03 a 06 de Setembro de 2025 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2025

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 2787 Resumo encontrados. Mostrando de 2721 a 2730


INO10 - Prêmio de Inovação em Odontologia
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 06/09 - Horário: 14h00 às 15h30 - Local: Grande Auditório

Plataforma Q21: Inovação digital para engajar famílias no cuidado preventivo em saúde bucal
Fernanda Bartolomeo Freire-maia, Hanna Larissa Barbosa Soares, Juliana Freire-Maia, Paulo Antônio Martins-júnior
Odontopediatria e Ortodontia UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Q21 é uma plataforma digital inovadora que organiza o cuidado preventivo em saúde bucal para promover o engajamento familiar e fortalecer o vínculo entre dentistas e pacientes. Validada em ambiente real (TRL 7), a solução já está implantada em serviços privados. Seu objetivo é apoiar a prática clínica com uma metodologia contínua de supervisão da saúde, focando na produtividade e nos desfechos clínicos. Entre os diferenciais estão: análise de risco, gestão automatizada da prevenção, envio de conteúdos por faixa etária e indicador de cárie. O aplicativo para pacientes funciona como uma caderneta digital, com acesso familiar, histórico de consultas, orientações personalizadas, lembretes e dicas educativas - conectando famílias ao dentista. A evolução prevista para 2025 é a integração com inteligência artificial e comunicação via WhatsApp. Este estudo teve como objetivo analisar os dados de um consultório de odontopediatria que utiliza a Q21. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos da UFMG (CAAE: 69888722.0.0000.5149). Foram coletados dados retrospectivos entre julho/2021 e junho/2022. Foram realizadas análises descritivas. No total, 895 pacientes foram atendidos (média de 75/mês), com 66% de consultas preventivas. A taxa de faltas foi 4%, a retenção atingiu 78% e 97,6% dos pacientes permaneceram livres de cárie. A automação da prevenção iniciada em janeiro/2022 facilitou o controle sem sobrecarregar a equipe e aumentou em 15% as consultas preventivas.

Os resultados indicam que a Q21 fortalece a rotina preventiva e otimiza a produtividade, com potencial para transformar indicadores financeiros e de saúde populacional.

(Apoio: FAPEMIG  |  SEED GOV MG  |  CAPES)
INO11 - Prêmio de Inovação em Odontologia
Área: 1 - Cirurgia bucomaxilofacial

Apresentação: 06/09 - Horário: 14h00 às 15h30 - Local: Grande Auditório

Inovação Assistiva e Sustentável: VLP-3D para Uso Clínico, Ensino Odontológico e Avaliação de Vias Aéreas
Ana Cristina Beitia Kraemer Moraes, Chiara Das Dores do Nascimento, Everton Granemann Souza, Andressa da Silva Barboza, Juliana Silva Ribeiro de Andrade, Rafael Guerra Lund
PÓS-GRADUAÇÃO ODONTOLOGIA UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A manufatura aditiva de videolaringoscópios emergiu durante a COVID-19. A necessidade de disponibilizar dispositivos com essas características está diretamente relacionada a benefícios como baixo custo, facilidade de fabricação e acessibilidade para profissionais de saúde. O objetivo do estudo foi desenvolver e validar um videolaringoscópio 3D (VLP-3D), impresso em PLA-Carbono (TRL 9) , com foco em eficácia, segurança e usabilidade, estruturado em três fases: (I) revisão de escopo e patentes; (II) revisão sistemática dos métodos de avaliação da usabilidade, com análise de conteúdo baseada em Bardin, seguida por GRADE; e (III) estudo experimental comparativo com 60 médicos, ao avaliar métricas objetivas (tempo de visualização laríngea, inserção do tubo, taxa de sucesso) e subjetivas (escala de Likert 1 a 5, SUS). Os dados foram processados no PSPP 2.0.0, e analisados com os testes Shapiro-Wilk, Kruskal-Wallis, Spearman, regressão logística e alfa de Cronbach. A meta-análise foi conduzida no RevMan 5.4, com MD e IC 95%. O VLP-3D apresentou alta usabilidade (SUS = 87,01), similar ao VLP-C (SUS = 85,09; p > 0,05). A qualidade das evidências da foi moderada a alta (GRADE), com avaliação de viés por ROBINS-I, funnel plots e teste de Egger. O dispositivo foi validado conforme ANVISA, ISO e FDA.

