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001

Estudo in situ do efeito do tempo de aplicação na ação anticariogênica do flúor fosfato acidulado

R.S.VILLENA*,  J.A.CURY.

Disciplina de Odontopediatria - FOUSP e Bioquímica FOP-UNICAMP - São Paulo, Brasil. Fone: 818-7835

O  efeito do tempo de aplicação tópica de flúor profissional não esta ainda estabelecido e a maioria dos estudos tem avaliado unicamente a incorporação de flúor (F) como parâmetro de eficácia. O  objetivo foi determinar a formação (logo após aplicação), retenção (após 28 dias) e principalmente a ação anticariogênica do flúor gel fosfato acidulado (FFA) após ser aplicado por 1 e 4 min. O estudo foi do tipo cruzado com 3 etapas de 28 dias (Controle, FFA-1min e 4min), nas quais 15 voluntários utilizaram dispositivos intraorais palatinos contendo 4 blocos de esmalte dental (1 mm abaixo da superfície do acrílico) cobertos com uma tela plástica para acúmulo de placa. Para determinar o F formado, 2 blocos adicionais foram aderidos ao acrílico e retirados após aplicação. Os dispositivos intraorais foram imersos em sacarose 10% 3x/dia e os voluntários utilizaram dentifrício não fluoretado, porém bebiam água fluoretada. As determinações de F foram realizadas com eletrodo específico após prévia remoção de 5 camadas sucessivas de esmalte com HCl 0,5M. A quantidade de esmalte retirada foi estimada pela dosagem colorimétrica de fósforo. Microdureza Knoop em secções longitudinais foi determinada desde 10 até 90µm da superfície do esmalte. Os resultados (média ± erro padrão)e significância (p<0,05) de F na primeira camada e dureza foram:     

                         Controle                    FFA-1 min.                 FFA-4 min.

Flúor formado (ppm)              470,4 ± 58,7 A     1370,9 ± 168,4 B    1847,9 ± 229,3     

Flúor retido (ppm)        854,2 ± 77,7 A      1048,7 ± 67,4 AB         1217,2 ± 98,4 B

Microdureza (a 10µm)              169,5 ± 6,5 A          212,3 ± 6,4 B         234,8 ± 7,0 B

Embora a aplicação de F tenha sido eficiente, o tempo de aplicação não teve influência na incorporação de F nem na ação anticariogênica do FFA.  (Apoio FAPESP proc. 96/0188-2).

002

Relação entre experiência de cárie em crianças HIV+ e seu grau de imunosupressão

G.F. CASTRO*, I.P. R.SOUZA, A.NEVES, A.FROTA

F. O./IPPMG/NESC/UFRJ

O objetivo deste trabalho é relacionar a experiência de cárie com o grau de imunosupressão de 55 crianças HIV+, pacientes do IPPMG-UFRJ, entre 1 e 13 anos de idade, de ambos os sexos. O exame oral foi realizado por um único examinador com sonda exploradora, espelho bucal, gaze para secar os dentes e lanterna para iluminação, obtendo-se os índices ceo/CPOD (OMS). As crianças foram divididas em dois grupos: Alta atividade (AA) e Baixa atividade de cárie (BA) sendo consideradas AA aquelas com 1 ou + lesões em bateria labial superior e/ou mais de 10% dos dentes com lesão de cárie. Foram também separadas pelo seu grau de imunosupressão (Classificação do CDC-1994). Para análises estatísticas foram usados o teste “t”, Qui quadrado e coeficiente de correlação de Pearson. Das 55 crianças, 27 eram meninas e 28 meninos; a média de idade foi 6,67±3,31. A média de ceo foi  4,86±5,26 e a de CPOD 2,69±2,51. O grupo com imunosupressão grave (IG) (n=35) teve ceo médio 6,29±5,60 e CPOD 3,10±2,68; para os grupos de imunosupressão moderada (IM) (n=12) e ausente (IA) (n=8) as médias de ceo foram 2,33±4,04 e 2,33±2,15 e de CPOD foram 0±0 e 2,29±1,89, respectivamente. A diferença entre as médias de ceo para os três grupos foi estatisticamente significante (p=0,03). Outros resultados na tabela: (*p<0,05).

A prevalência de cárie foi maior no grupo IG. O grupo  AA teve 79,5% a mais de IG em relação ao BA. Houve correlação negativa entre o percentual de T4 e ceo. (Apoio CNPq-Proc 521652/95-2)

003

Experiência  de Cárie em Crianças Brasileiras  de 0 a  12 Anos: Uma Pesquisa da UFF

M. TOSTES*, T. COUTINHO, L.A. CAVALCANTI

Disciplina de Odontopediatria da Faculdade de Odontologia - UFF Niterói - RJ – Brasil

O  estudo  investigou  a  experiência  de cárie (prevalência)  em 307  pacientes   (0-12 anos) de ambos os sexos, atendidos pela 1a vez na UFF entre 1992/1996, analisando a freqüência e cariogenicidade dos alimentos ingeridos entre refeições. A amostra foi dividida em 5 grupos: I (0-4 anos); II (5-6); III (7-8);  IV (9-11) e V (12 anos). As médias ceo e CPO-D coletadas dos grupos I e IV foram distribuídas em escala adaptada de Grainger & Nikiforuk (J. Can. Dent. Ass., 26: 531, 1960) segundo a severidade da doença cárie. O CPO-D do grupo V foi classificado de acordo com escala de OMS (Moller, I.J. Copenhagen, WHO/EURO: 1188H, 1984). A dieta foi classificada de acordo com a freqüência de ingestão em: baixa (0-1 lanche dia), moderada ( 2 lanches) e alta (> ou = 3 lanches), enquanto que a cariogenicidade baseou-se na tabela da Universidade de Indiana. Resultados: grupo I (ceo = 6,1; cárie rampante); grupo II (ceo = 7,0; risco alto); grupo III (ceo = 4,9; risco baixo); grupo IV (CPO-D = 3,1; risco baixo) e grupo V (CPO-D = 4,3; risco moderado). Quanto à cariogenicidade e freqüência de ingestão, ambas foram altas na maioria das amostras (70,8% e 50%, respectivamente).

 

Conclui-se que, apesar da tendência mundial de redução do índice de cárie, nesta população a experiência e severidade da doença continuam altas, principalmente na faixa etária de 0-6 anos, provavelmente relacionada ao nível sócio-econômico e ingestão freqüente de dieta cariogênica.

004

Efeito da profilaxia semanal no desenvolvimento in situ de cárie dentinária

 F. B. SOUSA*1, D.R. TAMES2

Depto. Morfologia da UFPB- PB1; Depto. Morfologia da UFSC- SC2

O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito da remoção regular de placa dental no desenvolvimento in situ de lesão cariosa dentinária em indivíduos residentes numa área com água fluoretada e consumidores de dentifrício fluoretado. Dez participantes (18-23 anos de idade) usaram um aparelho palatal removível de acrílico (APR), com 2 espécimens dentinários (3 mm X 3mm X 2mm) protegidos das forças mecânicas, por um período de 4 semanas. Uma solução de sacarose a 50% foi aplicada 4 vezes ao dia em cada espécimen. Em cada APR, a metade da amostra permaneceu intocada durante o período in situ  (grupo controle - GC- 10 espécimens), e a outra metade recebeu  profilaxia com pedra pomes e água semanalmente (grupo experimental- GE- n=10). Após o período in situ, os espécimens foram analisados ao microscópio eletrônico de varredura. Também foram analisados 5 espécimens polidos. Os espécimens do GC apresentaram sinais de dissolução superficial, em muitos casos associada com a presença de depósitos calcificados (cálculo dental). No GE, foram observadas microescaras com sinais de desgaste, e também presença de depósitos calcificados em vários casos, impossibilitando uma avaliacão mais acurada da superfície dentinária subjacente. Naqueles que permitiram observação direta da superfície, esta mostrou-se semelhante àquela dos espécimens polidos.

 

Em conjunto, conclui-se que o GE apresentou uma superfície menos porosa e mais regular do que o GC, sugerindo uma menor desmineralização no GE, porém é necessário um estudo em profundidade dos espécimens para conclusões definitivas.

005

Influência de Bochechos Sobre os Níveis Salivares de Streptococus Mutans e Lactobacilus

M. MIRANDA*; K. DIAS; G. RICHE;  J. VALLE

Faculdade de Odontologia da U.E.R.J e U.F.R.J. - Rio de Janeiro,RJ. (021)5712904

O objetivo do presente estudo foi avaliar a influência de algumas soluções para bochechos, sobre os níveis salivares de Streptococus Mutans (SM) e Lactobacilus (LB), após sete dias de uso das mesmas.  Foi realizado um estudo duplo cego, onde participaram 52 pacientes voluntários, divididos em 4 grupos de 13 pacientes cada. O grupo 1 utilizou clorexidina 0,12% + fluoreto de sódio 0,05% Duplak (DPK) HERPO,  o grupo 2, Listerine (LIS)  AVON, o grupo 3, fluoreto de sódio 0,05% (FLU) e o grupo 4 um placebo (PLA). Foram selecionados pacientes que não estavam sob efeito de qualquer medicamento. Os pacientes não receberam orientação de higiene oral nem procedimentos clínicos, como raspagem ou profilaxia. Foram recomendados à não alterar seus hábitos de higiene oral, além da inclusão dos bochechos. Uma coleta inicial de saliva estimulada, foi inoculada em dois meios de cultura específicos. Foram utilizados os testes “Caritest SM” e “Caritest LB” (HERPO). Os pacientes foram então orientados à bochechar 10 ml da solução, durante 1 minuto e 30 segundos, duas vezes ao dia, durante sete dias consecutivos. No oitavo dia foi feita uma segunda coleta de saliva e inoculada da mesma forma que a primeira. Os testes foram analisados de acordo com o padrão do fabricante, por dois profissionais calibrados. Foram estipulados escores, e os resultados tratados estatisticamente por ANOVA e Teste Mann Whitney, (p<0,05). Postos médios de LB 1º/ 2º testes: DPK 31,92/13,65 - LIS 23,46/25,19 - FLU 24,31/31,92 - PLA 26,30/35,23. Postos médios de SM 1º/2º testes: DPK 29,50/12,92 - LIS 27,50/24,77 - FLU 24,15/33,65 - PLA 24,85/34,65.

Os autores concluíram que: Duplak foi único eficiente para LB.  Duplak e Listerine foram eficientes para SM,  porém o Duplak foi melhor.  Flúor e placebo não mostraram  ação sobre  SM  e  LB.

006

Verniz Fluoretado: Efeito Terapêutico em Crianças de Alto Risco

A.C. ALVES*, U.V. MEDEIROS

Dep. Odontopediatria da FO-UFRJ – Brasil

O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito terapêutico-preventivo de um verniz fluoretado (Duraphat®), após seis meses, aplicado de modo intensivo em crianças com alto risco de cárie. Os níveis salivares de estreptococos do grupo mutans (egm) foram determinados por um método simplificado (Caritest-SM®). 105 crianças (Rio de Janeiro), de 6 -12 anos, com altos níveis de egm (>2,5x105) e/ou com ao menos uma mancha branca ativa (mba) foram distribuídas, aleatoriamente, em dois grupos, verniz fluoretado (V) e placebo (P). Fluxo salivar e capacidade tampão não foram diferentes para ambos no baseline. O exame foi realizado por um único examinador, utilizando luz natural, espelho e sonda exploradora. Lesões de cárie cavitadas e incipientes foram registradas em dentes decíduos e permanentes para determinar o índice de ceos/CPOS e, adicionalmente, as lesões de mba. Ambos grupos receberam um programa preventivo básico de educação para saúde, higiene oral, uso regular de dentifrício fluoretado e adequação do meio bucal. Três aplicações de V ou P foram introduzidas, uma a cada semana, realizando manutenção mensal. Avaliou-se as mba no terceiro e sexto mês. Foram observadas 260 mba no baseline, onde 7/260 (2,7%) não foram avaliadas, 83/260 (31,9%) encontravam-se ativas, 10/260 (3,8%) cavitaram e 160/260 (61,6%) inativaram. A taxa de sucesso diferiu, estatisticamente, entre os grupos V (76,7%) e P (40,4%) pelo teste do qui-quadrado (p<0,0000001).

 

Os resultados sugerem o verniz fluoretado ter contribuído para a remineralização de grande parte das lesões descalcificadas no baseline.

 

 

 

 

007 Permeabilidade do esmalte dentário

 M. FERREIRA JR.*, N. L. SILVEIRA, A. A. GARROCHO

 Deptº de Clínica, Patologia e Cirurgia, Faculdade de Odontologia da UFMG

Estudos epidemiológicos relatam a diminuição da incidência de cárie com aumento da idade do paciente. Este fato está relacionado, entre outros fatores, à maturação pós-eruptiva do esmalte. O presente trabalho se baseia na revisão dos fatores que influenciam essa maturação e suas conseqüências, bem como na avaliação da permeabilidade do esmalte ao azul de metileno em relação à maturação pós-eruptiva. Foram realizados testes in vitro utilizando-se dentes recém-extraídos. Estes foram armazenados em formol tamponado, limpos e imersos em solução corante de azul de metileno a 1% e mantidos em estufa bacteriológica a 45ºC por um período de 4 horas. Após o período de imersão, os dentes foram lavados em água corrente e deixados secar à temperatura ambiente. Todas as superfícies foram analisadas em lupa esterioscópica para visualização das áreas de marcação pelo corante. Os dentes também foram cortados em sentido longitudinal na direção mésio-distal para análise da penetração do corante através do esmalte. Os dentes inclusos e semi-inclusos apresentaram maior permeabilidade ao corante comparados aos dentes com maior período de permanência na cavidade bucal.

 

A permeabilidade do esmalte dentário diminui com o aumento da idade pós-eruptiva do dente, resultado da maturação pós-eruptiva do esmalte.

008

Comprovação clínica de cáries interproximais diagnosticadas por Rx

M. G. VANNUCCI*, R. M. ARAÚJO, M.A.M. ARAUJO

Depto. de Odontologia Restauradora, Faculdade de Odontologia de São José dos Campos - UNESP - SP - Tel (012) 321-8166

O diagnóstico de cáries interproximais é um desafio para a Odontologia em virtude de seu acesso, consequentemente dificultando o plano de tratamento. Este trabalho tem por finalidade detectar radiograficamente lesões de cáries proximais e comprová-las clinicamente  através de acesso clínico. Foram triados 14 pacientes na clínica de Pesquisas Odontológicas (GAPEC) onde foram detectadas 45 lesões interproximais através da técnica radiográfica interproximal “Bitewing”. As radiografias foram analisadas  por dois examinadores que detectaram 12 lesões iniciais com desmineralização abrangendo 1/3 do esmalte, 18 lesões até o limite amelo-dentinário (LAD) e 15 lesões já em dentina. Em seguida, através de acesso clínico com brocas ultra-conservadores, foi feita a comprovação clínica das lesões observadas nas radiografias. Foi observado que das 12 lesões que estavam em esmalte, 9 foram comprovadas através do acesso clínico em esmalte e 3 já em dentina; das 18 lesões no LAD, 6 estavam em esmalte, 2 no LAD e 10 em dentina; das 15 lesões em dentina,  14 estavam  em dentina e 1 em esmalte. Foram realizados, após acesso clínico, preparos conservadores tipo slot. Das 45 lesões detectadas, 24 apresentaram diagnóstico radiográfico e acesso clínico coincidentes. Foi aplicado o método estatístico de coeficiente de concordância de Kappa aos dados obtidos, concluindo-se que: o grau de concordância (0,35) foi baixo entre método de diagnóstico radiográfico e comprovação pelo acesso clínico, o que confirma que o exame radiográfico é apenas sugestivo no diagnóstico de cáries interproximais, necessitando de outros exames complementares.

 

 

 

009

Perfil dos pacientes infantis em relação ao risco de cárie - uma avaliação na Clínica de Prevenção (1992-1996) da Disciplina de Odontopediatria da F.O.-UFF

T.C.A.GRAÇA * ; A.M.G. VALENÇA. / Univ. Fed. Fluminense - Niteroi - RJ – Brasil

O objetivo do presente estudo foi avaliar o perfil dos pacientes infantis pertencentes à Clínica de Prevenção da Disciplina de Odontopediatria da F.O.-UFF (1992-1996), situados na faixa etária de 1 a 12 anos de idade, destacando o risco de desenvolvimento da doença cárie, a partir dos determinantes clínicos apresentados pelos pacientes. Foram analisadas 336 fichas clínicas, sendo encontrados os seguintes resultados: 281(83,6%) crianças pertenciam ao grupo de alto risco à cárie; 230(68,4%) possuiam mancha branca ativa; 233(67,3%) consumiam açúcar mais que quatro vezes ao dia entre as refeições; 270(80,3%) mostravam alta atividade de cárie no passado imediato; 278(82,7%) portavam cavitação ativa; 279(83%) apresentavam cárie de superfície lisa e 279(83%) possuiam sangramento gengival.

 

Por meio dos resultados obtidos pode-se concluir que é elevado o número de pacientes infantis que apresentam alto risco à cárie, o que enfatiza a importância de atitudes e medidas preventivas não apenas para à cárie dentária, mas também para a doença periodontal, sendo de pouco significado clínico o sobretratamento em crianças de baixo risco, quando considerado o perfil apresentado pelos pacientes que procuram a rede de assistência pública, de uma forma geral.

010

Tratamentos realizados pelos alunos de graduação da Disciplina de Odontopediatria

(USP-SP)-13 anos de acompanhamento

A.L.CIAMPONI*, A.C.GUEDES-PINTO / Depto.Odontopediatria e Ortodontia, FOUSP-SP - Tel (011) 818-7854

O objetivo desse estudo foi avaliar o perfil dos tratamentos realizados em crianças entre 4-10 anos, por alunos de graduação (Disciplina de Odontopediatria-USP-SP) ao longo dos últimos 13 anos (1983-95). O número total de procedimentos realizados foi distribuído em 4 grupos: TP (pulpotomia, penetração desinfetante), EXOD/DD, RES/ARC e F/S. Os resultados (%) estão abaixo representados:

 

                 83     84     85     86     87     88     89     90     91     92     93     94     95    

NPA          526     450     539     421     394     372     304     262     534     529     520     554     562    

TP          15.98     17.29     15.23     16.39     21.35     14.29     14.94     10.42     9.32     9.19     7.63     8.38     5.80    

EXOD/DD     14.49     17.34     12.13     16.86     18.87     19.71     13.85     11.98     13.71     11.49     10.32     12.29     11.65    

RES/ARC     59.0     51.95     66.63     60.86     53.42     51.79     54.13     42.17     37.5     45.92     31.58     39.26     31.18    

F/S          10.50     13.39     5.97     5.86     6.30     14.18     17.06     35.39     39.44     33.37     50.42     40.04     51.34    

NTPROC     4823     2970     4730     3361     3313     3707     2309     2127     3551     3011     2304     3303     2857    

Legenda: NPA (Nº pac.atendidos), TP (Terapia Pulpar), EXOD/DD (Exodontia - dente decíduo), RES/ARC (Restaurações (amálgama e resina composta)), F/S (flúor/selante), NTPROC (nº total de procedimentos).

 

Conforme observado houve redução  no número de procedimentos curativos e aumento dos preventivos ao longo dos anos.

Esses resultados refletem, indiretamente, uma redução na prevalência de cárie, provavelmente decorrentes da introdução da fluoretação da água de abastecimento na cidade, utilização de dentifrícios fluoretados, bem como a implementação de medidas preventivas junto aos pacientes atendidos pela Disciplina.

011

Papel dos microorganismos na doença cárie em pares mães/crianças portadoras de fissuras

lábio-palatinas entre 1 e 2 anos de idade

A.C.S.VILELA; M. R. GOMIDE*; O.P.S. ROSA; R.S.S. ROCHA / HPRLLP - FOB - USP, CP 73, Bauru – SP

As evidências da transmissão de microorganismos (m.o.) entre humanos são embasadas em estudos de pares mães/ filhos com níveis salivares maternos dos m.o. influenciando a presença e os níveis salivares nos filhos. As crianças portadoras de fissuras possuem alterações anatômicas predispondo-as a condições favoráveis à cárie, ao menos na região próxima ao defeito. O objetivo deste estudo foi avaliar alguns parâmetros da doença em  pares mães/crianças portadoras de fissuras lábio-palatina entre 12 e 24 meses (18±3,23). Participaram do estudo 45 pares mães/filhos matriculados no HPRLLP. A amostra foi avaliada através de exame clínico, questionário e quantificação de estreptococos mutans (e.m.), lactobacilos (lb) e leveduras na saliva estimulada da mãe e não estimulada do bebê, utilizando-se respectivamente o Caritest SM e LB e Dermatobac. O índice de cárie (CPO-S) para o grupo de mães foi 53,42±34,83 e para as crianças (ceo-s) foi 2,88±9,84. Os e.m. foram detectados em 90,9% e 44,4%, os lb em 77,7% e 27,5% (com níveis variando de 103 a 106 UFC/ml) e as leveduras em 55,5% e 58,9% das mães e filhos respectivamente. Não houve associações significantes entre as variáveis estudadas no grupo de mães com a presença de cárie ou e.m. no grupo de crianças.

Através do teste Quiquadrado (p<0,05), foram observadas, no grupo de crianças, associações estatisticamente significante entre a presença de cárie e e.m., lb e leveduras e entre a presença de estreptococos mutans e lactobacilos e leveduras. Houve uma associação estatisticamente significante das crianças exibirem os microorganismos e cárie quando as mães apresentaram altas contagens destes microorganismos e eram a principal cuidadora da criança. (Este trabalho foi sustentado pela CAPES, Proc. nº 031/94)

012

Avaliação da placa bacteriana em crianças portadoras de cálculo dental

P. P. L. CAZELLI*; L. FONSECA; M.N. SHIGETOMI

Curso de Odontologia - UFES - Tel/Fax (027) 325-1353

É sabido que existem teorias que procuram relacionar a formação de cálculos dentário com alterações do pH da saliva e placa, ação dos fosfatases e microrganismos. Foram selecionados pacientes com idade entre 6 e 15 anos, nos quais foram observados presença de cálculo. Inicialmente foram aplicados índices de placa e cálculo utilizando-se do método simplificado de Greene & Vermillion (1964). Logo após, os pacientes foram submetidos a raspagem com auxílio de curetas periodontais e o material colhido, colocado em papel de alumínio (20 x 15mm), previamente pesado. O papel de alumínio, amostra de placa e de cálculo foram repesados e a diferença entre as duas pesagens foi tomada como peso do material obtido. As amostras foram diluídas em PBS (salina tamponada fosfatada esterilizada) e semeadas nos meios de cultura: MS (Mitis salivarius); SB20; agar Veillonella e Agar Rogosa. Nos treze pacientes encontramos uma média do índice de placa de 1,74 e cálculo 0,34 (moderado). Quanto a presença de microrganismos houve considerável crescimento de estreptococos mitis e salivarius em 100% das amostras de placas e de cálculo com uma média de unidade formadora de colônias (ufc) na ordem de 0.34x10-4, 0.63x10-5 e 1.96x10-6; estreptococos do grupo mutans em ordem de 0,34x10-3, 0,51x10-4, 0,20x10-5 e 0,71x10-6 não sendo detectado crescimento em 03 pacientes (23,07%),e a Veillonellla em 1,0x10-2 e 1.35x10-3. Não foi detectada a presença de lactobacilos em todas as amostras. Verificamos que nas amostras onde estavam presentes Veillonella havia grande quantidade de estreptococos mitis e salivarius com ufc considerada alta (10-5 e 10-6) porém com índice de cálculo (0,33 e 0,50) e de placa (1,67 e 1,17), considerados moderados. (CNPq e prppg-ufes)

013

Efeito da escovação com gel fluoretado sobre lesões cariosas incipientes

L. C. MAIA*, A. MODESTO, A. P .MORAIS

FO-UFRJ, Rio de Janeiro

O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito da escovação com gel fluoretado (Oral B Minute Gel) sobre lesões cariosas incipientes. Após o exame de 50 crianças de 5 a 12 anos da Clínica de Odontopediatria da FO-UFRJ, foram selecionados 40 dentes com manchas brancas ativas. A extensão das lesões foi estimada com auxílio de uma sonda periodontal, medindo-se a maior distância linear perpendicular ao longo eixo do dente (valores iniciais de 0,5 a 7,0 mm). Foi realizada uma aplicação profissional semanal de l ml de gel por 1 minuto com escova dentária. Após 5 semanas, as lesões foram avaliadas por inspeção visual e consideradas remineralizadas se apresentassem superfícies brilhantes e lisas (valores finais de 0 a 6,0 mm). Os dados a seguir foram analisados pelos testes Binomial, de Wilcoxon e Qui-quadrado:

Dentes                                     Remineralização                     Ausência de remineralização

                       Redução de tamanho       Sem redução             

Decíduos (n=15) 9 (60%)   1 (6,67%) 5 (33,33%)

Permanentes (n=25)  11(44%)    7 (28%)   7 (28%)            

Dec. + Per. (n=40)   20(50%)   8 (20%)  12 (30%)            

 

Houve remineralização em 28 lesões, 70% (p<0,01). Das 28 lesões remineralizadas, 20 (71,43%) reduziram de tamanho (p<0,01). Não houve diferenças significantes entre dentes decíduos e permanentes em relação à remineralização.

Os resultados sugerem que a aplicação profissional de gel fluoretado com escova dentária é um método eficaz para a remineralização de lesões cariosas incipientes.

014

Influência da própolis na cárie em molares de ratos

C. OTA*, E. MORAES,S. KHOURI, M.T. SHIMIZU

Departamento de Patologia, Faculdade de Odontologia/UNESP - São José dos Campos / SP - Tel. (012) 321-8166 - Fax (012) 321-2036

Esta pesquisa teve como objetivo estudar o possível efeito da própolis na prevenção de cárie dentária em ratos. Para tanto, obteve-se, à partir da própolis bruta, um extrato de própolis purificado o qual foi lioflizado. Preparou-se uma suspensão hidroalcoólica de própolis , na concentração de 1mg de própolis liofilizada por ml da solução. Para a realização deste estudo foram utilizados 60 ratos machos da raça Wistar com 22 dias de idade. Estes ratos foram divididos em 6 grupos que receberam dietas distintas: o Grupo1 recebeu dieta cariogênica e solução de própolis; o Grupo 2 ração triturada e solução de própolis; o Grupo 3, dieta cariogênica e solução de propilenoglicol (1%); o Grupo 4, ração triturada e solução de propileniglicol (1%) ; o Grupo 5 ração triturada e água destilada e o Grupo 6, dieta cariogênica e água destilada. O experimento teve a duração de 90 dias. Ao fim deste período, os ratos foram sacrificados, as mandíbulas e maxilas fixadas em formol a 10%,  por 10 dias. À seguir, o material foi corado com fucsina básica 0,5% e os preparos, lavados e divididos em dois, no sentido mésio-distal e ,à seguir, observados ao microscópio estereoscópico. Pelos resultados obtidos, observou-se que o grupo que apresentou maior número de cáries foi o Grupo 5 sendo seguido pelos grupos 3 e 1, consecutivamente.

 

Concluímos , assim, que a própolis ajuda na prevenção de cáries em ratos.

 

Financiamento: FAPESP proc. 94/4865-3

015

Prevalência de cárie dentária em crianças de 0 a 36 meses de idade em diadema  - Brasil

M.J.S. BÖNECKER*, A.C. GUEDES-PINTO, L.R.F. WALTER

Universidade de São Paulo- São Paulo, Brazil - Tel./Fax (011) 818-7814

No presente trabalho, avaliamos a prevalência de cárie dentária em crianças com idade entre 0 e 36 meses. Durante o Dia Nacional de Campanha de Multivacinação, cirurgiões dentistas calibrados realizaram exames clínicos em 548 crianças de diferentes bairros do Município de Diadema, para obter amostra representativa da população. As lesões de cárie (inicial e cavidade) foram anotadas por superfícies, sendo que a prevalência de cárie foi avaliada através dos índices de Knutson, ceo-d, e ceo-s e. Por não ter ocorrido diferença estatisticamente significante na prevalência de cárie entre os sexos, os dados foram trabalhados conjuntamente(p=0.01). Somente 8,92% de crianças com 1 ano de idade, 34,50% das crianças com 2 anos, e 66,50% das crianças com 3 anos, apresentaram ceo-d>1. Na amostra estudada, a proporção de crianças com ceo-d>1 e o número médio do  ceo-d por criança aumentaram proporcionalmente de acordo com a idade. Os ceo-d e ceo-s encontrados foram respectivamente  0.16 e 0.17 para crianças de 1 ano de idade, 0.87 e 1.13 para as de 2 anos, e   2.54 e 3.68 para crianças de 3 anos. Os dentes e superfícies acometidos por cárie foram os mais prevalente nos índices ceo-d e ceo-s, porque haviam poucas restaurações e nenhuma extração indicada.

 

Os nossos resultados indicam a necessidade de que a primeira visita do paciente infantil ao consultório odontológico ocorra antes do primeiro ano de vida.

016

Comparação entre três índices de fluorose dentária na dentição permanente, em áreas

com diferentes concentrações de flúor - A.C. PEREIRA* , B.H.W. MOREIRA

Depto. Odontologia Social, Faculdade de Odontologia de Piracicaba - UNICAMP - Tel./Fax (0194) 21-0063 R.126

Os estudos referentes à fluorose dentária têm sido alvo de muitas pesquisas em diversos países do mundo. O objetivo deste trabalho foi comparar os índices  de fluorose dentária de DEAN, T-F e TSIF quanto às prevalências por superfície, dente e localidade, além de verificar a correlação estatística entre os mesmos. A amostra consistiu de 461 escolares , idade entre 12 e 14 anos, nascidos ou residentes desde os dois anos de idade, sendo 153 da cidade de Cesário Lange com concentração de 1,4 ppm de flúor nas águas de consumo , 142 de Piracicaba (0,7 ppm F) e 166 de Iracemápolis (<0,3 ppm F). O exame foi efetuado após escovação dos dentes e consistiu do uso de sonda exploradora, espelho bucal, secagem dos dentes e iluminação artificial. Os resultados demonstraram que os dentes mais severamente afetados foram os pré-molares e 2os molares, ambas as arcadas, enquanto as superfícies oclusais foram as mais atingidas.

 

Concluiu-se que os três índices apresentaram prevalências semelhantes de fluorose nas populações, ou seja, as percentagens de crianças afetadas nas três cidades foram de 32,9%, 16,9 % e 4,2%, respectivamente, para o índice de Dean; enquanto para o índice T-F as prevalências foram de 33,5 %, 17,6 % e 4,2 % e para o TSIF foram estimadas percentagens de 32,8 %, 16,9 % e 4,2 %, respectivamente. Não houve dificuldades para a utilização dos três índices, nos trabalhos de campo, podendo-se sugerir o emprego de qualquer um deles em áreas com concentrações de flúor semelhantes ao deste  estudo.

017

Avaliação do Potencial Cariogênico de Alimentos da Região Amazônica

J.M.R.VIEIRA1, M.A.B.REBELO1*, J.A.CURY2

Faculdades de Odontologia da U.A.1 e UNICAMP2

A capacidade dos alimentos produzirem na placa dental um pH menor que 5,6 é uma dos indicadores de sua cariogenicidade em relação ao esmalte. O objetivo deste trabalho foi avaliar este parâmetro em produtos da região Amazônica. O estudo foi do tipo cruzado em quatro etapas, nas quais 19 voluntários consumiram peixe (tambaqui), farinha de mandioca do tipo seca, farinha de mandioca d’água e doce de cupuaçú. O pH da placa foi medido utilizando-se micro-eletrodo de paládio. Os voluntários ficaram sem escovar os dentes por 48 h para acúmulo de placa. No terceiro dia pela manhã, o pH da placa do espaço interdental dos dentes pré-molares superiores e inferiores foi medido antes e 2,5,10,15,30 e 60 minutos após a ingestão de 25 g de um dos alimentos, de acordo com o delineamento cruzado. Os resultados obtidos mostraram que o pH inicial (média e desvio padrão da média) da placa era 6,46 ± 0,13. Quando da ingestão de peixe o pH aumentou, atingindo um valor médio máximo de 7,02 ± 0,17. Quando da ingestão do doce de cupuaçú o pH diminuiu atingindo um valor médio mínimo 5,45 ± 0,14. Com as farinhas o pH mínimo atingido foi de 6,31 ± 0,17. Analisou-se estatisticamente as diferenças entre os grupos com relação ao pH em cada tempo, sendo observado diferença significativa entre os tratamentos (p<0,05).

 

Os dados do presente trabalho permitem sugerir que o doce de cupuaçú seria cariogênico, as farinhas não cariogênicas e o peixe anti-cariogênico.

 

(Apoio: Curso de Mestrado em Patologia Tropical e Sub-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação da Universidade do Amazonas e Laboratório de Bioquímica da F.O.P./UNICAMP).

018

Comparação entre quatro diferentes métodos de exame para o diagnóstico da cárie dentária

M.C. MENEGHIM*, N.A. SALIBA, O. SALIBA

Depto. Odontologia Social, Faculdade de Odontologia de Araçatuba-UNESP - Tel. (018) 624-5555 - Fax (018) 622-2638

O autor propôs estudar três objetivos : a) comparar os resultados de quatro diferentes métodos de diagnóstico da cárie dentária; b) efetuar testes de validação para os exames clínicos, utilizando o exame radiográfico interproximal para dentes posteriores e o FOTI para dentes anteriores; c) avaliar a influência dos quatro métodos de diagnóstico sobre o índice CPOS. Foram utilizadas 117 crianças do sexo masculino, de 12 anos de idade, selecionadas por sorteio aleatório simples. Métodos de exame empregados: I - exame utilizando-se somente espelho bucal plano; II - exame utilizando-se espelho bucal plano e sonda exploradora; III - exame utilizando-se somente espelho bucal plano; IV - exame utilizando-se espelho bucal plano e sonda exploradora, sendo que os exames I e II foram realizados no pátio da escola sob luz natural e os exames III e IV realizados em consultório odontológico ‘standard’.

Pode-se concluir que : a) o método IV foi o que apresentou o melhor desempenho para o diagnóstico da cárie dentária; b) os métodos de diagnóstico I, II, III e IV apresentaram uma sensibilidade em relação ao FOTI de 0,23; 0,31; 0,43 e 0,54 respectivamente; c) os métodos de diagnóstico  I e II e os métodos de exames III e IV apresentaram uma especificidade em relação ao FOTI de 1 para I e II e 0,99 para III e IV; d) os métodos de diagnóstico I, II, III e IV apresentaram uma sensibilidade em relação ao exame radiográfico interproximal de 0,16; 0,19; 0,14 e 0,23 respectivamente; e) os métodos de diagóstico I, II, III e IV apresentaram uma especificidade em relação ao exame radiográfico interproximal de 0,99; f) houve uma subestimação do índice CPOS de 9,46% do método II,  em relação ao método IV,  complementado por FOTI e radiografia interproximal.

019

Incorporação de flúor no esmalte em função da freqüência de exposição

à sacarose em  região de água fluoretada

M.A.B. REBELLO; A.A. DEL BEL CURY* / Faculdade de Odontologia de Piracicaba, UNICAMP

Em trabalho anterior (Cury et al J.Dent. Res. 74:499,1995) observou-se que a concentração de flúor na placa dental era menor quanto maior  a freqüência de exposição à sacarose. No presente trabalho procurou-se relacionar esta diminuição com a incorporação de flúor pelo esmalte. O estudo foi do tipo cruzado em quatro etapas de 28 dias. Doze voluntários utilizaram dispositivos intra-orais palatino contendo blocos de esmalte dental humano, os quais foram colocados a 1.0 mm da superfície do acrílico e cobertos com uma tela plástica para possibilitar o acúmulo de placa. Solução de sacarose a 20% foi gotejada sobre os blocos de esmalte na freqüência de zero, 2x, 4x, 8x/dia, de acordo com o delineamento cruzado. Os voluntários utilizaram para escovar seus dentes dentifrício não fluoretado porém consumiam água fluoretada (média de 0,69 ppm). Ao final de cada etapa os blocos dentais foram limpos e uma área da superfície do esmalte foi isolada para análise de flúor. Quatro camadas sucessivas de esmalte foram removidas com HCl 0,5 M. Após cada remoção o ácido era substituído e neutralizado com TISAB (20 g NaOH/l). Em cada solução determinou-se flúor com eletrodo específico sendo a massa de esmalte estimada pela dosagem colorimétrica de fósforo. Os resultados (g F/g de esmalte) mais expressivos foram observados na primeira camada, sendo as médias + erro padrão  em relação a freqüência de exposição a sacarose de zero a 8x/dia  foram, respectivamente, de: 711,6 + 60,3B; 725,9 + 93,6B; 1.113,8 + 110,3A e 1.104,2 + 60,3A. As médias seguidas da mesma letra não diferem estatisticamente (P<0,05).

Conclui-se que a incorporação de flúor no esmalte foi conseqüência da freqüência de exposição à sacarose, entretanto ela não explica isoladamente a redução de flúor na placa dental

(Apoio: CNPq, Proc. 520763/94-7)

020

Estudo in situ da relação entre a freqüência de ingestão de sacarose, cárie dental e contagem de  estreptococos do grupo mutans na placa dental

S.B.FRANCISCO; J.A. CURY. / Faculdade de Odontologia de Piracicaba, UNICAMP

A relação quantitativa entre a freqüência de ingestão de sacarose, cárie dental e contagem de estreptococos do grupo “mutans” não está bem estabelecida. Foi realizado um estudo in situ do tipo cruzado (4 x4)  em 4 etapas de 28 dias, nos quais 12 voluntários utilizaram dispositivos intra-orais contendo blocos de esmalte íntegros (3x3x2 mm). Os voluntários gotejaram sobre os blocos de esmalte dental sacarose a  20%, na freqüência de 0 a 8 x/dia. Durante o período experimental, foi utilizado dentifrício não fluoretado, sendo que a água consumida apresentava 0,70 ppm de flúor. Ao final de cada fase, a placa dental formada sobre os blocos foi coletada, pesada, homogeneizada e diluída para contagem microbiológica, utilizando-se meio seletivo SB20. Os blocos de esmalte foram limpos, embutidos, cortados e polidos para a determinação da dureza Knoop (KHN). Foram realizadas 06  indentações a partir de 10 símbolo 109 \f “Symbol” \s 12m da superfície dental utilizando-se para isto microdurômetro SHIMADZU HMV 2000. Os resultados (média ± erro padrão) da contagem de estreptococos do grupo “mutans” em termos de UFC/mg em relação à exposição à sacarose 0, 2, 4, 8x/dia, foram respectivamente: 26,72 ± 13,36A; 46,72 ± 30,81A; 102,44 ± 53,34A e 52,18 ± 21,48A.  Em termos de microdureza (KHN x µm) as médias ± erro padrão foram respectivamente de: 26949,2 ± 632,1A; 25527,6 ± 785,0A; 24000,8 ± 1157,6A; 15887,4 ± 2739,2B. Análise estatística (P<0,05) mostrou diferença somente em relação a perda de dureza quando da exposição à sacarose 8x/dia.

Conclui-se que não houve relação entre freqüência de exposição a sacarose e contagem de estreptococos do grupo “mutans”, entretanto quando da exposição 8x/dia houve perda significativa de mineral.

(Apoio CNPq Proc. 520763/94-7).

021

Avaliação da resposta de IgA Salivar anti-estreptococos do grupo mutans

S.C. YAZAKI*, C.S.UNTERKIRCHER, C.Y. KOGA, A.O.C. JORGE

Depto. de Patologia Fac. de Odontologia/UNESP, São José dos Campos/SP - Tel. (012) 321-8166 - Fax (012) 321-2036

A cárie dental é uma doença infecciosa crônica. Para que uma lesão de cárie se desenvolva quatro elementos são primordiais: hospedeiro susceptível, microbiota patogênica, dieta cariogênica e tempo. Este trabalho estuda as correlações existentes entre estreptococos, do grupo mutans, placa bacteriana e anticorpos da classe IgA anti Streptococcus mutan,s em crianças com e sem lesões de cárie. Para tanto utilizou-se o meio Mitis salivarius bacitracina (DIFCO), para determinar o número de unidades formadoras de colônias por mililitro de saliva (UFC/mL), o Índice de Higiene Oral Simplificado (IHOS) para avaliar o índice de placa bacteriana e a técnica ELISA para analisar os níveis de IgA salivar. Os resultados obtidos mostram que não existe uma relação entre os números de UFC/mL e níveis de IgA específica, mas correlação significante foi observada entre o índice de placa bacteriana e os níveis de IgA salivar específica.

 

Estes dados sugerem que a placa dental representa um estímulo mais relevante para a resposta de IgA que os números absolutos de S. mutans na cavidade bucal. Além disso, esta correlação pode significar que os níveis de IgA específica variam com a presença de certas amostras de S. mutans com maior potencial para formar placa.

 

Apoio finaceiro: PIBIC . CNPq

022

Testes-diagnóstico de cárie em superfícies oclusais de dentes permanentes:

validade e confiabilidade

E.F. FERREIRA*, I.A.PORDEUS, H.H.PAIXÃO. / Depto. Odontologia Social e Preventiva e de Odontopediatria e Ortodontia, FO – UFMG

Com o objetivo de verificar a validade e confiabilidade dos testes para diagnóstico de lesão cariosa em superfícies oclusais de dentes permanentes, foram examinados 33 dentes extraídos, sem nenhuma cavitação na superfície oclusal, através dos testes visual, visual/lupa, radiográfico, radiográfico/lente e uma combinação de visual/lupa e radiográfico/lente. Os testes apresentaram boa especificidade e baixa ou nenhuma sensibilidade. Os resultados para valor preditivo negativo encontrados foram bem superiores do que os de valor preditivo positivo, demonstrando uma séria dificuldade dos testes em diagnosticar a doença, sobretudo lesões incipientes de dentina. Ao verificar a confiabilidade pelo teste Kappa, os testes visual e visual/lupa mostraram uma concordância ótima. Todos os valores foram significantes estatisticamente.

 

Em virtude da dificuldade de se detectar lesões incipientes de dentina, quando o diagnóstico for duvidoso, a melhor decisão deverá ser o controle.

023

Prevalência de cárie dental e de estreptococos do grupo mutans

em crianças de 12 a 30 meses de idade

R.O.MATTOS-GRANER*, M.P. A.MAYER, F. ZELANTE. / Depto.de Ortodontia e Odontopediatria, Faculdade de Odontologia da USP – SP

Existem muitas evidências de que os  níveis salivares de estreptococos do grupo mutans  (SM) estão associados com a prevalência e o desenvolvimento da cárie dental. No entanto, poucos trabalhos mostram uma correlação positiva entre o desenvolvimento de cárie dental e os níveis salivares de SM em crianças mais jovens. Este trabalho tem como objetivo avaliar a correlação entre cárie dental e níveis salivares de SM em 142 crianças de 12 a 30 meses de idade da cidade de Piracicaba - SP. O exame clínico foi realizado  por um único examinador, com auxílio de espelho intra-bucal e lanterna portátil e após escovação dentária, sendo registradas as lesões de cárie de todas as superfícies dentárias (ceos). Amostras de saliva não estimulada foram coletadas através de espátulas de madeira estéreis, as quais eram pressionadas sobre uma placas de petri  contendo meio seletivo para SM (agar “mitis salivarius” contendo 15% de sacarose e 3,3 mg/l de bacitracina). Após incubação a 37oC durante 48h, em sacos pásticos contendo ar expirado, o número de colônias foi estimado em uma área pré-determinada. 36% das crianças estudadas apresentaram uma ou mais lesões de cárie e ceos médio foi de 0,62. SM foram detectados em 81% das amostras salivares. Das 142 crianças estudadas, 9% e 22% apresentavam  níveis salivares moderados (21 a 50  UFC) e altos (>50 UFC) de SM, respectivamente. Foi observada uma alta correlação entre níveis salivares deste microrganismo e os índices de cárie dental (correlação de Spearman - 0,545, p<0.001).

Estes dados sugerem que os níveis salivares de estreptococos mutans estão fortemente associados com o desenvolvimento da cárie dental em crianças de 12 a 30 meses de idade da cidade de Piracicaba.

Este trabalho foi subvencionado pela FAPESP (proc.95/9131-0).

024

Avaliação clínica do “Variglass” utilizado como selante, quando aplicado por

dentista, T.H.D. e graduando

R.T.BASTING*, C.PINELLI, M.C.MENEGHIM, A.C.PEREIRA / Faculdade de Odontologia da UNICAMP - FAX:(0194)210144

O selamento de fóssulas e fissuras é um dos procedimentos que tem se mostrado mais eficaz na prevenção da cárie de superfície oclusal, sendo que tal atividade pode ser realizada tanto pelo dentista quanto pelo pessoal auxiliar. Em vista disso, o presente trabalho tem por finalidade comparar as diferenças de retenção do “Variglass”, utilizado como selante oclusal, quando aplicado por dentista, T.H.D. e graduando em Odontologia. Foram seladas as superfícies oclusais de 370 primeiros molares superiores permanentes de crianças entre 6 a 8 anos de idade, provenientes de escolas públicas do município de Piracicaba. A técnica consistia em profilaxia com pedra pomes e água, condicionamento ácido do esmalte por 30 segundos com ácido fosfórico a 37%, isolamento relativo, espatulação do material, aplicação do mesmo nos sulcos e fissuras e fotopolimerização por 40 segundos. São apresentados os resultados finais da avaliação de 6 meses e resultados preliminares da avaliação de 12 meses.

 

Verifica-se que após 6 meses da aplicação, 83% dos selantes clinicamente aceitáveis permaneceram retidos sobre a superfície oclusal e, mesmo nos casos em que houve perda total do selante, não se constatou presença de mancha branca ou lesão cariosa.

Concluiu-se, também, que não há diferenças estatisticamente significativas em relação a retenção do material quando aplicado por dentista, T.H.D. e graduando.

025

Prevalência de cáries após inclusão das lesões cariosas incipientes

M.R. GONÇALVES*, C. PERCINOTO, S.F. M. GONÇALVES, F. B. SOUZA

Depto. Clínica Infantil, Faculdade de Odontologia de Araçatuba – UNESP

As lesões cariosas incipientes de esmalte sem cavitação (manchas brancas) não são consideradas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) nos levantamentos epidemiológicos, porém, trabalhos demonstraram um aumento numérico nos índices CPOD e CPOS ao incluí-las. Baseando-se nestas evidências, foi objetivo deste estudo determinar as alterações ocorridas no índice CPOS ao acrescentar as lesões cariosas incipientes de esmalte em seus critérios de diagnóstico. Foram examinadas 106 crianças de 12 anos de idade, de ambos os sexos, de duas escolas estaduais de Araçatuba. Os exames foram realizados no pátio da escola sob luz natural, utilizando espelho clínico e sonda exploradora. Para limpeza dos dentes foi realizada escovação supervisionada e, para secagem, utilizou-se compressas de gaze. Os resultados mostraram que 95,93% das superfícies examinadas estavam hígidas, 0,74% cariadas e 0,14% apresentavam lesões cariosas incipientes de esmalte. A média do CPOS foi 5,20 quando as lesões com cavidade foram consideradas e, 5,38 quando as lesões iniciais foram incluídas.

 

Concluímos que houve um aumento no número do CPOS quando incluímos as lesões cariosas incipientes e que, apesar da pequena diferença quando excluídas, maior atenção deve ser dada aos estágios iniciais da cárie dental durante os levantamentos epidemiológicos devido a sua capacidade de indicar a atividade da doença e de melhor orientar o planejamento dos programas preventivos e terapêuticos.

026

Estudo in vitro do tempo de aplicação tópica na incorporação e ação anticariogênica do flúor

A.C.B. DELBEM*, J.A. CURY, C. PERCINOTO

Fac. de Odont. de Araçatuba-UNESP e Fac. de Odont. de Piracicaba-UNICAMP

O efeito do tempo de aplicação tópica foi avaliado em termos da habilidade de géis tópicos acidulado e neutro em limitar a progressão da cárie. Para isto, 192 blocos de esmalte foram obtidos a partir de 3os molares inclusos e os géis aplicados nos tempos de 1 e 4 minutos e após, levados a ciclagens de desmineralização e remineralização in vitro durante 14 dias. Os dados foram determinados pelo ensaio de microdureza(Knoop) na superfície e em secção longitudinal do esmalte, e análise química para flúor(ppm) formado e retido através de biopsia no esmalte em HCl e eletrodo específico para íon flúor. Os resultados(média erro padrão), em microdureza superficial, para respectivamente os tempos de 1 e 4 minutos, foram: a)Controle: 89,72 ± 8,29; b)Gel Acidulado: 168,85 ± 16,00 e 170,77 ± 21,91; c)Gel Neutro: 115,59 ± 15,84 e 117,95 ± 9,87; e para área integrada da microdureza em secção longitudinal: a)Controle: 16114,18 ± 1653,16; b)Gel Acidulado: 28391,37 ± 1017,51 e 28956,41 ± 837,60; c)Gel Neutro: 19481,33 ± 1425,87 e 20787,77 ± 2095,17. Para o flúor formado os resultados foram: a)Controle: 363,67 ± 59,63; b)Gel Acidulado: 1016,99± 92,73 e 1220,01 ± 82,31; c)Gel Neutro: 683,62 ± 56,82 e 642,27 ± 93,42; e para flúor retido: a)Controle: 1072,61 ± 1291,87; b)Gel Acidulado: 957,38 ± 1268,65 e 870,73  ± 1288,41; c)Gel Neutro: 1037,40 ± 1289,69 e 1035,33 ± 1268,65. A análise de variância e o método de comparações múltiplas(p<0,05) revelaram diferença significante entre as médias dos géis acidulado e neutro, tanto para microdureza quanto para fluór formado, mas não para flúor retido, porém o efeito do tempo não foi significativo.

Conclui-se que o gel acidulado foi mais efetivo do que o neutro em limitar o processo da cárie, embora o tempo de aplicação de 1 e 4 minutos não teve influência nesta ação.

027

Fluoreto recuperado após escovação profissional com gel em prática coletiva

A.P. Morais*, A.Modesto, E.R.Bundzman, L.C.Maia

FO-UFRJ, Rio de Janeiro

O objetivo deste estudo foi quantificar o fluoreto recuperado após escovação com gel realizada em 122 crianças de 3 a 12 anos de duas escolas da rede pública municipal do Rio de Janeiro. Uma escovação com dentifrício não fluoretado foi efetuada por dois profissionais previamente calibrados, seguida de aplicação (30 segundos para cada arcada), com escova contendo 1 ml (16 mg de fluoreto) de gel de flúor fosfato acidulado a 1,23% (Oral B - Minute Gel). Após a aplicação, a saliva e o gel expectorados foram coletados e adicionados ao gel residual da escova, obtido através de lavagem com água deionizada. O fluoreto recuperado foi quantificado através de um potenciômetro (Orion EA 940) e eletrodo combinado íon-seletivo para fluoreto (Orion 96-09). A partir dos resultados, observou-se uma recuperação média de fluoreto de 11,79±0,94 mg (73,66%). Não houve diferenças estatísticas significantes (Teste t de Student) na recuperação de fluoreto entre crianças de 3 a 6 anos, n=44 (11,89±1,36) e de 7 a 12 anos, n=78 (11,73±0,60).

 

Concluiu-se que ocorre uma recuperação significante de fluoreto após a escovação profissional com gel independente da idade, sugerindo-se a segurança deste método em prática coletiva.

028

Quantificação de fluoreto álcali-solúvel após aplicação de géis fluoretados

A. MODESTO*, A.R. VIEIRA, F. GLEISER, R. VIANNA

FO-UFRJ, Rio de Janeiro

Este trabalho teve por objetivo quantificar e comparar “in vitro” a aquisição de fluoreto álcali-solúvel(CaF2) após a aplicação, pelo período de 1 ou 4 minutos, de 3 géis fluoretados: Flutop gel Cristal(SS White)-NaF 2%, pH7; Nupro acidulado gel(Dentsply)-Monofluorfosfato acidulado(FFA) 1,23%, pH3,7 e Flúor Superácido(FSA)-Hidroslabor-NaF 0,6%, pH1,9. Foram utilizados 75 blocos de esmalte bovino desmineralizados artificialmente e separados aleatoriamente em 7 grupos: C(controle)-sem tratamento; NaF1 e NaF4-aplicação de gel neutro; FFA1 e FFA4-aplicação de gel acidulado e FSA1 e FSA4-aplicação de gel superácido. Foi mensurado o CaF2 adquirido pelo esmalte através de um potenciômetro (Orion EA 940) e eletrodo combinado íon-seletivo para fluoreto(Orion 96-09). Os valores de CaF2 formado (µgF/cm2) são expressos na tabela a seguir, aos quais se utilizou o teste de Wilcoxon:

 

GRUPO          C       NaF1       FFA1      FSA1       NaF4       FFA4      FSA4            

Mediana    0,67       16,00       26,20       29,03       23,22       52,96     42,48

Mínimo      0,42       13,35       19,40       16,28       13,00       18,69     15,86

Máximo   1,93       69,10     218,06     134,66       86,38     136,50   145,85

 

Foram encontradas diferenças estatisticamente significantes entre o grupo C e os demais grupos; entre NaF1 e FFA1 e entre NaF1 e FSA1 (p<0,01); e entre NaF4 e FFA4 (p<0,05).

Concluiu-se que o pH foi determinante do aumento na aquisição de CaF2, enquanto que o tempo de aplicação dos géis não interferiu significantemente.

029

 

Influência do acabamento e polimento na decisão de substituição de restaurações antigas de amálgama - um estudo in vitro

A.V. RITTER*, L.N. BARATIERI, J.C. OLEINISKY. UFSC/CCS/STM, / Disciplina de Dentística, Florianópolis, SC

Tem sido constatado que a dentística de substituição é responsável por grande parte do tempo gasto pelo cirurgião dentista no atendimento à seus pacientes (Elderton, Int.Dent.J. 43:17-24,1993). Por outro lado, o diagnóstico de cárie secundária geralmente é realizado com base em critérios indefinidos (Kidd,Operat.Dent.14:149-158,1989). O objetivo do presente trabalho foi avaliar a influência do acabamento e polimento de restaurações antigas de amálgama sobre a decisão de tratamento das mesmas quanto à sua manutenção ou substituição.

40 dentes extraídos portadores de restaurações de amálgama (Cl I e Cl II) executadas in vivo e livres de amplas lesões de cárie foram numerados e submetidos ao exame individual por 60 voluntários (20 alunos do CGO da UFSC e 40 CDs de Florianópolis, SC). Os examinadores responderam à um questionário indicando se e por que razão substituiriam cada restauração. Após esta primeira etapa, as restaurações foram submetidos à um procedimento padronizado de acabamento e polimento. Em uma segunda etapa, os mesmos dentes e suas respectivas restaurações, agora re-acabadas e re-polidas, foram apresentados aos mesmos examinadores, para que respondessem às mesmas perguntas da primeira etapa. Os resultados foram comparados.

Observou-se que o acabamento e polimento resultou em uma reversão estatisticamente significativa de decisões de substituição para não-substituição.

Na primeira etapa, houveram 1106 decisões de substituição, enquanto na segunda etapa houveram apenas 236. As principais razões para substituição foram forma anatômica deficiente, margem valada e cárie secundária.

030

Concentração de íon flúor em águas minerais, comparação com a especificada  no rótulo e  implicações na suplementação

I.M.G. BRANDÃO*, A.VALSECKI JUNIOR  / Depto. Odontologia Social, Faculdade de Odontologia de Araraquara,UNESP-SP

O aumento no consumo de água mineral comercial em substituição à água de abastecimento público,  apresenta  implicações tanto em relação ao comprometimento dos benefícios advindos do consumo de água com adequada  e regular concentração de íon flúor, como pelas  dificuldades da suplementação segura  deste íon nestas águas. Com base nisto, a concentração de íon flúor presente em 31 marcas comerciais de água mineral, foi analisada utilizando-se um analisador específico de íons (SA-720;PROCYON) e eletrodo seletivo para íons flúor (94-09;ORION). Foram obtidas de cada produto amostras em duplicata e  a média aritmética entre estas, comparada à concentração do íon especificada no  rótulo  do  respectivo  produto, tendo as mesmas  variado entre 0,02 e 1,38 mg F-/l . Comparando-se a concentração obtida entre  águas provenientes da mesma fonte, sendo no entanto uma delas com gás, obteve-se diferenças variando entre 0,05 e 0,91 mg F-/l  entre as mesmas. Apenas 25% dos produtos especificavam em seus rótulos o teor de flúor, sendo que em apenas 3,10% houve concordância com os resultados obtidos.

 

Considerando os resultados obtidos, e o produto em questão como sendo a única fonte de água consumida, em 68,80% dos produtos analisados deveria ser indicada a suplementação de íon flúor, para que os benefícios do método  fossem obtidos; deveria ainda, ser exigido  pelos  órgãos competentes, o cumprimento da legislação  referente a obrigatoriedade da especificação no rótulo da concentração de íon flúor,  devendo  a  mesma ser  determinada através de análises químicas periódicas.

031

Concentração de polissacarídeos na placa bacteriana exposta à diferentes adoçantes em um modelo in situ

M. MALTZ*, E. ROSSONI, P. Z. CORRÊA. / DEOPS - Faculdade de Odontologia, UFRGS, RS - Fax (051) 330-2951

O controle da doença cárie em pacientes com alta atividade cariogênica pode incluir, além do consumo racional de sacarose, o uso de substâncias adoçantes sem poder cariogênico. O presente estudo tem como objetivo avaliar a produção de polissacarídeos na placa bacteriana  submetida à freqüentes exposições de adoçantes comumente utilizados como substitutos da sacarose. Sete indivíduos usaram aparelhos de acrílico palatinos removíveis com quatro blocos de esmalte dentário. Os blocos de esmalte foram expostos extraoralmente aos adoçantes, sete vezes ao dia, por um período de 28 dias. As soluções-testes foram: sacarose 17%, Stevita® 2% (esteviosídeo 10%+lactose 90%), lactose 1,8% e esteviosídeo 0,2%. Amostras de placa coletadas de dois blocos de esmalte foram utilizadas para determinação da concentração de polissacarídeos solúveis (solúvel em ácido) e insolúveis (solúvel em álcali) pelo método de DUBOIS et al (1956). A concentração de polissacarídeos insolúveis (124,81±101,56 g/mg de placa) na placa bacteriana formada na presença de sacarose foi superior aos outros adoçantes (Teste de Friedman, p<0,01). As concentrações de polissacarídeos solúveis e insolúveis na placa bacteriana formada com lactose (9,37±3,76 e 7,53±6,96 µg/mg de placa), Stevita® (7,53±3,66 e 8,08±5,28 µg/mg de placa) e esteviosídeo (5,80±4,36 e 5,32±5,03 µg/mg de placa) foram semelhantes.

 

A Stevita® é um produto comercial a base de lactose e esteviosídeo que ocasiona a formação de placa bacteriana com baixas concentrações de polissacarídeos, tendo portanto um potencial cariogênico menor do que a sacarose.

CNPq; 5221007193-3.

032

Estudo in situ da desmineralização dos blocos de esmalte dentário expostos à

adoçantes a base de esteviosídeo

E. ROSSONI*, P.Z. CORRÊA, M. MALTZ, A.A.DEL BEL CURY. FO, / UFRGS, RS, FO, UNICAMP, SP

Substitutos da sacarose podem ser utilizados para o controle de cárie em pacientes com alta atividade cariogênica. O presente estudo avalia a desmineralização dos blocos de esmalte dentário submetidos às soluções-adoçantes: sacarose 17%, Stevita® 2% (esteviosídeo 10%+lactose 90%), lactose 1,8% e esteviosídeo 0,2%. Sete indivíduos utilizaram aparelhos de acrílico palatinos removíveis com quatro blocos de esmalte dentário. Os blocos de esmalte foram submetidos a uma das soluções, extraoralmente, sete vezes ao dia, por 28 dias. A desmineralização dos blocos de esmalte dentário (n=134) foi avaliada através de medições de microdureza de Knoop até a profundidade de 110 m da superfície externa do esmalte. O tratamento com sacarose ocasionou extensa área de desmineralização nos blocos de esmalte de todos os indivíduos. Os blocos de esmalte tratados com lactose e Stevita® não mostraram diferença estatística entre as médias de microdureza. As médias de microdureza do esmalte com lactose em 10µm e 20µm diferiram estatisticamente do esteviosídeo e do controle. No entanto, a Stevita® apresentou média de microdureza menor que o controle somente na profundidade de 10 mm, p<0,05 (teste de Tukey). Os blocos de esmalte tratados com esteviosídeo mostraram um perfil de microdureza semelhante aos blocos de esmalte controle que não foram colocados na cavidade bucal.

 

O adoçante comercial Stevita® a base de lactose e esteviosídeo mostrou um comportamento intermediário a estes dois adoçantes, tendo um potencial cariogênico menor do que a sacarose.

 

CNPq; 5221007193-3.

 

033

Efeito  do bicarbonato na reatividade do flúor de dentifrício com o esmalte dental  humano

P. E.C.PERES*, J.A. CURY

Faculdade de Odontologia de Piracicaba-  UNICAMP

O fluoreto de cálcio (“CaF2”) é considerado o mais importante produto da reatividade do flúor com o esmalte dental. A adição de bicarbonato (HCO3_)  aos dentifrícios como substância tamponante e alcalinizante poderia melhorar o efeito cariostático do flúor. Entretanto, a formação de “CaF2” é inversamente proporcional ao pH. Assim, o HCO3 _  poderia interferir com o efeito do flúor, além do fato de que não há comprovação de que a adição de HCO3 _ a um dentifrício fluoretado melhore seu efeito. O objetivo deste trabalho foi verificar laboratorialmente se  HCO3 _  interfere com a reatividade do flúor de dentifrício com o esmalte dental humano. Foram comparados 03 dentifrícios  (A): Placebo de F- e  HCO3 _ ,  pH 6,88; (B):  Flúor (1450 ppm F) pH 7,28 e (C): Flúor (1450 ppm F) +  HCO 3 _ , Signal , pH 8,84. Os  dentifrícios fluoretados continham  NaF e todos eram à base de sílica.Para o teste de reatividade foram utilizadas partículas de esmalte ( 0,074 à 0,105mm) obtidas a partir de 3os molares inclusos.Foram avaliadas as concentrações de flúor total (FT), flúor fracamente ligado (“CaF2”) e fortemente ligado (FA) formados no esmalte após 1 minuto de reação com a suspensão dos dentifrícios (1:3) . Para análise de flúor  foi utilizado eletrodo específico  ORION  96-09 e analisador de íons ORION EA 940. Os resultados de 06 repetições foram analisados estatisticamente pela análise de variância e pelo teste de Tukey ao nível de 5% de probabilidade. As concentrações (média ± erro padrão.) de FT , “CaF2” e FA para os tratamentos com os dentifrícios A, B e C foram, respectivamente: FT : 75.50 ± 5.08 c; 189.50 ± 12.42 a ; 153.69 ± 7.61 b  ; “CaF2” : <1.41 ± 0.37 b; 52.87 ± 9.17 a ; 40.63 ± 4.86 a ; FA: 70.75 ±  3.99 b; 115.17 ± 7.89 a ; 104.91 ± 4.76 a, sendo que médias seguidas de letras distintas diferem estatisticamente (P<0,05).

Os resultados sugerem que in vitro o bicarbonato diminui a reatividade do flúor com o esmalte dental humano.

034

Análise dos métodos aplicados em um programa de prevenção da cárie dentária

C.M. FERON*, A. DELLA BONA

Universidade Passo Fundo, RS

A Faculdade de Odontologia da Universidade de Passo Fundo (FOUSP) vem desenvolvendo um programa de prevenção de cárie dentária desde o início dos anos 80, em uma comunidade escolar na periferia de Passo Fundo-RS. Esse programa concentra-se especificamente na área de prevenção primária, com aplicação de flúor e selante oclusal, além de instruções sobre prevenção. Com o objetivo de avaliar os resultados desse programa, foram examinados 84 escolares (1.592 dentes), com idade entre 6 e 13 anos, por um único profissional, que seguiu a metodologia do índice CPO-D. O CPO-D médio/hígidos obtidos para os escolares de 6 a 13 anos foram, respectivamente: 0,0/100,0; 1,08/87,6; 3,0/76,9; 2,27/82,5; 2,13/87,5; 4,47/82,4; 3,41/83,1; 6,42/76,0 e 2,84/84,5 como média de todas as idades. Os resultados obtidos em 1985, quando se aplicou a mesma metodologia, com crianças da mesma faixa etária, foram, respectivamente: 1,37/71,79; 2,02/80,46; 3,02/77,36; 5,19/67,62; 7,16/66,77; 5,83/78,01; 7,23/72,17; 11,32/60,61 e 5,39/71,84 como média de todas as idades. A média geral da necessidade de tratamento (NT), que corresponde aos dentes cariados e com extração indicada, para essa comunidade em 1995 foi de 0,42 (3,67 em 1985). A média geral de tratamentos realizados, que corresponde aos dentes obturados e extraídos em 1995 foi de 2,42 (1,68 em 1985).

Sabendo-se que a população estudada é similar mas as crianças analisadas são diferentes, pode-se dizer que a metodologia aplicada neste programa de prevenção de cárie dentária está fazendo diminuir a NT da comunidade alvo e que o índice CPO-D médio tem se aproximado muito do preconizado pela O.M.S., que é de 3,0 para crianças de 12 anos no ano 2.000.

Apoio FAPERGS n. 94/50529.2

035

Hábitos de higiene bucal e sua relação com o risco de fluorose dental em área de água fluoretada

A.B.CORREA*, R.M.P. RONTANI

Depto. Odontologia Infantil, Faculdade de Odontologia de Piracicaba, UNICAMP – SP

Com o objetivo de analisar a relação entre os hábitos de higiene bucal e o risco de fluorose dental, os autores utilizaram uma amostra inicial de 500 crianças, na faixa etária de  3 a 14 anos da população de Rio Claro - SP, cidade com água de abastecimento fluoretada a níveis considerados ótimos, distribuídas igualmente entre uma escola particular e uma estadual de área urbana e rural respectivamente, através de análise de questionários coicidentes entre pais e filhos, envolvendo os hábitos de higiene bucal das crianças. Foram analisadas 392, cujas crianças fizeram parte da amostragem do estudo. Os autores observaram os seguintes resultados : introdução precoce da escovação com creme dental fluoretado; a criança é responsável pela colocação de creme na escova e sua própria escovação sem qualquer supervisão de um adulto; apresentam hábito de ingestão consciente de creme dental; os cremes dentais preferidos foram os infantis; utilizaram para a escovação os cremes dentais comuns.

 

Portanto, associados seus hábitos de higiene bucal à quantidade ótima de fluor na água, os autores concluíram que a amostra, principalmente na faixa etária de 3 a 7 anos, de risco à fluorose dentária, não diferindo entre escola particular e estadual.

036

Modificação do perfil epidemiológico em escolares numa perspectiva

de integração docente-assistencial

L.H. MOREIRA*; M.A.A. SENNA. / Pós-Graduação em Odontologia Social, Univ. Federal Fluminense, Niteroi, RJ – Brasil

O presente estudo teve como objetivo a reestruturação da atenção odontológica na Escola Municipal Heitor Villa Lobos( Niteroi, RJ) numa proposta de integração docente-assistencial onde alunos e professor da Disciplina de Odontologia Social e Preventiva VI da F.O.UFF, junto a profissionais de saúde oral da Unidade Municipal de Saúde da área de abrangência da escola, professores, merendeiras e pais destes escolares eram co-responsáveis pela modificação do perfil encontrado quando do exame de todas as crianças em abril de 1994. Foram realizadas reuniões com a equipe envolvida com vistas a uma razoável compreensão do processo saúde/doença na cavidade oral. Levantamento de índice CPO e  Livres de Cárie (L.C.) por idade, foram escolhidos como indicadores na avaliação do estudo. Constituiam rotinas do trabalho as atividades: escovação semanal, evidenciação de placa, restrição à ingestão de qualquer alimento em sala de aula, recomendação aos pais quanto a escovação noturna das crianças e realização de restaurações e extrações indicadas.

 

Os dados observados em 1994 (início do trabalho) e 1996(1a. avaliação) foram respectivamente: 4 anos - 53%/ 58% L.C. e 1.66/2.08 CPO ; 5 anos - 46.6%/47% L.C. e 3.73/2.41 CPO; 6 anos - 25.71%/40.07 L.C. e 3.25/2.40 CPO; 7 anos- 23.07%/34.0% L.C. e 4.07/3.0 CPO; 8 anos - 12.5%/29% L.C. e 4.0/3.1 CPO; 9 anos - 10.52%/19.5% L.C. e 4.5/3.4 CPO ; 10 anos - 4.16%/24% L.C. e 4.37/2.9 CPO. A partir dos resultados obtidos podemos concluir que houve significativa melhoria dos indicadores observados.

037

Hábitos infantis na prevalência e severidade de cárie em bebês

I.T. R.MORAES*,  R.H. OGATA., R.M.P. RONTANI

Departamento de Odontologia Infantil. Faculdade de Odontologia de Piracicaba-UNICAMP

Com o objetivo de avaliar a prevalência e severidade da cárie dental em crianças brasileiras entre 0 e 3 anos de idade, da cidade de Piracicaba-SP, foram analisadas 98 crianças, através da realização de exames clínicos. Foram distribuídos aos pais questionários sobre dieta, tipo de amamentação e hábitos de higiene bucal. Dos 98 pais, 64(65,3%) responderam ao questionário. Os autores observaram que 63(64,3%) crianças estavam livres de cárie. Lesão incipiente e cavitação foram observadas em crianças a partir de 17 meses. Observou-se mais crianças com lesões incipientes (21,4%) que somente com cavitação (1%). O número total de lesões cariosas registrado foi de 256. Os dentes mais afetados por cárie foram os molares inferiores. Não foi encontrada associação entre prevalência de cárie e higiene bucal.

