03 a 06 de Setembro de 2025 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2025

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 2788 Resumo encontrados. Mostrando de 1761 a 1770


PIb0130 - Painel Iniciante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 04/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Salão Turquesa

ASSOCIAÇÃO ENTRE O DESENVOLVIMENTO DENTÁRIO E O ÍNDICE DE MASSA CORPORAL
Thayná Julia Rieck, Mariana Espindola de Oliveira, Virgínia Batista Rodrigues Moreira, Caroline Ropelato, Julia Carelli, Celia Maria Condeixa de França Lopes
Odontologia UNIVERSIDADE DA REGIÃO DE JOINVILLE
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O presente estudo teve como objetivo avaliar a correlação entre o Índice de Massa Corporal (IMC) e o desenvolvimento dentário em crianças de Joinville, Santa Catarina. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade da Região de Joinville (UNIVILLE), sob o parecer nº 4.478.866. Trata-se de um estudo realizado com uma amostra de 202 pacientes, com idades entre 6 e 12 anos, em atendimento na Clínica Integrada Infantil da UNIVILLE. As informações relativas à idade, gênero, medidas antropométricas (altura e peso) e radiografias panorâmicas foram obtidas dos prontuários odontológicos. A altura das crianças foi aferida em metros e o peso em quilogramas, utilizando-se uma balança antropométrica devidamente calibrada. O cálculo do IMC, adotado para verificação da situação nutricional, foi realizado através de uma calculadora específica desenvolvida para crianças e adolescentes, sendo as crianças classificadas em: baixo peso, peso saudável, sobrepeso e obesidade. O desenvolvimento dentário foi avaliado segundo o método de Demirjian et al. (1973). A idade cronológica média da amostra foi de 9 anos, enquanto a idade estimada pelo método de Demirjian foi de 9,5 anos, sendo a maioria dos participantes classificada como peso saudável. Os resultados indicaram ausência de associação estatisticamente significativa entre o IMC e o gênero.

Não foi observada correlação entre o IMC e o desenvolvimento dentário na amostra analisada.

PIb0131 - Painel Iniciante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 04/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Salão Turquesa

CONTRIBUIÇÃO DA GENÉTICA E DOS FATORES AMBIENTAIS NO DESENVOLVIMENTO DE MALOCLUSÕES: ESTUDO COM GÊMEOS
Antonio Borges Nunes Neto, Francisca Aline da Silva Matias, Antônia Andreina Pereira da Silva, Emanuelle Sampaio Araújo, Letícia Caminha Aguiar Lopes, Cacilda Castelo Branco Lima, Marcoeli Silva de Moura, Marina de Deus Moura de Lima
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Determinar e comparar coincidências de maloclusões entre gêmeos monozigóticos (MZ) e dizigóticos (DZ), e fatores ambientais associados. Trata-se de um estudo transversal censitário, realizado com gêmeos pré-escolares MZ e DZ, na faixa etária de três a cinco anos, em Teresina, Brasil. Crianças com dentição decídua incompleta, não colaborativas ou com síndrome de Down foram excluídas. Os dados foram coletados a partir de questionários e exame clínico. O índice de Foster e Hamilton modificado foi utilizado para diagnóstico das maloclusões. Coeficientes de correlação tetracórica/Spearman foram utilizados para determinar taxas de coincidências diagnósticas de características oclusais e maloclusões em MZ e DZ. Diferenças nas coincidências entre os grupos foram calculadas a partir dos testes qui-quadrado de Pearson ou exato de Fisher. Regressão logística multinível foi realizada para identificação de fatores associados à presença de maloclusão (p<0,05). Foram incluídos 192 pares de gêmeos (MZ=75; DZ=117). A prevalência de maloclusão foi 81,3%. Monozigóticos apresentaram maiores taxas de coincidências diagnósticas para relação canino direita e esquerda (p<0,001), sobremordida (p=0,005), mordida cruzada posterior (p=0,050) e presença geral de maloclusão (p=0,029), em relação aos DZ. Crianças com hábitos de sucção não nutritiva tiveram 3,7 vezes maior chance de apresentarem maloclusão (OR=3,70; IC95%=1,19-11,49).

Maiores coincidências de características oclusais, presença geral de maloclusões e mordida cruzada posterior em MZ que em DZ sugerem influência genética no desenvolvimento desses traços. Hábitos de sucção não nutritiva foram associados à presença de maloclusão.