O estudo emprega práticas sustentáveis via materiais biodegradáveis, impressão 3D com baixo desperdício e alta replicabilidade. Destaca-se como ferramenta de apoio ao planejamento cirúrgico em procedimentos ortognáticos. Sua utilização em simulações clínicas interprofissionais contribui para a capacitação técnica, mitigação de riscos anestésicos e aumento da segurança nos contextos cirúrgicos e pré-operatórios.

(Apoio: CNPq  N° 306225/2021-2  |  CNPq  N° 406417/2024-5  |  Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul  N° SICTRS 22/2500-0000232-0)
INO12 - Prêmio de Inovação em Odontologia
Área: 3 - Controle de infecção / Microbiologia / Imunologia

Apresentação: 06/09 - Horário: 14h00 às 15h30 - Local: Grande Auditório

Sugador odontológico biodegradável: compromisso sistêmico com o planeta
Kelly Maria Silva Moreira, Mariane Ferrão Dias, José Carlos Pettorossi Imparato
FACULDADE DE ODONTOLOGIA SÃO LEOPOLDO MANDIC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Pertencente ao ramo de equipamentos e produtos odontológicos, trata-se especificamente, de um sugador odontológico confeccionado por meio de um material 100% biodegradável. Este equipamento tem como principal função "sugar" e expulsar o excesso de saliva, sangue e outros resíduos presentes na cavidade bucal de pacientes durante os procedimentos odontológicos. Seu funcionamento consite em uma espécie de ponteira flexível e descartável, aonde o sugador de uso odontológico atuará de forma acoplada a um segundo dispositivo fixo padrão universal (do tipo "bomba de vácuo"). O equipamento sugador descrito é de uso providencial e necessário, uma vez que contribui na melhoria do campo visual do profissional durante os tratamentos, promovendo um ambiente seco e asséptico. Por outro lado, poderemos afirmar que, os sugadores odontológicos convencionais são feitos com materiais plásticos resistentes (poliuretano) e no seu interior contemplam a inserção de um fino arame de aço, visando maior flexibilidade e ajuste da curva (ângulo desejado), possuindo ponteiras vazadas (bicos de sucção), utilizando-se de materiais com tempo de decomposição praticamente incalculável e consequentemente, danosos ao meio ambiente. Visa-se como principal diferencial, a utilização na confecção do equipamento de uma matérias-primas de origem 100% biodegradável, um passo determinante com compromisso sistêmico com o planeta e na disposição final de resíduos. As ponteiras ainda poderão ser personalizadas e coloridas (e até mesmo aromatizadas), utilizando-se de produtos atóxicos e biodegradável.

Portanto, sugador odontológico biodegradável é compreendido por corpo principal flexível biodegradável e ponteira específica biodegradável.