 

Os autores concluíram que a prevalência de cárie estava diretamente relacionada à idade e ao hábito de amamentação prololongado, dentro da faixa etária e da amostra estudadas.

038

Cariostático em dentes decíduos

M.A.L. de SOUZA, A.C.M. FOSSATI, F.L. de SOUZA*

Faculdade de Odontologia, UFRGS, Porto Alegre, RS, Brasil

Em dentes decíduos o processo carioso ocorre mais rápido que em dentes permanentes, alcançando a polpa. Para evitar a perda do dente e subsequente perda de espaço, é importante manter este dente. O cariostático é uma das maneiras de se tratar esta doença, quando não é possível, por diferentes razões, fazer uma restauração definitiva. A proposta deste estudo era ver “in vivo” como a cárie age quando o diaminofluoreto de prata a 10% é aplicado nas lesões. Para realizá-lo 8 crianças foram selecionadas através de exame clínico e radiográfico, na tentativa de encontrar primeiros molares decíduos, com cárie oclusal atingindo dentina e que supostamente (pelo tamanho das raízes) esfoliariam em 6 ou 12 meses. As lesões receberam 2 ou 4 aplicações semanais de cariostático e as crianças retornavam a cada mês para exame clínico. Os dentes foram extraídos um pouco antes de sua esfoliarão e as coroas seccionadas no sentido cérvico-oclusal no centro da lesão. Metade do dente foi preparada para microscopia ótica e a outra metade para análise através da microscopia eletrônica de varredura. Das eletromicrografias foi encontrado que os túbulos dentinários próximos ao cariostático estavam obliterados por bastões sólidos ou ocos, lembrando a zona translúcida na dentina cariada. A análise química destes bastões mostrou que eles são formados basicamente de cálcio e fósforo. A analise em microscopia ótica mostrou que os túbulos haviam sido invadidos por bactérias por uma longa distância.

 

Conclui-se, a partir das imagens obtidas, que o cariostático é capaz de manter a obliteração dos túbulos por um período mais prolongado que o normal, e que esta zona está numa posição incomum se comparada com cáries de dentina não tratadas.

039

Análise microbiológica de instrumentos cortantes rotatórios,

coletados em consultórios particulares

E.M.A. RUSSO*, M.P. A. MAYER, N.GARONE NETTO, R.C.R. CARVALHO.  / Depto.de Dentística. FOUSP - SP - Tel./Fax (011) 818-7843

A preocupação com a esterilizaçao do instrumental utilizado pelos Cirurgiões-Dentistas, nos diferentes procedimentos operatórios, tem sido uma constante. Sabemos que um universo de microorganismos patogênicos podem estar presentes nos instrumentos odontológicos. Um dos itens que tem merecido atenção é a esterilização dos instrumentos cortantes rotatórios, devido às dificuldades em obter-se  métodos eficazes e não danosos para esses instrumentos. Os métodos disponíveis provocam alteração de têmpera, perda de corte e corrosão dos materiais. Preocupados com isso, face à possibilidade de ocorrer infecção cruzada, propusemo-nos a verificar se  profissionais de vários locais da cidade de São Paulo, graduados em anos diferentes, realizavam esterilização adequada dos instrumentos cortantes rotatórios que utilizavam. Foram coletados 106 instrumentos prontos para uso em consultórios, que foram transferidos para um laboratório, com o auxílio de pinça estéril para meio de transporte, VMGAIIS. As amostras eram, então, dispersas e inoculadas em agar sangue. Após a incubação por 48 horas, em atmosfera de microaerofilia, realizavam-se as leituras das placas, com o auxílio de uma lupa. Das 106 amostras analisadas, 74,53% não apresentaram crescimento de bactérias. Em 11,32% das amostras houve crescimento pequeno, que poderia ter sido ocasionado por contaminação durante a manipulação. Em 14,15%, constatou-se um crescimento de mais de 1000 colônias de bactérias por instrumento.

Diante dos dados obtidos, podemos concluir que um número significante de profissionais não está utilizando processos efetivos para o controle microbiano nos instrumentos cortantes rotatórios.

Apoio: Metalúrgica Fava Indústria e Comércio Ltda.

040

Avaliação microbiológica da desinfecção de moldes de alginato

A. C. PAVARINA *;  A. C. PIZZOLITTO; C. M. C. BUSSADORI

Faculdade de Odontologia de Araraquara-UNESP-SP

Atualmente, a prevenção da infecção cruzada tem destacado-se no meio odontológico. Modelos de gesso podem propiciar o desenvolvimento e a transmissão de microrganismos patogênicos, via moldes contaminados do consultório para o laboratório de prótese. Com base nisto, o objetivo deste trabalho foi  avaliar a eficácia de soluções desinfetantes na  inativação de microrganismos presentes sobre moldes de alginato. Para o experimento, foram selecionados aleatoriamente 14 pacientes, e em cada um realizadas  três moldagens. Os moldes foram lavados  em água destilada estéril, e encaminhados ao laboratório onde receberam tratamento apropriado: GI- 30 minutos em recipiente esterilizado; GII- 30 minutos em solução de glutaraldeído 2%; e, GIII- 30 minutos em solução de hipoclorito de sódio a 0,5%. Após 30 minutos, foram  novamente  lavados,  e com  um “swab” realizou-se a  coleta para  o  exame  microbiológico.Os meios de cultura (1B série) foram incubados em estufa bacteriológica, durante 48 horas, e examinados visualmente. Se positivo, os microrganismos eram identificados. Se negativos, um novo meio de cultura ( 2@ série) era preparado para verificação da possível atividade bacteriostática do desinfetante. Todos os tubos foram repicados para o meio de agar  sangue e incubados  em microaerofilia por 48 horas, sequindo-se  bacterioscopia, isolamento e identificação  das colônias desenvolvidas.   Segundo os  resultados, o Grupo I( sem tratamento)  apesentou, tanto no exame  bacterioscópico , quanto na cultura, crescimento de microrganismos em todas as  amostras. Os Grupos I e  II ( tratados com desinfetantes)  apresentaram-se desprovidos de microrganismos.

Conclusão: as soluções desinfetantes testadas agiram integralmente nos moldes, inibindo o crescimento dos microrganismos.

041

Resposta do complexo dentino-pulpar frente a utilização de um sistema adesivo

J. HEBLING*, E.M.A.GIRO, C.A.S.COSTA

Dpto. Clínica Infantil, Faculdade de Odontologia de Araraquara – Unesp

Muito se tem discutido sobre o procedimento de condicionamento ácido total, especialmente em cavidades profundas e sobre exposições pulpares. Para determinar a resposta do complexo dentino-pulpar frente a utilização de um sistema adesivo (All Bond 2), cavidades profundas de classe V foram confeccionadas em 30 dentes pré-molares humanos. No grupo experimental esmalte e dentina foram condicionados por 15 segundos com ácido fosfórico à 10% procedendo-se em seguida, após lavagem e secagem da cavidade, a aplicação do sistema adesivo e restauração com resina fotopolimerizável (Z-100). No grupo controle, hidróxido de cálcio foi aplicado sobre a parede axial antes do condicionamento ácido. Os dentes foram extraídos após 7, 30 e 60 dias. Para o grupo experimental, observou-se aos 7 dias ruptura dos odontoblastos com aspiração para o interior dos túbulos dentinários. A polpa coronária e radicular exibiram alteração hialina do interstício, sendo que as células apresentavam degeneração hidrópica, havendo ainda numerosos vasos sanguíneos dilatados e hiperemiados. Com o decorrer dos períodos, o quadro histológico persistiu. Quanto maior a espessura do remanescente de dentina entre o assoalho da cavidade e a polpa, menor foi o grau de reação observado. Em apenas 3 espécimes, foram observadas bactérias coradas nas paredes cavitárias. No grupo controle, o tecido pulpar apresentou características de normalidade aos 30 e 60 dias, enquanto que aos 7 dias, havia discreta ruptura de odontoblastos com poucas células inflamatórias mononucleares.

Dentro das condições experimentais realizadas, o sistema adesivo All Bond 2 foi irritante ao complexo dentino-pulpar. Quanto mais profunda a cavidade dentária maior foi a citotoxidade do material, a qual reduziu a possibilidade de formação de dentina reacional.

042

Comparação da resposta pulpar ao scothbond MP e OZE sobre polpas

de ratos mecanicamente expostas

C.A.S.COSTA*, J.HEBLING, C.BENATTI NETO, L.C. SPOLIDORIO / Depto. Patologia, Faculdade de Odontologia de Araraquara, Unesp

Estudos têm mostrado discreta reação do tecido pulpar quando este é capeado com sistemas adesivos. Muitos pesquisadores tem relatado formação de ponte de dentina adjacente à exposição pulpar. Este estudo foi realizado para observar a capacidade de reparação e formação de ponte de dentina de polpas mecanicamente expostas que foram capeadas com o sistema adesivo Scothbond MP (Sbmp - grupo experimental) e com o cimento de óxido de zinco e eugenol (OZE - grupo controle). Em 24 ratos, 48 cavidades de classe I oclusal com exposição da polpa foram realizadas, dais quais 24 foram capeadas com Sbmp e o restante com OZE. As cavidades foram restauradas com a resina Z100. As maxilas foram removidas após intervalos de 7, 15, 30 e 60 dias. Cortes seriados dos dentes foram corados com hematoxilina e eosina e Brown e Brenn. Para o grupo experimental, aos 7 dias houve necrose do corno pulpar adjacente ao material. Com o decorrer dos períodos, o tecido pulpar não apresentou capacidade de reorganização e formação de ponte de dentina. Aos 60 dias, a polpa estava totalmente necrosada. No grupo controle, ocorreu reparação pulpar e formação de ponte de dentina a qual se apresentava completa no último período de avaliação (60 dias).

 

Estes resultados sugeriram que o sistema Sbmp foi irritante, não permitindo a reparação, nem a formação de ponte de dentina em polpas de ratos mecanicamente expostas.

043

Avaliação de quatro etapas de trabalho na endodontia pré-clínica

I. WEINFELD*

Departamento de Endodontia - I.M.E.S. – SP

A endodontia pré-clínica dentro de um curso de graduação se ocupa do adestramento do aluno em laboratório, antes de sua atuação frente ao paciente. É nossa meta passar para o aluno a conduta motora ideal, familiarizá-lo com os instrumentos e meios, simular, automatizar e procurar orientá-lo em situações menos comuns. Faz-se necessário, portanto, acompanhar passo-a-passo o aprendizado em vistas à detecção e solução de possíveis problemas. Com tal finalidade constituímos uma amostra de 20 alunos, matriculados no 3o ano do curso de graduação em odontologia, de nossa instituição e atuando na disciplina de Endodontia I. Avaliamos o desempenho individual em quatro etapas da terapia endodôntica: abertura coronária, odontometria, preparo do canal radicular e obturação de quatro dentes naturais humanos montados em manequim - ICS, 1o PMI, PMS e MI; definimos as falhas corrigidas em cada etapa sendo tabulados os resultados. Considerando todas as etapas e o melhor desempenho obtivemos para o PMI 72.5% de sucesso, 1o PMS 70%, MI 67.5% e ICS 63.75%. Quanto ao desempenho de cada etapa a odontometria teve sucesso de 86.25%, o preparo do canal radicular 73,75%, a abertura coronária 57.5% e a obturação 56.25%. A abertura coronária melhor sucedida foi a do MI (65%), a odontometria, do PMI (95%), o preparo do canal radicular, do PMS (90%) e a obturação, do PMI (65%).

 

Constatamos que a seqüência de trabalho, o grau de dificuldade quanto ao desempenho de uma manobra pela primeira vez (automatização) e a própria anatomia do canal radicular, levaram, de forma geral, à obtenção do maior índice de sucesso em relação ao PMI.

044

Resposta  tecidual ao ataque ácido direto sobre exposições pulpares

E.A.PASCON*, A.W. ALMEIDA, M.A.O.RODRIGUES, E P. C.ALVES

DEOCR E DEMOR, Universidade Federal de Uberlândia, MG

O ataque ácido direto, em polpas que sofreram exposição, tem sido recomendado para se obter melhor adesão da resina composta às estruturas dentais.  Os autores estudaram o efeito da aplicação de ácido maleíco a 10%, seguido da utilização do sistema Scotchbond e da resina restauradora Z100. Foram utilizados todos os dentes intactos de um macaco (Cebus sp), sendo que os incisivos serviram de controle negativo (sem tratamento) e os terceiro molares serviram de controle positivo com Ca(OH)2. Após profilaxia, os dentes foram isolados relativamente e cavidades de Classe I ou V foram preparadas utilizando-se uma broca cone invertido #34 em alta rotação, buscando deixar 1 mm de dentina remanescente sobre a polpa. A exposição pulpar foi feita com uma broca esférica #2 em baixa rotação no centro da cavidade.  Cessada espontaneamente a hemorragia, o ácido foi aplicado por 30 seg. e as cavidades seladas com o sistema de resinas. Após 30, 75, 120, e 150 dias, os animais foram mortos e a mandíbula e maxila removidas em bloco. Após fixação em solução de paraformaldeído a 4%, pH 7,3 em tampão cacodilato  e descalcificação, os espécimes foram preparados para exame histológico de rotina.

Os resultados mostraram intensa dissolução do tecido pulpar que esteve em contato com o ácido. Não se  observaram elementos celulares, mas apenas restos necróticos e fibras colágenas mostrando diferentes graus de dissolução. Na maior parte dos casos a pré-dentina foi eliminada. Nas situações melhores, em algumas áreas marginais, os odontoblastos, descolados da pré-dentina, estavam associados a macrófagos com grande quantidade de partículas fagocitadas. Em alguns espécimes, essa reação pareceu se estabilizar aos 120 e 150 dias, enquanto que em outros, o colapso tecidual foi completo. O controle com Ca(OH)2 mostrou uma reação tecidual com deposição progressiva de tecido duro.

045

Efeito de misturas de PMCC - Furacin sobre a região apical, após pulpotomia em dentes de cães

R.C.C.LIA*, M.R.B.OLIVEIRA, L.J.FLORIAM

Depto. de Patologia, Faculdade de Odontologia  Araraquara – UNESP

A possibilidade da ação à distância de substâncias antissépticas enérgicas em pulpotomia são por vezes questionadas levando-se em consideração o potencial e características de seus componentes. Assim, a avaliação da ação por contiguidade às regiões apical e periapical é importante por determinar a extensão de influência destes medicamentos. Nestas condições objetivou-se analisar comparativamente o efeito no conjuntivo apical e periapical de dentes de cães frente a misturas de PMCC na proporção 3,5:6,5 e 2,5:7,5 associados ao Furacin, tendo como controle as regiões homônimas de dentes adjacentes do mesmo animal. Utilizou-se 12 cães, que tiveram seus dentes pulpotomizados e tratados com curativos de misturas de PMCC + Furacin por 5 min e posteriormente selados com oze + 1 gota da solução teste e observados por 7, 45 e 90 dias, quando foram avaliados histopatologicamente.

 

Concluiu-se que um dependente da condição evolutiva de necrose pulpar, houve parcial ou total manutenção da vitalidade do tecido conjuntivo das ramificações do delta apical em sua maioria, sendo menos expressiva para a mistura PMCC 3,5:6,5 - Furacin. O periodonto apical acompanhou a resposta nas ramificações do delta com infiltrado inflamatório, quando presente, de padrão mononuclear, variando de não significativo à discreto, minimizado na condição PMCC 2,5:7,5 - Furacin.

046

Compatibilidade biológica de uma pasta à base de antibiótico e da pasta de Óxido de Zinco e eugenol, em contato com tecido conjuntivo pulpar de molares de ratos

M.R.B.OLIVEIRA*,P. B.MORAES, C.BENATTI NETO / UNESP, FOAr., Araraquara, SP

Vários materiais odontológicos têm  sido utilizados na terapia endodôntica de dentes decíduos, bem como diversos trabalhos de pesquisa com materiais à base de hidróxido de cálcio, formocresol, óxido de zinco e eugenol e pastas à base de antibiótico têm sido realizados com o intuíto de se desenvolver um material ideal para o tratamento endodôntico. O objetivo deste trabalho é analisar de forma subjetiva e comparativa, as reações do tecido conjuntivo pulpar do 1º molar superior de ratos,  provocadas por uma pasta à base de  óxido de zinco e eugenol + antibiótico (Sintomicetina) e (Tetrex) e óxido de zinco e eugenol (controle). Utilizou-se 20 animais, divididos em 2 grupos de 2 animais, para períodos de 3, 7, 15, 30 e 45 dias.

 

Concluiu-se que o material correspondente ao Grupo A permitiu formação de barreira mineralizada evoluindo à padrão dentinário canalicular com decrescente infiltrado inflamatório de predomínio mononuclear no decorrer dos períodos; no Grupo B na maioria dos casos não foi observada formação de barreira mineralizada.

047

Técnica de neutralização e cimentos, obturadores de canais, avaliação

histopatológica em dentes de cães

M.TANOMARU-FILHO, M.R.LEONARDO, L.S.UTRILLA, L.A.B.SILVA* / FORP-USP - Fax (016) 633-0999

Avaliou-se radiográfica e histologicamente a reparação apical e periapical de pré molares de cães com lesão periapical crônica induzida.  Realizou-se o tratamento endodôntico, variando-se a técnica de neutralização e o cimento obturador.  A neutralização foi realizada pelo método mediato, com emprego do tricresol formalina, mantido na câmara pulpar por 48 horas antes do preparo biomecânico ou pelo método imediato, com emprego dos instrumentos  endodônticos e da soda clorada como solução irrigadora.  Para a obturação foram utilizados os cimentos Sealapex  ou Fill Canal, definindo os quatro grupos experimentais, no mesmo animal.  Após 270 dias da obturação dos canais radiculares foram realizadas radiografias padronizadas para análise radiográfica do reparo das lesões, sendo a seguir realizado o sacrifício dos animais.  Após processamento histológico de rotina, os cortes foram corados pela hematoxilina e eosina, Tricrômio de Mallory e Brown & Brenn.

 

A análise radiográfica do reparo das lesões não demonstrou diferença significante com relação as técnicas de neutralização ou aos cimentos endodônticos empregados. A avaliação histopatológica mostrou diferença significante do cimento obturador empregado, com melhores resultados de reparo apical e periapical nos grupos onde foi empregado o cimento Sealapex.

 

A presença bacteriana foi menor nos grupos onde foi utilizado o Sealapex.

048

Análise histopatológica comparativa de pastas à base de hidróxido de cálcio, em dentes permanentes pulpotomizados

E.M.A. GIRO*, R.C.C. LIA / Depto. Clínica Infantil, Faculdade de Odontologia de Araraquara – UNESP

A necessidade de um veículo adequado que mantivesse as propriedades biológicas do hidróxido de cálcio e que lhe conferisse condições satisfatórias para o uso clínico, nos estimulou a avaliar, comparativamente, através de análise histopatológica, a reação do tecido pulpar remanescente de dentes permanentes jovens humanos, após pulpotomia e utilização de pasta de hidróxido de cálcio em água destilada - Grupo 1 e, pasta de hidróxido de cálcio + óxido de zinco + polietileno glicol 400 - Grupo 2. Foram realizadas pulpotomias em 30 pré-molares que receberam curativo de corticosteróide/antibiótico por 48 horas e, em seguida, 15 dentes tiveram o remanescente pulpar protegido com a pasta 1 e, os outros 15 dentes, com a pasta 2. As cavidades foram, então, restauradas com amálgama, tendo como base cavitária, uma camada de cimento de óxido de zinco e eugenol. Decorridos 15, 30 e 60 dias, os dentes foram extraídos em número de 5 para cada grupo, e receberam todo o tratamento laboratorial para permitir a análise histopatológica  que mostrou na área subjacente ao material capeador, formação de barreira mineralizada com características de dentina reparadora evoluindo em qualidade com o decorrer dos períodos. No período de 15 dias, esta apresentou um estágio de evolução mais avançado para o grupo 1 do que para o grupo 2 e, aos 60 dias as barreiras eram bastante semelhantes para os dois grupos. O tecido pulpar subjacente à barreira mostrou, em todos os períodos, aspecto de normalidade.

 

Podemos, desta forma, concluir que ambas as pastas de hidróxido de cálcio são biocompatíveis, e que, embora a barreira inicie sua formação mais precocemente quando o veículo usado é a água destilada, no final de 60 dias a qualidade da barreira é semelhante para ambos os grupos.

049

Resposta Pulpar do mta-agregado de trióxdio mineral -0 comparada ao hidroxido de cácio, em pulpotomias, histológico em dentes de cão

I.M.L. SOARES*, I.J.SOARES. / Faculdade de Odontologia UFSC - Fax (048) 233-1562

O presente estudo visou avaliar, histologicamente, a resposta pulpar de dentes de cães, ao MTA - agregado de trióxido mineral - comparada ao hidróxido de cálcio. As amostras constaram de 12 pulpotomias cujas polpas foram revestidas com pasta de hidróxido de cálcio em propileno glicol (grupo I) e 28 pulpotomias onde as polpas foram revestidas com MTA-agregado de trióxido mineral (Grupo II). Após a aposição do material de revestimento foi colocada uma camada de cimento de Hidróxido de cálcio (Hydro C) e os dentes foram restaurados com amálgama de prata. Decorrido o período de 90 dias, os animais foram sacrificados após a perfusão, as peças removidas e processadas para análise histológica. Os cortes foram feitos seriadamente, no sentido mésio-distal, com 6 micrômetros de espessura, abrangendo a cavidade onde foram colocados os materiais de revestimento e obturação, bem como o tecido pulpar remanescente, corados pela hematoxilina e eosina e analisados pela microscopia ótica. O exame histopatológico constou de uma análise descritiva e de uma análise quantitativa dos fenômenos mais marcantes ocorridos no local da colocação do material de revestimento e no tecido pulpar remanescente. Os dados foram registrados e submetidos à análise estatística através do teste t de Student.

Pelos resultados obtidos, foi possível concluir que em 91,66% dos dentes tratados com hidróxido de cálcio e em 96,43% dos casos em que foi utilizado o MTA houve a formação de barreira de tecido duro. Os percentuais de casos que apresentaram, simultaneamente, barreira de tecido duro e tecido pulpar normal foi de 66,66% dos espécimes tratados com hidróxido de cálcio, e de 82,14% nos dentes em que se utilizou o MTA.

Não houve diferença estatística significativa, quer entre os fenômenos reparativos, quer entre os fenômenos adversos ao reparo, entre os materiais testados, com exceção ao item “continuidade da barreira de dentina”onde ela foi significativa (p<005), evidenciando a semelhança de comportamento do tecido pulpar frente aos dois materiais. Os resultados dessa pesquisa sugerem a realização de estudos clínicos experimentais para avaliar o comportamento do MTA como material de recobrimento pulpar.

050

Localização da atividade Nadph-Diaforase em polpas dentais humanas

D.B. SOUZA; S.D.F. SEDREZ; M.R. KREUGER; D.R.TAMES

UFSC – Brasil

Numerosos dados na literatura, sugerem que a reação NADPH-diaforase positiva, pode expressar a presença do sistema enzimático óxido nítrico sintetase (Nos) e a conseqüente liberação do óxido nítrico (NO), que por sua vez, tem várias funções no sistema nervoso central e periférico, sistema cardiovascular, macrófagos, etc.

Com a finalidade de verificar uma possível reação positiva para o NADPH e a sua localização, em polpas dentais humanas, foi conduzido este estudo em polpas dentárias pertencentes a 3 terceiros molares inclusos e hígidos, com indicação de extração cirúrgica. Deste material foram obtidos 90 cortes semiseriados, por congelação, com 50µm de espessura e submetidas a reação histoquímica para NADPH-diaforase.

As reações positivas foram observadas principalmente na camada de condensação celular e com menor intensidade, em fibras nervosas varicosas associadas a vasos sangüíneos e lisas não associadas a vasos provavelmente pertencentes à inervação sensorial.

A fim de confirmar os dados preliminarmente encontrados, outras 3 polpas, obtidas de maneira idêntica às anteriores, foram submetidas ao mesmo método de estudo, porém em cortes mais finos de aproximadamente 10µm.

 

Os resultados confirmaram os achados no estudo preliminar.

051

Qualidade seladora de obturações de canal realizadas com cimento Ketac-Endo

S.GIANSANTE Jr.*, R. HOLLAND, S.S. MURATA, E. DEZAN Jr.

Dept° Odont. Rest., Fac. Odont. Araçatuba, UNESP

As primeiras análises sobre o selamento do canal radicular com o cimento Ketac-Endo não mostraram o bom vedamento esperado (Holland et al.  Int. Endod. J., v.28, p.190-3, 1995). Diante disso, objetivou-se observar se a técnica de obturação influenciaria o resultado obtido com esse novo cimento. Assim, dentes humanos extraídos foram preparados biomecanicamente e obturados pelas técnicas da condensação lateral (C.L.) e do cone único (.C.U.), com os cimentos Ketac-Endo e Sealapex. Após a imersão dos espécimes em azul de metileno à 2%, estes foram partidos ao meio e as infiltrações marginais dimensionadas. Houve 2,37 (C.L.) e 3,89 (C.U.) milímetros de infiltração com o cimento Ketac-Endo e 0,98 (C.L.) e 0,57 (C.U.) com o Sealapex.

 

A análise estatística permitiu concluir-se que, para o cimento Ketac-Endo, a técnica do cone único determina a obtenção de piores resultados.

052

Análise de resíduo pós preparo químico-cirúrgico de canais achatados

I.U.ANTÓN*, M.E.L.MACHADO

Disciplina de Endodontia-Departamento de Dentística-FOUSP-SP

O presente estudo tem por objetivo avaliar a quantidade de resíduos encontrados após o preparo químico-cirúrgico de canais radiculares achatados, quando da utilização de duas técnicas: convencional e escalonada cérvico-apical com o auxílio de brocas Gates-Glidden. Para tanto, foram selecionadas 30 raízes de dentes recém extraídos fixados a formalina 10%, com anatomias semelhantes que apresentavam achatamento vestíbulo-lingual. Isto posto, 15 canais foram instrumentados pela técnica seriada convencional formando o grupo 1 (G1) e 15 canais foram preparados pela técnica cérvico-apical com brocas Gates-Glidden constituindo o grupo 2 (G2). Concluídos os preparos, as raízes sofreram cortes histológicos em seus diferentes terços e seus resíduos foram analisados em microscópio óptico acoplado a um computador com placa digitadora de imagens, sendo posteriormente efetuada a determinação de área e perímetro dos resíduos encontrados. Da análise estatística dos resultados, pode-se observar que as raízes pertencentes ao grupo 2 (G2), apresentavam a menor quantidade de resíduos.

 

Concluí-se portanto que a técnica cérvico-apical com brocas Gates-Glidden promoveu melhor limpeza do conteúdo dos canais radiculares.

 

APOIO FINANCEIRO - FAPESP - PROCESSO 96/1498-5

053

Resposta pulpar de dentes decíduos após pulpotomia seguida de irradiação laser de baixa potência

R.A.RIBEIRO*, C.R.M.D.RODRIGUES, T. ANDO, M. ISSÁO

Depto. Ortodontia e Odontopediatria-Faculdade de Odontologia USP-SP - Tel. (011) 818-7835

Este estudo avaliou histologicamente a resposta pulpar de dentes decíduos pulpotomizados e irradiados, ou não, por um laser de baixa potência, semicondutor de arseneto de gálio-alumínio, utilizando os segundos pré-molares e os primeiros molares superiores e inferiores de nove cães. Os períodos experimentais foram de sete, 15 e 30 dias (Grupos I, II e III, respectivamente). Sob anestesia geral, seis elementos, em média, sofreram pulpotomia. Nos dentes irradiados, cada entrada de canal radicular recebeu irradiação, colocando-se a ponta do aparelho em contato com o tecido pulpar remanescente por 60 segundos, resultando numa densidade de energia de 135,61 J/cm2. Todos os dentes tratados receberam uma camada de cimento de  óxido de zinco e eugenol na câmara pulpar e restauração com cimento de ionômero de vidro. Os resultados sugeriram que no Grupo I, ocorreu uma melhor resposta pulpar para os elementos pulpotomizados e irradiados, que diminuiu no       Grupo II. Houve um agravamento das condições da polpa radicular no Grupo III inclusive com necrose total da polpa presente em 60% destes elementos.

 

Nas condições experimentais conduzidas neste trabalho, concluiu-se que irradiação laser de baixa potência está aquém da expectativa clínica, não se constituindo, pois, no momento, em uma técnica alternativa  viável para pulpotomia, apesar dos melhores resultados encontrados entre os elementos irradiados do Grupo I.

 

Este estudo foi financiado pela CAPES - PICD - MEC.

054

Efeito desmineralizador do ácido cítrico em diferentes concentrações e períodos de tempo

C.F. Malheiros*, G. Gavini

FOUSP - São Paulo – Brasil

Recentes estudos têm mostrado a eficiência do ácido cítrico como agente desmineralizador de dentina, atuando como substância química auxiliar no tratamento endodôntico. Vinte dentes unirradiculares foram selecionados e seccionados ao nível do colo e, desprezadas as coroas, promoveu-se o esvaziamento do canal radicular com hipoclorito de sódio a 1%. Em seguida, cada raíz foi seccionada em quatro partes, obtendo-se 80 fragmentos, que sofreram dupla pesagem numa balança analítica da marca Mettler, especificação H34. Os fragmentos foram aleatoriamente divididos em dois grupos e quatro sub-grupos, com 10 unidades cada e imersos um a um nas soluções a serem testadas, aí permanecendo por 15 minutos (Grupo A) ou 24 horas (Grupo B): A1 - ácido cítrico a 05%; A2 - 10%; A3 - 15%; A4 - 25%; B1 - 05%; B2 - 10%; B3 - 15%; B4 - 25%; Transcorridos estes períodos de tempo, as secções de dentina sofreram nova pesagem, obtendo-se o peso final das mesmas. As porcentagens de descalcificação foram obtidas através das diferenças de peso inicial e final dos fragmentos nos grupos experimentais, a saber: A1 - 3,0%; A2 - 3,0%; A3 - 3,8%; A4 - 3,6%; B1 - 28,3%; B2 - 38,7%; B3 - 39,0%; B4 - 31,4%. Os resultados de cada grupo foram analisados separadamente, valendo-se do teste de Kruskal-Wallis, não se observando, ao nível de significância de 5%, diferenças estatísticas entre os sub-grupos experimentais.

 

No tempo experimental de 15 minutos as soluções de ácido cítrico a 15% e 25% comportaram-se de maneira idêntica. Nos grupos em que a solução desmineralizadora permaneceu em contato com os fragmentos por 24 horas as soluções de ácido cítrico a 10% e 15% apresentaram as maiores médias de descalcificação.

055

Avaliação da temperatura produzida pelos gases refrigerantes na interface dentina-polpa

C.L. CALDEIRA*, C.E. AUN

Disc.Endodontia-UNICID-USP - Tel. (011) 818-7839

A determinação da vitalidade pulpar é um procedimento clínico essencial na clínica diária em Odontologia.Os métodos mais usuais para avaliar a vitalidade da polpa se utilizam de estimulação térmica pelo frio ( gelo e gases refrigerantes) para sensibilizar a unidade neuro-sensorial  intrapulpar.O objetivo deste estudo é avaliar a temperatura produzida na interface dentina-polpa e determinar a influência da espessura de esmalte e dentina na transmissão do estímulo com gases refrigerantes. Neste estudo “in vitro” o gás refrigerante(tetrafluoretano) foi aplicado na superfície vestibular e as leituras de temperatura foram registradas na interface dentina-polpa através de um termistor aos 0,5,10 e 20 segundos,em 03 faixas etárias ( I = 10 a 20 anos, II = 20 a 50 anos e III= acima de 50 anos) e em todos os grupos dentários ( incisivos, caninos, pré-molares e molares superiores e inferiores).

 

Os autores verificaram que a transmissão de temperatura é diferente entre os grupos de idade e dentários, em função da maior ou menor espessura de esmalte e dentina encontrados.

056

Análise computadorizada de três técnicas para obtenção de radiografias periapicais

L.G.SILVA*; J.L.LAGE MARQUES; P. R.PESSOA; M.D. NOVELLI

Disc. de Endodontia, FOUSP-SP

Salientando que radiografias capazes de expressar com fidelidade as alterações das estruturas ósseas e periapicais são importantes no processo de elaboração do diagnóstico, tratamento e controle, constituiu proposta desse experimento avaliar o resultado da distorção da imagem resultante da aplicação de três técnicas radiográficas periapicais. Para isso, foi desenvolvido um modelo experimental composto de um crânio seco de humano adulto, submetido a um desgaste na região apical do primeiro premolar superior direito com 5 mm de diâmetro, no intuito de simular quadro clínico de perda óssea na região periapical com dimensão conhecida. As radiografias foram executadas por três operadores e depois do processamento, submetidas à análise por subtração computadorizada com o auxílio do programa DIRACOM3 desenvolvido no Laboratório de Informática dedicado à Odontologia da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo. Cada uma das películas foi digitalizada possibilitando a análise computadorizada da área total da região de perda óssea.

 

Os resultados analisados permitiram concluir que as imagens obtidas pelos operadores empregando a técnica do paralelismo com posicionador personalizado (Grupo III) apresentaram menor distorção sendo este resultado suportado pelo método ANOVA à 1%.

057

Avaliação do grau de desvio na instrumentação de canais curvos com 3 diferentes tipos de limas

A.J.R. DE CASTRO* ; R.A.S. FIDEL

Dep. Clín. Cir. , Fac. Odont., UFRJ – Brasil

O presente trabalho teve como objetivo comparar o grau de desvio na instrumentação com  limas Ni-Ti em relação a outros tipos de limas encontradas no mercado. Foram selecionados 30 molares inferiores, nos quais a raiz mesial apresentava uma curvatura entre 30° e 45°, medida através de radiografia, e divididos aleatóriamente em 3 grupos. A instrumentação foi realizada  pela técnica Crown-Down (Oregon), até a lima de n°40. No grupo 1 foram utilizados limas K-File (Maillefer), no grupo 2 limas tipo Flexofile (Maillefer) e no grupo 3 limas Nitiflex (Maillefer). Os resultados obtidos foram tratados estatísticamente pela análise de variância ANOVA (F=127,73; P=0,000) e Teste t de Bonfferroni (p<0,05), que demonstraram ser estatísticamente significantes.

 

Pelos dados obtidos podemos concluir que os melhores resultados, com relação ao desvio durante a instrumentação, foram apresentados pelas limas de Níquel-Titânio, sendo superior as limas de aço inox.

058

Alteração morfológica e permeabilidade dentinária após apicectomia com er:YAG laser

S.C.GOUW SOARES*, J.L. LAGE MARQUES, C.P. EDUARDO

Depto. Dentística, Faculdade de Odontologia da USP

O objetivo deste estudo foi verificar através de Microscopia Eletrônica de Varredura a alteração morfológica da superfície dentinária apical após apicectomia com Er:YAG laser, juntamente com a alteração da permeabilidade dentinária pela infiltração do corante de azul de metileno, analisado pela microscopia óptica. Os cortes apicais foram executados com a irradiação do laser de alta densidade de energia Er:YAG, pulsado, de comprimento de onda de 2,94µm, no modo não contato e presença constante de jato de água. Foram utilizados 20 dentes extraídos, uniradiculares e endodonticamente tratados divididos em 2 grupos. No Grupo I (10 espécimes) utilizou-se Densidade de Energia de 35,31 J/cm2 e no Grupo II (10 espécimes) de 56,50 J/cm2. Pode-se afirmar que a densidade de energia empregada no Grupo I proporcionou menores médias de infiltração marginal e dentinária apical, quando comparadas com o Grupo II, não existindo no entanto diferença estatísticamente significante (ANOVA).

 

Os resultados obtidos permitiram concluir que a superfície irradiada com as duas densidades de energia selecionadas removeram debris sem promover carbonização e outros danos estruturais, comprovando ser o Er:YAG apto a ser empregado em apicectomias.

059

Uso de calcitonina em 35 dentes traumatizados com reabsorção substitutiva

W.B.ANDRADE; E.C.B.TORRESI; I.PROKOPOWITSCH*

Disciplina Endodontia FOUSP - Tel. 818-7839

Nos traumatismos dentais, quando temos grande perda de ligamento periodontal, na maioria dos casos instala-se a reabsorção radicular externa do tipo substitutiva. Este processo caracteriza-se pela substituição de cemento e dentina radicular por tecido ósseo, culminando com a perda do elemento dental. No intuito de controlar e estabilizar este processo, utilizamos a calcitonina sintética (Calsynar®100) como medicação intracanal.

Avaliamos um total de 35 dentes, tratados no G.E.D.P.J.T. por um período mínimo de um ano. Esses dentes foram divididos em três grupos: G1 - “ótimo”, onde após a estabilização da reabsorção o dente foi obturado; G2 - “bom”, dentes onde o processo de reabsorção ainda está sendo controlado através do uso da medicação; G3 - “satisfatório”, dentes perdidos após longo período de medicação intracanal.

Os resultados foram avaliados qualitativamente, onde pode-se verificar que:

G1 - 38%; G2 - 34%; G3 - 28%

 

Assim, frente aos resultados obtidos, podemos concluir que 72% dos dentes tratados apresentam prognóstico favorável.

060

Avaliação in vitro da resistência ao cisalhamento de dentessubmetidos

à duas técnicas de clareamento

E.L. SIQUEIRA*; M. SANTOS; J.A. DI GIROLAMO NETO; / Depto. Dentística, Faculdade de Odontologia da USP

O clareamento de dentes submetidos a terapia endodôntica prévia é prática amplamente utilizada. Existe, contudo, alguma especulação a respeito de efeitos indesejáveis especialmente no que respeita ao possível aumento na fragilidade das estruturas dentais que passaram por tais procedimento. Os autores testaram a resistência ao cisalhamento de dentes submetidos a duas técnicas de clareamento. Foram utilizados 30 incisivos centrais superiores tratados endodonticamente divididos em 3 grupos: controle negativo, clareamento com perborato de sódio associado ao peridrol sem aplicação de calor, clareamento com as mesmas substancias anteriores utilizando-se a aplicação de fonte de calor controlada.

 

Após o teste do cisalhamento observou-se não haver diferenças estatisticamente significativas entre os valores de resistência ao cisalhamento dos dentes clareados, com ou sem emprego do calor, quando comparados com o grupo controle, bem como entre aqueles submetidos ou não ao calor.

061

Avaliação comparativa sob m.e.v. de três técnicas de retratamento endodôntico

S.R.FIDEL., M.F. Z SCELZA*, J.H. ANTONIAZZI

Disciplina endodontia Fac.Odont. USP

Na prática endodôntica por vezes há necessidade do retratamento do canal radicular, porém, sua completa desobstrução é de suma importância para obtenção de sucesso. Na presente pesquisa foram utilizados 15 dentes humanos unirradiculares obturados com guta percha/ cimento a base de óxido de zinco e eugenol (Grossman) e armazenados durante o período de seis meses. Para a técnica de retratamento foi selecionado o solvente eucaliptol e a instrumentação obedeceu a técnica de Paiva & Antoniazzi (Endo PTC + Dakin). A seguir os espécimes foram divididos aleatoriamente em 3 grupos  para a irrigação final: Grupo I (05)- Dakin durante 1 minuto; Grupo II (05)- EDTA durante 15 minutos: Grupo III (05)- ácido cítrico durante 1 minuto. Todas as substâncias tiveram seus volumes padronizados. A seguir procedeu-se a clivagem e o preparo para a MEV. A avaliação foi efetuada por 8 observadores através do estudo das imagens fotográficas de cada terço classificando-as da mais suja para a mais limpa.

 

Dos resultados obtidos conclui-se que nos terços cervical e médio não houve diferença estatisticamente significante. No apical o EDTA mostrou melhores resultados que são significantes em relação ao ácido cítrico e Dakin.

062

Avaliação da presença do p-monoclorofenol e efeito antimicrobiano residual do Calen +
p-monoclorofenol  utilizados em dentes de cães despolpados

A.H.G. ALENCAR*,  M. R. LEONARDO, L. A. B. SILVA. / Faculdade de Odontologia Araraquara. UNESP - Tel./Fax (062) 285-6333

O objetivo do trabalho foi avaliar a presença do p-monoclorofenol e o efeito antimicrobiano residual  da associação Calen (hidróxido de cálcio + p-monoclorofenol quando utilizada como medicação intracanal em dentes de cães despolpados e com reação periapical crônica induzida. Foram induzidas reações periapicais em 80 canais radiculares de pré-molares, superiores e inferiores, de quatro cães. Antes do preparo biomecânico, foi realizada uma colheita do material para determinação de Unidades Formadoras de Colônias. Após o preparo biomecânico, os canais radiculares receberam a medicação intracanal. Decorridos os períodos de tempo de 2, 4, 7 e 14 dias, a medicação intracanal do terço apical dos canais radiculares foi removida para análise química, por meio do espectofotômetro, e para avaliação do efeito antimicrobiano residual, utilizando a cepa padrão Micrococcus luteus ATCC 9341, através da mensuração de halos de inibição de crescimento bacteriano.

Os resultados mostraram que houve uma perda de aproximadamente 50,0% de p-monoclorofenol na medicação após 48 horas, sem perda significativa nos intervalos mais longos, estando ainda presentes na medicação com 14 dias. Houve uma predominância de microrganismos anaeróbios em relação aos estreptococos. São necessários mais estudos para estabelecer o efeito antimicrobiano residual da associação Calen (hidróxido de cálcio) + p-monoclorofenol.      

 

Apoio Financeiro: CAPES

063

Eficiência do preparo biomecânico e medicação intra-canal em dentes necrosados

L. FONSECA*; I.C. LARANJEIRA; A. ROLDI

Curso de Odontologia-UFES - Tel./Fax (027) 325-1353

O objetivo do trabalho foi avaliar a presença de microrganismos em canais com polpas necrosadas antes e após o preparo biomecânico e observar a redução de microrganismos, após o curativo com hidróxido de cálcio durante 7 dias. Foram selecionados 15 dentes uniradiculados, baseando-se na anamnese, exames clínico e radiológico ( com e sem lesão periapical) e testes de vitalidade pulpar. Amostras foram obtidas com cones de papel esterilizados e introduzidos em estufa a 37ºC e observados durante 24, 48 e 96 horas. As culturas positivas foram semeadas em placas de Petri contendo ágar sangue (As) e incubadas em anaerobiose (jarra de Brewer). Após o crescimento, foram realizados esfregaços e corados com o método de coloração de Gram. Os resultados mostraram que a cultura foi positiva em 15 (100,0%) das amostras, antes do preparo biomecânico; após o preparo biomecânico, 14 (93,3%) amostras foram positivas e 1 (6,67%) negativa; após o curativo com hidróxido de cálcio, 9 (64,28%) foram positivos e 5 (35,73%) negativos. Por outro lado, antes do preparo biomecânico foram detectados cocos Gram-positivos em 15 (100,0%) amostras e os bacilos Gram-positivos, presentes em 12 (80,0%) e ausentes em 3 (20,0%); após o preparo biomecânico os cocos Gram-positivos foram observados em 15 (100,0%) amostras e os bacilos Gram-positivos em 8 (53,3%) e ausentes em 7 (46,6%); após o curativo de demora com hidróxido de cálcio os cocos Gram-positivos estavam presentes em 8 (57,15%) e ausentes em 6 (42,85%), enquanto os bacilos Gram-positivos em 4 (28,6%) e ausentes em 10 (71,4%) das amostras.

064

Emprego do cimento N-Rickert modificado. Avaliação da infiltração marginal apical

            S. R. FIDEL*, A. C. BOMBANA, L. L. TEIXEIRA, H. F. PESCE

            Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo - Tel. 818-7839

As propriedades selantes dos cimentos endodônticos têm ocupado largo espaço na pesquisa dado o importante papel dessa propriedade física. De outra parte, buscando melhorar as propriedades anti-sépticas, com freqüência os clínicos agregam outras substâncias aos cimentos, destacando-se nesse objetivo o iodofórmio. Saber se essa prática modifica o comportamento físico desse cimento foi o objetivo desta pesquisa.

Trinta dentes humanos, extraídos por motivos diversos, foram preparados e obturados com três variações na composição de um mesmo cimento endodôntico: N-Rickert (G1); N-Rickert acrescido de 1g de iodofórmio (G2); N-Rickert modificado pela remoção de 1g de óxido de zinco (da composição original) adicionando-se 1g de iodofórmio. Após a obturação dos canais as raízes foram externamente impermeabilizadas com esmalte para unhas - exceto em 1 mm ao redor do forame apical - e mergulhadas por 72 horas em solução de azul-de-metileno 0,5%, pH 7,4. Posteriormente os espécimes foram clivados e medidas lineares da infiltração do agente treçador efetuadas em microscópio comparador.

O tratamento dos dados pelo teste de Kruskal-Wallis mostrou diferenças estatísticas significantes entre os três grupos em nível de 1% ( a= 0,01) com as médias: 1,54 (G1); 3,31 (G2); 5,03 (G3), revelando que o acréscimo de iodofórmio ao cimento N-Rickert, nas duas condições experimentais propostas, interfere significativamente na capacidade de selamento do cimento.

065

Estudo in vitro da microinfiltração marginal do n-butil-2-cianoacrilato frente

a três materiais usados nas retrobturações

R.A.S. FIDEL* , T.A. BERLINCK, R.G.S. GALINDO, R.L. KREBS. / Dep. Clín. Cir. , Fac. Odont., UERJ - RJ – Brasil

O presente estudo tem como objetivo avaliar “in vitro” a capacidade de selamento apical promovida pelo n-butil-2-cianoacrilato quando utilizado em obturação retrógrada. Foram utilizados 40 dentes caninos humanos, extraídos recentemente e cujas obturações dos canais foram padronizados e os elementos divididos aleatóriamente em quatro grupos com dez dentes cada. Em seguida, cada grupo, após apicetomia e preparo apical, recebeu um dos seguintes materiais: grupo A - guta-percha (Dentsplay); grupo B - amálgama de prata sem zinco (Degussa): grupo C - ionômero de vidro (Ketac Bond - ESPE Premier) e grupo D - n-butil-2-cianoacrilato (B.Braun). Os corpos de prova foram impermeabilizados, corados, lavados, seccionados longitudinalmente e avaliados numa escala de 0 a 3 por três avaliadores calibrados com auxílio de  microscópio. Os resultados foram tratados estatísticamente, utilizando-se ANOVA (F= 5,63) e Teste t de Bonfferroni (p<0,05) observando-se que houve diferença significativa entre os diversos grupos.

 

Pelos dados obtidos podemos concluir que os melhores resultados foram apresentados pelo n-butil-2-cianoacrilato e o pior pelo ionômero de vidro.

066

Bactérias nas estruturas de dentes com necrose pulpar e periapicopatias crônicas

F. C. RIBEIRO*; L. R. NEUVALD; L. A. A TAVEIRA; A. CONSOLARO

Departamento de Patologia, Faculdade de Odontologia de Bauru, USP

O trabalho objetiva observar a presença de bactérias no sistema de canal radicular e no interior de granulomas apicais, correlacionando-as com eventuais áreas de reabsorções radiculares externas. O material deste estudo constituiu-se de 40 raízes dentárias com lesões periapicais firmemente aderidas a seus ápices, de pacientes adultos, ambos os sexos, entre 21 e 72 anos de idade, procedentes da Clínica de Cirurgia da Faculdade de Odontologia de Bauru e de consultórios particulares, e de 20 lâminas, em cortes obtidos para fins de diagnóstico microscópico, selecionadas nos arquivos do Laboratório de Anatomia Patológica do Departamento de Patologia da Faculdade de Odontologia de Bauru, Universidade de São Paulo, cujos diagnósticos foram compatíveis com granulomas apicais. Os espécimes foram analisados através da microscopia óptica empregando as técnicas de coloração Hematoxilina-Eosina e Brown e Brenn.

 

Os resultados evidenciaram grande quantidade de bactérias na lume do canal principal, como também nos tubulos dentinários, mas não necessariamente em todos. Observamos também áreas de reabsorção de cemento na região periapical contendo bactérias em seu interior, bem como placa bacteriana representando colônias microbianas. Concluímos que bactérias localizadas em áreas inacessíveis, como canais acessórios, túbulos dentinários, lacunas de reabsorções radiculares externas, cementárias e ou dentinárias oferecem dificuldades para a terapia endodôntica.

067

Atividades antimicrobiana in vivo da clorexidina utilizada como solução

irrigadora de canais radiculares

K.C. BONIFÁCIO*,  P.  NELSON FILHO, M. TANOMARU-FILHO, M.R. LEONARDO. /  FORP-Rib.Preto-USP

O objetivo deste trabalho foi avaliar in vivo a atividade antimicrobiana do gluconato de clorexidina a 2% (FCFRP-USP) como solução irrigadora do sistema de canais radiculares, por meio da técnica de cultura e medidas de halos de inibição, em dentes com necrose pulpar e lesão periapical radiograficamente visível. Foram utilizados 17 canais radiculares de incisivos e molares permanentes de 12 pacientes. Após a abertura da cavidade de acesso realizou-se a primeira colheita do conteúdo dos canais, com cones de papel absorvente esterilizados e colocados em tubos contendo RTF. Procedeu-se então o preparo biomecânico com a solução irrigadora em teste, e selados com mecha de algodão esterilizada e cimento de óxido de zinco e eugenol. Os canais permaneceram vazios por 48 horas, quando, sob mesmas condições assépticas, introduziu-se o cone de papel absorvente esterilizado, removendo-o após 30 segundos, o qual foi depositado em placa semeada com cepa padrão Micrococcus luteus - ATCC 9341 e incubada a 37oC, por 24 horas. A seguir foi realizada a segunda colheita para a avaliação microbiológica. Os resultados monstraram que todos os canais radiculares apresentavam microrganismos anaeróbios em números contáveis, tornando adnumeráveis em 4 (23,5%) casos, na segunda colheita.  Estreptococos do grupo mutans, presentes inicialmente em 8  (47,0%) casos,  sofreram redução em 100% dos casos. A atividade antimicrobiana residual foi detectada em todos os casos.

 

Estes dados permitem concluir que a clorexidina apresenta atividade antimicrobiana e efeito residual in vivo após 48 horas de permanência no Sistema de Canais Radiculares.

068

Efeitos da infiltração subperióstea da dexametasona no tratamento da dor

decorrente da periodontite apical aguda

H.C. UTRINI* , S.R. FIDEL, M.D.B. MANGELLI

A utilização de corticosteróides para o alívio da dor inflamatória e do edema dos tecidos pulpares e periapicais  há muito vêm sendo utilizado na terapêutica. O objetivo do presente  experimento é avaliar os efeitos da dexametasona (Decadron) em pacientes portadores de dor inflamatória aguda decorrente das periodontites apicais. Para tal foram selecionados vinte pacientes, de ambos os sexos na faixa etária de 25 a 50 anos, portadores  de periodontite. Desprezam-se da amostra  pacientes gestantes ou lactantes, portadores de herpes simples labial ou ocular, cardiopatas, hipertensos, renais e diabéticos não compensados. Os  procedimentos clínicos foram: anestesia do dente envolvido com xilocaína a 2% ,volume padronizado, isolamento do dente , acesso, irrigação e secagem do canal. Em seguida , com auxílio de uma seringa carpule , foi injetada dexametazona na região apical do dente envolvido, empregando-se a técnica infiltrativa subperióstica.           Os pacientes foram orientados , quanto ao preenchimento da escala de avaliação da dor em três horários  pré-determinados; 6, 12 e 24 horas pós tratamento ,cujos dados obtidos ,podemos concluir que em 40% dos pacientes tratados não   houve uma resposta  de reparação satisfatória. E, nos 30% dos casos houve uma redução para um quadro de dor leve.

069

Estudo da infiltração marginal nas retrobturações em dentes tratados endodonticamente

T. BERLINCK*, A. TAVARES, K. MARINELLI, P.  MAIA

Dep. Clin. Cir., Fac. Odont., UERJ - RJ – Brasil

O objetivo deste estudo foi avaliar a infiltração marginal nas retrobturações do amálgama de prata com zinco e sem zinco associados a adesivo dentinário e, se existem variações quando hidratados por 15 dias. Oitenta dentes humanos recém extraídos foram submetidos a tratamento endodôntico, apicetomia e preparo apical padronizados e retrobturados com os seguintes materiais:Grupo I : amálgama de prata com zinco; Grupo II: amálgama de prata com zinco + Scothbond Multi Purpose; Grupo III: amálgama de prata com zinco (15 dias); Grupo IV: amálgama de prata com zinco + Scothbond Multi Purpose (15 dias); Grupo V: amálgama de prata sem zinco; Grupo VI: amálgama de prata sem zinco + Scothbond Multi Purpose; Grupo VII: : amálgama de prata sem zinco (15 dias); Grupo VIII: : amálgama de prata sem zinco + Scothbond Multi Purpose(15 dias). Os grupos controle positivo e negativo foram de três dentes cada. Os corpos de prova foram impermeabilizados, corados, seccionados e submetidos a três avaliadores calibrados (LUPA 10X). As médias de infiltração obtidas neste trabalho foram: Grupo I: 161,67; Grupo II: 83,12; Grupo III: 128,85; Grupo IV: 102,75; Grupo V: 145,57; Grupo VI: 129,35; Grupo VII: 72,57 e Grupo VIII: 140,13. Os resultados foram tratados estatisticamente por ANOVA Kruskal Wallis e Teste Mann Whitney (p<0,05).

 

Baseados nos resultados, os autores concluíram que: 1 - nenhum material estudado apresentou selamento hermético; 2 - O zinco e o adesivo não foram eficazes;   3 - Os grupos VII, II e IV mostraram melhores resultados do que os grupos VIII, V e I.

070

Capacidade de limpeza do E.D.T.A. empregando-se duas técnicas de aplicação

L.B. GONÇALVES, L.M.SASSONE*, R.A.S.FIDEL, R.L.KREBS

Dep.Clin.Cir. FO-UERJ - RJ – Brasil

O E.D.T.A. (Ostby, 1957) é um quelante específico para o íon cálcio e, conseqüentemente para a dentina, o que facilita a instrumentação de canais atrésicos e que quando usado como “toilete” final, fornece uma maior limpeza da superfície da parede dentinária. Partindo desse princípio, este trabalho teve como objetivo avaliar in vitro a capacidade de remoção do magma dentinário.Foram utilizados 10 dentes humanos ( incisivos centrais superiores ), os quais foram instrumentados com limas tipo K (Maillefer ) até o número 40 a 0,5 mm do forame apical. A solução irrigadora utizada durante a instrumentação foi o hipoclorito de sódio a 5%. Ao final da instrumentação, os dentes foram divididos em dois grupos ( I e II ). No grupo I, foi utilizada irrigação final com 10 ml de E.D.T.A., enquanto que no grupo II foi utilizado 0,1 ml, sendo que neste grupo procedeu-se a recapitulação com as limas tipo K de números 10 e 40.Os dentes foram processados histologicamente e os resultados obtidos utilizando-se microscopia óptica com o auxílio do sistema M 42. O tratamento estatístico feito através de ANOVA ( terço médio F= 8,28 e P=0 e terço apical F= 1,14 e P= 0,369 ) e Teste t de Bonferroni ( terços médio e apical p< 0,05), observando-se que houve diferença estatística no terço médio.

 

Pelos dados obtidos podemos concluir que os melhores resultados foram apresentados pelo grupo II.

071

Análise do selamento apical proporcionado pelas técnicas de

compressão hidráulica e condensação lateral

M.D.B. MANGELLI* , L.B. GONÇALVES, H.C. UTRINI. / Dep. Clin. Cir, Fac. Odont., UERJ - RJ – Brasil

Há décadas , a obturação tridimensional e hermética do sistema de canais radiculares é considerada fator primordial no sucesso do tratamento endodôntico . Baseado neste fato , este trabalho tem como objetivo avaliar comparativamente a capacidade de selamento apical proporcionado pela Técnica da Condensação   Lateral , utilizando-se cones  de guta-percha padronizados e pela Técnica da Compressão Hidráulica com cones de guta-percha medium .Foram selecionadas 12   raízes mesiais de molares inferiores, perfazendo um total de 24 canais .Todos os canais foram instrumentados pela Técnica dos Movimentos Oscilatórios   (De Deus )   e o cimento obturador utilizado foi o Fill Canal  ( Dermo Laboratório Ltda. )Os  canais  foram aleatoriamente divididos em dois grupos (  I  e  II ).O grupo  I  teve sua obturação feita pela Técnica da Condensação Lateral e o grupo II pela Técnica da Compressão Hidráulica .Promoveu-se, então, infiltração com corante   (tinta nanquim ) , submetendo estas raízes subseqüentemente  à técnica de transparência por diafanização .Os resultados foram obtidos através do teste ANOVA ( F= 1.17 ; P=  0.302 ) e pelo teste t Bonferroni ( p< 0.05 ), não havendo diferença estatística significante entre os dois grupos.

 

Pelos dados encontrados, podemos concluir que as duas técnicas se equivalem, uma vez que os resultados mostraram o mesmo padrão de infiltraçào marginal apical.

072

Técnica  morfométrica  computadorizada  da  obturação  do  canal  radicular

J. C.G. BIFFI*; C.A.G. MANIGLIA  e  E. A. PASCON

DEOCR - ENDODONTIA - Universidade Federal de Uberlândia, MG, Brasil

Com o intuito de analisar através da avaliação computadorizada, os elementos presentes no canal após a sua obturação, procurou-se estudar quantitativamente os valores; de áreas de guta-percha, remanescente pulpar, cimento e espaços vazios. Foram utilizados 80 raízes, mésio vestibulares e  palatinas de primeiros molares superiores. Após instrumentação pela técnica telescópica e obturação com condensação lateral, as raízes  foram divididas em 5 secções transversais, através de um disco diamantado sob forte jato de água. As imagens das 400 seccões foram capturadas por intermedio do programa Dental View, e armazenadas em disquetes. Através do programa Autocad versão 12 Windows, cada uma das imagens foram processadas, traçando-se sobre as linha limítrofes de cada elemento contido nos canais, uma linha que  correspondia ao contorno das mesmas. Desta forma podiam ser identificados quaisquer conjuntos de estruturas dentro do canal ou mesmo serem agrupados ou colocados em destaque. Tais contornos foram utilizados para o cálculo das áreas que cada elemento ocupava no interior do canal, ou seja guta-percha, cimento, polpa, vazios.

 

Os resultados foram tabulados, e através da análise estatística  observaram-se com relação às cinco secções analisadas diferenças significativas apenas com relação à guta-percha. Os valores das áreas de guta-percha foram mais elevados, seguidos pelos valores de cimento. Os valores das áreas de remanescente pulpar, aparecem em terceiro lugar seguidos pelos espaços vazios.

073

Análise de massa dos resíduos de Ca (OH)2 pós medicação intracanal

M. P. A. ZINET*, A. C. BOMBANA, M. I. GONÇALVES

Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo - Tel. (011) 818-7839

A dissociação do Ca (OH)2 em íons Ca e OH fundamenta seu uso como medicação intracanal em Endodontia. Esse produto é levado ao interior dos canais radiculares em associação a diferentes veículos. Concluída a fase medicamentosa impõe-se o total esvaziamento dos canais radiculares para o bom assentamento dos materiais obturadores. Uma avaliação do volume remanescente de Ca (OH)2 no interior de canais radiculares, constituiu o objetivo deste trabalho. Trinta dentes humanos, unirradiculares tiveram seus canais preparados e medicados segundo três grupos: G1 - Pasta Calen; G2 - Ca (OH)2 + óleo de oliva e G3 - Ca (OH)2  + solução anestésica. Todos os espécimes foram armazenados por 60 dias em estufa a 37º C e 100% de umidade relativa. Após isso, metade dos dentes de cada grupo foi esvaziado por reinstrumentação e a outra metade apenas por agitação do conteúdo do canal, em ambas condições empregando-se como fármaco auxiliar uma solução detergente-furacin seguindo-se, ao final do esvaziamento, irrigação-aspiração dos canais com o mesmo produto. Posteriormente os dentes foram clivados e submetidos à avaliação visual com lupa e os resíduos medicamentosos, remanecentes nos canais radiculares, submetidos à espectrofotometria de ultravioleta. Os dados da análise de massa, quando tratados pelo teste de Kruskal-Wallis, evidenciaram diferenças significativas entre as duas formas de esvaziamento do canal, indepentemente do veículo utilizado

 

Concluindo-se ser fundamental reinstrumentar o canal após ter sido medicado com Ca(OH)2 para adequada remoção desse produto, não sendo recomendável a simples prática de agitação do conteúdo, mesmo que seguida de irrigação-aspiração.

074

Influência das substâncias químicas auxiliares na infiltração apical marginal

pós-obturação do canal radicular

M. B. LIMA e SÁ*,  J. H. ANTONIAZZI, M. CICCHI, M. R. L NUNES. /  Faculdade de Odontologia da UNITAU

Objetiva o presente trabalho, avaliar a influência de diferentes substâncias químicas auxiliares do preparo do canal radicular na adaptação do material obturador, cimento e cone principal, na região apical do canal ( nicho ou ombro apical ). Para tanto, foram utilizados 40 dentes humanos anteriores recém extraídos, divididos em quatro grupos de dez dentes: grupo I- instrumentados com soro fisiológico; grupo II- instrumentados com água oxigenada/soda clorada ( técnica de Grossman );  Grupo III- instrumentados com Endo-PTC/líquido de Dakin ( técnica de Paiva & Antoniazzi ); grupo IV- instrumentados com ácido cítrico a 50%, posteriormente obturados com cimento de N-Rickert e cones de guta-percha acorde Paiva & Antoniazzi, e colocados em azul de metileno para medir o grau de infiltração. Os resultados demonstram ocorrer uma menor infiltração marginal apical no grupo IV, seguido dos grupos III, II e I .

 

A menor infiltração no grupo em que se utilizou o ácido cítrico, deveu-se provavelmente ao aumento da permeabilidade dentinária da região apical, propiciando uma maior penetração do cimento nos túbulos dentinários.

075

Comparação da flexibilidade das limas tipo K , Flexofile , Hedstroen e Nitiflex

R.C. PALLOTTA*, M.E.L. MACHADO

Academia Brasileira de Medicina Militar – Endodontia

O objetivo do presente trabalho é mensurar e comparar a flexibilidade de quatro tipos de lima : K-file, Flexofile, Hedstroen e as novas limas de Niquel-Titânio , associando a força que estes instrumentos exercem para voltar a sua posição original quando submetidos a uma tensão . Foram selecionadas 2 limas de nos 15 a 40 correspondentes de cada tipo de instrumento . As limas eram posicionadas em uma uma prensa de madeira , a qual era  acoplada um transferidor . Em sua parte ativa um dinamômetro era adaptado . Este conjunto permitia ao operador transferir ao instrumento diferentes graus de curvatura podendo então ser medida a força que o instrumento oferece para voltar à sua posição original , este procedimento era repetido até que o instrumento sofresse deformação permanente . Obteve-se então , com relação à deformação permanente que , para curvaturas de 50 , todas as limas K já se apresentavam deformadas ,as Flexofile e tipo H após o calibre de 25 e para as de NiTi não foi observada deformação alguma . Com relação à força exercida para voltar a sua posição original ,  se tomarmos como exemplo a lima de n40 em um ângulo de 30 , teremos uma lima K já deformada , uma força de 256gf e outra de 290gf para as limas tipo Flexofile e tipo H , respectivamente , e uma força de 90gf para as limas de NiTi .

 

A partir da análise desses resultados , os autores puderam concluir que a) as limas de nitinol exercem menor força para voltar à sua posição original do que as outras ;b) as limas de nitinol não sofreram deformação permanente para esta amostra , enquanto as outras limas sofreram ;c) quanto maior o calibre do instrumento , maior a força que ele exerce para voltar a sua posição original .

076

Avaliação quantitativa de preenchimento e extrusão do Ca(OH)2 p.a. em dentes simulando a situação de rizogênese incompleta

A. T .ARAKI*, J. L. LAGE MARQUES, J.H.  ANTONIAZZI / Disciplina de  Endodontia - FOUSP - SP - Brasil fone/fax: 818-7843

O preenchimento completo do canal radicular possui relação direta com a potência do medicamento intracanal de hidróxido de cálcio, por sua vez a extrusão do material pelo ápice pode provocar um aumento da fagocitose associado a um aumento da inflamação e diminuição da velocidade de reparação, desta maneira, busca-se um preenchimento controlado, evitando ao máximo o extravasamento. Com intuito de avaliar “in vitro” os diferentes métodos de inserção da pasta de hidróxido de cálcio., observou-se a relação existente entre a quantidade de preenchimento e a extrusão do material. Foram empregados como amostras experimentais, 40 dentes unirradiculares com desenvolvimento completo, submetidos ao preparo dos canais simulando a situação de ápice aberto. Os espécimes foram preenchidos com auxílio dos seguintes métodos: G1, propulsor de Lentulo; G2, calcador Paiva; G3, cone de guta-percha; G4, cone de papel; G5, lima envolvida em algodão. Os dados foram obtidos pelo método da pesagem (tanto do dente como do resíduo extruído) utilizando balança de precisão, de modo que: (pesagem 1), antes da inserção do medicamento; (pesagem 2), imediatamente após a inserção do medicamento; (pesagem 3), após a desidratação da pasta de hidróxido de cálcio.

 

Foi possível concluir que a técnica aplicada no grupo 2 (calcador Paiva) proporcionou a inserção da maior quantidade de pasta, enquanto o maior extravasamento ocorreu pelo método G3 (cone de guta-percha). A análise estatística pelo método de Kruskal-Wallis confirmou diferença estatisticamente significativa.

FAPESP - processo 95/6966-4

 

 

077

Insucessos e falhas do tratamento endodôntico em alunos e pacientes

residentes no Vale do Paraíba  - SP

M. R. L. NUNES* , M. CICCHI.  / Faculdade de Odontologia da UFRJ

O presente trabalho teve pôr objetivo avaliar quantitativa e qualitativamente os tratamentos endodônticos em três grupos de pacientes residentes na Região do Vale do Paraíba Paulista, e verificar se os resultados estão compatíveis com os avanços técnicos e científicos da Endodontia atual. Os critérios utilizados nesta avaliação foram clínicos e radiográficos, meios estes, amplamente utilizados na aferição do sucesso ou insucesso endodôntico. De um total de 567 tratamentos endodônticos aferidos, 245 foram considerados como insucesso ( 43,01% ). Os dentes que apresentaram estatisticamente maior incidência de falhas foram: incisivos centrais superiores e laterais superiores ( 46,95% ), seguidos dos primeiros molares inferiores  (42,86 % ). Quando foram analisados os erros técnicos, verificou-se sua ocorrência em 318 dentes ( 87,2%). Os generalistas são responsáveis pôr 86,84% das falhas encontradas, enquanto que os especialistas concorrem com 58,54% ).

 

À luz dos resultados, nota-se que a atuação dos profissionais da área de Odontologia, sejam eles, especialistas ou generalistas, deixa muito a desejar quanto a qualidade final do tratamento endodôntico. O avanço técnico-científico, visa facilitar o tratamento endodôntico, elevando as taxas de sucesso, o que não parece estar sendo utilizado pêlos profissionais da região abrangida nesta amostra.

078

Avaliação quantitativa in vitro da extrusão de material durante o preparo

das paredes do canal radicular

M. CICCHI*, M. R. L. NUNES.  / Faculdade de Odontologia da UNITAU

O presente trabalho teve como propósito, realizando ou não o esvaziamento prévio do eventual conteúdo do canal, avaliar a quantidade de material extruído via forame apical durante o preparo químico-cirúrgico de suas paredes, tendo em conta a posição do dente na arcada superior ou inferior e sob a ação de diferentes substâncias químicas (soro fisiológico, água oxigenada\soda clorada, Endo PTC\líquido de Dakin)  . Foram utilizados 70 dentes humanos recém extraídos, 35 incisivos superiores e 35 incisivos inferiores, montados em manequim endodôntico, adaptado a um suporte para fixação em cadeira odontológica. Em contato com a  região apical dos dentes, dentro de uma canaleta existente na base do manequim, foram colocados pequenos blocos de esponja de limpeza a fim de coletar o material extruído. Todos os dentes do experimento, independentemente da condição, apresentaram quantidades coletáveis de material extruído; nos grupos em que se utilizou soro fisiológico, sem esvaziamento prévio, ocorreu apenas extrusão de material sólido.

 

Os resultados indicam ser a extrusão de material via forame apical inerente ao processo de instrumentação e independe da execução ou não do esvaziamento prévio ou da substância química auxiliar utilizada. A técnica de Grossman e de Paiva & Antoniazzi, previnem a formação do tampão dentinário na região apical do canal.

