03 a 06 de Setembro de 2025 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2025

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 2790 Resumo encontrados. Mostrando de 641 a 650


PNb0214 - Painel Aspirante
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 04/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Salão Turquesa

Do macro ao nano: impacto mecânico da radioterapia e dos irrigantes sobre a dentina radicular
Lívia Ribeiro, Eduardo Antunes Bortoluzzi, Luiz Carlos de Lima Dias Junior, Ana Maria Hecke Alves, Cleonice da Silveira Teixeira, Paulo Henrique dos Santos, Bruno Alexandre Pacheco de Castro Henriques, Lucas da Fonseca Roberti Garcia
Pós Graduação em Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A radioterapia (RT) para tratamento de câncer de cabeça e pescoço pode provocar alterações estruturais nas superfícies dentárias, afetando suas propriedades mecânicas. Este estudo in vitro avaliou a microdureza, nanodureza e o módulo de elasticidade (Módulo de Young) da dentina intrarradicular irradiada (30 Gy e 60 Gy), após contato com soluções de clorexidina 2% (CHX) e hipoclorito de sódio 1% (NaOCl). Vinte pré-molares unirradiculares foram clivados mésio-distalmente, originando 40 hemissecções. As amostras foram distribuídas em quatro grupos experimentais, pareados por dente. A microdureza Vickers foi avaliada nos momentos inicial (T0), pós-irradiação (T1) e após irrigação (T2). Na segunda fase, analisaram-se 25 amostras: 20 hemissecções irradiadas/irrigadas e 5 controles não tratados. A microdureza foi significativamente reduzida pela RT (p<0,0001), com os menores valores observados nos grupos irradiados com 60 Gy e irrigados com NaOCl. A CHX manteve valores mais elevados ao longo do tempo. Para a nanodureza, o grupo NaOCl/60Gy apresentou valores significativamente menores que o controle (p=0,001), mas não diferiu dos demais grupos experimentais. Para o módulo de Young, os grupos irradiados tratados com CHX e NaOCl apresentaram valores significativamente menores que o controle, sem diferença entre si.

Conclui-se que a RT compromete a resistência dentinária, com maior impacto observado na associação 60 Gy + NaOCl, enquanto a CHX pode ser uma alternativa mais conservadora.

(Apoio: CAPES)
PNb0215 - Painel Aspirante
Área: 2 - Biologia pulpar

Apresentação: 04/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Salão Turquesa

Avaliação Molecular de Fungos no Terço Apical de Dentes com Insucesso Endodôntico e Polpa Vital Utilizando Criopulverização
Larissa de Souza Oliveira, Erica Mendes Lopes, Ederaldo Pietrafesa de Godoi Junior, Adriana de Jesus Soares, Marina Angélica Marciano, Talita Tartari, Brenda Paula Figueiredo de Almeida Gomes
Odontologia Restauradora FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo teve como objetivo investigar a presença de espécies fúngicas no terço apical de dentes extraídos com insucesso no tratamento endodôntico (IE) e dentes com polpa vital (PV), utilizando o método de criopulverização seguido de análise molecular por Nested-PCR. Foram incluídos 15 dentes com IE, apresentando lesões periapicais e extraídos por limitações protéticas, e 15 dentes clinicamente saudáveis com PV, extraídos por indicações ortodônticas ou cirúrgicas. Os dentes foram seccionados a 6 mm do ápice e submetidos à moagem criogênica (Freezer Mill 6750, Spex). A extração de DNA e a identificação das espécies fúngicas foram realizadas por Nested-PCR com primers específicos para cada espécie. A análise estatística incluiu os testes exato de Fisher, correlação de Spearman, Shapiro-Wilk e teste t de Student. DNA fúngico foi detectado em 60% (9/15) das amostras do grupo IE, sendo Candida albicans (8/15) e Candida tropicalis (7/15) as espécies mais frequentes. No grupo PV, fungos foram identificados em 20% (3/15) das amostras, com a detecção pontual de C. albicans, C. tropicalis e C. parapsilosis. Foram observadas associações significativas entre C. albicans e sensibilidade à percussão, bem como entre C. tropicalis e obturação inadequada (p<0,05).