PDIA01 - Prêmio DFL Inova Anestesia
Área: 1 - Cirurgia bucomaxilofacial

Apresentação: 04/09 - Horário: 14h00 às 15h30 - Local: Salão Turquesa

O uso contínuo de anestésico tópico em exodontia de terceiros molares inferiores: ensaio clínico randomizado, triplo cego, controlado
Giselly Dos Santos Gomes, Karla Leticia Lima e Silva, Ravy Jucá Farias, Antônio Asriel Dos Santos Almeida, Isadora Ildefonso Monteiro Rodrigues, Maria Eduarda Martins Costa, Paulo Goberlânio de Barros Silva, Edson Luiz Cetira Filho
CENTRO UNIVERSITÁRIO CHRISTUS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Objetivou-se analisar a eficácia do uso contínuo de anestesia tópica no pós-operatório da cirurgia de terceiros molares quanto ao controle da dor, reparo cicatricial, qualidade de vida e ansiedade. Foi conduzido um ensaio clínico randomizado, triplo-cego e controlado por placebo, com voluntários que apresentavam indicação de exodontia de terceiros molares inferiores. Os participantes foram alocados aleatoriamente em dois grupos. O grupo teste (n=22) utilizou benzocaína de forma contínua no pós-operatório (uma aplicação diária durante sete dias). O grupo controle (n=22) seguiu o mesmo protocolo, porém com placebo. Foram avaliados os desfechos de dor por meio da escala visual analógica (EVA), o reparo cicatricial por mensuração da área alveolar, a qualidade de vida pelo questionário Oral Health Impact Profile (OHIP-14) e a ansiedade e depressão pela escala Hospital Anxiety and Depression (HAD). Em ambos os grupos, o pico de dor ocorreu duas horas após a cirurgia, sendo significativamente menor no grupo benzocaína (p = 0,007). O uso da benzocaína interferiu positivamente no reparo cicatricial em relação ao valor basal, embora sem diferença estatisticamente significativa entre os grupos na maioria dos intervalos avaliados. As escalas HAD e OHIP-14 não demonstraram diferenças significativas entre os grupos. No entanto, na análise dos domínios do OHIP-14, o grupo benzocaína apresentou resultados mais favoráveis e estáveis.

O uso contínuo de anestésico tópico pode ser uma alternativa eficaz no controle da dor, na aceleração do reparo cicatricial e em determinados aspectos da qualidade de vida.

PDIA02 - Prêmio DFL Inova Anestesia
Área: 3 - Fisiologia / Bioquimica / Farmacologia

Apresentação: 04/09 - Horário: 14h00 às 15h30 - Local: Salão Turquesa

Influência do limiar de dor mecânica intraoral na eficácia de anestésicos tópicos
Suéllen Laiz Meneghin, Aylla Mesquita Pestana, Gabriela Gama Xavier Augusto, Lígia Nunes de Morais Ribeiro, Yuri Martins Costa, Michelle Franz-Montan
Programa de Pós-Graduação em Odontologia FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliar se o limiar de dor mecânica intraoral influencia a resposta anestésica de formulações tópicas aplicadas na mucosa palatina. Este estudo clínico randomizado cruzado incluiu 40 voluntários saudáveis. Quatro formulações (três experimentais e uma placebo) foram aplicadas por 2 minutos na mucosa palatina na região do segundo pré-molar, em ambos os lados, em duas sessões distintas, de forma aleatória, e seguidas da injeção de uma solução anestésica. A intensidade da dor após a inserção da agulha e após a injeção do anestésico foi avaliada por escala visual analógica (0-100 mm - EVA). O limiar de dor mecânica foi avaliado previamente por meio de filamentos de von Frey. Os participantes foram classificados em dois grupos com base nos escores-Z: baixa sensibilidade dolorosa e sensibilidade dolorosa normal e/ou elevada. Um modelo de análise de variância mista foi aplicado (p<0,050). Indivíduos com baixa sensibilidade dolorosa relataram menor intensidade de dor durante a inserção da agulha, independentemente da formulação (p=0,001). Ainda, esses indivíduos também apresentaram menores intensidade de dor ao placebo quando comparados aos indivíduos com sensibilidade normal e/ou reduzida (p=0,015).

Indivíduos com baixa sensibilidade dolorosa mecânica intraoral podem ser mais suscetíveis ao efeito placebo, o que indica que essa avaliação é uma estratégia relevante para aumentar a sensibilidade de ensaios clínicos em estudos de anestesia tópica.