079

Avaliação da atividade antimicrobiana de soluções irrigantes em dentes com necrose pulpar

C.M. FERREIRA*; K.C. BONIFÁCIO; I.C. FRÖNER

Faculdade de Odontologia de Rib.Preto - USP -  Fax: (016) 633-0999

O objetivo deste trabalho é comparar “in vivo” a atividade antimicrobiana do gel de Papaína a 0,4% (FCF-USP), detergente de Mamona a 10% (IQSC-USP) e hipoclorito de sódio a 0,5% (FORP-USP) em dentes com polpa necrosada com ou sem lesão periapical. Após a cirurgia de acesso, a câmara pulpar foi irrigada com soro fisiológico esterelizado. Com 4 cones de papel absorventes estéreis, em condições assépticas, realizou-se a primeira colheita. O preparo biomecânico foi realizado com limas tipo K e brocas Gates-Glidden utilizando as soluções irrigantes em avaliação. Os canais radiculares foram secos com cones de papel absorvente estéril e realizou-se o curativo de demora com algodão estéril, guta-percha e material restaurador provisório. Após 72 horas, foi realizada a segunda colheita, também em condições assépticas. As amostras foram transportadas em solução RTF, submetidas a diluição decimal até 10 -4, semeadas em placas com os meios ágar mitis salivarius, ágar sacarose bacitracina - SB20 e ágar sangue, e incubadas em microaerofilia pelo sistema de chama de vela durante 48 horas a 37 °C. O número de unidades formadoras de colônias (UFC) foi enumerado com microscópio estereoscópico sob luz refletida. Os resultados demonstraram que o detergente de Mamona e o hipoclorito de sódio a 0,5% apresentaram atividades antimicrobianas semelhantes na diminuição do número de anaeróbios, S.mutans e estreptococos. No entanto, o gel de papaína apresentou menor atividade sobre esses microrganismos, em comparação com as outras soluções avaliadas.

Estes dados permitem concluir que o detergente de mamona e o hipoclorito de sódio apresentam eficácia como agentes antimicrobianos, podendo ser utilizados no tratamento de canais radiculares com necrose pulpar.

080

Uma técnica facilitada de diafanização dental

M. SANTOS*; F.  L. H. V. SANTOS; E. L. SIQUEIRA

Depto. de Dentística da Faculdade de Odontologia da USP -  São Paulo, Brasil.

O estudo da anatomia dental interna e dos resultados técnicos da obturação do canal radicular poderia ser incrementado se fosse possível ver seus detalhes diretamente através da estrutura dental. As técnicas convencionais de diafanização de dentes permitem esta observação direta, porém encerram  procedimentos demorados e trabalhosos. Os autores propõem a utilização em 10 dentes hígidos e extraídos e 10 dentes com tratamento endodôntico completo da técnica simplificada com a utilização de banhos de hipoclorito de sódio a 2,5% por 7 dias, ácido clorídrico a 25% por 24 horas, álcool 70%, 80% e 95% e salicilato de metila. A transparência conseguida foi tal a possibilitar a observação em todos os espécimes de anatomia detalhada do sistema radicular, com canais e intercondutos bem como detalhes da distribuição do material obturador, cimento e guta percha naqueles espécimes com canais tratados.

 

Conclui-se assim que esta metodologia pode ser aplicada com sucesso no estudo da anatomia e das técnicas de obturação de canais radiculares.

081

Cárie e  fluorose dental  em  escolares de  7-19 anos em  Araraquara, SP, Brasil, 1995

E.L.DINI1 *, A.L.R.FOSCHINI2, I.M.G.BRANDÃO2

1.Faculdade de Odontologia, UNESP, Araraquara; 2. Prefeitura Municipal,  Araraquara, SP

O objetivo deste estudo foi verificar a prevalência de cárie e fluorose dental em crianças e adolescentes de Escolas Públicas de Araraquara, SP, Brasil, em 1995. Amostragem sistemática foi utilizada para o sorteio das crianças e adolescentes com idades de 7 a 19 anos, matriculados nas 34 Escolas Públicas de Araraquara, SP, em 1995.  Uma amostra de 1956 crianças e adolescentes foi examinada por duas examinadoras, previamente calibradas, usando o índice CPOD para cárie e o índice de Dean (World Health Organization - Oral health surveys. Basic methods. Geneva: WHO, 1987), para fluorose dental. Os resultados mostraram índice CPOD (desvio padrão) de 0,3 (± 0,9), 2,6 (± 2,3), 4,6 (± 3,9) e 6,7 (± 4,4) aos 7, 12, 15 e 18 anos, respectivamente.  A porcentagem de escolares livres de cárie para a dentição permanente foi de 83,1%, 27,2%, 15,7% e 6,5% aos 7, 12, 15 e 18 anos, respectivamente. Os resultados também mostraram que 94,2% dos escolares de 7-19 anos não apresentaram fluorose dental, 4,9% tinham o grau muito leve e 0,9% grau leve.

 

A meta preconizada pela OMS/FDI para o ano 2000, de que em média as crianças aos 12 anos apresentem CPOD menor ou igual a 3, foi alcançada nesta população, e esforços devem ser conduzidos para que sejam atingidas as metas para o ano 2010.  A prevalência de fluorose dental observada não é problema de saúde pública nesta população, até o presente momento.

 

Apoio: FUNDUNESP - Processo 425/94.

082

Aplicação da estatística Kappa para avaliação da concordância intra e interexaminadores

L.H.M.NEVES 1*, E.L.DINI 1, I.M.G.BRANDÃO 2

1. Faculdade de Odontologia de Arararaquara- UNESP; 2. Prefeitura Municipal de Araraquara). Telefax (016) 232-4823

Na  realização de levantamentos epidemiológicos que envolvam mais de um examinador, é de fundamental importância a calibração prévia dos examinadores, de modo a prevenir a falta de uniformidade na interpretação, compreensão e aplicação de critérios. Neste trabalho avalia-se a concordância intra- e interexaminadores obtida em um treinamento para calibração feito por dois examinadores, previamente à realização de um levantamento das condições dentais de crianças e adolescentes de Araraquara, SP (índices CPOD, CPOS e ceo). Para avaliação da concordância intra-examinadores, 20 crianças/adolescentes foram examinadas duas vezes por dois examinadores. Para avaliação da concordância interexaminadores, 32 crianças/adolescentes foram examinadas uma vez por cada um dos examinadores. Aos dados obtidos foi aplicada a estatística Kappa (k) para verificação do grau de concordância entre os dois exames realizados por um mesmo examinador, e entre os exames realizados pelos dois examinadores. Os resultados encontrados foram: para o primeiro examinador,    k= 0,73 para CPOD e CPOS, e k= 0,81 para ceo; para o segundo examinador, k= 0,81 para CPOD e CPOS, e k= 0,80 para ceo; entre os dois examinadores, k= 0,74 para CPOD e CPOS, e k= 0,68 para ceo. Esses valores foram estatisticamente significantes (p <0,01). Considerando-se que os valores de Kappa entre 0,40 e 0,75 indicam concordância moderada a boa, além do acaso, e os valores maiores ou iguais a 0,75 indicam concordância excelente, além do acaso, conclui-se que os graus de concordância obtidos são aceitáveis, variando de bom a excelente.

083

Conhecimentos e práticas de higiene bucal em crianças e professoras

            L.P.  Ribeiro*, F. K. Almeida, A.R. Vieira, L.S.S.G. Primo

UNIGRANRIO / FOUFRJ

Foi realizado um estudo descritivo com o objetivo de determinar conhecimentos e práticas de higiene bucal (HB) em crianças e professoras de escolas particulares do município de Duque de Caxias, RJ. Para tal, foram aplicados 2 questionários mistos, um em 164 crianças de 6 a 11 anos (da 1 à 4 série do 1 grau de 3 escolas) e outro em 34 professoras das mesmas séries, analisando também o conteúdo dos livros sobre HB adotados pelas escolas.  Os resultados foram correlacionados com sexo (M e F), faixa etária (6-8 e 9-11) e tamanho da família das crianças (até 2 filhos: P; + 2 filhos: G), analisando sua freqüência e percentual.  A média de idade foi 8,46 anos (8,26 sexo F e 8,66 sexo M). 32,92% da amostra não foi orientada por dentista sobre HB; 93,9% faz HB sozinha, sendo que há supervisão em 85,97% (feita pela mãe: 61,70%), e esta é feita em todas HB em 67,37% da amostra. 55,48% escova a língua e 60,36% usa fio dental; a maioria faz HB 3 vezes ao dia (71,34%), geralmente com movimentos verticais, horizontais ou combinação dos dois.  A escolha da escova em 50,6% é feita pela criança, a sua substituição em 57,92% é determinada por mãe/pai, e o dentista só influiu na escolha em 1,82%.  96 crianças pertenciam ao grupo P, sendo a supervisão da HB maior neste grupo (90,62%) do que no G (79,41%). 92,30% das 91 crianças da faixa 6-8 fazem HB sozinhas, e 97,26% na faixa 9-11.  88,23% das professoras orientam as crianças quanto à HB, e a técnica é o fator mais importante, porém 70,58% não a definiram quando questionadas.  Apenas um livro de ciências apresentou conteúdo satisfatório sobre HB.

Como 1/3 da amostra não foi orientada por dentista sobre HB, há a necessidade também de elevar o nível de conhecimento das professoras e melhorar o conteúdo sobre o assunto nos  livros escolares.

084

Avaliação de estratégias de ensino na educação e prevenção de traumas dentários

em crianças de 6 a 8 anos de idade

M.L. GARBARINO*; M.C. SKELTON; D.V. PEREIRA / Faculdade de Odontologia - USP, Brasil

O presente trabalho teve por objetivo avaliar o aprendizado de (100) crianças de 6 a 8 anos de idade inclusive em duas escolas, uma pública: Circo Escola Nossa Senhora Rainha da Paz (50) e uma particular, Escola Joana D’Arc (50) que foram submetidas a métodos educativo e preventivo. Foram avaliadas três estratégias de ensino: a orientação direta atraves de uma palestra, a projeção de slides acompanhado de som e a projeção de vídeo, contendo cada uma a mesma informação. Avaliou-se de forma imediata e mediata (após 1 mes) através de uma prova, consultando-se conhecimentos sobre causas, primeiros socorros e medidas preventivas de traumatismos dentários. Os resultados indicaram que o método de ensino com palestra apresentou uma maior compreensão da informação (74 %), seguido do vídeo (70 %) e da projecção de slides acompanhado de som (65 %). Na Escola Joana D’Arc houve uma perda de 11, 26 % de retenção da informação como média  entre a primeira e a segunda avaliação. Não foi possível avaliar a perda de informação no Circo Escola Nossa Senhora Rainha da Paz pela falta da maioria das crianças.

 

Após a análise pode-se concluir que a estratégia de ensino com palestra foi bem aceita e  por tanto, pode ser considerada como um método adequado na aplicação de campanhas educativas na área de Saúde Pública voltado à prevenção de traumatismos dentários em crianças de 6 a 8 anos de idade.

085

Perfil do usuário de serviços públicos de saúde quanto a aspectos de saúde bucal

 B. UNFER*, M. C. V. BATISTA, N. A. SALIBA, O. SALIBA

Pós-graduação em Odontologia Preventiva e Social-UNESP-Araçatuba-SP

Tendo em vista a necessidade da implementação de educação em saúde bucal na rede pública de saúde, torna-se importante conhecer o perfil dos usuários e seu conhecimento sobre flúor, transmissibilidade e risco de cárie dentária. Foram entrevistados 150 usuários de serviços públicos de saúde na cidade de Santa Maria-RS. Os resultados indicaram que 66% dos entrevistados pertencem à faixa etária entre 21 e 40 anos, 77% são do sexo feminino, 61% não completaram o 10. grau e  31% apresentam renda entre de 1,5 a 3 salários mínimos. Com relação ao flúor, 85% afirmaram usar creme dental, entretanto  68% disseram que não costumam usar flúor, e somente 15% relatou usá-lo através do creme dental. Com relação à transmissibilidade da cárie dentária, 47% afirmaram que  não é transmissível, e aqueles que afirmaram ser transmissível, 44% disseram ser através da escova dentária.Quanto ao risco de cárie, 85% afirmaram que existe possibilidade de algumas pessoas terem maior risco e outras não, e para 25% dos entrevistados os cuidados pessoais determinam a ocorrência da doença.

 

Dos resultados obtidos é lícito concluir que a presença feminina nos setores públicos de saúde implica na responsabilidade pela atuação precoce no que concerne aos aspectos preventivos de saúde bucal que devem ser dados às mães ou futuras mães, reforçando os temas abordados neste trabalho. O uso e benefício do flúor deve ser enfatizado, tendo em vista que sua presença no creme dental e na água de beber não está sendo reconhecida.

 

Apoio financeiro: CAPES

086

Clínica Odontológica Infantil Integrada no curso de graduação da UnG

M.Moreira*, M.G.Garducci, A.P. Lino

Departamento de Odontologia da UnG-SP

Sendo a educação a garantia mais eficaz da construção de uma modernidade aceitável,entende-se que a Universidade deva ter consciência de sua missão e compromisso real com a prestação de serviços de boa qualidade (Mezomo,Revista UnG,1(1)11-15,1996).Tendo em vista as experiências obtidas em diversas instituições de ensino e que o conhecimento deva incorporar a capacidade de aprender a aprender e renovar-se constantemente ,os autores propõe um processo de desenvolvimento global e integrado no ensino clínico da odontopediatria e ortodontia no curso de graduação da Universidade de Guarulhos,UnG,por julgarem que os currículos e métodos de ensino tradicionalmente aplicados,não atendem as necessidades dos futuros profissionais da Odontologia.

Para tanto,foram necessárias alterações curriculares,bem como dos métodos de ensino e  dos critérios de avaliação da aprendizagem,concretizado em termos práticos com a criação da Clínica Odontológica Infantil Integrada(C.O.I.I.),na qual sob a supervisão clínica conjunta de professores de ambas as disciplinas ,o aluno executa um único planejamento terapêutico,que atenda todas as necessidades do paciente infantil.

Como pontos positivos da C.O.I.I.,constatou-se uma menor fragmentação na aplicação  dos conhecimentos pelos alunos com consequente maior objetividade e melhor aproveitamento do tempo de atendimento clínico.

087

Avaliação da deglutição e maloclusão dental anterior,na dentição mista

M.Moreira*,V. H.T. C.T.erra, A.P. Lino

Departamento de Distúrbios da Comunicação Humana da PUC-SP

A  deglutição atípica é  uma disfunção de etiologia complexa,sendo entendida ora como causa ,ora como consequência de maloclusão.É interessante perceber que na época de trocas dentais,ocorrem ausências dentais isoladas ou parciais ,que provocam consequentes adaptações funcionais transitórias da língua e musculatura bucal..Esta pesquisa investiga se a deglutição atipica,nos conceitos formais ,não estará presente,em crianças na fase inicial de dentição mista,independente ou não da presença de maloclusão e qual seria a associação mais frequente entre maloclusão de segmento anterior e deglutição atípica.Examinou-se 170 crianças de ambos os sexos,de 6  a 8 anos completos,em fase de dentição mista.Todas as crianças foram submetidas à um exame de deglutição e ao exame  clínico ortodôntico,onde avaliou-se a relação dos primeiros molares permanentes,trespasse anterior dos arcos dentários e tipo de oclusão no segmento dentário anterior.Os resultados mostram que a deglutição atípica,no início da dentição mista estava presente em 92,1% da casuística.25,2% dos deglutidores atípicos apresentavam normoclusão. A deglutição atípica foi encontrada em 100% dos indivíduos portadores de maloclusão de Classe III de Angle e 100% dos portadores de mordida aberta anterior.

 

Na avaliação da deglutição devemos rever os conceitos diagnósticos formais e onde as mudanças naturais da forma da cavidade bucal induzam modificações funcionais ,sugerimos o conceito de deglutição de desenvolvimento.

088

Estudo da prevalência da erupção ectópica na dentição mista

M.Moreira, Flávia R.C.Fernandes*, Luciana F. F. Otácio

Unicid - UnG – SP

A erupção ectópica  pode acontecer durante a formação dental,como resultado da formação dental desviada do sentido oclusal.Estes desvios acontecem no período intra-ósseo da erupçãoe podem resultar em alterações da cronologia,sequência favorável de erupção e aumentar o risco de maloclusão,O objetivo deste trabalho é verificar a prevalência da erupção ectópica na nossa população, sexo e faixa etária mais afetada,seu comportamento em relação à localização noarco ,dente mais afetado e etiologias.Examinamos 363 crianças,de ambos os sexos,na faixa etária de 6 a 12 anos,dentição mista.Todas as crianças foram submetidas ao exame clínico e radiográfico periapical completo.A base para a pesquisa foi o exame radiográfico,sendo selecionados todos os casos,em que algum dente em erupção na fase intra-óssea apresentasse desvio do padrão oclusal ou axial normal,sendo considerado portanto,como erupção ectópica.

 

Os resultados mostram que 5% da casuística apresentou erupção ectópica.A erupção ectópica foi mais prevalente no sexo feminino,63%;no arco inferior,72%.A maior incidência aconteceu nas faixas etárias de 6-7 anos e 10-11 anos.Os dentes mais afetados foram os segundos pré-molares inferiores.As causas mais relacionadas são ocorrências clínicas na dentição decídua antecessora:perdas precoces,rizólise irregular das raízes,anquiloses,retenções prolongadas.Salienta-se a importância da radiografia panorâmica ,na época da dentição mista.

089

Percepção e necessidades em saúde bucal dos estudantes de 1o. grau de Niteroi -  RJ

E. L. SOARES* ; F. L. GELSOMINO ; J. L. S. A.  HURST

Pós-Graduação em Odontologia Social, UFF, Niteroi, RJ, Brasil

O presente estudo tem o propósito de abordar a percepção e as necessidades em saúde bucal de 312 alunos da 5a. série do 1o. grau, pertencentes a rede pública municipal de Niteroi, RJ. Os dados foram coletados em sala de aula, utilizando-se um questionário, contendo uma questão sobre saúde geral e duas questões sobre saúde bucal. Buscou-se conhecer a visão dos estudantes sobre saúde bucal e colher informações que possam oferecer subsídios para o desenvolvimento de programas de Educação em Saúde Bucal na escola. Os dados foram obtidos para permitir uma contextualização dos problemas de saúde em geral e a real posição que a saúde bucal ocupa no cotidiano da população escolar.

 

Como resultado detectou-se que os estudantes pouco ou nada sabem sobre saúde bucal. As contradições percebidas apontam para a necessidade de se repensar a Educação em Saúde Bucal no âmbito escolar.

090

Hábitos de sucção de dedo e chupeta: Aspectos Psico-sociais e Econômicos

E.C.V. DADALTO*, R.S. WILHELM, E.P. S. BASTOS

UFES – Brasil

Na abordagem dos hábitos de sucção, a criança deve ser considerada em sua totalidade e não apenas a nível de hábito-dentes. Aspectos sociais, culturais, psicológicos e econômicos podem interferir na freqüência destes hábitos (LARSSON, E. & DAHLIN, K. G.: Am. J. Orthod., 87: 432-5, 1985). O presente trabalho teve como objetivo verificar a freqüência de hábitos de sucção de dedo e chupeta de acordo com tipo de amamentação, horário de trabalho da mãe e nível sócio-econômico.

A avaliação dos hábitos e entrevista com o responsável foi realizada em 600 escolares de 03 a 12 anos da cidade do Rio de Janeiro, sendo 280 da faixa etária de 03 a 06 anos e 320 de 07 a 12 anos. Foi verificado que 44% das crianças do nível sócio-ecnômico baixo e 29,5% do nível médio-alto sugavam dedo/chupeta, sendo esta diferença estatisticamente significante pelo teste qui-quadrado. Quanto ao tipo de amamentação, apenas 9% das crianças que usavam mamadeira não apresentaram estes hábitos de sucção. A maior porcentagem de hábitos foi observada quando as mães trabalham em expediente integral (44,5%).

 

A freqüência de hábitos de sucção de dedo e/ou chupeta foi menor entre as crianças amamentadas pelo seio materno, nos casos em que as mães trabalhavam em meio expediente e no nível sócio-econômico médio-alto.

091

Análise do aprendizado de escolares após uma sessão de motivação

A.C.C. ZUANON*, J. HEBLING, E. M. A. GIRO

Depto de Clínica Infantil, Faculdade de Odontologia de Araraquara - UNESP - SP -  Tel./Fax (0162) 32-1233

 

Diante da grande prevalência da doença cárie, os métodos de higiene bucal são os mais efetivos, principalmente a escovação, que quando realizada, geralmente se faz de forma inadequada. Deste modo o cirurgião dentista deve transmitir conhecimentos, dispertar  entusiasmo e interesse, educar e motivar o paciente. Assim, propomos realizar uma atividade motivacional com 116 crianças, voltada para prevenção, através de um método audio-visual interativo desenvolvido na forma de teatro de fantoches, para analisarmos o grau de aprendizado das mesmas. Para isto, solicitamos que elas fizessem duas redações, sendo uma antes e outra imediatamente após a apresentação, de modo que pudessemos compará-las. Após instruções sobre o uso do flúor, do fio dental, da dieta alimentar, da importância de frequentar o dentista periodicamente entre outras, observamos que antes do teatro, 3,5% das crianças citaram a existência e consequências da bactérias em relação aos dentes, sendo que após a motivação, 71,5% mostraram conhecimento em relação ao microrganismo. A necessidade de escovar os dentes foi a frase mais encontrada, sendo que após a motivação o percentual de citações aumentou de 77 para 81%.

 

Concluimos então, que o uso da técnica audio-visual mostrou-se eficiente ao analisarmos os resultados a curto prazo e que tais conceitos devem ser transmitidos de acordo com o nível intelectual da cada grupo.

092

Características sócio-econômicas e perspectivas profissionais de formandos

em Odontologia de escola pública e privada

T. A. S. BERNARDES, D. ELEUTÉRIO, C. A. SALIBA / Depto. de Odontologia Social - UNESP / Araçatuba.

A discussão sobre ensino público e privado na Universidade brasileira levou à elaboraçãpo deste trabalho onde são comparadas as características sócio-econômicas, familiares e perspectivas profissionais de 197 formandos de Odontologia, sendo 71 de Araçatuba (Estadual) e 126 de Marilia (Particular). As seguintes variáveis foram estudadas, para avaliar o nível sócio-econômico: formaçãop escolar (primário, secundário e cursinho), despesas mensais (moradia, mensalidades, instrumental), renda familiar, bens materiais da família, nível de escolaridade dos pais. Quanto às perspectivas profissionais dos graduandos, as variáveis estudadas foram: satisfação com o curso, sistema de trabalho futuro (autônomo, empregado), equipamentos já adquiridos e interesse em pós-graduação e outras. O nível sócio-econômicos dos estudantes da escola particular estudada foi mais alto que da escola pública, quando analisados todos os itens relacionados. Por exemplo, os gastos mensais daqueles estudantes foi 130% maior que dos últimos. Quanto às perspectivas profissionais, a maioria dos estudades de Araçatuba (67%) acredita no exercício inicial da profissão como empregado, o que reforça o índice sócio-econômico mais baixo, pois, 60% dos odontolandos de Marília fazem a mesma opção. A necessidade de especialização imediata é uma decisão dos dois grupos, só variando as opções, com Dentística, Endodontia e Periodontia para Araçatuba e Endodontia, Ortodontia e Odontopediatria em Marília. De maneira geral, o nível sócio-econômico dos estudantes de Araçatuba é menor que os de Marília, o que se reflete nas perspectivas futuras do exercício profissional.

093

Caracterização dos sorotipos e frequência de S. mutans entre escolares

de diferentes classes sociais de Piracicaba

D.M.P.  SPOLIDORIO*, D. MOREIRA, E.A.R ROSA, J.F. HÖFLING  / Laboratório de Microbiologia e Imunologia, FOP – UNICAMP

Amostras da saliva de escolares -de 6 a 9 anos- de diferentes classes sociais, na região de Piracicaba, foram analisadas com o objetivo de se conhecer a incidência e os biotipos mais frequentes dos Streptococcus  grupo mutans relacionando os dife­rentes níveis sócio-econômicos.  Examinou-se 200 crianças segundo critérios da OMS para o índice ceos/CPOS, totalizadas pela soma de 40 crianças de 5 classes sociais distintas (A a E). As amostras foram diluídas em solução salina, obtendo-se diluição seriada de 10-1 a 10-4, e semeadas em  meio de cultura SB 20. Após a contagem em UFC/ml, procedeu-se a identificação das espécies do grupo mutans através das provas de fermentação de carboidratos. Foram isoladas 491 cepas do grupo mutans, sendo que 78% das espécies eram S. mutans e as classes sociais D e E apresentaram maior número dessas espécies. As espécies S. sobrinus e S. rattus  foram as que se seguiram com maior frequência apresentando 11,61% e 4,68% respectivamente. Pode-se também constatar que 59% dos indivíduos eram portadores de S. mutans, seguidos pela associação de S. mutans + S.sobrinus (17%) e S. mutans + S. rattus (7,5%). Verificou-se que a classe social E apresentou  maior média de S. mutans: 6,0 x 10 6 /ceos= 10,1 seguida pelas classes sociais D, C, A e B respec­tivamente 2,5 x 106 /ceos= 7,58; 3,0 x 106 /ceos= 6,06; 1,8 x 106 /ceos 5,10 e 1,2 x 106 /ceos= 4,38.

Pelos resultados preliminares, observou-se que para a variável ceos as classes sociais D e E diferiram significativamente das classes sociais A, B e C e que a bactéria mais isolada da saliva em todas as classes sociais foi  S, mutans, seguida por S. sobrinus e S. rattus e a associação mais frequente foi de S. mutans + S. sobrinus.

Este trabalho foi financiado pela FAPESP, processo 94/0908-0

094

Perfil do aleitamento noturno em bebês

                        L.R.F. WALTER*, C. GARBOZA, A. MIYAZAKI

                        Bebê-Clínica/Universidade Estadual deLondrina F. (043) 323-9455

O crescente conhecimento da necessidade da atenção precoce para a prevenção e o controle da cárie dentária, envolve o estudo da prática do aleitamento e da higiene dentária nos primeiros anos de vida. O presente estudo envolve a análise de 360 crianças que praticavam o aleitamento noturno quando da primeira consulta. Nessas, 62,3% os pais já realizavam a limpeza e ou escovação dentária pelo menos uma vez ao dia, enquanto que nas demais, 37,7%, os pais não realizavam a limpeza e informaram que não sabiam ou não conheciam a necessidade e a importância desta prática. Quanto ao aleitamento, a maioria o praticava entre 4 a 5 vezes ao dia, sendo que 64% delas praticavam o aleitamento noturno antes de dormir e as demais, 36%, praticavam a mamada durante a noite e ou dormiam mamando.

 

Os resultados sugerem que a prática da educação odontológica aos pais seja o caminho para a informação da população para melhor prevenir a cárie dentária no primeiro ano de vida.

095

Isolamento, caracterização e frequência de leveduras do gênero Candida

em escolares de diferentes classes sociais

D. MOREIRA*; D.M.P. SPOLIDORIO; E.A.R. ROSA; J.F.  HÖFLING / Laboratório de Microbiologia e Imunologia, FOP-UNICAMP.

Amostras de saliva de escolares  (6-9 anos) de diferentes classes sociais, da região de Piracicaba, foram analisadas objetivando conhecer a frequência e os tipos principais de leveduras do gênero Candida. Das 237 crianças analisadas, distribuídas em 5 classes sociais distintas (de A à E), de acordo com os critérios utilizados pela ABA/ABIPEME, 100 apresentaram Candida, totalizando 42% do total da amostra. As amostras foram coletadas, diluídas e semeadas em Ágar Sabouraud Dextrose. Após a contagem de UFC/ml, procedeu-se a identificação das espécies através dos testes de produção do tubo germinativo, produção de clamidósporo, fermentação e assimilação de carbohidratos.

 

Os resultados preliminares demonstram que a maior prevalência de Candida está presente nas classes sociais C e D, respectivamente, e a espécie mais isolada foi C. albicans, totalizando 97,5% da amostra, seguido de C. tropicalis, com 1,3% , C. krusei, com 0,68% e C. parapsilosis, com 0,34%.

 

Embora não conste do presente resumo, dados relativos ao pH, fluxo salivar, ceos/CPOS foram obtidos e serão avaliados em conjunto com os resultados aqui descritos, complementando o projeto de pesquisa na sua totalidade.

 

Esse trabalho foi financiado pela FAPESP, processo 94/0908-0

096

Prevenção em Odontopediatria: estudo piloto envolvendo mães,gestantes,

pediatras, ginecologistas/obstetras

C. F. FARIA*, C. M. R. OLIVEIRA ,G. B. NETO, I. A. PORDEUS./Depto. Ortodontia e Odontopediatria, Faculdade de Odontologia, UFMG

Considerando que a cárie dentária é uma doença fortemente modulada pelo comportamento do indivíduo através de hábitos adquiridos durante as fases  iniciais de desenvolvimento, torna-se premente uma avaliação desses em famílias jovens (Shaw et al., Br. Dent. J., 148:231-235,1980;  Mullen, Fam. Comm. Health, 6:52-68,1983; Pordeus, Tese, Doutorado,1991). O objetivo principal deste estudo piloto foi identificar os conhecimentos e atitudes de gestantes e mães de primeiro filho, bem como avaliar as orientações e comportamento dos pediatras e ginecologistas/obstetras em relação aos fatores que influenciam o estabelecimento e desenvolvimento da doença cárie dentária. Através de questionário semi-aberto, foram realizadas entrevistas com 40 indivíduos, sendo 10 para cada um dos grupos acima citados. A análise estatística, feita através do programa EPI INFO versão 5.0, revelou os seguintes dados, entre outros: 20% dos ginecologistas e 60% dos pediatras relataram aconselhar sobre prevenção da cárie, sendo que somente 10% das mães e 10% das gestantes se lembram ter recebido orientações de seus médicos. 60% das gestantes, mães e ginecologistas e 70% dos pediatras acreditam que o alto consumo de açúcar é um fator etiológico da cárie, porém, em relação à adição de açúcar na mamadeira, 70% dos pediatras a aconselham, 60% das mães o fazem e 50% das gestantes têm a intenção de faze-lo. A má higienização bucal foi considerada como um fator etiológico da cárie por 80% das gestantes e mães; 70% dos ginecologistas e 90% dos pediatras.

Assim sendo, através deste estudo piloto, foi confirmada a hipótese de que há necessidade de uma maior integração entre os médicos e profissionais da área odontológica para um intercâmbio de conhecimentos e discussão sobre a melhor forma de repasse dessas informações para a população. Apoio: FAPEMIG, PRPq/UFMG.

097

Evolução  do  Projeto de  Vida   Profissional  em  alunos  do  último  ano  de  Odontologia

P. P. N.S.  GARCIA*,  S.A.M.  CORONA,  M.D.  FIGLIOLI

Faculdade de Odontologia de Araraquara – UNESP

Devido ao amadurecimento que normalmente ocorre no decorrer do curso de graduação, principalmente no último ano, o presente trabalho teve por objetivo avaliar a evolução do projeto de vida profissional em alunos do 40 ano do curso de graduação da Faculdade de Odontologia de Araraquara. Para isto, foram aplicados 2 questionários para 54 alunos, um no início do ano letivo de 1995 e outro no final do mesmo ano. O questionário apresentava os seguintes ítens: escolha da cidade para montagem do consultório, compra do equipamento odontológico, procura de emprego e especialização. Após a coleta dos dados, obteve-se os seguintes resultados: no início do ano de 1995 24,07% dos alunos haviam escolhido a cidade natal para montagem do consultório, 12,96% outra cidade e 62,96% não haviam feito a escolha, 11,11% haviam comprado o equipamento odontológico, 92,59% estavam interessados em procurar emprego após formados e 75,92% queriam cursar uma especialização. No final do ano letivo, da análise dos mesmos alunos, 52,27% fizeram opção pela cidade natal, 27,27% por outra cidade e ainda 20,46% continuavam sem escolha; 15,90% haviam comprado equipamento odontológico, 93,18% queriam procurar emprego e 81,82% iriam cursar uma especialização.

 

Através da metodologia pode-se concluir que houve uma maior definição sobre a localização da montagem do consultório no decorrer do último ano do curso, mas que com relação à compra do consultório, à procura de emprego e curso de especialização os índices apresentaram-se muito próximos, não havendo grandes modificações.

098

Influência do aleitamento materno no desenvolvimento de hábitos de sucção

E. BASTOS*, V. M.SOVIERO, J.M.MASSAO, M.E.RAMOS

Dep. de Odontop. e Ortod.-FO-UFRJ. Tel.: (0242) 42-6098

Foram realizadas 219 entrevistas com mães de crianças entre 2 e 6 anos que frequentam creches públicas em Petrópolis-RJ, para se obter dados sobre o duração da amamentação e hábitos de sucção.157 mães (71,7%) relataram que suas crianças chuparam chupeta, 8 (3,7%), chupeta e dedo polegar, 11 (5%), polegar ou outros dedos e 43 (19,6%)não desenvolveram nenhum hábito de sucção.183 (83,6%) amamentaram no peito e 36 (16,4%), não. A relação observada entre amamentação e hábito de sucção foi:

 

Idade que parou                                   Hábito de Sucção      

a amamentação Nenhum Chupeta Chupeta / Polegar Polegar / Dedo   

Não mamou 1            32             2             1            

Até 6 meses 3          105             5             8            

Até 1ano ou +       39            20             1             2            

 

Teste Qui-quadrado - p < 0,0001 (relativo às duas tabelas)

 

Idade que parou                            Idade que parou o hábito de sucção      

a amamentação Não teve hábito     Até 2 anos Até 3 anos     Até 4 anos ou +         

Não mamou 1             3             6           26            

Até 6 meses 3           19           26           73            

Até 1ano ou +        39             8             6             9            

Concluiu-se que as crianças que foram amamentadas por mais tempo tenderam a não desenvolver o hábito de sucção ou a cessá-lo mais cedo.

 

099

Pediatria e Odontopediatria: busca de um protocolo de ação integrada

I.M. ESTEVES*, L. NAKAMA, N.A. SALIBA

Pós-graduação em Odontologia Preventiva e Social FOA/UNESP / Campus de Araçatuba F. (018) 624-5555

Na busca de melhores condições de saúde bucal para a população brasileira, torna-se cada vez mais evidente a necessidade de atendimento precoce, com abordagem interdisciplinar e multiprofissional. Este trabalho tem por objetivo conhecer o perfil dos médicos pediatras de Londrina (PR) e de Araçatuba (SP), com relação a questões de interesse odontopediátrico, a fim de se obter subsídios para um protocolo de ação integrada. Foram enviados questionários aos pediatras cadastrados na Associação Médica de Londrina (77) e na Associação Paulista de Medicina - Seccional Araçatuba (18), com retorno de 60 (77,9%) e 15 (83,3%) respondidos, respectivamente. Os resultados mostram que 83,3% dos pediatras de Londrina e 86,6% dos de Araçatuba, encaminham as crianças ao odontopediatra, sendo que destes, 100% o fazem antes que elas completem 1 ano de idade (Londrina) e 42,8% em Araçatuba. O desmame completo é preconizado entre 7 e 12 meses de idade por 35% dos pediatras de Londrina e por 66,6% dos de Araçatuba, e entre 12 e 24 meses, por 53,7% em Londrina e 22,2% em Araçatuba. Prescrevem flúor sistêmico 1,69% dos pediatras em Londrina e 33,3% em Araçatuba.

 

Tais resultados sugerem a necessidade de um protocolo de ação integrada que permita diminuir a distância entre o que se sabe e o que se pratica, no movimento de promoção de saúde bucal, no contexto da saúde geral.

100

A importância da interação pediatra - odontopediatra no atendimento integral a criança

A. L. PALMINI *, R.M.R. ASSUMPÇÃO, M. C. FIGUEIREDO

Disciplina de Odontopediatria da Faculdade de Odontologia da UFRGS, Brasil

Durante muitos anos a Odontologia foi considerada como uma especialidade centralizada na cura da doença. Conceito este superado mediante a resultados positivos de uma prática hoje vigente direcionada à promoção de saúde do paciente com bases fundamentalmente educativa e preventiva. A abordagem Cirúrgica-restauradora extingüiu-se, surgindo a imperiosa necessidade de uma integração multidisciplinar, na busca de se conhecer o paciente como um todo, para intervir o mais precocemente possível.Com isto, a participação médica Pediátrica na Odontopediatria redefiniu padrões clássicos de atendimento Odontológico a crianças. Com o objetivo de buscar esta integração, propô-se neste trabalho, verificar o posicionamento de 100 Pediatras atuantes em diferentes centros médicos da cidade de Porto Alegre/RS, frente a algumas questões relacionadas a doença cárie. Para tal, utilizou-se de um questionário contendo 08 perguntas com 02 respostas fechadas para cada uma delas (sim/não). Os resultados percentuais encontrados foram: 27%-cárie é uma doença transmissível;85%-cárie é uma doença infecciosa;100%-cárie é uma doença com vários estágios;75%-a restauração cura;98%-existe uma correlação positiva entre higiene bucal e a prevenção da cárie;90% - recomenda a higiene bucal entre 0/3 anos de idade;100%-existe uma correlação positiva entre dieta e cárie dentária; 100%-existe uma correlação positiva entre uso de flúor e prevenção de cárie; 86%-o flúor tópico é o método preventivo mais efetivo, sendo 20%-o flúor sistêmico pré-natal e 37%-o flúor intensivo pós-natal; 63%-o flúor tem função preventiva;37%-o flúor tem função terapêutica;74,5%-recomenda a 1ª visita ao dentista entre 0/3 anos de idade.

Estes dados permitiram concluir que há um enorme desconhecimento por parte dos médicos Pediatras do que seja a doença cárie e quais são os meios vigentes eficazes para a previní-la. Descarta-se a presença de insensibilidade por parte dos mesmos para mudanças, uma vez que todos solicitaram e receberam um manual contendo respostas elucidativas ao questionário por eles respondido

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Estudo comparativo sobre o uso de dentifrícios fluoretados em crianças

R.S.VILLENA, D.G.BORGES*, R.N.FONOFF ,  C.R.M.D.RODRIGUES

Disciplina de Odontopediatria - FOUSP. - São Paulo, Brasil - Fone: 818-7835

Um dos prováveis fatores do incremento de fluorose dental na população infantil é ingestão de dentifrício fluoretado (DF). O objetivo deste estudo é determinar o uso, freqüência, quantidade e ingestão de DF, assim como, enxágüe pós-escovação em crianças de 1 a 7 anos de instituições públicas e particulares da Grande São Paulo. Foram respondidos 1151 questionários pelos pais ou responsáveis. Os resultados mostram que já com 1 ano de idade 57,1% das crianças de instituições particulares e 71,4% das públicas utilizam DF, sendo que a partir dos 3 anos, 100% das crianças de ambos grupos fazem uso regular. Diferenças estatisticamente significantes (ES) são encontradas quanto ao tipo de dentifrício adquirido (p<0,05), sendo predominante o infantil para uso exclusivo da criança nas instituições particulares e o convencional, para uso familiar nas públicas. Não foram observadas diferenças ES entre os grupos avaliados quanto à quantidade e freqüência do uso de DF. O enxágüe pós-escovação foi constatado a partir dos dois anos existindo uma relação direta entre incremento da idade, execução e número de enxágües. Relatos de ingestão de DF durante a escovação foram observados em todas as faixas etárias estudadas, variando entre 60 a 95% em ambos os grupos estudados. Foi constatada também a ingestão de DF em outros momentos além da escovação, principalmente em crianças de escolas públicas, variando de 43,8 a 53,6% entre um a três anos respectivamente.

 

Conclui-se que o uso inadequado e a excessiva ingestão de DF por crianças de baixa idade leva-nos a refletir sobre a necessidade de projetos educativos para a população com a finalidade de diminuir o potencial de risco de fluorose dental.

102

Hábitos de higiene bucal em crianças de 1 a 7 anos em São Paulo

R.S.VILLENA, D.G.BORGES, R.N.FONOFF , C.R.M.D.RODRIGUES*

Disciplina de Odontopediatria - FOUSP. - São Paulo, Brasil. Fone: 818-7835

O objetivo do estudo foi avaliar os hábitos de higiene bucal em crianças de 1 a 7 anos, observando-se época de instalação, freqüência, métodos utilizados e participação dos responsáveis. Questionários dirigidos aos responsáveis foram distribuídos em escolas e creches particulares e públicas, sendo respondidos 1151. A instalação do hábito de higiene bucal mostrou diferença estatisticamente significante(ES) entre os grupos somente no 1º ano de vida, sendo mais prevalente nas crianças de inst.particulares. A instalação do hábito incrementou com o decorrer da idade, alcançando 100%aos 3 anos em ambos grupos. A escova foi o instrumento mais utilizado, porém métodos alternativos(fralda,gaze,pano e cotonete) também foram relatados nos dois primeiros anos, sendo equivalente a 38 e 3%(1 e2 anos respectivamente)nas particulares e 47,8 e 13,9% nas públicas. Os primeiros relatos de uso do fio dental ocorreram aos 2 anos em ambos grupos, aumentando com a idade. Nas crianças das inst.particulares a variação foi de 2,8 a 26,2% e nas inst.públicas de 2,5 a 13,8%. O uso de dentifrícios fluoretados foi relatado em 56,1 e 71,4% com 1 ano de idade para as inst.públicas e particulares, alcançando 100% aos 3 anos em ambos grupos. Houve maior participação dos responsáveis na execução/supervisão das crianças frequentadoras de escolas particulares.

 

Conclui-se que a instalação dos hábitos de higiene ocorre precocemente em ambos grupos, porém maior ênfase em relação ao uso adequado de fio dental e dentifrícios fluoretados deve ser dada.

103

Avaliação das especialidades mais escolhidas pelos acadêmicos de Odontologia

F. V. ABREU*1,R. S. GAMA2, M. E. TOLLENDAL1

1-FO-UFJF - 2 - OASD / MAer,  UNIGRANRIO - Duque de Caxias

Muito já se falou que a prática odontológica deve ser uma filosofia preventiva. Porém tal posicionamento não corresponde à realidade, visto que a prevenção e seus métodos, embora amplamente pesquisados, ainda são pouco enfocados na vida acadêmica. Durante muitos anos o cirurgião-dentista considerou os procedimentos restauradores como a parte nobre e mais rentável da profissão. Quais são as especialidades mais escolhidas pelos alunos? O que conduz o aluno na escolha da especialidade? Este estudo foi realizado com o intuito de responder estas perguntas. Foram analisados 33 questionários fechados respondidos pelos alunos do 8o período da FO-UFJF. 14 eram homens(42,4%) e 19 mulheres(57,6%), com idade entre 20 e 27 anos. A tabela  expressa, em porcentagem, as especialidades mais escolhidas:   

sexo                                                          especialidades

                   odp         orto        endo        perio           prt        dent           pvt        patol         cmf            rx     n/sabe            

masculino                   0        21.4        21.4        14.3        14.3             0          7.1             0        21.4          7.1          7.1            

feminino                 26.3        21.0        15.8        10.5             0        10.5        10.5          5.3          5.3             0          5.6            

100% dos alunos escolheram a especialidade porque gostam dela, porém 15,8% das mulheres e 50% dos homens porque tinham mais habilidade, 10,5% das mulheres e 28,6% dos homens inspiraram-se em algum professor, 7,14% dos homens porque já possuíam algum parente na especialidade e 7,14% dos homens devido ao retorno financeiro.

O estudo mostra que os alunos escolhem a especialidade que mais gostam, mas há sempre um outro motivo associado a esta escolha sendo que o status e retorno financeiro ainda têm grande influência

104

Saúde bucal de trabalhadores de indústrias alimentícias

N.E. Tomita*, J.S. MENDONÇA, V. P.  SENGER, E.S. Lopes

Faculdade de Odontologia de Bauru-USP - Faculdade de Medicina de Botucatu-UNESP. - Fax: (0142) 23-5525

Este estudo transversal foi delineado para estimar a prevalência de cárie dentária e doença periodontal em trabalhadores de uma indústria alimentícia de Bauru-SP-Brasil e verificar a associação entre fatores ambientais no processo de trabalho e as condições de saúde bucal. Foi realizado o levantamento das condições bucais junto a 157 trabalhadores, de ambos os sexos,  utilizando os índices CPOD (cárie dentária) e CPITN (doença periodontal). A definição de uma amostra probabilística utilizou como critério para sorteio o número de inscrição funcional, contemplando funcionários de todos os setores. O grupo de estudo foi composto por funcionários da fábrica de chiclete e chocolate, que encontram-se permanentemente expostos a partículas de farinha e açúcar no ambiente de trabalho. O grupo-controle foi formado por funcionários da mesma empresa que, no desempenho de suas funções, não são submetidos a exposição constante a estes agentes. Os dados foram processados através do programa EPI-INFO, verificando-se CPOD  de 15,73 para o grupo de estudo e 15,53 para o grupo-controle. O índice CPOD apresentou tendência a aumento com a idade, entre os trabalhadores dos dois grupos. Quanto à doença periodontal, verificou-se que, no grupo de estudo, 17,0% dos trabalhadores apresentavam cálculo, 60,0% tinham bolsas de 4-5mm de profundidade e 23,0% apresentavam bolsas de  + de 6mm. No grupo controle, a distribuição da amostra foi de 44,4%, 44,4% e 11,1%, respectivamente, sendo as diferenças entre os grupos estatisticamente significante (p<0,0001 por Qui-quadrado).

 

Pôde-se concluir que os trabalhadores expostos a açúcares apresentaram níveis mais elevados de doença periodontal, porém não de cárie.

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Prevalência da cárie dentária em crianças de 3 a 6 anos de idade do

município de Araçatuba-SP, 1996

E.S. ORENHA*; L. NAKAMA; M.C. MENEGHIN; S.A.S. MOIMAZ / Depto. de Odontologia Social. Fac. Odontologia Araçatuba-UNESP

Os autores tiveram por objetivo verificar a prevalência da cárie dentária, em crianças de 3 a 6 anos de idade, no município de Araçatuba-SP, no qual a água de abastecimento público é fluoretada. Foram examinadas 1140 crianças de ambos os sexos, nascidas e residentes em Araçatuba matriculadas nas Escolas Municipais de Educação Infantil (EMEI). Na seleção das escolas, levou-se em consideração fatores como a localização, nível sócio-econômico e utilização de medidas preventivas. Os examinadores foram devidamente calibrados alcançando nível de concordância de 90%. Os exames foram realizados no pátio das escolas, sob luz natural, utilizando-se espelho bucal plano e sonda exploradora. Após o processamento dos dados os resultados mostraram um índice ceo de 0,80; 1,53; 2,28; 2,27 nas idades de 3, 4, 5 e 6 anos, respectivamente. As porcentagens de crianças livres de cárie para as idades de 3, 4, 5 e 6 anos foram de 70,00%; 57,79%;  42,63% e 40,40% respectivamente. A percentagem de crianças livres de cárie diminui da idade de 3 para 6 anos. O componente cariado é o maior responsável pelo valor do índice ceo, mostrando em termos percentuais para as idades de 3, 4, 5 e 6 anos um valor de 85,96%, 75,00%, 59,79%, 55,59%, respectivamente.

Podemos concluir que: a) Há um aumento no ceo da idade de 3 para 6 anos de 64,76%; b) O ceo apresenta um aumento acentuado até 5 anos e os percentuais de dentes cariados são maiores aos 3 e 4 anos, o que mostra maior preocupação com o tratamento curativo em detrimento da prevenção; c) A porcentagem de crianças de 5 e 6 anos de idade livres de cárie está em torno de aproximadamente 40%, abaixo do recomendado pela OMS como meta a ser atingida no ano 2000.

106

Relação entre traços da personalidade e as condições de saúde bucal em jóvens

A. Valsecki Jr.*; M.H.R. Gibran, L. Osaki

Fac. Odontologia de Araraquara - UNESP - Depto. Odontologia Social

Tem sido evidente a necessidade de mudanças na qualidade da relação dentista-paciente, face aos novos conceitos da prevenção e promoção da saúde com enfase em estratégias educativas. Assim, utilizou-se sistematicamente o Inventário Multifásico de Personalidade de Minnesota (MMPI) em 30 jóvens de 16 a 18 anos, com o objetivo de conhecer aspectos do funcionamento de sua personalidade e, a partir de então, através de uma correlação objetiva com os cuidados que tem com sua própria saúde bucal, estabelecer estratégias educativas individuais para a promoção da saúde. Após a aplicação e análise do teste MMPI, os jóvens foram submetidos a exames clínicos bucais com a utilização de um índice CPOS modificado (inclusão da análise de manchas brancas e tratamentos preventivos), a um índice de placa e a questionários de dieta, práticas de higiene oral e anamnese geral. Com esses dados a amostra foi dividida em três grupos de risco à cárie: baixo (30% ), médio (23,4%) e alto (46,6%) e estabelecidas as correlações com os dados do MMPI. Os resultados indicam que indivíduos com traços de personalidade hipocondriaca possuem uma correlação de baixo risco à cárie, provavelmente devido ao seu grande medo de contrair doenças, possibilitando que estratégias educativas de esclarecimento sejam assimiladas e seguidas. O grupo de alto risco à cárie denotou uma personalidade com traços de hipomania, que os caracterizam como indisciplinados, hiperativos e muito distraídos, implicando na utilização e aplicação de estratégias educativas constantes, com conteúdo motivador e participante, além de medidas técnicas de ação específica.

 

Concluí-se que a associação do teste MMPI com exames clínicos bucais possibilitam de forma mais eficiente a elaboração de estratégias educativas individuais.

107

Higiene oral visível

I.B.CARRARO*, F. L.MARTINS, W. W. N. PADILHA, M.E.A.ALONSO

UFF – Niterói

O objetivo deste trabalho é estimular o ”auto cuidado” em crianças, para que cheguem a dentição adulta com melhores hábitos de higiene oral e dieta. O grupo alvo compreende duas turmas de 4º série de uma escola Municipal de Niterói, com 40 alunos cada e com uma idade média de 12 anos. PLENTZ,A.I. & CARVALHO,L.S.- Utilização de pasta evidenciadora no controle da higiene bucal (Índice de placa e gengival) em pacientes portadores de aparelhos fixos. Revista Ortodontia-SPO-Maio/Jun/Jul/Ago-1994. QUINTANILHA,L.E.L.P et alli- Evidenciador de placa bacteriana veiculado por dentifrício. Odontologia Hoje/ Clínica e prótese- 1989.. Foi aplicado um questionário sócio-econômico e dadas instruções de higiene oral, porém o grupo controle (c) utilizou o dentifrício com flúor e no grupo teste (t) foi introduzido o dentifrício com revelador de placa bacteriana (Vermelho Congo). A partir do momento que se torna visível a placa durante a escovação, torna-se mais eficaz sua remoção, motivando as crianças. Foram realizados sete exames em cada criança, com intervalo de 15 dias onde foram registrados,em fichas clínicas, Índice de Placa (IP) e Índice Gengival (IG), cujas médias aritméticas foram usadas para elaboração de gráficos e tabelas.

Através das análises concluiu-se que houve diminuição do IP desde o Iº exame tanto no grupo t quanto no grupo c, porém no grupo t a diferença foi significantemente maior. Já o IG reduziu no grupo c somente após o 3ºexame e no grupo t desde o 1º, comprovando que o uso da pasta com corante melhora a higiene oral com maior eficácia e em menor tempo, especialmente por este fato ter ocorrido com o IG já que este é um índice menos susceptível a mudanças imediatas e que por isso reflete com maior exatidão a situação.      

Apoio financeiro: CNPq.

108

Nova classificação comportamental para crianças menores de 30 meses

M. M. Melo; L. R. F. Walter; C. C. Dezan

UEL - Londrina – Brasil

A escala comportamental de Wrigh é bastante utilizada e aplicada para se classificar o comportamento de crianças maiores de 3 anos de idade.

Com o advento da Odontologia para Bebês surge a necessidade de se estudar o padrão comportamental dessas crianças, uma vez que não se sabia como iriam reagir frente aos procedimentos odontológicos.

50 crianças foram analisadas nas fases pré, pós e eruptiva, concluindo-se que o padrão comportamental varia de acordo com a erupção, equipamentos, instrumentos e métodos de abordagem do operador.

 

Sinteticamente podemos referir a 3 condutas:

- Conduta A (Negativa) - Quando choram nos braços do operador e tentam impedir as ações de limpeza e o exame clínico.

- Conduta B (Indefinida) - Não choram nos braços do operador mas tentam impedir as ações de limpeza e exame clínico.

- Conduta C (Positiva) - Não choram em nenhum momento e permitem as ações de limpeza e exame clínico.

O uso desta classificação possibilitará ao cirurgião o estabelecimento de condutas padronizadas para o manejo das crianças de pequena idade, bem como de seus pais, no consultório odontológico.

109

Estudo comparativo entre o uso de escovação orientada e a profilaxia profissional

C. A. SALIBA*, N. A. SALIBA,  S. A. S. MOIMAZ, A. L. ALMEIDA

Depto. de Odontologia Social. Fac. Odontologia Araçatuba – UNESP

O objetivo do trabalho foi comparar a eficácia da escovação orientada e supervisionada em relação à profilaxia profissional no combate à placa bacteriana. Foi selecionada uma amostra de 45 escolares de 12 anos, divididos em três grupos: A, B, e C. Os 3 grupos foram submetidos à evidenciação de placa bacteriana, para determinar o Índice de O’Leary, na data base, no 2º mês e no final do período experimental de 4 meses.  Apenas o grupo A recebeu uma palestra sobre prevenção de cárie, com ênfase na higiene bucal, e na data base.  Os seguintes procedimentos  foram realizados quinzenalmente; totalizando 9 sessões.

Grupo A - escovação e uso do fio dental supervisionados

Grupo B - profilaxia profissional com taça de borracha e pedra pomes

Grupo C - escovação habitual não-supervisionada

Os Índices O’Leary médios observados para os três grupos, nos três períodos de observação, foram, respectivamente: Grupo A - 52,93%,  38,33%  e  32,62%;  Grupo B: 48,00%,  46,38%  e  47,47%; Grupo C: 46,57%,  46,05%  e  45,93%. A análise de variância mostrou a  existência de diferença estatisticamente significante para o grupo A, quando comparado com os outros grupos estudados, representada por uma redução acentuada no acúmulo de placa, ao longo do período, no grupo submetido à escovação supervisionada.

 

Pode-se concluir que, a educação e a orientação supervisionada são fundamentais para o estabelecimento de hábitos permanentes de higiene bucal.

110

Avaliação da liberação de flúor de selantes após a exposição a géis fluoretados

A.L.S. BORGES*, A.B. AMENDOLA, M.A.J. ARAÚJO

Faculdade de Odontologia de São José dos Campos - UNESP - C.P.  314

Avaliou-se a liberação de flúor de: a)um cimento de ionômero de vidro- CIV (Chellon-Fil - ESPE) e dois selantes resinosos (Fluroshield - Dentsply e Alpha Fluor Seal - DFL) e b) os mesmos materiais após exposição a gel de flúor fosfato acidulado (FPA) a 1,23% e gel de flúoreto de sódio neutro (FN) a 2%. Os espécimes foram colocados em tubos com água de-ionizada por 14 dias (etapa 1). Em intervalos de 24 horas, os espécimes eram transferidos para novos tubos com água de-ionizada e a quantidade de flúor  medida através de um eletrodo específico e registrada em ppm. Após este período, os espécimes foram divididos em 3 grupos, sendo que o primeiro grupo foi  exposto a gel de FPA por 4 minutos, o segundo grupo foi exposto a gel de FN por 4 minutos e o terceiro grupo foi tomado como controle. Em seguida, os espécimes foram lavados e transferidos para novos tubos contendo água de-ionizada em intervalos de 24 horas por mais 14 dias (etapa 2). Para a análise dos resultados foram empregados os testes estatísticos Anova de um e dois critérios, de Tukey e t pareado. . O Chellon-Fil liberou significativamente maior quantidade de flúor que os selantes resinosos.(p< 0,1%). Após a exposição dos espécimes aos géis fluoretados, houve significativamente maior liberação de flúor destes quando comparado ao grupo controle. Para o Chellon-Fil houve maior liberação de flúor após a exposição ao FPA comparado ao FN (p< 0,1%), já para os selantes não houve diferença estatística entre os dois géis.

 

Os dados obtidos permitiram concluir que houve incorporação de flúor pelos materiais e subseqüente liberação após exposição a géis fluoretados, fazendo com que estes materiais funcionem como reservatórios de flúor.

111

O valor dos achados clínicos trans-operatórios, radiográficos e histopatológicos

no diagnós-tico de Cisto Dentígero

T.W.F. AZAMBUJA*, F. BERCINI, J.J.D. BARBACHAN, C.M. SILVA / Depto. Cirurgia e Ortopedia FOUFRGS - RS   Tel. (051) 3165194

O cisto Dentígero (CD) envolve a coroa de um dente retido e está preso em seu colo. Sua freqüência é de 1,44% dos dentes retidos e pode evoluir para ameloblastoma. Em função disto o critério diagnóstico de Cisto Dentígero deve ser muito sensível para permitir o acompanhamento correto destes pacientes. Girod et al. Int. J. Oral Maxillo. Surg., 22:110-2, 1993.

Nossos objetivos são: determinar a prevalência de Cistos Dentígeros originados em terceiros molares retidos, comparar a sensibilidade e a especificidade dos achados clínicos trans-operatórios e dos achados radiográficos com o exame histopatológico.

Foram estudados, prospectivamente, 100 casos. A presença de cavitação e conteúdo líquido observados durante o trans-operatório foram considerados diagnósticos de Cisto Dentígero. Ao exame radiográfico, uma medida do espaço do folículo pericoronário igual ou maior a 2,5 mm foi considerada compatível com Cisto Dentígero.

 

Sete casos de Cisto Dentígero foram diagnosticados pelo exame histopatológico (prevalência de 7%), os achados clínicos tiveram sensibilidade de 100% e 95,6% de especificidade. Os achados radiográficos tiveram 57,1% de sensibilidade e 52,6% de especificidade.

112

Estudo comparativo de incisões para remoção de terceiros molares e suas implicações periodontais

F. BERCINI*, T.W.F. DE AZAMBUJA, G. L. MARTINS

Depto. Cirurgia e Ortopedia, Faculdade de Odontologia da UFRGS - Fax (051) 330.29.51

A relação de proximidade do terceiro molar inferior com o periodonto do dente adjacente é considerada um ponto crítico, tanto pela sua permanência quanto pela sua remoção.Esta pesquisa tem por objetivo comparar dois desenhos de incisões (angular e envelope), para remoção cirúrgica do terceiro molar inferior, com  a variação da profundidade  pós-operatória do sulco gengival da face distal do dente adjacente. Melo,G.C.; Barroso,J.S. Estomat. Cut., 16: 54-60, 1986. Kugelberg, C.F. et al. J. Oral Maxillofac. Surg., 20: 18-24, 1991. Kugelberg. C.F. et al. J. Clin. Periodontol., 18: 37-43, 1991. Num total de 100 extrações dentárias, foram utilizadas 50  incisões angulares e  50 incisões  tipo envelope. Aferições dos  sulcos gengivais foram realizadas no pré e pós-operatórios.A profundidade do sulco gengival, na face distal do segundo molar adjacente,após 180 dias, mostrou que: a) aumentou em 14% dos casos na incisão angular e 6%na incisão envelope; b) retornou à medida inicial em 40% dos casos na incisão angular e 22% na incisão envelope e c) diminuiu em 46% dos casos na incisão angular e 72% na incisão envelope.

 

O presente estudo, demonstrou que a utilização do desenho da incisão do tipo envelope apresentou melhores resultados , em relação a considerações periodontais.

113

Estudo das posições de relação e oclusão cêntricas em pacientes submetidos a cirurgia de prognatismo mandibular

C. TRISTÃO*; G. TRISTÃO / Depto. de Odontoclínica,   FO-U.F.F., Niterói / RJ ; I. GANDELMANN FO-U.F.R.J., Rio de Janeiro, Brasil

O estudo verificou a presença ou ausência de discrepância entre as posições de relação e oclusão cêntricas em 10 pacientes, de ambos os sexos (21-37 anos), submetidos a cirurgia para redução do prognatismo mandibular. A amostra apresentava dentição completa ou ausência de espaços protéticos e com um pós-operatório mínimo de 12 meses. Avaliação pré-operatória foi realizada através de RX cefalométrico de perfil, panorâmica e radiodônticas, 20 dias antes da intervenção, enquanto a pós-operatória, 45-60 dias pós-cirurgia. Realizou-se moldagem dos arcos superior e inferior, sendo os modelos montados em articulador semi-ajustável na posição de relação cêntrica, utilizando-se a técnica dos calibradores de Long. Discrepância entre posições de relação e oclusão cêntrica foi medida 3 vezes, com paquímetro, obtendo-se uma média de cada situação. Em 70% dos casos as posições de relação e oclusão cêntrica foram coincidentes, enquanto que em 30%, não coincidiram.

 

Concluiu-se que, nos casos em que as posições eram discrepantes, os valores obtidos nunca foram superiores a 1,0mm, tendo a porção posterior do côndilo afastada da porção posterior da cavidade glenóide do articulador em pelo menos um lado.

114

Transplantes xenógenos de cartilagem, conservados em glicerina, na mandíbula de ratos.

Estudo histológico

J. L. SANTIAGO*; J.G.C. LUZ / DEPTO. CPTMF. Faculdade de Odontologia USP

No estudo atual realizamos transplantes xenógenos de cartilagem obtidos da orelha de suínos, conservados em glicerina. Foram utilizados ratos adultos pesando em média 250kgr, operados sob anestesia geral. Foi realizada ferida óssea  bicortical em ambos os lados da mandíbula. O lado direito recebeu o transplante e o esquerdo foi mantido como controle. Os achados histológicos iniciais mostraram intensa infiltração inflamatória e sinais discretos de reabsorção na face sem periconário. A partir das corticais externas notou-se atividade osteoblástica junto ao nicho ósseo com a presença de exsudato serofibrinoso. Após vinte dias observou-se reabsorção importante da cartilagem com infiltração inflamatória e numerosas células gigantes multinucleadas. Significativa área de neoformação óssea persistiu próximo à ferida óssea.

 

Diante disso concluimos que transplantes xenógenos de cartilagem conservados em glicerina apresentaram reabsorção é importante, intensa quando sem periconario, enquanto que houve neoformação óssea ao redor da loja cirurgica, a partir das corticais externas.

115

Avaliação da simetria mandibular após fratura de côndilo experimental na fase de crescimento

J.G.C. LUZ*; L. RODRIGUES; M.D. NOVELLI

Depto. de C.P. T.M.F.  da Faculdade de Odontologia da USP

 

Neste estudo foi avaliada a simetria mandibular após fratura de côndilo experimental na fase de crescimento, utilizando ratos jovens pesando em média 78g. Os animais foram distrubuídos em dois grupos, experimental e controle. Em ambos os grupos foi realizado acesso cirúrgico à região condilar, sob anestesia geral. Fraturas com desvio do processo condilar do lado direito foram realizadas no grupo experimental. Os animais foram sacrificados após períodos de 24 horas, uma semana, duas semanas, um mês e três meses e suas cabeças submetidas a radiografia axial. Na avaliação radiográfica foi traçada uma linha “L” tangente à bula timpânica, bilateralmente. A seguir, com base no ponto “I” entre os incisivos inferiores e o ponto médio da linha “L” foi mensurado o ângulo formado. Através de análise estatística foi verificada a significância da diferença entre os vários tempos experimentais e entre os tempos finais dos grupos experimental e controle.

 

Foi concluído que não houve diferença significante para o desvio da linha média mandibular, após fratura de côndilo na fase de crescimento, entre os períodos experimentais e entre os grupos experimental e controle.

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Fratura experimental do arco zigomático na fase de crescimento

A.C. GOULART*; E.M.V. FERNANDEZ; M.D. NOVELLI; J.G.C. LUZ

Depto. de C.P. T.M.F.  da Faculdade de Odontologia da USP

O comportamento da fratura do arco zigomático no período de crescimento foi avaliado através de mensurações cefalométricas. Fratura com desvio medial no lado direito foi realizada em ratos com um mês de idade. Os animais foram sacrificados com três meses de idade e submetidos às tomadas radiográficas axial e rostro-caudal. As mensurações foram realizadas através de um sistema de computador.

 

Foi verificada tendência de retorno do arco zigomático à sua posição original, mas com diminuição significante da profundidade da fossa infratemporal. Porém, não houve diferença significante para distância entre o arco zigomático e a mandíbula, o que pode ser explicado pela presença de desvio significante na mandíbula.

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Avaliação das injeções intravasculares nas anestesias alveolar inferior, lingual e bucal

M.C.A.LOPES *, W. L.MOURA, A.K.C.CAMPOS, V. M.S.BATIST

Depto.Patologia Clínica, Faculdade de Odontologia da UFPI-(086)232-1691

Este trabalho teve por objetivo avaliar a porcentagem de ocorrência de injeções intravasculares de anestésicos locais, durante a realização de anestesias regionais intrabucais dos nervos alveolar inferior, lingual e bucal através das técnicas de SMITH (1918) e GOW-GATES (1973). Oral Surg., 36: 321-328,1973. J.Dent. Ass.,38: 11-14,1983.

Para realização deste trabalho foram selecionados 100 indivíduos, sem distinção de sexo, raça ou cor, que necessitavam de intervenção cirúrgica-odontológica sob anestesia local. Em cada indivíduo foi realizada anestesia regional por bloqueio dos nervos alveolar inferior, lingual e bucal pela técnica convencional das três posições (SMITH, 1918) e também pela técnica de GOW-GATES (1973). Para tanto foi empregado seringa tipo aspiração e agulha descartável. A anestesia foi realizada por um só operador visando padronização e a aspiração foi feita no trajeto da agulha e no ponto de infiltração de acordo com as referidas técnicas. Do total das 100 anestesias realizadas obteve-se um índice de 10% de aspiração positiva pela técnica convencional das três posições e 3% pela técnica de GOW-GATES.

 

Diante dos resultados obtidos pôde-se concluir que o índice de aspiração positiva é maior quando se realiza a técnica indireta de SMITH (1918).

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Avaliação histológica em tíbia de coelhos de parafusos de titânio

J. P. ILG*, R.G.LISA, L.A.PASSERI

Disciplina de Cirurgia Buco-Maxilo-Facial, Fac. de Odontologia de Piracicaba, Unicamp -  Fone: (0194)210063

A fixação interna de fraturas ou osteotomias através de placas ou parafusos veio a diminuir o tempo de fixação intermaxilar e aumentar a estabilidade destes procedimentos (Luhr, Chir. Plast. Reconstr.,7:84-90, 1970). Para que o material de síntese possa permanecer nos tecidos, o mesmo deve ser inerte, sem causar reações de corpo estranho. Para testar a biocompatibilidade de 4 marcas de parafusos de titânio para fixação interna rígida, foram usados 8 coelhos, divididos em 4 grupos iguais. Em uma tíbia de cada coelho foram implantados 4 parafusos, sendo 1 de cada marca. Os animais foram sacrificados nos intervalos de 1, 2, 3 e 4 semanas. Após descalcificação da peça, os parafusos foram retirados e cortes histológicos feitos no sentido do longo eixo do parafuso. Na primeira semana, houve discreta reação inflamatória na região da cabeça do parafuso para todas as marcas, e nos 3 intervalos seguintes não se verificou inflamatória nesta área.

Ao final da quarta semana havia tecido osteóide junto à cabeça do parafuso de todos parafusos. No osso cortical verificou-se necrose em maior e menor grau nas 3 primeiras semanas, não relacionadas com as marcas dos parafusos. O osso esponjoso mostrou hemorragia medular em todos os parafusos na primeira semana, sendo subsequentemente substituído por tecido conjuntivo fibroso nos intervalos seguintes. Na última semana houve proliferação de tecido osteóide na maioria dos parafusos. Nos parafusos de uma das marcas verificou-se que a camada externa do metal soltava resíduos metálicos. Analisando-se os resultados, conclui-se que: não houve diferença entre as diferentes marcas de parafusos, sendo que todas apresentavam boa biocompatibilidade. A necrose óssea no osso cortical é possivelmente devido ao trauma da perfuração para inserção dos parafusos.

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Padrão de irrupção de dentes permanentes em crianças  HIV +

A.A. NEVES*, M.L.NEVES, R.RAGGIO, A. FROTA

F. O.Odontopediatria - IPPMG - NESC – UFRJ

O objetivo do presente trabalho foi comparar a média de dentes permanentes irrompidos na faixa etária de 6 a 11 anos em crianças HIV+ (G+) e crianças sem evidência de imunossupressão (G-). Para isto, 22 crianças HIV+, pacientes do ambulatório DIP-Imuno (IPPMG-UFRJ) e 60 crianças sem evidência de imunossupressão, pacientes da clínica de Odontopediatria da FOUFRJ foram examinadas sendo a quantidade de dentes permanentes irrompidos na cavidade oral e a idade das crianças anotada. Os resultados foram analisados pelo teste t de Student e coeficiente de correlação de Pearson. A média de idade (meses) e dentes permanentes irrompidos nos grupos, foi 96,2 (dp=21,2)e 8,4 (dp=6,2)no G+ e 100,1 (dp=19,3)e 11,8 (dp=5,7) no G-. O teste t mostrou não haver diferença estatística entre as médias de idade nos grupos (p=0,29), mas revelou significância a nível de 5% (p=0,026) em relação às médias de dentes irrompidos entre os grupos. Estas diferenças foram evidentes entre os grupos nas faixas etárias de 6 (p=0,0006) e 11 anos. Das crianças G+, aquelas que apresentaram mais atraso na irrupção da dentição permanente em comparação com as crianças G- (25% do G+), apresentaram imunossupressão grave (T4<15%) no momento do exame.O coeficiente de correlação apontou correlação positiva entre idade e número de dentes em ambos os grupos, no entanto, seu valor no G- foi mais próximo de uma correlação ideal (0,76) e significante a nível de 1% do que no G+ (0,36).