Conclui-se que a colonização fúngica é frequente no terço apical de dentes com insucesso endodôntico, sendo que a obturação inadequada pode contribuir para sua persistência e sintomas associados.

(Apoio: FAPESP  N° 2015/23479-5, 2021/13871-6, 2023/10620-8  |  CAPES  N° 001  |  CNPq  N° 303852/2019-4, 421801/2021-2)
PNb0216 - Painel Aspirante
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 04/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Salão Turquesa

As marcações numéricas de localizadores foraminais eletrônicos correspondem à distância real do forame apical em dentes decíduos?
Maria Eduarda Scariot, Lisa Yurie Oda, Juliana Feltrin de Souza, Clarissa Teles Rodrigues, Felipe Andretta Copelli, Fernanda Barros Steffens, Bruno Cavalini Cavenago
Odontologia Restauradora UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo desse trabalho é avaliar a confiabilidade, a consistência e a concordância das marcações numéricas de cinco localizadores foraminais eletrônicos (LFEs) em três níveis diferentes: "0", "1" e "2", para verificar se essa marcação corresponde à medida real, em milímetros, da distância do forame apical. Para isso, as medições do comprimento dos canais de molares inferiores decíduos (n=46) foram feitas com os LFEs Root ZX (Morita), Root ZX Mini (Morita), iPex II (NSK), Propex Pixi (Dentsply Sirona) e iRoot Apex (Bondent) utilizando uma lima tipo K que melhor se ajustou ao canal radicular nos níveis "0", "1" e "2" indicados no visor dos LFEs, e foram comparadas com a medida feita com microscópio odontológico. Para análise estatística, foi verificada a normalidade da distribuição dos dados, e os dados foram comparados por meio do Coeficiente Correlação Intraclasse (CCI) e os gráficos de Bland-Altman, considerando um nível de significância de 5%. Todos os dados tiveram uma distribuição normal. Houve correlação (p < 0,001) entre as medidas do microscópio operatório e todos os LFEs em "0", "1" e "2". Em "0" e "1", todos apresentaram excelente confiabilidade e consistência. Em "2", houve redução para o Propex Pixi (CCI = 0,799). Considerando uma margem de tolerância de 0,5 mm para as medidas, a análise de Bland-Altman confirmou forte concordância em "0", mas aumento da variabilidade e viés em posições menos apicais.

Considerado uma margem de 0,5 mm de tolerância, os LFEs apresentaram alta confiabilidade, consistência e concordância em "0" - que corresponde à saída foraminal.

PNb0217 - Painel Aspirante
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 04/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Salão Turquesa