PIb0132 - Painel Iniciante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 04/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Salão Turquesa

Associação entre desenvolvimento dentário e presença de anomalias dentárias em crianças com fissura lábio palatina
Camilla Cordeiro Guarnieri de Oliveira, Ana Sabrina de Oliveira, Nilza Cristina de Valor Gonçalves Wilhelmsen, Julia Carelli, Celia Maria Condeixa de França Lopes
Odontologia UNIVERSIDADE DA REGIÃO DE JOINVILLE
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do presente estudo foi avaliar a associação entre o desenvolvimento dentário e a presença de anomalias dentárias em crianças com fissura lábio palatina. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade da Região de Joinville - UNIVILLE, parecer 7.299.995. Foram identificados na base de dados do Centrinho (Núcleo de Pesquisa e Reabilitação de Lesões Lábio Palatais Prefeito Luiz Gomes), 359 crianças nascidas em Joinville/SC. Foram excluídas as crianças com prontuário com informações insuficientes e ausência de radiografias panorâmicas. A amostra final foi composta por 65 prontuários de crianças entre 6 e 12 anos. O desenvolvimento dentário foi avaliado e a idade dentária estimada pelo método de Demirjian et al. (1973). A identificação das anomalias dentárias foi realizada por análise das radiografias panorâmicas. Foram observadas anomalias em 42 crianças, sendo 31 com agenesia dentária, 4 com dentes supranumerários e 7 apresentando ambas as anomalias.

Pode-se concluir que as crianças com fissura lábio palatina com presença de anomalias dentárias apresentam alteração na idade dentaria.

(Apoio: CNPq)
PIb0133 - Painel Iniciante
Área: 3 - Fisiologia / Bioquimica / Farmacologia

Apresentação: 04/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Salão Turquesa

Metabolômica da saliva de bebês menores e maiores de 1 ano de idade
Breno Barbalho Teteo, Camille da Silva Rocha, Fernanda Barja Fidalgo Silva de Andrade , Liana Bastos Freitas Fernandes, Ana Paula Valente, Tatiana Kelly da Silva Fidalgo
Departamento de Odontopediatria UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliar os metabólitos de baixo peso molecular de crianças em fase de dentição decídua menores e maiores de 1 ano. Foram incluídos 19 pacientes sistemicamente saudáveis, de 4 a 60 meses de idade que procuraram por atendimento no departamento de Odontopediatria da Faculdade de Odontologia da UERJ. As crianças foram divididas entre < 1 e > 1 ano de idade. Critérios de inclusão: bebês saudáveis. Critérios de exclusão: recusa em participar. Para as crianças < 3 anos de idade, a saliva total não estimulada foi coletada por meio de uma pipeta pasteur. Já as crianças > 3 anos eram orientadas a cuspir em um tubo com auxílio de um funil. Todas as coletas foram realizadas em um período de 5 minutos. As amostras foram congeladas a -80°C e centrifugadas (10.000g, 4°C, 1h) previamente à análise. Os sobrenadantes foram submetidos à Espectroscopia de Ressonância Magnética Nuclear (1H-RMN) em um equipamento 500 MHz. Foi utilizada a análise discriminante pelos mínimos quadrados parciais (PLS-DA), avaliando-se o modelo e foi obtido o VIP score, utilizando o programa Metaboanalyst 3.0 (p<0,05). A média de idade foi de 6, 10 meses (DP=1,45) no grupo < 1 ano e 33,22 meses (DP=16,55) no grupo > 1 ano. Dada a PLS-DA, foi obtida acurácia de componente 95% utilizando 2 componentes principais e a análise multivariada demonstrou uma clara divisão dos grupos. VIP score demonstrou que <1 ano possuíam maiores quantidades de lactato e N-acetil açúcar, enquanto >1 ano possuíam maiores quantidade de acetato, propionato e açúcares em geral.

A análise da metabolômica da saliva evidenciou perfis distintos de metabólitos de baixo peso molecular quando comparadas crianças menores e maiores de 1 ano.

(Apoio: CNPq  N° PIBIC 2024-2027)
PIb0134 - Painel Iniciante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 04/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Salão Turquesa