Na amostra podemos concluir que as crianças HIV+ aos 6 anos de idade possuem irrupção de dentes permanentes atrasada em relação a crianças sem evidência de imunossupressão. Sugerimos estudos em maiores amostras.

CNPq-521652/95-2

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Caracterização das metaloproteinases associadas ao desenvolvimento do germe dental

do primeiro molar de ratos / R.D. Coletta*, M.A.N. Machado, M.A. Lopes, S.R.P. Line

Disciplina de Patologia Oral, Faculdade de Odontologia de Piracicaba-UNICAMP

O desenvolvimento do germe dental é acompanhado de uma degradação e remodelação das macromoléculas da matriz extracelular. Esta degradação e remodelação está associada com o crescimento e desenvolvimento do órgão dental e parece ser feita pelas metaloproteinases. As metaloproteinases são uma família de endopeptidases capazes de degradar diversas das macromoléculas da matriz extracelular. O objetivo desse trabalho foi caracterizar as metaloproteinases associadas com o desenvolvimento do germe dental do primeiro molar de ratos. As metaloproteinases foram extraidas em tampão contendo 50 mM tris-HCl pH 7,4, 100 mM CaCl2, 2 mM PMSF e 2 mM NEM. O extrato foi analisado por enzimográfica em gel de poliacrilamida contendo gelatina e caseína como substrato.

Os resultados mostraram que a maturação do germe dental é acompanhado por rápidas mudanças na expressão das metaloproteinases. A expressão das  metaloproteinases com atividade gelatinolítica aumentaram progressivamente do dia 0 ao 15, enquanto que as metaloproteinases com atividades caseinolíticas aumentaram rapidamente do 3 ao 10, diminuindo no dia 15. Todas as enzimas detectadas foram inibidas por 1,10-fenantrolina e EDTA e exibiram atividade em pH neutro.

 

Conclue-se que as metaloproteinases estão associadas com o desenvolvimento e crescimento do órgão dental.

 

Financiado por FAPESP e FAEP.

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Influência de açúcares na fermentação e síntese de polissacarídeos extracelulares insolúveis (PEI) pela placa dentária in vitro

A.S.F.  SILVA*; C.E.PINHEIRO. / FOP – UNICAMP

O objetivo desse estudo, foi verificar  a influência de carboidratos frequentemente consumidos como a glicose (G), sacarose (S), Frutose (F) e dextrina (D) na fermentação e síntese de PEI pela placa dentária “in vitro”, e a ação do ion citrato, que é um elemento considerado  inibidor metabólico e que apresenta propriedades anticariogênicas quando injetado ou acrescentado à dietas de ratos.

A placa foi colhida semanalmente em 10 crianças, feito um “pool”, suspenso em tampão fosfato 0,01M, pH 7,0 sendo que 6 amostras foram incubadas na presença dos substratos a 37°, durante 2 horas para fermentação e 18 horas para síntese de P.E.I. A fermentação foi medida por titulação com solução de NaOH 0,05M. A produção de PEI foi calculado pelo método de DUBOIS et al (Anal.Chem., v.28, p.350, 1956). Os resultados obtidos em m ml de NaOH, foram: G1:0,73**; S1:0,69** ; F1:0,60; D1:0,55.** Estatisticamente significante em relação ao grupo F1 e D1, (5%). Quanto ao citrato de sódio (C) foi testado na concentração de 50 e 100 mm e na diluição de 1:10 e os resultados foram os seguintes: C= 50mm: G2:0,58ml*; S2:0,55*; F2:0,48*; D2:0,45*  C= 100mm: G3:0,59*; S3-0,53*; F3:0,45*; D3:0,43*.

* Estatisticamente significante em relação aos grupos G1, S1, F1 , D1 respectivamente (5%).

 

A glicose e a sacarose apresentaram maior atividade de produção ácida em relação a frutose e a destrina, e que o citrado de Na indenpendente da concentração inibe a fermentação na placa dentária “in vitro”.

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Fissura lábio palatina unilateral: Assimetria de incisivos centrais superiores permanentes

B.S.C MATTOS*;M. ANDRÉ; A.C.L.SABOYA;R.F. ALVARENGA

Depto. CPTMF Faculdade Odontologia USP

A coincidência local e temporal da falta de fusão dos processos embrionários formadores da maxila e o desenvolvimento da lâmina dental reflete-se no processo de odontogênese, resultando em frequentes anomalias dentais de forma e número na região da fissura. Considerando-se que a simetria dental representa um fator de equilíbrio estético da face e funcional da oclusão elaborou-se este estudo visando detectar assimetria de incisivos centrais superiores permanentes em 30 indivíduos portadores de fissura labiopalatina unilateral. O grupo de estudo apresentava os dentes em questão com erupção completa, ausência de cárie interproximal e de tratamento restaurador prévio. Foram realizadas moldagens parciais anteriores com Optosil e Xantopren, obtidos modêlos com gesso Vel-Mix e tomadas as medidas para os terços cervical, médio e incisal. Os incisivos adjacentes à fissura apresentaram média de 8,2 mm para o terço cervical, 8,3 mm para o médio e 7,6 mm para o incisal. Nos incisivos contralaterais observou-se média de 8,3 mm para o terço cervical, 8,6 mm para o médio e 8,1 mm para o incisal. A análise estatística pelo teste t de Student para dados pareados revelou que a diferença entre as médias não foi significante para o terço cervical, mas foi significante a nível de 1% para os terços médio e incisal. Conclui-se que: o incisivos centrais superiores permanentes adjacentes à fissura não sofrem variação significativa na largura de seu terço cervical, embora sejam significantemente menores em seus terços médio e incisal quando comparados a seus contralaterais e que portanto ocorre assimetria desses dentes em indivíduos portadores de fissura lábiopalatina unilateral.

 

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Prevalência da fenda de úvula em familiares de portadores de fenda lábio-palatina

M. ANDRÉ*; B.S.C. MATTOS; L.P.  MACHADO; R.A. LIMA

Depto. C.P. T.M.F da Faculdade de Odontologia da USP-SP

A ocorrência de Fenda de Úvula tem despertado um crescente interesse nos últimos anos devido à proposição de considerá-la uma microforma de fissura palatina. Sua manifestação clínica não está conclusivamente estabelecida, mas o elo entre Fenda de Úvula (FU) e Fenda Lábio-Palatina (FLP) deve ser investigado, já que sabemos serem essas fissuras decorrentes de herança multifatorial cuja característica é um aumento do risco de sua recorrência à medida que é maior o número de indivíduos afetados na mesma família. O objetivo deste trabalho foi verificar se a prevalência de FU é maior em familiares de indivíduos portadores de FLP em relação à população geral. A pesquisa foi realizada na Disciplina de Prótese Buco Maxilo Facial da FOUSP com 136 familiares de pacientes fissurados constituindo o grupo de estudo (GE) e com 287 indivíduos sem historia familiar de FLP formando o grupo controle (GC). A metodologia consistiu em exame de inspeção da cavidade oral por pelo menos 2 examinadores, com luz direcionada ao palato posterior e auxílio de abaixador de língua para elicitar o reflexo de vômito e jatos de ar para definir a extensão da FU, segundo a Classificação de MESKIN. A prevalência da FU no GE foi 2,9:100, sendo que todas foram classificadas como parciais 25% de extensão, enquanto que no GC foi 2,4:100, sendo que 14,2% correspondeu a FU total e 85,8% a FU parcial, com maior ocorrência da parcial 25%. Não houve predominância quanto ao sexo. Submetendo os resultados à análise estatística pudemos concluir que as FU não prevalecem em familiares de portadores de FLP em relação à população geral, não há correlação com o sexo e a FU parcial 25% é a mais incidente.

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Variação do ventre anterior do músculo digástrico

J.A.C. NAVARRO; J.C. ANDREO*; J.L.TOLEDO FILHO

Depto de Morfologia - FOB - USP Bauru - Tel.Fax(0142) 235525

Atualmente alguns pesquisadores tem alertado para a necessidade de um conhecimento mais profundo, da anatomia normal e variações do ventre anterior do m. digástrico. A hipetrofia na massa muscular, a variação no número e local de inserção desse músculo em relação à linha mediana, podem interferir no seu comportamento funcional. Essas variações podem, às vezes, ser confundidas com linfonodo submental enfartado, no exame clínico e através de imagens. Autores tem sugerido que essas variações podem estar envolvidas em movimentos mandibulares assimétricos da ATM.(Larsson & Lufkin. J-Comput-Assist-Tomogr.11(3):422-5,1987; Stockstill et al. J-Craniomandi-Disord.5(1):64-70,1991; Sargon & Celik. Surg Radiol Anat 16:215-6, 1994).O relato de 5 casos encontrados pelos autores em dissecções de rotina, estão sendo publicados com objetivo de alertar os profissionais sobre a incidência desse tipo de variação. O volume do ventre anterior do m. digástrico em alguns casos apresenta-se bastante desenvolvido, aproximando-se muito do plano sagital mediano. Quanto ao número de ventre anterior foram encontrados 5 casos de variações. Em 3 deles, observou-se apenas um ventre acessório, do quais 2 estavam no antímero direito e o outro, no esquerdo. Em 1 caso foram encontrados 2 ventres acessórios, sendo  um em cada antímero. Porém ambos cruzavam o plano sagital mediano em X. Em outro caso foram encontrados 2 ventres acessórios em um único antímero, onde um era mais desenvolvido e estava paralelo ao ventre normal, e o outro, menos desenvolvido, oblíquo ao ventre normal.

Considerando-se a multiplicidade de variações anatômicas e a possibilidade de as mesmas refletirem no comportamento funcional deste importante m. supra-hióideo, sugere-se que todas as variações devam ser divugadas e, se possível, casos clínicos sejam documentados.

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Estudo comparativo de membranas biológicas no tecido subcutâneo de ratos

r. rossa*; g. elmadjian, f. a. s. maia, m. f. gomes

fousp, fosjc-unesp sp, brasil

Muitos estudos tem utilizado membranas de naturezas diferentes como curativo biológico na reparação tecidual e como regeneração tecidual guiada em doenças periodontais. Este trabalho teve como objetivo  verificar a reação tecidual no subcutâneo de ratos após implantação de membrana cálcica biológica (MCB - Homus), membrana copolímera glicolídia e lactídia (MPGL - Gore) e membrana óssea (MO - Dentoflex). Foram utilizados 15 ratos machos com peso médio de 350 gramas e divididos em três grupos: MCB, MPGL e MO. Três ratos de cada grupo foram sacrificados após 8, 16, 24 , 32 e 40 dias. Os fragmentos contendo o enxerto, fixados em formol a 10%, foram incluídos em parafina e corados em hematoxilina e eosina para estudo em microscopia óptica. Nos resultados obtidos, pode-se observar que, em todos os grupos, os implantes foram circundados por um tecido de granulação. Os implantes do grupo MCB apresentaram moderado infiltrado inflamatório de células neutrofílicas e eosinofílicas, o grupo MPGL escasso e o grupo MO intenso. Células macrofágicas e células gigantes tipo corpo estranho  foram observadas em grande quantidade no grupo MPGL, moderada no grupo MCB e escassa no grupo MO. Células da linhagem linfocitária foram mais observados no grupo MO que no grupo MPGL e MCB.   Diante desses resultados,  conclui-se que a MPGL e MBC foram parcialmente reabsorvidas por células macrofágicas. A MPGL  foi mais biodegradável que a MCB. A MO não mostrou qualquer alteração na sua estrutura ao longo do período observado.

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Efeitos do tipo de fissura sobre a via aérea nasal de adultos

I.E.K. T.rindade*, R.P. Paciello, T. B.B.Zuiani, D.W.Warren

Hospital de Reabilitação de  Bauru,USP, Brasil, UNC Craniofacial Center, USA. Tel:0142-243177, Fax:0142-347818

O comprometimento da via aérea nasal é um achado comum em fissurados de lábio e palato. O propósito deste estudo prospectivo foi o de verificar se existem diferenças nas dimensões da via aérea nasal entre adultos com diferentes tipos de fissura. A técnica fluxo-pressão descrita por Warren (Am J Orthod 86:306-314, 1984) foi utilizada para estimar a área de secção transversa mínima nasal em uma amostra de 36 portadores de fissura de palato ± lábio, com idade entre 17 e 57 anos. Dez apresentavam fissura de palato (FP), 17, fissura de lábio e palato unilateral (FLPU) e 9, fissura de lábio e palato bilateral (FLPB). Nenhum paciente apresentou sintomas agudos de congestão nasal ou rinite alérgica ao exame ou havia sido previamente submetido a qualquer tipo de cirugia nasal à exceção de alongamento de columela, realizada nos pacientes com FLPB na infância. Os valores médios (±DP) da área de secção transversa mínima nasal determinada durante a expiração foram de: FP= 0.59 ± 0.19 cm2, FLPU= 0.49 ± 0.13 cm2 e FLPB= 0.39 ± 0.07 cm2. Os dados demonstram que a dimensão nasal diminui de acordo com o tipo de fissura: os adultos com FP apresentaram a maior via aérea, seguidos dos adultos com FLPU e, finalmente, dos adultos com FLPB. As diferenças foram estatisticamente significantes entre FLPB e os outros dois tipos de fissura (p<0.05). Somente a área do grupo FP estava dentro dos limites normais relatados para adultos (0.6 to 0.7 cm2). Os dados obtidos sugerem que as fissuras que envolvem somente o palato não comprometem a via aérea nasal, como acontece com as fissuras que atingem lábio e palato.

Os resultados indicam que adultos com FLPB têm maior comprometimento que aqueles com FLPU, apesar de serem submetidos ao alongamento de columela, um procedimento que supõe-se ter efeito positivo sobre a via aérea nasal.

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Influência das cirurgias no crescimento de fissurados transforame incisivo unilateral

 P. Z. FREITAS*, A.D.C. NORMANDO, O.G. SILVA FILHO, L. CAPELOZZA FILHO

Hospital de Pesquisa e Reabilitação de Lesões Lábio-Palatais-USP-Bauru -SP - Fax (0142)34-7818

O trabalho diário com fissurados tem nos estimulado a tentar esclarecer até que ponto as cirurgias reparadoras interferem na morfologia facial ao longo do crescimento. Objetivou-se avaliar, através da cefalometria, a influência das cirurgias na morfologia e posição espacial da maxila nos pacientes portadores de fissura transforame incisivo unilateral.

Utilizando-se uma amostra de 68 pacientes adultos, leucodermas, de ambos os sexos, portadores de fissura transforame incisivo unilateral, através da cefalometria, avaliamos a influência das cirurgias na morfologia e posição espacial da maxila. Comparou-se 40 indivíduos operados em épocas convencionais com 28 fissurados virgens de qualquer intervenção cirúrgica. Os resultados mostraram que no sentido ântero-posterior ocorreu uma acentuada redução no ângulo SNA (8.12o), corroborada pela redução no ângulo SN.ENA (6.31o), como consequência dos efeitos das cirurgias. No aspecto vertical, as cirurgias provocaram uma rotação horária da maxila (3.88 o) com centro de rotação próximo a espinha nasal posterior. Esta rotação maxilar da face (N-ENA, SN-ENA) foi de aproximadamente 4 milímetros, sem no entanto aumentar a altura posterior (SN-ENP´). Este efeito rotacional tende a melhorar as relações verticais da face, porém, exerce uma influência sobre o posicionamento ântero-posterior da maxila devido ao reposicionamento maxilar para trás.

Os resultados permitem concluir que as cirurgias reparadoras, queiloplastia e palatoplastia, induziram a uma severa retroposição associada a uma rotação horária da maxila.

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Aspectos da microvascularização das papilas linguais de ratos

T. S. MASUKO*,  B. KÖNIG Jr.

Depto. Morfologia, Fac. Odontologia de São José dos Campos/UNESP; Dept° Anatomia ICB/USP

 

Este trabalho tem como objetivo o estudo da disposição dos vasos sangüíneos das papilas linguais de ratos, através de injeção de resina Mercox e análise destes moldes de microcorrosão, por intermédio do microscópio eletrônico de varredura. Foram utilizados ratos de ambos os sexos, adultos, albinos, variedade Wistar, que após a perfusão com solução tampão fosfato com heparina 0.1M, pH 7.4 e a perfusão com glutaraldeído no mesmo tampão, foi realizada a repleção do sistema vascular com a resina acrílica Mercox. Em seguida, as línguas foram dissecadas e submetidas à técnica de corrosão e observadas ao microscópio eletrônico de varredura.

 

As impressões das células endoteliais na superfície dos moldes das artérias e das veias da língua apresentam um padrão típico. A disposição dos vasos da superfície dorsal da língua e a distribuição em seu interior apresentam aspectos semelhantes ao do ser humano.

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Enxerto ósseo: influência das partes moles

L.C. Manganello, F. Livani*

Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Rua Cesário Mota Jr nº 116 -Serviço de Cirurgia Buco-Maxilo-Facial

A quantidade de tecidos moles existentes no leito receptor dos enxertos ósseos, tem se mostrado clinicamente como um fator fundamental na integração dos mesmos. Este estudo em coelhos através da comparação entre enxertos com partes moles em contato e sem contato visa quantificar esta importância.

Foi removido um fragmento de 1cm de cada lado da crista ilíaca.Após a remoção o fragmento do lado E foi colocado no lado D e vice-versa.

No lado E cobriu-se o enxerto com um capuz de silicone, impedindo-se o contato com as partes moles antes da sutura final. Após 2 meses os animais foram reoperados removendo-se os fragmentos enxertados para estudo macroscópico e histomorfométrico.

Macroscopicamente observou-se que o lado sem silicone o enxerto manteve-se com dimensão e aspecto semelhantes ao momento da remoção e o lado com silicone houve reabsorção quase total do enxerto.Histomorfometricamente o grupo com silicone apresentou volume trabecular, volume osteóide relativo,superfície osteóide relativa, superfície osteoblástica, superfície osteoclástica,e superfície de reabsorção com os valores respectivos ( 8.5, 3.0, 8.1, 4.5, 5.9, 15.1, ) em comparação aos valores sem silicone,(19.0, 6.7, 23.8, 15.1, 6.5, 10.8)

 

As partes moles que envolvem os enxertos exercem papel importante na integração dos mesmos.

 

Fapesp processo   93/3887-0

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Análise comparativa de diferentes métodos de remoção de “smear layer”

H.C. RUSCHEL*, M.A. SOUZA Jr., O. CHEVITARESE, M.F. S. LOPES

Departamento de Odontopediatria, U.F. R.J.; D.C.M.M., PUC; Rio de Janeiro, Brasil

Estudos ao M.E.V. têm demonstrado que a presença de “smear layer” sobre a dentina dificulta a visualização e avaliação das entidades estruturais dentinárias.  Frente ao exposto, o objetivo deste trabalho é analisar comparativamente a efetividade de diferentes métodos para a remoção de “smear layer” in vitro. Para o presente estudo foram selecionados 15 terceiros molares humanos hígidos, dos quais obtiveram-se 30 amostras de dentina - cortadas com disco de diamante sob refrigeração - correspondentes à porção média entre polpa e junção amelo-dentinária. Foram instituídos 6 grupos (5 amostras em cada) com os seguintes métodos visando a remoção de “smear layer”: A- controle (sem tratamento); B- aplicação de jato de bicarbonato com água (Profilax II-Dabi Atlante) durante 1 minuto; C- seqüência de lixas d’água 400, 600 e 1000 (3M); D- grupo C + jato de bicarbonato com água; E- lixas d’água 400, 600, 1000, 1200, 1500 e 2000 (3M); e F- grupo E + jato de bicarbonato com água. As amostras foram submetidas ao ultra-som (Thornton-T 14) e metalizadas para análise ao M.E.V. (ZEISS-DSM 960), sob aumento de 2500X. Com base na análise das eletromicrografias, os grupos C e E demonstraram eficiência na remoção de “smear layer” em comparação com o controle (A), porém sem diferença entre ambos; já os grupos B, D e F apresentaram melhores resultados que os demais, permitindo uma melhor visualização dos túbulos dentinários.

 

Este estudo permite concluir que a utilização de lixas d’água cria uma “smear layer” mais facilmente removida pelo ultra-som, e que esta remoção torna-se ainda mais efetiva quando do uso do jato de bicarbonato sobre o tecido dentinário.

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Avaliação histomorfométrica da microvascularização do osso alveolar

em ratos Wistar - Relato preliminar

B.R. Schmidt*, B. König Jr  / ICB – USP

A  microvascularização do ligamento periodontal e do osso alveolar foi estudada através de microscopia óptica no sentido de determinar o grau de vascularização destes tecidos e medir sua densidade  vascular, com ênfase especial ao tecido ósseo. Dez ratos Wistar com peso médio de 200 mg foram injetados com tinta da Índia associada à gelatina 10 % após perfusão com soro fisiológico a 40C, fixados em formalina 10 % seguido de dissecção da mandíbula e maxila. Os espécimes resultantes foram descalcificados em EDTA 10 %, submetidos a cortes seriados de 200µm de espessura ao nível dos dentes molares e corados com HE. Conhecimento sobre a microvascularização  é  indispensável  para  se  entender  o  crescimento,  degeneração e  regeneração  óssea ( Konerding & Blank, Scanning Microscopy, Vol 1, N4, 1727-1732, 1987). Alguns autores descrevem a injeção com tinta da Índia como sendo uma técnica utilizada para se comparar seus resultados com os de modelos microvasculares ( Nobuto et al, J. Periodont Res, Vol 24, N 1, 45-52, 1989 ). O objetivo deste trabalho foi de apresentar um relato preliminar da vascularização fisiológica do osso alveolar e uma análise histomorfométrica de seus vasos sangüíneos.

 

Os resultados serão usados para comparação com condições artificiais do osso em futuros experimentos com implantes osteointegrados, através da técnica de modelos microvasculares. Concluímos que esta técnica tem papel comparativo importante uma vez que mostra as estruturas vasculares que não podem ser observadas através de modelos microvasculares.

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Efeito do condicionamento ácido da dentina: estudo em MEV

A.B. MATOS*, R.G. PALMA, C.H.C. SARACENI, E. MATSON

Depto Dentística, Faculdade de Odontologia da USP – SP

Os sistemas adesivos modernos, preconizam o condicionamento ácido da dentina. O efeito desmineralizante dos diversos ácidos usados já foi avaliado mostrando alteração morfológica da dentina. A controvérsia a respeito do condicionamento ácido total, encontra-se na dúvida se o seistema adesivo (“primer”+adesivo) penetra em toda a profundidade da dentina desmineralizada. Caso isso não ocorra, haverá a formação de uma zona fraca de adesão. Neste trabalho nos propusemos a avaliar, através de microscopia eletrônica de varredura, a profundidade da desmineralização da dentina condicionada por diferentes ácidos. Foram prepardaos 15 discos de dentina com espessura de 3mm, retirados do terço médio da coroa de molares. Foi realizado o preparo padronizado do esfregaço (Pashley, 1988). Em seguida, foram aplicados os ácidos fosfórioco a 10, 35 e 37,5% e malëico 10% por 15 segundos, lavados pelo mesmo tempo e secos. O grupo controle foi mantido sem condicionamento. Os discos de dentina foram clivados, a fim de se observar na superfície fraturada, a profundidade da desmineralização. As amostras foram mantidas em glutaraldeído 4% em tampão fosfato. Foram feitos os procedimentos para a observação em microscópio eletrônico de varredura, com aumento de 2000 e 4000 vezes.

 

Observou-se que o condicionamento ácido da dentina, independente do tipo e concentração do ácido utilizado, promove a remoção da camada de esfregaço, expondo a abertura dos túbulos dentinários. Na superfície fraturada, pudemos observar um alargamento dos túbulos dentinários até uma profundidade em torno de 10 µm, quando compararado ao grupo controle.

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Análise comparativa entre dentifrícios e soluções fluoretadas para bochecho

M. SOUZA*; U. MEDEIROS; E. FAVILLA; F. BASTOS

Dep. Odontol. Prev.  Faculdade de  Odont.da UERJ, RJ, Brasil

O objetivo deste estudo foi avaliar, in vitro, a incorporação de fluoreto de cálcio no esmalte dentário humano, após a utilização de dentifrícios e soluções fluoretadas para bochecho, em intervalos de tempo diferenciados, para observar qual seria o método mais efetivo. Foram utilizadas 70 amostras de esmalte hígido, removidas de 3os molares inclusos, divididas igualmente entre os grupos: 1) Dentifrícios: Sensodyne (sem flúor - Stafford-Miller), Kolynos Super Branco (Wyeth-Whitehall), Close Up (Elida Gibbs/Ind. Gessy Lever),Tooth and Gun Care (Oral B) e Tandy (Wyeth-Whitehall) e, 2) Soluções: Fluordent (Johnson & Johnson), Enxaguatório bucal Anti-Cárie Anti-Placa (Oral B), Solução Flúor-Sol (Herpo), Solução Bucal Colgate Fluorgard  e Act Fluoride (Johnson & Johnson). A simulação da escovação e bochechos ocorreu  1 a 7 vezes para diferentes amostras dentro de um mesmo grupo. A quantidade de fluoreto de cálcio depositado foi obtida através do método de Caslavska (Arch. Oral Biol. 20: 333-339,1975). Os resultados obtidos foram tratados através da análise de variância (ANOVA), que demonstrou haver diferença estatísticamente dentro do grupo dos dentifrícios (F= 28,04; P= 0,00) e dentro do grupo das soluções (F= 141,52;P= 0,00).

 

Em conclusão, dos dentifrícios e soluções testados, os melhores resultados foram  Kolynos Super Branco e Colgate Fluorgard e os piores resultados foram Sensodyne e Oral B respectivamente,em termos de retenção de flúor ao esmalte.

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Microscopia eletrônica de varredura revela reabsorção radicular frente a estímulos ortodônticos contínuos de intrusão em humanos

R.M.FALTIN*, V. E.ARANA-CHAVEZ, K.FALTIN, F. G.SANDER. / Depto.Histologia/ICB/USP- 05508-900 São Paulo

Apesar das constantes inovações das técnicas ortodônticas, comparativamente, pouco é conhecido sobre as respostas das estruturas dento-periodontais, especialmente no que se refere ao movimento de intrusão com forças contínuas, conduzidas em humanos. O presente trabalho propõe o estudo ultra-estrutural da presença, localização e extensão de reabsorção radicular e influência da magnitude das forças aplicadas. Utilizamos, para tanto, 12 1os pré-molares superiores, em estágio 10 de Nolla, com extração indicada por motivos ortodônticos, provenientes de 6 pacientes. Estes foram divididos em 3 grupos experimentais, distribuídos intraindividualmente: controle (não movimentados), intruídos por 4 semanas com forças contínuas “fisiológicas” de 0,5N (50g.) e “pesadas” 1,0N (100g.), empregando um modelo biomecânico preciso com fios superelásticos (Ni-Ti-Martensítico), desenvolvidos e aferidos na Univ. de Ulm, Alemanha. Os dentes foram fixados, tratados com hipoclorito de sódio a 2% para a remoção do material orgânico, desidratados e metalizados em aparelho Balzers SCD-050, sendo examinados em microscópio eletrônico de varredura Jeol 6100. Observamos áreas de reabsorção constituídas por lacunas (concavidades) na superfície radicular dos dentes intruídos. Aqueles movimentados com 0,5N apresentaram numerosas áreas de cemento reabsorvido no 1/3 apical, escassas no 1/3 médio e ausentes no 1/3 cervical; enquanto que nos movimentados com 1,0N estas áreas ocuparam quase a totalidade do 1/3 apical, comprometendo o contorno do ápice, foram esparsas no 1/3 médio e ausentes no 1/3 cervical. No grupo controle estas áreas não foram observadas.

Concluímos que a movimentação contínua de intrusão em dentes humanos desencadeia a reabsorção radicular dependente da magnitude das forças utilizadas.

(FAPESP Proc. 95/5024-5).

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Reabsorção radicular em molares decíduos: análises morfológicas microscópicas

V.L Godoy *, A. Pavarini, A. Consolaro

Depto. Ortodontia/ Odontopediatria  Fac. Odontologia Bauru - USP  F: (0142) 23-4133

A reabsorção dos dentes decíduos constitui-se em um processo fisiológico que determina  importantes alterações  na morfologia das raízes e principalmente na posição do forame apical. Com a finalidade de estudar as alterações morfológicas decorrentes da rizólise, em 40 molares decíduos em diferentes estágios de reabsorção, foram realizados estudos microscópicos; destes, 33 dentes foram  examinados pela microscopia óptica para avaliação da relação com tecidos  pulpares e periodontais, enquanto os outros 7 molares decíduos foram selecionados para análise sob microscopia eletrônica de varredura.

Os resultados permitiram concluir que a dentina radicular de molares decíduos, especialmente a correspondente ao soalho da câmara pulpar e das faces voltadas para o septo inter-radicular, deve ser considerada como uma “peneira biológica” pela presença de amplas áreas de reabsorção cementodentinária com formação de numerosas lacunas de Howship apresentando exposição dos túbulos dentinários, bem como de grandes áreas irregulares que se comunicam com a porção mais interna da estrutura dentária. Em virtude desses aspectos, a aplicação de fármacos durante os procedimentos endodônticos em molares decíduos poderia trazer consequências para o germe dos dentes permanentes sucessores. Esta avaliação porém não inviabiliza procedimentos endodônticos em molares decíduos, mas realça a importância de condutas mais cautelosas.

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Apoptose e regressão do retículo estrelado de germes dentários de rato

L.BARATELLA, V. E.ARANA CHAVEZ*, E.KATCHBURIAN

Deptos. Histologia, U.E.P. G.-84100 Ponta Grossa, PR, ICB / USP / 05508-900 São Paulo, UNIFESP-04023-900 São Paulo,SP

Pouco se sabe a respeito do processo de regressão do retículo estrelado. Neste estudo foram examinados germes dentários de molares de rato na fase de regressão do retículo estrelado através da microscopia de luz pelo procedimento histoquímico com azocorantes, com a finalidade de evidenciar a fosfatase ácida; os germes dentários foram fixados em formol-cálcio e processados segundo o método de Barka e Anderson (J.Hist.Cyto, 10:741, 1962) e através da microscopia eletrônica de transmissão, sendo os germes dentários fixados em glutaraldeído a 4% + formaldeído a 4% em tampão cacodilato 0,1M - pH 7,4 por 4 horas e processados pelo método convencional. Observamos a presença de células polimorfas entre as células do retículo estrelado com reação fortemente positiva para fosfatase ácida. O estudo ultra-estrutural revelou células globosas semelhantes a macrófagos, as quais denominamos de células “macrófago-like”, contendo muitos lisosomas e vacúolos digestivos com material similar àquele encontrado no espaço intercelular do retículo. Evidenciamos, pela primeira vez, imagens compatíveis com o fenômeno de apoptose. Através da microscopia eletrônica observa-se células do retículo estrelado contendo grandes vacúolos eletrondensos e que, freqüentemente, apresentam-se envolvidas por células vizinhas, sugerindo uma possível internalização.

 

Esses achados nos levam a concluir que 1.) a presença de células “macrófago-like” no interior do retículo estrelado possa estar relacionada com a secreção de enzimas para o espaço intercelular, degradando desta forma, a substância intercelular durante a regressão do retículo; e 2.) ocorreria morte celular programada ou apoptose, a qual seria o mecanismo de regressão das células do retículo estrelado.

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Detecção de junções “tight-like” entre osteoblastos no osso lamelar através da microscopia eletrônica de cortes ultrafinos

S.A.TOMAZELA*, V. E.ARANA-CHAVEZ / Depto. Histologia/ICB/USP. 05508-900 São Paulo, SP. Fax: (011)818-7402.

Embora tenha sido relatada apenas a presença de junções aderentes e “gap” entre as células ósseas, recentemente detectamos junções “tight” entre osteoblastos durante a ossificação intramembranosa (Arana-Chavez et al, Arch.Histol.Cytol., 58:285-92, 1995) o que sugere que talvez elas possam existir também no osso lamelar. Por essa razão, no presente estudo ultra-estrutural examinamos o osso parietal de ratos Wistar com 10 dias (em remodelação) e com 3 meses de idade (lamelar). Nos animais jovens, o material foi fixado em glutaraldeído a 2% e formaldeído a 2,5% em tampão cacodilato 0,1M-pH 7,4 contendo ácido tânico a 1% por 4 hs. Os animais adultos foram perfundidos com o mesmo fixador. A seguir, os espécimes foram lavados, pós-fixados em tetróxido de ósmio a 1% por 2 hs., desidratados e incluídos em resina Spurr. Finalmente foram examinados em microscópio eletrônico de transmissão Jeol 100 CX II, utilizando o dispositivo (“tilt”) para inclinação dos cortes. Os resultados mostraram aproximações das membranas plasmáticas tanto dos osteoblastos do osso em remodelação como das células de revestimento do osso lamelar. Nessas regiões, os folhetos externos das membranas pareciam fundir-se em um ponto, formando estruturas semelhantes a junções “tight”, razão pela qual as denominamos “tight-like”. Junções aderentes e “gap” também foram observadas entre essas células.

 

A presença de junções “tight-like”entre as células do osso lamelar sugere que essas estruturas juncionais possam estar desempenhando algum papel na compartimentalização da matriz óssea, em relação ao restante do espaço extra-celular.

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Estudo  comparativo sobre a formação in situde fluoreto de cálcio a  partir da

utilização de vernizes fluoretados

N.M.MORAES*,  U.V. MEDEIROS / Dep. de Odont. Prev. e Com., Fac. de Odont., UERJ, RJ, Brasil

Os autores realizaram um estudo “in situ” com o objetivo de testar a capacidade de quatro vernizes fluoretados em depositar Fluoreto de Cálcio solúvel em esmalte dental humano. Quantificou o total de Fluoreto incorporado  em esmalte “in vitro”e comparou com o residual de CaF2  encontrado em lascas de esmalte incluídas em dispositivos intraorais utilizados por dez voluntários durante os intervalos de uma e duas semanas. A análise química laboratorial utilizada para dosar o teor de CaF2 no esmalte seguiu a metodologia proposta por CASLAVSKA & cols. Os dados coletados permitiram ao autor concluir, basicamente, o seguinte :

 

- Todos os produtos testados foram capazes de depositar CaF2  sobre esmalte hígido, em diferentes níveis.

- Houve maior incorporação de Fluoreto de Cálcio para as lascas oriundas do estudo “in vitro” em relação às da análise “in situ”, cujos resultados foram sucessivamente decrescentes ao final de uma e duas semanas.

- Foi possível detectar CaF2  mensurável nas amostras ao final das duas semanas, sugerindo lenta dissolução do CaF2  no meio oral.

- A análise estatística demonstrou que o Flúor Protector foi aquele que apresentou os melhores resultados tanto para a medição “in vitro” como para as medições “in situ”.

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As fibrilas colágenas são ocas antes de receberem as PGs no início da mineralização

M.L.P. ALMEIDA*, P.  DECHICHI, A.W. ALMEIDA

DEMOR - Universidade Federal de Uberlândia, MG, Brasil)

As matrizes mineralizadas dos tecidos duros derivados do mesênquima são compostas por material extracelular rico em fibrilas colágenas e substâncias não colágenas, incluindo PGs, glicoproteinas e gla-proteinas. Na dentina, os odontoblastos juntamente com a matriz especial, criam o microambiente para a deposição da hidroxiapatita no interior das fibrilas colágenas. PGs pequenas como decorin ou biglican poderiam estar associadas com as fibrilas colágenas no início do processo de mineralização. Germes dentais de 1o molar superior do rato albino com 4 dias de idade, foram removidos e fixados em mistura tipo Karnovsky. Após processamento histológico, os cortes foram corados. As grades foram examinadas antes e após a ação do EDTA no TEM EM-9 da Carl Zeiss. Este estudo corrobora nossos achados que sugerem a ação de pequenas PGs atuando no interior da fibrila colágena prestes a mineralizar-se. Tais PGs promoveriam aumento da concentração local dos íons cálcio iniciando o processo de deposição da hidroxiapatita.

 

O EDTA penetra o Epon 812 e após remover os íons cálcio remove também as PGs, criando um padrão de bandeamento em todas as fibrilas colágenas. Foi possível observar-se em diversas áreas, torções no eixo maior das fibrilas, sempre nas bandas escuras. Acreditamos que tais bandas escuras não apresentem PGs no seu interior. As PGs ocupam as bandas que se tornaram eletrontransparentes após a ação do EDTA.

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Glicosaminoglicanas na mineralização do manto dentinário. Estudo com vermelho de rutênio e condroitinases

A.W. ALMEIDA*, P.  DECHICHI, M.L.P. ALMEIDA / DEMOR - Universidade Federal de Uberlândia, MG, Brasil

No processo de mineralização dos tecidos derivados do mesênquima, a presença das fibrilas colágenas (tipo I) é obrigatória. Dentre as substâncias não colágenas que participam do processo, há discussão sobre qual dentre inúmeras, estariam associadas às fibrilas para desencadear a mineralização das mesmas. As GLCs que participam da constituição das PGs, pelo seu forte caráter aniônico, são substâncias não colágenas que aparecem no osso de dentina, particularmente o biglican e decorin. Com o intuito de caracterizar a presença das GLCs no início da formação da dentina, estudamos germes dentais do 1o molar superior do rato albino com 3 e 4 dias de idade. O material foi fixado numa mistura de glutaraldeído e formoldeído a 4% em tampão cacodilato contendo vermelho de rutênio a 1.500 ppm, seguido de pós fixação em tetróxido de ósmio. No estudo com as condroitinases, o material foi fixado nas mesmas soluções. Após embebição, obtenção dos cortes e coloração de rotina, o material foi analisado ao TEM EM-9 da Carl Zeiss. Os resultados mostram que as fibrilas de colágeno apresentam comportamento diferenciado dependendo da distância que as separa do corpo celular dos odontoblastos ou da fase de desenvolvimento do germe.

 

Fibrilas recém sintetizadas, não mostram afinidade ao vermelho de rutênio e também não são afetadas pela ação das enzimas. Por outro lado, fibrilas sintetizadas em fases anteriores do processo que mostram áreas eletrondispersantes ao longo de seu maior eixo encontram-se marcadas pelo corante e mostraram áreas de digestão específicas.

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Estudo comparativo da radiografia convencional e digital no reparo ósseo

E.A.L.GONÇALVES*; M.F. GOMES; O.TAVANO; S.A.C.GUIMARÃES

Faculdade de Odontologia de Bauru, USP.

O desenvolvimento da tecnologia tornou possível o uso da radiografia digitalizada para um diagnóstico mais preciso das lesões ósseas. Neste estudo procurou-se comparar e avaliar a imagem computadorizada em relação à radiografia convencional no processo de reparo ósseo. Para analisarmos a neoformação óssea através da densidade radiográfica foram realizadas osteotomias, com tamanho padronizado, em crânio e rádio de 4 cães adultos. Decorridos 15, 30, 45 e 60 dias, os animais foram sacrificados e as peças contendo os defeitos ósseos removidas em bloco e fixadas em formol a 10%. Para a obtenção de imagens radiográficas utilizaram-se filmes Agfa M2, e para a digital, o sensor tipo placa óptica. A exposição aos Raios X foi executada a 40cm dff e a 70kVp, no tempo indicado pelo fabricante. O processamento da imagem para o filme radiográfico foi realizado na processadora PeriPro II e a placa óptica no aparelho scanner a laser DIGORA.

 

Os resultados obtidos possibilitaram as seguintes conclusões: a) o processo de reparo pode ser visualizado na radiografia digitalizada com maior precisão, permitindo análise detalhada e manipulação da imagem e b)  a evolução do processo de reparo osseo ocorre mais rapidamente no rádio do que no crânio.

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Microbiota cariogênica e fúngica e anticorpos na saliva de respiradores bucais

C.Y. KOGA-ITO, C.S. UNTERKIRCHER*, C.H. KUBO, A.O.C. JORGE

Depto. Patologia, Faculdade de Odontologia de S.José dos Campos/UNESP- (012)321-8166

A síndrome do respirador bucal (SRB) produz alterações no meio bucal e na microbiota, produzindo possível seleção de microrganismos cariogênicos na placa bacteriana, o que poderá aumentar a suscetibilidade à cárie. Estudos utilizando o teste de Snyder, observaram maior atividade de cárie em pacientes respiradores bucais. O objetivo deste trabalho foi comparar a microbiota cariogênica e fúngica e quantificar imunoglobulinas anti-Streptococcus mutans e anti-Candida em crianças normais e respiradoras bucais com e sem tratamento. Foram utilizadas 30 crianças controle, 30 com SRB e 25 tratadas, nas quais foram realizadas contagens de lactobacilos, estreptococos do grupo mutans, leveduras, teste de Snyder e testes salivares. Foram atribuídos escores para as interpretações dos testes e obtido um escore total. As imunoglobulinas foram quantificadas utilizando-se a técnica ELISA. Utilizou-se para a análise estatística o teste t de Student (nível de significância de 5%). Os números de UFC/ml de saliva para estreptococos, lactobacilos e leveduras foram maiores no grupo SRB, porém sem significância estatística.

 

A média da soma de escores para o grupo SRB foi maior e com diferença significante em relação aos demais grupos. Os níveis de IgA e IgM anti-Streptococcus mutans  e IgA e IgM anti-Candida foram menores nos respiradores bucais.

 

 Auxílio financeiro da FAPESP - Processo 94/3542-6

143

A correlação de bactérias especifícas com aspectos clínicos das doenças endodônticas

B.P. F. A.GOMES*, D.B.DRUCKER, J.D.LILLEY

Dental Medicine and Surgery Dept., University Dental Hospital of Manchester, Inglaterra

Os canais radiculares infectados usualmente abrigam uma flora microbiana mista, incluindo várias espécies anaeróbicas. O objetivo deste trabalho foi verificar se todas as espécies estariam igualmente associadas com os sinais e sintomas de origem endodôntica. Setenta canais radiculares foram investigados microbiologicamente e apresentaram 62 diferentes espécies microbianas, e os dados clínicos obtidos foram correlacionados para avaliar possíveis associações. Dos canais estudados, 37 estavam associados com dor, 49 com dor a percussão, 23 com edema, 57 apresentavam-se com “canais molhados”, 6 com exsudato purulento, 44 apresentavam-se com lesões radiolúcidas periapicais e 21 canais tinham sido tratados previamente. Associações significativas foram encontradas entre dor e Prevotella (“Pearson chi-square test”, P=0.001) ou Peptostreptococcus (P=0.01), envolvendo particularmente Prevotella melaninogenica ou Pstr. micros. Dor a percussão estava geralmente associada com os anaeróbios (P=0.012), mas especialmente com P. melaninogenica (P=0.021). Edema estava associado com Prevotella (p=0.0038), Eubacterium (P=0.008) ou Pstr. micros (P=0.039). Semelhantemente, espécies individuais estavam associadas com “canal molhado”, exsudato purulento, lesões radiolúcidas periapicais ou com canais previamente obturados. Além disso, associações estatisticamente significativas foram encontradas entre certos aspectos clínicos, e.g. dor, e pares de anaeróbios tais como P. melaninogenica e Pstr. micros.

 

Conclui-se que bactérias específicas (ou em alguns casos pares de espécies) podem estar correlacionadas com os aspectos clínicos peculiares às doenças endodônticas.

Apoio CNPq

144

Estudo comparativo da densidade bacteriana salivar de pacientes com e sem aparelho ortodôntico

M.E. RAMOS*, M. UZEDA, L.MONTEALTO, V. M. SOVIERO

Dep.Odontop/Orto- FO-UFRJ. Dep.Prev/Com-FO-UERJ tel.(021)-295-7011

O objetivo deste trabalho foi estudar pacientes portadores de aparelho ortodôntico fixo total (AOFT),  comparando-os com um grupo sem a utilização de qualquer aparelho na cavidade oral, analisando a densidade bacteriana da saliva destes dois grupos de pacientes. Foram selecionados 20 indivíduos, 10 com AOFT há mais de um ano (Grupo C) e 10 que não possuiam qualquer aparelho intra-oral (Grupo S). A saliva foi estimulada com goma de mascar sem sabor e foram coletados 3ml em recipiente estéril. Foi realizada a diluição e a semeadura da saliva em placas com meio de ágar-sangue que, posteriormente, foram incubadas em jarras de anarerobiose em estufa à 37o por 48 horas. Os resultados foram obtidos através da contagem do número total de colônias formadas por mililitro de saliva (UFC/ml) nestas placas após o período de incubação. Os testes foram realizados em duplicata e foram calculados os valores médios. Foi aplicado o teste de Mann-Whitney para análise estatística, obtendo-se para o grupo C e S respectivamente um posto médio de 12,05 e 8,95; a estatística de teste (Z) foi igual a 1,134 e o p-valor foi de 0,256, podendo-se dizer que não foi estatísticamente significante a hipótese testada.

 

Conclui-se então que não existe diferença estatísticamente significante em relação a densidade bacteriana salivar de pacientes com e sem aparelho ortodôntico fixo total.

145

Hemólise e hemaglutinação de Fusobacterium nucleatum de humanos e animais

 E. GAETTI-JARDIM JR. & M. J. AVILA-CAMPOS*

(Depto. Microbiologia, ICB, USP, SP, Brasil).

Fusobacterium nucleatum bactéria anaeróbia associada a processos infecciosos bucais, particularmente às doenças periodontais. Poucos são os estudos sobre os fatores de virulência de cepas desse grupo microbiano entre elas a capacidade hemolítica e de hemaglutinação. O objetivo deste estudo foi avaliar a capacidade hemolítica e de hemaglutinação de 80 cepas de F. nucleatum isoladas de indivíduos sadíos, pacientes com doença periodontal e de macaco prego (Cebus apella). A atividade hemolítica e de hemaglutinação foi realizada usando-se sangues tipos: A, B, O e AB, Rh-positivos e Rh-negativos. A hemólise foi determinada em placas contendo ágar BHI com extrato de levedura e sangue humano a 5%. As placas inoculadas foram incubadas em anaerobiose, a 37oC, por 2 e 5 dias. A leitura foi verificada pela formação de halo de hemólise ao redor da colônia. A hemaglutinação foi realizada em placas de microtitulação utilizando-se os mesmos tipos de sangue. As bactérias foram ressuspendidas em PBS pH 7,2 e, 50 l eram adicionados à suspensão de eritrócitos lavados (1%). Verificou-se que 90% dos isolados foram alfa hemolíticos e todos apresentaram títulos elevados de hemaglutinação.

 

Esses resultados sugerem que independente da origem das cepas, F. nucleatum tem a capacidade de hemolisar eritrócitos e de se aderir a essas células, mostrando possíveis receptores específicos.

 

Apoio financeiro parcial: FAPESP 94/5784-7

 

146

Susceptibilidade de cepas de Fusobacterium nucleatum a agentes antimicrobianos

 A. C. OKAMOTO*, S. CAI, E. GAETTI-JARDIM JR., M. J. AVILA-CAMPOS

Depto. de Microbiologia, ICB, USP, - SP. – Brasil

 

 

Espécies do gênero Fusobacterium, particularmente F. nucleatum, comumente são envolvidos em numerosos processos infecciosos, destacando-se as periodontopatias, que representam uma das principais causas da perda precoce dos dentes (Bolstad et al. Clin. Microbiol. Reviews, 9: 55-71, 1996). Drogas como a penicilina e metronidazol, além de anti-sépticos como clorexidina e triclosan são freqüentemente utilizados como coadjuvantes à terapêutica clínica, porém são escassos os estudos sobre a susceptibilidade desse microrganismo a esses compostos. Desta forma, foi nosso objetivo avaliar a susceptibilidade de 57 isolados de F. nucleatum a esses antimicrobianos. As cepas testadas foram isoladas de pacientes com doença periodontal e identificadas de acordo com suas características morfocoloniais, citológicas e bioquímico-fisiológicas. Os testes de susceptibilidade foram realizados de acordo com o método de diluição em ágar, sendo que o meio de cultura empregado foi o ágar infuso de cérebro e coração (BHI- Difco) enriquecido com extrato de levedura (0,5%). O inóculo final foi de 105células/”spot”. As placas foram incubadas em condições de anaerobiose, a 37ºC, por 48 horas. Verificou-se que 7,89% dos isolados mostraram-se resistentes à penicilina G. Todos os isolados foram sensíveis até 0,5 g/ml de metronidazol e, a 8 g/ml de clorexidina e triclosan.

 

Esses resultados mostram que as espécies testadas foram sensíveis ao metronidazol, constituindo-se melhor opção terapêutica que a penicilina, clorexidina e triclosan.

 

Apoio financeiro parcial: FAPESP 94/5784-7

147

Aderência de Actinobacillus actinomycetemcomitans às células epiteliais bucais

A. GASPARETTO*, M. R. L. SIMIONATO, M. J. AVILA-CAMPOS

Depto. de Microbiologia, ICB, - USP, São Paulo, SP, Brasil

Actinobacillus actinomycetemcomitans é considerado um importante patógeno na doença periodontal, particularmente na periodontite juvenil localizada. O mecanismo de aderência bacteriana às células epiteliais bucais, dentes e a outras bactérias, constitui-se o passo inicial na colonização e patogênese dos processos infecciosos bucais, tais como gengivite e periodontite. Neste estudo, procuramos avaliar o potencial de aderência de 20 cepas de A. actinomycetemcomitans às células epiteliais bucais, isoladas de 20 pacientes entre 13 e 41 anos, atendidos na clínica de Periodontia da FOUSP, apresentando bolsas periodontais nas quais foram inseridos cones de papel esterilizados. O microrganismo foi isolado em meio seletivo TSBV. A cepa FDC Y4 também foi incluida nos testes. O teste de adesão foi realizado segundo Gibbons (J. Dent. Res. 68:750-760, 1989). As bactérias foram marcadas com timidina-3H e posteriormente misturadas às células epiteliais bucais e, incubadas por 2 horas. A mistura foi centrifugada e, o sobrenadante removido e filtrado em membrana de ester de celulose. Posteriormente, as amostras foram avaliadas em aparelho de cintilação, para verificação da quantidade de bactérias aderidas às células epiteliais bucais retidas na membrana filtrante.Os resultados mostram que todas as cepas estudadas aderem-se fortemente às células, confirmados pela microscopia eletrônica de transmissão.Também foi observado grande quantidade de material amorfo extracelular.

Esses resultados indicam que cepas de A. actinomycetemcomitans apresentam grande capacidade de aderência às células epitelias bucais e que este processo poderia ser devido principalmente à presença desse material amorfo extracelular.

Apoio Financeiro: FAPESP Proc. N 94/5784-7.

148

Relação entre linfadenopatia, imunossupressão e manifestações orais em crianças HIV+

E.R.BUNDZMAN*, A.A.NEVES, L.C.SANTOS, R.H.S.OLIVEIRA

FO,IPPMG,NESC/UFRJ

A linfadenopatia persistente representa uma das lesões primárias diretamente relacionadas com a infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV). Este estudo visa determinar a prevalência de linfadenopatia cervico-facial (LCF) em crianças HIV+, bem como sua relação com o grau de imunossupressão (%CD4) e com a ocorrência de manifestações orais. Um único examinador, através de palpação digital, inspecionou 46 crianças entre 2 e 12 anos de idade (média=6,02 anos), observando uma prevalência de LCF em 67,4% (31) das crianças. Para a análise estatística foi utilizado o Teste Qui-Quadrado. 17,4%(8) do total de linfonodos afetados eram correspondentes a linfonodos cervicais, 6,5%(3) a submentonianos e 60,9%(28) a submandibulares. 61,3% das crianças apresentavam linfadenopatia e imunossupressão severa (CD414) e 19,4% linfadenopatia e imunossupressão moderada (CD415-24) (p=0,04). As lesões orais mais comumente associadas com a LCF foram a candidíase (29,0%) e a gengivite (25,8%), porém estes achados não foram estatisticamente significativos.

 

A prevalência de linfadenopatia cervico-facial é um sintoma inespecífico, apresentando-se neste estudo diretamente relacionada com o grau de imunossupressão.

149

Susceptibilidade de candida albicans isoladas de portadores de câncer e AIDS,

frente a drogas antifúngicas

L. J. Costa*; E. G. Birman; A. E. Cury  /  Faculdade de Odontologia da USP

A ocorrência de candidose bucal é comum em pacientes com alterações imunológicas. O surgimento da AIDS, bem como o tratamento das neoplasias malignas, entre outros, resultaram em maior frequência destas infecções, elevando os índices de morbidade e mortalidade. Assim avaliamos, a susceptibilidade de 30 cepas de C. albicans, isoladas da boca de pacientes portadores da AIDS(10) e câncer de cabeça e pescoço(20), através do estabelecimento das Concentração Inibitória Mínima(CIM) e Concentração Fungicida Mínima(CFM) de compostos antifúngicos como anfotericina B(AnB-Poliênico), miconazol, cetoconazol (imidazólicos) e fluconazol (triazólico), pela técnica de diluição em ágar. Os resultados obtidos, revelaram baixas CIMs e CFMs da AnB para todas leveduras avaliadas, a exceção de uma única amostra. Frente ao miconazol e cetoconazol, a grande maioria dos isolados de  C. albicans, tanto de câncer como de AIDS, apresentou CIM < 8,0 g/ml, sendo alta a CIM do fluconazol para as cepas isoladas de portadores de câncer. Utilizando-se os azóis, mais de 95% das cepas de C. albicans estudadas nos dois grupos de pacientes, apresentaram CFM>16,0g/ml.

 

Concluiu-se que a AnB continua sendo in vitro o agente terapêutico com melhor indicação terapêutica das candidoses nestes casos. Os imidazólicos, apresentaram boa atividade inibitória, porém, não fungicida. O fluconazol, mostrou baixa ação inibitória, entre as amostras isoladas de portadores de câncer e AIDS, sugerindo a capacidade de resistência à droga destes microrganismos, mesmo considerando-se possível falta de correlação entre os testes in vitro e sua aplicação clínica.

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Aparelho ortodôntico removível: avaliação microbiológica da saliva e placa bacteriana

M.N. Shigetomi*; l. Fonseca; p. p. l. CAZELLi

Curso de Odontologia - UFES - Tel./fax: (027) 325-1353

O objetivo do trabalho foi avaliar a microbiota da saliva e placa bacteriana removida dos aparelhos ortodônticos removíveis, de pacientes com idade entre 7 a 15 anos de ambos os sexos. Para a contagem dos estreptococos do grupos mutans e de lactobacilos, amostras de saliva foram coletadas em tubo de ensaio e, as amostras da placa dos aparelhos escovados em placa de Petri com adição de salina fosfatada tamponada esterilizada sendo que essa solução tranferida para o tubo de ensaio. Após a dispersão e diluição das amostras da saliva e placa bacteriana foram semeadas em SB20, seletivo para estreptococos do grupo mutans e em Bacto Rogosa-SL-agar para Lactobacilos. Os dados mostraram que dos 22 pacientes, 20(90.9%) abrigavam estreptococos do grupo mutans nas amostras de saliva, sendo que em 3(13,6%) foi  observado uma média de 5,18x10-2, em  6(27,2%) com   5,0x10-3,  em 8(33,3%) com 4,35x10-4; em 2(9,09%) com 2,7x10-5 e em 01(4,54%) com 1,75x10-6. Quanto as amostras de placa  bacteriana, removidas de 22 aparelhos, foram observados em um total de 17(77,27%), que em 3(17,6%) deles apresentaram uma média de 4,0x10-3, em 5(29,4%) com 5,9x10-4;em 5(29,4%) com 3.2 x10-5 e em 4(23,5%) com 3,8x10-6 de unidade formadora de colônias de estreptococos do grupo mutans.Os lactobacilos estavam presentes somente em 7(31,6%)das amostras de saliva ,sendo que 5(71,4 %) apresentaram uma média de 1,6 x10-2 e 2(28,5%) com 5,0x10-3 e na amostra de placa dos aparelho ortodôntico  foi observado em 2(9.09%) com uma média de 3,37x10 -3; em 2 (9,09%) com 5,95x10-4 e em 3(13,63%) com 1,41x10-5.

 

Esses dados, nos permite concluir a necessidade de um controle rigoroso, na higienização dos aparelho ortodônticos durante a terapia de correção de dentes mal posicionados. (PRPPG/UFES)

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Ação de curativos intra-canal sobre leveduras do gênero Candida

C.H.KUBO*, A.P. M.GOMES, C.Y. KOGA-ITO, A.O.C. JORGE

Departamento de Patologia. Faculdade de Odontologia / UNESP-São José dos Campos / SP - Fone: (012)321-8166 Fax:(012)321-2036

Leveduras do gênero Candida podem ser encontradas no interior do(s) canal(is) radicular(es) de dentes com comprometimento pulpar, e seu estudo é importante já que a maioria dos antibióticos/quimioterápicos não agem sobre elas. O presente trabalho visa avaliar .in vitro. diferentes curativos de demora empregados no tratamento dos canais radiculares, frente a leveduras do gênero Candida. Foram estudados 46 amostras de leveduras sendo 16 de C.albicans, 13 de C.tropicalis, 5 de C. glabrata, 3 de C. lusitaniae, 3 de C. krusei, 3 de C. kefry, 2 de C. guilliermondii e 1 de C. parapsilosis, e os seguintes curativos intra-canal: pasta Calen, pasta de Ca(OH)  + Propileno Glicol + PMCC, PMCC, Solução de Iodo iodeto de potássio a 2%, curativo preconizado por Antoniazzi, Cresophene e Tricresol Formalina. Foram também observados as soluções irrigadoras de Dakin e de Milton. Cada amostra foi semeado em profundidade em ágar Sabouraud em duplicata e discos de papel de filtro, impregnados com 1 µL de cada um dos curativos de demora foram colocados na superfície do meio. As placas foram incubadas a 37ºC/24 horas e por mais 5 dias à temperatura ambiente e as leituras realizadas após 24 horas e 7 dias respectivamente, medindo-se o tamanho dos halos de inibição. As amostras de Candida foram sensíveis ao Cresphene e Tricresol Formalina e demonstraram resistência ao Líquido de Dakin e de Milton, solução de iodo-iodeto de potássio e curativo preconizado por Antoniazzi.

 

Nas condições experimentais do presente trabalho podemos concluir que atuaram efetivamente frente as amostras de Candida o Cresophene e o Tricresol Formalina.

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Influência da própolis na contagem de estreptococos do grupo mutans

E.MORAES*, C. OTA, V. FANTINATO, M.T. SHIMIZU

Departamento de Patologia, Faculdade de Odontologia/UNESP- São José dos Campos/SP

Este trabalho teve como objetivo verificar a atividade antimicrobiana da própolis sobre os streptococos do grupo mutans, da cavidade bucal. Para tanto, a própolis bruta foi purificada e posteriormente liofilizada. A seguir preparou-se uma suspensão hidro-alcoólica na concentração de 15mg de própolis/ml. Selecionou-se 12  voluntários a quem foram entregues diariamente, a suspensão de própolis. Esses voluntários fizeram 2 bochechos diários, de manhã e à noite, após a escovação dos dentes. Coletou-se saliva de cada voluntário antes do início dos experimentos e após 7, 14, 21 e 28 dias; alíquotas de 0,1ml da saliva foram então semeadas, em duplicata, em agar Mitis Salivarius acrescido de 0,2 unidades de Bacitracina/ml. As colônias típicas de streptococos do grupo mutans foram então contadas. Os resultados mostram uma sensível diminuição desses microrganismos no 7o e 14o dias.

 

Pode-se concluir, pelos resultados obtidos que a própolis na concentração empregada, pode ser utilizada com eficiência em bochechos,  por períodos não muito prolongados, com intuíto de redução da atividade de cárie.

 

* Bolsista de Iniciação Científica - CNPq

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Presença de Candida e anticorpos anti-Candida na periodontite crônica do adulto

A.O.C.JORGE*, C.S.UNTERKIRCHER

Departamento de Patologia, Faculdade de Odontologia/UNESP.São José dos Campos/SP. Fone: (012)321-8166 Fax:(012)321-2036.

A presença de leveduras do gênero Candida foi observada na saliva e no fluído gengival de pacientes com periodontite crônica do adulto e em indivíduos saudáveis. Foram também verificados os níveis de anticorpos anti-Candida das classes IgG, IgA, IgM e IgE na saliva e soro e das classes IgG, IgA e IgM no fluido do sulco gengival dos mesmos pacientes, através da reação ELISA. Foram estudados 30 pacientes com periodontite crônica do adulto que apresentavam 3 sítios de bolsa periodontal ativos, com profundidade entre 5 e 10mm e evidência radiográfica de reabsorção óssea, e 30 indivíduos que não apresentavam doença periodontal. Os resultados foram analisados estatisticamente através do teste Exato de Fisher (pó 0,05). Leveduras do gênero Candida, principalmente C. albicans foram isoladas da saliva em quantidades mais elevadas dos pacientes com periodontite crônica do adulto em relação aos controles, com diferença estatisticamente significativas. Os níveis de anti-corpos anti-Candida (IgG, IgM e IgA na saliva, IgG e IgA no soro e IgG e IgM no fluido gengival) foram estatisticamente superiores em pacientes com periodontite crônica do adulto em relação aos indivíduos com periodontite saudável.

 

C. albicans foi isolada em maiores números na saliva e o nível de IgG e IgM foi superior no fluido gengival, sugerindo resposta imune humoral dos pacientes com periodontite, frente a leveduras do gênero Candida.

 

Pesquisa financiada pela FAPESP - Processo 3392/9 e FUNDUNESP - Processo 201/93

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Contaminação microbiana em água de equipos odontológicos

V. FANTINATO, M.T. SHIMIZU

Depto. de Patologia, Faculdade de Odontologia/UNESP-São José dos Campos-SP - Fone: (012) 321-8166  Fax: (012) 321-2036

Foram coletadas amostras de água da seringa tríplice de 51 equipos odontológicos de Faculdades de Odontologia e de 24 consultórios particulares. Objetivou-se verificar a existência e contagem de: coliformes, estreptococos bucais, fungos, S. aureus, P. aeruginosa, bactérias heterotróficas e contagem total de aeróbios e anaeróbios. Os testes foram realizados de acordo com as normas da American Public Health Association (1985). Somente uma amostra apresentou coliformes fecais; estreptococos e fungos não foram detectados, mas as placas para o desenvolvimento destes microrganismos mostrou denso crescimento de bactérias Gram-negativas e positivas. Foi detectado crescimento de cocos Gram-positivos, mas não se detectou S. aureus em nenhuma das amostras. P. aeruginosa foi encontrada em 25,4% das amostras de Faculdades e em 9,5% de consultórios particulares. A contagem de bactérias hereterotróficas mostrou 90,1% de amostras positivas nas Faculdades e 83,3% nos consultórios particulares. As contagens de bactérias aeróbias mostrou 75,5% de amostras positivas nas Faculdades e 85,7% nos consultórios. O crescimento de anaeróbios mostrou 30,7% e 28,5% de amostras positivas de Faculdades e consultórios particulares respectivamente.

 

O nível de contaminação microbiana das amostras de água analisadas foi extremamente alto tanto nas faculdades de Odontologia como nos consultórios particulares.

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Avaliação de diferentes métodos de extração de proteínas intracelulares de leveduras orais

E.A.ROSA*; D. MOREIRA, D.M.P. SPOLIDORIO, J.F. HÖFLING

Laboratório de Microbiologia e Imunologia, Faculdade de Odontologia de Piracicaba – UNICAMP

Este trabalho visou avaliar diferentes métodos de extração de proteínas de componentes intracelulares de leveduras isoladas da cavidade bucal, para aplicação em eletroforese em gel de poliacrilamida (SDS-PAGE).

Proteínas de componentes intracelulares de Candida foram obtidas por disrruptura com pérolas de vidro, ação de ácido tricloroacético, ação de tampão de amostra, sonicação e criofratura com nitrogênio líquido, e posteriormente submetidas à eletroforese em gel de poliacrilamida. Os resultados obtidos revelam um melhor perfil eletroforético para as proteínas extraídas por criofratura celular e sonicação. Pérolas de vidro e tampão de amostra apresentaram resultados menos satisfatórios, sendo que o uso de ácido tricloroacético não permitiu a obtenção de uma concentração de proteínas adequada para a aplicação em SDS-PAGE.

 

De  acordo com os resultados obtidos conclui-se que a extração por criofratura celular fornece maior quantidade de proteínas intracelulares, com melhor perfil eletroforético, dentre os diferentes métodos de extração empregados.

 

Este trabalho foi financiado pelo FAEP/UNICAMP, processo 1005/92

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Anticorpos monoclonais para glândulas salivares de camundongos Balb/c

L.B.F. SILVA*, I. VARIANE, R.G. TOLEDO, C.S. UNTERKIRCHER

Depto de Patologia. Faculdade de Odontologia/UNESP-São José dos Campos, SP - Tel.:(012) 321-8166 Fax:(012) 321-2036

Este trabalho descreve a preparação de anticorpos monoclonais (AcM) para antígenos glandulares. Camundongos Balb/c foram imunizados com doses repetidas de antígenos próprios preparados com glândulas salivares de animais da mesma linhagem. A imunização consistiu de 6 injeções intradérmicas de 50 g cada, administradas em intervalos de 15 dias. A primeira dose foi administrada em adjuvante completo de Freund e, as demais com adjuvante incompleto de Freund. Três dias, antes da fusão, todos os animais receberam uma injeção intraperitoneal de 300 g de antígeno em solução salina estéril. A fusão de células do baço dos animais imunizados, com as células de mieloma Sp2/0-Ag14 resultou no isolamento de 5 clones secretando anticorpos anti-glândulas salivares. Produtos de dois clones foram isolados e caracterizados por ELISA e “Western-blotting”. C8F, uma IgM reconhecia três polipeptídeos no extrato glandular e G16, uma IgG2b apresentava um largo espectro de reatividade. A polireatividade de G16 não é surpreendente, pois achados semelhantes já foram relatados por outros autores com AcM anti-DNA.

 

Quando a reatividade de G16 foi comparada com a de outro AcM anti-proteína de choque térmico de 70 kDa (Hsp70) verificamos que G16 reconhecia pelo menos 2 polipeptídeos no extrato glandular também marcados com o AcM anti-Hsp70.

 

Apoio financeiro: FAPESP e FUNDUNESP

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Estudo da reatividade cruzada de antígenos de Streptococcus mutans  e antígenos

cardíacos em camundongos Balb/c / M.V. P.  LEÃO*, A.C.V. CANETTIERI, V. FANTINATO., C.S. UNTERKIRCHER

Depto. de Patologia. Fac. de Odontologia/UNESP. São José dos Campos - SP Tel: (012) 321-8166  Fax: 321-2036

O presente trabalho estuda a reatividade cruzada entre Streptococos mutans, sorotipo c, e o tecido cardíaco de camundongos Balb/c. A cepa de Streptococos mutans foi cultivada em caldo tríptico de soja (Difco) por toda noite, a 37oC. No dia seguinte, as células foram mortas pela adição de formaldeído 0,075%. Os animais foram imunizados por via intraperitoneal, em intervalos de 21 dias, com 3,4 x 106 células em solução salina estéril emulsificada em adjuvante de Freund incompleto. Após um mês, os camundongos foram sangrados pela cauda. Foram colhidos 15 µl de sangue em discos de papel de filtro, que foram posteriormente diluídos em tampão fosfato acrescido de 0,1% de tween 20 e 0,5% de gelatina. Testou-se quatro diluições de cada soro por ELISA. Reatividade moderada foi observada em IgM e IgG frente os antígenos do coração, sendo esta reatividade mais evidente no classe  IgM.

 

Nossos resultados indicam a existência de reatividade cruzada entre S mutans e os antígenos do coração e sugerem que os níveis de IgG tendem a aumentar com o tempo de imunização.

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CHROMagar® Candida: efeito da “pasta formulada” na remoção do biofilme dentadura

I.Y. ITO*, H.F. O. PARANHOS, E.H.G. LARA, H. PANZERI

Fac. Odontologia e Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto-USP - Fax: (016) 633-1092

CHROMagar® Candida foi utilizada para avaliação do efeito da “pasta dentadura formulada”, grupo experimental (40) e da pasta dental Kolynos Super Branco, grupo controle (36), na remoção de fungos em forma de levedura do biofilme, formado sobre a prótese total superior. O biofilme foi removido pela escovação vigorosa da superfície interna da prótese com auxílio de escova dental esterilizada, antes e 30 dias depois do uso da pasta, após a adição de 10,0mL de solução fisiológica. A suspensão transferida ao tubo de ensaio com pérolas de vidro, agitada por 60 segundos, foi submetida a diluição decimal em PBS até 10-4. Alíquotas de 0,05mL foram semeadas em placas com CHROMagar® Candida, preparada segundo recomendação do fabricante, e incubada a 37ºC por 48 horas. Fungos em  forma de levedura  foram isolados de 33 próteses (82,5%) antes e 28 (70,0%) após o uso da pasta formulada (grupo experimental) e 31 (86,1%) antes e 29 (80,6%) no grupo controle. A prevalência da Candida albicans no grupo experimental foi de 28 (84,8%) antes e 26 (78,8%) após o uso e, no grupo controle, de 27 (87,1% antes e 25 (80,6%) após.

 

CHROMagar® Candida é um meio seletivo cromogênico útil na identificação presuntiva de fungos em forma de levedura mais comumente isoladas das próteses.

