnóstico PRECISO desta lesão, quando usa apenas um dos métodos? Especifique-o(s). Houve um retorno de 90 (36%) questionários respondidos. A amostra então, foi dividida em dois grupos: Grupo I formado por não odontopediatras - 50 (55,55%) e Grupo II formado por odontopediatras - 40 (44,45%). Os métodos citados foram : Bitewing, Periapical, Panorâmica, Exame clínico, Fio dental, Separação dentária, Transluminação. Os resultados demonstraram não haver diferença estatisticamente significante ( x2 p>0,05 ) entre os grupos, em relação a quantidade de métodos conhecidos, quantidade de métodos utilizados e dificuldade em diagnosticar com precisão a cárie proximal quando somente um método é utilizado ( Ambos têm dificuldades). A radiografia Bitewing esteve presente em 100% dos métodos utilizados.

Os resultados sugerem a necessidade dos cirurgiões-dentistas utilizarem  a associação de  métodos para o diagnóstico de cárie proximal.

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Uso de selantes em Saúde Pública: uma Meta-análise

T.CHIANCA*; M.CHAVES

Rede CEDROS, Odontopediatria, FO-UFRJ

O presente trabalho verificou a efetividade dos selantes de cicatrículas e fissuras quando utilizados em programas de saúde pública, através da análise de estudos específicos publicados na literatura mundial. Os estudos foram selecionados através do acesso à base de dados MEDLINE nos últimos 30 anos (jan/66 - nov/96), utilizando o cruzamento das palavras-chave: “sealants”, “public health”, “school programs” e “health services”. Os critérios para inclusão na meta-análise foram três: 1) estudos avaliando a efetividade dos selantes em programas de controle da cárie em escolas ou serviços de saúde; 2) estudos longitudinais ou seccionais sequenciais com desenho experimental ou quase-experimental incluíndo grupos controle;  3) utilização do indivíduo como a unidade de análise. Dos 21 estudos resultantes da busca bibliográfica que se enquadravam nos dois primeiros critérios de inclusão, apenas seis utilizaram como unidade de análise a redução do incremento de cárie a nível de indivíduo. Desses estudos, quatro foram realizados nos EUA e dois em países da europa (Espanha e Dinamarca), incluíndo crianças entre 5 e 14 anos de idade. Apenas um deles não apresentou diferença estatisticamente significativa entre as médias de incremento de cárie do grupo experimento e controle (P>0,05). A redução da média do incremento do CPOS nos grupos experimentais e controles variou entre 0,65 e 1,83. A meta-análise sugere que existem poucos trabalhos publicados que avaliam a efetividade dos selantes na redução do incremento de cárie a nivel do indivíduo. Selantes, quando usados em programas de saúde pública, podem ser considerados fatores protetores no processo de incremento de cárie em crianças.

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Concentração e estabilidade do flúor nos dentifrícios mais consumidos no Brasil

F.F. DUARTE*; E. PISANESCHI; J.A. CURY

Disciplina de Periodontia, Faculdade de Odontologia de Campinas / SP – PUCC

Normas brasileiras exigem que um dentifrício  mantenha um mínimo de 600ppm de flúor  solúvel pelo prazo de 01 ano de fabricação. Todos os dentifrícios brasileiros são produzidos no estado de São Paulo e depois distribuídos para as diferentes regiões, e a condição do flúor no local de venda é desconhecida. Amostras (141 tubos) dos cinco dentifrícios mais consumidos (92% de venda) provenientes das 5 regiões brasileiras foram analisadas, quanto ao flúor solúvel total, logo que o dentifrício chegou ao laboratório e após o tempo de envelhecimento precoce (16 dias, a 55º C), o que corresponde a 01 ano a temperatura ambiente. Para análise utilizou-se eletrodo específico para flúor Orion 96-09. Os resultados em termos de ppm de flúor solúvel (média), respectivamente, para as regiões foram (sendo que médias seguidas por letras distintas indicam diferenças estatisticamente significantes, 5%):. 1)Amostras recém adquiridas: Kolynos SB=968,8B; 938,4B; 987,9AB; 1014AB; 1051A; Colgate MFP Ca=1024,2A; 1106,2A; 1082,5A; 1000A; 1097,3A; Signal Orig=1331,3BC; 1255,5C; 1446,4A; 1381,3AB; 1361,8B; Gessy=1256,8AB; 1146,7B; 1377,7A; 1272,3AB; 1284,8A; Close-up=1036,2B; 1039B; 1095,5A; 1059AB; 1074,7AB. 2)Amostras envelhecidas: Kolynos SB=810B; 779,3A; 755,1A; 760A; 811,9A; Colgate MFP Ca=634,9B; 833,8A; 687,5B; 628,6B; 756,5AB; Signal Orig=768,1B; 743,5B; 741,5B; 712,5B; 865,28A; Gessy=804,9A; 724,6A; 819,6A; 748,4A; 818,4A; Close-up=1091,5B; 1109,9B; 1039,8A; 1037A; 1067,2AB.

Conclui-se que os dentifrícios estão de acordo com as normas brasileiras e que apesar de mostrarem diferenças entre as regiões, estas não são de magnitude que possam resultar em menor eficácia no controle da cárie dental .

 

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Demonstração clínica do padrão de colonização de         EGM na dentição humana

U.V.MEDEIROS; C.B.RAMOS; N.M.MORAES*

Departamento de Odontologia Preventiva da UFRJ, RJ

O padrão de colonização dos estreptococos do grupo mutans foi observado em modelos feitos em agar mitis salivarius bacitracina. Estes modelos foram obtidos a partir  da moldagem de doze indiví- duos, sendo seis portadores de grande quantidade de restaurações de amálgama de prata e resina  composta, e  seis apresentando  toda a dentição hígida. Após  a molda - gem, os modelos foram va- zados com o meio de cultura seletivo para S.mutans, e após reação de presa foram incubados em es- tufa bacteriológica a 37°C por 48 horas. Decorrido este tempo os modelos ficaram em temperatura ambiente por mais 24 horas, quando então iniciou-se a leitura. Os resultados mostraram que os es- treptococos do grupo mutans se apresentaram num gradiente postero-anterior, localizados com maior prevalência na região dos dentes posteriores e menos frequentemente nos dentes anteriores. Grande quantidade de colônias estava presente, também, nas áreas interproximais e nas regiões res-tauradas, principalmente nas margens das restaurações. Comparativamente, as regiões restauradas apresentaram maior concentração de colônias de S.mutans do que nas regiões hígidas. Ainda numa análise comparativa, observamos maior concentração de colônias nos modelos dos indivíduos com múltiplas restaurações do que naqueles de indivíduos com a dentição hígida. Consequentemente,

 o padrão de colonização refletiu a predominância destes microorganismos nas regiões mais retenti- vas da dentição, bem como a relação direta entre as áreas mais densamente colonizadas e aquelas mais frequentemente cariadas e restauradas.

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Presença de S. mutans e S. mutans/S. sobrinus em escolares

de diferentes classes sociais e sua relação com a atividade cariogênica

PEREIRA, C.V.*; SPOLIDORIO, D.M.P.; ROSA, E.A.R..; CAMPOS, A.S. ; J.F. HÖFLING

Lab. de Microbiologia, Fac. de Odont. de Piracicaba-UNICAMP.

As espécies de estreptococos do grupo mutans mais predominantemente isoladas de amostras salivares, tem sido as espécies S. mutans e S. sobrinus. A detecção desses microrganismos em escolares de diferentes classes sócio-econômicas e sua relação com a atividade cariogênica dessas populações foi estudada, correlacionando-os com os parâmetros clínicos CPOD, CPOS, ceo e ceos. Duzentos (200) escolares pertencentes a cinco classes sócio- econômicas foram separados em sub-grupos de acordo com as espécies de microrganismos identificadas em suas amostras salivares. Do total de crianças analisadas, 103 (51,0%) apresentaram apenas S. mutans na saliva, 33 (17,0%) a associação S. mutans / S. sobrinus, e o restante, 64 (32,0%), outras espécies do grupo mutans (individualmente ou em associação).

A avaliação estatística dos dados disponíveis quanto ao número de crianças portadoras de cárie dental, demonstrou, preliminarmente, valores de 79,0% (81) e 76,0% (25), respectivamente, para os sub-grupos S. mutans e S. mutans / S. sobrinus, sugerindo um alto índice cariogênico. Para os indivíduos colonizados por S. mutans / S. sobrinus e apenas S. mutans, obteve-se valores médios de 9,40 e 6,70, respectivamente, para o índice de ceos, sugerindo que a associação S. mutans / S. sobrinus é potencialmente mais cariogênica que os colonizados apenas por S. mutans.   

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Avaliação dos programas preventivos e fluorose em area fluoretada

M.L.R. DE SOUSA*; W.S.MARCENES; A.SHEIHAM.

Depto. de Odontologia Social, Fac. de Odont. de Piracicaba - Brasil; Dept. Epidemiology and PublicHealth , University College London - UK.

A prevalência de fluorose dentária tem aumentado. Considerações têm sido feitas relacionando este aumento com o aumento do uso do flúor através de várias fontes. Os objetivos deste estudo foram avaliar se bochechos com flúor ou bochechos com fúdor mais gel fluoretado oferecem proteção adicional a molares e determinar a prevalência de fluorose nestas crianças, que utilizam dentifrício fluoretado e consomem água fluoretada. Este estudo de coorte retrospectivo utillizou a técnica de amostragem multi-estágio para selecionar 3 grupos de 220 escolares de 8 anos. O Grupo 1 utilizou bochechos fluoretados semanalmente (NaF 0.05%), o Grupo 2 utilizou gel fluoretado a cada 3 meses (APF 1.23%) mais o bochecho semanal. O Grupo Controle não utilizou programas preventivos. Todos participantes dos Grupos 1 e 2 receberam os programas por pelo menos 2 anos. Foram utilizados os critérios da OMS para codificar o DMFS dos primeiros molares e fluorose. Os grupos eram similares em relação ao nível sócio-econômico, sexo, consumo de açúcar e frequência de escovação. A porcentagem de crianças livres de cárie nos Grupos Controle, 1 e 2 foi 55%, 65% e 65.5% respectivamente (p=0.04). A diferença significativa foi devido às diferenças entre os Grupos 1 e 2 em relação ao Controle, mas não entre os Grupos 1 e 2 (p=0.92). No geral a prevalência de fluorose foi 40% com 271 crianças classificadas como tendo algum grau definitivo de fluorose. A maioria estava relacionada com fluorose muito leve (73%). Nenhuma criança teve fluorose severa. Nenhuma diferença estatística na prevalência de fluorose foi encontrada entre os grupos (p=0.92). Não houve diferença estatística significante entre os grupos em relação aos níveis de fluorose dental o qual foi alto para todos grupos e nem no DMFS de primeiros molares entre os Grupos 1 e 2. Os resultados sugerem prudência no uso de fontes de flúor por crianças, para minimizar o risco de fluorose, principalmente numa população que vive em área de água fluoretada.

Apoio Financeiro CNPq (201486-95 4)

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Avaliação microbiológica da efetividade do corante vermelho-ácido                          a 1% na identificação da dentina cariada

S.L. Henz*; A. Volkweis; P. Weidnants; P. Lacerda;  M. Maltz.

Durante o preparo cavitário buscamos a remoção da dentina infectada. O critério utilizado na identificação da dentina que deve ser removida  é geralmente o critério clínico de dureza, que é um método empírico. A fim de proporcionar métodos mais objetivos, corantes têm sido propostos para identificar a dentina infectada que deve ser removida. O presente estudo avaliou a especificidade do corante vermelho ácido a 1% em propileno-glicol na identificação da dentina infectada in vivo através de análises microbiológicas. Preparou-se 80 cavidades com isolamento absoluto. Foram obtidas amostras de dentina antes da remoção do tecido cariado (dentina inicial) e de dentina corada e não corada da parede pulpar da cavidade, após a remoção da dentina cariada pelo critério clínico de dureza e aplicação do corante vermelho-ácido a 1%. Avaliou-se a quantidade de bactérias anaeróbicas, aeróbicas, estreptococos do grupo mutans e lactobacilos. Observou-se que a dentina inicial  possuía uma maior quantidade de bactérias do que a dentina remanescente após o término do preparo cavitário.

Não houve diferenças nos níveis bacterianos da dentina corada e não corada. O corante não foi eficaz na identificação da dentina infectada, podendo levar a um desgaste excessivo da estrutura dental e aumentar o risco de exposição pulpar em cáries profundas.

 

  Apoio financeiro: CNPq - Processo 52139/95-1.

 

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Desinfecção in vitro de túbulos dentinários por soluções de clorexidina

C.H.F.PEREIRA DA SILVA*; K.C.LIMA; J.F.SIQUEIRA JR.; M.UZEDA

Laboratório de Microbiologia Oral, Instituto de Microbiologia da UFRJ-RJ

A invasão bacteriana dos túbulos dentinários pode ocorrer em infecções endodônticas, cárie e doença periodontal. Esta característica pode representar uma das causas de insucessos nos tratamentos antinfecciosos na clínica odontológica. Alguns estudos têm sugerido o uso de agentes antimicrobianos como coadjuvantes do tratamento mecânico, visando a eliminação da infecção intratubular. Diante do exposto, foi proposta a avaliação da descontaminação dos túbulos dentinários, infectados previamente com Streptococcus sanguis, utilizando 3 diferentes soluções de clorexidina. Para tanto, as raízes de 20 incisivos bovinos foram seccionadas, dando origem a 60 cilindros de dentina bovina. Os mesmos foram divididos em 4 grupos e infectados com uma cepa padrão de Streptococcus sanguis ATCC 10586 durante 28 dias e posteriormente submetidos a soluções de clorexidina a 0,12%, 0,2% , 2% e a solução salina como grupo controle .Cada uma das soluções foi testada banhando os cilindros por 5 minutos, 1 dia e 1 semana. Após o tratamento com o antimicrobiano, cada cilindro foi lavado duas vezes com solução salina estéril e depois inseridos em caldo tioglicolato e incubados por 1 mês. A presença de turvação no meio de cultura foi indicativo da ineficiência na descontaminação do cilindro. Os resultados mostraram que todas as soluções foram capazes de descontaminar 100% dos cilindros de dentina após 1 dia de exposição a solução.

Em vista do exposto, sugere-se que a utilização da clorexidina na descontaminação dos túbulos dentinários, possa ocorrer, desde que o tecido permaneça em contato com o antimicrobiano pelo tempo mínimo de 1 dia.

 

Apoio financeiro da CAPES e CNPq.                                                                                                  

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Vernizes fluoretados: influência na contagem de microrganismos da saliva

e da placa dental

A.M.R.GUIMARÃES*; M.R.L SIMIONATO; J.R.M. BASTOS  - Departamento de Prática de Saúde Pública, Fac. de Saúde Pública-USP/SP

Em meados da década de 60 surgiram os vernizes fluoretados que além de prevenir a ocorrência de cárie dental também retardam o seu avanço. Este trabalho foi realizado em 64 escolares de 7 a 10 anos, com objetivo de avaliar se uma única aplicação de verniz contendo NaF à 5% influe na contagem de microrganismos (Streptococcus spp.e Streptococcus mutans) da saliva e da placa dental. Foram testados quatro vernizes fluoretados: Duraphat Woelm, de procedência alemã, Duraphat, Duraflur e Fluorniz, de procedência nacional. As amostras de saliva e placa dental foram coletadas antes da aplicação do verniz e após dois e sete dias. Os resultados obtidos indicaram, ao nível de 5% de significância que: 1) o verniz fluoretado que induziu maior redução nas contagens de Streptococcus spp.da saliva após dois dias foi o Fluorniz em 68,75% dos indivíduos; após sete dias foi o Duraphat, em 50% dos indivíduos; 2) observou-se aumento estatisticamente significante nas contagens de Streptococcus spp.da placa dental após dois dias em 54,69% dos indivíduos, e redução das contagens após sete dias em 57,81% dos indivíduos;   3) todos os vernizes determinaram redução das contagens de Streptococcus mutans  da saliva em 60,94% dos indivíduos após dois dias, embora na placa dental as contagens não tenham sido afetadas.

De modo geral, para todos os vernizes, houve uma redução nas contagens de Streptococcus spp. e Streptococcus mutans da saliva, após dois dias da aplicação; o mesmo não foi observado após sete dias.

 

Este estudo foi financiado pela FAPESP (91/5064-6).

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Aderência de S. mutans à película tratada com agentes químicos

R. BRUGUGNOLI*; C.I YAMAGUCHI; S. CAI.

Departamento de Microbiologia- Instituto de Ciências Biomédicas da USP-SP.

O objetivo do estudo foi verificar “in vitro”, através do recurso da boca artificial, se aplicações de clorexidina, triclosam ou fluoreto de sódio, à película adquirida, interferem na colonização de S. mutans à superfície dental, na ausência ou presença de sacarose. O modelo adotado para a montagem da boca artificial foi baseado em Sorvari et al, Scan. J. Dent. Res., 102:206-9,1994. Corpos de prova, constituídos de fragmentos de esmalte, foram submersos, durante uma hora, em saliva total esterilizada para permitir a formação da película adquirida. Os ensaios foram realizados empregando-se a cepa de S. mutans ATCC 25175. Aplicações tópicas, dos diferentes agentes, com duração de um minuto, foram realizadas nos fragmentos, e a seguir, tanto os fragmentos experimentais como os controles foram mergulhados em água destilada esterilizada durante um minuto. Os ensaios para avaliação da aderência e da formação de placa tiveram duração de 10 e 48 horas, respectivamente. A avaliação dos resultados foi feita através de coloração da placa com eritrosina. Os resultados da aderência bacteriana revelaram que não houve diferença significante entre a quantidade de placa nos corpos de prova tratados com os agentes químicos e os controles. No entanto, a quantidade de placa formada após 48 horas, na presença de sacarose, foi significantemente menor nos fragmentos tratados com as substâncias químicas.

Portanto, a aderência de S. mutans à superfície dental não foi alterada após o tratamento da película com os agentes químicos. Porém, estas substâncias, em concentrações utilizadas comercialmente, interferiram na formação da placa dental.

 

Apoio financeiro Fapesp -Processo 95/5029-7

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Sensibilidade de microrganismos da cavidade bucal à anti-sépticos: avaliação “in vitro”

S. L. CASTRO*; M. A S. MARDEGAN; M. F. C. L. BANDEIRA; U. F. FONTANA

Depto de Odontologia Restauradora, Faculdade de Odontologia de Araraquara – UNESP

A importante função dos anti-sépticos usados na complementação da higiene e terapia das infecções bucais, levou os autores a avaliarem “in vitro” a atividade antibacteriana de quatro soluções indicadas para bochecho, Cepacol, Listerine, Periogard,  Amosan e grupo controle com etanol 70 %. Analisaram a ação inibitória em amostras de cultura de coleção de Escherichia coli, Pseudomonas aeruginosa, Streptococcus sobrinus, Streptococcus mutans, Staphylococcus aureus e Lactobacillus casei, através do método de difusão em agar utilizando discos de papel. As amostras dessas culturas foram ativadas em Brain Heart Infusion agar DIFCO, ressuspendidas em tampão fosfato de sódio (pH 7,2). Em seguida foram semeadas alíquotas de 0,1 mL das suspensões bacterianas e espalhadas em placas de Petri contendo 20ml de Mueller Hinton Medium DIFCO. Foram aplicados sobre o meio, discos de papel embebidos em 10µL das soluções usadas com cinco réplicas inseridas equidistantemente em cada placa e incubadas 35-37ºC por 48 h em atmosfera de microaerofilia (Streptococcus mutans, Streptococcus sobrinus e Lactobacillus casei) e as demais em aerobiose. A leitura dos halos de inibição em milímetros para cada solução testada frente aos vários microrganismos avaliados mostra “in vitro” diferentes atividades de inibição das soluções.

Em vista dos resultados obtidos os autores concluíram que as soluções Amosan e Periogard apresentaram maior efeito inibitório no crescimento bacteriano, ficando o Cepacol com atividade intermediária.

 

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Avaliação do fluxo salivar em pacientes geriátricos

G.S.BAENA*; E.G.BIRMAN; N.N.SUGAYA

Departamento de Estomatologia, FOUSP – SP

A queixa de “boca seca” é frequente em pacientes acima dos 50 anos. Para melhor avaliar esse sintoma realizamos estudo longitudinal investigando o fluxo salivar destes pacientes. Consituímos um grupo de 12 pacientes com queixa de boca seca (11 mulheres, um homem,  média de 62,4 anos), e um grupo controle de mesma faixa etária, composto por 8 pacientes, sem queixa de boca seca (quatro mulheres, quatro homens, média de 66,2 anos). Obteve-se de cada paciente, três coletas de saliva total não estimulada (STNE), por dez minutos, em diferentes dias, seguidas da coleta de saliva total estimulada (STE) com solução aquosa de ácido cítrico a 2%, aplicada com swab nas bordas linguais a cada minuto, durante 5 minutos. Os resultados apontaram fluxo salivar médio de 0,33ml/min de STNE para o grupo com boca seca  e 0,38ml/min para o grupo controle. A análise estatística revelou diferença significativa entre o fluxo salivar não estimulado de pacientes com queixa e sem queixa ao nível de 5%, e resultado não significante quando considerados os resultados de saliva estimulada (Mann-Whitney). O mesmo teste mostrou-se significante ao nível de 5% quando comparados os resultados de STNE, e significante a 1% para STE, entre pacientes sob medicação sistêmica e pacientes sem medicação.

Concluímos que o fluxo salivar de pacientes com queixa de boca seca foi menor que o de pacientes, de mesma faixa etária, sem queixa, e que a medicação de uso sistêmico, especialmente antihipertensivos, constituiu o fator modificador mais importante da produção salivar, dentre as variáveis observadas em nossa amostra.

 

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“Efeitos do álcool etílico no desenvolvimento dos incisivos de ratos”.

S.A. TOMAZEZA*; M.A.C. SALGADO; V.E. ARÄNA-CHAVEZ

Departamento de Morfologia, Fac. de Odontologia de São José dos Campos-UNESP

O álcool etílico, quando administrado durante o período gestacional, pode causar alterações do desenvolvimento fetal pelo retardo da diferenciação e/ou proliferação celular, causando anomalias como, defeitos cardio-vasculares, desenvolvimento cerebral anormal, anomalias crânio-faciais, dentre elas, hipoplasia do filtro labial e mesmo anomalias dentárias como dentes pequenos ou hipoplasia do esmalte. O objetivo desta pesquisa é analisar os efeitos que o álcool pode trazer ao germe dentário em formação. Para isto foram aplicadas duas doses de 0,015 ml de álcool etílico por grama de peso corpóreo no 7º dia de gestação de ratas prenhas. Os resultados da observação macroscópica referem-se à comparação quanto ao comprimento crânio-caudal e peso dos filhotes de ratas tratadas e controles no 1º, 6º e 10º dias de vida; período eruptivo dos incisivos superiores e inferiores e as medidas pós-eruptivas cérvico-incisais. Para análise em microscopia eletrônica de cortes ultra finos foram observados os germes dos incisivos superiores dos filhotes no 1º dia de vida, para comparação dos odontoblastos e dentina em formação. Para análise em microscopia óptica, foram sacrificados filhotes ao 14º dia de gestação e ao 1º dia de vida para observação dos germes dos incisivos, pela técnica histológica de uso rotineiro da Disciplina de Histologia (H-E).

Os resultados evidenciaram um aparente retardo do desenvolvimento e crescimento corporal e do processo eruptivo, manifestando-se em alguns animais num determinado intervalo de tempo. A análise microscópica mostrou semelhança entre os grupos controles e tratados.

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Inibição da erupção dentária pelo óxido nítrico em ratos

A. C. PEREZ*; M. G. VILELA-GOULART; W. P. BASTOS RAMOS

Departamento de Ciências Fisiológicas UNESP FOCSJC

Análogos da L-arginina como L-NG-nitro-arginina metil éster (L-NAME) inibem a síntese de óxido nítrico de uma maneira dose-dependente e estereoespecífica.

Como o NO tem um papel regulador importante no sistema cardiovascular e é responsável pela manutenção do tono vascular, decidimos estudar os efeitos da inibição crônica do NO sobre a erupção dentária e gestação de ratas.

Vinte ratas fêmeas (150-200 g) receberam L-NAME (20 mg/Kg/dia) dissolvido na água de beber por 7 semanas antes do acasalamento e 3 semanas durante a gestação. O grupo controle recebeu água pura. Ambos os grupos foram divididos em um grupo que sofreu cesariana e outro parto normal.

O número de filhotes do grupo tratado com L-NAME foi significantemente menor do que o controle (92%). O grupo tratado também teve alta incidência de reabsorção fetal além de apresentar um útero com aspecto fibroso. A erupção dentária dos filhotes de mães tratadas foi retardado em 24%.

Fica evidente o envolvimento do NO na regulação do fluxo sanguíneo de alguns locais importantes como pulpa dentária e placenta interferindo com a formação de novos tecidos como osso e feto.

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Eficiência dos anti-sépticos sobre microrganismos da cavidade bucal: estudo “in vivo”

M.F.C.L.BANDEIRA*; M. A S. MARDEGAN; S. L. CASTRO; U. F. FONTANA

Depto de Odontologia Restauradora, Faculdade de Odontologia de Araraquara-UNESP.

Considerando que não existe um método totalmente eficaz para impedir o aparecimento da placa bacteriana, seria interessante associar aos procedimentos mecânicos também métodos químicos aumentando as possibilidades de desorganizá-la tão logo quanto possível. Assim, os autores analisaram o efeito antibacteriano de quatro soluções anti-sépticas utilizadas na clínica odontológica: Cepacol, Listerine, Periogard e Amosan, através da contagem do número de colônias de bactérias presentes na saliva. Foram colhidas amostras salivares (10mL) de doze pacientes antes e após o bochecho com os anti-sépticos. Estas amostras eram deixadas por 30 minutos em estufa bacteriológica. Em seguida, foram preparadas diluições decimais até o sexto/tubo em solução tampão fosfato (pH 7,2) e semeadas alíquotas de 0,1 mL em ágar sangue com base de Tryptic soy agar- DIFCO enriquecido com 5% de sangue desfibrinado de carneiro. As placas foram incubadas em microaerofilia (jarra com vela 35-37ºC), sendo realizada a leitura e contagem das colônias após 48 h. Os resultados da ação de antissépticos no número total de microrganismos da cavidade bucal mostraram a eficácia das soluções testadas, que apresentam melhor padrão de sensibilidade e semelhante para os produtos Listerine, Periorgard e Amosan.

Em vista dos resultados os autores sugerem que a utilização das soluções anti-sépticas reduzem efetivamente o número de microrganismos na saliva, sendo portanto, importante sua aplicação no controle da formação da placa bacteriana.

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Estudo morfológico e estereológico da glândula submandibular de rato durante o ciclo circadiano

T.M.CESTARI*; G.F.ASSIS; R.M.HASSUNUMA; A.C.M.STIPP; R.TAGA. Depto. de Morfologia, Fac. de Odont. de Bauru USP-SP

A glândula submandibular sofre alterações ponderais durante o ciclo circadiano. Com o objetivo de verificar essa variação em termos de volume de seus diferentes compartimentos, foram coletadas glândulas submandibulares de ratos albinos Wistar em intervalos de 4 horas durante as 24 horas de um dia de inverno. A análise dos resultados mostrou que as alterações mais significativas ocorreram no período entre 24 e 4 horas. Às 24 horas foi aferida a maior massa glandular e as estruturas parenquimatosas apareceram mais evidentes. Às 4 horas foi verificado a menor massa glandular, os ácinos e ductos granulosos encontravam-se reduzidos à pequenas estruturas e o estroma mais expressivo. Das 24 para 4 horas da manhã, período de maior atividade alimentar do animal, verificou-se: a) uma redução significante (P<0,01) de 37% da massa glandular; b) uma diminuição significante (P<0,01) do volume absoluto dos compartimentos acinar (73%) e dos ductos granulosos (44%) e c) um aumento significativo (P<0,01) do volume compartimental do estroma (165%). O aumento do volume do estroma é provavelmente devido ao aumento da transudação.

Concluímos que durante o ciclo circadiano, no inverno, a massa da glândula submandibular sofre uma grande redução entre 24 e 4 horas, provocada principalmente pela diminuição do volume dos ácinos e ductos granulosos. Após esse período, as células do parênquima recuperam-se lentamente.

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Estudo de parâmetros salivares em crianças asmáticas usuárias de antiinflamatórios

A.     MEDEIROS JÚNIOR*; M.S.C.F. ALVES; V. M. DANTAS; CMOS/UFRN.Natal-RN.

Foram estudados longitudinalmente por um período de 210 dias os parâmetros salivares pH, capacidade tampão, fluxo e percentual de cálcio em crianças usando antiinflamatórios inalatórios dos tipos dipropionato de beclometasona (DPB) e o cromoglicato dissódico (CGD). O grupo experimental foi constituído por 14 crianças asmáticas, com idade entre 7-13 anos e, o grupo controle por 35 crianças saudáveis pareadas por idade e sexo. No grupo experimental os parâmetros salivares foram monitorados a cada 30 dias. De início, 7 crianças usaram o DPB por 90 dias, as outras 7, usaram o CGD por igual período. A seguir, os medicamentos foram suspensos por 30 dias.Após esse intervalo, ocorreu a inversão dos medicamentos por 90 dias. A comparação entre os grupos experimental e controle, realizou-se aos 30 dias iniciais de uso dos medicamentos. Para a análise dos dados, utilizou-se testes T pareados para amostras dependentes com vistas a comparar longitudinalmente os efeitos das medicações na saliva do grupo experimental; e o teste T para amostras independentes para verificar se o uso das medicações por 30 dias, afetaria as variáveis estudadas no grupo experimental em relação aos valores encontrados no grupo controle.

Pode-se concluir que não ocorreram diferenças significativas no pH e na capacidade tampão da saliva quando usou-se o DPB e CGD. O fluxo salivar apresentou-se significativamente diminuído aos 90 dias de uso do DPB e o percentual do cálcio salivar mostrou-se significativamente menor aos 30 dias de uso do CGD em relação ao mesmo tempo de uso do DPB. Não ocorreram diferenças estatisticamente significativas entre os grupos controle e experimental.

 

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Efeito do PMSF na Incorporação de Flúor e Remineralização do Esmalte Dental

P.E.C. PERES*; J.A. CURY; J.FU, D.T.ZERO

FOP-UNICAMP, Brasil / Eastman Dental Center,USA.

Fenilmetilsulfonilflúor (PMSF) é um inibidor de proteases que por liberar íon flúor pode ter efeitos indiretos em enzimas, na formação de película e no esmalte dental. Com o objetivo de estudar o efeito do PMSF na remineralização do esmalte pela ação da saliva, 49 blocos polidos de esmalte bovino (4x4mm) foram utilizados. Determinou-se a dureza superficial do esmalte(DSE). A seguir, os blocos foram submetidos à uma solução desmineralizante(SD), para provocar lesão superficial de cárie. A DSE foi novamente determinada, sendo os blocos divididos  em 5 grupos e submetidos aos seguintes tratamentos: I= Saliva Humana Estimulada (SHE); II=SHE contendo PMSF a 10,0 mM; III=SHE contendo PMSF a 50,0 mM; IV=SHE contendo PMSF a 100,0 mM e V=SHE contendo 1,0 ppm F. Os blocos foram  submetidos à ciclagens de pH (12 dias), permanecendo 22h nas soluções tratamento (Grupos I a V) e 2h na SD. A saliva foi trocada 2x/dia e a SD após o 6o dia. A DSE (Knoop) foi novamente determinada. Flúor incorporado no esmalte (FIE) foi determinado, removendo-se 05 camadas de esmalte com HCL 0,5 M .A liberação do íon flúor do PMSF (100µM) pela ação da saliva foi determinada. Para as análises de microdureza, utilizou-se o Microdurômetro SHIMADZU HMV-2000 e para as análises de flúor utilizou-se eletrodo específico Orion 96-09.Os resultados mostraram que o PMSF liberou íon  flúor e, em 10min/37°C, a concentração na saliva aumentou de 0,078 para 1,732 ppm F. Calculou-se a % média de recuperação da DSE, sendo os resultados  para os grupos de I a V, respectivamente: 10,7+1,97A; 30,8+2,90B; 43,5+5,07B,C; 54,5+6,59C; e 43,2+5,82B,C. Os resultados (ppm F) de FIE na 1a camada foram: 2544,8+203,7A; 6281,0+429,9B; 13732,7+1372,8C; 13719,0+1552,1C e 11650,3+1394,2C, médias seguidas de letras distintas diferem estatísticamente(P<0,05).

Concluiu-se que o PMSF libera íon flúor quando em contato com a saliva, o qual não só remineraliza e se incorpora ao esmalte, como poderá ter efeitos indiretos em outras pesquisas onde o PMSF é usado como inibidor de enzimas proteolíticas.

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Desenvolvimento do germe dental em Calomys callosus

M.I.C. MORENO; M.L.H.MACEDO; P. DECHICHI*

Departamento de Morfologia, Universidade Federal de Uberlândia-MG

A proposta deste trabalho foi descrever morfologicamente a gênese do 10 molar superior de Calomys callosus no período compreendido entre o 110 e 200 dia do desenvolvimento intra uterino e compará-la à odontogênese de outros roedores. Foram coletados 30 fetos, sendo 3 para cada dia de gestação estudado. Os animais foram decapitados e as cabeças fixadas“in totum” em AFA (etanol 95%, formalina, ácido acético glacial e água destilada, na proporção de 3:1:1:5, em volume). Após desidratação em concentrações crescentes de álcool etílico, o material foi processado para inclusão em resina hidrossolúvel. Cortes frontais semi seriados com 2mm de espessura, foram corados com azul de toluidina e analisados ao microscópio de luz. No 110 dia do desenvolvimento não se observou indício de odontogênese. Aos 12 dias observou-se o surgimento da banda epitelial primária. Aos 13 a formação da lâmina dentária e o início da fase em botão, que se definiu aos 14 dias. Aos 15 dias iniciou-se a formação da fase em capuz definida aos 16 dias. Aos 17, 18 e 19 dias observou-se a progressiva diferenciação da fase em campânula. Aos 20 dias observou-se o início da formação da fase em coroa.

Os resultados obtidos indicam que a odontogênese no C. Callosus, até o início da fase em coroa, é semelhante à de outros roedores utilizados em laboratório, o que coloca esta espécie como mais um modelo biológico para estudos nesta área.

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“Variações na análise numérica de SDS-PAGE de proteínas

intra-celulares de leveduras orais.”

J.F. HÖFLING*; S.L.A. ROCHELLE; E.A.R. ROSA; D.M.P. SPOLIDORIO; D. MOREIRA. Laboratório de Microbiologia e Imunologia, FOP-UNICAMP, S.P, Brasil.

A afinidade filogenética entre  12 amostras de Candida oral, foi determinada através da análise do perfil eletroforético de proteínas intracelulares por SDS-PAGE, usando-se diferentes meios de cultura para o cultivo das células leveduriformes. Os dendogramas foram feitos baseados no coeficiente Simple Matching (SM) e no método de agrupamento (UPGMA). As amostras investigadas representaram leveduras do gênero Candida, espécies albicans, tropicalis, guilliermondii, parapsilosis and krusei, todas isoladas da cavidade oral de indivíduos normais. Os dados obtidos dos dendogramas, demonstraram uma diferença significativa no grau de afinidade filogenética entre as espécies sugerindo que composições nutricionais diversas (presentes nos meios de cultura), levam a expressão de diferentes proteínas derivadas de processos metabólicos alternativos, os quais são expressos no perfil eletroforético. A construção de dendogramas, baseados em dados dessa natureza, deve ter alguma implicação na classificação e identificação de tais espécies com propósito taxonômico.

A análise do perfil eletroforético de proteínas intracelulares, associada à análise numérica computadorizada, é entretanto, um importante recurso nos estudos com ênfase em sistemática.

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Estudo da participação das glândulas salivares na produção

do óxido nítrico presente na saliva.

F.B. LIMA1; P.E.P. LEITE2*; E.A. DEL BEL3; E.S.; OLIVEIRA1. 1Depto.Biologia FFCLRP - USP; 2Depto. Histologia

e Embriologia ICB - USP; 3Depto. Fisiologia FORP - USP.

O óxido nítrico (NO) é um gás enzimaticamente derivado da L-arginina através da ação da óxido nítrico sintase (NOS) e encontra-se em concentrações consideráveis na saliva. Estudos anteriores de nosso grupo demonstraram que as glândulas salivares submandibulares (GSM) de camundongos podem ser um importante sítio de síntese desse NO. Presentemente nosso objetivo foi o de estudar o envolvimento de outras glândulas salivares com a produção do NO de camundongo. Para tanto foi utilizado o método histoquímico de marcação da NADPH-diaforase, visto que esta enzima se encontra colocalizada com a NOS. Utilizamos 6 camundongas adultas que foram anestesiadas com sódio pentobarbital para dissecção das glândulas salivares. Estas foram fixadas em formaldeido 4% e crioprotegidas. As lâminas foram montadas, pós-fixadas em formaldeído 4% em PB e lavadas, sendo incubadas em PB contendo 0,1% b-NADPH-d; 0,01% Nitro Blue Tetrazolium e 0,3% Triton X-100, por ml., à 37oC por 30-60 minutos, no escuro. Foram confirmados os resultados de detecção de dois diferentes padrões de uma marcação intensa para a NADPH-d nas células dos ductos estriados das GSM, sendo um basal e um apical. O mesmo não foi encontrado nas glândulas salivares sublinguais (GSL), havendo apenas uma marcação uniforme e menos intensa. A marcação para a NADPH-d, assim como outros aspectos da GSM, apresentou ainda um dimorfismo sexual. Observou-se também reação positiva no estroma, fibras nervosas e vasos das GSM.

Os resultados sugerem uma atuação do NO presente na saliva, podendo este fazer parte de um mecanismo de defesa não específica da cavidade oral.

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Variação do ângulo de curvatura de canais simulados, quando do uso de diferentes limas pré-curvadas ou não

S.M.S.LAMARÃO.Departamento de Dentística da Faculdade de Odontologia da USP-SP.

  O preparo químico-cirúrgico é o responsável pela forma e limpeza do canal radicular, características indispensáveis à correta obturação do mesmo. Este trabalho buscou avaliar, após o preparo químico-cirúrgico, a modificação de ângulo de curvatura de canais radiculares simulados, confeccionados em blocos de resina epóxica com curvaturas de 35 graus, instrumentados acorde técnica seriada de Paiva;Antoniazzi usando-se limas tipo K e Flexofile pré-curvadas e retas e limas Nitiflex. Os resultados mostraram que menor alteração da curvatura foi provocada pela lima Flexofile pré-curvada, seguida da lima Nitiflex e da tipo K pré-curvada. Os canais instrumentados com lima tipo K e Flexofile retas mostraram as maiores deformações angulares.

A pré-curvatura influencia na deformação dos canais, uma vez que houve diferenças estatísticas significantes entre os valores obtidos pelas limas Flexofile e tipo K pré-curvada ou não.

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Avaliação em MEV da eficácia de três técnicas de irrigação endodôntica

M.F.Z. SCELZA*; J.H. ANTONIAZZI; P. SCELZA Pós-Graduação. em Endodontia FOUSP / UFF-Niterói - Fone/Fax (011) 818-7843.

Avaliou-se comparativamente a remoção de magma dentinário por meio de três técnicas de irrigação. Foi realizado em 30 dentes unirradiculares o PQC (preparo químico cirúrgico) pela técnica telescópica com hipoclorito de sódio a 1%. A seguir, foram divididos aleatoriamente em 3 grupos para irrigação-aspiração final da seguinte forma: GI 10 ml de hipoclorito de sódio a 1% + 10 ml de ácido cítrico (10%) + 10 ml de água destilada; GII 15 ml de hipoclorito de sódio 0,5% + 15 ml de EDTAT; e, GIII 10 ml de hipoclorito de sódio 5% + 10 ml de água oxigenada a 10 v. + 10 ml de hipoclorito de sódio 5%. As amostras foram analisadas em MEV com aumento de 350x, dividindo as raízes em terços. Documentou-se em fotomicrografias com área de leitura de 7,2 X 7,2 cm. Para a avaliação confeccionou-se uma grade com 64 quadrados de 9mm de lado, sendo selecionados 16 destes para leitura dos túbulos dentinários cuja abertura fosse visível.

Os autores concluíram que no terço médio o GII mostrou-se estatisticamente superior aos demais grupos e o GI em relação ao GIII (teste de Kruskal-Wallis a=0,05). Para os terços cervical e apical, os resultados apontaram os GI e GII estatisticamente superiores ao GIII

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Simplificação do método de diafanizar dentes

R.A. LIMA*; A.C. BOMBANA.

(FCBS - IMES - São Bernardo do Campo - S.P. - Brasil). 

O objetivo deste trabalho foi apresentar um método de diafanização de dentes, através de um processo relativamente simples, e que não necessita de complexas aparelhagens, utilizando uma resina de poliéster corada para a visualização da anatomia dos canais radiculares. Imediatamente após a exodontia, os dentes destinados à diafanização foram limpos externamente por raspagem e escovação, e mergulhados em solução de hipoclorito de sódio a 0,5% por 12 horas. Em seguida, foram conservados em frascos com soro fisiológico e na geladeira. Posteriormente foi executado em cada espécime a cirurgia de acesso à câmara pulpar e uma nova imersão em solução de hipoclorito de sódio a 0,5% por 12 horas. Os dentes foram lavados em água corrente por 4 horas, e conservados em soro fisiológico e na geladeira. Uma resina de poliéster corada e diluída em monômero de estireno foi injetada à vácuo no interior dos canais radiculares. Os dentes foram então, imersos em solução de ácido clorídrico 5% v/v por 5 dias, com trocas a cada 24 horas. Concluída a descalcificação, foram lavados em água corrente por 24 horas, e secos à temperatura ambiente. Findos esses procedimentos, foram desidratados em uma bateria de álcoois em escala ascendente, permanecendo em álcool 70% e 80% por um período de 6 horas em cada banho, e 24 horas em álcool absoluto, com trocas a cada 6 horas. Para completar-se a diafanização, foram imersos em salicilato de metila. Os dentes apresentaram uma ótima transparência, e a resina evidenciou com clareza a anatomia dos canais radiculares.

Os autores concluíram que esse método de diafanização é de simples execução, atingindo todas as expectativas quanto à qualidade de transparência e definição da anatomia interna pulpar.

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Análise comparativa de ductilidade de instrumentos endodônticos de diferentes tipos

S.K. KAMEI*; M. SANTOS.

Disciplina de endodontia, Faculdade de Odontologia IMS - SBC - SP.

Durante a fase de instrumentação de canais radiculares curvos, é indiscutível a importância de se manter o mais possível a forma original do conduto. As propriedades mecânicas dos instrumentos endodônticos pode interferir no seu comportamento clínico, principalmente o trabalho nestes canais curvos. A maior adaptabilidade do instrumento à anatomia do canal é condicionada, dentre outros fatores, à sua ductilidade. Assim instrumentos mais dúcteis exerceriam menos esforços não controlado nas paredes dos canais, permitindo uma instrumentação mais suave. O objetivo deste estudo foi avaliar, por meio de ensaio de dobramento, a ductilidade de limas endodônticas tipo K e Flexofile de números 15, 25 e 30. O resultados mostraram ângulo alfa a médio para limas tipo K número 15=30,33; número 25=36,53; número 30=38,97. Para as limas Flexofile o valor médio de a foi, para limas número      15= 31,08; 25=36,20 e 30=38,82. Não houve diferenças estatísticas significantes entre as limas K e Flexofile, de mesmo número.

Conclui-se que não existem variações na ductilidade, entre as limas K e Flexofile do mesmo número.

                                                                                                                                                                                          

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Análise do selamento de alguns materiais no preenchimento de perfurações de furca

E.S. PÁTTARO*; G. GAVINI

Dep. de Dentística, Endodontia, Faculdade de Odontologia da USP – SP

Mesmo com a evolução do tratamento endodôntico, as perfurações decorrentes de iatrogenias, cáries ou reabsorções idiopáticas, ainda permanecem como grande causa de insucesso, tornando muitas vezes o prognóstico do tratamento duvidoso. Ainda não há consenso entre os pesquisadores, quanto ao material mais eficiente para o selamento de perfurações. Para tanto, foram selecionados 60 dentes molares inferiores recém-extraídos, nos quais foram realizadas perfurações na região de furca e divididos em 4 grupos, de acordo com o material a ser utilizado no preenchimento da comunicação, a saber: ionômero de vidro dual, resina composta fotopolimerizável, amálgama adesivo e amálgama tendo como forramento Cavit. Em seguida os dentes foram imersos em solução corante e cortados longitudinalmente na área da perfuração para a mensuração em milímetros da penetração linear do corante na interface dente/material restaurador, bem como para avaliar a presença de extrusão do material.

Verificou-se que dentre estes 4 materiais, o ionômero de vidro apresentou a melhor capacidade de selamento, tendo uma média de penetração do corante na extensão da perfuração de 33,49%, e o amálgama associado ao Cavit como o pior material com o valor de 91,57%. Verificou-se também, o maior número de extrusões no grupo do ionômero ( 9 espécimes ), e o maior número de obturações no limite no grupo da resina composta ( 7 espécimes ).

 

Apoio financeiro  FAPESP - Processo 96/0034-5

 

142

Avaliação das retrobturações com variação dos equipamentos de preparo e materiais de preenchimento

M.R.L. NUNES*; H.F. PESCE. - Disciplina de Endodontia da FOUSP. Fone (012) 272-3374.

Através da permeabilidade marginal, avaliou-se diferentes técnicas de preparo e cimentos utilizados em retrobturações endodonticas. Após preparo e obturação de 30 dentes unirradiculares pela técnica de Paiva e Antoniazzi, os ápices foram cortados a 4 mm perpendicularmente ao longo eixo. Os espécimes foram divididos aleatoriamente em 3 grupos para o preparo da caixa apical: GI - micro-motor (Kavo especial para retro cirurgia); GII - ultra-som (Gnatus); e, GIII - associação micro-motor e ultra-som. A retrobturação foi realizada com cimentos Sealer 26 e N-Rickert ( 5 de cada grupo). Os dentes foram imersos em Azul de Metileno 0,5%, pH 7,2 por 48H a 370 C. As raízes foram fraturadas no sentido longitudinal (MD) e feita a leitura da maior penetração em lupa estereoscópica (Olympus SZ-PT 15x).

Os resultados mostraram que apenas para o micro-motor x ultra-som utilizando N-Rickert houve diferença estatisticamente significante.

143

Resposta pulpar de dentes decíduos de cães

ao condicionamento ácido ou ao hidróxido de cálcio

R.A. RIBEIRO*; S.I. MYAKI; N.S. ARAÚJO; M.A. GIOSO. Disc. Odontopediatria e Disc. Patologia Bucal

FOUSP. Disc. Técnica Cirúrgica - FMVZ - USP.

Este estudo avaliou a resposta pulpar de dentes decíduos de cães submetidos à aplicação de ácido fosfórico a 35% ou de hidróxido de cálcio após exposição pulpar. Foram utilizados 3 cães sem raça definida onde, em cada animal, sob anestesia geral, foram confeccionadas 10 cavidades de Classe V. Na porção central do preparo, foi realizada a exposição pulpar com a ponta de uma sonda exploradora com tamanho aproximado de 0,5 mm. A hemostasia foi realizada com bolinha de algodão estéril. Em um grupo (5 dentes em cada animal) o tratamento realizado foi o condicionamento ácido total (esmalte, dentina e polpa exposta) e aplicação do sistema adesivo Scotchbond Multi-Uso Plus (3M), segundo recomendações do fabricante. Nos outros 5 dentes (em cada animal), o ponto de exposição pulpar recebeu a aplicação do cimento de hidróxido de cálcio (Hydro C - Dentsply), antes da aplicação do sistema adesivo. Todos os dentes foram restaurados com a resina composta Z-100 (3M). Nos intervalos de tempo de 7, 30 e 45 dias, os animais foram anestesiados e perfundidos com soro fisiológico, seguido de uma solução de formalina neutra tamponada. As maxilas e mandíbulas foram seccionadas, colocadas em solução desmineralizante, embebidas em parafina e cortadas longitudinalmente para coloração em hematoxilina e eosina e exame ao microscópio de luz.