(Apoio: 2020/03786-9  N° FAPESP)
PDIA03 - Prêmio DFL Inova Anestesia
Área: 3 - Fisiologia / Bioquimica / Farmacologia

Apresentação: 04/09 - Horário: 14h00 às 15h30 - Local: Salão Turquesa

Avaliação da associação de lidocaína e prilocaína com amitriptilina ou Acmella oleracea na anestesia tópica: estudo randomizado e cruzado
Michael Henrique Araújo Monteiro, Josilanny Araujo de Souza Alencar, Roberta Priscilla Gonçalves Monteiro, Francisco Carlos Groppo, Luiza Cristina Rodrigues, Camila Batista da Silva de Araujo Candido, Maria Júlia Fontes Pavanello, Sidney Figueroba Raimundo
FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi comparar a eficácia anestésica de formulações tópicas contendo lidocaína e prilocaína associadas a amitriptilina ou extrato de Acmella oleracea, com e sem Pentravan®, aplicadas nas mucosas vestibular e palatina de pré-molares superiores. Trata-se de um ensaio clínico randomizado, cego e cruzado, com 40 voluntários saudáveis submetidos a seis intervenções: (1) EMLA® (lidocaína 2,5% + prilocaína 2,5%); (2) lidocaína 2,5% + prilocaína 2,5% + amitriptilina 5% em pomada; (3) lidocaína 2,5% + prilocaína 2,5% + extrato de Acmella oleracea 20% (7,5% espilantol) em pomada; (4) lidocaína 2,5% + prilocaína 2,5% + amitriptilina 5% em Pentravan®; (5) lidocaína 2,5% + prilocaína 2,5% + extrato de Acmella oleracea 20% em Pentravan®; (6) Pomada base sem princípio ativo (placebo). A dor foi avaliada por Escala Visual Analógica (EVA) e a resposta pulpar por teste elétrico. As análises estatísticas incluíram ANOVA, Tukey e Friedman (p<0,05). As formulações 1 e 2 apresentaram menor EVA em ambas as mucosas, com diferença significativa frente às demais. A intervenção 6 apresentou os maiores escores de dor. As formulações 3, 4 e 5 demonstraram eficácia intermediária e semelhante entre si. Nenhuma intervenção promoveu anestesia pulpar significativa.

O EMLA® confirmou sua eficácia como padrão-ouro; a associação com amitriptilina demonstrou potencial promissor; Acmella oleracea e Pentravan® não apresentaram vantagens clínicas.

(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2023/15414-7)
PDIA04 - Prêmio DFL Inova Anestesia
Área: 3 - Fisiologia / Bioquimica / Farmacologia

Apresentação: 04/09 - Horário: 14h00 às 15h30 - Local: Salão Turquesa

DESENVOLVIMENTO TRANSLACIONAL DO CREME DE AMITRIPTILINA 5% PARA TRATAMENTO DA DOR OROFACIAL: DTMs ARTICULAR E MUSCULAR
Thomas Barbin, Victor Augusto Benedicto Dos Santos, Francisco Carlos Groppo, Sidney Figueroba Raimundo
Biociências FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A dor orofacial por disfunções temporomandibulares (DTM) afeta a qualidade de vida dos pacientes. Este estudo preparou e avaliou um creme tópico de amitriptilina 5% em base Pentravan para manejo da dor muscular e articular em DTMs. Foram realizados ensaios de desenvolvimento farmacotécnicos (cromatografia, estabilidade, pH, viscosidade), laboratoriais (liberação/permeação, microbiologia, viabilidade celular), pré-clínicos (camundongos) e clínicos (pacientes). A formulação mostrou estabilidade, uniformidade e segurança por HPLC. A permeação foi superior com Pentravan (4,23 ng/cm²/h) comparada à base Lanette (0,90 ng/cm²/h), base tópica mais utilizada na farmácia magistral. Em testes microbiológicos, as formulações atenderam às normas da ANVISA descritas na Farmacopeia Brasileira. Em células HaCat, a amitriptilina reduziu a viabilidade em altas concentrações (p<0.0001). Em 18 camundongos, o teste de Tail Flick revelou o efeito analgésico da amitriptilina (5% e 10%) foi mais duradouro (270 min) e com latência >10 min, versus diclofenaco (<90 min) (p<0,05). Em ensaio clínico randomizado duplo-cego com 60 pacientes com DTMs, a amitriptilina 5% reduziu significativamente a dor após 1 semana (p<0,0001), assim como o controle (diclofenaco), avaliados por Escala Visual Analógica, Escala de Faces e Escala Verbal de dor.