Conscientização dos profissionais de saúde da atenção primária em relação à saúde bucal infantil: um estudo através de questionário
Eliza Maria Santana Oliveira, Gustavo Soares Gomes Barros Fonseca, Yuri Jivago Silva Ribeiro, Marcio Santos de Carvalho
CENTRO UNIVERSITÁRIO DO MARANHÃO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo teve como objetivo avaliar o nível de conhecimento, atitude e prática de profissionais das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de Imperatriz, Maranhão, em relação aos cuidados com a saúde bucal infantil. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Centro Universitário do Maranhão (UNICEUMA). A análise dos dados foi realizada por meio de análise de variância unidirecional (ANOVA), com cálculo de médias e desvios padrão. Dos 100 profissionais convidados, 40 participaram, sendo 70% enfermeiros, com predominância do sexo feminino (80%) e idade média entre 38 e 40 anos. Cerca de 25% tinham entre 5 e 10 anos de experiência, e 72,5% não possuíam treinamento formal em saúde bucal na primeira infância. Em relação às práticas recomendadas, 60% indicam visitas ao dentista após a erupção do primeiro dente, e 65% relataram que os responsáveis têm dúvidas sobre medidas preventivas de cárie. Quanto à cárie precoce da infância (CPI), 53,5% conheciam o termo, com 85% associando-a à má higiene oral. A maioria (97,5%) reconhece que a CPI não tratada afeta a saúde geral da criança, e todos concordam que sucos e bebidas açucaradas são prejudiciais aos dentes. Embora 75% considerem o odontopediatra o profissional mais indicado para o cuidado bucal infantil, o acesso a esse especialista nem sempre é possível.

Conclui-se que profissionais não dentistas, estão em contato frequente com os pais e/ou responsáveis do neonato nos primeiros anos de vida. Assim, envolvê-los em treinamento em saúde bucal seria uma abordagem eficiente para a prevenção da cárie precoce na primeira infância.

(Apoio: FAPEMA  N° 0352023)
PIb0135 - Painel Iniciante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 04/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Salão Turquesa

O impacto da hipomeralização molar-incisivo na qualidade de vida de crianças atendidas em uma clínica escola
Kaio Conceição Barbosa, Wisnayder Silva de Matos, Carla Everllyn de Oliveira Rêgo, Gustavo Henrique Vilela Mota, Eliza Maria Santana Oliveira, Yuri Jivago Silva Ribeiro, Marcio Santos de Carvalho
CENTRO UNIVERSITÁRIO DO MARANHÃO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O presente estudo teve como objetivo avaliar o impacto da hipomineralização molar-incisivo (HMI) na qualidade de vida de crianças em idade escolar atendidas em uma clínica escola. Esta pesquisa foi submetido e aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP). Foi realizado um estudo observacional transversal. Durante o atendimento clínico, foi aplicado um questionário (escala de B-ECOHIS) afim de avaliar o impacto da HMI na qualidade de vida dos pacientes. Para avaliação da intensidade da hipersensibilidade dentária foi medida estimulando a superfície bucal de um dente com ar de uma seringa odontológica em que a Escala de Sensibilidade ao Ar Frio Schiff (SCASS) foi utilizada para avaliar a resposta dos sujeitos a esse estímulo. O trabalho obteve uma amostra de vinte pacientes com idade aproximadamente de 9 anos, com prevalência do sexo feminino. Quase a metade dos pais falaram que o aspecto do HMI nos dentes de seus filhoS já a prejudicaram a autoconfiança (n=7;ME=0.000;dp=0.5), o que também foi notado quando se refere a dificuldade aos seus filhos se alimentarem (n=7;ME=0.000;dp=0,3162). Com relação a escala de dor a prevalência foi variável, com dor leve (n=3;ME=2;dp=0.57) seguido de dor muito forte (n=3;ME=2;dp=1.0) e dor insuportável (n=3;ME=3;dp=0.0)

Conclui-se que as características clínicas do HMI e quadros de sintomatologia dolorosa caracterizado pela hipersensibilidade, podem afetar diretamente o convívio social em que esta criança está inserida, estabelecendo-se um impacto negativo na qualidade de vida, estabelecendo-se quadro de insegurança relacionados a estética, até dificuldades com relação a alimentação devido a hipersensibilidade.

(Apoio: FAPEMA  N° 035/2025)
PIb0136 - Painel Iniciante
Área: 3 - Cariologia / Tecido Mineralizado

Apresentação: 04/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Salão Turquesa