Impacto do vinho tinto desalcoolizado na periodontite apical instalada: uma abordagem local e sistêmica em modelo animal
Romulo de Oliveira Sales Junior, Rafaela Ricci, Bharbara de Moura Pereira, Nathália Evelyn da Silva Machado, Edilson Ervolino, Renan José Barzotti, Luciano Tavares Angelo Cintra, João Eduardo Gomes Filho
Departamento de Odontologia Preventiva UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo analisou o impacto do vinho tinto desalcoolizado na periodontite apical (PA) instalada em ratos. Foram utilizados 32 ratos Wistar divididos em 4 grupos: controle (C), vinho tinto desalcoolizado (VTD), vinho tinto (VT) e álcool (AL). Inicialmente, os vinhos foram analisados por cromatografia líquida de alta eficiência para caracterização dos compostos fenólicos. A PA foi induzida por exposição pulpar durante 30 dias para o desenvolvimento e instalação da lesão, quando se iniciaram as suplementações via gavagem (4,28 mL/kg). Após a eutanásia, coletou-se sangue para análise dos parâmetros celulares e bioquímicos, e removeram-se maxilas e mandíbulas para análises microtomográfica, histológica e imuno-histoquímica. Testes estatísticos foram aplicados (p<0,05). Os grupos VTD e C apresentaram maior ganho de peso. Os grupos VTD e VT mostraram eritrogramas semelhantes ao grupo C e superiores ao grupo AL. A contagem de linfócitos foi menor nos grupos VTD e VT, enquanto a de neutrófilos foi reduzida no grupo AL. Não houve diferença no dano oxidativo, mas o grupo VTD apresentou maior concentração de glutationa. Na microtomografia, o grupo VTD exibiu menor reabsorção óssea e melhores parâmetros trabeculares. Histologicamente, os grupos VTD e VT apresentaram inflamação leve, enquanto os grupos C e AL mostraram intensidade moderada e grave, respectivamente. Na imuno-histoquímica, o grupo VTD teve menor expressão de TNF-α, IL-1β e TRAP, além de maior OPG em relação ao grupo AL, com níveis semelhantes aos grupos VT e C.

Os parâmetros avaliados evidenciaram que a suplementação com VTD reduziu a inflamação local e sistêmica, além de atenuar a reabsorção óssea na periodontite apical instalada, demonstrando potencial efeito terapêutico.

(Apoio: CAPES  N° 88887.668341/2022-00  |  FAPESP  N° 2022/05023-8  |  CNPq  N° 302124/2022-5)
PNb0218 - Painel Aspirante
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 04/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Salão Turquesa

Propriedades físico-químicas e atividade antibiofilme de medicação à base de hidróxido de cálcio e da sua associação ao Silicato Tricálcico
Pedro Luis Busto Rosim, Larissa Braz Pontes, Maria Inês Basso Bernardi, Fernanda Ferrari Esteves Torres, Mário Tanomaru-filho, Juliane Maria Guerreiro-tanomaru
Departamento de Endodontia UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Materiais biocerâmicos apresentam silicato tricálcico (ST, IFSC-USP-NACa- São Carlos, Brasil) na composição, responsável pelas propriedades bioatividade. Este estudo teve como objetivo avaliar propriedades físico-químicas e antimicrobianas de uma pasta de hidróxido de cálcio (HCEXP: HC, óxido de zircônio e polietilenoglicol), e de sua associação ao ST em diferentes proporções (HCEXP; HCEXP + ST 75/25%; HCEXP + ST 50/50%). O pH das formulações foi avaliado após 1, 3, 7, 14 e 21 dias de imersão em água destilada. A solubilidade foi avaliada por meio da perda de massa após 7 e 14 dias. Para análise antibiofilme, os materiais foram aplicados sobre biofilmes de Enterococcus faecalis ou E. faecalis + Candida albicans cultivados em blocos de dentina bovina (n=6), sendo as unidades formadoras de colônias (UFC mL⁻¹) quantificadas (p<0,05). Os dados obtidos foram submetidos a teste de normalidade e aos testes estatísticos de ANOVA e Tukey. Todos os grupos promoveram alcalinização do meio ao longo do tempo experimental. No primeiro dia, HCEXP e HCEXP50-STE50 apresentaram os maiores valores de pH (p<0,05), enquanto as formulações contendo STE mantiveram pH mais elevado até o 21º dia. Quanto à solubilidade, HCEXP apresentou maior perda de massa após 7 dias (p<0,05). Não houve diferença estatisticamente significativa na atividade antimicrobiana entre as medicações, independentemente do tipo de biofilme (p<0,05).