Os achados indicam que a formulação tópica de amitriptilina 5% em base Pentravan é uma alternativa terapêutica promissora para DTMs, combinando eficácia, segurança e conveniência de uso. Apesar dos resultados positivos, estudos adicionais com amostras maiores e maior duração são necessários para validar a aplicabilidade clínica em larga escala e compreender os mecanismos envolvidos no efeito analgésico.

(Apoio: CAPES  N° 88887.512405/2020-00 )
PMI001 - Prêmio DMG Odontologia Minimamente Invasiva
Área: 3 - Cariologia / Tecido Mineralizado

Apresentação: 05/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Salão Turquesa

EFEITOS DA FOTOBIOMODULAÇÃO E DA REMOÇÃO SELETIVA NA NEOFORMAÇÃO DENTINÁRIA EM LESÕES CARIOSAS PROFUNDAS: ENSAIO CLÍNICO RANDOMIZADO
Adan Lucas Pantoja de Santana, Thais de Mendonça Petta, Ana Karoline Oliveira Nunes, Rayka Nohara Furtado Gomes da Silva, Giovana Monteiro Teles, Helder Henrique Costa Pinheiro, Márcia Martins Marques, Roberta Souza D'Almeida Couto
Departamento de Dentística UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este ensaio clínico randomizado avaliou o efeito da remoção seletiva de cárie em cavidades profundas de dentes posteriores, associada ou não à fotobiomodulação (FBM), sobre a sensibilidade pós-operatória, vitalidade pulpar e neoformação dentinária. Vinte e sete molares permanentes com cáries profundas de Classe I foram randomizados em três grupos (n=9): controle (remoção seletiva), remoção seguida de FBM com laser infravermelho (810 nm) ou vermelho (660 nm). As cavidades foram restauradas com adesivo autocondicionante de duas etapas e compósito em incrementos. A sensibilidade foi avaliada por escala visual analógica após a restauração e em 1, 3 e 6 meses. Dois dentes por grupo foram submetidos à Tomografia Computadorizada de Feixe Cônico (TCFC) para análise da espessura, densidade de mineralização e área da dentina neoformada. Os escores de sensibilidade foram analisados pelo teste de Friedman (p<0,05) e a neoformação dentinária foi avaliada descritivamente. Todos os dentes permaneceram vitais, sem diferença significativa de sensibilidade entre os grupos ao longo do tempo. A análise de TCFC revelou neoformação dentinária em todos os grupos, com aumento da densidade mineral tanto na dentina afetada quanto na área remanescente, sendo mais evidente nos grupos irradiados.

A remoção seletiva da dentina infectada, seguida de restauração adesiva, foi eficaz na manutenção da vitalidade pulpar, na atenuação da sensibilidade pós-operatória e na indução de neoformação dentinária após 6 meses. A adição da FBM potencializou o aumento da densidade de mineralização da dentina neoformada.

(Apoio: CAPES  N° 88887.646868/2021-00)
PMI002 - Prêmio DMG Odontologia Minimamente Invasiva
Área: 3 - Cariologia / Tecido Mineralizado

Apresentação: 05/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Salão Turquesa