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Avaliação da eficiência da amoxicilina, eritromicina e tetraciclina frente a

microrganismos da cavidade oral

R. F. ALBUQUERQUE JR.*, R. ALONSO VERRI, K. MÜLLER / Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto-USP - Fax: (016) 633-0999

Procurou-se estudar in vitro as ações dos antibióticos amoxicilina, eritromicina e tetraciclina, frente à cepas de estreptococos viridans e de Staphylococcus aureus provenientes da saliva. O objetivo do estudo foi o de estabelecer a capacidade de inibição desses antibióticos, determinando-se a ordem de eficácia nas menores concentrações testadas. As amostras que serviram para o cultivo dos microrganismos foram coletadas de um grupo homogêneo de 38 pessoas, com idade de 17 a 25 anos, de ambos os sexos e que não estavam fazendo uso de antibióticos nos dois meses que antecederam a colheita das amostras. As cepas isoladas foram submetidas à avaliação da concentração inibitória mínima dos três antibióticos, estabelecendo-se a seguinte ordem hierárquica decrescente de eficiência in vitro: eritromicina, amoxicilina e tetraciclina. Quando se analisou a magnitude de resposta inibitória de cada fármaco em função da variação de concentração, ou seja, sua potência in vitro, a ordem foi: amoxicilina, tetraciclina e eritromicina. Considerando-se conjuntamente a potência, os parâmetros propostos pelo National Commitee for Clinical Laboratory Standards e os níveis séricos atingidos em média por cada antibiótico, a ordem para o uso terapêutico in vivo seria: amoxicilina, eritromicina e tetraciclina. Dentre todos os microrganismos estudados foram observadas cepas resistentes à concentrações 2064 vezes maiores que as necessárias para inibir as menos resistentes.

 

Os dados experimentais e a literatura consultada permitiram concluir ainda que a terapêutica antimicrobiana deve ser sempre que possível precedida de um teste de sensibilidade, preferencialmente um que determine a concentração inibitória mínima dos medicamentos que poderão ser utilizados na terapêutica.

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Candida albicans: detecção em biofilme de próteses totais superiores e morfotipagem

R.C. CANDIDO*, H.F. PARANHOS, F. C. PIMENTA, I.Y.  ITO

Depto. ACTB - Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto-USP - Fax:  (016) 633-1092

Leveduras principalmente Candida albicans, é um microrganismo que faz parte da microbiota normal da cavidade bucal, a qual se altera, em pacientes portadores de próteses.  No presente trabalho, avaliamos a microbiota leveduriforme de biofilme removido de 80 próteses totais  superiores.  O exame direto corado pelo Gram evidenciou a presença de blastoconídios em 44 próteses (55,0%) e em 32 delas (40,0%)  também a presença de pseudohifa.  Enquanto que a cultura realizada no meio seletivo CHROMagar Candida resultou em 60 amostras positivas (75,0%), sendo a espécie C.albicans a prevalente  em 52 casos positivos.  Em 5 amostras foram identificados 2 morfotipos diferentes de C.albicans, totalizando 57 cepas submetidas a morfotipagem segundo Hunter et al. J.Med.Microbiol., 28:85 (1989). Esta técnica permitiu a classificacão de 57 cepas em 23 morfotipos sendo o morfotipo 0000 prevalente com 20 (35,1%), seguido de 0001 com 7 (12,3%) e 5330 com 5 (8,8%). Colônias com franjas descontínuas consideradas fator de virulência foram encontradas em 9 (15,8%) dos casos, e com franjas contínuas em 19 (33,3%).

 

Formas filamentosas observadas no exame direto e morfotipos com franjas reforçam um possível  risco para manifestação de candidíase em usuários de prótese total.

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Avaliação do grau de contaminação do ambiente de clínica odontológica

A. B. N. DIAS Pacheco*,  T. R. de Mattos Filho

Departamento de Ciências Fisiológicas-Faculdade de Odontologia de Piracicaba – UNICAMP

Deter a contaminação nos consultórios dentários tem sido uma tarefa muito difícil. Na maioria das vezes os germes têm vencido as medidas de segurança adotadas na atualidade, expondo os profissionais e pacientes à situações de risco. Embora seja impossível excluir todos os micróbios do ambiente clínico, este trabalho alerta aos cirurgiões-dentistas e outros profissionais de saúde quanto aos riscos de contaminação, mostrando que ela pode ser controlada. Para demonstrar a contaminação ambiental foram utilizadas 240 placas de petri,  de quinze centímetros de diâmetro, contendo ágar-soja-triptona (TSA), colocadas entre os consultórios, nos corredores de maior circulação e na sala de esterilização da clínica da  Faculdade. As placas foram divididas em dois grupos: G - cujas placas foram colocadas durante as atividades da clinica; e C - nos horários em que não mais exitiam atividades, ou funcionava apenas o Plantão de Urgência. As placas foram abertas durante 60 segundos e então fechadas e levadas à estufa à 37o C, 1 atm, por quarenta e oito horas. Passado esse tempo, as Unidades Formadoras de Colônias (UFC) que cresceram foram contadas e fotografadas. A análise da contaminação demonstrou que foi maior para o grupo G do que para o grupo C. A Análise de Variância revelou que esse dado foi   estatisticamente significante  (Prob.>F= 0,00001). Também notou-se que havia mais UFC nas placas colocadas entre os consultórios do que naquelas colocadas nos corredores, sendo que o menor número de UFC foi encontrado na sala de esterilização.

 

Portanto pode-se concluir que: 1. A contaminação pode acontecer freqüentemente na prática diária; 2. A desinfecção do ambiente de Clínica com muitos consultórios é importante para se evitar a contaminação-cruzada; 3. A limpeza da Clínica da FOP está sendo realizada de modo sartisfatório.

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Estudos sobre a eficácia de meio seletivo para Streptococcus “não - mutans”

                   K. C. LIMA* , F. A. C. MAGALHÃES , M. UZEDA

                   Instituto de Microbiologia da UFRJ - Rio de Janeiro , RJ .Tel./Fax (021 ) 270-8793

Recentemente tem aumentado o interesse por  Streptococcus orais “não-mutans” capazes de realizar acidogênese em pH’s baixos. Tais microrganismos podem participar do início do processo carioso, bem como ser responsáveis pelo mesmo na ausência de S.mutans. A determinação do nível  de infecção por estes microrganismos, na maioria dos trabalhos, é determinado pela diferença entre o número de colônias no ágar Mitis-Salivarius (MS) e em ágar Mitis-Salivarius+15% de sacarose + 0,2 unidades de bacitracina/ml. (MSB). O presente trabalho objetivou testar a eficácia de um meio de cultura seletivo para Streptococcus “não-mutans”. Para tanto, tomou-se como base o ágar MS, acrescido de 2 e   4 g de clorexidina por ml. de meio (MSC-2 e MSC-4, respectivamente) , comparando-se com o método tradicional.  Foi realizada a cultura  da saliva diluída de 20 voluntários e a partir dos dados foi calculado o percentual de recuperação do MSC-2 e MSC-4 em relação ao MS e a (MS-MSB). Outrossim, foi verificado se existia diferença entre os meios testados e o padrão (MS-MSB), através do teste “t”   pareado de Student(=0,05).

 

A partir da análise dos resultados, constatou-se que os meios utilizados (MSC-2 e MSC-4) não se adequam à recuperação de Streptococcus “não-mutans” quando comparados com o método tradicional (MS-MSB), uma vez que  inibem não só o crescimento de S.mutans como de outros Streptococcus orais. Foi observado ainda que não houve diferença entre o número de colônias observadas no MS e (MS-MSB), sugerindo que para a quantificação de Streptococcus”não-mutans” deve ser utilizada a  contagem obtida no MS, excluindo-se as colônias características de S.mutans.

Apoio: CAPES / CNPq.

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Contagem de estreptococos do grupo mutans em crianças de 2-6 anos

F. C.PIMENTA*, A. C. RIBEIRO, C. BENICIO GOULART, R.A. CARDOSO

Depto. Microbiologia, IPTSP - UFG. Tel./Fax (062) 261-6414

Vários estudos tem descrito a etiologia da cárie dentária, sua ocorrência e a presença dos estreptococos do grupo mutans na cavidade oral.

O objetivo deste trabalho foi verificar a prevalência deste microrganismo na cavidade oral de um grupo de 48 crianças de 2-6 anos, da Creche Santa Úrsula. As amostras de saliva foram coletadas com espátula de madeira, segundo KÖHLER & BRATTHAL ( J. Clin. Microbiol., 9 (5) : 584-8,1979), sendo realizada contagem das unidades formadoras de colônia (ufc) de estreptococos do grupo mutans.Vinte e duas (45,8%) crianças apresentaram contagens maiores do que 100 ufc, quinze (31,3%) mostraram 50-99 ufc e apenas onze (22,9%) tiveram níveis menores do que 49 ufc. Estas crianças serão submetidas a um programa preventivo que inclue o emprego de fluoretos e atividades educativas. Outras contagens de estreptococos do grupo mutans serão realizadas para avaliar o programa preventivo.

 

Nossos resultados, ainda preliminares, mostram uma prevalência elevada de estreptococos do grupo mutans na saliva de crianças na faixa etária de 2 a 6 anos.

 

Apoio financeiro  : Depto. Microbiologia - IPTSP – UFG

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Análise em M. E. V. das alterações morfológicas do esmalte de decíduos,

atacado com Nd: YAG e ácido fosfórico

S.M.Rode, W. R.C.AZEVEDO*, M.E.LIAN, J.L.LAGE MARQUES / Fac. de Odontologia da Univ. de São Paulo, ICB – USP

As alterações produzidas pelo efeito do laser de Neodymium : yttrium-aluminium-garnet (Nd:YAG 1.064 nm) foram comparadas com as do ácido fosfórico 38 % na superfície do esmalte.Vinte dentes decíduos recem-extraídos foram preparados e divididos em quatro grupos experimentais com variações no tipo e densidade de energia de ataque ao esmalte. Para facilitar a localização, foi demarcada com grafite uma área na superfície do esmalte com dimensão aproximada de 0,3 mm2. No grupo 1 empregou-se Nd:YAG - 83,3 J/cm2 , no grupo 2 - 165,4 J/cm2 e no grupo 3 -186,5 J/cm2 ,enquanto que no grupo 4 realizou-se o ataque com ácido fosfórico 38% (gel) durante 30 segundos. Os dentes foram metalizados em aparelho Balzers SCD-050, sendo examinados em microscópio eletrônico de varredura Jeol 6100 do Departamento de Histologia e Embriologia, ICB - USP.

 

A análise comparativa em microscopia eletrônica das alterações morfológicas proporcionada pelas condições experimentais mostrou que os melhores resultados ocorreram nos especimes do grupo 4 enquanto que no grupo irradiado com laser os melhores resultados foram obtidos empregando 2W 133mJ/pulse, 20Hz, 165,4J/cm2 durante 60 segundos (grupo 2).

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Avaliação histológica da hesposta do tecido ósseo, em coelhos, frente a colocação

de um implante dental de titânio - G.R. Nogueira Fo*,  F.H. Nociti Jr, E.A. Sallum, A.W. Sallum

Depto. de Prótese e Periodontia, Fac. de Odontologia de Piracicaba – UNICAMP

O objetivo deste trabalho foi avaliar a relação entre o tecido ósseo e um implante dental de titânio (HT*- Carbontec materiais especiais ltda - Brasil).

Foram utilizados 10 coelhos Nova Zelândia adultos, os quais receberam um implante em cada fêmur, de acordo com a o protocolo para a colocação de implantes osseointegrados (Bränemark et al. Scand. J. Plast. Reconst. Surg., suppl. 16, 1977). Quarenta e dois dias após a cirurgia, os animais foram sacrificados, os espécimes removidos, fixados, incluídos em metil metacrilato e obteve-se secções com  30 µm de espessura.

Observou-se a proliferação de tecido ósseo proveniente do endósteo e periósteo o que resultou em: 1. recobrimento da cortical remanescente necrótica voltada para o implante com tecido ósseo vital, 2. espessamento da cortical óssea, fenômeno denominado de “corticalização” (Bränemark et al. Biomaterials, 4:25-28, 1983).

 

Concluiu-se que, dentro das condições experimentais apresentadas, a presença destes implantes não interferiu com o processo de regeneração óssea e, resultou na presença de tecido ósseo maduro e vital perfeitamente adaptado à superfície do implante.

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Polímero ortopédico biocompatível (BOP) implantado em ferida de extração dental

T. L. LAMANO CARVALHO*, S.P. XAVIER

Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto - USP, RP - FAX (016) 633-0999

Pesquisadores russos desenvolveram e testaram clinicamente no tratamento de fraturas ósseas um copolímero constituído de polivinil-pirrolidona e metil metacrilato, denominado Polímero Ortopédico Biocompatível (BOP) (Skondia et al. J. Int. Med. Res., 15: 293-302, 1987). A biocompatibilidade do BOP tem sido testada também em tecidos subcutâneo e ósseo de animais experimentais. O presente trabalho teve por objetivo investigar histometricamente a biocompatibilidade do BOP implantado no alvéolo dental de ratos. O polímero era preparado de acordo com as instruções do fabricante e implantado no alvéolo (4,9 mm3) imediatamente após extração do incisivo superior direito. Os animais foram sacrificados 1, 2, 3 e 6 semanas após; o material foi descalcificado e processado para inclusão em parafina. Foram feitas secções longitudinais semi-seriadas de 7 mm de espessura, coradas com hematoxilina e eosina. Utilizou-se uma câmara clara para estimativa da fração de volume de BOP e dos tecidos conjuntivo e ósseo no terço médio do alvéolo, por um método de contagem diferencial de pontos. O exame histológico revelou a presença de grânulos de BOP no terço médio, com resposta inflamatória inicial e reação de corpo estranho persistente. A reabsorção progressiva de BOP da 1a para a  6a  semana (de 77,7±4,7  para 48,7±2,7 %) foi acompanhada de aumento da fração de volume dos tecidos conjuntivo  (de 21,1±4,3 para 26,6±1,9 %)  e ósseo  (de 0,9±0,4 para 24,6±2,8 %). Ao final da 6a  semana, trabéculas ósseas maduras estabeleciam íntimo contato com o implante em diversos locais.

 

Os resultados mostram que o material é biologicamente compatível, sendo progressivamente substituído por tecidos conjuntivo e ósseo no processo de reparo alveolar.

167

Implante de ionômero de vidro aumenta a osteogênese no processo de reparo alveolar.

K.F. BOMBONATO*, T. L. LAMANO CARVALHO

Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto-USP - RB - FAX (016) 633-0999

Tem-se se sugerido que o ionômero de vidro, além do uso corrente como material restaurador odontológico, possa ter aplicação mais ampla como substitutivo de tecido ósseo e juntas. Trabalho anterior desenvolvido em nosso laboratório evidenciou a biocompatibilidade de um cimento de ionômero de vidro tipo III (Vidrion F, White) implantado no alvéolo dental de ratos (Brentegani et al. Biomaterials, 1996 no prelo).  O presente trabalho teve por objetivo determinar histometricamente se a presença deste material interfere com a cronologia do reparo alveolar. Um grânulo do ionômero  (1.21±0.13 mm3) era implantado imediatamente após extração do incisivo direito superior e os tecidos moles eram suturados. Os animais foram sacrificados 1, 3 e 6 semanas após, o material foi descalcificado e processado para inclusão em parafina. Foram feitas seções longitudinais semi-seriadas de 7 mm de espessura, coradas com hematoxilina e eosina. Utilizou-se uma câmara clara para estimativa da fração de volume dos tecidos ósseo e conjuntivo nos terços apical, médio e cervical do alvéolo, por um método de contagem diferencial de pontos (Lamano Carvalho et al. Braz. Dent. J., 1996, no prelo). O exame histológico revelou a presença de grânulos regulares não-reabsorvíveis do ionômero circundados por cápsula fibrosa, sem persistência do processo inflamatório inicial ou de reação de corpo estranho, no terço cervical do alvéolo. A presença do implante provocou um aumento discreto porém significante (3-9%) na fração de volume de trabéculas ósseas maduras nos terços cervical e médio, da 3 a semana em diante.

 

Os resultados mostram que o material favorece a osteogênese no processo de reparo alveolar de rato.

168

Biocompatibilidade do polímero de Ricinus communis implantado no alvéolo de rato

J.M. TEÓFILO*, C.A.C.A. ARAÚJO, T. L. LAMANO CARVALHO

Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto - USP - RP - FAX (016) 633-0999

Os polímeros emergira**m como materiais para implante devido a suas propriedades mecânicas, estabilidade química e biocompatibilidade. Um polímero natural de poliuretano, feito a partir do óleo da mamona (Ricinus communis), tem sido testado como matriz para substituição de ossos e juntas (Kojima et al. Ricinus Boletim Informativo, no 2, ano I, 1994). No presente estudo investigou-se histometricamente a biocompatibilidade do polímero da mamona implantado no alvéolo de rato. Cinco grânulos do polímero (0.540.03 mm3) foram implantados imediatamente após extração dos incisivos direitos superiores e os tecidos moles foram suturados. Os animais foram sacrificados 1, 2, 3 e 6 semanas após, o material foi descalcificado e processado para inclusão em parafina. Foram feitas seções longitudinais semi-seriadas de  7  m de espessura, coradas com hematoxilina e eosina. Utilizou-se uma câmara clara para estimativa da fração de volume dos tecidos ósseo e conjuntivo em áreas teste (83 x 103 m2) contíguas aos implantes, por um método de contagem diferencial de pontos (Lamano Carvalho et al. Braz. Dent. J., 1996, no prelo). Grânulos do polímero foram observados no terço cervical do alvéolo, sem reação de corpo estranho e sem persistência da reação inflamatória inicial. Quantificaram-se a osteogênese progressiva e a diminuição da espessura da cápsula fibrosa ao redor dos implantes (de 35.03.1 m na 1a  semana para 6.80.7 m na 6a  semana). Ao final da 6a  semana as áreas teste apresentavam-se quase totalmente preenchidas por tecido ósseo maduro, que estabelecia íntimo contato com os implantes em vários pontos.

 

Os resultados mostram que o material é biocompatível, sofrendo osteointegração progressiva ao longo do processo de reparo alveolar.

169

Cronologia do reparo alveolar do rato após implante de Ricinus communis.

C.A.C.A. ARAÚJO*, J.M. TEÓFILO, L.G. BRENTEGANI

Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto - USP - RP - FAX (016) 633-0999

O Departamento de Química Analítica e Tecnologia de Polímeros (Universidade de São Paulo, São Carlos, Brasil) desenvolveu um poliol natural derivado do óleo da mamona (Ricinus communis) e a partir dele obteve-se um poliuretano por polimerização do poliester de poliol com difenilmetanodiisocianato. Trabalho desenvolvido em nosso laboratório mostrou a biocompatibilidade do polímero da mamona implantado em alvéolo dental de rato (Lamano Carvalho et al. Int. J. Oral Maxillofac. Surg. 1996, no prelo). O Objetivo do presente trabalho foi determinar histometricamente se a presença deste material interfere com a cronologia do processo de reparo alveolar. Cinco grânulos do polímero (0.54símbolo 177 \f “Symbol” \s 120.03 mm3) foram implantados imediatamente após extração dos incisivos direitos superiores e os tecidos moles foram suturados. Os animais foram sacrificados 1, 2, 3 e 6 semanas após, o material foi descalcificado e processado para inclusão em parafina. Foram feitas seções longitudinais semi-seriadas de  7  símbolo 109 \f “Symbol” \s 12m de espessura, coradas com hematoxilina e eosina. Utilizou-se uma câmara clara para estimativa da fração de volume dos tecidos ósseo e conjuntivo nos terços apical e médio do alvéolo, por um método de contagem diferencial de pontos (Lamano Carvalho et al. Braz. Dent. J., 1996, no prelo). O exame histológico revelou a presença de grânulos não-reabsorvíveis do polímero circundados por cápsula fibrosa, no terço cervical.

 

A presença do material provocou diminuição discreta porém significante (10-22%) na formação de tecido ósseo nos terços apical e médio, da 2a semana em diante, em comparação com os respectivos controles.

170

Regeneração óssea guiada com membrana de colágeno. Análise histométrica em cães

D.M. RÊGO*, E. MARCANTONIO JR.,R.A.C. MARCANTONIO, R.C.C .LIA.

CMOS-Universidade Federal do Rio Grande do Norte / FOAr – Unesp

O objetivo deste estudo foi avaliar histometricamente em cães, a efetividade de uma membrana de colágeno bovino reticulado, no tratamento de defeitos ósseos periimplantares do tipo deiscência. Foram extraídos os dentes 1o. , 2o , 3o  e 4o pré-molares inferiores de dois cães e após 12 semanas, confeccionados sítios para colocação de implantes osseointegrados de 10x3,5mm, com uma deiscência óssea vestibular de 5mm. Um total de 7 implantes constituiu o grupo teste, os quais foram recobertos pela membrana. O grupo controle, constituído de 6 implantes, não recebeu nenhum material. Os retalhos foram reposicionados e suturados em ambos os grupos. Após o  período de 12 semanas, os animais foram sacrificados e os resultados  da análise histológica demonstraram um padrão de osteogênese normal. Os dados histométricos, obtidos através de um sistema analisador de imagens (MOCHA), e analisados pelos teste estatístico t-student. Os resultados revelaram uma diferença estatisticamente significativa, para as medidas de altura (teste=2,34mm e controle=1,17mm; p=0,002) e  área  ( teste=1,82mm2 e controle= 0,70mm2 ,p=0,006).

 

O estudo demonstrou que a membrana de colágeno favoreceu a formação óssea em defeitos perimplantares tipo deiscência em relação ao grupo controle.

171

Efeito do ultra-som no processo de reparo ósseo. Análise histológica

A.P. F. BASSI*;C.BONATTI NETO;J.R.GONÇALVES

Depto de Patologia, Faculdade de Odontologia de Araraquara - UNESP - Fone: (016)232-1233 ramal 118

Este trabalho teve como objetivo comparar histologicamente o processo de reparação óssea após implantação de parafusos de titânio em tibias de coelhos sob estímulos ultrassônicos e do lado contra lateral com implantação idêntica entretanto sem estimulação. Para isso foram utilizados 8 coelhos que receberam 4 implantes cada um, assim distribuídos: 2 implantes na tíbia esquerda e 2 implantes na direita. Os implantes feitos nas tíbias esquerda foram estimulados por ultra-som diariamente até o dia anterior ao sacríficio e constituíram o grupo experimental. Os implantes nas tíbias direita constituíram o grupo controle. As estimulações ultrassônicas realizadas foram de baixa intensidade(31mW/cm2) e tiveram duração diária de 20 minutos. Os animais foram sacrificados e analisados em 2 períodos distintos: 21 e 42 dias. Os implantes foram removidos antes de serem feitos cortes histológicos para análise em microscopia óptica.

 

Os resultados demonstraram que não houve interferências negativa ou positiva da ação do ultra-som no processo reparacional do tecido ósseo após implantação nas avaliações histólogica. Os implantes mostraram, nos dois períodos estudados, sinais de terem áreas osseointegradas.

172

Estudo in vitro  da biocompatibilidade da hidroxiapatia utilizada em implantodontia

R. Ruano; A.G. Jorge*; M.M. Crivelini; a.a.h. Brandão

Disciplina de Patologia Bucal, FOUSP  -  Tel . (011) 8187912

A hidroxiapatita é uma substância que apresenta propriedades de natureza física e química que são determinantes dos níveis da sua biocompatibilidade.  São poucos os trabalhos que analisaram essa biocompatibilidade in vitro.  Portanto, nos propusemos a estudar in vitro o crescimento e a viabilidade de fibroblastos (NIH 3T3) crescidos sobre substrato contendo hidroxiapatita.  Os fibroblastos foram cultivados nas mesmas quantidades sobre placas de Petri cobertas com colágeno (n=18, controles) e placas cobertas com colágeno e hidroxiapatita (n=18, tratadas).  Três culturas de cada grupo foram contadas diariamente após o plaqueamento durante seis dias.  Durante a contagem foi obtida a porcentagem de viabilidade celular.  A morfologia das células foi observada em microscopia de luz e eletrônica de varredura.  As células cresceram em íntimo contato com os cristais de hidroxiapatita.  Até o terceiro dia após o plaqueamento o crescimento das duas culturas foi semelhante.  A partir do quarto dia houve um atraso de 24 horas nas culturas tratadas em relação às controles.  A viabilidade celular das culturas tratadas (64,38±2,24%) foi significantemente menor (p<0,01) que a das culturas controles (94,80±0,10%) durante todo o experimento.  Entretanto, no sexto dia de cultivo não havia mais diferença estatística entre o número de células tratadas e controles.  Nossos achados comprovam, in vitro , que a hidroxiapatita é uma substância biocompatível.

 

O atraso no crescimento celular e a menor viabilidade provavelmente foram consequências da presença física dos cristais de hidroxiapatita que competiram pelo espaço cultivável das placas.

FAPESP nº1995/0476-5

173

Influência das dimensões da supraconstrução no osso perdido dos implantes

IMZ. J. JOFRÉ*1, E. ENGEL2, H. WEBER2

Departamento de O. Restauradora, Universidade de Concepción-Chile1 e Universidade de Tübingen, Alemanha2

Foi publicado que tensões inadequadas podem resultar em reabsorção do osso perimplante. As forcas sobre os implantes podem ser aumentadas através de braços de alavancas, formados pela distância entre os implantes e o a altura da superconstrução. O objetivo desse estudo foi correlacionar as dimensões da superestrutura com o osso perdido ao redor de implantes IMZ que suportam uma sobredentadura mandibular durante pelo menos seis anos.

Foram selecionados 21 pacientes com um promédio de idade de 61 anos (44-80). Cada paciente tem dois implantes IMZ com uma barra Dolder suportando uma sobredentadura mandibular por um tempo promedio de 7,6 anos (6,8-8,3). A perda de osso ao redor dos implantes foi medida em radiografias panoramicas de acordo com Jansen e Spiekermann. Essas medicoes foram comparadas com aquelas obtidas de radiografias pos insercao da protese. O comprimento (faixa 17 a 29 mm) e altura (faixa 7.5 a 10 mm) da barra Dolder foram determinados por medicoes lineares. Alem disso, parametros clinicos como profundidade de saco, indice de placa (Silness and Löe), e Indice Gengival (Löe and Silness) foram coletados.

Os coeficientes de correlacao de Sperman revelou uma relacao linear entre o osso perdido e o comprimento da barra Dolder (p0.01). Nao foi encontrada uma correlacao positiva entre o osso perdido e outros parametros (p0.05).  Esse resultado confirma estudos biomecanicos previos “in vitro” (Bidez 1992, Meijer 1993, 1994).

Um aumento no comprimento da barra Dolder (distancia entre os implantes) pode representar um papel importante na reabsorcao do osso do implantes IMZ que suportam sobredentaduras.

Financiado por Deutsche Forschungsgemeinschaft (DFG) SFB 175 Implantologie

174

Estudo entre osso autógeno e poliuretana enxertados em sítios ósseos

ao lado de implantes de titânio

J.K.UEDA*;L.T. O.RAMALHO;S.HETEM;J.SCARSO Fº. / Depto. Morfologia,Faculdade de Odontologia de Araraquara - Unesp- SP

Implantes de titânio têm sido utilizados há mais de 20 anos.Insucessos tem ocorrido por falta de osseointegração e uma das causas são os defeitos ósseos no rebordo alveolar.Nos últimos anos houve a procura de novos biomateriais para aplicação biomédica, sendo um deles a poliuretana derivada do óleo de mamona que apresenta uma substituição gradual por tecido ósseo. Foram utilizados 10 coelhos brancos da raça New Zealand, com peso aproximado de 3,5 kg e divididos em dois grupos que corresponderão ao material implantado.Grupo I com enxerto ósseo autógeno da calota craniano e Grupo II com o biomaterial a base de poliuretana de óleo de mamona.Em cada espécime foram implantados 2 implantes HT na tíbia esquerda sendo gerado defeitos ósseos e preenchidos pelos dois tipos de materiais estudados, sendo proservados por 40 dias.Os resultados evidenciaram uma substituição parcial do enxerto de poliuretana por osso autógeno imaturo com ausência de reação inflamatória e no grupo do enxerto autógeno ocorreu uma substituição e incorporação do tecido ósseo estando em fase de remodelação.

 

Concluímos que,pelo período utilizado,o material se mostrou compatível como biomaterial.

 

Apoio : CNPQ

175

Avaliação da biocompatibilidade de hidroxiapatita para preenchimento de lacuna óssea

J.L. LAGE MARQUES; M. MUZZILI*; M.R. FARIA; S.M. RODE

FOUSP - Tel. 818-7219 - ICB – USP

Nas áreas contínuas ou contíguas ao tecido ósseo vários são os experimentos que expressam a preocupação com o preenchimento das lacunas geradas pelo desenvolvimento de processos patológicos através da inclusão de materiais biologicamente compatíveis e capazes de induzir a osteoformação, um destes materiais é a hidroxiapatita. Assim procurou se avaliar em vários aspectos a reação tecidual de uma hidroxiapatita desenvolvida no Depto de Engenharia de Materiais da Universidade Federal de São Carlos. Foram utilizados 16 ratos da linhagem Wistar, nos quais foram feitas cavidades de aproximadamente 2mm de diâmetro, com instrumento cortante rotatório em osso longo (tíbia) da perna direita. Em 12 animais esta cavidade foi preenchida com a hidroxiapatita, e 4 serviram como controle. Os animais foram sacrificados por inalação de éter sulfúrico aos 15, 30, 45 e 60 dias de pós-operatório; quando foi dissecada a tíbia. Os espécimes foram imersos em solução de Bouin, decalcificados pelo método de microondas (Faria et al., Rev.Paul.Med., 110:283, 1992) e seguiram processamento histológico de rotina para inclusão em historesina, cortes de 2 m foram corados por H.E. e tricrômico de Mallory. A análise dos cortes histológicos de todos os tempos mostrou osteoblastos com morfologia compatível com células em franca atividade assim como áreas de ossificação e remodelação óssea.

 

Nos tempos estudados observou-se morfologicamente que quando se utilizou a hidroxiapatita para preenchimento da cavidade o processo de neoformação óssea foi mais intenso que nos animais controle.

176

Correlação entre o status gengival e cárie em crianças HIV+

A.R.Vieira*, G.F. Castro,R.H.S.Oliveira,G.K.Bastos

FO/IPPMG/NESC‑UFRJ, Rio de Janeiro

O objetivo deste trabalho foi determinar em 43 crianças HIV+ (IPPMG-UFRJ) de ambos os sexos com idades entre 2 e 13 anos, o índice gengival (IG-Loe & Silness, 1963) modificado, correlacionando com o CPOD/ceo (OMS) e o nível de imunossupressão das crianças estudadas através da relação T4/T8. Os exames clínicos foram realizados por um único examinador em maca sob luz ambiente. Para a análise estatística, foram utilizados o teste de correlação linear de Pearson e o teste U de Mann-Whitney. O IG correlacionou-se significantemente (r=0,34; p<0,05) com o CPOD/ceo. Houve diferença (p<0,0336) entre o CPOD/ceo das crianças com o IG=0(n=14) e IG0,1(n=29): Me=2,5(Min=0,Max=10) vs. Me=5(Min=0,Max=20); porém entre o IG das crianças sem cárie (n=9) e com CPOD/ceo1(n=34) não houve diferenças. As crianças com relação T4/T80,5 (menos comprometidas imunologicamente /‑CI: n=11) apresentaram diferenças (p<0,0026) para o CPOD/ceo em comparação com crianças com T4/T8<0,5 (mais comprometidas imunologicamente /+CI: n=23): Me=2(Min=0,Max=9) vs. Me=8(Min=0,Max=20). Não houve diferenças estatisticamente significantes para o IG entre estes dois grupos. As crianças com T4/T8<0,5 mostraram correlação estatisticamente significante entre o IG e o CPOD/ceo (r=0,54,p<0,01) ao contrário das crianças com T4/T80,5.

É possível concluir que existe correlação entre o IG e o CPOD/ceo na população estudada. As crianças +CI mostraram maior CPOD/ceo, quando comparadas ao grupo -CI, e correlação entre o IG e o CPOD/ceo.

(CNPq 521652/95-2)

177

Suco de beterraba usado como evidenciador de placa bacteriana

M.J.D.C. LIN, E. MORAES*

Depto. Patologia,  Faculdade de Odontologia de São José dos Campos da UNESP/SP - Tel./Fax (012) 341-8182 

O trabalho se propõe a verificar a eficácia do suco concentrado de beterraba na evidenciação da placa bacteriana para futura utilização como complemento dietético por escolares. O suco de beterraba foi preparado em centrífuga, sendo administrados 10 ml, para ser bochechado por 2 minutos e deglutido por 28 escolares, de 9 e 10 anos de idade, ao custo de R$0,16 por criança. Dentro das mesmas condições experimentais, foi realizada a evidenciação de placa pela eritrosina. A quantidade de placa bacteriana observada foi medida, registrando-se em fichas apropriadas os números médios de superfícies evidenciadas por criança, nas duas condições. As médias de superfícies coradas pela eritrosina variaram de 0,21 a 0,75 e pelo concentrado de beterraba de 0,07 a 0,69. O teste de diferença de médias mostrou não haver diferença estatisticamente significante, ao nível de 5%, entre os dois métodos.

 

O suco concentrado de beterraba mostrou ser um evidenciador de placa bacteriana confiável, de baixo custo e alto valor nutritivo. Pode ser utilizado como complemento da merenda escolar e substituir com vantagens os evidenciadores de placa usuais.

 

Iniciação Científica - CNPq

 

 

 

 

 

 

178

Heredograma da fibromatose gengival hereditária em 158 membros de uma mesma família.

M.A.N. Machado*; L. Bozzo ; S.R.P. Line ; R.D. Coletta

Disciplina  de Patologia Oral da Faculdade de Odontologia de Piracicaba – Unicamp

A Fibromatose Gengival Hereditária (FGH) manifesta-se clinicamente como um aumento gengival firme, difuso, indolor, não hemorrágico, de coloração rosa e com pontilhado superficial característico.

É uma condição benigna que pode ocorrer sozinha ou como parte de uma síndrome. De 1980 a 1989 foram examinados 132 membros desta família, dos quais 105 eram descendentes diretos, com 50 (48%) indivíduos manifestando a FGH como um traço autossômico dominante (BOZZO et al , 1994; Oral Surg. Oral Med. Oral Pathol. 78: 452-4).

A atualização da árvore genealógica dessa família, mostra em 1996, 217 membros em sua quinta geração, com 158 descendentes diretos, dos quais 64 (40,5%) manifestaram a fibromatose gengival. Os dados foram obtidos através de rigorosos e completos exames clínicos e entrevistas.

 

Esta pesquisa sugere que a FGH nesta família constitui uma entidade isolada, não sendo parte de qualquer síndrome. É transmitida por um gene autossômico dominante com penetrância completa (os indivíduos fenotipicamente normais não transmitem a alteração para seus descendentes) e  expressividade varíavel.

 

Financiado pela FAPESP, processo nº­ 94/4802

179

Análise de temperatura subgengival como método diagnóstico em periodontia

L.F. N. RUIZ, S.L.S. SOUZA*, A.CAMPOS JR., E.PASSANEZI

Depto. Prótese, Faculdade de Odontologia de Bauru, USP, Bauru, SP

 

Um dos objetivos principais da pesquisa em Periodontia é atualmente o desenvolvimento de novos métodos diagnósticos para identificar os indivíduos de maior risco à perda de inserção. Dentro desse contexto, um dos parâmetros correlacionados tem sido a temperatura subgengival. No presente trabalho, foram selecionados 29 indivíduos, considerados de risco à doença periodontal. Foi realizada inicialmente raspagem e polimento supra e subgengival, com aparelho ultrassônico (Profi II, Dabi Atlante), para a padronização da situação gengival da amostra. Um mês depois, avaliou-se a distribuição da temperatura, com uma microsonda do tipo “T”, acoplada a um termômetro digital (modelo BAT-10, Physitemp Instruments Inc.) e o nível de inserção, através de sondagem computadorizada (“Flórida Probe”). Foram medidos seis sítios por dente: mesiovestibular, vestibular, distovestibular, mesiolingual, lingual e distolingual), utilizando-se uma placa mordiada acrílica para a padronização das medidas de sondagem. Os resultados mostraram um padrão de temperatura semelhante ao relatado anteriormente na literatura, com um gradiente anteroposterior de temperatura (molares com temperaturas mais elevadas que incisivos) e a mandíbula com temperaturas superiores à maxila. O teste mostrou-se pouco sensível e altamente específico, especialmente para os molares.

Concluiu-se que a análise da temperatura subgengival é uma metodologia a ser aperfeiçoada, visando sua utilização futura, em associação a outros parâmetros, no diagnóstico precoce da doença periodontal.

180

Alteração do PSR em pacientes submetidos a tratamento clínico integrado

F.L. ROSELL*; A. A. B. M. POMPEU

Depto. Odontologia Social. Fac. Odontologia de Araraquara-UNESP - Tel (016) 232-1233 ramal 115

O PSR (Periodontal Screening & Recording) ou Registro Periodontal Simplificado é um sistema de otimização do diagnóstico periodontal, sendo de fácil execução, rápido e sensível e recomendado pela ADA e AAP para melhor padronização dos registros de diagnóstico periodontal e amparo legal aos tratamentos. Este estudo teve a finalidade de avaliar através do PSR as condições periodontais encontradas em pacientes que receberam tratamento clínico integrado. American Dental Association & American Academy of  Periodontology-Procter & Gamble, 1992; Tekavec, M.M.,Tekavec, C.D.PSR provides new patient-management tool. Dent. Economic.,69: 69-72, 1993. O índice foi aplicado em 42 pacientes de ambos sexos, antes e após o tratamento, sendo 15 com idades entre 19-34 anos e 27 com 35-61 anos. Com auxílio de uma sonda especialmente recomendada (OMS 621), os códigos 0-4  (identificam critérios de sangramento, cálculo e bolsa) foram atribuídos a cada sextante, estando estes associados ou não a um asterísco (*) (presença de recessão, invasão de furca, mobilidade ou alterações mucogengivais). O código (*) foi identificado, de modo geral, em cerca de 57% dos indivíduos nos exames iniciais e 31% nos exames finais, com acentuada redução em ambos grupos etários. Os códigos prevalentes, segundo o indivíduo e em proporções iguais foram nos exames iniciais, nos respectivos grupos etários  2 e 3 (33%) e  3* e 4* (26%); após o tratamento a prevalência foi dos códigos 1 e 2 (40%) em proporções iguais e 1 (53,3%).

Os resultados permitiram concluir que em relação as implicações de tratamento, houve diminuição das necessidades em 73% (19-34 anos) e 48% (35-61 anos), embora em nehum caso elas tenham sido totalmente atendidas; entre os pacientes com necessidade de tratamento tipo 4 (48%), ou seja, de encaminhamento ao especialista, apenas 14% terminaram o tratamento com tais necessidades, apesar de tratados por clínicos gerais em formação.

181

Progressão da doença periodontal em imagens digitalizadas de dentes restaurados

A. C. P.  SANT’ANA*; A. CAMPOS JR.

Disc. Periodontia, Faculdade de Odontologia de Bauru - USP - Tel.: (0142) 23-4133, ramal 278

As radiografias exercem papel fundamental no diagnóstico e acompanhamento da progressão da doença periodontal.  Ao nível dos conhecimentos atuais, dois métodos são considerados como padrão ideal de diagnóstico de atividade da doença periodontal: perda de inserção e de osso alveolar. (Jeffcoat; Capilouto.  Risk Ass. Dent., 2/3: 109-13, 1989).  Assim, novas técnicas foram desenvolvidas visando a maior precisão do teste diagnóstico empregado, dentre as quais os procedimentos de digitalização de radiografias.  Considerando ainda a discussão existente quanto ao comportamento do periodonto marginal frente à inserção de próteses ou restaurações, esse trabalho teve por objetivo avaliar a progressão da doença periodontal em sítios associados a restaurações metálicas, comparando-a a de sítios não restaurados, em 25 pacientes com idade variável entre 18 e 45 anos, oferecendo total de 377 sítios disponíveis para análise, por período de monitoramento de 6 meses.  Após os procedimentos de exposição e processamento rigorosamente padronizados, as radiografias foram digitalizadas através de “scanner” para slides de 35 mm, armazenadas em computador e avaliadas em programa específico de análise de imagens.  Dos sítios analisados, 4.24% da amostra experimental e 3.98% do grupo controle apresentaram pequenas variações de nível ósseo.  A análise estatística dos dados pelo teste-t demonstrou que não houve diferença significante entre os grupos (p > 0.05) e entre as medidas obtidas nos dois exames.

 

Esses resultados sugerem que não há diferença significante do padrão de progressão da doença entre os dentes restaurados e não-restaurados, segundo a presente metodologia.

Este trabalho de pesquisa foi financiado pelo CNPQ.

182

Diagnóstico da progressão da doença periodontal por meio de avaliação

do risco da perda de inserção conjuntiva

E.J.V. LOURENÇO*, M. TABA JR., A. CAMPOS JR/Depto. de Periodontia, Fac. de Odontologia de Bauru-USP-Tel.(0142) 23-4133, R. 278

A monitoração longitudinal do nível de inserção conjuntiva, por meio de sondagem, é considerada atualmente como “gold standard” na análise da progressão da doença periodontal. O objetivo deste trabalho foi avaliar a progressão da doença periodontal em pacientes adultos-jovens não tratados, por meio de monitoração longitudinal de alterações ocorridas no nível de inserção conjuntiva relativo, utilizando sonda eletrônica de força constante. Um grupo de 27 indivíduos, 15 homens e 12 mulheres, com idades variando entre 21 e 45 anos, apresentando pelo menos dois dentes com profundidade de bolsa > 5,0mm e um sítio com perda de inserção > 4,0mm, foram monitorados por meio de exames semestrais de sondagem eletrônica padronizada do nível de inserção relativo. De um total de 3895 sítios, 391 (10,01%) apresentaram em média perda de inserção anual de 1,5mm. A análise da sensibilidade e da especificidade da perda deinserção conjuntiva > 0,3mm no intervalo de seis meses, revelou valores de 66% para a sensibilidade e de 77% para a especificidade.

 

Portanto os sítios com aumento na medida do nível de inserção conjuntiva  >  0,3mm no intervalo de 6 meses, podem ser considerados como de risco para futuras perdas de inserção conjuntiva.

 

Este trabalho foi financiado pela CAPES

183

Análise microbiológica de pacientes de risco à doença periodontal

E. C. BARROSO *.; A., CAMPOS JR.

Disc. Periodontia, Faculdade de Odontologia de Bauru - USP - Tel: (0142) 23-4133, ramal 278

Examinou-se 104 amostras de placa subgengival de 25 pacientes adultos (18-45 anos) com periodontite, considerados de risco à doença periodontal, com relação à presença de bactérias, sensibilidade, especificidade e valores previsores de perda de inserção, utilizando-se a técnica “Slot Immunoblot”. As bactérias analisadas foram 3 espécies Gram negativas (P.g., P.i., T.d.) e 2 Gram positivas (A.v., S.sg.). Dos 104 sítios amostrados, 12 apresentaram perda de inserção e 92, não, quando medidas de perda de inserção foram avaliadas em intervalo de 6 meses, utilizando-se sonda computadorizada (Florida Probe) e um critério de “cohort” de 0,9 mm. A partir da análise dos resultados, vê-se que poucos sítios tiveram perda de inserção e que a quantidade de bactérias detectada parece ter pouco ou nenhum valor previsor positivo de perda de inserção. O método de análise por “slot immunoblot” é pouco sensível e altamente específico para detectar perda de inserção em função da presença de bactérias. Um teste de diagnóstico com tais características pode ser útil clinicamente, indicando indivíduos que não experimentam atividade de doença Porém, parece que, atualmente, os métodos de análise microbiológica não são suficientemente seguros para serem utilizados sozinhos como métodos de diagnóstico.

 

Suportado pela CAPES

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Análise longitudinal da doença periodontal com novas tecnologias de diagnóstico

M. TABA JR.*, A. CAMPOS JR.

Disc. de Periodontia, Faculdade de Odontologia de Bauru - USP - T.el.(0142)23-4133, ramal 278

 

Os objetivos deste estudo foram monitorar a progressão da doença periodontal não tratada durante um ano e estabelecer uma abordagem previsora para o diagnóstico de indivíduos de risco à doença periodontal. Foram selecionados 30 indivíduos (16 homens e 14 mulheres) com idade de 18 a 45 anos, sem alterações sistêmicas, e que apresentavam pelo menos 2 dentes com profundidade de bolsa > 5mm e 1 sítio com perda de inserção conjuntiva > 4mm. Com o objetivo de padronizar a amostra (4416 sítios), todos os pacientes foram submetidos à orientação de higiene bucal e à raspagem ultra-sônica. Após 30 dias, realizaram-se os seguintes testes diagnósticos: -sondagem eletrônica do nível relativo de inserção conjuntiva (Florida Probe); -radiografias interproximais verticais padronizadas; -aferição da temperatura subgengival com sonda modificada (Physitemp) e -análise bacteriológica (Slot Immunoblot). Os testes foram repetidos após 6 e 12 meses. Os principais resultados foram: 10.01% apresentaram  perda de inserção e 20,42% apresentaram perdas ósseas. A relação entre a perda óssea e a perda de inserção demonstrou fraca correlação (r2=0,003). No teste bacteriológico, encontrou-se sensibilidade de 25% e especificidade de 71%(P.gingivalis e P. intermedia) e no exame radiográfico 28% e 80%, respectivamente. Na análise da temperatura, detectou-se os respectivos valores de 54% e 31%.

 

Concluiu-se que a perda de inserção conjuntiva e a perda óssea, na maioria das vezes, não ocorrem no mesmo intervalo de tempo, demostrando características distintas da doença e que a associação de testes aumenta sensivelmente o poder diagnóstico.

Esta pesquisa foi financiada pelo CNPQ.

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Avaliação radiográfica dos efeitos interativos da condição diabética e doença

periodontal associada à placa bacteriana em ratos wistar albinos.

A. W. Sallum*, H.M. Fleury, V. A. Tramontina, L.M.C. Nascimento

Foram utilizados 40 ratos Wistar albinos, adultos jovens, distribuídos em quatro grupos experimentais: GRUPO I - não diabéticos com irritante gengival; GRUPO II - diabéticos aloxânicos com irritante gengival; GRUPO III - não diabéticos com irritante gengival retirado no décimo dia; GRUPO IV - diabético com irritante gengival retirado no décimo dia. O diabetes induzido pela administração de aloxâna monohidratada deluída em salina isotônica, em dose única (150mg por kg de peso corporal), por via intraperitoneal. Colocou-se ao nível da região dento gengival dos primeiros molares inferiores esquerdos uma ligadura com fio de algodão para atuar como fator retentor de placa bacteriana induzindo a lesão periodontal inflamatória. Os animais sacrificados após 5, 10 e 20 dias e suas mandíbulas removidas, foram divididas na sinfesementoniana e fixadas em formol a 10% para posterior exame radiográfico. Os primeiros molares das heme-mandíbulas direitas foram usados como controle contralaterais dos dentes que receberam o irritante gengival. Após a tomada radiográfica, procedeu-se a quantificação da perda óssea das amostras, e os percentuais de área radiolúcida em relação à área total interradicular foram tratados estatisticamente. Os resultados sugerem que o diabetes, por si só, não provoca a doença periodontal associada à placa bacteriana, no período experimental estudado. Determinaram-se retas de regressão entre a extensão da lesão periodontal e o tempo do experimento, separadamente para os diabéticos, e verificou-se que a velocidade da progressão da lesão foi maior para os ratos diabéticos.

A condição diabética atua como agente modificador do curso da lesão periodontal, desenvolvendo-se esta de forma mais acelerada que as lesões periodontais em evolução nos ratos não diabéticos.

186

Hiperplasia gengival em pacientes renais usuários ou não de ciclosporina

C.I. NONNENMACHER*;  R.V. OPPERMANN; L.F. GONÇALVES

FO - UFRGS - Fax (051)338-1046

O objetivo do presente estudo foi determinar a presença  de hiperplasia (HG), bem como fatores locais e gerais associados, em pacientes transplantados  renais usuários  de ciclosporina (CyA) e pacientes sob hemodiálise. Participaram 38 pacientes transplantados renais que usavam CyA há, no mínimo, 6 meses e 40 pacientes em hemodiálise. Foram utilizados os índices de placa visível (IPV), de sangramento gengival (ISG) e fator retentivo de placa (FRP) como possíveis  fatores de risco ao desenvolvimento de HG, bem como a dosagem de CyA (mg/kg/dia), CyA sérica (ng/ml) e creatinina que foram analisados no grupo transplante (GT). A severidade de HG foi estabelecida como leve, moderada e severa. A análise estatística foi realizada com os testes T, ANOVA e Qui-Quadrado. Observou-se que 27 pacientes transplantados desenvolveram HG, mostrando uma prevalência de 71,1%, enquanto que no grupo hemodiálise (GH) apenas um  paciente desenvolveu HG. Pacientes transplantados apresentaram significativamente mais SG do que o GH  (36% x 26%) enquanto que este grupo apresentou mais FRP (42% x 30%). Não houve diferença estatística  em relação ao IPV, ISG e FRP em pacientes com e sem hiperplasia no GT, nem em relação aos parâmetros médicos. Na análise do grau de severidade, no GT, 33,3% dos pacientes desenvolveram a forma leve de HG, 29,6% moderada e 37% severa. Não foi observada correlação entre severidade de HG e tempo de uso de CyA. Verificou-se que ISG e FRP foi maior nos pacientes que desenvolveram  a forma severa de HG.

 

Conclui-se que há uma associação entre HG e o uso de CyA, sendo que a presença de SG e FRP está associada à severidade de HG.

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Alterações provocadas pelo desimpedimento e pela vimblastina em fibroblastos do ligamento periodontal de incisivos de ratos

P. D. NOVAES*; M.A.J. SILVA, J. MERZEL / Depto. de Morfologia - FOP/UNICAMP

As densidades de volume (Vv) de estruturas da face mesial do ligamento periodontal (LPD) de incisivos inferiores de ratos, em condição de erupção desimpedida, que acelera a erupção, e sob a ação da vimblastina, que retarda a erupção, foram analisadas em 5 regiões: R1 e R2 entre a crista alveolar e face mesial do 1o MI; R3, R4 e R5 relacionadas respectivamente ao 1o, 2o e 3o MI, cada uma dividida em 3 compartimentos: dental (D), osseo (B) e um intermediário entre ambos (M). Os dentes foram agrupados em: controle impedido (CI), controle desimpedido (CD), vimblastina impedido (VI) e vimblastina desimpedido (VD). Em eletronmicrografias, no aumento de 6000x, foram determinadas as Vv de fibroblastos (Vvf) e matriz extra-celular (Vvme); e no aumento de 47.730x, as Vv em relação a Vvf de: mitocôndrias, Golgi, lisosomas, retículo endoplasmático granular, microtúbulos, junções celulares e vesículas de colágeno, usando-se um retículo coerente de 100 e 400 pontos. Em CI, Vvf e Vvme não se alteraram ao longo do dente, com exceção do compartimento M, onde, em R2 e R3, Vvf foi maior e Vvme menor que nas demais. O desimpedimento aumentou a Vvf e diminuiu a Vvme, significativamente, nos compartimentos M e B das regiões 4 e 5 [e.g., em M da R4, Vvf: CI=0,322 e CD=0,532; Vvme: CI=0,678 e CD=0,468]. A vimblastina provocou algumas diferenças opostas entre dentes impedidos e desimpedidos: onde, p.ex., a Vv aumentou nos primeiros, diminuiu nos últimos [e.g., em T da R1, Vvme: CI=0,623 e VI=0,718; CD=0,746 e VD=0,640]. Entre as estruturas citoplasmáticas, a alteração mais marcante foi a dos microtúbulos cuja Vvmt aumentou nos dentes desimpedidos, principalmente, nos compartimentos T e B de R1 e R2 e diminuiu, de modo generalizado, nos dois grupos tratados pela vimblastina [e.g., em T da R1, Vvmt: CI=0,0014 e CD=0,0073; CI=0,0014 e VI=0,00; CD=0,0073 e VD=0,0018].

Os resultados indicam que as diferentes regiões e compartimentos, em que o LPD pode ser dividido, não se comportam por igual em relação a fatores que alteram o processo de erupção.

FAPESP 93/3411-6 -  CNPq 350965/94-3

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Regeneração periodontal com membranas reabsorvíveis

E.A. SALLUM *, A.W. SALLUM, F. H.NOCITI JR, S. TOLEDO

Periodontia- FOP / UNICAMP

O objetivo deste estudo foi avaliar o uso de membranas reabsorvíveis (GUIDOR) em  defeitos periodontais em cães, utilizando análise his­tométrica, comparando-se à terapia convencional. Deiscências ósseas ves­tibulares (3x5mm) foram criadas nas raízes distais dos terceiros pré-molares mandi­bulares (P3) em 5 cães e uma tira metálica tipo Toffelmire foi fixada na área. Três meses após a fabricação do defeito, as bandas metálicas foram removidas, re­talhos foram elevados, as superfícies radiculares instrumentadas e sulcos de demar­cação foram feitos na base dos defeitos para permitir avaliação histométrica. Os de­feitos, contralaterais, receberam aleatoriamente o tratamento teste (membranas reab­sorvíveis) ou controle (terapia convencional). Os animais foram sacrificados após 3 meses. A análise histométrica foi executada com ocular milimetrada Zeiss cali­brada em aumento de 40x e consistiu nas distâncias: sulco apical - novo cemento (NC), sulco apical - crista óssea (NO) e extensão do epitélio sulcular e juncional (EJ). Os resultados mostraram nova inserção conjuntiva (NC) nos sítios testes sig­nificativamente maior que nos controles. A nova inserção (NC) foi em média de 2,79 + 0,74mm e  1,47 + 0,20 nos sítios testes e controles, respectivamente (P<0,05). Tambem a migração epitelial (EJ) foi reduzida nestes sítios com 1,65 + 0,37mm nos testes e 2,64 +  0,83mm nos controles (P<0,05). A análise estatística revelou diferenças significantes favorecendo as áreas testes no aumento da in­serção conjuntiva e diminuição do crescimento apical do epitélio, porém, não foram encontradas diferenças na resposta óssea (NO) que foi de 0,73 +  0,58mm nos testes e 0,75 +  0,74mm nos controles.

Concluiu-se que a membrana reabsorvível foi efetiva em bloquear o crescimento apical do epitélio e a proliferação do tecido conjuntivo gengival, promovendo nova inserção de acordo com o princípio da “regeneração tecidual dirigida”.

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A extrusão dentária e a sua importância na clínica odontológica

P. A.D.R.CIRUFFO*, E.A..SALLUM, D.F. NOUER, F. A.SILVA

Ortodontia - FOP / UNICAMP

O presente trabalho tem por objetivo, verificar as alterações periodontais através de exames radiográficos periapicais milimetrados, dos dentes submetidos à extrusão dentária. Foram usados na pesquisa 15 dentes, que foram submetidos à Extrusão Dentária, através do uso do Aparelho Fixo pela técnica de Edgewise. A Força ortodôntica aplicada foi de 20-30 gramas no primeiro dia, aos 15, 30, 45 e 60 dias do período ativo, sendo também avaliado as condições periodontais dos dentes vizinhos.  Após o período ativo, foi colocado um arco seccionado  passivo   retangular  0,17”    x  0 ,22” para a estabilização. A relação das médias de recidiva aos 30 e 60 dias do período de contenção foram de 0,04mm e 0, 26mm. A cada dia de tratamento ativo, o nível da extrusão da raiz foi de 0,044mm, já em relação a margem gengival e a margem do preparo houve um aumento de 0,047mm e 0,045mm para a distância entre a margem óssea e a margem do preparo. O coeficiente linear em relação ao comprimento radicular dos dentes vizinhos para cada dia de tratamento, foi de 0,003mm. O teste t  foi significativo ao nível de 1% de probabilidade para todos os coeficientes de correlação indicando, que as variáveis são correlacionadas.

 

Conclui-se, que houve alteração milimétrica na crista alveolar e na crista gengival dos dentes submetidos à Extrusão Dentária, assim como também nos dentes vizinhos. O tempo médio de Extrusão foi de 47 dias. A média da extrusão obtida foi de 2,73mm.

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Tratamento de deiscências ósseas periodontais com membranas de colágeno e ePTFE.

Estudo histométrico em cães

R.A.C. MARCANTONIO*, E. MARCANTONIO JR, J.A. CIRELLI, G. Goissis / Depto. Diag. e Cirur., F. O. Araraquara - UNESP-SP

O presente trabalho avaliou membranas experimentais de colágeno e de ePTFE no tratamento de defeitos periodontais tipo deiscência, pela Técnica de Regeneração Tecidual Guiada (R.T.G.). Foram criados defeitos periodontais na superfície vestibular das raizes dos 2º , 3º e 4º  pré-molares inferiores de ambos os lados, de três cães. Uma  matriz para amálgama foi fixada com resina composta na porção coronária e mantidas por 8 semanas. Após esse período, os dentes receberam tratamento de acordo com os grupos: Controle (I) - cirurgia a retalho convencional; Colágeno (II) - tratamento pela técnica de R.T.G. com membranas de colágeno; ePTFE (III) - semelhante ao anterior, porém com membranas de ePTFE (Gore Tex®). Três meses após os animais foram sacrificados. Realizou-se análise histométrica, medindo-se a extensão do tecido epitelial e neoformação de cemento e osso. Os resultados foram avaliados através do Teste de Análise de Variância e demonstraram valores estatisticamente iguais com as médias: 2,4 mm; 1,9 mm e 2,1 mm de epitélio; 2,3 mm; 2,2 mm e 2,9 mm de cemento neoformado e 0,6 mm; 0,7 mm e 1,1 mm de osso neoformado, para os grupos I,II,III, respectivamente. De acordo com estes resultados concluiu-se que houve regeneração periodontal parcial nos três grupos; as membranas de colágeno e de ePTFE apresentaram resultados estatisticamente iguais quanto aos parâmetros avaliados e não foram encontradas diferenças entre os dentes tratados com a técnica de Regeneração Tecidual Guiada ou com o tratamento convencional.

 

Apoio Financeiro: PADCT/CNPq

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Estudo comparativo entre raspagem radicular e jateamento com bicardonato no tratamento da periodontite

G. BERND*, R. V. OPPERMANN / Curso de Odontologia, ULBRA - RS - Tel (051) 477-4000

O objetivo do estudo foi comparar os resultados clínicos de duas técnicas de remoção de placa, com e sem remoção de cálculo, no tratamento da periodontite de adulto.  Participaram do estudo 8 pacientes. Os parametros clínicos avaliados foram: Índice de Placa (IPl), Índice Gengival (IG), profundidade de sondagem (PS), níveis de inserção (NI) e sangramento à sondagem (SS).  Os dados foram levantados após o controle da placa supragengival e 90 dias após o acesso cirúrgico à placa subgengival realizado com retalho de Widman modificado.  Durante o procedimento cirúrgico metade dos dentes mono-radiculares selecionados recebeu raspagem e alisamento radicular (GR) e a outra metade jateamento com bicarbonato de sódio (GJ). Os resultados foram avaliados estatisticamente, nas faces proximais (FP) e faces livres (FL), pelo teste t para PS e PI e qui-quadrado para os demais parametros. O IPl e IG demonstraram um aumento significativo nos escores 0 aos 90 dias para ambos os grupos, da mesma forma a frequência de SS diminuiu significativamente em ambos os grupos na avaliação final.  A PS média inicial foi de 6,4mm para o GJ e 6,5mm para o GR nas FP e 4,7mm para ambos nas FL. A PS média após 90 dias reduziu-se significativamente para 2,8mm e 2,6mm nas faces proximais do GJ e GR enquanto nas faces livres estes valores foram 1,7mm e 1,5mm. As alterações nos níveis de inserção foram semelhantes para o GJ e GR nas faces proximais, 0,9mm e 1,1mm respectivamente e 1,2mm para ambos os grupos nas faces livres.

 

Pode-se concluir que nas condições experimentais do estudo ambas modalidades de remoção da placa resultaram em respostas clínicas semelhantes após o tratamento.

192

Análise retrospectiva das condições dental e periodontal de molares tunelizados

R.V. OPPERMANN*, M.FERES

FO-UFRGS E FO - UFRJ - Tel. (051) 338-1049

O objetivo do presente estudo foi avaliar a experiência de cárie e condições periodontais de molares que, em razão de comprometimento periodontal das furcas, foram tunelizados; tendo os pacientes passado, em diferentes períodos de tempo, por um esquema de manutenção periódica profissional. Dos registros de atendimento de duas faculdades identificou-se 18 pacientes com 10 molares superiores e 20 inferiores tunelizados. Os seguintes parâmetros foram avaliados: Índices de placa (IPl) e gengival (IG), profundidade de sondagem (PS) e sangramento à sondagem(SS), Índice CPOS incluindo manchas brancas. Testes não-paramétricos foram utilizados para o tratamento estatístico.  O tempo médio decorrido da tunelização foi de 3,6 anos e a frequência anual média de consultas de manutenção foi 2,3. A área interna dos tuneis apresentou significativamente menos placa e sangramento marginal do que molares e pré-molares.  Nos dentes tunelizados, 86% das faces proximais (FP), 98% das faces livres (FL) e 77% das faces internas dos tuneis (FiT)apresentaram PS entre 1-3mm.  No intervalo de 4-6mm estavam 10% das FP, 2% das FL e 16% das FiT, enquanto que PS > 6mm apresentaram-se 4% das FP e 7% das FiT. As frequências para as FL foram significativamente diferentes das FiT.  A frequência de SS foi semelhante nas áreas internas e externas dos dentes tunelizados.  Das 109 superfícies dentais no interior dos tuneis, somente 2 apresentaram cavidades cariosas e 4 manchas brancas, representando 5,5% das superfícies presentes. Das 189 superfícies radiculares no exterior do tunel , 10 apresentavam-se restauradas (5,3%) enquanto que 49% das superfícies coronárias apresentavam-se na mesma condição.

Pode-se concluir que o prognóstico de molares tunelizados, em pacientes que realizam manutenção periódica profissional, é altamente favorável.

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Efeitos da aplicação tópica de metronidazol gel na terapia periodontal

F. E. FESTUGATTO, F.  A . DAUDT, C.K. RÖSING*.

Curso de Odontologia, Universidade Luterana do Brasil. Canoas, RS. (051)4774000

O presente estudo avaliou os efeitos clínicos da aplicação de  um gel de metronidazol a 50% como coadjuvante aos procedimentos de raspagem e alisamento radicular subgengival em 18 pacientes portadores de periodontite de adulto. O estudo foi realizado em modelo de boca dividida, com dois grupos: grupo teste (terapia mecânica adjuvada com gel de metronidazol) e grupo controle (apenas terapia mecânica). Foram avaliados os parâmetros índice de placa visível, índice de sangramento gengival, profundidade de sondagem, nível de inserção e exsudato subgengival no início do estudo, após o controle da placa supragengival e 56 dias após o controle da placa subgengival. Os resultados foram analisados estatisticamente através do teste “t”de student  (p < 0.05). Ambos os grupos apresentaram redução dos sinais clínicos de inflamaçào, com resultados melhores em relação aos parâmetros sangramento gengival e exsudato subgengival para o grupo teste em relação ao grupo controle ( 5.4 % e 17.6% respectivamente).

 

Pôde-se concluir que a utilização de um quimioterápico como o metronidazol pode melhorar os resultados da terapia periodontal mecânica.

194

Índice de placa em relação ao uso de listerine, solução placebo e / ou escovação

 D. OLIVEIRA*; F. L. ROSELL; J.E.C. SAMPAIO, B.E.C. TOLEDO

Dept. de Diagnóstico e Cirurgia. Fac. Odontologia de Araraquara-UNESP - SP - Brasil. Tel(fax) (016) 232-1233

O propósito deste estudo foi avaliar o índice de placa em universitários de Odontologia através da utilização de Listerine e solução placebo, associada ou não a escovação por um período de 4, 8 e 12 dias, durante 3 meses. Fine,D.H. et al -The effect of rinsing with Listerine Antisseptic on properties of developing dental plaque. J.Clin.Period.: 12:660-66,1985. Gordon, J.M. et al -Efficacy of Listerine Antisseptic in inhibiting the development of plaque and gingivitis. J.Clin.Period.: 12:697-704, 1985. Paola, L.G. et al- Chemoterapeutic inhibition of supragingival dental plaque and gingivitis development. J.Clin.Period.;16:311-315, 1989. Utilizou-se 40 escovas multicerdas , 20 fios dentais, 40 frascos de Listerine, 20 tubos de dentifrícios,  20 cartelas de evidenciador e 12 l de solução placebo. 20 alunos voluntários foram distribuídos em 5 grupos, contendo 4 alunos por grupo. Grupo I: escovação por 12 dias; Grupo II: escovação por 12 dias e uso de Listerine nos primeiros 4 dias; Grupo III: escovação por 12 dias e uso de Listerine nos primeiros 8 dias; Grupo IV: escovação e uso de Listerine por 12 dias; Grupo V: escovação e uso de solução placebo por 12 dias. Realizou-se “cross-over” entre os grupos. A análise estatística feita pela técnica de Análise de Variância. A redução clínica do índice de placa não foi acompanhada pelos dados estatísticos, talvez pelo fato dos voluntários serem conhecedores da placa bacteriana e suas consequências, e ainda, terem conhecimento das técnicas de remoção mecânica da mesma.

Concluiu-se: a) Nenhum método químico pode substituir o método mecânico para remoção de placa. b) Em períodos inferiores a 6 meses, o uso de Listerine não é estatisticamente eficiente na redução do índice de placa.

CNPq.

195

Profilaxia, gel de clorexidina, índice gengival e estreptococos do grupo mutans

R.T. CESCO*, M.F. M.GRISI

Fac. Odontologia de Ribeirão Preto-USP - Fax: (016) 633-0999.

O objetivo do trabalho foi avaliar o efeito da profilaxia e aplicação do gel de clorexidina nos parâmetros clínicos e microbiológicos.  Foram selecionados 26 adolescentes, de 12 a 20 anos, boa saúde e que apresentavam pobre higiene oral e gengivite avançada (sem perdas de inserção).  Os pacientes foram examinados e atendidos pelo mesmo profisisonal na clínica de periodontia da FORP-USP.  Cerca de 1,0mL de saliva sem estimulação, coletada em tubo de ensaio com pérolas de vidro foram dispersados em Mixtron por um minuto, submetida à diluição decimal até 10-4. Uma gota foi semeada em placa com meio SB20 e incubada a 37ºC por 72 horas e o número de ufc de estreptococos do grupo mutans, contadas com auxílio de estereomicroscópio.  Com uma sonda periodontal PWHO Hu Friedy, 4 sítios de cada dente foram avaliados quanto às condições gengivais pelo índice gengival de Löe (1967).  A profilaxia completa com taça de borracha-pedra pomes e a aplicação gel de clorexidina a 1% (Herpo) com escova de Robins, apenas nos quadrantes superior esquerdo e inferior direito, foi efetuada 2 vezes por semana, em 2 semanas.  Após 15 dias da última profilaxia, estes foram reavaliados.  Os pacientes não foram  orientados quanto a medidas de prevenção.  Quanto ao resultado, foi observado uma melhora no aspecto visual e redução de  2,0 %  em média do índice  gengival. Quanto ao parâmetro microbiológico, foi observado uma redução de 61,7% de estreptococos do grupo mutans e 71,4% de Streptococcus mutans, no entanto, quanto ao Streptococcus sobrinus, foi encontrado um aumento de 43,9%.

Procedimentos de profilaxia, seguidos do uso de gel de clorexidina a 1%, reduziram o nível de estreptococos do grupo mutans na saliva, mas não alterou a condição gengival segundo os critérios propostos por Löe (1967).

196

O uso de uma membrana de colágeno no tratamento de defeitos  ósseos angulares

C.M.S. Figueredo, L.C. Porto, R.G. Fischer *

Dep. de Periodontia e Histologia - Faculdade de Odontologia da UERJ. Rio de Janeiro

O objetivo do presente estudo foi avaliar a  capacidade de uma membrana de colágeno (Calcitek R ) em impedir a migração apical do epitélio e permitir a formação de uma nova inserção histológica, seguindo os princípios da Regeneração  Tecidual Guiada  (RTG). Foram utilizados 3 cães beagle, com idade entre 7 e 13 anos, e apresentando doença periodontal natural. Os animais foram submetidos a procedimentos básicos, que incluiam raspagem supra e sub-gengival, alisamento radicular e controle químico de placa. 30 dias após a raspagem foi realizada a cirurgia. Um defeito ósseo angular  bilateral de 2-3 paredes foi selecionado em cada animal. Um lado foi escolhido aleatoriamente para receber a membrana, enquanto o lado contralateral servia como controle, sem membrana. Após 3 meses, os animais foram sacrificados. Os resultados clínicos demonstraram uma redução da profundidade de bolsa a sondagem de 2.3 mm no lado teste e 1.3 mm no lado controle. Pela análise histométrica, o lado teste apresentava comprimento de 1.3 mm e 2.4 mm no lado controle. A distância da junção cemento-esmalte até o fundo do defeito era menor no lado teste (1.8 mm) que no lado controle (3 mm). O lado teste apresentou uma migração apical do epitélio de 0.9 mm contra 2.4 mm do lado controle.