Conclui-se que a associação de silicato tricálcico à pasta de hidróxido de cálcio reduz a solubilidade, eleva o pH e preserva sua atividade antimicrobiana.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  FAPs - Fapesp  N° 2023/13106-3  |  CNPq  N° 312703/2023-6 )
PNb0219 - Painel Aspirante
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 04/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Salão Turquesa

Análise físico-química e antibiofilme de medicações intracanal à base de hidróxido de cálcio e da associação com biovidros
Larissa Braz Pontes, Gabriel Dutra Rissato, Pedro Luis Busto Rosim, Marina Trevelin Souza, Edgar Dutra Zanotto, Mário Tanomaru-filho, Juliane Maria Guerreiro-tanomaru
Odontologia UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Medicações intracanal devem apresentar propriedades físico-químicas adequadas e ação antimicrobiana. O Laboratório de Materiais Vítreos (LaMaV - UFSCar) desenvolveu um biovidro bioativo (F18 - BVF18) e uma versão dopada com íons cobre (BVC). Materiais bioativos podem ser associados à pasta de hidróxido de cálcio (HC). Este estudo analisou medicação experimental à base de HC (HCEXP: HC, óxido de zircônio e polietilenoglicol), e sua associação com BVF18 (10% e 20%) e BVC (10% e 20%). As pastas foram inseridas em tubos de polietileno e imersas em água destilada para análise do pH após 1, 3, 7, 14 e 21 dias e da solubilidade após 7 e 14 dias. O teste de contato direto modificado foi realizado com as medicações e biofilme de Enterococcus faecalis cultivado em blocos de dentina bovina por 7 dias, e também após 15 horas de contato com o eluído das pastas. Os dados foram submetidos ao teste de normalidade e aplicado ANOVA e Tukey, com nível de significância de 5%. Após 1 dia, elevação do pH ocorreu para todas as medicações em relação ao controle sem medicação (p < 0,05). Após 3, 7 e 21d, HCEXP e HC-BVF18 10% apresentaram os valores de pH mais elevados (p < 0,05), enquanto no dia 14, HCEXP apresentou pH mais alto (p < 0,05). Maior solubilidade foi observada para HCEXP em ambos os períodos analisados (p < 0,05), enquanto HC-BVF18 20% e HC-BVC 20% apresentaram menor perda de massa e foram semelhantes entre si (p > 0,05). HC-BVC 20% apresentou maior atividade antibiofilme contra E. faecalis (p < 0,05).

Conclui-se que a adição de 20% de biovidro dopado com íons cobre à pasta de hidróxido de cálcio promoveu menor elevação de pH, redução da solubilidade e aumento da eficácia contra biofilme de E. faecalis.

(Apoio: FAPs - Fapesp  N° 2021/00097-0  |  FAPs - Fapesp  N° 2023/13106-3  |  CNPq  N° 312703/2023-6 )
PNb0220 - Painel Aspirante
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 04/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Salão Turquesa

Efeito da aplicação de biovidro dopado por cobre e do silicato tricálcico na dentina e interação com cimento obturador biocerâmico
Maria Laura Grotto Nogueira, Marcela de Come Ramos, Pedro Luis Busto Rosim, Marina Trevelin Souza, Maria Inês Basso Bernardi, Fernanda Ferrari Esteves Torres, Juliane Maria Guerreiro-tanomaru, Mário Tanomaru-filho
Odontologia Restauradora UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Silicato tricálcico (ST) (Instituto de Física de São Carlos-IFSC-USP) e vidro bioativo dopado com íons cobre (BVCu) (LaMaV-UFSCar) são biomateriais que apresentam bioatividade, e podem melhorar interface cimento-dentina. Este estudo avaliou a resistência de união (RU) do cimento biocerâmico BioRoot RCS (BR), após diferentes tratamentos de dentina: água destilada (AD), solução de BVCu 2,5% e 5% e solução de ST 2,5% e 5%. Discos de dentina bovina foram preparados com 2mm de altura e cavidade de 1,5 mm de diâmetro. Após preenchimento com os cimentos (n = 12) e armazenamento em estufa a 37 °C por 7 dias, RU foi analisada em máquina de teste (Emic DL 2000, São José dos Pinhais) com uma célula de carga de 1 kN, em velocidade constante de 0,5 mm/min. Os dados obtidos foram submetidos ao teste de normalidade Shapiro-Wilk, seguido por ANOVA/Tukey (α=0,05). Tratamento da dentina com BVCu 2,5% promoveu maior RU em associação ao cimento BR, quando comparado aos demais grupos (p<0.01). Tratamento com ST 2,5% também promoveu maior RU em associação ao BR (p<0.05).

