1

 

ANÁLISE ELETROMIOGRÁFICA DOS M. omohyoideus venter superior E  M. digastricus venter anterior.

 

HELOISA A.L. CASTRO-TORETTA, FAUSTO BÉRZIN, BRUNO KÖNIG JR.

 

Dept. Morfologia, Faculdade de Odontologia de Piracicaba-UNICAMP.

 

Os músculos, ventre superior do omo-hioideo e ventre anterior do músculo digástrico foram analisados eletromiograficamente em 20 voluntários em movimentos da língua e da cabeça.  Foram analisados os seguintes movimentos: movimentos da língua: propulsão, lateralidade à direita e à esquerda, retropulsão, colocar a ponta da língua no palato duro e mole, e no assoalho da boca. Movimentos da cabeça: flexão, extensão, rotação à direita e à esquerda, inclinação à direita e à esquerda. Os resultados permitiram observar que:

Movimentos da língua: O ventre anterior do M. digástrico, apresenta 65% de atividade eletromiográfica no movimento de propulsão, lateralidade à direita 70% e à esquerda 40%. No movimento de retropulsão este músculo apresenta-se inativo. Apresenta uma atividade eletromiográfica de 85% quando coloca-se a ponta da língua no palato duro e no palato mole 55%. Quando colocamos a língua no assoalho da boca, a atividade é de 50%.

O ventre superior do M. omo-hioideo, apresenta uma atividade eletromiográfica de 75% no movimento de propulsão, lateralidade à direita 70% e à esquerda 90%.

No movimento de retropulsão, este músculo apresenta-se inativo. Nos movimentos de colocar a ponta da língua no palato duro a atividade eletromiográfica apresentada foi de 75%, no palato mole 50%, colocar a ponta da língua no assoalho da boca 80%.

Observamos então que, ambos os músculos apresentam atividade em quase todos os movimentos, exceto na retropulsão da língua.

Na cinesiologia da cabeça, os resultados permitiram concluir que, os referidos músculos não apresentam atividade eletromiográfica.

 

 

2

 

ANATOMIA DO RECESSO FRONTO-ETMOIDAL 

 

Palio L. Navarroo; Janir M. Gonzales & João A. C. Navarro.

 

Depto do Anatomia Faculdade de Medicina da Universidade Estadual de Londrina-PR e FOB-USP, 17043-101, Bauru-SP.

 

A região do recesso fronto-etmoidal apresenta grande complexidade em sua anatomia. Por ser área comum de drenagem de células etmoidais anteriores e do seio frontal, nela encontram-se patologias que podem requerer intervenções cirúrgicas seletivas. Assim, o conhecimento dessa anatomia das regiões do "AGGER NASI" e do infundíbulo, torna-se cada vez mais importantes às micro-cirurgias.

Em 30 hemi-cabeças de cadáveres de indivíduos adultos, dissecados ao microscópico cirúrgico, foi observada a disposição anatômica das células etmoidais anteriores em relação ao seio frontal e seu óstio ou canal de drenagem.

Em 21 casos encontrou-se o canal frontonasal abrindo-se no infudíbulo; em 9 casos, mais abaixo, no canal semilunar; em 25 casos o canal apresentou-se amplo; em 5 casos havia estreitamento do canal por célula etmoidal em sua trajetória frontonasal; em 4 casos, uma célula etmoidal projetava-se no assoalho do seio frontal como "bolha frontal"(célula de Boyer); verificou-se que a anatomia do complexo etmoidal-fronta1 apresenta um caráter individual e também difere de um lado para outro, no mesmo indivíduo.

 

3

 

ASPECTOS ANATÔMICOS CRANIAIS DAS CÉLULAS ETMOIDAIS.

 

João A.C. Navarro & Regina P. Santos

 

Depto de Morfologia. Faculdade de Odontologia de Bauru, USP, 17043-101, Bauru-SP.

 

Na literatura tem-se registro do comportamento anatômico da células etmoidais como muito complexo e difícil sistematização.

Genericamente, as células etmoidais são classificadas em anteriores, com maior número, porém menos volumosas e as posteriores em menor número porém mais volumosas. Quanto as aberturas nasais das células, as posteriores teriam seus óstios no meato superior e as anteriores, no meato médio.

O comportamento sistemático das células pela suas faces superiores ou craniais é muito variável, com possibilidade de grandes expansões supra-orbitais.

Verificamos através de 30 dissecações ao microscópio cirúrgico (D.F. Vasconcelos), que a anatomia das células etmoidais observadas pelo lado cranial é muito variável, apresentando-se dispostas regularmente, cuboidais, ao longo do espaço orbitonasal, em 5 (16%) casos; com regular expansão supra-orbital, principalmente das células anteriores, em 17 (56%) casos; gandes expansões foram observadas em 8 (26%) casos; nos quais havia células cobrindo totalmente o espaço supra-orbital, até a proximidade parietal.

As expansões bilaterais, concentraram-se tanto nas células anteriores quanto nas posteriores.

 

 

4

 

CRESCIMENTO DE OSSOS DO CRÂNIO HUMANO NO SEGUNDO E TERCEIRO TRIMESTRES GESTACIONAIS.

 

Maria Urânia Alves & Carlos Alberto Mandarim-de-Lacerda.

 

Dep. Anatomia, Fac. Odontologia UERJ, 20551-030 RJ (Fax: 21 254-3532).

Com o objetivo de comparar os crescimentos dos ossos da face e do crânio na vida pré-natal, o incremento do peso de alguns ossos foi estudado em 30 fetos humanos com idades entre 17 e 41 semanas gestacionais, ambos os sexos. Usou-se análise multivariada (análise dos componentes principais, ACP) com base em matriz de covariância com os pesos dos ossos transformados em seus logaritmos naturais. Os cálculos foram realizados com o auxílio dos programas Excel e Statgraphics em computador compatível IBM PC. O primeiro componente principal apresentou 92,12 % de variância total, e todos os caracteres foram positivamente correlacionados com este componente. O autovalor z-1/2 foi 0,302 indicando a isometria dos parâmetros analisadas com índice de significância a = 0,05. A ACP evidenciou o crescimento ósseo na seguinte seqüência: a) com alometria negativa: vômer, palatino, mandíbula e maxila; b) com isometria: zigomático; c) com alometria positiva: esfenóide, etmóide, frontal, ocipital, temporal e parietal. Durante os dois últimos trimestres gestacionais o crânio mostrou taxas de crescimento diferentes, considerando separadamente ossos da face e do crânio. Os ossos da face apresentaram autovalores menores que os dos ossos do crânio (da base do crânio inclusive). Isto se relaciona, provavelmente, com o fato dos ossos do crânio serem afetados pelo aumento do volume do cérebro ainda durante a vida pré-natal, enquanto os ossos da face o são, principalmente, pelo desenvolvimento de suas matrizes funcionais na vida pós-natal. Apesar do presente estudo analisar apenas o aumento ponderal da matriz desidratada de ossos da cabeça, pode-se considerar os resultados como uma aproximação do fenômeno de crescimento pré-natal destas estruturas no indivíduo vivo.

Auxílio financeiro CNPq (50.04.27 /91.7) e CAPES 

 

5

 

DISTRIBUIÇÃO DAS FIBRAS ELÁSTICAS NO DISCO ARTICULAR DA ATM HUMANA.

 

Ana M. Minarelli & Edson A. Liberti

 

Depto.de Anatomia, Instituto de Ciências Biomédicas / USP

Av. Prof. Lineu Prestes, 2415- BIO III - FAX : 5511 813 0845

 

A distribuição das fibras elásticas no disco articular da ATM foi verificada em oito fetos de 3 a 6 meses de V.I.U. e em oito adultos dentados com idade compreendidas entre 30 e 39 anos. O material foi processado de acordo com técnica histológica rotineira em cortes sagjtais e transversais semi-seriados de 8µm corados segundo o método de WEIGERT.

O disco foi dividido em três regiões - anterior, central e posterior, sendo que os resultados encontrados foram:

a) maior concentração de fibras elásticas na região anterior, em ambos os grupos, principalmente na periferia próximo à cápsula, onde feixes espessos foram notados;

b) a densidade das fibras diminuiu na região posterior, sendo que a menor quantidade foi verificada na região central;

c) comparativamente, o grupo de fetos apresentou uma maior quantidade de fibras em relação ao grupo de adultos.

 

 

 

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ESTUDO ANATÔMICO DA LOCALIZAÇÃO DOS FORAMES REDONDO E PTERIGÓIDEO, NA PAREDE POSTERIOR DA FOSSA PTERIGOPALATINA.

 

João A. C. Navarro; Jesus C. Andreo & Andrea F. F. Belone.

 

Faculdade de Odontologia de Bauru, USP, 17043-101, Bauru, SP.

 

Anatomia cirúrgica da fossa pterigopalatina e das regiões adjacentes tem merecido crescente interesse dos pesquisadores com o advento das micro-cirurgias, em especial das neurectomias.

A parede posterior da fossa pterigopalatina está formada pela face anterior do processo pterigóide, do osso esfenóide. Nela localizam-se as aberturas anteriores dos canais redondo e pterigóide, por onde transitam o nervo maxilar, artérias e veias do canal redondo e nervos, artérias e veias do canal pterigóide, respectivamente. Esses elementos fazem parte do complexo vasculonervoso que alcança a fossa e mantém, importantes relações anatomofuncionais com o gânglio pterigopalatino.

O direcionamento daqueles canais e suas perspectivas aberturas na fossa são de grande importância ao direcionamento das estruturas anatômicas neles contidas.

Através da observação direta de 30 fossas pterigopalatinas, sendo 5 bilaterais e 20 unilaterais, em crânios de adultos exumados, pode-se observar a localização do forame redondo à lateral e superior do forame pterigóideo.

Estando este num plano horizontal mais inferior encontrou-se uma crista óssea vertical ou oblíqua, simplesmente uma tuberosidade, separando dois forames.

Mesmo em se tratando de duas formações em superfície óssea única, observaram-se variações anatômicas em suas localizações e também na parede óssea que os separa.

 

7

 

ESTUDO ELETROMIOGRÁFICO DA POSIÇÃO POSTURAL DA MANDÍBULA.

 

 

CLAUDIA R.S. FARIA; FAUSTO BÉRZIN

Faculdade de Odontologia de Piracicaba - UNICAMP.

 

Os mm., temporal (porção anterior), masseter (porção superior e inferior) e suprahioideos do lado direito e esquerdo eram estudados concomitantemente em 10 voluntários adultos jovens com oclusão normal (Classe I de Angle) sem evidência clínica disfunção do sistema estomatognático. Nenhum dos voluntários submeteu a tratamento ortodôntico. Para este estudo nós usamos um eletromiógrafo NICOLET-VIKING II de 8 canais com eletródos de superfície (BECKMAN).

Os voluntários permaneceram sentados, em posição postural normal e foram analisadas as seguintes situações: sem nenhum estímulo; ouvindo música suave; em situação de stress; usando placa de mordida; sem placa de mordida; alterando a pressão endobucal  e  com respiração bucal.

Não foram observadas contrações sincrônicas de unidades motoras que caracterizassem presença de tônus muscular mantendo a mandíbula contra a força da gravidade.

 

 

 

 

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ESTUDO ELETROMIOGRÁFICO DOS MÚSCULOS ORBICULARES DA BOCA E MENTONIANO EM INDIVÍDUOS COM MALOCLUSÕES E DEGLUTIÇÃO ATÍPICA

 

*DARCY DE OLIVEIRA TOSELLO, *MATHIAS VITTI, *FAUSTO BÉRZIN e **MARIA BEATRIZ B.A. MAGNANI.

 

*Deptos. de Morfologia e **Odontologia Infantil da Faculdade de Odontologia de Piracicaba-UNICAMP.

 

A função e o nível de atividade dos músculos orbiculares da boca (superior e inferior) e do mentoniano, foram verificados eletromiograficamente em vários movimentos e levados a efeito em 15 crianças com idades entre 8 e 12 anos, portadoras de maloclusão Classe II de Angle, divisões 1 e 2, com deglutição atípica e/ou lábios incompetentes, sem tratamento ortodôntico. Observou-se que na posição de repouso com os lábios separados, não houve atividade em nenhum dos músculos. Quando o contato labial ocorria, registrou-se potenciais de ação nos músculos estudados, nos indivíduos com lábios incompetentes. Nos movimentos de sucção de canudo; de chupeta; do dedo polegar; de soprar canudo livremente; de insuflar as bochechas; de projeção dos lábios; de compressão dos lábios contra os dentes e entre si, foi notada grande atividade dos músculos orbiculares da boca, sendo maior no m. orbicular inferior, seguido do m. orbicular superior e do m. mentoniano. Quando comparados aos registros de crianças com oclusão clinicamente normal, constatou-se que a atividade eletromiográfica dos referidos músculos é maior nos indivíduos com maloclusões e lábios incompetentes e/ou deglutição atípica.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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GLÂNDULAS SALIVARES DE DIFERENTES ANIMAIS DE LABORATÓRIO,

MICROSCOPIA ELETRÔNICA DE TRANSMISSÃO E VARREDURA

 

Bruno König Jr., Teima S. Masuko e li-Sei Watanabe

 

Departamento de Anatomia, ICB/USP

 

A presente pesquisa trata da análise comparativa de diferentes glândulas salivares de alguns animais de laboratório. Comparação também foi feita com glândulas salivares obtidas de humanos em casos de cirurgia. A finalidade da pesquisa é também a de analisar as propriedades de técnicas diversas, usadas durante nossos estudos. Os procedimentos para obtenção de nosso material para ser observado no MEV e MET foram os de rotina usando tampão cacodilato e completando o preparo com ácido tânico. Foram empregados diferentes tipos de colagenase para provocar a digestão do tecido conjuntivo e melhorar o visual das estruturas de origem epitelial. Colagenases de tipos II, III, IV e V, das firmas Hoechst e Sigma, foram empregadas. Em caráter experimental também foi empregada a colagenase II em material preparado para a MET. Verifica-se que em um mesmo tipo de glândula (parótida, submandibular ou sublingual), o tamanho dos ácinos e túbulos quase não varia, pelo menos nos animais pesquisados (rato, gato e cão). Variação foi verificada no tamanho dos grânulos de secreção e no seu conteúdo de saliva serosa e/ou mucosa. Os grânulos em sua grande maioria são mistos mas sua estruturação e conteúdo de tipo de saliva varia. Os cães têm uma saliva de parótida praticamente serosa enquanto que os outros animais apresentam grânulos mistos. Mesmo nas glândulas submandibulares os cães apresentam um conteúdo de saliva serosa bastante expressivo. Os grânulos podem ser de forma esferóide ou ovóide e podem ser por exemplo mucosos com um centro seroso. Podem ter forma irregular e ter uma porção central mucosa e a periferia serosa. Também são encontrados grânulos de natureza principalmente mucosa, que podem se fusionar formando os denominados lagos de saliva. A variação do tipo de saliva e da estrutura dos grânulos pode estar relacionada com os diferentes hábitos alimentares dos animais. A saliva do cão é aparentemente mais fluida do que a do gato e do rato. Glândulas salivares de pacientes operados só são observadas a título de curiosidade pois o material obtido pode estar afetado por algum fator patogênico que desencadeou a necessidade de uma intervenção cirúrgica.

Pesquisa feita no Departamento de Anatomia do ICB/USP e financiada pela Alexander von Humboldt-Stiftung.

 

 

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MICROSCOPIA ELETRÔNICA DE VARREDURA SOBRE O TRAUMA PERIODONTAL EM GERMES DENTAIS A SEREM TRANSPLANTADOS

 

Bruno König Jr.,*CIóvis Marzola,** e li-Sei Watanabe

 

*Departamento de Anatomia, ICB/USP. **Departamento de Cirurgia Buco Maxilo Facial FO/USP/Bauru.

 

Os primeiros trabalhos científicos para transplantes dentais foram defendidos por Fuchard, Burdet e Richter entre 1600 e 1700. Dentre os diferentes tipos de transplantes, os autógenos são os que vêm apresentando os melhores resultados. Para maior sucesso na cirurgia, é necessária a preservação da integridade da membrana periodontal baseada em princípios biológicos.

Os germes dentários foram obtidos de pacientes com idade variando entre 16 e 18 anos sendo que o ápice da raiz ainda não estava completo. O método de extração variou para que fosse definido o melhor procedimento.

Após processamento para microscopia eletrônica de varredura, isto é, fixação em solução de Kamovsky e OsO4, desidratação em série de álcoois e ponto crítico, seguida de metalização por ouro/paládio durante 90seg, no Departamento de Anatomia do ICB da USP, o material foi fotografado em MEV no Departamento de Anatomia Patológica da FMUSP (serviço do Prof. Dr. A. Sesso) e no Instituto de Anatomia da Universidade de Medicina de Lübeck/Alemanha (serviço do Prof. Dr. W. Kühnel).

As ilustrações mostraram que a trama de fibras colágenas é muito complexa e constituída de diferentes camadas que se distribuem da superfície do periodonto até a superfície da raiz do dente. Os diâmetros maiores e menores das malhas da rede colágena vão diminuindo à medida que se aprofundam em direção a raiz dentária. Portanto, quanto mais próxima do dente, mais fechada é a trama e maior a superfície de aderência. O traumatismo desse tecido periodontal e de partes duras do dente, pode levar a um desarranjo na rede de microvascularização (em estudo) do alvéolo e conseqüente absorção de tecido radicular. Os movimentos de extração de germes para transplantes devem ser feitos a nível da coroa dentária e a membrana do saco dental deve ser dissecada cuidadosamente.

Projeto de Pesquisa CNPq 50.0142/92 e Alexander von Humboldt-Stiftung.

 

 

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TÉCNICA PARA QUANTIFICAÇÃO DE ESTRUTURAS BIOLÓGICAS ATRAVÉS DA ANÁLISE DO COMPRIMENTO DE ONDA DA LUZ TRANSMITIDA PELAS MESMAS.

 

Mario A. M. Perito, Arthur E. B. Secco, Ricardo Forensis, Edson A. Liberti, Ana M. Minarelli

 

Departamento de Anatomia - ICB - USP

Av. Prof. Lineu Prestes 2415, BIO III - Fax 55 11 813-0845

 

O objetivo do presente trabalho é apresentar uma técnica para a quantificação de quaisquer estruturas biológicas através da análise do comprimento de onda da luz transmitida pelas mesmas. Para tanto foram analisadas experimentalmente as fibras colágenas do disco da articulação temporomandibular (ATM).

O disco da ATM é formado por feixes de fibras colágenas que de acordo com sua espessura constituem o colágeno Tipo I e o colágeno Tipo III. A coloração dessas estruturas pela técnica do Picro-Sirius permite identificar sob luz polarizada o colágeno Tipo I corando-se em vermelho, laranja, verde claro e amarelo, e o colágeno Tipo III corando-se preferencialmente em verde escuro.

Muito embora se tenha uma noção da distribuição das fibras colágenas no disco da ATM, a quantidade dos tipos de colágeno é difícil de se determinar.

No presente trabalho foram digitalízadas imagens de cortes histológicos com o auxílio do sistema DCS 200 Kodak*, e analisadas em microcomputador através de um programa desenvolvido para processamento de imagens, tornando-se possível quantificar os tipos de colágeno quando observados sob luz polarizada, uma vez que cada tipo de colágeno emite luz de comprimento de onda diferente.

*Sistema Profissional para Digitalização de Imagens KODAK - DCS 200

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

BIOQUÍMICA

 

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ANÁLISE DA CONCENTRAÇÃO E TIPO DE AÇÚCAR PRESENTE EM PRODUTOS ALIMENTÍCIOS GULOSEIMA5) E MEDICAMENTOS (XAROPES E PASTILHAS) ENCONTRADOS NO MERCADO NACIONAL.

 

Jaime Aparecido Cury & Michel Hyun Koo

 

Depto. de C1ências Fisiológicas Laboratório de Bioquímica Oral, Faculdade de Odontologia de Piracicaba da UNICAMP(SP). CEP 13414-900.

 

O potencial cariogênico de alimentos tem sido relacionados com a concentração de diversos açúcares, principalmente a sacarose. Segundo um estudo realizado por Mc Donald & Stookey (J.Cent.Res. 56:l00l-l0O6, 1977), a relação entre o conteúdo de sacarose dos alimentos e cárie, apesar de não linear, era direta. Assim, analisamos a concentração e o tipo de açúcar em 30 produtos, que foram divididos em 5 grupos. Doces, chocolates, bebidas, balas e medicamentos, além do grupo controle(solução de sacarose a 10%), adquiridos em 3 pontos de vendas diferentes. A extração do açúcar foi feita em água destilada e deionizada em embulição, sob agitação até a dissolução total. A dosagem do açúcar redutor foi determinada de acordo com SOMOGYI & NELSON, utilizando-se para a leitura dos dados um espectofotômetro digital Spectronic 20, Beuschilomb. Para determinação da sacarose, foram realizadas em 2 etapas: 1- Hidrólise da sacarose presente nos produtos através de HCl concentrado, 2 -Dosagem do açúcar hidrolisado (sacarose) pelo método de SOMOGYI & NELSON. Os resultados obtidos reveleram menor concentração de sacarose em refrigerantes como guaraná (3,5%) e Coca Cola (4,2%) ao contrário nas bebidas TANG (66,8%) e altas concentrações em doces populares como paçoca (45,5%), doce de abóbora (67,7%) assim como em pirulitos SINGS (62,8%), balas SOFT (45,3%) além dos xaropes como AEROLIN e MUCO?AN (37,3% e 42,1% respectivamente) e principalmente em glóbulos homeopáticos (84,7%) e pastilhas VALDA (35,4%). Concluímos que concentrações altas de açúcar cariogênico são encontradas não só em guloseimas como também em medicamentos incluindo pastilhas para garganta a glóbulos homeopáticos.

 

 

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ESTUDO DE CONDIÇÕES DE ENVELHECIMENTO PRECOCE DE DENTIFRÍCIOS PARA PREVER O COMPORTAMENTO DO FLÚOR EM CONDIÇÕES AMBIENTAIS.

Cínthia Pereira Machado & Jaime A. Cury.

Dept. Ciências Fisiológicas, Faculdade de Odontologia de Piracicaba, UNICAMP , 13.414-018 Piracicaba (SP).

O objetivo do presente trabalho foi estabelecer uma condição laboratorial que correspondesse ao armazenamento a temperatura ambiente após 1 ano.  Para tal, foram utilizados dentifrícios contendo 1200 ppm F, um deles  na forma de NaF e o outro na forma de MTP. Contendo carbonato de cálcio como abrasivo.  Bisnagas destes dentifrícios foram armazenadas a temperatura ambiente (média de 22,2 °C) ou submetidas a 45°C (envelhecimento precoce).  Os dentifrícios à base de MFP também foram armazenados a 55°C.  Os dentifrícios armazenados a temperatura ambiente foram analisados após 44, 90, 179, 358 dias, e aqueles armazenados a 45 e 55°C, 24, 48, 96, 192 e 384 horas após. Assim que formulados, analisou-se nos dentifrícios as concentrações de flúor solúvel na forma iônica e ionizável e o total (solúvel + insolúvel). Determinou-se também a  capacidade dos mesmos em reagir com o esmalte dental humano, avaliando-se o flúor total.  Para as análises de flúor utilizou-se eletrodo específico ORION 96-09.  Os resultados mostraram que a concentração de flúor iônico nos dentifrícios à base de NaF decresceu (549,7 a 362,3 ppm F) em função do tempo, aumentando a de flúor insolúvel (612,3 a 867,7 ppm F). Nos dentifrícios à base de MFP houve decréscimo de flúor ionizável (981,4 a 432,4 ppm F) e aumento de flúor iônico (103,4 a 346,6 ppm F) e insolúvel (59,3 a 337,6 ppm). Estes resultados refletem o armazenamento a temperatura ambiente.  Com relação a reatividade, esta aumentou nos dentifrícios à base de MFP em função do tempo.  Utilizou-se o Teste Bilateral de Dunnett, considerando o tempo de 358 dias como testemunha e comparando com este os diversos tempos de armazenamento a 45 e 55°C.  Através da análise estatística, conclui-se que para os dentifrícios à base NaF, o armazenamento  a 45°C durante 192 horas corresponde ao armazenamento a temperatura ambiente por 1 ano.  Para os dentifrícios à base de MFP, o armazenamento a 55°C durante 348 horas corresponde ao armazenamento a temperatura ambiente por um ano.  Em relação à reatividade, pode-se concluir que o teste in vitro com partícula de esmalte não é método adequado para se avaliar a diminuição da atividade de dentifrícios com MFP após seu envelhecimento.

 

 

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ESTUDOS HISTOLÓGICOS E BIOQUÍMICOS DE GRANULOMAS PROVOCADOS POR IMPLANTES DE HIDROXIAPATITA, ESMALTE E CARVÃO ATIVADO EM TECIDO SUBCUTÂNEO DE RATOS.

 

Luciane Maeda, Fernando C. Buttignol, Denise T. Oliveira. José M. Granjeiro, José R. Kina & Eulazio M. Taga.

 

Departamento de Bioquímica. Faculdade de Odontologia, de Bauru-Universidade de São Paulo.

 

A análise de diversos biomateriais passa pela avaliação dos efeitos provocados pela implantação destes em tecido subcutâneo de ratos com o objetivo de verificar a reação tecidual do ponto de vista histológico e bioquímico. Um total de 72 ratos Wistar, machos, com pcso de 160 gramas foram divididos em grupos de 9 animais os quais receberam implantes (30 mg) de partículas de esmalte dentário humano, carvão ativado e hidroxiapatita microgranular (BioHapatita) na região dorsa1 subcutânea. Ao final de 12, 24 e 48 horas e 3, 7, 21, 30 e 60 dias os animais foram sacrificados e as regiões dos implantes removidas para análise histológica (ME) e bioquímicas usando p-nitrofenilfosfato como substrato da fosfatase ácida e alcalina. A unidade enzimática é definida como micromol (umol) de p-nitrofenol liberado por minuto. A atividade específica é definida como UE por miligrama de proteína.

A quantificação da fosfatase ácida expressa em atividade específica mostrou um perfil enzimático semelhante para ambas as enzimas até o 21º dia, após o qual apenas o esmalte mostrou um comportamento diferente. O esmalte foi totalmente reabsorvido ao final do experimento, o granuloma provocado pela hidroxiapatita mostrou sensível redução em suas dimensões enquanto o carvão manteve-se inalterado. O granuloma induzido pelo esmalte apresentou uma redução na atividade específica da fosfatase ácida, até níveis próximos aos iniciais, ao contrário dos induzidos pelo carvão e hidroxiapatita. O granuloma induzido pelo carvão apresentou elevação do nível de fosfatase alcalina nos 3 primeiros dias e estabilização a partir do 7º dia em níveis iguais ao inicial. 0 esmalte mostrou uma segunda elevação no 30º e a hidroxiapatita no 60º dia. Os resultados sugerem a possibilidade de utilização do perfil enzimático de enzimas para O estudo da biocompatibilidade dos biomateriais para uso odontológico e médico.

Auxílio Financeiro: USP

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CARIOLOGIA

 

 

 

 

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AVALIAÇÃO CLÍNICA DE SELANTES OCLUSAIS APÓS 12 MESES.

 

Paula F. Nóbrega; Valdemar Vertuan

 

Departamento de Odontologia Social. Faculdade de Odontologia de Araraquara-UNESP. 14.801-903 - Araraquara-SP.

 

Selantes de fissuras têm demonstrado ter bom efeito preventivo contra cáries de fissuras em dentes recém-erupcionados, principalmente. O objetivo desse estudo é avaliar clinicamente a retenção e eficácia de 3 marcas comerciais de selantes oclusais fotopolimerizáveis (Delton-Johnson & Johnson, Concise - 3M e Fluroshield-Dentisply) nos primeiros molares permanentes hígidos de 74 escoares de 6 a 9 anos de idade. Três dentes eram selados e um permanecia como controle. Após 12 meses, avaliou-se a presença do selante através de exame clínico direto com sonda clínica e espelho onde viu-se que o percentual de retenção completa foi maior para o selante Fluroshield(68,3%) seguido do Concise e Delton, embora não tenha havido estatisticamente diferença entre as três marcas de selantes quanto à retenção. Os selantes Fluroshield e Concise mostraram_uma_eficácia preventiva semelhante, medida através do percentual de cáries prevenidas quando comparados os grupos de estudo e controle, embora estatisticamente as três marcas tiveram o mesmo comportamento preventivo. A importância na aplicação de selantes oclusais para prevenir cáries de sulcos e fissuras pode ser vista quando se comparam os grupos de estudo e controle pois, os dentes que receberam selantes permaneciam hígidos 83,3% contra apenas 41,4% do grupo controle .

Auxílio Financeiro: FAPESP ( 91/1606-8 ) 

 

 

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EFEITO DE FORMULAÇÃO COM CLOREXIDINA E FLÚOR NA FORMAÇÃO E COMPOSIÇÃO DA PLACA DENTAL E NA INCORPORAÇÃO DE FLÚOR NO ESMALTE.

 

Altair A. D. B. Cury, Maria A. B. Rebelo, Jaime A. Cury.

 

Faculdade de Odontologia de Piracicaba, UNICAMP, 13414-018 Piracicaba (SP).

 

Em condições de alto risco de cárie o uso isolado de flúor é incapaz de controlar totalmente o desenvolvimento de cárie, sugerindo a necessidade do controle químico da placa dental. Entretanto a formulação deve ser compatível em termos de atividade antiplaca e anticárie. Assim, avaliou-se uma formulação experimental contendo NaF a 0,05% e clorexidina a 0,12% em comparação com placebo. O estudo foi do tipo cruzado, com oito voluntários, em duas etapas de 03 dias. Antecedendo as etapas os voluntários escovaram os dentes com dentifrício não fluoretado. Após uma profilaxia os voluntários foram divididos em 02 grupos de quatro e foram instruídos para paralisar a escovação e bochechar 2x/dia as formulações experimental ou placebo, utilizando-se volume de 10 ml. Para estimular a formação de placa foi feito bochecho com 10 ml de sacarose a 20%, 5x/dia. Os voluntários também faziam uso de dispositivo intraoral palatino contendo 04 blocos de esmalte dental humano de 3x3 mm. No quarto dia avaliou-se nos voluntários o índice de SILNESS & LÖE de placa (I.P.), após o que toda placa formada foi coletada para análise. Na placa determinou-se a concentração (ppm) de flúor solúvel (F.P.) em HCl 0.5 M e as concentrações (ug/mg) de polissacarídeos solúvel (P.S.) e insolúvel (P.I.) (extraído com NaOH M). Nos blocos de esmalte determinou-se flúor total (F.E.) incorporado (ppm) através de remoção de camadas com HCl 0,5 M. Os resultados das médias e desvio padrões nos grupos placebo e experimental foram respectivamente de:

I.P. (1,90 ± 0.20; 0,40 ± 0,15}; F.P. (18,4 ± 9,5 j 126,4 ± 82,4}

P.S. (7,37 ± 1,64; 14,67 ± 6,78); P.I. (14,71 ± 1,47; 7,08 ± 4,00);

F.F. (1.233,8 ± 328,6 ; 1.862,5 ± 880,2).

Conclui-se que a formulação contendo clorexidina-flúor é compatível, reduzindo significativamente a formação de placa dental, modificando sua composição e incorporando flúor no esmalte.

 

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ESTUDO COMPARATIVO DE DIFERENTES MÉTODOS DE EXAME, UTILIZADOS EM ODONTOLOGIA, PARA O DIAGNÓSTICO DA CÁRIE DENTÁRIA.

 

Antonio C. Pereira e Ben-Hur W. Moreira.

 

Faculdade de Odontologia de Piracicaba, UNICAMP.

 

O objetivo deste trabalho foi comparar a eficiência e confiança de 3 tipos de exames, ou seja, exame clínico I (sonda exploradora, espelho bucal, cadeira comum e luz natural), exame clínico II (sonda exploradora, espelho bucal, cadeira odontológica e luz artificial) e exame III com a utilização de meios auxiliares de diagnóstico, ou seja, radiografias interproximais nas superfícies proximais de dentes posteriores e a fibra ótica por transiluminação (FOTI) em superfícies proximais de dentes anteriores. Foram utilizados 121 escolares da cidade de Piracicaba, Estado de São Paulo, 12 anos de idade, de ambos os sexos. Utilizaram-se classificações para o diagnóstico de cárie em relação aos exames clínico, FOTI e radiográfico. Foram realizados diagramas demonstrando as diferenças nos números de superfícies diagnosticadas pelos exames clínicos I e II em relação ao R-x e o FOTI, além de se obter os valores de sensibilidade e especificidade destes exames clínicos. Os resultados deste estudo mostraram que o exame III aumentou as médias do índice CPOS em 35,7% em relação ao exame clínico I e 15% em relação ao exame clínico II, enquanto o exame radiográfico diagnosticou 109% e 101% de cáries adicionais em superfícies de dentes posteriores, em relação aos exames clínicos I e II, respectivamente. O FOTI diagnosticou adicionalmente 100% e 136% de cáries em superfícies proximais de dentes anteriores em relação aos exames clínicos I e II, respectivamente.

Conclui-se que a utilização de instrumentos auxiliares de diagnóstico (radiografias interproximais e o FOTI) aumentou significativamente o número de superfícies cariadas diagnosticadas em relação aos exames clínicos I e II.

 

 

 

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PREVISORES DO INCREMENTO DE CÁRIE EM CRIANÇAS BRASILEIRAS.

 

José C.C. Gavazzi, José F. Höfling, Ben-Hur W. Moreira, Clotildes F. Peters, Antônio C. Usberti e Jaime A. Cury.

 

Faculdade de Odontologia de Piracicaba, Depto. de Diag. Oral - UNICAMP. Cx. Postal 052, 13.414-018, Piracicaba- SP.

 

A finalidade desta pesquisa foi avaliar os parâmetros clínicos, salivares e microbiológicos empregados na tentativa de se identificar pacientes de alto risco de incremento de cárie na dentição permanente. Desta forma, 356 escolares brasileiros, de ambos os sexos, com idades entre 06 e 08 anos no início da pesquisa, foram divididos em dois grupos: grupo Controle e grupo Tratado. Inicialmente foi feito exame clínico de cáries nos dentes decíduos e permanentes e também uma análise salivar, com relação ao fluxo salivar, capacidade tampão e contagens de S. mutans e Lactobacillus. O grupo Tratado foi submetido à aplicações tópicas de fluoreto e selante, com revisão semestral. Os exames salivares e clínico de cárie em dentes molares permanentes foram repetidos após 02 anos. Os resultados mostraram, respectivamente para os grupos Controle e Tratado, que entre os diversos previsores empregados para se identificar pacientes de alto risco para desenvolver atividade cariogênica, apenas o ceo-s (4,11 ± 5,68 e 5,51 ± 6,01) mostrou uma diferença estatisticamente significante (P>0,0082% e P>0,38%) dentro do incremento de cárie na dentição permanente (2,06 ± 2,37 e 1,53 ± 1,92), sendo o único índice com alguma confiança para se prever o risco de desenvolvimento de cárie. (Projeto apoiado pela FINEP, Proc. 04/03/85/0521/00).

 

 

 

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RELAÇÃO ENTRE O TESTE SIMPLIFICADO DA RESAZURINA E A INCIDÊNCIA DE CÁRIE EM ESCOLARES BRASILEIROS.

 

M. Luz R. Sousa1, Márcia P. A. Mayer2 , Luis O. C. Guimarães1 , Flávio Zelante2.

 

1-Faculdade de Saúde Pública da USP, 2- Instituto de Ciências Biomédicas, Universidade de São Paulo, São Paulo.

 

O teste de resazurina é um teste simplificado, vendido comercialmente no Japão (RD-test, SHOWA), para análise de atividade de cárie. O objetivo do presente estudo foi o de verificar a relação entre os resultados obtidos com o RD-test e a progressão de cárie. Para exame de prevalência de cárie inicial e aplicação do teste de resazurina foram amostrados 97 escolares com idade entre 11 e 13 anos. Após 2 anos, foi realizado um novo exame de cárie em 55 crianças do mesmo grupo, e calculada a incidência de cárie no período. A análise estatística segundo Kruskal-Wallis, (Tab.l) seguida de comparações múltiplas não paramétricas revelou diferenças significativas na progressão de cárie entre os grupos de alta e baixa atividade de cárie detectados pelo teste da resazurina. No entanto, o grupo de média atividade determinado pelo RD-test não mostrou diferenças significativas com os outros dois grupos. Estes dados revelaram uma associação entre a progressão de cárie e os resultados obtidos com o teste de resazurina, em uma população com alta prevalência de cárie, mas não recomendam o uso do RD-test como o único parâmetro para acessar o risco de cárie.

Tab.l - Análise de Kruskal-Wallis dos resultados do teste da resazurina em relação à progressão de cárie após 2 anos.

 

Níveis do teste                  números de                  média de novas

da resazurina                    indivíduos                  lesões de cárie 

 

BAIXO                                10                      18,6*

 

MÉDIO                                31                      28,1

 

ALTO                                 14                      34,5*

* Diferença estatisticamente significativa (Q > 2,394)

 

 

 

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SISTEMA DE AÇÕES DE NATUREZA COLETIVA - UM NOVO MODELO DE ATENDIMENTO ODONTOLÓGICO PARA O ESCOLAR.

 

Elisabete Moraes, Carlos Botazzo, Laura Covello, Olga M.P. Dias.

 

Faculdade de Odontologia de S. J. Campos, Dept. Patologia, 12245-000, São José dos Campos (SP) .

 

O Sistema de Ações de Natureza Coletiva propõe a adequação do meio bucal e controle da placa e da cárie por meio de uma fase inicial, envolvendo toda população estudada, que compreende escovação supervisionada, aplicação tópica de flúor e restaurações provisórias em decíduos e permanentes previamente à fase curativa definitiva. O sistema proposto foi testado em crianças de uma escola do Embú-SP por um período de 30 meses. A avaliação parcial aos 6 meses mostrou que 95% das crianças tinham sido atendidas contra 30,16 de escolares atendidos pelo Sistema Incremental Convencional. O custo por tratamento completado no novo sistema foi de 46,98 unidades contra 75,11 unidades para o Sistema Incremental. Após 30 meses, a avaliação epidemiológica demonstrou que, embora o índice CPOD apresentasse uma redução moderada, é no seu componente cariado que se observou a maior alteração, sendo praticamente zero. Além disso, ao se avaliar o incremento anual médio de cárie verificou-se que: pelo Sistema Incremental é de 1,06 dente cariado/ano, pelo Sistema de Ações de Natureza Coletiva, quando estão incluídas todas as crianças ao longo do período de 30 meses, é de 0,52 dente cariado/ano e quando são analisadas as crianças que permaneceram por todos os 30 meses no sistema é de 0,25 dente cariado/ano. O aumento da cobertura, a redução na relação custo/benefício, a diminuição acentuada no componente cariado do índice CPOD e principalmente a redução no incremento anual médio de cárie mostram que o Sistema de Ações de Natureza Coletiva é eficiente e eficaz no atendimento de escolares.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CIRURGIA E

TRAUMATOLOGIA

BUCO MAXILO-

FACIAL

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A NASOMETRIA COMO MÉTODO DE AVALIAÇÃO DOS EFEITOS DA CIRURGIA ORTOGNÁTICA SOBRE A FALA DE FISSURADOS DE PALATO: VALORES NORMATIVOS DE NASALÂNCIA.