 

Com base nos resultados, podemos concluir que a  membrana de colágeno foi eficaz em limitar a migração do epitélio e em permitir a formação de uma nova inserção histológica. 

197

Análise da variação do sangramento gengival num programa de promoção de saúde bucal

 B.B. Silva*, M. Maltz, D.Q. Carvalho, A. Volkweis

 DOPS, Faculdade de Odontologia da UFRGS-RS, Fax (051) 330-2951

O objetivo do estudo foi avaliar o efeito de um programa, baseado em promoção de saúde bucal, no controle da gengivite. A amostra constou de escolares de 5 à 6 anos de idade (grupo controle, n=71; grupo teste, n=73). Os escolares foram avaliados quanto à gengivite através do Índice de Sangramento Gengival (IS) expresso em porcentagem de superfícies sangrantes à sondagem marginal. As crianças do grupo controle não receberam atendimento odontológico na sua escola. O programa destinado ao grupo teste constituiu de profilaxia básica semestral (PBS) e atendimento adicional baseado na atividade das doenças bucais. A PBS consistiu de informação para saúde bucal, instrução de higiene e escovação com Flúor Fosfato Acidulado a 1,23% em forma de gel. As crianças com atividade cariogênica receberam reconsultas mensais até o controle da atividade de doença. Na primeira etapa de tratamento, as crianças com gengivite receberam instrução de higiene bucal até cessar o sangramento. Após dois anos de estudo, o IS na escola teste reduziu em 48,93% (30,74%±17,78% para 15,04%±12,16%), enquanto que na escola controle permaneceu semelhante (24,65%±14,77% para 23,02%±14,89%). As crianças foram divididas em três grupos: IS < 15%; IS entre 15% e 30%; e IS > 30%. Na escola controle, após dois anos, não houve diferença na distribuição das crianças nos diferentes grupos. Na escola teste, o número de crianças com IS > 30% diminuiu de 32 para 9, enquanto que o número de crianças com IS < 15% aumentou de 15 para 33.

O tratamento padronizado de gengivite reduziu a prevalência de sangramento na população estudada. Entretanto, 20% das crianças continuaram apresentando alta prevalência da doença, o que indica a necessidade de um tratamento individualizado.

CNPq:  521007193-3.

198

Análise de saúde em ratos após uso de clorexidina

M. P. Azevedo*, C.Susin, C. K. Rösing, M. B. Ferreira

Departamento de Farmacologia, Instituto de Biociências, UFRGS

A clorexidina tem desempenhado importante papel na área de saúde como antisséptico com ação sobre bactérias gram-positivas e negativas, e leveduras. Sua importância na área odontológica deve-se  à ação sobre a placa bateriana, inibindo gengivite e cárie dental. Na literatura há poucos estudos sobre toxicidade da clorexidina. O objetivo desse trabalho foi avaliar, a partir de parâmetros de saúde geral, memória e nocicepção, possíveis alterações decorrentes do uso crônico por via oral de clorexidina.  Foram utilizados 43 ratos Wistar, adultos, fêmeas, divididos em quatro grupos: aquele que recebeu água (controle) e os demais que receberam solução de clorexidina 0,06%, 0,12% e 0,24%. A ingestão líquida e sólida foi ad libidum. Foram avaliados peso corporal, ingestão líquida e sólida, glicemia, hematócrito e desempenho nas tarefas de esquiva inibitória e resposta a estímulo térmico nociceptivo. Observou-se que a administração da solução de clorexidina 0,24% determina redução das ingestões líquida e sólida bem como do peso corporal (ANOVA de uma via, p<0,05). Não foram observadas diferenças entre os animais submetidos aos quatro tratamentos no que se refere à glicemia, hematócrito e desempenho em teste de esquiva inibitória e teste de avaliação de resposta nociceptiva (ANOVA de uma via p>0,05).

 

O uso crônico de clorexidina, na maior dose, por via oral pode levar a alterações de peso corporal e ingestão alimentar, sem interferir com glicemia, hematócrito ou comportamento.

199

Microinfiltração em restaurações de amálgama

M.T.MARGRAF*, C.S.MAROCHI, A.C.RODRIGUES, D.H.RETIEF

UEPG, Ponta Grossa - PR, CEP 84010-200, Brasil

Este estudo “in vitro” objetivou determinar a microinfiltração em cavidades de Class II restauradas com amálgama. Trinta pré-molares humanos hígidos foram separados em dois grupos, que receberam preparos cavitários de Classe II MOD com a mesial 2mm abaixo da JCE (junção cemento-esmalte) e a distal 2mm acima da JCE. No Grupo A o esmalte foi condicionado com Uni-etch (BISCO) H3PO4 32% por 30 seg, lavado por 15 seg. e seco por 3 seg. A matriz foi adaptada. Três camadas do Primer A e B (BISCO) foram aplicados no esmalte e dentina e secos com ar por 5 seg. Uma fina camada do Liner F (BISCO) foi aplicada e o amálgama Velvalloy (SS-White) foi condensado. O Grupo B recebeu 2 camadas do verniz Copalite (Cooley&Cooley); o amálgama foi condensado. Após 48 horas os dentes foram polidos com discos Sof-lex (3M). Os dentes foram imersos na solução de fucsina básica a 0,5% e termociclados x500 entre 8oC e 50oC com intervalos de 15 seg. Três avaliadores estabeleceram o grau de microinfiltração (0 a 4) e então os resultados foram estatísticamente analisados (Wilcoxon Sum Test e Student-Newman-Keuls) com 5% de significância. A microinfiltração na interface amálgama-dente foi significativamente diferente (p:0,0001) com a amior microinfiltração ocorrendo no Grupo B.

 

O emprego do adesivo para o amálgama reduziu a microinfiltração marginal quando comparado ao emprego do verniz copal.

 

            Este estudo obteve o apoio da UEPG.

200

Retenção entre liga de níquel-cromo e cimentos resinosos

R. O. FRANÇA*; A. MUENCH, P. E.C. CARDOSO

Depto. Materiais Dentários, Fac. de Odontologia da USP-SP, CEP 05508-900, São Paulo, Brasil - Tel./Fax: (011) 818-7840

A investigação teve como finalidade determinar a retenção, por ensaio de tração, entre uma liga de Ni-Cr (Litecast B, Williams, EUA) e cimentos adesivos [Comspan (Dentsply, Brasil); Panavia Ex (Kuraray Co., Japão); All-Bond A & C (Bisco Inc., EUA)]. Outras variáveis: tratamento de superfície (lisa, microjateada, ataque eletrolítico e com silicoater); duas formas de imersão em solução NaCl a 0,9% a 37C, por 3 dias e 30, nesta com intercalação de ciclagem térmica (5 e 55C,  perfazendo 600 ciclos). Os corpos de prova, em discos fundidos, foram cimentados entre si. Os dados foram submetidos à análise de variância e teste de Tuckey. Houve significância para adesivos (A), imersão (I) e tratamento superfícial (T) e para as interações A x T e I x T. A tabela mostra a diversidade dos resultados.

Médias (MPa) de retentividade (com letras diferentes há diferença, p < 0,05; n = 10)

                  

                   Trat.sup.

Adesivo    Liso  Jateado  Ataque eletrolítico Silicoater           

Comspan  0,9 f       4,2 ef       4,2 ef    26,7 bc            

Panavia Ex 1,2 f    25, 6 c     7,0 d e      30,6 b            

All-Bond C & B     1,3 f            8,6 d            5,2 d            40,3 a

As conclusões foram: a retentividade com superfície lisa foi baixíssima; com ataque eletrolítico ainda foi baixa, o jateamento resultou em alta resistência com o Panavia Ex; o silicoater conduziu a altas resistências sob qualquer condição.

201

Resistência ao cisalhamento de colagem de bráquetes com Dyract

C. CAMPISTA*, O. CHEVITARESE, A. M. BOLOGNESE, L. Primo

Departamento de Odontopediatria e Ortodontia; UFRJ - Rio de Janeiro, Brasil

O objetivo deste trabalho foi avaliar, in vitro, a resistência ao cisalhamento da colagem de bráquetes ortodônticos metálicos, submetidos a diferentes tratamentos prévios no uso do compômero Dyract (De Trey -Dentsply). Para o presente estudo foram selecionados 40 incisivos bovinos, conservados em solução de formol a 10%. Os dentes tiveram o esmalte vestibular planificado , sendo a seguir suas raízes fixadas em anéis de PVC com gesso tipo IV. Foram instituídos 4 grupos (10 amostras em cada) submetidos aos seguintes tratamentos prévios à colagem: A- condicionamento ácido ( H3 PO4 a 37% - 20 seg.) + primer  PSA; B- condicionamento ácido ( H3PO4 a 37% - 20 seg.); C- primer PSA; D- sem tratamento. A seguir, os bráquetes foram colados com o uso do compômero. As amostras foram estocadas em água a 37±1C por 7 dias. Os resultados relativos à resistência ao cisalhamento em Kgf/ cm2  foram: A= 108.24 ± 11.9; B= 78.04 ±13.72; C= 98.51  22.50; e D= 21.93 ± 6.82, mostrando diferença estatística entre todos os grupos (Teste U de Mann- Whitney), com excessão entre os grupos A e C.

 

Este estudo permitiu concluir que a associação ou não do primer PSA com o condicionamento ácido forneceu os melhores resultados na colagem de bráquetes com o uso do compômero.

 

Pesquisa apoiada pelo CNPQ, processo n°  522176/ 95- 0

202

Determinação da taxa liberada de flúor de ionômeros fotopolimerizáveis

P.A.S. FRANCISCONI*; M.P. COUTO JR.; H. NAGEM FILHO

Departamento de Materiais Dentários, FOB-USP, fone/fax (0142) 23-0415

Os cimentos de ionômero de vidro fotopolimerizáveis VARIGLASS e VITREMER, foram estudados com a finalidade de observar a sua liberação de flúor através de 6 amostras padronizadas de cada material, acondicionadas em reservatórios contendo água destilada deionizada, num período de 14 dias; com leituras nos tempos de 1 hora, 3 horas e a cada 24 horas.

O flúor liberado era medido num aparelho específico.  Como resultado, pode-se observar uma liberação constante de flúor nos dois cimentos ionoméricos.  Na média acumulativa, no período de 14 dias, o VARIGLASS (96,04 µg/mm2) foi superior numericamente, porém sem significância estatística, ao VITREMER (92,86 µg/mm2).

Todos os dois cimentos de ionômero de vidro apresentaram o mesmo padrão de liberação de flúor, sendo este maior nas primeiras 24 horas, diminuindo em seguida e estabilizando-se no decorrer, até o final do ensaio.

 

Conclui-se que os materiais estudados apresentaram o mesmo padrão de liberação de flúor, sendo este maior nas primeiras 24 horas, depois decaindo e estabilizando-se.

203

Avaliação da penetração de um compômero e um selante em fissuras de molares, através da técnica de pressão digital

L.PRIMO*, C.CAMPISTA, O.CHEVITARESE / Disciplina de Odontopediatria - F. O. - Universidade Federal do Rio de Janeiro – Brasil

O presente trabalho teve por objetivo verificar, in vitro, a penetração de um compômero Dyract (De Tray - Dentsply) e um selante Alpha Seal (DFL) em fissuras, através de pressão digital, utilizando o dedo indicador recoberto por uma luva. Foram usados 30 terceiros molares inclusos (conservados em formol à 10%) que receberam profilaxia com pedra pomes e água por 10 segundos e lavagem por 20 segundos, cada. Os dentes foram divididos em 3 grupos de 10 dentes cada: Grupo 1- Dyract sem condicionamento ácido, Grupo 2 - Dyract após condicionamento ácido, e Grupo 3 - Alpha Seal com condicionamento ácido. Em todos os grupos a aplicação do material foi feita da distal para a mesial, por um único operador, sendo em seguida fotopolimerizados e protegidos com esmalte de unha, sendo estocados em água à 37º + 1, após 12 min. Dois cortes perpendiculares foram realizados dividindo a superfície oclusal em 3 partes proporcionais permitindo a observação de 4 faces em cada dente. A profundidade das fissuras e a penetração dos materiais foram determinadas através de um Reticulado para Referência de Medição conectado à objetiva do Microscópio Mensurador, com uma ampliação de 10 vezes. As fissuras foram classificadas em rasas (< 1,0 mm) e profundas (> 1,0 mm). Os resultados foram tratados pelo teste Kruskal-Wallis. Não houve diferença estatisticamente significativa entre os percentuais de penetração dos materiais, tanto nas fissuras rasas (Grupo 1 = 88,0%, Grupo 2 = 69,0%, Grupo 3 = 74,0%), quanto nas profundas (Grupo 1 = 58,5%, Grupo 2 = 37,0%, Grupo 3 = 36,0%).

 

Mesmo sob pressão digital, a penetração de ambos os materiais em fissuras profundas, foi bastante pequena.

204

Efeito do jato profilático sobre superfícies de materiais restauradores estéticos

K. DIAS*;  M. MIRANDA; R. CAPANEMA; S. CORREIA

Faculdade de Odontologia da U.E.R.J e U.F. R.J. Rio de Janeiro, RJ - (021) 2681922

O objetivo deste estudo, foi avaliar o efeito do jato profilático de bicarbonato de sódio, sobre a superfície de materiais restauradores estéticos, por meio de Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV). O aparelho utilizado foi o Odontojet da Rhos, com 60 lb. de pressão. Foram testados os seguintes materiais: Heliomolar (HEM) Vivadent; Concise (COM) e Z100 3M; TPH, APH, e Dyract (DYR) Dentisply e Chelon-Fill (CHF) Espe. Para cada material testado, foi confeccionado um corpo de prova, em resina epoxílica, contendo 12 perfurações com 3 mm de diâmetro por 2 mm de profundidade. As perfurações foram preenchidas com os vários materiais, e polidas com discos Soflex 3M, das quais 6 de cada material foram protegidas com selante de superfície Fortify Bisco. Os espécimes ficaram armazenados em água destilada, e após 7 dias receberam ciclos de jatos de bicarbonato de sódio totalizando 15, 30, e 60 segundos. O jato foi aplicado perpendicularmente  aos espécimes, e com uma distância constante de 1 cm . De cada grupo, 2 com Fortify e 2 sem, foram preservados para controle. Os espécimes foram avaliados em MEV por meio de escores, por dois avaliadores calibrados em estudo cego, e os resultados tratados estatisticamente por ANOVA e Teste Mann Whitney, (p<0,05). Postos Médios: HEM-30,75; COM-22,88; TPH-30,75; APH-30,75; DYR-30,75; Z100-25,75 e CHF-27,88. A análise das fotomicrografias(MEV) mostrou que o jato profilático alterou as superfícies de todos os materiais, aumentando a porosidade superficial.

 

Os autores concluiram que com os tempos testados o Fortify não foi capaz de proteger a superfície dos materiais. A partir de 30 segundos todos os materiais tiveram seu contorno alterado com perda de substância.

205

Criação de dentina artificial em dentes posteriores restaurados com amálgama.

Avaliação quanto à fratura e ao estado de vitalidade pulpar

M.A.A.C. Luz*, N. Garone Netto / Depto. de Dentística - FOUSP-SP/UNICID. Fax:  818-7943/Fone: 8187841

O objetivo deste trabalho foi analisar, comparativamente, o comportamento clínico de dois materiais utilizados como dentina artifical sob restaurações em amálgama: um cimento de ionômero de vidro (CIV) e uma resina composta associada ao seu sistema adesivo (RC). Neste estudo foram selecionados 118 dentes posteriores, sendo 29 premolares e 89 molares vitais, com lesões de cárie que resultaram em grande socavamento de esmalte. Após remoção do tecido cariado, estes elementos foram preenchidos com CIV (Vidrion R - SS White) ou com RC (Herculite XR associada a XR Primer e XR Bond - Kerr do Brasil). Em outra sessão as cavidades foram repreparadas, deixando o material empregado como base e suporte para o esmalte socavado e, então, restauradas com amálgama. As restaurações foram avaliadas periodicamente até completar no mínimo 3 anos. Avaliamos um total de 80 restaurações, sendo 44 com dentina artificial em CIV e 35 em RC, em um período entre 6 meses até mais de 3 anos. Ocorreram 2 casos (1,6%) de fratura do elemento dental cuja base da restauração foi o CIV, bem como 4 casos (5%) de fratura da restauração à amálgama, sendo 2 com base de CIV e 2 com base de RC. Houve, ainda, 4 casos (5%) de pulpite ou necrose, sendo 2 com CIV e 2 com RC. Os resultados permitem concluir que, clinicamente, os dois materiais analisados (CIV e RC) comportaram-se de modo igualmente satisfatório quando empregados como dentina artificial em dentes restaurados com amálgama.

206

Avaliação da resistência de união de sistemas adesivos sobre dentina. Estudo comparativo

M.A.C. SINHORETI* , M.F. DE GOES, L. CORRER SOBRINHO

Faculdade de Odontologia de Piracicaba – UNICAMP

O propósito deste estudo foi avaliar a resistência de união ao cisalhamento de onze sistemas adesivos sobre dentina. Foram utilizados 88 dentes humanos (pré-molares e molares) divididos em 11 grupos, cujas raízes foram seccionadas e as coroas dentais incluídas com resina acrílica autopolimerizável em tubos de P.V.C., com a face vestibular voltada para cima e projetada 1mm além do nível de inclusão. Os dentes foram desgastados até obter uma superfície lisa e plana, que foi delimitada com fita adesiva contendo um orifício de 4 mm de diâmetro. Em seguida, a superfície da dentina foi condicionada e o sistema adesivo selecionado foi aplicado seguindo as instruções do fabricante. Logo após, o compósito restaurador indicado pelo fabricante foi aplicado em camadas, através de uma matriz de aço inox (4mm de diâmetro e 5mm de altura), e polimerizadas durante 40 segundos. Os corpos de prova foram armazenados a 37ºC e 100% de umidade relativa por 24 horas e submetidos ao ensaio de resistência ao cisalhamento em uma máquina de ensaio universal Otto Wolpert com velocidade de 6 mm/min. Os resultados foram submetidos à análise de variância e ao teste de Tukey em nível de 5% de significância.

Os produtos Optibond - Kerr (6,17 MPa), Scotchbond Multi-Purpose - 3M (6,06 MPa), All Bond 2 - Bisco (5,39 MPa), não diferiram estatisticamente entre si, mas foram superiores (p<0,05) em relação aos valores apresentados pelos produtos  Denthesive II - Kulzer (4,30 MPa), Syntac - Vivadent (4,25 MPa), Pro-Bond - Caulk-Dentsply (4,04 MPa), Prisma Universal Bond 3 - Caulk-Dentsply (3,59 MPa), XR Bond - Kerr (3,44 MPa), Scotchbond 2 - 3M (3,39 MPa) e Multi Bond Alpha - DFL (3,38 MPa), que não foram estatisticamente diferentes entre si. O adesivo Heliobond-Vivadent (1,8 MPa) apresentou valor médio estatisticamente inferior aos demais produtos.

207

Reparo em resina utilizando silano em molares decíduos

M.R. SÁ*, S.K.Bussadori., W. G. Miranda Jr.,A.C. Guedes-Pinto

Depto. Materiais Dentários e Odontopediatria, Faculdade de Odontologia da USP – SP

Este estudo avaliou a efetividade do silano associado ao ataque ácido com ácido fosfórico a 37% e ácido hidrofluorídrico a 9,6% em reparos de resina composta em molares decíduos. (Azarbal P., Boyer D. B., Chan K.C. The effect of bonding agents on the inter facial bond strength of repaired composites. Dent Mater 2: (4) 153 - 155. 1986. Llyd E.C., Boigrie D.A., Jeffrey I.W. The tensile strength of composite repairs. J. of Dent. 8: (2) 171-177, 1980. Swift E.J. et al, Effect of a silane coupling a agent on composite repair strengths. Am. J. Dent. 7: (4) 200-202, 1994). Neste estudo foram realizados 20 reparos “in vitro” e 16 reparos “in vivo”. Estes reparos foram executados através de 4 técnicas, onde em 2 delas houve a aplicação do silano como agente de união. Em laboratório houve avaliação do grau de infiltração e em clínica houve a avaliação do comportamento dos reparos observando fatores como manchamento, descolamento e fratura. Após a avaliação de todos os reparos, pudemos constatar que tanto “in vitro” como “in vivo” a silanização da resina antiga resultou em melhores reparos, com linha de união mais satisfatória e grau de infiltração estatisticamente insignificante.

208

Resistência inicial de colagens porcelana/dentina mediadas por cimentos “dual cure”

R.R. BRAGA; M.R. OLIVEIRA; R.Y. BALLESTER; W.G. MIRANDA Jr.*

Depto. Materiais Dentários, Faculdade de Odontologia da USP-SP.

O objetivo deste trabalho foi determinar a resistência ao cisalhamento de união entre porcelana e dentina, mediadas por cimentos resinosos de dupla ativação em seus estágios iniciais. Os cimentos avaliados foram: Porcelite Dual Cure (Kerr); Dual Cement (Vivadent) e um cimento quimicamente ativado, o C & B Lutting Composite (Bisco). Peças de porcelana (Ceramco II - Dentsply) de 3mm de espessura foram condicionadas com ácido fluorídrico hidrolisável, silanizadas e coladas em superfícies dentinárias tratadas com o adesivo Optibond (Kerr). A fotoativação foi realizada com um aparelho de 450mw/cm2 de potência. Os tempos de ensaio foram de 10, 30, 90 minutos e 7 dias (usado como referência de resistência máxima).

Os resultados mostram que: 1) aos 10 e 30 minutos os materiais de dupla ativação foram superiores ao material quimicamente ativado; 2) aos 90 minutos o material quimicamente ativado apresentou resultados semelhantes aos do Porcelite Dual Cure; 3) aos 7 dias os 3 cimentos forneceram colagens de resistência semelhante.

Médias e desvio padrão de resistência ao cisalhamento (kp/cm2) de uniões porcelana/dentina

        Tempos        Porcelite Dual Cure        Dual Cement        C&B Lutting composite        Tukey  (5%)       

        10 minutos        142,5 ± 43,3        139,8 ± 43,7        27,9 ± 31,9             

        30 minutos        167,1 ± 30,3        138,6 ± 21,7        46,6 ± 34,4        85,55  

        90 minutos        190,8 ± 72,2        224,1 ± 46,9        107,0 ± 19,7              

 

        7 dias        736,0 ±107,1        715,6 ± 163,7        614,1 ± 220,6 ——   

 

209

Resistência de união à dentina: efeito da umidade e contaminação com saliva

M.L. TURBINO*, M.MALULLY FILHO, M.N. YOUSSEF, E.MATSON

Depto. Dentística, Faculdade de Odontologia da USP - SP - Tel./Fax (011) 818-7843

Este estudo analisou in vitro a resistência de união à dentina, por meio de teste de tração de 2 sistemas adesivos (SBMP-plus-4 geração e PRIME-BOND - 5ª geração) que foram utilizados de 3 formas diferentes:1-)seguindo as normas do fabricante, ou seja, secando com ar após a lavagem do condicionamento ácido, 2-)umedecendo com água destilada após a secagem e 3-)contaminando com saliva fresca também após esta secagem. Sessenta dentes molares humanos extraídos foram incluídos em resina acrílica incolor e desgastados até exposição de dentina com lixa de papel no sentido longitudinal e divididos em 6 grupos. Sobre esses dentes foram confeccionados corpos-de-prova de resina composta Z-100 (3M)em forma cônica aderidos com os 2 diferentes sistemas adesivos nas 3 condições descritas anteriormente. Os corpos-de-prova foram submetidos a testes de tração numa máquina de ensaios Universal Kratos a uma velocidade de 0,5mm/min. Os resultados obtidos foram transformados em MPa, de acordo com a área de adesão e submetidos a análise estatística pela ANOVA.

 

Os resultados mostraram que os 2 sistemas adesivos não apresentaram diferença estatisticamente significante entre si (p>0,05) e que os dentes que foram secos (7,31± 2,91) apresentaram a menor resistência à tração, e aqueles que foram umedecidos com água destilada (12,74±6,59) apresentaram a maior e a diferença foi estatisticamente significante ao nível de 1%. Os dentes que foram contaminados com saliva fresca (10,62±4,75) apresentaram um valor intermediário entre os dois anteriores, não estatisticamente diferente de nenhum dos dois.

210

Capacidade de inibição de cárie artificial de diferentes materiais restauradores

R.G. Palma*; F. F. Demarco; P. T. Oliveira; S.B.C. Tarquinio

Fac. de Odontologia-USP

O propósito deste estudo foi avaliar a capacidade de inibição de cárie artificial de diferentes materiais com e sem flúor.  Confeccionou-se 20 cavidades de classe V na cervical por V e L, com as paredes em esmalte e cemento,  de I e C humanos extraídos.  Os dentes foram divididos aleatoriamente em 4 grupos com 5 cavidades em cada, as quais foram restauradas com 4 diferentes materiais: GI - Optibond Foto+Herculite (Kerr); GII - Optibond Dual + Herculite;  GIII - Optibond Foto + Heliomolar e GIV - Vitremer (3M).  Os materiais foram utilizados de acordo com  as orientações do fabricante.  Após 48 horas da confecção da restauração foi feito o  polimento e então colocou-se os corpos de prova em um recipiente contendo um gel de ácido lático com pH 4,5. Os dentes foram estocados nessa solução por 14 dias a temperatura ambiente.  Após o período de estocagem os dentes foram lavados, cortados e analisados em microscopia óptica e polarizada, sendo então fotografados com 100 aumentos. A profundidade de desmineralização, em mm, para os  diferentes grupos foram, em cemento e esmalte, respectivamente: Grupo I - 0,2650 (±0,0165) e 0,1880 (±0,0454); II - 0,2638 (±0,0172) e 0,1140 (±0,0395);  III - 0,2530 (±0,0286) e 0,1060 (±0,0261);  IV - 0,1660 (±0,0442) e 0,0130 (±0,0179). Os resultados foram submetidos a análise de variância (ANOVA) e teste Tukey, que possibilitou concluir: o cemento apresentou maior grau de desmineralização que o esmalte (p<1%); o Vitremer apresentou valores de desmineralização menores estatisticamente significante (p<1%) tanto em esmalte quanto em cemento; e a resina Heliomolar apresentou desmineralização estatisticamente menor que Optibond Foto/Herculite (p<1%).

211

Infiltração marginal de dois sistemas de adesão à dentina: influência do eugenol

F. F. DEMARCO*; J.S. BOCANGEL; R.G. PALMA; E. MATSON

Faculdade de Odontologia da USP - Dep. de Dentística

O objetivo deste estudo foi avaliar a influência do eugenol sobre a infiltração marginal de dois adesivos dentinários de 4a geração. Quarenta cavidades padronizadas de classe V foram preparadas na face V e L/P de 20 Pré-Molares e Molares humanos hígidos extraídos recentemente, com as paredes cervical (C) e oclusal (O) em cemento e em esmalte, respectivamente. Metade das cavidades foram restauradas com o cimento de óxido de zinco e eugenol reforçado (IRM - Caulk/Dentisply), deixado por uma semana e removido com uma cureta. Vinte cavidades (10 controle e 10 com IRM), foram restauradas com Scotchbond Multipurpose Plus (3M) e resina composta Z100 (3M) e as restantes com Clearfil Liner Bond 2 (Kuraray) e Z100, sendo polidas após 48 horas. Todos os materiais foram utilizados seguindo as orientações dos fabricantes. Os dentes foram submetidos a ciclagem térmica, sendo ao final isolados com esmalte para unha, com exceção das restaurações e de 2mm ao redor destas. Os dentes foram então imersos em uma solução traçadora de nitrato de prata a 50% por 8 horas, sendo então removidos, lavados e expostos a luminosidade para revelação da solução traçadora. Os dentes foram longitudinalmente seccionados, sendo a infiltração marginal avaliada, por três examinadores (aumento de 4x), com base em um ranking. Os resultados foram submetidos a análise estatística (Mann-Whittney), com a qual foi possível concluir que: o eugenol não demonstrou influência sobre a microinfiltração dos adesivos testados; os dois sistemas adesivos se comportaram de maneira semelhante; a infiltração na parede oclusal foi significantemente menor (p<1%) que aquela da parede cervical.

212

Influência do eugenol na adesão à dentina de dois sistemas adesivos

J.S. BOCANGEL*; F. F. DEMARCO; M.L. TURBINO; E. MATSON

FOUSP - Dep. de Dentística

O objetivo do estudo foi avaliar a influência do eugenol na resistência a tração na dentina de dois sistemas adesivos de quarta geração, ScotchBond Multi-Purpose Plus (SBMP) e Clearfill Liner Bond II (CLBII). Foram utilizados 40 dentes molares e pré-molares humanos recentemente extraídos, incluídos em resina acrílica, desgastados, obtendo-se assim uma superfície de dentina. Os dentes foram divididos aleatoriamente em 4 grupos de 10 dentes. No grupo 1e 2 foi colocado sobre a superfície de dentina um cimento contendo eugenol IRM (Caulk Dentsply) e deixado por uma semana, sendo depois removido, lavada a superfície, aplicados os adesivos SBMP e CLBII e restaurados com a resina Z100 (3M), numa matriz padronizada, nos grupos 1 e 2 respectivamente. Os dentes restantes foram utilizados como controle (sem eugenol) para os adesivos SBMP (grupo 3) e CLBII (grupo 4) . Os materiais foram utilizados conforme recomendação dos fabricantes. Os testes de tração foram realizados, após 24 horas da confecção dos corpos de prova, em uma máquina de ensaios universal, com uma velocidade de 0,5mm/minuto. As médias obtidas nos diferentes grupos, em MPa, foram: Grupo 1- 7,00 +/- 3,14; Grupo 2- 11,64+/- 2,74; Grupo 3- 8,77 +/- 4,73, Grupo 4- 10,52 +/- 3,94.

 

O teste estatístico (ANOVA  p < 1%) indica que não existe diferença na resistência a tração na dentina entre os grupos contaminados com eugenol e os grupos controle. Foi encontrada diferença estatisticamente significante entre os adesivos, sendo que o CLBII se comportou melhor que o SBMP na adesão a dentina.

213

Estudo do condicionamento da superfície dentinária com o Er:YAG laser

E.Y. TANJI*, K. MATSUMOTO, C.P. EDUARDO

Depto Dentística, Faculdade de Odontologia da U.S.P.,S.P. e Showa University, School of Dentistry, Tokyo, Japan

O laser de Er:YAG aparece como uma técnica alternativa para o condicionamento da superfície dentinária. A proposição deste trabalho foi de se avaliar o aspecto micromorfológico da superfície dentinária irradiada com o laser de Er:YAG em três diferentes energias. 35 dentes humanos recém-extraídos, incluídos em blocos de resina acrílica, com a superfície dentinária da face vestibular exposta foram utilizados. Dividiu-se em 7 grupos de 5 espécimes cada. Os grupos 1 e 2 foram irradiados com energia de 60mJ (densidade de energia de 8,46J/cm2)do laser de Er:YAG (KAVO-KEY laser II-Germany- Comprimento de onda de 2,94mm- Duração de pulso de 500ms) no modo desfocalizado em 20mm, refrigerados com água destilada. Irradiou-se com 80mJ (densidade de energia de 11,29J/cm2) os grupos 3 e 4, e com 100mJ (densidade de energia de 14,11J/cm2) os grupos 5 e 6. O grupo 7, que serviu como controle, foi condicionado com ácido fosfórico a 35%. Os grupos 2, 4 e 6 após irradiados, foram também condicionados com ácido. Observou-se em microscopia eletrônica de varredura, que a energia de 100mJ produziu maiores áreas de ablação, e que o condicionamento ácido após as irradiações provocaram o aspecto similar ao grupo controle, apenas em áreas onde a dentina foi removida pela ablação. A irradiação com o laser de Er:YAG foi capaz de remover a camada de “smear”, expondo os túbulos dentinários.

 

Concluiu-se que a irradiação com o laser de Er:YAG poderia promover um aumento da resistência ao ácido na dentina remanescente, prevenindo recidivas de cáries, e que a energia de 100mJ promoveria um melhor padrão de microrretenção mecânica para os materiais restauradores.

214

Resistência ao cisalhamento da resina compósita e do cimento ionomérico de vidro ao esmalte e à dentina - Um estudo comparativo in vitro

A.M.G. VALENÇA*; A.P. GONÇALVES; N.R.C. THOMAZ / Univ. Fed. Fluminense, Niterói, RJ, Brasil

O  presente estudo teve como objetivo comparar a resistência da união entre o esmalte e a dentina, quando utilizado ionômero (Vitremer - 3M) e compósito (Herculite - Kerr). Para tanto, 40 incisivos bovinos foram desgastados em suas faces vestibulares de forma que, em 20 deles ficasse exposta a dentina e nos 20 restantes o esmalte. Dividiram-se os 40 dentes em 04 grupos, contendo 10 elementos cada: G1 - ionômero em esmalte; G2 - ionômero em dentina; G3 - compósito em esmalte e G4 - compósito em dentina.  A área de colagem foi delimitada pelo uso de uma borracha com perfuração na região central, na qual houve a inserção e polimerização dos materiais, de acordo com as especificações dos fabricantes. Decorridos 10 minutos do término da polimerização, os corpos de prova foram imersos em água, onde permaneceram pelo período de 10 dias, findos os quais realizou-se a descolagem dos cilindros do material restaurador,  em máquina de ensaios mecânicos Kratos. A  velocidade de aplicação da força foi de 0,5 mm/min. Para análise estatística dos dados utilizou-se o teste não paramétrico de Friedman e, significativo o seu valor, aplicou-se o teste de comparações múltiplas.

 

Verificou-se que não houve diferença significativa entre o ionômero e a resina(P>0,05) quando utilizados em esmalte. Com relação à adesividade da resina ao esmalte e à dentina, a mesma foi significativamente maior em esmalte (P<0,05). No G2 todos os 10 cilindros do material deslocaram-se espontaneamente, demonstrando uma baixa adesividade do ionômero à dentina, nas condições em que o estudo foi realizado.

215

Avaliação da superfície da porcelana sob 3 tipos de condicionamento ácido

R.S. NISHIOKA*, M. K. ITINOCHE, M.A. BOTTINO

Fac. de Odontologia de São José dos Campos - UNESP - C.P. 314

Devido ao crescente uso dos laminados veneer e outras restaurações cerâmicas, tais como os “inlays e onlays” a retenção pode ser satisfatoriamente obtida pelo “ataque” químico utilizando o ácido fluorídrico a 9,5%, o fluoreto fosfatado acidulado a 1,23% e o ácido orto fosfórico a 37%. Este estudo investigou em 12 amostras, o efeito desses diferentes tratamentos da superfície da porcelana durante: 1; 2,5; 5 e 10 minutos de aplicação. As amostras foram examinadas pela microscopia eletrônica de varredura (MEV) para verificar as alterações superficiais produzidas por esses três agentes que  “atacaram” a porcelana.

 

As observações pelo MEV indicaram que o ácido fluorídrico a 9,5% causou uma microporosidade adequada na superfície da porcelana que provocará um intertravamento mecânico com a resina.

216

Microscopia eletrônica de varredura de cavidades preparadas com Er:YAG laser

E.Y. TANJI, P. HAYPEK*, E.B. GROTH, D.M. ZEZELL

Depto. Dentística, Faculdade de Odontologia da USP; IPEN - São Paulo – Brasil

A realização do preparo cavitário através da energia laser tem sido muito estudada. Dentre os diferentes tipos de lasers existentes o Érbio aprensenta boa interação com os tecidos duros. Buscou-se avaliar o aspecto micromorfológico de preparos cavitários Classe I, realizados com laser de Er:YAG em diferentes densidades de energia. Foram utilizados 21 molares, humanos, recém extraídos e conservados em solução salina. As densidades de energia 79,61 J/cm2, 89,57 J/cm2 e 99,52 J/cm2 foram depositadas sobre as superfícies oclusais dos espécimes, divididos em três grupos respectivamente, visando um preparo Classe I com Er:YAG laser (comprimento de onda de 2,94 µm). Os espécimes foram analisados em microscopia óptica (MO) e microscopia eletrônica de varredura (MEV). A MO revelou a eficiência do Er:YAG laser na realização de preparos cavitários através do processo físico de ablação, gerando cavidades com margens irregulares. A MEV indicou a eficácia da atuação no tecido adamantino, com aspecto de superfície condicionada. Houve exposição de túbulos dentinários com a remoção da camada de esfregaço.

 

Não houve fusão e recristalização de material, nem variação do aspecto micromorfológico nas diferentes densidades de energia utilizadas. Durante a realização do preparo cavitário foi criado um padrão de condicionamento a laser, que sugere a possibilidade de adesão a resinas compostas.

217

Comparação da penetração das projeções resinosas de  selantes “sem carga” e “com carga”. Estudo ao microscópio eletrônico de varredura

M. FAVA; I. WATANABE; S.I. MYAKI; R.N. FONOFF* / Odontopediatria FOUSP - São Paulo – Brasil

O objetivo deste estudo foi  comparar a penetração das projeções resinosas (‘tags”)  de um selante “sem carga” (Delton) e de um selante “com carga” (Sealite), nas regiões superior, média e inferior de fissuras, utilizando a microscopia eletrônica de varredura. Foram utilizados 10 dentes pré-molares superiores e inferiores, extraídos com finalidade ortodôntica de pacientes de 14 a 16 anos de ambos os sexos, divididos em dois grupos. Nos grupos foram utilizados 5 dentes tratados com cada tipo de selante conforme as especificações do fabricante. Após 7 dias, os dentes foram extraídos e descalcificados em solução de ácido nítrico a 20%. As amostras foram desidratadas, cobertas em ouro e examinadas em microscopia eletrônica de varredura. As medidas dos ‘tags” revelaram que ambos os selantes apresentaram projeções de forma predominantemente cônica e de tamanhos variáveis. O comprimento dos "tags" variou de 7,487±0,425 micrometros (região inferior) a 9,536±0,393 micrometros (região superior) no selante “sem carga”; e de 6,800   0,380 micrometros (região inferior) a 8,104±0,264 micrometros (região superior) no selante “com carga”.

 

Após avaliação estatística, concluiu-se que a diferença na penetração dos dois tipos de selantes foi altamente significante na região superior, não significante na região média e significante na região inferior.

218

Resistência de união entre amálgama/resina composta em função de diferentes tratamentos superficiais e sistemas adesivos

M.A.J. ARAÚJO*, J.O. MARSON, L.C. VILLELA  / Fac. Odont. SJCampos - UNESP - C.P. 314

 

O objetivo do trabalho foi avaliar in vitro, a resistênca da união amálgama/resina composta, frente a dois diferentes tratamentos superficiais. Foram confeccionados quarenta cilindros de amálgama (Permite C-SDI), com 4mm de diâmetro e comprimento, divididos em dois grupos: grupo 1 - superfície do amálgama abrasionada com uma ponta diamantada; grupo 2 - superfície do amálgama abrasionada com óxido de alumínio (50 µm). Esses dois grupos principais foram dividios em dois sub-grupos (n=10) para tratamento com diferentes sistemas adesivos: A-Pró-bond (Dentsply) e B-Scotchbond Multi-Uso-Plus (3M). A resina Z100 (3M) foi aplicada obtendo-se assim corpos-de-prova (cp) de 4 mm de diâmetro e 8mm de comprimento. Após uma semana de armazenamento os cp foram submetidos a ciclagem térmica e ensaio de cisalhamento em um máquina Instron 4301, 500kg, velocidade de 5mm/min. Os resultados de resistência de união (amálgama/resina) foram submetidos a análise de variância de um critério e teste de Tukey ao nível de 1% de probabilidade.

 

Os autores concluiram que não houve diferença significante (p> 1%) entre os diferentes tratamentos superficiais e sistemas adesivos utilizados.

219

Condicionamento superficial de ligas: efeito sobre a adesão

P. A. BURMANN*; P. E.C. CARDOSO; M. POLONIATO; J.F. F. SANTOS

Curso Odontologia - U.F. Santa Maria e Depto. de Materiais Dentários da Faculdade de Odontologia da USP-SP

Este estudo analisou a microestrutura e avaliou o efeito sobre a adesão de 2 condicionamentos de superfície (microjateamento com Al2O3 e microjateamento com estanho) para duas ligas (Au-Pd; Ag-Pd) frente a dois agentes cimentantes (Panavia Ex e Ketac Cem). As réplicas, num total de 120, foram montadas a partir da colagem de dois botões metálicos entre si, através dos cimentos citados. Os corpos de prova foram termociclados, armazenados em solução fisiológica à 37ºC e ensaiados sob tração nas idades de 2, 90 e 180 dias.

 

Considerando o experimento como um todo, verificou-se que a oxidação das ligas testadas, a partir do microjateamento com estanho, proporciona uniões adesivas mais resistentes do que as obtidas com o microjateamento com Al2O3; o cimento Panavia Ex proporcionou uniões adesivas mais resistentes do que as obtidas a partir do Ketac Cem; o fator liga não influiu nos resultados, enquanto o fator idade das amostras atuou negativamente sobre as uniões obtidas. As microfotografias sugerem um caráter micromecânico das uniões adesivas, entretanto os agentes cimentantes apresentam alguns apelos químicos.

220

Resistência às forças de cisalhamento em restaurações mistas

M.N.YOUSSEF, G.V. ESTEVES*,R.S.NAVARRO,W. T. OLIVEIRA JR

Depto. Dentística, Faculdade de Odontologia da USP SP. Tel/Fax (011) 818-7843

O amálgama de prata é ainda o material mais utilizado nas restaurações dentais devido às suas propriedades comprovadas no decorrer de mais de um século. Entre as suas desvantagens, a que mais se destaca nos dias atuais é a falta de estética; por isso o trabalho teve como objetivo associar um material de grande utilização pelos profissionais, com um de propriedade estética que são as resinas compostas.

Para tanto foram confeccionados 50 corpos de prova em resina acrílica, divididos em 2 grupos de 25 amostras cada. Estes 2 grupos foram classificados em imediato e mediato, ou seja, no grupo 1 a resina foi inserida sobre o amálgama e um adesivo multi-uso imediatamente após 10 minutos do início de sua cristalização, e no grupo 2, a resina foi inserida sobre a superfície de um amálgama após 7 dias de sua condensação no corpo de prova acondicionado em temperatura constante de 37oC, sendo essa superfície previamente desgastada com instrumento cortante rotatório de diamante e utilizado um adesivo multi-uso.

Os resultados obtidos no teste de cisalhamento foram submetidos ao teste “t” , a partir destes foi possível concluir que: 1- a adesão resina/amálgama mediato foi estatisticamente superior a do grupo imediato; 2- a realização de ranhuras superficiais no amálgama mediato são fundamentais pois promovem um maior embricamento micromecânico e portanto um aumento da adesão resina/amálgama.

221

Selamento oclusal após técnica invasiva com variglass e fluroshield

M.A.REGO*, R.C.S.P. SILVA, M.A.M.ARAÚJO

Depto. Odontologia Restauradora, Campus S.J.Campos/UNESP -  Tel. (012) 321 8166

O objetivo deste trabalho foi avaliar clinicamente  a eficiência e durabilidade do selamento oclusal com cimento de ionômero de vidro e com selante contendo flúor, em dentes submetidos a ameloplastia.  Foram aplicados  115 selantes, sendo 54 Variglass (Dentsply) e 61 FluroShield (Dentsply), em 92 dentes de 31 pacientes, após realização de técnica invasiva com broca diamantada ultra-conservadora n0 1190 (K.G.Sorensen). Os selamentos foram avaliados quanto às irregularidades superficiais, adaptação marginal e perdas (totais e parciais), nos períodos de 6 e 12 meses após atendimento inicial, sendo classificados em satisfatórios, aceitáveis ou insatisfatórios.  Os resultados foram avaliados através da análise estatística Z Normal Reduzida, considerando-se nível de significância de 5%, não sendo entretanto observadas diferenças significativas entre os materiais.  O retorno dos pacientes foi de 100% após período de 6 meses e de 93,55% após 12 meses das aplicações.

 

O comportamento clínico dos dois materiais foi semelhante, sendo 96,29% dos selamentos com Variglass e 96,72% com FluroShield considerados satisfatórios após 12 meses das aplicações.

222

Dentes de rato: modelo experimental válido para movimentação dentária induzida

K.PIÑERA *,  G.L.CANTO,  M.H.F.VASCONCELOS,  L.A.A.TAVEIRA

Depart. de Patologia, Fac. de Odont. – USP

Foram efetuados estudos comparativos da morfologia de dentes de ratos com outros animais, para avaliar as vantagens e as desvantagens de sua utilização como modelo experimental na movimentação dentária induzida. Inicialmente revisou-se uma caracterização morfológica de incisivos e molares dos ratos. Os critérios para tal foram: a evidenciação microscópica do cemento, sua espessura, distribuição ao longo da raiz, celularidade, canal cementário e sua organização em relação à dentina radicular. Quanto à dentina, observou-se também a espessura, além de características tintoriais, distribuição dos canalículos e suas relações com o cemento, e com o esmalte. Avaliou-se ainda a morfologia da junção amelocementária. Na polpa, a organização da camada odontoblástica e demais componentes foram analisados, destacando-se o grau de fibrosamento e celularidade. O ligamento periodontal foi estudado considerando a organização das fibras, celularidade, vascularização e relação com o cemento e osso alveolar, evidenciando-se o componente cementoblástico e osteoblástico.

 

Os resultados revelam aplicações e limitações do modelo experimental, não inviabilizando sua utilização no estudo da movimentação dentária induzida, ao contrário, indicando-o. As vantagens e desvantagens devem ser relevadas na extrapolação dos resultados.

223

Adesão da resina ao esmalte após condicinamento ácido ou com laser

S.I. MYAKI*, W.T. OLIVEIRA Jr.

Depto. Odontopediatria / Depto. Dentística, Faculdade de Odontologia USP - S.P.  Tel. (011) 818 7854

O objetivo deste estudo é de comparar in vitro a resistência a força de cisalhamento de uma resina composta ao esmalte, após condionamento com ácido fosfórico, laser Nd:YAG ou laser Er:YAG. Foram utilizados 40 terceiros molares inclusos extraídos, que foram divididos em 4 grupos. G1 (n=10) foi condicionado com ácido fosfórico a 35% por 30 seg.; G2 (n=10) recebeu a irradiação do laser Nd:YAG com densidade de energia de 165,8 J/cm2, 133 mJ de energia por pulso, 15 Hz, por 30 seg.; G3 (n=10) foi irradiado pelo laser Er:YAG com densidade de energia de 19,75 J/cm2, 140 mJ de energia, 1 Hz, por 36 seg.; G4 (n=10) foi irradiado pelo laser Er:YAG com densidade de energia de 42,32 J/cm2, 300 mJ de energia, 1 Hz, durante 60 seg. Em seguida todos os espécimes receberam uma camada de adesivo (Helio-Bond/Vivadent), fotopolimerizado por 30 seg. Um molde de Teflon com 5 mm de diâmetro foi adaptado para aplicação da resina composta (Prisma TPH/Dentsply) que foi fotopolimerizada por 60 seg. As amostras foram termocicladas (700 ciclos - 5o e 55o C / 60 seg. de imersão) e avaliadas quanto a resistência a força de cisalhamento, em instrumento Wolpert-Werke com velocidade de 5 mm/min. Os resultados obtidos após submetidos a análise de variância, demonstraram que a adesão da resina composta foi significantemente maior no grupo tratado com ácido fosfórico (21,22 MPa) do que no tratado pelo laser Nd:YAG (2,06 MPa), laser Er:YAG com 140 mJ de energia (6,42 MPa) ou com 300 mJ (6,15 MPa).

 

Nestas condições experimentais, o condicionamento ácido do esmalte foi o tratamento mais efetivo para adesão da resina composta, seguido pelo laser Er:YAG e do laser Nd:YAG. 

224

Amalcomp - Restaurações combinadas de almálgama e resina composta

Avaliação da infiltração marginal

E. PISANESCHI*, C. A. M. SILVA - FO-PUCCAMP / Departamento de Odontologia Restauradora

A microinfiltração é considerada a principal causa de fracassos em restaurações diretas de classe II, devido à falta de adesividade dos materiais restauradores à estrutura dental. Problemas como: manchas, cáries secundárias e sensibilidade pós-operatória podem ser superados se a porção proximal dos preparos for restaurada com amálgama até o nível da parede pulpar, atingindo o ponto de contato e o restante da cavidade com resina composta, mais estética, (Markgraf et al - in press).

Foram utilizados 30 terceiros molares humanos recém extraídos sem cáries. Os materiais utilizados foram: Amálgama (Permite C - SDI); Verniz de Copal (Copalite - Cooley); Resina composta fotopolimerizável (Z 100 - 3M) e Adesivo dentinário (Scotchbond Multi-Uso Plus - 3M). Após os preparos cavitários tipo MOD, realizados com ponta diamantada nº 330 (Fava), os dentes foram divididos arbitrariamente, em três grupos, para serem restaurados em 3 situações: Grupo I - (controle): amálgama + adesivo dentinário + resina composta; Grupo II - verniz + amálgama + adesivo dentinário + resina composta e Grupo III - adesivo dentinário + amálgama + adesivo dentinário + resina composta. Depois de restaurados, os dentes sofreram ciclagem térmica, foram imersos em azul de metileno a 2% e cortados sob refrigeração para verificação da infiltração nas interfaces: amálgama/resina e amálgama/estrutura dental.

 

Após análise através do teste Kruskal-Wallis os Grupos I e III e II e III apresentaram diferenças significantes ao nível de 1% (a= 0,01) e 5% (a= 0,05) e os Grupos I e II não foram significantes entre si. Os menores valores de infiltração marginal na interface amálgama/estrutura dental foram observados no Grupo III.

225

Infiltração marginal de dois cimentos restauradores fluoretados

C.E. CARRARA*, R.C.C. ABDO, M.A.A.M. MACHADO, M.F. TOVO

Depto. Odontopediatria/Ortodontia, Fac. Odontologia de Bauru / USP - Tel (0142) 23-4133

A infiltração marginal ao redor das restaurações dentárias continua sendo um desafio para a odontologia. O objetivo deste trabalho foi comparar in vitro a infiltração marginal de dois cimentos restauradores que liberam flúor, o Vitremer/3M e o Variglass/Caulk Dentisply.

Cavidades classe II, estritamente proximais, foram confeccionadas nas faces mesiais e distais de vinte  pré-molares hígidos extraídos por indicação ortodôntica. Cada dente recebeu duas restaurações, sendo uma de cada material. Foram isolados com esmalte para unhas, exceto a restauração e um milímetro ao seu redor. Procedeu-se então a termociclagem em solução de fucsina básica a 0,5%. Os dentes foram lavados e seccionados para análise da infiltração marginal na parede gengival da cavidade, que foi confeccionada um milímetro abaixo da junção cemento-esmalte. 

 

Os resultados mostraram que nenhum material foi capaz de evitar a infiltração marginal, porém esta foi menor nas restaurações de Vitremer/3M ( p < 0,01 ).

226

Estudo clínico comparativo entre dois materiais restauradores estéticos - Herculite XRV e Chelon-Fil

A.L. MARSILIO*, M.A.M. ARAUJO, R.M. ARAÚJO

Depto de Odontologia Restauradora, Fac. de Odontologia de São José dos Campos - UNESP – SP

Um material restaurador para dentes anteriores além de ser funcional, deve permitir uma estética satisfatória possibilitando ao profissional praticidade de trabalho e opções variadas de cores. Somente as resinas compostas apresentavam tais características. Com o advento dos cimentos de ionômero de vidro uma nova opção de material restaurador surgiu no comércio, apresentando várias propriedades favoráveis, porém com estética duvidosa. Para comparar as características destes materiais realizamos uma pesquisa de natureza clínica na qual foram selecionadas 36 cavidades de classe III conservadoras e médias com comprometimento estético, realizando-se aleatoriamente 18 restaurações em resina composta e 18 em cimento de ionômero de vidro, sendo que um mesmo paciente recebeu os dois tipos de restaurações, localizadas lado a lado, onde fizemos as seguintes comparações: cor ou estética, forma anatômica, textura de superfície, infiltração marginal, retenção de placa bacteriana e ocorrência de fraturas. As restaurações foram avaliadas num período de 18 meses e os resultados foram submetidos a análise estatística utilizando-se o Teste Exato de Fisher.

 

Os resultados demonstraram não haver diferença estatísticamente significante entre a resina composta e o cimento de ionômero de vidro neste período.

227

Influência da pré-oxidação na resistência da união metalocerâmica

de uma liga experimental de Co-Cr contendo titânio

S. CROSARA, N. GNOATTO*, O. L. BEZZON / Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto-USP - Tel./Fax (016) 633 0999

A inclusão de titânio nas ligas de Co-Cr possiibilita a utilização dessas ligas para a construção de restaurações metalocerâmicas. O óxido de titânio resultante do tratamento de pré-oxidação dessas ligas e a temperatura de queima da porcelana opaca são importantes influentes na qualidade da interface metalocerâmica. O objetivo deste trabalho foi estabelecer, em termos comparativos a uma liga comercial de Ni-Cr, a condição ideal de pré-oxidação de uma liga experimental de Co-Cr contendo Ni e Ti. Foram confeccionados corpos de prova compostos por hastes metálicas fundidas ao redor das quais foram construídos anéis de porcelana (IPS Classic V, Ivoclar) que, embutidos em cilindros de gesso, foram tracionados axialmente. A liga experimental foi dividida em grupos submetidos aos tratamentos de pré-oxidação de 2.5, 5.0 e 7.5 minutos a 1000ºC sob vácuo, além de um grupo que não recebeu pré-oxidação. A liga comercial (Resistal P, Degussa) foi sujeita à pré-oxidação estabelecida pelo fabricante (10 minutos a 980ºC sem vácuo). O embutimento em gesso foi precedido da mensuração dos valores médios do diâmetro da haste metálica e da espessura do anel cerâmico de cada corpo de prova para a determinação da área relativa à união metalocerâmica. Concluída a ruptura dessa união por cisalhamento, dividiu-se o pico de força registrado pela área de união naquele corpo de prova. Em função da distribuição não normal dos dados amostrais, foi utilizado o teste de Kruskal-Wallis, no qual observou-se a não significância desses dados. Apesar disso, o valor médio de tensão obtido com a liga experimental sem pré-oxidação (4.36kgf/mm2) foi superior aos dos demais grupos e ao da liga comercial.

Concluímos que a liga experimental avaliada deve ser utilizada sem tratamento de pré-oxidação para maior resistência da interface metalocerâmica.

Apoio: CNPQ.

228

Microinfiltração em restaurações Classe V preparadas com o Er:YAG laser

A.C.B. RAMOS*; C.P.  EDUARDO; E.Y. TANJI; D.M. ZEZELL

Depto. Dentística, Faculdade de Odontologia da U.S.P. - São Paulo – Brasil

Devido às limitadas informações disponíveis quanto à qualidade da restauração quando as cavidades são preparadas e irradiadas com laser, avaliou-se neste estudo piloto “in vitro” a microinfiltração que ocorre nas restaurações em resina composta fotoativada, nos preparos classe V realizados convencionalmente e com laser de Er:YAG. Foram selecionados 12 dentes pré-molares, armazenados em soro fisiológico a 0,9% e divididos igualmente em 3 grupos. O grupo I foi preparado com alta rotação e pontas diamantadas e atacado com ácido fosfórico a 35%. O grupo II, com laser de Er:YAG e atacado com ácido fosfórico a 35% e o grupo III preparado e atacado com laser de Er:YAG. Foi utilizado um sistema adesivo de dentina e realizada a restauração dos preparos com resina composta fotoativada. Os corpos de prova foram armazenados em água destilada por 7 dias, sendo polidos e ciclados termicamente após este período. Foram infiltrados com Nitrato de prata a 50% por 8 horas em total ausência de luz. As amostras foram seccionadas e examinadas ao microscópio óptico, observando-se 50%, 75% e 100% de infiltração nos corpos de prova dos 3 grupos respectivamente.

 

Os resultados foram submetidos ao teste estatístico de Kruskal-Wallis, concluindo-se que não houve diferença significante entre os grupos.

229

Restaurações combinadas nas faces proximas de molares decíduos

E. Gilbert*; S.K. Bussadori

O objetivo deste trabalho foi avaliar o comportamento clínico das restaurações combinadas em relação a microinfiltração marginal na parede gengival da caixa proximal; a união entre os materiais; o reestabelecimento morfo-funcional da crista marginal e do ponto de contato, bem como a recorrência de cáries, através do exame clínico visual e radiográfico num período compreendido da data da restauração até a subseqüente esfoliação do elemento restaurado, período médio de um ano.

Foram realizados 24 casos em crianças na faixa etária de 9 a 12 anos, os quais foram divididos em 4 grupos: 1- resina composta fotoativada (Z100,3M)/adesivo dentinário (Scothbond Multi-uso Plus, 3M); 2- resina quimicamente ativada (P10,3M)/adesivo dentinário/resina fotoativada; 3- ionômero de vidro fotoativado (Vitremer,3M)/adesivo dentinário/resina fotoativada; 4- ionômero de vidro quimicamente ativado (Shofu)/adesivo dentinário/resina fotoativada.

Após a esfoliação os dentes permaneceram em água destilada a 37ºC por uma semana, secados, envernizados com esmalte cosmético, inferiormente selados com resina epoxica (Araldite), deixando exposta a restauração. Foram imersos uma solução corante de nitrato de prata a 50% por oito horas, lavados, secados e revelados através da lâmpada photoflood por cinco minutos.

Pudemos observar clinicamente satisfatório reestabelecimento morfo-funcional, excelente união entre materiais, nenhum caso de cárie secundária, porém todos os grupos apresentaram grau de infiltração não havendo diferenças estatisticamente significante entre eles.

230

Avaliação da resistência ao cisalhamento de adesivos ortodônticos auto e fotopolimerizáveis

A.S. SECCO*, M.F Goes

Faculdade de Odontologia de Piracicaba - UNICAMP - SP - Brasil.  Fax  (0194) 21-0144

O sistema de resina quimicamente ativada para colagem de braquetes ortodônticos à superfície dos dentes tem sido amplamente usado, apesar do sistema de resina fotopolimerizável ser   recomendado para o mesmo propósito. Este estudo comparou a força de união ao cisalhamento dos adesivos ortodônticos foto e quimicamente ativados. Foi usada a superfície do esmalte vestibular de 24 pré-molares humanos extraídos e divididos ao acaso dentro de 3 grupos de 8 dentes. Grupo 1: braquete de metal unido com sistema de união Concise ortodôntico ativado quimicamente (3M Co.); Grupo 2: braquete de metal unido com sistema adesivo ortodôntico Resilience P4 ativado quimicamente ( Confi-Dental Co.); e Grupo 3: braquete de metal unido com sistema adesivo ortodôntico fotopolimerizável Resilience L3. Os braquetes usados nos três grupos foram Ultra-Minitrium (Dentaurum). Todos os dentes tiveram sua raiz incluída em resina ativada quimicamente até 1mm aquém da junção cemento esmalte. Para a colagem dos braquetes seguiu-se as instruções dos fabricantes de cada sistema adesivo. A seguir realizou-se o teste de cisalhamento em uma máquina Instron a velocidade de 0,1 mm/min. Foi aplicado o teste de ANOVA e Tukey a nível de 0,05 significância. Os resultados para o grupo 1 foram: 21,7 MPa (+ 0.56); grupo 2: 21,8 MPa (+ 1.07); grupo 3: 23,9 MPa (+ 1.95). Não  houve diferença significante entre os resultados dos três grupos (P>0,05).

 

O sistema de união fotopolimerizável desenvolveu  resistência de união do braquete a superfície do esmalte similar aos sistemas quimicamente polimerizáveis.

231

Microscopia eletrônica de varredura avalia os efeitos do jateamento

de óxido de alumínio nas bandas ortodônticas

C.E.LASCALA*, R.M.FALTIN, K.FALTIN, V. E.ARANA-CHAVEZ / Depto. Ortodontia-UNIP / Depto. Histologia-ICB-USP.-São Paulo – Brasil

A retenção e estabilidade das bandas ortodônticas na superfície dentária é essencial durante o tratamento ortodôntico com aparelhos fixos. Estudos laboratoriais e clínicos demonstraram que as falhas quanto à retenção dão-se, com maior freqüência, na interface banda/cemento. O jateamento de óxido de alumínio aumenta a superfície específica de contato, dada as rugosidades criadas nas superfícies metálicas, permitindo um maior grau de embricamento mecânico. O presente estudo propõe avaliar, pela microscopia eletrônica de varredura, os efeitos do jateamento com óxido de alumínio em bandas ortodônticas, utilizando diferentes granulações e tempos de aplicação. Para tanto, realizamos o jateamento das faces internas de 24 bandas, com aparelho de Microetcher II em Micro-Cab (Danville Engineering, Inc.), a distância de ~7mm, durante 2, 4, 6, 8, 10 e 16 segundos por face, com granulações de 50 e 90 µm respectivamente, executando movimentos constantes de vaivém. As amostras de cada grupo foram dessecadas, montadas em suportes possibilitando a observação em dois planos (frontal e lateral), metalizadas em aparelho Balzers SCD-050 e examinadas em microscópio eletrônico de varredura Jeol 6100, operando a 10 kv.

 

Concluímos que ambas as granulações utilizadas (50 e 90µm) promovem padrões similares de rugosidade na superfície metálica que se mantêm a partir dos 6 segundos de aplicação por face. Assim sendo, o aumento do tempo de jateamento, superior a 10 segundos, acarreta apenas a perda de substância (espessura) e conseqüente rigidez das bandas ortodônticas.

232

Resistência ao cisalhamento de dois materiais híbridos em esmalte

M. GIANNINI; J.R. LOVADINO; L.A.F. PIMENTA

Depto. de Odont. Rest. da Fac. de Odont. Piracicaba-UNICAMP - Tel:0194-210063 e FAX:0194-210144

O objetivo deste estudo foi avaliar a resistência à forças de cisalhamento de dois materiais híbridos de ionômero de vidro/compósito e observar os tipos de fraturas em lupa estereoscópica. Foram utilizadas as faces vestibulares e linguais de 20 pré-molares humanos extraídos e polidos com lixa d’água de Al2O3 até a granulação 600. Variglass(G1) e Vitremer(G3) foram aplicados na superfície do esmalte sem condicionamento ácido. Os mesmos materiais, Variglass (G2) e Vitremer (G4) foram aplicados após o condicionamento com ácido fosfórico 37% por 30 segundos. Todos os corpos de prova foram armazenados em umidade relativa a 37oC por 1 semana. O teste de cisalhamento foi realizado com velocidade de 0,5mm/min., em máquina de ensaio universal. As médias dos resultados, em MPa, seguidos de lestras diferentes, diferem estatisticamente pela avaliação do teste Turkey: G1- 3,557(a); G2- 6,265(c); G3- 4,152(ab) e G4- 5,654(bc). Quando a superfície do esmalte foi condicionada com ácido fosfórico 37%, foi observado em aumento de fraturas do tipo coesivas nos materiais.

 

Conclui-se que o condicionamento da superfície do esmalte aumentou a adesão destes materiais híbridos de ionômero de vidro e compósito.

 

Este trabalho recebeu apoio financeiro da FAPESP

233

Influência do ácido fosfórico (com e sem fluoreto) no esmalte dentário - Estudo no MEV

M. E. Santos*, D. F. Santos

Departamento de Odontoclínica - Faculdade de Odontologia / UFF - Niterói – Brasil

O objetivo deste estudo foi verificar o efeito da utilização do ácido fosfórico (com e sem fluoreto) sobre a superfície do esmalte dentário. Três grupos foram formados, cada um constituído de 12 pares de segmentos de dentes bovinos aplainados (9 mm2), incluídos em resina e mantidos com suas superfícies de esmalte livres. A profilaxia foi realizada com pedra-pomes e água em todos os grupos. Uma das superfícies de esmalte de cada par, serviu como controle, sendo atacadas por ácido fosfórico a 37%. As outras superfícies foram usadas para o ataque com ácido fosfórico a 37% contendo diferentes concentrações de fluoreto de sódio: grupo 1 - 0,05%; grupo 2: 0,5% e grupo 3: 1,0%, durante um tempo de 30 segundos, seguidos de lavagem e secagem por 15 segundos. Em seguida, os corpos de prova foram observados no MEV. Resultados:  padrão de descalcificação do  tipo 1 para o grupo 1, semelhante às superfícies dos grupos-controle; nos grupos 2 e 3 observou-se alterações na estrutura do esmalte que apresentou-se com irregularidades em suas porosidades não havendo semelhança com os padrões normais de descalcificação.

 

Conclui-se que: essas irregularidades parecem estar relacionadas com as diferentes concentrações de fluoretos usadas nas soluções ácidas.

 

 Apoio CNPq

234

Infiltração  marginal em  restaurações de  amálgama: Pré-tratamento com

verniz convencional e fluoretado

J.B.BARBOSA*, L.A.M.SANTOS-PINTO / Depto Clínica Infantil, Faculdade de Odontologia de Araraquara – UNESP

A desadaptação entre materiais restauradores e as paredes cavitárias permite a microinfiltração de fluidos bucais, microorganismos, íons e moléculas trazendo conseqüências indesejáveis às restaurações. O amálgama, muito utilizado na clínica odontológica por suas vantagens ainda não alcançadas integralmente  por outros materiais, apresenta o inconveniente de não liberar flúor às estruturas dentais e problemas de adaptação às paredes cavitárias. Tem sido verificado que o verniz cavitário convencional usado internamente a estas restaurações, reduz a microinfiltração e conseqüentes desmineralizações das estruturas dentais subjacentes. Os vernizes fluoretados, além da liberação de flúor, têm se mostrado de qualidade comparável aos convencionais quanto ao selamento de restaurações de amálgama. O objetivo deste trabalho foi avaliar “in vitro”a infiltração marginal em restaurações de amálgama de prata utilizando verniz convencional e fluoretado, como pré-tratamento das paredes cavitárias em preparos classe V em molares humanos hígidos. O método empregado foi a ciclagem térmica em corante e os resultados demonstraram que na parede oclusal das cavidades não houve diferença entre os dois materiais empregados, sendo ambos efetivos na redução da microinfiltração. Na parede cervical a diferença foi significativa, com o verniz fluoretado induzindo valores maiores de infiltração marginal.

 

Podemos concluir que o verniz convencional foi mais eficiente que o verniz fluoretado, em reduzir a infiltração marginal na parede cervical de restaurações de amálgama.

235

Infiltração marginal de agentes cimentantes em coroas metálicas fundidas

T. N.CAMPOS*, M.MORI, A.T.HENMI, T. SAITO

Depto. Prótese, Faculdade de Odontologia da USP - SP - Tel/Fax (011) 818-7888

Um dos principais objetivos do cimento, que fixa a restauração protética ao dente, é o selamento da fenda existente entre os mesmos. Para avaliar a infiltração marginal, foram feitos preparos cavitários padronizados, em 20 dentes naturais extraídos. As coroas totais foram fundidas em NiCr, sendo 10 cimentadas com cimento de fosfato de zinco e 10, com cimento resinoso PANAVIA 21. As amostras foram submetidas à ciclagem térmica (5oC e 55oC) e após impermeabilização da porção radicular com cianocrilato de etila, foram colocadas em solução de 0,5% de azul de metileno por 4 horas. Os dentes foram seccionados vestíbulo-lingualmente e examinados visualmente com lente de aumento de 4 vezes. Houve diferença significante entre os dois cimentos testados, sendo que 100% das amostras cimentadas com o cimento de fosfato de zinco apresentaram microinfilfração atingindo a dentina e a polpa, e 100% das amostras cimentadas com PANAVIA 21 não sofreram qualquer tipo de infiltração. Nestas condições experimentais, concluímos que: o cimento resinoso PANAVIA 21 apresentou melhores resultados quanto ao grau de infiltração quando comparado ao cimento de fosfato de zinco, na cimentação de coroas metálicas fundidas.

 

Apoio financeiro: Bolsa de Iniciação Científica CNPq.

236

Avaliação da união entre cerâmica e resina composta

L. K. ADACHI*, E. M. ADACHI, T. N. DE CAMPOS, T. SAITO

Depto. Prótese, Faculdade de Odontologia da USP - SP - Tel./Fax (011) 818-7888

Este estudo teve por objetivo avaliar a união entre resina composta e porcelana, através de três sistemas de reparo para porcelana.Foram utilizados 15 cilindros de cerâmica (Vita VMK) incluídos em resina acrílica, aderidos a cilindros de resina composta (Z-100, 3M) através de 3 sistemas adesivos : All-bond 2 (Bisco), Scotchbond Multi-uso Plus (3M) e Herculite Porcelain Repair (Kerr). Os procedimentos para adesão foram os recomendados pelos fabricantes.Após a colagem, os corpos de prova foram armazenados em água destilada a 37oC  durante 24 horas e então submetidos aos testes mecânicos. A força de resistência ao cizalhamento foi medida utilizando-se uma máquina de teste universal Wolpert.As maiores forças de adesão foram encontradas com All-bond 2 e Scotchbond Multi-uso Plus,sendo que com All-bond 2 foram observadas maior número de fraturas coesivas da porcelana. Os resultados obtidos mostram que ao nível de 5 % não existe diferença estatisticamente significativa entre All-bond 2 e Scotchbond Multi-uso Plus, mas que há diferença entre estes e o Herculite Porcelain Repair. Diante dos resultados obtidos concluiu-se que tanto All-bond 2 como Scotchbond Multi-uso Plus podem ser usados eficientemente como adesivos para reparo de restaurações de porcelana.