Conclui-se que o tratamento da dentina com vidro bioativo dopado com íons cobre e silicato tricálcico promovem maior resistência de união com cimento biocerâmico Bioroot e podem favorecer o selamento.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  FAPs - Fapesp  N° 2021-11496-3  |  CNPq  N° 309100/2021-6)
PNb0221 - Painel Aspirante
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 04/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Salão Turquesa

Análise da Toxicidade, Liberação de Íons Cálcio e Variação do pH dos Cimentos Endodônticos Bio-C Sealer, Bio-C Sealer ion e AH Plus
Raquel Figuerêdo Ramos, Johnny Carvalho da Silva, Maria Ester França de Melo, Larissa Barbosa de Sousa, Taia Maria Berto Rezende
Faculdade de Ciências da Saúde UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A avaliação das propriedades biológicas e físico-químicas de cimentos endodônticos é essencial para garantir sua eficácia e segurança clínica. Este estudo comparou a toxicidade, a liberação de íons cálcio e a variação do pH dos cimentos obturadores biocerâmicos Bio-C Sealer e Bio-C Sealer Ion, em relação ao cimento resinoso AH Plus. Para isso, foram preparados extratos dos cimentos e suas diluições (1:1, 1:2 e 1:4), aplicados a culturas de PBMCs obtidas de doadores adultos saudáveis (CAAE: 62741822.2.0000.0029). A toxicidade foi avaliada por meio da viabilidade celular utilizando a técnica de exclusão com azul de tripan. A determinação do pH foi realizada com pHmetro digital em diferentes intervalos de tempo (1h a 336h), e a liberação de íons cálcio foi medida em partes por milhão com o medidor portátil LAQUAtwin Ca-11. Os dados foram analisados por ANOVA unidirecional, seguida pelo teste de Dunnett (p < 0,005). Os resultados mostraram que Bio-C Sealer e Bio-C Sealer Ion apresentaram baixa toxicidade (p < 0,0001), enquanto o AH Plus demonstrou toxicidade significativa em extratos mais concentrados (p < 0,001). O Bio-C Sealer Ion destacou-se pela maior liberação de íons cálcio, especialmente na diluição 1:1 após 72h, além de apresentar pH alcalino constante, com pico de 11,75 em 24h (p < 0,0001).

Conclui-se que o Bio-C Sealer Ion apresenta propriedades biológicas e físico-químicas superiores às do AH Plus, sendo uma alternativa promissora para uso clínico, embora estudos adicionais de longo prazo sejam recomendados.

(Apoio: CAPES  N° (88887.007111/2024-00  |  CNPq  N° (305242/2022-9)  |  FAPs - DF  N° (00193-00000782/2021-63;)
PNb0222 - Painel Aspirante
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 04/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Salão Turquesa