 

Inge E. K. Trindade¹; Rodger M. Dalston²; Katia F. Genaro¹; Jacilene F. Si1va¹; Alceu S. Trindade Jr.¹; Donald W. Warren².

 

1 Setor de Fisiologia Hospital de Reabilitação de Bauru, USP, 17043-900 Bauru, SP; 2 Craniofacial Center. University of North Carolina, USA.

 

A hipernasalidade é uma das características da fala de fissurados de palato que apresentam inadequação velofaríngea após a cirurgia corretora primária. Dentre os instrumentos que tem sido desenvolvidos para identificar e quantificar o grau de nasalidade inclui-se o nasômetro, por meio do qual mede-se a nasalância. Este índice representa a quantidade relativa de energia acústica nasal na fala e mostra boa correlação com a nasalidade, avaliada perceptualmente. Como parte de um estudo mais amplo no qual pretende-se investigar se a cirurgia ortognática (CO) altera a nasalidade de fissurados de palato operados, determinamos no presente trabalho os valores de nasalância (energia acústica nasal/energia acústica oral+nasal x 100)em 51 indivíduos normais de ambos os sexos, com idade entre 6 e 30 anos, na produção de textos orais padronizados com e sem consoantes pressóricas (OP e OSP, respectivamente). Para tanto utilizou-se um nasômetro computadorizado Kay Elemetrics 6200. Os valores encontrados (X±DP) foram de 11±5%(OP) e 13±6% (OSP). Não foram observadas diferenças significantes entre sexos, idades e textos. Resultados preliminares obtidos em 6 pacientes submetidos à CO, envolvendo avanço da maxila, não são ainda conclusivos quanto ao efeito da CO sobre a nasalância. Entretanto, aumentos significativos foram observados em 3 pacientes, 40 dias após a cirurgia. Essas observações deverão ser extendidas para uma amostra maior e confirmadas para diferentes etapas do pós-operatório. Considerando que a CO pode modificar a posição relativa das estruturas velofaríngeas e interferir com as características físicas da cavidade nasal, o conhecimento dos valores normativos estabelecidos no presente estudo permitirá caracterizar as distorções de ressonância do fissurado de palato e as modificações de nasalidade eventualmente induzidas por esse procedimento.                                                                       APOIO FINANCEIRO: CNPq, NIH-USA

 

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ANÁLISE DA INCIDÊNCIA DOS SINTOMAS DAS DISFUNÇÕES DA ATM E SUA CORRELAÇÃO COM SEXO E FAIXA ETÁRIA.

 

Francisco A.S. Correia, Antonio S.F. Procópio, José B.D. Lemos.

 

Depto. de C.P.T.M.F. da FOUSP, 05508-900 São Paulo (SP).

 

Sendo as disfunções da ATM tão bem discutidas e pesquisadas, nossa atenção foi despertada para alguns pontos ainda obscuros. Com intuito de contribuir para seu esclarecimento, propusemo-nos estudar a prevalência dos mesmos, diante das variáveis sexo e idade. Anotando estas variáveis, iremos verificar sua correlação com os sintomas dolorosos, musculares e regiões relacionadas com ela. Propusemo-nos avaliar estes sinais e sintomas em dois grupos de pacientes, cruzando as informações obtidas percentualmente. Foram avaliados duzentos e sessenta e sete pacientes, em tratamento no ambulatório da Disciplina de Traumatologia Maxilo-Facial da FOUSP. Os pacientes foram escolhidos aleatoriamente e divididos em dois grupos, no intuito de pesquisar a prevalência das disfunções da ATM, quanto ao sexo e idade, relacionando estas variáveis com sinais, sintomas, musculatura estomagnática e zonas afins. Os dados coletados durante o exame clínico foram registrados e analisados estatisticamente.

Frente à criteriosa avaliação, concluímos que a maior incidência de disfunções de ATM, nos dois grupos em estudo, aconteceu no sexo feminino 83%, faixa etária de 20 a 29 anos 39,6% dos pacientes sendo que ocorreu grande incidência de sintomas dolorosos de 61,8%, em ambos os grupos, bem como limitação funcional 45,3%. O sintoma dor foi o mais referido como queixa principal de 61,8%, sendo o sinal clínico "estalo" o de maior incidência 43,7%, dos pacientes, e com limitação funcional apresentaram maior incidência de dor localizada unilateral de 19,3% e o sintoma dor espontânea foi o mais referido como queixa principal, ocorrendo na forma bilateral em 23,1% dos pacientes.

A região mais comprometida pela mialgias foi a cervical posterior 50,9% e os músculos mais comprometidos: o temporal anterior 72,8%, masséter profundo 70,9% e pterigóideo interno bilateralmente 63,6%. Os sintomas dolorosos, dor localizada ou irradiada superpõem-se à região anatômica dos músculos envolvidos.

 

 

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ANÁLISE DA ORTOPEDIA MAXILAR PRÉ-CIRÚRGICA-LABIAL EM PACIENTES PORTADORES DE FENDA UNILATERAL COMPLETA DE LÁBIO E PALATO.

 

Marcia André, Beatriz S. C. Mattos e Dorival P. Silva.

 

Depto. de C.P.T.M.F. Faculdade de Odontologia da USP, 05508-900 São Paulo (SP).

 

 

Em fendas unilaterais de lábio e palato, a maxila do lado lesado é separada do septo-nasal e assim o segmento menor é privado do impulso de crescimento, o que o torna pequeno e retroposicionado. A região pré-maxilar tende a crescer para fora e sofrer rotação para o lado não fissurado em conseqüência do desequilíbrio das ações musculares.

A intenção deste trabalho é apresentar e analisar os efeitos da ortopedia maxilar pré-cirúrgica-labial, através de um estudo comparativo em recém-nascidos, com fendas unilaterais completas e amplas de lábio e palato submetidos à utilização de uma placa palatina concomitante a uma contenção extra-oral por 3 meses consecutivos desde as primeiras semanas de idade.

Observou-se após medições estabelecidas, que o grupo de estudo evoluiu diferentemente do grupo controle.

Em relação à largura posterior da fenda encontramos que a redução foi de 39,27% no grupo de estudo, contra 14,25% no grupo controle. Com a finalidade de comprovar que essa redução foi obtida sem a alteração da largura posterior do arco maxilar tomamos essas medidas nas fases inicial e final do tratamento de ambos os grupos e verificamos que no grupo de estudo a alteração da largura posterior do arco foi pequena (3,15% de redução).

Quanto à fenda alveolar nossos resultados comprovam a eficácia do tratamento ortopédico pré-cirúrgico-labial, com a redução de 65,46% no grupo de estudo contra 8,95% no controle.

A relação ântero posterior foi reduzida significantemente no grupo de estudo sem provocar o colapso do arco maxilar.

Submetendo os resultados obtidos à análise estatística, concluímos que a ortopedia maxilar pré-cirúrgica labial promove uma redução da largura da fenda, além de proporcionar um melhor alinhamento do arco maxilar, sem contudo alterar sua largura posterior.

 

 

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ANOMALIAS DE DESENVOLVIMENTO DA MANDÍBULA PELA REMOÇÃO DO CÔNDILO  MANDIBULAR - ESTUDO EXPERIMENTAL EM RATOS

 

LUCIMAR RODRIGUES; JOÃO G. C. LUZ; HELCIO H. UONO; MARCO K. YAMAMOTO

 

Depto. de Cirurgia, Traumatologia Buco Maxilo Facial - Faculdade de Odontologia - USP

 

A mandíbula tem como principal centro de crescimento a fibrocartilagem que recobre o côndilo mandibular. Por ser aposicional cartilaginoso, explica as características de independência da mandíbula no processo de maturação morfo-dimensional da face. São freqüentes pacientes com alterações de desenvolvimento mandibular decorrente de traumas da articulação temporomandibular (ATM). Tendo em vista a grande freqüência de traumas a esta articulação, tais como fraturas de côndilo, consideramos importante avaliar experimentalmente o efeito da remoção do côndilo mandibular.

Foram utilizados Rattus norvegicus albinus, com idade do um mês, parte submetida ao experimento representado pela condilectomia unilateral sob anestesia geral e parte como grupo controle, não sofrendo portanto qualquer procedimento. Inicialmente, os animais receberam ração particulada por 2 semanas e a seguir ração granulada. Os animais foram sacrificados ao completarem 3 meses de idade. Foi realizado exame radiográfico através de incidência axial da cabeça do animal, num regime de 50 Kv, 10 mA, 0,4 s, com filme do tipo periapical.   Na avaliação radiográfica, foi traçada uma linha imediatamente anterior à bula timpânica "L" e determinado o ponto mediano, a seguir foi mensurado o ângulo entre o ponto médio dos incisivos inferiores e a linha "L", denominado ângulo "A", permitindo quantificar o desvio da linha média.

No estudo macroscópico foi observada importante assimetria mandibular na maioria dos animais operados, com desvio de linha média para o lado da condilectomia. Havia menor volume do músculo masseter no lado operado. A análise estatística, através do teste "t" de Student, revelou diferença significante (p< 0,02) entre os ângulos "A" obtidos para o grupo dos animais experimentais quando comparados com os do grupo controle. A condilectomia em ratos jovens promoveu uma importante anomalia do lado operado, com desvio de linha média para este mesmo lado.

 

 

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AVALIAÇÃO CINTIGRÁFICA SEQÜENCIAL DA RESPOSTA INFLAMATÓRIA ARTICULAR, APÓS CIRURGIA DE TERCEIROS MOLARES INFERIORES, EM PACIENTES COM DISFUNÇÃO DA ATM.

 

Oswaldo Crivello Jra, Maria Lúcia Cocatob, Fabíola M. Watanabec, Pedro F. Larab,d, Joaquim S. Campos-Netob & Ricardo M. Oliveira-Filhod.                                                                                                             

 

(a) Disc Traumatologia Maxilo-Facial, Fac. Odontologia USP, 05508-900 S. Paulo; (b) Serv. Radioisótopos, Hosp. Beneficência Portuguesa. S. Paulo; (c)Acad. Fac. Odontologia UMC, Mogi das Cruzes; (d)Dept. Farmacologia, Inst. Ciências Biomédicas USP, 05508-900 S. Paulo (SP).

 

Os portadores de disfunção da ATM são particularmente sensíveis a tratamentos odontológicos, sendo aconselhável que estes se façam em sessões curtas, minimizando assim a sobrecarga articular. Isto é particularmente difícil em cirurgias de terceiros molares, inclusos ou semi-inclusos, onde o ato operatório é demorado e traumático para a ATM.  Neste trabalho, estudou-se a resposta inflamatória articular, em pacientes com disfunção da ATM, após essa cirurgia. A resposta foi rastreada com 99mTc-MDP, conforme descrito anteriormente (Anais da SBpqO 8:38, 1992). Estudamos tal evolução através de clntlgrafias seqüenciais de crânio, realizadas no pré-operatório e no 1°, 12°, 22º e 44º dias pós-operatório. Foram selecionados 10 pacientes com indicação de remoção dos terceiros molares inferiores, inclusos ou semi-inclusos; em nenhum deles foi necessário uso de fármacos antiinflamatórios no pré- ou pós- operatório. Retângulos de 10x40 mm.mm focalizando a área de interesse foram recortados das respectivas cintigrafias.

As imagens cintigráficas da ATM ipsi-lateral à intervenção (Op) e da contra-lateral (NOp) foram centradas em anteparo vazado com janela circular de 4 mm de diâmetro, e o coeficiente de extinção óptica (E) determinado em espectrofotômetro Beckman a 640 nm.  Retângulos similares, .tomados na periferia de cada respectiva clntlgrafia, foram ajustados para E640 = 0, como controle. Os resultados estão  resumidos na figura.  A análise estatística mostrou que as duas curvas não são significativamente diferentes. Não houve, também, aumento da concentração do traçador nas ATM, ao longo do tempo de observação. Os resultados sugerem que o ato operatório realizado não agravou a disfunção articular preexistente.

 

 

 

 

 

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AVALIAÇÃO CINTIGRÁFICA SEQÜENCIAL DA RESPOSTA INFLAMATÓRIA LOCAL, APÓS CIRURGIA DE TERCEIRO MOLAR INCLUSO OU SEMI-INCLUSO. EFEITO DA HlDROXIAPATITA.

 

Oswaldo Crivello Jra, Fabíola M. Watanabeb, Maria Lúcia Cocatoc, Pedro F. Larac,d, Antonio S. Noséa, Joaquim S.

Campos-Netoc & Ricardo M. Oliveira-Filhod

 

(a)Dept. Cirurgia, Prótese e Traumatologia Maxilo-Faciais, Fac. Odontologia USP, 05508-900 S. Paulo; (b)Acad. Fac. Odontologia UMC, Mogi das Cruzes; (c)Serv. Radioisótopos, Hosp. Beneficência Portuguesa, S. Paulo; (d)Dept. Farmacologia. Inst. Ciências Biomédicas USP, 05508-900 S. Paulo (SP). 

 

A cirurgia dos terceiros molares inclusos ou semi-inclusos é ato operatório que freqüentemente exige osteotomia, resultando lojas cirúrgicas extensas. Vários autores preconizam o preenchimento dessas lojas com hidroxiapatita (HA), visando melhor reparação óssea e mesmo sugerindo ocorrência de ósteo-integração em função da biocompatibilidade da HA. A par disto, a HA é considerada por alguns como bom 'substituto ósseo'. Entretanto, principalmente em relação à HA granular, relatam-se problemas como migração dos grânulos de HA para tecidos moles circunjacentes, gerando inflamação. Neste trabalho, estudamos a reação inflamatória pós cirurgia de terceiros molares inclusos ou semi-inclusos, sem indicação para uso de fármacos antiinflamatórios no pré- ou pós-cirúrgico, com e sem inclusão de HA na loja óssea cirurgicamente criada. A obtenção das imagens cintigráficas denunciando inflamação baseou-se no tropismo de polifosfatos conforme descrito anteriormente (Anais da SBPqO 8:38, 1992), e foi realizada com 99mTc-MDP. Selecionaram-se 10 pacientes com indicação clínica de exodontia de terceiros molares inferiores; em 5 casos preencheram-se as lojas ósseas criadas com HA granular (HA-40(r), Lab.Humus). Nos demais seguiu-se rotina cirúrgica convencional. A evolução do processo inflamatório foi estudada através de cintigrafias de crânio seqüenciais (pré-operatório e 1º, 12º, 22º e 44° dias pós-operatório).

Retângulos de 10x40 mm.mm focalizando a área de interesse foram recortados dos cintigramas e o  coeficiente de extinção óptica (E) a 640 nm foi determinada conforme descrito (Crivello Jr et al., este Congresso). Os resultados estão resumidos na figura A maior resposta inflamatória em ambos os grupos ocorreu entre o 12° e o 22º dias pós-operatório. O grupo controle apresentou resposta inflamatória significativamente menor do que o observado no grupo HA, evidenciada pela diferença nos T1/2  de recuperação. A curva de decaimento no grupo HA mostra T1/2  de 97 dias, significativamente maior que o do controle (T1/2 = 61,3 dias). Isto pode ser explicado por provável reação de rejeição à HA usada. Nossos resultados corroboram os encontrados por Yamamoto et al. (Anais ds SBPqO 8:40, 1992).

 

 

 

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AVALIÇÃO CLÍNICA DO DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DA "DOR DE ATM" (DOR E DISFUNÇÃO MIOFASCIAL).                                                                                                                                        

 

Silvia Adler & Ricardo S. Goldman.                                                                                                    

 

 Serviço de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial do Hosp Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, 05403-010 S. Paulo (SP).

 

Este trabalho foi desenvolvido com 40 pacientes encaminhados ao Serviço para tratamento da Disfunção Temporomandibular (ATM). Os pacientes foram selecionados independente do sexo, com idade entre 18 e 20 anos, sem nenhuma cirurgia na ATM. Estes pacientes foram avaliados de forma global, procurando relacionar vários fatores com a queixa principal, levando em consideração os aspectos físicos (cabeça e pescoço) e emocionais, sendo que, na literatura, encontramos quase que a totalidade dos autores descrevendo o diagnóstico e o tratamento "fragmentando o paciente" e dando destaque muito grande à oclusão. Dentro do protocolo, foi elaborada uma ficha clínica para diagnóstico e evolução, além da avaliação odontológica. Estes pacientes foram examinados clínica e radiograficamente em conjunto com médicos ortopedistas e fisiatras, para avaliação da coluna  cervical, cintura escapular e seus músculos.  Com o diagnóstico fechado das alterações músculo-esqueléticas associadas da cabeça e do pescoço, estes pacientes retomam para tratamento assistIdo, que compreende: conscientização e correção da postura e dos hábitos mandibulares (que produzem hiperativldade muscular), ao lado de exercícios isométricos e isotônicos. Durante todo o tratamento não foi executado nenhuma intervenção oral, como próteses, restaurações ou placas miorrelaxantes, nem se fez uso de medicamentos ou qualquer outra conduta visando correção da oclusão. Os dados obtidos antes, durante e depois foram tratados estatisticamente pelo método de McNemar para amostras independentes, adotando-se o nível de significância de 5%. Os resultados mostraram-se extremamente positivos, havendo melhora clínica considerável e conseqüente melhora do quadro emocional. Este tipo de tratamento apresenta melhora linear dos níveis de dor de 1,73% ao dia (Tabela 1), o que nos leva a acreditar na eficiência deste tipo de tratamento, onde o paciente é tratado de forma global, e que existe a necessidade de uma equipe multidisciplinar para que o paciente seja melhor evoluído e tratado.

 

 

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AVALIAÇÃO DAS PROPRIEDADES FÍSICAS DE DUAS NOVAS SILICONAS PARA USO EM PRÓTESE FACIAL.

 

José C. M. Carvalho; Reinaldo B. Dias & Beatriz S. C. Mattos.

 

Depto. de C.F.T.M.F. da Faculdade de Odontologia da USP, 05508-900 São Paulo (SP).

 

Os autores fizeram uma avaliação das propriedades físicas das duas primeiras siliconas nacionais RTV, para uso em prótese facial, a Facsil L (lenta polimerização) e a Facsil R (rápida polimerização), além da silicona de  procedência norte americana MDX4-4210 e da resina resiliente nacional, Rapidaflex.

Os materiais, foram estudados em seu estado original, bem como submetidos ao envelhecimento artificial por 70 horas à 70°C e levados aos ensaios no que diz respeito às seguintes propriedades: alteração dimensiona1; alongamento de ruptura; resistência à tração; dureza Shore A e resistência ao alongamento.

Após avaliação individual, fizeram um estudo comparativo dos quatro materiais frente aos resultados obtidos:

1. As siliconas MDX4-42l0 e Facsil L e R, não apresentaram alterações dimensionais. O Rapidaflex sofreu uma contração de 0,5%;

2. O MDX4-4210 apresentou um alongamento de ruptura de 559%, contra 392% do Facsil L, 317% do Facsil R e 120% do Rapidaflex;

3. O MDX4-4210 apresentou uma resistência à tração em Kgf/cm2 de 56,4 contra 12,6 do Facsil L, l0,6 do Facsil R e 75,0 do Rapidaflex;

4. O MDX4-4210 apresentou uma dureza Shore A de 30 unidades contra 21 do Facsil L, 22 do Facsil R e 84 do Rapidaflex;

5. O MDX4-4210 apresentou uma resistência ao rasgamento em Kgf/cm de 35,7 contra 9,4 do Facsil L, 9,1 do Facsil R e 55,9 do Rapidaf1ex.

Concluíram que, de modo geral, as siliconas nacionais, se comportam similarmente, mesmo quando submetidas ao envelhecimento artificial. Entretanto, apresentam valores inferiores das suas propriedades físicas, quando comparadas às do MDX4-4210, exceto quanto à alteração dimensional. Este fato não inviabiliza a sua uti1ização em próteses faciais, sendo que a adição de novos componentes ou associação com outros materiais devem ser pesquisadas com a finalidade de melhorar suas propriedades físicas e consequentemente seu desempenho c1ínico.

Quanto ao Rapidaflex, constataram que e1a suplantou as siliconas no que diz respeito às resistências à tração e ao rasgamento, tendo um comportamento inferior nas outras três propriedades estudadas.

 

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AVALIAÇÃO DO ÍNDICE DE HELKIMO NA CLASSIFICAÇÃO DE PACIENTES PORTADORES DE DISFUNÇÃO DA ATM.

 

José Benedito Dias Lemos; Francisco Antonio S. Correira; Antonio  S. F. Procópio.

 

Deptº de C.P.T.M.F. da Faculdade de Odontologia da USP, 05508-900 São Paulo (SP)

 

Os autores analisam o uso dos índices clínicos de Helkimo para a classificação inicial de pacientes portadores de disfunção da ATM (articulação temporomandibular). Foram avaliados 55 pacientes, sem distinção de idade ou sexo, atendidos no Ambulatório da Disciplina de Traumatologia Maxilo Facial da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo. Foram levantados a queixa principal, os padrões de ocorrência de dor, os músculos mastigatórios e posturais envolvidos, a sensibilidade da articulação e os ruídos articulares, sendo os pacientes enquadrados nos índices anamnésico (I - disfunção leve II - intensa) e clínico(I - disfunção leve, II-moderada, III, IV e V intensa) de Helkimo. De acordo com a indicação de Helkimo, os pacientes dos grupos III, IV e V foram agrupados em um único grupo de disfunção intensa, para análise de resultados. O índice que ofereceu melhores parâmetros de análise foi o clínico. Foi observada uma relação positiva do mesmo, quanto ao envolvimento muscular( 30,2% no grupo I, 52,9% no grupo II e 62,8% no grupo III), dor relacionada à função (50% no grupo I,76,5% no grupo II e 80% no grupo III) e dor à palpação da região posterior da ATM (37,5% no grupo I, 47,1% no grupo II e 83,3% no grupo III). Tendo em vista a importância destes fatores na disfunção dolorosa da ATM, e a relação positiva entre eles e os índices clínicos, justifica-se seu emprego na classificação inicial de pacientes ambulatoriais. Os autores concluem ainda que os Índices Anamnésicos não devem ser empregados nessa classificação inicial e que os Índices Clínicos devem ser utilizados apenas em três níveis: I(disfunção le), II (disfunção moderada) e III (disfunção intensa).

 

 

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AVALIAÇÃO IMEDIATA DA PRÓTESE OBTURADORA FARÍNGICA NA FALA E VOZ DE PACIENTES PORTADORES DE INSUFICÊNCIA VELOFARÍNGICA.

 

Beatriz S. C. Mattos; Marcia André & Reinaldo B. Dias.

 

Deptº de C.P.T .M.F. da Faculdade de Odontologia da USP 05508-900 São Paulo (SP).

 

A terapêutica protética para indivíduos portadores de insuficiência velofaríngica constitui uma abordagem empregada em programas de reabilitação, tendo se revelado valiosa para a mioestimulação da musculatura do esfincter veloraríngico. Por isto mesmo vem sendo utilizada temporária e concomitantemente à terapia fonoaudiológica.

Para avaliar o efeito imediato da prótese obturadora faríngica na fala e voz destes pacientes elaboramos um trabalho onde se observou os aspectos nasalidade e escape de ar nasal durante o sopro e a fala e comportamento de articulações compensatórias.

Após a seleção inicial foi confeccionado para cada paciente uma prótese obturadora faríngica empregando-se a moldagem funcional do esfincter valofaríngico, em sessão clínica sob a orientação fonoaudilógica.

Verificada a adequação da porção obturadora os pacientes foram avaliados nas condições sem e com a prótese e os resultados obtidos permitiu concluir que a prótese obturadora faríngica:

1- eliminou a hipernasalidade, melhorando a qualidade da voz.

2- promoveu uma redução quantitativa do escape de ar nasal durante o sopro e durante a fala.

3- não interferiu na ocorrência das articulações compensatórias golpe de glote e de fricativa faríngica, mas eliminou a ocorrência de sigmatismo nasal.

4- reduziu portanto a insuficiência velofaríngica, criando condições mais 

    favoráveis à terapia fonoarticulatória.

33

 

ELEVADORES ANGULADOS DE SELDIN. MENSURAÇÃO DAS VARIAÇÕES DO TRABALHO MECÂNICO DESENVOLVIDO PELAS SUAS LÂMINAS.

 

Antonio C. de Campos; Tomie N. de Campos; Toshi-I, Tachibana; Edilson H. Tamai.

 

Depto. Cirurgia Fac. Odont. USP. 05508-900 São Paulo (SP).

 

O objetivo foi obter uma mensuração acurada do trabalho mecânico desenvolvido pela lâmina de elevadores de Seldin angulados, de números 1R e 1L, portadores de dimensões - procedências diferentes. Vinte e seis elevadores dentais: quatro americanos, quatro alemães e dezoito nacionais de três marcas diferentes, foram submetidos a um dispositivo de ensaio de elevadores (DEE). Após colocação do modelo da arcada dentária mandibular no DEE, posicionamos a ponta da lâmina do elevador no espaço existente entre a raiz de resina e o modelo suporte, e acionamos a manivela do DEE, imprimindo um movimento de rotação na lâmina do elevador, resultando no desalojamento da raiz. Os registros gráficos da força e deslocamento angular permitiram-nos calcular o trabalho mecânico. Os valores médios do trabalho mecânico em Joules desencadeado pela ação da lâmina de elevadores angulados de Seldin, de números 1R e 1L (Tabela I), permitiu-nos concluir, que existem variações do trabalho _mecânico presente na lâmina destes elevadores, que pela procedência

diversificada apresentam diferentes dimensões, sendo os elevadores alemães e nac. B os que apresentam diferenças significantes (teste Mann-Whitney) p < 0,05. Os elevadores alemães são os mais precisos p < 0,01 e os americanos os que apresentam maior variabilidade que os nac. B e C.(Tabela 2).

 

Tabela I - Trabalho Mecânico e Desvios Padrões (DP).

Procedência

N       

Valores Médios (J.)

DP

Americana (Am)

4

0,4028

0,3108

Alemã     (Al)

4

0,1387

0,0173

Nac. A    (A)

6

0,2533

0,1382

Nac. B    (B)

6

0,3150

0,1281

Nac. C    (C)

6

0,1636

0,0781

 

Tabela II - Comparação de Variância dos Elevadores dois a dois (Teste F).

 

Al

C

B

A

Am

Am

**

**

*

 

 

A

B

C

Al

**

**

**

 

 

 

 

 

 

 

 

 

**  p < 0,01

*   p < 0,05

 

 Aux. Fin. CNPq (405501)

 

34

 

ESTUDO COMPARATIVO DE REIMPLANTE DE INCISIVO SUPERIOR DE RATO APÓS OBTURAÇÃO DO CANAL COM PASTA DE HIDRÓXIDO DE CÁLCIO (VEÍCULO OLEOSO).

 

Celso K. Sonoda, Tetuo Okamoto & Wilson R. Poi.

 

Deptº de Diagnóstico e Cirurgia. Fac. Odontologia de Araçatuba -UNESP-Cx. Postal 533 - Cep - 16001-970 - Araçatuba - SP.

 

Este trabalho tem como objetivo estudar novos meios de estocagem que possam manter a integridade do ligamento periodontal e diminuir notadamente a reabsorção cemento dentinária em reimplante dental. Para isso, foram utilizados 24 ratos albinos, divididos em dois grupos de 12 animais. No grupo controle, os incisivos centrais superiores direito foram extraídos e conservados em soro fisiológico por 48 horas, enquanto no grupo experimental, após a extração, esses dentes foram mantidos imersos em solução de fluoreto de sódio a 2% pelo mesmo período. Após o tratamento endodôntico e colocação de curativo de hidróxido de cálcio os dentes de ambos os grupos foram reimplantados e após períodos de 20 e 60 dias, os animais foram sacrificados, e as peças obtidas, submetidas a análise histológica. Aos 20 dias observamos em ambos os grupos um estreitamento de espaço do ligamento periodontal. Esta característica se manteve no grupo II aos 60 dias, enquanto no grupo I, ocorreu em alguns espécimes, preenchimento completo desse espaço com tecido ósseo. Com relação a reabsorção cemento dentinária, o efeito do flúor pode ser observado já aos 20 dias, onde a incidência de reabsorção radicular é menor no grupo II. Esses resultados persistem no período de 60 dias, onde também foi observado reparo por cemento neo formado em algumas áreas reabsorvidas no grupo II. Concluímos assim que a solução de fluoreto de sódio a 2% não impediu o aparecimento, mas promoveu uma redução na incidência de reabsorção cemento dentinária em comparação com o grupo controle.

 

35

 

Estudo da Reparação Óssea em animais de laboratório após a inclusão de Osso Inorgânico e Colágeno Bovinos.

 

Marcelo J. Santos, Maria Cristina Z. Deboni, Décio S. Pinto Jr., Kátia I. Moreira e Antonio C. Campos.

 

Faculdade de Odontologia da U.S.P., Departamento de Cirurgia, Prótese e Traumatologia Maxilo-facial, Cidade Universitária, São Paulo.

 

Nossa proposição foi estudar comparativamente a reparação óssea, através de microscopia de luz, em ratos quando incluíamos em perfurações ósseas padrão, cirurgicamente criadas, osso inorgânico e este mesmo biomaterial associado ao colágeno, tendo como padrão, a reparação óssea fisiológica que ocorre em uma idêntica perfuração padrão, sem o uso desses materiais.

No experimento utilizamos seis ratos Wistar fêmeas que foram divididos em três grupos: l(uma semana), 2(duas semanas) e 3(quatro semanas). No fêmur do lado direito de cada um deles incluímos Osso+colágeno (B). No fêmur do lado esquerdo incluímos apenas Osso (C) e na outra perfuração não houve inclusão de nenhum dos materiais ( Controle - A).

Após o processamento e análise histológica por observação através de microscopia de luz as amostras obtidas revelaram os resultados transcritos na tabe1a abaixo:

 

 

Grupo

Tipo de Material

Processo Inflamatório

Presença de Material

Osteogênese

Observações

1A (7 dias)

Controle

+ +

-

-

Perfuração visível

1B (7 dias)

BB + COL

+ + +

+ 

-

 

1C (7 dias)

BB

+ + + +

+

-

 

2A (15 dias)

Controle

+

-              

+ +

 

2B (15 dias)

BB + COL

+ + +

+

-

Células Gigantes

2C (15 dias)

BB

+ + + +

+

-

Células Gigantes

3A (30 dias)

Controle

-

-

+ + + +

 

3B (30 dias)

BB + COL

-

-

+

 

3C (30 dias)

BB

+

-

+

 

 

Onde: ( + ) significa observação positiva e sua quantidade relativa

(- ) significa observação negativa.

Observamos que ocorreu a formação óssea no grupo 3(B) e 3(C), 30 dias onde houve a inclusão dos rnateriais, após sua completa fagocitose. Tecido ósseo imaturo já estava presente no grupo 2A, 15 dias grupo controle.  Assim, os materiais pareceram não ser osteoindutivos, pois em um primeiro tempo se comportaram como corpo estranho no interior do leito receptor, enquanto que a reparação óssea fisiológica, neste mesmo tempo, já estava se processando no grupo controle.

 

 

 

36

 

ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO COMPARATIVO DE FRATURAS DO CÔNDILO MANDIBULAR EM DUAS AMOSTRAS HOSPITALARES.

 

Oswaldo Crivello Jr. & José R. V. de Rezende.

 

Disciplina de Traumatologia Maxilo-Facial da Faculdade de Odontologia da USP, 05508-900 São Paulo {SP).

 

As fraturas do côndilo mandibular são, entre as fraturas maxilo-faciais, as que despertam grande interesse e muitas controvérsias. Os estudos epidemiológicos dessas lesões são de grande importância para que se possa promover medidas preventivas e que compreendamos as técnicas diagnosticas e terapêuticas e são importantes referências de estudos nos diferentes países, dessa importante doença chamada trauma.

Nessa pesquisa mostra-se os resultados de dois estudos epidemiológicos sobre fraturas condilianas: uma realizada em São Paulo {Brasil) e outra em Clermont-Ferrand {França). Num total de 70 casos hospitalares tratados em São

Paulo e 115 tratados em Clermont-Ferrand, analisou-se as frequências dos seguintes fatores: sexo, faixa etária, tipo de fratura, osso mais associado às fraturas condilianas, etiologia e tratamento.

Ambas pesquisas mostraram que essas lesões são mais freqüentes no sexo masculino (74% em São Paulo e 73% em Clermont-Ferrand) e na população jovem {entre 11 e 30 anos), (59% em São Paulo e 66% em Clermont-Ferrand). Quanto ao tipo de fratura, se isolada ou associada à outra fratura maxilo-facial, a pesquisa de São Paulo mostrou predominância de fraturas associadas {6l%) enquanto a pesquisa em Clermont-Ferrand mostrou o contrário; as fraturas condilianas isoladas predominaram {57%). A mandíbula em ambas pesquisas foi a estrutura óssea mais fraturada {em outra região) com a fratura condiliana {68%) em São Paulo e {69%) em Clermont-Ferrand indicando claramente o mecanismo indireto dessa lesão. A etiologia predominante nessas fraturas nos dois países, como em todo mundo, foi o acidente automobilístico, (47%) em São Paulo, {42%) em Clermont-Ferrand. O tratamento orotopédico foi o mais utilizado, confirmando a tendência mundial: 99% em Clermont-Ferrand, (46% bloqueio bimaxilar e 54% tratamento funcional) e 96% em São Paulo {80% bloqueio bimaxilar e 20% tratamento funcional). Concluímos que, entre os fatores pesquisados, os resultados foram semelhantes em ambas cidades, à exceção do tipo de fratura o que se leva a hipótese de melhor eficiência diagnostica na França. Também confirma-se a tendência da total predominância do tratamento não-cirúrgico para essas lesões.

 

37

 

ESTUDO EXPERIMENTAL DA REPARAÇÃO DAS FRATURAS DE CONDILO - DADOS PRELIMINARES.

 

Antonio C. B. Teixeira, João G. C. Luz, Ney S. Araújo.

 

Depto. de C.P.T.M.F. da Faculdade de Odontologia USP, 05508-900 Sâo Paulo (SP).

 

As fraturas de côndilo mandibular são freqüentes e existem controvérsias quanto ao método de tratamento; podendo ser cruento ou incruento. Assim, torna-se importante o estudo do processo de reparação óssea que se segue à fratura.

Foram utilizados Rattus norvegicus albinus adultos, pesando em média 195 gramas. Os animais foram submetidos a procedimento cirúrgico sob anestesia geral. O acesso foi pré-auricular visando a realização da fratura do côndilo direito, que foi rodado no sentido medial. O lado esquerdo serviu como controle. Os animais foram sacrificados em períodos de 24 horas, 1 semana, 2 semanas, 3 semanas e 1 mês. Foram obtidos blocos contendo a ATM direita e esquerda. Após a descalcificação, o material foi processado e corado com H.E.

Os cortes mostraram inicialmente exsudação neutrofílica e vasos congestos junto à cápsula articular e musculatura associada, bem como a presença de exsudação serofibrinoso no espaço articular. Após 1 semana áreas de osso desvitalizado nos cotos com sinais de reabsorção; proliferação cartilaginosa e óssea ao redor do traço de fratura; infiltrado linfoplasmocitário junto à cápsula e musculatura associada e tecido de granulação no espaço articular foram observadas. A seguir, ocorreu a formação de calo ósseo exuberante e regressão do processo inflamatório. Após 1 mês houve grandes áreas de osso neoformado e tecido cartilaqinoso, bem como focos remanescentes de osso desvitalizado. Tecido conjuntivo no espaço articular e escasso infiltrado linfoplasmocitário junto à cápsula compuseram o quadro histológico. O côndilo continuava deslocado até o período final do experimento.

Concluímos que a reparação das fraturas de côndilo produzidos experimentalmente em ratos apresentam reparação através da formação de calo ósseo.

 

 

 

38

 

ESTUDO HISTOMORFOLÓGICO SOBRE REIMPLANTE DE INCISIVO SUPERIOR DE RATO. EFEITOS DA CONSERVAÇÃO DO DENTE EM GLICERINA.

 

Cristiane M._R. Sousa; Tetuo Okamoto -

 

Departamento de Diagnóstico e Cirurgia - F.O.Araçatuba-UNESP- Cx.Postal 533- Araçatuba - SP.

 

Em reimplantes dentais, os índices de sucesso são menorss à medida que aumenta o tempo de permanência do dente fora do alvéolo. A situação clínica mais comum é o reimplante mediato. Além disso, o dente avulsionado pode ter sofrido trauma mecânico e químico acentuado por falta de armazenamento adequado durante o período extra-bucal. Tendo em vista as boas propriedades da glicerina na preservação de tecidos, avaliou-se os efeitos desta substância sobre reimplantes dentais mediatos. Foram empregados 24 ratos machos (Wistar) divididos em dois grupos de 12. No primeiro (controle), o incisivo superior direito, após a extração, foi mantido durante 48 horas em soro fisiológico. Decorrido este período, o dente após remoção da polpa e obturação da cavidade pulpar com hidróxido de cálcio, foi reimplantado em seu respectivo alvéolo. No segundo grupo (experimental), o incisivo após a extração foi mantido em glicerina a 98% por 48 horas. A remoção da polpa e a obturação da cavidade pulpar, bem como o reimplante foi realizada de forma semelhante aos animais do grupo 1. 0s ratos, em número de 6 para cada grupo, foram sacrificados após 20 e 60 dias do reimplante. As peças, após processamento laboratorial de rotina foram incluídas em parafina. Os cortes obtidos foram corados em hematoxilina e eosina e pelo tricrômico de Masson para estudo histomorfológico. Os resultados obtidos no grupo experimental, quando comparados ao controle, permitem concluir que: 1) ocorreu menor migração da aderência epitelial aos 60 dias; 2) ocorreu menor reabsorção cemento-dentinária e; 3) o ligamento periodontal encontrava-se mais desenvolvido e organizado após 60 dias. Tais resultados mostram a viabilidade do uso da glicerina como meio de conservação do dente antes do reimplante.

Auxílio Financeiro: FAPESP Proceeso No. 92/1213-0

 

39

 

MPLANTE DE TISSUCOL EM CAVIDADE ÓSSEA PREPARADA EM TÍBIA DE RATO. ESTUDO HISTOMORFOLÓGICO.