Efeito do verniz de TiF4 em modelo animal: análise do fluoreto em tecidos, avaliação clínica dentária e histológica gengival
Gabriela Pellizon Floret, Mariele Vertuan, Júlia França da Silva, Aline Dionizio, Beatriz Martines de Souza, Victor Mosquim, Gustavo Pompermaier Garlet, Ana Carolina Magalhães
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - BAURU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo utilizou um modelo animal para induzir o desgaste dentário erosivo (DDE), avaliar a eficácia do verniz de tetrafluoreto de titânio (TiF4) e investigar seu potencial efeito tóxico. 48 ratos machos Wistar foram divididos em três grupos de acordo com o verniz (n=16): TiF4 (24.500 ppm F, pH 1), NaF (24.500 ppm F, pH 5) e placebo (pH 5). Em cada grupo, metade dos animais foi submetida a desafio erosivo por meio da oferta de Sprite Zero®, enquanto a outra metade recebeu água da torneira, ad libitum. Durante 28 dias, o peso corporal e o consumo alimentar dos animais foram monitorados. As mandíbulas foram dissecadas para a análise clínica e histopatológica. A análise estatística foi realizada utilizando ANOVA/Kruskal-Wallis (p<0,05). Não houve diferença significativa no consumo de alimentos entre os grupos, porém o ganho de peso foi menor nos animais que consumiram Sprite Zero® (ANOVA, p=0,0011). A análise histopatológica da gengiva revelou a ausência de alterações teciduais relevantes em todos os grupos, reforçando a biocompatibilidade do verniz aplicado. Clinicamente, o DDE foi detectado apenas nos animais do grupo placebo expostos ao desafio erosivo em comparação aos que consumiram água e aos grupos de fluoretos (Q2=12,6, p<0,01), demonstrando que os fluoretos foram capazes de reduzir o DDE. Não houve diferença entre grupos na quantidade de fluoreto presente no plasma sanguíneo, rins, intestino e estomago (p>0,05), porém uma diferença significativa foi encontrada no fígado, quando o TiF4 foi comparado ao placebo (Kruskal-Wallis/Dunn, p=0,0126), mas a quantidade total detectada foi baixa.

Portanto, o TiF4 reduziu a progressão da DDE de forma similar ao NaF, sem causar efeito colateral relevante neste modelo animal.

(Apoio: FAPESP  N° 2019/21801-8 )
PIb0137 - Painel Iniciante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 04/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Salão Turquesa

Validade e Confiabilidade de um Questionário de Frequência Alimentar (QFA) para avaliar a cariogenicidade da dieta em crianças
Thereza Emilia Figueiredo Wychniauskas Medeiros, Camilly Rocha da Silva, João Carlos Rocha, Taís de Souza Barbosa
Departamento de Odontologia Social e Clí INSTITUTO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA / ICT-UNESP-SJC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O estudo testou a validade e a confiabilidade de um Questionário de Frequência Alimentar (QFA) para avaliar a cariogenicidade da dieta infantil. Setenta e um pares de mães/crianças, de 6 a 11 anos, foram selecionadas da clínica de Odontopediatria da Universidade e de uma escola municipal em São José dos Campos, SP. A experiência de cárie foi avaliada por uma examinadora calibrada (Kappa inter = 0,84) utilizando os índices ceo-d e CPO-D. A higiene bucal foi determinada pelo Índice de Higiene Oral Simplificado. As mães preencheram o QFA com 37 itens, divididos em 4 grupos de alimentos (ricos em açúcares simples, ricos em amido, ácidos, protetores), com opções de resposta: "não consumiu", "consumo semanal" (1-2, 3-4, 5-6) e "consumo diário" (1, 2, 3, 4, 5, 6+). A frequência de consumo foi convertida em porções diárias e a média diária/semanal para cada grupo de alimento foi calculada. Foram utilizados os testes Shapiro-Wilk, Qui-quadrado, Mann-Whitney/Kruskal-Wallis, correlação de Spearman e Alfa de Cronbach (α). A maioria das crianças tinha higiene bucal ruim (90,3%) e pelo menos um dente decíduo (69,9%) ou permanente (78,3%) cariado (p<0,01). A maior frequência de consumo foi diária para os 4 grupos de alimentos (p<0,01). A maior experiência de cárie em decíduos foi observada em crianças com consumo semanal de alimentos ricos em açúcares simples (p=0,041). Os 4 grupos de alimentos do QFA se correlacionaram positivamente (rho= 0,33-0,74; p<0,005). Houve maior média de consumo de alimentos protetores, ricos em amido, ricos em açúcares simples e ácidos (p<0,0001). A consistência interna do QFA foi satisfatória para os 4 grupos de alimentos (α=0,73-0,85).

O QFA mostrou validade e confiabilidade para avaliar a cariogenicidade da dieta em crianças.