Propriedades físico-químicas e atividade antibiofilme de pasta à base de hidróxido de cálcio e associação ao Biosilicato
Guilherme Yukio Arakaki Murayama, Pedro Luis Busto Rosim, Larissa Braz Pontes, Marina Trevelin Souza, Edgar Dutra Zanotto, Mário Tanomaru-filho, Juliane Maria Guerreiro-tanomaru
Endodontia UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Biosilicato (BS, LaMaV/UFSCar, Brasil) é uma vitrocerâmica que apresenta propriedades bioativas e antimicrobianas. Este estudo avaliou propriedades físico-químicas e atividade antimicrobiana de uma pasta de hidróxido de cálcio (HCEXP: HC, óxido de zircônio e polietilenoglicol), e de sua associação ao BS em diferentes proporções (HCEXP; HCEXP + BS 75/25%; HCEXP + BS 50/50%). O pH foi mensurado após 1, 3, 7, 14 e 21 dias de imersão em água destilada. A solubilidade foi avaliada pela perda de massa aos 7 e 14 dias. A atividade antimicrobiana foi testada em blocos de dentina bovina contaminados com Enterococcus faecalis e Candida albicans, formando biofilmes mono e dual-espécie. Os materiais foram colocados em contato direto com os biofilmes por meio de seus eluídos, e as unidades formadoras de colônias (UFC mL⁻¹) foram quantificadas. Os dados foram analisados por ANOVA e teste de Tukey (p<0,05). HCEXP apresentou os maiores valores de pH em todos os períodos, seguido pelas formulações com BS. A associação 50/50% apresentou menor elevação de pH. Em relação à solubilidade, HCEXP + BSE 75/25% teve maior perda de massa após 7 dias, enquanto HCEXP + BSE 50/50% foi menos solúvel. Todas as formulações apresentaram atividade antibiofilme em comparação ao controle. No biofilme dual, HCEXP + BSE 50/50% demonstrou menor eficácia contra E. faecalis.

Conclui-se que a associação de Biosilicato à paste de hidróxido de cálcio reduz pH e solubilidade, mantendo a atividade antimicrobiana na proporção HCEXP + BS 75/25%.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  FAPs - Fapesp  N° 2023/13106-3  |  CNPq  N° 312703/2023-6 )
PNb0224 - Painel Aspirante
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 04/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Salão Turquesa

Aberturas endodônticas e materiais para CAD/CAM: efeitos na mecânica de fratura de coroas monolíticas
Guilherme Augusto Moreira, Kallyane Gonçalves Navarrete de Andrade, Ricardo Susin Schelbauer, Paulo Fernando Otoni da Fonseca Filho, Carla Castiglia Gonzaga, Flávia Sens Fagundes Tomazinho, Bruno Marques-da-silva, Marina da Rosa Kaizer
UNIVERSIDADE POSITIVO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou a influência do acesso endodôntico convencional e minimamente invasivo na mecânica de fratura de três materiais com diferentes módulos de elasticidade (E), usados para confecção de coroas monolíticas em CAD/CAM: Empress CAD (E = 62 GPa), Suprinity (E = 70 GPa) e Enamic (E = 30 GPa). Foram usinadas 45 coroas de 1 mm de espessura, cimentadas sobre um troquel em resina composta (E = 18 GPa). Os espécimes foram subdivididos em três grupos de acordo com o acesso endodôntico: Controle (sem acesso), Acesso Convencional (formato triangular de 3 x 3 x 3 mm) e Acesso Minimamente Invasivo (formato circular de 1,4 mm de diâmetro). Todos os acessos foram reparados com resina composta e as coroas então submetidas ao teste de carregamento até a fratura. Observou-se que Enamic suportou mais carga que os demais (p < 0,002), já Empress e Suprinity foram semelhantes (p > 0,121). A presença do acesso determinou redução na carga de fratura nos grupos Empress e Enamic (p < 0,002). Não foram observadas diferenças estatisticamente significantes entre os tipos de abertura (p > 0,216), independente do material. No momento da abertura endodôntica, três coroas de Empress e uma de Suprinity fraturaram no grupo abertura Convencional e nenhuma no grupo abertura Minimamente Invasiva.

Na situação clínica de necessidade de acesso endodôntico em dente com coroa monolítica, o material que oferece maior previsibilidade é o Enamic e o tipo de abertura endodôntica é a Minimamente Invasiva por minimizar o risco de fratura na abertura.




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