 

Inês A. Buscariolo, Tetuo Okamoto, Maria C. R. Alves-Rezende.

 

Departamento de Diagnóstico e Cirurgia da Faculdade de Odontologia do "Campus" de Araçatuba, UNESP, Rua José Bonifácio, 1193, Araçatuba, SP, CEP.16015-050.

 

O "Tissucol", sistema adesivo fibrínico de origem biológica tem sido indicado para o tratamento de hemorragias intra-ósseas em estruturas bucais, mostrando eficiente controle clínico nas hemorragias microvasculares e capilares, particularmente em pacientes afetados por discrasias sanguíneas ou em pacientes ou sob terapia anticoagulante. O material é fornecido em estojos com os seguintes componentes: fibrinogênio, trombina, aprotinina, cloreto de cálcio e água destilada. No presente trabalho foram utilizados 25 ratos, e os defeitos ósseos realizados experimentalmente em suas tíbias com o auxílio de uma broca de fissura nº701, montada em micromotor. O material foi implantado nas tíbias direitas, enquanto que as esquerdas serviram como controle. 0s animais foram sacrificados às 24 horas, 3, 7, 14 e 21 dias pós-operatórios(p.o.), e as peças obtidas coradas por hematoxilina-eosina para estudo histológico. No grupo controle às 24 horas p.o. observamos coágulo sangüíneo organizado, também evidente aos 3 dias p.o., ao lado de invasão capilar e fibroblástica. Aos 7 dias p.o., o fundo da cavidade cirúrgica é preenchido por tecido ósseo neoformado, que ocupa toda a cavidade aos 14 dias p.o. Aos 21 dias p.o. a cavidade óssea mostra-se totalmente preenchida por tecido ósseo maduro. Já no grupo experimental (Tissucol), observamos: coágulo sangüíneo organizado nas malhas do material às 24 horas p.o.; proliferação fibroblástica e capilar na intimidade do material bastante absorvido aos 3 dias p.o.; tecido ósseo neoformado aos 7 e 14 dias p.o. com fragmentos do material, o tecido ósseo maduro preenchendo toda a cavidade aos 21 dias p.o. Com isso concluímos que os tecidos conjuntivo c ósseo se desenvolveram na intimidade do material demonstrando sua biocompatibilidade; o material é paulatinamente absorvido ao longo da reparação óssea, não interferindo nos momentos histológicos desta reparação.

*APOIO FINANCEIRO DA FAPESP - PROCESSO 91/3910-7

 

 

 

40           

 

IMPLANTE DE TISSUCOL EM CAVIDADES ÓSSEAS IRRIGADAS COM ÁCIDO ÉPSILON-AMINOCAPRÓICO. ESTUDO HISTOMORFOLÓGICO EM RATOS.

 

Ana C. Okamoto, Tetuo Okamoto, Maria C. R. Alves-Rezende.

 

Departamento de Diagnóstico e Cirurgia da Faculdade de Odontologia do "Campus" de Araçatuba, UNESP, Rua José Bonifácio,1193, CEP 16015-050, Araçatuba, SP.

 

Estudos realizados em alvéolos dentais mostraram que o "Tissucol" sofre absorção mais rápida quando o implante e associado à irrigação prévia do alvéolo com solução a 5% de EACA(ácido épsilon-aminocapróico). No presente trabalho foi realizado estudo histomorfológico em cavidades preparadas em tíbia de rato(área de osteogênese a(?)iva)que sofreram irrigação com solução a 5% de EACA, seguida de implante de "Tissucol". Para tanto foram empregados 25 ratos machos, com peso entre 200 e 250 gramas, os quais tiveram suas tíbias direitas e esquerdas expostas cirurgicamente para a confecção das cavidades. Nas tíbias direitas as cavidades foram irrigadas com solução de EACA a 5% previamente ao implante de "Tissucol" ; nas esquerdas as cavidades foram apenas preenchidas com "Tissucol". Em grupos de cinco, os animais foram sacrificados às 24 horas, 3,7,14 e 21 dias pós-operatórios(p.o.) e as peças obtidas coradas com hematoxilina-eosina. No grupo controle(Tissucol) às 24 horas p.o. observamos coágulo sanguíneo organizado nas malhas do material, o qual foi substituído por fibroblastos e capilares aos 3 dias, tecido ósseo  neoformado aos 7 e 14 dias e tecido ósseo maduro aos 21 dias p.o., sempre na intimidade de fragmentos do material. Já no grupo experimental(Tissucol-EACA) pudemos observar também coágulo sanguíneo organizado na intimidade do material às 24 horas p.o., porém com crescente absorção do mesmo aos 3,7,14 e 21 dias p.o.,com padrão histológico de proliferação fibroblástica e capilar, tecido ósseo neoformado, tecido ósseo maduro em 2/3 da cavidade e tecido ósseo maduro em toda a cavidade, respectivamente. Com estes resultados concluímos que o EACA favoreceu a absorção mais rápida do "Tissucol", e que os tecidos conjuntivo e ósseo se desenvolveram na intimidade do material em ambos os grupos, demonstrando sua biocompatibilidade

*APOIO FINANCEIRO DA FAPESP :Processo nº 91/4640-3.

 

41

 

IMPORTÂNCIA DOS HÁBITOS PARAFUNCIONAIS (BRUXISMO E APERTAMENTO) NA SINTOMATOLOGIA DA DISFUNÇÃO TEMPORO MANDIBULAR.

 

Marcelo Bolzan.

 

Deptº de Materiais Dentários da Faculdade de Odontologia da USP, Cidade Universitária, CEP: 05508-900, São Paulo/SP.

 

Foram distribuídos 400 questionários aos alunos da FOUSP, com 20 perguntas cada, relativas aos sinais e sintomas da disfunção temporo mandibular e hábitos parafuncionais da boca. As respostas foram analisadas individualmente (cada questão) em relação ao total de respostas, e também, cruzadas entre si. O cruzamento das respostas foi realizado, somando-se respostas positivas e negativas de duas ou mais questões em relação ao total. Foram obtidos 331 questionários (100%), destes, 47% afirmam apertar os dentes nos momentos de tensão, 16% tem conhecimento sobre o próprio bruxismo; 10% tem dificuldade ao abrir a boca, 6% tem dificuldade em protusão e lateralidade, 13% tem algum tipo de travamento, 40% ouve ruídos no ouvido quando em função, 20% tem dores no rosto ou na cabeça e assim por diante. As questões acima citadas foram analisadas em conjunto (cruzamento); 6% das pessoas que responderam ao questionário, tem dificuldade para abrir a boca, e apertam os dentes, 3% tem dificuldade em levar a mandíbula para frente e para os lados e também range os dentes (bruxismo), 20% ouve ruídos ao mastigar e aperta os dentes, e segue-se assim cruzamentos entre as questões mais relativas para o trabalho. Concluiu-se desta 1ª parte, que os hábitos de apertar e ranger os dentes, tem bastante influência sobre os sinais e sintomas da disfunção temporo mandibular.

 

 

 

42

 

INFLUÊNCIA DA ANTISSEPSIA INTRA-BUCAL COM DERMOIODINE TÓPICO (PVPI) NA RKPARAÇÃO DE ALVÉOLO DENTAL. ESTUDO HISTOLÓGICO EM RATOS.

 

Alcione Gofet ; Osvaldo Magro-Filho.

 

Departamento de Diagnóstico e Cirurgia - F.O.Araçatuba - UNESP - Cx.Postal 533. Araçatuba - S.P.

 

O dermoiodine vem sendo largamente utilizado na preparação pré-operatória em cirurgia geral e bucal. Sua efetividade na prevenção da bacteremia pós operatória tem sido constatada por vários autores, em índices de aproximadamente 28%.

Sabendo que fatores gerais e locais influem no processo de reparação alveolar, o propósito deste trabalho é analisar histologicamente o papel da antissepsia intra-bucal com dermoidine tópico na reparação de alvéolo dental após a exodontia. Foram empregados 45 ratos machos (Wistar), com 160 a 220 gramas, divididos em 3 grupos : 1 ) Controle: nos quais não foi realizado nenhum procedimento de antissepsia. 2) Soro Fisiológico: antissepsia por 1 minuto. 3) Dermoiodine tópico: antissepsia por 1 minuto. Em seguida, procedeu-se a extração dos incisivos superiores direitos dos ratos e o sacrifício deu-se aos 3, 10 e 21 dias pós-operatórios, sendo 5 ratos de cada grupo.

Foi analisado o terço médio do alvéolo, considerando-se o grau de proliferação fibroblástica e ossificação.

Os resultados mostram que o dermoiodine não causa nenhum atraso ou modificação na reparação alveolar. Não há presença de inflamação, os graus de proliferação fibroblástica e ossificação deram-se em tempos normais não havendo diferença de padrão histológico entre os 3 grupos.

 

Auxílio Financeiro : CNPq Processo No. 102304/92-0 

 

43

 

PRÓTESE OCULAR LEVE: CONTRIBUIÇÃO PARA A CONFECÇÃO.

 

Reinaldo B.Dias; José C. M. Carvalho & Dorival P. Silva.

 

Depto. de C.P.T.M.F. da Faculdade de Odontologia da USP, 05508-900 São Paulo (SP).

 

 

Os autores propõem uma variação da técnica de confecção de próteses oculares para cavidades anoftálmicas amplas, introduzindo o poliestireno expandido (isopor) à resina acrílica, no momento da confecção da esclera protética.

Tem por objetivo a diminuição de peso das peças maciças em resina acrílica, visando a mobilidade, a estética e a retenção dessas próteses oculares.  Comparam corpos de prova confeccionados em resina acrílica ativada quimicamente, resina acrílica ativada termicamente e resina acrílica de cadeia cruzada, pela técnica proposta e pela técnica de prótese ocular oca, segundo a diferença de peso, absorção de água a resistência à ruptura por pressão hidrostática.

1. Quanto à variação de peso, nota-se que, pela técnica proposta, as peças são ligeiramente mais pesadas do que pela técnica de prótese ocular oca em 5,7% (3,32/3,14g = 1,057g) .

2. Na técnica proposta, observa-se uma menor absorção de água em 0,1%, levando-se em consideração ambas as técnicas, 0,03 na proposta contra 0,04 na oca.

3. Quanto à resistência à ruptura por pressão hidrostática, a 100 Kgf/cm², os corpos de prova da técnica proposta e da técnica oca com camada final de revestimento não se romperam. A ruptura ocorreu com os corpos de prova da técnica oca sem a camada final de revestimento em torno de 86 Kgf/cm².

Com base nos resultados dos ensaios a técnica proposta é vantajosa à da prótese oca, seja no tempo de confecção, bem como no manuseio do material, e na sua resistência, sendo sua utilização indicada como rotineira na confecção de próteses oculares, principalmente em cavidades anoftálmicas volumosas.

 

 

44

 

RELAÇÃO ENTRE ABUSO DE SUBSTÂNCIAS E COMPLICAÇÕES DE FRATURAS MANDIBULARES.

 

Luis A. Passeri; Edward Ellis, III, Douglas P. Sinn.

 

Faculdade de Odontologia de Piracicaba-UNICAMP, 13414-018 - Piracicaba- SP.

 

Este estudo retrospectivo analisou a relação entre complicações e o abuso de substâncias após fratura mandibular. Em um período de dois anos, os prontuários de 352 pacientes, com 589 fraturas mandibulares, foram revistos, quanto aos métodos de tratamento e outras variáveis, incluindo o uso crônico de drogas. Foi encontrado um índice geral de complicações de 18,5%. Associações entre complicações e o uso crônico de álcool, drogas não endovenosas, e drogas endovenosas foram encontradas. Usuários de drogas endovenosas tiveram uma incidência de complicações de 30%, aqueles que usavam drogas não-endovenosas tiveram 19% de complicações, e usuários crônicos de álcool tiveram 15,5%. Os pacientes que não faziam uso crônico de qualquer droga tiveram 6,2% de índice de complicações. Os resultados deste estudo mostram que o uso crônico de substâncias pode afetar significativamente o resultado dos tratamentos das fraturas mandibulares.

Auxílio Financeiro FAPESP (90/0565-4).

 

45

 

REPARAÇÃO DE FERIDAS DE EXTRAÇÃO DENTAL SUBMETIDAS À AÇÃO DO RAIO LASER. Estudo histológico em ratos.

 

Valdir G. Garcia & Renata G. Fonseca.

 

Faculdade de Odontologia do Câmpus de Araçatuba -UNESP- Rua José Bonifácio 1193. Araçatuba (SP).

 

A literatura tem demonstrado que a reparação alveolar poderá sofrer a interferência de fatores locais e/ou sistêmicos. Desta forma, com o advento do Raio Laser, surgiu uma nova forma terapêutica não só na árca médica quanto na odontológica. Assim constitui propósito do presente trabalho avaliar, histologicamente em ratos, o processo de reparo de feridas de extração dental submetidas ao tratamento com Raio Laser.

No presente estudo foram utilizados 32 ratos que, após anestesia por inalação de éter sulfúrico, foram submetidos à exodontia do incisivo superior do lado direito. Os animais foram divididos em 2 grupos. No grupo I (controle) após a exodontia, as bordas alveolares foram aproximadas e mantidas com sutura. No grupo II(experimental) após a exodontia e sutura das bordas alveolares, os animais foram submetidos à exposição única com Raio Laser (infra-vermelho, 904 nanômetros de comprimento de onda, Arsênio e Gálio como meio ativador) com frequência de pulso de 2.100 Hertz, potência de 2.00mW e tempo de exposição de 3 minutos. O Raio Laser foi aplicado de forma pontual, externamente sobre a mucosa e na altura do terço médio alveolar.

Decorridos 3, 7, 14 e 21 dias do ato cirúrgico, os ratos, em número de 4 para cada grupo foram sacrificados, e a peça contendo o alvéolo dental estudado retirada para sofrer os procedimentos laboratoriais de rotina para a análise histológica. Nossos resultados permitiu-nos concluir que: I) as feridas experimentais, mostraram processo de reparação mais acelerado; 2) houve formação mais precoce e em maior extensão de tecido ósseo alveolar nas feridas experimentais; 3) Os eventos histológicos foram mais evidentes nas feridas de 3 e 7 dias.

Auxílio Financeiro: FAPESP - processo nº 92/0119-0

 

 

 

 

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TRATAMENTO ALTERNATIVO DA DOR POR CROMOPUNTURA EM PORTADORES DE DISFUNÇÃO DA ATM.

 

José R. V. Rezende & Antonio C. B. Teixeira.

 

Depto. de C.P.T.M.F. da Faculdade de Odontologia da USP, 05508-900 São Paulo (SP).

 

A tentativa da eliminação da dor nas disfunções da ATM tem sido motivo de inúmeras pesquisas na administração de drogas por via sistêmica ou intra articularmente, confecção de aparelhos, uso de ondas eletromagnéticas, etc.

Temos utilizado métodos alternativos baseados na medicina oriental, especificamente a acupuntura. Causou-nos interesse a verificação da eficácia do método desenvolvido por Peter Mandel na Alemanha e na Suíça de cromopuntura, visto ainda não ter sido utilizado nestas disfunções. As cores são ondas eletromagnéticas que podem influenciar no nosso organismo através de sensores cutâneos que levam informações recebidas ao nosso cérebro e este responde direta ou indiretamente nos órgãos ou locais específicos. A base da cromopuntura está em se utilizar o estímulo da onda eletromagnética da cor em pontos específicos dos meridianos orientais ou de outros constatados como eficientes.

Para execução da pesquisa atendemos 28 pacientes com disfunção da ATM com dor intensa que procuraram o ambulatório da Disciplina de Traumatologia Maxilo-Facial da FOUSP. Após o exame clínico e o fichamento, aplicamos em todos os casos, as cores com o aparelho de cromopuntura, o esquema de cores inicial preconizado por Mandel. A seguir utilizando o mapa de Nogier modificado de aurículo, aplicamos a cor verde nos 3 pontos do trigêmeo e a cor azul nos pontos do olho, da agressividade, zero, psicológico, e o ponto She Men chines, por 30 segundos. Nos casos de dores mais fortes localizadas utilizamos o "Losango de Mandel" com azul básico e laranja nos 3 outros vértices, por 1 minuto. Os resultados foram: eliminação total da dor em 18 casos após a primeira aplicação. Alívio quase total da dor nos demais 10 casos. Repetindo-se a aplicação após 7 dias obtivemos, eliminação total da dor nos 9 casos e após a terceira sessão no casos restantes também foi superada a dor. Estes pacientes foram encaminhados para o devido tratamento dental, agora sem dor. Esperamos com nossas pesquisas estar contribuindo para o problema doloroso das disfunções da ATM.

 

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TRATAMENTO CIRÚRGICO DA LUXAÇÃO RECIDIVANTE DA ATM.

EVOLUÇÃO E AVALIAÇÃO CLÍNICA.

 

Marcelo M. Soares, Ricardo Martins, Marcia M. Gouveia & Waldyr A. Jorge.

 

Serviço de Urgência Buco Maxilo Facial  Hospital Universitário-USP, 05508-900 - São Paulo (SP).

 

A proposição deste trabalho é definir um protocolo para o tratamento das luxações recidivantes da ATM.

 

MATERIAIS E MÉTODOS

Vinte e cinco pacientes foram  selecionados  para esse estudo, de acordo com os seguintes critérios:

Mais de um episódio mensal de luxação de ATM nos últimos 6 meses; dores articulares e musculares,  acompanhadas de distúrbios oclusais.

Todos os pacientes utilizaram placa de mordida e foram submetidos a fisioterapia para reeducação dos movimentos articulares,  associando-se a antinflamatórios não hormonais e miorrelaxantes.  Após 3 meses de tratamento, os pacientes que não apresentaram melhora do quadro, foram submetidos a intervenção cirúrgica de aumento de eminência articular.

 

RESULTADOS

No período compreendido entre 6 e 36 meses, os resultados obtidos foram:

76% (19) dos pacientes tiveram remissão da dor e luxação da ATM sem intervenção cirúrgica.

24% (06) foram submetidos a ato cirúrgico, com remissão dos quadros de luxação recidivante em 100% (6) e de dores articulares e musculares em 83% (05).

 

 

 

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TRATAMENTO DA PSEUDO-ARTROSE MANDIBULAR.

 

Nicolas Tenorio-Cabezas & Luiz C. M. Souza.

 

Setor de Cirurgia Buco-Maxilo Facial. Departamento de Cirurgia, Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, R. Cesário Motta Jr, 112, 01332-000 - São Paulo (SP).

 

Realiza-se um estudo retrospectivo de 18 pacientes com diagnóstico de pseudo-artrose mandibular, durante os anos de 1990 e 1992; a revisão compreende características clínicas os fatores que afetam adversamente a reparação óssea e o tratamento realizado. As características clínicas apresentadas são: dor, assimetria facial, disfunção da ATM, limitação da abertura bucal e má oclusão dentária. A pseudo-artrose mandibular é causada principalmente por redução incorreta, inadequada ao tempo de estabilização e quando o tratamento foi retardado após o trauma inicial. O tratamento foi dividido em casos não infectados e infectados; no primeiro caso realizado o avivamento dos fragmentos ósseos e quando da impossibilidade de contato ósseo foi aplicado um enxerto córtico-medular de crista ilíaca e fixação de fio de aço e/ou mini placa; nos casos infectados, realizou-se primeiro a identificação do microorganismo causador da infecção e a terapia antibiótica específica, remoção dos corpos estranhos, drenagem e posteriormente aguardou-se a resolução do mesmo, após este procedimento continuou-se como os casos não infectados. 0 acompanhamento dos pacientes teve uma média de 24 meses e os resultados obtidos após a tratamento foram: ausência de assimetria facial, ausência de dor, abertura bucal mínima de 35 mm e sem desvio, mandíbula firme e oclusão satisfstória. Conclui-se que a pseudo-artrose mandibular é causada por falhas técnicas, o tratamento indicado foi avivamento ósseo e/ou enxerto de crista ilíaca e fixação com fio de aço e/ou mini placa,permitindo a reabilitação do paciente.

 

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USO DE MICROPLACA EM CIRURGIA ORTOGNÁTICA.

 

Ricardo Martins, Celso L. Ferraz, Augusto F. Schulz, & Waldyr A. Jorge.

 

Serviço de Urgências Buco Maxilo Facial Hospital Uniiversitário-USP, 05508-900 - São Paulo (SP) .

 

 

O desenvolvimento e aplicação da fixação interna rígida em cirurgia maxilo-facial revolucionaram o conceito da osteossíntese.

Até o ano de 1988, o uso da microplaca de Titânio, era restrito à cirurgia pediátrica crânio facial. Atualmente, sua aplicação clínica resumi-se a fraturas do terço médio e superior da face (adultos e crianças) e onde as forças mastigatórias possuem pouco efeito.

MATERIAIS E MÉTODOS - foram analisados dezenove pacientes (12 femininos e 07 masculinos) portadores de retrusão da maxila, com  média de idade em torno de 26 anos.  Como proposta cirúrgica, os pacientes foram .submetidos a osteotomia Le Fort I combinada com ostetomia sagital da mandíbula, permanecendo de 4 a 6 semanas de bloqueio intermaxilar. As osteotomias Le Fort I foram fixadas com 4 a 5 microplacas e parafusos de titânio grau 2 de maleabilidade. As osteotomias sagitais da mandíbula foram contidas com fixação semi-rígida.

RESULTADOS - Após a avaliação num período compreendido entre 3 a 12 meses, 01 (5,2%) paciente evolui com pseudoartrose da maxila.

CONCLUSÃO

Para pacientes submetidos ao bloqueio intermaxilar, o sistema microplaca/parafuso apresentou bons resultados com baixo índice de complicações.

 

 

 

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VARIAÇÃO DE CORES EM DIFERENTES TINTAS COM VISTAS AO EMPREGO EM PINTURAS DE ÍRIS PARA PRÓTESE OCULAR.

 

Dorival P. Silva, José C. M. Carvalho, Marcia André.

 

Dept. Cirurgia, Prótese e Traumatologia, Fac. Odontologia USP, 05508- 900 São Paulo (SP).

 

Os autores preocupados com a qualidade da estética das próteses oculares realizaram pesquisa com tintas facilmente disponíveis no comércio, visando o seu emprego futuro em pintura de íris protética; para tanto estudaram a estabilidade dessas tintas frente à irradiação ultravioleta, submetendo-as à testes de envelhecimento acelerado em um aparelho denominado C-UV. Ultra- violeta "B"/Condensação. Os tipos de tintas estudados foram: Tinta aquarela sobre cartolina, Pigmentos puros em meio monômero polímero, Tintas para modelismo, Tintas automotivas. Após avaliação visual individual, os dados obtidos foram anotados em uma ficha de avaliação seguindo orientação proposta por Turner e colaboradores onde: grau "0" sem alteração, grau "1" alteração leve, grau "2" alteracão moderada. Obtivemos assim, como resultado, alteração leve em todos os brancos pesquisados, alteração moderada do azul e do marrom das tintas para modelismo, e nenhuma outra alteração nas outras cores utilizadas na pesquisa. Concluindo que as tintas testadas exceto algumas cores das tintas para modelismo, resistiram bem à ação da irradiação ultravioleta, as tintas automotivas necessitam maiores pesquisas em relação à toxicidade, as tintas aquarelas sobre cartolina e os pigmentos puros em meio monômero polímero foram as mais indicadas para a pintura de íris protética. Complementando o trabalho os autores comparam a pesquisa com a prática apresentando casos clínicos reabilitados utilizando as tintas pesquisadas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

DENTÍSTICA

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AMÁLGAMA DENTAL -  INFLUÊNCIA DE DIFERENTES TÉCNICAS DE POLIMENTO QUANTO A OXlDAÇÃO E CORROSÃO DA SUPERFÍCIE.

 

Maria S.M. Cândido, Eliana P. Molina, Welingtom Dinelli, Denise Pedrini.

 

Dept. Odont. Rest. Fac. Odont. Araraquara, UNESP. 14801-903 Araraquara  (SP).

 

Para o bom desempenho clínico do amá1gama, não só é necessário uma melhoria em suas propriedades, mas também atenção deve ser dada às técnicas manipulativas do mesmo, onde encontramos falhas ligadas ao acabamento e polimento das restaurações (SCRUGGS, Dent. Hyg., 56:30-4, 1982). O objetivo deste estudo foi analisar "in vitro" o comportamento de duas ligas de amálgama: a) Dispersal1oy (L1) e Velvalloy (L2) quanto a oxidação e corrosão, quando submetidas a duas diferentes técnicas de polimento (TS1 - convencional e TS2 - Econômica).  Confeccionou-se então pares eletroquímicos (Am + CoCr). Após a condensação do amálgama, os pares foram imersos em saliva artificial onde permaneceram em estufa a 37°C por um período de 7 dias, após o qual efetuou-se o polimento do amálgama de acordo com a condição experimental desejada. O efeito de oxidação e corrosão foi medido, através de tomadas da intensidade de corrente através de Multímetro com amplo fundo de escala na condição de 10 µA, em 7 tempos distintos 15, 30 minutos e 1, 2, 6, 12 e 24 horas após polimento (DINELLI, Tese Doutoramento, 1970). Os resultados obtidos referentes a intensidade de corrente elétrica foram submetidos a Análise de Variância a dois critérios fixos ou seja, analisou-se o comportamento de duas ligas (L1 e L2) frente a diferentes técnicas (TS1 e TS2). Deste modo para o fator Liga evidenciou-se comportamento diferente entre ambas, ou seja, a Liga L apresentou valor médio de 17,14 µA enquanto que a liga L2, 31,59 µA. Com relação ao fator Técnica houve variabilidade não significativa ou seja, as técnicas levaram a resultados semelhantes independentes do tipo de liga utilizada TS1 (22,67 µA) e TS2 (24,55 µA). Quando se considera o fator Tempo observou-se que nos tempos iniciais (15, 30 minutos, 1 e 2 horas) ocorreram reações eletroquímicas entre a solução e a superfície do amálgama enquanto que nos tempos mais avançados (6, 12 e 24 horas) não ocorreu significância estatística em função da formação da película de oxidação e corrosão com consequente redução ou com comportamentos semelhantes nestes períodos. Diante da diferença entre técnicas frente a oxidação e corrosão, nossos resultados sugerem ser possível a utilização da Técnica-Econômica para o polimento de restaurações de amálgama.

 

 

 

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VARIAÇÃO CLÍNICA DE RESINA COMPOSTA EM CAVIDADE DE CLASSE II DE PRÉ-MOLARES DURANTE 3 ANOS.

 

Maria Filomena  R. L  Huhtala &  José Benedicto de Mello.

 

Departamento de Odontologia Restauradora. Faculdade de Odontologia. 12245-001. São José dos Campos-UNESP.

 

Devido a ocorrência de muitos fracassos nas restaurações com resina compostas posteriores, vários profissionais não admitem o seu uso em dentes posteriores.  O objetivo dessa investigação foi estabelecer alguns critérios técnicos que poderiam ser de importância clínica e afetar a durabilidade da restauração. Após exames clínico radiográfico, foram selecionados 27 pré-molares (de 7 mulheres; idade 18-20 anos). Foram feiras restaurações de classe II com resina composta para dentes posteriores nos casos que apresentaram cárie ou restauração de amálgama insatisfatória. Os dentes foram restaurados pela técnica incremental com a resina composta Adaptic IIP (J&J). As cavidades pequenas receberam uma base de CaOH(Lige-Kerr) quando necessário; uma camada de adesivo dentinário (ARMD-J&J) e a restauração em resina composta. As cavidades profundas e extensas receberam um preenchimento com um cimento ionomérico com prata (Chelon Silver, ESPE), antes da restauração com a resina composta; e os outros passos seguidos foram os mesmos acima mencionados. Após 36 meses, 25 dentes restaurados não apresentaram cárie secundária, fratura, perda de contato proximal e/ou oclusal, ou queda da restauração.  Duas restaurações foram consideradas como fracassos: um dente apresentou sensibilidade pós-operatória e outro fratura da crista marginal.  Nossos resultados sugerem que a resina Adaptic IIP pode ser usada como um material confiável na restauração de pré-molares se a técnica utilizada for correta e específica.

 

 

 

 

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AVALIAÇÃO CLÍNICA DE RESTAURAÇÕES COM CIMENTO DE IONÔMERO DE VIDRO.

 

Eliza M. A. Russo & Narciso Garone Netto.

 

Deptº de Dentística da Faculdade de Odontologia da USP,  05508-900 São Paulo, (SP) .

 

O cimento de ionômero de vidro apresenta compatibilidade biológica, capacidade de liberar íons flúor e adesividade às estruturas dentais. Isso permite que esse cimento ocupe um lugar  de destaque entre os materiais restauradores estéticos, preenchendo uma lacuna, onde outros materiais não se mostram tão eficientes. Está  especialmente indicado em lesões cervicais de cárie ou erosão ou abrasão, onde, muitas vezes, o preparo cavitário torna-se dispensável. Foi realizada uma pesquisa clínica, onde avaliamos a capacidade deste cimento de evitar o aparecimento de cáries secundárias em lesões cervicais, localizadas totalmente em esmalte ou em esmalte e dentina. Foram utilizadas três marcas comerciais de cimento de ionômero de vidro: Ceramfil (DFL), GlassIonomer Cement II (Shofu) e Vidrion R (S.S.White), para restaurar 150 restaurações cervicais de cárie, erosão ou abrasão, com profundidade de, pelo menos, 1mm.

As restaurações foram realizadas no período de 18 meses.

Após isolamento absoluto, era selecionada uma matriz cervical pré-fabricada (Hawe-Neos). A seguir, era realizada uma profilaxia com pedra pomes e água e limpeza com Tergentol.  Após lavar e secar a "cavidade", o material era inserido, permanecendo imobilizado por 4 minutos. Após esse tempo, eram removidos os  excessos, mantida a matriz e protegido por verniz e vaselina, além da mesma. O acabamento final foi realizado 7 dias depois. Após 5 anos, foram avaliadas 126 restaurações que apresentavam no máximo 5 anos e no mínimo 3 anos e meio. Não foi observada a presença de cárie ao redor de nenhuma das restaurações avaliadas. O cimento de ionômero ee vidro, através da liberação de íons flúor, foi capaz de evitar a recidiva de cárie, inclusive na região cervical, tão propensa à recorrência de cárie. Pudemos, portanto, confirmar com esta pesquisa clínica o que  autores como, p.ex., Brandau e colab. (1984),  Brackett & Meltz e Dijken (1990) já haviam apresentado.

 

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COMPARAÇÃO DO EXAME CLÍNICO E DA RADIOGRAFIA "BITEWlNG" NO DIAGNÓSTICO DA CÁRIE OCLUSAL EM DENTES DECÍDUOS E PERMANENTES.

 

Márcia C. Figueiredo, Regina G. Palma, Maria Lígia Gerdullo, Ana Lúcia A. Capelozza & Sérgio F. T.  Freitas.

Depto. Dentística, Faculdade de Odontologia de Bauru, USP, 17043-101, Bauru (SP).

 

Tradicionalmente a radiografia "bitewing" tinha pouco valor em relação ao diagnóstico da cárie oclusal. Entretanto hoje, com a não indicação de técnicas invasivas, consequentemente destrutivas e prejudiciais à estrutura dentária como é o caso do uso da sonda exploradora como meio de diagnóstico de cárie oclusa1, a radiografia "bitewing" destacou-se, tornando portanto, indispensável para tal fim.

O objetivo deste  experimento foi avaliar a eficiência da radiografia "bitewing" no diagnóstico de cárie oclusal de dentes permanentes e decíduos comparando-se os achados clínicos com os radiográficos. Para tal foram tomadas radiografias pela técnica "bitewing" em 80 alunos matriculados numa E.E.P.S.G. da cidade de Bauru -SP, de ambos os sexos na faixa etária de 6-16 anos. Já a realização do exame clínico por visualização direta procedeu-se à profilaxia prévia dos dentes e a secagem da superfície oclusal a ser examinada por dois examinadores  perfeitamente calibrados, que adotaram uma conduta sistemática segundo a estandardização de códigos propostos pela O.M.S. em 1979.

Os resultados obtidos foram transportados para uma ficha clínica específica para serem analisados estatisticamente, obtendo os seguintes resultados:

Diagnóstico                                            Dentes(%)

                                                               P              D

Apenas Rx                                             51,80       42,16

Apenas clínico                                       12,06       16,88

Ambos                                                   36,14       40,96

O exame radiográfico interproximal é importante meio de diagnóstico da cárie oclusal: comparando-se os achados clínicos com os radiográficos observamos discrepâncias apenas em relação ao diagnóstico da cárie oclusal dos dentes permanentes (o exame clínico permitiu uma subestimação do diagnóstico).

 

 

 

 

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CONTRIBUIÇÃO AO ESTUDO DA PRESENÇA DE CAIXAS OCLUSAL E PROXIMAIS PARA AS RMF COM LIGAS DE Cu-Al.

 

Claudia M. Bedinelli & Edmir Matson

 

 Depto. Dentística da Fac. Odontologia da USP, Av. Prof. Lineu Prestes nº 2227, 05508-900 - S.Paulo -SP.

 

O desenho de uma cavidade tipo "onlay" é regido pelas condições do remanescente dental e material utilizado. Originalmente este desenho foi executado para ligas áuricas. As ligas alternativas, como Ni-Cr e Cu-Al, possuem propriedades diferentes das ligas áuricas.

Sabe-se que a principal função da caixa oclusal é evitar a deflexão da RMF, frente a forças oclusais. Sabe-se também que as ligas alternativas apresentam dureza maior do que as ligas áuricas usadas para RMF, e portanto não apresentam o fenômeno da deflexão. Baseados neste fato, nos propusemos a pesquisar a presença de deformação permanente em três tipos de preparos para RMF "onlay" em liga Cu-Al, frente a ação de carga oculsal.

Foram estudados os seguintes desenhos cavitários:

GRUPO 1: Preparo MOD "onlay" padrão

GRUPO 2: Preparo MOD "onlay" sem caixa oclusal

GRUPO 3: Preparo MOD "onlay" sem caixa oclusal e sem caixas proximais

As RMFs tiveram sua distância mésio-distal medida antes e depois da aplicação da carga oclusal. A análise dos resultados permitiu concluir que os três tipos de RMF apresentam deformação permanente quando comparados entre si.

Concluiu-se não haver diferença estatisticamente significante entre o grupo 1 e o grupo 2, já o grupo 3 apresentou o maior valor de deformação permanente.

 

 

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CONTRIBUIÇÃO AO ESTUDO "in vitro" DA MICROINFILTRAÇÃO DOS PREPAROS DE CLASSE V RESTAURADOS COM RESINA COMPOSTA FOTOATIVADA.

 

Adriana B. M. Kehdi & Edmir Matson.

 

Depto. Dentística da Fac. Odontologia da USP, Av. Prof. Lineu Prestes, 2227, 05508-900 - São Paulo - SP.

 

No presente trabalho experimental, foi feito um estudo sobre a microinfiltração que ocorre em preparos de classe V restaurados com resina composta fotoativada. O tipo de acabamento do ângulo cavo-superficial foi realizado de diferentes formas: sem bisel, com bisel curto, com bisel longo e com bisel côncavo. Este trabalho tem como objetivo avaliar a forma do ângulo cavo superficial e a sua influência, na microinfiltração.

Foram selecionados 48 dentes extraídos, em cujo terço médio da face vestibular foram preparadas cavidades Classe V. Foi feito condicionamento ácido de esmalte, aplicação do sistema adesivo e restauração dos preparos com resina composta fotoativada, do tipo híbrida.

De posse dos corpos de prova devidamente restaurados partimos para os procedimentos de ciclagem térmica e técnica de infiltração com nitrato de prata a 50%.(J.Biomed.Mat.Res.,15:343, 1981). Em seguida, as amostras foram examinadas por meio de fotos e os resultados foram submetidos ao teste estatístico de Kruskal-Wallis. A média dos postos assumidos para a penetração do traçador na cav. com bisel longo(15,4583)foi menor que a media da cavidade sem bisel(33,5833). Na cavidade com biseI concavo(22,7083) também menor que a média da cavidade sem bisel e com bisel curto(25,2917). Mediante estas observações e considerando uma probabilidade de 95%, percebemos que a penetração do traçador nas cavidades obedeceu a seguinte ordem: bisel longo, côncavo, curto e sem bisel, considerando a menor infiltração para cavidade com bisel longo e a maior para as sem bisel.

 

 

 

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DIAGNÓSTICO CLÍNICO E RADIOGRÁFICO DE LESÕES DE CÁRIES INTERPROXIMAIS.

 

Regina G. Palma, Márcia C. Figueiredo, Maria Fidela L. Navarro, Maria Lígia Gerdullo & Ana Lúcia A. Capelozza.

 

Depto. Dentística, Faculdade de Odontologia de Bauru, USP, 17043-101, Bauru (SP).

 

Tradicionalmente o meio de diagnóstico de cárie interproximal, mais intensamente  utilizado, principalmente para diagnóstico de cavitações incipientes é a radiografia "Bitewing". A utilidade das radiografias para essa finalidade têm sido questionada em vários trabalhos.

O objetivo desta pesquisa foi comparar a avaliação de cáries proximais através da radiografia "bitewíng", e inspeção visual direta.

Foram examinados 80 indivíduos cujas idades variavam entre 6 e 16 anos, selecionados em uma escola estadual de primeiro e segundo grau da cidade de Bauru - SP. Foram tomadas radiografias "bitewing" das regiões de molares e pré-molares de todos os pacientes. O exame clínico foi realizado após a profi1axia, separação dos dentes obtida  por argolas ortodônticas colocadas por 24 horas e secagem da área. A avaliação foi realizada por 2 examinadores calibrados, adotando a  estandardização dos códigos propostos pela O.M.S. em 1979.

Os dados foram inseridos numa ficha específica e depois de tabulados, foram analisados estatisticamente, obtendo os seguintes resultados:

Diagnóstico                            Dentes (%)

                                               P                 D

Apenas Rx                             71,6            48,2

Apenas clínico                       11,12            3,2

Ambos                                    17,28          48,6

                                

Nos dentes permanentes o exame radiográfico mostrou uma alta incidência de lesões de cárie que não foram visualizadas ao exame clínico.  Consequentemente podemos reafirmar que a visualização da superfície interproximal é fundamental para o correto diagnóstico da cárie interproximal.

 

 

 

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EFEITO DA APLICAÇÃO DE SOLUÇÃO DE IODO NA CONTAGEM DE ESTREPTOCOCOS DO GRUPO MUTANS E DE LACTOBACILOS EM PACIENTES DE ALTO RISCO À CÁRIE DENTÁRIA.