Os resultados obtidos com os dois tratamentos realizados, mostram a presença e persistência de resposta inflamatória de intensidade variável, nos três tempos experimentais, embasando a conclusão que não houve diferença entre os tratamentos propostos.

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Estudo da composição das ligas metálicas de quatro marcas comerciais de limas NiTi

N.F.CLASEN*; G.GAVINI; C.E.AUN

Departamento de Dentística - Faculdade de Odontologia da USP – SP

As ligas de Níquel - Titânio vêm se apresentando como um novo e eficaz recurso na Odontologia atual. Tais ligas, denominadas inicialmente de “nitalloy”, têm sua aplicação já consagrada na Ortodontia, e na Endodontia constituem a base de novas limas (NiTi). Estes instrumentos tem sido indicados para uso em canais radiculares extremamente curvos, devido `a sua ductilidade e capacidade de realizar curvaturas com pouco ou nenhum desvio do conduto original. Tal flexibilidade é devida, segundo os fabricantes, à presença do elemento Níquel (Ni) em alta concentração. Em vista do exposto, os autores se propuseram a executar análises qualitativa e quantitativa das ligas metálicas de quatro marcas comerciais de limas de níquel- titânio, sendo elas: 1. Mity K-file ( JS Dental MFG- USA); 2. Hyflex X-file (Hygenic - Suécia); 3. Nitiflex (Maillefer - Suécia); e 4. Onyx R-file (Union Broach - USA). O estudo realizou-se através da Microscopia Eletrônica de Varredura, sistema EDS, onde se pôde verificar quais os componentes das ligas metálicas e em qual porcentagem eles se apresentavam. Foi encontrado o elemento Alumínio em baixas concentrações em todas as amostras. As leituras forneceram dados em porcentagem do elemento e em peso atômico.

Concluiu-se que valores oscilaram, em porcentagem do elemento, entre 38.22 e 50.13 (Níquel); 49.75 e 61.68 (Titânio) e 0.09 e 0.12 (Alumínio). Em relação ao peso atômico, as médias variaram entre 34.57 e 45.16 (Níquel); 54.64 e 65.24 (Titânio) e 0.18 e 1.14 (Alumínio).

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Selamento de ápices radiculares retrobturados ou recobertos

com diferentes materiais

A.P.M. GOMES*; J.F. RIBEIRO; S.M. RODE - Depto. de Odontologia Restauradora, Fac. de Odontologia de São José dos Campos – UNESP

O objetivo deste trabalho foi avaliar a capacidade de selamento apical e a adaptação marginal de cinco materiais odontológicos empregados na retrobturação ou recobrimento de ápices radiculares. Foram utilizados 140 dentes unirradiculares humanos extraídos, divididos em 7 grupos de 20. Nos grupos 1, 2, 3 e 4, os dentes receberam apicectomia, preparo cavitário e retrobturação com amálgama de prata sem zinco, sistema adesivo dentinário e resina composta, cimento de ionômero de vidro e compômero. Nos grupos 5, 6 e 7, os dentes receberam apenas apicectomia e recobrimento da superfície radicular seccionada com sistema adesivo dentinário e resina composta, cimento de ionômero de vidro e compômero. Foram utilizados dois espécimes de cada grupo experimental para a avaliação da adaptação marginal em microscopia eletrônica de varredura. Os 126 espécimes restantes foram imersos em corante azul de metileno a 2% durante uma semana a 370C e as infiltrações ocorridas foram avaliadas com auxílio de um estereomicroscópio.

Os resultados mostraram que o cimento de ionômero de vidro apresentou os menores valores de infiltração marginal quando inserido nos preparos cavitários, com diferenças estatisticamente significantes em relação aos outros materiais. Quando empregados no recobrimento apical, o cimento de ionômero de vidro e o compômero foram equivalentes entre si e significativamente melhores que o sistema adesivo dentinário e resina composta. Em microscopia eletrônica de varredura, todos os materiais apresentaram algum desajuste marginal.

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Ação de diferentes curativos de demora sobre leveduras presentes no canal radicular

J. M. RÊGO*; M.C. VALERA;  A. O. C. JORGE

Depto Odontologia Restauradora da Fac. Odont. S.J. Campos/UNESP

Este trabalho avaliou, in vitro, o efeito de diferentes curativos de demora sobre Candida albicans em canais radiculares previamente contaminados. Para isto, foram utilizados 60 dentes unirradiculados humanos, extraídos e com único canal. As coroas dentárias foram removidas e após o preparo biomecânico, as raízes foram autoclavadas, os canais contaminados com C.  albicans e as aberturas de acesso e forame apical selados. Após 48 horas, foi realizado novo preparo e os canais receberam os curativos com: PMCC (2,5:7,5); solução iodo iodetada a 2%; tricresol formalina e pasta Calen (S.S. white - Artigos Dentários Ltda). Dois grupos serviram como controle, sendo que em um deles, os canais foram irrigados com hipoclorito de sódio a 1% e no outro com solução fisiológica. Ambos não receberam medicação intracanal. Os resultados mostraram que dos medicamentos testados, houve redução das leveduras, em ordem crescente, quando do uso da pasta Calen, solução iodo-iodetado 2%, tricresol formalina  e PMCC (2,5:7,5). Quando não se utilizou medicação, os canais que foram irrigados com hipoclorito de sódio 1%, apresentaram 87,5% de diminuição dos microrganismos. De acordo com os resultados obtidos e os dados da  análise estatística, pode-se concluir que ocorreu diminuição de C. albicans, quando da associação do preparo biomecânico com o uso de curativo de demora, sendo o PMCC o mais eficaz (100% de redução).

 

Apoio: FAPESP

147

Elásticos intra-orais: citotoxicidade após diferentes métodos de

esterilização e desinfecção

C.A. QUINTÃO*; L.M. MENEZES; T.C. MOREIRA; M.D. WIGG; O. CHEVITARESE - Disciplina de Ortodontia,

Fac. de Odonto. da UFRJ - Fax: (021) 590-9771

Os elásticos são amplamente utilizados em Ortodontia e variam quanto à composição, forma, diâmetro e cor.  Porém, poucos são os  estudos que avaliam a biocompatibilidade destes materiais. Os autores realizaram o ensaio de citotoxicidade utilizando o teste de difusão em ágar (“overlay test”), empregando a linhagem de células HEp-2, do tipo epitelióide, que tem origem em carcinoma de laringe humana, cultivada em monocamada, utilizando-se o meio mínimo essencial de Eagle (MEM-Eagle) adicionado de 5% de soro fetal bovino, garamicina e fungizona. Para este ensaio, as amostras foram previamente submetidas a dois métodos de esterilização, por autoclavação (30minutos) e imersão em glutaraldeído a 2% (15 horas), e um método de desinfecção, por imersão em álcool etílico a 70% (30 minutos). Foram avaliados 27 elásticos incolores intra-orais, de 3 marcas comerciais.

Os resultados revelaram que os elásticos das marcas Dental Morelli e G&H mostraram-se citotóxicos quando submetidos a autoclavação e imersão em glutaraldeído e álcool etílico. Os da  marca Unitek não apresentaram citotoxicidade em nenhum dos métodos de esterilização e desinfecção empregados, sendo considerados biocompatíveis sob este aspecto.

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Avaliação sob M.E.V. de duas técnicas de instrumentação empregadas no retratamento endodôntico

S.R.FIDEL; R.A.S FIDEL*; L.M. SASSONE; A.S. OTERO  -  FO/UERJ

Na terapia endodôntica atual, observamos com frequência a ocorrência de casos que necessitam de retratamento visto que, por vezes, o tratamento endodôntico não foi capaz de preencher as condições necessárias, resultando em insucesso. Ademais, estudos indicam  que o tratamento convencional é preferido à extração ou ao tratamento cirúrgico e, diante disso, é necessário o esvaziamento, a reinstrumentação e a reobturação do canal radicular. O objetivo do presente estudo foi comparar in vitro duas técnicas de retratamento dos canais radiculares, sob a luz da microscopia eletrônica de varredura. Para análise da limpeza das paredes dos canais radiculares foram  empregados 14 dentes unirradiculares divididos em dois grupos de 7 dentes cada . Para o grupo I, utilizou-se limas tipo Kerr associadas a limas Hedstroen e para o grupo II, limas Flexofile associadas à lima Hedstroen e instrumentação manual para ambos os grupos. A avaliação foi realizada por seis observadores através do estudo das imagens fotográficas dos terços médios e apicais classificando-os de acordo com os escores.

Os resultados foram tratados estatisticamente e pode-se concluir que o grupo II apresentou o melhor grau de limpeza.

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Avaliação da capacidade de selamento marginal apical de dois cimentos endodônticos acrescidos ou não de delta-hidrocortisona

S.R.FIDEL*; A.C. BOMBANA; R.A.S FIDEL - Depto. de Clínicas Cirúrgicas- FO/UERJ

Para que a terapia endodôntica possa oferecer bom êxito, um dos fatores de destacada importância constitui o selamento tridimensional de todo o sistema de canais radiculares.  O presente estudo teve como objetivo avaliar, in vitro, a capacidade de selamento marginal apical dos cimentos de Rickert e N-Rickert, em comparação com o cimento de Grossman, em sua fórmula original e modificado pelo acréscimo de 2% de delta-hidrocortisona.  Para tal, foram utilizados 72 dentes humanos, incisivos centrais e caninos.  O corante empregado como agente evidenciador foi o azul-de-metileno a 0,5% (pH 7,2) e a leitura dos resultados foi efetuada com auxílio do Profile Projector Mitutoyo - Japan.

Os dados foram estatisticamente avaliados pelo teste de Kruskal-Wallis e, os resultados evidenciaram as menores médias de infiltração para o cimento N-Rickert, seguido em ordem decrescente do cimento de Rickert, cimento de Grossman e cimento de Grossman modificado.

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Análise radiográfica da qualidade do tratamento endodôntico da FO-UERJ

S.R. FIDEL; T.C.A. BERLINCK; A.S. OTERO*; H.C. UTRINI

Departamento de Clínicas Cirúrgicas - FO-UERJ - RJ – Brasil

Sabendo-se que a avaliação da terapia endodôntica executada é parte integrante do plano de tratamento e que o exame radiográfico embora ainda limitado seja um dos meios mais utilizados para este fim, o objetivo do presente trabalho foi estudar a qualidade dos tratamentos endodônticos realizados por acadêmicos da FO-UERJ, através da observação de 500 radiografias periapicais, enfocando-se a adequação do seu  preenchimento e presença ou não de rarefação óssea. A análise radiográfica foi feita com auxílio de um negatoscópio Ranger e uma lupa de 8 dioptrias, por 3 diferentes examinadores, todos especialistas. Os resultados encontrados revelaram: 62,2% dos pacientes eram do sexo feminino; 65% dos tratamentos executados foram considerados adequados; 71,6% dos elementos observados não eram portadores de rarefação óssea na região periapical, sendo que dos 28,4% restantes, 50% apresentavam lesão óssea difusa e 50%, circunscrita.

Em vista dos resultados, os autores concluíram que: as mulheres representam a maioria no universo dos tratamentos endodônticos; a porcentagem de insucesso observada pode ser considerada baixa ( 35% ), tendo-se como parâmetros o limite longitudinal da obturação, contraste radiográfico do preenchimento e presença de lesão óssea periapical; a ausência de radiolucidez  perirradicular foi observada na grande maioria dos casos ( 71,6% ).

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Injeção central de clonidina na salivação induzida por pilocarpina em ratos

M. ANAYA; L.A. DE LUCA JR.; A. RENZI *; J.V. MenaNI

Dep. Ciências Fisiológicas, Fac. de Odontologia, UNESP, Araraquara, SP, Brasil

Injeção intracerebroventricular (I.C.V.) de pilocarpina, agonista colinérgico muscarínico, induz salivação dependente da ativação de receptores adrenérgicos alfa-1. Neste trabalho investigamos se a salivação induzida por pilocarpina I.C.V. é alterada pela clonidina, um agonista adrenérgico alfa-2. Pilocarpina (500 nmol/rato) foi injetada no ventrículo lateral (VL) de ratos adultos machos anestesiados com tribromoetanol. Bolas de algodão pré-pesadas foram inseridas na cavidade oral e pesadas novamente após 7 minutos. Clonidina (10 e 20 nmol/ml) injetada 20 minutos antes da pilocarpina no VL reduziu a salivação para 33 + 11% e 46 + 11%, respectivamente. Clonidina (10 e 20 nmol/0,1 ml) injetada intraperitonealmente 20 minuto antes da pilocarpina I.C.V. não alterou a salivação.

Os resultados mostram que a clonidina injetada I.C.V. reduz a salivação induzida por pilocarpina I.C.V. por atuação central, sugerindo então uma interação central entre receptores adrenérgicos alfa-2 e receptores colinérgicos no controle da salivação.

 

Apoio financeiro: UFSCAR-CAPES*, CNPq, FAPESP*

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Estudo morfológico da polpa de molares de ratos Wistar frente a

uma interferência oclusal experimental

L.A.P. PENNA*; M.R. FARIA; S.M. RODE - FO UNIMES;  ICB-USP, FO S.J.Campos – UNESP

As alterações morfológicas pulpares em dentes molares da mandíbula de ratos, decorrentes de um estímulo externo experimental (interferência oclusal), provocado na maxila, foram estudadas, em nível de microscopia de luz. Utilizou-se a confecção de restaurações de amálgama, em sobreoclusão nos primeiros molares superiores direitos de dez ratos Wistar, divididos em três grupos e sacrificados por perfusão transcardíaca com formol a 10%, nos seguintes tempos operatórios: dez, vinte e trinta dias. A avaliação foi feita nos molares inferiores direitos (lado experimental) e esquerdos (lado controle), após a descalcificação das peças ósseas em solução de EDTA associada às microondas, seguida de técnica histológica de rotina e coloração por H.E. e Tricrômico de Mallory. Verificou-se no lado controle uma reação intensa caracterizada por um posicionamento atípico dos odontoblastos, seguida pelo aparecimento de cálculos pulpares e posteriormente por uma aparente e uniforme acomodação tecidual em toda a polpa, com moderada incidência de fibras colágenas. No lado experimental, as alterações foram similares parecendo, porém, aumentar com o tempo, principalmente aos trinta dias, onde a imagem histológica era semelhante à do lado controle aos dez dias.

Os resultados obtidos permitiram concluir que a interferência oclusal provocou alterações no tecido conjuntivo pulpar tanto no lado experimental como no controle e que as mesmas foram proporcionais à direção dos movimentos mandibulares.

153

Análise clínica, radiográfica e histopatológica de dentes decíduos

submetidos à proteção direta com sistema adesivo

F.B. ARAUJO*; J.S. BARATA; A.L. PALMINI; C.A. COSTA; F. GARCIA-GODOY - Disciplina de Odontopediatria, FO-UFRGS, Porto Alegre

O objetivo deste estudo foi avaliar clínica e radiograficamente, o comportamento da polpa de dentes decíduos submetida ao contato direto com um sistema adesivo de última geração (SMP-3M), após um ano de acompanhamento. Sob isolamento absoluto, 25 molares decíduos de crianças de 3 a 8 anos de idade sofreram micro-exposição pulpar acidental (menos de 0,5mm de diâmetro) durante o preparo cavitário, já na ausência de tecido cariado evidenciado clinicamente. Após a avaliação das condições inflamatórias da polpa (sensibilidade e tipo de sangramento), o condicionamento ácido total foi realizado com H3PO4 - 10% (Ultradent) durante 15 segundos, seguido da aplicação do sistema adesivo e restauração com resina composta (Z100 - 3M). Alguns dentes decíduos, já em fase adiantada de exfoliação, foram extraídos para análise histopatológica, sendo corados com HE e pela técnica de Brown & Brenn. Apesar dos excelentes resultados clínicos e radiográficos obtidos (88%), a análise histopatológica mostrou que a utilização desta técnica não promove uma reparação pulpar adequada (sem formação de ponte dentinária). Em 50% dos espécimes, não houve  penetração de bactérias e observou-se um tecido pulpar livre de inflamação e com intensa deposição de dentina reparadora adjacente à exposição. Nos espécimes onde havia presença de bactérias, verificou-se um intenso infiltrado inflamatório.

Novas pesquisas clínicas e histológicas devem ser conduzidas previamente à indicação da técnica no tratamento capeador pulpar de dentes decíduos.

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Estudo longitudinal das estruturas de suporte de próteses parciais removíveis

E.M. ASCKAR*; L.F. VIEIRA; A.L.F. VIEIRA

Departamento de Prótese, Faculdade de Odontologia de Bauru-USP

As próteses devem não só substituir os dentes ausentes, como preservar as estruturas remanescentes. Para isso há necessidade de um programa de manutenção. Estes procedimentos rotineiros em outros países, não o são no Brasil. Os autores se propuseram a estudar as estruturas de suporte de próteses parciais removíveis (P.P.R.) avaliando comparativamente grupos com e sem acompanhamento profissional variando-se o tempo de uso das próteses. Três grupos de 38 pacientes portadores de P.P.R. foram avaliados: Grupo I - após 1 ano de uso; Grupo II - após 2 anos e, Grupo III - na entrega da prótese. Eles preencheram um questionário, um diário de ingestão alimentar, foram avaliados quanto a capacidade tampão e pH da Saliva, submeteram-se a um exame bucal inicial e classificados quanto ao risco à cárie. O grupo II foi chamado a cada 3 meses para um programa de manutenção. No final de 2 anos, baseado em novo exame bucal, e aplicando-se o teste de correlação de Pearson, encontrou-se uma relação entre média de placa2 x Grupo (-0,705)  e entre média gengival2  x  Grupo (-0,590); houve diferença estatisticamente significante entre os grupos para a variável mobilidade com o teste de Pearson. Qui-quadrado para p = 0,021 (p<0,05); - O aumento de cáries no Grupo I e II quase dobrou, enquanto que o Grupo II apresentou uma incidência de 0,5%.

Em vista dos resultados concluiu-se que: O programa de manutenção de higiene oral desenvolvido no Grupo II, proporcionou uma diminuição do Índice de Placa Dental (IPD), do Índice de Inflamação Gengival (I.G. = 35%), da mobilidade dos dentes (10%) e uma quantidade mínima de cárie.

Apoio Financeiro CNPq - Processo 300500/90-4 (RN)

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Postura dos cursos de Odontopediatria frente à técnica de pulpectomia

E.R.BUNDZMAN*; A.MODESTO; A.P.MORAIS; A.R. RAMOS; R.B.C.VIANNA

Odontopediatria FO-UFRJ.

O procedimento da pulpectomia em dentes decíduos (PDD) é descrito há mais de 20 anos, contudo não existe uma uniformidade na literatura odontopediátrica quanto a sua execução. O objetivo desta pesquisa foi identificar o posicionamento das instituições de ensino de Odontologia do estado do Rio de Janeiro frente à técnica de pulpectomia em dentes decíduos. Em 1997, foram distribuídos questionários para 16 coordenadores de cursos de pós-graduação - POS (atualização, especialização e mestrado) e 10 de graduação - GRAD. Ocorreu uma grande diversidade de respostas em relação a todos os ítens pesquisados. Todos os cursos POS preconizam a PDD, sendo que 10% dos GRAD não o fazem. As indicações mais freqüentes foram polpa necrosada sem fístula (81,25% POS e 80% GRAD) e hemorragia abundante na pulpotomia (80% GRAD). Das soluções irrigadoras, soro fisiológico aparece em 62,5% das respostas para POS e 70% para GRAD seguido do líquido de Dakin (50% POS e 40% GRAD). 37,5% dos POS recomendam PMCFC como curativo de demora, enquanto os GRAD, PMCFC (30%) ou formocresol (30%). Para a obturação dos condutos, as pastas mais indicadas foram: OZE (68,75%  POS e 70% GRAD) e PMCFC, Rifocort e iodofórmio (50% POS e 40% GRAD) . 68,7% dos alunos de POS e 60% dos GRAD fazem controle radiográfico dos dentes pulpectomizados, com a periodicidade variando entre mensal e anual.

Foi observada uma grande heterogeneidade na PPD entre os cursos pesquisados, o que sugere a necessidade de uma padronização nas indicações e materiais utilizados.

156

Avaliação das propriedades físico-químicas de soluções de hipoclorito de sódio

D.M.Z. GUERISOLI*; R.S. da SILVA; J.C.E. SPANÓ; E. L. BARBIN; J.D. PÉCORA

Odontologia Restauradora - Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto – USP

Os tensoativos ganharam destaque entre as soluções irrigantes auxiliares da instrumentação dos canais radiculares a partir da década de cinqüenta e seu uso vem sendo preconizado desde então. Como existem poucas informações sobre as propriedades físico-químicas destas soluções, propusemos estudá-las. Assim, neste trabalho, foram avaliadas as propriedades físico-químicas (densidade, tensão superficial, pH, viscosidade e capacidade de umectação) das soluções de hipoclorito de sódio nas concentrações de 0,5; 1,0; 2,5 e 5,0 por cento puras e associadas ao tensoativo aniônico lauril dietilenoglicol éter sulfato de sódio na proporção de 1:1000 (0,1%). A análise destas propriedades foi feita a partir de diferentes testes, específicos para cada uma.

Verificou-se que as soluções com diferentes concentrações possuem valores distintos para as diferentes propriedades físico-químicas estudadas.

A adição de tensoativo alterou significantemente a tensão superficial, viscosidade e capacidade de umectação das soluções, não tendo efeito sobre as outras propriedades pesquisadas.

 

Apoio: FAPESP (número do processo - 95/4678-1)

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Potencial antimicrobiano de alguns medicamentos intracanais

B.P.F.A.GOMES*1; D.B. DRUCKER2; J.D.LILLEY2

1. Endodontia - FOP- UNICAMP; 2. University Dental Hospital of Manchester, UK

Apesar dos procedimentos biomecânicos removerem grande parte da população bacteriana do interior dos canais radiculares, algumas bactérias ainda permanecem inacessíveis a eles. O problema aumenta nos casos de lesões periapicais de longa duração, onde existe maior  número de espécies bacterianas e de unidade formadora de colônia (ufc). Tais casos justificam o uso de um medicamento intracanal. O objetivo deste estudo foi investigar clinicamente a ação antimicrobiana de três tipos de medicamentos: a) Ca(OH)2 (n=6 canais), b) Ledermix (n=7) e c) paramonoclorofenol canforado (PMCC, n=15). Um total de 28 canais foram investigados microbiologicamente durante o tratamento endodôntico. Todos foram sujeitos ao mesmo regime de instrumentação manual e irrigação (NaOCl 2,5%) pelo mesmo operador. Uma amostra foi coletada uma semana após a colocação do medicamento e os resultados analisados  (teste exato de Fisher). Houve crescimento bacteriano em todos os casos investigados, exceto em 3 canais tratados com Ca(OH)2. Os resultados mostraram que: a) Ca(OH)2 não foi efetivo no controle de bactérias Gram-positivas (p=0,03), b) Ledermix não foi efetivo para P. intermedia (p=0,002) ou A. israelii (p=0,05) e c) PMCC para Peptostreptococcus, Clostridium spp. ou Lactobacillus fermentum (todos p=0.05).

Conclui-se que os medicamentos estudados falharam na desinfecção dos canais radiculares, por não impedirem o crescimento de algumas espécies bacterianas, mas dos medicamentos testados, o Ca(OH)2 foi o mais satisfatório.

Apoio: CNPq.

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Atividade antimicrobiana in vitro de cimentos e pastas utilizados na endodontia

MR Leonardo1; KC Bonifácio2*; LAB Silva2; M Tanomaru Fo1; RFG André2; IY Ito3.

1FOA-UNESP, 2FORP-USP, 3FCFRP-USP

O objetivo deste trabalho foi avaliar in vitro a atividade antimicrobiana de cimentos endodônticos: AH Plus, Sealapex, Ketac Endo e Fill Canal e de pastas à base de hidróxido de cálcio: Calen e Calasept e pasta de Oxido de Zinco. Foram utilizadas sete cepas, sendo cinco cepas padrão: Micrococcus luteus ATCC 9341, Staphylococcus aureus ATCC 25923, Pseudomonas aeruginosa ATCC 27853, Escherichia coli ATCC 25922 e Enterococcus faecalis ATCC 10541 e duas cepas de campo: Staphylococcus aureus e Streptococcus mutans isoladas da saliva. Os testes foram realizados pelo método de difusão em meios sólidos: Brain Heart Infusion Agar (Difco) e Mueller Hinton Medium (Difco) semeados pela técnica de pour plate. Os cimentos e as pastas à base de hidróxido de cálcio foram colocados em poços de 4x4mm e os mesmos cimentos e as pastas Calen e de Óxido de Zinco com pontas de papel absorvente, e mantidos à temperatura ambiente por duas horas para a difusão. Decorrido o período de incubação em condições adequadas por 24h a 37ºC os halos de inibição foram mensurados. Todas as cepas foram inibidas por todos os materiais avaliados pelo método do poço. Entretanto, quando aplicado com pontas de papel, todos os mateiras inibiram todas as cepas exceto a cepa E.faecalis não inibida pela pasta de óxido de zinco e a cepa P.aeruginosa que não foi inibida pelos cimentos AH Plus e Fill Canal,  e pela pasta de óxido de zinco.

Pode-se concluir que, de maneira geral, os cimentos e pastas avaliadas, apresentam atividade antimicrobiana in vitro e que, a otimização pelo gel de TTC a 1,0%, facilita a observação dos halos de inibição.

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Avaliação histomicrobiológica de dentes de cães 270 dias após tratamento endodôntico

M Tanomaru Filho1*; MR Leonardo1; LS Utrilla1; LAB da Silva3; IY Ito2

1FOA-UNESP, 2FCFRP-USP, 3FORP-USP

Dentes de cães com reação periapical crônica induzida foram submetidos ao preparo biomecânico, empregando-se limas tipo K e hipoclorito de sódio a 5,25% como solução irrigadora.  Após o preparo biomecânico, todos os canais radiculares foram preenchidos com uma medicação intracanal à base de hidróxido de cálcio mantida por 7 dias.  Decorrido este período, os canais radiculares foram obturados com cones de gutta-percha e cimento à base de óxido de zinco e eugenol Fill Canal (D.G. Ligas Odontológicas Ltda, São Paulo, Brasil) ou à base de hidróxido de cálcio Sealapex (Kerr/Sybron, Romulus, MI, USA). Duzentos e setenta dias após, os animais foram sacrificados e os cortes histológicos obtidos foram corados pelo método de Brown e Brenn. Microrganismos foram observados nos túbulos dentinários, cemento apical e delta apical de ambos os grupos, porém, não na luz do canal.  Entretanto, bactérias foram encontradas na região periapical em 14,3% dos casos obturados com Fill Canal.

Além disso, maior número de bactérias foram observadas no grupo obturado com Fill Canal em relação àqueles obturados com Sealapex.

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Estudo da extrusão apical frente a quatro técnicas de instrumentação

E.D.GURGEL*; R.A.S.FIDEL

Departamento de Clínica Cirúrgica  FO-UERJ

A extrusão de material contaminado durante o preparo químico-cirúrgico, pode ocasionar o aparecimento de flare-ups, ou mesmo uma agressão aos tecidos normais do periápice, causando um pós-operatório doloroso. Pesquisas têm sido conduzidas com o objetivo de se buscar recursos que diminuam ou eliminem esses riscos de extrusão. Este trabalho tem como objetivo a comparação da quantidade de material extruído através do forame apical durante a instrumentação in vitro dos canais radiculares usando quatro técnicas:  Técnica Step-Back (controle), Técnica sônica do Canal Finder, Técnica de Oregon e a Técnica Step-Down. Sessenta dentes humanos foram divididos em quatro grupos de 15. As raspas de dentina extruídas pelo forame resultante da instrumentação, foram coletadas em filtros de papel, previamente pesados, usando um dispositivo coletor. Subseqüentemente os discos foram à estufa e posteriormente pesados em uma balança analítica. As amostras foram lidas e analisadas através de uma análise de variância, teste ANOVA.

A técnica Step-Back extruiu a maior quantidade de raspas, sendo significante a nível de p < 0,05, em relação as técnicas de Oregon, Step-Down e o sistema Canal Finder. Portanto houve extrusão em todas as técnicas estudadas.

161

Avaliação da microinfiltração marginal nas retrobturações empregando-se

ionômero de vidro

R.L.KREBS*; T.A. BERLINCK; C.N. MONTALVÃO; N. A .FERREIRA - Departamento de Clínicas Cirúrgicas FO-UERJ

O objetivo desse trabalho é avaliar “in vitro” a capacidade seladora promovida por dois cimentos de ionômero de vidro, quando os mesmos são utilizados nas retrobturações. Trinta dentes incisivos centrais superiores humanos, extraídos recentemente, cuja instrumentação e  obturação foram padronizadas e os elementos divididos aleatoriamente em grupos com dez dentes cada. Todos os dentes receberam apicetomia e preparo apical com auxílio de um microscópio cirúrgico série M 900 (DF Vasconcelos) e o preparo apical com o uso de uma unidade ultra-sônica (mini-endo da Excelence in Endodontics). Em seguida, cada grupo recebeu um dos seguintes materiais: Grupo I- Ionômero de Vidro (Vidrion Endo- SS White); GrupoII- Compômero (Photac-Fill da Espe Premier) e condicionamento prévio com ácido poliacrílico; Grupo III- Compômero (Photac-Fill da Espe Premier) sem condicionamento prévio. Os corpos de prova foram impermeabilizados, corados, lavados, seccionados longitudinalmente e avaliados numa escala de Grau I a III por três avaliadores calibrados com auxílio de microscópio.

Os resultados foram tratados estatisticamente e mostraram a seguinte ordem crescente de infiltração marginal: Grupo III- infiltração média de 14%; Grupo I- infiltração média de 25%; e Grupo II- infiltração média de33%.

162

Tratamento endodôntico via retrógrada em cães. Emprego de guta-percha

termoplastificada

P.F.E.BERNABÉ; M. ZARDO*; A.E.KROLING; R.HOLLAND. Faculdade de Odontologia de Araçatuba - Unesp.  U.E.Ponta Grossa - Brasil.

0 tratamento endodôntico via retrógrada é freqüentemente associado à retrobturação com a finalidade de isolar dos tecidos periapicais, as toxinas presentes no interior do canal radicular. 0 objetivo deste estudo foi avaliar histologicamente a eficiência da gutya-percha termoplastificada e do cimento de óxido de zinco e eugenol quando empregados como material retrobturador.  Lesões periapicais foram induzidas em prémolares maxilares e mandibulares em quatro cães.  Seis meses após, as raízes foram apicectomizadas e o tratamento endodôntico via retrógrada foi realizado com auxílio de limas endodônticas tipo K, pró-curvadas.  As 32 raízes foram divididas em três grupos. 0 Grupo I foi retrobturado com guta-percha termoplastificada (sistema Ultrafil), o Grupo II recebeu a obturação corn óxido de zinco e eugenol e no Grupo III nenhum material foi empregado. A análise histológica mostrou 60% de selamento biológico no Grupo I, 40 % no Grupo II e nenhum selamento no Grupo III.

Os autores concluiram que a guta-percha termoplastificada pode ser empregada como material retrobturador quando associada ao tratamento endodôntico via retrógrada.

163

Influência do sangue na capacidade seladora de obturações retrógradas

E.S. BRONZI*; M. TANOMARU F° ; N.S.W. WILHELMSEN; I. BONETTI F°

Departamento de Odontologia Restauradora. F. O . de Araraquara – UNESP

É comum a presença de umidade durante a realização de obturações retrógradas. O objetivo do trabalho foi avaliar a influência da contaminação pelo sangue na capacidade seladora de dois materiais retrobturadores. Foram utilizados 40 caninos superiores humanos recém-extraídos. Após a instrumentação e obturação dos canais radiculares, realizou-se a secção da porção apical radicular e preparo da cavidade retrógrada. As raízes foram então divididas aleatoriamente em quatro grupos de dez. Realizada a impermeabilização da superfície radicular externa, as obturações retrógradas foram realizadas com cimento de óxido de zinco e eugenol ou  Sealer 26, com ou sem a colocação prévia de sangue na cavidade apical, constituindo os quatro grupos experimentais. Em seguida, as raízes foram imersas em solução de azul de metileno a 2% em ambiente com vácuo por 48 horas. Decorrido este período, as raízes foram seccionadas para avaliação da penetração do agente marcador.

Os resultados obtidos foram submetidos a análise estatística, demonstrando que o Sealer 26 apresentou melhor capacidade de selamento em relação ao óxido de zinco e eugenol e a presença de sangue não influenciou significantemente (p<0,05).

164

Junção amelocementária: análise morfológica microscópica

L. R. NEUVALD*; A. CONSOLARO

Departamento de Patologia, Faculdade de Odontologia de Bauru – USP

Nos processos biológicos de desencadeamento das reabsorções cervicais externas, são relevantes os aspectos da morfologia dentária. A inexistência de dados conclusivos quanto à forma de contorno e à inter-relação dos tecidos mineralizados na região cervical despertou uma investigação mais minuciosa da morfologia da junção amelocementária. A metodologia empregada propôs comparar dois métodos de avaliação até então recomendados pela literatura correspondente: microscopia eletrônica de varredura e óptica. Avaliou-se 198 dentes humanos permanentes, subdivididos de forma a permitir uma análise de todos os grupos dentários, previamente selecionados a partir de análise macroscópica e estereomicroscópica. Destes, 108 foram destinados para análise em microscopia óptica e 90 à microscopia eletrônica de varredura. A microscopia eletrônica de varredura revelou uma distribuição variável, em toda a circunferência da junção amelocementária, nos três tipos de relação entre os tecidos mineralizados nos diferentes grupos dentários: esmalte recoberto por cemento; esmalte e cemento justapondo-se topo-a-topo, e a presença de “gap” entre o esmalte e o cemento, revelando áreas de exposição dentinária.

De acordo com os padrões histomorfológicos observados entre as duas metodologias aplicadas, a avaliação pela microscopia óptica demonstrou ser deficiente. A região da junção amelocementária pode ser identificada como um local de excelência à instalação das reabsorções cervicais externas, em decorrência da alta irregularidade morfológica apresentada.

165

Efeitos do peróxido de hidrogênio sobre o tecido conjuntivo

A. A. C. PEREIRA*; L. R. NEUVALD; A. CONSOLARO; A. ANZAI

Departamento de Patologia, Faculdade de Odontologia de Bauru – USP

O peróxido de hidrogênio empregado como agente clareador, na técnica intracoronária em dentes tratados endodonticamente, encontra-se em soluções de 30% ou em concentrações menores, podendo ser utilizado puro ou misturado ao pó de perborato de sódio. Evidências experimentais sobre seu uso revelam um potencial estimulador da osteoclasia, indução a alterações celulares e extensivas agressões teciduais. Com o objetivo de analisar a reação tecidual ao peróxido de hidrogênio sobre o tecido conjuntivo, fragmentos de esponjas de PVC, densidade 20, medindo 1cm de altura por 1cm de diâmetro foram impregnadas no centro ou uniformemente com substâncias clareadoras e implantados no subcutâneo de 36 ratos da linhagem Wistar (Rattus norvegicus, albinus). Três grupos fizeram parte do estudo: Controle ou grupo I - utilizando-se de água destilada; grupo II - solução de peróxido de hidrogênio, nas concentrações de 3% (subgrupo IIa) e 30 (subgrupo IIb); e, grupo III - pasta obtida pela mistura do perborato de sódio com peróxido de hidrogênio a 3% (subgrupo IIIa) e 30% (subgrupo IIIb). Após períodos determinados de 7, 20 e 30 dias, sacrificaram-se os animais.

Os resultados, obtidos pela análise em microscopia óptica dos cortes corados em HE, revelaram diferentes graus de lesão tecidual e reação inflamatória relacionados com a concentração e forma de contato do peróxido de hidrogênio nos diferentes grupos experimentais.

166

Análise da metodologia de Schneider e do ângulo de Schneider modificado

A.N.YAMAZAKI; I.PROKOPOWITSCH; W.B.ANDRADE*

Departamento de Dentística, Disciplina de Endodontia da FOUSP – SP

Através deste trabalho, foram analisadas duas diferentes metodologias de avaliação de preparos para canais curvos, o ângulo de Schneider e o ângulo de Schneider modificado pela introdução de uma lima no interior do conduto radicular. Com o intuito de obter o grau de curvatura de Schneider (ângulo 1A), realizamos tomadas radiográficas no sentido vestíbulo-lingual de todos as quarenta raízes mésio-vestibulares de molares superiores selecionadas. Após essa manobra, as cirurgias de acesso foram realizadas e, então, introduziu-se um instrumento endodôntico tipo K # 15 no canal, tomando-se novas radiografias, visando a obtenção da angulação de Schneider modificada (ângulo 2A). Os canais foram preparados valendo-se da técnica escalonada acorde PAIVA; ANTONIAZZI. .A angulação de Schneider (ângulo 1B) e a angulação de Schneider modificada (ângulo 2B) foram determinadas através de novas tomadas radiográficas.

Os dados obtidos foram submetidos a análise estatística, concluindo-se que há diferença estatisticamente significante entre as duas metodologias de avaliação, não podendo assim proceder comparações de dados quando da avaliação de técnicas de preparo de canais radiculares.

167

Avaliação da capacidade de penetração dentinária da calcitonina em meio gel

L.CAVADA *; I. PROKOPOWITSCH; W.B. ANDRADE

Departamento de Dentística, Disciplina de Endodontia da FOUSP – SP

A reabsorção radicular externa do tipo substitutiva é um problema enfrentado no traumatismo dental, não tendo ainda sido encontrada uma medicação capaz de estabilizar por definitivo a perda de tecido da superfície radicular. Com este objetivo, alguns autores tem preconizado o uso da calcitonina que, por ser um hormônio, tem dificultada sua interação com os diversos veículos usados em endodontia, além de ser apresentada sob a forma líquida, o que dificulta sua permanência no interior do canal radicular. Com este propósito, avaliamos um veículo gel, de composição aquosa, com propriedades umectantes, bactericidas e conhecida biocompatibilidade tecidual. Para este trabalho, selecionamos 30 incisivos laterais que, divididos em 3 grupos, foram preenchidos somente com o veículo, somente com calcitonina e com ambos, todos corados com Rodamina B. A leitura dos resultados foi realizada através de um Perfilômetro. No presente trabalho, não foi observada diferença estatisticamente significante entre os grupos do experimento.

Assim, do ponto de vista da permeabilidade dentinária, é viável a utilização da calcitonina veiculada no gel testado.

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Resposta do Tecido Ósseo a Medicamentos de Uso Intracanal

E.Á.Pascon*; C.J.A. Sousa; D.C. Grisi; C.C. Queiroz

DEOCR, Escola de Odontologia da UFU, Uberlândia, MG

As soluções medicamentosas utilizadas no conduto radicular devem possuir características antimicrobianas potentes e ser, ao mesmo tempo, não irritante aos tecidos vivos da região apical. O propósito deste estudo foi o de avaliar as propriedades biológicas de medicamentos intracanal à base de Ca(OH)2 - Calasept, Calen, e Pasta LC - tendo o Ca(OH)2 p.a., como controle. Foram utilizadas 72 cobaias (+ 800 gr de peso). Cada animal recebeu dois implantes de Teflon contendo um dos 4 materiais (6 animais cada) por períodos de observação de 30, 90, e 180 dias. (Spängberg, 1969) Os testes foram realizados de acordo com as normas da FDI, Technical Report #9.  Os animais foram mortos por inalação de CO2 e os espécimes foram processados para exame histológico de rotina. Aos 30 dias os resultados mostraram que todos os materiais apresentaram resposta inflamatória severa. A mais severa foi provocada pela pasta LC, seguida do Ca(OH)2, Calen, e o Calasept. Aos 90 dias a resposta inflamatória continuou severa para a pasta LC e o Calén. O Ca(OH)2 e o Calasept apresentaram resposta moderada e o copo de Teflon já estava parcialmente preenchido com osso neo-formado. Aos 180 dias o copo de Teflon já estava quase que completamente preenchido por osso para o Calasept e o Ca(OH)2. O Calén ainda apresentava inflamação moderada, mas com parcial preenchimento de osso, enquanto que a pasta LC apresentava reação inflamatória severa.

Segundo os critérios da FDI o Calasept, o Ca(OH)2, e o Calén foram considerados materiais aceitáveis para o uso intracanal, enquanto que a pasta LC foi considerada não aceitável.

Apoio FAPEMIG.

169

Apicectomia e tratamento endodôntico via retrógrada

Estudo histopatológico em dentes de cães

A.E.KRÖLING*; P.F.E.BERNABÉ; M.ZARDO; R.HOLLAND; E.DEZAN JUNIOR - Dep.Odont.Restauradora, F. Odont. de Araçatuba – UNESP

A cirurgia parendodôntica é usada naqueles casos em que não podemos ter acesso ao interior dos canais radiculares em função da presença de pinos intra-radiculares, fragmentos de limas endodônticas, calcificações, cimento obturador ou anomalias. Há uma tendência de se utilizar nas cirurgias parendodônticas os mesmos cimentos obturadores usados nos tratamentos endodônticos convencionais. A maioria desses são cimentos  à base de óxido de zinco e eugenol e são normalmente irritantes aos tecidos periapicais. O objetivo deste trabalho foi avaliar as reações dos tecidos periapicais de dentes de cães após apicectomia, tratamento endodôntico via retrógrada e aplicação de uma pasta de hidróxido de cálcio hidrossolúvel ou não hidrossolúvel sobre o cimento de óxido de zinco e eugenol e sobre a dentina apicectomizada. Neste trabalho foram usadas 48 raízes de 24 pré-molares superiores e inferiores de 3 cães adultos jovens com lesões periapicais crônicas induzidas.

Os autores concluíram que a aplicação tópica das pastas de hidróxido de cálcio hidrossolúvel ou não hidrossolúvel determinou melhores resultados do que no grupo em que este procedimento não foi realizado.

170

Influência da clorexidina na contaminação microbiana em suturas com poliéster

T. OKAMOTO; E.GAETTI JARDIM Jr;  A. ARANEGA*

Depart. de Diag. e Cirurgia da Faculdade de Odontologia de Araçatuba- UNESP

O propósito deste estudo foi avaliar os efeitos antissépticos da aplicação tópica da clorexidina a 0,2% sobre a contaminação do fio de poliéster e sobre o reparo alveolar após a exodontia. 15 ratos foram divididos em 3 grupos. No grupo I, os animais receberam antissepsia com clorexidina antes da extração do incisivo superior direito e antes da remoção da sutura com fio de poliéster. No grupo II, todos os procedimentos foram semelhantes, com exceção da antissepsia que foi simulada com soro fisiológico e no grupo III, não se utilizou nenhuma substância antisséptica. Os fios de sutura foram removidos após 48 horas da exodontia e transferidos em solução fosfatada tamponada e plaqueadas com ágar infuso cérebro coração. As placas foram incubadas a 37o C, em aerobiose por 72 horas. Os animais foram sacrificados e seus alvéolos removidos e fixados em formol a 10%. Após processamento laboratorial foram realizados cortes com 6 µm para coloração de Gram e hematoxilina e eosina.

Os resultados indicaram que a clorexidina reduziu significativamente a contaminação microbiana na superfície do fio de poliéster e possibilitou uma proliferação fibroblástica e vascular mais precoce.

 

CNPq- Proc. No. 820437/91-3.

171

Condicionamento dentinário com Saforide ou Ca(OH) 2 e irradiação

com laser Nd:YAG ou CO2

I.T.HONMA*;J.L.LAGE-MARQUES; E.MATSON; C.P.EDUARDO; K. MATSUMOTO

Disciplina de Endodontia - FOUSP - SP - (011) 818-7843

Muitos são os estudos que se preocupam em analisar procedimentos e/ou materiais capazes de proteger o remanescente dentinário. Apesar dos comprovados métodos cirúrgicos para a remoção do tecido cariado, muitos revestimentos biológicos tem por objetivo conferir à superfície dentinária limpa, maior dureza e resistência ao ataque dos agentes agressores. Com intuito de atingir esse propósito, o estudo do laser sobre a superfície do esmalte e dentina tem sido profundamente avaliado. Assim sendo, foram preparadas cavidades em dentes extraídos e as superfícies dentinárias condicionadas como segue: No grupo I – Saforide, 30” e aplicação de laser Nd:YAG ¾ 2W-20Hz-30”, grupo II – Ca(OH)2 30” e aplicação de laser Nd:YAG ¾ 2W-20Hz-30”, grupo III – Saforide, 30” e aplicação de laser CO2, grupo IV – Ca(OH)2, 30” e aplicação de laser CO2. Os resultados foram avaliados em  análise realizada em M.E.V., permitindo concluir que existem diferenças marcantes produzidas pela ação da irradiação laser.

Os espécimes irradiados apresentaram a superfície dentinária com túbulos dentinários obliterados, ficando clara a participação do laser incorporando os materiais empregados na estrutura intratubular dentinária.

172

Análise do preparo de canais curvos usando instrumentos de Ni-Ti

L.V. BETTI* ; C.M. BRAMANTE

Disciplina de Endodontia, Faculdade de Odontologia de Bauru – USP

A manutenção do trajeto original do canal é o maior objetivo durante o preparo de canais curvos. Propusemo-nos, então, a comparar as limas Ni-Ti Flex e tipo Kerr utilizando radiografias pré e pós-operatórias. Foram utilizados os canais mésio-vestibulares curvos de vinte molares superiores humanos extraídos, onde após a remoção da raiz palatina e realização da abertura coronária, foi feita a odontometria e foram incluídos em resina acrílica. Foram realizadas radiografias pré-operatórias com  a lima n°15 no interior dos canais, as quais foram projetadas com aumento de 10x e desenhadas. Os grupos foram divididos de acordo com o grau e posição da curvatura, medidos pelo método de BERBERT et. al. A técnica de instrumentação utilizada foi a escalonada regressiva com recuo programado, variando apenas os instrumentos. Foram novamente radiografados com o instrumento memória, desenhados, e este foi superposto ao primeiro desenho. Houve diferença estatisticamente significante no desvio cervical e apical (p<0,05).

Assim, pode-se concluir que os instrumentos de Ni-Ti acompanham melhor a forma do canal, embora no terço médio persista uma tendência de retificação, provavelmente devido a lima ser direcionada contra a curvatura durante a instrumentação.

173

Interferência da medicação intracanal sobre o selamento marginal apical

E.C.KAIRALLA; J.B.LABATE*; T.S.T.PRADO; J.L.LAGE-MARQUES

Disc. de Endodontia, Depto. de Dentística, FOUSP-SP - (011) 818-7843

Considerando-se a importância da sanificação do sistema de canais radiculares e a manutenção desta condição, com o objetivo de alcançar o hermetismo tridimensional da obturação, avaliou-se, através da infiltração do corante evidenciador, a possível influência que a medicação intracanal poderia exercer ao interagir com os agentes cimentantes, no que tange ao selamento marginal apical. Para tanto, foram selecionados 150 dentes humanos, unirradiculares, sem coroas, que foram instrumentados segundo a técnica preconizada por PAIVA & ANTONIAZZI (1988) e divididos aleatoriamente em 15 grupos onde variou-se a medicação intracanal e o agente cimentante. As medicações empregadas foram Rifocort/Depomedrol, NDP e Hidróxido de Cálcio veiculado em anestésico, que permaneceram no interior do canal durante 72 horas mimetizando uma situação clínica. Os cimentos obturadores utilizados foram N-Rickert, Fillcanal, Sealer-26, Sealapex e Óxido de zinco-eugenol. O corante evidenciador escolhido foi a Rodamina B 1%. Foram realizados cortes transversais de 1,0 mm de espessura a partir do ápice radicular, que foram analisados em sua porção frente e verso em microscopia óptica com aumento de 5 vezes, avaliando-se o espécime seqüencialmente até o momento em que não se observa mais a presença do corante. Tendo em vista os resultados, pode-se concluir que nenhum dos cimentos testados promoveu o total selamento do sistema de canais radiculares e que, baseado nos dados estatístiscos, a menor infiltração de corante ocorreu no grupo medicado com Rifocort/Depomedrol e obturado com N-Rickert.