(Apoio: CNPq  N° 9250)
PIb0139 - Painel Iniciante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 04/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Salão Turquesa

Qualidade de mensuração da versão heterorrelatada do SOHO-5 em pré-escolares: análise do SB Brasil 2023
Jordana de Souza Santos, Bianka Fernandes Delmônico, Anelise Alves Silva de Souza, Isabela Melo Martins, Marisa Alves Araújo, Saul Martins Paiva, Ana Flávia Granville-garcia, Matheus de França Perazzo
UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo teve como objetivo avaliar a validade estrutural da versão heterorrelatada do Scale of Oral Health Outcomes for 5-year-old children (SOHO-5) e testar a invariância de medida entre as regiões do Brasil com dados da Pesquisa Nacional de Saúde Bucal - SB Brasil 2023. Inicialmente, a estrutura fatorial foi avaliada separadamente para cada região, mas as regiões Sudeste e Centro-Oeste não foram incluídas nas análises comparativas devido à ausência de respostas em todas as categorias para alguns itens. A análise fatorial confirmatória foi realizada utilizando o software Mplus versão 8.8. As regiões Norte, Nordeste e Sul apresentaram cargas fatoriais superiores a 0,65. No Sul, observou-se covariância dos erros entre os itens "evitar sorrir por causa da aparência" e "autoestima", além da associação entre "evitar sorrir por causa da aparência" e "evitar sorrir por causa da dor". No Norte e no Nordeste, foram identificadas covariâncias entre "dificuldade para dormir" e "dificuldade para comer", e no Nordeste, adicionalmente, entre "dificuldade para dormir" e "dificuldade para brincar". O modelo inicial demonstrou bom ajuste (χ²/gl=2,2; CFI=0,994; RMSEA=0,027; IC95%=0,021-0,032). A invariância métrica foi suportada (χ²/gl=1,78; CFI=0,996; RMSEA=0,021; ΔCFI=0,002; ΔRMSEA=-0,006), assim como a invariância escalar (χ²/gl=1,77; CFI=0,995; RMSEA=0,020; ΔCFI=-0,001; ΔRMSEA=-0,001). As variações nos índices de ajuste atenderam aos critérios estabelecidos para a confirmação da equivalência dos modelos.

A versão heterorrelatada do SOHO-5 apresentou evidência de validade estrutural adequada e invariância de medida entre as regiões norte, nordeste e sul do Brasil.

(Apoio: CNPq  N° 420299/2023-8  |  CNPq  N° 406840/2022-9)
PIb0140 - Painel Iniciante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 04/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Salão Turquesa

Síntese e caracterização de um infiltrante dental experimental com partículas de nanohidroxiapatita
Christina Marcos de Mello Ramos, Fabio Teixeira Pacheco, Igor Chaparro Chilinque, Eduardo Moreira da Silva, Renata Nunes Jardim Reis, Gloria Fernanda Barbosa de Araujo Castro, Antônio Ferreira Pereira , Maristela Barbosa Portela
Odontopediatria UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo teve como objetivo sintetizar um infiltrante dental (ID) com partículas de nanohidroxiapatita (n-HAp), caracterizar suas propriedades físico-químicas e avaliar sua capacidade de recuperar a dureza do esmalte dental desmineralizado após desafio cariogênico in vitro. O ID experimental foi formulado sem (controle - G1) e com n-HAp em duas concentrações (10% - G2; 15% - G3) em matriz resinosa de TEGDMA (87%), UDMA (11,5%), EDMAB (1%) e canforoquinona (0,5%). ID comercial (Icon® - G4) foi usado como controle. Para a caracterização físico-química dos ID foi avaliado grau de conversão (DC), microdureza superficial (KNH) e rugosidade superficial (SR). Blocos de esmalte bovino foram submetidos a biofilme cariogênico de Streptococcus mutans e tratados com os ID. A microdureza superficial (KNH1) e transversal (CSKNH) foram mensuradas para avaliação da recuperação da dureza do esmalte. Os dados foram analisados por ANOVA e teste t (α = 0,05). DC e SR aumentaram proporcionalmente à concentração de partículas, com G3 exibindo os maiores valores e G4 os menores (p<0,05). Todos os ID experimentais apresentaram KNH iguais entre si e maiores que G4 (p>0,05). Nenhum ID recuperou os valores de KNH1 ao nível de esmalte hígido, mas G2 apresentou maior percentual de recuperação superficial (83,66±20,41). Com relação a CSKNH, G3 apresentou aumentou da dureza em 20 μm e 50 μm (p<0,05), G2 reduziu a dureza em 150 μm (p<0,05), e nas demais profundidades, G3 e G2 foram semelhantes ao esmalte hígido. G1 e G4 foram semelhantes ao esmalte hígido em todas as profundidades.

Conclui-se que o ID com 10% e 15% de n-HAp apresentaram bom desempenho físico-químico e possibilitaram recuperação da dureza do esmalte desmineralizado frente ao desafio cariogênico.




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