 

Stefânia C. Kanô, Luciane Maeda, Odila P. S. Rosa,. Regina Stella S. Rocha & Maria Fidela L. Navarro.

 

 Dept. de Dentística e Microbiologia. FOB-USP, 17043-101, Bauru(SP).

 

O emprego da solução de iodo por indivíduos com baixas contagens de estreptococos mutans revelou-se bastante eficiente na redução dessas bactérias da cavidade oral (Caulfield & Gibbons.  J. Dent Res. 58:1317, 1979). A finalidade desse trabalho é verificar o efeito da mesma solução em indivíduos com alta contagem de estreptococos mutans e lactobacilos.

Dez crianças na faixa etária de 10 a 14 anos, de baixo nível sócio-econômico e sem presença de cavitações foram selecionadas de acordo com o risco à cárie pré-determinado: mínimo de 3 lesões de mancha branca ativas e contagem mínima de 500.000 UFC/mL de saliva de estreptcocos mutans. Inicialmente realizou-se uma profilaxia com taça de borracha, fio dental e pedra-pomes, com subseqüente aplicação de solução contendo 2,0% de I2 e 2.0 de KI(p/v) em 53% de glicerina, durante 5 minutos. Duas aplicações adicionais foram feitas 3 e 5 dias depois, sem a profilaxia. A contagem microbiana foi realizada 24 e 48 horas, 7 e 30 dias após a última aplicação, através do método da micropipeta, utilizando os meios seletivos SB-20 e Rogosa. Obteve-se as contagens médias de 4,2 x 105; 1,0 x 106; 1, 3 x106 e 1, 6 x 106 UFC de estreptococos mutans/mL de saliva para os períodos de 24 e 48 horas, 7 e 30 dias, respectivamente.  Já as contagens médias para os lactobacilos foram de 3,6 x104; 5,1 x 104; 1,2 x 105 e 1,1 x 105 UFC/mL de saliva, respectivamente para os mesmos períodos citados.  Para ambos os microorganismos observou-se grande flutuação nos resultados.

Conclui-se que, para pacientes de alto risco, é limitada a ação da solução de iodo sobre as contagens dos microorganismos cariogênicos, e detectável principalmente nas primeiras 24 horas após a aplicação.

 

Auxílio financeiro: FAPESP(92/0830-5) 

 

 

 

 

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ESTUDO DA RESISTÊNCIA À TRAÇÃO DE RESTAURAÇÕES COM AMALGAPIN: EFEITOS DO DIÂMETRO E PROFUNDIDADE DAS PERFURAÇÕES.

 

Sillas L.L.Duarte Jr., Aldimir F. Henriques, José R. C. Saad, Wellingtom Dinelli & Leonor C. M. Loffredo.

 

Depto. de Dentística Restauradora - Faculdade de Odontologia de Araraquara - Unesp - R. Humaitá, 1680 - CEP 14.800 Araraquara -SP

 

O amálgama de prata é um dos materiais mais comumente usados na odontologia, sendo responsável por grande parte das restaurações realizadas diariamente na clínica odontológica. Um grande número de profissionais e pesquisadores têm voltado sua atenção para as restaurações extensas de amálgama. devido ao sucesso clínico alcançado com  estes tipos de restaurações, por isso várias técnicas com intuito de aumentar a resistência e retenção para estas restaurações.( ROODY, J.W. e  cols., Oper. Dent.l2:2-9, 1987).  Assim interessou- nos analisar "in vitro" a influência do diâmetro e profundidade das perfurações, bem como a presença ou não de chanfrado ao redor dos orifícios onde será alojado o amálgama. Para tal estudo foram selecionados 50 molares humanos recém extraídos isentos de cárie, os quais foram divididos em nove grupos com cinco réplicas para cada, seguindo o teste preliminar. Grupo A (controle): amálgama retido a pino ( Minin pins - Whaledent), Grupo B: amalgapin, fresa 330, 1,0 mm profundidade sem chanfrado; Grupo C: amalgapin, 330, 1,0mm, com chanfrado; Grupo D: amalgapin, 330, 2,0 mm. sem chanfrado; Grupo E: amalgapin, 330, 2,0 mm, com chanfrado; Grupo F: amalgapin, 1157, 1,0 mm, sem chanfrado; Grupo G: amalgapin, 1157, 1,0 mm, com chanfrado; Grupo H: amalgapin, 1157, 2,0 mm, sem chanfrado; Grupo I: amalgapin, 1157, 2,0 mm, com chanfrado. Os corpos de prova foram envolvidos na sua porção radicular em resina acrílica quimicamente ativada. Para cada dente foi confeccionada uma matriz soldada, adequadamente adaptada. O amálgama ( Dispersalloy - Johnson &. Johnson) foi triturado e condensado manualmente em primeiro lugar nas perfurações para amalgapin, e em seguida toda restauração. Após a condensação os dentes eram armazenados em estufa a 37°C por 7 dias, e em, seguida os dentes eram posicionados na máquina Instron ( Instron Corporation). Os resultados obtidos no teste mecânico foram submetidos a tratamento estatístico onde observou-se variabilidade significativa a nível de 5%, desta forma as médias dos valores, segundo os grupos, pode ser assim descrita: Grupo A: 2,27, Grupo B: 1,45, Grupo C: 1,51, Grupo D: 3,85, Grupo E: 4,29, Grupo F: 1,74, Grupo G: 2,14, Grupo H: 4,59, Grupo I: 3,76 Kg/cm2. De acordo com a metodologia proposta. com resultados obtidos e análise estatística efetuada, julgamos lícito concluir que: os. maiores níveis de resistência à tração foram apresentados pelos grupos E.H: que correspondem as perfurações com as fresas 330, 330 com chanfrado e1157, ambos com 2,0 mm de profundidade. Os menores níveis de resistência a tração foram obtidos para os grupos B,C e F, que correspondem as perfurações com as fresas 330, 330 com chanfrado e 1157, todas com 1,0 mm de profundidade.  E os valores intermediários foram encontrados, e ordem crescente, para os grupos G,A (controle), em seguida para os grupos I, D

AUXÍLIO FINANCEIRO: FAPESP

 

 

 

 

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ESTUDO EM MICROSCOPIA ELETRÔNICA DE VARREDURA DA REMOÇÃO DA CAMADA DE ESFREGAÇO EM DENTES HUMANOS.

 

Maria Auxiliadora J. Araújo & Sigmar M. Rode. 

 

Dept. Materiais Odontológicos e Prótese da F.O. São José dos Campos, UNESP,  Av. Francisco José Longo, 777, 12245-000 S.J. Campos-SP. 

 

Quando qualquer instrumento abrasiona ou corta e dentina, produz na superfície uma camada de esfregaço ou "smear". Dependendo do agente de união indicado em Odontologia adesiva, há a necessidade ou não da remoção da camada de esfregaço da superfície dentinária.

Com a finalidade de verificar a ação de diferentes substâncias para a limpeza dentinária, utilizamos 10 dentes pré-molares superiores íntegros, mantidos em soro fisiológico, nos quais as coroas foram seccionadas ao meio no sentido mésio distal com um disco de carborundum em peça de mão. Com instrumento cortante rotatório diamantado removeu-se o esmalte da porção vestibular e da porção lingual da coroa.

Com um instrumento rotatório de carbide tronco cônico liso nº 56, cortou-se aproximadamente 2mm de dentina com alta rotação sob refrigeração ar/água, para produzir a camada de esfregaço, de tal forma que cada broca passasse por somente um dente (vestibular e lingual).

Em seguida esta superfície, com esfregaço, foi limpa através de uma bolinha de algodão friccionando por 30 segundos com seis diferentes substâncias. Em seguida a superfície foi lavada por 30 segundos com spray ar/água. No controle foi simplesmente utilizado o spray ar/água.

Os espécimes foram montados em suportes metálicos, preparados e visualizados em microscopia eletrônica de varredura no microscópio DSM950 da Zeiss, do Setor I.A.E. do Instituto de Aeronáutica e Espaço, Divisão de Atividades de Materiais Raros (AMR) , São José dos Campos-SP, em aumentos que variaram de 100 a 5.000 vezes.

Os materiais que mais removeram a camada de esfregaço foram em ordem decrescente: 1) ácido fosfórico 10%, 2) ácido poliacrílico 25%, 3) flúor acidulado 4) água oxigenada 3%, 5) associação alternada de dakin/tergensol, 6) fluoreto de sódio 2%, 7) spray ar/água.

 

 

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ESTUDO "in vitro" DA RUGOSIDADE SUPERFICIAL DA PORÇÃO PROXIMAL DE AMÁLGAMAS CONDENSADOS CONTRA TIRAS MATRIZES DE AÇO DE DIVERSAS PROCEDÊNCIAS.

 

Camillo Anauate Netto & Dan M. Fichman.

 

Depto. Dentística da Fac. Odontologia da USP, Av. Prof. Lineu Prestes, 2227, 05508-900 - S. Paulo - SP.

 

O objetivo deste trabalho foi o de estudar rugosimétricamente "in vitro" a porção proximal de corpos de prova de amálgama, visto que estas regiões são de difícil acesso às manobras de acabamento e polimento. Foram testados quatro tipos de ligas para amálgama de características diferentes, condensadas contra matrizes de quatro marcas distintas, sendo duas nacionais e duas importadas.

As superfícies obtidas, não sofreram nenhum tratamento superficial e foram armazenadas de modo a não sofrerem riscos e lidas com a idade de 72 horas.

Procedeu-se a leitura dos 48 corpos de prova obtidos, através da ponta palpadora de um rugosímetro "Surftest"  modelo 211 série 178 da marca Mitutoyo, que processa os dados colhidos e possibilita a leitura imediata ( C.L.A.- Center Line Average ) em micrômetro.

Cada corpo de prova foi alvo de três leituras na porção inferior média e superior, totalizando 144 dados.

Da análise dos resultados obtidos concluímos que: 1) Dentro das condições experimentais utilizadas o fator limalha foi altamente significante, a superfície menos regular foi apresentada por um amálgama obtido de uma limalha pré amalgamada A (Agestan) 1,22µ e as mais regulares apresentadas pelas limalhas S (Standalloy F) 0,86µ , V      (Velvalloy ) 0,89µ e K (Kertyn) 1,03 µ que tiveram comportamento semelhante estatisticamente. 2) As limalhas de partículas finas mostraram-se menos rugosas do que a limalha esférica e estas por sua vez tiveram comportamento melhor do que a limalha pré amalgamada. 3) A posição da leitura e o tipo de matriz não foram significantes.

 

 

 

 

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REMINERALIZAÇÃO DE LESÕES CARIOSAS INCIPIENTES.

 

Urubatan V. Medeiros & Maria Isabel de Castro de Souza.

 

Dep. Odont. Preventiva e Comunitária, Fac. Odontologia UERJ. Boul. 28 de Setembro, 157, 20541-010, V. lsabel, RJ(RJ) .

 

A primeira evidência clínica da cárie dentária é o surgimento da mancha branca e sua evolução pode ser paralisada neste período. O objetivo deste trabalho foi determinar o efeito de dois tratamentos com flúor para o esmalte desmineralizado, de forma a observar qual dos dois é mais eficiente. Os tratamentos utilizados foram representados pelo tratamento remineralizador usual, acrescido por bochecho diário com solução de f1uoreto de sódio (0,05%) e escovação, em quatro momentos do dia, com dentifrício contendo fluoreto de sódio (0, 1%) .

A amostra foi representada por dez indivíduos,  de ambos os sexos, com idades entre 23 a 30 anos, com lesão branca sem cavitação e de extensão semelhante na face vestibular dos dentes molares, próxima à região cervical. A amostra possuía  hábitos alimentares semelhantes e foi educada para controlar placa e dieta.

O efeito do tratamento remineralizador acrescido de escovação com dentifrício fluoretado (grugo A) foi comparado ao efeito deste mesmo tratamento acrescico de bochecho com solução fluoretada.

Os resultados indicaram que o dentifrício fluoretado associado ao tratamento remineralizador convencional foi mais eficaz do que a associação do mesmo tratamento a bochechos com solução fluoretada. Observou-se, no grupo A, que a média obtida para remineralização foi de oito semanas, onde se obteve nove lesões completamente remineralizadas e três com diferença na coloração. No grupo B, a rnédia obtida para a remineralização foi de 10,4 semanas e observou-se quatro lesões completamente remineralizadas, cinco com diferença na coloração e três com diferença de textura.

Este estudo contribui para entender os efeitos marcantes que o hábito da escovação pode ter na eficiência clínica dos dentifrícios fluoretados. 

 

 

 

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RESISTÊNCIA AO CISALHAMENTO DO VITREBOND: EFEITO DO TRATAMENTO DA DENTINA COM ÁCIDO POLIACRÍLICO.

 

Luiz A.F. Pimenta ; Silvio J. Mauro; Ueide F. Fontana.

 

F.O. Piracicaba - UNICAMP; F.O. Araçatuba - UNESP; F.O. Araraquara - UNESP.

 

O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito do pré-tratamento da dentina com ácido poliacrílico a 25% na resistência ao cisalhamento de um cimento de ionômero de vidro fotopolimerizável, Vitrebond. A superfície dentinária de 20 terceiros molares humanos recém extraídos foram preparadas em lixas Al2O3 de granulações 150; 320 e 600. Os dentes foram divididos em dois grupos de 10 dentes sendo: Grupo 1 - Controle: no qual a dentina não recebeu pré-tratamento; grupo 2: a dentina foi tratada com ácido poliacrílico a 25% por 15 segundos, lavada e seca por 15 segundos. Corpos de prova cilíndricos de Vitrebond foram preparados na dentina e fotopolimerizados por 90 segundos, uma camada de adesivo Scotchbond 2 foi aplicado sobre a superfície do cimento e polimerizado por 30 segundos, sobre o adesivo, uma camada de resina Silux Plus foi colocada e polimerizada por 40 segundos. Os corpos de prova foram removidos da matriz, estocados em águas destilada a 37°C por 24 horas e submetidos ao teste de cisalhamento e os resultados expressos em MPa. Os dados foram analisados através do teste Student T. Os corpos de prova fraturados foram examinados em microscópio eletrônico de varredura (MEV) para determinar o padrão de fratura. As médias ± DP em MPa foram: Grupo 1: 8,56 ± 1,66; Grupo 2: 9,44 ± 1,77. A diferença entre os dois grupos não foi estatisticamente significante (p < 0,05). Fraturas adesivas foram observadas na maioria dos corpos de prova, no entanto, em 2 corpos de prova observou-se fratura coesiva em dentina.

A aplicação de ácido poliacrílico em dentina não aumenta significantemente a resistência ao cisalhamento do Vitrebond em dentina.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ENDODONTIA

 

 

 

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ANÁLISE DA COMPOSIÇÃO QUÍMICA DE AÇOS INOXIDÁVEIS DE BROCAS

GATES-GLIDDEN DE DIFERENTES PROCEDÊNCIAS

 

CARLOS ESTRELA; MARCELO DOS SANTOS; ANTÔNIO C.BOMBANA; HILDEBERTO F. PESCE.

 

Depto. DENTÍSTICA, FACULDADE DE ODONTOLOGIA-USP, 05508-900 SÃO PAULO-SP

 

As brocas Gates-Glidden são bastante empregadas em Endodontia.  A razão e a importância deste fato, deve-se à obtenção inicial de uma forma capaz auxiliar significativamente a completa limpeza e modelagem do  canal radicular.

A presente pesquisa, objetivou, através da utilização de Microscópio Eletrônico de Varredura equipado com sonda EDAX, analisar a composição química de aços inoxidáveis de brocas Gates-Glidden, das marcas comerciais Maillefer, Meissinger e FKG. 

A análise foi realizada em dois pontos distintos: entre o corpo e a haste {cabo) e entre o corpo e a guia helicoidal {parte ativa da broca).

Frente a análise da composição química obtida nas brocas Gates-Glidden, foi possível classificá-las como ligas de aço inoxidável de elevado teor de ferro (acima de 80%), como demonstrou as Tabelas I e II. Tendo por base

os valores médios de ferro (85,54%) , cromo (13,49%), níquel (0,5%), e molibdênio (0,27%) , sendo que estas ligas ficam sediadas dentro das características de aços inoxidáveis ferríticos, em coerência com a série 430.

 

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ANÁLISE HISTOPATOLÓGICA COMPARATIVA EM POLPA DE DENTES DE CÃES, APÓS PULPOTOMIA E UTILIZAÇÃO DE PASTAS À BASE DE HIDRÓXIDO DE CÁLCIO EM DIFERENTES VEÍCULOS.

 

Elisa M. A. Giro, Helda I. Iost & Raphael C. C. Lia.

 

Dept. Clínica - Infantil, Fac. de Odontologia de Araraquara - UNESP. 14801-903 - Araraquara (SP) .

 

Em dentes permanentes jovens com polpas vitais expostas, o capeamento pulpar direto e a pu1potomia são considerados os procedimentos mais indicados e, o hidróxido de cá1cio permanece como a material mais aceito para a proteção do tecido pulpar remanescente, devido à sua propriedade biológica indutora de formação de barreira minera1izada, somada ao seu efeito bactericida. Nesta pesquisa, avaliou-se comparativamente, a reação do tecido pulpar de dentes permanentes jovens de cães, após pulpotomia e utilização de diferentes pastas à base de hidróxido de cálcio: Grupo I-hidróxido de cálcio (0,5g) + polieti1eno g1ico1 400 (0,3m1); Grupo II-hidróxido de cálcio (0,5g) + óxido de zinco (0,25g) + po1ietileno g1icol 400 (0,3m1); Grupo III - hidróxido de cá1cio (0,5g} + carboximeti1ce1u1ose 1,66% (0,5m1) e Grupo IV- hidróxido de cálcio (0,5g) + óxido de zinco (0,25g) + carboximeti1celu1ose 1,66% (0,5m1}. A análise histopatológica nos períodos pós-operatórios de 45, 90 e 150 dias, mostrou que todas as pastas induziram resposta tecidual satisfatória, possibilitando evolução reparativa, com formação de barreira mineralizada, desenvo1vendo-se em quantidade e qualidade, desde a condição de massa amorfa, contendo resíduos diversos e grupamentos pulpares, até barreira completa com esboços de canalículos dentinários e tendência à ortodentina. Os melhores resultados foram observados no Grupo II, seguido dos Grupos I, IV e III.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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ANÁLISE RADIOGRÁFICA DA QUALIDADE DO TRATAMENTO ENDODÔNTICO E SUAS INTERAÇÕES

 

José Luiz Lage Marques; Marlene Fenyo Pereira; Luciana M. L. Safiotio.

 

Faculdade de Odontologia da U.S.P. São Paulo. Brasil. CEP 05508-900

 

A análise da qualidade do tratamento do sistema de canais radiculares de parte da comunidade que freqüenta o Serviço Odontológico da Universidade de São Paul, constitui dado importante para a determinação do estado atual da endodontia executada.

Conscientes de que a endodontia divide-se claramente nas fase de execução e avaliação de resultados, este experimento através da seleção aleatória de prontuários, se propôs avaliar radiografias de "boca toda" de pacientes que procuram o serviço pela primeira vez foram observadas as condições de preenchimento do canal radicular, presença e ausência de rarefação óssea periapical, material utilizado para o preenchimento da câmara pulpar e tipo de restauração dental, pretendendo com isto, estabelecer índices de qualidade no que se refere ao tratamento endodôntico e suas interações.

Isto posto, foram analisadas, em negatoscópio e lupa 8 dioptras, 2800 radiografias periapicais totalizando 4800 dentes pertencentes a 200 pacientes de ambos os sexos e diferentes faixas etárias chegando aos seguintes resultados:

Número de dentes com tratamento endodôntico -795

Número de dentes tratamentos endodônticos por paciente - 3,96

 

                Quanto ao tipo de material restaurador dental foram observados os seguintes resultados: 22,1% de material provisório, 12,3% resina composta, 20,1% sugerindo amálgama de prata, 20,5% sugerindo restaurações metálicas fundidas, 4,2% suporte de prótese, 17,8% portanto núcleos e 22,1% pinos intra-radiculares.

                No que se refere a qualidade das restaurações dentais, 47,5% foram consideradas adequadas enquanto 63,5% inadequadas.

 

 

 

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APLICAÇÃO DO LASER CO2 NA LINHA DE FRATURA VERTICAL DE DENTES HUMANOS EXTRAÍDOS, SOB DIFERENTES CONDIÇÕES EXPERIMENTAIS.

 

Carlos E. Aun & Luciana X. Silva.

 

Dept. Dentística, Fac. Odontologia USP. 05508-900 São Paulo (SP).

 

A fratura radicular vertical é um problema clínico de difícil diagnóstico e prognóstico sombrio. A terapêutica aplicada tem sido radical, optando-se entre exodontia ou hemissecção radicular. Algumas tentativas conservadoras, aplicando-se cimentos e ionômero de vidro, têm sido propostas em relatos clínicos esporádicos (STEWART, F.,  J. Endodon., 14, 1988). Outros relatos descrevem o Laser CO2 como capaz de vaporizar a dentina, reorganizando-a com novas características, mais mineralizada (KANTOLA, S., Acta Odontol. Scand., 31:381, 1973). Com intuito de observar a atuação do Laser CO2, nas fraturas dentárias por si só ou associado, 40 caninos recém extraídos tiveram suas raízes fraturadas de modo uniforme. No Grupo A aplicou-se Laser CO2 (PFIZER SYSTEM, mol. 10C), 5W, 1,5 mm de área focal e pulso 20/50, desfocado a 2 mm, mantendo-se estas características de uso para os grupos subsequentes Grupo B: Laser aplicado com pó de dentina como fundente; Grupo C: Laser, recobrindo-se a área tratada com cimento de ionômero de vidro (Vitrebond 3M); Grupo D: ionômero recobrindo a área fraturada; Grupo E: controle. Os grupos foram imersos no corante azul de metileno (5%,pH 7) por 48 horas, sendo em seguida lavados e seccionados transversalmente para análise no microscópio comparador (Carl Zeiss). Em nenhum grupo ocorreu o vedamento total da fratura. O Grupo C foi aquele que menor infiltração apresentou. O Laser CO2 parece favorecer o vedamento na linha de fratura. Ocorreram diferenças significantes em nível de 1% entre todos os grupos estudados (teste Kruskal - Wallis).

 

 

 

 

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AVALIAÇÃO DA METODOLOGIA DE IMPERMEABILIZAÇÃO RADICULAR EXTERNA COM VISTAS AO ESTUDO DA PERMEABILIDADE DENTINÁRIA E MARGINAL.

 

JOSÉ LUIZ LAGE MARQUES; JOÃO HUMBERTO ANTONIAZZI; JOSÉ MARIA P. SAMPAIO

 

DEPARTAMENTO DE DENTÍSTICA DISCIPLINA DE ENDODONTIA, FOUSP. 05508-900. SÃO PAULO (BRASIL).

 

O avanço das pesquisas tem demonstrado que a sanificação e modelagem do canal, conseguidas pela ação conjunta de substâncias químicas e instrumentos endodônticos, aumentando a permeabilidade dentinária, são fatores fundamentais para o sucesso da intervenção.

O mesmo acontece com os estudos do selamento marginal apical e cervical que impedem a infiltração de fluido oral e microrganismos pela interface parede do canal-obturação, favorecendo desta forma a cura definitiva.

Dada a importância dos estudos da permeabilidade dentinária e do selamento no que refere à metodologia empregada com vistas à obtenção da melhor relação entre a ciência endodôntica e a prática clínica, o presente experimento analisa a capacidade de impermeabilização de alguns adesivos e agentes químicos pelo método de avaliação por submersão em corante Rhodamine B e método microbiológico.

Os resultados permitiram inferir que:

a-) todos os agentes testados mostraram-se capazes de impermeabilizar a superfície dental exceto a resina poliester.

b-) as resinas epóxi e o esmalte de unhas sofreram altos níveis de impregnação superficial pelo corante.

c-) o cianoacrilato de etila e o n-butilcianoacrilato constituíram-se nos melhores agentes pela condição homogênea de impermeabilização dos espécimes testados, apresentando a superfície externa livre de impregnação.

d-) para o obtenção de uma análise mais fiel no que se refere à mensuração da infiltração do corante, a remoção da película do agente é fator fundamental para a execução de uma leitura isenta de erro sistemático.

e-) os resultados obtidos pelo método microbiológico foram semelhantes ao do método do corante quando da utilização do n-butilcianoacrilato. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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AVALIAÇÃO, DO PONTO DE VISTA MACROSCÓPICO, DA PERMANÊNCIA DE RESÍDUOS DE HIDRÓXIDO DE CÁLCIO APÓS SEU USO COMO MEDICAÇÃO INTRACANAL.

 

Antonio C Bombana, Miguel P. A. Zinet, João Humberto Antoniazzi.

 

Disc. de Endodontia. Fac. Odont. USP - São Paulo.  Av. Prof. Lineu Prestes,2227 - CEP 05508-900.

 

O uso do hidróxido de cálcio, como medicação intracanal, tem mostrado efeitos benéficos em determinadas situações clínicas. As formas de inserção (fluida ou condensada) e o veículo empregado na instalação do "curativo" intracanal variam conforme a situação clínica e em função das propostas de autores diversos. A despeito disso, em momento oportuno, necessita-se obturar o canal, impondo-se por tal a remoção de todo seu conteúdo a fim de garantir adequado selamento final.  O intuito deste trabalho foi o de quantificar, do ponto de vista macroscópico, a  permanência de resíduos do "curativo", tendo como fonte de variação: as condições de inserção (fluido ou condensado); o veículo utilizado e os procedimentos de esvaziamento. Vinte e sete dentes humanos unirradiculados foram preparados acordo técnica de Paiva & Antoniazzi (1988), recebendo em seguida medicação intracanal, como segue: I- 95%* de Ca(OH)2 + 5% de iodofórmio veiculados em solução anestésica; II- 95% de Ca(OH)2 + 5% de iodofórmio veiculados em P.M.Cl.Fenol Canf.; III- 95% de Ca(OH)2 + 5% de iodofórmio veiculados em óleo mineral (Lujol); IV- apenas Ca(OH)2  veiculado em solução anestésica; V- apenas Ca(OH)2 veiculado em polietileno glicol (P.M. 800). (*  proporções em peso de pó). Após a instalação do "curativo" os dentes tinham suas câmaras pulpares seladas, eram radiografados e levados à estufa a 37°C e 100% de umidade realativa, onde permaneciam por uma semana.  Decorrido esse prazo os canais foram esvaziados por uma das seguintes formas: A) irrigação/aspiração simples, com 1,8 ml de solução detergente/furacin; B) inserção de detergente/furacin na luz do canal, agitação do meio com uma lima, seguida de irrigação/aspiração, consumindo-se nessas manobras 1,8 ml da mesma solução; C) reinstrumentação com Endo-PTC e líquido de Dakin, seguido de irrigação/aspiração com 1,8 ml de solução detergente/furacin.  Concluído o esvaziamento os dentes eram radiografados novamente e clivados no sentido longitudinal, conforme proposta de Aun(1985). Cada uma das hemipartes foi fotografada em distância focal fixa e seus dispositivos, bem como as radiografias, submetidas à projeção em distância padrão, observando-se a proporção de produtos remanescentes no interior do canal.  Diante do exame visual da luz do canal foi possível verificar: 1. independentemente do veículo utilizado, a inserção condensada de Ca(OH)2 oferece maiores dificuldades de remoção; 2. os maiores volumes remanescentes de Ca(OH)2  foram vistos nos terços médio e apical; 3. associar ao Ca(OH)2 um agente radiopaco, como o iodofórmio, auxilia na verificação radiográfica da qualidade do esvaziamento; 4. o esvaziamento mostrou-se qualitativamente melhor quando do uso de veículos não aquosos, provavelmente dada a ausência de interações físico/químicas do Ca(OH)2 com a água; 5. A efetiva remoção de toda a medicação intracanal, do ponto de vista macroscópico, só foi manifesta diante da reinstrumentação do canal com substância química auxiliar, seguida de irrigação/aspiração com 1,8 ml de solução detergente/furacin.

 

 

 

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BACTEREMIAS DURANTE O TRATAMENTO ENDODÔNTICO

 

Waldocyr Simões; .João H. Antoniazzi; José Luiz Lage Marques.

 

Faculdade de Odontologia da U.S.P. São Paulo. CEP 05508-900

 

Foi estudada a ocorrência de bacteremias transitórias durante o tratamento endodôntico, com coletas de material do canal radicular para cultura , sangue para a hemocultura antes e imediatamente após a odontometria.

Para tanto, foram selecionados vinte incisivos superiores portadores de polpa necrosada e rarefação óssea apical difusa (recente), estratificando os pacientes (amostras) em duas variáveis, uma com penetração desinfetante prévia a odontometria e outra sem penetração. Tomou-se como parâmetro de medida inicial para a odontometria, a mesma apresentada na radiografia, levando-se o instrumento até o limite apical do dente.

Os resultados das culturas demonstraram elevada porcentagem de bacteremias no grupo onde não foi realizada a penetração desinfetante, com 50 % dos casos dando positivo, enquanto no grupo que foi realizada a penetração prévia, apenas 30 % apresentaram-se positivos. Os microrganismos mais encontrados nas culturas dos canais radiculares e na hemocultura foram os estreptococos alfa hemolítico.

unitermos: Bacteremias, Tratamento endodôntico, infecção focal, penetração desinfetante.

 

 

 

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COMPORTAMENTO DOS CIMENTOS OBTURADORES DE CANAL RADICULAR FRENTE AO TESTE "SKIN WINDOW".

 

Christiane C. Villela Berbert; Alberto Consolaro.

 

Faculdade de Odontologia de Bauru-Alameda Octávio Pinheiro Brisola 9-75. CEP: l7.043. Bauru S.P.

 

O teste "skin window" preconizado por Rebuck em 1955 e adaptado para testar materiais odontológicos, foi aplicado em dez voluntários. Quatro testes foram realizados na região ventral do ante-braço esquerdo de cada pessoa, visando comparar a biocompatilidade dos cimentos obturadores Sealapex, CRCS, ZOE; tendo como controle, a vaselina sólida. O número de PMNs neutrófilos, bem como sua morfologia em relação aos materiais foram avaliados.   Os resultados demonstraram diferenças qualitativas e quantitativas nos grupos experimentais; quantitativamente, quanto à migração celular tiveram a seguinte ordem crescente em relação aos materiais: Vaselina, Sealapex, CRCS, ZOE. Quanto à injúria celular, em ordem decrescente tivemos os cimentos Sealapex, CRCS, ZOE e a Vaselina.  Pelos resultados obtidos, constatou-se que o teste "skin window" pode ser um modelo experimental viável para testar a biocompatibilidade da materiais odontológicos. I

 

 

 

 

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ESTUDO DE ALGUNS FATORES QUE PODERIAM INFLUENCIAR A EFICIÊNCIA DO SELAMENTO MARGINAL OBTIDO COM UM NOVO MATERIAL OBTURADOR DE CANAL À BASE DE IONÔMERO DE VIDRO.

 

Martha S. Sakashita.

 

Fac. Odont. Araçatuba - UNESP - R.. José Bonifácio 1193 - CEP 16015-050 - Araçatuba (S.P.).

 

É inquestionável a necessidade das obturações dos canais radiculares proporcionarem selamento apropriado, que não permita solução de continuidade com os tecidos periapicais. Seria muito bom que o material obturador tivesse poder de adesão às paredes do canal, oferecendo dessa forma. uma obturação mais efetiva. Surgiu no comércio um novo cimento obturador de canal à base de ionômero de vidro, o Ketac Endo (ESPE), com o propósito de cumprir esse objetivo. É propósito deste trabalho estudar esse novo cimento, comparativamente ao Sealapex e óxido de zinco e eugenol (OZE). Assim, dentes humanos extraídos foram submetidos à preparo biomecânico e posteriormente obturados pela técnica de condensação lateral, empregando-se ou não, antes da obturação, o EDTA e curativos de Ca(OH)2 e p-monoclorofenol canforado. Os dentes foram imersos em azul de metileno a 2%, em ambiente com vácuo, e a infiltração marginal dimensionada com o auxílio de ocular micrometrada e lupa esterioscópica. A infiltração marginal média observada com o Ketac Endo foi de 2,46 mm, não evidenciando diferença significativa em relação ao OZE (2,85 mm). Essas médias foram diferentes (p < 0,0l ) da observada com o Sealapex (0,35 mm). O tratamento do canal com os produtos mencionados determinou significativa (p < 0,0l) redução da infiltração marginal observada com o Ketac Endo (1,26 mm) e com o OZE (1,5 mm), fato não notado com o Sealapex (0,34 mm). Esses resultados permitem concluir-se que a qualidade do selamento marginal observada com o Ketac Endo é inferior à notada com o Sealapex, porém igual à obtida com o OZE. O emprego do EDTA, Ca(OH)2 e p-monoclorofenol canforado não prejudica a qualidade do selamento marginal observada com os três cimentos obturadores estudados.

 

 

 

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INFLUÊNCIA DO EMPREGO DO VÁCUO NA AVALIAÇÃO DA INFILTRAÇÃO MARGINAL EM DIFERENTES MATERIAIS SELADORES TEMPORÁRIOS. ESTUDO "IN VITRO".

 

ELOI DEZAN JÚNIOR & ROBERTO HOLLAND

(

Disciplina de Endodontia - Faculdade de Odontologia de Araçatuba -UNESP-).

 

Trabalhos recentes chamam a atenção para o fato de os testes de infiltração marginal, realizados com soluções traçadoras, evidenciam dados apenas qualitativos e não quantitativos, em função do fato que o ar aprisionado na falha do selamento impediria a completa penetração do elemento traçador. Considerando esse ponto de vista e considerando a necessidade de reavaliar-se os trabalhos no gênero, até então realizados, objetivamos observar a qualidade do selamento marginal passível de ser obtido com diferentes seladores temporários utilizados em endodontia, bem como observar se o emprego do vácuo determinaria a obtenção de resultados mais eficientes. Assim, 120 dentes humanos unirradiculares tiveram suas coroas eliminadas, após o que preparou-se, junto ao canal radicular do terço cervical do dente, cavidades padronizadas. Estas foram seladas com a) óxido de zinco e eugenol; b) guta-percha; c) guta-percha e óxido de zinco e eugenol; d) Zoecim; e) Lumicon e f) Cimpat. Após os espécimes terem sidos submetidos a ciclos de alteração de temperatura, durante 7 dias, foram mergulhados em solução de azul de metileno a 2% em ambiente com vácuo. A mensuração das infiltrações ocorridas, independentemente do material obturador empregado, mostrou 2,75 mm quando o vácuo não foi empregado, e 3,70 mm quando o vácuo foi utilizado. A diferença entre esses dados foi significativa ao nível de l%. Por outro lado, a média das infiltrações marginais observadas com o Lumicon e o Cimpat (1,06 mm) foram estatisticamente diferentes (p < 0,01) da observada com os demais materiais testados (4,31 mm). Esses resultados permitem concluir-se que com o emprego do vácuo ocorre maior penetração do elemento traçador.  Além disso, conclui-se também que os materiais Lumicon e Cimpat foram os que exibiram melhor propriedade seladora.

 

 

 

 

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OBSERVAÇÃO in vitro DA INFILTRAÇÃO MARGINAL DE OBTURAÇÕES RETRÓGRADAS EM DENTES APICETOMIZADOS COM E SEM APLICAÇÃO DO LASER CO2.

 

Carlos E. Aun & Luciana X. Silva.

 

Dept. Dentística, Fac. Odonto1ogia USP. 05508-900. São Paulo (SP).

 

Os insucessos da cirurgia apical estão diretamente associados com a infiltração de irritantes do interior do canal para a região periapica1 e da estagnação de exsudados provenientes do periápice alojados junto à obturação retrógrada  com pobre capacidade de vedação. Justifica-se as muitas sugestões de materiais de obturação retrógrada, tais como amálgama, cimentos de ionômero de vidro, resinas (FRIEDMAN et alii, Endod. Dent. Tracmatol, 7: 19,1991). A infiltração pode ocorrer também via túbulo dentinário, e o laser CO2 tem sido sugerido para ocluir estes túbulos, após a fusão e recrista1ização da superfície dentinária, configurando-a a um aspecto madreperoláceo (MELCER et alli, Odontoestomatol Implantoprotesi, l:85, 1985). O propósito deste estudo é avaliar a infiltração marginal de obturações retrógradas em seis diferentes grupos experimentais: a) só amálgama; b) amálgama após aplicação de laser; c) só ionômero de vidro; d) ionômero de vidro após aplicação de laser; e) controle positivo; f) controle negativo. Para tal, 48 dentes caninos humanos extraídos foram apicetomizados e obturados via retrógrada, após preparo cavitário padronizado, de modo a constituírem-se 6 grupos de 8 espécimes. Após imersão no azul de metileno (5%, pH 7,0 ) por 48 horas, foram lavados, seccionados no sentido longitudinal e avaliados com auxílio do microscópio óptico comparador. Em todas as retro-obturações, observou-se infiltração do corante. O laser seguido de amálgama (grupo B) foi o de maior infiltração. O laser seguido de ionômero pareceu ser uma barreira mais eficiente contra a penetração do corante. Não houve diferença estatística entre os grupos A e C, sendo que os demais apresentaram diferenças em nível de 1% (teste Kruskal-Wal1is).

 

 

 

 

 

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REIMPLANTE MEDIATO DE DENTES IMERSOS EM TIMEROSAL INCOLOR POR 45 E 90 MINUTOS, TRATADOS OU NÃO, ENDODONTICAMENTE, COM PASTA DE HIDRÓXIDO DE CÁLCIO. ESTUDO HISTOLÓGICO. (Rattus Norvegicus, Albinus, Holtzman).

 

Cyneu Aguiar Pansani, Elcio Marcantonio, Michel Saad Neto & Tetuo Okamoto.

 

Departamento de Clínica Infantil, Faculdade de Odontologia de Araraquara-UNESP, 14.800-903 - Araraquara-SP.

 

O presente trabalho analisou histopatologicamente, em ratos, o periodonto e a polpa de incisivos superiores, reimplantados tardiamente após serem mantidos em timerosal por 45 e 90 minutos e terem o canal radicular obturado com pasta de hidróxido de cálcio. Utilizamos para este trabalho 192 ratos (Rattus, norvegicus, albinus, Holtzman) machos, com peso variando entre 100 e 120 gramas, divididos em 8 grupos de 24 animais. O dente escolhido para reimplante foi o incisivo superior direito. Seis animais de cada grupo foram sacrificados aos 10, 20, 30 e 60 dias de pós-operatório e a hemimaxila direita foi preparada para estudo histológico. Os resultados observados foram: A) aumentando-se o tempo de imersão em timerosal de 45 para 90 minutos: 1- os resultados foram semelhantes; 2- o ligamento periodontal cementário desapareceu antes do 10º dia; 3- as reabsorções e anquilose alvéolo-dental estavam presentes. B) quando emprega-se o timerosal e compara-se com solução de cloreto de sódio a 0,9%, independente do tempo de imersão: 1- diminui o infiltrado inflamatório na área do ligamento periodontal cementário; 2- favorece a proliferação e a diferenciação de trabéculas ósseas, na área do ligamento periodontal; 3- atrasa a desorganização e lise da polpa; na ausência de infiltrado inflamatório no tecido pulpar, permite a proliferação de tecido conjuntivo com diferenciação óssea no seu interior; 5- e superior à simples hidratação. C) quando emprega-se timerosal e trata-se o canal radicular, comparando-o com o grupo controle: 1- ocorre menor reabsorção cemento-dentinária e maior área de anquilose alvéolo-dental.