 

Apoio financeiro da FAPESP - Processo 96/1672-5; 96/1959-2; 96/ 1671-9.

174

Análise em microscopia eletrônica de varredura da adaptação de materiais

empregados na retrobturação

E.C.KAIRALLA; J.B.LABATE; T.S.T.PRADO*; J.L.LAGE-MARQUES - Disc. de Endodontia, Depto. de Dentística, Fac. de Odont. da USP-SP

Tendo em vista que existem situações em que não é possível alcançar o hermetismo do sistema de canais radiculares através de um tratamento endodôntico convencional, a cirurgia apical pode ser realizada. Para seu sucesso é indispensável o total selamento marginal apical, visando impedir a percolação. Diante disso, os materiais empregados com tal finalidade devem ser analisados quanto às suas propriedades físicas e biológicas. Foram selecionados 12 dentes humanos, unirradiculares, recém-extraídos, que foram tratados endodonticamente e tiveram os 3 milímetros finais das raízes seccionados, obedecendo a angulação de 180º, simulando uma apicectomia. Foram realizadas cavidades para as obturações retrógradas e os espécimes foram divididos aleatoriamente em 4 grupos onde variou-se o material retrobturador : MTA, Biosyte®, Super EBA e Tissuacryl®.

O estudo em microscopia eletrônica permitiu verificar que dos grupos analisados o Tissuacryl® (grupo 4) apresentou melhores níveis de adaptação no que se refere a interação preparo cavitário-material obturador. Os espécimes do grupo 1 (MTA) apresentaram uma superfície lisa, isenta de porosidades e/ou cavidades, porém com falhas nítidas na adaptação com a parede do preparo cavitário. Os outros dois grupos (Biosyte® e Super EBA) apresentaram adaptação incompatível com o objetivo da retrobturação.

175

Avaliação da limpeza de canais radiculares irrigados com EDTA T a 17%

S. LAMARÃO; J.L. LAGE MARQUES

Departamento de Dentística, Faculdade de Odontologia da USP-SP - (011) 818-7843

O objetivo do estudo foi avaliar a eficiência de 3 técnicas de irrigação na remoção da sujida-de do canal após preparo químico-cirúrgico. Foram selecionados 30 dentes pré-molares humanos unirradiculares, que foram imersos em Formol a 10% e posteriormente hidratados em câmara úmida. As coroas foram seccionadas na altura da junção esmalte-cemento e foi reali zado o preparo químico-cirúrgico acorde técnica Paiva; Antoniazzi, empregando-se limas tipo K (Maillefer) .Os espécimes foram divididos em 3 grupos de 10 dentes e tratados acordeo seguinte:   Grupo I: irrigação final com 6ml de EDTA-T a 17%;Grupo II: irrigação final com 6ml de EDTA-T a 17% agitada por uma lima tipo K  # 10 a cada ml. Grupo III: irrigação final com  6ml de EDTA-T a 17% que permaneceu no canal por 15 segundos sem agitação. Finalmente todos os espécimes receberam nova irrigação para neutralização das substâncias químicas utilizadas, foi realizada a clivagem e o dente preparado para fotografia em microscópio óptico com aumento de 4 XS. As fotografias foram analisadas por 5 examinadores que identificaram as condições de limpeza e sujidade em cada um dos terços radiculares. Dos espécimes estudados, foram selecionados aleatoriamente 4 para observações em microscopia eletrônica de varredura.

Os resultados experimentais, permitiram concluir que o grupo III (irrigação final com 6ml de EDTA-T a 17% que permaneceu no canal por 15 segundos sem agitação) apresentou condições superiores de limpeza das paredes dos canais estudados, sendo o terço médio classificado como o mais limpo dos grupos experimentais avaliados. As conclusões foram suportadas pela análise estatística.

176

Análise de gases oriundos de procedimentos utilizados no clareamento dental

E. L. BARBIN*; J. C. E. SPANÓ; T. C. SANTOS; D. M. GUERISOLI; J. D. PÉCORA

Departamento de Odontologia Restauradora da FORP-USP - (016) 602-3982

Quantificou-se a liberação gasosa de algumas reações químicas utilizadas no clareamento dental entre perborato de sódio trihidratado e água destilada e deionizada, perborato de sódio trihidratado e peróxido de hidrogênio a 3,0% e perborato de sódio trihidratado e peróxido de hidrogênio a 30,0% com e sem a aplicação de calor. Utilizando-se um sistema fechado, determinou-se a pressão gerada pelas reações químicas e, por meio da Equação de Clapeyron, determinou-se o número de moles de gás liberado. Todas as liberações gasosas foram mensuráveis. A menor liberação gasosa ocorreu com a água destilada e deionizada e a maior liberação gasosa com o peróxido de hidrogênio a 30,0%. A aplicação de calor não alterou a liberação gasosa no grupo da água destilada e deionizada mas aumentou a liberação gasosa dos outros grupos.

Pode-se quantificar a liberação gasosa das reações químicas estudadas pelo método utilizado, a maior liberação gasosa ocorreu nas reações utilizando peróxido de hidrogênio a 30,0%, a menor, utilizando-se a água destilada e deionizada e com valor intermediário, utilizando-se o peróxido de hidrogênio a 3,0%.

 

Apoio financeiro CNPq / Processo: 520.168/94-1.

177

Liberação gasosa do perborato de sódio utilizado no clareamento dental

J.D. PÉCORA; T.C. SANTOS; A. BONINI; E.L. BARBIN; J.C.E. SPANÓ

Laboratório de Pesquisa em Endodontia, Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto – USP

Estudou-se in vitro a quantidade de gás liberado durante a reação química entre os diferentes tipos de perboratos de sódio (mono, tri e tetrahidratados) com água destilada deionizada. Utilizaram-se um manômetro de mercúrio conectado a um kitassato, de volume igual a 125 ml. No interior do kitassado realizava-se a reação entre 0,1 g de perborato de sódio e 0,1 ml de água destilada deionizada. Essa mistura era agitada com um bastão de vidro por um período de 45 segundos, colocada no interior do kitassado, que era arrolhado. Valor de pressão era anotado e submetido à equação de Clapeyron, obtendo-se assim o número de moles de gás liberado durante a reação. Realizaram-se os testes estatísticos mais adequados aos resultados obtidos.

De acordo com a metodologia aplicada e os resultados obtidos é lícito concluir que o perborato de sódio tetrahideatado liberou maior quantidade de moles de gás que o perborato de sódio trihidratado que, por sua vez, liberou maior quantidade de gás que o perborato de sódio monohidratado.

 

Apoio financeiro CNPq - Processo 820553/91-3

178

Estudo comparativo de três localizadores apicais eletrônicos

L.L TEIXEIRA*; H.F.PESCE; S.R.FIDEL

Disciplina de Endodontia - Departamento de Dentística - FO/USP

A determinação do comprimento do canal dentinário é de fundamental importância   pois, a junção cemento-dentinária é o sítio onde ocorre um estreitamento natural do canal radicular que, sendo preservado, evitará as agressões químicas e mecânicas aos tecidos periapicais, além de servir como anteparo para o material obturador. Portanto, inúmeras pesquisas investigam alternativas que possam substituir, aprimorar, ou aliar-se às técnicas radiográficas, na localização precisa da real posição anatômica do forame apical e/ou da porção mais estreita do canal radicular. Assim os localizadores apicais eletrônicos surgiram como uma alternativa às técnicas odontométricas radiográficas. Ante o exposto, os autores avaliaram o comportamento clínico do Apit, Endosonic e Endosonic-M em 288 canais radiculares, comparando os resultados com seus comprimentos real. Os resultados mostraram um índice de indicação da zona estreita apical, entre zero e 2,5mm aquém do forame apical de 98% dos casos.

Em vista dos resultados, os autores concluíram que os localizadores apicais eletrônicos são confiáveis para a realização da odontometria, em virtude da precisão das medidas, confiabilidade e facilidade de manuseio.

179

Avaliação in vitro da limpeza das paredes do canal radicular sob

irrigação final de ácido cítrico a 10%

M. C. SKELTON*; J. L. LAGE MARQUES; J.H. ANTONIAZZI  - Disciplina de Endodontia - FOUSP - SP - Brasil - (011) 818-7843

A irrigação final do sistema de canais radiculares vem sendo tema de preocupação por parte dos endodontistas. A permanência do magma dentinário sugere o comprometimento do selamento tão almejado na obturação. A irrigação final de substâncias químicas quelantes associa a ação ácida sobre os resíduos cálcicos com a eliminação mecânica da própria irrigação, permitindo uma obturação de contato mais íntimo com as paredes do canal. Para avaliar este fato, foram utilizados 30 dentes caninos humanos, preparados acorde a técnica Paiva;Antoniazzi. Os dentes foram divididos em três grupos e receberam irrigação final de 6ml de ácido cítrico a 10%, a saber: grupo 1 - irrigação total dos 6ml; grupo 2 - irrigação dos 6ml associada a agitação mecânica de lima tipo K  no 10 a cada ml irrigado; grupo 3 - irrigação de 3ml com um tempo de ação de 15 minutos para proceder a irrigação dos 3ml restantes. Os espécimes foram, então clivados e fotografados em lupa estereoscópica para posterior avaliação da condição de limpeza das paredes, realizada por um grupo de 05 especialistas. Os resultados obtidos foram tabulados e analisados estatisticamente pelo método ANOVA, possibilitando concluir que os espécimes do grupo 2 obtiveram os melhores índices de limpeza nos terços médio e apical do canal.

180

Análise “in vitro” do selamento marginal apical após obturação

com distintos cimentos

F. PAULA SOUZA JÚNIOR*; J.L.L. MARQUES; L.R.C. PEREIRA.

A capacidade de vedamento marginal é uma importante propriedade exigida dos cimentos obturadores. O objetivo deste trabalho foi comparar a infiltração marginal apical pós-obturação com cimentos de diferentes composições. 50 dentes humanos unirradiculares foram tratados endodonticamente e obturados pela técnica de condensação vertical utilizando os cimentos: G1. Canals-N, G2. Sealer-26, G3. N-Rickert, G4. Sealapex e G5. Ketac-Endo. Após a obturação, os dentes foram selados com gutapercha e selador provisório na sua porção cervical e cera utilidade no forame apical. A seguir realizou-se a impermeabilização de toda a superfície externa dos espécimes com duas camadas de cianocrilato de etila, com exceção do forame apical, sendo os espécimes colocados em frascos com azul de metileno a 0,5 % por 1 semana à temperatura ambiente. Os dentes foram lavados em água corrente, para eliminação do excesso de corante, secos e incluídos em gesso para o desgaste em sentido longitudinal. A análise quantitativa da infiltração do corante no sentido ápico-cervical em relação às faces mesial e distal foi feita em microscópio óptico de perfil com aumento de 10 vezes. Os dados foram submetidos a análise estatística pelo teste de Tukey. As médias de infiltração marginal (mm) obtidas foram: G1. 3,24; G2. 3,30; G3. 4,24; G4. 4,53; G5. 5,38.

Concluiu-se que o cimento Canals-N obteve os menores índices de infiltração (estatísticamente significativos em relação a G3, G4 e G5), seguido pelo Sealer-26, enquanto o N-Rickert e o Sealapex ficaram numa posição intermediária, cabendo ao Ketac-Endo o pior desempenho.

 

181

Selamento apical pós-preparo para núcleo frente a diferentes

cimentos obturadores

L.R. CAMPOLIM PEREIRA *; J.L.L. MARQUES; F.P. SOUZA JR

Na endodontia, a obtenção de um bom selamento apical tem relação direta com o sucesso da terapia.  A permanência desta condição ideal, porém, está vinculada a uma série de fatores que podem influir no selamento apical. Considerando que boa parte dos dentes que sofrem intervenção endodôntica submete-se à confecção de núcleo, os autores se propuseram avaliar quantitativamente “in vitro” a infiltração marginal  no sentido ápico-cervical do corante azul de metileno em dentes obturados pela técnica da condensação vertical com diferentes cimentos obturadores e preparados para retentor intra-radicular. Para isso, foram utilizados 50 dentes humanos unirradiculares que sofreram tratamento endodôntico, sendo obturados pelos cimentos:  G1. Sealer 26, G2. N-Rickert, G3. Canals-N, G4. Sealapex, e G5. Ketac-Endo. Uma semana após as manobras de obturação, os espécimes foram preparados para retentor intra-radicular, sendo em seguida imersos em azul de metileno a 0,5 % por 1 semana.  Em seguida os espécimes foram lavados, secos e incluídos em blocos de gesso, sofrendo desgaste longitudinal até a visualização do remanescente obturador. Foram então observados em microscópio óptico com aumento de 10 vezes. Os dados obtidos sofreram análise estatística pelo teste de Tukey.

Os resultados revelaram as seguintes médias de infiltração. G1. 2,74; G2. 3,24; G3. 3,44; G4. 4,83; G5. 5,29.  Portanto, concluiu-se que os cimentos Sealer 26 e N-Rickert apresentaram o melhor desempenho (estatisticamente significante em relação ao G3, G4, e G5). O Canals-N mostrou-se com resultados intermediários e  o Ketac-Endo apresentou o pior desempenho.

182

Concentração urinária de mercúrio em Cirurgiões-Dentistas da cidade de Salvador

E.B.SANTANA; L.GOMES; C.F.BRANDÃO*

Departamento de Diagnóstico e Terapêutica, Faculdade de Odontologia da UFBA

Os problemas de exposição prolongada ao mercúrio são vários, afetando principalmente o SNC e também os rins. Como fontes de contaminação podemos enumerar: mercúrio derramado acidentalmente, remoção do excesso de mercúrio, infiltração dos dispensadores, armazenagem inadequada, vazamento das cápsulas durante a trituração, vaporização do mercúrio de instrumentais contaminados colocados em estufas, desprendimento durante a remoção de restauração e condensação do amálgama. O presente trabalho teve como objetivo avaliar os níveis de mercúrio na urina de Cirurgiões-Dentistas da cidade de Salvador, fazendo uma comparação entre os níveis encontrados na urina de profissionais que realizam atendimento individual em consultórios privados com os níveis encontrados na urina de profissionais que realizam atendimento coletivo. Para tanto foram colhidas amostras de urina de 45 Cirurgiões Dentistas, sendo que 28 destes trabalhavam em consultórios privados com atendimento individual, denominado grupo I, e os outros 17 profissionais foram selecionados por atenderem em ambulatório, o grupo II. Para análise dos níveis de mercúrio foi utilizado um espectofotômetro de absorção atômica, onde a precisão do método é de 93-95%. A concentração média de mercúrio das 45 amostras foi de 18,4 mgHg/L, acima do valor normal que é de 10,0 mgHg/L. A concentração média das amostras no grupo I foi de 12,0 mgHg/L. Já a concentração média do grupo II foi de 29,0 mgHg/L.

Em vista dos resultados, constatamos que há uma maior exposição da classe odontológica ao mercúrio e os profissionais em maior risco são os que trabalham em ambulatórios coletivos.

183

Padrão alimentar em crianças de 0-3 anos

TOLLARA, M.;  CIAMPONI, A.L.*

Departamento de Odontopediatria e Ortodontia, Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo – SP

A relação entre cárie e dieta está bem estabelecida na literatura. É de especial importância conhecer os hábitos alimentares e padrão de consumo de açúcar em crianças até 36 meses para desenvolver um programa de educação nutricional visando induzir atitudes de saúde positiva entre as mesmas. Foram distribuídos 134 questionários a mães de crianças na faixa etária de 0-36 meses. Tal questionário procurou obter informações sobre amamentação (orientações prévias, período de amamentação, desmame) aleitamento artificial (utilização de mamadeira, abandono), nível educacional das mães e informações sobre puerpério. Foi observado que 73,1% das mães receberam orientações sobre amamentação e a maioria amamentou seu filho (79,8%). O desmame ocorreu precocemente (0-3 meses) em 20,9% e algumas (14,1%) amamentaram por período superior a 12 meses. Grande parte das crianças (69,4%) utilizam mamadeira, apesar de 75,3% da população avaliada apresentar idade superior a 12 meses. Destas,66,3% utilizam a mamadeira antes de dormir. O consumo de açúcar( mel ou açúcar refinado associado ao leite ou chá) teve início precocemente (0-6 meses) para 56,7% das mesmas. Com relação aos hábitos de sucção 58,9% das crianças utilizam ou utilizaram chupeta e 6% chupam ou chuparam dedo. A análise estatística revelou correlação positiva entre alguns dados.

Os resultados indicam que a educação em saúde deve integrar orientações alimentares, fundamentais para reduzir a alta prevalência de cárie em crianças menores de 3 anos.

184

Cronologia de erupção e suscetibilidade a cárie dentária em nascidos com baixo peso

E. MORAES*; R. F. ROCHA; R. BRAYNER; M.B. CURY

Depto. de Patologia, Fac. Odontologia de São José dos Campos- UNESP

O baixo peso ao nascimento é um problema de saúde pública, por serem os recém-nascidos suscetíveis a várias doenças. Devido à falta de informação sobre as condições de saúde bucal, procurou-se verificar  a cronologia de erupção da dentição decídua e a suscetibilidade à cárie dentária de crianças nascidas com menos de 2.500g (O.M.S.). Foram examinadas 75 crianças com baixo peso ao nascimento e comparadas com 180 crianças nascidas em condições normais de condições socioeconômicas semelhantes, com idades variando de 12 a 60 meses. As variáveis estudadas foram: peso/altura ao nascimento e na época do exame; ataque de cárie (ceo) e duração da amamentação. O peso e a altura atingiram níveis de normalidade ao redor dos 48 meses. Observou-se um atraso na cronologia de erupção de aproximadamente 6 meses nas crianças nascidas com baixo peso. Essas crianças apresentaram, apesar disso, maior suscetibilidade à cárie (X2= 5,353), quando foram comparadas as sem cárie e com cárie nas idades de 24 a 60 meses. Não foi observada diferença quanto à duração do período de amamentação.

As crianças com baixo peso ao nascimento são, portanto, um grupo que pode ser considerado de risco e que deve merecer atenção especial não só em relação à saúde geral mas também à bucal.

 

Apoio financeiro: CNPq

185

Saúde bucal em idosos institucionalizados em Araraquara, SP

S. R. C. SILVA*

Departamento de Odontologia Social, Fac. de Odontologia de Araraquara-UNESP - (016) 232-4823

Existem poucos estudos disponíveis sobre as condições de saúde bucal de idosos no Brasil. O objetivo deste estudo foi determinar a prevalência de edentulismo, cárie dentária, doença periodontal e o uso e a necessidade de próteses em idosos institucionalizados na cidade de Araraquara, SP. Foram examinadas 91 pessoas (62,6% mulheres) e a média de idade foi de 73 anos (sd=8,1). Os resultados mostraram que a prevalência de edentulismo foi de 72,5% e que cada pessoa tinha em média 3,15 dentes presentes. O índice CPO-D foi de 30,9 (C=4,3%; P=93,3%; O=2,4%). O índice CPITN não foi aplicado em 76,9% dos indivíduos porque todos os sextantes estavam excluídos por terem menos de 2 dentes presentes. As condições periodontais mais freqüentes nos indivíduos examinados foram o cálculo dental (38,1%) e a bolsa periodontal rasa (33,3%). A porcentagem de pessoas usando algum tipo de aparelho protético foi de 62,6%, no entanto, apenas 1 pessoa examinada não necessitava do uso de prótese, enquanto que 36,3% das pessoas eram total ou parcialmente desdentadas e não utilizavam nenhuma prótese. Das próteses em uso, 72,5% das superiores e 78,0% das inferiores precisavam ser trocadas pois estavam inadequadas para o uso. As próteses eram usadas em média por 21 anos.

Os resultados revelaram uma população com níveis precários de saúde bucal devido ao grande número de dentes extraídos, de pessoas edêntulas e pelo uso de próteses que necessitam ser trocadas. Diante das consequências desta situação nesta população, recomenda-se a implementação de programas de saúde bucal especificamente direcionados a estas pessoas.

186

Avaliação das condições bucais em pacientes da terceira idade

A.L.A. CAPELOZZA; N.E.TOMITA; C.G. LIMA*.

Depto. de Odontologia Social; Depto. de Estomatologia-FOB/USP,HPRLLP-USP - Tel.: (014) 235-8256

Tendo como propósito avaliar as condições de saúde bucal de pacientes internos no “Lar para Idosos Sociedade São Vicente de Paula”, em Bauru-SP - Brasil, este estudo tranversal foi delineado. Esta entidade é assistida pelo programa de clínica extra-muros do HPRLLP-USP, e o diagnóstico das condições mais prevalentes nesta população visa direcionar o atendimento clínico.

A amostra foi constituida de 53 pacientes institucionalizados, cujos principais agravos à saúde geral eram: locomoção (73,6%), fala (56,6%), e audição (47,2%), além de disturbios cárdio-vasculares (5,7%) e diabetes mellitus (9,4%). Cerca de 15,0% da amostra apresentavam o hábito do fumo, sendo predominante no sexo masculino.  A coleta de dados  consistiu de uma anamnese detalhada e exame físico, composto de inspeção, palpação, percussão e aussultação. Entre as condições fisiológicas observadas, destacaram-se os grânulos de Fordyce (77,4%) e varicosidades (43,4%) e lesões decorrentes do uso de prótese total inadequada ou inadapda foram observadas, sendo 20,0% de candidíase, 11,4% de hiperplasia fibrosa inflamatória, 5,6% hiperplasia papilar palatina ou papilomatosa.

Em vista dos achados, pôde-se concluir que a elevada frequência de lesões de superfície de mucosa, causadas por inadequações da prótese dentária, justifica o atendimento à reabilitação bucal no programa de clínicas extra-muros com pacientes da 3.ª idade.

 

Apoio financeiro da FUNCRAF

187

Saúde Bucal nos Idosos: Realidade Ignorada

N.A.SALIBA; G.MARCELINO*; C.A.SALIBA

Pós-Graduação em Odont Prev. Social - FOA-UNESP

O Brasil vem apresentando nas últimas décadas, um declínio nas taxas de mortalidade e fecundidade, levando-o a um processo de envelhecimento populacional, sem que haja uma melhoria das condições de vida desta. Baseado no fato de que há uma escassez de dados sobre a prevalência das doenças bucais nos idosos e que, os profissionais devam conhecer as condições de saúde bucal e necessidade de tratamento destes, propusemo-nos a realizar este estudo, para direcionar o planejamento de programas neste grupo populacional. Foram examinados 97 indivíduos, de ambos os  sexos, na faixa etária de 42 a 102 anos, utilizando os índices CPOD, ICNTP e uso e/ou necessidade de prótese, segundo os critérios da OMS. Pelos dados obtidos, 69,07% eram desdentados, sendo que somente 47,76% deste total faziam uso de prótese total. 30,92% eram edêntulos parciais, com CPOD médio de 25,10. Segundo o ICNTP, 71,11% apresentavam sextantes excluídos e, 16,65% necessitavam de tratamento periodontal (instrução de higiene oral e tartarectomia).

A severidade do quadro epidemiológico detectado leva à indicação urgente de uma política de saúde planejada, onde os recursos disponíveis deverão ser usados com máxima eficiência.

188

Implicação Ética da Imagem Digitalizada

C.M. FERREIRA*; A.A. CAMPOS; I.C. FRÖNER; L.C. PARDINI

LACIRO - FAC. ODONTOLOGIA DE RIBEIRÃO PRETO-USP- BRASIL

Os sistemas de radiografias computorizadas estão, atualmente, disponíveis ao cirurgião-dentista e permitem a obtenção de imagens intra-bucais digitalizadas, que são utilizadas como meio auxiliar de diagnóstico, planejamento e tratamento das doenças orais. Por outro lado, seu valor como documentação legal é discutível. Os softwares atuais podem nos oferecer melhores informações quando utilizamos imagens digitalizadas mas o manuseio incorreto dos programas poderá gerar erros de interpretação o que poderá ocasionar problemas éticos ao profissional. O objetivo desse trabalho foi demonstrar que o uso de imagens digitalizadas não tem valor legal e que o arquivo de radiografias deve ser mantido com este propósito. O material utilizado consta de 10 radiografias periapicais (DF-58) que apresentavam erros relacionados ao tratamento endodôntico (extravasamento, ausência de material obturador, lesões periapicais) e obtidas dos prontuários dos pacientes. De posse de um scanner (HP ScanJet 4C/IT) essas radiografias foram digitalizadas, e as imagens foram manipuladas para que simulassem, em cada radiografia, um tratamento correto. As imagens manipuladas foram apresentadas em tela de computador, separadamente, para 10 endodontistas, que atribuíam valores de 1 a 5 (escala crescente) quanto a eficácia do tratamento realizado. O resultado mostrou que cerca de 80% dos examinadores foram unânimes em dar valor 5 para o conjunto de radiografias sugerindo, portanto, que o “tratamento” realizado estava correto.

Conclui-se que apesar da incontestável utilidade dos softwares de armazenamento de imagem, o profissional não deve abandonar as fichas clínicas e radiográficas dos pacientes pois as mesmas são fundamental importância do ponto de vista legal.

189

Processamento digital de sinais eletromiográficos utilizando Redes Neurais Artificiais

D.A.MARTINELLI*; I.A. GIL; E.F.CABRAL JR; F. BÉRZIN; R. RUDY; E.J.X. COSTA

Departamento de Ciências Fisiológicas, FOP-UNICAMP

A determinação de um padrão de atividade mioelétrica, característico de um determinado grupo de sujeitos ainda é controversa, uma vez que a variabilidade dos métodos de registro, dos diferentes equipamentos eletromiográficos, interferências eletromagnéticas, seleção dos eletrodos e características da amostra concorrem para a obtenção de resultados diversos, dificultando o estabelecimento de registros eletromiográficos confiáveis, capazes de representar a atividade elétrica normal . A utilização de uma Rede Neural Artificial (RNA) no processamento digital dos sinais eletromiográficos corresponde a um recurso para otimizar essa metodologia. Foram selecionados aleatoriamente 12 voluntários do sexo feminino com idade entre 17 e 21 anos. Todos apresentavam dentição completa e ausência de sinais e sintomas de Desordens Craniomandibulares. Os registros eletromiográficos (EMG) foram obtidos no Laboratório de Eletromiografia do Departamento de Morfologia da FOP - UNICAMP, através do eletromiógrafo Nicolet Viking II. Os eletrodos bipolares de superfície foram posicionados sobre os músculos temporais e masséteres bilateralmente. Os voluntários foram orientados a realizarem 7 tipos de movimentos mandibulares. As análises computadorizadas dos sinais EMG foram realizadas no Laboratório de Comunicações e Sinais da Escola Politécnica - USP. O treinamento da RNA ocorreu no modo supervisionado (Learning Vector Quantization - LVQ) com um único vencedor por classe de sinal.  Obteve-se como resultado que a rede apresentou 75 % de acerto para os movimentos estudados.

Concluiu-se que as RNAs podem ser utilizadas como instrumento para otimizar o processo de avaliação eletromiográfica dos movimentos mandibulares.

Apoio financeiro CAPES: processo nº 33070539

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Verificação da Proporção Divina na Face de pacientes Totalmente Desdentados

M.R. Piccin; K.A. Nóbilo; A.L. Rodrigues Jr.

Departamento de Ciências Fisiológicas - FOP/UNICAMP

O objetivo desta pesquisa foi verificar a presença da Proporção Divina em segmentos da  face em indivíduos totalmente dentados, utilizando-se método fotográfico. A Proporção Divina já era  utilizada desde a Antiga Grécia por escultores e arquitetos, e foi estudada durante o Renascimento. Na Odontologia tem sido utilizada em áreas como a Ortodontia e Prótese. A amostra  deste estudo constitui-se de 121 indivíduos totalmente dentados, de raça branca, ambos os sexos, cuja faixa etária variou entre 20 e 26 anos de idade. Os pacientes foram posicionados em um cefalostato, onde foram fotografados em norma lateral direita, na posição postural de repouso fisiológico. Sobre as fotografias foram realizadas mensurações dos segmentos obtidos entre os seguintes pontos faciais Lc (lateral cantus), Sbn (Sb-nasal), St (stomion) e Gn (gnátio), utilizando-se um paquímetro digital de precisão. Através da análise estatística pelo método de Teste de Hipótese, verificou-se quais destes segmentos estariam em Proporção Divina, e se haveria a presença da proporção sugerida por Willis. Os resultados confirmaram a presença da proporção Divina entre os segmentos Lc-Sbn e Sbn-St, Lc-Sbn e Sbn-Gn assim como confirmou-se a presença da proporção de Willis (Lc-St = Sbn-Gn), que seria uma conseqüência da presença da Proporção Divina.

Em vista destes resultados os autores puderam concluir que estes segmentos possuem a Divina Proporção. A confirmação destas proporções da face poderão auxiliar na reabilitação oral de pacientes desdentados totais ou parciais que possuem diminuição da dimensão vertical da face.

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Estudo dos Movimentos Mandibulares Horizontais nos Desdentados Totais

L.E.T.L. Passos; K.A. Nóbilo

Departamento de Ciências Fisiológicas - FOP/UNICAMP

Estudos têm demonstrados que a perda da DVO leva a diminuição dos movimentos mandibulares. Propusemos neste estudo analisar os movimentos mandibulares horizontais, (A/P=antero-posterior, LD= lateral direita, LE=lateral esquerda), através de registros intra-orais em 10 pacientes desdentados sem perda da DVO (controle) e 10 pacientes desdentados com perda da DVO entre 10 a 11mm. As próteses foram moldadas e feita a tomada com o arco facial. Os modelos foram montados no articulador semi-ajustável e confeccionados os registros intra-orais, 1 para o grupo controle e 2 registros (R1 e R2) para o grupo com DVO alterada sendo R1 com DVO alterada e R2 com DVO recuperada. Os valores médios das extensões dos movimentos apresentados pelo grupo controle foram: A/P=12,680, LD= 10.525, LE=10,506. Para o grupo com perda da DVO foram: R1; A/P=8,616, LD=6.032, LE=6.828 e R2= A/P=10,481;LD=9,139, LE=9,007. Aplicando-se o teste T pareado no segundo grupo, houve diferença significativa ao nível de 5% entre R1 e R2 e aplicando-se o teste T entre R2 e o grupo controle, não houve diferença significativa neste mesmo nível.

Desta forma concluímos que, para recuperarmos os movimentos mandibulares nos pacientes desdentados totais devemos recuperar a DVO fisiológica, pois sua diminuição resultou em redução da amplitude dos movimentos horizontais.

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Interpretação das estruturas maxilo-mandibulares frente à ressonância magnética

H. DAVIDOWICZ*; C.G. MORELLI; A.A.M. MOURA

Disciplina de Endodontia, Faculdade de Odontologia da Universidade Paulista – SP

Em busca de novos métodos de diagnóstico capazes de fornecer imagens das estruturas dento alveolares com grande detalhamento, superior as obtidas através do exame radiográfico, a ressonância magnética tem sido alvo de inúmeros estudos. Foi objetivo deste estudo analisar as imagens fornecidas através do exame de ressonância magnética com vista às estruturas anatômicas que compõem os maxilares. Doze pacientes aleatoriamente selecionados foram submetidos a exames de ressonância magnética do segmento cefálico obtendo-se cortes sagitais e axiais da região oro-facial. As imagens obtidas foram então analisadas com ênfase ao detalhamento das estruturas dento-alveolares. Cabe ressaltar que as estruturas calcificadas mostraram-se como uma área escura, ou “sem sinal”, dificultando a correta observação. Associado a esta dificuldade técnica, inúmeros artefatos de imagem foram observados em decorrência da presença de metais na cavidade oral ou da mobilidade do paciente durante o exame. Salientamos, porém, que quando as estruturas dentais formaram um plano mesio-distal ou vestíbulo-lingual de 90o com o plano de corte para a obtenção das imagens, as estruturas pulpares se apresentavam com bom detalhamento.

Embasados nas imagens obtidas, conclue-se que a ressonância magnética é capaz de fornecer imagens de tecidos desmineralizados, como tecido pulpar e periodontal, embora não mostre a mesma qualidade na visualização de estruturas mineralizadas, além de restaurações metálicas causarem diversos distúrbios nas imagens. Novos estudos devem ser conduzidos a fim de contornar tais limitações, buscando uma melhor qualidade na visualização das estruturas dentais, e consequentemente, um diagnóstico mais apurado. 

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Estudo cefalométrico computadorizado de indivíduos da raça negra

 J.J. SILVA*; M. G. OLIVEIRA; N. P. COSTA

Mestrado em Cirurgia Bucomaxilofacial, Faculdade de Odontologia da PUC – RS

Este estudo tem como objetivo estabelecer uma relação entre as dimensões cefalométricas computadorizadas, obtidas a partir de 40 telerradiografias em norma frontal, de pacientes da raça negra, de ambos os sexos, dentados e clinicamente simétricos em vista frontal, e o padrão estabelecido pelo programa SMTC (Sistema de Medição e Traçado Cefalométrico) para os indivíduos da raça branca, assim como realizar um estudo comparativo entre os sexos masculino e feminino, no sentido de avaliar as dimensões cefalométricas lineares e angulares para os indivíduos da raça negra, sendo as referidas dimensões cefalométricas determinadas a partir da análise de Ricketts frontal, a qual utiliza as medidas lineares que determinam as dimensões transversal da mandíbula, do maxilar, da face, vertical e transversal nasal, além das medidas angulares que dimensionam a simetria postural e a linha mediana maxilomandibular.

Os resultados obtidos indicam que há diferenças estatisticamente significativas, no nível de (p=0,01) no que se refere ao dimorfismo sexual para todas as dimensões cefalométricas lineares e angulares em norma frontal, com exceção da medida angular LMM que se mostrou maior no sexo feminino da raça negra. Em relação aos padrões de normalidade para as dimensões lineares, foi verificada diferença estatisticamente significativa no nível de (p=0,01), o mesmo não ocorrendo com as dimensões angulares, nas quais não ocorreram diferenças significativas.

 

Apoio financeiro: PICDT/CAPES/UFPE

194

Análise radiográfica de lesões periapicais em dentes de cães com forame ampliado

E.B.S.ARAÚJO*; A.A.ZAIA; C.T.S.DIAS; F.J.SOUZA FILHO

Área de Endodontia - FOP/UNICAMP - (019) 430-5215

A presença de bactéria no sistema de canais radiculares, é o principal agente etiológico para o desenvolvimento das lesões periapicais. As interações entre agentes irritantes e os tecidos periapicais, estimulam a liberação de mediadores químicos, levando à formação de um tecido de granulação, que posteriormente entrará em equiliíbrio com os agentes agressores, estabilizando seu crescimento. Esse tecido caracteriza-se por uma imagem radiolúcida circunjacente ao periápice do dente contaminado. O objetivo deste trabalho foi comparar radiograficamente o desenvolvimento de lesões periapicais em cães, após pulpectomia com ou sem ampliação do forame apical até a lima K#30, durante os períodos de 30, 60 e 90 dias. Após o sacrifício dos animais, as mandíbulas foram retiradas, sendo radiografadas com filmes periapicais “ultra-speed”. As imagens radiográficas foram transcritas para papel e as referidas áreas mensuradas (cm2) através de Medidor de área (modelo 3100, LI-COR).

Os resultados apresentaram pequena diferença estatística, sugerindo que a ampliação do forame apical promove uma maior osteólise na região do periápice, enquanto que a presença do ápice em delta em cães, reduz a formação de lesão nesta região.

 

Apoio financeiro da FAPESP - Processo 96/5597-8

 

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Estudo comparativo entre  radiografias digitais e convencionais obtidas pela técnica intrabucal periapical aplicadas em pacientes especiais

J.C.A.MAGALHÃES, M.FENYO-PEREIRA*; O.J.VAROLI. Departamento de Estomatologia, Faculdade de Odontologia da USP.

O crescente uso da Informática nas ciências biomédicas, em geral, proporcionou o surgimento da radiografia digital. Por se tratar de um sistema de exame radiográfico bastante fácil de se operar possibilitando correções das possíveis imperfeições, sua utilização, em pacientes denominados “especiais” vem resolver, em parte um problema enfrentado por muitos profissionais quando se faz necessário o exame radiográfico de tais pacientes e que se torna inviável na maioria das vezes. Nossa proposta nesse estudo foi a de compararmos os resultados radiográficos obtidos com filmes periapicais convencionais e com as obtidas com um sistema de imagem digital intra-bucal em pacientes especiais. O filme utilizado na tomada radiográfica intra-bucal foi um lançamento recente que visa a diminuição do tempo de exposição sem prejuízo da qualidade radiográfica . O sistema digital  foi o DIGORA que necessita menos de 50% do tempo de exposição necessário para o filme utilizado. Concluiu-se que o sistema DIGORA apresentou melhores resultados no que se refere a qualidade diagnóstica da imagem,  uma vez que os fatores prejudiciais a qualidade da imagem, podem ser compensados na tela. Com relação a fator movimento 26,67% das radiografias convencionais foram prejudicadas, contra 13,33% com o sistema DIGORA.

Considerando-se o fator enquadramento da região de eleição na imagem foi o sistema convencional de radiografia periapical que apresentou melhores resultados em virtude das placas sensoras do aparelho serem rígidas, dificultando o posicionamento.

196

Efeito da radiação de elétrons na reparação tecidual

S.M. Almeida*; F.N. Bóscolo; M.R. Vizioli

Departamento de Diagnóstico Oral, Faculdade de Odontologia de Piracicaba-UNICAMP

A ação das radiações ionizantes nos tecidos vivos tem despertado um grande interesse. Os autores estudaram o efeito de 1,0 Gy de radiação de elétrons, com um feixe de 6 MeV no processo de reparação tecidual. Foram produzidas feridas de 2,3 cm X 1,4 cm na região dorsal de ratos, as quais foram protegidas, sendo irradiada somente uma região correspondente a 1,0 cm lateralmente a cada borda da ferida, estando o restante do animal protegido. Um grupo de animais foi irradiado imediatamente após a produção da ferida e o outro grupo foi irradiado 3 dias após esse procedimento. Dois grupos de animais não sofreram irradiação, sendo usados como  controles. O processo de raparação tecidual foi avaliado para o primeiro grupo aos 2, 4, 7, 11, 14, 17 e 21 dias. Para o segundo grupo aos 5, 7, 10, 14, 17, 20 e 24 dias. A avaliação do processo de reparação tecidual foi feita histologicamente pela coloração da hematoxilina-eosina, impregnação argêntica e reação histoquímica pelo azul de toluidina.

Os autores concluíram que a radiação de elétrons causou um retardo no processo de reparação tecidual em todos os tempos avaliados, sendo que o maior retardo foi observado para o grupo de animais que sofreu irradiação 3 dias após a abertura da ferida.

197

Filtração de Alumínio e de Zinco: Qualidade da imagem radiográfica e

dose de exposição

L.C. PARDINI*; P.C.A. WATANABE; J.R. TAMBURUS - Lab. Análise Controle da Imagem Radiográfica Odontológica - FORP/USP-BRASIL

Filtro de metal é preconizado como um dos principais meios de radioproteção, pois quanto maior o número atômico maior filtração da radiação X. A finalidade desta é comparar a qualidade da imagem radiográfica (densidade e contraste) e a dose de exposição(mR), quando utiliza-se filtros de Alumínio (2,0mm) e de Zinco(0,15mm), associados aos filmes periapicais, sendo 10(DF57) e 10(EP21) com exposição de 0,8 seg e 0,4 seg, respectivamente. Empregou-se aparelho de raios X (70 KVp, 10mA, DFF 40 cm), solução processadora(kodak) e fotodensitrômetro. A metodologia compreende a exposição de penetrômetro escalonado de alumínio, medindo 10x32 mm com 8 degraus, com espessuras incrementais de 2mm. Após o processamento radiográfico os valores das densidades ópticas das imagens foram analisado no fotodensitrômetro e confeccionou-se tabela e gráfico (x=espessura do penetrômetro e y=densidade óptica). Para análise estatística utilizou-se os valores originais da tabela (n=10) que foram submetidos a testes de regressão linear para múltiplas curvas matemáticas, sendo que, a análise dos valores de “r” indicou a hipérbole de 2o.grau. A seguir trasnformou-se em reta(y=b+ax) a hipérbole original. A análise estatística demostrou distribuição-não-normal para os valores do contraste (“b”) e da densidade (“a”) correspondentes a equação da reta. Os resultados demostraram existir diferenças significantes (n=10, p<0,01) quando compara-se contraste e densidade, com redução de 90% a dose de exposição.

Conclui-se que a associação do filme E com o filtro de Zinco expõe o paciente a menor quantidade de radiação e apresenta menor densidade radiográfica e menor contraste, quando comparada com a associação do filme E e filtro de Alumínio.

CNPq Processo: 301042/94-2

198

Cisto ósseo traumático: estudo clínico, radiográfico e terapêutico de 18 casos

E.N. SILVA*; J.H. DAMANTE; O. FERREIRA JR.; M.A.G.S. SILVA

Departamento de Estomatologia, Faculdade de Odontologia de Bauru – USP

O cisto ósseo traumático é uma lesão incomum nos ossos maxilares, identificado há várias décadas, mas de etiopatogenia ainda desconhecida.  Neste trabalho, os aspectos clínicos, radiográficos e terapêuticos do cisto ósseo traumático foram estudados para melhor compreensão do seu comportamento biológico.  Uma amostra, constituida de dezoito (18) pacientes portadores de cisto ósseo traumático, tratados e/ou em proservação, foi avaliada quanto aos dados clínicos (sexo, idade e história da doença atual), radiográficos (localização, forma da lesão, definição e expansão) e terapêuticos.  Dezesete (17) casos de cisto ósseo traumático ocorreram em pacientes menores de 20 anos, todos localizados na mandíbula sendo 14 no corpo, 2 na região anterior e 2 em ambas as regiões. 0 aspecto radiográfico revelou imagem radiolúcida radicada em osso medular, unilocular, raramente expandindo as corticais, com presença comum das projeções semilunares entre as raízes dentárias.  Onze (11) casos foram tratados cirurgicamente.  Sete (7) casos estão apenas em controle clínico e radiográfico, destes, 5 apresentam lesão estável e 2 apresentam lesão em regressão.

Os resultados revelaram que o cisto ósseo traumático é uma doença mais comum na segunda década, assintomática, de incidência quase exclusiva do corpo mandibular, e aspectos radiográficos característicos, normalmente diagnosticado nos exames de rotina. 0 tratamento mais comum foi o cirúrgico, mas os casos apenas controlados, apresentaram um bom comportamento biológico, reforçando a hipótese de tratar-se de uma lesão autolimitante e de regressão espontânea.

199

Análise radiográfica digital da neoformação óssea em defeitos cirúrgicos experimentais

A.J. PAVAN*; E.A.L. GONÇALVES; R.M. Hayacibara; O. TAVANO - UEM - Maringá; FOB-USP

Novas técnicas radiográficas têm sido desenvolvidas, permitindo a redução da dose de radiação e maior rapidez na obtenção da imagem. Sistemas diretos de obtenção de imagens radiográficas digitais, capazes de substituir as radiografias convencionais, possibilitam a otimização no diagnóstico radiográfico. Mais pesquisas, entretanto, mostram-se necessárias para tornar a radiografia digital uma prática rotineira de exame complementar. Este trabalho objetivou o estudo do processo de reparo ósseo através da manipulação de imagens e análise da densidade radiográfica com o sistema DIGORA. Defeitos cirúrgicos foram confeccionados no osso rádio de 16 cães e coelhos, sacrificados em  períodos de 15, 30, 45 e 90 dias. Após a fixação, as peças contendo os defeitos ósseos foram expostas a radiação X, empregando-se um sensor tipo placa de imagem. Um fotomultiplicador coleta a imagem latente formada no sensor quando expõe-se à luz laser, transformando-a em um sinal eletrônico análogo digitalizado. A análise das imagens radiográficas foi executada através de um software do sistema DIGORA e visualizadas no monitor de um computador, possibilitando medir e quantificar a densidade radiográfica.

Os resultado obtidos permitiram as seguintes conclusões: (a) A análise da densidade radiográfica óssea forneceu uma avaliação gradativa da neoformação óssea; (b) A evolução do processo de reparo ósseo depende da escala filogenética do modelo animal experimental, ocorrendo mais rapidamente em coelhos do que em cães.

200

Avaliação da precisão dos cronômetros dos aparelhos de raios x

odontológicos da forp/usp

S. B. CORRÊA; L. C. PARDINI;  P. C. A. WATANABE***  -  Universidade de São Paulo - Fac. de Odontologia de Ribeirão Preto. LACIRO

Nos aparelhos de raios X odontológicos existentes no mercado brasileiro, o único fator de exposição manuseável é o dispositivo marcador do tempo no qual o aparelho de raios X emite radiação durante o procedimento radiográfico. A proposição deste trabalho é avaliar os aparelhos de raios X que são rotineiramente utilizados nas clínicas e laboratórios da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto da USP, quanto ao grau de precisão dos marcadores de tempo de exposição dos mesmos.  Foram analisados 23 aparelhos de raios X da FORP/USP, nos intervalos de tempo 0,25 segundo, 0,40 segundo e 1,00 segundo. Para isso utilizou um cronômetro de raios X. Os resultados demonstraram diferença significante(n=23, p<0,01), quando os cronômetros foram comparados. Todos os aparelhos testados apresentaram mal funcionamento do marcador de tempo, acima dos 5% de erro aceitáveis. Quanto menor o “set” de exposição, maior o erro registrado. Houve acuracidade apenas para alguns “sets” de exposição de alguns aparelhos de raios X.

Podemos concluir que os marcadores de tempo dos aparelhos examinados não possuem acuracidade, produzindo erro médio entre 11% e 50%, o que é altamente significante quando se utiliza filmes radiográficos do grupo E.

 

CNpQ -PIBIC/USP e Projeto CNpQ Grant 301042/94-2.

201

Estudo da manifestação periodontal da paracoccidioidomicose

M.R. SPOSTO*; M.A. ONOFRE; C.M. NAVARRO; M.E.S.F. MOTTA; C. SCULLY; M.J. GIANINI

Faculdades de Odontologia & Ciências Farmacêuticas Araraquara-UNESP; Eastman Dental Institute, Londres

A paraccocidioidomicose é uma micose sistêmica com manifestações bucais que ocorrem com maior freqüência no periodonto de proteção ou mucosa alveolar (SPOSTO et al., J. Oral Pathol. Med., 1994). O objetivo deste trabalho foi realizar um estudo clínico e histológico da manifestação periodontal (gengiva e mucosa alveolar) da paracoccidioidomicose. Foram analisados 15 prontuários de pacientes com diagnóstico de paracoccidioidomicose confirmado por exames direto, sorologia e histológico. Os resultados revelaram que a maioria dos pacientes eram homens (86,5%), brancos (80%), com idades entre 28 e 65 anos, e profissões exercidas ao ar livre (60%). O questionário de saúde mostrou envolvimento pulmonar em 60% dos casos confirmados por exames direto da secreção pulmonar e radiográfico. Foram constatadas 29 lesões bucais sendo 1,9 lesão por paciente. As lesões no periodonto de proteção ocorreram em 47% dos casos e as de mucosa alveolar em 20%. A história dentária revelou sintomas de prurido, dor local, doença periodontal e mobilidade dentária. Ao exame clínico detectou-se pontos vermelhos e áreas granulomatosas na gengiva e em locais de extração dentária com atraso na cicatrização. O exame histológico da gengiva mostrou inflamação crônica granulomatosa caracterizada por grande quantidade de linfócitos, plasmóticos e macrófagos.