Tratamento Vital Pulpar em dentes permanentes com sinais clínicos de pulpite moderada: resultados parciais de 6 meses
Manuella Goulart Buchmann, Ariel Goulart Rup, Clarissa Cavalcanti Fatturi Parolo, Roberta Kochenborger Scarparo, Marisa Maltz
Departamento de Odontologia Preventiva e UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O manejo clínico de lesões de cárie profunda varia na literatura, sendo frequentemente guiado pela sinais e sintomas do paciente. Frente ao diagnóstico de pulpite moderada (PM), caracterizada por dor espontânea que pode ser aliviada com medicação, a pulpotomia (PT) é o tratamento padrão ouro. No entanto, estudos recentes sobre Terapia Vital Pulpar (TVP) sugerem que a remoção seletiva do tecido cariado (RSTC) pode ser eficaz em casos de pulpite moderada. O objetivo deste ensaio clínico randomizado foi avaliar a eficácia clínica do manejo conservador pulpar em dentes permanentes posteriores com PM. Foram incluídos, até o momento, 22 dentes diagnosticados com PM, randomizados em dois grupos: RSTC (n=13) e PT (n=9). Ambos os tratamentos utilizaram MTA como proteção pulpar e resina composta para restauração direta. A manutenção da vitalidade pulpar foi o desfecho principal avaliado após 6 meses de acompanhamento. A associação entre as variáveis preditoras (sociodemográficas e clínicas) e o desfecho foi analisada por meio de regressão logística e a comparação entre grupos quanto à taxa de sucesso foi realizada pelo teste exato de Fisher. O nível de significância adotado foi de 5% e as análises foram conduzidas no software STATA 12.0. As taxas de sucesso foram de 76,9% no grupo RSTC e 66,7% no grupo PT (p = 0,65). Nenhuma variável preditora demonstrou associação significativa com o desfecho.

Os resultados preliminares indicam que a RSTC pode ser uma alternativa conservadora e viável ao tratamento convencional de pulpite moderada.

(Apoio: FAPERGS  |  FAPERGS  |  CAPES)
PMI003 - Prêmio DMG Odontologia Minimamente Invasiva
Área: 3 - Cariologia / Tecido Mineralizado

Apresentação: 05/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Salão Turquesa

Avaliação in vitro de técnicas de microabrasão e infiltração resinosa para tratamento de manchas brancas pós tratamento ortodôntico
Natalia Vanuza Contente Rosa, Luis Alberto Wambier Adimari, Ellen Gaspar, Bruna Therly Ferreira Cunha, Ana Claudia Rodrigues Chibinski
Odontologia UNIVERSIDADE ESTADUAL DE PONTA GROSSA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliou-se, in vitro, dois métodos (microabrasão e infiltração resinosa) para tratamento estético de lesões cariosas iniciais em esmalte após tratamento ortodôntico. 40 dentes humanos foram divididos em dois grupos: Microabrasão e Infiltrante Resinoso. Analisou-se a superfície do esmalte no momento inicial, após indução de mancha branca e após os tratamento de acordo com as variáveis: cor (espectrofotômetro), rugosidade (rugosímetro de contato), conteúdo mineral (espectroscopia micro-Raman e EDS), topografia superficial (MEV). Após medições iniciais, bráquetes ortodônticos foram colados e manchas brancas induzidas quimicamente. Os dentes foram tratados com microabrasão (Whitness RM FGM) ou infiltração resinosa (ICON - DMG). A análise estatística dos dados foi feita com ANOVA por postos (= 0.05); os dados de micro-Raman, MEV e EDS foram descritos qualitativamente. Cor (ΔE) e rugosidade foram alteradas após indução de manchas brancas, mas retornaram aos valores iniciais após os tratamentos independente do grupo (p>0.05). As porcentagens de cálcio e fósforo (EDS) reduziram significativamente após indução de mancha branca, e retornaram a valores similares ao esmalte hígido apenas após micrabrasão, achado que foi corroborado pelos picos de PO-3 (micro-Raman). A micromorfologia superficial apresentou diferenças, com a microabrasão exibindo uma superfície lisa e polida e a infiltração resinosa uma superfície densa com pequenas irregularidades.

Ambas as técnicas obtiveram sucesso no mascaramento das lesões de manchas brancas, com cor e rugosidade finais similares à do esmalte hígido; o conteúdo mineral com o infiltrante resinoso foi levemente reduzido e saliências discretas puderam ser observadas.




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