 

 

 

 

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SELAMENTO MARGINAL APICAL APÓS O PREPARO PARA PINO EM DENTES COM CANAIS RADICULARES OBTURADOS COM CIMENTO À BASE DE HIDRÓXIDO DE CÁLCIO.

 

Cristina A. Santos.

 

Fac. Odont. Araçatuba - UNESP - R. José Bonifácio 1193 - CEP 16015-050 - Araçatuba (S.P.).

 

A infiltração marginal após o preparo para receber pino tem sido objeto de algumas investigações. Os resultados obtidos, no entanto, exibem grandes divergências. Além disso, não há na literatura, ainda, dados referentes ao preparo para pino em canais radiculares obturados com cimentos à base de hidróxido de cálcio, cujas marcas comerciais tem aumentado em número, mais recentemente. Sendo assim, foi objetivo deste trabalho analisar a qualidade do selamento marginal após o preparo para pino em canais radiculares obturados pela técnica da condensação lateral, empregando-se os cimentos Sealapex, Sealer 26, Apexit e óxido de zinco e eugenol (OZE). Após a obturação, foi realizado preparo para pino com o auxílio de brocas Gates ou condensadores aquecidos, deixando-se um remanescente do material obturador de 3 ou 5 milímetros. Os espécimes foram mergulhados em solução de azul de metileno a 2%, em ambiente com vácuo. Os dentes foram posteriormente partidos e as infiltrações marginais dimensionadas. A média das infiltrações marginais ocorridas nos grupos controles (1,15 mm) não foram significativamente diferentes (p>0,05) das notadas após os preparos para pino (0,95 mm). Os cimentos à base de hidróxido de cálcio revelaram infiltração marginal média (0,56 mm) significantemente menor (p<0,01) que a observada com o OZE (2,32 mm). Os resultados obtidos permitem concluir-se que os dois procedimentos de preparo para pino, bem como os dois diferentes remanescentes de material obturador, não evidenciam diferenças significantes entre si. Dentre os materiais obturadores estudados, os cimentos à base de hidróxido de cálcio foram mais eficientes seladores que o OZE. 

Auxílio Financeiro: FAPESP (92/5145-9) 

 

 

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TÉCNICA DE REMOÇÃO DO HIDRÓXIDO DE CÁLCIO DO INTERIOR DOS CANAIS RADICULARES E SUA INFLUÊNCIA NA QUALIDADE DO SELAMENTO MARGINAL APÓS A OBTURAÇÃO.

 

Ângela C. Alexandre.

 

Fac. Odont. Araçatuba - UNESP - R. José Bonifácio 1193 - CEP 16015-050 - Araçatuba (S.P.)

 

Resíduos de curativo de demora à base de hidróxido de cálcio melhoram a qualidade do selamento marginal após a obturação de canal. Houve preocupação em remover-se de modo adequado esses resíduos por temer-se que esse efeito fosse temporário. Considerando esse fato e considerando a necessidade de conhecer melhor o mecanismo que produz o efeito mencionado, desenvolvemos o presente trabalho. Assim, dentes humanos extraídos foram preparados com movimento de alargamento até a lima tipo K nº 35, recebendo ou não, posteriormente, um curativo de hidróxido de cálcio. Na sequência, esse curativo foi removido através de irrigações e movimentos de alargamento com limas tipo K nº 40 a 70, constituindo diferentes grupos experimentais, conforme a dimensão do último instrumento utilizado. Todos os dentes foram obturados pela técnica da condensação lateral com cones de guta-percha e cimento de óxido de zinco e eugenol. Os espécimes foram mergulhados em azul de metileno a 2%, em ambiente com vácuo, e as infiltrações marginais avaliadas. A média da infiltração marginal dos grupos que receberam hidróxido de cálcio foi de 1,13 mm, e portanto, significantemente menor (p<0,0l ) que a observada nos grupos controles (2,69 mm). Esses dados permitem concluir que, mesmo removendo 300 micrômetros de dentina das paredes do canal, o efeito do hidróxido de cálcio persiste. Assim, o hidróxido de cálcio que penetra em profundidade no interior dos túbulos dentinários é suficiente para produzir o efeito em estudo.

Auxílio Financeiro: FAPESP (93/0402-6) 

 

 

 

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TÉCNICA IMEDIATA SIMPLIFICADA E TEMPORÁRIA DE TRATAMENTO DE CANAIS RADICULARES EM SAÚDE PÚBLICA E COMUNIDADES CARENTES.

 

ROBERTO S. CAMILLO; HÉLIO P. LOPES; EDUARDO V. VALLE; NICOLA TANCREDO.

 

FACULDADE DE ODONTOLOGIA DA U.F.R.J.,  RIO DE JANEIRO - RJ,  BRASIL.

 

A Odontologia Social no Brasil é praticamente mutiladora, a instituição desta técnica, tem como objetivo, adotar-se uma conduta alternativa e conservadora com a esperança de se manterem os dentes nas arcadas de uma forma saudável por tempo indeterminado.

Foram tratados endodonticamente 83 dentes da bateria labial de canino à canino, com ou sem vitalidade pulpar, sem o uso de RX  e  com odontometria pré-estabelecida de 21 mm, obturados com hidróxido de cálcio em veículo oleoso e proservados por 24 meses.

Ao correlacionarmos os casos de sucesso ao limite apical alcançado pelas obturações e ao estado bio1ógico das polpas, observamos os seguintes resultados:

Aquém --->                             9 dentes (56,2% de sucesso).

No Limite --->          36 dentes (94,7% de sucesso).

Sobreobturado --->                23 dentes (100% de sucesso).

Bio --->                   46 dentes (86,7% de sucesso).

Necro --->                              22 dentes (91,6% de sucesso).

Após a avaliação dos resultados obtidos com o controle de 24 meses, através da avaliação clínica e radiográfica dos dentes tratados endodonticamente pela técnica proposta, concluiu-se que: 88,3% (68 dentes) dos dentes puderam ser mantidos nas arcadas com sucesso.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

EPIDEMIOLOGIA

 

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APLICAÇÃO DO ÍNDICE DE NECESSIDADES DE TRATAMENTO PERIODONTAL COMUNITÁRIO ("CPITN") EM POPULAÇÃO QUE DEMANDA ATENDIMENTO EM CLÍNICAS DE ENSINO DA FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE ARARAQUARA - UNESP, 1991.

 

Andreia A.B. Montandon; Luiz A. Sampaio; Leonor C.M. Loffredo.

 

Departamento de Odontologia Social. Faculdade de Odontologia-UNESP. 14801-903. Araraquara-SP.

 

O Índice de Necessidades de Tratamento Periodontal Comunitário (CPITN) foi aplicado em 775 pacientes dentados, de ambos os sexos, e com idades a partir dos 7 anos, que procuraram atendimento nas clínicas de ensino da Faculdade de Odontologia de Araraquara-UNESP, no período de março a novembro de 1991. Os critérios que definiram o CPITN, sua metodologia de aplicação e de apresentação dos resultados, adotados estes pela OMS, foram aqueles relatados detalhadamente por Cutress et al. (Int.Dent.J. 37:222,1987). Assim, o método epidemiológico (exame de dentes-índice) foi utilizado para exame dos indivíduos de 7 a 19 anos, desconsiderando-se a presença de bolsas (códigos 3 e 4) entre as idades de 7 a 14 anos, enquanto para os indivíduos com idades acima de 19 anos, optou-se pela realização dos exames com base no método clínico do CPITN (Croxson Int.Dent.J. 34:28,1984). O levantamento, realizado por um único examinador, teve por finalidade o conhecimento das condições e necessidades de tratamento periodontal da população. Os resultados mostraram: 1. alta prevalência de doença periodontal desde a infância, pois, 99,5% das crianças de 7-11 anos e 100% dos demais pacientes apresentaram algum grau de doença periodontal; 2. entre as idades de 7 a 29 anos, o código 2 (cálculo) foi o de maior freqüência, enquanto entre as idades de 30 a 64 anos foi o código 3 (bolsa rasa), e no grupo de 65 anos ou mais, o código 4 (bolsa profunda) foi o  mais freqüente; 3. o número médio de sextantes excluídos variou de 0,1 no grupo de 15-19 anos para 3,1 no grupo de 65 anos ou mais; 4. 99,9% dos pacientes necessitaram também de raspagem e polimento dental, e 12,3% em 0,2 sextantes, em média, de tratamento complexo.

Auxílio Financeiro: FAPESP (90/1293-8)

 

 

 

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AVALIAÇÃO DAS NECESSIDADES DE TRATAMENTO PERIODONTAL E ÍNDlCE DE PLACA EM USUÁRIOS DE DROGAS.

 

Laima Remencius; Ruth Helena S. Pedreira; Nilce E. Tomita; Sérgio F. T. Freitas & Maria Fidela L. Navarro.

 

Depto Dentística. Faculdade de Odonto1ogia de Bauru, USP, 17043-101, Bauru-SP.

 

A carência de trabalhos na Odontologia que relacionem drogadição e condições bucais motivou o planejamento e a realização deste trabalho. Os objetivos foram avaliar os índices PHP (Padsladly&Halley) e ICNTP (Índice Comunitário das Necessidades de Tratamento Periodontal) correlacionando-os a diferentes  tipos de drogas para tentar verificar se a drogadição constitui fator adicional de risco para doenças bucais.

Foram examinados 40 indivíduos do sexo masculino, com idade entre 18 à 54 anos, ex-usuários de drogas, internos em uma instituição de recuperação localizada em Bauru-SP.   O tempo de drogadição variou de 1 à 38 anos com predomínio do uso freqüente das mesmas.

Os pacientes foram subdivididos em 6 grupos conforme o tipo de droga: grupo I álcool, grupo II maconha, grupo III maconha + álcool, grupo IV cocaína associados, grupo V crack associados, grupo VI heroína e associados.  Em local aberto sob luz natural foram anotados os índices ICNTP (utilizando-se a metodologia preconizada pela OMS) e PHP.  Dois examinadores devidamente calibrados verificaram o ICNTP e um o PHP, com o auxílio de dois anotadores.  A tabela a seguir expõe os dados obtidos:

Grupos    ICNTP      PHP

I                               2,97                        3,72

II                              2,34                        4,00        

III                             2,79                        3,70

IV                            2,67                        3,20

V                             3,30                        2,83

VI                            1,30                        3,00

Os diferentes grupos apresentaram resultados estatisticamente significativos quanto a relação com as condições de saúde periodontal e condições cuidado em saúde.

Para todos os grupos verificou-se condições insatisfatórias de higiene bucal e remoção de placa bacteriana, constatando-se que a drogadição é um fator adicional de risco para doenças bucais.

 

Auxílio financeiro: CNPq 501484/91-4

 

 

 

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CÁRIE DENTÁRIA E CONHECIMENTO RELACIONADO À DOENÇA EM IDOSOS ATENDIDOS EM UM CENTRO DE SAÚDE DE SÃO PAULO.

 

Roberto A. Castellanos, Marlívia G. C. Watanabe, Mário L. R. Matildes, Antônio C. Pereira, Sílvio C. R. Silva e Maria F. N. Marucci.

 

Faculdade de Saúde Pública da USP - Av. Dr. Arnaldo 715 - S.Paulo-SP - 01255-000 

 

A Odontologia está recentemente direcionando seu foco de atenção para o conhecimento da ocorrência e tratamento das doenças que afetam a população adulta e idosa, devido principalmente às alterações na composição da população mundial que vêm ocorrendo, resultando em um aumento significativo do número de pessoas nesta faixa etária. Portanto, realizou-se um estudo com o objetivo de conhecer a prevalência de cárie dentária e cárie de superfície radicular, e o conhecimento sobre a doença em um grupo de pessoas com idade igual ou superior a 60 anos. Foram examinadas 104 pessoas, após o que aplicou-se um questionário. Os resultados mostraram um valor para o CPO médio de 28,77, com 88,6% dos dentes já extraídos, sendo 47,1% das pessoas totalmente desdentadas em ambas as arcadas.

A proporção de pessoas exibindo pelo menos uma lesão de cárie radicular entre as que possuíam dentes naturais foi 61,8%. No que diz respeito ao que as pessoas conheciam sobre a doença, 77,9% não souberam explicar o que é placa dental e 78,8% acham que a extração é evitável, desde que seja possível o tratamento. Pôde-se concluir que as condições de saúde bucal da população idosa examinada não são satisfatórias do ponto de vista da ocorrência da cárie dentária e em relação à cárie de superfície radicular especificamente, a prevalência é alta e comparável à de países considerados " desenvolvidos".

 

 

 

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CONDIÇÕES BUCAIS DE ESCOLARES DE 7 a 12 ANOS DE IDADE, APÓS 20 ANOS DE FLUORETAÇÃO DAS ÁGUAS DE ABASTECIMENTO PÚBLICO EM PIRACICABA, SP.

 

Antonio C.Pereira; Eduardo Hebling e Ben-Hur W. Moreira.

 

Faculdade de Odontologia de Piracicaba, UNICAMP.

 

 

A Epidemiologia da cárie dentária tem sido uma preocupação constante dos profissionais da área de Odontologia em Saúde Pública, pois o conhecimento da situação bucal da população traz benefício no que concerne ao planejamento e posterior avaliação de programas preventivos e de tratamento odontológico propriamente dito. O presente estudo comparou as prevalências de cárie dentária, na cidade de Piracicaba, em escolares de 7 a 12 anos de ldade, em quatro cortes no tempo, ou seja, em 1971 (antes da fluoretação das águas} e nos anos de 1977, 1981 e 1992 (após a fluoretação das águas). A amostra do estudo referente ao ano de 1992, constou de 818 escolares, ambos os sexos, residentes na zona urbana, distribuídos nas áreas periférica e central da cidade. Apresentam-se os dados relativos ao Levantamento Epidemiológico de cárie do ano de 1992, com relação as médias e percentagens dos componentes do índice CPOS, estado dos 1ºs molares permanentes e distribuição de ocorrência da cárie dentária por superfície. Verificou-se que houve uma queda progressiva nas prevalências de cárie dentária no período compreendido entre os anos de 1971 e l992, o qual pode ser observado pela redução do índice CPOS em 56,2% e do CACS (Coeficiente de ataque de cárie por superfície) em 54,1%, relacionando-se este fato à fluoretação das águas de abastecimento durante 20 anos, acrescido da utilização de outros métodos preventivos (pastas fluoretadas e programas de bochechos), além de uma maior conscientização em relação à saúde bucal e a ênfase à Educação para a Saúde.

Conclui-se que as diferenças nas prevalências de cárie dentária em Piracicaba, nos anos de 1971 e 1992, medidas através do índice CPOS e o CACS foram estatisticamente significantes ao nível de 1%.

 

 

 

 

 

 

 

 

85

 

ESTUDO DAS CONDIÇÕES DE SAÚDE BUCAL E SUA RELAÇÃO COM A DROGADIÇÃO.

 

Ruth He1cna S. Pedreira; Laima Remencius; Nilce E. Tomita &. Sérgio F. T. Freitas.

 

Depto. Dentística.  Facu1dade de Odontologia de Bauru, USP, 17043-101, Bauru-SP .

 

Tendo por objetivo estudar as condições de saúde buca1 de um grupo de drogadição, utilizou-se a avaliação do fluxo salivar, capacidade tampão da saliva e história de cárie, correlacionando-os aos diferentes tipos de drogas utilizadas.

Foram examinados 40 indivíduos  do sexo masculino, com idade entre 18 à 54 anos, ex-usuários de drogas, internos em uma instituição de recuperação localizada em Bauru-SP.  O tempo de drogadição variava de 1 à 38 anos com predomínio do uso freqüente das mesmas.  Os pacientes foram subdivididos em 6 grupos conforme o tipo de droga utilizada: grupo I álcool, grupo II maconha, grupo III maconha + álcool, grupo IV cocaína associados, grupo V crack associados, grupo VI heroína e associados.  Em local aberto sob luz natural dois examinadores devidamente calibrados realizaram à análise do fluxo salivar, capacidade tampão  e CPOS, auxiliados por dois anotadores.  Para a análise do fluxo salivar e capacidade tampão da saliva utilizou-se o kit DentoBuff, seguindo a uma metodologia.  Logo após à avaliação do fluxo salivar e capacidade tampão os pacientes passaram pela análise do CPOS.  Quanto ao fluxo salivar  os dados mostraram que os 6 grupos apresentaram baixo fluxo salivar, inferindo uma correlação positiva entre a drogadição e o fluxo salivar, embora nos grupos I, III e V a média da capacidade tampão apresentou-se normal enquanto nos grupos II, IV e VI a média da capacidade tampão tivesse sido baixa.

Os resultados observados permitiram inferir uma correlação positiva entre a drogadição e a história de cárie dentária, registrando-se um nível significativo de perdas dentárias.

Conclui-se, portanto, a importância do modus vivendi na determinação das condições de saúde bucal.

 

Grupos x                                x                             CPOS(%)

                               Fluxo                       Tampão   C             P              O            

I                               0,83                        5,67                        6,31         34,52       3,45

II                              0,5                          5,00                        2,86         67,86       7,86

III                             0,64                        5,71                        14,69       23,47       4,80

IV                            0,94                        5,45                        10,71       14,64       7,61

V                             0,76                        5,67                        7,62         19,05       20,71

VI                            0,8                          4,00                        4,29         16,07       14,29

 

Auxílio financeiro: CNPq  501484/91- 4

 

 

 

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USO DE PRÓTESE DENTAL, ÍNDICE DE PLACA E CONDIÇÕES PERIODONTAIS.

 

Ercilia L. Dini; Sílvio R. C. Silva.

 

Departamento de Odontologia Social. Faculdade de Odontologia UNESP. 14801-903. Araraquara-SP.

 

O presente estudo foi realizado com o objetivo de verificar a associação entre o uso de prótese dental, índice de placa e condições periodontais, em população de trabalhadores de Usinas de Açúcar e Álcool de Araraquara, SP, Brasil. Uma amostra de 528 trabalhadores, com idades entre 18 e 64 anos foi examinada por uma única examinadora, previamente calibrada, usando o CPITN. Os dados sobre uso de prótese dental (fixa e/ou removível) foram obtidos por exame clínico e o índice de placa de acordo com os critérios de SlLNESS & LOE

Os resultados mostraram associação positiva e estatisticamente significante entre o uso de prótese dental e as condições periodontais (OR= 4,95) e entre índice de placa e as condições periodontais (OR=21,58). O odds ratio* das usuários de prótese apresentarem uma ou mais bolsas periodontais foi de 5,30, quando a variável índice de placa foi controlada.  Das análises dos resultados conclui-se que os indicadores de risco clínicos estudados podem ser coletados durante os levantamentos epidimiológicos das condições periodontais e utilizados para a identificação dos indivíduos de maior risco, quando do planejamento dos programas de prevenção primária e secundária.

*odds ratio= relação entre o odds (probabilidade) de ser um caso e o de não ser um caso para aqueles apresentando o indicador de risco e o odds de ser um caso e o de não ser um caso para aqueles que não apresentam o indicador de risco.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

FISIOLOGIA,

 

FARMACOLOGIA,

 

TERAPÊUTICA

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ATIVIDADE ANTIINFLAMATÓRIA DE DROGAS EM DILUIÇÕES HOMEOPÁTICAS.

 

Carla C. Fernandesa, Cláudio Mü1ler & Ricardo M. Oliveira-Filhob

 

(a)Acad.  Fac. Odontologia USP; (b)Dept. Farmacologia, Inst. Ciências Biomédicas USP, 05508-900 S. Paulo (SP).

 

Em vista do crescente interesse em formas terapêuticas menos ortodoxas como alternativas no atendimento odontológico (acupuntura, homeopatia, hipnose etc), procuramos investigar o eventual efeito antiinflamatório de alguns medicamentos homeopáticos mais freqüentemente utilizados com este propósito, frente à dose clássica de dexametasona (200 µg/kg, v.o.) em ratos albinos Wistar, nos quais foram implantados chumaços de algodão (4 por animal, num total de 160 mg de implante) no espaço subcutâneo ventral. A dexametasona foi administrada por via oral (sonda gástrica) 2 vezes por dia (às 10:00 e 16:00 h) durante 5 dias. Silicea (S) e Belladonna (B) (0,05 ml, solução alcoólica 10%) foram administradas v.o. 1 vez por hora nas 6 primeiras horas após os implantes e 1 vez a cada 2 horas nas 6 horas subseqüentes. Posteriormente, S e B foram administradas a intervalos de 8 horas, completando o total de 5 dias de tratamento. Ensaiaram-se também Thuya occidentalis (T), Arnica montana (Ar) e Apis mellifica (Ap) (0,15 ml, solução alcoólica 30%), administradas v.o. 3 vezes por dia (8:00, 13:00 e 18:00 h) durante 8 dias, com início do pós-operatório imediato. As diluições homeopáticas foram todas CH6 (6ª potência centesimal hahnemanniana). Os grupos controle foram: CD (salina fisiológica, do grupo D); C10 (álcool 10%, dos grupos S e B) e C30 (álcool 30%, dos grupos T, Ar e Ap). Os animais foram sacrificados com éter; os algodões (junto com o tecido granulomatoso aderente) foram removidos, limpos de tecido não-inflamatório, levados a estufa a 60°C durante 24 horas, até secura completa, e pesados com precisão de 0,1 mg; do resultado obtido subtraíram-se 160 mg (v.acima). No grupo D a formação de granuloma foi, como esperado, menor que no grupo CD (ANOVA, P<0,001); o ganho de peso corporal também foi afetado pelo corticosteróide (P<0,001), o que não ocorreu nos demais grupos. Os resultados mostram que Ap, B e T inibiram a formação de granuloma de corpo estranho, com potências aparentes em tomo de 50% inferiores à da dexametasona; as demais não exibiram efeito antiinflamatório. Este trabalho mostra ser possível a experimentação laboratorial da atividade farmacológica de drogas homeopáticas usando modelos animais bem estabelecidos.

Grupo

(5 animais/grupo)

Peso corporal

Inicial (g)

Peso corporal

Final (g)

Peso do granuloma

Absoluto (mg)

Peso do granuloma

Relativo (mg/kg)

Contr. Salina

118.8 ± 4.3

141.0 ± 5.8

305.6 ± 13.9

2167.5 ± 45.7

Dexametasona

117.0 ± 4.9

114.4 ± 4.8

118.6 ± 6.8*

1037.2 ± 40.4**

Contr. Álcool 10%

118.0 ± 1.2

131.4 ± 2.3

285.6 ± 15.4

2178.1 ± 128.8

Silicea

116.0 ± 1.9

130.0 ± 1.1

238.1 ± 10.9

   1832.3 ± 87.9

Balladonna

110.0 ± 2.2

126.6 ± 2.5

197.4 ± 12.2+

1557.5 ± 82.2*

Contr. Álcool 30%

156.5 ± 2.2

164.5 ± 1.2

357.2 ± 9.6

2172.5 ± 62.9

Thuya occidentalis

170.2 ± 2.3

173.6 ± 3.4

284.6  ± 14.3*

1641.1 ± 85.9*

Arnica montana

162.0 ± 3.5

169.0 ± 3.6

322.6 ± 31.4

1911.8  ± 185.8

Apis mellifica

177.0 ± 2.1

180.4 ± 3.7

287.8 ± 15.7*

1597.7 ± 88.8**

 Os símbolos indicam diferença significativa em relação aos respectivos controles: +P<0,05; *P<0,01; **P,0,0001.

Agradecimentos: a L.Frigo (Ac. FOUSP) por auxílio na análise histopatológica; aos Drs. O.Dulcetti Jr, L.S. A. Amaral e O.R.Gonçalves Martins, por assessoria quanto aos princípios homeopáticos; a M.Usim Taha (Ac. FOUSP) e a Alex G.Mazzella, Esther G.Rezzetti e Valderez A. Santos (ICB-USP), por eficiente auxílio técnico.

 

 

 

 

88

 

AVALIAÇÃO CLÍNICA E TERAPÊUTICA DE PACIENTES PORTADORES DE DISFUNÇÃO DE ATM.

 

Célia M. Rizzatti-Barbosa, Denise A. Martinelli e Altair A. D. B. Cury.

 

Deptº de Prótese e Periodontia, Faculdade de Odontologia de Piracicaba UNICAMP, CEP:13416-018 - Piracicaba-SP

 

Uma das características sintomatológicas predominantes nas disfunções da ATM é a dor miofuncional recorrente de cabeça e pescoço, normalmente associada à situações anormais de atividade dos músculos da mastigação. Nos Estados Unidos, 30% da população de mulheres jovens apresentaram esses sintomas, onde 6% requeriam tratamento sintomatológico (1). Propostas terapêuticas como: uso de medicamentos, fisioterapia, biofeedback, acupuntura, hipnose, placas de desoclusão, etc, têm sido descritas. O objetivo do presente estudo foi diagnosticar e analisar os pacientes portadores de disfunção da ATM da Faculdade de Odontologia de Piracicaba - Unicamp, e submetê-los à terapêutica sintomatológica com o uso de medicamentos e placas de desoclusão, para posterior avaliação dos resultados clínicos obtidos. Após o primeiro dia de uso da placa de desoclusão, 76,9%  dos pacientes relataram o desaparecimento completo da dor. Quando analisado o uso de medicamentos, 46% dos pacientes relataram o desaparecimento do sintoma doloroso após o uso de miorrelaxante ( Dipirona/Citrato de Orfenadrina/Cafeína - Dorflex* ) e 23% relatou o desaparecimento do sintoma doloroso após o uso de ansiolítico (Diazepam -Valiun* ).Considerando o uso dos medicamentos descritos, o grau de diminuição da dor foi mais pronunciado com o uso do miorrelaxante. Dos pacientes observados, 15,3% relataram permanência do sintoma de dor com o uso do medicamento ansiolítico. A utilização da placa de desoclusão permitiu uma resposta terapêutica maior do que o uso do medicamento miorrelaxante, e este permitiu uma resposta terapêutica maior do que o medicamento ansiolítico.

(1) Dent.Clin.North.Am., 35(1): 75,1991.

* = Nome comercial.

 

 

 

89           

 

AVALIAÇÃO FARMACOLÓGICA E TERAPÊUTICA DO CIRURGIÃO-DENTISTA NA CIDADE DE PIRACICABA(SP).

 

Luiz francesquini Jr., Pedro L. Rosalen, Maria C. Volpato & Antonio L. Rodrigues Jr.

 

Depto. C. Fisiológicas. FOP/UNICAMP. 13414-900 Piracicaba (SP).

 

A importância do uso de medicamentos na prática odonto1ógica é inquestionável, porém o uso racional dos mesmos é uma fonte de constante preocupação devido ao excesso de especialidades farmacêuticas no país e à propaganda não ética. O objetivo deste trabalho foi avaliar o grau de informação farmacológica e terapêutica dos cirurgiões-dentistas(CD), bem como obter subsídios para a discussão do ensino destas áreas a nível de graduação. Utilizou-se como instrumento para coleta de dados um questionário contendo 10 perguntas estruturadas, semi-estruturadas e abertas, o qual foi distribuído aos 515 CD em exercício clínico na cidade de Piracicaba(SP) no período de setembro/92 a janeiro/93. Dos questionários enviados, retornaram 92 e destes 56,5% estavam completamente respondidos. Com relação à área de conhecimento em farmacologia básica, o estudo mostrou um índice de acerto de 63,8%. Na área de conhecimento em terapêutica observou-se que dos medicamentos mais prescritos, 61,4% pertencia ao grupo dos analgésicos/antinflamatórios, contra 32,4% de antimicrobianos e 6,2% de outros grupos, sendo que 93,1% de todas as prescrições são provenientes de laboratórios farmacêuticos multinacionais, o que está em conformidade com os dados da literatura. Com re1ação ao uso de antimicrobianos em 3 casos clínicos específicos, observou-se um índice de acerto de apenas 15,4%. Aproximadamente 27% dos CD prescrevem ansiolíticos, e destes 64,3% o fazem corretamente. Quanto ao uso de f1úor 42,9% dos CD indicam-no de forma racional, ou seja, de acordo com o grau de risco à cárie. O estudo demonstrou ainda que 53,7% da literatura consultada era proveniente de material de divulgação de laboratórios, o que também foi observado em trabalhos semelhantes a este. Concluímos que o grau de informação farmacológica e terapêutica na população estudada é insuficiente, caracterizando um despreparo profissional nestas áreas, tendo-se sugerido um ensino mais objetivo e voltado à realidade da clínica odonto1ógica. observando-se os aspectos técnicos, sociais e políticos que envolvem o medicamento.

 

 

 

90

 

DETERMINAÇÃO DA GLICOSE SANGUÍNEA EM RATOS NORMAIS E DIABÉTICOS ALOXÂNICOS APÓS ADMINISTRAÇÃO DE ANESTÉSICOS LOCAIS CONTENDO VASOCONSTRUTORES.

 

Luis A. Esmerino, José Ranali & Antonio L. Rodrigues Jr.

 

Área de Farmacologia, Faculdade de Odontologia de Piracicaba-UNICAMP-C.P.52, 13414-900-P1RAClCABA (SP).

 

Com a finalidade de se melhorar a eficiência dos anestésicos locais é prática comum a associação de substâncias vasoconstritoras nas soluções anestésicas locais, como adrenalina ou outra substância tipo catecolamina (JASTAK & YAGIELA, J.Am. dent.Ass., 07:623, 1983). Todavia as catecolaminas produzem um conjunto de alterações metabólicas entre elas a hiperglicemia (SHERWIN & SACCA, Am. J. PHYSIOL., 247: E-157, 1984). O presente trabalho tem por objetivo avaliar os efeitos de soluções anestésicas locais, com diferentes vasoconstritores, sobre a glicemia de ratos normais e diabéticos aloxânicos. Bupivacaína 1,28 mg/Kg com adrenalina 0,0012 mg/Kg (B) e Lidocaína 5,14 mg/Kg com noradrenalina 0,005 mg/Kg (L) foram administradas através de injeções submucosas na região posterior da maxila de ratos normais e diabéticos aloxânicos. No grupo controle e administrou-se soluções de NaCl 0,9% (C). Taxas glicêmicas foram determinadas pelo sistema Haemo-Glukotest (BRODRICK et alii, Prat.Diabetes, 4:170, 1987) antes da administração (tempo 0) e 30, 60, 120, 180 e 240 minutos após administração. Foram obtidos os seguintes resultados para os ratos normais: No tempo 0 (B.:78,2±6,4; L:82,8±11,3; C:84,3±9,3); no tempo 30 (B:82,0±13,7; L:75,8±7,9; C:76,8±7,0); no tempo 60 (B:85,2±7,6; L:73,9±11,1; C:69,7±6,4); no tempo 120 (B:75,5±8,2; L:77,5±13,7; C:71,5±7,3); no tempo 180 (B:71,9±6,8; L:71,7±9,2; C:65,0±6,6). Para os ratos diabéticos: No tempo 0 (B:253,6±110,0; L:252,6±84,7; C:275,6±84,5); no tempo 30 (B:296,4±88,7; L:280,4±87,8; C:301,3±73,9); no tempo 60 (B:281,7±95,0; L:273,9±76,7; C: 297,5±112,1); no tempo 120 (B:280,2±80,8, L:292,2±81,7; C:315,6±83,7}; no tempo180 (B:3l0,0±94,5; L:320,7±68,3; C:324,4±80,1);  no tempo 240 (B:35l,7 ±104,9; L:335,4±70,3; C:341,8±89,3). Pelos resultados obtidos e submetidos a análise estatística (ANOVA e teste de Tukey 5%), pode-se afirmar que os ratos normais a Bupivacaína com adrenalina induziu um aumento significante do nível glicêmico somente no tempo de 60 minutos, enquanto que a Lidocaína com noradrenalina não alterou o nível glicêmico desses animais. Nos ratos diabéticos aloxânicos não houve diferenças estatisticamente significantes, entre os tratamentos e nos diferentes tempos de estudo. Assim pode-se concluir que as soluções anestésicas nas doses utilizadas, não interferem significativamente na glicemia de ratos normais e diabéticos aloxânicos.

Auxílio Financeiro : CAPES (02022392)

 

 

 

 

 

 

91

 

EFEITO DA ANDROGENIZAÇÃO NEONATAL SOBRE O ÍNDICE DE CÁRIE DENTAL EM RATAS.

 

Cristiane M. R. Souza, Danie1a A. Brandini., Maria T. B. Bedran de Castro e João C. Bedran de Castro.

 

Departamento de Ciências Fisiológicas, Facu1dade de Odonto1ogia do Campus de Araçatuba, UNESP, Araçatuba, SP, 16015-050.

 

A androgenização neonatal (A) em ratas, induzida pe1a injeção de testosterona, provoca alterações importantes no comportamento sexua1, na liberação de hormônios gonadotróficos e no desenvolvimento da hipertensão arterial. O objetivo do presente trabalho foi estudar o efeito da A de ratas (testosterona, s.c. 100 ug, nos 5 primeiros dias de vida) sobre o índice de cárie dental (ICD). A evolução do peso corporal e o peso dos ovários,  hipófise, adrenais, glândulas submandibu1ares e sublinguais foram também estudados. Aos 21 dias de vida as ratas foram separadas das mães e a1imentadas com dieta normal (DN) (ração balanceada Anderson-C1ayton) ou dieta cariogênica (DC), na forma de pó. O controle do peso corporal foi feito semanalmente e os animais sacrificados aos 56 dias de vida quando foram pesadas as glândulas e analisado o ICD (método de Keyes). Nas 3 primeiras semanas de vida as ratas A ganharam peso mais rápido do que as ratas contro1e (C) (11 ± 0,3; 15 ± 1 e 23 ±1 g vs 10 ± 0,1; 11 ± 1 e 18 ± 1  g/semana) contudo, após o desmame, o ganho de peso foi igual nos grupos C e A a1imentados com dieta norma1 (23 ± 1; 25 ± 1;  8 ± 2 e  10 ± 2 g  vs 23 ± 2; 25 ± 1; 11 ± 2 7 ± 3 g/semana). Ratas C ou A, alimentadas com a DC, tiveram um retardo no desenvolvimento do peso corporal quando comparadas com ratas a1imentadas com DN (18 ± 2; 13 ± 1; 14 ± 1; 14 ± 3 g e 18 ± 1; 12 ±2; 12 ± 2 e 6 ± 6 g/semana, respectivamente).  Não foram encontradas diferenças significativas no peso dos ovários (0,054 e 0,046 g/100g), hipófise (0,01 e 0,004 g/100g); adrenais (0,035 e 0,034 g/100g); glându1as submandibulares (0,14 e 0,014 g/100g) e glândulas sublinguais (0,04 e 0,042 g/100g) entre ratas C ou A. A análise do ICD mostrou que as ratas A alimentadas com DN são menos susceptíveis à cárie (14 ± 3 vs 20 ± 3); que ratas A ou C apresentam cáries mais profundas quando alimentadas com DC e que todos os animais apresentam maior quantidade de cárie em dentes inferiores. Os resultados demonstram que a exposição neonatal à testosterona determina: 1) alterações estruturais no sistema nervoso central que afetam a evo1ução do peso corporal, pelo menos nas primeiras semanas de vida; 2) redução significativa do ICD em ratas.

 

92

 

EFEITO DE UM ANTIFÚNGICO DERIVADO IMIDAZÓLICO-CETOCONAZOL, SOBRE O PERFIL ENZIMÁTICO DA ASPARTATO-AMINOTRANSFERASE E ALANIMA-AMINOTRANSFERASE NO SORO DE RATOS PARCIALMENTE HEPATECTOMIZADOS.

 

Carlos E. P. Araujo; Thales R. Mattos Fi1ho.

 

Dept. Ciências Fisiológicas, Faculdade de Odontologia de Piracicaba UNICAMP, 13414 - 900 Piracicaba (SP) .

 

O propósito do presente trabalho foi o de avaliar a influência do pré-tratamento como o fármaco antifúngico Cetoconazol, sobre o perfil de atividade enzimática de asparto aminotransferase (AST) e alanina-aminotransferase (ALT) em ratos parcialmente hepatectomizados.  Para tanto, foram utilizados 105 ratos (Rattus norvegicus albinos, Wistar), machos com 120 dias de idade, divididos em 5 grupos: Grupo 1, os 25 animais foram previamente tratados com Cetoconazol na dose de 20 mg/kg/dia (i.p.), durante 3 dias, imediatamente após a última administração hepatectomia parcial (Higgins & Anderson, Archs. Path. 12:186,1931), Grupo 2, os 25 animais foram previamente tratados com solução de NaCl 0,9% em volume equivalente ao Grupo 1, durante 3 dias, imediatamente a última administração hepatectomia parcial; Grupo 3, os 25 animais foram tratados previamente com Cetoconazol na dose de 20mg/kg/dia (i.p.), durante 3 dias, imediatamente após a última administração falsa cirurgia; Grupo 4, os 25 animais foram tratados previamente com solução de NaCl  0,9% em volume equivalente ao grupo 3, durante 3 dias, imediatamente a última administração falsa cirurgia e Grupo 5, com animais, que não receberam qualquer tratamento medicamentoso ou cirúrgico.  Foi medida a atividade enzimática da Aspartato-aminotransferase (AST) e Alanina-aminotransferase (ALT) no soro dos animais pertencentes aos grupos de nº 1, 2, 3 e 4 em intervalos de tempo 12h, 24h, 48h, 72h e 7 dias, sendo que para o Grupo 5 não houve cronometragem.

Os resultados obtidos mostraram que não houve alterações séricas significantes estatisticamente (p< 0,05) nos níveis de atividade enzimática da AST e ALT em ratos parcialmente hepatectomizados nos horários estudados.

CONCLUSÕES.  O cetoconazol administrado em doses únicas diárias de 20mg/kg, não altera a atividade sérica da AST e ALT em ratos parcialmente hepatectomizados quando comparados aos animais controle que receberam solução de NaCl 0,9%.