A freqüência de manifestações periodontais na paracoccidioidomicose foi alta, o que poderia ser explicado pela inflamação periodontal crônica causada pela placa dental proporcionando a fixação e reprodução local do fungo. Estas observações indicam que as lesões periodontais podem aparecer nos estágios iniciais da infecção fúngica. A paracoccidioidomicose deve ser considerada no diagnóstico diferencial de doenças incomuns envolvendo o periodonto.

CNPq (523700/95-4)     FAPESP (96/04653-1)

202

Prevalência de lesões da mucosa em campanhas de prevenção de Câncer Bucal

M.E.S.F.MOTTA*; M.A.ONOFRE; D. THAME; M.R.SPOSTO; C.M.NAVARRO

Serviço de Medicina Bucal. Faculdade de Odontologia de Araraquara – UNESP

Atualmente tem-se enfatizado a importância e a necessidade de campanhas educativas para a prevenção do câncer, com a realização de exames bucais para aumentar o índice do diagnóstico precoce desta doença. O objetivo deste trabalho foi avaliar a prevalência de lesões da mucosa e dos fatores de risco para o câncer, em duas campanhas de prevenção de câncer bucal realizadas em Araraquara, nos anos de 1994 e 1995. Foram examinados 1191 indivíduos, 287 homens e 904 mulheres, na faixa etária de 3 a 90 anos, sendo 974 brancos, 161 negros, 54 mulatos e 2 amarelos. Os resultados mostraram que 581 pessoas apresentaram lesões de mucosa bucal, assim distribuídas: candidoses 276 (23,2%); hiperplasias reacionais 143 (12,1%); lesões epiteliais potencionalmente malígnas 135 (11,3%); tumores benígnos 22 (1,8%); câncer 3 (0,2%) e outras lesões 138 (11,6%). Quanto aos fatores de risco para o câncer verificamos que 373 (31,3%) eram fumantes e 82 (6,9%) ingeriam álcool com frequência.

Concluímos que a prevalência de lesões e o percentual para os fatores de risco foram altos. As campanhas têm contribuído para o diagnóstico precoce do câncer bucal, pois detectamos 11,3% de lesões potencialmente malígnas na população examinada, a qual se encontra em proservação no Serviço de Medicina Bucal.

203

Estudo comparativo de duas substâncias de contraste usadas em sialografia:

Lipiodol UF e Telebrix 38

M. E. FLORES*; O. DI HIPÓLITO JÚNIOR; F. HAITER NETO - Depto. de Diagnóstico Oral. Fac. de Odont. de Piracicaba - Unicamp – SP

Um estudo in vitro teve por finalidade comparar duas substâncias de contraste utilizadas em exames sialográficos, sendo uma lipossolúvel - Lipiodol UF -, e outra hidrossolúvel - Telebrix 38 -, em relação a radiopacidade e a diluição.

Esta comparação foi realizada por meio de modelos experimentais e da densitometria óptica, com os quais se pôde simular uma glândula salivar num exame sialográfico.

Os meios de contraste foram avaliados quanto a sua radiopacidade nos estados puros e quando aplicados contra uma coluna de saliva artificial, observando-se a presença de solubilidade de acordo com o tempo de aplicação - 0 segundos,  30 segundos, 1 minuto e 1 minuto e 30 segundos.

O Lipiodol UF e o Telebrix 38 não apresentaram diferença de radiopacidade no estado puro.

Quanto à solubilidade, o Lipiodol UF não apresentou diluição na presença da saliva artificial, ficando com níveis de densidade óptica semelhante estatisticamente aos do Lipiodol UF puro em todos os tempos estudados. Já o Telebrix 38 apresentou diluição imediatamente após a aplicação contra a saliva artificial. Para se quantificar a diluição média de acordo com o tempo de aplicação, foram realizadas diluições do Telebrix 38 na ordem de 25%, 50% e 75%. No tempo imediatamente após a aplicação do contraste - 0 segundos -, o Telebrix 38 apresentou diluição na ordem de 50 %; nos tempos 30 segundos e 1 minuto, a diluição ficou situada entre 50% a 75% e, no tempo 1 minuto e 30 segundos após a aplicação do contraste, a diluição ficou acima de 75%. 

204

Expressão das citoqueratinas no líquen plano e na displasia liquenóide

E.TURATTI*; M.T.MARTINS; V.C.ARAÚJO

Departamento de Estomatologia , Faculdade de Odontologia da USP – SP

O líquen plano oral é uma lesão amplamente estudada tanto por sua etiopatogenia como também pela variedade de aspectos clínicos que exibe e devido ao seu discutível potencial de transformação maligna. Apresenta muitas vezes uma dificuldade na elaboração do diagnóstico diferencial com outras entidades patológicas, sendo uma delas a displasia liquenóide que é uma lesão com característica liquenóide e alterações displásicas no epitélio como projeções em gotas e maior número de figuras de mitose. Este trabalho teve como objetivo comparar o padrão de expressão de citoqueratinas no líquen plano e na displasia liquenóide localizadas em mucosa jugal, e em cortes normais de mucosa jugal. Para as reações imuno-histoquímicas usou-se a técnica da streptavidina-biotina, tendo sido os cortes submetidos aos anticorpos monoclonais anti-citoqueratinas 7,10,13,14,16,19 e 20. Pudemos avaliar que a expressão das citoqueratinas 7,10,13,19 e 20 em ambas as lesões seguiu o padrão normal. A citoqueratina 14 apresentou padrão de marcação suprabasal em ambas lesões, sendo mais evidente em regiões com maior presença de infiltrado inflamatório.A citoqueratina 16 foi mais expressiva nas lesões, principalmente na displasia liquenóide

Concluímos que as alterações de expressão das citoqueratinas podem contribuir no diagnóstico histológico dessas lesões.

205

Estudo epidemiológico de tumores odontogênicos - Análise de 148 casos

J. N. Santos*; L. B. Souza; L. P. Pinto

Mestrado em Patologia Oral, Curso de Odontologia da UFRN

O presente estudo propôs-se a analisar uma série de tumores odontogênicos diagnosticados no período de 1970 a 1995, no Serviço de Anatomia Patológica da Disciplina de Patologia Oral da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Foram estudados a freqüência dessas entidades, bem como os dados quanto à idade, sexo, localização anatômica, cor da pele dos pacientes e grau de recidiva.

De um total de 148 tumores odontogênicos, o mais comum deles foi o odontoma composto (25%) seguido do ameloblastoma (23%). A ocorrência dos tumores odontogênicos apresentou-se maior no sexo feminino (64,9%), com pico de incidência na segunda e terceira década de vida. Em relação à localização anatômica das lesões, estas predominaram na mandíbula, representando 52,7% dos casos estudados. Além disso, cinco casos de ameloblastoma e um mixoma odontogênico  apresentaram recidiva.

206

Carcinoma basocelular. Determinação dos parâmetros nucleares

M.C. KOMESU*; R.A. LOPES; M.A. SALA

Departamento de Estomatologia, Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto – USP

O carcinoma basocelular é um tumor epitelial que pode afetar a cavidade oral. As células neoplásicas se originam da camada basal da epiderme ou a partir de elementos indiferenciados dos anexos epidérmicos. Estas células se dispõem constituindo ninhos, massas ovaladas, ilhotas compactas ou fileiras ramificadas e anastomosadas entre si. O propósito do presente trabalho é determinar os parâmetros nucleares das células neoplásicas em carcinomas basocelulares, e compara-los com os parâmetros nucleares correspondentes ás células basais normais. Com essa finalidade foram determinados os seguintes parâmetros nucleares em células basais neoplásicas e normais de 10 carcinomas basocelulares: diâmetro maior, diâmetro menor, diâmetro médio, perímetro, área, superfície, volume, relação superfície/volume, relação entre diâmetros, excentricidade, coeficiente de  forma e índice de contorno. Os resultados obtidos demonstram a ausência de alterações maiores no tamanho nuclear das células cancerosas. Por outro lado, a forma nuclear apresentou modificações significativas. Os núcleos das células basais neoplásicas apresentam-se mais arredondados que os das células basais normais, devido a um ligeiro aumento do diâmetro menor e a uma leve diminuição do diâmetro maior.

De acordo com os resultados do presente estudo é possível concluir que os parâmetros que estimam a forma nuclear são mais sensíveis que aqueles que avaliam o tamanho dos núcleos para detectar a malignidade no carcinoma basocelular.

207

Influência de um benzodiazepínico no reparo alveolar de ratos estressados

K.F. BOMBONATO*; LAMANO-CARVALHO; T.L.; L.G. BRENTEGANI

Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto-USP, RP - Fax: (016) 633-0999

O objetivo do presente trabalho foi avaliar histometricamente a influência de um benzodiazepínico (ValiumÒ, Roche) na cronologia de reparo alveolar de ratos estressados. Sabe-se que os benzodiazepínicos potencializam a ação do ácido gama amino-butírico (GABA), diminuindo a liberação de cortisol, reduzindo a ansiedade. Grupos com uma amostra de 5 animais tiveram os incisivos superiores extraídos sob anestesia e a mucosa suturada; um grupo recebeu benzodiazepínico intraperitonealmente a uma dose de 5mg/Kg, uma hora antes do estresse durante 7, 15 e 21 dias após a extração dental. Foram feitos cortes semi-seriados do alvéolo que foram corados por HE. Realizou-se a análise histométrica, contando 6.000 pontos por alvéolo (terços cervical, médio e apical), avaliando o volume percentual de tecido ósseo, com a aplicação do teste estatístico de Mann-Whitney:

 

  Período           Controle                      Estressado                 Estressado com Valium

  7 dias              17.2±1.2                     8.5±1.5**                               14.6±1.3**

  15dias             39.8±2.8                     26.2±2.6**                              31.1±2.6

  21dias             53.2±1.8                     37.6±3.0**                              41.3±1.8

 

Os resultados mostraram que os animais estressados tratados com benzodiazepínico apresentaram valores próximos aos controles, sugerindo uma ação benéfica deste medicamento em situações de estresse.

 

Apoio Financeiro do CNPq- Processo 520156/95.1 e FAPESP- Processo 1996/5745-7

208

Comparação dos perfis imunohistoquímicos do mixoma odontogênico

e do germe dental

R, Foronda*, M.T. Martins, S.C.O. Machado de Sousa - Depto. de Estomatologia - Disc. de Patologia Bucal – FOUSP

Os mixomas odontogênicos (MO) são neoplasias benignas raras compostas de pouca quantidade de células e fibras colágenas em um estroma mixomatoso abundante. Estudos imunohistoquímicos recentes relacionam os mixomas com os tecidos ectomesenquimais que formam os tecidos dentais, porém sua etiopatogenia é ainda motivo de controvérsia. O objetivo deste trabalho foi caracterizar através de método imunohistoquímico a matriz extra-celular e a célula do MO, comparando-as aos tecidos da embriogênese dental. Para este estudo foram utilizados 9 casos de MO e 1 germe dental, no qual analizou-se separadamente a papila dental (PD) e o folículo dental (FD).  Para as reações imunohistoquímicas a técnica usada foi da streptavidina-biotina e os cortes submetidos aos anticorpos contra: vimentina, AE-1, AE-3, proteina S-100, actina músculo liso-específica, fator XIIIA colágeno IV, laminina, tenascina, fibronectina.  Foi observada positividade para vimentina e negatividade para AE-1, AE-3, proteina S-100 e actina em todos os MO, na PD e no FD. Viu-se positividade para fator XIIIa em 5 casos de MO e no FD.  Laminina foi positiva em 6 MO e colágeno IV negativo em todos. Tanto na PD quanto no FD notamos positividade apenas nas áreas de membrana basal para esses anticorpos. A tenascina teve expressão variável no tumor, foi abundante no FD e foi presente apenas na periferia da PD.  A fibronectina foi abundante no tumor e no FD e ausente na PD.

Concluímos que há maior semelhança entre o perfil imunohistoquímico dos mixomas odontogênicos e do folículo dental do germe.

209

Expressão da tenascina em lesões ósseas dos maxilares

M.T. Martins*; R. Raitz; N.S. Araújo; V.C. Araújo

Departamento de Estomatologia - Patologia Bucal – FOUSP

Lesões com um componente conjuntivo denso e um calcificado são de ocorrência relativamente comum nos maxilares. Embora seus comportamentos biológicos sejam distintos, implicando em um tratamento diferenciado, muitas vezes o diagnóstico diferencial fica por conta dos aspectos clínicos, pois os aspectos histopatológicos confundem-se. A tenascina é uma macromolécula da matriz extra-celular, sintetizada por fibroblastos, abundante durante a embriogênese, nos processos neoplásicos, reparativos e de diferenciação celular. Sua ocorrência nos tecidos adultos normais é rara e restrita. Neste trabalho propusemo-nos a estudar a presença e distribuição da tenascina, através da técnica da streptavidina-biotina de imunohistoquímca, em um grupo de lesões com as características citadas acima, na intenção de detectar alguma correlação com a deposição do tecido calcificado. Para tanto utilizamos 9 casos de displasia fibrosa, 7 de displasia cementiforme, 6 de fibroma ossificante central e 9 de fibroma ossificante periférico. Vários padrões de deposição de tenascina foram observados aleatoriamente nas diversas lesões estudadas, não exibindo uma correlação direta com o tipo de lesão. Em alguns casos a tenascina distribuía-se adjacente às deposições ósseas; em outras apresentava-se na mesma localização mas abrangia área maior. Por vezes podia ser vista em todo o componente conjuntivo da lesão. Em lesões com trabéculas muito imaturas a tenascina estava presente nas trabéculas.

Sugerimos que a distribuição da tenascina esteja mais relacionada aos estágio de maturação dos depósitos calcificados do que ao tipo de lesão, lembrando-se também de que é molécula de distribuição variável ao longo do desenvolvimento.

210

Co-expressão de vimentina, actina, ema e citoqueratinas 7, 8, 14, 18 e 19 no carcinoma adenóide cístico

Y.R. CARVALHO*; E. TODDAI; E. MORAES; A.A.H. BRANDÃO - Depto.Patologia,  Fac.Odontologia S.J.Campos - UNESP.

O carcinoma adenóide cístico (CAC), neoplasia maligna relativamente frequente em glândulas salivares menores, apresenta três variantes histológicas (cribriforme, tubular e sólida), relacionadas ao prognóstico. Para caracterizar o grau de diferenciação das células presentes em dois tipos histológicos, pesquisou-se a co-expressão de actina, vimentina, antígeno epitelial de membrana (EMA) e das citoqueratinas (Cks) 7, 8, 14, 18 e 19, em seis casos de CAC, 02 predominantemente tubulares e 04 cribriformes, mediante reação imuno-histoquímica para dupla marcação. Usou-se a técnica da Streptoavidina-peroxidase com o cromógeno Diaminobenzidina, para o primeiro antígeno e Streptoavidina-fosfatase alcalina com ‘Fast Red’, para o segundo.  Em ambos tumores, as células luminais co-expressam todas as Cks e eventualmente EMA quando há conteúdo secretório luminal. As células tubulares externas co-expressam vimentina e actina e, menos frequentemente, CK14. As células que revestem os espaços pseudo-císticos e as periféricas dos cilindros co-expressam vimentina e actina e, raramente, CK14.

Os resultados demonstraram que a célula mioepitelial expressa a vimentina, co-expressando de maneira não uniforme actina e CK14. A expressão das CKs 7, 8, 18 e 19 nas células luminais, com eventual co-expressão da CK14, indica alto grau de diferenciação das mesmas, por vezes associada inclusive com função secretória, detectada pelo EMA. A presença de secreção luminal parece estar relacionada com a co-expressão de actina, vimentina e CK14 nas células mioepiteliais externas. Maior  diferenciação, tanto das células luminais como das mioepiteliais, foi mais evidente no tipo tubular, seguido pelo cribriforme.

Apoio Financeiro: FAPESP-94/0438-3; FUNDUNESP-470/94-DFP/F/CBS;

CNPq-300625/94-4 (NV)

211

Polimorfismo do promotor do COL1A2 em pacientes portadores de FGH       

R.F. GERLACH*; P. TREVILATTO; M.A.N. MACHADO; S.R.P. LINE.     

Departamento de Morfologia, Faculdade de Odontologia de Piracicaba, UNICAMP        

Há grande variação interindividual de fibroblastos gengivais em relação à síntese de proteínas da matriz. Esta variabilidade está bem documentada em casos de reação fibrótica gengival induzida por drogas, mas o mesmo não acontece em relação à Fibromatose Gengival Hereditária (FGH), condição em que há aumento da secreção de colágeno normal na matriz extracelular. Particularidades individuais como polimorfismos genéticos podem influir na resposta de fibroblastos a estímulos do ambiente. Assim, procuramos identificar polimorfismos na região do promotor da cadeia alfa 2 do gene do colágeno tipo 1 (COL1A2) em um grupo de pacientes normais (n=12) e outro de portadores de FGH (n=13). Primeiramente foi feita a amplificação por PCR da região do promotor da cadeia alfa 2 do colágeno entre -340 e +2 pares de bases (bp), ao que se seguiu a análise de heteroduplex para a identificação de polimorfismos, que consistiu no aquecimento das amostras a 98oC por 5 minutos, resfriamento a OoC e manutenção a 20oC por uma hora. A detecção de heteroduplex foi feita em gel de poliacrilamida a 6%/ tampão TBE, corado pelo método da prata. Não houve diferença na migração dos fragmentos de DNA entre os dois grupos de indivíduos.

Concluiu-se que a expressão clínica de FGH não pode ser relacionada com polimorfismo da região do promotor da cadeia alfa 2 do colágeno.

 

Apoio financeiro da FAPESP - Processo 96/1769-9

212

Estereologia das alterações do epitélio da língua de fetos de ratos, induzidas pela gentamicina

A.A. CAMPOS*; S.A.L. VALE; W. G. PASSOS; R.A. LOPES; M.A. SALA - Universidade. São Paulo - Fac. Odont. Ribeirão Preto

Os antibióticos aminoglicosídeos são usados no tratamento de infecções por bactérias gram-negativas durante a gestação. Eles atravessam a placenta e são nefrotóxicos em adultos e a exposição a estes medicamentos deve ser cuidadosa em fase de desenvolvimento renal. É propósito do presente trabalho verificar estereologicamente as alterações induzidas no epitélio de revestimento da língua de feto de rato, pela administração de gentamicina, durante a gestação. Para tanto foram utilizadas ratas albinas, variedade Wistar, que receberam dose única de 5mg de gentamicina por Kg de peso corporal, por injeção intramuscular; no 10º dia de prenhez. No 20º dia os animais foram sacrificados, os fetos colhidos, fixados e as cabeças separadas dos corpos para confecção das lâminas. Foram realizadas mensurações empregando-se técnicas morfométricas e estereológicas e os resultados foram analisados estatisticamente pelo teste de Mann-Whitney. Macroscopicamente notou-se retardo no crescimento intrauterino. A gentamicina reduziu significantemente o peso fetal e da placenta e o comprimento do cordão umbilical. Histologicamente o epitélio lingual era mais espesso, com células mais volumosas e alongadas tanto para as camadas basal e espinhosa, a ceratina era menos espessa e a densidade numérica celular era menor. Os resultados foram semelhantes para as três regiões estudadas.

Concluiu-se que a gentamicina, na dose empregada, não causou malformações porém produziu alterações a nível de epitélio lingual, quando administrada durante a prenhez da rata.

 

CNPq 350.104/95-6 e 120.590/95-6

213

Aspectos morfométricos e estereométricos da regressão do aumento gengival induzido pela CsA em ratos

L.C.SPOLIDORIO*; O.P.ALMEIDA - F.O.Araraquara - UNESP e F.O. Piracicaba- UNICAMP

A ciclosporina é a principal droga imunossupressora usada na prevenção da rejeição de enxertos em transplantes alogênicos, assim como, no tratamento de varias doenças autoimunes. A CsA age preferencialmente ao nível de linfócitos T inibindo a síntese de IL-2. O aumento gengival é um dos efeitos colaterais da CsA, e o principal na boca. O objetivo deste trabalho foi avaliar o aumento gengival de ratos tratados diariamente com 10 mg/kg de peso corporal, de CsA, por via sub-cutânea, durante 60 dias, assim como a regressão do aumento gengival após a interrupção do tratamento. A análise morfométrica(mm) foi realizada através de um programa analisador de imagens ( Mocha, Jandel Scienyific, San Rafael, USA), e a densidade de volume foi calculado usando-se uma ocular  KpL 10x com retículo de integração Zeiss de 25 pontos quadriculados. Todos os ratos tratados com CsA desenvolveram aumento gengival, com aumento da espessura do epitélio bucal, da altura e largura do tecido conjuntivo, e da densidade volumétrica de fibroblastos e fibras colágenas. A diminuição de volume gengival foi avaliado 5 a 90 dias após o cessamento do tratamento com CsA. Houve diminuição progressiva do volume gengival e da densidade de fibras e fibroblastos. A diminuição foi mais acentuada nos períodos iniciais, mas mesmo após 90 dias não retornou completamente às características normais.

Com base nos resultados obtidos e dentro das condições experimentais deste trabalho,  pode-se concluir  que a interrupção ou diminuição da dosagem de CsA leva a redução parcial do aumento gengival induzido pela ciclosporina. 

214

Compatibilidade biológica de pastas de óxido de zinco, clorexidine e nimesulide

M.R.B.OLIVEIRA*; C.M.BARBOSA; M.MARCHEZI; F.C.B.ABREU E LIMA; R.C.C.LIA. Depto de Patologia, Fac. de Odontol. de Araraquara – UNESP

A associação de antissépticos e antiflamatórios tem despertado, ultimamente, real interesse na proteção direta de feridas cirúrgicas, considerando-se a somatória desses efeitos, na tentativa de melhor direcionar o processo de reparo. Assim, tivemos por objetivo avaliar, em tecido conjuntivo subcutâneo de ratos, a compatibilidade biológica de pastas à base de óxido de zinco, colocadas em tubos de polietileno, nas seguintes condições: Grupo 1 - óxido de zinco p.a. mais polietileno glicol (controle); Grupo 2 - óxido de zinco p.a. mais nimesulide mais clorexidine gel a 1%; Grupo 3: óxido de zinco p.a. mais clorexidine gel a 1% e; Grupo 4: óxido de zinco p.a. mais nimesulide e os períodos experimentais foram de 7, 15, 30 e 60 dias. Após avaliação dos cortes histológicos em Microscopia Óptica Comum, pudemos concluir que: todas as composições testadas apresentam persistente potencial irritativo, porém decrescente no decorrer dos períodos; a composição correspondente ao Grupo 2 apresentou menor potencial irritativo, em todos os períodos, permitindo a evolução da cápsula à colagenização densa e; os materiais empregados ativaram o sistema de fagocitose exercido fundamentalmente por fagócitos mononucleares e com menor frequência por células gigantes inflamatórias.

 

Apoio Financeiro - PIBIC 96/97-CNPq

215

Histometria do reparo alveolar em ratos tratados com diclofenaco sódico.

L.I. YUGOSHI*; M.A. SALA; L.G. BRENTEGANI; T.L. LAMANO-CARVALHO.

 Departamento de Estomatologia - Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto – USP

O objetivo deste trabalho foi avaliar, histometricamente, o reparo alveolar em feridas de extração dental, em ratos controles e tratados com diclofenaco sódico (Voltarenâ/Geigy). O diclofenaco sódico leva a menor formação de fibras colágenas na cicatrização do miométrio de ratas (Abdalla et al., Gen.Pharm., 25: 989-993, 1994) e retardo do reparo de lesões gastro-intestinais (Stadler et al., Dig. Dis.Sci., 36: 594-600, 1991). Os animais tiveram os incisivos superiores extraídos sob anestesia e a mucosa suturada. Cinco ratos foram tratados por 5 dias com diclofenaco (10 mg/kg/dia) e sacrificados 3, 7, 14 e 21 dias após a extração. Foram feitos cortes semi-seriados do alvéolo e corados com H.E. Para a histometria foram contados 6000 pontos por alvéolo, nos terços apical, médio e cervical, e avaliado o percentual de  tecido ósseo.

Período (dias)           Controle                   Tratado                    p          

3                                    0,0                           0,0                                   

7                               19,2 ± 1,6                13,1±  5,9              < 0,01     

14                             30,0 ± 2,1                19,9 ± 2,4              < 0,01     

21                             45,2 ± 1,7                25,0 ± 3,1              < 0,01     

Os resultados mostraram que os animais tratados com diclofenaco sódico apresentaram volume percentual de tecido ósseo significativamente menor que os controles, sugerindo um retardo no processo de reparo alveolar.

 

Apoio financeiro: Capes.

216

Expressão do CD44  e seus variantes exons pelo epitélio da mucosa bucal normal

D.T. OLIVEIRA; E.W. ODELL Depto. de Patologia, Faculdade de Odontologia de Bauru - USP

Dept. Oral Medicine and Pathology, UMDS Guy’s Hospital, London SE1 9RT

A expressão alterada do CD44H e das combinações das variantes do CD44 estão associadas com metástases em vários tumores, mas esta associação requer o conhecimento do padrão de normalidade desta expressão que é específica para os tecidos. Existem variações regionais consideráveis na diferenciação epitelial da cavidade bucal incluindo diferenças nas glicoproteínas da superfície celular. O objetivo deste estudo consiste na determinação das possíveis variações regionais na expressão das variantes do CD44 no epitélio bucal. Cortes em congelação e incluídos em parafina foram obtidos da borda do vermelhão do lábio, mucosa jugal, dorso e ventre da língua, assoalho da boca, gengiva e palato duro. Estes cortes foram corados imunohistoquimicamente para CD44H e os produtos das combinações de seus exons  v3, v4/5, v6 e v9. Os cortes em parafina foram submetidos ao forno de microondas para recuperação dos antígenos. Todos os epitélios coraram fortemente para todas as variantes do CD44  na camada basal, suprabasal e espinhosa. As camadas superficiais e queratinizadas e a superfície basal das células basais foram negativas.

O padrão de coloração foi idêntico para os cortes em congelação e os fixados em formalina e incluídos em parafina. Embora exista heterogeneidade no epitélio bucal, nenhuma variação regional foi detectada.

 

Apoio financeiro: CNPq (201317/95-8)

217

Expressão de citoqueratinas em germes dentários em desenvolvimento

M.G.DOMINGUES*; M.M.M.JAEGER; N.S.ARAÚJO; V.C.ARAÚJO

Disciplina de Patologia Bucal, Faculdade de Odontologia da USP – SP

A odontogênese é um processo embriológico complexo  que resulta  na formação e erupção dos dentes. Várias condições patológicas tais como cistos e tumores odontogênicos, derivam dos tecidos formadores dos elementos dentários em vários estágios de desenvolvimento. Desta forma, para melhor compreender e discutir a origem e diferenciação tecidual do epitélio odontogênico, propusemo-nos a estudar o padrão de expressão das citoqueratinas (CKs) em diferentes estágios do desenvolvimento de germes dentários humanos. O material foi obtido a partir de 4 fetos humanos (material de autópsia) variando entre 6 e 7 meses de idade gestacional. Cortes histológicos  de 3mm foram submetidos à identificação imunohistoquímica das CKs (polipeptídeos 7, 8, 10, 13, 14, 16, 17, 18, 19 e 20) utilizando o método da steptavidina- biotina. Germes dentários de molares e incisivo em fase de campânula precoce e tardia foram analisados. A CK 14 foi fortemente positiva no epitélio interno no estágio de campânula precoce tornando-se negativa com a progressão para o estágio tardio. Entretanto, a CK 19 foi fracamente positiva neste mesmo epitélio no estágio de campânula precoce e a marcação tornou-se mais forte com a diferenciação destas células para ameloblastos.

O conhecimento da expressão de CKs nos tecidos formadores dos dentes é de fundamental relevância . Estudos comparativos entre os padrões de expressão de CKs no germe dentário e nas diversas patologias odontogênicas contribuirão sobremaneira para definição da histogênese destas lesões.

 

218

Análise de AgNOR em carcinoma de língua de rato induzido pelo 4-NQO

E.B.SANTOS*; J.JORGE Jr.; O.P. ALMEIDA

Departamento de Diagnóstico Oral, Faculdade de Odontologia de Piracicaba/ UNICAMP

Regiões organizadoras do nucléolo (AgNOR) são sequências do DNA que codificam o RNA ribossômico, identificadas pela técnica de impregnação pela prata, aparecendo no núcleo como pontos pretos, com 0.1 a 2 mm de diâmetro. A técnica de AgNOR é usada em histopatologia para avaliar o grau de proliferação celular e identificar lesões hiperplásicas, benignas e malignas. A análise de AgNOR foi realizada em 10 casos de carcinoma de língua de ratos, induzidos pela aplicação de 4-NQO e em 10 tecidos normais de língua, usados como controle. Os carcinomas se formaram após 9-10 meses, sendo que o 4-NQO foi aplicado durante 4 meses. Os ratos controle apresentaram 2.73±0.44 AgNOR/núcleo nas células basais, sendo significativamente maior que 1.74±0.18 nos carcinomas. Nas células da camada espinhosa, o número de AgNOR foi estatisticamente maior nos carcinomas, com valores de 1.29±0.11 em relação ao valor de 1.18±0.08 no controle. A área e o perímetro das AgNOR foram maiores nos carcinomas, com área de 2.16±0.69 mm2 nas células basais e 5.50±2.14 nas espinhosas, enquanto que no controle, os valores foram de 1.12±0.42 e 3.36±0.85 respectivamente. Os valores do perímetro foram de 5.88±0.90 e 9.13±1.65 nas células basais e espinhosas nos carcinomas e 4.38±0.31 e 7.62±0.62 nas células do grupo controle.

Estes dados indicam que o número de AgNOR nas células basais normais é maior que nas neoplásicas da mesma região, ocorrendo o inverso nas células da camada espinhosa. A área e o perímetro das AgNOR foram maiores nos carcinomas nas células das duas camadas estudadas. Considerando que as células neoplásicas tem proliferação maior que as normais, o perímetro e a área expressam melhor as diferenças entre os dois grupos.

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Hormônios da gravidez e sua influência na doença periodontal experimental

NASCIMENTO; L.M.C.*; SALLUM, A.W.

Departamento de Prótese e Periodontia. Fac. Odontologia de Piracicaba – UNICAMP

O objetivo deste experimento foi examinar em Rattus norvergicus albinus os efeitos provocados pela presença de uma ligadura de seda aplicada na região cervical do primeiro molar inferior esquerdo, pela prenhez e por ambos os fatores atuando concomitantemente. A ligadura foi colocada no sulco gengival de 75 ratas fêmeas. Após 6 dias 40 ratas foram deixadas por uma noite com machos, para fertilização. O dia seguinte ao da fecundação foi designado como primeiro dia de prenhez. Imediatamente após o parto as ratas foram sacrificadas, completando um período experimental de 27 a 29 dias com ligadura. Trinta e cinco ratas não-prenhes foram também sacrificadas aos 28 dias após as ligaduras. Todas as mandíbulas foram removidas fixadas em formol e divididas pela sínfise. As amostras foram divididas nos seguintes grupos: I)controle (n=30), II)ligadura(n=30), III)prenhes(n=30), IV)ligadura mais prenhez (n=30) todas tomadas ao acaso. Exames radiográficos foram feitos para quantificar a reabsorção óssea nas áreas inter-radiculares de primeiros molares. Todas as hemi-mandíbulas foram processadas para exame histológico e as secções coradas com H.E.

Os resultados mostraram que em áreas de gengiva marginal havia infiltrado principalmente de leucócitos polimorfonucleares, mais evidente e com reabsorções ósseas nos grupos com ligadura (grupos II e IV). A análise estatística pelo teste t-Student dos dados radiográficos dos mesmos grupos mostrou que a prenhez aumentou a destruição das estruturas periodontais e a reabsorção óssea (p<0,05). Os resultados indicaram que a prenhez atuou em conjunção com o irritante local na periodontite experimental por ligadura em ratas. Esses efeitos podem ser atribuídos às condições hormonais da prenhez. O grupo IV (prenhez com ligadura) foi o que apresentou maior perda óssea.

Apoio financeiro da FAPESP - Processo -96/3163-0

220

PCNA e AgNOR no Fibroma Ossificante e no Fibroma Ossificante Juvenil.

S.B.C. TARQUINIO*; M.G. DOMINGUES; A.L.L COSTA; V.C. ARAÚJO

Departamento de Patologia Bucal - Faculdade de Odontologia – USP

O grupo das lesões fibro-ósseas inclue uma variedade de entidades como Fibroma Ossificante (FO). O Fibroma Ossificante Juvenil (FOJ) é descrito como um tipo de lesão fibro-óssea benigna porém localmente agressiva, que ocorre principalmente na maxila de crianças. Antígeno nuclear de proliferação celular (PCNA) é considerado um importante indicador do comportamento biológico de muitas neoplasias e é fundamental na replicação do DNA. AgNOR é uma técnica histoquímica que identifica as regiões organizadoras nucleolares (NORs) coradas pela prata. No presente estudo analisamos a expressão de PCNA e o número de NORs/núcleo em 3 casos de FO e 3 casos de FOJ, utilizando respectivamente o método imuno-histoquímico da streptolidina-biotina e a técnica histoquímica do AgNOR. A análise estatística (teste t de student) não mostrou diferença estatística na média de células PCNA positivas entre FO (36,73 ±21,5) e FOJ (47,07 ±6,12). O mesmo resultado foi observado para a média do número de NORs/núcleo entre FO (2,97 ±0,16) e FOJ (3,14 ±1,05).

Assim concluímos que FO e FOJ não podem ser diferenciados no que diz respeito a atividade proliferativa de ambos.

221

Fibromatose gengival hereditária e hiperplasias gengivais medicamentosas: Aspectos imuno-histoquímicos

L.M.G. QUEIROZ*; M.G. DOMINGUES; S.B.C. TARQUINIO; N.S. ARAÚJO

São Paulo Dental School- Univ. of São Paulo-Dep. of Oral Pathology

O crescimento gengival excessivo pode estar vinculado à fatores hereditários como na fibromatose gengival hereditária (FGH), ou em decorrência de efeitos adversos provocados por drogas como a fenitoína, no caso da hiperplasia gengival dilantínica (HGD) ou por imunossupressores, como na hiperplasia gengival por ciclosporina A (HGCSA). Estas três entidades apresentam semelhantes aspectos clínicos e histopatológicos. As células de Langerhans e os dendrócitos fator XIIIa+ apesar de serem populações celulares distintas apresentam algumas semelhanças morfo-funcionais. Objetivando estudar a participação dos dendrócitos fator XIIIa+ e células de Langerhans nestas lesões, foram analisados 2 casos de FGH, 2 de HGD e 2 de HGCSA, através da técnica imuno-histoquímica da streptoavidina-biotina, utilizando anticorpos anti-fator XIIIa+ e anti-S-100. Os nossos resultados demonstraram não haver diferenças estatisticamente significantes entre as lesões estudadas com relação ao número de células de Largerhans  e dendrócitos fator XIIIa+ (teste Kruskal-Wallis).

Concluímos que provavelmente os mecanismos envolvidos na apresentação de antígenos mediada pelas células de Largerhans  e dendrócitos fator XIIIa+ nas lesões estudadas são bastante semelhante.

222

Efeito tóxico do amálgama sobre o desenvolvimento de germes dentais

R.H.Vilarinho*; L.T.O .Ramalho; S.Hetem. Depto. de Morfologia - Fac. de Odontologia de Araraquara

UNESP- SP - Tel.: (016) 232-1233

O amálgama com ampla aplicação na clínica odontológica como material restaurador que oferece muitas vantagens sobre os outros materiais incluindo facilidade de manipulação, baixo custo, razoável resultado clínico e resistência às forças mastigatórias, tem sido questionado quanto a sua toxicidade. O objetivo é analisar “in vitro” a citotoxicidade do amálgama, após sua remoção da cavidade oral, sobre o desenvolvimento de germes dentais. Duzentos germes de primeiros molares inferiores de fetos de camundongocom 17 dias foram cultivados “in vitro” na presença de fragmentos de amálgama por 6 dias incubados a 37°C em atmosfera umidificada. O meio de cultura ( MEM Eagle) foi trocado a cada 2 dias. Assim os germes foram submetidos a procedimentos histológicos para análise de seu desenvolvimento.Os resultados mostraram diferenças no desenvolvimento entre os grupos experimental e controle. Algumas células do epitélio interno do esmalte na porção cúspidea não diferenciaram mas mantiveram-se baixas. Alterações na papila e odontoblastos também foram observadas.

Os resultados sugerem que em alguns pontos referentes às cúspides os ameloblastos apresentaram atraso de desenvolvimento comparado ao grupo controle.

 

Apoio financeiro da FAPESP- Processo 96/4409-3

223

Efeito da ciclofosfamida na A.T.M. após condilectomia unilateral em camundongos

L.T.TEÓFILO*; H.M.TEIXEIRA.; L.T.O.RAMALHO, S.HETEM

Depto. de Morfologia - Histologia  - FOAr - UNESP - (016) 232-1233-R 158

O processo condilar é uma das partes mais estudadas da articulação temporomandibular por ser um dos centros de crescimento da face e muito envolvido em cirurgias e fraturas. A ciclofosfamida é uma droga anti-neoplásica que age a nível celular determinando um bloqueio do DNA, provocando retardo na proliferação epitelial, alterações na mucosa da cavidade bucal e diminuindo a vascularização do tecido de granulação. A proposta do trabalho é verificar a influência dessa droga sobre o reparo ósseo após condilectomia. Utilizamos 35 camundongos divididos em dois grupos: controle e experimental que tiveram seus côndilos removidos cirurgicamente; os animais do grupo experimental receberam dose única de ciclofosfamida (150mg/Kg) cerca de 12 horas após a cirurgia. O sacrifício ocorreu aos 5,10,15,30 e 45 dias após a cirurgia. Os resultados demonstram que a ciclofosfamida provoca um atraso no processo de reparo ósseo.

É lícito concluir que a droga lentifica o reparo ósseo, que se faz às expensas da neoformação cartilaginosa e remodelação óssea. É importante ressaltar que a A.T.M. se reestrutura frente à agressão.

 

Apoio financeiro da FAPESP - Processo nº 96/1689/ - 5

224

Comparação da citodiferenciação de linhagens celulares derivadas de adenoma pleomórfico e de mioepitelioma de glândulas salivares

P.T. OLIVEIRA*; M.M.M. JAEGER; V.C. ARAÚJO; R.G. JAEGER  - Patologia Bucal, FO-USP

Adenoma pleomórfico e mioepitelioma são neoplasias de glândulas salivares que exibem aspectos clínicos e histológicos semelhantes (Dardick, Ultrastruct. Pathol., 19:335-345, 1995). Para avaliar o estágio de diferenciação das células de maior capacidade proliferativa dessas neoplasias, utilizamos linhagens celulares derivadas de adenoma pleomórfico (AP2) e de mioepitelioma (M1). Estudamos a expressão de proteínas citoesqueléticas, os aspectos subcelulares e a resposta das linhagens à membrana basal reconstituída (Matrigel). Células AP2 mostraram imunomarcação a vimentina e citoqueratina 14, enquanto que células M1 a vimentina, pan-queratina e actina de músculo liso. Estudo subcelular da linhagem AP2 revelou características de células pouco diferenciadas. Células M1 mostraram aspectos subcelulares de fenótipo mioepitelial bem diferenciado, exibindo feixes de microfilamentos com adensamentos focais. Após uma semana envolvidas por Matrigel, células AP2 exibiram formação de estruturas ductiformes e células M1 organizaram-se em cordões celulares.

Nossos resultados indicam que células AP2 exibem fenótipo epitelial glandular neoplásico pouco diferenciado, enquanto que células M1, fenótipo mioepitelial neoplásico bem diferenciado. Admitindo-se que o adenoma pleomórfico e o mioepitelioma resultem de proliferação neoplásica de células do ducto intercalado de glândulas salivares, o adenoma pleomórfico originar-se-ia de células mais indiferenciadas e permissivas, enquanto que células já comprometidas com a diferenciação no sentido mioepitelial dariam origem ao mioepitelioma.

225

Aspectos clínicos, histo e citopatológicos da Leucoplasia Pilosa

A.SILVA Jr*; E.C.FEIJÓ; G.A.C.POLIGNAMO; E.C.FONSECA.

 Depto de Patologia da Universidade Federal Fluminense (UFF), Niterói,RJ.

Muitas investigações tentam melhor diagnosticar a Leucoplasia Pilosa (LP). Atualmente, critérios nucleares indicativos da infecção pelo EBV permitem o diagnóstico histo e/ou citopatológico, embora alguns só o considerem definitivo com identificação do EBV. O objetivo deste estudo foi avaliar os aspectos clínicos, a precisão da histopatologia e a eficácia da citopatologia no diagnóstico da LP.

Estudo retrospectivo: 14 pacientes com AIDS e LP. Aspectos avaliados: a) Clínicos:localização, tamanho e configuração da lesão; b) Histopatológicos:paraceratose,hiperplasia epitelial,células claras, alterações nucleares (inclusão, núcleo em “vidro fosco” e em “colar”) e a presença de Candida sp; c) Imuno-histoquímicos: anticorpo anti-EBV. Estudo prospectivo: em esfregaços de 30 pacientes com LP investigou-se:a)disposição,orangeofilia e alterações nucleares das células epiteliais; b)Candida  sp.

As lesões planas(43%) e pequenas(36%) predominaram. As alterações nucleares foram diagnósticas de LP, exibindo imunopositividade para o EBV. Alterações nucleares foram observadas em todos os esfregaços, sendo que o núcleo “em colar” foi identificado em 100%. A candidíase foi frequente.

A Leucoplasia Pilosa possui critérios histopatológicos próprios e suficientes para o diagnóstico da lesão e de compatibilidade com a infecção pelo EBV. A citopatologia foi diagnóstica em 100% dos casos, quando baseada na presença do núcleo “em colar”, identificado com facilidade. Considerando a importância do diagnóstico preciso da LP na AIDS, concluímos que é necessário uma ampla divulgação da Citopatologia como método de escolha para diagnóstico de lesões clinicamente suspeitas de Leucoplasia  Pilosa.  

 

Apoio:Capes/CNPq/Curso de Pós-graduação de Patologia-UFF.

226

Citologia esfoliativa da mucosa normal frente fumo e chimarrão

M. ROSOLEN; M. C. A. E SILVA*; P. V. RADOS

Mestrado em Patologia Bucal, Faculdade de Odontologia da UFRGS – RS

Chimarrão é uma infusão de ervas Ilex Paraguaiensis, contendo cafeína (3g/l), é uma bebida quente consumida no Uruguai, Paraguai, Argentina e Sul do Brasil. Estudos epidemiológicos têm encontrado uma associação positiva entre beber chimarrão e câncer de esôfago, cavidade bucal, faringe, laringe, estômago e bexiga. Existindo uma correlação também entre o chimarrão e o fumo.O objetivo deste trabalho foi observar os aspectos citológicos da mucosa bucal, em áreas de risco para câncer: lábio inferior, soalho bucal e borda de língua. Foram avaliados 66 indivíduos do sexo masculino de 30 à 79 anos,  sendo 20 fumantes e bebedores de chimarrão; 10 fumantes e não bebedores de chimarrão; 19 não fumantes e bebedores de chimarrão e 17 não fumantes e não bebedores de chimarrão.Os esfregaços obtidos foram corados pela técnica de Papanicolaou e contadas 100 células, no aumento de 400X, de acordo com os seguintes critérios: superficiais anucleadas, superficiais nucleadas e intermediárias.Os resultados observados demonstraram que no lábio e na borda da língua, o número de células descamadas é maior com o hábito do chimarrão associado ou não ao fumo (células intermediárias e superficiais com núcleo). O hábito do fumo isoladamente provoca diminuição do número destas mesmas células descamadas nestas duas áreas anatômicas.Estes resultados foram submetidos ao teste do Qui quadrado e mostrou significância à 1%.

Nestas áreas anatômicas, avaliadas a ação destes irritantes, provoca mudanças no padrão das células epiteliais descamadas.

 

Apoio financeiro da CAPES.

227

Análise dos níveis de contaminação e desinfecção dos plastificadores de godiva

F. R. S. FRANCO* 1; V. H. PELLIZARI  2; F. C. RIBEIRO 1

1. Depto. de Prótese da FOUSP/SP   2. Lab. de Microbiologia Ambiental, ICB - USP/SP

As áreas de saúde têm se deparado com um problema cada vez mais sério que é o da infecção cruzada. Embora o enfoque principal seja sempre o perigo de contaminação com AIDS e Hepatite B, devemos nos lembrar que existem outros patógenos que também são transmitidos pelos fluidos bucais como saliva, sangue e perdigotos. Entre eles temos a tuberculose, pneumonia, caxumba, mononucleose infecciosa e outros. Nossa preocupação neste trabalho centralizou-se em analisar quais os níveis de contaminação e potencial de infecção existentes nos plastificadores de godiva através da contagem das bactérias heterotróficas totais existentes na água expressos em UFC/ml, vez que estes banhos-maria podem vir a funcionar como um meio de cultura para vários microrganismos presentes na cavidade oral e a partir dali serem transmitidos para uma grande rede de pessoas. A análise dos resultados nos permitiu concluir que existe a contaminação da água com os fluidos bucais dos pacientes em níveis muito superiores aos estabelecidos pela Portaria da Vigilância Sanitária; que o uso rotineiro destes aparelhos sem cuidados apropriados de desinfecção permite o crescimento de microorganismos, sugerindo um protocolo de limpeza e desinfecção com glutaraldeído 2% por 30 min. após lavagem com água e sabão com fricção.

 

Apoio financeiro: FOUSP

228

Contaminação cruzada durante o polimento de próteses totais

N. GNOATTO*; A. M. AGOSTINHO; P. R. MIYOSHI; R. X. ALVES°; H. F. O. PARANHOS; S. L. S. SALVADOR

FORP-USP, FCFRP-USP.

O presente trabalho objetivou verificar a possibilidade de transferência microrganismos em laboratórios de prótese a partir do polimento de próteses totais de pacientes desdentados. Para tal finalidade foram determinados: Grupo I - número total de unidades formadoras de colônias (U.F.C.) transferidas ao operador durante o processo de polimento das próteses. Grupo II - número total de U.F.C. transferidas a próteses previamente esterilizadas após o procedimento com o Grupo I. Grupo III - número total de U.F.C. remanescentes no cone de feltro da politriz após os procedimentos efetuados com os Grupos I e II. A contagem total de U.F.C. foi determinada após a semeadura dos materiais em ágar-B.H.I.-sangue após a incubação a 37ºC/48 horas.Os resultados permitiram constatar: I. Grande disseminação de microrganismos pelo processo de polimento protético. II. Alta transferência de microrganismos às próteses estéreis (X=1,7 x 107 U.F.C.). III. Alto potencial contaminante do cone de polimento, pelo número de U.F.C. remanescentes ao término do procedimento (X=3,5 x 108 U.F.C.).

Conclui-se que o processo de polimento de próteses totais é responsável por uma alta disseminação de microrganismos no meio laboratorial, requerendo cuidadosa rotina de controle de infecção.

 

* Bolsista de iniciação científica CNPq-USP. 