237

Efeitos in vitro de soluções fluoretada sobre a porcelana dental

R.S.A. SHINKAI*, F. C. RIBEIRO,T. N.CAMPOS, T. SAITO

Depto. Prótese, Faculdade de Odontologia da USP-SP - Tel. / Fax (011) 818-7888

A cárie dental tem sido apontada como a principal causa de falhas de próteses fixas. Sabe-se que o uso freqüente de soluções fluoretadas é um recurso valioso no programa preventivo para pacientes de alto risco à cárie. Este trabalho teve por objetivo avaliar o efeito de soluções fluoretadas sobre a massa da porcelana glazeada natural e artificialmente. 120 discos de porcelana foram feitos com a porcelana VMK 68, Vita, Alemanha. 60 amostras foram glazeadas naturalmente e 60 foram artificialmente glazeadas (Vitachrom L 724). Subgrupos (n=5) para cada tipo de glaze foram formados aleatoriamente e pesados na balança analítica de precisão Perkin-Elmer AD-6, EUA, sensibilidade 0,0001mg. Simularam-se tratamentos domiciliares por 1, 5 e 10 anos com três soluções fluoretadas - Fluordent, J&J, 1 min/dia; 0,05% NaF (receita magistral - P.L.Armonia, N.Tortamano. Como Prescrever em Odontologia, 1992, Ed. Santos, São Paulo), 1 min/dia; 0,2% NaF (receita magistral), 1 min/semana - e um gel acidulado (Nupro gel acidulado, Dentisply, grupo-controle). As amostras foram imersas em grandes quantidades de cada produto fluoretado a 37ºC , sob agitação mecânica.  A seguir, foram enxaguadas, limpas em ultra-som, secas a 150°C por 24h e pesadas novamente. Não houve alteração de massa estatisticamente significativa nos subgrupos expostos às soluções fluoretadas (comparação de dados emparelhados e teste t de Student, p>0.01). Como esperado, os subgrupos imersos em gel acidulado sofreram significativa perda de massa (p<0.01).

 

Os resultados obtidos não mostraram nenhum efeito significativo das soluções fluoretadas testadas sobre a massa da porcelana dental.

238

Rugosidade e perfil de amálgamas obtidos com matrizes de aço reutilizadas

C. Anauate Netto*, D. M. Fichman

Depto. Dentística - FOUSP – Brasil

Este trabalho de pesquisa avaliou a rugosidade superficial e o perfil proximal de amálgamas condensados contra tiras matrizes de aço inoxidável reutilizadas. Foram confeccionados 45 corpos de prova em resina acrílica com uma cavidade tipo “slot vertical”, divididos em três grupos de 15, cada qual com uma liga, Standalloy SF, Dispersalloy e Luxalloy. Foi utilizado um mesmo segmento de matriz para cada grupo. A carga de condensação para a liga de Standalloy SF foi de 2Kg e as demais 0,7Kg. Os corpos de prova foram avaliados rugosimétrica e perfilométricamente. Os resultados demonstraram que a rugosidade dos corpos de prova aumentou constatemente. A deformação com o uso repetido de um mesmo segmento de tira matriz causa, já a partir da segunda utilização, profundas alterações do contôrno. Parece-nos totalmente contra-indicada a reutilização das tiras matrizes de aço por produzirem contôrnos ocluso-gengivais arbitrários. Devem ser consideradas portanto materiais semi-manufaturados e descartáveis.

239

Avaliação in vitro da influência dos cimentos resinosos na infiltração

marginal de facetas de porcelana

C. NISHIO *; M. MIRANDA ; T. SEKITO JR. / Departamento de Odontologia Social e Preventiva - F.O./ U.F.R.J. Rio de Janeiro/RJ.

O objetivo deste trabalho foi avaliar a influência de 2 tipos de cimentos resinosos na infiltração marginal de facetas estéticas de porcelana. Foram utilizados  40 dentes anteriores humanos, restaurados com facetas de porcelana em suas faces vestibulares, sendo que a  metade foi cimentada com o cimento resinoso Dual (Vivadent) e a outra com Enforce (Dentsply). Esses 2 grupos foram subdivididos em: facetas com (1) margem em esmalte (E) cimentadas com Dual; (2) margem em esmalte e cemento (EC) cimentadas com Dual; (3) margem em (E) cimentadas com Enforce; (4) margem em (EC) cimentadas com Enforce. Todas as amostras foram submetidas a ciclagem térmica (100 ciclos) e coradas com nitrato de prata a 50% por 24 horas. O grau de infiltração marginal na porção incisal (IN) e cervical (CV) foi avaliado por dois examinadores calibrados e os dados foram analisados por ANOVA e testes Kruskal-Wallis e U de Mann-Whitney (p<0,05). Houve diferenças entre todos os grupos na comparação da infiltração global (p<0,001) e entre as regiões de esmalte e cemento (p<0,001). A infiltração do grupo 1 foi estatisticamente maior que a do grupo 3, nas porções IN (p<0,009) e CV (p<0,005). O mesmo não ocorreu dentro do grupo 1 ( porção IN X CV, p<0,13) e do grupo 3 ( porção IN X CV, p<0,07). A infiltração do grupo 2 foi estatisticamente maior que a do grupo 4, tanto na porção IN quanto na CV. Também houve diferenças significantes dentro de cada um desses grupos entre as porções CV e IN ( p< 0,00003 para ambas).

O cimento Enforce foi melhor que o cimento Dual tanto nas facetas com margem em E quanto em EC. Além disso, a infiltração na porção CV foi maior que na IN nos grupos de facetas com margem em EC.

Grupo PET / CAPES.

240

Reincorporação de flúor de cimentos de ionômero de vidro restauradores

R.C. PASCOTTO*, L.M.A. TENUTA, M.F. L. NAVARRO, E.M. TAGA

Deptos. Dentística e Bioquímica, Faculdade de Odontologia de Bauru-USP - Tel. (0142) 23-4133 R. 266

O objetivo deste trabalho foi avaliar a capacidade de reincorporação de flúor de 4 cimentos de ionômero de vidro restauradores, após tratamento com soluções fluoretadas. Foram confeccionados 12 discos (11,0mm x 1,5mm) para cada material testado: Photac Fil (PF), Vitremer (VT), Fuji II LC (F2) e Fuji IX (F9). O flúor liberado em água deionizada foi analisado diariamente durante 7 dias por eletrodo específico (Orion, mod. 96-09). Após 45 dias, os espécimes foram divididos em 3 grupos: controle e tratamentos com solução de NaF 0,05% diariamente durante 15 dias e de NaF a 0,2% no 1o, 8o e 15o dias. O flúor liberado foi analisado diariamente por mais 7 dias. Os dados foram submetidos a ANOVA e teste de Tukey. A quantidade de flúor liberada após tratamento com NaF 0,2% foi significantemente maior (p<0,05) que a do grupo controle para todos os materiais com exceção do F2. A comparação entre os tratamentos com NaF a 0,2% e NaF a 0,05% mostrou haver superioridade da solução mais concentrada apenas para o PF.

Liberação de flúor: média±desvio - padrão - mgF. mm-2

inicial  controle NaF 0,2%       NaF 0,05%   

PF-Espe 2,63 ±0,19 0,14 ±0,02 0,30 ±0,01 0,23 ±0,01    

VT-3M       0,94 ±0,17 0,07 ±0,00 0,14 ±0,03 0,14 ±0,02    

F9-GC       0,79 ±0,21 0,04 ±0,03 0,10 ±0,02 0,08 ±0,00    

F2-GC       0,61 ±0,06 0,07 ±0,00 0,11 ±0,01 0,10 ±0,02    

 

Os resultados mostraram que o material que liberou a maior quantidade de flúor (PF) apresentou maior incorporação desse elemento, ocorrendo o inverso para o material com menor liberação (F2), onde o tratamento não foi efetivo.

241

Liberação de flúor de 4 cimentos de ionômero de vidro restauradores

L.M.A. TENUTA*, R.C. PASCOTTO, M.F. L. NAVARRO, C.E. FRANCISCHONE

Depto. Dentística, Faculdade de Odontologia de Bauru USP - Tel  (0142) 23-4133

O objetivo deste trabalho foi comparar a liberação de flúor de 4 cimentos de ionômero de vidro usados para restauração: Photac Fil (PF), Vitremer (VT), Fuji II LC (F2) e Fuji IX (F9) durante 14 dias. Foram confeccionados 12 discos (11,0mm x 1,5mm) para cada material. Os espécimes foram suspensos em tubos de polietileno contendo 32 mL de água deionizada a 37oC 1oC. As leituras foram feitas por um eletrodo específico para o íon flúor (Orion, modelo 96-09) acoplado a um analisador de pH/íons (Procyon, modelo SA 720), após a adição de 3,2 mL de TISAB III (Analion) em cada tubo. Os dados foram submetidos a ANOVA e teste de Tukey-Kramer. A quantidade de flúor liberada foi significantemente maior para o PF em relação aos outros materiais (PF>VT>F9>F2), sendo que VT e F9, e F2 e F9 não apresentaram diferença significante entre si (p<0,05).

Liberação de flúor: média ± desvio-padrão - µgF-.mm-2               

 

       1 dia     3 dias       5 dia     7 dias    14 dias            

PF- Espe       1,22 ±0,07 0,27 ±0,02 0,18 ±0,02 0,14 ±0,01        0,09 ±0,01    

VT - 3M       0,49 ±0,09 0,08 ±0,01 0,06 ±0,01 0,05 ±0,01 0,04 ±0,00    

F9 - GC       0,44 ±0,13 0,07 ±0,02 0,05 ±0,01 0,04 ±0,01 0,04 ±0,01    

F2 - GC       0,30 ±0,03 0,06 ±0,01 0,04 ±0,01 0,03 ±0,00 0,04 ±0,00    

 

Apoio: PIBIC - CNPq - Processo no 108017/95-8

 

Os resultados mostraram que todos os materiais apresentaram um padrão de liberação de flúor semelhante: maior nos períodos iniciais, diminuindo para níveis constantes. O PF mostrou os valores mais elevados de liberação de flúor.

242

Influência do eugenol na microinfiltração de incrustações de porcelana

R. F. Pinheiro*, C. E.  Francischone, J. C. Pereira

Depto. Dentística, Faculdade de Odontologia de Bauru, USP

Avaliou-se a influência do eugenol contido no cimento temporário, na microinfiltração marginal de incrustações de porcelana cimentadas com cimento resinoso de dupla polimerização. Utilizou-se 10 premolares superiores extraídos que receberam preparos padronizados classe V na superfície vestibular e lingual.  Os dentes foram divididos em dois grupos de dez, sendo que no grupo 1 (superfície vestibular) foi aplicado o cimento temporário com eugenol (Temp Bond, Kerr/Sybron) e no grupo 2 (superfície lingual) foi aplicado um cimento temporário sem eugenol (Temp Bond NE, Kerr/ Sybron). Após 5 dias removeu-se o cimento temporário. Cimentou-se as incrustações utilizando o sistema adesivo Optbond e o cimento resinoso de dupla polimerização Dual Cement (Vivadent).  

Após a termociclagem, os espécimes foram imersos em fuccina a 0,5% por 2 horas para que houvesse a penetração do corante. Em seguida, foram seccionados no sentido mésio-distal (grupo 1 e 2) e cada metade foi então seccionada no sentido vestibulo-lingual em 3 fatias. Utilzou-se o método quantitativo para a avaliação da microinfiltração.obedecendo os seguintes scores:

0 - nenhuma infiltração, 1 - infiltração em esmalte, sem atingir a junção amelo-dentinária, 2 - infiltração na parede axial além da junção amelo-dentinária, 3 - infiltração na parede axial e em direção à polpa

 

Com base nos resultados obtidos, os autores concluíram que nenhuma das condições avaliadas foi capaz de eliminar totalmente a infiltração marginal. Houve uma tendência maior de infiltração marginal no grupo que continha eugenol, apesar de não ter sido estatisticamente significante.

243

Avaliação das propriedades mecânicas de agentes cimentantes:

Parte II - Resistência à remoção por tração

A.M. Botelho*, J.L. Coradazzi, M. Coutinho, J. Mondelli / FOB-USP - CP 73, Bauru - SP – Brasil

O propósito deste estudo foi comparar as propriedades retentivas de coroas totais metálicas cimentadas em molares humanos extraídos, adequadamente preparados, utilizando-se 4 tipos de agentes cimentantes: Panávia 21 (Kuraray), Vitremer (3M), Vidrion C (SS White) e o cimento fosfato de zinco (SS White). Para cada material foram preparados 8 espécimes.Após a cimentação, os espécimes foram termociclados (400 ciclos) e armazenados em água destilada a 37oC. Decorrido um período de 48 horas, foram os mesmos acoplados à máquina de ensaios universal (Kratos) com uma velocidade de 0,5 mm/min para a realização dos testes de resistência à remoção por tração das coroas totais metálicas. Os valores das médias e desvio padrão dos grupos estão demonstrados na tabela abaixo em kgf.

 

 

Material Fosfato de Zinco Vidrion C Vitremer Panávia 21

mean 12,35  25,8 29,1  38,0    

     SD   3,8   3,7   6,6 9,36    

 

Pela ANOVA, observou-se um nível de significância em  p0,05. Somente entre os cimentos Vitremer e Vidrion C os valores não foram estatisticamente significantes.

Os melhores resultados de resistência à tração foram apresentados pelos agentes cimentantes resinosos.

 

Apoio: CNPq

244

Avaliação das propriedades mecanicas de agentes cimentantes: Parte I - Resistência ao cisalhamento

M. Coutinho*, J. Mondelli, A.M. Botelho, J.L. Coradazzi

FOB-USP - CP 73, Bauru - SP - Brasil

 

O objetivo deste estudo foi avaliar a resistência a esforços de cisalhamento de alguns agentes de cimentação, por meio do ensaio de puncionamento “punch test”. Os materiais também foram testados quanto à influência do tempo (1 hora e 24 horas). Foram utilizados os agentes à base de ionômero de vidro Vidrion C (SS White) e Vitremer (3M); Cimento de fosfato de zinco (SS White) e o cimento resinoso Panavia 21 (Kuraray). Foram confeccionados 6 corpos-de-prova em forma de disco para cada grupo, que foram levados a máquina de ensaios Universal (Kratos) com velocidade de 0,5mm/minuto. Os valores das médias e desvio padrão dos grupos estão demonstrados na tabela abaixo em Kgf/cm2.

 

Material  Fosfato de Zinco Vidrion C Vitremer Panavia

Tempo      01 h        24 h        01 h        24 h        01 h        24 h        01 h        24 h            

Média       194,6       197,4       148,8       225,7       198,5       275,2       277,6     312,5

Desvio Padrão            11,1            10,6            21,2            35,7            17,8            3,4            15,8            21,3

A ANOVA a 2 critérios demonstrou haver interação entre agente cimentante e idade. As comparações individuais de Tukey-Kramer demonstraram os melhores resultados para os agentes de cimentação com componentes resinosos após 24 horas.

Suportado pelo CNPq

 

245

Estudo “in vitro” da infiltração marginal nas facetas de cerâmica

A.B.CRUZ FERREIRA*, O. FRAGA, D. F. BALASSIANO, R. Z. PINTO

Depto. Odontologia Restauradora FO-UERJ Av.Vinte e Oito de Setembro 157 Vila Isabel CEP 20551-030 RJ – Brasil

O objetivo deste trabalho foi avaliar “in vitro”a adaptação marginal cervical das facetas de cerâmica. Trinta dentes humanos recem extraídos, foram divididos em tres grupos. Todos os dentes receberam preparos do tipo janela, sem proteção incisal,com profundidade padronizada, término cervical em forma de chanfro, sem bisel e com angulos arredondados. O término cervical do grupo 1 foi à nível de esmalte, do grupo 2 à nível da junção cemento-esmalte e do grupo 3 à nível de cemento. As facetas foram confeccionadas com a cerâmica Fortune (Williams) e cimentadas com o cimento resinoso do tipo Dual Variolink (Vivadent), utilizando o silano Monobond S (Vivadent). Depois de cimentadas nos dentes, estes foram termociclados, corados com solução de nitrato de prata à 50%, incluídos em resina epoxi, seccionados e avaliados em esteremicroscópico ótico. Os resultados analizados estatísticamente, com significância no Teste de KrusKal-Wallis para comparação global da infiltração entre os grupos (G-1-92,93/G-2-129,04/G-3-139,54), como também no Teste de Mann Whitney U, onde os grupos 1 (68,32) e 2 (92,68), 3 (95,90) e 1 (65,10) com significância e para os grupos 2 (76,86) e 3 (84,14) sem significância.

 

Podemos concluir que os preparos com margens em esmalte apresentam melhor resultado, em relação a infiltração, quando comparados com margens em cemento e na junção cemento-esmalte, e que na interface porcelana/resina, não houve penetração do corante nos tres grupos estudados.

246

Influência da vibração na resistência à compressão do gesso tipo IV

C.A. GONÇALVES*, C.M.R. BARBOSA, A.R.S. ARANA

Depto. de Prótese e Periodontia, FOP-UNICAMP

O principal emprego do gesso pedra tipo IV na prática odontológica tem sido a confecção de modelos e troquéis, já que este material reúne maior número de propriedades desejáveis, apesar da sua baixa resistência à abrasão (inerente aos produtos do gesso). No presente    trabalho analisaram-se as alterações observadas neste tipo de gesso em função das intensidades de vibração (moderada e intensa).( Schneider et al. J. Prosthet. Dent., 52(4):510, 1984; Nolasco et al. RGO, 38(2):93-5, 1990). Foram utilizadas três marcas comerciais de gesso tipo IV (Velmix, Durone e Suprastone). Após a espatulação à vácuo por  1 minuto, os gessos foram vertidos em matrizes de acrílico contendo 5 orifícios. Cada matriz  foi mantida sob vibração (por 12 segundos) diante de duas variáveis experimentais: vibração moderada e intensa. Assim, foram obtidas 5 amostras para cada tipo de gesso, em função das duas condições do experimento, totalizando 30 amostras. Após 24 horas, as mesmas foram submetidas ao teste de resistência à compressão em uma Máquina Universal de Teste LOS (DÜSSELDORF, Alemanha) e os dados analisados segundo o teste de Tukey. Tanto na vibração moderada como na intensa, o gesso  Velmix foi o que apresentou diferença estatisticamente significante em comparação ao Durone e Suprastone.  A intensidade da vibração influencia a resistência compressiva do gesso tipo IV; o Velmix mostrou-se mais resistente sob vibração moderada e menos  resistente sob a intensa.  

247

Avaliação de resistência de união metalocerâmica em função de diferentes ciclos de oxidação prévia

S. DEKON*; L.F. VIEIRA; G. BONFANTE

Depto. de Prótese da Faculdade de Odontologia de Bauru - USP - Depto. SBPqO, Faculdade de Odontologia da USP – SP

O objetivo deste trabalho foi avaliar a resistência de união porcelana/metal utilizando uma liga nacional (Durabond MS II), submetida a diferentes ciclos de oxidação prévia, com um sistema cerâmico importado (Vita VMK).

Foram obtidos 50 padrões metálicos divididos em cinco grupos. O grupo I não sofreu nenhum tipo de oxidação prévia e portanto foi considerado como controle. Os grupos II, III, IV, sofreram oxidação prévia a aplicação da porcelana por tempos de 1, 3, 5 minutos respectivamente. J á o grupo V, foi submetido a oxidação prévia por 5 minutos, com posterior jateamento de óxido de alumínio.

O método utilizado para efetuar os testes foi o preconizado por CHIODI NETTO  e os resultados levaram às seguintes conclusões:

1)- a ausência da oxidação prévia possibilitou os melhores resultados, com valores estatisticamente significantes, quando comparados com os demais grupos;

2)- os diferentes tempos de oxidação prévia provocaram redução acentuada nos valores obtidos e forma semelhantes entre si;

3)- o grupo submetido ao processo de jateamento após a oxidação prévia por 5 minutos, mostrou resultados similares aos grupos tratados com diferentes tempos de oxidação prévia, sem jateamento.

248

Cimento ionômero de vidro FUJI IX: Análise in vitro  da liberação de flúor

M.C.FIGUEIREDO*, A. WANDERA, J.E.NÖR, R. FIEGAL

Disciplina de Odontopediatria da FO UFRGS, Brasil e da FO da Universidade de Michigan, USA

Por ser um material restaurador  adesivo e com propriedades de liberação de flúor, o cimento de ionômero de vidro quimicamente ativado FUJI IX (GC Corporation) está indicado na técnica de restauração atraumática (ART). Este procedimento é preconizado pela OMS para utilizado em países subdesenvolvidos e/ou em desenvolvimento, uma vez que possibilitam um tratamento de baixo custo, relativamente indolor, bem como a manutenção prolongada de dentes que seriam extraídos por falta de outros meios de restauração. O objetivo deste estudo foi avaliar comparativamente a liberação de flúor dos cimentos de ionômero de vidro FujiIX (GC Corporation), Fuji II LC (GC Corporation) e Vitremer (3M). Dez corpos de prova (3X4mm) foram confeccionados para cada material e mantidos em recipientes plásticos contendo 5ml de saliva artificial  por  períodos de 1, 5, 10, 15, 20, 25 e 30 dias. As medições de flúor foram realizadas em um fluorímetro (EXPANDABLE ION-ANALYZER-EA 94-Orion Research incorporated). Os resultados expressos em gF-./ mm2 , foram analizados estatísticamente pelo teste One Way RM ANOVA e para  as comparaçoes pelo teste Student-Newman Keuls:

 

Materiais/Dias            1d           5d         10d         15d         20d        25d       30d

FIX     0.3289      0.8736     0.5807     0.7077     0.2931     0.2800   0.2001

FLC     0.7953     2.6046     1.6023     1.5614     1.4219     1.2355   1.0091

VIT     0.5907     1.8810     0.9913     1.3458     0.8276     0.7343   0.4842

P50      0.0632     0.0393     0.0574     0.0440     0.0404     0.0383   0.0304

 

permitindo concluir que todos os materiais liberaram flúor sendo estatísticamente significante quando comparado ao grupo controle (P50), sendo que o cimento de ionômero de vidro FUJI IX liberou significantemente menos flúor que o FUJI II LC e o Vitremer.

Apoio financeiro:CNPq processo nº 453811-95-7

249

Avaliação do efeito da aplicação tópica de flúor sobre a dureza de resinas compostas

M. S. MOURA*, L. A. M. SANTOS-PINTO, C. A. S. CRUZ

Depto. Clínica Infantil, Faculdade de Odontologia de Araraquara-UNESP-SP

O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito da aplicação tópica de flúor sobre a dureza das resinas compostas: Durafill VS (Kulzer), Herculite XRV (Kerr) e Z100 (3M). Foram confeccionados 40 corpos-de-prova de cada material. Após uma semana, as amostras foram polidas e divididas nos grupos: (1) Controle - sem tratamento; (2) Flúor fosfato acidulado (FFA - Nupro, Dentsply) aplicado por 4 minutos; (3) FFA aplicado por 16 minutos; (4) Fluoreto de sódio neutro (FN-Nupro, Dentsply) aplicado por 4 minutos e (5) FN aplicado por 16 minutos. Após aplicação do flúor, as amostras foram levadas ao durômetro, obtendo-se os seguintes valores médios de dureza Vickers:

 

Resinas          Grupos  1             2             3             4             5            

Durafill VS       41,20       39,48       38,28       39,38       41,20            

Herculite XRV       88,40       73,31       71,16       86,91       88,00            

Z100     165,80     144,25     129,60     167,10     168,85            

 

A análise de variância mostrou diferenças estatisticamente significantes entre os grupos relacionadas à resina, ao tratamento e à interação.

A resina Durafill VS não foi afetada pela aplicação tópica de flúor. A resina Herculite XRV teve sua dureza reduzida quando da aplicação de FFA, não havendo diferença quanto ao tempo de aplicação, 4 ou 16 minutos. E a resina Z100 apresentou valores de dureza reduzidos quando da aplicação de FFA, redução que aumentou com o tempo de aplicação do flúor. O FN  não alterou a dureza das resinas avaliadas.

Apoio Financeiro: CNPq

250

Microanálise por difração de Rx dos materiais polidores usados em resina composta

R. ONO*, S. CONSANI, M.F.  GOES, M.A.C. SINHORETI

FOP – UNICAMP

O propósito deste estudo foi identificar os componentes dos materiais polidores usados em resina composta. A análise foi feita nos seguintes materiais: Enhance, discos Sof-Lex fino e extrafino, abrasivos de silicone Viking cinza e verde, pedras Shofu. A análise por dispersão de Rx das amostras recobertas com carbono foi efetuada num equipamento microanalisador Link Analytical QX 2.000, calibrado com energia de 20 KeV, com detecção do espectro dos elementos com número atômico na escala superior a do sódio (Z>11). As partículas recobertas com carbono também foram analisadas por microscopia eletrônica de varredura num aparelho Zeiss DSM 960, operado com voltagem de aceleração de 20 KeV.

 

Os resultados mostraram que os constituintes principais dos materiais polidores estudados são silício e alumínio. As fotomicrografias por microscopia eletrônica de varredura mostram o aspecto topográfico dos abrasivos antes do uso (aglutinante e partículas abrasivas).

251

Adesão entre base e dentes de resinas acrílicas

R.S. FAJARDO; A. MUENCH* / Depto. Materiais Dentários, Faculdade de Odontologia da USP - SP

Cid. Universitária, CEP: 05508-900, São Paulo, Brasil - Tel./Fax: (011) 818-7840

 

A finalidade da investigação foi a determinação da resistência de união entre dentes e base de dentadura de resinas acrílicas termicamente ativadas. Dentes de resina (Trubyte-Biotone, Dentsply, Brasil; Vipi-Dent plus, Dental Vipi, Brasil) foram incluídos em blocos de resina e torneados. Sobre a extremidade dos dentes era aplicada a resina (Clássico, Clássico Ltda., Brasil), sob processamento convencional. As variáveis foram: 2 marcas de dente; inclusão da resina nas fases plástica e borrachóide; aplicar ou não monômero sobre os dentes; lavar ou não os dentes com detergente. Após 2 semanas de imersão em água, foram feitos os ensaios de ruptura, por tração. Os dados foram submetidos à análise de variância e teste de Tukey. A análise mostrou que os fatores dente e fase de inclusão não foram significantes. Foram, no entanto (p < 0,001) o uso ou não do monômero e detergente. Nenhuma interação foi significante. A tabela mostra médias de retenção. Verifica-se a influência em aumentar a retentividade, tanto do uso de detergente como do monômero.

Médias (MPa) de retentividade (com letras diferentes há diferença, p< 0,05; n = 40)

           Deter.

Monom.   Com       Sem            

Sim       6,8 a       5,2 b            

Não       5,3 b      3,9 c

 

As conclusões foram: marca de dente e fase de condensação não influiram nos resultados; o uso isolado de detergente ou monômero aumentam a retenção e o emprego conjunto apresenta efeito acumulativo.

252

Alteração dimensional em função do processamento de dentaduras

E.T. KIMPARA; W. I. MALUF*

Depto. de Materiais Dentários, Faculdade de Odontologia da USP - CEP: 05508-900  - T.el./Fax: (011) 818-7840

O propósito da pesquisa foi a determinação da alteração dimensional (%) de bases de dentadura de resina acrílica (Classico, Brasil) em função de variáveis de processamento. Estas foram: 1) iniciar a polimerização imediatamente após a prensagem ou 24 horas após; 2) condensar a resina nas fases borrachóide, plástica e pegajosa; 3) determinar as alterações, em relação à fase da cera, após desinclusão, 2 e 8 semanas após imersão em água; 4) medidas feitas ao longo de diferentes locais entre dentes. Os resultados sempre apresentaram contração. A polimerização imediatamente após prensagem ou após 24 horas não influiu nos resultados (-0,19 e -0,18% respectivamente). A condensação da resina na fase borrachóide, em relação à plástica não influiu significantemente (-0,23 e -0,20% respectivamente); em relação à fase pegajosa (-0,14%) a contração foi maior com a borrachóide (p < 0,01). O tempo de imersão recuperou parte da contração ocorrida, durante a polimerização (-0,22), 2 semanas (-0,18%) e 8 semanas (-0,17%), com significância (p < 0,001). A alteração dimensional entre bordas opostas (-0,25%) caracteriza maior contração do que ao longo de bordas (-0,14%) em um mesmo lado (p < 0,001).

 

As conclusões foram: o tempo entre prensagem e início da polimerização não influiu na magnitude da contração; a fase borrachóide em relação à plástica foi semelhante; a imersão em água, após semanas, recupera parte da contração de polimerização; a contração entre bordas é maior do que ao longo delas.

253

Porosidade em função do processamento e volume de acrílico

E.T. KIMPARA*; A. MUENCH

Depto. Materiais Dentários, Faculdade de Odontologia da USP - Cidade Universitária, São Paulo, Brasil - Tel./Fax: (011) 818-7840

A pesquisa teve o propósito de estudar a influência, na porosidade, do processamento e do volume de resina acrílica (Clássico, Clássico, Brasil) na polimerização. As variáveis foram: 1) polimerizar já após a prensagem ou 24 horas após; 2) prensar nas fases borrachóide, plástica e pegajosa; 3) polimerizar blocos com base de 2,0 x 2,0cm e espessura de 0,5; 1,0; 2,0cm e um cubo com aresta de 3cm. Os dados de porosidade, (escores) de 0 (ausência) a 5 (grande presença) foram analisados pelo teste de Kruskal-Wallis. Com polimerização imediata ou após 24h conseguiram-se blocos com ausência de porosidade até espessuras respectivamente de 1,0 e 2,0cm. A fase borrachóide e a espera de 24h diminuem a porosidade. As conclusões foram: a polimerização após 24 horas diminui a porosidade; a fase borrachóide tende a diminuir a porosidade; a porosidade estava ausente com polimerização imediata até 1,0 cm de espessura e com 2,0cm na polimerização após 24 horas.

 

Médias de escores das porosidades (com letras diferentes há diferença, p < 0,05; n = 3)

Polimerização     Imediata Após 24 horas

                Esp. (cm)

Fase   0,5     1,0      2,0     3,0      0,5     1,0      2,0     3,0       

Borrachóide          0,0     0,0 1,8 abc       3,7 d     0,0      0,0     0,0 1,3 ab    

  Plástica     0,0      0,0     1,2 a 3,3 d     0,0      0,0     0,0     2,4 abcd                 Pegajosa   0,0      0,0     3,4 d 3,6 d     0,0      0,0     0,0 2,8 bcd           

 

254

Influência da intensidade de luz e do tempo de exposição no grau

de dureza Knoop de compósitos odontológicos

L. CORRER SOBRINHO*; A. VICENTINI; M.A.C. SINHORETI  / FOP – UNICAMP

O propósito deste trabalho foi estudar a influência da intensidade da luz e do tempo de exposição no grau de dureza Knoop de dois compósitos odontológicos (Silux Plus e Z100). Três amostras com 5 mm de diâmetro por 2 mm de espessura foram preparados num molde de latão, coberto com uma tira de poliéster e polimerizados por 30, 60, 90 e 120 segundos utilizando um aparelho Visilux 2, com 720 mW/cm2 . As medidas de microdureza Knoop na região de superfície  e fundo, foram obtidas com o aparelho HMV-2000 (SHIMADZU), usando carga de 50 gramas e tempo de 30 segundos para cada penetração, 24 horas após a confecção das amostras. Foram realizadas 5 penetrações na região de superfície e de fundo para cada amostra. Os resultados foram submetidos à ánálise de variância e ao teste de Tukey ao nível de 5% de probabilidade.

 

Os resultados indicaram que a dureza na região de superfície foi estatísticamente superior em relação a região de fundo (p<0,05) para os dois compósitos em todos os tempos de exposição; o compósito Z100 (híbrido) apresentou valores de dureza estatísticamente superiores (p<0,05) ao Silux Plus (micropartículas), tanto na região de superfície como de fundo.

255

Efeito da intensidade de luz e irradiação de calor de fotopolimerizadores em função do tempo de uso

R.V. B. FERNANDES*, R.M. ARAÚJO, M.A.M. ARAUJO

Dep. Odontologia Restauradora, Fac. Odontologia de São José dos Campos - UNESP – SP

Vários fatores são importantes para a completa polimerização das resinas compostas, entre eles, suficiente intensidade de luz (IL), calor gerado, correto cumprimento de onda e adequado tempo de polimerização. O objetivo deste trabalho foi medir a IL (mw/cm2) e o calor (mw/cm2) desprendido de fotopolimerizadores, e verificar a influência no tempo de uso. Foram avaliados 105 aparelhos fotopolimerizadores (13 modelos diferentes) e considerados novos os aparelhos adquiridos até 5 anos e antigos, os com mais de 5 anos de uso. Dos 105 aparelhos, 60 eram novos e 45 antigos. Foi utilizado o Radiômetro (Demetron Research Corp.) para medir a IL e o Calorímetro (Demetrom Research Corp.) para medir o calor desprendido. Pela escala de avaliação da Demetron, 300 mw/cm2 ou acima deste valor é considerado  com o IL adequado para polimerização de camadas de 2mm de resina no tempo recomendado; de 299 a 200 mw/cm2 de IL é necessário tempo adicional; menos de 200 mw/cm2  de IL é considerado inadequado mesmo aumentando o  tempo de polimerização. Pela escala de avaliação do Calorímetro é considerado adequado o aparelho que medir até 50mw/cm2. Os aparelhos foram ligados por 1 minuto e feita as medidas de IL e calor por três vezes, sendo considerado a média obtida entre elas. Foi aplicado análise estatística do qui-quadrado (x2) sobre os dados obtidos.

Houve uma relação favorável entre a alta intensidade de luz e aparelhos novos. Para os aparelhos com IL de 300mw/cm2 ou mais os percentuais de tempo de uso foram estatísticamente diferentes, ou seja, para os aparelhos novos 75% apresentaram-se adequados e para os antigos apenas 11,1%, e não houve diferença estatística para a irradiação de calor, tanto em aparelhos novos como nos considerados antigos.

256

Influência dos  adesivos associados a materiais fluoretados na  dureza das estruturas dentárias

S.M.W. SAMUEL*, C.RUBINSTEIN ,  L. A. MIRANDA

Materias Dentários, Faculdade de Odontologia da UFRGS

 

O cimento de ionômero de vidro tem sido amplamente utilizado , principalmente por seu comprovado efeito anticariogênico. Além disso ,sua adesividade , quando colocado em contato direto com os tecidos dentários também tem sido apontada como uma vantagem . No entanto , trabalhos mostram que sua associação  a sistemas adesivos aumenta esta retenção . Resta a dúvida  se a formação da camada híbrida impediria a passagem do flúor para a estrutura dentária . Sendo assim ,a proposta deste trabalho foi avaliar a dureza do esmalte e dentina adjacentes às restaurações de materiais fluoretados , associando ou não um sistema adesivo.Dez molares retidos foram seccionados em 4 partes , sendo cada uma delas restaurada com Vitremer  (3M) ou Variglass (Dentsply) , associando ou não o sistema adesivo Scotchbond Multi-Uso (3M) .    Todos os grupos foram submetidos a ciclagem de des e remineralização por 12 dias consecutivos . A médias das durezas Knoop do esmalte e dentina adjacentes às restaurações foram respectivamente:GRUPO I (Variglass)-216 e 57 ;GRUPO II (Variglass+sistema adesivo)  - 194 e 56  ;  GRUPO III (Vitremer) - 212 e 55 ; GRUPO IV  (Vitremer + sistema adesivo) -211 e 54.

 

Os resultados mostraram que não houve diferença estatística significativa (p<0.01) entre os grupos de esmalte e entre od de dentina  , o que indica que a utilização do sistema adesivo associado a materiais fluoretados não interferiu na dureza das estruturas dentais avaliadas.

257

Sorpção de água por resinas compostas

J. BIANCHI; L.E. RODRIGUES FILHO*; J.F. F. SANTOS

Departamento de Materiais Dentários, Faculdade de Odontologia da USP - SP - Tel./Fax: (011) 818-7840

A sorpção de água provoca expansão higroscópica das restaurações com resina composta, prejudicando o ajuste marginal da interface dente/restauração e a estabilidade da adesão entre o material restaurador e tecidos dentários. O objetivo deste trabalho foi avaliar quantitativamente a embebição de amostras de resinas compostas imersas em água por períodos de tempo variados. Discos de resina composta (8mm O e 0,7mm de espessura) foram preparados com dois produtos comerciais (Durafill e Z100) de duas maneiras: camada única ou três incrementos, num total de 3 minutos de fotoativação com Optilux 400 (lâmpada de alta intensidade). A sorpção de água foi determinada por diferença de peso (balança analítica - Mettler H18, precisão de 0,0001g) em períodos variáveis de tempo a partir de 30 minutos até 30 dias. Os valores medidos foram tranformados em porcentagem com relação ao peso inicial de cada amostra.

 

Foi possível observar que: ocorre uma estabilização no peso das amostras no período de 24 horas de imersão; muito pouca ou nenhuma sorpção de água ocorreu nas primeiras horas; a embebição de água foi diferente para os dois materiais.

258

Retenção de placa bacteriana sobre materiais restauradores e selantes

D. PEDRINI*, E. GAETTI-JARDIM Jr., M. S. M. CANDIDO

Depto. Diagnóstico e Cirurgia, Faculdade de Odontologia de Araçatuba - UNESP

 

A retenção de placa bacteriana sobre materiais restauradores pode levar à cárie dental ou doenças periodontais. Assim, o objetivo desse estudo foi avaliar a retenção de placa bacteriana e a rugosidade superficial de 13 materiais restauradores e selantes de fóssulas e fissuras (amálgamas de prata DFL alloy e Velvalloy; cimentos ionoméricos Vitremer, Variglass, Vidrion R, Shofu II; resinas compostas Z 100, Herculite XR, Heliomolar Radiopaque e Adaptic; cimento de silicato Lux Silit e selantes Delton e Fluroshield). Doze voluntários utilizaram, por uma semana, aparelho removível superior no qual corpos-de-prova desses materiais foram inseridos e recobertos com uma tela plástica. A seguir, os corpos-de-prova eram removidos para solução Ringer-PRAS e a placa bacteriana foi inoculada em placas com ágar sangue, ágar MS e MSB. As placas, em duplicata, foram incubadas em condições de anaerobiose, por 10, 4 e 4 dias, respectivamente. A rugosidade superficial dos materiais foi avaliada utilizando-se microscopia de varredura. Os amálgamas de prata levaram a uma menor retenção de placa e essa foi menos cariogênica devido ao menor número de S. mutans isolados. As resinas compostas foram os melhores materiais em relação à retenção de placa, mas essa mostrou-se muito mais cariogênica, sendo mais rica em S. mutans do que a placa associada aos amálgamas e cimentos de ionômero de vidro e silicato.  Os cimentos de ionômero de vidro e silicato levaram à maior retenção de placa, mas essa foi menos cariogênica.

 

A retenção de placa por esses materiais mostrou-se relacionada com a rugosidade superficial de cada material.

259

Ação in vitro de gel fluoretado sobre resina compostas híbridas

R.S.A.LOPES, O.A. TOLEDO *

Depto. Odontologia - Universidade de Brasília, DF / Tel. /Fax (061) 273-0105

O objetivo do trabalho foi observar in vitro a ação acumulativa de gel fluoretado neutro e acidulado sobre a superfície polida de duas resinas compostas híbridas. Foram confeccionados corpos de prova divididos em três grupos: controle, neutro e acidulado. O grupo controle não recebeu qualquer tipo de trtamento, enquanto os grupos neutro e acidulado receberam três aplicações tópicas do flúor correspondente, durante quatro minutos, com intervalos de 24 horas. Após cada aplicação, com o auxílio de um rugosímetro de precisão, foi feita leitura da rugosidade superficial das resinas para identificar o nível das reações ao tratamento.

 

Os resultados da primeira leitura demostraram que não houve reação significativa na superfície das resinas, entretanto, as duas outras leituras comprovaram a ação corrosiva do fluoreto acidulado sobre os corpos de prova, com resultados estatisticamente significantes.

260

Avaliação da estabilidade dimensional do alginato após tratamento com desinfetantes .

L.A.MIRANDA*,S.M.W. SAMUEL

Materiais Dentários , Faculdade de Odontologia da UFRGS

As moldagens são procedimentos que , inevitavelmente , contaminam-se com saliva e , eventualmente, com placa bacteriana e sangue , podendo conter microrganismos patogênicos . Em vista da necessidade de adoção de um método rotineiro de desinfecção para as impressões , principalmente as de alginato , o objetivo deste trabalho foi avaliar a estabilidade dimensional do material após a imersão em desinfetantes a base de hipoclorito de sódio ou glutaraldeido , a fim de verificar a viabilidade desse procedimento na prática clínica . Foram confeccionados 32 corpos de prova com alginato (Jeltrate/Dentsply) , cujas dimensões foram obtidas com o microscópio de mensuração (Gaertner) , imediatamente após sua confecção . A seguir , os corpos de prova foram divididos em 4 grupos: I - controle; II - imerso em água ; III - imerso em Virex (Johnson); IV - imerso em Cidex (Jonhson). O grupo I permaneceu exposto ao ar por 10 minutos , enquanto os grupos II , III e IV permaneceram imersos por 10 minutos nas respectivas soluções desinfetantes. Decorrido este período , os corpos de prova foram novamente mensurados .

 

Os dados foram submetidos à análise estatística através do teste de ANOVA e os resultados demonstraram que não houve diferença estatisticamente significativa (p<0.05) entre os grupos . Uma vez que a técnica de desinfecção do alginato por imersão em desinfetantes não provoca alteração dimensional significativa , a mesma revela-se como um procedimento clínico viável.

261

Avaliação da porosidade de resinas acrílicas de termo-polimerização

D.GONZATTO*, S.M.W. SAMUEL, R.M.SUZUKI

Materiais  Dentários,   Faculdade    de   Odontologia da UFRGS - Tel./Fax (051)330-2951  

As resinas acrílicas têm sido o material de escolha para a construção da maioria das bases de dentadura. Este material apresenta muitas vantagens. Entretanto, um problema que pode afetar suas propriedades é a porosidade interna. Devido a isso, a proposta deste trabalho foi avaliar a porosidade de resinas acrílicas termicamente ativadas, em função do tempo decorrido entre o fechamento da mufla e sua polimerização. Uma placa de vidro foi utilizada como matriz, cujas dimensões foram adaptadas à forma da  mufla mantendo-se eqüidistante de toda a superfície metálica da mesma. Os corpos de prova foram submetidos a um ciclo de polimerização por 90 minutos entre 650C e 700C e por 60 minutos a 1000C. Após a prensagem, 20 corpos de prova foram divididos em cinco grupos:  a) armazenado por 15 minutos;  b) armazenado por 12 horas;  c) armazenado por 44 horas;  d) armazenado por 1 semana;  e) armazenado por 2 semanas. Após a polimerização, os corpos de prova foram imersos em água destilada a 370C, por 7 dias, para avaliar a porosidade interna, através de um teste de absorção de água. A determinação da absorção de água foi obtida através da diferença de peso, numa balança analítica de precisão, entre as situações anterior e posterior à imersão em água. As diferenças médias obtidas para os grupos foram, respectivamente: a)1,26mg/cm2, b)1,36mg/cm2, c)1,45mg/cm2, d)1,44mg/cm2 e e)1,42mg/cm2.

A análise estatística mostrou que não houve diferença estatística significativa entre os grupos (p<0.05), indicando que um período de armazenagem de até duas semanas pode ser considerado seguro quanto aos riscos de porosidade na resina acrílica, desde que sejam observadas todas as recomendações e mantidos todos os cuidados requeridos por uma técnica correta de manipulação das resinas acrílicas de termo-polimerização.

262

Técnica de restauração atraumática: microscopia eletronica de varredura de molares decíduos restaurados in vivo com FUJI IX   A.F. GRANVILLE-GARCIA*, A.WANDERA, J.E.NÖR,  M.C.FIGUEIREDO

Odontopediatria da FO UFRGS, Brasil  e da Universidade de  / Michigan, USA

A técnica de tratamento com restauração atraumática (ART) é um procedimento clínico baseado na remoção do tecido cariado com instrumentos manuais e restauração feitas com materiais restauradores que apresentam capacidade adesiva. Os ionômeros de vidro parecem ser os materiais mais indicados para a ART por possuirem capacidade de liberar flúor para as estruturas dentárias adjacentes, bem como para a placa dentária próxima ao material.Esta liberação de flúor tem um efeito positivo na remineralização do esmalte e dentina adjacentes a restauração e parece diminuir a proporção de S. mutans na placa dentária. Segundo a Organização Mundial de Saúde, as restaurações atraumáticas são preconizadas para países subdesenvolvidos e/ou em desenvolvimento, uma vez que possibilitam um tratamento de baixo custo, relativamente indolor, bem como a manutenção prolongada de dentes que seriam extraídos por falta de outros meios de restauração.O objetivo deste trabalho foi de avaliar sob microscopia eletrônica de varredura (MEV),40 dentes decíduos tratados segundo a ART e restaurados com o  cimento de ionômero de vidro FUJI IX (GC Corporation), indicado para tal fim.Todos os dentes utilizados tinham exodontia indicada por razões ortodônticas ou devido a proximidade do período de esfoliação. As restaurações foram mantidas em boca de 1 a 16 semanas, então os dentes foram cuidadosamente extraídos e mantidos em uma solução de 0,2% de azida de sódio à uma temperatura de 4ºC.

A análise em MEV, indicou a presença de gaps de 80-100µm na interface entre o ionômero de vidro e a dentina e/ou esmalte, sugerindo uma deficiente adesão de ionômero de vidro à estrutura dentária. A presença de bolhas no ionômero de vidro foi marcante em todas as amostras analisadas.

Apoio financeiro:CNPq processo nº 453811-95-7

263

Avaliação da intensidade e calor produzidos por aparelhos fotopolimerizadores

J.L. CASALLI*, A. DELLA BONA, P. V. SCHLEDER

Univ. de Passo Fundo, RS, Brazil

O uso do fotopolimerizador (FT) é rotina entre os cirurgiões-dentistas (CDs). Esse estudo objetiva avaliar a intensidade de luz (I) e o calor (C) produzidos pelos FTs dos consultórios odontológicos de Passo Fundo, RS, Brasil. A I e o C produzidos foram relacionados as condições dos FTs, tais como, refrigeração (R), filtro (F), ponta ativa (P) e refletor do bulbo (B), além das informações provindas de um questionário dirigido ao CD. Um examinador usando radiômetro e calorímetro (Demetron Research Corp.) avaliou 140 FTs. Entre as 19 marcas comerciais diferentes, o Primelite (Dentsply) foi o FT mais encontrado (22,1%). A idade média dos FTs foi de 5,5 anos, sendo 10 anos (12,1%) a mais freqüente. Outras características freqüentes foram: o diâmetro da P de 6mm (63,5%), o uso diário (73,5%) com tempo fixo em 40s (53,3%), problemas na R (63,6%), no F (81,4%) e na P (68,6%). A maioria dos CDs (75%) estavam satisfeitos com o desempenho de seus FTs. Não foi encontrado problema no B de 62,1% dos FTs. A I variou entre 0 e 650 mW/cm2, com uma média de 215±52. As maiores I foram verificadas nos FTs Optilux (Demetron) e XL1500 (3M). Pela escala Demetron para I, 84 (60%) dos FTs foram considerados inadequados, 27 (19,3%) necessitam de tempo adicional e 29 (20,7%) foram adequados. O C produzido variou de 0 a 300 mW/cm2, sendo que 55% dos FTs produziram um calor menor que 50 mW/cm2, considerado adequado. Houve uma correlação negativa entre a I e a idade do FT, as condições do F, da P, do B e da R. Correlação negativa também foi encontrada entre o C e as condições do F e da R.

as reais condições dos FTs era desconhecida da maioria dos CDs e 80% dos FTs avaliados não estavam adequados quanto a I.

CNPq n. 110767/95-0.

264

Avaliação do grau de polimerização de resinas compostas fotopolimerizáveis

A. DELLA BONA*, J.L. CASALLI, P. V. SCHLEDER

Univ. de Passo Fundo, RS, Brazil

O grau de polimerização das resinas compostas fotopolimerizáveis (RCF) depende da intensidade da luz (I) do fotopolimerizador (FT). Uma polimerização deficiente aumenta a sorpção de água e a solubilidade e diminui a dureza (D) das RCF. Esse estudo avaliou o efeito de redutores de I conhecidos sobre a D de RCF e a habilidade do cirurgião-dentista (CD) para identificar o grau D aceitável da RCF. Um investigador avaliou 140 FTs usando um radiômetro e um calorímetro (Demetron Res. Corp.), além de verificar as condições da refrigeração (R), filtro (F), ponta ativa (P) e refletor do bulbo (B). A satisfação do CD com a D foi relatada após a sondagem da superfície oposta de uma camada de 3 mm de RCF† (Charisma A20, Kulzer) polimerizada em um dos 3 orifícios do disco de teste da Demetron (D=45.2±0.5 HV5). No 20 orifício foi polimerizado uma camada de 3 mm de RCF† e no 30 orifício foi polimerizado uma camada de 1±0.1 mm de RCF para cimentação (Adherence, Confi-Dental) sob um disco cerâmico (Vitadur Alpha) de 1±0.1 mm de espessura. Os discos foram mantidos protegidos de qualquer fonte luminosa até o teste de dureza Vickers (HV) realizado na superfície oposta do 20 (HVR) e 30 (HVC) orifícios. Problemas na R (63,6%), no F (81,4%) e na P (68,6%) foram freqüentes. A I média foi de 215±152 mW/cm2 e 55% dos FTs produziram um calor menor que 50 mW/cm2. Pela escala Demetron para I, 84 (60%) dos FTs foram considerados inadequados. A maioria dos CDs (82%) considerou aceitável o D após a sondagem. A HV média para HVR foi de 46.321 HV5 e para HVC foi de 45.4±21 HV5.

Houve uma correlação positiva entre a I e HVR e HVC e negativo entre a I a presença de problemas em R, F e P. a percepção de D pelos CDs foi inadequada.

CNPq n.110767/95-0

265

Lesões da mucosa em portadores de prótese na população nipo-brasileira

L.E.CHINELLATO; N.E.TOMITA; J.A. SOUZA FREITAS; R.M.HASSUNUMA*

Faculdade de Odontologia de Bauru-USP/HPRLLP-USP/Escola Paulista de Medicina-UNIFESP

Este estudo transversal foi delineado para estimar a prevalência de diabetes mellitus e condições de saúde bucal na população de origem japonesa, na faixa de 40 a 79 anos de idade, residente no município de Bauru-SP. Todos os indivíduos da primeira geração e uma amostra casualizada de um terço da segunda geração foram submetidos a entrevista domiciliar, totalizando 598 indivíduos. O exame clínico, teste de intolerância à glicose e exame das condições bucais foram realizados no HPRLLP-USP. Os dados foram processados através do programa EPI-INFO, sendo que 22,9% apresentavam diabetes mellitus(grupo I), 15,1% eram intolerantes à glicose(grupo II) e 61,9% foram considerados normais(grupo III). O percentual de indivíduos desdentados totais foi de 45,9% para a amostra e valores de 58,4%, 46,7% e 41,2% foram verificados para os grupo I, II e III, respectivamente. 56,28% dos indivíduos eram portadores de prótese total. Uma subamostra de 330 indivíduos foi examinada quanto à ocorrência de candidose bucal. Foram observados 59,9% de indivíduos com candidose bucal, dos quais 33,0% pertenciam ao grupo I e 55,0% ao grupo III. Entre os pacientes com candidose bucal, 80,8% eram portadores de prótese total superior e 64,7% utilizavam prótese total inferior, com variação significante na distribuição de lesões (p<0,0001) quando comparado aos não portadores(Qui-quadrado).

 

Pôde-se concluir que a ocorrência de candidose bucal apresentou associação com o uso de prótese total nos arcos superior e inferior.

266

Observações histopatológicas dos diferentes graus de inflamação da mucosa oral frente

a estímulos provocados por próteses totais mucossuportadas

P. I.SERAIDARIAN*, S.M.RODE, N.VILLA. / FOSJC - UNESP - ICB – USP

A finalidade do nosso trabalho foi observar histológicamente alterações que ocorrem na mucosa oral, resultantes do uso das próteses totais mucossuportadas. Para tanto, foram selecionados dez pacientes portadores de prótese total mucossuportada, nos quais a mucosa oral, que seria a região de suporte, simultaneamente apresentasse áreas consideradas clinicamente sadias, com leves alterações e com alterações severas. Foram realizadas três biópsias, em cada paciente, sendo que cada uma corresponderia às áreas previamente referidas, e esse material, após fixação em solução de Bouin, foi submetido à técnica de preparo histológico de rotina para parafina. Os cortes de 7 µm de espessura foram corados por hematoxilina e eosina e tricrômico de Mallory.

 

Baseados nos resultados histopatológicos foi lícito concluir que o fato de o paciente utilizar prótese total mucossuportada pode induzir a algum tipo de alteração histofisiológica da mucosa oral. Por sua vez, a existência de fatores irritantes locais, pode, do mesmo modo, levar a mucosa oral a profundas alterações tanto em nível epitelial quanto em nível conjuntivo.

267

Efeito do polimento químico sobre a rugosidade superficial das resinas acrílicas.

M.F.  Mesquita*; S.S. Domitti; S. Consani

Prótese Total - FOP – UNICAMP

Este trabalho teve como objetivo avaliar o efeito do polimento químico sobre a rugosidade superficial de resinas acrílicas ativadas química e termicamente, em diferentes períodos de armazenagem. Foram utilizadas 80 amostras divididas em 4 grupos de variáveis, com 5 repetições cada variável, nos períodos de tempo de 1 hora, 1 dia, 1 semana e 1 mês. Para a confecção das amostras foi utilizada uma matriz retangular de alumínio incluída em mufla, cujo molde impresso no gesso foi preenchido com resina acrílica. Após polimerizadas, as amostras divididas em dois grupos foram polidas pelos processos de polimento químico e convencional. Em seguida, foram armazenadas em água destilada a 370C durante os períodos de tempo propostos. Decorrido o período de armazenagem, as amostras foram submetidas aos testes, num rugosímetro Praxis (Rug-3).

 

Os resultados médios de rugosidade superficial submetidos ao teste de Tukey, revelaram diferença entre as resinas quando polidas de modo convencional apenas no período de armazenagem de 1 mês, com superioridade estatística para os valores apresentados pela resina acrílica ativada quimicamente (p<0,05). Com polimento químico, em todos os períodos de armazenagem, com superioridade estatística para os valores apresentados pela resina acrílica ativada quimicamente (p<0,05). Para ambas resinas, os menores valores foram obtidos com o polimento convencional em todos os períodos de armazenagem (p<0,05).

268

Estudo longitudinal sobre a incidência de arcos parcialmente desdentados e a indicação de conectores maiores em próteses parciais removíveis R.C.M. Rodrigues Garcia*, A.A.Del Bel Cury,  C.M.Rizzatti Barbosa / Faculdade de Odontologia de Piracicaba, UNICAMP - SP – Brasil

Dentre os pacientes que buscam tratamento na Clínica Odontológica da FOP-UNICAMP, 30% necessitam de reabilitação protética através de Próteses parciais removíveis. Como este número vem aumentando anualmente, existe uma grande preocupação com relação ao planejamento e a indicação  dos conectores maiores uma vez que se constitue no fator de sucesso das P.P.R(s). O objetivo deste estudo é a  continuidade daquele de 1993, investigar os tipos de arcos existentes, e os respectivos conectores maiores planejados para estes pacientes durante os anos de 1993, 1994 e 1995 quando foram confeccionados um total de 337 próteses parciais removíveis. Os resultados estão  nas tabelas 1 e 2. A maior incidência foi próteses para a  mandibula. Quanto à classificação de Kennedy houve maior incidência de Classe I na mandíbula e III na maxila.. Os conectores maiores mais indicados foram a Barra Lingual na mandíbula (48,1)  e a Barra Palatina Dupla para a maxila (20,8) devido ao planejamento elaborado. Nota-se portanto que não houve mudanças no padrão de incidência dos arcos parcialmente desdentados desde 1993.

 

Tabela1: Incidência de arcos parcialmente edentados (Classificação de Kennedy)

ARCO       CLASSE         TOTAL                  %        ARCO        CLASSE         TOTAL                %

            I                27               8,0                                     I              143             42,4                 

maxila  II                13               3,9     mandíbula                 II                42             12,5                 

          III                49             14,5                                   III                37             11,0                 

          IV                18               5,3                                   IV                08               2,4                 

Tabela 2: Incidência de Conectores Maiores

ARCO  CONECTORES      TOTAL                 %          ARCO  CONECTORES      TOTAL              %

       B. U                23               6,8                        B.  Lingual              162             48,1                 

B.Pal.Pos              03               0,9     mandíbula       P.Lingual                18               5,3                 

maxila      B.Pal.Ant                05               1,5                         B.L.Dupla                50             14,8                 

B.Pal.Dup              70             20,8                                                                                             

     Chap Palat         06               1,8                                                                                             

 

269

Estabilidade mecânica de retentores do tipo coroal total

W. A.B. e Silva*, F. A. e Silva, G.E.P. Henriques, M.A.A.Nobilo

Prótese Fixa - FOP – UNICAMP

O objetivo deste trabalho, foi avaliar a forma de resistência em preparos para coroas totais, com preservação dos ângulos axo-proximais; com e sem canaletas axiais proximais, variando-se a convergência entre as paredes axiais e sem a interposição de um meio cimentante. Foram confeccionados oitenta preparos do tipo coroa total com ângulos axo-proximais em dentes naturais. Os preparos com ombro maior que 90o foram executados com as seguintes convergências: 6o, 8o, 12o e 16o em cada uma das paredes axiais. Para a avaliação da resistência ao deslocamento, os corpos de prova adaptados em seus respectivos preparos, foram submetidos à cargas em uma máquina de ensaio universal. O registro dos resutados consistiu em visualizar a ocorrência de deslocamento dos corpos de prova, submetendo-os ao teste estatístico de Chi-Square (X2). Sob níveis de força de 3kg e 5kg, em preparos sem canaletas com 12o e 16o, os resultados foram significantes à nível de 1% para as cúspides mésio-linguais(p=1,950E-09) e médio-vestibulares (p=1,211E-08); sob níveis de força em 10kg e 15kg, o teste não mostrou significância para as cúspides mésio-linguais (p=1,000) e para as cúspides médio-vestibulares este nível esteve em 5% (p=0,0268). Comparando-se os preparos com e sem canaletas, sob todos os níveis de força aplicados e respeitando as variações executadas, o teste foi significante à nivel de 1% (p=7,304E-11).

Os resultados obtidos revelaram que: a) o aumento do ângulo de convergência entre as paredes axiais diminuiu a estabilidade mecânica das coroas; b) com 6º e 8º de convergência em cada uma das paredes axiais, ocorreu uma estabilidade mecânica ótima nos preparos sem canaletas; c) em 12o e 16o de convergência foi observada falta de estabilidade mecânica nas preparações sem canaletas; d) a utilização de canaletas axiais proximais constituiu-se num meio efetivo para otimizar a estabilidade mecânica.

270

Influência da soldagem e refusão sobre a resistência à fadiga de ligas de Co-Cr.

G.E. P. Henriques* ;  S. Consani;   J. M. D. A. Rollo;  F. A. Silva.

Prótese Fixa - FOP-UNICAMP

O objetivo deste trabalho foi avaliar a resistência à fadiga das ligas do sistema Co-Cr (Steldent, Dentorium e Biosil), utilizadas na condição de novas e refundidas, submetidas ou não à soldagem convencional. A soldagem foi realizada em vinte amostras cilíndricas medindo 1,7 mm de diâmetro para cada uma das ligas avaliadas, sendo dez em liga nova e dez, em mistura de liga nova e previamente fundida (n=10 por grupo). Na soldagem foi padronizada uma distância de 0,3 mm entre as extremidades das amostras, as quais foram usinadas para obtenção de geometria cônica. O ensaio de resistência à fadiga foi conduzido numa máquina de cargas cíclicas  AMSLER  (Alfred  J. Amsler & Co.-Switzerland), regulada com carregamento constante de tração de 1 kg, com as amostras solicitadas à flexão por ciclo  osciliatório de 2 graus para cada lado. Após a fratura, o número de ciclos foi registrado e a superfície de fratura analisada sob microscopia eletrônica de varredura. Os resultados médios de resistência à fadiga submetidos ao teste de Tukey, mostraram que para as três ligas ensaiadas, as amostras soldadas registraram 1.119 ciclos prévios à fratura, valores  diferentes estatisticamente dos 2.733 obtidos em amostras livres de solda (p<0,05). A análise da superfície de fratura revelou a presença de defeitos estruturais nas uniões soldadas, como vazios e inclusões. O procedimento de refusão em amostras submetidas ou não à soldagem, não alterou significantemente a resistência à fadiga das três ligas (p>0,05).

Concluiu-se que a soldagem diminuiu os valores de resistência à fadiga das ligas Steldent, Dentorium e Biosil, tanto na condição de novas como refundidas e que os valores de resistência das ligas novas foram estatisticamente semelhantes aos das ligas refundidas, quer soldadas ou não.

271

Alteração dimensional linear de resinas acrílicas dentais

R.C.M. Rodrigues Garcia, C.M.Rizzatti Barbosa, K.O. Braun*

Faculdade de Odontologia de Piracicaba, UNICAMP - SP – Brasil

O objetivo deste estudo foi comparar as alterações dimensionais ocorridas com 03 resinas acrílicas dentais após a polimerização através dos seguintes ciclos: 1) banho de água a 73º C por 12 horas - ciclo longo; 2) banho de água por 03 horas - ciclo curto; e 3) energia de microondas - 03 min./500W. As resinas utilizadas foram Clássico (C), Lucitone (L) e Acron-MC (A). As resinas C e L foram processadas através dos 3 ciclos, e a resina A através do ciclo 3. Foram confeccionadas 21 amostras para cada combinação de resina e ciclo de polimerização, a partir de matrizes de aço inoxidável com 65,0 x 10,0 x 3, 0 mm. Cada matriz possuia 3 marcas e cada marca foi medida em duas posições (A e B) através de microscópio comparador. As médias e desvios padrões obtidos para as resinas na posição A foram  : C = 3,41±0,0077; L = 3,36±0,0093 ; A = 3,41±0,082; e na posição B: C = 3,37±0,0097; L = 3,35±0,0100; A = 3,41±0,0095; ou seja, nas posições A e B apenas a resina L diferiu significativamente das demais apresentando menor alteração independente do ciclo de cura. As médias e desvios padrões de alteração das resinas para cada ciclo na posição A foram : Ciclo 1: C = 3,41 ± 0,0136;  L = 3,40 ± 0,0115; Ciclo 2: C = 3,38 ± 0,0101; L = 3,32 ± 0,0152; Ciclo 3: C = 3,44 ± 0,0131; L = 3,38 ± 0,0161; A = 3,41 ± 0,0082; e na posição B: Ciclo 1 C = 3,36 ± 0,0163; L = 3,40 ± 0,0115; Ciclo 2: C = 3,34 ± 0,0132; L = 3,31 ± 0,0188; Ciclo 3: C = 3,41 ± 0,0172; L = 3,34 ±  0,0157; A = 3,40 ± 0,0095. Apenas no ciclo 3 houve diferença significante entre as três resinas na posição A, sendo que a resina L mostrou menor alteração .

 

O mesmo ocorreu na posição B. Portanto, as resinas convencionais processadas pelas técnicas convencionais não apresentaram alterações dimensionais significantes.

272

Oxidação de ligas alternativas. Medidas por refletância aparente

F. N. THOMAZ*, T. NONAKA, D. VINHA

Universidade de São Paulo - Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto

As ligas odontológicas alternativas, que têm em sua composicão metais como Zn, Cr, Co, Ag, Cu, Ni, Al e Pd, entre outros, têm sido largamente utilizadas em restaurações metálicas fundidas. Este trabalho teve como objetivo estudar “ in vitro “ as alterações na superfície de diferentes tipos de ligas alternativas mediante a ação de diferentes bebidas, causadas por uma suposta reação de oxidação e manchamento. Vinha et al. Rev. Paul. Odont. 9:6, 34-43, 1987. As ligas de nome comercial Superalloy, Duracron, Durabond, Duracast e Goldent, foram fundidas em forma de pastilhas que eram polidas metalograficamente e mergulhadas separadamente em Lanjal, Coca-Cola, café e água destilada. Foram realizadas leituras de refletância aparente em ambos os lados desses corpos-de-prova em um aparelho montado que continha um feixe de luz incidente, uma célula fotoelétrica e um amperímetro. As leituras foram realizadas a cada 24 horas por 07 dias, a cada 72 horas por 15 dias e após um mês. Uma análise dos resultados mostrou que as superfícies das diferente ligas utilizadas, após serem submetidas à ação das soluções citadas, apresentaram alterações em forma de manchamento e ofuscamento, sendo que as ligas menos oxidadas foram a Durabond (Ni-Cr) e a Duracron (Cr-Co).

 

Nós pudemos concluir que as diferentes bebidas podem causar alterações nas ligas empregadas em restaurações metálicas fundidas.

273

Período de silêncio eletromiográfico em indivíduos desdentados totais

A. S. Trindade Jr.,  L. F.  Vieira,  A. C. M. Sampaio*, F. T. Ortigoso

FOB / USP - HRB / USP - Bauru, SP - BRASIL - Tel:0142-234133

 

O objetivo do presente trabalho foi avaliar, por meio da duração do período de silêncio eletromiográfico induzido pela percussão do mento (PS), da duração do ato (DA) e do ciclo (DC) mastigatório durante a mastigação molar, o estado funcional do sistema estomatognático de indivíduos desdentados totais (DT, n=8). Os mesmos procedimentos foram realizados em um grupo de normais (N, n=22). Os registros foram realizados nos músculos masséteres e temporais (feixe anterior) e registrados em eletromiógrafo DISA (1500 EMG-System). Os valores médios da duração do PS, da DA e da DC mastigatório foram os seguintes:

 

GRUPO       PS           DA          DC            

        N     24,98  0,61   386,46  33,30   945,66  41,89    

      DT     45,41  2,08*   444,73  38,62*   848,85  79,53*   

 

* p < 0,05 N x DT (teste t)

 

A análise estatística mostrou que os valores da duração do PS significantemente maiores no grupo de DT, assim como o aumento observado na DA e a redução na DC nos mesmos indivíduos evidenciam, nesses indivíduos, o comprometimento da função neuromuscular do sistema estomatognático.

274

Atividades eletromiográfica integrada em indivíduos desdentados totais

A. S. Trindade Jr., L. F. Vieira, M. D. S. Pantaleon*, K. F. Genaro

FOB/USP, Bauru, SP, Brasil - Tel: (0142) 234133

O objetivo da presente investigação foi avaliar, por meio da atividade eletromiográfica integrada (IEMG) dos músculos masséteres e feixe anterior dos temporais, o estado funcional do sistema estomatognático de indivíduos desdentados totais (DT, n=10) que usavam prótese total há mais de 5 anos. Os mesmos registros foram realizados em um grupo de normais (N, n=5). A IEMG foi registrada em eletromiógrafo DISA (1500 EMG-System) acoplado a um registrador de 8 canais (GOULD RF 3800), durante os procedimentos de contração voluntária isométrica máxima (CVIM) e mastigação molar (MM). Os valores médios de IEMG foram os seguintes:

 

GRUPO    CVIM         MM            

        N   618,32  7,73   160,83  41,35    

            DT            333,33  180,91*            126,71  50,96*

* p <0,05 N x DT (teste t “Student”)

 

A análise estatística mostra que os valores médios do grupo desdentado são significantemente menores que os do gupo normal, confirmando a impressão clínica de que os desdentados apresentam comprometimento funcional do sistema muscular mastigatório.

275

Sorção, solubilidade e porosidade de resinas para reembasamento imediato

A.L.M.CUCCI*,C.E.VERGANI, E.T.GIAMPAOLO, C.E.S.TEIXEIRA

Depto.Mat. Odontológicos  e Prótese-Fac. Odont. de Araraquara - UNESP - Fax (0l6) 222-4823

O objetivo deste estudo foi avaliar comparativamente as propriedades de sorção, solubilidade e porosidade de duas resinas para reembasamento imediato definitivo (Duraliner II-M1 e Kooliner - M2) e uma resina termopolimerizável (Lucitone 550-M3). Todos os materiais foram manipulados de acordo com as instruções dos fabricantes e, para a análise das propriedades de sorção e solubilidade, as dimensões dos corpos de prova bem como os testes realizados seguiram a especificação nº 17 da A.D.A. (AMERICAN DENTAL ASSOCIATION Guide to dental materials and devices 1983-84. Chicago, 1983, p.1-11). Foram confeccionados seis corpos-de-prova para cada material e os resultados obtidos foram submetidos a análise estatística pelo teste de Kruskal-Wallis evidenciando que as resinas apresentaram médias de sorção de água estatisticamente diferentes entre si (p<0,05) (M3 - 1,92% > M2 - 1,47% > M1 - 1,03%). Com relação à solubilidade os materiais M1 (0,099%) e M2 (0,130%) apresentaram médias estatisticamente iguais entre si (p >0,05) e maiores (p <0,05) que o M3 (0,006%). Para a análise da porosidade, foram confeccionados dez corpos-de-prova para cada resina com as seguintes dimensões: 1cm X 1cm X 4cm (SANDERS, J.L. et al. Quint.Int., 18: 453-6, 1987).A análise estatística dos resultados (Kruskal-Wallis) evidenciou que as médias de número de poros dos materiais M1 (4,0) e M3 (4,6) foram estatisticamente iguais entre si (p>0,05) e menores (p.<0,05) que aquela observada para o material M2 (8,0).