 Auxílio financeiro: CNPq (830385/9l-l5) 

 

 

93

 

EFEITOS CARDIOVASCULARES DO USO DE FIOS DE AFASTAMENTO GENGIVAL CONTENDO EPINEFRINA RACÊMICA A (?) % (GINGI-PAN) EM CÃES.

 

MARIO SÉRGIO SOARES & NICOLAU TORTAMANO

 

DEPTO. DE ESTOMATOLOGIA, FAC. ODONTOLOGIA DA USP, 05508-900, SÃO PAULO (SP).       

 

O método químico-mecânico de afastamento gengival com fios contendo epinefrina racêmica é o preferido entre os clínicos, pois proporciona bom deslocamento lateral e apical.  Danos locais e efeitos sistêmicos sobre o sistema cardiovascular, notadamente sobre a pressão arterial e freqüência cardíaca tem sido relatados.

                Estas possíveis alterações foram estudadas em 24 cães submetidos a preparos dentais com finalidade protética na forma de degrau bizelado(?) e que receberam; GRUPO A-3 (?) de fio com r-epinefrina a 8% (GINGI-PAK).  GRUPO B - idem grupo A, associando-se anestesia infiltrativa correspondente (?) 2 tubetes de lidocaina+norapinefrina (XYLOCAINA) e GRUPO C - idem grupo A, com os fios embebidos em 1-epinefrina 1:1000, nas seguintes etapas: 1-controle; 2- final da colocação dos fios; 3,4 e 5-respectivamente 1,5 e 10 minutos de permanência dos fios e 6-cinco minutos após sua remoção.

                A análise estatística utilizada foi a de perfil global e em cada grupo na variável analisada.  Quando a estatística F era significante aplicou-se a análise de comparações múltiplas de NEWMAN-KEULS.  O nível de significância foi de 0,05.

                As variações da pressão arterial sistólica e freqüência cardíaca não foram significantes.  A pressão arterial diastólica apresentou variações significantes apenas no grupo A entre as etapas 4 e 6 (5 minutos da permanência e 5 minutos após a remoção do sulco) com média de 119,25 e 114 e desvio padrão de 13,13 e 15,98 respectivamente.

                A epinefrina contida nos fios de afastamento gengival segundo nossos resultados, parece não influir nas respostas hemodinâmicas, admitindo-se que reflexos de compensação possam ter impedido respostas mais acentuadas.  

 

 

 

94

 

EFEITOS DAS HEMIDESCORTICAÇÃO NA ERUPÇÃO DENTAL E NÍVEL DE CORTICOSTERONA EM RATOS EM CONDIÇÕES DE ESTRESSE.

 

Miriam Ribeiro Campos; José Merzel; Gilberto D'Assunção Fernandes e Roberta C. Ferreira -

 

Depto. de Morfologia - FOP - UNICAMP. Depto. de Patologia Clínica - FCM - UNICAMP; (Bolsista FAPESP, 89/3717-2)

 

Com o objetivo de estudar os efeitos da hemidescorticação na erupção dental impedida e desimpedida de incisivos superiores de ratos em condições de estresse, animais hemidescorticados (HD) e sham - operados (SH) foram distribuídos em 3 grupos experimentais: Basal (12 animais, mantidos em gaiolas individuais e não manipulados); Não-estressado (20 animais, mantidos em gaiolas individuais e manipulados); Estressado (24 animais, mantidos em gaiolas coletivas e manipulados). A manipulação consistiu na secção do incisivo superior esquerdo a cada 48h para que erupcionasse de modo desempedido e na medida da erupção, ambas exigindo anestesia superficial com éter etílico.  As medições da erupção dental e coletas de sangue foram feitas semanalmente.  Para determinação da taxa de erupção dental foram feitos sulcos na superfície labial do dente, medindo-se semanalmente a distância entre os sulcos e a borda gengival, sendo a taxa expressa em mm/semana.  O sangue, coletado em tubos de centrifugação, após 1 a 2h de repouso, foi centrifugado a 2.000 rpm por 10 min., sendo o soro separado e armazenado a -18°C.  O nível sérico de corticosterona foi dosado através de radioimunoensaio. Os resultados relativos à erupção dental foram: 1) Na condição sem estresse, a taxa de erupção dos animais HD foi menor que a dos animais SH; (2,47 ± 0,40 e 2,54 ± 0,43 mm/semana, respectivamente). 2) A análise de variança mostrou que no conjunto a taxa de erupção dos animais estressados foi maior que a dos não-estressados (2,55 ± 0,36 e 2,47 ± 0,45 mm/semana, respectivamente) porém houve uma interação entre estresse e erupção impedida diferente da interação estresse e erupção desimpedida. Nos animais estressados, a taxa de erupção desimpedida foi menor que a dos não-stressados (2,68 ± 0,34 e 2,74 ± 0,38 mm/semana, respectivamente), ocorrendo o contrário na erupção impedida (2,41 ± 0,33 e 2,20 ± 0,35 mm/semana, respectivamente). 3) Os níveis de corticosterona foram maiores nos animais estressados (Basa1: HD - 88,16 ± 24,94, SM - 68,67 ± 33,32; Não-estresssado:HD - 195,51 ± 53,65, SH - 162,44 ± 67,81; Estressado: HD - 270,43 ± 76,12,  SH - 282,29 ± 95,56 mg/ml).

Estes resultados sugerem que o estresse, ao provocar um aumento de glicocorticóides circulantes, pode ser o responsável pela "normalização" da erupção dental ou seja, o retardo na erupção provocado pela hemidescorticação foi anulado pelo efeito estresse provocado pelo agrupamento dos animais, explicando assim a variabilidade verificada em experimentos anteriores efetuados neste Depto. (Boaventura, 1981; Tse, 1986).

Auxílio: FAPESP (88/3043-9)

 

 

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ESTUDO DE DUAS FORMAS COMERCIAIS (ALVEOSANR E OMCILON-A EM ORABASE EM FERIDAS DE EXTRAÇÃO DENTAL COM REPARO PERTURBADO. ESTUDO HISTOLÓGICO EM RATOS.

 

Francisco C. Groppo, Ennes M.. Abreu, Eduardo D. Andrade.

 

Depto. Ciências Fisiológicas, Faculdade de Odontologia de Piracicaba - UNICAMP, 1314-900- Piracicaba (SP).

 

A alveolite é uma complicação relativamente comum após as exodontias, incidindo em até 25% nos casos de extrações de terceiros molares mandibulares. Os fatores predisponentes, bem como a etiopatogenia das alveolites parecem estar bem esclarecidos, ao contrário, não existe um concenso na literatura sobre a medicação intraalveolar empregada para o alívio da dor além de, ao mesmo tempo, interferir o mínimo possível no processo de reparo do alvéolo dental. Em função disso, o objetivo deste trabalho foi estudar comparativamente o efeito de duas preparações farmacêuticas (ALVEOSANR e OMCILON-A em OrabaseR) na reparação de alvéolos dentais, em ratos, para tal foram utilizados 96 ratos a1binos, submetidos à exodontia do incisivo superior direito e a uma subsequente indução experimental de alveolite. Uma vez constatada a alveolite, os animais foram divididos em quatro grupos de estudo, cada um com 24 ratos. Um dos grupos não recebeu nenhum tratamento, sendo considerado como CONTROLE. Os demais grupos foram tratados com ALVEOSAN, OMCILON-A em Orabase e com a ORABASE exclusivamente. Nos tempos de 1, 3, 6, 9, 13, 17, 21 e 28 dias, 3  animais de cada grupo foram sacrificados, fornecendo material para estudo. Este material foi processado de acordo com técnicas histológicas de rotina e corados com H.E.. Verificou-se através de análise histológica que houve uma intensa infiltração neutrofílica em todos os grupos, sendo que a partir do período de 9 dias, essa característica nãos estava presente nos animas do grupo CONTROLE e ALVEOSAN. Restos necróticos e de material implantado foram observados para os grupos tratados com ORABASE e CORTICÓIDE até o último período de estudo. Nesse período, os animas do grupo CONTROLE e tratados com ALVEOSAN exibiam neoformação óssea nítida, fato que não ocorreu com os dois outros grupos que apresentavam-se ainda com tecido conjuntivo em estágio inicial de formação. Conclui-se que, dos medicamentos utilizados, apenas o ALVEOSAN pode-se equiparar histologicamente ao grupo CONTROLE, sendo que os grupos tratados com o CORTICÓIDE e ORABASE inibiram a formação de trabéculas ósseas nos períodos estudados.

Auxílio Financeiro - CNPq (830682/90-2)

 

 

96

 

EVIDENCIAÇÃO DE ANTIBIÓTICO EM TECIDOS DE GRANULAÇÃO.

 

Thales R. Mattos-Filho, José Ranali, & Pedro P. Barros,

 

Farmacologia FOP/UNICAMP, Av. Limeira, 901 - 13414-900 PlRACICABA (SP) .

 

O objetivo do trabalho foi evidenciar a presença de Penicilina G-Potássica administrada isoladamente e em associação com tripsina e a-quimiotripsina, em tecido de granulação induzido experimentalmente em camundongos (Mus-muscullus Swiss). Para tanto foram constituídos três grupos experimentais: GRUPO OONTROLE (P) - Constituido de  16 animais divididos em 4 sub-grupos de 4 animais, nos quais foi implantado subcutaneamente, no dorso, um disco de esponja de PVC medindo 5 mm de diâmetro por 2 mm de espessura, estéril. O tecido de granulação foi retirado aos 8º, 15º. 22º e 28º dias após o implante, cada período constituindo um sub-grupo. imediatamente após retirado o tecido de granulação era seccionado ao meio e 1 parte colocada em placa de petri em meio de Agar tripticaseina soja, semeada com S. aureus e a outra metade em outra placa semeada com S. mutans, e ambas levadas à estufa a 37°C,  por 48 horas; GRUPO C - Constituído de 16 animais que foram submetidos ao mesmo procedimento do GRUPO P, aos quais foi administrado Penicilina G-Potássica (5 mg/Kg - IP), uma hora antes da retirada do tecido de granulação; GRUPO D - Constituído de 16 animais que foram submetidos ao mesmo procedimento do GRUPO P, aos quais foi administrado Penicilina G-Potássica (5mg/Kg), associada a tripsina (1177,14UNF/Kg - IP) e a-quimiotripsina (235,14 UNF/kg - IP), uma hora antes da retirada do tecido de granulação. Os resultados mostraram que: GRUPO P houve desenvo1vimento normal de microorganismos; no GRUPO C, com exceção do período de 28 dias, ocorreu o aparecimento de halo de inibição no meio semeado com S. aureus em todos os outros períodos, não ocorrendo inibição no meio com S.mutans.; no GRUPO D - ocorreu aparecimento de halo de inibição no meio semeado com S.aureus em todos os períodos, também não ocorrendo inibição no meio com S .mutans.,

Conclusões:

l- a metodologia empregada mostrou-se útil para testar a presença de antibiótico em tecido de granulação induzido experimentalmente .

2- na dose empregada a Penicilina G não foi capaz de alcançar concentração suficiente no tecido de granulação para inibir o crescimento de S.mutans.

3- na dose empregada a Penicilina G alcançou concentração suficiente, no tecido de granulação, para inibir, o crescimento de S.aureus.

4- Com exceção do período de 28 dias de desenvolvimento, as enzimas proteolíticas não inf1uenciaram as difusibilidade da Penicilina G no tecido de granulação. 

Auxílio FAPESP  - Processo nº 87/3587-6 

 

 

97

 

GLÂNDULA SALIVAR: UM ÓRGÃO ENDÓCRINO NO CONTROLE DO PEPTÍDEO ATRIAL NATRIURÉTICO?

 

Marta S. Piovesan; Jarbas A. Bauer; Marina Q. A. Turrin; José A. Rodrigues

 

Depto de Farmacologia e Histologia - Instituto de Ciências Biomédicas USP, 055008-900 S. Paulo, SP. Dep. Fisiologia Fac. Medicina de Ribeirão Preto USP, 14049.

 

O peptídeo atrial natriurético (ANP) contribui para a regulação do compartimento extra celular e balanço hidroeletrolítico, aumentando a eliminação de água e sais A glândula salivar submandibular do rato é um órgão alvo para ação do ANP, sendo também capaz de produzir o peptídeo. Estímulos neurais, humorais e mecânicos podem induzir a secreção do ANP produzido pelo coração, pulmão e sistema nervoso central. Nosso objetivo foi verificar se a estimulação parassimpática da glândula submandibular promoveria secreção sistêmica de ANP. Protocolo utilizado - 28 ratos machos linhagem Wistar, pesando entre 210-300g, divididos em 4 grupos: um grupo controle (n=7), e três outros grupos que receberam estimulação nervosa parassimpática, realizada no nervo corda lingual através de um eletrodo bipolar de platina, que desferia estímulos de 2msec a 10hz e 12V, durante os tempos de 8min.(n=6), 20min.(n=6), e 32min(n=9). Após estimulação, os animais foram sacrificados e seu sangue coletado em solução tampão-ANP contendo inibidores de proteases. Após centrifugação o ANP foi extraído do plasma através de método específico (Vycor-glass) e submetido a radioimunoensaio Os grupos estimulados durante os tempos de 8 e 32 min. mostraram aumento dos níveis plasmáticos de ANP quando comparados com o grupo controle (Kruskal-Wallis, p=0,05). O resultados obtidos são compatíveis com a hipótese de que a glândula submandibular do rato, através de estimulação nervosa parasssimpática colinérgica contribui para os níveis de ANP circulantes, atuando como órgão secretor endócrino para este peptídeo.

Agradecimentos a Marina Holanda - técnica do Laboratório de Fisiologia FMRP-USP

 

 

 

 

 

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IMPORTÂNCIA DO FATOR EMOCIONAL NA REDUÇÃO DO FLUXO SALIVAR OBSERVADA EM ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS EM DIA DE PROVA - RESULTADOS PARCIAIS.

 

Fernanda P. Montanha, Adriane Y. Togashi e Olinda Tárzia.

 

Depto. de Bioquímica da Faculdade de Odontologia de Bauru - USP, Caixa Postal 73, Bauru - SP, CEP 17 043-101.

 

O fluxo salivar normal é um dos requisitos para se manter a saúde da cavidade bucal. Vários fatores podem alterar o fluxo, entre eles o uso de medicamentos xerostômicos, radioterapia, quimioterapia. síndrome de Sjogren e a tensão emocional. A vida urbana nos expõe a uma carga muito grande de tensões.  Isto se reflete na alteração do fluxo salivar (e composição química da saliva), desde que a função das glândulas salivares é controlada pelo sistema nervoso central.

Este trabalho tem por finalidade identificar a influência da tensão representada pela prova a que os estudantes se submetem com certa frequência na função da glândula salivar indiretamente avaliada pelo teste do fluxo salivar.

Para tal fim foi realizado em estudantes universitários (faixa etária entre 17 e 25 anos) o teste do fluxo salivar por estimulação mecânica durante 5 minutos. O volume coletado neste período de tempo foi utilizado para o cálculo do fluxo em termos de ml/minuto, sendo considerados normais os valores iguais ou superiores a 0,7 ml/minuto. Os testes foram realizados nos mesmos grupos de estudantes num dia qualquer e no dia de uma prova preocupante.

Os resultados obtidos foram utilizados para o cálculo do percentual de xerostômicos e normais masculinos e femininos nas duas condições do teste (dia qualquer e dia de prova). Podemos perceber que ocorre um aumento muito grande da xerostornia, de 28,5% para 58,1% no dia de prova e que há predominância de xerostornia no sexo feminino, cerca de cinco vezes maior que no masculino.

Dos 28,5% de xerostômicos observados num dia qualquer de não prova, considerados controle, 77% faziam uso de antihistamínicos; 53,3% apresentaram saburra lingual e 16,5% sofriam de gastrite. Os resultados mostram claramente a importância do fator emocional na redução do fluxo salivar.

 

 

 

 

 

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INFLUÊNCIA DAS GLÂNDULAS SUBMANDIBULARES NA SECREÇÃO GÁSTRICA DO RATO.

 

Cláudia H. Tambeli e Carlos E. Pinheiro.

 

Depto. Ciências Fisiológicas. Faculdade de Odontologia de Piracicaba - UNICAMP. 13.414-018 Piracicaba (SP) .

 

Inúmeras substâncias com atividade biológica foram isoladas das glândulas salivares de camundongos e ratos. Algumas destas substâncias são secretadas na saliva e consequentemente mantém contato com a mucosa gastro-intestinal, onde podem atuar diretamente sobre as células alvo. Alguns peptídeos isolados da saliva e da mucosa gástrica apresentam a composição molecular da urogastrona. As urogastronas salivar, gástrica e urinária são molecularmente semelhantes ao Fator de Crescimento Epidermal (EGF) .O EGF, por sua vez, é um potente inibidor da secreção gástrica. Tendo em vista o provável papel biológico das glândulas salivares na secreção gástrica, realizamos este trabalho com o objetivo de se avaliar a influência da saliva e/ou das glândulas sub-mandibulares na secreção gástrica do rato, considerando-se os seguintes parâmetros: pH, volume, acidez livre e total e atividade péptica do suco gástrico in vivo. Trinta ratos machos adultos foram divididos em três grupos: controle (C), sialoadenectomizados (S) e ductos glandulares seccionados (DGS). Após 15 dias da cirurgia os ratos foram deixados em jejum por 48 horas, anestesiados e ligados os piloros para coleta de suco gástrico durante 4 horas. Os resultados obtidos demonstraram que tanto os ratos sialoadenectomizados quanto os dos ductos seccionados secretaram menos suco gástrico que os controles (C= 5,30; S= 2,04; DGS= 2,08 ml), como também apresentaram uma diminuição na concentração de HC1, avaliada pelas medidas de pH(C= 1,22; S= 2,32; DGS- 2,00), acidez livre(C= 416,5; S= 107,4; DGS= 108,9 µEq/4h) e acidez total (C= 597,2; S= 181,8; DGS=199,4 µEq/4h) ; o mesmo ocorreu com a concentração de pepsina (C= 7,93; S= 4,20; DGS= 4,17 unidades enzimáticas). Avaliação histológica demonstrou uma reação hiperêmida com ulcerações na mucosa gástrica dos ratos sialoadenectomizados e nos dos ductos seccionados. Concluindo, pode-se dizer que a remoção das glândulas submandibulares e/ou a secção de seus ductos produziu alterações funcionais e histológicas da mucosa gástrica do rato.

 

 

 

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LEVANTAMENTO EPIDEMIOLÓGICO DO FLUXO SALIVAR DA POPULAÇÃO DA CIDADE DE BAURU, NA FAIXA ETÁRIA DE 3 A 90 ANOS - RESULTADOS PARCIAIS.

 

Adriane Y. Togashi, Fernanda P. Montanha e Olinda Tárzia.

 

Departamento de Bioquímica da Faculdade de Odontologia de Bauru - USP, Caixa Postal 73, Bauru - SP, CEP 17043-101.

 

A medida do fluxo salivar estimulado pode, por indicar a capacidade de produção de saliva pelas glândulas sa1ivares, refletir sua condição de saúde ou doeença. O fluxo salivar nornal garante as condições de saúde bucal relacionadas com a cárie, doença periodontal, halitose e conforto do paciente (ardência, perda do paladar, dificuldade de fonação, mastigação, deglutição e o uso de prótese).

A finalidade deste trabalho foi identificar o percentual de indivíduos com redução de fluxo salivar e que desconhecem o fato e por esta razão se acham sujeitos ao agravamento do problema.

É importante salientar que dos indivíduos amostrados nenhum tinha procurado auxílio profissional anteriormente. Todos os indivíduos responderam a um questionário onde constavam informações pessoais, de interesse médico-odontológico e relativas ao uso ou não de medicamentos. Em primeiro lugar foi realizada a medida do pH colocando fita de papel indicador (Merck) sobre o dorso da língua e em seguida a medida do fluxo salivar através de estímulo mecânico (durante 5 minutos), sendo considerados normais os valores iguais ou superiores a 0,7 ml/minuto.

Embora muitas vezes assintomática, observou-se que a redução do fluxo salivar ocorre em no mínimo 30% da população, sendo superior em crianças e adultos com mais de 50 anos (nestes associada ao uso de medicamento xerostômico). Não se observa relação direta entre o pH medido e o fluxo salivar. A xerostomia ocorre com maior frequência no sexo feminino e na raça negra. Embora elevada em adultos, chegando a 85% em idosos, o percentual de reclamação não ultrapassa a 12 %.  Levando-se em conta a importância de um fluxo salivar normal e a facilidade de realização do teste no consultório, este procedimento deveria ser rotina durante a consulta.

Bolsa de Iniciação Científica: CNPq.

 

 

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MEDIDA DA DOR PRODUZIDA POR DIFERENTES TÉCNICAS ANESTÉSICAS.

 

Adalberto L. Rosa; Geovani L. Pandolfo, Graziela C. Lollato, Fernando S. Bueno.

 

Departamento de Cirurgia, Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto USP 14040-904 Ribeirão Preto, SP.

 

A execução de uma. técnica anestésica resulta em dor que e, em grande parte, produzida por um aumento de pressão nos tecidos, o qual depende da velocidade de injeção, do volume injetado e da distensibilidade dos tecidos. Uma vez que a importância de cada um desses fatores depende de em qual sítio é feita a injeção, este estudo foi feito para comparar a intensidade e determinar a causa da dor produzida por diferentes técnicas. Cento e vinte voluntários sadios foram aleatoriamente divididos em 6 grupos (10 homens e 10 mulheres por grupo) e foram anestesiados pelas seguintes técnicas: infiltração maxilar no 1º molar, intraligamentar mandibular no lº molar e bloqueio dos nervos palatino anterior, nasopalatino, alveolar inferior e incisivo. Todas as injeções foram feitas pelo mesmo investigador, utilizando solução de lidocaína 2% com noradrenalina 1:50.000 em temperatura variável entre 21 e 25°C, após aplicação tópica de lidocaína 10% por 2 min., e registrando a velocidade de injeção em que cada técnica foi feita. Uma escala visual análoga de 100 mm foi usada para medir a dor. Os bloqueios dos nervos palatino anterior (59,4 ± 6,0 mm), Nasopalatino (55,4 ± 5,6 mm) e alveolar inferior (48,4 ± 6,0 mm) produziram mais dor, enquanto a infiltração maxilar no 1º molar (17,0 ± 4,3 mm) produziu menos dor. Somente para os bloqueios dos nervos palatino anterior e nasopalatino e, para a técnica intraligamentar, foi encontrada uma correlação positiva entre dor e velocidade de injeção. A dor produzida pelo bloqueio do nervo alveolar inferior parece ser em razão do volume de solução anestésica injetado. Portanto, entre algumas técnicas existem diferentes causas para a dor, o que possibilita utilizar para cada técnica a estratégia adequada para reduzir a intensidade da dor.

 

 

 

 

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EFEITO ANTIEDEMOGÊNICO DA TALIDOMIDA PELO TESTE DO AZUL DE EVANS.

 

Alberto Consolaro, Raquel M. Rosa, Luis A A Taveira, Ruth H S Pedreira, Cássia G Móris, Maria Cristina C Felippe.

 

Departamento de Patologia  -  Faculdade de Odontologia de Bauru - USP - Caixa Postal 73 - 17043-10l  - Bauru -SP.

A talidomida, a partir de 1965, passou a ser empregada na terapêutica de determinadas condições patológicas, entre as quais o eritema nodoso hansênico, o lupus eritematoso, as aftas bucais e, mais recentemente, nas lesões afóides da AIDS. O mecanismo de ação antiinflamatória e imunossupressora da talidomida ainda é controvertido pela amplitude dos estágios no processo inflamatório. Propusemo-nos assim, estudar o efeito antiinflamatório da talidomida em ratos machos (Rattus norvegicus), avaliando sua interferência na formação do exsudato inflamatário, utilizando o teste edemogênico do azul de Evans. Estabeleceram-se 2 grupos com 60 animais cada: grupo controle com administração de placebo; grupo talidomida, administrando-se a droga a cada l2 horas, 0,4mg/100g de peso corporal, com início 2 dias antes do teste, via intubação gástrica. O agente flogógeno escolhido foi a carragenina, 2ml em concentração de 0,8mg/0,2ml de solução de Hanks, com injeção subcutânea na região dorsal. Os períodos experimentais determinados foram: 30 minutos, 1, 2, 3 e 6 horas, com 12 animais em cada período. A quantificação do exsudato inflamatório marcado pelo azul de Evans foi determinado pela leitura espectrofotométrica, após a remoção do mesmo pela formamida. A metodologia empregada permitiu verificar que a talidomida tem um efeito antiedemogênico moderado apenas nas fases iniciais da exsudação plasmâtica inflamatória.

 

Auxílio financeiro: CNPq 

processo 500884/91-9 (NV) 

 

 

 

 

 

 

 

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PERÍODO DE SILÊNCIO ELETROMIOGRÁFICO EM PACIENTES COM FISSURA DE LÁBIO E DE PALATO.

 

A1ceu S. Trindade Junior¹; Inge E. K. Trindade²; Anália A. Dias¹; Francisco Gouvêa Jr.³

 

1 Departamento de Fisiologia,  Faculdade de Odontologia de Bauru, USP; 2 Setor de Fisiologia, Hospital de Reabilitação de Bauru, USP. Rua Silvio Marchioni 3-20, 17043-900 Bauru, SP; 3 Departamento de Fisiologia, Faculdade de Odontologia de Piracicaba, UNICAMP.

 

O objetivo do presente trabalho foi avaliar, por meio da duração do período de silêncio eletromiográfico (PS) induzido pela percussão do mento (P. mento) e pela percussão voluntária dos dentes (P. dentes), o estado funcional do sistema estomatognática de pacientes com fissura de lábio e de palato (FLP, n=32), portadores de grandes desarmonias oclusais, e de pacientes com fissura de lábio (FL, n=11). Os mesmos procedimentos foram realizados em um grupo de normais (n=27) para fins de controle. A  atividade elétrica dos músculos masséteres e temporais de ambos os lados foi captada por meio de eletródios bipo1ares de superfície e os registros foram feitos em eletromiógrafo DISA (1500 EMG-System). Os valores da duração do PS (em ms) foram os seguintes:

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

P.  mento                                                P. dentes

FLP                         48,78 ± 11,56*                                       30,56 ± 5,67*

FL                           26,85 ± 3,83                                                          20,34 ± 3,78

Normais   24,44 ± 3,35 (29,95)                                              16,49 ± 3,70 (22,58)

-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

*p (0,05  FLP x  FL e FLP x normais

(   ) limite superior de normalidade

A análise de variância mostrou que os va1ores do grupo FLP foram significantemente maiores que os do grupo FL e do grupo de normais, não havendo diferença entre os dois últimos. Os resultados corroboram a observação clínica de que na fissura de lábio não existe comprometimento funciona1 do sistema estomagnático, contrariamente ao que se verifica quando a fissura envolve também o palato.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

HISTOLOGIA

E

EMBRIOLOGIA

 

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ANÁLISE MORFOMÉTRICA DA INTERFACE EPITÉLIO/TECIDO CONJIINTIVO DAS MUCOSAS HUMANAS GENGIVAL E PALATINA

 

Antonio C.M. Stipp, Gerson F. Assis, Tania M. Cestari e Fabia M. Souza.

 

Dept. Morfologia - Histologia -Fac. Odontologia de Bauru -USP.

 

No presente estudo buscou-se a interface epitélio/tecido conjuntivo das mucosas gengival e palatina de humanos, em termos de superfície expressos em mm2. Para tanto foram utilizadas cinco amostras de mucosas gengivais e palatinas clinicamente normais de pacientes (25-48 anos de idade) com indicação de transplante gengival. Do material fixado em líquido Bouin e processado histologicamente para microscopia de luz. Obteve-se corte semi-seriado de 7 micrômetros de espessura perpendiculares a superfície luminal da mucosa. Ao microscópio com objetiva 10X e ocular Kpl 12.5 X com retículos de integração Merz e linhas ao acaso, avaliou-se as transecções das linhas nas superfícies luminal e basal do epitélio das mucosas, em 50 cortes escolhidos casualmente. A utilização de dois tipos de retículos visou testar a validade do método. Os valores obtidos foram utilizados na fórmula (Aherne & Dunnil, Morphometry, 1982-Ed. Edward Arnold Ltd.):

 

S Sb ou SI = 2IV/ n.I

.

I = número de intersecções

V = volume

n = número de campos avaliados

L = comprimento total da linha do retículo

Resultados expressos em mm2 de superfície basal do epitélio (mm2 Sb) por mm2 de superfície luminal (mm2 S1), demonstraram que a superfície de interface da gengiva é cerca de 38% maior que a do palato (com valores médios de 2,12 mm2 + 0,210 para a gengiva e 1,54 mm2 + 0,233 para o palato). Os resultados obtidos com os dois tipos de retículos foram semelhantes.

 

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ASSOCIAÇÃO DE PROTEOGLICANAS COM AS FIBRILAS DE COLÁGENO E SUA PARTICIPAÇÃO

NO PROCESSO DE MINERALIZAÇÃO DA DENTINA.

 

Antonio W. Almeida; Maria L.P.Almeida & Paula Dechichi.

 

Depto. Morfologia, Centro Cien. Biomédicas, 38405-382 Uberlândia-(MG).

 

O germe dental do primeiro molar superior do rato albino com três dias de idade, mostra o processo de mineralização progressivo do manto dentinário, a partir do topo das cúspides prosseguindo ao longo das vertentes da coroa. Os cristais minerais estão embebidos na matriz orgânica que é secretada previamente ao aparecimento das primeiras espículas. O colágeno polimerizado sob a forma de fibrilas com diâmetro entre 50 a l00 nm, responde por 90% do volume da matriz orgânica, sendo o restante preenchido por outras proteínas (não colágenas) lipídios e carboidratos. Vários autores (Linde, A; Termine, J.D.; Butler, W. T. e,outros), acreditam que as fibrilas colágenas associam-se a outras macromoléculas não colágenas para que seja desencadeado o processo de mineralização nas mesmas. Em trabalhos anteriores, submetemos cortes ultrafinos do germe dental à ação do vermelho de rutênio e do EDTA. Nossos achados corroboravam com os de Linde e Scott, indicando substâncias com carga elétrica negativa como prováveis macromoléculas que estariam associadas ao colágeno no início do processo de mineralização da dentina. Para estudarmos esta provável associação submetemos cortes ultra finos do material à ação das enzimas condroitinase AC e condroitinase ABC, com e sem prévia ação do EDTA. Nas áreas que mostram as fibrilas de colágeno com um grau de eletron dispersividade que segundo a literatura, caracteriza a incorporação de cristais minerais, notamos a ação das enzimas, particularmente da condroitinase ABC. Quando submetemos os cortes à ação combinada do EDTA e condroitinase ABC, as regiões sofreram a digestão enzimática, são encontradas ao longo das fibrilas, colágenas mostra um padrão de bandeamento, com áreas claras e escuras. As áreas claras, provavelmente se devem a retirada de condroitn sulfato e tem o dobro de comprimento das escuras, ou seja 60 nanômetros. Nas regiões onde as fibrilas foram cortadas transversal ou obliquamente um halo claro aparece envolvendo o eixo das mesmas. Nossos resultados permitiram supor que exista uma associção entre proteoglicanas e fibrila de colágeno, onde a porção globular protéica estaria na superfície e as glicosaninoglicanas mergulhadas na espessura da fibrila.

 

 

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BIOCOMPATIBILIDADE DE RESINA ACRÍLICA INCOLOR, TÉRMICA E QUIMICAMENTE ATIVADA. TESTE BIOLÓGICO EM TECIDO ÓSSEO DE CALOTA CRANIANA EM COELHO.

 

Sigmar H. Rode, Nestor E. Oliveira, Yasmin R. Carvalho & Rolf Rode.

 

Fac. Odontologia de São José dos Campos, UNESP, Av. Francisco José Longo, 777, 12245-000,S.J.Campos -SP.

 

O objetivo deste trabalho foi estudar comparativamente o comportamento tecidual frente a resina acrílica incolor, térmica e quimicamente ativada, em substituição ao tecido ósseo da calota craniana de coelhos, à semelhança de próteses cranianas. Foram utilizados 30 coelhos adultos, pesando em  média 3 kg, divididos aleatoriamente em 6 grupos. Cada animal recebeu um corpo de prova de cada resina e um sítio de controle, distribuídos na calota craniana. O corpo de prova constituiu-se de um disco de resina medindo aproximadamente 0,5 cm de espessura.As resinas utilizadas foram: a termicamente ativada incolor para base de prótese total da Clássico, e a quimicamente ativada ativada Cranioplastic.

Os animais foram sacrificados com 1, 3, 7, 15, 30 e 60 dias, quando foram removidas secções ósseas incluindo a região peri-implantar. Estas peças foram fixadas em formol a 10% e seguiram processo rotineiro para descalcificação em E.D.T.A., inclusão em parafina e cortes histológicos de 5 µm, com coloração pela hematoxilina e eosina para observação em microscopia de luz.

De uma maneira geral, ambas as resinas apresentaram reações teciduais semelhantes. Com 60 dias ambas apresentaram uma cápsula fibrosa com áreas de calcificação na interface/tecido, demonstrando sua biocompatibilidade e possibilidade de utilização na intimidade de tecidos.

 

 

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COMPORTAMENTO DO IMPLANTE DE CEMENTO DESMINERALIZADO NO SUBCUTANEO DE RATO.

 

Oswaldo A. Mora & Eduardo Katchburian.

 

Escola Paulista de Medicina -Disciplina de Histologia -Rua Botucatu, 740- CEP: 04023-900- São Paulo (SP).

 

A1guns autores têm estudado o comportamento do cemento frente à diversos experimentos. PITARO & "ELCHER (87) puderam verificar em culturas de cemento de raízes desmineralizadas o aparecimento de fibroblastos e de fibras colágenas orientadas perpendicularmente à sua superfície. IRVING & BOND (66) realizaram transplantes de dentes molares desmineralizados no subcutâneo de ratos e verificaram que após 14 dias ocorria uma grande concentração de células mononucleares, tanto na superfície quanto na profundidade dos túbulos dentinários, associados a grandes lacunas de reabsorção. YAMAMOTO (86) verificou a presença de uma camada forrada por proteoglicanas e uma pequena porção de fibrilas colágenas admitindo ser esta camada um cemento especializado entre a dentina e o cemento, servindo de conexão  para os dois tecidos. No intuito de estudar o comportamento da superfície interna (em contato com a dentina) e a superfície externa (em contato com o ligamento periodontal) do cemento quando implantado em subcutâneo de rato, desenvolvemos uma técnica para obtenção dessas duas superfícies bem delimitadas e esse material após descalcificação com EDTA a 7% -pH 7.3. foi implantado no dorso de ratos adultos onde permaneceram por um período de 3 semanas e 6 semanas, respectivamente. Diante dos resultados por nós obtidos podemos concluir que realmente existem diferenças entre as duas camadas (interna e externa) do cemento. A presença de células, fibras e processo de fagocitose revestindo a superfície externa, mostra que esta devido sua configuração morfológica e bioquímica, representa a primeira área de remodelação tecidual, enquanto que na camada interna parece ocorrer estímulos de células mesenquimais indiferenciadas a formar um tecido frouxo vascularizado do tipo "pulp-like".

 

 

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CRIOFRATURA DA MATRIZ DO OSSO E DA DENTINA NOS ESTÁGIOS INICIAIS DO DESENVOLVIMENTO.

 

Victoc E. Arana-chavez (1); Edna F. Haapalainen (3); Eduardo Katchburian (2, 3)

               

Departamento de Histologia e Embriologia, Instituto de Ciências Biomédicas, Universidade de são Paulo. 05508-900 São Paulo, S.P. (1) & Disciplina de Histologia (2) e Centro de Microscopia Eletrônica (3), Escola Paulista de Medicina. 04023-900 São Paulo, S.P.

 

Nos estágios iniciais da osteogênese e da dentinogênese, osteoblastos e odontoblastos recém-diferenciados sintetizam e depositam os constituintes da matriz orgânica. Além do colágeno, glicoproteínas, glicosaminoglicanas e outros componentes, essas células produzem também as vesículas da matriz. Esses eventos, os quais parecem ocorrer simultaneamente, são seguidos pela precipitação de cristais de fosfatos de cálcio. Para entender o processo de mineralização da matriz é necessário conhecer a organização molecular e estrutural dos seus componentes orgânicos .

No presente trabalho, calvaria de embriões de rato com 17-18 dias e germes dentários de ratos com 2-3 dias foram examinados pelo método da criofratura. Os espécimes foram fixados numa solução contendo 4% glutaraldeído e 4% formaldeído em tampão cacodilato 0,1M -pH 7.4. Posteriormente, o material foi crioprotegido com soluções tamponadas de glicerol a 15% e 30% antes do congelamento em nitrogênio líquido ( -196ºC) . As fraturas foram feitas num aparelho Balzers BAF 301 e as réplicas de platina e carbono obtidas, examinadas num microscópio eletrônico de transmissão JEOL 100 CX II ou JEOL 1200 EX II.

O osso e a dentina em desenvolvimento mostram fibrilas colágenas, numerosas estruturas menbranosas e um "background" granular. As fibrilas colágenas, quando observadas longitudinalmente, parecem seguir um curso "retorcido" em relação ao longo eixo fibrilar. Algumas das estruturas membranosas são identificadas como processos celulares, enquanto que outras, as quais são arredondadas ou ovóides, apresentam partículas intramenbrana ( IMPs ) e representam as vesículas da matriz. Em estágios avançados de mineralização da matriz, não são visualizadas as vesículas, sendo observados apenas os processos celulares percorrendo a matriz calcificada.

Auxílio financeiro: FAPESP (91/3065-5 e 91/2512-8).

 

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EGEITO DA VIMBLASTINA NA INCORPORAÇÃO DE 3H-GLICINA EM PROTEÍNAS DO LIGAMENTO PERIODONTAL DE INCISIVOS DE CAMUNDONGOS EM ERUPÇÃO NORMAL E DESIMPEDIDA.

 

MARIA LUIZA O.POLACOW  & José Merzel

 

Dep.t Morfologia, FOP -UNICAMP

 

O efeito da vimblastina sobre o metabolismo das proteínas do ligamento periodontal (LP) de incisivos de camundongos foi estudado radioautograficamente, através da incorporação de 3H-glicina.

Camundongos machos adultos, com os incisivos inferiores esquerdos em erupção desimpedida e os direitos em erupção normal, receberam, intraperitonealmente, dose única de vimblastina (2mg/kg de peso} , e os controles, volume equivalente de soro fisiológico. Num 1º experimento, 2h após, os animais T e C receberam intraperitonealnente, 5µCi/g de peso de 3H-glicina e foram sacrificados em vários intervalos de tempo de 1 a 96h. Num 2º experimento, o mesmo procedimento anterior foi feito, 24h após a administração da vimblastina. Após perfusão com fixador de KARNOVSKY as hemimandíbulas foram removidas e desmineralizadas em EDTA.