229

Estudo in vitro da atividade de exoenzimas de Candida albicans da boca de indivíduos saudáveis e com estomatite protética

F. R. X. SILVEIRA; E. G. BIRMAN; S. F. BUENO* - Depto. de Estomatologia. Faculdade de Odontologia da USP – SP

Candida albicans,  habitante do tubo digestivo de  ser humano é  bastante comum,  também,  na  cavidade bucal. Apresenta atividade de produção de exoenzimas, dentre as quais, proteinase e fosfolipase, em níveis variáveis, tidas como fatores de virulência. A freqüente  observação  de casos da denominada estomatite protética, em cuja etiologia C. albicans tem sido discutida como importante componente, levou os autores à indagação da possível ação in vitro dessas enzimas, produzidas por amostras isoladas da boca de indivíduos saudáveis, dentados, fumantes e não fumantes (Grupo I) e indivíduos portadores de prótese total, com estomatite protética, fumantes e não fumantes (Grupo II),  estabelecendo e analisando os biotipos baseados nesses fatores, da levedura e dos portadores. As amostras foram identificadas de acordo com a metodologia proposta por Lodder, J. The Yeasts: a taxonomic study. 2 Ed. Amsterdan, North-Holland, 1385 p., 1970, segundo o protocolo da seção de micologia do Departamento de Microbiologia do ICB-USP. Do total das amostras (63) foi possível estabelecer 25 biotipos, dos quais 14 pertenciam ao Grupo I, sendo os mais freqüentes representados  por 32221 e 32220.  Dos 11 restantes, os mais representativos foram, respectivamente, 33112, 33113 e 32112. Foi empregado o teste estatístico de correlação de Spearman para análise dos níveis de produção de proteinase e fosfolipase para os dois grupos estudados,  tendo havido significância ( a =  0,01)

Os autores concluiram que os biotipos evidenciaram um padrão de saprofitismo para o Grupo I e um padrão de comprometimento local para o Grupo II.

230

Susceptibilidade de cepas de Candida albicans isoladas de pacientes com estomatite protética a drogas antifúngicas

J. M. Batista; A. E. Cury; E. G. Birman* - Faculdade de Odontologia e Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo

A estomatite protética está associada a vários fatores etiológicos, entre eles fungos, principalmente Candida albicans. Dado a difícil abordagem terapêutica desta lesão, procuramos avaliar a susceptibilidade de C. albicans a alguns agentes antifúngicos. Assim, foram isoladas 19 cepas de C. albicans do palato de portadores de próteses totais superiores com estomatite protética. Utilizando-se de “swabs” alginatados, o material foi removido e cultivado em placas de ágar-Sabouraud-dextrose + cloranfenicol, sendo posteriormente identificado, conforme protocolo do departamento de Microbiologia – secção de Micologia ICB (USP), de acordo com Lodder, J. The yeasts: A Taxonomic Study. 2a Ed. Amsterdan, N. H., 1970, 1385p. A atividade antifúngica das seguintes drogas: anfotericina B (derivado poliênico – diluida e sol. aquosa)1 e cetoconazol e miconazol ( derivados azóicos – diluidos em dimetil-sulfóxido)2 foi avaliada “in vitro”, pela técnica de diluição em ágar a fim de determinar as concentrações inibitórias e fungicidas mínimas (CIM e CFM). Os resultados indicaram que para anfotericina B os valores de CIM e CFM foram baixos (£ 0,15mg/mL) frente a todas as cepas estudadas. A CIM foi £ 4,00mg/mL, revelando miconazol com melhor ação que o cetoconazol. As CFMs foram ³ 16,00mg/mL frente a maioria das cepas para estes azóis.

A anfotericina B demonstrou ótima atividade fungicida em baixas concentrações, enquanto os azóis apresentaram boa atividade fungistática, mas não fungicida, indicando a necessidade de uma reavaliação no tratamento destas lesões.

1-Fungizon-Squibb; 2-Johnson & Johnson, com 100% de potência.

231

Presença de Candida  em indivíduos controle e pacientes com fatores predisponentes.

A.O.C JORGE*; C.A.P. MARTINS; C.Y. KOGA-ITO.

Odontologia de São José dos Campos- UNESP e Odontologia de Taubaté-UNITAU

Os microrganismos do gênero Candida são em geral comensais da cavidade bucal, mas em determinados indivíduos e em situações específicas, podem transformar-se na forma parasitária produzindo candidoses bucais. O objetivo deste trabalho foi analisar a presença das espécies do gênero Candida na saliva de indivíduos controle, comparando com pacientes que apresentavam diferentes fatores predisponentes. Foram utilizados 493 pacientes divididos em 7 grupos: prótese total, prótese parcial removível, periodontite crônica do adulto, respiração bucal, aparelho ortodôntico fixo, aparelho ortodôntico removível e aparelho extra-bucal. O grupo controle consistiu de 570 indivíduos que não apresentavam nenhum destes fatores, divididos em 2 grupos: infantil e adulto. Foram realizadas contagens de leveduras na saliva e realizada a identificação das espécies do gênero Candida. A comparação entre as porcentagens de isolamento foi realizada utilizando o teste qui-quadrado (p<0,05). Todos os grupos com fatores predisponentes apresentaram porcentagem de isolamento superior em relação aos controles, porém apenas o grupo de portadores de prótese parcial removível (52%), portadores de prótese total (50,67%) e usuários de aparelhos ortodônticos tipo arco extra-oral (45%) e placa acrílica (42,35%) apresentaram diferenças de proporção estatisticamente significantes.

Os resultados mostraram maior porcentagem de pacientes positivos para Candida nos grupos com fatores predisponentes em relação aos controles. Houve predominância de isolamento de C. albicans em todos os grupos, porém os pacientes com fatores predisponentes apresentaram diversidade maior de espécies.

232

Avaliação antimicrobiana de cinco substâncias usadas no preparo químico-cirúrgico do sistema de canais radiculares

L.B. GONÇALVES*; M.D.B. MANGELLI; R. HIRATA JR. - Departamento de Microbiologia, FO/UERJ

O objetivo deste estudo foi o de avaliar a atividade antimicrobiana de cinco substâncias disponíveis comercialmente (Solução de Dakin, Solução de Milton, soda clorada, Endo-PTC e RC-prep, respectivamente números 1, 2, 3, 4 e 5) e usadas como auxiliares no preparo químico-cirúrgico do sistema de canais radiculares em cepas de Porphyromonas endodontalis e Porphyromonas gingivalis.  A atividade antimicrobiana de cada substância foi determinada pelo método de difusão de discos em ágar.  Cada disco possuia 7mm de diâmetro e era embebido em 15µl de cada substância.  Os discos foram dispostos na superfície de placas de Petri contendo meio de ágar-sangue suplementado com 10µg/ml de hemina e 1µg/ml de menadiona, previamente semeadas com Porphyromonas gingivalis ATCC 332277, MC18, W83 e  Porphyromonas endodontalis f11.  Após  incubar as placas em jarras de anaerobiose a 37ºC por 48 horas, a atividade antimicrobiana das substâncias foi determinada pela formação de zonas de inibição ao redor dos discos.  A substância 5 (RC-prep) foi a única a apresentar zonas de inibição significativas e ao mesmo tempo variáveis (de 1,5 a 3,0cm de diâmetro) frente à diferentes cepas de Porphyromonas gingivalis.  Entretanto, nenhuma zona de inibição foi detectada na cepa de Porphyromonas endodontalis.  Uma pequena zona de inibição foi observada na substância 3 (soda clorada), mas não foi constante em todas as cepas testadas.  Observou-se também um efeito hemolítico da substância 4 (Endo-PTC).

Os autores concluíram que a substância 5 (RC-prep) foi a melhor amostra testada.

233

Relação entre o Grau de Imunossupressão e Manifestações Orais em Crianças HIV+

L.C.  SANTOS*; L. F. R. TURA; I.P.R. SOUZA

FO-UFRJ/IPPMG/NESC

Este estudo verificou a freqüência de manifestações orais em tecidos moles e sua relação com o grau de imunossupressão em 80 crianças HIV+, entre 2 e 12 anos, de ambos os sexos, pacientes do Ambulatório de AIDS Pediátrica/IPPMG/UFRJ. O exame oral foi realizado por um único examinador, com auxílio de espelho bucal plano, gaze e lanterna. Os valores de CD4%, obtidos dos prontuários médicos, foram utilizados para definir o grau de imunossupressão (Classificação de AIDS Pediátrica, CDC, 1994). Para análise estatística foi usado o teste Qui2. Dos 80 pacientes examinados, 62,5% não apresentaram nenhuma manifestação oral, sendo sua média de CD4% 17,78. Os 37,5% restantes apresentaram pelo menos uma manifestação e sua média de CD4%  foi  9,33. A diferença entre as médias de CD4% para os dois grupos foi estatisticamente significativa (p=0,0001). Dos pacientes com lesão, 22,5% apresentaram candidíase oral (CO), sendo 72,2% tipo pseudomembranosa, 44,4% eritematosa e queilite angular. Quanto ao grau de imunossupressão associada a CO: 86,7% tinham imunossupressão grave (IG) e 13,3% moderada(IM). A gengivite ocorreu em 17,5% dos pacientes, sendo 71,4% com IG, 21,4% IM e 7,1% imunossupressão ausente (IA). A hipertrofia de parótidas manifestou-se em 8,8% das crianças, sendo 28,6% IG, 57,1% IM, 14,3% IA. Apenas uma criança (1,3%) manifestou lesões de herpes simples e IM ocorrendo o mesmo para leucoplasia pilosa.

Crianças com IG apresentaram mais manifestações do que as com IM ou IA; sugerindo uma relação entre a presença de manifestações orais e a progressão da infecção pelo HIV.

 

Apoio Financeiro:CNPq-Processo no 521652/95-2

234

Avaliação da ação antimicrobiana do Cervitec na saliva de  pacientes ortodônticos

M.E*.RAMOS; L. MONTEALTO; J. MASSAO ; M. UZEDA.

FO-UERJ / FO-UFRJ - Brasil - Tel.: (021) 295-7011

O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito antimicrobiano “in vitro” de um verniz composto de clorexidina e timol (“Cervitec”) sobre a microbiota mista da saliva de 10 pacientes portadores de aparelhos ortodônticos fixos totais e 10 controles (sem aparelhos). Preliminarmente comparou-se a densidade bacteriana salivar dos 2 grupos, através de cultura e contagem das unidades formadoras de colônias por mililitro (UFC/ml), não se tendo detectado diferença estatisticamente significativa pela aplicação do teste de Mann-Whitney. A seguir, estudou-se o efeito antibacteriano do verniz e seus componentes isoladamente, através do teste de inibição por difusão em ágar, utilizando-se discos impregnados com: verniz Cervitec (composto de clorexidina a 1% e timol a 1%), clorexidina pura em solução aquosa a 1%, timol puro a 1%, álcool (diluente do timol) e verniz placebo (composto de polivinil butiral e etanol). A medida dos diâmetros dos halos de inibição do crescimento microbiano forneceu os seguintes resultados em termos de média e desvio padrão, respectivamente: 8,85 e +3,74 para o Cervitec; 13,45 e +2,01 para a clorexidina; 2,73 e +3,59 para o timol, e 0,0 e +0,0 para o álcool e o placebo. A análise estatística pelo teste de Wilcoxon revelou uma diferença significante entre o verniz Cervitec e a clorexidina pura a 1% em relação aos outros materiais testados.

Concluiu-se que o verniz Cervitec é antimicrobiano e atua através de difusão em ágar sobre culturas mistas de saliva.

235

Níveis de estreptococos do grupo mutans em pacientes com Síndrome de Down

S.L.SALVADOR; L.C.FIGUEIREDO*; W.MESTRINER JR.; N.C.V.GONÇALVES.

FCFRP-USP, FORP-USP, FOAr-UNESP.

Os níveis de estreptococos do grupo mutans na saliva têm sido utilizados para indicar risco à cárie, bem como avaliar a necessidade ou a eficiência de medidas preventivas. O objetivo deste estudo foi avaliar a experiência de cárie e os níveis salivares de estreptococos do grupo mutans em pacientes com Síndrome de Down. Para tal finalidade, foram selecionados 20 pacientes institucionalizados portadores de Síndrome de Down-SD (Grupo I), com faixa etária entre 15 a 32 anos de idade, os quais foram comparados com dois grupos controles com sexo e idade semelhantes: Retardo no Desenvolvimento Neuro-Psico-Motor institucionalizados-RDNPM (Grupo II) e Normais-N (Grupo III). A experiência de cárie foi determinada pela aplicação do índice CPOS (OMS) e a condição de higiene oral foi avaliada pelo IHO (Greene & Vermillion, 1964). A contagem de estreptococos do grupo mutans, expressa pelo número de Unidades Formadoras de Colônias-UFC, foi determinada pela cultura de amostras de saliva em Agar Sacarose Bacitracina (SB20). Os resultados do índice CPOS para os grupos I, II e III foram, respectivamente, 25,9; 29,5 e 11,8. Para o IHO foram 1,6; 1,5 e 0,6, enquanto que para o número de UFC foram 8,7 x 106; 3,2 x 107 e 1,8 x 107. Diferenças estatisticamente significantes (Teste U de Mann-Whitney) foram encontradas para o CPOS e IHO entre os grupos I x II e II x III (p < 0,01), e para a contagem de estreptococos do grupo mutans entre os grupos I x III (p < 0,05).

Os resultados permitem verificar que os pacientes com Síndrome de Down apresentaram menor número de UFC de estreptococos do grupo mutans comparados aos pacientes normais. 

236

Esterilização rápida de cones de guta-percha por hipoclorito de sódio

C.R. KOTAKA*; R. REDMERSKI; M.M. HIDALGO; C.L. CARDOSO

Departamentos de Odontologia e de Análises Clínicas, UEM, Maringá – PR

Os cones de guta-percha constituem atualmente o material mais usado para a obturação dos canais radiculares. Entretanto, por não resistirem aos processos convencionais de esterilização, eles necessitam de uma descontaminação rápida no momento de uso para não quebrar a cadeia de assepsia, que constitui um fator essencial para o sucesso do tratamento endodôntico. Apesar da reconhecida tradição de uso do hipoclorito de sódio como germicida na prática odontológica, sua eficácia na esterilização rápida (1-15 minutos) de cones de guta-percha tem sido muito pouco investigada em nosso meio. No presente trabalho, realizamos um estudo “in vitro” comparando a ação de diferentes concentrações da solução de hipoclorito de sódio (0,25% a 4%) sobre cones de guta-percha contaminados com Staphylococcus aureus, Escherichia coli e esporos de Bacillus subtilis. Como controle foi usado, em paralelo, uma solução de hipoclorito padrão doseada por volumetria. Após 1 minuto de tratamento as soluções ensaiadas apresentaram efeito bactericida e esporocida a partir das concentrações de, respectivamente, 0,25% e 1%. Na concentração de 0,25%, as soluções testadas somente foram efetivas na destruição dos esporos a partir do tempo de exposição de 5 minutos.

Com base neste estudo, recomenda-se o tratamento dos cones durante 1 minuto quando do emprego do hipoclorito de sódio a 1% (solução de Milton) e de no mínimo 5 minutos no caso da utilização do líquido de Dakin (hipoclorito de sódio a 0,5%).

 

*Bolsista PIBIC/CNPq-UEM.

237

Condições periodontais e teste BANA em pacientes renais crônicos

M. FUJIMAKI*; O.P.S. ROSA; M.C.M. GUIMARÃES; W.A. BRETZ

Disciplina Microbiologia Imunologia-Departamento de Patologia - FOB-USP

Através de indicadores clínicos e microbiológicos, buscou-se avaliar as condições periodontais de pacientes com insuficiência renal crônica (IRC) em hemodiálise. Um total de 16 pacientes, de 29 a 53 anos de idade (42±7 anos), tempo de diálise de 10 a 88 meses (29±22 meses), número de dentes de 19 a 29 (23±4 dentes) e que não receberam antibioticoterapia nos últimos três meses, foi submetido a exame clínico periodontal de boca toda com relação aos índices de placa(IP), gengival(IG), cálculo(IC), recessão gengival(RG), profundidade de bolsa(PB) e nível de inserção à sondagem(NI), e à colheita de placa subgengival dos quatro sítios com a maior profundidade de sondagem, para a realização do teste BANA (“PerioScan”- Oral B - USA), indicador da presença de número elevado de P.gingivalis e/ou Bacteroides forsythus e Treponema denticola. As médias e desvios-padrão para os índices IP, IG e IC foram de 1,64±0,56, 0,64±0,42 e 1,17±0,64, respectivamente. As medidas de PB, RG e NI apresentaram em 98,2%, 97,9% e 84,2% dos sítios, valores £ 3mm e médias e desvios-padrão de 1,77±0,32, 0,57±0,55 e 2,34±0,64 respectivamente.Do total de 64 sítios amostrados, 23 (35,9%) foram BANA-positivos. O estudo das correlações pelo teste de Spearman, não evidenciou correlação entre o teste BANA e IP, IG, IC, PB, RG e NI do mesmo sítio. A maior positividade do teste num indivíduo, porém, correlacionou-se com a recessão gengival média da boca toda (p=0,035) e com a idade (p=0,001).

Os pacientes com IRC, apesar da presença de fatores irritantes locais e ambientes anaeróbios, não apresentam condições periodontais severas.

238

Avaliação da contaminação de cones de papel absorvente

F.C. PIMENTA*; A.H.G. ALENCAR; C. ESTRELA; C.B. GOULART

Deptº MIPP-IPTSP / Deptº de Ciências Estomatológicas, FO da UFG-GO 062-261-1460.

Cones de papel absorvente são largamente usados durante o tratamento endodôntico para secagem dos canais radiculares. Para a manutenção da desinfectation dos canais radiculares, impoê-se o emprego de cones de papel estéries. O objetivo do presente trabalho foi avaliar a contaminação de cones de papel absorvente de quatro marcas comerciais (Tanari e Tanari esterilizada; Dentsply e Dentsply esterilizada; Diadenty esterilizada; Conne). Em zona asséptica, com auxilio de uma pinça esterilizada, foram retirados 20 cones de cada marca, aleatoriamente, da primeira e segunda série, somando um total de 120 cones. Estes foram inoculados em tubos de ensaio contendo 5 mL de caldo tioglicolato e incubados à 37oC e observadas diariamente até sete dias. As culturas positivas foram submetidas a coloração de Gram para a identificação presuntiva dos microrganismos. Os resultados mostraram que dos 20 cones Tanari esterilizado analisados 14 estavam contaminados e da Dentsply esterilizada 17 amostras estavam contaminadas com bacilo Gram positivo esporulado. Não foi encontrada contaminação nos cones da marca Diadent nem da Conne.

Conclui-se que os cones de papel absorvente das marcas Tanari pré-esterilizada e Dentsply pré-esterilizada, ou não, estavam contaminadas e deveriam ser esterilizadas antes do uso clínico.

239

Leveduras da cavidade bucal: Detecção de sensibilidade a diferentes antimicóticos

R.V.P. Azevedo1*; M.C. Komesu2; R.C. Candido2; F.H.C. Rezende3; C. Salvetti3

1FCFRP-USP, 2FORP-USP, 3Alunos de Iniciação Científica

Nosso objetivo foi avaliar a sensibilidade de leveduras do gênero Candida, da cavidade bucal, com e sem lesão, frente diferentes antimicóticos.  Foi detectada a suscetibilidade a antifúngicos, pela técnica do Etest (AB BIODISK-Solna, Suécia), com o agar RPMY-1640 (Sigma), semeadura em 8 direções, com zaragatoa (37ºC-24h).  A determinação da diluição inibitória mínima (DIM) dos anti-sépticos foi realizada com a técnica da diluição em meio sólido (MHA-Difco), e semeadura com aplicador de Steers (37º-24 e 48h).  Observou-se que 7/10,3% cepas apresentaram resistência a algum antifúngico, sendo 3 de lesão e 4 de saliva ou língua.  Verificou-se que C.albicans, 23/lesão e 30/nichos sadios, foram sensíveis, com exceção de 1 cepa Ketoconazol/R.  Quanto às C.tropicalis, 4/lesão e 4/outros nichos, detectou-se 1 cepa de cada amostra Itraconazol/R e 1 de lesão Fluconazol/R. As C.parapsilosis foram sensíveis. Candida spp, C.krusei e C.guilliermondii apresentaram cepas Fluconazol/R.  Somente 1 paciente albergava 2 cepas, C.tropicalis, resistentes a Itraconazol e Fluconazol. 67 cepas (95,7%) foram sensíveis aos anti-sépticos, sendo 29/42% com DIM de 1:160 para o Periogard e 1:20 para a Própolis;  dentre estas, 28/96,55% C.albicans. Resultados diferentes ocorreram com o Periogard, variando de 1:100-1:200 para C.albicans e, 1:200-1:300 para outras espécies.  Em relação à Própolis, C.albicans e C.tropicalis apresentaram DIMs de 1:20 ou 1:40 e outras espécies, DIM de 1:20. As 3 cepas resistentes à Própolis foram C.albicans, C.tropicalis e C.glabrata, isoladas de lesões bucais. 

Provas microbiológicas possibilitam a escolha do agente terapêutico adequado. A Própolis e o Periogard (clorexidina) poderão ser empregados, também, na prevenção da candidose bucal.

Apoio financeiro da FAPESP - Processo 95/3694-3.

240

Estreptococos do grupo mutans na placa dentária das superfícies interproximais

M.N. Shigetomi*; L. Fonseca; P.P.L. Cazelli

Curso de Odontologia, UFES-ES

O trabalho tem como objetivo relacionar os índices CR, placa (IP) e gengival (PMA), com a presença de estreptococos do grupo mutans na saliva e nas superfícies interproximais da dentição decídua e permanente. Foram selecionados pacientes com dentição decídua ou permanente completa de ambos os sexos. A colheita é feita introduzindo uma fita dental nas superfícies interproximais dos molares (M), pré-molares (PM) permanentes, e entre canino e 1o molar decíduo (C), que após removidas são imediatamente transferidas para tubos contendo salina tamponada esterelizada (PBS), a coleta da saliva é feita com auxílio de tubo de ensaio. Após dispersões e diluições são semeadas em SB20  As placas são encubadas a 37oC por 48 a 72 horas.

Avaliando a associação entre o número médio de ufc de estreptococos do grupo mutans detectados na superfície interproximal de PMS, ou PMI, ou MS, ou MI com os índices CR, IP e PMA pacientes com dentição permanente completa, verifica-se não haver diferença significativa entre elas. Revendo, então a associação entre o número médio de ufc de estreptococos do grupo mutans detectados em todas as superfícies interproximais estudadas com os índices CR, e IP deste mesmos pacientes observou-se haver diferença significativa (p<0,05), o que implica dizer que a chance de um paciente com dentição permanente completa com maior índice CR ou IP albergará maior número de ufc de Estreptococos do grupo mutans nas superfícies interproximais. Não foi observado diferença significativa na associação entre o número médio de estreptococos do grupo mutans na PMA das superfícies interproximais da dentição permanente.

CNPq-PRPPG/UFES.

241

Grupo mutans:  suscetibilidade microbiana 60 dias após o uso de “Dentafrício”

RFG André1*; FC Pimenta2; HFO Paranhos1; EHG Lara3; E Panzeri1; IY Ito3

1FORP-USP, 2FO-UFGO, 3FCFRP-USP.

Estreptococos do grupo mutans, agente etiológico da cárie, além da formação da placa dental, pode aderir na dentadura e formar BIOFILME/placa dentadura.  O objetivo do presente trabalho foi avaliar a concentração inibitória mínima e a diluição inibitória máxima de enxaguatórios bucais, de 53 cepas de grupo mutans em formas sésseis, isoladas de 46 próteses totais, 60 dias após o uso da pasta formulada “DENTAFRÍCIO”,  23 cepas do grupo experimental e 26 do grupo controle. Os enxaguatórios bucais: gluconato de clorexidina (Periogard: Colgate-Palmolive Ltda, SP) a 0,12%, cloridrato de cetilpiridinio (Merrel Lepetit Ltda, SP) a 0,5mg% e triclosan (Colgate-Palmolive Ltda, SP) a 0,03%, foram submetidas a diluição seriada de 1:20 a 1:2560, em agar Brain Heart Infusion Agar (Difco) e semeadas com o multiaplicador de Steers. Em seguida, foram incubadas em jarras de anaerobiose por 24 horas a 37ºC, pelo sistema  de chama de vela. Foram considerados CIM a menor concentração sem crescimento. Cepacol foi o menos ativo, com 3,125ug/mL (controle) e 6,25ug/mL (experimental), seguido de Periogard, com CIM de 3,7ug/mL (controle e experimental),  e Plax, o mais ativo, com 1,875ug/mL (controle e experimental). Em relação a DIM, os resultados foram:  320 para Periogard (controle e experimental), 320 (controle) e 160 (experimental) para Cepacol, e 160 (controle e experimental) para Plax.

Concluiu-se que estes três enxaguatórios bucais podem ser usados como adjuvantes na manutenção da higiene da dentadura.

 

Supported by CNPq/USP #80.30.70/87.0

 

 

 

242

Ácidos siálicos na superfície celular de Porphyromonas endodontalis

R.R.L.S. COLLAZO*; R.. GONÇALVES; W. ALVIANO; C.S. ALVIANO; M. UZEDA

Instituto de Microbiologia Prof.Paulo de Góes - UFRJ.

Porphyromonas endodontalis é uma bactéria assacarolítica, obrigatoriamente anaeróbica e produtora de pigmento negro. Ácidos siálicos são constituintes de glicoconjugados de vários organismos e estão envolvidos em diversos  processos biológicos tais como, interação célula-célula, endocitose, aderência e podem interferir na resposta do sistema imune. Ácidos siálicos em Porphyromonas endodontalis foram extraídos por hidrólises ácidas e purificados por ultracentrifugação, micropartição Centricon 3 (Amicon), cromatografia de troca iônica e gel filtração. Ácidos siálicos obtidos de Porphyromonas endodontalis foram caracterizados com ácido N-acetilneuramínico (NeuNac) e ácido N-O-diacetilneuramínico (Neu5,9Ac2) por cromatografia em camada fina de alta performance. A localização superficial destes açúcares foi determinada por análise fluorocitométrica da reação entre a lectina Limulus polyphemus conjugada a isotiocianato de fluoresceína (FITC-LPA).

Nossos resultados indicam que ácidos siálicos em Porphyromonas endodontalis são  expressos em estruturas de superfície, possivelmente na cápsula e/ou componentes do LPS. A ocorrência de ácidos siálicos nesta bactéria talvez seja uma característica importante na patogenicidade como relatado em outros microrganismos

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Análise numérica de perfis protéicos de SDS-PAGE de leveduras isoladas

da cavidade oral

E.A.R.*ROSA; A.S.CAMPOS; C.V. PEREIRA; D.M.P. SPOLIDORIO; J.F. HÖFLING.

Laboratório de Microbiologia e Imunologia, Faculdade de Odontologia de Piracicaba-UNICAMP.

As leveduras do gênero Candida são os microrganismos eucariotos mais comumente encontrados na cavidade oral, e podem ou não estar associadas com um estado patológico. A eletroforese de alta resolução combinada com análise computadorizada de perfis proteicos tem sido satisfatoriamente usada na classificação de bactérias e fungos. A alta reprodutibilidade permite avaliar diferenças quantitativas e qualitativas encontradas em nível intraespecífico. O alvo do presente estudo foi investigar a correlação fenética existente entre cinco diferentes espécies de Candida isoladas da cavidade oral de humanos.  Proteínas celulares totais de 12 isolados de Candida, de cinco diferentes espécies (albicans, krusei, parapsilosis, tropicalis e guillermondii) foram separadas por eletroforese em gel de poliacrilamida (SDS-PAGE), em sistema descontínuo e analisadas por densitometria. Os correspondentes valores de Rf foram plotados em uma matriz binominal que gerou um fenograma de similaridade, usando-se coeficiente Simple Matching (SM) e o método de agrupamento UPGMA.

Foi detectada alta similaridade entre os isolados de mesma espécie com correlação cofenética intraespecífica maior que 80%. A construção de um banco de dados para caracterização de proteínas por fenogramas mostrou ser uma ferramenta útil na identificação rotineira, para as leveduras estudadas.

244

Prevalência de A. actinomycetemcomitans entre pacientes com

periodontite em São Paulo

M.P.A. MAYER; F.C.B. BARBOSA; R. CONTI*; S. CAI - Depto. de Microbiologia, ICB-USP-SP / Depto. de Periodontia, FO-UCCB-SP

Actinobacillus actinomycetemcomitans (Aa) é considerado o principal patógeno na PJL e em menor extensão em outras formas de periodontite. Sua importância aumenta por não ser eliminado pela terapia mecânica, e geralmente requer o uso de antibióticos. O objetivo deste estudo foi analisar a prevalência de Aa entre pacientes com periodontite em diferentes grupos etários. Cento e dezoito pacientes com periodontite, com idade entre quinze e sessenta e seis anos, iniciando tratamento periodontal foram estudados. Os 4 sítios com maior profundidade de bolsa periodontal foram amostrados com o uso de pontas de papel, e estas foram transferidas para um único tubo contendo meio de transportes (VMGA III). Aa foi isolado em ágar TSBV e identificado através de características morfológicas e teste bioquímicos. Aa foi detectado em 26 pacientes (22%). Entre 17 pacientes de PJL (idade entre 15 e 24 anos) Aa foi recuperado em 8 (47%). Entre 52 pacientes com idade entre 25 e 40 anos, 12 apresentaram a bactéria (23%). De 49 pacientes com idade acima de 41 anos, a bactéria foi detectada em 6 (12.3%).

Estes dados confirmam a maior prevalência de Aa entre pacientes jovens com periodontite. No entanto, deve ser enfatizado que a bactéria não foi isolada na maioria dos casos, assim outros patôgenos podem ser responsáveis pela doença.

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Efeito da calcitonina de salmão sobre a cicatrização de defeitos ósseos. Estudo histológico e radiográfico em coelhos

 *S.L.S. PEREIRA; E.A. SALLUM; V.A. TRAMONTINA; G.R. FILHO - FOP-UNICAMP

O objetivo deste estudo foi avaliar, histológica e radiograficamente, em animais saudáveis, a ação da calcitonina de salmão sobre defeitos ósseos circunscritos,  cirurgicamente criados no fêmur de coelhos adultos fêmeas da raça Nova Zelândia. Estes foram divididos aleatoriamente em dois grupos: controle (n=12) e tratado (n=12). O grupo controle não recebeu qualquer substância durante o experimento, enquanto que no grupo tratado foi aplicada dose diária de 2 UI/kg de calcitonina por via intramuscular. Os animais foram sacrificados aos 7, 14, 21 e 28 dias após a criação dos defeitos ósseos. As áreas radiolúcidas destes foram medidas, em mm2, através de um programa de computador denominado Auto-Cad, demonstrando que estas, em média, foram menores no grupo tratado, mas estatisticamente significantes apenas nos períodos intermediários de 14 e 21 dias. Histologicamente, aos 7 dias, os defeitos do grupo tratado apresentaram uma maior neoformação óssea. No entanto, aos 14 e 21 dias, os resultados foram semelhantes entre os dois grupos, com a formação de um osso mais compacto no grupo tratado ao período final de 28 dias.

Os resultados obtidos neste trabalho possibilitaram inferir que a calcitonina de salmão acelerou o processo de cicatrização óssea em defeitos circunscritos, baseados nas análises radiográficas e histológicas realizadas.

 

Apoio Financeiro da FAPESP - Processo 95/1541-5

246

Influência da diabetes mellitus na resposta ao tratamento periodontal

G.L.PILATTI*; J.E.C.SAMPAIO; R.C.VENDRAMINI; A.LOURENZONI

Depto. Diag. e Cirurgia - Fac. de Odontologia de Araraquara – UNESP

Apesar da diabetes mellitus vir sendo considerada um importante fator de risco para a prevalência e severidade da doença periodontal, os estudos que avaliam a resposta ao tratamento periodontal e sua relação com os níveis glicêmicos mostram resultados divergentes. O objetivo deste estudo foi avaliar as alterações nos parâmetros clínicos da doença periodontal em 36 sítios de pacientes diabéticos não insulino-dependentes, submetidos ao tratamento periodontal não-cirúrgico (raspagem e alisamento radicular), e a relação com os níveis glicêmicos (hemoglobina glicosilada - HBA1). Os parâmetros clínicos avaliados antes e 30 dias após o tratamento foram: índice de placa (SILNESS & LOE, 1964), sangramento à sondagem (s.s.), profundidade de sondagem ( p.s.) e nível de inserção ( n.i.). Os sítios  periodontais foram dicotomizados em dois grupos: controlados (HBA1 =<8%) e não controlados (HBA1 >8%). Os resultados demonstraram, após o tratamento, uma redução significativa nos valores de p.s. e n.i., em ambos os grupos, em relação ao baseline (teste t de Student), sem haver, no entanto, diferenças estatísticamente significantes entre os dois grupos. A porcentagem de sítios com s.s. reduziu significativamente após o tratamento (teste de McNemar), sendo esta redução estatisticamente superior no grupo controlado (teste de Fisher). Desta forma, os resultados sugerem que, apesar de ambos os grupos apresentarem redução nos valores de p.s. e n.i., os pacientes diabéticos com níveis glicêmicos não controlados tendem a apresentar maior frequência de sítios com s.s. após o tratamento periodontal não cirúrgico, em relação aos pacientes controlados.

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Análise Morfométrica dos melanossomos presentes no interior do queratinócito

na gengiva normal e inflamada, em humanos

 C.M.C. ALVES; G.A. ROMITO; R.F.M. LOTUFO; V.E. ARANA-CHAVEZ; S. KON

Com o objetivo de quantificar os diferentes estágios de melanossomos no interior dos queratinócitos e avaliar a variação quantitativa dos mesmos, foram realizadas biópsias em gengiva inflamada de quatro pacientes (Grupo I). Após o término dos Procedimentos Básicos, novas biópsias foram coletadas em áreas homólogas (Grupo II). Os espécimes foram estudados através de Microscopia Eletrônica de Transmissão. Foram avaliadas 80 micrografias eletrônicas, sendo  10 obtidas de cada biópsia. Para obtenção dos resultados usou-se análise morfométrica, onde se contava o número de grânulos através de um “grid” quadriculado. Os grânulos que estavam sobrepostos sobre as intersecções eram contados, bem como os pontos que incidiam sobre o citoplasma, para calcular-se a densidade volumétrica, ou seja, o volume que o melanossomo ocupava no citoplasma da célula. Para análise estatística foi utilizado o teste t de Student.  A presença dos melanossomos, nos seus diferentes estágios de maturação e sua distribuição na célula, foram observadas com o auxílio de uma lupa.

Concluiu-se que a fração de volume dos melanossomos no interior dos queratinócitos foi maior nos pacientes B, C e D do Grupo I. Os melanossomos se apresentavam isolados e agrupados no interior dos queratinócitos na maioria dos pacientes e houve uma predominância de melanossomos no estágios III e IÑ de maturação nos dois grupos estudados.

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Prevalência de enterobactérias e pseudomonas na periodontite moderada e severa

F.C.B.BARBOSA1*; S.CAI2; M.P.A.MAYER2; E.SABA-CHUJFI3

1,3Departamento de Periodontia,UCCB-SP;2 Departamento de Microbiologia, ICB-USP

A placa bacteriana é o principal fator etiológico das doenças periodontais e variações na prevalência e severidade dessas doenças podem refletir diferenças na microbiota periodontal de acordo com a região geográfica ou grupos raciais analisados. Assim, os autores se propuseram a analisar a prevalência de bacilos entéricos e pseudomonas em 80 indivíduos adultos (32 homens e 48 mulheres), residentes em S. Paulo-Brasil, na faixa etária de 17 a 58 anos, com periodontite moderada ou severa. Estes microrganismos foram encontrados em 25 pacientes (31,2%). Desse total, Pseudomonas aeruginosa foi isolada de 9 pacientes (36%), Serratia marcescens de 7 (28%), Klebsiella oxytoca de 5 (20%), Enterobacter cloaceae de 5 (20%), Kluyvera cryocrescens de 2 (8%), Enterobacter sakazakii e Pseudomonas cepacia foram isolados, cada um, de apenas um indivíduo. A associação de bacilo entérico e pseudomonas foi encontrada em apenas um paciente e, em 4 indivíduos, foram encontradas mais de uma espécie de enterobactéria.

Portanto, conclui-se que bacilos entéricos e Pseudomonas ocorrem na microbiota subgengival dessa amostra populacional, em altos níveis, e que podem envolver importantes implicações terapêuticas e profiláticas.

 

Apoio financeiro da U.C.C.B.

 

 

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Primeiro molar inferior: distância entre as bifurcações

G.A. Romito; C.V. Carvalho*; I.S. Feist; H.N. Amorim; G.C. Tristão

Disciplina de Periodontia - Faculdade de Odontologia - USP/S.P.

O prognóstico e modalidade terapêutica de um dente multirradicular com perda de inserção na região de bifurcação depende de um correto diagnóstico. A classificação dos defeitos da região de bifurcação mais comumente usada é baseada no grau de penetração da sonda periodontal no sentido horizontal. Entretanto, nesta classificação os parâmetros para determinar os graus de envolvimento não foram amparados em trabalho científico.

A proposição da presente pesquisa foi de estudar a distância entre as entradas das duas bifurcações no primeiro molar inferior. Foram utilizados quarenta e seis primeiros molares inferiores, direitos ou esquerdos, sem nenhum dano superficial ou raízes fusionadas. As raízes foram seccionadas perpendicularmente ao seu longo eixo a 1,5mm(P1) do teto da bifurcação. Para esta finalidade empregamos disco de carburundo montado em mandril para peça de mão acionada por motor de baixa rotação. Para a localização espacial de cada raiz foi utilizado um perfilômetro digital(modelo PJ300, n.302-912-A, Mitutoyo). Com os dados obtidos foi possível calcular, através do uso de fórmulas de geometria analítica, a distância entre as entradas das duas bifurcações. O mesmo procedimento foi realizados em 41 dentes do grupo anterior, cortados a 0,5mm(P2) do teto da bifurcação.

Após análise estatística (ANOVA test e prova do qui-quadrado)(p<0,05) concluiu-se que havia diferença estatística significante entre os dois grupos P1 e P2. A distância entre as entradas das bifurcações foi em média de 7,79±0,58mm (limites 6,66 a 8,92mm) para o grupo P1 e 5,19±0,56mm (limites 4,09 a 6,29mm) para

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Avaliação histológica de cicatrização com e sem membrana de celulose em fenestrações ósseas de cães

E.C. PAULA*; A.B. NOVAES; M.F.M. GRISI; J.C.L. SILVA. (FORP-USP, São Paulo, Brasil).

O elemento principal que caracteriza a técnica de Regeneração Tecidual Guiada é a barreira mecânica, que é colocada entre retalho e restante do periodonto. Na literatura internacional várias membranas foram estudadas. Foi nosso propósito neste trabalho avaliar histologicamente os tecidos periodontais em presença de uma membrana nacional de celulose ( Gengiflex ). Usamos neste estudo cinco cães, utilizando os segundos e terceiros pré-molares inferiores. Após o levantamento do retalho mucoperióstico, foi preparada fenestração no osso com brocas. O cemento foi removido, deixando dentina exposta e ranhuras coronal e apical foram feitas para delimitar a área exposta pela fenestração. Do lado esquerdo foi colocada membrana isolando o retalho da fenestração e o lado direito, sem membrana, serviu de controle. Os animais foram sacrificados a zero hora, 7, 14, 21 e 28 dias e as peças preparadas histologicamente. Os resultados mostraram que ambos os lados reconstruíram completamente o osso e o ligamento, havendo suave, mas talvez não significante vantagem do lado com membrana.

A principal conclusão tirada foi que a membrana nacional Gengiflex desempenhou satisfatoriamente sua função de barreira mecânica, não interferindo com o processo cicatricial e permitindo que a reconstrução da fenestração provocada se desenvolvesse completamente de maneira semelhante a outras membranas já estudadas.

 

Apoio CAPES

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Efeito da Clorexidina e do Triclosan na cicatrização em ratos

V.A.TRAMONTINA*; G.R. NOGUEIRA-FILHO; S.L.S. PEREIRA; S. TOLEDO

Departamento de Prótese e Periodontia da FOP / UNICAMP.

Os efeitos benéficos da clorexidina no controle de placa supragengival são notórios, porém alguns autores (BASSETTI et al., J Clin Periodontol., 7:443-56,1980) citam que ela promove atraso no

processo de reparação. O triclosan é um antimicrobiano de amplo espectro e com propriedades antiinflamatórias(KJAERHEIM et al., J Clin. Periodontol.,22(6):488-93,1995) .Em vista do exposto, os autores propuseram estudar o efeito de uma solução de clorexidina 0,12% ( Periogard ®) e de uma solução contendo triclosan 0,03% (Plax ®) no processo de reparação, quando comparados a um controle (soro fisiológico 0,9%).Para tanto, foram utilizados 15 ratos Wistar, adultos, machos, no dorso dos quais confeccionou-se 03 feridas padronizadas por um bisturi circular de 3,5mm de diâmetro e 2,0mm de profundidade, procedendo-se a rinsagem com as substâncias, sendo as mesmas utilizadas 2X/dia por 30 segundos.Os animais foram sacrificados em três  períodos ( 1,7 e 15 dias).Análise histologica e histométrica foram realizadas (medidas de imagem digitalizadas em computador -MOCHA software-).A avaliação histológica não demonstrou variações relevantes entre os grupos. Histometricamente, no período de 1 dia não se observou diferenças estatisticamente significantes quanto à área de tecido ulcerado ( ANOVA), para os períodos de 7 e 15 dias, o tratamento com triclosan e o controle apresentaram áreas de tecido de granulação maiores que o tratamento com clorexidina.( teste Tukey, p<0,05).

Os autores concluem que inicialmente ( 1 dia ) não há diferença entre os tratamentos, e que, com 7 e15 dias, as feridas tratadas com clorexidina apresentaram uma evolução mais rápida no processo de reparação..

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Estudo Morfométrico das Concavidades Radiculares Proximais

em Primeiros Pré-Molares Inferiores de Humanos

J.E.B. MARINHO*; F.E. PUSTIGLIONI; S. KON - Disciplina de Periodontia da Faculdade de Odontologia da USP, São Paulo - BRASIL.

                                                                                                                                                                     

 

Este estudo foi desenvolvido para avaliar aspectos morfológicos e métricos das concavidades radiculares proximais de primeiros pré-molares inferiores de humanos.   Foram utilizados 54 dentes com superfícies radiculares íntegras, que foram analisados sob metodologia que envolveu: evidenciação das superfícies proximais com grafite, análise de perfis gráficos obtidos com um equipamento especial e medições com um paquímetro digital de leitura centesimal. Foi possível verificar que: 1- houve presença de concavidade em 100,0% e 98,1%, respectivamente nas faces mesial e distal;  2- quando única, a concavidade estava localizada no terço médio da largura vestíbulo-lingual das faces proximais em  86,5%  dos casos;  3- os comprimentos radiculares médios foram, respectivamente, 14,461mm e  14,133mm (s=1,5134mm), para as faces mesial e distal;  4- a presença de concavidade ao nível da JEC foi verificada em  54,6%  das faces proximais;  5- a face mesial foi a que mostrou maior variação, apresentando 02 concavidades localizadas nos terços vestibular e lingual, da largura vestíbulo-lingual, em  61,1%  dos dentes;  6- na concavidade localizada no terço lingual da face mesial, verificou-se: a maior proximidade da JEC, a maior extensão sobre a superfície radicular e, as maiores profundidades a partir de 4,0mm apicais à JEC;  7- em todas as localizações, nos níveis onde as concavidades eram mais largas, estas sempre eram mais profundas;  8- em 100,0% dos casos, as concavidades presentes no terço médio de ambas as faces proximais e no terço vestibular da face mesial se apresentavam mais largas e profundas a 6,0mm  apicais à junção esmalte-cemento.              

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Frequência de Fibroblastos Ciliados em Diferentes Tecidos Conjuntivos de Camundongo

S.C.P. BARBOSA;*  J. MERZEL;  P. D. NOVAES

Departamento de Morfologia -FOP-Universidade Estadual de Campinas- S.P.

A frequência de fibroblastos ciliados foi estudada em tecidos conjuntivos, que diferem entre si pela

origem e pela atividade metabólica. Foram  utilizados 7 camundongos machos, pesando  em  média  36g, e colhidas amostras dos seguintes  tecidos:  gengiva,  ligamento  periodontal  de incisivo  e  de molar, todos  de origem  ectomesenquimal e derme  de origem  mesodérmica. Foram  contados 600 fibroblastos por tecido de cada animal, no aumento de 16.000x  ao Microscópio Eletrônico de trans missão. Todas as células com cílios foram  fotografadas e não encontramos  nenhuma particularida- de em relação a  sua  localização,  porém  os  cílios  examinados   apresentaram um padrão  9+0  de microtúbulos o que sugere que sua função não esteja  relacionada  a  motilidade.  A  função  desses cílios, permanece desconhecida, embora tenha sido aventada a hipótese  de  terem  função sensorial   ou  apenas  ser  uma  organela rudimentar  sem  qualquer  finalidade.

A  frequência  de  fibroblastos ciliados parece estar relacionada a atividade metabólica do tecido( taxa de  renovação  de  células  e colágeno): foi maior no ligamento periodontal de incisivos e de molares e menor na derme,  ficando a gengiva em posição intermediária.

 

Apoio financeiro da CNPq - Processo  135394 / 95 - 3

254

O Ligamento Periodontal e Erupção Dental. Experimentos de ressecção

e transecção em incisivos de ratos

J. MERZEL*; P.D. NOVAES; S. FURLAN.  Dep. de Morfologia. FOP/UNICAMP.

O ligamento periodontal (LPD) em incisivos de roedores apresenta uma transição entre o folículo dental na extremidade apical e o ligamento plenamente desenvolvido a alguns milímetros antes de alcançar a crista alveolar. A erupção contínua destes dentes após a ressecção da porção apical (odontogênica) ou do segmento distal (incisal) do dente após sua transecção, tem sido um dos principais indícios da participação do LPD no processo. A maioria dos experimentos tem sido realizada  em dentes desimpedidos com duração em torno de 40 dias, quando os dentes, geralmente, exfoliam.    Foram feitas ressecções ou transecções em incisivos inferiores, em oclusão normal, de ratos machos, adultos e observados durante 3 a 4 meses após a cirurgia. Marcas no dente esquerdo operado e no contralateral serviram para o controle semanal da erupção. Após o sacrifício, as hemimandíbulas foram radiografadas e dos casos mais representativos foram feitos cortes histológicos:     a) Em 19 animais, após ressecção apical, os IIE erupcionaram de 6 a 7 semanas, quando os dentes atingiram a região da crista alveolar. Cinco animais morreram neste período. Em 14, o IIE permaneceu 4 a 11 semanas paralisado nesta região antes de exfoliar, 8 animais, ou do sacrifício, 6 animais.    b) Em 18 animais, o IIE foi seccionado a altura do 1o MI e a base do segmento distal, após 3 a 4 semanas, atingiu a região da crista alveolar. Em 12 animais, este segmento ficou ali paralisado de 2 a 14 semanas antes de exfoliar, 4 animais, ou do sacrifício, 8 animais. Dos 6 restantes, 4 morreram no período de erupção e em 2 o segmento proximal, entre 4 a 10 semanas após a operação, começou a erupcionar forçando a exfoliação do segmento distal.   

   A paralisação da erupção, na região da crista alveolar, nos dois experimentos, indica que o LPD plenamente desenvolvido não participa da erupção. Apenas o ligamento imaturo, equivalente ao ligamento de dentes de crescimento limitado em fase de erupção, parece ter um papel no processo eruptivo.

       CNPq  303435/87-9                                                                                

255

Correlação entre o sangramento à sondagem e a temperatura subgengival.

M.A. COZ FANO; M. TABA JR*; A. CAMPOS JR.

Periodontia - Faculdade de Odontologia de Bauru - USP.