 

Estes resultados indicaram que as resinas para reembasamento imediato foram adequadas em relação às propriedades analisadas.

FAPESP.

276

Ação abrasiva de cobalto-cromo em resinas compostas e amálgama

E.T. GIAMPAOLO*, A.L.M.CUCCI, C.E.VERGANI

Depto. mat.odontológicos e prótese - Faculdade de Odontologia de Araraquara-UNESP- FAX (016) 2224823

A pressão exercida pelos grampos de retenção sobre restaurações faz com que seja necessária a utilização de materiais resistentes à abrasão. Desta forma, foi realizado um estudo para comparar a resistência à abrasão das resinas compostas Herculite XRV, Restaurador Z-100 e prisma APH  e, como controle, o amálgama Dispersalloy. Foi construída uma máquina de ensaios que realizava movimentos horizontais cíclicos com 9 mm de amplitude. Os corpos-de-prova cilíndricos com 5 x 5 mm situados na parte superior da máquina eram pressionados contra placas de cobalto-cromo. Os resultados foram tabulados em número de ciclos quando os corpos-de-prova sofriam abrasão de 0,25 mm no seu comprimento. A análise de variância demonstrou que as médias de resistência à abrasão foram estatisticamente diferentes entre si (p < 0,05): Dispersalloy - 131.823 ciclos, Herculite XRV - 72.280,6 ciclos, Z-100 - 56.072 ciclos e prisma APH - 31.892,4 ciclos.

 

Estes resultados permitiram concluir que a resina Herculite XRV é a mais adequada para a localização dos grampos de retenção.

277

Influência do peso na expansão de presa do revestimento

E.T. COUTINHO*, C.C. MEDEIROS, G. IAZZETTI

COPIPED - Faculdade de Odontologia da UFRJ

A expansão de presa dos revestimentos pode sofrer restrição pela resistência das paredes do anel de fundição.  E o peso do próprio revestimento não poderá também restringi-la?  O presente trabalho pretende examinar este aspecto, em relação à expansão vertical.  Para tanto foram usados três anéis confeccionados em papel encerado com 4, 8 e 12 cm de altura e 4 cm de diâmetro.  O revestimento Herodent (Vigodent) foi usado em toda pesquisa (3 experimentos para cada situação) e manipulado conforme orientações de seu fabricante.  A mensuração da expansão vertical foi feita 60 minutos após o término da contração do revestimento através de um catetômetro (com 1 mm de precisão) que acompanhava o movimento da ponta de uma haste de fio de cobre de 0,2 mm de diâmetro, tendo a extremidade inferior recurvada em círculo perpendicular à ela.  Os resultados percentuais da expansão do revestimento foram respectivamente 0,67%, 0,50% e 0,48%, para os anéis de 4, 8 e 12 cm de altura.  Após o tratamento estatístico através de análise de variância e teste de Tukey constatou-se que houve diferença significativa ao nível de 5% entre os corpos-de-prova de 4 cm e 8 cm, 4 cm e 12 cm, mas não entre os de 8 cm e 12 cm.

 

Observando-se os resultados pode-se concluir que o peso exerce influência na expansão de presa do revestimento, havendo uma diminuição sensível da expansão vertical com o aumento da altura do anel.  Mais estudos são necessários para determinação de variações na expansão horizontal dos revestimentos.

278

Infiltração marginal em núcleos metálicos fundidos sob coroas totais

J.N.ARIOLI FILHO*, C.M.C.BUSSADORI, A.PARRO

Depto. Mat.Odontológicos e Prótese-Faculdade de Odontologia de Araraquara - UNESP - FAX (016)222-4823

O controle da infiltração marginal para coroas totais cimentadas sobre núcleos metálicos fundidos tem implicações clínicas, pois este fenômeno pode comprometer suas qualidades retentivas e iniciar um processo de cárie. Para este estudo, foram utilizados pré-molares unirradiculares tratados endodonticamente. A porção coronária foi desgastada e o canal preparado com instrumentos aquecidos e fresas de Peeso. Foram confeccionados núcleos e coroas totais metálicas, que foram cimentados empregando-se: C1-cimento de fosfato de zinco (S.S.White), C2-cimento de ionômero de vidro (Ketac Cem), C3-cimento de ionômero de vidro com película de proteção de verniz cavitário nas quatro horas iniciais e C4-cimento resinoso (Panavia EX). Os corpos-de-prova foram submetidos à ciclagem térmica, em três diferentes tempos: T1-após 24 horas, T2-após um mês e T3-após 6 meses, tendo permanecido imersos em água a 370C. A ciclagem térmica consistiu de 100 ciclos em solução aquosa de Rodamina B a 0,2%, a 50C e 550C, alternadamente, por 30 segundos em cada temperatura, com intervalo de 15 segundos entre cada ciclo, em temperatura ambiente. Os corpos-de-prova foram seccionados e analisados em projetor de perfis, para a mensuração do nível de infiltração do corante na interface parede dentinária/cimento/metal.

 

Conclusões: o cimento resinoso propiciou a menor média de infiltração marginal, vindo a seguir o cimento de fosfato de zinco e o de ionômero de vidro, com a maior média.

 

Apoio financeiro:CNPq

279

Alterações oclusais de próteses totais nos períodos de pré e pós polimerização

A. R. S. ARANA*; C. M. RIZZATTI-BARBOSA; C. A. GONÇALVES

Depto. de Prótese e Periodontia da FOP – UNICAMP

Dentre os diversos fatores etiológicos das desordens craniomandibulares inclui-se o posicionamento oclusal dos dentes posteriores. Nas reabilitações por próteses totais removíveis o correto posicionamento dos dentes sobre os rebordos desdentados obedecendo o plano de oclusão torna-se essencial para seu desempenho. Entretanto as alterações apresentadas pela base da prótese durante o seu processamento podem induzir alterações no posicionamento dos dentes. Neste trabalho os autores investigaram a influência do processo de polimerização de próteses totais sobre as alterações oclusais em dentes posteriores. Foram utilizadas para este fim vinte próteses totais superiores com as mesmas características e elaboradas de modo idêntico. Para cada prótese foram feitas mensurações do ângulo formado pelas vertentes triturantes das cúspides palatinas dos primeiros molares, antes e após sua polimerização em banho d’agua a 75º C durante 9 horas. Os resultados mostraram que a média do ângulos foram de 126,55º (+ ou - 1,93) e 124,15º (+ ou - 3,44) nos períodos de pré e pós polimerização respectivamente.

 

Estes resultados analisados estatisticamente permitiram concluir que não houve diferença significativa entre as médias obtidas, quando analisadas pelo Teste-t, ao nível de 0,05%.

280

Estudo da resistência à flexão de resina acrílica processada em forno

de microondas e pelo método convencional

Y. G. LIAN*; A.R.SILVA; S.M. RODE / FO Un. Metropolitana de Santos - UNIMES; FO Un. Camilo Castelo Branco

O objetivo deste trabalho foi comparar os resultados obtidos com dois métodos de polimerização de uma resina acrílica termicamente polimerizável de fabricação nacional. Foram confeccionados 12 corpos de prova de 2,4 mm de espessura, por 25 mm de largura e 65 mm de comprimento; 6 deles, denominados como grupo B, foram processados em banhos de água a 75oC por 8 h; e os outros 6, denominados grupo A, foram processados em forno de microondas doméstico, utilizando-se a potência máxima por 9 minutos. Os corpos de prova foram avaliados no Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT, para determinação da resistência à flexão pelo método da máquina ASTM D 790-91, aplicando-se uma velocidade de carga de 1 mm por minuto, estando os corpos de prova instalados em um vão de 40 mm.

A média de tensão de ruptura dos corpos de prova do grupo B foi de 97 Mpa, e a média do grupo A foi de 93 Mpa. A análise estatística dos resultados pelo método “t” de Student revelou que não houve diferença significativa en tre os valores obtidos na tensão de ruptura dos dois grupos estudados.

 

Pode-se concluir que a utilização do forno de microondas para processamento de resina acrílica termicamente polimerizável não influi na resistência à flexão, embora diminua consideravelmente o tempo de polimerização (cerca de 98%).

281

Contribuição ao estudo da confecção da porção intra-cavitária oca para prótese da maxila

L.A.P. PENNA*; R. RODE

F. O. Universidade Metropolitana de Santos-UNIMES, R. da Constituição 374; F. O. São José dos Campos - UNESP

 

Em virtude da preocupação encontrada na literatura, no sentido da obtenção de próteses da maxila cada vez mais leves e que preencham integralmente a ressecção cirúrgica, deduziu-se que o melhor caminho para tal é confeccioná-la oca. Porém, uma contaminação interna da porção oca, pode causar uma sensível alteração de cor. Neste trabalho comparamos o peso de dez próteses obtidas pela técnica “convencional” com dez de uma técnica de confecção de prótese oca desenvolvida na Disciplina de Prótese Buco-Maxilo-Facial da Faculdade de Odontologia de São José dos Campos que consiste em obter duas partes da porção intra-cavitária, união destas com resina acrílica de rápida polimerização e recobrimento total com resina acrílica termicamente ativada após o reposicionamento no modelo e confecção da prótese. As peças foram pesadas em balança de precisão (0,0001 g) e os resultados comparados estatisticamente pelo teste T de Student; em outras oito porções intra-cavitárias prontas foi feito contaminação por S.aureus e B.subtilis para verificação da ação esterilizante da polimerização sobre estes microorganismos.

 

O método por nós proposto diminuiu significantemente o peso da prótese e a análise microbiológica após a polimerização da prótese, mostrou ausência total de microorganismos, provando que a polimerização é suficiente para esterilização da porção e oca e esta apresenta bom vedamento.

282

Estudo  histométrico  do  reparo alveolar em rato estressado

L.G. BRENTEGANI*, K.F. BOMBONATO

Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto - USP, RP. FAX (016) 633-0999

O objetivo do presente trabalho foi avaliar, histometricamente, a cronologia do reparo de feridas de extração dental, em ratos controles e submetidos ao estresse crônico intermitente de imobilização. Sabe-se que o reparo alveolar relaciona-se intimamente com os mecanismos de hemostasia e fibrinólise, já que a formação e organização do coágulo sangüíneo são condições fundamentais para assegurar a reparação ordenada do alvéolo dental. A literatura mostra que situações de estresse, atuando no eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, levam à liberação  aumentada de ACTH e podem produzir alterações nesses mecanismos, interferindo dessa forma com a coagulação sangüínea. Os animais tiveram os incisivos superiores direitos extraídos sob anestesia e a mucosa suturada com fio mononylon. Grupos de 5 ratos foram imobilizados durante 2 h/dia e sacrificados 3, 7, 15 e 21 dias após a extração dental. As maxilas direitas foram fixadas, descalcificadas e  incluídas em parafina,  para obtenção de cortes  semi-seriados  de 7 mm de espessura, corados pela hematoxilina e eosina. Para a análise morfométrica utilizou-se uma grade de Merz, contendo 100 pontos eqüidistantes que distribuíam-se sobre as estruturas histológicas (aumento final de 420 x). Foram contados 6.000 pontos por alvéolo, nos terços cervical, médio e apical, e avaliado o volume percentual de tecidos conjuntivo e ósseo, bem como de vasos sangüíneos e coágulo.

Os resultados mostraram que os animais estressados apresentam volume percentual de tecido ósseo significativamente menor  (30-50%) que o dos controles, associado a maior porcentagem de coágulo sangüíneo, a partir do 7o dia, sugerindo, portanto, um retardo no processo de reparo alveolar.

Auxílio financeiro do CNPq.

283

Avaliação imunohistoquímica dos componentes do sarcoma de kaposi e do hemangioma

M.T. Martins*; R.Raitz; M.G.Domingues; N.S.Araújo

Disc. Patologia Bucal - FOUSP - TEL (011)8187902

O sarcoma de Kaposi (SK) é uma neoplasia de etiopatogenia duvidosa e composta por célula de natureza incerta. A histopatologia da lesão revela proliferação de células fusiformes abrindo variável quantidade de espaços vasculares. Imunohistoquímica do tumor foi realizada, com a finalidade de melhor caracterizar suas células, e compará-las com as do hemangioma (HM), lesão vascular bem conhecida. Para isso foram utilizados 9 casos de SK, todos de pacientes com AIDS, e 7 casos de HM, retirados dos arquivos do Serviço de Patologia Cirúrgica da Disciplina de Patologia Bucal da FOUSP. Para as reações de imunohistoquímica foi utilizado o método da streptavidina-biotina e os cortes foram submetidos aos anticorpos: CD34, actina músculo-específica, laminina, colágeno IV, CD68 e fator XIIIa. Nos SK o CD34 marcou desde apenas as células que revestiam os espaços vasculares em alguns tumores até quase todas as células, em outros, enquanto nos HM era positivo somente nas células luminais. A actina teve o mesmo padrão de expressão, tendo sido positiva apenas nas células periféricas àquelas que revestem os espaços vasculares. Laminina e colágeno IV tiveram marcação semelhante, porém mais tênue para o segundo, em ambas lesões, tendo sido positivos na periferia dos vasos e, em alguns tumores, envolviam todas as células em pequenos grupos. CD68 e fator XIIIa  marcaram células dispersas de morfologia dendrítica ou fusiforme, com expressão variada nos dois tumores.

 

Os antígenos estudados não permitiram diferenciar as células componentes das duas lesões.

284

Estudo do infiltrado inflamatório e da membrana basal na gengivite descamativa.

S.B.C. TARQUINIO*; E. TODDAI; E. TURATTI; V. C. ARAÚJO

Fac. de Odontologia da USP- Depto. de Patologia Bucal

Gengivite descamativa é uma entidade clínica que com frequência representa uma manifestação de líquen plano (LP) e penfigóide benigno de mucosa (PBM). Com O objetivo de diferenciar lesões gengivais de LP e PBM, nos propusemos a analisar os aspectos histopatológicos, o número de linfócitos T, linfócitos B, macrófagos, plasmócitos secretos de IgG, neutrófilos células de Langerhans, mastócitos e eosinófilos, bem como os aspectos imuno-histoquímicos dos componentes da membrana nasal, laminina e colágeno IV. O método da streptavidina-biotina foi utilizado para a pesquisa dos antígenos CD3 (linfócitos T), CD20 (linfócitos B), CD68 (macrófagos), IgG (plasmócitos secretores de IgG), elastase (neutrófilos), S-100 (células de Langerhans), laminina e colágeno IV. Os métodos histoquímico do azul de toluidina e a coloração pela hematoxilina e eosina foram usados para a pesquisa de mastócitos e eosinófilos, respectivamente, Nossos resultados demonstram que embora LP e PBM possuam características semelhantes, quando presentes na gengiva, eles podem ser distinguidos pela manutenção da integridade dos ceratinócitos da camada basal, por parte do PBM;que o LP possue números percentuais mais altos de linfócitos e as lesões de PBM são mais ricas em  mastócitos e eosinófilos; e finalmente, que as duas lesões não possuem padrões distintos de marcação para laminina e colágeno IV.

 

Desta forma, concluímos que o estudo do infiltrado inflamatório nas lesões de gengivite descamativa diferencia o LP do PBM e a análise da membrana basal não é um bom parâmetro de distinção entre estas duas entidades nosológicas.

285

Mioepitelioma: estudo in vitro da citodiferenciação

P. T. OLIVEIRA*, F. E. LODUCCA, A.G. JORGE, R.G. JAEGER

Patologia Bucal - Faculdade de Odontologia - USP - TEL (011) 8187902

O mioepitelioma é uma neoplasia benigna rara de glândula salivar, caracterizada pela proliferação de lençóis e ilhotas de células fusiformes ou plasmocitóides em estroma mixóide.  Para analisar os padrões de diferenciação desse tumor, estabelecemos cultura primária de mioepitelioma humano.  A cultura primária foi obtida pela técnica combinada do “explante” e da dispersão enzimática, e as células crescidas em meio "Dulbecco's modified Eagle's" com 10% de soro fetal bovino e 1% de solução antibiótica.  Microscopia de fase revelou células de morfologia poligonal epitelióide e fusiforme.  A cultura está sendo caracterizada por imunofluorescência e microscopia eletrônica de transmissão.  A imunofluorescência mostrou a presença dos filamentos intermediários citoqueratina (polipeptídeos 14, 18 e 19) e vimentina.  Comparamos esses dados ao perfil dos filamentos intermediários de células cultivadas do adenoma pleomórfico, que expressam basicamente vimentina (Jaeger, R.G. et al. Molec. Biol. Cell, 6:170a, 1995).

 

Tomando-se por base que a presença de citoqueratinas na célula epitelial está diretamente relacionada a seu grau de diferenciação, os nossos resultados preliminares sugerem que as células de origem do mioepitelioma exibem grau de diferenciação mais avançado que as do adenoma pleomórfico.

286

Células Cultivadas do adenoma plemórfico induzidas por matrigel formam estruturas ductais

M.M.M. Jaeger*; B. Kachar; R.G. Jaeger

Faculdade de Odontologia da USP - TEL (011) 8187902

Obtivemos linhagem celular propagada de adenoma pleomórfico humano (células AP2), para estudar a resposta dessas células às proteínas da matriz extra-celular.  A cultura foi caracterizada como mioepitelial-s’mile por microscopia eletrônica e imunocitoquímica. Células AP2 cresceram em contato com as seguintes proteínas da matriz extra-celular: laminina, colágeno tipos I e IV e membrana basal reconstituída (Matrigel).  Laminina, colágeno tipos I e IV, quando aplicados individualmente não causaram efeito no fenótipo das células AP2. Células crescidas sobre Matrigel mostraram marcantes alterações fenotípicas dependendo de como o substrato foi aplicado.  Células crescidas sobre Matrigel desenvolveram fenótipo dendrítico, exibindo extensões citoplasmáticas finas longas e intercomunicantes, lembrando células mio-epiteliais normais.  Células que cresceram dentro do Matrigel formaram aglomerados compactos.  Microscopia confocal e eletrônica de transmissão mostrou que esses aglomerados eram formados por células epitelióides que se arranjavam em multicamadas delimitando espaços luminais. As células voltadas para o lúmem eram cubóides, apresentando vilosidades na membrana plasmática apical e complexos juncionais.  

 

Demonstramos que proteínas da membrana basal são moduladoras-chave de alterações morfogenéticas e de cito-diferenciação de células mioepiteliais-símile em cultura.

287

Tumores de glándulas salivares: estudo in vitro de citodiferenciação

C.M. França*; P. T. Oliveira; M.M.M. Jaeger; R.G. Jaeger

Faculdade de Odontologia USP - TEL (011) 818-7902

O carcinoma adenóide cístico e o adenoma pleomórfico são neoplasias originárias do ducto intercalar de glândulas salivares. Linhagem celular de carcinoma adenóide cístico (CAC2) foi obtida para análise comparativa de citodiferenciação com células cultivadas do adenoma pleomórfico (AP2). Imunofluorescência mostrou vimentina nas células AP2, enquanto que células CAC2 exibiram actina, vimentina e as citoqueratinas 8, 14, 18 e 19.  Isso sugeriu que as células CAC2 seriam mais diferenciadas que as AP2.  Sabendo-se que proteínas da membrana basal podem induzir citodiferenciação, cultivamos células CAC2 e AP2 sobre membrana basal reconstituída (Matrigel) para a verificação do grau de diferenciação dessas células. Nessa condições, as células AP2 foram incapazes de formar estruturas ductiformes, enquanto que, células CAC2 sofreram citodiferenciação originando estruturas tridimensionais com espaços ductiformes no interior, observadas em microscopia confocal.

 

Sabendo-se que células AP2 podem originar estruturas ductiformes quando crescidas dentro do Matrigel, num sistema tridimensional (Jaeger,R.; Jaeger, M.M.M.; Araœjo, V.C.; Mol. Biol. Cell. 6:170a,1995), podemos inferir que as células CAC2 necessitaram de uma indução menos complexa para originar essa mesmas estruturas. Portanto, nossos achados indicam que o carcinoma adenóide cístico deve ser originado a partir de células do ducto intercalar que se encontravam num grau de diferenciação mais avançado em relação ao das células que dão origem ao adenoma pleomórfico.

288

Cultivo primário do ameloblastoma: modelo para estudo in vitro das células tumorais

M. Domingues*; C.M. Frana; M.T. Martins; M.M.M. Jaeger

Disciplina de Patologia Bucal - FOUSP - Tel. (011) 818-7902

Com o objetivo de obter modelo de estudo in vitro da biologia das células do ameloblastoma, desenvolvemos cultura primária desse tumor.  O material para cultura foi obtido de ameloblastoma diagnosticado em bases clínicas e histopatológicas.  A cultura, denominada "Amelo", foi realizada através de técnicas combinadas de "explante" e de dispersão enzimática a partir de fragmentos da neoplasia.  Células Amelo 1 est‹o sendo caracterizadas pela morfologia e pela investigação de proteínas citoplasmáticas.  A microscopia de luz revelou três tipos celuulares, a saber: células basalóides, com nœcleo pequeno e citoplasma escasso; células epitelióides maiores, de núcleos grandes com nucléolos evidentes e abundante citoplasma e, finalmente um tipo fusiforme semelhanrte ao fibroblasto.  Pesquisa de elementos cito-esqueletais mostraram positividade de algumas células à vimentina, às citoqueratinas 14 e 19 e a algumas proteínas do complexo juncional, como desmoplaquina (desmossomos) e ZO1 (zonula occludens 1 da junção "tight").

 

Nossos achados preliminares demonstram que células do ameloblastoma podem ser cultivadas e, o cultivo primário desse tumor constitue modelo biológico importante para estudos in vitro de tumores odontogênicos.  Além disso, a presença de proteínas da junção "tight” não foi descrita anteriormente e, portanto, deverá ser melhor estudada através da técnica de crio-fratura.

289

Parâmetros imunológicos sanguíneos relacionados a candidíase oral em crianças HIV

 L.C. Santos*, I.P. R.Souza, E.R.Bundzman,T. F. Abreu

FO / NESC / IPPMG – UFRJ

Este estudo relacionou os valores de CD4, a relação T4/T8 e os estágios clínicos da infecção pelo HIV com a prevalência de candidíase (cand.) em crianças. Foram examinadas 55 crianças HIV+ entre 2 e 14 anos, ambos os sexos, pacientes do Ambulatório DIP/IMUNO IPPMG/UFRJ, divididas em grupo caso (GC) composto por 17 crianças portadoras de lesão de cand., e grupo controle (GS) composto por 38 crianças sem lesões. Para o exame oral, realizado por um único examinador, foram utilizados espelho bucal plano, gaze, e lanterna. Os dados laboratorias foram obtidos dos prontuários médicos. O percentual de CD4  foi usado para definir o grau de imunodepressão (imunodep.) dos pacientes, segundo a classificação de AIDS Pediátrica proposta pelo CDC em 1994. Para a análise estatistíca foi utilizado o teste t de Student. A média dos percentuais de CD4 para o GC foi 3,35 e para GS foi 16,76 (p=0,01) e a média das relações T4/T8 para GC foi 0,07 e para o GS foi 0,46 (p=0,04). No GC 94,1% dos pacientes apresentavam imunodep. grave (IG) e 5,9% imunodep. moderada (IM). No GS 50% dos pacientes apresentavam IG, 26,3% IM e 23,7% não apresentavam imunodep.. Em relação ao estágio, todos no GC eram P2 e no GS, 1 era P0, 3 eram P1 e 34 eram P2. No GC, a cand. tipo pseudomembranosa foi a mais frequente (71%). Não houve diferença estatística entre as médias do percentual de CD4 para os tipos de cand. (p=0,62).

 

Neste estudo observou-se que a cand. foi mais prevalente nos pacientes P2 com IG.

 

Apoio:SR-2/CNPq Processo 350204P105-1

290

Dendrócitos fator XIIIa+em lesões proliferativas de mucosa bucal

L.M.G.QUEIROZ*; S.B.C.TARQUINIO; J.V. SILVA; S.C.O.M. SOUSA

Faculdade de Odontologia da USP - Disciplina de Patologia Bucal

Os dendrócitos fator XIIIa+ participam da resposta imunológica inflamatória e do processo de reparo. Estas células foram observadas na derme normal, submucosa e na mucosa bucal. Em condições inflamatórias, proliferativas e neoplásicas estas células podem estar aumentadas em número e tamanho. A literatura relata provável origem da medula óssea para os dendrócitos, papel na apresentação de antígenos e no tráfico de linfócitos nos tecidos. Com o objetivo de verificar a presença e distribuição destas células em lesões proliferativas foram analisados cinco casos de fibroma, hiperplasia fibrosa e fibroma de células gigantes, usando a técnica da imuno-histoquímica com o anticorpo policlonal fator XIIIa.

 

Os dendrócitos fator XIIIa+ foram observados em todas as lesões estudadas, porém estavam mais evidentes no fibroma de células gigantes.

291

Detecção imuno-histoquímica da laminina e colágeno tipo IV nos tumores odontogênicos

M. M. CRIVELINI*; S. O. M. ORSINI; R. RAITZ; E. SANTOS

Disc. de Patologia Bucal, FOUSP - São Paulo, Brasil

A lâmina basal dental desempenha papel importante na odontogênese, principalmente na diferenciação odontoblástica. Propusemos caracterizá-la através da detecção imuno-histoquímica da laminina e colágeno tipo IV em 19 tumores odontogênicos. O colágeno tipo IV foi detectado em raras áreas de alguns tumores, porém a laminina destacou integralmente a lâmina basal. Nos ameloblastomas destacou a lâmina basal do epitélio tumoral como uma linha contínua bem definida, demonstrando a ausência da função secretória das células neoplásicas periféricas e falta de diferenciação para o tipo ameloblástico. Nos tumores odontogênicos adenomatóides destacou a superfície luminal das células colunares das estruturas adenomatóides, indicando representarem células semelhantes ao epitélio interno do órgão do esmalte. Quanto aos cistos odontogênicos calcificantes as células fantasmas exibiram fraca ou moderada positividade intracitoplasmática. Nos fibromas ameloblásticos delimitou linearmente as ilhas epiteliais, o mesmo ocorrendo nos lençóis e cordões epiteliais dos tumores odontogênicos epiteliais calcificantes. A lâmina basal dos diversos órgãos de esmalte  dos odontomas em formação foram laminina-positivas, exceto nas áreas exibindo esmalte imaturo.

 

Concluímos que a laminina foi evidente nos tumores odontogênicos estudados enquanto que o colágeno tipo IV esteve ausente ou raramente presente. Células fantasmas dos cistos odontogênicos calcificantes exibiram acúmulo intracitoplasmático de laminina. Nos tumores odontogênicos adenomatóides a marcação indicou semelhança do epitélio tumoral com o órgão do esmalte dental. Nos outros tumores a laminina mostrou-se  íntegra nas ilhas e cordões epiteliais.

292

Estudo imunohistoquímico do granuloma periapical no pacientes HIV +

M.H.G. MAGALHÃES*; C.M. FRANÇA; L.M.G. QUEIROZ; E. TODDAI

Disciplina de Patologia Bucal e CAPE FOUSP - Tel. (011) 818-7902

Os granulomas periapicais representam respostas à mortificação pulpar e a análise das células que compõe o seu exsudato inflamatório sugere fortemente o papel do sistema imune na patogenia e modulação da lesão. no paciente HIV+ tem sido relatada a ausênsia de resposta aos tratamentos usuais empregados para debelar estas lesões. Nenhuma análise foi feita para caracterizar-se morfológica e imunohistoquimicamente estes granulomas. Deste modo nossa proposta é comparar as populações de linfócitos, macrófagos, células de Langerhans e plasmócitos secretores em biópsias de granulomas periapicais de pacientes HIV+ e HIV- (Matsuo et al. J. Endod., 18:497-500, 1992.; Okiji et al. J. Endod., 20:27-31, 1994). Foram estudadas 20 biópsias diagnosticadas histologicamente como gramulomas periapicais, originadas do arquivo do Serviço de Patologia Cirurgica da Disciplina de Patologia Bucal da FOUSP, sendo dez biópsias de pacientes HIV+ atendidos no Centro de Atendimento a Pacientes Especiais da FOUSP (CAPE) e dez de pacientes HIV-. Foi realizado o estudo imunohistoquímico através da técnica da streptavidina-biotina, com pesquisa dos seguintes antígenos: S-100, CD68, OPD4, IgG e IgE. Dois observadores contaram as celulas através de duas leituras diferentes. Os resultados parciais obtidos mostram as seguintes porcentagens de células positivas para os casos de granulomas em pacientes HIV+ e HIV -, respectivamente: CD68 - 5,24 e 10,2; OPD4 - 20,6 e 0,51; S100 - 0,33 e 6,73; IgG - 20,6 e 0,51; IgE - 3,66 e 0,96.

 

Os resultados encontrados até o momento nos permitem concluir que as diferenças quantitativas de leucócitos entre os grupos estudados pode explicar, pelo menos em parte, a resistência das lesões periapicais em pacientes HIV+, ao tratamento convencional.

293

Efeitos do fluor em excesso na água de abastecimento sobre o desenvolvimento ósseo

S.S. MOIMAZ*, N.A. SALIBA, E. MORAES

Depto. de Odontologia Social de Araraquara da UNESP/SP -  Depto.de Patologia de S.J.Campos da UNESP / SP

O estudo dos efeitos tóxicos do fluor ingerido tem sido preocupação de pesquisas há várias décadas. Frente a esse problema, os autores se propuseram a estudar esse efeito sobre o desenvolvimento ósseo de crianças nascidas e residentes em Pereira Barreto-SP, cidade com 14 ppm de fluor natural na água de abastecimento. Foram examinados 143 escolares, dos quais 93 exibiam fluorose em vários graus. O grupo controle constou de 96 escolares de Bauru-SP e Guararapes-SP, pareados segundo idade, sexo e cor. Exames biométricos, odontológicos e radiografias carpais foram realizados, determinando-se a idade óssea para fins de comparação com a idade cronológica. Os testes estatísticos utilizados para avaliação dos resultados foram a análise de variância a dois critérios, correlação de Spearman e retas de regressão, observando-se alta correlação entre idade óssea e cronológica tanto no grupo com fluorose como no grupo controle. Não foram observados, radiograficamente, casos de osteomalácia, osteoesclerose, osteoporose ou exostose.

 

A análise dos resultados permite concluir que, para as crianças estudadas, a ingestão excessiva de fluor não interferiu no desenvolvimento ósseo nem provocou alterações evidenciáveis radiograficamente, observando-se apenas a ocorrência de fluorose dentária na maioria das crianças.

294

Aumento gengival  induzido pela fenitoina e ciclosporina em ratos. Estudo clínico

e histomorfométrico  L.C.Spolidorio*++,O.P. Almeida+,C.A.S. Costa++, H.F. S. Gonzaga++

++Fac. de Odontologia de Araraquara-UNESP +Fac. de Odontologia de Piracicaba – UNICAMP

O objetivo desse trabalho foi comparar a evolução clínica e histomorfométrica  do aumento gengival  induzido pela fenitoína e ciclosporina em ratos. 30 ratos pesando 100g foram distribuidos em 3 grupos iguais: I- tratados com 2mg/kg de peso corporal/dia de fenitoína, via subcutânea,aumentando 2mg a cada 2 semanas II- tratados com 10 mg/kg de peso corporal/dia de ciclosporina, via subcutânea; III- controle tratado com solução de Nacl a 0,9%, via subcutânea.Todos  os ratos foram sacrificados 60 dias após o início do tratamento.Após analíse clínica, as mandíbulas foram fixadas em formol e incluidas em parafina, e cortes  de 6m foram corados em HE.A quantificação(m)das estruturas histológicas( epitelio e conjuntivo), foram feitos através de uma ocular milimetrada.Clinicamente não observou-se aumento gengival nos ratos tratados com fenitoína, porém 100% dos ratos tratados com ciclosporina desenvolveram aumento gengival. As medidas morfométricas é mostrada na tabéla abaixo.

 

Os resultados mostraram que ratos tratados com ciclosporina é um modelo experimental satisfatório para o estudo do aumento gengival. Todos os ratos tratados coim ciclosporina apresentaram aumento gengival, o qual apresentava acantose e aumento da altura e largura do tecido conjuntivo.

Grupos Epitélio Bucal(µm) Altura do conjuntivo(µm)  Largura do conjuntivo(µm)      

Controle 42,80 415,25 175,00  

Fenitoína 43,00 512,00 178,00  

Ciclosporina 100,10 901,00 319,00  

 

295

Análise radigráfica conparativa de lesões periapicais em ratos normais,

xerostômicos e xerostômicos - imunossuprimidos

F. B.TEIXEIRA*, F. J.SOUZA FILHO, C.A.F MURGEL e A.A.ZAIA / Faculdade de Odontologia de Piracicaba – UNICAMP

O trabalho tem por objetivo comparar radiograficamente, lesões periapicais das raízes dos primeiros molares inferiores de ratos normais, xerostômicos e xerostômicos - imunossuprimidos. Foram utilizados 60 ratos Wistar, machos, pesando em torno de 170 a 200 gramas. Os animais foram divididos em três grupos: Grupo A - 20 ratos controles; Grupo B - 20 ratos xerostômicos e Grupo C - 20 ratos xerostômicos-imunossuprimidos. Os animais dos grupos B e C tiveram suas glândulas salivares maiores extirpadas segundo a técnica de CHEYNE (1939), modificada. Após duas semanas, os animais do grupo C sofreram um regime de imunossupressão através de injeção subcutânea diária de ciclosporina A(SANDIMUM), 10mg/kg de peso corporal do animal. Uma semana após a imunossupressão do grupo C, as polpas dos animais de todos o grupos foram expostas à cavidade bucal. Os animais foram sacrificados nos períodos de 7, 14, 21 e 28 dias após exposição pulpar, as mandíbulas foram retiradas e radiografadas. A mensuração das lesões foram realizadas em software Bio Lab.  Os resultados encontrados demonstraram crescimento acentuado da lesão com o transcorrer do período, porém nenhuma diferença significante foi observada entre os grupos experimentais.

 

Podemos concluir que as alterações provocadas na microflora bucal devido a xerostomia, associada ou não a imunossupressão, não interfere no desenvolvimento de lesões perirapicais de ratos.

296

Resposta pulpar frente à misturas de PMCC e Furacin em dentes de cães. Análise histopatológica

L.J.FLORIAM*, M.R.B.OLIVEIRA, E.M.A.GIRO, R.C.C.LIA

Deptos. Patologia e Odontopediatria, Faculdade de Odontologia  Araraquara – UNESP

Em algumas condições odontopediátricas, a utilização de substâncias antissépticas em pulpotomias é fundamentadamente indicada. Desta forma, este trabalho teve por objetivo avaliar histopatologicamente a resposta pulpar de dentes de cães, submetidos a tratamento em pulpotomias, com misturas de PMCC 3,5:6,5 (comercial) e 2,5:7,5 (padrão), tendo como controle, o óxido de zinco e eugenol. Utilizou-se os 2ºs e 3ºs pré-molares inferiores de 12 cães adultos jovens, para períodos experimentais de 7, 45 e 90 dias. Concluiu-se que as misturas de PMCC (3,5:6,5) e (2,5:7,5) + Furacin, mostraram-se irritantes ao tecido conjuntivo pulpar, levando à morte pulpar em  86,75% e 60,98%, respectivamente. O óxido de zinco e eugenol mostrou melhor comportamento, observando-se vitalidade pulpar (89,42%), irritação persistente e decrescente no decorrer dos períodos.

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Movimentação ortodôntica e gravidez: estudo em animais

A.A.C. PEREIRA*, K. PIÑERA, L.A.A. TAVEIRA

Depto. de Patologia, Faculdade de Odontologia de Bauru, USP

O tratamento ortodôntico de pacientes em diversas faixas etárias proporciona com mais freqüência a movimentação dentária em mulheres grávidas. Há um pequeno número de estudos neste sentido e as conseqüências desta condição não estão bem esclarecidas; assim empreendeu-se a movimentação dentária induzida em ratas prenhes. Utilizaram-se 15 animais prenhes, com períodos do 1o ao 7o dia, do 8o ao 14o dia e do 15o ao 21o dia; e 10 ratas não prenhes, como grupos-controle, um sem movimentação e outro com movimentação dentária. Molas espiraladas, unindo o 1o molar superior ao incisivo superior, foram mantidas por 7 dias e liberaram uma força de 60 gramas. Os animais foram sacrificados ao final de cada período experimental e as maxilas removidas foram desmineralizadas em EDTA, seguindo-se a confecção de lâminas coradas em hematoxilina e eosina. Os resultados da análise das raízes do 1o molar, em microscopia óptica, apresentaram padrão uniforme nos animais com movimentação dentária, com desorganização dos feixes de fibras colágenas, fibroblastos ovalados, vasos colabados e presença de clastos em lacunas ou justapostos ao tecido ósseo, nas áreas de pressão. Nas áreas de tensão, observaram-se neoformação óssea, fibroblastos fusiformes e fibras colágenas distendidas. Reabsorções radiculares de intensidade leve ocorreram em todos os grupos com movimentação dentária.

 

De acordo com a metodologia empregada, a prenhez e suas alterações hormonais não promoveu mudanças significantes entre os grupos de animais prenhes e entre estes e o grupo controle com movimentação dentária, quanto aos fenômenos característicos dos tecidos dentários e peridentários em áreas sob movimentação dentária induzida.

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Apoptose - possíveis sítios de ocorrência na odontogênese: um estudo preliminar

S.Q.C.Lourenço*; N.S. Melo; L.A.A.Taveira; A. Consolaro

Departamento de Patologia, Faculdade de Odontologia de Bauru – USP

Durante o desenvolvimento e a vida adulta de vertebrados e invertebrados observa-se a morte de diferentes células, responsável pelo desaparecimento de órgãos e estruturas, pela formação de tecidos e pela renovação celular. A regressão de estruturas no desenvolvimento de fetos e larvas foi verificado desde 1842, porém somente nos últimos trinta anos surgiu o interesse no estudo desta morte celular controlada geneticamente, denominada apoptose. Atualmente, busca-se o conhecimento dos mecanismos e sinais envolvidos na apoptose e sua participação em processos fisiológicos e patológicos, bem como seu controle. Na odontogenese existem possíveis sítios de ocorrência da apoptose, como na fragmentação da lâmina dentária e da bainha epitelial de Hertwig. Com o objetivo de estudar a presença da apoptose no desenvolvimento das estruturas dentárias, foi feito um ensaio experimental preliminar, em ratos. Para avaliar as diferentes etapas da odontogênese destes animais e detectar evidências morfológicas da apoptose, foram selecionados 15 ratos com idade de 0, 7, 14, 21 e 35 dias, sendo os cortes microscópios avaliados nas colorações de H.E, Mallory e Gomori. Técnicas de imunohistoquímica foram utilizadas para detectar células apoptóticas.

 

A comprovação desta hipótese, cria perspectivas para interferência e controle das diversas etapas da odontogênese e também para o esclarecimento de vários eventos patogênicos ainda não desvendados com o conhecimento atual.

299

Estudo histoquímico da atividade de fosfatase alcalina em granulomas e cistos periapicais

R. A. SANTOS*, V. R. SANTOS

Depto. Clínica, Cirurgia e Patologia da Faculdade de Odontologia da UFMG - Tel. (031) 337-5807

Granulomas e cistos periapicais são lesões  inflamatórias crônicas cuja etiologia está relacionada à necrose pulpar. Estas lesões são caracterizadas por proliferação de fibroblastos, angiogênese acentuada e presença de infiltrado linfoplasmocitário, macrófagos e provocam reabsorção óssea denotando áreas de intenso metabolismo. Fosfatase alcalina é fosfomonoesterase que hidrolisa reações que envolvem o ácido ortofosfórico estando relacionada com processos de metabolismo elevado. Esse trabalho objetiva verificar a localização e a intensidade de reação da fosfatase alcalina nas estruturas de cistos e granulomas periapicais e relacioná-las com as possíveis funções dessa enzima nessas lesões. Doze fragmentos de granulomas e cistos periapicais obtidos através de curetagem cirúrgica foram coletados em solução salina tamponada (pH 7.3- 4º C), congeladas a     -82º C, cortadas em criostato com 6 micra de espessura. Em seguida foram coradas histoquímicamente pelo método de Gomori (1951)modificado por Burtone (1961). Os resultados demonstraram que fosfatase alcalina tem atividade fortemente positiva no endotélio dos vasos capilares, em fibroblastos, traços colágenos. A atividade enzimática apresentou-se fracamente positiva nas fibras colágenas da cápsula fibrosa, porém esta apresentou-se fortemente positiva no limite com a estrutura óssea. A atividade de fosfatase alcalina foi ausente no epitélio dos cistos periapicais.

 

Esses achados sugerem que esta enzima tem participação ativa na formação e crescimento dessas lesões como demonstrado pela intensa reação tanto no tecido de granulação como na periferia da lesão no limite com o osso.

Apoio:FAPEMIG/PRPq-UFMG

300

Efeitos da administração pré-natal de cafeína no epitélio da língua de fetos de ratos

S.A.L. VALE*; M. SEMPRINI; A.A. CAMPOS; R.A. LOPES; M.A.SALA

Universidade de São Paulo - Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto

Os efeitos adversos da cafeína nos fetos humanos e de animais foram largamente demonstrados. O objetivo do presente trabalho foi o de caracterizar estereologicamente as alterações presentes nas regiões dorsal anterior, dorsal posterior e ventral do epitélio da língua do feto de rato induzidas pela administração materna de cafeína. Para tanto foram utilizadas ratas albinas, variedade Wistar, que receberam dose única de 10 mg de cafeína por Kg de peso corporal, por injeção intraperitoneal; no 10º dia de prenhez. No 20º dia os animais foram sacrificados, os fetos colhidos, fixados e as cabeças separadas dos corpos para confecção das lâminas. Foram realizadas mensurações empregando-se técnicas estereológicas e os resultados foram analisados estatisticamente pelo teste de Mann-Whitney. Macroscopicamente notou-se retardo no crescimento intrauterino. A cafeína reduziu significantemente o peso fetal e da placenta e o comprimento do cordão umbilical. Histologicamente o epitélio lingual era mais espesso, com células mais volumosas e alongadas tanto para as camadas basal e espinhosa, com ceratina menos espessa e densidade numérica celular era menor. Os resultados foram semelhantes para as três regiões estudadas.

 

Concluiu-se que a cafeína, na dose empregada, não causou malformações porém produziu alterações a nível de epitélio lingual, quando administrada durante a prenhez da rata.

 

CNPq 350.104/95-6 e 120.590/95-6

301

Alterações no palato do feto de rato, induzidas pela gentamicina

C. FRIEDRICHI*, R.A. LOPES; S.A.L. VALE; M.A.SALA

Universidade de São Paulo - Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto

A exposição à gentamicina resulta em malformações no rato. O objetivo do presente trabalho é determinar as alterações presentes no epitélio do palato de fetos de ratos, induzidas pela administração de gentamicina durante a prenhez. Ratas Wistar receberam intraperitonealmente, no 10º dia de prenhez, 5 mg/Kg de gentamicina. Os animais foram sacrificados no 20º dia de prenhez para exame macroscópico externo e interno. Não foram observadas malformações. Os resultados mostraram fetos de menor tamanho, e mostraram placentas com peso reduzido e cordão umbilical mais curto. O exame microscópico do epitélio do palato mostrou-se com diferenciação retardada, com hiperplasia epitelial e hipotrofia celular. Estas observações foram confirmadas estereologicamente.

 

Desta forma conclui-se que, a gentamicina, na dosagem empregada, não produz malformações em fetos de ratos, porém causa alterações a nível do epitélio palatino.

 

CNPq 350.104/95-6.

302

Efeitos do cádmio, chumbo e cobre na cartilagem de Meckel do feto de rato

A.A. CAMPOS*; S.A.L. VALE; E.A. SILVA; R.A. LOPES

Universidade de São Paulo- Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto

A exposição ocupacional ao cádmio (Cd), chumbo (Pb) e cobre (Cu) durante a gestação é ocorrência comum. O objetivo do presente trabalho é investigar estereologicamente as alterações presentes na cartilagem de Meckel induzidas pelo Cd, Pb e Cu. Ratas Wistar prenhas receberam uma única dose intraperitoneal de 6 mg/Kg de CdCl2, 4 mg/Kg de CuSO4 ou 2,5 mg/100 g de Pb (C2H3O2)2 . 3 H2O) no dia 10 da prenhez. Após cesariana no 20º dia, todos os fetos mostraram pesos corporal e placentário diminuídos, além de comprimento do cordão umbilical menor. O exame histológico mostrou cartilagem de Meckel menos diferenciada, com condrócitos menores e com matriz mais abundante nos fetos tratados com os três metais. Não foram observadas malformações externas nas dosagens aqui empregadas.

 

Podemos concluir que os três metais podem produzir alterações na cartilagem de Meckel do animal quando administrados durante a prenhez.

 

CNPq 350104/95-6 e 120590/95-6.

303

Avaliação das células de Langerhans em neoplasias epiteliais da boca

M. SANT’ANA Fo .*, P. V. RADOS

Doutorado em Estomatologia PUCRS - (051)3391511

Avaliar o número de células de Langerhans no carcinoma espinocelular, displasia epitelial e papiloma, além da porção de epitélio normal junto às mesmas.

Foram selecionados 27 casos ( 9 de cada lesão). Este material foi submetido a evidenciação imunohistoquímica para a proteina S-100 ( DAKO Co.). Foi quantificado o número de células de Langerhans em tres campos microscópicos na lesão e um campo no epitélio normal adjacente. A partir das médias obtidas fez-se a comparação entre o número de células nas diferentes lesões, no epitélio junto as mesmas e entre a área de lesão e o respectivo epitélio normal e aplicou-se o tratamento estatistico pelo teste “t” de Student.

 

Ocorre redução no número das células de Langerhans na razão direta do grau de malignidade, nas áreas com lesão. O epitélio junto à patologia apresenta número maior destas células, quando comparado com a lesão. Sendo estatisticamente significante (p>0,01) no carcinoma e displasia epitelial.

304

Avaliação citológica da mucosa bucal de fumantes e não fumantes

P. V. RADOS*, M.C.A. SILVA

Curso de Mestrado em Patologia Bucal  - UFRGS - Tel (051)3165011

O diagnóstico precoce do câncer bucal associado à presença de fatores de risco são as formas mais eficientes para o controle desta doença. Buscando surpreender diferenças celulares, planejamos avaliar os aspectos da citologia esfoliativa da mucosa do soalho da boca.

Foram avaliados 50 individuos do sexo masculino, com mucosa bucal normal no momento do exame, sendo 25 fumantes e 25 não fumantes. Os esfregaços obtidos foram corados pela tecnica de Papanicolaou, e avaliados quanto a coloração citoplasmática e ao volume nuclear. Os pacientes fumantes apresentavam 33,4% das células com citoplasma vermelho contra 66,5% com citoplasma azul. Os não fumantes apresentaram 29,4% contra 70,8% de células com citoplasma vermelho e azul respectivamente. Quanto ao volume nuclear dos fumantes encontramos 23,9% de núcleos picnóticos e 76,0% de núcleos volumos. Em não fumantes os núcleos eram picnóticos em 28,6% e volumosos em 71,3%. Estes resultados, submetidos ao teste do qui-quadrado não mostraram diferenças significativas (p>0,01).

 

Estes resultados mostraram que apesar de existir sinais morfológicos de maior ceratinização na mucosa de fumantes, estas não são estatisticamente significantes.

 

Apoio financeiro Capes

305

Manifestações bucais de candidíase e leucoplasia pilosa em 229 pacientes HIV positivos

R.S. VIDEIRA*, M.H.C.G. MAGALHÃES, M.M. CRIVELINI, M.T. MARTINS

Disciplina de Patologia Bucal - FOUSP - Tel (011) 818-7902

O espectro das manifestações bucais em pacientes HIV positivos é vasto, compreendendo mais de 40 lesões, as quais inúmeras vezes aparecem como as primeiras manifestações da doença. Candidíase e leucoplasia pilosa foram pesquisadas em 229 prontuários de pacientes HIV positivos examinados no Centro de Atendimento a Pacientes Especiais (CAPE) da Disciplina de Patologia Bucal da FOUSP. No momento do exame bucal 59 (25,8%) pacientes eram HIV positivos assintomáticos, 88 (34,4%) estavam no estágio de ARC e 82 (35,8%) tinham AIDS. Um ou mais achados bucais foram observados em 156 (68,1%) pacientes. A candidíase e a leucoplasia pilosa foram as manifestações mais comuns, representando respectivamente 115 (50,2%) e 46 (20,0%), entre outras alterações. A candidíase apresentou-se sob as formas pseudomembranosa, 54 (46,9%), eritematosa, 48 (41,7%), e queilite angular, 37 (32,2%); a associação esteve presente em 41 (35,6%) pacientes. Estudos mostraram que a patogenia da lesão provavelmente está relacionada à diminuição dos linfócitos CD4 e a xerostomia. A localização preferencial da leucoplasia pilosa foi o bordo lateral da língua, 36 (78,3%), dos quais 28 (77,8%) ocorriam bilateralmente. Explicação para o fato está relacionada, provavelmente, ao modo de entrada do EBV nas células epiteliais, somados a imunossupressão do hospedeiro e a marcante diminuição das células de Langerhans no local.

 

Os dados obtidos mostraram que a presença de lesões bucais relacionadas à infecção pelo HIV é elevada, das quais a candidíase e a leucoplasia pilosa são as mais prevalentes.

306

Hidróxido de cálcio P.A. na reparação e na população de mastócitos do tecido conjuntivo de ratos

A.A.S. Lima*, R.A. Freitas, L. Pereira Pinto

Mestrado de Patologia Oral  - UFRN

Análise morfológica da evolução do processo de reparo tecidual e análises morfológica e quantitativa da população de mastócitos em tecido conjuntivo subcutâneo de ratos wistar frente à ação do hidróxido de cálcio P.A., foram realizadas através da microscopia de luz.  Para tal, foi utilizada uma amostra de 40 ratos divididas em 2 grupos: (1) grupo controle (20 animais) e (2) grupo experimental (20 animais), sendo cada um deste subdivididos em 4 subgrupos correspondendo aos intervalos de tempo pesquisados (2, 7, 15 e 30 dias de pós-operatório).  O processo de reparo evoluiu normalmente, no entanto, no grupo experimental,  observaram-se áreas de necrose tecidual, calcificação de fibras musculares e presença de focos de mineralização induzidos pelo fármaco.  A população de mastócitos apresentou-se, morfologicamente, sob duas formas distintas. Quantitativamente, os dados revelaram que a população destas células diminuía sensivelmente aos dois dias, aumentando gradativamente até atingir o ponto máximo aos 15 dias no grupo experimental. Já no grupo controle, o número máximo de mastócitos foi visto aos 7 dias e os menores valores aos 2 e 30 dias.

 

A análise estatística não revelou diferenças significativas entre estes dados, o que nos leva a sugerir que o hidróxido de cálcio P.A. não interfere na reparação nem na população de mastócitos de ratos.

307

Ação da Bleomicina sobre os mastócitos presentes na cicatrização de feridas cirúrgicas em ratos

P. T. Oliveira*, L. Pereira pinto, L. B. Souza

Mestrado em Patologia Oral UFRN

Realizou-se experimento para avaliar a interferência da bleomicina sobre a população de mastócitos presentes no processo de cicatrização de feridas cirúrgicas em ratos Wistar. A bleomicina é um antibiótico anti tumoral amplamente utilizado no tratamento de carcinoma de células escamosas de cabeça e pescoço. Foi isolada por Umezawa et al, a partir dos produtos de fermentação do Streptomyces verticillus. Diante da larga utilização desse medicamento e considerando que pacientes em vigência de quimioterapia anti neoplásica podem necessitar de uma cirurgia eletiva ou de emergência, avaliou-se a ação dessa droga no processo de cicatrização e nas células mastocitárias, uma vez que estas encontram-se em maior número em processos relacionados com a síntese do colágeno. Para este fim utilizou-se 48 animais, divididos em três grupos de 16 animais, sacrificados aos dois, sete e 21 dias. Cada grupo foi subdividido em dois grupos: (1)experimental, onde realizou-se incisão cirúrgica seguida de aplicação do quimioterápico e (2) contole, onde foi realizado o mesmo procedimento substituindo a bleomicina por soro fisiológico a 0,09%. Após o sacrifício dos animais os espécimes foram processados e os cortes histológicos corados em HE para avaliação da fibroplasia e, em azul de toluidina 0,02%, para evidenciação dos mastócitos.

 

Os resultados e análise estatística mostraram que a bleomicina não interfere na fibroplasia, nem sobre a população de mastócitos presentes no processo de cicatrização de feridas cirúrgicas de ratos Wistar.

308

Reação à resina de mamona no processo de reparo ósseo induzido no corpo da mandíbula.

H.M.Teixeira* ; R. H.Vilarinho; L.T.O. Ramalho

Depto.de Morfologia.,Faculdade de Odontologia de Araraquara - UNESP.Tel (016)232 1233

Foi realizado estudo da neoformação óssea basal da mandíbula de 40 ratos após confecção de defeito ósseo com fresa cilíndro-cônica e preenchimento com poliuretana vegetal acrescida de CaCO3.. Aos 15, 25, 40 e 60 dias após a cirurgia os animais foram sacrificados, suas mandíbulas removidas e obtidos os cortes após processamento histológico; forados com Hematoxilina e Eosina, foram submetidos ao estudo morfológico sob microscopia óptica comum. Os resultados demonstram grande aceitação orgânica à resina, não ocorrendo formação de cápsula  tampouco migração local de células inflamatórias, além do carbonato de cálcio funcionar como isca estimulando o aparecimento de células osteogênicas e promovendo a neoformação óssea.

 

Com base nos nossos resultados, a resina vegetal parece ser biocompatível, não causando efeitos deletérios ao organismo, não acarretando a formação de cápsula fibrosa e nem o aparecimento de células inflamatórias.

 

Apoio: FAPESP

309

Implante de resina de poliuretana vegetal na câmara anterior do olho de camundongo.

Estudo histológico  R.H.Vilarinho*; H.M.Teixeira; L.T. O. Ramalho; S. Hetem

Depto. de Morf. - Fac.de Odont. de Araraquara-UNESP - Tel (016)232-1233

Realizou-se o estudo do comportamento dos tecidos da câmara anterior do olho, frente aos implantes de resina de poliuretana vegetal acrescida ou não de carbonato de cálcio em camundongos machos com 60 dias de idade, com a finalidade de verificar a sua biocompatibilidade, a possível reação inflamatória e a indução de ossificação pela presença ou não de carbonato de cálcio, através de estudo histológico. Os resultados mostraram que a resina de poliuretana vegetal é bem tolerada pelos tecidos da câmara anterior do olho, havendo uma reação inflamatória inicial qua diminui com o passar do tempo. A reação dos tecidos foi semelhante a ambas formulações e a presença de células multinucleadas pode propiciar a reabsorção do material que será,  no entanto,  muito lenta.

 

Concluímos que o material em estudo mostrou-se biocompativel.

 

Apoio: CNPQ/PIBIC.

310

Estudo comparativo do efeito antinflamatório do piroxicam (feldene®) e da fenilbutazona

L.L. MARTINEZ*, M.G.V. GOULART

Faculdade de Odontologia de São José dos Campos-UNESP

O uso de drogas antiinflamatórias é rotineiro em pacientes submetidos a intervenção oral,  devendo o profissional escolher dentre elevado número de produtos disponíveis. Considerou-se de interesse comparar experimentalmente, a atividade antiinflamatória dos medicamentos mais utilizados como possível subsídio para melhor escolha. Na presente ocasião, comparou-se a atividade do piroxican (Feldene (R)) com a fenilbutazona, esta considerada como droga padrão do grupo dos antiinflamatórios não hormonais. Foram utilizados 30 ratos Wistar, machos, adultos. Foi induzido edema na pata direita pela injeção de formol a 15%, sendo injetado ígual volume de solução fisiológica na pata esquerda, como controle. Em outro grupo, utilizou-se formol a 10%. A droga antiinflamatória foi injetada por via intraperitoneal, comparando-se os resultados com grupo controle, injetados com solução fisiológica. A reação inflamatória foi observada durante 90 minutos. O volume das patas foi realizado em dispositivo que utiliza o princípio de Arquimedes.

 

Os resultados mostraram que, em doses comparáveis, o piroxicam (Feldene®) foi menos ativo que a fenilbutazona como agente antiinflamatório .dentro do esquema experimental utilizado.

311

Influência do Verapamil, no desenovolvimento do germe dentário de ratos

1M.G. VILELA GOULART*, 2W. P. BASTOS RAMOS, 2M.A.C. SALGADO

1UNICAMP  Piracicaba - SP, 2UNESP - S.J.Campos – SP

Importante classe de drogas conhecida como “bloqueadores dos canais de cálcio” (BCC),  inibe a entrada de cálcio nas células contráteis.  O verapamil foi o primeiro BCC a ser usado tera-peuticamente nas coronariopatias. É um inibidor dos canais de cálcio voltagem sensitivos do tipo L, usado geralmente em tratamentos prolongados. Os efeitos dos BCC sobre o tecido ósseo são pouco conhecidos e neste sentido foi relatado recentemente por Somnegard and Sjoden (1992) a influência do verapamil no volume ósseo em ratos. Contudo, não foi ainda relatada influência destes fármacos sobre a calcificação e desenvolvimento do órgão dentário. Estudar  os efeitos do verapamil, administrado a mães, sobre o desenvolvimento do germe dentário de filhotes. O verapamil foi adicionado na água de beber, deionizada, nas concentrações de 0,8 mg/ml e 0,08 mg/ml e administrado a ratas durante 7 semanas antes do acasalamento e 3 semanas durante a prenhês. Em um grupo de animais, realizou-se operação cesariana aos 21 dias da gestação, retirando-se os filhotes, observando-se o número de implantes uterinos e possíveis reabsorções fetais. Após observações macromorfológicas dos filhotes, as cabeças foram seccionadas para estudo histológico dos germes dentários. Em outro grupo pemitiu-se parto natural, para estudo da erupção dentária recebendo as mães tratamento por mais 15 dias. Foram monitorados os teores séricos de Calcio, Fosfato e Proteínas. Paralelamente realizou-se experiências controle.

Os resultados obtidos mostram que ocorreu aumento da reabsorção fetal somente nas ratas tratadas com verapamil na dose de 0,8 mg/ml, em cerca de 75%. Constatou-se retardo de 24% no tempo de erupção dentária dos filhotes de mães tratadas. A deposição de cálcio nas estruturas dentárias não apresentou diferenças evidentes  entre os dois grupos estudados.

312

A influência do uso de anti-inflamatório não hormonal, o diclofenacopotássico,

na evolução do processo infeccioso

T. D.C.VALCANAIA* / UFSC

Este trabalho teve por objetivo estudar a influência dos anti-inflamatórios não hormonais, na evolução dos processos infecciosos. O modelo experimental constituiu em camundongos BALB/c, adultos, infectados por injeção intra-perotonial de solução de Klebsiella Pheneumoneae. Foi selecionado como rpresentante dos anti-inflamatórios não hormonais, o diclofenaco potássico. Foram utilizados nos experimentos 185 animais, para estudar a influência dos anti-inflamatórios não hormonais, na evolução do processo infeccioso. No experimento, os animais eram inoculados com o mesmo volume de solução infectante, com concentração previamente determinada, e divididos em dois grupos. Um dos grupos, denominado GRUPO TESTE, era tratado diariamente com anti-inflamatório não-hormonal. O outro grupo, denominado GRUPO CONTROLE, não recebia tratamento com anti-inflamatório não hormonal. A taxa de mortalidade acumulada em 72 horas, nos dois grupos, foi utilizada como parâmetro para verificar a influência do tratamento com anti-inflamatórios não-hormonais, na evolução do processo infeccioso. A análise dos resultados revelou não haver diferença estaticamente significativa nas taxas de mortalidade obtidas em cada experimento.

 

Com base nos experimentos realizados, pode-se concluir que o uso do AINH não exerceu influência significativa na evoluão do processo infeccioso induzido por K. Pheneumoneae, em modelos de camundongos BALB/c adultos.

313

Estudo da influência do tipo de procedimento odontológico no tempo de duração de dois anéstesicos locais: Bupivacaína e Prilocaína

L.M. SANTOS*, S.M. RODE  / F. O. São José dos Campos - UNESP - SP -  CEP 12254-000

O objetivo deste trabalho é avaliar se o tipo de procedimento odontológico (cirurgia oral X dentística restauradora) interfere no tempo de duração de 2 anestésicos de larga utilização em odontologia: a bupivacaína com adrenalina 1:200.000 e a prilocaína 3% com felipressina. Foram selecionados 30 pacientes em boas condições de saúde, divididos em 2 grupos de 15 pacientes cada. O grupo 1 foi formado por pacientes que necessitavam de exodontia dos terceiros molares inferiores, e o grupo 2 era formado por pacientes que necessitavam de procedimentos de dentística restauradora em molares inferiores bilateralmente. Os 2 grupos foram anestesiados com um volume de 2,7 ml de anestésico, através de bloqueio troncular, sendo a bupivacaína usada sempre nos procedimentos do lado direito, e foi medido o tempo de duração da anestesia.

Os autores notaram grande variabilidade no tempo de duração dois dois anestésicos, independentemente do procedimento. Os resultados foram analisados através de testes estatísticos não paramétricos de Wilcoxon e diagrama Blox-Plot. Ambas as amostras nos dois procedimentos não tiveram distribuição simétrica.

 

Apesar da grande variabilidade encontrada no tempo de duração dos dois anestésicos e nos dois tipos de procedimentos, não existiram diferenças estatisticamente significantes entre os dois anestésicos nos dois tipos de procedimento odontológico executado.

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Prevalência e severidade da fluorose dentária em escolares na cidade de São Paulo

C.A.ADDE* , P. L. ARMONIA, N.TORTAMANO 

Departamento de Estomatologia- Faculdade de Odontologia USP - Tel - 818-7813

 

O objetivo deste trabalho foi avaliar a ocorrência da fluorose dentária em escolares  nascidos na cidade de São Paulo, onde regularmente adiciona-se flúor nas águas de abastecimento público. Diferentemente de alguns anos atrás quando a água de abastecimento público era a principal fonte de ingestão dos fluorados, existem agora outras fontes . Embora esta exposição tenha contribuído significativamente para o declínio da cárie dental, diversas comunidades têm evidenciado, nos últimos anos, um aumento na prevalência da fluorose dentária. Quatrocentas e dezesseis crianças de ambos os sexos foram examinadas, na faixa etária dos 8 aos 12 anos ,oriundas de uma EMPG( Escola Municipal de primeiro grau) ,Vila Maria -São Paulo, Brasil . O exame clínico foi realizado aplicando-se o índice de THYLSTRUP e FEJERSKOV (TF), onde foi avaliado o grau de fluorose presente,. Nossos resultados mostram que 63 escolares ( 15,1%) apresentaram grau de fluorose variado. Destes, 71,4% apresentaram índice TF= 1,  20,6% índice TF=2,  4,8% índice TF= 3 e  3,2% índice TF= 5.

 

Concluímos que pesquisas devem ser realizadas no sentido de se reestabelecer uma dose ideal de flúor/ dia através das diversas fontes disponíveis, principalmente nas crianças.

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Alterações cardiovasculares no período pré-cirúrgico seguido de

bupivacaína isolada ou associada à epinefrina

M.A.BORSATTI*; R.G.ROCHA; N.TORTAMANO; I.P. TORTAMANO / Depto Estomatologia Faculdade Odontologia da USP – SP

A influência da bupivacaína 0,5% (1,8mg/3,6ml) com ou sem epinefrina (18 mg/3,6ml) na frequência cardíaca (FC) e na pressão arterial (PA) foi investigada num grupo de 30 pacientes normotensos deambulantes nos quais foi proposto procedimento cirúrgico menor (extração de 3º molar inferior bilateral). Na semana anterior à primeira extração cada paciente passou por exame clínico e foram obtidos valores controle de cada parâmetro cardiovascular por 5 minutos. Os valores da pressão arterial (PAS, PAD, PAM) e da frequência cardíaca foram obtidos continuamente pelos métodos oscilométrico e fotopletismográfico, respectivamente. Cada consulta incluia apenas uma extração por vez. As medidas foram feitas a cada minuto e divididas em 6 etapas : (1) na sala de espera por 5 minutos; (2) imediatamente após o paciente sentar na cadeira odontologica (por 5 min.); (3) durante 2 minutos da 1ª anestesia (1 tubete); (4) por 5 minutos após a remoção da agulha; (5) durante 2 minutos da 2ª anestesia com o mesmo grupo de drogas; (6) 5 minutos após a retirada da agulha, antes de iniciar a cirurgia. Não houve diferença significativa entre os valores medios cardiovasculares (PAS, PAD, PAM e FC) de ambos os grupos (bupivacaína com ou sem epinefrina) durante o período pré-cirúrgico.

 

Quando comparados os parâmetros cardiovasculares entre as etapas clínicas (independente do grupo de drogas a que pertencem), as pressões arteriais sistólica e média e frequência cardíaca apresentaram diferenças significativas; provavelmente em resposta ao estresse psicogênico.

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Atividade anti-inflamatória da Arnica Montana

P. M. zelante, d.p. Queluz, M.C.B. Linarelli, F. Yui

Departamento de Farmácia - PUCCAMP e UNICAMP

Devido a quase inexistência de estudo com relação a arnica a nível sistêmico, o presente estudo visa comprovar a atividade antinflamatória da Arnica Montana. A Solução de Arnica Montana utilizada neste experimento foi obtida a partir da tintura de arnica. Para este experimento foram utilizados 21 ratos Wistar, adultos (150-200g), sexo masculino. Os animais foram divididos em três grupos onde receberam por via oral o volume de 0,2 ml/100g de rato, sendo que no grupo controle: água destilada com Tween, utilizado na diluição da solução de Arnica; no grupo experimental: solução de Arnica Montana (10mg/ml) na dose de 20 mg/kg; no grupo controle positivo: corticóide (bmetazona) na dose 1mg/kg. Após 30 minutos de tratamento, foi medido o descolamento da coluna de mercúrio, provocado pela imersão da pata posterior direita do rato até o maléolo lateral, em um recipiente maior com graduação por ml, contendo mercúrio conectado por um sistema de vasos comunicantes a um outro menor com graduação de 0,1 ml. Depois de adequado o volume de mercúrio, do volume de mercúrio, do recipinte maior, na mesma graduação anterior a imersão, foi medido o deslocamento no menor registrando o volume exato da pata normal do rato. Após esta medição foi injetado na região subplantar da pata posterior direita 0,1 ml de formol, e medido o deslocamento imediatamente após esta administração (tempo zero). A formação do edema foi avaliada por este sistema de deslocamento da coluna de mercúrio, registrando as variações de volume mediante a imersão das patas dos animais no recipinte maior nos seguintes tempos: 30, 60, 120, 180 e 240 minutos após a injeção do agente flogístico. Os resultados foram expressos como as diferenças de volume deslocado entre o tempo zero e os tempos subsequentes.

A Arnica Montana mostrou atividade antinflamatória quando provocou redução do edema da pata do rato provocado pelo formol em relação ao grupo controle de ordem da 56,52%, 42,42%, 32,96%, 33,66% e 18,52% aos 30, 60, 120 180 e 240 minutos respectivamente após a indução do edema. Esta ação apesar de menor que o corticóide apresentou-se muito próxima. Podemos observar, ainda que os animais apresentaram um comportamento semelhante ao grupo controle não demonstrando os efeitos tóxicos da arnica.

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Influência de AAS, álcool, indometacina, cafeína e flúor na secreção gástrica de ratos

L.A. Pedrolli*; C.E. Pinheiro; M.C.F.A.Veiga

FOP – UNICAMP

Muitos trabalhos têm relacionado interações entre drogas e a secreção gástrica. Com intuito de verificar a influência de certas drogas na secreção gástrica, 100 ratos machos adultos (wistar), após jejum de 48h foram anestesiados e submetidos à ligação do piloro. A seguir foi administrado via oral (intragástrica) 0,5ml das seguintes soluções: Soro Fisiológico (S); Álcool 25% (A1) e 50% (A2); AAS 0,2% (AS); Indometacina  0,25% (I1) e 0,5% (I2); Cafeína 0,1% (C1) e 0,2% (C2); Flúor 10 ppm (F1) e 20 ppm (F2). Após 4 horas, os animais foram sacrificados e o estômago removido para coleta de suco gástrico, no qual foi avaliado pH e volume. Resultados - vol (ml) e pH: S (4,88 e 1,935); A1 (5,4 e 1,778); A2 (8,35* e 2,346*); AS (5, 09 e 2,311*); I1 (6,46* e 1,621); I2 (6,3* e 1,93); C1 (8,65* e 3,433*); C2 (9,6* e 2,46*); F1 (10,93* e 1,381*); F2 (4,94 e 1,967). *Estatisticamente significante em relação ao controle (5%).

 

Todas as drogas testadas exceto o AAS , induziram um aumento do volume da secreção gástrica, sendo o flúor o mais potente. Entretanto o álcool (A2), o AAS (AS) e a cafeína (C1 e C2) aumentaram significativamente o pH enquanto o flúor (F1) induziu uma redução significante do pH do suco gástrico.

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