Depois de incluídas em Poly Bed, cortes de 1 µm de espessura da porção basal dos incisivos foram radioautografados e corados com azul de toluidina. A concentração de grãos de prata reduzida foi determinada no LP junto ao dente, ao osso e na matriz dentinária. Os resultados obtidos mostraram que: 1) Nos intervalos de 1 a 12h, não houve diferenças entre os animais T e C, indicando que a droga não alterou a biossíntese de proteínas. 2) Nos tempos mais longos a concentração de grãos foi significantemente maior, tanto no LP junto ao dente como no junto ao osso nos animais T, revelando um acúmulo de proteínas marcadas, provavelmente por inibição de sua exocitose e/ou degradação. 3) Não houve diferenças significantes na concentração de grãos de prata entre o LP de incisivos em erupção normal e desimpedida, tanto nos animais T como nos C. 4) A matriz dentinária mostrou uma provável reutilização maior do aminoácido marcado em animais T. A natureza destas proteínas foi estudada num 3º experimento onde o tratamento foi igual ao 1º. As hemimandíbulas foram fixadas em Carnoy e desmineralizadas em ácido fórmico/citrato de sódio, incluídas em parafina , após o que alguns cortes foram tratados com colagenase (T) e outros por salina (C) , sendo em seguida radioautografados e corados. A quantidade de material marcado removido pela colagenase não foi diferente entre animais T e C. Já a concentração de grãos correspondentes às proteínas não-colágenas, apresentou-se significantemente maior nos animais tratados com vimblastina.

Não foi possível, por enquanto, inferir se este acúmlo de proteínas não-colágenas provocado pela vimblastina é causa do retardo da erupção, ou se é um epifenômeno. Porém estas proteínas, entre as quais devem estar a fibronectina e proteoglicanas, podem estar associadas a um ou mais fatores dos quais depende o processo eruptivo.

 

Auxílio:-FAPESP (88-0147-0) E CNPq (303435/87-9)

 

 

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EFEITO DE DESMINERALIZADORES SOBRE OS COMPONENTES PROTEICOS DO PÂNCREAS E DA GLÂNDULA SUBMANDIBULAR DE CAMUNDONGOS INJETADOS COM 3H-GLICINA.

 

Luiz F. Beraldo & Cássio O.G. Munhoz.

 

Depto. de Morfologia da Faculdade de Odontologia de Piracicaba -UNICAMP.

 

Em certos estudos histológicos de tecidos duros existe a necessidade destes passarem, previamente, por um processo de desmineralização. Para resolver este problema, inicialmente foram usados ácidos orgânicos, porém, mostraram-se inadequados para o estudo dos componentes químicos dos tecidos e células. Por isso, estudos foram realizados com o objetivo de se avaliar outros compostos que pudessem substituí-los. Dos vários agentes avaliados, o sal sódico do ácido diamino tetracético (EDTA) e o ácido tricloro acético (TCA) foram os que menos provocaram efeitos secundários sobre os compostos orgânicos dos tecidos. Com o objetivo de se avaliar comparativamente estes dois agentes desmineralizadores, com relação a preservação de proteínas em tecidos após o seu tratamento, foi proposto este trabalho. Para isto, três camundongos albinos machos, Swiss, foram injetados , i.p., com 3H-glicina na dose de 5 µC/g de peso corporal, e sacrificados uma hora após a injeção, então removidos o pâncreas e as glândulas submandibulares e fixadas em glutaraldeído a 2,5%. Os fragmentos dos tecidos foram divididos em 3 grupos, sendo que um, logo após a lavagem do fixador, foi imediatamente incluído e serviu como controle; os outros dois foram tratados um com EDTA (pH 7,4) por 11 dias e o outro com TCA à 5% por 5 dias (tempo determinado por tíbias tratadas paralelamente com as mesmas soluções). Após inclusão em Araldite, foram escolhidos ao acaso dois blocos de cada tecido por animal, feito cortes de 0,5 µm de espessura, cobertos com emulsão radioautográfica, expostos, revelados e corados. A análise quantitativa dos radioautogramas foi feita através da contagem dos grãos de prata reduzida (AgBr). O tratamento estatístico das concentrações de grãos de AgBr não mostrou diferenças significantes entre os três grupos, o que indica que nenhum dos desmineralizadores causa perda significante de proteínas durante o tratamento dos tecidos analisados.

 

 

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EFEITO DO PERÓXIDO DE CARBAMIDA A 10% -AGENTE DE CLAREAMENTO DE DENTES VITAIS SOBRE OS TECIDOS ORAIS.

 

Maria Antonieta L. de Souza & Anna Christina Fossati

 

Faculdade de Odontologia. Universidade Federal do Rio Grande do Sul 90035- 003(PoA).

 

O peróxido de carbamida passou a ser utilizado intensamente como agente clareador de dentes a medida que a Odontologia Estética foi ganhando importância. O objetivo deste estudo é verificar se o contato desta substância com os tecidos moles bucais é capaz de produzir alterações microscópicas na mucosa oral. Para tal foram selecionados 16 ratos de 21 dias de ambos os sexos que foram submetidos a aplicações diárias de gel clareador (Opalescence -Ultradent Products, Inc, Utah) sobre o sulco gengival do lado direito enquanto que o lado esquerdo manteve-se como controle. Após cada aplicação os ratos foram privados de água e alimento por 12 horas. Os ratos foram sacrificados após 2, 7, 14, e 21 dias e foram feitas biópsias da mucosa vestibular tanto do lado tratado quanto do lado selecionado como controle. Os cortes histológicos estudados incluíram unicamente a mucosa oral do lado vestibular, desde a zona de lábio até a região retro molar e neles pôde ser observado que não houve o aparecimento de infiltrado inflamatório no córion em qualquer dos períodos analisados. Foram encontradas, no entanto, algumas diferenças entre o grupo controle e o grupo experimental no que diz respeito ao epitélio pois este mostrou aumento de espessura naquelas áreas de mucosa que sofreram a ação tópica do gel clareador, além de terem sido observadas discretas modificações no padrão morfológico das projeções epiteliais quando estas eram comparadas com aquelas do grupo controle, o que sugere a existência de um processo hiperplásico com alterações celulares incipientes. Em todos os espécimes foi encontrada hiperortoceratose embora esta fosse mais proeminente nos cortes de mucosa tratada.Os achados encontrados na mucosa destes animais experimentais sugerem que maior cuidado deva ser tomado quando da indicação de uso de géis clareadores em humanos, pois que o peróxido de hidrogênio não mostrou-se tão inócuo em relação aos tecidos moles orais quanto muitos trabalhos científicos sugerem.

 

 

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EFEITOS DA ZIDOVUDINA (AZT) SOBRE O DESENVOLVIKENTO INTRA-OCULAR DE GERMES DENTAIS. ESTUDO HISTOLÓGICO EM CAMUNDONGOS.

 

Nelson C. Roslindo, Sebastião Hetem, Eleny B. Roslindo & Lizeti T.O. Ramalho.

 

Depto Morfologia, Faculdade de Odontologia de Araraquara- UNESP . 14801-903 Araraquara -SP.

 

Foram utilizados germes dentais de molares inferiores de fetos de camundongos sacrificados no 149 dia de prenhes, os quais foram transplantados para a câmara anterior do olho de camundongos hospedeiros. Os fetos tiveram suas idades confirmadas pelos critérios morfológicos descritos por GRUNEBERG (1943). Os animais do grupo tratado receberam por via oral, durante 10 dias, doses diárias de 30 mg/kg de peso corporal de zidovudina (AZT) enquanto que os controles, receberam pela mesma via, um volume equivalente de água destilada. Os animais de ambos os grupos foram sacrificados no 1º dia após a administração da última dose e os olhos contendo os germes dentais processados para análise histológica. Os germes dentais, de ambos os grupos, apresentaram o órgão do esmalte constituído por poucas fileiras de células achatadas e a camada de ameloblastos formada por células altas, com núcleo basal e citoplasma basófilo, camada de esmalte espessa, adelgaçando-se em direção cervical ou às áreas carentes de esmalte, camadas de dentina e pré-dentina bem desenvolvidas, odontoblastos típicos revestindo as demais células da polpa que estavam uniformemente distribuídas e estavam presentes vasos sanguíneos. Fibras e células do saco dental circundavam o órgão dental e separavam-no de trabéculas ósseas situadas mais externamente. Em alguns espécimes ocorreram áreas de osteodentina. Verificou-se que a Zidovudina não interfere no desenvolvimento do germe dental transplantado para a câmara anterior do olho de camundongos hospedeiros; uma vez que aspectos semelhantes de desenvolvimento, diferenciação celular e deposição dos tecidos mineralizados ocorreram de forma semelhante nos germes dentais de ambos os grupos.

 

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EFEITOS DO EGF E DO TGF-B SOBRE O DESENVOLVIMENTO DO GERME DENTAL DE MATRIZ DO CONJUNTIVO in vitro.

 

Sebastiao Hetem

 

-Depto Morfologia, Faculdade de Odontologia UNESP, 14.801-903 -Araraquara -SP.

 

Germes dentais de primeiros molares inferiores de fetos de camundongos foram cultivados em meio controle ou em meio acrescido de EGF (10 ng/ml) ou de TGF-B (1 ng/ml). As peças foram congeladas em nitrogênio líquido, cortadas (7 µm) e os cortes fixados em acetona a submetidos a reações específicas para laminina, fibronectina e colágeno tipo I para análise em microscópio de fluorescência. Alguns espécimes foram fixados com paraformaldeído a 4% por 24 h, incluídos em parafina e corados com H.E.

Em meio controle, os germes dos fetos com 14 dias evoluíram em relação ao aspecto encontrado quando de sua obtenção. Com EGF ou EGF-B, particularmente as estruturas epiteliais estavam desenvolvidas, sem alcançarem o mesmo grau de diferenciação ou de aspecto morfológico. Os germes dos fetos com 16 dias cultivados com EGF mostraram melhor evolução que os cultivados com TGF-B. Os germes com 17 dias, na presença do EGF, apresentaram características evolutivas marcantes, sem alcançarem a mesma fase de evolução dos animais controle; Com TGF-B, ocorreu evolução apenas aos 2 dias de cultivo. A laminina foi identificada em todos os germes, ao nível da junção epitélio-mesenquimal (epitélio gengival e tecido da lâmina própria e epitélio do órgão do esmalte e tecidos conjuntivos da papila e do saco dental) e em áreas circunscritas dos tecidos conjuntivos. A fibronectina, identificada no interior da papila dental e do saco dental foi pouco evidente nos germes dos animais com 14 dias, porém, estava uniformemente distribuída nessas áreas nos germes de mais idade. Essa substância estava presente entre o órgão do esmalte e a papila e faltava entre o órgão do esmalte e saco dental. O colágeno tipo 1 foi encontrado entre o epitélio do órgão do esmalte e os tecidos conjuntivo, da papila e do saco dental, além de aparecer em áreas circunscritas dos tecidos conjuntivos.

Assim, os fatores de desenvolvimento interferem no desenvolvimento do germe dental porém, não produzem alterações nos componentes da matriz extra-celular e a fibronectina está presente entre o órgão do esmalte e a papila dental e ausente entre o órgão do es malte e o tecido conjuntivo do saco dental.

 

Auxílio financeiro: FAPESP -Proc. 90/3422-0

 

 

115

 

EFEITOS DO IMUNOMODULADOR SB-73 SOBRE O DESENVOLVIMENTO DE GERMES DENTAIS EM TRANSPLANTE INTRA-OCULAR.

 

Sebastião Hetem*; Cláudia M, Kanno & Maria T. C. Matheus.

 

Dept. Morfologia. Fac. Odontologia de Araçatuba -UNESP Cx. Postal 533 Cep 16001-970 Araçatuba (SP).

 

O objetivo do presente trabalho foi verificar os efeitos do SB-73 sobre o desenvolvimento de germes dentais em transplante intra.ocular. O imunomodulador, uma forma polimérica do fosfato de amônio magnésio associado ao ácido linoleico e a uma proteína básica, já foi testado em pacientes aidéticos e está sendo proposto para ser testado em fase clínica III.

Foram utilizados germes dentais de molares inferiores de fetos de camudongos de 14 e de 16 dias. Os germes dentais foram transplantados para a câmara anterior de olhos de hospedeiros adultos que receberam diariamente, por via intraperitoneal, a dose de 30 mg/kg de peso corporal de SB-73. No grupo controle, foi administrada água destilada, por mesma via e em volume equivalente ao grupo tratado. Depois de 8 dias, os animais foram sacrificados e seus olhos foram processados para análise histológica.

Os germes de 14 dias do grupo tratado mostraram uma camada de células odontoblásticas diferenciadas nas áreas oclusais. Pôde-se verificar uma fina camada de dentina. Os germes dentais de 16 dias do grupo tratado mostraram uma fina camada de dentina e esmalte. Foi observada uma quantidade razoável de tecido ósseo ao redor do dente. Todos os germes dentais mostraram todas as suas estruturas características, conforme a idade. Os resultados mostraram um ligeiro efeito anabolizante da droga; sem efeitos citostáticos, a despeito da alta dose utilizada.

 

 

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ESTUDO COMPARATIVO ULTRA-ESTRUTURAL DA MATRIZ EXTRACELULAR DO TECIDO CONJUNTIVO PULPAR DE DENTES HUMANOS CARIADOS E RESTAURADOS.

 

Sigmar M. Rode; Nelson Villa.

 

Depto. de Histologia e Embriologia do Instituto de Ciências Biomédicas -U.S.P. CEP 05508-900. São Paulo -SP.

 

Considerando o papel fisiológico e biológico da matriz extracelular na polpa, que é composta pela porção fibrilar. basicamente de natureza colágena, e pela porção amorfa, composta principalmente por macromoléculas como as glicosaminoglicanas (GAGs), que podem estar covalentemente ligadas a proteínas, formando proteoglicanas (PGs) Propomo-nos a estudar, por comparação, as alterações estruturais da rede de GAGs e PGS no tecido conjuntivo de polpas humanas. Utilizamos polpas de 7 dentes molares de pacientes entre 20 e 30 anos hígidos e afetados por cárie oclusal, rasa para média, e restaurados a pelo menos 3 anos somente por oclusal e sem cárie recidivante, todos com vitalidade pulpar. Imediatamente à extração, clivou-se o dente, e a porção que continha a polpa foi mergulhada em glutaraldeído 2% em tampão cacodilato de sódio 0,05M acrescido de cloreto de cálcio 0,05% pH 7,3 por 5 minutos. Após, a polpa foi removida e seccionada longitudinalmente em 2 fragmentos que foram fixados na mesma solução de glutaraldeído citada acima acrescida com vermelho de rutênio 0,2% ou tetróxido de ósmio reduzido. Os fragmentos foram desidratados por concentrações crescentes de etanol (70 a 100%) e incluídos em resina Spurr. O estudo ultra-estrutural foi feito em microscópio JEOL CX-l00 II.

Foram observadas alterações ultra-estruturais da matriz extracelular de tal forma que mesmo após a restauração do dente, a polpa não retornou à situação de normalidade. A rede de GAGs e PGs da polpa de dentes hígidos era constituída por grânulos e filamentos dispostos numa extensa malha uniforme, contínua e compacta, com nítido inter-relacionamento com a estrutura e posicionamento das fibrilas colágenas. Na polpa de dentes cariados esta rede dispõem -se irregularmente com amplos espaços. Na polpa dos dentes restaurados notou- se alteração traduzida por áreas homogêneas entremeadas com áreas irregulares e com abundantes fibrilas colágenas .

 

 

117

 

ESTUDO DA SUPERFÍCIE DE INTERFACE EPITÉLIO-TECIDO CONJUNTIVO DA MUCOSA GENGIVAL DE Calomys callosus.

 

Marcia C. Kronka, Luciane Y. Koga, Cássia Utiyama & Austregésilo V. Costa-Sobrinho.

 

Dept. Anatomia, Inst. Ciências Biomédicas USP. 05508-900 São Paulo (SP).

 

Estruturas da mandíbula e da maxila de cinco Calomy callosus, adultos de ambos os sexos, foram fixadas em solução de Karnovsky modificada contendo glutaraldeído 2,5%, paraformaldeído 2% em solução tampão fosfato de sódio a 0,lM e pH 7,4. Peças para microscopia de luz e microscopia eletrônica receberam tratamentos diferenciados. Para a microscopia de luz, as peças foram fixadas em solução de Bouin durante 12 horas, lavadas em água corrente, descalcificadas, desidratadas e então incluídas em parafina, para serem submetidas a cortes frontais de 10 micrômetros Para a coloração, utilizou-se o método Azo-Carmin. Para microscopia eletrônica, três peças, fixadas em solução de Karnovsky modificada e lavadas em solução tampão fosfato de sódio 0,1 M, foram pós-fixadas em tetróxido de ósmio Duas peças sofreram tratamentos convencionais para exame de superfície da mucosa gengival, enquanto a peça restante foi tratada com solução de NaOH a 10% durante 3 a 5 dias para remover as estruturas celulares. Tais peças foram desidratadas em série crescente de etanol, secas ao ponto crítico, cobertas com íons de ouro e examinadas ao microscópio de varredura JEOL, JSM-T330A. Ao microscópio de luz, a mucosa gengiva! revela uma camada epitelial espessa queratinizada contendo papilas conjuntivas maiores e menores. Ao microscópio eletrônico de varredura, observa-se que a camada epitelial é constituída por células epiteliais poligonais dispostas em diferentes planos. A superfície de interface epitélio-tecido conjuntivo revela as projeções de papilas conjuntivas em aspectos tridimensionais.

Auxílio pesquisa CNPq ND. 301425/88-4

 

118

 

ESTUDO EM MICROSCOPIA ELETRÔNICA DE VARREDURA DA MUCOSA LINGUAL DE Calomys callosus

 

Cássia Utiyama, Luciane Y. Koga, Marcia C. Kronka &. Li-Sei Watanabe.

 

Dept. Anatomia, Inst. Ciências Biomédicas USP ,05508-900 São Paulo, (SP). 

 

A superfície dorsal da língua de diversos mamíferos apresenta diferentes formas de papilas (Iwasaki &. Sakata, Okaj. Folia Anat. Jpn. 61: 437, 1985), sendo que as papilas fungiformes, valadas e foliadas contém corpúsculos gustativos. No presente trabalho, utilizamos o método de microscopia eletrônica de varredura para estudar as características ultraestruturais das células epiteliais e das diferentes papilas da superfície da língua de Calomys callosus adultos de ambos os sexos. As peças foram fixadas em solução de Karnovsky modificada e pós-fixadas em solução tamponada de tetróxido de ósmio, desidratadas em série crescente de etanol, secas ao ponto crítico, metalizadas com íons de ouro e examinadas ao microscópio eletrônico de varredura JEOL, JMS.-T330A Os resultados mostraram que a superfície dorsal da língua de Calomys callosus apresenta numerosas papilas filiformes entremeadas por papilas fungiformes. O terço posterior apresenta uma papila vaiada de forma alongada, circundada por papilas filiformes. As papilas fungiformes possuem poros gustativos que são delimitados por células epiteliais queratinizadas, poligonais ou irregulares. As micropregas de superfície são nitidamente notadas A superfície da mucosa inferior da língua revela, no terço anterior, numerosas papilas fungiformes contendo corpúsculos gustativos; revela também algumas papilas filiformes. As pregas da mucosa da superfície inferior da língua foram evidenciadas, mostrando um epitélio do tipo pavimentoso escamoso.

Auxílio pesquisa CNPq No. 301425/88-4

 

 

119

 

ESTUDO ESTEREOLÓGICO DO CRESCIMENTO DO COMPARTIMENTO DOS ÁCINOS DE GLÂNDULAS SUBMANDIBULARES DE RATOS SUBMETIDOS A TRATAMENTO COM ISOPROTERENOL

 

Luana C. Andrade*, Mirian A. Onofre e Rumio Taga.

 

Dept. Morfologia -Histologia/ Faculdade de Odontologia de Bauru.

 

 

O objetivo desta pesquisa foi de verificar, através de quantificações estereológicas ao microscópio óptico, a participação dos processos hiperplásico e hipertrófico do crescimento do compartimento dos ácinos de glându1as

submandibulares de ratos, induzidas por injeções diárias de cloridrato, de isoproterenol por 2 semanas. A análise dos dados obtidos mostrou que:

a) a massa g1andular aumentou de 135,8% entre 0 a 14 dias, sendo que entre 0 e 3 dias foi observado a maior velocidade de crescimento; b) a densidade de vo1ume, ou seja,o percentual de volume glandular ocupada pelos ácinos aumentou nos períodos de 0 a 3 e 5 a 7 dias, respectivamente de 1,33 e 1,l0 vezes; c) o vo1ume absoluto desse compartimento passou de 131,9 mm3 aos 0 dias para 522,5 mm3 aos 14 dias de tratamento, o que representou um aumento de 296,1%; d) o vo1ume celular médio exibiu um soberbo crescimento de 585,4% após 14 dias de tratamento, sendo que entre 0 a 3 e 5 a 7 dias os aumentos foram respectivamente 286,3% e 45,0% e e) o número absoluto de células acinosas não exibiu aumento estatisticamente significativo durante todo o período analisado. Esses resultados apresentados mostram que o crescimento do volume tota1 do compartimento acinar de glândulas submandibulares de ratos induzidos pelo isoproterenol, se dá essencialmente por um mecanismo hipertrotófico.

* Bolsista da FAPESP ( Proc. Nº91/4457-4)

 

120

 

ESTUDO ESTEREOLÓGICO DOS ÁCINOS DE GLÂNDULAS SUBLINGUAIS DE RATOS JOVENS E  ADULTOS

 

Renato Hernandes*, Wilmar E. Bassi*, Gerson F. Assis, Antonio C. M. Stipp e Rumio Taga.

 

Dept. de Morfologia -Histologia -Fac. Odontologia de Bauru -USP.

 

Em glândulas sublinguais provenientes de ratas com 60 e 140 dias de idade, avaliamos as dimensões dos ácinos e dos seus constituintes celulares. Nos animais jovens os ácinos exibiram um volume total de 36,89 + 1,278 mm e uma superfície total de 23,24 + 0,965 cm2, e estavam constituídos por 263,96 + 16,499 x 105 células mucosas com volume celular médio de 942,25 +  69,568 µm3 e 155,91 +  5,510 x 105 células serosas,com volume celular médio de 633,33 + 26,017 µm3. Por outro lado, as dimensões morfométricas obtidas nos animais de 140 dias, foram: volume e superfície totais de 51,61 + 3,131 µm3 e 34,84 + 1,838 cm2 , número absoluto de células mucosas e serosas de respectivamente 318,98 + 27,960 x 105 e 220,29  + 9,554 x 105 e volume celular médio de 1002,83 + 89,062 e 661,29 + 37,342 µm3 para as células mucosas e serosas. Esses resultados mostraram que o volume total dos ácinos cresceu, no período estudado, exclusivamente por atividades proliferativa, tanto de células mucosas como de células serosas.

* Bolsista da FAPESP (Proc. Nº 90/2759-0 e 90/2758-4)

 

 

121

 

ESTUDO HISTOL6GICO DO PERIODONTO DE SUSTENTAÇÃO DE RATO SUBMETIDO À HIPOFUNÇÃO.

 

Eleny Balducci Roslindo, Nelson C. Roslindo, Paulo S. Cerri & Jaqueline B. Barbosa.

 

Depto Morfologia, Faculdade de Odontologia de Araraquara -UNESP, 14.801-903- Araraquara -SP.

 

Com o propósito de analisar possíveis alterações morfológicas provocadas no periodonto de sustentação dos molares inferiores de rato, quando submetidos à hipofunção em decorrência da extração dos dentes antagonistas, foram utilizados 30 ratos machos. Após anestesia intraperitoneal com Thionembutal, l5 animais tiveram os molares superiores direitos extraídos e os outros ratos que não receberam tratamento, serviram como controle.

Decorridos os períodos de 2, 8 e 16 dias, todos os animais foram sacrificados e as hemi-mandíibulas direitas removidas, fixadas e submetidas à metodologia para inclusão em parafina. A Análise dos resultados revelou a ocorrência de alterações a nível de osso alveolar, ligamento periodontal e cemento, podendo-se concluir que o periodonto de sustentação sofre atrofia por desuso; as fibras do ligamento periodontal apresentam-se em quantidade e densidade reduzidas, mostram-se desorganizadas e o espaço periodontal encontra-se estreito, formado por uma faixa de tecido conjuntivo com densidade inferior à normal.

 

122

 

INFLUÊNCIA DO DIABETES NA RESPOSTA INFLAMATÓRIA DOS RATOS SUBMETIDOS A IMPLANTES DE FIBRINA BOVINA NO ALVÉOLO DENTÁRIO.

 

Lizeti T.O. Ramalho, Cláudia R.A.T. Penteado, Fernanda L. Rossel & Cláudia F. Santos.

 

Depto de Morfologia. Faculdade de Odontologia de Araraquara- UNESP, 14801-903- Araraquara -SP.

 

O objetivo desse trabalho foi avaliar a resposta inflamatória de ratos diabéticos submetidos à extração dentária e posterior implante de fibrina bovina (Fibrinol). Para isso, o diabetes foi induzido em um grupo através de droga (Alloxana) injetável que tem como alvo as células beta do pâncreas, e um grupo controle injetado com soro fisiológico. Após a instalação do diabetes foram realizadas extrações dos incisivos centrais superiores tanto no grupo experimental como controle, deixando alguns animais dos grupos controle e experimental sem o implante.

Após 4 dias constatamos que os alvéolos dos animais diabéticos com e sem Fibrinol apresentavam infiltrado inflamatório, vasos sanguíneos dilatados e áreas de reabsorção óssea na parede alveolar, enquanto que para os animais sadios não diabéticos nesse mesmo período havia certa reorganização tecidual no grupo sem fibrinol. Aos 8 dias percebemos a presença de pequenas ilhas de matriz osteóide no tecido conjuntivo que preenchia os alvéolos dos ratos diabéticos com fibrinol ao passo que persistia certa desorganização tecidual nos alveólos de animais diabéticos sem fibrinol.

Aos 12 e 16 dias constatamos tecido ósseo esparso em meio ao conjuntivo denso nos diabéticos com fibrinol enquanto que para os diabéticos sem fibrinol persistia tecido conjuntivo frouxo no interior do alvéolo, acompanhado de grande número de macrófagos , plasmócitos e pequenos pontos de ossificação. Desta forma concluí mos que no grupo controle com implante, o Fibrinol age como um corpo estranho, atrasando o processo reparativo, e nos grupos experimentais com implante foi comprovada aceleração do processo, além da ação hemostática apresentada.

 

 

123

 

INTERAÇÃO ENTRE MICROSCOPIA ELETRONICA DE VARREDURA E MICROSCOPIA DE LUZ NO ESTUDO DE REABSORÇÕES CEMENTARIAS DO TERÇO APICAL DE DENTES HUMANOS COM DIFERENTES CONDIÇÕES PULPARES.

 

Joana L. Paula & João H. Antoniazzi

 

-Depto de Dentística 05508-900 FOUSP São Paulo-SP

 

Este trabalho analisa reabsorções cementárias do terço apical de 19 dentes humanos através da microscopia eletrônica de varredura (M.E. V.). As condições pulpares, avaliadas através de exames radiográficos e testes clínicos de vitalidade, variaram de polpa viva não inflamada até a necrose pulpar com lesão periapical. Depois da análise das raízes pela M.E.V., alguns espécimes foram submetidos à microscopia de luz (M.L), removendo-se a camada de ouro e descalcificando-os, para serem processados para tal fim.

Foi verificado que é possível utilizar-se do mesmo espécime para uma observação conjugada das duas técnicas de microscopia. O uso simultâneo das duas metodologias para o estudo das reabsorções cementárias mostrou-se mais abrangente pois a M.E.V. permite avaliar melhor a extensão superficial e a textura das lesões enquanto a microscopia de luz pôde identificar lesões de cemento em processo de reparação e dimensiona melhor a profundidade das reabsorções cementárias.

 

ESPÉCIME

DIAGNÓSTICO CLÍNICO PROVÁVEL

CARACTERÍSTICAS DAS ÁREAS REABSOPRVIDAS

 

 

FUNDO

PROFUNDIDADE

TAMANHO

7

8

18

Polpa viva sem inflamação

Polpa viva sem inflamação

Polpa viva sem inflamação

-

Rugoso

Rugoso

-

Média

Rasa

-

-

40µm

3

6

12

13

14

15

16

Polpa viva com inflamação reversível

Polpa viva com inflamação reversível

Polpa viva com inflamação reversível

Polpa viva com inflamação reversível

Polpa viva com inflamação reversível

Polpa viva com inflamação reversível

Polpa viva com inflamação reversível

-

Rugoso

-

Rugoso

Rugoso

-

-

Sulcos

Média

-

Profunda

Média

-

-

50µm x 20µm

300µm

-

200µm

500µm

-

-

1

2

4

Polpa viva com inflamação em fase de transição

Polpa viva com inflamação em fase de transição

Polpa viva com inflamação em fase de transição

Liso

Rugoso

Liso

Rasa

Média

Média

500µm x 150µm

200µm x 50µm

40µm

9

Polpa viva com inflamação irreversível

-

-

-

11

Polpa morta sem lesão

-

-

-

5

10

17

19

Polpa morta com lesão

Polpa morta com lesão

Polpa morta com lesão

Polpa morta com lesão

Rugoso

Rugoso

Rugoso

Rugoso

Rasa

Média

Média

Profunda

200µm

500µm

+ 1mm

+ 1mm

 

 

124

 

O PERÓXIDO DE CARBAMIDA A 10% E A POROSIDADE DO ESMALTE DENTÁRIO.

 

Maria Antonieta L. de Souza, Roselene B. R. Della Meã; João J.Cunha Filho, Susana W, Samuel, Everton N. Conceição.

 

Faculdade de Odontologia. Universidade Federal do Rio Grande do Sul 90035- 003(PoA).

 

Entre os procedimentos em crescente utilização na Odontologia Estética figura o clareamento de dentes com vitalidade pulpar. A técnica de clareamento caseiro vem ganhando terreno por sua eficiência e pelo fato de exigir menos tempo de atendimento em consultório. Porém muito se especula sobre seus efeitos sobre a estrutura dentária. O objetivo deste estudo foi averiguar o efeito do agente de clareamento - Peróxido de Carbamida a 10%- sobre o esmalte dentário humano com relação à porosidade. Para tal foram selecionados 15 (quinze) terceiros molares retidos que foram divididos em 3 grupos. Um grupo permaneceu como controle enquanto que 5 dentes foram tratados continuamente (24 horas/dia) por 10 dias num total de 240 horas, os restantes 5 dentes foram tratados intermitentemente (12 horas em contato com ge1 e 12 horas de descanso em água destilada) por 20 dias -total de 240 horas de contato com agente clareador. O produto clareador utilizado foi Opalescence (Ultradent Products Inc., Utah), Após o tratamento as coroas dos dentes foram mergulhadas em azul-de-metileno por 48 horas e os dentes foram seccionados para a avaliação da penetração do corante em profundidade. As peças assim obtidas foram examinadas por três examinadores distintos em lupa estereoscópica com 25 aumentos sendo atribuídos os seguintes valores:-valor 0 quando não houve penetração do corante, valor 1 quando o corante atingiu o esmalte, valor 2 quando atingiu a dentina e valor 3, quando atingiu a câmara pulpar. Os resultados encontrados foram:

 

                                                        dente 1         dente 2        dente 3       dente 4     dente 5

Grupo controle                                    0                   0                 0                0               0     

Grupo intermitente                              1                   0                 0                2               0 

Grupo contínuo                                   2                   0                 2                2                2

 

Como os resultados refletem o grau de penetração em profundidade deduz-se que houve diferença entre os grupos experimentais e o  controle.Estes resultados indicam que a exposição do esmalte dentário ao gel clareador utilizado alteram a permeabilidade tecidual.

 

125

 

O USO DE MICROONDAS PARA A DESCALCIFICAÇÃO DE TECIDOS MINERALIZADOS DE CAMUNDONGOS PARA MICROSCOPIA ELETRÔNICA.

 

Miriam R. Faria; Victor E. Arana-Chavez & Sigmar M. Rode.

 

Depto. de Histologia e Embriologia, Instituto de Ciências Biomédicas, U.S.P. 05508-900 São Paulo, S.P.

 

O estudo histológico de tecidos mineralizados tais como osso e dente, requer a sua descalcificação sem prejuízo da preservação morfológica. Em trabalho anterior (Faria et al. Rev.Paul.Med. .110:283. 1992), verificamos a eficácia da associação de microondas ao E.D. T .A. na descalcificação de tecidos mineralizados de ratos processados para microscopia de luz, com substancial redução do tempo em aproximadamente 85% .Neste trabalho nos propomos a estudar a utilização de microondas associadas ao E.D.T.A. para a descalcificação de tecidos mineralizados para microscopia eletrônica. Utilizamos 4 hemi-mandíbulas de camundongos Mus musculus variedade Suiço albino, jovens (cerca de 3 meses de idade) .Os animais foram perfundidos via aurícula direita, com cerca de 50 ml de glutaraldeído 2.5% em tampão fosfato 0.1M -pH 7,2. O material permaneceu na mesma solução fixadora por 24 h. Após o período de fixação, as hemi-mandíbulas foram transportadas para um becker com 80 ml de uma solução de E.D.T.A. a 7% em água destilada, pH 7.3. e submetidas à ação de microondas. Para isto, este becker foi parcialmente imerso em uma cuba de vidro com água e gelo picado para retardar o aumento da temperatura da solução de E.D.T.A. e, conseqüentemente, incrementar o tempo de atuação das microondas. Este sistema foi então colocado dentro do forno de microondas regulado para operar em potência máxima até atingir a temperatura de 40ºC para evitar alterações morfológicas teciduais. O forno de microondas utilizado foi o de cozinha Sharp, modelo MW615A, operando na freqüência de trabalho de 2450 MHz. correspondendo a uma freqüência de onda no nácuo de 12,2 cm, potência máxima nominal de 700 W e com termômetro próprio removível para controle de temperatura. A solução de E.D.T.A. foi trocada a cada nova operação. Após a descalcificação o material foi lavado sucessivas vezes e recortado em fragmentos de cerca de 1 mm2, pós-fixado em tetróxido de ósmio 1%, desidratado em uma série crescente de álcool e de acetona, infiltrado e incluído em resina Spurr. Os cortes ultrafinos foram examinados e fotografados em um microscópio eletrônico JEOL 100 CX II.

A descalcificação associada às microondas das mandíbulas de camundongos levou 9 h e mostrou ser uma técnica passível de ser utilizada para estudo a nível ultra-estrutural, pois não danificou a morfologia tecidual.

 

 

 

126

 

OBSERVAÇÕES PRELIMINARES SOBRE IMPLANTES AUTÓLOGOS DE RAÍZES DE MOLARES DE RATOS NO SUBCUTÂNEO.

 

Paulo S. Cerri, Edna Haapalainen & Eduardo Katchburian.

 

Disciplina de Histologia e Centro de Microscopia Eletrônica - Escola Paulista de Medicina -R. Botucatu, 740 Ed. Lemos Torres 2º andar, 04023-900 São Paulo (SP).

 

Diversos procedimentos, principalmente transplantes e tratamentos da superfície radicular por ácidos, continua sendo objetivo de intensa investigação na busca da neo-formação, ou seja, a reconstrução dos elementos que compõem o periodonto de sustentação. Sabe-se que para tal, há necessidade da existência de células progenitoras capazes de gerar fibroblastos ligamentais, osteoblastos e cementoblastos. Com o propósito de estudar a influência dos diversos elemntos que compões o periodonto de sustentação - células e constituintes da matriz de cemento, realizou-se implantes autólogos de raízes de molares de ratos adultos e machos, no tecido subcutâneo sob três condições: (I) as raízes com remanescentes do ligamento periodontal foram imediatamente implantadas; (II) raízes desvitalizadas pelo tratamento "freeze- thawing" e (III) raízes após desvitalizadas - "freeze- thawing"- foram tratadas pelo ácido cítrico pH 1,0. Após 4 e 8 semanas, os fragmentos foram removidos, fixados em Karnovsky (4:4), descalcificados em EDTA 7% (pH 7,2) e processados de acordo com técnica de rotina para inclusão em historesina. Os resultados mostram que nos implantes realizados imediatamente após sua remoção, ocorre a formação de matriz adjacente ao cemento; nos espécimes submetidos ao "freezind- thawing"( grupo II e III) não existe tal evidência. Outro achado refere-se ao aparecimento de células multinucleadas associadas à depressões na superfície do cemento, provavelmente áreas de reabsorção. Estas células apresentam uma morfologia semelhante aos odontoclastos ( e osteoclastos) nas raízes do grupo I, enquanto que nas raízes desvitalizadas ( grupo II e III) observa-se, na maioria das vezes, extensas células gigantes de corpo estranho. Presentemente,  o material está sendo examinado por microscopia eletrônica de transmissão e varredura.

 

 

127

 

OBSERVAÇOES ULTRAESTRUTURAIS DE GLICOSAMINOGLICANAS, REVELADAS PELO VERMELHO DE RUTÊNIO, EM LIGAMENTO PERIODONTAL DE MOLARES DE RATOS.

 

Silvana Barros & José Merzel.

 

Dept. Morfologia, Fac. Odont. Piracicaba-UNICAMP.13.414-018.

 

Foram observadas amostras de ligamento periodontal de molares de ratos jovens perfundidos durante 20 minutos à temperatura ambiente com solução de glutaraldeído 2,5% em tampão cacodilato 0,lM pH 7,4 contendo 0,5 mg/ml de vermelho de rutênio. As mandíbulas foram removidas e separadas em hemimandíbulas mantidas no mesmo fixador por 3 horas a 4ºC. Após lavagem em tampão cacodilato o material foi descalcificado em solução de EDTA 10% e pós fixado com tetróxido de ósmio a 1% em tampão cacodilato 0,lM contendo 0,5 mg/ml de vermelho de rutênio. Seguiu-se a desidratação por soluções crescentes de acetona e inclusão em araldite.

Ao M.E. observou-se que as fibras colágenas apresentam-se unidas entre si por finos filamentos, ora paralelos entre si, ora ramificados, ancorados a massas esféricas distribuídas ao longo das fibras.

Ambos, massas esféricas e filamentos, foram evidenciados por 10 vermelho de rutênio indicando a presença de glicosaminoglica nas em sua constituição.

Tais estruturas foram também observadas por Plecash (1974 MSc Thesis, Univ. A1berta), na região de fibras gengivais supraalveolares do ligamento periodontal de molares de ratos que utilizou metodologia semelhante porém em material não descalcificado.