O objetivo deste estudo foi avaliar a correlação entre o sangramento à sondagem e a temperatura subgengival em indivíduos considerados de risco à doença periodontal. Foram examinados 28 indivíduos (14 homens e 14 mulheres), com idade variando entre 18 a 45 anos. Os parâmetros de seleção foram a presença de no mínimo duas bolsas periodontais de 5mm ou mais profunda e pelo menos um dente apresentando perda de inserção maior ou igual a 4mm. O sangramento à sondagem foi considerado positivo ou negativo, positivo quando observava-se sangramento imediatamente após a realização de sondagem com sonda eletrônica de pressão constante da Flórida e negativo na ausência de sangramento. A temperatura subgengival foi avaliada em 6 pontos de cada dente utilizando-se uma sonda tipo “T” preparada acoplada a um termômetro digital modelo BAT - 10. Do total de sítios examinados (3900) 58.94% não apresentaram sangramento e 41.06% sangraram após sondagem independente do aumento (52.1%) ou não (47.9%) da temperatura subgengival. Observou-se uma baixa correlação entre as duas variáveis analisadas (r < 0.15) e concluiu-se que embora o sangramento à sondagem e a análise da temperatura subgengival expressem sinais de inflamação, essas variáveis são independentes e ocorrem em períodos distintos no processo inflamatório gengival.

256

Monitoração da doença periodontal em relação ao hábito de fumar

J.A.M. DAMÉ*; M. TABA Jr.; A. CAMPOS Jr.

Disciplina de Periodontia, FOB-USP- Tel.(014)235-8278

Na pesquisa periodontal, a monitoração longitudinal da doença por meio de medição do nível de inserção à sondagem, é considerada como “gold standard” para a avaliação de outros métodos de diagnóstico, como exames radiográficos, testes microbiológicos e imunológicos. O surgimento de sondas periodontais de força constante com maior precisão permite a detecção de alterações precoces no nível de inserção em um menor intervalo de tempo, aumentando sensivelmente seu potencial diagnóstico. Para avaliar a progressão da doença periodontal em pacientes fumantes e não fumantes, não tratados, um grupo de 27 indivíduos, sendo 15 do sexo masculino (56%) e 12 do sexo feminino (44%), 8 fumantes e 19 não fumantes, média de idade de aproximadamente 35 anos (variação de 22 a 47), considerados de risco à doença periodontal, foi monitorado por um período de um ano, com exames semestrais de sondagem eletrônica padronizada do nível de inserção. As alterações no nível de inserção conjuntiva nos sítios examinados foram dicotomicamente classificadas em com ou sem perda. Do total de 3.895 sítios, 391 (10,01%) apresentaram perda de inserção. Aproximadamente 40% dos sítios com perdas encontravam-se nos fumantes. Em torno de 9,20% dos sítios dos fumantes apresentavam perdas, contra somente 5,50% dos sítios dos não fumantes. As mulheres e os indivíduos com mais idade apresentaram mais perda de inserção.

Em vista dos resultados os autores puderam concluir que o fumo tem importante ação na perda de inserção de pacientes periodontalmente doentes.

 

 

257

Determinação do risco à perda de inserção periodontal através da Rede Neural

M.C.M. GUIMARÃES*; S.L.A GREGHI; A. CAMPOS Jr; M.K.SONOHARA

Disciplina de Periodontia, Fac. de Odontologia de Bauru-USP - Tel.(014)235-8278

As Redes Neurais (RN) constituem sistemas de computadores capazes de estabelecer uma memória associativa, simulando o raciocínio humano, a partir de conexões entre informações. Este trabalho teve como objetivo verificar o desempenho do programa de RN aiNet 1.22 na determinação do risco à perda de inserção( RPI) em Periodontia. Para as fases de treinamento e teste da RN utilizou-se um banco de dados com informações periodontais de 1110 pacientes (394 homens e 716 mulheres), classificados quanto ao RPI. Indivíduos apresentando o somatório do nível de inserção (NI) > 4 mm menor que a mediana do somatório (NI > 4mm) da sua faixa etária foram designados como de baixo risco (BRPI) e indivíduos com o somatório maior, como de alto risco (ARPI). Do total da amostra, 888 pacientes (567 BRPI e 543 ARPI), selecionados aleatoriamente, foram utilizados no treinamento

da RN, fornecendo-se as informações das variáveis clínicas (sexo, número de dentes ausentes, hiperplasia gengival, recessão gengival e profundidade de bolsa) e o RPI. Na fase de teste da RN (verificação do treinamento), foram inseridos os dados das variáveis clínicas, sem o RPI, dos 222 pacientes restantes (126 BRPI e 96 ARPI). A RN apresentou índice de acerto do RPI de 89,68% (113 em 126) para os pacientes BRPI e de 58,33% (56 em 96) para os pacientes de ARPI.

O maior índice de acerto da RN esteve relacionado à maior freqüência dos pacientes BRPI na fase de treinamento (567; 51,08 %). Os resultados demonstram a viabilidade do emprego da RN na determinação do risco à perda de inserção, sendo o seu grau de desempenho proporcional à representatividade da amostra.

 

258

Utilização da Rede Neural para identificar sítios com e sem perda de inserção.

M.K. SONOHARA*; S.L.A GREGHI; M.C.M. GUIMARÃES

Disciplina de Periodontia, Fac. de Odontologia de Bauru-USP - Tel.(014)235-8278

As Redes Neurais (RN), um ramo da Inteligência Artificial, têm sido aperfeiçoadas para o seu emprego na área da saúde, processando as informações clínicas codificadas. O objetivo deste estudo foi avaliar a capacidade do programa de RN aiNet 1.22 para determinar sítios com ou sem alteração no nível de inserção. As medidas do nível de inserção com sonda eletrônica com pressão controlada (Florida Probe®) foram realizados em 19 pacientes (9 mulheres e 10 homens), 6 sítios por dente, nos períodos de baseline, 6, 12 e 18 meses. Os valores das sondagens de cada sítio foram analisados pelo método estatístico de regressão para estabelecer alterações no nível de inserção, classificando-os em sítios com (CPI) e sem perda de inserção (SPI). De 2701 sítios, 2188 (2136 SPI e 52 CPI) foram utilizados no treinamento da RN, baseando-se em variáveis clínicas, como sexo, fumo, idade, dente e face (variáveis input) e variáveis output (SPI e CPI). Os 513 sítios (505 SPI e 8 CPI) restantes foram empregados como um conjunto teste e apresentados à rede, sem variável output, para verificar o seu treinamento. A RN foi capaz de identificar corretamente todos os 505 sítios SPI e nenhum dos 8 sítios CPI.

Os autores concluíram que o alto índice de acerto observado esteve relacionado com uma maior freqüência dos sítios SPI (2136; 97,6%) na amostra utilizada na fase de treinamento. Os resultados mostraram que a RN pode ser aplicada em Periodontia para definir a condição dos sítios, desde que a amostra utilizada seja representativa.

 

 

 

259

Avaliação de pacientes com periodontite juvenil

antes e após antibioticoterapia

ARAÜJO, F.V.R. BASTOS NETO*; A. CAMPOS Jr.; E. PASSANEZI. V.M. Disc. Periodontia, Fac. de Odont. de Bauru, USP, Bauru, S.P.

O presente trabalho avaliou o impacto da antibioticoterapia sobre parâmetros clínicos e microbiológicos em portadores de periodontite juvenil. A amostra compreendeu 12 pacientes portadores de periodontite juvenil localizada e generalizada e 6 indivíduos sadios. Os pacientes foram inicialmente avaliados através das medidas de profundidade de sondagem, inserção à sondagem, sangramento à sondagem e supuração. Depois disso, foi feita a raspagem e alisamento radicular da boca toda. Dois meses depois, foi realizada a Análise 1, com a avaliação clínica dos parâmetros anteriores e escolha dos sítios mais afetados para a colheita das amostras de placa subgengival. Nos indivíduos com sulco gengival sadio, a colheita foi feita nos sítios mesiais dos primeiros molares. Foi pesquisada a presença de A.a., através de imunofluorescência, e realizado o teste BANA. Após a colheita do material fez-se nova raspagem, e os indivíduos foram divididos em dois grupos: um controle e outro teste. O grupo teste recebeu 100 mg/dia de doxaciclina por 14 dias. A Análise 2 ocorreu dois meses e meio após a Análise 1, e a Análise 3 foi feita 4 meses após a Análise 2, mantendo os mesmos procedimentos. Os resultados mostraram que nos dois grupos houve estabilização clínica da evolução das lesões, pois a profundidade de sondagem e o nível de inserção mantiveram-se inalterados em 80% a 90% dos sítios. Os indicadores microbiológicos também não mostraram diferenças estatisticamente significantes entre os dois grupos. Os dois tipos de tratamento não atuaram significativamente sobre o A.a.

Concluiu-se que o antibiótico não intensificou a ação do tratamento de raspagem, e que o aumento do A.a. apresentou correlação com a perda de inserção ocorrida no grupo com antibiótico.

 

260

Utilização do PSR em adolescentes segundo o método de registro

M.M.S.M. MOREIRA*; B.E.C. TOLEDO; E.L. DINI; L.A.B. BARROS

Faculdade de Odontologia de Araraquara – UNESP

O Periodontal Screening and Recording (PSR) foi aplicado em 300 adolescentes com idade entre 15 a 19 anos por um único examinador, com o intuito de comparar o seu uso através dos registros de todos os dentes e dos dentes-índice. Em ambos os métodos, os resultados indicaram que 100% dos pacientes examinados apresentaram alguma forma de doença periodontal, sendo os fatores retentivos de placa bacteriana (código 2) a condição mais observada para os indivíduos, mas a maioria dos sextantes mostrou sangramento à sondagem (código 1). A concordância entre os dois métodos foi calculada usando a estatística Kappa. Os valores Kappa foram 0,85 para os indivíduos e 0,75 para os sextantes, respectivamente consideradas excelente e boa.

Foram observadas diferenças entre os códigos 1 e 2 para os indivíduos quando considerou-se os dentes-índice e todos os dentes, respectivamente, o mesmo ocorrendo entre os códigos 0 e 1 para os sextantes.

 

Apoio financeiro da FAPESP - Processo no 95/8308-4

261

Condições periodontais em escolares no interior de São Paulo

F.A. Santos*; E.G. Zenóbio; E.Jr. Marcantonio

Disciplina de Periodontia, Faculdade de Odontologia de Araraquara - UNESP.

O objetivo deste estudo foi avaliar as condições e necessidades de tratamento periodontal em 341 crianças de 6 a 14 anos de idade, escolares da zona rural da região de Fernandópolis estado de São Paulo. Foi utilizado o Índice de Necessidade de Tratamento Periodontal. Os resultados mostraram que 99,5% das crianças apresentavam algum tipo de doença gengival. O código 1 (sangramento a sondagem) apresentou  a maior prevalência (61,2%), porém o código 2 (cálculo e fatores retentores de placa) se fez presente em 38,3% das crianças, porcentagem considerada alta para esta faixa de idade. Apenas 0,5% das crianças não necessitavam de nenhum tipo de tratamento gengival, 38,3% necessitavam de raspagem e aplainamento radicular em algum sextante. A Necessidade de Tratamento 1 (orientação de higiene bucal) foi necessária em 99,5% das crianças.

Conclui-se que a doença periodontal apresentou uma prevalência muito alta na população infantil. Desta forma o planejamento de programas preventivos e terapia periodontal básica são necessários em idades precoces.

 

Apoio financeiro CAPES

262

Avaliação da resposta imune humoral em pacientes com periodontites

M. M. HIDALGO*; M. J. AVILA-CAMPOS; E. N. ITANO. Departamentos de Odontologia-UEM-Maringá, Patologia Geral-UEL-Londrina, Microbiologia-USP-São Paulo. Fone/fax (044) 224-4975.

O objetivo do presente trabalho foi avaliar, comparativamente, os níveis de IgG e IgA séricas e IgG e IgA secretora (IgAs) salivares reativas a Actinobacillus actinomycetemcomitans (Aa), e dosar IgM, IgG e IgA séricas totais em pacientes com Periodontite de Incidência Precoce (PIP), Periodontite do Adulto (PA) e controles saudáveis sem doença periodontal. Os níveis de imunoglobulinas (Igs) a Aa foram determinados por ELISA e a dosagem de Igs séricas totais realizada por imunodifusão radial simples, utilizando como antígeno, extrato sonicado de uma mistura de cinco isolados obtidos de pacientes com PIP e confirmados como Aa e a cepa de referência Aa FDC Y4. Não foi observada diferença estatisticamente significativa entre os níveis séricos de IgG e IgA e IgG e IgAs salivares reativas a Aa entre os grupos PIP (n=9), PA (n=20) e indivíduos sadios (n=20). Pela dosagem de Igs séricas totais, também não foi observada diferença estatisticamente significativa entre os pacientes com PIP (n=9) em relação àqueles com PA (n=9) ou controles saudáveis (n=9).

Estes resultados sugerem a inexistência de alterações significativas à nível de resposta imune humoral específica a Aa e de ativação policlonal de linfócitos B em pacientes com periodontites.

 

Apoio financeiro: CPG/UEL e PROUNI/CCS/UEL.

263

Prevalência de recessão gengival em escolares e sua relação com estado inflamatório

M.P. AZEVEDO *; C. SUSIN; C.K. RÖSING

Departamento de Periodontia da Faculdade de Odontologia da UFRGS – RS

O presente estudo epidemiológico objetivou avaliar a prevalência de recessão gengival em escolares de 9 a 12 anos da rede pública de Porto Alegre, bem  como estabelecer a correlação existente entre recessão gengival e o estado inflamatório do periodonto. Para tanto, foram examinadas de forma visual 201 crianças, previamente autorizadas por seus pais ou responsáveis legais. O exame objetivou avaliar a presença ou não de recessão gengival. Após verificada a presença da condição clínica, através da utilização do índice de sangramento gengival de Carter e Barnes, observou-se a prevalência de inflamação gengival nos sítios que apresentaram recessão. Os resultados obtidos mostraram uma prevalência de recessão gengival de 8,95% na faixa etária examinada e, dentre os sítios  com recessão, uma prevalência de alterações inflamatórias no periodonto de 80%. Os resultados indicam uma prevalência elevada de recessão gengival, bem como o fato das áreas afetadas apresentarem uma alta prevalência de inflamação.

Conclui-se que já numa faixa etária bastante precoce, a recessão gengival deve ser uma preocupação da odontologia, lembrando que a mesma pode ser uma expressão clínica da perda de inserção do periodonto. Dessa forma, sugere-se que tanto as áreas que já apresentem recessão gengival, como os indivíduos portadores recebam especial atenção, por poderem constituir um grupo considerado de risco à continuidade do processo saúde-doença periodontal.

 

264

Comparação de técnicas de diagnóstico de invasão do espaço biológico

F.E. FESTUGATTO; F.A. DAUDT*; C.K.ROSING

Faculdade de Odontologia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

O objetivo deste estudo foi comparar três formas de diagnóstico de invasão do espaço biológico do periodonto: sondagem transperiodontal, exame radiográfico pela técnica periapical com paralelismo, em relação à medida realizada no transcirúrgico. Participaram deste estudo 38 pacientes, sistemicamente saudáveis e livres de inflamação gengival marginal, os quais totalizaram 53 faces avaliadas para os parâmetros em questão. Os valores em milímetros foram obtidos com exames radiográficos e tranperiodontais comparados com a medida cirúrgica através das diferenças encontradas. As médias das diferenças foram obtidas e comparadas entre si através do Teste t de Student  para um nível de significância de 5%. Foi também analisado o índice de concordância entre os valores dos métodos transperiodontal e radiográfico em relação à cirurgia através da distribuição da freqüência das diferenças igual a zero. Os resultados demonstraram uma média de diferença entre a sondagem transperiodontal e o método cirúrgico de 0,41. Em relação às diferenças encontradas entre o método radiográfico  e o cirúrgico obteu-se valor de 0,66. Estas diferenças demonstraram-se estatisticamente significantes. A concordância absoluta entre o método transperiodontal e o cirúrgico foi de 52,83% e do método radiográfico com o cirúrgico foi de 33,96%.

Pode-se concluir portanto, que o método clínico de sondagem transperiodontal é mais fidedigno para o diagnóstico de invasão do espaço biológico do periodonto quando comparado com a análise radiográfica.

265

Controle da placa em escolares da zona rural. Efeito da motivação

C.P. TURSSI*; E.M. BOECK; R.A.C. MARCANTONIO

Departamento de Diagnóstico e Cirurgia, Fac. Odontologia de Araraquara-UNESP

O controle da placa bacteriana tem se mostrado eficiente na prevenção das doenças periodontais e cárie dental. O objetivo desse trabalho é avaliar a influência do reforço da motivação no controle do índice de placa bacteriana em crianças da zona rural. A amostra consistiu de 219 escolares, divididos em 2 grupos: A(experimental) - motivado repetidas vezes e, B(controle) - motivado em uma única sessão. O programa aplicado ao primeiro grupo foi desenvolvido através da utilização de diversos meios de motivação como escovações supervisionadas, orientações diretas e apresentações de recursos audiovisuais. Foram feitos dois levantamentos do índice de placa, sempre realizados por um único examinador, o primeiro antes de qualquer atividade e, o segundo ao final do trabalho educativo. Os resultados demonstraram uma redução estatisticamente significativa no índice de placa para o grupo A (z=2,68), quando analisados os exames inicial e final, enquanto para o grupo B não foi encontrado valor significativo (z=0,77). A comparação entre ambos os grupos em relação ao segundo levantamento do índice de placa revelou a existência de diferença significativa (z=1,96).

Com base nos resultados obtidos, podemos concluir que o reforço da motivação quanto à higiene bucal se mostra eficiente no controle da placa bacteriana.

 

266

Análise morfométrica do recobrimento radicular pelo posicionamento lateral do retalho

A.H.T. LOURENÇO; S.L.S. SOUZA*; E. PASSANEZI. Depto. Prótese, Disc. Periodontia,

Faculdade de Odontologia de Bauru, USP, Bauru, S.P.

A natureza da interface cicatricial formada após terapia cirúgica é um importante campo de estudo em Periodontia. O presente estudo utilizou uma amostra de 12 cães adultos para analisar histometricamente a cicatrização após retalho posicionado lateralmente. Na região vestibular de cada canino superior foi preparada uma recessão periodontal padronizada, perpetuada pela colocação de uma aleta metálica que ali permaneceu por 15 dias. Trinta dias após a retirada da aleta, o periósteo da região doadora do enxerto pediculado foi ativado, e doze dias após este procedimento a superfície radicular exposta foi recoberta por retalho osteoperióstico lateralmente posicionado. O tratamento da raiz exposta foi feito no momento da cirurgia, pela raspagem radicular e utilização de ácido fosfórico a 37 % por 3 minutos. O canino do arco oposto não recebeu o ácido, servindo como controle. Os animais foram sacrificados aos 7, 14, 30 e 90 dias pós-operatórios (3 animais em cada data). As amostras foram processadas histologicamente, sendo feitos cortes seriais. Foram analisadas as volumetrias celular e de reabsorção e a inclinação fibroblástica, como forma de avaliação de uma possível reinserção à superfície radicular. A leitura volumétrica morfotípica foi feita com microscópio óptico equipado com retícula de contagem, sendo utilizada análise computadorizada (programa Mocha Image Analysis) para a observação do grau de inclinação dos fibroblastos. Os resultados demonstraram que a volumetria de reabsorção de cemento e de dentina não se alterou entre os grupos tratados ou não por ácido fosfórico. Não foi demonstrada também reinserção fibroblástica.

Desse modo, de acordo com o modelo experimental, concluiu-se que a utilização de ácido fosfórico na cirurgia de posicionamento lateral do retalho não necessariamente aumenta a reinserção gengival à superfície radicular.

267

Avaliação clínica de um dentifrício no controle da sensibilidade dentinária

L.M. SAMPAIO*; A.H. RODRIGUES; J.E.C. SAMPAIO

Disciplina de Periodontia da Faculdade de Odontologia de Araraquara - UNESP – SP

A sensibilidade dentinária é uma dor originada pela exposição dos túbulos dentinários, em resposta à estímulos térmicos, tácteis e osmóticos. Por ser um problema encontrado com muita frequência na clínica diária e de difícil resolução pelo cirurgião dentista, diversos materiais dessensibilizadores são empregados para o seu tratamento. Foi lançado no mercado, um dentifrício à base de nitrato de potássio, que tem a capacidade de despolarizar as membranas das fibras nervosas, bloqueando a ação axônica e a passagem do estímulo, possuindo um efeito neural (Kim, J. Endodont. 12:482, 1986). O objetivo deste estudo foi avaliar clinicamente, em pacientes que se submeteram ao tratamento periodontal, a eficácia desse dentifrício (Emoform Clorofila) de nitrato de potássio, na tentativa de eliminar ou diminuir a sensibilidade dentinária. Os pacientes foram orientados para escovarem os dentes 3 vezes ao dia, utilizando-se da técnica de Bass e do dentifrício em questão. Foram analisados 28 dentes e o grau de sensibilidade foi avaliado de acordo com o proposto por Uchida e cols (J. Periodontol. 51:578-81, 1980)  e anotado em ficha especialmente elaborada. Foram realizadas 5 avaliações com intervalos de 7 dias, verificando a redução ou eliminação da sensibilidade.

Concluiu-se que o dentifrício avaliado reduziu a sensibilidade nos pacientes com   

100% no grau 1 e mais de 50% no grau 2. 

268

Hábito de Fumar e Doença Periodontal em Jovens

L.L. OBICI*; J.C. JOLY; A.F.M. de LIMA

Departamento de Prótese e Periodontia, FOP – UNICAMP

É de conhecimento geral que o hábito de fumar causa uma série de alterações locais e sistêmicas ao organismo humano. A cavidade bucal também sofre alterações sendo o primeiro órgão a ser afetado. Alguns autores demonstraram que os fumantes apresentam maior profundidade de sondagem, perda de inserção, óssea e dental quando comparados com não fumantes, e que o cigarro é por si só um fator de risco na etiologia da doença periodontal. Este estudo tem por finalidade comparar os índices de Placa - IPl, de Cálculo - IC, e Gengival -IG, a profundidade de sondagem - PS - e a coloração gengival, entre indivíduos fumantes e não fumantes jovens. Foram examinados 205 soldados (idade média de 18,6 anos, sendo 149 não fumantes e 56 fumantes) utilizando a sonda tipo OMS introduzida em quatro pontos nos seis dentes selecionados como amostra. Como critério para os IPl e IC foram considerados a presença ou não de placa e calculo, respectivamente. Para o IG fez-se uso da escala de Löe e Silness, na PS foram considerados sítios  < 3,5 mm , > 3,5mm , > 5,5mm. Após exame clínico os soldados responderam a um questionário que abrangia hábito de fumar e higiene oral. Entre os fumantes, a média de duração do hábito foi de 2,7 anos com consumo de 10,3 cigarros por dia. Os IPl, IC e IG foram praticamente iguais nos dois grupos, não havendo diferença estatística significante (p>0,05). Entretanto a PS foi um pouco maior para os não fumantes, embora não tenha havido diferença estatística significante entre esses resultados (p>0,05).

Isto nos leva a concluir que devido a baixa idade e ao pouco tempo de duração do hábito de fumar, não foi possível observar alterações, para os parâmetros clínicos adotados, nos fumantes quando comparados com não fumantes.

269

Imagem digitalizada para avaliação da cicatrização periodontal

D.B. PALIOTO; S. SATO; G. RITTMAN; L.F. MOTA; R.G.CAFFESSE

Departamento de Periodontia -Universidade do Texas - Houston.

O objetivo desse estudo foi determinar a precisão de um método de análise de imagem digitalizada e avaliar sua utilização para verificar a cicatrização periodontal. Material histológico de um estudo em cães usando fatores de crescimento para verificar a nova formação tecidual foi analisado através de um microscópio óptico conectado a uma câmera colorida CCD. A imagem foi então transmitida a um aquisitor sendo assim digitalizada e transmitida a um computador onde é manipulada e armazenada. Vinte especimens foram lidos duas vezes num intervalo de 24 horas para acessar reproducibilidade intraexaminadores e interexaminadores. Os parâmetros utilizados foram:  área de epitélio, área preenchida por novo tecido, área de novo osso, medidas lineares de novo cemento. Os números foram analisados pelo Teste-t de student para testar a hipótese de não diferença entre as leituras. Nenhuma diferença estatisticamente significante foi encontrada em nível 5% para todos os parâmetros quando verificado leitura intra-examinador. As leituras inter-examinadores para o parâmetro medidas lineares de cemento mostraram diferença estatisticamente significante (p<0,05).

Resultados foram consistentemente uniformes e o método demonstrou alta precisão. É um recurso valioso para avaliação quantitativa e qualitativa do processo de cura periodontal.

270

Estudo in vitro do índice de polimento dos dentifrícios

A.C.C. ANDRADE Jr*;M.R.C. ANDRADE; R.G. FISCHER (Departamento de Periodontia)

Faculdade de Odontologia da  UERJ.  Rio de Janeiro.

O objetivo do presente estudo foi avaliar o índice de polimento de 15 dentifrícios nacionais. Uma solução contendo 50g de cada marca mais 800 ml de água destilada era colocada no aparelho Einlehner AT 1000, que promovia 174000 rotações da haste metálica, com cilindro descartável de borracha, sobre uma tela de cobre previamente pesada (P1), por 100 min. Com o término da operação, a tela era lavada, secada e novamente pesada (P2). Através da equação: (P1 - P2) / 3.07 x 10-4  encontrava-se o número de gramas/ m2 . Cada dentifrício foi testado 3 vezes e o valor final encontrado era a média dos 3 valores. Adicionalmente foram investigados o pH e o teor de sólidos das diferentes marcas. Os resultados mostraram que os dentifrícios possuem uma grande variação no grau de polimento, e poderiam ser divididos em 3 classes: alta, média e baixa abrasividade. As 3 marcas mais abrasivas foram: Close Up com flúor, Colgate Anti-Tártaro e Oral B dentes e gengivas. As 3 marcas menos abrasivas foram: Colgate MFP com cálcio, Gessy com flúor e Signal com flúor.

O estabelecimento desse “ranking” dos cremes dentais brasileiros, baseado nas características abrasivas das diferentes marcas, facilitaria ao clínico geral a indicação racional do uso dos dentifrícios, a partir das necessidades específicas de cada paciente.

271

Neuropeptídeos em gengiva saudável e na periodontite do adulto

H.G. TEIXEIRA*; R.G. FISCHER

Dep. de Anatomia e Periodontia; Faculdades de Odontologia da UFJF e UERJ. Juiz de Fora e Rio de Janeiro, Brasil

O objetivo do presente estudo foi avaliar a presença dos neuropeptídeos (VIP, SP, CGRP) em periodonto saudável e em periodontite do adulto, sem tratamento prévio. 15 adultos (8 homens e 7 mulheres), com idade média de 38.3 anos de idade, foram selecionados. Os pacientes não poderiam apresentar patologia sistêmica, ter usado antibiótico ou ter recebido tratamento periodontal nos 6 meses anteriores ao trabalho. Os exames clínicos incluiram: (1) índice de placa, (2) sangramento a sondagem, (3) profundidade de bolsa a sondagem (PBS) e (4) nível clínico a sondagem. Exame radiográfico periapical completo também foi realizado. Foram retiradas 2 biópsias (1 experimental e 1 controle) da gengiva inserida de cada paciente. Área experimental apresentava  PBS maior que 3 mm, sangramento a sondagem e imagem radiográfica compatível com perda óssea maior que 1/3 da raiz. Área controle apresentava PBS menor que 3 mm, sem sangramento a sondagem e imagem radiográfica compatível com perda óssea menor que 1/3 da raiz. As biópsias foram processadas pela técnica da imunohistoquímica. Os resultados indicaram a presença de VIP, SP e CGRP na lâmina própria gengival, ao redor de vasos sanguíneos e nervos, nas áreas experimental e controle, com tendência a níveis aumentados nas áreas controles quando comparados com as áreas experimentais. CGRP foi demonstrado também no epitélio, com uma tendência a níveis maiores nas áreas experimentais quando comparado com as áreas controles.

Estudos adicionais são necessários para determinar o significado da presença dos neuropeptídeos na patogênese da doença periodontal.

272

Prevalência de bruxismo excêntrico noturno em crianças de 2 a 11 anos

R.S.A. SHINKAI*; L.M.SANTOS; F.A. SILVA; M.Nobre dos SANTOS

Depto de Prótese e Depto de Odontopediatria, FOP-UNICAMP.

Relata-se uma grande variação de incidência de bruxismo infantil na literatura (5% a 81%), dificultando o estabelecimento de parâmetros comparativos. O objetivo deste estudo foi registrar a prevalência de bruxismo excêntrico noturno (BEN) e suas características em 213 crianças de 2 a 11 anos, sendo 130 crianças atendidas na FOP-UNICAMP e 83 crianças atendidas em consultório particular. Os dados foram coletados mediante entrevista dirigida ao responsável pela criança e ao seu dentista e analisados através dos testes c2 e de Kruskal-Wallis. A prevalência de BEN verificada foi de 28,64% (n=61). A diferença de freqüência entre bruxômanos e não-bruxômanos não foi significativa em relação ao local de atendimento (FOP X consultório) (p>0,05). Considerando o tipo de dentição, 39,34% das crianças de dentadura decídua e 24,34% com dentição mista eram bruxômanos (p<0,05). Entre os bruxômanos (n=61), 27,87% eram crianças ansiosas e 31,15% eram hiperativas. Cinqüenta e um por cento das crianças com BEN tinham problemas respiratórios e/ou alérgicos. Em relação à idade, houve alta prevalência de BEN em crianças de 2 a 5 anos e de 10 a 11 anos. Não pôde ser verificada relação com parasitose ou sexo.

Conclui-se que a prevalência de BEN encontrada (28,64%) foi expressiva, devendo ser considerada no atendimento de crianças de todas as faixas etárias.

273

Mudanças transversais no tratamento com Bionator das maloclusões Cl.II, div.1a

C. DOMINGUEZ; C. ROIZENBLATT*; J.W. VIGORITO.

Depto. de Ortodontia e Odontopediatria - Disciplina de Ortodontia/FOUSP

As mudanças sagitais decorrentes do tratamento com Aparelhos Ortopédicos Funcionais das maloclusões de Classe II, divisão 1a têm sido amplamente estudadas; porém, são poucos os estudos publicados que avaliam o aspecto transversal. Uma vez que a relação ântero-posterior das bases ósseas é mudada terapeuticamente, as novas relações musculares e funcionais podem afetar concomitantemente a dimensão transversal das arcadas. Para verificar isto, realizamos um estudo prospectivo em 18 pacientes brasileiros (10 meninas e 8 meninos) em crescimento, com idade média inicial de 10 anos e 7 meses (D.P.+1,3 anos) e final de 12 anos e 2 meses (D.P.+1,3 anos) e tratados durante 18 meses com um Aparelho Ortopédico Funcional tipo Bionator de Balters. Comparamos os modelos de gesso iniciais e finais determinando as mudanças transversais na região anterior ao nível dos 1os pré-molares ou 1os molares decíduos e na região posterior ao nível dos 1os molares permanentes superiores e inferiores. Os resultados foram analisados pelo teste “t” de Student, observando aumento estatisticamente significante ao nível de 1% na região anterior e posterior superior e posterior inferior e nenhuma mudança na região anterior inferior.

Com estes resultados, achamos por bem concluir que em decorrência do crescimento transversal e também da correção da Classe II-1 pelo Bionator,  ocorreram modificações nas dimensões transversais nos arcos superior na região anterior e posterior, enquanto que no arco inferior se observaram modificações só na região posterior.

274

Relação esquelética e aspecto facial da maloclusão de Cl II, div. 1a

A.M.B. BRANDÃO*; C. DOMINGUEZ; L. CAPELOZZA

Departamento de Ortodontia e Odontopediatria, Faculdade de Odontologia da USP-SP

Na tentativa de esclarecer a possível correlacão entre o aspecto esquelético facial e o aspecto facial dos tecidos moles em pacientes com maloclusão de Cl II div. 1a, propusemo-nos a comparar o comportamento da discrepância ântero-posterior  das bases ósseas maxilar e mandibular e dos tecidos moles correspondentes, de um grupo de 14 pacientes brasileiros leucodermas (11 meninos e 3 meninas) em crescimento com idade média de 13 anos e 7 meses D.P + 2,1anos. Para tanto, foram avaliadas as radiografias cefalométricas em norma lateral e as fotografias de perfil desses pacientes. Nas radiografias cefalométricas e nas fotografias foi medido o ângulo constituído pelos pontos A, N, e B esqueléticos e dos tecidos moles respectivamente. O valor médio obtido para o ângulo ANB esquelético foi de 5,39o D.P + 2,6 e para o ângulo ANB dos tecidos moles foi de 12,64o D.P + 3,1. As diferenças obtidas foram avaliadas pelo teste “t”de Student e apresentaram significancia estatística ao nível de 1%.

A partir destes resultados achamos por bem concluir que a maloclusão de Classe II, divisão 1a (deste grupo de pacientes), reflete-se de forma mais evidente no aspecto facial, tornando-a mais severa que no aspecto esquelético, quando avaliada pelo ângulo ANB. Isto poderia ser explicado pela infuência do tônus muscular decorrente da incompetência labial e das inclinações dentárias características deste tipo de maloclusão, uma vez que estas afetariam o perfil mole e não o perfil esquelético.

275

Avaliação de métodos de traçado do plano oclusal: estudo comparativo.

J.B. PAIVA; C.C. ARRUDA*

Depto. de Ortodontia e Odontopediatria - Disciplina de Ortodontia/FOUSP.

O presente trabalho enfoca as dificuldades em se padronizar o traçado cefalométrico do plano oclusal. As análises dos resultados conduziram a se aceitar a grande variabilidade existente, entre os métodos utilizados. Empregou-se 30 pacientes, dos quais se obteve telerradiografias onde foram traçados os planos oclusais na fase antes do início do tratamento ortodôntico e quatro anos após a remoção da aparelhagem. Para o estudo, empregou-se a medida do ângulo NS.PLO para avaliar-se o comportamento do plano oclusal. Tem-se como comprovada a grande estabilidade da linha SN. Portanto, as variações deste ângulo correm por conta da variação do plano oclusal. Empregou-se cinco métodos: BRODIE9 (1953), JACOBSON30 (1976), RICKETTS42 (1982), DOWNS15 (1948) e PADRÃO USP (INTERLANDI29, 1968)

Conlcuiu-se que há grande variabilidade do plano oclusal no período estudado. O método de menor variabilidade, segundo as diferenças das médias dos valores angulares, foi o Padrão USP (INTERLANDI29, 1968).

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Aspectos ultra-estruturais da permeabilidade da mucosa sublingual à ósmio-amina

T.S. MASUKO; B. KÖNIG Jr.

Departamento de Morfologia, Faculdade de Odontologia S.J.C./UNESP; Departamento de Anatomia ICB/USP

O estudo da permeabilidade da mucosa sublingual é importante devido à administração sublingual de medicamentos, que, quando administrados são absorvidos e vão diretamente e mais rapidamente para o sistema sangüíneo. A mucosa sublingual é muito fina e a submucosa muito delicada. Os vasos sangüíneos podem ser observados por transparência quando a língua é elevada. Este trabalho tem como objetivo o estudo da permeabilidade in vivo e in vitro da mucosa sublingual de ratos através da microscopia eletrônica de transmissão. Foram utilizados ratos Wistar adultos, machos, com peso entre 200 e 350 g. A solução de ósmio-amina foi obtida segundo o método de COGLIATI (1973) e FOLKAN e COGLIATI (1976) e diluída em solução tampão fosfato. Para o método in vivo foi colocado algodão embebido em ósmio-amina por diferentes tempos. Para o método in vitro pequenos fragmentos de mucosa foram mantidos em solução de ósmio-amina à temperatura ambiente por diferentes tempos. As amostras foram fixadas em paraformaldeído, pós-fixadas em solução de ósmio a 1% durante 2 horas a 4oC, desidratadas em uma série crescente de álcoois, incluídas em epon e observadas no microscópio eletrônico de transmissão Jeol CX II do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo.

Com base nestes estudos os autores concluíram que a mucosa sublingual é permeável à ósmio-amina e que esta substância atinge a submucosa; os desmosomas dos diferentes níveis das camadas epiteliais da mucosa sublingual não constituem barreira para o progresso da penetração do material.

 

Apoio financeiro da FUNDUNESP - Proc. 028/96-DFP/1S

277

Ultra-estrutura das papilas linguais de morcegos frugívoros Carollia perspicillata

B. KÖNIG Jr* ; S.N. BOARO; T.S. MASUKO*

Depto. Anatomia ICB/USP, Fac. Ciências e Tecnologia, PP/UNESP; *Depto. Morfologia, Fac. Odontologia S.J.C./UNESP

As papilas linguais variam na sua morfologia de acordo com a espécie animal, bem como dentro de uma mesma espécie animal. A principal razão para esta diversidade é o tipo de alimentação do animal, além do modo de apreensão do alimento e do como ele deglute o alimento. Os morcegos são mamíferos voadores, da ordem Chiroptera, que apresentam uma grande variedade de hábitos alimentares e de habitat. Este trabalho tem como objetivo o estudo das papilas linguais de morcegos frugívoros Carollia perspicillata (Phyllostomidae) por intermédio do microscópio eletrônico de varredura. Foram utilizados quatro morcegos de ambos os sexos, adultos, que após o sacrifício dos animais foi feita perfusão com solução tampão fosfato 0,1 M, pH 7,4 seguida de solução de Karnovsky. Duas amostras foram submetidas à digestão com solução de NaOH a 1%. Em seguida, todas as línguas foram pós-fixadas em solução de tetróxido de ósmio a 1%, desidratadas em uma série crescente de álcoois, metalizadas e observadas ao microscópio eletrônico de varredura Jeol 6100 do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo.

Com base nestes estudos os autores concluíram que os morcegos frugívoros apresentavam três tipos de papilas: papilas valadas, em número de quatro, sendo duas mediais e duas laterais, estas mais globosas e situadas no mesmo nível das mediais; papilas fungiformes, distribuídas em toda a superfície dorsal da língua; e papilas filiformes, com diferentes formas de acordo com a região.

278

Avaliação do estresse e sensibilidade a palpação muscular e das

ATMs em 200 Pacientes

C. KLIEMANN*; P. I. SERAIDAIAM; E. COLONELLO - Departamento de Materiais Dentários e Prótese, FOSJC.-UNESP

Este trabalho avalia uma amostra de 200 pacientes dentados da cidade de São José dos Campos -  São Paulo, pertencentes ao ambulatório da FOSJC - UNESP. Eles foram divididos em dois grupos de 100 pacientes, sendo o primeiro formado por indivíduos queixosos de disfunção craniomandibular e o segundo sem queixas de disfunção (grupo controle). Todos os indivíduos responderam ao questionário de auto-avaliação de Holmes e Rahe, 1967 para presença do estresse e avaliação clínica da sensibidade a palpação muscular pela técnica sugerida por Solberg et al. , 1972 e Mahan & Alling, 1991. A escala de zero a três foi utilizada para registrar a evolução da sensibilidade muscular produzida pelo exame táctil na palpação muscular e das ATMs: “grau 0”(negativa); “grau 1”(discreta); “grau 2”(moderada); “grau 3”(severa). O exame clínico compreendeu a palpação bilateral das ATMs e dos principais músculos do sistema estomatognático.

A análise estatística para o estresse foi através do teste (x2) com nível de significância de 5%, cujos resultados encontrados após análise, mostraram alta significância para o estresse:  (77% queixosos) e (55% não queixosos). Para sensibilidade muscular e das ATMs, encontrou-se alta significância para o “grau 0”, “grau 1”, “grau 2”, e “grau 3”.    O cálculo do índice médio geral foi realizado através do teste de Mann-Withney com o objetivo de se obter uma média das sensibilidades musculares e das ATMs apresentada pelos pacientes . O resultado estatístico encontrado, apresentou quatro vezes mais sensibilidade a palpação muscular e das ATMs para os pacientes queixosos de disfunção craniomandibular.       

279

Avaliação da evolução oclusal e sintomática em pacientes com placa oclusal

A.S. LUSVARGHI*; M.C. BOLZAN

NAPEM-USP

Foram avaliados 34 pacientes da clínica de disfunção têmporo mandibular do NAPEM-USP, todos em tratamento com placa estabilizadora oclusal. Os mesmos foram monitorados durante 3 sessões de reajuste da placa quanto a evolução de seus sintomas, e quanto à estabilidade da oclusão com a placa em posição. Foram analisadas as seguintes sessões, após a instalação da placa: primeira (média de 13 dias), terceira (média de 66 dias) e quinta (média de 126 dias). Os sintomas foram avaliados através de entrevista, e comparados com a sessão anterior. A estabilidade oclusal foi avaliada com a fita Mylar  de 8mm de espessura. Os pacientes foram divididos em quatro categorias: 1A (remissão parcial ou total de sintomas e oclusão estável); 2A (sem remissão de sintomas e oclusão estável); 1B (remissão parcial ou total de sintomas e oclusão instável); 2B (sem remissão de sintomas e oclusão instável)

                         1a                    3 a                    5 a                  

1A                   26%                 38%                 44%                

2A                    3%                   3%                   3%                 

1B                   59%                 59%                 53%                

2B                   12%                  0%                   0%

Em vista dos resultados obtidos (vide tabela), pode-se concluir que a maioria dos pacientes apresentou uma melhora de sintomas com o uso da placa oclusal, progressiva a partir do primeiro reajuste. A estabilidade oclusal também aumentou ao longo do tempo em quase metade dos pacientes, o que sugere uma tendência de melhora de sintomas seguida de estabilidade oclusal.

280

Persistência do forame de Huschke em crânios adultos

H. FAIG-LEITE*; J.A.C.* HORTA Jr.

Disciplina de Anatomia, F. de Odontologia de São José dos Campos/SP – UNESP

O forame de Huschke (HF) aparece durante o desenvolvimento embriológico da porção timpânica do osso temporal, e comumente fecha-se aos cinco anos de idade. Sua persistência em crânios adultos é uma anomalia anatômica. Nosso objetivo foi estudar a incidência, forma e dimensões deste forame em crânios de indivíduos brasileiros adultos, chamando a atenção para suas implicações clínicas. Foram utilizados 776 crânios, sendo 305 identificados segundo o sexo e o grupo étnico. De ambos os lados de cada crânio foi observada a região timpânica do temporal, procurando na sua porção mediana o HF. Uma vez constatada sua presença, foram estudados a sua incidência uni ou bilateral, suas possíveis formas, e mensurado seu diâmetro nos sentidos transversal e longitudinal. O HF foi encontrado em 9,92% do total de crânios estudados, sendo sua presença bilateral em 4,64% e unilateral em 5,29%. Quanto a forma encontramos o HF na forma irregular em 56,90% dos casos, oval em 18,10%, redondo em 17,24%, na forma de fenda em 6,9% e de forma quadrado em 0,86% dos casos. Este forame apresentou um diâmetro transversal médio de 2,37 mm e um diâmetro longitudinal médio de 2,42 mm.

A persistência do HF pode explicar o aparecimento de hérnias na articulação temporomandibular, ou também problemas otológicos como fístulas no conduto auditivo externo.

 

Apoio financeiro: FAPESP

281

Comparação entre técnicas transcranianas e a confecção de um gabarito

F. N. BÓSCOLO; S. M. ALMEIDA; T. C. R. PEREIRA*

Departamento de Diagnóstico Oral -Área de Radiologia - FOP – UNICAMP

As técnicas radiográficas transcranianas foram estudadas por vários autores que procuraram estabelecer protocolos de exames para se complementar o diagnóstico de casos clínicos, sendo relatada a necessidade da associação de diversas técnicas para se obter uma boa imagem da ATM, que as vezes pode ser de pouca valia, caso o profissional desconheça os aspectos das imagens obtidas nestas técnicas. O estudo teve como finalidades comparar duas técnicas radiográficas transcranianas com o auxílio do cefalostato ACCURAD-200, nas posições Padrão e Corrigida e desenvolver um gabarito que auxilie o profissional a medir os espaços articulares anterior e posterior, fornecendo informações sobre o posicionamento condilar. Foram radiografados 59 pacientes, numa faixa etária entre 18 e 35 anos, que se propuseram a participar deste estudo. Foram realizadas radiografias ínfero-superior e transcranianas. Sobre as transcranianas foram realizados os traçados com o auxílio do gabarito e feitas as medidas lineares dos espaços articulares, utilizando um paquímetro digital.

Nossos resultados demonstraram que para ambas as técnicas empregadas o espaço articular posterior apresentou-se menor que o anterior, e embora não tenha havido diferença estatisticamente significante entre as duas técnicas, a Corrigida demonstrou uma maior confiabilidade nos resultados e que o método desenvolvido permite a avaliação do posicionamento condilar.

 

Apoio financeiro da CAPES.

282

Erro de reprodutibilidade de valores cefalométricos pelos métodos computadorizado e convencional

H.R. ALBUQUERQUE Jr*; M.H.C. ALMEIDA - Departamento de odontologia infantil, FOP-UNICAMP

Foi realizado um estudo para avaliar o erro de reprodutibilidade dos valores cefalométricos usados na filosofia Tweed-Merrifield, tanto pelo método computadorizado quanto pelo convencional. Utilizou-se uma amostra de 30 telerradiografias da cabeça em norma lateral, do arquivo do curso de pós-graduação em Ortodontia da FOP-UNICAMP. Dois operadores realizaram os traçados e mensurações em dois momentos, com intervalo de 30 dias entre cada conjunto de traçados. Para avaliar o efeito sistemático dos fatores em estudo, realizou-se uma análise de variância para cada variável investigada, levando-se em consideração a dependência gerada pela realização de diversas medidas nas radiografias de cada paciente, assim como foram feitos testes t-Student. Para estimar os erros aleatórios, determinou-se a variância do erro, fórmula de Dahlberg, para combinação de método e operador, e para cada medida. Como alternativa de avaliar a contribuição dos erros aleatórios na reprodutibilidade das medidas, calculou-se o coeficiente de confiabilidade.

A investigação demonstrou que os erros na cefalometria radiográfica, inevitavelmente, ocorrem, havendo uma interferência significante do fator operador na reprodutibilidade das medidas. O método computadorizado foi confiável, apresentando variâncias do erro menores que as do convencional. As medidas FMIA e IMPA manifestaram as maiores possibilidades de erro, sendo essencial, dentro da filosofia em estudo, a replicação de traçados, para tomadas de decisões  seguras.

 

Apoio financeiro da FAPESP - Processo 95/1130-5.

283

Avaliação dos espaços interproximais na dentição decídua

E.P.S. BASTOS*; V.M. SOVIERO; F.V.G. ABREU; M.E.B. RAMOS

Odontopediatria - UFRJ.

Com objetivo de avaliar a prevalência e o comportamento dos diferentes espaços interproximais durante a fase de dentição decídua, realizou-se um estudo transversal, envolvendo 400 crianças de 2 a 6 anos de idade, na cidade de Petrópolis - RJ. As crianças foram examinadas em carteiras escolares, sob luz natural, por apenas 1 examinador. O fio dental foi utilizado para checar a presença de cada espaço interproximal. O teste qui-quadrado foi utilizado para a análise estatística realizada no programa EpiInfo 6.02. Os arcos dentários foram classificados em tipo I (espaçado) e tipo II (não espaçado). O arco tipo I foi o mais prevalente tanto no arco superior (93,2%), como no inferior (90,5%), sendo que o superior tipo II foi mais comum no sexo feminino (p<0,01).

Os espaços primatas foram os espaços interproximais mais encontrados em ambos os arcos. A correlação entre a presença de espaços interproximais e idade foi estatisticamente significante para ambos os arcos (p<0,01), sugerindo uma tendência para o fechamento dos espaços ainda na fase de dentição decídua completa.

284

Dentição decídua: avaliação do plano terminal e da relação canino

VM SOVIERO*; FVG ABREU; LA MONTE ALTO; E.P.S BASTOS

Odontopediatria – UFRJ

No intuito de conhecer mais sobre as características da dentição decídua, apresentadas pelas crianças brasileiras, realizou-se um estudo de prevalência, envolvendo 400 crianças, com dentição decídua completa, de 2 a 6 anos, na cidade de Petrópolis - RJ. Os exames foram realizados por 1 examinador, em carteiras escolares, sob luz natural. Crianças com cáries proximais ou oclusais extensas e mordida cruzada posterior foram excluídas. Os dados foram analisados no programa EpiInfo 6.02, utilizando o teste qui-quadrado. A relação terminal dos arcos dentários foi a mesma em ambos os lados em 85,0% da amostra. O plano terminal reto (PTR) foi predominante (45,0%), seguido do degrau mesial (DM) (21,5%) e do degrau distal (DD) (18,5%). O PTR associado ao DD foi observado em 8,8% e ao DM em 6,2%. A Classe 2 de caninos esteve presente em 51% das crianças, bilateralmente, seguida da Classe 1 (36,8%) e da Classe 3 (1,3%). A Classe 1 associada à Classe 2 esteve presente em 10% e à Classe 3, em 1%. Não houve influência do sexo ou da idade no tipo de relação molar e relação canino (p>0,05). A correlação entre relação molar e relação canino foi estatisticamente  significante (p<0,0001). Dos casos de DM, cerca de 90% possuíam caninos em Classe 1, incluindo as crianças com mordida aberta anterior. Dos casos de DD, 100% apresentaram caninos em Classe 2. Dos casos de PTR, cerca de 60% apresentaram caninos em Classe 2 e 40% Classe 1.

O PTR e a Classe 2 de caninos foram as características mais comuns. A correlação existente entre relação molar e canino, sugere que o DM seja a relação molar mais estável e, portanto, mais favorável para o desenvolvimento de uma boa oclusão na dentição permanente.  

285

Comportamento da mordida aberta anterior, após a remoção do hábito de sucção

R.C. BONI; M.C.F.A. VEIGA; R.C. ALMEIDA

Faculdade de Odontologia de Piracicaba - UNICAMP - São Paulo, Brasil

Este trabalho teve como objetivo verificar a alteração na mordida aberta anterior, em crianças de 4 a 6 anos de idade, após a retirada de hábitos de sucção de chupeta e/ou mamadeira, através do método de conscientização. A amostra foi constituída de 20 crianças, leucodermas, da região de Limeira, com idade de 4 a 6 anos, de ambos os sexos, portadoras de hábito de sucção de chupeta e/ou mamadeira, que possuíssem mordida aberta anterior, podendo ou não apresentar outra maloclusão associada. As alterações morfológicas decorrentes da remoção do hábito foram avaliadas através análise cefalométrica em telerradiografias em norma lateral da cabeça, que foram executadas no início do tratamento e 30 dias após a eliminação do hábito. A avaliação cefalométrica considerou as grandezas: FMA, SNA, 1. NA, Ângulo Interincisivos, Ângulo Z, Comprimento da Maxila, 1-NA, Sobressaliência e AFA. Os resultados mostraram que as medidas  FMA (1,325o), SNA (0,275o), Ângulo Z (0.325), Comprimento da Maxila (0,6mm) e AFA (0,5mm), apresentaram diferenças que não foram significativas a (5%), entretanto o Ângulo Intericisal (4,875o), 1-NA (6,1o), o 1-NA (1,575 mg) e a Sobressaliência (2,625mm) apresentaram alterações estatisticamente significativas (5%).

Portanto após a análise dos resultados, bem como das observações clínicas, foi possível concluir que, alterações no posicionamento dos incisivos, e consequentemente diminuição, ou mesmo fechamento, da mordida aberta ocorreu em decorrência do tratamento através da conscientização do paciente, e consequentemente abandono do hábito de sucção de chupeta e/ou mamadeira.

286

Efeitos da estimulação elétrica transcutânea nos movimentos mandibulares

R. S. M. FERNANDES*; V. S. BARROSO; M. O. MAZZETTO

Departamento de Odontologia Restauradora, FORP/USP

A estimulação elétrica transcutânea (TENS) possue uma ação analgésica, pela liberação de endofinas e encefalinas, e uma ação miorelaxante pela diminuição da tensão das fibras musculares proporcionada pelo relaxamento normal e não invasivo de áreas específicas da musculatura; com isso os autores avaliaram os efeitos desta estimulação nos movimentos mandibulares antes e após a instalação de placa miorelaxante, em pacientes que apresentavam sintomatologia dolorosa no Sistema Estomatognático e abertura bucal inicial inferior a 40mm. Na 1ª fase do trabalho, 10 pacientes da clínica de oclusão da FORP/USP foram avaliados através de ficha clínica, onde anotou-se as medidas de abertura bucal e dos movimentos excêntricos mandibulares; em seguida colocaram-se os eletrodos na região correspondente a chanfradura mandibular D e E e aplicou-se a estimulação elétrica por 20mm. Decorrido este tempo, registrou-se as novas medidas e as comparou com as anteriores. Na 2ª fase, após 1 semana de utilização da placa miorelaxante, fez-se as medições dos movimentos já citados e depois a estimulação elétrica, seguindo o protocolo anterior, registrando assim os novos valores. O movimento de abertura bucal foi estatisticamente maior após a estimulação elétrica nas 2 fases do trabalho, enquanto o movimento de protusão só foi maior na 1ª fase, no entanto os movimentos de lateralidade permaneceram inalterados.

Com os resultados obtidos conclui-se que a ação miorelaxante da estimulação elétrica favorece a uma maior amplitude da abertura bucal, proporcionando aplicações diagnósticas e terapéuticas.

287

Estudo eletromiográfico dos músculos do sistema estomatognático durante mastigacão de diferentes produtos

R.V. BUZINELLI*; D.A. BIASOTO; S.M.D.S. PIEDADE; F. BERZIN - Dep. Morfologia, Faculdade de Odontologia de Piracicaba-UNICAMP

Buscou-se no presente estudo comparar a uniformidade do exame eletromiográfico dos músculos da mastigação quando da utilização de duas  gomas comerciais  Ping-Pongâ e Tridentâ e dois materiais insípidos, rolinho de algodão e parafina (Parafilmâ).Para tanto realizou-se a eletromiografia de superfície dos músculos temporais anteriores e masséteres bilaterais e supra-hióideos em 6 voluntários do sexo feminino ( idade variando de 17 a 27 anos) com normoclusão e ausência de sinais ou sintomas de disfunção temporomandibular.O voluntário foi orientado a mastigar bilateral e simultaneamente cada um dos produtos em sequência aleatória.O sinal eletromiográfico foi armazenado e analisado pelo valor RMS(root mean square) expresso em micovolts nas fases de contração isotônica, de cada músculo, para cada produto

A atividade verificada nos músculos temporais anteriores e masséteres foi maior durante a mastigação das gomas e da parafina que durante a mastigação do algodão.Durante a mastigação dos materiais insípidos ( algodão e parafina ), a atividade dos músculos supra-hióideos foi menor que durante a mastigação das gomas.

288

Análise quantitativa do nervo infraorbitário do macaco-prego (Cebus apella), estudo microscópico

P.R. BOTACIN*; J.A. DE OLIVEIRA; M. VITTI - Departamento de Morfologia - Faculdade de Odontologia de Araçatuba – UNESP

Neste estudo propôs-se uma análise quantitativa do nervo infraorbitário do macaco-prego (Cebus apella). Para isto cinco animais machos e adultos foram perfundidos com solução de formol a 10% tamponada. O nervo contido no sulco infraorbitário foi dissecado e seccionado em duas partes, com aproximadamente 0,5cm de comprimento cada: a porção anterior (junto à borda infraorbitária) e a porção posterior (anterior à fissura orbital inferior). As amostras foram inicialmente fixadas em solução de formalina, pH 7,0, por 24 horas e pós-fixadas por sete dias em tetróxido de ósmio aquoso a 1%. Os segmentos de nervos foram então incluídos em parafina, cortados com 5mm de espessura e montados em lâmina de vidro. A porção anterior do nervo continha 5,5±1,58 fascículos que variaram de 2,12 a 80,79mm2 de área, em corte transversal. A porção posterior era composta de 2,6±1,26 fascículos que variaram de 1,63 a 72,0mm2 de área, em corte transversal. A contagem do número total de axônios apontou para uma média de 13.699,55 axônios mielínicos para a porção anterior, enquanto que na porção posterior a média foi de 15.277,65 axônios mielínicos.

Com relação ao diâmetro, as medidas demonstraram que 60% das fibras pertenciam ao grupo Aa, e as demais incluíam-se no grupo Ad.

289

Alterações cefalométricas na Classe II após o tratamento com o Regulador de Função

J.L. ALEGRIA T.; D.R. MARTINS

Disciplina de Ortodontia, Faculdade de Odontologia de Bauru, USP

Avaliaram-se, cefalometricamente, as alterações ocorridas em jovens brasileiros, com Classe II, após um ano de tratamento com o Regulador de Função de Fränkel (RF). Foram selecionados 27 jovens brasileiros, leucodermas, entre os 9 e 10 anos de idade, na fase de dentadura mista, com Classe II, 23 com 1a divisão e quatro com 2a divisão, tratados com o RF, pelos alunos do curso de pós-graduação em ortodontia, ao nivel de mestrado, da FOB,USP. As telerradiografias laterais iniciais e de controle (um ano de tratamento) foram traçadas, medidas e comparadas estatisticamente. Observou-se que após um ano de utilização do RF I, para o tratamento da Classe II, 1a divisão, ocorreu um aumento do comprimento mandibular e da altura facial ântero-inferior, assim como a linguoversão dos incisivos superiores. Evidenciou-se também uma ligeira restrição da protrusão maxilar e do deslocamento anterior dos molares superiores; um discreto aumento da protrusão mandibular e da inclinação labial dos incisivos inferiores, com uma suave melhora na estética facial. Embora o tamanho da amostra não permita uma conclusão definitiva, o RF II, para o tratamento da Classe II, 2a divisão, parece apresentar efeitos similares aos observados com o Regulador de Função I, diferindo unicamente pela vestibularização dos incisivos superiores.

O presente trabalho descreve apenas as alterações ocorridas sem diferenciar as decorrentes do crescimento normal daquelas advindas da utilização do aparelho. Contudo, pode-se afirmar que o RF constitui uma alternativa apropriada para o tratamento da Classe II, particularmente quando a mandíbula se apresenta subdesenvolvida, com os incisivos superiores inclinados para vestibular (na 1a divisão) e com uma tendência de crescimento horizontal ou equilibrada.

290

Análise espectral dos mm masseter, temporal e suprahioideos em desdentados totais

F.L.CUNHA *; P.C. PACINI ; F. BÉRZIN

Depto. Morfologia, Faculdade de Odontologia de Piracicaba – UNICAMP

Para determinação da fisiologia bem como na detecção de disfunções musculares do sistema mastigatório, temos como recurso diagnóstico a Eletromiografia. Considerando a importância dos músculos masseter (M) e temporal (T) nos movimentos mandibulares durante a mastigação e fala, e dos músculos digástrico (D) e milohioideo (MH) na depressão da mandíbula e manutenção do equilíbrio e postura da cabeça, este trabalho teve como objetivo analisar as atividades destes músculos através da análise espectral. A amostra analisada contou com 11 voluntários desdentados totais, portadores ou não de prótese total (mono/dupla). Realizou-se mordida isométrica bilateral com rolete de algodão. Os resultados obtidos foram expressos em Turns/seg, RMS (mV), Frequência (Hz) e Amplitude (mV), sendo os aspectos mais importantes para a análise o RMS e Turns/seg. Os dados foram:RMS: ME-24,45+13,68; MD-25,21+17,41; TE-31,42+17,14; TD-34,21+23,30; D-61,30+43,82; MH-8,15+4,83.  TURNS: ME-56,58+49,28; MD-72,42+63,60; TE-102,55+81,32; TD-126,45+110,87; D-196,91+89,60; MH-1,64+2,96.

Em vista dos resultados, podemos concluir que não houve diferença entre os lados direito e esquerdo dos músculos M e T, havendo tendência de maior atividade do T em relação ao M. Há, entretando, uma hiperatividade do D em relação aos demais músculos analisados.

 

Apoio Financeiro: CNPq/PIBIC; FAPESP Processo 95/9729-3

291

Análise espectral do músculo masséter em crianças de dentição mista

R.H.U. SATTO*;  F. BERZIN; R.V. BUZINELLI   

Departamento de Morfologia, FOP-Universidade Estadual de Campinas – SP

O presente estudo foi realizado visando a padronização de dados eletromiográficos em crianças de den- tição mista, oclusão normal e sem distúrbios no sistema estomatognático. Os dados obtidos poderão  servir como base de comparação para dados de crianças com disfunção no sistema estomatognático, analisando seus parâmetros. Os músculos masséteres direito e esquerdo de 14 crianças, de ambos os sexos, com idade variando dos 6 aos 11 anos, foram avaliados por um eletromiógrafo NICOLET-VIKING II de oito canais. Foram realizados movimentos de máxima contração voluntária e de mastigação bilateral com goma de mascar PING-PONG. Os dados de TURNS (T), RMS (R) e FREQÜÊNCIA MÉDIA (F) obtidos  na máxima contração voluntária foram fornecidos automaticamente pelo eletromiógrafo NICOLET-VIKING II. Os dados de RMS (R) da mastigação bilateral foram transferidos para disquetes e analisados secundariamente pelo software SISDIN. Os resultados do músculo masséter esquerdo foram: 482,0Hz±94,8Hz (T), 162,1µV±82,9µV (R) e 199,4Hz± 49,7Hz (F) durante a máxima contração voluntária e 187,4µV±65,9µV (R) durante a mastigação bilateral. Os resultados do músculo masséter direito foram 476,7Hz±62,7Hz (T), 167,5µV±67,2µV (R) e 188,1Hz±33,3Hz (F) durante a máxima contração voluntária e 192,0µV±70,8µV (R) durante a mastigação bilateral. Os resultados foram analisados estatisticamente através do teste-t  de Student.

Comparando-se os músculos masséteres direito e esquerdo para cada variável, observou-se que não houve diferenças estatisticamente significantes. As probabilidades encontradas foram: p=0,40(T), p=0,34(R) na máxima contração voluntária, p=0,17(F) e p=0,31(R) na mastigação bilateral.

Apoio Financeiro do PIBIC/CNPq - Processo 106336/96-7  

292

Alometria bivariada do crescimento  da maxila e mandíbula fetal humanas

M. U. ALVES*; C. A. MANDARIM-DE-LACERDA; N. A.TATO

Odontopediatria/ UNIG; Morfologia e Morfometria/UERJ;  Odontopediatria/UNIG e Patologia/UFRJ

Com o progressivo refinamento das técnicas de visualização não invasiva, do feto, abrem-se possibilidades para descrever o crescimento fetal e usá-lo como base para a identificação, descrição e correção cirúrgica precoce de anomalias de desenvolvimento. O presente estudo utilizou 34 hemi-maxilas e 34 hemi-mandíbulas de fetos humanos (12 femininos e 22 masculinos), de gestação não gemelar, estadiados entre a 19ª e 39ª semanas gestacionais. Para  fins estatísticos foram analisados os dados biométricos ponderais das hemi-maxilas (direita, esquerda e maxila total) e hemi-mandíbulas (direita, esquerda e mandíbula total), através de alometria bivariada, empregando-se a equação alométrica Ln y = Ln a + (b) Ln x. A análise estatística, considerando os coeficientes R²  e F, confirmou a propriedade do modelo linear e as regressões bivariadas foram significativas (p<0,001). O crescimento foi isométrico (isometria=1). Não houve diferença significativa entre os lados direito e esquerdo, nem entre o crescimento da maxila e da mandíbula. Todas as correlações foram “fortes”e altamente significativas.

Concluindo, nossos resultados  são uma aproximação matemática e estatística que possibilita interpretar os fenômenos biológicos do crescimento da maxila e da mandíbula no período fetal. A maxila e mandíbula apresentam o mesmo padrão de crescimento fetal, apesar de, ao nascimento, a mandíbula se apresentar em retrognatia. Sugerimos pesquisas posteriores para confirmação dos resultados obtidoss utilizando-se amostras de  maior magnitude.

CNPq Proc. 521622/93-0

293

Desenvolvimento de uma escala em silicona para tons de pele humana

A.C.C. NEVES*; L.C. VILLELA

F.O .S J Campos -UNESP.

O objetivo deste estudo foi desenvolver em silicona, uma escala de tonalidades de pele humana. Foram confeccionados vinte e sete corpos de prova em silicona acética (Silastic 732 RTV), pigmentados com óxidos de ferro e dióxido de titânio. A quantidade de silicona acética, manteve-se constante (dois gramas) em todos os corpos de prova, e os pigmentos foram misturados a ela, em várias proporções, até a obtenção das vinte e sete diferentes tonalidades. À partir da comparação dos corpos de prova, com a cor da pele de quarenta e um indivíduos, foram selecionados os cinco corpos de prova com as tonalidades que mais se igualavam à cor da pele dos mesmos, compondo assim, um guia de tonalidades. Variações nas quantidades dos pigmentos utilizados permitiram a obtenção de novas tonalidades. Com a metodologia empregada, foi possível desenvolver uma escala básica de tonalidades de pele que facilita a definição do tom da pele do paciente, quando da confecção de próteses faciais em silicona, permitindo economia de tempo e de material no momento da seleção da cor.

294

Variabilidade das forças de mordida em um mesmo indivíduo

E.P. PELLIZZER; R. de O. FRANÇA*; L.E. RODRIGUES FILHO; R.Y. BALLESTER

Faculdade de Odontologia da USP, Departamento de Materiais Dentários, São Paulo, Brasil

A finalidade da pesquisa foi a de avaliar a reprodutibilidade da força de mordida em um mesmo indivíduo, determinada três vezes em uma mesma sessão, com intervalo de poucos minutos. Esta mesma conduta repetiu-se uma semana após. As forças foram determinadas por meio de um gnadinamômetro. Escolheram-se 73 pacientes portadores de prótese parcial removível na mandíbula e na arcada superior havia várias formas de próteses ou dentes naturais. A fim de determinar a variabilidade fizeram-se análises de variância para cada um dos pacientes, entre a 1a e a 2a fases. Como recurso estatístico usaram-se para repetições as três determinações em uma mesma sessão. Dos 73 pacientes, em 40 (54,8%) dos casos encontraram-se diferenças significantes entre a 1a e a 2a sessão, sob vários níveis de significância (p < 0,05; p < 0,01; p < 0,001). Em 33 (45,2%) dos casos não se encontraram diferenças significantes. O teste qui-quadrado mostrou que cerca da metade dos indivíduos apresentou variação da força de mordida da 1a para a 2a sessão. O coeficiente de variação menor foi de 8,9% e o maior de 40,9%. Esses coeficientes de variação, desde o menor até o maior, refletem a não reprodução das forças de mordida em um mesmo indivíduo em uma mesma sessão, pois se fossem exatamente iguais, esses coeficientes seriam nulos. A menor força de mordida foi de 5,2 kgf e a maior foi de 41,9 kgf, diferentes entre si (p < 0,001). As conclusões foram: em cerca da metade dos indivíduos não se reproduziram as forças de mordida em sessões diferentes; entre as forças de mordida determinadas em uma mesma sessão há grande variabilidade; as forças de mordida variaram muito, dependendo da dentição.

295

Inserções periorbitais dos músculos pterigóideo lateral e temporal

J.C. Andreo; E.A.Q. Oliveira; J.A.C. Navarro*

Departamento de Morfologia (Anatomia), Faculdade de Odontologia da USP – Bauru

Os músculos da mastigação originam-se do mesmo arco branquial (1º arco ou mandibular), através de inserções e pedículos vasculonervosos comuns, assim, esses músculos recebem ramos arteriais e nervosos denominados temporomosseterinos, temporobucais, temporopterigóideos laterais e interpterigóideos lateral e medial.  Müller observou feixes musculares, na fissura orbital inferior próximos à região periorbital lateroposterior (Músculo de Müller), onde os músculos pterigóideo lateral e temporal apresentam inserções comuns. Vinte hemi-cabeças de indivíduos adultos, de ambos os sexos, formolizadas (10%) e desmineralizadas (ácido nítrico 5%), foram dissecadas ao microscópio cirúrgico MC-900 (D.F.Vasconcellos), através de acesso petrigomaxilar, para exposição periorbital. A trajetória do nervo maxilar foi observada em relação às inserções profundas e superiores dos músculos pterigóideo lateral e temporal, na parede lateral da periórbita. Inserções periorbitais do músculo pterigóideo lateral foram observados em 12 casos (60%); feixes anteriores e profundos do músculo temporal estavam presentes em 4 casos (20%); enquanto feixes de ambos os músculos apresentaram inserções periorbitais em 2 casos (10%); nesses casos, os feixes anteriores e profundos tinham inserções comuns na parede periorbital, em duas dissecções (10%) o nervo maxilar encontrava-se entre os feixes do músculo pterigóideo lateral; e em 2 casos se o ramo zigomático-orbital, também.

Provavelmente o “músculo de Müller” e estas inserções periorbitais são as mesmas estruturas. Com a evolução, a retração do focinho e a migração anterior da órbita, ocorrem, com a origem da cavidade orbital, a manutenção da fissura orbital inferior e a continuidade das inserções musculares ptérigo-temporais na periórbita.

296

Análise in vitro, da composição química, metalográfica e da superfície de três implantes dentais

R. MAZZONETTO*; A. C. GUASTALDI; P.S. PERRI DE CARVALHO - Faculdade de Odontologia de Araçatuba – UNESP

Três implantes dentais de titânio disponíveis no Brasil foram analisados neste estudo. O objetivo desta análise foi avaliar a topografia superficial, a interface implante-conector protético e a composição metalográfica, usando para isso microscopia eletrônica de varredura (MEV), além da análise da composição química através de espectroscopia por dispersão de energia (EDS) e espectrometria de emissão atômica. Os resultados obtidos com MEV não mostraram diferenças significantes entre os diferentes implantes analisados, exceto para o jateado, o qual apresentou uma superfície mais irregular. As superfícies de todas as amostras mostraram um contorno homogêneo, mas apresentaram-se cobertos por contaminantes e irregularidades, demostrando provavelmente falta de controle de qualidade na usinagem dos mesmos. A análise da interface implante-conector protético variou de acordo com o implante, mas de uma forma geral, todas as amostras apresentaram uma boa adaptação entre os componentes. A análise metalográfica mostrou que todos os implantes apresentavam uma estrutura  de fase a + b, típica para titânio comercialmente puro, tido como material ideal para implantes dentais. A espectrometria por emissão atômica mostrou uma composição química semelhante entre as amostras (titânio e menos de 0,5% de outros elementos, como o ferro, por exemplo). A EDS de energia mostrou uma composição de titânio, reforçando os resultados da análise anterior.

Podemos concluir que todos os implantes analisados apresentaram, de uma forma geral com uma boa qualidade e dentro dos padrões encontrados no mercado.

 

Apoio da CAPES, proc. 34100016

297

Análise da reutilização de brocas na inserção de implantes

J.A.P. SPERANDIO; S.M.B. CORREIA*; A. CAMPOS Jr.

Periodontia, F.O.B. - USP

 

Avaliou-se o reaproveitamento de brocas de aço inoxidável para a inserção de implantes, em relação à sua influência no comportamento ósseo. Em cada um dos 15 coelhos machos albinos inseriu-se na tíbia 2 implantes usinados de titânio grau 1 tratados previamente na superfície com ácido sulfúrico a 10%. Utilizou-se um dos implantes para análise histológica e o outro para avaliação mecânica. Dividiu-se a amostra em 3 grupos de 5 coelhos cada, de acordo com as condições de uso das brocas: Grupo I- novas, Grupo II- 5 usos e Grupo III- 10 usos. As perfurações foram iniciadas com broca esférica seguida por cilíndrica com diâmetro de 3 mm sob profusa irrigação com soro fisiológico. Da segunda à quinta semana administrou-se marcadores ósseos fluorescentes, tetraciclina e calceína, e na sexta semana foram obtidas as peças para análise histológica. As lâminas foram confeccionadas de acordo com o protocolo para material não-descalcificado em equipamento EXACT e analisadas com processador de imagens digitalizadas. Mediu-se o percentual de contato linear osso-implante e preenchimento ósseo nas 2 primeiras e 2 últimas roscas de cada implante. O outro implante foi desrosqueado com torquímetro manual obtendo-se o pico de força em Ncm. Os dados foram avaliados utilizando-se o teste paramétrico para p< 0.05.

Os resultados demonstraram ausência de diferença estatisticamente significante com a reutilização de brocas frente aos parâmetros de percentual de ósseo-integração, preenchimento de roscas do implante e teste de remoção ao torque.

 

Este trabalho de pesquisa foi financiado pelo CNPQ.

298

Membrana biológica cálcica produzida pelo Saccharomyces cerevisiae

r. rossa*; m. f. gomes;  t. o. nogueira

fousp, fosjc- unesp, São  Paulo, Brasil

A pesquisa para um material biocompatível e biodegradável, a qual não estimule resposta imunológica e tecidual, tem sido o objetivo de muitos estudos. O uso de membranas está associado principalmente a enxerto, propiciando indução precoce do processo de reparo, reconstrução de tecido mole, alívio de dor, hemostasia e processo de regeneração tecidual guiada (GTR) usada em perda tecidual como resultado de doença periodontal. O objetivo desta pesquisa foi produzir uma membrana biológica biocompatível, estimulando o mínimo de resposta imunológica e tecidual, estudando sua estrutura morfológica e seu aspecto bioquímico. A membrana biológica cálcica (MBC) foi produzida por Saccharomyces cerevisiae em meio de cultura de sais de cálcio, a qual foi mantida a 25oC durante um período de 10 dias. Esse processo foi realizado no laboratório de Biotecnologia Homus. Na macroscopia, a MBC assemelhava-se a folha de papel, apresentando uma superfície lisa e brilhante, coloração esbranquiçada e consistência rígida. Na microscopia óptica e na SEM, a MBC mostrou uma massa eosinofílica, densa e acelular constituída por fibras delicadas, a qual entrelaçavam-se entre si como uma rede, com espessura de aproximadamente 120µm. Nas análises bioquímicas, a membrana apresentava grande quantidade de colágeno, era insolúvel e, usando a técnica de absorção atômica, também apresentava sais de Ca, Mg, Na e K. Baseado nas observações analisadas, foi possível concluir que a MBC pode ser usada como um material de enxerto devido a ausência aparente de antígenos de histocompatibilidade; permite a troca de fluidos; poderia agir como uma barreira mecânica para determinadas células teciduais; e poderia apresentar biocompatibilidade.

299

Comparação entre características histológico- radiográficas de áreas candidatas a implante

A.P.F. Bassi*; M.F.R. Gabrielli; M.A.C. Gabrielli; C.A.S. Costa ; E.H. Vieira; R.H. Barbeiro

DeptO Diagnóstico e Cirurgia FO-Unesp Araraquara

O advento de implantes osseointegrados na última década, tem ajudado muito na restauração das funções mastigatória em desdentados totais ou parciais, utilizando-se como principal meio de avaliação da qualidade óssea, as radiografias ortopantomográficas e periapicais, devido principalmente, ao custo que outros tipos de exames demandam. Alguns autores classificam a qualidade óssea em relação ao trabeculado ósseo observado radiograficamente. Poucos são os achados literários em que se confirmam uma relação das características radiográficas com achados histológicos do osso. Assim, achamos oportuno um estudo comparativo entre achados radiográficos e histológicos. Utilizou-se, neste estudo, 35 pacientes, dos quais foram realizadas biópsia excisionais em áreas desdentadas e os resultados histólogicos dessas biópsias comparadas com radiografias periapicas da região em questão.  Os resultados obtidos foram:dos 24 pacientes analisados, houve coincidência entre as análises em aproximadamente 21% dos casos; resultados histólogicos-radiográficos próximos em 54% dos casos e resultados discrepantes em 25% dos casos.

Assim, podemos cosiderar confiável a análise de radiográfias para indicação de implantes para 75% dos casos.em relacão a qualidade óssea.

300

Análise da proliferação endosteal sobre discos de titânioc.p. submetidos a diferentes tratamentos químicos

W.M.S. ROCHA; E.J.V. LOURENÇO*; L. C. A. ARAGONES - Periodontia, Faculdade de Odontologia de Bauru – USP

A proposta deste trabalho foi avaliar microscopicamente o processo de reparo inicial sobre de discos de titânioc.p., submetidos a diferentes tipos de tratamento químico de superfície, fixados endostealmente. Foram utilizados 15 coelhos albinos machos, com peso médio de 3,2 kg, sendo que cada animal recebeu 2 discos de titânioc.p. Os animais foram divididos em 4 grupos de acordo com o tratamento químico superficial dos discos. Em todos os animais, os discos de titânio foram utilizados para avaliação microscópica do crescimento ósseo. Grupo “S” - ácido sulfúrico (H2SO4) à 10%; Grupo “SN” - ácido nítrico (HNO3) à 30%, ácido fluorídrico (HF) à 3% e ácido sulfúrico (H2SO4) à 10%.; Grupo “N” - ácido nítrico (HNO3) à 30% e ácido fluorídrico (HF) à 3% e o Grupo “ST” - não foi submetido à tratamento. Um disco de cada grupo foi analisado por microscópio de força atômica para avaliar a rugosidade provocada pelo tratamento químico. Após 8 semanas as peças foram removidas para análise microscópicas dos espécimes, sendo processadas de acordo com protocolo para material não descalcificado em equipamento EXAKT e as lâminas analisadas em programa de imagem digitalizada. Foi medido o crescimento ósseo de contato linear entre o osso e toda a superfície do disco.

Os resultados demonstraram superioridade dos grupos tratados com métodos que aumentam a rugosidade superficial, e os valores mais altos de osseointegrção foram encontrados nos grupos “SN” (308,4 +/- 38,8) e “N” (299,3 +/- 43,2) significativos para o teste não paramétrico KRUSKAL-WALLIS (p=0,005), enquanto os grupos “S” (128,2 +/- 34,1) e “ST” (143,9 +/- 53,0) apresentaram resultados bem próximos.

301

Estudo do padrão oclusal para as próteses totalmente implanto - suportadas

P. TORTAMANO*; T. SAITO; W. BORUSZEWSKI

Departamento de Prótese, Faculdade de Odontologia da USP – SP

A distribuição das tensões geradas pelas cargas mastigatórias, ao longo do osso que recebe implantes osseointegrados, é motivo de estudo de diversos autores. Uma concentração de tensão em determinada região de osso pode desencadear processo de reabsorção óssea e, consequentemente o insucesso da terapêutica por implantes. A correta escolha do padrão oclusal é fundamental para uma distribuição homogênea das cargas mastigatórias entre os implantes que suportam a prótese. Através do Método de Análise dos Elementos Finitos, estudou–se a distribuição das tensões ao redor do osso que envolve os implantes que suportam uma prótese totalmente implanto–suportada, segundo dois tipos diferentes de padrão oclusal: guia canina e oclusão balanceada. Criou–se um modelo matemático tridimensional, simulando uma mandíbula contendo uma prótese suportada por seis implantes osseointegrados, submetendo–a às duas situações de oclusão mencionadas.

Levando-se em conta apenas o aspecto biomecânico, os autores concluíram que: oclusão balanceada apresenta uma distribuição de tensões, ao longo da porção de osso que recebe os implantes, mais homogênea, quando comparada com o padrão oclusal de guia canina; os implantes posicionados distalmente de ambos os lados da mandíbula foram os mais solicitados; o lado de trabalho absorve maior concentração de tensões em ambas as simulações.

302

Revestimentos de hidroxiapatita em titânio para implantes dentários

M.C. de Andrade*; T. Ogasawara

PEMM/COPPE-UFRJ

Devido à conciliação das propriedades mecânicas do metal com a bioatividade dos fosfatos de cálcio (compostos que constituem a parte mineral do tecido ósseo), os revestimentos de titânio com HAP têm sido de grande interesse para a ciência médica e odontológica. Com isso, os implantes revestidos com fosfatos de cálcio são mais osteocondutores e aceleram a osteointegração dos metais biocompatíveis como o titânio e suas ligas. Devido às limitações existentes no processo comercialmente usado, vários métodos vem sendo analisados a fim de obter um revestimento com melhor aderência.

Peças de titânio foram inicialmente submetidas a um tratamento superficial em condições hidrotérmicas com soda cáustica, durante 6 horas a 120°C em solução concentrada de NaOH, e a seguir tratadas termicamente a 600°C durante 1 hora a fim de converter a película de TiO2 num gel. Posteriormente, as amostras de titânio foram mergulhadas em solução sorológica a 37°C, para reagir com os íons de cálcio e fósforo existentes. As amostras foram caracterizadas através de Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV) e Espectroscopia de Energia Dispersa (EDS).

Os tratamentos prévios da superfície, constituídos pelas duas primeiras etapas do processo, ativaram a superfície do titânio para a nucleação e o crescimento de fosfatos de cálcio, resultando num revestimento poroso sobre o substrato bioestrutural, quimicamente ligado justificando a melhor aderência.

303

Análise de tensões pelo método dos elementos finitos transmitidos pelos IME nos implantes IMZ

N.L. Ulbrich*; A.D. Bassanta; A.A.D.B. CURY, M.A.K.Vaz - Depto. de Odont. Restauradora, Universidade Federal do Paraná.

Os dentes naturais possuem fibras destinadas a neutralização das forças mastigatórias transmitidas ao osso alveolar, denominadas ligamento periodontal. Um desenho de implantes do sistema IMZ (Interpore, Irvine, CA)  incorpora entre o implante e a prótese um elemento intramóvel resiliente (IME) confeccionado em resina polioximetileno (POM). De acordo com seu proponente este elemento IME simula a função do ligamento periodontal. O sistema IMZ possui também um IME de resina (POM) mais titânio, de forma geométrica diferente. A finalidade do presente estudo foi determinar o comportamento mecânico do sistema IMZ em implante unitário, constituído por osso - implante IMZ - prótese,  sob ação de forças mastigatórias. Com esta finalidade foi utilizado o Método de Elementos Finitos  através de modelos matemáticos tridimensionais. Foi utilizado um implante IMZ de 4 x 13 mm colocado em osso maxilar e restaurado com uma coroa de ouro fundido. Comparou-se estes dois IME resilientes do sistema IMZ aplicando uma carga de 173 N de força com uma inclinação de 30o em relação ao longo eixo do implante. Observou-se o maior stress no parafuso de titânio, tendo como resultados 300 MPa e 150 MPa no primeiro e segundo modelos respectivamente, do que nos IME de resina (POM) ou IME (POM mais titânio), ambos entre 25 e 70 Mpa.

Conclui-se que não é o parafuso de fixação que normalmente falha e sim o IME de resina. Isto pode ser considerado pelo fato da resistência do titânio (entre 160 e 550 MPa) ser muito maior do que o polioximetileno (aproximadamente 70 MPa), justificando a maior longevidade clínica do segundo IME em relação ao primeiro.

304

Avaliação histológica de 2 materiais  fosfato de cálcio

E.G. Zenóbio;* E. Marcantonio Jr.; B.A. Ferreira; T. Okamoto

Dep. de Diag. e Cirurgia da Fac. de Odontologia - UNESP  Araraquara – SP

Este trabalho teve o objetivo de avaliar o comportamento biológico dos materiais sintéticos OsteoGenâ e Biohapatitaâ, implantados em alvéolos de pré-molares inferiores de 4 cães. Todos os pré-molares inferiores foram extraídos, totalizando 14 alvéolos por mandíbula. Em cada mandíbula um grupo controle foi sorteado e os demais alvéolos foram preenchidos com os materiais, utilizando um sistema de rodízio, obtendo-se 3 grupos: Grupo Controle (13 espécimes), Grupo OsteoGen (20 espécimes) e o Grupo Biohapatita (20 espécimes). Aos 65 dias, os cães foram sacrificados e as peças obtidas preparadas para o exame histológico em microscopia óptica, coradas por Hematoxilina e Eosina. A análise histológica mostrou que a  Biohapatita apresentou a maioria de seus cristais envoltos por tecido conjuntivo com pequena quantidade de formação óssea, enquanto que o OsteoGen apresentou formação óssea direta na superfície dos seus cristais. Poucos cristais de Biohapatita permaneceram nos espécimes analisados, ao contrário do grupo OsteoGen, que apresentava grande número de cristais.

Desta forma conclui-se que a reabsorção do OsteoGen foi mais lenta que a da Biohapatita, porém com maior grau de contato ósseo e que os dois materiais retardaram o processo de reparo alveolar.

 

Suporte financeiro - CAPES

305

Estudo comparativo de diferentes membranas oclusivas no reparo ósseo

m.f. gomes*; t.o. nogueira;  m.j.a. silva, s.a. catanzaro  guimarães, o. tavano

fosjc-unesp; fob-usp, SP, Brasil

O propósito deste estudo foi comparar a utilização da membrana amniótica humana (mah) e da membrana politetrafluoroetileno expandida (dentoflex), no processo de regeneração óssea guiada (rog) em defeitos cirúrgicos no osso frontal de coelhos, mediante estudo clínico e radiográfico. Nesta pesquisa, foram empregados 24 coelhos adultos com peso médio de aproximadamente 4,5Kg e divididos em dois grupos, mah  e dentoflex. Após a confecção do defeito ósseo, as respectivas membranas foram posicionadas no assoalho da loja cirúrgica, a cavidade foi preenchida pelo coágulo sangüíneo e a superfície completamente recoberta pelas mesmas membranas. Em seguida, procedeu-se à sutura do periósteo sobre as membranas e a da pele. Decorridos 15, 30, 90 e 120 dias, três coelhos de cada grupo foram sacrificados. As peças contendo os defeitos ósseos foram removidas em bloco e fixadas em formol a 10%. Para obtenção das imagens radiográficas digitalizadas dos espécimes, utilizou-se o sensor tipo placa de imagem, exposta aos Raios X a 40cm dff, com 2 mAs e 70kVp. O processamento da placa de imagem foi realizada no scanner a laser digora, e a imagem foi transferida para um computador tipo IBM PC, onde foi analisada e interpretada em um programa de imagem especialmente desenvolvido (digora).

Os resultados obtidos possibilitaram concluir que ambas as membranas contribuiram para o processo de reparo; a Dentoflex permaneceu na região de implantação durante todos os períodos estudados, enquanto que a MAH foi reabsorvida; a evolução do processo de reparo ocorreu mais rapidamente quando utilizada a MAH no processo de ROG.

306

Alterações cardiovasculares decorrentes de anestesia local com Novocol 100

J.L. SIMONE*; M.A. BORSATTI; R.G. ROCHA; N. TORTAMANO

Departamento de Estomatologia da FOUSP – SP

Foram avaliadas as alterações cardiovasculares decorrentes da anestesia infiltrativa local com vasoconstritor (Novocol 100 - cloridrato de lidocaina 2% associada ao cloridrato de fenilefrina a 1:2.500) precedidas de medicação ansiolítica (Valium 10 mg - benzodiazepínico) ou placebo (amido), administrado via oral 1 hora antes da anestesia local, em estudo duplo cego. Foram selecionados 40 pacientes normorreativos com indicação bilateral de tratamento restaurador (80 dentes superiores posteriores), divididos em grupo 1 (placebo) e grupo 2 (princípio ativo). Os parâmetros cardiovasculares foram obtidos pelos métodos oscilométrico e fotopletismográfico para as pressões arteriais (PS, PD, PM) e freqüência cardíaca, respectivamente, de modo contínuo, a cada minuto. Os valores controle foram obtidos por 5 minutos uma semana antes da sessão clínica restauradora. A dinâmica da experiência foi dividida em 6 etapas: a) período de espera na ante-sala por 5 minutos; b) na cadeira odontológica, antes da anestesia local (5 min.); c) 2 minutos durante a 1a administração anestésica (1,8 ml); d) 5 minutos após a anestesia local; e) 2 minutos durante a 2a anestesia local (1,8 ml); f) 5 minutos após a 2a anestesia local, antes de iniciar o preparo cavitário.

Não se constatou nenhuma diferença significativa entre valores médios das variáveis (PS, PD, PM e FC) entre o grupo placebo e com o princípio ativo. Houve efeito do tempo para todas as variáveis (PS, PD, PM e FC), isto é, os valores médios diferem ao longo do tempo (etapas clínicas). Houve alteração na dinâmica cardiovascular desencadeada pelo estresse pré-clínico.

307

Alterações cardiovasculares após a injeção de XylocaínaR  em ratos

F.N. FARACO*; P.L. ARMONIA; I.P. TORTAMANO; N. TORTAMANO

Departamento de Estomatologia, Faculdade de Odontologia da USP – SP

Os anestésicos locais são as principais drogas utilizadas pelo cirurgião dentista na prática odontológica diária. São seguros quando administrados em doses apropriadas, porém  concentrações sangüíneas elevadas, alcançadas através da injeção intravascular acidental podem causar efeitos tóxicos sobre o Sistema Nervoso Central e Sistema Cardiovascular. Convulsões, depressão cardiorespiratória e colapso cardiovascular representam os maiores riscos para a saúde (YAGIELA,J.A., Anesth Prog. 38(4):128-41,1991.). Em vista do exposto, ou autores propuseram-se a avaliar os efeitos provocados pela XylocaínaR (Lidocaína a 2% mais Noradrenalina - 20 mg/ml) sobre as pressões arteriais sistólica, diastólica, média e freqüência cardíaca em  13 ratos Wistar. Os registros foram avaliados nos tempos: durante a injeção, durante o 1o. minuto e nos  1o, 2o, 3o, 4o, 5o, 10o, 15o, 20o, 25o e 30o minutos. Para esse fim utilizou-se um Fisiógrafo Beckman (Type RM DynographR  Recorder). O período controle foi de 15 minutos antes da injeção. Foram aplicados a análise de variância e o teste T, ao nível de significancia de 0,01. A pressão sistólica sofreu seu maior aumento no 1o. minuto (25,16%). A pressão diastólica aumentou significativamente no 1o. minuto (23,47 %), como consequência a pressão média também aumentou significativamente (23,07%) no 1o minuto. A freqüência cardíaca sofreu queda durante a injeção (2,15%).

Os autores concluiram que essas variações têm grande significado clínico e portanto o uso da Xylocaína R  deve ser realizado com critério na Odontologia, evitando-se injeções intravasculares.

308

Efeito de Losartan sobre o fluxo salivar de ratos hipertensos

A.K.B.B. CASTRO*; F.D.COSTA E SILVA; G.A.MOURAD; K.T.SASSAKI

Departamento de C.Fisiológicas, Faculdade de Odontologia-UNESP-Araçatuba.

Um efeito colateral comumente associado com a terapia antihipertensiva é a sensaçâo de boca seca ou xerostomia. Angiotensina II é um potente efetor hormonal do sistema renina-angiotensina, que leva a am aumento da pressão arterial. Este aumento da pressão arterial é completamente suprimido pelo tratamento com o bloqueador de receptor AT1 Losartan (DuP 753). O objetivo desse trabalho foi determinar o efeito da administração de Losartan sobre o fluxo salivar estimulado pela pilocarpina de ratos normotensos e hipertensos. Ratos Wistar machos adultos pesando 150-200g foram divididos em quatro grupos: 1) ratos normotensos (N); 2) ratos hipertensos HG1 (H); 3) ratos normotensos tratados com Losartan (NL); 4) ratos hipertensos tratados com Losartan (HL). Após 12 h de jejum, os animais foram anestesiados com pentobarbital sódico (i.p., 45 mg/Kg peso corporal). A saliva induzida por pilocarpina (i.p., 1 mg/Kg p.c.) foi coletada em frascos previamente pesados. Os grupos NL e HL receberam Losartan (i.p., 5mg/Kg p.c.) 30 minutos antes de pilocarpina. Os fluxos salivares (ml/min/100g p.c.) dos grupos  NL e HL foram maiores(p<0,05, teste t) do que dos grupos N e H, respectivamente: N=0,0189 ± 0,0010(13); H= 0,0193 ± 0,0011(23); NL=0,0235 ± 0,0016 (13); HL= 0,0231 ± 0,0012 (23).

Os resultados mostram que não há diferença entre os fluxos salivares de ratos normo e hipertensos. Por outro lado, o aumento do fluxo salivar observado em ratos tratados com Losartan sugere um envolvimento de receptores de angiotensina na regulação da secreção salivar.

 

CNPq/PIBIC

309

Índice de aspiração sangüínea durante anestesia local

M.A.BORSATTI *; I.P. TORTAMANO; M.F.SANTOS

Depto. de Estomatologia da FOUSP-SP

A utilização de seringas de aspiração (SA) durante a anestesia local (AL) em Odontologia é indicada em todas as técnicas convencionais. A injeção intravascular do anestésico pode resultar em complicações sistêmicas severas, com efeitos variando do trivial ao fatal, dependendo da relação entre concentração sanguínea da droga e sensibilidade do paciente. Os objetivos deste estudo foram: 1) determinar a incidência de aspirações sangüíneas durante a AL, expressa como porcentagem do nº total de aspirações para cada técnica, e 2) avaliar, através de um questionário, o conhecimento dos dentistas sobre este procedimento e sua importância clínica. Foram selecionados pacientes adultos, normorreativos, de ambos os sexos, na Clínica de Emergência-FOUSP. Um total de 579 aspirações foram realizadas, 360 durante bloqueio regional do n. alveolar inferior (BRI) e 219 durante anestesia infiltrativa maxilar (AIM). Foram empregados apenas tubetes plásticos de CITANESTR e NOVOCOLR  e seringa de aspiração Health CoR. Os resultados preliminares mostraram que aspirações sanguíneas ocorrem em 20,7% dos BRI (7,4% na 1ª posição e 13,3% na 2ª), e em 12,9% dos AIM. Dos 400 dentistas que responderam o questionário, 92% aprenderam anestesiologia em disciplinas afins ou em cursos extracurriculares. 76% nunca utilizaram uma SA, embora apenas 15% ignorem a possibilidade de uma injeção IV. Entretanto, os riscos potenciais de uma injeção IV foram atribuídos principalmente ao vasoconstrictor apenas (82,5%). Dentre os clínicos, 90% confiam no teste, mas 72% não saberiam como utilizar apropriadamente uma SA. Possivelmente, os principais motivos para a ignorância sobre este assunto são o fato dos dentistas subestimarem a elevada frequência de aspirações sanguíneas (17,8%) e a fraca abordagem a respeito da importância da manobra de aspiração durante a AL no curso de graduação.

310

Avaliação  de  Biossegurança  nas Clínicas  e  Odontologia  da  UFPI

H. HOUW*; L.M.  FARIAS; V.M.N.N. AZEVEDO ; J.S. HAMDAN ; M.A.R. CARVALHO ;

F.L.  LIMA; A.N. CHRISTOFOLLETI; T.S.P. LOPES; F.F. FARIAS; A.C. FIALHO - UFPI/UFMG

A rotina odontológica tem sofrido inúmeras transformações e, atualmente, a biossegurança é reconhecida como item de fundamental importância na prática clínica. Este estudo foi desenvolvido com o objetivo de estabelecer um perfil da qualidade do controle de infecção cruzada nas Clínicas vinculadas ao Curso de Odontologia da Universidade Federal do Piauí. Foram analisados o ar ambiente, a água, ar e superfícies críticas de equipos e instrumental esterilizado. Acompanhou-se, também, a rotina de atendimento aos pacientes. Foi colhido um total de 541 amostras. No instrumental, não se constataram microrganismos viáveis. Entretanto, de todas as amostras do ar ambiente e equipos, recuperou-se, pelo menos, uma espécie de microrganismo. Treze gêneros de fungos filamentosos e leveduriformes (Paecilomyces, Cladosporium, Aspergillus, Penicillium, Drechslera, Curvularia, Trichosporum, Botrytis, Geotrichum, Fusarium, Acremonium, Rhodotorula, Candida) e três gêneros de bactérias (Streptococcus, Staphylococcus e Bacillus) foram isolados. Com base nos resultados, a grande variedade de fungos isolados, alguns reconhecidamente patógenos oportunistas, assim como as bactérias, podem indicar tanto contaminação pela manipulação do profissional durante os procedimentos, como falta de controle de qualidade dos equipamentos e do ambiente. Esta avaliação corresponde ao percebido no acompanhamento da rotina clínica.