Na literatura há sugestões de que estas estruturas, descritas também na membrana sinovial e tendões, teriam função de orientação e estabilização das fibras colágenas e seriam um importante auxiliar na resistência do tecido às forças.

 

 

128

 

PROCESSO DE MINERALIZÇÃO DA DENTINA -PROPOSTA DE UM MODELO.

 

Maria L.P.Almeida ; Antonio W.Almeida & Paula Dechichi

 

Depto. Morfologia, Centro Cien.Biomédicas, 38405-382, Uberlândia (MG). 

 

A aná1ise de cortes ultrafinos do 1º mo1ar siperior do rato albino com dois, três e quatro dias de idade, submetidos à ação de vermelho de rutênio, acido tanico, EDTA (acido etilenodiaminotetracetico), enzimas condroitinase AB e condroitinase ABC, além de associações destas substâncias, nos permitiram propor um modelo que correlacione nossos achados ultraestruturais com os dados encontrados na literatura. O processo de mineralização da dentina mostra os primeiros sinais a partir do topo das cúspides do primeiro molar superior do rato com três dias de idade. Nesta fase do desenvolvimento do manto dentinário, observa-se que as fibrilas de colágeno, com cêrca de 20 a 100 nanômetros de diâmetro, estão mergu1hadas na matriz orgânica sem disposição definida. Destas, alguns grupos de fibrilas associam-se em agregados com alto grau de eletrondispersividade o que seria ditado pela presença dos primeiros núcleos de mineralização em associação com as mesmas. Estudando tais fibrilas, verificamos que apresentam reação positiva ao vermelho de rutênio que indica a presença de cargas negativas. Contudo, apesar da marcação evidente dos grânulos do corante ao longo do eixo maior, o grau de definição molecular é pequeno. Reação positiva foi também encontrada na presença das enzimas condroitinase AB e condroitinase ABC. Neste caso, percebe-se a ação das duas enzimas restritas à fibrilas de colágeno que mostram alto grau de eletrondispersividade. Esta ação é evidente apenas nas áreas muito eletron dispersantes das fibrilas que estão iniciando o processo de mineralização. Como a ação da condroitinase ABC foi a mais evidente, tal resultado falaria a favor do dermaten sulfato com a glicosaminoglicana componente da proteoglicana que se associaria às fibrilas quando do inicio do processo de mineralização. A ação isolada do EDTA, ou do EDTA associado a condroitinase ABC mostra um nível de definição molecular da relação entre fibrila e proteoglicana algo melhor . Assim, fibrilas com 50 (cincoenta) nanômetros de diâmetro parecem estar envolvidas por grupos de 12 (doze) porções globulares de proteínas com 15 nanômetros de diâmetro. De cada proteína partiriam radialmente glicosaminoglicanas em direção a um eixo central da fibrila. Tais glicosaminoglicanas, ricas em resíduos de ácido idurônico e N-acetilgalactosamina, mergulhadas na espessura da fibrila, atraíriam íons cálcio de maneira regular que responderiam pelos primeiros núcleos de mineralização no interior das mesmas .

 

 

129

 

TIPOS DE FIBRAS DO MÚSCULO TEMPORAL DO MACACO-PREGO ( Cebus apel1a Linnaeus, 1758).

 

J.C.ANDREO, V. DALL PAI, J.A.C. NAVARRO, J.A. DE OLIVEIRA

 

USP -BAURU- DEPTO DE MORFOLOGIA

 

Foram retiradas amostras das porções, anterior e posterior, da região superficial do músculo temporal, de 4 macacos-prego ( Cebus apel1a ) adultos e machos, as quais foram submetidas a reações de m-ATPase ( com pré-incubações ácida e alcalina),  SDH e NADH-TR, além de HE. Baseado nos resultados obtidos com essas reações as fibras musculares puderam ser classificadas como FG, FOG e SO, de acordo com Peter et al. 1972, embora não tenha ocorrido a reversão ácida na reação m-ATPaBe. O tipo de fibra encontrado com maior freqüência e com maior área foi o FG, seguido de FOG e SO. Os resultados obtidos não mostraram diferença significativa entre as porções, anterior e posterior da região superficial deste músculo. Considerando que a camada superficial, deste músculo, deste tipo de animal. é bipenado e que o tipo de fibra encontrado com maior área e quantidade é o FG, seguido de FOG, que são fibras de explosão muscular, pode-se considerar que o músculo temporal do macaco-prego tem capacidade para movimentos rápidos e aceleração, bem como capacidade para desenvolver tensão.

Auxílio Financeiro: FAPESP Proc. -87/3059-0.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

MATERIAIS

 

DENTÁRIOS

 

131

 

ADAPTAÇÃO CERVICAL DE RESTAURAÇÕES METLOCERÂMICAS DEPROVIDAS DE COLAR METÁLICO NA MARGEM VESTIBULAR.

 

Regina M. Fernandes, Geraldo M. Campos & Gilberto H.S. Fernardes.

 

Departamento de Materiais Dentários e Prótese da FORP/USP.

 

As coroas metalocerâmicas visam a reduzir o risco de fratura da cerâmica, pois a estrutura metálica interna lhe confere maior resistência. Porém isso sacrifica a estética na margem cervical, pela alta reflectividade da cerâmica opaca, e pela transparência do tecido gengival, que permite entrever o colar metálico subjacente .As coroas metalocerâmicas sem colar metálico surgiram em razão da crescente exigência estética dos pacientes. O objetivo deste trabalho era medir (em microscópio de mensuração linear) o desajuste marginal ao 40 coroas construídas a partir de um troquel-padrão, combinando duas aplicações de cerâmica (direta e com platina), dois desenhos da face vestibular total ou parcialmente metálica) , e três pontos de medida (mesial, central e distal). Os 120 valores numéricos obtidos foram submetidos à análise de variância. O desajuste cervical médio para as restaurações com a estrutura vestibular totalmente metálica foi de 30,6 ( 1,9 micrômetros, abaixo, do limite máximo fixado pela especificação no 8 da ADA (40 micrômetros) para a espessura da película de cimento. Para o desenho parcialmente metálico o desajuste cervical foi de 72,2 ( 4,4 micrômetros. Considerando a interação Desenho/técnica, para a técnica com platina/desenho total, o desajuste foi de 28,5 ( 3,0 micrômetros. Por sua vez, o maior desajuste foi com a técnica com platina e desenho parcial (77,6 ( 7,0 micrômetros).

 

 

 

 

 

132

 

ADESIVIDADE DO IONÔMERO DE VIDRO A LIGAS ODONTOLÓGICAS

 

Maria de L. Rodrigues e Antonio Muench

 

Depto de Materiais Dentários da Faculdade de Odontologia da USP, Cidade Universitária. CEP: 05508-900, São Paulo/SP

 

A finalidade da pesquisa é investigar a resistência de união entre dois ionômeros e duas ligas metálicas. Discos providos de presas, centradamente localizadas. foram com suas faces opostas, rugosas ou lisas. cimentadas entre si e depois separadas por ensaio,de tração. Os ensaios feitos após imersão a 37oC em soro fisiológico: um dia após imersão sem ciclagem térmica e 25 dias com esta intercalada, perfazendo 560 ciclos. Os resultados permitiram concluir que: em todas as demais condições experimentais, a armazenagem com ciclagem térmica diminui numericamente, embora não significativamente, a adesividade nas superfícies rugosas e a diminuição foi sjgnificante nas superfícies lisas, chegando em muitos casos a zero; o ionômero Ketac-Cem, em geral, apresentou maiores retentividades; mesmo com ciclagem térmica, a liga Ni-Cr com superfície lisa mantém a adesividade a um valor razoável.

 

Médias de resistência de união (MPa)* entre ligas e ionômeros

 

Liga

Marca de Ionômero

Superfície

Condição de armazenagem imersa

 

 

 

1 dia sem ciclagem térmica

25 dias com ciclagem

Ni-Cr

Ketac-Cem

Rugosa

Lisa

4,34

4,33

3,90

2,46

 

Vidrion-C

Rugosa

Lisa

3,86

2,04

2,66

0,10

Al-Cu

Ketca-Cem

Rugosa

Lisa

3,47

2,85

2,47

0,04

 

Vidrion-C

Rugosa

Lisa

2,90

1,86

1,74

0,00

 

* Valor crítico pelo teste de Tukey (5%) = 1,581

 

 

133

 

ALTERAÇÕES PRODUZIDAS NO PREPARO DE SUPERFÍCIES DE CIMENTO DE IONÔMERO DE VIDRO (CIV) PARA ANÁLISE EM MICROSCOPIA ELETRÔNICA DE VARREDURA (MEV).

 

 Lourdes Ap. M. Santos Pinto; AngelaCristina Cilense Zoanon & Mário Cilense.

 

 Departamento de Clínica Infantil. Faculdade de Odontologia de Araraquara-UNESP. 14.801-903- Araraquara-SP.

 

Os CIV devem ser protegidos após a reação de presa inicial para se evitar perda de água e remoção da cadeia de poliacrilato de cálcio e consequentemente, alterações nas suas propriedades físicas (Garcia-Godoy e Perez. Pedia tric Dent., 17(2): 83-7. 1993). Um dos métodos utilizados para exame topográfico da superfície deste material tem sido a MEV. no entanto. este tipo de análise requer desidratação da amostra. Neste trabalho procurou-se avaliar as alterações da superfície de CIV em função do tipo de proteção de superfície. Foram preparadas 32 amostras utilizando o CIV Shofu Tipo II. divididas em três grupos onde se variou a proteção de superfície: O grupo I não recebeu nenhum tipo de proteção. o grupo 2 recebeu verniz especial e o grupo 3 selante (Fluoroshield). Análise fotográfica obtidas em Microscopia ótica de Reflexão e MEV nos mostrou que a desidratação sofrida pelo material. provoca fendas na superfície. que variam em forma e intensidade, de acordo com o tipo de proteção recebida. sendo estas fendas mais evidentes quando da ausência de proteção de superfície. Estas alterações podem dificultar a interpretação de detalhes topográficos que devem ser avaliados criteriosamente. uma vez que determinadas alterações podem estar presentes antes da desidratação.

 

 

 

134

 

AVALIAÇÃO CLÍNICA DE RESTAURAÇÕES DE RESINA COMPOSTA EM MOLARES DECÍDUOS: DOIS ANOS DE ACOMPANHAMENTO

 

Ana Lídia Ciamponi & José Fortunato F Santos.

 

Depto de Materiais Dentários da Faculdade de Odontologia da USP Cidade Universitária CEP 05508-900 São Paulo/SP

 

O objetjvo desta pesquisa foi avaliar clinicamente, durante dois anos, restaurações de resina composta (Adaptic II) em preparos classe II de molares decíduos, tendo como variáveis bisel empregado na superfície oclusal e grupos de dentes restaurados. Métodos: Foram realizadas 45 restaurações, distribuídas em 22 crianças de idades de 4 a 8 anos. Os procedimentos restauradores incluíam preparo cavitário conservador, base de ionômero de vidro, inserção da resina composta segundo Lutz e colab (1966), acabamento e polimento. O desempenho clínico das mesmas foi avaliado aos 6, 16 e 24 meses, através de método direto pela avaliação "in situ" das restaurações, segundo Ryge e Cyar (1971), e métodos indiretos, utilizando modelos de gesso, diapositivos e radiografias. Resultados: Pode-se observar que 1) Estabilidade de cor 72,4% das restaurações obtiveram Alpha na avaliação direta, no método indireto esse valor foi de 40,9% 2) Descoloração Marginal: na avaliação direta foi observada maior incidência no lado de trabalho, o que não foi confirmado no método indireto: 3) Desgaste: 75,9% das restaurações tiveram Alpha na avaliação direta nos modelos de gesso, o desgaste médio calculado foi de 87,6 (m; 4) Integridade Marginal: foi influenciada pelo bisel cavo-superficial, bem como sua localização (lado de trabalho ou balanceio) 5) Cárie Secundária verificou-se sua incidência em 64% dos dente restaurados: 6) Sensibilidade Pós-Operatória não ocorrida Pelos resultados derivados da avaliação direta, concluiu-se que a grande maioria das restaurações apresentou coloração satisfatória; maior descoloração marginal ocorreu do lado de trabalho; uma quantidade significativa das restaurações apresentou forma anatômica ideal, pouca incidência de cárie secundária e nenhuma ocorrência de sensibilidade pós-operatória. Pela avaliação indireta, concluiu-se que maior porcentagem de restaurações apresentou diferenças significativas de coloração; desgaste médio de

87,6 (m; deterioração das margens depende do bisel cavo-superficial e lado de trabalho ou balanceio.

 

 

 

135

 

AVALIAÇÃO CLÍNICA EM RESTAURAÇÕES DIRETAS DE UMA LIGA DE GALIO: UM ANO DE ACOMPANHAMENTO

 

Jose Fortunato F Santos & Paulo Sergio L. dos Prazeres

 

Depto de Materiais Dentários da Faculdade de Odontologia da USP Cidade Universitária CEP 05508-900 São Paulo/SP

 

O objetivo deste pesquisa é o de avaliar clinicamente restaurações de liga de gálio, "GALLIUM ALLOY GF" As restaurações foram feitas em dentes molares e pré-molares permanentes. Foram executadas 18 restaurações de um total de 35 programadas. em 12 pacientes, alunos do Curso de Graduação de Odontologia A seqüência dos procedimentos restauradores foi preparo cavitário, forramento com cimento de ionômero de vidro, adesivo universal sobre as paredes dentinárias. restauração com GALLIUM ALLOY GF, acabamento e polimento após sete dias As restaurações foram avaliadas segundo os critérios de cárie recidivante, integridade marginal, forma anatômica, brilho e textura, de acordo com as normas do Serviço de Saúde Pública dos Estados Unidos, por três avaliadores devidamente calibrados. em inspeção visual, com auxilio de espelho e explorador. Os dados foram interpretados e os resultados apresentados na Tabela I

 

Tabela 1- Avaliação clínica de restaurações de Gallyum Alloy GF, após 1 ano de acompanhamento (valores em %)

CLASSIFICAÇÃO/CRITÉRIOS

A

B

C

D

Cárie recidivante

100

-

-

-

Integridade Marginal

44

56

-

0

Forma Anatômica

56

33

11

-'

Brilho

0

56

44

0

Textura

0

56

44

-

 

Conclusões: As restaurações com liga de gálio apresentaram desempenho muito pobre relativamente à Integridade Marginal, Forma Anatômica, Brilho Superficial e Textura. A pesquisa clínica foi interrompida devido .elevada incidência de sensibilidade pós-operatória. O material em estudo não se recomenda como material restaurador

 

 

136

 

AVALIAÇÃO DA INFILTRAÇÃO "IN VITRO" EM CAIXAS PROXIMAIS RESTAURADAS COM RESINAS COMPOSTAS E IONÔMERO DE VIDRO.

 

 Walter G. Miranda Jr.

 

Depto de Materiais Dentários da Faculdade de Odontologia da USP, Cidade Universitária, CEP: 05508-900, São Paulo/SP.

 

Várias técnicas restauradoras foram comparadas quanto ao grau de infiltração nas paredes gengivais de preparos tipo MOD em premolares humanos. Cinco técnicas utilizaram uma resina composta fotopolimerizável (P50 -3M), uma resina autopolimerizável. (P10 - 3M) e,duas com ionômero de vidro restaurador (Chelon-fil, Espe), Nas técnicas onde usou-se resinas compostas, os dentes foram tratados previamente com ácido fosfórico (30 segundos) e agente de união (Scotchbond II, 3M). Após a restauração, os dentes foram imersos em água destilada a 37oC por uma semana, seguido de ciclagem térmica (5-55oC/ 700ciclos). Posteriormente imersos em azul de metileno a

0,5% por 4 horas cortados e fotografados. Três avaliadores estabeleceram seis graus de infiltração e os resultados foram analisados estatiscamente (Kruskal-Wallis). Não houve diferença entre as caixas mesiais e distais, que foram consideradas independentes. Todas as técnicas sofreram algum grau de infiltração, sendo a técnica do ionômero restaurador com menor grau, e a de Lutz e colab. e do Menisco modificado apresentaram grau máximo em todas as réplicas.

Técnicas

Grau médio de infiltração

Convencional Incremental P50

4,05

Lutz e colab. P50

5,00

Menisco P50

4,50

Convencional Incremental P10

4,70

Convencional incremental s/esmalte

4,95

Menisco Modificado

5,00

Ionômero c/ esmalte

0,70

Ionômero s/ esmalte

3,90

 

Auxílio Financeiro: FAPESP/proc. no 90/4423

 

 

137

 

AVALIAÇÃO DA INFILTRAÇÃO MARGINAL DE MATERIAIS ADESIVOS EM LESÕES DE ABRASÃO.

 

 Diego A.B. Manfredi, João Felipe M. Pacheco & Ewerton N. Conceição

 

Dept.. Odont. Conservadora. Faculdade de Odontologia. UFRGS. Rua Ramiro Barcelos. 2492. POA -RS -90035-003

As lesões de abrasão são geralmente acompanhadas de dor e prejuízo da estética podendo levar a dano pulpar (JADA 121:694, 1990); sendo necessária a restauração. o que elimina a sintomatologia. Em face da existência de uma série de novos materiais introduzidos recentemente no mercado nos propusemos a avaliar a capacidade de selamento marginal de estes materiais restaurando lesões de abrasão. Quarenta caninos humanos foram preparados simulando lesões de abrasão e restaurados com os Materiais: GRUPO A. ionômero de vidro (Chelon-Fil/ESPE); GRUPO B ionômero de vidro resinoso (Variglass/Dentsply) e adesivos dentinários associados a resina composta GRUPO C, All Bond 2 + Sílux Plus; GRUPO D, ScotchBond Multi-Uso + Z100 seguindo as recomendações do fabricante. Logo. foram submetidos a ciclagem térmica e a testes de infiltração marginal classificando com os seguintes critérios os níveis de infiltração: Nível 0. não houve penetração de corante; Nível 1.quando houve penetração de corante até a metade da parede cervical do preparo; Nível 2. quando o corante penetrou em toda a extensão da parede cervical do preparo; Nível 3. quando o corante penetrou em toda a extensão da parede cervical do preparo e se estendeu até a câmara pulpar.

 

    NÍVEIS DE INFILTRAÇÃO

GRUPOS

0

1

2

3

A

0

0

6

4

B

0

6

3

1

C

4

3

0

3

D

6

2

0

2

 

Os resultados foram submetidos a análise estatística através do teste de Kruskal-Wallis e comparações múltiplas ao nível de 5% de significância. Houve diferença estatisticamente significante apenas entre o material ionômero de vidro (Chelon-Fil/ESPE) e o sistema adesivo (ScotchBond Multi-Uso/3M + Z100/3M).

 

 

138

 

Avaliação da infiltração marginal em restaurações tipo classe V com resina composta e amálgama de prata.

 

Katia R. H. C. Dias; Nilda B. Soares; Teresa C. A Berlink; Patricia Coelho e Rosimar Dionízio

 

Departamento de Odontologia Restauradora -Faculdade de Odontologia -Universidade do Estado do Rio de

Janeiro.

 

A infiltração marginal e a conseqüente recidiva de cárie sempre foram preocupação constante da classe odontológica. O advento das novas técnicas de restauração com resina composta utilizando adesivos dentinários de nova geração associados à técnica incremental de inserção do material restaurador tem demonstrado considerável diminuição da fenda ao redor das restaurações. O objetivo deste trabalho é avaliar e comparar, "in vitro", a infiltração marginal de restaurações de resina composta e amálgama de prata em dentes submetidos a ciclagem térmica, bem como a influência do cimento de ionômero de vidro quando utilizado como material de forramento.

Cinquenta dentes humanos posteriores recém extraídos foram armazenados em soro fisiológico à temperatura ambiente. Cada dente recebeu após profilaxia com pasta de pedra pomes e água, uma cavidade padronizada tipo Cl. V no terço médio da face vestibular com aproximadamente 3 mm de diâmetro e 3mm de profundidade. Os dentes -serão separados em grupos de acordo com a técnica restauradora a que serão submetidos: Grupo 1- ataque ácido do esmalte, selante e resina composta; Grupo 2- forro com ionômero de vidro, ataque ácido do esmalte, selante e resina composta; Grupo 3- ataque ácido do esmalte, adesivo dentinário, resina composta; Grupo 4- forro com ionômero de vidro ataque ácido do esmalte adesivo dentinário, resina composta e Grupo 5 - verniz, amálgama e

Todos os dentes foram recobertos com uma camada de esmalte de unha, exceto a restauração e 1mm do esmalte circundante. Os dentes foram submetidos à ciclagem térmica. Após a ciclagem os corpos de prova foram armazenados por 7 dias em soro fisiológico à temperatura ambiente, e 24 horas em solução de azul de metileno a 5%, incluídos em resina epoxy e cortados longitudinalmente no sentido VL para obtenção das amostras. A avaliação foi efetuada em microscópio óptico, por 3 profissionais independentes devidamente calibrados. Os resultados tratados estatisticamente pela ANOVA mostraram com 2% de significância que os resultados doe grupos são diferentes entre si bem como os resultados das regiões. O teste de Tuckey mostrou que não há diferença entre os grupos na região do esmalte e que no cemento o grupo 5 teve a maior infiltração sendo diferente do demais. Os autores concluíram que o amálgama de prata foi o material que teve o melhor comportamento de à nível de cemento, seguidos dos grupos que combinaram adesivos dentinários ou adesivos dentinários e ionômero de vidro com resina composta, o grupo que associou ataque ácido do esmalte, selante e resina composta mostrou a maior infiltração marginal.

 

Avaliações Médias

Grupo

Esmalte

Cemento

1

1,45

2,29

2

0,29

2,71

3

1,71

2,00

4

0,29

2,00

5

0,43

0,87

 

Apoio CNPq Processo 501997/91-1.

 

 

 

139

 

AVALIAÇÃO DA LIBERAÇÃO DO FLÚOR DOS CIMENTOS DE IONÔMERO DE VIDRO PARA FORRAMENTO.

 

Kátia R. H. C. Dias; Nilda B. Soares; Maria L. Souza; Adriana Manera e Eduardo, Valle.

 

Faculdade de Odontologia Departamento de odontologia Restauradora Universidade do Estado do Rio de Janeiro

 

A capacidade de liberação de flúor nos Cimentos de Ionômero de Vidro para restauração já foi estudada

e comprovada por diversos autores. Mais recentemente. surgiu no mercado odontológico, o Ionômero de Vidro para forramento. Os objetivos deste estudo são avaliar a liberação de flúor dos cimentos de ionômero de vidro para forramento e fazer um estudo longitudinal desta liberação.

Cento e vinte dentes molares humanos permanentes recém extraídos foram selecionados e armazenados em solução diluída de etanol. Cada dente recebeu um preparo cavitário tipo classe V de Black na região cervical da face vestibular com diâmetro e profundidade de 3 mm e com todas as margens localizadas em esmalte. Após o preparo os dentes foram separados em grupos que diferiam quanto a técnica de restauração.

Grupo 1 (controle) -cimento de hidróxido de cálcio, verniz cavitário e amálgama de prata.

Grupo 2 .cimento de ionômero de vidro VIDRION C. Condicionamento dentinário feito durante 10 segundos seguido de lavagem e secagem, verniz cavitário e restauração com amálgama de prata.

Grupo 3 -cimento de ionômero de vidro VITREBOND, verniz cavitário e restauração com amálgama de prata

Os dentes foram armazenados em soro fisiológico à temperatura ambiente e submetidos à ciclagem térmica. Aos 30, 60 e 90 dias dez dentes de cada grupo foram armazenados em solução de M KOH por 24 horas, para dissolução de. CaF2, f1úor solúvel em álcali, e posterior análise através do método de Caslavska et al.

 

PPM de Flúor

 

Idade do Corpo de Prova

Grupo

30 dias

60 dias

90 dias

1

0,13

0,11

0,15

2

0,49

0,47

0,44

3

0,45

0,46

0,44

 

Os resultados obtidos foram tratados estatisticamente por análise de variância e evidenciaram diferenças significativas entre os grupos experimentais e o grupo controle. Baseados nos resultados os autores concluíram que houve incorporação de flúor nos dentes dos grupos experimentais

Apoio CNPq processo 501997/91-1

 

 

 

140

 

AVALIAÇÃO DA RESISTÊNCIA À TRAÇÃO E AO CISALHAMENTO DE BRAQUETES DE SOLDAGEM JATEADOS, E DE TELA, CIMENTADOS COM RESINAS COMPOSTAS

 

Mônica L. Moraes & Walter G. Miranda Jr.

 

 Depto de Materiais Dentários. Faculdade de Odontologia da USP, CEP: 05508-900 São Paulo/SP.

 

Foram utilizados 80 prémolares superiores humanos divididos em 4 grupos (I- controle = braquete de tela + concise ortodôntico; II- braquete de soldagem jateado com óxido de alumínio + concise ortodôntico; III- braquete de soldagem jateado com óxido de alumínio + comspan; IV- braquete de soldagem jateado com óxido de Aluminio + Panavia). Após a limpeza, o ataque acido por 1 minuto, lavagem e secagem, os dentes receberam os braquetes com as respectivas resinas, e foram armazenados a 37oC por 24 horas, antes de passar pela ciclagem térmica (5-55oC/700 ciclos). os resultados dos testes de tração e cisalhamento sofreram análise de variância e as médias foram comparadas pelo teste de Tukey (Tabela). O teste de resistência ao cisalhamento apresentou valores significantemente maiores que o de tração, e no primeiro não foi possível detectar diferenças significantes entre os materiais. O teste de tração evidenciou que os valores de Panavia + braquete jateado foram semelhantes aos apresentados pelo braquete de tela + concise ortodôntico, e estes foram maiores que os apresentados por braquetes jateados cimentados com comspan ou com concise ortodôntico.

Médias de resistência à tração e ao cisalhamento e valores de Tukey para contraste

 

Teste           Mat.

(kg/cm2)

Panavia

Comspan

Concise Ortodôntico

Concise ( tela)

Tukey (5%)

tração

0,39

0,16

0,19

0,35

0,157

cisalhamento

0,63

0,39

0,52

0,50

0,336

 

 

 

 

141

 

AVALIAÇÃO DA RETENÇÃO DE SELANTES DE FÓSSULAS E FISSURAS EM RELAÇÃO AO TIPO DE MATERIAL, TEMPO DE CONDICIONAMENTO ÁC1DO DO ESMALTE E CONTAMINAÇÃO DA SUPERFICIE: 1 ANO DE OBSERVAÇÃO.

 

 Paulo, E. Capel Cardoso & Marcelo Poloniato

 

Depto de Materiais Dentários da Faculdade de Odontologia da USP, Cidade Universitária, CEP 05508-900, São Paulo/SP.

 

Este trabalho tem por objetivo estudar os índices de retenção de selantes "in vivo" em função do tempo decorrido (12 meses) na de pendência das seguintes variáveis: modo de ativação do selante (fotoativado e quimicamente ativado); tempo de condicionamento ácido do esmalte (30 e 60 seg.) e contaminação ou não da superfície com saliva após o condicionamento do esmalte. Para isso, foram selecionados 449 primeiros molares permanentes íntegros de crianças com idade de 6 e 7 anos. Todos os dentes sofreram profilaxia com pedra pomes e água e isolados com rolos de algodão. A partir disto, foram condicionados com ácido fosfórico a 37% na forma de solução por 30 ou 60 seg. e lavados por 30 seg. Então, novo isolamento era feito e a superfície oclusal seca com jatos de ar. Aí, parte da amostra foi contaminada com saliva durante 10seg. e em seguida lavada por 30 seg. sendo refeito o isolamento relativo e a secagem da superfície oclusal. Em seguida, o selante, quimicamente ativado ou fotoativado, era aplicado sobre esta superfície de forma uniforme. Para a avaliação dos 12 meses cada dente recebeu uma nota para facilitar o critério de avaliação e posterior tratamento estatístico, onde a nota zero representava o selante totalmente ausente, a 1 o selante parcialmente presente e a 2 o selante totalmente presente. Após esta avaliação se verificou que as variáveis: tipo de selante, tempo de condicionamento ácido e contaminação determinaram índices médios de retenção estatisticamente semelhantes como se segue:

 

Variável

Tipo de Selante

Tp. Cond. Ac.

Contaminação

Índice médio de retenção

Fotoat.

Quim. At.

30

60

Não contam.

Contam.

 

1,58

1,60

1,59

1,58

1,57

1,60

 

 

 

142

 

AVALIAÇÃO DA RUGOSIDADE SUPERFICIAL DE MATERIAIS RESTAURADORES SUBMETIDOS A UM ENSAIO DE ESCOVAÇÃO "IN VITRO"

 

SusanaM.W. Samuel, Mário F. de Goes.

 

Dept. Odontologia Conservadora, Fac. de Odontologia, UFRGS, Porto Alegre -RS90035003

.

O objetivo deste trabalho foi avaliar a rugosidade superficial de três compósitos (Herculite XR, Prisma APH, P50), dois ionômeros de vidro (Vidrion R e Chelon Fil) e um amálgama (Dispersalloy), submetido a ação do dentifrício Kolynos Super Branco, um ensaio de escovação "in vitro". Foram confeccionados oito amostras de cada material em matrizes de "plax-glass", com dimensões de 20x10x2mm. Escovas extra-macias (Prevent 30) foram adaptadas à máquina de escovação (Equilabor) para agir sob uma carga de 200g, numa velocidade de 250 escovações/min. durante 2 horas. A leitura da rugosidade foi obtida com o Perfilômetro Perth-O-MeterM2p, utilizando o parâmetro Ra. Os resultados mostraram que o Dispersalloy apresentou a superfície-controle mais rugosa (0,6394 (m), seguido pelo Vidrion R (0,3696 (m), Chelon Fil (0,1760 (m), Herculite X R (0,0491 (m), P50 (0,0342 (m)e o Prisma APH (0,0338 (m). Após a escovação, o Vidrion R apresentou a maior rugosidade ( 1, 2508 (m) seguido pelo Herculite X R ( 1,0300 (m), Chelon Fil (0,63l0 (m), Prisma APH (0,4542 (m), Dispersalloy (0,4082 (m) e P50 (0,2754 (m).

Com base nos resultados, podemos concluir que:

1. Não houve alteração da textura _superficial dos materiais submetidos a escovação, com água destilada, sem o dentifrício.

2. Todos os materiais sofreram alterações na textura superficial quando submetidos a escovação com dentifrício;

3. Ocorreu um aumento da rugosidade superficial de todos os materiais, exceto do amálgama, que reduziu a rugosidade para níveis mais baixos;

4. Não houve diferenças estatísticas significativas ao nível de 5% entre a rugosidade superficial do amálgama quando comparada com aquelas dos materiais que mostraram a menor rugosidade após a escovação ( Prisma, APH e P50).

 

 

 

143

 

AVALIAÇÃO DE QUATROS SISTEMAS DE ADESIVO, UM ESTUDO IN VITRO

 

Katia R. H. C. Dias, Olivia A. S. Fraga, Carlos E. B. Sabrosa e Rogério L. O. Mussel

 

Faculdade de Odontologia - Departamento de Odontologia Restauradora Universidade do Fstado do Rio de Janeiro

.

O propósito deste estudo foi avaliar, in vitro, a influência de quatro sistemas de adesão na magnitude da micro-infiltração marginal em restaurações de resina composta. Quarenta molares humanos recém extraidos foram divididos em quatro grupos. Em cada um dos dentes foram preparadas duas cavidades Classe V, uma no esmalte, outra no cemento. As cavidades de cada grupo receberam diferentes adesivos antes da restauração: 1 - Scotchbond II (3M), 2- Scotchbond Multiple Pulporse (3M), 3- All Bond Tech A (Bisco) e 4- All Bond Tech B (Bisco). Os. dentes foram restaurados com resina composta .Silux (3M) pela técnica incremental. Os sistemas de adesão e a resina composta foram manuseados de acorde com as instruções dos fabricantes. Após restaurados os dentes foram armazenados em água à temperatura ambiente por sete dias, termociclados, corados com solução de violeta de genciana, incluídos em resina epoxi seccionados. Três avaliadores calibrados uti1izaram um microscópio de luz visível para avaliar a microinfiltração de cada dente de 0 a 3.

 

Avaliações

Grupo

Esmalte

Cemento

 

Média

D. Padrão

Média

D. Padrão

1

0,1

0,3

2,8

0,4

2

0,0

0,0

0,3

0,5

3

0,0

0,0

0,4

0,5

4

0,0

0,0

1,2

1,0

 

 

Não houve infiltração marginal nas cavidades de controle e Scotchbond Multiple Purpose deu os melhores resultados no cemento seguido por All Bond Tech A, All Bond Tech B e Scotchbond II. Estes resultados foram estatisticamente significantes quando testados por ANOVA Os autores concluíram que, sob as condições.deste estudo: 1) os sistemas de adesão são mais efetivos no esmalte do que no cemento e 2) os sitemas de adesão tem diferentes  eficiências quando utilizados no cemento.

 

 

144

 

CIMENTOS ADESIVOS - AVALIAÇÃO DA RESISTÊNCIA DA UNIÃO AO METAL E À DENTINA.

 

 Paulo A. Burmann; Tetsuo Sajto; Jose Fortunato F. Santos

 

 Depto de Materiais Dentários, Faculdade de Odontologja da USP, Cidade Universitária, CEP: 05508-900, São Paulo/SP.

 

O crescente uso de agentes cimentantes adesivos tem originado questionamentos em relação a sua efetividade adesiva. A maioria das pesquisas têm se fundamentado em testes de cisalhamento, o que pode mascarar o real efeito adesivo do cimento. Em face destas constatações, nos propusemos realizar um teste de adesão pura, entre superfície metálica e dentinária,.planas. Para tanto, foram preparados 30 corpos de prova, constituídos de uma pastilha metálica, Ni-Cr-Be e um dente molar humano extraído, com a superfície oclusal cortada de forma a oferecer um plano em dentina, correspondente à área da pastilha metálica, coladas entre si através de um cimento adesivo (Fig. 1). A amostra geral era composta de três grupos .1) 10 corpos de prova com cimento resinoso Panavia Ex associado ao adesivo Prisma Universal Bond III; 2) 10 corpos de prova com cimento resinoso All Bond 2, e o 3° grupo com 10 corpos com cimento de ionômero de vjdro Ketac Cem. A superfície metálica foi micro-jateada com óxido de alumínio (70-104() e a dentina foi condicionada conforme instruções da bula do produto. Após a ciclagem térmica 95 corpos de prova foram submetidos a tração (WOLPERT). Através de uma análise de variância (ANOVA) dos resultados observou-se que o Ketac Cem proporcionou uma união /m2 ), que foram semelhantes.

 

 

 

145

 

COMPARAÇÃO DA RESISTÊNCIA À TRAÇÃO ENTRE SOLDAS ELÉTRICA Á PONTO E DE PRATA.

 

 Lourenço C. Sobrinho, Marcos R. de Mendonça, Simonides Consani.

 

Área de Materiais Dentários, Faculdade de Odontologia de Piracicaba -UNICAMP, CEP 13414-018 PIRACICABA (SP).

 

O objetivo deste trabalho foi comparar a resistência à tração de uma solda de prata com a solda elétrica à ponto, variando a espessura do fio a ser soldado.

Foram confeccionados 6 corpos de prova para cada tipo de solda, com variadas espessuras de fios, totalizando 48 corpos de prova. Todas as soldas foram realizadas pelo mesmo operador. Os fios de aço inoxidável apresentavam espessura variando de 0,017", 0,018", 0,020", 0,021" x 0,027". A máquina utilizada para a realização da solda elétrica à ponto foi a KERNIT 2700, enquanto a solda de prata foi realizada com um maçarico gás-oxigênio (Miniflan) utilizando o fluxo (ROCKY MOUNTAIN). Os corpos de prova foram tracionados em uma máquina de tração (OTTO WOLPERT - WERK) a uma velocidade de 0,5 m/s até a ruptura da solda-

Os resultados médios obtidos para a solda de prata com fios 0,017", 0,018", 0,020" e 0,021" foram respectivamente 16,14 Kgf, 17,75 Kgf, 19,60 Kgf e 21,76 Kgf e para a solda à ponto 14,69 Kgf, 15,05 Kgf, 17,03 Kgf e 17,33 Kgf.'

Com base nos resultados, os autores concluíram que: A solda de prata apresentou resistência à tração superior quando comparadas com a solda elétrica à ponto, com diferença estatística significativa ao nive1 de 5%.

 

146

 

CONTRIBUIÇÃO PARA O ESTUDO DA RESISTÊNCIA DE UNIÃO ENTRE PORCELANAS E LIGAS DE NIQUEL-CROMO.

 

Ricardo M. Scaranelo & Antonio Muench.

 

 Depto de Materiais Dentários. Faculdade de Odontologja da USP, Cidade Universitária, CEP: 05508-900, São Paulo/SP.

 

0 trabalho aborda a pesquisa de resistência de união, por esforços essencialmente de tração, entre ligas de níquel-cromo e porcelanas. Cinco fatores, cada um com dois níveis, foram estudados: 2 ligas (Durabond II e Resistal P); 2 porcelanas (Vita VMK e Duceram) jateamento entre pré-aquecimento e aplicação da porcelana (sem e com); mistura (opaco e opaco + dentina); uso de vácuo durante a cocção (sem e com). Os corpos de prova eram pastilhas.obtidas por fundição das ligas, com perfuração central cônica. Essas eram preenchidas com porcelana e a sua remoção, após cocção, era no sentido do diâmetro menor para o maior e as forças de ruptura referidas a área lateral do cone. Os dados foram submetidos à análise de variância e contrastes estabelecidos pelo teste de Tukey {5%). Na tabela encontram-se as médias correspondentes a interação significante dos 5 fatores. Foram significantes ainda outras interações e os fatores principais. As principais conclusões foram: as maiores resistências de união obtidas nos fatores principais, foram com os níveis: liga Durabond II; com jateamento; mistura opaco + dentina; porcelana Duceram; uso de vácuo. A tabela mostra que: as maiores resistências foram obtidas com a Durabond II e jateamento, com o opaco da Duceram e opaco + dentina da Vita VMK, esta com vácuo; em geral a liga Resistal P é menos sensível frente às demais variáveis; a porcelana Vita VMK,em geral, apresentou menor resistência que aumentou com o uso de opaco + dentina e vácuo.

Médias de resistência de união (Kp/cm2) -Tukey (5%) = 97,5

 

Liga

Jateam.

Porcel.

Vita VMK

Duceram

 

 

Mist.

Opaco

Op (Dent

Opaco

Op (Dent

 

 

Vac.

Sem

Com

Sem

Com

Sem

Com

Sem

Com

Durabond II

Sem

Com

56

78

70

85

60

101

122