Observou-se que o controle de infecções cruzadas não vem sendo realizado com sucesso nas Clínicas investigadas, alertando-se para a necessidade de otimização de procedimentos que visem evitar a transmissão de microrganismos na cadeia paciente-equipamentos odontológicos-ambiente-profissional.

Apoio Financeiro: CNPq e PRPPG/UFPI.

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Avaliação dos efeitos da desinfecção nas moldagens com alginato

I. CABRAL-ALEXANDRE*; R. ROCHA; L.M. MENEZES; E. C. SENFF.

Depto. de Estomatologia, Universidade Federal de Santa Catarina

A moldagem de alginato é, provavelmente, a mais utilizada dentro da odontologia e a de eleição dentro da ortodontia, porém o alginato é muito suscetível a distorções durante a desinfecção devido a sua natureza hidrofílica. Este estudo objetivou definir um meio efetivo de desinfecção para as moldagens feitas em alginato, sem perda de detalhes, nem alterações dimensionais no modelo reproduzido em gesso. Com este fim foram testados, segundo orientação do Ministério da Saúde, a solução de hipoclorito de sódio a 1% e glutaraldeído a 2%, na forma de spray e imersão por 10 minutos, com uma marca de alginato comumente empregada. Foram constituídos quatro grupos, com 10 corpos de prova em cada. Além destes, um quinto grupo, o controle, não submetido a tratamento desinfetante, foi adotado. Nestes 50 corpos de prova preparados, avaliou-se o detalhe de superfície. Outros 50 elementos, divididos em grupos conforme descrito anteriormente, foram utilizados para avaliação da estabilidade dimensional. Os resultados revelaram que os métodos de desinfecção testados não promoveram alterações dimensionais significativas nos modelos vazados (ANOVA). Constatou-se, ainda, uma vantagem adicional para as soluções desinfetantes avaliadas, que permitiram uma melhor reprodução de detalhe nos modelos vazados quando comparados aos modelos cujas moldagens não foram desinfetadas, segundo o teste de Kruskal-Wallis.

Conclui-se, portanto, que os procedimentos de desinfecção empregados, não causaram alterações nas dimensões dos modelos resultantes e ainda proporcionaram um melhor detalhe de superfície aos mesmos.

Apoio financeiro: Fapeu - Funpesquisa

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Novo enfoque na determinação de fluoreto em urina

L.M.CHEVITARESE*; P.B.DUTRA; D.S.VAITSMAN; O. CHEVITARESE. 

Dep. de Odontopediatria -FO/UFRJ e Inst. de Química/UFRJ, Rio de Janeiro, Brasil

É reconhecido que o excesso de fluoreto ( F- ) ingerido por um indivíduo é excretado pelos flúidos corpóreos, que incluem a urina. O objetivo do presente trabalho foi avaliar eventuais alterações dos níveis desta espécie iônica em urina de 4 crianças, com idade média de 8,7 anos durante 13 dias consecutivos. Do 40 ao 100 dia ( 7 dias), os participantes portaram dispositivo intra-oral superior      (DIOS ) contendo uma área de 6 cm2 por 2 mm de profundidade de cimento de ionômero de vidro     (CIV ) Fuji IX ( GC Corp., Japan ). Do 10 ao 30 e do 110 ao 130 dia, não fizeram uso dos DIOS. O regime alimentar e de escovação   ( 3 vezes ao dia , com 0,5ml de Tandy Pump de Kolynos ) foi o mesmo para todos. A urina total de cada de cada dia, após a coleta, foi imediatamente congelada  e assim se manteve até o dia da avaliação do F- livre pela técnica do Eletrodo Íon Seletivo (EIS) - Orion Research Inc., enquanto que o F- total pela Cromatografia de Íons ( CI ) - Dionex DX 100, com coluna separadora, com resina aniônica. Os resultados preliminares foram individualizados, para cada criança sugerindo que o emprego do CIV, nas condições deste estudo, acarretou significante aumento de F- total na urina determinado pelo CI, enquanto que pelo EIS, face as suas características operacionais, não se detectou alteração significante no teor de F- livre na urina.     

 

Apoio Financeiro CAPES

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Influência da pasta de metronidazol a 10% e lidocaína a 2% sobre o processo de reparo alveolar

S. L. SALINEIRO*; R. C. PAULISTA; W. R. POI; P. S. P. CARVALHO - Depto. de Diagnóstico e Cirurgia, Fac. Odont. de Araçatuba –UNESP

O processo de reparo do alvéolo infectado de ratos (Rattus norvegicus, albinus, Wistar)  foi avaliado após a limpeza cirúrgica e irrigação com soro fisiológico seguida do preenchimento da loja com uma pasta à base de metronidazol a 10%, lidocaína a 2%, menta e carboximetilcelulose ou lanolina utilizadas como veículo. Para tanto, todos os animais utilizados (8 ratos doadores e outros 75 animais experimentais) tiveram o incisivo central superior direito extraído e, alveolite provocada experimentalmente, nos animais doadores e naqueles dos grupos II, III, IV e V. Os 75 ratos experimentais constituíram os seguintes grupos: I. controle (reparo normal); II. alveolite sem tratamento; III. limpeza cirúrgica e irrigação; IV. metronidazol 10%, lidocaína 2%, menta e lanolina (pasta “A”); V.  metronidazol a 10%, lidocaína a 2%, menta e carboximetilcelulose (pasta “B”). Os animais, em número de cinco em cada grupo, foram sacrificados aos 6, 15 e 28 dias pós-operatórios e as peças obtidas incluídas em parafina, cortadas e coradas com hematoxilina e eosina para análise em microscopia óptica. Os resultados foram submetidos a análise qualitativa e quantitativa e evidenciaram a melhor resposta reparacional nos grupos tratados em relação àquele sem tratamento. Com base nos resultados foi possível concluir que: (1) a pasta “B” não mostrou diferença estatística significante quando comparada ao processo de reparo sem perturbação (Grupo I); (2) as pastas “A” e “B“ não apresentaram significância estatística ao nível de 1%, quando confrontadas entre si; (3) a composição proposta neste estudo apresentou resultados que indicam a sua aplicação em alvéolos acometidos por alveolite, constituindo-se numa segura opção para o seu controle

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Avaliação cintigráfica da reparação alveolar pós-cirúrgica com osso liofilizado

O. Crivello Jr*; P.F. Lara; A.P. Minicheli–José; C. Galantier ; R.M. Oliveira– Filho

FO/USP, ICB/USP e Hosp. Benef. Portuguesa, SP

As cirurgias de terceiros molares inclusos (TMI) são as de resposta pós-cirúrgica mais exuberante. O osso liofilizado é uma das opções de biomateriais para acelerar a reparação óssea das cavidades cirurgicamente criadas. Entre as indicações de seu uso figura o preenchimento de grandes cavidades císticas/tumorais ou daquelas resultantes da remoção de dentes inclusos. Na mesma linha apresentada em trabalhos anteriores, usamos cintilografia óssea para registrar a evolução do processo inflamatório após preenchimento da loja cirúrgica com osso liofilizado. Em 5 pacientes submetidos a cirurgia de TMI (mandíbula), preenchemos a loja óssea com pó de osso liofilizado bovino (Integra®, Cirumédica SP) embebido em salina estéril. Os exames cintigráficos seqüenciais de crânio, realizados conforme já descrito (Crivello Jr et al. Anais da SBPqO 8:38, 1992), confrontados com os do grupo controle previamente estudado, mostraram que o tecido ósseo, no 1º dia pós-operatório, reage significativamente (P<0,05) à medicação, apresentando menor resposta inflamatória do que quando a loja óssea não é preenchida (Crivello Jr et al. Anais da SBPqO 9:28, 1993). Nos dias de observação posteriores, entretanto (10º, 20º e 40º dias PO) a resposta inflamatória passou a ser semelhante à encontrada no grupo controle.

Estes resultados mostram que, a longo prazo, o preenchimento da loja óssea com osso liofilizado não alterou a evolução do processo inflamatório ósseo após cirurgia de TMI.

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Condilectomia na fase de crescimento e assimetria mandibular

Estudo experimental em ratos.

L.RODRIGUES *; J.G.C. LUZ; M.D.NOVELLI - Faculdade de Odontologia -USP -Depto. C.T.B.M.F.

Alterações de crescimento mandibular decorrentes de traumas à articulação temporomandibular são frequentes. Entretanto, seu mecanismo não é completamente esclarecido. Assim, através de um modelo experimental, avaliamos os efeitos da condilectomia na fase de crescimento. Foram utilizados 40 Rattus norvegicus albinus com um mês de idade, distribuidos em três grupos: condilectomia, controle-operado e controle. No primeiro grupo foi removido o côndilo mandibular direito, no segundo foi feito acesso cirúrgico ao côndilo e no terceiro nenhum procedimento foi realizado. Todos os procedimentos foram realizados sob anestesia geral. Os animais foram sacrificados aos três meses de idade e submetidos a radiografias axial e rostro-caudal do crânio.  A partir destas, foram feitas mensurações cefalométricas através de um sistema de computador.  Foram mensuradas as seguintes distâncias: bula timpânica-incisivos inferiores; bula timpânica-forame infra-orbitário; arco zigomático-incisura antegônica; e arco zigomático-ramo mandibular.  A análise estatística, através do teste “t”de Student, revelou diferença significante para todas as mensurações entre os grupos condilectomia e controle, não havendo diferença significante entre os grupos controle e controle-operado.

Concluímos que a condilectomia na fase de crescimento levou a uma assimetria significante na mandíbula, havendo também alterações na maxila.

 

Apoio financeiro da FAPESP- Processo 95/7883-5

 

 

 

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Anti-sepsia intra-oral no controle de bacteriemia após exodontias

V.M.R. BARROS; I.Y. ITO; L.C. FILIPECKI*; D. MORELLO; R.V.P.AZEVEDO; P.A. ROSATELI

Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto, USP

O objetivo do trabalho foi avaliar a freqüência de bacteriemia pós-exodontia com a utilização de dois métodos de anti-sepsia pré-operatória, identificando os microrganismos isolados de hemoculturas após a extração e avaliando a sua suscetibilidade a alguns antibióticos. Vinte e seis pacientes tiveram 35 dentes extraídos. Dezessete casos foram submetidos à anti-sepsia com bochecho com 15 ml de gluconato de clorhexidina a 0,12% por 1 minuto, seguido da fricção das faces dentais com cotonete embebido na mesma solução (método 1) e 18 casos à anti-sepsia com 2 bochechos com 15 ml de cloreto de cetilpiridínio a 1:4.000 por 1 minuto, intercalados pela fricção das faces dentais com peróxido de hidrogênio a 3% (método 2). Previamente à extração dental e cerca de 1 a 3 minutos após a mesma, colhiam-se 5 ml de sangue que eram semeados em meio de cultura e incubados em aerobiose e anaerobiose, por 20 dias. As cepas provenientes de hemoculturas positivas foram identificadas e submetidas ao antibiograma. Do total de casos, 68,8% apresentaram hemocultura positiva para o método 1 e 70,6% para o método 2. Houve prevalência de Actinomyces seguido de Streptococcus, Staphylococcus e Pepostreptococcus em ambos os métodos. O maior índice de resistência esteve relacionado à oxacilina, enquanto não foi observada nenhuma cepa resistente à amoxicilina associada ao ácido clavulânico ou à cefalotina.

Conclui-se que a freqüência de bacteriemia pós-exodontias foi elevada independentemente do método de anti-sepsia empregado, prevalecendo microrganismos anaeróbios, os quais foram mais suscetíveis à amoxicilina associada ao ácido clavulânico e à cefalotina.  

Este estudo teve apoio financeiro do CNPq e FAPESP(Processos 520824/94 e 94/0703-9)

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Conseqüências da fratura do arco zigomático no crescimento facial em ratos jovens

E.M.V. FERNANDES*; A.C. GOULART; M.D. NOVELLI; J.G.C. LUZ

Faculdade de Odontologia USP-Depto. C.P.T.M.F.

Fraturas do arco zigomático são relativamente frequentes na população. Entretanto, suas repercussões no crescimento facial quando ocorrem em indivíduos jovens não estão bem esclarecidas. Para tanto, através de um modelo experimental, analisamos as conseqüências desta fratura no crescimento facial em ratos jovens. Foram utilizados 25 ratos com um mês de idade. Foi realizada fratura do arco zigomático direito com desvio medial, tendo o lado esquerdo servido como controle. Os animais foram sacrificados com três meses de idade e sua mandíbula foi desarticulada. O crânio foi submetido à tomada radiográfica axial e as hemimandíbulas à norma lateral. Através das imagens radiográficas foram feitas mensurações cefalométricas com base num sistema por computador. Foi utilizado o teste “t” de Student para as análises estatísticas dos resultados. Foi verificada diferença significante para a altura do corpo e do ramo ascendente da mandíbula. Não houve diferença significante para a profundidade da fossa infratemporal, bem como para as diversas mensurações na maxila e para o comprimento mandibular.

Concluímos que a fratura do arco zigomático no período de crescimento promoveu alterações significantes na altura mandibular.

 

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Merenda escolar: seu papel social e potencial cariogênico

S.M. PAIVA*;  A.B.C.G. DRUMOND; S.B.G. BARROSO

Depto. Odontopediatria e Ortodontia - FO UFMG. Belo Horizonte, Brasil.

Considerando que a merenda escolar tem sido largamente utilizada em escolas públicas brasileiras, exercendo um importante papel social e representando para muitas crianças até mesmo o limite da sobrevivência, julgou-se de interesse avaliar esta fonte de alimentação infantil adotada em escolas da rede pública de Belo Horizonte, Minas Gerais, no que diz respeito aos aspectos sociais que envolvem este fato e à seu potencial cariogênico. Para tanto, foram entrevistados diretores e vice-diretores de 40 escolas públicas (estaduais e municipais) localizadas na Região Oeste de Belo Horizonte. Estes estabalecimentos de ensino acolhem um total de 50.478 alunos. Verificou-se que mais de 80% dos escolares consumia a merenda regularmente e, em 35% das escolas, de 30% a 50% dos alunos utilizavam a merenda como principal refeição do dia. Na composição da merenda houve predominância de alimentos com alto teor calórico, principalmente carboidratos. A complementação do valor calórico recomendado para a merenda escolar era feita utilizando-se alimentos açucarados, muitas vezes altamente adesivos como mel e doces. Doses extras de sacarose eram consumidas pelas crianças através de produtos comercializados dentro das próprias escolas, sendo esta prática freqüente em 75% dos estabelecimentos.

Sendo assim, pôde-se concluir que a merenda escolar desempenha um relevante papel social, embora possa ser considerada cariogênica quando analisados individualmente os alimentos que a compõem.

 

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Estudo da sobrevida de uma coorte hospitalar de pacientes com câncer de boca

I.C.G. LEITE*; S. KOIFMAN, Depto. de Epidemiologia (DEMQS)-ENSP-FIOCRUZ- TEL(FAX):(021) 270-6772

  No Brasil, o câncer de boca (CID-O 140-5) é uma das neoplasias mais prevalentes, particularmente nos relatos de base hospitalar e populacional das regiões Norte e Nordeste. As localizações anatômicas mais comuns são língua, lábio superior e gengiva. A forma histológica de tumor de células escamosas é referido em mais de 75% dos casos (exceto em tumores de glândula salivar). A literatura relata, em geral, pobre sobrevida para estes tumores (especialmente para língua). Entretanto, poucos estudos têm sido levados à termo (número pequeno de casos ou análises concentradas no resultado dos tratamentos). Objetivando contribuir para esta carente área de conhecimento em Saúde Pública, os autores elaboraram um estudo utilizando uma coorte hospitalar, reunindo  442 pacientes com câncer de boca registrados no período de 1986-7 no Hospital do Câncer do INCa (RJ - Brasil). Aplicando o software SPSS 6.0 for Windows foram obtidas as sobrevidas médias da população, bem como as variáveis de valor prognóstico por localização e tratamento.A descrição do perfil deste grupo foi feita com base no programa EPI-INFO 6.0, e as representações gráficas pelo Harvard Graphics for Windows 2.0.

Os tumores de boca caracterizam-se por baixa a moderada sobrevida (29,8 meses). A sobrevida segundo localização anatômica baseou-se nas variáveis: estadimento (TNM), sexo, idade avançada ao diagnóstico, tipo de tratamento implementado.Com relação ao tipo de tratamento, as variáveis preditoras anteriores são acrescidas daquelas referentes a estilo de vida, como o etilismo.

 

  Apoio financeiro:CNPq, proc.1315261/95-2

 

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Manifestações Locais e Sistêmicas durante a Erupção Dentária Decídua.

A.S.S. CRISPIM*; M.J.S.BÖNECKER; D.A.DUARTE,

Centro Odontológico de Estudos e Pesquisa - COESP- João Pessoa - PB Tel./Fax (083) 246-5500

O objetivo do trabalho foi avaliar quais manifestações  foram mais frequentemente observadas por 30 médicos pediatras e 30 pais de crianças com idade entre 4 meses e 3 anos de João Pessoa. Os dados foram  obtidos a partir de questionários. 100% dos médicos acreditam haver relação entre erupção e manifestações. Pais (60%) e médicos (96%) relataram que a alteração mais frequentemente encontrada é a do tipo comportamental, em que a criança apresentava-se irritada. A redução do apetite pode ser pelo desconforto da mastigação. O aumento da salivação estaria presente como consequência da maturação das glândulas salivares, e pelo estímulo da sucção de objetos. 73% dos médicos e 40% dos pais referiram-se a diarréia que pode ser causada por contaminação de objetos levados à boca, decorrente de infecções bacterianas ou problemas alimentares. Os pais (54%) observaram a  prevalência de febre que foi confirmada por 67% dos médicos, geralmente sem causa aparente.  As alterações locais mais frequentemente observadas foram inflamação gengival e o cisto de erupção. Com a finalidade de minimizar e eliminar sintomas sistêmicos foi relatado por médicos e pais o uso de medicamentos alopáticos e homeopáticos além de crioterapia e anestésicos tópicos  para alívio e da dor e desconforto locais. Nossos resultados são similares a estudos previamente realizados, o que nos permite concluir que há alta prevalência de manifestações locais e sistêmicas durante a erupção dentária decídua.

321

Avaliação da efetividade na remoção de placa utilizando métodos convencional e alternativos em bebês

R.S. VILLENA; D.G. BORGES*;C.R.D.M. RODRIGUES. Disciplina de. Odontopediatria FOUSP. São Paulo, Brasil.

Usualmente indica-se para a higiene dos dentes de bebês, o uso de dedeira de borracha, fralda ou escova. Porém, nenhum estudo comparou a utilização destes  métodos. Assim, este estudo avaliou a efetividade na remoção de placa promovida por estes três métodos. Trinta crianças de 11 a 27 meses, freqüentadoras de uma creche em São Paulo, foram divididas em três grupos experimentais, tendo seus dentes higienizados, por duas funcionárias da creche sem treinamento prévio, com escovas (G.U.M-100, ButlerÒ ),  com dedeiras de silicone (FarlinÒ ) ou com pontas de fraldas. A avaliação clínica foi realizada por um único examinador, com a criança deitada (técnica joelho a joelho), sem uso de evidenciação de placa, sob luz natural e prévia secagem das superfícies dentais com pêra de ar. Os dentes examinados antes e após a higienização foram os anteriores superiores e inferiores, utilizando-se o índice de placa de PODSHALEY e HALEY. Os resultados mostraram uma redução média da placa de 29,6%, 47,7% e 62,9%, quando a dedeira, a fralda e a escova foram respectivamente utilizadas. A análise de variância mostrou significância a nível de 5%. O teste de Tukey a 5% provou que houve diferença apenas entre os grupos da escova e da dedeira.

Assim, conclui-se que a escova foi mais eficiente na remoção da placa bacteriana em relação aos métodos alternativos como a dedeira e a ponta da fralda, destacando que somente houve significância estatística quando comparados os grupos da escova e da dedeira.

 

 

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Análise das alterações bucais apresentadas por crianças de 0 a 3 anos de idade

A.C.C. ZUANON*; J.A.S. ZUANON; E.M.A. GIRO; J. HEBLING. Depto. de Clínica Infantil,

Faculdade de Odontologia de Araraquara-UNESP. Fax: (016) 222-4823.

Desde o nascimento do bebê, muita atenção deve ser voltada para sua cavidade bucal, a fim de que se possa detectar e prevenir suas alterações precocemente. Contudo, a maioria dos pais não estão conscientes da necessidade da aplicação de medidas preventivas desde os primeiros anos de vida da criança, o que resulta em alta prevalência de cárie, problemas de maloclusão, hábitos bucais, algumas alterações patológicas de tecido mole, entre outras. A proposta deste estudo foi portanto,  avaliar os problemas apresentados por 771 crianças de 0 a 3 anos de idade que procuraram atendimento na clínica infantil da Faculdade de Odontologia de Araraquara - UNESP, no período de 1990 a 1996. Para isto, fez-se um levantamento dos dados catalogados nas fichas preenchidas na primeira visita de cada paciente. Os autores puderam observar que a cárie estava presente em 55,7% da amostra, sendo que entre estas crianças, 70% apresentavam 3 anos, 31,3%, 2 anos e 7,6%, um ano de idade. Bebês que sofreram trauma, representaram 33,5% da amostra, e aqueles que apresentavam alterações em tecido mole, como candidose, gengivite e outras estomatites, perfaziam apenas 3,1% das crianças analisadas. Pode-se observar também pequena porcentagem de dentes neonatais, mordida aberta e síndromes. Apenas 5 % das crianças compareceram ao atendimento para realização de exame clínico e prevenção.

Baseados nestes dados, os autores concluiram que através de programas direcionados à educação e motivação dos pais, estes devem ser informados e conscientizados sobre a prevenção das doenças bucais e realizar medidas preventivas diárias com seu bebê, logo após seu nascimento.

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Atribuições, composição e funcionamento de um Comitê de Ética em Pesquisa

N.T. Maruyama*; V. Módolo;  D.L.P. Ramos

Departamento de Odontologia Social da Faculdade de Odontologia da USP-SP

A odontologia, é uma “...profissão que se exerce para o benefício da saúde do ser humano e da coletividade...”(Código de Ética Odontológica, 1991). Para o seu desenvolvimento necessita que sejam realizadas experimentações com seres humanos. É objetivo deste trabalho levar à conhecimento dos pesquisadores as diretrizes nacionais sobre pesquisa envolvendo seres humanos,  como realizar o seu protocolo de pesquisa para fins de avaliação ética, a composição e as atribuições do Comitê de Ética em Pesquisa(CEP) de acordo com as diretrizes do Conselho Nacional de Saúde (Resolução CNS nº 196 de 10 de outubro de 1996). Em toda instituição de pesquisa odontológica deve haver um CEP, cuja função não é apenas de fiscalizar, mas também de representar um espaço para o aprofundamento e difusão dos princípios éticos que devem nortear a pesquisa envolvendo seres humanos.

A experiência do CEP-FOUSP desde sua criação há 6 meses, demonstra que os pesquisadores desconhecem tais diretrizes, havendo a necessidade de ter o conhecimento de todas estas informações, não apenas para cumprimento de uma formalidade burocrática, mas também para que possa refletir sobre este tema tão relevante e que possa servir de educador  na retomada de uma moralidade verdadeira, tendo como objetivo principal o benefïcio do ser humano.

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Prevalência de cárie dentária nas dentições decíduas e permanente em escolares de diferentes níveis sociais

D.M.P. SPOLIDORIO; D. MOREIRA; E.A.R. ROSA; J.F. HÖFLING

Laboratório de Microbiologia e Imunologia, Faculdade de Odontologia de Piracicaba-UNICAMP

A prevalência de cárie em 120 escolares de diferentes classes sócio-econômicas (alta, média e baixa) da região de Piracicaba, com idade de 6 a 8 anos foi avaliada clinicamente investigando-se a dentição decídua e permanente dessas populações, além de identificar crianças de alto risco cariogênico na dentição permanente, baseado na experiência de cárie na dentição decídua. A avaliação clínica foi realizada sob luz artificial, com auxílio de espelho plano, sonda exploradora, sugador com ponta suctora e secagem local com gaze. As condições dos dentes foram avaliadas por meio de índice de cárie CPOD, CPOS, ceo e ceos, segundo os critérios da OMS e anotadas em fichas individuais. Em todas as classes sócio-econômicas, entre os indivíduos com cárie, os segundos molares decíduos inferiores foram os dentes mais comprometidos por esse evento, seguido pelos primeiros molares decíduos inferiores, em todas as amostras, sendo a superfície oclusal a mais lesionada por essa patologia. Pode-se constatar que a porcentagem de lesões por cárie nos primeiros molares permanentes aumentou inversamente à classe sócio-econômica.

Dentre o parâmetro analisado para se identificar grupos de alto risco - índice ceos/CPOS - observou-se uma correlação estatisticamente significante para todas as classes sócio-econômicas, entre prevalência de cárie em dentes decíduos e dentes permanentes, sugestivo de que o índice ceos pode ser um indicativo de cáries futuras.

 

Este trabalho foi financiado pelo FAPESP - processo 94/0908-0

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Educação em saúde bucal para adolescentes: uso de métodos participativos

N.E. TOMITA;  R. de A. PERNAMBUCO*; T.C.L. BAPTISTA; J.R.P. LAURIS

Depto. de Odontologia  Social, FOB-USP. Tel.(014)235-8256/Fax:223-5525

O objetivo deste trabalho foi verificar o impacto de métodos educativos dinâmicos e participativos em saúde bucal e suas relações com a melhoria da higiene bucal em adolescentes. A amostra foi constituída de 100 indivíduos com idades entre 12 a 16 anos, de ambos dos sexos,  pertencentes a três instituições públicas que atendem adolescentes de diferentes inserções sociais, do município de Bauru, Estado de São Paulo. O estudo comparativo foi realizado em três etapas, com intervalo de dois meses entre elas, onde em uma primeira etapa foram aferidos os índices  CPOD e PHP (Patient Hygiene Performance). Nas etapas subseqüentes aplicou-se o índice PHP e métodos educativos teóricos e dinâmicos participativos. Foi verificado o nível de adesão dos estudantes ao programa educativo mediante oficinas pedagógicas. Questionários aplicados e desenhos desenvolvidos pelos adolescentes, foram avaliados por um profissional da área de psicologia. Os dados foram processados através do programa EPI-INFO, sendo observadas reduções estatisticamente significantes no índice de placa (p<0.001).

Os  resultados indicam que programas dinâmicos em motivação à saúde bucal, quando aplicados com freqüência preestabelecida, têm fundamental importância na mudança de hábitos de higiene bucal em adolescentes, independente de sua inserção social.

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Conhecimento sobre saúde oral de adolescentes em Niterói - R.J

T.C.A. GRAÇA*; I.C. MATUCK; N.J.F. GRAÇA; O.E.R. MARTINS

Doutorado de Odontologia Social,Universidade Federal Fluminense -Niterói – RJ

O objetivo deste estudo foi verificar os conhecimentos dos adolescentes acerca das patologias bucais, hábitos de higiene oral, controle de açúcar, além da auto-avaliação destes em relação à sua saúde bucal.Este estudo desenvolveu-se na E. E. Ismael Coutinho em Niterói - R.J., com adolescentes de ambos os sexos e idade de 11 a 18 anos (média 14 + 9.22) do segundo segmento do primeiro grau.Foi utilizado um questionário estruturado, previamente testado em população similar, sendo aplicado a uma amostra representativa do universo a ser investigado composta por 313 indivíduos. Os resultados obtidos demonstraram que 82,42% receberam informações sobre doenças bucais, (62,94% dos dentistas). Observou-se que 90,41% recebeu orientação quanto à técnica de escovação dentária; 77,63%, quanto ao uso de fio dental e 66,77% quanto ao tipo adequado de escova dentária, sendo esta orientação realizada pelo dentista. A maior frequência de escovação relatada foi de 3 a 4 vezes ao dia em 63,58% da amostra. Com relação à ingestão diária de açúcar, 37,69% relatou um consumo de 1 a 2 vezes ao dia durante as refeições. (29,07%).Com relação à própria condição dentária, 57,8% considerou-a boa. Para estes adolescentes a população brasileira não cuida bem de seus dentes (88,17%) devido,principalmente, à falta de acesso ao tratamento gratuito.Manifestaram o desejo de adquirir maiores informações sobre saúde oral na escola 84,02%

Concluiu-se que o adolescente está ávido por adquirir conhecimentos sobre auto-cuidado com relação à saúde oral,embora possuam conhecimentos básicos sobre higiene dentária e controle de açúcar.O cirurgião-dentista mostrou-se um agente educador efetivo.O auto-julgamento da situação dentária contrasta com a opinião de que a população brasileira não cuida bem dos seus dentes.

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Prevalência e relação do tipo de aleitamento com doenças bucais

M.C.F. CAMARGO; R.B.P. BORGES; A.MODESTO*

Odontopediatria, FO-Araras-SP/FO-UFRJ

O objetivo deste trabalho foi determinar o tipo e as condições de aleitamento e correlácioná-los com a prevalência de doenças bucais em bebês de 0 a 8 meses. Foram examinadas 160 crianças atendidas no Centro de Saúde Jabaquara (São Paulo-SP) para a determinação da ocorrência de doenças bucais e do tipo de aleitamento. Na presença do aleitamento artificial, foi determinada a posição da criança e as mamadeiras foram avaliadas com relação ao bico e estado de conservação. Para que as condições fossem consideradas satisfatórias, a criança deveria ser amamentada no colo da mãe e com alternância dos lados, o bico deveria ser curto e de forma arredondada com furo que permitisse uma vazão de leite de 20 a 30 gotas/minuto, quando a mamadeira era virada para baixo, e a mamadeira deveria estar limpa e com a borracha do bico nova. Das 160 crianças examinadas (88 meninos e 72 meninas), 36,5% realizavam aleitamento natural, 40,62% artificial e 23,12% misto. Das 65 crianças que recebiam aleitamento artificial, 96,9% o recebiam em uma posição insatisfatória, 100% das mamadeiras apresentavam forma do bico insatisfatória (73,8% deles com o tamanho do furo inadequado) e 7,7% não apresentavam um bom estado de conservação. A prevalência de doenças bucais (candidíase e impetigo) foi de 24,37% e as crianças que possuíam aleitamento artificial apresentaram estatististicamente mais (Qui-quadrado, p=0,000004) doenças bucais (74,4%) do que as que faziam o natural (17,9%) ou o misto (7,7%).

Os autores sugerem que o aleitamento artificial favorece o aparecimento de doenças bucais (candidíase e impetigo) em bebês.

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Objeto e métodos da odontologia social - descrição histórica

W.W.N. PADILHA* ; V. OLIVEIRA.

Pós-Graduação em Odontologia Social - UFF, Niterói, RJ

Este trabalho teve como objetivo identificar o objeto de estudo e descrever as metodologias utilizadas nas dissertações do mestrado da universidade federal fluminense. Foi utilizada uma abordagem hipotética - dedutiva, procedimento histórico, do tipo descritiva com a técnica documental.A amostra é do tipo sistemática, onde sortearam-se 50 trabalhos de um total de 85, de modeo a cobrir todo o período de existência do curso ( 1974 a 1996). Procurou-se identificar em cada dissertação; o objeto de estudo, método de abordagem, método de procedimento, tipo de pesquisa, conforme MARCONI e LAKATOS, 2a ed,33-89,1995.Os resultados após a análise estatística, indicaram a predominância dos serviços odontólogicos(34%) e recursos humanos(22%) como objeto de estudo; 68% não citam o método de abordagem; 56% não indicam o tipo de pesquisa; 64% utilizam a estatística como método de procedimento e 34% utilizam a técnica de pesquisa documental

Conclui-se que as formulações metodológicas encontradas são restritas e incompletas e o objeto de estudo sendo adequado às proposições da odontologia social.

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Determinantes socioeconômicos e hábitos bucais: influência na oclusão de pré-escolares

N.E. TOMITA*; V.T. BIJELLA; L.J. FRANCO

Depto. de Odontologia Social, FOB-USP, Depto. de Medicina Preventiva-UNIFESP - Tel: 014-235 8256 / Fax: 014-223 5525

Tendo por objetivo avaliar como determinantes socioeconômicos afetam a oclusão dentária em pré-escolares, este estudo transversal foi desenvolvido em três etapas: exame de oclusão, medidas antropométricas e questionário socioeconômico. O inquérito epidemiológico foi realizado no período de outubro de 1994 a dezembro de 1995. A amostra probabilística foi constituída por 2139 crianças, de ambos os sexos, na faixa etária de 3 a 5 anos, matriculadas em instituições públicas ou privadas do município de Bauru-SP-Brasil. A avaliação de aspectos morfológicos da oclusão seguiu a classificação de ANGLE, observando-se também o trespasse horizontal, trespasse vertical, espaçamento/apinhamento, mordida aberta anterior, mordida cruzada total, mordida cruzada anterior e mordida cruzada posterior uni ou bilateral. Uma sub-amostra de 618 crianças apresentou resposta ao questionário socioeconômico. A partir da hipótese que determinantes socioeconômicos afetam o estado emocional da criança e isto se manifesta através de hábitos bucais, que por sua vez afetam a condição oclusal, foram realizadas análises bivariadas envolvendo a prevalência de má oclusão e algumas variáveis de exposição. A prevalência de má oclusão foi de 51,3% para o sexo masculino e 56,9% para o sexo feminino, sem variação quanto a grupo étnico, sexo ou tipo de escola. A maior prevalência de má oclusão foi verificada no grupo etário de três anos, decrescendo significantemente com a idade (p<0,05).

Entre os fatores ambientais estudados, o hábito de sucção de chupeta foi o mais importante na associação com má oclusão. Alguns determinantes socioeconômicos, como o trabalho materno e ocupação da pessoa de maior renda no domicílio estão relacionados com a maior prevalência de hábitos bucais, que por sua vez estão positivamente associados com a má oclusão.

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Consumo de produtos de higiene bucal em Passo Fundo/RS

P. COLUSSI - ULBRA, CANOAS- RS

O objetivo do presente estudo foi identificar os padrões de consumo de produtos de higiene bucal na população de Passo Fundo - RS correlacionando os achados com três estratos sócio-econômicos. Foram realizados 868 entrevistas domiciliares: 190 na classe considerada alta (+10 SM) 345 média (entre 5 e 7 SM ) e 333 baixa (até 2 SM). Os resultados foram analisados por distribuição de frequência e submetidos ao qui- quadrado. A frequência de escovação mais prevalente foi 3 vezes ao dia. Assim  tanto 70 %  dos pais na classe alta, 80 % na classe média e 60% na classe baixa apresentaram esta opção. Na classe baixa a média de escovas por indivíduo foi próxima de 1 enquanto na classe alta foi 1,2 .O consumo de creme dental foi significativamente maior na classe alta quando comparado com a baixa. As classes média e alta mostraram optar por escovação e creme dental encima de motivos como flúor, 40% para a  classe alta, prevenção da cárie 50% da classe média enquanto 50% da classe baixa apontou limpar os dentes como opção.  Observou-se também que o consumo de fio dental bem como outros produtos como soluções para bochechos foi maior nas classe alta e média do que na classe baixa.

Pode-se concluir que o acesso aos bens de higiene bucal dependem de fatores sócio-econômicos embora as classes menos favorecidas de Passo Fundo/RS apresentam o hábito de escovar seus dentes com escova própria e creme dental com flúor.

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Avaliação de 07 anos do programa odontológico da Clínica de Bebês da UFRGS

D.R. ARAUJO*; M.C. FIGUEIREDO; G.V.D. SEADI; J.A. MICHEL; I.D. AZEVEDO

Disciplina de Odontopediatria da Faculdade de Odontologia da UFRGS

Devido a preocupação com a situação bucal na primeira infância e a falta de preparo profissional para bem atender essa faixa etária, foi implementada, a partir de 1990, a Clínica de Bebês da F.O./UFRGS. É objetivo da Clínica de Bebês estar constantemente reavaliando o trabalho oferecido nos aspectos educativo, preventivo  curativo comparando-se o perfil inicial do paciente que procura este tipo de atenção odontológica e os resultados do tratamento proposto após seus 07 anos de funcionamento. A partir da avaliação de dados de 462 pacientes, em relação à distribuição das crianças por faixa etária, motivo da consulta, avaliação inicial e final da atividade cariosa, índice de abandono de tratamento, avaliação da alteração da atividade cariosa e a relação entre a faixa etária e o motivo da consulta, foi estabelecido o perfil da criança atendida. Para análise estatística dos resultados utilizou-se o método de ANOVA que evidenciou que a faixa etária mais atendida é a de 2 a 3 anos(37%), sendo a cárie dentária o motivo principal da primeira consulta (51%). Conseguiu-se inverter o quadro de atividade de doença de 61,5%, em atividade no início do tratamento, para 32,9% após o período de avaliação. O índice de abandono de tratamento vem diminuindo, encontrando-se em 12% nesta avaliação.

Concluindo-se podemos afirmar que a cárie dentária é passível de controle (redução de cárie em 34,5%) mesmo em crianças em idade precoce, desde que seja realizado um tratamento voltado para os fatores causadores e moduladores da doença. E que as rechamadas periódicas foram efetivas para reduzir o índice de abandono de tratamento de 29%, na avaliação de 5 anos, para 12% nesta última avaliação, mostrando a necessidade da motivação constante dos pais para conseguir-se eficácia na proposta de tratamento.

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Avaliação Comparativa de um Programa Preventivo, Educativo e Restaurador em gestantes

M. Martinelli; M.C. Figueiredo; A.A.F. Machado .Disciplina de odontopediatria da Faculdade de Odontologia da UFRGS

Diante dos novos conceitos que estabelecem a cárie como uma doença de natureza infecto-contagiosa, transmissível em humanos e, atuando dentro de uma PRÁTICA odontológica voltada para a “Promoção de Saúde” iniciamos, com esta pesquisa, uma avaliação comparativa entre gestantes de dois grupos distintos no Município de Vila Rica - MT. Primeiramente foi realizada uma coleta de dados para que as condições de Saúde Bucal de toda a população estudada fosse avaliada (índice de Cárie - CPOS modificado: 69,5; índice de Placa Visível - IPV: 52% das superfícies e Índice de Sangramento Gengival - ISG: 58,5% das superfícies). Esta população era composta por 66 gestantes de faixa etária variando de 14 a 39 anos que se encontravam entre o 1º ao 9º mês de gestação e participavam de um programa pré-natal oferecido pela prefeitura do referido Município. Em uma segunda etapa dividiu-se as gestantes em dois grupos: Grupo de Tratamento (GT), onde as gestantes receberam durante seis meses um tratamento educativo, preventivo e restaurador; e Grupo Controle (GC), onde as gestantes foram apenas examinadas. Após seis meses estes grupos foram reavaliados e obtiveram-se os seguintes resultados: GT - CPOS modificado: 69,5; IPV: 22,8% e ISG: 31,7%. GC - CPOS modificado: 73; IPV: 49% e ISG: 69%.  As gestantes que tiveram as suas necessidades restauradoras sanadas e receberam instruções de higiene bucal e dieta alimentar (GT), obtiveram uma melhoria significativa de suas condições bucais em comparação ao grupo que não recebeu qualquer atenção odontológica, permitindo assim concluir que um pré-natal incluindo um programa odontológico baseado na resolução das necessidades restauradoras, preventivas e educativas, é de fundamental importância para melhorarmos as condições bucais dessa futura mãe que está suscetível ao aprendizado e que poderá ser responsável pela prevenção da doença cárie no seu bebê.

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Estudo comparativo de duas metodologias para obtenção da prevalência de cárie

R.M. ACIERI*; B. UNFER; A.G.R.C. OLIVEIRA; I.C.C. COSTA,

Pós-Graduação em Odont Prev. Social - UNESP-FOAraçatuba / UFRN-CMOS

Os diagnósticos comunitários de saúde, obtidos através de levantamentos epidemiológicos são fundamentais  para planejamento e avaliação das ações de saúde. A falta destes levantamentos, com o desconhecimento da situação de cada município, no aspecto sócio-econômico e na área específica de saúde bucal gera deficiências no serviço. As características da cárie dental podem ser estimadas pelo índice CPO-D, proposto na década de 30 por Klein e Palmer. Os critérios e procedimentos para a obtenção deste índice foram modificados através da proposta da OMS publicada em 1987, sendo uma das principais modificações uma maior restrição ao uso do explorador como critério de diagnóstico. Tem-se a necessidade, então, de estudos comparativos entre as duas propostas. O objetivo do presente trabalho foi comparar o índice CPO-D, empregando os métodos e critérios propostos por Klein e Palmer com o índice de “condição dental” proposto pela OMS, colaborando para a validação dos dados disponíveis anteriores com os novos dados publicados. Foram, então, examinadas 55 crianças de 12 anos em duas ocasiões diferentes por um único examinador devidamente calibrado para os dois índices. Os exames foram realizados sob luz natural e seguindo as normas preconizadas para cada um deles. Comparou-se, então, os resultados obtidos pelos dois levantamentos (baseado no CPO-D de Klein e Palmer e baseado na “condição dental” da OMS) através de testes estatísticos (teste “t”). Verificou-se que foram encontradas diferenças significativas (a nível de 5% de confiança) entre as médias dos dois índices bem como de seus componentes, à exceção do componente obturado, podendo-se concluir que existem diferenças nos escores de CPO-D médio, dentes cariados e  dentes hígidos entre os dois métodos utilizados.

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Avaliação de métodos de motivação adotados para o retorno de

pacientes ao consultório odontológico

P.P.N.S. GARCIA*;  S.A.M. CORONA; W. DINELLI - Faculdade de Odontologia de Araraquara – UNESP

O perfil de motivação para o retorno de cinco profissionais, o nível de cooperação para o retorno de 1.358 pacientes de consultório particular e a periodicidade praticada por estes pacientes foram avaliados através da obtenção de dados do sistema de retorno de cada Cirurgião-Dentista. Para a obtenção do perfil profissional, os Cirurgiões-Dentistas foram entrevistados individualmente para possibilitar a coleta de informações sobre o sistema de educação e motivação para a prevenção e retorno. Para a análise do nível de cooperação e periodicidade de retorno, a obtenção dos dados constou de um exame criterioso das fichas clínicas de todos os pacientes que frequentaram os consultórios odontológicos dos cinco profissionais em 1992, avaliando o retorno destes pacientes de 1992 a 1994, totalizando 36 meses de observações e acompanhamento do retorno. Os resultados obtidos mostram que todos os profissionais apresentavam projeto de prevenção. Os profissionais A e C foram os que apresentaram maiores porcentagens de pacientes com cooperação completa, 47,8% e 41,2% respectivamente; os pacientes dos profissionais A, B e C apresentaram maior retorno de 7 a 12 meses, 36,8%, 31,7% e 23,1%; e os dos profissionais D e E, de 19 a 36 meses, 25,1% e 31,1% respectivamente.

Através da metodologia aplicada pode-se concluir que apesar do perfil de motivação ser bem definido, os pacientes analizados não retornavam na época recomendada por seus profissionais e os níveis de cooperação completa precisam ser aumentados.

 

335

Medo frente ao tratamento odontológico em escolares

D.P.QUELUZ*

Faculdade de Odontologia de Piracicaba - UNICAMP, Caixa Postal 52, Piracicaba – SP

A prática odontológica é marcada por relatos de dificuldades em relação à prevalência do medo produzido pelo tratamento odontológico e sua influência sobre o trabalho do cirurgião dentista.  O objetivo desse estudo é analisar os fatores relacionados ao comportamento de escolares frente a: problema do medo ao tratamento odontológico, ocorrência de troca de cirurgião dentista e freqüência periódicas ao cirurgião dentista.  Isto foi feito segundo uma pesquisa de campo, onde foram avaliados 275 questionários de escolares selecionados aleatoriamente (57,5% meninas e 42,5% meninos) na faixa etária de 11 a 17 anos (média= 14,29, D.P.= 2,57) de escola pública em Piracicaba - SP.  Os resultados foram analisados estatisticamente e revelam que uma pequena porcentagem (9,1%) dos escolares apresentaram medo ao tratamento odontológico, sendo a anestesia e a alta rotação os medos mais comuns.  A freqüência de visitas periódicas ao cirurgião dentista foi de 32,4% de 6 em 6 meses e 17,8% de ano em ano; o que nos indica que visitas regulares ao cirurgião dentista tornam o tratamento dentário mais agradável.  Em relação a troca de cirurgião dentista pelos escolares 23,6% responderam que trocam de cirurgião dentista.

Conclui-se, primeiramente, que o medo não foi fator decisivo na freqüência do escolar ao cirurgião dentista e esta freqüência vem aumentando.  Os resultados evidenciaram que os escolares não trocam de cirurgião dentista constantemente.

 

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Utilização de Serviços de Urgência Odontológica: análise de aspectos relevantes

O. FERREIRA JR.*; J.H. DAMANTE

Departamento de Estomatologia - Faculdade de Odontologia de Bauru – USP

A utilização de serviços de urgência e emergência refletem as falhas de um sistema de saúde e, embora seja uma preocupação dos que administram estes sistemas, pouco se sabe a este respeito. Este desconhecimento é ainda maior em relação as urgências odontológicas e pode ser demonstrado pelo pequeno número de estudos publicados nos últimos 20 anos. No Brasil, um país com alto índice de desemprego, baixa renda per capta e indicadores de saúde em níveis alarmantes, a maioria da população depende do sistema público de saúde que, por sua vez, não está estruturado para atender adequadamente toda a demanda, gerando um grande afluxo de pacientes aos serviços de urgência. Face a estas dificuldades, torna-se um grande desafio dimensionar e organizar um sistema de atendimento aos casos de urgência. Foram analisadas 30918 fichas de atendimento do Serviço de Urgência Odontológica ( SUO ) da Faculdade de Odontologia de Bauru ( FOB ), Universidade de São Paulo ( USP ), e discutidos aspectos como idade, gênero e procedência dos pacientes, total e média diária de atendimentos, diagnósticos e tratamentos realizados, além da participação do SUO no convênio com Sistema Único de Saúde ( SUS ), em relação aos outros setores clínicos da FOB.

Concluiu-se que existe demanda suficiente, que a cárie e suas conseqüências são as principais causas de atendimento, que o SUO-FOB/USP realizou 19 % dos procedimentos pagos pelo SUS e desempenha um importante papel em relação ao ensino, aperfeiçoamento profissional e extensão à comunidade.

337

Cronologia de erupção de dentes deciduos em crianças sem carência sócio-económica

Severino*; A. C.; Berzin, F. 

Departamento de morfologia - FOP, universidade est. de campinas – SP

O objetivo deste trabalho é  demonstrar a seqüência e a cronologia de dentes decíduos em crianças sem carência sócio-econômica. Para alcançar esse objetivo, foi realizado um estudo transversal. Foram examinadas 718 crianças na idade de 0 a 50 meses que freqüentam o Pronto Socorro Infantil Independência (só atendimentos particulares). As crianças foram examinadas no colo das mães e /ou responsáveis, na sala de espera dos consultórios médicos, enquanto as mesmas esperavam por consultas de rotina. O dente foi considerado erupcionado quando visível na cavidade oral, sendo possível toca-los com uma sonda . A seqüência encontrada neste trabalho foi: 81, 71, 51, 61, 52, 62, 72, 82, 84, 74, 54, 64, 53, 63, 85, 75, 55, 65. A  cronologia  encontrada por faixas etárias, os dentes 81 e 71 variam do 3° até o 9° mês de vida da criança para erupcionar, o dente 51 e 61 variam do 4° ao 13° mês de vida, os dentes 72 e 82 variam do 5° ao 14° mês de vida, os dentes 62 e 52 variam do 5° ao 14°mês de vida, os  dentes 74 e 84 variam do 7°ao 22° mês de vida, os dentes 54 e 64 variam de10° ao 25°mês de vida, os dentes 53 e 63 variam do 11°ao 30° mês de vida, os dentes 73 e 83 variam de13°ao 31° mês de vida, os dentes 75 e 85 variam e do1